Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06484


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Full Text

" *s
lAnno XXV-
Sexta-feira II
i o p/i/J|Uc-sotolofodlniueMO
Ifnrrm de iHMb. O prefo da assignatura he
Ido 4*000 r#. norquarlel, pagos arfin lados. Ul
l,aunciqi do asiignantes fio inseridos a
Irisao da r. por luba, 40 r. em tjpo dif-
Ifrreiite. eas repellodes pela metade- O nao
usiignanle pagsrao 80 rs. por linha e 1U r.
L, typodiiTerentc, por cada publlcacao.
PUASB&DA LA NO UEZ DE MAlO.
IapbeU,7,4 borae47inln.da roanh-
Muirte. 15. 8''Or el I mo. f '""^
l uanove. a 22. s 5 hora e 17 mi o. da manli-
PARTIDA DOS CORREIOS.
Guianna e-Parabiba, 'i leg. iexla-felra.
Rio-G.-do-Norle, quinlai-feiraa aomcio-dia.
Cabo Serinhaem, Rlo-Forrooso, Porto-v.alvo
Macei, no 1 a 11 e 21 de cada naez.
Caranliun e Bonito, a 8 e 23.
Boa-V lita e Flore, a 13 e 28.
Victoria, as quintai-feirai.
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, as 7 horas e 42 minutos da nianh.
Segunda, s 8 bora e 6 minuto da tard.
de M.o de 1849.
s*
N. IOS.
das da semana.
7 Segunda. S. Estanislao. Aud. doJ. dos or-
ph., do J. doclvel edo J. M. da2.v.
8 Terca. S. Heladio. Aub. do J. dociv. da I.
t v. e do J. de paz do 2.dist. de t.
9 Quarta. S. Gregorio. Aud. do J. do c. da 2.
v. e do J. de pai do 2. dlst. de t.
10 Quinta. S. Antonio. Aud. do J. dos orph,
e do J. M.da 1. v.
11 Sexta. S.Anaslacio. Aud. do J. dociv. e do
J. d paz do 1. disl. de t.
12 Sabbado. S. Joanna. Aud. do J. do civ. da
1. v. e do J. de pai do 2. dlst. de t.
13 Domingo. Piossa Senhora de Maityrcs.*
CAMBIOS NO DA 10DE MAIU
Sobre Londres a 26 d. por 1/000 r. a 60 dial.
. Paris 355 a -360.
. Lisboa ICO por cento de premio.
> Rlo-de-Janeiro ao par.
Desc. de lctt. de boas firma a'/ X ao mex.
: r^'delSn-.lfe.'K
. de 4/000.... 9/200 a 9/W
Prata-Patacdesbrasilelros 2/000 a W
. Peso coluranarioi. 1/9*0 a J^S
Hilos mexicano..... 1/900 a 1/9
PEaNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSA0 EM 7 DE MA10 DE 1849.
Presidira do Sr. Souta Teixeira.
SI MARIO.-meiuintc. AiummU. pela hora, do re-
querimento do Sr. Uedeiros.Approvacao,
em letunda discusso, dos prnjeclot Humeros
1,2, .'i r (i deile tuto.
Al 11 horas e'/jda uianha. feila a chamada, veri-
l-* achareiu-sc presente26 Sis. deputado.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
Sr. !. Seeretario interino le a acta da sessao antec-
deme, a qual be approvada.
f Sr. 2.4 Secretario (ser viudo de 1 ) menciona o se-
gului
EXPEDIENTE.
llin rrqucrimenlo de diversos proprlf taos de reli-
nacoes de nssucnr estabclecldas nesta cidade. represen-
nudo contra a dliposlcio do art. 4.* til. !.* 5 das pus-
unas municipars, que manda remover aquelles estabe-
K-clinentos, epedindo a rcspelto providencias aproprla-
ila.A* couiniissn dos negocios das cmaras.
Outro dot habilanles das povoaces dos Afogados,
11,-uieU e Magdalena, prdind providencias ao mal
de ficarem privado de continua coinmunlcacao por
cansa da cnchentc das mares na camb-a denominada
fnri.it entre Afogados e Remedio A' commissao de
obra publicas'.
Outro de Joaqun! Pedro do liego Cavalcante, arre-
matante da'primeira parte do oitavo 181190 da estrada do
i'.io-d'Alho, ecredorda (aienda provincial na quantia
de 9:277/455, a qual vence os juro de 6 por cento ao
auno, pedlndo que e Ihe mande pagar o principal e os
juros vencidos e por vencer, mediante o abate de 15
por cento a favor da inesma fazenda. A' commissao Je
faz"nda e orcainriito.
Din offlcio do Sr. deputado Aquino, participando
iiue, por Incominodado, nao comparece na sessao de
lile.Inteirada.
Fui lido c npprovado o seguinte parecer :
A' commissao de estalislica, a quem fol presenten
rcquerlmentJ do padra Dmaso da Assnuq.rao Pires,
vigarlu collada na froguezia do Senhor-Uoin-Jexiis-dos-
AlRctos da Faxcuda-Granilc, em que pede que esta as-
srmbla, jmr uina medida legislativa, desmembre o
terreno comprrhendido na Scrra-de-Una c lugares cir-
ciinvlxinhos, perlencenles frcguezla de Serra- ralbada,
e incorpore os aquella de que provisoriamente fazem
parle rni virtudc do despacho do visitador, exarado no
rcqiierimento Junto por certido aos 23 de dezembro
de 1848, he de parecer que seja otivido o Exm. blspo
dioceano sobre a pi ctencan do supplicante para entao
emitir o feujiilzo a respeito.
Sala das eoinuiisstk-s da assembla legislativa de
I'einainhueo, 5 de maio de 849.Soui/i Leio.'-loi An-
i mili de Figueiredo.Pedro Cavalcanle.
O Sr. 1* Secretarlo (crvindode i ) participa que.
pela entrada do Sr. deputado llerculano Gousalves da
Rocha, tem de sahir o Sr. debutado supplente Pacs
ftarreto que serve de I.'secretirio, e que por conse-
^uintc lica esse lugar vago ; em concliiso propde que
a .vsembla proceda rleicao do membro que deve de
siib*sllliiir o Sr. Paos Marreto no referido cargo.
Corrido o escrutinio, sihe eleito o Sr. Joaqun Villela
de Lastro Tavares.
O Sr. Pendente convida este Sr. deputado a orcupar o
lugar para que a assemblea o rlegra.
O Sr. Joaquin Villela oceupa o lugar de l. secretirio.
Contina a discussao do rrqueriiueulo do Sr. Jos
'aelano de Mcdeiros, adiado na scsso de 5 do cor-
(I Sr. Cunhit Pigueireda :Sr. presidente, quailJo o
nolii c deputado nrimeiro secretario leu, na sessao pas-
s.ul.i, o rrqiteriinento que se aclia em discusso, V. Ene.
liavla de ler noladoque iienhum dos memlios llmalo-
ria pedir a palavra : fcil era de coniprehender o uio-
uvodo nossii silencio ne'ssa occasiao : o requerimento
A qne te ada (obre a mesa, sendo con etreito da inesiua
natureta, aendu perfeitauenle idntico a outro quenes-
li casa foi ;nn|* nii'oie discutido,nao oll'erecia na verda-
ile campo novo para novo combate, c por couseguiule
nao excitava o lutercsse dos combates : o rcquerimenlo,
pelo contrario, he todo de materia vclha ; j aiteiui.l.,
e j desprezada por esta assembla.
O Sr. i A. de Pi ueiredo : Os objectos so diversos.
O Sr. Cunda f'iguiiredo:E a nao ser nimia bon lade
de V. Exc, eaeuripirit* tolerante, o tal requerimeuto
teria sido despresailo in limmine, por couler materia j
vencida. Mas, comnquer i|uc elle livesse a fortuna de
obler as honras da discnaso.succedeu verinos bem jus-
tificado o silencio que havia guardado a maiuria ; quero
diirr, tlveiuos de passar pelo enfado de escutarmos as
mesinas razdes, e at as (ursinas declama(es, com que
se pretendeu juslillcar o requerimeuto que calilo, e que
he innSo geineo do que est em discusso ; tivemos mais
de ver, Sr. presidente, desenterrados algn trecho do
discursos proferidos n'outra sessao que uaoquu asiis-
lir o nutre depu4plo o Sr. Pigueiiedo, e ua qual pode-
rla elle muid opportiinamrutc ler-ine censurado c a
nutro meii collega,poupandu-nos porcsla forma o enijo
de fallarmos em questes j debatidas, c como que res-
friadas....
O Sr. Alendes da funha : -Aquentam-se.
O Sr. Cunha t'iijueir.da : -Mas emlilll, como ful cha-
inadu a terrelro, uao tenho outro remedio seno inves-
tir com este novo tenandiiii da nobre opposi(o: peco,
pnanlo, V. Kxc. que tenha paciencia, e implore por
uum a paciencia da casa.
/Siienci na casa e nos galeriai, AlUnc*,)
Segiiirei. Sr. presidente,, o plano que o nobre depu-
tado a que teuho a honra de i esponder, se lUguou tra-
car-me faliarei primcirameulc sobre a matrria do re-
querimciito, e depuit tocarcl no tpicos do discurso,
que o uobre deputado reviveu smeiiie para ter o gosto
de laacar-me urna insinuado que eu nao possodeixar
de considerar uui lauto prfida; e assim obrou, Sr.
piesideulc. o nobre deputado seiu Ivmbrar-se de que
nunca o oll'endi pessoalmente para que ottsj se eaque-
crsse da wbanidade que os moco bem educados, como
u uobre deputado, devrm prodigalisar quelle que em
algum lempo huuvvra sido o seu perceptor, aiuda que
ihIubo.
O Se. i. A. de Fiaveiredo;iNiio apoiado.... milito dig-
no,,..
que a casa da F.xma. marqu'za do
O Sr. runfia Figueiredo :Entrare! na materia. i o
Yin voto pelo requerimeuto por dous motivos mnito Idos distribuidores; i,_
onderosos. Primeiro, porque cstaassemblca j decidi, Reclfe tlnha sollrido um vare jo uuc o governo tinna
tido o uumoral procedinicnlo de por a premio as cabe-
cas dos revoltosos mais comprometidos ; disse que nao
havia senao horrores.. .. quii trmptret uloerimii i
Diario-Novo linha sido arrebatado pela polica das inaos Isso de acontecer a respeito dos i evogadores (repealere)
OSr.l.A de Figueiredo: E sao horrores con ef-
O Sr. i unha Figueiredo : Mas, Sr. presidente, m-
mentenos que nos adiamos no llieatro aonde esses hor-
rores sepassau, segundo o pensaiiienlo do nobre depu-
tado, sabemos milito beu, que elles nao sao senao um
parlo da lmaeliiacao exaltada do nobre deputado; do he com erleilo na Inglaterra, oudc o governo tem grau-
nobre deputado que parece {rom forra) possilido de un de lrca, grande prestigio, onde os cala l.ios d,io a carta
terror pnico-, nao admira, pois, que cssai exageraces inslaule miiilos exemplos de iiiodurarao a
partam da bocea de quem fes injuria esta assembla,
quando diS3Cque uo poda fallar sem terror, que nao
(inlia libe
dade. ( Apoiado.)
l'aroce-nie, Sr. presidente, que es too destruidos uom-
rdade', que nao linha garanta, que recriava... plel.inienle os argumentos do nobre deputado, repro-
j sei o que.... (Vniliif oiioindoi). E Islo lie dito, Sr. du/.idos umitas vezos, e com os quaes realmente vai elle
presidente, pelo nobre deputado que mullo illa vou- dislraliiido a assembla de fe/.er alguinacoiisa til ues-
lade ten declamado nesta casa, c que, inculcando-se o t. sessao: c agora iiiesuto eu teuho bastuite pena de to-
patrono generoso dos comproinettidos, tem laucado as mar o lempo d assembla e de pedir-lhe mais um pou-
inveclivas mais amargas contra o governo c contra a po- quito de condescendencia para responder ao tpico do
lela; c islo en uina occasiao em'que o governo mais' uiscurso do uobre deputado, em que elle parece tcr-uie
neceisila de frca moral, para Impr todo o necessario
respeito anarchia. O nobre deputa lo, icpito, leui de-
squerido irrogar una injuria....
t) Sr. Alendes dn t'mi/i i :N5o leve esse animo.
O Sr. .'urina Figueiredo :Mas, por outro lado, Sr. pre-
lidente, slnto-uie lao acaliriiirhado por ler de fallar de
lllilll....
iWiu'M rozrf :N'.io, nao : falle, falle. ..
norlanto umdsser'vico ao palz.'lem conipronieltido a O Sr. Cunhi Fijuriredo: -Pois bem, faliarei ..Eu farri
causa dos scus correligionarios. Fura melliorqiie o o sacrificio do miiilia modestia para repellir urna ca-
nobre deputado se limilassc a lamentar, como eu la- liniinia de que nunca lixcaso ate o momento em que
ment, os desvarios de scus coareligionarlos, precuran- ella me lora laucada em lace pelo uobre deputado ; ja-
do lancar um vn bem espesso sobre o odioso dessa lula lumiiia de que se teem prevalecido os meiis iniuugos
clamnllo milito sua vontade, sem o menor eslorvo, e
nao tem rasao para a sembla, fazendo injiisllea aosseus collegas : (iuimii-
poiados) o nobre deputado, Sr. presidente, lem feil
que se nao deve incominodar o governo, pedindo iu-
foi inacoes acerca de objectos sobre os quaea ella nao
pode deliberar. O nobre deputado a quem respondo,
ferio o mesmo bordo queja linha ferido envoulra oc-
casiao quando se discuti o outro requerimeuto idntico
a este ; Isto he, cilou o artigo do acto addicioual que
incumbe s asseinblcas provinciaes velar na guarda da
constituir-ro i das leis na sua provincia : o nobre deputado
nao adiantou mili dcia alguma, a nao ser a leilura que
nos fez de um discurso proferido por um deputudo do
Rio-de-Janeiro, que tamben pedia inforinafcs ao go-
verno acerca de negocios particulares que nao eram da
competencia da assembla ; mas nao se eucarregoii de
provar-nos que esse requeriinent-i passasse, e que o go-
verno se houvcsse prestado a dar taes iiiformactcs :
perianto toda a arguinen tacan do nobre deputado fun-
ila-ic no citado art. do acto addicioual.
Crelo, porm.Sr. presidente, que o nobre deputado nao
entendeu o artigo constitucional segundo os principios
da sciencia. Saber a lei no he lolelrar suas palavra; he
condecer a sua fdr(:a c cOMiprelienso'.cir Icges non estea-
rum verba lenere,sed vim aepoteslatem.Quaao a nossacarta
constitucional concede s assembla pAvinciaesa facili-
dad^ de velar na guardada cousliluico edas leis ua sua
provincia, cstabrlece a respeito dessa KOeaa do poder
legislativo um direito limitado, como he mu limitado
todo o poder da assembla provincial a respeito do po-
der legislativo geral : do eonlrai'io teremos o grande
absurdo de ser o poder limitante, ou geral, inferior.
ou igual ao poder limitado, nu provincial ; e que una
roda secundaria lem a inclina forca c vigor que as rodas
principan da grande machina social-: fura preciso eahir
insta anomaliapara se entender o artigo doaoto addicio-
nal como o imlii e deputado eulcndc. Aisim, pois, as
assemblas provinciaes uo pdem velar na guarda da
conslitiiii.no, senao de um modo limitado e negativo;
scilieet, uo ullrapassanio as suas proprasttrhiiices,
ou antes nao usurpando as aitribuiccs dos outros po-
dies polticos, c lauto islo he assim. Sr. presdeme,
que no art. 12 do nieinio acto addicional le determina
mili expressanienle que as assemblas provinciaes nao
podero legislar obre os objectos nao comprchendidos
nos artignslOe II do inclino arto addicional; nao porten
passar alen dessa rbita, e, se o fazem, teem oltenddoa
constiluicao, teem invadido as attribuices dos outros
poderes poiilicoi; e, quaudo isso acontece, a assembla
geral usa entao. como poder superior,"da faculdade de
revogarjesses a tos das assemblas provinciaes; isto he,
faz guardar a conslitul;ao que, na hypothese, as assem-
blas provinciaes teem violado. Isto lie expressu no.art.
