Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06506


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Mnno
XXIV.
ni 4 RIO publlca-se todos os dhs que rmo
desuarda: o preco da assignatura he
"liftd'rs. por quartel, pagos adiantaiot. Os
Be Wios dos asiigiwnte sao inseridos
'* 20rs. po.li"ha, 40 rs. en typo dif-
* .. c as repelieses pela melide. Os nao
r"iites naJarSo 80 rs. por liuha t IbO rs
('fjp dillerente, por cada publ.cacao.
"BASESDA LA NO MEZ DE SETEMBRO
I -t a 5, s horas e24 min. da tard.
EStata a 13, s 3 hora, e 50 min. da manh
T S a 19, as 7 hora, e 38 min. da manh
Vfffi*. i 7 horas e l min. da manh
i
Sftbbado !)
Partida dos correios.
Goianna eParahiba, s egs. e seitai-feiras.
Rio-G.-do-Norte, qiiintas-feirai ao meio-dia.
Cabo, Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Cairo
e Macelo, no 1.", a II e 21 de cada inez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos osdias.
PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira, s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda, s i horas e 30 minutos da manh.
ce Setemforo de 1848.
S. 200.
1
das da semana.
4 .Segunda. S. Roa deViterbo. Feriado.
5 Terca. S. Antonlno. And. do J. do c. da
1. v. e do J. de paz do 2. dist de t.
6 Quarta. S. Libania. And. doj. do c. da
2. r. e do J. de paz do 2 dist. de t.
7 Quinta. S. S. Joo p. ni. Feriado.
8 Sexta. >&> Natividade de Nossa Scnhora.
9 Sabbado. S. Sergio. And. do I. do e. v.
e doJ.de paz do 1 dist. det.
10 Domingo. O Ss. Nome de Maria.
CAMBIOS NO DA 7 DE SETEMBRO.
Sobre Londres a 23 d. por 1000 rs. a 60 d.
i) Pars
Lisboa 120 por cento de premio.
u Rlo-dc-Janeiro ao |>ar.
Desc de lelt. de boas firmas a 1 %' ao me;
Accesda coinp. de Heberibc. aWrs^OP.
Ouro.-Oncas hespanl.olas 92/000 a 3MM0
- Mueda de-OO v. 1700 a H)
. de6^400 n. 1>400 a IWTiOO
, de 4H)0... 9*900 a WOl 0
Prata-Patacdesbrasleiros mV> 0
Pesos colu.nnar.os. 2#040 a TOO
. Uitos mexicanos..... I#900 a l#9b0
BUC
PARTE OFFICIAl.
DECUEIO N.494, DE 15 DE JUI.IIO DE 1848.
Logrona o compendio de economa poltica do Dr. Pedro
A irn da Malla Albuguerque, para servir no curso
-:,linodi Olinda.
.... DOr bem sanecionar e mandar que se execute
I, resolucSo seguinte da assemblea geral legisla-
|l"rt 1 Fica approvado o compendendio de eco-
noma poltica do Dr. Podro Aulran da Mntta e Al-
baquerque para servir no curso jurid.co do O-
^Art 2. O governo mandar pagar ao autor do
i impendi a quantia d SGCi ris, como indem-
'iiflacio das despezas do impresso da mesma
obra. .. .
Art. 3. Ficam revogadas quaesquer disposices
em contrario.
Jos Pedro Das de Carvaino, do meu concerno, mi-
Istro'o secretario do estado dos negocios do impe-
i sssim o tenha entendido e faca executar.
'alacio do Rio-de-Janeiro, em 15 de junho de
1848 vigesimo-setimo da independencia e do impe-
rio.-Com a rubrica de Sua Magcstade o Imperador.
- jote Pedro Diat de Carvalho.
DECRETO N, 499, DE 9 DE AGOSTO DE 1848.
Dictara at hypothciei em que n&o h% applicavel a ds-
posiedo do artigo 80 da le n. 387, de 19 de agosto
t. 1846.
Ilci por bcm sanecionar e mandar que se execute
a resolucSo seguinte da assemblea geral legisla-
Artigo nico. A disposiQSo do artigo 80 da lei nu-
mero tresentos e oilenta e sete, de 19 de agosto de
1846, nfo ho applicavel s hypothesseguintes :
1." Quando o senador eleito fallecer antes que o
senado tenha verificado o seu diploma, e julgado
da validada da eleico.
2.' Quando a anullaco da eleico de algum se-
nador proviti oh Uo falta us cOnaiQOes do etojrj.
bilidade requerida na pessoa nomeadn, ou de irre-
gularidades havidas nicamente no processo da del-
eito secundaria.
Em todos estes casos silo competentes para proce-
der nova olcicffo os mesmos elcilores que tiverem
feitoa primeira.
Jos Pedro Dias de Carvalho, do mnu concelho, mi/
Com a rubrica de Sua Magestade o Imperador. Jos
Pidro Das de Carvalho.
DECRETO N. 501, DE 19 DE AGOSTO DE 1848.
Declara quites sao ot das de festa nacional, e os feriados
as estaedes publicas.
Hei por bem sanecionar e mandar que se execute
a resoluco seguinte da assemblea geral legisla-
tiva :
Art. 1." Siosmerile de festa nacional os dias 25
.le marco, 7 de selembro e o anniversario natalicio
[Vffo Imperador : e so estes e os domingos e dias
' sanios de guarda serio feiados ras cstacOcs pu-
blicas.
Art,9.Ficain revocadas quaesquer lcisedispo-
sicflesem contrario.
Jos Pedro Dias de Carvalho. do meu concelho, mi-
nistro e secretario de eitado dos degocios do impe-
rio, assim o tenha entendido e faga ejecutar.
Palacio do Itio-de-Janeiro, em 19 de agosto do
1818, vigesimo-setimo da independencia o do impe-
rio.Com a rubrica de Sua Magestade o Imperador.
Jos Pedro Das de Carvalho.
MEMORIAS DE UM MEDICO, (*)
ou alejandre j^unus.
TERCEIRA PARTE.
XVIII.
A VOZ
Houve iim momento de silencio solemne; depois Hal-
taino perguntou em francez.
Ests ahi?
Estou, respondeu uina voz pura c argentina que,
^ atravessando as tapecarias e os reposteiros, resoou aos
'ouvidns dos assistentes antes como un. timbre metlico
do que como os Mecates de urna-voz humana.
Irral a cousa vai-se tornando interessante, disse o
duque jetudo isto sem fachos.scm magia, sem chamas de
Bengala.
(*J Vlde Ditrio n. 199.
DECRETO N. 503, DE 23 DE AGOSTO DE 1848. tre nos o vigesimo-setimo adversario da nossa cman-
Approva a perneo de i -.200^000 rie, concedida por de- \ cipacao poltica; descripeto que ficra incompleta
;>;>' A i dczCnibro 1- 184" so co^alheVg Jof.4 Jnn-
quimda focha,'iom sobrevivencia a sua mullier efllhas
legitimas, sem prrjuis de qua'.qaer outra penso, ou
vencivientos.
,1
Hei por hem sanecionar e mandar qJJ|se exocute
a resolucllo seguinte da assemblea geral legisla-
tiva /
Art. 1. Fica approv^da a pensfo annual de 1:200/
ris concedida por decreto de 4 de dezembro de 1874
ao concelheiro Jos Joaquim da Ilocba, com sobre-
vivencia sua mullier D. Maria Joaquina da Rocha,
e as suas filbas legitimas I). Ilenriqueta Firmina da
Rocha',-1. Maria I.uiza da Rocha, sem projuizo de
quaiquer ouira pensilo ou veneimenio
Art. 2. Ficam revogadas as disposirOcs em con-
trario.
Jos Pedro Dias de Carvalho, do meu concelho, mi-
nistro e secretario de estado dos negocios de impe-
rio, assim o lenba entendido e faca oxecutar.
Palacio do Rio-de-Janeiro, em 23 de agosto de
1848, vigessimo-setimo da independencia e do impe-
rioCom a rubrica de Sua Magestade o Imperador
Jos Pedro Das de Carvalho.
iimiHi ite iia\.\iimi:n.
RECIFE, 8 DE SETEMBRO DE 18(8.
0 anniversario da nossa independencia nSo foi
festejado este anuo com esseenthusiasmo phrene-
lico e tumultuoso com que o fura nopassado, com
grave detrimento da tranquillidado publica e da nos-
sa repo.ta que devem de presidir a lodos os actos de um povo
civilisado, e, por conseguinte, nito milito apto para
transformar em desordenada licen^a a liberdade que
Ihe garante as leis do paiz. .. .
Km o n i^w,- lluniinaraml.se quosi todas as
casas da cfcli/fle e os edificios pblicos. Entre as
illumiuacGes destes sobresabio a do arsenal de guer-
ra, cujos empregados deram um copo d'agoa, que
estiveram presentes por algum tempo os Exms. Srs.
presidente e commandante das armas.
N'essa mesma noite houve representa^ao no thea-
tro de Apollo, qual assistiram SS. Excs. ovaras
autoridades.
No dia 7, pola manhiia, effeituou-se a grande pa-
rada, de conformidade com o determinado na orJem
do dia do commando das armas, que publicamos em
onosso n. 198.
A tropa de linha que comparcccu a esse acto, apre-
sen tou-se com todo oaccio, edeu provas demuita
disciplina militar.
Quaulo guarda nacional, sentimos dizer que el-
la eslava muitissimo reduzida, esem aquclleappa-
rato queoutr'ora Iheobservavanios.
Em a noite desse dia, n;"io s se verificou no thea-
Iro publico a representago gratuita que o respecti-
vo director havia annunciado, senilo tanihem houve.
lugar, no palacio da presidencia, um baile que, se-
gundo nos consta, esleve milito concorrido.
Eis.em breve transumpto, a descripcSo do modo
por que bonteineantc-hontom se commomorou en-
so ao que liemos dito nlo accrescentramos que tam-
bem houve cortejo ao busto do S. M. O Imperador,
que est collocado om urna das salas do sobredito
palacio, e so nlo declarassemos que nos nflO consta
ter-se dado o menor disturbio em nenlium dos dous
dias de que nos temos oceupado.
as lindas que cima deixamos escriptas acerca
dos festejos quo bouveram lugar nos dias C o 7 do
corrente, pouca cousa dissemos nos a respeito do
que se passra no arsenal de guerra, porquo nos fa-
Ihavam as informaeOes; mas, como j as obtivemos,
vamos ser um pouco mais exjilicilos.
Dosejosos do darem um lesteiDUOllO solemne do
regosijo que sentiam ao contemplar o anniversario
da independencia do imperio, o Sr. tenent-3-coronel
director interino do sobredito arsenal, Antonio ho-
rnos Leal, e os demala empregados dessa estacno as-
sentaram de o fazer por meio de um acto que chegas-
seao conhecimento de todos. Isto posto, realisaram
o proposito da maneira como em seguida descreve-
mos.
Logoque.no dia 6, o sol escondeu-se no occiden-
te, manil'estou-so aos olhos dos espectadores, aue se
acbavam em frente do estabelecimento, urna illumi-
nao de goslo, composta de tres elegante?-arcadas
guarnecidas de muilas luzes.
S*'ore duas dessas arcadas divisavam-se algnns em-
blemas, e na do centro via-se um quadro encerrado,
que todos suppozeram conter o busto de Sua Mages-
Jtade o Imperador.
Pelas sete c mcia horas da noite, approximou-se
do edificio o Eim. Sr. presidente da provincia, que
accedondo ao convite doSr. director interino, resol-
ver ir passaralli algum tempo.
A chegada do S. Exc. foi annunciada por urna gi-
rndola.
Despertados por esse signal, o referido Sr. direc-
tor interino, e os demais empregados da repartigSo a
seu cargo, pressurosos correram ao encontr de S.
Exc, e receberam-no com vivas demonstrares de
jubilo.
Finda a reccpcSo, oSr. director pedio licenga a S.
Exc. para mandar descobrir o retrato do monarclia
brasileiro; e, obtida essa licenca, acompanhou o
mosmo Exm. Sr. at a frente da arcada em que se a-
chava o Indicado retrato. Ahi chegados, foi este pa-
tet.leado aos olhos do povo, aosom de muitos rojOes
e do hymno nacional, tocado por urna banda de mu-
sica marcial.
Pago esse tributo de vencracilo, amor c respeito
aosucessordo principo magnnimo que nos elevara
categora de nacilo, oSr. director interino rogou a
S. Exc. se dignasse deservir-so d'um copo d'agoa
que llic estava preparado em urna das salas da direc-
tora do arsenal.
