Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06482


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Full Text

Armo
0 n/,IJjrfOpubtlc-setodoto*dlaisrue*nJo
forrm de guan. O pre9.0 da assignaluro he
ipiOCIw- norquartel, ptfoiailiantaAot. Os.
' nncQA_dos asslgnantrs sao nierldos S
'n,o (Ir 20rj.porllha, 4ftrs. emtypo dlf-
(Vrentc, as repetlfSes pela metade. Os nao
asignantes paga ro 80 rs. por lliiha e 100 n.
,MI irpodlflfercnte, por cada publlcacSo.
PHA9ES DA I.UA NO MEZ DF. MAIO.
La chela, a 7, i 4 hora e 47 min. da manir
Mlngoante,al5,ii8horaie II mlo.damanh-
I.ua nova, a 22, s 5 horas e 17 min. da manir
l,reiccnte,a28,i9horaie \ min.da tara.
Quarti-fera 9
PARTIDA DOS CORRE'OS.
Golanna c Parahiba, s sega, e leitAs-feir.s.
Riu-G.-do-Nortc, quintasfeiras ao^icio-dia.
fabo Serinhein, Rlo-Formoso, Porto-v.atvo
Macelo, no V. a 11 e 21 de cada me*.
Oaranhuns e Bndlto, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, i quintas-fciras.
Olinda, todos os das. m
PREAMAR DF. nOJE.
Prlraelra, a li horas c 6 minutos da manh.
Segunda, s ti bqras e 30 minutos da tard.
deilaiode-1849.
N. IOS-
i
MAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Estanislao. And. dol. dos or-
pn.do J. doclvcl edo J. M. da2.v.
8 Ter^a. S. Heladio. Aul>. do 3. dociv. da I.
v. e do J. de pa/. do .dlsi. de t.
0 Quarta. S. Gregorio Aud. do J. doc. da2.
v. e do J. de pai do2. dlst. de t.
10 Quinta. S. Antonio.Aud. doj. dos orpli.
e do J. M. da'l. v.
11 Sexta. S.Anastacio. Aud. do J. dociv. e do
J. de paz dol. dist.de t.
12 Satinado. S. Joanna. Aud. do J. do elv. da
I. v. e do J. de paido2. dlst. det.
13 Domingo. Nossa Scnhnra de Mu tv res.
CAMBIOS NO DA 8 DE MAIO.
Sobre landres a 2R d. por 1/000 rs. a60di.it.
. Part 355 a 380. '
. Msbna 10" por ceTito de premio.
Rlo-de-Janelro a" par*
Dse, de lett. d boa Urinas a '/ nn mrz.
Acedes da comp. de Iteberibe, a M) rs ao n.
(/uro. Oilcashrpa..lir>la*JJI*)0 a 31/8110
Modas de (i-*<)0 v. I Vano a 17/iiH1
, de 6/400. l()/20n a 1(1441'
de4/000.... n/ioo a Praia-PatacVtbrasllelros 2/1100 a IfflW
Petoi colutnnarios. I/180 a 2/0OO
I Ditos ineilcanos..... I/TOO a 1/920
PARTE QFFICIAl.
y GOBERN DA PROVINCIA.
Illin. e Exm. Sr. Transmiti A V. c. o voto de.a-
gradeclment filie a assembla legislativa desla provln-
cio se dignou faer chegar presidencia para demons-
trar o apreco em q He le ni os relevantes servlcos presta-
dos pelo exercilo e por todas as Coreas que sOb o coin-
mando de V. Exc. te empenharain gloriosamente em
nrol da ordem publica- e da paelfleacao da mesma pro-
duca, hrm comoa resposta que por et occaslAi diri-
ci.aliiu detrae V. Exc, aceitando-o na parle que tao Jus-
ta Ihe cabe, baja de ofaser constar aos bravos e leacs
decentares de tao sagrada causa, aos quaes por cerlo
neiihuiiia recompensa mait nobre poda ser ofl'erccida.
Sendo detla vez o interprete fiel dos srntiuientos da
asscml lea, reitero incus louvq>-rs c agradrclmentot a V.
Exc. e aos Icaes defensores da ordem pelos mesiuos mo-
tivos.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de Pernam-
buco. 7 de nulo de 1840. Manuel Vieira Tifia. llliu.
e Ksm. Sr. inarechal Jos Joaquiui Cocido, commandan-
te .la* armas drsta provincia.
De igual teor e data es cominaiidanlrs de voluntarios
t ila diviso naval.
PEHNAMBUCC.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSA0 EM 5 DE MAIO DE 184*.
(Condueo.)
Entra emdlscuisao o requcrimenlo do Sr. Medciros,
adiado na sessio anterior.
O Sr. J.A. de Ugueireio :Sr. presidente, parece que
a .idministraco detla provincia e a sua polica Ireni lo-
mado a pello contrariar as assercrtrs, aqu emittdas
por alguna distinctda oradores.
Senhores, quaado por ocraslao da dlscimao do requ**-
rmenlo que (ve a honra de levar ao conhccl.nenio da
tasa, eu perguntti te as garanta* cslavo suspensas,
esponderamxme que nao I Quanilo perguntcl se as
inesiiias garantas estiveram suspensas no lempo da re-
volia, dltserani-ine qoe nao!.. Eo nobre depulado oSr.
Jos rienlo eonllrmou em inri dos seus ltimos discur-
so* citas retpotlas lAo positivas, quando ditse que o
acmal administrador da provincia, na crlse revolucio-
narla por qini ella patsr.r, nao laucara miodriles melos
ivlreniot que o teu estado excepcional podia aiilorltar.
Nao tel te fra ni es-asas iriesmas paLvras do nobre de-
pujado, vejamos, (roma Diario de Pcrnambuco e I/.)
Iieni!... Mas disse eu, Sr. presidente, que a polica e o
governo actip es tiiiliam lomado a peito eontr.n-i.ir todas
estas assersdes de alguns dos nobres memlirHS da majo-
ra. E de Cacto, senhores, o governo, nao s r,o lempo
di revolta suspenden as garantas constitiicionaes, como
menino depuis da revnlla, depois da pacieaeo da pro-
vieta, e deste elogio que Ihe volou a assembla pro-
viaelal.
O governo, Senhores, lein violado as garantas que
nos d.i a conslU.lic.o!... c o requerlmento, que ic dis-
eiilr, verta sobre flagrantes violacdes della.
No dia 24 de abril, appareceu o Dinria-Novn, c ot leui
distribuilores i'r.nii presos pela policia. lomanilo-lhe;
ella lodniot nfnnerot que levavain, e, senhores, toman;
do-os coni violencia, porque at sobre uin dos distri-
buidores desfeehou.se um tiro!!!...
O Sr. Van Itarnlo; Sao sube dlsso.
{' Sr.Soifi Manittira ; Admira que o nao soubesse.
OSr. J. A. dt FigueiriHo: Todos o sabem, porqt fol
publico,
O Sr. Utniei ia Canil* :Nao Coi para matar, Coi para
ensinar.
O Sr. J. A. di Fiquiiredo :Els-aqui os nomes dos dls-
(ribtildorrs do Diario que fram'perseguidos, eonu-
mero dos jumaca timados.
Kranciscu Jos do Sacramento, distribuidor do bairro
da Doa-Vitta, Coi perseguido pela policia no pateo do
(-armo, e preso depois de haver levado um tiro, sendo-
llie appebendidos l)4 Diarios; Antonio Mlilao Martius
Icteira, distrbnbor do bairro de Sanlo-Anlonn, a
i|uem lomaram I43 Diario ; Antonio do Monte da Silva,
distribuidor do bairro do Rrclfc, cuja casa ( na freguc-
iu de S.- Jos ) Coi cercada pelo respectivo subdelegado,
0 baeliarrl Thom Fernandes Madeira de Castro, que Ihe
appreliendeu 88 Diario'; uo escapando lainbtm pri-
sao o retpousavrl desta Colha, Joo Francisco dos Santos,
cidadlo casado, e que no dia 21 de abril se havia apre-
senlado com todas as Cormallaades da le para esse liin,
coo provatn os documento que aqu Icnho. ( Jo-
Irn^t. )
Que o Diario-ffav, senhores, distribulo-se no dia 24
ile abril, ninguem o contestar ;que a rrspellavel vlu-
va, proprieiaria desse Diario, Coi. das aptet da sua pu-
hlieaciin, ou inandou fazer por seu procurador a decla-
i nao, prescripla pelo cdigo, cmara municipal desta
drade, nilo se duvldar que esse jornal liuha o seu
esponiavel, e que elle Col preso, he lamban Incou-
tesuvel, c a sua retponsabilidade Consta diste docu-
iurnto. Es-aqni o Cacto, cuja e?.sten ia ninguem por
eerlo ontar contestar na casi, porque ah esta a popula-
(o de toda esta capital para continuar o que digo...
O Sr..P*ei barrilo :. quem nega isso !
OSr. 1. A. if Fijuriredo ;Mat, enhores, se o Cacto
esistlo ; se lodos conCettam que as garantas uo esio
suspensas; se acontiitulcao nos garante a liberdade de
imprenta e a luvlolabilidade da proprledadc, por este
Cacto da polica frain violodas du is importantes ga-
iaiilias. E pergiinin eu, senhores, se he incontcsiarel
a apprehentao dos i iarot. he lnconlesiavel a inter-
\eucao a> policia neise acto, Col elle pralicado com as
1 irniiltd'des legis'.' Se se havi.nn coinmrtlldo abusos
'mira.a liberdade de imprrnsa, seria este o mcio legal
l>ara obstar seinrlhanlrs abusos ? Nao, por cerlo. Mas
iihci me digain, como em occasiao idntica j o disse-
i nn;- Oque teiu,aassenibla com isso' Se a propricta-
iii do Diario M esbulliaila de sua proprledadc,se fram
presos os distribuidores,se se atacou a liberdadede expri-
mir o pensamenlo, garantida pela eomtltuico, esta as-
' uibla nao pode tomar coma do piocediuiento da po-
' i'ia os ull'endidos que recorram s autoridades com-
tentet. Mas en, senhores, apezar de toda a minha
queza, apezar do acatihameniu com que scinme fallo
nesu cata, apezar da falta de garantas....
OSr. Cunha Figvtirtdo :Tem todas as garantas
OSr. J. A. de Ftgveiredo'.....apelar, digo, dcstas con-
slilern, lies, demonstrare! que a miembla provincial
tem, uio s o dlreiin, mas o dever de pedir ao governo
ai InCormac'deiniieo nobre autor do requerlmento exige.
Vejamos, senhoret. o artigo 11 9. do acto addl-
cional, que dit asslm :
Compete s assemblas legislativas provlnelaes t-e-
fsr M guarda dn eotituiriil e das leii na tita provincia, e
nprttenlar aitmba e a governo geral eonlra al lell de
oulrns prorinciasque o/fenderem o M diftiiot
Qnaudo, lenhores, eu cllel este art; por occassio de'
dlscutlr-se o requerlmento de queja falle!, disseram-
m que nao se Ihe devia duressa interprelaccao lata que
eu Ihe dou dlsse-te que enlo as assemblas provin-
ciaes invadiriam todas as atlribucdes dos poderes poliU-
cos que rilas te constitu* aiu mesmo um tribunal de
ppellacdcs civeis, crlmet e militares ; que as assem-
blas linhain, tim.odireiio de velar na guarda da cons-
titiiico, mas noi limites presCTiptos no aclo addicional.
Senhores, a nica limiiicao que o aclo addicional pSe
t asiemblas provinclacs he a do territorio da sua pro-
UlCla: fra dclla essa vigilancia nao se pide eslen-
der ; mas, dentro della, qiialqucr que leja u abuso
contra a constltuico c as leis. lein ella o dircito d.i vi-
gilancia que Ihe ordena o acto addicional; e, para fir-
mar o que digo, combinare! xoin este o artigo 15 0*'
da consiitiiieiio, onde seinelbante, porm mals ampia at-
iribul.io he commclllda assembla geral. LIA )
Senhortes, acaso dcsconhccereis a vigilancia que a
assembla geral exer'ce, em trfdas as provincia*, sobre
a guarda desse s,.grado depo lio ? Ella .eham i a cuntas,
c asslgnala lodos os abusos e mfi acees de quariquer
aiiloi id.iiles, c at chama ao seio da representa^u nacio-
nal os ni opries ministros, afuii de aceusa-los pelos abu-
sos contra a c0nslilui9.no e as leis. Ora, se asslm pro-
cede a assembla geral, a provincial que gyra em cir-
culo inais limitado, vela smenle sobre a constitulcao
na sua provincia ; e por isso ninguem Ihe contestar o
o di'reilo de exigir informacOei, logo que Ihe conste
que houvc abuso contra a cnusiitiin .'u> e as leis ; nii
giicm Ihe contestar o direilo, em consequencia dessa
mIssn que tem de velar na guarda da constitiiicoo, na
sua provincia, de exigir do governo mi nnacoes sobre
as InCraccdet das leis ; e ninguem dnvidar tumban do
dever que lein o governo, ou qualquer auloriiljde ac-
cusada, de vir ao lelo de repreienlaso provincial dar
contal do seu procedimenlo.
OSr. Maciel Montam :Vir ao telo da repreienta9o
provincial dar contal ?
O Sr. 1 K. dt figuriredo :Entenda-sc-me, por mel
de infurmacoei.
( lia nni aparte que niio ouvimoi.)
U Sr. J. A. de figueiredo:U nobre deputado esla
me alrapalhando. ,
O Sr. IHariet Monteiro :0 nobre deputado ja esla alra-
paldado com sua arguiftentaco.
OSr. 1. A. de Figueiredo : Ninguem me contestara o
dever, q'ue tem a autorldade necusada de haver cuiu-
mcllido abusos, de vir ao icio da repreientacao provin-
cial, por meio de informaees, dar comas do seu proce-
dimenlo poisque.se este (ver sido curial, neiiliuiua
censura se Ihe poder Cacr ; mas, se ella houver coni-
meitido de Celo inCrarco contra aconstlluiffioc as leis,
a assembla, em coiisequemia dessa vigilancia, lein o
direilo de Ihe censurar os abusos, de lh' 01 fazer sentir
por meio da discusso, c de lev*-!0 ao coiilieciinenlo
das autoi dades a quem cumpre rcsponsabilisar c punir
OS iiifraelores....
OSr. tendee da Cunha : II0111, boni.
V Sr.J. A. de Figueiredo :Scubore, he asslm que cu
enteudo o acto addicional; he asslm que u entendo a
coiisllluicao : mas negou-sc-ine ludo isio, c coulestoii-
se-me o dueito, I nuda od.-se OS i| lie me fontr.u ia vaiu
no abuso que do direilo se podia Caier; de surte que o
nico argumeuto que expendeu o nobre deputado o Sr
Dr. Villela Coi smenle eate.....
O Sr. Joaquim Viilela :O regiment prohibe que se
nonieie o deputado por seu noiiie, he preciso ver is-
io....
O Sr.J. A. de Figueiredo: Aceito a obtervacao...Date
o" Ilustre deputado que ai assemblas provinciaes se ar-
rogaran! alliibuicdes quelites uo Coram dadas, e con-
veri.ir-se-lii.ini eu liibunaesde appellacci.seie entcii-
detse, como eu enteudo, o aclo addicional ; mas, Sr.
presidente, se islo acouiecesse, a aisembla nao exer-
cerla um direilo, cominelleria um abuso....
O Sr. Jooouim Viilela :Mai eslava 110 seu direilo, se-
gundo a opiniando nobre depulado.
