Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06510


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Full Text

Ai.no
XXIV.
Quii la-feira 14
i DI i Hl11 pubhca-se iodo* o da que na
i riii de guarda: o preco da asignatura he
jiiW" r* Pr 1uart'1, W* '""'doi.Oi
nclnt dos assigiianlcs (So inseridos-
"",.le 20 M. por linha, 40 rs. em tjpo dll-
J*K!ir cal repelieses pela mctadc. O nao
antes pagaro 80 rs. por llnha e IBO rt
*!I ijpo di Itrente, por cada publicarlo.
pHASESDA UJA NO MEZ DE SETEMBRO.
.1,l/li5l is6horase24 mln. da tard.
K, a 3, a. 3 hora, e 59 mln. da manh.
mLmh*. a 19, i. 7 horas e 38 ma. da manh.
'TTa 27, i 7 horas e 16 mln. da manh.
PARTIDA DOS COB&EIOS.
Golanna e Parahlba, t tegi. e sextas-feiras.
Rio-O.-do-Norte, qulolas-feiras ao inelo-dia.
Cabo, Serinhaem. Ro-Formoo, Purto-Calvu
e Macelo, no 1.', a 11 e 31 de cada mcz.
Garanbuna e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vina e Florea, a 13 e 28.
Victoria, as quintai-feirat.
Ollnda, todo* os das.
PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira, s B horaa e 6 minutos da manh.
Segunda, us (i horaa e 30 minutoi da tarde.
DIARIO B
de Soten*l>ro de 1848.
N. t.
das da semana.
11 Segunda. S. Th'odoro. Aud. do I. doior-
h. do J. el, e do J. M. da 2. v.
erea. S. Aula. Aud. do L du c. da I.
v. p do .1. de paz do 2. dlit de t.
13 Quarta. S. Fllippe. Aud. do J. do c. da
2. t. e do J. de pai do 2 dlat. de t.
14 Quinta. KxallaeSo da Santa Cru/ Feriado
para oa negocio forenses.
15 Sexta. S. Domingos Clii Suriano. Aud. do
J.doclv. edo J. de paz do I. diside t.
1U Sabbado. S. Cornello. Aud. do J. do c.
v. e doi.de paz do 1 dlat. de t.
17 Domingo. Festa das Dores de N. S.
CAMBIOS NO DA I* DF. SETEMBRO
Sobre Londres a 23 e 24 d. por Ifrs.arJOd
Paris
Lisboa 120 por cento de premio.
ilio-de-J meiru ao i ar.
|)eir de lelt de boas nemas a I ?,' ao me
Arcoesda romp. de Heberlbr. fW rs no |p
Ouro.-Oncas hespanhol... MMOO a J2/200
. Muedas de 6#400 v 18/1100 a MUD
deJWOo. 16/400 a 16/G00
. de^nOO... 9/900 HlgOO
PraiaPataces braailelros 2/U4n a |)j0
Pesos columnarlos. 2/040 a fr**
Ditos mexicanos..... 1^)00 ifW'
IAM3UC0.
PARTE OFFICIAL.
" COVEP.NO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO 1 DE JULHO.
(idiein Ao coropel commandante das urmas.
Testemuha oceular d< modo por que V. S. se-pres-
toii acosdjuvar-me as medidas que lotnei a bem da
nnquillidide publica, quando csteve ella em grave
so, nos das 26 e 27 do passado, nllo posso deixar
lPiEradccer-lhoocomportamento que desenvolveu
.rn'semelhanteoccasiSo. Ao passo quo assim me ex-
primo para com V. S..cabe-mc recommendar-lhe que,
m nome desla presidencia, renda, em ordem do da,
os devido* elogios, n.1o s ao Sr. commandante su-
perior Francisco Jacinllio Porcira, senflo tambem aos
Srs commandantes dos corpos do primeira linha,
hofes nfllciaes 'la guarda nacional, e a toda a ror-
caaue. nos citados das, esteve no largo dcste pala-
cio; declarando-lhcs que este governo jamis olvt-
r os esforcos que fizeram para quo o socego se
stabelecesse .
Dito. Ao lente coronel Antonio (.arneiro Ma-
chado Rios. Scmpre que um funecionario publico
se esforga por dar provas de amor e dedicarlo or-
dem o s instiluigOes do paiz, he obrigacTo do gover-
no tribular-llie os morecidos encomios. Isto posto,
nao posso deixar de louvar-llte o zelo com que Vmc,
n.lo obstante achar-se fra do commondo geral do
corpo do polica, por haver tomado assento na as-
semblea provincial, n.lo sse me aprcsenlou farda-
do, logo que commecaram a desenvolver-se os mo-
vimenlos que pozerom em risco a tranquilizado
dcsla capital, nos dias 26 e 27 do passado; senao
tambem sempro se preslou a coadjuvar-me as me-
didas que resolv adoptar para restabelecer o socogo.
Esto comportamento de Vmc. vcio consolidar a con-
vierto em que en eslava de que Ihenao he indur-
ronte a soflo de sua patria, e de que jamis so pou-
par a envidar todos os meios a seu alcance para quo
seja plenamente mantido o imperio das leis que
nos regem. .. .
Dito. Ao desembargado!* chefe de polica mfe-
rno, Illm. Sr. -- Visto como esta presidencia se
esforca por ser justiceira, faltara a urna do suas obri-
gacOes, se n3o se prevalecesse da presente occasi.lo
para tributar V S. os merecidos elogios pelo zelo
com que a coa'djuvu tas medidas adoptadas para
restituir a esta capital o socego o a tranquillidade,
de que a tinham privado os acontccimenlos de 26 e
27 do junbo ultimo. llecommendou-se-lhe tam-
bem que louvasse s autoridades policiaes dcsla ci-
uade os servigos que prestaram nos indicadus dias.
Dito. Ao commandante geral interino do corpo
de polica. Informado dos servigos que Vmc. pres-
lou, com o corpo de seu interino commando geral,
a hem da tranquillidade publica, tatito nos diar.26 e
27 do mez prximo passado, em quo ella estove gra-
vemente amcacada, como nos snbsequcntes, este go-
verno Ihe tribua os devidos elogios por cssa prova
do amor ordem, e espera que, sempre que se offe-
reca occasiao, Vine, se porto da mesma inaneira.
Ao concluir, recommendo lheque, em ordem do da,
agrade^a em inou nome aos olllciaos.e mais praijas
do niesmo corpo o modo por quo concorreram pura
quo Vmc. conseguisse o fin honroso a que se propoz.
Dito. Ao commandante da corveta hulerpe. --
Visto como esta presidencia so esforca por ser justi-
ceira, faltara a um dos seus devores so nao louvasse
mf,\ Vmc. e aos demais senbores commandantes de na-
"vios do guerra, surtos ncslo porto, a prompldao e
zelo com quo cumpriram as ordens que lhe exped
pos dias 26 o 27 do correute, com o lim de manter a
tranquillidade publica, gravemente ameacada nes-
ses das. Ao passo que assim me exprimo, polo que
diz respelo a Vmc. e aos scuscompanheiros, no
posso doixar de declarar-lhe que muilo me agrada-
ram a disciplina, subordinarlo e actividade, q"ue
dfsonvoivoram os imperiaes marinheiros durante o
lempo quo esliveram om torra, om consequenca do j
o haver este governo determinado. Ordenou-ee-
Ihe, em additamonto a este officio, louvasse aos offi-
ctaos da armada e a todas as pravas do que so com-
pOem as guarni^Oes dos navios de guerra, aqu exis-
tentes, a maneira como se portaram nos citados dias.
Ditos. Ao director interino do arsenal de guer-
ra o ao insp ctor de do marinha. Esla presidencia
lulo pode deixar de louvar e agraflecer Vmc. os
bons sorvcos que preslou provincia nos dias 26 e
27 do passado, o a maneira por que concorreu para
que a esta capital fssem restituidos o socego e a
tranquillidade, de que a tinham privado osaconteci-
menlos dossesdias.
Dito. Ao commandante das armas, recommen-
dando a execurjao do imperial aviso, expodiudo ao
Exm. presidente das Alagoas a 18 de fevereiro ulti-
mo, por quo seconcedeu passagem iara o stimo
batalhSn de cacadores a Pedro Jns Correa, cadete
do quarlo batalhao de artilbaria a b. Parlcpou-
se ai Exm. presdento das Alagas.
Ditos. Au mesmo e ao commssaro-pagador,
scientificando-os de haver S. M. o Imperador conce-
dido passagem: para a lerceira classo do exercto
ao capiulo do quarto batalhao de arlilharia a p,
Florduardo Eloy de Mederos ; e deste batalhao para
o primeiro de cagadores, no posto de al Teres, ao se-
gundo lenlo Joaquim Candido I'essoa do Seixas.
Communicou-so ao Exm. presidente das Alagoas
que, havendo recebido os imperiaes avisos em que
essas passagens Tram ordenadas, solicitara a exe-
cuq3o delles.
Dito. Ao commssario-pagador, ordenando a-
dianlasse seis imv.es de sold ao primeiro lente do
segundo batalhao de arlilharia a p, Antonio Mara
de Castro Delgado quo ia destacar para a ilha de Fer-
nando. Parlicipou-se ao commandante das armas.
Portaras. Momeando para delegados: do tormo
do Agoa-Preta, ao commandante superior Zefcrno
da Cunta Bastos; do segundo distrelo do Cabo, ao
lenente-coronel Joaquim Pedro Patriota ; e de San-
lo-Antao, ao tenentc-coronel Jos Mendes Carnoiro
Leao. Participou-se ao chefe de polica interino,
do conformidado com a proposta do qual so fizeram
estas nomeacOes, o fram demiltidos de delegados
dos dous ltimos termos, cima referidos, Jos An-
tonio Piros Falc.lo, e o commandante superior Ma-
noelThom de Jess.
INTERIOR.
FINS DA COI.OMSACAO EM IIEI.ACAO
\ COLONIA.
Os Estados-Unidos ainda sao colonias, segundo o
sentido em que he aqu empregada esla palavra : r<*-
cobom emigrados de estados velhos, eenviam muilo
maior numero para se estabelecerer em lugares no-
vos. O motivo que os Estados-Unidos teem para pro-
mover a omigra^ao do capilaes e de gente parece
oppr-sc precisamente ao quo lem um paiz ve I ho
para promover por sua parle a emigrarlo de capi-
laes o de gente. O paiz velho precisa augmentar os
meios de empregar fora delleseus capilaes e traba-
Iho ; as colonias precisain de mais capilaes e traba-
Iho para cultivarem um campo illimitado. Agglo-
merando capitaese Irabalho na Inglaterra, vsaug-
monlarieis a concurrentia o incommodo dos capita-
listas, bem com a concurrencia e miseria dos traba-
jadores : agglomcrando capilaes e Irabalho na
America, augmentarieis a riqueza e prosperidad
daquella grande colonia. Agglomerando trabalho
smente na Inglaterra, nflo augmentarieis o capital
daquollo paiz, porque o augmento de trabalho nao
acharia om prego ; porm, como o trabalho produz
antes capital do quo o capital em prega trabalho, e
rw-\
MEMORIAS DE IM MEDICO, (*)
i'ob aiejranDre j^umag.
lEUCEirtA PARTE.
tfos) aisisiA-iiSo
XX.
O SENHOR DUQUE D'AIGUIIXON.
Tantos roslos carrancudos, e olhos vcrmelhos passea-
vam por Paris e pela estrada de Chanlvloup, quantos
semblantes alegres e sorrlsos encantadores chegavam
a I.uclennea.
He porque cm Luciennes, desta vez, eslava sobre o
throno, nao mais urna mortal, a mais bella c mais ado-
ravel das morlacs, como diziain os cortezaos c os poe-
tas, mis urna verdadetra divindade que governava a
Franca.
Assim. na noile do dia da detgraca de Mr. de Choi-
seul, a estrada se alravancou com as mesiqas equipagens
que tinham corrido pela m minia atrs da carruagem do
ministro desterrado; e dcinais_viam-se todo os partida-
rios do chanceller, da corrupcao e do favor, o que faiia
um cortejo respeltavel.
(*) Vide Diario n.' 202.
Mas madama Dubarry linha a sua polica; Joao sabia
(com excepcao talve de alguin barao) o nome daqucl-
les que tinham ido laucar a ultima flor sobre os Choi-
seuls que expiravam; elle diiia csses noiues condessa.
e taca pessoas eram excluidas desapiedadamente, no en-
tanto que a coragem dos outros contra a opinio publi-
ca era recompensada pelo sorriso protector c pela vista
completa da divindade do dia.
Depols da grande rileira das carruagens e do empa-
i llmenlo geral, tiveram lugar as recepcoes particula-
res. Richclieu, o hroe do dia. hroe secreto, lie vcrjla-
de, e principalmente modesto, vio passar o lurbillivo
dos visitantes c solicitadores, c oceupou a uilima cadei-
r.i do gabinete.
Dos sabe quanta alegra ahi houve e como todos se
felicitaran)! os apertos de mo, as risadinhas surlo-
cadas, os bater de pes entliusiastas, pareclain ler-se tor-
nado a lingoagem habitual dos habitantes de Luci-
ennes.
