Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06513


This item is only available as the following downloads:


Full Text
(
Anno XXIV.
Seg un da-fe im 18
0 DIAfO publlca-sc todos oa diasque nao
forein de guarda: o pre'co da asignatura he
de4/000 rs. por quartel, pagos adiantadoi. Os
annunclos dos assiguautcs sao inseridos' i
raso de 20 rs. poHInha, 40 rs. etn typo dlf-
fereute, eas repetices pela mctade. Os nao
asignantes pagaro 80 rs. por linhae lfiO r
(in typo differente, por cada publicacao.
BHHSBHHHHH
PARTIDA DOS CORBEIOS.
PHASESDA LA NO MEZ DE SETE.MIIlO.
Crcseeute, a .'>, as 6 horas e 24 mili, da tafd.
luacheia, a 13, s 3 horas e59 miii. da wanh.
inananle, a Hi, s 7 horas e 38 inin. da manh.
im nova, a 27, s 7 horas e 1G min. da nianb.
olanna eParahiba, s segs. e extas-feirae.
Rio-G.-do-Norte.quIutas-felras ao meio-dia.
Cabo, Serinhem, Kio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-reiras. .
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJK. .
Primeira, s 9 horas e 18 minutos da manh.
Segunda, s 9 horas e 42 minutos da tarde.
de Setembro de 1848.
N. 40*
das da semana.
18 Segunda. S. Josde Cupcrtino. Aud. do
.1. dos orph. do J. clv. e do J. M. da 2. t.
19 Terca. S. Januario. Aud. do J. do c. da
1. v. i- do J. de paz d2. dlst de t.
20 Quarta. S. Eustaquio. Aud. do J.do c. da
2. v. e do J. de paz do 2 dist. do i.
31 Quinta. *. S. Malhcus.
22 Sexta. S. Mauricio. Aud. do J. do civ. e
do J. de paz do 1. dist de t.
23 Sabbado. S. Lino. Aud. do J. do v.
c do J. de paz do 1 dist. dr t.
24 Domingo. Nossa .Senhora daa Merces.
TT'J_____l__.U=g;
CAMBIOS NO DA 16 DE SETEMBRO.
Sobre Londres a 23 d. por \rs. a 60 d.
Pars
Lisboa 120 por cento de premio.
Rio-de-Janeiro ao par.
Dcsc. de lett. dr boas firmas al y, ao mez
Acedes da coinp. de Heberibr, ahdfT$. aop.
Ouro.Oncas hcspanliolas 32000 a 32/200
Modas de 6/400 v. 18/000 a 187200
de 6/400 n. 16/400 a 16/BOO
. do4>00... 9/900 a 10/000
PraloPatacoes brasileiros 2/040 a 2/050
Pesos columnarios. 2/040 a 2/0.r>W
Ditos mexicanos..... 1/900 a lf"920

DIARIO
FERHTAMBUCO.
*

fc
PARTE OFFICIAL.
N. 229, DE 9 DE SETEMBRO'DE 18*8.
Instaura a eadeira degrammalica latina da villttdr Po-d'A-
Iho e declara que lano ella como as que vagarem dentro
i tar di cidade sern oceupadas, independenlc ti concurso,
tos professore jubilados.
Antonio da Costa Pinto, presidonto da provincia
de pernambuco. Faco saber a lodos os sous habitan-
tes, que a assehibliid legislativa provincial decretou
e eu sanecionci n lei seguinte :
Artigo 1. Fica instaurada a eadeira de grammati-
ca latina da villa do Po-d'Alho coni o ordenado do
qunlientos mil ris.
Art. 2." Esta eadeira, e as que vagarem dentro e
frada cidade do Recife, sern oceupadas. indepen-
denle de concurso, pelos professoves jubilados que
n roGucrcrcm; Cft&T<S uestes o seu provmOnl
ser na forma das lcis existentes.
Art. 3.* Ficam revogadas asleis e disposefies cm
ntrrio.
'Mando, portanto, a todas as autoridades quem o
Conhecimento ocxecucio da referida lei pertencer,
que acumpram e facam cumplir tfio inteiramenle
como nclla se conten. .0 secretario interino desta
provincia a faca imprimir, publicar o correr. Cidade
do liecifc de Pernambuco, aos cinco das do mez de
setembro de mil oitocentos e quarenta eoito, vige-
simoajetimoda independencia cdo imperio.
I.. S.
Antonio da Costa Pinto.
Carla de lei pela qual V. Ex. manda arrutar o decreto da
a.iimlilin legislativa provincial, que houve por bem sanecio-
nar, instaurando a eadeira d grammalica lalina da tilla do
Po-d'Alho, com o ordenado de 500/000 re ; e mandando que
esta eadeira, e as que vagarem dentro e fura dd cidade do Re-
rife, sejam oceupadas, independenle de concurso, pelos provi-
sores jubilados que as requereren. e que na falla desle oteu
provimento ser na forma dailcs existentes, ludo como cima
se declara.
Para V. Ex. ver.
Antonio l.eite de Pinho a fez.
.^rlUmn v, )>i,i.ii. ...... *T._"- -r. ^.ai i uc r. w. ...rn'
de Pernambuco, aos 5 de setembro i 848.
Florianno Corra de Brillo.
Registada a II. SO verso do livro segundo das leis
provinciacs. Secretaria da provincia de Pernambuco,
5 de setembro de 18*8.
Domingas Jos Soares.
na Olinda al a povoaco de Beberibe ; e marcando a maneira i
por que deve ser organitada essa planta, bem romo nm projecto I
de obra para canalisaco da referido rio, ludo como cima se |
criara.
Para V. Ex. ver.
Antonio Leite de Pinho a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 5 de setembro de 1848.
PERNAMBUCO.
Florianno Correa de Brillo.
Registada a fl. 82 verso do livro 2. das leis provin-
ciaes. Secretaria da provincia de Pernambuco, 6 de
setembro de 1848.
Domingos Jos Soares
N. 232, 1.1. DE SETEMBRO DE 1848.
Appreva o compromino da irmandade de Nosln.Senkor Bous-Despacho, na Alaga-Secca.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia de
Pernambuco. Faco saber a todos os seus habitantes
quo a assembla legislativa provincial decretou e en
sanecionei a resolucfioseguinte:
Artigo nico. Fica approvado o compromissn da
irmandade de,Nossa-.Senhora-do-llom-Despacho,crea-
da na capella da povoaQfio de Alaga-Secca-de-Ci-
ma, na freguezia deNazareth.
Mando, portanto, a todas as autoridades quem
o conhecimento e exccu?io da referida resolucfio
pertencer, que acumpram e facam cuinprir tfio in-
teiramenle como nella se cohtm. O secretario inte-
riuo desla provincia a laca imprimir, publicar e cor-
rer. CiJadedoRecifede Pernambuco aos cinco dias
do mez de setembro do mil oitocentos e quarenta e
oito, vigsimo-stimo da independencia e do im-
perio.
L. S.
.4n Carla de lei. pela qual V. Ex. manda erteutar a reolucao
da assembla legislativa provincial, que houve porhimianc-
timar, approvando o compramiiio da Ala^&n^U&ma, m rt7i* 7Kflf,To%'Ifli ?i
ma se declara.
Para V. Ex. ver.
Antonio Leilt de Pinho a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
do Pernambuco, aos 5 de setembro de 1848.
Florianno Correa de Brillo.
Registadn a fl. 83 verso do livro segundo das leis
provinciaes. Secretaria da provincia de Pernambu-
co, fi de setembro po 1848.
Domingos ose Soares.
IMtOPAJANDA HOMEOP TICA.
XVII!
Cm mffJicinj < fjci(M Ao tii.i", a* paUvras p*uco
Jt non >'f r>,i.
N. 231, DE 5 DE SETEMBRO DE 1848.
Aulnrisa cirios trabolhos que drvem de prceder ao desecca-
menlo do pantano de Olinda.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia de
Pernambuco. Faco saber a todos os seus habitantes
que a assembla legislativa provincial decretou e eu
sanecionei a lei seguinte :
Artigo 1. O presidente da provincia mandar le-
vantar a planta do rio Beberibe desde o lugar da pon-
te do Varadouro em Olinda at a povoac.o de Bebe-
ribo, comprchcndcndo esta plaa lodo o terreno ala-
gado pelas agoas do mesmo rio as differentes esta-
c/>es doanno.
A/l, 2." Esta planta dever conter todos os perfis,
*tanlo longetudinacs como transversacs, necessarios
para a vista della ter-se um conhecimento exacto
dessa parte do rio, c todo o terreno alagado no dito
espado.
Art. 3. O presidente da provincia exigir, nSos
da cmara municipal do Olinda, cmoda irmanda-
de da Misericordia da mesma cidade, urna copia dos
ttulos de todos os terrenos situados no pantano que
llics pertencem, assim como dos ttulos de aforamen-
to que ellas tunbam fefTo em terrenos do mesmo
pantano : e todas essascopiasserao entregues ao en-
genheiro encarregado do levantainento da planta,
para nella as mencionar. .
Art. 4." Organisada desta maneira a planta com to-
dos os esclarec ionios necessarios, o presidente da
provincia mandar formular um projecto de obra,
paracanaliaacflo destaparte do rio Beberibe, ede-
secaniento dos alagados correspondentes, calculan-
do-so nesso projecto a extens&o de terreno alagado,
que anda nfio est aforado, e que podera ser apro-
veitado para agricultura, assim como um orcamento
de toda a despeza necessaria para a factura dessa
obra, acompanhada de urna memoria explicativa de
todas as vantagens c inconvenientes que a proyecta-
da obra aprsente r.
Art. 5.' O resultado do lodo esse trabalho ser rc-
meltido a esta assembla.
Art. 6. Ficam revogadas todas asleis e disposi-
cesem contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o
conhecimento o xecucao da referida lei pertencer,
que acumpram o facam cumprr tflo inteiramenle
como nella se conten. O secretario interino dosta
provincia a faca imprimir, publicar ceprror. Cidade
do Recife de Prnambuco, aos cinco das do mez de
setembro de mil oitocentos e qua/enta e oito, vege-
simo-setimo da independencia c do imperio.
L. S.
Antonio ra Costa Pinto.
Carla de lei, pela qual V. Ex. manda executar o decreto da nmvinpi.
asiembla legislativa provincial.quc houve por bem lacrimar, provinciaes. Secretaria da pro> incia uc pernamw
anlorisando o presidente da provincia a mandar levantar a CO, 12 de setembro de 1848.
planta do rio Beberibe desde o lugar da ponte do Fardrfauro i Domingo Jote Soares
N. 233, DE 9 DE SETEMBRO DE 1848.
Autor isa o presidente da provincia a nomear interinamente
para delegados do concelho de lalubridade a pesioai que si
hablitarem jurante o mesmo concelho para exercertm ni-
camente ai fanrcei de vaccinar e faier corpas de delicio.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de Pernambuco. Faco saber a todos os seus habi-
tantes, que a assembla legislativa provincial decre-
tou e eu sanecionci a lei seguinte ;
Artigo nico. Nos municipios, ondo por falta de
facultativos nto houver delegados do concelho de sa-
ubridade, pdenlo ser nomcadas interinamente pelo
presidente da provincia, na forma do art. 4.a da lei de
21 de maio do 1845, as pessoas que se hablitarem
peranto o mesmo concelho para exercerem nica-
mente as funeces do vaccinar e fazer corpos de de-
'icto, vencendo o ordenado annual de lOO/OOO rs.
Ficam revogadas todas as leis e disposicOes em
contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o
conhecimento e execuefto da referida lei pertencer,
que a cumpram e facam cumprir 13o nteiramente
como nella se contm. O secretario interino desta
provincia a faca imprimir, publicar e correr. Cida-
de do Recife de Pernambuco, aos nove dias do mez
de setembro de 1848, vigesimorsetimo da indepen-
dencia edo imperio.
Nao deixa de ser de summa utilldade para a questao
medica, que actualmente ocenpa a attencao do poto de
Pernambuco, a estatistica dos morios que se enterram
uas grojas das differentes freguezias desta cidade. Era
de desejar que todos os reverendos seobore* vigarios
se prestatsem a publicar mensalmente a relaco dos bi-
tos havidos em suas respectivas parochiai; porque ru-
ino me incumbira de clizer ao publico quaes os que
morrpssrm tratados desdo o principio da molestia pela
homceopatbia, quaes os que tlvetserii recorrido semi-
vivos aos soccorros .deste novo systeina!, declarando
iininimpnifl n; sstr3c;cs de scu Grcar,i5*.c, c prng"nst!
oo que as pessoas da familia hotivessein revelado, e
quaes os que tlvessem morrido tratados pela allopalhia.
