Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06463


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Full Text
HBT
Anuo XXV.
-~
Seg u nda-fera 10
O D//ln'Opubtlca-setodosos diasque nao
l.n.Mii de guarda. O precn da assignatura he
de 4001) rs. p arqiiartel, pagoi aifulnliidof. Os
aimuncios dos asignantes sao Inseridos
rasao de 20 rs. por liutia, 40 rs. en) typo dif-
'ferente, e as repeiices pela metade. s nao
assignanles pagaran SO rs. por linlia e 100 rs.
ni lypodlUi:rc.rrte, por cada publicarlo.
MIASES DA LA NO EZ DK ARIL.
Ijia chela, a 7. I hora e 30uiln. da Urd.
Miii|;oaiUe,ai,s4liorasr 48iiliri. datara.
I.uanova, a 2, s 9horas c 34 min.dalard.
Cresceule,a,29s'.l horas c48uira.da mauh.
PARTIDA DOS CORRBIOS.
Goianna e Parahiba, s srgs. e sextas-felras.
|Uo-G.-do-Nortc, quintas-felras aomeio-ilia.
Cabo, Serlnhaem, llio-Pormoso, Porto-Calvo
Macelo no !. a 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns c Bonito, n 8 e 23.
Iloa-Vista e Flores, a 13 e28.
Victoria, as qnntas-feiras.
O linda, iodos os dias.
PIU.AMAlx DE IIOJE.
Pi inieira, s 10 hora e54 niintttof da manh.
Segunda, as II horas e 18 uiinutoa da tard.
-i.
de Abr! de 1849.
N. 8|.
DAS DA SEMANA.
1<> Segunda. N 8. dos Prazcrcs. Aud. do J.
dos.orph-, do J. docivel e do J. M.da2.v.
1/ Terca. S. Aniceto. Aud. doJ do e. da 1.
v. e do J. de paz do 2. dist. de t.
18 Quarta. S. Oaldino. Aud. do J. do c.da 2.
v. edo J. depado2. dist.de t.
19 Quinta. S. llermogcnes Aud. do J. dos
orphi edo J.M. da I. v.
20 Sonta. S. Igocz de Monte Policiano. Aud.
do J. do civ. e do J. de paz do 1. dist. de t.
21 Sabbado. S. Anselmo. Aud. do J. do civ.
da 1. v. e do i. de paz do 2. dist. de t.
22 Domingo. Ss. Sotcr e Calo.
CAMBIOS NO DA 14 DE ABRIL.
Sobre Londres a 27'/. d. Pr 'i00'1 ". aOOd.
Paris 350
Lisboa ICO por cento de premio.
> Rlo-dc-Janelro ao par.
Drsc. de rctt.de boas firmas a l'/i % "'*
Acedes daconip. de Reberibe, a 501 rs. ao r.
Oiiro. Oncas brspanholas. 30/800 a 31/000
Modas de 6/400 v. 17/200 a 17/400
de 0/400 n. 10/200 a 16/40P
. de4>000.... 9/200 a 9/40
Prafa-Patacoesbrasllelros 2/M0 a 7/WO
Peso coluinnarios. 1/S80 a 2/000
Ditos mexicanos..... 1/800 a 1/9
I ARIO DE
CO.
PARTE OFFICIAL.
,1* Gommaiitlo das armas.
Quarlel-general do commando dat arma em Pernam-
buro, 13 de abril de 1849.
OIIDKM DO PA.
S. Exc. o Sr. marechal de campo graduado, coin man.
dantc das armas desta provincia, manda faaer publico
oraroieo, que por ollicio do Etin. Sr. presidente da
provincia de 12 docorrendo mez llie foj participado ha-
ser S. t, o Imperador, por decreto de 3, coinmuiilcado
em -aviso da repartico da guerra de 13, ludo de mareo
ultimo, se dignado conceder a Jos Frasao Varella, se-
; iinilo lente do tereciro batalho de ai lilliaria a p. a
ilemisso que pedio do serveo do excrcito, e mandado
pastar para o quinto batalho de fuzilelrot, o alleres ao
piiineiro da mesma arma Antonio Jos Baptisla Ca-
inaclio.
Que por decretes de 14, rommunicados em avisos da
mesma secretaria de 15 de mareo ultimo, liouvera S. II.
o Imperador por be tu conceder pastagem para a com-
p.mliia fila de iil'antaria da proviucia de ocrglpe a
Manoel Agosliuho da Silva Moreira, cap lao do sexto
balalbo de caradores, c se dignada passar para a quarta
, onipanliiada mesma arma ao niajor graduado do corpo
ixo da provincia do Piauliy Joaquim de Pontes Mari-
nlio. que Oca desligado do segundo battlhaodearllbaria
a p, em que se acha ser viudo, e que por avisos da mes-
ma data fol concedida passagem para o segundo bata-
lho de catadores ao cadete do prlmeiro de fuzileiros
.loaquin Jos Percira Codeco, e ordenado que passe a
M-i'vir em algum dos corpos desta provincia o alleres.
alumno de infamara Jos da Costa Rodrigues, quaudo
se a pprcscnlar nesta provincia.
Que por aviso da mesma secretaria de estado de 24 do
leverelro prximo passado, remeltido por copia em olli
ciodolixin.Sr. presidente dAla provincia pelo dado Par
eom data de 24 de marco ultimo, Ihc fol communicado
liavcr Sua Magcslade o Imperador concedido licenca
para ir estudar na escala militar ao segundo cadete do
trreciro balalbo de arlilharia a p, ora existente nesta
provincia, Manoel Rayiuundo Cordeiro.
Finalmente que por parlara do Exm Sr. presidente
da provincia de 12 do crreme bi Horneado o Sr. Dr.
Jos Eustaquio (jomes director geral dos hospitars re-
gunentae* desta capital. AsslgnadoJoii Pidro Iliilor .
PE.NAMBUCL\
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSAO EM 13 DE ABRIL lE 1819.
(Concluslo. )
Ije ldo un requerimenlo do Sr. Molla Sllveira. pro-
pondo que se d assento an Sr depulado supplenle
liento Jos Lemcnha Lins, o qual se acha na ante-sala.
Depois de, breves reltcxfjes, he o requerimenlo man-
dado commis'ao deconslituicitu poderes.
A commisso salir da sala, e volla pouco depois coin
o-segointc parecer:
A coimniso de constiluicao e poderes, examinando
a acta geral da apuracao da eleico dos depulados pro-
vinciaes, achoii que o Sr. coronel Rento Jos Lemenha.
I.ins est no coio de lomar assento nesta casa como dc-
]iiilailo supplenle.
Sala das sessdes da assemMa provlnciarde Pernam-
liuco, 1.1 de bul de 1849.Figueiredo.Uapliila.Kego
llanlai,
He approvada se ni discussao.
Intioduiido coin as formalidades do cslylo, o Sr. de-
pulado presta juramento c toma assento.
ORDRM DO OA.'
Contiuuaco da discussto do requeimento do Si". J.
A. de KlgueTrcdo.
I) Sr. Prttidente:Tem a pala va o Sr. Dr. Raptlsta.
O Sr. Ilapliila :Sr. presidente, o rcqucrhlienlo que
ora se discute, qiiaudo liontem apparrceu, eu o tive
em lo poaca coma, que cheguei a julgar que podia dar-
llir o uieu tolo sem prejuin para niinhas convieees;
in.15, depois que dous nobres depulados, para funda-
iiieniarciu e defendercm eie rcquerimculo, accusaraiu
o Kxm. presidente da provincia de infractor e arbitra-
rio por liavcr mandado a cmara municipal chamar 26
Mippleiites para supprirem as faltas dos depulados que
nao comparecern!, sein que estes depulados houres-
m tu mandado escusa na forma do regiment desta as-
ir inbla, enlao a graviilade e a injuillca detta aecnsa-
V;k> desprrlarain-iue o dever de remover toda e qualquer
suspeila eoulra a legilimidade desla'astembla, e de-
fender o I xn>. presidente, por quem sinlo profundo
rrconhcciinrnio pelos relevantes servicos, por elle
pi estados a minlia provincia, ou antes a todo imperio ;
e fol para isio qiiepcdi a pslavra.
Coiivriiho, rom os dous nnbres drputadot que nesta
oceaslo tenho a honra de comttnter, em qo pelo art.
K do regiment da casa aassemlila provincial he quem
pude couhecer dos impedimentos de cada um dos seus
iiieuibros ; mas para isto o que he preciso?* Que tenha
i oinparetbtoo numero sullirlcnie de depulados para ha-
ver eaupl^Re a assembta se tenha reunido. E quando,
cuino no caso em queslo, ella nao se rrunir, o que se
deverri lazer ? Neste caso, disser.m os dous nobres de-
pnl.idoa, nao se chamam supplentes ; pois que a assem-
lilea pruviueial se tem dissolvldo a si propria, j nao ha
rrpresenlacio provincial, c o presidente da provincia
lleve aproyeitar-se da le do orcaiuento do anuo acaba-
do, para por ella goteriiar a provincia, mandar an cea-
dar us impostos, e coui esta arrceadavao acudir t des-
bezas provinciaes. Nesie arbitrio, o verdadelro aibitrio,
^r. presidente, he que eu uo posto convir ; por este
lado, que parecru lao fcil aoi dous Srs. depulados, he
.que talve o Exin. presidente podette ter tecusado coin
4bas rasoes.
ij eom- efleilo, conhece-se evidentemente que as dis-
posleet do regiment da casa que, os ineus dignoson-
tradictores dizem, fram violadas pelo Exm. presidente
da provincia, sin todas concernentes a fazer elfecliva a
ii iiiiiao e inslallafo da assembla provincial, alini da
p><<- lucia nao Mear privada de sua reprcsenlaco ; as-
sini, puis, ainda quandu se nao salisfaca alguiiia deslas
formalidades, urna vez que se clieguc ao liui da lei,
ella, em seu espirit, (em sido cumplida e salisfeita )
C neiu o regiment pe comportar urna Interpretafo
lio absurda, que, quando os depulados queiram, pri-
ven! a provincia de sua represcnlacao, deixando de com-
parecer em numero preciso para haver casa, e nao par-
ticipando os seus Impedimentos, Era todo o caso, o
supprir urna lacinia do regiment coin jaita e rasoavel
jotrpretacSo', se he arbitrio, he um arbitrio que, por
tpequeno que lie, desapparece em comprtelo ao mons-
truoso principio de urna assembla qualquer poder dis-
solver-se a si propria, e do grande arbitrio 4o poder
executivo provincial prorogar a lei do orcamenlo, e exi-
gir impostas que nao estilo marcados por lei. No prl-
meiro caso, o poder legislativo provincial apparecc eom
fdrea e vida, contemplando as necessidades da provin-
cia, e funecionando em sua esphera no segundo cato,
porui, como te se tlrctse suicidado, desapparece, uin-
giieni o v, e suas principad all iliuicocs apparecein
cxercldas poroulro poder ilislincto e Independnte. No
prlmeiro cato, o Kxm. presidente, fazendo elforcos em
reunir a attembla provincial, revela evidentemente
cus bnnt detejot em ter querido tineeramenle que a
mesma assembla aprecie as necessidades mais urgen-
tes da provincia, o coadjuve coin suat luzes e eom ot
incios nccessai ios para elle governar a provincia. No
segundo cato, porm, elle mostrarla desejos de apro*
veilar-se do caso excepcional, para por si metmo tomar
medidas c excrcer allribuices que t'o da competencia
de oulro poder. Pelo que. te o prlmeiro caso nao des-
natura o rgimen constitucional, o segundo sem durida
o desnatura; e por isttf, apenas em extrema uecessida-
de e na deficiencia absoluta de oulro qualquer mel, he
que pude ter detculpavel adopeSo.
_tr. presidente, entre todos os beneficios da civilisa-
efio, talve que o que mais avullc seja o liaverclla dado
aos poros assemblas iliustradas. Ora, entre todas as
obras das assemblas a de mais importancia heacon-
fecciio da lei do ore amento he o acto de marcar anim-
almente a recella e despexa publica, e desta sorle ga-
rantir os povos contra a opprcsso do poder as nuiles
industriaes c no direito de propriedade Logo, deve-
nios concluir que a mtdida do.Kxni. presidente da pro-
vincia ter mandado a cmara mlinicipal chamar sup-
plentes, para, tupprindo elles as faltas dos depulados
que nao compareceram, ter lugar a installac.-io desta
assembla o haver querido elle, no caso excepcional
Ii-ni que se achava, antes chamar ot etcolhidot do povo,
te li-iii que (inmediatos cin votos, para elaboraren! a
lei do orcainentn, c marcaren} a receita edespeza provin-
cial, do que, nesta paite, prorogar elle por si metmo
urna lei j extiucla e utorla, e exeroer urna fnuccab le-
gislativa, e taires a de maior ettildade, como motirel;
devenios concluir, digo, que esta medida c este proae-
ili'r. em vei dr llie acarrelar algum deiar, e envilce-
lo aos olhos da provincia, da maior realce ao sen real
iiiereciniciito, o faz mais digno da esclarecida adbsau
dos bons I'ernaniliucanot, e prava evidentemente que,
se em pocas arriscadas c calamitosas elle he boinein
de la ir. i\.io v. ilentc e cnnobrrcido para derrotar os ini-
nilgoi da sociedade e debellar a auarchia, na paz lie
lionieni de justica e liberdade para resQrilar as condi-
(<3es do goveruo conslilttcioual, para nao ser turdo us
exlgenci.i da civilisaco, para ser respeitador das. ga-
rantas do. povo, ltenlo t cuidadoso em nao priva-lo
dos g nidios c beneficios que llie possam piovii das lu-
zes dos. SCU3 cscolliidos. (/*roloiiu(ii/o apoiathi na lata e
n'iii yalciiiii.)
K scMguin reparo ha a faier-se neslas cousas, he da
quelles iiiesmos que se dizem defensores dos ilirclos
do povo qurercm antes que a proviucia ficasse neste
caso sem sua assembla, e o presidente podesse cx.a li-
tar iiun lei acabada c sem vida, mandando cubrar iiu-
que i h.im.ir-se
os que
tlm? I F. te o Exm. presidente podetse, como querem se a presidencia lint
os Sis. depulados, prorogar a lei dooreainento e conli- supplentes, em que
nuar.na arrecadacao de lodosos impostas, precisara Ih'o liavia dado. As
... ..--.,._,________ri,_ ____ i i ........... I ... ...i,
--------- ---- v- -
linlia dlieito de mandar chamar estes
que se lumias i este direito, e quem
suas alliiliiin,! es relativas a asseiu-
de formar uiaVsMiiibla sua para llie dar aquillo que bl provinriil se acham inarcadat no actoijaddicoaal, e
elle por suas miios podia lomar ? E se elle nutriste ten- n5o vejo nelle disposies qua legitime ot lacios que
denciai abtolutas. aquello nielo nao sera preferir! a desejo etclarccer por meio dos quesilos do ineu reque-
otitro qualquer? Certa que sm. rimento.
Sr. presdeme, a lingoagem dos fictos he rrcsstvel. tur. presidente, eu pens que, se algucm poda lomar
Como he que o Exm. presidente qui fazer urna assem- algum arbitrio no caso em queslao.crauot propnos de-
biasua, c todos os senhoret depulados at hoje tecui putados, qae se rcuiiiram nat sessoes preparatorias de
achado as portas fraileas c aberlas para entrarein nesta 23 e U de marc i ; porquanlo, se o caso exiga remedio
casa? (Apoiadoi). Ella contina a estar franca c abena urgente, dovia elle pirln daquellc lucsmo corpo que o
l.ll lllil i .ICI JUiiwu.1 i ;... n., H..M-I.U- ^w.,
postos sem lei que os delerniinas.se, do que i han
supplentes para eiichereui as vagas dos depulado
nao compareceram e uein uiandaram suas escusas ;---
que dan maior consldcraco a urna formalidade do re-
giment da casa do que ,i lei primeira do estado (Apvi-
aitoi.)
