Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06516


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Full Text

Auno
XXIV.
Quinta-feira 21
0 DIARIO publlca-e todos o diasque nao
focfi" di-guarda: o preco da asignatura he
, 4MUI rt. por qunrtcl, /> n/oi adlaatadoi. Os
~_ jncio aoi aslguantes sao inserido*
**,n de 20 rs. por linba, iu rs. ein lypo dif-
f'uMit''. pas repetlcfies pela mctade. O nao
Laaigaaniei pagarfio SO ri. pur liada e ISO n
*, iyio difireme, por cadi publlcacao.
PflASESDA LA NO MEZ UE SETEMBRO.
c*attnf. a 5, 6 horas e 24 niin. da tard.
luichei: a 13, i 3horas e 59 mln. da inauh.
lmuoanM, 19> 7 horaae 38 min. da inaiih.
"anota, a 27,a7 horase-10 inlu.damanh.
PARTIDA DOS CORRBIOS.
Golanna e Parahlba, as egs. e sextas-(eiras.
RIo-C.-do-Norte, quintas-reirs an inelo-dia.
Cabo, Serinbaem. Rio-Fonnoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.*, a II e SI de cada inez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
B..a Vista Flores, a 13 e 28.
Victoria, as quintas-relras.
Olinda, todos os dias.
d e Setembro de 1848.
If.lO.
PREAMAR DE 1IUJK.
Primeira, s 11 horas e 42 minutos da manh
Segunda, s 12 horas e li minutos da urde
DAS DA SEMANA.
18 Secunda. S. Jos de Cupcrtinn. Aud. do
J. dos orph. do J. civ. c do J. M. da 2. t.
19 Terca. S. anuario. Aud. do J. do c. da
1. v. e do J. de paz lo 2. dist de l.
20 Unirla. S. Eustaquio. Aud. do J. do c. da
2. v. e do J. de paz do 2 dist. do l.
21 Quinta. >*. S. Malhcus.
22 Sexta. S. Mauricio. Aud. do J. do civ. e
do J. de paz do 1. dist de, t.
23 Sabbado. S. Lino. Aud. do J. do
e doJ.de paz do 1 dist. de t.
24 Domingo. Nossa SenhoradasMerces.
CAMBIOS NO DA 19 DE SETEMBRO.
Sobre Londres a 23 d. por 1 f rs. a 60 d.
Pars
Lisboa 120 por cento de premio.
Rio-de-Janelro ao par.
Drsc. de- lelt. de boas firuns a I '/,' ao mei
Acedes da comp. de Heberibr, a.'ill/rs. ao p.
Oaro.-Oncas licspanholas 32/000 a 32/200
Muidas de 6^400 v. 18/o00 a 18/201
de GftiTOn. 16/400 a 16/000
de 4/000... 9/900 a 10/000
Prala-Pataces brasileiros 2/040 a 2/OflO
Pesos columnarios. 2/040 a 2/w
> Ditos mexicanos..... 1/900 a 1/020
PARTE OFFIC1AI. I
MINISTERIO 1)0 IMPERIO.
Jpprova a deciso dada pelo presidente da provincia de San-
la-Calhiirimt. a reipeilo do eleitores o ue deve dar o puro-
chia de San-t'raneiseo daquella eidade.
Rio-de-Janeiro. Ministerio dos negocios do imperio
mi 12 de agosto de 1848.
illm. e Exui. Sr. Poi presente aS. Magestade o Im-
perador onmelo de V. Ex,, ii. .'. do l.do crreme mez,
aue acompanha oque Ihe dirigir a cmara municipal
da eidade de Sao-Fraucisco, solicitando saber se a. res-
pectiva parochla dever eleger agora treze eleitores s-
inrnte, ou mais a quinta parte, em vista do artigo 52'da
lei regulamentar das eleices, por isso que hesteanno
ioraiii qualificados votantes em maior numero que no
anuo prximo passado: c o mesino augusto senhor hou-
ve por bfin declarar que V. Ex. resolveu acertadamente
aquella duvida ; pota que, tendo-se qualilicado no anuo
riassado rnenle 507 votantes, e no corrcnle 7, est a
k ia narochia no caso de se llie accrcscentar a quinta
farte doseleitores, devendo nomrar-se agora quinze.
Dos guarde a V. Ex. Jos Pedro Dias de Carvalho. --
Sr. presidente da provincia de Santa-Catharina.
Declara que as cmaras municipaes devem satisfaser a re-
compensa pecuniaria que Uem direilo a perceber os oradores
sagrados na reunido dot colletjios eleiloraes.
Ko-dc-Janeiro. Ministerio dos negocios do im-
perio t-ni 22 de agosto de 1848.
Illm. e Exm. Sr.Sendo presente a Sua Magosta-
de o Imperador, o queV. Exc. em seu oflicio u. 77,
de 17 do mez prximo fndo, expende sobre a solu-
cto que deu duvida proposla pela cmara munici-
pal da eidade de Campias, acerca da recusa apre-
seulada pelo respectivo vigario colindo, nflo s de
fazer gruluilumcnle a omeo anloga ao oljccto na
occasiHi da clcirj&o de um ilepuJado por essa provin-
cia, que deve preenchor a vaga que deixou'na c-
mara temporaria o actual ministro da justica ; como
tantbcm de celebrar Te-Deum em lal-occasiflo, porque
a lei o nao ordena: o mesmo Augusto Senhor, de lu-
do inteirado, e considerando que o arl.'58, a que se
refere o 72 da lei de 19 de agosto do 1846, incumbo
s enmaras municipaes na reuniilu das assemhlas
parucliiaes lodas as despezas que mo torom de altar,
e quo por isso devem por corita das ditas cmaras
correr, na reunido dos collegios eleiloraes, as des-
pezas que ii.io frem por aquello modo Classificadas,
cuino o nflo pude ser a recompensa pelo discurso
que a lei manda fazer por um dos oradores mais acre-
ditados ; huuvu por liein declarar quo as cmaras
municipaes devem saisfazer a recompensa pecunia-
ria que leeiu direilo a perceber os oradores sagrados,
a queui iiiciiinbiiem o discurso que se deve recitar
na rcunito dos collegios eleiloraes, como determi-
na o nimio arl. 72. Quanto, porm, a celebrarse
do Te-Deum dignou-se deaprrovar o procedimeuto
de V. Exc, decidindoque a opposicto do menciona-
do vigario lie fundada no mesmo arl. 72, que nflo
exige aquella soleinnidade religiosa, o que ludo
conitnunicoaY. Exc, para seu conlieciinento.
Utos guardo a V. Eic.Joi Pedro Dias de Carva-
lho. Sr. presidente da provincia-de S.-I'aulo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
* EXPEDIENTE 1)0 DA 8 DE JI.HO.
OITicio. A coronel commissario-pagador, Tuzan-
do exletisiva, om atlticto ao quo toprosentou oenm-
mamlante das armas, ao quinto balaiho de fuZilei-
ros. o a cempanhia do artlleos a gralilicacflo de meia
cl.ipe, mandada abonar aos domis corpos desta
guaruicto pelos servidos piestados, no entretanlo
que esta ci linio esleve em lumulto. Coinmunicou-
se ao c y ni mandan te das armas.
WKM01UAS DE (JM MEDICO, (*)
ion aiejranDre juinas.
TEHCEIRA PAUTE.
t
XXII.
AS ANTECMARAS BO
BDB
X DI KICHELIEU
luanelra de lodos os corlezos, tinha Mr. de Riche-
lii-u um palacio eui Verstiles, outro ciu Pars ; um pa-
vilbSo em Marly, outro em Luciennes una casa, em
uina palavr, perto de cada alojamcnto ou pousada
real. '
Luiz XIV, multiplicando as suas habitaedes, tinha lm-
J>osto a todo o Iioiueiii de qualidade, que gozava do pri-
vilegio de grande ou pequea entrada, a obrigaco de
ser inuito rico, para seguir em proporcao igual o es-
plendor da sua casa e o vo dos seus caprichos.
-tMr. de llielielieu liabitava, pol, no momento da de-
uisso de MM." de Cbolseul e de Praslin, o seu palacio
(*) Vide Diario n.' 206. '
Dito. Ao mesmo, mandando adiantar, docon-
l'ormidaile com a nformaco do commandanle das
armas, tros mezes de sold ao alferes do corpo fixo
do Cear, Luiz do. Franc,a de Carvalho, para se Ihe
descontar mensaliente pela quinta parle ; alim del-
le so poder preparar para seguir o seu destino. l'ar-
licipou-se ao commandanle das armas
Dito. Ao agento da companhia de barcas de va-
por, ordenando qtio manilo transportar para a-corte,
como passageiro de oslado, ao inestre de numero de
fragata, lira/, de Kreitas. Scientificou-se o com-
mandanteda corveta Kuterpe.
Dito. Ao mesmo, ordenando que, vista das
conUs que Ihe apresentar o commamlanlo interino
do stimo lialalli.ni de cagadores, rubricadas pelo
coronel commandanle das armas, Ihe Ionicen, da
verba marcada para as despezas extraordinarias do
ministerio da guerra, as quanlias necessariag para a
compra de urna jaquelado brim branco e do um par
de sapillos para cada un dos soldados pertencentes
ao mencionado uwls!lnO, por icrctT. ees cs^ragauo
no sorvico cm que uclualmenle se acbam ik pussado as jiiqnelns e sapillos i|iu' tiuliiilli. Partl-
cipou-seau commandanle das armas.
Dito. ~ Ao presidente e nietnbros dos ostabcleci-
menlos de caridade, recoinmeudando a oxpediQo
de suasordens, para que seja franqueado o ingresso
do concell.o geral de salubridade no hospital de N.
Sra. da Conceiijilo dos lazaros, afim de podOr o mes-
mo concelho fazer uso das preparuc,0es do uassac
sobro os elophantiacos all existentes; e pata que so
Ihe facilitemos meios necessanos pata o bom xito
do curativo. -- Participou-se ao presidente do conce-
lho de salubridade.
Dito. --Ao coronel commissario pagador, man-
dando pagar aocapitao do priroeiro balalhao de ca-
ladores. Luiz de Franca Leile, nos termos da sua
inlormacto, os sidos de abril a jupho do corrcnle
anuo. Scienlificou-se o commandanle das armas.
Portara. -- Nomeando commandanle superior in-
terino da guarda nacional do municipio do Cabo ao
coronel da segunda legito da mesma guarda iiacio-
nal, Jo.io Carlos liezerra Cavalcaute.
Dita. Mandando passar palonle de lenenle-co-
roncl chele do segundo balalhao ta guarda nacio-
nal do municipio do Cabo ao major Francisco Paz
Brrelo. -- Coinmunicou-se ao com mandante supe-
rior interino.
Dita. Iteforniando o tenente-coronel chefe do
segundo balalhto da guarda nacional do municipio
do Cabo, Jos Thomaz do Aguiar. Participou-se
ao cominaiidanle superior interino.
Dila. S'omeando ao major reformado Francisco
do llego e Alliuquerque para coronel cliefo do legio
da guarda nacional do l'ao-d'Alho ScieuliUcuu-se
o nomeado e Icneiilc-coroiicl- commandauto inte-
rino.
Dila.--Nomeando subdelegado da fregue/.ia de
Tijucupapo ao cidadiio Manoel Tertuliano de Sousa
Costa. Scientilicou-se o chefe de polica.
Dila. Nomeando.de conformidadocom a propos-
ta do chefe de polica interino, subdelegado do Pe-
dras-ilo-Fogo ao cidadiio Ignacio liento Luiz Fcrrer.
Pai ticipou-so ao clicfe do polica.
Dila. Nomeando subdelegado da freguezia de
Sau-Lourenco ao cidadoJuaquim Correa de-Araujo.
I'ailicipou-seao ebefo de polica.
Hila.Nomeando subdelegado da freguezia do
Cabo ao major Luiz Francisco Paz Brrelo. Com-
muuicou-so ao chefe do polica.
DEM DO DA 10.
Cilicio. Ao commandanto superior do Itecife,
participando que, em atlticto ao que represenlou o
capitao da primeira companhia do primeiro bata-
Iho da guarda nacional do seu commando superior,
Cervazio dos Santos Nuiles do Oliveira, o ha lefornia-
ilo na forma da le.
Dito. -- Ao chefe do polica interino, remetiendo
um offlcio ao juiz do direilo do crimo da comarca de
Nazaretb, afim do dar as providencias que entender
de \ ers.iilies, era para ah que elle mandara que o le-
vassem na vespera, ao voltar de Luciennes, depois de
ter api escolado sen sobrnho a madama Dubarry.
Tiiiham visto aKiciielieiiiio bosque deMarly comacon-
dessa, tiuham-uo visto eiuVersalhes depois da queda do
ministro, sabiam da sua audiencia secreta c prolougada
em Luciennes : isso fot sufcieotc para que toda a cor-
le, com as iiidise rieoes de .1 nao Un lian > para que toda
a corte, diieinos nos, se julgassc obrigada a ir fazer os
seus cumprimentos a Mr. de Riclielieu.
O velho marechal ia, pois, aspirar pela sua vez csse per-
fume de lisonjas, de adulaces e de caricias que todo
o iniei essudo faz arder sem disceminenlo ante o dolo
do dia.
