Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06486


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Full Text
XXV.
n ni iR/Omiblca-e todo os dial que nao
0 ,,rli Opreco da assignaturahe
dHlOCOrs. por.|"ny.l. W heridos
al,Tde'0 rs Po"K 40 r. em .ypo.dif-
rasao de -" ;' a s pcU llietadc. Os nao
| GSSmSS!. Por cada publ.cacao.
riUSES DA I-UA NO MEZ DE MAIO.
Mit,,a..te,a 7 ,, damanh-
-r,e,ceate,1.28,as9hore 4 mio.da tard.
Segunila-feira 1-5
baa
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goinnna e Parahiba, i eg..e leilai-feiras.
Rio-G.-do-Norle, qulntai-felras aomeio-dia.
Cabo Scriuhaem, Rio-Fonnoso, Porto-Calvo
Maei, no 1.a II e 21 de cada mez. ^.
Garanliuiu e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flore, a 13 e 28.
Victoria, s quida-feira.
liada, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 10 horas e minutos da manb.
Segunda, s 10 bonas e 30 minutos da tard.
do Sfafo de 1840.
N. 107.

das da semana.
14 Segunda. S. Gil. Aud. do J. dos orph.,do
J. doclvcl edo J. M. da2.v.
lo Terca. S. Isidoro. Aub. do J. dociv..da 1.
v. e do J. de pa/. do 2.dlsi. de t.
16 ()un i-i S. Joo Piepomuceno. Aud. do J.
do o. da 2. v. e do J. de pai do 2. dist. de t.
17 Quinta. ** Asccneao do Scnhor. S. Pas-
choal Bavliio.
18 Sexta. S.Venancio. Aud.doJ.dociv.e do
J. depazdol.dist.de t.
19 Sabbado. S. Pedro Celestino. Aud.doJ.do
cW.-da 1. v. e do J. de pai do 2. dist. de t.
20 Domingo. S. Bernardino de Sena.
CAMBIOS NO DA 12 DE MAIO.
Sobre Londres a 26 d. por 1/009 rs. a 60 diai.
, Paris 365 a 360.
. Lisboa 100 por cento de premio.
* Rlo-de-Janciro ao par.
Desc. de lett. do boas firmas a V, ao raei.
AccSes da coinp. de Beberibe a 50# rs aop.
Ouro.Onca hespanholas. 31/500 a 31/HOO
. ModasdebWOr. I7>200al,
, de6/W0n. Ib/200 a
de4/000.... 9/200 a
PraW-Patacdesbrasilelroi 2/000 a
Pesos columnarlot. l/90 a
. Ditos mexicano..... 1#X)0 a
1/920
PERNAMBUCO.
%
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
V SESSA0 EM DE MAJO DE 1849.
Preiidenda do Sr. Soma Ttixeira.
SVSMSMO.AdiameHlo, P'la hora, do requeriinento do Sr.
ilccitoi.
Aill horas da manlia, fcia a chamada, verifica-se
sreni-sc prsenles23Sis. dcpuladoa.
mfSr Preiidente declara aberla a sessao.
0 Sr. i. Setrelnrio l a acta da sessao antecedente, a
tiual he approvada. '
OSr l.u Secretario communica nao haver expediente.
Conlinuacao da discussao do requeriinento do Sr. Jos
(.'aciano de Mcdeiros. adiado da sessao anterior.
Or. Jonoiiim Miela : Sr. presidente, he esta a se-
cunda vez que o-nobre deputado. que cm primeiro lu-
jar dcfrudeii o requeriinento que se discute, me chama
a imciro ; c se porvenlura da primeira vez me al.rou a
luva, sem que nclla houvesse a menor oll'cnsa pessoal,
o inrsiiio nao acontecen da segunda vez.
O nobre deputado, Sr. presidente, involveu na d-
cussiiu a ininlia pessoa; o uoltrc (deputado me fez re-
ciiininacrs que alias nada Impoilavam para a defesa do
mpicrinlciito cm diacutsao ; rccriniina{es, Sr. prcti-
dente, que elle iiiesmn coufcssnu niio virem a pello as-
1 .ni. pois, o nobre depulado collocou-mc na necesiidsde
lile rrspoildcr-llie, como ji fiz pela primeira vez, quan-
[do. lendo-se j pronunciado sulcicnlcineiite sobre urna
ipicslao scmelhaulc que boje se discute, nao preten-
da >i'i|iif r tomar parte ucsta discussao.
Antrs, pordiu, Sr. presidente, de responder ao nobre
I diputado subreaquillo que me diz respeito, perinillir-
Intc-lia V. Esc. que eu diga alguma cousa sobre a ii.atc-
11: i. una vez<|ue o nobre deputado se tjuii dar ao tra-
llialliu de refutar as observaces que fu emoutra sessao
I Sr. prcsiUvnte, cu conheco que o nobre deputado cstfi
Iseiu duvida de mellior partido que cu : prlincirainentc
l|iiin|iie o nobre depulado, que confia tanto em seus t-
llenlos oratorios, cm su a illustracio,que nao teme me-
Idir-se coiu^ualqucr orador, nao duvidoii provocar-ine,
Iporccrto na coiivicco da iiiinha pequenhez, a qual eu
Isuu o primeiro a rrconhcccr ; e cm seguudo lugar por-
l|D< o nobre depulado uve milito lempo para ler e re-
itero meu discurso que ha diasj fol publicado,leve
Luiilo lempo para estudar e poder dar una boa liciio ;
rntretanto que cu. lo fraco c tilo pequeo como me
tunfrsso, nao tendo ao menos tomado notas do discurso
jlu nubre depulado, porque, como j disse, nao tencio-
ara fallar na inaleria, e no tendo elle sido aiuda im-
plicado, vi'jo-iue apenas rrduzidu4os recursos da iniuua
Jraca memoria ; e, pois, peco ao nobre deputado nze des-
lulpr se porveutura nao responder s algum tpico do
I... ii.....^.i., i n .. "r~>^,^
| OSr. J. A. de Figutirtdo : Agradefo-
OSr. ]uaquim Villrla; Sr. presidente, o nobre de-
hulado, nm oulra sessao, fuudainentoii a oplnio que
nf.isa na materia que Imjc se discute, c que para niim
l: a ini'sma que eulo se discutio, eom a intclligencla
l|iic deu ao'J. do artigo II do acto addicional por-
Lie o nobre depulado nesse paragrapho apenas fuudou
J como cu dlsie ; toda a sua argumentacao.
Velar nyutrdadacanililuifw edmleii, diz o acto ad-
icional, tratando das altriliulces das asseiiiblc.is pro-
.Miciac. O nobre deputado enUnde que esta altribui-
i:,j se deve enteuder eom urna l .lilude extraordinaria e
iea limites ; sem liiullcs mesmo, cou-.o dina o nobre dc-
||iiilado ; c querd'ahl concluir que mis temos ncccsa-
liianieule o diriito de pedir ludas equaesquer infonna-
Ijcs que versarcm sobre iulracfci de lei.
F.u combali o nobre deputado, moslrando-lhc que e
i mancha de cnlcuder o artigo constitucional era ci-
ca, econduzia a un absuido milito palpavel, ipi.il a
>...:.?_ .1 I .* mljinala i(m ivml ttrSiB unli lio v^ Vida.
buso, he que ha una esphera dentro da qual o poder pagina, e fallou a respeilo dos faclos n>je *''" ""
pv. rnnilHn ao rcouerimcnto nuc se discute. O nobre deputado Os-
deve ser conlido.
ao reauerimento que
O dlrclto de publicarmos os nossos pensamenlos
cuitar a execuco das icis, para arredar os embaracoi
que porveutura possam cncontrar-se na execucao das
l; c essa intelligeucia. -T. presidente, eu 4eduzo da
inesma consliluicao. 0^4 esla subordinado ao membro
Iguma ultra-. etc., etc.
Sr. paesidente, eu tenho de notar ao nobre deputado
______-I I .. H .-.1 i 1 I i> I' 1 I 1 I I i 1 I I 1 1 it|1>> til lll-
tida, e que estes n>o pdem de maneira
passar esses limites.
Mas o nobre deputado,
a mu arg
senielha
respeilo
velar na
iiem ger.
Illa eill lu.i u MMI.I.WI imi- wj...w n *w -------- ..*~------7 "~ inp
a contas as adinlnislraces, e aecusava os ministros; Reputado quein as praticou. porque
querendo d'ahi codcluir o nobre deputado que na mes- do que a, fez? ^g^SmtwJ^SL
L exiensao se devia entender o artigo do ac.o addi- f^MjffiSS!0 o'rdem t *
^'.Wr^tO ***t*i***m*LMl>qLte.|f1r7reSe. ^*tt#*J&SZ:
putado, he eolra-radafearm ; porqt"
bulco de examinar os erro da adml
sar os ministros no he un corollario
ligo ideulico an do acto addicional, q
xistem arligos cm que expreisa pal I
a a8scmbla*eial a atiriburcao de examinar os jrro. ws -. ""^*"7;:,JdTd|i^,So, e i.pulado logo
adminislracao passada ; e cmara dos depwUnV.
so a iniciativa a ese respei
ti va de decretar a acensadlo
se no artigo em que o no"
conlivessem necessariamei
seriam redundante os artigo
\ I iiu'inbrtis oue iiuiiam a^....-------- -
"^a.emb.. gera. vela na guarda da g..,!. elcomi'^^'T^^^^ffS^^
da lei., quando examina os erros da admini.tra^^re-, ^vf^'^'f^^l'Xjo eslava sentado nes.a as-
bre meio, de facilitar a execucao, sobro melos
que
* eJrCrpmlden.e, cuerdo que o nobre dentado deseo-
nheeu-se n"s,a oceasio. porque eom elleito nao sei
rvozna ieqcle ,e poderla e.guer nesta assem-
Jla para combater o gove.no, para ll.e fazer a mai. vl-
Va O Sr. joaquim YilMa: Sr. presidente, creioquc te-
nho respondido ao nobre deputado a respe, o do -
K tanto he isto verdade,
por que urna e oulra cmara velam na guarda da cons-
liluicao e da le, quando o artigo que da a asseii.DIa
gcial o direilo de velar na guarda da constiluicao e das
Icis he coininum, queYuma, qur a oulra cmara.
J v, pois, o nobre deputado que o artigo da consli-
luicao prova contra a sua opoiuio.
O uobre deputado. Sr. presidente, recorrendu a ar-
gumentos de auloridade, trouxc a casa uina auiaridade,
a respeilo da qual cu nao lenh
deputado trouxc auloridade
depulado pela provincia do Ri
verdade, a esse argumento na
. -, ,.'iiir aiilui idade
'FTvSiui'., aun*. -,
uo temos mais a faer seuao
Sr. 7. A. de l'igueiredo :0 Sr. Manuel Joaquim re
ferio os precedentes de minias capacidades.
OSr. JMOuim Fi/Wa :-Argumentou tambeino nobre .,
deputado eom precedente allegados pelo .'r. Manuel 'sembleas o direAo de velan
aquitn em una discussao idntica que leve lu
que
respeilo aln esUi a lei criminal que pune o mirador.
Se, pois, as expressi.c-iolr reur.io-ii nao se
i.udem iradutir por das-sobre fracedo de li-,egue se
que, estando o segundo membro do i-ltreadn, porem. t -
ridir o M reiPilo repreieiilufei molioada u aiumbla g*r*l
t o oudi'r rreeulieo corijuiielamenle-suborilinodo ao pri-
meiro, as representacoe. de que elle falla, t que sao su-
Usliluliyas do projectos cuja proposicao e deliberacao
a consiitulcSo prohibe, devendo versar sobre a mcsinu
obicetu que serveria de materia aoi projectos, e acons.
tituico ospcru.itlisse, sao relativas aus meios de Uci-
litar a execucao das lei. #_
Sr presdeme, esta iulelligeneia nao suppouna a rasa
que l.e miiilu parlicularmcnlc : eu posso apresenlar a
auloridade de un publicista que entendis o M. do
ai t. 83 da maneira que eu agora euleudo : he o Sr. Ml-
veslrc Pinhclro. as suas obse vacuos sobre o acto addi-
cional, elle atsiui se cxpiimc fallaudo do arl. 9 em refe-
rencia ao i 4 do art. 83 da conslilu fo:
. lie abara que, M forma do 4 do alado arl. 8.J, au MOM
dtlilurarl a asscmbl.a provincial) robre a eitcucavdaiut',
q
gillafto
pciiu.
"-iidltdJ r.uii/ia ;r. que iciu >
;hi FilW:-0 que lem i0? lem nimio
oSr. Siveslre Piulieiro enteudeua cpnstiluicao da ma-
neira purque eu acabo de a entender ; entendis como
execucao de leis nao aquillo que respe!la a mfraccau de
leis, mas aquillo que re.pcita ao modo de execucao da
"Sr. Maule, da Cun/.a :-E o que disse o Sr. Silre.tre
Pinlieiiohe exclusivo da iufroccao?...
OSr. ioaqaim Miela :-Ta..lo assim que diz : :''
pm de tua UliUtfi* he prtsamcalt o d, pir a tequiara lo-
cal cm harmona eom a legitlaca'ogeral do imperto
"'''ues de
ooin a
,11,111,/u o lim da na inslUu-a he precieaiaeole o de u.lr i
illtfto local tm harmona eom a legatario geral do
rr u. i) ,
OSr. Mi.i.linii Cun/ia:E que tem iss/
OSr. Soaquim Miela :-0 que tem u0?iei
ira ie-
im-
Ora, Sr. presidente, nao be apodando infraccue
cis que se poe a legislaco local em harmona aoi
lemsIacSo geral, c sim cslabdceendo os meios condu-
centes boa execucao de una e oulra : por consequen-
li i _3 __ niui.iiA j^ ..ruin rlii i Yin *
-principia.. concordrto cm a doutriua p e. e ., a.s
algn, nobre, depilados temos enunciado a .a, isto
s V. concordou rff o artigo consl.tuc.ona "**";
i' ....i.i.-... ., ,i.Jlo de velar na miarda da consliliiiv.io c
le
l
ciaoSr. Silvestre l'inheiro nao enlende o arao_dpjW-
do por que o enlende o nobre depulado; elle o enle.jde.i
da ...a..eir or iiue cu o entendo: c so eu trago a opi-
dSo a aloddo Sr. Silvestre Pinl.eiro. he para que
o S45 oepnudu, no entendam que esta interpre-
;' he un, nano smente da niinha luiaginacao.
