Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06473


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Full Text
Anuo XXV.
Sexfa-feira 27
ODIA RIO public-ie todos os dial que n5o
forrm de guarda. O preco da asignatura he
de 4'000 rs. porquartel, fagotafianlaifot. w
,unclos dos asslgnantes sao Injeridos a
rasiio .le 20 re. por toba, 40 rs. em typo dif-
erente, cas repelicoes pela uietade. Os nao
asslgnantes pagarao 80 rs. por liuha e 160 rs.
I em lypo difireme, por cada publicaco.
PHASES DALUA NO ME7, DF. AfRIL.
La chela,a7, i 1 horae30mln.da tard.
Miiigoante,alM4horaae 48mln. datard.
I.uaWa, a 2, s9horas e 34 mln. daard.
Crescen.te,a.29sll horas e48mln.da manli.
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Goianna e Parahlba, s segs. e sexiss-teiras.
Rio-G.-do-Norle, qulnlas-felras ao meio-dia.
Cabo, Serinhem, Rio-Formoso, Porto-<'.alvo
Macelo, no l".# a JI e 21 de eada mez.
Garanlmns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 c 28.
Victoria, s quiotas-felras.
Olinda, todos os das.
PREAMAR DF. HOJF-.
Primelra, s 8 horas e 30 minutos da manh.
Segunda, s 8horas c 54 minutos da tard.
do Abril de lg49.
N. ML
DAS DA SEMAlfA.
23 Segunda. 8. Jorge. And. do J. dosorph.,
do I. docivel e do J. M.da2 v.
24 Terca. S. Fdclis de Sigmarlnga Aud. do J,
do c. da 1. v. edo J. de paz do 2. dist. de I.
25 Quarta. S. Marcos. Aud. do J. do c. da 2.
v. e do J. de nai do2. dlst. de t.
26 Quinta. S. Pedro Bats. Aud. do J. dos
orph. e do J. M. da I. t.
87 Sexta. S. Tertuliano. Aud. do J. do clv. e
doj. de paz do I. dist.de t.
28 Sabbado. 8. Vital. Aud. do i. do civ. da 1.
v. e do J. de pas do i. dist. de t.
29 Demingo. Fgida de Nossa Senhora.
CAMBIOS NO BIA26DE ABRIL.
Sobre Londres a 27'/. < por t/OOO rs. a 00 d.
, Pars 350
Lisboa 110 por cento de premio.
Rio-de-Janeiro ao1 par.
Desc. de lett. de boas firmas a 1'/, % ao rorz.
Acedes da couip. de Beberibe, a 50f rs ao y^
/uro.-Oncas hespanholas.30/800 a .4MM0
Modas de (400 v. 17/200 a 17/40P
, de 6/400 u. 16/200 a 16/40*
. de4000.... 9/200 a 9/40
Pr.M-Pattcdesbrasilelros 2/000 a 2/BO
Pesos coluinnarlos. 1/980 a 2,W0
Ditos mexicano..... 1/900 a I/W
PARTE OFFICSAl.
GOVEKNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 25 DE AflrVIL.
OflfSclo.-Ao coinmandante das armas.-Expeea V. Ex. as'
convenientes nrdens para que a guarda da cadeiad ora
em alante seja felta pela tropa de primelra linlia, Pican-
do V. Ex. na Intelllgencla de que para o servico Inter-
no e externo, condueco de presos, h, sera all col-
locados diariamente tres pracas do corpo de polica.
Convrm outro slm que V. Ex. Taca nonienr dlarla-
inetite urna patrnlha de duas pracas de cavallaria para ,
rondar da mela-nolte em dianlccada bairro da cidade, i
determinando que ellas lenhain cuidado especial em
prreorrer os suburbios da capital equeandem no|passoo :
mais moderado possivel.
Por esta occasio communlco V. Ex. que tenho ex- .
pedido as convenientes ordens para que a guarda na-!
cional d aiipatrulbas nocturnas para os tres bajrros al .
a rucia imite e o corpo de polica de cntfio al o ama- [
nlircer, ncando a mesma guarda nacional dispensada
de doraos domingos a guarnicn que ser l'eita pelo cor-
pode voluntarios.Neste sentido olficiou-se ao com-
i"ndame suprior da guarda nacional do Recife. ao
coinmandante do corpo de voluntarios c ao do de po-
lica.
Dito.Ao mesmo, diiendo que pode S. Ex. engajar
(invadiente para servir na enmpanhia de cavallaria o
cabo Ignacio Pcreira de Sena c o soldado Pedro Jos do
Nasciiueiilo. ambos da mesma coitipanliia; visto orno a
junta uiedico-cirurgica os ha declarado no gozo de per-
fidia .ande; certo S. Ex. de que, nns termos do rcgula-
ineuto que bailen com o decreto de 18 de novemhro do
auno lindo, lia arbitrado a cada um delles a gratificaran
de liO/rs. Scieniliiciui-sc o inspector da pagadpria
militar
Dito.A* mesmo, eoinmiinicando que S. M. o I. bou-
vera porbeiu mandar dar baixa do servico ao soldado
do quinto batalhn de fu/.llrlros Apollinario Jos de
liveira, viste ter ello sido julgadn iucapaz de servir,
srgundo declarou o Exm. presidente do Maranho.
Hito.Ao mrsuio, remettendo copia do aviso pelo
qufll se determina a maneira como se devem fornecer
os objectos de fardamento aos corpos do exerclto, e re-
conimendando a S. Ex. que, pela parte que Ihe toca, ba-
ja de providenciar para que seja observado quanto iio(
idfsmo aviso se conten, bein como que declare qual a
platica que a semrlhante respello se (em seguido com
os corpos aqu existentes, alm de que nossa dar ci-
encia disto ao governo Imperial.Remetten-se lambem
copla do referid i aviso ao inspector da pagadoria-mi-
lil.ir.
Dito r-A.o mesmo, declarando que para poder entu-
p ir o aviso de I do crreme he de mister que S. Ex. re-
meta secretaria da presidencia a guia do padre Joo
Tabosa da Silva Braga, capelln do corpo flxo do Cear,
que leve passagem para o terceiro batalho de fuzi-
l ciros.
Dito.Ao mesmo, recommendando lia ja de fazer cons
lar aa lente da quarta classe do exercllu Joo de Si-
queirS ampcllo que cin aviso da secretaria de estado
dos negocios da guerra de 30 de marco ultimo Coi de-
clarado que o 2.'do arl. 2 do decreto n. 260 do pri-
ineiro de dezembro de 1841 veda o favoravel dcferl-
incnto do requeriinento em que elle pedio voltar para a
prinica classe.
DitoAo mesuio, coinmunicando que S. H. o Impe-
rador dignra-se de perinltlir que o soldado reformado
Manuel Huberto vrnha residir nesta provincia e por ella
cnmniie aperceber os venclmrntos que Ihe competen).
I niel ron-se o, inspector da pagadoria militar.
Dito Ao iucsiiio, Iransiuitindo, para sua inlei-
ligencia e execuco, urna copia do aviso em que o
Exm. Sr. ministro da guerra exige a malor diligen-
cia na rcmess i dos majipas mensaes de varios cor-
pos do exerclto, ora existentes tiesta provincia, bou co-
mo dos da guarda nacional em destacamento, e de ou-
tros corpos de qualquer denominaeo que se achem em
servico.
Dito. Ao mesmo rrcammendando .em atten-
cao ao que requeren o guarda nacional do quarlo ba-
lalho do municipio do Recife, Hermano Hygino dos
alartyres, que fura ferelo de bala no braco esquerdo no
dia 2 de fevereiro ultimo, o mande addir a um dos cor-
pos da guaruico e inspeccionar pela junta medicu-ci-
rurgica, afim de ser levado ao governo imperial o pa-
recer da mesma junta.
Dito. Ao inspector da thesouraria da fazenda, Irans-
mittindo, para que tenha o devido ciuupriinento, nina
copia do decreto de 27 de marco ultimo, pelo qual S. M.
o Imperador houve por hrin demlttlr a Joo de Frelus
l'arbosa do lugar de ajudante do guarda-mr da alfan-
dega desia provincia.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, conceden-
do a autoiisacio que pedio para despender a quantia de
Jo00 ris com a compra de aieitc de carrapato e de
coco, lio de algodo, pavios e velas de carnauba pa-
ra a* luies das fortalezas e quarteis dos cornos da guar-
uicao no mex de uiaio prximo vludouro. Conituu-
uicou-se o inspector da pagadoria militar.
Dito. Ao Inspector da pagadoria militar, ordenan-
do tada, pela quarta parte das consignarles que se houve-
rriu de pagar ao oitavo batalho de cacadores para l'ar-
dameuttt, quantia de l:78ll/U.'Kl ris, importancia de
17/ capole* que o luesmo corpo recebeu do deposito'
de guerra da cidade do llio-lirande-do-Sul, da qual'
nao nidemniou a fazcuda nacional pela respectiva cai-
xa de admiulstracio. Particlpou-se'ao coinmandante
das anuas. .
Dll.-^Ao mesmo, determinando pague ao patrau-
uur do purio dcsu cidade a quantia de 64/320 que se
uespeiideu pelo arsenal de inarinha com u conduceo
uo lirlgiic. Austral pa,a aef,onte daquella repartico,
aliiu deservir de deposito aos prislouelros, c com a da
/* usrio. Scientllicou-se o Inspector da pagadoria
, J}1*0- ~ Ao '"spector da alfandega, declarando que
P<>iie sua inerte franquear a sabida das barcacas. ca-
noas e nutras cmb.ircavdes pela barreta do sul, visto ha-
erciij uesapparecido os motivos que deram lugar a
proliibietM de tal sabida.
eir de Amorlin. c nomera para o sulisiiiulr o cidado
Rufino Jos Correia de Alineida.
Dito. A' cmara municipal do Recife, transmittindo,
em addiumculo ao oll'u'io de 23 do crreme acerca da*
questo de competencia da cmara para a diviso de dis-
trictos no aeu municipio, copla do parecer do presidente
da relaeo a quein ouvio sobre esta materia, lim de que
fiquein scientes das rasdes all expendidas,as quaes Ba-
leara o referido oflicio.
Dllo. A cmara municipal do Brejo. Em solucao
s duvfdas por Vmcs. propostas em ollicio de II do cor-
rente mes. lenho dcclarar-lhes. l.*Que o juizde paz
mais votado.havendo aceitado e exercido o cargo de luis
municipal supplenie, lem por este faci renunciado o
de juiz de paz, cujo exercicio he incompativel com o de
Juiz municipal, e por laso uo pode nein d^ve presidir
mesa daasscmblca parochial, cumpriudo que era tal
caso se chame o seu inmediato em votos, em eonforml-
dade do que fui declarado por avisos de 0 de novemhro
e 21 dedezemhro de l84 c de 8 de marco de 1847. 2.
Que os elcltores e supplentes que devem ser convoca-
dos para a organisaciio da mesa parochial sao os ltima-
mente Humeados que lizeram a eleleo da cmara di.ol-
vida, como he expressonn artigo 112 da lei regulamentar
das rleicoes. 3." nuanio ao numero de el llores, que
dcve-ie observar o disposlo no artigo 52 da lei, nao pu-
dendo poi tanto essa parochia dar malor numero de e-
leitores do que o menor dos que deu as elcicoes de 1842
e iSM, atigiueniando-se nina quinta parte mais se o ac-
crescimo da numero de volantes corresponder a esse
augmento, isto q na mo j nao o ten ha tu feito na ultima
elcieao, ooino ic acba explicado por aviso de 2 do no-
vemhro de 1846.
lino Do secretario do governo|ao da asscmbla legis-
lativa provincial, remettendo, de ordem de S. Exc. oSr.*
presidente da provincia, afiui de que sejaiu presentes a
mesma assembla, duas cllecces das leis provinciaes,
sendo urna de 1847 c outra de i SIS, nn sendo possivel
enviar-se malor numero, porque na secretaria da presi-
dencia s existalo tres de cada mu daquclh i annos.sen-
do indispensavrl que urna exista no gabinete de S. Exc.
e outra na mesma secretaria.
nominando das armas.
Quarlel-general do eommando dat armai em l'trnam-
buco, 26 de abril de 18(0
OltDF.M DO DIA.
% Exc. o Sr. marechal decampo graduado eomman-
danlc dqs armas, desejando fazer cessar a abusiva prali-
ca ite algniis'Srs. oieiaes da guarnicao desla provincia,
que, alterando o regulamento dos uniformes, apresen-
iiin sfii. servico com os mesmos alterados sem as
competentes insignlsS, manda publicar, para conheci-
mentn dos mesmos Srs o seguinte do regulamento
sobre as attribuicnes dos commandantes das armas, ap-
provado pelo decreto n. 203, de 8 de malo de IC43 :
8. M nter a regularidade dos uniformes, nao
consenllndo sej un esles alterados por qualquer pretex-
to que seja ; nein que os individuos sob sen eommando
imponliam malor graduaco do que aquella de que go-
lam, usando de bordados, gales, caniitillius, uu tlis-
ti mi i vos de postos superiores, c nein que se apresentem
nos quarteis-generaes, ou em aclos de servido, scno com
os uniformes eslabelecidos.
Oulrosim manda publicar o ollicio que, pelo Exm. Sr,
Sresidente da provincia, Ihe fui remettido em data de
i do corrente :
lili, e Exm. Sr. Haja V. Exc. de fater constar ao
lente da quarta classe do exerclto Joo de Siquetra
i 'ampello que em aviso da secretaria de estado dos ne-
gocios da guerra de 30 de marco ultimo me foi decla-
rado que o paragrapbo 2." d art go 2." do decreto n."
26 do I" de deiembro de 1841 veda o favoravel defer-
ment do requeriinento em <|iie elle pedio voltar para
a primeira classe.
k Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de Per-
nainbuco, 25 de abril de 1849 -- Manoel Flfirn Tosa.
llliu. c Exm. Sr. marechal Jos Joaquim toelho, com-
mandanle das armas.
Jote Pedro lleilor, ajudante d'ordens interino.
PEUNAfRUC^.
ua retoeciiva seweuiia o UMkk,ci iot dos Aojo VI-
ASSEMBLK\ PROYINCI \L.
SESSAO En 23 DE ABRIL DE 1849.
(Concluto. )
ORDEM DO DIA.
Contina a discussao do requeriinento do Sr. J. A de
Figueiredo.
0 Sr. /fu/ilda: Sr. presidente, na calorosa discus-
so que liontcm Uouvc nesla casa, emitiiram-sc algu-
ijias proposicoes que me causaram serias apprehensoes,
c nteobrigaram a pedir a palavra.
1 ni nobre depulailo que suslenlou o requeriinento
em il.ctissao o Sr. Mendes da Cimba ) disse que, se ti-
vrasc liberdade para fallar como pliilosopbo, le ia de-
monstrado que nos e uo elle, isto he, que o partido
que pe lenco, c nao o do nobre depulado, he que era
Tebelde. I'.ii fique! sorprendido, Sr. presidente, com es-
ta proposlco : quuera que o nobre depuladu me mos-
trasse a verdade de tal proposlco; mas live o dosgosto
de nao encontra-lo na casa, e por isso cedo da palavra :
o que simo bstanle, porque era de meu gosto subir
com elle a essas alturas da seieucia, entrar em urna dis-
cussao franca e sincera, e mostrar casa se pin ventura
nos eramos os rebeldes, ou o partido do nobre depu-
lado. .. -
OSr. J. A. il Figueirtilo: -- Fra conveniente que
mostrasse, independente disso.
O Sr llaptiila --tulo o nobre depulado se uo recusa
discussao?.....
O Sr. J. A. de 'Figueiredo : Entrara! nella.
O Sr. Baplisia tem. Cedo da palavra e espero que
o uobre depulado falle.
. OSr.J. A. de fig drputados que honlein combateramo meu requeriuieii-
l uo apreseularain contra elle urna s raso jurdica: os
uobres drputados chauaram-iue para outro campo,
para urna questo diversa, em que me uo quero en-
volver : o meu requeriinento, leohores, nda lem com
cssa questao para a qual me desaliam os nobres depu-
tados | o meu requeriinento tende s a verificar urna
Infracco feila contra as leis constlluclonaes do paiz.
um abuso commetlido pela primelra auloridadc poli-
cial da provincia contra dous membros desla casa
portantn permlttam-mc os llliuires depulados que nao
aceite o desafio que me forera O objecto do meu re-
queriinento, Sr. presidente, he que se peca ao governo
urna nformacao documentada do motivo que deu lugar
prisao do depulado Barroso e dosupplente Albuquer-
que Maranho ; pr so que no precedern! as forma-
lidades legacs. pois que foi feita sem ordem por escup-
i da autoridade competente, deixando-se at de enviar
a um destessenliores, no praio legal, a ola da culpa !
En disse lioni.au, Sr. presidente, que o Sr. Mantilla >
havia sido preso ao sabir da casa, por ter sido ah que
euo vi ; entretanto nforiiiaram-ine que elle foi preso
em urna das salas desta crsa ; islo lie um insulto I
Pcrgiintirei eu agora aos nobres depnlndos, c espe-
cialmente aos que pugnaran! contra o meu rcquerl-
mento ; boje que a provincia se aclu felizmente paci-
ficada, equando se procura que esta asscmbla vote
por isso elogios c gralidao ao seu administrador, tanto
assim que existe urna indicaran do nobre depulado o
Sr. Jos liento nesle sentido ; perguntarei, digo, ainda
esio suspensas as garandas oonstilucionaes:' Quero
que me i espinilla ni. estao suspensas as garantas ?
Totes:--Nao.
O ir. Nabucod'Aiaujo :Ainda no estao punidos ;is
rebeldes.
O Sr J. A. dr. Figueiredo :Beni, Sr. depulado : se nao
eslo suspensas as garantas, segue-se que foi violado o
artigo 179 da cousliluieo que diz (l.e.) Ora, o chele de
polioia maudou prender a csses depulados se:n ordem
por escriplo, sem as formalidades da lei.e posto que sol-
tasse n um delles punco lempo clepois, uo remetleii ao
nutro, segundo consta do ollicio que esse deputado sup-
penle enviou casa, a rfota da culpa no prazo legal.
Entretanlo a consliluivim .letermina que, excepeo de
Hagraule delicio, a prisao nao pude ser execulada senao
por ordem escripia da autoridade legitima ; e essa or-
dem se no deu :que po> urna nota, pelo juiz assigna-
da, se faca constar ao reo o motivo da pristi dentro de
24 horas ; e nao se Ih'a enviaram!
O Sr. Cunha Figueiredo:E que tem a assembla com
isto?
OSr 1. A. di Pigutiredo :O que tem? He que, ten-
do sido violadas as aramias que aconslitulco concedeu
para manter inviolaveisosdireitos dos eldados.e incuin-
bindo o acto addiclonal esta assembla a guarda da
cousliluieo e das leis, no podemos ficar impasslveis,
quando forcm destruidas essas garantas pelas autorida-
des quem laminan corre o dever de respeita-las....
O Sr. Cunan Figueiredo :Deve a asscmbla velar na
guarda da constituieao, porm dentro doi lemites do
seu poder. -
OSr.J. j. de Figueiredo :~-E que outra intelllgencla
senao esta se poder dar ao artigo do acto addiciotial
que nos Imp6e o dever de velar na guarda da constilui-
cao ? Se sabemos que fram violados e calcados nos pea
os direitos, asgarantias constitucionaes, no nos cuin-
pre tomar medidas para que QO*OI abusos e violencias
uo ap|,arce,un, e loinai c uta ; ao nosso alcauce, dos
abusos coiumi'ttidos '
O Sr. Jnaquim 1'iiei.r: -- Pelos meios constitucionaes.
O Sr. J. A. de Figueiredo: A|iiesciite-os o nobre de-
pulado.
OSr. fo->aiim Vllltla: Aprcscntaicl.... Peco a pa-
lavra.
OSr. J. A. de Figu iredo : A nao ser assim, Sr pre-
sidente, eu nao sei de que servira a disposic* do arlo
addiciotial, se, mandando-nos elle velar na guardada
constiluico e das leis.dcixasscinos que ellas fossem im-
punemente violadas. l'Os esta assembla uo deve lomar
contas tiestas infracfots? Nao deve remedia-las e pre-
veni-las ? Nao deve mesmo censurar o Infractor e pro-
mover a sua responsabilidad, '
Senhores, eu no pretendo com o meu requeriinento
estabelecer uui precedente novo, neni mesmo quero
que esta assembla ullrapasse os Innlles das sitas at-
tribuicnes; recnidu-me de liaver lido em um jornal ipie
a assembla provincial do Rio-dclanciro lem, por ve-
zcs, requerido Iguaes nforinacrtes, relativas a abusos,
talvez de menor importancia do que este que procuro
verificar por mrio das informacoes que peco ; e he as-
sim que eutendo que a assembla velar na guarda do
sagiado deposito que Ihe confiou o acto nddiciunal. E'i
qui/.rra, pois, que me dissessein em que est o erro des
ta mlnha opino.
O Sr. Joaquim Yillela: Em querer fazer a assembla
oinnlpoteute.
O Sr. J. 4. de Figueiredo: Mas como, Sr. deputado?
Pois lornar-sr-lia omnipotente esta assembla quando
ella exerec attrihuicdcs que sao mas, quando ella, co-
mo fiel depositarla, procura indagar seas leis teem si-
do elimpiad i*, e, no caso de cxlsliiem abusos, se apres a
tul preveni-los, proiuovendo aVesponsabilidadedin seus
autores, ou levando esses abusos ao conhecimeiilo da
quellesqtic devem conbecer delles ?...
O Sr. Joaquim Villeli :f)eve respelar os poderes po-
lilicns.
OSr'. I. .1 de Figueiredo :-\ assembla provincial,
si'.ilim 1 s. nos teuiodireito develar na guarda da cons-
tliuico.e das leis, como tambera o de mandar respon-
sabilizar, o ile suspender ns magisirados...
O Sr. Joaquim Yillela :--Leia este artigo.
OSr.J. A. de Figueiredo\{.
OSr. Jnnqiii'm Yillela :-Ento, aontle est ?
MSr J. A. de figueiredo :--em; como velar esta as
semblca na guarda da cousiiiuc >?
O Sr. Maeiel Uonleiro :Assignalando-se os abusos
OSr. J. A. de Figueiredo :-Mas, se os abusos estao as-
signalados, seelles so notorios, nao deve a casa proen-
rer blenlo governo informacoes mais eirc.....laneis-
das, afim de que se saiba com certea se houve, ou nao
iufraceo ?...
O Sr, Cunha Figueiredo :Para punir ?
O Sr. i. A. de Figueiredot- Par represenlarmos a
primeira autoridade da provincia, faxeodo-lhe ver que,
como encarregada da execueo das leis, faja responsa-
bilisar o infractor. ,, ,
'OSr. Cunha Fiqueiredo :-Esle direito tem o ollendido.
O Sr. J. A. de Figueiredo : -Emilio, e quero que o go-
verno ouca a autoridade policial, e de pois informe a casa
se houve, ou no abuso, se o faci foi ou nao succedido
segundo consta do ollicio de que esta assembla est
Inleirada. Mas, aqu dise-se : llecarra o ollVndido i,os
inhumes do paiz.elles que o dcsaggra-rein. K no caso
' em questo, qual o tribunal mais proprio ? Quem nie-
I Dior que esta assembla para conbecer da violencia
! felta aos direitos dos seus membros ? Senhores, eu estou
! convencido disto ; posso estar em erro ; entretanto que,
pugnando pelo meu requeriinento, pugno pela rasaoe
pela Uslica.
Passarei agora a responder una proposlco erailli-
da por UIU dos Ilustres memlirns que combateram o re-
qiierimentn.
Disse o nobre deputado que nin leria duvida em vo-
tar pelo requeriinento, prodigo como he em votar pelos
requeriinenlos tendentes a pedir nf.irmacoes, se no
drscohris.se nelle ntencoes siuslras : nao sei, Sr. pre-
sidente, como pode o nobre deputado enxergarein inini
a existencia de taes intencrics lias nlences. quando
eu propugno pelo cumplimento das leis, quando ex-
prrsso odesejo de que esl. asseiulili'-a permanec setn-
pre vigilante sobre o sagrado deposito confiado a su 1
guatda?
O nobre depulado fui ainda imis avante : disse que
eonsileiava qualquer opposico que norvrnlur.i possa
liaver como sequeneia di tebolllo, Senhores. como o
nobre depulado aventura semellianle deia .' Quem llie
disse que eu me aprsente! aqu pugnando por esses luc-
tuosos acontecinienlos que alagaram em saugue esla
bella provincia?! Mas supponlu-se mesmo que eu l-
vesse adherido a esses funestos uiovinientos, pens que
no esliri.i lieni ao nobre deputado laucar contra iiiini
una tal insinuacao : alii eslo os tribunaes, ellesque
tomara coma do meu proced.mculo ; parm, eniquaiito
nada constar contra mim, nao jnlgo o nobre depulado
autorisado para me em restar esta adheso....
' O Sr. oaquin Yillela:- Euto a assembla nao poda
velar na guarda da constiluico e das leis?.. Esta
bom.
OSr. J. A. de Figueiredo: -Sr. presidente, a Insipuacao
do nobre deputado f.\re.a-me a ser ainda mais explicilo ;
declaro que sou oraieiro, e sempre o fui ; mas sraieirs
que nunca assislo a clubs, que nunca ful a esses mieloiga
monstruosos, onde se proelaiimu ao povo doutrinas im-
nioraes, e al liorroroi.s '. Senhores, ment quando vos
disse que no liuha ido aos masUafal Ful a nin, a 11111
s, no iheatro publico, e fique! horrorisado de ouvir as
doutrinas que se prega va ao povo e provincia inicua'
e o paiz sabe quem erara os oradores '.!!
Senhores, as revolucles no so lilhas de UBI momen-
to, ellas teem precedencias, c muila ves de longa data :
todos acarretainos ( talves al sera inlcncao) couibusti-
veis para ellas e quando he chegadoo lempo da explo-
sao, enlao desconhecenins a nossa propria obra, e hor-
rorisados dos seus ;i lcitos, negamo-lhes a patcriu-
dade.
O Sr. Snuxa llandeira :Apoiadissirao.
OSr.J. A. de Figueiredo: Sr. presidenle.se me nao
tivesse imposto o dever de nao oil'ender a ncohnin dos
Ilustres membros desta casa, c mesmo m. estranhos
com persnnalldads, serapre odiosas; se mefosse licito
descer a ellas, eu ira mais adame e. .. .porm licarei
aqu.
O Sr. Ferrcira Brrelo:E he o raelhor.
O Sr. Bnplfsla:Sr. presidente, o illustre deputado
foi tan fcil em aceitar o desalio, como fcil cui fugr
delle; apenas, rin ultimo lugar, disse que, inultos bo-
nicos concorriam para una revolucao, edepoisnega-
vam a paternidade que tnliam nella : mas islo lie urna
cxpresso mullo absirarta, ou antes um dizer vagn, que
no determina lorio algura. Eu sempre esperel que n
Illustre deputado, aprofundando a questo, moslrasse
que do lado lque perlen^o foi que nascerain os abusos
da mprensa, a lieeiiciosdade dos -meeling c outra':
aeces crlmlnOsMi contra as quaes o nobre deputado se
pruniincion ; mas nada dislo_ fez. c por consegninte
uo posso entrar nesta discusso, e apenas lmitar-ine-
hei a dxer que o nobre depulado nssisliu em principios
que fram combatidos nesta casa pelo dijiinctoorador
que hontem falln em ultimo lugar: ( o Sr. MaclelMon-
teiro ) elle mnstrou evidentemente que a questo lie
toda Individual, que est ful das altribnices desta
assembla. a qual lie um poder independente dos man
poderes, c pode tanto ingerir se as altribuices desses
outros poderes quanto elles pdem ingerir se asi nossa.*
fuBcres legislativas. Pareee-iiie que isto lie evidente, e
o Robre deputado lleu mil lestemunho da verdade desto
principio, quando disse que assembla nao poda punir
rebeldes; quando disse que,aluda que elle fosse rebelde,
e rebelde por excellenda, nenbum depulado poderia
procurar meto dcexpelli-lo da casa, por rile ter adehe-
cido revoluco.
OSr. J. A. de Figueiredod um aparte.
OSr. Mainel Monleiro:-,\ queslao he de civilidade e
no de direito.
OSr. Hav-.itl* :Sr. presidente, cnlendo que nos nao
devenios gastar o tempo com estas questdes de indivi-
dualidades, porque a nossa misso he mais Importante,
uiaisalti, mais nobre e mais sublime: no somos pro-
curadores de causas para estarmos aqu sulicitaudo os
meios de defender um individuo que se dil injustamen-
te preso ; se assim he, elle que se defenda, que procu-
re os recursos legaes.
Sr. presidente, a interpretaran que o nobre deputado
quer dar ao aclo addcional nao he rasoavel; a inlerpre-
tacao tem suas regias a seguir. Quando o acto addl-
Cional din que esta assembla compele velar na guar-
da da cousliluieo e das leis, eudendr-se, e eulende-se
prrleilainenle que he dentro d.i espliera de suas attri-
buicnes, porque o acto addicioual no pode querer a
anarchia dos poderes, no pude consentir era nvases
reciprocas c perigosas: pm linio velar na guardada
cousliluieo e das leis, he velar dentro das ralas de suas
atliipnicrs.
O J. A. de Figueiredo :Nao ha essa limilacao. .
O Sr. Ilapliila :Nao pode ser outra a interpretarlo;
ao contrario, resulta o absurd >, cas leis nao pdem
inlerpretar-se de maneira que a inlcrpretacao conduzaa
absurdo; e elle se "darla, norqrro ficaria a assembla
com o direito de tomar estrellas comas a todas as auto-
ridades desde o presidente at o subdelegado, ronsti-
liiiudo-se assim em tribunal dejnsica, em tribunal on-
de se devem defender interesses de parles, e nao cuidar
de as necessidades imperiosas da provincia.
Sr. presidente, uiia colisa notei no discurso do no-
bre deputado. e foi que, ao passo que elle se aprsen-
la lao susceptlvel a poni de se julgar odendido porque
um de meus collcgas disse que, 11a occasio actual,
qualquer discusso mais exagerada sobre a revolla po-
da conslderar-sc como sequeneia da mesma revolta,
elle he o mesmo que vem cmillir proposicoes que nao
sao multo proprias de homnis que se eonlcssam mode-
rados ; vem diicr-uos que o procedunenlo do presi-
dente rra escandaloso, e repetir militas vezes a pala-
vra eteandalo- ; vem oil'ender a Individuos que pre-
zam lano a probldadc como o uobre depulado, que
tem sido tratado por todos os meus amigas com deli-
cadas aitenr.es. como lodos nos temos lesteraiinhado,
I no entanio que elle, pelo contrario, lem einiuido pro-

_


/
i r-r~ i, -ti_ i a
posices qUe nao me parecen) inulto rnsoavcis, princi-
palmente quando o Sr. deputado nao aprsenla prnvas
contra as autoridades qne acensa.
Sr. presidente, cu aclio ,jiic a queslo est bein de-
batida ; tcrniinari'i. poit, o ineu discurso, dlzendo ape-
S nue rases eiupt.gados contraquein o nobre depu-
tado falla, c que tecnia de lerem (talo un priiccdimcn-
to escandaloso, s.io houi-tis ceilo, c que cu jiilgn iucapazes de conmicltcrcni esses
escndalos que u nobre depulado llies imputa ; que es-
ii autoridades se lecui einpeiihado no liui patritico e
louvavel de procurar punir o crlme, e Irazcr a socie-
dade ao sen eitado normal que pira lato leem lutado
coni dilHculdades ; que se esta orgaulsando o processo,
e averiguando os (actos ; que todos os das pdem appa-
recer proras que comprometan! novos Indlviiluos, (
por conscqrnela que nao he para admirar que indivi
dos que amlam publicamente na capital, nao sejau
presos boje, e o sejam daqul a dial ein resultado das
averiguaces do Tactos, consequeneia uecessaria do
piuccssn que se est organizando, pelo qual se procura
mohecer osnuiores do delicio. Portante niio ha rasao
lignina para o nobre depulado aygrcdir lao cruelmen-
te a reputarn deslcs individuos
Nao dcscohrndo, poii, utilidade no requerlmenlo,
pelo contrario considerandos fura de nossas atlrihui-
ors, voto contra elle.
t .Sr. Joaquim Yilttla :Sr. presidente, a queslo, que
ie discute, eslava lo bem debatida, que en nao tinha
tcnco de tomar parle na dscusso ; mas um aparte,
que dei ao nobre drpuiado autor do rcqiicrimciito, fes
com que eu pedisse a palavra em consequeneia da rea-
posta que me elle den, e que eu toniei cuino um cartel
de desali, ou como Ulna luva laucada na arena
Ku disse ao nobre depulado que esta assembla devia
velar na guarda da con-litii'cao e das bis pelos lucios
unstluciunacs, e o nobre depulado respundeu-me:
' poli aprsenle quaes sao os meios constiiucionaes : >i
por consequeneia p nobre 'depulado qui/. traicr-me a
ii rreiro, qui/que eu me envolv s>e na discusso, pata
apieseolar-lbe quaes sao eses nirius Constlincionaea,
Antes, poi-,;m, de responder aci nobre depulado, per-
inttr-mr-ha V. Kxc. j que tenbo a palavra, que diga
alguma consa sobre a questfo que se discute.
t) nobre depulado, Sr. presidente, funda toda a sua
aigiimeutaco rm Ulna nica rasao. Olanlo a miiii nao
onvi oulro argumento tenaU este : i, A' assembla com-
pele velar na guarda da conslituicao o das leis ; bouve
nina prisao Ilegal ; logo a assembla deve lomar ronhc-
eiiuenln della, porque com eila honvc nina infraceao
do le.
II Sr. J. A. de Figueireda Raciocinio bem lgico.
O Sr. Jnnquim Villela :Ku mo sei se a conslituicao ou
as leis liiram infringidas, nao tenbn mesmo necessidade
de entrar nrsta queslo, porque nos nao temos de pro
iiuneiar julgsmriito alguiu a respeito do procedillieiilo
da amurillarle que rfl'rciiiou essa prisao que molivou o
reqiieriiuenlo do nobre depulado; quera nicsiuu snp-
pr que se den essa infraceao, e creio que nao pono
dar ao nobre deputndo um partido niais vanlajoso do
L"Ji_- m
9
mo, pois, tomarmos conheclmenlo dessa prisao que di- "\ Sr Deputado : NSo nos rclirmoi da discussao,
o nobre depulado baver aido Ilegal, por um simples reiirmo-noi da lrra bruta.
reqiicrimeiito do nobre depulado? Pois qner o nobre; O Sr. Joaquim Villela: O nobre depulado, entre-
li pula lo que, porque se diz que um individno soll'ien tanto, declarando que nao accilava a discussiio no pon-
uma injusiica, um individuo que nem ao menos he | lo ein que a estabcloecii o nobre orador que me prece-
cnemino dcsla casa, que apenas olTicion que nao poda
vir lomar asaculo porque foi preso, esta assembla se
conslitiia procurador ou advogado desse individuo, pa-
ra que, sem queixa de re.sponsabdidadc contra qucni o
prenden, peca de seu niolu proprio inforiiiacOes a res-
peilo dessa prisao, alim de ingerir-gc nelln ? O nobre
depulado nao ve que a assembla, procedendo desla nia-
nrlra, ullrapassa a raa das suas altribuicncs >....
O Sr. J. A. de Figueiredo : Declaro que argumente!
de boa fe ; sao convicccs niinhas.
O Sr. Jnnquim Villela-. Ku nao disse que argumen-
lou de m le pergunlo se o nobre depulado uo acba
quea assembla ullrapassaria a raia de suas attribuicrs,
obrando assiui '.. K eu enlendo que siiu, porque niio
obrarla pela inaneira piescripla no artigo que Ihc d a
attribuico de velar na guarda da conslituicao e das leis,
pelo que respeila s iufiaeces couimctlidas pelos ma-
gistrados.
A assembla, no caso da suspensao ou demissao dos
magistrados, fuma lona cuino tribunal dc'Jutlica, assim
como a cmara dos senadores se constitue tal, quando
lein de julgar dos crimes dos miuislrus de estado, ou
dos membros da familia imperial; mas, pela forma que
quer o noli e depulado, a assembla nao se constituira
ein tribunal, nem mis seriamos juies : nesse cliso a as-
sembla rouslitui-se-hla parle, porque obrara inde-
pemlcule da queixa que o individuo tcni o dircito de iu-
teniar....
O Sr, J. A. de Figueireda : Nao se trata de queixa,
<> Sr. Joaquim Villela: Melhor: enloquer o nobre
depulado que nos tornemos parles, ou ao menos procu-
radores ou advogados da parte.
Assim que, Sr. presidente, julgo que o requerimento
do nobre ilcpula.lo nao lie de nenbuma conveniencia,
que nenhuma utilidad)' delle piole resultar, por<|ue nao
nos habilita para lomarinns delibrraco alginna, qur
comocorpo legislativo, qur mesmo como ttiunal de
justiea, para tomarmos couheeiuientu do acto do uiagis-
iiado.pi,. ellecluou essa prisao; e me parece que isto
bastara para que votasse contra elle. Kutretanlo, Sr.
presidente) o nobre depulado mesmo confesin por una
inaneira peni manifesta a convicro em que est de que
esta assembla nao se poda ingerir ueste negocio ; por-
que elle disse. fallando da rebelda: Sltu fosee rebelde,
t um grande rebelde, a assembla nada linha eommigo.ahi cs-
laram ns tribunaei pata punir-me a O nobre depulado es-
queceu sein duvida nessa occasiio a inlelligeuciaipie da
ao 9 do nrt, 11 do acto adilicion.il; porque, se em vir-
lude delle pude a assembla tomarcnnhecimcnlodc una
pristo, porque se dii que he illegal.como niio poderla lo-
mar eonbecimento de um acto de rebelda? Pois pode
baver malor infraceao da coiistiluco e das leis, do que
a rebelda ? Creio que nao, Sr. presidente; porque a re-
belda infringe todas as leis; infringe Inda a constituirn.
Porl.inio, se o nobre depulado diz que,anda quando ti-
pie concedendo-lhe que bouve infrac cu da constitu- vesse violado a coustuufo e as leis,a assembieannpo-
co e das leis ; mas pergunlo, colhidasas nformicocs <"a tomar-llir conl.as, porque aos tribunaes do paiz lie
que pede o nobre depulado, podemos lomar algunia de- '<|ue i.socoinpetc.coino quer que por essa infiacco (que
libei.ifo a respeito dessa pristi? ''/. se deuj a assembla v tomar cotilas? Pois nao p-
lie verdade que o j 0." do. art. I do arlo addicional
nos d a allrlbulco de velar na guarda da conslituicao
das leis ; mas pde-se entender rale paiagrapho na la-
lilude que Ihequer dar o nobre depulado ? Creio que,
se n eiilendessemos como quer o nobre deputido, lor-
nar-se-bia a assembla provincial o poder poltico por
i'Xcelleuca, e eslaria em suas mos invadir todos os po-
deres polticos, ludas as ve/.es que assim Ihc aprou-
vesse ; porque, a titulo de que se liaviam infringido a
ciinsilluleio e as leis, a assembla provincial poderla
lomar comas a lodos os mais poderes polticos, ingerir-
se em suas allriiiuictVs, e consequentemente nulliflear
a independencia de todos elb-s; essa Independencia,
pela qual em urna das scsses pastadas o nobre depula-
do tanto pugnou ; essa independencia que o nobre de-
pudo julgou ver destruida, porque o Kxm. presidente
da provincia mandn convocar 2(i supplenles para subs
litiireni 26 depuiados que nao couipaiecersin na casa.
K de feilo, Sr. presidente, a aduiitti-se a inlelligeu-
cia que o nobre depulado qui/. dar ao i) do arl. II, a
r-^einhla provincial transforniar-se-bia ein um poder
omnipotente! superior a lodos os poderes polticos, c
com o direilo de coiibecer dos ICIOS de todos elles ; por*
quc,sdh o pretexto de velar na guarda d.i comtltulcao e
das leis, interviria em todas as decises, em todos os
julgaineulos. ele, ele. Assim, um juiz nao podeiia dar
_ una senlem-a, sem que liyesse dea ver discutida na as-
sembla provincial, IrnipTe que qualquer depulado en-
leudesse que nessa senliana se infringir alguina dis-
poslfo de le, e se leinbr.isse de apreseniar um rc(|iie-
iamento romo o do nnbie di pillad, pedindo inluruia-
(.es a respelo do pleito : assim, lerlainos de constituir-
nos a cada momento ein tribunal de appetlacdes, para
luioarinos conhrrimrnlo de quailtaf SCIitencas por ah
des (e o poder Indiciarlo !
t se assembla -pi deria facer islo com o poder judi-
eiario, pela mesma rasao o poderla fazer com o poder
< xeculivo : i|ualquer dclibcrnro que elle tomosse, mis
a -liiiiiii uno. dscusso, cxamln.iramos se i Ha esla-
va, un nao, de confoianidado com as bis ; e pira isto
bastarla um requeriineulo pediudu infoimacoes a res-
peito dessa deeiso. Pnanlo, se se entender o artigo
constitucional na latiludc que o nobre depulado quer,
icgue-se o que j disse, que assembla provincial he
um poder omnipotente, que tem lima aleada sobre lo-
dos os poderes polticos do paiz.
Mas, disse o nobre depulado, como he que a assem-
bla provincial vela na guarda da cousliluico e das
leis .' Ku lili" disse que pelus lucios conslilucionaes
que quer diirr, usando das allribuiroes que o acto ad-
illelolinl Ihc den para velar na guarda da conslituicao e
das leis : be i-io por sem duvida nuil claro ; mas, cano
o nobre depulado perguiitou-iiic quaes sao os nietos
eonsllucionaes, icleiaqiiccu me explique.
O acto adiliciuiial, Sr. presidente, cspccificou todas
as altrihuicoes da assembla provincial, e como com-
plemento de todas estas Sttrlbliicues, deu-lhe a de velar
na guarda da conslituicao e das leis; deque inaneira,
pois, ha de usar a assembla dessa ailribuico, seoo
nipirgando os meios que a consllluicfio poz sua dls-
prmeflo I K catea melns s.io jusi.nu' nte as allribuiedcs
que a conslitulcu Ihe den. Deve, pois, a assembla
velar na gnaida da ronslituico e das leis, mas nao sa-
hudo das ralas que a meillia COOllitOlcio Ihe prescrc-
veu, nao nliiapa.sando o circulo das aliribuicoes que
a conslilucao Ihe den. J vi, pula, o nobre depulado
qu es sao os inrios conslitiiconaes.
_0 Sr. J. A. de Ugueiredo : Esll limitaeo he que en
nao posso conceder-lhe, poique a cousliluico Ih'a nn
poz.
USr. Joigirim VillelaPois nao! Knlao a assembla
provincial tem, pelo aclo addicional, o direilo de fazer
tildo? Nao Irru limites as suas allribuiroes ? lie um
poder oiiinipotcnlc, e pode invadir as ailribiiieoes do
poder judlci.irio, euliheerr de lodos os actos da poli-
ca Digo lo nobre depulado que nao.
Mas viiliemos .|iietlu, e vamos ao uieio constitu-
cional no assumplo em discussiio.
O artigo que decide a ilueslu he o que ped ao nobre
depulado que lsse, e pelo qual o nobre depulado pas-
sou, (srrvindo-me de nina expresso popular) como ga-
lo por brasas ; pois apenas leu-o, passou logo para 0
seu artigo favorito. Aqui esl o artigo : he o j 7 do ar-
tigo 11 ; diz elle :
Oecrelar i mspemo, e anda me giilrado contra i/iirm houver queixa de reiponiabtlidude,
- sendo elle ouvida, e dando-tt-lht lugar a defea. >
Kis-aqm, pis, o lucio constitucional pelo qual a as-
sembla vela na guarda da constituic e das leis, pelo
que respeila aos magistrados; dep.ii de vir a esta casa
una queixa em regra, eiitao he que a assembla, ein
virlude do ? do artigo citado, | ude lomar conheci-
niento e proferir a sua decso pi ou contra o magistra-
do, sendo inivido elle e apresentamlo a sua deles i, mas
ba aqui alguma queixa contra alguui magistrado ? Co-
dcinleivii uuaudo se trata de Viina infrarco contra a
orden) publica, quando se Irata de um faci nao parti-
cular, mas lodo publico, iodo aniquilador da or em
social, e pode a rrspeilo de oulro pur mcnlc individual?
Pois para aqurlles exlstein liibunaes, e para esle nao ?
Sr. presidente, o nobre depulado esiumagou-sc um
pomo,quando mu dos oradores do .neniado "disse anu,
que nina npposic.ao exagerada, na poca presente, quasi
que se podia considerar como urna srqucucia de rcbrl-
li.m I'nram eslas as palavras do nobre depulado que
esl niin!:a direila, o nobre diputado autor do reque-
riineulo esloinagou-se milito, mas nao (evo rasao para
isso ; porque, Sr. presidente, quando a provincia acaba
de pastar pela.couvulso mais terrivel por que padia
passar; quando mis sabemos, Sr. presidente, que o go-
vrriio lem obrado com loda a juslica c moderaco le-
vando Oftaa um ponto extraordinario ; quando, Sr. pre-
sidente, nos vemos que as prises que se Lia ao, san a-
quell.is que nao podiain deixar de fa.er-se de manen i
alguma, sem grande escndalo, nclia o nobre depulado
que he uiuiti couseulauco com os principios de ordein,
que be inciiuo consmaneo com a diguidade desla casa,
que esta assembla leja-queui se enja como advogado
dos Individuos que eiilraram na revolla ? Acba o nobre
depulado que he multo honroso re presen tacSo pro-
vincial que, porque um individuo, que se diz que cu-
t -u na rebelda, ful preso pelo chele de polica, se pe-
caui logo InforinajfltS como quer o nobre depulado, que
a assembla erga rm favor nesie individuo eslromlozos
clamores, que os rleve at ao co, bridando, couioquer
o noble diputado, contra c.sa injastira monstruosa?.
O Sr. Souza Hondura: Como o nobre depulado j
bradou em oulro lempo.
O Sr. .1 i/ni,,. Vitlila :R bradarei, sempreque ellas
npparccereui. Nao mostrarla com esse procedimrnlo a
assembla provincial que se echara alguma cousa is-
cada do terrivel contagio di rebelda ? Pelo menos me
parece que, se a assembla apresenlassc o c mporta-
uieiilo que o nobre depulado Ihe lem Indicado, ella nao
podia lavar-sc da nudoa de ter um punco de syiupalhias
pe' rebelda...
0 Sr. J. A. de Figwirrdo :Kst einpreslando-uie n-
trncoes que vit nao leulio.
0 Sr. Joaqun Villela: Ku nao entro em suas inten-
fies: digo que, se assembla proeedesse da inaneira
por que o nobre depulado a acousclhou, nao poderla
evitar que se dissei.se que, se nao linha lomado parle na
rebeldia, pelo menos nao linha desguladn della. linha
por ella sympalhias ..
O Sr, J. .1. de Figueireilo : Tinha sympalhias pelo par-
tido, e semprc leiei...
U Sr. Joaquim Villela : Ku entend, Sr. presidente,
quando o nobre depulado disse ao orador que me pre-
ceden que podia proseguir na dscusso nao obstante
nao achar-se prsenle um oulro orador que havla fal-
lado a favonio sen requerimento, eu enteudi que o no-
bre depulado eslava disposlo a aceitar a dscusso ; sup-
uu/.. mesmo que o nobre depulado linha vestido aar-
lliadnra desse oulro cavallseHO, que elle, nao viudo bo-
je, Ihc linha emprestado o seu capacete, o tru escudo,
a sua lauca, para que o nobre depulado cnlrasse anl-
iiiosaiiieui'e na liea l'oi este no menos o semillo que dei
ao convite que tet o nobre depulado, quando dissc:Ser
I),un semprc que entre na lliscusas.io.
O Sr. J. A. de Figueiiedo : Para esclareciincnlo da
casa.
0 Sr, Joaquim Villela: Pois eu enlemlo que Isso que-
ra di/.er ; % ntw [icar s, porque lem gente na estacada.
Entretanto, vi q'ua O nobre depulado que assim priuci
piou, relirou-sc logo disendo que nao aceitava a (is-
cusso no punto em que a loinou o nobre ilcputado que
me preceden.
OS ..J. A. de Figueii tilo;Por.ser albria da discus-
s.io do ineu requeriineulo.
t) Sr Joaquim Villela: De inaneira que, depois de l.a-
ver empeuhado o nobre depulado para diier alguma
cousa sobre a qursio, o noble depulado rrlirou se, fu-
gio della; ora isso cacio que o nobre depulado fez talvez
por iiuiiac.ao ; porque, leudo um nobre orador que fal-
ln hoiileui contra o requeri.culo dito ao orador que
O defenden, que elle j l'.uia fogo em retirad., v~j" que
com cll'eiio diese reltruii, si derrota que sullreu foi
tal, que nao pode vir boje a assembla ...
O Sr, J A. de Fiquiiredn : Nao sabe dos padecimentoi
delle .'
Um Sr. Depulado ; Vcrdadeira retirada foi a do
dia i7.
J) Sr. Jouq-iim Villela : -- Eu nao viin casa no dia
I/, pur isso nao sel se liouve retirada : sube que nao
bouve casa e nao havemlo sesso nao podia baver
dscusso
den, semprc dlssc alguma cousa a esse respeito, c pois
permitta-me V. Exe. que eu Ihc responda.
Disse o nobre deputado que as revolucies nao sao
obra do linimento ; que mullos, sem o cuidarem con-
corren) para ellas coi o seu contingente, nos mais do
que os uniros ; que inultos concnrrein com cerl pr-
talo de combustivel ; e enlo trome a pelo os meetingt
que aqu se Rierain, anude o nobre deputado disse que
mivio doulrinas horrorosas. Devo dizer ao nobre de-
pulado que, se uesses meetingt se apresentarain doiitrl-
nas horrorosas, ellas fura ni propaladas por aquelles
que se acham hoje com o nobre depulado, c nao por
aquelles que se separaran) de um partido que tinha
propalado os melhores principios, frito as mais lison-
geiras promessas ao povo, mas tmente com o fin de
oilludr; que tinha cabido na malor abjeceo, e que
calcava aos pes todas ai leis direiim dos cidados. Se
houveram doutrinat horrorosas, repito, foram propala-
das pelos correligionarios do nobre deputado, e nao pelos
que tiverain a coragem c a dignidade de censurar os ex-
cessos de um partido, e de o abandonar logo que vi-
raui que tinha descido ao ultimo degro da proslltui-
\o. (Bravo.)
Ku, Sr. presidente, podia entender que era occasio
prepria para dar urna explieaco ao nobre depulado a
respeilo domen procediinenln, porque percebi que o
irabre deputado quera dirlglr-se a miin nessa parte
do seu discurso ; mas contento-me com dlser-lhe que
leiiho coiisciencia de que anda nenbum hornera sahlo
de o ni partido com mais dignidade do que eu : a Im-
prensa me servio de vehculo para explicar a minha
conduela, e os amigos c correligionarios do nobre de
pulado nunca poderam conibaler o que escrevi, nun-
ca pode am justificar as maiellas que Ihes apresentei
(Apoiadns.) Ku ofi'ereco, pois, ao nobre depulado, em
jusiilicaeo de ineu proceder, lodos.esse numeros do
Urasileiro que escrevi.
Sr presidente, he una verdade que as revolurrtes
nao lio obra do momento, que para ellas amonto-
ani-se coinbustiveis ; mas tamben) he verdade que
fram jiisi inicnie esses, eom quein o nobre depu-
tado anda hoje est ligado, que accumiilaram os
combusliveis que provocaran) essa terrivel explo-
so que teve seu fim no dia dous de fcverelro. Foi,
Sr. presdeme, a publicaran da clebre Vot do Srasil,
que os correligionarios do nobre depulado linhain a
un f de .atribuir a srus adversarlos, um dos mais
mais forte coinbustiveis que se accumularam para
essa explosn. Foram, Sr. presidente, as bordoadas
que no da da Conrcicao se derani. o segundo combus-
tivel amonto ol i para essa obra ; bordoadas que fram
dadas com o un sinistro de attribni-las a individuos que
haviam cabido no odio dos correligionarios do nobre de-
pulado. Fram os dias 2b' e 27 dejunho, esses dias de
que iienhiiui Pernambueano se pode recordar sem
horror, rm que nina populara desenfreada andava ma-
tando homens pelas ras, como na maltas se cacam
li'ras, o lerceiro e o mais poderoso combustivel que se
junloii para essa revoluco ; dias que fram applau-
didos com jo hilo, dias que fram appellldados .de glo-
ria pela inmoral Voz do llrasil, que era fulha dos cor-
religionarios do nobre deputado. Fram. as bordoa-
das que sedaran), pelas ras, naquelles que tiveram
a ouiadia desollar fogo do ar, porque linha sido an-
uullada una eleico ; cheganilo o escndalo a tal pon-
to, que a mesilla follia olllcial nesse lempo (o Diario
Novo), e que era o orgo principal dos correligionarios
do nobre deputado, se gloriou dessa grande facanha
do sen partido, dizendo que todo tinha sido levado a
bofe loes, ponlaps e bengaladas, como se com isso fl-
casse regenerada a libcrdade do pai<, firmada a mora-
lidade publica, e ludo na malor prosperidade. Ffl-
rain, Sr. presidente, as violencias com que se liicram
aslennos de San-Jos, cleieos que se Iheram como
ccele e faca de pona dos cabangucirns. V. como nao
haveria em laes violencias um grande eomhuslivcl, se
o proprio chele de polica, na porta da igreja, via os
cabos das facas de fura das aquetas, e disja aotami-
gos que as iraiiain, que as fossein deltar em alguma
venda, que era menos escandaloso ? 1. ni reanlo sao
fados que o nobre deputado nao pude contestar ; Tac-
tos de que eu ful leslemuiiha ; fados de que eu fui vic-
tima, porque fram praticados para que eu perdesse
a rlclco, como de fado perdi, porque diante da frfa
bruta e material a rasao nao pode triumphar.
Fram, Sr. presidente, estes e outrns milhares de lac-
ios, (pie porbrevidade nao api escoto, que concorreram
para se auinntoareiu todos esses materlaes, todos esses
combusliveis que n nobre deputado atlribuc a expo-
sao dcsla ultima revolta.
Aqui podia concluir, Sr. presidente, o meu discurso ;
mas permita.me V. F.xc. que eu diga aluda ao nobre
depulado duas palavras.
Kstrauho milito que o nobre deputado venha levantar
nina relemna extraordinaria, por ler sido preso un in-
dividuo que nao tinha assento nrsta casa, quando pela
constituirn nao ha iminunldade alguma para os depu-
tado proviociaes. nao se lembraudo que em 1835. quan-
do era chele de polieia un dos principaes chotes do par-
tido do nobre deputado, quaud esse partido eslava no
galarim, porque enl.io dominava o partido chiuiango
'Iiie he o mesmo do nobre deput.ido, fram cercadas as
avenidas desla assembla para se prenderen! dous dc-
pnlailos. K nole o nobre depulado que j esla casa ha-
va decidido que esses deputados podiam lomar assento,
r nao obstante foi esta casa cercada de bayonetas, para
prenderen)-se esses depuiados, e se elles viessem casa
sei un presos, nao o fram porque um membro desta
casa leve a boudade de sabir, e avisa-los para que nao.
viessem.
Or. J. A de Figueireda: Quein fram esses deputa-
dos?
O Sr. Machado Utos: Eu ful um delles, e era chefe
de polica o Sr. Nuiles Hachado.
II Sr. .\a hu -o V Araujo : O uirlhor he nao mecher no
passado !...
O Sr, J. A. ie Figueireda: lie verdade, porque o
presente nos basta.
O Sr. Jnnquim Villila: l aniel no aqui, Sr. presidente,
votando contra o requerlmenlo. {Appoiados repelidos.
mullo bem '. Mull bem '. )
Knceriada a dscusso, he o requerimento submetlj.
do votaco e rejeilado.
Occupa a cadeira da presidencia o Sr. Hrgo Barros.
Dscusso das posturas da cmara municipal do lir-
io le.
Knlra em dscusso o artigo I ."do titulo I.', que diz
assim :
Arligo 1. As Inhuma, oes deverao ser feitas nos ce-
rn le ios logo que se acheiu esiabelecldos e designados
ubslitmda por oulra que nao icnna servido
ser laucada ao mar a que s tirar das g8vai
riue a seu cargo ilvercni as sepulturas, e ,',
ni o dlsposto nesle artigo, serSo niulttoai m
Depois de algumas rellcxes do seu autor, cnccria ai.
a dscusso, e o arligo he approvado com a emenda'.
Entra rm diicusso o artigo M.' que diz :
(i Arl. 3* Os cadtvares sepultados as covas serlo co-
ln los, pelo menos com seis palmo de arela, devendo-ir
por em cada sepultura s um cadver, havendo de tima
a oulra enva, em toda a direccSo, o espacn de seis ps
se as covas nfio frciu divididas por paredes dabradas
aquelles que a sen cargo tivrreui a sepulturas, p tic
iiifringlrcmas dispoiies dcste artigo, ficarao subjej-
los ao artigo anleccdente.
He approvado ruin a seguinte emenda ;
Dlga-se com una carnada de arela de t) palmas de
profundidad^ em lugar de com 6 patinas de areia
~ Marfil Slonlero.
Knlra em dscusso o artigo 4." qne he o segalnte ,
Art 4." Dequatro em quatro annoo a arela dasco-
vas ser substituida por oulra que nao tenha. servido,
devendo ser
aquelles qi:
lnfringiren! o dlsposto
2j*00, e sollrero dous dias de prisao.
He lido e apoiado para entrar ein dscusso -tegah,.
te requerimento :
Requeiro que as posturas em diicussao ejajor re-
metlidas comiulsso competente para extremar aqfti i
las que lao novas das outras que j existen, pata so-
bre ellas versar a dscusso. Sabuco ie Araujo. >
Tcndo dado ahora, llca a dscusso adiada, depois de
combatido o requerimento pelo Sr. Maciel Montelru.
O Sr. Vici-Presidente designa a ordem do dia e levan-
la a sesso.
SESSA EM 943 DE ABRIL DE fjs,
Presidencia do Sr. Sonta Teixeira, cotUtMtai pe/o
Sr. llego Barro*.
SITMMAIIIO.EXPEDitNTa. Adiamento ie um parteerit
commiiiao de pelicoet e di oulro da it com.
liliiifio e podires. Approoaeio, im primti.
ra discusin, das projec.loi ns. I, e 3 i!m,
anuo. Volt.t commisijo de comuurcio 4
projeclo n. i.
As II horas e1,, da manha, l'eila a chamada, verili-
ca-sc eslarrm presentes 22 Srs. depulados.
OSr. Presidente declara aberta a sesso.
O Sr. i." Secretario t a acta da sesso antecedente, a
pial he approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o egulnle
EXPEDIENTE.
Um ofiielo do secretarlo da presidencia, participando
ha ver sido inlcirada ihc snuraria da fazeuda provincial
da demissao do oflicial-maior da secretaria da assem-
bla, bacharel Jos dos Anjos Vleira do Amnriin, e di
nomeac) do cidado Rufino Jos Crrela de Alinelda
para subslitui-lo, Inleirada.
Oulro do uicsuio, enviando duas collecces de le
pro vi uciaes, sendo uina de 1847 c oulra de 1848. In-
leirada
Outro do mesmo, trausmillindo nina copia do artigo
17 que a cmara municipal desta cidade adicioaou a<
posturas, reme tudas j assembla. A' cotuinlssio
de posturas.
Outro.do mesmo, aecusando remessa de um officio
da cmara municipal do Unjo, no qnal esta expende os
motivos pelos quaes anda nao remellen as contat lega-
llsadas da respectiva reuna e despeza no nno lindo. -
A' coiiiuiisso d comas e ornamento municipal.
Oulro do mesmo, enviando, em talisffo de renuisl-
eo da assembla. a informajo do procurador-liseti da
fazeuda provincial acerca da queslo movida pela refe-
rida fazeuda contra Josefa Casslanna de Honra que re-
cusa (vagar o sello do legado delxado por seu finado ma-
rido. A' comiiiiss'io de orcamenio.
Outro dn mesmo, trausmillindo de um oflicio de Joa-
qun), alachado Porlella, acompanhado de documentos
eom ernenies au parecer da commissao de legitlaco
que acompaiihou o oftlcio da assembla, datado de 31
de julliu ultimo. A' commissao de legislaco.
Outro do primeiro secretario da assembla legislativa
provincial do Eipirilo-Santo, aecusando remesta, nao s
das leis promulgadas pela mesma assembla no auno de
848, mas laminan de um ejemplar da falla que na sua
insullaco proferto o Kxm. presidente daquelia provin-
cia. Inleirada. manduu que ae archivasse.
Outro do primeiro secreuiio da assembla legislativa
proviucial de Mallo-Grosso, acompanbando um exeia-
plar d.i falla que o Kxill. vice-presidculr daquelia pro-
vincia leu por occasio da intlallafo da mesma astem-
bla. .Mandn se archivar.
Outro do primeiro secretarlo da assembla legislativa
provincial da Parahiba-do-Norte, remettendo ota es-
emplar das leis proviuciaes promulgadas pela mesma
assembla no auno prximo passado de 1847. Mandn
se archivar.
Outro do primeiro secretario da assembla legislativa
provincial de Saiila-Cathariua, acompanhado de urna
culleeao dos aclus legislativos promulgados pela inesina
assembla na sesso de 1848. Handou se archivar.
Um i.'.i un menlo do bacharel Manoei Mara de Mo-
raes Accioles, vigario da freguezla de San-Benlo na
proviucia das Alagat, pediudu que seja incorporado
sua l'reguczia o territorio de que est de posse o vigario
de Una. -A' couiinisso dcctlatislica.
Fot lido e adiado por pedir a palavra o Sr. deputado
Maciel Moni, o o o seguiulc parecer:
A couimiisao de petiroes examinou o requerlineolo
de Francisco Duarle Coelbo, segundo olhcial da secre
laria dcsia assembla, am que, allegando ler 36 sunos
de se i vieo nao i n lea onipido como enipregado publico,
e fundado ua lei provincial n. 82 de i de inaio ds I84n,
pede que seja aposentado no lugar que acinaluiente oe-
cu|ia, com o respectivo ordenado por inleiro : a com-
uissao, considerando que o conheclmenlo e exame des-
le negocio deve pcitencer una oulra cointnissao erra-
da para esclarecer e propr a esta assembla lodo o
que lr tcndeiiic a ordenados, c com este objecto tenha
Intima ligacu, abttui-se de sabinetter i deliberaran
da casa qualquer medida a tal respeito, e he de pareen
que seja dito requerimento rrmrtlido coiiuuisn dr
ordnanos, para que, exaininando-o cuidadosamente,
eje sobie elle a sua esclarecida oplniao.
Sala das sesses da assembla provincial, 2C de abril
de 1841). -- 'ur lirtelo. Srbuxiiiio do Reg. Jti'imV'.
Flcou tambcui adiado, por pedir a palavra o Sr. Cuaba
Figucin do, o seguinte parecer ;
A coiuuiissoo de cousiituifo e poderes peatn ais-
duramente sobre a uiocao subinrinda a esta assembla
por um dos seus meuibros com o tim de se manifestar ao
actual presdeme da provincia um voto de reconhecl-
uicnio e gralido pdoa servicot por elle preltadu un
prul da pacilicaco da misma provincia,
ii A commissao nao pode deixar de reconhecer que
..i i i i -. i ;;.- i| i(, >. ni ii i ni iiiavnikiiiiK ui 11/11,11103 n "----- ------------
pela cmara: os Infractores sero multados em 2.r>#600 I, .C5varm Ue "'" poltica aventureita a captleWsa
e sollreram seis dias de prisao ; sendo essas penas ap- I "avla"' Po.la provincia a bracos com nina desastre-
plicaveis unto aquelles que dlrlglrein os enterros como '*" C0""i,51'aS"u. lnto mais dillicll de combater qnaolo
iiquclles que se preslarem s iubumacoes em qualquer
oulro lugar nao designado.
He approvado depois de algumas reflexes dos Srs.
Baplisla, Maciel Mojileiro e \quino
Kulra'em disciistan o arligo 2. que he como se segu :
Arl. 2* Nao se abrir sepulturas em lugares1 ja oc-
cupados por oulros cadveres, sriuquecstrs Icnham pas-
sado na Ierra 18 meses, c as catacumbas ou carnelros
dous annos, excepto por ordem de autoridade criminal :
aquelles que livcrein a seu cargo as sepulturas e infrin-
giiem a disposico (fste artigo, estaro subjeitos s pe-
nas do artigo antecedente. Os cadveres de pssoas que
tivercni su, einobido a qualipier epidemia ou aHecco
contagiosa, passaro sepultados mais seis mezet alem
do lempo prrscriplo.
Vai mesa e he apoiada a seguinte cmrnda :
se achava ella cimentada no odio eucarulcado a enlra-
nbavel de una parte turbulenta da populafio, qne, se-
do/ id a por falsas dras, pareca l enxergar ao exter-
minio dos drlrusures da ordem o fulu glorioso de sua
conquista fratricida, a qual, a ter sido mais vasta, de-
vera acabar sem duvida por demoiir o ibiuup imte-
rlal, c destruir as inslituicbcs juiadas.
A commissao aluda sent os abalos com que em
lula sanguinolenta fez estremecer e horrorisar quali
toda provincia, especialmente esta capital, code a re-
belda dcsenvolvcu inaior lerocidade.e renaesenlou ter-
nas desastrosas uosciiijire inemoravel e luctuoso dia 2
de leu 11 no.
Tem, pois, a commissao como materia averiguada
que, em coiijuuciuras lo calamitosas, fram os estr-
eos do rdeme patriotismo, da inabalarrl dedlescoj
da cunsuuiuiada prudeucia e da heroica tvragriii i*
a Km lugar de sem queesies tenham passado na.
nao houve couibate, nao bouve fogo, e por Ierra 18 me/es dlga-se seno depois de 18 mezet, 'actual presdeme da provincia, o Exm. Sr. Manuel*>"
consequeneia nao poda b.ivcr retirada ; talvct houves- I etc. j ra l'oila, quein salvou a capital e a provincia do tn'.'-
se una rtodirao miiilar para melhor aprctentar-te o a Rui lugar de passaro sepultados diga se ti-[vcl llagcllo da anarebia, dirlgindo as loVCas e recursos
combale; talvez nao conviene a avancada ento. | carao sepultados, etc. ~ Maciel Montura. do estado para destruir a rebeilUo faaendo aceiiadts
MI ITII ADO 1




9
i -rolhas do? homens maii propros a conseguir este
randa fin, animando a todo os amigas da legalidade
,. iiiiiiatracao e de polica para que a rebrldla nao encon-
lrliM ninilins de guerra pondo em (odas as suas med-
(l.ii um.iacllvldadc lnc.insavcl,qucdciacorocnava"os seus
planos, fazcnrto bater pin lodas as parles as fArfaa rc-
brldes pelas armas Imperiacs, sempre irlumphantes, e
coliseguindo por Un reitllulr-nos a pai de que ora ga-
unos, e que a coininlssao espera na misericordia divi-
na que teja duradoura. E purtauo he de parecer :
Que esta illuilre aisemblea, por meio de uina com-
hiissao composta de cinco iiicmbros, dirija ao mesmo
F.iw. Sr. um voto solemnr de rrcoiiheciinento e grali-
do pelos rrlevaiillssltuos servicos prestados na pacifi-
ca,* da provincia e na >
l'.CSahi das sessoes da aasembk'a IfBlilatlva provincial
ile Peraambuco. 26 de abril de II
.juririH^Pr. toflll.
Movimiento do Porto.
JVaiosmira* no so 26.
Liverpool 36 das, barca Inglesa Rotiendalc. de 297 to-
neladas, capitn Edward Gouldlng, equipagem 16, car-
ga fazendas ; a Jantes Crablree St Compartida.
Havre ; 46 das, barca franceza Emit/, de 184 loueladas,
eapilo Lebrlgant, equipagem 12, carga fazendas,
queljos, uianleiga < mais gneros ; a S. Croke Si Com
panhia. Passeiros, T.uizc FilippcCroke, c o lirasllclra J
Annuncio a Bao/ico.
Joaquim Alves Camello, morador no tea enrenho Ml-f nnffar;n(i.
rador dai comarca do Limoelro. faz sclcute a* publico1" 5" e
quenenhuma transaccao ficam com o tenentc Antonio i 'e
Pereira de Soma llarrn.n m, ti li>r.. rt rtl.r... -H-gUn
- Preeisa-safallar ao Sr. JoBo Germano de Paula a
seu interesa: na rita ilo Lirra monto ,
lettras de diversas
(Conliimar-jf-ru. )
IIIARKI IIKI'ERIIIBCCI).
miar*. 26
>
BIAIBIL DI 11(9.
Aniauba, a nsicml.lca legislativa provincial apre-
ciar os, pareceres adiados na sessSo de hoje ; os pro-
jecloa ns. fie Gdcsie anuo, mi primelra discussao ; e
mi segunda os ai tlgos das posturas da cmara munici-
pal rlesta eidade anda nao votados, bem como os addi-
i innaes ai mesillas posturas.
Anacleto de Sou/.a Hastos.
Rio-de-Janeiro ; 18 das, brlgue sardo C'alhai uta, de 203
toneladas, capito Angelo Cele, equipagem 12, cm las-
tro a ordein.
dem ; 30 diai, brigue-escuna brasilelro de guerra leo-
poldina, comntandanle, o capltao-lcnente Jos Mara
Galhardo. Passageiros, os escrlvaes da armada Cimil-
lo Primo das Cbagas, Jos Matheoa de Evsri.to Lopes,
1 ex-soldado para esta provincia e 6 para a do Para.
Haliia l'Jdias, liiale brasilelro Fortuna, de 100 tonela-
das, capito Francisco Antonio Pacheco, equipagem
, carga vlnbo, farlnha de trigo, fumo e mala gene-
ro ; a Flrmino Jos Flix da Roa.
Nariot lahidot nomtimo dia.
Rio Grande-do-Sul; brlgue brasileo Frliz-Oeiiino, c-
ptete Francisco Augusto da Cosa Guimariies, carga
assucar.
Rio-Grandc-do-?ul; brigue brasilelro San-Slaiwel-Au-
gutto, capito Manoel Siuioes, carga assucar, ago'ar-
dente e sola. Paisagelros 7 rscravos a entregar.
l "ih^T-" Li"la' "ltt0 documentos deque est mu-com casa de viveoda, cacimba de brj
- cmnr!!!J,nn,!!UHnci:,n,c.eo.ntraa'',,llc naTr0, pe, na dos do lYiieto bom terreno para pli
cumprlmento dos contratos que lucrara de que ema- i.r n. miwi. ir,. ilnni de iia
Inarao as referidas leltras at qne pos.am reforma ,, ",' T. P
Iloutem, pelo ineio-dia, os Srs. Manoel Goncalvcs da
Silva! Bernardo de Olivelra Mello e Eduardo Comber,
por parte e eiu nome da associacn cominerelal dcsta
prae fellcliarain o Esm. Sr. presidente da provincia,
ra o respectivo palacio, pelo faci de arhar-se ella pa-
cilicada, e ialeiraiiiriiic llvre da revolta que a flagellou
por mals dr cinco mezes.
O Sr. subdelegado da fregueiia da Boa-Vista fez rec-
Ihcr cadeia desta eidade a Manoel Antonio de Asevedo,
dono da luja onde houvera lugar o roubo de que fal-
lamos no Diario n. 01.
Segundo nos informan!, o Sr. subdclcgadodcii este
passo por correr geralm'ente que tal roubo 'nada me-
nos era do que uina farca a que Azeredo recorren pa-
ra poder prejudlcar a alguem.
A 24 do crreme, appareccu sobre a estrada desta ci
dude para a de Olinda, em lugar prximo Tacaruna, o
cadver dr um dos operarios da fabrica de Siarr Se I'.,
cm estado em verdade laslimavel; pois que tinha dua
rstocadas na cabeca e uina no braco, estando de mais a
inais prrft-ltamrnir n, c com o genital cortado.
Kste pobre hoinein, culo nome anda ignoramos, era
rsirangetro; trajava habltualmenle calca ejaqueta de
panno de 18a azul, e, segundo nos inforinam, no dia em
que foi attaisindo salara com uns sapatos de couro cn-
.ti.i/ado novoi.
I'resume-se que elle recebeu os primeiros golpes jun
la a ponte da Tscariin.i.na occaiio que buscava alrarrs-
-..i-l.i cm dlrtccio i esla capital; porquanto, ao passarem
por ahi aoainanhecer do dia que flea citado,viram os vi-
andantes algiiinas manchas de sangue, anda fresco.
Trinos a vista doui ejemplares do peridico Concilia-
dor, publicado na eidade do Ouro-Prela : um delles
ira/, a data de 26, e outro a de 29 de nurn ultimo.
A provincia de Minas eslava em peifeila paz. As elei-
roes proalmas futuras para deputados assembla geral
legislativa como que abaorviam no todo as attenfdes dos
pirildos; as quars, todava, erain de quandp em quan-
do dislrahidns para quesies meramente pessoaes ; pnls
que all, aaslin como aqu c as deinais provincias do
impeli, raes quesides andam sempre de parceria com
aquellas que denominan! de polticas. -.
A 18 de fevereiro prximo passado, a mulber de Flo-
rianno Antonio da Silva, morador em I'iumli v, cinco li-
llins seus, outro tantos rscravos, c mais um hospede
que nesse da jantra em casa daquelle fazendeiro, suc-
ruiiih'ram a urna avultada porcao de arsnico que [al-
L-uem laucara-Ules comida
llorlannoe urna lilil nli.i de umanno escaparam feliz-
mente morte.
A. polica proceda a serias indagacors sobreest ter-
r i vel alien lado, e j tinha prendido a dous Individu-
os, qne a fama publica aecusava de havereui concurri-
do para elle. -
^Acabamos de l*r qualro nmeros do Timn, datados de
17,19, 20 e M de marco prximo passado mas pela ho-
rai adiaiilada em ciue di ios joruaes una foram entregues,
nao pndcines dar hoje r ratraclo das noticias com que
nelleii deparamos todava, para cbnheciiuento dos noawj
sos Icilores, direuios que os principo.es Tactos occorrl-
iiiiii da ouira banda do Atlautico sao : a morte do rei da
Mullanda Gullhenne II, a qual fra annunciada formal-
mrnle eni Bala no dia 17 de marco, e a proclamacao de
sen llIhoGuilherme III, em seu lugar; -- aintimacao da
rrssacaado aruiisliclo entre aSardenha c a Austria, frita
pelo ministro dos negocios estrangeiros do Piemonte
os ministros francs c ingles ; o adiamentu Indelinl.
do do congresso cm l'ruxelas ; e a .-illiaiiea concluida
enire a Hussia c a Austria, a qual he bascada as seguin-
lei esiipulacoes : '
0 casameoto do joven imperador da Austria rom a
aa princeza Anna; uina alllanca ollensiva e defensi-
va ; a recepeao da Turqua, iirstaallianca ; a manuten-
-'o dos tratados de 1815 ; e uina garanta para ns recla-
niayiics da Kiusi.i aos ducados de Schleswig e Ilolstrio.
ncclaiacoes.
-= O arsenal de guerra compra aieite de rarrapato c
de coco, fio de algadao, pavlos e velas de carnauba;
qurin taes eneros qulzer fornecer, pode comparecer
na sala da directora do inesmo arsenal no da 30 do cr-
reme, tratendo sua proposta rom lie I deca rao o de seus
ltimos precns em carta fechada.
Arsenal de guerra, 26 de abril de 1819. O escritura-
rlo, Franciiro Serfico de Auit Carvalho.
Acha-se rrcolbido .i cadeia desta eidade o .preto
Jos, que foi preso e remettido pelo subdelegado da
freguezia do Poco-da-Panclla, por andar fgido, ediz
ser escravo de D. Mara, moradora em Pedras-dc-Fogo.
Secretarla de polica de Pernambuco, 26 de abril de
1849. Antonio Jote de Freilm, primeiro amanuense.
THEATRO DE APOLLO.
Sabbado, 26 rf< abril de 1849.
I iieeri.iiiirnio da* representarles.
PEPRESENTAfAO" EXTAORDINAIIIA.
A PEDIDO GERAI,
a \i:\i/ii\i
OU
O Carraico de Vneta,
drama em f acto, a carcter c a grande espectculo.
liAXCi.
JAMO,
passo hespaiilinl, daucado pelaSra. Carnoln.
Grande tmbola, on latera a exemplo dos tbeatros
de Pars,
A tmbola compor-se-ha de 10 premios: seis felixes, c
Lquatro invsleriosos, a saber :
Primeiro premio.I'in alfinele para grvala.,
I Segunda vn se pedo ao Si*. Mariano Pereira
qiianiiasavencerem-acde' Sdc'malo pVo\mo ar'niao Pinto o favorde dlrfl>ir-S(>a ra do Queimado, n.
de 59, poraquelle Barroso saccadas, e pelo annunclanlc 18- egunda loja a negocioqtlO nilo-lgnora.
aceuas, com o indosso do tenente.coronel Jos Francis-I Arrcnila-.e nm sitio na estrada dos Allicios ,
' i_agon arvore-
awacjfies : a 1ra-
passar a capolla o
quarto sitio.
- Qiicm precisar de um rapaz solteirq, que san-
destihro resillar em qualquer alambique, quo
prefere ir para algum engenho dirija-se ao Aterro-
da-ltoa-Vista, n. 1.
Diln-se 600,000 rs. a premio sobre boas firmas,
ou penhores : na ra ostreita do Rozario, n 43, sn
dir qnein d.
Na ra da Cadeia n." 39, primeiro andar ha
necesidade do saher-se da resi lencia da Snra I).
Barbara Trancisca Xivicr de. Maltoi Moreira : quom
soulior queira declarar na reforida casa, que se lito
ficari agradecido.
0 padre l.oonardo Jo3o Grego continas ensinar
primeiras leltras elingoa nacional na casa de sua
residencia un ra do Alecrn) n. 4.
Quem annnncioii, no Diario corrente, querer comprar um cavallo andador balso,
qunremlo um rodado fazenJo a ulliina muda e ca-
pado, dirija-te A rua deS.-liita n. 91. Na mosma ca-
sa votiile-se um sellim iifilez cm meio uso.
Precisa-sede um foilor para engenho na pro-
vincia das Alagas : a Iralar na rua da l'raia, n. 5.
seus contratos, havendo este o desfalque do que ha com-
prado, conforme foi declarado na escriptura publica, e
maniiscrlpto que tem do dito vendedor do engenho 'la-
chado, e mais cousas.Por Joaquim Alves Camello, Fron-
eueo de Paula Pereira de Androde.
~~b*'*o assigoado, mais conhecido por Ma-
chado da Passagem faz ver aos seus tJevcdores, que
deniiu seu filho Joaqun Machado autorisado para
receber suas dividas. O mesmo abaixo assignado
raga ao Sr. empregado do Pio-do-Alho haja de vlr
pagar o que pedio omprcslBdo ha 3 minos, dentro do
8 das e nilo quizer ver o seu nome nesla folha.
JoSo Imi Machado Brando.
- Roga-ie ao Sr. Joo Lulx Machado Brundo queira
declarar se o seu annuncio no Diario de 26 do corrente
llygim
Segundo*' Uina carteira.
Tercelro Mysterloso
Quarto liin chapellinhO de sol.
Quinto Um indispensavrl esmaltado para
senhora
Sexto Mysterloso.
Stimo Um par de brincos.
Oitavo Mysterloso.
Nouo Um par de pequeos vasos de por-
cellana.
Dcimo Mysterloso
Cada pessoa, ao turnar o bllhete, rreebern um nume-
ro de ordrin que servir para a rxtraccao da tmbola.
As pessoasque d'aii'c-iiii'in lomaren! bllhetes rrcebe-
ro dous bllhetes da tmbola.
TRISEITE,'
vaudeville novo em um acto.
Pdcr-se-ha procurar cartes para familia de seis pes-
soas pnr 12.000 ris.
Os que prelenderem prover-ie de bllhetes dirijam-se
casa do director, na rua da Seuxalla-Velos, n. 142.
JMiblicitjilo a iiedido.
Ku seria injusto se nao agradecesse a V. S. a maneira
ictiva e obsequiosa com que V. S. 'se prestou por ocea-
siao do encallie do navio ilo'inen commando Sieord-fiA,
piesundo-se a ludo i(ue fnsse a bem nao so da liscallsa-
rto como da proprirdade, velando toda a nolte. e dando
todas as providencias para que nada se desencamlnhns-
m no que fui preciiQ para al lisiar o mesmo nato.
'.lucir, pois. V. S..receber os agradecimenms sinceros
le quem he de V. S.alteneloso obrigado ecriado.-ii-
i i ""'~ Sr.Florencio Jos Onrico Moulriro,
uigBlss.m-i njudanle do giiarda-mr da alfandrga.
*Wrftl A'rANDF.GA.-Reudlniento do dia 26. 12:007/760
D"car"1*m aoje, 27 do corrale.
te -*"-"' mercadorlas. '
Prif "'/""- ""ricas vasias.
Jjrt^VH.-arcse Hacas.
-*"V-r.or ferro. V
I ligue -Nmerv* p|pa, T|
CWISUUflo'ERAI.
Rendlmenlo do dia 6 .
inversas provincias .
Avisos martimos.
Para Lisboa, com escala pela i Iba de San-Miguel, a
barca portiiguea Tejo, capilaoSilverlo Manoel dos Res,
sabe com a maiur brcvldade possivelt quem na inclina
qulzer earregar para qualquer dos dous nortos, dirija
se aos consignatarios, Olivelra li unios m t na ruada
Crin,- n. 9, ou ao referido capilo, na praea do Com-
mercio.
Pan o Ccar sabe uestes 8 das a escuna Na-
ria-Firmina: para carga e passageiros, Irata-so tu
rua da Cadeia, com Josc Antonio Bastos.
se emende com o abaixo assignado. oaquim
da Uolla Silvtira.
Precsa-sc de olliciaesdo funileiro : no Alerro-
da-lloa-Vista, loja dc porta larga n. 65.
--A Snra. I. Gcrlrudes Maria da Glora tem urna
carta na praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
-- Antonio Ferreira Meneres Jnior deixou do ser
caixeiro de A. V. da Silva Barroca desde 21 do cor-
rente.
Antonio Ferreira da Costa Braga faz publico
que Pedro Lessa deisou de ser seu caixeiro desde o
dia 24 do corrente. '
Os Srs. Jos Policarpo de Freitas, Jos Joaquim
Cavalcante de Albuqnerque, Bernardo PamiSo Fran-
co e JoBo JaciiilhoSoarcs queiram ter a liondatlo
de appare.cer as Cinco-I'onlas, n. 69, que se Ihe
deseja fallar.
Antonio Joaquim de Souza Araujo, stihdit o por-
tuguez, retira-separaa|villadc Mamanguape.
Prccisa-se do urna ama para cozinna \ no bec-
co da l.ingmMa, sobrado n. 5.
Na rua Dircita, ti. 68, ha urna ama para lodo o
servico de urna casa dc portas a dentro.
-- Aluga-sealoja n. 100 da iua Impeiial, oplma
pira refinacilo de assucar, pelo barato aluguel de
6,000 rs. mensslmente : a tratar na mesma rua
n. 167
--Manoel Maria da Silva faz publico que do boje
em tliante so assignara Manoel Fernandesda l.uz.
Precisa-sede urna pessoa que saiba perfeita-
menle relinar assucar: no Aterro-da-lloa-VUsta, n.
42, segn 'o andar.
Altigam-sedousou tres andares da casa da rus
da Cruz do Itecife, n. 40 : a tratar no escripiorio do
primeiro andar da mesma casa.
Precisa-siyle urna pessoa que queira ser caixei-
ro de urna cas i.ii mallo e ileoulra que seja bom
padeiro, para ir para o mesmo lugar : na rua do
Queimado, n. 9, primeiro andar.
Aluga-se o primeiro andar da casa n 65 da rua
Nova: a Iralar na mesma rua n. 63.
OITerecc-se um rapaz brasileiro de 18 anuos,
para cuixeiro de qualquer estahelecimcnto para o
que dar abono de sua conducta : na rua larga do
Itozario, butica n 36.
t-l>. Francisca de Jess retira-se para Iba de S.-
Miguel, levando em sun companbia seus i hlhos me-
nores, Mara de Jess, de idade de 9 anuos Manoel
Calmil de Mello co.n 6 anuos Jos Cahral c Manuel
Cabral, de 4 mezes cada um e bem assim sua cria-
da Bernarda Hoza da ConccicHo.
Cimba Si Campos, com loja na rua do Crespu, n.
12, mo diividando de rapacidade e honradez do Sr
Compras.
HH
-- Compra-se urna balanza pequea para UalcKn,
com 8 libras do pesos miudoi na rua Imperial
n. 167.
--Compra-se o cdigo criminal explcalo, ou
analyse jurdica c philosophica da caria dc le de 16
de dezembro de 1830 por Joso Maria FreJerico do
Souza Pinto e Bernardo Augusto Nascimeiito de
Azamlitija.
Com;ara-se o seguivlo volume da lili i Incgnita!
na na cstreita do Bou rio, ti. V. ou annuncie.
Compra-se um sobrado de um o
dous andares, sendo no bairro de S.-
Antonii), on Boa-Vista, e as priucipaes
mes: a tratar na. rua Nova, n. 'i, so-
lirado de um andar.
Vendas.
Le i loes.
. 1:871/354
. 184/600
2:05a/9.rii
.
CONSULADO 1'KOVIiNCIAI,.
Be.din.cnt. do a 26............1:730/217
Ocorretor Oliveira Tar leillto, para liquidaco
de grande sortimento de fazendas ultima mente im-
portadas, conaislindo om lindas fitas de seda .en-
tre ellas algumas milito ricas quaes a esle merca-
do anda nilo chegassem; curtos de seda e de lila pa-
ra cnlleles nobrezas, sedas lavrndas merinos
chales do La, pannos, cassineas, meias-casitni-
ras, alpaca, etc.: boje, 87 do corrente, as 10
horas da manhfla em um dos sales do llolel-Kran-
cisco, no Becife.
-- I. llouteicr faz leilao, no dia 30 do corrente, no ar-
inazem do Sr. Antonio Annrs dos gneros segiiinles:
srte calas demacaas sereas, 86 caixas de vinho de Hen-
deos, oito e meio cestos de champagne, un fardo de fio
de liuho em rama, nove barrisd tinta branca, verde e
prcta, quatroalxas de vinho moscatel.
Avisos diversos.
Antonio Ferreira Meoerrs Jnior, cidadao pm tu-
gue/, retlra-se para fura deste Imperio.
Joao Maria da Silva e liento Pereira dc Besende,
subditos de S. M. Fldclissiina, leiiram-ie para a cotia
d A frica.
THF.ATRO DE APoUO.
O primeiro secretario do concelho de accionistas do
Iheatro de Apollo roga aos meamos que se dignem de
comparecer a rrunio geral que lera lugar domingo,
20 do crente, as 10 horas da inauba, no sali do mes-
mo theatro ; certos de que, una hora (lepla, se abrir
a sessio com os inrinbros que eiistlrem presentes.
oh Na rua da Cruz, n. 21, precisase de um escravo pa-
ra o servico de cata.
O padre'Jos Gregorio da Silva Carvalho val ao
Aracaly com seu escravo de nome Thomaz.
Francisco Jos! Pavao, faieni-se sempre leuibradus para
que nao haja de se retirar sem que primeiro llies vi pa
g.r a cunta que Ihrsdeve.
Jofu Fernandes relira-se para fra da.provincia ,
levando cm sua companliia sua senhora e urna cria-
da de nome Marlinba.
Manoel Ferieira dos Santos, subdito brasilelro,
retira-so para Portugal.
Manoel Gmidio ilc Medeiros,subJilo poitiigucz,
rcli>a-se para ilha deS.-Miguel.
--Fin vala do annuncio do Sr. Dupr, insoridu
no Diaria de lionleni, em que elle diz querer levar
em sua compendia o Sr. .'.ainlieily roga-se as au-
toridades puliciaes de nflfl cnlregurem passapoile
ao dito Sr., sem que primeiro tenha pago a su
cunta na rua >nva, n li'i.
Victorino de Castro Motira embarca para o llio-
dc-Janeiro o escravo Joflo, peilencentc a Munoel Jo-
sa de Muraos.
Antonio Jos de Amorim retira-se para o liio-
Cranile-do-Sul.
Cuilhcrmo Veitrli relira-se para fra do im-
perio.
--Francisco Manoel Borges retira-so para Tora do
imperio
Josc Barboza dc Mello relira-se para fra do
imperio.
-- Quem precisar de umn ama forra, para o servi-
do de dentro de casa dirija-se rua das l.arangci-
ras, n
- Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 2t da
rua |\(na : a tratar na loja doaiesmo sobrado.
Precisa-.e de um pcqueim que tenha algunm
pralica de venda e do Fiador a sua conducta mi pa-
lea da 5." Cruz ao p da botica n. 6 Na mesma cusa
compram-sc garrafas vasias.
No dia segunda-feira, 30 do corrente, far-se-hl
abeituru do diez Maiiauo na Igreja da Madrc-dc-
Deos, no altar priveligiado dc N. S. Mili dos lloniens,
comoosdcmuis anuos, sendo prisedido este acto
pelo parodio da nresma freguezia ; para esto culto
religioso convids-se a lodos os devotos da Mili dc
Dos que nilo deixcm de assislir a esla inleressan-
ledcvocii : teremns por isso a reimiucracnn da
mesma Senhora
Precisa-se alugar, para seivico de casa, una
preta e um preto que sejam osera vos : na rua do
Trapiche ,n. 8.
Precisa-se alugsr mcnsalmente um escravo que
seja fio-I, para o servido domestico : na rua do Hos-
picio, n. 9.
Aluga-se una grande casa, propria para padaria ou
outro qualquer eslabelrcimenlo, na rua Imperial, enm
duas salas, sele quarlos, cozinha fra, quintal murado e
cacimba : a Iralar no theatro novo.
-- Aluga-se urna casa de lies andares no largo da As-
semldca, ha puuco concertada, com comuiodus para
grande familia, temi cozinha no primeiro e terceiro
andar, c muito propria para casa de qualquer negoci-
ante, pois tem minio boa vista para n mar, c he muilu
fresca : a fallar com Joaquim Francisco dc Alm, no
Forte-do-Matos, ou na praca da Independencia, ns. 6 cS.
Na rua do Queimado loja n. 27, so diz quem
trata de cavallos, a 320 rs. por dia e noite.
Preccjsa-se de um caixeiro que tenha pratica de
venda : na rua da Senzalla-Nova, n. 1.
RICA
Vciule-se uini
lavarinlo, e com
rlciroiile da Cdsa
. 8333 53&SS2&3iD
Eslandn prximo o mei dc maio, dedicado a Maria
Sanlissiina, c restando mu pequeo numero do amel-
lante llvrinlin o Novo mez de Maria, mpresso de propo-
sito para ser vendido pelo diminuto preco de mil ris,
atini de eliegar seu uso a todas as classes, cnnvida.se a
quem inda nao oomproii para lser, antes que se acabe,
na certeza que sao os niesmos adoptados pelos reveren-
dsimos padres dc [<{. Senhora da Penha, desta eidade.
Dlrijain-ie pra;a da Independencia, nmeros (i c 8.
TOALHA
bonita toalha toda de
bico : na rua Augusta
n 17.
Voiule-se um balcilo pequeo em bom e-lado,
um cinnip um bah grande : na rua eslreila do
Itozario 11. 13.
Vende-so um cabra-negro moco, de bonita fi-
gura, proprio para pagem ou para embarque: nn
rua Direita, n. 17, so dir o motivo por que so vendo.
Vciideni-se cajxas com velas de sebo : no caes d.z
allandega, arina/.cni dc Francisco Dia Ferreira.
Vende-ge urna pipa vasia, duas caixas forrad
de (landres, e um deposito : ludo proprio para azei-
lo de carrapalo por muito commodo proco: iu
rua das Crimen, n 36, primeiro andar.
a rmaciio.
Vctiilc-se urna rica iruitcflo do amarcllo onverni-
zada, toda envidragada feita de maneira que podo
ser mudada para qualquer casa por ser dividida em
19 parles milito propria para botica, miudezas ou
calcado, e mesmo para chnpeleiro na rtia Njvii, lo-
ja de ferragons do Joaquim dn Costa Maya so di-
r quem vende.
-- Venile-se, 011 perninla-si por urna casa torrea
gesta eidade, ou porescravos, 'um sobradinho o si-
tio pequeo margein to rio Capibnribe, no Mon-
te iro : na rua Nova, n. 52.
Vende-se urna boa commoda nova, deamarello
e um lindo berco de mogno : na rua do Hospicio,
sobrado por rima da venda do leiln de ouro.
Na rua cstreita do Kozario defronte do becco,
n. vendeui-se os segiiiutes livros : Piularen bra-
silciro I v i Pralica criminal,I v.; Consliluic3o dn
imperio, I v. ; Arilhmetica de Uesout, I v. ; I leseo-
Iu Tllenlo da America, 2 v.; Vagem a Bueoos-yres,
I v. de 600 paginas ntida imp.ons.lo, e ornado do
linas estampas: ludo per preco commodo.
-- Vende-so o sitio do-Mondego, antes do chegar
aoduSr l.uiz Comes l'erroira para pagamento,
livro o deseiiiliai aca.lo que se pora ao comprador ,
einjlcrras proptias murado por todos os lados ale
a mar, e tamben murado pelo centro por um mu-
ro que divido ojard'nn dos arvuredos com fruloi-
fm de todas as qualidades hatillo salgado qo fundo
o doce na liaixa-inar um sobrado no fundo urna
casa terrea na fente, com seu gabinete, forrada,
quintal dividido do silio grande, gallinheiro, casa
nova para pretos, cacimba ," no inelbor o elegante
lugar por sou local: quem o pretender, dirija-so
Joo Ribeiro da Cunha, na rua Nova n. 1 i, sogundn
andar, que he o encarregado. Kslo silio nao iu-
commoda o morador por ser dcnlro da eidade.
Vinho m thasii hranco.
Acaba de chegar de IJsba uina pequea porcao
desle delicado e deliciosiislmo vinho. em barris dc 7 em.
pipa : vcndcin-se 110 caes da^lfaudega, armazem n. 7,
de ias Ferreira, a vinle mil rs., c por ineuos algum.
cousa a quem comprar 1n.11; dr 11111 barril.
Praca da Independencia,
numero 57.
Aos !0:0iJO^O00.
Bilbrtes c meios ditos, quartos, oilavoa e vigsimos
dat loteras do Rio-de-Janeiro : a elles antes, que se
acaben.

' T
i


Salitre refinado.
No armazem de drogae, na ra da Madre-de-Deos,
n. I, vemic-so salitre refinado de primeira sorte.
--Vendem-se presuntos inglezes para fiambre;
latas com bolachiuhas de Lisboa ditas de ararut* ;
ditas da mermelada do 1,2 e 4 libras ; ditas de sar-
dinhas ; ditas de hervidlas ; ditas de chocolate de
Lisboa ; frascos do conservas ; ditos d'agoa de flor
de laranja; bStVis com azeitonas brancas de Klvas ;
garrafas comvinbo moscatel de Setubal e da Ma-
deira ; queijos de prato, frescaes : ludo noto e
ebegado ltimamente do I i>ln'n : na ra da Crviz ,
no Recito, 46.
Vendem-se scllins inglezes e canias
de ferro : na ra da Senzalla-nova, n. I\i.
Vendem-sesetinsde todas as cores, proprios
para armacOes de igrejas e para forros por prego
muilo em conta na ra do Queimado, loja do so-
brado amarello, n. 29.
Io!ha de Flandres.
- Vendem-se eaixas com folha de Flandres: em
rasa do J. i. Tasso Jnior : na ra do Amorim, n. 35.
~ No armazem do Bacelar, vende-se arroz de va-
por a 1,400 rs. a arroba.
Carnauba,
Vende-se, na ra da Cruz, n. 21, urna prfido de
cera de carnauba de superior qualidade, e por lo-
do o preco.-
CHA' BBASILEIRO.
Vende-so,oh armazem de molhados atrs do
Corpn-Santo n. 66, o n:ais excollente cb produzi-
dn (.mii S.-Paulo que lem vindo a este mercado ,
|">r proco muilo commodo.
Agencia da fnndicao
ow-lloor, ra da NMizalla-
nova, n. -42.
Nenie estihrlecimenlo contina a ha-
ver un rompilo sorlimento de moendas
e meia moendaw, para engenho; ma-
chinas de vapor,e taclias de ferro batido e
roado, de todos os tamaitos, para dito.
Vinbo barato.
O propridnrio deste rstabelcimento, desojando
conservar os seus fregiiezes e nio Ihe sondo | ossi
vol pelo proco de 160 rs. a garrafa vMo ler o Ro-
nero subido cerca de 20,UC0 rs. por pipa, em ras.lo
de nlo lor viudo ao mcrcado.fbem cnnlraa sua von-
lade^ v>-se na dura procisflo de augnieular o pre-
go e pelas rasos apioladas, conla que sous l're-
guezes Ihe faro fustiga ese n.1o escaiulalisarfo,
Hadcira de pnlio.
rrn roa do Apollo, popado ao armazem do Sr. Mol-
la ha um ii n i'im armazem com madeira de |)inbo
la n (Un,i qualidade que lem vindo a osle morcado,
. e serrada de todas as grossuras e comprime nlos:
ende-sc pelo menorprego que he possivel.
Ao*; fumantes do bom gosto*
No armazem de molhados atrs do Corpo-Santo,
n. 66 recebe-sc por lodos os vapores vindos do sul
porcSo de rigairilhos hespanbes ditos de palba de
Oiilho assim como superiores cbrulos de varioa
qualidadcs : ludo so vende por prego niais barato do
que em oulra qunlquer paite.
Nin lia nada lito barato.
2 Vendem-se cilcs de calcas do casimira elns- f
ftica padrOcs novos polo barato preco de
5,000 rs. : na ra do Queimado, loja do so-
lirado amarello n. 29.
W
-- Vendc-sc o engenho Novo do Cabo paia paga-
mento da hypnlhcca q^ie nclle.lem o Sr. Joilo Vioira
da Cunha : quem o pretender dirija-se ao mesmo en-
golillo a tratar com Francisco Jos da Costa.
Potassa.
Desenibarcou La poneos das una por-
c3o de liairin pequeos, com multo nova
e superior potassa, e se acliam a venda,
por preco mais batato do que ltima-
mente se vendi, na ra da Cadeia-Velha,
armazem de BailarkUlivcira, n. \i,
Chocolate amargo de musgo
isIandco,o Ihesouro dopei-
to, preparado por Mr.) G.C.
A losse, esla doenga tilo commum quando descui-
dada, llo graves Silo sus consequencins quanto pa-
rece ligeira em seu princio, tilo matadora por si so
como todas as outras doengas que eonsomem a es-
i i-i'if humana nflo tinba para cnmbatc-la e dos-
Irui-la un medicamento especial o nico. Todas as
pnslilhas e champes que loem apparecido al boje,
teem sido impotontos. Nio lem acontecido isto com
o chocolate de musgo, O piincipioque forma asna
base principal ofIVroce propnedades inconlestavois
recoiihecnlas depoil de muiln lempo e ninguein
ignoraos Mizos resultados da sua applic.tgilo em
as phleugn asas agudas, ou ebronicas do pulmflo,
aflercao do peito i hlysica, defluxo tosses. etc. ,
para dar toni ao estomago, abrir a volitado de co-
mer, conservar asgengivas e o boni alito, malar
as lomhrigaa, principalmente nas mangas.
Vende-se nicamente na ra do Qneimado, n. 17
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 21,podras de mar-
more francezas para mesas redondas e consolos.
<:h colate desaude, fabricado
o llarailhao por Luiz Ilot-
lentnt & Companhia.
De todas as substancias alimentares que, sendo
em seu principio considerardas como cousas de lu-
xo, lomam-se pelo lempo adianto de um usogcial,
o chocolate pode, sem contradicgio, oceupar o pri-
meiro lugar.
L'ffeciivamentc, quanlas pessoas no vemos nos
proferir hojo ao uso do quenle caf o uso ilo choco-
late, e nislo seguir ao[ii[iifio dos mdicos mais c-
lebres, que, de commum aecrdo sobre suas precio-
sas qualidades, o indicam como um dos nossos me-
Ihores estomticos aquellas pessoas cuja saude bo
dbil e delicada I .. Prescrevem-no aos sous doen-
tes acoiisclham-no aos voltios e o recomniendam
as milis de familia para seus llhos. Km urna palavia,
o consumo verdaderamente extraordinario que to-
das as classs da'sociodade fazem doslo alimento
lio o mais bello elogio que nos Ihe podemos fazer.
Vende-so na ra d* Cadeia do Becife, n. 25, de-
fronte do Becco-I.argo, a 800 rs. a libra, sondo se
dardo amostras para se experimentar.
Vende-se um pistilo' em hom estado, com to-
das as voltas e boccal por prego commodo na pra-
ga da Boa-Vista, venda a. 13
Na ra da Moda, no Recito, n. 19, segundo an-
dar, vende-se urna mobilia do Jacaranda em bom
uso 2 commodas, 1 guarda-louca, urna banqui-
nlia, 12 cadeiras americanas j usadas urna dita de
balango um toucador, urna mesa de jantar urna
dita do cozinha, um relogio de parede, um laxo de
cobre poqueno, e outras multas cousas que tildo se
vende por seu dono retirar-se, o qual pede a quom
precisar desles objectos que appsrega quanlo antes
pois est resolvido a vender por lodo o dinheiro.
-- Vendo-seum jogo de breviarios, quoaiuda nflo
foram servidos ; um violan de excellentes vozes
atrs da matriz da Boa-Vista, n. 26.
Na ra Nova, n. 5,
vende-se um muUtinho do 12 annos, proprio para
pagem.
Vendem-se cortes de cambraia do coros e
modernos padioes; riscados francozes linos ;
chitas francezas largas e de novos padrOes ;
riscados largos, proprios para camisas; eas-
sas.finas o de Croa, poslos inteiramonte no-
ves ; brim de puro linho de cores o bran-
cos de listras ; casimiras francezas de novos
padrOes ; lencos de soda da India ; e outras
muitas fazenda finas : ludo por prego de
agradar aos compradores : na na do Quei-
mado quatro-cantos, loja do sobrado ama-
rello n.29.
Vende-se salitre refinado do muito boa quali-
dade por menos prego do que cui oulra qualquer
paite : na ra das l.arangeiras n. 18, casa do Clau-
dio Duhcux.
Vende-se a melhor taberna do largo do Paraizo,
n. 14, a qual alm da taberna admitle dous ou
arengues : o motivo por que se vendo be por si
retirara pessoa que nolla est.
Na Ma das Cruzos, n. 22, segundo andar, ven.
dem-sc 3 escravas mocas sondo una dolas e ngom-
madeira, o que coso cliilo e lava de salio,e as'outras
com algumas habilidades
Vendem-se 50 ps de rosa amella, grandesp pro-
prias para sercm mudadas na estaclo presente por
preco commodo : na estrada de Joo-de-Barros, sitio
de Jolo Manoel Mondos, so dir quem vende.
-- Venda-te uina parda moca, sem vicios nem
achnques, que coseeengumma : no Aterro-da-lloa-
Vista, n.34.
Vende-so superior nzeite doce le Lisboa ,
i,ROO rs. a caada e a 600 rs. a garrafa na ra da
Mudre-dc-l)eos, n. 18.
Para liquilapao.
Na loja da ra do Crespo, ao pedo arco de S.-An-
tonio n. 5 A, vendem-se corles de cassa para vesti-
dos de coros fixas a 1,600 c 2,000 rs., bonitos pa-
dies ; corles de casimiras clsticas para caigas, a
5,000 rs. ; I i los de faZenda do algndSo para caigas ,
de cilres oscuras e muilo oncorpadas a l.Ol'O rs.
urna poicioi de chitas escuras bous pnnns, a I jo
rs o covado ; chapeos i'osol, de soda linos a
rs ; Chalos de garca, a 2,000 is.; longos pura mSos,
de cassa pintada e arrendados a 240 rs. ; e outras
mullas fazondas que a vista se pateutcaiiio aos fre-
guezes.
fPcchhiclias paraos sapa-
leiros.
Na loja de calcado da ra do Livramonto n. 27,
calcada alta tlefronle da botica do Sr. t^ia^as, exis-
to um bom sorlimento de bezerro do lustro, ham-
buiguezcs francezes o inglezes, em hranco e om
prelo : os bezenos inglezes silo muito grandes c as-
segnra-se darem de 7 a 8 coitos de sapatoos.
Vende-se algodilo da tena a[200 rs. a vara : na
roa do Queimado, loja do sobrado amarello, n. 29.
Cha barato-
Vende-se muito bom cha, pelo prego de 500 rs.
libra : na ra do Crespo, n. 23.
A o barato.
Vendem-se cortes de cambraia de cores.a 3,000 rs
ditos de cassa a 2,000 rs.; riscados francezes ,
200 rs. o covado : n ra do Queimado, quatro-can-
tos, loja do sobrado a na i olio, n. 29.
INa rua do Crespo, loja de
quatro portas n. VI,
vendem-se os mais modernos corlo? de crleles de
sotim bordados a agulba delicados para noivos ou
bailes ; ditos de ehamalole de cores e gorgorito, lu-
do de seda e do bonitos gustos : lieos corles de cam-
braia-seda : chitas francezas as mais modernas ; um
completo sorlimeulo de maulas do soda e de Lia e
seda paia sonboia e meninas ; chales de soda de co-
res e preos, fazonda de piso ; lencos de setiin (aia
grvala i prcios e do cios 5 veos de fil de seda pa-
ra chapos ; longos de muilo boa seda para algibri-
; casimira dos mclhoios goslos; eha|oa de mas-
sa francezes do bonitas formas; o oas de soda
brancas c pretas ; e mitins militas fazendas de boa
qualidade egoslo, que seriio vend'das por prego que
lino desgraciar eos compradores ; assm como anda
restam alguna chapeos de castor que para se con-
cluir se venderlo a 4,000 rs.
Na rua Nova, n. 5,
vende-se um pardo de 32 annos bom carreiro e
(ralialhndnr do fouee e machado-; um molecote de
18 annos, de boa conducta, o que se aanga ao
comprador ; urna prota de nagflo Costa propua pa*
ra vender na iua, ou Irabalhar docnxada.
A dinheiro
Vendem-se sapalOrs inglezes; ditos de Nantes ;
lilos de Pars ; tilos do Aracaly ; e lodo o n ais
caiga do que se faz preciso tanto para bomem como
para senhora e criaugas; assim como s so darilo
amostras com o competente penhor, para so evitar
liados : na praga da Independencia, ns. 13 e 15.
Vende-se cal virgein de Lisboa, de superior
qualidade, e Jierris.de 4 arrobas chegada neste
moz pelo brlgue ihria-Jnt.: aHratar na na do
Itriim armazem do Antonio Augusto da Fonseca ,
ou n rua do Vigarlo, n. 19.
Tafons para engenho.
Na fundigito de torro da rua doBrum, acaba-so de
receber um completo sorlimento do taixas de4 a 8
oalmos do horca as qiaes acham-se a venda por
prego commodo e com promptido embarcam-se,
ou carregam-sem carros sem despezas ao com-
prador.
Vendem-se cadeiras emarquezas de oleo com
asscnlo do palbinha, lavatorios, meias commodas,
mesas pequeas, tudo de amarello, e outros ob-
jectos, ludo de Corto conslruccflo e de gusto mo-
derno, por menos de seus valores: na rua das Cru-
zes, n. 31, leja de marceheiro defronto da typogra-
Farinha de Irigo SSSF
de superior qualidade e nova ; dita americana, em
meias barricas; dita gallega, em meias barricas ;
ral virgem de Lisboa ; vinbo do Porto em pipas e
barris de quarto e oitavo superior e mais inferior ;
fechaduras para porta de'armazem ; superior cha
liysson nacional de s.-paulo ; fariuha de mandioca ,
ei'n suecas, por preco commodo : na rua do Viga-
rio, armazem n-11, de Francisco Alves da Cunha.
Algodao trancado da fabrica
de Todos-os-Saiitos da
Itahia,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos : vende-se em casa de N. O. Bieber & Com-
panbia, na rua da Cruz, n. 4.
A 5oo ris.
Vendem-se superiores pentes para marrafa, de lar-
taruga.: na rua larga do Roza rio, n. 24.
SSSF
Alsnoel da Silva Santos vende muito
superior farinlia de trigo, ebegada lti-
mamente a este mercado.
I,atas de itiariiiclada e copos
de jalea de marnelo,
pelo ultimo vapor, ven-
Corpo-
Vende-se urna mulatinha de 12 a 14 |aanos; m -
enlhida a qnnl tem principio d criatura qfi fe
vende por seu dono retirar-se para fura da provincia-
na rua eslreita do Boiario n. 20, Segundo ambir
Vende-seo engenho de cannas. moente acor-
rente com urna safra para 2,000 piles, com todos
os utensilios necessarios, muito boa* trras: tm-
hem se vende 6 gado vaceum e cava I lar perlenoen-
to ao dito engenho o qual he sito na eidad da Vic-
toria ditas legoas para osul : a tratar no diUeng,.
nho com sen proprielario, Domingos da C urd a e
Silva.
Vonde-se, no armazem de Das Ferreira mnlto
bom cha em caixas do 5 e 8 libras.
--Vendem-se 12sacadas de pedra do Rio-Formo-
so: no palacete da rua da Florentina.
Vende-se urna preta moca, que cote pertolu.
mente, engomma e cozinha : na rnt da Matriz da
Boa-Vista, n. 33, segundo andsr.
Vendem-se 3 escravos ofliciaes de chrjnleiros,
sendo dous pardos e um crioulo mocos e je boa
conducta : na rua Imperial, n. 1*7.
--Vende-se um ptimo crioulo de boa figura, ,u
25 a 30 annos excellenle ollcial de sapateiro ,tn-
toparaobrade homem como de senhora, sem vi-
vios nem achaques: vende-se par lora da provin-
cia : o motivo se dir ao comprador: n rua Impe-
nal, sobrado 11. 31.
Vendem-se 9 escravos, sendo dous moleqoes de
nagSo, de 18 anns 2 escravos de meia dada, sen-
do um dclles1 bom rozinheiro ; 5 escravas de 18 u
30 annos de bonitas figuras : na rua Direita, n. 3.
Sai 1 ua remas.
No a 11 ligo deposito do charutos da rua largado Ro-
zario, n. 32, acharflo os fumantes de bom gosto as
mclhoros qualidades de charutos que leom vindo a
este mercado, sendo saquaremaB, deputadoa, quein-
fumar-saber. cavallciros de llavana, Venus.S.-Feln
regala-superfina e outras qualidadoa de charuto;,
--Vende-se urna prela crioula, de muito bonita fi-
gura do 18 annos pouco mis ou menos, que co-
zinha cose chito, lava muilo bem, e he boa quitan-
deira : no largo do Tergo, sobrado de um andar n. 36,
~ Vende-se urna carroga de onduzlr pipas or
vindosdo Bio-dc-Janeiro
dem-se no armazem do moldados atrs do
Santo, n. 66.
Vende-se urna cadejra de arruar, por prego
commodo : na rua de S -Amaro, n. 8.
-- Vende-se tinta muito fina, de diversas cores,
em latas de 20 a 25 libras por prego commodo : na
roa da Cadeia do liento, n. 48.
Vendem-so gigos com champanhe em meias
garrafas, fabricado pelos verdadeiros autores Lancon
Pe o & Fils : na rua da Cadeia do Recito, 11. 48.
Vinho barato.
Acha-sceslabolccido n rua da Madre-de-Heos ,
n. 36, un armazem do
Vinhos da Figueira
le ptima! qualidade a prego de 1,360 rs. a rana-
da ,e a 180rs. a garrafa epara nlo haver dolo do
comprador serlo lacradas as 'garrafas e com rotu-
lo, recebendo-se a garrafa vaaia e dano-se imme-
diamente a outra ebeia : .tembem ha barris muito
pequeos, proprios para quem passa a tosa. O pro-
prielario di^te eslahelecimento pede encorecida-
nienle que se no illudam avallando pelo diminuto
prego e sem conhecimento de causa a qualidade de
sua fazenda digna porcerloi'a eslima dos veida-
li-iros au miles da boa pinga ; elle conla que quem
urna vez piovar continuar com gosto e sem arre-
pendinienln. K o bom prego.'! A lodo o exposto
accresce o asseio e bom Bcondicionamenlo, o que tu-
do se pmler verificar em dito oslabclecimento.
Vendem-se queijos do serto muito
superiores e frescos, cliegados pelo nlti
ino vapor do Cear : ns rua da Cruz, ar
inazcm de S Araujo, n. 33.
Na rua do Queimado vindo do Rozario, segun-
da loja n. 18, vende-so alpaca de linho de diversas
cores, a 400 rs.; dita lisa de urna s cor a 200 rs. ;
riscados nionstros a 240 rs.; loncos do cambraia
de linho para grvala, a 800 rs.; lapim muito lino,
proprio para veslidosde senhora e roupnhas de me-
ninos, por ser de uina s cor, milando seda a 1,200
rs. ; longos brancos, a 160 rs.; ditos abertos em
roda a 2S0 rs.; chales do lila e seda de bonitos gos-
tos, a 5,000 rs.; e outras muitas fazendas por com-
modo prego.
-- Vendem-se duas obras completas do Camoes, em
:i vnluir.es da ultima o mais ntida edigfto, por pre-
go muilo commodo : na rua Nova, loja 0. 56.
Vonde-se um sobrado de um andar, que est por
acabar na travrssa doiallabouco, 11. 33, por pre;ocom-
niodn : a Iralar na rua do Caldeirciro, n. 14.
Na rua do Queimado, viudo do Rozario, segun-
da loja n. 18, vendem-so chapeos de sol, do seda ,
ra linmein, a 5,500 rs.; ditas para senhora e meni-
nas, a 3,000 rs. ; ditos para caheg-i de meninos, a
1,280 rs. ; Iigos prelos para grvala, a 500 rs.; di-
tos de laa floridos o com franja para hombros de se-
nhora a 500 rs. ; lindos corles de casimira, a 7/000
rs. ; corles de meia dita, a 3,500 rs. longos de cam-
braia de seda para gravat., a 500 rs.; e outras mu
las fazondas por prego commodo.
Vendem-se, por baiato prego, ps de larangei-
ras para se plantaren], de superior qualidade, por
serom da China ; bem como pos de Innocuos para
cerca : no Manguind, padaria 11. 51.
Ka rua do Crespo, loja d 4
portas n. I 'i,
vendem-se, a dinheiro, corles de cambraia franceza
que j se venderam pnr 4,000 rs. a 2,500 rs. ; ditos
da mesma fazenda com 6 varas, que s tem a dil-
frrenga de serum pouco mais ebeia a cinco pata-
cas ; ditos de cassa franceza de Cores, fazenda muito
fina com um pequeo toque da molo, a 2,0X>0 rs, ;
riscados francezes a 200 rs. o covado;
Orando pechincha.
Vende-se urna pequea mobilia em bom uso, sen-
do 12 cadeifas com asseulo do palhinha duasban-
quinbas, urna mesa de reio de sala, um sophu urna
rama de casal, tudo de pao d'oleo : na rua da Flo-
rentina, n. 36.
Vende-se couro de lustro fiaucoz de muito boa
qualidade e grandes di lies assim como marroquini
preto e de cores : na praga da Independencia loja
do Arantes, ns. 13 e 15.
baixo, nJa, por prego commodo: na Soledade au
pe do TJIcira, fogueteiro. *
Vende-se una mulatinha de 12 annos, que ja
cose e faz o mais servico da urna casa pgr260,0tw
rs., por ser de pessoa que quor liquidar: na rua
larga do Rozario, loja n. 35.
Vende-se urna parda moga sem vicios nem
achaques, eqiio coso e engomma: fio Atcrro-da-
Boa-Vista, n. 34
Vende-se um escravo crioulo de bonita figura,
sem vicios nem achaques do 20 annos pouco inai.i
ou menos, robusto, no ollcial de pedreiro qee
ganha960rs.de jornal': no Aterro-dos-Aiogados,
casa lerrea envidragada n. 171, do lado da man-
grande antes de chegar a fabrica de sabilo.
Vende-se um bonito escravo de 23 annos, que
d todos os das dons cruzados: na rua da Concor-
dia ultimo armazem- de madeiras.
Vende-se, ou troca-so por casas lerrea nos Iros
bairros, um sitio em olios proprios para planta-
rles tanto no strfio como no invern no lagar de
Beberibe-de-Baixo muito perlo da povoaeKo rom
casa de taipa arruinada e urna pouea de madeira
para a reclificagSo da mesina : na rua do Mndegn,
a d mu le do boceo das llarrciras, n. 99.
Vendem-se cautelas da lotera do iheatro, ca-
fas rodas aiidam boje, 27 do crrenle: na rua Di-
reita, n. 7.
-- Vende-se um escravo de nagao de 8 annos ,
de bonita lisura ; 2 esclavas ; una dita per 350,000
rs. ; um mleque de 12 a 13 : na rua do Fogo, n. 23,
se dir quem vende.
Vende-se cbourgo, a 320 rs.; araruta, a ICO
rs. ; toucinho de Santos a 180 rs. : na rua-Direibi.
n 14, esquina de S.-Pedro.
Jos de .\lodeiros lavares vende a sua taberna da
esquina da rua das Larangeiras, rom poneos fundos,
boa para principiante, por vender para a leira e ser
baralo oaluguul: a tiatar com o mesmo.
| Cigairos de palb de milho,
vindos do Bio-.ie-J aneiro no vapt r Imperalri; -. ven-
dem-se por prego mais barato do quo em oulra
qualquer parte : na | raga da Independencia, n. S7
i'a rio lia de mandioca
de superior qualidade chegada a este podo no dii
24 do corren le : vende-so mais barato do que em
outra qualquer paite : a bordo da sumaca .-Anto-
nio de-Padua, Tundeada defronto do raes do Col-
legio.
Mobilia.
Vende-se urna mobilia de jacarandi nova e de lin-
do gosto, tendo duas dnzias de cadeiras, sopln:
mosa de meio desala dous jogos de bancas, dous
lindse grandes toucadores : na rua do Hospicio,
sobrado por cuna da venda do lefio de onro.
Escravos Fii&ios
Fogio.no daAde abril, o prelo Antonio, de
nacito Angola, de 28 annos; lem a perna esquenli
cambada para dentro pernas e calcanhares linos:
quem o pegar leve o a estrada Nova, siliode Anto-
nio de llollanda Cavalcante, quo sei bem recoei-
pensado.
--No da 17 do correile, fugio um escravo de ni-
cflo Bengurla, de nome Antonio, de eslalura iegu-
lar, cor prela de bonita figura, bem fallante ; lo1
o embigo crescido ; toi encontrado no mesmo da no
Aterro-dos-Atogjdos rom duas trouxas ; julgs-se
que estar no engenho do Andr distncto de Un* >
onde j estove, 3 aonos. Rogase as autoridades po-
liciaos capitfles de campo o possois particular"
que o appiobendaoi o levera-no ao Alerro-ds-uo-
Vista n. 2, quesera! gratificados.
- No dia 23 do correle, fugio, du cocheira da rua
do Cano, o pardo Joaquim, de estatura regnlai,
cheiodocorpo, roslo redondo, com muitas marcas
debexigasqueacahou de as ler ha pduco tempe; i
tomosolhosde cor amarella do altura regular
com muitas marcas de chicote pelas costas e nade-
gas : tem cicalrizos do bacalhao, pea grandes; qu"-1
do/ugio levou camisa de algodAuziuao e calcas Je
algodo a2ul; foi escravo do-Sr. Francisco da Moca'
Wanderley senhor do engenho bom Jardim,**
Una comarca do Bio-lomioso ; j lem fgido ar
varias vezo, c ja foi preso om S.-Autfio, que ;
inculcava fono <) veio remeltido para esta cw*1
comorocruta :*quem o pegai leve-o a rua dol'1'
gel, n. 35, ou na dita cocheira quesera bem f1*'
lineado
i-
fian. : tu typ. de
T' UA FAMA**49


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