Todava Mr. deRichelieu nao esperava por quanto Ihe
la acontecer ; mas levantou-se na manha do dia a que
cllegamos coma liriue resolucao de tapar o nariz contra
o perfume dainesma uianeira que I Ijsscs upa va osou-
vidus com cera para nao ouvir o cauto das aereas.
necessarias. -- Participou-se ao juiz de direilo do Na- chamado systema homojopalhico, talvez acreditarse
zareth.
Dito. Ao prosidonte das Alagoas, fazendo sentir
a necessdade de se incorporar ao selimo batalhiio de
cac.adores a msica, ajudanle o mais pravas porten-
centes ao estado maior do mesmo, que se acbam na-
quella provincia, e pedindo que as faca seguir para
esta. Coinmunicou-se ao coinmandaiilo das ar-
mas.
Portara. Nomeando ao primeiro supplento do
juiz municipal da segunda vara, Jos Hay mundo da
Costa Menezcs, para servir de juiz privativo dos Afri-
canos, emquanto durar o imped menta do juiz Vi-
cenlo Ferroira Comes. Particpou-se ao presidente
da relacto e o inspector da Ihesouraria de fazenda.
Dita. Mandando passar patentes de tenentes-co-
roueis chefes, do primeiro balalhao da guarda na-
cional do Golannt, ao tonenle-coronel reformado,
lleurique Luiz da Cunha e Mello, e do segundo ao
tenente-curoiiel reformado, Jos de Sa o Albuquer-
Mellu Gadellia. Prlicl|Jou-M >0 commandan-
le superior e aos nomeados.
Dila. Nomeando commandanle do primeiro ba-
talhiio da guarda nacional do Recife ao tenenle-co-
roiiel reformado Antonio Curios do Pinho llorges.
Communicou-so ao commandanle superior.
DEM DO DIA II.
Olllco. Ao commandanle superior interino da
guaiila nacional do Cabo, coinmunicniilo haver re-
formado o alferes daterecra companhia do primei-
ro balalhto da guarda nacional de seu commando
superior interino, Hermenegildo das Candeias, por
assim o ler podido.
Dito. Ao Exm. presidente do Minas-Ceraes, ac-
ensando o recebimento de um'scu oflicio acompa-
nhado de dous cxemplares do edital expedido pela
thosourariu daquella provincia, em o qual se annun-
o.a o resultado do exame que se procedeu em as
notas falsas do 50/ 10/ e 2/rs. ltemetteram-se ao
chefe de polica o 4o inspector da Ihesouraria da fa-
zenda.
Dito. Ao delegado do termo de Nazarelh, scien-
tificaiido-o de haver feilo partir para aquella villa
mu destacamento do corpo do polica, ao mando do
um primeiro coinmandante de companhia, com or-
ilein de licar a sua dispusicto; e ordeuando-lhe qoe,
coadjuvadu por semelhaiile lenca, empregue S. me
todos os meios lgaos para conservar iualtcravel o
socego publico nesse tormo. Expedio-so ordent
ao commandanle geral interino do corpo do polica,
e couimunicou-si! ao chefe de polica.
DitoAo coronel commissario-pagador, mandan-
do Batisfazor ao patiao-mr da barra desta ciliado u
quautia de 33#li00rs. que se despendou com a con-
dcelo de armamento para bordo da corveta kuter-
pe. Comniunicou-so ao-inspector do arsenal de
marinlia-
Portara. Nomeando, do confonnidade com a
proposla do chefe de polica interino, subdelegado
do dislriclo do CoiciMiinha ao leneiile-coionel llen-
rique Luiz da Cunta e Mello. Participou-se ao chu-
fe dopolicia.
Dila. Nomeando delegado do segundo dislriclo
do termo do Itecifo no l)r. Miguel Filippe do Souza
Lefio. Comniunicou-so ao chefe de polica.
Commuiiicado.
A 1IOM0EOPATI1IA.
Se me dsserem que em tal sitio ha um homem
que pari; queem tal thcatro apresenta-sc um ba-
corinlio cantando perfeitamenle, e com um bello
tenor as arias da Norma, deSapho, dos Puritanos,
etc.", &c., sei que muila genle cali ir na corrila do
ir aos lugares indicados para ver n ouvir esses prodi-
gios; mas eu, que-dos homens o pincel, o a nito
coiiheQOnilo farei tal cousa, por mais teslemunhas
quo queram atleslar-me e certilicar-me os fados. .
Se eu nao livera lido, e com mulla atlengao o
.^a^jsi&g^'-jr.Wiin irasn
Soinente.'
bmentc,enl)or.
He nina asneira: era preciso accrescenur que eu ti-
nha estado acordado at niuito tarde, ou, antes, serla
paecisodizer..... Ora escuta, onde est Raft?
Mr. llaft anda est dormindo, disse o criado
nciic ; mas, vista do absurdo em quo so baseiam
os seus remedios, lenho a este rospeilo a mais ro-
busta incredulidade. Dzem os Srs. homteopathas
que, quanto menor ho a dse dasubslaucia mendi-
camentosa, maior effeilo produz por meio da vascu-
l.icn. Um grao do belladona, por exemplo, delui-
do em urna chicara d'agoa nada produz: mas.se elle
frdeluidoem um tonel, ein cem mil, om militares
de milhes e bilhOes de lones d'agoa, adquir- gra-
dualmente urna torca Lio prodigiosa, quequalquer
golta dessa agoa cryslalina pode vira ser um veneno
mais violento que oacido prussco Um gro de bi-
clorurelo de mercurio, ou sublimado corrosivo, lau-
ca do no nosso rio da Prata, (donde nos vem a agoa
)otavel do nosso encanamenloj segundo o principio
homo-opathico, envenenara toda a populacho desta
capital. Creia quom quizer o poder em laes absur-
dos ; que eu nflo.
ti AI lemn llalnieiiiann, inventor da lioiiui'o pal loa,
di/ lino iiualiiuer dso do sen remedio, em sendo
vasculejad'a qualquer cousa mais, adquire urna torca
tal, que pode tornar-so um veneno lerrivol. A ser
islo exacto, supponhamos que cabe gravemente en-
fermo um sujeilo que mora distante d'aqu cento o
ciucoenla legoas, em l'njah-de-Florcs, por exem-
plo : manda urna iuformaijio ao Sr. Dr. Sabino Ole-
gario ;e este remctle-lhe um, dous, ou tresds vi-
drinlios dos seus remedios. Vilo osles a cavallo, e
naturalmente soffierto milhares de sacodidellas;
irflo vasculejados em summa d'aqu atla, econse-
guinlemenlo como os tomara o misero enfermo, se
ellcspeloprincpiodllahnenaiin reduzem-se a vene-
nos da pn inm ni ordem ? Em outra cousa li/ grande
reparo, e vem a ser. Vi urna botica inteira homceo-
pathica : reparei para os remedios, e notei que to-
dos os vidrnhos tiuharn a mesma cor : todos com-
punham-se de agoa do pote. Ora, se a homceopalhia
emprega dlforenles drogas medicinaes, o muitas
deslas locm. cores Uo diirerentes, como be que to-
dos os remedios teem a mesma cor, islo ho, nflo so
distinguen! d'agoa potavel ? Forle cmbacadella .'
Mas conlra rases tto obvias e iudeslruclives
pe-se por diante a mximaEm medicina os factos
silo tudo, e as palavras nada. Os factos Mas quem
he que examina esses factos com o dovido criterio '!
Acaso nao apparecem ahi quotidianamenle nos Dia-
rios aununcios asseverando-nos que as pilulas voge-
taos sao remedio iufallivel para todas as cul'ermida-
dos ? Quo atlcstados, que certificados, que brevets
de invention nflo exhibe em seu favor a salsa parnlha
de Samls Qual a especie de enferjiidade que uto
tonha cedido aapplicaQtodos purgantes ou dos vo-
mitorios de Lcroy, se se dr crdito ao teslomunho
dos panegyristas desse medicamento? Demais, nflo
se salto que muitas molestias curam-se per si mes-
illas por meio da dieta, o em virlu lo dos esfor^os da
nalureza ir E quem nos pode assegurar que os Drs.
Iiomcftopallias nao so sirvam as escondidas em mui-
tos casos das applicagOes allopathas .* Se esses Srs.
sao ao mesmo tenido mdicos e boticarios, quem
|"sibo em que dses, o de que inaueira sto feitos ou
seus remedios ?
Factos Tainbem um dos principios dessa nigro-
mancia liomceopathica he que o remedio tomado por
individuo que so acha em estado de sade, produz
a mesma enfermidade quo o tal remoJio ho apto para
curar. Mas sflo innumeraveis os sujetos que por
experiencia leem tomado dessas dses em estado de
saude,e nao teem sentido o mnimo effeilo mrbido,
experiencia ja feila em Pars pelo respoitavel Dr. An-
dral. Mas ca o nosso Ur. Olegario rejeita o teste-
munho doste sabio de toda a academia de medicina
de Pars; porque diz que, sendo allopatas, sflo todos
suspeitos de ma f. S S. S. nflo o he, quando de-
l'ende a sua homojopathia. O Sr. Dr. Olegario so ap-
pella para os factos das suas curas ; mas esses factos
nilo bao de ser examinados e testificados por quem
estudou a anatoma, a phisiologia, a paidologa, a
teraputica, &c. &c, porm s pela gente mdouta
do povo que he tao disposlo para acroditar o maravi-
O resultado para elle s devia chegar no dia seguin-
te ; era com ell'eito enlao que devia ser condecida e pu-
blicada pelo proprio rci a nomeaco do novo minis-
terio.
Por tanto, a sorpresa do marechal foi mui grande quan-
do ao acordar, ou antes quando, acordado por um gran-
de rumor de carruageus, soube do sen criado grave que
os palcos do palacio eilavaui chelos de genle assim co-
mo as ante-caniaras e os saldes.
__ Oh! oh! disse elle, ja faco rumor ao que parece.
__ Aiuda he inulto cedo, seuhor uiarechal, disse o
criado grave, vendo a precipilaco com que o duque ti-
rava o barrete de dormir.
De hora em diante, replicoit o duque, nunca sera
cedo para inim, e nao le esquejas disto.
Sim, iiit-ii senhor.
Que disserain aos que veem visilar-ine.
Que V. Exeelleucia anda nao eslava levantado.
tomo,aiuda dorme! entao voacorda-lo! quedes-
gracado!
Sntaoque ha! que bal disse um velhoesverdeudo
e i sondo (|ue appareccu ao luuiiar, aqui est Raft, que
quereui del le.'
Todo o mo humor do duque cabio a estas palavras.
Ah! bem diiiaeu, que tu uo dormas.
E quando eu aiuda dorinisse, que havia ahi que
admirar? aiuda agora amaiibeccu.
Mas, meu charo Rall, bem vs que eu nao eslou
dormindo.
Isso 11c outro caso, se V. Exeelleucia he minis-
tro......como havia de dormir?
Ora vamos l, ah vens tu ralbar com ligo, disse
b marechal fasendo nina careta diante do espelho, eutao |
uo ests contente ?
Eu! que lenho eu com isso ? V. Exeelleucia va;
cansar-se muito, e depois ba de ficar doente. Resultara
d'ahi que hei de ser eu quem he i de governar o estado,
e isso nao he muito agradavel, senhor duque.
Oh I como tens euveltiecido, Rafia!
Tenlio justJiiHme quatro annos menos que V. bx-
cellencia, senhor duque. Oh por certo, estou bem
velho.
O marechal baleu com o p no chao de impaciencia,
Passastelu pelaaulecamara ? pergunlou elle.
Passei.
Quem est la?
Toda a genle.
K que rsto ahi aditer?
Cada qual diz o que val pedir a V. Exeelleucia.
He muito natural. Mas ouviste tu fallar da inhiba
uomcaco? ,, ...
Oh! estimarla bem nao repetir o que ouvl dizer
a esse respeto. ,
.. O' I.......! j por ah anda a critica ?
E entre aquellesque teem precisao de V. txcellfn-
cia! Que diremos, seuhor duque, daquelies de quem V.
Exeelleucia precisar! .... ,. .r
Ah! por exemplo, Itafte, disse o velho marechal al-
fecUi.do rir, aqucllcs que dsserem que tu me iWM-
gas.....
Ora escute
senhor duque, disse Raft, para que
diabo se prendeu V. Excellencia a essa charra a que
chamam n.inisleio; pelo que vejo V. Exeelleucia esta
cansado de ler feliz e de viverf
Mcu charo, tcnbo provado de ludo, excepto desse
Pr^Devras! V. Exeelleucia nunca provou arsnico,
porque nao lanca um pouco no seu chocolate, por cu-
riosidade? r
Raft tu o que s he muito preguicoso; adivinhas
uuc tu meu secretario vais ter muito trabalho, ere-
cuas.. ..; alm disso tu mesmo ja o dissesle.
O marechal veslio-se com lodo o ademan.
D-me um gurbo militar, reconimendou elle ao
criado grave ; e d-me c asmiuhasordens militares.
Parece que estamos na pasta da guerra .' disse
Meu Dos, he verdade, parece que estamos nella.
Ah! com ellilo! mas, contiouou Raft, anda nao
vi a noiueaco d'el-rei, e isso nao he regular.
__ Ha de ebegar sem duvida.
Enlo, MM dmiMlu he a palavra oflicial hoje.
Quauto te teus tornado iusupporlavel.Rafle, euve-
Iheceudo..... Tu s formalista e purista; se eu soubesie
dsso, nao le leria maudado fazer o mcu discurso de re-
cepeo academia, foi isso que le lornou pedante.