Cendendo a (KM rogativa, S. Exc. encaminhou-se
para o prtico do edificio. Desde ahi at a porta da
sala onde S. Exc. devia de ser introdu/.ido, 08 apren-
dices menores, dispostos em duas alas, apuardavam
a viuda daquelle que releva consideren! COinu pro-
lector, por ser o administrador da provincia que os
adoptou por filhos.
I'ai carinhoso o. desvelado, S. Exc, aopasserpor
entre esses pobres orphflos, liberalisou alTagos a ;.l-
guns de mais tenra idade.
Transpostn o limiar da sala, S. Exc assentou-se
mesa que o esperava, o onde, dentro de poneos ins-
tantes, leve por companbeiro o lllm. Sr. coronel
nominandante das armas, que, tamben"! convidado
pelos promotores da funceflo, ahi vivera ter.
A pos de se haver servido dos manjares que se Ihe
otlereceram, S. Exc. anda demorou-e no arsenal
al s 9 horas da noite ; dadas at quaes retirou-se
com as mes .as formalidades com que entrara, alim
de passar-se ao thealro de Apollo, onde como noli-
ciamos acuna, igualmenle se aehou em a noite de ('
dcste mcz.
ChegOU bontem do Rio-de-Janeiro, com 10 dias do
viagem, o brigue de guerra ingle/., denominado
Grecan.
Esso navio apenas foi portador de unidos ejem-
plares do Jornal do Commercio, publicados a 28 do
agosto ultimo. Este cxemplar, nos o temos entre
rafios, por haver tido a bandada de no-lo prestar a
pessoa quem foi dirigido.
Guiado pelo quo vimos ahi e pelas informaeOes
que nos esmeramos em colher, podemos asseverar
que a corto ficra em tranquillidade.
S. M. o Imperador soffrra grave incommo.lo ilo
sade; mas, no dia 27 do prximo passado, eslava
inteiramente restabelecido.
As cmaras legislativas proseguan! em seus tra-
ba I los.
O cambiosobre Londres estava a 23 d. por 1,000
ris; mas esperava-se que subira.
Na pareofficiat acharflo os leitores qualro decretos
com que deparamos no precitado peridico.
O vapor devia partir para os portos do norte lid
dio 1." do corrente.
Com municado.
He aterrador, inurmurou a condessa.
Das bastante attenfio sniinhas perguntas, contl-
nuou Balsamo.
Os ineus ouvidos estao tua dispos9ao.
Dizc-me primeramente quantas pessoas eslao com-
migo aqui ?
Duas.
Deque sexo?
Um houieni e urna mulhcr.
__ I, no meu pcnsaiiiento o nome do homein.
O senhor duque de Richelieu.
F. o da mulhcr?
A senhora condessa Dubarry.
Ah! ah! inuri.iuron o duque, isto he bem unte.
__ Isto he..... munnurou a condessa toda tic.nula, is-
lo he..... cu nunca vi cousa scinclhantc.
Bem, disse Halsamo) agora lea primeira phiase da
carta que eu tenho na mo.
A voz obedeceu.
A condessa c o duque olhavam um para o outro com
tal assombro, que coinccava a converter-se em inslita
ad^"Esta0carta que eu escrevi sb o leu dctame, que
lm levou?
Corre.
De que lado?
Do lado do occidente.
Est j bcm longc?
Oh! est, beiHlonge, bem longe.
Quem a leva? .
Un hoiBcm vestido com una jaqueta verde, co-
berto com um barrete de couro, calcado com grandes
botas.
Vai a p ou a cavallo.'
Vai a cavallo. ...
Em que cavallo vai montado ?
N'un cavallo malhado.
Onde o estis vendo?
Houve um momento de silencio.
Olha, disse imperiosamente Halsamo.
Y nina grande estrada plantada de arvores.
Mas, ein que estrada?
Nao sci; todas as estradas sao semclhantcs.
Pois que nada te indica que estrada he rssa, ncm
um poste, mu urna inscripeo, nada?
Espera, esp.Cia ; por ao p dcste bomem a cavallo
passa una carruageiu ; ella o cruza, vindo para miin.
Que especie de carruageni he essa?
Urna carruagem pesada chcia de padres e de mili-
tares.
__ Urna carranca, munnurou Richelieu.
Essa carruagem nao traz nscripfo alguma ? per-
guntou Balsamo.
Traz, respondeu a voz.
L,
Na carruagem cu leio Versalhis em leltras amarel-
las quasi apagada*.
Delxa a carruagem, c segu o correio.
J o nao vejo mais.
Porque nao o vs mais?
Porque a estrada volta.
Volta a estrada tambem eapnnha-o.
Oh! vaicorrendo a toda a brida, olhando para o
relogio.
Que vs tu diante do cavallo?
Urna longa avenida, edificios soberbos, uina gran-
de cidade.
_ Contina a segui-lo.
Ettou-o segulndo.
E enlao ?
UM DOS NOSSOS PODERES POLTICOS.
Se a recta administraco da Justina civil ou crimi-
nal, distribuitiva ou pnnitiva, he a mais firme ga-
ranta dos direilos individuaes dos cidadQoa, e con-
sequentemente a fonte mais fecundada paz de um
estado, pois, como diz um escriptor, ella be a alma
da sociedade he evidentemente manifest quo em
um corpo poltico muitos cuidados deve merecer o
tribunal encarregado da justa applieacflo das leis;
mu desvelados dovom ser os estadistas cm procu-
rar do niclhor modo possive fazer offectiva a acedo
do poder judicario. E, segundo o parecer dos mais
profundos pensadores em poltica, segundo a pra-
lica goralmente adoptada, esanecionada pela expe-
riencia, o pimeiro incentivo, o mais forte garante
do bom e regular exercicio do poder judicario, be
por sem duvida a sua independencia dos oulros po-
SSmiaKBheiJitiifKisgeafaKii^.v.-..-^... .
O correio vai azorragando o cavallo cada vez mala;
o animal est todo ensopado desuor; as ferraduras fa-
lem tal estrepito no chao,que todos os viandantes se vol-
i.iin. Ah! o correio entra n'uma longa ra que vai dea-
cendo: volta dircita modera o passo do cavallo ; para
porta de um grande palacio.
He ahi que he peciso scgui-lo ruin altencao,
ouves ?
A voz alcou um suspiro.
Estis fatigada; bem o conlicco.
Oh! despedazada.
Desapparefa essa fadlga, que assim a quero,
Oh!
Bati?
Muito obrigada.
Ainda estis fatigada ?
Nao.
Kstals vendo o correio ?
Espere: vejo, vejo: elle sobe por una grande es
cada de pedra ; he precedido por um criado de libre'
azul e ouro ; atravessa grandes sales chelos de rique-
zas ; chega a um gabinete Iluminado; o laeaio abre i
porta c retira-se.
Que vs mais?
O correio cumprimenta.
A quem cunipriincnta <-l!i- '
Espere: cuuipriuicnta a um honiem assentado a
una carlcira e que est com as costas voltadas para a
porta.
Gomo est vestido esse homem?
Oh! magnficamente, ccomo para um baile.
I mi elle alguma insignia ?
Traz uina larga lita azul em aspa.
E o rosto?
Nao ovejo..... Ah!
.

i '
"i
l
MUTILADO


9 s
-''
,



dres polticos; principio que foi felizmente a-
ceito e consagrado no artigo 9. do nosso pacto fun-
damental.
Porm, oh desgrana do Brasil pela marcha re-
trograda e subversiva que hito litio os nossos nego-
cios, pelo despre/o que se tem ffiito da nossa esti-
mavel consliiuijffo, genios interesseiros, devorados
de urna insaciavel ambicio, toem procurado inva-
dir todas as classes, entrar etn todos os cargos, a-
poderar-se de todas as posigOcs; e assim a mana
da invaso tem chegado t nos nossos poderes
polticos, e por tal modo quu at querem do-
minar omoderadorinterviudo os ministros na
esclha dos senadores.'.' A confusilo, pois, tem che-
gado a tal ponto, que porcerlo iremos abysmar-nos
no mais insondavel cahos, si a mo poderosa da Pro-
videncia nflo lizer dissipar as negras nuveus que
nos prognosticam um porvir tempestuoso !
Victima, portanto, desses desmandos polticos,
d'essas aberrages dos principios ila ordem e il i
sciencia, o nosso poder judicinrio, alm de resen-
tir-so da sua irregular e defeituosa organisac.no,
acha-sc confundido e na dependencia dos demais
poderes. Rcm notoria e sabida he de todos a roa-
neira anmala e viciosa porque procede a nossa
Justina] e porvcntura quein ha ah que ignore o co-
mo so pralica na revisita das listas dos jurados, co-
mo silo as convocares, os sorteios, os julgamen-
tos? E assim, a meliior institualo judiciara tor-
na-se entre nos urna completa burla, mormcnto D'es-
sas villas do interior, onde quasi sempre a vontado
preponderante e caprichosa he dos magnates do lugar
lio qtieni decide da sorle infeliz ou venturosa dos
reos. Tambem nao menos conhecidl a mexurufada
do poder judiciario coni os nutros poderes; e de
faci, que vergonha nflo he para o Brasil sor a as-
semhla geral quasi toda composta do magistra-
dos P !no entanto que as classes do que mais se com-
pde nosso paiz, a agricultura, e o conimercio, fon-
tes da riqueza nacional, acham-se nsquecidos o scm
ter representantes;representantes que curen) de
gra tigra r-lhcs incremento, quo satisfaram suas mais
palpitantes necessidades, que procuren! melhorar-
Ihes a sorte, urna, inda tflo rotincira e atrasa-
da; e milia, inda tflo iraca, c quasi presa do estran-
geiro !
Ao voltarmos nossas vistas para a vassalagcm da
judicatura ao poder ejecutivo, mais se augmenta
nossa magoa, mais recresce nosssa indignacSo I O
poder, que mais independente deve estar, para mais
eonscieneiosamenle funecionar, o poder que, por
sua nalureza mais fraco, deve ser mais rodeado de
prestigios, como observa o Sr. Ilamilton, ah'm de
melliormcnle resistir a accjlo rival dos outros pod-
re*, he o que no Brasil se acha mais dependente
dos outros, he o que se acha completamente sub-
jeito vontado imperiosa do governo .' E assim ve-
mos que em vez de com a le perante os olbos sen-
tenciaren! com conscienciosa rectiduo; em vez de,
libertando a innocencia calumniada, ou punindo o
crime corajoso e altaneiro, desempenharem o pa-
pel mais honroso no mundo social, figurando a di-
vindade na distribuido dos premios e castigos,
andana os nossos magistrados, ( salvo as honrosas e
sempre respeitaveis escopetes) ora emaranbados no
labyrintho de corriqueira poltica, rebaxando sua
dignidade, comnittteudo fraudes, pedincbando vo-
tos, para Ilegtimamente obterem um lugar na re-
presentadlo nacional, ou antesministerial,ora
abusando do lugar respeitavcl que oceupam, sacri-
ficando suas consciencias prol'erindo clamorosas
condemnaijes, ludo a troco de una promoQflo, a
troco de urna toga, ou com o medo de soffrerem
aballo o golpe extreminador do fulminante raio das
reinoces.'.'
Bcmoues.'principio subversivo, perniciosa
doutrina.d'onde funestas coiisequencias resulta me
resultarflo Nflo he mister visla mu penetrante e
perspicaz para conhecer que anda mais lamentavel
ser a magistratura para o futuro: eque medidas
se tcem tomado para o scu melhoramento? .. Nc-
nhumas! Cada vez menos estabilidade aprsenla a
tido por assim dizer, de um carcter sacerdotal,
quedeveserosanctuario da sabedoria, para fazer
urna discreta e justa applicaQflo da lei ; quo deve
aera esperanzado innocente eopprimido, o terror
do criminoso, o asylo da virtude entre nos se ha
tornado ( sempre salvas as excepcOes ) o valhacouto
da impericia, a animadora do vicio pela impuni-
dade a os protegidos, a oppressora da innocencia
pelas injusticias aos desvalidos, oaltar expiatorio
dasopinioes polticas, o instrumento apto para as
vindictas dos partidos .'! !
Salvai.oh meu lieos, o desditoso Brasil : s om
vos confiamos, porque s vos podis dar nova direc-
to aos nossos negocios o melhorar nosso des-
tino !
Avisos martimos.
Navio entrado no dia
Rio-de-Janeijo ; 10 ilias, brigue de guerra ingles G'rr-
i-inii. capitao Fiuil.il.
Navio mirado no dia 8.