He preciso confessar, disse a condessa, que o con-
de de llalsamo ou de Fomix, como o duque o quizer cha-
mar, he o primeiro homem deste lempo. Seria urna pe-
na que ainda hoje se queimassem os fcilicelros.
He verdadt, condessa, he verdade, he um homem
bem grande, responden Richelieu.
E um bellisslmo homem ; tenho um capricho por
elle, duque..... .....
V. Excellencia me torna closo, disse Richelieu rin-
do e procurando por outra parte tornar a cooversacao
mais seria.....que ministro da polica ternvel havia de
ser o conde de Fcenix % j____
He no que cu eslava cuidandoTTeplicou a condessa,
s a differencahe qu isso he Imposslvel.
__ Porque? condessa.
Porque elle tornara impossiveis o seus collegas.
__Como assim ? .
_ Sabendo ludo c vendo o jogo que elles nzessem.....
Rchf lleu lornou-se vermelho de vennelho que ja eia.
-Condessa. replicn elle, eu quizera, se fra seu par-
ceiro, que elle visse perpetuamente o mcu jogo, e lhe
como na Amrica ha bastante capital para o em prego
de mais trabalho, o espaco para o emprego de mais
capital, por isto, agglomerando Irabalho smente
na Amrica, a suppririeis com mais capital para o
emprego de ainda maior Irabalho. Daqui segue-se
que colonias situadas como os Estados-Unidos, isto
be, que j possuem mais capital do quo trabalho,
teem um maior nteresso cm obter trabalho do que
em obter capital de paizes velhos: assim como um
paiz situado como a Inglaterra tem um maior inleres-
se cm procurar alliviar a excessiva populacho do que
a concurrencia entre os capilaes. (.orno o objecto
principal de um paiz velho em promover a emigracao
he fazer sabir continuamente todas aquellas pessoas
pertencontes classo de trabalhadores, que crescc
constantemente, para as quaes nao ha empregos
com bous salarios, assim lamhem o principal objec-
to de urna colonia em promover a emigracSo de
gente be obter tanto Irabalho quanto possa adiar
emprego com bons salarios. O mesmo acontece com
os novos mercados, o especialmente com aquellos
em que o trigo ha de ser comprado OU vendido. O
objecto da colonia he comprar nrtigos manufactura-
dos : o objecto da colonia be obler mais trabalho
para com elle obter os meios de comprar ailigos ma-
nufacturados ; o do paiz velho be obter trigo barato
para com elle alimentar mais trabalhadores. Porom,
posto duas pessoas em posices differentes n3o se
possam encontrar sem ircm em direccOes opposlas,
e posto que, se ellas prolendem enconlrar-se, o ob-
jecto do urna seja ir em urna direcctlo, e oda outra
em direceflo opposta, teem ellas comtudo um objecto
comtnum. qual ocie se cncontrarem. Eis o que so
d com a colonisaclo: posto que o objecto immedia-
to de um paiz velho seja exportar gente, o o de nina
colonia reeeber gente, posto que a colonia precise
vender, e o paiz velho preciso comprar vveres;
comtudo teem elles um objecto commum, qual he o
do augmentar a populacho c os gozos do genero hu-
mano, o seu objecto commum he dar plena expan-
slto ao principio da populacho emquanto na colonia
estiver inhabitado algum lugar que possa ser po-
voado. .
Esla communidade de interesse torna-se anda
mais sensivel.se reflectirmos na necessidade que urna
colonia tem em remover gente de lugares habitados
para lugares deserlos da colonia. Aqui o objecto
inmediato da colonia he igual ao da mai-palria, um
augmento do campo geral do producto em propor-
eflo do augmento geral da capital e trabalho. O ob-
jecto do paiz velho heque so abra espaco para mais
gente; e assim tambem o da colonia. Estas ver-
dades sao repetidas, porque ser til t-las em lem-
branca quando ebegarmos aos meios de colonisa^ao;
c porque at agora aquclles quo toem tido os meios
do colonisacao sua disposteto dir-so-bia que nunca
as ouvirum.
Cofh o h'm tambem de poupar lempo, quando ebe-
garmos aos meios de coionisaeflo, ser bom commc-
morar aqui ile una maneira mais particular alguna
dos objoetoa especiaes de urna colonia em promover
a emigracao do gente
Procurei provar em oulro lugar que a falta de tra-
balho livre he a causa da escravidao na America,
nao a caresta do trabalho, porm a falla de traba-
lho livre por qualquer preco quo seja. Porque te-
mom, soliretudo, os colonos de Ncw-South-Wales,
que teem capilaes, quo o governo iugloz cesso de en-
viar para aquella colonia urna trrenlo do popula-
cho inlciranicnlo depravada o incorrigvel t O cdi-
go criminal da Inglaterra ho mais severo do que o
de qualquer paiz, porm a propongo entre as exe-
cucOes publicas em New-South-Walcs o as execu-
cOes publicas na Inglaterra, atlendendo-se di flo-
re nca da populado, crcio que est na rasao de 325
para um. Isto parece claro, altendcndo-se que en-
tro os criminosos enviados para New-Soulh-Wales,
de dez, nove sao homens levados quelle lugar, pela
maior parle, por causa da violencia do suas paixes;
,uaitujgja^tc^,^iaMfc.-idrfciwii'*'H|iWi safjSpajSMSjgSjajp
deixassc ver as inlnhascartas: V. Excellencia veriasem
pre o vlele de joelbos defroule da dama e aos pea
do rei. .
Ninguem tem mais espirito que osenhor, meu cha-
ro duque, replicou a condessa. Mas fallemos um pouco
do nosso ministerio..... Eu pensava que o duque linha
mandado avisar seu sobrinho.
D'Aigullon? j chegou, condessa, c cm conjunc-
luras que um agourciro romano teria julgado as inelho-
res do mundo- a sua carruagem cruxou-se com a de
Mr. de Cboiseul que parda.
He, comefleito, de um agouro favoravel, disse a
condessa..... F.nlo, elle vem ahi, nao he assim ?
Minhascnhora, cu lembrei-me deque, scMr.de
Alguillon tivesse vindo a Luciennes entre lana gente
i: em um momento como este, daria lugar a todas as
especies de coinincnlarios; pedi-lhe que ticasse acola,
n'uma aldea, at que eu o mande chamar segundo as
ordens de V. Excellencia.
Mandc-o chamar entilo, marechal, iinmediataincn-
te, porque eis-nns sos ou quasi sos.
Com tanto mais prazer quanto estamos inteiramen-
tc de aicordo, nao he assim, condessa ?
Abbsolutamenle, duque. E o marechal prefere....
a guerra sfinancas, nao he assim? ou he a marinha que
deseja?
Eu prefiro a guerra, minlia senhora ; he alil que
eu podere faer mais servicos.
He justo; eis o sentido em que eu devo fallar a cl-
i. O duque nao tem anlpathas?
de nove homens, urna mulher: acostumados a nflo
conhecer Treio e a menosprezar todos os lacos sori-
acs. O resultado nao precisa de desenvolvimento;
nem he difficil dar o motivo da afleico do governo
inglcz a.este systema do reforma Se os luglezes
criminosos fossein punidos com prisao em seu paiz,
posto que a arslocrocia inploza tonha sua disposi-
cao mais lugares a dar, lacs como os decarenreiros
ou ajudantes Jo carcereiros; ver-sc-bia em embara-
co para dispor dosses lugares que um homem do
educagao aceitara. O governador de New-South-
Wales he um carceroiro, porm, sondo tratado por
V. Exc e pago como tal, moslra-se agradecido
pelo seu emprego, lauto quanto qualquer possoa
que obtem um lugar por servicos eloitoraes. Porm
como explicaremos a ufffeiciio dos colonos mais ricos
esto horrivcl systoma de emigragao? Pola falta
que elles teem de" trabalho livre, pela sua anxieda-
de em conservas aquello trabalho do escravos, sem
6 qual cada um delles naopoderia fazer uso de mais
capital do que daquolle quo suas mSos podessem
empregar. Liles dizem, e com milita rasao, que a
colonia so destruira so parasse o supprimento de
convictos. Seguramente, a colonia se destruira se
os habitantes mais ricos nao achassem os meios de
obler ou trabalho livro, ou aquella especie de traba-
lho do eecravos que elles leein na America.
Porm, mesmo com o systoma de deportar crimi-
nosos, ha urna deficiencia de trabalho. V-se ordi-
nariamente em Van-Dieman's-I.and um, dous ou tres
mil cameiros, todos reunidos em um reliando, mis-
turados os velhos com os mogos, os fortes cornos
Traeos. Quando se d a ragflo, os mais fortes tomam
scmpre a diantera, ficando atrasos mais fracos.
Assim, um grande numero de cordeiros ou carne-
ros mais fracos morroin de fomo, o por consequenca
diminue-se om proporgflo o lucro do donodoreba-
nho. Deudo provm esta perda ? lia falla de pas-
tores, ou de mais Irabalho? Se houvcsso bastantes
pastores c;) Yan-V'.eman's Land para tratar de todos
os rebaiihos, como convida, o augmento do pro-
ducto daria maiores salarios ao maior numero de
trabalhadores, alera de augmentar os lucros dos do-
nos dos rebanhos. O solo e clima do New-Soulh-
Walcs parece ser admiravclmente proprio para pro-
duzir tabaco, azeile deolivoira, sedaevinho. Urna
cumpa nli i a de Londres despendou cerca de 300,000
com a intengao manifestada no seu prospecto do ob-
ter a producg.lo de ludo isto em New-South-VVales.
Porque n3o vingou nenhuma destas cousas all t
Porque se esige, para quo vingue qualquer desles
arligos, trabalho conslanto e combinado : elemen-
to de produegao que falta em New-Soulh-Wales. O
Irabalho de criminosos, posto que constante, quan-
do comparado com o trabalho que se obtm pela
emigragao occasional de trabalhadores livres, he
muito incerto quando so compara com trabalho dd
pelos escravos, O convicto trabalha smentofim-
quanto dura o lempo de seu castigo, o para o amo.
smente, emquanto apraz ao governador, ou ao se-
cretario do governador, ou ao superintendente dos
criminosos, ou a algum mombro doconcelho colo-
nial : qualquer delles pode repentina e caprichosa-
mente privar o colono de seus serventes convicios.
Emquaiilo o trabalho de escravos pode ser combina-
do em quantidados proporcionadas aos meios do ca-
pitalista para comprar escravos, o trabalho dos cri-
minosos nunca pode ser combinado em grandes
quanlidades; porque, como o governo he quem
concede eslo trabalho, se algum colono obtivesse
mais do que o seu devido numero do convictos, to-
dos os outros se queixariam do sua grande parciali-
dade; e porque a proporgao entro os convictos e os
colonos ho Uto pequea, quo nonhum colono pode,
sem grande parcialidade, obter mais do que alguns
convicios. Os colonos favorecidos, aquolies que en-
conlram prolecgSo no governador, c nos seus em-
pregados, obleem militas vozes mais do que o devido
numero de convictos ; porm, como a proteegao dos
re. O duq
Por quem?
Pelos seus collegas que S. Magestade apresentar.
Eu sou o homem do mundo menos dimcil de viver,
condessa ; mas V. Excellencia permita que mande cha-
mar meu sobrinho, visto que lhe quer faier a honra de
o reeeber. .
Richelieu approxiinou-se dajanella; a ultima _clan-
dade do crepsculo lluiuinava ainda o pateo. Entao acc-
nou elle a um dos seus eriados que vigiava essa janella,
o qual parti a correr a um slgnal que Ibe elle fez.
Entretanto, comecava-sc a acccndcr as luzes no pala-
cio da condessa. .
Dez minutos depois da partida do criado, enlrou urna
carruagem no primeiro pateo. A condessa vollou viva-
mente os olhos para a janella.
Hichelieu sorprendeu o movimenlo, que llie pareeeu
um cxcellentc prognoslico para os negocios de Mr.d Ai-
auillon, e por consegunte para os seus.
_ Fila "osla doli, disse elle coins.go mesmo, e co-
rneja a gos"tar do sobrinho ; ambos nos seremos senho-
^KoTn'tanto que elle dava pasto a fu"""c''i-
mericas, ouvio-se um pequeo rumor a porta, e a voz
do criado erave annunciou o duque d Alguillon.
Era el e um (dalgo belllssi.no e chelo de amab.l.da-
de, etao rico como^legante no fajar. T.nh..Ja passado
Mr d'Aigullon a idade da fresca mocidade, mas era
desses homens que pelo olhar e pela vontade sao mocos
at velhice decrepita.
s cuidados do governo nao lhe tinham Imprimido
urna s ruga sobre a fronte ; smente lhe tinham dilata-.
do a ruga natural que parece, entre os homens de esta-
do e os poetas, o asjlo dos grandes pensamentos. Tra-
tiaelle-direita c levantada a bella cabeca chela de finu-
ra e de melancola, como se soubesse que o odio de dez
nilhues de homcus lhe pesava sobre cssa cabeca, mas
como se ao mesmo lempo quzesse provar que o peso
nao era superior s suas frcas.