Sr. presidente, por mais que rrllict.i, niio posso com-
preheuder ette principio, nue os nobres depulados diio
por certo, da assembla |>odr-sc dissolver a si mesma
Se a assembla vlvessc para si, certo ella poderla cn-
louqueccr a ponto de tuicldar-se ; mas nao : ella vive
para o paii que a elegeu, o os votos que recebemos de
notsos concidadaos n'.o pwdeui servir para aclntci e des-
abafos de paixes e retcntimenlos. Einquauto nao ex-
pira o lempo do mandato, elle deve ser cUuiprldo fiel-
mente pelos mandatarios do povo e por is-o me atre-
vo a diter que.se o faci do Exm. presidente ter procu-
rado os mcios de in.siallar a assemblca provincial, coin
prelaio ao mel de prorogar a lei do orraiucnio. desa-
grada.senao a algucm, nao pode desagradar a aqucllcs
que coin o syslrma de esquivancas e reluciancias....
Sr. .Xavier l.opn :Quem so elles ?
O Sr. Kaptlita :N3o sel ; eslou fallando liypoll.etica
mente. Niio admitleo nobre depulado este meia de ar-
gumentar ?
O Sr. Xaviir Lopes : -Pois no .
O Sr. OaptitU:-- Este meo nao pode desagradar senao
a aquelles que se haviam fortificado coin o tystcina de
squivanjas, julgando tolve que para elle nao havlt
remedio proficuo, para lornarcui einbara(ada a poticao
do Exm. presitleule, e depois podrem dlier que laes
fram at pcrtrgulcet, uue laes fram os horrores que
te iii.iiiile.si.ir.ini, que tal fui a magua publica, que os
depulados provinciaes uSo se poderam rrnnir, a pro-
vincia fic.ira despojada da benfica aclivldade de sua
represcnlacao, e um conquistador tirara uispoudo, a
bel prazer, dos diulieiros pblicos...Para estes, tiiu; p ra
ettet o proceder do Exm. presdeme da proviucia pode
ser aih ti.nio, e o principio da assembla poder por si
mesma dissolver-se pode ser urna verdade iutergiver-
uvel i mas para quem at pira Ter a provincia em todos
os pontos recuperar teu estado normal, e verot seus re-
presentantes reunidos, e coahecendo de suas mais im-
periosas necessidades para acudi-las coin medidas asss
calculadas e debatidas; para estes sem duvida nao lia
motivos seuao para se regotjarem bastantemente eom
o proceder do Exm. presdeme ; para esleto tal prin-
cipio da assembla provincial poder por si dtolver-se
niio engana. mo illude. ( jlpofarfoi.) ,
E como dzer-se coikscieiiciosamenle que.o Exm. pre-
sidente, mandando a cmara municipal chimar sup-
plentes, invadir as all ibuicocs do poder legislativo
provincial, e procurara formar urna atseinbl.sua /...
O Sr. J. A. di Figutirtdo: Dettruio a independencia
do poder legislativo.
0 Sr. Oaptila: Pois coin o mandar chimar sup-
plentes, mesmo tem ot deputadot que faltaram lereui
mandado eteutat esem a cmara reunir-fe para conbe-
cer da legltlrhldadc tiestas escutas, elle arrognu a si
para todos quantos eom sulficicncia de votos queiram
vlr: nenliuma opposirao eucontraiao; os menos votados
ecder-llies-liao os lugares, c a medida do ilxiu. presi-
dcnie que os nobresdeputados alcunhaiu de arbitraria,
foi lo salular e benfica, que a ella he que os'iucsmos
nobres depulados derem o estar aqui assentados dlscu-
tindo eomuosco, c podendo desenvolver suas opinioes c
esclarecer 'provincia. (Varios apoiadoi.) E he isto met-
mo o que queremos; he esla mesma una das va ma-
gros dos gorernos constitucionaes; he isto mesmo o
que be da ndole c natureza de nossas insliluifes ; e fi-
lialmente he este um dos Ih us de que nao se deve pri-
var a provincia, que se nao deve roubar opluiiio pulili -
ct, a qual procura eom anciedade ser esclarecida. (A-
ptiadot.)
Sr. presidente, cu quero valer-me, nesta discusso,
da i ni pressao que me fierain cenas palavras de um dos
nobres depulados contra quem opino, e cujo talento e
tclencia eu multo resprilo. Dittc elle que nos partidos
polticos exisiiain algum honiens exaltadoi que canta-
vam junto foguelra cui que eram queimados seus ad-
v>rsarioj, e outros moderados, em cujo numero o no-
bre depulado eom rasao se considera. Pois iiem, se, co-
mo estou certo, o uolire depulado he atsus moderado,
iiidubit.ivi I me me deve csligmalitar at desastrosas des-
gracas que alguna homens fizeram pesar enormemente
sobre a nossa provincia...
O Sr. .1/ra.ir.v i/,i Can : Quem llie falln nitto agora?
O Sr. BaptiHa. Espere o nobre depulado pela con-
cluto do principio. Se he moderado, deve cooJemnar
ot exceuot criminosos da revolla; deve reconhecer no
intimo da conseieiicia ot linmensuraveis servivot pres-
tado* pelo presidente aecusado; deve sentir favoraveis
disposicoes a respeilo delle, e por cooseguinte deve des-
istir de ser seu injusto aecusador, e deve reoonheoer o
uolire depulado que nao pode adiar crime em alguem,
s porque nao esposa um seu parecer, urna suappiniao,
rpae at parece menos j,eu e rafleotida, (pcrdovin-inc
estas expressoes) qual a opiniao do presidente dever del-
xar a provincia sein >a fiircseolac5o. continuar a >-
vernal eom a le ae ore amento Ja rxiincr. c ac-aoad..
Por esta rasao, e porque o uobce peputado, invocando o
uoine de Jesus--hristo pira santificar a palavra in-
lamko que disse significar os pobres e humildes, dar
a couhecer as boas dispo9iees do sua alma, e seus bous
desejos de seguir as doutruas evanglicas....
O Sr. Mendn da Cunha : Isto uo vciu ao caso.
O Sr. Baptiit : Ol se vem. Vem tanto ao caso,
que, se o nobre depulado quer que a tua allusau teja
sincera c vcrdadrlra, deve quanlo aulet deixar as li-
leiras em que est, deve unirse coinnosco para con-
iuiictamente sermos ot operarios da pai,-para conjun-
ctamente amaldicoaimos a todos quantos viveiu a
proveiiar-sc das falalidadcs da ignorancia, a acular as
paixiVs para couipromcltcrrin a vida dos pequeos.
Sr. presidente, o segundo ponto da sem-rasao, quan-
lo ao ter o Exm. presdeme inslallado esta assemblVa
depois do di*, para este aclo marcado por lei, he too
frgil, e lao pouca consldcraco me mereceu. que ja
me ia csqiieccndo d diier alguma cousa sobre ele.
Ningucui respoude a esta aecusacao melhor e lao Irau-
ca e lealmenie, como o mesmo Exm. presidrnie da pro
Tiricia no principio do ten relatorio : elle ah aprsen-
la a notoria e atss plautivel rasao da asseinhlca nao ter
sido iustallada no dia aprazado por le. istoe, diz que
loi em cousequeiiola d'enlao a provincia acliar-sccni
vigorosa lula coin a anarchia. A impossibilidadr 0a ins-
lallacao naquella poca he manifesla. e os noures de-
putados o sabem lao perfeilaiucnte como eu. I'.f ulao
ui podesse mais iustalla-la ? Que a mpossibilidade de
um dia se perpeluasse para sempre, embora liyesscni
cessado osacoiiletinicnlos que a inolivaraiii .' Itc esta
opimao lgica, he jurdica' Ou aules ella per si nies-
ma se esvaece como o fumo ?
Sr. presidente, tcruilnarci aqui ineu d,scu|',50_i_.c.e.!|
eonc
caso exeep
liuo direi que, achaildo-sc o Exm. presidente no
excepcional e nao cmnprebcudido no art. K do :e-
gimento coin que uieut contradictores Ireiu argumen-
tado, de una provincia que acabara de urna sanguino-
lenta revolla, na qual mullos depulados tomaiaiii pai-
te, c dos quacs uns se acham presos, oulros ioragido,
ealguus iuicressados, pelo espirita de cega opposicao,
em nao sereunlrem, para desta sorlc nao haver assem-
bla e lornar-se mais dilucultosa a poslcao d admluis-
tracao provincial, elle nao podia dar oulro passo maii
acertado, e ao mesmo lempo mais desinleressado, do
ue este, que realmente dera, de ...andar chamar 01
supplentes que estivessem desinipcdidos ; porquanlo,
aneiar de ludo quanlo te potsa cogitar para se estig-
u.atisar este teu p.tso de prudencia c accH. cnlicce-
te evidentemente que o teu nico intento, alias louxa
vel; que a tua uuica niissao, alias intelligcuie, loi acu-
dir a uia nocessidade publica do melhor modo possivel-
foi tratera proviucia a seu estado normal, e nao priva
la de sua represeula{*o. {.Apoiadoi MftlMlM proon-
gadoi Atgamai voiu : Multo bem I Milito be... 1)
U Sr. J.A.di Fiaucitido :-Sr. presidente, folguei inulto
deouvironobrc depulado; aprecici mullo o seu bello
discurso i mas nem se.upre o talento pode dirarvar as
maullas de ama causa roa....
OSr. Ucndn da Cunha :-Oh! Jlenlo lemelle.
O Sr. J. A, di Pigarindo :p. r isto he <|uc eu o dii.0.
(O orodor eo!a-ipara o Sr. Urndii d-^<",lia-l .
Sr. presdeme, o Ilustre depulado nao iraloudot
pontos'essenciae. do requerimenlo ; IjtoWjJ
te da discussao. c tratou s de desculpai as_'l"l''-
pedia,...
O Sr. Maula da Cinino (eom forca ):--He uina pura
verdade.
O Sr. Hapiiila ( eom phleuma}:Se o corpo nao etit-
lia.... ( Grande aloorolo *a> galeru. donde parlen apoiadoi
t repelida palaerai que pela coufauiolorntm-u ininUilnji-
rtn) .....
0 Sr. J. A. de Pigaeiredo: Sr. presidente, peronV.
Exc. que faca comer as galeras.
O Sr Prtiidcnte .--A ordem! A ordem r
O Sr. J A. di Figueiredo Sr. presdeme, i csses
nove depulados que se reuniraiu em 23 c 24 de man, o,
vendo que nao appareciam depulados para completar
o numero legal, lomassciii o arbitrio de fascr scicnte
dlsso a presidencia, c de ordenar-llir ..
l'm Sr. Dipulilo :- -De ordemr-lhe.!
O fr. endei da Cunha -.Multo bem dilo.
Sr.J. A. di Figueiredo :--llcin, nao micro assini ;
loinssr o arbitrio de diier lhe que mandaste chamar
2Gsi.pplri.les,...
O Sr Mendei di Cunha :-Multo bem.
OSr. J. A. de Figueiredo:--.... eu nada dira, porque
o caso he omiti, e na Iblla da lei o arbitrio devia par-
tir do poder competente. ...
O.Sr. Nabuco de Araujo:Isso he a favor do presi-
dente.
O Sr. J. A. de Figueiredo: Nao, porque eu estou com-
baiendo por cssa rasao a arbitraria ordem dajireidco-
cia
Sr. presidente, cu me nao posso persuadir da legali-
dad.' dessa ordem, porque no admiti que a presiden-
cia possa entrar na frmaco de urna cmara Irg.laliva.
Mas, ainda quando se qurira Justificar esse acto da prc-
sidencia.sdinitlindo-seaneeetidadedacxlslenciadalcldo
orcamenlo, devra a sua ordem ser executada fielmente
pela cmara muicipal, que lhe nao podia dar cssa in-
telligencia obvia, romo a quallficou um nobre depu-
"Vpodiaa ramara chamar moi. deputadot do que ot
que eran. ..rcessariot ? K poda ella, tem documcolo..
sem rites, contldcrar etse ou aquelles depulados im-
pedidos de comparecer ?
Ouvl aqui dlzcr um depulado (que agora nao esta na
sala, porm que ha pouco eslava) que a cmara fez
mal em nao consultar a auluridade competente ; e que,
se a livesse consultado, nos nio rstar.ai.ios aqui. Bem ;
pois ris-aqui provado por aquellas mes.as prssoas.
que mais Intcrrssc lluhaiii em nega-lo, esse faci. Ksla
provado que cmara, quaudo espedioos diplomas, nao
tinha base algiiina...
'nia Foi : Porm os lenliores aqu ctlao.
OSr. J. .1. de Figueiredo Se aqui citamos... se a c-
mara chamo a mini c a vos, foi porque vio que de un-
ir, sorte toinar-sc-hia o cato multo escandaloso, e por
isso nao poda drixar de chamar-not. Ora, Sr. presi-
dente, qual he aconseqiienca... ( (.'rm.uii-ir mnitotaj-ar.
le que ido lufloeadoi pilo lumullo dai galeriai. )
OSr J A. de Figueiredo : Qual he a co.uequencia
que se mide lirar lgicamente ? lie que a cmara que-
ra ol.ter por esse meio o numero de depulados que po-
dessem ciar maioria po govrrno...
O Sr. Naburo dr Araujo: Vejamos o passado e vere-
mos n.ii.tu mais. ..-i,
I/Sr. Drjiuludo : Por exemplo, anullafuet de col-
eiUSrJ A. de Figueiredo : E, pois, Sr. presidenie,
dirr en. conclusao : que ella provad^ que o numero de
supplenies que maudou chamar o Exm. presidente foi
alterado pela cmara niunlcip.il; que esta provado que
cssa cmara inverteu e alterou a seu bel prazer a ordem
dos supplentes : que est provado que nesta apreciacao
.los supplentes a cmara niio pode emiuiro seu ju.zo : e
iiortanlo cu concilio que a casa deve tomar em conside-
raco ornen requerimenlo, allm de vlrem a casa ciclare-
ciiiinitos que nelle peco. ___
Sr presidente, convm muilo que esse Tacto se lome
do dominio do publico ; que o paiz conlleva como as
noisas cousas leem ido de mezes paraca....
) Sr. Xabuco de Araujo ; De anuos para ca.
li Sr. Depu../,.: Apoiado, concordo.
(I Sr. J. A. de Figueireido : -He mlsler que todos cu-
remos teamente dot negocios publico, quando a pri-
mrira auluridade da provincia parece s*f tambero a pri-
meira a negar que sao condicoes cssenclaes do governo
n iircsi-iiiaiivo nao sullbcar a maioria do paiz, assim
como nao tvrannittr u minora. O governo repretotwa-
ilvo lem por llm fazer que essat parcialidades se apre-
lenleni cu campo, c te embalara ; mas ha lyrannia
quando se procura afl'aslar os cleltos do povo, bem co-
mo ha ij raunia quando se procura afi'astar a minora ; e,
pois, e, senhores, concluo que o ineu requerimenlo
esta multo no cato de ter approvado, ainda que umitas
Sn. depulado-, cu jos talentos aprecio, tenliaui dito o
conlrario.