Rio-Grandc-do-Sul pela Baha ; 40 das, trazendo do ul-
timo parto 5i brigue brasileiro Navegante, de 256 tone-
ladas, capitn los Joaquim Gomes, equipagem 22,
carga carite ; a Auiorm 1 rmaos.
Idela raides.
villa do un macislraik
cada vez
riis iuuOdua se
torna de inconvenientes earduidade, cada vez mais
vacllante sua incerta posi(flo c oresulsado be ir
lavraudo um tal desanimo na nossa mocidade estu-
diosa, de maneira que os nossos mancebos mais es-
peranzosos, de consciencia ainda au corrompida,
o que poderiam ser o ornamento ta magistratura,
alteiidendo quHu precaria he aquella carreira e
quantas difficuldades e dependencias n'ella cncon-
tram-se, preferem, quandosaheem dos nossos cursos
jurdicos, dedicar-sea agricultura, a advocada, etc.
K na verdade, a niio ser um pobro mo?o, destituido
de todos os recursos, qual ser o mediocremente
abastado, que podendo ir decentemente vivando,
prelira urna tranquilla liberdade e mais rendosa
iiidepeiiilcncia o ir embrenhar-sc por essas nossas
comarcas do centro, privado de todas as relaQcs,
subjeito aos caprichos dessas influencias locaes, a
troco do ii m mesquinho ordenado, e s coma fugi-
tiva esperanza de alguui dia subir mais um grao,
depois que todos os seus competidores, em virtude
da autiguidado e do patronato, houverein-no em-
polgado?/
Que esperances ha, pois?... Que presente I Que
futuro / Contrisla-se-nos o corac,flo, quando vemos
que a magistratura,-corpo rcspeitabillissimo, reves-
Utltftrr-*'""-g,' "fc,f'" 'J*"-^u">iw,mMWttW||fltlV'ftWfgStMWltsl
Que be?
Klle se volla.
Que physionoinia tem?
O olliar vivo, feifcs irregulares, c bellos denles.
Que idade?
Cincuenta e cinco a cincoenla e olio anuos.
He o duque! disse baixinhasa condessa ao marc-
chai; he o duque.
O iiiairchal fez um sign.il com c taboca que sigu tica-
va : He, lie elle ....; mas escute.
D'ahi? perguntou iialsamo.
O i ni ii ni intriga ao liomcm da lila azul.....
Podes dizer o duque ; lie um duque.
Ocorreio, proseguio a voz obediente, entrega ao
duque nina carta que tira de um sacco de cuuro que elle
tralla s rostas. U duque a abre e l-a com altcnco.
Depois?
Toma una penua, urna tulla de papel, c escreve.
Elle escreve! murmurou Uicbclieu. (-om os dia-
in.s! se podessemos saber u que elle escreve, seria bein
boin.
lii/r un' o ijiii.-1IIr escreve, urdenou Balsamo.
Nao posso.
Poique estis milito longe? Entra no habinele ; en-
traste ?
Enlrei.
Fiiclina-te por cima dos hombros delle.
C estou.
L agora.
A letra he m, fina, deslocada.
l,t, que t'o mando eu.
A coudessa e Richelieu retiveraiii a respracao.
l.o, tornou Balsamo, rmum lom ainda mais impe-l
rativo.
O brigue de guerra de S. M. B. Grecian sahir
boje urna hora da tarde para o Bio-de-Janeiro. A
mala ser fechada naquclla hora no consulado bri-
tannico, ra do Trapiche-Novo
O Sr. padre Joflo Tavares de Mello, despachado, por
decreto detldejunbo ultimo, capellflo para o se-
gundo batalho d fuzileiros apresente-se quauto
antes ao coronel commandante das armas, para ob-
jecto de servido.
Quartel do commando das armas na cidade do Be-
cifo, 3t de agosto de 1848.
Jos Ignacio de Medeiros Reg Monteiro,
Ajudanle d'ordens.
O arsenal de guerra compra 450 varas de brim,
30covadosde hollaiula de forro, 18 varas de fita de
Ha preta, 15 covados do panno preto, 2 ditos de I
dito azul, 4 flhasde papclflo, 85 pares de sapa-
tos ; 85esleirs; 10 mantas dealgodo : quem ditos|
gneros quizer fnrnecer comparecer na sala da
directora com sua proposla, no dia 11 do correnle
mez.
Arsenal de guerra, 5 de setembro de 1848.
O escripturario.
Francisco Serfico de Anis Carvalho.
Para o Bio-de-Janeiro segu viagem, coin mui-
ta brevidade, a escuna nacional Curiosa, por ter
parle de sua carga engajada : para o restante, es-
cravose passageiros, trata-se com Luiz Jos de8a
Araujo na ra da Cruz, n. 26 ou com o capitflo ,
Do ningos Antonio de Azevedo, a bordo.
Para o Rio-de-Janeiro pretende seguir com
brevidade o brigue Mercantil, por ter parte de seu
carregamento prompto : quem no mesmo quizer car-
regar, embarcar escravos, ou ir de passagem para
o que tem excedentes commodos dirija-se aos con-
signatarios, Amorim Irmilos.
Par o Bio-de-Janeiro o brigue brasileiro ifi'ner-
va saho na seguinto semana: recebe alguma carga
miuda e escravos a froto : trata-so com o consigna-
ro, Manoel Ignacio de Oliveira, na ra da Cadcia, ou
com o capitao, l.uiz Martina da Costa, a bordo.
0patacho poituguez Restaurando parto impre-
terivelmente para a cidade do Porto, no dia 8 do
correte ; tem a maor parte de seu carregamento
prompta : para o restante dn carga e passageiros ,
para o que tem excedentes commodos trata-se com
o capitflo, Jos de Oliveira Faneco, ou com o con-
signatario, Firmino Jos Flix da Rosa, na ra do
Trapiche, n. 44.
Quem tiver conlas contra a galera americana
Goleando, queira apresenta-las at odia 8 do cor-
rente, para serem^iagas) no escriplorio dos Srs. Hen-
ry Forsler &'"., consignatarios da mesma galera, e
depois deste ia marcado ficarflo de nenhum efTeito
todas aquellas "(yintas que Ibes frem apresentadas.
Para o Bio-de-Janeiro segu, em poucos dias,
0 brigue Alfombro', forrada de cobre, e de primeira
marcha, por ter parte de seu carregamento quasi
prompta : quem quizer carregar, ou ir de passagem,
liara o que lem excedentes .commodos, tlirija-sc a
ra ila Cadeia do Itecife, botica n 61, a Tallar com
Joflo Jos Fernandes Magalhfles.
- Para Lisboa, impreterivelmente no dia 28 de se-
tembro, por ter a maior parte da carga prompta, o
brigue portuguez Novo Vencedor : para o resto da
carga e passageiros, para que ofTcreco excedentes
commodos, trata-se com o consignatario Thomaz
U'Aquino lonseca, na ruado Viga"rio, n. 19, ou com
o capitao, Antonio Jos dos Santos Lappa, na praca
da Commercio.
i un
rigudo ; lem urna pequea ferida occasionada pe
silba ; suppCe-se furtado : por isso pede-sea qual"
quer pessoa que o dito cavado vir ou fr offerecidn
baja do o apprehender e levar a coclieira do g
David na ra do Apollo, que ser reconiponsadai I
OSr. Francisco'.Joaquim Carnciro tem unuti
carta no esrriptorio de Novaes & Companhia.
- Precisa-se de um Portuguez pira feitor da'ui
sitio, muito porto desla cidade: na ra D'ifeita
n. 36, primeiro andar.
Aluga-se o bem conhecido sitio na estrada do
Cordeiro, de N'uno Maria deSeixas, s propriopan
algum negociante estrangeiro ou oulra pessoa quB
tenha tratamento : na ra do Amorim, n. 15.
NAO'DESESPERIS.
A PTHVSICA CURA-SE COM 0
Xarope do bosque do Dr. Motts.
A populariilade deste precioso romedio auemeni.
diariamente: nos Estados-Unidos, onde foi otitML
ramento introduzido, militares de possoas so levan
larannioleitoda morte depois de terem binad.
todos os esforCos mdicos ; o diariamente o publica
so cerlihcava das quasi milagrosas curas do xarom
do bosque, eno Brasil onde apenas conta pouco
mezes de introduzco muitas pessoasque ha anno.
graves enferniidades teem sido rest
das ao gozo de porfeila sado. Como remodio eul-
caz, mesmo nos casos de antigs molestias pulmo-
niares, he este o un.co entre todas as medicinas,
mo he remedio quo suaviso s de momento a m
estiaeieixe que ella depois contine em seus es-
ragos. He urna.ciira radical e remove tanto a moles-
lia como os effeitoS/ restabelece os intestinos em
estado perfeito do saude excita urna acefio salutar
no systema circular e rortilica-o. Novaes & Compa
nbia.os nicos agentes i.esta provincia.animados pe.
la grande extraegno que tem tido o xarope do bocana
asseguramao publico tersempre o mais novo possi'
vel.vmdo do deposito geral do Rio-de-Janeiro, no-
seu escriplorio ra do Trapiche, n. 34, e na ra da
(.adea do Recife, loja de miudezas, n. 9. Cuita,
5,500 rs. cada garrafa o em duza mais etn conta.
Avisos diversos.
Conlinuaco dos deredores da decima urbana, que teem
de ser ex er utadas sendo comparecern at o dia 15 do
prximo vindoiiro me* de setembro a saldar seus d-
bitos.
A saber:
Correia.
Ilerdeiros de Lourenca Cu
Luilgro Teixeira Lopes.
Jos Concalves Ferreira o Silva.
Ilerdeiros de Jos Fidelios Barroso e Joo
Alves de Carvalho Porta.
Filippa Mara da Exallacilo.
ilerdeiros delzabel Josefa Correia.
Ditos de Jos Pereira Lagos.
Pedro Marciaiii.ii.
Anua Bita do Sacramento.
Bernardo Antonio de Miranda.
Joo de Brito Correia.
Miguel de Brito Correia.
Luiz Jos Marques.
Amia Eduarda Alvos Ferreira.
Francisco Riboiro de Brito.
Bruno do Bosario.
Herdeiros de Antonio Aunes Jacome.
Thom Pereira Lagos.
Silvestre Joaquim do Nascimento.
376/19S
92/700
215/434
373/812
115/689
111/240
88f992
146/641
47/667
65/631
60/069
84/542
71/028
69^525
284/983
98*568
3710005
86^098
78/980
2:638/807
(fonfinuar-ie-Aa.)
TIIEAI It NACIOl\AI,
N
SAN-R 4NCISCO.
DOMINGO 10 1)0 CBRENTE
llene/icio de I). Delfina llosa
Repn senta-se a linda peca mgica
NINCUEM VENCE O PODER DE AMOR.
Urna banda de msica militar prcencher um in-
tervailo, lindando com a graciosa farga
ESTA1 BEM IIOM, COSTO DISTO.
Principiar as horas docostume.
ra^iarai,.;Mra;:>i^
i Minha irmaa disse a voz tremendo e hesitando.
He a resposta miirmuraraui aoiuesmo lempo a con-
dessa e o duque de ltichelieu.
o Mlnlia irinaa, proseguio a voz, iranquillisa-te: a cri-
se leve lugar, lie verdade; foi vilenla, lambcni he
verdade; mas passou. Espero pelo dia de amanha
ii com impaciencia, poique ajfianhaa chcgar.i tambem
ii a minha vez de tomar a ofleiiiiva, e ludo me iuduz a
esperar um triutnphn decisivo. Ser isso uitibein pa-
ra o parlamento de Ruto, para milord X....., c para
o o amigo das bombas.
Ainanli.ia, depois do ineu trabadlo com cl-rei, ac-
crescentarei um poil-seri'/ifumii minha carta, e t'o en-
viarci pelo mesmo correio.
Iialsamo, cora a mao esquerda estendida, pareca ar-
rancar penosamente ia l.i pal.u r.i voz; lio enlamo que
com a nio direita elle escrevia ;'t pressa com mu lapis
essas linhas que em Versalhes M. de Cboiseul escrevia
no seu gabinete.
Niio ha mais nada ? perguntou Balsamo.
Mais nada.
Que faz o duque agora ?
Dobra rm dous o papel sobre o qual acaba de es-
crever, depois cnt mais dous c o melle n'uma carteira
encarnada que elle tira do lado esquerdo da casaca.
Vossa Excedencia ouve ? disse Balsamo condessa
estupefacta.
E depois ?
Depois elle despede o correio fallundo-llte.
Loteria do theatro publico
riesta cidade.