Mr. d'Aigullon linha as mais bellas maos do muudo,
dessas mos que parecem brancas e delicadas, mesmo
as ondas de rendas. Eslimava-sc muito nesse tenipo
urna perna bem l'eta; a do duque era um modelo de ele-
gancia nervosa e de forma aristocrtica. Havia nelle a
suavidade do poeta, a nobreza do grande fidalgo, a fle-
xibilidade ea braudura deum mosqueteiro. Para a con-
dessa, era isso um triplice deal, porque achava em um
so homem tres lypos que por instlnclo essa bella sen-
sual deviaamar.
Por urna siugulardade nolavcl, ou para mrthor dizer,
por um eueadeamciilo de circumstancias combinadas

4$

I
LADO
/




governadores he incerta, menino uestes casos de
grande parcialidade, nflo ha -nuda que excite Jar
comeco obras que exigem o emprego constante de
iiiiiiins lirados, 10 iiii'sino lempo, no infamo lugar,
c por algUM IROM consecutivos. Diz Mr. Rlaxland,
grande proprietario de Ierra em New-South-Wales,
eomo emprehcndcriam oa nossos rolnos a plan-
tario de vinh.i-, se alguna anuo* teem de deccrrr-r
antes que possam obter algum vinho; anuos durante
os quaes nimio trabalho deve ser omprcgado para
tratar das vinhas; so para collier a uva, e reduii-la
a vinho, milito mais trabalho seria preciso ; e se
nesta colonia o supprimento de Irabalho he sempre
pequeo e incerto (*; He este o motivo por que u
Australian Agricultural Company neiihum artigo
permutavel produzio a le m do lila", que em um paiz
como New-South-Wales, naturalmente" limpoesec-
co, pode obter-se com muito pouco trabalho ; he
este o motivo por que se perdeu a maior parto das
.100,000 gastas por aquella companhia.
Porque perdeu-se o grande capital levado para o
Swan-ltiver? Pela folia de trabalho para conserva-lo.
Porque desejam os poucos colonos que restam na-
quella colonia um supprimonto de trabalho de con-
victos? Porque nSo teem trabalho livre. No Cana-
d, como nos Kstados-Unidos, ha falta de trabalho
iivro para obras que requnrein a cofnbinac.n'odo mui-
tos bracos e divisiio do ompregos. Os canaes que o
governo inglez fez ltimamente no Canad, mo so
poderiam ter concluido, ou lalvez principiado, som
um supprimento de trabalho da Irlanda. Talvez se
uso livesse podido dar principio, ou ao monos, nilo
se podenu ler acabado, sein grando supprimento de
trabalho irlanJez, o grande canal Lake-Erio, obra
cuja ulilidado publica o lucro para os emprezarios se
demonstrou muito antes de so Ihe dar comeco.Teem
iiltimamcnte muilo ajudado aos Estados-Unidos os
capitaes de Amsterdain e Londres e o trabalho da
Irlanda. Em todos os paizes mais lavorecidos, como
sao os que precedem, a difliculdade ent3o consiste
mu tereni os amos quein os sirva. Nos menos aqui-
nhoados, como Ituenos-Ayres e Swan-ltivel, a dilfi-
cnldado consistira em so acharem amos. Nesles a
falla de trabalho traz a de capitaes, e condemna o
povi> a viverem um estado de pobreza o barbarismo:
naiiiielfes n puyo seria is rico, proJuZria c cria
mais gozos, se fsse mais numeroso em proporcflo
do capital. as colonias om que as circumslancias
sao mais favoraveis, estas se manlem por algumas
medidas que mais ou menos supprem a fulla de tra-
balho : nos Eslados-lluidos pela cscravidSo e emi-
grado, em New-South-Vales e Van-liieman's-Land
pelo syslcma de deportar convictos, no Canad por
urna constante emigraco de trabalho por mar, co-
mo nunca se vio na historia da CuloniSaCAo. Se se
tirassem os meios pelos quaes os Estados-Unidos o
Canad o New-South-Wales oblm trabalho, sem 'se-
itiii aquelles meios substituidos por oulros, aquel-
las colonias cahiriam em breve lempo no eslado mi-
seravel de outras que nunca tiveram meios para ob-
ter trabalho. Em uina palavra, de qualquur inanei-
ra que encaromos esleobjeclo, parece que a grande
nccessidade das colonias he trabalho, com que ludo
so compra.
Habito interno. Apparelho digestivo. Lingos
puntuda, eshranqoicada no centro, vermelha em
seu* bordos, o saburrosa, amargor de bocea. Sede
d'agoa. Dor forte pela pressAo no estomago e no li-
gado, e engorgitamento dessas vyceras. Appetencia
para os alimentos, mas deixando de comer por Ihe
pesarem os alimunios no cstamago, o causarera-lhc
dorexcessiva nesso orgSo. Kartuleticia.
Apparelho circulailor. Pebre intensa precedida
do calefrios, o seguida de suores diariamente
Apparelho respirador. Itespiracilo. aprossada e
angustiosa. Alguma tosso.
Apparelho locomotor.-- Fraqueza e esmorec men-
t em todo ocorpo, principalmente as pernas.
I'ralamento.--Aleni dos meios hygienicos e die-
tticos recommendados em ininha clnica, prescre-
vi-lhe um medicamento homoeopalhico para lomar
melade tiaquella mesma noito, e outra metade d'ahi
a Iros dias. No dia 31 haviam desapparecido todos
os symplomas, restando apenas a pallidez do rosto
o qual se achava algum lano infiltrado de aerosida-
de, ealgum endureciinonto no ligado. Tomou ou-
tro medicamento, com o qual se restabeleceu com-
pletamente. No dia 9 de setembro mandou-o seu
senhor a ininha presenta em permito oslado de sa-
de, oslando nessa occasilo no consultorio, alm de
muitas outras pessoas, o Illm. Sr. I.odolfo Hcrculano
Marinho FalcSo.
Frimeiro consultorio homuiopthico do Pernam-
buco, II de setembro de I88.
Araujo, Passagelros, Joaqun) Kerrelra de Moura, Ma-
noel Brrnardlno de Acular, Florindo Aulonio do Es-
plrllo Sanio a I escravo a enlregar.
Figuelra ; 57 dlaa.. patacho porlugurx Mari.Joaquina.
de 114 toneladas, capltie Jos de Jeiui da Silva, equl-
p.igem 13. carga vinho ; a Fermino Jos Feliz da Ro-
ta. Passagelro, Igoacio Jos Das Crrela, Porluguez.
Navios lakidoi no mtmo dia.
Rlo-de-Janeiroe Baha ; paquete ingles Bxprtsi, com-
inandante Lory. Passagelros, oa meamos que trouxe
do norte. '
Londres; brigue Ingle/. Gnrgi-Antt, capillo David Brown,
carga assucar.
' gaaaBMjMaajjaaaMMMaaMaa
Oeclaratjes.
Dr. Sabino Olegario Ludgtro l'in/to.
lliBIO UK PIM1INJC0.
aECIFE, |2 DE SETEMBRO DE 18*8.
Extrahldo.)
PEANAMBUCQ.
PROPAGANDA ROMIJBOPTICA.
XVII
Em in.lidn- l.cio, lio ludo, u paUfnl poco.
CLNICA HOMIIEOPATICA.
Non verba, sed [acta.
(Hea epigraplic deque se servio o traductor dos
discursos proferidos na academia allopalhica de Pa-
rs, o publicados no Diario de l'ei nambuno, n. 198.)
Filippe, Africano, com 3annos; temperamento
aaiiRiiineo-lymphalico, complcicilo ordinaria, oscra-
vo do Illm. Sr. Jo3o Licio Marques, negociante mora-
dor na ra do Vigario n. 7, veto ao tneu consultorio
em companhia de seu senhor, no dia 23 de agosto
prximo passado. Ilavia tomado remedios allopa-
thicos, receitadospelo Illm. Sr. f)r. JosJoaquim Al-
Yes, com o que melhorou ; e havendo reapparecido
o mal 15 diasantes do vir ao consultorio homooopa-
Ihico, o mesmo Sr. o receitou, o igualmente o Illm.
Sr. Dr. Sarment ; c como entBo nio mclhorasse
trouxe-me-o seu senlior para que o visse e medicas-
se homceopalliicamente. Examinando-o notei no -
habito exlenio.--Pcile sece.i, qtienlc e spera.Pal-
lidez do roslo.
Quando tanto se agita enlre nos a quesillo da co-
lonisacHo; quando o governo ha declarado que a
considera como um dos meios de apressar a prospe-
rlilade do paiz, g que a vai promover ;ontendemoa
que tazemos um servieo aos subscriptores, propor-
cionando-llies a leitura de alguns extractos do arti-
go que, a semelhante respeilo, fra traduzido da
obra England and Amrica, publicada em Nova-York
em 1831, e altribuida a Wakefleld.
A tradcelo foi feila no Rio-dc-Janeiro, e corre
em um folhelo impresso na typographia dos Srs. J.
Villeneuve & C, no corren te auno de 1848.
Qanloa nos, he mais til, he mais necessario, he
mais importante oceuparmo-nos de materias desta
especie, do que dessas outras que ah andan na or-
demdo dia, no locante a isso a que 13o impropria-
iiienl se ii o nome de poltica ; pois que, rara e
bem rara he vez que, quando dellas tratam, apre-
scnlam alguma ideia que tenha relacilo com a cien-
cia de goternar os pono,
0 arsenal de guerra compra 10 toneladas de car-
van de podra: quem dito genero quixer fornecer
comparecer na sala da directora do mesmo arsenal,
com sua proposta e amostra no dia 14 do rorrete
mez.
Arsenal de guerra,11 do setembro de 1848.
0 Escripturario.
Erancisco Serfico de Attit CarvaUo.
Pera.nte o conreino do administrarlo naval tem de
se arrematar as 12 horas do dia 14 do correnle
una poroBo de bolacha propria para alimento de
ammaes e nutra de plvora arruinada, pelo que sito
convidados todos aquelles que quizerem lancar so-
bre os mencionados objectos acomparecerem no in-
dicado da e horas no almoxarifado, podondo oa in-
loressados inlenderem-se com o Sr, inspector do ar-
senal nos das II, 12 e 13 do crrente, para verem
ditos objeclos.
Sala das sessOes do concelho da administrado na-1
val, 9 de setembro do 1848.
O sexto batalhSo de cacadores convida aos pin-
tores que quizerem pintar cantiz e canudos de infe-
riores com tinta de oleo dirijam-se a secretaria
do mesmo bata I hilo, as Cinco-Ponas no dia 15 do
correnle pelas 10 horas da manliSa.
Recire, 12 de setembro de 1848.
Antonio (Uneruin da Silva.
Alferes agente.
--Havendo precisio de remadores, al o numero
de 10, para guarnecerem as embarcares miudas,
que teem-sedooecuparnos trabalhosda commissSo
do exame do porto desta cidade ; o Illm. Sr. inspec-
tor do arsenal de marinha, presidento da mesma
eommisaHo, manda convidar aos marinheiros que
assim queirain empregar-se a apresentarein-se-lhe
com toda a brevidade em dito arsenal; sendo o ven-
cimento que perceberflo, o de 700 rs. diarios.
Secretaria da nspecc3o do arsenal do Marinha de
Pernambueo, 13 de setembro de 1848.
apoio a grande obra da civilisaco quao drarn
ohrigado a tratismittira lodos. Chelo de iubi|i0!
rcconhecimcnlo, Santa-Rosa protesta trabalhar com
todo o ompcnho para merecordo publico a pcoterea
que Ihe lem concedido. ,
O divertimento dari aempre principio ai 8 hur,
e meia di noite com a chegada das autoridades.
PuhlicAc&o Litteraria.
Sabio luz a traducc3o do drama Lourtncinha
producco do eximo e fecundo Alexandre Dumai.
autor de Catharina H. e do Conde-de-Mente-Christo
se aprsenla aqu com toda a sua magnificencia. Rn!
redo complicado, pensamentos profundos, hrlun.
les peripecias, aceas explendidas, rasgos dranmu.
eos, tudoque distingue elevanta o genio se en.
contra nesta composicilo Os apaixonados do thoi.
tro i ilern procurara trnducc3o annunciada.na livra-
ria da ra da Cruz, no Itecife, n. 56.
Avisos mar limos.
O hia le nacional Espadarte sabe para i Parahi-
ba no dia 16 do correnle impreterivelmente ; quein
no mesmo quizor carregar, ou ir de passagem d.
rija-se a ra do Vigario, n. 5.
Para o Rio-de-Janeiro segu viagem, com mu.
la brevidade a escuna nacional Cariota por ler
parte de sua carga engajada : para o restante, es-
icravose passagoiros, trata-se com Luiz Jos desi
Araujo, na ra da Cruz, n. 26, ou com o capitao
Do mingos Antonio de Azovedo, a bordo.
-- Para Lisboa, impreterivelmente no dia 28 de se-
tembro, por ter a maior ra te da carga prompta o
brigue porluguez Novo Vencedor -. para o resto'da
carga e passageiros, para que olTereco excedentes
commodos, trata-se com o consignatario Thomaz
'Aquino Fonseca, na ra do Vigario, n. 19, ou com
o capitSo, Antonio Jos dos Santos Lappa na praca
da Commercio. Y
-- Para o Kin-Grndn-dn-Sn! egue viajen: no
dia 20 do correte, o brigue Dtoi-te-Guardt: recebe
nicamente escravos a frole, para o quetrati
Rallhar liveira na ra da Cadeia Velha
zem n. 12.
trata-se cas.\A
slha.
