Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06512


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Full Text
W

Jinno XXIV.
Sabbado l (i
O DIARIO publica-* todos o daque nao
,ore,n de guarda: o preco da asignatura he
de 4O0O r. por quirtel, pvgot aitiuntadoi. O
niiiiiicios dos aisigiiautrs sao iuserldos
r,so de 20 rs. por linha, 40 rs. em typo dlf-
Jrrente. eas repelieses pela inelade. Os nao
.uantes pagaro 80 r. por llnhae 1H0 rs
em typo diU'ereuie, por cada publlcacao.
pHASESDA LA NO MEZ OE SETE-MBRO.
rr.irenle, a sBhora. e24 mln. da tard.
TI Tari, a 13, 3 horas e 59 rain, da manh.
",, a 19, s 7 horas e 38 rain da manh.
"Ja no*, a 27, A 7 horas e 16 mtn. da manh.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Golanna eParahlba, s scgs. e sextas-IViras.
Rio-G.-ilo-Norle, qulutas-felras ao iueio-dia.
Cabo, Serinhaem, Rto-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.*, a 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e Oonlto, a 8 e 23.
Boa-Visia e. Flores, a 13 e 28. '
Victoria, s quintas-feiras.
Oiiuda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Priraeira, s 7 horas e 42 minutos da manh.
SegTmda, s S horas e 0 minutos da larde.
de Setembro de 1848.
N. 20
DAS DA SEMANA.
1 Segunda. S. Theodoro. Aud- do J. dosor-
ph. do I. civ. e do M. da 2. 1.
12 Terca. S. Aula. Aud. do J. do c. da 1.
t. e do J. de paz do 2. dist de t.
13 Ouarta. S. Kilippe. Aud. do J. do c. da
2. t. e do I. de paz do 2 dist. det.
14 Quinta. Exallacio da Santa Cruz, Feriado
para os negocios forenses.
15 Sexta. S. Domingos era Soriano. Aud. do
J. do civ. edo J. de paz do 1. diside t.
16 Sabbado. S. Cornelio. Aud. do J. do .
t. e doJ. de paz do 1 dist.de t.
17 Domingo. Festa das Dores de N. S.
CAMBIOS NO DA 5 DE SETEMBRO.
Sobre Londres a 23 e24 d. por lfrs.aBOd.
Pars
Lisboa 120 por cento de premio.
* Rio-de-Janeiro ao par.
Desc. de lett. de boas firmas al I' ao mes
Acedes da co.np. de Hebcrlue, a.Wr..ao D-
Ouro.-Oncas hespanholas 32*000 a 32/260
Muidas de 6*400 v. 18#WH) a "
.de 6/400 n. 16/400 a
. de 4/000... 9*900 a
PraloPatacdes brasileiros 2/040 a
Pesos columnarlos. 2JP40 a
Ditos mexicanos..... 1/900 a
18*200
16*U00
111/000
2/050
2>ao
1/920
AMBUCO
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMRUf.O.
nio-de-Janciro, 29 de agotlo.
Pois que artiitlmente os negocios pnblicos occu-
pam todas as atlencfles, e he para a poltica que se
volvem todos os espiritos, frca be principiar dizen-
do lambem alguma eoasa nesse sentido.
Disculio-se e votou-se na cmara temporaria o
orcamenlo da despeza geral do imperio, rom nm
accressimo de oito centos e tantos contos sobre o do
anno pasando. O dbale havido por essa occasi.lo
riaodeixado tcralgum interesso, anda mais. pela a-
crimonia com que a opposicflo agredi o presidente
do concelho, cujas promessas ao entrar para a admi-
nistraefio, bem longe de seren realisadas, parecem
estar em total desaecrdo com os factos posteriores.
Em nie cor.Ccio, o urauur que mais sobresahio nes-
ga discussSo foi o deputado por Sergipe, Carvalho
Morera, que, com todo o fogo de um moco de talen-
1. lo que procura conquistar urna posicflo pela tribuna,
Jkxiriiiiunciou um desses discursos fulminantes que fa-
* cilnientese nfloproslam urna replica. Foi com as
proprias palavras do senador Paula Souza que elle
arguio o presidente do concelho. S. Esc. linha dito
no senado quo nflo accitava o ornamento do anno
passado por Ihe parecer escessivo, c que era preciso
s gastar-so o estrictamente uecessario, afm de a-
jiintar ilgum fundo com quo se podesse amortisar a
divida publica, e ir acabando com o abysmo do pa-
ppl-mnda; alm de queconvinha haver sobras pa-
ra acudir-se a qualquer emergencia, lalvcz de urna
guerra externa. Entretanto, a despeza oreada escede
a passada, e a commissflo lirada do seio da maioria
ministerial he n primeira quo propOe a suppressflo
da verba que consigna fundos no orcamenlo para
amorlisflo; e o ministerio aceita ludo. O senador
Paula e Souza disse, em 18*6, sendo ministro Hol-
laiida Cavalcante, que, sendo o nosso rgimen oda
publicidade, qualquer governo que fssesisudoe re-
gular, devia ter uma ful ha oflicial de cuja necessida-
dn se-no poda prescindir; e elou o esemplo do
Noniltur. Em 18*8, um dos primeiros actos de S.
Esc. foi acabar com a Gazela O/ficial. Rcunindo o
capitulo de suisaocusaciSes, o deputado a que me re-
ino, ao concluir o seu discurso, assim se esprimio :
t l)m governo que obra desta maneira, um governo
cujo presidente conlravm a toilasassuas opiniOes
do senador, o as renuncia quando veste a farda de
ministro; um governo cujo presidente se aprsenla
na cmara adoptando um orcamenlo contra todas as
suas opiniOes (naneciras, solemnemente proclama-
das, ouqueo aceita contra sua vontade; um gover-
no que prega a economa e saneciona o di.iperdicio;
un governo que diz querer a publicidade, e quera
parcialidade e o mysterio; um governo que quer de-
miilir ciis delegados, e, mo tendo a coragem para
o fazer, consente quesejam aqu atacados sua fa-
ce, sem ao menos ter a generosidado de defemle-los,
quando ihe assstia essa obrigaefio; um governo que
procedo deste modo, nflo pode merecer o meu apoio;
i" um governo irregular e iuqualilicavel.....
Como se acha presidente do concelho doenle e
com um mez de liccne.a para tomar ares em l.aran-
geiras, est Souza Franco interinamente com a pasta
da fazenda, o tendo assislido a essa discussflo, foi
em balde que empregou sua reconhecida bahidade
para destruir a inipressflo daquellc discurso ; e com-
i| uanto o acompanhasse Ferraz em seus estorbos,
lllo valioso concurso nao foi bastante. Mas o orga-
y monto passou por grande manira, e agora discte-
se o da receita, oreado em 26 mil contos.
<
rmi
MEMORIAS i)K UM MEDICO, (*)
for aiejraiiDre jmmas.
, TEflCBHU PARTE.
*aa a&&a&ao
XXI.
A RACAo DE XX,.BU.
Quando o duque d'Aiguillon ficou t, achou-se a prin-
cipio inulto embancado; linha elle perfectamente coin-
prebendido ludo quanto Ihe dizla seu lio, perfeilamente
coniprehendido que madama Dubairy o eslava ouvindo,
peifitamrnie coiuprrhendldo, emfin, que nao bastava
ser um lioiucm Be espirito, mas que se trau va, nesta nc-
currencia, de ser um humera de animo, c jogar sezinho
a partida para a qual o velho marecbal procurava um
parceiro.
A chegada d'el-rei interrompeu mui felizmente a ex-
pln-acno qi>e resultarla foliadamente do proceder todo
puritano de Mr. d'Aiguillon.
O mreclial nSo era hninein de cahir em logros por
mullo teinpo, e principalmente de faier brilhar com
um esplendor exagerado a vlrtude de outrein custa
da sua.
Mas, tendo fleadu s, leve Aiguillon" tempo para re-
El-rei chegava com effeilo ; j os cus pagens tinham
(*) Vlde Diario u. 204.
Ora, eu que me julgo na obrigac.no de ser impar-
cial, e de nSo acompanhar a ninguem em seus ex-
cessos, devo dizer que em parte nSo ha ras.to as ac-
cusa(0es que fazem ao actual presidente do conce-
lho ; elle nilo podia evitar esse accrescimo de des-
peza que se nota, pois que todas as verbas sao justi-
ficadas pela necessidade. Quanto s suas promes-
sas e ideias esageradas em (manejas, a peAto de
querer tomar o ornamento de 1831 por mdelo, co-
nheco que merece o castigo de suas irreP*es; po-
rm dove-se tambem attender que, ligiirando ello
em nossa poltica Da 25 anuos, sem que tvesse feilo
parte de governo algum, nunca leve de corrigr suas
ideias pela experiencia prtica da direcc3o dos p-
blicos negocios. Quasi sempre em opposcSo aos
ministerios, sustentando, a par de boas ideias e puu-
samentos, as mais seductoras utopias que julgava
serem verdadeiros principios de administrarlo e
governo, S. Esc. em longas e penosas lutas parla-
mentares, durante esse quarto de seculo, conquis-
tou pelo talento da tribuna um nomo prestigioso a
cuja sombra gozava agora os respeitos e foros de es-
tadista : mas, habituado a s procurar o erro para
nota-lo, a conheccr o mal sem cuidar do bem, che-
gnu ao ultimo quartel da vida, e chamado para che-
fe de uuia administracuo, entilo mostrou-se qual
era sabe conhecer os erros, mas no remedia-los;
- se he incapaz de querer o mal, he tambem inca-
paz para fazer o bem. 0 seu estado morboso, aug-
tiieutaudo-lhea falta de energa necessara para po-
pleso entre a propria vontade e a dos collegas, entre
o de ver e as exigencias dos amigos polticos. Ei-lo,
portanto, zangado, aflicto, doenle por effeito das re-
petidas contrariedades que solTre ; querendo deisar
o poder, arrependido do bave-lo aceitado, mas re-
cejando cornpromelter seu partido, teniendo o es-
carneo do publico, os satyra de seus adversarios,
COiiSe V-50 ideCSO. Eis-atii qcifi i0 OSCSdOr
Fiancisco de Paula Souza, actual presidente do con-
celho ; eis o estado em quo Se acha. I'odesso um
tal exemplo ser proveitosamente estudado por todos
squellesque desejam conhecer nossos homeus eas
nossas cousas!
A sorte compraz-se em contraria-lo.'
A proposta das incompatibilidades que, remettida
da cmara dos deputados, era discutida no senado,
conjunclamenle com o seu projecto de eleQes, foi
rejeilada e adoptada em seu lugar o paragrapho 26
deste.
O debato sobre esse assumpto foi importante:
quanio n mim, Vasconcollos ptilverisou complela-
meute a ideia das incompatibilidades, e nSoadmit-
to nem as da proposta, nemas do 26. 0 Honorio,
como Miembro da commissSo que dra o parecer, foi o
nico saquarema que tomou parto na discuss.lo para
suslentar as ideias do projecto, cujas disposicOes nflo
oram tilo ampias; mas, as rasOes quo nroduzio,
licou mui aquni de seus talentos e (taquillo quedel-
le so devia esperar. Disse com umita franqueza que,
como o presidente do conceibo, exigindo a iucoinpa-
lihilidade de cerlos funcionarios pblicos, dava os
crculos eleitoroes, nenhuma duvida teve em fazer
essa transaccao, aceitando aquella ideia como dis-
posico de uina" le eleitoral, mas nunca em urna lei
isolada, c nem em tilo grande escala como quera a
rroposla, contra a qual votava. Magister dixit: foi
isso precisamente o que se venceu. A diferenca que
ha entre o 26 do projecto e a proposta, he quo esta
comprehondia osdesembargadores, secretarios de
presidencia e inspectores de thesourarias, tanto ge-
raes como provinciaes ; (a maioria de una cmara
composta de honiens liheraes que defendem as fran-
quezas provinciaes, votando leis cujas disposicOes
comprehendem empregados provinciaes!.'!) ehem.crenca geral queacamara cara composta com uma
assim prohiba que os ministros podessem ser eiei- j motado governista, ooutraopposiclonista.
tos senadores por outras provincias que nHo as de
seu nascimento ou residencia. Esta ultima disposi-
aberto a. portas da antecmara, e Zamora se atirava pa-
ra o monarcha pedindo-lhe confeitos, ineiga familiari-
dadeque, em seus momentos de sombro humor, Lulz
XV pagava com um piparote ou um puenao de orelhas,
bem desagradareis para o Joven Africano.
El-rei se installou no camarn) dos objectos chinezes,
e o que convencen a Aiguillon de que madama Dubarry
nao tinha perdido uma s palavra da conversaco com
eu lid, foi que elle Aiguillon ouvio perfcitainentc, des-
de a. primeiras palavras.a entrevista d'el-rei com a con-
desa.
Sua Mage.tade pareca fatigado, como uin hornera que
tivesse levantado um peso inmenso : Atlas eslava me-
t )s cansado depois de feita a aua jornada, quaudo ti-
nha sustentado o eco por doze horas emciina dos hom-
bros.
Luiz XV fez-se agradecer, applaudir, accariciar pela
sua amante; fez que lbeconta.se toda a influencia da
demissao de Mr. de Choiseul, e isso o di verti muito.
Eulao, madama Dubarry .earri.cou. Fazia boin lem-
po para a poltica: e alm disso ella se senta com lorias
para revolver uma das quatro partes do mundo
Senhor, disse ella, V. Magcslade destruio, e fez
bem;-- demoli, obrou ptimamente; mas agora he
necessario reedificar.
Oh! j o fiz, responden el-rei com displicencia.