Seria isto inui conveniente para que o publico podesse
bem conheccr de que lado estao as vantagens, se do meu,
se dot milis contrarios. A causa he de todos, porque a
todos intoressa, visto que de nada menos se trata da
que de sua vida ol inorte.-
Esliinei miiit que, inmediatamente depois do meu
artigo publicado no Diario de Pernambuco n. 201, se se-
guisse a pulilicacao dus bitos havidos na freguezia do
Saiitissiiiin Sacramento de Santo-Antonio do Recife do
rirlmeiro ao ultimo de agosto de 1848. V-sc por aquel-
a rolacao que fram 44 os morios sement nessa fre-
guezia durante um mez !'. I Do numero destes, tres to-
maran) remedios homo?opatbicos, senilo o primeiro o
crioulo Nicolao com dez annos de idade, de que fallel na
ninha estatistica do mez passado, publicada em o nu-
mero 189 deste jornal. O seguudo ful o Sr. Bcnto Manocl
Carlos de Mello, a quem fui ver nos ltimos momentos
de sua. vida a instancias repetidas do lllm. Sr. Jerony-
ino Cesar Marinho Falcao. Nao obstante todos os sig-
nara de inorte prxima, pude conseguir um melhora-
mento to consideravel neste enfermo, que causou sa-
tisfacao a toda a familia. Eu que duvidava inulto do res-
label cimento deste bom pal e extremoso consorte ; eu
que tinlia de combater. nao su os sofl'rlmentos primiti-
vos, como lambem ou,tros secundarios ou artiGqiaes,
nao pude delxar de declarar inrsina familia queteise
iiiclhouiucnto era falaz, e que a mor le mepirecUl^p
,,, .. -; -... jeravo, eiijo no...^ um ucoau**r-tvewlt
iii'^t,ro-"or, por assim iue hiver este pedido. Quan-
do o lllm. Sr.... me veio fallar a respeito do padecimen-
to do dito escravo, me disse que nao achava possivel que
elle escapasse, porm que vinlia tentar este ultimo re-
curso. No nicsmo da ou no seguinte trouxe-ine-o para
ver, e era tal o seu estado, que receei que aqu mesmo
suucumbisse. Comtudo prcscrevi-lhe gratuitamente me-
dicamentos, por elle anda viver, e ser Infinita a mise-
ricordia divina. Anda durou quatrn das.
''.s-.i.|ui os tres que tomaran) medicamontos hoinwo-
palicos. 'is-aqui o estado em que elles me procuraran).
Agora pergunto quem matn os outros 41 que vem
na lista ebitos? Respondan!, meus Srs. allopathas.
Tenham tanto animo c franqueza quanto eu tenlio. Va-
mos pleitear a questao por este lado, que me parece
uiellior c o jnais fcil, j que nao aceitam meus desa-
fios ; e deitem-se de insultos que s denotam in edu-
e i :io e talla de conhecimentos.
Pernambuco, 12 de setembro de 1848.
Dr. Sabino Olegario Ludgei'O Pinho.
CLNICA HOM0KOPATHICA.
Non verba, led faca.
( He a epigrapbe de que servio'se
1- S.
.liimii'ii da Coila Pinto.
Carla di lei, pela qual V. Exc. manda executar o decreto
da assembla legislativa provincial, que houve por bem sane-
donar, declarando que nos munieipins, onde por falta de fa-
cullalivoi nao houver delegados do concelho di salubridade,
poderTw ter nomcadas ai penoai que le hubititarem pirante o
mesmo concilho para exercerem nicamente ai (unecoes di
vaccinar e fazer corpos de delicio, vencendo o ordenado annual
de 100/000 reY, como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
i4niotiio Leile de Pinho a fez.
o traductor dos
discursos proferidos na academia de medicina de Pars,
e publicados no Diario de Pernambuco n. 198. )
D. Amella, com idade dedous annos, branca, dbil, l-
llia do lllm. Mr. Evaristo Mendes da Cunha Azevedo,
morador no Atorro-da-ISoa-Vista, aeliava-sc bastante-
mente doente em o da 30 de jullio, e ba um mez que lo-
mava remedios allopathcos. Vendo seu pai que ella nao
melhorava, mandou-ine pedir para ir v-la e medica-la
hoinreonatbicanicnte. Dopois dos trabalhos do consul-
torio, ful visitar osla innocente que apresentava os
lymptomas seguintes :
Habito externo. Pelle secca c paluda. Rosto mu
(escorado. Kxprefso de angustia.
Habito interno. Lingoa rubra e pontuda. Labios
tridos pelo excesso da febre, sede d'agoa. Fastio extre-
mo. Dr activa na regio epigstrica, e em ambos os
lypochoudrios, augmentada pola presso desafiando o
ioro. Febre intermitente em horas indeterminadas,
rom calefrios, e seguida de algum suor, sendo os acecs-
tos duas vezes por da. Fraqueza excessiva a ponto de
rrivar-lhe a locomocao.
Tratatnento. Os mcios hygieuicos e dietticos re-
eommendados em minina pratica. Nesso mesmo dia ;:)
de julho/ tomou melado de um iiiodicamonm liomrcopa-
thico que llie prescrevi. Nos dias seguintes reapparece-
iiiii os syinptoiuas febris nina so vez : no dia 2 de agos-
to maiidei que se llie-dssc a onira inctade do modiea-
mento.^Tornou-se a febre ierra.i, e tomando outra dsc
do nicsmo medicamento restabeleccti-sc completa-
mente.
Primeiro consultorio honireopatbico de Pernambuco,
12 de setembro de 1848.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
ilc Pernambuco, aos 9 do setembro de 1848.
Florianno Correa de Brillo. i
Registrada a fl. 84 verso do livro segundo das leis
" i .' 1- m_..?Bn!i> .ln llorii n .-. lili
DIAIII DE PKKXAlllItC.
aXEOirS, 17 DI SZTtMBRO DZ 1848.
Recebemos o limes at 11 de agosto.
A rebellilo da Irlanda eslava quasi do toda ex-
cla.
O clero eatholico em geral havia-se pronunciado
ontra ella, pregando ao povo que se conservasse
ranquillo ; todava reinava anda na ilha grande ex-
etamento.
I!
i til ta sido preso em Unirles e remeltido mine
diatamente para Dublin o patriota Irlandcz Mr. Smitli
O' Rrien, o chofe principal da revolla. Asseguram
que este infeliz, em cujas vetas corro o sangue dos
primeiros monarehas da Irlanda, ao ver desertas as
ras, exprimira-se amargamente acerca da falla de
8ympathia que para com'elle moslrava o povo por
auem se sacrificara. Elles rao veom preso de esla-
o, exelamou o malaventurado, e nem mesmo me
dlo una mostra desympalbia .' Muito bem, quando
eu fr enforcado, e Ires ou quatro dos outros cheles
lorem deportados, a Irlanda (cara tranquilla.
A despeito da energa e mesmo, atrevemo-nos n
dzo-lo, da barbaridadecom que lia obrado o gover-
nador da infeliz Irlanda, os chcfesThomaz Francis-
co Meagher, JoSo B. Billn o Miguel Doheiny nio fil-
ram anda capturados. Esse hoinem, nfio contente
com ter foto publicar que diva um grande premio
a quem qur que prendesse algum dos ebefes rebel-
des, declare;: u) ti masante por umu proulaiilaco
que todo aquello que prolegesse a qualquer delies
coulra os sous perseguidores, ou mesmo a qualquer
oulra pessoa implicada nn rebelUfio, ou Ibcssubnii-
nistrassi! mcios de salvarcm-so ou os ajudasse cm
seus disfarecs, ou lhcs desse abrigo recebendo-os
em sua casa, ou de oulro qualquer modo, (icaria
subjeito s penas do crnie de alta trai^io.
Por esta barbara disposiefio, vem os leilores, tica
o amigo inhibido de dargazalbado ao amigo, o filho
ao pai, o pai ao lilho .' Por esta barbara disposiefio
he condemnado morle o amigo que recebe em ca-
sa o amigo, o pai que recebe o filho, o lilho quo re-
cebe o pai!!!
Me preciso haver renunciado a todos ossentimen-
tosde hunianilade para assim obrar.
Lord Clarenilon, quo he o governador de quem
fallamos, nao so limitoua isso, elle declarou que
ficava tamban subjeito s penas do criinedealla
tralefio todo aquelle eaptfio de navio quo favoreees-
se a fgida de alguma das pessoas cima menciona-
das, ou de quaesquer outras que tenham lomado
parle na prsenle insurrecto.
Para cumulo de males, dosgracada Irlanda tam-
bem se acha' mento f-;.iciaal dos Mandezes, tem sido em muilas
parles acomellida da sua primitiva enfermidade'
Se lia boje um povo intoiramente desgrasado lie pn4
corto esse quo habita aantiga e lamosa Erin. Dos
se amorcie delle.
I'orlugal ficra tranauio. No primeiro de agosto
houvera na cmara dos deputados urna dtscussfio
que envolva crise ministerial: tratava-so das ga-
rantas quo se deviam dar ao pagamento dos divi-
dendos por meio de rendas especialmente concedi-
das ao banco do crdito publico, o das penas contra
os ministros ou quaesquer outras pessoas que appli-
cassem tacs rendas a (ns differentes.
Na llc-panha, nada de extraordinario havia occor-
rido. A corle achava-se anda em Granja. M. Mon,
que havia sido nomeado embaixador de Hespanha
em Vienna, tinha sido chamado a Granja, e corra
que seria nomeado ministro da fazenda.
O contrato concluido entre o governo o o banco de
San-Fernando havia sido annullado.
O bando carlista commamlado por Torner fdra en-
contrado e dispersado em Carpa por urna partida das
l'nreas da ranilla, (cando morlo um de seus chefes,
de nomo Jos Mara Palabras. Cabrera era chegado
a Amposla na margem dircila do F.bro ; Margal achi-
va-seainda na provincia de Vich frentedo urna fdr-
?a de .100 honiens; os irmilos Tristaos estavam nos ar-
ca baldes de Solsona, e, segundo o Internacional, se as
Iropasda rainha nfio conseguirem acabar com a in-
surreQo da Calalunba, antes de comegar o invern,
he lora de duvids que na prxima primavera ella es-
tara formidavol, visto que de dia em dia fazia novos
progressos.
Na Franca havia socego. O governo, porm, parece
quo cometa aenlrcler alguma impaciencia, por nfio
ter sido anda reconhecda a repblica reas poten-
cias estrangeiras, especialmente pela f.rla-Rrota-
nlia. L'm um dos sui're'i's iiiinisieri.ic.s, ou diploma-
ticos fura esta questao discutida com consideravel
aiiimacfio. Da parte da Franca allegou-seque, exis
lindo presentemente um governo tfio legal o plcna-
mento conslituido como oulro qualquer o poderia
ser, por isso que cmanava da sssombla nacional,
oleita por sufragio universal, nenhuma rasfio plau-
svel ha para o nfio-reconhecinienlo da repblica
pelos estados estrangoiros quo desejarem entreter
com ella relceles amigaveis. A isto respondeu-se'
que as nagOes estrangeiras, posto quo dispostas a
cultivar com a Franca sentimenlos do amizade,
acham-se ligadas por lacios e principios, e silo obri
gadas abslorem-so de reconhecer formalmente um
governo transitorio, como sent nenhuma significa-
i,'ao offensiva, o da Franca devia anda ser julgndo.
Queso quando a eonslitinc.lo da lrancu fosse vota-
da pela assembla nacional, he que o governo fran-
co/ lona o direito de insislir sobro o rcconhccimen-
to da repblica.
Em um dos dias do mez passado a eommissfio de
instrucefio publica leve quo lomar em considerarlo
a peliefio que llie fdra dirigida por um infiel de nome
Koenig. Este individuo tere a petulancia de reque-
rer que fosse nomeado e pago pelo estado un pro-
fessor de alheiimoV.l A eommissfio, honra lite soja
feita, reb3lou, cheia de ttidignacfio, a petiefio e
passou ordem do dia.
O governo francez, segundo annuncia o Journal
I Ihbais, havia concluido com o da Crfia-Bretaoha
um arraDjamento definitivo para por flm i efTusfio
de sangue humano, e olferecer aos belligerantes na
Italia a sua unida mediaefio. L'm correio lora imme-
diatamente despachado para Mr. Aberconbry, mi-
nistro inglez cm Turim, e para Mr. Reizet, encar-
rogado de negocios francez em aquella cidade, coa
. i

t
- 4t
>.
S
LADO
V,


_*.
t
ordensdese dirigirom sos qusrleis gencraes dorei
Carlos Alberto e do marocha! do campo Rodelzky,
para nntifirar-lhes offioialmente o offercci'nonio da
media co, feito pelas duas potencias, negociar um
armisticio nrovisorio on temporario. Outrocorreio
/Ora despachado para Vicncia com instrucQOss aos
embajadores inglez o francez naqucll eidade, em
virtude das quae* elles deyeriam simultneamente
offerecerao gabinete imperial a mediaefio dos seus
respectivos go vernos.'
O chefe do poder executivo.por um decreto,seu re-
moveu a suspensivo pronunciada a 27 de junlio con-
tra as seguintes gazetas: la Btvolution, La Vraie
(publique, L'Organisatiori du Travail, La Preit,
l.'attemble Nalionale, Le Napolen lUpublicain, Le
Journal de la Canaille, Le Pire Duchen/, I* Pilori, La
Libert e Le lampin. Elle ac bou com a prohibicito
de imprimi-los, o ordenou aos funecionarios que
havi un posto os sellos sobre as mprensas destes
jornaesqueos removessem; todava Pars era anda
conservado em Alado de sitio.
