Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06489


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Full Text
.
^ *
Sexta-feira 18
O nMJI/OpublIca-setodos os diasque nao
f0,tm de guarda. Opreeo da asignatura he
aVo(H)r5. por qnartel, pagoi adtanUdoi. O
anuncio, dos asslgnantes sao inserido
Yn de ? rs. por tfiiha, 40 rs. en typo dif-
, rento, cas repet*** P"a "^la'!el?Lnra.0
signantes Po 80 rs. por Imha e [00 ra.
'" ^podlllerente, por cada publicaco.
PHASES DA LA NO MEZ DE MAIO.
I achela. 7, i. 4 hora e 47 uiln. da manh-
M?nVonl.',horoe 11 mln.damanb-
? ,a nova, 4' 5hor" e ,7 d"!lnh
CreS,.28,4.9horMe 4 mln.da tard.
Partida
DOS CORREIOS.
Golanna e Parahlba, s segs. e sextss-felras.
Kio-G.-do-Norte, quintas-toira ao tnoln-dla.
Caho, Serinhaem, Rio-Pormoso, Porlo-lalvo
Macelo, no 1 a 11 e 21 de cada mn.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Iloa-Vlsta e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os das;
' PRRAMAR DE HOJE.
Prlmeira, s 1 horas e 18 minutos da manh.
Segunda, s 1 horas e 43 minutos da tard.
de Hffao de 184.9.
N. HO.
DAS DA SEMANA.
14 Segunda. S. Gil. And. do I. dos orph.,do
J. djociVcl edo J. M. il.i i.v.
15 Terca. S. Ixidnro. Aub. do J. do civ. da. 1.
v. c do J. de paz do i.dlst. de t.
16 Quarta. S. Joo Nepomuceno. And. do J.
do c. da 2. v. e do J. de pat do2. dist. de t.
17 Quinta. *H Aseencio do Senhor.*S. Pas-
choal Pajino.
18 Seita. S. Venancio. Aud. do J.dociv. "-do
J. de paz do I. dist. de t.
19 Sabbado. S.Pedro Celestino. Aud.do J. do
civ. da 1. v. e do J. de pai do 2. dist. de t.
20 Domingo. S. Bernardino de Sena.
CAMBIOS NO DA IB DE MAIO.
Sobre landre a 2f> d. por 1/000 ra. atiO dias.
Paris 355 a 360.
. r.lsboa 110 por cenlo de premio.
Rio-de-Janeiro ao par.
Deic. do toit. de boas firmas a 1 % ao ntez.
Acedes da coinp. de Bcbertbe, a 50* ra. ao p.
(juro.Oncas hespanhnlas. 31/500 a 31/800
Modas de ti/400 t. 17/400 a 17/ti0t>
de 07400 n. 16/400 a 16/(H)
de4/000.... #W0 a D/rO*
Prala-Patacdeabrasilelroa 9/)00 a 2/02
Pesos columaarios. 2/0C0 a 2/020
Ditos mexicanos..... 1/W a 1/910
PARTE OFFIC8AI.
Coniinando das afinas.
OuirUl-aeneral do eommmdo dai armai de Pirnamluco,
10 de floto de 1849.
OrtDEMDODIA.
S. Exc. o Sr. inaiTchal de campo graduado, comman-
dante das armas, manda publicar, para conhecimenlo
da gtiarnicao, que por despacho do Exni. Sr. presidente
da provincia, de 7 de maio do 'coYrente, lran concedi-
dos tres ineies de licenca de favor ao Sr. lenle do oi-
tavo batalho de cacados Carlos Cyrlllo de Castro
Outroshn ordena que as pracas do corpo fixo de caca-
ras, chegadas do Rio-Formosu em odia 15 do corren
te, formeniuii.a companhia que se considerar addid
I ao sexto batalhao de cacadores desde aquello dia, de-
vendo ser esta coimuandad'a pelo ollicial do inesmo ba-
talhao a quem competir.
Joie Pedro Heilor, ajudante de ordens interino.
TRIBUNAL DA RELACAO'.
SESSAO EM 15 DE MAIO DE 1849.
PaMIDRNCIA afc KM. SNa. CONCRLHEIRO AZBVEDO.
As dei liaras da manhaa, achando-se presentes os
Srs. desembargadores Ramos, Villares, Leao, Son/.a e
Relie I lo, fallando com causa os Srs. desembargadores
Puncee Bastos, o Sr. presidente declarou abena a sessao.
O Sr. presidente aprsenlo em mesa os quatro ofii-
cios seguintes que Ihe dirigi o Exui. Sr. presidente da
provincia :
Um, saasnrn'-T*- haver esensado do cargo de pri-
mefro supplenla do juix municipal e orphaos da villa de
Serinhaem ao coronel Gaspar de Meneies de Vascon-
celos de Drumond a seu pedid, e naineado para o dito
cargo o bacharel Gaspar de Meneies VasconctHoaVsr
Drumond.
Outro, dizendo que coucedera demissao do cargo de
segundo supplenle dojuiz municipal c de orphaos do
I termo.de'jGolaona a Jos Correa de Oflvcira por haver
I pedido', e orneara para substituios a Joaquim Raphael
I de Mello Jnior. ^^
Outro, participando que tlnha nomeado promotor
r-m.iirn do termo do Cabo ao bacharel Joao Paulo Mon-
telro de Andrade.
1 Finalmente outro, coinmunicando que havia nomeado
I Interinamente"para exercer o lugar vago d juiz miini-
Tcipal c de orphaos do termo do Bonito o bacharel Anto-
I nio Jos Pereira.
Julgamentos.
A appellaco crime em que sao :
lAppellente, o juiz municipal Bernardo Ecrtelr* Lins '
appellado, o julio,Fol a lentonca reformada.
As appellaces civels em que sao : ^
Impelante, Joaquim Antonio dos Saalns Andrade't ap-
pellado, Antonio Jlotelho Pinlo de Mesqulla-Ful a
sculeiica reformada,
Appellante, Jos Pi Machado ; appellado, liento Jos
de Moura.Fflram desprezados os embargos.
Appellante, Goncalo Jorge da Costa appellado, Miguel
Gomes de Souza.Foi a sentenca confirmada.
Appellante, Jones*Paln; appellado, Francisco Joa-
quinJJuacte;Mandou-se avcib.tr a dizima.
O habtnt-corpui de Francisco dos Res Nunes Campello
foi concedido, naiidaudu.se informar o chefe de polica,
' e o carccrciro aprcsenlar o paciente em scsso de 19 do
curente
Dito de Jos Alves Pragana.Te ve o inesmo deferi-
I ment.
Dito de Antonio Jos Rodrigues de Souza.Tcve o nics-
111" ilcl'el UlClltn.
{de Joaquim Xavier Gameiro.Tcvc o inesmo defe-
Kp para a sessao do dia 22.
File Antonio Correa de Mello.Foi iudifcrido.
Rcvisct.
Passaram do Sr. deseinb.irgador Ramos ao Sr. desem-
bargador Villares as artpcllacoes civeis em que sao :
Appellante, Goncalo Pereira de Souza ; appellado,.JUa-
noel Soares da Silva.
Appellante, o coronel Maaoel Cavalcantc de Albuqucr-
que ; appellado, Claudio Dubeux.
Passai am do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargadr Leao as appellacdes civels cni que sao :
Appcllantrs, o reverendo guardio deSan-Fiancisco des-
ta cidade c o syndico ; appellada, a fazenda publica.
Appeilantes, Manuel Jos de Siqueia c Francisco Jos
de Siqucira appellado.Jos Francisco do Reg llanos.
Appellante, Francisco HarroD *3e Souza Cordciro ; ap-
pellado, Francisco Barrdso Braga.
Appeilantes, Puntes & Mello ; appellado, Antonio Ro-
drigues Lima.
Passaram do Sr. desembargador Leo ao Sr. desem-
bargador Souza as appcllacOes civeis em que ao":
Appeilantes, os herdeiros de D. Vicencia Joaquina da
Conceico ; appellado, Francisco Juaquim Cardoso.
| Appeilantes, a viuva e lillios de Jos de Olivvira ap-
pellado, Amaro Jos dos Churres-
Appellante, Antonio Alves Vianna ; appelladjo, Francis-
co earerianno Hebello.
A revista civel em que sao; ,
i Reconenle, Jos Joaquim Galo ; recorrido, Jos Anto-
nio de Araujo Brando.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. descin-
Ibargador Rebcllo as appeiiacies civels eih que sao :
Appeilantes, Bento Jos da Cosa e sua innlhrr ; appel-
UAos, Jos Joaquim Uererra Cavalc.inte e sua mulher.
Appellante, Jos Carlos da Silva ; appelflha, alaria Cus-
todia das Virgens.
Appellante, Juvcncio de Alcntara -, appellado, Firm-
- no Jos Flix da Rosa.
Appellante, rcaselo Fortunato da Silva ; appellado, Ga-
briel Antunea Penoa.
A appellaco crime em que sao i
| Appellante, ojuis dodircito ; appellado, o reo Antonio
de Souza de Vasconcellus.
dia de apparecer em que sao :
I Appellante, Manoel Alves Guerra; Appellado, Ignacio
Ferreira Loyolla.
Passou do Sr. desaanbargador Rebcllo ao Sr. dcseui-
bargador Ramas a appella(ao civel em que sSo :
Appeilantes, Domingos Rodiigurs d* Araujo c Mara
Ignacia de San-Pedro ; appellados, Jos de Lima Hi-
beii o Carvalho, sua mulher e uials erdeirns de Jos
Ferreira lavares.
Dittriui'eei.
Ao Sr. desembargador Ramos a appellaco crime do
J juio de direito desta cidade em que sao :
' Appellante, ManoclJCavalcahle de Alouquerqua e Mel-
lo j appellado, Fajancisco Carneiro Machado Ros.
AoSr. descmbarJador Villares o aggravo do julio ci-
vel desta cidade emjque sao :
Aggravante, Joao itn'acio de Avila; aggravado, Manoel
Francisco Monteiro Regadas.
A appellaco crime desta cidade em que sao :
Appellante, Antonio Filippe de Sant'Anna Barros ; ap-
pellada, ajustica.
O recurso crime do julio de direilo de Goianna em
que sao :
Recrreme, ojuizo; recorrido, Miguel -Joaquim de l'a-
ria Braga.
AoSr. desembargador *Leo o recurso crime do juizo
de direito do Liuioeiro em que-sao :
Recorrenle, ojuiio; recorrido, Pali icio Jos de Moura.
O aggravo do juizo dos orphaos desta cidade em que
sao :
Aggravante, Manoel Alves Guerra;, aggravado, ojuizo.
Levantou-sc a sessao s 3 horas e tres quartos.
KKNAMBUCO.
ASSEMBL4 PROVINCIAL.
SESSAO EM 11 DE MAIO DE 1849.
'residencia do'Sr. Soma Teixeira.
SMMARIO.kxpeu!1NT1.Vllima rtdaeeo do proferto
2 dille ana*.Approruro, em lirciira ditcui
s.'m,ilns projecloi ni. !> e 6.Segunda diieuiiXo
ilas in'iurai da cantara municipal do tteeife
mi o artigo 1! do fiWu 6."
As II '/a horas da inanhaa, fclta a chamada, Verilica-
sc rstarem presentes 22 Srs. deputados.
O JV. Pr,,l~>U ***** abe ka a sess.au.
O Sr. i.' Secretorio i a acta da sessao antecedente, a
qual he- approvada.
O Sr. i* Secretario menciona o segu n te
- EXPEDIENTE.
Um olncio do secretario da provincia, acompanhando
una inroriiiacao do Exni. blspo diocesano acerca'da
prrtencao do vig.irio da fregueiia do Senhor-tlom-Jesus-
dos-Afllictos.A'coinmissSodeestatistica.
Outro do mesmn, aecusando remessa do balanco da
recelta e despexa da cmara municipal do Hrejo, rela-
tivo aoanno li l47 a 1848, e do orcanicnto de i849.
A' commissao de rendas municlpaes.
Outro dgtuiesmo, transinitlindo infurmaco do Exm.
hispo diuccesano cerqa d sede de Ipojuca.Intehada.
Um requerimento de Jos Pereira llorges, pndindo
que se Interprete, ou llxe a Intelligencia do artigo 12 da
lei provincial numero 94 de 7 de maio de 1842.A' com-
missao de legislaco.
Outro do mesio, requerendo que se Ihe augmente o
quan tuaiivo pura alugurl de casa -A' cotiiniissao de fa-
zenda e orcamento.
L-se che approvada a ultima redaccao.do projecto
numero 2 deste auno qut transfer' a freguesia de
Pasmado.
ORDEM DO DIA.
Tcrceira disciissao do projecto numero 5 que Hxa
fdrea policial para o anno de 1849 a i850.
lie approvado, sein haver qncm acerca dclle peca a
palavra.
Tercclra disciissao do projecto numero o une transie-
re a sede da comarca do Cabo para a villa do inesmo
nome.
He approvado sem discussao.
Contlnuaco da segunda discussao das posturas da
cmara muuicipal do Becife.
Passa-se a discutir o titulo 5."
Art. 1. Nlngucm poder estabelecer cortumes den-
tro da praca ou prximo a ella, e sliu em lugares remo-
motos, precedendo licenca da cmara, sflb pena de
10/000 rits, e, na reincidencia, do duplo. Da mesma
torina no haver.io salgadeiras de couro'dentro da jiraca,
e siin nos arrabaldes drspovoados, em belra-mar, rio
ou campo, nao se conservando ncllas salmoras putrilica-
das, debaixo das mesillas penas c coudieOes declaradas
no preseate artigo. >
He approvado.
*rt. 2. No haro dentro da praca tornos de taba-
co, tabricas de se$o, azelles, leos, fundifcs de ine-
taes.qiie nlb sjain em cadinhns.e preparacoes chimicas
de enxofre ou de outros ingredientes, cujos vapores
rejudicain a saude e inleetain a alinosphera; eos
estabelccirnentos que existirem, serio transferidos paia
os arrabaldes da rraca, precedendo licenca da cma-
ra que approve a collocaco, dentro de quatro uiezcs
depoU da publicaco desta postura i os que depois do
prazo as conservaren! sein a referida licenca, serao mul-
tados em 10/000 ris, e na demolicao da obra a sua
rusta ; c, na reincidencia, no duplo da mulla, demol-
cao e quatro dias de prisao.
le approvado com a seguinte emenda :
Em lugar de-dentro da pracadiga-se-cldade; c
depois da palavraleos accrescenie-se-dslllacoes.
Ar/uno. V
Approva-se sem discussao o artigo 3, redigido assim :
Art. 3. Dous Ineses depois da publicaco das postu-
ras municipaes, licam prohibidas as ras da cidade as
orficinas de calJeirciro, fcr.reiro ou qualquer qulra que,
pelo calor do fogo, fumo ou estrepido dos martellos,
poasa iacoinniodar os vlzinhos : os infractores serao
multados eim25f000 ris, eso'ierao 94 horas de prisao
#, na reincidencia, alrfi da multa doblada, sofTrerao
quatro dias de prisao, e llies ser fechada a ollicina. A
cmara inauicipal marcar, po> meio de edllses, os lu-
gares em que essas fabricas podero estftelecer-se.
Entra em discussao o seguinte :
Art. 4. Ficam prohibidas dentro da cidade as pada-
rias e r< linarias, e s potrao ser estsbelecidas nos lu-
gares designados pela cmara municipal por ineio de
edltaes : os infractores serao subjeitos s penas do ar-
Jigo antecedente. Os propietarios das officinas de que
tratam os aiiigos tres e quatro, podero ter na cidade
depsitos de seus productos, j
O Sr. AJat'iani'cr propde o adiamento da discussao deste
artigo, at que a commissao a quem est alfecto um re-
querimento dos Individuos propietarios dos estabelc-
cirnentos a que o inesmo artigo diz.respcito aprsente
parecer que Ihe foi exigido.
Vai mesa, e he apoiado para entrar em discussao, o
seguinte requerimento :
Srja adiada a discussao deste artigo at que a com-
missao que foi o requerimeulo dos padeiros acerca do
Objecto do inesmo artigo d o seu parecer. Afaeinnir.
OSr. Dr. Afumo oppoe-du: ao adiasnento, e expende os
motivos em que paia isso se funda.
O Sr. Mavignisr insiste na sua oplniao, e combate o
argumentos do precedente orador.
Encerra-se a discussao ; e, submrtlido o requeri-
mento de adiamento votafo, he approvado.
Entra cm discussao o artigo 5, concebido nestes
termos:
Art 5. Depois que a camar designar os dilierentes
lugares, para nelles se fazer o deposito das immundi-
ees, os que as laucaren! toradesses lugares, e presente-
mente nao as laiicaiem ao mar, pagarao de inulta 4/000
ris i ficando prohibido desde j fazerein-se despejos
inmundos das sete horas da manhaa at nove da .....te
(sendo as vasilhas cobertas c bemjlavadas depois) ex-
cepcao de agoas de lavagens de roupa, casas e das co-
zinlias, debaixo da pena de 2/000.
Vai a mesa, e he approvada com o artigo, depois de
alguiuas observacoes, a seguinte emenda ;
Depois de 4/000 ris diga-se : As vazilhas cm que se
conduiircm as iiniiiundiccs sero cobertas e lavadas de-
pois do despejo, e nao se poder fazer este dai 7 horas
da manliaa at as 9 da noite, sh a multa de 2/000 ris ;
exceptuando-se desta disposlcao o despejo de agoas de
lavagem de roupas, casas e cozlnhas.J. filela.
Passa-sc discussao do i i lulo, li "
Art. 1. Ninguem poder criar porcos nos quintaes,
nem conserva-Ios em casa dentro da praca por nials de
oito dias, nem deia-los vagar pelas ras, sb pena de
Ihe seren tomados e vendidos em leilao,. entregando-se
aos scus donoa o excedeulc de 30/000 ris : ficando todo
o seu producto at esta qnaniia appllcado cm beneficio
dos lazaros, depois de dedu/.idas asdespeis: sendo pro-
hibido o brbaro costume de se espancarem ou mata-
ron os porcos a ccete ou com qualquer outro Instru-
mento que moleste suas carnes, devendo ser penados
laco, ou >mao',"*snbora coi rain pora as casas de seus
donos, que serio ohrigadoa entrega-Ios ou a pagaron
a multa de 15/000 ris. a
He approvado son discussao.
. Art 2. Nloguon pndcrter fogde nem fogarriros
cm portas para qualquer uso que seja, sb pena de 2/
ris : da mesma forma se entender em qualquer parle
da ra.
He approvado, licandoprejudlcada a seguinte emenda:
Supprima-senon fogareirosc o final do artigo.
Maviiini'i' o #0- .a ._,
Arl. 3J Fica suspenso desde ja as boticas, casas de
pasto, botlquins. refinarias, tabernas e quitansVir.isj o
uso depanellas, laixos, caldelrdes, medidas, ououlras
niiaesqner vasilhas de c#bre ou lal.io, sem que sejam
estanhadas com cuidado, mas podero ter de ferro, fo-
Iha barro emadeiras ; assim taiiibem as balancas, em
que se pesain comestives, sb pena de pagaron a mul-
la de 4/ rs.
He approvado com a seguinte emenda :
Em lugar de quitandelras -diga-se quitanda
" Art 4." Os donos de estribaras de aluguel serao
obrigados a conserva-las bou limpas a lavadas das un-
inuiidiees, jflb pena de 10/ rs. de multa.
lie approvado com cata emenda :
.. Supprimani-se as pahwras de alugucl -- ; c em lu-
gar de 10/rs. diga-se- 5/ rs. J. Villela.
,. Art 5. Osrnie dcrrubarein mallos nos lugares por
onde passam as agoas correles ou laucaron pe s es-
tradas ramos ou espinhos que incoiiiinodcm o transito
publico ou possam onbaracar os rsgoiaincntos das agoas
dechuvas, ou conservaron as testadas dos seus sitios
natos, ou arvores cipinhosas ou son espinhos, que
lances ramos para as estradas, e que possam nconimo-
dar-ao publico, sero multados em 4/ rs.
ITe approvado com esta emenda :
Supprimam-sc as palavras -espionlas ou sem es-
plnhos Jomiuim Villela. .
Art 6 o Ninguem poder socar assucar desde as 7
oras da noite al as 6 horas da manhaa : os infractores
. bres por occasiao do cilicio de corpo presente : os In-
I Tractores serao subjeitos s penas do artigo antecedente*
i O inesmo se deve entender com as visitas decora.
O Sr. ,lc/ii i un oppe-se ao artigo na parte que dii res-
pcito ao numero dos dobres, c uiand i a mesa a seguin-
te emenda :
Em lugar de quatro dobres diga-se dou< do-
bres ; e depois de presente accresceute-se -eu-
do um no principio, e o oulro no fin. Aquino. a
Kiicci rada a discussao, he approvado o ariigo, re-
jeitada a emenda.
Art. 12. Nrnhum dobre durar mala de des minu-
tos : os infractores strao inullaclos como nu artigo ante-
cedente.
He approvado.
" Art. 13. Os dobres e repiques seriio reduiidos mr-
lade do tempatprescripto, podendo inesmo ser suppri-
midos, se na vltinliauca da igreja houvcr algiiin doente
de all'eccao gravejjdevcndo os sacrlsles ou ehefes de
coi)id i-aces religiosas conformar-sc com oatteslado do
facultativo existente, rubricado pela autorldade do lu-
gar: os infractores serao multados em 25/ rs.
Verilica-se nao haver numero legal, e por isso lica a
discussao adiada.
O Sr^Preiidente designa a ordem do dia c levanta a
sessao. VEram 3 horas da tarde.)
SESSAO' DE 14 DE MAIO.
sero multados cm i2j800 rs.
He approvado com a seguinte emenda :
Depois da palavra -assucar- accrcscentc-se -dentro
da cidade J. Filela.
Art 7. Fica prohibido, dentro da cidade, o uso
de roqueiras ou foguetes busca-ps : os Infractores serao
multados on lO/rs., c soRrerao 24 horas de prisao. A
cmara municipal desiguar os lugares em que os fo-
uetes de que trata este artigo, podero ser largados.
He approvado sem discussao ; aisitu como lambn o
sao os seguintes arllgos :
Art 8." Ficam prohibidos os toques dos sinos des-
de as sete hora da uolle al as cinco da manhaa, excep-
to as matrizes, por occasiao do Sacramento, .ntes da
trusa do Natal, c nos casos de incendio ou rebate : os
sacrlsles, oucijeles de corporacoes religiosas pagarao
12/800 rs. de mulla. .
