Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06532


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Full Text
\nno XXIV.
Ter$a-feira 10
,i ;,Hll/Opulilir-ir todo, o.dluque nao
r.irrn teguirda: o preep da as.ie,natura lir
.iAMirs i.....pnrtcl, p*jM/iilm4M. O
iii'iii'1"* dos a.slgiuiile sao Inseridos i
'", iu .ti' 'i" ptt linh, 4 r. em fyp Mf-
'rr,ilr, easreprtcoes pela mcl.de. O mo
,,i,ulepgro80i. pur Ub>U 1(10 rs
fii Vi10 dlfferente, por cada pulilicacio.
MASES DA LA TO ME/. UB OUTUBUO.
(w-U, a 5, f 11 horai e mo. da manh.
&<.. he "durd
Loa!*. '9. 8 m"1 d*mnh\
Ja** a 96, 11 borai e 87 mln. da Urd.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Golanna e Parahlb, a leg. oxtai-feira.
Rlo-G.-do.Norte,4iulJta-frlra a. mrlo-dla.
Cilio, SerlnhSrin. Rio-Formoio, Porto-Calvo
Macelo, no l., a I' e II de cada mei.
araiihuiii c llonlto. a H 43.
Boa-VUu e Florea, a 13 e 28.
Victoria, a qiilntas-felras.
Ollnda, lados odlas.
PREAMAR DE HOJE.
Primelra, S hora e 42 mlnutoi da tarde.
Segunda, s 4 horas e G ininutoa da manh.
de Oiitubro Je 1848.
das da semana.
0 Segunda. S. Dionisio. Aud. do J. dos or-
> ph. do J.clv. edoJ. M. da 2. v.
10 Terca. S. Franriarn de Itorj, And, 4*1.
doc. da 1. ?. e do J. de paido il.dl.t de t.
11 Quarla. S. t'iriiiino. And. do I. do c. da
2. r. e do J. de paz do 2 dist. de t.
12 QuinU. S. Cyprlano. Aud. do J. de or-
pli. do I. M. da I. v.
13 Sexta. S. Eduardo. Aud. do J. dociv. edo
J. de paz do 1 dlat de t.
14 Sabbado. S. Calisto. Aud. do J. do c. v.
e doJ. de pax do 1 dlat. de t.
15 Domingo. S. Tbereza de Jess
CAMBIOS NO DI A DES OUTUBRO. *
Sobre Londres 24 d. por l/000rt.a>d
a Paris
a IJshoa 120 por cunto de premio
* Rlo-de-Janelro ao i ir.
Hese, de Ictl- de boas llrinia a I o mei
Acedes da com. do Hcberibc. W.oP;
0-ro.-Onc.is he.panliola. 3II0O > 31/200
. cedas debViOO v. 17/gOO a 7/700
. de (i/400 n. 16/600 a IgfOO
. deT/DOO... 9/SO0a ggWO
Prala-PaUcoe. bra.lleiros 2/02P a 2/0.
Peso oolitmnarlos. 2/020 a */*'
. Dito, mexicano...... 1/WO a l/20
DIARIO DE FEIUIAMBUCO
INTERIOR.
> >
p
HI0-DE-JANE1K0.
tContmuaco do artigo sobre caixtirot eitrangiiroi.)
filas scrao liievKavelmente as consequencias da adop
cao d <|iial<|uer medida que dimeulte aos estrangeiros
a occupac.io de cnlxeiros, e que Ihet tire todo o cqmmer-
cio de rrtalhos. E mal temlveis devem ser ainda as con-
sequencias, se a* reslrlcccs postas ao commerclu se es-
irnderrin s arle, lavoura e aos outros trabalhos de
qualquer genero que frem, a respeilo dos quaes o es-
pirito de monopolio ou temor de concurrencia se ha de
fundar eio rasoes idnticas s com que se tenia restrin-
gir o cnmmercio.
E o calculo das perdas he fcil de fazer-se. Suppondo
que 1 ou 8 mil pessoas, que d i vmi de entrar annual-
nicnle no paiz, produzissein 2/000 por dia.isto he, fies-
spiii trabathp do valor medio de 2/000,-perderla o paiz a
pmdnccSo diaria de 14 a 16 coutos de res e de 4:400 a
i)(\ contos de rls por auno!
, No fim de 10 annos, suppondo regular adlminulcao da
entrada de bracos, seria a perda do pal igual a 242 a
fc264 Mil conlos de ris! qnc tanto valeria o trabalho dos
que assim deixaram de o vir habitar.
Aresjieiw dos capitacs, e suppondo que o emprego
dos 50 mil cunto de ris dando de lucro liquido jmen-
le 10/,, para aquelle que os manejara, confiados a cr-
dito pelo imporladores.haveria para o paiz a perda des-
tes lucros com a nao entrada dente capilacs, e portanto
a perda de 5 mil contos de ris anuuaes no caso de que
ai medidas restrictivas dimlnilssciii os fundos, conser-
vados a crdito no paiz,de 100 para 50 mil contos de rls
na forma j desenvolvida.
Em 10 anuos, e continuando justamente as mesmas
cousas.viria a ser a perda, soH'rida pelo imperio so neste
mico ponto da diminuico dos capitaes importados, e
demorados a crditos, de cerca de 50 mil contos de ris,
nao levando' cm ambas as hypothescs em conta os juros
dos juros, ou os lucros dos capitaes accumulados._
Contra ests resultados da medida, cuja exactidao nao
he possiv.cl contestar, d"que de ordinario se oppe sao
rasdes da justica e conveniencia de converter em bene-
ficio dos nacion.ies grande parte, ou mesmo a totalidade
desies lucros, que o cominercio, industria e artes deita-
doi livres aos estrangeiros fajcm redundar em gran-
de parte em favor d'eslcs. E esta ideia d_c mclhorainenlo
da sortc dos nacionaes sedu com rasao a todos os que
leein espirito verdadelramcnte brasilciro, mas a que
fallam osprinripios necessarios para reconhecer que as
medidas propostas empobreceran! o paiz leui melho-
rar, c antes peiorando a sortc dos que uclle nascerain
ou tceiu ainda de nascer.
Ha dous pontos de viita ob que deve ser encarada a
questo de reslaiccdes aos estrangeiros que venham ha-
bilar o territorio do imperio. Como queslao de futuro,
e sb un ponto de vista geral, ou das vanlagens e pros-
p?rdade', cngrandecimcnlo e poder do imperio brasi-
lelro.
i:omo questao do presente, queslao de individuos, de
classes e ao ponto de vista limitado do inellioramento
presente e momentneo desses Individuos, ou el.isses.
F.sl j de algum modo e quanto ao priiuelro ponto de
vista demonstradoquequalquer restriccao aos trabalhos
cIndustria dosestiangeiios.que veiiliatu habitar o terri-
torio do imperio, diminue a emigracao, obsta a entrada
dos capilar e sua demora o imperio; e como braco, e
capitaes sao os elementos principaes do poder de qual-
quer estado, de sua fdrea e prosperidade c da Influen-
cia que goza entre as mais nacocs, o resuliado das res-
tric$r he manifestaniente contrario ao engrandeci-
niento futuro do paiz
O* Estados-Unidos da America do Norte s.o ricos e po-
deroso; como naci gozam entre as oulra damalor
somina de Influencia c poder, e o comparados ainda
as mais poderusas uaces do velho mundo, precisamente
Iiorque ua populaco tcui qua.i decuplicado em 70 an-
uo, com a espantosa emigracao que recebein anuual-
I neme,e porque seus capitaes leein tido ainda mais pro-
digioso augmento com a entrada de capitaes estrangei-
ros. E esta prodigiosa accumulacao de bra{OS e capitaes
devem-no principalmente liberdade Ilimitada de tra-
balho e induslria.deque nellc gozam os estrangeiros.
No entretanto as colonias de lingoa hespanliola, co
Brasil, nao obstante sua mais lavoravel posico e clima,
esioeni situaco comparativamente desvaulajosa, e in-
ferior, precisamente esobrrtudo porque por mais lon-
go tempo pesou sobre estes paite a poltica colonial,
que apon iva desuas praias oseslrangeiros. E, e como
requera o corpo do coiuiiierclo da i ahia em 180, con-
tiuuaiie ocoiiiinercio emgrosso e a rctallio prohibido
aos estrangeiros, mais atrasado estara ainda hoje o im-
perio, mais pobre e menos llmtrado.
Este so pouto da queslao nao pode nunca ser desatten-
diilo, e seria imprudencia manifestar, seria,crime de le-
sa nacao, crime de lesa gciaco futura do paiz, despie-
zar estas consideraces de futuro engrandeciiiienlo e
poder pelo inirressc inesquinlio de urna actualidadc
passageira, pelobem-estar malentendido de alguna in-
dividuos ou classes existentes.
E coiuiiidp lie poni de multa importancia a altcn-
der-se, que ncm esse Interesse Individual momentneo
se verifica em um grao que mereca siibordiiiar-lhe os
verdadeiros Interesse do presente c do futuro do paii.
He preciso no exaine desta iinporlanlissima questao
teranteosoll.os que se nao traa de um desses paizes
de territorio limitadissiiiio e circumscrqUo, povoado
por nina pupulacao que o enclie e que tuca o limite da
siillieiencla, c servido por capitaes abundanles que nao
teem mais emprego lucroso alm da soniina a que clic-
gou, ou se approxiuia.
^esses paizes cada novo nasciiento addicional accar-
reta coiusigo uina como scntcn(a de mortc contra essa
nova existencia, uucdnlra qualqucr oulra de cujo lugar
ella se apodere.
He o que acontece no paites excesivamente povoa-
dos da Europa em que a liinaojm da subsistencia e
nielusde vida dcziina, ou faz cuilwtr essa pa> te da po-
pulaco, que pelos nsclmenlos aSDlcionaes se tornaui
superior aos lucios de subsistencia). Nesses paizes as res-
- triececontra a.emigracao e trabalho estrangelro seria
necessidade indispeusavel, seria medida legislativa inc-
vilavel, se de per si mesmo e sem necessidade de p'ro-
nlbiCRoTegai a emigrado e capitaes estrangeiros nao
foatem forcados a fugir de paizes em que nao acliariam,
csics ciuprcgos e uieios de trabalho; e subsistencia
aquelle*.
E se a restricefl 4o dlspensavels uestes casos, 3o
pelo contrario Injusta e nociva naquelles paizes em
que, como o Drrasll, nina superabundancia de terrenos
offereceiu aos habitadores actuaes, e por muilo tempo
aos novos vindos subsisteucia abundante e fcil, e em
que a Infancia da industria e trabalhos apresentam vas-
to campo ao emprego de quantos capitaes podrem en-
trar no pali por inultos annos a vlr.
Sao injustas as restricedes aos olhos do cosmopolita
e do verdadero christo, que no vendo nos habitantes
doUniversoseno os fiihos de um mesmo pai commuiii,
irmos e amigas entre si para quem a Providencia creou
o orbe, seus terrenos, seus bens todos, faria injustica
opposta ao dictames, a creacao, vedando aos outros a
partilha dos beii que a Providencia offerece a todo o
vvente. Sao hcnien como nos, esses que a fome,
que as neceisldades, que os desejos de melliorar de for-
tuna fazem aportar s nossas praias, c que seria crime
'de lesa natureza negar pao aos que delle tein fome, e
obriga-los ajuter na miseria de que se esfoream por
escapar.
.Sao nocivas, de qualquer forma que se tomein, essas
medidas, ainda mesmo s classes e individuos ; e ellas
tendem ao futuro empobreciinento das mesmas classes
e individuos que se pretendera favorecer. He o sacrifi-
cio do luturo ao prsenle, he a verdadeia imltaco da
pratica elvagrin que derruba aarvorepara Ihe comer
de una ves os fructos, perdendo todos os que virla a
dar ; e Ihe caberla sem replica esse dito espirituoso e
exacto que por ve'zes tem lldo applicacao a matanc da
galinha que piinha ovos de puro, e que no Interior nao
offereceu nada, nem iiiesmo no presente, ao impruden-
te que a tal excesso levara sua ambicao apressurada.
A reslricco do comiiiercio, diminuindo os capitaes c
a concurrencia, pode parecer, momentneamente, favo-
ravel aos triutao.u quarenta mil llrasileiros que o ino-
nopulisem ; pode dar emprego iinvoannii.il a quatro
mil llrasileiros, que na supposico de renovaco por
1/10 por auno, entrariam todos os annos no comiiiercio.
Mas este lucro de quarenta mil ou antes de quatro mil,
seria cusa do.futuro do pai, privado da entrada an-
imal de capitaes e bracos, somo fcou demonstrado se-
ria a custa de tres quatro inilhes de consumidores li-
vres que por esta diminuicao de concurrencia viria a
comprar objectos de menos acabada perfeico, e por
precos superiores aos da poca de liberdade int.-ira do
comiiiercio.
E cpmo n coiiiinei,-ianie de retalho se limita a vender
certas quali'dades de mcrcadorias c gneros, 1/100, por
exemplo, dos admiltidos no mercado, elle perdera co-
mo consumidor dos 99/100 que mercava a outros eque
talvez gauhasse como vendedor.