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Jhoso! Fados! Que-los mais numerosos, maises-
tupendos, mais universaes do que os em favor do Le-
roy para toda a laia,de enfertnidades? Que voga nflo
leve este medicamento lioje, porm, quanto nflo
tem decrescido o seu crdito I
O Sr. Dr. Olegario vai apresentando o calhalogo
dns doentes quo teem curado : mas os que Ihe teem
morrido as mflos, esses corren) por conta do res-
pectivo parocho e mais do coveiro; e todos, no dzer
do mesmo Sr., nflo passaram desta para melhor vida,
senflo porque, quando recorreram divinal homceo-
pnthia, j eslavam incuravcis, b quasi morios. Todo
o empenho deste Dr. he incutir no povo o principio
de que os mdicos allopathas s procuram desacredi-
tar a homaeopathia. Mas esta estrategia curandeira
he urna puerilidade; porque, se a homceopathia he
a pudra philosophal, he o verdadeirosystema de cu-1
rar, quem tolhe a qualquer medico de l'azcr o que
S. S. est fazendo, isto he, de curar lambem pela
homoeopathia? MasoSr. Dr. Olegario j disse que
para curar pelo seu systema nflo he mister ter prin-
cipios, nem estudar: qualquer homem do povo, leu-
do o livro de Hahnemann he mais apto para tratar de
qualquer doenca, do que o mesmo Hypocrates. Se
aasim he, escusado se torna irem ao consultorio os
doentes para se curarem, quando por si mesmos o
pdem conseguir, lendo o tal livrinho o fazendo os
remedios emsua casa ; porque agoa potavel hecou-
sa que ha em lodosos povoados. .
Outro principio de Hahnemann he que qualquer mo-
lestia.nflo he outra cnusa mais do que um concurso
de symptomas: i si o nflo he exacto; porque moles-
tias ha quo nflo npresentam o mnimo symploma
Militas vezes um sujeitn nnnhum iiicommodo sent,
est vigoroso; e em poucas horas, ou do repente
morro; eso pela autopsia do cadver ho quo vem a
cnnliecor-se a causa da sua destruieflo. Alm do que,
sendo em varias molestias os symptomas communs,
que criterio haver para as distinguir, o podr-se-
lhe applicar o remedio conveniente ?
A mana de querer simplificar os conhecitnentos
humano! lio a causa dos systemas exclusivos e do
innumeraveis erros. O principio absoluto da homceo-
pathia similia iimilibut curanlur he tflo falso como
o da OUlra escola Cumiara conirariis vwaniu. O
quu he verdado he que de facto ora apruvoita este,
ora aquello. Varias inflammaQes codem aosremedos
irritantes; e oulras s se curam com os antiflogs-
ticos, sedativos, &c. Rom medico he aquello que
sabe servir-se d'um e d"outro principio segundo os
casos e a ohservacalo.
Concluir!, rogando ao Sr. I>r. Sabino Olegario
que nunca mais diga quo n'uma golta d'agoa crysta-
lina c pura dos seus remedios lioinoeopathicos vai a
vida, como a redempeflo em qualquer partcula da
hostia consagrada ; porque isto he urna exageradlo
blasphema, e urna proposieflo falsa : blaspheina; por-
quelancta snele sunt traclanda : falsa ; porque
o que vai na hostia consagrada he o corpo, sangue,
alma e divindade de N, S. Jesus-Christo tflo reale
prrfeitainente como est no co ; e nflo redemp-
eflo, ou salvadlo ; porque esta individualmente de-
pende da conlriccflo do fiel que conimunga, tanto as-
s 1111 que aquullu que ronimuuga sem estar em estado
do graca, om vez de sa|var-se condemna-se mais, se-
gumlu o apostlo -Qutmaniluc.tl, el bibil indiyne ju-
dcium tib manducat, el bibil, non dijudicans corpui
Domini O Sr. Dr. Olegario ser multo bom medico
liomcuopallia ; mas a respeilo do theologia he una
lastima; o ser prudente que nflo se mella em ou-
ras quo laes compuracOcs, com que muito embirra
O Ecltiico.
1 caixa suspensorios, sete ditas mercara e bembe
lotera, duas ditas tecidos de algodflo, urna dita pan-
nos de bonelaria, urna dita chapeos; a Bataille & C.
3 ditas tecldps de algodflo ; a s 680 meios barris e 1,120 ditos manteiga, 10 cai-
xas queijos, urna caixa massas o peras seccas, 6-28
gigos batatas, 45 caixas diversos objeclos, sete cai-
xas chapeos para homem, duas ditas gomma-laca,
60 caixas velas, qualro ditas tecidos de algodflo,
tros ditas tecidos de 1.1, duas ditas suspensorios,
urna dita chapeos, urna dita pelles, urna dita chapeos
de sol de panninho e tecidos de seda, urna dita cas-
tigaos, urna dita bonetes,mna dita perfumarias,uma
dita vidros, urna dita flores; ordem.
CONSULADO GERAL.
REND1MENTO DO DA 20.
Geral...................
Diversas
rir a propriedade, de que (rata o artigo sexto do re-
gulainento de 26 de abril de 184*, compreheudidos
na segunda classe; e nesta conformidade, silo sella-
dos, dentro do 30 das, contados da respectiva d6ta,j]
e fra deste lempo sflo subjeitos a revalidacflo : e
quanto aos escriptos ordem nflo pdem ser trans-
feridos ou negociados no lugar em que teom de ser
pagos, sem o previo pagamento do sello. Os perlen-
ces, porm, passados nos crditos, anda que sem
prazo estipulado, silo ttulos novos de transferencia,
e por isso subjeitos ao sello por nflo terem a nalu-
reza de lotlra, e em caso contrario, incorrem na re-
validado o multa, de que trata o 4 do art. 13 da
lei de 21 de oulubro de 1843.
Thosouro publico nacional, em 5 de Janeiro de
1848. --Manat Alvet franco. --Conforme. Joo
Mara Jacobina.
Est conforme.
Antonio Luis do Amoral e Silva.
restante, trata-se com o mestre,Hypolito Jos da sil-
va, a bordo, ou com Leopoldo da Silva Queiroz na
ruada Moda, n. 31. _J
Para Lisboa o mais breve possivel o veleiro n
tacho portuguoz Liberdade, de que he capitfio Izidro
Ayros do Souza : quem nelle quizer carregar ou ir
de pasaagem*, para o qu lem asseiados e bous com.
modos, dirija-se ao mesmo capilo ou a Francisco
Severianno Hahello & Filho.
Para o Cear sabe, em poucos dias por ter
carga quasi prompla, a sumaca Carlota para o re.
tanlee passagoiros trata-so com Luiz Jos de si
Araujo na ra da Cruz, n. 26 ou com o meslre
Jos Goncalves Simas.
Para Itahia sabe, no dia 23 do correte, o hiale
San-Benedicto : para o resto da carga e passageiros
trala-so com o meslre e dono, na ra do Aniurim'
n. 19, primeiro andar. '
880/12C
CONSULADO PROVINCIAL.
RF.NnrMF.~TO DO DIA 20...........636/665
Mov ment do Porto
Oeclaracoes.
Navios mirados no dia 20.
Macelo ; 2 dias, brlgue-escuna de guerra brasilclro 6'n-
nopa, coinmandaiite o primeiro lente Jos de Mello
Cbrista d'Ouro.
Rio-Grande do-Sul pelo Rio-dc-Janeiro 22 dias, brigue
brasileiro Vetot, de 178 toneladas, capitao Jos Mara
da Conceicao, equipageii) 10, carga carne a Ainorim
Irruios,
B PITAES.
Peranloa cmara municipal desta cidado irflo no-
vamehle em praQa, no dia 2J do crrente, para serem
arrematados, vistor nflo terem sido nos dias annun-
ciados, diversos talhos dos acougues pblicos, a a fe-
rie o do municipio, a loja n. 36 da piara da Indepen-
dia, a casa da ra Imperial, tres dilas da Soledade,
o fornecimcnlo de azeite para luzns da cadeia e a
cocheira da oxtincta companhia do ribeirinhos. K pa-
ra constarse manda publicar o presente.
COliUKKiDV; PERNAMBUCO.
Cartas seguras e existentes na admnstracllo do
correio, para as pessoas abaixo :
Antonio da Costa Araujo.
Francisco Kuzobio Faria Torre.
Manoel Jos Lopes.
O arsenal de guerra compra cadeiras, travissei-
ros e brim liso i quem ditos gneros quizer fornecer
comparecer na sala da directora com sua proposta
e amostras, no dia 22 do corrente mez.
Arsenal de guerra, 18 de setembro de 1848.
Joao Ititardo da Silva,
Amanuense.
O arsenal do guerra compra brim liso, panno
azul, hollanda de forro, fila de lfla prela, folliasde
papelao, mantas do algodflo, pares de sapatos, e es-
leirs de Angola ou de palha de carnauba : quem di-
tos genere nnizer fornecer mandar sua prono!
o as amostras a directora do mesmo arsenal, ateo
dia 22 do corrento mez, em que os concurrentes hflo
de comparecer, afm de se realisar a dita compra.
Arsenal de guerra, 18 de setembro de 1848.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuonse.
Os Srs. marceneiros que qoizerem incumbir-se
de en vem i/a re ni as coronhas o canos de todo arma-
Lelao.
Por ordom do respectivo juizo se principiarlo i
vender em leilflo publico as fazendas|j da loja do
fallido Antonio Jos lAntunes Guimarfles: hoj
21 do corrento, as 10 horas da mantilla, em
armazem do corretor Olivera, ra da, Cadeia do Re-
cife. Adverte-se que continuarflo os leiloes nos din
queseannuncarem al se concluir a venda total
das referidas fazendas.
Pago da cmara municipal do Recite, em sessflo ment0 do se*l bUlhflo de cacadores de linha com-
i. i ... > .-.- I narpenm 1111 mrrt.l :i 11 :i iln nip.mn Ii-iliilliAM ne\ < i. at
ordinaria do 13 de setembro de 1848.
Manoel Joaquim do llego e Albuquerque,
Presidente.
Jodo Jote Ferreira, de Aguiar,
Secretario.
A cmara municipal da cidade de Olinda e seu termo
em virlue da lei, etc.
C\Q.
ALFANDEGA.
RF.NDIMENTODO DIA 20..........2:215/098
Desearregnm hoje, 21 de selembro.
Hiate Flor-do-Recife charutos e fumo.
Ilarca Jenne-tielly mercaduras.
PatachoMara-Joaquina vinho.
Galera Bonita mercadorias.
L'riguc Nossa-Senh ra-ilo-Carmo dem.
Galera hit bacalho.
Faz saber que serflo arrematados,nos dias 22, 25 e
28 do corrento mez, os contratos seguinles: o repe-
so dos agougues, dos mscalos e boceteiras, a aferi-
i;ao dos pesos e medidas, as casinhas da ribeira, ar-
mazem grande e pequeo no Varadouro, ex-subsi-
dio dos porcos: os licitantes comparecam habilitados
e munidos dos competentes fiadores. E para que
chegue ao conhecimenlo de todos, mandamos publi-
car o presente pela mprensa.
Cidado de Olinda, 14 de setembro de 1848.
Jos Joaquim de Almcida Cuides,
Presidente.
Jodo Paulo Ferreira,
Secretario.
IMPORTACAO'.
Jrune-Nclly,bnrctk franceza, vinda do Havre, entra-
da no corrente mez por franqua, consignada a l)e-
dier, Colombier & (',., manifeslou oseguinte :
1 caixa carne salgada ; a J. Soum.
15 meios barris manteiga ; a N. O. Rieber & C.
4 caixas tecidos de algodflo, urna dita setim, urna
dita sarja, 200 barris manteiga ; a Kalkmann & Ro-
senmund.
50 meios barris manteiga, duas caixas chapeos ;
a Cala Frres.
23 caixas tecidos d algodflo, urna dita flores, Iros
ditas tecidos de seda, 75 barris manteiga ; a J. Kel-
lcr.
Ora ouca-me, senhnr duque, j que somos gover-
iio sejamos regulares..... He singular
O que he que he singular f
O senhnr conde de la Vaudraye, qne acaba de fal-
lar cuiiinigo na ra, annunciou-me que ainda nao esla-
va nada feto quanto ao ministerio.
liichelieu snrrio.
Mnnsieur de la Vaudraye tem raso, disse elie
Masemo lu jsahiste?
tssa he boa! pols eu uao havia desahir? este
.- iii -i 1.11 ;>>- eli> rodar decarruagens me acordou, vesti-nie,
toinei tamben) as inuli.is ordens militares, e del um
gyropela cidade,
Ah! Mr. de Raft se direrte minha ousta?
Oh! senhor duque, Dos me livre de tal; he por
que......
He porque......, oque?
Quando passeava encontrei mais alguno.
Quem foi?
secretario do padre Terray.
E ento?
Ento disse-me que seu amo eslava Humeado para
a guerra.
Oh! oh! disse Rirhelieu com o seu sorriso eterno.
Que conclue. V. Excellencla daqui/
Que, se Mr. Terray est na pasta da guerra, eu nao
eslou, ou me se elle nao est, talvez que eu esteja.