IHHICIO.
,..!.' "eiro "sto de um artigo publicado por Mr
vtilmot HortoD, que contm os apontamentos de
urna conversaeo enlre elle o Mr. Rlaxland.
BSPHBPaiiwBaR^BHBas>aaak
pela labia lctica de Mr d'Aiguillon, estes dous hroes
da animadvrrsao publica, a corteaa e o corlezo, ainda
nao se tinham visto face a face, na corte, cqin todas as
suas vantageas.
Havia, com efl'eito, tres aonos que Mr. d'Aiguillon li-
nha feito acreditar achar-se occupadissiino na llretanha
ou no seu gabinete ; linha apparreido poucas vetea na
corte, sabendobeni que nao poda tardar em apparrcei
uina crise favoravel ou desfavoravel. Que no primeiro
caso era nirlhor oR'errcer aos seus adniiuistradus os be-
ni lii-ius do drsconhecido, no segundo drsapparecer sem
deixar umitas leiiibrancaa. para poder facilnienlc aliii
do abysmo depois como uina figura nova.
Aleiu disto uuia outra raso dominava todos estes cl-
culos ; esta he da aleada do romance, c todava era a
melhor.
Antes que madama Dubarry fsse condessa e tocasse
todas as imites com o.s labios a cora de Franfa. tiuha
sido uina linda crealura risonha e adorada, linha sido
amada, felicidade com que ella uo devia mais contar
desde que era temida.
Enlre iodos os homens ino(os, ricos, poderosos e bel-
los que linham feilo a corte a Juanna Vaubcruier, entre
todos os rimadores que linham sirgido nolim de dous
ALFANDEGA.
RF.NWMENTO DO DIA 13..........7:2:15/735
eiearroam Imje, 14 de tetembro.
Brigue Societladt mercadorias.
HIale Etpadartt fumo.
Alexandre Rodrigue! dos Anjot.
Secretario.
Avisos diversos.
CONSULADO GERAL.
RENDIMEMO DO DIA 13.
Geral...................
Diversas provincias.............
, l:060|808
. 80/310
LMI/27
CONSULADO PROVINCIAL.
REiNDIMF.NTO DO DIA 13..........960/1M3
Woviment do Porto
THEATitO k\ACIOilAls
DA
H LA DA PR Al A.
Divertimento offerecido a todos os 'habitantes
desta cidade.
Quarta-feira. 20 de setembro, a beneficio de Ma-
linas Antonio Cezr ter lugar o seguinte variado
e brilhante espectculo. Depois do ter a orchestra
executado urna bellissma simphonia representar-
se-ha o drama portuguez em 4 actos intitulado o
CIGANO.
Os intervallos do drama serflo preenchidoscom ri-
cas simphonias.
Canlar-se-ha a Casta Diva da opera da Norma e a
"armoniosa cavatina da opera
HERNN!.
Kavioi entrados no dia 13.
Aracaiy 20 das, sumaca brasileira Carila, de 64 tone-
ladas, capitao Jos Goncalves Simas,
carga algodao c couros iniudos
eqiiipagem 7,
Luiz Jos deS
dama
mas
Dubarry, por que ella linha medo do passado
que depois, pe la allitude silenciosa do seu nnligo
homrm de extre
A pedido de muitas pessoas, fechar o divertimen-
10. representacilo da graciosa farca. que tem por]
ESTARPAFURDIO LOCRADO.
O theatriiiho estar mais bem Iluminado. Em vir-
liide do beneficado achar-se adoentado deixa de ir
pessoalmenle convidar os seus protectores e ami-
gos ; por isso declara que os bill.etes de camarotos
e platea estarto a venda na loja de livros do Sr. Dou-
rado, nopaleodoCollegio.
O beneficiado avisa ao publico quo n3o precisa le-
U!cm todos.,,ara S Ca""roles.PO* haverassen-
0 director dcste theatro aprovoita a occasiflo fa-
voravel que se Ihe offerece p'ara agradecer -o rea-
pe tavel publico a benvola aliento que Ihe preslou.
Os applausos repetidos que houve na recita que
estreou as represenlacOes do theatro nacional da ra
la I raa provam exuberantemente o carcter ea
gonerosidade dopovo quo ahi conconeu, a despei-
lo da noito tempestuosa que corria o qdaM esta
sempre prompto a prestara sua dedicado e o
Lotera do theatro publico.
O thesoureiro desta lotera de novo
nflirma que, em vista da rpida venda dos
bilhetes, que diariamente progride, nao
s ser infallivel o andamento das respec-
tivas rodas no dia a3 do corrente, que pa-
ra esse Km marcou, como que Ihe est pa-
recendo que esse acto ser talvez realisa-
do antes desse dia, se com eFeito fr ulti-
mada a venda dos bilhetes, como espera ;
para o que muito convm que aquelles
Senhores que se guardam para munr-se
de bilhetes na vespera e no dia do anda-
mento, o facam j de agora, e entSo co-
nhecerao que o thesoureiro cumpre exac-
tamente as suas promessas, e que ter a
satisficao de, pela segunda vez, fazer cor-
rer a lotera antes do dia marcado. Atten-
dam bem, c Anmem-se,
--Tiram-se effecti va mente passaporles.para dentro
e fra do imperio, por preco commodoecom pres-
teza : na ra das Trincheiras, sobrado de um andar.
1. 4 .*
n. 16.
seu
de7pdrV.n,f.".hr- K"cel,eBda'^Ue f" -"- a h
ra o
I11-
A condessa a estas palavras de paix&o. olhou pai
novo iluque, c olhou para elle como as mulheres co
mam, Islo h com olhosa que nada escapa; e nao
mal que duas frontes curvadas respeilosamele e dou-
prmeto iOTa"*m. '">sc serenos depois docum!
lenou.
Ja se ha visto que em toda a sua conversa com mada-
ma Dubarry o inarechal nunca linha tocado no capitulo
do coiiheciuif ato de seu stfOrinho com mademolsella
Lauge. hete silencio, da parte de um liomem lq habi-
tuado, como o velho duque, a diier as cousa mail dilh-
KSffS ra-,avrrs": 'Te e tt du"ue*^\ ^:^^clZestori'rea'lio-e dieamo-io as-
Ion mina ouli ora figurado em prnneira linha mas ou I Kll
CHAPEOS OE'SOL^-
Ra do Ptmeio-Publico n. 5.
0 fabricante deste estabelechnento adverte ao respel-
uvel publico desta cidade que elle possue presente-
menleuinrico sortimento de chapeos de sol, assim
como chapeos de sol de seda furta-crcs, dos mais ricos
que tem apparecido nesle mercado c de cores conhe-
cidas ; ditos para senhoras de bo:n tom, adamascados VM.
lavrados com suas competentas franjas de retros, tu-T
do que tem de mais moderno e do melhor goSto : um
completo sorlimentoric chapeos de sol de panninho de
todas as crese de lodos os lmannos para homens,
senhoras e meninos ; ha tainbcm igual sortimento de
lazcndasparacobrirarmacfies lano de seda de cdrel
como de panninhos trancados e lisos Imitando seda. Ad-
verle-se que os freguezes sern servidos com brevidade,
e se acharao satisfeitos da boa qualidade, do bom goslo e
do preco. b
que ella la formar sobre este ultimo una oplnlo irre-
vogavrl.
Mas o duque nao era tolo, conhecia uina grande parle
dos segredos de cada localidade real ou ministerial. Fs-
cuiar emquanlo se fallava era um dos seus meios, fallar
emquanlo se esculava era um dos seus arllllcios.
nrsolvru. portanto, animado alada pela recepcan que
perguntou a condessa.
He verdade, ininha srnliora, ejulgonue osaoftri
TSBSt nao acabara,,, par ..1i,q,Ure.poS:2!;
madama Dubarry acabava uV fazer a Mr. d'Aiguillon. re-
solvcu, digo, esgotar al ii, toda, a vela, e indicar
Sin-1',!?. !tpr,}rc,t.So da """ PI""l usepcia. o
plano intelro de felicidade secreu,
complicado de Intrigas, duplo e del]
a
pposla ausencia, o
e de grande po.lrr
- delicado rngodo, a que
r e principalmente mulber da corte,
suDiio d el-rel livesse separado os dous coraces prrs-
es a corresponder-se, Mr. d'Aiguillon linha rollado pa-
raos acrsticos, ramallieles eperfumes; madeinuiselia
l.augc miha fechado a sua porta da ra dos l'eliu-
hamps, u duque se retirara para a Brelanlia suocando
os seus suspiros, e mademoisella Lange diriga lodos os
N seus para o lado de Versalhes ao barao de Gonrsse. is-
^.lo he, a el-rel de Franca.
^ Retullou daqui que Csl
mo quem sabia saudar a mulherque ostentava um pos-
to entre rainha e dama ordinaria da edrte, subjugou elle
repentinamente com to delicado porte urna protceco
ja lisposta a adiar o bem perfeito, e o i.erfeito uiaa-
villioso.
i
Mm eta .?'i. ***' e U' P1"". relirou-se.
e Por ir t 25J"JJ "5o foi par, multo joo-
fei* nuanHn f ,g*b*aVe ,havla u'" "wl. ""de el-
nn .m.i! h "h" de l;acie"ae- K,,n*a de assentar-sc
no mel de objeclos cliinezea de toda a especie. Prefera
este cainanm ao gabinete, porque d'ahi se ouvia ludo
Mr. d'Aguillon tomou depois a inao do seu tio, o qual
minhando para a condessa. Ihe die rom v... ^..^
ca
de caricias:
para a coudessa, llie disse com a vos chei
esta desaparicao sbita de Mr. de K-aqui
^lilil n -___ I "".
D'Aiguillon olhou para Richelieucomo sorpreso.
uina linda
nunca resiste.
Fez assenlar o duque, e disse Ihe :
Ja vs. duque, que eslou insialado aqui.
He verdade, meu tio, bem o velo
ihZ JL".^ ftli=,dade de ganhar o favor desta bella IMU-
fcto "'""'aqu como rainha, c que o he de
D'Aiguillon inclinu-se.
- Saiba, duque, proseguio Richelieu, o que eu Ihe
nao poda dizer na ra, e he que madama Dubarry me
promeiteu urna pasta. '
lo "meu to'*" d'A8U'"0D- isso >e he devldo de dlrei-
~.*a. ,el ,e i,so me ''c J|,vido, mas sel que he o que
'n""on,ec'>u.' Pouco larde, he verdade ; enifim,
qberrdnui1doe':Ca.....#-WT'* VOS.
d,.7..lh,it obril!ado- '"eu tio, conhrco que o senhor
vaT'lso U'" 1>are"l<"' """''o ll0 mais de urna pro-
- E nao lenJes nada em visU, d'Aiculllon ?
rto .?.h"aincne nada, senao nao ser desamorado
r^.V. i"lodc(ll"lor par, como o pedem os senho-
res do parlamento.
Tendea vos algum arrimo em alguciu ?
tu ? nenhum.
que-
in eu
X
k
MUTIL


1
%
F17N>I?V0
de
DE FRRRO.
Na fabrica de Bowman & M. Callum enge-
nlieiros machinistas e fundidores de ferro, na ra
fo Brum, no Recife, contina havar um grande sor-
limento de la isas para engenhos n mocndas de can-
m de todos os lmannos o dos modolos os mais
modernos e approvados. Na mesma fabrica conti-
iiua;n-se a construir de cncommenda machinas de
vapor, rodas d'agoa, rodas dentadas o tedos osmaii
ohiectos de machinismo, com a porfeicloj conhe-
ObjeCI
cna, por preco commodo.
liowmaii & M.* Callum desejam chamar a alten-
cao dos Srs. propietarios de engenhos as machinas
do vapor construidas na sna fabrica visto seren el-
las de um modelo muito forte e seguro e todas as
ppc.iis perfeitamente adaptadas urnas as outrag por
mel de tornos automticos, machinas de aplainar
forro,e oulros apparelhos modernos: alm disto, as
machinas de sua eonstrucefio teeni as vantagens sc-
guintes: posauem urna cisterna de ferro, onde a ago
destinad para a caldeira se deposita por rheio de urna
bomba movida pela machina, e onde so acha aquen-
lada pelo vapor superfluo antes de ser por meio da
segunda bomba de l introduzida na caldeira, afim
de nflo esfriar a agoa nclla existente, pela indroduc-
I- cSo d'agoa fris [como h de costme em mtchinas
inferiores ]e assim produ'zir grande economa de
combustivel.
Alm da supradita economa de combustivel na
producclo do vapor, estas machinas possuem urna
moilificacilp novadas vlvulas por onde o vapor en-
tra e sabe do cylindro, pela qual a mesma quanti-
dade de vapor produz maior cnVito do que as ma-
chinas de construcQlo autiga augmentando assim
deuma maneira, nilo pvquena, a econumin do com
bustivel necessario para manter a machina em mo-
vimento.