Sr. presidei.W. esta interpieacao anda be corrobo-
rada eom o sentido cm que a cuiisliluicao pulUica do
imperio emprrga sempre as paiavras-nrera o rfr
possa referr-se s infraccOc. Nejamos
gar na das leis.deve ^rcnlendldoicomalimilacuo de que leamos
ossembla do Ilio-de-Janeiro ; mas permilta-n.e o no- fallado.-velar na guarida eoust.^Kaoc das leis, d.-
Joaqt
brVdeu-i;d7 q eV llie-diga que tac; precede, tes. ain- Iro da orbi^ dep^'^d!(Jf ql1e'tdt^.tco-
da quando fosse.n multo favoraveis a op.n.ao lo nobre c.ad.iiirat que c nnbrr 'P1^ dtlssr ,iio,a-
deputado, naoeram para mim argumentos inu.lo eon- der use artigo se... <">^*'uso ul.sla paric mullo
vTuoenle: assci,nblda pode prouiinciar-sc, cm um (poiados, e achasse o scu discurso i
de urna iua*Mra que pojsa nao parecer j|>eUo....
illa
(llilari-
ou outro caso, ce urna iuu_i. mu. |>u. ..- ,...--... ,,..... amor
rasoavel e se o nobre dcpuTado foi buscar preecdenlcs | O Sr. AJtndet da Cunha : l"o nt por amur
assciiibla legislativa prOtlnoU d.0JU^d^N^no., *rf#. f......_ v;1,w ne .naueira que a doutiina,
rone.i ; mas,
ereceu logo o
discutio una
assemblea legislativa provincial uo i>-'-....."'.'; _... n.. mincia riui
porque Iba nao serve o precedente ha poucos da jai- OSr. Jo,qu,n> YiUeh:- D ,,e,,a u
sado ricsta? Pois. porvcnlura, ha poucos da nao se endo expendida por miin e o 11 os, .. i
discutio una materia idenlica esta, e a assemblea nao iCndo expendida p.lo pobre depulado,
lado nao moslrou que
linli.un sido approvadu
sobre iuforinafc que sao
ncci'ssarias para conhcel-
uliam sido approvadu. I soDre imormacoe. ~-."--,., Il5u s tinhamos
O nobre deputado apresentou aqu um precedente menlo dt un. tacto desta ordem, nos "' .
..jc (permitla-.ne ll.e diga) prova contra elle, ccreioj direito de pedir essas infoi.naroes, mas tambein res
que elle o coufessou, fuainlo en. um aparte ll.e d.sse i- iricia obriaco. addicio-
' O nobre depulado fallou n'um facto crelp que de o nobre depulado citou o artigo J.
David Pamplona que, leudo recebido ""a ollensa ,,31, que diz:
|deslrui(ao da independencia dos poderes poliiicos ; vis-
lio como, se se cnteiidessc o artigo na gencralidade que
I nobre depulado qurria e aiuda qur, sfgiiir-se-bia
Ique a assemblea legislativa provincial era 11.11 poder
loiunipottMitc que podia tomar comas todos os mais po-
llcres polilicus, c c.mseguiutcuiente que eslava dero-
Lnlo o arligo 9." lia consliluicao poltica, que declara
liiulepcndeiite lodos os poderes polticos, e faz consis-
Iti oosa independencia a harii.onia desses mesmos po-
Jile.es cas garanlias dus dircilo9 polticos dos cidados
11" isileu ns.
Mas o nobre depulado, conlesiando-me, disse ; So
Ilit nina limil.icao a cssa alt.ibuico constitucional, e es-
Is.i limitaco he a que se acha 110 u.csmo arligo, quando
Idi: velar na guarda da conililuico c dar leu na tua P'o-
It'i'iriu. h
Na sua provincia, disse o nobre depulado, eis a nica
lliinllnco ; por cousequcnci.i, una vez que seja denlru
Id territorio da proviueia, a assemblea provincial pode
[1 111 na guarda da consliluicao e das leis sem limilacao
|alguu.a, culciidendu-sc o artigo cm luda a lalitude.
Ki. ilirei ao nobre depulado que cssa limitaco nao he
Iputitular aoV, 9.*; que essa limilacao existe a respeilo
l'i tud.s as aiirii.uis0es da assemblea provincial: por
I 1 mesmo que atMpfii.blca provincial nao exerce um
Ipodcr se.uio proloSlal, rsse poddr lie circunscripto
nos limites da provlnria.
Mas disse o nobre deput.ilo, combitendo o absurdo 11
,ue eu II, fiz ver quera sua arg, ^ ^ fe^ .....-
inclal. 1 Kcra| c ao poder exccut.vo conjuuclai.ieiiu.
ile leie,
1 que possa .eu '-j---* 5 la
do ai t. 102, que aila das allribu^e do poder execu-
"."pidiroi decreto, .nilrurfu'ei rejulame.iloi, adecuado
ci 60a e.reeiifu'o das Ir.'. ''
unen, dir que as palavras-ejeeuea odat fn-sjo lo-
Uiada no sentido e... que o uobre depulado enlende a
do ti 4 do art, 83 ? Qucm diru iru?ccs e rciilaiuenlos nao tec.i. por objeclo prescrc-
ver o modo de cxe'cular as leis. fac.l.ar a sua execucao.
arredar os embaraco? Quemdlri que as palavras-eie^
erWuii '"Somesmo sentido en.prega o acto addicional etssspa-
larai no 4 do art. 24, quando da ac presidente de
ro i .cia \ atiribuifo de expedir orden,. M*f
c regulamenlos |WM a boa eXCCUclo das leis provin-
caos.
No mesmo sentido, as emprega a
de 1834^2 e 12 do art. 5.
lei de 3 de outubro
lirigio a assemblea constituido urna queixal .'/Jompete's assemblea l^^**,Kde dosTrliMi
iuc fui mandadla com.nlssao de juslita civil e criinl- r. discutir e deliberar, na M;.de dos artigo
_. Jassa AituiillIaii P ( 1111 (i Q|
..al ; mas qual fui o parecer dessa coimnissao ? Que o
Sr. David Pamplona se qiicixassc aos iribuuacs do paii.
83, 84. 85, 86. 87 e 88 da consliluicao
Passou'a combinar este arligo *^"-" .
o 83, que disse
ia.
83 que he esle :
uestes conce-
conio quai.i
commisto foi, ou
h
liiui
ale
nao, adoptado; crcio que
ion ve votaca a respeilo, porque nesse cmenos a cons- |
iluirte foi dissolvlda ; mu o que he certo he que, se.
n;, provincias;
tj 3. Sobre
una eom outras
.posicocs, cuja iniciativa l.e da eom-
.-_ Ti_- .l....Hiln>
ilii-
ii^rS.^Ssa'pV'n,
cce
raa provii
l M1Vic I'"""""" O'IJ,
Disse o nubre depulado. explicando o $4 do art 8.1 da
con tltulco, que as represcnlacoes deviam er dirigidas
a a einbla geral ; porque, a in execucao pudendo
nruvi le deleito idri.ise'co da lei. i ella perlence in-
mroreur suspender e revogar as lei. e ao poder exc-
etivo,pr,,ue, pudendo pruvir a mu execucao dol exe-
iiiiires a elle periei.ee demilti-los. .
Mas digo eu. r. presideule, pie as represenUcoe
pcdi de.e'10.. iustruccoes e regula.ncnlo para boa
"o sfti^da Cunha :-Zr,*o para que as.embl.
secular por del 1/ P f|a ,,, aPmbi,j ? Ka
que una lei he
c nao he para%s-
exeeueau de lei
TJT^id^h\ : Ka ji explique., e alnd.es-
ero explicar oulra vci
O Sr. Joaquim VMela : 0 obre *** 1^^
luir, o direilo do abuso .' Pois qualquer membro da as- : ihesouro p
,. ao, meios de.fmir a^.^.^
por einbarafos que a Isto
mover ; o que realmente
1 menle dita....
Tler

Sr presidente, cssa confissu que fez o nobre depu- nio do nobre depulado.
tul-de que a assemblea abusara, se e mrltcsie a eaa- Sr. presidente, o obre deputado, julgando que a dis-
linar o aclo de qualquer poder polilico, quando o cusio do requeriinento Ibe olltrecia oceasiuo propria
pulque niuiias ronw ^"'""'^
pd... depender da lalla dellc.
1
I MUTILADO



f
S>k'nlA' nobre diputado j-sciilciii que me esmiga-
Ihava deb.ilxo di i ps aprrseotando-mc nesia caa co-
mo un homcm versalll, se ponentina mostrasse quo,
trndo cu J eni alguin (empo >ido amigo de algiicm,
leudo j elogiado cni algiim lempo a alguem, me vi do-
pols, pela^ serie dos acoriteciincnlos que se lraln IUC-
cedendo. coilocado na necessidade de nao ser amigo
desie alguem, de fatcr-lbc inesmo opposicao a respeito
de seus actos polticos.
O nobre drputado, nene sin juio, drscouhereu sem
duvida todas as tendencias, toda a marcha do c0ra9.no
humano o nobre deputado quiz firmar o principio de
que uenljum hoinein he susceplivel de perversas, as-
sim como tambem de couverso; o nobre deputado
quii negar ao homcm uin carcter bem coubecldo, bem
explicado tantas vezes, o da hvpoc 'sin.
Sr. presidente, nos estimamos os individuos, nos os
elogiamos, conforme as qualidades que descobrimos
nclles, ou sejain estas qualidades reaes, ou simuladas,
una res que estejamos convencidos dolas ; mas os In-
dividuos a quem cstiinauos, a queui consideramos c
respeilaiiioa, pdem ou perder essas qualidades, se sao
reaes^u mostrar que as nao possucm na veidadc, e
que apenas simularan! pussui-las. E porque, dada
uina, ou outra dessas hypoiheses, porque, ennhe-
cendo nos que aquelle quem tributavamos amirade,
respeito e considerar.no, ou pe deu essns <|ualidadrs
que o faziam uierecer as nossas atiences, ou nao era
incsinu inais do que uin vrrdadeiro hypocrila, estare-
mos siiupre na restricta obrigacu de n eslimarmos, de
o ciinsidevtrmus da moma maneira, q 11 nulo 011 j nao
existe a raso que linhamos para isto, ou rcconhccc-
moa a Musi em que estavamos ?
Sr. presidente, a historia est cheia de homeiis que
em sua vida poltica apresentaram terriveii pitases,
que se apresentaram multas veres revrstidos das mais
eminentes qualidades, que eram considerados at como
hroes, mas que dahi a pouco cahiain destas alunas
que linham subido, e se rujaram O p: ero, esse
lyraano cujo nome he hoje proverbial na historia dos
despotismos c crueldades, esse lyranno cujo nome he
objecto de horrror, nao foi porventura em seus pinci-
pios uin cidadao tiio amado pelo povo romano ? Nao
se soube insinuar tanto com virtudes Rugidas ? K de-
poli que se vio com o poder, depois que se elevou,
uo leve, Sr. presidente, de ser Ingrato para todos
aquellei que o linham elevado ? Nao leve de desplr o
carcter hypccrila de que se revestir, e apresentar-sc
tal quai na realidade era ? Nao leve de manchar-se com
essa serle de crlmrs cuja recordacao smenle horrori-
M 7 E qneui, Sr. presidente, cond'einuou jamis o pro-
cedimenlo daquellcs Romanos que, horrorisados com
as sua* crueldades, cliegaiam mesmo a execra-lo, alu-
da que em outro lempo o houvessem ainado, e tido pa-
ra com rile as inaiores altencoes ? Nao he, pois, para
admirar que no Uosso Pernambuco le desse um fado
dessa ordem.....
O Sr. J. A. di Figurireilo : Nern lornou-se peior por
causa de Aggripina... a proprla mal... .
O Si. Jo-io.ii/ miela : Sr. presidente, eu sinto que,
para explicar Cacto* que o nobre deputado nao drvra
trates i esta casa, lenha de oceupar a altenco dos no-
b'cs deputados por algum lempo, mas o nobre depu-
tado constituio-me nesta dura necessidade porque.
Sr. presidente, s a oflensa que o nobre deputado me
dirigi, smente respeitasse particularmente a minha
pessoa, eu ainda poderla ter a gencrosidade, ou pelo
menos a caridade de a entregar ao desprezo ; mas, sr.
presidente, nao respeita smente a miui, reflecte sobre
centenales e centenares de cidados que, leudo em
principa estimado, elogiado e elevado o Sr. Antonio
Finio Chichorro da (ama, depois se viain na necessidade
de Ihe faier opposicao : he, pois, una oll'ensa, Sr. pre-
sidente, que rerahe sobre um partido politico que
aqu appareceu, e que o denominaram prai'a-nora ; e eu
nao posso deixar de repelli-la, explicando os factos ;
porque, dcfrudcodo.me, defeudo iodos aquelles que
me aconittastbarain nessa opposicao (eilaao Sr. Chichor-
ro, opposicao de que limito me ufano. (Aparado.)
Sr. presidente, ha em todos os partidos hoineus de
saa consciencia, honiens que vao em buscada prospe-
ridade publica, e que para a obtereui jiilgam que de-
vein de necessidade srguir-se certos principios ; mas ha
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v
do tinha 100.ou 200 palacdcs para comprar a sua sol-
tura, era posto em liberdade; mas, se nao os tinha>
gemia na cadeia, at que alguma alma caridosa l'os
emprestasse, ou pagasse por ello o terrlvel imposto.
O escndalo, Sr. presidente, chegou a pomo de que
autoridades policiaca haviaqtie, apprehendendo cdu-
las falsas, ficavam-se com boa pnrcao deltas, e depois
appareciam no mercado comprando lateadas enm ellas:
os Ingle/,-, diziam que elies nao 1 eiehi.iiu aquella nio-
da, porque nao a iraziam do seu paiz e que julio na
lic.iriain fazendo di polica do pas?
O escndalo, Sr. presidente, chegou a tal ponto, que
niiiitos agentes de policia s cuidavam dos meios de es-
pecular, s procuravam ver como lirarlam provrito do
exerciclo das attribuici.es que a lei Ihes diva para^ff-
rantii em os direitos dos cidadaos ; so se serviam de sua
auloi idajlc para exlorquirem dinlieiro ao povo ssim,
viainns. por exempln, um agente de policia apresentar-
se n'uina loja, aonde sabia que se vendiam cartas de
contrabando, nao para as apprchendcr, mas para nego-
ciar com quem as venda, para Ihe di/.er: Vos podis
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esse re pello duas ou Ires vezes, at que lina Unen le me
diueram que delxasse passar as cleiccirs, porque essa
autoridade policial era all ntcessaria para ellas! '. Co-
mo se 'lepla das cleieoes nao livessein elles at de dar-
Iha alguma cnusa em rcinuneracao dos bnns servicos
i; i| na mo, Sr. prccldcnlc, se redux o paiz o este esta-
do ; q na mi i ii ni cidadao nao acha garanta contra a pre-
potencia de una autoridade, porque essa autoridade pu-
de Jar niela duzia de votas, qual he o cidadao de cons-
ciencia que pude acouipanhar esse carro de prosttuico?
(.V11 111 -ii.nl iipi/iiii/u.i.)
Mas, Sr. presidente, um nebre deputado aluda agora
me deu uin aparte, c me perguntou desde quaudo cu
conhrcl esses abusos : cu Ihe respondo. Conhcci-os des-
de que elles fdraiu apparecendo" mas desejava que el-
les fossem corlados. E tanto he isto verdade, que eu
clamava contra lodos elles; que eu ped inuilas vetes
medidas contra elles. Em palacio, Sr. presidente, V.
Exc o sabe inulto bem, alcei innmeras vetes minha
vot contra a iininoralidaile que eu va li lavrando ; e
quando enlio cu assim clamava, a Sr. Chichorro ditia-
nhado de ordenancas, entregando carias do Sr. Ghichor.
ro ;que fol a Ipojuca o oulros lugares, era por eerii'
menos habilitado para me contestar a esle resnejij"
(Apelados geraes.lllisuiai.)