Art. 9." Nenhuma igreja dar mals de tres repiques
de cada vez, na vespera de qualquer solemnidade.e estes
s terao lugar ao melo-dia, s 3 horas da tarde, e as ave-
marias ; nao devoido cada um exceder de cinco minu-
tos : s sacrisles ou chefes de corporacoes religiosas
serao multados em 10/ rs., se infringir,., a postura,
tanto no que di respeilo ao numero de repiques, como
ao lempo que devon durar. '
Entra em discussao ojeguinte: j-km,
. Art. II). Nenhuma Igreja dar ma.s de duu;' obre
de cada vez por cada irmao que inorrer, ec.se. dobres
serao dado, ao recebejr-ie a noticia da mo le c ^oc-
casiao do enterro : os infractores serao multados como
no anillo ai'.ccedoutc. ...
Vo Tmesa, c sao apeladas para entraren, cm dis-
cussao, as seguintes emendas : _.__?>,
Ei ves de ~ por cada irmao diga-se por cada
finado. Uaviinitr. u p..;. h,
. Emtei de afinado diga-se fiel. -Tirreira bar-
r'Encerra-ae a discussao e, submeltido o artigo vo-
tacao, he approvado com a subitilulcao da palavra ir-
miio__pela palavra /le.
' Art. 11. Nenhuma igreja darinuis de quatro do-
Vresidencia do Sr. Souza Teixeira.
sc mmuiio. Expediente. m- \pprovaciio do parecer lobre as
' contas dai tnunicii alidaiet da lleeife i Victoria.
I'rojeclot '/lima redaeco doi projeetoi
ni. 5(0 late anno. imunu iti poitirai
da enmara municipal ilest* cidade at o artigo
17 do (iluto 7.
As II c meia horas da manlia, feita a chamada, verl-
fica-sc estarem presentes 23senhorcs deputados.
O Sr. l'iriulenU declara aberU scsso.
O Sr. Segando Secretario le a acta 4a sessao anteceden-
te, a qnal he approvada.
U Sr. I'iimeiro Secretario menciona o seguate
EXPEDIENTE:
Um ofricio do secretario da presidencia, acompanhan-
do oulro on que a cmara muuicipal da cidade de Olin-
da aecusa remessa do relatnrio dUestado do seu muni-
cipio, e das providencia deque elle mais precisa para
sen melhocaanento. A' commissao de exame de poslu-
fas, rcpiescntacoes cnegocios das cmaras municipaes.
Um requerimento de Silvestre Antonio de Oliven:.
Mello, professor jubilado de primeiras lettras da villa
do l'o-d'Alho, pedindo que, alen, do ordenado que co-
mo jubilado percebe naraso de 18 anuos, seis mrzese
17 dias de servlco, Ihe seja paga a grallftcacao que j
percebia pr contar mais de 12 annos de aervlco, nao
interrempido.. A'commissao de legislaco.
Outro de Francisco Carneiro da Silva, Anacido Jos de
Mencione.i c outros, o prlmeiro arrematante e os dentis
fiadores do contrato de 2:500 rs. por cabeca de gado do
consumo desta provincia, reclamando contra os prcjul-
zos sollridos on dito contrato, c contra a re.clso del-
le, decretada pelo artigo 4'J da le provincial nu-
mero 228 de 2 deseleuibro dOanno prximo passado ;
bou como pedindo una- indonnisacSo justa c ra.oavcl
luc Ibes compense as podas damnos que soft'reram
cm virtude da dita lei, sendo regulada a indeinnisaco
pela quarta pane do preco da .irrcinatacaaaproporcional-
mente ao lempo on que fram mautidos no contrato.
A' conimlssao de fazenda e orcamenlo.
alie lido e approvado o seguinte parecer :
A commissao de conlas c orcainenlos municipaes,
tndo examinado as que foram prestadas pelas cmaras
desta cidade c da Victoria, enviadas a esta asiembla
porinleriiiediodogoverno da provincia, em que pro-
vain as despezas fetas no anno fmancoro pretrito de
1847 a i848,entolde que estaonas circumstsncias de ser
approvadas vista a legalldade com que fram Hel-
ias ; nao pode, porin, a commissao deixar de notar que
anda nao cstejam cobradas dili'erenlcs dividas activas
que liguiam emrelacdes mandadas cm anuos anteriores
pela cantara desta cidade,c que ainda boje apparecein no
activo da mesma cmara, assim como a falta da amara
da Victoria on nao mandar a relaco dos devedores ;
eniendendo por islo a coimuissao que por intermedio
do governo provincial sc^rccouiincnue amara desta
cidade aprompla coUrauca de laes dividas c de oulras
nuaesquer que por ventura toihaui occorrido durante o
anno linancciro municipal vigente, e da Victoria a e-
cu{So do artigo 24 da lei n. i97 do auno de 1847.
Paco da assemblca legislativa provincial de Pernam-
buco, 14 de mato de 1849. Sefeailicio do llego. Carnei-
ro, iimo'ei.
He lido, julgado objeclo de deliberacao e mandado
Imprimir o seguinte projecto f
A assonbla legislativa ptovincial de Pe/nainbuco
decreta: /*
Arl. nico. Fica creada na povoacio le Papacaca
Mina cadclr.i 4c primeiras lettras, a qual ser prvida
na forma da lei.
Ficam derogadas todas as leis em contrario.
Paco da assonbla provincial de PertJjbuco, 14 de
maio de 1849. Nemeiio de San Joao' (i'aaforlu
Sao lidas c approvadas as redaces dos projeclos ns. 6
e li deste anno : aquclle fixando a fu re. a policial para o
anno de 1849 a 1850, c este transferindo a sede do mu-
nicipio e comarca do Cabo para a villa do ntrsmo noine,
e determinando que a sede da freguesia de Ipotuca seja
a da respectiva povoacio.
Sao inaudados imprimir o. projeclos de orcatneuto
provincial e municipal para o anno de 1849 c 1850.
ORDEM DO DIA.
Continuacao da segunda discu.sao das postura* mu-
nicipaes do Recito.
Declara-sc em discussao o artigo adiado da sessao an-
terior.
Nao havendo quem acerca della tome a palavra lie
approvado sobre proposla 4o Sr. presidente.
Art. 14. Kingucm poder pescar com anzol de mais
de um pona, e inesmo com anzol de urna pona s
' poder-se-ba pescar as puntes ou caes, nao se servindo
| de vara : os Infractores sera multados em 2/ rs., e aof-
frerao 24 horas de prisao.



Vo i mena, a he apoiada para enlrar em discussao, a
seguinte emenda: *
Substitua-se pelo seguinte: Kica prohibido o pes-
car ie as pontea e caes com aozocs. Pena, inulta.
Encerrada a'discussao, he approvada a emenda, ricau-
lo prejudicado o Artigo.
Art. i .'i. .\i'iihiiin pescador peder usar de rede de
in.illi.i miuda, deveudo conforioar-se com a bitola adop-
tada pela cmara municipal: os infractores serio mul-
tado! em 10/rs., e a rede ser destruida.
He approvado scmi discussao.
Val a meta e. he apoiado o seguinte artigo additivo :
Nao ser permittido aot mendigos perroanecrem
na pontes, arcos, mercados e outros lugares pblicos
desta cidade: os infractores, se frem cliagados oua-
anminrttidps por qualquer auVccso, sero recolhidot
sos liospitars de candaste e nelles tratados conveniente-
mente, e >e nan, soll'rerao dons dias de priso. Sendo
captivos, seus donos sero multados em 20,000 rs., e a-
Ici disto os cliagados ou doenles recolliidos aos ditos
hospitaes terao tratados cusa dos mesraos, einbora
se prevaleeam de ot havcieiu abandonado, sendo a isto
constrangidos, quando mesino Ins tenhain dado a li-
berdade tuna vez que te prove que Ihes foLdada, j es-
tando acommettidos pela molestia. S, R. Aijuno.
Depois de brevet rellenos dot Srs. Kerrelra nrrelo.
quino c Maciel Monteiro, mandou este ultimo Sr.
mesa o seguinte requerimenlo:
Requelro o adiameuto do artigo additivo at
discussao final das presentes posturas. Maciel Mu-
ir ira.
Submettido este requerimenlo voiac.au, he appro-
vado.
Passa-se a discutir o titulo 7.*
u Art. i. A cmara nomear uin ou mais cordeadores
ou arruadores, conforme julgar preciso, e ao cordeador
ou armador compete aliubar e perfilar o edificio e re
guiar sua freule conforme o plano adoptado pela c-
mara. O cordeador ou armador que coiilravler a dis-
posicao do plano, sei multado na conformidade do
art. 4.', titulo 3." ; deveudo jas cordeaces ser dadas por
escripia lias costas das herncas que iicauj no poder do
proprielario, c o inesnio cordeador dar separadamen-
te outra igual coidcac.au ao fiscal, para iiitelligeuca
diste.
Vai mesa, e he apoiado para entrar em discussao, o
seguinte art. tubstitulivo :
A cmara lera un ou mais cordeadores, ou ar-
ruadores, para indicare marcar o alinhamento e. perri-
lameoto des predios que te liouverem.de edilicatou ice-
dllicar na conformidade do plano adoptado pela^Bcsiua
cmara.
" Penas contra ot infractores do plano edas posturas:
" Para o cordeador, inulta de3u,000 rs. c 2dias de pri-
sao, podendo-se juntar a demisso. Para o proprielario,
inulta de .'10,000 rs.jHWi'jnirr.
He approvado.
Art. 2. Nloguem podera* edificar, reediear, ou de-
molir qualquer obra de pedra e cal dcste municipio, tein pedir cmara licenca, a qual Ihe
ser dada de graca, coiiformando-se com as tabellas em
vigor i os infractores terao multados na conformidade
do artigo antecedente, e com a inetuia pena ; e nella in-
correr quein edificar prediot ou muros tortuosos, que
dependam da nova cnrdcac.au, setn que a requeiram de
novo i camera.>
liepois de breves refleses, he rejeitado.
Art. 3. Us edificios que liverem sabido do alinha-
mento, recuaro quando freui reedificados na frente ;
assim tatnbem eutraro para a frente, te estivereui re-
inados : e todo aquelle que nao cuinpriresta disposi(o,
ser multado na conformidade e com a mesiua pena do
artigo antecedente.
Vai meta, e he apoiada para enlrar em discussao, a
seguinte emenda;
Substiloa-te pelo seguinte .As frentes dos edificios
que forera reedificados terao postas em aiiuhamento
da ra. Perdero, porm, ot proprielario! edificar ou
reedificar seus predios coui as respectivas frentes re-
cuadat do alinhamento da ra ; comanlo, porm, que
ueste aliuliauento haja um muro ou gradarla de ferro
com pnrtao. Penas pare o proprielario. Mulla de 20,000
rs. e deiiiollco da obra sua custa. Para o mesue. Mul-
ta de 5,000 rt.S. H.Afae.'onier.i
Encerrada a discussao, he approvado o art. e rejeitada
a emenda.
Sao approvadot tem discussao ot arts segiiintes :
Art. 4. Ningiieni poder ler na ra maieriaes depo-
sitados para qualquer o lira, n."ic> que soja obrigado: pi luiei-
ro, a deixar livre o transito publico, e espato suluciente
para passareiu as aeges e carrocas ; segundo, a ter luz
cm lanterna, que alluusiaauficieiiteinente u lugar as
nuiles de escuro, onde irlo liouverem candieiros ; ler-
ceiro, a rrcolher dculrg das obras os maieriaes de cal,
areia, barro eomaitquc dentro da nicsuia obra possa
ler i almenlo, sb pena de pagar 2,000 rs. de mulla
pela inraccJ de qualquer das coudices do presente
artigo.
Art. 6. Nlnguem poder ler cm seus predios terreos
rotulas de abrir para fra, sb pena de pagar 2,000 r.
de mulla, di reincidencias o duplo, e de seren muda-
das sua custa.
Entra em discussao o art. 6, redigido assim':
Arl. 6. Neuhuin proprielario, ou renden o de trras
ou casas poder usurpar a servido (las estiadas ou pai-
te dolas, tapando, mudando ou esueitando-as sem li-
cenca da camera : o que o contrario fizer, ser militado
em 20,000rs., e na prompu restiluico da mesiua estra-
da, sb pena de a ver fazer sua cusa.*
lie approvado com esta emenda :
e Dupprimain-se at palavrassein licenca da cmara.
Maciel Monlriro. m
Sao srguidaiueiiie approvadot sein discusso 09 seguiri-
2. As portas externas terao, pelo meaos, no andar
terreo 12 palmos e meio de altura, e seit de largura, no
primriro e segundo andar 12 palmos de altura e seis do
largura. '
3. Os edificios que forem de sobrado, terSo no
primeiro andar varandas corrida/, ou sacada*: no se-
gundo andar (sendo o predio de tres andares ) terao va-
randas sacadas : 110 tereciro andar terao iatorllas de pri-
lonl, qur soja de lijlo, qur de grade de ferro ou sa-
cadas, lendo as soleiras monde da largura das des anda-
res inferiores, as quaes estariio quatro palmos cima do
assoalbo, c terao pelo menos oito palmos e meio de al-
tura, e seis de largura.
e 4. Todas as soleiras dos andares terreot terSo quantia fol a mesma municipalidade condeinnada.
rsmo uivelameiito d0 aPe"<>' mandado pagar a quantia de 120,575 res,
5. O andar terreo podera ter portas ejanellas guar-
dando-se a: dimenses e.condices ja marcadas; as portas
cocheirat, porm, lerao, pelo menos, de hombreira i2
palmse meio de altura, e 10 de largura.
6. Todos os andares terao o mesino numero de por-
tas. Os contraventores de qualquer das disposices des-
te artigo, tolfrero a pena de 20,000 rs. de multa e de-
molico da obra sua custa: e os mestres pagaran a mul-
ta de 15,000 rs.
He approvado, sendo rejeitada a seguinte emenda :
Suppiitna-9e o 6..Mavignier.'
' Em seguida sao approvados sem discussao os seguin-
tet arligos :
Art. i.'l. Todas as casas que se edilicaretn ou rredi-
licarem, terao cornija os contraventores sollero
a mulla de 20,090 rs. e dcmolico, sua custa, da obra
comecada ; e os mestres pagaro a multa de 15,000
rts.
Art. \4. Quandn se requerer acamara licenca para
factura de qualquer obra, requerer-sc-ha igualmente
o uivelamento e cordeacao, assim como todos os mais
preccitos symetricos ; alcm disto, se mencionar uo
requerimenlo o norndo mestre da obra, o que te far
sem pie que liouver Ullldancn de meslrc : os que infrin-
gir em 110 todo ou cm parte a presente postura, soll're-
rao a multa di' 20,000 rs., o os mcslrcspagaro a de 15,000
ris. -
Art. 15. Nos edificios uovos, c nos j existentes, c
podero construir Irapciras de peitorll, rccolhidas da
cornija, que lero >;"> palmos de altura do assoalbo ao
frrchal ; a janella ter setc palmos e meio vivos de ai-
tura de hombreira, c cinco e meio vivos de largura : cs-
sas trapeiras sero guarnecidas de cornija : os contra-
ventores sull'i ei ao a pena de 20,000 rs. de inulta, e dc-
molico, sua custa, da obra comecada ; e os mestres
soft'rcro a multa de 15,000 rs.
Art. 16. Nao se poder levantar pavimento sobre os
existentes as casas j edificadas, unta vez que estas se
nao achem na forma do plano c dimenses marcadas
pela cmara : os contraventores sorero a peua de 20/
rs, de mulla, e demolico, sua cusa, da obra comeca-
da ; eos mestres soil'rero a multa de 15,000 rs.
Entra em discussao o art. 17, que he concebido deste
modo :
< Art. 17. Todas as casas arruadas sero guarneci-
das de passeios de 10 palmos de largura ; os proprle-
larios sern obrlgados a concerla-los logo que cstejam
arruinados : os contraventores soil'rero a multa de 30/
ris.
Vo successivamente mesae sao apoiadas as seguintes
emendas :
Em lugar de30,000. rs. diga-e 4,000 rs. Pes-
eta.
Acretcente-sc ao final do artigo sendo feito o con-
cert a cuita dellet. loaqvim Villela.m'
11 Depois da palavra largura accrescenle-se as
ras e uas travessas Je seis palmos. -- iot Pedro.
Encerrada a discussao, he o artigo approvado cora as
emendas oit'erecidas.
Art. 18. Nos passeios j existentes ter observado o
nlvelamento do maior numero de catas que liouverem
na ra ; sendo os proprietariot obrfgados a abalxa-lot
ou a eleva-los para que cheguem ao nivelaiiicnu : ot
Infractores lica ao subjeitos s penas do artigo antece-
dente, e a obra ser frita sua cusa
Vai a mesa, e he apoiada ajieguiute emenda:
Suppi iinam-sc as palarras do maior numero das
casas e, sejam substituidas pelas seguintes:que ser
de 10 palmos cima da prelauar das mainret mares.
S. II. Jfain'onitr.
Verifica-se nao haver cata.
O Sr, Prndenle designa a ordem do dia e levanta a
sesso. (Et-aui mais de 2 horas da tarde j
gmalisadores da rebelda, e mui reverenciad,,
nesta comarca pelos seus principios austeros de oreVuT
de moral e respeito le e s autoridades, enllocando '
se dito bacharel sob sua direceo e patrocinio, sabend
mais que de dito engenho nSo arredra p senSo par.
vir a etta villa a negocios de Justica, a inlercsses d,.
sua familia. O exposto he verdade e o presente ns>>
por me ser pedido. Jlazarelh, 23 de abril de 184K J0
l Bandnra di Mello.
(Eslava rccotihtcido).
? l"r"
ftlancrlt do cofre da administrarla do palrimmio toe ,.
phoi,verificado de 17 ie ftvereiro a 31 te maree di l&tt.''
RECKITA.
I
Rendidenlo do patrimonio.
Sobras das despezat do colleg.fl.dos
orpbSot. .t|
Sobras das despezat do collegio das
orphaat. J
Deporile,
SESSAO' EM 15 DE MAlo DE 1849.
Priidiica do Sr. Soma Teixtira.
Seji.MAMo. Expediente. Pareceres. Approvacao', es
primeiro. diicuueto', do projtclo n..'MuV 1848;
do de n. 7, es ugundi e do de n. 3, Irrerira, sendo adiado vm dos arligoi addilivoi,
piopollos como emenda, e rejeilado uulro.
Al II hor.il e tres quartus da mauliaa, le la a chamada,
voiiiiea-se estarem presentes 20 senhores di'putados.
O Sr. l'risidenu declara aborta a sesso.
O Sr. Segundo Secretario le a acta da sesso antecedente
a qual he approvada.
Or, Primeiro Secretario menciona o seguinte
EXPEDIEfTE.
lu oflicio do secretario da presidencia, remetiendo
outro em que a cmara municipal da villa de Iguarass
refere os obstculos e desconveniencias que ha encon-
trado na eaecuro da lei provincial n.~2JA de 30 de afjos-
. to de 1848. A' commisso de estatistica.
I Outro do mesmo, iransmittindo um outro oftlcio em
que a cmara municipal de Garaiiliuns pede aulorisaco
les arts ...
- Art. 7. As ras que se abiirem tero pelo menos U0 P?ra ul" aVale l"Pfcioiial no valor da arrcmala-
paknosdo largura, c as traveseas lo : lodo aquelle que cl do ditlmo de miuucas daq_uelle municipio, o qual
edificar, alterando a largura que se houver designado, i'"' e**'nct pe' 8<> tott'rer a mulla de 3O,0OU rs., c demulicao da obra : igual, P1"*'0 passado. A' commltsao de ortainculo das
inulta soUreio os mestres. cainarat muiicipaes.
Art. 8. Todat at ruat serio divididas cm quartei-| < '> rcquerimciito de .Manocl Gregorio da Silva, con-
res, cada um dos quaes nao cantera menos de ilo, iiem tadorda cmara municipal desta cidade, pedindo que se
mais de liOO palmos de frente, iieiu un nos de 240, nein Ihe mande eslituir. o priiiti'o ordenado de 800/ rs.
mais de 300 palmos de fundo ; os sidos de cada propric- desde a dala cm que loi injustamente reduzido. A'
dade nao podero ser de menos de lio palmes de freule : commisso de ordenados.
os proprietarios que edificaren! coutraviudo esta pot- i Outr de JoaoHypuliio de Meira, cirdor da tliesoura-
ture, soUierao a mulla de 30,000 rs. c demolijo, sua ria da fazeuda fu-ovincial na quaulia de 3:9:58^097 rs..
custa, da Vibra comecada. pediudo que na lei do oreameiilo se marque quola para
Arl. 9. Os predios dos ngulos das ras e travs- teu embolco, jiiediante o abate de 15 por cenlo e dos
*a* 'c'"> uli 're'1:*, fritas scyuudu as regras adiaute juros vencidos e or vencer u favor da dita lliesouraria.
estabelecidas : os proprieurios que os edificaren! por!A'commisso de faxenda c orcamento.
caT ua.^adar.ir,Ua,d,: 30'000"-" **fU'\ Outro de Felicia liarla benedicta, pdlndo que esta
r! fre.neSrfei, ,a' 'le exceder a altu- assembla Ihe marque quola para pagainenlu da iiuanlia
utulfJenl*^uc,l'al e ">lr lollrerao a mesiua de 1:133/141 rs. de principal e cusas que Ihe deve a ca-
Fntra fin diteuti-in r, .u,. I ",ara municipal dest*ldade, resultante da desappropia-
kl 1! Ic6'nle: j {5o quc,tofl'rra a suplicante em beneficio da uiunici-
Aft. IV. Nenlium proprielario far alicerces que palidade. A' commisso de orcaineulos inunicpaes.
\lXs^lo,1!e!iV'uuUu^T[T em*i0 os contraventores solliero a mul de' cm ,. k r<,Presenlando que a suadclra nao pode permanecer
leinnlira.id iiliri n u cii.ii ^ n .... du,uuu '* < e por nao ler o numero de alumnos que a lei exige, e pe-
......'- dindo ser prvido no lugar de substituto das dusseadei-
rat da cidade de Goianna, veneendo o mesa mi ordenado e
icao
15,000 rs.
He approvado com a seguinte emenda :
os mestres a mulla de
Aigario de Una,, he de parecer que, anlet de qualquer do-T
resolueloque porventura posta lomar esta assembla,
sejaouviflo o reverendlssiino diocesano; visto como o
objeelo em quetlo, alm de dizer respeito aot limites
das duatprovincias, tem estrena relaco cornos inters-
ses espirituaes dos habitantes de ambas as fregueilas e
direllos dos respectivos parachos. J. A. de Figaeiredo.
So'u:a Lea.