O Sr.J. 4.dt Figueiredo :0 abuio nao he direilo : nao
ha duvida que abusara do direilo que I lie confere a
coustiluico, se por capntho.-, ou le por mesquinhos
iuieresse* de partido, e para detmoralisar as autorida-
des, se tornasiem as assemblas sealUadora* de todos
o i seus aclot, anda o* mais innocentes, com o Cim l-
mente, de ai di-sacrediiar ; mas aqui repilo-o, haveria
abuso e nao direilo; c uo me persuado que um corpo
legislativo se queira ovillar abusando pur tal modo da
missfio que Ihe doacto addicional ...Eu nesta occa-
si.io dlsse que a assembla, procedeudo como cu
entendo', niio. sahna das raas de suas all ibuices,
mas prceiicheria porvrulura a mais Importante denlre
ellas, c disse mais quecisa intclligencia que eu dava ao
artigo 11.iu era seiu precedentes ; c como qur que no
eitivcsse ao Cacto da historia da nona assembla pro-
vincial, mas me recordasse do que bavialidu em um jor-
nal do Rio, declare! que na assembla dessa provincia
precedentes houvc no
lo, e precedente* que
Celizinenle deparei coi
consignados taes pete
[ ceda liccnta para ler
O Sr. Uendee da Cunha :
O Sr.J. A. de Figueiredo:lie um discurso pronun-
ciado este anuo na assembla legislativa provincial do
Um -de Janeiro pelo Sr. Dr. Mano.i Joaquim da Sil-
va.. .
OSr. Maciel Monlciro( com irona,:- lie autor,dade
que esla cima de toda a excepeo.
O Sr.J. A. de Figueiredo : Se esta distinelo orador
para o1obrc depulado uo he atitoridadc que cslrja
cima de toda a exceptu ; todava os Cactos por elle a
contestado) o dlrelto que tlnha a assembla provincial
de auim proceder; e elle, depoisde ter argumentado com
a conslItuicSo, se soccoimu lamban aos precedente
da casa, e auloridade daqiielles mesiuos que o comba-
ti.iin. F.is-aqul as precedentes, por elle reCcrldos:
Este proecdimculo que agora se quer estorvartem
sido mullas vetci exercida pelas aisemblai provin-
ciaes: nesta casa j se inandou saber, j se pedrain in-
Cormades ao presidente da provincia acerca de um ar-
rniifbamenlo da cadela, creio que do Arrosal: os nobres
depnt.oos, que ioveteranos na casa bao de saber des-
le Cacto ; e eomo he que ellesno querem agora que
laibamos do arroinbsinento da cadela da Estrella? Esta
a.senil.U-1 j 1 umavez laubem pedio Inforuaedtl a res-
pello de mu assassinato conniielliilo na provincia do
Rio-de Janeiro Um r. deputado, creio que o Sr. Lima e
Silva, em un dus anuos anteriores, leudo assenlo nesta
casa, ff*J um requerlmento Indagando a maneira poi-
que tinlia procedido a auloridade a rospeilo do assas-
sinato do infeliz Raymiiudo Breves...Se nesla poca a
assembla nao julgou fra das suas atlribui95es o inda-
gar a maneira por que s autoridades procediatn a res-
pjlto do processo de Rayniundn Breves, porque boje
se nao ha de querer qurr nos saltamos, a sor le que leve
0 processo do infeliz Itonillin ?
O nobre deputado* disse que as assemblas provin-
eiaes nfio se deviam de maneira alguma ingerir nos pro-
crisol civeii iiem nos crimin.ies; eu vou recordar um
Cacle de que he autor o mesmo nobre depulado quem
ihe miro ; um laclo um poilco anligo, masque, por ina
celebrl.lade, oa nobres depulados se h.u> de recordar
bem delle.
David Pamplona, boticario da corte do Itio-de-Ja-
11,11 n, Coi maltratado por individuos que eu uo quero
referir; c, nao tetando as autoridades d'ealfo pro-
3'C9o,'recorrcu .i cmara dos Srs. deplados, qneixan-
o-se do piocedlmenlodessas autoridades : esse reque-
rlmento, Sr. presdeme, Col eonunissao de justiea ci-
vil e criminal, c a eonunissao de juslloa civil c crlml-
B^ial deli.io ao siipplii-aule.di/.endii que requeresse s au-
,. loi id.i.li s cniupctenles : o nobre depulado a quem res-
pondo, oppoz-ie .1 esse parecer, e disse que islo nao era
bastante ; que o crline era atroz ; que um cldadio bs%-
sdeiio tlnha sido oll'endido, e que por conseguinte era
de nlirigatan da assembla censurar e admoestar o go-
verno para que tomasse debaixo de sua protec9o esse
individuo : esse nobre depulado, saibores, junto com
duus houiens, cujos nomes'ilj pono rcCerir sem multo
1 espino i- van ri.-.in, os Sn. Anillada Machado e Mar-
tin Francisco, Crain deilc vol ; e, se essa assembla
nao Cotia enliio dissolvlda, lalvci livessemos boje mu
precedente mals completo a esle respelto para nos ser-
vir de regra nesla occaslio ; mas he bstanle aopiniao
do nobre deputado.
Ha um ontro Celo um pouco ntais moderno: eu es
lava enlo sentado as galerias, e cnchi-uie de enlhii
sasino e admiraco para com o nobre deputado u quem
respondo, quaiido elle levou ao conhecimento da c-
mara, onde se sentava, um laclo escandaloso que se tl-
nha dado no paiz, um Cacto horroroso,-o de ler o po-
der judiciario a n nuil .ido um lestamenlo, reduilndo
escravidao centenares de individuos : o nobre depula-
do, cheio de IndlgaacSo, na presenea du mlnisiro da
reparlitiio rcspecllia, censurou este aclo com toda a
energa que o caractcrlia ; c esse processo j tlnha pas-
udo em julgado, era um processo meramente civil, na-
da tirilla de criminal.
< En admire! a coragem rom que odigno representan-
te da naco s levantou eonlra os potentados do dia,
enearou-os com allbuleza, e disse :Vos coiiiniettes-
tes um crlme horroroso Quao nobre e generoso nao
era enlo o proced.nenio desse nobre deputado
Se, pos, temos precedentes, nao so na assembla ge-
ral, com n'uuia 'assembla provincial, (porque posso
argumentar da assembla geral para a provincialle pro
culcntes desta nalurrza; se estes precedentes sa.i funda-
dos no artigo, por miin citado, do aclo addicional, como
he que se pode contestar o direilo que tem esla asseiu-
bla de exigir informatOrs sobre os Tactos que se dcran
contra a constiluicao e as leis?.
Mas ilisse-se que a assembla s pode velar na guarda
da ceiisiilnico c dai leit, nos casos .pie diiem respe.lo
aos magistrados, havendo queixa contra clles, poique
entaoella tem o direilo de suspender esses magisirmos.
He assnn, (disse o nobre depulado) he assun ntle a as-
lembla vela na guarda da c iMtitulcio c das las.. Mw,
lenhore, as hypolheirs, os casos previstos em cada
un deanes artigos do acto addicional sao nimio dislinc.-
tos, e eumeconlentel, quando ja nao poda1 fallar, dlzcrao nobre depulado que nao se lia lava de queixa,
que era una hypolhese multo distlncta, que nao poma
ter applicada contra as Inrrmati5es que enlan pedia no
meu requerlmento,' asslm como o nao pode ser eonlra as
no fnTonnacoesV'eVc.'rpprq'ue, eonforme ficm estas, ter
enlo cabimento a queixa. ,
USr. Joaquim Viilela : He ordem de AaoM-rorout
oiie a assembla manda passar.
O Sr. J.A. de Figueiredo : Nao he /iclen-coe/", nem
sei a que vnn isso.
Dzia eu que s hypolhcses de que se oecupivain os
paragraphos 7.' e 9. "do arg sao milito diversas,
porque estes arllgos do acto addicional sao casu.si.eos,
comprchendem hypolheies dislinctas e tao listn, tas
930 edas leis. na sua pr_ .
lando lodos os abusos, todas as lufi-aecOe* que
E, senhores, Coi fundada 11
em eonlra ellas. .
to que Ihe d esle artigo que, HW paliado. """I
blca provincial nouieou uu.a con.m.ssao paia listatisar
o roubo que leve lugar ..a ihesourar.a P1*'"'11^""
O Sr. Cunha Figueiredo: He caso multo di "*",,
o Sr.J. a. VnSm^i-^^V^SXM
elo que incumba assembla provincial a <
-1 urna" commisso do* sen seio" par. examinar.o hetouro
-da provincia, caso lenta elle .ido notad., fb^o
pela polica ; quando a iniprensa he asslm violentada;
quando se imped-, eml'un, ao cidadao a liberdade.
que a consiitiiieiio Ihe confere,_ ile exprimir seus pen-
samentos, c por una maucia iSa inslita, qual aquella
como a policia se porlau para com os dislribuidores do
Diario-\aro, cisque distlnctos oradores apparecem nes-
la casa, di/.enclo que a Iniprensa est lvic, e que a-. p6r-
tas desta casa eslao abalas para aoppejfao, p'ediu.lo-
nos ao mesmo leinrxMl'IP veiihainos discutir com clles,
entretanto que todos us vemos a polica aferrolhando
a iniprensa, fechando as portal desla casa opposieao, a
leva.ido daqul presos a lanos depma4os....
O Sr. Maciel Monteiro : Nao fui a policia, foi a petat-
illo.
O Sr. 1. A. dt Figueiredo: Eis aqu o nico argu-
mento....
I) Sr. Soasa Hand'ira : fino sabem oulra cnusa.
OSr. Maules da Cunha : i"rata-se do dircito smen-
le....
OSr Machi Monteiro: Apresenla-se este arsumru-
to, porque a rebellio no pode esquecer : foi ella, e nao
a policia, que arreduu daqui esses nobres deplados.
OSr, J. A. de Figueiredo: A rcbellio, felizmente,
nao ,h su lio o pacto fundamental ...
O Sr. Pedro Cavakanii: Feliinieute uo destruioill,.
OSr. J. A. de Figiuiredn: Eu o repito, saibores ;
felziiieiiic, a rebellio nao desuni o p.iclo fundamen-
tal; elle existe em toda a sua plcnilude: he, pois, em
virliide delle, e firmado nesse arligo que clei, que cu
ergo iniiiii.i fraca voz para delatar esses abusos, e por-
ta 11 lo nao so me deve responder por esla nianeira : Sois
rebeldes.__lie sequencia de rebellio. E oais nada,;..
OSr. Cunha Figueiredo: K d liebre depulado nao
est ilisculindo francamente. Noesej aqui.'
f'm Sr. DepuUio : Ouejuue os rebeldes se assen-
tcui aqui, c niio sejam proceosadoi. __
Oelro Sr. .Deputado : lie verdade, anda nao disse na-
da esiigmalisaudo a revolla.
O Sr. J. A. de Figueiredo: Senliore, cu jn aqui tlel-
xel ver o mal peusainento acerca dessa fatal rcbellio.
Um Se. Depulado-. E aiu.la nao foi preso.
O Se. J. A. de Figueiredo: Nao live ligasocs ciiiiw re-
bellio. nao a approvei.
OSr. Aincirl iMunliro: Nao argumentos!, poit.de
boa IV, quando disse que nao linlia garantas aqui.
O Sr. J. A. de Figueiredo: Saibores, ru no advogo
a causa dos rebeldes, advoj-o ps dlrelto* sagrados do c-
dado brasileiro; c, quando levanto .1 minha vos em
favor desses direilos ultrajados, uo se me (leve respuu-
der comsemrlhanleargumciilacao .
Paramim, Sr. prrildentr, nao lia duvida que o go-
verno actual, que a polica de. Pe nanibuco, lean vio-
lado muitos artigos da codslitul{*io, porque nesu a li-
berdade de Imprenta, nem o dircin, de propriedade.
nem a nviolabllldadc da casa do rldadao, Lein lido res- ,
prilailus. Allirmou-sc nesla casa que nunca houvc sus-
penso de garantas, aluda uicsmo 110 lempo da revolla,
entretanto que eu presencie! que a casa de um cidadao
Toi corrida mcia-uoile, nicsnio ua minha ra....
Um Sr. Deputado: No dia 2?
0 Sr. .1. A. de Figueiredo : No,;aV., dias depois; e a
casa ilaExui. marqueta do ftecife foi tambera corrida
noiie..,.
Sr. Molla Sllteira: Ho da KL '
O Se. J. A. de Figueiredo : A enstluito nos duque
ninguem poder ser preso san culpa formada, e sem
ordem escripia da autorld.le; ciilrel.inio nos lodos
presenciamos oprlsao do lupplenle Maranliao e do di-
putado Barroso,-eu vi (piaulo o execnlor da ordem vo-
cal Ihe disse; 0 Sr. 1 airoso esta preso ; e este incl-
ino cidado Ibnquerqiie Varanho que\ou-se por un
odelo i esla caja de ler sido lamban preso san ordenr
por rsc.ipto, e de nao se II.c haer mandado, no prazo
legal, a ..ola da culpa. E *lq mu o de ,10 lempo que si-
nos diz qde as gai.-uili.is no Cilio suspensas;
Senhores, cu quizara que os nobres deplados me con-
tcslassem esles fados.
OSr, Maciel Monlriro: ao fados que, senuoauo
intelrai.ienle legaes, sSo justificados pela le da necessi-
dade. Ern preciso salvar a provincia: eu se fosse ad-
ministrador, sel o que liavla de fazer. Drmsis, nao Ig-
noro o que ah pralicijm oulros, excedendo-se ao pomo
de cflctuareni piisesat dentro dos templos.
0 Sr J, A. deFiuHfrrrfii: V. a polica, senhores, que
liertoprrvidenic, tao enrgica, que chegoii a Appre-
hender de madrugada os exempla.es do Dnrfo-JVoeo,
miando elle cram distribuidos, nao leve conhecimento
desla peca de eterna ignominia, esle papel imniundo
(iiieaqui lenho; nab obrou pela le da necessldade ap-
prchciidend.. esse papel, que de dia foi distribuido pe-
las ras desla cidade, e al, segunde me Informarain,
por alcudias autoridades policiaes. que en ponera a-
pontar- amigos mus Inultas, e em os quaes depoflo
Multa conflausa.os icccberem das nios dessas autorida-
fti'Sf e/iulado: Tem-sc visto c presenerado mili-
ta colisa peior em outras pocas.
OSr, /.upe* urna; Uque papel lie esse
O Sr J A. dt Viijuciredi 1 Be o que vou lr.
o presidente da provincia ollerecc o premio de
, tres cantos de ris, e o perdfio de .|iialqucr enme em
une bouver incoirido, a quem prender e apfeiemar
, cun seeuraii9aao mesmo presidente, ou a qua quer
sutorld.de legal, .Igm.i dos checs da revolta, abaRo
o mencionados :
Flix Peixolo de Britoe Mello.
11 Manoel l'ereira de Moracs.
. A.itonio'llorgcid* Fonseca.
o Joan Ignacio ilibeiro liorna.
11 Pedro Ivo Vellozo da Silveira.
OSr. tundo Figueiredo: E uo siria impresiona ly-
pographia do 'iario-A'oeo?....
OSr. J. A. de Figueiredo :Admiti que fosse, conce-
do a bipotliesc ; mas esse papel lo infame, lao vergo-
ntioso, que abalava o crdito do pnprio governo, se
e distribuido pelo partido prnieiro, nao aiitorisava a
ao dos scui dsliibuidorrs ? Nao terio sido liles im-
sei
Cl
nei

prs;
com violencia Ueut.spresos do poder dajustlca. Enlo, capital da provincia; quaodo factol lo alientalorlos do
' conleslou-se a ene uobre deputado ( como se me lia sagrado dircito de exprimir o pensamenlo sao praucaaos
mediatamente pi esos
lin sr, Deputado :K quantaa publicacOes n outroa
sentidos se IWciaui, seni que se persegiiisscm os distri-
buidores ?
O Sr. J. A. de Fi.ueirtdo -.Entretanto o governo. que:
era victima de tal calumnia, nao se aprcsiou em con-
trara-la, tendo contrariado fados muito mais insigoi-
ticanles! !! ,
Senhores, se vos queris que cu vos relira o nome no
amigo que me forueceu o documento que acabo de ler-
voi, eu o farci coi toda a fidclidade.