V. Magestadcj lein um ministerio*
Jal
Como, repentinamente, sem respirar?
Ora ah temo, gente sem milos..... Sempre iiios-
tras que es uiulherl Ante, que alguem mande embora
o seu coiinheiro, como dizias oulro dia, nao costuma
tomar outro novo?
Turnc-ine a dizer outra vez que compoz o eu ga-
binete.
El-rei se indireitou sobre o va.to sof onde se havia
antes delado que assentado, usando cuino principal co-
xiui dos hombros da baila condesta.
Dir-se-llia, Joanninha, disse el-rei, ao ver-te assim
inquieta, que coubeces oineu ministerio, para o uialdi-
zer, eque tens ura novo a propor-me.
Mas..... disse a conde.sa, isso nao he tao absurdo
como Ihe parece.
EuUio devras?..... tens um ministerio.'
E V. Magesude nao tem uin? replicou ella.
cSo f^cousa notavel!) nSo encontrou um s voto a
seu favor, foi rejeitada unnimemente; no entanto
que as outras nlo s liveram grande numero de vo-
tos a favor, como at fram calorosamente sustenta-
das por Alves Uranco, l.impo d'Abreu, Costa Ferrei-
raellollanda, e lambem porS. Esc. o ministro do
imperio, que assislio a discussSo. Nisso, pois, se
v que em pontos muito importantes os /usa, da c-
mara dos deputados divergein dos (usas do senado.
Muita gente ponsou que o resultado da votaco do
senado acerretasse a qu la do ministerio ; e assim
dvoria ser se vivessemos sb um governo regular ;
mas at o presente, havendo-so fallado em criso,
anda se nilo deu isso como motivo, e sim a molestia
do presidente do concelho.
I'or caria imperial de I* do corrente, foi demittido
o presidente da Babia, Pinheiro de Vasconceiios, e
uojicado para o substituir o Hr. Jo.lo Duarte Lisboa
Serra, primeiro supplente pelo Maranho, com as-
sento na cmara em lugar do deputado Izidoro Jan-
sen. S. Esc. deve partir no vapor que est annuu-
ciado para depois de amanbfla : o governo j solic-
tou da respectiva cmara a precisa lieene.ii, que Ihe
foi concedida, nilo sem que houvesse a tal respeito
uma discussilo um pouco calida, em a qual, pela
maior parte, "se ompenharam osdoputadosda Baha,
cuja maioria uo v com bons olhos a nomeaeo do
Sorra. Tara mim, he fra de duvida que o que ahi
se (li-.se, devendo nccessariainenle crear p- evencoes
na provincia, do alguma sorto embarazar a marcha
administrativa que ello se proponha seguir. Os jor-
nacs da opposigio tambem tem censurado a nomea-
Co, por haver rocahido em pessoa pouco condecida
e sem precedentes ; mas nilo julgo que taes rases
possam prevalecer, um! w,ez que todos rpeonhecem
no nomeado intelligencia,' honeslidade e prudencia
do que tem dado provas na thesourarla geral na pro-
vincia do Itio-de-Janeiro, do que he inspector.
Foi escolhido senador pelo IWo-Grande-do-Sul o
Araujo Ribeiro, nosso'mlnislroem Pars. Essa es-
calha dnsagradou a muitns dos amigos do ministerio,
que julgam quo o escolhido he um famoso saquare-
ma ; e anda mais desagradou ao desembargador
Paranhos, actual chefe de polica da corte, que, se-
gundo me dizein, tanto so desgostou, que quer pe-
dir demissio Paranhos fazia parle da lista triplico.
Entretanto, saiba-se que o escolhido nflo he homem
de partidos, nem tem tomado parto nessas qnestes
polticas que por ahi se agtam ; a menos quo se
queira considerar que, por ser ello particular amigo
do Honorio, deve ser saquarema.
Est designado o da 1. de oulubro para a reuniilo
dos cullegios eleitoraes, afimde se preceder a no-
meacaii de um senador para preencher a vaga que
deixou no senado o fallecido marquez do Paranagu,
e por no haver tomado assento o concelheiro Sa-
turnino de Souza Oliveira, que fra escolhido, e fal-
lecer anles do verificados os seus dodres. Traba-
Iham ambos os partidos com aclividade: a chapa
da opposico he composta do Paulino, Manoel Fcl-
sardo e Montesuma ; a do governo anda no he co-
ndecida, mas cr-se que sor composta de Joflo Pau-
lo (ministro da guerra), Thomaz Gomes e visconde
de Barbacena.
Tambem se disputa com a maior aclividade a elei-
eo para vereadores ; a opposicflo apresentou a sua
chapa, c faz esforcos para que Jos Clemente seja o
presidente da cmara ; os governistas Irabalham
pela sua, e querem que essa honra seja dada a Teo-
philo OUoni. He certo que ambos saln o eleitos,
mas nflo se sabe qual o que ser mais votado. He
Oh eu he porque esse he o meu officio, condessa.
Vamos l, quemsao os seus candidatos?.....
Isso nao I diga-me V. Magestade os seus.
Eu l'os vou dizer, para le dar o exeinplo.
Prmeiramente quera licou na marlnha, onde esla-
va o meu charo Mr. de Praslin?
Ah cousa nova, condessa ; um homem amavcl que
uunca vio o mar.
Vamos l .'
y fe '. que foi uma invencao magnfica. Vou tor-
iiar-ine mui popular, c ho da cor.dar-me nos mares
mais longinquos, bem entendido em elfigie.
Mas quera lie, Senhor? quera he?
Apostemos que nem entre mil tu adivinhas?
I ni homem cuja escolha torna a V. Magestade po-
pular..... Confesso que nao.
I.'m hornera do parlamento, minha chara.....; um
primeiro presidente do parlamento de Besancon.
Mr. Se Boynes?
Adivnhasie. ... Com os diabos, como ests ins-
truida! ..... Eeonheccs srmclhaute gente!
Assim he preciso, visto que V. Magestade me falla
em parlamento todo o dia; oh : mas semelliante hornera
oein sabe o que he um remo.
Tanto melbor. Mr. de Praslin sabia de mais o seu
ollicio, c tne cu.tou muito caro com as suas ennstrucroes
navaes.
Mas as finacaa, senhor?
Oh! quanto s fiuancas, Isso he outro caso; rsco-
ibl um homem especial.
Um liuanceiro?
i\o..... um militar. Ha muito lempo que os finan-
ceiros me devorara lodo o sangue.
K na guerra? meu Dos.
Socega.que l ponho eu uro liuanceiro, Terray he
um cata-contas ; elle vai achar erros em todas as addi-
CoesdeMr. deCboisenl. Dir-te-hei que liye a ideia de
escollo-i- para a guerra um hornera maravilhoso, um
puro como elles dijera ; era para agradar aos philo-
sophos.
Hora! quein entao, Voltaire?
Quasi..... o caralleiro do Mar..... Um Catao.
Ah! meu Dos! V. Magesude me aterra.
Eslava acabado..... Eu tinha mandado chamar o
homem, o decreto eslava aa.ignado, j -elle inc tinha
Basta de fallar em poltica o cleiefies.
Ainda nflo est ollirialmente designado 0 dia do
baptisado do principe imperial, mas di/-se que ser
a 9 do setembro. Trabalha-se na tea aue d a pas-
sagem dapaQO para u capel 1 a itnpftiaf: creio que
pouca pompa ha ver. Esta-se arranjando uma llu-r
minaco no largo do Roco custa de urna subscrip-
Co promovida porarguns particulares.
O Impeaador se acha doento de uma erisipela des-
do o dia 25 ; mas o mal nflo inspira reoeio, atienta
a pouca intensidade com queso apresentou.
Em sessao de 22 do corre me mamiou os upremo tribu-
nal responder, no prazo da lei, o ex-presidente do Piau-
hy. /adiaras dcGoesc Vasconcellos,em processo de res-
pnsabilldade contra elle Intentado perante o mesino
tribunal. Igualmente se mandn responder os desem-
bargadores da relato de Pernambuco, Peixoto, Villares
e Leo era processo competente.
O cnsul geral em Genova,F. Nicola.foi deiniltido por
decreto de a do coirenlec Substiluido por Angei de A-
berlls, sem ordenado.
O adddo da primeira classecm Londres, Rodrigo Del-
pliim Pereira, foi removido para Pars com o mesino
vencimentu Este moco, que he filhoda baroneza de So
rocaba (irina da marqueza de Santos), acha-se nesta
corte com licenca, tendo vindo com o fira de receber de
sua ini uma be'imu i que Ihe deixra em testamento o
ex-iiupemdor, o que tem (cito diter-se, e S. S se honra
disso talvcz, que era suas veias corre sangue da ciaa de
Uraganca. A. nao ser esse, nao sei qual oulro titulo te-
ve para em 1840 ser despichado pelo Aurellano para
uma legarn imprtame, como a de Londres, em addi-
do de priraeira elasse.
O deputado Francisco de Amida Camera est juiz de
direito de Po-d'Alho.
Nrnluiuia noticia temos (ido do l'.io-tirande-do-Sul,
depois que sahio o ultimo vapor para o norte ; aquellas
sao de 4 do correntr, e nenhuma novidade do : entre-
tanto, pela secretaria da guerra se ordenou ao arsenal
de guerra, que flzesse apromptar com urgencia 12 pejas
de calibre 24 com reparos, e palamentas respectivas, pa-
ra serem remetlidas para aquella provincia.
Os motivos que teem produzido recelo c duvida. *>-
bre a cstabilidade e sgiiraii(a das transac(es cominee
cae.que se ettcctuaraui uestes ltimos mezes conti-
nuara sem alteracao. Coinquanlo nossas relacoes coiu-
mcrciaes com as pracas da Europa estejam parausadas,
todava nossas exportaces, quanto quanlidade, pou-
co ou nada se teem resentido cora as coniino(des polti-
cas que por l se agitara ; e bem assim nossas importa-
i o, continuain sera notavel diniiiiiiic/io ou augmento ;
sendo que os supprlinentos recebldos era outra poca,
seriara sufticiente. par no dar-se allerafe "> or-
eos, o que nao acontece, creio que pelo estado desgra-
nado de nosso cambio.
No mez de julho entraram 02 embarcaces estrangei-
ras, sendo 75 com carregamentos para ele porto, 4 com
outro destino e 13 em lastro e pesca. A. sabidas consta-
ran! de64 embarcares estrangeiras, sendo 51 com car-
regamentos de productos do pai/., 5 com os niesmos que
iinnoi tarara, 8 era lastro e par a pni. ftesla inesina
dpuca, em 1847, sahiiara 43 embarcaedes.
Em virtude das conslderaveis rcmessas que c zeram
daqui para a Europa, os nosso. metaos subiram a ponto,
que os pesos brasileiros estiverain a 2/200 ; mas, ultl-
uiaraente, teem descdo ura pouco, e achara-se a 2/150,
c os pataco*! a 2/000 e 2#0O : as peyas de ri/400 estio a
19/000.
As apotices da divida publica, que ha pouco. dias es-
lavain a 82, subiram hoje a 83 1/2 c 84, com dividendo
pago : a. provuciaes esiao a 84.
Os i-endimento. da alfaudega teem ltimamente crea-
cldo.
dem, 1." de ir teman.
Como, em vlrtude do presidente da Haba ter de ar-
ranjar certas disposiees para a viagem, fosse transferi-
da a sabida do vapor para ainanlia demadrugada, direi,
alm do que fica dito cima, alguma cousa mais que te-
nha oceurrido de 29 para c.
O Imperador vai experimentando melhora. tendris,
rt+ua^jg.'-ya^ihay itjk? ^'c^TOgKagasM|BW^aMBaBaaaaaaaaaaaai
agradecido, quando o meu boni ou ino genio (decida,
condessa) rae impellio a dizcr-lhc que viesse esta noilc
a Luciennes, cear e conversar.
Isso n.io que horror!
Pois bem! condessa, eis-ah precisamente o que
May me respondeu.
Elle dissc-lhc senielliante cousa?
__ Em mili os termos, condessa ; ma. emfim ds.e-m
que o .eu mais ardente desejo era servir a el-rei, mas
que Ihe era imposslvel servir a madama Dubarry.
E entao veja como lfe fresco o seu philosopho.
Como podes prever, condessa, ealcndi-llie amo....
para que me reslituisse o decido que fis em pedaco.
com um sor'r.o mui paciente, e o cavalleiro desappare-
ceu. LuizXIV cincasosemellianie tcrla feto apodrecer
o atrevido era um dos i inmundos subierraneo. da Bas-
t I ha ; mas eu sou Luiz XV e tenlio um parlamento que
me azoiraga, ora vez de ser cu quera aiorrague o parla-
mento; c mais nada.
__ He o nicsmo, senhor, disse a condessa cobrndo de
bejos o rcu real amante, V. Magestade heuuihomrm
completo.
Nao he Isso que lodos dirao. lerrayheum hornera
aborrecido.
E quera o nao he ?..... h para os negocios e.tran-
geiros?
Esse honrado Bcrtin que lu conheces.
Eu nSo.
Entao que tu nao conheces.
Mas em todo, csses eu nao vejo um s que seja bom
ministro.
Pode ser; mas quaes sao os leus '
Nao direi seno un.
Mas alndaonodi.e.te; parece que ten. inedo.
Omarechal.
Que marechal? perguntou el-rei com uma careta.
O duque de Richelieu.
Aquelle velho? aquella gallioha choca?
Est bom! j o "vencedor de Mahon he lima glll-
nha choca.
He ura velho trameleiro.
Senhor coinpanhciro de V. Magestade.
l!m hornera inmoral que faz fuglr tonas as um
Iheres.