Tendo sido grande a concurrencia da
venda dos bilhetes desta loteria, o thesou-
reiro marca o dia ^3 do crtente mez
para o impreterivel andamento das rodas,
qoal ter lugar no consistorio da igreja
a Conceiciio dos militares.
O abaixoassignado comprou ao Sr. Manoel Bi-
eiro da Cunha Oliveira os gneros da sua venda,
nde contina o seu estabelecimento, (cando res-
rjonsavel pelas dividas que ella ainda esteja deven-
(fj.-.'r gettemqpara e'iaicomi>r.iu\)s ; e por sso roga
a lodos os Srs. quVtinda fllto entren.*'* as non-
tas, ofagam com toda brevidade, assim ci,o tambem
pede aos Srs que lite estilo devendo, rlalisem seus
pagamanlos para de novo continuar a(scrvi-los.
-O abaxo assigriado faz publico qtre lem vendido
os gneros de sua venda da ra da Cadeia i|p hairro
do Recife, n. 25, ao Sr. Manoel Jos do Nascim'ento e
Silva, o qual fica encarregado do pagar o resto das
contasque ainda est devendo ereceberdos Srs. de-
vedores o que a ella devem: roga-se, portanto, quel-
Ics Srs. que anda nao entregaram as contas dos g-
neros comprados pelo abaixo assignado, o facam
quauto antes para se realisarcm seus pagamenlos;ou-
tro sim, roga a todos os Srs. com quem tem tido con-
tas antigs, examinem seus livros a ver se acham al-
gum saldo a seu favor para serem pagos, porque por
esses niio lica responsavel o dito Sr. Nascimento e
Silva.
Manoel Ribeiro da Cunha Oliveira.
No dia 7 do corrente, pelas 9 horas da noito, des-
appareceu do sobrado da ra do Queimado, no pri-
meiro andar, n.38, uinrelogio decaixa doouro, j
do lempo anligo e de vidro; a roda de ouro com um
jarro e ramalhetes esmaltados o a chave com urna i-
tinha amarrada : roga-se as pessoas a quem fr offe-
recido de o lomar e levar no dito, sobrado, que sera
generosamente gratificada.
Furlaram, no da 7, de urna casa da ra do Pilar,
n. 145, piimeiro andar, um relogio francez desabo-
nedeprata, urna camisa com a marca J. C. B.,um
chapeo e 500 rs. em cobre: por isso roga-se a qual-
quer pessoa que souber d parle na mesma casa, que
sera generosamente recompensada.
Na noito do 5 do corrente, desappareceu, do
sitio do Sr. F.lster, im Ponle-dc-Ucha, um cavado
ruco-rodadn leudo no quarlo dreito a na quexa-
da do mesmo lado a marca E ; he alguma cousa bar-
Quelhe diz elle?
Nao i
ouvi senu o flu da phrase.
Qual era ?
A* urna hora, grade de Trianon. O crrelo cum-
I primenU o duque e sabe.
He isso, disse Richelieu, elle marca uina entrevis-
ta ao correio ao sabir do trabalho. como diz na carta.
Balsamo fez um signal com a miio para inipor silencio.
Agora que faz o duque ? perguntou elle.
Levanta-sc ; tem na miio a carta que lhe entrega-
ram ; val direito ao Icilo, passa por entre a cama c a pa-
rede, calca urna mola que abre um cofre de ferro ; tan-
ja nelle a caria c fecha-o.
Oh i-M-ia ni 11 .un ao mesmo lempo o duque e a con-
dessa paludos ; oh! islo he mgico, na verdade.
SabeV. Kxccllencia ludo quanto deseja saber, mi-
nha senliora.' perguntou Balsamo.
Senhor conde, disse madama Dubarry approximan-
do-se delle com terror, V. Excedencia acaba de fazer-
ine mu servico que eu pagara com dez anuos da mi-
nha vida, ou antes que eu nunca poderei pagar. Peca-
nte o que quer.
Oh! minha senliora, V. Excedencia bem sabe que
nos temos conlas abenas.
Diga, diga o que deseja.
Ainda mi he lempo.
Pois bem! quando fr lempo, ainda que seia um
itiilhao.. ..
Balsamo sarrio.
J. A. S. Jane, artista, tem a honra de avisar ao rei-
peitavel publico que tem vollado do norte e se acha
residindo na ra estreila do Rozario, n. 16 primeiro
andar, aoude continua a por dentes artificiaes, de por-
cellana coinposicao esta intelramcntc Iscnta de cor-
rupto como bem tira as caries dos naturaes, caifa
de ouro e prata. O annunciante declara a todas as pes-
soas que se quizerem utilisar de seu prestimo que niio
exige receber paga alguma, se por acaso nao Hcareut os
ditos denles arliflciaes tao bem postos, que nao se posta
differencar dos proprios naturaes sendo os meamos
poslos soi- i.hipa dc-miro .- jobv laiidcJi.i o qaact
fluain tao seguros, que se pode inasligar toda a comida
com elles sent causar a menor ddr.
DENTISTA.
M. S. Mawson, cirurgiao dentista acha-se residindo
no Recite ruado Trapiche-Novo, n. 8, segundo andar,
onde contina a por denles mineraes (cando incor-
oyllveis e parecendo inicuamente como dentes natu-
racsv: tambem tira a pedia, a qual, nao sendo extrahida,
em po"co lempo tanto arruina os dentes; chumba com
ouro, pr|fa ou drnlico para privar de augmenta ar
tambem tira, lima e fai todas as operaedes
coin a maior delicadeza possivel. Elle espera
gios eo muito patrocinio que tem recebido
eiii-ins que tem produzido na sua pratica du-
tnos de residencia tiesta cidade serao garan-
ffcientes para as pessoas que, precisando de seu
''o, nao o deixcm de procurar.
CHAPEO DE SOL
Ra do Pasado-Publico n. 5.
O fabricante deste estabelecimento adverte ao respei-
tavel publico desta cidade que elle possue presente-
mente um rico sortiinento de chapeos de sol, assim
como chapeos de sol de seda furta-cores, dos mais ricol
que tem apparecido nesle mercado e de cores conhyl
cidas ; ditos para senhoras de bont tom, adamascados J
lavrados com suas coinpctentas franjas de reros, tu-
do que tem de mais moderno e do utelhor gosto ; um
completo sortiinento de chapeos de sol de panninho de
todas as cores e de todos os tamaitos para homens,
senhoras e meninos ; ha tambem igual sortiinento de
Duendas para cobrir armaedes lauto de seda decores
como de panninhos trancados e Usos imitando seda. Ad-
verte-se que os freguezes serao servidos com brevidade,
e se .11 h i raii satisfeitos da boa qualidade, do bont gosto e
do prefo.
Precisa-se de pretaspara venderem pao pagndo-
se- Ihes a vendagem, sendo sl> responsabilidade de seus
enhores : na ra Direita, padaria n. 26.
Oh I condessa, exclainou o marechal, seria antes V.
Excellencia quem devia pedir um milliao ao conde. Um
homem que sabe lamo como elle sabe, c sobre ludo que
vi! o que elle v nao poder descobrir o ouro e os dia-
mantes as enlranhas da Ierra, como descobre o pensa-
inento no coraco do hoinein ?
Euto, conde, disse a condessa, eu me prostro por
Ierra na minha impotencia.
Nao, condessa, um dia V. Excellencia ficar quite
I com migo, eu Ibe dare occasiao.
Conde, disse o duque a Balsamo, eu estou subjuga-
do, vencido, esmagado I acredito em ludo.
Como S. Thom acreditou, nao he assim, senhor
duque ? Isso nflo se chama.crer, chama-se ver.
Chame como quizer ; mas j me confesso arrepen-
dido de quanto disse, e quando d'ora em dianle se me
fallar em felticeiros, ja sei o que Itei de dizer.
Balsamo sorrio.
Agora, minha senhora. disse elle condessa, ha de
fazer-im; o favor de permillir umacousa.
Diga.
O ineu espirito est fatigado. Conceda-me que lhe
d a liberdade por urna formula mgica.
D, conde.
Lorenza, disse Balsamo em rabe, muito obrigado ;
amo-te muito ; volta para a tita cmara pelo mesmo ca-
miiilui que tomaste quando vicste, e espera-tne. Vai.
meu amor.
Estou bem cansada, respondeu em italiano a voz,
ainda mais branda do que durante a evocagao ; anda de-
presta, Acli.ir.it.
J vou.
E ouviram-se com o mesmo ligeiru rumor os pas-
aos que se allstavam.
D'ahi Iialsamo, depois de alguns minutos, durante o
iuaes se convenca da partida de Lourcnza, saudou pro- ,
lindamente, mas com dignidade inageslosa ns dous vi-
sitantes, os quaes espavoridos ambos, ambos absortos
pelas ondas dos tumultuosos peiisainentos que os oceu-
pavam, siibirain para a sua carruagetn, antes como pes-
soas embriagadas do que como entes dotados de rasao.
(ContiHuar-se-ha.)
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


A
Me Cnllum & Companhia annunciam ao rjubll-l
"iip havendo dissolvido amigavelmento', no da1
-"lo co'rrente a sociedade quo tinham sol a (irma
'..liri contrataram urna nova sociedade com a fir-
vman & Me. Calluin continuando no mes-
e uvro e ficando a nova firma encarrognda da li-
vu acr.o da firma extincta.
Offoroce-se urna mulher parda para ama do urna
"I ,io humen solteiro ou casado com pouca fa-
lla quem do sen prestimo se quizer utilisar, d-
'"a.so'a ra do Rangel, n. 17.
. Arrenda-se urna casa abarraeaila no lugar do
%iin"Unlio por prego muitoom conta : a tratar na
,ua do Rozario da Boa-Vista, sobradinlio de um an-
darpccisa-sealugarum sitio nos lugares do Mon-
tiiiro Poco Casa-Forte ou Apipucos que tenha
Ima casa de moradia com commodos para grande fa-
milia : quem o tiver dirija-se a ra do Collegio ,
D'-0| Srs. Felisbino Carvalho Rapozo e Gabriel
Moureirai Rangel leen cartas, viudas do Iguarass ,
U oraca da Independencia livraria ns. 6 e 8.
_-Precisa-se de um amassador: na praga da S.-
Cruz, padaria de urna s porta.
OfFerece-sc una ama de moia idade, queda fia-
dor a sua conducta, para o servigo interno de urna
casi de homem solteiro: quem precisar dirija-se a
ra Direita, n. 11+ .
-- Precisa-so de um negro para todo o servico de
asa- na ra do Trapiche,.i. 3.
esappareccu, do fundo do quintal da fabrica de
licores do Aterro-da-Boa-Vista, n. 17, um peque-
no baielJo ou canoa j volha o qual toin falla de
una taboa no assento da popa : a pessoa que der no-1(cen fallado. isso ulTeroce 30/rs. de gratificago
licia e avisar aonde se acha, ser recompensado.
Aluga-sc um escravo padeiro : quem o preten-
der dirija-se a Boa-Vista, ra dos Pires, n. 23.
Precisa-se de um forneiro quo queira tomar
conta de urna padaria, daiido-se-lhe ordenado ou
L sociedade: no principio da ra Imperial, n. 39.
r precisa-se de una ama que tenha bom leite c
' Vfja-sadia : prefere-se captiva; na ra do Sebo n. 8.
--Una mulher parda forra, que tcm pratica de
vender fazendas, propOc-se a isto : os Srs. logistas
que quizereni este negocio annunciem.
Precisa-sede um homem que lenha conheci-
Ijkculo de escripta por partidas dobradas : quem es-
[*!' nestas circumstaucias annuncie.
1 Quem precisar do uina pessoa forra para cria-
'do, annuncie por esta folha.
Despacham-se navios tiram-se passaportes pa-
ra dentro e fra do imperio e despacham-se escra-
vos com toda brevidade e pontualidade : na ruado
Torres, n. 18.
Precisa-se de um pequeo para
caixeiro de uma das mais acreditadas ven-
das do Varadouro, em Olinda : na ra da
Cadeia do Recife, loja n 5o.
Para um sitio perto da praga deseja-so alugar
umaescrava de meia idade, que saiha tratar com
perfeigo meninos do tenia idade e que lave e en-
(omme para os meamos : na ra do Trapicho, n. 16,
escriptorio de Brender a Itraudis & Companhia. No
mesmo escriptorio vondo-se um carro do 4 rodas,
com os competentes arrelos para dous cavallos.
Antonio Joaquim Antunes, morador no Ater-
ro-da-lloa-Vista, pada/ia n. 66, avisa as petesoas quo
liverem penhores na 4>ia ni0o. os vonhamVJjrsr no
prazode lidias: senn, sanio vendidos para sen pa-
gamento.