Cartas, Sr. presidente, assignadaspelo presidented,
provincia, se enviaram para os diversos collegios
essas cartas linham por lim iinpur orna chapa qe ,
inesmo denomlnava de ferro, para indicar que nenhuu,
eleitor tinha diretto de apartar-ie d, lia, sol pena de lfr
po faci eicoiiiinungando. e soffrer as coiiseqticntia, q,
suaousadia. O iario-Sovo n.ul, de 10 de marco de 1848
coufessou essa interferencia do Sr. Chichorro n
eleice.es.
E porventura foi smente o presidente da proviocli
que se Ingerio as cleicoc? Nio: as circulares qu,
acompanhavaiu a chapa de ferro, e que por ahi se esnj.
Iharain, eram assignadas pelo triuinvirato de que ir,
tu. inliio o chefe de policia ; e todos sabemos o ppt|
que representou elle tin todo o processo eleiloral.
Ora, Sr. presidente, dirigida a eleleao pelo cltefej,
polica c pelo presidente da provincia, paderlaeila (r
da plvora ; aprescnlai-se uas lojas, examinar os bar-
ris que acbava, e dizer: Este barril leve plvora,
vs ides para a cadeia, se porventura nao me dereis
tanto. K o individuo dava o dinheiro, pagava a terri-
vel imposiciio ; pin que, se fosse para a cadeia, tiuha de
gastar limito maial
0 escndalo, Sr. presidente, chegou a tal ponto, que
se organisavam processos de proposito, para se ezlor-
qulr .dinheiro. Assiiu, Sr presidente, homens havia,
eujos meios de vida cunsistiam ueste Iralico infame as
autoridades nao administravaiu juslifa ; nao lallo de
todas, mu era (ossivel que nao houvcssc.excep(cs,
fallo de mudas que at se coitluiavain com certos vellia-
cos pata extorqulrem a fatenda alheia. Sim, Sr. pre-
sidente, 111n11iav.111.--r al lacios, ou desfguravam-sc
oulros, para servireni de base a processos ; prepara-
vaill-Se I. sieintinli.ts. pituita se al.- umitas ve/es ludo
em estado de pronuncia, c depois aigum desses homens
decoraran compadecido a pobre victima que se que-
ra dipenar, c diiia-lhe i Vs estis tuestas circuns-
tancias, se nao queris ser pronunciado dai lauto, que
. ir vos dcieinl. lia, o desse crillic (lilasi senrpie, Sr.
presidente, eram l'ortuguezes as victimas deste trafico
iulame ..
O Sr. una.-Quando chegou ao couhrcimento Jo
nobre dctuiado ludo isto?
Or. Joaquim Hlela : Eu Ihe dirci.
Mas, Sr. presidente, se coutinuarmos a examinar os
actos da polica de cnlao, quantos outrbs igualmente
escandalosos nao encontramos ?
O uutn e deputado que clama hoje tanto pela garanta
da liberdade d.r imprensa, o nobre deputado que hoje
ditque a consliliilco se acha tota desde a piiiiteira pa-
gina at ultima, nao se lembra, por ceno, que nesse
lempo que me retiro, roubavaiu-se at lypographias
policiulmente; formulavain-se piocessos injustos, ni-
camente com o lim de perseguir : o nobre deputado
nao se lembra que, sendo a instituir do jury urna
instituir da maior iiuportnicia, tima iiisiiluirao das
mais garautidoras dos direitos do cidadao, foi conveni-
da em una verdadeira commisso militar. Quem nao
sabe, Sr. presidente, do laclo acontecido nesla provin-
cia com um individuo que hoje se achamuito relaciona-
do com os correligionarios do nobre deputado, que
hoje he uin grande lie re para aquelles que o persegui-
rn! ? Quem nao vio, ou nao soube, que se expellio das
galeras do jury o novo pona de bayoneta ;o povo
que quera assislir a sessiio do juiy? Quem nao soube
que o cliefc de policia de cutao, acoinpaiihadu de tropa,
liravu o povo a rlirar-sc das galeras, para nao asss-
tiraus debates, quando a lei-Ihe garanta este direilo ?
Sr. presidente, esse tacto que se deu, esse facto que
todos ns sabemos, nao obstante haver sido a principio
negado, foi depois conlessado na folha olbcal, orgo
principal do patudo do nobre deputado,no Diario-Novo
11." 37, de I ti de fevereiio de 1818. bis as suas proprias
pidavras:
. A reipoia foi simples 1 enrgica ; o chefe di policia
iiium/ini .i urna palmilla de policia, que jlltlli despejar as aa-
hosHens, Sr. presidente, que Ve" ivlvem' 'nos'partidos Ilcri'" <",y(""'a calada.
sena valas alguma de nulidad.- publica, homens que I r- ,<,c Jlue "lancira, Sr. presidente, foi organisado esse
se invnivt tu no* partidos nicamente para ganliaiein'J""*?W* tjdoio ubeiuos^Hiin comomImidoj qae.para
com elles.... I qu-' elle fusse organisado da maneira por que o foi,
O Sri. i. i Figueiiedo e Luna : Anclado. Io r*-*iJenie da provincia, o Sr. Clicliorro, publicou eiu
condonar-, vender es.a. cartas con. lantoque m'e dei me que elle nao\ra presidente para sustentar mmorali- to^'V*0"!*?**??? a"'caf"e ""r,
00. 300. 011 400 mil ris! Assim, viamo.um agente dades de partidos que havia de extirpar lodos esses exlo. mu.d vot d c dau.^/. ublleld.i
de policia faier outro lan.o a respeito do contrabando I abuso, -;que havia de d.r a, mais enrgicas prvido-1 AquI no BeuU. S V^*^^**^
cias ; uuc havia de mostrar aos que queriam compro- que seinpre auxilenla a vergonna, lat toin que se nig
nell-o. que jamis o e.onseguiram. Slas, entretanto, prallquem certos actos, cerloi escndalo;, n.todo,*
O Sr. Joi/uim filela : Aquelles, senlioics, s
sao justa- jauelio um regulaiue;.>W;- feto adrede, uiuregoi
lalisu. que Ilo el" virtude Jo qual um. , il '"ik" iitafit
inelte-lo, que amis o consegtiiriam. aias, rnircHiiHi, ,....,,-----------------. ----- -------- ,.,,"
Sr. presidente as provideMcias nao se davam, as auto-, bemos como se fe. a .Ulcao. O cbefe de polica.p,,.
ridadei que eicandalosa.nenle prevarlcavam, eram con- sentou-se como eandilado a presidencia do colle,!,,
servadas nos seus lugares, nao obstante os clamores pu- uou de todos os meios para vencer essa candidatura, t
lug
blicos, nao obstante lazcrem-se reuniOcs entre os ho-
mens mais preeminentes do partido para se tratar de
remediar tanta immoralidade, de curar essa lepra que
ia consum lid ludo.
Sim, Sr. presidente, reunies se fueram a esse respel-
fo ; minios meuibros que se achaui na casa osa bem ; e
uessas 1 ruino.-s por inuitas vetes se recouheceu que o
partido nao poda sustentarse da maneira por que ia
marchando que, para s.lva-lo de urna queda Igno-
miulosa, era de absoluta necessidade que, pondo-ie de-
parte certas consideraces, se pozesse um dique tan-
ta corrupcao, demittiudo-se das posiedes que oceupavam
certos liomeiis que se mostravam iocorrigiveis ; mas,
Sr, presidente, naosi que condo tinham esses homens,
que, por mais que seconhecesse que a demissao dilles
era ama necessidade, jamis eram demitiidos: uin po-
der irresislivel os sesteulava e auimava, c perpetuava
assim a imiiioralidadr ( e esse poder era o clebre triuin-
virato.
Foi entu, Sr presidente, que cu me convenc de que
ludo eslava perdido foi enlno que eu me convenc que
nao se quera cortar os abusos, e quo o carro Ja_ pros-
tituirn ia coi rendo sem o menor tropeen: foi entiio que
cu, mi querendo acempanhar esse carro, julguci de-
ver facer opposicao aquelles que eram causa de que a
iiiiininalidade progredisse tan espantosamente.
Alas, Sr. presidente, oque acontecen?..... O que a-
lontecen.' I.evantararn-se contra liliut, tan flaco e la
pequeo, ludas as potestades da Ierra, quizeram es-
inagar-me, quizeram aniquilar-me, quicram eugulir-
me, equasl que o l/cm se nao abro os bracos. (Ilisadas
traes.) Tudu quaulo ha de iulame se lancuu sobre
uni. Um homein, Sr. presidente, que j tinha posto
este partido pela ra da amargura; um homcm, Sr.
presidente, queja o havia denominado cuija da assassi-
nu e ladres pblicos, (obre cujas caberas eslava pen-
deute a espada da juslica, como penda por um lio a de
Dionisio sobre a cabrea de Damocles; um homcm
Sr. preildcute, que j tiuha posto o Sr. Chichorro de
esqueleto de materia, leudo s biles cm lugar de singue,
sen. alma, sem neuhum sentimento nobre ; um bo-
iiiein Sr. presidente, que j havia enforc.do a V.
Exc. as tupas do Sr. Chichorro; um liomeui, Sr.
pt. silbte, que havia denominado C'aim a seu proprio
[ruido, e o havia repudiado ein nome do pal, foi assala-
riado para me descompr e insultar, para me injuriar
iiifamcmeute, nao como hoiucm poltico, porm na-
qtullo que ha de mais sagrado para o homctii, sem que
aquelles que o aciilavain at esse ponto, se lembrassem
que urna iguominia, que se qulz laucar sobre iiiiin, 1. -
Hcetia necestariameute sobre um homem que ciles li-
nliam como seu correligionario, que elles diziam esti-
mar e considerar!!! (Vivoi sigimes deadmiracao' )
Eu lrlo, Sr. presdeme, desse infame /alnimba da Poli-
cia, que por lauto lempo euchuvalhou os prclos do Uia-
rio-Aoi'o. (.poiados.)
Mas, Sr. presidente, ao passo que cu observava todos
estes Tactos de que techo fallado, eu tambem observava
que inultos dos t'i>'ii>i4" mente os que, vendo que o partido se desmoralisu, quel,0 '" virtude do qual innj./f "''..i. ,'S-!.-h*in
u carro da prosliiueo val niarchaudo'at un ponto em|,c eontavapara a orgauisaco do"JtIw, era substituto de
que nao he possive'l deixar de diier-se (ri, nao la'"bas as varas crimes, para que foic sempr,'#prcai-
jidem mais continuar a acoinpanha-lo : estes sao, Sr. | denle do juiy, qualquer que fusse a rtsso cmaue po
piesldenle, os que clialuid.au.-se no lamaral da prosli- I ventura tivesse de entrar o processo i, reo, ?m c
liman, urna vez que esle lamaral lites proporcione al-
guma conveniencia... .
O Sri. I. A. de f'igviiredo I Luna : Apoiadissimo.
O Sr. Joaquim Villela : Aquelles, Sr. presidente,
sao os que, tendo-se minias vetes enihusiasiirado por
un parlido poltico, na coiivicf.o de que seu* princi-
pios eram slnceiatiente proclamados, na aotiviccao de
que esse par tido tinha por norte a prosperidade publi-
ca, apaiiam-sc delle, logo que se coiiveiicein que nao
julgameiilo se commctlcram essas violencias de que
fallci.
Sr prcideute. tenho-mc seulido um pouc^' respeit 1
du polica: oras nao pos.su deixar de.Iraier catauuifacto
de bastite importancia ; um fado que, se nao se refere
a uiiiii mesmo, respeita pessoa que me he inulto clic-
garla.
Sr. presidente, a polica, ein gcral, era tal, que Ion-
ge de garantir a piopricdadc do cidadao, era rila quem
1. n. lie fin poltico ve'rdadriiji.ii un que' nao ha I o frcava a abandona-la. Sim, Sr. presidenta, um c-
oelle inlenjes de promover o bci,: publico, c too sumen- dado se vio obligado a abandonara sua probriedade,
tcespecula(6c< miseraveis, iulrressesincsquiihosquse a peider lorlos os lucros que della lirava, a u--l.i loria
procura promover com o sacrilco do bem da couimu-
nho : estes, Sr. presidente, sao aquelles a quem pun-
co impo tain os piiucipios c as intencoes do partido.
eque, s podendo gauhar com elle, vivem agarrados
a elle, encarnados nelle, qualquer que seja a marcha
que elle drseuvulva, quali|uer que seja prosllttii
',au 11 que elle se degrade ; poique, como o seu lio
lie un. menle o seu iilrresse individual, lauto Ihe vai
que o satisfar em um partido honesto e inuralisado,
como ein um parlido desmoralisado e corrompido,
lamo Ihe vai que o satisfar de parecria com o bem pu-
blico, como com o sacrificio delle.
Sr. presdeme, s quem nao lver consciencia, pude,
hincando urna vista retrospectiva sobre o| actos do par-
lidu dcnomlna3o prntn-rei/in, deixar de condemna-los ;
porque, Sr. presidente, esse partido chegou a tal grao
de immoralidade, que os seus coripheus, que os seus
directores apregoaram como meios honestos, como
ineios propiios da ndole do syslcma representativo a
estrategia, aesperleza e o engao, querendo por sem
duvida dar a entender com Issn que em poltica nada
valeiu as consldrracors do justo c do honesto, masque
ludo di ve reduzir-se a um manejo de illiisoes c Irai-
ioes, que ludo deve reduzir-se a engaar os simplices,
trahir os bem Intencionados,.com Unto que se obte-
rliam as conveniencias de alguns, einbora se lenha de
sacrificar a coiisclgucia, a diguidade, e o bem publico.
S presidente, a que estado chegou a uossa provin-
cia sb o predoniiuio desse parlido que cm seu princi-
pio conde ni ii.n .. iodos os abusos, que em sen principio
s fallava de patriotismo, e apregoava s querer a proa-
peridade^do pait ? Examinemos, Sr. piesidente, um
pouco, nao lodos, porque isso sera uin uo acabar, po-
k'iii alguna de srns actos, e convencer-iios-hemos de
que elle se despenhou na maior abjeccao, que elle des-
|ienhou a proviucla n'nm verdadeiro abysiuo.
Sr, presidente, nada he mais necessaro u'uina socic-
de do que a seguranca dos direiius indivduacs do
homein, a qual uo se pude verdadclramente obter sem
lucos ei irires sejati punidos devidsmenle.estm que a po-
lica,, quem incumbe a jneveucau dos delictos, longc de
ser a primeira a prallca-los, ou tolralos e protege los,
pelo contrario empeiilic todas as suas lencas para que
elles se niio coinmettaiii. Mas, Or. prrsideiile,o(|uecra a
pul ira, le Peniaui buco durante adminiJtiacau de n es hu-
inens que eu qualilisjprei de triumviralu? Ns lodos,
Sr. presidente, o sabemos, e parece iucrivel que agen-
tes poliches podessem pralicar iiupuneinenle, e a salvo,
destruida, puri|uc assim o quit a pre|ioteucll de uin
agente de policia...
Or. Higo Horros -. Uto acunteceu a mutos.
U Sr. Joaquim Villela : Eu fallo, Sr.presidcnle, de ni.-u
ogro e amigo o Sr. Francisco Caruciro Machado llios,
pi opi ir 1.1110 do sitio fttaroim coi Po-Ainarcllo.