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e segundo o bolrtim que se l nos jornaes de boje, a
molestia se aclia evidentemente rui resnluco.
As cunaras fnram prnrogadas ate 3 de oumbro. Nao
sei se osdeputadns eslaro muito por isso, una vez que
tioain a fazer despezas, sem receberem maiso subsidio :
J amanhaa pelo vapor sei que v.o-se embora olio, Isto
he. dousda Babia, tres de Pernainbuco e dou. do Ccar.
Foi liniiii'iii votado o orcamento da recelta geral do
imperio, sendo approradas todas as verbas consignadas
na prnposta do governo, salvo una niodihcacao Indica-
da pela coiuiiiissao sobre direitos de exportado e bal-
deaco. Igualmente foram approvadas multas outras
disposiedes propostas pelos deputados no correr da dis-
cusso, as quaes ver-se-h*o no Jornal do Commtrcio. As
'r ii, importantes destasso: prlmclra, elevando a 80
lorcento os direitos de importaco sobre roupa feita,
calcado c obras de marcenarla feitas em paiz estrangei-
ro; segunda, estabelecendoqne os couros doRio-Gran-
dc-do-Sul em vez de 15 paguem 7 por cenlo como os mais
gneros do pal; tercelra, autorisando o governo para
arrematar algum ou alguna ramos de renda publica,
ou parte de qualquer delles em que esse sysleuia possa
ser mais vantajoso aos interesses do estado; comanlo,
purin : 1.a, que a arremataco nao se faca com uienos
de 10 por cento sobre o inaior rendniento que ti ver pro-
duzido o artigo da renda que se arrematar e 2., que o
lempo da arremataco nao exceda de tres annos: quar-
ta, autorisando o governo a reformar os regulamentos
concernentes s alfandega., consulados e arrecadaco
da declina urbana, da dcima de herancas e legados,
administraco dos bens de defuntos e ausentes ; quin-
ta, determinando que liqem sem elidi os ttulos de
dous gratuitos.olterccios,por algum habitantes do Rlo-
Grande-do-Sul para as despezas da guerra e que nao t-
verem sido paaoaaat esta data; sexta, determinando
que a matricula de cada uin dos anuos lectivos das aca-
demias dedireito lica reduzida a 40/000 ris, a qual se-
r exclusivamente destinada para compra de livros r
mais objectos necessarios s respectivas bibliothecas;
stima, que a divida activa proveniente de alcance de
thesoureiros, collectores e outros qnaesquer responsa-
vels, sera subjeita ao Juro de 9 por cento em todo o tem I
po de indevida detensao ; tambem aos devedores desta
classe nao se conceder moratoria, c perdem o direito
.-i porrentugeni que porventura Ihes caberla, correspon-
dentes s quantias indevidainente delidas; oitava, que
ot enipregados secundarios das provincias, cujo provi-
iiirnlo perlencc ao governo imperial, poderao ser no-
meados pelos presidentes das provincias, que daro os
ttulos; Hcando. poiiu, a demisso dependente do go-
verno geral, e esle indicar eiu regulamentos os empre-
ados que licam subjeltos a essa disposico : nona, con-
cedrndo a cada una das provincias seis legoas em qua-
u'ro de ierras devolutas, que poderao ser tomadas con-
junctau.entc ou em lugares distinctos; as assemblas
provinciars nao poderao dar-Ibes mura applicaco <|ue'
ofilcial, em que se dzia que o concelho de estado de
proposito demorava seu parecer a respeito das elei-
ces do Oeara, para coagir a corda a nflo fazer a es-
colini. O resultado, qur das explcacOes do minis-
tro, qur das do visconde de Olinda, foi saber-so
que aquella assereflo era calumniosa, e queasopi-
mOes dos menibros da respectiva seceso j so actiam
em mito do governo quo breve resolver o negocio
Temos, portanto, que em brevo ser solvida tilo im-
portante qnestilo. J ouvi dizer que o parecer do
concelbo nSo he contrario oloicflo.
Aqui entrou, no dia 29, de Portsmoulh pela Madei-
ra com 59djas do viagotn a nao ingleza //uai znelo a bordo M. Southern, ministro da Inglaterra
para Buenos-Ayres.
A alfandega da corte rendeu, no mez que hontom
findou, 706:917/697 rs.; o consulado, U9:668fi80 rs.;
a recebedoria, 172:666/621 O accrecimo que so
tem dado actualmente nos rendimentosda alfande-
ga e consulado, heattribudo discussiio havida ul-
tiinameut na cmara, em que minias cousas fdram
ditas contra a fiscal isa rTo destas repartieres. Nu-
iles Machado disse que a alfandega de l'ernambuco
era una cova de (luco, e que abi se furtava grande.

IIIAIIH) HE PEIINAHIHIIJU-
axoira, 15 DI SITEMBHO DI 18t.
Concluiremos boje o extracto das noticias que recebe-
mos da Europa
I A Russia lie ara tranquilla, mas o cholera continuava
a fazer estragos em Moscou e San-Petersburgo.
Os principados trans-danubianos de Wallachla e Mol-
davia acham-se em completa desorden!. Kstes princi-
pados, diz mu correspondente do Morning Pos!, pdem
ser antes considerados como dependencias to imperio
otlomano do que como parles integrantes delle. A cir-
cumstancia, pois, dse baverem envolvido na revnlu-
co europea pode apenas ser considerada como una
excepeo ao pacifico estado da Turqua. Em si mesinas
estas provincial sao insignificantes ; pols, coinquanto ie-
iiham una populacao de tres inllioes e mel de almas,
acham-se, no que respeita sua condicao physica e mo-
ral, na mais baixa escala da degradaco social. Todo o
poder poltico est dividido entre os Hospodars e os
B^yr, ou pequea ebreza UQ psz, OOFuu cuuu|i-
to, rapace e nao inteiramente civilisado, que anecia
principios liberaes e cousliliicionaes para os fint de
ambieo e intriga. A importancia dos principados
O proprio principe foi espingardeado em sua car
ruagem, mas felizmente escapou. No dia 23 de ju-
nho a gentalha, dirigida por urna deputacSo dos libe-
raes lioyars, cercnu o palacio, e o principe vio-se na
necessidade de admitlir seuschofos a urna conferen-
cia. Sem conceileirom-lhe a alternativa doabdica-
c3o que pedia, obrparsm-non assignar urna consti-
(u ir; ,1o sobre a larga base de liberdade, fraternda-
de e igualdade ; e para inaugura-la da mais apro-
primla maneir, alguna delles penetraram ns adogas
e outros na cmara do niesmo principe; este, nSo
approvando inteiramente o novo rgimen, escapou-se
com sua familia na primeira occasiSo que para isto
teve. Elle se acha' actualmente em Cronstadt na
Transilvana, donde dirigi urna carta ao grflo-vizir,
em data de de jullio. Em sua ausencia, estabele-
ceu-se em Itucharet um governo provisorio, o qual
he presidido pelo metropolitano. O general Duham-
mel, commissario russiano, o qual achava-se entilo
em Jassy.logo que soube (lestes eventos, ordenou aos
commandantes das fftrcas russiannas estacionadas
alm do Prnth, que atrsvessasscm o rio e enlrassem
nos principados. A passagem foi effeituada em tres
pontos ilifferentes, em os quaes se haviam construi-
do pontes. Todava anda nilo constava que tivessem
chegado a Rucharet. O governo turco ha tambem
obrado com extraordinaria energa tiesta occasiSo.
Rifaat Pash. general das tropas estacionadas em
Shimla e no ''anublo,receben ordons de t-las promp-
tas parafrassnro rio, e no dia 13 Suleyman Pasha.
ex-cmhixador em Pars, parti como plenipoten-
ciario >ara Rourharet; parti tambem com elle
Emn Ehendi, principal dragomn da porta, que pela
escolha diVles respeitaveis diplmalas parece dose-
josa de retV'ar o erro que commettera, mandando
homem tno\cstulto como Taltal Effendi par
nHosejaadem.neracao e con. a clausula de que ellas ,, ^ sllir,,e dc sua a geographlca r po.
jama serao cultivadas senao por bracos tres dec- |u, c nomlnalmenle pertence .tes a Tur-
...a, reduiindo a.6 por cento o imposto la c.za para os ,.|le.'so em real.dade pistos avancados do
contribua es que rjuiierem pagar a vista lodo o i.n- g J, raSSUBO. servindo-lhe dbase de onerace,"
posto: undcima dUpoodo que serao francos de porle |1U| prllldo.ir 0 cnmiuls.arl.do em lempo de guerra
no. correio, do imperio a. folbas peridica, ejorn.es | u^rcando-lhe effic.WnetlUl a. intriga, para a ueso
impressos no Hrasil, e dos estrangeiros, os qu
dirigidos para as bibliothecas publicas. As mais dispo-
tices pouco inieresse teein. Nao sei se na tercelra dis-
cusso serao todas ellas approvadas; devo crer que pelo
menos tres sejam rrjeiladas, sendo minio para admirar
que nao o l'ssem na segunda, visto baver-se o ministro
jrga-
nisacao da provincias turcas durante a paz. Nao ha,
pois, a menor duvi.la de que a Russia, como poder
prolector, tem nelles maior preponderancia do que
a Turqua, como poder soberano. Dehaixo destas
circunstancias, o alvo nico do gabinete de San-Pe-
opposto a ella; lo: a primeira, que he do Mues Ma- I leisburgo deve ser reservar sua influencia, e o sta-
- tu quo de corrup^Ho e intriga pelo qual elle se sus-
tenta em Itucharet. Toda tentativa para reforma,
ou toda lula para a independencia, pode contar com
a sua (lesapprovaQao; e sua iiilerveiic.no, deve-se con-
fcssa-lo, purece do alguuia sorle justificada, n3o so
por tratados em os quaes una forma especifica du
governo he estipulada e garantida, mas tambem pe-
la violencia o loucura dos proprios revolucionarios,
que, nao salisfeilos com ordenaren) assuas iuslilui-
ces pelo modelo democrtico da repblica frauce-
m, tanibenise eslavam preparando para fraternisar
com os Allcm.u-s e Hngaros. Tito incendiarios pro-
cediinenlos em provincias, ja poltica senilo teirito-
rialinente incorporadas ao imperio, encontraram
prompta alteucuo e vigorosas medidas de provengo
e resistencia, as quaes todas llfio sido dictadas, es-
tou disso iiilcirainonle persuadido, nilo por uenhuin
designio de engr.iidecimeulo a respailo da Turqua,
pois o gabiiu lo de San-I'cleisburgo nilo lem presen-
lenieiile lempo pura se oceupar della, mas por susto
doameaca.dorcontagio deprincpios revolucionarios.
Ha dous mezes que o ministro russo, M. I itolf,
havia proposto por parte de seu governu a oceupa
Cfio militar de Uucharet. Apuna a principio reje-
tou a proposia, e lomuu smenle a precaucto de en-
viar a Buch.ret um commissario, Talaat hflbndi] po-
tm o subsequenle progreso dos acoiilecimuiilos,
juilameiilu com a violencia eanarchia a que as pro-
vincias estilo subjeitas, induzio a por (lina acceder
a occuparilo. Depois da ciiegada de T..U Effendi a
lluciiurel, o coniporiamenlo e demonslra^Oes se-
diciosas de um grande coi po dos Boyars lizeram com
que o Hospodur, principo de ibesco, adoptasse con-
tra ellos mui severas medidas: 300 fdraiii siinullu-
neainente presos, purm esta energa nao produziu
O desejado etleilo ; os habitantes de Buchaiet, ins-
ligado, dizem, por estrangeiros, l'oruia: ain um tu-
mullo no vurd.deiroeslylo parisiense.
chado, e a quinta e dcima que sao do IJarvalbo Mu ei-
r. S. Ex., nasessao de anle-liontem, em um importan-
te discurso que pronunciou em resposta opposico,
disse, ira tan.lo das emendas ditas, que ein todo, os pai -
ze. civilisado. os que csludam as academias conlrl-
buem di- alguma uiaiirira para a despeza desse estabe-
leclinentos, e por isso nao acbava rasao para que entre
nos se (|ueira diminuir a importancia da. matriculas;
* que, quanto a l.encio de porte aos jornaes, enleudia
se nao devi. isso fazer, porque, assim como estes po-
diam espalhar as ideiat utrls, tamben, as cartas o fazi-
aiit, e urna vez que estas esto subjeilas aos portes, nao
edi'vi.i isrntar o jornaes, que curan, tambem o lucro. K pelo que respeita a roupa
feita, calcado, etc., lia ven o o corpo legislativo autori-
sado em outra oecasiao ao governo para reformar as
tarifas, e culdaudu esle disso, augn.entar-se agora o
imposto era coarctar-se em um pomo essa autorisaco,
e dar-te-hia a crer que se Um diminuido a ennfinnea no
governo. J se v, pois, que laes emendas nao deven, pas-
sar, a menos que se nao faca caso do que diz o mi-
nistro.
Esquecia-ine dizer que tambem passou unta outra
emenda di.pondo que as pessoas que oceuparein mais
dc uiu emprego s percebero vencimento por um del-
les que optaren!, e a quinta parte do ouirn, anda n>e-
i.-.o que exer(am inultos. Esta ideia he un. arremedo de
o ni projecto sobre accumulacdes, apresentado pelo lam-
po dc Abreu no senado..... K a proposito na sessao
de 30 de agosto, discutiudo-se un. projecto do Vascon-
celos sobre aposeuladoiias.sustentou este senador, com
o. principio, de ecoi.omia poltica, por manrira muito
brilhantc, que a apo.ei.ladoria dos eniprrgados pbli-
cos he unta divida do estado, e nao un. favor, una gra-
ca, como disse o lampo. Esse discurso, quanto a prin-
cipios, he un. dos melhorcs que elle ten. felto nesla
xssao.
