Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06547


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Full Text
Am
XXIV.
Sexta-foira 17
.,../nubllca-se todoa mdluque nSo
V"V m asignantes 3o loserldo
'^"TO P< l'h. 40 rs.e.n trno dlf-
rJwo i' ,,jc,vi pela ineUdc. O nao
1^,338 f rs. por hnh, I(U r.
em f)| uerlole. por oada publicado.
"HASES DA LA NO MEZ E OUTUBRO.
. .d Ai II hora e 42 mln. da inaiih.
rt'/.u" borle 33,aln.d.rd.
LuU.'t, a 19. aos 8 mln da manb.
K.Uasllhore27mln.d
, da tard.
PARTIDA DOS CORREJOS.
Ooianna e Parahlba, Al segs. seitas-ftras.
Rlo-G.-dp-Norte, quintat-fciras ao meto-dia.
Cobo, Scrlnhem, Rlo-Formoso, Porto-Cairo
e Macelo, no I.*, a II e 21 de cada mez.
Caranhun e lio ni lo, a 8 c 2.1.
Boa-Viita e Flore, a 13 e 28.
Victoria, Ai qulnlai-felra.
Olinda, todo* os das.
PRF.AMAR OE HOJE.
Prlmelra, i 5 horas 18 minutos da manb.
Segunda, As 5 horas e 42 minutos da tarde.
efe Outubro de 1848
N. Mf
DAS DA 8EMAKA.
23 Segunda. S. Joao Capiatnno. Aud. do J.
dos orph. do J. el*, edo J. M. da 2. .
24 Terca. 8. Rafael Archanjn. Aud. doJ.
doc. dal. y. r do J.depaid<>2. dist dr t.
26 (Juana.Ss. Cripim eCrliplniano. Aud.do
J.doc.da 2. t. e doJ.de pa do2di>t. del.
20' Quinta. S. Evaristo. Aud. do 1. do orph.
do J. M. dal.r.
27 Sena. S. F.lesbao. Aud. do J. do clv. e
do J. de paz ilj I dist de t.
28 Sabbado. + S. Simio e s JudasThaddeo.
28 DomlogoS. Feliciano.
CAMBIOS NO DA DE 25 OtTTWRO.
Sobre Londres a 25 d. por IfOOOrs.aSO d.
Pars
Lisboa 120 por cenlo de premio.
llio-dr- l.iiirirn ao par.
Desc. ilc le de boa lirmis a 1 Z ao mes
Accoeidacomp.de Hruerltx-, a.W/rs. aop.
Oaro,Oncas hespanholas :ll.iKio a 31/501)
MoeMas de 0/400 v. 18/000 ___,
de/4O0n. lG/ . de 4/000... 9/500 a 9/700
PrataPatace brasileiro l/9*> a 2/00O
Pesos coluinnario. 1/080 a 2/00O
Ditos mexicanos..... 1/920 a 1/940
'.
DIARIO DE riyUAMBUCO,
PARTE 0FFIC1AL.
"goverpo da provincia.
lm. e Exm. Sr.A associago commercial des-
tarrar j* tevea distincta honra do dirigir a V. Exc,
or intermedio de urna deputag3o, assuas elicita-
efles pela nomeagflo que S. M. o Imperador hotve
nornem fazer na pesaos de V. Exc. para a directo
do governo desta provincia.
A associaQflo commercial, cerla do encontrar no
enverno dirigido por V. F.xc. todo o apoioeprotec-
jo tambem n3o duvida que V. Exc. acother be-
runamente o convite que presentemente lhe fa:
par se" socio honorario.
ngne-se, pois, V. Exc. .aceitar o convite da as-
sociaeflo commercial com que muitos honrr s-
lim como os mais puro votos ilo estima c considera-
,j0 que tributa pessoa do V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. por muitos annos.
Sala da associaco commercial de Pernambuco,
2l de outubro de 18*8.Illm. e Exm. Sr. commen-
dador llerculano Ferreira Penna, presidente da pro-
vincia.--'oa Pinto de Limos, presidente.--Bernardo
dt Oliveira Mello, secretario.
Illms. Srs.Accuso a recopcSo do odlcio de Vs.
Ss., datado de91 do corrente, no qual, renovando as
felicitarles que me foram dirigidas pela associacflo
commercial desta praca por haver-se dignados. M.
o Imperador encarregar-me da administrarlo da
provincia, fazem-me igualmente o obsequio de con-
vidar-me para seu socio honorario; e apreciando,
como ilov). esta demonstrarlo de estima e conflanga
de tilo dislincta corporacSo, cumpre-me responder
a Vv. Ss. que nlo s aceito o seu eonviie, mas tam-
bem esorgar-me-hej por manifestar-lhes o meu re-
conhecimenlo,. cont'ribuindo a favor do commercio
rom todas aquellas medidas que porventura este-
jama meu alcance, eapplicando muito especialmen-
re os mous desvelos a manutenc3o do socego e segu-
ranza publica, como essencial condigno da sua pros-
peridade.
Dos guarde a Vv. Ss. Palacio do governo da
provincia de Pernambuco, 20 de outubro de 1848.
llerculano Ferreira l'enna Srs. directores da asso-
ruicfio commercial desta praca.
Accuso a recepcSo do ofllcio que Vmc. dirigi-
me com data do 23 do corrente, e agradecendo as
obsequiosas expresses com que me felicita por ha-
ver-se dignado S. M. o Imporador con*ar-mo a ad-
ministrar,!lo desta provincia, devo igualmente asse-
verar-lhe que aprecio muito os patriticos desejos
que Vmc. manifesta de empregar-se no servico pu-
blico, e cont com a sua leal coadjuvagDo nesse dis-
trictu para rcalisar o meu principal empenho, que
consiste na religiosa observancia da constituirlo e
das leis, como nico meio de garantir os direilos de
lodos, de manter a seguranza publica e iilividual,
e de promover em suiima a prosperidade desta im-
I"i unte parte do imperio.
Dos guarde a Vmc. Palacio do govgrno da pro-
vincia de Pernambuco, 36 de outubro de 18*8.
llerculano Ferreira Pen.Sr. Manuel Camello Cuval-
cantu do Albuquerque, juiz de paz dp distrirlu da
cidade da Victoria.
einpenliado por o Sr. offleial que para isso ttver com-
misso, cumprindo queoSr. tenente-coronel Cous-
eiro, nesta intelhgencia, esteja preparado para Ta-
zer a entrega docommando da fortaleza, e poder,
depois della verificada, seguir para o seu novo des-
tino.
Francisco Jote Damatcenn Rotado.
quero sOe dirigir apodos, e desfarto forea-los a sof-1 cOes, espago infinito de gosos rcaes, deben
^ I o do permanente felicidades Elle j n3o vi
fro-lo com resignagito e paciencia. jpodia subtrahir-se alai terrivel. que bem
l
COMMANDO DAS ARMAS.
(liartel do caminando da* armas na cidade do Recife,
25 de outubro de 18*8.
OltDEM DO WA N. 62.
0 commandanle das armas interino londo prejen-
tesss participagOes officiaes que as dalas de 23 e 24
''o corrente Ihefram dirigidas polo Exm. Sr. presi-
dente da provincia, faz cerlo a guarnigno :
1 llaver por bem S. M. o Imperador, por decreto
de 2 do con-ente, demiltir do Ingar de director do ar-
senal do guerra desta provincia o Sr. coronel gra-
duado do estado njaior do segunda classo Trajano
Ceznr Burlamaque, o nomear para o substituir no
referido lugar o Sr. niajor do estadu-maior de pri-
mera classe JoHo Po'dro de Araujo e Aguiar.
a Ter-se dignado, em aviso da referida data, no-
mear o Sr. tenente-coronel graduado do.estadn-
rnaior deprimeira classe Antonio Comes Leal para
commandanle da fortaleza do Rrtim, e remover des-
b" Para a de Itamarac o Sr. tenente-coronel gra-
duadoJoaquimCaetano de Souza Cousseiro.
30 Ser servido, por decreto tamben de a.demiltir
docommando do segundo balalhao de rtilharia a
Pe o Sr. tenente-coronel Manocl Ignacio de Carva-
jo Mendonga, e nomear para subslitui-lo neste com-
rnando o Sr coronel do eatado-maior de primeira
classe Joaquim Jos Luiz do Souza.
*: Determinar, por aviso de 2 deste mez, que o Sr.
pililo do sexto bntalhiio do cagadores, Manuel
Agostiii|io da Silva sloreira, seja empregado no com-
mando da companhia fixa da provincia de Sergipe,
no eso que anda all se acbe. <
* Finalmente, concedor por aviso de 5, passagem
para a companhia fixa de cavallaria desta provincia
0,, .Primeiro cadete do regiment primeiro de ci-
vall^ria ligeia^ Joaquim Soares de Figueiredo.
y commanilanle das armas interino, publicando as
Jisposices imperiaes que ficam mencionadas, ac-
*jrfscenta, de conformidade cpm as que lhe fram
dadas pelo mesmo Exm. Sr. presidente, que o Sr. te-
nenic-coronel Leal devo continuar no exrcicio em
que se acha, al que, apresenlando-so o seu succes-
H^r Possa ir tomar o cornmando que acaba de Iba
^oaftKto. o qai p-iri s ::.- seis lalsisJ iss-
Repartanlo da polica.
EXTRACTO DIARIO DO DA 26 DO CORRENTE.
Foram picaos :a nrdem do Sr. desembargadnr
chere de polica, o crioulo forro Manoel do Espirito
Santo, por estar altercando com outro, e os paisa-
nos Jos Caetano de Mello, Leandro Lopes Lima,
Jorge Jos Carlos Quinta, Cuilherme Raymundo das
Chagas Coutn, Jos Luiz da Silva, Manoel Joaquim
de Mello e Fortunato de Jess para recrutas;do
subdelegado de S.-Antonio, o preto Joaquim, p-
scr encontrado con urna faca de ponta, e o pardo
Antonio:e do delegado do l. districto, o pardo
Antonio Teiseira da 8ilva. Nao se sabe o motivo das
prisOes dos tres ltimos individuos.
0 1. Amanuense,
Aprigio Josi da Silva
PENAWBUCe.
-..
LISTA DOS CIDADAOS CUALIFICADOS N* FRE-
GUEZIA DE SAN-JOS.
;% Segundo quarteirao.
60 Antonio dos Santos Vasques.
61 Antonio Francisco da Trindade.
62 Bruno Antonio de Serpa BrandSo.
63 Carlos Augusto de Araujo.
6* Faustino Jos dos Santos.
65 Flix Comes.
66 Francisco Antonio de Moraes.
67 Francisco Rodrigircs de Moura.
68 Francisco fiongalves Aleixo.
69 Francisco Pereira Birges.
70 Francisco do Barros Reg.
71 GcraldoPereirade Moraea.
72 Gongalo Francisco Martins.
73 Hiplito Rodrigues da Costa.
7* Jo.lo Francisco Regis.
75 Jofio Francisco Gomes.
76 Joo Rodrigues de Moura
77 J0S0 AI ves de Moraes.
78 Joilo Antonio Estoves.
79 Joo do Dos da Cunta.
80 Joaquim Jos do Sant'Anna.
81 Joaquim Pereira de Freitas.
82 Jnaqnmdo Nascimento de Souza.
83 Josde Alinrid Lima.
84 Jos Francisco de Lima.
8"5 Jos Marques da Silva.
86 Jos Lourengo do Reg.
87 Jos Martins Pedra.
88 Jos Mara de Figueiredo.
89 Jo3o Francisco Ferra Magalhiles.
90 Luiz Antouiode Freitas.
91 LuifcAntonio do Souza.
92 Manocl Francisco Alei\o.
93 Manoel Jos da ResurrcigBo.
94 Manoel deAlmeida Lima.
95 Manoel Jos do Nascimento.
96 Manoel Ignacio.
97 Manoel dos Prezeres.
98 Manoel Antonio Nunes Machado.
99 Manoel Vaz Cameiro.
100 Manoel Joaquim Ferreira Esleves
101 Manool^mbrozio da ConceicOo Padilha.
102 Marianno dos Reis Espindola.
103 Marianno dos Reis Espindola Jnior.
10* Marlinho Aleixo dos Santos.
105 Maximiano Francisco das Nevos.
106 Matliias da Costa Oliveira.
107 Silvestre Joaquim do Nascimento.
108 Silvestre uibeiro de Albuquerque.
109 Severino Rodrigues da Costa.
IIIAKIII IIK IM!K\ASIIi;i;o.