As ditas machinas possuem tambem um appare-
Ihn pelo qual a quanlidade d'agoa inlroduziila na
caldeira se acha regulada automticamente cc; a
* maior certeza pela machina mesma evjtando des-
I la maneira o grande perigo que existe as machi-
I as, onde por causa da mesquinha economa dos
I fabricantes o fornecimenlo d'agoa para a caldeira
lia de sor regulado por mao d negroi.
Estes esclarecimentos silo respetosamente offere-
los nos Srs. pro|>rictnrios de engenhos, que anda
rseveram em o melhodo fraco, dispendioso e
insatisractorio do moer com aoimaes, afim de sa-
lsfaze-los que, no emprego destas machinas, b3o
existe o menor motivo para receio, nem de explo-
aflo, nem de quebra nem ile demasiado consumo
de combustivel ; e & flowman M. Callum nilo
tpcm pequea satisfagio em assegurar-lhes que pe-
la pericia dos ses administradores e officiaes, pela
perfeico dos seus instrumentse apparelhos e pe-
a abundancia e boa qualidade das suas materias
primas, se-acham habilitados para construirem ma-
chinas de vapor de lodosos tamanhose para todos
os lins ; assim como toda especio de machinismo ,
com urna perfoieflo no inferior as obras das melho-
ris fabricas de Inglaterra e mu superior s geral-
ment* importadas daquello paijr.
Na ra largado Rosario,padara n. 48, d-se pilo
de vemlagem com melhor interesse que em outra
qualquer parte.
Aluga-seo hemeonhecido sitio na estrada do
Cordeiro, de Nuno Maria deSeixas, s proprio para
algum negociante eslrangeiro ou outra pessoa que
tenha tratamonto : na ra do Amorim, n. 15.
Jos Garneiro da Cunha, tendo
em suas otarias, no lugar dos Celhos,
too milheiros de lijlos e telhas da rni-
Ihor qualidade que he possivel encontrar-
se, como pdenlo informar os mes tres pe-
dreiros'e donos de obra, vender de hoje
em diante, as telhas a ao,ooe rs o milhei-
ro, o Isdriiho a 18,000 rs. eo tan ment 3
8,noo rs., a dinheiro vista ; tambem troca
|>or taboas de amarello e lomo; assim co-
mo vende urna das olarias.
Constando ao abaxo assgnado csliidanle do
terceiro anuo da academia de Ohnda que algucm,
sprvindo-so do seu nomo, promove nina subscrip-
eilu a pretexto de continuar os osludos, avisa ao res-
peilavel publico para que ninguein se illuda com tal
especulador ; o conlra elle protesta achilo criminal,
so de novo valer-se de seu nome para taes fins.
Arlhur do Lspirilo-Santo e Meneses.
A nbaixo assignada responde ao anmmcio do
apiario de II do crrenle n. 201 datado em 30 de
"gosio piuximo passado da Parahiba do Norte, que
a Sr' D. Maria Marroquina de Jess Nazareno Iho
he devedora da quantia de 400.000 rs.
Antonia Hita de Araujo Lisboa.
A pessoa quoseufferece ueste Diario n. 202 para
fazer escripia 110 domingos e horas vagas, appareca
"a iravessa da Mudre-de-eos, sobrado n. 1, al as
9 horas dodia.
D. Candida Rosa da Costa mudou o seu collegio
da na Bella para a ra doQueimado, n. 30, primei-
ro andar: anda contina a rsceber meninas pensio-
nistas a meias pensionistas, por preco mdico.
J0S0 Anlanio Antunes Cuimariles retira-se para
fra da provincia.
Precisa-se de 300,000 rs. a premio, dinde-se
hypolheca em urna casa e sitio na povoiQiio doMon -
teiro : na ra Bella, n. 45, ou annuncic.
-- Precisa-se de urna ama para casa de homem sol-
loiro que compre na ra e cozinhe o diario de urna
casa : na ra do Trapiche, n. 46.
~ lloren limo Jos do Fre tas embarca para o Rio-
do-Janeiro por sua conla, os seus escravos Antonio,
Beni, Luiz, Angola, e Manoel, crloulo-
A vista doanifuucio da Snra. C. Maria Marro-
quina de Jamis Nazareno, derlara-se a mesma Snra.
que ella est obrigada pelas qualro le tiras que em
12 de dezembro de 1849 traspassou, tresa Noberto
Joaquim Jos Cuedes no importado 1:600,000 rs. ,
eumaa.iabriel Antonio de 700,000 rs., todas aceitas
por Jos Mauricio Wanderley e ha muito vencidas.
De modo que estarieii por terra se nao fsse a cir-
......stancia presente ?
Redondamente, incu lio.
Ora vamos l. i|ue ela'9 lu al Tallando como um
l'lnlusiipiio 1 Quediabo lie Uso ? tambem a culpa he
"illa, mru pobre d'Aiguillon, que (e csou aqui rallan-
do antes como um ministro do que como leu lio.
Mcu lio, a sua bondade me penetra de reconheci-
niento.
Se te mande! vir de d'onde eslavas e la o depressa,
l'ini podes comprehender que he para le fazer repre-
sentar aqui um excedente papel..... Vejamos, j rellec-
lisle alguma ve lio que represen Um por dez annos Mr.
de Cboiseul ?
J, por cerlo ; era bem bello.
Helio, entendamo-nos, bello quanilo com madama
de Pompadour elle governava a el-rei, e fazia cxilar os
jesuta, triste, e mullo Iriste quaudo, tcndo ficado mal
tomo um tolo com madama Oubarry, que vale cem
roinpadours, le com que o pozessem na ra em vinte e
luatrohoiai.
Tu nao respondes ?
Eslou ouviudo, senhor, e procuro at onde mcu
oqner chegar.
"- Cosas deiic primeiro papel do Cboiseul, nao he
Por cerlo.
Pois bem, meu charo amigo, esse papel decid eu
prescula-lo.
D'Aiguillon vollou-se arrebaladaiuenle para seu lio.
."" Voss Excellencia falla seriaiuenic ? pergunlou
t Enlio que llovida ha nisso ?
Meu lio ser o amaine de madama Dubarry ?
Safa! como andas depressa e 110 entretanto vejo
que me comprehendes. He verdade, Cboiseul era beui
teliz, governava a el-rel e governava a sua amante ; di-
zem quetHe amava a madama de Pompadour..... Com
elleito, c porque nao?.... Pola bem nao, cu nao po'sso'
Sociedade Theatral Nova
Thalia.
O primeiro secretario dQsta sociedadn avisa aos
Srs. socios respectivos quo hoje, pelas 6 horas da
larde, liaver sesso extraordinaria no lugar do cos-
luino : 011 tro sim o mesmn secretario convida aos
Srs. socios que anda nflo tomaram assento. hajam
de comparecer em dita sessilo a hora indicada.
Precisa-se de 500,000 rs a premio de dous por
cento ao mez com hypolheca em urna casa terrea,
na Boa-Vista livro e desembarazada em muito boa
ra e que rende 10,000 rs. mensaes : quem quizer
darannuncie.
A MENTIRA N. 9
est a venda na ra Nova loja do Sr. "arneiro, e em
mio dos distribuidores.
_ nliigS-So OU Vcni'C-BO ulll* r.nnia atlCrlS, prO-
pria para conduzir lijlos, e areia.ou oulro qualquer
negocio : em Fra-de-Portas, n. 90.
Arrenda-se um sitio com duas excellentes casas
nos Afogados, por 100,000 ris.: no paleo da Paz,
n. 23.
-- Precsa-se de um amassador forro 011 escravo :
na padarla de umas porta, na praga da Santa-Cruz.
Precsa-se de um feitor hbil e intelligente, que
sirva para o servco de um ongenho : a fallar na ra
daCadeia do Recife, casa n. 14.
eseja-se fallara negocio de interesse com o
Sr. Joilo Jos de Mello : na ra do Colovello, n. 27.
R. I Coller, subdito britannico, retira-se para
Inglaterra.
Furtaram do quintal da casa n. 25 da ra da
Cadeia deS -Antonio, em 9 para 10 do corrente ,
um taixo de cobre, com o peso de urna arroba pou-
co mas ou menos. Roga-se a loda e qualquer pes-
soa a quem o msmo for offerecido o mande entre-
gama dita casa que se gratificar generosamente.
Aluga-se urna ama para o trrico de una caa
de pouca familia.: quem estiver tiestas circumsttiri-
cias dirlja-se a ra do Queimado O. 24.
Aloja de miudezas do Aterro-da-Roa -Vista ,
n. 84 precisa de um menino de%10 a 14 annos para
caixero da mesma loja.
Precisa-sede 11 ni homem mogo ou mesmo de
idade, desimpedido eque saiba ler, para caixeiro
deumengenho, distante desta cidade 10 legoas ;
porm queseja sonto da guarda nacional : na pra-
cadaS-Cruz, padaria de urna s porta, se dir
quem precisa.
-- Na casa de Novaes, na ra do Queimado n. 30 ,
continua a hsver um completo ^sortimedto d obras
feitas: bem como se vende um banheiro quasi
novo.
O abaixo assgnado faz ver ao publico que o
Sr. Francisco Bringcl de Almeidi f.uedcslhe hypo-
thecou a sua escrava de nomo Romana, por escrip-
tura publica passada na cidade da Victoria : por te-
so ninguem compre nem faca negocio algum, sem
que primeiramente seenlenda com o buixo assg-
nado Joaguim Dias l'ernandes.
A Snr." I) Mara Marroquina de Jess Nazarena
lem un debito de 77,520 rs. na loja de Jos Peres
da Cruz, conlrahido em outubro e novembro do auno
passado e sendo-lhe entregue em lempo compe-
tente a conta por mio do Sr. Jolo liaptsta Rodri-
gues da Silva Cabral, teosla dacta mo so roalsou
tal embolco o que contraria inteiramento o seu an-
nuncio inserto no Diario de l'ernambuco n. 201.
A pessoa que teni annunciudo pagar ouro de
le a 3,200 rs., sendo queira 25 oitavas em una bo-
nita obra dirija-so a ra do Itaiigel, h. 42.
Aluga-seo segundo andar da casa n. 36, da ra
larga do Rozario : a tratar com Bartholomeu Fran-
cisco de Suuza.
-- Quem precisar do urna ama para oservicode
casa: dirija-.se a ra Dir.eta, defronte do oilo do
Terco, sobrado n. 127, primeiro andar.
--Antonio Granon & C, sucossoresdo Sr. Hebrard,
ra Nova, U. 69, participan) a seus freguezes e ao
respailare) publico que o Sr. Alberto uflo he mus
caixeiro do seu estabelecimenlo.
g '' -......""r\
Na ra da Cadeia do Recife, n. 39, casa da Amo-
rim IrmSos, deseja-se fallar ao Sr. Francisco Jos
Comes a negocio de s*u interesse.
Calilo de um relogio.no da 10 do correte, a
tarde, da ponte da Boa-Vista at a pracinha do In-
dependencia urna cadeia de ouro, cuja chave de
marca grande, era presa por dous lados. Roga-se a
pessoa que a ucliou, querendo restituir dirija-so a
esta typographia, que ser bem recompensado.
--Aluga-se urna preta bem desembarazada para o
servido interno e externo de qualquer casa na ra
do Crespo, n. 15, primeiro andar.
Para
as pessoas que lencio
nam seguir viagem.
Na ra do Rangel, n. 9 continuam-se a tirar pas-
saportes para dentro e fra do imperio despacham-
se escravos, e correm-se folhas com brevidade e
prego muito e muito commodo; como su tem dado
exuberanto prova ,110 decurso do 8 annos que por
esta folha se tem annunciado.
O abaixo assgnado faz scente ao respeilavel
publico que tem estabelecido a sua odlcina de dou-
radore fabricante de candieiros alampadas, ele ,
na ra Nova loja n. 52 amule offerece o seu pres-
umo a quem dolise quizer utilisar : bem como que
O Sr. All'onso l.annionl nao tem parlo alguma no es-
la belocimento nem romo socio, nem por oulro al-
gum titulo.
Paul Caumont.
-- Precisa-sc alugar um sitio nos lugares do Mon-
teiro, Poco Casa-Forte ou Apipucos quo tenha
boa casa de moradia com commodos para grande fa-
milia : quem o tiver dirija-se a ra do Collegio ,
n. 5.
A abaixo assignada faz aciente ao
respeilavel publico que quantia alguma i
deve nesta praca ; e faz esta declaracaoj
para prevenir duvidaspara o futuro. 'a-
rahiba do Norte, 3o de agosto de 1848.
Maria Marroquina de Jess Nazareno.
Alugam-snduas ou tres mo>adas de casas ter-
reas na ra do Hospicio, defronte do Sr. Arsonio,
com commodos suflicientes, cozinha fra, quintal
murado e cacimba: a fallar, na ra do Encanta-
mento, no Recifo, armazcm de molhados, n. 11.