O .Sr. Pan IIirrrio : Sr. presidente, voto eoulra o
requei menta, que se discute, elu todas as suas partes.
0 seu nobre autor quer no Io questo, que o governo
informe te maudou chamar supplenta, e em que nu-
mero ; como, porm, essa iuforinaco j exista na ca-
sa, c j a assembla saiba, por um offlcio do secretario
da provincia, que S. Exc. o Sr. presidente em vrtudr
da partielpacao que Ihc foi feita, em ulna das sessdes
preparatorias, d lerem tillado 2ti senhores depulados.
lomara a deliberacao de ordenar cmara municipal
que chamaase 2 supplentes. aclio esse pilmero quesi-
lo do requerlmento intelramente intil e desnccesia-
rio ; uem me parece regular nuca assemlita te dlri-
ra perguntai-lhc aquillo que Ja lhe
luiente pelo inesnio governo. Se o nobre
e. o rnelo, elle aqm cali tobre a
convencido desses servicos
USr J A. de Figueiredo:i-a uao posso estar.
O Sr. ende: da Cunha : So convieees de denlro da
alma.
O Sr.J. A. de Figuireif.Sr. presidente, os factos que
iicsam sobre a preslikMa, e que eu busco esclarecer
coin o ineu rei|ueri..msv, sao : te fram chantados os
funcees legislativas, e prorogando a le do orcamenlo un. *- .i-~~.----------------, -------- ,
niou froga* f ^cha 0Sr.depuUdoqut-i.lohe w- siiwlenit. que dveilixrwr.cUaniadp, e km disio se e fumUmonto.
Fom : Leia, lela.
O Sr. Paei llarreto : Peco' aos sobres depulados
que me dispensen deate trabalho ; o ollicio j foi lldo
na casa, e era por certo da obrlgaco dot nobret de-
putadot saiiei coi o que elle cudtlnha.
Voto igualmente contra os outros dous quetitot do
requerimenlo, porque acho que elles carecen d ba-
OBobrc depulado quer queJa s-
'-


2

'
scuibla peca ao presidente a li>(a dos depulados lu-
edidos mas <|ueni disse ao nobre deputado que ex-
ilia uina li.la de deputados impedidos ? Por que meio
chegou ao nosro eoiiheciiiienlo que o governo organi-
sra, e tinba ein seu poder essa lisia de que traa o re-
querimento ?....
O Sr. Heniles da Cunha : li Sr.
O Sr. Pan Brrelo : En desejo que os nobres de-
putados me digam por onde sabem que o presidente
da |'i ovino1.1 ii in iiii mii poder una lisia de depulados
impedidos....
O Sr. J. A. de Figuiirido : A presidencia lauto sa-
be que os ba, que deu una ordein neste sentido.
O Sr. Pan larreto : O presidente sabe que ha de-
pulados impedidus ; porque, tendo-lhc participado o
secretario desta assembla que haviam dcixado de com-
parecer 26 srniores depulados, era natural que sup-
poiesse que esses 26 deputados se acharam impedidos,
pois que su por esse modo se pude explicar a sua au-
sencia.....
V Sr. BellrSo : Eu nao comparec, e nao eslava
impedido.
O Sr. Pan Barrito : O nobre deputado devia sa-
ber que a atieuibla eslava convocada ; era, pois, do
sen dever comparecer, e se nao o fez.....
O Sr. BiUri.0: Eu nao sabia quando era a rcunio,
sube s do adlamento, c mais nada
O Sr. Pan barreta : Perdc-mc o n*brc deputa-
do : quamlu a assembla fui adiada, se marcou o dia
para a sua rruniao o nobre depulado devia jaber
quando era esse dia, e devia ler-se apresentado, pois
que niio eslava impedido : era essa a sua obrlgaco.
Portanlo, como disse, voto contra o segundo quesito
do rcquerinieuto porasseverar un facto que nao sabe-
mos se existe, e pur dar como corto aquillo que nos to-
dos ignoramos, c de que niio temos noticia. Qucr
i -i ni i iiiicnio que se peca ao governo a lista dos impe-
didos ; mas o governo pode responder-nos:Deque
lisia me filial* vs J Quem vos disse que cu tinlia una
lilla dos depulados impedidos ?.....Scnliorcs, a cma-
ra deve sempre proceder coni muila ciicuinspccjao, e
nao deve exigir do governo senao aquillo que ella esl
certa de obier.
Voto finalmente contra o 3 e ultimo quesito pela
mesma raso ; pois que, nao nos constando por modo
algum que o presidente leulia organisado urna lista de
deputados impedidos, nao podemos pcrguntar-lhe se
essa lisia foi rrmcitid.i cmara municipal. O nobre
depulado autor, do requerimento imsginou que devia
existir casa lista ; c, dando logo como averiguado o que
alias nao passa de urna mera supposico, quer que a
assembla' o acompanhe ein suas apprchcuses, c ti"
como cerlo o que ella ignora.
Simo, ir. presidente, que o nobre depulado nao at-
teudesse ao pedido que llie fol honlcm feito pelo Sr. Na-
buco, rile pedio que o nobre autor do requerimento
lio- dissesse que lista era essa, c como soubc da sua
existencia, visto que a dava como certa, mas o nobre
depulado nao se diguou de dar cssas explicaces ; de
modo que anda nada sabemos a esse respeilo, c na au-
sencia dessa* explicares me parece que a casa nao po-
de volar por essa parte do requerimento do nobre depu-
lado.
Agora, Sr. presidente, pcriiiiila-mc V. Ele. que
tamben! entre na discussao que leni lido lugar acerca
do direilo com que o Exin. presidente da provincia man-
di'ii chamar 26 supplcntes para oceuparem os lugares
dos deputados que fallaram c que sobre ella diga duas
palavras.
Sr. presidente, cu nao posso deixar de estranliar, e
de adiar bem extraordinario o comportaiucnlo dos no-
bles depulados que aecusam o governo por ter manda-
do chamar os supplcntes. (h nobres depulados aecu-
sam de Ilegal, de arbitraria, c a't de escandalosa essa
deliberaco tomada pela presidencia, e entretanto he
ein virtude dessa mesma deliberaco que os nobres de-
pulados se acham aqui sentados '. Se os nobres depu-
tados cntendciu que u presidente da pro>iucia nao poda
manda! chamar os supplenles, se estn persuadidos de
que o seu prooediuicnto he oiicnsivo dos preceitos cons-
titucionaes, e leude a alterar a pureza .do syatcma re-
presentativo, nao deviaui ter viudo coin as suas preseu-
(as sanccionai tJo grande abuso. oiados prolongados.)
O Sr. Reg Barroi:Flzcssein o que cu fu o auno pas-
ado. [Minios apoiados.)
U Sr. Pas barrito:lie verdade ; fuessem o que fez
o nobre depulado que nao quit pertencer a urna assem-
bla que havia expellido, por meio de depuracOes, os
li'gitimos representantes da provincia....
O Ferris a brrelo :Se eu me persuadisse que nao
devia estar aqui, nao vinha c. (Mullos e repelidos opia-
dos.)
O Sr. Puei barreta:Os nobres deputados dizem que
o presidente quit. formar urna maioria ficticia, e que
para isso frro profundanicnle a coiisliluico f se assim
lie, pai a que acudirn! ao seu chaiiiamcnto ? Para ue
vieran pressurosos tomar assento, e concorrer assim
para que se rcalisassem as vistas da presidencia ? Senho-
j-rs, se eu suspeilasse que a miiiha presenca nesla casa
era illegal, poique parta de um diamntenlo illegal, de
eerto que ca nao eslava.
A' vista, pois, dessa divergencia que se nota entre o
romporlamento dos nobres deputados e suas palavras,
eu sou levado cicr, de duas urna: ou que os nobres
deputados nao sao to respeiladores da coiisliluico, c
lau amigos da pureta do ystcnia representativo, como
inculcaiii, (o que alias uo devo supporj ou entilo que
essas aecusacea dirigidas ao presidente da provincia
uo sao muito sinceras, e partem smente da m von-
tade que os Srs. deputados Ihe teem....
O Sr, tltndti da Cunha :Est engauado.
ti A'r. Nabnco di Araujo :> he oulra cousa.
Ii Sr Pan barrito:Se o chamamento foi illegal,
para que aecudiram a elle ?.... Os nobres depulados
pensaram que tinliam feito una grande descoberta, a
que podiam expr-nos ao ridiculo, chamaiido-nos sup-
plcntes de supplenles, e entretanto quasi todos esars
Srs. sao supplenles de supplenles. (/ipoiados repitidos.)
O propiio autor do requerimento uo he mais ncui te-
nos do que um suppleute de supplente.
U Sr. J.A. de / igueiredo:Quiz saber se era ou nao.
Sr. Pan barrito -.-O Sr. depulado nao quiz verifi-
car cousa algiima, pois que teni constantemente asse-
verado que o presidente, mandando chamar os supplcn-
tes pelo moda por que o fez, oll'cudera a lei, e coinineliea
uina ai inii .o o iladr......
O Sr. id-Mili .i da Cunta :lie a sua opiniSo pora gura
pode escl.irecer-se e mudar.
O Sr Pan barrito :Portanlo, Sr. presidente, eu nao
considero o requerimento que se discute, seoo como
um pretexto que os nobres depulados quizeram para
acrusar-ae o presidente da provincia, quem au p-
dem perdoar o ter com braco vigoroso e enrgico com-
batido e aniquilado a rrbelliilo.....
OSr. Unida da Cunha :Isso nao se pode ouvir
O Sr. Pan arruto :-que nao se pode ouvir a san-
gue-lrio io essai accusaccs injustas e apaixonadas que
.. nobre depulado dirige ao ditiincto administrador da
provincia.....( ipoiados vehementes na caa i nai gali-
rl. )
uSr. Mendn da Cunha :O nobre depulado no pode
entrar uas iutenedes de cada um.
O Sr. Pan Brrelo :-^Se o nobre depulado deseja ser
tratado com moderai o e reipeito, deve tratar do uiesiuo
modo os oulros.
O Sr. Mmdei da Cunha :O nobre depulado nao de-
ve entender as couias senao pelo que ellas represen-
tani.*
U Sr. J.A. de Figueindo :Nos procedemos todos aqu
de boa fe. *
O Sr. Pan Brrelo:-Kio o duvido; mas digo que me
parece bem extraordinario que os nobres deputados se
achem nesta casa em virtude de nina deliberaco que
os Hicimos aobrea depulados aecusam de arbitraria e
inconstitucional.... *
O Sr. tiendes da Cunha :isio j foi respondido 30
venes; .
0>. J?a*i Bvrnto Wio ba tal: o nobre* deputa-
doi ai ma nao explicaran! esta con tradiccao, c duvido que
o possam fazer,
Sr. presidente, V. Ex. teria sem duvlda observado a
clera com que alguns depulados atacaran! o Exm. pre*
sid> nlc da provincia : clles niio se limitaratn a diicr eme
a sua deliberaco de mandar chamar os supplenles for.t
menos bem pensada, e nao se achava muito de accor-
do com a lei : niio,.Scnliorcs : os nobres deputados qua-
lificaram logo o presidente da provincia de despota e
arbitrario, e um houve que o chamou gonernador civil c
nililar, qiiereudo por esse modo equipara-loaos amigos
governaaorea....
U Sr. Mendn da Cunha :Est engaado.
O Sr. Pan Barrito :Se no he nesse sentido que se
deve tomar a denominaco de ootiernador eit'il militar,
dada pelo nobre depulado ao presidente da provincia,
entao ella pao passa de uina laceeia ; o que nao devo
suppor, por que me parece que este lugar nfio he proprlo
para lacelas. ( Apoiadot. )
O Sr. Mtmlis da Cunha :E at para gracejo.
O Sr. Pan Brrelo :Anda neste poni discord do
nobre depulado: eu enlendo que nos nao uo adiamos
aqui reunidos para gracejar e, pois, nao poda tomar
as palavras proferidas pelo nobre depulado senao ein um
sentido serio.
O Sr. lUendn da Cunha:- -Eu chamei-lhe govemador
civil c militar, porque he essa denominaco a que esta
inherente a* suas obrigaedes.
O Sr. Pan Barrito:Presidente Ihe chama a lei, c
nobre depulado nao est aulorisado para dar-llie outra
denominaco. e
OSr. alendada Cunha :Posso, sin, senhor: presi-
dente era elle quando governava com o eonselho ; mal
hoje he govemador civil e militar: civil porque leu
debalxo de suas ordens as auluridades civil ; militar
porque Ihe est subordinado o cominaudaue militar.
E demais, niuguein tein direilo de entrar lias inleii-
coes dos outros : devein avallar-sc os fados pelo que
elles representan!, c nao fazer o que o nobre depulado
lu
tein feito cm todo o seu discurso.
II Sr. Higo ano :A cxplleacao fui muito boa.
O Sr. Xaritr Lope: Me sino a aecusacao u.o
m.
O Sr. Nabueo di Araujo :He verdade, por que deu ul-
gar explicacao. ,,
U Sr, Pan Brrelo : E cu tico satisfeilo por haveJa
provocado. Mas, senhor presidente, como ia duendo,
graves e virulentas aecusaedes foram dirigas pelos no-
bres deputados contra o mullo dlstincto cldadao que
dirige a provincia ; c quando eu esperar* que os nobres
depulados exbiblsseiu os fados que justilicasseiii essas
acusaces, e de algum modo s aulorisassein, nao ouvi
cousa que com isso se parecesse ; apenas os nnbres de-
putados acharam para acoberlar assuas aecusarocs esse
grandi atlenlado de ter o Exm. presidente da provincia
mandado chamar os supplenles dos deputados que no
compareccram! Entreunto, Sr. presideute, bast Mi
tender para o artigo 9." do rgimen tu, e consultar a pra-
tica constantemente seguida uesta casa para reconheccr
que o l'ixm. presidente nao se arredou uina linha da e
c procedeu iiilcirameiilc de conforiuidade com ella,
mandando chamar 2li supplenles que substituissem a
Igual numero de depulados que, como Ihe fui comiuu-
nicado, deixaram de comparecer no dia designado para
a abertura dcsla asseiubla. 0 artigo 9. do regiment
diz que, quando houverem fallas, se participar ao pre-
deulc da provincia, para que este mande chamar os
supplenles....
O Sr. Mendn da Cunha : Falta he escusa?....
O Sr. Paei Brrelo: He ueste sentido que cu emen-
do que se deve tomar a pal.ivra .irnsn, empregada pelo
regiment, e logo darei a raso. Com clleilo deram-se
essas fallas, 26 deputados deixaram de comparecer; este
facto foi levado ao coiihecimciito do presidente da pro-
vincia oquedevia este fascr? ... Sem ouvida mandar
chamaros supplenles Aonde esti, pois, o grande alten-
lado commctlido pelo presidente? Mas, dizem os nobres
depulados, o regiment falla de cicutas, e uo de fallai;
c, uo tendo bavido escusas, o presidente nao poda lo
mar a deliberaco que lomou. Wl n"br" ae^.tad.oS;
i.... mam ,ec, qut uesse modo saenneam "plrilo
da ici sua lema ? Nao senlem que, a entender se lit-
teralmcntc o artigo, segulr-se-biam graves absurdos ?