20 do mesmo acto addicional
Alm disto, senhores, nos sabemos que a assembla
geral, quem compele pelo 9.' da constiluicao velar
na guarda da constitu., ao e das leis, nao tem o poder de
chamar esponsabilidade os empregados prevaricado-
res, seno nos nicos casos ospecilicados em que ella he
considerada tribunal de juslica : se, pois, ella nao tem
este poder, como o ter a assembla provincial?....
fin Sr. Deputado: No responiabilisa, rcpreicnta.
O Sr. .'uiihn Figueirido: Representar para respon-
sah Misar he una allribt)ico,e rita nttribuico uo he di
competencia da assembla provincial, assim como o uo
lie da assembla geral. E, aindi que a assembla geral
livesse esta faculdade", nao a tlnha a assembla provin-
cial porque esta no tem Igual somiiia de poderes que
aquella: os casos em que as assemblas provinciaes leem
poder igual ou cu in ula livn, es^ao declarados no acto ad-
dicional, e nao passain de doU que sao, cactecliese
dos indios, e estalislica da provincia ; e nada iQs.il.
Portanto, Sr. presidente,nao temos nem o poderes de re
presentar, nem o de punir os abusos deque fall O leque-
rimento : as assemblas provinciaes sao carpos adminis-
trativos, de atlrbuifdes limitadas; sao unas grandes
municipalidades; nao se pdem iuvolver, portanto, no
ubji rio do requerimeuto do nobre deputado. He, pois,
este o primeiro motivo por que voto contra o requer-
ment.
O segundo motivo, senhores, porque no vota pelo
requei nieiiiii do uobre deputado, lie lodo de cquidaiie ;
no direi de eompaiso, mas de conteinplacao. Eu, Sr.
prndenle, jamis quercrei graluitainenta l'.i/.er mal a
quem qur que por infortunio tenha commcllido um
delictu, pelo qual deva ser preso ou punido. Provavel-
inciite o Sr. M ii anli.iu, o Sr. Cordeiro e os outros se-
uhores a quem os nobres deputados. se referen), esto
presos por susprila, bem, ou mal fundada, de haverem
coinuieltido algUIII crime : ]ii o voc.u em OS noli i es debu-
tado, urna discusso sobre a prisao denei senhores, he
o mesmo quu instainai -Ibes nesta cas. um processo mu
serio; fjzc los soll'rer aecusaces sen seren ouvidos, c
se ni se pollern defender: (na al g un s apartes da oppisi-
fiio) c seria Isso bom para elles' Cielo que nao; parece
iiavcr insto una especie de perfidia, um zelo pliarisaico;
uo digo que o baja, mas parece. Os nobres deputados
diro: >us aqu estamos pa i a del', n-le-los a sua causa
ii o correr.i a i cu-lia... Concedo; mas estarn cortos os
n.ibres deputados se, em materia lao grave, quererao
os presos ser delendidos por nutro que no sejam riles
misinos ? Eu ao liieiios uo o qulicra. Mas, para que
iiistiluir-sc um processo dcsles nesta assembla.' Vira
dalii algUHi bem aos comprometidos? No de cedo;
creio, ao contrario, que Ibes vira inulto mal; porque,
Sr. presidente, nao pudendo esta assembla mandar
prender a quem prendeu ao Sr. Cordeiro c outros, c uo
podendo lamben laucar urna sentcnca de absolvilo a
favor Melles, aiuda que se mosirem mui innocentes, he
claro que a discusso sobre a prilao s Ules poder acai-
relar males; porque vai preveuir ojuizo daquellos que
legtimamente teem de os julgar; (ajioiadiu) e isso ser
bom? Hesponda o uobre deputado; creio que nao. Por-
tanto, prescimlindo niesino M,i circumstancia de nao po-
der a assembla erigir-sv em tribunal de juslica para
chamar responsabilidad!! ou clamar pela esponsabili-
dade dos empregados prevaricadores, no vutarei pelo
iequei uicntu. mesmo porque emendo que nisto faria
' um mal aos compronicrtidos. Parece-me, pois, que cu
I agora desrjo mais o beneficio dclls do que os nobres
deputados, quaudo procuro repellir da assembla um
requerimeiilo que llies pode ser prejudicial. Aqu lem
I V. Exc. o segundo motivo por que nao voto pelo requeri-
meuto.
Agora, Sr. presidente, me permiltir V. Exc. que eu
responda a alguinas pruposicoes que o nobre deputado
a quem me retiro, lanrnu-uos ua scsso paisa da.
O uobre deputado apresentou a provincia em um es-
tado horrivelmeule excepcional ; disse que as garantas
se achavam suspensas ; disse que o deputados eram ar- coininocoes, ieem-c ua |,.oj.u .|.-- "T'~',' romnau
laucados do recinto da assembla para as prluei; que para dcuupciarem os cabecas ; alada ha pouco acaba lados, em compauu a
ia Irlanda. Un Franca mesmo, no lempo de Napoiro,
ofl'ereccrain-sc premios a respeito dos tiomens daconspi-
rar.'io realista, etc etc....
O S. J. A. dt Figueiredo :Isso no lempo do governo
milii ii de Napulcao.
Or. Cunlia Figaeire'.o:E na Inglaterra ha pouco......
Ter o nobre deputado que dker desse paiz provecto
as Institlricdei liberaes, desse paiz que tanta priva
lem dado rte multo jui/.i, de IllUilo patriotismo?....
O Sr. limites du Cunta :'l'em inulto que diter.
O Sr Cunan figueiredo : Siui; tem milito (|iiedi/rr:
lu. ai um ven bem espesso
sanguinolenta; fura nielhor pedir o csqurciiifuto, ex-
citar a coininisrrar.no para elles, do qni: estar ilivioisin-
do esses fados que no |idem dei.xar de ser reproyados
por todo o homem honesto e patrila (Apolados.)
U Sr.J.A. de Figueiicdo: J os vio divinisar por
Un?
U Sr. Cunha Figueiredo : Tanta COinpalxfo, unta to-
lerancia para os aggressores, nenhuma para os aggredi-
dos? Tanta couslrteracao para aquelles que vieran forjar
no-sos muros, que trouxeram o ferro e o fogo a nossa
casas ; e lauta rrproaco, tanta animadversn para com
aquelles que no flicrain mais do que oppr-so lia de-
femiva, e embargar o passo a esse .icomuieltim rivel ? E o nobre deputado quer campar de generoso !
A generosidad!- no he parcial.... (Apoiados repelidos.)
Urcl inioii o nobre membro por se haverem prendido
deputados sen culpa formada, sen orden por escripto:
o nobre deputado sabe milito bem. que nos crimes en
que senao admiti flan?a, porte haver prisao sen culpa
formada ; mas no hotive orden por escripto. Qual a
prova que o nobre deputado exhibi ?....
O Sr. J. k. de Figueiredo : 0 ineu teste ni un lio e o de
alguns outros d.-pillados.
O Sr. Cunha Figueiredo : Oh!.. Porvenlura o nobre
deputado se refere ao dito do preso, o obre deputado
presenclou turto o qua se passou nessa occasicao? Pcr-
gunlnu, nu ouvio o preso pergiuitar pela.ordein da prl-
Uo? i\o ; portanto o sen lesleuiiinho poder ter ori-
gem un dito do preso, e eu o dou por suspeito.
Mas, Sr. presidente, dfssc aluda o nobre deputado que
'a polica havia abafado n Viario-Novo; que linha havi-
do um tiro, etc. Perguntoeu, Sr. presidente, ao nobre
denulado, se a viuva proprirlaria da lypographia do
wJrrlo-.Voi j se queixou deste Tacto ? IVrgunto mais : enca con. una historia lao pa.licular ; mal o que liei
ssa occasiao en que ful aprehendido, ti- de cu fazer, ilcpois da imi..uacao do nobre deputado.'...
gratuitos como um grande argumento com que pe-
lo, deni responder verdades puras que, laudo na as-
sembla geral, cerno nesta assembla provincial, ledlio
seinpre enunciado.
Oucrendo o nobre deputado, Sr. presidente, fazer a
apologa,a leu amigo o Sr. Antonio Piulo Chichorro da
Cama ( no que o nao censuro," porque cu goslo lambn
de defender os meus amigus ). ..
O Sr. J. A. de Figueiredo :llcflcndi-o, nao como ami-
go, mas como administrador.
USr. Cunha Figueiredo : O nobre deputado eslrauhoii
que cu livesse prcienladn esie senhor como o symboln
da rcvolia de Pernambiico. como um archilecto de rui-
nas. Eu fa'lci DO sentido poltico, cin descer .< peque-
as cousas : o nobre deputado, dilia cu, estr iilmu-nie
islo milito, e son que se oceupasse de refutar as raides
que eu havia produzido. entendeu que_ devia levar-ine
para o lado do odioso, li/emlo sentir assembla que
era eu o menos proprlo pira dizer taes cousas do Sr. Chi-
chorro, cuque llalla receblo a sua protrerao, e que,
por uina caria de favor que deile Imuve, pude tomar as-
senlo na assembla geral .... Calumnia, ( com /oreo) ca-
lumnia atroz, Sr. presidente. .11 Eu dcilWci ela calum-
nia, agradecendo milito asa nobre deputado a occasiao
que me deu de a explicar de urna mam ira mu solem-
ne... .
Sr. presidente, sabemos meus amigos que, cm 1847,-
iiiii desgos'to profundo me ia levando sepultura ; e por
un prccriio terminante dos Ilustres facultativos que
enlo ciiidavan na ininlia vida, unir elles o ineu ami-
go o Sr. Maciel Monleiro e o ineu compadre o Sr. Ma-
nuel l'ereira Teixeira. devia ir lomar ares rm oulia pro-
A assiuibla me prrdc (.e abuso de sua paci-
hei
o Diaria, nessa occasiao em que lu app
nr.i sido impresso com todas as condifes da lei? Per-
gunlarci mais: qual serla a doulrina do Diario-.Vovo de-
nois da rcvolla? (Usadas e reparo no hunco da opposico.)
E esse facto do tiro e da tomada do Diario-Huno no se-
ria una estrategia da parle do inimigos do governo e
da polica paia figurarem cssa oppresso? Risadas da
oiposicao.) Poda ser ludo isto'; nao go que o seja, mas
nao resta diivula que, em negocios tiesta ordem, quau-
do se trata de aecusar autoridades por abusos to fla-
grantes, he uecessario que se aprescnlcn provas mu
caliaes, e a prova incumbe quelle queavanca a propo-
Acho-me e.onslrangido. .:)
Mullas Vo:es:Jiao lem rasan: conlinue, continu. .
0 Sr. Cunha Figueiredo: Esva cu eTitao em caa do
Sr. Figuelra de Mello, ineu amigo, hoje cliefede pulieia ;
elle sucitou-iiie a ideia de i eu para o Rio-ile Janeiro,
aonde passarla nielhor naquclla eslaccao invernosa, e
fallou-ino na pOMibilidade de levar o diploma de depu-
tado, IllA OU* llic constara que os Sr. Antonio Jo>-
qum de Mello c Antonio Alfonso nao prcteiidiam to-
mar ltenlo. Eslava cu niuilo longe de pensar insto,
c rellccti ao ineu amigo que n:\o linha rclacde com o
Mas, Sr. presidente, o nobre deputado fallou em um
apel, em que se oll'creccu premio aos que dciiuncias-
leui c apprchendessem os cabecas da iclicllia ; e disse
o nobre deputado que esse papel fura distribuido pela
polica. 0 nobre deputado achou nesse papel o nome
do governo, ou do chefe de polica ? Nao certamente :
e entao como atlribiie-lhe esse faulo? Ten alguiii do-|scia
de Alinciila Cuides, ineu amigo muianligo, ejulgoqu o
oiKiuauto uo me oll'eiidcr pcssoalmeiile ; ( pouco
su is i.loas pollinas, assim como


'
w*
te
Snnl.-ii ent, que teve a hondaJe de encaininhar-me al
casa rtasumembla : encontrei o meu amigo o Sr. Joo
Mauricio Wanderley, que dcscia aa etcadas da casa i|a
assembla : vnltou commigo para a ame-sala, tomn
o men diploma, e levon-o logo mesa : vollou jcm de-
mora, perguntando me se en <|ueria lomar assento: (era
inebi-dia) mullas muras pcssoas. meus autigos cnulic-
ridot, amigos, ineslrrs e condiscpulos, me apparcce-
ram, e entre estas tuna que uo he suspeita ao nobre
depulado, o Sr. cnnego Marlnhn, meu antig incstre de
latim, qu me V( io abracar cordial mente e todos me
ergunlaram, se nao quera tomar assento : ditse que
o : Irstemnnha o Sr. Jos Alejandre Perreira que abl
estava, fprrgunte-lhr esta historia) 'diriijindo-se ao Sr.
Dr. Matignier) e que me perguntou para que havia eu
> perder os 20/rs. daqurlle dia. (irado.) ProvaVel-
mentc uo teria chegado a carta do Sr. Chichorro, quan-
do eu encontrara tan boas disposicoes nos membros da
:i~--<-in 1>I. i ; porque l'ui eu o priineiru que ricseinbar
quei, c alil cheguei. Portanto j v V Exc que nao to-
tnci assenlo por graca do 8r. Chichorro. Tambem seria
por favor dellei|iie tive volaco ? Agora provarei ao
nobre deputado, que nao ped caria ao Sr. Chichorro,
que nao sube deltas......
O Sr. J. A. de Figuriredo : Eu nao afHrmei
O Sr. Cimha Figueircdo : Nao sabia mesmo que ella
liuha chegado s nios dos deputado* a quein havia si-
do dirigida ; provarei que ir ni ped, iieni uiaiidel pedi
c que neui delta sube senao u i cmara. Dlzia-se que
essa caria foi oblida por intermedio do Sr. Gucdes ; e
por isso. quaudo cheguei do lUc-de-JancIro, pedi ao
Sr. Guodes que me explicasse esse enigma, e sempre
allit ter dltso algum documento : aqu trago a carta
o Sr. Cuedes, que lerci se V. Ene me der liecnca
m .
' lllm. Sr. coronel }o$i Joanuim de Almtida Guales.
Para destruir miseraveis embustes, lenho neerssidade
de que V. S. me diga ai p desta, com a verdade do seu
costuiiic : se eu Ihe pedi alguma carta de rrconuncuria-
efio do Sr. Chichorro para que podesse imu.i assento
na assembla geral : se V. S por qualquer modo me
mi 11 ii 1111 l oh que o Sr. Chichorro pretenda escrever,
oii cfl'rctlvamcnte escrevra alguma caria a scus ami-
gos nesse sentido : e se sabe se com Abito elle eserrv-
nelro : eu vi os deputados mlnelros, c tambem o Sr. si -
nador Paula Souta, compadecerem-se deisa humillarn,
desapprnvarem multo essa imposicSo ignominiosa que sa
Tazia a Pernambucn ; e dizereiu que elles nao consente-
rlam isso na sua provincia: eu vi os meimoi deputados
de Peruainbiico euvergoohados, corridos, e tatvez arre-
pentidos : ( faco-lhcs esta justicia. ) vi ludo Uto, Sr. pre-
sidi'iite, e no poda deixar de levantar minha fraca voz,
para protestar contra essa imposieo degradante..... K
um deputado que j nao existe, quaodo o obrigarain a
receber esie jugo, gritou em certo lugar, logo no prln -
cipio ii Querem-uos levar nina infamia. alas col-
lado elle j estava jungido ao carro..... Portaolo, Sr.
presidente, nao me arrependo de ter dito que alguna
deputados tinliam posto cui almorda os Toros ila sua pro-
vincia. ,
Mas disse o nobre deputado quc mim.que nao sou l-
llui de Pernambuco, que nclle nao lenho o meu embigo,
uo compete carpir os males da provincia..... Pois ncui
quer o nobre deputado me permittir que lamente as des-
granas de IV mam buco, nem como adoptivo?!! Mas
ailio isto to mesquinho, ( apoitidoi repetidos) que nao
merece respesla seria. Salba, porin, o nobre deputado
que em 1824, quando a ultiiiia comarca do serto de
l'i'i nainluii'ii foi incorporada interinamente llahia, j
cu luih i uasclrio..... Mas en uo quero disputar provin-
cialismo, ( ayoiadoi ) nem cstnu na altura do divino Ho-
mero, cojo iiasciuiento foi disputado pelas sete cidades
da Grecia : tanto me houroem ser Ualiiano, como Pcr-
nainbucano, c depois disto basla-mc ser llrasilelro.....