Bail iinli., frito i|uantoa sua eonscieucia delle exiga:
era um homem Intrpido, nifatigavel e.ambicioso, to
cheio de eNpirito armado que rile, porgue o conhecia plebeu e de-
pendente, dous deleito que o seu rimo linha, os quaes
por espato deqnarenta annos haviam exercilado todo o
seu andelo, toda a sua frca, toda a sua agllidade de
espirito. Kaii, vendo seu amo to seguro,uiiibem iul-
Koit c|ue uno linha mais nada a temer. *
Vamos, disse ejle, senhor duque, ande denressa
nao se laca esperar muito, isso seria de mo agouro.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria manda dar pu-
blicidade ordem do tribunal do thesouro publico
nacional, ahixo transcripta, afim de que cheguo o
seu contedo ao conhecimenlo de quom cotivicr.
Sccrelaria da thesouraria de fazenda de l'ornam-
budo, 18 do selembro do 1848
No impedimento doofliciol maor,
O oflicial da secretaria,
ilniono Luiz do Amoral e Silva.
a Manoel Alves Brauco, presidente do tribunal do
Ihesouro publico nacional, em resposta ao ofJlcio do
Sr. inspector da thesouraria da provincia do Itio-de-
Janeiro, de 27 de oulubro ultimo, n. 53, emquea-
presenta a duvida que occorre, do deverem ou nflo
pagar o sello proporcional os perteuces passados as
letlras do cambio, depois de vencidas, nos crditos
sem prazo estipulado, escriptos ordem etc., ese
no caso afirmativo, nflo o tundo pago, no lempo
competente, estflo subjeitos multa respectiva ; de-
clara ao mesmo Sr. inspector que, ainda que os per-
tences passados as letlras, mesmo depois do venci-
das, possam ser considerados ndossos, e por isso
nflo subjeitos ao sello, nflo havendo ueste caso no-
vacflo de contrato, para ter lugar o sello, comtudo
elles teem sido considerados como ttulos de transfe-
Estou prompto; mas diie-me quem est l?
Aqui esl a lista.
K api eseniou una comprida lista a seu amo, oqual
leu com satisfaco os primeiros nomes d nobreza, da
magistratura e dos ricassos.
E se eu agora me tornasse popular, heim, Rafl?
Estamos no tempo dos milagres, respoudeu este.
Tainbem?! Taverney! disse o iiiarechal continuan-
do a sua leitura .... Que vem elle fazerc?
Nao sci, senhor marechal ora ande l, faja a sua
entrada.
E, quasi que com autoridade, o secretario forcou o
amo a entrar no grande salo.
Richelleu devia ficar satisfeito: o acolhlmento que
elle recebeu nao filia inferior s ambicoes de um prin-
cipe de sangue.
Mas toda a polidez, to lina, tao hbil, lj> cautelosa
desla poca c desta sociedade, servio mal o acaso, que
preparava a Richelieu urna dura myslillcacao.
Por conveniencia c pur etiqueta,toda esta mullido se
absteve de pronunciar dame de Richelieu a palavra
ministerio; aiguns mais animosos chegaram at a pa-
lavra cu mpri memo ; esses sabiain que ron vi n lia rocar
ligeiraiiienle pela palavra, a que Richelieu apenas res-
ponda.
Para todos, esta visita fclta ao nascer do sol era una
simples demonstrarlo, como um desjo por esemplo.
Nao era raro nesta poca que as insondavels varia-
(des poli ticas fossem coiiiprehendidas pelas massas e com
II ll.t lilil iil.talf.
Hoiivcrain aiguns corlezosque se arrlscarain.ua con
versaco, a exprimir um voto, um desejo, urna espe-
ranea.
I'ui leria eslimado, diiia elle, ver o seu governo mais
perlo de Versalhcs ; c comprazia-se em conversar nisso
com um homem de uin crdito tamaito como o di: Mr.
Ue Richelieu.
parreain na secretaria do mesmo batalhflo no dia 21
do corrente pelas 10 horas do dia.
Antonio Generoso da Silva,
A llores ajudante.
CB&BDIBB
Avisos diversos.
Os Srs. propietarios do Apipucos queiram decla-
rar no escrif lorio da companhia de Beberibe a quan-
lidade o nmeros das accOes que possuirem afim
de seren individualmente contemplados na folha do
dividendo. Igual aviso se faz aos cessionarios, cujas
Hilo teiiham ido a yerbadas nos livros da compa-
nhia devendo estes apresenlar os ttulos que tive-
rcm.
O secretario da companhia,
B. J. Fernandes Barros.
Avisos martimos.
-- Para o Hio-Grande-do-Sul segu viagem no
dia 20 do corrente, o brigue Deos-le-Guarde : recebe
nicamente escravos a frete, parao que trata-se com
Italthar & Olivera na ra da Cadeia Velha arma-
zem n. 12.
--Para o Rio-deJ-aneiro sabe imprelerivclmente,no
dia 24 do corrento, a escuna Curiosa: para o restan-
te da carga, passageiros e escravos a frete. trata-se
com l.uiz Jos de Si Araujo, na ra da Cruz, n. 26,
OU com O capitn.
Para o Rio-de-Janero seguo, em poucos dias, o
brigue Assombro, forrado de cobre e de primeira mar-
Dha, por ter parlo de seu carreganicnto quasi promp-
la : quem quizer carregar, ou ir de passagein, para
o que tem cxccllentes commodos, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife, botica ii. 61, a fallar com Joflo Jos
Fernandes Magalhfles.
Para a Baha segu, em poucos dias, a garopeira
Santo-Amaro : quem na mesma quizer carregar, di-
rija-se a Novaes & C, ra do Trapiche, n. 34.
Para o l'orto-de-Pedra e Paqo-de-Camarifgibo
sabe com mu la brevidade o hiato Sanlo-Antonin-Flor-
do-Recfe, por ter parte da carga prompta: para o
jB3i!?tt-iL?aammsxaamm*mamnrrmi.Aim iiiiiimTmb
Outro confrssava ter sido esnuecido tres vetes por Mr.
de Cholseul, as promoedes de cavallclro de urna or-
dem ; contava com a oficiosa memoria de Mr. de Ri-
chelieu para refrescar a d'el-rel, agoia que nada mais
obslava boa vontade de S. Magestade.
Eiiiflm eem pedidos, mais ou menos vidos, mas todos
envolvidos com urna arte extrema, se produziram aos
ouvidos enlevados do marechal.
I'ouco c pouco a mullido scrrtirou; qucrlam, se-
gundo pi/.iain, deixar o senhor marechal entregue s
suas impin i.niif orcuparoe*.
Um so homem flcou no salan.
Nao se linha approximado como os outros, nao linha
pedido nada, nem ao menos se havia apresentado.
Quando as alas se dea6zeram, caminhou para o du-
que com um sorriso sobre os labios.
Ah Mr. de Taverney, disse o marechal; que pra-
ser, que prazer !
Esperei at agora, duque, para te dar os meus pa-
rabrns, e parabens positivos, parabens sinceros.
Ah neveras ; e porque enlao ? replicou Richelieu
a quem a reserva das visitas que recebera linha posto na
necessidade de ser discreto e como que mysterloso.
Os meua parabens pela tita nova digoidade, duque.
Chitnn! eliiton! disse o marechal; nao fallemos
nisso.. ; nao ha nada de certo, he un dium.
Entretanto, meu charo marechal, bastantes pes-
soas su do meu parecer, porque os leus saldes cstavam
chelos.
Na verdade nao sel porque.
Oh I pols eu bem o ei.
Ento oque ha ?
Urna s palavra.
Qual.
Hontem, no Jrianon, eu tive a honra de fazer a
corle a el-rel. S. Magestade me talln .de meus lilhos e
acabou por me dlaer : julgo que conhece Mr. de Riche-
lieu ; d-lhc parabens.
O consulado da repblica franceza
nesta provincia fica Iranferido para a rua-
dlo Trapiche, n. io, segundo andar. A
chancellara estar aberta todos os dias
quando n"o lo re ni 1'it-hIos, desde as o ho-
ras da manhaa at as 2 da tarde.
Na ra Formosa, esquina da da Unifio, nrprW
se de urna criada de bons costumes para o servir-o
interno de casa de urna senhora donzeila. (
Km-Olinda. na rua da Boa-Hora, na casa^ouj
tem o muro novo, trata-se muito bem de cavallot
pelo commodo prego de 12/ rs. mensaes.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua do
Rangel,n. 59,com duas grandes salas, tendo urna vis-
ta para o mar, e oito quartos, alm decozinha : na
praca da Independencia, livraiia ns. 6 o 8.
Pergunta se ao A migo do Frogreg-
so quanlo recebeu do Sr Dr. Sabino 0-
legario Ludgero Hinho pelo communica-
do J preferencia da homoeopathia ,
publicado no Diario-Novo de ao do cor-
renle, ou se conta esse artigo no numero
daquelles que compiometteu-se a escre-
ver pela mesada que recebe e pergunla-
se ao Dotido quanto j lem mamado do
mesmo doulor, para andar apregoando a
homoeopathia, e insultando os allopathas,
que, api-zar de mos, Ihe teem prestado
seus serviros sem nunca haverem recebi-
do em rettibuico vintem.
Precisa-se de um Portuguez para fetor de enge-
nho: no Aterro-da-0oa:Vista, n. 6, lerceiro andar.
FACTO HORROROSO.
Fugio, em dias do mez de agosto prximo passado,
do engenho Antas da freguezia de Serinhfiem, por
ter assassinado a seu senhor, o escravo preto crioulo
de nome Sebastiflo, de idaile de 25 anuos, pouco
mais ou menos, secco, altura regular, pernas linas e
um tanto arqueadas, nariz chato; tem em urna das
sobrancelhas urna sicatriz proveniente de um coti-
ce do cavado: i o isso roga-se a qualquer auto-
ridade policial, capilflcs de campo, o apprehendara
onde qur que fr encontrado, e conduzam-o a ca-
deia desla cidade, para ser punido com todo o rigor
de nnssas leis, para que semelhanle crime nflo fique
impune.
Aluga-se a casa terrea n. 3 ta rua do Jasmin, por
tras deSan-Goncalo: a tratar na rua de Apollo, n.
22, segundo andar.
-- Em casa do Manoel da Silya Santos, na fu do
Vigario, n. 8, existe urna carta para o Sr. acadmico
Jos Prospero Jhovah da Silva Caravati. ^*
Ilesappareceu, no dia 20, pelas 2 horas e meis
da tardo, da rua eslicita do Itozario, um quarto ru-
co-sujo, pequeo,'magrcirlo, com caugallias ecas-
suaes, nos quaes cx-isliam ires caixOes de doce e
dous saceos com vai ias cncommendas : o cavallo foi
logado a Jos do tal, morador na villa to Cabo.
-- Victorino Francisco dos Santos comprou por
conta doSr. Joflo Domingues da Silva ora no presi-
dio da illia de Fernando o meio bilhete n. 1,382 di
parle da lotera do thealro.
18.
ah S. Magestade dissc-lhe Isso, replicou Richelieu
cheio de orgulho embreagador, como ae cuas palavrai
losseni a miiiieafao ollieial que llafl suspeilava que
uo vina, ou cuja demora deplorava.
De sorlc que, continuou Taverney, eu nao duvidei
da verdade ; e era fcil perceb-la, vista da solicitude
de todo Ver salhes, eu vim para obedecer a el-rel daa-
do-te os meas paiabcns, e para obedecer ao meu seati-
mento particular ieeoiniiiendando-te a oossa antiga
uiizade.
O duque resplandeca de prazer: he este uin deli-ito
da nalureza de que os melhores espiritos nio se pdde;a
preservar. Nao vio elle, portanto, em Taverney, senao
um dcsaes solicitadores da ultima ordem, pobre gente,
retardada no caminho do favor, intil mesmo para pro-
teger, e iiiuiil sobretudo nos seus conhecimento, e i
qual se lauca em rosto o resuscita'r das ,suas trevas,
depois de vinle annos, para vir aquecer-s'e ao sol da
prosperulade de outrem.
Bem vejo, disse o marechal um pouco duratneole,
que se me vem pedir alguma cousa.
Talyc/. : adivinhaste, duque.
^ Ah! exclamou Richelieu, assenl
eatirando-sc n'uin sof.
la te dizendoque leuho dous lillios, continuou TaJ
verney, flexivel e artiflclpao, porque elle peKiebia a Indi-
lerenva do seu autigo amigo, e cada ves ae approsimava
mais delle. Tenho urna filha a quem amo multo, e que he
mu niodelodc virtudes e de belleza. (Usa esl em casa di'
senhora delphina, que leve a bondode de a tomar, e Ihe
consagra particular eslima. Dessa, da minlia bella Ao-
dreza, nao te fallo eu, duque ; o seu caminho est aher-
10, e a sua fortuna val bem ; j viste minha lillia '' -N'">
t'a aprseme! eu em alguma parle ? Ainda nao ouvisl*
fallar della ?
Ora !... nao el, disse negligentemente Richelieu..-;
talvez.
, assenlando-ie, ou antes
MUTIL


--< _
1
A
l
Lotera, do thealro publico
des tfi cid a de
* 0 thesoureiro affirraa que os rodas
desta lotera andaminfalivellmente no dia
33 do corrcnte, e que e restante dos bilhe-
tcs s *e vender at o dia aa. Os Srs. que]
apartaran, bilhetes qoeiram vir recbe-
los- certos de que, se o n5o fizerem, era os
os mesmos bilhetes vendidos.