A commisso de orcamento municipal, examinando
o requerimenlo de Jeronymo Freir de Faria Pedrosa,
em que pede o pagamento de 334.308 ris, resto de cus-
tas de processos organisados na subdelegada do Poco-
da-Panella de que o requerente era escrivo, e em cuja
ten-
re-
conliece a existencia e galid'ade da divida, sendo de pa-
recer que o requerente deve ser indemnisado ; e,
lendo a mesma commisso altcnco exiquidade das
rendas da cmara desta cidade, as quaet apenas bastam
para as numerosas drsprzas a seu cargo, emende que
se deve mandar pagar ao requerente inetade da divida
no prximo futuro anno flnancelro e a outra metade no
anno vindouro ; e neste sentido apresentar emenda na
le que se tem de discutir.
e Sala dat tendel, 5 de maio de 1849.Snnoci.Sr&iu- ] Entregues por diversos empregadosdos
tiai do Reg. collegios do descont de 5 por oeuto de
A commisso de leglslaco, teudo examinado Kg**m teut respectivos ordenados, em virtude
posta e documentos apresentados por Joaqulin Machado da lei provincial numero 196. .
I'orieii 1 em conlrariedade a urna representaco, contra Uovimenlo de fundoi.
elle dirigida ett* assembla pelos moradores da po- Einpi-estimo frito pelo thesoureiro da
veaco de Muribeca, os quaes se queixim do dito P((f- fazenda provincial por ordem da presi-
(ella liaver impedido as edilicaces que algumas petsoas, delicia para otrrer a diversal detpe-
teejn pretendido fa/.cr na dita povoacao, e isto com gra-
ve prrjuizo do bem publico e particular, convenceu-te
a mesiua commisso de que ao cidadn Portella assisle
toda'a raso e jusfica ; porquanto, sendo rile legitimo
senhov das trras em que est fundada a povoacao, dl-
niio que nio he contestado, e antes he reconhecido pe-
los autores da rejirescnlaco, nao pude sullVcr litnita-
eiies aos irri'inessivi'is ell'eitos do sru\dominio, sem que
seja violada a sua propriedade, alias {garantida em toda
a sua plcnitude pela coustituico do estado : eterna
commisso oomo nina verdade inlergi versa vil qu "*"
estando o bem publico legalinente verificado, e nao leu-
do havido previa indemnisaco segundo as leis em vi-
gor, nao s nao tem cabimento, no caso etn questao, a
desappropriaco, seno tambo ni qualquer restrieco que
porventura se queira por ao dominio he um verdadeiro
esbullio e niauifcsta infraeco da lei fundamental. Por-
tante he a commisso de parecer que seja indeferida a
petlfo dos moradores de Muribeca.
Sala das comiujtsoes, 14 de maio de 1849.Vr. Bap-
tillar Soma Uandetra.
11 A commisso de peticoes, examinando o_ requeri-
menlo de Carlos Ernesto de Mesquita Falco e'Joaquim
Izidoro Simos, cm i|ue pedeui te Ihes conceda o venci-
meiilo annual de 180,000 ris, pagos mensalmente a 111a-
neira dos empregados desta assembla, c considerados
como taet addidos a respectiva secretaria, para pode-
rom continuar na aprendizsgem da arle taehigraphioaY
considerando a falta de pessoas aptas que se empreguem
no exercicio dessa arte, alias lio uecessaria, e anda to
.uaullada in-sia provincia, he de parecer que seja re-
1110nido commisso de polica, para ser compeleinente
atlendido.
Sala das coininitsdet, 15 de malo de 1849.Simoet.
Scfmjiiaii do llego.
CContinuar-ii-ha. )
DESPEZASf
. Adminiilrapo.
Ordenados aos einpregedoe ,
Diarias aos inslincto congregados.
Culliijio doi orpillos.
Ordenados aot empregados. ,
Jornaet deserventei. .
Diariataot orphoteemprrgadot.
Ulensis. ....
Collegio das brpkaas.
Ordenado s empregadas. .
Jornaess serventes. .
Diarias s orphas e empregadas.
Aluguet de casa. .
*-Vo
36*840
___30/SOO
"72:763|840
38/3
lOiW
13^
205a
139/600
Saldo em 31 de marco de 149.
*'
4:259/509
542/45*
4:801/968
patrituato dee or-
Secretaria da administraran do
pbos, em o 1.a de abril de 1849,
O secretario,
Joiiu Francisco de Ckaby.
O thesoureiro,
Domingos Agonfo Nein Firreira.
Wft
IJI .-1III fl 11E P B R N A HIIU 4:0.
Biciri, 16 tos MAIO PI 1M>.
\-
Hoje teve lugar na matraz ae San-Frct-Ptdro o.,Va,-
ve o solemne l'i-lseumlqiie: a aesocbnjo coinmercial
desta praca se propozera/a faier celebrar naquella igre-
ja em accao de gracas ai TODO-PODEROSO pela restar
bclecimeiito da trauqulnidadc publica nesta provincia.
Pregou o reverendlMiino padie-ineslre frei Joo de
Capistrano Meudonca que, com sua reconliecida elo-
quencia, concorreu para que o acto se lornasse aluda
mais pomposo.
Assistiram ceremonia os Exms.' Srs. presidente e
commandante das armas, bem como os diversos empre-
gados civis e militares, e todas as pessoas gradas da ca-
pital.
De conformidade com a ordem do dia do commando
das armas, publicada em o Diario 11. 109, urna briga-
da, cbmmaiidada pelo br. lenente-corouel Feliciano An-
tonio Falco, esteve 110 largo da matriz emquanto se
procedia ao Te-eum ; c, ultimado este, retirou-se de-
pois de haver dado as salvas do estro.
.
O supplemeuto a este n. do Diario conttn a sessoia
assembla legislativa provincial do dia 10 do correte,'
editacs, dcclaraces e auuuncios.
Correspondencia:
A' POLICA.
Srs. edacioret. Nao tenho desejo de censurar os ac-
tos de a mondado alguma ; porm, sendo ofllcial do ex-
ercito, e tiesta guaruicao, tou forcado a lamentar a nia-
ncira indecorota com que aiguiuas autoridades tratam
os orticlaes, principalmente ao commandante da guarda
da cadeia. Convido em primeiro lugar ao publico des-
la capital a visitar ocorpo desta'guarda, eoquartodo
commandanle : vern por cerlo que pretende quem
qur que seja confundir a nol.ro classe que pertenco
com os gales que habitara os mais inmundos callabou-
cos da mesma cadeia : quatro squalidas paredes ; dous
asquerosos pequeos e vellins cavacos para cama ; um
porcccandiclro de cobre com azeite de peixe ; o solo ca-
vado cora ierra sola de um lado, um buraco do outro ;
e finalmente una almosphera ptrida, he o antro nejen-
lo que diariauente aguarda umouicial U Nein urna jar-
ra, nein una cadeira ou 1110x0 tem o ollicial ; (tao miie-
ravelincnle tratado :) de son que a vuinhanca he.iodos
os das importunada em emproslar una cadeira o nina
quarliuha d'agoa. He mi.cria nao ha duvida, he des-
preso ; porque nao posso classilicar relaxaco 011 deslei
xo oquejapassa todos os limites. Aiuda mais lou-
ge de coadjuva 1 ni ai autoridades ao os liar no' bom
desempenno de suas funcres, parece que Oe proposito
se aprrssaui em compromell-lo paia depois rireui-se,
quando o poln- olliei.il ou soldados esliveroui em un
concclho de guerra, e prestes a oceuparem o lugar do
preso que te liver evadido : ha mullos diasque est a ca-
deia arrumbada, e os presos armados, e os viiite e um
soldados de que se compOein a guarda espalhain-se em
sentinellas nocturnas, nao pudendo o ollicial ao menos
descansar a cabrea. Que providencias se leeiu dado ?
Oxal possa ser ouvido o
Segundo teneute Mermes Ernesto da Fonseca.
COMMEftCIO.

ALFANDEGA.Rendimento do dia 16. .
Vescarregam hoje, 18 de maio.
Galera Coumoi inercadorias.
Palachoovrrnor-Cttver farinha.
Hiate Santo-Jnlunto-Vencedor mrrcadotiai.
Palacho C'urioio sabo.
Barca Vavarre farinha. .

740*1
C0.NSUD0 C.ERAL.
Rendimento do dia 16........-. .> 3:309/2021
iversat provincial............. 66/3l81
tri/
CONSOLADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia Ti;............2:026/165
Vlovimento do Porto,
Navios sahidusno dia W. y.
Porto ; brlgue portuguez Primavera, canltio Manoel Se
Aiovedo Canario, carga astucar e courot Passsgeiros,
Joo llaptista da Costa, Jos Harboia de Mello, Fran-
cisco Manoel llorges, Domingos de Oliveira Pinto, Joan
Lilis Machado llrando com 1 criado, Jos Fernaudes
Ferreira, Manoel Kerfeira dos Santos, Portugueses ;
Manuel (ionios Loureiro.
Rio-Graude-do-Sul ; brigue brasileiro Ligeira, capillo
Jos Guilhermiuo dos Reis, carga ago'ardente a^jajsals
gneros.
Iiuenos-Ayres; brlgue bremense Mentor, capito B. I.os-
ckamp, carga assucar. Passageiro, Joo haptlsla ir
Souza, Portuguez.
Ast ; brigue brasileiro Sociedad, capillo J0S0 Marfil
dos Santos Caldoso, em lastro de arela.
Navio "'futa no dia 17.
icJe Marr-Blionar, capillo H.
llalliiiini < ; hiato ainrrl
Parker, carga assucar.
m
EDITA L.
neiro dae
teiro da mi'
ido de rern'
mnha, \fidalgo cavalleiro da **
Jm de Christo e administrador ae
Irnam+ucoporS. M. imprim.
Joo Xavisr Carne
imperial, cavalleir
meia do cumulado 1
Drui guarde, etc.
Fez sabor que no dia 21 do crreme, a una hora da I
tarde, na porta desta rrpartico, te hade ""''"*
una caita de n. 1, marca AF, 00111 52 arrobas e 20 librsi I
de assucar branco de priiucira qualidade, a 1/300 a ar-l
roba, fabricado no eugruho I.ucena dfcprovincla das A-1
lagas, consignada a Manoel GoncalTes da Silva, e ap-1
preheudida pelo cn>|Kegado do trapiche do Raiues p>'|
inexactido da tara ; sendo"a an enialaco livre de drsi'f-
za au arremtame. Mesa do oonsulado de Prroainbuco, |
16 de maio de 1849. O administrador, Jvao Xavier (-"
neiro da Cunha.
Publicayoes n |)e senao
caixao, sb pena de ser multado em 30*,000 rs.'; e os mes-
tres, porcada vet que frein assim acbados, terao mul-
tados em 15.000 rs.
He approvado sem discussao.
Art. 12. Os predios que se liouvercui de edificar,
guardaroat seguintes dimenses :
$ 1. Tero de vo, pelo menos, 22 palmos no andar
Sao lides e approvados os seguintes pareceres de com-
misses:
Jor llandeira de Millo, bacliarel formado im iciimeia
ciaei ejurdicas pela academia de (Jlindi, jais municipal
e deorphaos do firmo de Naiareth, per S'.7.U. imperial,
que D101 guarde, etc.
A commisso de estatistica quera ful'pctente a Atiesto que sao me consta que o bacharel Jos Jero-
pencao do bacliarel Manoel Mara de Moraee Accioll, nymo l'achees) Vle AlbuV||atrque Marenhio lomara parte
. vigario collado de Sau-llenlo na provincia das Alagas, ua revolta apparecida nesta comarca e proviucia em no-
que l'edc que esta assembla mande por urna resoluco vembro do anno passado, aejn como autor, nein coiuo
incorporar sua Ircgueiia o territorio com- cumplice ; antes sel que desta villa se rcliron logo com
terrr.i e un i,,i,i,.n<.. o i an I ", i., ""'rporar a sua Ireguezia o territorio com- cump ice ; antes sel que aesla villa se rctirun logo com
terreo, e uo primeiro andar 21 no segundo, e 20 no ter- prehendido entre ella e o. li,i,e. da provincia de Per- tndasua familia para o engenho de Casslcul, pfoprie-
nambuco pelo lado o sul, do qual te cita de poate o dade de teu pal Frejfciico Coins de Audrede Lima, um
eclaragoes.
i
= Na subdelegela da freguezla da Varzea acha-sc
urna porfi de roupa, tanto de hoinrm com de nistihrr,
que fui lomada 1 umtflavadeira por furtada. cuja lavs-
deira diz que Ihe fot ter s inos a dita roupa por enga-
o : quem se |ulg,ir com dirrito a ella, eejiuparrc "*
mesma subdelegada, que, uiostrandoaCr sua, Ihe se*
entregue. Subdrlegacia^le polica daneguezia da Var-
zea, 15 de maio de i840T- O subdei/gado, Freerlseo Me-
chado. >
= Tendo o arsenal de marinba de adinitlir para -
teui trabalhos serventes al o urfmero de 40, com
jornal de*660 rt., preferlndo- se os livres a eteravot ; t>*
siin manda o HUi-Sr. inspector fazer publico, para Cf
iiheciiueulo doeque possa interessar ; devendo os P'*"^
udeutes apreteutar-se-lhe com toda a brevidade- Se-J
ciarla da inipecto ato arsenal dauuarinba de Pernam-
buco, 16 da malo de 1849. O tecreiarlo, TkomFtrsm*'
des Madeira ie Catiro. y
MUTILADO
*-


.. K"l!
= o administrador das obras publicas fatsciente /acam aos sus cobradores ; do contrario
^T^tV^^T^^^^^^l0 ann..ncante ve-Se.ha (breado ffczer
i !, Admnislracaojejral -.....- i-------
)S49. Jo' Tirros F.ifcjo de Lacada, admlnls-
n caita contina a pagar o segundo dividendo de
i 100 re. por acco das 9 horas da manha as duas
,1 urde. Segu a mesma regulandade que houve no
pagamento do primar. -M. O. da Siiw.
THEVriUj BE AeOLL.
Grande e extraordinario espectculo.
Sabtodo 19 de malo di 1849,
k.vitb uina reuresenlacffo extraordinaria, composta de
i 'rV. pecas novas, e asslm distribuidas :
JAITA A IIESPANBULA
ou
A Torre de kobtteen,
[drama ent l*es actos, a carcter e de grande especta-
GRANDE PHa.NsTA.SIA. DE DERIOT,
je scmpenhada na rabee pelo Sr. Alexandrc.
MOURIF.UR ET MADAME GALOGHARD, *
ou
O jardintiro it Luit XIV,
| vaudeviile jocoso e intermediado de oanto, eiu um acto-
CiKTO.
f--(irmdtiriadi Hirnmi, innsca de Verdi, cantada pela
| Sra. Alexandre.
DANCA.
La Seviglia, dan cada pela Sra. Camola.
A VIDA DE NAP0LEO,
Coatada em urna [uta de alalia, .
serna episodiea e jocosa, representada peloSr. Lambo--
tj e as Sias. Mara, Alexandre e Camoin.
0 director lem a honra de prevenir o puldiqo que esta
I he irrevogavelmente a ultima das renresentacoes da
I campanilla frauceza nesta cidade, e que para o seu
I completo deseuipenho tem elle envidado todo os seus
lcsfurcsJe.
Aviso martimo.
_JBK-------------------------------------,----------------.
= Para Lisboa sahe, com a inaior brevidade pnssivel,
|obrlge portugus Anaa-Ad/ajU, forrado e encavllha-
|Uo de cobre : recebe carga epalageiros, para os quaes
tem excellenles com modos : a tratar com o conslgnala-
Irio, Joaquiui ferreira Mendes Guimares, na ra da
Cruz, n. 49, oucom o capilo, Ignacio Jos de ArassJj*,
[na praca do Couimercio. ^____
Lel&o.
= Rutsell llellorsSt Companhia farao lelao, por in-
I ni veneno do corretor Olivelra, de esplendido ortiqjen-
to de fazendas inglesas : segunda-feira. 21 do corrente,
o lOboraidi mauataa. ao seu armazaoi.ra da Alfan-
dega-Velha.
Avisos diversos.
urna ama secca
de bons costumes, para o servico interno
da urna casa de pouca familia. Dirigir-se
ra larga do Rozario, n. 36, segundo
andar.
-- Aluga-se a toja do sobrado n. 73 da ra do Ran-
gel :a trotar na ra da Cade'ia doRecife, n. 48
~ O adregado FHippe Menna Callado 'a Fonsees
participemos seus amigos .clientes e. eos Srs. soli-
citadores, flue m idou o seu escritorio para a casa
contigua aquella onde resida,na mestna ua do Col-
legio, n. 13.
-- Precisa-se de urna lavadeira para una casa es-
trangeira, que lave bem 6 com regularidado : na
ra do Ylgario, n. 4.
= Aluga-se o prlmero andar do sobrado n (Ai da ra
flova, com bastantes cominodos : a tratar na mesma
^) Dr. Lobo Moscoso contina a re-
ceber doentcs em sua casa, no A trro-
da-B<\a-Vista, n. 4^, onde lia commodo
siiflicienles, nao so para se tratarcm de
suas eufermidades, como para se Ibes fa-
zer qnalquer operacao : as pessoas, por-
la'nlo, que se quizerem curar ou mandar
algum escravo, pdem dirigir-se oo an-
nunciante em dita casa, certas de que se-
rao tratados com todo o desvelo.
= A ineetin of (he subscribe lo lile Urilisli Meda-
nles Librar, will be held on Frday the25."', art. 7
n'c-lock in lite evening, at tlieir ioums,"rua d'Aurora
Santo-4 maro. lames liroadfood. Sed. '
= O padre ManoelNunes Martns, retlrando-se para
Lisboa, e nao Ibe sendo possvel despedir-sc pessoaluien-
leve todos os seus amigos e pcssnss com i|uem leve ft-
lacoes. e principalmente dos habitantes da Kscada, on-
de morou pefoespaco de cinco annos, e dos <|uas rece-
beu as inais evidentes denionstraccs de aft'ecto, toma
occasiiiodco fazer por meio desle Diarlo, asseverandoa
todos que seinpre Ibes ser grato.
Aluga-se o tbeutro da ruada l'raia,
uova mente concertado e prompto de tudo
p.ira qnalquer representaco publica ou
particular : a fallar com Guilberme Sette,
no Aterro-da-Ba-Visla, n. 10.
-- Maria Roza da Assumpco, viuva do finado Manoel
Rodrigues do Passo, como inventarame do aeu casal,
r.izpubiito a quem convier que passa a fazer as sobre-
parlilhas do leu casal, para dar parlilhas aos seus ti I los
Jos Rodrigues do Passo e Manoel Rodrigues do Passo :
estas parlilhas pelo juizo do clvel u Dr. .\c.iva eescriv.'.o
Santos
= O Sr. Antonio Jos Comes tenha abondade di.-ic-
frniar seus m.ios costumes e-pae,ar a con la que de ve a
casi de Manoel Joaqulm Conjalvese Silva, sb pena de
seren esses publicados par esta follia. los ds Helio
Atlwnurrque Montenegro
l'reciaa-ae de um mixeiro brasileiro ou por-
tuguez ou amasaador de padaria, que queira suli-
litsr-se a entregar pilo com um prelo : no pateo da
-Crux, padaria n. 6.
0*8r. Antonio Jos Ribeiro Guimares nilo pode
retirar-se desla provincia, sem pagar o que |dove
ta ruadoCabjiga, n. 11.
Koga-atkau i 11 m Sr. cliee d, polica e maisau-
tortdades, nflo consntam ^fehirtiesta provincia o
iHirloguez FranciscoSoares Pereira, aem so mostrar
lvre e desembarazado visto o nesmo se adiar de-
vendo ao abaixo assignudo duas leitrua ja vencidas ,
urna da quaulia de 140,000 rs. eoutra de^0,000 rs.
Faz->se o presente annunco por cunstar que o dito
SoaiesPereira quer-se retirar para Macelo. AU*\
xandrinu Mximo Leal d$ Barrot
Guilberme Augusto Rodrigues Sel-
te pela segunda vez^torna pptedir a to los
[ os sCus devcdoiesque llie venbam pagar,
( visto que qujsi nada te'm recebidoain-
(Ja) no Aterfo-da-Ba-Vista, n. io, ou o
tenha pratica de venda : no pateo da S.-Cruz, n. 2.
Quem annunciou querer comprar urna canoa
aberta quo pega om 1,200 lijlos, quereudo urna
bem construida, dirija-so ribeira da Boa-Vista ,
venda da estrella.
--Aluga-se a prensa que foi antigamenle de Ale-
xandre Upes lliheiro no Forte-do-Mattos, propria
para algodo, ou mesmo para gneros de estiva i
por ser grande: a tratar com Manoel Alves Guerra.
a pessoa que quizer fazer
um bom negocio com a meiacflo da casa sita na
rui di S.-Cruz, quo volta para a ra da Alegf" e
juntamciila com duas partes do terreno de 27 pal-
mos junto mesma casa no qual existe um gran-
Na ra da Palma em urna cas* nova catada de
prelo precisa-se alugar urna proto para vender na
ra pagando-se-lhe por da, semana ou mez in-
forme quizer o senhor da escrava. Na mesma casa
tambemseengomma muito a gosto de quem pre-
tender, por preco commodo.
A pessoa a quem fr oflerecido um annelo de
ouro lavrado com umlirilhante de-bom tamaito,
queira dirigir-se ra da Aurora, n. 18, aftm de ve-
ri icar-se se he ou n8o o mesmo que ha das dosap-
pareceu da referida casa : a pessoa que assim o fi-
zar sendo o annelo o mesmo de que so -trata, re-
cebera boa gralifieaco.
Carlos Claudio Trcsse, fabri-
cante de orgSos e realejos ,
jia ra das Plores, n. 19,
avisa ao respeitavel publico que concerta orgos e
realejos, pfe marchas modernas desle patz concer-
t pianos, serafinas, caixas de msica, accordSose
qualquer instrumento quo ap"pareca : tambem faz
obra nova e vende um orgSo, propno para capel-
la, ou altar-mr, com boas vozes e por preco com-
modo. .
Pela primeira vara doctvel, em audiencia do
dia 18 do corrente, vai a praca a sala das mesmas
audiencias mobilia de jacarfcda pertenccnle a
Manoel Jos de Souza Luna, por exocuQSo > Jos
Moreira da Silva a urna hora depois de meto-da.
-- as Cinco-Ponas, n. 91, ha um prelo para
lugar, que he bom cozinheiro e refinador do as-
--Precisa-ge de um amassador: na S.-Cruz, pa-
daria de urna s porta.