Nao sabem, Analmente, que o* estylos c a prtica cous-
tauleuienle seguida uesta casa se ppein a essa iutelli-
geucia que elle queicui dar ao artigo 9." ? Scnliorcs,
quem nao v que o legislador, com a disposlco desse
artigo, nao teve outra cousa em vista, seuo que os lu-
gares vagos pela ausencia e pela taita dos depulado ef-
feclivos tssem oceupados pelos supplenles, alim deque
a assi niblca podesse sempre fuuccionar Quem nao
percebe que a escusa nao lie mais do que uina mera for
ni ilidaJc .sem importancia alguma, urna simples parli-
cipaco quenada inlluc? U que quer a lei, oque he
essi'iisial, he que as faltas sejam suppridas ; pois que do
contrario dar-se-hia uiuitas vezes o caso de licar a pro-
vincia sem rcpresenlacfio, c o goveruo privado da lei do
o >. iiueoio, e por coiisequcucia dos meios de provers
necessidades mblicas, o que em verdade he absurdo.
Se porventura, para que poJcsscn ser chamados os
supplenles, fosse sempre indispensavel que se dessciu
as escusas dos deputados, seguir-se-hia que os iuleres-
ses mais viiaes do paiz cstariam dependentes de qual-
quer eircuuislaucia extraordinaria que innhibisse al-
cuns depulados de partlciparem casa, que nao podem
comparecer, ainda quando esse facto nao. seja por uin-
ijnciii ignorado, e a casa lenha delle perfeito couheci-
incnio. c tal por cerlo uo podia ser a vontade do legis-
lador. Kigure-se o caso de appareccr o cholera-morbus
entre us, e de inorrercm inuitos deputados ; como,
uesta hvpothese, nao appareciam escusas, os suppleu
les uo podiam ser chamados, c pur consequencia iica-
ria a provnola sem representadlo. Houve una rebel-
lio na qual se cuvoiveram miiilos deputados ; alguns
.se acham presos c oulros foragidos ; esses depulados
nao quercm ou nao podem mandar as suas escusas; por
isso, segundo a opinio dos nobres deputados, a assem-
blca nao se devia installar, muito embora as necessida-
des publicas padecessem, e a provincia licasse privada
da lei do orcamciilo,--Ici Indispeusavel, e sem a qual a
administrai au teria de aclior-se ein graves c serios eni-
baracos. .au he possivel admitlir-se urna intelligencla
da qual rcsultam laes coiollarios. Demais. essa inlel-
ligencia tein coxlrasi a praliea aqui observada; esla as-
scmblca,apartando-se desse respeilo religioso que os no-
bres depulados iiiostram ter pela palavra escusa, empre-
gada pelo regiment, icm por muitas veics adtulttido o
Supplcntes daquelles depulados que, muito embora nao
leiili.nii mandado as suas escusas, todava ella sabe que
nao pdem comparecer Na assembla geral se obser-
va a mesma cousa : inultos deputados que uo compa-
recem logo no piiucipio da sessao, e se dcmoraui as
provincias, quando chrgaui ao Hio-de-Jaueiro achan
mullas venes os seus lugares ocaupados pelos supplcn-
tes, que sahem immediaiaiiieiite
'' O Sr. Pedro Cavalcanti: He verdade : isso j se deu
commigo.
USr. Pan Barrito: Nao ha, pois, necessidade d es-
cusa, basta que baja faltas para que os supplenles pos-
sam ser chamados : he essa a verdadeira iiilclligencia
do artigo 9." do regiment, t be assim que elle tein sido
sempre entendido. Portanlo j v V. Exc. que S. Exc. o I
^'.presidente da proviucia procedeu regularmente, e
que, portanlo, todas essas aecusacoes coutra elle levan-
tadas pelos nobres deputados uo passam de meras de-
clamaf oes, e carecem de base: o nico facto que os no-
bies dipuiailus apresentam em apoio de suas iuipula-
S"es, bem longe de servir para sustenta-las, musir ao
contrario a njuslica com que os nobres depulados te
iiuii'. i i .un pa[a com o Exm. presidente da provincia,
cujos servaos prestados 0,0 paiz, e particularmente a es-
ta provincia, sao da uiaior importancia, e nao podem ser
couteslados. ( Apoiadat. )
Sr. prndenle, o nobre autor do requerimento disse
ha ponen que o governo, mandando chamar os supplen-
les, 11*0 Uvera outra cousa em vista senao arredar a
verdadeira irraloiia desta casa, e organisar urna oulra
que fdsse do sea agrado. Mas a anee est a prora disso ?
(uaeu saoos supplenles que, tevcudo lar sido chama-
dos, nao o foram? Diga o nobre depulado seji deixoit
de tomar assento algum deputado do sed lado que aqui
se tenba apresentado! ?.... Scnliorcs, o governo nao ex-
cluio a ntnguem. e e hoje existe na casa uina naiuria
difireme daquella que o nobre autor do requerimento
deseja, nao he isso devldo vonlade do governo, mas
sini a vonlade da provincia. Os nobres deputados lem-
braram-sc, sem duvida, do que le fez amigamente ; des-
se sritema de depuracOes com que se excluiam desta ca-
sa os genuinot reprttatfjantes do paiz para acommodar
osamijos, c por Isso stipridrn que o mesino se lez ago-
ra .' eslo, porcrii, engaados.
Sr. presidente, en nSoproseguircl : cuido ter demons-
trado que o Exm. presidente da provincia procedeu mul-
lo regularmente, e eslava Inteirainenle no seu direilo,
inaudaiido chamar supplenles; eque, porlauto, vagas,
injustas e sem fundamento sao essas oceusaedes que Ihe
fdrant aqui fcllas, e s quaes o nobre deputado que lai-
lou hoje ein prlmelro lugar j respondeu de un modo
tao briltuntc. ( Muitoi e repelidos apoiados. -- totes na
oama : Mullo bem I Multo bem !)
Os scnliorcs deputados reclainam a ordein as ga-
leras. -, .. '.
O Sr. Presidente observa que as galeras nao podem In-
tervirde furnia alguma as dscussOes.
O Sr. Jos /a'ritdeuionsira que do parecer da commls-
so de constitulcao e poderes, apresentado em umadas
sessdes preparatorias, eque elle assignra como relator,
nao se pode inferir quea mesma conimlasao tere era
ralas censurar a presidencia da provincia pelo facto do
haver mandado chamar 26 supplenles para supprirem
as faltas dos deputados que nao tlnham comparecido:
diz que. ein sua opluiio, a referida presidencia obrara
multo regularmente, e nao coinmelUra arbitrio algum
ao adoptar essa medida: observa que isso mesmo ja de-
clarara particularmente ao precdenle orador, que. isto
uo obstaule, disse noscu prlmeiro discurso que achara
no mencioiado parecer a base para a aecusaeflo que
fuera admlnislraco proviucial por causa do chama-
mcnlo em qucslo, obrigando-o dcsl'arle usar da pa-
lavra para defender-sc e aos seus collegas de urna ini-
pulaco iininerecida: desenvolveos inconvenientes ijue
proviriaiu da prorogico da lei do orcamento pelo Exm.
presidente da prouincia : aprsenla eiulini diversas con-
sillera, o.s, (odas tendentes a justificar o acto de S.
Exc e a rebate* os argumentos dos deputados que cen-
suraran! esse acto: ... ,- ,
Julgada a materia discutida, e tendo sido retirada a
emenda do Sr. Jos Pedro a pedido de seu autor, be o
requerimento submcltido a volaco, e rejeitado nos
seus tres quesilos por 21 votos contra 13.
O Sr, Presidente deixa a cadclra, a qual passa a ser
oceupada pelo Sr. Scbastiio do llego llarros ua qualida-
de de vice-presidenle.
O Sr. 1. Srcrrlario lembra ser coslume nomear-se
mais duas comniisses al:u das designadas no rgimen
lo, islo he, a de fixaco de fr;a policial, e a do exau-
das comas do ilicsoiii o.
Consultada a casa sobre a conveniencia da nomeaciio
de laes coinmlsscs, resolve afninialivamentc.
Corrido o escrutinio, sahem cleitos :
Para a coumiisso de tixacSo da frca policial os Sis.:
Machado llios, com 17 rolos ;-Jos Pedro, com 15 ; e
liaran de Suassuua com 10.
Para a de exame de eonlas do thetouro os Srs. : I.e-
uieuha, com 17 votos; Bellro, comiT; e Lopes Cama,
com II.
li.i a bora
Sr. Yice-preidenle des'gua a ordein do dia e levanta
a sessao. ,
Si ..J3
ti Jo volaco e rejeitado, sendo as posturas approva-
ds em priineira discusso para paisarrm segunda.
Exllngue-se a ordein do dia-,
O Sr. Presidente d para a ordein do da a discussao
das posturas da cmara do Itcclfc, e levanta a sessao.
Era una hora da lardo.)
ERRATA.
No discurso do Sr.J A. de Flguelredo, publicado emo
n. antecedente, png. 2', col. I", linlias 51 a 53, ein vez
do ijnc alii se aeha, la-sc o seguinle: 0. que sei he que
lica intelramente burlada a independencia do podr le-
gislativo quando o cxecutlvo he quem Ihe d vida,
quem o conslitue, quem o sustenta.
III.IKIII DE PKHJAMBrCO.
"'-
BICiri, 1S DE ABBIL DI 1S49.

SESSAO EM 14 DE ABRIL DE 18i9.
Pruidencia do Sr. Souta Teixeira.
SI M \lAR K).--/ni/i.-nfiiH do Sr. Canha Figiieiredo.-Adiatnen-
io do projtctan. 5 doannopassado.Approva-
r<~iu, em primeira discussao, das posturas ad-
di inirri is da cmara municipal do Recife.
As 11 horas da manida, felfa a chamada, rerlflca-sc
rsiarrm presentes 31 Srs. drpulados
O Sr. 2.o Secretario l a acia da sessao antecedente,
que lie spprovada, com uina pequea rcclicacao,
OSr. I. Srerriari menciona o expediente que s
acha sobre a mesa, o qual leni o destino conrcnienle.
He lida e mandada a commlsso de constltuicilo e po-
deres, para dar' o seu parecer, a segulnte indicacao :
ri Indico que-esta assembla rote reconhecimento e
gratido ao actual administrador pela pacifica(o da
provincia.Dr. Cunha Figueiredo.
licpoli de algiiiuas observaedes do Sr. J. A. de Fi-
gueiredo acerca de una innexactido, ou erriyle im
prensa em seu discurso, proferido em sessao -de*f2 do
correte, passa-sea
ORDEMDODIA.
Primeira discussao do projeclo n. 5, e das posturas ad
dcionaes as da cusaara miiuicipal do Recife.
Entra em discussao o projeclo n. 5, j publicado em
mu dos nmeros deste Diario em oanno passado, acerca
de mendigos e orpbos.
Val mesa, e he appruvado para entrar em discussao,
o seguinle requerimento :
Rcquelro que a discnsso do projeclo n. 5 do
auno prximo passado fique adiada at que o seu au
tur possa comparecer tiesta casa, c. uo caso contrario,
na sessao vindoura. Uavignitr.
Seguidamente tambem he lido, e apoiado o seguinle
requerimento
itequelro que o projeclo v i commlsso de constl-
tuico e iiodres para dar seu parecer rinanto sua cons
tu lo ion.ilnlaile. Ilr. Cunha Figueiredo.
Depois de algumas observaedrs, he approvado o re-
giment do Si- Maviguicr, licaudo prejudicado o doSr.
Cunha Figueiredo.
O Sr. /'resllenle declara cm primeira discussao as se-
guimos posturas:
* A commissao de posturas, representaedes c nego-
cios das cmaras munidpaes, examinando alternamente
as posturas addicionaes da cmara municipal do Recife
de 15 de setembro c7 deoptubro do anuo prximo pas-
sado, be de parecer que srjam adoptadas com a seguin-
le alterarn :
a .No ai ligo l.diga-se quatro mil ri'ls.
Saladas commiS'des, 1 de jrrllio de ISIS. Fcrreira
Gomes. Jonouim Jos da Costa.
Posturas addieiouaes sda cmara municipal do Re-
cife.
a Artigo 1. Os prnprietarios flcam obrigados a con-
certaros passcios que orlaiu os seus cdilicius, todas as
vesos que se arruinaren!; e, se o nao fitereu:, ser.ro
multados em 8/000 rs. e o colicorto ser fello sua
i lisia.
Art. 1. Nos suburbios e povoaedes circninvliinhas
desta cidade do Recife podr-sc-h'io construir casas de
m
Ein o Diario de honlcm, tratando mis da dlspersao de
varios grupos rebeldes, e da apresenlafo daquelles
individuos de que se elles compunbam. incluimos em o
numero dcstes o capitao Pedro Ivo Vellozu da Sllvdra ;
mas riiciuo-lo guiados pela Id tura de um documenta afli-
clal que entao citamos, o qual nao era oulro senojo
seguinle :
Illm. e Exm. Sr. Teulio a satisfaco de par..
a para V. Exc.que est resiabelrcida a tranqulllidadc pu :
blica nesta parte da provincia, pois que hoje vieram
depfir as armas os rebeldes que se acbavam nos pan-
los de Riacho'e da Prala, ( nicos que ainda existi-
ain rcbellados) capitaneados por (aciano Aives, em
numero de 324, inclusive o mcsino Alves e outros In-
ri lluonte daquelles pontos; e protcslain obediencia
> Sua Magcstade o Imperador. Consta-me que Pedro
Ivo, com parte daquelles rebeldes, foi lamhein s.,
t aprcsenlar no Verde ao tenente-coronel Azevedo.
Fii recolher arrccadacftoda frca 72 a rias e34 pa-
Iroiias,que lrain entregues pelos ditos apresentados; e
rogo V. Exc. se digne dlzer-me o destino que Ibes
devo dar. As mais armas que trouxciam, erara peque-
a as e Ihes del.
a Dos guarde V. Exc. Quarlel da cominandn das
forjas na villa d'Agoa-Prela, 5 de abril de 1849.
Illm. e Exm. Sr. Jos Joaqulm l'odlio, genrale com-
mandante das armas desta provincia /tntoaioKs-
ra de Soasa, tenente-coronel. *
Entretanto, era menos exacta a noticia que o signa-
tario deste documento se aprcssra em iransmittir ao
Exm. marechal coininandaiilc das armas orrea da a-
presentaco do capito Pedro Ivo : apreseataram-se os
iludidos frente dos quaes esse capillo estlvrra;
mas elleaio os acompanhou, como se ver da partid-
pajo infra, na qual apenas de passagem se falla riuseii
iioine, e de manen a a confirmar o que acabamos de
dizer.
a Illm. Sr. Participo V. S. que no dia 3 do cor-
rente marche! para o Verde com 100 pracas do bata-
> Ihao do meu commando, e que, tendo no da autece-
denle feito marchar para Capodros urna Ion; i de ICO
a pracas com o fun de baler urna partida rebelde, que
me avisaran! andar por aquellos arrrdorrs louban-
ii do gado, estragando as habilaees e bens dos inorado-
res daquelles sillos, succedrii que essa forca nada
encontrasse, e que eu por Isso Ihe ordrnassc se.me
fosse reunir ao Verde, onde entrou no dia 3.
a Ah constava-inc achar-se a frca rebelde daquelle
a dlstricto, cojos elides eratn Miguel Alves de Lima,
Jos Alves de Miranda, Antonio Joaqulm da Sllvoha
e Joaqulm Jos de Azevedo Jnior, a qual, logo que
a cheguei, constou-ine quercr-se a aprcsenlar com
ii seus elides e armamento, porque queriain gozar do
indulto que Ihes poderla ser dado pelo decreto de li
de Janeiro prximo passado : inandei-lhes dizer que
viessem e dras 4 c 5 depuiaa ai ras essa parii-
a da, cuja forca monlou ao numero de cento e Irinla,
u inclusive os chefes: trouxeram apenaslOarmaad'adar-
me 17, 3 clavinutes, 9 patronaa e 4 cinluroet, que II-
a car,un cm meu poder. A uir parle da gente viulii
armada com latarinas, c alguns inesnio sem armas.