O Jjurnal de Debat em um artigo sobre as vanta-
gens edesvantagens do estado de sitio em que se
acha a capital, romeen observando que era fcil pre-
ver que.quando urna reacefio succedesse desordem
creada pela revoluto de fevereiro, a ordem rea,ppa -
recen debaxn desua mais severa e imperiosa for-
ma. Foi isto o que aconteceu ; elle esta persuadido
que toda a Franqa deseja com elle que o estado de
sitio seja conservado. INflo quor isto dizer quo a. or-
dem no pode existir cm franca sem o apoio das
bajelas, mas ello ere qW, visto o carcter do po-
vo, a liberdaile em Franca (em necessidade de um
lorie contraposo, o qual na oecasi.lo presonlo no
lio outro son.n a espada do exercito. .
Ojornal a que nos referimos, entrelm a mellior
opinifio acerca da disposiefio do exercito francez, c
funda-separa isto em dous factos: a guerra na
frica eos hbitos adoptados por elle durante 18 an-
nos de una monarchia constitucional. No foi o
acaso, d7 o tnesmnjornal, que collocou os generaes
Cavalgnao, Lamoricirc, Changarnier e Rodean a
fronte dogoverno da Franca. Ellos fram elovadns
pela necessidade. Os homons de 2* de fovereiro nfio
podiain por mais lempo governnr o paiz ; os homons
.l.i monarchia constitucional anda se no haviam re-
iiH>iiiaiiu. Os Iiomens do cxcrcio do frica, os
quacs urna ausencia gloriosa da Franca tornava es-
tranhos a nossas divisOes intestinas, e cojos servi-
dos os reconunendavam a seu paiz, eram os nicos
a quem a nacfio, achando-se na borda do abysmo,
podia confiar o cuidado do sou destino. Sua
elevado sem ser um froio para a repblica, foi
urna garanta para a salvacfio da sociedado. Em-
quanlo o communismo se conservar em p orn
face da sociedade, e emquanto elleameacar des-
Irul-la, o poder du exercilo ser a salvadlo do pait.
A Frauda cuntiere beiu, que contra as tentativas de
desorganisacao social au tem ncohiinia nutra pro-
tcccSoque a organisacao militar. O exercito lie a al-
tima e amis forte das hierarchias. Elle he tanibem
o un-so ultimo baluarte contra a monarchia revolucio-
naria.
.No da 6 do agosto haviam apresentado suas cre-
denciacs ao general Cavagnac os seguidles cavalhci-
ros.O conde de Mollke, enviado extraordinario e
ministro plenipotenciario do Dinamarca ; o general
harfio do Fagel, gnviado extraordinario c ministro
plenipotenciario do rei de Paizes-Baixos ; e Mr.
Peruzzi, ministro residente do B'Sn-ducado de
Toscana.
to.nifsmn da Uiram admitidos a audiencias par-
Iheiros.O conde de Ldolf, enviado extraordinario
e ministro plenipotenciario do rei de aples, cn-
carregado de urna missfio especial junto da lepubli-
ca francezB, o Mr. de Arnan de Aotz, oncarregado
dq negocios do Hespanha. Batel spuhores entrega-
ran) ao dito general cartas do seus soberanos, acre-
dilando-os junto do governo da repblica.
No dia 5 de agosto Mr, Thiers escapara de ser as-
sasanado. MU; havia ecebido diversas cartas ano-
nymas ameacando-o de morte, sem lomar provi-
dencia algunia,' As autoridades' policiaes preveni-
ram-no do perigo quo corria, o al recommenda-
ram-lhe que mudasse o chapeo hrauco quequasi
sempre trazia, e pelo qual era descripto ; mas elle
ludo desprezoti. Pelas 6 horas da tarde do dito dia,
hora a jue Mr. Thiers costumava recolher-se, Mr.
Miguel que por acaso levava na caber, a um chapeo
branco, ao nlravessar o pateo da casa cm que mora
o primeiro, fora assustado pelos gritos de urna me-
nina de 10 annos que estava assenlada porta
vollando-se, elle vio que ella havia sido ferida por
una bala, a qual, lendo resurtido da escada do edi-
ficio que era de pedra. a ferira por detrs. No mes-
mo instante em quff a infeliz menina fra ferida,
urna outra hala quebrara os vidros da casa vizinha
da de Mr. Thiers, oque faz crer ou que a arma em*
pregada era do dous canos, ou quo fora carregada
com mais de um projcclil. Cre-so tambem que o ti-
ro fra dado ou com espingarda de vento, ou com
plvora de algodfio, por issoque nem Mr. Mignet
nem uenhuma das pessoas da casa ouviram delona-
cao-alguma.
Communicado.
0 QUE HE A HOMOEOPATHIA.
Em nosso primeiro artigo [hemos a exposiefio suc-
. rinta da doutrina homoeopathica; agora, cumprindo
- a nossa promessa, continuaremos a expsito com-
parativa entro a medicina geral admillida e a lio-
mieo palme.
' Os mediros esludam, alm das sciencias naturaes
quo Ibes servem de accessnrias, a estructura o rel-
cenlos orgos e suas funeces; a natureza dos te-
cidos e lquidos; as alleraces que esses orgos e
lquidos soflrem durante as mnlcsas, e as lonjas vi-
taes,tanto no estado physiologico como patholngico:
os h'iuiccopathas, porm, despresam todos estes co-
nhcciinentos, alias (So necessarios ao descobri-
mento da verdade, e no vem outra cousa mais do
quo o desarranjo dessas frcas vitaes, ou a infecco
de um virus que, passando por militares de geracOes.
vai causar a desordem em todo organismo; c por
isso s encaram a doenc por um lado, um vez de a
exatninarem por todas as suas faces.
Os mdicos servem-se de corlas theorias, qua ndo
basesdas em longa' experiencia; c em pregamos re-
medios quo, pela sua practica, ou pela clnica do ho-
mons ciniuenles na scieuci,tem conseguido resulta-
dos favoiaveis nesta ou naquella oleslia, e os mo-
dificando, segundo a idaile, sexo, Icmperamento-
hn hilos; segundo a agudeza da molestia e influen-
cias atlimosphcricas, ele, etc.; assim como servem,
se da analoga que liga entre si as diversas moles-
tias, quando elles teem do fazer alguma prescripcSu.
q,1o ou de oulrem, nac para as molestias futuras do
seus clientes ; por issn quo a homceopathia sempre
ve urna enlidade nova, e que nunca lera igual a si
mesma: qualquer molestia que se I he aprsenla, lio
um caso novo, nunca visto, e que nunca mais encon-
trar outro igual, e a observacito do passadu nfio
tem a menor importancia. Hahnemann diz: ca-
da caso do molestia nfio miasmtica, sendo ttidivi-
dual e eipecial, o que o distingue de todo o outro ca-
so, I no he igualmente proprio, s a elle perlones, ^
ndo pode unir de modelo a leguir em lodo o outro
cato : assim, um bom medico he aquello quo re-
no urna somma de conhecimentos mdicos urna
longa e prove tosa pratica; o homcaopatha, porm,
he sempre o inosmo, o mais principiante e novico hel
igual ao chefe da homceopathia ; para exerc-la nfio
ha mster de instrucefio medica, basta saber lr a
possuir um livro ou mappa quo indique os sympto-
mas de um lado e o remedio do outro.
DuasdilTerencasse notam na applcagilo dos reme-
dios entre os mdicos o os homoeopathas. A pri-
meira, ho que ambos usam quasi dos mesmos reme-
dios ou substancias ; mas os mdicos empregam os
medicamentos que a experiencia tem mostrado se-
ren uteis nessa ou naquella doenca, produzindo a
maior parto das vezes modificaqes fayoraveis, o
usam ilo um ou muilos remedios combinados para
Hjudarem-se mutuamente, ou para preencherem ao
mesmo lempo diversas indicai;es, assim como lan-
Qam mo dos meos indireclos ; e os homoenpathas
dizem queescolhem entre esses mosmos^ remedios
aquello que, applicado no homem com sado, he ca-
paz do produzir symptomas scmclhantes aos que so
ohservam no doeute a que he prescripto esse medi-
camento. A segunda diderenca consiste om quo os
mdicos prlncpiam pola dso do remedio que o
dociilc pode supportar, o proporefo que a nature-
za torna-se menos sensivcl ao remedio pela sua con-
liniiacilo, augmetitain a dse progressivamenle ; os
homceopatas, pelo contrario, reduzem os remedios a
dses iufliiitissimaes incalculaveis e imaginarias, e
dizem que a energa o virtude sera tanto maior e
mais pronunciada, quanto mais divididos frem, e
seapplicarom em menor dose; de surte que he ne>
cessarioempregar a mais pequea fracco possivel.
Continuaremos
Correspondencia.
Sr. Redactores: Confesso-Ihos quo, se nao fsse
a rigorosa necessidade que lenho de pedir alguns es-
clarecimentos aqSr. autor do annuncio Inserto no
Diario de Pernambuco do 15 do corrente, relativamen-
te ao monopolio que diz elle existir na venda dos
bilhetcs do flio-de-Janciro, de certo no pegara na
penna ; porm, como de alguma maneira torjia-se
mu odioso somelhante annuncio para as pessoas
que recebem e vendem ditos bilhetes,motivo porqne
aprnsso-me a rogar ao Sr. autor do annuncio que
declare quaes as pessoas que.abusando da boa f dos
compradores, Ibes vendem bilhetes brancos (ct>mo a-
irma no seu annuncio) ,para entilo com todo o rigor
da Ici ser punido este que semelhante acclo pratica;
porm, se o Sr autor do annuncio nfio se prestar a
este pedido, o qual reconheco ser 19o justo, entilo
dosde j Ihe promello ser o primeiro que tenlia a pe-
dir as autoridades a puniQo de um calumniador
uc, ndo lendo a menor convicio do que eacreveu,
UlULmutatr temcrailitar a rcpiilacS hem flnti,d,as.
Sr. autor do annuncio a sua aiilunlliWs*"*\T,J\T
quer explicaiSo que tenha de dar, fleando certo qu
o imitarei, pois muita honra deve ter o Sr autor dpi
annuncio em apresentar-so perante ao publico, ja
mais em um combate do qual muita gloria Ihe deve
caber, por ser o primeiro que lovanlou a voz contra
semelhante ladroera quo diz existir em semelhante
negocio.
Queram, Senhores Rodadores, dar publcidade a
estas linhas, pelo que multo obrigarilo o seu cons-
tante leilor
O Jutto.
Itocife, 17 de selembro de 1818.
VAUIEOAE.
Contolacao e concelho para aquellet a quem mal
paga a patria bons trrico,
u Se o mundo e o tempo fra tilo justo que dsri-
bulra os premios pela medida do merccimenlo, en-
lo tinheis mnita ras.lo dequeixa ; porque vos falta-
va o testemunho da virtude, para que os mesmos
premios fram instituidos. Mas, quando as mercOs
no silo prova d ter homem, senfio de ser homem;
e quando no significam valor, senSo valia, pouca
injuria se faz a quem se no fazom. Dizia com ver-
dndeiro juizo Marco-Tullio, (pie a merc, feita i
indigno, no honram o homent, afrontan a honra,
V. assim he. As comineadas, om semelhantes peitos,
no silo ertu, silo aipa -. e quando se vecm lantos
ensabenitados da honra, bem vos podis honrar ds
nfio ser um delles. Sejam esses embora exemplo di
fortuna ; sde-o vos da virtude.
a Finalmente, seos Iiomens vos silo ingratos, nfio
sejais ingrato a Dos. Se os reis vos no dfo o que
pdem, contentai-vos com que vos deu neos oqte
no pdem dar os reis. Os reis pdem dar titulo,
rendas, estados; mas animo, valor, fortaleza, coi-
tancia, desprezo da vida, e as outfijvirtudes je
quese compea verdadeira honra, hflpdein., ie
Dos vos fez estas me i ees, fazei pouco ceso das ou>
tras ; que iieuhmnn vale o que cusa. Sobrelu4o
lembre-se o capitfio o soldado famoso de quanloi
companheiros perdeu, e morreram as mesmas ba
lalhas, e nflo se queixam. Os que morreram lizerarr
a maior fineza, porque deram a vida por quem Ih'i
nfio podo dar. E quem por merco do Dos Ucou vio
torioso o vivo, como se quoixar de mal despacha-
do? Se nfio beijaslesa mSo real por mecos quj
vos nfio fez, beijai a nulo da vossa espada, que ve
fez digno dellas, Olhe o rei para vos como para un
perpetuo credor; e gloriai-vos de que se nfio posa
negar devedor vosso o que he senhor de ludo. e
liveslesanimo para dar o sanguo o arriscara vid,
mostrai que tambem vos nfio falfci para o soffrimei-
to. Enlfiu hatalhasios com osinimigos; agorase
lempo de vos venctr a vos. Se o soldado se ve da-
pido, folgue de descubrir as feridas e de enverji-
nhar com ellas a patria por quem as receben ie
depois de tantas cavallanas se ve a p, tenha asa
pela mais illuslre carioca de seus triumphos. E e,
emfin, se v morrer a fume, deixe-se morre e
vingue-se. I'crde-lo-ha quem o nfio sustenta, e |r-
dera outros muilos com esse desengao. Nfio fa.a-
graio o escandaloso epitaphio sar muito maior e
mais honrada commenda de quantas pdem dar o
que as do em urna omitas vidas.