.. Manocl Jos de Souza Favella retir*-se para Por-
Doseja-se saber quem he o correspondente nesta
i".,|e jo Sr. Antonio Correia Pesaoade Mello,senhor
o Verlentes, para negocio que Ihe diz respcito : na
ra Direita, casa do Burgos.
1 Quem precisar de um forneiro, dinja-se a So-
"d"sverinoJos6deCarvalho, subdito brasileiro,
rel'fra-se desta praca.e como osteja quite hesta pra-
rae toda a provincia roga a qualquer Sr. que se
iulaar seu credor .queira por sua bondade lhe apre-
seiur noprazode 15 das, lettras, icas ou or-
dens.q'uo, sendo verdadeiras, proinpto Tari seu pa-
samento .em casa do sua residencia na ra da
Senz.Ha-Volha, n. 6, pr.me.ro andar.
. Arrenda-so, no lugar do Manguinno, defronte
dositio do Sr. Herculano AI vea da Silva', um sitio
Com boa casa de vivemla ostribaria, cocheira di-
versas arvoros e baixa para capim : a tratar na ra
da Cruz, no Recite, n. 66 A chave da casa acha-se na
venda aproximada ao dito sitio
Aluga-se urna grande casa terrea na ra Impe-
rial, com duas salas, seto quartos, cozinha fra,
quintal murado e cacimba a tratar na rna de San
Concalo, sobrado n. 29, das onzo horas em diante.
O annuncio das iniciaes J. C. L. niio so cntende
com oSr. Jofio Carlos l.umache.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 50,
sito na ra da Cadeia do Reciten a tratar no mesmo
. i- ...,.,,,.i ..J.r
Mlllluim, SCgUltaU ..u No dia 18 do corrente.as 6 horas da manhJa.fur-
/'taram da san do sobrado da ra do Rangel, n. 48, os
k'ohjectos scgulntea : um relogio com caixa lisa dou-
1 rada e cadeias de ouro, urna casaca de panno preto,
nova, dous colletes de rusti branco com palmi-
nhas de cor, um dito de fustlo amarello com palmi-
nhas pretas, urna calca de brim trancado branco
com suspensorios, dous lencos prctos de gravata de
setimmaco, um bolo de bertura esmaltado, urna
tosida de linl.o com renda e bico as puntas : roga-
se.portanlo.a pessoa a quem Cor offerecido qualquer
destes objectos, apprchcnda o ladrfio, que ser re-
compensada.
Quem Uver urna canoa de carreira, e de bom
tamanho que a queira alugar aimuncie:
--Precisa-sede pessoas que queiram trabalhar
deeneadernador, ou mesmorapazes'de menor ida-
de que qfleiram aprender esta arte mediante um
trato rasoavel: na ra de S.-Francisco outr'ora
Mundo-Novo, n. 66. ...
--Um rapaz queja ha servido de cscrcvcnte do
differeutescarlorios e gosa ler boa lettra seoffe-
reccalqualquerSr. advogado para copear rasoes, o
bem assim toJa a qualidade do escripluracAo : tudo
istocom modiucagao em seus ajustes : quem o pre-
tender dirija-se a ra do Rangel, sobrado n. 9.
Precisa-sn de um Portuguez activo e inlelligen-
te para teitorde um sitio e feilorisar alguns es-
cravos em lodo o servido de sitio e que emenda de
plantar horlalice e capim : a tratar na venda do Sr.
Fontes,junto ao Corpo-Sanlo, as quintas e sex-
Us-feiras, das 10 horas da maiihSa as duas da
tarde.
-Precisa-so de um preto para o servico de urna
casa estrangeira que enlenda alguma cousa de co-
zinha : na ra da Cadeia do Recife venda do Snr.
Fontes as quintas e sextas-reiras, das 10 Horas da
mantilla as duas da tarde.
Precisa-se de um reitor para engenho que nSo
tenha Tamilia : na ra Nova, armazem n. 67.
Aluga-se o bem conhecido sitio na estrada do
Cordeiro de Nuno Mara de Seixas, s proprio para
algum negociante cstrangeiro ou oulra pessoa que
tenha tratamenlo : na ra do Amorlm, n. 15.
a lllm. Snra. D. Anna Joaquina de Mello Albu-
querque lem urna carta na ra do Qucimado, lu-
ja n. 10.
Perdeu-sc, no domingo, 17 do correnlo urna
caixa de tartaruga com algum rap dentro desde
oCorpo-Santo.aseguirpelarua da Cadeia, ponte
do Hecifo, ra Nova Aterro-da-Boa-Vista, ras do
Arago^Sebo Trompo, Mondego 'al a ponte da
Magdalena .quem a achou, querendu restituir,
dirija-se a ra da Cruz, n. 46, no Recite, venda de
Manoel Jos Correia que ser recompensado.
pergunta-sc ao Sr. Jos Carneiro da Cunta, se
S. S. erilende que o barro do Remedio he o melhor
que ha para lelha e tijolo de ladrilho.
Roga-seaoSr. J. C. I- que queira pagar a di-
minuta quanlia que nfo ignora na tua do Burgos,
n. 31 : do contrario, lera o desgosto de ver o sou
nome por extenso nesta rolha.
MSMJ^^M.iaMyTa^ TI' tfirVi*3WMMBJaWBBBpxBS
Joaquim Fernandos Povoas Portuguez, retira-
se desta provincia. .
--Manocl Jos Carneiro participa ao respcitavci
publico, principalmente s pessoas que leem ponho-
res em sua mo.que os venham resgatar no pra/o de
20 dias, principalmente os de 1842 a 1848: do conlra-
rio.se venderao para seu pagamento.
-- Nos dias 22 e 26 do correte, perante o Sr I>r.
juiz do civel da primeira vara, na sala das audien-
cias, depois desta, se ha do arrematar, por serem as
ultimas pracas, o engenho Coiabeira, moente e cr-
rente com safra criada e todos os seus utensilios,
constantes do escripto em poder do porteiro Serra-
Crande, o qual, alm de ser perto desta praca, na fro-
guezi de Santo-Amaro-Jaboatilo, he de ptima pro-
duccSo : quem o pretender compareca.
\a praca para ser arrematado
pelo que der, salvo a apprpvacao do juk
competente, e para pagamento dos credo-
res do fallecido Joaquim Antonio Ferrei-
ra de Vasconcellos, oseguinte:
Urna casa de sobrado de um andar so-
tao, com 35 palmos de frente e 85 de fun-
do, acibadi e habitada, com um viveiro
de peixe, quintal em aberio, com igi
palmos de fondo, em chaos de foro
Oulra dita pegada mesma, de iguaes
dimencoes, acabada por fra, com caixi-
Hios e envidracada, e por dentro smente
travejada, com cambda pelo' centro do
quintal com os meamos fundos da outra.
Um cai.vo d'alicerce pira dua9 mora-
das de casa, de 6a palmos de frente 672
de fundo, com quintal em aberto que com-
nreliende a mesma camba.
Finalmente, um terreno no mesmo a-
linliimento, com os competentes fundos
e camboa, que lica no centro do quintal,
em ch3os de foro: tudo situado na frente
da estrada que vai para a Magdalena, fa-
zendo esquina com a que.vai pira o Re-
medio.
Estespredios, situados em urna posicao
inulto alegre e de grande, transito, offere-
cendo proporcespdra qualquer eslebeleci-
mento, ser3o arrematados no dia qninta-
feia, 38 do corrente mez de setembro, s
10 horas da mahhaa, na praca do Com-
mercio;e tambem venden>-se amigavel-
menle; podendo os preUndentes dirigi-
rem-se ra da Simalla-Velha, n. i38.
Precisa-so de um moco que saiba ler e que sa
queira applicaraotrabalho de padaria, e para en-
tregar pSo a alguns ireguezes, com um preto tam-
be mae precisa alugar um preto, pagando-se-lhe
todos os mozes o que se ajustar : na praca da S.-
Cruz padaria de urna s porta.
J0S0 Antonio de Csrvalho vai a Portugal tratar
de sua sade.
Aluga se um bom sobrado na ra da S.-Thereza,
em Olinda proprio para se passar a festi : a trabar
com I). IsabelFerreira Bailar.
Antonio de Souza e Silva de hoje em dianle se
assignar Antonio de Souza e Silva Saldanha. O
mesmo se relira para a Babia.
Pcrdeu-se, no dia 15 do correte, alarde, do
engenho Piedade a povoacflo de Pasmado, urna c-
dula verde de 500,000 rs. : quem a tiver achado e
quizer restituir uirija-se a ra das Flores, 11. 11 ,
ou ao dito engenho, que se lhe dardo 200,000 rs. de
gralilicago
Arrcndam-se as lojas do sobrado n. 3,no largo do
Terco: a tratar na praca da Independencia to-
ja 11. 3.
Aluga-se urna grande propriedade de 3 anda-
res e solio com um grande armazem na ra da
Madre-de-Deos onde moraram os Srs. Jcnhston Pa-
ler & Companhia : a tratar com Joflo Jos de Carva-
lhoMoraes.
Na fundic3o grande de S.-Amaro vendem-se
arados de Ierro, pelo modelo inglez com sobresa-
lente a 70,000 rs., ditos pelo molde americano a
50,000 rs.
Precisa-se de um cozinheiro para seguir via-
gem para Lisboa : no largo do Corpo-Santo, n. 6, ar-
mazem do Palmeira.
-- Precisa-sede um caixeiro para venda de 12 a
15 anuos com pralica ou sem ella e que d fiador
a sua conduela : na ra do Cotovello, 11. 31.
No Aterro-da-Boa-Vista, n. I, precisa-se de una
preta captiva para o seavico do urna casa de pouca
ramilla.
Aluga-se, por fasta ou annualmente.uma gran-
de casa no Poco-da-Panclla com duas salas, qua-
tro quartos, cozinha fra muito fresca e com um
sitio com diversos arvoredos de fructo e baixa para
capim e plantacOes : a tratar no sobrado confronto
a ribeira da Boa-Vista, n. 7.
No dia 22 do corrente perante oSr. Ur. juiz do
civel da primeira vara na sala das audiencias de-
pois desta, se ha de arrematar urna parte d casa n.
10,dobeccodo Marisco sendo dita parte 32.590
rs., correspondente a 800,000 rs emqueibi a casa
no todo avahada : quem a pretender comparece ,
que lie a ultima praca.
A preta l.uiza anminciada no Diarto 11. 208,
de 19 do corrente, por execuijSo de Joaquim Jos
Forreira licou espacada a arrematado para o dia 22
do corrente, s'12 horas da mantilla, na casadas
audiencias : os pretendentes deverflo comparecer no
lugar dia o horas indicadas.
Precisa-soentrogar urna carta do importancia
ao Sr. Dr Joflo Floripes Dias e como se ignora a
sua morada roga-se-lhe do a annundar.
Os Srs. Jos Antonio de Azevedo e Joaquim
Augusto da Silva dirijam-se a ra do Queimado n.
14 a negocio de seus interosses.
Troca-se urna casa na ra du Gloria da Boa-Vis-
ta com 22 palmos do largura, muito bom rundo,
bom quintal, e 8 palmos o meio de terreno annexo ,
que tudo di urna grande casa ou sobrado por ou-
lra no mesmo bairro ou no deS.-Antonio que so-
ja grando o nio'em ra mu i deserta : volta-so o que
ror justo : quem esto negocio quizer fazer annuncio.
Na mesma casa veude-se um lindo cavallo gordo
grande, muito bom andador debaixo a meio e forte
com todos os apparelhos novosde montara at es-
poras.
Manoel Marques das Nvese Jos da Cunta 10-
tiram-se para fra do imperio.
Aluga-se um casa nocurtume das Cinco-Pon-
tas propria para salgadoira : na ra Imperial, so-
brado n. 39,
Precisa-se de urna pessoa que se queira incum-
bir de receber urnas dividas em Bio-Formoso, Bar-
reros e Passo-de-Cainaragibe fazendu-se negocio
vantafoso a pessoa quo a istosc quizer propor di-
riji-a a ra do Ca!)ug ioja do miudezas, 11. l !>,
do Guimarfles.
' O annuncio das iniciaes J. C. I.. no so enlonde
com os Srs. Joo rarlos Lumachi e Jaimes Carlos
l.eite.
mesmo a prazo com
do Rangel, n. 8 ,
de sua mu-
se to-

N3o imparia, prosegulo Taverney, a minha Alna
el empregada. Ca por inim, ouvet tu, nao preciso de
nada, el-rel me deu uina peiisaoconi que e pode vlver.
Confeno-te que leria algum excesso suAicieute para ree-
dificar Maltn Rouge, da qual quero l'azer o incu su-
premo retiros com o leu crdito, com odcminlian-
Iha.c..... -m .
Ali! ditse baUiftbo Richelieu que nao linha ouvi-
do nada ai ento, perdido como eslava ua contempla-
cau da sua propria grandeza, e a quem catas palavras
o crdito de minha lilha, dcsperlou sobresaltado. Oh.
oh I tua lillia.... tein ella tal formozura que laz som-
bra a esta boa coiidcssa ; he um pequeuo escorpiao que
se aquece dcbaio das aaas da delpbina para morder
alRUcni -le Luciennrs.....Ora vaino la, vaiuo la, nao
sejamos mo amigo, e qiianlo ao reconheciinento, a
querida condessa que me fifi miiiislro, vai ver se sou
ou nao reconliecido.