Informado disto, o Sr. subdelegado de San-Frei-
Podro-Gongalves dera as precisas providencias para
que o aobredito Nicacio fosse preso: o inspector de
quarteirSo aquem Mra incumbida a execucSo de tal
ordem, dispoz as cousas do modo.que a prisilose
ffTeituasse no dia indicado, quando Nicacio voltosse
do mar para onde havia ido pesca. Entretanto,
certos subjeKos, 13o mal intencionados como esse
verdadeiro reo d pcilcia, assentaram de recorrer s J
todos os meios possiveis para neutralisarem a dili-
gencia ; e, nesse intuito, pozeram-se a fazer signaos
na praia afim de que Nicacio nfo a procurasse; mas,
vendo que o expediento n3o aproveitava.resolveram
mandar urna jangada ao encontr daquella em que
vinha o seu protegido, para que, avisado a lempo,
podessoelle retroceder.
Como era de sua rigorosa obrigago, o inspector
oppoz-se a que se consuniinasse seinelhanle escn-
dalo; mas os que linliam empenho em realisa-lo,
bom longo decederem s advertencias do mesmo
inspector, correram a buscar armas, e, ao vollarem,
com ellas em punho trataram de verificar o seu pro-
posito.
.Ao passo que o agente policial lutava com os des-
orderos, spparcccu c Sr. subdelegado de que fallar
mos mais cima, eaps de muitos esforgos conse-
guio dispersar o grupo depois de haver prendido
a tres dosamotinndores que mais se tinham distin-
guido.
Eis o estado a que chegmos pola demasiada e
criminosa condescendencia que, de lempos para c,
se ha guardado com certos cabecilhas que mais
aptos parecem para derramar o susto e o terror por
entre os cidadlos pacficos o honestos. Esta situagSo
he summamentc afflictiva, e releva que sej removi-
da a custa dos maiores sacrificios, para que nSu to-
quemos ao ponto de vermos prevalecer o dircilo do
mais forte.
o Sr. subdelegado do Becifo no se deve, pois,
-limitar ao que ha foito: instaure um processo a-
ccrca do delicio, para que sejam rigorosamente pu-
nidos lodos qua.nlos para elle concorreram. So n3o
ar este alvitre, a sua obra ficar incompleta.
Commuiiicario.
BECIFE, 2* DI OUTUBRO I 184S.
Ha factos que, por sua gravidado, jamis devem
deixar de ser referidos pela imprensa, quando mais
nOoseja, para que fique volado animadverso do
publico quem.qurqueosbouver pralicado. Qaclo
da insubordinaoSo o da resistencia autoridade,
ceiiimctlido a 23 do corrente, pelas i horas da lardo,
por alguna moradores de Fra-de-Portas esta juata-
menl nesle caso, e por isso vamos narra-lo.
Demora nesse bairro um tal Joa Nicacio Barbosa,
individuo de mos coslunies, que r3o s insulta
quasique a cada momento aspessoas maissisudas
dp lugar, sen2o tambem traz sempre comsigofar-
-" Uim vnmn oua Data intimidar aquellos a
de bens solidos
vivo... ll.ii
aprouve
ao monarcha da creagflo, cahio victima do pesado
tributo que arroja a humanidade aos profundos a-
bysmos Oh 1 contingencia fatal!.' mas o seu tmu-
lo he um monumento erigido virlude, a sua alma
urna vida quenflo morrer, easua memoria que
encerra urna poca inleira da historia nacional, per-
peta-sena guarida dos nossos peilos e no porvir
dos annos : todava n.lo deixaremos de exhalar um
magoado suspiro de saudade, doridos ais quo desa-
la lam o corago, e depr sobre o seu fretro um ra-
mo de cypreste, emblema de angustias.
No esbogo necrnlogico que emprehendemos, em
trbulo de puro brasileirismo e de desinteressada
amizade, (tal vez mais azado para pennas mais lia
heis 1 traremos memoria os seus claros feitos, sem
mesclar com as cores da lisonja a expressHC da ver-
dade, porque importara revolver com rh3o crimino-
sa manes lo venerandos, romper o respeitavel si-
lencio do sepulchro, violar o renouso sagrado, em
summa commelter um horrivel sacrilegio, em hora
13o solemne.
Oriundo de mui antigos e nobres avoengos, ri-
quissimos propretarios e varoes da primeira jerar-
chia do Portugal e Hespanha, cuja heroiridade e fa-
ganlias, buriladas em laminas de dourados bronzes,
sempre respetou a voraz e solapadra inflo do lem-
po, cnthusiasmava-sc com os exemplos de feitos glo-
bosos que herdra dos seus maiores, buscava s
immortalisar-se pela pratica desuas virtudes r ser-
vigos relevantes sua patria : basta contemplar esse
varao em lodos os pices da sua vida, desde a pri-
meira madrugada.
A risonha aurora dos seus das raiou a 24 de ma o
de 1786 nesta amena provincia, e contava pouco mais
de dous lustros, depois de receber a instrucgflo pri-
mara, vio a sua iougia juveuiue revestida dos tur-
vos matizes da orphandade, ligSo que lhe foi edifi-
cante, porque cedo aprendeu os rigores dessa yicis-
siludo para, conscio por si mesmo, poder suavisa-la
aos seus semclhantes ; e enlo bem reconheceu
quanto lhe utilisou subjeitar-se aojugo da virlude,
passando este periodo da vida sem desvarios que
lhe sao proprios. O espirito de accclerar a perpetui-
dade da succcssio que lhe era destinada pela sua
primogenitura no colossal morgado do Cabo occa-
sionou osou prematuro consorcio c allianga, ao Ier-
ren o lustro, cum urna prxima consangunea que
lhe era digna por ter igualmento recebido urna aecu-
rada educag3o, e ser um prototipo de virtudes, o
que contribuio para o esplendor e eslabilidade da
sua lu luna. Logono verdor dos annos se arhou na
posso de inmensos bens rurae.s e inteira opulencia ;
assim dotado de um corag3o dcil viva embebecido
no meio dsquccs trabalbos, no repouso e na paz do
desvelado pai de familias. No seu domicilio, o gran-
de, o pequeo, o rico e o pobre sempre encontraram
o mesmo homem, demonstrando a indilTorenga quo
lhe mereca esses bens muniliinos, c que no se fas-
cinava por esses ephemeros prestigios ; porque, edu-
cado no regago da creuga, bem reconhecia quanto
ellos uram precarios, eque a religi3o era o nico
bergo da verdaduira grandeza, c por isso s seenle-
vava anle os altares, e s oevangelho lhe servia uo
cdigo.
Jteconhecdo por seu zelo e por sua prudencia, foi
o cidado que oceupou pela primeira vez o empre-
go de capitao-mr do Cabo, lugar dilllcil e espinho-
so, queso principio recusou, mas resolveu aceitar
por considuiages ao servigo publico c pessoa do
capitn-general Caetano Pinto do Miranda Monte-ne-
ro, do qunl mereceu os maiores elogios polo seu
excmplar desempenho. Entretanto, elle considera
vaque seu paiz ca no s digno do mais propicia
sorlo, como dos seus maiores sacrificios, e tambem
horiorisava-se de quo o Brasil gemesse. cerca de
300 annos, sb o peso do execrando monsiro, o des-
potismo, fundado no opprobrio dos POTOS, erguido
sobro fogueir-as e cadafalsos,- rodeado de punimos
fratricidas, reconhecendo quo um governo de estu-
pida ferocidadeque sacrifica va a rasSo ao fanatismo,
onde era un crime sentir nobremente, um altentado
eslcnder a esphera da civilisag3o e dilatar os domi-
nios da intelligcncia, convinha banir essas horrveis
scenas de proscripg3o, ostentadas pelos caprichos e
sanha d'aquelles verdugos que se compraziam de
assoprar as tochas da discordia. Essas ideias eram
geraes, e desde muito pullulavam nos peitos de to-
dos os Pernambucanos, povo heroico e magnnimo,
essencialmente idolatra da liberdade, que envidou
tanto sanguo para esmagar esse colosso dos tyran-
nos, proclamar os direitos do homem social, e inau-
gurar doce allianga; e foi em Pernambuco, a 6 de
margo de 18l7,que appareceu esse movimento patrio-
tico, maltogrado sim, por prematuro, e dirigido por
m3os imperitas dascioncia administrativa.
O hroe quo nos oceupa mo pode deixar de tomar
parte, de prestar decidida cooperagSo para o bom
xito dessa gigantesca rovolugSo; ja porque parti-
Ihava essas ideias, ja para acompanhar a sorte dos
seus parontes, amigos e patricios da primeira plana,
que nella se involveram ; mas em balde, porque-esse
prinjeiro abalo niofez estremecer a oppress3o, aules
multiplicou a carnificina horrorosa, e a tyrannia re-
liuou em tormentos. Desgamos as particularidades
para se poder bom avahar o asperrimo e brbaro sof-
frimonto quo experimentou aquello denodado cda-
do, nascido as mantilhas de hroes o persona-
geus, e criado no seio da opulencia e de lodos os
commodos da vida. He sobre as ruinas da revolugao
que ello rivalisa a Mario as lagas de Minturnes,
soffrendo com incnvel fortaleza todos 08 grilhes,
nudez, ullrages o atrocidades. Preso e acorreniado,
percorre com os seus demuis companheiros de iufor-
NECROLOGA
Do Exm. Sr. Fr mitineo Fae* Bar reto,
morgado do Cabo, marques do Recife, armeiro-mr
da casa imperial, grito-cruz do Cruzeiro, do conce-
celho de S. M. o Imperador, etc. offerecida a sua
excellentissima familia, com especialidade aos Illms.
Sr.<. major Luiz Francisco Paes Brrelo, cavalleiro
da ordem de Christo, etc., Dr. Salvador Corrsia de
Sa e Benavides, mocoftdalgo da casa imperial, etc.
..... Etnostri memorem sepulchro
Scalpe querelaui.
loral. L. 3. Oie 9.
Sobre o sepulchro meu grava um gemido
Que me faca dos vivos conhecido.
Loma da inorte, as lagrimas j nan p<$-
dem amolgar-te a dureza ?
Ougo os lgubres sons do melanclico bronze, fa-
tal annuncio do terriveis desengaos ; esculo arden-
tes preces, fervorosas supplicas; vejo os altares geme-
rem sb o peso de sinceras oblagOes, amargosas la-
grimas, solugos pungentes, profurfrJo luto, descon-
sol publico, pompa fnebre, solemne prestito !!!...
Volvo os olhos;... indago aqu o alji... procuro des-
cortinar essa pavorosa scena... e s descubro o sa-
himcnlo do benemrito marquez do llccife !,.. O se-
pulchro suffoca em profunda escuridio o turbilhlo
dos prazeres, o apparato da pompa, emrMldecu to-
dos os erros, humilliu a vaidade mundana, nivela to-
das ascoudicoes da vida, e extirpa para sempre as
dissensOos humanas. MontSo do vermes,... negro
p(... trias cinzas I Oh cruenta dr, quanto ralas o
meu oppresso coragao, quanto me tortura amorte
do charo amigo 1! E o que he vida? Urna teia de
decepgOes, urna tocha exposta ao vento, que qual-
quorsopro apaga, um baixel que vagueia ao ludi-
brio das ondas, em tormentosa borrasca, e por lint
naufraga em horriveis cscios !... mas, nflo obstan-
te, ongolphado o homem na fruigfio de falsas deli-
cias, nulre-se de ephemeras conleniplages, ludo ol-
vide, eaor ellas ludo sacrifica i... Eque difleronga .
mcouiwensuravel da eternidade, emporio deperfei--1 unlo em procissSo pelas principaes ras do Recife,
.DO i
.*-


==
ao som de musi aterradAra, lie rnmluzidn para o
fundo dn pnriWi do Itrifrue Mercurio rom destino |i
llalli*, r alii !- novo lie carrejado de grilhAe* n.
pea, lima earcalhcir an pesruco, osl^ndidn sobre
alcnlrnada Intuas, privado ale ilr peno-mentos, ila ex pausan d"S cernidos e ''o des-
canso qualro diasrliepa a aquelle porto, c novas affrontas
li'iran disposla* pelo cunde doa Arcos que all go-
vernava ; desembarca mcia-nnile entre prillnVs
que llie roxeavam os plaos, acompanhado de tochas
neceaas, ao som de injuriosos hymnos populares, e
lie retido em lbrega c cstreita'maamorra, habita-
clo de selerados de toda casta, respirando ptridos
miasmas, eslendido sobre a lama, descalco, coborto
de asquerosos andrajos, com barba e unlias cresci-
das, macerado pela sede, o recebendo escacisslma o
nnjenta raeflo, salpicada do sangue dos parladores,
escravos semi-ns, acorrentndos, e ulcerados por
continuosacodes, ludo a vista do diurno sacrificio
dos seus com pan be i ros da desgrana, alravs das maia
tremendas ameacas e dos mais aviltantes Insultos,
excogitados pelo brbaro carcereiro Correa e seus
asseclas, esfaimados tigres quo transformavam a vi-
da d'nquclle infeliz 'qiue pareca um espectro) em
veruadeiru martyrio, inii vezes superior morte,
mas que s sobreviva sentenc,a por ineffavel cle-
mencia divina. Entretanto, l.uiz do Reg Rarreto,
que como governador de Pernambuco ahi aportou
aos 29 de junho de 1817, veio produzir aceas hor-
rorosas, inauditas, e redobrar o terror, e por fim
bailn urna ordeni para sequestraros hens das fami-
lias dos presos, expondo-as n mendicidade o aos
allantados contra o pudor virginal e a fidelidade
conjugal, e he guando para escapar a estes dursi-
mos transes a familia do morgado do Cabo mal abri-
gada, e bracejando com a miseria, refugiou-se s ma-
tas dos seus proprios engenhos ; ao passo que os tri-
bunaos inquisiloriaes (commissilo militar e aleada,)
no principio aqu e ao depois na dama iam desiias-
Unilo com frenesy c lirutal ferocidade o numero das
Victimas. Nessa conjunctura ellesoffreu com impa-
videz Indas essas odiosas atrocidades, cuja recorda-
do anda lioje faz penalisar oextorquir lagrimas.