{Pmdn Titira.)
tOflrlWEftCIO.
ALFANDEGA.
RBNDIMENTODO DIA 16..........5:6W101
Dttcarregam hoje, 18 it tetembro.
Barca Jtune-Nilly mercadorias.
Hlate Flor-io-Hteift charutos e fumo.
PanchoMara-Joaquina vinho.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 16.
Geral..........:........679/^98
Diversas provincia*............. 50/982
723/480
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 16..........735/659
PRACA DOECIFE, 16 DE SETEMBRO DE 1848,
A$ 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Fizeram-se transacciones um pou-
co avultadas a 23 d. por 1/rs.
Algodilo ----- Vieram ao mercado 1147 saccas,
O de primeira sorto foi vendi-
do a 4,300 rs. porarroba, e o de
segunda a 3,900 rs.
Assucar- ----- Nfio sofTreu alteraflto nos lti-
mos precos. Asvendas fram
pequeas.
Couros ------ Em apathia
Bacaiho ----- Nfio ha nenhutn, ne.n mesmo as
casas que o negociam a retalhn.
Carne secca- O deposito est reduzido a 6,000
arrobas, c as vendas regulam de
2,700 rs. a 3,600 rs. a arroba.
Farinha de Irigo Existem a vender 4,500 barricas,
e as vendas regularam de 19,000
a 21,000 rs. por barrica.
Manteiga.....Chegaram cerca de 1,600 barris
que anda nfio fram vendidos.
Entraram 7 embarcaces, e sahiram 9. Estilo an-
coradas 30, saber : 1 americana, 19 brasiloiras, 1
franceza, 1 hamburgueza, 3 inglezas, 4 portuguezas
e 1 sarda.
>fovimento do Porto.
.Vario entrado no tita 16.
Havre ; 43 dias, barca francer.a Jeune-Silly, de 150 tone-
ladas, capitao Tombarel, equipagem 13, carga faien-
das, manteiga e tnais gneros do paiz ; a Didiez k Co-
lomMer. Panagrlros, B.lDidiez, madame Hourlet, E.
.., '.''Jhi Ju'mftmnimi.,., rtu ... w-
nrladas, capitao Vicente Ferreira LbpFeY,''eqipagein
(i. carga varios gneros ; a I.uiz Borges de Cerquein
Passageiro, Marciano Gomes, Bratileiro.
Ccnova ; 52 dias, brigue sardo tfoiia-Senhora-io-Carmo,
de 143 toneladas, capillo Simio Morteo, equipagem
II, carga fazendas, mobilla, oleo de liuhaca e mais
gneros do paiz ; a Jos Saporiii.
Liverpool ; 35dias, galera inglesa Bonita, de 299 tonela-
das, capitao Williain Kelly, equipagem 17, carga fa-
7endas ; a Dean Youlle Co.mpanhia. Passageiros,
William liayinund, E. Hedoulack, Richard Royal, Au-
gusto Poight, Antonio da Silva.
Navios sahidoi no memo dia.
Portos do norte ; vapor braslleiro Bakiana, coinuun-
dante J. H. Olten. Alm dos passageiros que trouxe
dos portos do sul para os do norte leva a seu bordo :
para Parahiba, Francisco Alves de Souza Carvalho
para o Ccar, Francisco Jos Pereira.
Lisboa; brigue portuguez Mahu-Jn, capitao Manoel
Joanuimd.isSantos, carga assucar. Passageiro,Mieuel
Jos da Fonseca, Porluguei.
Parahlha ; hiate braslleiro Espadarte, capitao Victorino
Jos Pereira, carga varios gneros.
Vario entrado no dia 17.
Mace- ; 4 dias, barca Inglesa Rtssendal, de 32Q tonela-
das, capiUoJ. Goulding, equipagem 14, carga assu-
car c algodao ; a James Crabtree Si Compaubia. 8-
guio para Liverpool.
Vario tbido no mtimt dia.
Rio-de-Janeiro; brigue braslleiro M(tur*a, capitao
Ljiz Martint da Cosu, carga varios (caeros. Passa-
geiros, Jocine Francisca da Costa Onorio e 2 escravos
a eatrrgar.
EDITA L.
Miguel Archanjo Vonteiro de Anradt, afllcial da i'm_
perial ordem da Rota, cavalltiro da dt Chritto t ins.
peclor da alfandega dt Pernambuco, por S. M.
Imperador, que Deot guardt, tic.
Faz saber que, no da 19 do corrento ao meio dis,
na porta da mesma, so hilo de arrematar em hasta
publica duas eaixas com urna machina para fazer
carrito, no valor de 150,000 rs.,impugnada pelo guar-
da Antonio Lopes Pereira de Carvalho, no despacho
por factura n. 1102; sendo a arrematadlo subjeita
ao pagamento dos direitos.
Alfandega, 16 de selemhro de 1848.
Higuel Archanto Monttiro dt Andradt.
QuaiU-felra, 20 de sotembro, a beneficio do M>-
thias Aiionio Cezar ter lugar o seguinto vriid0
e hrilhaiie espectculo. Depois do ter a orehestra,
execuladi urna bellissima simphouia represenUr-
se-ha o dnma portuguez em 4 actos intitulado o
C IGANO.
Os intervilios do drama serfio preenchidoscomri-
cas siniphonias.
Cantar-se-la a harmoniosa cavatina da opera
IIEHNANI.
A pedido de mutas pessoas, fechar o divertimen-
toa representag.lo da graciosa farga que tem por
titulo o
ESTARPAFRDIO LOGRADO.
O beneficiado declara ao publico que supprimio do
divert ment a aria Caita Diva; porque o Sr. direc-
tor do theatro de San-Francisco ha recorrido a meios
clandestinos para fazer com que se nfio prestes can-
ta-la a senhora que eslava ensalada para isso, e que
muito depende del le.
O theatrinho estar mais bem Iluminado. Em vir-
tude do beneficiado achar-se adoentado, deixa de ir
pessoalmente convidar os seus proleotores e ami.
gos ; por isso declara que os bilhetes de camarotes
e plala esUrfio-a venda na loja do 1 i vi os do Sr. mu-
rado no paleo do Collegio.
O beneficiado avisa ao publico que nfio precisa le-
var cadeiras para os camarotes, pois haver assen-1
lo em todos.
O divertimento dar sempre principio as 8 hora!
meia da noite com a chegada das autoridades.
PuhlicAC&o iJtlerarin.
LICES ACERCA DA SOBERANA DO POVO ,
e dos principios do governo republicano modorno
pronunciadas recentemonlu erh Paris perante uid
numeroso auditorio pelo sabio publicista M. Orto-
lan professorna Taculdade de direito : tradhzidas
correcta e fielmente do texto da gazeta dos tribunaei
franceza com um prefacio do traductor A. P.
Figueiredo.
A traduccio destas importantes iicOes ,ue fram
enthusiasticamente applaudidas vende-so na livrW I
ria da esquina do Collegio, as cadernetas de 16 pl^l
ginas ,que vfiosahindodo prelo de 4 em 4 dias,/'
darfio um elegante volume de 140 a 150 pagnese
sendos impressfioexecutadacom typos novos e em
bom papel. A primeira cadernela conlendo uma.li-
efio est a venda, e cusa cada urna 240 rs.
Avisos martimos.
Para o Aracaly segu visgem com brevidade a
sumaca Carlota,por ter parte da carga prompta: pan
o restante e passageiros, trata-secom I.uiz Jos de
S Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Para o Rio-de-Janeiro segu vagem, cora mui-
ts brevidade a escuna nacin! '*?*"!; per ter
parte de sua carga engajada : para o restante es-
cravos e passageiros, traU-se com Luiz Jos de s
Araujo, na ra da Cruz, n. 26, ou com o capitfio ,
Doningos Antonio de Azevedo, a bordo.
-- Para Lisboa, impreterivelmenle no dia 28 de se-
carga e passageiros, para que offerece excellentes
commodos, trata-secom o consignatario Thomaz
u'Aquino Fonseca, na ra do Vigario, n. 19, ou com,
o canitfio, Antonio Jos dos Santos Lappa, na prac*
da Commercio.
--Para Rio-Grande-do-Sul segu viagem, no
dia 20 do corrente, o brigue Deos-le-Guarde : recebe
nicamente escravos a frete, para|o que trala-se com
Balthar & Oliveira na ra da.Cadeia Velha arma-
zem n. 12.
Para o Rio-deJ-aneiro sabe impreterivelmente.no
dia 24 do correnlo, a escuna Cunum. para o restan-
te da carga, passageiros o escravos a freto, irata-se
com I.uiz Jos deS Araujo, na ra da Cruz, n. 26,
ou com o capitfio.
-- Para o Rio-de-Janoiro segu, em poucos dias, o
brigue Auombro, forrado de cobre e de primeira mar-
oha, por ter parlo de seu carregamento quasi promp-1
la : quem quizer carregar, ou ir de passagem, para
o que tem excellentes commodos, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife, botica n. 61, a fallar com Jofio Jos
Fernaudes Magalhfies.
Vendcm-se as garopeiras .San/o--4maro e San-
yodo- llaptitta, urna de 33 toneladas o outra de 63,
ambas novas, bem construidas ede boas tnadeiras:
quem as pretender pode examina-las e tratar na) I
os mestres das mesmas a bordo, ou com Novaos i |
Companhia, ra do Trapiche, n. 34.
Para a Parahiba sabe, impreterivelmente no I
dia 20 do corrente o hiate S.-cruz : quem quizer
carregar ou ir de passagem dirija-se a ra do |
Aniorun, n. 36.
Avisos diversos.
I>eclarnccs.
PARA OS PORTOS DO SUI..
Opaqueto brasilciroa vapor Paratme, comman-
danteM. F. da Costa Pereira, deve estar aqui dos
portos do nortate 21 do corrento, e partir no dia
seguinte.
Os houiceopnlhas nfio levam em conla essa analoga ; r quem diga por elle: Quanto mercenario vivetma
a oxpenencia propria nfio serve para a sua inslruc- [aounAuCK!, mqtt
i quanto eu morro de fomt'. E osle n-
riIEA rito NACIONAL
DA
RUADA PR Al A.
nfferecido a todos os habitantes
Divertimento
di-sta eidade.
Loteria do theatro publico.
O thesoureiro desta loteria de novo
nlTirma que, cm vista da rpida venda dos
bilhetes, que diariamente progride, nao
s ser*infallivel o andamento das respec-
tivas rodas no da a3 do corrente, qe ps-
ra.esse fm marcou, como que Ihe est pn-
recendo que esse acto ser lalvez realisa-
do antes desse da, se com Plcito fr ulti-
mada a venda dos bilhetes, como espera;
para o que muito convm que aquelles
Senhores que se guardam pan munir-se
de bilhetes na vespera e no dia do*and mento, o facam j de agora, e entSo co-
nhecero que o thesoureiro cutnpre exac-
tamente as suas promessas, c que ter a
satisfacao de, peh segunda vez, fazer cor-
rer a loteria antes do dia marcado. Atien-
dan bem, e animem-se.
Precisa-se de um caixeiro para urna venda, eXi-
gndo-so que tenha pratica deste negocio e que de
fiadora sua conduela : na ra d Cadeia do lierife,
|oja n. 50,
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO MUTILADO


FUNOIfVO DE FKIlliO,
\:1 i.iin ir i >'' Bowman & M." (Tallum enge-
n!ifiri machinistas e fundidores do ferro, na ra
iloBruin, no Itocifo, contina havor un grande sor-
..nentodo laixas-pamengenhose moendasde can-
z, de todos os tamanhos o dos modelos os mais
infiernos o approvados. Na mesma fabrica conti-
piiam-se s construir de cncommenda machinas de
vapor, rodas d'agoa, rodas dentadas e todos os mais
objectos de machinismo, com a perfeicfloj conhe-
ci.la, por preco commoilo.
Uowman & M. Callum desojan chamar a alten-
coJosSrs. proprietarios deengnnhos as machinas
,lc vapor construidas na sua fabrica visto screm ol-
las de um modelo muito forte e seguro e todas as
pecas perfeitamente adaptadas urnas as outras, por
ncio ilo tornos automticos, machinas de aplainar
fcrro.e oulros apparelhos modernos: alm disto, as
machinas de sua construcefio teem as vantaguns sc-
guintes: possuem urna cisterna do ferro, onde a agoa
destinada para a caldeira so deposita por meio de urna
bomba movida pela machina, e onde se acha aquen-
tada pelo vapor superfluo antes de ser por meio da
segunda bomba de l introduzida na caldeira aflm
de nilo esfriar a agoa nella existente, pola indroduc-
eiio d'agoa fra, [como he de costume em machinas
inferiores]e assim produzir grande economa de
combustivei.
Alm da supradita economa de combustivei na
producciTo le vapor, estas machinas possuem urna
modificacTo nova das vlvulas por onde o vapor en-
tra o sabe do cylindro, pela-mala mesma quanti-
dade do vapor produz maior eiTeilo do que as ma-
chinas de, construc^ilo antiga augmentando assim
de uma maneira, nilo pequea, a economa do com
bustivel necessario para manter a machina em mo-
vimento.