Istava em minha casa .piando em um dos das subse-
(uenles ao dia 2 de fevereiro veio ler cominlgo as 11
horas da maiihaa o Sr. Dr. Joaquim los I.amalgnere
1 ''
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Vianna, natural da provincia do Maranho, e que de
convlc;5o proTessa os principios saquaremas; moco dig-
no de toda a consideraran e respeilo: elle me Irotixc
etle papel ; en Ihe prrgintri : Quein Ihc deu este car-
laz A prna commetieria nina loucnra deslas ?' Elle
rrspnn Irii-mr: a Eu recrbi-o dr mu militar de pura, que
.iivi com mu masso a distribuir na rua do Colirio
K, scnlioi'S, se ru livcssc alihcrd.idc precisa para deca -
rar o nome de uan aulnridade policial, que tambem
dlslilbuio Eu, porm, ape/.ai de ser opposiclonista actual ad-
ininistracn, no quero suppr que n Exm pj-rsidenle da
provincia autnrlsassc semelliaiKe fado ; nao aou capar,
de Ihe Tazer lao grave impulaco .'
0 Sr. Soiisi Handeira : Foi pila lei ca neccssidade.
J nao ouvio dizcr
1 ni Sr. Depulado :-f. para que o aprsenla ?...
O Sr. J. A. ue Figueiredo :Porque ssrs impressos
furam distribuidos por prsscas do partido do nobre de-
pinado, e ru os vi distribuir rm disvrrsos lugares pe-
las proprias autoridades policiars.
fl Sr. I'ati Harrelo : R que conclue de ludo islo ?
O Sr. 'nuil llanileira'. Knto j confessa ?
Sr. J. A. ile Figueiredo : I u nao quero concluir na-
da ; quero su expor o Tacto, islo lie, que rsle papel foi
distribuido por alguuias autoridades, r que se distri-
bu" por numerosas pessoas.
" Sr. Pan lia, irla : K que agora est as nios do Sr.
t'iguriredo
O Sr. J. A. rf Figueiredo : -O nobre deputailo nao po-
de apprllidar-me pelo minie.
O Sr, l'aes Hrrelo lie yerdade, loi innadvrilcncia
o nobre depulado.
OSr. J. A. de Figueiredo :=Sv est as iiiiulias mos,
be porque tu'o drraiii.
Senhores, eu nao quero reflexionar sobre ele esciip-
lo ; eu nao quero fallar da iiiunorfllidade de seniellianlf
mein de descartar se de Inliuigoi pnlitieos ; eu uo
quero un mu" entrar eni rellexes Acerca de siinellianle
Tarto que nao sei como |ualilique; mas pcrguulu : A
polica, que lie to previdente, porque na prenden
estes distribuidores que publicamente, e as II huras do
lia, di-ii iluii.iin este impresso que conten, j nao
digo un abuso de liberdade de iui|neiisa, mas una
.atroridade, um insulto human dade! .'
. Senhoret, dclxemos de parle essai prctcnc/ics mesqiii-
nhas de partido, altcndamos simiente para a justica,
para a conslituico e para as lei*. !"e o DinriSoro enn-
linlia abusos, nac rslavam all os tiibunars para punir
os srns autores segundo a forma prescripta no nosso ci
digo?? En nome da proprirtaria deita Tulla nao se
acbava nella grasado para que Tosse rcsponsahilisada,
quando nao apresrniasse drvidamente aquelle que de-
ta responder pelos abusos? Mas desprezou-sc tudo
isto, c a policia proredeu violentamente, desTichnu un
tiro subte u .distribuidor, tomn a propriedade a seu
dono Ora, prrgunlo eu : Cuino conciliar este pro-
crdimrnlo arbitrario da policia com as nossas leis e
roma constituirn? Eu quizera, pois, que a policia,
que o govrrno nao se Turlassem a estas lnfbrma.COM,
Trm-se l'eito imprensa a inesma violencia que se
ha feito tribuna ; leem-se-nos tirado os dous nicos
recursos que temos para rumban i os actos do govrruo :
a imprensa e a tribuna, o* dous nicos recursos que
nos concede o syslema que nos rege, nos csto veda-
das....
tVm'Sr. Depulado :Pois nao est usando de um deuei
recursos?...
O Sr. J. A. de Figueiredo : He verdade ; mas outros,
i|iie, com in ii. em rgia do que cu, podiaui combater os
desvos do governo, nao o esto....
O Sr. Morir! Munteiro : A culpa he driles.
O Sr. J. A. de Figueiredo : Aondl) Mita osSrs. I)r.
Tourriro, o vigario de Oliuda, Dr. barroso, Dr. Xavier
I.npes e tantos oulros ?....
Yoies : Em suas casas.
O Sr i. A. de Figueiredo : Klles aqui rslarlam, se a
pulira nao tivesse determinado o contrario: ella lera
procedido por tal ni.inrira, que me obliga a fazri-lhe
esln aerusacao. Ha pnucu ru vi urna dessas victimas
pulular (o Sr Clao) narrar o Tacto da sua prista : elle
o narrou diapte de miiii, e de um Sr. depulado que est
em ininha Trente.
Ella apresentou-se aqu n'um destes das passados,
com o seu diploma, para lomar assento ; o seq di-
ploma Toi entregue mesa logo no principio da tes*
iio, e por occasio de una dseussao que eu liava sus-
citado, o nobre relator, a quein Tu entregue esse diplo-
ma, drsciiiduii-se de dar iiuiurdlaiiicnic o seu pare-
cer....
O Sr. C. Figueiredo : Eslava embriagado em ou-
vi-lo.
O Sr. J. A. de Figueiredo : Adiada a discussao, o no-
bre depulado o Sr. Alendes observou a mesa que o Sr.
' iian eslava ha milito espera da docilita do sou diplo-
ma ; que Imuvcsse a commitso de| dar o seu parecer,
t.'oni rlleito a cuiumlsso oTuidar; mas,' por urna des-
sas erolucors militares de que nos Talln um iiluslre luein-
bro drsta casa, un por qualquer nutro motivo, deixoii
tfe liiHf nuineru ; e neste mrsmo Iruipo'o Sr. (Jalao To
prrso all na ante-sala ; de surte que, se aqurllc te-
posteiro estiresse corrido, podrriamos ter vslo.os agen-
tes da pulirla agarratrm-nu para c'oiiduzirein-nu preso
al a ponte do IcciTc, onde Toi sollo milagrosamente.
l'mSr. Depulado : Tinha sido preso por 'rngauo.
O Sr. J. A. i Figueiredo : A policia lem lido*enga
nos teriivris. A pulira prende o Sr. depulado barroso,
e meia hora depols sola o, porque Tui preso poi enga-
j).> : o Sr. barroso que ia casa do clirTe de polica, Tre-
quenlava-a muito, mesmo no telnpo da cerolla, rra
couhecdo dclle com ludo he preso por eugaun*. O
' Sr. 'alan vio seu nome na ordem que se Ihe apreaon-
tou, (miando lie preso por engao! Mas o Sr. Catn
que lem una ir pillarn a conservar, Toi qneixar-se
presidencia, e a presidencia disse-lhe : Foi engao u
O Sr. ti, mi. i da Cunlia : O Sr. Duarte, oillcal da
secretaria r:ela asscmblea, lanibem Tul prrso por enga-
o : he a poca do engao.
Votes : ll? vrrdade.
Ovlras Ve-es : -- J passou a da estrategia c da esiier-
leta.
O Sr. J_A. de Figueiredo ;-- Seiiliorrs. mu iiluslre
orador, lallando a reapello dus ihrTes do pailido da
priii'a. disse que riles talni entre si nao podi ssrm suT-
Ircr o riso da inesma mancha que OS impostores E>-
Iruscos, os aruspires de Roma....
O Sr. Slaciel M..ni,a.i : ReTeri-mc ao Sr.- 'Torres
Hulla ni
O Sr. J. A. de Figueiredo : Aproveilo-lhc su o pen-
sanenlo, e digo que talvez luiiitos dos partidarios d3
actaalidade nao podero dcixar de dar garualhadas
i|uando..... B
tluilot Sr. Deputadvs ; Engaase ; aincia choramos
o sangue derramado.
U Sr. 3. A. d, figueiredo .- Itepii0, aarad gargalba-
das quandopensarrtn.ne.stas rioUcoes, quaudo neusa-
j-em em engaos drsta ardein.
Senhores, vista do que hel dito, me parece que o
rrnueriinento he digno da spprovaeo drsta casa
Sr. presidente, eu nao esluu luio nleiado dos es-
tos da casa : vejo que hndon a hora marrad i para dis-
cussoes igu.es i esta de que me oceupo ; nao sei se
jiosso continuar.....
Votes: Falle, Talle.....
Os Srs. Mnnlii e Maciel Mouleiro rcclainaiu que s con-
serve a palana ao orador.
O Sr. J. A. de Figueiredo : Sr, presidente, pomo he
o que eu vou dizer, porque CU Ja JUS ti Aquel o inru vo-
to, c a materia de que me proponho a tratar be menino
UM pouco rMi.ioli.i questao ; cu sou o primciio a
contessa-lo.....
O Sr. Vacs Brrelo : Pois uo deve dize-lo : o re-
giment n prohibe.
O Sr. J. A. de Viguciiedo : Eu nao posso drixar de
diser algutnas palarras em abono da. justica, c tam-
ben! em lesleiuuuho da aiuizade que consagro a um
distinelo brasilelro, que Tul aqui atassalllado rm sua
vida poltica. Ru quero Tallar do Exm. Sr. concelheiio
Antonio Pinto fChlcliorro da Gama. Ru quizera sabe'r
se he lingnagem parlamentar essa da que usou para com
elle o nubre dr potado quein me redro.
Senhores. o nobre depulado tacbnu de genin doin.il
o Sr. Chichorrn da Gama, e dlssc que um spro pestilen-
lo du sul do imperio arremessra para as imita* praia
l'i fl homem que prnruroii elevarse i cusa do tanque
pirnambucano. Ainda mais ; o nobre depulado appelli-
Ion de architectn de ruinas o Sr. Chichorrn da Gama
Senhores, se- essa lingnagem Tosse parlamentar, eu
podra applica-la a alguem ; mas nao a julgo digna
desse lugar, ncm applieavcl a homem alguin.
O Sr. lUendcs da Cunha : 1,'ina appllcac'io.. ..
O Sr .1 A de Vigeireilo : Senores, eu emendo
que, por maiores que srjaui os erros de um administra-
dor de provincia, elle nao deve ser tratado assiin. En-
tretanto, devo confessa-lo, nao sent tanto a maneira
por que o Sr. Antonio Pinto Chichorrn da Gama Toi aqui
tratado, enmo senli que einsua drfosa se nao erguessem
algiimas Votes, que, ainda IMO ha milito, Iheteciam bem
merecidos elogios. [Spoiados dos Srs. deputajlos da oppo-
tifo.)
mas nina s palavra nao deu a respeko da ulilidade des-
sa cadeira de latim, c nein sedignou mostrar as vanta-
gens que ella tem prestado. Eu cntendo que nao ha
ilesar algum em apresentar uma lei que tem por Tu c-
vlar una despera intil, qual be que Taz a provincia
com a contervacao de uma cadeira, da qual nenhuin
proveiln resulta, c i|uc apenas serve para os arranjos de
um individuo.....
OSr. to la Sili-rira ; Est milito economista I ..
U Sr. Pjies Haj-relo : Cira, cslou econouilsta 1!.... E
nao tabeo nobre depulado que he nossa obrigacao zelar
os dinhriros pblicos, e evitar que sejaiu elles esbanja-
dos e despendidos i iilltilllien te '
Sr presidente, a comarca de Po-d'Allm he, como
todos sabein, muito pequea, c sua populaco diminu-
ta ; por rousequencia essa cadeira nao pode prestar
grande utilidade,porque bem pouca gente ha all em es-
tado de se dar ao estudo de lalim que, cui verdade, no
sri de que ulilidade sirva para os humis do campo, ns
que viren! de agricultura Sr. presidente, aliu das inTor-
iii n ". que tenho de que a'nula de latim de Po-d'Alho
nao lie Trequenlada. que se arlia inesmo em abandono,
Sr. presidente, V. Ec. estar Icmbrado que a|guII/vejo que n relatorio da presidencia nein *<""* r"
_r.. ... menean dessa cadeira, donde Intlro que o respectivo
i.dii a o -____ .__. ,.._._____ ,_ _*. c.._. ..i^
dos Srs. deputados que aqui esto prrsenleatcce.reui
Sr. I hichorro inultos e bem coiiscienciosos elogios na
tu liona, as ras, nos saldes, pela imprensa.....
I) Sr. Hiendes du l-unha : -- Tambeni no meelttiqs ?
O Sr. J. A. de figueiredo ; Sim, e tambem nos mrr-
lings, e vou rrTerir o qne ouvi em um delles, ou no
nico fique asssti, porque Tui setnpre niinigo de coli-
sas semelbaiilrs, pnupir srinprc olhei para sso como
para urna das asuenas do partido praieiro.....
O Sr l'acs llart'lo : Fui una neccssidade. (Apon-
O Sr. J. A. de Fiqueirrda : Eu assisl a esse merlino,
no qual se provava populaco a neccssidade da elei-
(ao doSr. Antonio Piulo Chlcliorro da Cama c do Sr.
Ernesto Ferreira Franca I um dos deputados que aqu
leem assento, priiieipioii orar por esses termos :
Senhores, boje se Irala de pruvar-vos a necessidade
da eleiro dus Kxins. Srs. Antonio Pinto Chiehorro da
Gama e Ernesto Kerieira I-rauca : quanto ao piimeiio,
sru iiuiue por si s basta >
i numerosos apolailot parliraiu dos labios de todos
os espectadores. .'! E, Sr. presidente, essa voz nada dis-
se em favor de quein tanto elogio Ihe mereced, no (lia
em que Talln o uobie depulado quein me rcliro! !....
Ku esperara iine essa inesma voz dissesse ao menos :
Alto l Sr. depulado ; o Sr. Chiehorro Toi boin adini-
nisirador, Toi digno de lodo o elogio al cerlo lempo.
Sim, eu esperava por esta reclamarn, para enlo po-
der preguntar : E como de repente de aojo se (el re-
probo ?
O Sr. JoiK/uim Villtia : Da inesma sorlc que l.ueilri
To anjo e lornou-se demonio.
O Sr. J. A. de figueiredo : Eu taiubein senli que es-
sa aecusacn partisse de i|ni ni sesoube aproveitar do
Tavor drss hoinein generoso, para depois drlats-lo no
pai lamento brasilciru, onde os fernambitcanos panliatn
en, ulmoih os Irnos e bros da sua provincia I!
U Sr. Cunha figueiredo ( ooip Torca ): He calum-
iii.i.. Est engaado !.... Peco a palavra.
O Sr. J. A. de figueiredo ; Se esses Pcrnambucanos
puzeraiii em almnda os luios eos bros de sua provin-
cia ellt's que uessa Ierra lliiham o euihigo, que aqui
linban lamilla, prenles c amigos ; de que nao serta ca-
pazes ( cun honrosas cxcepccs J aquelles que Ihe ho
estiverem ligados por loeslreitos lacos, quando Trem
SCIIS l i |>J es ola ules .'
Sr. Maciel Monlero : Isso he urna insinuaran.
O Sr. J. A. de figueiredo : Nao aeham, senhores,
vulltindo'te para os Sr*. debutados da opnosico ) que
nao vmi errado ueste un u pensar .'
A/nun Senhores : l'eni Muito bem !
OSr. J. A. de figueiredo Senhores, eu nn quero
Taier o elegi do Exm. roncellieiro Amonio Pinto Chi-
ehorro da (ama : este distinctn Brasileiro que tem oc-
pado to elevados cargos na magistratura, que ha sido
por lamas vexea presidente de provincia, que lem su-
bido mismo ao alto poslo de ministr, que tem sido por
lautas vezes honrado com a conliaiifade urna alia per"
snnagetu, que nn ousn Humear aqui ; este disliucto c-
dado, digo, nao precisa dos meiis elogios, e nein to
pouco sei ao aecusacoes laes que Ihe podero abalara
bem tu ni ni i i e| um,.i., ; mas nao pude dcixar de diier
algiima cousa em abuno da justica.