A substituido do conde dos Arcos pelo bondadoso
conde de Palma, c outras circumslancias imprevis-
tas, inclhoraram o lerrivel Iratamento que soffriam
aquellas victimas, e de repente miuoroua oppressflo
sdb que gemiam : houve para com os presos mais in-
dulgencia : n'esso estado converteu-se aquella pri-
siio em nova Alhenas, dcdicando-sc os presos ao es-
liidr, das lingoas e sciencias sb a direcQflo do homem
encyclopedico, doverdadeiro patriarcha da liberda-
de, do Arislides Brasileiro, o finado senador Antonio
Carlos Itibciro d'Andrada Machado e Silva, que Iam-
bem se involvra n'aquella revolueflo, e entflo o
morgado do Cabo procurou instruir-se na lingoa
franceza para suavisar as angustias quo soiTria e
refazer o seu espirito cevado de acerbas recorda-
res.
Corra o quarto anno da horrorosa prisflo, o a mor
parte dos presos anda tinham a incerteza da sua sor-
te, porque depois dos primeiros justiea.los, poucos
gozaram do pcrdflo real, quando em 1821 retumbou
desde o Praia al o Amazonas o sonoro grito da li-
berdade, que proclamara Portugal, declarando as
bases da sua constituido, e o desternillo patriota,
como os demais encarcerados saudou por cnlre as
grades da prisfo com indizivel prazer essa risonha
aurora da emancipado da sua patria o persuadi o
juramento dessas bases. No meio de copiosas lagri-
mas que horbulhavam em suas maceradas faces,
bemdizia a Providencia Divina que nessa poca me-
mora1.'?! subministrara o precioso balsamo quede-
via curar as profundas e inveteradas cbagag que Ibes
abrir o despotismo : j os barbaros juizes ostenta-
vam de justiciaros, j a causa daquelles infelizes era
a da humanidade, reclamava reparado de tantos
damnos, e alfim a relacio daquella provincia, reco-
nhecendo a notoria nullidade do processo e utrocis-
siiiiii perseguido, absolvi os presos polticos.
Quanto pode urna nova mudanza de cousas, urna
inopinavcl p liase poltica O despotismo nflo podia
vigorar na trra classica da liberdad que os desli-
nos chaman) imperiosamente a mor altura da cvili-
saejn e gloria; era misler cspanca-lo dobaixo de
qualquer homo ou forma em qne so mostrasse, e vo-
tar maldico aquella poca execravel; eolrium-
phodessa causa foi a mais bolla conquista da philo-
sopliia. Tornado sua provincia, la recolher-se ao
seio da sua presadissima familia, onde pretenda pas-
sar tranquillo o resto dos seus das: mas ah! os
mesmos individuos que o perseguirn) j machina-
vaina sua ruina.... Poneos dias depois do seu des-
embarque em Pernambuco, em agosto de 1821, suc-
cedeu pur motivos meramente particulares um tiro,
ilesfechddo na ponte da Boa-Vista contra l.uiz do lie-
go, que opdefenr; as auspeitas annunciavam os
Pvrnaniburanos proximameute chegadoscomo coi y-
phens de urna nova conflagrad" que come^ava por
aquelle altenlado, e de cnvolta com os oulros foi lo-
go e sem forma do devassa mandado transportar
para Lisboa a bordo de um velbo navio, com poucos
vveres e rigorosas orduns para faze-lo expiar o seu
supposlo delicio por meio de acerbos tormentos e
hostilidades: o que fielmenteexeculou-sc. Entre
militares de perigos de um imminento naufragio, all
aportou o navio, e espera ustavam de ordens para
G desembarque dos deportados, quando OS ileputii-
dos pernambucanos s corles alcarnm proficuamente
as suas vozes em pro dos seus infelizes patricios, gar-
roteados por aquello monstro; logo o governo os
niaudou pur em liberdade, o ao depois voltarain ao
seio de suas desoladas familias. Em 1823 fez parte
relevantes servicos causa publica, suffocando mo-
vimenlos anarchicos.
Recolhido sua casa, s se oceupava na adminis-
trado dos seus bens, reunindo em torno de si sua
prezada familia, em cujos nimos procurava difun-
dirs virtudes que llie adornavam o curadlo, sem
nunca olvidar-sedos grandes sacrificios que soflY-
ra pela regenerado da sua patria, e prompto a ou-
trusmaiures que ella precisasse, porque s aspirava
a sua gloria. A dissolueflo da constituinte vem pre-
textar os rumores de urna projeclada revolucfto nes-
ta provincia, cuja presidencia oceupava Mauoel de
Carvalho Paea de Andrade, e por preveneflo o gover-
no imperial nomeou por decreto de 23 de fevereiro
de 1824 para liie aucceder o morgado do Cabo, Fran-
cisco Paes Brrelo, por saber das suas tendencias ver-
daderamente patriticas e pacificas; mas, revoltan-
do-se parte da tropa e o povorem 20de margo do
niesmu auno, por causa da prisflo do dito Carvalho
que persista cid denegar-lhe i posse, proclamando
por aquello actu o imperador como traidor, e instau-
rando a confederado do Limador, apuareceu urna
pronunciada reaccao.. e depois de parciaes combates,
oexercilo du legulidade, a frente do presdeme lo-
meado,.que. abaiidonuu sua familia eseus estabele-
e memos; ae foi acampar na Barra-Grande, limite
desta provincia Ahi elle ludo affrontnu, cobrio-se
de novo IropheOa, propugnando pela railM que Ihe
fina runfiada, sem recusar-se s mais difllceis e eon-
ii n u a das i'xcursi'S, iiein quebrantar o seu Valoro
eslrepulo das armas e porfiados comliatea durante
cinco mezes. sempro prompto a pro ver a todas aa
despi'/ns da guerra sua cuata.
A noticia de haverem os revoltosos assolado as
suas fazendas, obrigado sua familia a refugiar-se s
brenhas dos seus engenhos, outras tristes informa-
cAos, s l'aziain fortalecer mais o seu espirito, e de-
sojar poder converter todo o sangue de suas proprias
veas em soldados que com o seu denodo, zlo e fi-
delidade pelejassem pela ifitegridado do imperio, i
qual volara sua vida e fortuna. Que lisura! Que
desenteressado amor da patria I Que incommodos
immensos I Que lances inauditos.' domea ha que
congregan) todas as suas frcas as criticas circuns-
tancias, expandem o seu coracffo, subliman) o sou
espirito, alimentan)- se com os perigos, e a todo cus-
i buscan) supera-los.
Em summa, o decidido impeto das tropas foi a
completa victoria, e Carvalho acossado em retirada
j eslava, quando chegou o auxilio que o governo
central enviara-sb o commando do bngadeiro Fran-
cisco de Lima o Suva; dcsa arte r-.es seus nicos ser-
vicos deve-se ter dissipado todo o movimento. As
tropas imperiaes reunidas indo na vanguarda s do
morgado do Cabo marcharan' para o Recife, a cujas
portas chegaram a 12de setembro do mesmo, e no
da 17 n.lo se via mais sombra dos insurgentes, e a
cidade era dominada pelo novo presidente legitimo
Jos Carlos Mairink ; eo morgado do Cabo, apresen-
lando ao governo suas nicatrises, seus luiros, cerca-
do de grande aureola e de gcral considerado, reti-
rou-se aos seus engenhos sem mendigar premios
iiem einpregos. O imperador, reconhecendo Unto
civismo, deu-lhe as maiores pravas do apreso que
delle fazia, nao s pelos subidos elogios em diver-
sos oiciOs, tumu co;fc"ruO-lhe. em dfl maiode
1825, os qualro honorficos ttulos de seu conce-
Iheiro, visconde do Recife com grandeza, armeiro
mor da casa imperial e gra-cruz da ordem do Cru-
zeiro, e querendo indemnisa-lo das perdas o dam-
nos que soffrra em defesa da causa publica, por de-
creto de 2t de agosto de 1825, fez-lhe merco da terca
parle dosrendimentos da serveutia v.itaiicia do ofll-
cio do sello da alfaudega desta cidade, durante 10
annos.
Por gratidio a tantos beneficios havidos do im-
perador, resolveu-se ir corte, aliui de Ihebeijara
inflo, o que Ihe mandou participar; e foi-lhe res-
pondido pela secretaria dos negocioa do imperio que
comparecesse quanto antes, pois que era muitoa-
gradavel ao mesmo augusto Senhor conhecer o li-
bertador de Pernambuco, o benemrito cidadflo, que
tSo uteis servicos prestara ao estado e tantas provas
dera de puro patriotismo.
Foi, pois, corte, e alm das maioies demonstra-
coos de respeito que all receben das pessoas dislinc-
las da prin.eira gerarchia, S. M. o acolheucom aum-
maaireiQflo, benignidade econsideraeflo ; e por fim
no seu aiiniversarin, a 12 de ni.itubrn de 1826, confe-
rio-lhea merc do titulo de marquez do Reci'fo": laes
fram os premios de quem ludo soube sacrificar ao
extremoso amor da patria, e podemos dizer que es-
se benemrito, assimeomo foi una victima consa-
grada s tribulaces, aos sustos e aos perigos, tocou
ao auge da piosperidade, do esplendor eda celebri-
dade.
Nunca amorteceu nelle o fcjto da liberdade mas
depois que seenlregou vida privada, tornou-se es-
tranho as intrigas polilicas; e o seu passalempo era
o trato com a sua familia, seus amigos o a leitura
de livros de piedade e moral, sendo os seus mimo-
sos os de Bossuet, Massilon, &c. Logo que appareceu
a fausta nolicia da declarando da maioridade do Se-
nhor U. Pedro II, applaudio-a como verdadeiro pa-
triota, porque esse uvenlo era o nico Iris de allian-
ca entre os Brasileiros, e o nico amparo dos princi-
pios liberaes abalados pelos moviinentos verlieinn-
sosda abdicado; mas nflo podeado por incommo-
dos de sade ir depdr ante o throno as suas sinceras
homenagens por 13o feliz successo, e beljar a mflo
do Imperador, mandou sou lilho o dlm.Sr. major
Luiz Francisco Paes Brrelo, que prcencheu cabal-
mente esta missilo.