A pessoa que annunciou querer um crtauo, ui-
rija-sea ra das Cruzes, n. 12
O Sr. Jos do Espirito-Santo Braga tenha a bonua-
0 vlr pagar a conta quedeve a casa de Manoel Joa-
qun fisncalves e Silva, antes de sua retirada para Tora
do imperio, como aanuncla poresie jornal, sub pena de
se einpregarem os mcios para faze-lo pagar. Jw
Mello klbuquerque Montentgr: '
Precisa-se de um caixeiro : na refuiacao ua ra aa
Senzalla-Nova, n. 4. .
O BRADO DA RAZAO N. 20.
Acha-se a venda nos lugares j annunciados e em uiao
dos distribuidores : tras prosa e versos.
- Aluga-s urna casa ierre na ra do radreri loria-
no, n. 41: a tratar na ra larga do Rozano, n. da, *c-
8U-" PrccisY-se da um pequeo de 10 a 12 annos para
venda: na ra da Senzalla-Nova, n. 39.
Quem annunciou querer vender una venda muito
afreguezada para terra e para o mallo, dizendo que ao
cosuprador dira o motivo por que a vende, dtrija-se a
ruado Pires, n. 66. '
-- Auionio Joaqum d Souza Araujo, subdito portu-
guez, deizo de ser caixeiro dos Srs. Campos Si Moreira,
e trausporta-ie para Angola.
Precisa-se de um rapaz de 1* a 16 anuos que ra, n. (i.
._.:... j.-.i. .nn.in h. R.^rm. n 2. ***- Preeisa-se de um fettor para um sitio perto des-
ta praca : na travessa do Veras, n. 15.
Lotera do theatro publico.
O estado da venda dos bilheles desta lotera, pouco
anuda depols do ultimo nnunclo, nao habililou o
soui eh o para reallsar, como desejava, no dia 27 do
1110 lindo mezo andamento das respectivas rodas ;
, esperanzado de que desta vez mullos desrjarao
. em um jogo de bom agnuro pela proxlmidade
das'sorles de Sau-Joao, teota novamente designar o dia
19 do crreme para o dito andamento das rodas, quan
convencido da inf.il Ijhilidade desse da..tic, porin, an-
tea disto a venda se ultimar, cntaoser anticipado o au-
daniento referido com vantageindos que arriscaran!.
~ Pj-ecisa-se alugar um escravo : na ra Velha ,
- Manoel Gomes Moreira vai a Mamanguapo.
; Sociedade Apollinea.
Nao se tendo reunido no dia 12 numero legal para se
proceder i eleicao da nova comnHllao administrativa;
so convidados na senhores socios para segunda rcuniao,
segundo o disposto nos estatutos, .para sexU-feira 18 do
corrente pelas seis horas da tarde,
Aindadesta ve/, se receberao propostal para convidados
partida do dia 26: e, pessada essa occasio.nao ser ad-
mittida proposta alguma.
a Meliao Antonlufeloi de Barros, cidadao brasileiro,
relira-se para a vilx de Porto-das-Pedras, levando em
sua coiup inhia a sua escrava, de nomeCatharina.
= Joaquim Marques da Silva Mello al a Portugal,
deixando o seu cstabeleclinento da mesma forma que
at hule, Hcando por seus procuradores seu mano Lu/.
Marques da Silva Mello, Antonio Ignacio de Medeiros e
JosLuz Ferreira da Cosa : quem se julgar seu creder,
pode aposentar sua conta aleo dia 19 do corrente para
se paga.
Jo.1o Antonio da Rocha retira-se para fora do
- Precisa-se de urna ama para o aervico interno
do urna casa do um rapaz soltero:". praca do Com-
mercio ,n.l5, aegundoandar.________
- Precisa-se de urna ama que aa.ba engommare
ensaboar, nara urna casado /amilia : quom est.ver
nestascirc mstaneias, annuncie
- Est justa a compra da casi l-.vea da ra das
Pescadores, n. 1, por detras de S.-Jose e a, ma
agoa no f indo da mesma : qiiem Uver qualquor
opposiQSo a esta venda annuncie oestes J
--Aluga-se urna asa terrea envidracada. avoiui-
lo bom estado na ra da Maogue.ra da Uoa.Visla .
a tratar na ra doQueimado n. 7.
- Quem quizer dar 5 a 6:000,000 de rs. a juros ,
sobro hypotheca em predios livres. annwncie.
- Aluga-so urna preta quo sirva para engommar o
cozinhar, e fazer alguns mandados na ra : quem a
tiver, dirija-se a ra da pijjtha n 14.
- Na ra da Cruz, n. 9 deaaja-se fallar ao sor.
Antonio dos Sanios Ferreira a negocio que Ihe *z
respeito. ?
- Precisa-sealpgar urna preta que seiba lavar,
engommar e cozinhar o diario de urna casa de pou-
ca familia : na ra de S -Francisco, n. S4.
= Aluga-se um sitio na Magdalena, estrada da Torre,
com boacasa de vivenda, com seis (piarlos, cosinhaf-
ra," casa para pretoa, estribara,'^asinha cubera e tan-
que, com .muilo arvoredos e bastante terreno para
plautai-: n8 Aterro-da-Boa-VIsla, n. 13.
Compras.
*
fe
Homceopalhia %
imeiro consultorio boinocopatliico m
em l'ernatnbuco', ra da C'adeia ^
l'i
de S^Antouio, n. o.i f|
Este consultorwestar aberlo lodos os dias t
^ desdeas 10 horada manhaal s 3 da tar- ft
JJ) de: as pessoas qwo nflo podrem chegBr ao *fj
% consulturio*, polerfio ser visitadas em suas %
% casas, qualquer que se ja a distancia desta pra- ?
<9 Qa Os ii.'tigenles aei.io tratados gratuilatnen- ?
_ te.apreseutando um ttostado do vigario de
9i sui freguezia.
V
-- lluje, 18 do corrente, flnda a audiencia se lia
de arrematar, pelo juizo da primeira vra, esciivao
Santos, em ultima praca um escravo penhorado a
Jos Francisco Pinto Guimares, por. execuctlu de
Guerra, Silva & Companhia.
Deseja-se fallar com a Snra. I>. Anna Hita Cae-
lana Silveira para negocio de seu interesse : annuit-
cie sua morada.
ArrandarosM, por um ou mais annos, dous ter-
renos grandesve bous na estrada nova, denomina-
dos do l.uca sendo um proprio, como he e tem si-
d> lf* ranclios, c o outro em que esleve o Sr. Ic-
uoiiteTTaTros Lima e ultimamonte o^Sr. I aurentino ,
opthno para diversas plantacoes, c'onto sejam can-
nas, mandioca, capim, legumes muitos oulros que
convierem ao morador que para all quizer ir: os
prelcndenlos dirijam-se ao sitio do Cordeiro em
S. -Atina a fallar com a viuva do finado commenda-
dor Antonio da Silva ou na ra do Vigario, n. 7,
I rinieirii andar.
-- D-se pilo de vendsgem a prctas com respon-
sabilidadede seus senhores: na ra Direila, pada-
ria n. 26.
= Precisa-se alugar um preto para vender pao na ra
com um caixeiro e lser uniros servicos de padaria c na
ra larga do Rozario, n. 48. Adverte-se que se Ihe d
sustento c bom aluguel. -
Precia-se de um amassador: na padaria da ra
larga do Rozario, n. 48.
No dia 10 do corrente pelas sete ho^as da noite,
furiaraui a Antonio Jos Gomes du Crrelo urna escrava
da Costa, moca, baixa. de iiume Wat). 1, com alguna ris-
cos as faces; slgnal da sua uacau, levando vestido de
chita desbulado : quem do mesilla tiver noticia poder
avisar ao dita Gome* ou leva-la no crrelo, uu na sua
casa ta cidade nova de Santo-Amaro, que recompensa
ra o iraballio.
imperio.
D.Jos de Gaza, subdito hespanhol, relira-so
para lo- a da provincia.
Caudiqo Agosliuhode Barros declara que Jost*
Antonio Bilancourt no he mais seu caixeiro.
- Manoel Jos Pacheco de Mello faz sciente ao res-
peitavel publico que Manoel Caetano Borges e Silva
leixou de ser seu caixeiro dosde o aWtt do-corren-
te mez, e continua a negociar sdb $n rcsponsabili-
dadfl no mesmo armazom.
Rellra-se para Mossamedes o cidado porluguez
Rernardno Frcirc de Figueiredo Abreu e Castro, levan-
do em sua coiupanliia tres criados. Qualquer coma que
deva na praca pode ser aprrsentada no seu cscriptono
da ra da Cadcta-Vellia, u. 3, nos das 18 c 19 do corren-
te, das 8 lloras ao meio-dia, e aquelles que llies devein
comas, mesmo anda do lempo que dirigi o collegio
Santo-Antonio, querendo paga-las,'all pdem dirigir-
se s incsinas horas nos ditos dias.
Iteliram-se para lora do imperio os cidadilos
portuguezes JosLeitede Albuquerquo dous cria-
dos, urna menina,Jos do Espirito-Santo Braga e
Francisco Jos de Almeid.i.
__Aluga-se uuia loja na Boa-Vista esquina da ra Ve-
lha, e coin~>orlas para a travessa de JaHo-i-'raucisco,
cvcertada e calada, mullo propria para qualquer csta-
belecimento, e com conunodos para familia: os preteu-
dentes dirijam-se a ra de Sania-Thereza, n. 50, ou ao
largo do Carino, veuda n. 1.
= Cliegaraiu pelo vapor S.-Salvador, entrado do norte,
os excellenles queijos de qualha mullo superiores e fres-
caes : quem os pretender comprar dirija-se a ra da
Cruz do Reclfe, n. 33, armazem de S Araujo.
b A pessoa que tem em seu poder una caria, vinda
do Porto para D. Miquilina Candida de Faria, queira
manda-la entregar na praca da Independencia, livra-
ria ns. 6 c 8.
Prccsa-se de una ama portugueza para uina casa
de pouca familia: na ra do Collegiu.'n. 11, sobrado
de mu andar.
Joo Pedro Maduro da Fonseea, inedico-cirurgiao
formado na escola medco-clrurgica de Lisboa e na aco-
delna medica do Ro-de-Janeiro, faz scieule ao publico
dasuadicgada, ofterecendo Ibes igualmente seu pres-
umo, tanto em medicina como em cirurgia operatoria,
e que reside na ra da Gua, n. 3, secundo amlar.
Aneiida-se um ciigenlio com fabica e aiiimaes,
dando-se |-oi cada escravo cem arrobas de assucar bran-
co postas no trapiche desta cidade, correndo-sc o risco
ao escravos. Tambem compra-se a safra criada, uu ad-
uiuistra-se livre de interesse. Finalmente, taiiibem se
= No becco do Theatro, por cima do hotiquim do Sr.
Paiva, enmpra-se umi escrava moca, que cozinbe, en-
gomine, cosa e lave de salino com toda a llnipeza eas-
scio: naoseolha a preco depols de ser experimentada
de todas estas habilidades.
= Compra-se unta duta de cadeiras de Jacaranda,
em iiieiu uso : quem tiver annuncle.
Compra-se urna commoda de amarello, em
meio uso e que n0o seja muito grande : na roa do
Itangel, n. 9.
-Compra-se um par de brincos de ouro ds le, sem
feilio : na ra do Cabug, loja de miudezas, n. 5.
--Compra-se urna escrava que lailia engommar e
coser e cozinhar sem vicios, o que se afiance : na
ra daCadeia deS.-Antonio, n. S2,primeiro andar.
Cpjnpram-se moloques de 16 a iJ annos : agrf
d,indo,"pagam-so bem: na rna do Crespo,.n. 10._____
*
Vendas.
administra sjualqurr cngeiiho, sendo porin o interesse
de dez por cento dos lucros livres das despezas: a
quem convier qualquer dcstes negocios.aunuucic.
Na ra da Gloria, n. 24, ha um estraugeiro que en-
silla a tocar ata, ingoa italiana c fraoceza, c escreve
inuilca com pruuiplldao e asseio. 0 mesm > desejaanu-
mar-se em alguma casa de negocio, ou como escreventc
de qualquer Sr. advogado, visto as suas acluaes c crili-
< circumslancias : quem quizer nlilsar-se do seu
pi estimo, prucure-o na referida casa, ou annuncic por
esta fulha.
Perdeu-se, na noilc de 14 do corrente, desde a pon-
te da Ba.Visln at a do Reefe, um veo de renda preta :
quem o achou, querfndo-o levar a ra larga do Rozario,
n. 14, receber as alvicaras. j
JosSapority mudou o seu^icriplorio da ra da
Cruz para a ra do Trapiche-Novo, n. 18, segundo
andar.
Perdeu-sc un cachorro inglez de raca, cor caun-
indee: quem o adiar leve-e- em casa dos Srs. Deane
Youle Si Companhia, no Recjje, ou no ahio do Mangin-
nho, quese recompensado pelo trabalho,
Oabaixo assgnado laz sciente ao publico que a
sua taberna na ra das Cruzes, n. 42, foi arroiubada
pela parte de detrs, na noite do dia 12 para ainanheccr
no da 13 do corrente mez. pelo lelhado, e de ludo sci-
cniiiicoii a piilici.i, e tambem faz sciente que de gene-
ros da venda nada levaraiu, s >im 3 patacOes mexica-
nos falsos, e S*res em cdulas, que liiiha na gaveta, e
diz o caixeiro da mesma venda terrecehido do Sr. Jos
Rodrigues da Cunlia, qfle fol*aixciro do Sr. Jos Flo-
rencio Goncalves, a quantla de 127/UOO rcis; tanibeiudo
Sr. Jcs de Souza Monteiio 6 modas deprala de u40rcis;
e do Sr. Francisco Luil Pereira, um relogio.de prata,
quebrado: e Ignorando o annunciante a existencia dcs-
tes objeclos em sua venda, por Uso que fram liados a
guardar a um dos seus taladros, e esle de nada o l-
nha feito sabedor, vista de tudo stn u annunciante
por modo ueiihum se pode respoiisaliilisar pelos ditos
objetos roubadoi. Jodo Jacinlho Moreira.
- Precisa-se alugar dous escravos fortes para tra-
balharem em urna reliiuco : paga-se bem : na ra
da Concordia, n. 8. ^
0 Itev. Fr. T. do G. ik) C. queira ter a bondade
de mandar pagar a quantia du 8,000 de quo he de-
vedor ha mais de dous annos, na ra do Crespo, lo-
ja n. 10. ...
= Precisa-se deum fellor para urna oliria perto des-
ta praca, e>quc emenda perjeitamentc daqucllc estabe-
leciineuto : a pessoa que estiver as cfrcunistaucias,
dando fiadora sua conduela, pode dirigir-sc ra lar-
gado Rozario, n. 18, que acitara coui quem tratar.
Vendem-se 12escravos sendo : 4 lindos mo-
leques de 12 a 18 annos ; 2 escravos de meia idade ;
6 escravantocas, do bonitas figuras que cosera e
etigomaiam : ua ra Direila, n. %.
Vendem-se muito bons cobertores de algodao.
a 640 rs. cada um ; riscados proprios pa/a roupa di
escravos, a 140 rs. o covudo ; ehila muito encorpa-
da a 120 rs. o covaJo : na ra do Crespo, loja n. 6.
Ven le-se c tambem permu-
la-se por casa nesta praca, ou oscravos.todoo silio do
Retiro que foi do Tallecido Cunha Machado, ou par-
te contendo duas casas contiguas, viveiros e caes
ua frente : tanto a venda coruo a permuta faz-se re-
oebendo parte do dinheiro a vista e o majs a paga-
mento : na travessa da Concordia, n. 5.
-- Vendem-se, por preco commodo, os sobrados
de dous andares da ra de Collegio, n. 1, com nen-
ie para o cajea e'o da-ru* da Aurora n. 10 ; as casas
terreas da ra do Sevo n. 1 \, na Camboe-do-Car-
motn. 12, ruadoFogo, n. 13, ra do Marisco, n.
6, ra da Assumpc.lo, n. 44, rus Imperial, n. 104 : a
tratar na ra do Crespo, n 11.
Wn.lcin-so duas escravas, sendo urna dellas
de nacAo, por 350,000 rs. que cozit lia e he de
boa conducta : na ru do Fogo, n. 33, se dir quem
vendo.
Guarda apos de Iinho.
Vendem-se bons gunrdanapos do puro Iinho, gran-
des a 800 rs.; ditos pequeos, de novo gosto para
cha a 400 rs. ; bonetes bordados .para homem
2,40:) rs.; ptimos lencos de seda de coros, a 2,500
rs.; ditos ii 1,000 rs.; setint maco a 9,000 rs.; di-
to ntclhor, a 5,000 rs. o covado ; cassa transparent
para tnosqueteiros o cortinados com tecido de fil,
a 2,600 rs. a pega ; alpaca de seda a 800 rs.; pti-
mo velludo prelo, a 4,000 rst o covado ; e um com-
pleto sorlimento de fazondas finas u grossas : na ra
do (..lueiin.i lo ii. 27, no novo armazem de fazeadas
de Itaymundo Carlos l.eilo.
Jos de Medeiros Tavarea como se relira ven-
de o seu moloquo cozinheiro de ttome Candido, do
18 annos.
Vende-se, naiua do Crespo, loja
n. i5, um bonitomoleque, rrioulo, de i
i i3 anuos tle idade.
Vende-so uina escrava nSo feia com algumis
habilidades tanto para a praija cuino para o mallo -
na ra Bella, casan. 19.
Na ra do Crespo, loja de quatro portas n 12,
vendem-se superiores corles de brim trancado par-
do do puro Iinho, a'l.OObrs.
Vendem-se, na ra Direila, n. 27, queiJOs do
Minas, superiores ,a 440 rs cada um ; aletria a
'20 as.; macarrao, a 2-20 rs. Na mesma venda, so
dir qoetn da 100,000 rs. a premio sobre penliores.
de ouro.
Na ruada Cruz, armazem, n. 5,
vendem-se -Superiores queijos do serto
muilo frescaes", pelo barato preco de l\09
rs. a libra, tendo queijos de todos os ta-
maitos.
iua Nova i. 5.
urna escrava de linda figurae recomida,
engommar, coser e fazer lavarlnlo ; u ni
Vendse
a qual sabe .
iuiil.uiili.1 de 14 annos, mullo lida urna negra Ue na-
I1IIIK1UMII.I U 1 H...1J, ^V ---- I ----------------- IJ
cao i.ii.-i.i. de 20 anuos, que sabe engommar com pertei-
co e cozinha-, e he de boa conduela, o que se Bflasea
ao comprador duas dlas propras para irabalnarrin de
cnxada ; nina mulata de 25 anuos, que sabe engoiumar e
corlnhar o diario de una casa ; um negro bom coznliel-
ro ; um mulecoic de 18 anuos, de boa conduela, e linda
ngura. jr .. .
Veudc-se Virgilio, dous de Saluslio, dous de fbula, dous de se-
lecta e dous ditos deCoruelo: todos em bom estado:
na fu Direila, venda u 18.
... Vendein-s ancoielas com azeitonas, prximamen-
te chegadas do Porlo : no armazem de Francisco Dias
Ferreira, no caes da Alfandega.
... Vende-se, na seas do Amoriin, n. 44, urna preta da
18 anuos, de bonita TTjjfuia, que cozuba o diario e lem
principios de costura e engoiiuuado i tambem he boa
qiiiiaudcira : ao comprador se dir 0 motivo por que se
vende. /
\
_
\ ILEGVEL


fl.
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 21,pedrasde mar-
more francezas para mesad redondas e consolos.
Farinha de trigo SSSF
de superior qualidade e nova ; dita americana, em
meias barricas; dita gallega, em metal barricas ;
cal virgem de Lisboa ; vinhp do Porto em pipas e
barris de quartoeoitavo superior e mais inferior;
fechaduras para porta de armazem ; superior cha
hysson nacional deS.-Paulo; farinha de mandioca ,
em saccas, por precocommodo: na na do Viga-
rio, armazem n-11, de Francisco Alves da Cunha.
A 5oo res. '
Vendem-se superiores pentes para marrafa, de lar-
taruga : na ra larga do Rozario, n. 24.
Vinlio barato.
Arha-soestabelccido na ra da Madre-de-Deos ,
n.?ti, un armazem de
Violtos da Figucira
de'optima qualidade a prego de 1,360 rs. a cana-
da ,e a 180 r. a garrafa e para nlo haver dolo do
comprador sero lacradas as garrafas e com rotu-
lo, recebendo-se a garrafa vasia c dando-se Imme-
diamente a nutra cheia : tembem ha barris muito
pequeos, proprios para quem passa a fes4a. O pro-
pietario deste estabeleciment pede encarecida-
mente que se nflo illudam avallando pelo diminuto
prego e sem conhecimento de causa a qualidade de
sua fazenda digna porcertoda estima dos verda-
deros amantes da boa pinga ; ello conta que quom
urna voz provar continuara com gosto e som arre-
pendimento. R o bom prego.'! A lodo o exposto
occresce o asseio e bom acondicionamento, o que lu-
do se poder verificar em dito estabelecimenlo.
Para liquidaran.
Na loja da ra do Crespo, n. 5 A. ao p do arco de
S.-*Htonio vendem-so manas de garga com tecido
de" soda, de muito lindos padrOes, a 1,000 rs.,
proprias para meninas ; chilasde ramagens e de cu-
res llxas, a 130 rs. o covado, e em pega a 4,000 ts.;
lengos para gravata de bom setiin de cores, a 1,600
rs., inteiros ; pannos finos superiores prcto, verde,
azul e cor de caf, de 3 a 4,000 rs. o covado ; chales
de chita de cores escuras e graudos, a 800 rs., ditos
pequeos, proprios psra meninas a 500 rs.; cortes
decolletcsde gorgurflo escuro, a 200 i ditos de
fustflo, a 500 rs. ; merino pretoe fino, a '8,500 rs. o
covado ; casimira prcta muito fina, a 2,5rt.; dita
prela do listras, a 5,000 rs.
CHA'BRASII.KIRO.
Vende-se.oo armazem de molhados, atrs do
Corpo-Santo, n. 66, o mais excellente cli produzi-
do emS.-Paulo, que tcm vindo a este mercado ,
por prego muito com modo.
Agencia da fundicao
J-ow-Moor, ra da Scnzalla-
nova, n. 4*2.
Reste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moendas
e meias moendas, para engenho; na-*
chinas de vapor,e tachas de ierro batido e
coado, de todos os taannos, para dito.
A 5,400 rs.
Vendem-se chitas do cores muito (lias a 5,400
rs. a pega e a 160 rs. a reta I lio proprias para escra-
vos ; linlias grossas muito fortes urna quarla por
200 rs. : na ra do Caes, loja n. 17.