I ni clebre Liilda Tl,(ri' um clebre I.ulrr da Tel, qpo all havia, e que, como
dizeui as clironicas, morreu em Mussiipinho, comuian-
dando nio balallto, ou urna Cuinpaubia du rxcrciio
liberal, iutrigou-se com o Sr. Francisco Caraeir ; j
poique qoeria plantar- uas Ierras do Sr. Cameicd, como
se fossem suas ; j por que iiuerla que pastasse livre-
inciile por ellas o gado que elle se encarrrgava'de trater
em pastoradouro, recehendo um taiitn por'aada cabe-
C-i, lubina destrnisse as lavuurasdo Sr, t-uruciro ; e,
como qit.'-r que o Sr. Francisco t arneiro nao esilvesse
por isso, 11. 0111 11 lie sua autoridade policial, e por
mala della pode .final conseguir licar de mansa e
pandea pi.sse do sitio que o seu psop i.-taiio sr vio for-
jado a abonar.
Este homem, bem conhecido por seus feitos, foi
acimpanhado de urna sucia de reos de policia au sitio.
ein occaso cm que o Sr. Ca ueiio all nao eslava, des-
liuio-lhc as lavouras, c autearoii al com a 11.01 Ir a um
csca ivo que de alguina inaneira Ihe fe/, sentir o quauto
ei a violento o seu proceder. Esse escravo, que se cha-
ma va Goncalo, pagoii com .Unto com a vida o que ha-
via dito em defrsados direiius de seu scnlior, e iianoilc
eguiitc, ou na oulra imincJiata, levou mu Uro, de que
velo a morrer dahi a (lias.
E ainda uu fui ludo : eoiiliuuaram anda as violencias
e misler foi procurai-sc pr um lermu a ellas.
Eu mrsino, Sr. presidente, fui fallar a esle reipeilo
ao Sr. chefe de policia, e tambem ao Sr. ( hlchorro; eu '
Ihes dssse que nao era possivel que a policia procedesse 'Collucou-se gente armada pelas estradas, para impedir
por lal maneira, que um cidadao se visse obligado a n- que cheg.sseiu a igreja, e Inssem dar seu vulo aquelles
1. 11,donar a sua propriedade, por nao adiar recursos cuja'volaeo nao coiivinha aos agentes da policia.
contra uin agente policial que, afasl.indo se de seus de- | Uesta maneira, Sr. presidente, lizeram-se as cicicocs
veres, quera exercer vingaucas, c loeiipletar-s custa cm otilras muilas parles...
do que ca alhel. : pt uiuetle aiii-me providencias; mas' O Sr. Luna : Cuino se liiei ani cm 44 as dos Afugados.
ellas iiho appareceram. .Nao se lembra ?..
Ento o Sr. Francisco C'arneiro fez um rcqiicrimiiilo O Sr. Jiuuuin Villtla : Aluda bem que o nobre drpu-
dequcixa: elle aqu est, (loiln.n.') escripia por sua lado coufessa. Mas, Sr. presideute, se ua cleicao pii-
prepra lettra ; c vs, senhores, bem sabis que elle nao maria se deram todos esses c-candalos, mnilo inaiores
pude agora cicrrver: mas, antes de ser apresentada4cs- se deram as secundarias : o presidente da provincia,
saqucixa, eu fui segunda re fallar ao Sr. chefe de po- o Sr. Antonio Phito Chichorro da Gama, nao obstante
Hela c ao Sr. Chichorro e diise-lhes nuc.visto nao have- una circular do miuislro do imperio, que expressa-
ssoe tamo haviam embalado o povo ; que largos anuos
se tinham (tarrido, Sr. presidente, sem que houvessem
elles erguido a vot para pedir a realsacno de um s
principiu que dissesse respeito prosperidade publica.
E isso, Sr. presidente, he t.nto verdade, que em una
circular que a sociclarle Imperial l'ernamkurana dirigi
aos circuios liliaes, se exprimi ella desta maneira,
quando leve de fallar da queda do ministerio que pre-
ceden ao actual .-
Esle acontecimento, porm, fi aconiequencia ne-
cessaria de um facto, Isto he, que durante cinco annns
u partido liberal nunca pA realisar urna s das suas
ideias, ni ni plantar na adnilnistraco um s dos seus
principo s, ao passo que o paiz marchava de drcrpciio
cm dcccpco, vendo mallogrodos os seus continuados
esforcos em favor da liberdade c de oulras garantas so-
ches.
Eu, pois, Sr. presidente, que nao quera mais mar-
char de decepcao ein derepeo ;.cu, Sr. presidente, que
uo quera mai ver mallugradoi todos os esforcos do
paiz cm favor da liberdade e das garantas soches, as-
senlei que lima reforma cnnvinha na deputaco de l'cr-
nanibuco ; mas fui enlao, Sr. presidente, que se levan-
to n essa eel.iiiu 1 extraordinaria que aqu leve lugar
por occaso das cleieoes ;cclcuina, Sr. presideule, de
que iodos ns fainos* teslemuulias, assim como o fomos
da maneira vilenla por que se fiterain as cleicei, aba
lando-si- o voto livre da populacan, para seren eleiloi
certos e determinados individuos que se quera por for-
ca 1 rprni-iitassein a provincia na assemhla geral.
Ii.-sde as clcici.es primarias, Sr. presideule, que se
priucipiou a violar a primeira garanta que se coiiheee
nos guvernos reprrsenlalivus ;gaiautia tiio importan-
te, Sr. presidente, que, sem ella, nao se pude conceber
urnafrma representativa : fallo, Sr. presideute, da li-
berdade do foto.
Eu j em outra occaso falle! da maneira violenta
por que se litera 111 as elricdes de San-Jos; J aponlei
os escndalos que ic pralicaram na pi-escura, e com o
en use n timen tu capolo do chele de polica; mas levo
diter ainda, que tal foi a desenvoltura que u'aquella
freguezia houve, que o Sr. l'i. Joo Caprislano, s por
ac-oiis. lli.ir uiile.u, la seiiilu victima do bra-o assassi-
110; duas facadas, Sr. presidente. Ihe alirarain, das
q na es se 11 vi ou quasl milagrosameiile.
Ua mrsma'uianeira, Sr. presidente, . oes de Agoa-I'ret 1, anude a urna, depois de rccolhidas as
cdulas dos votantes, foi violentamente quebrada porum
magote de gente que invadi a igreja; s porque certos
individuos queriam forja nomear-se eirilores !
Ua mesilla inuncira fiteram-se as cleieoes da freguetia
do ll.iuito ; e ua casa ha quem fosse lesteiiiunha dellas.
depois collocou-se na cabecelra d mesa para exaudan
quem vot.ua, e quem deixava de votar na chapa de fci.
ro, c fater suas olas a respeito.
Sr. presidente, anda nao eslava concluida a eleieao,
ainda nao estavam apurados os votos do collrglo do He,
V
clfe, e j havia sido deniillido ds corpo de policia o
Jos Foncalves da Silva ; e qual era o seu erinie ? 0 1 _
r" volado para presidente da mesa no chefe de polica,
nao ter querido subscrever chapa de ferro fin
ter
o
Tactos 01 maii itumoraet, facto* 01 mais deitruidores de rem providencias,iam-se levaros factos ao coiiliecimeiito mente prohiba aos presdeme* que se iuvolvessem uas
todas as garantial soches .' I dos iribunaes ; e o que me disseraiu un e outro .' I'edl- cleieoes, lomou ncllas parte activa, caclivisslma.. .
Sr. prettdenlr, o escndalo a esse res, eito chegou a ram-me at para que uo fdsse apprcseulada a queiaa, O Se. -unh :Nao apoiado.
lal ponto, que se fazlam prises adrede, paraseextor- I aliancaudo-mc que as providencias seriam rpidas. Ka- O Sr. Joaquim Villila (com ferca): 0 nobre deputado
q uir dinheiro aoa que iam para a cadeia: te o indi vi I perei por ellas, aem que appareces sem, fallci ainda a que foi crrelo do Sr, Chichorro que auduu, acompa-
o menos esperaran!, Sr. presidente, que se concluuit
a cleiyo,ueiu ao menos procuraran! colorear um.viu-
ganca to mesquinha Ora, o que se fez no collrglo do
Itecife, fez-se em lodos os mais.
Mas, nao obstante ludo Isto, Sr. presidente, n.oaW
Unte lodos os escndalos que se deram, nao obsta*
todas as violencias empregadas, um acto de Infamia fol
anda platicado, c esse acto foi a falsificacio da acta do
Ex a resucito da qual as folhas dessa facco que enun
domiuava, nao se atreveram a dzcr urna s palavra,
apetr das acensarrs fonnars e repelidas que se Ihe fi.
/.eiain ; l'alsilicacao, Sr. presdeme, que se acha ple-
namente provda por este documento (moiframio) ritte,
te a casa quizer, leu i.
Kose:Sempre ser boni.
O Sr. Joaquim Villela :Pois bem, lerel.
Francisco Ignacio de A thaide, e'scriva'o privatir do julio n
nicipal da segunda vara desta cldade do Recife,por S. Jf, o
Imperador, que Dos guarde, 6c.
Cerlillco que o leor do exanie pedido por eeidio
na pelieo retro, he da furnia seguintc.Auto do tu-
rne feito em tres copias das actas do Ex e alguelrn.
Anj10d011asci111cnt1.de Nnsso Senil o r Jesus-Chrlsto ii
mil oitoerntos e quarenla e oito, aos dezanove das di
mez de iiiaiu do dito anuo, nesta cldade do Itecife dt
Pernambuco, na casa das sesses da cmara municipal,
aonde foi vindu o l)r. Manoel Jos l'ei -ira de Helio,
fuit municipal suppleute em exerciclo da segunda nn,
com migo escrivo do juito e os labellies pblicos Cui-
iherme Patricio lie/.ena Cavalcantce Francisco de Sal-
lea da Costa tlonteiro, para clleito de se proceder o e-
xame, requerido pelo luajnr Florencio Jos Caruciro
Munieiro, nal acias dos collegios do Ex e Salgueiro,
actas que loram feltai para a eleieo ullmantente pan
deputados geraese provlnciacs ; o ditojuii cncarrerot
aos pi edilos labellies, para que dcbalxo dos juraniro-
los de seus cmprrgos procedesscni o dito exainc, deili.
ando, com saa consciencia, ludo quaulo acliasscm 1111
indicadas actas, que Ihes eram apresemadas mi au-
inero de ires ; c depois dos lobredlloi labellies irrem
feito lodos os exaines e experiencias que julgaram ne-
cessarias, declararam em aecrdo, que em nrnliuiiii
das atlas exsliam entrcllnluis e uem canseladuras, c
que na acia do collegio de Salgueiro para deputadtx
gii ai se provinciaes, aehava-se a folhas Ires e na linda
sexta, emendado o nomeMachadoe bem assim a fo-
lhas duas verso c buha vigsima o acciescimo da pala-
vrapadreescripia com abreviatura, c lubre a diu
buha; e que, at 9 liulta.de ciuiaJerceira da primeira
i-..i!... ji^il^^^gm*- laaMlp** curu caraeirm it-
awnaWeroS daquells com que era escripl
desde aquella folha e linha al o lim. Que, as actas do
Ex, tamo para deputados geraes como provincia, 1
penltima folha leu a int: orlr./ida COIIl nielas tullas dt
papel, sendo estas alguma cousa ditfcrcnlcs eiu quali-
dad.-de ludo o mais papel das mesuias acias, senda ai
mesmas nielas folhas idnticas em qualidade, e que em
ambas Jilas acusos iiouies do prrsideulc e seci ciarla
lo 1 .un escupios coiu tima bronca, o que apparrcem
cuberas depois com tinta pieta. Ueclaram os labrl-
liaes que eiu ain lias as acta j os iioines dos pt esideul. i t
secretarios eram cscriplos com leltras iguaes, seuduque
estas diversificavam alguma cousa daquellas com ipn
lora cscripto o corpo da acta. E nada mais liavrndo 01
labellies a declarar, houve o juiz o fiante por lindo, dt
que dou le, e inaudou fazer o prsenle ein que assini
cornos labellies c a parle, h, Francisco Ignacio di
AlhaJe, iscrivo, oescrevi e assignei. E.n f de verda-
de. 0 escrivo Francisca Ignacio de Alliaide.Pereiri di
Mello.-Francisco de Sallet da Cosa Montciro.-builhermt
l'aliicio HeitiraCavolcanlt.-Florencio Sot Carneiro Hol-
lino. Nada mais se continha eiu dito auto de exainc,
que eu escrivo abaixo assiguado bem e llelineute lu
copiar do proprio original que se a. ha eiu meu |MK er
e ca 1 ti ni, ao qual me reporto, c vai sem cousa que du-
vida faca, conferida e concertada na forma do eslyicj
subscripta e assignada nenia cldade do necic, aos vlnie
e nove de maio de mil oilocenloi e quarenla coito ni
ciercverc assignei. Ein f de verdade. Oeserl/ao,rr
cisco Ignacio de A thaide.* ,.
E sabis, icnliores, para que le fea cita falsmcacao
Eu o digo : para le roub lem 80 vuloi que cm unido-
tes collegios havia lido o nosso collega, o Sr. Antonio |
Carueiro, para que elle nao fosse deputado, e o seo lu-
gar ic.ism- pcrlericciido a nulrem II
Conoluirani-se as eleijcies, Sr. presidente, e, ou por 1
fas, oupor nefas, saliiram ellas vonlade do t'""""'!
ralo ; mas pode porventura o cnlhusiasino do trliinipnI
desarmar o braco da viuganea ? Ah Appareceram logo,l
e fdram-sc muiliplicando as mais iiiesqninhas vlnpi-l
cas. Quem nao se tiuha curvado i chapa de Ierro 1
leudo a lorie du Sr Jos Cncalvcs da Silva. 0 uusma
collega, oSr. Anlonio Caruciro, que lanloi icrvicoslu-l
via pi estado ao Sr. Chichorro, c -jujtciu elle havia i'l
cido ein seus relatoiloi grandes elogio*, foi por elle iiieaj
DIO demittido o mais iujustainenle possivel, sem dsie a raso dessa demissao, sem que na portara *
demissao se dissesse ao menos a bem do nico V"','.'"!'\
V. qu.iiu.is, c qti.ini.is oulras deuiisseiigualuieult- mjui-l
tas e adullas se uu seguirn! ? I
E poique, >r. presideule. proceda .assim o.Sr. U11-1
chorro? Porque, nao leudo lido nunca maos para assif I
uar urna puna: a deinillludo tantos c lanos em|'i'"|
gados prevaricadores, baratea va assim as dcmssdes po'l
causa de divergencias eleiioiaes 1 No era porque1"I
que se julgavam oll'eudidos em seu amor propriu, P| |
se Ihes ter h-ito opposicao uas eleices, queriam vm"
gar-sc, e exigiam du Sr. Cimborro todas essasdean-
itiej Oh! Quem o nao abc ? Quem o pode duvidar.
Eo governo, Sr. presideule, que se loma o^insii"
lucillo de paixoes alheas ; o governo, Sr. presidr*"'1 I
que se rebana a punto de ser manvc|la de alguu* >>*
IUCIIS, pude poi \ entu a mcitccr cuusidei aco e r"Jf!|
to, aluda mesiiio daquellcs que cm outro lempo IMJ
houvessem votado I Nao, ceilameiilc. I iluilot nf*
*^J A-I
Sr. presi lente, o desrjo de vinganca a respeit *
eleioes para deputad- s, chegou a tal ponto, que "'_' 1
dividuoi que se queriam livrai de qualquer peif|u'>l
(o, n.andavaiii pela impreusa publicar a sua lsli. I'1" I
vando que haviam votado no presdeme da provincia, a 1
MUTILADO i





friumvlralo, ; assim, por exrmplo, pratlcou o Sr, An-
lunio Barbosa Cordclro, dcGusmo, que pubcnu a sua
lisia no Diario-Novo de 13 de dezembro da 1847, para
ijn- Ihe nao aconlccesse alguma cousa.