O seu estado valetudinario so alterara de dia em f-
dia, e rpidamente progiediram os seuspadecimen-
los ate quo se delenninou a vir para esta chlde no
da 18 'do passado afim de tratar-se; e passados 5
das poiorou consideravelmente. O annuncio do po-
ngo de sua vida sobresaltou a todos os quo o cerca-
vam, e os consternou; reconhecendo elle que soap-
proximavaoseu passamento pedio os confrtos es-
priluaes que recebeu com toda resignaeflo christfla,
chamou e abracou sua chara esposa e seus charos (i-
Ihos, abencoando-os e oxhortando-os a qu vivessem
fraternalmenle, e nunca se Iransviassem da senda
das virtudes, e dospedio-se dos amigos. A natureza
desfallece, a voz prende-se as auces, oncosta os
labios no crucifixo do Rcdcmplor, fecha osolhose
expira..... as 11 dorase tres quarlos da noite do dia
26 de setembro de 1848. Culpe lerrivel!! Eis a iuz
que se extingue, espirito que sobe a sidrea man-
sflo de Dos, o sepulchroi que se cava, e a saudade
que se perpetual!! As tribus dodoserto lamenfa-
yam a perda de Moiss, o pastor do Jetliro, seu bom-
feuor, seu amparo, assimeomo todos nos deplora-
mos boje o (menlo desse ptimo fiiho, fiel consor-
te, solicito pai, preslavel irmiio, zeloso prente
amigo verdadeiro, varflo proficuo, chrislSo inteiro,
Peinambucano amigerado, apostlo da liberdade
hrasileira. Mas nao interrompain usnossas lagrimas
o seu repouso eterno, porque, se a Ierra o perdeu, o
cO o adqumo, e os nossos peitos sao as aras da sua
immorlalidade.
rudo, sin teatemunhos auihentcos, uperiorai i li-
onj e aillusAe*. e constituirlo para sempre o
sen verdadeiro panegyncn.
Supremo Creador da Natureza,outorgai-lhe a mn-
so perenne, franqueai-lhe ingreaso na eternidade,
do mesmo modo que a todos os justos ; perdoai-lhe
as filias que encontrantes em sua peregrinaeflo,
porque os anjos tambem as tiveram !
E agora, Chalo amigo, que nflo vives, e tua alma
toda pura goza do premio divido s tuas virtudes,
recebo estes tosterrtunhos da sincera amizade que
a tua memoria consagro.

Correspondencias.
Sn. lleductorei.Peco a Vmcs. o favor de inserir o
oflicio que Ihe remetto do Sr. delegado Feliciano
Joaquim dos Santos, afim de que algucm ae conven-
ce, e saiba donde parti a ordem para o recrutamen-
to. Agradecer-lhes-ha bastante o seu, ic.
Barata
m IHm, Rr. Km virtude d'nrdnm dn S. FVn. n Bf#
presidente da provincia, transmittida hontem 4 esta
delegada pelo Sr. Dr. chefe de polica, Antonio llen-
riques de Mirapda, junto achara V. S. as nstrueces
de 20 de setembro deste anno para proceder ao re-
recrulamento nessa freguezia para o exercito e ma-
rinha, seguindo religiosamente as niesmas instruc-
ces; devendo V. S. dar quatro recrutas que estejam
inteiramentc comprehendidos as mes mas instruc-
ccs ; (cando V. S. na intelligencia que, se algum
recruta fr dispensado, he V. S. obrigado a apresen-
tar outro para completar o numero que Ihe he mar-
cado
a Dos guarde a V. S. Delegada do 1.* districto do
termo dn Recife in il.. outubro dn tutu__FeUftano
Joaquim dos Santos, delegado de polica.lllm. Sr
Rodolpho Joflo Barata de Almeida, subdelegado da
freguezia de S.-Antonio.
lugares: as demais disposlco>s das referidas no.t
ras ae acham em vigor. E para que a lodos un,
se mandou publicar o presente. w
'sqo da cmara municipal do Recife, em asj- ^j
ro de 1848. a" Manotl Joaquim do Bogo i Alhuautro*.
Presidente.
Joto Jott Fer reir de A guiar
Secretario.
Oeelaraces.
Sr. Redactor. Tendo lido o seu estimado jor-
nal n. 240, nelle deparei a correspondencia de um
matulo, relativamente aos viudos baratos. Fiquei
com effeito admirado de lauta ousadia; porque, pro-
vavelmente, nfio tendo esle provado 'todos os viudos
annunciados, nflo podia declarar decididamente por
melhor aquelle do armazem da ra da Madre-de-
Deos, que sendo provado por mim, gasto hoje o neu
viuteiu cora alguma garrafa do que estou bebendo
emoutra parte; e, nflo encontrando d i Hertica, le-
udo assim continuado sem desgosto. Queira, por-
tanto, Sr. redactor, ter a bondade de inserir em sua
estimavel folna estas duas linhas para desegano do
publico e denogaeflo desse matulo que, embriagado
pelas provas, nflopercorreu os mais vendelhAes.
Sou, Sr. redactor seu constante leitor.
Odetinteressado.
-Oarsenal de guerra compra latSo emchapa ero.
sa, cobre vaho e caixas com folhas de (landres si
gellas: quem os mesmos gneros quizer fornerer
comparecer na sala da directora do mesmo arsenal
no da 31 do correte mez com sua proposta em car-
ta fechada.
Arsenal de guerra 26 de outubro de 1848. '
O escripturario,
Francitro Serfico de Aitis Caroalho,
-~ A administraeflo geral dos estabelecimentos d
caridade manda fazer publico, que, no dia 30 do cor-
rente, pelas 5 horas da tarde, na sala das suas %n.
sAea, contratari o fornecimento do leite e d'agoide
que precisaren) os mesmos estabelecimentos.
Adminstraco geral dos estabelecimentos deci-
ndade, 93 de outubro de 1848.
O escripturario,
F. A. Cavbante Couuein.
Avisos martimos.
eOiV.MEF.CIO.
ALFANDEGA.
RENDIMENTO DO DIA 26........... 8:413.840
Detcarregam hoje, 27 de outubro.
Aurora farinha.
Ligeira mercadorias.
Indus bacalho.
Briguc
Barca
Barca
Brigue Yohf dem.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 26.
-Parao Rio-Crande-do-Sul satura em poneos
dias o brigue Navegante; o qual somonte recebe es-
cravos e passaeeiros para oque tem bous comino-
dos : quem pretender pode entender-se com o ci.
pililo a bordo ou com Amorim Irmflos, na ra di
Cadeia, n. 39.
Freta-se para a Costa d'A frica. Buenoa-Ayres ou
outro qualquer porto do Mediterrneo, a nova e ve*
leira polaca [sarda JV.-Va.-do-Carme, forrada de co-
bre, de 180 a 200toneladas: quem a pretenderen,-
tenda-se com o consignatario Jos Saporili, na roi
da Cruz, n. 18.
Segu viagem para Msranhflo e Para a escuna
nacional Maria-Firmina, com a maior brevidade
possivel : quem tiver carga para o Para deve i-
prompla-la para embarcar quanto antes para depois
podr-se receber a do Maranhflo: a tratar na ra di
Cadeia do Recife, no escritorio de Jos Antonio
Basto.
-- Para o Cear segu, por estes dous dias, a bar-
caga S.-Jotio-Biiptieta por ter quasi a sua caiga
prompta : para o restante, trata-se na ra da Cruz,
n. 28, casa de Lima Jnior & Companhia.
Leiies.
Geral .
Diversas
provincias
1:921,603
172,168
2:093,771
Era de estatura regular, compleicflo robusta ; no
sou semblante transluza a bondade e energa do seu
espirito; auslro para comsigo, mas indulgente pa-
ra com o outr'os,e sempre acil em perdoar as of-
fensas recebidas. Seu trato Tamiliar era accesssivel
a todos, sua conversaeflo juvial o seu coraeflo o de-
posito de todas as virtudes domesticas. Magnnimo
sem jactancia, oxcelso sem arrogancia, scnsivel sem
reflhos, extremoso sem lisonja, caritativo sem vai-
dade, probo sem limites, oitodoxo sem hyiiocrisia,
benigno com gravidado, urbano com discrieflo, in-
genuo na coi te, discreto no retiro, inflexivel as
adversidades, sobrio nos deleites, despido do ambi-
q&o, pobre de sobrba e rico de accAes..... Sim, ido
a esses lbregos lugares em que a penuria moslra
as suas garras, ide aonde habita a mocidade estu-
diosa e desvalida, ide aonde se vfiem os espectros da
foino e da morte, aonde vacilla a virgindade aonde
gmeo pupillo, aoudo pranlaa viuva cauta, aonde
WF.m
CONSULADO PROVINCIAL.
IMENTO DO DA .26........... 859,899
Movimento do Porto.
Navios entradot no dia 26.
42 dias, polaca hespanhola Mara, de 131
Ma
Mal*
dadas, capitflo Isidro Maristany, equfpagem 10,
ga vinho, azeite, fruas e mais gneros ; a JoSo
lo de Lemos & Filho.
nhflo ; 13 das, brigue-escuna brasileg-o Laura,
163 toneladas, capitulo Antonio Francisco da
Santos, equipagem 16, carga arroz e mais
oros ; a Novis & Companhia. Passageiros, o
ente-coronel Francisco de Paula Torres, Jos
iin Mello, Joaquim. Francisco Meirelles e 2 es-
vos a entregar.
ta
a4bit
Navios sahidos no mesmo dia.
Parhba; barca ingleza Sun-Flower, cspilSo Jo*
seph Taylor, carga a mesma que trouxe.
Rabia ; hiate brasileiro Exalacdo, capitflo Manoel da
Silva Lobo, carga varios gneros. Passageiros, Jo-
saJJtibeiro Pereira Cuimarfles com i esCravo, Da-
** Accioli de Azevedo com 1 escravo, Dioclicia-
ipolito Soares de Albergara, Jos Joaquim dos
l.essa com 1 escravo, Thomaz da Costa Fcr-
Claudino Salvador Pereira Braga, Manoel Ig-
o da Conceicflo, Brasileiros; Antonio Jos
es, Portuguez.
Capeihagem ; brigue dinamarquez Immanuei. capi-
liio P. L. Muberg, Carga assucar.
Jollo Stewart l'ar leilSo, por intcrvencSo do
corretor Oliveira de grande variedade de fazendas
de 13a e de algodffo, as mais apropradas para este
mercado o que se vondem para fechar con}as : boje,
27 do corrente, as 10 horas da manhSa, no seu
armazem da ra do Trapiche-Novo.
i. G. Taylor, tendo de retirar-se breve para In-
glaterra, Tara leilSo, por intervengo do corretor
Oliveira, de toda .a mobilia quasi nova da casa de
sua residencia, consistindo em mesa redonda de
meio de sa la e Iremos com lampos d pedra marina-
re, mesa comprida com abas, ditas de jogo, sofs,
caderas, ricos espethos, mesa de jantar elstica,
aparador, leitOs de bronze e de ferro com todos
seus pertences, guarda-vestidos, commojas, mar-
niin7n( lavatorio4 Tandes e modernos ICuCadcrs"
vasos de sevres para flores, ricos quadras a oleoe es-
tampados, mes i udas diversas, secretaria, cortinados o
gelozias, esleirs de salas, obras de prata, bule, cafe-
leira, eolheres e garfos de metal britannia, appare-
Ihos de louca, e de porccllana para mesa e para cha,
mesase utensilios de cozinha, e muitos mais objec-
tos indispensaveis para qualquer casa ; e tambem se
vender o seu lindo carrinho novo de duas rodas com
assenios em frente e para Irs, e os competentes ar-
re i ros montados de casquinlia fina : sabbado, 28 do
crreme, s 10 lloras da mandila, no sitio que foi
do Sr. liaptista, contiguo ao do Sr. Dubourcg, ni
Capunga.
A camnra municipal desta cidade em vir lude da M, ele
Faz saber que da data deste a um mezcomecarao
ter eftVcliva execugilo as posturas ultimamenle pu-
. hijeadas, que fram provisoriamente approvadas pe-
arqueja desfallecido o vergado anciflo, e ah acharis lo Exi. presidente ,|a provincia, quanto smente as
o auxilio podei Aso, os recursos meessautes, a vasta disposioes do artigo 15 titulo !.", e as do artigo 7 do
benificencia, o balsamo consolador c os dissabAres titulo *Ve: quanto as do artigo "
auavisauos ; em summa, <* lagrimas, os lamentos e jgos 5 e13 do Ululo 4
as saudades de tantos infelizes deque elle era oes-I.0, oaitigo.'de titulo
Avisos diversos
Manoel Jos Flix da Rosa deixou de vender
agoardente de prodcelo brasileira, desde o ultimo
de setembro do corrento anno, na sua venda sila no
pateo do Terco, n. 7.
-- Precisa-sede um amassador! na S -Cruz, pada-
ria de urna soporta.
-- Florencio Jos Alves rellra-se .para fra di
provincia.