Na ra do Qucimado, vindo do Rozario, segun-
da loja n. 18, vendem-se charcos de sol, de soda ,
para homem, a 5,000 rs.; ditos para seuliora e meni-
nas, a 3,000 rs. ; lengos prelos de seda para gravata,
a 500 rs ; ditos de lila floridos e com franja para honi-
ros de senhora a 500 rs. ; lengos de cambraia de
seda para grava a 500 rs. ; rispados francezes, a
ICO, 200e240rs. o co\ado; alpaca de linho a 400
rs. o covado ; lengos brancos alierlos em roda para
mflo de senhora, a 280 rs. ; corles de collcles de vel-
ludo, a 3,000 rs ; ditos de fusl&O muito fino a 2,400
rs. ; lindos corles de casimira, a 7/000 rs. ; c outras
muitas fazendas por prego commodo.
Alm dos baratos cortes de vestidos de bar-
ras de 2,(i00 a 3,000 rs. meias de cores pa-
ra senhora a 1,800 rs. a duzia dilas pare
meninas a 1,200 rs. a duzia supensorios,
a 1,200 rs. a duzia, botos du duraque, a
400 rs. a grosa que se lem anuunciado, ha
modernos lengos de seda para algibeia e
hombros do senhora, a 1,000, 1,120, 1,280,
1,440, 1,000, 1,760,1,900, 2,000, 2,210, 2,560
e 2,720 ts.; bretanha do linho muilo su-
perior e de quatro palmos c meio do largura,
a 14,800e 18,600 rs. a pega; um cuisfiozi-
nhocom ferros de fazer flores, por 90.000
rs. : no pateo do Carmo, n. 18, segundo
andar.
Vendem-se sellins ingieres e camas
de ferro : na ra da Senzalla-nova, n. l\i.
Carnauba.
Vende-se, na ra da Cruz, n. 21, urna porg.to de
cera de carnauba do superior qualidade, o por to-
do o pr>go.
Vende-se cal virgem de Lisboa, de superior
qualidade, em barris de 4 arrobas, chegada neste
mez pelo brigue Hara-Jote: a tratar na ra do
Brum armazem de Antonio Augusto da Fonseca ,
ou na ra do Vigario, n. 19.
liad eir de pinho.
na ra de Apollo, pegado ao armazem do Sr. Mol-
la ha um lerceiro armazem com madeira de pinho
da melhor qualidade que tem vindo a este mercado,
e serrada de todas as grossuras e comprime nlo:
ende-se pelo menorprego que he possivel.
Potassa.
Desembarcou ha poucos das urna por-
cao de barris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham a venda,
por preco mais barato do que ultima-
mente se venda, na ra da Gadeia-Velho,
armazem de fialtar &Uliveira, n. 12
Cha barato.
Vendse muito bom che, pelo prego de 500
libra : na ra do Crespo, n. 23.
Vendem-se gigos de gralas
sias : no armazem de Antonio Annes,
caes da Alfandcga.
No armazem do bartono, na porta
da Alfandegn, n. 20, vendem-se gigos com
batatas a 3,000 rs. saccas com milho a
3,5oo rs., cernda de Lisboa a i,7oo rs. ,
saccas com 'eijao branco de l mendoas, farinha de trigo gallega em bar-
ricas e meias ditas, superiores queijos de
prato por menor preco do que em oulra
quabjuer parte, c otitros muitos gneros
de estima : ludo muito em conta.
Taixas para engenlio.
Na fundigflo de ferro dn ra do Brum, acaba-sede
reoeber um completo sortimento do taixas de 4 a 8
oalmos de bocea as quaes acham-se a venda por
prego commodo e com promplidflo embarcam-se,
ou carrogam-scem carros som despezas ao com-
prador.
A bordo do brigue Eipirito-Sanlo, Tundeado ao p
da rampa, vende-se bom ebo em rama e a preco em
conta.'
isa, muito Dnos ; ditos de molas,
: na praga da Independencia, os.
rs. a
va-
no
DE6 PORTAS N2
1 ^Si#t
Nesla loja vendem-se mantas de seda de
superior qualidade e padrOes os mais boni-
tos a 9.GC0 rs. ,- chitas de cores lixas, a 140
rs.; e outras muitas fazendas por barato
prego para fechar conlas.
HUA DO TRAPICHE, \\ 44,
escrintorio de Firiiiiiio
J.F.da Boza,
deposito da fabrica de Tbdo-os-Suntos
na Babia.
All vende-se itgodBo trancado daquella fabrica.aos
pregos scguintrs :*lrgo, a 320 rs. a vara; eslreito
menos urna pollegada, a 300 is.; mais ordinario, a
270 rs.
Vende-se o engenho Novo do Cabo para paga-
mento da hypothcca que nelle lem o Sr. Joflo Vieira
ila Cimba : quem o pretender dirija se ao mesmo en-
genho a IratP, com Francisco Jos da Costa.
Venriem so presuntos hglezet para fiambre;
lulas com bolachinhss de Lisboa ditas de ainruta ;
dilas de mermelada de 1,2 e 4 libras ; dilas do sar-
diulias ,- ditas de hervilhss ; dilas de cbecolate de
Lisboa ; frascos de conservas ; ditos d'agoa de flor
de laranja ; barris com azeitonas brancas de Klvas ;
garrafas com viudo moscatel de Setubal e da Ma-
deira ; queijos de prato, frescaes : tudo novo e
rhegado ltimamente de LisbOa : na ruada Cruz,
no Recife, n. 48.
Foiha de F landres.
Vendem-so canas com folha de Flandres : em
casa de J.J.Tasso Jnior : na ra do Amorim, n. 35.
Vende-se urna vend bastante afreguezada para
a trra e para o mallo : com a vista se podera a vahar
a sua bondade : o motivo por que se vende se dir
ao comprador : quem a pretender annuncie.
Vendem-se na ra Direita taberna n, 53, sac-
eos com um alqueire de milho, a 3,500 rs.; e lodos
os mais gneros por prego mais commodo do que
em oulra qualquer parle.
Vendem-se ligellas pintadas e pratos de beira
azul, a 900 rs. a duzia ; ligellas meiflas a 800 rs. a
duzia ; o mais louga ordinaria por picgo commodo :
na praga da Boa-Vista, n. 5.
Df psito da fabrica de Todos-
os-S.'nilf'S na Babia.
Vende-se em casa deN. O. Bieber& C., na ra
da Cruz, n. 4, algodflo trangado daquella fabrica,
muito pioprio para suecos de assucar c para roupa
de escravos, aos pregos de 270, 300 e 320 rs. a va-
ra conformo as qualidades.
FeijSo.
Vendem-se saccas com feijiio mulalinho novo e
prtfprio para semajale : no caes da Alfandega ar-
mazem n. 1, o prim iro indo da ponte.
Vendem-se duas moradas ile esa do podra e
cal muradas, adiaiile do Varadouro, na ra da Man-
gueira, em boa ra daquella cidado para negocio e
urna dellas tem sotflo : na tua do Aragflo, n. 19.
Chocla le amargo de* musgo
islndico, ou tbesom o do pii-
lo, preparado por Mr. 4. G, C.
A losse, esta doenga ifo commum quanto descui-
dada tflo graves s5o suas consequencias quanlo pa-
rece ligeira em seu principio tilo matadora por si
s como todas as Outras doengas que consomem a
especie humana nlo tirlha para combate-la e des-
Irui-la um medicamento especial o nico. Todas as
paslilhase xaropes quo leem apparecido at boje,
leem sido impotonles. ....
Nflo tem acontecido alocum o chocolate do mus-
go. O principio que forma a sua base principal olTu
rece propriedades inconloslaveis e reconhecidas de-
pois de muilo lempo, e ninguem ignora os felices re-
sultados da sua applicagao em todas as phleugma-
sias agudas ,ou chronicas do pulmflo affecgOes do
peilo, phlysfca, defluxos, toces, ele. para dar tom
ao estomago, abrir vontade de comer, conservar
as gengivas e o bom alito, matar as I ombligas, prin-
cipalmente as mangas. Vende-ge nicamente na
ra do Queimado, n. 17.
Vundam-se superiores chapeos de massa da ul-
tima moda parisiense ; ditos do Chile os melhores
que existem a venda no mercado; ditos da Italia I
le copa alia o ha
coiicrios da seda
24, 26 e 28.
AVISO A POBREZA.
Con(lnua-*e a vender a bolacha de farinha de inilho
a gO rs. a libra: he multo saborosa, e o preco (leve altra-
(,rJos fregueze.
Cheguem ao barato antes que
se acabe.
Na bem conhoelda loja n. 5 A, na ra do Crespo,
ao pe do arco de S.-Antonio, vendem-se para liqui-
dagflo as seguintesfazendas; cortes de cassa de5 e
6 varas e de cores fixas, a 1,600 e 2,000 rs.; ditos em-
papelados, muito Anos, de corese padrOes agradt-
veis, muito fixas e com sete varas, a 2,500 rs.; ditos
de barras bordadas, brancos, de crese de padrOes
novos a 3,500 rs.; lencos de gravata, a 160 rs. cada um; luvas de algodflo de
cores tanto para homem com para senhora, a 120
rs. o par; corles de setim do cores para colletes ,
muito boa fazenda, a 3,0M rs.; cassa lisa fina, a
400 e 500 rs. a vara; dita mais ordinaria a 240 rs.;
panno de algodo grosso de cOres escuras, proprio
para escravos, por ser muilo forte e largo, a 160
rs. o covado ; lengos de cambraia pintados, borda-
dos com listras e guarnecidos de bicos, muito fi-
nos e proprios para senhora, a 400 e 500 rs ; casimi-
ra de um s cor verde e azul-escura de duas largu-
ras, piopria para caigas e palitos, a 1,600 rs. o cova-
do ; Instilo branco liso com alcochoado para colle-
tes, a 500 rs. o corte ; e Outras muitas fazendas que
eslarflo patentes aos freguezes. Dflo-se amostras com
os competentes penhores.
Quem os vir nlo deixar de comprar.
Cortes de cassa-chita de lindos padrOes e
cores seguras, pelo baratissimo prego de (
sete patacas: na ruado Queimado qua- mx
tro-cantos, loja do sobrado amarello, n. 29. 8
--Vendem-se muilo boas uvas moscateis, por pre-
go commodo : na ra do Colovello, n. 31.
Copos de jalea de marnelo ,
a 400 rs.,
vendem-se no armazem de molhados atrs do Cor-
po-Santo, n. C6 aonde tambem ha superior marme-
lada em latas que se vendem por prego commodo.
Freguczia.
Vende-se vinho da Figueira de superior quali-
dade a 180 a garrafa ,o a 1,360 rs. a caada : no
pateo do Tergo venda n. 7.
Praca da Independencia, n. 57.
Aos '20:000^000 de ris.
Bilhetes e meios ditos, quarlos, oltavos e vigsi-
mos das oterias do Rio-de-Janeiro. A elles antes
que seacabem.
Ao barato.
Vendem-se pegas de zuarte de 18jardas, tendo
quasi urna vara de largura proprio para roupa de
escravos a 3,500 rs. a pega e a 160 rs. o covado ;
picote azul, a 190 ra. a jarda e.n pecas de 31 jardas,
o a 160 rs. o covado ; hamburgo bom| de 60 varas ,
a 260 rs.; brim americano de' bonitos padrOes para
caltas a 200 rs. o covado e em pegas de 31 jardas,
a 240 rs. ; pegas de ganga amarella, a 1,000 rs.; sac-
eos nara 6 arrobas deassucar, feitosdo. boa estopa,
a 400 rs. cada um ; bonitos merinos de cores escu-
rase com duas larguras proprios para vestidos do
montara a 2,000 rs, o cevado; dilo com um peque-
no toque de avaria a 500 rs o covado; casimira pre-
la fina oplima para caigas, a 1,200 rs. o covado ;
pannos finos baratos ; sarja bespanhola e franceza ;
cortes de seda de cores claras e escuras do ultimo
gosto para vestidos : tudo fazenda nova e por barato
prego : no novo armazem de fazendas, de Raymun-
do liarlos l.eite, na ra do Queimado, n. 27.
Vendem-se queijos do Minas, os mais novos
possiveis a 480 rs. cada um ; amula, a 160 rs.;
bolacha inglesa grande a 160 ra.: na ra Direita,
venda n. 14, na esquina do becco de S.-Podro, que
tem lampelo.
Na venda que foi de Jos da Penha na ra D1-
reila n 23, vende-se toucinho a 120 e 160 rs., a
libra ; feijiio grugutuba, a 320rs. acuia;milho a 160
rs. a cuia eem saceos a 3.200 ife; cha brasileiro ,
a 1,920,1,600 c 1,280 rs. a libra;? ludo o mais muito
em conta. Quem annunciou querer vender urna ta-
berna, falle na mesma venda.
Vende-se um terreno no Aterro-dos-Afogados,
com muitos ps de coqueiros, proprio para se edi-
car qualquer predio por nflo licar muito longe,
pouco mais ou menos, lica defronte da fabrica de sa-
bflo, por barato prego : na ruado Queimado, n. 7
Vende-se um preto crioulo, mogo, sem vicios
nem achaques: vende-se por precisflo ; bem como
3 rotulas deamarello em muito bom estado : ha
ra ImpcriaJ n 25.
Vende-se, por 500,000 rs., um pequeo sitio
com varios ps de fruteiras boa casa de morada,
ns lugar do Barbalho : na ra do Pires, n. 19.
No Recife, ra da Guia, n. 36, primeiro andar,
vendem-se, por junio ou por miudo, sapatos de
couro do lustro e de duraque para senhora ; ditos de
polimenlo;sapal0cs de polimento;borzeguins de du-
raquo para bomein : ludo do ultimo gosto e bem
acabado : tambem so vendo um bah grande e um
pequono novos : oque ludo pde-so ver al s 8 da
mandan o das 6 da tarde em dianto.
Vende-se uiha ariiiagflo da loja do sapateiro da
ra da Penda, n. 29, muito propria para esleollicio ,
por prego commodo : a tratar na mesma loja.
Vende-se urna escrava de 25 anuos, quo cose,
marca, faz lavarinlo, engomma o cozinlia tudo com
perfeigflo; urna dita de 18 anuos, que engomma e
cozinlia ; um dita da mesma i Jado, quo cozuilia, la-
va e vende na ra ; um lido molecote de nacflo
Costa de muilo boa conducta ; urna parda por prego
muito commodo ; duas pretas do meia idade; dous
prelos de meia idade na ra das Larangeiras, n.
14, segupdo andar.
Voiide-seum grande sitio no lugar do Mangui-
superior, por prego commodo: na ra do Amn
rim, n 3ff.
Vende-se um sitio na Casa-Forte indo para
Monteiro perto do banho do Capibaribe, casa an
liga com commodos pura familia, cfceheira, casa para"
escravos, estribara para dous CtVallos, cacimba (|fi
boaago? de beber, baixa para capim, terreno para
plantagflo, lvburis proprias de sitios, cento e tan-
tos ps de coqueiros entre velhos e novos, todos do
fructo cafezeiros para 16 a 20 arrobas por ano 3*
e tantos ps de mangueiras de fructo e outras tiritas
prximas a darem outras tantas jaqueiras, laran-
geiras de varias qualidades, limeiras de duas nu,"
lidades limOes-doces romeiras e outras rauuji
fruteiras de varias qualidades : quem o pretemler
entenda-socom o proprietario, no sitio do visconde
de Goianna na estrada de Belra, que tara bom
negocio por ser para pagamento de uns orphloS
a quem est nypotherado.
Vende-se urna morada decaaa de 2 andares, com
duaslojas, grande quintal liroprio para qualquer
trafico sita na ra Direita deata cidade, com com-
modos para grande familia: faz-se todo o negocio
em vantagem do comprador sendo que chegue 10
prego que tambem he rasoavel: a vista sedarlo ou-
tras explicagOes : na ra do Cadeirairo n. 62 i
qualquer hora.
Vende-se urna escrava crioula de'18 anuos de
bonita figura, e com habilidades : no becco dos
rapatel, sobrado n. 1.
Vende-se a casa terrea sifa na mi
da Fraia-do-Caldeireiro, n. 11, chSos
proprios : quem pretender, dirija-se a ra
da Cruz do Uecife, venda n. 36, que a-
char com quem tratar.
Na ra dasCruzes, n. 22, segundo andar, ven-
de-se urna linda mulatinha de20annos, com varias
habilidades ; urna prel de nagflo de 40 annos, com
varias habilidades; um preto de nagflo, de 40 ah-
ilos, proprio para sitio ou outro qualquer servico.
Vende-se urna casinha na Iravessa atrs do Cil-
labougo.n. I.para pagamento de urna hypotheca qae
existe om dita casa : a tratar com Vietorino Francis-
co dos Santos, na ra do Rangel, n. 54.
Vende-se nma escrava do 18 annos sem vicios
nem achaques, e que faz todo o servigo interno e
externo de urna casa ; um pardo de 25 annos, bom
carreiro e pagem: na ra de Agoas-Verdes, n. 46,
se dir o molivo por quo se vendo.
Vnde-se, na ra da Aurora, casa
n. 6a, terceiroandar, o seguinte : o*ver-
dadeiro e nico charopede bosque,cliega-
do pelo ultimo vapor do Rio-de-Janei-
ro, a 5,5oors. a carrafa j ricas dragonas
para capilcs. tenantes e alienes de caval-
laria da guarda nacional, por preco mul-
to diminuto ; ricas bandas de borlas de
puro e rede portugueza par* captSes, te-
nentes ealfetes, por preco mdico j, libras
de retroz preto, muito fino e forte^ pelo
preco que se ajustar dous ricos candiri-
ros muito elegantes, que s usam develas
e nao de azeite, com retfcm daa mesims,
por preco muito em conta ; libras e meias
ditas de cb, o mais superior que se tcm
visto, tanto em qualidade Como envgoslo,
vindo de Coritiba, provincia de San-Pau-
lo, donde vem pouco deste cb, e exce-.
dendoao da India, a oilo pataca.
Vendem-se presuntos e conservas ingieras e
francezes queijos londrinos, biscoulos inglezot,
chcolate fino de canella latas de marmelada, bata-
tas inglezas em gigos: tudo de superior qualidade e
por prego commodo : na ra da Cadeia, n. 2.
Vende-se farinha do mandioca
a bordo da sumaca S.-Antonio-de-Padua, de muito
boa qualidade, por prego commodo, por ter de Mr
descarregada at o dia 18 do corrente.
zas, ou iiiesino dirijam-se ao ateo do Collegio, lo-
ja del i nos ii. 0, ou a ruado Sebo, n. 12. O mes-
nho, que lica defronte do sitio do Sr" Carnoiro, com mo se pede a todas as autoridades policiaca e cap-
grande casa de 4 agoas, de vivenda, grande sen-
zalla, rochen a, eslribariu baixa de capim que sus-
tenta 3 a 4 cavados grande cacimba com tanque
e bomba, bastantes arvureJos-do fructo: na ruada
Concordia, primeiro sobrado novo de um andar.
fiezerro francez.
VenJe-ee urna duzia de pellas de bezerro francez
Escravos Fgidos
rugir ni, no dia 7 do corrente, do engenho Ser-
rara ,.na freguezia de Jaboalflo 3 escravos: o 1. de
nome Mariano, crioulo, de 30 annos pouco mais ou
menos alio, secco do corpo sem barba, rosto des-
carnado o comprido cOr um pouco fula ; tem falta
de denles na frente:o 2.de nome Antonio cr ou-
lo, baixo, grosso, bem preto, rosto chato, bem
barbado, denles perfeitos ; em pequeo quebrou um
peina que no andar mostra algum geilo : a 3.' de
nome Delfn, cabra, de 20 anuos, rosto regular,
falta-Iba om denle na frente ; he um pouco secci,
altura regular : quem os pegar leve-os ao dito en-
genho que ser gratificado com cem mil rs.
Boa gratificagilo
a quem pegar o prcte Kilippe, crioulo, escravo que
foi do capilflo Romflo, do Ico depois da familia dos
Cosmes, depois de Antonio Jos de Oliveira -Castro o
este o remellen au Sr. Ra y mundo Carlos l.eite, desta
praga, para ser vendido e de fado o vondeu a J0S0
da Costa dourado. O preto tem os seguinte signaes:
altura regular, de 30a 35 annos, suissa muito fe-
chada ; tom a phisionomhi de serlanejo, cor um tan-
to fulla ; tem algumas rugas no rosto ; levou cami-
sa e caigas do algodflozmho azbl trangado, com-
pradas no dia da fgida urnas caigas ja desboladas
de riscadinho camisa branca uiu jaquota de pan-
no ou de oulra fazenda de lila prela, urna rede bran-
ca um chapeo de pello vellioe oulro do Chile tam-
bem velho, algum dinheiro da semana por traba-
Ihar de ganhu na ra ; pode muilo bem apparecer
por estes caminhos com Iguma carta, ou algum
bi Hielo falso, liugindo que vai levar ao seu senhor,
para assim poder levar outras cousas.$oa,a-se aos cil-
ios ex-sonhores que, quando elle apparega por la,
o recolham em urna cadeia e participen) ao S .
Hayuuin.lo Carlos l.eite ,ou a outro qualquer nego-
ciante desla praga, quo se pagarSo todas aa despe-
ino de campo, certos esics4jue lerfloboa gratificago.
He muiio dosuppOr que tome o caiinnbo do Ico, ou
mallo.
ERN
NA TYP. DE M. F. DK FAMA- IJJ49
SEGU O bUFPLi'MEJNTO.


m
DIARIO DE PEHNAMBUCO,
Am\o XXV
.-;....
Sexta-feira 18
1849.
i>\ 110.

PEnMAWBUCO.
ASSEMBL PBOVJNCIAL.
SESSAO "eM 10 DE MAIO DE 1849.
PnttieneiM.io.Sr. Souia Ttixeira.
SUUMAIMO.exediinti. tlejiico do requermento do Sr.
Medeiros. Adinmento do projecto n." 38di
1848, do arl/iro 21 ,io Ulul A. das posturas
4t cmara municipal da Ittcift. ApprotM-
(io, etn segunda discussao dos arligoi 17, 18,
19, 20,'2-2 53 do mfmo Ululo i-ispeasa
di intirstieio pira a lereeira diseussio do
projecto da fixarCio da (dren policial.
As II '/,horas da inanhaa, Telia a chamada, verifica-
se haver numera legal |>ara csutecur a casa os seu> tra-
balho*. 0
()9r. Presidente decl.ua aberta-a essao.
O Sr. i.' Setrelario IA acia da sessao antecedente, a
qual he approvada.
O Sr. I.* Secretario meticioua o seguate
EXPEDIENTE.