(Iir. Ferrcira Hrrelo: Mullo bein, excellentementc.
O Sr, Cutiha Figueircdo : Se o nobre deputado quizer
ser smente o liltio de Penianibiico por excedencia, que
o seja : entretanto .devo illzcr ao nobre deputado que,
nao sendo eu li 11m de Pernambucn, como diz, tcnlio
consciencia de que nunca fu mal a Pernambuco. ( ,1-
poiudos. )
l'sei da opposico : Apoiado... .
O Sr. Cunta Figueircdo : E tambem accresccntarci
que, se, como o nobre deputado dii, uo snu lillm de
Pe ii iiiiliiu i>, resta-me a consolaco de que nunca ven-
d os scus foros, nunca seineei a intriga entre os seus
1'ilhos, nunca provoquei a guerra civil, e nunca me elc-
vel custa da repulacu alheia. ( Mullos apniados. ) O
do, nos riamos iiitroinettcr as atlribuices dos outros
poderes eliamando-oi a con tas ; oltn de que, nos nao
somos procuradores do Sr. Albuquerque Mamullan, e
que a elle como o olTendldo competa quelxar-se. Foi
este o argumento do nobre deputado, o qual, repetido
militas vezes, den paginas ao Diario. Vejamos, porin,
se dentro da esphera das nossas attribuicoes adiamos o
direito de representar obre a exeenjo das IciS, e por
consequencla sobie a materia que fas o objeclo do re- possa ser entendido, que pona damnar a sua sorte;
queriinento em discusso. esse dlrclto ein favordo q^ial os jurisconsultos franjens
direlto de que fallan o* Celsos,Sccvolose Modeslinoi
quaes disseram que.se aaccusacaotlnliadlrelfot.as dir?
los da defesa eram sagrados,-ucra res etl Mlner ;'-esu d
reitoque o povo inglezrespeila a um tal poni,Sr presi'
denle, que, quando acontece no jury que o mo, ,".
suas respo a tas ao interrogatorio, parece laier%t'um,
declaracao que prejudique a sua defesa, levantain-s,
alaridos para confundir as votes do reo, aliin deqtniu|
Eu j disse, Sr. presidente, em oulra accasiao que um
cdigo, seja fundamental, seja regulamenlar, deciso-
rio, ou ordinatorio, he um systeina de leis, e que o
syslema consista em estabelecer cutre os seus diversos
arligos relaedes laes, que todas concorram simultanea-
uientc para unidade de seu lim. O sen flu he a sallsfa-
(o das uecessidades publicas, quando ao seu objecto
e cale m he tambem o fin de cada um dos dos arligos
que elle encerra, e ctalo consiste a unidade. Tendo em
vistas esta observacito, noto que o 91 do arl. 11 das
reformas cousltucionaes diz que as assemblas legisla
Uvas provinclaes competo velar na guarda da constitu- <'. 1uer Pfteja, qur castigue : e nao dlstiague os
expressaiH-se desta manera que parece e>lraordinar-
Nao se deve indagar o perjurio da teslemunna s'for
niaciio da culpa, atiin de Ibe deixar loda a liberstidr
para que se possa contradlzcr em favor do ro peraar
o.juiz. >
O Sr.. Cunta Figueirtdo : Por isso exlgem que ro
esteja presente, e ouca a aecusaeo....
OSr. Utnitida Cunha: He, pols, um direlto qe,
rellgiao prescreve, que a moral nconselhn, que a hu
nanidade reclama, e que a constitulcao tambeuipres-
creve nos segunte termos: A lei serajguat pira U-
i, e por que motivo. Terei mais este favor que dever prnico ou nada que sou na minha vida privada c mes-
a V. S., de quem sou siuccianieiile Amigu liel C olni- ''"" publica devo ao meu Uaballia licito, (Ta mais nin-
gadissimo ot Sent da Cunha Figudreio. (guem : O poucoque sou us vida politica, nao devo aos
Respondendo a carta de V. S., lenho a dizer-lhe que,' """us meieciiuenios, lie verdade ; mas devo i geuerosi-
indo a palacio, sem que V. S. me pedisse, a saber do d;ui'' Eim Sr. A. P. Chichorro da Gama, se o Dr. Amonio ( <*pOituh$. ) O nobre dcpuladoque lome contas ao P. r-
AiTonSo ia, ou nao, lomar assento na asscinbla, por- naubiicauos que tivcraui a Imprudencia de fuser com
3ue, a nao Ir. V. S. desejava fazer una viagem ao Uio- e-Janeiro a tratar da sua sade. c nesle caso Ihe convl- f'icr-inc culpa disso. Pena lenho eu, Sr. presidente, de
lia levar o diploma, elle me asseveou que o |jr. i nao poder fazer a Pernambuco lodosos beneficios que
Anlouin A H'uiiMi nao ia, e que estimarla que V. S. fus- ",c Icseja o meu cor.nao ; porque da Insinuacao do li-
se, e que al escreveria para o lUo-de-Janciro : mas I 1rc deputado nao faco caso alguni. [ Siiiuri. )
nem V. S. pedio lal caria, c nem eu Ihe communiquel' ir- Nenies rfaCun/ia( com calina ) : Sr. presiden-
que ella fosse. Isto foi o que na realidade se passou. te, o requeiiineuto que se discute, acaba de di/.er o il-
l)e S S., etc., etc. Jo Jonquim de Almcidn (iuedts. I lustre deputado o Sr. Jos liento da Cunta Kgueiredo,
Daqui se v que eu de nada sabia. Eiiifim, loinei ',r *'a niesiua nalureza que o rrqiirrtiiieulo que se dis-
assenlo na asseinbla, e achando-nie em um estado de- cutio acerca da nrisao doSr. Albuquerque Maranhao ;
ploravel de sade, uo me julgava com frca de entrar' porin aj^e conlni mais alguma cousa, e veni a ser a
em discnssAo ; mas infeliiniciile appareec o Sr. Verguei- Pris"0 dos distribuidores ao DiarloNoro, c a appreljen-
ro, ex-miuistro da justica, o pinta a provincia de'Per-I*"* &"* MMipurfi do mesmo Winiio ; mas, aiuda que
iiuiiliuco ameacada de urna coiillagr. c, atiribuindo ''ja da nirsuia natureza, o objecto lie diverso, porque
isto ao partido da ordein. e tirando dahi muiivos para sno diversos os casos sobre que se pedem inforniacdes
oSr. Peixuto deritlo ser encarregado da presidencia ao goveruu. Eu nao aclio que V. Exc. est autorizado
das Alagoas. E, Sr. presidente, lal f.,i a indlgnaci
que me causou a falsa informaco que deram ao mi-
nistro, ou que o ministro dava a cmara a respeilo dc!v Exc- procedeudo como procedeu, satisfez o dever
l'ernamliuco, que, quando dei fe de Dilu, liuha pedido 1l,e lhe "ipoc o leglineiilo da casa,
a palavra. aluda lonto por causa dos meus padeeinien-I Sr. presidente, por occaslao da discusso do requer-
los, e enio disse oque senta a respeilo do estado ,|C| ment do nobre deputado o Sr. Figueircdo acerca da
Pernambuco: lz ver que a causa dos males ,ra i,rc.'prlso doSr. Maraiihao, um dos nobres deputados desia
tender o Sr. Chichorro comprimir a liberdade de voto, casa, repetindo as paUvras que allrlbuio aoulro nobre
por querer ser candidato, e impr a. mi, mais oulro, I 'PUUc, 'luc ignou-se responder-me, disse que esse
ele, eic, ele.; uo i'allei ni vida particular do Sr. Chi- n,,u'e deputado dissera, cm seu discurso, que eu linda
chorro que multo respeilo; uo I'allei scno no senli-' ,cil" ru6" el" retirada. Fogo em retirada!.... Fogo em
do poltico...... I retirad fatem os gtierreirus. Eu, recorrendo ao ttiscur-
0 Sr. J. A. ie Figueirtdo : Eu nao disse que V. S. ,,u "obretlepuladn, nao encontr! este lopico, econ-
fallou na vida particular. fesso ante o ceo e a Ierra que, se o disse, o pao ouvl; e,
OSr. Cunha Figueircdo : Ped a palavra, como dis- se onvisse, tinha de agradecer-ll.e o epinicio de guer
se, e i \lu/ o que entendia : o Sr. Urbano Sabino l'cssoa
de Mello, que me fez a honra de responder, princlpiou
por dlrer que eu era' Injusto para com o Sr. Chiclior-
ro ; que, se eu soubesse de mu facto a meu respeilo,
lalvez mudasse de oplnio que o Sr. Chichorro havia
relni que elle io generosamente me altiibuio. Mas nao
se admirein os nobres deputados da minha rrpula(o
de gucireiro, nao ; porque Dos sempre csculheu os
instrumentos mais fracus paia as emprezas maiores, e
confuso dos fortes e poderosos da trra. Confteor Ubi,
lilil,,/ uaiid, ,, i
eserlpto urna caria a meu fa\oi : respond que a nao \laitr, quta alitcondittt htre a prudenlibus, et sapientibut, el
pedi, eoSr. Uibano leve a Ingenuldade de confessar,!r (honra Ihe seja fella; leve a ingenuldade de conietsar "'f 'June.
que eu uo liuha pedidos caria. I A foruiosa Bethulianna lie quem arremessa sobre as
O Sr. J. A. ie F'igueircdo : -- Apoiado. 1 "nirallias de llelliulia a cabera do tj rann de sua patria ;
O Sr. Cunha Figudreio : A assemblca me pcrmUti-1 *fbora cwnbote cliiun.pha do general caoano ; Es-
r que eu leia esta parte do discurso do nobre deputado lll(',' desarma o braco de Assuero; Ueiliesab dicta im-
quem me reflro : | xima> a Salomao, e a gucrreia Macaba hcqurui aui-
. O Sr Irbano: Ao me paiece^iue as rases apre-1 ",n srus fi,l,o combate, e ans antes perecer com ru-
sentadas pelo nnhrc deputado sejain valiosas, nem mes- le' as hecatombes, de que ceder as criminosas prel.n-
mnjiilgoqueelletenharaso para formar um juizo io [t61]*!}0 "b"" Anilocho.
desfavorav I do adminisiradnr daqiiella provincia, e, OSr. Ferreira Brrelo : Que bellosrrmao da Conccj.
es- f'10 "'""'"* geraa. )
cnnsidera-lo lao clieto de odios e rancoies ; e met>iuo
lou persuadido dr que o nobre deputado desistir des-
te seu juizo, quando Ihe for condecido um facto que el-
le lalvez ignore, e o qual Ihe poaso coinuiuiiicar Tanto
nae he dominado deodios, que, sendo o nobre deputa-
do um dos seus adversarlos preeminentes, o Sr. Cl.i-
elinrio, as cartas que nos escreveti, maiidou-uos pedir
limito encarecidamente que faclitassemos quauto tsti-
vesse da nossa parte a entrada do nobre deputado na
cmara.
O Sr. Joi Ululo : Eu nao Ihe pedi nada.
OSr. Urbano : F.u nao digo que o pedsse, e at
digp que o nobre deputado o ignoiava i eu he -;ue eslou
revelando este facto de o Sr. Chichorro ter ieconuiienJa-
do isto a favor do seu adversario para'moslrar que elle
nao he dominado desses odios, desses raueures.
ngora pergunlarei ao uobre deputado, se aluda est
convencido de que eu tolnei assento na assemlila em
virlude da carta do Sr. ( hichorro ?....
O Sr. J. A. ie Figueiieio : Nao aflirinel.
O Sr. Mi ndi da Cunha : Prnurera a Dos que o ser-
mo nos podesse converler, .lias voliaudo discusso
que honre sobie o requeiment do nobre deputado o
Sr. Jos Antonio de Figueircdo, tambem disse o imbre
depulado o Sr. Haptista que cu dissera que era plilloso-
plio, c que, investigando as causas de nossas revoliiyiVs;
Slippunna que os rebeldes eram os liomensdo seu lado.
Eu uo quero me referir ao incu discurso, senhores;
aiqicllo para a memoria dos uulires deputados. .Eu
pliilosoplio Pois esta cara he cara de pliilosopho ?.'...
Nao, similores, eu nao disse isso ; disse, sini, que, se eu
lvrssc liln rd.ule, niostiaria quaes eram os rebeldes;
usas, se eu entrasse na invcsiigacfio da o igem da revol-
ta, nao a ira procurar na historia dos fa. tos allribuidos
a um partido; nao em urna clrcuinatancla ;-no em um
individuo, nao cm um partido ; mas cm militas cir-
ciimstaucias, ein niuitos individuos, e cm lodos os par-
tidos. Esle nieio de investigar lie, quaulo'a iiiiin, o inc-
Ihni, para uo ser fcil, nem injusto cm mulame que
O Sr. Uatitl Monteiro ( com irona,':Fique ueisua- ,uPI")c >"'a iticuco rigurosa e a maor imparcialdade
lido disso, eu porque nao Uve caria fui expedido. I P0!iS|vel. Por essas fui.ilidadcs, disse um escriptorgrego
O Sr, Cunha Figueircdo: Era-nic. preciso o favor da ')"c. lllv!>'?0 ',u, barbarOi na Grecia loi devida ao gos-
carla ?
l'm Sr. Depulado : A oligarchia dos |3 escolha a
quem Ihe pareca.
Oulro Sr. Dcptttain : O liium iralo era omnipotente.
O I r. Cunha Figneircio : ~ Saiba o noble depulado que
eu na cmara nao prreisava duapoiodos deputados de
Pernambuco : tinha os lucidores auspicios da maiuiia
da cmara, tomposia de mudos amigos meus, mullos
tos quaes j me liuliam mandado dizer, no anuo ante-
cedente, que, se eu apparecesse, lomarla sem duvida al-
guma assenlo. Pane-meque aasscinbla comnrejieii-
cler. bemqueeu nada devia aoSr. .hichorro para ser
obngade. a guardar silencio em urna occasio em que se
trjiava dos negocios mais vitis de Penambucn, sob pe-
na de Iraliir o meu dever, como representante; e para
que boje, depois de termos passado por calamidades infi-
nitas, en derxasse dr apuntar o Sr. CMohorro como a cau-
sa piimaiia d.s nossus males. Pois beni, uo fallare!
iiiaisnn Sr. Chichorro paia au apostemar ao nobie de-
pulado : quero ser mais generoso com o nobre depula-
do do que foi elle comniigo.. apenas dlrel urna pala-
vra.e lie : queames da adminisiiac".o do Sr. thlcuoiro
mis liit.ivaiiius i,iiii as nossas dissensel polticas que se
piidiam considerar como pequenas bi igas uc familia mas
entretanto laiuns vlvendo ; porin depois ua administra
cao rio Sr. Chichorro os Pernambucanos tornaiam-sc Inl-
migns implacaveis, ( inuitn.i opinados al que o sang'ue
pernaiiibiicaiio coi i cu em jorros : c nao bastaria lato,
para eu dizer queo Sr. Cbiclionu era o symbolo da re-
v ola ;' ( Apoiaios repelidos. I
Sr. presidente, uo coucuirei o meu discurso sem re-
ferlr-me i um reparo felto pelo nobre depatado, por ter
gnnr e nao lodos ) pozerain em almocela os foros da sua
provincia. Disse-o, sim ; c disse-o multo bein. ... Eu fui
lesteinuiiha occular, Sr. presidente, da linmiliacao da
provincia de Pernambuco perante a corle do Bio-de-Ja-
lo de mu rei pelos ligos de Allienas ; e um escrlpto iu-
gle aiiribuio iidepcudenca dos Estatos-Unldos da
America, noao amor da lioerdide, mas a um imposto
laucado sobre o cha, como se os deslios do geueio lu
mano dependcsseiu de causas lao frivolas e tao insigui-
licantes, e uo dos-srutimeutos que rrvelam os ttulos
da liuiuauiriaric, c sobre ludo de una mo proviJcnlc
que rege a sorte dos estados.