H'sse mesmo dia, passando-se a discutir o projec-
to do lei de eleigOes com assisteucia do ministro do
imperio, Rodrigues Torres provocou a S. Exc. para
que dsse explicables sobre um artigo do Correio
Mercantil, folha governista e revestida de carcter
BEMBacJtsaccirXT^Hr^mx.'zr5
e par aqurllc
mais de dez
QuequerV. Magestade, isso he s depois que elle
j nao corre atrs deltas.
Nao me falles mais en. Rlchelleu, he a iiiinha besla
negra; esse vencedor de Maltn teve a habilidade dc me
expor em todos os aleouecs de Paria......; l nos fatlau.
mil cantigas: nada, nada.'....... Richclieu, oh so o uo-
me me faz subir o singue cabeca. .
Euto V. Magestade os odeia muito?
A quem?
Aos Richelleux.
Detesto-os.
A lodos?
A todos; e nao he um bello duque
Mr. l-'.onsac ? Mereca ser rodado vivo
veres,
Nao me Importa com elle, mas aluda ha outros Ri-
chelleux por es.e mundo.
Ah! he verdade, d'Aigtiillon.
E esse ?
Pdeni os leitores fater birla como ao ouvlr estas pa-
ja vras os ouvidos de Aiguillou estariam alientos noga-
e-liiele.
Esse, devia eu odia-lo mais do que os oulros, por-
que me lauca s costas quintos Talladores ha em Fran-
ca ; mas he uro fi ac de que me nao pusso curar, he
atrevido, e nao me desagrada.
He um homriii chelo de espirito 1 exclainou a con-
dessa.
He um hoinein corajoso e ardent^em defender as
prerogatlvas reaes. E.se be que he verdaderamen-
te par I
He, he, ceiu vezeshe! Faca delle alguma cousa.
Kmao el-rei olhou para a coudessa, cruzando os braco.
.iiisi ni mu ivic^^rjiarjKziae^K-vutmnmDaaxtamm
Mas V. Magestade fe-lo, e agora recua diante das
consequeucias.
Eu?
Por ceno. Que faz V. Magestade demiulndo a Mr.
de Cboiseul?
Don um puniapc no traseiro do parlamento.
E V. Magestade nao quer dar dous? t.om os diabos,
levante ambas as peruas, bciu entendido, urna depois
da outra. parlamento quera ficar com Choiseul; man-
de embora a Cboiseul. Elle queria mandar embora a
Aignillon, fique com Aiguillon.
Eu nao o mando embora.
'Fiquecom elle correcto e augmentado considera-
velmenle.
yue.es uin ministerio para esse enred.-tudo?
Uero una recompensa para aquelle que defendeu
a V. Magasl.de com rl.co das suas honras e da su. for-
tuna.
f)ize da sua vida, porque qualquer destas manhas
eu te prometi que Inio de lapidar o teu duque em
cumpanhu do teu amigo Moupeau.
Como he pos.ivel, coudessa, que me proponhas
scmelhaute cousa, no momento en. que toda .Franca
me pede que o exile e que o degrade?
Madama Dubairy tambem aeutou dc cruzar os bracos
Alud ha punco, disse ella, V. Magesude chama va
. Richelieu um. galliuha choca ; pois bem! a V. Mages-
tade beque semelhaule no me cabe dc direito.
.. Obi condensa!-
Ahi est V. Magesude todo soberbo,porque deinit-
tio a Mr. deaUoiseul.
i: nao era cousa fcil.
V. Magestade animaiia muito aos seus defensores
se elles o estivessem ouviudo.
Elles tambeiu se desforram, cendessa.
Nao diga isso, os factos ahi esto para fallar
Ora vamos l, para que esse furor por Aiguillon ?
Furor I eu nao o coulieco ; loi boje que o vi, e que
llie fallei a primeira ves.
Ah I Isso agora he oulrocaso ; entau ha coovicco,
c eu respeitu muito todas as convicto.s, t que nunca
tive iieiiliuma,
tinao, d alguma cousa a Klchclieu em noine de
Aiguillon, j que nao quer dar nada a Aiguillon.
A Iticheliea' nada, nada, nada, nunca nada I
Eutiio a Mr. d'Aiguillou, j que V. Magestade nao
quer dar nada a Richelieu.
Como! dar-1he urna pasta? Neste momento, he
impossivel.
em sei... jlnat d'aqui a algum lempo.... Leinbrc-
se V". Magestade que elle he um homem de recursos e
de .ccao, e que com Terr.y, d'Aiguillon e Moupeau, V
Magesude ter as ires cabecas de cerbero ; lembre-se
laiiibem que o seu ministerio he um brinco que nao po-
| de durar.
u m
competir rom umlo hbil e completo poltico como
o general Duhammel, commissario russiano.
A Prussia ficra tranquilla : o re, por occasiito
do estaheleclmento do poder central provisorio da
Allemanha, dirigir a seus vassallosa seguinte pro-
clamadlo:
Para a consolidado da uniSo de nossa commum
pstria,a direc^ilo dos negocios centraes germnicos
ha sido confiada a um regente do imperio. Eu tenho
abertaniente assemido eteicjlo de Sua Al tesa Real o
archiduque Joflo, nfin 6 porque este principe he mea
pessoal amigo, como tambem porque tanto na paz
como na guerra ha adquirido um nome glorioso.
A l'rutsia conheceque o poder da Allemanha he
idntico com o seu. Ella conhece a alta confianza
3ue a Allemanha deposita no experimentado valor
as tropas prussianas. Ella conhece que a sorte da
Allemanha depende essensialmente de sua fiel es-
pada. Ella, portanlo, se considera obrigada em hon-
ra a obrar enrgicamente com lodosos seus irmilos
da Cernanla para mantera paz a liberdade e a in-
dependencia da na;3o germnica.
Soldados, todas as vezes que as tropas prus-
sianas combaterem pela causa germnica o, segun-
do as minhas ordens, se submelterem a Sua Altesa
Iteal o regente do imperio, seja de vosso dever pre-
servar fiel e victoriosamente a fama da valenta e
disciplina prussiana.
O eslado poltico da Persia era desesperadamente
mo. O Shah havia confiscado os bens de seu irmo
Batimn Meerza, o qual se refugiara na Russia.
Em Tabreez a paite mulsuuiana da populacho, ha
fdilo nos Armemos urna cruel matanca.
O Shiraz acha-se em completa rebelliSo ; e as
tropas reaes h3o sido por diversas vozes desbara-
tadas.
Na India permanecalo anda em revolta osdistric-
tos de Mooilan porm os rebeldes achavam-se mui
enfrnquecidosem consequeucia de duas derrotas que
successivamente haviam soffrido As frcas que ti-
nliaui em campo, nilo passavam de 3,000 liomeus
e 8 pegas de arlilharia. ______
COfelWECIO.
l*u))li<:ar;ao n pedido.
O Sr. Borges d. Fonseca "comparecou 4 barra do
jury em o da y -io correte, a responder pelos seus
escriplos do Nazareno, (inze votos contra um absol-
ver m o honrado escrptor. Ojuiz dedireito appel-
lou ainda para a relacilo:temos, pois, loda rasito de
esperar que o primeiro vapor nos trara a noticia de
se achar terminada essa longa, escandalosa e atroz
perseguico mprensa na pessoa do seu mais dis-
lincto representante. Sabemos que o presidente da
piovinci-i ficon absolutamente neutral a essa cle-
bre quesillo-o que finalmente prova sobretodo que
a perseguc,no do Sr. Borges da Fonseca uasceti do
governo inslinctivo e selvagem do procnsul Chi-
chorro da Cama ; e que lo.la a immoralidade e in-
famia dessa longa serie dc assassinalos jurdicos re-
cabo nao solne a heroica provincia de Pernambuco,
mas sobre o lyrannoque por tanto lempo a devastou,
(Do Guaycuru'.)
Ests multo engaada, condessa, ha de dorar bem
os seus tres mezes.
Pols dentro de tres mezes aceito a p.l.vra de V.
Magestade.
Oh I oh! condessa.
Est dito ; agora tenbo preclsao do presente.
Mas eu nad. tenho.
Vossa Magestade tem cavallos-ligelros ; Mr. d'Ai-
guillon he um olnci.l ; be o que se chaina uina espada,
d-llie os seus cavallos-llgriros.
Ora anda l, v que leja.
Muito obrigada! excl.mou a coudessa transporta-
da de alegra.....tito obrigada !
V. Mr. d'Aiguillun pode ouvir resnar um beijo todo ple-
be, i sobre as faces de S. Magesude I.ulz XV.
Agora, diste el-rei, da-me de cear, condes...
Aqui nao h. nada, disse ella; V. Magestade me ma-
rn com poltica.....Os meus criados fizerain discursos
e logo, de arliiicio, mas nao se lembraram da cozinha.
Enlao vem ati1 Marly ; eu te levo coinmlgo.
He Impossivel; eslou com a iiilnlia pobre cabe;,
par lida rm quatro.
'Ciicl.nqueca ?
Fortissiuia.
Kiitn he bou. que te vas deitar, condessa.
He o que eu vou f.zer, seubor.
Knlao, adeos
Isto he. al vista.
- Estouaqui representando uin papel igual.o de Mr.
de Choiseul: mandam-mc embora.
Acompanhando a V. Magestade, fazendo-lhe cari-
cias e mimos, disse a graciola iuulher, que mui brand.-
mente lev.v. el-rei para a porta, e acabou por p-lo da
parte de fon, rindo gargalhada* e voltaudo-se a cada
degro da e.cada.
A coudessa sustentava umcastlcal dcima do peris-
lylo.
Ora diic-ine c, condessa, disse el-rei tornando a
subir um degro.
O que,, seubor?
Ve l que o pobre inarech.1 nao morra.
De que f
De ver sua pasta em Carelios.
Como V. Magestade he mo! disse coudessa a-
comp.uhando-o com una. ultima gargalhads
ALFANDEGA.
ItENDIMENTOpO DIA 15..........
Oeicarregn Itoje, 16 de sclembro.
I'.ucbo Maria-Jo aouiaa vinho.
CONSULADO GERAL.
RENDIMF.NTO DO DIA 15.
i:735/i,9
('eral.......
Diversas provincias

CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMF.NTO DO DIA 15..........1
mmmmuBsmmmmmmBmemmmmtmmmm
Deca ra^oes.
As malas que teem de segurem pri
os portss do norte no vapor Bahiawu
prlncipiam a fechar boje (16 s II ho-
ras da mandila. As correspondencia]
que vi ere m depois dessa dora, pagarSo o porte du-
plo at ao meio-dia e passada esta, mise recbe-
nlo mais.
PARA OS PORTOS DO SQL.
O paquete braseiro a vapor Panxenie, comman-
danteM. F. da Costa Pereira deve estar aqui dos
portos do norte at 21 do corrento t e partir no da
seguinte.
-Cartas seguras, vi mi as.lo sul no vapor Bahian-
na em 14 de setemhro :
Americo Snuza Gomes, Olinda
Francisco Coelho da Costa.
Izidoro Jos Rocha do Brasil.
Joanna de Olios Cavalcante Joflo Francisco Bas-
tos. Joflo Marones Perdigue, Joo Vctor dc i
ho, Olinda.
Luiz Comes Ferreira.
Manoel Alvos Guerra Jnior, Manoel Antoni
GonQaWes.
NapoleSo Gabriel Bez.
Havendo precisilo de remadores, al o numero
de 10, para guarnecerem as embarcares mindas,
que teem-so de oceupar nos trabalhos da commisslo
de examedoporlodestacid.de; o llIm Sr. inspec-
tor do arsenal de marinha, presidente da mesmi
commisslo, manda convidar aos marinheiros que
assim queirm empregar-se a apresentarem-se-lhe
com toda a brevidade em dito arsenal; sondo o ven-
cimento que perceberflo, o de 700 rs. diarios.
Secretaria da inspecgflo do arsenal de Marinha de
Pemambuco, 13 de selembro-de 18W.
Alexandr* Rodrigue dos Anjoi.
Secretario.
n
TflBATKO NACIONAL
M
SAN-fR 4NC1SCO.
Domingo 17docorrente, a beneficio de i). Del-
fina Rosa representar-se-ha muito aplaudida peca
mgica
NINGUEM VKM'.E O PODER DE AMOR.
Os intervalos serflo preennchidos por etcellentes
pegas execuladas por unta banda de msica militar,
lindando o espectculo a linda farca
ESTA' BEM io.m, GOMO nis.s.
A beneficiada muito espera da coadjuvaguo dos
seus benemritos compatriotas.
Avisos martimos.
Para o Aracaly segu viagem com brevidade a
sumaca Oar/oin.por ter parte da carga prompta: par
o restante e passsgeims, trata-secom l.uiz Jos de
Sa Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
O hiato nacional Espadarte salte para a Paralu-
ba no dia 16 do correte impretervelmente ; quem,
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem d-
rijii-so a ra do Vigario, n. 5.
E S. Magestade foi-ie embora mui satlsfelto da su
ultima chanca sobre o duque, a quem elle u. i ealidade
deteslava.
Quando madama Dubarry tornou a entrar no seu
camarn, encontrou Aiguillon de joelhoi diente da por-
ta, com as mos postas e os ollios sedentemente crava-
dos nella.
A condessa rorou.
Del costa, disse ella, com o pobre roarechal.....