I'iii requermento do vlgarlo da l'reguczia-da Taquara,
pediodo que na le do.orcaiiiento se iuan|ue piola para
pagamento da quantia de 2:1 I9U80 que a tliesouraria
Un: deve, proveniente da sua congrua, (abrid c guiza-
niriiius, relativs aos rxercicios decorridos du 1."de ju-
- ida de 1812 al 30 de junlio de 1847. A' corhmUsdo de
l'azenda e ore menlo.
Ouiro do padre II inuvl Joaquim dos Marlyre, coad-
juctor da sobredila rrcguczia, pcdrulu liiiibeiu que na
lei do orcamciilo se marque quula para que se Ihe pa-
gue a quantia de 43S/tln que lite deve a ihesouraria,
da*sua congrua relativa aos excluidos decsrriilos de 28
de agosto de 1812 al 30 de jniilio de '847. A' comniis-
saode l'azenda c orcameiilo.
Outro de Jeronymo Freir de Frla Pcdrosa, cx-escri-
v'o iln subdelegado da ireguezia du PcO-da-Panclla, pe-
diudo que na (l respectiva se llie niaripic quola para
pagamento da quantia de 33|#308, importancia das cus-
as dos pronessos cm que ajuslica publica decahio, e
cuja-quantia os cofres da miiiiicip
A' coiumissao de orcamento municipal
Outro de Joaquim Isidoro Smiles e outros, requeren-
do attcinblc'a Ihes consigue una graliticae.no, ou orde-
nado, para coniiniiaieni no esludo c priiea da arte de
tacliigra^hia que se tcem dedicado. A* coiumissao
de pcilccs. _
Outro ilr Mara Thcndora Vianna de Carvalho, pro-
fessora publica de priuichas leilras da fieguejia de Sao-
Fr-Pedro-Goncalves desla cldade, pediudo que sp Ihe
mande-pagar, marcando-se para este liiu quola a*. Iri
do orcamento, a graliicacao que Ihe compete rlSac a
dala da lei de 18 tfe*noveinbr de 1816 u. l-. visto s se
Ihe ler pago de 4 de Janeiro desleauno cm diante.A'
coiumissao de fazenda e orcamento.
OSr. Presidente no mea o Sr. Ilcrculano Gout-alvrs da
Huella pdra supprir a falla de un) dos meinbros da coni-
inissode conslltuic'o e poderes.. .
He mandado mesa, lido capprovado o seguii^k pal-
acios, todava nao posso dciiarde maravilhar-me da .ota,
tac'io'do nobre depulado.
Seohores, todos nos sabemos que a legislacao ingleaa
he inulto barbara, principalmente eiu certos ponto*:
nos venios toleradas por essa legislacao crueldades que
acivillsacao do palz que ella pertence, certamente
repel, c que nao sao consentidas pela legislaran d'ou-
tras naces menos cultas e tanto liso he exacto, qu*
a legislacao ingle/a prodigalisa a-pena de morte a mul-
los vasos insignificantes, e o Sr. Blakstone, no seu co-
mentario s leis inglezas, confessa que os jurados s.c
vem inultas yez.es obrigados a mentir piedosamente
para desl'arte minorar a excessiva severidade das leis, e
prein as decises dos tribuuaes de harmona com as
exigencias da civilisaco <|ue lem eliegado aquella
reino : .porlanlo o nobre depulado nao fui amito feliz no
seu exemplo.
Mas, senliores, analysemos o faci'em si. Disse o no-
Dredeput.de, bein como oque fallotbpin penltimo lu-
gar,que nos achavainos em estado de guerra,c <|ue ueste
caso fura mais justo e nicsiuo mal* humano que o-go-
vernu dssa dinheiro para poupar singue.... ^
OSr. Dr. Ilaptiila :Enganou-se completamente.
O Sr. 7. 4_. de Hqueir*Ho~: En appcllo para o tesleinu-
nho da casa ; e al uessa occasiao o nobre depulado leve
algn* apoiados.
Sr. presidente, quando eu nao qulicstc loceprrer-mc
aos principios da ciencia do direito ; quando eu no
qulzesse soccorrrr-me ao : osso direito escripia, par
provara falsidade jurdica da asscrfo dos nobres de-
putados, baslar-iue-hia recorrer a todos os ci iininaU*
tas, e u sino ao Sr. Marques de Ucecara que cscreven
cm iima.poca eiu que se achava tilo atrasada a silencia
dodirel, para demonstrar que esse indo systemadetrai-
cao e de se pir cabevas a premio s fo adoptada na
media idade.
Senliores, quando un governo qualquer se soccorre a
taes meios para manlrr se, revela por Isso a sua fra-
que/a porque o governo que he forte, que lem em
seu apoio os soccorros qne Uie preatam as leis e aamaio-
ria du paiz, nao vai mendigar e implorar o brafo traico-
eiro dos delatores e dos assassinoa para cutregar-Ihe ds
victimas que nellrs conllarein!.. .
Senliores, esse acto lie iulelramente subversivo das
leis da moral c da jiistica, jd lao IVaeas c Io amorteci-
das enlrc nos. (Jue O poder que deve ser o priuieiru
i"l*qnan"tr"os cofres'da muicihaidde"~lhc'dcve.'-^,u'^^^ e Puni" a lra?ao.he elle inesiuo que.n a aulo-
eonunisso de orcamenlo municipal. "'"_, Poue'' 1ue *"" d."lmr ,,,ai c '"1's os
la(os da auuzadc entre as familias, e lirmar a pai na so-
ciedude, he o proprio que espaUa o suo o recela eu
tre os cidadaos! Kdepois, senliores, como se nao bai-
lara piomelter aos delatores perdao de todos os erimes
em que porventura livcisein Incorrido, proiiMllrii-se-
llies de mais a mais um premio pecunario! Senliores,
eu nunca II, eu nunca vi. aulorisado, em livro algum,
scinelhaute modo de proceder!
Senliores, o* perdao, essa prerogal.v por certo a mais
honrosa das que-adornain a soberana humana, c que a
approxiiua da divina, nt)o se deve manchar por seiuc-
lliaite modo !~ Que sejaui perdoados disllncto| cidadaos
que livcrain um momento de Iraqiieza, nada de
mais digno, nem de mala, justo ; que tejato perdoados
aquelles que fizerain.ein um inuinenlo de foucuca, correr
o sanguc da |ialria, nas que, depois de arrepentidos e
perdoados Ihe pdein anda prestar valiosos Survicoj,
nada de mais louvav*-!; man perdoar c premiar ao assas-
..uo '-' "-r'- imr rrii M^mi ua-- 'V'if
do direito de igratnar!... t\ poa ernsi idno, seiihoresv
-. eu lii mais coiMClenciosu, fnao quero diier com isso i|ue
nimlenles desla "obres depulados tambem o nao sejaiu) quando disse
...... ........ii. ..... ...... ..3.. ^a.ii. .....a., a.. ^..... .i ...i
A commissao de cnnsliluiro e poderes, examinan-
do o diploma do Sr. dcjiutado_sup|denie Zeferino da Ci.
iiir*-
lilia I cao ge ral dos votos para depulados c
assembla ; pelo que he' de parecer queo icsino Sr. lo-
me asfjfnlo, no podendo 'continuar a trr assenlo nesta
casa o^Sr. psdre Miguel do Sacramento Lopes liona,
visto j hav'cr o numero de 31 depulados, o dito Sr.
Lupes Gama ser o menos volado
u Sala ilas cnuimissoes, 10 de malo da 1849. -7r. Hap-
lilla. llochi. 11
Coiiiina discussiio acerca dd requeiiiueuiu do Sr.
^tldente : Teiu a palavra o Sr. Figuelredo.
Osf.T. A. de Pigueireilo : Sr. presidente, drpoisda
longa dseus-ao ir que ha dado lugar o requciiinenlo do
meu nobre amigo ; depois de haverem sobre elle falla-
do tilo disiinclos oradores, c pareceudo-ine eslar sulli-
eienieuieule disculida a quesl.io de' direito, a nica so-
bre tildo que eu prueinava esclarecer, enteiiilo que
uiiu de\o occuaur por mais lempo a allencao da cma-
ra com essa discussiio. Algumas propnsices, pu-
len!, aqu calilllas pelos disliuclos oradores que me
coniradclaram, e tambein o dever em qpe me acbo em-
peubado para com o que em priiuciio lugar lalbui, for-
ra ler i
^IJlli
rao u

V-oaoi-me a aprescni ir a emenda que ora se discute pa-
ra ler occasiao de lesponder-llies.
"nitores, o nobj(f) depulado que ptiniciro cnuibaleii
|ueiinieiilo deque se Hala, depois de haver prot'll-
i inosiraj- que a prclentao do seu nobre autor nao
eia favorecida pelo acto ailliciun.il. ceiisiiioii me por
baver eu cliamado tlisciisso um laclo que Ihe dizia
resjirilo, siiiriiU: coma mira em lae n -Ihe urna insl-
iiu.K,ao que elle consfderava um lauto prrlida, sem que
me leiubraise de que elle havia sido, ha pouco, meu
preceptor. O nobre depulado ecusurou o meu proced-
memo, nlTiriiiando que ett'qufz fazer sentir a cmara
que elle era o inclus i.-iiinpeirnle para acensar o Exin.
onuclheira Autsuio Piulo Cbicliorro daam.i, de cuja
gruerosidade se llftvia aprov tido para delata-lu no par
lamento brasciru, como allirincl no meu discurso.
Sr. presidente, quando refer esse faci, cu ignorava
nina circuios!iiicia drllc ignorava que o nobre depu-
l'do nio hara pedido, nem aMicilado esse favor ; e co-
mo qur que en presenriasft quando empregado no
!;.ibine|e da presidencia) nina'conversafo a esse re-
l'iilo enlrc o Lxm. .-r. Cbichorro da Gama e o Sr. m.
Kellx Peixolo de llrio, enlendi que, d vista da aecusaedo
desabrida que o nobre depulado fez qucllc ailoiunsir.i
tlor, mi poda dcixar d estrauhar o seu procedinieulo.
Mas coiuo a c|lca(ao dada, o queeu tefilto |mi n-i i.i-
di ira, muto uta npraz ; como o nobre diquilado eonres-
soii que o l'ixinWr. Chichor.ro da Gama se pr.stou a dar
olntduaNheiilc essa carta, em aiFncao soineiitc ao coro-
nel Jus Joauilui de Aloiel, GurdVs, amigo do nobre
depulado, nada mais dlrei a esse resprllo ; pelo contr-
i io, me pareoe agora lioiirmo o procediuieuto do nobre
depulado no parlamento brasileiro, visto -como te-uao
a,cto3Kt*?-l?J' "a eoni o l'.xm.Sr. Cliichono pelos lafos
rlTUao. Portanto persuada--!1 o uubre diputado de
o Uve as inlences que loe suppnz.
e, sent que o nobii: depulado me ceusuras-
Hoiei.le ; p,isi|ii,- piOt elle lenho sincera
sjoipalliia, ejamiia o deixarrt ile respclar como meu
UIBlMUiiealre: o iiiaqistrriii he par iu| una segunda
palcinulade mas, su grandes a.illeio Oes que devo
aMHietu mcslies, uaoso meo* aquellas que loe.
considerohugado para com a aiuizadc, para com u
jusuca.
arel agora a oulru tpico do discurso do uobre
oaputao.
O nobie depulado, Sr. presidente,' quit ilefcutfV^
pfoceiiinenlo igiiujniuioso daquelle que disirlbuuain
os ca laves de que liz iiieii^iiu no ineu.iirinielro iliscur-
Sn.; e, oHirmaudo que o acto itao lililJ. a iminuralidadie
que cu Un- rnxeigava, Irouxe para pfovar a sua asser-
cau un lacio Igual que leve lugar na Inglaterra, nao sel
se por cccaslu da rcrulucau iil.iudeza. Mas, Sr presi-
di'uir, poi>iii que aaseja conlieccdor da legislarn lu-
jlez, e ignore bf |st>sc por ella sao perniitiido laes
luaei, e os bous hbitos nao se aorfuirem de renento,
mas gradualmente ; do mesino modo essas faculdades
e esjles hbitos,.ruando desenvolv do e adquiridos,
nao se perdem do chofrr ; mas, sini. gradnalinenle : e,
pnis, he para admirar qne o nobre depulado, tendo rc-
couhjrcido no Kxm. S<-. concelhero Antonio Pinto Chi-
chorfo da Gama qualidadrs tao apreciaveis, e urna vida
loda clieia de honra, vlcsic aqu altlrmar que essc'dis-
tinelo administrador era un perverso. Entretanto, eis-
iqn o que o nobre depulado nao lia mullos meses allir-
'iiioii publicamente a respello desse cidado :
a fara conhecerdes, senliores, a rasao que assiste ao
auior na presente aecusacao, basta que ros colloquels
na sua poiicao : ligural, scnbores, um hoincn qu len-
do nucido de pas honrados, e reeebido uina educacao
apurada ; que leudo servido naci por longos annos
enante com honra e icio desde os primelros lugares de
magistratura al o de primeiro ministro da cora/sein
que .em toda essa longa carreira publica fosse moa t
vez toa honra poilaeuiduvida sequer ; que leudo eons
lantoISrKre merecido a esllina e cousidera^ao dos seus
coucUados, a poni de ser clAtn ditas TMei.represcn-
tauttf da nav'o por duis provincias que nao dryeu o
brre.; que tendo, em uina palavra, alravcssado tantas
ricisftude's polilicas, scu nunca haver-sc maculado,
vi pJsn primeira vez sua repularao atassalbada por um
follifulario.
Ilfir. Joaquni Villela : sini, senlior disse ludo is-
so, como seu advogadono jurj da Recife : era o coucei-
to qe uessa poca l'onrrava delle.
0 Sr. J. A. di t'igueirido : -- Senliores, nao lie possi-
vel que um homeiu que tes* triliWo uina longa car-
io de honra. i|tie-vm seivid na-
co-
vid i -i
,','tro da'
da ler partido do actual ad
ipeiar de me uppor a sua ad-
que Scnielliaulc acto nao pfi
ministrador da provincia: at
iiunistiacao, eu nao llm irrogo semelliaiilc injuria, eoi-
bora lenlia ouvido aqu dlzer qe o governo eslava no
seu direito, fifpeudo distriourr laes cirtazes, porque
nos ochavamos cm um estado de guerra, e mellior fura
puupar-se safrwue do que dinheiro.
* X) Sr. Reg tilwdk :Nao ouvi isso.
O Sr. i. A. dip'igueiiido :Parcce-uie at que o nobre
quitado deu mil apuladu oeste sentido.
ir. Souia llanittra ;Ku u OUVI,
Sr. llego llar ros: -t.iiie o governo fez isso, nao.
reirl, seuipre chelo de honra, q
caopoiii lano zelo desdis primeiros lugar
gislralura al o alio posto de primeiro miiiist
roa,, se perverla da imite para o dia.
O Sr. I ana : De seleuibro para noveinbro.
0 Sr. J. A. itfiqueirido : .Nao lie possivel isso, Sr.
pretid, ole ; e por essa rasao nao insistir! mais sobre
este ponto.
U nobre depulado, uessa occasiao, profera una ver-
dade que eu mullo applaudi, quandb disse que haviain
lioinens que s serviaiu aos partidos por mesqulhns la-
leresses. Sho, senliores; ha booiens para quein o bciu
e o mal nao sao ideias absolutas, mas sim relativas, ou
de circuins'lancias ; (apoiados) ha honens para quema
juslica e a moral nada valem, eque so sfu levados pelo
interesse sempre varavel, e'por isso vem-se obi igadiis,
de-da para dia, a approvarem Imjfc o que repiovaiain
honlem, e a combalereiu o que ha pouco defendern!,..
O Sr. Joaquim Villela : Desafio o nobre depulado a
que faca applicacao.
0 Sr. J. A. V l'igueiredo : Nao l'aco applica(do ,-
sua pessoa.
O Sr. Joaqun Villela : 0 nobre depulado tein-se re-
ferido a iiiiiu ; drsalio-o que laca applicacao!..
0 Sr. I. A. de Figueredo : Kstoii fallando em lliesc :
h iiil'elizoienle mullos honens desle, e a desgraca de
um e outro partido provin de scmelliantes honens !...
0 Sr. oaqtiim Villela : Se quer fazer applie.if :o, eu
Ihe provarei quein sao esses honens, c felizmente an-
da lenho a palavra.
O Sr. I. /i. de Figueredo : Nao me retiro no nobre
em tao pouco aos partidos prostituidos, co-
depulailo qualilicoii aquelle que perlen-
parlidarios prostituidos ; porque, sciiho-
parlldos infames, como disse o meu uobre
Mt'iiilw il a, -isse luitl^i bem. -
O'Sr. Joaquim Villela : Mas lia partido** eujos che-
fes sao infames. (Mailos apoiados )
0 Sr. J. .1. de Figueiredo : Nao Ihe contesto islo.
Senliores, lie preciso, cm lodos os lempos, que os
pa>lidos repillam do seu seio esses honens que s prtem
a mira no iulcresse pessoal; esses hoiiieus que senieiaui
ventos, e que depois iiaoquerciii eollier tempestades !
Sr, presidente, o nobre depulado estendeu-te milito
sobre os abusos da polica transada, da qual fbmioii
un iiiedonlio quadro ; c, posto que tenlia cu muita
honra de pericia i-r ao partido pruii'ro, (asslm como os
nobres denotado* de seren membios do partido da or-
dein) nao quero lodavia tomar sobie itiiui a respunsa-
bilidadc desse abusos, se he que exisllram ; mesnio mi
0 Sr. ). A. di Figueiredo : Tendo desla mauera, Sr puiiho em duvlda a exislencia d'algiins, (eu sei o que
presdeme, respondido aos disiinclos orailores que zeram desculpar esse aclo do goverun, cu passarei a
Ir ii o d'outros pontos.'
| Alauns Sri. Vipulados :Apoiado.
OSr. J. A de Figueiredo :- Sr. presidente, o nobre de-
pulado que em primeiro lugar falln, c a cujas proposi-
tes bei rrspoiidjda-.rrprelieiidcu-uic, ( peruiula-se-
|tra que insista nesta" idea, porque przo multo ao Sr.
Dr. Jos Leuloj por me haver esquecido dos deveres de
discpulo, e lelo trazdo para a discussao (como o li)
mas, senliores, eu nao pude dcixar de defender a jusli-
ca e a aniiade, qudtfcqui lraiu aggreuidas de ui.-i uiodo
violento, sem ler qnem a defeudesse.
Agora, Sr. prcsiihuite, cumprc-me respouder a al-
guns pontos do discurso do ultimo orador ( o nobre de-
pulado primeiro secretarlo ) que se dignou de contra-
riar as iiiinhss ideias....
" Sr. .1 .i.uyioni Villela: Ora, vamos a isso.
O Sr. i. A. di Fiaurirido :Disse o njbre depulado
que eu Ihe havia Irrogado urna ollensa, c nao so i elle,
si'ii.ni a ioiIjs as pessuas do seu jilido-que eu Ihe
quiz l'.wer recriiiiiuacfles;--que o quiz apicseular como
contradictorio que pretend firmar a regra de que
uenliuiH hoaieiii era capa de perverter-sc : (fallando a
respello Exiu Sr. I hieborro) finalmente acciescculou o
nobre depulado que esse distlncto cidadao era um hv-
pocrila c o mais Ingrato dos Iioinens.
Sr. presidente, loicoso he (pie cu va pouco a pouco
analysindo essas proposicoc* que nolci no discurso do
nobre depulado.
Ilisse o nobre depulado que cu Ihe M/.era lima of-
fensa, que o quizera aprescnUr como contradictorio ; e
como sejthOTeajJyaudu eu tralava de refutar luna aecu-
saeao virillenra'Coiaia o Kxm Sr. Cliiiliono, quando cu
procurava invocar a autoridadc do uobre depulado,i e
.poar-nie para pco\ai que esse illiislrc adinins-
trador eslava Ion-e de merecer a aecusaciio que se
Ih.f./
1 O Sr. Joaquim Villela:Como invocava a miiilia anto-
ridade, se me aecusava de eu nao ler erguido a minha
vox, para defender o Sr. Chichorru, declarando logo.
uc o que la nizer nao viulia a proposito da discussao.'
OSr. J. A. de Figueiiedo :O nobre depulado ollnder-
se por cu di/.er que seulia que, liaveudo na casa alguns
depu-a-los que ha pouco haviain clogi. do o Kxm. Sr.
Chichn o, nao se liouvesseni levantado em sua defcs'a
ao menos ale o lempo mi que o clogiaraui! U nobre
di potado ol' nder-se disto, quando o meu fin ca ape-
nas buscar o apoio da sua auioridade -
O Sr. Joaquim Villela :Ui nobres depulados quercm
lam,ar proposicoea, e nao qucicm que se tireni as cou-
sequenclas dellas.
OSr.J. A \dcFiquciredo.~Demals disso-cu lambein nao
quiz, como disse o nobre depulado, firmar o principio
de que ui'iihum hoiiicm lie susceplivel dcpcrvcrler-se ;
poique cm verdade temos uuineroso* eaeniplos em
abono ddesta,rlTO|i')sico ; porque inultos bonicos dig-
nos, I: ,11.. euiti'ora tulliaram uina carreira
honrosa, 1i6ye lalfez rstjain aviltados", euvi(i-cdos....
. O Sr. ioaqulm Villela ;--lle ipiuulo basia pa. a a miaba
justilicacao. '
sao partidos) e por isso nao quem sobrecarregar-iuc da
delcsa daquelles que oseo.....lelleran : mas nao posto
dcixar de estianhar que, sempre que o uobre depulado
lallava de laes abusos, dizia: Fraui os seus-eorreli-
gionarios. -
Senliores, os nieus correligionarios sao os honens da
rasao, dassjuslica e d.1 moral, os nieus correligiona-
rios sao aqu lies que nao cospem injurias por motivos
polticos; esaiba u uobre depulado. que por vetea fui
Convidado para cscrever para o Oiario-Xovo e mu is
folhas do meu partido, o sempre me recusei, porque
via como a iiflprcnsa andava ptosliluida : eu podera
apresentar provas desle convite Nao me taco, pois
cargo, senliores, de defender esses actos. E O nobre
depiit ido querer tupiar sobre si a rcsponsabilldade de
lodos os actos da aclalidade ? Querer sobreca regar-
se de semelhantc peso? Por cerlo que nao.
y> Sr. Joaquim Villela : Dos que frrin uios, nao.
O r. J. i, de Figueiredo : Entretanto, senliores, nao
querendo, como, disse, tomar sobre mim a defesades-
ses actos, todava Hotel que o nobre depulado nao lui
liel uessa longa nomenclatura de abusos que lancou cm
rosto ao partido que u cordialincnle pencuda, h
bem pouco.
Sr. presidente, eu s quero defender um fado que
o nobie depulado qualitieou como una das viole
da polica, mis que se nao pafsou como o nobre depu-
lado o referi. Esse laclo, eu o uresencici.