Vende-se
urna commoda de Jacaranda nova; um melhodo
para violllo, 6.' edico porCarulli; a Santa biblia,
impressa em Londres pelo padre Antonio Pereira de
Figueiredo, 1 vol.; o Novo e Velhe Testamento pelo
mesmo autor, 23 vols.; Orlhographia delfaduroi-
ra ; Manual Kncyclopedico, 3.' eiligilo por Achules
Monloverde; umquadro, exposicilo dosanctuario do
llom Jess do Monte na cidade de Braga ; urn dito,
armas imperiaes, recortadas em papel por Telles:
tambem troca-se o galante S. Joilo-Menino, olira
muito rica : na run da Cadeia do Recife, armazn
n. 10,
O CENT1L ENAMORADO.
Obra inttressante e divertida.
Pela grande influencia que lem liavido para oCen-
til Enamorado o autor deliberou de continuar a
receber assignaturas por todo esto mez de setembro,
na piuca da independencia, tivraria ns. 6 e 8, c no pa-
teo do Collegio n. 6. Preco de cada exomplar 400
rs., pagos ao receber da obra.
Urna pessoa com pratica de escripia
commercial, e bonita ledra, propoe-se a
escrever as horas vagas, nos domingos
e dias sanios, com limpeza, mediante m-
dico estipendio: quem precisar, annuncie.
Pretonde-se saber se nesta provincia existe
Do mingos "A I ves Barboza da Silva, natural do Tah-
que-Jiilgado-de-Ponte-de-l.ima ,em Portugal, lilho
de Antonio Alvos Barboza o de llosa Maria da Silva ,
0 aqui chegado em novembro de 1847.
Na ra d'Alegria, 11. II, precisa-se alugar urna es-
clava que esleja as circuinslancias de bem fazer o
servico interno e externo de umacasa de familia.
Alugam-sc dous sitios coin muito boas acoinmoda-
cd> um na campinha da Casa-Forte e oulro na ra
da dila povoacao com cocheiras e cavallariccs ; assim
como varias casas, de procos commodos para se pas-
ar a festa : a tratar na ra do Amorim, n. !5.
IIOTEI.-C0M.MERCI0.
FURTO DE CAVALLOS
Furtaram doengcnho Catende, fregne-
zia de .laboatlo, dous c.ivallos, um no* l-
timos dias do prximo passado mez de
agosto e outro no dia 1 do cornmtp; cu-
jos signaos sao o segiiiiites; o primeiro he
de cor castanho-clara, dous prs calcados,
urna pequea estrella na testa, rabo corta-
do, e ferrado na p dircita com a leltra -C-;
o segundo he tambem castanho", porm um
pouco escuro, e com o mesmo ferro na p
direita. Roga-se, portantn, s autorida-
des competentes, e a qualquer pessoa do
povo, que se os apprcbender, levem-os ao
referido engenho, que serSo generosa-
mente recompensados,
Manool Joaquim Pavo do Nascimento retira-
se para o Rio-de-Janeiro.
Est a randa o numero 10 do Grita da Pama, na
praga da Independencia n. 12, c na ra Nova n. 47.
Esia muito intercssante.
Compras.
-- Compram-se escravos que sejam ollicias de car-
pino, de 18 a 25 onnos a do boas liguras ; pagatn-se
bem sendo de bous eoslumes e peritos no seu olli-
eio poissilo para urna cncommenda do Itio-de-Ja-
neiro: no ra do Amorim, n. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior.
Compra-se uina prcta deidado, que uo tenha
vicios nom achaques : na Boa-Vista, Ira vesta do
uialm, n. 1. Na mesma casa aluga-se urna prolu.
para vender na ruu.
-- Compra-se ouro velhode loi qualquer porgilo,
a 3,200 rs. a oilava : quem livor annuncie.
eonipra-se nina colcha .limasen encarnado,
portuguoz, em bom estado: quem a tiver dirija-so
ama do Vigario, sobrudo ti. 8, primeiro e segundo-
andar, que achara com quem tratar.
ser amante correspondido, esie leu fri sorriso m'o diz ;
tu olhas com esses leusolhos luofos esta niiulia fronte
enrugada, rites meus joelhos zaiubros e esta mo secca,
que lao bella foi. Em vez de dizer. fallando ilo papel de
Cboiseul, cu o represeularci, devra ter dito : mis o re-
presentaremos.
Meu tio!
Nao, eu nao posso ser amado della, bem o sel o di-
go-l'o.... e sem receio, porque ella nao o pode saber, cu
auiaria esta inolher mais que ludo.... ; mas !
D'Aiguillon frangi as sobraucelhas.
Mas?.... pergunlou elle.
Conceb um plano soberbo ; esse papel, que a mi-
nha ilade me impossibila de representar, eu o desdo-
brarei.
Ah ah exclamou d'Aiguillon.
Algum dos meus, disse Ricliclieu, amar a mada-
maDubarry. A' f! que be bello cmprrgo.....be urna
uiullicr perfeita I
I. Richelieu levantou a voz.
Nao ba de ser Fronsac, ouves tu ; um infeliz dege-
nerado, um lolo, um cobarde, um velbaco, um farrou-
pilba..... Vejamos, duque, sers tu?
Eu? exclainou d'Aiguillon; V. Excellencia esla
louco, meu tio ?
Louco! pois que j nao ests aos pea daquelle que
le d conselhos pois que .' nao exultas de alegra nao
ardes de reconhecimento! como! daSJatancir.i porque
ella te recebeu, nao te actias j chelo de paixo.... deses-
perado de amor ?.... ora vamos l vamos l.' exclamou
o velho marrchal, depois "de Alcibiades nohouvc se-
an um Richelieu 110 mundo, e mi haver outro ....
he o que eu ealou vendo.
Meu lio, replicou o duque com una agitaco, qur
Rugida, e nesse caso ella era adiniravelmeiitc represen-
tada, qur real, porque a proposico era clara ; meu lio,
concebo todo o partido que V. Excellencia pode tirar da
posico de que me falla ; \. 'ixcellencia governaria com
Esto estabelecimenlo, sito na ruada Cadeia da
freguezia de S.-Antonio na propriedade 11.13, adia-
se augmentado de commodos iiulcpeiidcntes e de-
centemonle mohiliados para hospedes com fami-
lias e sem ellas, e para pessoas que exijom menos
tratamento. O segundo andar do referido eslahele-
cimento ollcrece as precisas cominodidades fiara
bailes o partidas. A posico da casa en) siluac/io
fresca o aprasivel vista e collocada 110 centro da
cidado concorrerra a ser preferivcl a oulros esta-
bclecimentossemelhantes. Os pregosserflo mdicos,
em relagao as proporcOes que seolferecom.
a autoridade de Mr. de Choiseul, e eu seria o amante que
Ihe constituirla senielh.inle autoridade ; sim, o plano he
digno do homem mais espirituoso da Franca; mas V.
Excellencia se esqueceu de urna cousa quando o orga-
nisou.
Enlao que he ?.... exclamou Richelieu com inquie-
laco ?..- Nao amars tu a madama Dubarry ? He laso ?. .
Doudo res vezes doudo infeliz! he isso ?
Ah! nao, nao he isso, mcu tio, exclamou d'Aignil-
lon, como se elle soubesse que nem urna da suas pala-
vras devia ser perdida ; madama Duharry, que eu ape-
nas conheco, me pareceu ser a mais bella e mais seduc-
tora dai mullieres, eu antes pelo contrario amara ex-
tremamente a madama Dubarry, ama-la-hia muito 1 nao
he Isso de que se traa.
Ento de que he?
Aqu, senhor duque, madama ubarry nunca me
amar, ea primeira condico de urna semelhante a I ll-
anca he o amor ; como quer V. Excellencia que no mel
desla corte brilhante, no seio das homenagens de nina
mocidade frtil em bellezas de todo o genero, como
quer V. Excellencia que a bella condesaa distinga preci-
samente aquelle que nao tem mrito algum, aquelleque
j nao be moco, ea quem os pezares oppriinem ; aquel-
le que te esconde a lodos os olhos, porque sent que
dentro em pouco lem de dcsapparecer ? .Meu tio, se
eu livera conhecido a madama Dubarry no lempo da
mlnha mocidade c da minha belleza, no lempo em que
as mullieres amavaiu em mim ludo o que te ama n'uiu
mancebo, ella anda me poderia querer ao pe de si, a
Ululo de urna lembranca. Isso j era muito ; mas nada,
nem passado, nem presente, nem futuro. Weu tio, nao
ha remedio senao renunciar.semelhante chmera ; oque
V. Excellencia fez foi traspatsar-me o coraf.au apresen-
lando-m'a lao branda e lo dourada.
Durante esta tirada, pronunciada com um fogo que
Mole terla envejado e que Kain teria julgado diguo de
esludo, Richelieu morda os labios, diiendo coinsigo
baixiubo :
Vendas.
Vendom-se dous pianos fortes de Jacaranda ,
chegados ltimamente, quo, alein do scrom um
magnifico ornato do urna sala, teem oxccllentes
vozes sendo o meclianismo da milita approvada no-
va invenc3o chamada ropilidor patento do Col-
lard : em casa de J. Kolleri Coinpanhia na ra da
Cruz, n. 55.
Vende-se um relogio patento inglez com caixa
de prata : na ra da Cadeia do S.-Antonio, arma-
zcm o. 21.
--Vendem-so cito escravos, sendo : urna negriuha
rccolhidade 13 annos que tem muitos bons princi-
pios de habilidades; tres ditas com algumas habili-
dades; Ires moloques de 16 a 20 annos, sem vicios ;
um preto bom cauoeiro na ra do Vigario n. 2(, so
dir quem vende.
Vendem-se casaes de rolas de llamburgo, a mil
rs.-: na ra do Culdeirciro, 11. 86.
A loja nova de livros do pateo do Col-
legio n. 6, de Jocio da Costa Doura-
do, acaba de mecheros'seguinies li-
vros :
Obrat deFrreira Horget, Diccionario jurdico, Cdigo
commercial portuguoz, Fonte prxima do cdigo com-
mercial. Contrato mercantil, Institiiicao de direlto cam-
bial, (.'mu ltanos acerca dos seguros malrimos : Lobo:
Notas de uso praticas e critica.*, Horgts Cmaro. Direi-
to civil de Portugal, ouvna Pinto, lia tallo do testa-
ment. Coetlm da Itocha. Direlto civil, Teixeira. Cur-
so de direito civil, I eir. Memorias orphanalogcas, A.
C. Vi w -.r<. Praliea dos inventarios c juizo divisorio ; as-
sim como Reporlorlo commercial por um antigo ma-
gistrado. Assento da casa de snpplcac.ao ; umitas dille-
entes mu 1 II.is e romances entre estes o Judeu errante ;
a salamandra : vende-se por pree.i niuilo commodo.
Vendem-se queijos londiiuos os mais fresesao
que ha no mercado'; latas com holacliinhas de ara-
mia ; ditas com hervidlas j dilas com sardinhas :
na ra da Cruz, no Recife 11. 46
Cohlins-Se a vender a muito suporior manlei-
ga ngleza 1 800 is. a libra; queijos muilo fresones,
1,800 rs. ; presuutos milito superiores a 480 rs. ;
chouricas muilo novas a 440 rs. ; paioa a 280 rs. ;
bolachinha ingle/a 11 280 rs. a libra ; cha muito su-
perior 11 2,000 e 2,400 rs. a libra ; caf em gro, a
140 rs. ; vinlio de feituria a 400 rs. a garrafa ; dilo
de Lisboa a 2U0 e 210 rs. ; passas muito novas a
3t rs. ; szeile doce de Lisboa a 560 n. a garrafa j
lucinbo de Santos, a 200 rs. a libra ; dito de Lisboa ,
a 280 rs a libra: no Ateiro-da-lloa-Vista, von-
da n. 54.
Dar-ae-ha, que o velhaco adivinhasse que a cou-
dessa nos escuta. Irra I cuino he sagaz. O rapaz.he mos-
tr. Nestc caso, lomemos sentido I
Richelieu linha raso, acondessa eslava ouviudo, e
cada urna das palavras tle d'Aiguillon lile liuba penetra-
do ate o intimo ila alma ; beba agrandes tragos o en-
canto dessa contssio, saboreava .1 extrema delicadeza
daquelle que, mesmo com um coulidentc intimo, nao
linha trahulo o segredo das relaces passadas, com me-
do de tancar urna sombra sobre um retrato que tal vez
anda fsse amado.
Assini, 111 me recusas '.' dsse Richelieu.
Oh quantu a isso recuso, meu tio, porque infeliz-
mente achu que a cousa he impossivel.
Experimenta, ao menos, desgranado !
K como ?
Tu fase por agradar-lhe, essa be boa '
Com um lint interessado ?... nao, nao.... se eu ti-
raste a infelicidade de agradar-lbc com esse amargo
pensamenlo, fugiria para a ultima exiremidadc do mun-
do, porqde teria vergonha de mim mesmo.
Richelieu poi-sc a ameigar a barba.
Ou a cousa est arraigada, disse elle com sigo mes-
1110, ou d'Aiguillon he um tolo.
De repente ouvio-sc rumor nos p.teos, c algumas vo-
zes grilaram : El-rei.
Coin osdlabos exclamou Richelieu, el-rei nao me
deve ver aqui ; eu me retiro
E eu ? pergunlou o duque. v
Tu, he cousa ditl'crente ; be preciso que elle te ve-
ja. Pica...., Mea...., t por Dos nao deiles o negocio a
perder.