Oh eu sei ludo, disse elle, ouve-se.... Muito obrl-
gado, minha senhora, muito obrlgado.
Julgo que Ihe devia o que disse, rrpllcou ella com
um brando anrriso ; mas levante-se, duque, porque se-
uo eu acreditarla que o duque tem tanta inemori.
quanlo espirito.
Isso pode multo bem ser assim, minha senhora,
ineu tio j Ihe disse que eu nSo sou mal. que um seu
apaisanado servidor.
K el-rei, amauliaa. ha de ser preciso cumprir os
sem deveres para com S. Magestade; levante-se, por
obsequio.
E ella Ihe deu a niao que elle respetosamente beijou.
A condessa, ao que parece, ticou bem coinmovlda vis-
to que nao accrescento nina palavra.
I Mr. d'Aiguillon licou to mudo e to perturbado como
ella, por Hu madama Dubarry levantando a cabrea :
Pobre m.rechal, disse ella anda, he preciso que
elle s.lba esta derrota..
Mr. d'Aiguillon recebru eslas palavra*como urna des-
pedida defenlllva, e inclinou-se.
Minha senhora, disse elle, eu me vou encontrar,
com o iiiarech.l.
Oh I duque, toda a noticia na deve ser dad. o mais
tarde possivel; o duque l'ar.i melhor se em vez de ir .
casa do marrchal, cear cominigo.
O duque scoio como uin perfume de inocidade e de
amor .brat.r-lhc e regenerar-lhe o sangue do cor.cao.
Vossa Etcellencia nao he urna muher, disse elle,
he.....
L'angt, nao lie assim, Ihe disse ao ouvldo a bocc-
rdeme d. condes!., que o ro(ou como um sopro p.ra
ihe fallar mais balso, e que o arrastrou par. mesa.
Ness. noite, Mr. d'Aiguillon devia conslderar-se be-
ma venturado, porque tomou a pasu a seu to, e comeu f
a r.co d'el-rei. (Continuar-**-*:)
MUTIL


\
-s-
_ Para o Rio-de-Janeiro segu viagem, com mili-
ta brevidade a escuna nocional Curiosa por ter
oarte de sna carga engajada : para o restante, es-
rravos e passageiros, lrata-se' com Luiz Jos deSa
Arsujo na ra da Cruz, n. 26 011 com o capitilo ,
fio iingos Antonio de Azevedo, a hordo.
.. Para Lisboa, impreterivelmonto no dia 28 de se-
tembro, por ter a maior parte da carga prompta, o
iiri"iie porluguez Novo Vencedor : para o rosto da
carga e passageiros, para que oirereco excedentes
commodos, trata-secom o consignatario Thomaz
u'Aiiuino Fonseca, na ra d Vigario, n. 19, ou com
o capitSo, Antonio Jos dos Santos i-nppa, na praca
da Commercio.
.. Para o llio-Grande-do-Sul segu viagem no
da 20 do correute, o brigue Dos-te-Guarde : recebe
nicamente escravos a frete, para;o que trata-se com
Italtbar & liveira na ra da Cadeia Velha arma-
Z Para o Rio-deJ-aneiro sahe mprcterivelmente,no
lia 24 do corrente, a escuna Curiosa: para o restan-
te da carga, passageiros o escravos a frete, trata-se
com Luiz Joso de Sa Araujo, na ra da Cruz, n. 26,
oucom o capitSo.
A iloo lV*sc;c?
Jm. V IOU *J %**- 9U9*
E
O Secretario da irmandade de N. S. do Livramentn,
oor ordem da mesa actual e do conformidade com
o artigo 17 do compromisso, pelo presente convida
a loilos os irmlns da mesina irmandade para com-
norecerem domingo, 17 do corrente pelas 3 h,oras
Ja tarde, em o respectivo consistorio para que
reunidos em mesa geraI possam eleger o novo juiz
que tem de regara irmandode para o Futuro anno
de 1849. .
OfTerece-se urna mulher j idosa paracoznhar
e fazer o mais aervico de urna casa do pnuca familia :
quem le seu nrestimo se quizer utilisar. dirija-se ao
oiffo da matriz deS.-Antonio, n. 14.
Precisa-sede um caixeiroque entenda de loja
de miudezas: na ra do Collegio, loja n. 9.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 24, da Viu-
va de Vieira & Filbos, acham-se a venda bilhetes.
meins ditos la terceira lotera a beneficio do theatro
je San-Pedro-de-Alcantiira,?indos no vapor Ilahian-
JK, sabido do Itio-de-Janeiro na manliSa Jo dia 4 do
coYrente.deeuja lotera as rodas andariam no dia 5 do
presente, como mcdiorse ver do annuncio abaixo
transcri|>to do Jornal do Commercio, n. 237, de 26 do
agosto p. p. Com o presente annuncio so responde
ao annuncio publicado no Diario n. 205, no qual
chuma-sea altenclo das autoridades policiaessobro a
venda dos billietes da lotera do Rio-de-Janeiro nesla
cidade.e tanto prova a boa.f desta casa, que todos os
buhles que nella silo vendidos v3o assignados pelo
Sr. Vieira.
Os bilhetes da terceira lotera a beneficio do
theatro de San-Pedro-d'Alcantara desta corlo acham-
se venda em casa do thesoureiro.JoSo Pedro da Vei-
ga, ra da Quitanda n. 144. As pessoas que encom-
inendaram bi Inotes desta Irtera quciram mandar
recche-ls mcsma casa, nos dias 30 o 31 do correu-
te, prevenindo-se quedahi em diante serflo vendi-
dos todos quantos existirem. A roda anda no dia
terca-feira, 5 doiprpximo mea de setembro, om o
consistorio da santa casa da misericordia. Rio-de-
Janeiro,25 de agosto ile 1848. Joflo Pedro da Veiga.
__O secretario da irmandade de N.-S.-do-llosa-
rio da Boa-Vista avisa por meio desto a. lodos os ir-
m.ios que, a 21 do correnle, da le Snn-Mallieus, se
ha de proceder aos votos na forma do costume ; e es-
pera em todos que nSo fallem, afim do se tornar
mais brilhanto.
AmanhSa, 17 do correnle, ha no botiquim da
Cora-da-.Onca, da ruado Rosario larga,m.lo le vacca,
cabidella eoulros guisados mais como havia no pu-
teo do Paraizo: assim como se faz jantares para To-
ra, e algumns encommondas.
Precisa-se de um rapaz de 13 a 14 annos que
tenha pratica dA yenda, Brssciro ou l'ortugucz ,
para caixeiro do mesmo estabelecimento na ra
Bella, n. 26.
-O abaixo assignado faz publico que nada mais
deve ao Sr. Gabriel Antonio de quem tem recibo de
quilacffo geral, e que, porlanto, as lettras quo o
onnunciante Ihe assignou nilo tem mais valor al-
gum. Joti Cordeiro de Carvalho Leile.
Roga-se ao Sr. Francisco Jos Comes natural
do Porlo e sobrinho de Antonio Jos Gomen de Fa-
ra, este estabcleeldo na provincia da Parahiba, de
diiigir-se a ra la Cadeia n. 39, casa de Amnrim
Irmflos ; sonde se desoja fallara negocio de sen in-
teresse ; e se porvrntura nesla prnca nSo residir,
quem d mesmo Sr. souher e poder dar informa-
dnos aonile se acha se Ihe firar muito obrigado.
nos, perita engommatleira e coziii.lieira e quero-
--Precisa-se le um rapaz de 12 al 14 anuos, com
principios de pharmacia, ou sem ella : no Alerro-da-
Boa-Vista, n. 76.
Alugam-se 4 boas moradas de casas para se
pnssar a festa com bom banhoe sitio para so pas-
sear : a tratar no sitio do C-jueiro. No mesmo sitio
vende-so nina olaria na Passagem-da-slagdalena,
c coepara tirar barro para olaria.
Perante o Sr. Dr. jufz do civel da primeira vara,
li in de ser arrematada em praca publica no dia 19
do rorrete na casa das audiencias as 12 horas da
mantilla a preta criula de neme Luzia peuhora-
>la por expeueflo de Joaquim Jos Ferreir contra
Francisca Mara dos Santos : os pretendeutes po-
derlo comparecer no lugar indicado e no dia e llo-
ras marcadas por ser esta a ultima praca.
O Sr. Joaquim Pinto de Azevedo tem urna carta
no escripiorio de Machado & Pinheiro na ra da
Cadeia do Recife, n. 37
-- Aluga-se a loja da casa n. 1, la ra Augusta,
propria para qualqucr eslahelecimenlo e princi-
palmente|para venda, por ter todos os utonsilios pro-
prios : a tratar na ra doQueimado, n. 19.
lima pessoa que tem conhecimentos de msica,
se propon a dar licOes por casas particulares o pro-
melle esmerar-sti no auiantamcntu de seus alumnos :
qtiem de seu prestimo so quizer utilisar, dirija-se a
ra da Praa-de-S.-Rita, n.22, das 6 as 8 horas da
mandila e das 3 da larde em diante.
Urna pessoa bastante habilitada, se offeroce pa-
ra cobrar quajquer divida dentro da praca por
urna pequea porcentagem : o aununciante da pes-
soa quo (llanca a sua conducta c prometi des-
empenhar qualqucr missflo te que o encarregarem :
quem de seu presumo se quizer utilisar annuncie ,
ou dirija-se a ra da Aurora n. 12, que se dir quem
pretende.
' Precisa-se de um caixeiro para una venda, exi-
gindo-so que lenha pratica desle negocio e que 16
liador a sua conducta : na ra d* Cadeia do Recife,
pojan. 50,
Lotefia do theatro publico.
O thesoureiro desta lotera de novo
nfinna que, em vista da rpida venda dos
bilhetes, que diariamente progride, nao
t ser infallivel o andamento das respec-
tivas rodas no dia a3 do corrente, que p
ra esse fim marcou, como que Ihe est pa-
recendo que esse acto sera talvz realisa-
do aotes desse dia, se com elTito fr ulti-
mada a venda dos bilhetes, como espera ;
para o que muito convm que aquelles
Scnhores que se guardam para munir-se
de bilbetes na vespera e no dia do anda-
mento, o facam j de agora,* entfio co-
nhecerao que o thesoureiro cumpre exac-
tamente as suas promessas, e que ter a
sa lela c2o de, pela segunda vez, fazer cor-
rer .i lotera antes do dia marcado. Atten-
u'.nii bem, o animem-se.
-- Compra-se um ou dous pre.tos que sejam mo-
cos e sem vicios, que enlendam alguma cousa de ca-
noeiro : na ra da IVaia-de-S.-Rila ns. 25 o 37.
Arrendase, pelo lempo da festa ou animal-
mente urna boa casa terrea a margem do rio Capi-
btirihe.no Poco-da-l'anclla que foi do fallecido
doulor Joflo Lopes : a tratar na praca da Moa-Vista ,
n. 24, segundo addar.
--Furlaram, terca-fena 12 do corrente, um efio
pequeo felpudo pesunho de ambos os ps; tem
lies malhas amarollas nasduss orelhas.e no espinha-
(0 tem um laquinho tirado na orelha direita: quem
o pegar leve-o as Cinco-Ponas n. 71, que ser.gra-
tificado:
Urna pessoa capaz que entendoperfeitamente de
agricultura por j ter administrado alguns engo-
nhos, se propOe a isso, entrando com 4 escravos,
ou sem ellos : nnem a preteminr annuncio.
Aluga-se ', na Soledade, um sitio com pomar de
larangeiras e mais fructeiras do diversas qualida-
des cacimba com bomba, bom sobrado para viven-
la, o bonito jardim : a tratar na ra do Hospicio ,
n. 21.
Doseja-se saber quem he o correspondente nes-
ta cidade do Sr. Antonio Correia Pessoa de Mello,
senhordo Vertentes para negocio que diz respeilo
ao Sr. Mello: na ra Dirima casa do Burgos.
Fazem 5ou 6 dias que se puxando da ponte do
Recife urna porcSo de madeira em pranchOes do
oleo, e na puxada dos mesmos, fugio um. Roga-se
a pessoa queoachoueo queira restituir, dirija-se
a ra do Collegio, n. 9, loja de miudezas quo ser
recompensado.
Arrenda-se, ou vende-se um sitio com urna
boa casa de vivenda o muitas arvores do fructos
na estrada que vai para Belm, ao p da pontezinha :
quem u pretender dirija-se ao mesmo sitio ou uu
lugar do Corpo-Santo n. 114.
Joaquim de Souza retira-se para Portugal.
oga-se ao Sr. Fortunato, caixeiro
dos Srs. Silva 5c Grilo, baja de ir pagar
urna ridicula conta de cinco mil novecen-
tos e sessenta rs, que nao ignora deverna
ra do Qneimado, ha mais de seis mezes;
pois parece que o tempo he su luciente. '
A pessoa que se offerece ueste Diario n. 202 para
fazer escripia no domingos e lloras vagas, apparega
na travessa da Madre-de-eos sobrado n. 1, al as
9 horas Jodia.
D. Candida Rosa da Costa mudou o seu collegio
da ra Bella para a ra do Quoimado, n. 30, primei-
ro andar : ainda'contina a recober meninas pensio-
nistas e nieias pensionistas, por pret;o mdico.
~ Precisa-se de 300,000 rs. a premio, dinde-se
hypotheca em urna casa o silio na povoa;no doMon-
teiro : na ra Bella, o 45, ou annuncie.
NOVOPO.DEPROVENQA.'