*E uiiu pcrcainos de vista que, admittido o principio
das rcslricces.em urna especie de industria, acointnei^
cal, sera consetjuepcia estender-se is oulras, e geiVe-
ralisados o-, eiuli.u.-i.-os entrada de capitaes e bracos
estrangeiros, limitada a concurrencia da produc(o e
dislribuico da riqueza, dar-se liia para qualquer pro-
duclo*g.iiih provavel cm o nico objecio de sua pro-
diicc.io oU industria exercida contra perda inevitavcl
em todos os diversos objeclos de que conlinuava a ser
consumidor. E lie mais que provavel que a somma das
perdas excedesse as do ganho de cada um individuo. Ein
outros termos, aluda que o sapateiro ganhasse de mais
no calcado que faria a 100 individuos, perdera nos ob-
jeclos de seu uso e consumo, que teria de comprar de
outros tantos 100 industriosos.
Em um paiz, em que a ierrasobeja a qiiem a pretenda
lavrar ; tm que a subsistencia abunda a quem qur que
faja algum pequeo esforco para a obter ; cm que lam-
bn nao falta trabalho, e a experiencia demonstra que
elle abunda mal na pracas martimas onde he alias
mais a concurrencia estrangeira ; em um paiz em cir-
cunstancias taes, oque pode convlr nao be poupar tra-
balhos para certas pessoas os monopolisar para ellas,
mas siui e pelo contrario obter mal pessoas e capitaes
para deseuvolver esses immensos trabadlos para que as
uecessidades do paiz nos convida, isto he, chamar para
elle bracos e capitaes estrangeiros.
E diremos de passagem, para nao trinos alm da ex-
tciiso que nos impozeuios, que ha vcrdadelra coofu-
lo de ideas quando, procurando nos artigo perpetuos
com a Franca us motivos de alguus embaracos que eu-
contra a industria nacional, ou para melhor dizer o tra-
balho dos nacionaes, se nao reconhece que esses em-
baracos consisten! nos favores a estrangeiros lora do
paiz, mas nao nos que sao concedidos aos qbc vcein tra-
balhar no imperio.
Aquelles devem em inuitos casos ser restringidos, mas
nao estes, eos que, pugnando pela cessao dos artlgos
perpetuos suslcntam eslas rcslriccoes, oppem aquel-
la revogacao os nicos motivos, ou siiienle pretextos
em que se possa basear sua denegaco.
A industria nacional, compreliendido o trabalho pelos
nacionaes, soIIre embaracos que se nao pode negar, e
precisaui remedio, que nao so por certo as medidas
restrictivas propostas. E nao he neste sentido que nos
ei'iibaracam os artigo perpetuos com a Franca.
Temos servico. militares, exigidos pela deficiencia de
fdreas de prmeira liulia, e perlurbaces polticas que
surgem em algum pomos do imperio, e pesadas pela
usulncicuca de populaco ades subjeilas, e,estes ser-
vicos pcm os nacionaes de peior coudicao que o eslran-
geiro. O augmento da populac.io alistada c inteiro res-
tabclecimenlo da tranquillidade publica dispensando
os serviros, o aliviarla e melhor Ihe poderla equilibrar
a posico do nacin ie, cuui os estrangeiros. com a
cesio'dos artigo perpetuos podr-se-hia convidar in-
directamente os estrangeiros a se naturalisareui com a
coucesso de alguns favores especiaes aos cidados bra-
silciros.
Occupacde ha cujo carcter d especie particular e
quasi publica- devem ser privativas de cldadaos brasi-
leiros ; como as de corretores, despachante, solicita-
dores de causas judciarias, e providencias neste senti-
do converteriaiuem beneficio dos nascidos no paiz os
lucros deslas profissdes, ou convidariam a se naluralisa-
reiii os estrangeiros que a ellas se applicam ou se pre-
tendain appliuar.
O estabelecimenlo de caixaa de crdito cm geral, c
oue proporcionen! fundos com coiidicoes favoravei ao
, ue se appliqueni s industria ; o de caixas especiaes
nara emprestar fundos para os industriosos que, sendo
nacionaes do paiz, apreseulem garantas de pagamento,
seiiam outros lautos meios para proteger os nacionaes
em seus trabalbos industriosos.
E a par de.tas medidas pode um governo nacional a-
char d versos outros meios de proteger os oidadao ora-
"rp.! j prelcrindo-os p... o. trabalho. da. U(0e>
publica en, cerus circu.n.ianc.as, e '6>'e""!"' i
o operarios esiraogero, ja prefenudp o. no contra-1
tos e fornecl ment em igualdade de condicSes. Sao
meios indirectos que a ausencia das circunstancias po-
dem aconselhar, e que sao preferlvels as medidas re-
trctiva directas, cujo resultados seriara sobremodo
nocivos no futuro desenvolvimento do imperio. Dos
nao ha de consentir que tae Idelas vinguem em nosso
esperancoso paiz.-e que o mundo clvilisado possa dizer
delle, como, das inhspitas africanas praias, dizia o prin-
cipe dos poetas latinos. Fugt crudelles, lenas /upe Ku
(Crrelo Mercanlu.j
Communicado.
Seis silo os casos notaveis quo em apoio ila dou-
Irina de llalinemnnn tem at Imje publicado o Sr. Dr.
Sabino Ologario l.udgro Pinho ; e seis vezes tem
elle mostraiio quo titihamos rasao de accusa-lo de
aveiitureiio, e de bater essa iloutrina.
Vimos que o primeiro caso apresentado, foi o do
um noftociantc, que, soffreiulo de urna erupefto mi-
liar quo os mdicos chaman urticaria, e o vulgo
iangue novo, ficou curado em alguns Jias, tomandu
tres loses honitEopalliicas ; mas todas as pessoas de
hom senso veem quo esse caso, por sua Insignifican-
cia, entra no numero d'aquelles que nenlium medi-
co allega para provar sua pericia, ou a virlude de seu
medicamento; e nenhuma mili da familia ha que,
em sua casa lendo presenciado casos semclliantes,
deixe do rir-se sabeudo quoaquillo que se cura nos
casos mais travos com pequeas sanprias, sangue-
chug'as, bebidas emolientes, cudorilicas, ou diur-
ticas, com algum lachante e dieta conveniente, o s
com esses ltimos meios, sem sangras nem sangtie-
chugas,' e al muilas vezes sem tratamento em casos
ordinarios, sem que facultativo algum seja chama-
do, custouaodoento 30^000 rs., sem que tivesso de
vr-se livre'do mal com a rapidez desojada e costti-
mada; entretanto quo com nouca cousa, comodis-
semos, o al sem tratamento, teria sido curado, cus-
tap.'Jo-lhn a final tudo isto olgumas iiatacas. O Sr.
Dr. Sabino espanlou-se enm o resultado que suppoz
ser devido so seu remedio, mas que s foi operado
pela natureza que.sem duvida pormeiode secrccOos,
Jez desapparecer o ligeiro incommodo do doonte ; o
d'ahi deduz conclusOcs favoravois sua iloutrina.
Lcia o Sr Dr. Sabino qualquer livrinho que trato da
urticaria, e ver que se dizque essa affecQo, quando
lio simples, como no caso em quesillo, nHo aprsen-
la perigo algum, c nflo exige tratamento, qualquer
que seja. ', .
Os segundo c tereciro s3odc dous individuos que
sofTiiam, ou solTrem de constipagos, ou embaracos
as evaeuages alvinas, incommodo mu frequenle
neste paiz, equeoSr. Dr. Sabino diz terem mellio-
rado com seus remedios ; mas esses casos que, pela
ordom natural e de gradaco, deviam ser mais im-
portantea do que o primeiro, s.o por si tilo ngnili-
cantes que n;*m mereeem a menor discussao ; e nos
aguardamos para.dizer Iguala cousa, quando os
proprios doentesse queixarem, sej o nao fazem ;
devendo lembrar quo todos quanto soflriam de ca-
los, e licaram, com a extracco, melhorados, boje
soiTrem lauto quanto antes; entretanto, por mais
instruidos que fssem, por mais que se Ibes tivesse
dito a verdade, suppunham nunca mais soTrer.
O quarto caso he o de um escravo da Sr.' Mana
Candida, moradora no.Allerro-da-Boa-Vista, eque
o Sr. Dr. Sabino apresentou para conseguir con-
versaodoSr. Dr. Sarment, que, segundo elle diz,
ja est mais que meio- homceopalha ; pois que reco-
nheceu a verdade dos principios da iloutrina. de
llahnemann: esse caso lio de um preto que, soffiendo
dessas febres passageiras, e que por vezes atacam os
escravos, provenientes, ou de nenhuma cautela em
evitarem a suppressaoda transpiraQHo, ou, e isto as
mais das vezes, do abuso de bebidas fermentadas,
ou alcoolicas, como a garapa picada, a cachassa, &c.,
ej lendo tomado antes vomitorios e luchantes, li-
cou curado com urna dse homceopathica, islo he,
com I0#000 rs. Mas querera ainda o Sr. Dr. Sabino
sustentar quo esse caso mereco a pona de ser relata-
do, e que boda ordem d'aquelles que os mdicos
chamam importantes, e delles se glorificam 1* Cre-
n#s que sim, pois que nada ha a que elle nao pre-
tenda.
O quinto caso lio ainda de um escravo que, sof-
freiulo du/anfi) tres dias de delirio e tremores mus-
culares, acompanhadoesse estado de insomnia, foi
curado com urna dse homceopalhica de dous glbu-
los; maso Sr. Dr. Sabino, a frca de querer ser
inexacto, mostrou que era ignorante, dando a de-
noininacao de loucura a um delirium (remeiis, atrec-
co conhecida c distinguida por qualquer principi-
ante de pathologia ; e, como em sua inexaclidSo
entrevio vantagem, reveslio o mal de formulas que
Ihe.convinha dar para chegar a seus lins, dlsse que
isto que elle chamou loucura, s era curado pelos
mdicos por meio de sangras, sanguechugas, cus-
ticos, &C, Se, e coneluio aseverando que com
seus glbulos flzera o milagro de curar o mal, pro-
vocando o somno. Todos sabem que as pessoas que
abusam de bebidas alcoolicas estilo subjeilas ao aw-
riuin treman, cuja molestia he quasi sem pro devida
a esta causa ; sabem mais que esse delirio, descrip-
(o pelo medico inglez Sulton, edepois pelo illuslre
dermathologista Trancez Rayer, recebeu a denouii-
efio de tremens, termo latino, que signiuca-iremu-
lo,-pela agitacao e tremor muscular daquolles que
por esse mal sao accammettidos; o quem tem esiu-
dado um pouco de pathologia e Iherapeutica, quein
tem visto doentes, nflo rgtiora que esse delirio nao
he o que nos tratados de nosographia be denomina-
do loucura; que o tratamento de urna afleccao dine-
ro intelramenlo do-da oulra, eque o remedio heroi-
co do delirium Iremm lie o opio que, determinando
-sesssBl
o somno, d prompto restabelecimento ; maso Sr.
Dr. Sabino, sem importar-se do ser tachado de
inexacto, sem aflligir-se que Ihe prnvem sua igno-
rancia, ou impostura, como j so vio com a carta do
Sr. Dr. Tavarcs, que em voz de resposla ter des-
compostura, ainda que em seus arligos rerommen-
dc tolerancia e moderado, mas s com olle, apr-
senla eslo caso revestido de seus ramalhetos; e, fin-
gndo-se maravlhado pelo successo feliz que diz tor
oblido, mas he contostado polo Sr. Dr. Tavares,
conclue que sua iloutrina be poderosa, por sso que,
fazendo dormir o doenlc, curou-o ; embora saba o
mundo que o opio e suas preparaefles, provocando o
somno, reslabcloccm a raslo daquelles que solTiem
desla afTeccao.
O sexto caso he tambom do um escravo que o mes-
mo Sr. Dr. Sarment, apezar de toda sua pericia,
pelo que mereceu do Sr. Dr. Sabino elogios pompo-
sos em um de seus arligos, nao pode curar; doento /
quo, soffrendo do urna febre intensa, segundo elle
diz, acompanhada de todos os symptomas que neste
clima apresentam os individuos que, vivendo deba-
x.i il<- cortas influencias, sao arcoMimettidos de lem-
pos a lempo por ossas febres que om alguns livros
sao-deiiomiiiMidas cphemoras, em consequencia de
nao durareni mais do que um da, ou quatro ou
cinco, pelo que sao tambom chamadas ephemeras
prolongadas, fcou curado com dses homce-opalhicas
do um remedio que elle nao diz. Nao ha medico,
ou mesmo curandeiro que ignoro isto; mas oSr.
Dr Sabino, ou faz-so ignorante para que sua admi-
racilo pareja maior o mais sincera, c seja mais acre-
ditada, c entilo nao usa da franqueza que teem os ho-
mens da arle ; ou na rcalidade ignora essas peque-
as cousas, e com ellas oulras muilas; e be sem
duvida por isto, e nao pelo que diz, que abjurou da
verdadeira medicina para abracar a homieopathia,
que, segundo diz o Ilustre decano da faculdado de
Paris, o Sr. Bouijlaud, s he recebida Rejos ignoran-
tes e espertalhoos. Ondo est, pois, o milagre dessa
cura ? Ha, sabem muitos, neste clima rebres quo
duram muitos dias, acompanhadas de caracteres gra-
ves ; pela sua persistencia, e pelos symptomas ob-
servados, por vezes so er que ellas dependem de
inflammaces intensas dos orgaosabdominaes ; mas
um esforco da natureza as faz desapparecer como
por encanto, mo depondendo as curas s mais das
vezes senao de um trabalho secrectorio mais activo
que o medico expericnte cuida logo de procurar, ou
de aiguma bomorrhagla, como succedeu no quarto
caso ; o que nao disse o Sr. Dr. Sabino. Isto lie fre-
quentemente observado cm Pernambuco, e he por
osla rasao que o vulgo, em casos semclhantes.proyo-
ca esses esforcos da natureza por meio de vomito-
rios e purgativos, com que so aBo bem ; pois he etn
consequencia disto quo o Le-Roy, equanta piluhi
ha, lein tido aceitacSo; e he tambem por isto que
a ipecacuonha adquiri nesta provincia tanta voga,
nao perdendo-a inteiramente mesmo no lempo em
queosmcJicos.oxagerando a doulrina do llroussais,
prescreveram lodosos meios que Ibes parociam irri-
tantes. Comofram curadas as innmeras pessoas
que nos lins do anuo passado e principio deste sof-
freram das febres que receberam o nome Ao polka?