O nobre depulado, senhres, disse que a polica ha-
via expellldo .i poma de bjamelas o novo das galeras
por occasiao dojulgamenlo do cidadao Antonio urges
da FuAteca.....
O Sr. Joaquim Villela : Fol um fado publico.
O Sr. Mendei da c'imfrn : Oh !!...
O Sr. J. A. de Figueiredo : I', enlo o nobre depula-
do nao se esqueceu de dizer que o Sr. Antonio Uorges
da Fonsecaeni meu correligionario......
O Sr. Joaquim Villela : lie hoje.
U Sr Mnidrsda 1,'uii/i i da nal aparte.
O Sr.J. A de Figueiredo -. Sr. presidale, se en po-
date, descer a persoiialidade*Ti# eu mo liouvessc re-
solvido nao levantar mais ueata casa a minha voz em
materias polilicas que as pojsam suscitar, eu mostra-
rla quaes eraui os autores de inultos abusos. _
0 Sr Joaquim Villela : Eu por certu que nao lui ,
c, se fui, peco ao nobre'depulado que o declare.
O Sr. J. A. di Figueiredo : Sr. nresidenu;. cu diste
que era menos exacta essa violencia da polica no da
do jiilganicnl.) do cidadao Amonio Itorgcs di 1 ouseca,
de que uos fallou o ndbre depulado ; releva, pois, que
O plove. .j
Achava-mc eu. em ceno dia, no gabinete da presi-
dencia, com oExm. concelhriro Antonio Piulo Cluclior-
ro da Gama e mais algucni que nao quero noniear, c
ueste mesnio lempo slava preso na cade! desla cWade
o cidadao Antonio Borges da Fonseca que eulao escre-
via nao sel oque...... Os uubies depulados lalvez se
Iriiibrrui, poique cu mo emprego-me iuteiraineiile na
poltica ;'e por isso nao posso uecu d r-nie dessas oir-
cumslancias : mas cielo que fol por este lempo que a
ivpogi-aplua Unido franqucoii os seus lypos a Horges*a|
distiucto administrador queltava-te, nettt oocasUo, do
deseoinediiiieiitu daquelle escriptor, e esse alguem lite
disse :
V. Exc. solVre poique quer ; porque nao manda
ilorges da Fonseca par. a ilha de Fernando t
O Sr. Joaqun Villela: Mitter he que gga quem lie
esse alguna. ..
OSr. J.A. de Figueiredu : sabis, tenhoies, qual
foi a resposta que Ihe deu esse boiiicui que fui lao cruel-
mente insultado por snis iuuuigiis polticos, e a quem
se quiz imputar abusos que s devem de pesai solire os
srus verdadeiros autores? Esse distiuclo administrador
respondeu :
Poda fa/c-lo, tiidn pretexto para isso; na* uo
quero: cu"nao mando o Sr. Borges da l-'onseca para a
ilh.i de reinando.-
Senliores, eu ouvi com estes ouvidos, eu vi com eales
olhos esse digno cidadao pronunciar estas paiavras '
Pouco lempo depois appareceu a divisan entre a jimia
iioni i dita, e Cu tive de sabir soileado .no jury que jul-
gou a l'.orgrs da Fonseca ; e, senliores, sabei tambem
que esse alguem, que lia bem pouco lempo havia acn -
selbado que s mandasse para a ilha de Fernando a An-
tonio Ilorges da Fiwiseco. b.ileu nnspeitos, e dis-e : a An-
tonio Uorges ouvi estas paiavras no uibunal do jury !!
O Sr. Jdaqaim Villela-, Se foi nesse jury, enlao nao
fui eu, que nao estive l.
O Sr, J. K. de Figueiredo: Mas esse alguem se acha-
va tas galeras.
Senliores, no dia dojulgamenlo, appareceu o niaior
di si espillo, o maior.... eu nem sei como o qualillque:
ulini appareceu o que lodos nos vimos : uina grande
pon ni da espuma lOCial..,,
0 Sr. Joaquim Villela : Foi a canalha, no t
O Sr. J. .1. ie Vigaeiredo: ___ invadi as galerias e o
edificio do tribunal, dando ale radorrs gritos de : -.Mor-
ra o jury secreto !u K foi mistrr que eu e alguns mem-
bros do conerlho pedissenios. ao nr. presdeme do jury
que reqiiisiiatc do governo frca de linha para garantir
a iiitjependeiicla do tribunal, vislo como a policiaque
alli se achava, se havia lomado impotente, para cmel-
os ''-'rfttoir'
Sendo assini, senliores.. como he que se nos diz que a
polica cominellcii una violencia por expeli das gale-
ras pona de bayonetas aos que desle modo desrespei-
iavam o tribunal do jury ?.' E lambein qual seria o cri-
minoso poltico, ou dealgtiuia importancia social, que,
a passar inclume precedente ido perigoso, delle se nao
iiulzette aproveilarr E como he laiubcui que se qualili-
ca de vilenla a polica por assim baver obrado ? Ues-
pouda o nobre depulado.
OSr. Je. o/uiiu l'Hiela: Se o fado se passaste como o
uobre depulado o referi...
O Sr. J. A. de Figueiredo: Eu posso apellar para as
pessoas que assistiraiu a esse jury..,.
O Sr. Joaquim Villela : Ku tambem posso appcllar
para o icslemuuho de pessoas que mercelo tanto con-
i cito cun., o nobre depulado.
O Sr. J. A. de Figueiredo : Senborcs, o uobre depula-
do, no quadro hediondo qiie nos tracoo, da admiuistra-
r.io transada, islo he, do partido d que pertenec! lo
cordial mente, nao se esqueceu da lallar das viulenejas
< leiloraet ; (e qual sei a o poltico, que nao falle eutelel-
edes!) t culto apoutou abusos, engaos, fraudes, arre-
beiiiauculos de urnas, e nao sei mais o que; mas, ven-
do eu, ilMtxo nobre depulado t Tallava das elelfdcs de
depulado* gi raes, por duas ou lies veaet Ihe pedi que
lall i>sc taiiibroi das elelcoes dr senadores ; o nobre de-
pulado, porui, n i me quiz responder....
OSr. Joaquim Villela: E que linha que responder ?
Quer dizer que f.'.ram feilascoui mulla rrgulai idade .'
OSr, J. A. de Figueiredo Mal hecxlvel que todat
es.as infraeces, essas violencias, casas falsificaccs,
que o uobre depulado disse tercm liavulo na* eleo ne,
de depulados geraes, c que iuipiilou a adoiinisliacao de
enlao, uao se desseiu lambein uas duas eleifcs de aena-
dores ? Porque nao lullou dellas/
O Sr. Joaquim Villela: Pcrguulo, houve essas vio-
lencias?
O Sr. J. A. di Figaeiu-do: Nao sel se houve; mas o
pie sei he que os novos alliados do uobre depulado as
acaiuiaraudos inesmus vciot.dos mesmosdefeitos, sendo
maiores, que elle disse se derain uas elelr.es de depula-
dos, e por isso devora, para completar o seu quadro, tal-
lar lambein das eleledel de senadores, e das violencias
que porventura nellas livesseiu havido.
OSr. Joaquim Villela: -- Kulao, aflirina que se deraui?
OSr.). A, de Fiuiredo:Mao arlirnio; soccorro-me
agora d aiilorfdade dos alliados do nobre deputadn, e
lodos nos sabciiio* o que disseram as folhas do partido
que se alliou u uobre. depulado, a rrspeilo Jat elciedes
de senadores: al publicaran! acerca della* um livro !
Admira-uie, pois, milito que o uobre deputade, aecu-
- ni lo de violenta* as clcices de depulados aisemblca
geral, n;io aecusasse de violentas as eleicoes de sena-
dores.
O Sr. Joaquim Villela : De mancira que nao posso re-
conliecer um fado lllegal, sem rccoliheccr que oulro
que o ao te ce deu o foi I.un bem '!
OSr.J. A. lie Figueiredo: Na verdade, se aadioioi.-
tracao passada vlolcntuu a cleiro dos depulados, mais
varosimil he que houveisc violenlastii aquellas cm que
linha mu iuleicsse inmediato.
O Sr. J. A. de Figueiredo : Mas sabe p nobre depu- I Fonseca, e que elle esceveu as maiores virulencias con- facam acciisaces
. lapo que, asslm como as fteuldades motacs eiuiellcc- lira o Exiu. Sr. coucelbciro Cbichorro da Gama. Esle 1 quaesquer que tej
O Sr. Jooijuim Villila p-Nao he consequencia mas af-
irma que boiivessc essas violencias '
O Sr. J. A. dit'gui'iredo: Nao inverla o nobre depu-
lado as iiniilias Ideias ; eu nada afiiruio a e6se respeiio.
0 Sr. I.una : Uas uo ha duvlda que na eleictio em
que elle era cauelldaln. tluha mais iiileresse em pratiear
essas violcucias do que em oulra.
U .ir. J A. de Eigmiredo ; O uobre depulado, dc|Kiis
de haver fallado das violencias eleiloraes. no que no
.unin coiil milita lidelnl ule, visto que nao complelou o
seu quadro, lachou de inralo o Exin. concrlliciro ('.bi-
chn ro da (i.iiua. Sr. presidente, se alguiua qualtdade
prceuiiiicnt- conheci uesse distlncto cidadao de quem
me honro de ser amigo, se alguiua virlude nelle sobre-
sabia ds deinas, era por ccrlo a da gralidao: admira,
pois, que o nobie depulado.se ijueisas^e da uigralidao
do Sr. Cbichorro da Gama '-
O Sr, iuaqaim Viilili -. N.io liz qticltas d casa, nem
linha uceetsidade disso ; espliquei-meparque o nobie
depulado me obrlguii a isso violentamente.
O Sr. I. A. d< Moiieindo: E o nobit depulado nao
sabe que a^ralidau presuppoc a recepcao de faxores ou
bcneliciol, e que aquelle que os faz, nao deve allga-
los, C laura-Ios em rosto, porque do contrario autorita-
la a suppo.'-se que ao l'a/cr laes favores nada menos tl-
vera cm vistas do que celebrar un contra! i dedoul dti !
A gralidao, senhoies, esse uobre senlimcuio nao devi-
se r cxiorquida : o tctl encaulo c belleza esia na eiponta-
eidade.
11 Sr. Jouquim Villela : Quando eu fallei degratldao,
nao me refer a mim s, rcl'eri-uie a todos os iudivi-
duos que coiupdem o partido denominado jira'a-nova.
0 Sr..). A! ti Figueiiedu; OExm. Sr. concelhriro
Cliiehoiro lei boje, para o nobre depulado, todos ot
vicios, como oulr'ora linha todas as virtudes ; aliu de
ingrato c de perverso, o nobre depulado o appellldou de
hypocrila....
OSr. )o.iouim VilMa : Eu nao disse que elle, linha
todos os vicios.
O Sr. J. A. ie Figueiredo: Admiro, seuhores, que *e
desla ordcni a um administrador,
iiiii os scus defeiloi politicoa; a admi-
-
I ILE6VEL
hxnatti
-
^mm


B___!_______-_!'.'!!-_ '.J -11___I----
10 multo inaii que o nobre deputado su boje cnbeca
esses rirfcilos, e nao os reconhecesse iaquellc tempo
em que tamo oclogiava o defenda.
Or Jii(/ui'm Villela: Sao defeitos da miiilia Intel-
ligoncia. .
OSr. J. i4.if figueindo: Nao sao dcctos da intel-
lgcncia do nobre deputado ; pois que, supposlo el. v <
cu eiur tnagoado de haver elle elogiado ironicacDcnlc
o iiirus talentos oratorios, c qualllicado de elo<|uente
o meu discunn, todava son o primeiro a recouhecer,
como lodos, o lali'Dto do nobre depulado.
O Sr. Joaquim Villila:Enlao reconhece-mede n,.i
f, o que he pelor : nao sci que vem a observacao.
O Sr. J. A. de Figuiinda: 1'. 111 i o nobre depulado,
continuando o seu discurso, disse que a prnii-nora, isto
he, os cenUnnrrt do individuos ( im-llinr lora dizer milha-
res) partidarios do nobre depulado rorniavatn um par-
tido dlst neto do denominado praia-vtlha ;e do partido
da ordem,etn una palavra constituiam um tereciru
partido. Mas o nobre desnudo me parece que, alcm de
nao haver lelto urna riel estilstica dos srus partidarios,
foi menos exacto qnando alssc que o seu partido viva
urna vida independenle, porque lodos nos sabemos que,
logo que se deu essa separa,o, houve a unan do par-
tido praia-nova com o denominado ordeiro.
O Sr. Jfiurjuim Villila : Est engaado ; tanto que
limive utna cleicao depois, e aS chapas fratii diver-
sas.
O Sr. 1. A. di Figueiredo :Nao foi, pois, a guerra ci-
vil que forcou a csses lunares de praiai-noee a unirem
se ao partido da ordem ; mas, sim, a imperiosa lei da
conservaeao ; lei que os eimagava logo que se separa
rain da pras-Mtha, e que os forcou a unirein-sc a um
partido que tinha nome ealguma forca na provincia
O Sr. Juaquim YUlcla :Est engaado : est desfigu-
rando os fados.
OSr.J. //. di- Figueindo: Mas.se foi a guerra civH
que niiiti vnn a ti nio, como, leudo cessado aquella, con-
tina, esta? Dcve cessar....
. fas Sr. Depulado : -Conforme.
' O Sr. Luna Contina por camaradagem.
O Sr. J. A. di Figueindo :Se ful csse o nico moti-
vo....
OSr. Cunta figueindo :Oitod Detis eonjungil, homo non
lepara!.
O Sr. IHendet da Citara :Entre os conjuges.
(i Sr. Jimguim Villela:-O nobre depulado nao sabe
que oj partidos se moditcan e inudaiii, e sempre se
cnmpoeui dos mesinos individuos ?
OSr.J.A. di. Figueindo :P&reca-me que a allianca
deve ceisar con o dcsapparcclmcnto do motivo que a
cauaou.
Olsse mais o nobre depulado que o partido quehojo
pe teme he o constitucional e que o que lile esta eni
opposleiio he inconstitucional, ou rebelde; de soj te que
lodos aquelles que nao tiverem a ventura de adherir s
ideias do nobre depulado e a dosseus novos a I liados sao
rebeldes, ao inconstilucionaes, nao aiuain as nstitui-
ySe livres do i ai/ : mas, senhores. nada disto he exac-
to; e para que tanto exclusivismo? Para que tanta intle -
rancia >l Eu tne persuadoque os que esto aqu eui oppo
sirio sidriaa do nobredeputadoainain de lodo seu cort-
ean as inslituicoes liberars do paiz....
O Sr. Jaaquim filela : Guerreiam o governo ; nao
querem a ordem e a paz.
OSr. Souza bandeira-.O partido do nobre deputado
he constitucional segundo o seu modo de entender.
OSr.J A. de Figueindo:Senliores, este exclusivis-
mo he que nos tetu inorlo, e que iros ha de malar ;este
exi luslvisrao he o que ha autorisado ludas as rcaccOes
do governo actual, e dos governos que os teein prece-
dido ; reai cois tanto mais perniciosas, Sr. presidente,
quanto ellas sao excrcidas sobre homeni, e nao sobre
ideias : e na verdade, senhores, a pelor das reaecos," se-
gundo o pensar do "r. Hemjamn Constan!, he a reac-
v"u> individual ; porque sao as reaecos desta ordem as
que produiem as vlngancas de odios, as revolucrs ; -
sao essas reaccoes que reciprocamente se faiem os par-
tidos polticos as que os arremeesam aos recursos do de-
sespero ;~sao essas reaccoes ns que perpetan as divi-
sos enlre elles, e por consequenci, na sociedade, essa
serle de calamidades, de violencias, que venios succe-
dercm-se unas s nutras; porque, senhores, todo e nual-
uuer partido opnrluiido, a seu turno se torna opprcs-
sor, na potico deiwper.ida em que o collocain, por se
Ihe negar os recursos legaes ; elle conspira contra o po-
,1, r. e, quando he chegado o ili.i da sua victoria, he
tambein chegado o da sua vinganca, e ei-lo de opprimi-
do que era feilo oppressor.
OSr. Joaquim Villila : Ex abundantia cordii'ot loquilur.
B ti prevenindoo futuro.
OSr.J.A di Figueindo :O nobre deputado, longcde
seguir verdade desses principios, lanca-sc contrato-
dos os Individuos do partido que I lio he adverso, e os
acolma de rebeldes.
( Ha um aparte, que nao ouvimos )
O Sr. Mendei da Cunan da oulro aparte..
OSr 1. A:de Figueiredo:Sr. presidente, diziaeu.se-
guindo a esseescriptor por iiiiiu citad, que os partidos
i racionarios se loruam iuiqiios c n mis por causa dessa
parcialidades e na verdade elles proctiraui vingar-se
das injuslicas que reeelieiaui por nutras tantas que eom-
lueltem, e piine.iu deste modo atrocidades que por ven-
tura tenliam snfl'rido por nutras tantas, ou maiores que
elles rcverteni.
t) Sr. JoitfMim Villcla :Esl prevenlndoo futuro.
O Sr. I. A. de Figueiredo :lie misler que sejamos
justos c imparciaes ;he mister que nos unamos para
guerrear essas reciprocas injustivas ;--he mister. fi-
lialmente, impedir este mo syslenia de reacos.
Sr. presidente repetio-sc ainda, que cu diviuisara a
rovolla.Eu que a no approvci ;--eu que nao vivo de
poltica, e que nao quero viver della, porque em pouco
tempo lie-i couhecido que os srus gozos ciistam muito
caro consciencia, como poderla approvar a revolta.
Iiiamlo nao approvci esses meeling monstruosos de que
tantas queias lenho, por mel dos quaes se initoculou
na poputacao ideias subversivas da ordem e da jus-
tca?
( Trocam se diversos apartes entra os Sis. I.una e Yl-
lela, os quaes nao podemos tomar. )
OSr. J. A. de Figueiredo : Divinso a revolta', porque
no concordo com as violencias, com as atrocidades c
infraeces da constituico, que se teein pratlcado ?I l)i-
vniso a revolta, porque aou xelnso das garantas cons-
titucional sf! Diviniso a revolta, porque leuio notado
a contradlccao entra as assci;es francas e sinceras que
nesla, casa lenho ouvido de nao havcrein sido suspensas
as garantas entretanto que vejo prenderem-te tantos
cidados, em ordem por escripto, e sem as forinali-
dades.essenciacs preserlptas na constituirao e nos eo-
ligOs.garanlidoras dos dlreitos do cidado brasllciroi'.'
E he porque eu tenho fallado desta son, que se me
tacha de rebelde ; he por que me nao tenho curvado
ari sol que luz radioso e t'.o ebrio de rsperancas. e neiu
tan ponco apTdrejo aqurlle que se oceultou no occi-
so....
OSr. "4p di Cunha :-Dlga sempre cun o favor de
Deos.j. :
O Sr. Joaquim Villela:Eu fu opposlco ao sol, quan-
do elle ainda eslava radiante.
O Sr. J. A. de figueiredo ; Mas cnlao, porque he que
se di;, que eu son rebrille 3
Senhores, cuja dlsse, que nao quera maisinvulver-
ino em queslcs polticas nesla casa, poique asqueantes
polticas chaiiiam as quetles indlviduacs, c cu sou ini-
nigodc personalisar.
O Sr. Joaquim Villela : Nao o parece ; poi foi o no-
bre deputado que enertuu a disouss.io,ueste sentido ;
eu por erlo nao fallarla, se o nobre deputado me nao
cbainasae a terreno.
OSr. J. A. de Figueindo: Sr. presidente, disse-sc
aluda, que eu com estes requerluientus so linia em vis-
ta desiuoralisar as autoridades, e que por es-a rasau a
caa lite nS devr'a prestar o sefjjfcto; mas, senhores,
cu tenho tidq o prazer de nao er contestados os felos
que Qxerain objecto desses requerimentos ; cu Uve o
prazer de o ver at confessados, c basta-uie isso s i e
que me inipuru o mais?
Sr. presidente, quando se nega urna oppoiicao tmi-
da e fraca, canio esta que aquiest, s recursos que em
todos os governos representativos se concedo le-oppn-
sicoes ; quando se nega,-uo srt a liherdade sw^rlbu-
na, como a da imprensa, no sao por ccilo aquWps que
coneorrem para isso os mais proprios para censurar os
que buscain os recursos-do desespero.
Senliores, cu pasmo de ver us principios aqu enjilli-
dos por t.io distinclos oradores, e que alias sao reprnva-
dos pelo nielluires publicistas ; vede o que dii o Sr.
Guizot sobre as opposices ;
A opposico. que no tetn mcios de influencia alm
da tribuna e da imprensa, arrisca ludo para derribar o
governo.
E se o Sr. Guitotdizia islo, fallando das oppoitprjes que
liiiham o recurso da tribuna e da imprensa, o sjuc se
nao dever diter daqurllas que nao tiverem esses recur-
sos ? E porque he que o Sr. Guizot quer que as oppoil-
cOes se nao limilem s aos recursos da tribuna e da im-
prensa ? He porque elle sabe que ellas consprame pro-
curan! derribar o governo, quando jmente se Ihesdci-
a o simples recurso da tribuna e da Imprensa ; he
porque o Sr. Guizot reconbecc que, para beui sustentar-;
se, he de absoluta neeessidade que o poder soja limita-
do deutro da sociedade ; he finalmente porque o Sr.
Guiol rrconhece a exaclido desse axioma proclamado
pelo seu sabio mostr oSr. Rover Coljard.....
O Sr. A/eni/t da furt/ia l saudosa recordaco
OSr J. A. di figueindo:O axioma, di/.iaeu, deque o
poder devo ser limitado na circunferencia, como divi-
dido no centro, foi que levoit o publicista, j por miiii
citado, a exprimir-se assim :
. A tribuna e a imprensa, posto que srjam dous ineios
mu poderosos de opposico, sao coiuludo iisulncieii-
tes para conter o poder em sua marcha, se alcui dallas
nao houver frcas independentes que Ihe dispttteui a
viuil ido.
Ea rasao he porque, no obstante os bellos discursos
que pdem ser proferidos na tribuna, e que poden* ser
respondidos por oulros, igualmente bellos, nao obstan-
te os arligos da imprensa que laiiibcm pdem ser refu-
tados por oulros, o governo nimbar dessa guerra de
palavras : o poder, s pelo facile ser poder, tende ao
arbitrio, e entao preciso he que elle encontr na socie-
dade poderes que Ihe resistan!, que elle encontr, por
exemplo, a resistencia na independencia do jury e das
autoridades judiciarias, na independencia das munici-
palidades, na liberdade do voto, ele. etc.: se o poder
nao fr assim limitado, nada se conseguir a nao ser a
llcqueiro o adiatnenlo da discussao do artigo 21 do
titulo A par 3 das.f trino.