* Passei a cada um drsses houient ama guia para
u constar sua apresoula(o*; e essa gente, que rcA-
Iheu-sc s suas casas, era a que exista ao mando do
capito PeJro Ivo.
ii lie, no enlamo, ludo quaulo lenho que comiulini-
car a V. S., para que se sirva de levar ao conhecliuen-
ii to do Exm. general coinmandanlc das armas da pro-
viuda.
Dos guarde a V. S. Acampamento do segundo ba-
lalhao de arlilhaiia a p na villa do Ilouito, 6 de abiil
de 1849. Illm. Sr. coronel Joo Jos da Costa Pi-
v mentel, cominandanle geral das forjas ein operacrs
ao lado de Ipojuca. Joc Ferrclra de Atetado, toiicu-
a le-coroucl commandante do terceiro batalho.*
Mas, perguntar-nos-lio, onde se acha Pedro Ivo? Ho-
misiado alir algures, e porventura euvergonuado dos
actos que praticou.
NOTICIAS ISTBANGEIIIAS.
Temos vista diversos jornaes ingleies e francozes,
alcaucando os prinieiros a 2 de marco prximo passado.
e os segundos a 9 do mesilio inca. As uolieias com que
ncllcs deparamos sao as seguiutes :
lflCLTFIIU.
Este paiz licra tranquillo, porm os nimos acliav.uu-
se muito agitados, em virtude das ultimas aovas icce-
bidas ila ludia.
Os Iuglezes enlraram a 22 de Janeiro na cidadella de
Moultaiii, a qual se Ihes rendeu discricSo depois de
um sitio do vintc seis dias, durante os quaes lora sem
descanso bombardeada; porm o cari cito que lord
liugli Gough coiuiuanda em numero de vinte mil pra-
cas nao foi bem sucerdido uo ataque que dea. aol
Sikhs sobre as uiargens do Djiiem. A baiallu foicn-
c.irnicad.i e mui sanguinolenta : os Iuglezes, posto li-
vesscui licailo scnhoi es do campo, perderatu cnlre mor-
ios e firlilos 'Xlolliciaes c 2,301) soldados pouco mais o
menos : elles tomaram aos Sikhs, durante o dia, quasi
luda a artilharia de que dispiinliaiu, mas estes pela nol-
le nao smenle recobraraiu ludo qnanto haviam perdi-
do, excepto smente 12 pecas, sead tambera tomaram
aos seus luliuigos quatro pecas de artilharia e sete bau-
deiras.
Para unir os Sikhs e os Aflaghans em una causa enm-
niun contra-os Inglezes, diz o Journal da Havre, basta-
ra una ba tulla infeliz, sobre O Zeluni.
O governo biitaunico, tomando na devida dbnsldera-
f o este uegocio, nomera a sir Charles Napier com-
adeira e taipa cuberas de telha, e bem assim lelhel-1 uiandaute em ebefe do excrcito ingles uas Indias; orde-
ros sobre estelos, precedendo licenea e cordeacao daj"aia que dous rogiineulos parlissem para alli sem de-
caniara : os que consti iincni laes obras sem a resnec* mora, e expedir um agenlc seu ao Egyplo para o liiu
lva c-urdeajo e lieenca, sero multados na quautia de
IS'OOO rs. i! di'iuulico da obra, se se verificar que est
lora do al iiliaiiicnlo que houvci sido determinado pela
cmara.
Art. 3* Flcam sem vigor quaesquer posturas mu
nicipaes em contrario.
Paco da cmara municipal do Recife, 7 de oulubro
de 1847 Manuel luauuim do Rigo Albuquirque. Rodol-
fo lao Barata de Almeida. Ur. Joaqun di Aqutno Fonte-
ca. Josi Camello do Reg Barros. Joi Sgidlo Ptrreira.
Dr. Ignacio Nery da Fonsica. u'auiino ^joiliiro di
Barros
Vai mesa, e he apoiado para entrar era discussao, o
seguinle 11 qiiei nnciilo :
Uoqueiro que sc|a adiada a discussao; das posturas
adklicionael, at que se dlsoutam as posturas munici-
paes, interinamente approvadas pela presidencia.
Ai/uino. m
Depois de algumat multo curias obserraces dp Sr.
Maviguler e do autor do reqnerimeato, lie este submet-
dr pedir ao vice-rri houvcsse dcperuuttir que os soc-
corros enviados ludia pissassem por aquelle paiz ; po-
rm eria-se que, sem embargo dlss i, o uovo general
nao cli.g.ir ia mais a lempo de obrar.
Os cantols licaram a 91 '/,.
raancA.
Nada de cxtlaordinario havia occorrido nesse pali.
Onosso 11 lustre pairicio.oSr. Araujo Hibciro. entregaV
ra ao presidente da repblica cartas de S. M. o Impera -
dur, as quaes punliam flin missao deque scachava
encarregado em qualidade de enviado exlraoidinaiio c
minislro plenipotenciario junto icpublica franeeia.
0 ministro da iniuucco publica, insllluira lies coin-
missoes para o lim de appreciar a fuija eomnaralivaMlo
estados as diii'ereoles tlasses de philesophia, de silen-
cias iiialliinaiicas, e de scieucias physicas enaturacs dol
lycos r. colieglos de Pars c Versaiihes.
F.sjas caiumissdcs achui-se compostas da manelr*-
gulnte:
MUTILADO 1
>


T^TTT
^r^
' '.'=
I Coinniissiio de philosophia : MM. Ozanneaux, ins-
pector geral da universidade, presidente ; Danlon e
Mallet, Inspectores di academia de Par.
2. Cominissio das scicnciasmallicmalic.'is: MM.Cour-
' not, inspector geral d.i universidade, presidente; (.'
ialis e lil.nicliel, inspectores geracs da iiniversidadc;
Sonnet. inspector da academia de Parla.
3. Commissao das ciencias physicas e naturart :
Mil llendanl, fnspeclor geral da nnlversidide, presi-
dente; Peclct, Inspector geral da universidade; Lapro-
vostave, inspector da academia de Pars.
Os- diversos partidos proseguan! ein sens eaforcos pa-
ra o flu de assegurarem as prximas cleicoW ein seu
favor.
Muremo tribunal de justlca achava-se ainda oecu-
padp com o jiilgameiito dos implicados nos acoulcci-
iiienloi do ilia l.'i de maio.
O tswil dt revisin havia confirmado a scutenca dids
contra os assasslnos do general Urea. O ministro do In-
terior ordenara a todos os prefeitos que prohiblssem a
exposiciio nos lugares publlcos.da baudeira vrrmcllia, a
do hon da inesina cor por seren emblemas sediciosos,
proprlos smenle para provocar o povo violencia, e
desobediencia s leis.
Os cinco por cenlo ficarain a 83, 55.
rsosal*.
No da 25 defevereiro abrio-se a sesso das cmaras
desse paii: o rci pronunciara esta occasio a seun-
tc Talla:
Senlioret deputados da prlhelra e segunda cmara.
Acontecimcutos cuja Icmbranca. he anda recente
obrlgaram-me a dissulver ein o mrz de desembro pr-
ximo passado a asirmhlca convocada para de acolrdo
' commigo organisar a constttulco da Prusila. Conven-
cido da necessldade imperiosa de restabeleccr nina or-
dena legal poli lira, solida, eu del aopaiz urna constl-
tuico pelaqnal cuuipri fielmente as promessas ein o anno passado. Depoi desla poca a agltacao que
reinava, anda Iw algnus meses, ora urna grande parte
do pal*, fol substituida por una dlspolicao inais calma ;
colilla nrj, tan profundamente abalada, volta succes-
sivamente ; o cominrrcio c a industria comrcam a le-
vautar-se da paralysia queameacava enguli-los. Con-
vencido dagravidade deste momento, eu voil pela pri-
meira vez reunir em redor de mcu tlirouo os inembros
das iluas cmaras, convocadas em virlude da nova
ronstltuicao, cuja revisao reserve! para vos.
Com grande pesar ineu, seuhores. vi-me obriga-
do a declarar o estado de, sitio na capital e srus arra-
balde* para o lim de rcstabc'lccer o imperio das leis e
da seguranca publica Meus ministros vos dariio a este
respeito as nccessariascxplicacSes,
i, Os lucios de defensa do paiz luio iwu completados
sem iuti'rrupfo, nao obstante o augmento das drs-
peas enioutros ramos do servico publico. A Prussia
pude olhar com conflanca para o seu exrrclto, cuja
organisaco, valor e dedicacao lio resistido s mais
dilliceis piovacoes A unlao mal intima dos esta-
dos allomaos ein un estado federativo hcsrmprcoob-
ecto de meus votos os mais ardentes ; o mcu goveruo
tem desenvolvido mu zelo louvavel para a realisaco
deste grande lim, certo de que a Pruisia niio hesitar
em subjeitar-sc a quaesquer sacrilicios para o consc-
Bu|r.
Srs. deputados da prlmeira c segunda cmara, a
patria cunfla que, cooperando com o ineu governo, vos
lirmeis aordein legal restabelecida, allm de que ella
possa gotar das liberdades constilucionaes c de se
pacifico desenvolvlmento. A proteccao deslas librrda-
ili-s eda ordem legal, duas bases fiindamcnt.ies ,la pios-
peridade publica, ser sempre o objrcto de minha cons-
cienciosa solicituile.
' Ku cont para este fim com o vosso apoio, c con-
fio que a vossa aclividade com ojuda de Dos contri-
buir nao smeme tiara ralcar a honra c gloria da
Prussia, cujo povo Intimamente unido a seu soberano
tem J atravessado com felicidade vicisitudes pe-
nosas, sonai> tambem preparar uin futuro pacifico e
feliz para a patria particular c geral.
ITlLU.
Este paiz contina no niesmo estado de agitaciio que
ltimamente descrevmos.
O gr i-iliique Leopoldo deixra S.-Stefano C embar-
cara paraGaeta onde chegra a salvamento no dia 23 de
fevereiro em coiiipainha da graa-duqueza.
s Austracos em numero de G.000 homens passaram
as fronteiras do ducado de Modeua em dlrcccfio a I.iviz-
/ino. O governo provisorio da Toscana, recebendo erta
noticia, loiiinii todas as medidas que Ihe parecern! ne-
ecssailas para repellir a invasfio iuimiga. Klle prorla-
nou a patria em pe igo c ti,ciaron a guarda nacional
toscaua mobilisada desde os de/.nitos anuos ate os trinla.
(iiierrazzl, dii o Journnl da Havre, fez urna appellac.o
nos goveruos de Genova c do Piemonlc, os quaes lie
resp mderaui patriticamente. As tropas gctiovczas cn-
traram logo na Toscana e se pozeram dlsposlcio do
governo promisorio deste paiz, c o general piemouter La
Marinora, estacionado em Sanano, passou inmediata-
inenlc fronlelra, nao para atacar a repblica toscana*,
mas paia defendc-l contra o iiiimigocommum,
liorna preparava-se para a guerra. A asaembia cons-
umile ordenara ao ministerio que pagasse 15,000 gra-
uadeiras compradas em Franja e que requisitas!' todos
os cilios, aflu de fundir pec.as de artilliaria, exeptuaudo
smente os das baslicas, os das igrejas nacionaec, c
aquellos qucdebalxo de um ponto de vista artstico me-
ri'ccsseui ser conservados. Klla adoptara tambem una
Ici que decreta um empresttmo Coreado, o qual ser re-
gulado da maneira seguiule : de l,u00 a 6,000, o quarto;
de a 8,000, o terco ; de 8 a 12,000, a metade; de 12,000
pura cima os dous torcos.
s Austracos enlraraiii em Ferrara e iiupozeram-lhe
i una cuntibulco de 200,000 escudos; lovaudo, quando'
a cvncuaraui, algiimas prssoas em rrfens.
O cardcoJ Antorelli, pro-secretario de estado, dirigir
em iiome do soberano pontilire um protesto a todos os
ineuibros do corpo di|ilnuiatico residente em Garla con-
Itra a conllscaco dos bous rcrlesiasato, decretada pela
conslituiilc roiuaua.
Carne Venderam
Agoardentc dem de
llacaliln-------
ii-se-a 1
itolquc
JOWMESie.O.
I "ALFANOKGA.Rendimentii do dia 14. .12:435/958
l'eecarrrgum no lia I? rfo ntrenle.
Plague Ltio barris vasios e ceblas.
Hiato Stt/oo fumo, cliarulot careos de pao.
I.ligue Itmiluine familia, bohuhiuha c barricas
abatidas.
lian a Zilia morcadorias.
Iti igue tlvoite Idcm.
[ttendimento
Diversas provincias
CONSULADO CEIUL.
d? dia 14............4:5-:u>Ml4
........... 281/024
CONSULADO l'HOVINCIAI.
trndisncuto do dia 14......
4:807/019
,3:141/544
a 105 rflspnr libra.
,000 rs. por pipa.
Tocaram VHbsso porto dous car-
regainentosquc seguirn! para as
provincias do sul. Fcaram em
ser cerca de, 1,500 barricas. As
vendas tivetam por bastios procos
de 12/ a 12,500 porbarrlea.
Carne-secea----------Tlvemos tros carregamentos com
os quaes o deposito ficou elevado a
_ 90,000 arrobas. ^- As vendas i rgu-
larain de 1,900 a 2,400 rs. por arroba
da do Rio-ltrande-do-Sul, e de 1,900
a 2,600 rs. da de Buenos-Ayres.
Parinha de trigo O deposito hoje he de 8,500 barri-
cas, por ler entrado um carrega-
mento de 1,200. As vendas a rela-
Iho continuaran! de 18/a 19,000 rs.
- por barrica da de Uichmand; de 15/
a 16,000'rs. da de laltimore; de
16,500 a 17,000 a de PbiladelpHIa ;
e a 19,000 da de Tiieste'marca SSSE.
Vendeu-se a 560 rs. por libra- da
fmnceza de vacca.
-----------_ dem de 50 a 58,000rs. porplpa o de
Portugal.
Vinhos ---.-- dem de 115 a 120,000 rs. o de PP.R,
de Lisboa ; de 90 a 100,000 rs. o de
outros autores ; de 95 a 100,000 rs.
o da Figurira, e a65/000 rs o de
Selle tinto.
Existeui no porto 82 cmbarcacdcs, a saber: 2 america-
nas, 3 austracas, 39 brasllelras, 1 brmense, 3 dinamar-
quesas, 3 frauoetus, 16 inglesas, 6portuguesas, 2 slcilla
lias, 3 ai das, 2 surcas, 1 liollsndez o 1 riissiana.
ManU'iga
Vi nafre
Movimento do Porto.
Nattoi miradas no dio 14.
Lisboa; 29 das, briguc nortuguezledo.de 169 toneladas,
capitn Antonio Ignacio do llego, oquipageni 1,. car-
ga vlnho, ceblas e mais gneros ; ao capitn. Passa-
geiro, Antonio Porto Jnior. Segu para Cabinda
com parte da carga.
Parahiba ; 2 dias, ltate brasiloiro K'padarU, de 27 tone-
ladas, capito Joaquim Antonio de Figueirrdo, cqui-
pagem 5, carga loros de mangue ; ao capito.
dem ; 4 das, hlate brasileiro Trtslrmaoi, de 32 tonela-
das, capito Manuel Ignacio da Ciiulia, equipagem 5,
carga toros de mangue ; ao capito.