Disse tambem o nobre depulado que desejava que eu
estivesse eutio presente para subir commigu s alturas
da -.ciencia na iiivcstigaco das causas de nossas revo-
luccs. Eu, Sr. presidente, suu o primulroa recouhecer
e confessar a iniulia iiicapaculade para subir to alto.
Eu sou, Sr. presidente, o piiiueiro a reconliccer e con-
fessar a minha ignorancia em ludas, e muilo principal-
mente ein materias que suppem os esforcos da mais
alia iiictapliysica, e inuilas veies escapam previso
humana, .">e que nao poderla passardas fraldas da ilion-
i mi i. ..
O Sr. J. A. de Figueircdo :No apoiado.
OSr. M tildes da Cunhi :E demais, eu subirs altu-
ras! I u que sou to pequeo!,., Seique o nobre depu-
lado letn setnela para subir s alturas soieaUAcas ;
co c das bis, sem Indicar formalmente os me ios de
exercilar esta altribuifo ; mas, recorrendo ao mesmo
acto addicional, deparo com o ai t. 9 que attribue s
assemhlcas a faculdade de propr, discutir, deliberar
n.i conbn mu ule dos arts. 81, 83 at 87 da constituicao,
e o arl._ 83 prescreve no 4 que a assemblas provin-
ci.es uo pdein propr, nem deliberar sobre a execu-
co de leis ; devendo, porin, dirigir a esse respeilo re-
prcscnlaccs motivadas n assembla geral e ao poder
execntivo conjuiictamenlc E eis-aqui j rrsolvida a
questao nos |> ilavras dn-eudn (n-.ir representaccs.
OSr. Cunfm Figueircdo '.Limitado pelos arl 10 e II.
O Sr. Menies ia Cunha-.A limitacao que o nobre de-
pulado aelioii mis aris. Ki e I I nao est uestes arligos, e
crelo que nem no pensaincniu do nobre deputado ; por-
que, l/.endo jiistic i a sua Ilustrarn, emendo que re
correu aos arts. 10 e il como a um nielo maisproniplo
para me dar urna resposta, do que para convcncer-mc
le sua oplnio.
F.u relo que poderla parar aqui, porque a questao est
resol vida lio mesmo lexlo da le devendo fazer represenla-
cics : i assembla geral, porque a ui execucao das leis
piule ser occasiunada por dilBculdsdes que resultem das
mesmas leis, e entn ao corpa legislativo compete cor-
rigir este mal, abrogando, derogando, subrogando ou
obrogandoa lei, do que temos infinitos excinploi ; e ao
podi execiilivo, porque, se vem de seus delegados, a
elle compete corrlgi-los, t se delles no vem, fazer re-
gulamentos que preserevam o mi I luir metliodo de as
executar. Adviria-sc que essas palavras,devendo fater
rrprcsentacet, no exprmelo a ideia de una allribui-
c;io facultativa, e anda qiie exprlmissem os meus adver-
sarios uo lien im de ni el luir cnndico ; porque, assim
como poiliamos deixar de rt presentar, podamos repres-
ciii ir qiirrendo. No cxpriiueni a ideia de urna func-
(o legislativa ; porque urna funceo legislativa pro-
prte, delibera, prescreve, e lie para nao propr, de-
liberar c prescresver, que o i.' do arl. 83 dii:
ii lleven.In, porin, fazer reprcsculacdcs. h Estas pala-
vras rxprimem, sin, a ideia de tuna luncro.obrigalo-
ria no seguinte termodevendo; de mudo que tica pro-
Vado que nao s podemos, mas que devenios represen-
tar sobre a materia do requei iniento no *-ejo que se
possa accrescentar ou |lclo menos que seja precito ari-
dilar mais alguma ideia para esclarecer a questao. Pode
haver ; porin eu, na minha ignorancia, nao descubro,
e crelo ter Asilo as obseivariies que urge o esclarccl-
mento da questao.
Mas se disse que ns uo somos procuradores do Sr.
Albuquerque Maranho. Pois, senhores, o carcter pu-
blico da lei driza de ser lal, ou he maior ou menor,
porque ella lie applicavel a um individuo? A lei appli-
cavcl a um individuo uo he a lei promulgada para In-
dos os individuos da sociedade, e por cunseguinle para
a sociedade inicua .' A lei, na sua expressao mais resu-
mida, nao he a manifestavo da vonlade geral pelo seu
legitimo oigo ? I.ogo a viulacao da lei nao he una vio-
laco Celta a vontade geral da naeo ? 0 direito que tem
a parte oll'endlda pode de qualquer maneira prrjudicar
o drver, que tni a autorldade publica, de represar no
inicie-,.ii publico para que a lei n5o seja violada ? In-
coutestavelinentc ; e s algum motivo que nao he fcil
descobrir pude desviar os nobres deputados destas ideias
to obvias como verdadeiras. Sr. presidente, eu me
absleuho da philnsophia do direito ; e, para rcdiizir a
questao aos seus termos mais positivos, eu iiryoco a au-
toridadede nossos cdigos erlminaes.
Todos ns sallemos, e eu apenas o repito como para
ilu ni den, e dedueco s inhibas ideias, que os povos
da Germania, imllaco de nulros povos mais anligos,
confiaran! a esecucao das leis crniiinaes aos membros
da familia do oli'endido, ou ao oilendido ; mas era isto
assim, porque o brbaro sculimeiito da viugauca predo-
niinava entao sobre a necessidade de dessaggrav.ir as
leis no Intercale da seguraii(a cominum. O povo roma-
no, no lempo mais lloresccnte de sua legislaeao, corri-
gio esle vicio at certo ponto, distinguindo entre cri-
uies pblicos c criines partieiilares. As ordcoaedes do
til. 5.", assim como lodos os cdigos europeus naquelle
lempo, por um respeilo illiuiitado legisla(o do povo
rei, tambem lzeram aquella dislincgo; 'en quando fallo
daqiiella legisla(an crelo que devo sempre abaixar a ca-
li c i c mis os llrasllciros, por mu desses efleilos da fra-
queta humana, que n.is leva como por una forra occul-
ta a seguir as ideias e os mrthodos, com que os hbitos
nos leem familiarisado,tambem distinguimos entre cri-
ines pblicos c crin.es particulares. Contra os pi unci-
ros iienhuuia queslo pude haver, porque sao aqucl-
lesquc fcrein directamente a sociedade. Quantos aos
segundos alguns ha que, ou pela sua gravidade, ou pelo
seu carcter policial, ou por oulra alguma circuuislan-
cia que se liga mais intimamente s ideias de oideui, a
just c.a publica os denuncia, aecusa os, prosrgue na ac-
iiisacao e os pune nuda mes mu que a pa''te orlendlda
desisla da denuncia, e emita o perdo ; e porque ser
islo? Ser para vingar o particular nllendido? Nao : he
porque a sociedade inteira fui losada na pessoa de um
de seus membros; he para desaggravar o publico ultra-
jado na excruco das leis e ser isto ser procurador ?
Ser procurador, sim ; mas procurador dos iuteresses
naci uiaes.
i.iniiito aos outros qus se chamaui parliculares,
quedes que aiuda desculpaiii esta riislncc.ao, dizem
apenas, que ha cliagas que quauto mais se tocam, mais
se aggravain; e, que assim wnnu ha molestias divslcas
que he melhor deixa-las ao teiupo, por sua leveza, do
que entrega-las aos recursos da medicina, tambem ha
molestias inoraes, cujos inconvenientes sao menores do
que aquelles que rcsullain do apparato estrondoso da
justica criminal ; mas, no obslanle, elles nao flerdem
seu carcter publico porque, se a dai te iillenaida re-
quera iiiiposlco da pena e a repararan do damno, a
juslira publica he obligada a chamar a aecusaeo a si
l que
criines de rebtllio dos outros crimes. -J J6"den
lado nao se deu ao Incoiuinodo de destruir o factos qU,
o meu nobre amigo apresenlou....
0 Sr Cunta Fijueirrilo .'Se elle nao os provou....
U Sr. Alendes da Cunha :--1 incumba ao nobre depuu-
do, j que elle o nao fez, jo ovar o contrario das pro-
posiedrs que all rniou.
O Sr. Cunda fiaueireio:Com effeito BMao a prora
i ncumbe ao autor, ou ao reo?..:
O Sr. Hiendes da Cunha ;Aqu nao se trata de reo: ru
lenho Hiedo disto que me pello : quaada ouco cata a.
lavra digo : Mo; daqui a punco vem a rebelllao i
campo.
. Seria rebelde o general I.uls do Reg quando por um
edital sen exprobrou, da maneira a mais amarga e forte, (
esses miseraveis e infames que lam todos os dias s|.
cada depr falsamente contra os nossos patricios, eaHi-
pro me unios na rrvoluco de 18i? .' (Se houvesse iinprrn-
sa naquelle lempo, esle documento havia de appareter,
eu o vi nas mos do tinado Mauoel Caetano de Albu-
querque.)
Seria rebelde o general Luis do Reg miando se em-
peiilinu para com el-rci para ubter umperdao panos
criminosos de lesa magestade naquelle lempo?.,,. %
O Sr. Cunan Figueircdo : liso era oulra cousa....
O Sr. Heniles da Cunta : Era oulra cousa, eu o sel,
he da iiiesma natureza, e aluda de maior importanciae
gravidade srguudo a legislaco do paii naquella dala;
tendente ao mesmo lim, revestida de Jguaes ou nuii
graves circumslancias.
Seria rebelde o general Lu/, do Reg quando, na diz
em que aqu chegou o perdao, corra c descorra pelas
ras com o seu estado maior, dando vivas a el-rci pela
gi ac que li/.ei a aos infelizcs, e para a qual linda elle
eiiipcuiiailo os seus scrvlcos? *
Seria rebelde o general lu/, do Reg quand" pcssoal-
nientc fui assistir s exequias que se llzeraiu pelos inanes
daqui lies que perecern! nos eadafalsos ?
Nao, Sr. presidente, so teslemunbos de hu manida-
de e ca id,ule, e nada mais honroso, mais nobre para o
hoineni do que levantar a voy em favor do oppriuiiUu, e
multo principalmente pelos representantes do povo.
E pur veniiii a diivid n o nobre deputado de que ha
opprimidos .' Como he, senhores, que se prende um
homeiii e depois da urna hora se manda soltar r Poli
desappareceram os indicios pelos quaes foi preso cui
to curto espaco de lempo ? Isto prora evidcuieiueii-
te que as prises so arbitrarias, Celtas com o proposito
de aterrar para perseguir com segu anca, aiasdiseui
que as prisdes lraiu hilas por engao; os nobrus de-
putados, perdociii-mc elles, saben do contrario, c cou-
deniuaiii como eu, nos segredos de seu coraco, estes
tecursos do odio, da intriga e da viugauca: como be
que se prende individuos por indicios, e dahi s tres
mezesse mandaiii soltar sem prncoso.sein se vcrlica le-
ga luiente se aquelles Indicios que appareceram eraniou
no reaes, c iiiduiem suspela de criminalidadc pelos
termos prescriptos na lei para o dcscobrlmentp da ver-
dade .' Em urna palavia, sem um precesso ? isto prava
uo menos que a pi sao nao Coi senq una nova especie
de mai tvrlu, cinpiegado no para descobrir a verdade
do suppostu delicio mas para Ihes dar um soffriuiciilo
que nao poda ser justllcado pelos indos legaes. G uo
lie verdade que o fcxi'n. goveruador desta provincia per-
guulra ao Sr. ebefe de polica, us dias consecutivos
ao dia 2, se os presos eslavam bein, e que rile, lalvez
bein a-sen pezar, dissesse nao csto multo bel, e
que eslava ah presente um ollicial de marlnl a, em cu-
jo cora;o palpilaui sentimenios de liumanidade, "e dis-
sera peor da que estn so no nl'ernun:' Me digam mais:
cu II cm urna parlicipafo ollicial que exista urna am-
uialia'; que nulicias me do della? E esla amnista di-
scm-iuc que he datada de II de Janeiro. Ora, dirao os
nubles diputados que pude ser que a amuislia tinha
excepces; pode sei : eutrelaulo os nobres deputados
tambem dizem que o crime he de rrbcllio, e no crime
de rebellio nao so criminosos seno os caberas: logo*
amnista nao poda ser seno para os caberas, que sua
os que tceiu crime. Coiu-i, pois, u Sr. Copes i\ettu qus
se aprsenla muilo depois da amnista, lie conduzdu
para bordo com mi ti os Individuos cujos uoiues me (s-
c ipani, mas que eslavam tamlie m coberlos eoiu ella ?
O Sr. Ittgo Barros:He urna injustica prender Sr.
Lopes Neito!!...
OSr. tiendes da Cunha :-NSo he disso que se trata.
Existe a amuislia ? Ella lie datada de Janeiro ? Como se
couserva preso quem se aprsenla ean levereiro ? Um
Sr. depulado dizque loi s para alguns individuos. Res-
pondo que, se foi paia'certos e determinados indivi-
duos, nao he amnista, mas perdo : esse he que lem o
carcter singular, ) urque se limita rcmisio da pena
prununciail.i, ou sua cuuiinulacao, porque O mouar-
cha pe do.i a quem quer ; mas, quandqiae falla em ain-
nistia, lie o total esquecimento do passado : seu carc-
ter he geuerico anda quaud, conten excepces; ella he
dictada sempre por un acto de pura clemencia, ou por
motivos de alta poltica : e por todas rs.ias rasdes foi in-
vocada por Xrassyouio ein Alhenas na eipulsao dus 30
tj i anuos para talabelccer a ordem e a paz uo inciu de
um povo agitado ; fui invocada por Cicero nos ltimos
lempos da repblica romana para por termo s drsor-
dens que ensanguentavaui o paiz. He cousa muilo di-
versa de perdo.
Mas, senhores, o Sr. Nello esteve, e crelo que alada
esta gravemente enfermo, c us facultativos declararan!
que sua villa con a risco ; pedio que o trouxesseui para
um hospital, para te curar c isso foi iudeferido, ou
creio inesiiui que nao leve despacho. O Sr. Jcioiij mu
Villela, disse-me pessoa de inulto crdito, leve umaellu-
so de sangue pela bucea, c o estomago luchado : lam-
ben! requereu para ser transferido ; utas nada. Pois eu-
i.'io estes senhores nao merecen! algania consideraro,
quaudo se acliaiu em estado que sua vida periga ? (luau-
rque foi una oiTcnsa leda no ni a um dos meiiiliros |o se mo qulzesse atteuder s circuiuslaiicias, ao menos
mas permita o nobre depulado que Ibe diga que, se: apena % adultera.
algorn que o nao couhecesse, c aprecias como eu o '
sen mrito litlrrario, o quiease j'.ilgar pelas opinies
emliiidas cm seu discurso de cutan, creio que poderia i
concluir, sem reccio de oliendo a verdade, que o no- |
bre deputado nao estava de iiielbor condicae do que cu
na parte de seu discurso que contesta o direito de le-
P
da sociedade, mas lambcuia sociedade inteira ; alias a
sua intei venco seria um apoio snbvrisivn da viugauca
c de oulras jiaixes igualinciiie reprovadas ; e uvsle
sentido a logislayo Iranceza, que he a mais sabia de
lodo o mundo, c que todas as nardes da Europa teem
boje seguido, aboli completamente essa distinceo de
crimes pblicos e de erimes particulares : de modo que
aiuda inesino no caso de aduUcrio, que he o nico cri-
me particular ein Franca, se o oilendido denuncia, a
ju-iiea publica lem de proseguir na aecusaeo c impr
E ser islo, Sr. Dr. Jos Benln, divluis-r os factot da
1 ebi Ihau ?..:
0 Sr. Cunta Vigueiedo:Est muilo ra do es-
colho.