Art. Os liscaes, lodos os aabbados, e nos das
que bem Ihes parecer, visltarao as vendas, tabernas,
botiqulns, acougues, te; e os que frcm adiados sem
4 devida llmpeza, tanta a respeilo da casa, como das
medidas, sero limitados c.m 4/res.
lie approvado:
Arl. 23. rvquellesque ven lerem gneros alimenta-
res, solidos ou lquidos, estando falsificados ou cor-
rompidos, depois de verificado Uto por exame sanita-
rio, sero multados em 8/ rls por cada genero, de-
vendo ser laucados ao mar ou enterrados aquellcs que
dorm lugar a mull. .
He approvado com a srgulnte emenda, c depois ae
algumas observaces do Sr. Joaquim Villela;
Depois da p lavra-aquelles-raugmenle-se-generos.
Afluido. ..
Tambein he mandado a mesa, e approvado sem dis-
cussao o seguintc requerimenio :
to a bordo, ou na ra da Crus, p. 45, em casa de as.
cimento & Amorim.
Para a Itahia segu muito breve o palhabote
S.-Antonio-Vennedor, forrado de cobre o muito va-
leiro : j tetn f mitor parle de sua carga prompii'
e para o resto trata-so com Jolo Kianeitco da Cruz '
na ra da Cruz^j, 3. '
I'ara l.ishoVfiirtirn, eom a mi'tnr bravidide
o patacho poi ttiguez Mara & Joaquina forrado n
eneavilhado' de cobro e d boi miraba de Iota -L
7,500 arrobas ; tetn metatle da carga promp n
o restante e psssageirus, para o que offerece muito
bon commodo: a Iratir como consgnala
minoJ. F.-d llosa, na ra do Traoiche, n. i, 0u
com o cipitSo Matioel da Costa Silva na pri^a fo
do CorpoSanlo.
Para o Kio-Grand-do-Sul pretende sabir breva o
veleiro patacho fuilinnir, capitao Valrnlliri Ribciro dos
Santos, o qual ainda recebe carga : quein no inesino qu.

llcqueiro a dispensa do iutcrslIciD para "I"6 e ot I ,or carrroar, embaresr cscriisi ou ii de passageiii.i,
ara ordem do dia deainaniaa o projclo numero J sur (|e C0IraUr colll Amorim le IrnSos, rul da Cadela,
rea fora policial.-./, Villela. n. 39.
232
180
180
180
i Si I
142
lis
Ms
oppressao.
Sr. presidente, acho-nie fatigado : o requc miento me
parree estar sutlicienleiiienle discutido, e por isso sen-
to-nie.
0 Sr. Haplhla levanta-se simiente para explicar um
pensamento seu que suppe no haver sido bem com-
prehendido pelo precedente orador : all'mna que nao
coi.fessra ter partido da presidencia o impresso em que
se oflerecia premio i quein qur que apprehendesse a
eertos chefes dareviilla, mas apenas observado que csse
f.icto nao i ovil iva ili-M-espi un hiimanidade.
Explicada assim a sua asserciii), orador entra ein va-
rias consideracoel teiidenle a demonstrar que he mais
provnvcl que seinellianle impresso partlssc da opposi-
co ; notando, por exemplo, que csse acto parece mais
prnpiio de quem attribuio a seus adversarios polticos a
randa de homens livres, do que ao governo ; e conclue
declarando que, nas clicumstaiicias actitaes, o que mais
c-oiivin ao paiz lie a unan de todos os llrasileiros ho-
nestos, de todos ns Pernambucanos sensatos.
1 or rrail i a di son,san, he o requeri ment submetlido
volaco, e rejeiudo por 10 votos contra 7.
OltDEM DO DIA.
Primeira disrusso do seguinte projclo :
A assembla legislativa provincial de Perna*mbuco re-
solv- :
Art. 1. Fica o presidente da provincia autorisado a
mandar abonar ao cidado brasileiro Antonio de Ai.iuj
Ferreira Jacobina Jnior,ipie qr frequenla oquarto au-
no do curso iiialhemalico na uuiversidade de Colnbra.J
a mesada acs>., mada de Portugal) at qtir ernT
concluido referido curso, obleuha a sua carta de ba-
charel formado.
> Arl. 2." Fica outroslm autorisado a mandar abo-
nar ao mesino cidado a mesada de 300 francos cm Pa-
rs, para onde dever seguir logo depois de sua forma-
tura em Coiinbra, ariin de cursar a escola de pontes c
calcadas durante tres anuos, da mesiiia forma que os
alumnos internos desla escola.
ii Art. 3." 0 alumno, no lim. dos tres anuos, passar
Inglaterra, ou Allemanha, no interesse de visitar as
dilloi-entes obras e ollicinas, no que empregar um au-
no.
Art. 4.' O presidente da provincia iinpor aoaluin-
= Olllm. Sr. prl'meiro eacriptitrario servindo de ins-
pector-da thesouraria da fazenda provincial, em vil lude
da resolucao do tribunal administrativo, manda lazer
publico que nos das 22, 23 e 24 do crreme, ao melo-
da, parante o iiiesmo tribunal se hao de arrematar ein
hasta publica, a quem por menos lizer, por tempo de
3annos. a contar do 1." de jullio deste anno ate 30 de
junho de 1852 os coutratos da illuininacao publica se-
guinte:
1)o caes do collegio e palacio do governo, iva-
liado o cosleio diario de cada lampean por
l'iegiieiia do llecife dem por
Dita de S.-Anloulo dem por
Dita de S.-Joe dem por
Dita da Ha-Vista dem por ,
Povoaco dos Afogados idein por
Frrguezia da S de Otada Jein por
Dita de S.-I'cdrii-Marivr iiloni por
As pessoas que se propozerem a- estas arremtac6e2
eoinpirecan na sala das sessoes do inesino ti ibuoal 1105
dias cima indicados, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou allitar o presente, e publi-
car pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda provincial de
KPernainliuco. 4 de malo de 1849.-0 2. escriplurio, An
Ionio ferreira d'Annuncimfio.
= O III111. Sr. primeiro escriturario servindo de ins-
pector da thesouraria da fazenda provincial, em cuin-
priinento da resoluco do tribunal ..ilminisiraiivo, man-
da f izer publico que nos lias 5, 6 c 8 de j un lio prximo
futuro, ao mrio-dia, peranlc o mesuro tribunal se ha
de arrematar a quem usis ulferecer, por lempo de 3
anuos a contar do l.d#)ulho de 1849 al 30 de jnnlio
de 1S54, o imposto seguinte:
Tasa da btrreira da estrada c ponte do Giqui,
, avallada annualmentc por
Dita dita da Magdalena, avallada animalmen-
te por .
Dila dita do Motocolouib, avallada aniuial-
uo as emolirnos que jiilgar conducentes para quepnssa .'
bem preencher o lim a que se prope, cxiiiliindo. entre P?
mili.1, provas de sen apiovt'itJi.euto. a apresentaeo
de todos os irabalhos feitos na escola de l'aris.
Art. 5." As viagens de Portugal Franca, e para a
Inglaterra ou Alieuianha, e dahi para esta provincia,
sero 1 1111 l>e ni por conta da lanuda provincial.
Arl. t." Kicam revogadas todas as leii cm contra'
rio. a
0 Sr. Jos Pidro manda mesa t> seguinte requeri-
menlo, teudo previamente funilaiiientado-o cun a ne-
eessidade de eollier infOi'iiia'cdes acerca da materia, e
inrsnio de ostllda 1.1 :
Fique adiada a discussao do projclo por 3 dias.
Submcltido volaco, he approvado.
Continuaran da segunda discussao das posturas da
cmara municipal do Hecife.
Sai approvados depois de simple reflexes os artigos
seguinies :
Arl. 17. Todos os acougues se fecha rao s 4 horas
da tarde, em vero, e s b' nu invern : os infractores
sero mullidos em I''.. rs.
Art. 18. Em cada um dos acougues pblicos bavero
Jualro tal los, pesos c bataneas prouiptos para os ci ia-
orrs, quando quizeiem talliaj- seus gados, por cujas
addices declaradas ano pagarn despez.i : an,pilndo-
se igualmente o referidos talhus aos criadores de par-
coa, carnciros ou cabra, e os administradores dos 39011
gties e repesadures provero aos ditos criadores de lo-
dos us objecto acuna expend os, sb pona de 4j rs. por
qualquer lalla^Sc
Arl. li. Os pesadores dos acougues pblicos sero
obrigadoi a repesar a carne c. nipiada, logo que ihe for
por qualquer pessna .requerido, e adiando falla nu pe-
no, avisaro lugo ao fiscal, se esliver prsenle, e nao es-
lando, loiuaro tres testemiinlias c iluta do infractor,
para apresenlaieui ao fiscal com n deciaraco dos no-
nios das testeuiunlias, obrigando logo ao cainoceiro a
precncher a falta di carite : o repesador que assim uo
pralicar, pagar pela prltUrlla ve/ ? rs. c o doluo pela
1 ('incidencia ; co vendedor da carne fraudada sollrcr
oito dias de priso, e 'dubro na reiucidouoia.
u Arl JO. Os que venderem pelas ras a retallio car-
nes deporco, de catneiro. cabras ou tuucinlio, deve-
ro ter balai.cas e pesos aterido, e as carnes sobre pan-
nos liraucos e liinpos, cobcrlos com os inesmus, siib pe-
ni de pagarem 4/rs. de multa, e o duplo pela reinci-
dencia, a
Entra em discussao o artigo 21, redigldo deste modo :
Art. 21. A cmara municipal furnreer aos criado-
res e marchantes curraes, em qne|ejaiii recoluidas as
roes destinadas a inalanca pan consumo, sendo os di-
to curraes cubnos de til lia ou madeira, e leudo em
son 10. into tanque il'agoa potavel, pcrccbeiido a uiuoi-
cipividade 500 rs. por cada cabeca. ^
pl
b
l> a hora.
o Si: I', tldente designj a ordem dadla, e levanta a
sessao.

"EOITAES,
6:COI,000
3:301,000
2.900,000
662,000
1:201,000
mente por
Hit da ponte de Hurary,avallada annualmen-
tc por ,
Dita da ponte do t'achang. avallada annual-
menle por
As pessoas que se propozerem a estas arreuiatace,
eiimp iiorain na sala das sessdes do iiiesino tribunal nos
dias cima indicados, competentemente habilitadas
E para constar se mandou atinar o presento c publi-
car pelo Diario.
.ecretmia 1
nuxaja d,] firrarlip Pemanibuco, 4 de malo de 184.O 7 escrpturarto,-
ttxe
ma
Antonio Ferreira ii'.linuinriiiro.
nrclaracao.

ADJIIMSTRACAO DO PATBIMONIODOo ORPHAS.
Perante a adiuiuistracSs do patrimonio" dos orphos
se lio de arrematar a quem masder, t por lempo de 3
annos que ho de ler principio do prmieiro de jullio
do crrente anuo au fin de junho de 1852, as rendas das
seguimos casas pertenceules ao iiicsmo patrimonio :
s lojas nmeros 33 na ra do Qiieimado, 23 na ra do
ollt-gio, os dous andares de n. 29 no largo do Paraso,
na ruadas Larangciras, 13 ni piara da Uoa-Vitla, 32
na ra Velha dita, 22 e 24 narua de S.-Goncalo. 39 na
ra do Pires dila, (i na ra do hoiario dita,. 44,
53, 57, 59 e 61 na ra da Cadeia do Recife, I, 9,:
2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 23, 21 e 26 na ra
da Madre-de-Heos, M, 16 c 18 na ra do 'forres,
2 e II na ra da I.apa, 1 c 3 na ra do
niz, 17. 41, 43 c 15 na ra da Mord, 52,
47, 45, 43, 21, 24 e 26 na ra do Amoriiii,
7, 18, i9 e 2i na ra do Asite-de-Peixe,
Codor-
54, 56/
13, 15r1
10 e 13
na ra da Cacimba. As pessoas que se propoie-
leroni a arrematar ditas rondas tfjjtodcro compare-
cer na casa das sessoes da. dita admiiiistracfio nos dias
16, 24 e 31 du presente inei, s 44|oras da tarde, com
os -ons fiadores; advertindo-se que se ctieituar no
lia 16 do corrcnle a ai rcmai.ico de toda* as casas at a
de 11. 26 da Madre-de-Ueos, c que se noacceilaro l-
eos daquclles inquilinos que se nao acliam enrenles nos
seus pagaineiitus. Secretaria da administra;o do pa-
trimonio dos orphos, cm i de malo de 184 9. Jote fian-
lico deChtihy, secretario.
P11 blcabrio iiCterarl
Acaba de apparecer 110 Rio-de-Jaueiro, e brevemente
aqu setxpor vouda-o Miniiario do Hrasil de 1847-se-
guniln annujdcsla publicacao-l vol.de673 paginas euimui
ntida iuipresso, coinprehendetido quatro liarles dedi-
cadas separadamente poltica, historia, ostaiisuca e
a uecrologia da pessoas i Ilustradas do rasil, a s'eme-
llinuya do Anniial llegister, em luglt^arra, c Aliuuaiic
hisloiique de I.esur, ein l'i aura.
O publico toni j rooonliooido as vaiilagens de nina
rescuha animal, que ulloi oeo por exleuO orJaloiins
dos ministros, o 1 estimo dos debates das cmaras, o
/|iiadro dos aeonteclniciilos histricos, os progressos da
estatlslica commercial e agricula, esialirlooondo gra-
dualmente um verdadeiro archivo nacional.
S11l1-cre1e-.se para o numero dos eieniplaresquedeve-
ro vir 5,000 rjs pagos a recepcao de cada um: no At
ierro da liua-Visla, n. 3, c na praca d. ludependeucie
us. 6 c 8.
m
Avisos martimos.
Para o Porto sabe'cora a inaior brcvldade possivel
a velona barca fipiriio-Snnlo, por ler a inaior parle da
seu carregameuto prompta : quem ai mesiua qoiier
carrrgar, ou ir de passageui, para o que lem os mais
a>seiados cominodos,. dinja-sc ao seu consignatario,
Francisco Alves da Cunha, na ra do Yigarto, o. II.
= O lu igiie-esciina nacional Ulinda segur, eom brc-
vldade, pai a o Rio-de-Janeiro por ter parle de sua car-
ga engajada : pira o reslo, passagelros ou cicravos 3
frele, irata-sr com Machado & Piuhelro, na ra da \[.
garlo, 11. 19, segundo andar, ou cun o capitao jia praca.
= Para'o lUo-dclancirn seg, com milita lirevldl-
de, o brigue nacional aurora ; lem a inaior parle do car-
rrgamento prompta: para o resto c escravq a frele,
irata-se com Joo Francisco da Crnz, na rus di Crux,
numeriR
= Pin o Rio-Grande-do-Sul sahe, impreterivelmenle
no dia 20 do correnle, o patacho nacional Kuteiye, capi-
lao Manoel Luix dos Sautos: anda pode rereber alguin
carga a frele, escravos e passageiros: para urna e ouln
cousa irata-se com o mesiuo capitao oa com I.itiz Jun-
de S Araujn, na ra da (',ru?, n. .3.1.
= Para Lisboa sabe, imprcteriselmente no da 8 de ju-
nho vindutiro.o brigue portugurz Velai, capit'o Antonio
Pedro de Figueiredo: recebe carga a frele, bem como
passageiros, para o quaes lem o mais excellenles eout-
modos, c ali.inra-se o boiu iralamenlo : qutm preten-
der dirija-sc aos consignatarios,Olivelra Irmtios k C.kna
ra da Cruz n. 9, ou ao referido capiliio na praca do
Cotiimercio.
Lciiocs.
\
= No dia 18 do eorrrnte, pelas 10 horas da manda, se
hao de venderem leilao, no caes da Alliidega, 600 lac-
eas de familia de mandioca por conta de quem pertcn-
cer: os prrlendenlcs eoiuparccain no supracitado lu-
gar no dia c hora marcada.
- Francisco Joo de Barros far leilao, por interven-
cao do coi rotor Oliveira. da mnbilia e oulros objeclos
prrtencentes a Francisco Jos Telxeira llaslns, f rrliano
iilliniaiiienie para Lisboa ) cnusisliudo eiii.um magnin-
co piano e oulro de niis uso, cadeiras, lois, mesas de
nielo de sala e de jugo, com modas, marquesas, loucado-
rrs, lavatorios, laiilernas, mangas, reloglo de sala, con
solos, candieiros de meio de sala, mesa de janlar, leilo
para casados, espelhos, quadros, urna cadeiiiuba de ar-
ruar, um inoleque, obras de prata, garrafas, copos, ap-
parelho de porccllana para cha, louca de meas, dila e
Irem de cozinha, ele ele. : sexla-felra, 18 do frren-
le, s 10 horas da uianba-ciii ponto, na ra do Vigario,
n. 23, primeiro andar, onde moracam llussell Mcllors Si
Conipiiiliia.
, GIUNDE LEILAO.
, | Jvwi-/ ne.HVos inteiramente novos, de urna colleccSo de
Jalttas lllhngraphias c de ricos apparelhos de porcella-
n.i piulados e dourados para cha c mesa.; ter lugar, por
InlervencSo do corretor. Oliveira, sabbadn, 19 do cr-
reme, s 10 horas da man,a, em o arinazeiii de J. I1.
Adour & Compaubia, ra da Cadeia, n. 52, ondew pre-
lendcmes pdem, desde j, mandar receber orelii o
cnii i potentes catlogos.
Entre os nomes.dos autores das obias contidas em di-
tos catlogos snbreinaiirira realcaiu, cuino hislorlidures,
Thicrs, Guirot, Villeinain, lliieiiy, Norvins, ele. ; como
poetas, romancista e diamaticos, i-cribe, E. Sue, V.
Hugo, A. Humas, Chateaubriand. C. DelavigJBp. No-
dicr. La Meunais, Halrac, Paul de Kock, ele ; Tilia de
menos Ilustre faina so us autores das mais outias p-
timas ubi as eni medicina, eirurgia c diversas sciencias,
cojos nomos nao se declara'iu para evitar fszcr mais ex-
tenso o presente aununcio.
----------------------------------y ..',_ .. l' IJ.
Avisos diversos.
V.m ,i ines.i, c sao suceessivaucnle apoiadas pararu- Paca oaRio-Graiide-du-siil pretende sabir breve o
trar em discussao as seguinte emendas: patacho UoUl-de-Unrco. capitn Aninuio sionieiro de Al-
Impcial fabrica do rop na-
cional
t:rka dasiL\tA-cni z*
Na ra da Cruz n. 63, primeiro anda gcral do rap Amlaraby Imperial e Princozado Rio-
de-Janeiro da fabrica do coipmondador' Jofl Pcrei-
ra do Andrade acaba de chegar o novo rsp du Trr-
ra-da-Santa-firtiz.
llrasileiros.' lie j lem no de nos irmo emanci-
pando da vergiitilinsii luit'Is dis fabricas eslrangei-
ras cttjos preprielatios transrcrein anotialnienl*.
parusssuis tesneclivas patrias mullos millioes ds
cruzsdos, qife*-nUn%i mais vollimaj Brasil a nSo se-
ren euipregados fem quinculbniias, que novsmetitB
snivatn os melles pi ociosos da nossa boa tetra.
Pura que esle abencoatlo toriiio lloieci e prosuera
lie misler qun IfiiliaitiOS viitudo do palriulitiin ,e i
quo moslrcmos ao iiiiindo iiiteiro que os Ursstleiro
Cm niuln sOo inferiores s mais aalisadas Jtiseijei
do universo.
Kxperimen'ai o rape nacional denominado Terra-
ila-Satilii-Crir/, feiro com o niaior esmero iniagini-
vel, e no fslirico do qtial so cmprcjfa a major por-
CBo possivel de produciosbrasileiros-
Fizei uso ciihslaule do lape Turra-da-SaiiU-l-riiz;
l'.iln iimoii oiiin dtogiis cuida lusamente oscolliidas u
sadias : o economisareis dinheiro a vos tnosnio* a <
nssupaiz; e < vitareis muilos solTi i metilos fW*
ntmea u iinbiefu} do lucio far com que na prepara-
(,'.u delta se emprepuem drugas quo, etnbor agr
daveisao olfato, como a flor de espongeira e oulrs;
silu tiulavia pornjciosissimas, sHo um veneno.
D ruda ciilaJIrO hrasileiro provas daj)s}ivismo pro-
prio de coi runos tmbres e elevados tom so oSU"*'
sos, e 0 Brasil altinjtii luevemenle ao grao da J"u"
pendailc c ojiulenoia a t|ue o cbauu u ProvideMCia.
Agencia tic passaporl*??.
No pleo da maliii de Sanio-Anlonlo, sobrado n. !
a : aluda recebe alguina qrga, ila,.se pssi,purit.s para dentro e fura do Imperio, as-
, para o que tem excelleiitCs com- \Un C0U10 jCSpai|iam.,e e,Cravos.
Agt'iiciiKle Mssaporles.
Na itm rio Collegio, n. 10, e no Aterro-da-Bos-
Vi.st lujas ns. \tt e 78; continuam-se a liwr P3!;8*"
-- Para u Rio-dr-Janrir segu viagem, no dia 20 do
cociente, a bem c nhecida barca Firmita, capitn Nar-
ciso Jus de ant'Anna
escravos e passageiros
modos : quem pretender, dirija-te ao dito capilo, ou
ra da Mndrt>de-|)cus, n. 3, tecceiro andar.
enuaa -,
Ein lugar de 50U rl diga-se 80 rii.loiPldro.
Km lugar de &00 ris diga-se 200 rls por cabeca s pretende/, pod entender coni o dTtu capTln,
de nina vei. -Aauno. u I os consignatarios. Amorim lrmus, ra da Chd<
Diga-e, em vez de 500 rls 120 rls Uavignir. ; mero 39. [vidade.
Depois de breve discussao val mesa e heapnrovs-I rVcla-se para aCoila-d'Afriea. ou para o Rin-da- | -TT~-"T __ _iA)
do o seguinte reiiucriinento : PraU, a polica ilaliaua Orillo : traU-se com o seu cap- > A TF. DE M r. Di FA^rn*,sf
[ incida, o qual recebo esenvos e muDalros rtueiu
pcoteT.de/. pod entender e con, o .lito capiim. ou con, l""l". Unto ,iar>;dciitro como pan lora do imperm,
os consignatarios. Amorim lriiiaoa, ra da Cdeia, mi- assim como despacham-se escravos: ludo com "l
MUTILADO



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