Navios saltillos no misma din.
Rln-dc-Janoiro; patacho brasileiro Coneiieio, capito
Jnsqulm Francisco da tosli, carga ago'ardcnle e as-
sucar.
dem; briguc brasileiro San-Jo-,, capitn Jos Ramos
do Sonza,cargaa go'ardenle o assuear. Passageiros, Jos
Meehildes Vieirn coin I criadoe 2 escravo* a entregar.
dem ; brigur ingle: /.tbula, capito George Ilart, carga
a mesiiia que liouxo.
Parahiba; histe biasleiro KxalaeXo, capito Joaquim
Antonio de Figurlredo, carga varios gneros.
A'ai'ios inriiio Hoilia t.'i.
Lisboa : 25 dias, barra portuguesa 'leja, de 3*8 tonela-
das, capito Sllvrrlo "Manuel dos Rcis, equipagem 20,
carga vlnho, aseite-docr, ceblas e mais gneros do
pais ; a Ollvoira Irmos.
Para ; 25 dias, patacho de guerra Inglez Graflon, com.
mondante o trnentc Mimbren.
Alalia ; 1(i ilias, brigue dinamarqiiez Cern, de 180 tone-
ladas, capito liaos llaller, rquipagrm l4, carga pa-
pel e farinha ; a N. O. Ideber.
im
gens finas, (las, cspellios oirais roiudozts, que so
venderio sem limitos, para liquidacflo de varias cori-
tas : terca-foira, 17 do corrento, s 10 horas da ma-
tiliria, no s"u niin /em, ra da Cruz.
Jofio K'llcr & Campanilla faro leilio, por in-
lervetiQ.lo do correlor Oliveira, degrariilo sorlimen-
to de (azendas do seda, 1.1a, linho e do algndjn ,
todas proprins do morcado : qnartu-reira, .18 do cr-
rante, s 10 horas du maulia no seu armazem da
ra da Cruz.
Avisos diversos.
_ Precisa-se de um caiseiro que tonha algumi
pratica do luja de fazendas e queja n3oseja enanca :
3ueei estivor nestas cirrumstancias, dirija-so a ra
a Cadeia do Recife, n. 31.
O secretario, do novo eslnbclecimenlo de vapor
denominado Uarbiorama, respondendo a pergunla
que so lhe faz no Diario n. 83, allirma ao autor da
eertrr.ntB, oti quem mais convier, que nems faz
aruas, coras, ele, como tambem pela prcos e
leitOes sem ser preciso langar-llie fogo como com -
linimento, se usa ; o islo pelo diminuto pre?o de 320
rs. por cada raheza.
JOS: ANACI.F.T0, SANCRADOH E DENTISTA, %
ja bem conhecido na sua arle, o morador na
ra estrella do Uozario, ( bairro de Sanio- m
Antonio ; junto igreja, casa torrea, n. 5, tom 4
nonra do participar no respeitavel publico, e %
a seus rrpgticzcs o amigos, queseacha muito #
proinpto a qualqncr hora do dia para prali- 9
car, com muiU dlicadeza qualquer opera-
?lo do sua arle, o por um preco muito com- 1
modo, com lodos aquellos que do seus pros- |#
6 limos sequizerem utilisar, tanto em sua ca- h
m sa.'cnmo fura dola, miinilando-se-lho indici -3
CO do lugar, nomo da ra o titimoro da cusa.
? Klle tira hom tientes, h sangra o mellior potsi- S
fi vel : tambem cal^a tientes forados (cariados) fk)
19 com prsln lina, ouro, ou qualquer outro me-
U t"l hrancii; aparta perfeitatiieiito as denlos da 9
kt frenle ; applira muito hem venlozas sarjadas ; $ elodas estas oporsr>s por um proco muito 9
U rommoilo a todos : assim como tamliem em fl9
It* sua cts corla muilobem cabellos, faz barbas 3
Deca rft^oes.
. O arsenal de marinha compra talioas do pinho
do ptillegada emeia de grossura,9 a,10 de largura e
do 19 o 20 palmos de comprimenlo.'madeira escolhi-
da, ataquantidade de vinto duzias : quem quizrr
vende-la compareca nesla secretaria no dia 17 do
correnle, pelas 11 horas ta manhfla, com as sims
propnslas fechadas, i as quaes declarem o menor
pret;o porque Ihes convm razersemelhante venda
Secretaria da Insneccffo do arsenal de marinla de
Pcrnanibuco, 13deahrilde 1819 --O secretario in-
terino, o hachare! Thomi.l'trnandfS Maileira de Catiro.
N1o se leudo efTectuado no dia 7 do correnlo o
contrato para o brnecimenln do hospital regimontal
do quarlo batalhfio de artilliaria a p, de novo se
antiiincia para quem qttizor, comparecer no dia 1C
do crtenlo, s 11 horas da manhfla, no mesrno hos-
pital. Itecife, 13 de abril de 1849. -}. da Silva Maya,
segundo-lente agente.
Avisos martimos.
lltAfA IIO RUCHE, 14 DE ABRIL DE 149,
AS 9 HORAS DA TARDE.
Uei-itla semanal.
/Cambios Furiam-sc pequeas transaces a
. 27 lit.dpor 1/rs.
Algojkao Kiiiiaiam 207 sacras. O de prl-
nieiij sol le ven&eu-se a 4,600 rs,
por arroba, e o de segunda a 4,200.
A-.111 .ii Apenas entraram 180 caisas. Os
_{. pucos iiit'liioiaiam. O encalla-
do vi'ndeu-se de 950 a 1,000 i, por
arroba sobre o ferro. Do eiiibar-
' rieddo e i usaccadu, o branco nogo-
riou-se de 2.000 a 2,500 por arrob,
e o inacavdo a 1,700 rs.
Est a chegar do Rio-de-Janeiro a hem conhe-
cidacveleita barca Ktpirio-Sanlo a qual vem a
'esle porto acabar de ca regar, o deve com muito
pouca demora seguir para a cidade do Porto e por
issoseavisaa quem se quizT transportar de passi-
gem pura aquella cidade o quizer ler esta dimi-
nuta demora acliaro na referida barca os mais
oxcellcutes commoilos nilo s pal pratido camarn
que tom como o tombadilho:quem cora antecedenoia
quizer contratar a ?ua piisagem ou cairogara fro-
te, dirija-seao seu consignat*rio Francisco Alvos
da Cu liba na ra do Vicario, n. II primeiro
andar.
Para o Araculy tem do sabir com a posstvel
brevidade o liinle foto-Olindo, do que he meslre
Antonio JosVlanna : quem nelle pretender carre-
gur. so entender com o niesmo Vianna, noTiapi-
che-Novo. ou na tua da Cadiia-Velha, u. 17, seguu-
do andatr*
Para o Porto sahir breve o veloiro brigue portu-
guez /'riiiiarera, capito Manoel de Azevcdo Canario,
podendo aluda reerber alguma carga e passagelros : os
pretendemos pdem tratar com o dito capitSo na praca,
ou com o consignatario, Antonio Joaquim de Souza Ri-
beiro.
Leiles.
)c amols navalnas. Na mesma casa vendem-se
excellenles Instrumenlos para tirar det
i-se #
U*. 1
Avo ao respcitivcl publico.
GtiilhermoFroderioo Waller, comotenha do do-
morar-se por mais nlgum lempo, pela asante con-
currencia que tom litio .avisa as pessoas que o lem
fallado para lirar retratos que apparecam quanto
antes nestes 10 a 12 dias. O annunciante tom (ieisru-
tratos .lo desembargailor NliNES MACHADO, tirados
a.dagarreolhypo, e quo vender por presos com-
modos.
-- Manoel Ferreira da Costa vai Una, comarca do
Rio-Formoso, e leva em sua conipanllia sou escra-
vo de nomo Jos.
R0I1B0.
Tendo sido| roubada na noile de 12 para 13 do
correnlo a loja n. 10 da ra do Cabug, perlenceii-
te ao absixo nssignadn, consislindo o roubo om du-
as pecas de casimira preta ;duas ditas d'alpara pro-
la ; dez ou dozc de platilha de linho ; um carillo
com dez chales de IS o seda, e nutro com dez ou do-
zc de garca com flores de seda ; tres poc^s do chita
do coherta ; dez ou doza cortos do chita ; o um par
de brincos de filangrana ; o abaiso assignado roga a
(odas as autoridades policiaes, as necossarias nda-
gaces para a opprchensOo do sobredito roubo ; e a
qualquer particular que o descobrir prometi gra-
tifica lo coma metade do queso approheudcr, guar-
dando ieviolavel sogredo.
Antaniode Souza Morrira.
|SjsjssajJipsspssgsjsssjsj|
-i^paWWssapsjsssssssjs
Ontipras.
-- llieuilera Brandis, estando a relirar-se r.af*
Europa pelo primeiro navio, fai leilfio, por intor-
veneflo do correlor Oliveira, da mobili da sua al
agora casa de moradia no campo, consislindo era
mes secadeirasdediflcrenlesqualidades, secreta-
rlas, almarios, guard-ro'upss, sofas, marquezas,
bancas, aparadores, conjroodas, lavatorios, camas
de ferro e do madeira, ditas para meninos, um ber-
50 de ferro, espelltos, loucadores, quadros, cando-
labros, relogio paia cima de mesa, candieiros, .ap-
pareltios de mesa e para cha, erysUfs, lou?a o Ireut
de cozuha, um ptimo cairo de qiiatro rodss cora
os com elentes arroto para dous cavallos, urna -
1101 com veame, remos, etc., uma ella de superior
qualidade'para atirar ao alvo, e muitosoulros objec-
tos : Imje, 16 do correnle, as 10 horns da uianhfla,
no sitio poitoiiccnle c defioiile do do commeudador
Francisco Antutio do Oliveira, pouco adianto do
Mangtiinho.
KnlUmann Irmflos farBo leilio, por nlerveit(iio
do correlor Oliveira, de grande ot'litneiito de ferru-
> lauto a os meninos como a pessoas grandes ; -5
ti a salier: bulicoos, (ptncei) pequenis, retas, <-9
i/ curvas, e chavos, e limas finas para apailar S
a- denle*. Tainbom vendetn-se moiss ora neos ^9
em laminas, para 01 loar denles Turados, e Iti- 9
do por prer-ns niuilocommoilns.
Ir N. II. Jos Adelo, sendo chamado, e nao *l
* prnlicando qualquer das operaroes de sua 9
> arle, serflo pagas as suas passadasou visitas, <9
V) visto perder seus interesaos em sua casn. #
f ^
AMiga-se um sitio nos lugntes Caldcireiro, Poco
eMonteiro, que lenlta bons arvoredos o casa com
^ufficientescommoilos para um pequea familia:
quem liverannuncie, ou dirija-so a ra da Concei-
c,au da Ba-Visia, n. 9.
-JoOol.uiz Machado Brand.lo, Brasileiro adopti-
vo, vai a Pntlugal, levando em sua companhia uma
orn 111 a forra de 11 o 11111 II11 fio a l>r azores.
Aluea-iea loja do sobrado que lien em Fra-de-
l'oftas, defronto do Beccol.argo, n. 82, propria para
?oiigue ou qualquer estabelecimento : alralarna
ra do Padre-Florlanno, n. 26.
--Procisa-se, noengetilio Santa-Rosa, do um foi-H
lor do campo para administrara fabrica, aoqual so
ofTciocR bom ordenado : quem pretender, sen,lo mo-
rador de fri, dirija-se ao niesmo ongenio, e noslu
praca ra do Calileiiciio, n. 62. .lo se prefcie
nacional ou pniluguez, oque se qti'cr he qu satba
tralmlhar.
Precisii-se de um amassador: na ra Dircita, po-
dara 11. 82.
Que perg ma!
0 director da machina de vapor de fazer barbos,
eni respnsta a pergunla feila no Diario do snhliado,
14 do correnlo 11. 83 ,em quonc indaga saber se a
nniel.ina tambem faz cordas julga de sou devor te-
tnettor oSr. pergunladur a piopria niacliitihu pora
que osla lhe responda visto que, como hu de tanU
frca talvcz (amhcm falle. Hr.tllurbier.
I'iocisn-se de urna" ama de leite : na praca do
Commerclo, n. 2, primeiro andar.
Antonio Jos Dias. subdito pnrltigiicz retira-
se pura Portugal a tratar do sua sade.
O Sr. Manool Pereira Castro tom uma carta, na
ra tas Cruzes, 11. 10.
-- Offereco-so um rapaz de pouca idade para cai-
zeiro dealgutn estabelecimento: quem da seu pres-
umo se quizer utilisar, dirija-se ra du Mondego,
n. 51.
O Sr. Manoel Gomes da Silva.se be o alfaiale.nflo
pilo retirar-so para fra da provincia sem que pa-
gue o que deve a I). Buza Francisca do Miranda.
Offerece-se ura menino brasileiro para caizei-
ro do loja de fazendas ou tniudezas : quem delle pre-
cisar, tliriju-surua Imperial, n. 160.
-- A pessos que anuunciou querer comprar uma
prensa de.copiar carlas,'dirija-se ra.do Crespo,
n. 23.
Ao Sr. M. J. M. II. pt la segrala vez se pede por,
esta folha para mandar pagaros 22,000 is. das fa-
zendas quo comprou em 22 de jullio do 1818 ; do
contrario pela teiceira vez lera o doagoslo de wr.i
seu nomo por extenso ueste jornal.
l'rulende-se vender duas mil bracas de Ierra,
proprias para criare plantar, na ribeira de Ipoju-
ca, lermo doCaruar, denominudas Alagoas-das-
'flatioas: quem se ach r com dtroilo por hypolheca,
ou outro qualquer titulo, un nuncio.
l'recisa-sc do un proto captivo do meia i,la-
do para o servido de uoiacasa estruiigeira sem fa-
milia o qual teuha muito boa conduca : na ra da
Cruz, n. 51.
Precian-se altigar um andar do sobrad em qual-
quer ra do buirio do Recife com tunlo que seja
um pouco com modo e decenio : a tratar na ra da
Cruz, n.5l.
Compra-se um piano quo tenha boas vozes : na
praca da Independencia lojan. 3, ou anntineie.
-- Compra-se um foles para ulear fonnigss : na
na doCaes, loja n. 17.
Compra-se tim cord.To de ouro, sera /eilio e
quo nflo exceda a 30,000 rs.: na ra do Vigario,
* ,-
--Compram-sejarrafas vasias, sendo limpas, a
80 rs. catla uma : nd armazn) da ra da Madre-de-
Deos, n. 36.
Compram-se e vondom-se escravos tambem so
reccbein de commissio 1 na rus das l.irangeiras,
n. 14, segundo andar.
--Compra-so, em segunda milo, a Historia sagra-
da de Boynumont; a Theologia moral, do Monte, se-
gunda oilicflo ; o a Eloquoncia nicional, por l.opos
Cama ; mi travessa 80 Sarupalel, n. 16.
Cnmpram-so lonois e quartolas mettno es-
lamlo abatidos que sirvara para agoa : na ra da
Uoila-, n. II. ...
--Compra-se mn escravo que seja ponto fornei-
ro o que ralo leulia vicios : paga-so kem, a gradan-
lo : craOlitida, padaria do Varadouro, ra do Balde,
ou nnnuncie.