I) ir. Vendes ilu Cunan :Est fura do escolho pugnar
presentar sobre a execucao das Iris, porque os argumen- pela observancia da lei olludida ua pessoa de um incul-
tos do nobre deputado te rciluzlraiu detiiiilivamenlc bru desta sociedade .' Sci islo divnsar os fjrlos da re-
que ns uo podemos velar ua guarda da conslituico e bellin ? OJi! meu Dos -da uiiiiha alma, c do meu co-
das bis seno pelo exercicio das altrihuirrs que nos racloj
loraiu cxjiressaiiieute confeiidos pelo acto addicional ; Ser sequencia de rebelliao, ser dlvioisar os facios
(como que eu tambem concordo sem accilar a concluso da rebcllio, puguar pela observancia das formulas
do nobre deputado} porque alias, disse o nobre deputa.- judiciarias que garantem o direito dos accuiados ? Esse
a liuiirauidade o reclamava.
Nu fallarei na priso dos distribuidores do imio-
.Viuii, pur que o Sr. Jos lenlo nada disse seiiu que nao
liiui queixa de paite. A isso j respond: he ollensa da
cuustiluic.au. l'm lamo nao eonlluuarei, icscrvjudu-inc
para fallar segunda vez depois que os nobres deputa-
dos me rrspoudercm, ou aprcscularain argumcuios
uovos.
I'ujm :Muilo bem, muilo bein.
" Sr. Presidale : A discusso fica adiada por Ur
dado a lima.
OUDEM DO IA.
Conlinuaco da diseusso do arl. 1 do projecto n. 1,
adiado na sesso anterior.
Encerrada a diseusso, he o artigo approvado, Mean-
do piejudicada a emenda do Sr. Jos Pedro.
Entra euisancusso o seguinte :
ii Arl. i." Os limites da frrguczia de SerinlisVn I-
jejuca scro os incsiiios que eram antes da lei ptootor
cial u iiit, que lica derogada.
He approvado sem que sobre elle se faca relexo al- ^
guia
.



y
Km seguida umibeiii sao approvado 6a scguintea ar-
tigo r o projecto era segunda discussao para passar a
it-rcrira :
. Ari. 8 Fie* instaurada a freguezla de Barrelroa
com fkinrsmos limites qneUnha
M. 4 O limites da fregnezla de Una e Blo-For-
nioaoaerao o meamos n. '
lie tanibcm approvado m segunda ducussao para
pasear i terceira o projeclo n. 2, que he asslm cotce-
nlo :
. Arl. I. Flca cslincla freguesa,de Pasmado, e
instaurada (U Haranguape cora os meamos limites que
" l* Art 2 0 territorio Incorporado a fregu! de Pas-
mado ser restituido s fregueslas as quaet pertencia,
c ala dlvliao civil. ecclesiastioc. jud.ciarla seraa mes-
toa ue era antes de Ici provincial n. 152.
Art. 3' Flcam abolidos os slriclos c.cados pela
UiProvlnciai_na224.n ^^ ^ ^ pro|nc|a| n m que
creou municipio de Correte, e transferio para casa
novaaeio a sede da freguesla de Papacaca. .
Sambem be ajiprorade um roquei intento do Sr. tn-
nlia Figueiredo para ser ouvido o Sr. bispo diocesano
acerca do projeclo n.l, sendo rejeitado outro domes,
ino Sr. par o mesmoTim acerca do projecto n. 2, en
consrquencla das observaefles que fe* o Sr. Nemcilo de
San JoHolJualberto.
Entra em segunda dlscusso o projecto n. 6 que fol
approvado para passar terceira, eque he redlgido des-
te imele-:
Art. 1.' A sd do municipio e comarca do Cabo li-
ca transferida para a villa do Hirsuto nome.
Art. 2.' A de da freguezla de Ipojucajera a mes-
iiH povoaeAo de Ipojiica.
Rutra ein diicussio o projeclo n. 5 :
Art 1." A frca policial da.provlocla, para o anno
lioaoceiro de I84U a 1850. constar de 594 procas, for-
mando um corpo de quatro compauhias de iufantaria,
uigaoisado da oiaurira srgulute :
KSTADO-MAIOR K MENOR.
Cemuiaiidanlc do corpo com a graduacau de Ic-
ueulc-ooronel.......
Xijor.........
ajidaiitr com a graduacao de leen le .
Secretario dito lito.'......
Qirarlrl mestreWto dito......
i.n ingiao-inur dito ditu. .
(u u.giao-ajiiilanio com a graduacao |dc ulferes.
Sirguntu-ajiidanle.......
.Sargento-quartel-inestre......
Cometa mor j........
Compoiifo de tima companliia.
1" couunandante ermt a graduac.au de capilao
Segundo dito com a graduafo de leme .
Trrcelro ditos com a graduacau de alfercs .
l'rlmclro argento......
Segundos dilos........
Furriel........
Cabos .........
i unirlas.........
Saldados.........
!
1
3
I
8
1
2
X
liti
lili
He approvado.
I) a dora.
0 Sr. /'residente designa a ordcui do dia e levanta a
srsso.
ERRATA.
No discurso do Sr. J. A. de Figueiredo. publicado no
Mario de 9 de malo, pagina segunda columna primeira,
liuha W oude e le J. A. de Figueiredo I4ia-se"asslm : S.
I'andelra.
iii.iiiiii iiEpyjAiiiin;ii.
nicirz 10 DE MAIO DE 1849.
Teriiiinou boje, na asscmblca legislativa provincial
a discussao sobre o requerlniento do Sr. Medelros, <
qual fot rejeitado, depois de haverem fallado acerca
dille os Srs. J A. de Figueiredo eBaptisla.
Em seguida a aiiriiibla appro>ou em terceira dis-
cus.so o projecto n. 2 desle anuo, c resolveu que livaesr
adiado o de u. 38 de 1848, relativo a preieuc.ao de An-
tonio de Aiaujo Ferreira Jacobina Jnior, que fre-
quenla a uuiversidade de Coimbra apreciando an
iiiesiuo lempo, ato o lint do titulo 4., as posturas da
cmara municipal da cidade do Recife.
A ordeiii do dia para a tesso de amanlia he a se-
;: 111 i :
l.cilura de projectos e pareceres ; primeira dis-
cussao do projecto u.7quc manda contar ao pr..fessor
da priiiirira cadelra de priiueiras lemas do bairro do
llecife, para a respectiva jubilaco, os anuos que ser-
vio como substituto |coiilinuacao da aegunda das pos-
luias, cima citadas;terceira d*> projecto n que trans-
fe re a tede da comarca do Cabo para a villa do mesmo
nome, e do de n. 5 que lisa a Corea policial para o anno
hiiicelio de 18491850 ; sendo que para esteliouve dis-
pensa de intersticio
de pela proxlmidade do mercado do palie aainpre existe
nina grande qtiantidade de moscas, emo chriro in-
supportavei proveniente das tripas de peixe, ao t|ue
accreace nao aeretn aa ditas caslnhas ventiladas, sendo
pelo contrario inulto expostas ao sol pelo lado da Penha,
dando isto occaaiao que as carnes com multa facili-
de e corrompan i o segundo he a perda que aoft're a
renda publica pela diminulcao dos acougues, e balxa
dos olugueres das casas em que anteriormente exlstiatn
os mesmos, resultando dabi a consequente diminuijao
da declina das dilaa casas: o 3", finalmente, he o oTes-
emprego rhi que licain centenares de individuos que
viviam oceupados no trabadlo dos referidos acougues,
e|bem aasim a colliso emque necessariainenlc se acba-
rno os donos dos gados que os quiserem matar e ven-
der por aua onta.nois que, se Ihrs negando os acougues
da ribeira, tero^le vende-los pelo preco que os mar-
chantes Ihes quizerein impor, e estes vendero a carne
por inulto malor valor do que aqurlle que ella terla, ae
e nao dsse esta circumttancla.
Be por causa do que flca ponderado, que a carne ae
acba actualmente por un preco tao elevado, sendo alias
o lempo proprlo para ella se vender mais barata, e be
cerlo que a caresta, continuar emquanlo durar o mo-
nopolio que deu lugar o edita) da cmara.
Pelo art. lili 9 da lei do i* de outnbro de 1828 foi esta-
belecido que qualquer. dono de carne verde apodesse
vender aoude bein Ihe parecesse, e esta dlsposic.ao, sen-
do de justifa e utilidade publica, devia ser attendda pe-
la cmara municipal ; entretanto he de esperar que os
ilustres legisladores provlnciaes lacam censar esteles-
lado de vexacao e monopolio, lao prejudicial ao publico,
quanto quelles que viviain da licita Industria de tc-
rem acougues em casas liittpas e bem arpiadas.
Queiratn, Srs. Redactores, dar publicidade a estas II-
uhas do seu asslgnanlc- '
Vm do prejitdicaifoj^
._ i !..... ~ ii Tiim-ni^- ""
Publicado a pedido.
Illni. e Exm. Sr.Tcnlio a honra de participar V.
Exc, para que faca constar na augusta presenca de S
M. o Imperador, que cata capital se acha tranquilla, e
ja desassombrada dos recelos que fieram nascer em
seus habitantes os dolorosos uceessosde 2 do correte.
Os revoltosos que uesse dia ousaram alaca-ia, conse^
guindo, depois da derrota, reunir no Pasmado os restos
da columna, fugindo das Torcas do lenenie-cotonel Fal-
c.lo. lanaiani-sesobre a cidade de Goianna,onde tcratu
prisioneiro o coronel C)prano com alguna ofticiaes e
paisanos armados de que M compunha a guarnifao da-
qurlla cidade. Nao podendo pelas armas obter este re-
sultado, recorrern! ao brbaro expediente de fazer sal-
tar pelo incendio de um barril de polvoraa parte do con-
vento do Carino, em que a dita guarni(.o se fortificara,
licando muilo maltiatados pela cxplosSo alguus da'quel-
les ofnciars que levaram comsigH. Tendo depois com-
mettido assasslnatos em pessoas mansas que encontra-
raui, d-saupararan a cidade e fdram descansar no en
genho Po-Amarelio, de Manuel Paulino. Koi nc.iusa-
vrl em persegui-los o di que. Coreando sua marcha, pode alcanca-lns uesse en-
gaito pelas5 lunas da larde de 13, e. empenhando desde
logo o combate, v ngou plenamente o desastre de Goi-
anna, apusion nulo "52 hoiiiens, que j se acham lias
prlses dcsta capital, licando morios sobr* campo 13
ali'-in dos que enieriaram, tomando-lites muniedes, ar-_
inamenlti, bagagem e uniros objectos, do que V. F,xc"
Mear nielhor iuleirado pelo nfttcio que dirijo ao Exm.
Sr. ministro da guerra. Ah foi inorlalmeiiie ferido o
caudilho Roma, que consta ter j perecido, debandan-
do-scagentc que elle coinmandava. Depois dease dia
fngcm drsaniuiados em numero de 300 a 400, entranhan-
do se pela provincia da Parahiba, cujos h-bitanlcs, se-
gundo as participacOes oluciaes que bel recebido, e que
juntas por copia oJTereco -V. Exc, Ihes nao teem presta-
do o menor apoio.
Pelo que pertence ao sul da provincia, o dserlor Pe-
dro Ivo com pouco mais de cem salteadores de Kai re-
ros, procurando caminhos pouco frequrntados, alra-
vesiando algumas mallas, oceupou de novo Agoa-Preta ;
mas a cnlumna das Alagas ao mando do teentc-cero-
nel Antonio Mara de Sonta, coadjuvada por Coreas dea*
la provincia, deve de ter j atacado aquella villa con-
clundo a pacllicacao da comarca do Rio-Forinoso.
As coiiimiinicaces que ainda honteni dalli chegaram
conflrmnm a noticia de que esse caudilrto eslava em
apuros pela descrean dos niiseraves que illudio Com
promessas de saque da capital. Mais de quatrocentas
tnulheres c mrninos que os acnmpanharam para esse
lini rrgrcssain srui maridos, sem pas, no estado mais
lanienlavel, procurando as choupanas que haviam des-
amparado.
A reunio que existia nos mallas do Brejo fol disper-
sada sem necessidade do enipregn de frca. O resto da
provincia est em socegn, posto que iiifalvelmente re-
sentida da guerra que tem alUigido cerlos pontos dclla.
A' vista de ludo, he minha ennvireo que a rrvolla
est quasl auquilada, equedrntru de 15 das poderri
ler a grande salislacao de aniiuncar a V. Esc. que a
tranquillidaile publica reina em lodos os pootot desla
bella provincia, ac por inicia id.ido algum acoulecimen-
tu extraordinario e imprevisto nao vicr alterar todos as
combina cues.
l)eos guarde a V. Exc. Palacio do governo de Pernain-
buen, 22 de fevereiro de 1849. Illni. e Exm. Sr. Euie-
lio dcQueruz Coutnho Maltoto da Cantara, ministro e
secretario de estado dos negocios da juslica. iJanocl Vi-
tira Tulla.
Balm ; brigue toteo linnea, caplllo Oltson, carga Ta
ros gneros. '
Panhiba ; liial brasilelro Eipadarlt, caplto Victorino
Jos Pereira, carga varios gneros. Passageiros, Fran-
cisco Tavares Ferreira, ManOel da Silva Medelros, An-
tonio de Albuquerquc Gandoa, Uraailelroa.
Avisos martimos.
Correspondencia.
Srs. Afiladores. O monopolio da venda das carnes
verdea ha muilo lempo que procura acaslellar-sc nesta
cidade, para a teu salvo dominar o mercado, e fazer
com que ricos e pobres lite paguem um tributo de usu-
ra, scini.ro fji.il c odio,o cm um paiz como o uossu, aun-
de, segundo a iuduie das iuslitu9dcs, deve reinar ua
malor escala o syslcmii da livre coucurreucia. Diver-
sas tentativas fzcram os monopolistas cm pocas atra-
sadas para conseguirrm exclusivismo que prctendiam
rttabrlccer : ao principio solicitaran! a arrcmalacao da
venda das carnes, depois recorreraiu a coiupanliias ou
sociedades ; mas felizmente iienhum deslcs uieios levo
o resultado que files desej.iv.nu, e a populaciio conti-
iiuou a desfruclar us bcnrlicios da coucurreucia livre.
Agora, portu, que riles menos esptravaiu, urna cr-
cnnistancla os velo favorecer, e ao mcsuio lempo su Ii
jen n os cousiiinidores ao cruel arbitrio de um mono-
pulio fiincilissimo. A cmara muulclpal, dando una
iutrlligcncia forjada ao art. 5" titulo 4 das posturas de
19 de setembro do anno prximo passado, determiuou
ciuc 01 acougues existentes na ra do Rangel fossem re-
movidos para as casiuhas da ribeira c paleo do hospital
do Paris, e titu baatou para que a venda das carnes
ficasse leila objeclo de especulacSo de cenas pessoas
em drlrimeiiiu do publico que muilo oprovellava com a
livre concurrencia. Poueas sao as casiuhas da ribeira.
e lodo aquelle que nao livor podido obler una dellns,
deixara de uegociar na veuda de carnea, mrinente por-
que os proprirlarios das casas do pateo do hospital as
uo queri ni alugar para aquelle tuiaier, c nem Ibes se-
ria lidio lancarem fura us iuquiliiios acluaes que pa-
gan) os respectivos alugueres, para seren collucados
em ditas casas os af migues removidos. Daquell.i medi-
da lomada pela cmara, que alia a he repeliida pelo
iiirsiiio art. 5 titulo 4J de suas pustuns, resullai na
sOMionopnlio e exclusivismo que ficain aponlados, co-
mo mnilos outros incouvenienlea nao menos dignos de
sereut deplorados. O priuielro he a nsalubridade, aca-
uhauvenlo e falla de asscio das casinhas da ribeira, aou-
Para a Rahi* segu muito brevo o palltabote
S.-Antovio-Venccior, forrado de cobre 9 milito ve-
leiro : ]i te.rt r maior parte de su carga prompta ,
a para o resto trata-se cotn JoSo Francisco Ja Cruz ,
na ra da Cruz, n. 3.