Asditasjmnchinas possuem tamhem um appare-
Ihn pelo qual a quantidado d'agoa iulroduziila na
caldeira se acha regulada automticamente com a
maior certeza pela machina mcsina evitando des-
la maneira o grande perigo q6 euste nos uiachi-
nas, onde por causa da mcsqiiinha economa dos
fabricantes o fornecmonto d'agoa para a caldeira
lia de ser regulado por mo dn negrot.
Estes esclarecmentos silo respeitosamente offere-
eidosaosSrs. propnelsrlos Jo engenios, que anda
perseveram em o molhodo fraco, dispendioso e
anMlisfactorio do moer con anmaos, afim de sa-
tisfaze-los que, no emprego tiestas machinas, nSo
existe o menor motivo para receio, nom de explo-
so, nem de qiiebra nom de demasiado consumo
de combustivei ; o Bowman & M. Callum nlo
teem pequea satisfcelo em assegtirar-lhcs que pe-
la pericia dos seus administradores o officines. pela
rfeicSo dos seus instrumentse apparelhos, o pe-
a abundancia e boa qualidade das suas materias
primas, so acham habilitados para construirem ma-
chinas de vapor de todos os tamaitos e para todos
os lins ; assim como toda especio de machinismo ,
com urna perfoifileln.io inferior s obras das inelho-
m fabricas de Inglaterra e mui superior s geral-
mente importadas daquelle paiz.
@ NOVO PAO DE PUOVENyA.
F 0 proprietario da padariae pastellaria franceza q,
do Aterro-da-lloa-Visla, n. 50, desr-jando agradar 09
(S cada vez mais aos seus fregueies, resol veu oflere- SS
.ci-iues mu pan que se lubrica em Provenga por ii
c

9
um processo muito difieren te do ordinario, e que, ^
eiigind l'.iri nha das melhores qualidades, mere- a
ce a preferencia do publico, pela sua alvura, \r
pureza e delicadeza de sua fabricaciio.
S se faro pes de 40, 80 c 160 rs., e ser fcil '
conhec-ls pela sua forma oblonga e elegante. ,
Na mesma casa contina-se tamben a vender -
bolinho? para cha de todas as qualidades, e tan- M
lii-ni a enfeitar bandejas ricas para bailes e sa-
raos.
Fazem5ou 6di*s qu se puxando da ponte do
Recife uma poreflo do madeira em pranchOes de
oleo, o na pintada dos mesmos fugio um. Itoga-se
a pessoa que o achou e o queira restituir, di rija-se
a ra do Collegio, n. 9, loja de miuduzas quo sera
recompensado.
Arrendn-se, ou vende-se um sitio com uma
boa casa de vivenda e militas arvoros do fructos ,
na estrada que vai para Beln, no p da pontezinha :
quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio ou no
lugar do Corpo-Santo n. 114.
Joaqun de Souza relira-so para Portugal.
Uma pessoa capaz que entend perfeitamente-de
agricultura por j ter administrado alguns enga-
os, se propAe a isso entrando com 4 escravos,
ou sen elles : quem a pretender annuncie?
Aluga-se na Soledade, um sitio com pomar de
larangeiras e mais frucleiras do diversas qualida-
des cacimba com bomba, bom sobrado para viven-
da e bonito jai-Jim : a tratar na ra do Hospicio ,
n. 21.
Doseja-se saber quem he o correspondente nes-
ta cidadedoSr. Antonio Correia Pessoa de Mello,
senlior de Vertentes para negocio quo diz respeito
aoSr. Mello: na tua Dreita casa do Burgos.
Jos Carneiro da Cunha, temi
em suas diaria?, no lugar dos Coelhos,
loo milheiros de lijlos e telhas da mi-
lliui- qualidade que he possivel encontrar-
se, como poderao informar os mestres pe-
dreiros e donos de obra, vender de lioje
em diante, as.telhas a ao,ooc rs. o milhei-
ro, o iadrilho a 18,000 rs. eo tapintento a
8,00? rs., a dinheiro vista; tambem troca
por taboas de amarello e louro; assim co-
mo vende uma das olarias.
Turtaram, da casa de Carlos llenriques llames,
na nolo do dia U do corrento uma caixinha de
amarello, envernizada com fechndura c chave,
que fo na mesma na occasiio do roubo c dentro da
qual um corle do vestido de chita azul, com pal-
mas brancas 3 cortes de camisas de mulher, um
pento de.prender cabello de tartaruga um castor
de cabello encastuado em ouro dous anneloes ,
sendo um liso e oulro lavrado com a firma L. F. C.,
um dedal de prataanda novo, uns coraes.de bra-
So com varios requilifes, um-solitario de ouro ,
uasagulhas de prata uma volta de aljofares um
par de brincos e uma caixinha com adereces de ou-
ro ; dcsconfia-se que este roubo foi feito por um
prelo.-Itoga-se a quem fr offerecido quaesquer des-
tes objectos de o apprehender e segurar o ladrSo ,
que ser gratificado.
Alugam-se dous sitios com muito boas acommoda-
ees um n camplnha da dita povneo com eochelras e cavallarlces ; sslin
como varias casas, de precos commodos para se pas-
sar a festa : a tratar.na ra do Amoro, n. la.
Jg CHAPEOS DE SOI,
Ruado Passeio-Publico. ivfl.
O fabricante deste estabelecimento adverte ao respei-
uvel publico deiu cidade que elle posiue presente-
mente um rico sortimento de chapeos de sol assim
como chapeos de sol de seda furia-cores, dos mais ricos
que tem apparecldo neste mercado e de cores conde-
cidas ; ditos para senhoras de bom ton, adamascados ,
lavrados com suas competentas franjas de retros, tu-
do que tere de mais moderno e do melbor gosto ; uro
completo sortimento de chapeos d sol de panninho de
todas as cores e de todos os tamanhos para homens ,
senhoras e meninos ; ha tambem Igual aorUnieUto de
fazendas para cobrlr armaedes unto de eda de cores
como de panninhoi trancados e Usos Imitando eda. Ad-
verie-se que os freguezea serio servidos com brevldade,
e se acharo satlsfeltos da boa qualidade, do bom gosto e
do preco.
Precisa-se alugar duas pretas que saibam ven-
der na ra : na ru do Rangel, n. 17.
~ Aluga-se o bem conhecido sitio na estrada do
Cordeiro de Nuno Maria de Seixas, s proprio para
algum negociante estrangeiro, ou oulra pessoa que
tenha traumento : na ra doluOilm, B. A abaixo assignada, para se hvrar
de duvidas, que par o futuro possam
apparecer, declara que a Sra. D. luaria
Marroqoina de Jess Nazareno Ihe hede-
vedora da qunnlia do 3oo^ooo r*is
Anna Joaquina Pratis Colho.
Em respoota aoannuncio deste /Mani n. 905,
dss iniciaos i. C. N. F., em Oltnda, responde-se que
quando na casa do Sr. Brilo se eslava devendo nn
botiqun da Estrella 1,000 e tantos ris nunca o
dono deste estabelecimento o detou no Diario e
que para ser pago desla quanlia Ihe foi preciso man-
dar fazer concert! para pagamento: agora pela
quanlia de tres mil e tantos reis, e que para rsr
esta quanlia tem dous jantares para oncontrar que
muito pouca diiTerenca ha de haver portanto, J. ('..
N. F. nflo nega que deve a algumas pessoas, e seno
o tem pago he porque notem podido; porm ao Sr.
Brito nada deve.
-- Um rapaz brasileiro, de 10 anno, se offereee
para caixeiro de algum estabelecimento, ou para
cobrancas, poishe muito diligente e d fiadora
sua conducta : quem o pretender anuncie, ou dl-
rija-se a ra Nova, n. 38.
Para poder responder-se ao autor do annun-
cio inserto em o Diario llov n. 196 sobre o farda-
mento e instrumental da extincta msica do quarto
balalhOo da guarda nacional, que diz achar-se em-
penbado por mais de 900,000 rs., he mster que se
declare quem foi que empenhou e a quem o dito
instrumental, por ordom de quem, o nome de quem
commandava o batalho na occasi&o do empenha-
mento e o da, niez e anno em que isto se verifi-
cou aflm de conhecer-se a legalidade do acto e so-
bre quem deve pesara respousabilidade : satisfeito
isto ver-e-n "em e contri jn*>m cnmnpte usar
dos meios lgaos.
c. s. s. ,
Precisa-se de um moco que saiba 1er, e que sa
queiraapplicaraotrabalho de padaria.e para en-
tregar pilo a alguns freguezes, com um preto 1 tam-
Jiemse precisa alugar um preto, pagando-se-lhe
todos os mezes o que se ajustar : na praca da S.-
Cruz padaria de uma s porta.
Uma mulher de bons costumes se encarrega da
criarlo de meninos de peito impedidos e desimpe-
dldos, e tambem recebe meninos para se desmamar,
no que promelte esmerar-se : quem de seu presti-
o se quizer ulilisar, dirija-se a ra da Penha ,
ierceiro andar do sobrado que ica defroate de um
sobradinho pintado de verde e amarello.
Preaisa-se de um pequeo para caixeiro de uma
venda na 1 na da Cadoia do S.-Antonio e que d
fiadora sua conducta na ra da Guia n. 36.
OiTerece-se um rapaz Brasileiro de boa con-
ducta de 18 a 19 annos, para caixeiro de venda ou
padaria : na ra imperial, n. 37.
- Precia*-* Jti|.r um sitio nos lopr* *"
teiro. Foco, Cas "-ForU ou Apipucos que U
1 e;.rdV^r.di. com ommodos par. grand* J
tiver dirija-so a ra do (.ollogio ,
milia : quem o
n. 5.
DENTISTA.
y. 8. M.w.0. clrurglo denllsU ''."!^*
00 Recife ra do Trapiche-Novo. n. 8. .eguudo andar,
onde contina, por denles in Ine raes ""nd1,0"u.
ruptivels e parecende tntelramenle como dent. i> "
raes : tambem tira a pedra, a quat, nao sendo e*M*>
empoucotempo unto arruina os denles; =>u''*~!
ouro, prsu, oudentlco para privar de 'Kraf"*!L!;
corru|cao lamben, lira, lima e fas totas pP'^"
denlices com a maior delicadeza posslvel. hile es
que os elogios e o multo patrocinio que tem reoeD!"a
pelos beneficios que tem produsldo n sua prauca "
raote 8 annos de residencia nesta cidade e*>f"
lias sufflelentes para as pessoa* que, precisando ae seu
restimo, nao o delsem de procurar.
Quem deixar de comprar
a dinheiro,
pelos mais que baratos precos, o aeguin-
te calcado ? SapatSes brancos, do A-
racaty, muito bem feitos, a 1,000 rs. o
par ditos inglezes a 3,aoo rs ; botii
r _____ (t
ll'UIcc/.co n .',
C. Starr i\ C engenhelros, con fundlciio de ferro c
bronze, c ferrara, ludo em ponto grande, movido por
duas machinas de vapor, montadas nas casas novas na
ra da Aurora em Santo-Amaro, avisan aos seus fre-
guezes, e ao publico cm gcral, que teem acabado dea-
l>iomi.ir para vender varias machinas de vapor de bai-
va i- de alta pressao, e de diversos tamanhos : estas ma-
chinas so providas de bombas para supprlr a caldeira
com agoa j quente, e com vlvulas com os seus arran-
jos muilo simples para regular a quantidade da mesma
agoa ; mas os annuncianies, longo de inculcaren estas
invences como suas, advertem que a primen-a foi adop-
tada pelo ceJebreSavary em 1698, e a segunda inventa-
da por Hrindley j mais que cein annos passados, e
ambas introduzidas nesta provincia en 183j pelos an-
nuociantcs na machina de vapor do engenho Carauna
(o priinciro fabricado neste imperio) o qual aijida esta
em effrctlva operaao, c desde euto se ha eslrabido
peno de uma duzia das incsinas machinas, fritas nesta
fabrica, contendo os mesmos apparelhos, e com summo
aproveitamento dos compradores ; portanto Impingir
isto agora como cousa nova, era impostura. Os anniin-
ciantes teem sim a satisfacio de informar u respeiuvel
publico, que bao conseguido un melhoiamento de nao
pequea importancia, e verdadeiramenle novo neste
paiz, que be por meio de urna modificarlo da caldeira
e um simples arranjo de canos e registos, aproveitar
o fugo superfluo do assentatnenta para faser mover a
machina de vapor sem mai* gasto de couibustivcl de-
pols do engenho terganhosua marcha : esta inulto til
lembranca tvm sido experimentada com bons resulta-
dos cm os engenios- Trapiche c Jardlm. Esta fabrica es-
t semprc sorlda de
Munidas de tambores abertos para buchas de ma-
deira, grandes e pequeas, com seus pertences.
Ditas com aguilhes acunhados, chamadas meias
moendas. de todos os tamanhos c^coin rodetes de ferro
ou sem elles, para agoa ou animis.
Ditas inteiras, todas de ferro, endepcndenle, coin a-
marras diagonaes de gancho, invencao dos annuncian-
tes, e muito approvadas pela sua fortidao c facilidade
d'arinarc desarmar.
Alambiques de ferro, cousa nova e muito approvada.
Moinhos e prensas de mandioca e fornos de fariuha.