Compra-se uma escrava do nac.lo, que seja mo-
ca o quo oiigomino o coza com perfeic,no : quom a
tiver, dirija-se a borilo do patacho Hei/ulo, "Ondeado
na pruia do Collogio
Com, ra-so um diccionario francez por Fonse-
oa : na ra do Pilar, ti. H3, ou annuncie.
-- Compra-se um escravo moco, de idado de 18 a
20 anuos, de boa conducta e que sirva para pagem :
na 1 uu Dircita, n. 21.
Compra-se um pao para lipoia : na ra do l'as-
soio loja de fazendas, 11. 21.
~ Compra-se urna mobilia Je oleo, ou de atigtco
que estoja em bom uso : quem tiver annuncie.
Compra-se uma prola, ou parda que cozinhe
leme engorante, e seja desembarazada: nao se
ollia a pt ero : na ra do Vigario, n. 24.
Vendas.
Manoel Francisco de Btito, subdilo porluguez ,'
vai a provideia das AUgOaa com sua senlioiT, 4 li-
Ihose tuna uscruva.
Joo Fcinandes aloicir, Poiluguoz, retira-so
para Angola-.
Joaquiai Ferreira da Cosa, Porluguez, relira-so
para o Itio-ae-Janciro.
Joaquim Cabial e Mello, subdito porluguez, rc-
lira-ae para a ilha ile San-Miguel.
Manoel Gomes da Silva vai a Portugal.
Precisa-sede um auiasjtador ; no paluodo Ter-
co, n. 30.
--- Ventlem-secadeiras e marquezas de oleo com
assento de palltinba, lavalorius, meias commodas,
mesas pequeas, ludo do nmarello, e outros ob-
joctos, ludo do furto conslructiln e de gosto mo-
derno, por menos de seus valores: na ra das Cru-
zes, n. 31, loja do niarccnciro defronle da typogra-
phia.
--Vondcin-se 4 lindos molequos de 14 a 18 anuos,
sein vicios; 3 pretos do 20 a 30 anuos bons para to-
do o servico ; 1 prela de meia idade que oozinha
muito em, engomma liso,faz todo o servico de casa,
o lio muito ilcscmbtraqada ; I cabra moca boa la-
v.ttleira o boa para o campo : na ra do Vigario. 11.
21.
Vendo-s cera de carnauba em suecos, da mellior
quo podo haver, a 4^000 rs arroba : na ra cstreita
do Itozario, n. 13.
Venderse uma casa terrea nova, com sala, dous
quartos ecozinha, sendo mei'agoa, por preco coin-
modo, sita uo becco do Caldeireiro, n. na ra da
Senzalla-Move, n. 26.
Vendo-so urna poreo do cora do carnauba de
boa qualidale, .assim como saocas do superior gom-
111a : ludo viudo do Aracaly : a Ira lar com Antonio
Joaquim de Souza llibeiro.
Venilom-se quatro lerrenos, na ra da Aurora,
na Boa-Vista, junto* ultima casa, o chegar a pon-
li-zinlta, sondo um terreno de frente e Ircs de fundo :
no ciies 1I0 llamos, casa du esquina. Na mesma casa
vende-se urna bonita esclava da Costa, de 18 anuos,
quo cose, engomma e faz lavarinlo.
A 5oo ris.
Vendcm-so superiores pontos para marrafa, de lar-
taruga : na ra larga do Bozario, n 24.
No Alcrro-da-Bo.i-Vista, 11. 3, primeiro andar,
receheu madama Porta, pelo ultimo navio chegado
de FratiQ, um bonito soi lmenlo das ultimas mo-
das daquclle paiz, sendo chapeos, mantas, vestidos,
ornamentos para cabec. luvasde difTerenles quali-
dades e n uilas outras razendss : ludo para o uso das
senhoras o a procos rotnmodos.
Para os amantes do cha.
as Cinco-ponlas padaria n. 40, vendem-sc faltas
,le ovos a 040 rs. a libra.
Vende-se um pardo do 32 annos bom carrei-
ro a trahalhador de foooe e machado; 1 molecote
de 18 anuos, de boa conducta o que se Manca ao
comprador ; uma preta do naco Costa, proprii para
vender na ra ou traballiar deenxada : na ra No-
va, n. 5.
Vendem-se coquelros em bom estado do se plan-
taren) a 200 rs. cada p : na ra do Queitnado n.
57. Na mesma casa vende-se algodo da malta a
220 rs. a vara.
Vendcm-so dous escravos de 22 annos, pro-
pnos par* o servico de campo ; um pardo de 22 an-
nos i)o:n libalhador de machado e enxada ; 2 es-
cravas de 20 anuos, que cozinlu 111 e eugomuiam ; 3
osera vas ptimas para o servico do campo, por se-
iiii muito moc"s;2negriiihas 13 a 16 anuos: na
ra OireiU, n. 3.
Vende-se um fsrdamento, inda nSo servido, pa-
ra olliciiil ou inferior de cavallaria de guarda nacio-
nal : na ra Nova, n. 1G.
1
li
I
r

I


aaaaaaai
\ i'-'iiti -co.


TT

r-i------------------^._
--Vendem-se pegas de madapolilo largo, com 20
varas proprio para Torro e para roupa de escravos ,
a 3,000 rs.; lengos finos de cambraia o com palmas ,
proprios para ns senhoras devotas'da Penha traze-
rem a cabega a 500 rs.; linbas grossas, muito for-
tes a 200 rs. uma quarta ; chitas do coros fixas a
160 rs. ; setincta a nove vintcns o covado : na ra
do l'asseio, loja n. 17.
No armazcm de Francisco Das I erren a no
caes da Alfandcga vende-so feijilo mulatinho sem
mistura e de muito boa qualidade.
Superiores charutos.
No armazem de Vicente Ferreira da Costa, na ra
da Madre-Deos, vendem-se superiores charutos,
rbegados da Baha no hiate S.-Btnedieto, em caitas
e barricas, pelo diminuto prego de 6,500, 7,000 e 10/
rs, o milheiro.
-- Vende-se arroz de vapor, dito de case, dito da
trra saccas com milho : tudo do molhor que ha no
ulereado, por preco commodo : na ra da Praia ,
becco do Carioca, loja de alfaiate n. e venda
n. 27.
Vende-so cal virgem de Lisboa, de superior
qualidade, em barris de 4 arrobas, chegada neste
mez pelo brigue Maria-Jot : a tratar na ra do
Brum armazem de Antonio Augusto da Fonseca ,
ou na ra do Vigario, n. 19.
Vendem-se sellins inglezes e canias
de ferro : na ra da Senzalla-nova, n. l\i.
Agencia da fundicao
1iO\v-Moor, ra da Senzalla-
nova, n. 42.
Neste estabelecimento contina "a lia-
ver un completo sortimento de moendas
e nielas moendas, para engenho *, ma-
chinas de vapor,e tachas de ferro batido e
emulo, de todos os tamanbos, para dito.
Vendcm-se, na ra da Cruz, n. 21,pedrasdo mar-
more frsnrezas para mesas redondas e consolos.
Vendem-se, na ra Direit taberna n. 53, sac-
cas com um alqucire de milho novo, a 3,500 rs.; di-
tas com arroz pilado; ditas com caf; ditas com
feijilo ; e tos os mais efeitos de venda mais barato do
que -mi outra qualquer parte ; bem como uma por-
(.1o de madeira de louro e oleo para marceneiro, e
travs de diversas grossurss.
Na ra do Cabug n. i A, loja de
Francisco Joaquim Duarte, lia para ven-
der botoes de P. II, da primeira, se-
gunda e terceira qualidade; ditos de ca-
vallaria da guarda nacional c volunta-
rios ; ditos de casacas, amarellos e pre-
tos ; ditos de libr de pagens ; ditos de
seda c de vidro e oadrcperolla, proprios
para vestidos de senhoras e meninos; man-
tas de setim para meninas, 8oo rs;len-
cos de garra a 8oo rs ; fitas de setim de
ns. 6, 9 e ti; setim de cores, a goo rs.
o covado ; luvas de pellica, a 8oo rs ; di-
tas enfeitadas, a 3,000 rs ; ditas de seda,
a 700 rs; lencos de grvala, a 1 ,Goo rs.
e 1,000 rs ; galoes finos largos e estrei-
tos; ditos de palheta, brarcos e amarel-
los ; volantes e trina ; espigilhas e ren-
das ; llores ai lificiaes ; capellas de llores
de laranja ; perfumara fina; toncas de
jaa feitas no Hio-de-Janciro : as a mos-
Iras se pcham patentes aos Srs. compra-
dores, e se vender tudo por pi ecos rasoa
veis.
Cqm mSo pendente
He que os eu quero;
Ao bom e barato
F.u c os espero.
NA Rt!A DO QUEMADO N. 16, LOJA DE JOS' DAS
SIMES & CUMl'ANlilA.
aos sas. AitMADOaes.
Vendem-se, por prego maiscommododo que em ou-
tra qual quer parte, volantes largos eeslreitos, bran-
ro e de cor, bem como trina larga e eslreita, ren-
da pratcadao dourada, espeguilhas, galSo entrefi-
no, &, &, &.
AO BOM OOSTO K DA MODA.
Froco, fitas de velludo de todas as cores, proprias
para enfeites, o muito proprias para a cabezadas se-
nhoras ; bem como fitas lavradas e lisas, assetina-
daa, do melhor gosto possivel; bicos de linho de su-
perior rosto e qualidade; agulhas francezas, muito
finas, tanto em carteiras como em caixinhas; linda
de marcar azul cencarnada, muito fina; luvas de
pellica de todas as qualidades; meias de seda e al-
god.to brancas e pretas para senhoras; hitos ; pentes
de tartaruga para marrafa; ditos de blalo para ali-
sar e de varias qualidadrs; os mais finos perfumes
de varias qualidades; escovas e pos de denles; ditas
para cabello, muito finas; ricas cutilarias, contendo
varias qualidades de tesouras para costura e bor-
dar; ditas para unhas; e um completo soi limento de
todas as fazendas, proprias de loja de miudezas.
Vende-se, na ra da Muda, n. 19, segundo an-
dar um moleqiin de 18 annos, de uac.no ; uma pre-
la de 30 annos, crioula, que cose chao lio quitan-
deira e faz todo o mais arranjo de um casa : o mo-
tivo da venda be por seu senhor rctirar-se para fura
do imperio.
Vende-se, na ra Nova, n. 56, um guarda-louca
com pouco uso urna commoda de Jacaranda um
relogio de quadro muito superior um par de va-
sos de porceilana com llores, de muito boui gosto ,
duas mangas de vidio para se ter santos cum de-
cencia um diccionario latino da ultima edigo :
ludo se vende multo barato, por seu dono ter de
retirar-se.
-- Vende-se, na ra da Moda, n. 19, segundo an-
dar, uma mobilia de Jacaranda contendo 12 cadei-
ras 1 supla 2 bancas, 1 dita de meio do sala 1
commoda, l toucador,l leitocom aeus enxcrgOes
em bom uao 1 candieiro francez de meio de aala ,
lacadeiraa americana, uma jarra da Babia para
agua 6 quadros da colleccSo de I) Ignez de Castro ,
em bom oslado e outros muilos trastes : ludo por
barato preco, por eu dono ter de retirar-se para
fura do imperio.
____
Gheguem, freguezes, ao bom
e trsvezes barato.
Vende-se velludo do seda, de superior qualida-
de ; ricos corles de vestidos de seda proprios para
bailes o casamentos ; chales de seda prela lavrados
e de superior qualidade ; sarjas adamascadas de co-
res ; ricos cortes de colletes; chales de 1.1a de de-
ferentes cores e gostos, e alguns de tamaito pro-
prio para meninas; pannos para cima de mesa de
muito bom gosto setins lisos de difieren tes cores,
de superior qualidade, e imitando os de Macan; li-
tas ricas para enfeites o outras mais baratas, pro-
prias para boceteiras; lencos de seda para algibei-
ra ; neosaderecos deouro chegados ltimamente
da Franca, edo melhor gosto conhecido ; merinos
de todas as cifres : pannos finos de cores e alguns
proprios para palitos e capotes: ludo pelo mais bai-
lo preco, por ser para liquidaco : na ra do Trapi-
che, no Motel-Francisco.
- ACOA DE TINGIR CABELLSE SIIISS.AjS.
Contina-se a vender agoa de lingir cabellos e
suissas: na ra do Queimado, n. 31. o methodo de
applicar a dita agoa acompanhaos vidros.
Vinho barato.
O proprielario deste estabelecimento, desejando
conservar os seus freguezes c n.to Ihe sendo possi-
vel pelo'prego de 160 rs. a garrafa visto ter o ge-
nero subido cerca de 20,000 rs. por pipa em rssSo
de nSo ter viudo ao mercado,(bem contra a sua von-
tade; v-se na dura precisSo de augmentar o pre
co, e pelas rasOes aponladas, conta que seos* fre-
guezes lhe faro fustiga e se nilo escandalisar3o.
A dinheiro.
Sapatos inglezes; ditos de Nanlcs ; ditos de Pars ;
ditos do Aracaly ; e todo o mais calcado que se faz
preciso, tanto para homem como para senhora e
criangas ; assim como soso dar a amostra como
competente penhor para evitar fiados : na praga da
Independencia ns. 13 e 15.
Vendem-se 2 escravos, sendo um preto, mogo,
de bonita figura e um moleque de 12 annos pouco
mais ou menos, sem vicios nem achaques : na ra
do Crespo loja n. 2 A, se dir quem vende.
Vendem-se 4 lindos molequesde 12 a 18annos;
3 pidos de 25 a 30 annos ; dous pardos de 18 a 25
annos; 2 negrinhas de 9 a 12 annos; orna mulall-
nda o'e 16 annos com algumas habilidades ; duas
pretas com alguns habilidades : na ra do Collegio,
n. 3, segundo andar se lira quem vende.
Vendem-se barris com brea, no ar-
mazem n. 2o, defronte da guarda da al-
fandega, por preco muito commodo:- no
mesmo armazem compra-se um pardinho
ou moleque de doze a dezaseis annos: a
tratar des 9 at 4 horas da tarde.
Luvas de pellica-
Vendem-se luvas de pellica para senhora da me-
lhor qualidade possivel; oculos de difierenles graos e
vidros : na ra larga do Rozario, n. 24,
Potassa.
Desembarcou lia poucos das uma por-
cao de barris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham a venda,
por preco mais barato do que ltima-
mente se vendia, na ra da Cadeia- Velho,
armazem de fialtar&Uliveira, n. 12.
Vendem-se presuntos inglezes para fiambre;
latas com bolachinhas de Lisboa ; ditas de araruta ;
ditas de mermelada de 1,2 e 4 libras ; ditas de sur-
di nlias; ditas de liervilhas ; ditas de chocolate de
I.isdoa ; frascos de conservas ; ditos d'agoa de flor
de laranja ; barris com azeitonas brancas de Elvas
garrafas com viudo moscatel de Setubal e da Ma-
deira ; queijos de prato, frescaes : tudo novo e
chegado ltimamente do Lisboi : na ra da Cruz ,
no Itccife, 11. 48.
Conllnuam-se a .vender saccas com superior
colla das fabricas do liio-Crande-do-Sul, por pre-
go commodo : na ra da Moda, n. 7.
Madeira de pinito.
na ra do Apollo, pegado ao armazem do Sr. Mol-
la ha um lerceiro armazem com madeira de pind
da melhor qualidade que lem viudo a este mercado,
e serrada de todas as grossuras e comprime nlos:
vende-so pelo menorprego que he possivel.
Aos fu mants de bomgosto.