-- Jos Joaquim Alves Teixeira participa aoSr.
collector do imposto das agurdenles de producco
hrasleira, que deixou de vender dito espirito na
sua venda sila na Trempe, n. 1
--Dflo-setres cxemplaresdos Segundos Cantos,
por igual numero dos Primciros, estando esles sen)
defeilo : na livraria da esquina do Collegio, f-
esta permuta.
Precisa-se alugar urna preta que saiba algumi
cousa de cozinha e do mais servco de urna casa es-
trangeira de pouca familia : no silio Estancia ciu Ci-
qui.
-- Na ra das Cinco,-Pontas, n. 98, se dir quem
vende um molequee um pardo, ambos de 20 anuos,
para pagamento de urna divida, e s se vondem pa-
ra o mallo, por ellos quererem.
AVISO AOS SRS. DE ENCENHO, BOTICARIOS E
REFINADORES.
Agoslinho Sommier & Companhia estsbeleceram
um deposito de carvflo animal, em p e em grflo, de
primeira qualidade na ra da Concordia, n. 8, aon-
de vendem pelo preco de 1,500 rs. a arroba.
- Claudino Salvador Pereira Braga, Brasileiro, '
tira-se para o Rio-de-Janeiro a negocio, por pouco
lempo, cdoixa os Srs. solicitador de causas Manoel
Jos Soares de Avillar e o advogado Dr. Joaquim Jo-
s da Fonseca por seus procuradores bastantes na
causa civel que demanda contra seus credores. "%
No dia sabbado, 21 do corrente, foi entregue
em um sobrado na ra da Florentina um barril com
vinho por engao : a pessoa a quem peitencer poda
is do artigo 4^ titulo 3 % art -|dirlgir-se a venda do Sr. Nicolao, esquina do becco ,
ulo 12, cmara designara oa | uses, o receber.
EDITA L.
ILEGIVEL



'-------------------r-JL i
joq"m R'B*iro' cnm wda n Caia-For-
*itou d vemler agnlardenl* de producgflo
" i.r. desde o dia 84 de outubro do correle
t,riiieir!
fTiir
"'"malo Custodio da Luz deixou de vender agoa-
...i.nroduccflo brasileira, desdo o da 94 de
r,rhi,"n."uaau. venda na Casa-Forte.
0 "v^ia-M tU*r com os Srs. Joflo Rihoiro _
"..Antonio Rodrigues de Moraes, a negocio que
ffi"ixrePil0: na ra Nova, n. 38, segundo an-
iV' Fnrtsrm, do engei.ho Paralzo, freguezia da es-
7. .iniiscavallos.sendp um mellado-claro, oa-
f Jfl*
^lizlo-escuro, bollos"di cauda e dinas da
com os cabello* da cauda
rjnss pretos: t( ouS l8,no lingo
do'umanboreguljr, cornos
?'in.S Pretos; temdousUIhos,
o segun-
""imcordo corpo; tem urna estrella n
testa
rZam he capado; tem carrego baixo o pequea'
Roea-se, portento,* autoridades competen-
...".'iiualqucrpeso do povo que os appreaen-
i.r ns leve ao mcsmo engenho ou na ra do llorlas,
s nueserflo generosamente recompensados.
" |Uga-se o segundo andar do sobrado da ra
nrflita n 20,com bastantescommodos para fami-
i-a tratar n mesma ra n. 93, primeiro andar.
nominK"sFerrora Lima deixou de teflder agos-
ardente na sua venda da ra do Rangel, n. 79.
Sendo em 18 do corrente ( pelo juno do civel e
"lorio dodoutor cunha ) homologada a concor-
. ,, psdhelfcida entre Pedro Alejandrino Comes o
l'us credores a tendo depois alguns destes pedido
vista referida concordata nflo obstante a terem
assijjnado se faz publico essa occorrenci, alim dos
(redores cumunsdeliberem comojulgarem em seu
beneficio.
.. Precisa-ae fallar com o Sr. Joflo Climaco Fer-
namles Cvalcante, senhor do engenho Telha cm
SerinliSem para negocio de seu interesse : na ra
da l'raia, n. 37. _
-Ouem annunciouquorer comprar um methodo
de fltil querendo im milito bom, mas com flau-
ta, dirija-seao Atorro-da-Boa-Vista, n. 10, primei-
ro andar.
-- l'erdeu-se um cflo bastante grande, de Terra-
Nova, todo branco e muito manso]: quem,o tivor
adiado love-o a ra da Cruz, no Recife, n. 45, ou
na Ponte-de-Ucha uo sjtio da viuva Amorim, que
fe gratificar.
Quemtiver e quizer alagar, ou vender urna
preta com habilidades sem vicios, e que tenha rci-
te para acabar de criar una enanca annuncie, ou
dirija-se ao bilbar do Passeio.
D-se pflo de vendagem dando-se bom inte-
resse aos vendedores : oa ra larga do Rozario,
padaria n. 48.
- Precisa-se de urna preta para todo o servigo : na
ra larga do Hozarlo, n. 48, segundo andar.
I'recisa-se equeno para caixeiro de
venda,de 12 a 14 anuos, anda mssmo sem pralica ,
pormqued conheciment de sus conducta : na
ruadoCotovello, n 31.
A pessoa que annunciou querer comprar os
diccionarios de Moraes da cuarta siicflo dirija-se
a ruada Cadeia loja n. 55.
PARA A FESTA.
No principio da ra da Calcada por detrs da Pe-
nha, n. 6, se fazem vestidos a 1,000 e 4,000 rs., con-
forme a qualidade e o trahalho ; chapeos', a 2,000
rs. ,e dando-so os aviamentos, o menor prego lie
8,000 rs., ou por outro prego maior, conformo for
enfeitado : tambem se fazem espartilhos, a 2,000 rs.;
toucas e todas as niais obras o costuras proprias
para senhora e camisas para homem : ludo por pre-
go commodo com perfeico, na ultima moda e com
pouca demora..
Joaquim Jos Rodrigues da Costa declara ao res-
peitavel puMico, para conhecimento das autorida-
des que he morador nesta cidade desde lunra ida-
de, sendo mais ile 10 annos caixeiro, eao depoises-
taheleceu-so : he casado : tem sobre scus hombros
urna pesada familia ; trabalha para poder sustentar-
se com aquella decencia que suas torgas o permit-
tem ,nSo vive nem nunca viveu de tranpolinices :
nlo he caloteiro tanto que julga nada dever nesta
praca nem fra della ; mora na ra cslrcita do Ro-
zario n. 20, ha anuo e meio; nunca levo nfio tem
e nem pretende ter em sua casa jogo de tabolagein ,
e nem de qualidadealguma recomo hequeum ca-
lumniador, que, sendo seu inimigo. ( talvez, por se
nSo querer continuar a fazer os favores que em outro
lempo so Ihefaziaro) usa denunciar ao Sr. subdele-
gado duendo que em sua casa havia jogo de tabola-
ge, a ponto de s,8 horas da noite da dia 25, andando
o Sr. subdelegado de ronda mandar subir um ins-
pector f Purmom lugar de jogo encontrou a se-
niora do annunciante enferma em cima do Icite a
V'.se assulou a ponto da molestia progredir ; e
nao he culpado de ludo esse falso denunciante e ca-
lumniador, que, querendo saciar o seu mo'genio ,
usa desacreditar a casa do annunciante.'
Manocl Fernandos da Cos participa ao Sr. col-
lector do imposto das agoas ardehtes de prodcelo
brasileira, que Jeixou de vender dito espirito desdo
o da 20 do correte, na sua venda na ra da Cruz,
n. 39.
$CHAPEOS DESOL
Ra do Passeio, n. 5
fl' fabricante desto estahclecimenlo adverte ao res-
PHvcl publico desta cidade qoe ello possue pre-
sentemente um rico sortimento de chapeos de sol,
sim como chapeos de sol de seda furta-tres, dos
'.*" r'cos que teem apparecido noste mercado, e de
cores cotihecidas ; ditos para senhnras de bom lom,
'isniasrailos, lavrados, com suas competentes fran-
jas de retroz, ludo que tnm do u ais moderno o do
iH'ihor gosio ; um 'completo sortimento de chapeos
oesol de panninho de todas as cores o de todos os
, anhos, para homens, senhoras c meninos: ha
wmliuiii igUll| sorlintento do fsicndaspara cobrirar-
JnacOes, tanto do sedas de cores, como de panninhos
'raneados e lisos imitando seda. Adverte-se que os
regue/es serflo servidos com brevidade, eseacha-
[ 8"lsfeitos da boa qualidade, do bom gosto e do
buin pr(,g0.
-- Jos Francisco de Teives, com venda na ra do
"osario da Boa-Vista, n. 2. participa ao Sr. collector
s agoas. anleiiles, que desd o dia 19 do crrante
"jeznaoveiide-mais ditos gneros, em cousequen-
c' das leis impostas.
,i""J* so lem certeza da pessoa, que tirou'o cavado
a|aiaodo cabriolet, deixando (Icar os arreios no
-fliodoSr. Sebasliflo,- no Chora-Menino, que foi
lo por algumas peasoas, o para evitar questOes, o
,,"ese "ttribue ser urna casseada tenha a bondade
'"andar entregar na cocheira do Sr. Frederico ,
M"e ser recompensado do seu .trabalho e no caso
* .nSo fazer no prazo de 3 das, ver o seu nome
1^' extenso, soffrendo a pena da le.
Lnlern do Iheatro publico.
Hoje come9a o pagamento do pre-
mio* sabidos na extraccSo da segunda ter-
ca parle da 8.* lotera, das 9 horas da
de, manbSa a tuna .da tarde, continuando
non mais dias, s mesmas horas, na casa
do thesonreiro, ra doQueimado, n- 39:
Os bilhetes da ultima terca parte da
mesma lotera acham-se desde ia a ven-
da nos lugares do costume, e o tnesourei-
ro ainda una vez roga aos amadores des
te jogo que se n5o demorem na compra
dos bilhetes, afio de que nSosej tam-
bem demorada a extraccSo da lotera, a
qual dependendo inteiramente da referi-
da venda, vista do impulso que esta ti-
ver, em poucos dias ser designado aquel-
lo em que prefixamente as rodas de-
vem ter o seu andamento.
Um rapaz que tem pratica de venda < d dador
sua conducta se offereco para administrar algum
destes estabelecimehtos entrando com alguns fun-
do : quem pretender annuncie, ou dirija-se a ra da
Pri n. 49. Na mesma casa compra-se urna venda
em lugar proprio de negocio para a terr e matto.
-- No pateo da matriz de S.-Antonio, n. 4, segun-
do andar,tiram-so passaporle para dentro e fora do
imperio, despacham-seescravose correm-se fallas,
tudo com a maior brevidade possivel, e por din
uto prego.
I'recisa-se de duas pretas pra venderem azei-
te de ('arrpalo : na ra das Cruzes, primeiro auai,
n. 36. Na mesma casa vende-se urna cama pequea
de angico, por muito commodo prego.
-- Na padaria da ra da Guia, no Recife liaver
todos os dias a venda o novo pilo de Provenga fa-
bricado por outro modo que o actual e da melhor
farinha que ha no mercado : por este motivo n3o se
pode fazer senil o a 40,80 e 160 rs.
N ra Direita, padaria n. 26, da-se pflo de ven-
dagera a protas, sdb responsabilidad de seus se-
n hores.
Aluga-seo bem condecido sitio na estrada do
Cordeiro, de Nuno Mara deSeiXas, s proprio para
algum negociante eslrangeiro, ou outra pessoa que
tenha tratamento : na ra do Amorim, 11. 15.
-- Alugaiii-sc dous sillos com muito boas acommoda-
S5e* um na campinha da Casa-Forte e outro na ra
a dita povoaco com cocheras e cavallaricea ; assiin
como varias casas, de procos commodos para se pas-
sar a fcsla : a tratar na ra do Amorim, n. 15.
~ Alugam-se, para o tempo da festa duas mora-
das de casas terreas, sitas no largo de S.-Anha-de-
Dentro : a tratar na ra Bella n. 23.
Precisa-so de bom cozinheiro prefnndo-
so captivo : na ra larga do Rozario, n. 29, se dir
quom precisa.
Fergunta-se aoSr. Manoel Antonio
Viegas, juiz de paz da freguezia de Santo-
\ntonio do Recife, quaes os motivos ou
disposicoes de leis em que se fundn, pa-
ra dcixar de qualifcar para as futuras e-
leicSes ao abaixo essignado?
j4ntonio da Cunha Soares GuimarHes
Quem annunciou precisar de 200,000 rs. com
hypolheca em casa, dirija-se a ra de S.-Francisco,
n. 30. Na mesma casa vende-se um terreno na Ca-
punga com 174 palmos de frente e com alguns
arvoredos da fructo.