Na apresentacao dos fados, para que dizappellar,
o Sr, Dr. Sabino nao tem feito mais do que servir-so
dos meios de que usam lodos os charlares: suas ob-
servares s3o descarnadas de toda a reftexSo, e nel-r
las se n3o encoiftra aeiimi -oppliqufium remidi ho-
meopatluco-- sem declarar, como dovia, pelas rases
que abaixo apresontaremos, o remedio de que faz
applicacao ; mae sem omitlir que os doentes esta-
vam a morrer.
Quando um medico faz experiencias, e com ellas
procura instruir o publico, aprosenta os casos obser-
vados, acompanhados de todas as circunstancias
quosederam, relata todas asalteraces ou modifi-
caces, diz que remedios applicod, porque s assim
he que se pode saber da marcha da molestia, e apre-
ciar a influencia do medicamento, que nBo he uni-
forme em lodos os casos, pela variedade das conslt-
tuicOos; mas o Sr. Dr. Sabino contenta-so com pou-
co, e suppe que o publico partilha sua opiniao.
Ha nesla provincia tantos livros, quantos pJe ler
visto o Si. Dr. Sabino ; e entro aquellos que pro.e-
sam a arlo de curar, ha pessoas que mais teem lulo e
vislo do que ello; e ossas tambem possuom esenp-
tos luimcopathicos, os teem lido e meditado A
homicupalhia he cousa velha, mais do que oSr. Dr.
Sabino; e nenlium dos facultativos aqu residentes
se formn antesqueapparecosseo Organon do llahne-
mann : o se islo nao pode ser contestado, paroco
me quo algueiu ter estudado esta pretendida doulri-
na, pelo menos lano quanto o pode ter feito oSr.
Dr. Sabino ; e por islo n3o he indiferente lazer ou
nao reflexOes e declarar os remedios de que faz uso.
OSr Dr. Sabino estudou a medicina polos compen-
dios da escola da Babia, o, estabelocendo-se na villa
da Matta-de-San-Joao dossa provincia, all nSo Toi
exercer a homceopatnia: sua formatura data de
poucos annos, pois que entre os facultativos per-
iiambucanos doutorados, ha poucos tonos naquella
faculdado, existem alguns que framteslemunhas de
suas brilhanteslies, e por certo nflo tete multo
lempo para esludar a doulrina de Hahnemann, e ex-
perimenta-la; oque era indispensavel; porquanto
das escolas se sabe com a iheoria e sem oa hospiUes
que se frequenla.e onde se aprende a applicacao dos
principios, a humanidade viria a servir de experien-
cia, entretanto que na Bahia n8o ha hospitaes ho-
mceopaihicoa: mas o Sr. Dr. Sabino, sem saber-se
por que inspiracao,apparecou melamorphoseado eni
homceopalha; sem ter observado, eomecou a appli -
car a doulrina das infinitissimis; e he assim que
aporlou a esta provincia, onde, olhando para lodos
do cima para baixo, comuse fra umsultSo, tem dic-
.Vi
.ADO

_. BHI
y '*



(do firmans, e, como qualquer miteravel charlallo,
"m insudado aquellos que Ihe fazem a devida jus-

Y
i-
tita.
\.1o he ndilTerente, repetimos, qneoSr. I)r. Sabi-
no apresante aeus rasos com reflexes ou sem ellas,
nem he intil que declreos remedios que emprega,
e a que altribue as curas; pelo contrario convm,
ou antes he indispensavel que jiga qual foi, na serie
dossympt'imas, aquel le quejuigou mais importan-
te o procuran atacar; que mostr as modiflcaces
que observou com aapolicagilode cada remedio, ra-
ciocinando ou discorrendo sobre essas modilicaQos;
e einlim que declare om que dse applicou esses re-
medios; porquanto no exame dos symplomas podia
enganar-se dirigindo-se de preferencia a um, quan-
do era outro, ou outros que devia combater; podia
errar na escolha do medicamento, dando o que nlo
era mais conveniente, ou mesmo dando aquelle que
nio be aconselhado ; e na applicagflo da dse podia
ter commeltido falta grave, otalvez grosseira, visto
que nessas applieages ha, segundo seus correligio-
narios, grande sciencia. 0 Sr. Dr. Sabino ha de sem
duvida convir comnosco, que elle he tao suscepli-
vel de engao ou erro, quanto qualquer dos faculta-
tivos aqu existentes; que pode ter como excedente
urna opimfio errnea, c que ha de ignorar muita cou-
sa que outros pdem saber; e se nisto convm, tarin-
bem ha de convir, que ocultando tilo obstinadamen-
te todas estas circunstancias importantissimas, d
a supprque receia, ou patentcarsua ignorancia, o
romella sua impostura, ou divulgar um segredo,
que do certo n.lo pode ser o do monopolio ou indus-
tria, porque a homceopalhia nlo lie hoje um segre-
do, como nunca o foi. Se o Sr. Dr. Sabino est to-
dos os dias a chumar ignorantes os mdicos que ex-
sto-maqui; se os ameca de publicar seus erros;
so diz quo os doontos observados soffriam mais pe-
los remedios alloi>athicos do quo polas tnesmas mo-
lestias ; sem duvida ha raslo para suppr quo seus
coil'u'cimontos sDo vastos, e que esses mdicos tcem
commetido fallas, porelleapreciaveis; mas, para quo
isto possamos verilicar, convm que proceda por ou-
tro mudo; porquo nfio estamos dispostos a jurar so-
bre sua palavra : he necessario comparar os factos.
Sabemos que ha pesuas tffo ignorantes ou tiio
simplonas, que dizein que o Sr. Dr. Sabino mo pu-
lida o nome das substancias que emprega, porque
nfio querqiw os mdicos aprendam, e queja lio por
isto que, quando a casa de sua residencia vai o.Sr.
Dr. Sarment, eile nao se abre para nito descobnr-
llioseu modo de curar; mas nos no estamos na or-
dem dessas pessoas que acreditam ludo, por mais
disparatado que seja, e nlo nos deixamos levar por
esses ditos, que.por amor ao mesmo Sr. Dr. Sabino,
nio suppoinos doli parlirem; todava julgamos quo
essea cingladores d'csquiuasantesompromeltein a
^iia causa,do que Ihe servem de apoio.lle verdadeque
tomos lembranga de havermos litio alguina cousa do
Sr. Dr. Sabino relativa a nSo declarar o remedio de
que usou cm um caso; mas nein suppomos que desse
caso queira lirar uina rogra geral, e nem to pouco
que se persuada oslar livre do responder: he neces-
sario expr-se a ser julgado ; porquanto por ora su
so piio fuer deiie tristissimojuizo. (loni suas li-
iniadas narrages, em que diz quo a pclle eslava
quento, a lingoa vermolha e haviasde d'agoa, nao
satisfaz; elle podo errar tanto ou mais do que qual-
quer outro; pode ser tilo inexacto, como parece; po-
do mesmo dar dses allupathicas por homoeopatlii-
cas, o contar ludo a seu geito, exercendo a homceo-
palha polo modo por que Alexaudre Dumas excrce o
magnetismo; mas, repetimos, nilo he assim que con-
vencer, o poderemos crr que tudo quanto lein lido
he tilo exacto, quanto o Sr. Dr. Tavares diz ser o seu
sexto caso,
Hasta por hoje: escriptos mu longos silo pouco
lidos; e nos procuramos s-lo, porquo he nosso fim
t'azor subresahir a verdade. Logo que nos seja pos-
sivol, diremos alguma cousa de sua estupendaesta-
lislica, que, a ser exacta, entilo a homceopalhia deve
ser considerada como a molestia mais destruidora,
depois do colora e da peste.
15 de setembro de 1848.
M. S.
CONSULADO GERAI..
RP.NOIMF.NTO DO DA 9.
?"'...................
Inverna provincia* .............
1:83J|B3
BB#3tt
1:921/981
CONSULADO PROVINCIAL.
RR"WT\IF.NTO DO DA 9..........1:341/9*0
WovJmento rio Porto.
Navia [mirado no dia 8.
Hahla ; barca franceza, Ptinceia-Franchea, capilao Lau-
dir, iiii lastro.
Navia entrado no di'a 9.
Trrra-Nova ; 40 dla, escuna ingleza Ilarriet, de 124 to-
nelad.-n, capitn VVIIliam Williams, equlpageui 9, car-
ga 1,700 barricas com bacalho ; a James Crabtrec 8i
Companhia.
"Navio sabido no mmo dia.
Porto* do sul; brlgnc inglez Queen, capltao William Ra-
les, carga a mesma que trouxe.
o modo de fabricar o assucar demonstrando 01 In-
convenientes da antiga prstica ostneios de as re-
mover e (intmente tudo quanto se precisa para ti-
rar mitior e melhor resultado de sua factura e esta
escripia em urna lingoagem que qualquer pessna
"g rcehe; podendo-se mesmo dizer que os Srs. de
cngenhns com ella s errarflo se quizerem : vnde-
se por 2,000 ra.', na praca da Independencia lina-
ria ns. 6 v.h.
EDITA ES.
Continuaco dos de vedar a da dcima dot predio urba-
nos, que leem de ser ejecutados, nito tomparecerem
al o dia 15 do frrente mt% a saldar seus dbitos.
A saber :
I.uiz Francisco Barbalho
Rita Mara do ('.armo
Seminario de Olinda
O procurodor da misericordia de Angola
Viuva de Jolo Baptista dos Santos
Henil-iros do vigario I.uiz Jos de Alhuquer-
que Cavalcante Lins
Vicento Alvos Machado
Hcrdeiros de Jo3o Baptista Monteiro
Manuel Antonio Dias *
111 ere/a Mana dos Santos
Henil-iros de Antonio Jouquim Corroa de
rilo 76,477
Miguel Congalves Rodrigues 198,973
Herdeiros de Rernardo l.uiz Ferreira 77,868
2:615,069
(Continuar-se-ha.)
380,838
560,288
317,433
61,691
153,511
60,069
99.000
(16,802
330.460
181,659
Todas as pessoas, que, de conformidade cun a lei pro-
vincial n. .'I!, de 9 de setembro ultimo, se propo/.erem
a eiercer os lugares de vaccinadores naquede* munici-
pios, onde nao elisin facultali vos com as habilitaedes
precisas para os lugares de delegados do concedi geral
le salubridade publica, deverao comparecer no praio
de trinla dias na sala das sesses do mesmo concelho.nas
quintas felras s dez horas do dia, para se habilitaren)
por ineio de exame sobre as maledas propostas ao Kxm.
presidente da provincia, e approvadas em t de outubro
correte, como abaixosev.
Sala das sesgues, 7 deoulubru de 1848. J. J. Pinto,
secretario.
Ninguem potler.i ser proposto ao governo da provin-
cia pelo csncelho geral de lalubridade publica para
exercer uterinamente o lugar devaccinador naquellc
municipio onde hao tinuver delegado do incsino couce-
Iho, sem ter conheciinenios davaccina e do que llie he
relativo, c algiiuias nnccg de anatoma das rcgliSej ; o
que ser verilioado por uieio de um exame peanle o di-
to concedi.
Sala das sesses do concedi,22 de setembro de 1848.
Dr. Joaquim de Aquino Ponera, presidirme.
o Approvo. Palacio de Pcrnambiico, (i de outubro de
1848, -Costa Pinto.
u Conforme.Jos Ignacio Soaresde Macedo, olticial ar-
chivista da secretaria.
Reqimento jnirrnn <(0 conccihi giril de lalubridade publica
de Pcrnambuco.
Avisos man timos.
Artigo adddicional. As pessoas,
lugares de vaccinadores, deverao :
que excrcereni os
Correspondencia.
Srs. Redactores. Sou frcadn a sabir arena, e con-
tentar-me-hei com devolver sobre a cara do meu infa-
me aggressor a lama, que, sb o titulle Um Guarda Na-
cional, me tem (aneado em annuncips no eu Diario n,
222.223 e 224.
Trullo sido bein claro, eem resposta ao primeiro dos
pasquins, (]i ver que a qualquer hora eslava prompto a
prestar conlis du tempo que fui caixa do quarto bata-
llio de guardas nacionaes da Bua-Visia, onde com niui-
la honra serv ; (outro tanto nao pode diirr o tal Uuarda
Nacional] e, reiterando o que dinse, leinbro-lhe que a
ovelha peior do rebanho he a que berra, e nesse caso
rsl o tal billre do Uuarda Nacional, que desgraciada-
mente galgou o posto de capitao.... mesmo com aquel-
lo andar gingado, como quein est sacudindo a mantei-
ga... quaudo naquelle tempiuho levou urna mestra so-
va.....emende ?