- Para o Rio-Grande -Jo-Sul svlio, em pouco dias,
por tor narte de su carga prompta o patacho na-
cional Eulirpe, capitfio Manuel l.uiz dos Santos :
anda pode recnheralguma carga a frele esrravos
epassageiros; trata-se com o mesmo rapitSo ou
com l.uiz Jos de Sa Araujo na ra da Cruz, II. 33.
Para Lisboa partir, com a maior brevidade ,
O.patacho portuguez Mara &' loaquina forrado e
encavilhado do cobro e de boa marcha de lote dn
7,500arrobas ; lem metade da carga prompta : para
o restante e passageiros, para o que ofTcreeo muito
bons commodos : a tratar com o consignatario, Fir-
minoJ. F. da Rosa, na ra do Trapiche, n. 4, ou
com o capillo Manoel Ja Costa e Silva na pra;a do
do CjrpoSanlo
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sahir breve o
vcleiro pataeho Kmefiann, capilo Valentiui Ribclro dos
Sanios, o qual ainda recebe carga : queui uo mesmo qui-
zer carregar, embarcar cscravos ou ir de passagein, pu-
de contratar com Amoriin ti Iriuaos, ra da Cadeia,
ii. 39. .
= Paca o Rio-Grande-do-Sul sabe, com toda a brevi-
dade, o brigue brasileo Symiiathia, capitn Candido
Jos Francisco Goulasie : quetn no luesuioquier carre-
gar ou ir de passagein, diiija-sc a Gaudiuo Agoaliiilio de
llarros, ou ao dito capillo.
es Para a*Habia s lie, cm puucos dias, o hiatc nacio-
nal San-J o : para carga e passageiros, Irata-se com No-
vaos & Coinpanhia : na rua do Trapiche, n. 34.
Para o llio-de-Janciio snhe i m prelf r i vcl in en te
iioilial-J do correte, n veleira escuna Calanle-
fiaria : ainda pode receber alguma carga assiin
como cscravos n frele : n tratar na rua da MnJa
n. II.
= Para o Aracaty tem de sabir al i4 do correntr o
hiate JVoFO-Oiina'a, mostr Antonio Jos Vianna : ainda
pode receber alguma raiga miuda e passageiros, para o
que trata-se com o mesmo meslre no Trapiche-Novo,
ou na rus da Cadeia-Volha, n. 17, segundo andar.
= Para o Ass sahe, no dia 13 do torrente, o brigue
iiai ional Suciedti'lr. caplUn Manoel Jnaquim Lobato : re-
cebe carga a l'retes commodos : traia-se com Jos Mar-
celliuo da Roza, no largo da llfaiidega,- armazem n 3,
e Hat rua do Vigarlo, ti. 25, priinciro andar, com Jos
llaptistaTda Fnnsoea Jnior.
Para o portu sahe com a maior brevidade possivel
a veleira barca UipirUo-Sanlo, por ter a maior parle do
faeu carregameiito prompta : quem na mesilla quier
carregar, ou ir de passagein, para o que tpm os mais
ait>iados coininodns, dirija-SP ao sen consignatario,
Francisco Alvos da Cunha, na rua do Vigarlo, n. II.
Para ollavie abarca franceza Zia, capilao De-
launay. segu iiiipreterivelmeiiie no dia 20 do correle
mea. Tem exccllentes commodos para passageiros. I)-
rijam-se aos consignatarios, J. P. Adour & C, rua da Ca-
deia do llecifo, n. 52.
= 0 brigue-esenna nacional OUnda segu, com bre-
vidade, para o Hio-de-Janciro por ter parle de sua car-
ga engajada : para o roslo, passageiros ou cscravos a
frete, trata-se com Machado & l'inheiro, na rua do Vi-
gario, u. 19, segnudo andar, ou com o capilao napraca.
= O brigue i*auetr-(ie-/'rn*iiiouro seguc para o Rio-
Grandc-du-Snl no dia 13 do correle: lem assriados
commodos para passageiros e recebe cscravos a frete ".
quem pretender qualquer das cousas, dirija-sc a rua da
Moda, n. 7.
Para Lisboa o brigue portuguez Veloz, capilao
Antonio Pedro de Figueiredo sabe com a maior
brevidade possivel : quem no mesmo quizer carre-
gar ou ir de passagein para o que oflerece os mais
exccllentes commodos, duija-se aos consignata-
rios Olivcira Irmflos & Com pan Illa na rui da Cruz,
n. 9, ouao referido capitflo, na prac do Commcr-
cio.
= Para Lisb sahe, com a maior brevidade possivel,
o brigue porlugurz ,4nno-.4 do de cobre : recebe carga c passageiros, para os quaes
lem excclleiiles commodos : a tratar com o consignata-
rio, Joaqiiim Ferreira alendes Cuimares, na rua d
Cruz, n. 49, ou com o capilao, Ignacio Jos de Araujo,
na |n aea do Coiomereio.
= Para o Rio-de-Jaoeiro segu viagem, com milita
brevidade, a muilo veleira c conhecida barca Firmeza :
quem pretender carregar ou ir de passagein, para oque
tem escolenlos commodos, diiija-sc ao caes da Alfan-
dega a tratar com Manoel Francisco da Silva, ou na rua
da Madre-de-Deo, casa n. 3, lerceiro andar.
= Para o lUo-de-Janoirn segu, com inuila brevida-
de, o brigue nacional Juroia ; lem a maior parle do car-
pelas oi lo horas da Bnh.,se. devem a cha r reuni-
dos no consistorio. para ae proceder a eleicSo da
retirar para fra do imperio, sem qua prnnetro pa-
gue ao abaixo assignado o que Ihe de* ; certa e
que na su sahida.se oaaro dos matos ifue a le. con
cede. Jos Rodrigue ttrretr*. ..^*.nllnrirt,i
- O Sr. Jos Fortnalo de Mni*>id_qi4j^nunpioii
retirar-e para fra do imperio, no
sem que primeiro pague 79,170 rs. que deve deado
13 do abril de 1817 na rua Direila, n. W.
-- OlTereee-seuma mulherpara ama orea de urna
casa de pouca familia a que! courth lava e en-
gomma: nocaminhoda Cabanga, lugar chamado
iom-r.oslo casa de palhade Joahna Mara da Con-
Mieao, ., _
Altiga-se um sobrado do um andar e sotfio, nem
erejado, na l'assagem-ila-alagdalmia na esquina
que vira para o-Remedio-- a tratar no mesmo so-
brado.
-- Rufino Joan Crrela de Almeida pelo prsenle
annuncio faz publico que os moradores dos pre-
dios do patrimonio dos hospitaes lo cardade 8o
ao annuiicianle poderflo pagar osalugueis vencidos
das ditas casas, s!> pena de loriurom a pagar, se
por acaso o fizereiu a oulrem ; pni.s o annuneianlo la
acha compelentvmeiilo aulorisadit, assim conio pa-
ra arrendar as casas que acham vastas : quem o
quizar piocurar para qualquer dos negocius annun-
c ados o po lora fazer das 6 as 8 horas di manhila
eidas 4 as 6 da tard na nn di S.-Cruz, ni Roa-Vis-
'-Qiiomanniincioiiqneror fallara Franeisin Ks-
tevesde Mello, rendeiro do engenho Gindaliy de
lina ilirija-soa roa do Padie-Florianno, n. *, pe-
las duas horas da tal de.
Precisa-sVs fallar a o Sr.Joad.u4M .ordeiro Ri-
lieiio Campos a negocio que Ihe diz respeito: na
u.ailoCnbug, lujada esquina junto abolir.
Quem precisar alugar nina prila para ama un
leile. lirija-se a rua do Colovellu, u. 57.
0 prufessor de ingle/. fiauccz do collegio das
irles ensina-ostas disciplinas, ni casa de sua 1WI-
doncia rua da Cloriu, n. 7.
-- Aluga-so urna casa le rea para qualquer rami-
lla na rua da (.loria, ii. 6 : a tratar na rua da SoA-
zalla-Velha.n. 70.
Fernando Francisco Tucker, oulr'ora com o no-
me de Fernando Francisco, llespanliol, vai a P.uiu-
oa|: por isso quem Mr scu CTOilor aprsenlo su am-
ia para ser ponlualmcnto paga.
O padre procurador dos foros perlencentes a
.Teja tic S. Pedro, principe dos apostlos em no-
me da Ilustre irmandade avisa aosdevedores para
que queiratn paguro que estivercm a Jovor den-
tro de 15 dias passadosos quaes.se tralarjto dos
ineiosjudiciaes, protestando o mesmo procurador
valer-se da loi do comisan contra quelles que li-
virem deixadode pagar por mais do 3 annos.o o
iibVj flzerem dentro do prazo cima marcado.
l)-sc dinheiro a juros em quuitia
de dtenlos mili ret para cima : a fallar
oni o Sr. I'radincs, na rua larga do Ho-
zarlo, u 14
Uetcincaitiloliaram-sc da nio de um moleque.noda
2 de malo correle, as peca segulnles que isiii_deutro
de um
com p
d
lOfMfcftlO.
IC:33^928
AI.FANDECA.Rendimento do dia 10 .
Veicarregam hoje, 11 de mato.
Brigue llanmjmede b callio.
C..iler.i Columbus niprcadi'ria.
Hiatc Sanlo-^loaio-Frncti/or charutos.
CONSULADO CERAL.
Rendimento do dia 10............3963/6Q
Diversas provincias .......... inU-.'i.'ln
4:008/108
CONSULADO PROVINCIAL.
Reodioicnto dodia 10............2:0.r>7/)9
Movimeuto do Porto.
.^---------------------------------------
Viirioi tnlrada no dia !0.
Rlo-dc-Janelro 18 da, polaca sarda h'ebo. de i56 tone-
ladas, capilao Jos Vigo, rquipagem 13, carga couros ;
a JosSaporiti. Vcm cm proaura de noticias e se-
jjtie para Genova.
Rio Crandc-do-Sul ; 19 das, barca americana Jonogiae,
de 204 toneladas, capilo R. Ranks, Trai unta coinpanhia decavalliohns. -- Vem refrescar
e segu para Dcmerara.
Ilueitos-Ayrca ; 22 dias. galera americana Batar, de 452
toneladas, capilao Thomas C. jiuipson, equipagem 10,
carga laa ; ao capilao. Vcm em procura de urdens
e seguc para lloston.
Rlo-de-Janciro i 14 dias, brigue portuguez Veloz, de
281 toneladas, capilao Antonio Pedro de_ Figueiredo,
equipagem I-i, em lastro ,- a Olivcira Irmaos.
Haba ; 8 dias brigue brasriro Juno, d 190 toneladas,
capilao Jus Francisco dus Santos, equipagem 12, car-
ga carne, sebo e couros ; a Amorltn Iruios,
Navioi lahidoi no meimo dia.
Genova ; polaca sarda F6o, capilao Jo Vigo, carga a
mesilla que Irouze.
recmenlo prompta para o resto c cscravos a frote,
trata-se c
numero 3
trata-se com Ju.io Francisco da Cruz, na rua da trui,
Para Lisboa, com escala pela lita de San-Miguel, a
barca porluguea Tejo, capilao Silvcrio Manoel dos Res,
sahe com a maior brevidade possivel: quem na niesnia
quizer carregar para qualquer dos dous porto, dirja-
se aos consignatarios, Olivcira limaos 8c C, na ruada
Grna, n. 9, ou ao referido capilao, na pracadoiom-
mercio. ,
Para o Rio Crande-do-Sul segu no da 13 uo
correnle o bi igue nacional Despique : recebe oaraa-
passageiroseescravos a frele i trala-se com Macha,
do&Pinheiro, naiua do Vigario n. 10, segundo
andar, ou com o capilao a bordo.
tv-
Lciloes.
Hoje, II do corrente, se vendorao porta da Alfan-
dpga 20 calsas com .Tbqueijos cada unta, chegados lti-
mamente cm lotes de urna calla advertindo se que os
nurlJM sao novo o frescacs, e que se venderao pelo nie-
lhor proco por cotila e risco de quem perlencrr.
O cndor Olivcira transferio, por causa da chuva
no dia 8, oseo leilao de fazendas para buje, II 00
corrente. s 10 horas da inanha cm poni, quando to-
ra lugar, no seu armazrm, rua da Cadeia.
O corretorOllveira continuar s leilao publico, por
ordcni cen iirescnja do lllm. Sr. juiz respectivo, de
grande porcia de cadelra de lodas aseaualidades, ban-
caa de jogo, ditas de oieio de sala, sofas, canias, e inul-
tos outro trastes, proprios tanto para particulares co-
mo para lojas de ntarcem iros : segunda-fcira, 11 do cor-
rele, s 10 horas da inanhaa, na rua da Alfaiidega-Ve-
Iha, armazem n. 9, porJtaiso do hotel Francisco.
paiucm pequeo : tres jaquelas de chita prea
..iotas brancas, ires camisas, ires calca, um patito
de senhora, dous veslldos de inenina,. dua caninas ue
niadanolo de menina, um vestido com leiuas de cor,
um lenco de seda de er, um dilo de cambrala comla-
varinlo, tendo um lado teeido, um roupiuho de vestido,
um par de inelaa de Hubo de senhora, um dilo de apa-
los de hoinem j usados, um dilo novo de couro bran-
co um dilo de aenhora, de couro de luslro, ja usado,
dous dilos de inenina lambein usados c unta carlilha pe-
iiuena: quem de ludo isto dr noticia aer generosa-
mente recompensado, dirigindo-se a rua da I'rata. casa
de Francisco Martins de Lentos.
= Precisa-se de um liouiem para fcilor de um ilio :
o lugar da Passagein, casa da esquina que vai para o
= Rrlira-se pata fra do Imperio, o cidadao porlu-
euci Domingos Luh Fcneia.
= Thona/. Jos Soarc reiira-se para Portugal.
Tendo o abaixo assiguado, admiiiislr.idor da impe-
rial capilla do Nossa Senhora d'Asiumpcao ua Balancia,
de faxer celebrar all um 7-i)eum-Laurfniiio pela victo-
ria c paciliuacao (|UC nos trouae o dia 2 de fevereiro, dia
ciuiiuc se celerava a fcsiividade da mcsina Seuhora;
o abaixo assignadu roga a lodos os sruhores que prsen-
le se achaiaiu, de ireni itunrar este acto religioso com
i, sua asistencia, o qual ser incenado com um me-
mento pelas almas dos que nesla lula pereceraui
Fraiiciiro ioti de Utllo.
Precisa-se de unta mulhor, que eoienda de alfaia-
le, para faier concert: o preleodoutes dirljam-se,
a rua Nova, o. GO. ,_,,.
~-Thouiai Dawbaro lomearlas no escritorio de I.c
brelon Schramm Si C. rua do Trapiche.
Piecisa-sc de um rapai brasileiro ou portugus pa-
ra caUelro de una venda : em Fra-de-Porta, Junto a
igreja do Pillar, o. 12.
Para as pessoas que tcncio-
uain seguir viagem.
Na roa do liflngel, n 9, coutiniiain-se
a lirar pnssapoites para den lio clora do
itoperio, ilsp,icliani-.sc escravos e cor-
rem-se folhas : ludo com brevidade e pre-
co cominodo, como se tem dado excellen-
te prova no decurso de 8 anuos.
Aluga-se ou vende-e um sitio no desembarque do
Campo-Grande, com mullas manguelras de boas finali-
dades, multo c.ijueiros e outras fruleiras ; lem agoa
para beber, multo ba, um vlvclro cm principio, lugar
para mais 2 mi 3, o inelhor que pode ser, por flear a
boira do rio Tacaruun ; lem casa para morada, le ras
propiia c muilo boas, urna balxa do comprimcnlo do
sitio, cousa boa para toda plantaco, produt toda a qua-
lidade sement ycndcic pelo preco incis barato que
se pido imaginar; faz-sc todo negocio, visto o dono
lencinnar rrlirar-ic. No mesmo silio ha para vender
20 a 30 travs de mullo boasqualidades, por proco mui-
to barato : a tratar defrontc da Madrc-dc-lieos, n,28,
priinciro audar.
Sociedado Apolliiiea.