.- Desoja -se sabor da morad ia do 8r Joan da Costa
Machado Jnior para se tratar negocio que lho diz
respeito.
-Precisa-so de urna pessoa capaz que queira en-
carregar-se de cobrar urna divida em Caranhuns,
dando fiador que se responsabelise por qualquer
quantia que receber: na ra do Queimado, loja
u 51.
O Sr. Jos Noberto Casado Lima queira declarar
a sua morada.
Ainda est parase vender o sobrado n. 7, silo
na travessa da Madre-de-Dcos por preco commo-
do : a tratar na ra da Cruz, n. 50.
Precisa-soalugar, por oilo ou dez dias, um
prelo para um sitio perto da praga : na praga da In-
dependencia ns. 6e8.
Precisa-se alugar um sitio perto desta praga ,
com commodos decentes para urna familia: na ra
le Passcio-I'ublico, ns. 9 e II, se dir quem pre-
cisa.
O Sr. M. G. da C. queira vir pagar o que est de-
vendo na venda da travessa das Cruzes n. 12 pois
o tempo j he bastante para ospera; do contrario, o
negocio passar adianle.
Na ra da Praia, n. 47, compra-se urna venda,
sondo em lugar proprio de negocio para a Ierra e
matto.
Jos de Souza Teixeira faz publico que deixou
de vender ago'ardente de producgflo brasileira na
sua venda da ra do Pilar, n. 107.
Furtaramdo um cabriol, adiante do sitio do
Sr. I.uiz Gomes Ferreira, um cavallo alazflo barri-
gudo cm arreios, por se terem quebrado os tirantes
do carro, e emquanto se foi a cocheira concertaros
mesmos, deu lugar a furtarcm dito cavallo : peJe-
so a qualquer pessoa que o achar ou der noticia do
mcsmo, procure a cocheira do Sr. Frederico llasem,
que ser recompensada.
Jos Valentn da Silva bem conhecido por
cnsinar lallm ha quasi 13annos, e contarhoje em
dia em sua aula ( na ra da Alegra n. 38) lilhos de
de pessoas bem djstinclas, avisa a quem convier
que do dia primeiro de novembro vindouro ensna
das 11 horas da mandila al a urna da tarde aos que
quizerem fazer oxame em margo.
Aluga-se, ou vende-se urna canoa aberta em
bom uso na ra do Amorim, n. 7, segundo andar.
-'Quem precisar de um mo^o brasiloiro, de boa
conducta para caixeiro de engenho, cujo lugar
j tem oceupado annuncie por esta foha, para ser
procurado.
Hoje, 27 do corrente, se ha de arrematar em
praga publica, pcranteoSr. Dr. juiz decivel da 1.'
vara, na sala das audiencias depois desta, cento o
lanas toneladas de carvflo de pedra de boa quali-
dade.existentes no deposito dos vapores, penhoradas
a compnhia dos mesmos: quem o pretender com-
parega, que he a ultima praga.
Deixou de ser caixeiro do Joflo Alves de Carva-
Iho .Porto, desde o da 21 do corrente, o Sr. Domin-
gos'Jos de Amorim.
nrr mmmsaammmmm*
J0B0 Antonio Gomes Guimaraes embarca para
Lisboa no patacho pnrtuguez Ubtrdnii, a escrava
crenla de nome Joanna, a entregar a sua senhora
I). Mara Jos de Jess Cunha GuimarSes.
Precisa-a de um trabalnador do maiieira : na
ra da Florentina, n. 3.
OabaixoRasignado, suppnndo nflo dever nada
a ninguem directamente at hoje, por isso faz o pre-
sente anuuncio; porm, no caso de que haja al-
guem que se julgue seu credor, pode tirar sua con-
t, no prazo de oito das, para ser paga, na ra da
Soledade, n. 52; assim como roga as pessoas que
Ihe estilo a dever hajam de Ihe pagar at o (im do
corrente; do contrario usar dos meios que Ihe
compelem ,afim de eu procurador, na sua ausen-
cia cobrar as que faltarem.
Btnto Fernandet d Pasto.
Pretende-se saber se nesta provincia exislem
parentes de Manoel Archanjo dos Santos ou de sua
muIher.Manoela do Nascimento de Jess; ambos na-
luraes desta cidade.
raetano Agapito de Souza faz publico a quom
nleressar, que deixou do vender bebidas espirituo-
sas de producgflo brasileira na sua venda da ra lar-
ga do Rozario, n. 52, desde o dia 23 do corrente
outubro: edeclara a quem perlencer que v scien-
tificar-sc da wdade desteannuncio.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra da
Senzalla-Nova, n. 42 : a tratar no armazem da mes-
ma casa.
Manoel Marques Fernandos deixou de vender
ago'ardonte na sua venda do Aterro-da-Boa-Vista,
n. 54.
Aluga-se, pelo tempo da festa ou animalmen-
te urna casa terrea, sita na povoagflo do Montero,
confronte a igreja cuja casa se acha rectificada de
novo, e tem bons commodos para familia na ra
doQueimado, n. II.
Precisa-se de um caixeiro que tenha alguma
pralica de venda e de 12 a 16 annos o qual d fia-
dor a sua conducta: n.47.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Codorniz, n. 9 : a tratar na fabrica do charutos,
por baixo do mesmo sobrado
Precsa-se alugar una ama secca de bons cos-
tumes, para o servigo interno de urna casa de pou-
ca familia e quo saiba comprar. Drigir-se ra
larga do Rozario, n. 36, segundo audar, por cima
da botica do Sr. Itartholomeu.
Desappareceu, da ra Nova do sobrado por
cima onde moraoSr. doutor Dornellas um papa-
gao muito fallador: quem o pegar, querendo resti-
tuir, leve-o a botica de Bartholomeu na ra do Ro-
zario, quesera recompensado.
Precisa-se de tres contos de ris a juros, dan-
do-se gaiantia em um prodio perto desta cidade :
quem quizer dar dirija-se a botica de Uartholoineu,
que se dir a pessoa quo precisa.
Antonio Jos Rabello Gumarfles faz sciente a to-
dos os irmflos do N. S. do Terco, que de hoje em di-
ante deixou de pertencer a dita irmandade.
Chegando ao meu conhecimentoquo o orpbflo
Aflblfio, Slliu fallecido Jos Mauricio de Oliveira
Maciel meu tutelado e neto, tem feilo e contina a
fazer, nflo obstante o annuncio queja fiz algumas
comprase vendas torno novamente a declarar que
pessoa alguma nflo faga negocio algum com o dito
meu tutelado Alfonso e nem rom seu irmflo Adol-
plio ,e nom delles fiem cousa alguma -sb pena de
perderem.e do ficar nullo e sem effeito aualquer
contrato que com os mesmos llzercm, e di*'se pro-
ceder contra quem o contrario fizer : outro sim de-
claro que quem comprou ou tiver.em seu poder
uns breviarios do reverendo padre abbade e capel-
Iflo das freirs do recolhmento da Gloria, vendidos,
ou emprestados por o dilo Affonso os venha no
termo de 24 horas entregar ao dito tutor, ou ao di-
reverendo padre .debaixo da pona do se proceder
criminalmente contra quem qur que fr. Recifo,
19 do outubro do 1848. Guilhtrme Patrieio Beurra
(Muda iic.
Aofficina de encadernagflo que o P. F. C. do Lo-
mos eSilva dirige acha-se em a ra estreita do Ro-
zario, n. 8, provida de todo o necossario para o bom
desempenho de qualquer obra de encadernagilo ,
por mais rica que seja j assim como tem e tambem
aprompta qualquer emblema apropriado as mesmas
obras, e promette promptidflo por ter alnimaa
pessoas trabalhando: bem como podo com facilida-
de aparar urna grande porgflo de resmas de papel
diariamenlo : tudo a um prego moderado.
AO RESPE1TAVF.L PUBLICO.
O annuncio neste Darto,datado em 18 do torrente,
que diz venderem-so diversos gneros de moldados
no armazem n. 36 da ra da Madre-de-Deos, lio
falso porque all sse vende aboa pinga de vinho
da Figueira : ludo mais he peta.
O abaixo assignado, em consequencia das pos-
turas da cmara municipal, que prodibem a venda de
ago'ardonto sem bilhete cessa de vender o mesmo
liquido em suas vendas da ra do Corredor-do-Bis-
po n. 20, e da ra Real do Manguind ns. 51 e 53 :
por isso roga ao Sr. arrematante do dilo consumo
para no prazo de oito dias varejar as suas casas, e
desta data em diante nflo pretende comprar mais, e
s sim acabar um pequeo resto que tem ficando
certo que acabado este lempo nflo paga mais con-
sumo. Jodo Antonio CarpinteiroTla Silva.
Aluga-se um primeiro andar do sobrado da ra
do Rangel, com muitos commodos : a tralarna ra
da Aurora, n. 58.
Vendas.
- \>n le-se urna prela de 14 a 15 annos, propna
par casa de familia, por sabor engommar, coser e
cozinhar 1 n ru da Senzalla-Velha n. 76.
Vendem-se, pee do madapolflo larco com 20
varas, a 9,800 o 3.000 rs. o a retalho a 1 e 8 vin-
tens : na ra do Passeio, loja n. 17.
Salmo portuguez.
Vende-se sabSo branro, fino, da
fabrica de Lisboa. Este sabio he conhe-
cido cm Portugal por sablo de sedas, e
por isso proprio para lavar as mesmas,
filos de nho e toda a qualidade de fa-
zendas finas : vendo-se em caixas de
arroba, e s meias arrobas, sollo, na ra
da Cadeia do Recife, loja de ferragens
de Jo3o Jos de Carvalho Moraes.
Vende-se, na ra doQueimado loja de fazen-
das, n. 18 urna parda de 22 annos da mais excel-
Icnle figura que se pode imaginar pejada de 5 me-
/ i-s com dous til ti >s mais, um de 8 annos e outro do
3. F.sta escrava nflo s he prendada como propria
para tomar sobre si a direcgflo de urna decente casa
que tenha nobre tratamento, por ser muito hbil e
diligente. Tambem se vende a prazo com seguranc.
Vende-se um mualo de idade de 18 annos, ofl-
cial de alfaiate, enzinha perfeitamento o diario de
urna casa de familia,e he ptimo para pagom.sem vi-
cio, sem molestia alguma ede muito boa conducta,
pelo que afianga-so : quem o pretender dirija-so a ru
da Gloria, casa n. 6.
Vende-se um capoto de panno, lado bandado e
corrido de cordOes do velludo, para senhora, de mo-
da portugueza : no pateo do San-Pedro, segundo
andar, n. 10.
Lotera do Kio-de Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Vendem-se hilhotes da primeira lotera concedi-
da ao thesouro nacional para a ndemnisago da
prestago que d ao theatro do S.-Francisco da cor-
le, cujas rodas teem o sen devido andamento at O
lim do presente mez 1 vendem-se na ra da Cadeia
do Recife, loja n. 51.
Vende-se, na loja do sobrado do 2 andares n.
36, da ra da Aurora um escravo do 20 a 22 annos,
bem parecido do boa figura e que nflo tem vicios
nem achaques, o que se afianga.
-- Na venda de liento Joflo Cardozo, na ra Direi-
ta, n. 95, bn superior cal de Lisboa, em barris de 4 a
5 arrobas chegada prximamente, por mais com-
modo prego do que em oulra qualquer parte.
Vende-se urna bonita mulatinha do 18 annos,
propria para lodo o servigo do casa : na ra da Ca-
deia do Recife, loja de Joflo da Cunha Magalhfles.
wmwjmmmmmmmmm
Os Srs. annunciantes de potassa
a libra, sirvam-se decla-
rar o motivo por que annunciam
por esle preco e nao vendem por
menos de i 10 rs. ; islo para livrar
de susneitas para com os Srs. de
engenhos. Ilum comprador.
a i3o rs.
Vende-se superior tinta de escrever ,em garra-
fas e meias ditas : na ra do Vigario, n. 15.
Veude-se um cabrioielao) bom estado: ua ra
doQuoimado, n. 40, segundo andar.
Vendem-so suecas com superior milho por
mdico prego: ua ra do Queimado, n. 44.
Vende-se, no armazem que foi do Braguez,
muito superior fumo em l'olha tanto para capa co-
mo para mielo, por prego commodo.