Ora, clregadas as cousas a le estado ;reoonhecdo
pie o Sr. Cliicliorro nao era esse homem que se Incul-
era que o tr. Chichnrro se achava tao Idenlllleado
com esses linmens que liaviain prosllluido o partido,
que coma mais negra iugralldao torna>a-seo Metr*
inentodc suas mcsquinias vlngancai, pergun larri a v
itava verificado que o Sr. Gh c.;crro
K. c .1 casa, nao eslava ,v....~~-
era a mola sobre que rodava o carro da proslitiii-o,
"- .. u .; ,era contradiccao
a fazer
iuipellido por esses homin. I F.
11 agrame fazer opposico a esses hoincns, sem
.ni Sr. Chichona ? (/noiailoi repelido!.,
Eis, pols, Sr. presidente, o que fizeram oshomens da
iinrfa-iiova: riles nao tlnhain querido ser instrumentos
de corrupeo, c por isso haviam sido condemnados ao
sacrificio, eudo o Sr Chichnrro o liomem que se na-
via apresentado como sacriflcador ; eiitetidcram, por-
tanto.e rnlenderam mullo bem que nao pod.am dei-
xar de faier opposicao ao Sr. Cbichorro. One Ha, pols,
de admirar c esl aunar nesse procedlmcnto .
O nobra depuiado. Sr. presldchte, que Unto admira
esse proceder, porque nao se admira do que lizeram os
seus correligionarios com V. Exc ? Acaso Ignora elle
que os seus eorreliginarios que tanto exaltava.m a V.
Ksc., que at o chamavam o laman do norte, o insulta-
ran! depais, o cobrlram de injurias e de baldtScs, e o
vieram por nesta assembla de prevaricador I... de pre-
vcri<-ador !! porque, nao podendo ir atrs do carro da
prost luirSo, bavia demitlido einpregados prevaricado-
res ? Ei'iio, acba o nobre deputado que he isso muito
coherente, c so encontra contradiccao nos homens da
peiiiu-nova ? K nolc o nobre deputado, eu nunca ioju-
ilel o Sr. Chicliorro, couibli-o como homem poltico.
Knlao, Sr. presidente, os homens da praia-noM fa-
liam cui Pernanibuco un partido distinctn ; elics ha-
viam hilado nascldcflcs com os seus proprios recursos,
c com cllrs continuaran! a combater o soberbo -colosso
que se achava erguido : eu appello para o.lcstemunho
.la casa, ella que o diga se a pruia-nova nao constitua
i-mo um partido distiucto. (Apoiadiu.)
W. presdeme, nao havia laco. ou convenio alguin
entre os liotiieus detsc partido e os de qualqucr outru.
{ Ipoiados.)
Mas, Sr. presidente, urna crise logo se aiilolhou ;
ci isc tcrrlvel;cris que aeiilium Peruambucano que
tivesse amor ao paiz, poda deixar de procurar apartar ;
crine que devia unir todos eiu um s pensamento de
ordeiu c de defrsa das iuttlluicde*. Eu fallo, _Sr. presi-
dente, da guerra cletl': -guerra civil que nao dala de
nnvcinbro prximo passado, mas j.i de ha muito se
achava preparada, por aquelles que a fizeram appare-
ccr nessa poca :guerra civil, Sr presidente, que foi
preparada desde que, tendo V. Exc. lomado conla da
vice-presidencia da provincia, e dado aJgumas demis-
siics, vimos umchefc de polica, qSr. Antonio Aflonso
Ferrcira, arroj r-se a ordenar, ein urna circular, a re-
sistencia a iodos os agentes de polica que haviam sido
ili'iniiidos : guerra civil que se ia aleando na presi-
I dencia do Sr.. Pires da Molla, quarido elle principie.il a
dar algumas puuquissiitia? deinissnes, como he fcil de-
ver-se de ulna carta do Sr. Flix Peixoto de Brlto e Mel-
lo, datada tic 4 de malo de 18-13, ein que nrdeltava a al-
gmis individuos que marchassem sobre Dunda, e ataca's-
scui esta cldadc, porque Indo eslava perdido, e era ne-
I cessario recorrer ao ultimo meio de si|vacau publica ;
[ islo he, a resistencia armada. ,. .
O Sr. .1/ ii-ii / Uonleiro :ile nessa que elle manda que
I s n.io d quarlel a ningiiem?...
O Sr. Joaquim filela :He verdade, mandava que se
mi dsse quarlel a ninguem.Guerra civil, Sr. presi-
dente, ja de ha muito preparada, por isso que esses
Hirsutos que nos tiihan injuriado pela inaneira mais In-
digna, a ponto de nos chamarem fatdicos coveiros
de todos os partidos, reos de polica, billies, ele ,
ele. ; esses meamos que haviam dilo que o partido
eslava rxpuigado' porque nos linha expellido do seu
seio -esses mismos que dziaitt que luis riada vali.i-
mos, que eramos lauta para o partido, ijiiauto um pin-
go de lima para o ocecano esses mesmos mandaran!
a uiHilia casa, rasa do incu collega queullise asseuta,
( o Sr. .Intunio Oiraeiro) pedir para que fizciscmos com
que a priii'i-nnva se iuvolvesse na rebelda, no lempo do
Sr. Pires da Molla : o Sr. Feli* Peixoto foi inesiiio casa
ilo Sr. francisco Cameiro, diste Ihe que deviamoslaucar
o veo do squcclnieuto sobre o passado, que nos uns-
sernos para fazerinos opposico ao Sr. Pires da Molla,
para combtetenos o partido contrario por. nieiii das ar-
mas :guerra civil, Sr. presidente, j de ha mullo pre-
parada ; porque, cnuio nos vimos, o Sr. Joo Roma que
si: involvrii na ultima rrvolla, e que nella innrreu, j
linha, na presidencia do mesmoSr. Pires da Molta, ale-
ado a primen a labareda, all iiiesmo no Caima ; lah.i-
r.'da, Sr. presidente, que s* apagn sabe Dos como ;
ao inriios as veranes a esle respeito nao fram mullo
honrosas para os individuos desse partido ; c ellas de-
rain tugar una carta do Sr. desemliargador Joaquuim
Nulics Machado, buje,fallecido, cm que elle estranliava o
proeediinenlo dos lioinrns que c eslavam dirigindq
o pai lido, e lastima va a sede extraordinaria que
tinliam de enriquecer de repente dizendo que el-
le les havia proporcionado alguiis meios para vi-
verem coiiimodaiiirme, mas que elles queriam ludo,
que as.i ni tuesino elle fechara os ollios a umitas cousas,
mas que era misler appartiila-las mais, c nao obrar
com lano escndalo : guerra civil, Sr. presidente,
que, comquanto de ha tuuil.ijnepai.ida, e de ha limito
[prestes a pruduzir a sua terWvil rxploso, fui adiada
[para o momelo mais favornvel, em cousequencia da
lipuda do ministerio Maeah, desse mliiisierio que ex-
li i ion as iras dos inculcados liberaes, s porque leve a
laudada de proclamar JUSIIIJA e TOLIUlAtVClA, por-
Ique esses liuincns nao queriam .11 SI HA iniu 11II,K-
[lt.\N< l\, queriam I.NJUSTICa e PERStXUigAO'.
Mas, Sr. presidente, como eu ia diendo, atilolliou-se
la gucira civil ; c nos, Sr. presidente, sabemos muito
I lo ni avallar o que ella he : basta uiiicaiuentc di/.er-se
Vue a guerra civil he nina calamidadcquc em si conten
todas us calamidades ; que com a guerra civil nao lia
bem que se possa goiar com segur.mea, iieui mal que
|se uo deva temir.
Apparrceu, pois, Sr. presidente, a guerra civil, c de
1 que iMaucim ? Com os pretexto* mais fuleis A prin-
cipio era urna simples resistencia ao despotismo do po-
der, um tut-i<> de defender as vidas e propried des dos
< ii1.k1.ius, allanienlc almaradas pela prrp.itencla do
Sr. II Tenan i Fi i 'reir Petiiia ; ao menos eram esses of
motivos que seallegavam no manifato aut l'trnamlnic i-
Mf| ao qual ac npanhou a circular da sociedade lin-
!' ii.il, de que ha pon. o l'allei, c que he de '22 de oiuu-
bi o Uc 18-iS, na qual se le o seguiute :
.. O goveroo pesou muito as uoiiicacoes para IVriiain-
liuco,- c o novo presidente nouic lerrrlra l'eiina, se nao lie nosso, parece pelo menos pos-
1 suido das ideias de moderaco que o presidente do con-
eiHioinsinumi no sen prograiiiuia. a
Mas logo drpois, que baudeira, Sr. presidente, asteou
la i ev..lca ? A de nina constitulntc K a quem a f-
f lam pedir os houlcus que a principio su se defendan!
da lyiannia? A quotn ? !.... A'quclle uiesmo liomeiii
que elles lauto perseguirn!.
Quem nao sabe que uina constiluiutc era o sonho de
todos os das de Uorges da Foncsca ? Quem nao sabe
que era o objeclo de seus eScriptos ?- Quem nao sabe
que elle a proclamou nos das 2 e 27 dejuuho Eis-
aqui, similores, essa proclamacao :
* Petuaiubucaiios O que vos deim ? KSo vedes
como a (ropa de linha fia le rni/.a .' Nao vedes essa liri-
I liante mocldade que furnia o corpo de polica com vos-
co ? I oniecasics houiein urna grande obra, couclui-a.
* Eslal ccrlo-, que, se perdis a occasio, vossos iul-
migos, unidos ao prfido goveruo do Kio-dc-Jaueiro,
lomaiao de.vos glande, atroz vingauca.
Pernaiubucanos! Installai um governo provisorio
v prochmiai urna asseinbla constltuinle, c o resto do
ilra.il ouvir o vosso brado. seguir o vosso cxcmplo.
. Viva a liberdade. Abaixo para sempre o predomi
nio estrangeiro. ss>
Recf", 27 de junho de 1848. Antonio borgei da
Fornica.
Mas quem tambem nao sabe, Sr. presidente, que estes
que se revoltaram nunca lizeram caso da bandeira de
Borges? Quem nao sabe que os aconlrcmenlos dos dias
26 e 27 de junho derain inalivo a grandes arcusaeiSes
contra llorges da Fonseca, e que at o Sr Urbano Sabi-
no l'essoa de Mello pronunciou um discurso a 24 de ju-
dio, na cmara quatriennaj, em que punha esse homem
de energmeno ? Quem nao sabe que essesJiomeos que
sediiiam monarebistas por excedencia rldicularisavam
at essa bandeira da constltuinle, chamavam .Iudo a
llorges da Fonseca ? Queris, senhores, ouvir o que di-
ziain esses homens ? Eu vos lerei un paragrapho do c-
lebre Camttrao' n. 7, de 21 de marco de 1848 :
< O povo brasileiro lem tudo quanto se pode desrjar:
iusliiuleoes santas, direitos, liberdades : nao ha, pnls,
motivo para sacrilicar-se : o de que carece he de unISo,
de paz. aiini de que possa cuidar de seus interesses, e
de todos os meios de engrandecer a patria, lina desor-
dem para sustentar os caprichos di alguns cstouvados
seria nina loucura que nos faria voltar atrs inultos an-
uos. Tcnlia o povo adiante dosolLos, e nao se esqueca
nunca dos lucros que tein liradodessas rusgas, em que
por diversas vezes se lem involvldo a provincia. O que
vos irouxerani 7 Pobreza, miseria, lucio, orphaadade. F
as insiiiuices, e nada mais ser preciso.
Assim que, seuhores, em marco doanno passado, o
ba. Supimos que he devida ao = Pira o Assu sabe, no da 13 do corrent,-* briguc
lempo liivrnoso a dlrenca para nacional Socdade. capto Manoei Joaqulm Lobato rc-
menos na enlrada .leste genero. cebe carga a frates cominodos : '-" 'K "'"
Azeic-doce---------Vcndeu-se- a 2,lC0-por galao do do eellino da Roza, no largo da Alfaudega, rinazein n. J.
Medllrrrancevc a 2.250 do ilc Por- e na na doearlo, D. US, pr.inelro andar, com Jos
local.
Bacalho---------- As vendas
irbi
llapllsla d Pnnseca Jnior.
fra\u diininiiiis. O 1 Para o Porto sabe com a inaior brcvidade '
deposilo hoja he de 1,200 barricas,'a veleia barca gipirilo-Sanlo, por lerainaioi
por ler entrado um carregamenln. seu carrcgaiiicnlo prompla : quem
Bnlachinha---------Vendcu-se aS.Gntpor barriqunha.
Carne-secca---------- ChCgaram tres carreganientns ,
dous de nuenos-Aycre um do Rlo-
Grande-do-Sul, os quaes tocaram na
Baha, e concorrram para que o
nosso deposito se,.oelie elevado a
60W arroba,. Os presos filrain
iuuffes aos dh'sVniaoa anlccedcnte, dcia do Reclfe, n. 52
iso'h. d 2,w00 a 2,000 rs\ por ar- = O brigue-escuna nacional OUnda
Cerveja -
Chumbo -
., conforme a qualidadc.
Mou-'se da 4/ a 4,400 pdduzi/
arralas. >
ro
dc'g,
- l.rLi de 19 a 2flSOQ0 por quintal do
Farinhade trigo- A de lticl|hiniid vendeu-se a 18.000
r. por/btriiea ; a de Halliniore a
IC/rs.; sfdc PJiiladelphia de 10.500
17,008 Jrs. ,e a de Trieste SSSF a
19.000 f i
por libra da
ovJi/a c de 500 a 570 da Iianceza.
Paisas -------------dem a 4/ rs. por caixa.
Pregos---------------1,'em a 2,200 rs. por inllheiro do
clisar. pe 110 a Ii5 rs. por libra
i> de construeco.
Palos--------- -. dem a 2,500 por duia dos de Lis-
ka.
Qucjjos ----------dem a 1,320 rs. dos flamcngos.
Salan .-------. Mein de 90 a 100 rs. por libaa do
nacional, c a 15 rs, do do Medi-
terrneo.
Toucinho......dem de 4,800 a 5,200 rs. por arroba
do de Lisboa.
Vinagre ..... dem de 42 a fiO/n por pipa do de
Portugal.
\ aillos ..... ideiiia ll^ rs. por pipa do de Lie
4 ba tinto l'illl, a 107,000 rs. o da
i'igueira.
Velas ... dem a ,700 rs. por libra das de
ciimpos'Cao.
F.xistem no pono 72cmba/cacdes, a saber: 3 ameri-
canas, 3 austracas, 40 brauleiras, 1 hremense, 2 dina-
marquesas, 3 raucezas, 2 ? inglezas, 2 sicilianas 1 'ardas.
*l J ________________J
>ivuaeiito do Porto.