Dito isto, Richelieu foi desapparecendo pela estada
pequea abaixo, c dizendo ao duque :
Al an 1111 lia 1.
r
(Conliahar-s-naj

I
1


LADO
ti'
-M v'


p
I

A
m

**>
i
Vendem-se galdes de ouro verda-
deiro, de toda na larguras, e irais barato
duque em oulit qualquer parte : na ra
larga do Rosario, n. ->/|.
FAltEUi
a 3'ooo rs. a sacca
Bosarmaieus ni. 1 e3 do cae* da Alfandega, o no le n.
36 da ruado Ainorlm, de J. J. Tallo Jnior,
Riscados moiistros.
Vendem-se superiores riscados monslros, ja bem co-
nnecidos lauto pela qualidade como pela largura etn
demasa, peto barato preco de 280 rs. o covado. Este*
riscados sao chegados ltimamente: as cores sao fixas,
os padres muilo modernos e de boin gosto : ua nova
Joja da Estrella da ra do Collegio, n. 1.
A 1/600 rs.
liolachinhi dcararuta chegada ltimamente do
Ino-de-Janeiro em latas de 6 em libra : vende-sc
no caes da Alfandega armazeni ni.
Vendem-se barra pequeos com cal virgemdc Lis-
boa, a mais nova que ha no mercado, por proco coni-
inodo : na ra da Moda armazem n. 17.
Vrudc- uiii.i casa terrea muilo grande, na
ra daMangueira, na Boa-Vista, n. 11, com grandes com-
inodos, quintal muito grande e mullos arvoredos de (Vue-
los, por prejo o mais rasoavel possivel: trata-te na ra
do Arago, n. 27.
A 1/000 rs. CADA DM CHALE.
Na loja que faz esquina para a ra do Coilegio n. 5 ,
vemlein chales de tarlatana, grandes c de padrSes es-
curos pelo barato proco de mil rs. cada un.
Casimiras elsticas.
Vendem-se superiores cortes de mela casimiras els-
ticas de pura la, pelo barato preco de 2,0000 e 3/000 rs.
o corte de calca : na nova loja da estrella, da ra do
Colleglo.n. I.
Vendo-se cal virgem de Lisboa muito nova ,
para fabricar assucar : no arinazem do Sr. Antonio
A mies defronte do caes da Alfandoga.
Alpaca alcochoada, a 800 rs. o covado,
vendo-se, na loja que faz esquina para a ra do Colle-
gio u. 5, de Giiiinares 8c Companhia a nova alpaca
alcochoada vinda de Lisboa fazenda uteiramente
nova nesta cidade preta e cor de caf, de 4 palmos de
largura, pelo barato profo de 800 rs. o covado.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por proco commo-
do : a tratar com Almeida St Fonseca, na ra do Apollo.
A i 'ooo rs. ,
a ir .relas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandega nrmazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Os antigos riscados monstro.
Na loja de Guimares Si C, ra do Crespo, vendem-se
os bm conhecidos riscados monstros de pa'lres muito
modernos, e que teem quasi una vara de largo,pelo ba-
rato preco de 320 rs. cada un covado.
Na loja da roa do Crespo ao p do ar-
co deS -Antonio, n. 5 A,
de Ricardo Jos de Freitas Ribeirn vendem-se cor-
les de chita com 10 covados muito finas o escuras,
pelo barato preco de 1,600 rs ; ditos do cambraia
pintada a 2,000 rs. ; chapeos de crep para senho-
ora muilo bem feilos e de bonitas cores, a
5,000 rs. ; cortes de cassa de barra brancos e de
cores osmnis bonitos que teem apparecido tiesta
praga a 5,000 rs.; corles de fustflo para collcto a
500 rs. ; cassa de cores com 4 palmos de larfcina a
240 rs. o covado ; un surlinicnto do pannos finos
de todas as cores muito bous e baratos ; o outras
niuitas fazendas linas.
Vendem-se aeges da cx-
tmcla companliiade Pernambueo
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
FARINHA DE TRIESTE.,
marea verdadeira >SSF, chegada ulliuiainenle: vende-se
m casa de N. O. tlleber & Companhia, na ra da Cruz ,
u. 4.
Vende-se urna porgflo de charutos furados, pti-
mos para serem cobertos do novaniente |ior preco
muito barato : na praga da Boa-Vista, n. 15.
CHA' HYSSON,
de ptima qualidade a 2/240 rs. a libra : na ra da
Cruz no Recite armazeiu n. 13.
Vendem-se queijos londrinos c presuntos para
Hambre chegados pelo ultimo navio do Liverpool ;
homilas proprias para sopa ; vassoras para varrer sa-
las : no armazcm de Davis Si Companhia na ra da
Cruz, n. 7.
Vende-se iarinha de mandioca ,
mui superior, por preco commodo : a
bordo da gnropeira Santo-Amaro, Tun-
deada rio caes do Collegio.
I'otassa.
Vendc-s muito superior potas* em
barriz pequeos: na ra da Cadeja-Ve-
llia armazcm de Baltsr& Oliveira, I). \i
Vende-.se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte: na ra do Trapiche, arma-
zem n I7.
~ Vende-se o engenho Macaco sito na freguezia
do l'o-do-Alho distante desta praga nove leguas,
moentc e correnle com terreno muilo frtil e de
agoa perenne; o qual engenho vendi-so isento do
desobriga o todo o pagamento animal : a tratar no
engenho liamos da mesma freguezia.
Vende-se, ua ruada Aurora n. 4, umjogodc
tambores antigos; rodetes ; aguilhoes ; e douscal-
deirotes : ludo muito barato.
--Vende-se urna escrava de nacSo, quo cozinha
bem o diario de urna casa he de meia idade o tem
boa conducta polo barato preco de 250,000 rs. : na
ra da Cadeia de S.-Anlonio n. 21.
Vendo-se urna escrava de 25 a 30 annos pouco
inai 011 menos e que he muito boa quitandeira : na
ru atrs da matriz de S.-Antonio, n s.
Vendem-se bichas de llambutgn ltimamente
cliogadas grandes, a 800 rs. cada urna : lambem se
alugam por pceo commodo: na ra do Collegio,
loja de miudezis, n. 9.
Santa-Cruz, padaria de urna
s porta.
Cafmoido o melhor possivel nesto gonero, em
grosso, a polo miudo a 240 a libra, e 6,400 a arroba;
nflo tem mistura alguma, a a vista faz f do que se
assovera. Na mesma padaria, continuadamente se
vende excellente pflode forma antiga ; bolachas de
lodosos (ainanhos ; biscouto doce e falias : ludo
que he proprio destesestabelccimentos.
BOLACHINHA REGAMA.
Na padaria de umn s porta na praga da Santa-
Cruz, lio sondo se fabrica a bolachinha de regalo,
por vezes annunciada, lauto doce, como agoada :
o sen preco he 320 rs. cada libra, sua qualidade e
bom gosto nflo li preciso exara-a : j he bem" no-
torio, e se far toda a diligencia para augmentar
a fama quo tem adquirido, e para isso empregar
sempre as melhores partes de sua eomposigflo, para
que, anida haveudo quema cmilc, nflo excoda ; po-
dendo asseverar que nflo conlm parle alguma que
seja nociva, anda mcMnoem estado de molestia. Na
mesma padaria, e na esquina da ra do Collegio,
venda de Sobral, e na travessa da Madre-Deos, n. 13,
he s aonde se vendo.
Va loja de ilJanoel I .iqum
Pascoal SSaiin s, 110 Passeio-
Publico, n. 19,
vendcin-se as seguintcs fazendas : pannos finos pre-
to, a 3,000, 4,000, 4,500, 5,000 e 5,500 rs. ; pecas
do madapnlflolino, a 3.200, 3,500, 4,000, 4,500, 5,000
e 5,500--s. ;cliitas'escuras, a 140, 160 o 200 rs. o
covado ; ditas linas a 240, 260, 280 e 320 rs. ; man-
tas de seda a 12,000 rs.; riscados francezes a 200
rs. o covado ; cortes do Ifla, a 2,500 rs. ; ditos do cas-
aa-chita a 9,00, 2,600, 3,non e 4,500 rs. ; chales de
seda a 0,000 rs. ; ditos de nieliin, a 1,000 rs,; pel-
le do diabo a 200 rs. o covado; castores do todas as
qualidades a 200, 240 e 320; lencos de seda a
1,000e 1,600 rs. ; cortes de colletes do gorgurflo
preto a 4,500 rs. ; dilos de fustflo a 1,000 rs ; es-
guiflo fino, a 2,000 rs. a vara ; sarja preta a 2,000
e 2,500 rs. o covado ; cortes de casimira a 6,000 rs.;
brim branco de puro linho a 1,800 rs ; dito pardo,
i 1,600 rs ; ditos de cores a 1,000 e 1,500 rs. ; chi-
tas decoberta a 200 rs. o covado ; chapos de sol,
de seda preta a 5,500 e 6,400 rs. ; merino fino a
3,500 rs. ; cassa lisa a 360 rs. a vara ; chulos de liia,
a 1,200 o 2,500 rs.; pecas de platilla de algodflo a
4,000 rs.
Vendem-se e alugam se bisas dehaniburguezas,
sag fino, gomma le aramia, ccvadinha de Frauda,
tapioca de .Mamnhflo, por piceos rasoaveis : na ra
das Cruzes, n 40.
Vendem-se saceos com farelo, pelo
barato preco de 3,4<>ors: na ra da San-
zalla-velha, n. t38
Vendem-se barris, com breu tanto
em porciio cnio em barris : na ra do Tra-
piche, n. '36, em casa de (Mathcus Aus-
n&C.
Na venda da ra do Codorniz n. II, vende-se
tabaco simonte da Baha em latas de libra, muilo
superior; espanadures para varrer e]espanar salas a
80 rs. cada un; e un relogio horizontal que regula
muito bem e dos melhores autores. Na mesma casa
vende-se um luagode bulauca do autor Itomfloquasi
novo com suas competentes correntes e balanzas e
pesos de ilota arrobas pma baixo, c os lernos com-
pletos iie loilia e pao para tuna venda; quatru caixes
para amostras de Iarinha c mais objeclos; duziasdo
copos de medida, o niai outros objeclos que se fa-
zem necessarlosn qualquer casa de niulliados. Tu-
do so vende por barato prego.
Na ra las Cruzes, n. 22 segundo andar ven-
dem-se 5 escravas Senda : una parda de 26 annos ,
que engomma, coso, cozinha e lava de sabflo ; duas
pretas do nagflo que cozillham e lavam de sabflo ;
um esclavo de nagflo ptimo para o servido de
campo.
Vende-se una mulalinlia de 12a 14 anuos, sem
vicios, e com principio de costura : na ra da l'iaia,
n. 23.
Vende-sc um. pajdinho de i(> a 18
annos, muilo sadio eel, proprio para pa-
gem, oti para aprender qualquer olficio :
ia na da Cadeia- Vclha, loja de fazenda,
n. /|i.
Vende-se um sitio na estrada de Bclni com
terreno, para planlagflo, pasto para vaccas e muitos
arvores de fructo por proco commodo '. no Aterro-
la-Boa-Vista fabrica de licores, n. 17.
Vcndem-se chapos do castor branco a
4,000 rs. : na ra do Quciniado, u. 22.
Vende-so urna negra moga de bonita figura ,
que cosecliflo engomma, cozinha o diario de urna
casa e lava de varrella ; 10 novillias mojadas, de.ra-
ga toriiia por prego commodo : na ra da.Concor-
dia, passando a ponte, a primelra casa a direila.
- Vende-se urna carroga nova para um ou dous
bois : nos Afogados.paleo da Paz, n 23.
Vende-su um molecoti'lliem reToigado e dispos-
lo para ser empregado em qualquer servigo : na ra
do Crespo, u. 13, primeiro andar.
Vendem-se pegas de madapolflo com 20 varas,
muito largo c muito entoi pudo, a 2,800, 3,000c 3,200
rs. ; chita para coberla ,a 160 rs. a retalho; roupa
feila para escravos isto lie jaquelas, caigas e cami-
sas : na ra do Passeio loja n. 17.
Vende-se phosplioro por prego commodo, cm
libras e em ongas: no Aterro-da-Boa-Visla, fabrica
de licores, n. 17,
-- Vende-se nina mulatinha de 12 annos com
habilidades ; 4 lindos moloques de 15 a 20 anuos ; 1
negrinha de 12 anuos muito boa costureira ; 2 pre-
tas de nagflo, perfeilas engoinmadeiras c cozinhei-
ras ; 4 ditas de todo o servigo ; 1 preto de elegante
figura niuilo bem ofilcial de sapateiro; 4 ditos do
servigo de campo; um dito de meia idade; urna
parda com habilidades, por estar grvida de 2 me-
zcs : todos estes escravos se vendein por prego com-
modo : no pateo da matriz do S.-Antonio, sobrado
n. 4.
Vendem-se, a prazo, ou por escravos, quar-
tos e bois mangos duas casas terreas edificadas na
3L
travesa do Marisco outr'ora boceo do l'eixoto, aa
quaes rendem 8,000 rs. mensaes : na ra Direila, o-
brado de um andar n. 16, que faz esquina para a
treata de S.-Pedro.