Vendem-sn abobaras para doce muito em cen-
ia : o sitio de S.-Amarinho, que foi de Manoel Luis
da Veiga a tralar com Domingos da Silva Ferreira.
Vende-se um apparelho completo para ofllcial
docavallaria por barato prego :' tratar com Do-
mingos da Silva Ferreira no sitio Arag em S.-
Amarinho.
Vinho da Figueira, barato.
Compras.
Compram-se escravos que sejam ofllcias de car-
pina, de 18 a 25 annos e de boas figuras ; .pagam-se.
bem sendo de bons coslumes e peritos no seu olli-
eio, poissflo para urna encommenda do hio-de-Ja-
noiro : na ra do Amorim, n. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior.
Compra-se um escravo com ofllcio de lanoeiro,
urna vez quo seja perito,ao qual agradando nflo se du-
vida pagar bom : em casa de Amorim Irmflos, na
ra da Cadeia, n. 39.
Compra-se, ou alugo-so um sobrado de um an-
dar ou casa terrea com bom quintal, sendo no
Alerro-da-Boa-Vista e quanto mais perto da ponte
melhor : a tratar no mesmo Aterro, n. 44, segundo
andar.
Com pram-se os diccionarios de Moraes da qar-
taedigflo, quo eslejam em bom uso: quem tiver an-
nuncie.
- Coojpra-se una taboa de
gamflo com as competentes pedras e copos i na ra
do Queimado, loja de miudezas, n 25.
Compra-se um methodo de flauta, j usadoj:
queco liver annuncie por esta folha.
Na ra do Amorim, n. 36, contiua-se a vender a
ptima pinga da Figueira, a 140 rs. a garrafa. Adver-
te-se que o barato prego por quo se vende, em na-
da desmerece a qualidade dos mais j annunciados
a 160 rs., epara conhecer a sua qualidade precisa-so
dopouco dispendio com o qual se poder verificar
da veracidade deste aviso.
Vendem-se alfinetes de pcito para senhora, com
o retrato verdadeiro de Pi IX nico papa liberal
que tem havido no mundo ; botOes para camisa a
nacional, verdeo umarello; navalhas chinezaspara
barba : ditas inglczas ; oculos para vista cansada ;
finissimas tesouras para unhas e para costura ; pa-
pel do peso ealmago a 2,600 rs. a resma do 85 ca-.
demos; pennas para secretaria, a 320 rs o quar-
teirflo; meias para homem, a 160 rs.; um mole-
quede 12 annos ; urna negrinha da mesma idade ;
umn mulatinha do 7 annos : tudo para fazer dinhei-
ro para a festa : na ra larga do Rozario n 35, loja
doLody.
He pechincha.
Superiores regalos da llavana pelo diminuto pre-
go de 2,500 rs. seu proprio custo, e oulras mai
qualidades de charutos, por menos prego do quo
em outra qualquer parto : na ra larga do Rozario,
n. 32.
Vendcm-se escravos baratos na ra das
Larangeiras n. i4 segundo andar :
urna preta de25 anuos, perita costureira engom-
madeira, e que tambem faz laVarinto ; urna dita com
a mesma idade que cose e engomma ; duas negri-
nhas de 14 annos urna preta de 20 annos, ptima
quilandeira ; urna dita de nagflo Costa de 26 annos,
muito boa quitandeira ; 2 moloques de 14 annos;
um dito de 16 annos, com ollicio de sapaleiro ; un
lindo cabriuha de 16 annos, ptimo para pagem ;
dous pretos de meia idade por 360,000 rs. cada um;
um moleque de 7 annos, por 250,000 rs.
Churutos da llavana,
vindos no patacho hespanhol Huracn vendem-se
na ra da Cruz uo Recife, armazn) n. 13.
Ifi
MUTILADO


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Sfe
*
Na loja de qualro portas Ja ra do
Cabug, n. i C, do'Duarte, tem um
completo sortimento de perfumaras, por
precos m.'iis cominodos do que em outra
qualquer parte.
Vinho barato.
Acha-so estibelecido na ra da Madre-de-Deos ,
O. 36, um armazetn de
Vitihos da Figueira,
de ptima qualidade, a prego de 1,120 rs. a caada,
e a 160 rs- a garrafa ; e para no haver dolo do com-
prador sero lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasia, e dandu-se inmediata-
mente a outra meia .-tambem ha barra rumio pe-
queos proprios para quem passa a fosta. O pro-
pietario deste estabelecimento pede encarecida-
mente que se no illudam avahando, pelo diminuto
preco e sem couhecimento de causa a qualidade de
sua fazenda digna por certo dn estima dos verda-
deros amantes da boa pinga. Elle cunta que quem
uma vez provar, continuar com gosto e sem arre-
pendimento. Eo bom preco!!.' A todo o exposlo
accresco o asscio e boro acondicionamento, o que
ludo se poder verificar em dito estabelecimento.
Ciarrlhos hespanhes ver-
dadeiro".
Quem nTo traga uma fumuca produzida por estes
deliciosos cigarrillios nao se pode contar no nume-
to daquelles que sabem apreciar os deleites da vida
contempornea : e as pessoas quo se julgarem nes-
tas circumstancias dirijam-se atrs da matriz do
Corpo-Santo, no Itecife, venda n. 66.
A 1,000 cada um.
Na loja de Guimarfles & C, que faz esquina para a
ra do Collegio, n.5, vendem-so barretes de seda
para paire, pelo barato prego de 1,600 rs. cada um.
FARELO,
a 4,500 rs. a barrica : no armazem n. 20, de Joaquim
da Silva Lopes, confronto a guarda da alfandega.
Vendem-se caixaa de vidro, mu
bem enfeitadas, para guardar joias, por
prero commodo: na loja de quatro portas
da ra do Cabug, n. i C, do Duarte.
Agencia da fundicao
Low-Moor, ra da $enzalla-
nova, n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moendas
e meias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor,e he lias de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, para dito.
Potassa.
Desembarcou ha poucos das una por-
5S0 de barra pequeos, com muito nova
e superior potassa, c se acliam venda,
por preco mais barato do que ltima-
mente se venda, na ra da Cadeia-Yelha,
armazem de Bailar&UIvera, n. ia.
Vende-se caivetes de cabo dema-
dre-perola, de nina folba at quatro : di-
tos de pnnlial ; tesouras para unhas, fi-
nas ; ditas de costura ; ditas com caive-
tes ; colbercs de metal do principe, para
cha ; saca-rolhas de patente estojos de na-
valhas ; aiadores, com sua competente
pedra; dos melhores que teem apparecido :
na loja dequatro portas da ra do Cabug,
do Duarte.
Na loja do Passeio-Publco ,
n. 19 de 11 a noel Joaquim
Pascoal Ramos,
vende-se riscado de nlgod.lo para cortinados a 120
rs o covado e 2,400 rs. a peca com 34 covados;
riscado monstro a 280 rs. ; cortes de casimira a
4,000 rs. ; ditos de 13a a 2,000 rs. ; castor para cal-
cas a 200 a 360 rs. ; madapoiilo, a 3,000 a 5,500 rs.;
riscados frsncezes, a 200 rs.; ditos muito finos a
280 rs. o covado ; chales de larlatana de seda, a 9,000
rs. ; mantas de seda a 10,000 rs. ; lencos de gar-
ca a 1,000 rs.; ditos de seda, a 1,000 rs.; panno fi-
no azul a 4,000 rs. ; dito preto do 3,500 a 5,500
rs.; chitas encarnadas muito finas padrOes moder-
nos, a 280 rs. o covado; e outras nimias fazendas
por prego commodo.
Algodao monstro de 8 palmos
e nielo de largura.
Na loja n. 5, que faz esquina para a ra do Colle-
gio de Cu i ma riles & Companhia yende-se a nova
fazenda de algodao branco muito proprio para loa-
Ihas, pelo barato preco do 640 rs. Da-se amostra.
Vende-se alcatro da Suecia, de
boa qualidade, em barris bem acondicio-
nados com arcos de ferro: na ra do Vi-
gario, i. 4.
Vende-se, por n&o se poder conuuzir para o
matto um piano em muito bom estado e de mui-
to boas voze por melado de seu valor : na ra do
Queimado, n. 17, segundo andar.
Vende-se um preto de bonita flgur perfeito
canoeiru; uma nrgrinha de 12 annos, muito boa
rosiureir : no pateo di matriz de S.-Antonio, loja
11. 4, se dir quem vende.
Vendem-se bonetes de panno ris-
cado, a 3ao rs : na loja de quatro portas
da ra do Cabug, n. 1 C.
Vendem-so balcias para espirtilhos e vesti-
dos : na fabrica de chapeos de sol da ra do Passeio,
n.5 A.
Cera de Lisboa.
Na ra da Cruz, n. 60, ha um completo sortimen-
to de cera de Lisboa em ca xas de todos os tama-
nhos quo os compradores desejarem; assim como
lambem lia uma grande porciioda que vem em gru-
mo e em pilo vende-so por menos prego do queeni
outra qualquer parle.
CHA* HYSSON,
de ptima qualidade a 2/240 rs. a libra : na raa da
Crui no Reclfe armazem n. 13.
FARELO
a 3-sooo rs. a sacca
nos rmateos ns. 1 e 3 do caes da Alfandega,e no de n.
35 da ruado Amorim, de J. J. lasso Jnior,
A 4,000 rs. cada um.
Na loja n. 5 que faz esquina para a ra do Colle-
gio, de Gtiimariles & C, vendem-se chapeos de sol de
seda verde, azul o encarnada,-pelo diminuto prego
de 4/000 rs cada um.
Vende-se um escravo caiador, e queentende
de plantacoes de sitio ; uma caixa de msica con-
tendo differentes pegas ; um rico aderego de ouro ,
com diamantes, para seuhora ; um relogio do ouro
e nutro de prata ; um annel com diamentes ; uma
correnle e caplela de ouro; alguns garios de prata;
uma duzia de cadeiras ; um cannap; duas bancas
de oleo ; uma carteira de aniarello para escriplorio;
uma cama de arniago de angico e com enxer-
goes ; e outros mnitos obj"ctos por pregofcommodo:
na ra ireita, sobrado n. 16.
Um novo sortimento de
ri>eado monstro.
Vendem-so na loja de Cuimarfles fi C, que faz
esquina para a ra do Collegio, n. 5, novos risca-
dos monstros de padrOes modernos e lindos, pelo
mesmo prego de 320 rs. o covado.
Casimiras elsticas.
Vendem-se superiores cortos de mela casimiras els-
ticas de pura la, pelo barato preco de 2/000 e 3/000 rs.
o corle de caifa : 6a nova loja da estrella, da ra do
Collegio, n. 1.
Vende-se um bonito sortimento de
boluca de seda, para casaca ; ditos para
vestidos de meninos; ditos amarellos, de
Pedro II; ditos para militares, de ca-
vallaria e infantaria, ditos para libres de
pagem, brancos e amarellos, de bons pa-
droes ; ditos de massa, para fardamento
de candores ; ditos de vidro, de diversas
cores : na ra do Cabug, loja de quatro
portas, do Duarte.
Riscados monstros.
Vendem-se superiores riscados monstros, j bem co-
nhecidos tanto pela qualidade como pela largura em
demasa, pelo barato preco de 280 rs. o covado. Eites
riscados sao chegados ltimamente : a cores sao sssJ
e os padres multo modernos e de bom gosto : na nova
loja da Estrella da ra do Collegio, n. 1.
Vrnde-se urna caaa terrea muito grande, si
ra da Mangueira, na Boa-Vista, n. II. com grandes com-
modos, quintal muito grande e muitnsarvoredos de fruc-
los, por preco o mais rasoavel possivel: trala-se na ra
do Aragao, n. 27.
Firmino J. F. da Rosa ven.de muito superior pan-
no de algodflo truncado feito na Babia muito pro-
prio para saceos de ossucar assim como para roupa
do escravos por sor muito encorpado : os prelen-
dentes dirijam-se a ra do Trapiche, n. 44, primeiro
andar.
Vendem-se luvas de pellica para
senhora, enfeitadas, a a,800 rs. ; ditas
apra bomem, de diversas cores, de pou-
to inglez, a 1,000 rs. ; ditas de algodao a
5oo rs.; ditas de seda a 800 rs.; ditas pa-
ra senhora a 1,280 rs. ; lencos de grva-
la, de seda, de 1,000 rs. a 1,600 rs.
loes entre-finos de diversas lar
Lindo vasos para flores.
Vendem-se vasos para flores, e uma porcffo de
louga vidrada : no caes da Alfandega, armazem n. 1.