A cfMiiinissao admioislialiva convida 01 senhore so-
cios para comparecerctu no dia i2 do correle pelas j
horas da larde, na csa da niesina sociedade,
Avisos diversos.
Km a noilo de 7 do correte, furtaram do silio
de S.-Jos do Manguind o primeiro da estrada no-
va da Capunga 2 gansos ambos romeas : roga-sc
a qualquer pessoa a quem fniem ofTcrecidos, que
os apprchonda e annuncie que sera [recompensad*.
O escriviio da irmandade do Divino Espirito San-
to avisa aos irmaos que domingo, 13 do corrente,
alim de
ie proceder clci'cao da cominis>o administrativa qui-
ten! de dirigir os negocios da niesnia durante o aorren-
tc anno a lindar em marco de 1850.
Outro sih, scienlifica aos dilos senhore que nesta
occasio receber as propoita para convidado par-
tido do corrente niei a qual ter lugar em a noite do
da 20do iifrsmo me* adverte linalmenle .|qe Rea rao eli-
minados de socios todos aquellos senhore que ate o
proliso dia 12 nao se acharcm corrrentes com a mesina
sociedade.
.- Precia-se de um caixelro portuguez que tenha pro-
tica de venda i ua rua Direita, venda n. 18.
._


I erden-te D, tarde do da 8 do eorrcnle, tima cal-
xa para rap, de prala, desde a Poledadepclo Corredor-
tlo-Rlupo, ra da Cuncelcao e em direflura al ein Fora-
de-Portas: quein a tiver achado e quizer rrslilui-la
-.era gratificado na ra da Crui, n. 55.
Ka noitcfdc 7 do eorrcnle inri, fugio o eicravo
Joaqtiim, pardo claro, pouca barba, alto, magro, per-
nat linas, .lein_ o olliar mu punco espantado, Icvou ca-
inita
quel
batlia
dar a devida gratificaran.
= Oabalxo assignado,na qualidadc de priinriro testa-
inculco o dos bens do Tinado reverendo Jos Duarte Ce-
driui, e autorisado pelos respectivos herceiros, convida
por Me a todas as pessoas que tenham con tas em aberto
com o referido tinado para, no prazo de trinta dias da
data dette, virem Justa-las com o abalxo assignado, pa-
ra enjo lim ser encontrado todos os dias no priinciro
indar da casa da i na da Crus n. 64.
HcHeditn Jojr Duarh Ctdrim.
As audirncias do juio ecclesiastico terao lugar to-
dasas quinlas-feirat pela* 4 horas da tarde em caa da
residencia do vigario geral, o padre Leonardo Antuncs
Metra Heuriquet.
Alugain-sc escra'os on liomcns livns que estejam
aciistumados a trabalhar no campo: na Treinpe obra-
do, u. I, que tcn venda por baixo. No incsino sitio
tem para vender pes de parreira moscatel de clieiro, 0-
gueiras, romeiras, ludo da melhor qualidadc, e tau-
hem boui capiui de planta por preco commodo, e sendo
freguezia certa manda-se por em casa do comprador.
Par evitar duvidas e conieslaccj futuras, pte-
vipe-te que ninguem compre, nrm nrgocie sob qual-
quer forma com Francisco Pereira Pinto Cvale-ante
bens ou cousas pcrtcnceulesa herauca do finado Ignacio
Crrela de Mello pois que, lendo liavido sentenca t-
menle declarando haver obrigaco de paga o sello de
inn legado que liavia comprado, nao lem dito Pinto
;ji|pto algiim a bens do linailu, visto que a perda de
bent so por sentenca, dados motivos legtimos, poderla
decretar-te.e nunca por ampliares ai bitraiias.ttndo s-
menle a sentenca que houve versado sobre o pagameuto
do sello, e nada mais. e o sello lie cousa multo dlsllncta
da perda dot meninos bens legados; perda que, sendo
uuia pena, nao pude ter lugar por mera vontade de par-
ticulares ; c alc'in disto Pinto nao he a fazenda, nein
cenle sen.
Chcgaran pelo vapor S.-Salrailor, entrado do norte,
os cxcelleutet qurljos de quallia multo supelores e fres-
eaet: queui ot pretender comprar dirija-se a ra da
K Crui do Recife, n. 33, armazem de S Araujo.
No Rio de-Janeiro carrrgou Jos Mendci de Frcl-
lat cinco quartolas ferradas de arcos de ferro no pata-
cho Euttrpt: roga-sea ouem pcrlencerem dirija-se a ra
da Cruz do Recife, n. 33, armaieiu de Si Aiaujo, pera
pagar o frele c mais despezat.
Precisa-te de mu caixeiro de idade de 14 a 15 anuos,
queentenda de venda e que d fiador a sua conducta :
eui I-ur.i-de-Poi tas, primelia venda, n. 147.
= Permuia-se un ter90 de um sobrado de un andar,
silo no bairro da Sanlo-Anloiiio, que rende annualmen-
teo terco 90/000, por urna escrava boa cozinbeira e en-
gommadeira, voltando-te oque fue rasoavel; aquem
convier annuucie.
MADAMA TUEARD, MODISTA, RLA NOVA. N. 32,
acaba de receber pelo ultimo navio francci um gran-
de sortimento de modas, de chapeos de seda, de cre-
p, de palka. lodos enfeitados de maior gosto, chapeos
de meninas, litis, llores para hapcos, capellas de llr
de laranja, e guarnirles de venido para noLvat, litas
de velludo para enfeilar vestidos, mu lindo sortimeuio
de requrlifes de todas at cotes para vestidos, caiulsi-
nhas e pescocinos bordados, grvalas de aenhoras, cin-
tos coui tuat livellas ludo limito rico e por preco ba-
rato : tambein lazrm-sc el, apeos c \csildos 'de casa-
mento.
P. Caucanas, Fraucez, vai ao Para 0 doxa| por
seu procurador ao Sr. I.uiz Biuguire. *
--Joaquim Marques da Silva Mello vai a Portu-
gal.
-- Jos do Medeiros lavares vl a Europa deixan-
do, durante a sua ausencia por seus procuradores
os Srs. Antonio llomingucs do Almeida Pocas, Ma-
noel Pacheco de Medetros c Joaquini Candido Fcr-
reira.
Scxla-feira, 11 do correte, he a arrematado da
parle do sitio na estrada dos Allllctoi, que est avalla-
da por 800^000, por execucao pendente no julio da pri-
mrira vara, .
Edrvin Forstcr Adams, cidadao americano, retira-
se para os Estado-Unidos.
Antonio $oarcs t.'uitiuho, Porluguec, relira-te para
lora do imperio.
Jote Alvet de narros e Sebastian de Barros Correia,
cldadiios brasileiros, rctirani-te para fura da provincia.
Jos Pereira dos Santos Silva relira-te paraot por-
tos do sul. .
-- Sexta-feira, 11 do torrente, na sala das audiencias,
prrante o lllm. Sr. juiz do civil da primeira vara, se
liio de arrematar por ser a ultima praca diversos ea-
cravos, urna casa de sobrado e algumas fazendas pe-
nhoradas por execuces de Junes Patn S Companhia,
Me. ( aliiiuiu Si Companhia, llenrii|iie Foster Si Compa-
hia, Joan Stewarl, e Adamson Howle c Companhia.
Retiram-se, para fra do imperio oscidadaus por
tuguezes Manorl GoutalvcH Lima c tua mullier ; Ja-
ciniho Jos da Molla, sua mulher, sru sogro ; Francisci-
losdo Aniaral.iuatogra, dous lilhus i- ulna lilha ; Joan
Ferreira t o deiin, sua mulher e um tillio Jos Fran-
cisco Medeirnt, tua mulher, cinco lilhus c cinco filhai;
'Jos .Mam ns Ferreira e um ci lado por nomc Autonlo
Jot.
Os enearregados pelos errdores do finado Antonio
de Carvalho pela ultima vei convidan) a tudos os'credo-
et do inesmo para apresentarrm no i i a/o de eincu dias
comas do que aqnrlle finado Ihrs Itcou drvrudo, e bem
assim ola da quantia que deu por urna vi z para dis-
pendio dat quetiri queentiio se moviam: ceitnt de que,
ao lian fascrem, se tara o dividendo do que houvcr por
aqm-lles que tallsfiieiem o exigido : na tua datCiuzct,
n. 30.
Francisco Jos Huta relira-se para fra do impe-
rio : quein Com elle tiver negocio appirrca na la da
Prala, becco do Carioca.
Vicente Thumaz dot Santos ausema-se deste impe-
rio |ioi algum lempo, e deixa todos os seus negocios in-
cumbidos ao scu particular amigo Francisco Joao de
Barros.
--- Jacintlin Jos de Medeiros, Porluguez, e sua
mullier reliram-so para Angola.
Jos Pinlo relia-se pura fra do imperio
Iletiram-sc para fra do imperio os cidadSos
portugtiezcs Antonio Coulinho, Francisco Fcrreira
i Silva com um lt I lio e um criado de nonie Fran-
ciaro Manorl de S.-Anna, Jos Fui Innato de Almeida,
com sua mullier cinco lilhos e un a ci iada.
Joaqun) Jos Ribeiru, Porluguez, rclira-se
para Portugal com sua senhora.
O alia i xu assignado tira passportes para dentro
c lora do imperio,e coi re Tullas com prstela e cotn-
inudo prego ; os prctendenleji, ilirijam-sc a Tua do
Ctespo, lojado Sr. Manuel Ferreira Hamos.
ClauUnio do Ktgu Lima.
OITerce-ie, para ser ama de liouiem sotierro,
ou de pouca familia, urna mullier parda, viuva e ja
de idade pata o servico do portas a dentro : quem
de seu piesliino se quizer utilisar, dirija-se a ra de
Moras, n. 59.
Oeseje-se saber quem nesta praca be o corres-
pondente do Sr. Francisco Xavier Carneiro da Cu-
nta Ctmpello para negocio de ulerease : na ra da
Cadeia du Itccife, loja n. 6.
-- Preeisa-ta de um leilor para um sitio perto des-
la praca; na travessa do Veras, n. 15.
--Deseja-sa saber onda exista o hr.*Euzebio da
Silva Vianna, por isso qaeira auniinciar sua mo-
rada.
Precisa-se de urna ama que tenht bom leile ,
para acahtr de criar um menino que tem 7 mezes i
na ra da Cruz, n. 43.
Da-se dinheiro a juros em pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e prala : tamben so com-
pra ouro e prala sem feitio : as Cinco-Poulas, n.
'5, se dir quem d.
- Precisa-se de urna amt para casa de um liomem
solleiro que seja parda ou branca de 40 a 50 ali-
os para fra da provincia a qual d (ador a sua
conduela: paga-seo transporto e so obriga o dono
da casa a tornar a mandar conduzi-la sendo que
a dita ama nlo queira continuar: queni cstiver nes-
tas circunstancias, annuncie.
Na ra do Queimado, n. i 4, se dir quem d di-
nheiro a premio. Na mesma casa cotnpra-se ouro e
prala.
Antonio Ferreira l.ima vai a Europa leva em
sua companhia sua mulher, D. Antonia] Maria de
Jess, 8 lilhos menores/ una criada parda, Rita
Maria das Mercos, seu primo, Jos Fernandes dos
Sanios e seu mano, Joaquim Ferreira l.ima.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponco de LeSo
embarca para fra da provincia o seu escravo Mar-
linho.
= l)ao-se 550/000 apremio sobre hypolheta de urna
casa : meta pretender, dirija-se ao Alerro-da l'a-Vis-
la, n. li'!, que l te dir quem fe/ este negocio.
as pessoas que conduzrm niel, agoardeute, azeite
etc., para o meicado dcsta cidadc em incorts; e que
anula n.lo aferiratn.que quanto antes venham aferir,
[mis o lem po da aferir;1<> est a icabar-se,e os tiscaes
respectivos passarilu r dar as corridas Jo coslumr, e
aquellas que eucontrarem sem estar ateridas neste
auno de l849,sero multadas em 2,000 ris cada urna,
e obrigadns a aferir; assim como previne aos seuho-
res de lojas, que, estando prximo o lempo da revi-
silo, nlo lisos | assara veiba de revisti, sem que es-
tejam exactas com o padr3o da cmara, e para esse
lim j lem prepaiado urna poroso de van s e covados
jal'eridos para aquellesque precisareiii.
Precisa-se de um fui tur para om sitio: na l'as-
sagein na casa da esquina que vai para o Cajueiro.
Precisa-sede urna mulher queentenda dn ofll-
cio de alfaiale para fazer colletes : na ra Nova ,
n. 60.
Desencmiuhou-se, do porto da ra ra Nova;
at o Monteiro um trouxa de roupa que ia para se
lavar sendo'a maior parte dulla marcada com as
lellras A. J. S. A : queindella souber de pille na
ra do Queimado n. 32,* quo ser recompensatt/i.
en Acha-ae depositada no deposito geral a quantia de
17/025 de laudeinio sobre o preeo por que fui arremata-
da a casa terrea n. 50, na ra por detrs da matriz da
li a \ tsi.i, penhorada pela fazenda provintial aos her.
deirus de A uloniu Marques da I.osla Soares, pelo julzo
da segunda vara do civel, escrivo llego, para ser levan-
tado pur quem direitoliver.
l\a travessa da VI adre-de- Dos, pii-
iikmih sohrdo, n. iH, pr<.'csa-se de una
ama estrangeira para dirigir tima casa de
poilas a dentro r
Aluga-te um famoso sillo para criar>, o qual lem
pastagem para irima vaccas de leile : a fallar coui o scu
prop lei.iiin no engenho da Torre.
Na iiiauhaado da li do corrente, do tereco o andar
do sobrado da ra do Crrtpo n 14, voou nm papagalo
com um pedaco de corrente no p. o qual falla Iguma
cousa : quem o achou, quereuo re-Mi!ui-lf, dirija-se ao
metmo sobrado, que se dar o adiado.
= Precisa-se de um caixeiro de i2 a iMItnet de ida-
de : na ra da Senzalla-Velha, n. 06.
= Eu abaixo asslgnada, para entrar no conhcciuiento
daqucllas pessoas que linham panhoret||tjiiiiodcmiuba
(liada lillia Cordilla Maria Clajtdina te4*'pirilo Santo,
pcfo-lhes liajuHi pols que j fiudon-se o Inventarlo, c leem que se fazer
as partilhas. hiles se uchaui na mesuia residencia,
no segundo andar da ra do Rosario estrella, n. 16. sjj
.ranilla Maria da Conceico.
Compras.
Compra-se um escravo quo seja fiel, e tenha
bom coniparlamenlo seja moco e sadio: no Mau-
guinho, padaiia u 51.
Compra-seo Judeu Krrtnle, em segunda nulo:
quem tiver anniiniie.
Cotnprn-se urna crea qoe sai ha bem engom-
mar cozinhar e coser e que no leiiha vieos nem
achaques oque se afiance : na ra da ordem ter-
ceira lie S.-Francisco, n. 6.
Compra-se tima cadeia para relogio: na ra
Direiia, n. 17.
Compra-te um par de biincos de diamantes: .na
ra Nova, n. 03.
Compra-sc ol ra de moral do bispo Monte : ua ra
Nova, n. 05.
Compra-se um boi manso, capaz de trabalhar, que
teja novo : nos Apipucos, na casa de Joo Francisco do
llego Mala.
~ Comcram-se 5 quitrlvs ilerordITo tino ile ouro,
Como peso de 5 oitivas : na ra do Oueimado, se-
yuiiil.i 11 j -, n l8,i-o dia quem romera.
Compra-so um prelu bom canoeiio, icm aclia-
ques eque o Sr. lesponsabilisc-sc | or sua conduc-
ta : na la Nova, n. 14, segundo audar.