Srs Redactores, relevem-ine por bondade o eu sabir
um pouco do serio, e fallar fura de meu carcter; po-
reni nao se pode responder um qudam como od'uiir-
da Nicional senao desta forma, votando-o 'finalmente ao
completo desprezo, romo merece.
Darei pordeuiais um comedio ao lal Uuarda Nacional
( que j devia ter juio, porque, alem das muitas sovas
que ten levado em publico dia, j tem seus cajs, c ho-
je esi casado ) que porle-se com mais dlgnidadc, pa-
gue o que deve mesma caixa do quarto batalho c nao
se d a espectculo, sb pena, se vollar, de levar tiros
bein i erieiro, expondo-se assim a arrepenJrr-se de ter
escipto para o publico, que licar conheerndo, nao s
a torpeza de trus arameis, como dir caa//o ornnde
11 ^ta de pao. Ouvio, Sr. Uuarda Nacional?
Sou, Srs. Redactores, seu couslantc leitor
Caetano Silverio da Silva.

commEHCto.
ALFANDEGA.
RENDIMRNTO DO DIA 9..........18:013/727
Oetearregam hoje, 10 de outubro.
PatachoOlii-eira fumo, tabaco e charuto*.
Hule Exalaco charutos e fumo.
Brigue Paulina louca e batatas.
cun Harri bacalho.
Barca Omor dem.
Ilrigae Immanuel mercadoria*.
1" Vaceinar duas vezos por semana no lugarniais
povoado, que llies lor indicado pela cmara municipal ;
2. Formar os mappas dos vacCinados conforme o
modelo que lliesfur remetilo pelo concedi ;
3. Enviar todos os mezes ao secretario do concrlho
esses mappas approvados pela cmara municipal ou por
seu presidente;
4." Fazcrcorpos de delicio, requeridos pelas autori-
dades.
(i Sala das sessfle do concedi,22 de setembro de 1848.
Dr.Joiqaim de Aquino Fonseca. presidente.
e Approvo. Palacio de Pernambuco, (i de outubro de
4848. Costa Pinto.
Conforme Jos Ignacio Soarcs de .W.ic.\io,olical ar-
chivista da secretaria.
Os municipios da provincia, cm que existein delega-
dos do canecillo geral de salubridade publica, sao :
Olinda, Goianna.lguarass, Victoria, Nossa-Senhora-
do-O', Rio-Formoso e Seriuhem.
Para o Asst'i segu, impreterivelmonte al 15 do
corrente.o brigue brasileiro Sagitario: para carga ou
pnssngeiros, Irata-se no arrflazem da ra da Cadeia
do Santo-Anlonio, n. 23.
Vrnde-scuniabireara nova, com to-
dos os seus pertences, carga <\o ia cai-
xas: ni ra do Cabug, loja de quatro
podas n. i C, tle Duarle.
A bem condecida galera ingle/a Columbus par-
tir para Liverpool imprelcrivelmente, na lerca-fei-
ra CIO do corrente): quein quizer ir de pnssagcm na
mesma, dirija-se aos consignatarios, M. Calmont &
C, na praca do Commercio.
Para o porto da l'igueira, Lisboa ou cidadedo
Poito partir alero fim do corrente niez, o pata-
cho portuguez Marta & Joaquina : tem.a maior par-
te do seu carregamento : para o restante, e pas-
sageiros trata-se com o consignatario na ra do Tra-
piche, n. 44, Firmino J. F. da llosa.
Para o Aracati pretende sabir al 20 do presen-
te o hiato fono Olinda, meslre Antonio Jos Vianna :
os pretendentes a carregar, so entenderao com o
mesmo meslro no trapiche Novo, ou na ra da Ca-
deia do Itecil'e, n. 17, segundo andar.
Vcnde-se ,i hiele portuguez lispeculador, de lo-
te de seis a 7,000 arrobas, de muito boa consirucc.lo
o novo : os pretendentes pdem v-lo eexamina-lo
noancoradouro, defronte do trapiche do Angelo, e
para o ajuste, na ra do Trapiche, n. 44, com Firmi-
t.o Jos Flix da llosa.
Lei loes.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade o/fictal da im-
perial ordem da Rosa, cavalteiro da de Christo t ins-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz saber que, no dia 12 do corrente, ao meio-dia,
na porta da alfandega, se b3o do arrematar Ires cai-
xinlias com ferramenta para carpiua, no valor de 30/
rs., impugnadas pelo amanuense Goncilo Jos da
Costa e S, no despacho por factura sb o numero
1470; sendo dita arrematarlo subjeta ao pagamen-
to dos direilos. .
Allandega, 9 de outubro do 1848.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
JoSo Xavier Carneiro da Cunha /dalgo cavalleiro da
casa imperial, cavalleiro da ordem de Christo, e admi-
nistrador da mesa do consulado desta provincia, por
S. M. o Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que, no dia 13 do corrente, ao meio- lia,
se ha de arrcnialar em prao.a, porta da mesma, urna
caix com assucar mascavado den. 10, do engenho
Amolar, da provincia das Alagas, consignada a Joa-
uuim Flix Machado, apprehendida por falsificacflo
da tara pelo guarda Jos Correa Leal ; sendo a arre-
ma larilo livre de despezas ao arrematante.
Mesa do consulado do Pernambuco, 8 de oulubro
de 1848.
O administrador,
foa Xavier Carneiro da Cunha.
UM-*.id-^.,mr
Declaraees
O arsenai de guerra compra brim liso, sapnlos
de sola o vira panno prelo hollanda de forro, es-
leirs de palhs do carnauba : quein ditos gneros
quizer fornecer, comparecer na sala da directora
do mesmo arsenal, com sua proposta e amostras
nojdia 11 do corrente mez.
Arsenal de guerra 7 de outubro de 1848.
O escriturario,
Francisco Serfico di Assis Carralho.
Por ordem do respectivo juico se continuarlo
a vender, em leilHo publico as fazendas da ksja do
fallido Antonio Jos Antones Guimariies: ho-
je, 10 do corrente s 10 horas da manlia ,. em
o armazem do corretor Olivrira na ra da Cadeia
do Itecifo. Adverle-se que continuaran os leiles nos
dias que se nnnuiiciarem al se concluir a venda
total das referidas fazendas.
- Fox llrolhers furilo Itiao, por titervencfo do
correlor Oliveua de variado sorlimenlo de fazendas
inglezaa as mais proprias do mercado, eBlgumas
para fechar congas : quarta-feira, 11 do corrente,
as 10 horas da mandila no seu armazem, ra da Ca-
deia do rtecife.
Avisos diversos.
oilo oitavas de retroz prcto embrulhado em um pi.
pe que eslava com ludo isto. A vista distn rnga.J
as pessoas quem frem offerecidas as ditas pecii
queasapprehendam elevem-nasa mesan easi.j!"
que ser recompensada. ^
Precisa-se'de dous trebalhadoresptra sitio n0r
mezes, e de um feilor: na ra do Rangol, n. ig'
Pe deu-se, na igreja do Rozarlo, um a*nnelo l|.
Vrado, com um flelo liso no meio: quemoachou*
qurrendo restituir dirija-so a ra do Hozarlo UrW
n. 39, primeiro andar. B '
Precisa-se do urna ama forra, ou cscrava, pan
oservico interno de urna casa de pouca fann|fl ,
quem convier. dirija-so a ra larga do Rosario, pr.
meiro andar, n. 48.
No dia 2 do corrente mez de outubro, peranlo '
o Sr. juiz de orphflos o ausentes, se hilo de arrema-
lar, na praca da Boa-Vista, duas taborusaeduas vin-
cas, pertencentes a berenga do finado Jos Pinto Mr,.
reir: os licitantes comparecam s quatro horas di
(arde.
Oex-lhesoureiroilo quarto hatalhilo deguardi
nacional, declara quej-'rancisco deSouza Travasso
nada deve caixa do mesmo hatalhilo.
-- Quem anniinciou, no Diario de hontem, querer
permutar um molequo por urna preta. dirija se a ra
das Larangeiras, sobrado n. 15, defronte da refi-
nagilo.
OfFerece-se, para ama do casa de homem aoltei-
ro, urna muiherde bonscostumos : quem a preten-
der dirija-se a ra do Padre-Flortanno, a casa que fi.
ca s, na esquina que entra para o boceo do Lobato,
Furlaram, na noite do dia 8 do corrente, pelas se-
to horas, do sitio om que mora Itayinun Jo de Arau- i
jo Lima, no Arraial, um cavado rugo rodado, como
olho direilo vasado, hoin carregador : roga-se s au-
toridades policiaes, ou a quem tiver noticia onde
exista o sobredilo cavado,que se dirija ao mesmo si-
lio, ou no Recife, na ra do Crespo, n. 4, loja da es-
quina que volta para a cadeia, que ser recompen-
sado.
Jos Alvos da Costa sabe em poder de quem se
acha um oscravo crtoulo, com idade de30annos
pouco mais ou menos, que diz, fui o lie escravo de'
urna senhora viuva, moradora na capital fla provin--
cia do Cear, cujo escravo se chama Manoel Sangui-
na : a quem possa pertencerdito escravo dirija-se a
Caruaru a fallar com Jos Alves da Costa, ou no le-
nle, com Diogo Jos da Costa, quo dar alguns escla*
recimentos a este respeilo.
--O arrematante do imposto de 20 por cnjilo so-
bre o consumo das sgoas ardentes de producg.lo bra-
sileira avisa aos sonhores que anda nlo pagaram
dito consummo, venham fsz-lo nos dias.lo, (|, 12,
13,14 e 15 do corrente, na ra Direila,, n. 80, lindos
s quaes se proceder na forma da lei contra os que
deixarem de pagar.
Pede-se ao Sr. Jolo da Silva Braga quena, por
sua bondade, retirar quanto antes de sua casa esse
bojudo t^r~' Justino^j ames que ello faga Com sua
S. Me. como Jolo Brocha, Furias, CuimarSes outros
do mesmo lote.
PUBLICACAO' AGRCOLA.
Manual pratico do fabricante d assucar, por
Agostinho Sommier. Esta obra ensina praticamente
Tendoapparecido cm o Diario-Novo, um annun-
cio nssignado o -- Envergado -- que pela sua redac-
glo podia ser entendido commigo,.como muilas pes-
soas supposeram ; e nlo sendo conveniente que pas-
sasse desapercebido um facto que podia hiarear a
minha reputagilo, apressei-me em chamar peranie
a subdelegacia desta freguezia, o impressor desse
jornal quo apresi-nlon Como responsavcl O Sr. Dr.
Joaquim Antonio de Faria Abreu Lima, pessoa com
quem nunca live a menor desintelligencia: o Sr. Dr.
Abreu Lima declarou, nlo *se entender commigo o
tal annuncin, de cuja declaraglo se lavrou o com-
pelenle (ermo, o se acha recolbido ao cartorio do
escrivSo llerculano Deodato dos Santos, nlo obstan-
te, eu rogo a algum malvado e Iraicueiro ledo que sen-
do meu inimigo, me deseja desacreditar, por meio
dcannuncios falsos e calumniosos, que seapresonte
sem a capa do anonymo, assignando-se como o faz
, J vsi Teixeira Bastos.
Aluga-so urna casa terrea na esquina da traves-
sa da ra Bella e ra de S.-Francisco pintada de
novo, com quatro qmirtos, duas salas, corredor n-
dependent cozinlia tora quintal e cacimba : a
tratar na mesma ra, no palacolo.
Precisa-so, para criado de um pardinho ou
crioulo, dando-sc-lhede vestir, comer e o que se
ajuslar de ordenado, e que seja de boa conducta : na
ra da Aurora, n. 38.
Do-se 4:000/000 rs. a premio com boas lirmas,
penhores ou hypolhecas, em bons de raiz: quem qui-
zer dirlja-se a ra do Rosario estreita, n. 43, segun-
do andar que so dir quem d.
JUIZO DOS FKITOS DA FAZENDA.
Vai praga, no dia 10 do corrente, oulubro uina
armagSjo e diversos objeelos de urna loja de caiga-
do, assim como urna porgilo destes, penhorados por
execugiio da fazonda nacional contra JoSo Luiz
Vianna.
Furlaram, na noite do dia 6 para o dia 7, da
Camboa-do-Carmo, casa n. 23, as pegas seguintes:
um Irancellim com urna vara e una quarta de coin-
primonto, uina medalha com um diamante, dous
anneldes, um com a Orina seguinte C. M. A. F. e
outro obra do Porto com urna grisolta, dous aunis,
um de pedia e o oulro de abraco, dous pares de brin-
na 1 na uo 1.1 vi ,1 mi un ioja 11.1 precisa-se de
ofliciaes do sapateiro que faga ni caiga do para se-
nhora bem fcito a imitacHo de calcado frunce/:
paga-se bem o seu trabalho. Na mesma loja com-
pram-se diarios velhos para embrulho a 120 rs, a
libra.
Roga-se ao Sr. Thesoureiro da lotera do thea-
tro publico que mo pague, caso saia premiado o
meio Indicie numero 148, da mesma lotera que cor-
re a 13 do corrente son lo a seu proprio dono o
prelo Thomaz que he escravo do Sr Jos Alves
Mamedc Ferreira.