(O Sr. Vendes da Cunha dirige-te ao orador e o Te-
licita. )
Fica adiada a discussao, por (rr dado a hora.
OUDEM DO DA.
Segunda discussao do projeclo n. I,
Art I.' Fiea derogada u Iri provincial u. 229, de 5
di si I, nilii u de 184S.
O Sr. Molla Silvrira : O artigo primeiro du prnjcvlo,
que eslem discussao, lem por liui derogara lei provin-
cial n. 229 que InStauroil a cadeira dr gramiiialica latina
na comarca de Po-d'Alho : urna tal derogaco, senho-
res, me parece injusta edesairosa porque leude a Tazer
mu mal aos habitantes daqurl a comarca, e por couse-
giiime a iui imiir a sua iusliurci publica; c uo sei
como suppriiuir se urna caileira de qualquer disciplina,
sem que se prove que ella uo Toi Trcqticuuda pelo mi-
nero de alumnos que a Iri exige.
Sr. presidente, o aulnr do projeclo nao deinoustrou
cabalmente (pie a cadeira de graiiimalica latina da villa
de l'.io-d'Alho nao ToS'C Tiequentada pela moeidade da-
qurlle lugar. Se, pois, o nobre drputado .s prope a
suppiesso de,ssa cadeira, na convicfo de que a lei de
sua nova crcacn Tui lilha do patronato, perinilta-inc o
obscrvar-lhe que nao procede muito em legra. Se com
osen segundo artigo a lei leve por llm apadiiuhar a
preieneo de um pruTessur jubilado, que Toi nella pr-
vido indrpeudenle de coneuiso, einende-se lei nesta
parle, ( se acaso merece relrina ) mas nao se concurra
para o mal de un individuo com o manifest escndalo
dr escassear os lucios da illusiraca de uossn paiz Este
proceder be mullo desaiioso ao nobre depulado, porque
Taz mal iustruceu publica, s porque pretende pin a
posico de um individuo.
Sea villa de Po-o'Alho nao est emeirrumstanciasde
ter tuna cadeira de granimalica latina, inulto lucilos o
Cttta a villa do l.imueiro e nutras.....
Votes : -- l'i npuhlia a suppreitta,
OSr. ,1/ullii Sleeira : Ia he a uiiiii que compete tal
proposla : eu quero que continu a cadeira, desejo que
se augmente a instiueco do nosso paiz, desejo mrsmo
que a iuslriicco progrida, e nao retrograde,
Ouvi dizcr na priiueira discussao que rala, lei Toi lha
do patronato : se nos parlirmos desle principio, podere-
uos sempre assevi lar qne ai leis nao sao de ulilidade
publica, pois que nina le que se considera buje como
de utilidade publica, aiuaiilKia senusaululha como de
pal con.un, r smenle oiganisada para acomiuodar os afi-
Ihados de Uui partido : se assim ca.....iharmos, Sr. pre-
sidente, nn sei a que termo irn as nossas colisas.
I'orlanto coucluu, Sr, presidente, di/rodo que a co-
marca de Po-d'Allid*est em circumstaucias do ter uma
cadeira de lalim, e que o proTessor jubilado exerce essa
cadeira em cousrquencia do Tavor que a Ivi Ihe oulor-
gou, leudo em vista o legislador, quando assim proce-
den, a economa do Ihesouro provincial, parque emen-
den que aquelle queja tinha um ordenado de juhilaco,
rrcebeudu a dill'erenca para o ordenadn de prul'essor,
una vez que poil. sse irabalhar, devia ser apruveilado ;
e tanto mais pens assim, quanto nao jiosso suppr nos
legisladores do inru paiz esse espirito de patronato, que
Ibes allribuem.
Estas s'i asrasesque me indusem a sustentar a con-
servacao da cadena de lalim na villa do l'n-d'.ilho.
OSr'. Paes llarrel: Sr. presdeme, o nobre depula-
do que acaba de seutar-se e que to interessado se inos-
Ira pela conservarn da cadeira de lalim de l'o-d'Alho,
neuiiuiu argumento valioso aprcsenlou em Tavor da sua
opraiao ; de modo que quasi (|iie poda despensar-ine de
icsponder-lhe O nobre depulado disse que nao era ai-
proTessor ainda no pode instaura-la, que no Tunccio-
uoii mu s da ;...,
/ ni Sr Depulado : Anda oceupado em oulras cousas.
O Sr. /'(! Hrrelo ... porque do contrario, lerla com-
imiiiicado presidencia, e S. Exc. nao deixaria de men-
ciona la, como fez com as de Goianna e Santo-a nio,
das quaes entretanto nos diz que (em bem puncos alum-
nos, e que quasi neiihiima vaiitagem prestan).
Sr. presidente, a lei que o artigo em discussao se pro-
pop aderogar, conten duas disposices: a prinicira
creando una cadeira queja havia sido suppi huida, e a
segunda mandando que os proTessores jubilados pos-
Miii, inlepi odi ote de concurso, oceupar as cadeiras de
lalim nomnente creadas,ou qu vagaiem, siuente por-
i|iic nuil individuo, que emo era mcinbro desla casa,
eque no eslava salisleito com o seu ordenado de pro-
Tessor jubilado, se propoicioiasscui muis quiulicntos
mil res, ganhos coi sanio ocio, e em pura peda dosco-
Trcs pblicos.
Ora, urna lei, como essa, lillia do patronato, e eviden-
temente contraria aos iuteresses publicus, le parece
que nao deve subsistir.
Mas, disse o nobre depulado, que se quera guerrear a
inslrueco publica, to neressiria. eque lauta conside-
meta deve merecer desla asscmblea. Sr. presidente, eu
nao sei em que possa solTrer a iustriicco publica com a
supprrsso de urna cadeira que uo he ficqueutada, que
nn lem um s discpulo: se o nobre depulado mosteas-
se que a aula de lalim de Pi d'Alho era milito Tiequen-
tada, que os seus alumnos laziam progressos, que o pio-
fessor esmerava-sc em cumprir os seus deveres, aiguma
rasan teria para diser que suppriniir essa cadeira era-de
algum mudn por peas, e dillicullar a inslrueco ; mas,
se o nobre depulado nana disto (ei, se, pelo sen'silencio,
cuntes-..! que a aula esl em abandono, como asseverar
que n artigo lem por fim guerreara inslrueco' publica i
Se aiguma guerra ha aqui, he contra o patronato e con-
tra o c-.ii.ioj iiiienio dos dlnhelroi da provincia.
Voto, pois, pelo artigo.
O Sr emita Brrelo : Sr. presidente, quando se
trata do bem publico, nos nao devenios 1er em vista .se-
an a utilidade, e nada mais. Eu nao tupponho mesmo
que possaui haveraqui i ssas mesquinharias de partidos,
8 que ellas dem motivo para que se baja de abolir una
'cadeira de iustriicco pjibhca : parecc-me islo lo ex-
traordinario, to excntrico, que nao o posso mesuio
couiprehcnder porque, senhores, eu certamciile o nao
lana. Ora, no caso prsenle, oque lie uecessario saber-
se, be se o proTessor lem discpulos, se esses discpulos
compem c numero que a lei exige; saber-se se o proles-
sorcuuiprc ou, nao, com as olingacoes impostas ao seu
magisierio : se elle icm o numero designado na lei, se
CUlUpre com os seus deveres, nao ha neccssidade de sup-
primir se essa cadeira; porque, em circumsiancias
iguaes, seria euto preciso suppriiuir todas as oulras.
Para saber a Tiindamcuto isto, o director do lycn no
le m a seu alcance outro algum meio do que os iiiTorma-
(cs das cmaras inuuicipaes. .o estas inTormacdes as
que tcslilicaiu o cuuipriiuento, ou ns fallas do proTessor,
porque sao as camaias as liscaes da loumceta publica
Tora desla cidade. O director, giftando-sc por esses at-
lesladus, obra eiu regra, obra curialmenlu. Agora, poit,
o que me parece que se deve Tazer, he ver se dos nappat
dirigidos ao lycu, que sao dados de lies em tres uiezes
para a cobranca dos ordenados, consta se o proTessor
lem, ou nao, o numero dos discpulos que a lei eslabele-
ce, e por islo peco que baja de adiar-se este negocio, e
que se exija enlo da directora do lycu que, examinan-
do os tnappai rtspcclivos, baja de iuloruiar a esta casa
a respeilo dessa cadeira ; porque, (repito) havendo os
alumnos marcados na lei, uo se devela abolir a cadei-
ra, e, obrando o contrario, pareec-iuc que nao obrare-
mos bem.
OSr. Lupes liama : Sr. presidente, desde que tenho
a honra de asseuiar-iuc nesla casa, isto he, desde que ha
asscinblcas provincia**, com pequeas inlerrupcdes,
seuipie me leuho pronunciado contra cadeiras de latn..
ou mallo. Entretanto nao se persuada alguem que assim
procedo porque etlillie em pouco a lingoa latina : coin-
qiiauto nao seja latino, lodavia percubo aiguma cousa
dc.-sa Inicua, cstudei-,i siilli, icn temen le ; en leudo lilCS-
ino que Inmi seiia espalliar usconliecimcnlns humanos
por toda a superficie da trra, mas vejo que isso nao he
possivel ; c, uta o sendo, para que llovemos de ter ca-
deiras de latim no mallo ? henhores, eu emendo que o
lalim he uecessario ; mas emendo que mais til lie a
plnlosophia ; e, sendo conveniente derramar a inslriie-
cao, entao crit ui-sc c.idcir.is de philosophia no mallo:
a geometra tambeiuhe mais mil do que o lalim, logo
crieni se cadeiras dessa disciplina no mal tu. Eutrelanto
pddeiu estes estudos generalisar-sc assim, ltenlas as
nossas imicas ? Wo. Deinais, csies estudos se pdeui
Considerar de luxu para quein quer seguir carrrira Itt-
leraiia, para ijuem tem de ser padre, para quein juer
ir para o curso jurdico ; certas cadeiras, pois, de lalim
no mallo sao liiie-curii : sempre me tenho proanuciado
contra ellas', e ponanto nao posso cojivir na deque se
u ala : mulla opiuio era qne se nbolisseui todas as que
se aeham as circumsiancias della, j que uo pdem
liaver oulras mais uleis, ao menos no meu entender, e
j que laes cadeiras uccasiouam una despeza improdiic-
liva, vi to como nada ha mais dillicil do que vigiar ou
Om.iIi-.h a maneira por que cumprem os respecti-
vos deveres os proTessores ah do inlciior : triste da di-
rectora do Ijccu que, por inspusco de lei, se ve na du-
ra necessidade de vigiar uque est imeiraineiile Tura do
alcance de suas vistas ; que se acha violentada a estar
por infoi inacors de que luuito se pode diivldar, mas que
uu lem oiilio remedio srno aceitar, por isso que no
ach no lugar individuo algum que Ihe forneca os da-
dos de que precisa para rejeita-lascoiiscicuciosaineule !..
Ha meslre ahi por Tora, que nao tem abena a sua aula
ncm 15 dias : eu j (ive de mandar urna caria a um mes-
lre de primeiras Pinas, que ii,oii,i dilnultosainenlc pu-
do ser adiado, porque se disse ao portador : Esse ho-
mom murara aqu, mas ha muito lempo que saino para
negociar mpido. E era um meslre de primeiras let-
(ras Ora, se i>lu acontece com um meslre de primeiras
le u as, o que succeder com um de lalim, cuja discipli-
na heais imprtame, c a cuja aula uno concn c lauta
gente Eu j disse que minio senta que us nao tives
sernos pusses para espalliar, ou derramar lodos os co
uheciiuentos humanos pela superficie do Crasil inicien :
emendo que isso seria muito bom, mas fltamelos os
lirios ; e, pois; he preciso que- appliquemos os pon-
ais que nos rol un ijuillo de qne lisemos mais ne-
uecessidade.
A proposito, lembro-mc de um projeclo ,fe aqui Toi
apresentado em 1844 ou 1845, acerca de urna rcTrma
grVal de estudos na provincia : este projeclo tinha mul-
la colisa aproveitavrl, e bom seria que V. Exc.liu-ssr a
bondade de o mandar procurar par o dar paraordem
u-se que ella seja intil. Se a lei tem dcTeltot, emende
te em pa(le, uiat uo te a revoguc no ludo I porque
cun Isso se tolhe o progresto da inslrueco publica, a
que se quera, cniliui, guerrear a Inslrueco publica ; I no da verdade os nossos estudos causam d: e, pol* que' qual multo convein animar ; uias, como com o artigo do
iar.i
ruso apresenlar leis dista ordem ; qlie o q'uc se tinha em do da, a ver se davamos algum impulso a iustriicco
vista era sinenie anedar da cadeira o padre Vicente ; I publica da nossa provincia ; porque, senhores, em abo-
estou com a patarra, petiniua-ae urna paqutna di-
gressao
Suppnsto que eu multo respeite o acto addicionil
poi que Taz boje parte da constituicSo do estado, todava
seja-me licito dizer que elle areseme da preciptalo
com que o rlaborarain para tapar a bocea a certas Hbr.
raes que s fallavam em conTederaYes, separaron, Wc "
ele.; precipitaco que Toi causa panqu elle no apnil
rrcesse to pe Te I lo quanto era para detejar, ao menos"
no meu enteder ; precipitaco que graudcmenle eou-
corrru para que fica**rin a cargo das assembleai pr.
vinciaes certas cousas que deviain de estar incumbid,
nassrmbla geral legislativa e rire-rersa : a cargo daqurl'-
las, por excioplo, jamis devara de ter Ticadn a inuruc-
cao publica, pois que cumpria se previste que dalil pu.
dia resultar o grave inconveniente de se nao dar anlTor-
inidade no plano dos estudos do imperio, o que certa-
mente contribuir para que cada provincia liarme uin
povo parte e dislinclo, porquanto he sabido que os
povot nao sao seno aquillo que as doulrinas, que u
hes ensina, queretn que riles sejain : na Parahiba, twr-
bi jrnla, ensina-sc philosophia de aecrdo com um i|[
lema, iu leiramenle diverso do que se acha adoptado en-
tre nos. Ora islo nao he conveniente, e esta assenibla
que se compc de lanas capacidades, deve procurar fa!
ter aiguma cousa a esie respeilo, porque he de muita
ulilidade para o paii.
Vollaudn ao objecto de que me aparlei por um pouco,
concluirci dizendo que nao ser com o meu vol que
nao de verse cadeiras de granunalica latina no mallo.
U Sr. Ferreira Harrtto :t-u intrirainenle de oplniio
contraria, porque minias vetes um 111050 de grande ha- ,
bilidade, de grandissinio talento, mas infelizmente po- / I
bre, di i sai a de vir a ser um sacerdote virtuoso, uin ju-
riscopsulto insigne, porque no pude, dentro da tua
prqucuina aldcia, aprcn'der o lalim. Minios inagittra.
(los eximios cxistein hoje, que de cerlo. 'o oo serlatn se
de l'.uio Un s Tallaste urna cadeira de lalim dentro da
sua puvoao.au, una vez que o lalim he uin dos priuci-
paes preparatorios. Se, pois, uo existissein es>as ca-
deiras, derramadas pelo inlerior, por easaa villas fra
da capital, uo cxisllriain mullos homeus babeis e II-
luslres, que com clleilo tceni apparecldo em diversas
partes do mundo.
O lalim, Sur. presidente, nao be de tao pouca monta,
como se diz be um dos principacs preparatorios, euina
vez que se nao pode prescindir dellr, quando se suppri-
inir urna cadeira, apouquenlar-se-ba com islo a ins-
iri, au publica, privaudo-se, talvez, o brasil de um
graude homem que o destino havia escondido no retiro
dos campos, e que, privado na sua pobre aldeia drste
soccorro lillerario, acabara ignorado dos seus coacl-
dados, o que jamis acontecera se elle se p, desse dar
ao estudo dessa lingoa : sabeudo-a. algiimas vetes um
lioiiiem generoso, prevepdoa habilidade do desgracadu
alumno, Ihe prestar os soccorros necessarios, para que
coniinue em sua car reir Iliteraria, e elle o trar, romo
pela mo, ao ceutro de urna giandc cidadr, para ah
continuar seus exercicios, e desenvolver o sen tlenlo.
Nao sabemos quaiilos 1 mucos teriain acabado no escon-
drijo, e no csqiiceiiuenin, se no livesseui em suaspu-
voaces esses soccorros, conrenientct e adaptados pro-
pogaeo das leltras. Por isto nao sou de opiuiao que se
baja de abolir algiimas cadeiras de lalim, quepossatu c-
xistir Tora da capital.
Sciihnres, he tanibem verdade que a inslrueco pu-
blica esl sem inrlhodo, sem o seu uecessario e verdt-
deiro rgimen, e-eui bastante desarrauju Convein, sem
duvid.i, remediar esle estado ; porm o remedio ota he
sequestrar as villas desse pequeo soccorro. He por isto,
senhores. que cu uo votare! pela exiiucco que se quer
por em praiica.
O Sr. Soaquim Villela :Sr. presidente, como leuho da
volar pelo artigo que est em discussao, devo dr a ra-
so de meu vol.
No entiarri na queslo geral,se he conveniente,
ou no, que no inlerior da provincia baja cajieirasde li-
lil), cumquaiiio emenda que ellas pouca utilidade p-
dem dar, porque apenas se matricula um ou outro in-
dividuo, e itesscs mesmos poucos aproveilaui; mas, tra-
tando da conveniencia em hypolUese, direi que na villa
de Po-de-Alho j houve cadeira de latina, e que se re-
conheccu que ncnhuiua utilidade prestava, lauto assim
que Toi suppi huida, por se rccuiihcccr que nao havia u
iiunieio de alumiios nectssariv para que ella podeise
continuar.
O auno pastado, inslaurou-se essa cadeira ; e eu, co-
mo sei peifulaintule o motivo que deu lugar a essa de-
lerminaco,. como setque nenhuma conveniencia pu-
blica se den, que nicamente se leve em vista Tavorecer
a um individuo ceno e determinado, no posso deixar
de volar pelo artigo que se discute. Para orientar mais
casa, referir! a historia dessa lei que aqui passou o
auno prximo lindo, e que o art. I.* du projeclo de-
roga. .
Apparrceu aqui uma prrtencao de um individuo que
liulia assrulo uesta casa : lembrou-Se elle de querer ou-
Ira vi z a cadeira.de Po-d'Alho, na qualj havia sidu
aposentado por molestias adquiridas no exerclcio della :
para Tavorcc-lo erain de mister duas consas ; priinel-
ramrnte a iiistauraco da cadrira, parque nutra Ihc uso
coiiviulia, visto ser all morador, e em seguudo lugar
dispensa-lo de novo concurso, para o que se dflerun-
uou que os proTessores jubilados Tbssein prvidos nai c,-
(lenas indepinileolcnii ole de euui lirsn : Oeste Seillillu
se bu iniiluii a Iri, e dahi se conclue que nesla dispo-
icao uu liuuvc ncm ulilidade publica, nem economa,
como o noble di pillado o 1 Molla Silvrira suppr; o
proTessor, rrcebendo tmenle o ordenado que j linlia
ua j ul>ila\.in, nao quei cria entrar outra vez em exer-
ciciu poique, se elle o tiulia em s#nto ocio, como o
quer cria receber trabalbando ? Ficou, pois, cOm oque
tinha como jubilado, e peicebepdo o da cadeira que se \j
Ihc deu novaiiu ule. Qro, Sr. nresidcnle, nao he por nos
todos sabido que a Insliurcao vai em progresso? Que
uin pin c.siii da poca presente pode oo ser apio para
daqui a 3, 4, 5 anuos? No sabemos nos que as coussi
variaiu -que uin iudivi uo que hojt se aprsenla cotn
capacidide para urna cadeira, pdc ( rilando crito lem-
po sriu exerclcio) nao estar habilitado daqui a algum
lempo? Logo o que lez a asscmblea Toi acaobara ius-
D Ucc.no, ou por o ola Tez com que Tosiem proTessores
homens que podiam ser menos habilitados do que an-
tros : por cunseqnencia en leudo que o ai ligo I.* da lei
est uiuilo no caso de pass.11, porque elle nao lem por
objecto seno Tazer cahir urna lei filba de mira | airo-
nuge em Tavor de .uin individuo, c por consigeme coi;
ira a consliluico que determina que iieuhuina lei ser
lena si iu que teuha por Ion a utilidade publica; e eu
uo posso eiiieiiBer a conveniencia de uiu Individuo por
conveniencia publica.
Concluo, Sr. presidente, dizendo que esln lei Toi Ul,
que o projeclo que Ihe lervio de baae eu o baplisei por
projeclo l'adre Vcenle.--
O Sr. Molla Siltsin:Eu prescindo da queslo que
su sei lo 11 o nobre diputado que me precedeu ; nao ru-
no uessas minuciosidades; uo'sei mesmo o que oc-
c n 11 11 ua casa, relo qUe houve rases de ulilidade pan
ler-lugar a crearo da cadeira de Puo-d'Aiho. Se illa !'
creada com aiiimu de dar-le ao padre Vicente, 011 a 011-
tro qualquer proTessor jubilado, eu uio respondo per
isso, porquanto no me achaca cu (ao alfui com o nobie
depulado ; o qno digo be que o projeclo tem por li">
correara inslrueco publica, sendo iuquesiionave! que
o lalim he um dos pimichos preparatorios que se e>i-
gem as aulas maiores; e nem se diga que Pao d'Alli"
uo esl na possibilidade de lee urna cadeira le*lalim ;
alias o nobre depulado deve propr a supprrsso das du
Limoelro, Naiareib eSauto-AnUo, etc.; maseu entra-
do que nein Unto, c marcho de coiiTormidade com '
principioo enunciados pelo nobre depulado o kr. Ferrei-
ra Bar ele, quaudo disse que para urna cadeira sor con-
siderada, dr nenhuma ulilidade era de -mister que a s-
sembla csii vesse ao Tacto de que a aula i.o be Trequen-
lada pelo numero de alumnos determinado na lei; mas -
que, uo havendo essa certeza, nao lie possivel cooclu- i


==s
projatci* nao claegamos esse Ara, do peno prestar-lhe
0 iil.'Il Kilo.
O Sr. Jote Ptdn:Sr. presidente, com bailante re-
cri entro nesta disriiss.io, visto que ella est rcdu'ida a
una questo pessoal. Tem-se tsazido o padre Vicente
, tende revogar. I>eclaro rolrninciiienle que o anno pas-
ado votel.porewa le. mus que, ao proceder deste mo-
do, nao tive consldcracSo alguma no individuo de que
se trata, c que cm verdade no foi delgnado na le, a
una I aeha-se concebida em termos taes.quc. assim como
Ihe aattwrcitou, |lde aproveltar a qualquer oulro pro-
fessor"nie esleja na circiiuislanclas delle
Sr. presidente, ni estou poaauido dai mesmas dciai
que acaba de emlltlr na cafa o Sr. vicario Brrelo ;
m'inpae tetiho elevado aqu a mlnha fraca voz em favor
il.i deiraraainento da Inwuccao publica, e em una oc-
caslo ja disse nesta caa que a suppresslo da cadeira de
(inranuuns llnha felto um mal muitogrande aquella co-
marca, e o disse porque urna pessoa de muito crdito me
r.rr nceeii-o mappa do numero de aluumoi que freqtienta-
v.im essaescola, o qual na realidade era consideraveljn-
foniisndo-ineao inclino tempoquea suppresso fra cau-
sa para que inultos dessesalumnos fossein aprenderparli-
cularineute com mu hoineui que all te piopoz a ensi-
llar. Ora o que aconteceu em Garaubuns pude succtder
em qualquer outra comarca de fura. Eu sel que, logo
que se criam taes cadenas, o numero de almnos nao
lie muito grande ; roas devenios confessar que ncm isso
he possivel, porque sti depois de derramada a Instruc-
i o he que os povos van lonhecendo a utilidade que pu-
de resiiltar-lhes dclla: por conseguinte, ainda quando a
cadeira de Po-d'Alho nao iVnha agora nimios discpu-
los, pode ser que o tenha para o diantc. A grammati
ca latina he um preparatorio que e d [inmediatamen-
te depois das prime-iras lellras : apenas um Mho-fami-
llia sahe da escola de primeiras leltras, seu pal cuida de
inanda-io aprender o lalim ; e quanto n"o sera penoso
aos h ilutantes daquella villa mandronlos filhos capi-
tal |iara aprendern cute primelro preparatorio? Eu
lesela. que a iiulruccao se derianiassc por toda a pro-
duca; mas, nao sendo isto possivel, esforcasvmo-hel
ao lenos para que n:o se a torne aluda inais cscassa
lo que he aclualiiicnte. O professor da cadeira cm
<|ueiio, tem (segundo me parece) cobrado os srus or-
denados apreseiitando os altestados que a lei exige:
logo a aula he suflicientamenle Irojueutada, e neslc
aso nao deve ser iupprliuida.
Ii--mas, senhorr, da disposicao que se quer revogar
resulta ama economa : o professor da cadeira de latlm
do Po-d'Alho nao percebe dou* ordenados, como disse
o nobre deputado que me precedeu : consulte o pobre
drputado o orcamento, e ver que esse professor uo
ii ni veiirlnieiito algiim pela jubilaciio....
O Sr Jooquinr*Vi(lela r lie foi jubilado na cadeira de
i- A ntao ; agora lie que me lembio disso.
O Sr. Jote Pedro :Nao sei: volei por esta lei o anno
pinado, sem attencao a individualidades ; continuare!,
pois, a sustenta-la : e, como lenho a palavra, notarel
V Eso. que este projecto em tercelra discussao ha de
iraier inconvenientes ; porque, endo os seus ar'tigos
de diversa naturea, "e tendo elle de ser votado em glo-
bo, pode o depulado vr-se collocado na penosa alter-
nativa, ou de approvar lodos esses artigos, inclusive a-
quelles que Ihe tifio parecen! bons.ou dereprova-los.sem
escepeio incsmo dos que conloan alguma medida apio-
vellavel. Para evitar, pois, scmelhante inconveniente,
liniii serla que seremcttfsse o projecto urna commis-
so, para que esta extremarse as materias diversas que
tielle se achatu exaradas, aRm de que podesse entrar
em terceira discussao, sein o embaraco sobre o qual
acabo de chamar a atlcucn de V. Exe.
O Sr. Uaciet lUonleiro pionuncia-se a favor do artigo
rin discusso, e fundamenta o sen VOtO.
O Sr. Jos l'eilrn d algujiias explicaces, e insiste na
opinio que anteriormente euiiltira.
O Sr. Lopes (lama produz mais alguns argumentos cm
pi do artigo, e declara que ha de votar por elle.
O Sr. Joaqun! filela sustenta de novainenle o ar-
tigo em discusso; desenvolv' aluda mais as ideias
que enunciara no discurso precedente, c d algumas ex-
plicacoes.
' Vai ti mesa a srguintc emenda que nao he apoiada :
Ficam creadas cadeiras de latina cm todos os muni-
cipios que lreni cabreas de comarca S. 11. J/a-
vignier. a
Seguidamente vai mesa, c he apoiada a seguinte
emenda:
Suppi inia-se o art. 2 da lei n. 229, e substitua-sc
lelo seguinte : Esta cadeira ser provida, como as
nutras, por concurso, admiltiudo-sc a elle os professo-
res pblicos. Ji Piltro. -
O Sr. Murigner : Sr. presidente, eu emendo que a
inttrucco publica he a base da elvilisaeo ; nao he a
tnica coiuuidn, porque a i.....alisaco be outra, tanto
mi mais csseucial do que aquella : a historia nos apr-
senla mullos povos que Imam lalvr/. muito igno. antes.
us que fraiii muito inoi alisados, eque fram valenles
e inv'enclvi'is, mas que, depois que perderam a morali-
dade, I o rain cencidos, e desappareceraiu da farc da tr-
ra : porcn, uo estado actual das cousas, ua pode des-
euvolvcj'-se a moralidade, sein se desenvolver a ins-
truccao por cousrqueucia todo o derramamento que
se liier da inalrucco he seinpr til, sempre vanlajo-
so ; logo as cadeiras de latim silo de utilidade. Ku
sinpre me pronuncie! a favor do derrainameulu das lu-
/.es ; votarei, portauto, a favor da emenda que se acha
sobre a mesa. Eu qutzera que em todas as comarcas
hinvesse estas cadeiras; porque, leudo nos l!l comar-
cas no luU-rior, nao vejo lasfiu para que,') tenha ni cadei-
ra de lalini. e 8 au : pois pnrvcnlura os habitantes de
una comarca sao menos merecedores de Inslrucco do
que os da outra ? Nao sao todos Br-sileiros, todos Per-
iiaubucaiios ? Nao outribuem lodos para as despejas
do estado ? Nao carregam todos com o mus publico da
drspcia ? Pois ho de haver mis que tenhaui direilo de
gozar una cousa que outros nao tem ? Se nao se quer
insirueco, eutao fechen! se todas as aulas da provin-
cia, e para isso ha o'apoic de una auloridadc que nin-
guem me contestar. Quando li. Miguel reuni as suas
chamadas cortes, uu o> tres estados, o bispo de Viseu
na sua falla de abertura, quaudu trntou da iuslruccao
publica, dise que era. necessaiio fecharen!-se todas as
aulas publicas c particulares dos dominios pnrlugucics
por 20 anuos ; isto lieoti-mc gravado na cabeca, e nao
me pode esquecer. Ou quer-sc inslrucpo. ou nao ; se
se quer, seia para todos; se nao se quer, fecheui-sc as
aulas.
Eu vote! o anno passado contra esta le, porque que-
ra cadeiras da lalim em todas as comarcas, sendo el-
las prvidas pelos meios ordinarios ; nao attendi ao pe-
quruu nmero de alumnos, porque eu emendo que, se
um individuo aproveiLisse, a despeza licaria sobeia-
iMfnie paga : entriido nirsiuo que, porque se nao pode
faier ludo nao se deve deiiar de fazer alguma cousa ;
ioujs tudo boje voto pela conss'rvtctlo : j- existe, nada
de tlaiuolir sem edificar. '
Uviuais, senhores, o latim lie, como todos sabem, a
KU da setnelas ; o lalim desenvolv- muito a Intel-
cia dos rapases j com elle aprendem este a racio-
cinar, apreuileiu, por assim dizer, ineia lgica pel me-
nos, e ja fae uoui andar estar no mciu do camiulio ; ao
uieiMHi o moco tiea sabendo una liugoa eslranha, exer-
ila-se ua sua, r lem abertas as portas das sciencias :
altli disto, esta lingoa lie una uveessidade para certas
proiiuoes, com a sacerdotal, a jurdica, a medica, etc.:
nada uiais, este /-'ludo he aprendido na idade de 9 ou
1U aiutos, e aessa idade he preciso que o rapaz seja vi-
giado pelo Ido de seu pal, que deve segui-lo de per lo,
para mc seu lilao, medida que vai avaucsmtro na ins-
ti necio, v Lamben i a\ aneando as lices de moral, e
lie cerlf que, estando este mais perlo, mflhor o pude
tu|iiell ensnsr
ortanto eu votarei pela emenda que apresentei, e pe-
la outr que lambem si acha sobre a mesa ; e,declaro
que recouheco lambem o desmanleUmenlo da iuslruc-
c30 esrTr* nos ; mas remediar, uo he destruir ; senao,
em lugar de instruir o povo seguiremos projecto d
bispo deVlseu.
Verllica-se nao haver casa, e ter dado ha inulto a.
hora:
O Sr. Preiidtnf designa a ordein do dia, e levanta a
iiurio iEi'm.uicrc).
KKCirX, 8 DCMAIO DI IsUS).
Iloje, na asscmblca legislativa provincial, o S. Dr.
Joaquim Villcla de Castro Tavarcs f ilion contra o re-
qnerimento do Sr. Jos Caetano de Medelros.
0 Sr. Villela entrou em largas considerares acerca
da polica do paiz elle foi ouvido com milita attencao,
e applaudido de quando em quando pelas galeras, as
quaes rsliverain numerosas.
NOTICIAS STIIAM-.KIIIAS.
A nrfo o PiemonU.
Tendo j comnruuicado a nossos leilores os aconte-
cimentos que tiveram lugar em Turiin quando se re-
cebeu naquella cidade a nolicia da derrota do exercito
sardo em Novara, da abdicacao de Carlos Alberto do
armisticio ('incluido entre o novo rei Vctor Einmauuel
e o marechal Radetzky, vamos intelra-los agora do que
se passra em Genova nesta mesina occa-iao.
0 povo desta cidade convidou o governo sardo a trans-
ferir a sua sude de Turim para alii, e deseuvolveu um
lo grande excilamenlo que o cnsul ingle/ tuve por
convenicQle pultlicar o seguinte protesto :
NoticiaOs disturbios que sao inauifestos cm Ge-
nova induiem a crer que se intenta acabar com a or-
dein de eousas t-xi.tente nos estados de S. M. o re de
Sardenha, e que correm perigo a propredade e segu-
rau9a dos subditos brilannicos. Eu, portauto, protclo
solemnemente contra todo o acto que po sa produzir
to le i i veis couscqueiicias, e declaro tambeiuque,se
um tal caso occorrer, a loica naval britannica anco-
rada ueste porto adoptar todas' as medidas que neces-
sarias frctn, para a protccfo dos subditos de inhiba
nactlo.
A inuiiicipaiidade de Genova dirigi urna represeu-
taoiio enmara dos drputados em Turim, da qual o 7'imr
extrahio as seguintes passagens.
llepiiladus I t.oni urna iiidignaeo nao inferior ,.
do povo que representis, haveis protestado coutra as
iniquas condices propostas em um armisticio, o qual
lie fatal ao imeresse e honra nacionacs. Deputados! A
municpaiidade de Genova deacedrdo com a brava gnu -
da nacional poile assi-gucar-vos que esle povo est com
vosco, com a honra e interesse da naciio ; elle applaude
os vossos actos c est prompto para sustcnta-los com
seus meios e seu sangue. Vinde rejain discutidas as
eondicoes ile-t.i fortaleza c nao de um campo aborto
onde o iuimigo pode penetrar, onde unta paz vergo-
uliosa de torna um i consequenca neerssaria do mise-
ravel. armistico I Vinde Chamal para junto de vos as
l'i-cas que ainda exislein ; a honra do amigo estandarte
ainda falla ao coraco do soldado subalpino, co entliu-
lii.isino do povo se levantar outra vci cm redor da re-
sidencia Im uii,,ula de seus representantes. Viiide! A
causa da patria, a causa de nossa liberdade ameacada,
In-iii como vos Ja o dissestes, pude ser defendida de Al-
xandria, dos Appenlnos e do centro de Genova. Vossa
resolueao collocar na lialanca um peso decisivo, c di-
>ei ao novo rei que a humillaran da patria o huinllha
lamban ; que o inimigo, tantas vezes combatido por
elle no campo, ser seu tyrauno c seu verdugo, se con-
seguir impr-lhe condices ignominiosas, e separa-lo
da causa do povo.
As cidades de Sarzana, Spczia c Gheavarl protestaran)
tamba contra o armisticio.
Segundo annuncia o Hvenimtnl, o gabinete de Vienua
olierecra ao Piemonte um tratado de paz, cujas bases
sao as seguintes:
9 Unta allianca oll'cnsiva e defensiva com a 'Austria,
trina t 'onii ihui cao de uo,iiiiu."i'0 de francos em troca "da
qual sero anoexos o Piemonte, os ducados de Caima, e
Pruna.
No dia .1 de abril o rei Frederieo Gullherme IV, a
quein M. Simona, presidente da deputacao da assemblea
de Frankfort, communicra em um breve discurso a
importante misso de que elle e seus collegas tinham
sido encarragados, apressntando-lhe ao ineamo umpo
a reaolueo formal da assemblea nacional, lomara iin-
inediatamente a seguinte respostaao offercciinenlo que
lie fra f.-iio:
Senhores,amensagein que me tratelfiem-me profun
damente abalado. Ella me fez levantar os olhos para o
rei dos reis, assim como considerar os deveres sagra-
das e augustos que estou obrigado, como rei do met
povo e como um dos mais poderosos principes da Alle-
manlia. Uintal olhar, senhores, d clareza vista e
certeza ao coraco. Na resolueao que me tendes com-
inunioado, cu reconhe^o a voz dos representantes do
povo allemao. A vossa vocacn d-ine um titulo cujo
valor nao sei bein apreciar. Aceitado, elle exige de
mlm sacrincioa incalculavels, e impem-nie deveres
pesados. \ assemblea nacional germnica tem contado
coSmnigo em todas as cousas que fram calculadas para
estabrieeer a unidade, poder e gloria da Allemanha.
Eu me sin honrado por um tal procedmento, e estou
prompto para provar por Tactos que sua confianca cm
minha Hdclidade, amor e dcvoeo cansa da patria nao
foi mal ci'iI:n'.-iila ; porcn cu nao justificarla esta coit-
lianca, eu nao correspondera s expectacoes do povo
allemao, eu nao reforcaria a unidade da Allemaulia,
se, violando direitos sagrados e faltando s riroincs-
sas explcitas e solemnesBjque otttr'ora ftz, tomasse sein
o voluntario consenlimeto dos principes reinantes de
nossi patria Dina resoluco.a qual deve de ser decisiva
importancia, assim para riles, como para os estados que
guvci nan Aos diversos govertios dos estados germ-
nicos parlence agora examinar a constituico <|ue a as-
semblea nacional fez, c declarar se he vantajosa para
todos, c seos direitos que me coufeic me collocam em
posicao de poder dirigir os destinos da Allemanha e de
realsar as expeetaces do povo. I'orciu a Allenianlia
pude ficar certa, e vos podis declara-lo cm todos os
estados, que, se ella precisar da prulerco da espada
prussiana, eu, anda incsnio san nenliuiiia intimavo,
nao liesii.irc em seguir aquella carreira da qual minha
real casa nao se ha jamis apartado, -- a carreira da li
delidade e da honra >
Quando esta resposta fui condecida em Berlin, o povo
prussiano eujoorgulho fra sobremodo lisougeado pela
esculla que a assemblea nacional- lizera de seu re para
imperador da Allemanha, ti cara extremamente desgos-
toso, e geralmentu aecusavn o ministerio, per. uadido
Que fra elle quem a aconsclhra.
Na cmara dos deputados M. Vincke- fez a seguinte
proposta, a qual foi unnimemente tiprovada.
K Visto que a resposta que Sua Magestade, aconsrlli-
ilo pelo ministerio, deu deputacao da asseiuhh'-a de
Frankfort, nao eit de aecrdn com a representaclo vo-
tada por esta Ilustre enmara na srsso de liniiteiu, e he
calculada para produ/.ir os maion-s perigos para a Alle-
manha, a cmara resolv: nomcar urna coinmissao para
o lim de dirigir Sua Magestade tima represenlneo -
CortM drsia resposta, na qual seja exprrssada a opiniio
da cmara sobre a actual posicao do paiz.
llllanda
Gullherme II', o novo soberano deste paiz, o qual se
ochava em I.nnitVes quando sai pai fallecer, chegou a
llelvoetsluys no dia 21 de marco pelas 8 horas da ma-
nila ,
0 povo hollando/, tinha tomado as medidas conveni-
entes para receber o seu manarthacoin todas as devidas
honras militares, mas prohibi expressamente toda a
publica drinonstraciio c ceremonia, allegando a sua|dr
e a tristeza da naci! todava, ao chegareiu cm Haya elle
e (a rainha, o povo imirrediataueiite os reconheceu e
nao deixou de victoria-Ios seno quando descerara da
carruagein em que iam, junto do palacio de l'Vm.
O paiz licra cm perfeila tranquillidaJc.
tONIMEACIO.
Piacenm; urna aninislia sem condicao em favor dos|Rljue _/{Unnymec/e b calhtio.
I ; m 11 o : I i m \ i- 11 ii i i i rsntl 11 atl t'mltr "civil ilili.nA ti ni I > i. .__J___ln
AI.FANDEGA.Rendiniento do dia 8 .
Deicarregam hoje, 9 de mato.
Galera Columbus mercaduras.
Ilriguc Rival ferro.
I7:747^8G
Lombardos e \ e nminos ; um congresso italiano para
organisar tima confederafo de todos os estados italia-
nos debaixo da prulccfo da Austria; os votos de cada
estado deverao ser divididos da maneira seguinte
ii I.onibai'iiia e Vneta 10 votos; aples 10 votos; Pic-
iiionie I votos ; IInina li votos; Toseana 3 votos, e Modcna
2 votos. .
0 restabelecimento do papa c do grao-duque da Tos-
cana ; o reino lombardo venesiano formar inu govrno
separado com urna constituico liberal e ser ligado
pelo lucos da l'i atornillado com os oulroa estados da mo-
narcliia.
. Carlos Alberto passou a I de marco por Baiouna, di-
tem que resoluto aira Portugal para de l se trans-
portar 4 illiada Madeira onde vai curar de sua latida
que em cousequencia dos ltimos desastres sa acha bas-
tantemente arruinada.
Xapolet.
Este reino ticra tranquillo, porm sua siluaco se
vai tornandu assustadora.
O ni, vendo que a cmara dos deputados cominua-
va cm guerra declarada com o ministerio, e que fazia
una opposicao caprichosa a lodosos actos tiesto, resol-
vera-sc a dissotve-la, o que cohi ctTeito fez por decreto
de 12 d- marco, reservando para si o direilo de decla-
rar por outro decreto a convocaco dos collrgios clci-
toraes
A polica descobrlo que mullos dos deputados se coin-
municavaiu com a couslituinte de Itoina e Florcnca, c
linliain organizado urna extensa conspiractio na Cala-
bria e at as fronleiras juntas dos estadus pontificios.
Pin nutra parte os Sicilianos, animados pola renova-
co da guerra entre o Piemoute c a Austria, rrjeilaram
as propostas dos almirantes inglcz c francs, : denun-
ciaran! o lim do armisticio.
O governo provisorio da Sicilia dirigi ao povo a se-
guinte proclainaco :
ii Sicilianos O grito de guerra he para vos um grito
de alegi'i i. O dia 29 de marco cm que as hostilidades
uum o despola de aples devoran couiecar ser sauda-
do por vos do mesin* modo que o dia 12 de Janeiro, c
com justa rosno porque a liberdade nao pode ser ga-
ganhada teno cusa de sangue. A paz que vo foi ni -
lerecida era ignominiosa, ella destrua inicuamente to-
dos o inlercsses creados pela revoluco. Vos haveis ga
libado a admiraco de toda a EurapaT poiiu, se vos, ti-
vesseis cquecidu de vosso direitos.e vos tlvesseis oulraH
vez tubinctlido ao despotismo de um lyranno, oque
terla o mundo dilo de vos.' Sicilianos I Quando se trata
da honra, una naco, bein como um individuo, tem o
sublime direilo de sacrilicar-sc.Ser mellior ser con-
sumido as ruinas fumegantes de uosso paiz do que dar
Europa o espectculo de vil cobarda. A morle lie pre-
forivel cscravido. Mas, nao; nos havemos de vencer:
nos cuntamos na naturea sagrada de nossa causa c
.no ardor de nossas almaa.
a Olhai para alii. Vede a dcsolaco fumegante de
Ucssiua.* A guerra portautohe para nos o symbolo da
vingauca e do amor Urna cidade da Sicilia smente
gciue ilebaixo do jugo do iduuigo da liberdade. A's
armas s armas! Alii, portauto, be que devenios vencer
OU morid' ii
O enthusiasiiio causado por esta proclamacao excede
luda a dosoripco nao menos de (0,000 pessoas teem
viudo do campo para a cidade a lim de traballiar as
ti incluirs e fui tiiie.iooes l'.ilerino acha-se guarnecida
por 15 a 29,000 hoineus de Irupas.
O governo do rei parece todava que est determina-
do a nao reassumir as operaces olleusivas emquaulo
os ministros c almirantes inglezes e 1'raucez nao decla-
' i ai em Onda a sua misino.
tlriguc Paulina mercadorias.
Ilriguc Putwtm fariulin, bolacbiulia, presuntos
balda de porco.
CONSULAII f.ERAL.
Rendiniento do dia 8.........
Diversas provincias..........
Desei-se aber quem nesti pra^a he o| corres-
pondente do Sr. Frinr.lneo Xavier C.srneiro da Cu-
Bha Campello para negocio de interesse : na ra da
Gadeia do Reclfe, ioj n. .
"Jonquim Marques da Silra Mello va. a Portu-
gal.
Pcrgunta que n!to ofTentle.
liosa-sc aos tripciros donos da loja to raxendas ,
sita na ua Nova, n: 42, defronte da ont#ic!to ,.qu
hajam tic declarar por extento o nome dizem ihes furjra urna poca le loncos de seda : pois
muito deseja saber. 0 Papi-nstutur.
- Fica sem vigor o anntmoio chamando o Sur.
Francisco F.uiebio de Ferias ao Aterro- la-Roa-VnU,
n. 10, visto que esto Sr. prompto e fmmediatamen-
te foi satisfamr ao annunciante'.
Jos de MedeirosTavares vai a Europa donan-
do, durante a sua ausencia por seus procuradores
os Srs. Antonio Dominguos do AlmeUa Pocas Ma-
noel Pacheco do Modeiroso Joiquim Candido Fer-
reira.
Quem annunciou querer comprar um dicciona-
rio do pronuncia jjpgleza por Wslkcr, Jirlja-se a rita
estrella do lio/ario, n. S. .
- P. Cancanas, Francoz, vai ao Para o deixa por
seu procurador ao Sr. I.uiz H. uguire.
Na ra do Queimadn, u. 1 i,- se dir quem d di -
nheiro a premjo. Na tnesma osa compra-se otiro u
prl"
-- Prccisa-se de um fcitnr par ti n sitio pcrlo ties-
ta praQI na lravea to Veras, n. 15.
Joilo Tliomaz Pascoal Ramos Rrasileiro, vai asi
llio-tle-Janciro.
Rnga-scaosSrs. JoBodo Heos Moretra le (.ar-
vallio, Antonio Percira Piulo do Furia, lf. liOUreu-
collezerra Carneirn ta Cunta*, ou quem suas votos
izer de maularom buscar carias para os mesmos.
ns Alerro-dii-Uoa-VisIn, n. 10.
precisa-so de um boni fetlor para tomar cunln
de um sitio, que ontondi touil de plaaucnat, o de
tralainenlo du cavallos : no Alcrio-da-ltoa-Visla ,
n. 10, s do tarde ,
--l)eseja-se saber onde existo n Sur. Eu/eliio da
Silva Viauna, por isso queir.i annuuciar sin mo-
rada
Preciia-se de unta ama que tonlia bom lelto ,
para acabar do criar um menino que ipinw raaos
na i it.i da Cruz, n. 43.
D-sodinlteiroa juros cm pequeas qiianlias,
aobre panliores de oum a prata : luitibem se com-
pi'.i ouro e prala sem feilio : as (inco-l'unlas, n.
-'.'), so tlir quem d.
Precisn-se de tima a ni i pira casa de um liomem
solleiro que s ja parta ou branca de 40 a SO an-
uos para fra da provincia a qual d llador a sua
conducta : paga-seo Iraosporto so obliga o dono
Iti rasa a lornar u mandar con liui-la sendo quo
i dilti aiuti nlo queira eonlinuur: quom oslivor ties-
tas circutnstancias, annuncie.
-- l.uiz Antonio dos Santos l'oreira (ai publico quo
Antonio dos Santos Forreira deixou de ser seu cai-
xeiro desde o din 5 to correnlo.
Precisa-sede urna mulher que enlonda do o(H-
cio de alfaiale para fazer collotes : na ra Nova ,
n.60.
Precisa-so do umfeitor para um sitio : na Pas-
stigom ua casa da esquina que vai para o Cajuuiro.
Vendas.
. 2:434#t&>
. 84^1)11
2:.r)18^808
lii'iiilimeiilo
CONSULADO PROVINCIAL.
do da 8............927/23
Mnvimento do Porto*
Navios enlruda no dia 8.
Ilahia ; 8 alias, barca brasilcira.7'enltiten, de 287 tonela-.
das, cap I lo Antonio Fernandos da Silva, equipagem
17, carga carne ; a Amorim I maos.
dem ; 9 dias, patacho br silero Eipadarle, de l.'H tone-
ladas, capittio Mando Soarcs de Nornnha,a)squipagcm
8, carga carne ; a Manuel Joaquim de Olvera.
.Yitiioi lahidoi no memo dia.
l-'alnioulli ; vapor inglez de guerra Meci, commandaii-
le Vicente A. Mesingbrrd.
Ilahia ; barca franerza fimely, cnpto I.ibrigant, carga
fazendas Passageiro, Silvio Alndelo de Boma Bailo.
bostn ; barca americana ,'anlon, capilao Ooorgo Me.
Patch, caiga assucar. Passageiro, Johu Uonuallv,
Inglcz.
Ubtiicae'io.
Aniboii, leudo sabido no dia 4 do correle parado
Rio-dc-Janeiro, o brigue braslero minerva, capilao
Chrlstovao Pedro de Carvalho. '
Lt-ilflo.
Na ra do Crespo, n. 10,
vendem-se pegas de cassa lisa, de vara de largura o
com 12 jardas, a 2,240 rs.; ditas de bretanha com
10 varas, a 1,440 rs. ; brim trancada branco de pu-
ro Imito a 800 rs. a vara ; cassas pintadas lYaucezas ,
a 240 rs o covado ; os bem conhecidos cobertores do
algndo americano, a 610 rs.;'pecas de zuarte da
India, com 32 pollegadas de largura e de 24 coyados,
a 4,600 rs. ; dito de cbadraz com 40 covacos, a 6,500
rs. ; algodo liso fabricado na Baha a 200 rs. a
vara ; corles de casimira de pura ln. a 4,000 rs.;
merino verde enfeslado a 560 rs.
Vende-so una burra despatillla, milito mansa :
na ra da Concordia no ultimo armazem de madei-
ras. No mesmo armazem aluga-se urna salgadeira
no coi tumo dos Coellios.
Vendem-se 5 opolices da companttia de Beber-
be: no llicatro novo.
Vende-so, na ra da Praia, n. 50, boa bnuba da
Ierra por i-reco coinmoiio.
Vende-so um ipparelho de caire: ni ruado
Caldeirairo i n 14.
'Vende-se unta porciJodo pedacos de lijlos para
alicerce, por preQOCoinmodo : na ra do Caldeirei-
ro, ti. 14.
Vende-se um sobrado de um andar que esta por
aeaoiir-se, na travessa do Callabouco, n. 33 : na ra.
do Caldeireiro, n. 14.
obras modernas chegadas A
lvraria fia esquina do Col-
legio:
Adolpbo Volicbard far leilio, por interven-
jflo du correlor Oliveira do tudus os escruvos, car-
ros, inultos cavallos tanto cm parelltas para carros
como pata montana c mais perlcnces de seu estti-
belecimento, sito no lugar do areiul de Fora-do-
l'orias onde lera lugar quinta-feira 10 do crten-
te as 10 horas da manha cm ponto.
Avisos diversos.
O RRADOIIA IIAS0N. I
acltar-s-ha venda hoje ao moio-iia om mao tos
distribuidores o nos lugares ja annunciados.
Oabaixoassignado tira passaportes para dentro
o lora do imperio, correifolhas com prostesap com-
modo preco os pretendemos, dirijatn-sc a ra do
Ctespo, lojado Sr. Slanoel Ferroira Ramos.
Claudino do llego Lima.
OfTerece-so, para ser ama de hoinem solleiro,
ou do pouca familia, urna mulher parda, viuva o ja
de idade para o servicode perlas a dentro : quem
de seu preslimo se quizer utilisar, dirija-se a ra de
Hurlas, u. 59.
Diccionario da lingoa portugueza seguido do dic-
cionario potico o de epitlietos por Fonscea e Ro-
quete, 2 v., 18W; ^arla sobre a orgatiisacSo do
traba'lio, u estudos sobre us principaes causas da
miseiia e sobro os meios propslos para remedial-a,
porH. Chevalicr, I v., 1*48; tratado do direito.tn-
lertiiici jual privado ou do conflicto das luis de.dille-
rentes nocOes om materia do direilo privado por
Al r'oolix segunda eilicflo corrigida e augmentada,
1 v. 1847 ; Concrdanos* entre os cdigos civis cs-
Hrangeiros o cdigo francoz, por M. A. do Sainl-
Josepll, I v. ; enciclopedia do direilo por Adolplm
lloussel, I v.; linsato sobre o bello ou elementos
tle pliilosopbiaeslhetica, por Cioberli, 1 v. 1843;
Licu* de hlleralura e do moral por Noel el de l.a
Place, 1 v., 1848 ; Cdigo civil posto em harmona
com o direilo cotnmercial seguido de um com-
mentario do contrato de commtssao por ICmilo Ca-
drS, 1 v., 1845 ; o Livro das nac,0es ou iralado
bilosophico tltcoricoe pratico dos direilo de au-
tor e do inventor, por M Le Scnno I v. 1846.
-Veudun.-se, natua Diieila taberna u. 53, sac-
eos com umalqueire de milito, a 3,500 rs. ; o todos
os mais gneros por pretjo muis commodo do que
em outra qualquer parle.
-- Vende-se furinba de mandioca em ssccas por
preco commodo : no armazem de Dias Forreira ba-
celar n. 1, no caes da Alfundega.
Vende-so Jacaranda mullo superior chegado
da Babia, por preco commodo ; e 12 duzias de taboas
do sedro : a titilar com .Novaos & Cotnpanhia na ra
do Trapiche, n .34. .
Vendan-so ligcllas piuladas o pratos do betra
azul a 900 rs. a duza ; ligellas mei&as a 800 rs. a
duza ; e msis louca ordinaria por preqo commodo :
na pra?a da Boa-Vista, n, 5.


w

==*
5*
\ endem-se cadeiras e marquezas de oleo rom
Monto de paltiinhn, lavatorios, mcias commodas,
metas pequeas, tuilo de amarello, e outros ob-
eclos, ludo de lorio construcgilo e de goslo mo-
derno, por meiMM de seus valores : na ra das Cru-
XW, n. 31, loja de marconoiro defronte da typogra-
phia.
Farinha de Iriso S.SSF
de superior qualidade e nova ; dita americana, em
meias barricas ; dita gallega, em mcias barricas;
cal virgom de Lisb; vinho do Porto', em pipase
barra de quarto e oitavo superior e mais inferior ;
fechaduras para porta de armazem ; superior cha
bysson nacionaLdcS.-Paulo ; farinlia de mandioca ,
em saccas por preco commodo : na ra do Viga-
rio, armazem n. II, de Francisco Alves da Cunda.
A 5oo res.
Vendcm-se suporioros nenies para marrafa, de tar-
taruga : na ra larga do lio/ario, n. 24.
Vinho barato.
Aolta-se cstabelccido na ra da Madrc-de-Dcos
n. u>. um armazem do
Vinhos da Figueira
de ptima qualidadc a prego de 1,360 is. a cana-
da e a 180 rs. a garrafa e para nilo havor dolo do
comprador serAo lacradas as garrafas e com rotu-
lo, recebendo-se a garrafa vasia c daudo-se mnie-
diamente a outra cheia : tcmbcm lia bsriis limito
pequeos, proprios para quem passa a tosa. O pio-
prietario desle eslabelecimenlo pede encarec la-
mente que se nio illudam avahando (icio diminuto
preco e sem cunhecimcnlo de causa a qualidadc de
sua fazenda digna por corlo da estima dos verda-
deiros amantes da boa pinga ; elle conla que quem
urna vez provar continuara com goslo o sem arre-
peiiclm ento. K o I...... preco.'! A lodo o ex posto
accrcsce o asteio e bom acondiciona ment, o que lu-
do se peder verificar em dito rstsbelocimenlo
Vendem-se apparelbos lie metal lino para ella
modelos muito modernos; ondeados de ledras
glandes a pequeas ; sellna inglezes para inonla-
ria desenlite ; ditos clsticos, de plenle, gran-
des o pequeos, pera montara de liomem; cahega-
das linas com peiloral e SOSs elle ; bezerros inglezes,
grandes, para cubrir carros : ludo rccentcmenle i bo-
gado : en. casa de Ceo : Kenwoitliy & Companliia
na ra da Cruz, n. 2.
-Na ra do Trapiche, n. 44, primeiro andar, ven-
de-se fumo em folha para charutos, tanto para ca-
las como para milo, da melhor qualidadu que
produz a provincia da liahia e reecntcmente che-
gado pelo hiale Fortuna.
Para Hquidaco.
Na loja da ra do Crespo, n. 5 A. SO pe do aico de
S.-Anlonio vendein-so maulas de gaiga rom tecido
de soda de muito lindos padrOes a 1,000 rs. ,
propiigs para meninas ; chilasde rainagens e deco-
res lixas. a 1-20 rs. o covado o em pega a 4,000 is. ;
lencos pura grvala de bom selim do cores, a 1,600
is inteiros ; pannos finos superiores preto, verde,
azul c cor de caf, de 3 a 4,000 rs. o covado ; chales
de chita de cores escurase grandes, a 800 rs., ditos
pequeos, proprios para meninas a 500 rs. ; corles
deeolletesde gorgurilo escuro, a 200 rs. ; ditos de
fiistilo, a 500 rs. ; merino preto e tino, a 2,500 rs. o
covado ; casimira prcla muito fina, a 2,500 rs.; dila
prcta do listras, a 5,000 rs.
A 5,400 rs.
Vendem-se chitas de cores muito lizas, a 5,400
rs. a peCS e a 160 rs. a relalho propriss para escla-
vos ; Imitas gross/s muito fortes, urna quaila por
200 rs. : na ra do Caes, loja u. 17
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 2l,pedrasde mar-
more franrezas para mesas redondas e cunsolos.
lgodio da Ierra.
Vcndc-se muito dom algodilo da tena por prego
commodo : na ra do Crespo, n. 23.
Milito novo, a 5,500 rs. a sacca
minio
No Passeio-Tublico, n. 15, vende-se milito
superior, a 3,500 rs. a sacca de alqueire.
Vendem-se queijos do Minas, a 600 rs, ; ditos
llamengos, a 1,200 rs. ; ditos muito frescaes a 1,700
is. : na ra Diieila, venda n. 18.
Vendem-se 5 bonitos molecoles de nagio ; um
preto de 2 anuos, bom cozinheiro ; um dito com
oflicio do sapateiro ; um pardo bom traballtador de
enxada c que citteude de tratar de sitio; um pre-
to de meia idade ; urna prcta de 22 anuos, que cose,
engomma e cozinha ludo com perleigiio ; urna di-
ta que engomma e cozinha, com luda a perfeigilo ;
urna dila de meia idade ; urna parda : na ra das
lsrangeiras n. 14, segundo andar.
Vende-se um pail do amaiello, quo leva cent
alqueiresde farinha muito peileito ; urna canoa de
conducir agoa, em muito bom estado, o que leva
7,000 rs d'agoa na tua de S.-Francisco, no pa-
lacete alas 8 horas.'
Arroz quebrado do Maraolio,
a 1,200 i is por arroba.
(|tie foi do f. He
1 Bi.'gnez, ao pe ilo
C&b.
rs. o covado ; lencos ltrancos aberlos em roda par*
inflo de senhora, a 280 rs. ; crteR decollles de vel-
ludo, a 3,000 rs ; ditos de fustilo muito lino a 2,400
rs. ; lindos cortes de casimira a 7/000 rs. j o oulras
muitas fazendas por prego commodo.
No armazem de rancho do Sr. Rufino na ra
da Conceigiio da Boa-Vista, vende-so urna parda com
urna cria, muito sadia, que engomma, cozinha, cu-
se, Taz rende, he boa lavadeira ; lie muito humilde,
para o que d-se conhecimenlo nesta praga : vende-
se por barato picgo.
Vende-se salitre refinado por menos prego do
quo em outra qualquer parte : na ruada Cadeia do
Recito, n. 56.
Vende-se um piano inglez, sem defeito, ptimo
para se aprender : nn ra Nova, loja de trastes do Sr.
Pinlo.
P. Caumont, fabricante decandieiros e doura-
dor com loja na ra Nova ti. 52, participa aos seus
freguezes que acaba de receber de Frange um bo-
nito sortimento de castigaos, turbulos, n.ivolas, cru-
cilixios e calderinhas de bronzo dourado de mui-
to lindos gostos os qusessllo rocommendados para
grojas, por seren do modelos proprios e de milita
duraeflo pela Ibrtido e o liem trabalhado da obra,
por prego nmilo cpuimodo; o sendo que nilo se venda
al o fin do corente mes de malo scrilo remeltidos
para o Itio-de-Janeiro para ottdo fram encom-
nieudados.
Vi-ncle-so a fairn^a de gados no lugar do Jti.i, l-
goas ao puente da povo.irao de Un r.i-de-INotuba, com
2 cajas di' telhas, cercado para junta, corral com lucia
legua de ierra eni quadro, parte da qnal he lavtadia c
de inuila prodcelo, por seren ierra, com ,100cane-
cas de gado vaccuin entre grandes e pequeos, mais di*
outra* cen de gado ovelliiiin e cabriiin, um casal de es-
clavos mocos, ipnllcadoi em vaquejar rs3es gados, na
que se leiu portado eot.....nito zelo Cvergonha, dando
nmilo boa coala de dita lateada u leu seunor, com agoa
permanente em grande acude : vende se ludo Uto por
.).0ll0#(lt)i) rs. i inod.i, ou pei-inuta-sc por cscravos ou
predios nesta praca, ou iuaa vitiuhancaa : trata-accoiu
sen propriel.ilo Joaqillill Alves '.amello do Ar.iuj.i Pe-
reia. rill leu engrniu Mudados, lerinn itelguarait,
mi com sen correspondente Francisco de Paula Perrira
di Andrade, nesta praca, na ra da Crin, II, 50, primei-
ro andar.
-- Vende-se, no Chora-Menino n. 3, por prego
commodo unta execllente carruga e ilous carrinhos
de ferro de nio.
Vende-so um teslo le graso do mi-lhnr que ha,
por ter vindo da Italia ; a ra estrellado Rozario,
n. 8.
Vende-se superior vinho hranco da Madeira :
no armazem to Bacelar no caes da Alfaitilega.
Alm dos baratos corles de vestidos de har-
' ras de 2,000a 3,000 rs. meias de coros pa-
ra senhora a 1,800 rs. a duzia ditas para
meninas a 1,20rs. a duzia snpensorios,
a 1,2(10 rs. a duzia, bol Oes do duraque, a
400 rs. a grosa que se lem atinunciado, ha
modernos lengos do seda para algtbeita c
hombros do sonhora a I.COO, 1,120. 1,280,
1,440, 1,000, 1,760, 1,900, 2,000, 2,210, 2,560
e 2,720 rs. ; bretanlia de Imho, muito su-
perior e de quatto palmo#e tlieio do largura,
a 14,800 e 18,500 rs. a pega; um caixilozi.-
nhocom reros de fazer llores, por 'JO,000
rs. : no paleo do Carmo, II, 18, segundo
andar.