Madama Theard embarca para Babia a escrava
Francisca, comprada por ordein da Sr'. Joanna Col-
lilde Cnuprut.
Jos de Mello Albuquerque Montenegro, faz sci-
cnte que despedio o no da 4 do correnle o seu cai-
xeiro Antonio Joaquim Pacheco Bastos, do cstabele-
ciuentode Manoel Joaquim Concalves e Silva.de
que he gerente.
A pessoa que tiver urna morada de casa terrea,
ncsle bairro de S.-Antonio quo nfo exceda de
1:000/000 de ris, e queira vender, dirija-se a casa
n. 4, nopateo do Collegio, que a ti i achara com quem
tratar.
NOTICIA IMPORTANTE.
Os credores do fallido Antonio Jos
Antunes Guinaraes previnein aos deve
dores dcste que Ihe mo paguem scus dbitos, qur
de conta do livros, qur por leUras, que Ihe accitas-
tom : porquanto, tendo sido arrestados seus bens,
ledras c livros, nSo pode o mesmo validamente re-
.%ber quantia alguma de seus credores, mas ludo de-
p'e ser recolliido uo deposito em miio do corrector
liveira, como bens dos inesmos credores : o que se
faz publico, para que ninguem so chame a ignoran-
cia etique acautelado contra o mesmo fallido, que
consta ler desnpparecido dcsla praca para ver seco-
Ihe algum dinlieiro de seus devedores, contra quem
protcstam os mesmos credores haver o quo indevida-
nicnte pagarcm.
Quem quizrr roupa engoinuiada com prompti-
dao e pri'fo cnuiinndo, dirija-se ao pateo do Carino,
defronte do porlao dcSanla-Thereza, D. 23.
OITerece-so para caixeiro de armazein ou para
outra qualquer arrumaefo um rapaz portuguez, de
'5a 20annos o qual sabe ler o escrevor soffrivel-
'nenta : quem de seu prostimo se quizer utilisar,
dinja-se a piuca da Boa-Vista n. 15.
Urna pessoa com pratica de escripia
icomniercial, e bonita leltra, propoe-se a
escrever as boras vagas, nos domingos
diaa sanios, comlimpcza, mediante mo-
I aico estipendio : quem precisar, annuncie.
. Ricardo Jos de Frcitas Itibeiro retira-se para
lora iln provincia o doixa por seus bastantes pro-
curadores os Srs. JoHo Henriques da Silva, Manoel
joseConcalvcs Braga Manoel Antonio de Azevedo e
I Joaquim de Almeida Pessoa Pimentel.
-- Offerece-so uma parda forra, do bons costumes,
ara o servico interno de qualquor casa de familia,
u sem ella : quem a pretender annuncie por esta
IHOTEI.-COMMERCIO.
r.steestabelecimento, sito na ruada Cadeia da
'feguezia de S.-Antonio, na propriedade n.13, aclia-
* augmentado de commodos independonles e de-
centemente mobiliados paro hospedes com fami-
uas o sem ellas e pata pessoas que exijam menos
ratamento. O segundo andar do referido estahclc-
cinicnio oferecc as precisas commodidades para
wnles e partidas. A pjjsico da casa em situaefio
fosca o aprasivel vista e collocada no centro da
ciilade concorrerra a ser prcferivel a outrosesta-
eleciinentos semelhanles. Os precos sero mdicos,
ni relacao as proporcOes que seolferecem.
Joto Martins da Costa, preto liberto, e sua mu-
lher, dous fillios menores, e uma escrava, mais duas
pretas libertas, retiram-se para o Rio-de-Janeiro.
-- Aluga-se um sobradinho de dous andares o lo-
jas, no pateo da Santa Cruz n. 14; uma casa terrea
com bstanlos commodos, com quintal e cacimba,
na Trempo ra da Soledade n. 35. por 10/rs. men-
saes : a tratar no escriptorio do F, A. du Oliveira, ra
de Aurora, n. 26.
Aluga-se um caixo de quatro casas para qual-
3uor estabelecimento que tem t25 palmos em qua-
ro no lim da ra Bella junto a mar : a tratar na
ra do Collegio n. 15, segundo andar.
Precisa-se alugar uma preta boa quitandeia :
quema tiver dirija-se a ra das Flores,.n. 25, ou
annuncie.
Uma senhora casada e com filhas maiores se
propOo a abrir urna aula de primeiras lettras, na
qual tambem ensinar grammatica franceza e portu-
gueza, cozer de todas as qualidades, e o mais que
precisa aprender urna menina: quem de seu presti-
mo se quizer utilisar, dirija-so Trempe, sobrado
n. 50.
FURTO.
'30frt. de gratificaca'o.
A pessoa em cujo poder se achar um barril de vi-
olto da marca sanguina!, que um preto furtou s 7
horas da mn!v3c. do dia 4 do correte da porta da
alfandega, (nilo se Diciendo impedido o leva-lo por
pessoas que viram, por julgc-om ler- sijo vendido )
queira entrega-lo a J. J. Tasso Jnior, SfU legitimo
dono, o qual protesta de haver da pessoa que o tiver,
o.se nflo.accusar todo o importe das fazendas que Ihe
a quem Ihe descubrir e aciarear o comprador de la i
furto, com as competentes provas necessarias em
juizo.
Pretcndc-se saber se tiesta provincia existe
Domingos Alvesliarboza da Silva, natural dotan-
quc-Julgado-dc-Ponte-de-l.iina em Portugal, filho
de Antonio Alves Barboza e de Rosa Maria da Silva ,
e aqu chegado em novembro de 1848.
Geometra, geographia e francez.
Uma pessoa que atiesta a sua conducta, obtendo
approvac3o plena em todos os preparatorios e jul-
gando-se com as necessarias habilitacOcs para ensi-
nar geometra geographia e francez prope-se ,
havendo numero sufiicicnte de estudantes, a dar
ligesdessas materias, nilo s em sua casa como na
de qualquer particular; por isso declara que tem a
deslinda honra do olferecer-se a quem de seu pres-
umo so quizer utilisar, assim como a de scicntificar
aos Ilustres pais do familias que de outubro em
diante est disposto a aceitar a alguns alumnos in-
ternos, menores de 14 anuos, por urna diminuta
quantia. O annunciante nilo se eximir de concor-
rer para todo o progresso dos que frequentarem a
sua aula assim como prometi aos habilitados do
acompanha-los em scus exames na academia em-
pregando por isso os meios possiveis afim de nfo
sotTrcm preterices. Tambem adverte que ensillara
gratis qualquer cstiidante que por pobresa nao
possa absolutamente pagar a pequea mensalidade
estipulada. Quem, portanlo, quizer obler melhores
informaces a csse respeilo queira fazer o favor de
dirigir-se a travessa das Cruzes, n. 4, primeiro
andar.
Tresse, fabricante de igaos e realejos,
no Aterro-da'-Boa-Vista, n. ai,
(em para vender um orgao com boas vozes e de boni
lainanho, proprio para igreja por commodo prego:
tambem lem realejos com tambor e trombeta e sem
elles com a vantagem do seren msicas todas fei-
las no paiz ; concerta ditos instrumentos e pOe mar-
chas novas. Na niesuia casa compram-se realejos
usados.
FABRICA DE PIANOS,
na ra do Queimado, n. 11.
Joo Vignes tem grande sorlimento de cordas e
aviamentos de piano de primeira qualidade : tam-
bem concerta e afina pianos com toda a perfeicio.
FURTO DE CAVALLOS
Furtaram doengenho Calende, fregue-
zia de Jaboatao, dous cavallos, um nos l-
timos das do prximo passado mez de
agosto e oulro no dia a do torrente; cu-
jos signaes so os seguntes: o primeiro he
de cor castanho-clara, dous pes calcados,
uma pequea estrella na testa, rabo corta-
do, e ferrado na p direita com a leltra -C-;
o segundo he tambem castanho, porm um
pouco escuro, e con o mesmo ferro na p
direita. Roga-se, portanto, s autorida-
des competentes, e a qualquer pessoa do
povo, que se os apprehender, levemos ao
referido engenho, que serao generosa-
mente tecompensados
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
Velha n 33, muito fresco o com grandes comino-
dos: a tratar na ra do Aragio, sobrado n. 32, com
Joo Regs Coelho.
Oabaixo assignado faz saber ao respeitavel
publico e aquem mais convier que, no dia I.'do se-
tembrode 1848, dissolveu amigavelmento a socie-
dade que tinhn com o Sr. Julio da 'osla Itibeiro,
na loja do fazendas n. 2, sita na roa da Cadeia do
Recife, junto ao arco de Nossa-Seuhora-da-Concei-
co ; a qual gyrava debaixo da firma de Carvalho &
Costa, ficando o mesmo Sr. Itibeiro obrigado a toda
a liquidnefio da mesma extincta sociedade, desone-
rado de pagamento algum pertencente a mesma so-
ciedade.
Lourenco Jote de Morad Carvalho.
MEMORIAS HISTRICAS A PROVINCIA DE
PERNAMBUCO.
Na praQB da Roa-Vista, botica do Sr. Ignacio Jos
do Couto cntregam-se aos Srs. assignanles desta
obra aquelles voluntes que anda elles nilo rocebe-
ram o cobra-se a sua importancia para o que es-
t autorsado o Sr. Joo Jos do Couto a passar re-
cibo a quem o exigir. Tambem esto ultimo Sr. est
autorsado para receber ou mandar receber a im-
portancia dos voluinesque alguns Srs. assignanles
recoberamenlo pagaram na occasiilo o tambem
para mandar distribuir os livros e autonsar uni co-
brador, afim de receber o valor da assignalura res-
pectiva.
Findns os das da le ic ha de arrematar o enge-
nho denominado Goiabeira na freguezla de S.-Ama-
i n-J.iboat io inulto perto desta cidade que apenas dis-
ta quatro Icgoas e meia com safra criada achando-se
correntec inoente com todos > eu* pertences ne-
cessarios ; o qual offerece umitas vantagens a quem o
comprar : tildo se acha avallado multo rm conta: quem
o pretender pode ir exainlna-lo e. para ver seu valor
nocscrlpto que se achaem poder doporteiro do juizo
Serra-Grande: bem como nina casa terrea na inesma
povoaco, avahada em 120/ rs.
rugi, no dia 30 de maio prximo passado.
Marcos, de 26 anuos, preto, crioulo, ollicial de pe-
dreiro, de estatura regular, secco do corpo, rosto
comprido, beigos grossos, tem iodos os denles da
frente, com duas cicatrizes bem debaixo no pescoQO,
onde se abota ocolarinho da camisa, e com pouca
barba. Julga-se ter ido para o Rio-Formoso em com-
panhia de uns pedreiros que para esse lugar foram :
roga-se, portanto, a todas as autoridades ou pes-
soas quo delle liverem noticia, de o pegarem e leva-
rem-no na ra do Cabug, loja de miudezas, n. 1
D, de Cuimaries, que gratificar.
No dia primeiro do correnle, pelas 10 ou 11 ho-
ras do da, furtaram dous cortes de cassa de uma
preta que os conduza da loja da ra do Crespo para
a ra da Concordia: roga-se as pessoas a quem forem
offerecidos de os apprehender, e entregar na ra do
Crespo, loja n. 5
Na ra larga do Rosario,padaria n. 48, d-se pio
de vendagem com melhor nteresse que em outra
qualquer parte.
Precisa-se le urna ama quo tenha bem leite e
seja sadia : na roa do Rosario larga, n. 18, segundo
andar.
Bernardo de Serqucira Castro Monteiro retira-
so para fra do imperio.
Bernardo Jos Monteiro avisa ao respeitavel pu-
blico, que, por haver oulro de igual nome de hoje
em diante se assignar Bernardo de Scrqueira Cas-
tro Monteiro.
Achou-se um botilo de ouro no largo da Pe-
nda : quem forseu dono, dando os signaes cerlos,
Ihe ser entregue, na ra da Praia, n. 20.
Precisa-se de duas pretas para venderem lou-
r.'i vidrada pagando-se-lhesa vendagem: na ra do
Rangel, n. 17.
-- Aluga-se uma preta para o servico do uma fa-
milia : quem a pretender, dirija-se a ra do Crespo,
n. 15, primeiro andar.
Aluga-se uma casa com commodos sufilcientes
para grande familia passar a fesla ou annunlmente,
em S.-Amaro ao pe da fabrica: a tratar na ra
Nova n. 3.