17 Vende-te todot os diai., \)
Ql O proprietario da padaria e pasionaria franceza /i
w do Ateno-da-lloa-VIsta. n. 50, desojando agradar 9
cada vez mala aos seus fregiiezeg, resol ven utrero- f
ccr-lhes um pao que e fabrica em Prnven$a por Si
um procriso mullo differente do ordinario, e|ue, yy
enigiudo familia das mrlhorea qualidadrs, mere- g\
ce a preferencia do publico, pela tua alvura, O
qual um corte de vestido de chits azul, com pal-
mas brancas 3 corles de camisas de mulher, um
pente de prender cabello de tartaruga um castor
de cabello encasillado om ouro dous annelnes ,
sendo um lisoeoutro lavradocoma firma.!.. F. C.,
um dedal de prataanda novo, uns coraes do bra-
co com varios requififes, um solitario- de ouro ,
duas*agulhas de prata urna volta de aljofares um
par de brincos e umacaixinlia com aderemos de ou-
ro ; desconfa-so que este roubo foi feilo por um
preto. Roga-se a quem for offerecido quaesquer des-
tes objectos de o apprehender e segurar o ladrflo ,
que ser gratificado.
-Alugam-se dous sitios com muito boaa acominoda-
cocs um na campinba da Casa-Forte e outro na ra
da dita povoajQo com cocheiras e cavatlarices; assim
como varias catas, de pre;os commodos para e pas-
sar a festa : a tratar na ra do Amoiiin, u. 15.
3g CHAPEOS DE SOL jg
Ra do Passeio-Publico, n. 5.
O fabricante deste estabelecimento adverte ao respe!-
tavel publico desta cidade que elle possue presente-
mente um rico sortlmento de chapeos de soi, assim
como chapos do sold seda furta-cres, dos mais ricos
que tem apparecido nesle mercado e de cores conhe-
eldas ; ditas psfa KBhorsS de bom tom a...5ca"i..s ,
lavrados com suas complenlas franjas de retros, ni-
do que tem de mais moderno e do inclhor gosto ; um
completo sortlmento de chapeos de sol de pauninho de
todas as cores e de lodos os lmannos para hornees ,
senhoras e meninos : ha tambem igual gortimenio de
fa/a'iidas para colirir armardes tanto d leda de cores
como de panninhos trancados e usos imitando seda. Ad-
verle-se que os freguezes ser.o servidos com brevidade,
e se acharo satlsfeitos da boa qualidade, do bom gosto e
do preco.
Quem precisar de urna ama de portas a dentro,
para todo o servico de urna casa dirija-se a ra
Relia, n. 23.
l\oga-se as autoridades policiaes
desta cidade, hajam de averiguar essa espe-
cularan de vendas de bihetes de loteras do
Rio-de-Janeiro, pois lia muito quem di-
ga que sao /lietca de suciedades do Rio,
que, depois de correrem as rodas, man-
dam para nesla provincia se veiiderem
os bilhetes brancos; e para irem lludindo,
manddin nesse numero alguns com pe-
queos premios, e muito prova nunca vir
a esses vendedores o jornal que auntin-
cia o dia do andamento das mesmas lote-
ra.
s
exigiudo farinha das mrlliores qualidades, mere-
ce a preferencia do publico, pela si
pureza e delicadea de sua fabricacao.
Si', se faro pes de 40, 80 e 1(50 rs., e ser fcil W
conhec-los pela sua forma oblonga e elegante. (A
Na inesina casa conlina-se tambem a vender **
bolinhos para cha1 de todas as qualidades, e tam- M
bem a enfeitar bandejas ricas para bailes e sa- ~-T
_ ros. @
-- Constando aoabaixo assignado estudanle do
terceiroannoda academia de CNinda quoalguem,
serviudo-se-de seu nome, promove urna subscrip-
ta o a pretexto de continuar os estudos, avisa ao res-
peilavel publico para que ninguem se Iluda com tal
especulador ; e contra elle protesta acr;lo criminal,
se de novo valer-se de seu nome para taes fins.
Arlhur do L'ipirilo-Sanlo e Uenezei.
- A aba ixo assignada responde ao snnunciodo
Diario de II do correnle, n. 201, datado em 30 de
agosto prximo passado da Parahiba do Norte, que
a sr" D. Mara Marroquina de Jess Nazareno Ihe
he devedora da quanlia do 400.000 rs.
Antonia Rita di Azevedo Lisboa.
Jos Carneiro da (Junha, tendo
em suas otarias, no lugar dos Coelhos,
i o mil luiros de tijolos e telhas da nii-
Ihor qualidade que he possivel encontrar-
se, como podero informar os mestres pe-
dreiros e donos de obra, vender de hoje
em diante, as telhas a ao,oo? rs. o milhei-
r, o ladrilho a 18,000 rs. eo tap ment a
8,00-) rs., a dinheiro vista ; tambem troca
por taboas de amarelio e lomo5 assim co-
mo vende urna das otarias.
Furlaram, da casa de Carlos llenriques llames,
na noile do dia 14 do corrente urna caixinha de
amarelio envernizada com fechadura e chave ,
que foi na mesma na occasifio do roubo .adentro da
-- Precisa-so alugar duas pretasque saibam ven-
der na ra ; na ru do Rangel, n. 17.
Precisa-se de 100,000 rs. a juros, por 6 mezes ,
sobre penhoresde prata : quem quizer dar annun-
cio.
Dilo 400,000 rs. a premio sobre penhores de ou-
ro e prata : n.i ra eslreita do Rozaiio, 11. 18, primei-
ro andar.
Roga-seaoSr. I. G iN.F.,que tem
casa de pasto em Olinda, que por obsequio
mande pagar a pequea co'nta que deve na
olricina de Manoel Antonio A Ivs de Bri-
to, ra Nova, n. 38.
Aluga-se o bem conhecido sitio na estrada do
Cordeiro, de Nuno Mara deSeixas, so proprio para
alguin negociante estrangeiro ou outra pessoa que
tenha tratamento : na ra do Amorlm, n. 15-
Joo Antanio Antunes Guimar3es retira-se para
fra da provincia.
Precisa-se de urna ama para casa de hnmem sol-
teiro que compre na ra o cozinhe o diario de urna
casa : na ra do Trapiche, n. 46.
Herculano Jos de Freitas embarca para o Riu-
de-Janeiro por sua conta, os seus escravos Antonio,
lieni Luiz, Angola, e Manoel, crioulo.
Precisa-se de 500,000 rs. a premio de dous por
cents ao mez com hypotheca em urna casa terrea,
na Boa-Vista livre e desembarazada ,em muito boa
ra, e que rende 10,000 rs. monsaes : quem quizer
dar annuncie.
A abaixo assignada, para se livrar
de duvidas, que para o futuro possam
apparecer, declara que a Sra. I). .Mana
Marroquina de Jess Nazareno Ihe be de-
vedora da quantia do 3oo#ooo ris
Anna Joaquina Pralis Colho.
--Furtaram do quintal da casa n. 25 da ra da
Cadeia deS -Antonio, em para 10 do corrente ,
um taixo de cobre, com o peso de urna arroba pou-
co mais ou menos Roga-se a loda e qualquer pes-
soa a quem o mesmo for offerecido o mande entre-
gar na dita casa que se gratificar generosamente.
Precisa-sede um homem moco ou mesmo de
idade desimpedido e que saiba ler, para caixeiro
de um engenho distante desta cidade 10 legoas ;
porm queseja Isento da guarda nacional : na pra-
9adaS-Cruz, padaria de urna s porta, se dir
quem precisa.
Mara Anna Joaquina da Silva, viu-
va testamentciiM de seu finadn esposo, o
cotnmendador Antonio da Silva, e liquida-
taria da cusa coinmercial que elle tinha
nesta praca, soba rasaode Antonio da Sil-
va &C, declara que est procedendo a in-
ventario dos bens do seu casal, pelo Car-
torio de escrivo Reg.
H0TEL-C0MMERCI0.
Este estabelecimento, sito na ruada Cadeia da
freguezia deS.-Antonio na propriedade n. 13, adia-
se augmentado de commodos indopeiidenles e de-
centemente moliiliados para hospedes com fami-
lias e sem ellas e para, pessoas que exijam menos
tratamepto. O segundo andar do referido estabele-
cimento oll'eroco as precisas commodidades para
bailes e partidas. A posi}8o da casa em sitatelo
fresca c aprasivel vista e collocada 110 centro da
cidade concorrerr a ser preforivel a outros esta-
belecimenlos semelliantes. Os precos ser.o mdicos,
em relajo as proporo,es que seolterecem.
Precisa-se alugar um Sitio nos lugares do Mon-
leiro Poco Casa-ForU ou Apipucos que lenha
boa casa de moradia com commodos para grando fa-
milia : quem o tiver dirija-se a ra do Collegio ,
n. 5.
-Narua d'Alegrla, n. II, precl.a-e lagar um*-
crava que esleja as circunstancias de_ bem raze
ervico interno e externo de urna casa de familia.
Urna pessoa com pratica de escripia
commercal, e bonita leitra, prope-se a
escrever as boras vagas, nos domingos
e dias sanios, com limp'za, medi inte m-
dico estipendio : quem precisar, annuncie.
DENTISTA.
M. S. Mawson, clrurglao dentista acba-sc resldindo
un R.cile ra do Trapiche-Novo, n. 8, seguudo andar,
onde contina a por denles mineraes. licando iocor-
rupliveise parecendo intclramente como denles n*'1*"
raes : tambem tira a pedra, a qual, nao sendo rxlranida,
em pouco lempo tanto arruina o denles; chumba coiu
ouro, prata, oudonllco para privar de augmenta ar
corrupcao 1 tambem lira, limar fas todas as1 operacOc
denlicaes com a maior delicadeza possivel. Elle eP''a
que os elogios e o inulto patrocinio que lera receDlao
pelos beneficios que tem produ>ido na sua pratica du-
rante 8 annos de residencia nesta cidade serao earan-
iias suficientes para as pessoas que, precisando de seu
restlmo, nao o dexem de procurar.
. Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, 11. i, o no Aierro-da-Boa-Vis-
ta loja 11. 48, conlinuam-se a tirar passaportes,
tanto para dentro como para fra do imperio, as-
sim como despacham-se escravos : ludo com bra-
vidade.
Quem deixar de comprar
a dinheiro,
pelos mais que baratos precos, o seguin-
le calcado ? Sapatftes brancos, do A-
racaty, muito bem fritos, a 1,000 rs. o
par : ditos inglezes a 3,200 rs. ; botins
franceses a 5,5oo rs. ditos ile Lisboa a
3,oo rs.; sapatos de diiraque, de Lisboa,
para aenliora, a j)o- rs ; dilos para me-
ninas, a (ioo rs. ; ditos de lustro pira Se-
nhora, de Lisboa, r. 1,900 rs. ; ditos pa-
ra meninas a 1,401 rs.; ditos de marro-
quii, francezes, paia ditasaHoo rs. ; bor
zeguins paia Senbora, a !S,5oo rs. : sapa-
tos de niartotpiiin para Senbora, a 1,000
rs., e cin duzias mais em conta ; e outras
muitas qualidades : na ra da Cadeia do
Recife, n 35.
Compras.
-- Compram-se escravos que sujam ..lirias de Car-
pina, de 18 a 25 annos o de boas figuras ; pagara-so
bem sendo de bons costumes e perilos no seu >Hi-
ri pois silo para urna encommenda do Itio-de-Ja-
neiro : 11a ra do Amorim,u. 35, a fallar com i. i.
Tasso Jnior
-- Compra-se una prcla de idade que no lenha
vicios uein achaques: na Itoa-Visla, travessa do
Quiaho, n. 1. Na mesma casa aluga-se urna preta
para vender na ra.
-- Compra-se ouro velho de lei qualqucr porcilo,
a 3,200 rs. a oilava : quem livor annuncie.
-- Compra-se nssucar em caixas : na ra da Cruz,
11. 4o.
ii-.l -------------!-t.JJJ.._il_iLII'l|l
!-
* endas.
jVendcni-se queijos londrinns os mais fresesae
que ha no mercado ; lats rom liolachinhas le ara-
ruta ; ditas com hervidlas ; ditas com sardinhas :
na ra da Cruz, no rtecifo n. 46
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda ,
chegados ltimamente, que, slftin dn seren um
magnifico ornato de urna sala, teem cxccllentes
vozes, sondo o merlianism da muita approvada no-
va invoncao chamada rrpitidor patento de Col-
Isrd : em casa de J. Kuller & Coinpanhia na ra da
Cruz, n. 55.
Vemlc-se um relngio patente inglez com caixa
de prata : i:a ra la Cadeia de S.-Antonio arma-
zn! n. 21.
Vendem-se os melliores charutos de
San-Pelix: la roa do Qneimado, n. 17.
Do-sea moslra aos compradores.
Vendem-se travs e vigas de ma-
^aranduba, de !\o a 5o palmos de compri-
do: na ra do Qtieimado, n. 4-
-- Vendem-se pranchOes de madeira de oleo da 2,
3 e 4 costados e com 2 a 2 palmos e meio de largura:
vende-sc 1,2, 3 e mais pranchOes conforme o com-
prador quizer para sua commodidade por. preco
commodo, para se fechar contas do mallo : na ra
do Collegio loja de miudezas n. 9.
Vendem-se hiscoulo francez de Rheims che-
gados ltimamente da ra da Cruz n. 34, primei-
ro andar.
-- Vende-se urna escrava moca que engomma
bem ecozinha o ordinario de urna casa : na ra do
Queimado, sobrado 11. 13.
Vende-se a dinheiro, pelo mui bara-
to preco de 3,aoo rs., borzeguins para ho-
mem; sapatoes de lutro para dito, france-
zes, a4,5oo rs.; perfumara lina e bonita,
tambem por preco commodo : na loja de
calcado da ra da Cadeia do Recife, n.35.