Charutos de San-Feliv.
No caes da Alfandega, armazem n. 1, vendem-so
ests superiores charutos da marca verdadeira por
mais barato prego do que em outra pualquer parle
por ser em pn metra mSo. *
....yuras ,
espiguilhas, gales falsos, e volantes, por
precos coinmodos ; bicos do Porto, de di-
versas larguras, de 80 a 160 rs. a vara ;
ditos francezes, de bonitos padroes; fitas
de seda, n gen flores francias ; len-
cos de garea a 1,000 rs : na loja de quatro
portas da na do Cabug, n. 1 C, do
Duarte.
Vendem-sc sapstdes de couro de
lustro ; ditos de couro tranco de sola e
vira ditos para meninos de sola e vira,
por precos coinmodos.- na ra da Cadeia
do Itecife, n. 9.
INo armazem de Dias Ferreira, no
caes da Alfandega, vende-se, por preco
muito commodo, potassa muito superior
em pequeos barris de 100 libras cad'
um, desembarcados ltimamente.
ebegada no ultima navio, em barra pe-
queos, por meos do que em outra qual-
quer parte: na ra do Trapiche, arma-
zem n. 17.
Vendem-se acc&es da ex-
(incta companhia d Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
livera lrmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-se a armacSo, sem fazendas, da loja da
ra doPasseio, n. 17.
--Vende-se um checheo muito manso e expel-
iente cantador ; bem como uma grande serpente
viva encerrsda em uma fortegaiola proprra para
ser levada para qualquer paiz eslrangeiro: na ru
da Florentina, n. 16.
Vendem-se uns bancos, torneiras e uma ca-
deira grande de magisterio : a fallar com o sacris-
l.lo da Madre-de-Deos.
Vende-se muito superior lagedo de Lisboa, e
cal virgem em barris de 4arrobas, por mdico prego:
na ra do Vigario, n. 19.
Vende-se os mais ricos e mais
modernos cortes de vestidos, de
seda de cores, tanto em gosto, co-
mo em qualidade. chegados no ul-
timo navio, tendo a superioridade
de nunca mofar, e com 11 covados
cada corte : na ra do Queimado,
quatro cantos, loja da casa amin-el-
la, n 29.
No armazem n. 66, principio da
ruada Cruz, vindo da ra da Cadeia,
vende-se vinho da Figueira, de boa qua-
lidade, a iGors. a garrafa, e 1,120 rs. a
caada, e era pipas ser vendido por
menor preco que em outra qualquer
parte.
He chegado loja nova
do Atcrrn-da-Boa-Yista, n. 24,
um sortimento dos mais deli-
cados riscados denominados
monstros, ese vendem pelo di
minuto preco de 280 rs. o. co-
vado.
Vende-se uma negra moca, de bo-
nita figura, quecozinha, lava e coze ; um
moleque de mu linda figura, proprio pa-
ra todo servico e para p*gem ; um mula-
tinho, de n a i3 annos : todos sem vi
cios nemachaques: na ra do Crespo,
loja n. i A, se dir quem vende.
Vendem-se 4 lindos molecotes, de 18 annos,
sem vicios; 1 preto, bom carpina; 2 mulalinhos,
de 12 a 18 annos, bons para pagens ; 1 preta, de ele-
gante figura e sem vicios, que engomma bem, cos-
nha e faz todo o mais servico de casa muito desemba-
racada ; 1 preta, boa para ra ; 3negrinhas de 12 a
13annos, sem vicies: na ra do Vigario, n 24 so
dir quem vende.
Vende-.-e, na ra do Amorim, n. 41
em casa de Joaquim Flix da llosa, a dinheiroou a
prazo com firma a volitado do vendedor, um preto
da Cosa, de 25 annos, sem vicio ou achaque algum,
bem como uma negnnha de 10 annos com principio
de costura*
Vendo-se umcurijde Coianne, muito manso
e excellente cantador : na ra da Florintina, n. 16.
Vendle, no armazem de Vicente Ferreira da
Costa, na ra da Madre-Dos, semeas em"saccs
rsntles .chegadas ltimamente de Trieste ;* vinho
da Figueira ,em harria, o mais superior que tem
vindo a eslo mercado, do muito condecido autor Fa-
bilo; vinho abafado, em ancoielasde 4 e meia a 5
caadas.
fundo confronte a trra denominada Cisa-d n.
Iha, de Jos Pires da Silva que ttca do lado do ..!i
do dito riacho: o preco de toda a trra a dinliris.
he de um cont e duzentos mil rs. ,e de eiscent*
mil rs. sendo melado : a prazo ser pelo queaaiuJ
Uir : na tus do liangel, u. 45. S *'vt~
SVendc-ae uma armacSo de loja '
toda ftividracada, em ptimo loca! 5
para qualquer estabelecimento :
na
ra da Cadeia do Hecifc, n. 3'1.
3l*A**AAAAA*AiVliAA**|
Algodao trancado da fabrica
de Todt)s-os~Santos da
Baha ,
muito proprio par* saceos de assucar e roupi de es.
cravos : vende-s em casa de N. O. Bieber ti Com-
panhia na na da Cruz, n. 4.
No armazem n. 44 da ra do Tra-
piche ha para vender uma porco de so-
hrecasacas, por muito diminuto preco
chegadas no ultimo navio da Inglaterra
sendo muito proprias para casa, escriptn.
rios, ou para quem passa a festa, porse-
rem feitas de linho c outras fazendas de
gosto ; igualmente ha uma porco de ca-
misas brancas, com peitos c pnnhos de li-
nho, e algumas ditas de riscado.
Vende-se uma porcao de vidros brancos mbar- ll
rirados, promplos para embarcar: vista dcllesse
far o prego : no Aterro da Bos-Vista, n. 41.
Vinho bom e barato.
Na esquina da rua'do Vigario, n. 33, vende-se su-
perior vinho do Lisboa e la Figueira a 150 rs. a
garrafa eem caada a 1,100 rs. -
Vende-se, a dinheiro, ou a prazo, meia legoa
de trra de frente, com tima legoa de fondo, ni
margem do rio de Una, da parle do sul, con-
fronte a Ierra do engenho Japaranduba principian-
do na barra da Trombeta, pelo rio de Una acim at
onde se completar a meia legoa, cujos fundos vilo
terminar com a trra concedida por sesmnria ao fal-
lecido sargento-mr Antonio Casado Lima, as mar-
geos do rio l'relo em que eslfio situados varios cn-
genhos : tambem se vende meade di dita tern a
saber : a meia legoa da margem do rio Una com o
fundo tambem de meii legoa e na mesmi forma a
outra meia legoa de fundo : o preco da meia legoa di
margem do rioUna, he do dous eontos de ris a di-
nheiro ; o da outra meia legoa he de um cont de
ris, e sendo a prazo ser pelo que se ajustar: na
ra do Itaugel, n. 45.
Escravos Fgidos
Vonde-sc papel almaco e florete azul o branco,
muilo em conta : cm casa de Fredenco Robilliard
ra do Trapiche-Novo n. 18 : bem como fio pro-
prio para coser saceos para assucar.
Vende-se uma preta de rnteflo, moca, o que he
ptima para todo o serviQo de uma caga : na ra da
Mangueira, n. 9.
Vendem-se chapeos de castor brsnco a
_. M|_' """ rs- : na r"* ,Jo Queimado, n. 22.
Vende-se caJ
Saceas com milhu ,
a 5,200 rs. :
vendem-ss no armazem do' Bacelar, no caes da Al-
fandega.
-- Vende-se cal virgem de Lisboa', em barr* de i
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almrida & Fonieca.narua do Apollo
Vendem-se barris pequeos com cal virgem de Lis-
boa a mais nova que ha no mercado, por preco com-
modo : na ra da Moda armazem n. 17.
dVVVVfffVfVfV-fffWVVVWVVd
S Potassa nova e superior. *
9-
Vende-se a 15o rs cada libra,na "
;. ra do Apollo armazem n. 18, ou %
* na ra da Cadeia, n. 4o- 3
AAMAAAAAM-AAAAA*AAAAAAO
Vendem-se ps de arac da India chegado-
ba pouco do Rio-de-Jaoeiro e plantados em sepa
rado : na ra da Florentina, n. 1S.
Vende-se hum bonito moleque de 13 annos, e
urna mulatinha de 7 annos, propria para dar-se a
huma menina : na ra larga do Rozario, n. 46, pri-
meiro andar.
-r Vende-se um lindo molecote, de
nacao Angola, de 17 a 18 annos, o qual
cutinha a diario de uma casa : na ra da
Cadeia do Recife, n. 37.
Vendc-soa dinheiro uu a plazo, por inleiro,
virgem virgem ae L.iaoa? irn. termo davis de AtUilsis e-sas iejos s
Anda continua a estar fgido o esrravo Patri-
cio de vinte o tantos annos; he desdentado ; tem
uma fstula no rosto, de um lado; he de altura re-
gular magro, pernas linas ; j veio uma vez preto
do Brejn-da-Madre-de-Dcos por isstr sibe muito
bem o caminho do sertSo. Quemo pegar leve-o to
Recife ra da Cruz, n. 26, que ser gratificado.
Fugio uma crioula de nopin Calharina, com
ossignaes seguiutes : alta, mag'a ; tem a barriga
um tanto crescida nariz grosso,, denles btfnilos;
levotium roupSo de riscaifinho cor de rosa, umi
saia de lita e outra do chita esverdeada com dous
babados guarnecidos com fita de velludo preto um
cabeclo de cassa de quadros com abertura e bolOes,
panno da Costa sem estar embainhado; levou mais
urna sua filha de nome Maris de dous annos ; tem
as costas unidas a ponte de a fazer espalhar os ps
para os lados; suspeita-se que esteja escondida em
Fni-dc-Portas e suspeila-se mais outra cousa de
que.por nfloeslar bem csmerilhsda, tifio se faz deca-
racflo alguma : quem a pegar leve-a no Aterro-di-
lioa-Vista, n. 42, que ser gratificado: tambem se
protesta contra quem a tiveroceulta.
Fugio, nodia 18 do coirente, do engenho S.-
J0S0, no Cabo, Marcolino pardo uigueiro do !9
annos estatura regular cara redonda olhos pe-
queos dente; limados ; levou duas calcas, uma de
brim pardo e outra de riscado azul : quem o pegar
leve-o no referido engenho ou a casa de l.uiz Co-
mes Ferreira no Mondego, que ser generosamen-
te recompensado.
Fugio, no dia 24 do correnle o preto Marliuho,
crioulo de 24 annos pouco miis ou menos,- esta-
tura regular fornido do corpo; he bastante desem-
baracado ; levou camisa e calcas de algodito branco:
quem o pegar leve-o a ra do Apollo, casa de Nober-
ro Joaquim Jos Cuedes, que ser recompensado.
Fugio, do engenho.Bom-Jesus-da-Malta n
noite de 21 de outubro, Benedicta crioula de 23
annos, estatura regular, chcia do carpo, edr um
pouco fula ; lem o pescoco miis preto que o corpo e
cara olhos redondos, pequeos e pretos; tenis*
fontes mais aperladas quo a testa, heicos o nariz
grossos denles alvos e silos : quem a pegar leve-a
a Jos Vioira Brasil no mesmo engenho, ou uesU
praca no engenho da Torre, quo sera generosamen-
te recompensado.
-i Fugio, na noite de 20 to correnle mez de ou-
tubro, do Vaiadouro de Olinda um escravo criou-
lo do nome Francisco bem preto estatura regu-
lar ; tem uma orelha furada, ondocarrega um brin-
quinho as ve/es; tom falla de alguns denles, de
I na renta e Untos annos; he coziheiro e no mo ;
fugio at sem chapeo e so com camisa de algodSo-
zinho e calcas pretas. Quem o pegar leve-o ao Reci-
fe ao reverendo Sr. D. abbade, junto ao conven-
to da Gloria ou a Olinda aos reverendos Srs. cone-
os Pedro Jos de Qtieiroz e Si e Placido Antonio
1 Silva Santos, que se recompensara.
Fugio, no dia 23 do crrante-, do sobrado n. 2
da ra da Cruz, um cahrinha, de nome l.uiz, de 1*
annos, bem parecido com uma pequea esfoladu-
ra na testa ; levou caicas brancas j sojas n sem ca-
misa um barrete na caheca e urna bata para C9"#
berta : quem o pegar love-o ao dito sobrado, que se-
ra gratificado.

', Hi T7r m T. Dr"
H?
I
MELHOR EXEMPL


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