Arrenda-se um sitio ua Varzea
margem do rio Capbaribo com encllenles rom-
mudos parase passar a fesla casa grande e mulli-
da da coclieira, estribara, baila paracapim e min-
ias arvores de Inicio : no fundo do sitio corre o Ca-
piharibe : a tratar no paleo do Carmo, 11. 9, segun-
do andar.
--O Sr. Joaquim Tbeodoro Alves queira* mandar
pagara quantia de 3fi, 380 rs quo deve desdi- 1842,
bein como os Srs. J080 de Alloman Sisneiro da C-
mara, 19,000 rs. de 1813 ; Francisco Soares da Sil-
va morador no Cabo, 12,000 rs., de 1843; Jos Tho-
111:12 da Silva, 22,920 rs., de 1843; Augusto Carlos de
l.emos Pacheco, 46,340 rs., de 1843-; Manoel joa-
quim Ribeiro da Silva, 38,250 rs., de 1815; Ma-
noel Joaquim Anlunes, morador na Varzea, 6,900
rs. de 1843 : ua ra Nova n. 18, loja de alfaiale.
Oabaixoassignado, ja desesperado com os seus
(redores, por nao poor andar sempro em dia por
culpa destes Srs eoulros que desia mesma forma
obram porissobe que langa mil o desle meio, pi-
ra minios dosagradavel; porm as pessoas corda-,
tas llie farlo jusliga a vista dos anuos em quo est
no desembolso de multas quantias que lazem min-
ios conlos de res, pelo queira continuando.
M. A. Cju.
Antonio Joaquim de Souza Araujo relira-se pa-
ra O Rio-de-Janeiro.
Silva & Antones rcnu-ttem para O Itio-Craixlc-
do-Sul o escravo Sabino, de nagSo Cabund, a en-
tregar a Bezerra & Marques.
Precisa-se de aprendizes para encadernar li-
vros, e recebem-se obras para encadernar por
prego commodo, e com toda a seguranga : na esqui-
na da ra do Rangol, venda do Jos Rodrigues Coe-
Ibo&C.
Alugam-se, pelo tempo da fesla das mora-
das de casas terreas sitas no lugar de S.-Anna de
Dentro : na ra Nova 11. 21.
lima pessacom pratica de escripia
commercial, e bonita leltra, prop5e-sc a
escrever as horas vagas, nos domingos
e dias sanios, comlimpeza, mediante m-
dico estipendio : quem precisar, annuncie.
Thereza de Jess faz sciente ao publico que
tem justo e contratado com Jaciulho EliabSo um si-
tio, no lugar da Casa-Forte : sealguem se julgar
com direito a elle, baja deannunciar por es,ta folha;
do contrario llcara sem nenhum vigor.
Aluga-se o sobiado n. 72 da ra da Pra i a do
Rangel, pioprio para homem solleiro eu pequea
familia : a tratar na ra da Cadeia do Recife, n. 48,
lerceiro andar.
O Sr. Manoel-Ferreira Couto annuncie a sua
moradia por esta falla, ou dirija-se ao pateo da Ri-
beira de S -Antonio^ na loja do aobrado, n. 5, para
se resgatar uns pendo es que existem em seu poder.
Furtaram, na tarde do dia 5 do corrente, de um
sitio em Agoa-Fria um cavado rugq-cardfio bas-
tante carnudo carrega e esquipa ; tem mal de bes-
i. .... ...a- _. "-' j-- nni:n;n a;ri!o_cfi an si-
cos, um de chapa, com quatro diamntese outro la-liaba anca : quem delle der noticia dirija-se aosi-
vrado, e mu leve por ser obra do imprensa, duas I lio de Manoel Luiz "-----' -----**"4 """*
vn lias de collar com urna imagem da ConceicSo. el monte eralilicado.
U
MUTII
.a


Frn-
daU
ciicoj"' Wllf .uvejore, Uiilo de .luguei.de
f" romo 'o* Jo fro, vireui pgr o que MlivcMra
f,5 ., nOu Ihea ervindo de pretexto oterein.to-
i,,V.?I.o terrenos de m.rinha, jorque, lindo este
' Verlo executdo;p.r cujo (Un se deverfio en-
pr';ier com o irm.o procurador-geral, da mpsii.a
oril*"ni.nm precisar do um moco do boa conducta
" ,,a.io dirijn-so a ra da Cadea do .-Antonio
l'V," 'anuncie P>- la folha- -
para as pessoas que tencio-
nam seguir viagem.
N, ra do Rangel, n. 9 continuam-so a tirar pas-
,i. nara dentro e Tora do imperio dospacham-
fffirovo corren.-* folhas ludo con, br.vid.de
fnrfcomu toe muito commodo, como se tem dado
ffirante prova no decurso de 8 anuos.
*-lrecM-e WT pret. p.ra vender na
ra que seja fiel: na ra da, Cruz confronte ao
COnSAluzar-se8 urna casa terrea na ra da Concedo
da*Boa-Vista : a fallar na praca do mesmo bairro ,
b0l'Cl5o Gregorio dos Santos esta titulado despa-
cio na mesa do consulado goral por ter-se ha-
wiiudo naconformidadedo regula.nento da dita
ti*n- or isso se offerece aos Srs. negocian-
r^au?se quizerem ulilisar do seus srvigos, o acha-
',". semprc prompto na dita repartico todos os dias
uteis.
Casa de muas frftocezas.
M. A. MILLOCHvU..
,\iernwla*Boa-VMa n. 1,
con) a entrada pelooilo.
pelo navio Nelie-Mathilde acaba-se de receber
,n. lindo sortimento de chapeos da ultima moda ,
i'iara senliora com sejam : chapeos de palha .ber-
ta muito ricos ; ditos de clinn ; ditos lisos da Ita-
lia' ou inglezes chapeos da palha aberta, para mo-
ciilias ; um grande escolhimentode filas de setim e
ceda tanto para toucas de meninas como para ves-
' mo e chapus de genhora ; manteletes-palitos para
senhora moda nova e muito elegante ; bicos bron-
cos e pelos verdadeiros ; trancas de seda de lodas
as coros para entortar" vestidos ; ricos lencinhos do
rea; cabecOes bordados; plumas ricas; camisi-
Vihas bordadas ; entorte de cabec-a para saraos e
bailes; punhos bordados ; capailas e ramos de no-
res de laranjas para noivas ; um grande sortimen-
to de flores de toda .a qualidades; luvas para se-
nhora e meninas; cambraia de linho etc. As se-
nhoras acbar.lo sempro um lindo sortimeuto de cha-
reos de seda e fantesia de verdadeira moda de to-
das as cores e por prego muito em conta: no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 1, por cima da loja fechada.
-Osabaixo .asignados l.zem publico queriissoi-
veram amiguvelmente sociedade que linbam em
o armazcm de assueV na ra de Apollo debaixo
da firma .le Almeida & Fonseca ficandoa cargo do
socio Almeida todo o activo e passivo havido em li-
me da sociedade: e para constar, se faz o presen-
te. Itccife, 6 de oulubro de 18*8. Antonio
Kodrigues de Almeida. ~ Antonio Augusto da Fon-
teca.
A pessoa, que por groe lirou um chapeo de
merino preto do adro la alfandega queira man-
dar entregar ao seu dono no paleo do Carmo, se-
gundo andar do sobrado n. ; do contrario, vera
ou nome por extenso netta follia poisja se sabe
quem he o engracado.
-Itoga-seuoSr. JoaquimdeS A. Pacheco, que
obsequio de
Lotera do theatro publico
dcsta eidade.
O thesoureiro dcsta lotera aflirma
que as rodas andam impreterivelmente
no da i3 ilocorrente, como est marca-
do, eo pequenoresto debillvetes que exis-
te acha-se venda nos lugares docostume
ateo da 12.
-Alugam-tedottltloi con multo boa acommoda-
edet um na campinba da Cata-Forte e outro na ra
da dita povoaco com cocbeirai e cavallarlce | *"''"
como varias casas, de precoi coinraodoa P,r* ,e p
sar feta : .tratar na ra do Amorim, n. 15.
Iac saber ao publico que.desde o da 26 aese-
tembro prximo paseado, fugio da eidade da victo-
ria, urna escrava do nome Mara, do idade ue w ali-
os, pouco mais ou menos,com os signaes seguintes,
a saber: corpulenta, boa altura, urna mBo loveira,
com dous ou tres denles tirados na frente, de cima,
com signaes de velha, cintura um tanto lina, rosto
grosse.ro o taciturno, o beico de cima grosso e mcio
bicudo ; levou de roupa um vestido de chita ven e-
escuro com palmas, urna saia de chita pre'.,outra
dita de algodSozinho azul, duas ditas de chita usa. a,
una coberta de panno da Cosa J usada e uitiii rede.
Pede-se s autoridades e mais pessoas quo ara q-
hendame levom a seu senhor, Manoel m*Mm
Caldas, que ser bem recompensado, ou na ra uo
Q- PraeSa?se2de urna ama criou... para urna casa
de pouca familia para comprar na ra e ero
mais servico de urna casa : na ra do Qucima.lo ,
n. 24
--toga-se a quem ti ver adiado um cao do ra?a
ingleza, malhadode bronco eprel, alguma cousa
sujo do navio, e com urna correa no pescoco que-
rendo restituir, leve-o a ra do Trapiche-Novo, n.
11 .quesera recompensado com 10,000 rs.
Oftorece-se um rapaz brasileiro para caixeiro qualquer esUbeleciment, excepto venda : quem
de seu presumo se quizer ulilisar annuncie.
Matriz doCorpo-Santo.
O thesoureiro da irmandade d> San-
tsimo Sacramento do Hecife roga a to-
das as pess is que se juIgSo credoras da
mesma irmandade, hajam de apresentar
suas contas no prazo de tres dias, conta-
dos da publicac5o deste, afim de seren
.levidatnente pagas : na ra do vigario,
n. 7, primeiro andar.
--Oflercce-so urna mulher para ama deumacasa,
de portas a dentro : na ra das Agoas-Verdes, n. I a.
--D Mara Archanja Cavalcante de Albuquerque,
viuvadeJoflo Cavalcante de Albuquerque, esta ra-
zendo inventario do casal de seu fallecido ii>r..c no
iuizo dos orphnos de Iguarassu desla comarca, es-
criviVo llego : e por isso convida a lodos os credo-
res do mesmo casal a que apresenlem os Ututos le-
eaes de suas dividas, dentro do prazo de 15 das, a-
lim de serem separados os bens para seu pagamento
com assisleucia dos inlerossados na partilha dclles.
^o da lo do correnle peran-
te o Sr.
--Compra-chumbo vciho : no pateo do Car-
mo, n. 17.
Compra-se pevide de melancia na ra Uireita,
n.58
?
Vendas.
prcleiide comprar a escrava Isabel, q obsequio de
ilirigir-se a'reliua^flo da ra da Scnzalla-Nova, n. 4.
ouannuiicinr para ser procurado. .
Airenda-se um sitio muito nerto da
praca, com grande casa de vivenda, boa
agoa, e bastantes arvores que dao frqctas,
nina Ijaixa para capim, cur ral prompto para
vaccaa e esli baria, por preco coinmodo:
na ra do Cabug, oja de ourives, n. 7.
-- Aluga-se urna casa terrea grande com muito*
bons comino.los, com quintal murado e cacimba de
boa agoa sita na ra do Mondego 11. 27 : tambem
sealugam tres casas leneas na. 25, 29e3l sitas na
ra Real, prxima ao Manguind, as quaes teem
bstanlese bons coinmodos, quintaos murados e
cacimbas com porto para embarque e desembar-
que 110 fundo dos qointaes, e una dellas lem um pe-
queo sitio c viveiro de peixe : a tratar com seu
proprietario, Manoel l'ereira Teixeira, morador
prximo aquello lugar.
NOVO PAO DE PROVENgA.
V Yende-u todoi o diai.
a O proprietario da padaria e paslellaria franceza i\
_ do Aterro-da-Boa-Vista, n. 50, desejando agradar vw
OT cada vez mais aos seus freguezea, resol veu oflere- S
cer-lhcs um pao que se fabrica em Provenca por
55 um processo multo diffcrenle do ordinario, e que, u
eelgindo farinha das melhores qualidades, mere-
ce a preferencia do publico, pela sua alvura,
pureza e delicadcia de sua fabricacao.
So se farao paes de 40, 80 e lbO rs., e sera fcil
conhec-los i>ela sua forma oblonga e elegante.
Na mesma casa coulipa-se lmbem a vender
bolinhos n.-ira cha de lodas as qualidades, e Um-
bein a nifcitar bandejas ricas para bailes e sa-
raos.
-- Furtaram, de urna estribaria no Alerro-da-Boa-
Vista um cavallo alazflo gordo bastante barrigu-
da e lamanho recular ; he do carro, por isso he pro-
vavel tur algumas marcas nos pcitos : quem o ap-
prehender, ou dello liver noticia exacta dirija-so a
Carlos Martins de Almeida em seu sitio, no lugar
da Porta-d'-Agoa, no Monteiro, 011 no Aterro-da-Uoa-
Visla .sobrado n. 51, donde foi mesmo cavallo
furtado, quesera recompensado.