Desapparecen do engenho Molinotc, sito na
fregueza do Cabo, na noile 31 de agosto, um caval-
locomos signaes seguinles : cor preta, fazendo a
ultima muda, uma estrella na testa, um pouco cam-
bado das pernas, um p calcado, (direito ou esquer-
do ) sendo o ferro um O no quarto esquerdo ; por
isso roga-se a quem do dito cavallo souber ou tiver
noticias, dirija-se ra das Cruzes na venda de Do-
mingos da Silva Campos, para este avisar ao abaixo
assignado, que ser recompensar.
Francisco Paet Brrelo Jnior.
Aluga-se uma casa na ra do Nogueira esqui-
na que volta para SJos, com commodos dar gran-
de familia por ter soto, cozinha fra, quintal mu-
rado, cacimba e porto : a tratar na rraQaJda In-
dependencia livraria ns. 6e8.
Precisa-s/i alugar um preto que sirva para lodo
o servico": na ra do Trapiche, casa n 8.
Na ra d'Alegria, n. II, precisa-se alugar uma es-
crava que csteja as circunstancias de bem fazer o
servico interno e externo de uma casa de familia.
Alugani-sc dous sitios com muito boas acomnioda-
edes um na campinha da Casa-Forte e outro na ra
da dita povoaco com cocheiras e cavallariccs ; assim
como varias casas, de precos commodos para se pas-
sar a fesla : atratar na ra do Amoriui, n. 15.
Recebem-se escravos de ambos os
sexos para se venderem de commisso, com
a maior presteza possivel, offerecendo-se
toda e qualquer garanta a respeito dos
meamos; e a vista da boa ou m vendaos
seus donos gratificarlo : na ruadas La-
rangeiras, n. i |, segundo andar.
Compras.
Compram-se 3 ou 4 libras de ouro de le ou
qualquer porQiio a 3,200 rs. a oitava : quem tiver
annuncie.
-- Compram-se escravos que sejam ollcias de car-
pina, do 18 a 25 annos e de boas figuras ; pagam-so
bem sendo de bons costumes e peritos no seu ofTi-
eio poisso para uma encommenda do Rio-de-Ja-
neiro : na ra do Amorim, n. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior.
Comprara-se pesos mexicanos, em porcilo : na
na da Senzalla-Velha ,n. 140, primeiro andar, casa
de llerinanuo Mehrtens.
Compra-se um eserrva quoengoinmeo cozinhe
bem : na ra do Hospicio, n. 9.
Compra-se uma prela moga que nilo tenha de-
feilo algum, e que cosa e engommo: na ra do Cres-
po loja o. 21, ou annuncie.
Compra-se a obra de Horacio em bom estado :
na ra do Queimado, loja n. 8
Compra-se uma carroca com pipa para vender
agoa ojunlamente um boi: no pateo do Carmo ,
n. II, segundo andar.
Compram-se duasou tres libras de ouro de lci,
no excedendo de tres mil rs. a oitava : quem tiver
annuncie.
Compra-se um molequede 12 a 14 annos de bo-
nita ligura c que tenha boa conducta : no llolei-Coin-
mcrcio.
__j_________________________________________________ -"
Vende-se orna mulatinha de 12 annos corr
habilidades ; 4 lindos moloques de 15 a 20 anuos ; l
negrinh.i de 12 annos muito boa costureira ; 2 pre-
tas de naco, perfeitas engommadeiras o coznhei-
ras;4ditasdotodooserv(;o; 1 preto de elegante
figura muito bem ofilcial do sapatero; 4 ditos uo
servigode campo; um dito de meia Idade! urna
parda com habilidades, poreslar grvida de 2 me-
zes : todos estes escravos se venden por proco com-
modo : no pateo da matriz do S.-Antonio sobrado
n.4.
da

No
deironte
\terro-da Boa-Vista ,
Caluuga,
ha chegado pelo ultimo navio francez um novo o
completo sorlimento de calcado de todas as quali-
dades tanto para homem como para senhora me-
ninos etmeninas ; peiles de maaroquim e de como
do lustro : bem como os bons sapatos do Aracaty ,
para homem : tudo por prego commodo.
Lagrimas c sorrrisos,
poesas do Martiin Francisco Itibeiro de Andrada :
vende-so na ra do Queimado loja de crguero ,
n. 10 a 1,000 rs. cada volume.
Na ra de Agoas-Verdes n. 46, vende-so, de
uma pessoa que se relira para a Europa uma es-
crava de excellento conducta e de boa figura, pti-
ma engommadera cozinheira faz. todo o servico
de urna casa e he rccolhida ; uma mui linda muca-
ma mulatinha ,de 15 anuos; um mulatinho excel-
lente pagom.
Na ra das Cruzes, n. 22 segundo andar ven-
dem-se 5 escravas sendo : uma parda de 26 annos ,
que engomma, cose, cozinha o lava de sabilo ; duas
pretas de nac.fo que coziihame lavam de sabilo;
um escravo de naco ptimo para o servigo do
campo.
Vendem-se 6 lindos moloques de 16 a 18 an-
nos ; 4 prelos de 25 a 30 anuos ; dous pardos do 16
a 18 annos ; duas mulatinhasde7 a 14 annos ; urna
negrinha de 12 annos : todas com principios de ha-
bilidades ; 4 pretas tendo algumas dallas habilt-
lades -. na ra do Collegio n. 3.
Vendem-se saceos com farelo, pelo
barato preco de a,4oo rs: na ra da San-
zolla-velha, n. i38
Na ra de Agoas-Verdes, n. 46, vende-so, de urna
pessoa que so retira, uma moleca de 15 annos; uma
bonita mulatinha de 18 annos; duas escravas para
todo o servigo ; dous moleques de 18 a 20 annos ;
um bom escravo de nago de 25 annos ; 3 moradas
de casas, sitas no bairro do Recife, as melhores
ras ; um elegante sobrado ha pouco acabado, no
bairro da Boa-Vista.
Vende-se uma rede de lnho vnda do Para :
na ra do Creepo n. 16.
Vende-se urna porgo de espermacetc, pelo ba-
rato prego de 800 rs. o americano, e o francez a
720 rs. : na ra do Rangel, n. 81.
Na venda da ra do Codorniz n. 11, vende-so
tabaco smente da Rabia em latas de libra, muito
superior; espanadores para varrer ejespanar salas a
80 rs. cada um; e um relogio horizontal que regula
uiuio bem e dos melhores autores. Na mesma casa
vende-se um braco de balanga do autor Romaoquas
novo com suas competentes correles e balanzas e
pesos de duas arrobas para baxo, e os temos com-
pletos de folha o pao para urna venda; quatro caxOes
para amostras de farinha o mais objectos; duziasde
copos de medida, o mais outros objectos que se fa-
zem necessarios a qualquer casa de mulhados. Tu-
do se vende por barato prego.
Vende-se a parte de uma casa no becco da Bom-
ba n. 8 : no pateo do Paraizo loja n. 1.
Vende-se uma porgo de ptimos casaes de
pombos bons batedores grandes e de excellento
raga por prego commodo : na ra da Florentina,
n. 16.
Vende-se uma negra moga, de bonita figura,
que cose cham engomma, cozinha o diario de uma
casa e lava do varrella ; 10 novilhas mojadas, de ra-
ga loriua por prego commodo : na ra da Concor-
dia, passando a ponte, a primeira casa, a direita.
Vende-se doce de goiaba novo de 6 em arro-
ba a 800 rs.; manteiga ingleza superior a 800 rs. ;
banha de porco a 400 rs.; caf modo a 160 rs. ;
dito em gr3o, a 120 rs. ; aletria e macarro novo a
280 rs.; toucinho de Lisboa a 280 rs.: feijSo novo ,
a 400 rs. a cuia ; arroz branco, a 400 rs. ; feijSo pre-
to novo a 400 rs. a cuia ; cevada nova a 100 rs. a
libra ; alpista a 960 rs. a cuia ; painco, a 640 rs. ;
espermacetc de 6 em libra a 800 rs ; carnauba de
6, 7 e 9 em libra a 32o rs.; bolachinha ingleza a
240 rs.; milho e arroz com casca novo a 120 rs. a
cuia; queijosnovos superiores, a 1,520 : nopateo
do Carmo, n. 17, na loja do sobrado de Gabriel An-
tonio.
Vende-se urna rica colcha de damasco verde,
por barato prego : na ra do Queimado, n. 17.
Vendem-se ealugam-se bixasdehamburguezas,
sag fino, gonuna do ararula, cevadinha de Franca,
tapioca de Maranlulo, por pregos rasoaveis : na ra
das Cruzes, n. 40.
Vendas.
Vendem-se lingoasdo Rio-Grande, muito boas,
por prego commodo : na ra da Praia, n 20.
Vende-se uma rica espada, uma
banda, e um par de dragona?, com pouco
uso e muito em conta ; tudo pertencente
a um ollicial superior: na ra da Cadeia
de Santo Antonio, n. 25.
Vendem-so dous pianos fortes do Jacaranda ,
chegados ltimamente, quo, alm de seren um
magnifico ornato do uma sala, teem excellenles
vozes sondo o mechamsmo da muita approvada no-
va invengan chamada repilidor patente do Col-
laril: em casa de J. Keller & Companhia na ra da
Cruz, n. 55.
Na loja de Manoel Joaquim
l'ascoa! liamos, no Passeio-
P ol>lico, n. 19,
vendem-se as seguimos fazendas : pannos finos pre-
to a 3,000, 4,000, 4,500*5,000 e 5,500 rs. ; pegas
do inadapoiaoino, a 3,200, 3,500, 4,000, 4,500, 5,000
e5,500's. ; chitas escuras, a 140, 160 e 200 rs. o
covado ; ditas finas a 240, 260, 280 e 320 rs.; man-
tas de seda a 12,000 rs. ; riscados francezes a 200
rs. 0 covado ; cortes de lila, a2,500 rs. ; ditos do uas-
sa-chita a 2,600, 2,500, 3,000 c 4,500 rs. ; chales de
seda a 9,000 rs. ; ditos de metim, a 1,000 rs,; pel-
le do diabo, a 200 rs. o covado; castores do todas as
qualidades a 200, 240 o 320 ; lencos de seda a
1,000 e 1,600 rs. ; cortes de colletes de gorgurSo
preto, a 4,500 rs.; ditos de fusto a 1,000 rs.; es-
gui3o fino, a 2,000 rs. a vara ; sarja preta a 2,000
e 2,500 rs. o covado ; cortes do casimira a 6,000 rs.;
brim branco de puro linho a 1,800 rs ; dito pardo,
a 1,600 rs ; ditos de cores a 1,000 e 1,500 rs. ; chi-
tas decohorta a 200 rs. o covado ; chapeos do sol, y
do seda preta, a 5,500 e 6,400 rs. ; merino lino ^
3,500 rs. ; cassa lisa a 360 rs. a vara ; chales de
a 1,200 e 2,500 rs.j pegas de plathia de allano, a
4,000 rs.
Vendem-se vaccas pai idas e muito/toas de lei-
te : na estrada de Joo-de-Barros, n. 9/las 6 s 7 ho-
ras da manlii. ,
Vende-se uma duzia de cadenas, um sof, uma me-
sa de meio de sala, duas bancas o uma cama, tudo
de angico e com muito pouco uzo no oitSo da ma-
triz de Santo-Aiilonio. casa terrea, n. 16.



|



i >
I
I
I
* r
i
\
i
MUTILADO
t:


V

[I
:
>
i
t
1
/
"*- Vendem-se acQOes da ex-
tmcta companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n.9.
FARINHA DE TRIESTE.,
marca verdadeira r-SSF, chegada uttlmamente: vende-se
em cata de N. O. Bieber 8c Companhia, na rua da Crur ,
Fazenda de algodo para thoa*
Ibas.
Na loja de Guimaraes & C, rua do Crespo, n 5, ven-
de-se a excelleirte fazenda para (oalbas de algodao,
trancado branco, com 8 palmos de largo, pelo barato
preco de 800 rs. a vara.
Vende-se o silin do Caldoireiro, beira do rio,
com casa grande de vivenda, uma mat'agoa, co-
cheira estribara e quarlo para pretos com grande
poco de agoa de beber, plantado de diversos arvo-
redosde fructoe baixa paracapim : na rua do Vi-
gario, n. 19.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em ontra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n. 17.
Vende-se, por preto commodo, multo superior sal
do Assu': a tratar na rua da Moda n. II, com Silva Si
Grillo.
FAHELo
a 3/ooo rs. a sacca
nosarmaious ns. 1 e3 do cacada Alfandega, e no de n.
i.') da rua do Amorim, de J. J. Tasso Jnior,
Hiscados monstros.