Carros de mo e arados de Ierro.
Grande sortimento de bromes, agullhes, chumacei-
ras, parafusos e mais pertences de engenho.
lodas c rodetes de varios tamanhus.
linceas e crivos de fornalha.
Ruchas para carrocas, erra d'aco para serrarlas.
Bolineles, brouzes e roldanas para navios.
Os annuuciantes, pelos longos annos de pratica nes-
te paiz, pela grande capacidade e commodos de seu
novo estabelecimento, e pelo crescido numero e multa
experiencia e pericia dos seus operarios e empregados
oflerecem aos frrguozcs vantagens nao possuidas por
nenliuma outra fabrica neste Imperio, e estilo, portanto y.
_______ n, sa (litas! J~ LIsHa 2.
3,000 fs.; sapatos de duraque, de Lisboa,
para Senhora, a 900 rs ; ditos psra me-
ninas, a 600 rs. ; ditos de lustro pira Se-
nbora, de Lisboa, a 1,900 rs. ; ditos pa-
ra meninas a 1,400 rs.; ditos de marro-
quim, francezes, para ditasa8oo rs. ; bor-
zeguins para Senhora, a 3,5oo rs,: sapa-
tos de marroquim para Senhora, a 1,000
rs., e em duzias mais em conta ; e outras
muitas qualidades : na ra da adeia u
Kecife, n 35.
asasen
Compra.
de engenharla ou machinismo.
3Iria Anna Joaquina da Silva, viu-
va testamenteird de seu finadn esposo, o
commendador Antonio da Silva, e liquida-
taria da casa commercial que elle tinha
nesta praca, sub a rasao de Antonio da Sil-
va &C, declara que est procedendo ain-
ventario dos bens do seu casal, pelo Car-
torio do cscrivao Kego.
H0TEI.-C0MMERCI0.
- Este estabelecimento, sito na ruada Cadeia da
freguezia de S.-Antonio, na propriedade n. 13, echa-
se augmentado de commodos independenles e.de-
centemente mobiliados para hospedes com fami-
lias e sem ellas e para pessoas que exjam menos
tratamento. 0 segundo andar 'do referido estabele-
cimento offereee as precisas comnioddades .para
bailes e partidas. A posigHo du casa en situarlo
fresca e aprasivel vista c enllocada no centro da
cidade ,' concorrerr a ser preforivol a outros esta-
belecimentossemelhanles. Os precos serflo mdicos,
enyelaclo as proporcOes que seolrerecem.
Furia rain, lerca-feia, 12 do correte, um c8o
pequeo felpudo posunho do ambos os ps ; coin
duas malhasamarellasnasduasorelhaso noespinha-
co ; tem um taquinho tirado na orelha dimita si
cauda com grandes.cabellos : quem o pegar love-o s
Cinco-Pontas n. 71, que ser gratificado.
Um moco portuguoz, que dallador a sua con-
ducta, se offereee para caixeiro de armazem, ou ou-
lro qualquer estabelecimento, excaplo vonda : quem
precisar, dirija-se a ra de Apollo, n. 31.
Manoel Jos de Souza Favella retira-se para Por-
tugal.
O TRIBUNO N. 118
est venda na ra Nova loja do Sr. fameiro, e em
mao dos distribuidores.
Precisa-so de un rapaz que tenha principio de
pharmacia ou sem elle : na botica do Atierro da Ba-
Vista, n. 76.
A abaixo assignada declara pelo presente que
tem derogado toda e qualquer procurado bastante
que baja feito nesta cidade, e para clareza faz o pre-
sente.
Anna Rita de Auvtdo I.itboa.
Na ra do Vigario, 11. 24, vende-se bolacha a 1/
rs. por arroba, muito boa para o sustento de ani-
maes.
Offerecc-se uma ama para uma casa de pouca
lamina ou homom soiteiro : na ra Oireita, 11. 74.
Fugio da cidade de Goianna, no dia 9 do corren-
te mez, o escravo Manoel, de nacio Angola,idade de
18 annos pouco mais ou menos, com os seguintes
signaes: alto, secco do corpo, bonita figura, esia
apontando a barba, ha desconfiancas que esteja a-
coilado para a lia-Vista por ter aqu alguns conhe-
cimentos, he escravo de Manoel Das de Oliveira, da
mesma cidade de Goianna : roga-se a quem o possa
apprehender, conduzi-lo a ra da Cruz, a Luiz Jos
de S Araujo que gratificar generosamente.
Precisa-se de um caixeiro que entenda de loja
de miudezas: na ra do Collegio, loja 11- 9.
Precisa-se de um rapaz de 13 a 14 annos, que
tenha pratica de venda, Brasileiro ou Portuguez ,
para caixeiro do mesmo estabelecimento; na ra
Bulla, n. 26.
Roga-se ao Sr. Francisco Jos Gomes, natural
do Port e sobrinho de Antonio Jos Gomes de Fa-
ria, este estabelecldo na provincia da Parahiba de
dirigir-se a ra da Cadeia n. 39, casa do Amorim
Irmflos ; aonde sedeseja fallara negocio de seu in-
teresse ; e se porvenlura nesta praca no residir ,
quem do mesmo Sr. souber e poder dar informa-
c,cs oonde so acha se Ihe ficar muito obrigado.
Alugam-se 4 boas moradas de casas para se
passar a festa, com bom banho e sitio para so pas-
sear: a tratar no sitio do Cajueiro. No mesmo sitio
vendo-se uma olaria na Passagem-da-Magdalena,
com pasto para vaccas o terreno bom para planta-
do e para tirar barro para qlaria.
Perante o Sr. Dr. juiz do civel da primeira vara,
tem de ser arrematada em praca publica no dia 19
do correle na casa das audiencias as 12 horas da
mantilla a prela crioula de nome Luzia penhora-
verdadeiramente habilitados a "einprehender c execu/|da por execueflo de Joaquim Jos Ferreira contra
tarcom a maior promptidao e perfeicao qualquer ob derfio comparecer no lugar indicado e no dia e ho-
ras marcadas por ser esta a ultima praca.
--0 Sr. Joaquim Pinto de Azevedo tem uma carta
no escriptono de Machado & Pinheiro, na ra da
Cadeia do Recife, n. 37
Aluga-se a loja da casa n. 1, da ra Augusta,
propria para qualquer estabelecimento e princi-
palmente|para venda, por ter todos os utensilios pro-
prios : a tratar na ra doQueimado, n. 19.
Uma pessoa que tem conhecimentos de msica,
se propon a dar Meos por casas particulares e pro-
meti esmerar-so no adiantament de seus alumnos:
quem de seu prestimosa quizer ulilisar, dirija-se a
ra da l'raia-de-S.-Rita, 11.22, das 6 as 8 horas da
manhfla e das 3 da tarde em diante.
Urna pessoa bastante habilitada, se offereee pa-
ra cobrar qualquer divida dentro da praca, por
uma pequea porcentagem : o annunciante da pes-
soa que afianca a sua conducta e prometa des-
empenhar qualquer missSo de que o encarregarem :
quem de seu presumo se quizer utilisar annuncie,
ou (lirijs-se a ra da Aurora n. 12, que sedir quem
pretende.
Arrendase, pelo lempo da fasta, ou animal-
mente uma boa casa torrea a margem do rio Capi-
baribe, no Poco-da-Panella que foi do fallecido
doutor JoSo Lopes : a tratar na praga da Boa-Vista ,
n. 24, segundo addar.
Na ra d'Alegrla, n. 11, precisa-se alugar uina es-
crava que esteja nas clrcusnstanclas de bem fazer o
servif o interno e externo de uma casa de familia.
-* Urna pessoa com pratica de escripia
commercial, e bonita lettra, prop6e-se a
eacrever nas horas vagas, nos domingos
e das santos, com lirapeza, mediante m-
dico estipendio : quem precisar, annnncie.
Cotnpram-se escravos que sejam ollicias de car-
pina, de 18 a 25 annos, e de boas Gguras ; pagam-so.
bem, sendo de bons costumes e peritos no seu ofn-
eio pois silo para urna encommenda do liio-de-Ja-
neiro : na ra do Amorim, n. 35, a fallar com J. i.
Tasso Jnior.
Compra-se um ou dous pretos, que sejam mo-
cos e sem vicios, que entendain alguma cousa de ea-
noeiro : na ra da Praia-de-S.-Rita ns. 25a 37.
-- Compra-se ouro velho do lei, qualquer poroso,
a 3,200 rs. a oilava: quem livor annuncie.
i *^m~~m
Vendas.
i
Vendem-se queijos londrmos os mais fresesae
que ha no marcado ; latas com bolachinlias de ara-
ruta ; ditas cora hervilbas ; ditas com sardinhas :
na ra da Cruz, no Recife, n. 46
Vende-se um pardo moco, proprio para todo o
servico: na ra da Cadeia-Velha, n. 33, se dir quem
vende.
Vende-se, na venda de Joaquim
Correia ezrnde Reg, no largo do Li-
vramenlo, n 20; superior c*\ !* '.isbi,
em barris de 4 a 5 arrobas, a mais nova
que ha, vindapelo ultimo navio, por pre-
co mais com modo do que em outra qual-
quer porte.
__Vendem-se sois escravos. sendo dous moinijB
de naciio de 18 a 20 annos; urna negrinlia recomida,
de 13 annos,que cose, faz lovarinto, e tem principio
de engommado, cozinha e he muito desembaracada
e de boa conduta ; tres pretas muito mocas e com
algumas habilidades : na ra do Vigario.n.'W.se di-
r quem vende.
KA HELO.
Vende-so farelo om saccas grandes muito supe-
rior : na ra da Cadeia do Recife n. 64, armazem
que foi do Braguez.
Vende-se uma toalha de lavannto, propria pu-
ra balizados: quom quizer comprar dirija-se a na
Dreita, o. 102.
Vendem-se dous pianos fortes da Jacaranda ,
chogados ltimamente, que, alm do seren um
magnifico ornato de uma sala, teem excellentes
vozes, sondo o mechanismo da muita approvada no-
va invencao chamada repitidor patente da Col-
lard : em casa de J. Koller & Companhia na ra da
Cruz, n. 55.
Vende-se um relogio patente inglez com cala
de prata i na ra da Cadoia de S.-Antoaio, arma-
zem n. 21.
__ Vendem-se os melhores charutos de
San-Felii: na ra do Queimado, n. 17.
Dao-st: a mostra aos compradores.
Vendem-se pranchOes de madeira da oleo de*Jt
3 e 4 costados e com 2 a 2 palmos a meio de largura:
vende-se 1,2, 3 e mais pranches, conforme o com-
prador quizer para sua commodidade por preep
commodo, para se fechar contas do mallo : na ru*
do Collegio, loja do miudezas, n. 9.
Vendem-sehiscoulo francez de Rheims, che-
gados ltimamente da ra da Cruz, n. 34, prime 1-
ro andar.
Vende-se a dinheiro, pelo mui bara-
to preco de 3,aoo rs., borzeguins para ho-
mem; sapatSes de lutro para dito, france-
zes, a4,5oo rs.; perfumaria fina e bonita,
tambem por preco commodo : na loja de
calcado da roa da Cadeia do Hecife, n.35.
* Na ra da Concordia, estaleiro da Manoel da
Silva Mariz, vendem-so 6 travs do 44 palmos du
comprimentol, de muito boa qualidade, o om conta.
Vendem-so csvallos de ambas as sellas: na co- <
cheira junto ao hotel Commercio: lambem se alu-
gam para viagens ptimos quartos, e tambem pa-
ra passeio. Na mesma cocheira precisa-se de uracai- *"
xeiro para tomar conta de uma venda por hilanco ,
o que d fiador sua conducta.
L
I
i


-
Na ra di Cruz n. 90, vende-te, para liqui-
dugio de oontss, aola, cera de carnauba, pcnnaa de
ema e chapen de palha por menos prego do que
cm outraqualqucr parte.
Na ra uaa Cruzrs, n. 22, segundo andar, ven-
dem-se 6 eacravoa sendo : una crioula de 24 an
nos, perita engommadeira ecozinheira queco-
te chflo e lava de sahflo ; urna parda de 36 annos ,
que cngomnia, cose chuo cozinhae lava; urna
crioula da mesma idade e com as mesnias habili-
dades ; urna preta de nacflo, que cozinha lava e
vende na ra ; um cabritilla de 14 annos ptimo
para pagcm ; um oscravo de nagSo para o servigo de
cnmpo.
--Vende-se muito superior biscouto francez do
liheims : na ruada Cadeia-Velha, n. 29.
Vende-se urna preta crioula anda moga som
vicios nem achaques que cose, engomma, cozinha
bom o diario de urna casa, cnsaboa, faz renda e ven-
de na ra : ao comprador se dir o motivo por que
se vende : ha ra da Cruz, n. 34, torceiro andar do
sobrado que confronta com o bccco da l.ingocla.
Vende-se urna porglo de barris com mel de
furo juntos, ou retalho, por commodo prego:
na ra Imperial, n. 25. Na mesma casa procisa-sc
de urna ama que tenha bom e sufllciente leile ; pa-
ga-se bem :adverle-se que nfo tenha filho, o se
for escrava mclhor.