<
Brasil linha, para esses bom'ens, ludo quanto poda de- Ferro inglez -- dem sejar : as inslituices eram santos, gozava-se de lodos Manleiga----------*- Idcnr ele 060 a 700 rs. poi
os dirrilos, de todas as liberdades, t bsstava icr f as
inslituices para se conseguir ludo Ka o era, pols, uc-
cenara a cnuslituinle.,...
O Sr. Kartel ttontriro'. Isso era no lempo das vaccas
gordas.
O Sr. liego ffnrroi : Apolado.
O Sr. Joaquim Villela : Entilo, Sr. presidente, essa
bandeira nao convinha, e una desidem s poda Ira-
zerpobresa, miseria, lucio, orphaudade ; mas, logo que
as scenas se mudaran), logo que esses homens se viram
ameacados de perder as posi(es ofnciaes, as insttui(oi's
pcrdrram toda a santldade, e toruaram-se impotentes
para fater a prosperldade do paiz, o povo brasileiro
precisou de direitos c liberdades, e para remediar tudo
uo foi mais bastante a f iras instiluiedes, foi necessa-
rio arvorar a bandeira de Borges da Fonseca que, de.
pois de baver sido perseguido e acojinado de eiuruitmeno,
he hoje acclaiuado heme pelo tferraiilii1 do Ito-dc-Ja-
nciro.....
Sr. Martil Monleiro: E quem esereve o Nercanlil?
O Sr. JoaoMim Villeta : Dizem que he Sr. Urbano
Sabino l'essoa de Mello quem esereve os arligos relati-
vos a Pernanibiico... .
Sun, Sr. presidente, hoje o Mercantil do Rln-de-Janei-
ro acelaina hroe a Antonio llorges da Fouscca, pela II-
drlidadc com que sustenta os seus principios .'
Ora, Sr. presidente, tendu apparecido a guerra civil,
o que cnmp ia l'a/.er aos homens da irtia-nova? Crinar
os bracos c olhar com indiil'erenca para os males do
paiz ? Ver a aharchia ergurr o eolio, c nao ajudar a sof-
liea-la, para depois ou snllrer todos os seus estragos, mi
g.iKir do tiiinipho da ordein srui haver dado o menor
pusso para elle? Ou correr ein dofesada ordem, do go-
verno e das iustiluicocs do paiz ? Creio que iiiiigueui
deixar de allirmar que o segundo partido era oque
aeonselliava o patriotismo, o que exiga a salvaco do
paiz ; creio que ninguem deixar de concordar que a
iinio de lodosos Pcrnaiubucanos amigos das institu-
ees do jia i/., J deba muito reconhecida como nina
grande necessidade, nao poda deixar de ell'eiluar-se,
quando essas inesmas iustiiuicors se achava ni l'or tenien-
te abaladas. E se porveutura as phases da poltica lize-
ram mu que nos encontrassemos com homens com
quem nao eslavamos unidos, nansei o que baja nisto de
censura ve I, quando o bem publico nns cliainava lodosa
um .na ordo ; quaudoo imeresse coniiniiiii devia unir
todos os partidos ; quando, em una palavra, os es-
foi(os de todos os llrasilelros dcviaiu convergir para de*
fender a niouarchia que se quera substituir pelo pre-
dominio dos Miir'ir, pela repblica vermelha de Fran-
(3. ( yt/li(|l/lM. )
Sr. presidente, cu devo fazer nina declaracSo caa.
Hoje uo vejo senao dous partidos : o partido quequer
a conservaco das inslituices do paiz, c o que as quer
deslruir ; o partido constitucional, que tein o governo
frente, e o partido rebelde : por consrqucucia quem
noquizcra destruicao das inslituices do paiz, quem
nao quifer substituir a minian lila pela repblica ver,- ^
nielha, e a ordem pela onarchia, ha de eolmear-sc de- "
baixo das baVreiras do partido coiislitucioual ; do con-
trrio, ver-se-ha, anda mesmo sem o querer e presen-
tir, debaixo do estandarte da revolta que em todo o paii
se preparn. Se, pois, os nobres depulados qurrriu a or-
dem e as insiitiiiii.es, se nao querem dar frcas rebel-
da, devem estar,'como eu, no pai tul.' constitucional, I
nao censura.-me por isto.
l-.u, Sr. presidente, estou c cstarel no partido constitu-
cional, porque quero ordein, porque quero a con-
servaco da inonaiT lna representativa, ccoui ella o pro-
grrsso moral e material do paiz ; e euiquanlo vir que n
governo precisa de frca para suslenlar-se no meio do
lerrivel luracn que se exciti, eque anteara arranear
tudo pela rali, hei de apoia-lo com todos os ineus esfor-
eos.. .. f Afoiadoi repetidoi e muito prolongados na m/u enai
gileriai.)
( Ku'iqitaulo orou o Sr. deputado, os espectadores de
que as galai as eslavam apinhoadas, como que se nao
fartavaiii de applaudi-lo, mo grado' as reiteradas ad-
iunest.iir.es do Sr. presdeme da assembla. )
O Sr. I'rtiidtuie : A discussao lica adiada pela hora.
(H'.lil.M DO DA.
Asvio lahido no dia 12.
Rio -de-Janeiro ; patacho brasileiro Diligente, capitn
Manoei Aiiiuucs Coulinhn, carga ago'ardenle, iiiadei-
ra e cocos. Passageiro, Fr, Joao d'Assumpro Moura.
.Varios entmdoi no dia 13,
Rio^de-Jaueiro ; 18 dias, patacho brasilcfrot'uri'oro, de
110 toneladas, espito Lu/, Antonio de Azevedo, equi-
pagem l|) carga pipas vasias, fumo, sabo e mais g-
neros ; a .luz Jos de S Araujo.
Costa da P~ agona, tendo sabido de Slrosnington ha 8
metes, alera anericana Calcdona, de ilii lourlddas,
capilo W, Pcivllon, equipageui 19, carga guano ao
cajiito. Ve u refrescor c segu para llaliimore.
Rio-Grande- lo ol ; l'j dias, briguc brasileiro llom-Je-
ih, de ?i". toneladas, capito Joo Ventura Silva, e-
3i|ipagen> II, carga carne ; a Manoei Francisco da
Uva.
.Yiiit'u lahido no metmo dia.
Lisboa jrla illin dos Acores polaca brasilcira Sociedade-
/'.7ii, capito Jos Joo Teixeira, carga assucar e ta-
hoad.., Passageiros, Manoei do llego Pinheiro, Joo
Perrlra Lopes Muniz, Cactano Tavares Bruno, Jos
l.'.in iihi Calial com sua senhora e 4 fllhos, Clirlslia-
no Jos Tavares com.3 lilhos menores, Mara Isabel
cota 5 lilhos menores, Francisca de Jczus com 5 lilhos
lisrssorrs, Felicia Candida da Fonseca, Jos Zrliiiuo d-
Siiveira, Francisco Albenaes de Aquino, Manuel Jos
Rodrigues Lima, Joo Tavares Fereir, l'urluguezes ;
Jo.... dcSouza Mallos Jnior, Brasileiro.
na mesina quiser
carregar, ai Ir de. pkssakein, para o qua lem os mais
a.sseados comiuodns, dnja-se ap seu consignatario,
Francisca Ahces'da Cunba, na'rua do Vlgario, n. II.
"Pari o avie' a barca tVance/.a V.ilim, capito Ue-
launay, segue>1mpreterlvelmente no dia 20 do correnl
niez. Tein escellcn les comiiiodos para passageiros. Dl-
rljani-sc aos consignatarios, J. P. Adour k C, ra da Ca-
Wec Uraco es.
Conlinilaco da segunda dscussao do prnjecta n. 5
qucfixa a forja policial para o auno de 1849 1850.
Veri!ica-se uo baver casa.
i Sr. 'resiliente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
DIARIl) llgl'KRNABIim).
nictn, u di Mito !.
A copiosa china de honteui foi causa para que os Srs.
ineuibros da assembla legislativa provincial se nao
n iius.Tii em numero sullicientc para haver casa.
IOMMERCI0.
CONSULADO CEIUL.
Reiiilimento do dia |2.........
Diversas provincias ..........
151*97
/
15^497
_
PllACA DO'UECIFE, 13 DE MAIO DE 184,
AS 3 HORAS DA TAIIIU"..
feviilu lemanal.
Cambios ----- Saccou-s'ca25d. por 1/rs.
Algodo Entraran! 478 saccas. O de pri-
meira sorle vendeu-se a 4,500 rs.
por arroba, e o de segunda a 4,100
ris.
Assucar --.--- Apenas enlraram 135 calxaa, e pe-
Suena poreo de cargas. Ai ven-
as do ens.iccado e embarrlcado
brinco eonlinuaram de 2,200 a
3,000 rs., e as do masca vado a 1,850
rs
base o preco de 1,100 rs. por
== A cmara municipal desla cidade faz sessao extra-
ordinaria boje, l4 do crreme, e conlinuarao a andar
em praca, na sala das suas sesses. o imposto das medi-
das de fariulia c us tallios dcvolulos dos acalugues p-
blicos.
A ii pai tiran das obras publicas precisa de ser-
ventes para serem empregadus cm dillereutes obras :
os pii tendentes devem comparecer na inesma repar-
ticao as lloras do evpedienle, das 9 2 da larde.
,\i|iiiiiustrae.il. gcral das obras publicas, 11 de malo de
1840.-J. de II. F.de l.'iccrdt, administrador.
BGBBBDI3E
segu, com bre-
vidaiic, para o Rio-de-Janeiro por ter parte de sua car-
ga engajada : para o resto, passageiros on escravos a
frete, trata-se com Machado & Pinheiro, na rila do Vi-
gario, n. 19, segnndo andar, ou com o captao na praca.
Para Lisboa o briguo portugus Vtiot, apitao
Antonio Pedro de Figuoiredo sabe com a ttiiior
brevidade possivcl : quem no mesmo quizer Carre-
gar, ou r de passtigem para o que oiereco os uiii
excellentes commodos, dirija-se aos consignata-
rios Olivcira Irmflos & Conipanhia nt rus da Crui,
n. 9, ou ao referido cpitilo, na praga do Coramer-
co. *
= Para l.isbds sahe, com a maior brevidade possivcl.
o brigue porluguez ana-.lnViaiiie, forrado c encavilha-
do de cobre : recebe carga e passageiros, para os quaes
tein excellentes commodos : a tratar com o consignata-
rio, Joaquim Ferrcira Mendes Culmaries, na rus da
Cruz, u. 49? ou com o capilo, Ignacio Jos de Araujo,
na praca do Coinmereio*
= Para o Rlo-de-Janeiro segu viagem, com muila
brevidade, a muito veleira e conhecida barca HhsWM :
quem preteuder carregar ou ir de passagetn, para oque
tein excellentes commodos, dirija-se ao caes da Alfau-
dega a ti ai o em Manoei Francisco da Silva, ou na ra
da Madrc-dcDeoi, casa n. 3. icrcciri andar.
= Para o Rio-C-rande-do-Snl sahe, com loda a orev'-
dade, o brigue brasileiro Sympalkiii, capilo Candido
Jos Francisco Guillaste : quem no mesmo quizer carre-
gar ou ir de passagetn, dirija-se a audlno Agosliuho de
Barros, ou ao dito capilo.
Para o Rio-de-Janeiro segu, com muila brevida-
de, o brigue nacional aurora ; lem a maior parte dn csj-
regaincnlo prompla: para o resto c escravos a frete,
irala-se com Joao Francisco da Cruz, na ra da Cruz,
numero 3
Para o llio-ilc-Janeiro lie, impreterivolmento
no dia 19 do crrante, fl veleira escuna Gatante-
ittria i linda pode rrceber alguma carga, assim
como esnavos a file : a tralar na ra da Moda ,
",l- ,
-- Poraollio-Craiiile-tlo-Siil segu no da 13 do
corrente o briguo nacional /Jespiqut: recebe carga-
passageirose escravos a freto : liata-se com Macha,
do & Pinheiro, nt ra do Vigario n. 19, segundo
ati a f, on com o capitfio a bordo.
Lcilocs.
O corrrlorOliveiro continuar leilo publico, por
ordein cent presenca do lilil. Sr. jui/. 'CJJJ*TU' de
grande poreo de cadeiras de todas as quaiisfasirs, ban-
cas de jogo, ditas de meio de sala, sofs. camal.' e mul-
los outros trastes, proprios tanto |iara particulares co-
mo para lujas de marcenelros : hoje, 14 do corrente, as
10 horas da inauha, na rita da Alfandega-Vclha, aruia-
zetn n. 9, por haixo do hotel Francisco.
Jolmslon Pater Si C. farao leilo, par InWrvencao do
correlor Ollveira. de grande sorlimsMio de fazendas in-
gle/as de Ia, linlio c de algodo, todas prnprias do mer-
cado : lerca-felra, 15 do corrente, s 10 lloras da ma-
nhaa cm ponto, no seu armazeni, ra do Vigario.
Avisos diversos.
O caixa da compauhia dolleheribe dar boje, das 9
lloras da mauhas2 da tarde, principio ao pagamento
do segundo dividendo. A. (i. duSilva.
Sao convocados os Srs. accionistas da conipanhia de
llebcribc para se reiinirem ein assembla, geral no dia
15 do corrente, pt las 10 horas da nianhaa no escriptorio
da mesina companhia, afim de ser eleita novaailmiiiis-
ir.-ii, o, ede se dar cumprlinenlo disposican do artigo
17 dos estatutos.O director, Francisco Antonio de
veira. ___________
Avisos martimos.
r>/-
Para a llalli segu muilo brevo t> palhabote
5.-i4 leiro : Ja lem r maior parto de sua carga prompla,
o para o resto trata-se com JoflO Francisco da Cruz ,
na ruada Cruz, n. 3.
- Para o Rio-Grande tlo-Sul s.sbc, em poucos das,
por ter parto desua carga prompla o bllacho na-
cional Euterpe, capitiio Manoei LllfZ dos Sanios :
ainda pode receber alguma carga a frete esrravos
e passageiros trata-se com o mesmo capilo ou
com l.uiz Jos de S Araujo na ra da Cruz, II. 33.
Para Lisboa partir, com a maior brevidade ,
o patacho portugus Mura &. loaqutna forrado e
encavilltado de cobro e de boa marcha le loto dn
7,500 arrobas ; lem metade da carga prompla : para
o restante c passageiro.Vpara o quo oflerece mullo
bons commodos : a tralar como consignatario, Hr-
mino. F. da Rosa, na ra do Trapjphe, n. *i, ou
com o ctpitno Manoei da Cosa o Silva na praqa do
do CorpoSanto. ,. ,
Para o lto-Crande-do-Sul 'pretende sabir breve o
veleiro patacho mrtM, capito Valcntim Ribeiro dos
Santos, o qual aluda recebe carga : quciii uo mesiiio qui-
zer carregar, embarcar escravos ou ir de passagetn, po-
de contratar com Amoriin & Irinaos, ra da Hdela,
*= Para a Babia s he, em poucos dias. o Mate iiacio-
.; o ebcaixado, portn, leve por nal San-J-o : para carga e passageiros, irata-se com !\o-
ise o preco de 1,100 rs. por arro-! vaca Compauhia ; na ra Uo Trapiche, n. .
lies, ja-se comprar mu escravoque use de manante,
por oulro nonie caranguegeiro.einbora vclho, poriu cotri
forlalesa para sen olllcio, o qual sendo de boa couduc-
la, seu senhor querendo beneflcla-lo, recebe o valor
que possa merecer o dito, que, servindo a quem o pre-
tender pelos dous anuos, Ihe dar liberdade, culo papel
de venda servir de Ululo para o escravo pelos dout ali-
os se considerar liberto : quem o liver annuncie para
ser procurado, ou dirija-se loja n. 14 na ra do Livra-
inciito.