Depoia em vi alta : L
CoiKiniic, disse elle com allive ao barao de la-
verney. .
__ A' C, que eslou quasi acabandu, replicou o barao
bem decidido a rir interioriueute do vaidosomarecbal,
com lano que obtivesse o (pie elle ((ueiialer; eu nao
cuido mais que cin nicii lillio Philippe, que j lem uto
bello nome, mas a quem na occasicao de pulir, nao Aca-
ra bem lapidado se nao liver quem oajude. Philippe be
11 in rapaz bravo c reAeclido, talve que um pouco refiec-
lido de mais ; porin lie esta urna consequeucia da sua
posicao estrella : o cavallo a que se apena muito as re-
deas obaixa a cabeca como sabes.
F. que lenho eu com isso ? peoaava o mareclial com
signaes uicnoa equvocos de aborreciiueuto e de impa-
ciencia.
Lij-iiu- preciso, coutinuou desapiedadamente Ta-
verney, alguma pessoa elevada, como tu, para obter
ui a companhia para Philippe.....A senhora delphina
ao eolrar em Strasburgo o fes 110mear capitao ; he ver-
dade, mas tu lhe fallain cem mil libras para ter nina
bella companhia ii'algum dos regiineutoa de cavallaria
privlligiada.....Faie-me obler isso, meu charo amigo.
O seu filhn he o mancebo que preslou um serv90
a Senhora delphiua, nao he assim ?
__ Um grande servijo: cxclamou Taverney, foi elle
que loiuou os ltimos cavallos de muda de S. Alicia Re-
al que o Uubarry quera tomar viva forja.
O' l I disse eutao com sigo mesmo Richelieu, he
isso justamente... ; iodos inais ferozes inlinigo* da
condessa.. .. Vea para boa parle o tal Taverney Toma
por litulos de mere* ttulos de formal excluso.....
__ Kntao nao me responde, duque, disse Taverney uiu
pouco azedado pela telina do mareclial eiu guardar si-
lencio.
Tildo isso he imposslvel, meu charo senhor Taver-
ney, replicou o mareclial levantando-se para indicar
que a audiencia eslava acabada.
Impossivcl ? aemelhaiile miseria he iiiipossivel ?
he um amigo velbo quem me diz isao !
-E porque nao?.--. Ser raso, porque somos uli-
cos como o senhor'barao dit ,para fazermos... um, una
Uiiustica, e o oulro, um abuso da palavra amitade ? O
senhor barao me v baja vintcaunos, porque eu nada
era ; agora que me v ministro, he que sabe onde eu
"'"" senhor duque de Richelieu, he que he injusto
ueste momento. r ,
_ Nao meu charo, nao, cu nao quero detxa-lo arras-
trar pelas' aniecamras ; sou amigo verdadeiro, por cou-
*eIieEnlSo lm alguma rasao para recusar-iner
_ Eu! cxclamou Richelieu, mui inquieto pela sua-
peila que poda ler Taverney eu! alguma rasao.. ..
lie verdade eu leuho inlmigo.....
Compras.
Compram-se escravos que sejam olltcias de car-
pina, de 18 a 25 anuos o de boas figuras ; pagam-se
bem, sendo de bous costumes e peritos no seu otli-
eio poisslo para urna encoinmenda do liio-de-Ja-
nciro : na ra do Ainorim,n. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior.
Compra-se um ou dous pretos, que sejam mo-
cos e sem vicios, que enlondntn alguma cousa de ca-
noeirn : na ra ta Praia-de-S.-Bita ns. 25e 37.
Compra-se ouro velho de le qualquer porcilo
a 3,200 rs. aoilava : quem tiver anuuncie.
. Compra-so moda do piala em porcilo : na ra
da Scnzalla-Velba, n. 140, primeiro andar.
Convpra-se o selimo volumo da historia de I>.
Quixote, ou vende-sc a mesma historia em oitavo
volunte sera o stimo : na ra Cadeia, 11. 23.
Compra-so um preto du meia idade e que nilo
lenha achaques : na ra do Cotovello n. 31 ou an-
uuncie.
Compra-se cera amarella : na ra da Cadeia-Ve-
Iha, n. 3.
Vendas.
J* COMPRA VANTAJOSA. 3
Vendc-se urna morada de casa de dous andares ,
com duas lojas, mui bem fundada muito fresca ,
com grande quintal commodo para grande familia,
em bom estado, livre e desembarcada de qualquer
unus por prego rasoavel; az-so todo o negocio ,
segundo o estado do lempo : vende-se no tojo ou
em parle na ra do Crldeireiro n. 62.
Vendem-se 3 caixilhos para fiteiro ou armario ;
4 varaes de Jacaranda por todo o dinheiro : na ra
do Caldeireiro, n. 62.
Vcnde-se um sitio na cidade de Olinda, livroe
desembaracado, silo na ra do Bom-Successo, com
duas casas de pedia e cal : no pateo do Carino, n. 18,
segundo andar.
Vende-se tinla em oleo branca, azul, verde, a-
marella e preta, por prego commodo: em casa de
Adamson llowie & Companhia, ra do Trapiche, 11.
42. Os mesmos leem para vender plvora ingleza.de
superior qualidade, em partidas de 10 barris para
cima : tambem por prego commodo.
Vende-se um escravo de naco, de bonita figu-
ra : ao comprador se dir o motivo da venda : na
ruado Queimado,segunda loja, n. 18.
Vende-se urna cxccllente canoa do carreira : na
ra do Collegio, n. 8, terceiro andar.
T1JOI.OS DE MaUMORE.
-Ve ndem-se lijlos de marmore, ojancos e zoes,
por commodo prego 1 a fallar com J. Sapor.t, na ra
da Cruz, 11. 18. .
Vende-se oca amarella, de prtmeira
qualidade, a Goo rs. o arroba; p* pretos
a 3,56o rs. a arrobo na ra da Cruz ,
n. i*
Vende-se, a dinheiro ou
boas firmas a venia nova da ru
por seu dono precisar ir para fra tratar de si
de sendo o aluguel da casa barato : tambem
ma um caixeiro quesaiba desempenhar o seu lugar
e que d fiador a sua conducta, dsndo-se um wrgo
dos lucros. -_ i
-FirminoJos Flix da Rosa tem para vender
oxcellente vinho da Figueira em pipas e barris o
pretendemos todos os dias pdom tratar com o mes-
mo no caes da Alfandega, ou no seu escnplor.o,
na ra do Trapiche n 44,aonde tambem vende
lindos vasos para jardim.

(testo armazem, enconlraro os fumantes do bou
lom os melhores charutos que ha no mercado, vindos
pelo vapor.Bahiana. Asqualidades sfo :
Produelo de sement de llavaua
San-Fellx (verdadeiros
Emilios >
Melindres "
Cabanos
Primores
F. Quem fumar tabern.
No mesmo nrmazem se vendem por pregosque nSo-
espantam, os seguintes gneros : excellentes e novos
presuntos para fiambre., anto ingiezes como ds
Weslphalia ; sardinhas e hervilhas muito novase
em latss ; licores finos em garrafas com rolhas de
vidro ; ditos em garrafas communs ; marraschion ;
vinho de Champanha, Bordcaux.Sauterne e Porto em
garrafas ; excellente cerveja branca e preta em gar-
rafas e meias ditas ; azeite doco refinado em garra-
fas ; conservas de todas as qualidades muito l'res-
quinhas"; frascos com fructas em espirito ; esper-
macete de varias qualidades; queijos llamengos no-
vos ; cha hysson superior muito barato : alm des-
tes gneros" outros muitos proprios destes estabe-
lecimentos.
Quem deUar de comprar a
dinheiro
pelo muito barato prego o seguinle calgado : bolins
francezes para homem a 5,500 rs. o par ; ditos de
Lisboa a 3,000 rs. ; borzeguins gaspeados para ho-
mem a 5,000 rs.; ditos inglozes a 4,500 rs. ; ditos
francezes para senhora a 3,200 rs- ; sapa tos dese-
lim branco para senhora a 1,700 rs. ; ditos de lus-
tro a 1,800 rs.; ditos de duraque a 900 rs.; ditos
de lustro para meninas, a 1,000 rs. ; ditos de dura-
que para ditas a 600 rs. ; ditos de marroquim a
500 rs.; ditos de lustro e de urna sola para homem .
a 1,000 e 1,600 rs.; ditos de marroqirirn para ho-
mem a 800 rs.; ditos de'lustro e marroquim com
clcheles para meninos a 500 rs. ; ligas de seda
para senhora, a aO r. ; agulheiros de marfim para
senhora : na ra da Cadeia do Itecife n. 35.
KARELO.
Vende-se Trelo em ssccas grandes
rior: na ra da Cadeia do Itecife n.
quo Toi do Braguez.
- Na ra do Vigario, n. 24, vende-se bolacha a 1/
rs. por arroba, muito boa para o sustento de ani-
maes. .
Vendem-se queijos londrinos os mais rrescsae
que ha no mercado ; latas com bolachinhas de ara-
rula ; ditas com hervilhas ; ditas com sardinhas:
na ra da Cruz, no Hecifo n. 46
-- Vendem-se 3 sacadas de pedrada trra, urna
cama de angico com sous colchaos usada 2 pares de
dobradigas grandes de chumbar, duas bacas gran-
des de rame 1 laixo um armaiio, urna mosa 8
ricos quadros para sala urna marqueza, um baliu ,
um scllim nina mala urna roesinha de sapaleiro ,
una frasqueira, um lustro de meio de sala um can-
dieiro do taino ,2 tomos das Noites de Young, urna
Orthographia do Madureira : na ra das Larangei-
-'- Na ra Nova, loja de aira ale do Monoel do Am-
paro Cria, n. 18, ha para vender obras feitas de to-
das asqualidades, lano finas,como inferiores: as-
sim romo um sorlimcnlo de pannos finos de todas as
cores e qualidades, e toda e qualquer fazenda que
fr precisa para fazer qualquer obra do encominen-
da, etc. Na mesma ioja precisa-se de olbciacs do
mesmo ollicio.
O duque poda responder o que pensava, mas Isso era
descobrir ao barao que elle respellava a madama Du
bar y por gratidao, isso seria confessar que elle era mi-
nistro fclto por urna favorita, e eis o que o marechal nao
leria conlessado ainda que lhe dessem um imperio ;
ap'ressou-se, porlanto, em responder o barao :
O senhor barao nao lem iiiimigo algum, meu cha-
ro ; mas trnho-os eu ; conceder repentinamente e sem
exame litulos ou favores semelhanles, he expr-mc a
que digain que eu contino como Cholseul. -ftleu charo,
eu quero dcixar signaes da minha passagein nos nego-
cios do esiado. Ha vinle annos que alimento projectos
de reformas c progresso ; clles vo apparecer ; as tuer-
ces perdem a Franca, vou oceupar-iue cosn o mrito ;
os cscriptos dos uossos phllosoplios sao Tachos cuja luz
nao foi em vo descoberla por mcus olhos ; lodas as tre-
vas dos lempos passados sedissiparam, c ja era lempo
para a felicidade do estado.....Tambem hei de exami-
nar os ttulos de seu fllho, nem mais neiu menos do que
os do primeiro cidadao que se apresentar ; farci esse sa-
crificio s luuhas conviccoea, sacrificio que por cerlo
me he doloroso, mas que nao he seno de um homem
em nroveilo de trescutos mil oulros lalves..... Se seu li-
dio, o senhor Philippe de Taverney, me parecer que me-
rece o meu favor, t-lo-ha, nao porque seu pal be meu
amigo, nao por ter elle o nome que tem, mas porque he
um homem de mereclinciilo : eis o meu plano de con-
ducta. ,, .,
lato be, eis o seu curso de plnlosophia, replicou o
velho baio.que rola a pona dos dedos com ralva e far
zia sobresahir no seu despeito todo o peso de urna en-
trevista que ihe linhaCusiado lauta condescendencia e
pequeas baixeias.
De phllosophla, pois seja, senhor bario, lie essa
palavra bem bonita
Que dispensa de umitas cousas ao senhor mare-
11111:1
chai, uo he assim?
1 muito supe-
64, armazem
O senhor barao he um mo cortezao, disse Riche-
lieu com um sorrlsogclado. .
_ As pessoas da minha qualidade nao sao cortezaas
"- Oh l daVu'a qualidade, M. Rafl, meu "orelarlo,
tem mil por dia as iiiinhas antecmaras, respopdeu Ki-
chelieu : e vem nao sel de que covll de provincia onde
se aprende a ser incivil como- os seus preteudidos.ini-
n< nrcando sempre a harmona.
B!: Oh 1 cuben. eique um Malson:Ronge, aabreta.
descendente das cruzadas, na'o he de tao fcil harmona
como um Vignerot meoestrel T.v.rll.-
O marechal teve mais juizodo que taverney.
Podia fa.-lo saltar pelas janellas fora 1 contentou-se.
norni, com levantar os homjiros a.rdspeadar.
_ Est muito atrasado, senhor das cruzadas o se-
nhor uo selembra seno da memoria caluuaiosa, man-
dada escrever pelos parlamentos em 1720, e polea
do, duques e pare, rm re.posla. Venha. att1 a minha bi-
biliolheca, meu charo senhor, Rafl Ib a lera.
r emquaiito elle assim despeda o seu antagonista com
,o fina resposta, abrio-se a porta, e um homem enlrou
com inuiloestrondo duendo :
Onde est elle, o meu charo duque
Fsse hi.inem avermelhado, de olhos dilatados pela sa-
tisrco, de brscos arredondados pela benevolencia, era
neiu iiisis niii menos Joo Dubarry.