Vonde-se urna preta cngommadelra e cozinbei-
ra tanto do torno como de rogSo e Que faz todas
as qualidades de doces; urna mulatinha de 7 a|9
annos ; urna cabrinha da mesma idade : na ra do
Fogo, n. 23 se dir quem vende.
Xa Ion de lia noel Joaquina
Pascoal K.nip s, no -Passeo-
Publico, n. 19,
vendem-se as sp^uintes fazendas : pannos finos pre-
to, a 3,000, 4,000, 4,500, 5,000 e 5,500 rs.; pegas
do madapoliolino, a 3,200, 3,500, 4,000, 4,500, 5,000
fe 5,500 rS. ; chitas escuras a 140, 160 e 200 rs. o
covado ; ditas finas a 240, 2S0, 280 j 330 rs.; man-
tas do soda a 12,000 rs.; riscados Trancazos a 200
rs. o cov.ido ; cortes de laa. a 2,500 rs. ; ditos do cas-
sa-chita a 2,000, 2.500, 3,000 e 4,500 rs. ; chales de
seda a 9,000 rs. ; ditos de nietiin, a 1,000 rs,; pel-
lo do diahn 200 ri. O covado ; castores do todas as
qualidades a 200, 240 c 320; lengps de seda a
1,000 e 1,600 rs. ; cortes do colletes de gorgurilo
prcto a 4,501 rs. ; ditos de fustSo a 1,000 rs ; es-
guiio fino, a 2,000 rs. a vara ; sarja preta a 2,000
e 2,500 r.-f. o covado ; cortes de casimira a 6,000 rs.;
brim hranco de puro linho a 1,800 rs ; dito pardo,
a 1,600 rs ; ditos do cores a 1,000 e t,500 rs. ; chi-
tas decoberta a 200 rs. o covado ; chapeos do sol,
de seda preta a 5,500 e 6,400 rs. ; merino lino a
3,500 rs. ; cassa lisa a 3C0 rs. a vara ; chales de lila,
a r>,200 e 2,500 rs.; pegas de plathia de algodSo, a
4,000 rs.
Vendem-se e alugam-se bixas de hamburguezas,
sag lino, gomma de aramia, ccvadinha de franca,
tapioca de Maranliflo, por pregos rasuaveis : na ra
das Cruzes, n. 40.
Vertdetn-se saceos com i'arelo, pelo
harao preco de a,4oo rs: na rtia da an-
zalla-velha, n. i38
Yendem-se barris, com brea tanto
em porco emo ein barris : na ra do Tra-
piclie, n. 36, em casa de Mathcus A lis-
tn &G.
Vende-se um sitio na estrada de Uelm com
terreno para plahtagiio pasto para voceas e muilos
arvores de frucio por preco commodo : no Aterro-
a-Boa-Vista fabrica de licoros, n. 17.
Vendem-so chapeos de castor branco a
JSA^ 4,0ii) rs. : na ra do Queimado, n. 22.
Vendem-sa pegas de madapoino com 20 varas ,
muito largo c muito encorpado, a 2,800, 3,000o 3,200
rs. ; chita para cohcria a 160 rs. a retaio; roupa
. loita para cscravos islo he jaquotas, caigas e cami-
sas : na ra do I'asseio loja n. 17.
Vende-so phosplioro por prego commodo em
libras e om ongas: no Aterro-da-Bua-Vista, fabrica
de licores, n. 17,
--- Vende-se nma mulatinha de 12 annos com
habilidades ; 4 lindos moloques de 15 a 20 annos ; 1
negrinlin de 12 annos muito boa costureira ; 2 pre-
tas de nagffo, perfeilas engommadeiras o cozinhei-
ras ; 4 ditas de todo o servigo; 1 prcto de elegante
figura muito bem oiTiciatde sapateiro; 4 ditos do
servigo de canino; um dito de meia idade; una
parda com habilidades, por estar grvida de 2 me-
zes : lodos estes cscravos se vendem por prego com-
modo : no paleo da matriz do S.-Antonio, sobrado
n.4.
' Vendem-se, a prazo, ou por escravos, quar-
tos c bois mangos duas casas terreas edificadas na
travessa do Marisco oulr'ora beeco do l'cixoto, as
quaes rvndem 8,000 rs. incnsaes : na ra Direita, so-
brado de um andar n. 16, que faz esquina (tara a
travessa do S -Pedro.
Vendem-se 3 escravos, sendo dous
moleques proptios de todo o servico de
casa e campo, e urna mulata de 16 a 18
anuos, boa costureira e engommadeira :
na ra do Crespo, loja n. i A, se dir
quem vende.
-- Vcnde-se urna rede bem feita propria para li-
poia : no Aterro-da-Boa-Vlsta loja n. 78.
Vendc-se a armagao da venda da esquina da
ra dos Agouguinhos, n. 20 por prego commodo :
a tratar na travessa do Serigado venda n. 1.
O verdadeiro sysleiua para cu-
rar vista curta,
u cansada nao se encontra na homceopathia, nem oa
allopathia poim sim em oculos apropriados os
quaes se vendem na ra larga do Rozarlo, loja de
miudezas, n. 35.
Vcnde-se um sitio com 60 palmos de frente e
mil e tantos de fundo na estrada nova de S.-Ama-
ro com casa de taipa viveiro principiado c. outras
bemfeitoras ; assim como tambom um terreno com
alicorees ha ra Imperial, e um sitio na estrada do
Arraial : no pateo do Terco, n. 10.
__^____-
n
"t \T.:.."~ ...... -----------
Taixas para engenhos.
Na fhndigo de ferro de l'ra-de-Portas, contina
a haver um completo sortimcnio do taixas de ferro
coado de lodos os lmannos, por preijo commodo.
Vendem-se galftet de ouro verda-
iteiro, de lodos as larguras, e mus barato
do que em outra quaqiier parte : na ra
larga do llosa rio. n. a--
PRELO
a 3'ooo rs. a sacca
nos armaren ni. 1 e 3 do caes da \ Ifandega, e no de n.
35 da ra do Amorim, de J. J. l'asso Jnior,
Riscados monstros.
Vendcm-se superiores riscados monilros, j bem co-
nhecidos Unto pela qualidadt como pela largura cm
demasia, pelo barato preco de 280 rs. o covado. Estes
riscados sp chegados diurnamente : as cores sao nxas,
e os padrdes multo modernos e de bom gosto : na nova
loja da Estrella da ra do Collglo, n. 1.
Vende-se urna porgflo de libras de cera da terral;
couro de lustro de cores, proprio para canhoos de
bolas de pagens na rna lrlroita loja de couros,
n. 65.
Vendem-se barris pequeos com cal virgem de Lis-
boa a inais nova que ha no mercado, por preco com-
modo : na ra da Molda arina/em n. 17.
Vende-se urna casa terrea multo grande, tita na
ra da Mangueira, na Boa-Vista, n. 11, com grandes com-
inodot, quintal muito grande e muitosarvoredotdefrnc-
U, por preyo o inais rasoavel postlvel: trata-se na na
do Aragiio, n. 27.
A 1/000 rs. CADA UM CHALE.
Na loja que faz esquina para a ra do Colleglo, n. 5 ,
vendem chales de tarlatana, grandes e de padrdes e*-
curos pelo barato preco de mil rs. cada um.
Casimiras elsticas.
Vendem-se superiores cortes de meia casimiras els-
ticas de pura laa, pelo barato preco de 2/000 e 3/000 rs.
o corte de calca : na nova loja da'estrella, da ra do
Colleglo, n. I,
Vendo-se cal virgom de Lisboa muito nova ,
para fabricar assuear : no armazom do Sr. Antonio
Atines defronlc do caes ds Alfandega.
Alpaca alcochoadj, a 8oo rs. o covado,
vende-se, na loja que faz esquina para a ra do Colle-
gio n. 5, de Gulmares St Cniftpanhia a nova alpaca
alcchoada vnda de Lisboa a/.<-iida iiiieiraiiienie
nova nesta cidade preta e cor de caf, de 4 palmos de
largura, pelo barato preco de 800 rs. o covado.
Vcnde-se cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas cliegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almeida & Fonseca, na ra do Apollo
A is'ooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem-se no caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreire.
Osantigos riscados monstro.
Na loja de Guimares & C, ra do Crespo, vendem-se
os bem conhecidos riscados monstros de padrdes inulto
modernos, e que teemqiiasi uinayara de largo,pelo ba-
rato preco de 320 rs. cada um covado.
LOJA
DE6RORTASNJ?
O dono dcste estabelecimento,vendo-se em cir-
cunstancias de Ihe ser preciso retirar-se para a
Europa precisa primeiro pagar a seus credo-
res, e para eR'eituar este pagamento o inais
breve possivcl, oltercce atguin abatimento a
seus devedores que qiiizerciu saldar suas con-
tas ; assim como tem rcsolvldo vender todas as
fazendas por diminutos precos, a saber: poyas
de madapolao, a 2/ 2/;H)0, 3/200, 3/500, 3/700,
3/1100 e 4/ rs. ; ditas de chitas escuras, finase
eiitre-luai, de cores lixas a 4/800, 5/, 5/500,
6/e i '.'mii rs. ; ditas muito superiores, eutrau-
do alguinas de coberta, a 7/ rs. a peca c a 190
rs. o covado ; alpaca, aGOO rs. ; lila larga, a 380
rs.; casineta preta a l^rs. ; los linos e gran-
des de linho, a /400 7/ e 7/500 rs. ; chales
grandes de garca a 1/500 rs. ; ditos de chita a
800 rs.; vestidos de cambraiacoui bico e renda
de superior qualidade, a 3/ ri.; mantas de cam-
braia para seuhora, a 1/rs.; luvasde pellica,
seda c algodao, para hoiiiem, a 320 rs. ; pesco-
cinlios c golas de boliitos gustos, a 240 320 rs ;
bicos franceses, inglezes c da trra e alguns de
de seda preta, a 120, 1(50,200, 240,320, 400 e 640
rs. ; lencos de eas^a para gravata a 200 rs. ; di-
tos de multas qualidades para homem e se-
nhora a 180, 2n0, 240, 300, 320, 3(10. 400, 480 e
5I0 rs. ; suspensorios a 40, 120 e ilin rs. ; ditos
linos de borracha a 200, 240 e 260 rs. garca
de seda muito larga cun flores douradas a 240
rs. o covado ; cassa da India,a400 e480 rs. a va-
ra ; merino fino e entre-tino a 1/800 2*000 e
2/500 rs. t pannos finos, a 3/800.4/ e 4/500 rs. ;
e outras inuitas fazendas que nao se annunciam
por oceupar muito lugar as quaes se vendem
todas anda inesiuu com grande prejnizo s
a i i 111 de se acabar com o dito estabelecimento ,
o qual tambem se vende no estado que se acha,
havendo quem o queira comprar ainda mes-
i ino a prazo com lettras de firmas que agrada-
ren! a seus credores.
Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
FARLNHA DE TRIESTE.,
marea verdadelra -SSI', chegada ltimamente: vende-te
em casa de N. O. Bleber & Companhia, na ra da Cruz
n. 4.
~ Vende-se urna porgo de charutos furados, pti-
mos para screm cobertos de novamente por prego
muito barato : na praga da Boa-Vista, n. 15.
CHA1 HYSSON,
de ptima qualidade a 2/240 rs. a libra : na ra da
Crus no Recife armazem n. 13.
Vendem-se queijos londrinos e presuntos para
fiambre chegados pelo ultimo navio de Liverpool ;
hervllhas propria* para sopa ; vasioras para varrer sa-
las : no armazem de Oavis &t Companhia na ra da
Cruz, n. 7.
Vende-se tal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barra pe-
queos, por manos do que em outra qual
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
tem n. I7.
Vendo-so o onganho Macaco tito na freguezia
do l'ao-ilo-Alho, diatante dosta praga novo legoas,
moente o crrante com terreno muito frtil e de
agua perenne; o qual engenho vende-ae sonto de
desobriga, e todo o pagamento annual : a tratar no
engenho llamos da mesma freguezia.
Vendem-se 4 lindoa moloques de ifi a 18 annos ;
3 pretosde 25 a SO annos ; 1 pardo de 18 annos ; 9
mulatinhas de7 a 14annos, com principios do ha-
bilidades; 2 prelas proprias para todo o servigo : na
ra doCollegio, n' 3, ae dir quem vende.