Yende-se, ou permula-se
poroulro, ou mesmo por predios nesta prac o
engenho d'agoa Piabas-de-Cima, sito a margem do
rio de Una, com cojas agoas moe mandioca o serra
do invern e verllo com a maior abundancia ,* trras
proprias e demarcadas com bous sitios do lavra-
dor, e proporcOeg para oulro engenho a moer com
outras agoas, muito bem obudo de ludo quanto se
pdl desejsr, sendo al os asaucares repartidos nos
andaimes donde passam no mesmo edificio para a
estufa boas trras e eeicado at para sola, boa
borla o melhor passadio, pela abundancia do peixe
do mesmo rio onde cmharcam osaassucarrs a dis-
tancia de una legoa do engenho : em su mina he um
rico predio preparado, com lodos osxommodos e at
elegancia : na travessa da Concordia sobrado n. 5,
se dir o motivo por que se vende. .
Vendem-se, por prego commodo,- 40 arrobas de
resina que serve para se misturar com cera ou
carnauba : no patoo do Carmo, ir. 3.
Comma de araruta superior,
vende-se no armazem de Jos itodrigues Pereira, ao
p do arco da ConcoicSo.
Aviso para quero gosta.
O armazem de violto da Figueira da ra da Ma Jre-
de-Deos, n. 36, acaba de receber novo sortimento
deste delicioso violto da melhor qualidade do' que
ltimamente eslava vendendo : pur isso conta com
muiloa novos concurrentes.
Na loja de Didier llobert& Companhia, na ra
Nova, n. 13, vende-so talagarr,a ptrs suspensorios ,
e colleccOes de eslampas finas pnr: quadros.
Vende-se nina escrava de 18 anuos em vicios
nem achaques, e que faz todo o servico interno o
externo de urna casa um pardo de 25 anuos, bom
crreiro e pagum: na ra de Agoas-Verdes n. 46,
se dir o motivo porgese vende.
- Na punca da lion-Vista, sobrado n. 13, vende-se
urna prela da Costa, com urna cria de 3 mezes: a pre-
ta tem ts anuos cotn excellente e abundante le te,
fhgomma muito bem, cozinha e faz todo o mais ser-
vico de urna casa de familia : lanibein se veii,le urna
pela de meia idade pelo barato preco de 120/rs.
Na ra das Cruzcs, n. 22, segundo andtr, ven-
de-se nina linda mulatinha de20annos, com varias
habilidades ; urna prela de naQlo de 40 anuos, com
varias habilidades; um prcto de nacflo, du 40 an-
uo*, proprio pira sitio ou oulro qualpuer servico
V-rnde-so urna casinharna travessa airas do Cl-
laboufo.n. {,para pagamento de urna hypotheca que
existe em Olla casa : a Ualar com Victorino Francis-
co dos Santos, ua ra do Itangel, n. 54.
Vende-se, na na da Aurora, casa
n. Ga, terceir andar, oseguinte: o ver-,
d.itlcin e tniicQ charopede liosque,cliega-
rofc a 5,fioors. a garrafa ; ricas diagonua
para capilcs, lenles e alferes ile caval-
larla dt guarda nacional, por preco- mui-
to diminuto ; ricas lamias de borlas de
ouro e rede portuguesa para cipitSes, te
nenies ealfeies, por preco mdico ; libras
[de relroz preto, mtiitn-finn e forte, pelo
preco que se ajustar; dous ricos candiel-
roa muito elegantes, cine s'usam develas
e nao de azeite, com reserva d.is meiinas,
por preco muito em conta ; libras e meias
ditas de cha, o iiias superior que se tem
vislo, tanjo em quilidade como em gosto,
viudo de Coiidla, provincia de San- Pau-
lo, donde vem pouco deste cha, e exce
dendoao da India, n oito pttacas
Vende-se urna escrava crioul de 18 annos de
bonita figura o com habilidades : no becco do Sa-
ra pal I sobrado n. i.
= Vrndeui-te loas cabras e um bode, aquellas inulto
boas leiteiras, e acnstumadas a darem leile: na ra do
Rosario estrella, n. i5.
e= Vendem-se superiores <|ueijos de Minas a 500 rs.,
dmis flatnengos a 1,000 rs., ditos inuilo fiescaet a 1,700
rs., manteiga hamburgueza a 040 rs., um oculo de al-
cance marca pequea c outros inuilos gneros, ludo por
coiuuiodo pre;o : na ra Diicita, venda n. 18.
Vende-sc a casa terrea sita na ra
da l'reia-do-Cal.feireiro, n. n, chaos
propiios : quem pretender, dirija-se a ra
da Cruz do llecife, venda n. 36, que a-
chai com quem tratar.
Vendcni-se dous pianos fortes, de boat vozet : no
esciiplorin de Le llrrtou Schrainin 8 C, ra do Trapi-
che, n. 17.
Ven'em-se superiores chapeos do mass-i da ul-
fi.na moda parisiense; ditos do Chile os melhores
queexisteina venda no meicado; ditos da Italia ,
do copa alta e bilxi, muito finos; ditos de molas,
roberlo.i de seda : na praca da Indepeii leticia, ns.
24. 26 e 28. '
Vendas.
= Vende-se una escrava de 14 anuos, com principios
de habilidades ; una dita de l anuus, inuilo boa en-
gomuiadeira e cslureira ; 2 ditas de bonitas figuras e
quilandeiras ; 3 Hiuleques, de 17 a 20 annos ; um preto,
ce boa figura, para ludo *ervic.u : no paleo da matriz de
Samo Antonio, sobrado n. 4, se dir quem vende.
__Vendem-se ou perinulaiii-se por oulros que nao
si j.un na enmarca do Rio-Fonnoio os engenhos Carra-
pato c Marianna, com safras, um na frr|>uezia do Rio-
l-'ui niusu e outrn na ficguezia de Seiiiiliein : ambos
bnns de agoa e if terreno, pertot do porlo ile embar-
que : tainbeiii se perinuiaiii i nr propriedades uetla pra-
y-a. Quem coiivicr,dirija se a ra do Crespo, n. 9, que
l achara com quem se deve tratar.
-- Vendcni-se, por seu dono se retirar para fura da
provincia, dous jogos de meta d* Jacaranda, duas ditas
de un io de sala, um tear de bordar, marqueas, jogos
de bancas, diversas ferraiuenlas e mais diversos trastes:
na rita das C'ruzes, n. 16.
Vende-se urna linda mulatinha de 14 a 16 an-
nos, que engomma e cozinha o diario de urna casa :
em lora-de-Porlas, rus dos Cuararapes n. 6.
Vendem-se duas casas em olinda una na bica
Jo S.-Pedro, n. 18, e a outra nos (Jualro-<;aiitos ,
o. 20: ua rita pur detrs da matriz da Boa-Vista,
n. 52.
Vendem-se te arrobas de cera.de carnauba os-
colhida, por piei;o muito commodo : na ra cstrei-
ta do llozario, n. 13.
-- Vendem-se, na loja" do Aterro-da-Ba-Viata, g
1, defronte do chafarizda ponte, copoi para ag'oa
de diversos lamanhos, por preco commodo, das g
horas ao meiodia. '
- Vendem-se na ra Direita taberna n. 53%,c.
eos com umalqueirede milito, a 3,500 ra.; to^oa
os mais gneros por pre^o mais commodo 4o que
em outra qualquer parte.
Vende-se farinha de mandioca em atecas por
preco commodo : no armazem de Dias Ferreira Ba-
celar n. 1, no caes da Alfamlega.
Vende-se Jacaranda muito superior nhiiiii.
da Babia, por pre?o oommotlo ; e 19 duzias de tabear
de sedro: a tratar com Novaes & Companhia na ru
do Trapiche n 34.
Vendem-se li gol las pintadas e pratos do beirt
azul, a 900 rs. a duzia; tigellas meiSas, a 800 rs. a
duzia ; e mais louca ordinaria por preco commodo i
na prar;a da Boa-Vista, n. 5.
Vendem-se esleirs grandes de Angola a goo
rs. cada urna : na ra doCollegio, venda a. 16.
-- Vende-se urna escrava crioula con habilida-
des : na ra da Matriz da Boa-Vista n, 21, seguod
andar.
Vende-se um sobrado de um andar que est por
acadar-se, na travessa do Callabougp, n. 33 : ni ra
do Caldeireiro, n. 14.
Vende-se urna burra hespanhnla, muito manta:
na ra da Concordia no ultimo armazem dematttK
ras. No mesmo armazem aluga-se urna salgadeirt
no ro turne dos CoelllOS.
Vendem-se 5 apolices da companhia de Beberi-
be: no thealro novo.
Vende-se, na ra da l'raia, n. 50, boa farinha da
trra por iieco commodo.
Vende-se um apparelho de caire : na ra Jo
Caldeireiro, n 14.
SALSA PaRRILHA DE SANDS.
O abalxo assignado, nico agente do I)r. Sandt, faz pu-
blico que he chegado novo provlinento dette vulnera-
rio e maravilhoto remedio, o qual he pira r rar raiiicilmenle Uiiiai as rnfermidailri queprortjem ia ist-
purexa do langm ou habito lo lyilima. Ktla medecina e
operando coiislautcuiente curas quasl iiiipoatlvels de.
molestia que procedem.da impureza llusjjsangue. A io-
feli/ victima de Uiolettiaa hereditarias, como ghandulas
enhadas. ervos encolhldot, c osossos mel arruinados,
flcou retlabelecida com toda sua saude e forjas. O do-
eme escrofuloso, coberto de chagas, causando nojo a
ti metmo e a quem o servia, lirn perfeiln. Cenltnt-
ret de pessoas que linham tolfrldo / por annot, a poni
de ilesesper.ireio da sua sorlc) inolcstlai cutneas, gln-
dulas, reheuinalisino chronico, e inti.it.is oulias enfer-
uiidadet procedentes do desarranjo* dut orgiot de ic-
crecao e da cireulaeo, teem-se erguido quati que ml-
lagrotanienle do lello da inorle, e hoje com coutlitui-
(dcs regeneradas com prazer alleslaui a efllcacU detta
inesliuiavcl preparacao. l.om quanto tenham appare-
cido grandes curas al aqu produzidat pelo uto detU
estima vel medicina, com ludo a experiencia diarla a-
presenta resultados mais notavelsequc bem demostraia
aprsente declaraeo do Dr. Geo: Jobnslon, abalisado
medico do Rio-de-Janeiro.
" llio- ile-.t.ineiio, 27 de malo de 1848.
" Sr. t'redcrico SouUncorlk.
" A presente tem por fin certificar que a preparacao
de talva parrlha de A e 11. Sandt be una dat inrlhore
i| ue existe ni. .\.iu sumen le he mili lo pioveilosa paraapu-
iilii-ai,.1.) do sangue e para fortilicar o ettoinogo, mal
(anilieni em umitas dat interinidades a que est tub-
jeita a humanldade. Din ante a miiiha dioica lenlat
constantemente recoinineiidadu este remedio, e vi t
pioveilo que ilelre se lira. Aeousellio. porlaoto, tAoda
ispe-soas qucanllreiu por cauta da Impureza do tan-
gue, moletlla de ervos ou da pe lie, de laterein uso drl-
Ic. Como prova da minlia convico direl que compre!
seis garrafas para o on u proprio uto durante a minha
viagem aot Kstados-Uuidos.
" Geo; Johmlcm,
" Medien.
"RecoiihecoverdadeirootlgDiliiipra.Riv, S7 de mato
de 1848. Km tesleurunho da vrrdade.Josftu'm .Jas o>
Catiro.,.
nico deposito e agencia nelta cidade he na ra da
Cadeia, botica n. Ol, de V. i. de lliito.
\ctiilein-se, de nina pessoa que se retira, dous
pares de lanlernas de vidro e um lindo par de jar-
ros de porrellana dourada com llores : na ra No-
va, n. II, loja dos Srs. Cuerrt, Silva C.
- Vende-se urna carleira de amarello, muito bem
feita : na ra Nova loja de chapeos, n. 24.
Vende-se urna corrente de ouro de lei com 23
nliavas o meia a 3,50o rs.: na ra da l'enha, ven-
da n. 33.
- Vende-se superior violto da Madeira, em barril:
no caes da Alfandega armazem do Bacelar.
Vende-se um pardo de 20 annos proprio para
pagem por ser muito diligente: na ra da Cadeia
do llecife, n. II.
= Vende-te um porlo de ferro novo, c muito proprio
para sitio: ot pretendenles diiijam-so i nllicina de fer-
i ciro do Ar. Iioiniigus, na liavetsa do Martina, que abi
acharan lom quem tratar.
Na lvraria nova d pnleo do Collcgio,
n. 6, de J da C litun, ilo vendem-se
os seguinies n manees :
Mysleriis de l'aris rin 10 v. cncadrrnados em loo--
rliura ; Judeu F.rrunle i ni 10 v. cnendernados cm
brorbura ; a Salamandra ; Monte do Diabo, ou o
aventureiro, por F.ugeneSue; V'inlc anuos depois ,
ou os irrs Mosqucteiros por Alrxandie Domas ;e
oulros muilos que cstatOo pateules aos compra-
dores.
I'cntiiis siipi riles c Lamias,
vendem-se na loja de livros do pateo doCollegio,
11. 6, de J. daC. Honrado.
Obras novas,
hes confus ou empielemeut de l'autorit admi-
uisiiaiive sur la pouvoir judiciaire, par M. F. N.
liavoux : ha varios exemplares desla obra para se
vemlciem na tua do Crespo, n. II.
Veudo-sc, ou aloga-se uto preto bom serrador
e canoeiro : no Atei ro-da-Boa-Vista, loja n. 24.
Vende-se urna porc.no de urius e bules 2 pipas
com arcos do ferro, urna porclo de violto do l'orlo
engarrafado, e o restante de urna armadlo : na es-
quina do caes do Hamos.
Vende-se urna venda bastanto afreguezada para
a trra e para o mallo : coma vista so peder a valiar
a sua boudade : o motivo por que se vende so dir
ao.cotnprador: quem a pretender annuncie.
Escravo Fu sirios
Paula, parda de 20 annos bem dispoata, de
bonita (gura com uns pannos na pelle do pesroco
e lumbem pelo peilus, cabellos cacheados, cor
natural de pardo anda raleada ; lem visos de for-
ra ; he natural de Cururipe, el foi vendida a Cons-
tantino Comes de Carvalho de l'oilo Calvo, quei
vendeu a Antonio l.eal du Barros, seu legitimo sc-
nbor ; fugio a 18 da selemhro do anuo pxssado,
seilu/.ida por um embarcadico, de nome Cosma
liiini le Bibeiro que foi para o Aracaly em um bar-
co de Jos Manuel Marlins ; o dito Itibeiro he fi I lio
da Parahiba araboclado e muit- queimado do sol'.
quem a pegar leve-a ao l'asso-de-Cnmaragibe, a An-
tonio l.eal de Barros ou a esta praca, a Manuel
Ignacio de Uliveira.
Contina a estar fgido o pardo Jacob, de 18
anuos si eco do corpo, cabello estirado ; tem falla
de um denle na frente e um pequeo lalho na niacat
do loslo; o mais visivel sigual he a marca de um
caustico mis costas; fugio a 21 de dezemhro de 1847 :
quem o pegar leve-o a ra Nova, a Jos I.ni/ l'ercirt,
que gratilicar.
50,000 rs.
Furlaram. na tarde de 8 do fevereiro, de um li-
tio no llemedio, perlencunle ao abaixo assignado, l
pelo de nonio Vicente, de oscilo Rengela ; lepro-
senla 35 a 40 anuos rr prela, altura e corpo re-
gulares, pouca buba; tem pequeos stgnees de
bexigas a roda do nariz, e um lalho no mel do
queixo quo a barba encobre |s um pouco embar-
rados e apapagaiadose com os dedos grandes abe-
tos para dentro ; nunca falla pelo que parece mu-
do, e quando filia he tilo pi.uco, confuso e atrapa-
liiado que paiece bucal; hu um pouco leso ou ma-
luco : quem o pegar, ou delle der noticia, aera beta
recompensado ; poitn quem o a presentar ao abaixo
assignado, senhor do dito preto receber 30.000 is.
de gralilicaco nao se quertn lo aabar quem o Irtl
nem onde o pegou basta entregar ua ra do Kan-
gel, u. 54, fabrica de licorea que receber a dita
gratilicaco. Yielorino t'raneitca 4o Sa>tu.
PBRN. : NA TYP. DE M, F. DE FARIA1^49

MUTILADO !


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