--Na ra da Concordia estaleiro de Manoel da
Silva .Mariz vendem-se 6 travs de 44 palmos de
comprimcnlo|, de muito boa -qualidade, o em conta.
Vendem-se cavados de ambas as sellas: na co-
cheira junto ao hotel Commercio : tambem se alu-
gam para viagens ptimos quintaos c tambem pa-
ra passeio. Na mesma cocheira precisa-se de um cai-
xeiro para tomar conta do urna venda por bilanco ,
e que d fiador sua conducta.
Vende-se urna venda com poucos fundos, e coro
urna bonita armaqSo a moderna por preep comino
do, na ra eslreita do ltozario,n. 8: a tratar na
mesma venda, ou na ra Direita 11. 76.
Vende-se um cociro de casimira, bordado ua*
Cinco-Pontas, n. 64.
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-- Vende-se ubi escrava de nagBo, que cozinha
bem o diario de urna casa he de meia idade e tem
boa conduela pelo barato proco de 250,000 rs. : na
ra da Cadeia de S.-Antonio n. 21.
flaloja de .11 a noel Joaquim
Pascoal Ramos, no Passeio-
P ubi ico, n. 19,
vendem-se as seguintcs fazendas : pannos finos pre-
to, a 3,000, 4,000, 4,500, 5,000 e 5,500 rs.; pecas
de madapolflo lino, a 3.200, 3,500, 4,000, 4,500, 5,000
e 5,500 rs. ; chitas escuras, a 140, 160 e 200 rs. o
covado ; ditas finas a 210, 260, 280 e 320 ri.; man-
tas de seda a 12.000 rs.; riscados francezes a 200
rs. o covado; cortes de lila, a 2,500 rs. ; ditos de cas-
sa-chita a 2,600, 2,500, 3,000 e 4,500 rs.; chales de
seda a 9,000 rs.; ditos de metim, a 1,000 rs,; pel-
le do diabo, a 200 rs. o covado; castores de todas as
qualidades a 200, 240 e 320 ; loncos de seda a
1,000 e 1,600 rs. ; corles de colletes de gorgurflo
preto, a 4,500 rs.; ditos de fustfio a 1,000 rs ; es-
guiflo fino, a 2,000 rs. a vara ; sarja preta > 2,000
e 2,500 rs. o covado; cortes de casimira a 6,000 rs.;
brim branco de puro linho a 1,800 rs ; dito pardo,
a 1,600 rs.; ditos de cores a 1,000 e 1,500 rs. ; chi-
tas docoborta a 200 rs. o envado ; chapeos de sol,
de seda preta, a 5,500 e 6,400 rs. ; merino fino a
3,500 rs. ; cassa lisa a 360 rs. a vara ; chales de 13a,
a 1,200 e 2,500 rs.; percas de platina de algodSo, a
4,000 rs.
--Vendem-se ealugam-se bixas dehamburguezas,
sag fino, gamma de araruta, cevadinlia d Franca,
tapioca de Maranhflo, por precos rasoaveis : na ra
das Cruces, n 4o.
Vendein-se saceos com fsrelo, pelo
barato preco de a,4oo rs: na ra da San-
zalla-velha, n. 38
Vendem-se barris, com breu tanto
em porco emo em barris : na ra do Tra-
piche, n. 36, em casa de Matheus Aus-
tin&C.
Vende-se mn pardinlio de 6 a '8
annos, limito sadio e fiel, proprio para pa-
gem, ou para aprender qualquer ollicio :
na ra da Gadcia-Velha, loja defazenda,
n. !\i.
Vende-se um sitio na estrada df Belm ,com
terreno para plantacilo pasto para.vaccas e muitos
arvores de fruclo por proco commodo : no Alerro-
da-Hoa-Vista fabrica de licores, n. 17.
Vendem-so chapeos de castor branco a
4,000 rs. : na ra do Queiniado, n. 22.
Vendem-se pegas de madapolflo com 20 varas,
milito largo c muito encorpado, a 2,800, 3,000e 3,200
rs. ; chita para coberta a 160 rs. a reta I lio ; roupa
feila para escravos isto he jaquolas, caigas e cami-
sas : na ra do Passeio loja n. 17.
Vende se phosphoro por prego commodo em
libras eemoncas: no Aterro-da-Boa-Vista, fabrica
de licores, rt. 17,
---Vende-se nma mulatinha de 12 annos com
habilidades ; 4 lindos moloques de 15 a 20 annos ; 1
negrinha de 12 anuos muito boa coslureira ; 2 pre-
tas de nagiio, perfeilas eiiguininadeiras e cozinhei-
ras ; 4 ditas de todo o servico; 1 preto de elegante
figura muito bem official de sapateiro ; 4 ditos do
Bervicode campo; um dito de mua idade: una
parda com habilidades, por estar grvida de 2 me-
zes : todos estes escravos se vendem por prego com-
modo : no pateo da matriz do S.-Antonio, sobrado
n.4.
Vendem-se, a prazo, ou por escravos, quar-
tos e bois mangos duas casas terreas edificadas na
travessa do Marisco outi'ora boceo do l'eixoto, as
quaes rendein 8,000 rs. incnsacs : na ra Direila, so-
brado de .;; :..i. ii 1 fi, Mili- faz esquina .ara a
travessa de S -Pedro.
-- Vende-se urna preta de nagflo de 20 annos de
bonita figura que cozinha bem, engomma e lava
de sabflo mo tenj vicio nem achaques o motivo >la
venda so dir aocomprador: na ra da Concordia ,
passando a ponlezinha a direita segunda casa ter-
rea se dir quem vende.
Vendem-se 3 escravos, sendo dous
mnleques proprios de lodo o servico de
casa e campo, e urna mulata de 16 a 18
annos, boa costureira e engommadeira :
na ra do Crespo, loja n. 1 A, se dir
quem vende.
. Vende-se urna porcQode libras de cera da terral;
couio de lustro de cores, proprio para canhOos de
botas de paguns : na ra Dimita loja de couros
n. 65.
Vende-se urna rede bem feita propria para li-
poia : no Aterro-da-Boa-Vista loja n. 78.
Vende-se a armag3o da venda da esquina da
ra dos Agouguinhos n 20 por prego commodo :
a tratar na travessa do Serigado, venda n. 1.
Na praca da Independencia loja n. 3,
contina a haverum grande e completo sortimenlo
de cordas e bordfles para viol.lo e rabeca.
Vende-se umsellim inglcz em bom estado, e
urna manta de cnuro de onga : na ra da Cadeia de
S.-Antonio, n 32.
Vende-se um sitio no lugar de Agoa-Fri, com
ptima casa do vivenda, de pedra ocal, estribara,
com bastante terreno para planlxges, urna baixa
do boa producgflo o alagadigo no fundo do sitio : na
ra Nova, loja de chapeos, n. 46, de Guilherme Vel-
ozo.
Vendem-se 5 mulatinhos o mulatinhas de 7 a 9
anuos; 2 pardas o urna preta de 23 a 30 annos; 1
preto de nagflo Angola de 16 a 20 annos, de bonita
(gura : ao p do Corpo-Sanlo, loja de massanie,
n.25.
&3- >'o paleo do Terco, ven-
da n. 7, vendem-so cigarros hospanhes viudos do
Rio no bngue Assomliro.
O \ei(latidlo systeuia para cu-
rar vista, curta
ou cansada nflo se enconlra na homceopathia, nem oa
allopalhia porm sim-em ocultis 11 propria ios os
qaesse vondem na ra larga do Bozario loja de
miudezas, n. 35
Vende-se um sitio distante desta pinga urna pe-1
quena legoa com boa casa de vivenda e outra mvs
pequea com aviamentos de farinha culo sitio
tem trras para se plantar 16 a 20 mil covas de roga,
e alm de plantagoes tom urna gr*nde ilha para criar
8 a 10 vaccas deleite independer de cercas, com
muitas arvores de fructo, mangues, um viveiro e
lugar paui se abrirem quantos quizerem : tambem
se permuta por casas nesta praga, ou escravos : a
fallar as Cinco-Pontas, n. 30, primeiro andar.
Vende-se um sitio com 60 palmos de frente e
mil e tantos de fundo na estrada nova de S.-Ama-
ro com casa de taipa viveiro principiado o outras
bemfeitorias; assimeomo tambem um terreno com
alicercesna ra Imperial, e um sitio na estrada do
Arraial: no pateo do Terco n. 10.
Vendem-se 4 escravos; um preto do sorvigo de
campo, urna prela que cose engomma faz lodo o
servigo de casa, ambos mogos ; urna negrinha de 12
annos, de bonita figura, e que cose bem : na ra da
Penha, n. 21.
Vende-se a venda da ra da Praia n. 39, com
poucos fundos a dinheiroon a prazo : a tratar na
ra do Rangel, venda da esquina do becco do Caree-
retro, n. 50.
Vende-se urna armagflo de urna venda sita no
principio da ra do Rangel, com commodos para
urna pequea familia : vende-se a armagilo com os
utensilios 011 som el les por seren um bom local.:
na ra do Rangel venda da esquina do becco do
Carcereiro, n. 50.
Na ra do Agoas-Vordes n. 46, vende-se urna
bonita molcca ; diversbs escravos de ambos os sexos;
75 acgOes da couipanhia de Beberibe.
-- Vendem-se, na luja da ra do Crespo, n. 11 as
obras completas do J. I. Rousseau, em 35 v., encad.,
e tambem trocam-se por outras obras boas.
DE6 PORTAS NJ^
3 O dono deste estabele cimento.vendo-ae ein clr-
i cuui9ianciaa de I lie ser precito retirar-te para a
I Europa precisa priiuciro pagar a srus credo-
I res, e para eftWtuar este pagamento o itiais
I breve possivel, ofl'erece algum abalimento a
seus devedores que quitertin saldar aua con-
I us ; assini como tem resolvido vender toda as
fazendd, por dimiuutos precos, a saber : prca*
de madapolao, a 2/, 2/UOO, 3/200, 3/500, 3/700,
I 3/1100 e 4/ rs. ; ditas de chitan ricuras, finas e
1 entrr-Anaa, de cores fixas, a 4/800, 5/, 5/500,
j 6/e 6/500 rs. ; ditas muito superiores, entran-
igf do algumas de coberta, a 7/ rs. p*fa, e a 190
3 rs. o cavado ; alpaca, a 600 rs. ; lila larga, a 380
rs. ; cazineta prrta a 1/rs. ; los litios e gran*
jgg des de I111I10, a 6/400 7/ e 7/500 rs. ; chalet
j grandes de garca a 1/500 rs. ; ditos de chita a
3 800 rs. : vestidos de cambraiacom bico e renda
B de suprrlorqunlldade, a 3/rs ; maulas de .,.,.-
^i braia para senliora, a l/'rs. ; luvasde prllica,
5 seda e algodo, para liomeiii, a 320 rs. ; prsco-
9 cinhos e golas de bonitos gustos, a 240 e 'HO rs ;
55 bicos frauceies, ingiriese da trra., ealguns de
g de seda preta, a*120. 160,200, 240,320, 4o0 e 640
El rs. lencos de casta para grvala a 200 rs. ; di-
Si tos de mullas qunlidadrs para homrin e se-
5 nhora a 180, 960, 210, 300, 320, 36U. 400, 480 e
2)1 560 rs.; suspensorios a 40. t20 e 16O rs. ; ditos
tg| finos de borracha a 200, 240 e 260 rs. ; garfa
f de seda muito larga cun (lores douraiias a 240
rs. o covado ; cassa da ludia,a 400 e 480 rs. a va-
ra ; mi-i hu Ano e entre-liii'i a 1/8(10 2000 e
jg 2/500 rs. ; pannos finos, a 3/800.4/ e 4/500 rs. ;
3 e outras inultas fazrudas que nao se anuuuclaui
j$a por oceupar muito lugar as quaet se vrndem
3 indas ainda inetino com grande prejuizo so
^ alitn de se acabar com o dito estabrleciinento ,
1^ o quai tambe 111 se vende no estado que te acha,
S havendo quem o qurira comprar ainda ium-
5? mu a prazo com lettras de lirniaa que agrada-
nffi rem a seus errdoret;
Vendem-se duas prelas de nagfln, urna de 28 an-
nos o a oulra de 14 minos; dous pretos ; um pardo
de 25 anuos que he alfaiate ; um pardo de 18 an-
nos de muito boa conducta : na ra Bella, travessa
da Florentina n. 20.
Taixas para engenhos.
Na fundiglo .le ferro de Fra-de-Portas, contina
a haver um completo sortimenlo de taixas de ferro
coado de to.los os lmannos, por prego commodo.
Vendem-se galoes de ouro verda-
deiro, de (odas as Lrguras, e mus barato
do que em outra qualquer parte : na ra
larga do losario, 11. 24
FAHELO
a .'ixooo rs. a sacca
nos armaiens nt. 1 e 3 do caes da Mfandrga, e no de n.
35 da ruado Auiorim, de J. J. l'atso Jnior,
Riscados monstros.
Vi'iuli'ni-se superiores riscados monstros, j bem co-
nhrcidos tanto pela qualidadr como prla largura em
demasa, pelo barato prreo de 280 ra. o covadu. F.tlet
riscados sao chegadus uliimainente : as cores sao fias,
r os padrrs muilo modrrnose de bom gosto : na aova
loja da Btlrefla da ra doCollegio, n. 1.
Vrndriii-sr barris prquemis com cal virgrm de Lis-
boa a oan nova que ha no mercado, por preco com-
nudu : na ra da Muda armtuem n. 17.