A' visla do rcccm-chegado, Taverney recuou de sor-
presa e de despeito.
Joo vlu esse gesio, reconheceu essa cabeca, e vol-
tou-lhe as costas.
Juigo comprehender, disse o barao tranquillo, e
me retiro. Ueixo o senhor ministro em boa companhia.
E retlrou-se com toda a dignidade.
(CoMt*Mtr--hej

LADO
-'


C nm jii. t-t___i_ i ,;_j.
Vende-se nicamente no deposito ila ra do
Trapiche, n. 34, escriptorio de Novaos Coinpanhia,
c na ra da Cadeia do Recite loja do miudezas, n. 9.
Vende-si; um pequeo sitio com casa do pedra
ecal, no lugar da Capunga com varios arvoredos,
na esquina que vai para a Baixa-Verde n. 30 : a tra-
tarlar no Mondego, venda n. 74.
- Vende-se urna loja com aniiaco moderna e
azendas.na ra do l'asseio, n. 17, ptimo lugar
para se vender a ret'alho.
Vende-se um proto da Costa do bonita figura :
na ra do .ivramento, n. 33, se dir o motivo por
que se vende.
--Vende-se urna escrava crioula moca, de boni-
ta ligura, sem vicios nem achaques, com principos
de costura e engommado o que so alianca ao com-
prador : na ra do Collegio, venda n. 12.
JN a rua de A Roas-Verdes, n. 46,
vendem-soduas bonita escravas de nagfio, de 18 a
2o anuos, mucamas recolhidas sem vicios nem
achaques, peritas engommadeiras cozinheiras e
coslurciras; urna mui linda mulalinha de 15 an-
uos ; urna moleca de 18 anuos boa engommadeira o
cozinheira ; uma diu boa mucama de 16 anuos ,
urna ilita boa quitandeira cozmlieira e lavadeira ;
urna dita de tiagilu, boa quitandeira; urna dita de
25 anuos por 300,000 rs. ; 75 aeces dn compauhia
do Iteberibe ; um bonito mulatinho de 13 annos ; um
inoleque do 15 annos : Unios estos escravo* se dSo
a contento e por prego commodo: afiancam-se suas
vendas, e boas quahdades.
Vende-se a venda da rua Nova, n. 71, sendo a
meilior do bairro do S.-Antonio por estar no porto
da* canoas e ser mullo afregueuua para a trra :a
tratar com Domingos Jos da Cunha I-ages.
DESCOBRIO-SEAFINAL
o nico e vordadero medicamento para a cura da
phlysica em todos os seus differentos graos qur
motivada por algumas das seguidlas molestias: cons-
tipagOes, tns.se, aslhina, pleuris, escarros de sangoe,
Coqueluche, dOf de cosase peito, e todas as mais
molestias dos orgilos pulmonares. Este escolenle
medicamento he o xaropo do bosque, j bem co-
iliucidu nesta provincia pelas grandes cucas que
le ni effeiliindo, o que pro va a grande extraogiio
que teni lido, c ter sido receitado por alguna pro-
fessores. Km Now-York onde primoireirainentc foi
inlroduzido peto sen digno autor, doulor Molls, fez
coras qussi milagrosas mis differenlcs moleslias
cima mencionadas o que o induzio a manda-lo
para o Brasil sendo a sua primeira iiilroducg.To no
Itiu-de-Janeiro, ondo lem produzido os mesmos
cIIeilos i]u,' all.
Vcndcin-se 3 moradas de casas de sobrado no
bairro do Itecife.nas melhoresruas: na rua do Atoas-
Verdes, n. 46
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda ,
chegados ltimamente, que, alm de screm um
magnifico ornato de uma sala, teem cxcellcntes
vozes sendo o meclianismo da muita approvada no-
va tivenc.Ho chamada rpitldor patento do Col-
lard: em cs de j. Kclier & Compauhia na ra'da
Cruz, ii. 55.
--Vende-so um casal de pombos marioias, muito
grandes e bonitos : na rua da-Florentina, n. 16.
Vendem-se cinco moleques, entre elles um
ptimo mulatinho de idade do 15 aunos ; 4 negri-
II has de 14 aunos; duas pardas de 16 a 25 annos : na
rua Direita n.3.
m\
&"i
DEGRORmSN^
|fl 0 dono desle cstabelecimcnlo,vcndo-sc em cir-
lumsiaucias do llie ser preciso relirar-se para a
5B Kinop i precisa primeiro pagar a srus credo-
A rcs.c para ell'eiluar este pagamento o mais
jj, breve possivcl ofl'erece algum aballmenlo a
"<4 seos devedores que quizerem saldar suas con-
g|i tai ; assini como lem resolvido vender todas as
jS f.i/.endas por diminutos prejos, a saber: pecas
iIp madapolao, a 2/, 2^00, 3^200, 3500, 3/700.
jg 3/900e 4/ rs. ; ditas de chita escuras linas e
3 entre-Anas, de cores Bxas a 4/800. 5/500,
s<9 6/e 6/500 rs. ; ditas muito superiores eulran-
Jga do algumas de coberla, a 7/ s. a peca e a 190
ES rs. o covado ; alpaca, a 600 rs. ; lila larga, a 380
'--: rs.; cazinela prela a 1/rs. los linos e gran-
SgS des de llnlio, a 6/400 7/ e 7/500 rs. ; chales
3 grandes de garfa a 1/500 rs. ; ditos de chita a
K 800 rs. ; vestidos de cambraiacoiu bico e renda
de superiorqunlidade, a 3/rs maulas de cam-
",SS braja para senhora, a 1/rs.; luvasdc pellica,
'-/ seda i- algodo, para homein, a 320 rs. ; prsco-
f3| cinhos e gtolas de bonitos gustos, a 240 e 320 rs ;
A3s lutos franceics, inglezes e da ierra e alguns de
4$ de seda prela, a 120, 160, 200, 240,320, 400 e 640
|S3 rs. ; li'iiros de casia para grvala a 200 rs. ; di-
vS los de umitas qualidades para homem e se-
J3 nhora a 180, 200, 240, 300, 320, 360. 400, 480 e
{2 560 rs. ; suspensorios a 40, 120 e iOii rs. ; ditos
5 fino de borracha a 200, 240 e 260 rs. ; garca
de seda muito larga com llores douradas a 240
rs. o covado ; cassa da India,a400 e480rs. a va-
geji ra ; meriu fino e entre-lino', a 1/800 2j000 e
^ 2/500 rs. ; pannos finos, a 3/800,4/ e 4/500 rs.
Si e oiilras limitas fazeudasque nao se annunciaiii
JsS por oceupar minio lugar as quaes se vendein
*> '"das aimla menino com grande prejuizo s
'i*4 aflu de se acabar com o dito eslabeleclmento 1
gjQ o qual tambt-m se vende no estado que se acha, "
^ havendo quem o queira comprar anda ines-
St ii.o a prazo com leltras de firmas que agrad-
is lew a seus credores.
3:
Vendem-se meias de algndo feiUis em Por-
tugal ; cera lavrada do Rio-de-Janeiro ; sardinhas
escuchadas muito frescaes ; arroz de casen ; ludo
por preco commodo : na rua da Praia armazem
n. 37. No mesmo armazem vendo-sea Escriptura Sa-
grada pelo padre Antonio Pe reir con.menlada em
23 voluntes cncadcrnaQio franceza.
-- Vende-se uma linda mulatinha de 7 a 8 annos ,
~-------------------- ---- --------,1
para montara de senhora, forrados de couro de
porco inglez ; brides de parafuso, modelo da Bahia;
eludo o mais que pertonce ao mesmo estabeleci-
menlo por prego commodo : na rua Nova, n. 28 ,
defronle da igreja da CnnceiQo dos militares, loja
de Antonio Ferreira da Costa Braga.
Vendem-se bolinhosde diirerentes massas :na
rua estreita do Rozario, n. 13, por cima da pallara.
Alpaca a I cot i o;i (l,i, a 8oo ra. o covado,
vende-se, na loja que faz esquina para a rua do Colle-
gio u. 5, de Guinares St Coinpanhia, a nova alpaca
alcochoada vinda de Lisboa fazenda uiteiramcute
nova nesla cidade preta e cor de caf, de 4 palmos de
largura, pelo barato preco de 800 rs. o covado.
Vende-se um moleque do boa conducta o que
se afianza : he recommendado a ser. vendido a pes-
soa conhecida por ser digno de ter um bom senhor:
na rua Direita, n. 16, esquina que volta para S.-Pe-
dro se dir quom vende.
Casimiras elsticas.
Vendem-se superiores cortes de ineia casimiras els-
ticas de pura laa, pelo barato preco de 2/HOO e 3/000 rs.
o corte de caifa : nanoya loja da estrella, da rua do
Collegio, n. 1.
Vendem-se saccas cm feijilo mulatinho, mui-J
to novo, e chegado ha pouco : no caes da Alfandega,
defronle da rampa armazem do liacellar.
Vende-se uma canoa a berta que pega em 900 li-
jlos grossos, por preco muito barato : no becco das
barreiras olaria n. 8,
- Vendem-se acg&es da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Ciuz,
n. 9.
FARINHA DE TRIESTE.,
inarva verdadeira SSF, chegada ullimamente: vende-se
em casa de N. O. Uieber S Coinpanhia, na ruada Cruz
o. 4.
Vende-se o engenho Macaco silo na freguezia
.o l'ao-iio-Aino ilistante desta prai;a novo egoas ,
moente e correle com terreno muito feriil e de
agoa perenne; o qual engenho vende-so sent de.
desobliga o todo o pagamento anima! : a tratar no
engenho liamos da mesma freguezia.

JL
CHA' HYSSON,
de ptima qualidade a 2/240 rs. a libra: na rua da
Cruz no Recite armazeui n. 13.
Vendem-se queijos londrinos c presuntos 'para
fiambre chegados pelo ultimo navio de Liverpool ;
hervilh.is proprias para sopa ; vassoras para varrer sa-
las : no armazem de Davis St Compaaliia na rua da
Cruz, n. 7.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em Larris pe-
queos, por menos do que em otitra qual-
ijiu.'r parte ; na rua do Trapiche, arma-
zem n. I 7.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almelda Si Fonseca, na rua do Apollo
A is'ooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Das Ferreira.
Osantigos riscados monstro.
Na loja de Guimares 81 G rua do Crespo, vendem-se
os bem conhecidos riscados monstros de padres muito
modernos, e que teem quasi urna vara de largo,pelo ba-
rato preco de 320 rs. cada um covado.
_ Vendem-se escravos baratos na rua das
t[ 1 l.arangeiras, II. 14, segundo andar 1 urna
JRT linda parda do 20 annos, com algumas
rg habilidades; una preta de 20 annos, com
K&tiiriM urna cria de 2 annos : a preta engomma,
coso e cozinha ; uma parda escura de 30 anuos, oue
engomma, cose cozinha e lava de sabilo e varrella;
dus negrotas de 15 anuos ; urna preta do meia ida-
de, que engomma, cose, cozinha e faz doces, por
320,000 rs. ; 2 moleques de 16 annos; um dito de
18 aunos ; um pardo de 25 annos, por 350,000 rs.;
um dito de cor escura bom copeiro ; um preto de
20 annos perilo oflieial de sapateiro ; e mais alguns
escravos que se moslraro aos compradores.
Polassa.
Vende-sc muito superior potasa em
barriz pequeos : na rua da Cadeia-Ve-
llia armazem de Bailar & Oliveira, n. 11
Vendem-se saceos com farelo, pelo
barato preco de 2,400 rs: na rua da &an-
zalla-velha, 11. i.'iS
Vendem-se barris, com breu tanto
em porco emo em barris : na rua do Tra-
piche, n. 36, em casa de Alathetis Aus-
tin&n.
Na rua da Cruz n. 26, vende-se, para liqui-
dacflo de con tas, sola, cera de carnauba, pennas de
ema e chapeos de palha por menos preco do que
em outraqualquer parte.
--Vende-se muito superior biscouto francez de
Rheims : na rua da Cadea-Velha, n. 29
laixas para en^enhos.
Na fundicOo de ferro de Fra-de-Porlas, contina
a haver um completo sortimento do taixas de ferro
coado de todos os lmannos por proco commodo.
Na loja de Alanoel loaquin
Pascoa! Hamos, no Passeio-
Pubiico, 11. 19,
guiSofino, a2,000 rs. a vara; sarja preta a 2,000
e 2,500 rs. o covado; cortes de casimira, a 6,000 rs.;
brim brajico de puro linho a 1,800 rs. ; dito pardo,
a 1,600 rs ; ditos de cures a 1,000 e 1,500 rs.; chi-
tas docoherla a 200 rs. o covado ; chapeos de sol,
de seda preta a 5,500 e 6,400 rs. ; merino fino a
3,500 rs. ; cassa lisa a 360 rs. a vara ; chales de la,
a 1,200 e 2,500 rs.; pecas do platina de algodSo a
4,000 rs.
Vendem-so chapeos de castor branco a
4,000 rs. : na rua do Queimado, n. 22.'