Vendem-se superiores riscados monstrns, j brin co-
ndecidos tanto pela qualidade como pria largura em
demasa, pelo barato'preco de 280 rs. o covado. Estes
riscados sao chegados ltimamente: as cores sao fijas,
e os padres milito modernos e de boin gosto : na nova
loja da Estreila da rua do Collegio, n. 1.
Alpaca alcochoada, a 8oo rs. o covado,
vende-se, na loja que faz esquina para a rua do Colle-
gio n. 5, de Guimaraes 4c Companhia a nova alpaca
alcochoada vinda de Lisboa fazenda iteiramente
nova nesta cidade preta e cor de caf, de 4 palmos de
largura, pelo barato preco de 800 rs. o covado.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por prc9o comino-
do : a tratar com Almcida & Fonseca, na rua do Apollo
A isooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem se no caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
< santigos riscados monstro.
Na loja de Guimaraes Si C, rua do Crespo, vendem-se
os bem conhecidos riscados monstros de padres muito
modernos, e que teem quasi urna vara de largo,pelo ba-
rato preco de 320 rs. cada un covado.
Vendem-se galoes de o uro verda-
deiro, de todas as larguras, e mais barato
do que em outra qualquer parte : na rua
larga do Rosario, n. ?4-
Vendem-se barris pequeos com cal virgem de Lis-
boa, a mais nova que ha no mercado, por preco com-
modo : na rua da Moda armazem n. 17.
Vende-se urna casa terrea muito grande, sita na
rua da Mangueira, na lloa-Vista, n. 11, com grandes com-
modos, quintal muito grande e muitos arvoredos de fruc-
tos, por pre9o o mais rasoavel possivel: trala-se na rua
do Aragao, n. 27.
3
"Ti
Vende-se urna cubra de boa figura : coro habi-
lidades ; uma cabrinha de 12 annos, com habilida-
des perteacentes a uma pessoa que se retira : ta
rua do Fogo, n. 23.
Vende-se uma prcta crioula Je 30 annos, sa-
dia sem vicio algum que lava cose chao e co-
ztnha o diario de uma casa : na rua da Cadeia do
Reeife, n. 53, terceiro andar.
Louca barata.
Na rua doRangel, loja do louca, n. 17, chegou
ha pouco da Baha um grande sorlitnento de lou-
ca vidrada por preco muito commodo, tanto em
poreflo como a retalho.
Vendem-se 2 caixes de chapos de pello de
lebro, da fabrica nacional do Rio-de-Janeiro, tanto
por atacado como em pequeas porces e mosmo a
retalho : na rua do Queimado, loja de chapos, n. 38.
Vende-se um bonito candido : na rua estrei-
ta do Rozario n. 21.
A 1/000 rs. CADA UM CHALE.
Na loja que faz esquina para a rua do Coilegio n. 5 ,
vrndein chales de tarlatana, grandes c de padres es-
euros pelo barato preco de mil rs. cada um.
Casimiras elsticas.
Vendem-se superiores cortes de meia casimiras els-
ticas de pura la, pelo barato proco de 2^000 c 3/0OO rs.
o corte de calca : na nova loja da estrella, da rua do
Collegio, n. I.
-- Vende-se cal virgem de Lisboa muito nova ,
para fabricar assucar-. no armazem do Sr. Antonio
Aunes defronte do caes da Alfandega.
Vendem-se botina engraxados, a
a,4oors ; sapates ditos, a 1,280 <: 1,44o
rs. ; ditos em branco, de diversos pre-
ces : na rua da Cadeia do Kecife, n. 9.
INa loja da rua do Crespo ao pe do ar-
co deS -Antonio, n. 5 A,
de Ricardo Jos de Freitas Riboiro vendem-se cor-
tes de chita com 10 covados, muito finase escuras,
pelo barato preco de 1,600 rs. ; ditos de cambraia
pintada a 2,000 rs. chapeos de crep para senho-
ora muito bem fcilos e de bonitas cores, a
5,000 rs.; cortes de cassa desbarra brancos e de
cores os mais bonitos que teem apparecido nesta
praga a 5,000 rs.; cortes de fust.to para collele a
500 rs. ; cassa de cores com) palmos de largura a
240 rs. o covado ; um sorlimento do pannos finos
de todas as cores muito bons e baratos; e outras
muitas fazeudns linas.
A 1/600 rs.
Bolacliinha ileararuta chegada ltimamente do
Rio-de-Janeiro em latas de 6 em libra: vende-so
no caes da Alfandega armazem n. 1.
~ Vende-se uma porclo de charutos furados, pti-
mos para serem cobertos de uovamenle por preco
muito barato : na praga da Bou-Vista, n. 15.
Vende-se farinba de mandioca ,
muito superior, poi\preco commodo : a
bordo da garopeira' Santo-Amaro, fun-
vdeada no caes do Collegio.
-> Vendem-se poldrosepoldras, ptimos pura en-
genho :\na travessa das f.ruzes, n. 8, ou em Cara-
ba engenho da comarca de Nazareth.
\ Potassa.
Vende-se muito superior potassa em
barriz pequeos : na rua da Cadeia-Ve-
li armazem de Baltar & liveira, n. 12.
DE6 PORTAS NK
O dono dcste estabeleciinento,vendo-se em cir-
cumstancias de lhe ser preciso rctirar-se para a
Europa precisa primeiro pagar a srus credo-
re e para elleituar este pagamento o mais
breve possivel, oU'erecc algum abatimento a
seus devedores que quizciem saldar suas con-
tas 1 assim como (em resolvido vender todas as
fazendas por diminutos procos, a saber: pecas
de madapolao, a 2/, 2/JOO, 3/200, 3/500, 3/700,
3/800 e 4/f rs. ; ditas de chitas oscuras, finase
entre-linas, de cores fixas a 4/800, g, 5/500 ,
I 6/e (i/500 rs. ; ditas muito superiores, entran-
do algunias de cobVrta, a 7/ rs. u peca e a 190
rs. o covado ; alpaca, a600 rs. ; lila larga, a 380
rs.; cazineta pretn a l/ri, ; los finos < g'an-
I des de linho, a 6>400 7/ c 7/5U0 rs. ; chales
; grandes de garca a 1/500 rs. ; ditos de chita a
800 rs. ; vestidos de cainbraiacom bico e renda
| de superiorqualidade, a 3/rs ; mantas de cam-
braia para senhora, a 1/ rs.; luvas de pellica,
1 seda e algodo, para bomcm, a 320 rs. ; pesco-
cinhos e golas de bonitos gostos, a 2-iO e 320 rs.;
bicos franceies, inglezes e da trra e alguns de
de seda preta, a 120. 160,200, 240,320. 400 e 640
rs. ; loncos tos de muitas qualidades para bomem e se-
nhora a 180, 2(i(i( 240, 300, 320, 360. 400, 480 e
560 rs.; suspensorios a 40,120 e nin rs. ; ditos
finos de borracha a 200, 240 e 260 rs. garca
de seda muito larga com (lores douradas a 240
rs. o covado ; cassa da India,a 400 e 480 rs. a va-
ra ; merino fino e entre-tino a 1/800 2*000 e
2/500 rs. ; pannos finos, a 3/800,4/ o 4/500 rs. ;
e outras muitas fazendas que niose annunciam
por oceupar muito lugar as quaes se vendein
todas ainda mesmo com grande prejuizo so
anm de se acabar com o dito estabelecimento ,
o qual tainbem se vende no estado que se acha,
havendo quem o queira comprar ainda mes-
mo a praio com lettras do firmas que agrada-
rom a seus credores.
Vende-se um sitio em trras do Monteiro\ na
estrada que vai do becco do Quiabo para o Arrial,
e outra casinha com quintal arvoredos criados no
dito becco do Quiabo : o sitio tom bastantes e pti-
mos ps do larangeiras jaqueiras, jambreiros o
dendezeiros trra para plantagoos baixa para ca-
pim com modos para 2 a 3 vaccas de Icite, lugar
para horta boa agoade beber, com urna casa de
taipa : a tratar com Jos Rodrigues de Mello na po-
voaclo do Monleiro ou com Jos Mariano do Albu-
querque no Reeife, rua da Uniuo.
Fustao para colletes.
-Na na do I.ivramcnto, n. 14, o inelhor fuslilo
branco que tcm apparecido, e por barato prego.
Para casaca branca a Soors o covado.
Na rua do Livrament n. 14, vende-se fustflo
branco de superiorqualidade comum pequeo to-
que de avaria deagoa doce, a 500 rs. o covado.
CHA"HYSSON,
de ptima qualidade a 2/240 rs. a libra : na -rua da
Gru no Rocifc armazem n. 13.
_Vendcm-se queijos londrinos e presuntos p
fiambre chegados pelo ultimo navio de Liverpool
horvilhas proprias para sopa ; vassoras para varrer sa-
las : no armazem de Davis & Companhia na rua da
Cruz, n. 7-
Vcnde-sc, para fra da provincia ou para al-
gum etigonlio uma escrava de 20 anuos, .lo boni-
ta figura, boa engommadeira e cozinhoira: n
Nova, n. 16.
Vende-se, no pateo do Carino, venda n. i, mui-
to superior marmeluda ciu latas pequeas, e muito
bom doce do ginja a 320 rs. a libra : vende-se s por-
gues vonlaile do comprador.
Vende-se na rua da Aurora ti. 4, um jogo de
tambores antigos; rodetes ; aguildes ; e douscal-
deirotes : ludo muito barato.
AGOA DETINCIR CABELLO.
Conlinua-sca vender agoa de Ungir cabellos e
suissas : na rua do Queimado, n. 31. O methodo de
applicar a dita agoa acompanha os vidros.
--Vende-se urna venda sita na estrada de S.-
Amaro.passando a ponte a dinheiro, ou a prazo
com lettras de boas firmas a tratar na mesma
n. 30.
Vendem-se 9 escravos, sendo : 3 bonitos mo-
loques do nagao, de 18 a 20 annos; 3 pretos bous
para lodo o servigo ; uma negrinlin recolliida, de 13
annos. que coso muito bem, faz lavarinto o tem
principios de engommado e de cozinha ; duas pre-
tas muito mogas para todo o servigo: na rua do Vi-
gario, n. 24 so dir quem vende.
Vende-se muito boa manteiga ingleza, a 800
rs. a libra ; cha muito superior, a 2,000 e 2,400 rs.;
superior vinhode Lisboa ,a 200 c 240 rs. a garrafa-
azeito doce de Lisboa a 560 rs. u garrafa ; quoijos
milito frescaes., a 1,800 rs. ; passas muito novas,
a 360 rs. a libra chourigas. a440rs. ; paios muilo
novos a 280 rs.; caf em grao a 140 rs. a libra ;
farinda do araruta a 320 rs.; toucinlio de Lisboa ,
a320rs ; dito de Santos, a 200 rs.: no Aterro-da-
lloa-Vista, venda n.54.
Vendem-se espadas prateadas, com roca o sem
ella ,e entre ellas algumas douradas, por prego
mais commodo do que em outra qualquer parto:
na rua Nova, n. >:>
--Vende-se uma escrava de ng3o, que cozinda
bem o diario de uma casa, he de meia idade e tem
'o* conducta, pelo barato prego de 250,000 rs.: na
rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 21.
Vendem-se listas dos bilhetes premiados na
primeira terga parte da 18.* lotera do theatro pu-
blico : na praga da Independencia livraria ns. 6 e 8
Vende-se uma escrava de 30 annos, que co-
zinha bem lava e trata bem de meninos; nfo tem
vicios, e he sadia ; na rua larga do Rozario, n. 48,
primeiro andar.
Vende-so uma preta de 20 annos muito
boa engommadeira e cozinhera; uma
dita de 15 annos, que cose muito bem ;
uma parda escura de 35 annos, que cn-
gomma, cose e cozinha e he muito boa
lavadeira, tanto de sabio como de varrella ; um mo-
lequedel6annos;umditode 18 annos; um preto
muito forte, de 30 annos por 430,000 rs., e que be
proprio para o campo; um pardo de 30 annos, por
350,000 rs. ;um dito de cor escura, com ollcio de
alfaiate ,e que be ptimo copeiroe tambem enten-
do alguma cousa de marujo por ter pratica disto e
ter muila vontade de continuar a embarcar ; e mais
alguns escravos que se mostrarSo aos pretendentes:
na rua das Larangeiras n. 14, segundo andar.