Vrnde-se uina casa trrrea muito grande, sita na
ra da Manguelra, na boa-Vista. 11. II, com graedes com-
uiodos, quintal muito grande e miiilnsarvorrdos de frac-
tos, por preco o mais rasoavel posslvel: trala-se na ra
do Aragao, n. 27.
A 1/000 rs. CADA UM CHALE.
Na loja que faz esquina para a ra do Coilegio n. 5 ,
venilein chales de tarlataua grandes c de padrOet es-
curot, pelo barato preco de mil ra. cada um.
Casimiras elsticas.
Vrndeui-se superiores cortes de inria casimiras els-
ticas de pura laa, pelo barato preco de 2000 r 3/DOO rs.
o corte de caifa : na nova loja da estrella, da ra do
Coilegio, n. I.
Vende-se cal virgem de Lisboa muito nova ,
cara fabricar assucar : 110 annazem do Sr. Antonip
Aunes defronle do caes da Alfandega.
Alpaca alcocliond-i, a 800 rs. o covado,
vende-ae, na loja que faz esquina para a ra do Colte-
alcochoada vinda de Lisboa, fazends inteiramente
nova nesta cidade preta e cor de cafe, de palmos de
largura, pelo barato preco de 800 r. o covado.
Vende-se cal vlrgein de Lisboa, em barr de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almelda le Ponteca, na ra do Apollo
A 1^000 rs. ,
ancoretas com axeitonas superiores : ven-
dem-se no caes da Alfandega, armazem
n 7, de Francisco Dias Ferrera.
Osantigos riscados monstro.
Na loja de Guimariea t C, ra do Crespo, vendem-se
os bem condecidos riscados monstros de padrOes multo
modernos, e que tcem quasl urna vara de largo,pelo ba-
rato preco de 320 rs. cada um covado.
Vendem-se acedes da ex-
mela cofhpanhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira limaos & C, ra da Cruz,
n. 9.
FARINHA DE TRIESTE.,
marea verdadeira >SSF, chegada ltimamente: vende-se
era casa de N. O. Bleber & Companhia, na ruada Cruz ,
o. 4.
Vende-se urna porgSo de charutos furados, pti-
mos para serem cobertos de nova mente por prego
muito barato : na praga da Boa-Vista, n. 15.
CBA' HYSSON,
de ptima qualldade a 2/240 rs. a libra : na ra da
Crui, no Recife annazem n. 13.
Vendem-se queijos londrnos e presuntos para
Hambre chrgados pelo ultimo navio de Liverpool ;
hervilhas propria* para sdpa ; vassoras para varrer sa-
las : no annazem de Davis & Companhla na ra da
Croz, n. 7.
I'otassa.
Vende-se muito superior polassa em
barril pequeos : na ra da Cadeia-Ve-
uu*iiii Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, anna-
zem n I7. _
Vende-se oengenho Macaco sito na freguezia
moente e corrente com terreno muito frtil, e le
agoa perenne; o qual engenho vende-se sent de
desobriga o todo o pagamento animal : a tratar no
engenho uamos da mesma freguezia.
Vendem-se 4 lindos moleques de 16 a 18 annos
3 pretos de 25 a 30 annos ; 1 pardo de 18 anuos ; 2
mulatinhas de 7 a 14 annos com principios de ha-
bilidades; 2 pretas proprias para todo o servico : na
ra do Coilegio n 3, se dir quem vende.
Contina-sea vender manteiga ingle/a nova a
600, 720 o 800 rs. ; caf moido a 160 rs.; dito em
grao a 120 rs cevada nova a 100 rs ; cha hysson
superior a 2,000 rs. ; alotria a 280 rs ; carnauba ,
de 6, 7 e 9 em libra 300 rs. : espermacete, de 6 em
11 loa a 880 rs. ; Ioneitillo d Lisboa, a 240 rs ; ba-
nda de purco a 400 rs.; feijo mulatmho e preto, a
400 rs. a cuia; arroz branco, a 400 rs. a cuia ; mi-
lito o arroz com casca, a 120 rs. ; bolachiuha ingleza,
a-200 rs.; cales de doce de goiaba nova de 6 em
arroba a 800 rs ; queijos flamengos novos a 1,520
rs. : no pateo do Cumio, loja do sobrado de Gabriel
Antonio, n. 17.
0 Vendem-se escravos baratos, na ra das
/vO "ran8'ri,si 1*. segundo andar : urna
/'' linda parda de 20 anuos, com algumas
Q7 /_ habilidades; urna preta de 20 anuos, com
un umg C|... ,2annos : a prela engomma,
cose ecozinha ; urna parda escura de 30 anuos, aue
engomma, cose, cozinha e lava de sabo e varrella;
duas negrotas de 15 anuos; urna preta de meia ida-
de, que engomma, cose, cozinha e faz doces, por
320,000 rs. ; 2 moleques de 16 annos; um dito do
18 anuos ; um pardo de 25 anuos por 350,000 rs. ;
um dito de'cr escura bom copeiro ; um preto de
20 anuos perito olcial de sapateiro ; e mais alguns
escravos que se mostrarao aos compradores.
Na ra Direita, sobrado n. 16, que faz
esquina para a travessa de S.-Pedro ha
quem venda 2 casas torreas com bons
commodos, sitas no becco do l'eixolo,
tambem se vendem a prazo ou a tro-
co de escravos, ou bois mansos e quar-
taos.
Vende-se urna escrava crioula, moga, de boni-
ta figura sem vicios nem achaques, com principios
de costura e engommado o que se aflanga ao com-
prador : na ra do Coilegio, venda n. 42.
ATTKNCAO'.
Vende-se una porgo de loneis proprios para se
fazer garapa em qualquer dostilagflo pela sua boa
construego qualidade de madeira e serem arquea-
dos de ferro : na ra das Larangeiras, n. 18.
rVttencfio.
Vende-se urna rica e elegante estante de Jacaran-
da, de msica assim como bonitas msicas italianas
eobom lempo: tudo por prego commodo : no Ater-
ro-da-lloa-Vista, n. 58.
INa ra de Agoas-Verdrs,
n 46.
Vende-se, de urna pessoa que se retira urna bo-
n a moleca de 15 annus ; urna mucama mulatinha
de 15 anios; um bonito mulatinho de 13 annos;
urna escrava boa cozinheira quilaudeira e lavadei-
r ; una dita de nagito por 280,000 rs. ; dous mo-
loques de 18 anuos; um escravo proprio para pala-
quim sem vicios; 75 acgOes da companhi de Be-
beribe ; 3 moradas de casas no hairro do Recife, as
nielhoros ras
Nn ra da Cruz n. 26, vendn-se, para liqui-
dagflo de contas, sola, cera de carnauba, peonas de
enia e chapeos ile palha por menos prego do que
em oulra qualquer parle.
Na ra uas Cruzes 11. 22, segundo andar, ven-
se chfloelava do sabflo ; urna parda de 26 annos
que engomma, cose cho cozinha e lava ; UaJ
crioula da mesma dade e com as mesmas habili.
dades ; urna pn-ta de nagflo, que cozinha Uva
vende na ra ; um cabrinha de 14 annos, ptimo
pnra pagem ; um escravo de nagSo para o servigo d%
campo.
Vende-se muito superior biscouto francez do
Rheims : na ruada Cadeia-Velha, n. 29.
Vende-se urna preta crioula ainda moga som
vicios nem achaques que cose, engomma, cozinhi
bem o diario de urna casa, eosaboa, faz renda e ven.
de na ra : ao comprador se dir o motivo por qUe
se vende : na ra da Cruz, n. 34, terceiro andar do
sobrado que confronta com o becco da Lingocta.
Vende-ae urna porgSo 'de barris com mel d
furo, juntos, ou a retal lio, por commodo prego
na ra Imperial, n. 25. Na mesma casa precisa-si
de urna ama que tenha bom e sufllciente laite ; pi.
ga-se bem: adverle-se que nSO tenha filho, e se
for escrava mclhor.
Vende-se urna preta engommadeira e cozinhei-
ra, tanto de forno como de fogio e que faz todu
as qualidades de doces; urna mulatinha de 7 al
annos ; urna cabrinha da mesma idade: na ra dp
Pogo, n. 23 se dir quem vende.
Vendem-se, na ra Nova n. 3, armazam de
Antonio Perreira Lima frascos eom 6 libras de do-
ce de giiija ; latas com 8 a 9 libras de bolachinhas de
Lisboa ou em libras; bolacha grande feita em Lis-
boa igual a que vem da America do norte em bar-
riquinhasde4 arrobas, ou em libras; cha hysson
muito superior; mostarda em p; conservas; latas
com sardinhas de Na n tes; boiOes com sal red nado;
licores linos, sortidos; vinhos engarrafados, Porto-
Madeira, moscatel de-Setubal Carcavellos, Buce,
las, malvasia da Madeira; latas com hervilhas;
todos os mais gneros pertencentes a este estabe-
leci ment.
MEDICINA UNIVERSAL. ^
Pillas \egetaes d James*
.Mor son.
A medicina vegetal univera! hao rnviiii.sds de o
annos de investigagOes do clebre James Morisco.
Por meiodestas pillas ronsegio seu autor inniH
meras e admira veis curas desde as afleegoes qAV
atacam as criangas de peilo at as molestias chront-
cas do auciSo. .
A Europa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doengas, e at hoje ainda nSo
ful desmentido tal titulo.
Esta medicina vem acompanhada de urna receili
que ensina e lacillita a sua applicagilo. Consisto em
tres preparagOes, a saber : duas qualidades de pilu-
lasdislinctas por nmeros, e um p : cadaqual goza
de motlos e acgOes diversas.
As pillas n. 1 sao aperitivas ; pnrgam sem'abalo
os humores biliosos e vlcosos, e os expulsam con
efllcacia.
As don. 2 expulsam com esses liumoros, igual-
mente com gratule frga os humores serosos, acres
o ptridos, de que o sangue se acha a intuito infeola-
do; percorrem todas as partes do corpo, e s ces-
sam de obrar quaudo leem espulsado todas as im-
purezas.
A terceia preparagBo consiste em urna limonada
vegetal sedativa : he aperativa temperante e ado-
ganle torna-se em commum com as pilulas e fcil-
lila-Ibes os melhores efleitos.
A posigSo social do Sr. Morison, a sua fortuna in-
dependente, repellem toda a ideia do charlatanis-
mo ; eas admiraveis curas, operadas com o seu
systema no coilegio de sade de Londres, silo mais
que garantes da efflcacia do seu remedio.
11 eco ni metda-se esta medicina, que nflo pede nem
resguardo de lempo, nem de posigflo da parle do
docote,a lodos os que, atacados do molestias jul-
gadas incuraveis, se quizerem deseuganar da sua
vtrtude.
Oxal que a humanidade feche os ouvidos aos in-
teressadosem desacreditar estes remedios tilo sim-
ples tilo commodos e tilo verdadeiros.
Vende-se sement em casa do nico e verdadeiro
agente J. O. Elster, na ra da Cadeia-Velha, 11. 29.
Vende-se um casal de pomhos manlas, muito
grandes e bonitos : na ra da Florentina, 11.16.
Vendem-se cinco moleques, entre elles um
ptimo mulatinho de idade de 15 anuos; 4 negri-
nhas de 14 annos; duas pardas de 16 a 25 annos : na
ra Direita n.3.
Escravos Fgidos
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Pugio do engenho Telha, no dia 28 do
prximo passado, um cabra, de nome
Antonio baixo, grosso, sem barba, mui-
to prosista ; he certanejo ; foi montado
em um cavallo rugo-pedrez-talhado ; levou toda a
sua roupa e fazendas novas chapeo de couro. Bo-
ga-seis autoridades policiaes e capitfles de'campo,
que oapprehendamelevem-no a ra do l.ivramen-
to, n. 27, que serilo recompensados.
Fugio, no dia 10 do correle um preto criou-
lo ,de nomeEuzebio, alto, chelo do corpo sem
barba rostti comprido denles limados, pernas fi-
nas ps chatos ; tem um botilo de carne na orelln
e Ires nos peilos ; levou camisa de algodflo da ierra,
caigas de algodflo trancado de listras escuras. Boga-
se as autoridades policiaes e capitfles de campo,
que o apprehendam e levem-no a ra da Praia, n.
15, serrara do Cardial.
... ilesapparecen, no dia 29de agosto desta prac.
urna preta de meia idade de nome Jnsepha de al-
tura regular, cheia do corpo ; tem o embigo um pou-
co grande que he muito visivel ; levou vestido de
ganga azul e panno da Costa ; andava vendendo em
um labuleiro milito, arroz de casca duas pegas de
louga de barro, um balumbo com gomma do engom-
mar, um prato branco com batihii. Esta escrava cus-
turna fugir para o mallo lugares do Pao-do-Alho 0
Na/aretb. Boga-se as autoridades policiaes e capi-
tfles de campo, que a apprehendam e leyem-a <
venda do Mondego no hairro da Boa-Vista, n. 6l>
que serao bem leconipensados.
Fugio, 110 dia 14 do correte, um escravo criou-
lo.de nomeJoaquin de cor fula, alto o algum'
cousa magro sem barba olhar carrancudo ; repre-
senta 30 a 35 annos; levou camisa de algodflo da ier-
ra e caigas do mesmo panno levando por baixo des-
tas oulra de diflorente panno : quem o pegar lv a
ruado Queimado loja 11. 7, que ser recompen-
sado. 1
glo b. 5, de Guimares ti Companbia, a nova alpaca dem-se 6 escravos sendo : urna crioula de 24 an-|
ER.N. : NA TYT. OE
\
M. F. PEFAIllA. lM.
MUTIL


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