Cihcinato JUavignier, retratista, faz
constar.ao respeilavel pzblico que recebeu ltima-
mente da Kranc.ii um completo sortimento de finis-
simas tintas para retractos, ptimos marfins, papel
de desenlio, etc., etc.: as pessoas que se quizerem
' 7 retratar,nlo s licar5o possuindo utn ver.ladeiro ex-
etnplarde sua physionomia,como tambem apreciarlo
as bellas tintas. A grande concurrencia que o artista
tem li.l, promet* cad vez no desempenhn de na
profissRo deix.r salisfeitissimo os seu. retratados.
^'"Na travesea do Carmo, n. 1, segundo andar.
|)r iuiz do civel da primeira va-
das audiencias, depoisdesta, se ha dear-
...fallivelmenle.por ser a ultima praca.o en-
eetilio Goiabeira, moentee correnle, com safra cria-
da, um dos melhores que existe, oor ser mu
lo da praca e le boa prodcelo :
uninmo vaceum e cavallar e um
muito per
assim como varios
deSanto-Amaro-JaboaUio,onde he o mesmo enge-
Hhoaituad, n mal se arremata para cumprnuei to
de"dsiiosices testamentarias : quem a pretendOT
co.npareca: o que ludo melhor consta do esenpto em
poder do porteiro Serr. Grande.
- Na ra Direita, padaria n 26, da-se pBn de ven-
dagemapretas,.sb responsabilldade do seus se-
nhores.
Precisa-se de urna ama de leite,
^, que o ten ha com abundancia, e
5*5 seiazelosa 1 na ra Nova, loja 11. a3.
a: J
m
@
Aluea-seo hemeonhecido sitio na estrada do
Cordeiro, de Nuno Maria deSelxas, s proprio para
algiim negociante eslrangeiro ou outra pessoa quo
lenha tralamcnto : na ra do Amorim, n. 15.
___ |Jrecisa-se de dous amassadores
que sejam peritos : na ra Direita, pada-
ria n. -i.
- Na ra d'Alegria, n. 11, precisa-ie alugar urna es-
crava que esteja as clrcumstancias de bem fazer -
servico iuierno externo de u.naca.a de familia.
SOCIEDADE AP0U.INEA.
"A commissfio administrativa recebe, no da 10, pe-
las seis boros da tarde as proposlas para convda-
los partida de 21 do correnle mez.
Vendo-se tinta de oscrevor em garrafas e meia
ditas: na esquina da ra do ll.ngel, venda de Jos
Rodrigues Cocino & C.
Vonde-se, por o dono se retirar para fra urna
cama de casal, feita em Lisboa com os enxergOes
ou se.n elle.-; defronte do qu.rtel de polica n (1.
Firmino J. F. da llosa vende muito superior pan-
no de algodflo trancado, feito na Babia muito pro-
prio para saceos de assucar assim como para roupa
do escravos por ser muilo encorpado: os prelen-
dentes dirijam-se a ra do Trapiche, n. 44, primeiro
andar.
CAFE'.
Vende-secaf da trra de primeiro qualidade, sen-
do do arroba para cima a 140 rs. a libro e as libras
a 160 rs. na ra do Rangel, n. 45.
Vcnde-se, na ra Direita, sobrado de um an-
dar, n. 33, ao p da botica doce de caj secco, mui-
to alvo e bem feito ; hcelas choias do dito e de
nutras muitas qualidades : tambem se fazem bolos,
lioliolios,Uand.'jas cheias e entortadas com dores, ra-
mos e oulras murtas galanteras de bom gosto, por
commodo prego.
Vendem-se, na ra do Queimado, n 45, loja de
fazendas, as bem condecidas velas de carnauba ,
vindas do Aracaly em caixas de urna arroba sen-
do de primeira surte de 6 em libra a 280 rs.; ditas
dsete em libra a 260 rs. e de segunda sorte a
240 rs., de orto em libra.
Vende-se, por preciso, um.preta de 15 a 16 an-
nos quo cozinha, ensaboa e faz o mais aranjo de
urna casa ; sem vicios nem achaques : na ra das 1.a-
rangeiras, loja n. 5, so dir quem vende.
Vende-se Jesus-Chiisto peraute o secuto ou
os novos tostemunhosdas sciencas, 1 v.; Descrip-
cilo da cdado do Porto com um mappa 1 v. His-
toria da revoluQo de Pernainbuco em 1817, pelo
doutor Francisco Muniz Tavares ,lv. Portugal vc-
iho 5 v. ; Poema, os burros, 1 v, ; Cartas de Jos
A. de Macedo : tudo por preco commodo : na ra do
Queimado ,11 II.
Vende-se urna escrava crioula, de 25 anuos de
idade, a qual cose, engomma liso, cozinha e faz todo
o mais servico de nmaca'sa, ou troca-se : na ra de
Hurtas, n. 138.
Vende-se um lindo cabriol com todos os per-
lences, por 250,000 rs. : a ver. na ra das Larange-
ras, D. 15.
Um novo sortimento de
risado monstro.
Vendem-se na loja de Guimarlcs & C, que faz
esquina para a ra do Collegio, 11. 5, novos risca-
dos monstros de padrdes modernos o lindos, pelo
Blasmo pre$o de320 s. o corado.
Vende-se um silio com boa casa e por preco
commodo, ha estrada da Agoa-Kria : na ra Nova,
n. 46.
Vende-se urna casa terrea na ra do Jasmim,
n 1, no lugar dos Coelhos, em chaos proprios e
edificada ha pouco lempo, por preco commodo : na
ra do Collegio, n. 16, segundo andar, se dir quem
vende.
A 1,600 cada um.
Na loja de Gumares & C, que faz esquina para a
ra do Collegio, n. 5, vendem-se barretes de seda
para padre, pelo barato preco de 1,600 rs. cada um.
Vendem-se ricos chapeos de fil para senhora ,
do ultimo gosto vindos pelo ultimo navio do Fran-
ca : ua ra Nova, loja n. 8, do Amaral.
- Vende-se champanha, minio propua para a tes-
ta polo baratissimo preco de !0,f000rs. a ilnzia, pa-
ra'liquKlaciio de factura": na casa de Adamson Hawio
&C, na de Trapiche, n. 42.
Vende-se urna prela do nacSo Costa, de 18 an-
uos, que engomma com perfeicSo, cose muito bem,
e lio do boa conducta o que se afiainja ao compra-
dor ; urna dita de 16 annos de oiuilo linda figura ;
una dita de 20anuos, que cose cozinha o diario
de urna casa ; una dita boa quitandeira ; urna dita
de 25 anuos, que engomma e cozinha com pertoi-
co ; una dita de 20 annos que cose muito bem ;
duas inulalinhas, urna do 10 anuos e a outra de 13,
mui lindas; urna negruha de 8 annos, propna pa-
ra se educar e dar-se a una menina de mimo, por
ser muito linda ; um preto de nacSo Angola de-bo-
nita figura ; um dilo de nacilo llenlo propno pa-
ra trabalhardeenxada ; urna prcta de idade, que
cozinha muito bem e vende na ra: na ra Nova ,
11. 21, segundo andar.
A 4,000 rs. cada um.
Na loja n. 5 que Taz esquina para a ra do Colle-
gio, le Guimarlcs & C, vendem-se chapeos de sol de
seda verde, azul o encarnada, pelo diminuto prego
dc4>000rs. cada um.
Compras.
Compr.m-so eScravos que sejam ofiicias de car-
pina, de 18 a 25 annos a de boas figuras ; pagam-se
hem sendo de bons costumes e peritos no seu olll-
eio,pois..1o para urna encommenda do Hio-de-Ja-
neiro: na ra do Amorim, n. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior. .
Compra-se um mssal anda que esteja bastan-
te usauo com tanto que esteja completo : na ra
Nova n. 14, segundo andar, ou annuncie.
Compra-se um sitio ha Varzea com casa ou
semella : na ra d Queimado ,11. 51, so dir quem
compra.
Compra-se urna ou duas casas terreas que es-
lean! em bom estado e em quaesquer dos bair-
ro,s desta eidade : na praca de Boa-Vista n. 10, se
dir quem compra. '.-.,, _
-Compra-se, a troco de lijlos de alven.na gros-
sa e tapamento um preto de meia idade que nlo
lenha vicios nem achaques i quem este negocio qi;
zer fazer annuncie.
- Compra-se um sobrado do um andar, ou urna
Novo trem de cosinba.
Ha chegado a ra Nova, loja de ferragens de Jos
Luiz Pereira, panellas, cacarolas e chaloiras de ferro
torradas de louca : os Srs. que tem feito incomi
das'apparcQam com lempo.
Vendem-se seis bonitos moleques pe ci de 10 a 18 annfls, sem vicios; dous lindos mula-
linhosde 12 a 16 anuos; um moleclo do elegante fi-
gura, muito bom offlcial de aifaiale.s se vende para
engeiihooii torada provincia;cinco escravos de bo-
nitas figuras de 20 a 25 annos, bons para servico de
campo; tres bonitas prelas de nacao de 20 a 24 an-
nos, que engommam bem, cosinham ecozem ; tres
negrnhas recolhdas de 12 a 13 annos, com mu i los
bons principios de habilidades : na rna do Vigano,
n. 24, se dir quem vende.
Vendem-se meias de algodSo tortas no Porto ,
sardinhas escuchadas muilo novas, em barricas e a
retalho, cera de Lisboa muito pura, e arroz de cas-
ca, ludo por prego coinmodo: na ra da Praia, n.
37.
AO BM E BARATO.
Na venda da ra do Rangel, n. 81, vende-se vinho
da Figueira e de Lisboa,dito bronco de J0.I0 de Brito,
toucinho de Lisboa ede Santos, milho alpiste, man-
teiga franceza e ingleza, aletria o macarrito e mais
gneros: tudo do melhor que teem vindoemais
barato do que em oulra qualquer venda, e que con-
tinua a ter sempre gneros dos melhores que ha no
mercado. ._ i_
Vende-se a loja de fazendas n. 17 da r
"""K' -.- i.airrn dnS-Antonio Vende-se a IOJ. ue iazeiiu 11. "" "< "
casa terrea boa: P^^".^?^ \" m"? d P.eio. com bonita armacao de vinhatico, e com
a ra de noria, n. na, | pouco8 fundo : a tratar na mesma.
e em boa ra
quem compra
...Vende-.cilla de superior qi,id,d'*",['"
Jrieu do Rio-Gr.nde-do-Sul : n. ru. da Moed.,
* i- Vende-sc urna porcao de rotim ; em
cosa de Hussell Mllorsek C. na ru> do
Viinrio, n. a3.
-- Vemlem-se muito boas esporos e molas, o
mol. par. aT mesma, '""S'^^ji*
Lisboa por preco commodo : na ru. do Quo.m.do, ^
l0j--"ve*de-.e,pr fra da provincia. um. escrava
crioula de 24 a 25 annos de borrtU ^'.f en-
gomma cose e cozinh. 1 tudo com perfeicao no
Aterro-d.-Bo.-VIU, n. 96, segundo ""r; .
- Vende-.e, ou permut-e por um. "
colhida que saiba engommare ensaboar um1 moie-
quedeisanno, de nacSo, com anno e meio de
offlcio de calafate sadio e sem vicio : quem quizer
tnnuncie. '
l Iliinlias do Riode-Janeiro
para o auno de 18-49,
ornadas de linissimo retratos da familia imperial, e
contendo alm de um nleressantissimo tratado
prophetico sobre a espantosa povoapo d. globo no
ano de 2445 a ch.or.ica Raciona! de 1847 lIMjl
chronologia do 1791 a 1800 ; o exactissimo kalenda-
rio com lodos os seus perteuces ; das ue gala au-
diencias, taboas do sol e da lu., senadores e depula-
los geraes e provinciaes partidas do correio, cor-
no diplomtico e consular, genealoga da augus-
tissima casa imperial e dos principaes soberanos,
etc.
Ttulos das differtntet folhnhas qut V/os contrtm no
principio as materias cima especificadas a saber
1. Folhinha do Nigromante, contendo una linda
colleccnodesortesp.ro intretonimento da noites
de S. Antonio, S. JoOo, S. Pedro e S. Anna.
2. Folhinha de medicina domestica com tratados
sobre os vermes lnte.lio.es, sotsns, bixosdos pe* ,
dracunculo, cobras ehydrophobia.
3. Folhinha thealral, contendo o Falso religioso ,
drama, e o l)r. Sovina entremez proprios para re-
reoresentacflo em theatrinhos.
4. Folhinha de pilherias, conlendo urna reunmo
de pilherias, ratices e ancdotas capazos de fazerom
soltar barrigadas de riso aos mais serios.
5. Folhinha de prendas conlendo o passatompo
alegre e familiar e os mais lindos jogos de prendas,
para diverlimento das companhias.
6 Folhinha joco-seria dos poetas, contendo as es-
pantosas aeces do Antiio Broega, famoso narigudo,
e mullas oulras lindas produeces da Musa.
7. Folhinha de jogos conlendo as leis e regras do
voltarete do vinle e um da tontina, do empresti-
mo, da comadre, do commercio e do coco.
8. Folhinha biographica de NapoleBo.1 contendo
um brilhanto resumo popular da historia do grande
Napolaio. Ornada com lindas vmlielas.
9. Folhinha de Cupido, coutendo a nova e ge-
nuinalingoageme diccionario das lloros, ructos,
hervas, raizes etc., em verso rimado.
10. Folhir.ha mcioni'. brasrter. com um ndice
da historia do Brasil. ,.
11. Folhinha lusitana conlendo um bosquejo liel
da historia de Portugal.
12. Folhinha histrica, com vida e o retrato do
imperador Pedro I.