Contina-so a vender manteiga ingieza nova, a
800, 790 o 800 rs. ; caf moido, a 160 rs.; dito em
grfio a 120 rs. cevada nova a 100 rs ; cha hysson
superior, a 2,000 rs.; aletria a 280 rs. ; carnauba ,
de 6, 7 o 9 em libra, a 300 rs. : ospermacete, de 6 era
libra a 880 rs. ; toucinho de Lisboa,, a 240 rs.; be-
nita de porco a 400 rs.; feijSo inulatinho e preto, a
400 rs. a cuia ; arroz branco, a 400 rs. a cuia ; mi-
lito o arroz com casca, a 120 rs. ; bolachinha ingieza,
a 200 rs.; caisOcs de doce de goiaba nova de 6 em
arroba a 800 rs ; queijos flamengosnovos a 1,520
rs.: no pateo do Carmo, loja do sobrado de f.abriel
Antonio, n. 17.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
LarangeirA, n. 14, segundo andar urna
linda parda do 20 annos, com algumas
habilidades; una preta de 20 annos, com
urna cria de 2 annos a preta engomma,
cose e cozinha ; urna parda escura de 30 anuos, o no
engomma, cose cozinha e lava de sabao o varrella;
daas negrotas de 15 annos ; urna preta de meia ida-
do, queongoinnia, coso, cozinhae faz doces, por
320,000 rs. ; 2 moloques de 16 annos ; um dito do
18 annos ; um pardo de 85 annos, por 350,000 rs.;
um dito do cor escura ,'bom copeiro ; um preto.de
20 annos perito offlcial de sapateiro ; e inais alguns
escravos que se mostrarSo aos compradores.
i- Vendem-so tellins inglezes elasticoi -,
[sorcmelsticos de patente, forrados de*couro d
porco, muito fortes, por terem dous ferros na "
maguo: sel lint promptos para pagana muito fot
les caheesdas inglezes, redigas, ditas de lustro"
brancas e preta* ; macas de couro de lustro sem /
rem forradas de papoIBo ; ditas brancas; sillhuat
para montara do senhora, forrados de couro di
porco inglez; brides de paraiuso, modelo da luin,
eludo o maisque pertence ao mesmo estabeleci!
ment por prego commodo : na ra Nova, n. k"
defronlc da groja da Conceieflo dos militares Ini.'
de Antonio Ferreira da Costa Braga.
Vende-se urna cadeirinhs em bom estado do.
prego commodo ; e um tronco a tratar na ru a.
Alegra, n. 34,
Vendem-se bolinhos de difiranles masaaa b,
ra estreita doRozario, n. 13, por cima da padar7
Vende-se um moleque de boa conducta o q
se aflanga : he recommendado a ser vendido a pe.
sos conhecida por ser digno de terum bom senhor
na ra Direita, n. 16, esquina que volta para s.-pg!
dro, se dir quem vende.
Vende-se a Historia da Grecia antiga 2 v
Biblia sagrada 3 v. : Escola mercantil, 1 v. ; os'L
su istase as lettras, 1 v. ;a SolidSo.1v.; Crim
do governo inglez 1 v. ; a Avoz de Jesus-Christo
2 v.; Compendio de theologia moral o evangeliza'
6 v.; Geographia universa!, por TorreSo, t j v.: jviias
moderno, 1 v. : Metluphysica 1 v.: ludo por pro
go commodo i na na do Queimado, n. 11.
Escravos Fgidos
pv^S Na ra Direita, sobrado n. 16, que faz
^W esquina para a travessa de S.-Pedro, lia
'Ssfikfc quem venda 2 casas terreas com bons
H^' conimodos, sitas no becco do Peinlo,
tambem se vendem a prazo ou a tro-
co de escravos, ou bois mansos o quer-
aos.
Vende-se urna escrava crioula, moga, de boni-
ta figura ,sem vicios nem achaques, com principios
de costura eengommado oque se afianga ao com-
prador : na ra do Collegio, venda n. 12.
Potassa.
Vende-se muito superior potassa em
han i/ pequeos: na ra da Cadeia-Ve-
lha armazem de Baltar&Oliveira, n. 12
Attencao.
Vende-se una rica o elegante estante ue Jacaran-
da, de msica, assim como bonitas msicas italianas
e o bom lempo : ludo por prego commodo : no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 58.
Na na de Agoas-Verdes,
n. 46.
Vende-se, d urna pessoa que se retira urna, bo-
ni a moleca de 15 annos ; una mucama mulatinha
de 15 annos; um bonito mulatinho de 13 annos;
umo escrava boa cozinlieira quilandeira e lavadoi-
r ; tima dita de naglo por 280,000 rs. ; dous mo-
loques de 18 annos ; um escravo proprio para pala-
quim som vicios ; 75 acgOes da companhia de Be-
licriho ; 3 moradas do casas no bairro do Becifo, as
melhorcs mas
Vendem-se, na ra Nova n. 3, armazem de
Antonio Ferreira Lima frascos com 6 libras de do-
ce de ginja ; latas com 8 a 9 libras de bolachinhas de
Lisboa ou cm libras ; bolacha grande feita cm Lis-
boa igual a que vem da America do norte em bar-
riquinhasde 4 arrobas ou em libras; cha hysson
muito superior ; moslarda em p ; conservas ; latas
com sardinhas de Nantes ; boies com sal rofiuado ;
licoros finos sorlidos ; vinhos engarrafados, Porto-
Madoira moscatel de Selubal Carcavcllos Buce,
las, malvasia da Madcra; latas com homilas; e
lodos os mais gneros pertcncetites a eslo estabe-
leciineiito.
Vende-so um casal de pombos mariolas, muito
grandes e bonitos 1 na ra da Florentina, n. 16.
Vondum-se cinco moleques, mitre ellos um
ptimo mulatinho do idade de 15 aunos; 4 negr-
uhas de 14aunos; duas pardas do 16a 25 annos : na
ra Direita 11. 3.
No deposito de Me. Calmonl & Companhia, na
ra de Apollo, armazem n. 6, acha-se constante-
mente grande sortimcnio de ferragens inglezas para
engcnlios do assuear corro sejam : taixas do ferro
coado de dtfferoules modelos, os mais modernos;
ditas do forro batido ; moendas de ferro do mode-
lo adoptado, para armar em madeira; ditos todas
de ferro, lano para agoa como para animaes ; ma-
chinas de vapor de frga de qualro cavados o de al
ta 1 essilo o mais moderno e simples que he possi-
vcl ; reparlideiras ; espumadeiras ; resfriadeiras de
ferrooslanhado; formas de ferro: ludo por prego
commodo.
Na loja da esquina da ra do'Queimado para
a ra do Crespo, de Uanool Ferreira Ramos ven-
dem-se cortes de colletes do velludo, a 3,000 rs.;
riscados francezes a 240 rs. o covado ; lengos do
seda pequeos, a 320 rs. ;-meias casimiras a 500
rs. o covado ; luvas de seda preta para senhora a
500 rs.; brim branco trangado do linho a 240 rs. o
covado : grvalas de soda a 600 rs. ; cortes de
belmiras, a 2,500 rs.; ditos do tarlatana a 2,500
rs.; ditosdcgorgiirodo algodilo e soda para col-
letes a 500 rs. ; fuslfio a 320 rs. o covado : corles
de laa, a 2,000 rs.
Vendem-se meias de algodao feitas em Por-
tugal ; cora lavrada do Rio-de-Janeiro ; sardinhas
escuchadas muito frescaes ; arroz de casca : ludo
por prego commodo : na rua da Praia armazem
n. 37. No mesmo armazem vondo-soa Escriptura Sa-
grada poio padre AntonioPereir commntadaTm
23 voluntes encadernago franceza.
P EN El RAS de rame grandas o pequeas, proprias
par/ padaria : vendem-se no armazem do Bacelar,
no eres ds Alfandega.
Fugio do engenho Telha, no da 28 do
prximo passado, um cabra, de non*
Antonio, baixo grosso, sem barba, mui-
to prosista; he certanejo; foi montado
em um cavallo rugo-pedrez-talhado ; levou todas
sur. roupa c fazendas novas chapeo de couro. ito-
ga-se as autoridades policiaes e capilfles decampo,
que o apprehendam e levem-no a rua do l.ivramen-
to, n. 27, que sero recompensados.
Fugio, no dia todo crrenle um preto criou-
iu uo iiuuio F.u/xiiio alto, rieio do corpo setfc
barba rosto comprido denles limados, pernas \
as ps chatos ; tem um botflo de carne na orelha
e tres nos pcitos ; levou camisa do algodflo da tern,
caigas de algodflo trangado de lislras escuras. Kogt-
se sautoridades policiaes e capil3es de campo,
que o apprehendam e levem-no a rua da Praia, n.
15, serrara do Cardial.
Desappareceu, no dia 29 de agosto desta praca.
urna preta de meia dado de nomo Josepha de al-
tura regular, cheia do corpo ; tem o embigo um pou-
co grande que lie muito visivel ; levou vestido de
ganga azul e panno da Costa ; andava vendendo em
um taboleiro milito, arroz do casca duas pegas de
louga de barro, um balainho com gomma do engom-
uiar um prato branco com banha. Esta escrava cos-
til ma l'ugir para o mallo lugares do Po-do-Alhoo
Nazarolh. Roga-se as autoridades policiaes e capi-
tSes de campo, que a apprehendam e !cvem-a a
venda do Mondego no bairro da Boa-Vista, n. 64,
que serSo bem recompensados.
Fugio, no dia 14 do corrente, um escravo criou-
lo, de nome Joaquim de cor fula alto o alguma
cousa magro sem barba olhar carrancudo ; repre-
senta 30a 35 annos; levou caimsu ueaigouuoua ier-
ra e caigas do mesmo panno levando por baixo des-
tas outra de differente panno s quem o pegar leve a
rua do Queimado, loja n. 7, que ser recompen-
sado.
Da rua Augusta sobrado da dous andares,
pintados de rxo, do fallecido Colares do primeiro
andar, fugio, no dia 15 do corrente., a noite um
preto crioulo de 18 annos, de nome Lino bastante
conhecido nesta cidade ; lio baixo cor fula, alguma
cousa grosso do corpo com falta de um denle ni
frente ; tem as pernas um tanto arqueadas ; levou
camisa dn Hlgodozinlio caicas de algodOo tranca-
do o chapeo do seda preta ja velho : quem o pe-
gar leve-o ao dito sobrado ou no pateo da ribeira,
sobrado de uin andar n 19, que ser recompensado.
Nuno Mara de Scixas recompensar com cein mil
ris, por cada un, aquein lhe apresentr ou indioar ao
lugar eui que est qualqucr dos cscravos aballo de-
claradas de sua propriedade podendo-se dirigir rua
do Amorim u. 15.
Paulo, Mocambique com os signaes de sua nav"5,
baixo, gordo, retinto ; he canueiro ; lem os denles li-
mados e alvos e que oulr'ora foi escravo de Roei't
l'elly, e ltimamente de Jos Marques Vianna, in cuja'
nao o coiuprou e est fgido desde 1836.
Paulino, Calabar, baixo, ollios espantados r esbuga-
lhados fulo, denles agudos, representa ter 40 aunas<
foi escrave de um padre, no Rio-Grandc-do-Norte o
u.il Ih'o venden por seu procurador Thomaz Antonio
obo, e est fgido desde 1838.
Mathcus, Angola, alto, magro, rendido das verllhas o
qual vcio do Maranhao para ser vendido pelo annun-
ciante ; fugio einjuuho de 1830, do sitio do Cordciro ,
na Casa-Forte c sahio com urna corrrnte no pe mai
he natural que a lirasse : he a terceira ver. que fpgc t
tem sido semprc agarrada luuge da praca.
Augusto, Mocambique, alto, gordo, sem barba com
um no peito direito ou esquerdo pernas grossas ; he
canoeiro ; fugio em 28 de junho de 1839.
Manoel, de nacao Augola ; moleque de- 18 annos, ma-
gro, cor lula ; levou camisa e ceroulas de algodao d'
Minas ; quande falla ou responde parece espantado
fugio ein 10 de outubro de 18*0 e suppoe-ae ter ido em
alguin combny para o centro desta provincia.
Sergio de Angola, de 14 aunos, baixo, grosso do cor-
po, fulo ; levou camisa e ceroulas de algodao de Mina-;
he ladino e inulto pronostico; fugio segunda-feira oa
uoite do da 17 de maio de 1841; tem sido encontrado
uo O llora-.Menino, Magdalena e Fra-de-Portas ; oqin'
olha vesgo de uin olho
Hypolito, tambem Angola, baixo, de 11 a 12 annos.
muito esperto falla correiitenieute parecendo criou-
lo levou ceroulas de algodau do Minas : sem (ignal "''
naco retinto da cor, com o rosto e denles comprido:
desappareceu sabbado nolte, 5 de junho do uicsm0
anno de 1841, na occasi.lo ein que a para o sillo, e ju'-
ga-se ter sido desencaminhado por seductores'. .
Vctor,' mas d pelo nome de Sarnento), de nacao A
goia de 15 a 16 annos ; levou camisa c calcas curtas de
algodao de Minas ; nao tem signal de naco ; .embi-
gudo; tem os ps graudcs c as pernas algum lauto tam-
Oias; fugio no trajelo do Recife para o sitio da Lasa-rur"
te na noite Ue lu de setembro das 7 horas e incis em
diante, levando um botijaode oleo de linhaca ; supp<>c'
se ter sido seduiido como j.i fram outros.
Tilo, do Angola.de 19 a 20 annos, rosto liso e sem
barba estatura regular pernas um pouco tortas, Pp*
chatos e curtos : he pintor e bolieiro muito Ia1""0..
falla correnteinente o portuguez : fugio cm abril a
1842 ; suppde-sc que esleja irabalhando de pintor Pc
I
ter rin o auno de 1839 feito igtjal. fuga
este oMR'io em Oiinda como forro.
trabalhando por-
PERN. : NA TYP. DE M. P. DE PARIA.
11
MUTIL


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EG9KZ4CC1_XFVI04 INGEST_TIME 2013-04-24T17:46:14Z PACKAGE AA00011611_06513
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES