Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06475


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Full Text
Anno XXV.
Segnnda-feira 50
O DJMJl/Opubllca-tetodolosdiasque nao
rifaren) de guarda. O preco da assiguatura he
Ele 43000rs. porquarlel, pagoiadtttnladoi. Os
liniiiincios dos atsignantes sao inseridos
Jrasao de 20 rj. por li nlia, 40 rs. em typo dlf-
lleiente, eas repeticoes pela melado. O nao
.,,1 n.iiilrs pagaran 80 rs. por lnlia e.lGU ra.
ni typo Ulerete, por cada publicaco.
I'IIASES DA LA NO MEZ DE ABRIL.
j i na cheia, a 7, 1 hora e 30 min. da lard.
lMingoaiile,aI5,s4liorase 48mo. da lard.
I i.iib ora, i. s 9hora$ e 34 mln. da lard.
Icrctcenle, a, 29s 11 hora e48mln.da maob.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Golauna e Parabiba, Ai ef. e sexWt-feirat.
Rio-G.-do-Norte, qulnlat-felras aomelo-dta.
Caho. Scrinhaem, Rio-Formoso, Porlo-v.alvo
Macelo, no !. a 11 e 21 de cada mez.
Garanhuot e Bonilo, a8 e Al.
H,ia-\ isla e Flores, a 13 e OS.
Victoria, s quintai-felras.
Olinda, lodos os das.
PREAMAR DE HOE.
Ptinieira, s 10 horas e 54 minutos da mano..
Segunda, s II hora* e 18 minutos da urd.
AbrilMe 1849.
N. 90,
das da semana.
1,1 Segunda. S. Calharina do Sena Aud. 1I0J.
dotoYph ,do I. docivel filo I. M. da2.v.
1 Terca. S.PhilipccS. Tiago.
2 Uara. S.Atanazlo. Aud. do J. do c. da 2.
v. e do J. de pai do2. dial, de t.
3 Quinta. ** invencao di Santa Cruz.
4 Sexta. S. Manlca. Aud. doj.do clv. c do
J. de paz do 1. dist.de t.
5 Sabbado. S. Pi. Aud. do J. do clv. da 1.
v. e do 3. de paz do 2. dist. de t.
6 Domingo. Malernidadc de Nossa Scnhora.
CAMBIOS NO DA 30 DE ABRIL.
Sobre Londres a 26 d. por 1/00 rs. a 60 das.
Pars 35.'i a 360.
Lisboa 100 por cento de premio.
. > Rio-de-Janciro ao par.
I irse, de lett. da boas firmas a Va ?.' ao ""'
Acedes da comp. de Bcbcribe, a 50(1 rs. ao n.
(Juro.Oncas hetpanholas. 30/800 a .'/imiO
Modas de 6/400 v. 17/200 a I7/4(M'
. de 6/400 u. 16/200 a I6/40P
de 4/000.... 9/200 a 9/401/
Praa-Patacet brasileiros l/)ll a 2/U00
Pesos columnarlos. 1/980 a 2/000
Ditos mexicanos..... 1/880 a 1/900

PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DA FAZENDA.
EXvTRACTO DO EXPEDIENTE DO DIA 2i DE MARCO
Ao inspector da alfandega, declarando que as noUs
que na tarifa linpde mals 50 por cento c 15 por cento
sobre a importancia dot direilos nos realejos referem-te
smeote aos realejo* que teem laxa flxa, e nao aos que
so despachan! ad valoren ; porque, se coin estes ae en-
tendewe aquello augmento, licariain os direitos em
cortos casos elevados a mala de 60 por cento, resultando
de tal Indiligencia infraccao da le que lixou o mximo
dos direilos em 60 por cento. Quauto ao despacho dos
dous realejos de que trata na sua ioforinuo de 5 do
corrate, dever mandar restituir parte interessada
la dHereofa que de uiais houver pago alm dos40por
romo sobre o valor que ella houver dado na factura que
prmelro preicnlou.
bu "20.
A' thesouraria do Maranhao, que em resolucao de
consulta da seccao de faienda do concelho de estado fol
aHendido o recurso de Joo da Rocha Santos da declso
Ido thesouro que confirmara as da thesouraria, susleo-
li nulo a apprrhrnsau das me'rcadorlas importadas no
avio Nova-Aurora, patacho ClemeMinu, e brigue-baroa
1/ rdaao, viudas fra dos mafclfettoe na forma da circular
Ido priinelro de mal* de 1847, visto que esta circular
lii.ni i'ol publicad, aem se Imprimi na collecco de de-
[, i.cies do governo, noni so deu della conhecimento aos
paite* eslrangeiros marcando-so a poca da execuco ,
o por Isso devem ser restituidas as apprchensues e as
multas imposta,
EXTRACTO DO EXPEDIENTE DO DIA 2 ABRIL 1849. *
A' thesouraria de Sauta-Calharlna, em solueao du-
vida proposla sobre o verdadeIro sentido da palavralas-
irose responde que essa palavra tem' una signilicaco
legal e restricta no qae lis respeito s disposices lineaos
sobre o reg ii lamento >' arreca.laco doa direitos e despa-
cho das embrcateles, coinprehendendo a materias pe-
sadas, como sao arela, pedia, cascalbo, ferros reinos ou
lingoados, e oulroi semelhantes de nenhum ou mu in-
significante valor, embarcados c arrumados nos navios
convenientemente para que, guardando o uccetsarlo
equilibrio, possam s- gliramenle navegar ; e, pnanlo,
excluidas sao dessa coinprehens.'.o para os referidos lina
quaesquer materias que de algum valor teiiham sido
embarcadas como mei cadoi as de que ae lira frete, ou
que possam constituir fundo para carrcgauenlo de
retorno, posto que coui ellas se teuha formado o lastro
do navio.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Tcrcelra seccao.Rio-de-Janeiro. Ministerio dos no"
gocios da justica. em 11 de abril de 1849.
Illin. e Exm. Sr.Para evitar os graves inconvenientes
que pdem resultar de demorar-se a posse de emprega-
dos de justica e polica que a devem receber das cania-
ras mitnicipaes, cuja reunlSo mullas vetes nao pode
eonsrgulr-te enm a brovidade conveniente ; ciiiiiproque
V RIc. declare que nrss.i hypothese os juites de dircilo
defiram juramento e dem posse aos juites municipaes
que teem por districtode jurlsdieco nina comarca; e os
niesnios juizea de direlto ou os municipaes aos delegados
ile polica, coin tanto que lininodlatamenle o participen
aos presidentes das cmaras municipaes, e isto quando
i V. K\o. nSo parca mais conveniente admitlir uns e
uniros a receber o juramento e posse por si ou por pro-
curadores iiimedial miente dessa presidencia, a qurm
nossecaso Incumbe expedir as communicaccs s res-
pectivas cmaras municipaes.
Dos guarde a V. Bxc Eueebio de Queiroi Coulinho
Valioso da Cmara.Sr. presidente da provincia do Rio-
de-Janeiro.
Na iiiesma conformidade e data expediram-se avisos
aos presidentes daa domis provincias.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Illni c Knii. Sr.Tenhoa satlsfacao de commuuicar
V. Kxc, que esta provincia gota de tranquillldade Dos
i.'iiarde a V. Esc. Palacio do governo da Habla, 25 de
abril de 1849.Illin. c Eiui. Sr. presidente da provincia
de l'ernainbuco francisco (ionsaltee Hartiru.
EXPEDIENTE DO DIA 27 DE ABRIL.
Olflclo.Ao commandanle das armas, cominunicaii-
do que S. M. o Imperador liouve por bem conceder tres
metes de licenca coi veuciinenlo de sold para ir
corte a tratar de sua sande ao segundo lente do segun-
dobetaJbao de anudara a pe, Jos Pedro Nolasco Iv-
reira da Cunlia.Inlelrou-se o inspector da pagadoria
inililar.
Dito.Ao i'oiiiiiiandaate ila divisan naval, recoinmen-
do a oxpedicao de suas orilens para que teja recebido a
bordo do vapor Urania e transportado a corte o segundo
lenle do segundo batalhao de rtilharia a pe, Jos
l'edro Nolotco Pereira da Cunba. do, Marcelliuo Jos Lopes. alandaiam ouvir o cura-
Dito. Ao promotor publico interino do termo do lie- I dor geral.
cife, ordenando declare qual o estado que se achain os I Appellante, Josu de Jezus Jardim ; appellado, Silvestre
processos que a presidencia mandou instaurar pelo tuc- Joaquim do Nasciuiento Alaudouse averbar a di-
oesso do brigne inglet Spray.em ollitio de l4 do con ente,
euja recepcao Smc devera ter aecusado.
Dito.-Ao jult de direito da comarca de Garanhuns.sig-
iiigoando-lhe que serao dadas as precisas providencias
sobre o que Siuc. pondera acerca da forca que Ihe pre-
le tumeiente para coadjuvarasdiligenciaa da polica da-
mondando que,pela sua parte,cuide em dirigir a opiniao
ubiica de mancara a conseguir que a ordem seja all
oinpletaiiiente mantilla, e se respeite plenamente, na.i
so a llberdade, senao Uiiibem a seguranca individual c
le projiriedade.
Dito.- A admiuislraco dos ettabeleciintntos de cari-
ilade, recniiniriidaudo baja de informar acerca do
n qucrlmento que reinetto, _ein_ que Jos. Antonio de
Manoel Florencio Alves de Moraes ; como ludo consta
do documentos annexos ao mencionado requerimeuto.
Dito. Aodoutor Joao Jos Pinto, aecusando recebido
o olhcin em que Smc. expende os motivos por que ha
deixado de exercer o lugar ral de salubridad!', e ordeflsndo-lhe que ent e desdeja
em semelhante exerclclo.
Dito.-A'cmara municipal de Serlnbaem.-Responden-
do ao offlcio que Vmcs. me diriglram em data de 12 do
crreme mez, tenho a dcclarar-Ihe que, visto ter sido
julgada nullaaeleicao que se procedeu nessa paro-
chla em I847,e*nao poderem por isso funeelonar os elei-
tores ciiiao Humeados, nem os que fdram eleltos em
1844, por se achareui extinctos os seus poderes, como
Vmcs. bem entendern), deve a mesa parochial ser or-
gauisada ta forma prescrlpta pelo artigo 6. da le de
19 de agosto de t846; pois que, dando-se absoluta falta
de eleltures, acha-e esta hypothese providenciada pelo
decreto numero 480 d 24 de outubro de 1846.
Portarla Dlvidlndo a freguezia de Una em. dous dls-
trictos de subdelegado, comprehcndendo-ie no primei-
ro que se denominar, de Una todo o terreno que pela
le provincial n. IM de 1845 formava a referida fregue-
zia, e no segando que se chamar de Barrriros a povoa-
co do tnesmo uome, a de Abreus e o territorio que
pela lei n. 175 do priinelro de detembro de 1846 fol des-
membrado da freguetia de Beierrote passou a pertencer
aquella.Scientilicou-;e o ebefe de pollcia.
Dita.Notiieando subdelegado do segundo distrlcto
de Harreiros, freguetia de Una, ao bacharel Flix Theo-
tonio da Silva Gusmao.Inteirou se o chefe de polica.
Commamlo das armas.
QuarM-general do commamlo dat arma em Pernam-
buco, 28 de abril de 1849
OltDEM DO DIA.
S. Exc. o Sr. marocha I de campo graduada, ooininau-
dante das arma, manda 1'az.er publico gusrnco que
por otticio.do Exifl. Sr. presidente da provincia, datado
ile 37 11o coi -repto, Ihe foi cnunn uniendo li.ivcr S. M. o
Imperador, jior aviso ila secretaria Me estacando nego-
cios d gilerr.1 de 20 de inaroo ttllltno, te dignado con-
ceder tr(s metes de licenca coin yenelinento de sold,
para ir cd/te tratar de sua~lau9et aoegundo teneute
do segundo batalhao de rtilharia a pe, Jos Pedro No-
lasco Pereira daCuuha.
Finalmente ordena que o Sr. padre Manoel da Foncc-
ca Bernal, capelln do terceiro .batalhao de rtilharia a
p, em servico no hospital da Solidado, teja addido ao
segundo batalhao da mesma anua.Joi,'- Pedro lleitor,
ajudante de ordena uterino.
TRIBUNAL DA UELACAO.
SF.SSAO EM 28. DE ABRIL DE I89.
PRR.4IURNCIA DO EXM. SN. CONCELHEIDO AZEVEDO.
Presentes os Sr. desembargadores Ponce, Ramos,
Villares, Leo, Sou/.a,Rebollo e o juit de direito Pereira
Monteiro, faltando coin causa o Sr. desembargador Bas-
tos, o Sr. presidente declarou aborta a sesiao pelas det
horas.
O Sr. presidente apreientou um oilicio, elle dirigi-
do pelo Kxm. Sr. presidente da provincia, coimutiuicaii-
do-lhe que, em aviso da secretaria de estado dos nego-
cios da justica, Ihe fura participado que, pur decreto de
31 de m.rco ultimo, S. M. o Imperador houvera por bem
remover do termo do Kx deslaprovincia para os de C-
mela e l'.ai.in, mi Para, o juit municipal e de orpliaus
Joao Clemente l'essoa de Mello ; e do termo do llouito
dessa mesma provincia para o de Riacho, no de Mara-
uhau, ojuiz municipal c deorphos o ballarel Jos Pe-
reira da Silva,
Julgamenloe.
Propoteram-se c julgaram-se as appellacdes civeis :
Appellante, Jos Antonio Lourenco e Antonio Gomes
Villar ; appellado, Julin Berauger. Foraui despre-
tados os embargos do appellado.
Apprllaiile, Claudio Dubeux; appellado, Agoslinho lien-
riques da Silva. Mando o-.o averbar a diiiiua
Appellante, Joo Piulo de Lomos ; appellado, Manoel
Elias de Moura. Fdram recebidos os embargos do
appellante
Appellante, Joi Francisco Collares; appellada, a fa-
ienda publica. Fol a sentenca reformada.
Appellaute, Jos Carlos Teixeira ; appellado, Joaquim
Jos Pereira de Saut'Anna. Foi a aeuteuca confir-
mada.
Appellante, ojuizo da provedoria ; appellado, Cal &
lrmo. Fui a sentenea coufirinada.
Appellante, Mauoel Ferreira da Silva Ramo; appellado,
Francisco Felicianuo Rodrigues Sete. Desprczaram-
se os embargos do appellaute.
Appeliaotes, os herdeiros de Francisco Jos da Costa
Guimares appellado, Jos Joaquim Uezerra Caval-
cante. Confirmaran) a sentenca.
Appellaute, D. Mara de Jerus Teixeira Franco ; appella-
Appollante, Vicente Cardoso Ayres ;' appellada, Anna
Joaquina de Almeida.
Passaram do Sr. desembargador Ramos ao Sr. desem-
bargador Villares as appellaet civeis tinque sao :
Appellante, Manoel Jos de Siqueira e outros appella-
do, Jos Francisco do Reg Hartos.
Appellante, Francisco das Chagas Cavalcante Pcssoa ;
appellado, Damiao Franco.
Appollantes. Pontos i Mello ; appellado, Antonio Ro-
drigues Lima
Passou do inesmo-Sr. desembargador Ramos ao Sr.
desembargador Sonta a appellacao clvclem que sSo :
Appellante, Manoel Antonio da Silva; appellado, Domin-
gos Jos Pereira Pacheco.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargado!' I .co as appeli.ii nes civeis em que sao :
Appellante, Manoel Antonio da Silva Motta ; appellado,
Jos Goncalves Torres.
Appellante, Mauoel Lilis Caldas ; appellado, o juizo.
A appellacao crlme em que sao :
Appollantes, o Dr. julz de direito e D. Florencia de An-
drade Reterra Cavalcante ; appellado, Joaquim Fer-
reira de Sou/.a Jacaranda e Manoel Antonio de llol-
landa.
Passaram do Sr. desembargador Leo ao Sr. desem-
bargador Souza as appellar.os civeis em que sao .
A|qull inte, Jos liarlos da Silva ; appellada, Mara Cus-
todia das Virgens
Appellante, rcenlo Fortunato da Silva ; appellado, Ga-
briel Antonio Penua.
Appellaltes, Juvencio S Alcntara ; appellado, Firuiino
Jos Flix da Rota.
E o da de appareccr em que sao :
Appellante, Ignacio Ferreira dcl.oyoll.i ; appellado, HaV
noel Alves Ferreira.
Passou do mesmo Sr. desembargador Leo ao So. des-
embargador llamos a appellacao civol em que sao :
Appellante, o toneiile-coroiielj Jos Porfirio da Motta ;
appellado, Jos Antonio Bastos.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr. desembar-
gador Rebollo a appc'laco crlme em que sao :
Appellante, Hcmardo Ferreira I.ins ; appellado, o juizo.
Passou do Sr.' desembargador Souza ao Sr. juiz de
direito Pereira Monteiro a appellacao civol em que sao :
Appellante, Antonio Comes Villar appellado, Joao Pi.
rt Ferreira.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr. desem-
bargador Ponce as appellacdes civeis em que sao :
Appejlaules, Francisco Goncalves de Medeiros c siiamu-
llior ,' appellado, Andr Barbota de Miranda.
Appellante, ojuizo dos feitos da faienda das Alagas ;
appellado, Antonio Ribeiro de Moura.
Appellaute, Helena Mara de Jetus ; appellado, Joao Fer-
reira do Valle.
Di'itri'iuiff.
Ao Sr. desembargador Leo as appellaccs civeis do
juizo iiiunicip.il c de orpliiios da cidade da Fortaleza em
que sao:
Appellante, Manoel de Medeiros ; appellada, Aqgelica
Joaquina de Albuquerque.
Ao- mesmo Sr. desembargador a appcllaco civol do
jui/.o municipal e nrpliaos desla cidade em que so :
Appcll.inle, Antonio Maitins Ribeiro; appt'ilado, Lou-
renco Bastos c C.
Ao Sr. desembargador Souza as appclljcei civeis em
appellado, Fraucisco
que sao i
Appellante, Jones Paln &
Joaqun) Du.ii te.
A .i|.pella,,o civel desta cidade em que sao :
A ppe liantes, He uto Jos da (.'osla, sua inullier c outros ;
ampollados, Jos Joaquim Uezerra Cavalcante e sua
inulber. ,
A appellacao crlme do jury da comarca de(>oianna em
que sao: 9
Appellaute, ojuizo; appellado, o reo Antonio de Sonta
Vascoiiccllos. .
Ao Sr. desembargador Rebello a appellacao criine do
jury da comarca do Po-d'Alho em que sao :
Appellante, o Dr. procurador bublico; appellado, o
reo Ponclanno Jos da Luz.
A appellacao civel do juizo municipal da villa de -S.-
li.-i ii,ii 'Kj do Ccar em que sao :
Appollantes, Domingos Rodrigues de Araujo, Maria
Iguacia de S.-Pedro, Jos Autnuin Ribeiro Cainrllo e
sua miillier ; appellado,, Jos de Luna Ribeiro Carva-
Iho, sua mullo i c mais herdeiros dos fallecidos Jos
Forre ii a Tavares e sua mu I lie r.
Ao Sr. desembargador Ponce a appellacao civol desla
cidade cm que sao :
Appellaute, Caudlno Agoslinho de Barros; appdlado,
Josquim Jos de Soix.i..
Ab Sr, desembargador Ramos a appellacao civel do jui-
zo dos residuos desla cidade cm que sao :
Appellante, Antonio Jos Pinieiita da Conceicao ap-
pellado, Manuel Jos da Silva Uraga.
Ao Sr. desembargador Villares a appellacao civel da
comarca do Cabo cm que sao :
Appellante, Manoel da Costa Prazores ; appellada, Jo-
sefa Maria do Sacramento Costa.
Levanlou-se a scsso a I 1/2 hora.
ci-oiiu o povo para a li bordado O povo a qulz, e nao
precisa procurar juslilicacao para o passado ; sua ra-
san he anterior a todo acto humano. Porciu, se yol-
vermos os olhos para n passado, contemplaremos coui
traiiqulllidade as nnuii do poder papal, principalmen-
te quando elle coutemplou a ruina de nossa amiga
grandeza poltica.
A historia da Italia he urna historia de dor, c unta
grande parte della tem sido .un buida ao^iodr papal ,
mas soiii embargo disso, quando o papa collocou a cruz
sobre a bandeira nacional, o mundo vio que os Italia-
nos fdram promptos em esquecer as falts da san la-s,
ea revolucao comecou em o nomc de um papa. Porm
isto foi a pedra de toque do quauto um papa poda uu
nao fazer. Os predecossorej do ultimo soberano, em
demasa prudentes, nao quitcraui tentar a experiencia,
c sen poder fui medido smente pela miseria que pesa-
va sobre o povo. O ultimo soberano foi o primen o que
arriscou a tentativa, elle quiz parar quando vio que li-
ona revelado urna verdade tcrrivel, isto he, a Impoten-
cia do poder papal para tomar a naco italiana lino, iu-
dopeinleiite c gloriosa ; elle quit abrir mao da obra,
porm j era larde ; o passado ja se linha julgado. Foi
por isso que a queda do papado foi l.io vizinha de sua
gloria ; a gloria do poder papal foi a lut septentrional
que precede as trovas. Nos esperamos ainda um pou-
co, purtn um systema de reacc.io foi a iosposta que
nos veio do poder papal. A reaccao cabio ; o papa dis-
siinuluu a principio, elle vio a tranquillidade do puro e
fugio ; fiigindo leven comsigo a coi teta de excitar a
guerra civil ; elle violou a ciinstituicao poltica, del-
xuu-uos seni governo, repellio os enviados do povo, fo-
nioiiioii a discordia, laneou-se nos bracos do mais ferut
iiiiinigo da Italia, 0 linalmento rxeomiiiuiigoii o povo !
Este faci uiostrain sullioienlemente que a aobe-
| rula papal nao poda, nem devia modificar-se, e mi
havla oulro recurso seno soili-ia, ou dostrui-la El-
la foi destruida. Se a gencrosidade dos res, ou a te-
loreucia das uacocs collocaram o poder papal as cida-
de dos Scipies c ilos Cesares, em vez de colloca-lo nu
i'uraoao da Franca, ou na margens do Danubio, ou do
Tamisi, he isto una rasao para privar os Italianos de
bulos os direilos cominuiis s uacocs, a patria e a li-
bridade ? F, dado mesmo o caso de que a posse de nina
soberana temporal seja necossarla ao poder espiritual
do pontificado, posto que nao foi coin una tal cund -
(So que .Icsu5-i.lni.tn prometleu a mmorlalidade
sua groja, fol porveutura Roma destinada a ser o pa-
trimonio do papa, c a .-lo para aempre ? Roma, o pa-
trimonio de urna soberana que para subsistir lie obli-
gada a opprlinir, c que para ser gloriosa he nbrigada
a cahlr ? E como um patrimonio do papado, devora
ser Roma a causa perinaueiite da ruina da Italia ? Ro-
ma, cujas nna i ue-, cujo nome, cujas ruinas mesmo
l'.ill.ini tao alio de llberdade e patriotismo ? Provoca-
dos e abandonados a uossos proprios recursos, nds te-
mos clleitnailo a revolucao sem derramarmos nina su
gotia de sangue ; n temos reedificado quasl sem
consentiiinos i|ue se ouvisse o som da demolicao; us
temos destruido complc*lamente a soberana dos papas,
depois denos termos ubinctlido ella com paciencia
por tantos seculos, no por uenliiiiii odio ao papado,
mas por amor nossa patria.
ii Quando urna revolucao se elloitna coin tanta mo-
ralidade de lliij e incios, fica iiitciramcnlo provado .inf-
este povo nao merece vivor dobaixo do dominio do pa-
pado, porm que he digno de ser senlior de t, digno
da repblica I Elle he digno por cmiseguinte de sor
aduiiltido na grande familia das nacOes e de ublera vos-
sa amizade e estima. A repblica romana conservara
lempre o sello de sua origem. Ella fara um novo llvre
defender a independencia religiosa do pontfice para
quem a religio de um povo republicano devera ter
mais valia do que alguuias goiras de territorio. A re-
publica romana prupoe-sc applicar as lois da uiorali-
dade c carldade universal, nao smente a buba de con-
duct.lque lencioua seguir, e senao tainbem ao desen-
volvimento de sua vida poltica.
^ Pela assemblca. O presidente, U. UalliUi.
i. Roma, 2 de marco. ____^_,,^,^
,^___;u_.- ,-, "'-' ..^-tjBT.'aa; iii n '' *B*B^^?M**'B*M*
PEaNAWBUCa.
tima.
Appellante, Ailunso de Albuquerque Mello; appellada,
a riiiandade .das almas. Mandaran) averbar a di-
tima.
Appellante, Jos Lazary; appellado, Jos Thoinaz de
Campos Quaresma. Desprezaram-te es embargos do
appellante.
Foi assignado o priinelro di. mil pnr.jnlgamr-nto das
appellae,'ici civeis em que sao :
Appellante, Manoel Antonio Ribeiro; appellado, Luiz
bandeira Soares. I
Appellante, o bacharel lourenco Uezerra Carnciro da e
.tinlia ; appellado, Manoel Joaquim Pascoal Ramos.
Appellante, Amonio Manoel de Moraes de "
inciitel : appellada, Auna Francisca dos '
"rade ; ap
EXTERIOR.
MANIFEST DA ASSEMBLLA CONSTITUSTE DE
ROMA.
A repblica romana a lodae ai asafft,
Urna nova naciio e vos aprsenla, ***
ferecendo amizade, respeito IVMerOl.ia.le. A MoiO
queeinoulias eras fora a mals Ilustre de quaoUl PJ-
voaram a superficie da tena, se vos aprsenla B" "-
ino urna nova nafo. Mas entre sita aut.ga grandeza
e sua aciual reaurreieSo reinou o poder papal por ...ais
Povo da Europa, nos sabemos que nos-
'' eteitou tamben) com
coai Ramos. I --> ,..rrt,r c i eteilou tamben) com-
!RM.'T*,a i''" mSd 'vr^de.. aborrecer a memoria daquella
fXVi-'0J- iTdc de dominio'e violencia, mas nao no_de,s conde.,,-
de mil anuos.
i.lWiat julho do mesmo anuo, allegando que esse pa-
gamento' nao podra rrallsar-se, apetar de terelle oblido
Idtspacboda respectiva admiuistraco para lite ser paga
la mencionada quantia pelo thesouieiro que cu tao era gador Ramos a appellacao civel tu que sao;
' p" nar-nos a excitar para sc.npre a compa.tao do
..,. Qual de vs quereria ser um objecto de lasli
1 novo do eudo romano, leudo delerminado r
1 ....l_*I^ ullalaa f.r^sll lllll fP lili 1111 l'.'l '
Reviiei.
Passou do Sr, desembargador Ponce ao Sr. desembar-
do mundo,
ar O
reformar
sua coVstrtuTcYo poiilica.'creou urna repblica ; e dlan-
tc deste grande acto de sua impretcreplivcl soberana, o
passado se desvauece. O povo assim a quit. Quem be
que est cima do povo ? Dos smente ; porm Dos
. ASSEMBL FRUVINCUL.
SF.SSAOEU2 DE ABRIL DE 1840.
(Condueo. )
ORDEM DO DIA.
Discusso acerca do parecer dacommissao de pctlcdes
sobre o reiiuermenlo de Francisco Duarle ( oclho.
O Sr. Slacicl Monleiro :Sr. prndenle, parecc-me
uc o parecer nao est tao concludenle como podia ci-
tar porque enteudo que a commissao de pellcocs u-
nha Bill si os incios precisos para decidir este negocio:
a ella competa considerar a materia do requeri.ncnto.
c ciniltir o sen juizo a respeito, trazendo-o depois ao
conhecimento da casa.
Sr. presidente, eu supponlio que ctiste urna le de
aiioseiiiadorias cm virludc da qual alguns empregados
teem sido aposentados pelo poder cxecutlvo; mas per-
tince osse dircilo o poder execulivo ? Sera necessario
que o legislativo formule una resolucao para que esse
direito seja excrcido? Ainda mal, o empregado be ser-
vcnluario da casa, a esta compete a aposentadora
dille ?
Em concluso enteodo que o parecer nao esta nos ter-
mos de ser approrado, porque pens que a coininls-
sao de pcllcoes he quem deve iraUr definitivanieute este
negocio, e nao deve por sobre os hombros de oulra com-
missao'aquellc peso que devia gravitar mesmo sobre
ella. Examine, pois, a materia, com a reclidao c_sabe-
doria que Ihe reconheco, c aprsente una decisao em
i .!'......ienci.1 disso. .
OSr. Pate Brrelo :-Sr. presidente, cu nao enliarel
no examc da questo, se esta assembla pode, ou nao,
aposentar os empregado da sua secretaria; MMM
cita questo nao ten. de ser tratad- agora MMndo
com.i'.issao dr o seu parecer, pode ser que diga a mi-
aba opiniao aobre esse respeito. h,. ,i
Agora, quanto oll,ra parto do di.cur.odo uobre de-
liado, em a r
commiisao por
lio i oim. ,....----------
pulido, e.i. a qual se pronuncia elle conlra o parecer da
r nao le decidido o negocio submeldo
ao seu conhecimento,
dirri que olla fundamentlo seu
parecer emquo,o,. noire depuudo nao je dignou
ar a, rasos da sua opiniao. porque apenas diste que a
2,n"ltsio de pciicde. e nao a de ordenado,, dex^a tra-
U c taquestao. 9Ma,, Sr. presldeote, eu enteodo que
1
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9^
as loaterlai que nqul se anrrscntam devem ser tratadas
pelas rominissocs a que dlzem respeito, c por isso he
que o regiment manda nomear dificreiiies coinmisses,
e urna ha errada para tratar de negocios tendentes a or-
denados : ora, nao ha duvida que esta questo he de or-
denados ; he preciso marcar o ordenado que deve ter
esse empreado, examinar se se Ihe deve contar o lempo
que servio outro empreo de que j foi aposentado, se
deve dcscnniar-sr-lhr o ordenado que recebe dessa apo-
sentadoria, etc. He, pois, urna questan de ordenados, c
nngueni mais do que a commissao de ordenados cstu na
casn de dar a sua opinlo. *
Mas, dir-se-ha, para que lie commissao depetices?
Respondo que para tratar d.iquellas materias que pos-
sain apparecir, e que n5o tenham referencia, ou liga-
i-ho coin as coinmisses que eslo estabelecidas ; mas
esta tem referencia e ligaco coin ordenados, logo deve
pertencer commissao de ordenados.
En nao me quero tirar do embaraco, como taltiez sup-
ponha o cobre deputado : estou promplo a dar minlia
opiniio, se a assembla entender que a coimuisso de
petiees deve ser a que se oceupe da materia desta pe-
tlcao; mas, emquanlo o nao determinar, a commissao
entmdr que nao deve intrometter-se n'aqulllo que ella
uli: i nao ser da sua competencia,
0 Sr. Joi l'edro : Sr. presidente, romo membro da
1'niuml.tiaii de ordenados, teulio a declarar que tamhrm
nao a julgo couipetrnte para tratar do objeclo em qitrs-
lio : ru .is ruto que as diil'crcnles cummisscs eslo
classiftcadas segundo as diversas materias que sein ser
consideradas na casa : a ir hoje sao tantas as coinmisses
quantas ain-essas material como, porin, alcni dellas
]>deui haver algumas outras lia eolo coinmisses que
as nbrangrm na genaralidade, como, por exemplo, a
commissao dr petires. Ora, qurm dir que esta ques-
to lie dr ordmados ? Ninguetii porque o que ha a re-
solver he sr o eiupregado tem, ou nao dirrito jubila-
dlo ; o ordenado hr consequencla dlsso : se o uobre de-
putado julga que por isso a questo sr pode considrrar
i'niiin deordrn dos, ruino a ilrvr considrrar de fazenda,
porque he preciso que se atienda aoi fundos coin que
si' deve Inzer face a essa desprza, e a partir d'ahi alve
se rhegue a conclusa de que o negocio peilrnce tUC-
Tssiv.amrnlr a (odas as roiumissrs Quando, pois, a commissao de pellccs cntenda que llic
mo drvr permetro roiilirclnirnto do objeclo de que
sr traa, enlao pyecc-me que elle compete, snu duvi-
da algllina, de Icgi-laco, e ueste sentido vou mandar
urna emenda -i mesa.
lie Hila e apoiada para entrar em discusso a legulnte
Hienda :
cooillilSSao de legislacn.Josr Pedro
O Sr. Xaburo de Araujo : F.u me nao conformo coin o
lrstino que,o uobre deputado que me precedru, quer
ilar an rrqiicrimento em questo. Parece me que o sup-
pliranlr lir um rmpregado da casa, iiiimrdialamrntr
su hjeito n commisso de polica, a qual beque fiscalisa
sru prorrdimento ; logo, relo que iienhuma he mais
proprla do que ella para conhecer se o peticionario rsl
un caso de ser attendido cm sua supplica. Entretanto,
son de opiniio que nao s essa commissao, mas tambein
a de legsl.ico devem considerar a pelieo sobre a qual
versa o parerer que ora se disrnle ; porque he duvidoso
se os empregadoi desta casa devem ou nao srr aposrma-
dos, c por qurin : existe una lei que aulorisa o presi-
dente a aposentar empregados, mas o de que se trata
ii"o he da iimncacao do presidente, e tiiii de nomraco
esprrial desta casa ; logo a quem compelea aposrutado-
ri.i deite rmpregado quaudo trnha dirrilo rila 1
A i ma ha nutra questo, e he se os empregados pro*
vinciaes pdem ser aposentados pelo presidente da pro-
vincia, ou se pelo poder geral, como se concluc de di-
versos avisos c consultas do conrelho de estado.
Todas estas qursles drvcm srr milito meditadas, r
por isso me parece que o negocio devia ser submcuido
.1 couimisso de polica, c consecutivamente de le-
gislaran ; pois que aisiin se coneilia a opinin do nobre
leputado que me preerdeu coma que acabilde expen-
der. Neste sentido vou mandar nina emenda mesa.
Ilc apoiada, para entrar cm discussao, a seguiute
rmruda :
Que v cninmissao de policia e legislacao.JVabuco
de Araujo. n
O He. Ferreira Brrelo :Se continuar a duvida, prdi-
rri V. Ele. que subjrite o negocio ao coiiheciinculo da
commissao eclesistica. (Hit ridadi.)
O Sr. Ittgo Burro: Sr. presidente, eu son membro
da commisso de pelices, e quero dar a rasao por que
assgori o parecer rm discussao.
As rmrndas qur sr trem apresentado provain que o
negocio nao he da competencia da commissao de peti-
cocs : estou persuadido que esta coiiiinisso hr como
auxiliadora da uirsa ; porque, se bciu nlr record, na
cmara dos 8rs, drputados ssslm se pr,tica : ajanare-
ceill inultos rrqiirrimriilos que sao reinrttidos a com-
missao de pelices, a qual os vai declinando para aquel-
las a qur compele a sua mateiia ese assim nao fura,
roiao bastaran lo aumente 4 ou 5 cotnniisses ; mas,
logo que us temos coinmisses permanentes para as di-
versas matciias,julgo que cada nina dellas deve apreciar
.-iuillu que Ihe he proprio : ora, sendo de ordenados
esta materia, para essa commissao deve ser devolvida,
simio prrguutarri para que se precisara da commissao
le ordenados? Me verdade que o negocio complica com
miras materias de milita cousideac'io, como acaliaui
le mostrar os nobr s dejmtados q.ue fjllarain antes
le iiiim, c por isso lainbcm nao duvido concordar em
que v cotuuiissn de legislacao, porque por certo al
i iiin.i colisa tem rila de fa/.rr sobre o objeclo em ques-
illo, visto como he preciso saber a qurm compele aapo-
smtadoiia do supplicanle c dos empregados que se
aeiain as suas cirriiuislaneias.
Por estas rasrs concordo cm que o parecer vi
commissao de legislacao. *
' Val i mesa, c hr approvada a segulnte emenda :
Que se remrttan u cummissea, de pelices e lr-
gislaco. Jfueirl Monteiro. *
Encerrada a discussao, he o parecer approvado sal-
vas as duendas, sendo em seguida appruvada a do Sr.
-lose Pedro.
Entra cm discussao o parecer a commissao de cons-
lillttco e poderes acerca da iudiraru do Sr. Cimba Fi-
gucirrdo para que r votem agrailreiinentiis ao Sr. pre-
sidente da provincia pela pacincacSo da inesina.
O Sr, Cunta Figueiredo : Sr. presidente, quaudo to-
luel a esoliico de oll'erecri n esta illuslrr assrmbla a
iiidicacao sobre i|iie versa o parecer que se acha sobic a
mesa, l'oi levado da periuasau dr que.ella eucontraiia o
mais decidido acolhimento de todos os inembros desta
inentos inateriars, que na verdade .coinecsvam a linpii-
mlp na nossa cidade urna nova physionomia de rlvilisa-
co ; (apoiadoi) e tudoJjsvuao podemos delxar de cou-
lessar, era obra da pauffcijnl8di'r.ira.> r da ordem, de que
gozavanins sombra de Tfuigoverno patritico.
lie, por i'-ni, de nutar, senhnrrs, que bem que fosse es-
te o espirito dos l'ernainbueanos na poca que alludo,
e que nao me rnvergonharei de chamar a Idade de ou-
ro, em compararan da que se Ihe si-tritio ; (apelado) toda-
va, em todos os tempos c em todos os lugares ha ho-
mens perversos, de cojos coraces eslao sempre bani-
das a pax e a ordem. Tinbatnos. com effeito, alguns
destes homens mas felizmente ellrs uo podlatu des-
envolver o cu instinclo destruidor, porque estavain
comprimidos pela frca da opiuiao sa e verdadeira-
mente patritica, que entao dominava na provincia,
(.iflniadoi.)
T.il era na verdade, Sr. presidente, a'excellcntc pers-
pectiva da provincia de Pcrnanibiico, quando a Provi-
dencia nos seus altos designios decrctou puni-la de algu-
mas culpas passadas! Mesmo o cluine que jala causan-
do a marcha progressiva i.e Pernambuco devra ser-nos
adverso; c o genio do mal o apresentou dcsapledada-
meute. Soprou um vento pcsliiento do sul do imperio,
trazendo em suss asas um ente fatal (pie velo accender
entre nos o faeho da discordia, um hnmem que lio
trouxe outra misso do que a de desunir-nos, Intrigar-
nos, dilacerar-nos : (multo apoiadut) e o mais he, Sr. pre-
sidente, (com magoa o digo) o ni lis.lie que alguns l'er-
nainbiicanos, esquecidos de seus anligos bros, apar-
tandose dr seus Inleressrs Irgitimos, mas embriagados
pelo deseja de nutrir pequeas vingancas pessoaes, se-
guirn! o impulso descomedido desse houiein fatal, sein
se lembrarein, (cuitados! ) sen se lembrarcui de que
rile nao quera outra cousa mais do que promover a sua
I. varan iir-.soal ,'i CUSta iIjs UOSSaS il'lisc irrs. a CIIS-
ta do nosso (lesiiiaiitrlainenln, e, orille mais he... (mal-
dito! } n custa do nosso sangue (Movimenln )
Sr. presidente, eu bem eonjerturei as desgraras que
nosestavam inimluentes; bem previa futuro desastroso
para que eslava preparada a pruvincia de Pernambuco ;
e, fraeo, solitario, 8 irm apuio, deiiunciei-o coin cora-
gem na re|iresentarao nacional: mas, senliores, no mcio
do alarido confuso de homens que estavam pondo etn
sjmodds os lirios e os foros de sua provincia, eu nao po-
da ser ouvido smo cuino um partidista infrene ou al-
gum visionaiin. tem sabia que assim me classificariam;
mas cinliiu segu o impulso de minlia consciencia. Prou-
vera a Dos, Sr. presidente, que eu llvesse sido visio-
nario, que ininhas previsoes nao fosieni realisadas ;
prouvera a lieos que nao tivessemos hoje de chorar lau-
ta iniquidade !! Eslao briu frescos na nossa memoria
os lerrvcis aconleciuientos das elelces passadas, de
que falln o nobre deputado. meu collega, que se assen-
la defionle de inin : vimos nimiamente excitadas todas
as paixes populares, as mais Ignobeis, espancadas to-
das as ideias do justo c do honesto; vimos desenvolvidos
todos os gernieus da anarcliia, que teiiam ha mais lem-
po produzido o resultado horrivel que vieram a produ-
zir, e que boje deploramos, se o partido da ordena ola
tivesse dado o exemplo mais edificante de paciencia, de
perseveranca c de urna resiguaco evanglica, at quasl
chegar no iiinrtyrio.
Poses: He verdade.'
O Sr. Cunha Figueitedu : Mas, Sr presidente, que ga-
nhou a nossa provincia rom essa ellerveseencia de pal-
xocs? Sb o dominio dessa inlliientia perniciosa, ludo
de indo, de fcio e de mcdonlio se alcancou, menos be-
neficio algum para a prttviacla: Pernambuco foi como
ru atacado de espasmo em os seus mellioramenlos ina-
teriars, -- nos seus interesses mais vitacs; e sa intriga
de unais contra irmaos, s a iininoralidade poderam
ter um incremento espantoso, (Signaei de uppro acdo.)
Ficamoi, he verdade, Sr. presidente, Hcainos livres,
por flu, desse houieui damnoso, desse architeclo de rui-
nas; mas quando? Quaudo una prssima molestia tinha
invadido o corpo social ; quaudo o mal ja havia lu a-
do grossas e profundas raiies; quando j se achavain
aglomrradas todas as materias inammaveis para nina
grande cxplosao; quando o i ancor dos iuiuiigoi da or-
dem tinha clicgado ao msior grao de excltafio; quando
clles, emliin, plianalisados por um hed oudo cxclusiv^*-
nio, julgavain-se com fftr9as arrogantes para tudo des-
truir, e mcsiuo para inipr lels ao inundo inleiro, quan-
lo iii.iis para competir com o governo imperial. Loucu-
ra !!... < .nnsiiiniii i-la loucura! I....
Abrio-se a crtera icvoluciouaria, sculiorcs, ostentan-
do lodos os seus horrores!.... Nao descreverei, Sr. pre-
sidente, taes horrores ; porque os fados aiuda palpitam:
ah eslao os nnssos campos anda caberlos da ossada de
iniuirnsos cadveres ; ahi as nossas mas anda linctas de
sangoe; ahi o gemido eiiteinecedor de multas matro-
nas i|Uarrastam o cu-pe da vluvrz, e de muitas fami-
lias sein protecciio e sein ebefe; ahi, finalmenle, mil pu-
lios estragos em cada um dos quaes se manifrsta o'ca-
racter senii selvagrin dos devastadores d ilia 2 de feve-
reiro. E tildo Isto, Sr. presidente, ludo islo foi o opi-
mo legado que nos deixou a ominosa adminislrafo do
r. Antonio Pinto Cliieliurro da Gama
Iojm :Siui, apol ido.
O Si: Cunha Hgueircda : Sr presidente, ni nao qui-
sera pronunciar tal nonie : V. Ex. me perdoara se neata
occasio infriigi as regias parlamentares, deixando es-
capar esse nonie de triste recordacao ; mas rile a_cha-se
tan ligado as nossas desgracas, tem um lugar to dis-
lincto na pagina negra da historia pernaiubucana, qui-
en o."... p aha dalle abstrahlr. (Xvoiadat.) Higo mais : esse
lioniefii, a meu ver, Sr. prrsidenle, symbolisa t da a re-
volla de Pernambuco, todos os stus Jioiroixs. Se fosse
posslvel punir ucllc -o'ii e / "o-ariii lodos os criuics
da revi,lia. lalvez devrssein ser perduadus os Peruani-
biieanos compromettidos.
K, sculiorcs, notemos bem, que todas as calamidades
por que passmos at o da 2, no uieu pensar, erain ape-
nas um preludio de catastrophc mais vasta, mais sangui-
nolenta, mais cruel....A que estado estarla reduiida toda
a nossa provincia, a nossa bella cidade, o que seria de
sua inmensa populaco, se por desgraca esse vandalis-
mo que nos acominelteu, seqiiioso de sangue c de vln-
ganca, livsse triuuipbado ? Quautas victimas lio se-
riam cliainadas ao saerilleio ? Quem escaparla ao exter-
minio ? Poiventuta estaramos liojr reunidos nesle re-
cinto, ou seria este nli lino um monlo de ruinas ?( A-
ponrfor. ) Sr. presidente, sr (al snecedesse, enlao se drs-
envolvrrii aira do lobo contra o c irdciro ; depois a
do lobo contra o lobo ; a qurslao seria entre lobo r lobo;
e depois vollar-sc-biampara a prrsa: a primelra prcas
dara lugar a segunda, a segunda chamarla a trreeira, e
depois ludo seria una s preza ; c de quem ? Da quem,
voto de gratldao. Na pense, parean, algorn que esse
vot i de gratldo seja offereoido como um louro de vic-
toria ; porque no o he realmente, visto que o governo
nao alcancou urna victoria; o governo nao foi conquis-
tador, nao fez mais do que suffocar a rebclllao, ejifrear
a anarchia; c naslntas desta ordem. quando o irmaocho-
ro o irinao, o pal chora seu llllin, e o filho chora seu
pal, uo ha victoria para ser coberta de louros ; porque,
no campo mesmo vencedor, no podemos distinguir
qual dos dous partidos he o mais feliz, se o vencedor,
seo vencido, porque todos leem de chorar perdas (in-
mensas.
O.ir. Ferreira Barrito :Minio bem
O Sr. Cunha Figueiredo Portanto. Sr presidente, nao
temos de levar ao Ksm pS-esidcntc um louro de victo-
ria ; mas temos motivo pondcrosisslmo para votarmos
agradeclmentos quelle que, laucando mo dos recursos
do estado, suffocou i anarchia / Apoiadoi.)
Eu, Sr. presidente, quizera que este voto se es ten-
desse a lodos aquellos cidados prestantes, quer paisa-
nos, qur militares; que concoi rerain para a parillcaco
da provincia ; mas entendo, senhores, que esta hoinena-
gem, ou este voto de reconhecimeBlo e de respeito ao
Exm. presidente deve reflectir sobre todos esses clda-
daos benemritos que concorreram para a grande obra
da p iritic ir.'io ; e que, portanto, este meu desejo llcara
inteiramente salisfeito uina vez que dirijamos ao Exm.
presidente a mensagem de que falla o parecer, e pela
qual eu voto uiui voluntariamente... ( fem Muito bem I )
O Sr. Firnira Barrito Segundo o meu eos turne, di-
r! urna s palabra, ou quando muito duas.
Julgo, Sr. presidente, que se nao poderiam produiir
sobre a questo nielhores raciociniosdo que os do no-
bre deputado que ac bou de fallar. No lia duvida algu-
ina que nos devenios a pacificaeo da provincia ao l.xm.
actual presidente. Duas cousas se observaran! nelle :
grande retlexao e admlravel sanguc-frio i (poiado) como
homem de gabinete, obrou com o niaior senso e
rlrcumtpccc.no; e obrou ao mesmo lempo, como
general, quanlo pericia, as ordens, e ao arrefe-
ciuiento com que encarou o perigo Nao observe! o que
acabo de dizer : eu me ochava (pobre padre!) escondi-
do c aienioi i sido ; mas foi publico, c todos o altestam.
Era um soldado aguerrido. Presentou-sc animando as
tropas, excitando o valor dos brnvos que defendan! a
legalidade, c maniendo, quanlo pode, a ordem em de-
ir-, i da cidade.
A's vezes, Sr. presidente, no basta que a primeira
autordade, em conlliclos iguacs, de nicamente as or-
dens : he preciso que ella appareca, que falle, que in-
funda couliaiica e coragem, e he islo o que exactamente
fez o Exm. Sr. presidente desta provincia. Elle he, por-
tanto, digno da nossa conslderacao,-digno dessa home-
iiagcni, desse voto de gracas que Ihe quer dirigir esta
assembla. Eu presto para isto o meu assenlimento,
presto o meu voto.
((.oMliniiur-i-/ifl. )
nrcirt, 39 DI 1BB1I DX 18(9.
Iloniem apenas se discuti na assembla legislativa
provinciano atligo quinto do lltulo prinieiro das postu-
ras da cmara, municipal do Itccife, sobre o qual se nao
deu votaran, por no haver casa quando-se tcvf de pro-
ceder ella. *
A ordem do dia,' pois, para a sesso d'.imiiilina he a
inesuia de honteui e mais segunda discussao dorprojec-
tos nmeros I, 2 e 3'dcslc tuno. f
_._;:t.,-------------. #
Temos vista jornaes rlo-grandenses* inlnelros: os
primeiros at i5dc marco ujtimo, t os segundos a_t 4
do cadente mez.
A provincia do Rio-Grande ficra em paz.
0 Diario inser- em o numero da ultima dala a carta
que abaixo transcrevemos, a qual fra escripia em Pelo-
tas a 12 do citado marco :
Andei por Bag, e tudo por alli estem socrgo; s
tinha havido na linha um excesso, praticado por Uina
partida de uito Orirntaes, da guarda que est nos cam-
pos do commendador Faria.
Tinha o Annibal atravessado o passo de San-Luiz
bocea da noite, e leve a facilidade de parar perto da li-
nha: eis seno quando, cahio a partida a tiros sobre os
innd ulules da tropa dr gailo; rsta disparo, e os Iro-
peiros fram perseguidos debaixo de fogo na distancia
de una legoa. No dia seguiute acliaram-sc 200 rezes de
menos, c os Caslelhaiios haviam levado a cavalhada dos
Iropcirns.
> 0 roniui ind.inic da linha da nossa banda, que he o
capito de guardas nacionaes Dellino Alves, officiou lin-
ine.lialamciile ao eouimandante da guarda exlgindo sa-
ber se a partidaria c gente do seu commaudo ; con-
teslou-se-lhc que era, mas que havia passado sein au-
lorisarao.
Seguio-sc a deserrao do tal commandante da guarda
castelhana para esta provincia: he um alteres Avelino
que se diz irr desertado, no pelo successo que acabo de
referir, mas sim por haver ordem de Oribe para o pren
derrm c reiuellerciii-no. para a villa, por haver consenti-
do na passagem de gados para este lado.
Annibal segulu para Taquarimb, a chamado do
commandante do departamento, que he um tal Valdez;
e reeeia-se que Ihe aconlcca nlgiuna.
OExtn. prrsidenle ds provincia marchou de Sanl'-
A n na do Uruguay para a villa de Sanla-llorja, e suppc-
seque ja esleja de volla para San-Gabriel, onde_se a-
chaui rruuidos todos os corpos de linha : anda nao ha-
via ordem de faier quarleis a
1 ni vlrludc da portara da thesouraria da fazenda, Jos
Joaquim da Hucha c .-Uva rrassuuiira o exercicio do lu-
gar de Ihrsoureiro da alfaudega, do qual havia sido sus-
penso em si teinhro de 1847 durante a liquidayo das
respectivas cotilas.
Havia folhasdc Porlo-AIrgre al 7 do passado.
<>s trrxos de um artigo do 'm-io-,i/e/irnse. que vamos
copiar, hahilitaro oleilor a fazer urna ideia approxl-
iii.ida da lasliniavel situacno commercial da cidade em
que rase peridico se publica:
Triste c muito triste he o viver dos negociantes de
Porto-Alegre.
Queris coulieccr um negociante? Collocai-vo cm
um lugar rimo, atlcudei aos que passarem, que promp-
a Se una mi poderosa uo levantar o cominera.,
ai delle. e dos nrgoclantes que IndubiUvelmente pere*-
cero !l!
Em Jaqnafao, d.iva-se um conflicto de autoridade en-
tre o juiz municipal da villa e a respectiva cmara.
lima carta particular, firmada a 7 de marc.o, e publi-
cada no tti'i-ti'r-ndense n. 440, diz a respeito o seguintr ;
A cmara pretende apear o juiz municipal suppleu'
te Pernandes Pastos do exercicio em que se acha, a
pretexto de estar concluido o quatriennio de su no-
meacao.
0 juiz municipal no obedece deliberaco da cma-
ra, fundando-se para isto em nao se ter concluido inda
o seu tempo, segund a Indiligencia dada ao art. to da
le de 3 de desembrolle 1841 pela circular de27deju-
nho de 184ft, c em nao ter S. Ex. Horneado ouiro Up.
plente.
NSo sel se realo com precisan e clareza o tal confe-
lo ; mas vai como por aqui forre nos circuios mais res-
peitaveis.
No rntanln que lutava com a municipalidad, Fernan-
des Passos lavrava portaras lao descomedidas cuuultuo-
sas como esta :
ii Tendo-sc tornado oinlsso. audaz e atrevido a es-
crivo deste julio Antonio Theodotlo Goncalres, a0
cu inprindo exaetamenle os mandados do julio, res-
pondendo com altivcs, j por palavras, J por escripio,
c atrevido no seu proceder que por mais de uina ves
tem sido reprehendido nos meus despachos, sem que
seja bastante para rccolher-se aos deveres que Ihe cor-
rrspondem, eu o suspendo pelo tempo de 6 mezes. Ar-
mado no que me aulorisa a ordenacao do iivro 1' titulo
79, 4S ; devendo no termo de 48 horas faxer plena en-
trega do earioro a seu cargo ao escrlvao otMnpanhelro,
s6b pena de procediinento ; o que assim o rumpra. Ja/,
guarno, G de marco de 1840. O juiz de orphaos, J
Fernanda Pssio.
Quanlo a Minas Geraes, o que se conten nos respec-
tivos peridicos aulorisa-nos a asseverar que essa pro-
vincia gotava de perfeita Iranquillidade.
Ainda eram as eleifes o que, mais que tudo, absor-
via ahi a iittrnrau dos partidos, cada um dos quaes rs-
l'orfava-se a dispor a opiuiao publica de maneira a pro-
porcionar-lhe ganho de causa.
A cmara municipal de Januaria negara posseaode-
legado uomrado para essa villa, o eidado Francisco de
Paula Pereira de Proenca, sob o pretexto de represen-
tar presidencia acerca da insufficiencla do mesmo ei-
dado pira tal lugar. Entretanto, ao noticiar essa oc-
currrncia, diz o Conciliador que Proenca, alm de srr
respeltavel e abastado, tem all servido honradamente
os cargos de tenente-coronel da guarda nacional, de
subdelegado e de segundo supplenle de delegado ; at>
crescentando que a subdelegada Ihe fura conferida em
1844 pelo presidente Joao Paulo, e que elle a exerraira
at o anno de 1848, em que odeiuillio o vice-nresidenic
Qulnliliano, pelo facto de haver tido a ousada de pra-
cessar-os assasslnos de um certo Clemente.
A 31 do passado asbfra de Ourd-Prelo o capitao Pac-
ca com toda a cavallaria a seu mando, comanle de 50
c tantas pracas.
No sabia qual a paragein que se destinara essa fr-
ca ; mas o proprio llamuntnno, gazeta ultra-opposiclo-
nisla, a declarava encarregada de um paueio militar pe-
las comarcas do Iilo-das-Velbas, San-Francisco, Clqui-
tinhonha e outras ; deixando dest'arte aperceber que
nao era por arreceiar pela Iranquillidade publica em
algum ponto da provincia, que a presidencia ordenara
a sabida da cavallaria. .
Sr. presidente...!!? Alda nos sr uo nos'valesse a cora-j uniente odislinguireis.
geni, o pali iolisuio r a lucnussavel dedieaeo do actual j o negocianie lie mu homem paludo, taciturno e
asa, qualqucr que fosse a ror dos sent,lientos polticos
ida um; porque, senhores, a causa he de lodos, .presidente da provincia, o Sr. Mauoel Yieira T'oata. (Jiu- IdcseoiiHadu ; sein goslo rm sru trujar, camiuha lenla-
ece mais justo, mais nobre e i lo a/ioiado. ) S por esta consideraran cu dou-lhe, de'
(ujiuiiiilor) e nada me pare
mente, para, suspira
mais generoso do que dar a cada Um oque Ihe perlence: todo o corayo, meu voto de sincera gralidao e reconhc-,' beca; aps Islo, lila os nlhos no mais simples ol
lie este um principio de justica universal; he a pi'imei- elineiito, c lamo mais sinceramente Ih'o dou, qiiaulii' con; tanta alten(o, quanta empregarla o atheu na
i a roiiil lyao da existencia do inundo moral.... estou convencido de que no lurbilliu da guerra, nunca geni do Itcdeinptor quando pela primeira vez ihe
Sr. Ferreira Brrelo: Apoiado. deixou de ser iiumano: he miiilu uolavel, scuhorrs, que mostrada.
acea repelidas vezes com a ca-
objecto
ima-
losse
O Sr. tunna Figueiredo : Oa, Sr. presidente, he In- esse hbil administrador, incansavcl, como j disse, em ; o negocianie he paludo, porque ha muilo um cau-
nrgavel que fninos laucados em um plago iiimieiiso de conibater o iiiiinigo, salvou-nos la voragem da anar- caro maligno o vai solapando t
ihsgracas, e nellc rsiaiiamos aluda subnirrsos, Se por' cha sem laucar nido dr um s dos inrios rxtrrmos de, ||,- laciturno, porque acerbo pezar llie estorlega o
fortuna nossa un braco forte se nos nao eslendesse be- que poda dispor : nao sr valen da suspensao de garan- coracaol
i.igno, c nos nao salvasse!... Nao podemos nrgar-lhe, Has ; pelo contrario, lirmado smente na sua coragrm c He descondado, porque tem perdido muito, e o pou-
jiois, um tiibulo da mais sentida gralidao. E para co- no valor dos amigos d i ordem, combaten a revoiuco co que llie resta julga-o a todo momento accessivcl aos
ulieccrmus o valor do beneficio, frca he compara-lD' desiiinidamenle, sim mas lanyando ao mesmo lempo udidesl
com a extemao do mal que soll'idiuos e podamos aiuda iuii balsamo salutar sobre as feridas da patria ;( apoiadut) Traja sem gosto, porque ao vestir-se um fmulo Ihe
islar solireudo. Eu peco muito curta alleuco asscni- \ cobrindo com n clemencia imperial aquelles que, arre- entregara uina caria de-um sen devedor que Ihe pede
h'ea. | pendidos, viiiham depr as aunas fratricidas.....E quem cinco annos de espera e cincoenla por cenlo de absii-
llouve um lempo, senhores, qur a nossa bella iiroviu- ,,e,'a, Sr. presidente, qiu fosse sincero esse arrependi- ment noque Ihe deve i
ca pareca haver colindo nos reve/.es do passado um i metilo; mas eu nutro tao serlas ajiprehrnsdes....Se rosse j a pnra, suspira, e acea repelidas vexeactiin a cabefaj
lieo pro
geus revo
de muilo ,._.
lo homeiii pensador como um paiz classico rm modera- presidrnie, ainda observamos que, em lugar (lestes tando todos os melos de redempeoo, deduz que seu mal
i..ine mamoi .isiiisiitiiiies moiiau hico-constilin ion ..-s, eomproineliidos aprcscniarciu-sc diguos desta ciernen- tcm nnedio !
i- mu uuuvelmcnie cm industria ; (varioiapoiadoi) c por c'a, ao contraro parece que se iilan.iin Com o crime. ,, eommrrrio a bracos com outros males, tem con-
isso, Sr. presidente, observavamos coin urna cspeilo Creio, pois, que hydr.i depois de esuiagada, ainda pre- (ra si essa lei de aunns tluancciros. e aquelles nfelizes
ds uf.iuia.que, emquanlo muilos de seus ilhot iam com- 'ende levantar a caneca pora ferlr-nos. ( Jpoiadoi.) ((UC putsuein docnirtcnlos de cxerclcios lindos rncon-
baler a auarchia cm algumas provincial do imperio,) Voliandoo mcuassumplo, senhores, concluir! que tram, com a moresidade dos pagamentos, a iuCredulida-
iio laltavam outros que cuidassem dos seus moibora- nao podemos delxar de dirigir ao actual presideute um de nas repariicoes a que recorran.
cia haver ol indo uos revezes do passado urna '"eulo ; mas eu nutro lao senas appreiirnsocs....e tusse pjra, suspira, c acea repelidas veies com a canef.i,
ancua para o futuro. Uepots de militas vert- Verdadelro esa* arrrpeiidiinento, bastarla um s reme- porque de urna maneira que nao sabe combinar se vi
olucionai ias; depois de immciisos sac ilieios e ulu P*ra curar ludas as feridas mais graves da revolta : a brafos com a pcrdlco :
n padecer, Pernambuco j ia iiassaudo an.s ollius o iiiagnauimidade imperial, o seu perdao ; mas, Sr. Fila os olhos, e esttico se conserva; porque, escog-
hb*k( ..___ .1 -_________ I.1M., JnilAI > _______-~_J^rl.->xaaaa.l >> IV I
O vapor de guerra Paquete-do-Sul, chegado hontem
do Rio-de-Janeiro, nao trouxe nada ; ms foi portador,
nao s de um n(lirio do presidente da Baha, o qual os lei-
tores terau visto sb a rubrica competente, cnminunlcan-
do que aquella provincia se achava tranquilla ; seno
tambem de mais algumas pecas ofliciaes, c da noticia de
que na corte nada occorrera de extraordinario, sendo
certo que re nava a mais perfeita harmona entre os
membros do gabinete, e que este continuara a merecer
a conlianca da corda.
orrcsponlciicia.
Sr. Hrdoctorer.-Peco-lhesofavor de publicarema cer-
lidao junta para que o publico v coni.ccendo a lujus-
tu-a das causas contra ihiiii movidas por Antonio Bole-
Iho Piulo de Mesqiiita : tenho firme rspeancade que o
meu direito triumphar e ser attendido como j fot
pelo digno matjistrodo qu deu a dita senleuca.Joa-
aiu'm Antonio dol Sanios Andndt.
. Considerando que o lilulo em que se funda o arres-
tante, e cm vlrtude do qual foi considerado o arresto,
nao he liquido, pois que lem sido contestada a sua vs-
lidade; que, quando lquido fosse, ainda assim n-s caba
opiocediinenlexeculivo, seno no caso de lallluienio,
e para ajustes de cotilas, provados os quesltos legses,--
Lobao.acces suminarias, 93;que, quandoseproc.deuo
arresto, anda uo se tinha proposlo em julso a acto
competenie, e por conseguinle nao havia lugar a sa-
l sdaco.-oidcnacao,livro lerceiro, tilulodl; consideran-
do anda que, quando fosse inconcusas a causa de pe-
dir o arrestado possue bens de raz, leudo um esubelc-
ciiiienio moudo em grande escala e de alto valor, go-
zando de crdito no coiumerclo, o que esta provado com
j depoinidilos de folhas 49 as folhas 53, olferecia por
si a i recisa earantia, c por consiguile nao eslava uo
caso de soflie^r un. arresto; que, Je mandando o arres-
tante ao arrestado, fundado no Ululo a folba 40, en yii
ude do qual, considerando se socio do falleseldo Jase
Pereira Te.xci.a, ficam os bens deste litigiosos, e por
conseguinle uo podem ser alheiados,-oidenatao, llvro
?.
co
cousrguinie su apj>i..i hw ...--
dos na orde.mcao, livro lerceiro. lilulo 31, eLobaoA^.
$90e seguintes ; julgo luprocedenle o a.resto e fl
in vlrtude do que mando que seja dmoerado o hsdor
e se passe mandado de levntame,,- dy llrrM, parase
reni entregues ao arrestado ; depois do que serao iwi
mi, rubricado, ali.n de que noapp.rec. a'gm.duvld.
acerca le sua veraeldade. Pague^rre.tai.le as ciutas a
q^B^fe.r,,r.brll de 1849.-fW|.A Hodne.rsS.Nr..
VOMMlEiiCIO.
:l^
AI.FANDF.OA.Rendimento do dia 28 .
Deicarregam hoje, 30 do eorrmtr.
Barca hotiendati mercad o r ias.
Ilrigue Rival dem.
Briguc Maria-Fclii 'dem, p
Kscuna Ualmti-Maria pipas raslat.
Ilrigue Sociedade -fugo da China, pipas vaslas e romo.
Ilrigue 9'
rl
Ul/uit
lllalc
lirigue
oenle barricas vasias.
i tiiun fumo e viobo.
Hary-Taylor carvao.
CONSULADO IERAI..
Rendmenlo do dia 28 ,
Diversas provincias .
1:44
CONSULADO PROVINCIAL
Uendinienl do da 38
,1:301
l^|


/
PRACA DO IIF.CIFE, 28 RE ABRIL DE 1849,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista temanaI.
Cambio!----------. Anlcs da chfgada da paquctclnglc
ftr tu aaceou-te a 26 e mel d. por
1/ rs., e o dcpoia dola a 26 d.
Algodao ------ Enirarain 877 sienas. -- O de nrl-
melra orle vcndeu-e de 4,4UUa
4,500 ra. por arroba, e o de segunda
de 4,000 a 4,100 r.
Assucar ------ r O deposito he diminuto. lem
lido procurado. Vierjm ao nier-
' cado i59 cala, que Corara vendi-
daaa 1,100 por arroba sobre o ferro.
O bronco embarrlcado e ensac-
cadi vndeu-.e de 2,200 2,000; e
n inatcavado a 1,850 ra.
Af cardante______vei.deu.aede55.000.60,000 r. por
P'P"-
Comnt......dem l05 r- Por br,/nn u
BaciiMo.....Apenaa ha por vender 400 barricas.
Hacainao jRctalhou-se de li a 12,200 por
cada uma.
( arne -secca----------Chegou um carregameuto, o (|ual
concorreu para que rstejam lioje
ciii deposito 62,000 arrobas. Es-
' te genero conservou os inesmos
precos que noticiamos na revista
anterior.
Farinuade trigo- A franeeia vendeu-ae a 17.000 ra.
por barrica ; a de Rhlcheinond, de
18 a 19.000 rs. ; a de Balliraore de
15 a 16,000; a de Philadelphia de
. 16,500 a i7,000 ra.; e a de Trieste,
' marca SS.SF, a 19,000 r.
Kiistem no porto 77 navios, o saber : i americano, 3
austracos, 39 brasilelros, 1 breinense, 2 dlnainarque-
ies, 2 sicilianos, 3 sardos e i sueco.
msmmmmsmmmmmesmaB^arnt^mmammi
Movimento do Porto,
Arsenal de guerra, 26 de abril de l8<9. O escritura-
rio, Franeiiro Serfico de Aeel Carvalko.
A mala para Faltnoulh pelo paquete ingloz Ex-
prsese Tccliara improtcrivelmente hoje.segunda-fei-
ra, 30 do corrente ao meio-dia no consulado bri-
tannico.
Avisos martimos.
191 toneladas,
10, eni lastro ;
Jta-aios nitrados no di* 28.
Jersey ; 36 dias, brigue inglez Hele, de
capitao Philip Weary, cquipagem 1
ordeiu.
lo de-Janeiro e Bahia ; 9dias e do ultimo porto 2'/i
vapor brasileiro l'aquete-do-Sut, cominandante o prl-
inciro-tenente Thomai da Cunlia Vasconcellos. Passa-
grlros, o viscondr de Santo-Amaro omn sua familia e
os unanles Manoel Carrillio da Costa e Antonio
Joaqulin Rodrigues.
Rio-de-Janeiro ; 27 dias, brigue escuna brasileiro O/n-
ia, de 181 toneladas, capitao Joaquim Soares Mcartra,
equipagem I, carga pipas vasias, caf e inais gene-
ros ; a Machado & Pinheiro. Passageiros, Leopoldo
Silvina Ventura I.iger coin 1 escravo e 1 dito a en-
tregar.
Baha ; 4 dias. brigue dlnamarquez Cndor, de 151 tone-
ladas, capitao Freclson, equipagem 4, carga carne
a Oaudlno Agostlnho de Barros.
Navios tahidos no mesmo da.
Philadelphia ; brigue americano Brandy-Winei capitao
Lewls P. Cassen.
luliia ; patacho brasileiro Santa- Crut, capitao Joaquim
Antonio Goncalvrs dos Sanios, carga varios gneros.
Kiii-de-Janciro ; patacho brasiiclro Franeitina, capitao
JoaoBaptUla da 1 lindad'-, carga assucar, ago'ardcn-
te e madeira.
A'ario entrado no iia 29.
Antuerpia; 38 dias, brigue sueco Lincea, de 153 tonela-
das, capitao A. lssan, equipagem 9, carga ferro, pre-
gos, espingardas e mals gneros; ordem.
Macelo; 23 horas, barca lnglea Kfi*fr- neladas; capitao Tilomas lluntcr, equipagem 15. car-
ga asaucar a James Crablree & f. Velo a este
porto buscar ordena e passageiros e segu para Liver-
pool,
Rio-de-Janeiro ; 24 dias, brigue brasileiro Espirlto-San-
lo, de 200 toneladas, capltdO Alcxandre Jos Alves,
equipagem i5, carga carne; a Francisco Alves Fer-
reira.
ldi-in ; 8 dias, patacho brasileiro Euttrpe, de 160 tonela-
das, capitao Manoel Luis dos Santos, equipagem 9,
carga pipas vasias, fum e inais gneros; a Luli Jos
de S Araujo.
Macei; Odias, transporte brasileiro Pirapama, capitiio
Gamillo de Sales Fonseca. Conduz madeira decuns-
irucco pifa o goveruo.
Navios lahidoi no mismo dia.
Canal; brigue francez rufo/o, capitao Monnier, carga
lastro de pedra.
Ainslcrdam; escuna hollandeza Anty, oapltao Chris-
tian Huiln, carga assucar.
Ciuiaragibe ; Mate brasileiro Novo Destino, capitiio Es-
tevio llibeiro, carga varios geueros.
Hio de-Janeiro pela Baha ; vapor de guerra brasileiro
L'raaia, coiuinaiida n le o capitao-teuenleduardo YVan-
deucolk.Condui 100 pracasde artilharia e cavallaria.
Km caininliso; brigue escuna de guerra brasileiro Lc-
a-tli&adt. cominandaute o capitao-teneule Jos Cus-
todio d'iiondain.
Liverpool ; barca ingleza Ester-Anne, capitao Thomas
Huuter, carga a uiesiua que truuxe. Passageiros, o
cnsul dea Palzes-Baixos, A uiender a Hrandis, sua
sendera e tres filhos menores.
NOTICIA M .HITIMA.
O capitiio G. I). Goulding da barca ingleza Rossendale,
i llegada de Liverpool ra 26 do correle, declarou no
consulado de Portugal uesla cidade haver encontrado a
Iftdestc incz, na lalitudc. 10 minutos sul e 24 graos de
longilude a oeste deGreenwich, urna galera portugue-
sa, a qusl se suppe ter a Adamastor, cujo caplto Ihe
disse ter sahido de Lisboa ha 20 dias, e dlrigir-se a lien-
guella com passageiros e maullineiitoa.
Declaragoes,
Para o Rio-de-Janeiro sabe, em poucos das, a ve-
lelra escuna Galante-Maria, por ter a inalr parte do car-
rrgamcnlo prompta ; para o restante, escravos a frete e
passageiros, para o quetem excedentes commodos, da-
ta se na ra da Molda, n. 11.
-- O capitiio da barca nacional Tentativa-Felit anuun-
cla que sabe impretcrivelmeute para Mossamedes no dia
20 de maio ; que todos oa objectosque houverem de car-
regar na mesma licaro a bordo ale o dia 12 ; e que no
dia da sabida nito admilte pessoa alguma a bordo seniio
os que frem de passagein ; por isso recommeuda a to-
dos facam em Ierra as suas despedidas.
Para Macei segu, cora muita brevidade, o burue
nacional Uinerva quera no mesmo quier carrega oiig
ir de passagein, dirija se ao sen consignatario, Francis-
co Al ve da Cunha, ra do Vlgario, n. 11, prlmeiro
andar.
Para Lisboa, com escala pela ilba de San-Miguel, a
barca portuguesa Tejo, capitiio Silverio Manoel dos Res,
salie com a niaior brevidade possivel: quein na mesma
qulzer carregar para qualquer dos dous porto, dirja-
se aos consignatarios, Olivelra limaos & C., na ruada
Crus, n. 9, ou ao referido capilo, na praca do Coin-
merclo.
Para o Portosahir nestes dias o milito veleiro brigue
portuguez Primavera, capitao Manoel de Azevedo Canario,
podendo ainda receber alguma carga iniuda e passagei-
ros: os pretendentes tratem cora o dito capitao na praca
doComniercio ou cora o seu consignatario, Antonio Joa-
quim de Souza Ribeiro.
Para cidade do Porto est prompto carga o
muito veleiro brigue portuguet ilaria-Felis., de que he
capitao Lourenco Fernandea do Carino, forrado c pre-
gado de cobre, tic boa marcha : quein nelle quizer car-
regar ou ir de passagein, para o que trm multo bons
commodos, trate com odlto capitao ou cora seu con-
signatario, Antonio Joaquim de Souia Ribeiro.
= Para o Rio-de-Janeiro segu vlagem em poucos
dias o brigue nacional Despique, por ter parte de seu
carregameiito prompta: para o resto da carga, passa-
geiros e escravos, trata-sc cora Machado St Piuneiro, na
ra do Vlgario, n. 19, segundo andar, ou com o capitao
a bordo.
Para a Babia sahir em poucos dias o brigue Ca-
maeuun, o qual titula pode receber alguma carga:
quem no mesmo quizer carregar pode entender so
com Atnorim Irmflos, na ra da Cadeia. ti. 39.
Para o llio-Grande-do-Sul pretende sabir em
poucos dias o brigue Deos-te-Guarde, por ter a sua
carga prompta,; as ainda pode receber alguma
carga a frete assiin como escravos : os pretendn-
tes dinjam-se a Dallar & Olivira na ra da Cadeia-
Yelliti, urmazem II. 12
Vende-se o brigue nacional Aurora, de cons-
truCQSo brasileira, em muito bom estado, tanto o
casco como o apparelho e panno: para o ver, em
frente do caes da Alfandega, aonde est ancorado,
e para tratar do ajuste, com Joflo Francisco da Cruz,
na ra da Cruz, n. 3.
-. Para o Porto sabe, com a maior brevidade pos-
sivel a bem condecida e veleira barca Espirito-San-
to para o que ja lem a bordo meia carga : quom na
mesma quizer carregar, ou ir do passagem, para o
que tem asseiados commodos, dirija-se ao seu con-
signatario Francisco Alves da Cunha : na ra do
Vjgario, n. 11, pr i metro andar.
Para o Cear sahe uestes 8dias a escuna Wo-
ria-Firmina : pura carga e passageiros, trata-so na
rua da Cadeia, com Jos Antonio Bastos.
Leiles.
J. Routeler faz leilao, no dia 30 do corrente, no ar-
mazeiu do Sr. Antonio Aunes dos genejos seguimos:
aele calxas drmacas seccas, 86 calxas de vlnho de Br-
deos, oito e ineio cestos de champagne, uin fardo de 6o
de I i ii lio em rama, nove barrisde tinta branca, verde c
pi ca, quali-o calas de vlnho muicatel.
Jolinstnn Paler cCompiinhia farflo leil.lo, por
intervenqo docorrelor ltveira de grande sorli-
menlo de fazendas inglezas lodas proprias do mer-
cado inclusive uma gramlo porcSo de pannos pre-
tos e de cores : terca-foira, primeiro de maio, s 10
horas da manhfla no seu armazem da rua do Vi-
gario.
lc. Calmont& C. faiflo leilSo, por interven-
qSodo corietorllveirn, de grande porfo de fa-
zendas inglesa*, inclusive sedas e pannos de cores,
que se vendurlo pura liquidado de cotilas penden-
tes quarla-fuira, 2 do maio, s 10 horas da ma-
ndan em sou armazem largo do Corpo-Sanlo.
Avisos diversos.
A cmara municipal desta cidade fai sessao rxtraorr
diarla lioje (.'JO do cerreule).O secretario, Jo Ferreira de Jgniar.
ASSOGIACAO COMJIKRCIAL DE PERNAMBIJCO.
Oahaixo assienado convida pelo presente aosSrs.
memhros da assbciacSo para unta reuni.lo em us-
semljoa geral no da ter(a-feira, primeiro de maio,
as ti horas da maubSa e roga quo se dignem com-
parecer na sala das sess s na indicada hora. Sa-
la da ssociacHo cominercial de lYninmbui'o, 27de
abril de 18*9 Bernardo de Oliaeira Mello, secre-
tario.
Perante o concelho d'adminislracao naval lem de
contratar-se por arrriuatacao o fornecimento de carne
verde para os navios armados e hospital de mariiiha,
por lempo de J. metes, que lindar em 30 de junho futu-
ra ; pelo que convida-ie a quein tal forneciiuenso qui-
er faier, para comparecer na sala das sesses do ines-
nic concelho, munido da pronosta eui que declare o
menor preco, e o lime do BadojL iiuc aera pessoa para
e/se fin habilitada, s 12 horas da manhaa do dia 4
le maio vindouro. Hala das sesioes do concelho d'ad-
minislracao naval, 27 de abril de 1849. O secretario,
Ckritfvio Santiago de Olivelra.
=a O arsenal de guerra compra aielte de carrapato e
de caco, Ao de algadSo, pavios c velas de carnauba:
fornecer, pode comparecer
Sociediule Apolliiiea.
A coinmissSo administrativa fas selente aossenbores
sociqs ue nao se teudo reunido numero sulclente
nao se pode deliberar: por isso avisa aos niesmos se-
nliores que llavera reunio geral no da prhueiro pelas
cinco horas, adverlindo-os qne se deliberar rom o nu-
mero de socios que coinparecerein.
Precisase alugar nina preta que saiba cora per-
fcicao engoinmai, lavar e colindar: quein liver, diiija-sc
a rua atrs da niatrit de Santo-Aiitouio, sobrado n. 22,
segundo andar.
Antonio Ferreira Metieres Jnior deixou de ser
caixeiro de A. V. da Silva Barroca, desde o dia 2l do cor-
rente.
OU'erece-se uma inulher parda para ama de ho-
rnera solteiro: quein precisar derija-se na rua Augusta,
' Respondcndo-se ao annunclo fello no Diario ae Per-
n,imico, de 28 de abril Alves Camello, senhor do engenho Mirador, dii-se que
sua uierc paga as lettras que no seu aununcio falla, na
nao de quera rilas rsliverem, pois niio ha de ignorar
que, quando se faz qualquer negocio, e seassignam let-
tras, he porque o dito negocio est no todo completo, e
niio que deixe indicios de faltar cousa alguma : filiando,
nein daveriaui as lettras, non negocio por ellas adqui-
rido : se Ihe falla alguma cousa, no he do negocio, e
sira pouco desejo de as satlsfazer, mriiicnlc estando
na-Ierra o vendedor B lar.
S. H. T.
O primeiro secretarlo avisa aosSrs. socios que os bi-
Ihelcs para a recita do dia 2 de maio ae disti ibuein em
casa do Sr. thesuurclro nos dias 30, 1 e 2, e que a direc-
co se reunir no dia I s 4 horas da Urde para appro-
va^o dos convidados.
Precisa-se de um feitor que saiba tratar de borla e
pomar, e de enchertar : no Aterro-da-Uoa-Vlsla, n. 43.
Precisa-ae alugar una ama secca de bons costutnes,
que saiba .azer lodo o setvlco interno de uma casa de
pouca familia. Olrlglr-ae roa do Rozarlo larga, n. 36,
por cima da botica do Sr. barlholoineU, segundo andar
quein taca gneros quizer
na sala da directora do mesmo arseual no dia 30 do cor-
ente, tiaaendo sua propotta com fiel declaracao de seus Antonio Francisco dos Sautos, Portuguez, retira-se
illlmAf nr^fm #mi r*rli ferhada. nara fura do tlurwrffi
ultimo precoa em carta fechada.
' para fura do Imperio.
Jos Luiz Machado Brando declara que o aviso
espelto a um einpregado do Pdo-d'Alho niio se entende
com o Sr. ITr. Jniquim Hygiolo da Molla Silvelr.
Aluga-se uma grande casa, propria para padaria ou
oulro qualquer estabelecimcnto,-na rua Imperial, com
duas salas, sele quartos, cozlnha fra, quintal murado c
cacimba: a tratar no thealro novo.
Ao resncitrivcl publico
Gullherine Frederico Waller tem a honra de annun-
ciar que acaba de receber de Paris novas machinas de
dagarreotypo, bem como mu rico! e variados appare-
lho, taes como caixas do ultimo gosto, alflnetes e re-
domas de ouro, mui proprios para receberem retratos.
O annunclanleespera dos habitantes de Pernambuco
a coniinii.il o da proteceo com que at hoje oteein el-
le penhorado, c adverle que est prxima a poca que
ha fixado para a sua retirada desta capital,
Elle tem uma verdadelra machina da Vutland, aoom-
panhada de todos os anparelhos, a qual vender por pre-
co coinmodo, obrigando-se ansinarao comprador, me-
diante uma recompensa rasoavel, todos os srgredos da
arte que profeca.
Oflerece-se um honieni solleiro para feilor de sitio
ou outro qualquer servico: na rua da ! = Na rua da Cruz, n.2l, precisa-se de um escravo pa-
ra o sen-ico de casa.
JoSo Fernandea Generoso relira-se para fra da
provincia com sun senliora e uma criada de li-
me Martinha.
Manoel Ferreira dos Santos, Brasileiro) vai
cidade do Porto.
Precisa-se de nm liomem que enlenda do ali-
ndar e plantar arvoredos I na eslrada nova psssan-
do a primelra bomba, o primeiro sitio esquerda.
- Jofio Francisco Pacs Brrelo, irinllo do baclta-
rel Francisco Xavier Paes Brrelo, vendo o aunun-
cio do Sr. Frodorlro Chaves publicado no Diario de
Pernambuco de 28 de abril, declara que dito annun-
cio nSo se endcuJe com elle 'roas sim com algum
outro individuo lo nicsmo nonio visto quo nunca
leve lraiisac(no de qualidado alguma com o mostno
Sr. Frederico Chaves, .
Pricisa-su alugur mensalmcnte um escravo para
o servico de botica: na rua do Ara go, n. 10
Domingos Gomes da Silva, subdito de S. M. Fi-
delsima vai a Portugal.
~ Manoel Rodrigues GuimarBes, subdito portu-
guez, retira-se para fra do imperio.
Joaquim Francisco Rocha relira-se para fra do
imperio a tratar de sua sale e deix por scus pro-
curadores a seu socio o Sr. Francisco Ignacio Tino-
co de Souza Claudio Dubeuxe Jofio Fernandos Pa-
tente Viatma.
Jos Itapozo de Mello, subtido portuguez, reti-
ra-se para tlha de S -Miguel.
Bernardo Jos Ferreira, Portuguez, retira-se
para fra do importo.
Aluga-se um molequo para o servigo de. uma
casa : no pateo do Terco, n. 14
-- Hoje se hilo arrematar em piuca do juiz de or-
pltos, pelas 4 horas da larde os bens pertencenles
as hersneas jacentes de Manoel Goncalvcs da Cruzo
Antonio Lopes.
--Aluga-se um sitio na estrada de Jofio-do-Rarros,
com boa baixa, encllente casa com duas salas na
frente, dita do juntar, 6 quartos, cozinha, casa pa-
ra prelos, estribara : a tratar na rua da Crui, no
Recite, ia.ll.
Na la Dircila, n. 38, lava-seo engomma-secom
muita perfeicSo e a 80 rs. a peca.
Antonio Alves Villela, subdito portuguez, reti-
rare para fra do imperio.
Antonio Jos Ferreira retira-se para fr do im-
perio.
t) nliaixo assignado fnz 9cinte ao publico quo
osla justa e contratada com o Sr. I)r. JoSo Baplista
Soares a compra i ilha, nos Afogados, denomina-
da S.-Joflo-Baplista, que (ica contigua a do Maroitn ,
assim como comprou ao Sr. Jos Gomes Moreira o
sobrado de um andar na rua do Livramenlo, n. 17:
quem se julgar com direito a ellas baja do publi-
car por esto jornal no prazo de oito dias, contados
da datadesle. Recife, 28 de abril do 1849. Joa-
quim Ribeiro Pontee.
esappareceu, no dia 21 do corrente, do For-
te-do-Maltos do estnleiro do Sr. Figueircdo uma
lancha grande j velda a qual estava tazando bs-
tanle agoa dedo supporque comas grandes ma-
res livesse garrudo : quem der noticia della ser ge-
nerosamente recompensado na rua da Cadeia do
Recife, n. 54.
itavo batalhiio do Caca lores.
O soldado Manoel Ferreira, natural da matriz da
Varzoa, desertou do llecf, em 19 do corrente, e
lem os signaos segundes: he pardo, cabellos
carapinliados, estatura regular, tuvo bextgas ha
muilo lempo ; levou calcas brancas o aqu de al
gotinoamericinoriscaJo, pormj fot encontrado
com jaquela branca ; roubou um cavallo caslanho-
vermelho com lislra branca na testa clinas o to-
peto aparados, com sellim novo de pelle de porco,
cilda do cadarso do lila verde, freio cainpeiro.com
cahecadase redeas de couro de lustro, eslribos ama-
rillos ;seguio pela estrada de S.-I.ourenco-Ja-Mat-
la, potsjn foi egeontrado em Tiuma cngenlio do
Joaquim MauriclK
eseja-se saber noticias de Domingos lerreira
da Rocha natural do Figueira-da-Mya arreda-
do do Porto 5 a 6 legoas de uma familia cbainadti
os Nutras : na rua Direila n. 24.
Pela segunda voz avisa-se ao Sr. Joaquim Jos
de Almeida Pinto que queira no prazo de tres dias ,
contados do hoje vir tirar os seus penborcs, na rua
Direita, n 23, que os tem ha 13 mezes docantr-
rio sero vendidos para pagamento do principal e
jusos o c mesuio Sr. Pinto licar sem dneito al-
gum aos ditos penhores e rcsponsavel pelo restan-
te no caso do proJucto delles nHo chegar para t?a-
gameiito de principal e juros. --Recife, 29 de abril
de 1849.
Luiz Jos Itodrigucs retira-sa para fra da pro-
vincia.
Na rua do S. -Tbercza, n. 6, lava-se o engomma-
se ioupa coin perfoicilo e a preco muilo commodo
-- Retiram-se para fra do imperio os subditos
porluguezes, Jos Percira Bastos, comsua mulder ,
Mara Joaquina Pereira Bastse dous filhos nieuo-
ros ; 1). Isabel d'Austria coin duas criadas l'or>u-
guezas ; Joanna Mara do Livramenlo ; Jacmiba Ho-
ra ; Joanna Mara da ConcecBo estta familia a sa-
ber : sua tilda Iglena Mana sen genro Augusto
Lebcrmann e seu criado Manoel Jos remandes.
Fiaucisco Ribeiro Pinto Guimaifies retira-se
para ilhadeS.-Migucl. ,
-- Oabaixo assignado novamente roga ao Sr. Joo
Francisco Paes Brrelo que tenha a bondade de Ihe
mandar pagar a quantia de 28,000 rs. provenien-
te de um sellim com todos os seus pertences com-
prado a 6 deoulubro do 1836. como consta da sua
carta : no Alerro-da-Boa-Vista, fabrica de licores,
n. 17. Frederico Chaves.
Precisa-se de uma mulder que saiba engom-
mare cozinliar: no paleo da S.-Cruz, venda ao p
da padaria de uma so porta.
Na noitede a6 do correle fugiode
Santo-Amaro um cavallo melado, sordo,
de clinas e cauda prelas, ripadas.ps pre-
tos, etc. ; sem freio, s com sellm inglez
usarlo e manta de fazen Ja escocea :quem
o pegar leve-o ama da Cadeia do Kecifr,
sobrado i. 3fi, que ser gratificado.
~ Lembra-se a Snra. Cypriatia Mara da Conceiflo,
mana do fallecido-Januario Jos das Neves que se
Ihe faz preciso fallar negocio le seu intereas* no
Aterro-da-Boa-Vsta fabrica de licores, n. 17.
Folicia Candida da Fonseca Portugueza, rolt-
ra-se para a ilba de S..TMiguel.
--Jlanoel Gomes l.oureiro retira-se para fra do
impWio.
Precisa-se, por alguna da, de um Irabalhador
escravo ou livre, para um pequeo sitio : ua rua da
Cadeia de S.-Antonio, n. 16.
Precisa-se de um feitor, natural das Idas, sen-
do casado melhor : na travessa do Veras, n. 15.
Arrenda-se o engenho Cachoera, sito na fre-
gezia de Sorinhtem, < om todos os pertences neces-
sarios para moer sendo muito bom d'agoa, por
moer mesmo com ario muito perto do embarque
do assucar por ser dentro do cercado do dito en-
genho he bastante grande, tem proporces para
Ires mil p-fes de assucar tem multas mallas, bom
cercado e do muilo boa proJuc;.1o na fortaleza das
Cnco-Pontas acharao com quem tratar.
Manoel da Silva Tnvares relira-se para fra do
imperio, levando em sua companhia sua mulder e '
filhos menores. O mesmo convida a lo ios os seus
credoreso devedores par comparerarem no dia 2
le maio prximo vindouro alim do ajuslarem emi-
tas e verem o estado de sua casa no Aterro-dos-
Afogados, no Bom-Goslo.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 7 da rua da
Moda : a tratar namcsiiia,
Para as pessoas que tcncio-
iiam seguir viagem.
Na rua do Kangel, n. 9, continuam-sea lrar pas-
saportes para dentro e fra do imperio, despacliatn-
se escravos e correm-se folltas : ludo com brevida- -
de e proco muito coinmodo, ciTmo so tom dado ex-
cellenlc prova no decurso de8 anuos.
i Dr. Sarment 111 uiiou-se do Hos-
picio para a rua do Qucimado, n 46.
Desapparecou, do porto do Mundo-Novo uma
canoa que foi d'agoa, ja aberta : quem della der no-
ticia na rua de S.-Francisco, no palacete ser gra-
tificado.
Arrenda-se umsilo grande, com um sobrado
propio para qualquer familia uma grande otaria,
bastantes fruteiras Ierra muito productiva junto
ao engenho do Forno-da-Cal: a tratar no mesmo en-
genho. .
Precisa-se de ofllcaes de fu nleiro : no Aterro-
da-Boa-Vista, lojade porta larga n. 05.
Antonio Ferreira da Costa Braga faz publico
que Pedro Lessa deixou do ser seu caixeiro desde o
dia 24 do corrente.
Antonio Joaquim de Souza Araujo, subdito por-
tuguez, retira-se para a|villa de Mamanguape.
Na rua uireita, 11. 68, ha uma ama para lodo o
serviQodeuma casa de porlas a dentro.
-Manoel Maria da Silva faz publico que de hoje
om dianls a BMignar Mnnonl l'eniatldes da I.UZ.
Alugam-se dousou tres andares da easn da Cruz do Recife, n. 40: a tratar no escripiorio do
primeiro andar da mesma casa.
Precisa-sede uma pessoa que queira ser caixei-
ro do unta casa no mallo o de oulra que seja bom
padeiro para ir para o mesmo lugar : na rua do
(J/ucimaiio, n. 9, primeiro andar.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 65 da rua
Nova : a tratar na mesma rua n. 63.
OHerece-so um rapaz brasileiro de 18 annoa ,
para caixeiro de qualquer esjahelecimonto para o
quedara abono do sin conducta: na rua larga do
llozario, botica n S6.
Aluga-se uma casa terrea na rua Bella, com
boas salas 4 gran les alcovas, uma dispensa, quin -
tal e cacimba : a tratar na rua do Gollegio, 11. 15,
segn lo anclar.
Compras.
.- Compra-se o Pillo Instruido, sendo em bom uso :
quem liver annuncle.
-Compra-so, ou aluga-su um sitio He pequeo
valor, nos arrabaldes desta cidade : na rua da Cruz,
n 26, primeiro andar.
Compra-se uma secretaria de Jacaranda, em
bom uso : na rua do Qucimado, n 33.
Compra-se o segundo volume da Ilha Incgnita!
na rua eslreila do llozario, n. 4, ou annuncie.
__ i'.onipr#-se um sobrado de um ou
dous andares, sendo no bairro de S.-
Antonio, ouBoa-Visla, e as principaes
ras: a tratar na rua Nova, n. l\i, so-
brado de um andar
Compra-se papel de diarios effeclivamento : na
rita larga doltozano n. 15.
Vendas.
33 &SJ25ai>.
Eitando prximo o inei de maio, dedicado a Marl.i
Sanlissltna, c restando mu pequeo numero do excel -
lente livrlnho o Novtmes dt laria, inipresso de pror
silo para ser vendido pelo diminuto preco de mil rl:,
aflu de eliegr seu uso a todas as classes, convlda-se a
quem luda nao comprou para fater, antes que se acabe,
na certera que sao otinesmos adoptados pelos reveren-
dsimos padres de N. Senliora da Penha, desta cidade.
Dirijam-se praca da Independencia, nmeros 6 e 8.
AGOA DE TINGIR CABF.LLO.
Conlinua-se a vender ama do Qucimado, 11. 31. O
inelhndo de appllcar, aconipaiiha os vidros.
-- Vende-se compendio de pratlca por Paschoal Jos
j Mello Freir, para as aulas do quinto anno jur-
dico, por preco inul coinmodo : na rua do Cabuga, loja.
'-- Vendem-se ua rua Direita, venda n. 37, superiores
queiios de Minas a 640 rs.; mantelga de Hamburgo aeiu
sal, chegada ltimamente, a libra a640: na mesma venda.
se dir qm-ni da 400/a premio sobre peuhores de ouro
""J^o arinatein, n. 34, rua do Trapiche, defronte
hotel Pistor, de Rajmond Companhia, veiidetn-se
queiios e presuntos londrinos, conservas de dlfferenles
nualidades e mala genero. Tambem aluga-se o primei-
ro andar por cima do mesmo armaicui, o qual serve pa-
ra escripiorio.



==a

Veudem-se presuntos ingle/os para fiambre ;
latas com bolachinhas Jo Lisboa ; ditas .lo araruta ;
lilas de marmelada de 1, 2 e 4 libras ; ditas do sar-
dinlias ; ditas de hervnas ; ditas do cliocolate de
Lisboa ; frascos do conservas ; ditos d'agoa de flor
de I i r i ij a ; barris com a/citonas brancas de E-Ivas ;
^arralas com vinlio moscatel de Setubal e da Ma-
deira ; queijos de prato, frescaes : ludo novo e
enejado ltimamente do l.isbi : na ra da Cruz ,
no Itecife, n. 46.
Vendem-se sellins inglezes e camas
!< ferro : na rua daScnzalla-nova, n. t\i.
Vendem-se setins de todas as cores, proprios
para armaees do orejas e para forros por prerco
muilo em cont : na rua do Queimado, loja do so-
brado amarello, n. 29.
I o!ha de Flaneares.
Vendem-se canas com folha de Flandres : em
rusa do J. J. Tasso Jnior : na rua do Amorim, n. 35.
Vcnde-se o engenho Novo do Cabo para paga-
mento da hypolhcca que nelle tem o Sr. Joflo Vieira
da Cunba : quein o pretender dirija-se ao mesmo en-
genho a tratar com Francisco Jos da Costa.
qualidado em barris de arrobas chegada ne.-u-
me/ pelo brigue iaria-Joi : a tratar na rua do
Itruin armazom do Antonio Augusto da Fonseca ,
ou na ru do Vigario, n. 19.
Carnauba.
A dinheiro
Vendem-se sapa loes, ingle/es; ditos do Nantes ;
Uitos do Caris ; ditos do Araraty; e todo o mais
calcado que se faz preciso tanto para homem como
para senhora e chancas; assim como s se darflo
amostras com o competente penhor, para so evitar
(lados i na praca da Independencia, ns. 13 e 15.
Taixas para engenho.
Na fundicOo de ferro da ra doBrum, acaba-sede
receber um completo sorlimentode taixas de 4 a 8
oaIo>os de bocea as quaes acnam-se a venda por
proco commodo e com promptidflo embarcam-se,
ou carrogant-seetn carros sem despezas ao com-
prador.
Vendem-se cadeiras e marquezas de oleo com
assenlo do palhinlia, lavatorios, meias commodaa,
mesas pequeas, tudo de amarello, e outros ofi-
jectos, tudo do lorio construego e de gusto mo-
demo, por menos de seus valores : na rua das Cru-
zes, n. 31, loja do marecneiro defini da typogra-
pbia. .
Vende-se, na rua da Cruz, n. 21, una porcflo do
cera de carnauba de superior qualidade, o por lo-
do o preco.
CIIA'BItASII.EIBO.
Vcnde-se.ou armazem de molhados atrs di
Corpo-Sanlo n. 66, o mais excedente di produzi-
(lo eniS.-Paulo, que tem viudo a este mercado
por prreo multo commodo.
Agencia da fundico
l nova, n. 4.
Neste eslalielecimento contina a ha-
ver un cmplelo sorlimento de moradas
e meia. moendas, para engenho; ma-
, chinas de vapor,e tachas de ierro batido e
coado, de todos os tamaitos, para dito.
Vinho barato.
O proprietario desle estabtHecimento, desejando
conservar os seus freguezes c nflo Ibe sendo possi-
vcl pelo proco de 160 rs. a garrafa visto ter o ge-
nero subido cerca de 20,000 rs. por pipa, em rasflo
da nflo ter viudo ao mercado,('bem contra a sua von-
ladej V-se na dura preciso de augmentar o pre-
C0 e pelas rases apontadas, conla que seus fre-
guezes Ibo fato justifa e se nflo escandulisarflo
Madeira de pinho.
r*a rua de Apollo, pegado uo armazem do Sr. Mol-
la lia um*terceiro armazem mni madeira de pinho
da niclhor qualidade que tem vindo a este mercado,
e serrada de todas as grossuras e comprime ntos :
ende-so pelo mcnurprec.o que ho possivel.
Potassa.
Desembarcou ha pomos das tima por-
ciio de barris pequeos, com muilo nova
e superior potassa, e se acham a venda,
por pieio mais Lami do juc mima
mente se vendia, na rua da Cadcia-Vclha,
armazem de Bailar ckUliveira, n. 12.
Ch' clale desnude, fabricado
110 Alar.tnliao por Luiz Bot-
leiitnit & Cumpanliia
Do todas as substancias alimentares que, sendo
em seu principio considerardas como cnusas do lu-
xo, tornam-sc pelo lempo adianto de um uso geral,
o chorla Le lde.sem conlradicc,Ao, oceuparo prl-
meiro lugar.
WTcciivan ente, qiunlas pessoas niio vemos nos
preferir boje ao uso do qurnlc cal o uso do clioco-
lale, e nisio seguir a opiniflo dos mdicos mais c-
libns, que, do conimum aecrdo sobre soas precio-
sas qualidades, o indicam como um dos nossos me-
ntores estomticos aquellas pessoas cuja suude he
dbil e delicada I I'rcscrevem-no aos seus dcti-
les aroiisclham-no aos vclhos e o reconiinendain
as milis de familia para seus fillios. Km una palavia,
o consumo verdaderamente extraordinario que to-
das as classes da sociedade fazem desle alimento,
lie o iiinis bello elogio que nos llie podemos fazer.
Vende-so na rua da Cadeia do Itecife, n. 25, dc-
fronle do Itecco-I.argo, a 800 rs. a libia, aondo se
darlo amostras pira se experimentar.
Na rua da Moo, no liecifo n. 19, segundo an-
dar vende-se urna un lulia do aMiianda em bom
uso 2 commodas 1 guarda-loin^, una banqui-
nba, 11 cadeiras americanas j usadas tima dita de
balanco um loucador urna mesa Uc jautar, urna
dita do coziuba, um relugio de p'arede, um taxo de
cobre pequeo o cultas muilas cousas que tudo se
vendo por seu dono relirar-se, o qual pede a quem
precisar distes obji'dos que a| pareca quanto antes,
pois isla resolvido a vender por lodo o dinheiro.
Tara liquidaban.
Na leja da rua do Crespo, ao pe do aico de S.-An-
tonio n. 5 A, vendem-se cortes de cassa para vesti-
dos de cores (xas a 1,600 e 2,000 rs., bonitos pa-
dies ; cotes de casimiras elsticas para calcas, a
5,00,0 ts. ; dilos de Tazcnda de algooflo para calcas ,
de cores escuras e muito cncorpadas a 1,010 rs. ;
nina porcflo de chitas escutas bous pannos, a 120
rs o covado; chapeos lo sol, de seda linos a 5/
rs. ; chales de garca, a 2,000 rs.; lencos para tnSos,
de cassa piulada e arrendados a 240 rs. ; e oulras
muitat fazeudas que a vista se palenleatOo aos fre-
guezes.
Vende-se algodflo da ierra a 200 ts. a vara : na
ru do Oueimadu, loja do sobrado amarello, 11. 29.
Cha barato.
Vende-se muilo bom cha, pelo prec,o do 500 rs. a
libra : na rua do Crespo, 11 23.
-Voiide-.se mu pistilo em bom estado com to-
das as voltase boccal por preco coimiiodo : na pta-
?a da Boa-Vista, venda n. 13.
Ao barato.
Vendem-se curtes de cambraia de cres.a 3,000 rs ;
ditos de cassa a 2,060 rs.; riscados francezes, a
2uo rs. o covado : 11a rua do Queimado, quatru-ean-
lus, loja do sobrado amaiello, 11. 29.
Vende-se cal virgem de Lisboa, de superior
Vendem-se cortes de cambraia de coros e
modernos padrOes; riscados francezes linos ;
chitas francezas largas o de novos padrOos ;
riscados largos, proprios pura camisas; cas-
sas finas o de cotos, goslos inteiramente no-
vos ; brini de puro liiiho do cores e bran-
cosdelislras; casimiras francezas de noves
padioes ; lencos do seda da India; e oulras
muilus fazeudas.finas : tudo por pirro de
agradar aos compradores : na rua do Quoi-
tnado quatro-catitos, loja do sobrado ama-
rello n.29.
r.irinha detrito SSSF
de superior qualidade e nova ; dita americana, em
meias barricas ; dita gallega, em meias barricas;
cal virgem de Lisboa ; vinho do l'otto 0111 pipas e
barris de quarto u oitavo supe/ior e mais inferior:
fechaduras para porta de armazem ; superior rita
liyssou nacional deS.-Paolo; farinha de mandioca
em saccas por preco commodo : na la do Viga-
rio, armazem n-11, de Francisco Alves da Cunha
Algodao trancado da fabrica
de Todos-os-Santos da
Baha,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos : vendo-se 0111 casa de N. O. Bieber & Com-
panbia, na rua da Cruz, n. 4.
A 5oo ris.
Vendcm-so superiores pentes para marrla, de lar-
taruga : na rua larga do Itozario, n. 24.
SSSF
Mu un'I da Silva Santos vende muilo
superior farinha de trigo, chegada lti-
mamente a este mercado.
Latos de marmelada e copos
de,jalea de marnelo,
vindosdo llio-dc-Janeiro pelo ultimo vapor, ven-
dem-se no armazem de molhados atrs do Corpo-
Sanlo n. 66.
Vinho barato.
Acha-se eslahelccido na rua da Madro-de-Deos ,
11. 36, un armazem do
Vinhos da Figucira
de ptima qualidade a preco fle 1,360 ts. a cana-
do c a 180 rs, a gnala e para tifio liaver dolo do
comprador setflo lacradas as garrafas v com rotu-
lo, reccbendo-.se a garrafa vasia c danilo-so imtnc-
diamente u oulra clieia : tembem lia barril muilo
pequeos, proprios pata quem passa a fe.sla. O pto-
priclario dcste cslabcleciiucnto pede encarecida
menle que se nfio illiulam avallando pelo diminulo
preco e sem conhecimento do causa a qualidade de
sua fazenda digna por cerlo da estima dos verda-
deros amantes da boa pinga ; ello conta que quem
urna voz provar continuar com gosto o sem arre-
pendittiento. E o bom preco.'! A todo o exposto
aceiesce o asscio e bom acondicionamenlo. o que tu-
do se podet verificar em dito eslahelecimento.
W2
coso e faz o mais servido de urna casa por 260,000
rs., por ser do pessoa que quer liquidar : na rua
Nflo ha na la tilo barato.
Vendem-se rites de calcas de casimira els-
tica padioes niivos, julo barato pre^o de
5,000 rs. : na rua do Queimado, loja do so-
brado amarello, 11. 29.
Na rua do Queimado, viudo do Itoiario, seron-
da loja n. 18, vendem-se chapeos de sol, de seda ,
paraliomem, a 5,500 rs.; ditas para senhora e meni-
nas, a 3,000 rs. ; dilos para cabrea do meninos
1,280 rs. ; lencos pelos para gravata, a 500 rs.; di-
los de la lloridos e com franja para hombros de se-
nhora ,' a 500 rs. ; lindos curies de casimira, a 7/000
rs. ;crles de meia dita, a 3,500 rs. ; lencos de cam-
Viraia de seda para gravat" a 500 rs.; e outias mul-
tas fazeudas por preco commodo.
~ Vende-se couio de lustro froncez do muilo boa
qualidade e grandes dilles assim como marroquun
prelo e de cOres : na praca da Independencia, loja
do Arantes, ns. 13 e 15.
Vende-se urna mulatinha de 12 a 14 anuos, re-
colhida a qual tem principios de costura e que se
vende por seu dono relirar-se para fra da provincia:
na rua eslreila do Bozario 11. 20, segundo atidar
Vende-se 0 engenho de cannas, moente e cor-
rete com una safia para 2,000 piles, com lodos
os utensilios necessarios, muito boas tenas: tam-
ben) se vende o pido vaccum e cavallar perlencen-
lo ao dilo cngenlio o qual lie situ na cidade da Vic-
toria ilius legoas tara o sul : a tratar no dilo enge-
nho com seu proptietario, Domingos da Cunha e
Silva.
-- Vende-se urna carroQa de conduzlr pipas por
baixo, nova, por prefo commodo: na Soledade ao
p do Teixeira, fogueteiro
nacflo de 20 annos .
; urna dita por 350,000
: na rua do Fogo, n. 23,
araruta, a 160
na ruaDireita,
larga do Bozario, loja 11 35.
Vonde-se um escravo de
de bonita figura ; 2 osera vas
rs.; um moleque de 12 a 13
se dir quem Vende.
~ Vende-se chourico, a 320 rs.
rs. ; toucinho de Santos a 180 rs.
n. 14, esquina de S.-Pedro.
~ Jos de Medeiros lavares vende a sua taberna da
esquina da rua dasLarangeiras, com poucos fundos,
boa para principiante, por vender para a trra e ser
barato o aluguel: a tratar com o mesmo.
Cigarros de palha de milho,
vindos do Rio-de-Janeiro no vapor Imperatriz : ven-
dem-so por preco mais barato do que em outra
qualquer parte : na praca da Independencia, n. 37
Farinha de mandioca
de superior qualidade, chegada este porto no dia
>\ iln enrenle : vende-se mais barato do que em
outra qualquer parle a bordo da sumaca S.-Anto-
nio-dt-Padua, Tundeada defronte do caes do Col-
legio.
Mohilia.
Vendc-sc urna mohilia de Jacaranda nova e de lin-
do gosto, leudo duas dnzias de cadeiras, soph:
mesa de meio de sala dous jogos de bancas dous
lindse grandes toucadores : na rua do Hospicio
sobrado por cima da venda do lefio de onro.
A quem tiver gosto,
vende-se urna porcflo de casacs do pombos grandes,
muilo bonitos, ptimos batedores e da melhor raes
quo existo actualmente na provincia : na rua da
Florentina, n. 16.
Vende-se um sitio muito perlo da praca, com ca-
sa de p*dra ecal, arvoredos de fructo com terre-
no frtil esufUcienle de se plantare ter-se mais de
12vaccas de leito com urna boa olarin barro para
toda a qualidade de material proprio para quem
quizerempregaralguns escravos pelas proporces
desepodrplautareao mesmo lempo ter-se olaT
ria o vaccas de leite : na rua do Queimado, n. 7, pri-
meiro andar.
Na rua do Queimado, loja n. 18 vende-se cen-
to e tantas arrobas de boa qualidade de cera de car-
nauba por preco rasoavet
Vende-se urna escrava moca e sadia, propria pa-
ra algum engenho, a qual he lavadeira : na rua For-
mosa, naquarta casa terrea.
Vende-se, por proco commodo, vinho do Porto,
de muilo superior qualidade, em barris de todos
os tamanhos : no escriplorio de Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva.
Vcnde-se urna preta da Costa que lera 20 an-
nos com urna cria de 3 mezes hem nutrida tendo
a preta cxcellente e abundante leite c de melhor e
mais elegante figura engomma muito bom coti-
nha soffrivelmente foi educado para lodo o servi-
i'n decente de urna casa de familia ; porm sse ven-
de para fra da provincia; urna preta de meia ida-
de, por barato preco : na praca da Boa-Vista, n. 13.
Vendem-se 6 Icitoes muilo gordos : na rua das
Crizes, n. 10.
Vonde-se marroquim de cores sortidas, bezerro
francez, sola, couros, (amneos, chapeos do palhi-
nha o de massa sapatOes, bonetes: tudo por me-
nos preco do que em outra qualquer paite: na rua
do l.ivramenlo loja de couros de urna s porta ao
p do nicho.
Vende-se urna escrava de nacSo de 23 annos
pouco maisou menos e que cozinha o diario de
urna casa e engomma: na ribeira da Boa-Vista
venda da estrella.
A rmacao.
Vende-se urna rica armadlo de amarello enverni-
zada, toda envidrronla feila de mancha que pode
ser mudada para qualquer casa por ser dividida em
12 parles muito propria para botica, miudezasou
calcado, e tuesinu para chapeleiro : na ra N iva, lu-
ja de fenagens de Joaquim da Costa Maya, se di-
r quem vende.
-- Vcnde-se, ou permuta-so por urna casa terrea
nesta eidado ou por escravos um sobradinho e si-
tio pequeo margem do rio Capibaribc, no Mun-
ich n : na rua Nova, n. 52.
~ Na roa eslreila do Bozatio defronte do becco,
n 4, vendem-se os seguinles livros : Plutarco hra-
siloiro 1 v ; Pralica criminal,! v. ; ConsliluicSo do
imperio, 1 v. ; Arilhmelica do Besout, 1 v. ; Deseo-
hriment da Amrica, 2v.; Viagem a Buenos-Ayres,
1 v. de 600 paginas ntida impiensflo, e ornado de
finas estampas : ludo por preQO commodo.
Vende-se um baldo pequeo om bom estado,
um cannap um bah graudo : na rua eslreila do
Bozario, 11. 13.
Vende-se urna pipa vasia, duas caixas forradas
de (landres, c um deposito : tudo proprio para azei-
tede Carrapalo por muito commodo preco: na
rua das Cruzes, n. 36, primeiroandar.
Vende-se urna (lauta do bano com 8 chaves c
anneisde prata, com cxcelleiiles vozes muito em
conta: na rua dasTrinchoiras no car lo rio do'es-
crivflo Ferreira.
A5,i00rs.
Vendem-se chitas de cores muito flxas a 5,400
rs a peca e a 160 rs. a retallio proprias para escra-
vos ; linliasgrossas muilo fortes, unta quarta por
200 rs. : na tua do Caes, loja n. 17
Vende-se um ptimo e grande sitio no lugar da
Cruz-d'Almas, com casa do vivenda armazem, co-
cheira e cavallarice, unta pequea casa 110 mesmo
silio ; um lindo moleque, sem vicios nem achaques;
4 duzias do cadeiras de palhinha a 3,000 rs. cada
cadeira : na travessa do Arsenal de Guerra anua-
zemn 5.
Na rua do Crespo, n. 10,
vendem-se os j bem cotilleados cobei toros de al-
Kodilo, a 640 rs.; excedentes cambraias pintadas
francezes a 280 rs. o covado; riscados francezos,
muito encorpados, com vara de largura a 300 rs.;
cotes de calcas de casimira franceza de pura la c
sem defeito algum a 4,000 e 4,500 rs.; superior
brim branco trancado depuro liuho e com listras ,
a 800 rs a vara.
Vcnde-se um bom piano com cxcellentes vozes,
e um 1 elogio sabonele : na rua do Queimado, n. 17.
-Vende so um paidode 18 annos, de.bonita figura,
perito ollici,.l de sapateiro, o qualnflo tem vicios nem
achaques : o motivo por que se vende he por seu sc-
nhor relirar-se para fra da provincia : na travessa
do Corpo-Sanlo, n. 27.
Vendem-se relogios do ouro, patente inglez : na
rua da Sonzalla-Nova, 11. 48.
Vende-se um pardo de 32 annos bom carroiro
o Irabalhador do fouce e machado; um mulatinho
de 13 annos, proprio para pagem, por ser muito
zinheira edoceira pira frt da provincia ; um e"s-
cravo de 25 annos perito cozinheiro proprio pra
embarcoslo : na rua Nove, n. 5.
Vende-se urna casa- terrea de pedra e cal, na rua
de S.-Miguel nos Afosados, n. 64, em chitos e muros
proprios, cacimba so. cozinha fra e diversas aryo
res de fructo : na rua do Collegio, venda n. 12.
~ Vonde-se urna linda escrava de 46 annos, pro-
pria para mucama por ser recolhida e sabor coser
engommar e fazer lavarinto : na rua Nova, n, 5. '
Ho Aterro-da-Boa-Vista, de-
fronte da boneca, a troco
de dinheiro.
Ha chegado ltimamente um novo e completo sor-
tmenlo de calcado francez de todas s qualidades ,
tanto para hemem como para senhora e crincM.'
borzeguins para homem a 4,000 rs.; sapa (Oes i't
lustro a 5,000 rs; os muito desejados sapatOes de
bezerro de Nantes ; sapatos decordovflo para seebo-
ra. a 1,000 rs. ; ditos do lustro durqne, setim e
marroquim ; os bem conhecidos sapatOes do Ara-
ra 1 \ tanto para homem como para meninos ; pel-
les de marroquim, couro de lustro e de bezerro
francez : ludo por preco commodo.
Conttnuam-se a vendor cortes de vestidos de
cambraia com lindas barras, brancas e de
cores, a 2,000 rs.; ditos mais (nos, a 3,000
rs.; suspensorios finos de meia a 100 rs. o
par, pj 1,000 rs. a "duzia ; meias comnri-
das para senhora azues, pretas esverdea-
das, mescladas, a 160 rs. o par, ea 1,800 rs.
a duzia ; ditas para meninas at 8 annos,
120 rs. o par, e a 1,200 rs. a duzia : estas
meias silo tilo baratas que val o trabalho tig
incurta-las, para homem eUnenino ; botdes
de duraque e franklitn para jaquetas de fa-
zendas de lila a 40 rs. a duzia, e a 400 r>. a
groza : no paleo do Carmo n. 18, sogundo
andar.
Pra^a da Independencia,
numero 57.
Aos 20:000^000.
oltavoi e vigsimos
clle antes, que se
Bilhetes e meies ditos, qoartos,
das loteras do Rio-de-Janeiro : a
acabein.
Vende-se um cabra-negro, moco, de bonita fi-
gura, proprie para pagem ou para embarque: na
rua Direita, n. 17, so dir o motivo por que se vende.
Vendem-se caixas com velas de sebo : no caes da
airandeg, armazem de Francisco Dias Ferreira.
Vendem-se, na rua da Cruz, n. 21,pedrasde mar-
more francezas para mesas redondas e consolos.
Vende-se um quarto ruco, pro-
prio para cangalha: na rua do Crespo,
n. /|, loja da esquina que volta para a
Cadeia.
Vendem-se riscados de algodSo en-
corpados, proprios para roupas de escra-
vos, a sete vintenso covado, e cobertores
de algodo grandes, a duas patacas : na
rua do Crespo, n. 4, loja da esquina que
volta para a Cadeia.
C. Starr & Companliia, convencidos de que a
conduceflo das formas de assucar para a casa do "por-
gar, hesemduvida o sarvico quo mais mortifica a
esclavatura de um engenho, o desejando quanto
possivel he o melhoramento dos Srs. agricultores,
teem inventado e conseguido construir varios car-
ros de ferro que facilitan) de nina manuira admirav*/
esto pesadsimo trabalho.
As pessoas interessadas siio convidadas a inspec-
cionar, na fundieflo Ja Aurora em Santo-Amaro, esla
mu Ulil inveiico.
^vs^^^a^v,'
DE6^ORTAS-Nel8
Nesta loja vende-se panno fino preto e de
cores, a 3,000, 3,500, 4,000, 4,500 e 5,000
rs.; princoza de duas larguras, preta e
cores a 640 e 800 rs.; riscados monslros'
de padroes muito bonitos, a 240 rs.; chitas
de coros (ixas e pannos mu lo encorpadus.,
a 150 rs. o covado, e oulras niuitas fazeudas
por barato proco.
Vende-se uuta mulaliuha de 12 annos, que ja| lindo ; urna preta moca, perita ougommadeira, co-
Vendcm-se 3 fortes pianos,chegados pelo ultimo
navio francez de muilo boas vozes asHcriorcs as
de outro qualquer que tenha npparecidoy ede novo
modello quo nflo detxraflo de agradar ao comprador;
charutos de llavana, por preco mais commodo (loque
em outra qualquer parte; un completo sorlimento
de instrumentos de msica, tanto de metal como
do madeira ; buslos de gesso representando muito
fielmente a rainha Victoria e o principe Alberto;
relogios de ouroe de piala chegados ltimamente
da Suissa. Estes relogios que sao muito bem aca-
bados, so tomam muito recommeudavcis a qual-
quer particular, e auverte-se que ha eulre elle*
alguna que andam oilo dias sem precisaren) de cor-
da : na rua da Cruz, no Itecife, n. 55.
Escravos Fgidos
--No dia 17 do correrle, fugio um escravo de na-
Cflo leiigiiels, do nome Antonio, do estatura regu-
lar, cor preta de bonita figura, bem fallante ; lem
o embigo crescido ; (si encontrado no mesmo djf eo
Atorro-dos-Afogados, com duas trouxas ; julga-s
que estar no engenho do Audr dislriclo de Uua ,
sonde j eslevo 3 anns. Koga-se as autoridades f
liciaes espitaos de campo e pessoas particulares ,
que o apprehendam e levem-no ao Alerro-da-Boa-
Vista n. 2, quo serio gratificados.
ii ....._ '~'~~iiSmmmmss^
PeHN. IKATTP. DIN. 1, DE FAftlA I*9 |


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