Vende-se, na ra do encantamento, armazem de
indinados, por baixo do sobrado do Bvd. vigario do
Recife, vidros com pos antibiliosos, feitos ou pre-
parados no Rio-de-Janoirn por Manool Lopes.
-- Vende-se urna preta de nagflo, de 20 annos do
bonita figura que cozinha bem engomma e lava
de sabflo nflo tem vicio nem achaques : o motivo da
venda se dir ao comprador: na ra da Concordia ,
passando a pontezinha a direila segunda casa ter-
rea so dir quem vende.
Vendem-se 3 escravos, sendo dous
moleques proprios de lodo o servico de
casa e campo, e urna mulata de 16 a 18
annos, boa costureira e engommadeira :
na ra do Crespo, loja n. 2 A, se dir
quem vende.
Vende-se urna porgflode libras de cera da terral;
couro de lustro de cores, proprio para canhOes de
bolas de pagens : na ra Direila loja de couros ,
n.65.
Vcndc-sc urna rede bem feita propria para li-
poia : no Alerro-da-Boa-Visla loja n. 78.
utensilios outem ellas por serem um bom Incli-
na ra do Rangel venda da esquina do becco do
Carcereiro, n. 50.
mmm o s &
" NA ROA DA GUIA. H. 58,
m VENDE-SE
) PA5 DE l'ROVENC*.
0 proprietario desta padaria, desojando
servir melhor aos seua freguezes, e mesmo
6. para livrar os moradores do Recife do tra-
* balito de mandarem a Boa-Vista lera to-
S) dos os dias a venda o superior pao de Pro-
* venga o qual o annunciante suppOe ser
a melhor do que ojfabricado pelo Francez do
%, do Aterro-da-Boa-Vista.

O dono deste estabclecimento,vendo-se em cir-
cuui8tancias de Ihe ser preciso retirar-se para a
Europa precisa primeiro pagar a seus credo-
res e para efl'eituar este pagamento o mais
breve possivel, ofl'erece algum abatlmento a
leus deveoic que qulzcrfUl saldar suas cor,
tas assim como tem resolvido vender todas as
fa,.nid.is por diminutos presos, a saber : pocas
do madapolao, a 2/ 8/WO, 3^200, 3^-500, 1/700;
3#D00c4/rs. ; ditas de chilas escuras, finase
entre-linas, de cores fixas a 4/800, 5/, 5/500 ,
6/e 6/500 rs. ; dilas muito superiores, entran-
do alguinas de cbrala, a 7/ rs. a poca c a 190
rs. o covado ; alpaca, a 600 rs. ; lila larga, a 380
rs.; cazinela prela a l#rs. ; los finos e gran-
des de linho, a 6>400 7/ e 7/500 rs. ; chales
grandes de garfa a l/JOU rs. ; dilos de chita a
00 rs. ; vestidos de cambraia com bico e renda
de suporiorqualidade, a 3/rg mantas de cam-
braia para senliora, a 1/ rs. ; luvas de pellica,
seda e algodo, para honiein, a 320 rs. ; pesco-
cinhos e golas de bonitos gostos, a 240 e 320 rs ;
bicos Trnceles, inglsese da trra .ealguns de
de seda preta, a 120. 1 lio. 200, 240,320, 400 e 640
rs. ; lencos de cassa para grvala a 200 rs. ; di-
los de multas qualidades para homem e se-
nliora a 180, 200, 240, 300, 320, 360. 400, 480 e
500 rs. ; suspensorios a 40, 120 e 160 rs. ; ditos
finos de borracha a 200, 240 e 260 rs. ; garfa
de seda muilo larga com llores douradas a 240
rs. o covado cassa da India,a 400 e480rs. a va-
ra i merino lino c cnlre-linn a 1/800 2|000 e
2/500 rs. ; pannos finos, a 3/800.4/ e 4/500 ri. ;
e muras imillas fazendas que nao ge annunciam
por oceupar muilo lugar as quaes se veudein
Indas anda mesmo com grande prejuizo s
alim de se acabar com o dito estabeleclmento ,
o qual tambem se vende no estado que se acha,
harendu quem o queira comprar anda mes-
mo a prazo com lettras de firmas que agrada-
ren! a seus credores.
Vendc-se a armagflo da venda da esquina i
ra dos Agoiiguinhos n. 20 por prego commodi
tratar na travessa do Serigado venda n. 1.
Na praca da Independencia loja n 3,
continua a haver um grande o completo sortimeulo
de cordas e bordOcs para violflo e rabeca.
Vende-se um sellim inglez em bom eslado, c
urna manta de couro do onga : na ra da Cadeia de
S.-Antonio, n 32.
--- Vende-so um sitio no lugar de Agoa-Kria, com
ptima casa do vivenda, de pedra ocal, estribara,
com bastante terreno para plantages urna baixa
le boa producgflo c alagadigo no fundo do sitio : na
ra Nova, loja de chapeos, n. 46, de Cuilherme Vel-
ozo.
Vendem-se 5 mulatinlios o mulatinhas do 7 a 9
anuos; 2 pardas e urna pela de 23 a 30 annos; 1
prelode nagflo Angola de 16 a 20 annos, de bonila
figura : ao p do Corpo-Sanlo, loja de massume,
n. 25.
(ft .No paleo do Ter^o, ven
da n. 7, vendem-se cigarros tiospanhes vindos do
Rio no briguo Assombro.
O verdadeiru systeiua para cu-
rar vista curta,
ou cansada nflo scencontra ua homceopathia, nem oa
allopathia, porm sim em oculos apropriados os
quaes-se vendem ua ra larga do Rozario, loja de
miuilezas, n. 35
Vende-se um sitio distante desta prftCI urna pe-
quea legna com boa casa de vivenda e outra mais
pequea com aviamentos de farinha cujo sitio
tem Ierras para se plantar 16 a 20 mil covas de ruga,
e alm de plantages tem urna grande ilha para criar
8 a 10 vaccas do leite iiidependenle de cercas com
militas ni votes de fructo mangues um viveiro e
lugar para se ahrircm quantns quizerem : tambem
se permuta por casas nesta praga, ou escravos : a
fallar as Cinco-I'ontas, n. 30, primeiro andar.
Vende-se um sitio com 60 palmos de frente e
mil o tantos de fundo na estrada nova de S.-Ama-
ro com casa de laipa viveiro principiado o outras
bemfeiloiias ; assim como tambem um terreno com
alicorees na ra Imperial, o um sitio na estrada do
Anaial: no pateo du Terco n 10.
-- Vendem-se 4 escravos; um preto do servigo de
campo, una prela que coso engomma e faz todo o
servigo de casa, ambos mogos ; uina negrinha de 12
anuos, de bonffa figura e que coso bem : na ra da
Penha n. 21.
Vende-sn a venda da ra da Piala n. 39, com
poneos fundos a dinheino-OH a prazo : a tratar na
ra do Rangel, venda da esquina do becco do Carce-
reiro, n. 50.
yende-se urna armagflo do urna venda sita no
principio da ruado Rangel, com commodos para
urna pequea familia : vendo-se a armagflo com os
Na ra do Agoas-Verdes, n. 46, vende-se urna
bonita moleca ; diversos escravos de ambos os sexos;
75 acgOes da companhia de Beberibe.
Vendem-se, na loja da ra no Crespo, n. 11,
obras completas doJ. Rousseau, em 35 v.,encad.,
e tambem irocam-se por outras obras boas.
Vendem-'-c las pretas de nagflo, urna de 28 an-
nos e a outra de 14 anuos; dous pretos ; um pardo
de 25 anuos, que he alfaiate ; um pardo de 18 an-
uos de muilo boa conducta : na ra Bella, travessi
da Klorenlina u 26.
Vende-se um palanqun) em bom uso: na rui
Nova, n. 3.
Vende-se urna venda com poneos fundos, o com
una bonita armagflo a moderna por prego commo-
do na ra eslrcila do Rozario, n. 8: a tratar ni
mesma venda, ou na ra Direila n. 76.
Vende-se um coeiru do casimira, bordado : as
Ciuco-Pontas, n. 64.
larvas para engenhos.
Na fundicSo de Ierro de l''ra-de-Portas, conlini
a haver um completo sorlimenlo de taixas de ferro
nnado de todos os tamaitos, por prega eoaunado.
'
Escravos Fgidos
i
em um
Fugio do engenho Telha, no dia 28 do
prximo passado um cabra de nome
Antonio, baixo, grosso, sem barba, mui-
_ lo prosista ; he certanejo ; foi montado
cavallo ruco-pedrez-talliado ; levou toda i
sua roupa e fazendas novas chapeo de couro Ro-
ga-ses autoridadespoliciaes e capilfles decampo,
i|ueoappreliendamelevem-no a ra do Livramen-
to, n. 27, que serflo recompensados.
Desappareceram: no dia 27 de margo do anno
de 1845, o moleque Fernando, de 20 annos pouco
mnis ou menos de nagflo GabSo estalura baixi,
olhose cara grandes, ps largos; levou camisa,
cumulase calcas de algodflo;.esta va alugado em ca
sa do Sr. Domingos da Rosa, com venda om Fn-
de-Portas e o seu servigo era de pescara ; e no dia
2 de abril do mesmo anno, um preto de nome lien-
to, da mesma da !u pouco mais ou monos, de na-
gflo Cabund, estatura regular, cara larga, denles
limados, bem feiloe cheio do corpo ,. pea bstanlo
largos cor fula ; levou camisa e ceroulas de algo-
dflo ; eslava tambem alugado no Forte-do-Mattos,
na prensa doSr. Manoel Jos da Silva Braga. Quero
os pegar leve-os ao Forte-do-Mattos, prensa do mes-
mo Sr. Braga que receber a gratificagflo de cem
mil rs. por cada um.
Fugio, de bordo do brigue Scrtorto ua iflanhaa do
da 5 de julho prximo passado um osera vo uiarinhei-
ro de nome Francisco de nacao Jang reprsenla ler
30 a 35annos ; tem na face esquerda un signal ; falla
muito descantada levou calcas e camisa .i/.m-s peo de palha pintado de branco e o balde que tioha de
trazeraracao ,e7/rs. em cdulas: quem o pegar le-
ve-oa ana da Moda n. 7, quesera bein recompensado.
Fugiram, nodin 3de agosto prximo passado,
do engenho Pindoba, da freguezia de Ipojuca, doui
escravos, sendo um cabra, de nome Izidoro e umi
preta, de nomo Rila o primeiro de cor trigueira,
altura regular, grosso do corpo queixo bastante
saliente a segunda de cor prela altura mainr que
a ordinalia secca do corpo voz estrepitosa sub
coser, eiigommar ccozinhar soffrivelmcute : sflo ca-
sados: quem os pegar leve-osa seu senhor, Lou-
reuo deSae Albuquerque Jnior ou ao ongoiibo
Cuararapes que ser generosamente recompensa-
do de seu Irabalho. f
Fugio, no dia 30 de maio prximo pastado.
Marcos, de 26 anuos, preto, crioul, olcial depe-
dreiro, do estatura regular, secco do corpo, rosto
comprido, boigos grossos, tem lodos os denles da
frente, com duas cicalrzcs bem debaixo no pescogo,
onde se abota ocolarnho da camisa, e com pouc
barba. Julga-sc ter do para o Rio-Formoso em com-
panhia de nns pedreiros que para esse lugar fram:
rogn-se, portanto, a todas as autoridades ou pes-
soas quo delle tiverem nolicia, de o pegarem e leva-
rem-no na ra do Cabug, loja de miudezas, n. I
l>, do Cumiarnos, que gratificar.
Desappareceu no dia 3 de setombro do enge-
nho Tabatlnga da proviucia da Parahiba, o preto
crioulo, de nomo Leonardo ; tem a cara redonda e
lisa mages alias, sem falta de denles ; esles agu-
gados bocea grande estatura algum tanto minos
do regular bstanle fornido do corpo espadainlo,
de 25 annos pouco mais ou menos falla algum Unt
mango. Este escravo foi pegado nesta cidade do Re-
cife, por pessoa autorisada pelo senhor, e recolhido
a cadeia a ordem do subdelegado do bairro do H*ei-
fe, e tendo sabido da cadeia a correinado par
servigo da faxina, quebrou a corrente o evadi-
segunda vez : por isso roga-se s autoridades H'*
ciaes o capilfles de campo; que o apprehenilm e
levem-no a ra da Cadeia do Recife, casa de Jos An-
tonio Bastos oua Antonio Gomes Pessoa senliof
do dilo escravo no seu engenho Tabatinga que sera
gratificado generosamente
Fugio, no dia iodo correnle um preto criou-
lo de nome Kuzjbio alto cheio do corpo sc"
barba rosto comprido denles limados, pernas li-
nas ps cholos ; tem um bolflode carne na oiel'"
e Ires nos peitos ; levou camisa do algodflo da tcrri
i caigas de algodflo trancado de lislras escuras. R8a'
se as autoridades policiaes.e capilfles de campov
que o apprchendam e levem-no a .ra da Praia, $
15, serrana li Cafdiil." *"
PERN. : NA TV. OEM. F DE FARIA
.- MUTIL


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