No armazem de molhados atrs do Corpo-Santo,
n. 66 recebe-se por todos os vapores vindos do sul
porgo de cigarrilhos hespanhes ditos de palha de
milho assim como superiores charutos de varias
qualidades : ludo se vende por prego mais barato do
que em outra qualquer parte.
Vendem-se saccas com superior
i'eijao mulatinho, a 5,000 rs. cada uma
na porta da Allandega, armazem do La-
rateiro n. ao.
Vende-se o engenho Novo do Cabo para paga-
mento da hypotdcca que nelle lem o Sr. Joilo Vieira
da Cunda : quem o pretender dirija-so ao mesmo en
genho a tratar com Francisco Jos da Costa.
CHA' BRASILEIItU.
Vende-se,on armazem de molhados airas do
Corpo-Santo ,'n. 66, o mais excellente ch produzi-
do em S.-Paulo, que lem viudo a este mercado
por prego muito commodo.
Algodo trancado da fabrica
de Todos-os-Santos da
Baha,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos : veude-se em casa de N. O. Biober & Com-
panhia, na ra da Cruz, n. 4.
Presuntos.
Vendem-se superiores presuntos inglezes para
fiambre chegados no ultimo navio; 110 armazem
do Uraguez ao p do arco da.Coneeigflo.
lolha de Flandres.
Vendem-se canas com folha de Flandres : era
casa de J.J.Tasso Jnior : na ra do Amorim, n. 35.
Na ra estrella do notario defronte do becco,
n. 4 vendem-so os seguinles livros, por prego com-
modo : Maguum Lexicn 1 v.; Virgilio, 3 v. ; Ho-
racio, 2 v.; Tito Livio, l y ; Cornelio, 1 r.; I'hedro,
h

I v.; Salustio, f v.; Cicero, 1 v.; Selecta. 1 v.; dic-
cionario inglez, 3 vflMegtro ingloz, 1 v. ; gramma-
Lica franceza ; 1 v. ;^Bmaco 1 v. ; Fbulas de La
l una ni!, 1 v. ; Ceographia de C.aultier, 1 v.; dic-
cionario da fbula, 1 v. ; l'hilosoplna de Charm 1
v.; dita de Cousin 3 v. ; Eloquencia nacional, 1 v.;
Manual de chimica 1 v-; dito encyclopedico, 1 v.;
Historia da America 2 v.; o minios mais livros de
iustruegBo e recreio.
Cortes de calcas, a 1,280 rs.
Vendem-se cortes de calcas de gimbreOes, pelo
diminuto prego de 1,280 rs.: esta fazenda he de
muito corpo, escura e propria para a presente esta-
gSo ; riscados para vestidos escuros e de cores se-
guras, com cinco palmos de largura, a 300 rs. o
covado : na roa do Collegio n. 3. Na mesma loja
vendem-se pannos para mesa a 1,400 rs. cada um.
Vinho barato.
Acha-se estabelccido na, ra da Madre-de-Deos ,
n. 36, um armazem de
Vinhos da Fgueira,
de opiima qualidade a prego do 1,360.rs. a cana-
da e a 180 rs. a garrafa e para nSo haver dolo do
comprador, serio lacradas as garrafas e com rotu-
lo, recebendo-se a garrafa vasia e dando-se imme-
diamente a, outra cheia: tembem ha barris muito
pequeos, proprios para quem passa a testa. O pro-
prielario deste estabelecimento pede encarecida-
mente que se no illudam avallando pelo da iauto
prego e sem conhecimento de causa a qualidade de
sua fazenda digna por certo da estima dos verda-
deros amantes da boa pinga ; elle conta que quem
uma vez provar continuara com gosto e sem arre-
pendimento. E o bom prego.'! A todo o exposto
accresce o asseio e bom acondicionamento, o que lu-
do se podera verificar em dito estabelecimento.
Vende-se uma cabra perfeila coslureira en-
gomnudeira e cozinheira : na ra larga do Bozario,
loja n. 35.
Na ra das Larangeiras, n. 5, vondem-se cadei-
ras de angico, Jacaranda e mesas com pouco uso,
por prego commodo.
Vende-se um moleque de nagilo, de 16 a 18 an-
nos de elegante figura, ssdio e sem vicios, o qual
ten dous annos de ufllcio de calafate : no Aterro-da-
Boa-Vista n. 86, segundo andar.
Vende-se um bonito cabriolet discoberlo e em
bom uso, pelo bsratissimo prego de 250,000 rs.: na
ruado Crespo, n. II.
Vende-se uma parelha de encontros, muito
bons cantadores e muito fogosos e uma sabii que
canta muito bem : no pateo do Terco, n. 28.
Vende-se, na villa do Limoeiro uma officina
de moer azeite de momoua, cuja officina moe com
duas roJss e animaes, est plantada a beira do rio ,
em um silio com boa casa de morada um armazem
de receber sement, uma casa de fazer familia, com
seus pertences, e leudo o mesmo sitio muitas fru-
leirss de varias qualidades e 6 bestas de roda para
a mesma oflicina : na rus Velha, n. 77.
Vendem-se duas pretas sendo uma de 18 an-
nos, que coznda o diario do uma casa ; e a outra de
30annos, qeheengommadeira : na ra do Amo-
rim, n. 19, primeiro andar.
Vende-se um cavado rodado, andador baixo a
meio : na cocheira do Sr. Pessoa,
Farinha de mandioca do llio-de-Janeiro,
de superior qualidade, por prego commado i na ra
I ireitf, n. 17, confronte a matriz da Boa-Vista, ven-
da n. 88, e na ra do filar, n. 120.
Ao bom gosto.
.Na ra do Queimado vindo do Bozario, segun-
da loja n. 18, vendem-se os mais lindse superio-
res cortes de casimiras pelo commodo prego do
7,000 rs.
Vende-se uma vacca muito boa do leile : na ra
do Cotovello, n. 7.
Vende-se arroz grado do Maranhfio, recente-
mente chegado : no armazem n. 1, ao p do arco da
Conceigflo, a 2,000 rs. por arroba fazendo-se al-
guina differenga de cinco saccas para cima.
Vendem-se na ra do Crespo, n. II, o* seguin-
les livros! Atlas de Simanoourl, novo; Magnum
Lexicn ; Tilo Livio ; Horacio; Virgilio; Salustio;
Cornelio ; Fbulas Selecta ; grammatica latina de
varios autores; diccionarios] de Moraes da ulti-
ma edig&o, novos: o continuam-se a comprar e tro
car livros.
Cha barato-
Vende-se muito bom che, pelo prego de 500 rs. a
libra : na ra do Crespo, u 23.
Vende-se uma preta de meia idade, pelo bara-
to prego de 120/rs.: na ra eslreita (lo Bozario,
n. 13.
Vende-se superior farinha do Bio-de-Janeiruo
por prego mais commodo do que em outra qualquer
parle: na ra Direita, padaria n. 24.
Para quem quizer ganbar
dinheiro
Vendem-se os preparos de uma fabrica de fazer
velas de carnauba, constantes de formas derretedo-
res dancas liquidares, ele. : este negocio he an-
da um dos com que se ganha bastante dinheiro e o
dono so desfaz por se retirar para fura da provincia :
atrs da matriz da Boa-Vista, casa de slito n. 4.
Vende-se uma pona do raga bah muito gor-
da e mansa com 6 leitOes; uma porgSo do casaes
de ponidos, muito grandes, bonitos e da melhor
raga que existe na provincia: na ruada Flqreutina,
n. 16. '
Vende-se um cannap de Jacaranda, comroslo de
novo, por prego muito baralo ; na ra eslreita do
Rozara, n. 32.
Na ra do Queimado vindo do Rozario loja
n: 18, vendem-se chai eos de sol, de seda, pelo com-
modo prego de 5,500 rs. ; ditos pata senhora o mo-
nillos a 3,000 rs. ; ditos prelos e brancos para ca-
beca de meninos a 1,280 rs. ; lengos prelos de seda,
a 500 rs. ; ditos floridos de lita com franjas, para
hombros de senhora a 500 rs. ; alpaca de linho da
diversas cores, a 500 rs.; chitas escuras de bons
pannos a 140 rs. o covado ; e outras muitas fazen-
das por commodo prego.
Veude-se uma arrnagflona ra do l.ivrameuto ,
n. 13 : na dita ra n. 9.
Vendem-se 4 casas, ou a que agradar, na ra
da Senzalla-Velha em seguimentojpara as Portas, e
uma terrea na ra de Agoas-Verdes : vendem-se por
seu dono retirar-so para tratar de sua saJe : ua ra
da Soledade, n 52.
Vende-se um sitio com casa de sobrado boa
cacimba e muitosarvoredos de Iructo em Oliuda,
na ra do Jogo-da-Bola : na mesma cidade, botica da
ra do Amparo, n. 5.
Farinha de mandioca.
Vondc-se fatinlia do mandioca de superior quali-
dade em saccas grandes a 4,000 rs. ca la urna 0
por menos sendo porglo por se querer linalisar a
venda deste genero : na ra do Collegio, venda de
Sebastilo Jos Gomes Penna.
Ao barato.
Vendem-se cortes de cambraia decores, 3,000 rs I-
ditos de cassa a 2,000 rs.; riscados Crancezes a
200 rs. o covado: na ra do Queimado, qaatro-c'an-
tos, loja do sobrado amarello, ti. 29.
Vendem-se, cortes de cambraia de cores e
modernos psdrOes; riscados franeczes finos;
chitas francezas largase de noves padroes;
riscados largos, proprios pnra camisas; cas-
ias finas e de coi es, goslos inteiramonte no-
vos ; brim de puro linho de cores e bran-
cos do Ostras; casimiras francezas de noves i
padroes ; lengos de soda da India ; q outras
muitas fazendas Anas: tudo por prego de
agradar aos coiryradores : na ra do Quei- ,
mado quairo-cenlos, luja do sobrado ama-
rello ii. 29.
Vendem-se setins de todas as cores, proprios
para armagoes deifrsjas e para forros, por prego
muilo em conta : na ruu do Queimado, loja do so-
brado amarello, n. 29.
Vende-se algodiio da trra a 200 rs. a var na
ra do Queimado, lujado sobrado amarello, ti. 23.
-- Vende-se uma porcSo da saceos de estopa pin
ensaccar assucar e farinha ou oqtro qualquer ge-
nero por preg rasoavel : na ra do Trapiche-Novo,
n. 14.
Vcnd*-se um preto de naclo de bonita figuri,
que irabalha em armazem de assucar .pelo dimi-
nus prego de 450,000 rs. : o motivo por que se von-
de se.dii ao comprador : na ra do Cotovello, n. 31,
ate s7 horas da mandila em rasilo do mesmo pre-
to ser oceupadano armazem.
No Atcrro-dd-Boa-Vislu, de-
fronte da noneca a troeo
de dinheiro ,
ha chegado ltimamente um novo e completo sorti.
ment de calcado francez de todas as qualidades
tanto para homem como, para senhora e criangis
borzeguins para homem, a 4,000 rs ; sapa toes de lus!
tro a 5,000 rs. ; os muito desejados sapalocs de
Nantes ; sapatOes de cordovSo, para senhora, a 1/
ra. ; ditos do lustro, duraque, setim o marroquim;
os liem condecidos sapaloes do Aracaly tanto para
homem como para.neuinos: ludo por prego com-
modo.
Escravos Fgidos
Fugio, do engenho Combe no clin 22 do pr-
ximo passado, um escravo crioulo, de nome Jacob,
de 22 annos pouco mais ou menos de altura regu-
lar ; lem as pernas cambadas e com uma ferida em
uma dellas ; lem urna cicatriz em um dos lados da
bocea ;foi encontrado no da 25 do dito mez, no
engenho Qeimadas e suppOe-se ter seguido o canii-
nlio do liecife ; quem o pegar leve-o ao dito enge-
nho a seu senhor Manoel Jos Henriques ou nes-
ta praga a Rodrigo da Costa Carvalho na ra de
Apollo que se recompensar generosamente.
Fugio, do engenho Ba, da freguezia da Esca-
cada no da II do prximo passado o escravo Jo-
s de nagSo Angola representa ler 45 annos; he
brizo e grosso do corpo; tem as pernas um pouco
arqueadas para dentro e grossas; leve ha pouco
tempo bexigas do quo conserva anda signnes Este
escravo veio preso da comarca do Limoeiro em 21
de oulubro do anuo passado. Itoga-se as autorida-
des e'qualquer.pessoa quo o apprehendam e lo-
vem-uo ao dilo engenho, a seu senhor, Antonio
A Ivs da Silva ou tiesta praga a llodrigo da Costa
Carvalho na ra de Apollo, que se recompensad
gneros? monte.
~ Fugio, nos primeirosdias de Janeiro prximo
passado do engenho S -Joilo freguezia do Cabo,
um molecole de nome Anastacio, le 14 a 16 anuos,
de bonita figura rosto muilo regular um .pouco
fulo, falla baixo e brandamcnle; levou caigas e ja-
quetade liscadoazule bonete : quem o pegar le-
ve-o ae dito engenho, ou noMondego, nesta cida-
de casa de l.uiz Gomes Farreira que recompensa-
r com 100,000 rs.
Fugio, no dia H ilo correle, de bordo do pata-
cho Nooa-Lut, o escravo Thom., crioulo de ola-
tura baixa e m figura uariz chato, rosto redondo,
cabello um pouco grande, roupa muilosuja, de 2
annos pouco mais ou menos : quem o pegar leve-o a
praga do Corpo-anlo n. 6, primeiro andar, que
sfc recompensado.
No dia 5 do maigo prximo passado fugio, do
engedho Piabas, do Bom-Sucesso, municipio do
Porto-Calvo, provincia das Alagife, um escravo
crioulo de uomo Victorino ; representa ler 25 an-
uos ; he alio e proporc'onalmentu grosso rosto re-
dondo e cicatrizado de bexigas, nariz olalo bar lia,
posto quo pouca rspessa bem circulada bem fei-
to de mfli.s o pos ; levou uma trouxa,*fbm alguma
roupa contendo uma caiga branca de brim de qua-
dros outra de algodiio azul, jaqueta de chita bran-
ca chapeo fino, um estojo com uavallias o espe-
Iho um sacco de panno de rede que sem duvida lhe
servir do malote ; loca pfano ; he bem desenvolvi-
do no fallar c andar, fcilmente pode passar por
forro. Itoga-se s autoridades policiaes, capitesue
campo e pessoas particulares, que o apprehendam e
lovem-no a seu senhor, Joilo Iluarle Lopes de Vas-
concellos, proprittario do dito engenho, ou noU
cidade a Lino Jos de Castro Aiaujo, na praga do
Coinmercio,n. 2, que seiiio recompensado.
-- Fugio, do engonho Gregorio, freguezia de Tra-
cunliaein um preto dejnome Jos, crioulo, baixo ,
meio corpo ; tem unta marca do queimadur na nio
at o cotovello : quem o pegar leve-o ao dilo enge-
nho que ser gratificado. ^
No dia 13 do correte desappareceu da casa dtV
abaizo assignado um* escrava de nome Joaniif, de
altura proporcional,-cheia do corpo, cara rodouJ^i
ellios grandes muito preta, crioula ; tem os be.cu*
grossos, e em uma das muntiecas das unios tom urna
grande costura de um lalho : quem a pegar leve-
a Itoa-Vista, segundo andar da viuva Cunda. /'"* a
cico Xavier Caculcanli de Albuijuerquc.

PRM. : NA TP. PE M F" V3 FAMA lW(J
ILEGVEL


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