Manoei Jos Pacheco de Mello, llrasllciro adoptivo.
Vil para a Iba de San-Miguel tratar de sua sadc, leva
em sua companhia sua senhora c dous criados, e deixa
por seus bastantes procuradores durante a sua ausen-
cia, em primeiro lugar o Sr. Francisco Jos Raposo, ctu
segundo o Sr. Manoei Cactano Borges e Silva, e cm ter-
ceiro o Sr. Jos Antonio Corrcia Jnior.
Antonio Vieira Mariis val para a ilna de an-Mi-
gttel tratar de sua saiide, levando em sua companhia um
alilhado e um criado, eroga o mesmo lempo a todas as
pessoas com quem tein lido negocios, ou se por esque-
cinienlo deve alguma cuusa, o que julga o contrario,
nuc hajain de aprcsenlar Ihe suas conlas ale o ata tu uo
corrente inca para se tirar qualquer duvlda. assim coiiio
deixa por seus bastantes procuradores, durante ua
ausencia, e.n primeiro lugar ao Sr. Francisco Jos Ka-
poso, ein segundo ao Sr Antonio Tavares Firrelra c ein
tereciro ao Sr. Jos Antonio Crrela Jnior. _
__0 Dr. l'eneira, medico do inuuici-
pio, miulou-se da ra Direita para o pa-
leo do Livramenlo, n. 33-
= A pessoa que tein em seu poder utna carta, vinda
do Porlo para I). Miqulina Candida de Faria. quelra
manda-la entregar na praca da Independencia, livra-
ria ns. 0 e 8.
_ Precisas de una ama portugueza para urna casa
de peuca familia: na rita do Collrgio, n. 11, sobrado
de um andar. .. _.. .
_ Precisa-sc de um amassador: napadaria da ra
larga do Rozarlo, n. H.
= Thouiaz Jos Soares relira-se para Portugal.
Fernando Francisco Tuckcr, outr'ora com o no-
me de Fernando Franesisco, llespanliol, vai a Portu-
gal : por isso quem Mr seu credor aprsenle sua con-
la para ser pomtialmente paga.
n Relira-se pata forado imperio, o cidadao porlu-
guez Domingos l.uiz Ferrcira.
= Francisco Ferrcira Dallar, subdito portuguez, reli-
ra-se para Portugal, levando cm sua companhia seu cu-
nliado Manoei l'ereira da Cimba, de menor idade.
RA NOVA, N. 10.
Recebeu pelo ultimo navio de Franca ricos leques de
madre-perola, cortes de seda "para vestidos, bicna de
blond, capcll is para noiva, pcnlfs de tartaruga para
prender cabello e marraras, encerados de todas as lar-
guras e de lindos padrors para mesas e pianos, meias de
seda brancas e pretas, luvas e calcado de todas as quali-
dades, calungasde porcellana para botar espirito : ludo
muito rico e por commodos presos
Abrcm-so iirmas para billietes de visita em
quaesquercaracteres.com tarjase enlaces, ou aem
estes, com delicadeza e por preQo commodo: na ra
larga do Rozario n. 48segundo andar.
-- l)-se pilo de vondagem a pretas com respon-
sibilidadedescussenliotes: na ra Direita, pada-
ri n. 2
O dono da venda bem afregueada para o mallo e
para a ierra, pi.de dirigir-ge ra do Burgos no Forte
do-Mallos, n. 5l.
.'
i ILEGVEL


/


.
TI
- .r.r "''
3=


1HW
mm
Officina dc^iicaderna^ao, na
J*"a estrella do Itozario, n.8.
Nesla officina, que lie dirigida polo padre l.emos e
.Silva, aprompta-se qualquer obra do encadornacSo,
a uin preco moderado.
Imperial fabrica do rap na-
cional
Tli R R ADAS 1 NTA-CIt UZ.
Na rus da Cruz n. 63, primeiro andar, deposito
gcral do rap Andarahy Imperial ePrinceza do Rio-
do-Janeiro da rubrica do cornmenddor Joflo Perei-
ra do Andrade acaba de chegar o novo rap da Ter-
ra-da-Santa-Cruz.
Brasileiros.' lie ja le.nmo de nos irmos emanci-
pando da vergonliosa luida das fabricas estrangei-
ras cujos preprietarioa transieren* annualmenlc
para as suas respectivas patrias muilos mifhes de
cruzados, que nunca mais voltam ao Brasil a nSo sc-
rcm empregadoajeanquincalharias, que novamente
sorvam os metaea preciosos da nossa boa Ierra.
Para que este abenenado lono floris e prospere
lie msler que tendamos a virludo do patriotismo o
quo musiremos ao mundo inteiro que os Brasileiros
em nada silo inferiores s mais abalisodas | nacOes
do universo.
I.xperimon'ai o rap nacional denominado Terra-
da-Santa-Cruz, feito com o maior esmero imagina-
vi'l, e no fabrico do qual se emnrega a maior por-
co possivel de producios brasileiros
Fazei uso constante do rapo Tcrra-da-Santa-Cruz,
fabricado com drogaa cuidadosamente cscolhidas c
sauis : o economisareis dinheiro a vos mosmos o no
nossopaiz; e evitareis mullos solTriinentos, pois
nunca a ambicilo do lucro far com que na prepara-
Silo delle se emprepuem drogas quo, embora agr-
daveis ao olfato, como a flor do espongeira e ouUas ;
silo todava porniciosissimas, silo uin veneno..--.
f>e cada cidaJflo brasileiro provas do civismo"pro-
prio de roraces nobres e elevados como sao os nos-
sos, o o Brasil altingr brevemente ao grao de pros-
perHade e opulencia a que o chama a Providencia.
FNDICAO DE FE1UIO
E FABRICA 1)1-; MACHINAS NA RA DO Itlill.M.
Uowman & Me. Cairum,cngenheiros macbinislas e
fundidores do ferro, mui respeitosamento annunciain
aos Senliores proprietanos de engenhos, fazendeiros,
mineiros, negociantes, fabricantes eao rospeilavel
publico, quo o seu estabelecimenlode ferro movido
por machina do vapor contina em effectivo oxer-
cicio.o se acha completamente montado com appare-
Ihosda primeira qualidade para a perfoila confeceflo
das maiores pecas de machinismo.
Habilitados para emprehonder quaesquer obras da
sua arte,l)owman & Me. Callum desejam mais par-
ticularmente chamar a altencHo publica para as 80-
guinlesjior terem dcllas grande sorli monto, j promp-
IR, as quaes construidas na sua fabrica pdcui com-
prtir com ai fabricadas mu paiz csliangeiro, tanto
em prooirwnio em qualidado das materias primas e
milo d'obra, a sabor:
Machinas de vapor da melhor construcfo.
Moendas do canna para engenhos de lodos os ta-
nianhos, movidas a vapor por agoa ou auimaes.
Rodas d'agoa, moinhos de vento o serraras.
Manejos independcules para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguillifjps, bronzes o chumacciras.
Cayilhoes o parafusosde todos os tamaitos.
Taixss, pares, crivos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a milo ou por ani-
maos, e prensas para a dita.
Chapas de fogilo o frnos de familia.
Canos de ferro, tornerasde ferro o de bronze.
Bombas para cacimba o de repucho, movidas i
milo, poranimacs ou vento.
Guindastes, guinchos o macacos.
l'i cusas hydraulicas o do parafuso.
Ferragens para navios, carroso obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portos.
Prensas do copiar cartas e de sellar.
Camas, carros da mfio o arados de ferros, &c &c.
Al.'in dasuperioriade dassuas obras, j geralmen-
te reconhecida, liowman & Me. Callum garantem a
mais exacta conformidndo com os mldese dezenhos
remeltidos pelos Scnhorcs que so dignarem de fazer-
llii's encommendas, aproveitando a occasiSo para
agradeccretn aos seus numerosos amigse freguezes
a preferencia com que teem sido por elles honrados,o
asseguratn-lhes que nao pouparito es forros o dili-
gencias para continuaren! a merecer a sua confi-
anra.
O afi'ridor roga a todas
as ^-ssoas que conduzem nel, agoardente, azeiti
&c, para o mercado desta cidado em ancoras; e qui
anda nSo aferiram,quo quanto antes venham aferi.
poisotempoda ifericSocsl a acobar-se.o os scae^
respectivos passarilo a dar as corridas do coslumr-, <
aquellas que enconlrarcm sem estar afondas nestt
auno de l849,ser3o multadas em 2,000 res cada urna,
o obrigadas a aferr; assm como previne aos senlio-
res de lojas, que, estando prximo o lempo da revi-
silo, nilo llies passur verba do revsilo, sem que es-
tojan! exactas com o padrflo da cmara, e para esse
hu j tem prepaiado urna porcito de varas e covados
j ateridos para aquellos quo precisaren!. I
Precisa-se deumfeilor para um silfo: na Pas-
sagem na casa da esquina que vai para o Cajueiro.
Precisa-sede un.a mulherquooulcnda do olTi-
no de alhuate para fazer coHetes : na ra Nova ,
-- Resencaminhou-se, do porto da ra roa* Nova,
ate o Mwilciro um Irouxa de roupa quo a para se
lavar, sendo a maior parte delta micada com as
lellreaA.J.S. A : qucmdella souber d parlona
ra doQueimudo, n. 32, que ser recompensado
Walravessa da Madre-de-Dos, pii-
meiro sobrado, n. 18, precisa-se de urna
ama eslrangeira para dirigir urna casa de
portas a dentro.
I*ara as pessoas que tcncio-
na m seguir viagem.
Nu ra do Rangel, n 9, coulniiam-se
a tirar possa portes para denlro elra do
imperio, despachani-se escravos e cor-
rem-fo blhas: tudo com brevidade e pre-
co comm o do, como se tem dado excellen-
te prova no decurso de 8 anuos.
Na rus do Queimado, 11. 14, se dir quera d. di-
nheiro a premio. Na mesma cas compra-so ouro c
prata.
D-se dinheiro a juros em pequeas quantias,
sobro penhores de oijro o prata: lainbem se com-
pra ouro e prata sem feitio : as Cinco-Pontas, n.
-25, se dir quem di.
MADAMA THEARD, ".MODISTA, RA NOVA. N. 32,
acaba de receber pelo ultimo mvto I canec um gran-
de sorlimento de modas, de chapeos de aeda, d cre-
p, de palha, lodos enfeilados de maior goato, chapeos
de meninas, fitas, flores para hapcot, capctlas de flor
de laranja, e guarnieses de vellido para noivas, fitas
de velludo para cnfeltar vestidos, um lindo sortlmenlo
de rcquelifes de todas as cures para vestidos, camlsi-
nhas e pescoclnos bordados, grvalas de aenhorai, ein-
tos coin suas fivellas, ludo inuiw rico e por prefo ba-
rato-: tambero fa/.em-ae chapeos e >cstldosde casa-
mento.
!i Novo pito de Profenca.
(i Na padaria do boceo das barreiras e no de- j
f: psito da Kstrclla, no lerro-da-Boa-Vista, n. ft
3 39, fabnca-se o novo po do Provenga, o qual |
n lio fabricado pelo melhodo do seu primeiro |J$
a introductor que veio a es^a provincia o com :j,
2 as melliorcs larinhas queha no mercado, e as- *
3 seio que lio possivel: da mesma sorte so fa- i
hricam as fatiasda rainha do llespanha., bo- |
rt liuhos, biscoutos, biscoutinhO!. fatas, cava- i
cas : ludo do melhor goslo possivel o proprio I
I paradla ; tamhemha bolachitfha do Lisboa 3
I: em latas de8 libras, por preco commodo ; S
amendoas confeitadas e de varias qualidadcs. ||
mwmwmmmwm mmmwmtwwmmt
Rufino Jos Corrcia de Almeida pelo presente
annuncio faz publico quo os moradores dos pro-
dios do patrimonio dos liospitacs do cardade s
ao annuiiciantc poderio pagar os alugueis vencidos
daS dilas casas sb pena do toruarem a pagar se
por acaso o fizerom a outrem ; pois o annunciante 81
acha competentemente autorisado nsimeomo pa-
ra arrendar as casas que so acham vastas1: quem o
quizor procurar para qualquer dos negocios annun-
c ados o po lora fazer das 0 as 8 horas da mandila
e'das i as C da tardo na ra da S.-Cruz, na Boa-Vis-
ta, n. 78.
-- O afeiidor, em conformi-
dade do artigo 8. do regulamenlo da enmara, roga
aos Srs. li-.-c.ies, que estando a llndar-so o lempo da
afeiic.a'o anda nilo appareccu individuo algum para
aferr regoas de 10 palmos, cravoiras que silo obri-
gados a usarom todos os mesires podreiros, carpi-
nas, cantoiros, vendedores de madeiras e todo a-
quelle que tem nocessidado dessa medida, alim de
que venham aferi-las, do contrario ser prjudica-
do em sua arrematado.
SCIIAPEOS DESQL^
Rita do Passeio, n. tP
Oh que pexincha para o amavel o rospeilavel pu-
blico : novas sedas da molhor qualidado que se po-
do fabricar, por seren do ncommonda o da melhor
fabrica de I-Yanca. recebidas agora.
0 rahricnle desto cslahelocimenlo a4rte ao ros-
peilavel publico desta cidado que elle flbssue pre-
sentemente um rico sortimonto de chapos de sol,
assim como chapeos de sol de seda furla-cdres, dos
mais ricos que teem apparecido ueste, mercado, e de
cores couhecidas ; dilos para senboraa de bom lom,
adamascados, lavrados, com suas competentes fran-
jas de retroz, ludo quo tem do n.ais moderno o do
melhor goslo ; um completo sorlimento de chapos
de sol de pantiinho de todas as cores e de lodosos
tamaitos, para homens, seuhoras e meninos: ha
lamhem igual sorlimento do faxendas para cubrir ar-
maces, tanto de sedas de cures, cmodo panuinhos
trancados e lisos imitando seda. Adverte-se que os
freguezes sero servidos com brevidade, e se acha-
rilo satisfeilos da boa qualidade, do bom goslo e do
bom prego.
J. A. S. Jano.-nrtista, tem a honra de avisar ao res-
ieilavi-1 publico, que contina a por denles artifi-
ciacs le porcellana assim como lamhem lira us ca-
ries dos tinturaos, que tanto damnifican! os denles e
cooperan) parno mo balito da bocea, nilo sondo ti-
radas ; caiga com ouro, prata o uiclal branco os den-
les ftirados, na sua rrsideTicia, na rita esticita do
ItozariqJph. 16 O annunciante assevera a todas as
pessoas que so quizeretn ulilisar dos seus servicos,
que nilo exige paga alguma nilo licamlo os denles
Iflo bein poslos que nilo se possam dilVcrenrar dos
proprio- naturacs, podondo-se inasligar com os nies-
mos toda a comida sem a menor drtr nom reccio e
por cujo motivo o annunciante espera un bondado de
todas as pesaoas quo precisaren! do seu piestitno
que nilo o doixem de procurar, a vista dos muilos
exemjilos quo lem dado s pessoas que o tem pio-
legido.