Vende-se no ai masen
cido Biiguez, to pe do arco da ( oneci-
Niio ha nada lio haralo. Igr
Vendem-se rites de calcas de casimira cas- p*
tica padrOes novos pelo haralo prego de
5,000 rs.: iki rus doQucimado, loja do so- &t
brado uinarelio ti. 29. pi
i>a rua do Crespo, loja n. 1,
vendom-se cotes de diini paria do puto lindo, a
1,000 rs. cada corte; risca.los utonstros com 5 pal-
mos de laigura a 300 rs. o covado ; riscsdinllOS de
linho, a loo rs. o covado ; liiiiii trangado de cores c
de linho puro a 1,000 rs. a vara; cuites de en robinia
do cotes pelo haralo prego de 2,000 c 2,500 rs. ; di-
tos de cassa-chila com 7 varas cada corlo o 2,240
rs.; cainliraias de coros, pelo barato prego de 280
rs. ocovado ; e oultas multas Tazendas por commo-
do prego.
Aviso a pobreza.
Na rua larga do Rozario, padaria n. 48, vende-se
bolacha de farinha de milito, muito sahorosa c do
bom paladar, pelo prego de 80 rs a libra.
Vcndoni-se amarras de leiro e ancorles: na
rua da Sciizalla-Nnvu n 42.
Vende-M una pela de 20 anuos cozinheira o
vendedeia do tita ; um molequodel2 anuos : ven-
dein se para liquidaglo por tsso dilo em conla : na
rua larga do Rozarlo, loja n 35.
Sellina ingl< zea e chicolea para carro.
Km casa de Adamson llowie *; Companhia na rua
do Trapiche, ti. 12, existe um ptimo soi tmenlo tic
Sellina inglezes pata iiioiiIhi ia de liomeiii e senhora ,
e um peojvno resto de chicotes para carro, oque
ludo so vendeta por prego commodo.
Farinha de mandioca
iloRio-dc-Janeito, superior, em barricas e saccas,
vende-se por prego commodo : na rua llireita, n. 17,
e na ma da Madie-dc-Heos, n 31.
Vende-se uma canoa do carnira cuma bom-
ba de ferio, com lodos os pcrlences : na rua do Hos-
picio, n. 2.
Na luja ds rua do Rozario, n. 20, do rjnrique
Camilo Forreira vend m-se caitas com linda de
lindo, propriaspara bordar; capadlos de todos os
lamanhOS compridos e redondos; um lindo prese-
peje oultas muilas miudezas por (neg commodo.
Vende-se una caixa, ou luira de ferio batido,
grande e da mais completa seguranza: na jua da
Cadeia do Recito, u. 52, onde pode ser vi.-ta c exa-
minada,
-- Vcnde-se tima cadeira do armar: na rua de8.-
Atnaro, u. 8.
Vende-se oingeiihn Itello-Pradu, de extpaordi-
iib ria pioducgao sito na comatca do lo-Formoso ,
por piego commodo : i a rua do Sedo a fallar com
o futiileiro Antonio Jos Das.
covado : na rua do Crespo, loja da esquina que volta
para a cadeia
Vendem-so dous alambiques de eobre um in-
glez coutro francez este levando a ealdeira 45 ca-
adas de liquido e o oulro levando 28 caadas ;
aeliani-se etn milito bom estado e COm pOUCO USO,
elevam o alcool de 38 a 40 graos da primeira deslila-
go o se acham montados para os compradores
verem : vendem-se em consequencia de nlo se con-
tinuar coma 'mesina dcstilaglo : no Aterro-da-Boa-
Visla n. 17, fabrica de licores.
Vende-se tima parda de 25 annos, sem achaques
nem vicios e que cozinha, engommi, lava e faz o
maisservigo de uma casa de familia com uma filha
de um me/ e tantos dias ou sem ella ; tambero
tem bom leite no Aterr-da-Boa-Vista, fabrica de
l*cores, n. 17.
-Vende-se, na rua eslreita do Rozario, n. 8, Retiro
espiritual; Feliz independento; o F.vangelho em
triumplio ; os SermOes de Fr. liento da Trindade ; as
obras completas de Bocage ; Moral de Larraga pelo
Portuense ; dila pelo Monte ; Diccionario Ideolgico
do alibade Aquilc.; Diurnos romanos.
Borne barato.
Na rua Dircita, Uheroa n. 23, vende-se feijo gru-
tuba, a 320 rs. a euia ; milho em saccas a 4,000 rs.,
B a CUia a 160 rs. ; toucinlio de Santos ; a 120 c 160
rs. a libra; cha brasileiro, a 1,920, 1,600 e 1,280 rs. a
libra ; o utios muilos gneros.
Vende-se urna escrava de 16 anuos, propria
para mucama por ser recolhida e saber engom-
mar fazer lavarinto e coser; uma dita perla en-
gommadeira e cozinheira ; uma dila de nag,1o Cos-
to propria para vender na rua, ou trabalharde en-
xada ; uma dila moga ptima para enxada ; uma
dita eiigoininadoira c cozinheira ; um molecote deis
anuos de boa conducta ; um dito bom cozindeiro
um pardo bom carteiro ; um mulaliiido de 13 annos,
pioprio para pagent por ser muito lindo: na ni
Nova, n. 5.
ff/Jl NOtti NJ6
-- Vendem-se machinas i ara fazer caf; bules ej
cafeleiras de n elal ; um novo sintin.etilo de lanil-
las, edaleiras c cassarolas de tetro foitailfs de Ion-1
ga: na rua Nova, luja de fenagnis, ti. Ifi, de Jos'
l.uiz Pereira.
Vende-se 1 farda, 1 barretina com chut ilo, 1
benda pasta e canana pata i fiieial ou infeilorde]
eavallaria : estes oljeitos inda nilo lrim setvidos .'
e se venderSo baratos a volitado
na rua Nova, n. 16.
Na rua doQucimado, vindo do Rozarlo, segn-{jua da Cadeia do R> cife loja n. 51.
di loja n. 18, vendrm-se cha|Cosde sol, de seda Vende-se uma farruca nova e pintada a me-
para liomem, a 5,000 rs.jdilos para senlioia e n eni- Ihor obra que ha neslc genero pela foite consli uc-
nas, a 3,000 rs. ; lengos prelos de seda para gravita,' g0o das rodas : na rua dn Florentina, n. 16.
a 500 rs.; ditos de lila floridos c com franja para honi-,( Vendem-se rscados encorpados de lislras, n
ros de senhora a 500 rs. ; lengos de cambraia de sele vinteiis o covado ; clilas cncorpadas, a seis vin-
seda para grava la a 500 rs.; risrados fnncezes, a lens o covado : ludo proprio para roupa de pretos :
160,200 e 240 rs. ocovado; alpaca de linho a 400 'chitas de i Ores de bons padrOes a sol vintens o
Lotera do Itio de-Janeiro.
rs 20:OOO,;00O de ris.
BilhelOS da iiuaila lotera concedida para a in-
drmnisaglo do Ibesonio publico, pela preslacio
do comprador com que auxilia JoSo Caetano dos Santos, cujas lis-
i tas devem chegarno primeiro vapor : veiident-.se na
O dono deslo eslabelecimenlo pelo prsenlo an-
nuncio avisa ao rcspetavel publico que tem em-
pregado todos os esforgos para montar o sen depo-
sito com as melhores qttalidades de charutos que
so fahricein na provincia da Babia para por este
meio merecer as sympathias do publico, u por
iichar-se este deposito prvido de um rico sortimen-
to das mais estimareis qualidades de charutos que
pdem ipparecer no mercado, por isso avisa aos
seus freguezes que o sortimento he o segunle :
Saquarema;
Dcputados;
Venus; .
Quem-fumar- saliera;
Cavalleiros de la ilavan;
Beja-Flor.
Cyragol.
Regala de diversas qualidadcs;
S.-Feliz.
e outras mais qualidades que serilo patentes aos
Treguezcs.
CHA'BRASILEIRO.
Vende-se.ou armazem de moldados atrs do
Corpo-Santo n. 66, o mais execllente cd produzisj
do'emS.-Paulo, que tem rindo a oste mercado ,
por prego muito commodo.
A^riieia da lundieao
Lou-Moor, rua da Senzalla-
nova, n. -2.
INesle estabclecimento conlina r ha-
ver um roiliDicto SOilimento de moenda.s
e nieiaa ir.oendas, pora engeoho ; ma-
cliinas de vapor,e tachas de ferro batido e
coido, -- Vende-se urna balanc grande com correles
do ferro, braco e 10 arroda de pe-os : na Iravessa
da Madrc-de-leos n. 9.
Vende-se, ou permuta-s
por nutro etigcnho prximo desta cidade ou |ior
predios nesta cidade, o engenlio Pabas-de-ltaxo ,
sito na Iregiipzia da ribeira de Una, muito bom
d'agoa, do passadioe de ierras para plantages, com
boas obras, malta virgent e bstanles fruteiras:
na rua du l.ivraincntu, ti 29.
IUM DO TAFICHE, X. 44,
eseiiptoiio de Firuiino
.J.F.da Hoz,
deposito da fabrica de ToJo-os-Santos
na l.'ilii -,
AH vende-se algndilo trangado daquella fabrica.aos
pregos segumtes : largo, a 320 rs. a vara; estreito
tenos nuil pollegada, a 300 rs.; mais ordinario, a
2701 s.
-- Vende-se o'engcnho Novo do Cabo pata paga-
mento da iiypolheci que nelle lem o Sr. Jolo Vietra
ila Cunha : quem o piolender dirija-se ao mesmo en-
grudo a trate, com Francisco iose da Costa.
--Vendeiii ie fireSUIIlOS inglezes para fiambre;
lals com bolacdlnhus de LisbAs ; dilis de aramia;
dilas de iiiiirmelada de 1, 2 e 4 libras ; ditas do sar-
ilitiliiis ; ditas de h LisdOa ; frascos do conservas; ditos d'agoa de flor
de I ara lija j dan is com azeitonas diaueas de Klvis ;
gnalas Com VIiliO moscatel de Seluhal e da Ma-
dein; queijos de pialo,. fresones : ludo novo e
Cbegsdo ltimamente de LisbAs : na rua da Cruz ,
no Iticife, ii. 46.
Vtiideiii-se sellins inglezes e camas
de Ierro : na rua da Senzaila-nova,*n. 4^.
l'oiha de Flandres.
Vcndom-so catxas com folha de Flandres : cmi(
casa de J. J. Tasso Jnior : na rua do Amorlat, n. 35.
Cania ba.
Vende-se, na rua da Cruz, n.2l, uma porgo de
cera de cati.aiida do superior qualidadc, e pur to-
do o prego.
qualidade em darris de 4 arrobas ohegada nesta
mez pelo brgue Maria-Joi a tratar na rua do
Brum armazem de Antonio Augusto da Fonseca
ou na rua do Vgario, n. 19.
Quem os vir nflo dcixar do comprar.
Cortes de cassa-chita de ljndos padres o
cores seguras, pelo daralissimo prego de B
seto patacas : na ruado Queimado, qui-2
e tro-cantos, loja do sobrado amarello, n. 39. 8
mmmmmmmft
Vinho barato.
O proprietaro desle eslabelecimenlo, desejando
conservsr os seus freguezes o nSo Ide sendo poss
vel pelo prego de 160 rs. a garrafa visto ler 6 ge-
nero su dido cerca de 20,000 rs. por pipa, esBrsstn
dorfio ter vindo ao mercado/bem contra a sos von-
lade, ve-se na dura precisilode augmentar o pre.
go e pelas rasoes apontsdas, conla que seus trp.
guezes lite faro justiga e se nSo escsndalisariio
Madeira de pinito.
Tvn rua do Apollo, pegado ao armazem do 8r. Mol-
la ha um terceiro armazem com madeira de pinito
da melhor qualidade quo.tem vindo s este mercado
e serrada de todas as grossurss e comprlmentos '
ede-se pelo monorpreeo que he possivet.
Polassa.
Desembarcou ha poneos dias uma por.
raii de barra, pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham a venda,
por preco mais batato do que ltima-
mente se venda, na rua da Cadea-Velba,
armazem de Bailar & Olveira, n. n.
Cha barato*
Vndese muilo bom cha, pelo prego de 500 n. i
libra : na rua do Crespo, o 23.
Taixas para engenho.
Na fundigio de ferro da rua dollrm, acaba-sede
receber.um completo sorlimentode taixas de 4 i 8
oalmos de bocea as quaes acham-se a vend por
prego commodo e com promptidSo embarcim-se,
ou carregam-se em carros sem despezas ao com-
prador.
Cagado
Na loja do Arantes, na praga da Independencia,
ns. 13 e 15 reccheu-so ltimamente um completo
sortimento de calgado, a saber : sapa tos e sapa toes
de lustro e do dezerro de Paris e de Nanles; borze-
guius para liomem e senhora; sapatos de lustro,
marroquim e setim para senhora e meninas; drtos
de lapete para homem n senhora ; sapatOes de lus-
tro tiara meninos ; holinszinhos de marroquim e de
lustro para menino ; chiquitos de lustro e de mar-
roquim ; dilos de lila e de seda, proprios para bipli-
sados; be ni como outros calcados ; marroquim ;cou-
io de lustro ; chapeos franeczes ; pcilumarias de to-
das as qualidades.
v emente de lior laliee.
Vendem-se sometiles de hortalice do tildas as quali-
dades e muito novas, chegadas ulllmimcnle do Por-
to todas por prego muilo commodo, principalmen-
te para os Srs. queso rctirant para a costa (VAfrica,
pois que he de .suppr aviarem grandes'receitas,vistu
queja uiuiloso teemfeito: na rua L'ireita, venda
n.76
^mwwmmwmwmmm
Nesta loja vendem-se mantas de seda de
superior qualidade. e padiesos mais boni-
tos a 9,010 rs.; chilasde cores fixas, a 140
rs.; e outras muitas fazendas
prego para fechar cuntas.
por barato
= Vende-se uma venda sita no Manguind, bem
afregoezada para a trra : a tratar na mesma veiuli.
Vendem-se 12 oscravos sendo : 3 molecoles do
12 a 18 annos; dous cscravos de meia idade, sendo
um dellescaztnlieiro; 4 negrotas muilo lindas; 3
escravas do 18 a 22 annos, de uacKo, que coscm e en-
gommaui bem : na rua Direita, n 3.
Escravos Fgidos
Paula, parda de so annos bem disposta ds
bonita figura com uns pannosna pelle do pescopo
e lanihem pelo peilos, cabellos cacheados, cor
natural de pardo ; anda calgada ; tem visos de for-
ra ; be natural do Cururipe, e l foi vendida s Cons-
tantino Comes de Carvalho de Porto Calvo, que a
vendeu a Antonio Leal du Barros, seu Icgitimusc-
nhor; fugio a 18 da selemdro do anuo passado,
seduzdn por um embarcadigo, de none Cosme
Kuarte Ribeiro que foi pura o Aracalv em um bar-
co de Jos Msnocl Marlins j o ilo Rib'eiro he ilho
da Paiahiha, acabildado e muit queimado do sol :
quem a pegar levo-a ao Passo-dc-Camaragibe, s An-
tonio l.eal de Barros, "ou a esta praga, a Manuel
Ignacio de Oliveita.
Continua a eslar fgido o pardo Jacob, de 18
annos secco do corpo, cabello estirado ; tem falla
de mu denle na frenloe. um m'.n.......talho ua magu
do tost; o mnis visivcl signal he a marca de um
caustico as costas; fugio a 21 de dezembro de 1847 :
quem o pegar leve-o a rua Nova, a Jos l.uiz Peioir,
quo gratificis.
Km 5 do correlo mlio, dcsappareceram da casi
le Jos da Cunha dous | lelos da Costa bastantes
robustos um de nomo Francisco e o oulro Itoderln;
suppocm-sedesencumitiliado.s, oquese procura des-
codrir : quem os pegar leve-os ao annunciaute, quo
recompnsala.
Vende-se caljvirgem de LisbOa, de superior j Pbbm. : na typ. de h. f. de faruiHO


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