13. Folhinha das damas, adornada com cinco no-
vellas galantissimas.
14. Folhinha dosartistas,com segredo concernen-
tes as artes, officios, etc. _
15. Folhinhadosabio.com mxima do Esm. Sr.
marque* de Marica.
16. Folhinha la historia nacional.com nocoes dos
tres reinos e 20 estampas.
17. Folhinha de sado, com um tratado sobre ona-
nismo seguido do artigos sobre as quedas, ferida,
esfoladuras arranhadura e contuses.
18. Folhinha das flores, com o diccionario da sig-
n i Hselo das Horas, ele.
19. Folhinha de juslica, com a roforma do cdigo
c o regulamento
20. Folhinha constitucional, com a constituicSo o
a lei de suas reformas.
Vende-se na loja de livros de Jofio da Costa Dou-
rado no pateo do Collegio, n. 6.
Yende-sc um bonito sortimento do
boles de seda, para casaca ; ditos para
vestaos de meninos 5 ditos amarellos, de
Pedro II; ditos para militares, de ca-
vallaria e nfantaria, ditos para libres de
pagem, brancos e amarellos, de bons pa-
dtoes ; ditos de massa, para fardamento
de cacadores ; ditos de vidro, de diversas
cores : na ra do Cabug, loja de quatro
portas, do Duarte.
Vende-se urna venda na eidade de Olind nos
Quatro-Cantos pegada a botica com poucos fun-
dos : vende-se a dinheiro, ou a prazo com boas
firmas : a Iratar da mesma venda.
___Vende-se superior fazend. para mosquiteiro ,
a 6,000 rs. a pega com 16cov.do cd urna : na ra
do Crespo, loja n. 15 deCunha Guimariles & Com-
panhia. ,
Na loja de quatro portas da ra do
Cabug, n. 1 C, do Duarte, tem um
completo sortimento de perfumarias, por
precos mais coinmodos do que em outra
qualquer parte.
Vendem-se 7 escravos de ambos os sexos e co-
res, de8 15anuos de bonitas figuras: ao po do
Corpo-Santo, loja de massame, n. 25.
Vendem-se 4 lindos moleques de 10 a 16 anno;
3 prelas de 26 a 30 annos; 3 pardos de 14 .18 annos;
2 mulatinhasde7 a 14 annos, com*principios de
habilidades ; 3 prela de 20 annos, par. todo o er-,
vico : na ra do Collegio, n. 3, se dir quem vende
Vende-se um apparelhode louca lio. par cha
muito em conta: nasCinco-Pontas, n. 76.
Vende-se um lindo preto de nacSo Angol, de
25 annos: ao comprador se dir o motivo por que
se vende : na ra das Trincheiras, sobrado n. 16.
-- Vendem-se ou lrocm-se por bolacha, 1,200
achas de lenha de mangue pelo pre$o que se veo-
de na canoa : na ra de S.-Francisco, venda n. 68.
Vende-se, na ra do Vigario., n. 24, boa bola-
cha pira escravos, por muilo commodo prego.
Vende-se um piano-forte, orizon-
tai, novo ; e estanto em verguinhas : na
ruado Vigario, n. 33, casa de Russell
Meiiors ck C.
'A 1
ILADO
L
Ai



ir V,"|,,", "i"" escrava com cria qusl cozinha
B(."rive|ineiiie li quilaudeira e lavideira, e .lo pre-
i'ie proprn pin ama de leile : na ra da l'az n.
*>, junio ao lampeao.
ACOA DETINCIIt CABLLLO.
i-onlinua-se a vender agoa de liugir cabelloa u
suissas: na ru doljueimado, n. SI. O metliodo do
apphcara dita agua acompanha os vidroa.
Vendem-se divas de pellica para
scnliora, enlejiadas, a 3,800 rs. ; ditas
para liomem, de diversas cores, de pon-
to inglez, a 1,000 rs. ; ditas deaigodSo a
qoo rs.; ditas de seda a 800 rs.; ditas pa-
ra senhora a 1,280 rs. ; lencos de grava-
la, de seda, de 1,000 rs. a 1,600 rs.; gu-
ies entre-finos de diversas larguras;
espiguilhas, gales falsos, e volantes, por
precos coinmodos ; bicos do Porto, de di-
versas larguras, de 80 a 1C0 rs. a vara ;
ditos franceses, de bonitos padroes ; fitas
de seda, n 9 e 12 ; flores francezas ; len-
cos de ofrec s i oco rs ns lo'S "er,ustro
portas da ra do Cabug, n. 1 C, do
Duarte.
Vendem so saccas com farinha de mandioca,
muilo boa, por precocommodo: no caos dolamos,
venda da esquina.
-- Vendo-se sag fino; tapioca do Maranho ; co-
vadinlia ; cevada ; gomma de araruta : na ra das
Ouzes, h. 40.
Vende-se caivetes de cabo de ma-
dre-pe rola, de tima follia at rpialro ; di-
tos de punlial ; tesouras para unbas, li-
nas ; ditas de costura ; ditas com caive-
tes ; rolheres de metal do principe, para
cb ; saca-rolbas de patente ; eslojos de na*
vainas ; aiadores, com sua competente
pedra; dos melbores que teem apparecido :
na loja de quatro portas da ra do Cabug,
do Uarte.
Vendem-se chapeos de palba da
Italia, para homem, a6,000rs., e de se-
nlioraa 1,280 c 4,ooo rs.: na ra do Cabu-
g, o. 1 C, loja dequatro portas, do Duarte.
Aos fumantes de bom gnsto.
Na ruadaCruz.no Itecife, venda n. 66, atrs
dnCorpo-Santo existen) vimlos ltimamente do
Rio-de-Janeiro no vapor .S -Salvador, os afamados c-
garrllinshespanhes. A elles, freguezes, antes que
se acabem.
Vendem-se caixas de vidro, mui
bem enfeitadis, para guardar joias, por
preco commodc: na loja de quatro portas
da ra do Cabug, n. 1 C, do Duarte.
Tijolos de marmore.
Vendem-se lijlos de marmore, brancos o azues ,
do tO pollegadas quadradas por preco commodo:
na ra da Cruz, n. 18 primeiro andar.
~ Vende-se ou permuta-so a casa n. 3, sita na
ra di> Bom-Succsso, cm Olinda com un pequeo
silio ein chios proprios por preco commodo : na
ra do S.-Francisco casa da esquina que volla para
a rua da riorcnliiia.
Vendem-se saccas com farelo pelo barato pro-
co ilc 2,400 rs.: na rua da Senzalla-Velba n. 138.
Agencia da fundir
Low-Moor, rua da feienzalla-
nova, n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moemlas
e mcias moendas, para engenho ; ma-
chinas de vapor,e tachas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, para dito.
Vendem-se 3 escravas sendo : urna prela crioli-
ta de linda figura que engomma, cozinha cote,
e he de boa conducta, o que se afianca ; a qual be
recolliida de casa ,e tem bom leile para criar ; urna
dita do nacSo, do 22 annos com urna cria de 5 me-
zas ; urna linda negrinba de II a t2 annos, pro-
pria para se educar : na rua do Kogo, n. 23, so dir
quem vende.
Vende-se potassa muilo superior,
chegada ha poneos das, eni barris peque-
nos, e por preco muito commodo: no
caes da Alfandega, armazem de Dias l'er-
reira.
Vendem-se sejlins inglezes, supe-
riores, para montara de senhora, recen-
temente chegados : em casa de Geo :
Kenworthy & C, ruada Cruz., n. 2.
Vende-se vinho do Porto, muito su-
perior, pelo baralissimo preco de 1,120 rs.
em caadas, e 160 rs. a garrafa : no becco
da Lingoeta, n. 8, venda de Manoel Gon-
ealves Pereira.
.4U
t
sprenderem olucio; 3 negrinba. muito luidas, di
12 a I3annus.com liona principios do habilidades ,
< que nao teem vicios ; 5 creas muilo mocas, o com
habilidades : na rua do Vivario, n. ai, se dir quem
vende.
Vende-se alcalrao da Suena, de
boa qualidade, em barris bem acondicio-
nados com arcos de ferro: na rua do Vi-
gario, n. 4.
Vende-se, troca-so, ou aluga-se um preto pro-
prio para o servico de sitio oque tambem bo ca-
noeiro : trata-so ao lado do Corpo-Santo, n. 25.
Cera de Lisboa.
Na rua da Cruz, n. 60, ha um completo sortimen-
to de cera de Lisboa em caixas de todos os tama-
nhos que os compradores desejarem; assim como
tambem ha urna grande porclo da que vem cm gru-
mo e em pSo ,',vende-se por menos preco do que em
outra qualquer parte.
Vndero-se e alugam se
bixas hamburguo/as por preco commodo : na rua
das Cruzcs, n. 40.
Vendum-s mifeiies para cabeca do senhora ,
chegados ltimamente do Rio-de-Janeiro : na rua
Nova, 11. 30.
--Vende-sevinho verde, muito bom e sem con-
fecijo alguma, a 200 rs. a garrafa; vinegre branco
de Lisboa muito forle no palco do Carmo, venda
n. I.
Vendem-se escra vos ba-
ratos na rua das La-
rangeiras ti. 14 se-
gundo andar: um lindo mo-
cqueiie 18 annos; um cilio de 16 annos, com odi-
en) de sapatoiro ; um preto de nacho, bom ganhador
de rua de 30 annos, por 380,000 rs. ; um pardo de
30 annos por 350,000 rs. ; un dito de 25 nios ,
de cor oscura com bous principios de carpinteirn,
c cnteude de manijo ; urna linda parda de 20 an-
uos com algumas habilidades, o que he de boa
'conducta; duas ncgiolas de 15 annos; e nutras
mtiitoscscravos.
Vende-se a loja da rua do Crespo n. 5 A, com
os fundos existentes : a tratar na mesma loja.
Vende-se um escravo de 18 anuos, de muilo
boa conducta o que he ptimo para qualquer ser-
vico : na rua Direita, n, 16, sobrado quo faz esquina
para S.-I'edro.
Vendem-se os melhore charutos da Babia,
chegados ha pouco no patacho Aurelio comosejan:
caladores cavalleiros a vista faz f, quem fuma
saber: na rna da Cadeia do llecife, n. 48,

Potassa.
Desembarcou ha poneos dias urna por-
cao de barris pequeos, com muito nov-i
e superior potassa, e se acham venda,
por preco mais baiato do que ltima-
mente se venda, na rua da Cadeia-Velha,
armazem de Boltar&Uliveira, n. 12.
Na lojan. 5 A da rua do Crespo,
ao p do arco de Santo-.4 ntonio, vndem-
ela, muito honitas,
AOS 20:000,0000 DE RS.
Vendem-se bilheles da lotera do Santissimo Sa-
cramento do Rio-dc-Janeiro, cujas rodas correm im-
preterivelmente a 18 do corrento na rua da Cadeia
do Recifo, loja n.51.
C'unhafk Ainorim teem para ven-
der, por baratissimo preco, bmis com 4
arrobas de cal de Lisboa, para fabrico de
assucar, da melhor qualidade que. ha
neste genero : na rua da Cadeia do Hecife,
n. 6o.
Vendem-se 6 bonitos moloques de nacSo, de 12
a 18 anuos. sem vicios nem molestia um .,r..i., ,i.
se multas de
para meninas, pelo barato preco de
2,000 rs ; asshn como cortes de chita es-
cura, com io covados, a i,6oo rs ; cassas
de cores, de quatro palmos de largura, o
a .'jo rs o envado.
Vendem-se chapeos de castor branco a
1,000 rs. : na rua do Queiniado, n. 22.
Vende-sc cal virgein de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preyo commo-
do : a tratar com Almcida & Fonieca, na rua do Apollo
A i.sooo rs. ,
ancorelas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Casimiras elsticas.
Vendcin-sc superiores corles de meia casimiras els-
tica de pura I9a, pelo barato preco de 2O00 e 3/DO0 rs.
o corte de calca : na nova'loja da estrella, da rua do
Colleglo, n. 1.
Vendc-sc um curro de duas rodas com arreiose
cavallo, ou sem elle, a vontade do comprador : na
rua da Cruz, n. 38, ou na cocheira do Augusto.
CAVPANH
da verdadeira marea COMETA, urna factura nova des-
pachada, no dia 28 de selembro da alandega : ven-
de-sd na rua da Cruz, no Recifc, n. 17.
Vende-sc urna casa terrea muilo grande, sila na
ruadaMangueira, na Boa-Vista, n. II. co.n grandes com-
modos, quintal muito grande e muilosarvofedus de fruc-
tos, por preco o mais rasoavel possivel: trala-sc na rua
do Aragao, n. 27.
Algodao moiistrodctt palmos
c tiicio de largura.
Na loja n. 5, que faz esquina para a rua do Colle-
gio dnGuimarites & Companhia vende-se a nova
fazenda de algodflo branco inui'.o proprio para loa-
Ihas pelo barato prego do 640 rs. Da-so amostra.
--Vende-se muito superior biscouto francez de
Rhcims : na rua da Cadcia-Velha, n. 29.
Vende-se ca/ virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n 17.
Vendem-se dous pianos fortes de jscarand,
chegados ltimamente, que, alem de serem um
msgniflco ornato de urna sala, teem excedentes
vozei, sondo o mechsnismo da umita approvada no-
va iuvcncn chamada repltidor patente de Col-
la rd : em casa de J. Kcller & Companhia na rua da
Cruz, n. 55.
- Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Vendem-se barra pequeos com cal virgem de Lis-
boa, a mais nova que ha no mercado, por preco com-
modo : na rua da Moda arma/em n. 17.
Vendem-se queijns londrinos os mais fresesac
quo ha "o merend ; latas com b'acfcinhss i!s sra-
rula ; dilascom hervilhas ; ditas com sardinhas :
na rua da Cruz, no Recifo n. 46.
No armazem de Hebra rd &
Companhia, rua do Trapi-
che-Novo, n. 'i.
vende-se qneijo da Suissa, (groyere)
ultimanienlechegado ; charutos'da Baha,
superiores, dos chamados liberaes, sena-
dores, deimlatlos, cavalleiros, regaba, e
outros ; vinho de Bordeanx, Cliampa-
nlia, l'orlo, Cherry ; licores ; cognac
ozeitc-dece da bem conhecida marca
l'lagmol, estes e mais outros gneros por
preco coumi'do.
Vcnde-aeuma cama de arniaefn com lona,qua-
si nova por preco commodo : no Alcrro-da-Boa-
Visla, n. 48
Vcnde-so na venda de lenlo Joio Cardozo, 11a
rua Direita ,11 95 superior cal de Lisboa em barris
de 4 a 5 arrobas, chegada prximamente por mais
rommodo prec,o do que em outra qualquer parte.
Vendem-se 3 sacadas do pedia da Ierra, urna
cama de angico cum seus colchOes, urna mesa, 8
quadros de sala, mui elegantes, una marqueza, um
.scllim francez, una mala, i pil.o, urna frasqueira ,
1 lustro de meio de sala, duas empeadas de loja 1
talher para licor um dilo para azeite, um candieiro
dolalilo, urna fecbadura de segredo para porla de
sala una janella d pe toril de 6 palmos urnas
perneas de formas de sapateiro, 2 tomos das Nuiles
de Young una Orthographia de Madureira, 4 ca-
deiras de pao : na rua das l.arangciras, n. 29.
Vende-se um escravo de nacito proprio para o
servido de campo : na rua Nova, n. 18.
~ Vende-se urna casa no lugar da Capunga, perlo
do rio, do pedra e cal, ainda nova toda envidraca-
da : vendc-sc por menos de seu valor recebendo-se
melade a vista : no pateo da S,-Cruz ao p da bo-
tica n. 8.
_-?Vendem-se, na rua do Amorim venda de Anto-
nio Joito Fcrnandes de Carvalho 88 niaiores eslei-
rs viudas do Aracaly.por pre^o commodo; cai-
xas de pao, tambem do Aracaly imitando larlaru-
ga,obra muito bem feil, a 1,000 rs. cada urna.
Vende-se cera de carnauba, muito boa, por
precocommodo : no Alerro-da-Boa-Visla fabrica de
licores, n. 17.
fc^ROM NEGOCIO.
qualidades muito fresquinhss ; frteos com fruP
las em espirito; espermaceto de varias qualidadu
queijoaflamengos novos ; cha hyason superior inu
lo barato : alm dnstes gneros outros muitos nr
pnosdestosestabelcclmenlos.
Vende-se urna negrinba de 15 a 16 annftl
que cose, engomma e cozinha tuj
conipi.
muito linda .
soflYivelmciitn por isso propria para criada :
de-se, 1111 provincia ou fra della : no pateo da i>.
n. o nos Afogidos.
-- Vendom-se. com abate, 6 apolices da
nhia do lieberibe : no thealro novo.
Vende-se ums preta cozinheira e engonimi
deira, muito moca sem defeilos nem achaques
ao comprador se dir o motivo por que se vende
na rua do Hospicio, n. 21.
-- Vende-se urna ptima casa moderna no lar
do Manguinbo, toda envidracada com 6 alcovis
2 grandes sslas, cozinha fra, cacimba toda oV
rada com dous portOes, sendo um de cocheira i
porto de embarque e desembarque, por preco com
modo : na rua do Arago, 11. 9.
Vendem-se novas ouverturas do insigne aulor
Anber : Zanetta ; Les Diamans de Lscouranne.
Chaperons blancs; Le Lac des Fes; Songe d'un
Nuitd'Et, pelo aulor Bartholdu ; La Filie do .
giment, pelo aulor G. Donizclli: sendo todas im!
pressas : em casa de redro Baplisia uo Sanla-Roia'
na rua da Palma so dir quem as vende por prec
commodo.
Escravos Fgidos
CHA* HYSS0N,
de ptima qualidade a 2/240 rs. a libra : na rua da
( rii no Itecife armazem n. 13.
PtJEJLO
a 3sooo rs. a sacca
ros armaieua na. I r. 3 do caes da Alfandega, c no de n.
35 da rua do Amorim, de J. J. 'l'asso Jnior,
Riscados monstros.
Veodein-se superiores riscados monstros, j bem co-
nhecidos tanto pela qualiit.idr como pela largura em
demasa, pelo barato precn de 280 rs. o covado Estes
riscadoi sao chegados ltimamente: as edrc sao fias,
Vendo-SC, pela justa avaliSctlo, urna parle ilcum
sobrado em situacilo de commercio casa bem cons-
Iruida e que offerece grandes proporcOes para lu-
do: a parte que se negocia excede a um tergo e
vendc-sc a prazo ou com permutas : sendo diubei-
10 a vista melhor ser para quem compiar: na rua
do Caldeireiro, 11. 62.
$
t Potassa nova e superior.
Vemle-sea 2.lo rs. cada libra,lia
j> rua do Apollo, armazem n. 18, 011 ^
f> na rua da Cadeia, n. 4o- 2
3
Vende-se urna vacca gorda sem flllio. ptima pa-
ra acoii[!ue : no Alcrio-da-Boa-Visla, fabrica de lico-
res n. 17.
Vende-se, para fra da provincia, una bonita
crioula de 18 annos, muilo smlia que engomma,
cozinha, cose e faz lodo o mais servico de urna casa
de familia : no Aterro-ila-Boa-Vista, fabrica de li-
c ores, n. 17.
FAR I'I.O,
a 4,500 rs. a barrica no-armazem n. 20, de Joaquim
da Silva Lopes, confronte a guarda da alfandega.
,..\r^?-"
o mni!.'^hl!e|ln molesli',s i Prelo de e os padrtfes mullo modernos e de bom gosto : na nova'
25 annos, 2 malatinhoa bons para pagens, ou panojada Estrella da rua do CUegio, n. 1.
Fugiram, no dia 8 do correnle, do engpnlio
Massassy, 2 escravos pertencontes a Ignacio Perel-
ra dos Santos, sendo : Franciseo, de nacflo,, cor liem
prela, alto ;lem urna belida noolho esquerdo, iie
2ffannos ; foi escravo nesta praca de Manoel'do Si
Soub, i- irabailiou no encanamenlojfoi comprado ha
4 mezes ncsla praca: outro do nome Catrio, do
genlio do Angola, alt, secco do corpo bem preto-
reprsenla 20 anuos; foi escravo bastantes annos d
Manoel Francisco da Silva, morador na fregiiezia dos
Afogados ; logo que fugiram pessoas que vieram
emseguimento tiveram noticias que elles vieram
cm direitura para es'.a ciiladc. Boga-se s autorida-
des policiaes e cap tiles de campo, que os appfffi*.
dam e levem-nos ao dilo engenho ou nesla praca 10
"Sr Caetano Estellila Cavalcanti l'esso, na rua es-
trella do Itozario, n. 15, que se recompensar
Kugio, no dia 9 de julho o moleque Francis-
co de niicfio llebolo ; levou raleas de panno azul
ja velhas ; lein a marca C em urna das ps; repr-
senla 20 annos quem o pegar leve-o a rua da Ca.
deia do Itecife, 11. 2, quo recebera de gralidraclo
50,000 rs.
-- No dia 6 do crrante, fugio o preto Antonio,
de 40 annos pouco mais menos, alto, bastante bar-
ba e osla grande rosto secco meio Julo olhos
grandes, meio corcovado, ps grandes; he cozi-
uheiro falla mansa ; levou camisa de bala prela
j velha e Silgas de algodiloznho de quadros:
quom o pegar leve-oa rua Nota, n. 14, segundo an-
dar quo ser recompensado.
Fugio una crioula de nomo Calharina com
os signaos seguintes : alta, mag'-a ; tom a barriga
um tanto crescida nariz grosso,, denles bonitos;
levou umroup.lo de riscadinho cor de rosa, um
saia de lila e oulra de chita esverdeada com dous
babados guarnecidos com fita de velludo preto um
cabeeflo d cassa de quadros com abertura e botfles,
panno da Costa sem estar embainhado ; levou mais
una sua ilha de nome Mara de dous annos ; tem
as coxas unidag>a ponto de a fazer espalhar os ps
para os lados; suspeita-se que esteja escondida em
Fra-de-Portas esuspeita-se mais outra cous de
que.por nilocslar bem esmerilhada, nlo se faz decla-
racitoalguma : quem apegar leve-a ao Aterro-da-
Itoa-Vsta, n. 42, quo ser gratificado : tambem se
protesta contra quem a livor oceulta.
Fugio, no dia 5 do correnle um prelo criou-
lo, de nome Patricio de 30 anuos pouco mais ou
menos; levou cal?ase camisa de ganga azul, cha-
peo do palba com grande falta de denles na fren-
te ; tem urna fstula arrebentada em um quexo, ma-
gro peritas finas; andou Irabalhando no da 4 dn
crrante em puxar madeira ao pedo porto das ca-
noas na rua Nova ; tem suas amisades na Boa-Visla:
quem o pegar levo-o a rua da Cruz no Recife n.
37, que sera gratilicado.
At o presente nflos.toapparecidos os doui es-
cravos : um de nome Pedro grosso do corpo, olhos
pequeos com una cicatriz no brs^o direilo ; ha
canoeiro ; representa 28 a 30 annos: oulro do noo
Joaquim cabra escuro, curto da vista com qv>-
tro dedos em urna das mlos; ho canoeiro; repre-
senta ler 30 a 32 anuos ; he secco do corpo, roslo
descarnado ; levaram ceroulas compridas o camisa
do algod.lo da Ierra ; ha denuncias que estilo traha-
Ihandoa um sujeilopara as bandas do Ciqui. Ilo-
ga-se s autorida des policiaes e capilfles do campo,
que o apprehendam e levem-noa rua da Praa-de-S.-
l'-ila iis. 25e 37, queserio potincados : bem como
se prolesla contra quem os liver occullo.
Fugio, lio quarlel da residencia do comroan-
dante do forle de Caib a 29 do passado o.seu es-
cravo crioulo cabra quas negro, de nomo Manoel,
de 18annos de idade, corpo delgado, altura regular;
tem um dent de mais no queixo superior, -pnrde-
trs dos da fronte que se a vista a pona quamlo
I falla; tem nina mancha redonda de queimadura no
braco esquerdo junto a ni un lleca ,. oulra dita qua-
laia apagada encostada a una das nrelhas, p.s grn-
des e com bixos ; tem boa p'onuncia ; levou camisa
I o ceroulas de lgodiioznho branco, o chapeo de pa-
llia novo, de tranca cosida ; lein priucipios de sa-
' paleiro ; consta que foi seduzidu com insinuacOes
do que lio forro, para ir reunir-se a seus prenles
em Una sorvindo-lhedo guia alguna dos carreg8-
doresde obras de ounves da povoacfio d Nazait-ih
Vcndem-se ueste armazem os supenares 0 CaUo ,ma 0 moslllo commandaute lem suspei-
Cnai'UlOS de Haxaila jlasdequoellescguioparaa cidade do Recie. Bu-
vindos no patacho hespanliol Huracn tanto aos g?.,0Bil? ^TT^"^ "S au,or,la,l1es P'aes, w-
cenlros, como en, caixinhas do 500 P'1"0,8 de- c*n ',0 lue aprehendam e levem-no
1'lflMOItF.S da fabrica de Francisco (iros, muito andll qua,lel 0U "a rua do Que""ado, n. 13.
superiores, cm caixinhas do 100 jealin tiestas qua-i --Fugio, no dia 2 do crrante, da povoacflo do
lidades oulras j annunciadas e que se vendem Abrcu o pardo Jos, do boa estatura, reforcado
por precos commodos. do corpo fechado de barba cara larga, com ums
No mesmo armazem so vendem por precos rasoa- 'rroca no queixo cabello pegado; tem falla do
veis os seguintes gneros excellentes e novos: q'uei- (Je"le8 na frente e os do cima que Ihe rcslain sflo
jos londrinos ; presuntos para fiambra, tanto ingle- acangulados, bracos cabeludos pernss grassas,
zes como de Westphalia ; sardinhas e hervilhas, ,le *0 annos pouco mais ou menos: quem o pegsr
muilo novasecm latas; licores finos em garrafas 'eve-o a esla praca aoSr. Manoel Joaquim Soares-, <
com ralbas de vidro; ditos em garrafas communs ; jue recompensara.
marraschina ; vinho do Champanha, Bordeaux,____________________ ___
Sauterne e l'orlo em garrafas; excellente cerveja ?^^^~w^ia'B!iBl"Li|.Jmbv^'bb^ibL----11 -- --'
branca e prela, em garrafas o meiaa ditas; azeite doce refinado em garrafas; conservas de todas as rtnv. : N* rvf. nt m. f. de fapi'-" 104*
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