-Vendem-se pe^as de madapbISo com 20 varas,
muito largo c muito encorpado, a 2,800, 3,000e 3,200
rs. ; chita para coberta a 160 rs. a retalho; roupa
(Bita para escravos islo hejaquolas, calcas e cami-
sas : na rua do Passeio loja n. 17.
O \eidadeii o systema para cu-
rar vista curta
ou cansada nao se encontra na hamoeopulhia, nem oa
allopathia porcm sim em oculos apropriados os
quaess* vendem na rua larga do Rozario, loja do
miudezas, n. 35.
Vendem-se galoes de ouro verda-
deiro, de todas os larguras, e mais barato
do que em oulra qualquer parte : na rua
'arga do l\osario, n. 24.
FARELO
a 3^ooo rs. a saeta
nos aruiaieus ns. 1 e 3 o caes da Alfandega, e no de n.
35 da tuado Amorim, de J. J. Tasso Jnior,
Riscados monstros.
Vrndein-se superiores riscados monstros, j bem co-
nhecidos tanto pela qualidadr como pela largura em
demasia, pelo barato preco de 280 rs. o covado. Kstes
riscados sao chegados ltimamente : as cores sao Axas,
e osnadrdes nimio modernos e de bom gosto : na nova
...j...... ^sirena um i'ua uw Cccgc, :;. .
Vendem-se barris pequeos com cal virgem de Lis-
boa a mais nova que ha rio mercado, por preco com-
modo : na rua da Mod, armazem n. 17.
~-~""T~
da Bahit

Baha onde sSo adoptados as respectivas aulas-
Compendio grammalical reduzido a dialogo n.r
uso dos principiantes no exercicio de primeira's le
tras, por Antonio Gentil Ibirapitanga quinta edi"
co, preco 800 rs.. H cu'*>
Compendio orthographico para uso dos meninos
na inslruccao primaria pelo mesmo autor, preco
Klemenlosdearithmelica para as escolas de pri-
mearas letlras pelo mesmo autor, preco 200rs.
Conslruccao latina ou ciplicaefio da syntaxe
paia uso dos principiantes de latim, pelo mesmo au-
tor, preco 800 rs.
Arte de traduzir do latim para o porluguez, Im
scada sobre a arlo de traduzir de Sebastiao 'jos
C.uedes e Albuquerque prego 1,000 rs.
Na mesma livraria a prego de 1,000 rs., Antonv
drama em 5 aclos, composlopor Alexandic Dtmias
traduzdo em portuguez por I. J. F.
Na mesma livraria ainda se contina a subscrever
para a publicar;fo dos Annacs de medicina brasilien-
se; jornal da academia imperial de medicina do
Rio-de-Janciro, publicado soba redacco doSr Dr
Roberto Loba Jorge Haddock a preco de 6,000 rs
pelos 12 cadernof, do julho |de 1846 a juuho de'
1849.
AltencSo.
Vende-se urna porgSo de toneis proprios para se
fazergarapa em qualquer destilacSo, pela sua boi
conslruccSo qualidade de madeira e seren arquea-
dos do ferro : na rua das l.arangeiras. n. H8.
Vende-se um mulatinho de 14 a 15 annos; uroi
mulalinha de 10 a 11 annos sem vicios: na rua do
Cabug, loja de miudezas, n. 1 D, do Guimarfles.
Vende-se, em linda na rua do Dom-Fim,
um terrino com 50 palmos de frente: a tratar ni
rua do Amparo, com Anua Isabel da Visitclo.
Vende-se uma casa terrea na rua de S.-Cecilia
no bairro de S.-Josc, com duas salas, dous quartos,'
cozinha fra quintal murado e cacimba por 650/
rs. : na rua larga do Rozario, n. 14, segundo an-
dar a fallar com Mauoei Gomes Ferreira.
--Vendem-se dous oratorios de goslo moderno
por prego commodo; na rua da Cadoia-Velha, n. 3!
Vende-se urna casa terrea multo grande, sita na
rua daMangueira, na Boa-Vista, n. 11, com grandes com-
modos, quintal mullo grande e mullos arvoredos de inic-
ios, por preco o mais rasoavel possivcl: trata-se na rua
do Aragao, n. 27.
Vende-se a armagilo da vendada rua estreita
do Rozario, n. 8, com todos os seus pertences por
prego muito commodo : a tratar na mesma venda.
Itolachinha superior a regala.
Na rua da Senzalla-Velha ,n.96, vende-se bola-
chinha superior regala, agoada, a 160 rs. a libra :
nflo se menciona a perfeigflo com quo he feita, por
quequema comprar o saliera.
No Ucrro-da-Boa-VIsta, n.45,
loja de louca vidrada,
vende-se um par de jarros de crystal lapidados, pa-
ra enfeites de sala e flores por 12,800 rs. ; Historia
do Brasil com finos retratos dos amigos descubri-
dores e restauradores, em bom papel e typos ; dita
romana, desde a fundagno de Roma Iraduzida do
inglez para portuguez do doulor Goldsmilh, sobre
n duodcima edigSo ; o verdadeiro rap Mein 011, em
libras, meias ditas e a retalho : este cstabeiecimen-
to vende at. as 9 horas da noite
Vende-se uma escrava de 18 anuos, que cose,
engomma e cozinha parida de pouco lempo, e com
ptimo leilo para criar da qual se aflanga a boa con-
ducta : na rua do Passeio, loja n. 19, so dir quem
vende.
Vende-se, para fra da provincia ou pHra al-
gum engenho urna escrava de 20 annos de naclto
Angola que engomma e cozinha : na rua Nova
11. 16.
Vende-se um moleque do 8 annos, muito lin-
do : em Fra-de-Portas. rua do Pilar, 11. 19.
~ Compram-se potes de grasa e de tinta vasios e
frascos que liverem sido de agoa de Colonia : na rua
da Cadeia loja de miudezas n. 17.
Escravos Fgidos
\N
m
O NOVO PAO' DE PROVENGA.
Contina-se a vender todos os dias pSo de {Si
Provenga na padaria da S.-Cruz 11. 6, o *
no deposito da rua estreita do Rozario, n. (w
K 39> fabricado com as melhores fariuhas
I que para elle.se team escolhido Esta quali-
dade ile pilo lorna-se milito recommeuda-
voj tonto pelo seu bom posto conio por
nao conlerem si azedo pela rapidez que .
demanda o seu fabrico.
O proprielario dos referidos estabelcci- i
ni en los, cada vez mais versado em fazer
este novo pao, sendo um dos segundos que (G
o aprescnlou aos seus freguezes logo que
elle se inStituio anda nSo cessa do em- i
vendem-se as seguimos fazendas : pannos finos pre-
to a 3,000, 4,000, 4,500, 5,000 e 5,500 rs. ; pegas
#

i pregar tudos os seus esfurgos, 'alim de que /fv
' o seu pito, entro nutro que j o fazcm *?*r
mervga a primazia. Nos mesmos estabele- (MN
omentos acharflo os freguezes a muito su- -
pe 101 bolachitilia regala lauto doce co-
mo agoada.
Vendem-e superiores sellins inglezes elsti-
cos c de patente lisos e alcochoados, cabegadas in-
glezas, religas chalas ; ca neiras brancas; silhes
inglezes para montara do senhora : ludo recente-
mente chegado : na rua da Cruz, n. 2,casa es George
Keiiworlby & Compauhia.
Algodo monstro de 8 palmos
e meio de lareura.
i prelas ; macas de couro do lustro sem so-
lom forradas de ppenlo ; ditas brancas siil; kOet
Na loja n. 5, que faz esquina para a Toa do Colle-
gio de Guitnariles& Coinpanhia vende-se a nova
fazcuda de algodito branco muito proprio para loa-
Ihas, pelo barato prego de 640 rs. Oa-se amostra.
Vende-se um carro de q'uatro rodas, em estado
de Irabalhar, por 200,000 rs. : na cochoira da tra-
vesa das Flores .junio ao conveilto do Carino aon-
do lamben) ha bons carros para alugr, com lodo
asseiq o criado fardado.
>a livraria da rua da bairro do iiecife, n. 56,
Da rua Augusta sobrado da dous andares,
pintados de n'ixo do fallecido Colares do primeiro
andar fugio, no dia 15 do corrente a noite um
pretocrioulode 18 annos, de mime l.ine bastante
condecido nesta cidade ; he baixo cor fula, algums
cotisa grosso do corpo com Talla de um dente na
frente ; tem as pernas um tanto arqueadas ; levou
camisa do algodozinho caigas dealgodfio tranca-
do e chapeo de seda preta ja voltio : quem o pe-
gar leve-o ao dito sobrado ou no pateo da ribeira,
sobrado do um andar n 19, que ser recompensado.
Fugio, no d a 15 dp correte do engenho Pere-
ras, fi eguozia de Jaboato o escravo Francisco da
cor fula cara redonda estomago para fra per-
nas finas, nadegas empinadas, pteompridos e apa-
Ihetados ; he de uagflo : quem o pegar leve-o 0 di-
to engenho, ou nesta praga, ao Sr. Joflo Pinto de
Lemos Jnior.
Fugiram, no dia 10 do corrente, 2 escravos ,
um de nonie Pedro, oulro- de nome Joaquim ,
aquelle reforgado do eorpo muito bruto ; represen-
ta 28 a 30 annos, e este cabra escuro, curto da vis-
ta alio e secco; tem quatro dedos em uma das
nulos ; silo canoeiios e tem sido vistos em Olinda ,
Monlciro o ,-Afogados : quem. os pegar leve-os a Tua
da Praia-de-S.-Ilita, ns. 25 ou 37, que ser recom-
pensado.
Fugio, de um sitio do Rozarinho, ha 2 para 3
mezes um preto de nomo Thoraaz de nagSo en-
guolla, alto calvo ; lem uma ferida em uma perna ,
ou -cicatriz ; representa ter 50 annos; intilula-se
forro ; foi escravo da vi uva do Iternardino de Sena
Lins: quem o pegar leve-o a rua do Crespo a
Ignacio Viegas, ou a sua senhora, no dito sitia,
quo ser generosamente recompensado.
Fugio, no dia. 9 de julho, o moleque Francisco,
d e 20 anuos pouco mais ou menos, de nagSo Rebol;
tem na pdireita a marca C ; levou camisa de algo-
d.f o azul caigas de panno azul j velhas: quem o
pegar leve-o ao paleo do Paraizo, n. 9, quesera
generosamente recompensado.
Do engenho Mangibura termo de Porto-Calvo,
provincia das Alagas fugio, no dia 4 de setembro
do corrente auno, um caboclinho de nome Lean-
dro quo representa ter 14 a 15 annos ; he baixo,
cheio do corpo rosto redondo nariz e bocea regti-,,
lares denles limados cabellos estirados e que os
traz sempre cortados por causa de feridas de calie-
ga pes e maos pequeas dedos curtos ; levou ca-
misa e ceronlas do algodilo trancado branco, chapeo
de palha ; he bastante ladino, o suppOe-se quo se
lera eiitranhado pelos serlOcs de Alagas ou Pernam-
buco por ter sido encontrado no engenho Praci-
nha, da ribeira de Una o se receia que elle trilhe
oscaminhosdo serillo do Serid d'onde he natu-
ral. Roga-so s autoridades policiaes e capitfles de
campo, que o apprehendam o levem-no ao dito enge-
nho a seu senhor, o abaixo assiguado, ou na pra-
ga de Pernambuco, a seu correspondente, O Snr.
Manuel Buarque de Macedo Lima, que serflo gene-
rosamente recompensados.
Itiioniu da liocha Hollando Cumenme
-- Fugio, na noite de 16 do corrente do engenho
Jangadinhv o pardo Raymundo, de 25 annos, cor
retinta, altura regular, bom corpo, espadando,
cabellos prelos, olhos e bocea pequeos nariz
grosso ; pouca barba, denles liudos, e saos, feigOes
giossoiras ar frislonho bastante espevilado est
vaccinado nos bracos; levou camisa de chita branca
com flores brancas dita de algodfioziliho trangado,
ceroulas e caigas azues bacta encarnada rede ,
chapeo de couro e malulao do couro de ovelha ; sup-
pe-se que se eucaminhe para as partes do serlfio da
villa do Pombal, por ter sido escravo de Germano de
tal e Flix Rodrigues moradores no dito lugar. Ito-
ga-se s autoridades policiaes e capitTlos do campo,
que o upprehendain e levem-no ao dilo engenho, ou
na rua de Collegio, n. 16, que sero bem recompen-
sados.
-- Fugio, no dia 17 do corrente a parda Francis-
ca levando coinsigo seu lillio menor de um anuo ;
he de cor clara bocea tegular com falta do denles
na frente cabellos cacheados e corlados nariz ad-
iado ; lem um defoito em um dedo da mfo esqtier-
da olhos regulares, peilos pequeos; levou ves- ..J
litio de chita azul com flores encarnadas e oulro de
riscado ja desbolado : o lilho foi vestido com litn.lo
ja usado: quem a'pegar leve-a a rua do Trapiche-
Aovo, n. 40, que sera recompensado. /
1,000 o 1,600 rs. 7 corles de culieles de gorguriio
pr,elo, a 4,50o rs.; ditos de fuslSo, a 1,000 rs.; es- acham-se a venda os couioeudios seguiutes, 'viudos I 'eun. : \a TYP. de m. r, DEFARIA.lM**

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