Pon matean, culilciro.
ATTEItRO-DA-lOA-VISTA, N. 10.
Rcccbu agora mais um sorlimento do esporas do
ac, deludas as qualidadcs efeilios; eolheres de,
metal novo, as quaes nilo desmerecen! com o uo ;
caixinhas de espoletas, das mclhoroj quo liana (ira-
ca; e geralmente tu Jo quanto porlonce ao scQf'of-
llcto.
i
(Compras.
Compram-dC os Diarios us 89
?Fd
auno : na piar.
0 98 do cont-iile.
1 Independencia, livraria us. 6 e 8.
di
Vendas.
Vendem-se 5 lindos moleques.de 12 a 18 annos,
sendo um dclles oflicial de earpina ; dous pretosdo
30 annos; 2 pardos de 16 a 25 annos ; ama mulatinha
de i5annos,coinalgumas habilidades : na ra do
Collegto, n. 3, se dir quem vende.
Venda-se um piano inglez sem defeito e opti- *'.?.d.e,JB.,."s.Vle r"r?n.f"b!!II9f IfSK1"1
tnn rara se aprender: na ra Nova, loja do trastes do
Sr. Pinto.
~ Yende-3eo engenho Amazonas, sito na fre-
guezia de lpojuca, moonto o corrento, de ptima
prodcelo, boas maltas o bom cercado ; he muito
maneiro o com quanto estoja novo, j hoja est co-
ndecido por um dos melhores engenhos do bom as-
sucar: vemJe-se barato, sendo a dinheiro a vista ,
ou a prazo com boas firmas : a fallar na Soledade ,
sitio de Jos Comes dos Sanios Pereira de Brito.
AllcncSo ao que interessa.
Vonde-se a melhor e mais hem afreguezada ta-
berna do pateo do Paraizo n. 14 : nilo lom Hados e
s vende a dinheiro ; tem commodos para familia ,
he fresca tem boa cacimba e o seu aluguol he
mdico: o motivo porque se vende he pela pes-
soa que nella esta retrar-so para fgra da provincia :
a tralrr na mesma venda.
Vende-se um bonito cavallo muito andador
de baixo al meio, e que he proprio pira carro, por
ser grande e muito manso: na ra de S.-Rita, n. 91.
Vonde-se una preta de 20 annos, de bonita fi-
gura, quo cozinha, engomma e cose : na ra da Au-
rora, n SO
Vendcm-so os melhores charutos vindos da
Uahia, por preco muito commodo : na ra da Ca-
deia do Reoife, n. 48.
Queijos de pralo,
da maissuperiorqualidado o muilos frescaes, vin-
dos ltimamente de llollanda no caos da Alfande-
ga, armazcm de Antonio Annes
SSSF.
Manoel da Silva Santos ainda contina a vender
familia de trigo da mais superior qualidade e recen-
iemento chegada a osle mercado no caes da.Alfan-
dega armazem de Antonio Atines.
Cigarrilhos de palha de
milho.
Vendem-se cifltrilhos de palha de milho, por pro-
co commodo : na ra da Madre-de-Doos, n. 5.
~ Vendo-se um lindo pardo de elegante figura ,
de 18 annos, de templar conduela, sem vicios ncm
achaques ; 4 lindos moloques do 10 a 20 annos ; 2
pretosde24 annos; urna prela do meia idade, que
cozinha muito hem, cose soffrivel e engomma ; urna
parda boa lavadeira, e que he o.ilima para o cam-
po ; hem como outros muilos escravos: na ra do
Vigario, n. 24.
Chcgueni, freguezes ao
barato.
Vcndem-se chitas escuras, rouxas e dcoulras co-
ros muilo finas e cores fixas, com muito pouco
mofo 1 160 rs. o rovado ; superiores corles de cas-
sa-chitas, muito finas rouxas e de todas as cores
fixas e rom II covados, pelo diminuto preco de 2,000
rs. o corle, a a 200 rs. o covado; chitas oscuras
f>ancezas, com 4 palmos o meio de largura pelo
diminuto proco de 2i0rs. ocovado; cambraia fran-
ceza dolislras.a 3,200 rs. oc&rte de 7 varas, e a
vara a 500 rs ; cortes de brim trancado pardo de
linho, a 1,000 rs. ditoscor de ganga de superior
qualidado, a 1,600rs.; ditos de brim Itangado de
algodilo a 700 rs. o corto ; princeza prela muito fi-
na de 4 palmos do largura, a 1,000 rs. o covado;
sarja de seda de duas larguras, a 640 rs. o covado ;
fazenda muito lina de algodilo de listras com 4 pal-
mos de largura e muito lixa a 240 rs. o covado ;
algod fio azul de vara de largura a 200 rs. o covado;
dilo trancado alvadio muito encorpado e de muita
durarlo a 200 rs. o covado ; IcnQOS braneos e cor
de lirio, muilo grandes e imitando teda, a 300 rs.:
de Indas estas fazendas m- do a mu.-1liajjobie o com-
petente pe tibor: na ra do Crespo, n. q^oja de Jo-
s Francisco Das.
Vendem-se ou pcrinulaiii-se por outroi que nao
sejam na comarca do lUo-Formoso os engenhos Carra-
palo e Mai i.nina, com safras, um M frcgueila do Rio-
Kormuso r outro na frrguezia de Serioliem: ambos
bons de agoa c de terreno, pcrlos do porto de embar-
que : tambern se permutara por propriedades nesta pra-
ta. Quem convier, dirija se a ra do Crespo, n. 9, que
l achara com quem se deve tratar.
Vendem-se, por seu dono se retirar para fura da
provincia, dous jogoi de mesa de Jacaranda, duas ditas
de meio de sala, um tear de bordar, tnarqueas, jogoi
de bancas, diversa le 11.menlas e mais diversos trastes :
na 111a das Cruzrs, n. 10.
Vendc-sc urna linda mulatinha de 14 a 16 an-
nos que engomma e cozinha o diario de urna casa :
em I-ora-de-Portas, rus dosCuararapes n. 6.
Vittdcm-se duas casas em Olinda urna na bica
deS.-Pedro, n. 18, o a oulra nos Qualro-Csnlos ,
n. 20: na ra por detrs da matriz da Boa-Vista,
n. 52.
= Vrnde-se umaescrava de l anuos, com principios
de habilidades ; una dita de I .-iiiuus, muito boa en-
goniinadeia e eosttireira ; 2 ditas de bonitas figuras e
cinii.iinii-iras ; 3 Hioleques, de 17 < 20 annos ; um prcto,
de boa ligura, para lodo servlco : no pateo da matriz de
Santo-Antonio, sobrado n. 4, se ilir quem vende.^.
Vendem-se 16 arrobas de cera de carnaubffibs-
colhida, por proco muilo commodo : na ra estrel-
la do Rozario, n. 13.
Vende-se, ou permuta-se
poroulro, ou mesmo por prodios nesta praca o
engenho d'agoa Piabas-de-Cima, sito a margem do
no de Una, com cujas agoas moe mandioca e serra
oo invern e vetio com a maior abundancia Ierras
ptopriase demarcados, com bons sitios do lavra-
dor, o proporces para outro engenho a moer com
outras agoas, muilo hem obrado do ludo quanto se
podo desojar, sendo al os assucares repartidos nos
andamies donde passaui nu mesmo edificio para a
estufa, bons Ierras e ceicado ot para sola, boa
luirla o melhor passadio, pela abundancia do pcixe
do mesmo rio onde ombarcam os assucares a dis-
tancia do urna legoa do engenho : em summa he um
rico predio preparado, com lodos ps commodos e al
elegancia : na ttavessa da Concordia sobrado n. 5,
se dir o motivo por que se vendo.
Comma tluararula superior,
vf
i
preta do meia idade pelo barato prego do iau^rj.
Na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar, ven-
de-se urna linda mulatinha de 20 annos, com varias
habilidades ; urna prela de naciio do 40annos, com
varias habili Jados; um prcto de naciio, de 40 an-
nos, proprio para sitio ou oulro qualquer servido.
Vende-so urna casinlia na Iravessa atrs do Ci
labouco.n. I.pira pagamento do uria hypotlieca que
existe oto dita casa : a tratar com Victorino francis-
co dos Santos, na rita do Itangel, n. 54.
Vende-senma escrava deis annos sem vitiis
nem achaques, o que faz todo o serrirjo intornoe
externo de urna casa; um pardo de 25 annos, boa
carreiro e pagom: na ra de Agoas-Verdes n. 44
se dir o motivo por queso vendo.
Vende-ge, na ra da Aurora, cas
n. Ca, terceiro andar, o seguinte : over-
dadeiro e nico charopede l)Osque,cl,ega-
do pelo ultimo vapor do Rio-de-Janei.
ro, a 5,oors. a garrafa ; ricas dragns5
paracapitSes. tenentes e alferesdecavaU
laria da guarda nacional, por preco mui-
to diminuto ; ricas bandas de borlas de
ouro e rede portugueza para capities, te-
nentes e alfeies, por preco mdico ; libras.
de retroz prcto, muito fino e forte, pcltf
preco que se ajttstar; dous ricos candiei-
ros muilo elegantes, rue s usa** develas
e nao de azeite, com reserva das mesmis,
por pceo imuto ctii couta ; libras e metas
ditas de cha, o mais superior que se le\>
visto, (anto tn qualidade como em goslo,
viudo de Coritiba, provincia de San-Pau-
lo, donde vem pouco deste cha, e exce*
dendoao da India, a oito pitacas.
r Vende-so urna escrava crionla de 18 annos,de
bonita figura-, e com habilidades : no becco doSi-
rapatel, sobrado n. 12.
= Vcndem-se duas cabras c um bode, aquellas multo
boas leileiras, e acosluuiadas a daretu leitc: na ruad
Rosario cstreita, n. )5.
= Vcndem-se superiores queijos de Minas a filio rs.,
dilos flatuengos a 1,000 rs., dilos multo frescaes a 1,709
rs., mantelga bamburgueza a ti-O rs., um oculp de al-
cance marca pequea c un tros mullos gneros, ludo por
coiumodo preco : llanta Oireila, venda n. 18.
Vendeiii-m dous pianos fortes, de boas vozrs: no
ese iptu in de Le bretn Scln aniiu & C, ra do Trapl-
ciie, n. 17.
Vendem-so superiores chapeos de massadaul-
fi.na moda parisiense; ditos do Chile os melhores
que oxislcui a venda no mercado; ditos da Italia,
do copa alta e baixa muito finos; ditos de molas,
coberlos de seda : na praca da Independencia, us.
24. 26 e 28.
Vende-se a casa terrea sita na na
da 1'raia-do-Caldekeiro, n. it, daos
proprios : quem pretender, tlirija-.se a ra
da Cruz do Recite, venda 4fr 36. que fl-
etar com quem tratar.
Na livraria nova do poleo do Collegio,
n. G, de J da C. Dourado, vendem-se
os seguintes romances:
alyslems do Paris em 10 v. cncadqrnados em bre-
chura ; Judeu Eiranlo rm 10 v. encadernados oto
brochura ; a Salamandra ; Monte do Diabo, ou o
aventureiro, por F.ugeneSue; Vinte aunos depois,
ou os tres Mosquetoiros por Alcxandre Dutnas;e
outros muilos quo cslatilo patentes aos cotopra-
dores.
Vendem-se 3 fortes pianos.chegados pelo ultimo
navio fraiiccz do muilo boas vozes superiores as
de outto qualquer que tetilla apparecido ede novo
intuidlo que nao deixraflo do ngiadar ao comprador-;
charutos de llavana, por prefo mais commodo do que
em oulra qualquer parte; un completo sorlimento
de instrumentos de msica, lano de metal romo
de madeira ; bustos do gesso representando muito
fielmente a rainha Victoria e o principe Alberto;
rclogiosdeouroe de prata, chegados ltimamente
ila Suissa. Estes relogios que s9o muilo bem aca-
bados so tornam muito reconimendaveis a qual-
quer particular e advrle-so quo ha entre elles
alguns que iiiilain oito das sem precisarcm de cor-
da : na ra da Cruz, nafllecil'c, n. 53.
Vende-so urna burra hespanholu, muilo mansa:
na ra da Concordia no ultimo armazem de niadri-
ras. No rnosmo armazem aluga-so una salgadeiri
no coi tumo dos Coelhos.
Vonde-se urna crrenlo do ouro do le com 2S
oitavas o meia a 3,50o rs. : na ra da l'cnha, vcu-
da n. 33.
Ifljdc-so no armazem do Jos Rodrigues Pereira ao
iietlo arco da Conccic&o.'
Aviso para queja? gosta.
O armazem de violto da l-'igueira da ra da Ma Jre-
de-Deos, n. 36, acaba de receber novo sorlimento
deste delicioso vinho da melhor qualidade do que
ltimamente eslava vendendo : por isso couta com
muilos nevos concurrentes.
Na lojade hiilier Roberl& Companhia, na ra
Nova, n. 13, vende-so lalagarca para suspensorios,
e collcccoes de estampas finas para quadros.
- Na pra^a da Roa-Vista, sobrado n. 13, vendo-se
urna prela da Cosa, com urna cria de 3 uiezes: a pre-
la lem 18 annos com excedente e abundante leito,
engomma muito bem, cozinha e faz todo o mais ser-
Escravos fgidos
-" -
Fugio, no da 10 do coi rente do sitio Corlu-
mn, nos A togados o molcque Caelano, de 13 a 14
annos o qual linha sabido a vender apim em um
qujrlo castatiho, pequeo, com urfi-olbo ceg e
outio com una ludida que pouco cnxerga, levando
cambilose csngalha com uma'capa de sola : o mo-
lequc lem falta de denles na trente ,. nariz gro.-su,
olttos l.rancos, um pouco beicudoj levou camis
do riscado rouxo j velha cetoulas curtas botio-
to de penno eom bolota no meio : quemo pegarle
ve-o ao dilo sitio quo ser gratifica do.
Fugiram, no da 3 do rortajite, do engenho Ari-
tatigy termo da Cloria 4 escravos casados : Joao,
croulo, de 35 annos, do altura o corpo regulares,
barbado, olhos grandes, nariz e bocea regulares,
com falla de alguna denles na frente, o sem acha-
que algum ; a mulher do nomo Rutina, parda a
ruim cabello", bastante alta o secca do corpo, rosto
descamado, olhos grandes ,. nariz' apropotciouido,
sem nenhutti achaque de 35 annos pouco mais ou
monos : Antonio, de Angola de 40 annos de lio*
altura ja pintando; com urna fot ida um urna per-
na, rendido do urna venina nariz afilado, rosto i'<>
seceo, pouca barba, ps carnudos ; a mulher de no-
me-lgne/, tle Angola ; lem o rosto picado de mateas
da larra della olhos pequeos,'nariz bem afilado ,
bem feita do pernas o | s, do 56 annos. Rga-se
autoridades policiara e capitiles decampo, que os
apprehendam o levem ao (eiihor, Jusc Vicloriano
Coi rea de Amprim, ou nesta praca a Domingos An-
tnues Vi Haca na rita Nova, ti. 67, que se gratificar!.
PERN. : NA TYP. DIU. F. VE FAMA 1^49
i
I
MUTILADO l
..
......


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