-Vende-so uma preta recolliida muito linda,de
16 annos, propria para mucama,por saber bem coser,
engommar, fazer lavarinto e marcar; uma dita de 15
annos, que engomma soffriveleco7inha o diario
de uma cosa; uma dita de 13 annos, muito linda,
que tem principios de engommar e cozer; uma dita
de 25 annos, quo he boa quilandeira, da qual se
afianga a boa conducta ; uma dita de 35 annos que
cozinha o uirio de uma casa e vende na rua; urna
dita de 25 amaos, de nag5o Angola que cozinha,
vende na rua' he de boa condu uma ngri-
nha de II annos, muito linda, prop* ,-ara se edu-
car ; dotis negros muito robustos, um proprio para
cadeirinha, por ser muito alto e reforgado na rua
Nova, n 21, primeiro andar.
Vende-se una cominoda do amarello com pou-
co uso : na rua da Scnzala-Velha, n. 48.
Vende-se urna parda escura, mo-
ca, bonita e sadia, que coze cozinha e en-
gomma: na rua larga do Hozario, n. 35,
na loja, se dir quem vende e o motivo.
Vendem-se 400 barricas vasias muito limpas, e
promptas para assucar, sendo quasi todas america-
nas : n:i padaria de urna s porta, na praga da Santa
Cruz : e su mandar botar aonde fOrcm precisas.
Vende-se una barretina com clioro muito'rico,
para oflicial de cavallaria de guarda nacional, e mais
alguns objectos de fardamento, ainda n3o servi-
dos : na rua Nova, n. 16.
Vende-se um bonito molequodo nagSo Angola
com 18 annos : na rua Nova, n. 16.
Charutos deputados*
O deposito de charutos da rua larga do
Rozario n. 3?, sonde hecostume haverem
sempre os melhores charutos da Baha,
acha-sc de novo sortido das melhores qua-
lidades, sendo os verdadeiros charutos de-
putados, fama-va, regalia de San-Flix,
regala de superior qualidade, non-plus-
ultra, os afamados regalos de Havana e
meia regalia, emcaixinlias de 5oo: cousa
superior e por commodo preco.
Vendcm-se diversas obras de ouro velho e de
prata : tudo sem feito : na rua Dircita n. 28.
~ Vende-se um cavallo rugo, novo muito gordo,
andador baixo at meio muito bem quasi a esqui-
par e que de bem encascado: na rua de S.-Rita,
n. 91, a qualquer hora do dia.
Santa-Cruz, padaria de uma
s porta.
Caf moido o nielhor possivel neste genero, em
grosso, e pelo miudo a 240 a libra, e 6,400 a arroba;
nao tem mistura alguma, e a vista faz f do que se
assevora. Na mesma padaria, continuadamente se
vende excedente pito de forma antiga ; bolachas do
todos os tamaitos ; biscouto doce e falias : tudo
quo he proprio destescslabelecimentos.
BOLACHINHA REGALA.
Na padaria de uma s porta na praga da Santa-
Cruz, be aonde so fabrica a bolacliinha de regalo,
por vezes annunciada, tanto doce, como agoada :
o seu prego de 320 rs. cada libra, sua qualidade e
bom gosto nao he preciso exara-la : j de bem no-
torio, o se ar toda a diligencia para augmentar
a fama que tem adquirido, e para isso empregar
sempre as melhores parles do sua coniposiguo, para
que, ainda havendoquem a emite, nao excoda ; po-
dendo asseverar quo no contm parte alguma que
seja nociva, ainda mesmo em estado de molestia. Na
mesiDt padaria, e na esquina da rua do Collegio,
ventlfi de Sobral, e no travessa da Madre-eos, n. 13,
be s aonde se vende.
Vendem-se duas moradas de casas terreas, sen-
do uma de taipa e a outra de lijlo sitas na cida-
de da Victoria rua da Paz annexas um a outra e
fazendo esquina para a rua do Fogo por prego com-
modo : na rua do Queimado, n 19.
Vende-so um sellim ingle/
rua Nova, n. 25.
em meio uso : na
Vende-se uma das melhores venda no bairro de
S.-Antonio a qual offerece boas vantagens ao com-
prador: quem pretender annuncie.
-- Vende-se por prego commodo a quarla par-
to da casa de sobrado de um indar n. 35, sita na
rua estrenado liozario : a tratar na rua do Cal-
deireiro, n. 6.
-- Vende-se o engenho Macaco sito na freguezia
do l'ao-do-Alho distante dcsta praga nove leguas
moento e crrente com terreno muito frtil e de
agoa perenne; o qual engenho vende-se isento de
desobr iga e todo o pagamento annual : a tratar no
engenho Hamos da mesma freguezia.
Escravos Fgidos
Fugto do engenho Telda, no dia 28 do
prximo passado, um cabra, de nome
Antonio, baixo, grosso, sem barba, mui-
to prosista ; de certanejo ; foi montado
em um cavallo rugo-pedrez-talhado ; levou toda a
sua roupa e fazendas novas chapeo de couro. Ilo-
ga-ses autoridades policiaes e capitSes de camno.
que o apprehendam e levem-no a rua do Livratnen
t", n. 27, que sordo recompensados.
Ausentou-se, na noite do dia 8 do novemhr
.le 1847, o escravo Herculano de cor fula qUe .
rece cabra cabega pequea cabello ralo olhol
pequeos corpo grosso, pouca barba estatura1
regular; tem uma cicatriz no hombro esquerdonno
pode tor 3 a 4 pollegadas de comprimento; coitn
mi embebedar-sc, e neste caso se intitula por Her
culano Jos dos Santos Tranca-Rua : quem o pertr
leve-oa cidade de Olinda, na rua da Boa-Hora, a seu
senhor, Jos Ferreira Marindo que recompns,r
generosamente
Desappareccu, na noite do dia 4 do corrento 0
preto, de nome Pedro, crioulo, do boa estatui
representa 30 a 35 annos pouco mais ou menos, cheio
do corpo bem barbado ; levou camisa do algodao
da trra caigas de algodozinho trangado azul
chapeo de palha : quem o pegar leve-o a rua da Ca-
deia do Reeife n. 43, que sera recompensado.
Fugio, de bordo do hrigue Ssrlorio ua manhaa do
dia5 de Julho prximo pastado um escravo uiarin'hri
ro de nome Francisco de nafao Jang representa ter
30 a 35 annos; tem na face esquerda um signa! fiii
muito descansada ; levou ralbas e camisa azues chi
peo de palha pintado de branco e o balde que tin'ha d"
trazer a ra;o e7/rs. em cdulas: quem o pegar
ve-o a .ma da Moda n. 7, quesera bem recompensado
Fugio, no dia 3 do enrrente, o crioulo Termo-'
zile, costuma mudar o nome para Antonio de 25
annos de idade altura regalar, secco do corpo
bem preto da cor, olhos muito vivos ponta de bar-
ba ; tom uma marca dcbaixo doqueixode uma que-
da que levou caigas pretas e camisa de algodao"
vejo?ba pouco do lugar de Pesqueira quem o pe-
gar leve-o a praga da Boa-Vista, n. 8, que ser re-
compensado.
Fugiram, no dia 3 de agosto prximo passado
do engenho Pindoba, da freguezia de Ipojuca, dous
escravos, sendo um cabra, de nome Izidoro, euma
preta, de nome Rita o primeiro de cor trigueira
altura regular, grosso do corpo queixo bastante
saliente a segunda de cor prela altura mniorque
ordinatia secca do corpo voz estrepitosa sab* I
coser, engommar ecozinhar soffrivelmente : sao ca-
sados : quem os pegar leve-os a seu senhor Leu-
reuo deSue AlbuquerqueJunior ou ao engenho
Cuararapes que ser generosamente recompensa-
do de seu trabnlho.
Fugio, no dia 19 do prximo passado, da cas
tle Manocl Ferreira da Silva Ramos, um preto, <(
nomeDomingos.de nagao Congo; he baixo. con;i
pouca barba feio do rosto ; tem um calombiuho no
pescogo, ps radiados ; levou camisa de algodozi-
nho caigas de estopa e chapeo de palha : quem o
pegar leve a rua do Collegio, n. 15, 2. andar.
--Fugio, do sitio que foi do Sr. Paulino Augusto
da Silva Freir na travessa da Casa-Forte para o
Arraial, um escravo de nomo Manuino alto, ma-
gro desdentado, com o beigo inferior um tanto
cabido embigo bastante grande, psgrossos e com-
pridos de 40 annos para cima ; levou camisa e ce-
roulasde algodiiozinno ecdapo de palda. Este es-
cravo costilmava oceultar-se nos arrahaldes lo en-
genho Pan lista e Mussupinho, ondo j tem mora-
do. Itoga-se as autoridades policiaes e capitaes do
campo que o apprehendam e levem -no ao dito si-
tio ou ao Sr. Caetano Pereira Cuimares da Cunda,
noseuengendo Coqueirp..em S.-AntSo que serflo
recompensado*-
Desappareceu, na manda, o dia 4 do corren-
te, uma preta crioula de nom victoria, alta, chiia
do corpo, cara larga e descarnada com vanas ci-
catrizes as costas que parocem ter sido de chicote ;
tem fallas de denles dos lados levou urna trouxa
de roupa com as seguintcs pegas : um vestido de al-
godao trancado de cor azul um dito de riscado
azul, um dito de dito encarnado, 4 camisas tle al-
godozinho, um panno da Costa azul de listra,
urnas argolas grandes de ouro as oreldas; costuma
andaras vezcscalgada ; foi encontrada no bairro do
Reeife e dizcm ter sido seduzida por um preto, de
nomo Pedro que trabalha as caixas de assucar,
que se ignora ser forro ou escravo. Roga-se s au-
toridades policiaes e capitaes de campo, que a ap-
prehendam e levem-na rua de S.-Rita n. 77, que
serito gratificados. Adverte-se que ninguem lhe d
agazaldo e quem o fizer ser punido com alei.
Acha-sc fgida, desde o dia 29 de Dezembro de
1847, a escrava Rosa, Africana; levou vestido de
chita rxo com ramagens amarellas e flores ene r-
nadas bastante comprido e de babados largos, 'a-
misa de algodao da trra. Esta escrava foi compra-
da 15 dias antes da sua fgida aoSr. Joo Freder'co
deAbreu Reg que aflirma t-la comprado ao Sr.
coronel Agoslinho Bezcrra da Muribeca pot onde
se suppc andar fgida com o proprio nome de Ro-
sa ou Itosalina e tem os signaos seguintcs : '&*
presenta do 30 a 40 anuos ; be baixa cheia do cor-
po peitos regulares cor bem preta feia do cara,
nulos pequeas fallam-lde alguns dentes da frente;
tem os pos douttia crdifferente do mais corpo, por-
que estilo sempre a pellar, como quem padece da
molestia calor de figado ; Talla muito explicadnmen-
te por isso parece crioula. Roga-se s autoridades
policiaes e capitaes de campo a sua captura e remes-
sa a sua sondora, Mara Siiniaiitia dos Res, na rua
do Mundo-Novo casa dofronle da oseada do sobra-
do do Sr. Nicolao Rodrigues da Cunda aqualse-
ndora promelte dar a devida recompensa, asaim
como usar dos meios competentes contra quem
tenha oceulta.
Fugio, 110 dia primeiro do corrente a preta
Clemencia do altura regular cor fula ; lovou ves-
tido de riscado do quadros de cor amarello escu-
ro o roto nos peitos camisa do algodozinho com
bico as mangas e um lenco encarnado de sed;
dizem ter andadado pela Cinco-Ponas : quem a pe-
gar leve-a a rua da Cruz, no Rccffe, n. 28, que ser
recompensado.
Fugio, no da 21 de dezembro do atino pr-
ximo passado n pardo Jacob de 18 annos, secco
do corpo cabello estirado; tem falta de um denle
na fronte algumas marcas de bexigas; tem as
costas a marca de um caustico; consta estar em po-
der de um capitao de campo, morador em Capoeiras
de l'o-do-Alho por nao querer o escravo declarar
a quem perlence e dizer chamar-se Antonio. Itp'
ga-seao mesmo queira conduzir a Jos I.uiz Perei-
ra morador na rua Nova, que gratificar.
Fugio, no dia 30 de agosto prximo passado,
do engenho Novo de Serinhaem, um preto crioulo,
de nome llenrique, de 18 a 20 anuos ; tem urna de-
uda no olbo direito, beigos grossos com falta de
lodos os denles na" parle superior ps o palheta-^
dos falla muito descaugada ; foi visto nesta praga .
quem o pegar leve-o a Cambou-do-Carmo 11. 33,
que ser bem recompensado.'
HBW. Mi TTP. DE H.
F. ntrim. -1

MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO |


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ENTO82474_SW4XVO INGEST_TIME 2013-04-24T20:10:40Z PACKAGE AA00011611_06506
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES