Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06453


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Full Text
Auno XXV.
Segunda feira
*
0 07/1 nTOpblIci-selodosos diasque nao
iforein jfle^OOOrs. por qnarlel, pagosailiftnladoi. Os
aiinuncio dos assignanto* sao inseridos
asilo de 20 ti. por linh.i, 40 rs. cm ty^io dif-
crcnlc, eas repelifoes pela inrtadc- Us nao
Jassii,'M.-iutos pujarfn 80 rs. or linha e 160 rs.
lem typodiflreolc, por cada publicado.
pnASKS DA LA NO MEZ DF. MARCO.
Crescrnte, a I, as 9 horas c 43 min. da tard.
La chela, a 8, s 10 horas e 42 mln. da tard.
Mingoantc,al6, I.u nova, a 24, a 11 bort e 40 mln.da manh.
Craseme, a 3!, s 4 horas c35inin.da manh.
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Goiannae Parahiba, s segs. e sextas-feiras.
RIo-G.-do-Norte, qulntas-felras ao meio-ilia.
Cabo, Serinhaem, Rio-Pormoso, Porto-Calvo
Macelo, no 1." a II e 21 de cada mc7..
Garanliuus e Bonito, a 8 e 2.3.
Roa-Vista Flores, a 13 c28.
Victoria, s <|uintas-ft'iras.
Olinda, mos os das.
PREAMAR DE 1IOJK.
Primcira, s 10 horas e(i minutos da manh.
Segunda, s 10 horas e 30 minutos da tard.
de Abrilde 1849.
N. **.
DAS DA SEMANA.
*_ 2 Segunda. S. Francisco de Paul,. Feriado
/ Pr toda a semana.
y 3 Terca.S.Ricardo.
* Quarla de Trcvas S. Isidoro.
S Quinta de F.ndocncas. ( .J..J. .lo mcio dia
cm diantc.) S. Vicente Ferrer.
(i Sesuda Palito ( *> ateo meloda, i
5. Marcelino.
7 Sabbadod'Alleluia. S. EpIfantO.
.8 Domingo. Paschoa da Rcssurreico.
S. Amancio.
CAMBIOS VO DIA 31 DE MARCO.
!
i
Sobre Londres i 2?'.',e28d. por 1/ri. a(0 d.
.. l'aris .350
. Lisboa 1C8 por eenlo de premio.
Rio-dcvJanriro ao par.
Dse, de lett. do boas Tirinas al'/, S"ao mez.
Aeroes da comp. de Rebcrihe, .1 ,'iilj rs. ao p.
(turo.Onc.is liespanhftlas. ><)tf .Mocdaj de OXOO v. 17^200 a I7/*>
de 6/40011. 16/200 a I6/40P
de 4/000.... 9/200 a 9/400
Prala-Patacocsbrasileiros l/i>0 a 1/180
Pesos columnarios. I/90 a 1/980
Ditos mexicanos..... 1/900 a 1/920
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 30 DE MARCO.
Odicio.Ao eommandante das armas, declarando
que pode mandar assentar praca so paisano Adriano
Antonio da Silva que quer alistar-so no exereito e
nada sofTreeinsua satide segundo diz a junta medi-
co-cirurgica, cerlo do que,nos termos do decreto de
18 de novembro prximo passado, a presidencia lite
teni arbitrado a gratilicaoflo de 100,000 ris.Scion-
lificou-se o inspector da pagadoria militar.
Dito.Ao presidente da relae.no, communicando
que por despacho de 28 do corren le concedeu mais
trma das de licenca coni vencimento do respectivo
ordenado ao juiz de diralto do civol da comarca do
Ilio-Formoso Custodio Manuel da Silva Cuimarfles.
Dito.Ao director do arsenal de guerra,ordenando
[providencie para que, caso naja naquelle arsenal ja
I fabricadas s pecas do larda ment pequeo, men-
[rioniidas na relacao que remelle, Grmada pelo major
Icommandanto do sexto balalhiio de catadores, llie
[sejflo ellas fornecidas para uso do mesmo bata lhflo;c
declarando que, feito o fornerimento, organise a
[conta da respectiva importancia o a remella pa-
[gadoria militar para que, de conformidado com as
[ordena que se vai expedir, da consignado arbitrada
p( i le para fardaniento de tal. corpo se de duza a
Imitado naquella reparlicilo at que a fazenda publi-
ca seja no todo indemnisada docustodesemelbanles
[peas;Participou-se ao eommandante das armas e
f ao inspector da pagadoria militar.
Dito.A cmara municipal de Cimbres, dizendo
que, na forma do artigo 63 da lei de 19 de agosto de
1846, determinada urna vez a ivisti dos collegios
cleitoraes, nio pode ella ser alterada senopelo po-
der legislativo geral e por isso nenhuma providen-
cia cabo dar acerca da transferencia que Shics requi-
ta m do collegio eleitoral do Brejo para aquella villa.
Dito.Ao inspector da tliesouraria da fazenda pro-
, "'ncial scienlilicando-o deque lom designado o oo-
genheiro i.ieuuer para .....iu. ..i,r j. ,... i.a
arrematante Francisco Corrcia do Barros.
Ali, sim, j sei, he a importancia da ultima
bengala.
Pois lambem V. Exc. dflve a bengala ? Exclamou o
alfaiate admirado. ,
O pobre conde flcou aqui atarantado ; e dopois
de mil protestos cnlrou para a casa porta da qua
fe'ira deudo, em quanto o alfaiate ria a bom rir da
sua desdita, e do otii proguo, que fizera subir a cOr
ao rosto do seu freguez.
O alfaiate o o ourives do Sr. conde parecom-se
extraordinariamente um com o outro, e a calotice
deque eram victimas augmentava-lhes anda mais
a seinelbanca. __ [El Expeclador)
{Mirlo do Caverna de Lisboa.)
UIARIO DE PEHNAMBUCU.
aiCII-JE, 1 DJEABHIL DE 1849.
Monten enlrou, com effeito, nesta capital Antonio
[Borgcs da Fonscca, acompanhado de Bento Pontci-
I ro e de mais seis individuos quo com ello f/am pre-
| sos cm-Tros-I.ido i rus.
Ilorges da Fonseca fui conJuzido para bordo da
fragaln Paraguatt, calii se acha.
VARIEDADES.
COINCIDENCIAS NOTA VEIS.
No dia 29 do desembro de 1848 fez 300 annos que
Clemente Vil, fugindo de Roma, cm consecuencia
da sublevado de Rlcuzi, ebegou Franca, aonde
I JoiTo de aples Ihe offerecen a cidade de Avinhflo
para nella se estabelecer, em caso do necessidade, a
sede d S.-Podro. Segundo diz a historia, o des-
terro ou expulsflo do soberano ponlilioe inaugurou
um secuto de discordias e turbulencias para a Italia.
Foi com effeito o precussor do grande scisma do Ori-
' ente, que assolou a rhristaudade at 1459.
Por una>..rasualidade quasi providencial, e como
se a Franca, ilia primognita da igreja, eslivesso
destinada, por [fatalidade, a seguir a sorte do sua
mili espiritual, principiou neste mesmo anno de
1318, para a patria do Clovis, a larga serie de desas-
tres da casa do Valois.
A bata I ha do C.rccy perdeu-seem 1346; em 134-8
cabios cidade de Calais em poder dos lnglezes ; e
em 13*8 a peste c a fome dizimaram os habitantes de
toda a Franca.
POBItES ALFAIATES .
On seja por uso inveterado, porque a Providen-
cia o tenlia assim decretado cm seus altos juizos, ou
em justo castigo de demasas da tesoura de res
sen conaciencia, lio cerlo quo nflo ha ofllcio que
mais Irahalho para os caloteiros do que os alfeiatcs,
O numero dos fregueses que pagam do promptn a
importancia desuas contas vaidesapparecendodo dia
para dia. O dos quo as pagam tarde, mal, ou nunca,
augmenten todos os das que he um louvar a Dos.
Aos ltimos pertence a flor o nata da elegancia ma-
drilense. As victimas silo os mestres de mais fama;
o que facilmento se coroprchende, atlendendo a que
dellos vestem as pessoas de mais alte colhurno.
Eis-equi un caso que corrobora o que acabamos
dodlzer:
Certo titular do llespnnba, de todos mui cooheci-
do, e que deve desde 18*5 urna conlinlia do *00 rea-
les, pouco mais &u menos, a um tailhvr que nao
esl resolvido a p.erJ-los, foi accometlido por este,
n'uma das ras mais frequentadas da capital, q uan-
do dcscia da carrruagem, para entrar em casa de
outro Ulular.. U buoi do mestre pedio ao illuslre II-
dalgo, mui formalmente, o pagamento da sua onta.
Senhor conde, Ihe disso, parece-me que lie
lempo de me pagar o que me deve.
Nffo lia duvida : ia agora mesmo pensando
msso, responden o devedor. (Os coimes sao muito
desmemoriados.) Pique certo que apenas voltar a
rusa Ihe mandare! logo o mou criado. A quanto so-
be a conta?
A uns*00 reales.
REPBLICA E MONARCIIIA.
Com este dobrado titulo publicou Mr. Alcxandre
Weill, cm Paris, pelo meiado do mez do oulubro
passado. um pequeo volumn no dentro d nouc
das teve tres edicoes.
Na poca em quo as mais temiveis questoes da hu-
manidade aprcsenlam-se em armas, exigindo promp-
la solucflo, e deitando fogo aos quatro cantos do uni-
verso; na poca em que todas essas questOes se re-
nen e confunden em una nicaresumo vorda-
deiro e positivo do ludo quanto assola o mundo
repblica ou monarehia,. n.1o pode ser olhailo com
indiflerenca o livro de Mr. A. Weill; e pois no lu-
gar compelen te enconlrarflo os leitores a traikiccflo
ile algumas paginas da recommendavel obra do il-
luslre escriptor Trance/.
Nfio advoga o autor a causa da repulica, nom a
da monarehia ; nflo, os fados histricos cscolhldos
com gosto delicado o profundo, deixam ao leitor
julgar, relleclir o decidir por si; depois que vir as in-
juslicas, as miserias, as crueldades, o barbarismo das
antigs repblicas democrticas, os abisos e os er-
ros das monarchias, estar habilado para levar a sua
conscicncia, as suas accOes e a sua forra para um
ou outro lado.
Releva, entretanto, observar que Mr. A Weill foi
sempre tido em conta de republicano; a este res-
pailo deixaremos fallar 0 proprio autor das questOes
ardenles:
aiun.o 'ejfea ...v-^fm poff,>oittdo. diz elle,
porqao sou menos republicano sb a repblica do
que si'ili a monarehia.-Eis a minha rcsposla :
O principo de Conti, que era muito feio, es-
creveu urna veza sua mulher : Senbora, parlo para
Metz, nflo me... engarfeis, durante a rpinha ausen-
cia.Senhor, respondeu a princeza, podes partir
tranquillo; s tenho esse desejo quamlo vos vejo,
a A repblica era sempre o meu ideial, a minha
desposada celeste. |Um dia disseram-mo que era che-
gnda, quo era lempo de casar-mo. Vou, corro, voo
aencontra-la... Decepcflo!Km lugar do mou ideial,
apenas acho urna pi'ciosinha, magra, feia, o, por
cumulo do males, teimosa e malvola. Hesito, mas
eis quo os rmflog, os cunhados, toda familia que-
rem, a todoncusto, assislir s nupcias. Poisvamosl
ser-lhe-ei iiel; mas com a condiclioque ella parta,
ou que ino deixe partir.Felizmente nfio foi a vor-
dadeira liberdade quo nos appareceu ; esla anda
vem em caminlio, eu a aguardo. Al quocbegue,
conservar-me-hei celibalario.
O livro de Mr. A. Weill nflo lio um livro do cir-
cumslancia, he um livro para sempre : julguem os
leilores pelo promeltido extracto:
Multas ve/es se ha pergunlado: por que rasan,
na historia do passado, a duraran das repblicas,
comparada cornada monarehia, est na propnrcio
do cinco para cem' Volumosasobras teem sido es-
cridlas a este respeto. Todava, n"o est a culpa da
parto das repblicas. A dill'erenca he que na monar-
ehia mo sito absolutamente precisos os mesmosho-
mens que na repblica. Ora, os bomens que a re-
publica exige sao tilo raros, que vista dos que cor-
responden! as oxigoncias das monarchias, estilo pou-
co mais oulmenos-na proporco de cinco para cem.
Eis a razo :
O monarcha, por mais fraco, por mais mediocre
quo seja, representa o principio da ordem. O rei
nfio necessita representar um homem ; he urna ban-
deira. Portante u homem que governa, s precisa,
para sustentar-se, de marchar para a lihcrdade, cum
O espirito da poca. A estrada, anda quando nflo
esteja aberta, esta asseulada ca Ierra firme; eelle
onconlra um ponto de apoio.
Importa pouco quu siga com a velocidade do carro
de posta, ou com a do cano puxado a vapor; com
tanto que se caminhc, e quo, como o ultimo destes
vehculos, so avanco 8obre trilitos fixos, e sostido
por um freio. Ojperigo na monarehia s comeca
no momento em que so deixa de avancar. Esto pe-
rigo augmeula, quando eu lugar de proseguir,
quer-serecuar.
Nflo acontece assim na repblica, onde atea pro-
pria estrada lie movel. Pascal denomina os rioses-
tradas quocminham.Esta expressfloadapta-scad-
miravelmente a estrada da repblica que he a libcr-
dado cm fusilo. Primviro que ludo, he mister um
ponto de apoio, una ancora Aln disto, .precsa-
se de navio em bom estado; bussola ; tripolagflo que
obedaca passivamenle ao signa! dado.
Na monarehia quasi nflo se exige mais do que um
bom postilhflo, ou simples mechanico, conductor.
Na repblica exigo-se captflo experimentado, que
aaiba nao s onde quer chegar; mas quo a cada
momento, possa dizer onde est. Conhecendo todos
os elementos, disposto sempre a alTrontar as tempes-
tades, releva que se faca obedecer tanto pela liruio-
za do seu carcter, como pela superioridade do seu
saber.
Daqui proven que, para o individuo,, ha mais 1\V
berdade reat na monarehia do que na repblica ; da
om Ierra do que o passagoro do navio. Raramente
aquellese arroda do seu papel passivo, quando esto
ve-so infinitas vo/es forjado a precncher o officio
do marnhcro.
Km caso de perigo, o primeiro salva-se fcilmen-
te ; para o segundo, nflo ha .salvacflo individual ;
lio mister que loque liomha com os marinheirus,
que dispare o tiro com a guamefo ; e, se se salva n
nado, corre perigo de ser devorado por algum tuba-
rflo, oude encontrara moiloein porto hostil e des-
erto.
Por ultimo, a sorte do passageiro est nlcir.imen-
te ligada ao navio quo o transporta, cinquanlo que o
viajante por trra lie muito menos solidario com o
sou vehculo. Quando o primeiro suecumbe, a em-
barcaeflo que o leva estala por todos os lados. Fere-
se o segundo e morro,cabe com a earruagcni
sem que esta seja por de mais estragada.
Prova a historia que monarchias tcom: em soe-
cumbir, supporlado guenos as mais atrozes. Nunca
urna repblica resiste guerra prolongada, seja de
que genero fr. Quando relenla essa guerra, a pro-
pria ropublicn ahala-so, pelos continuos estalidos,
ate que se aniquilla ou desappareco.
Ah me dir algucm, entilo quaes sflo os homons
de que precisavamos.'
Os quo possuissem as qualidadcs quo vimos scrlcipins do que homem de ordem. t) principio, o espi-
bem succeddas nos grandes moviinentos do passa-(rito de liberdade, toina-se e dase ; O espirito de or-
suecumbem quando nao marcham para a lihcrdaJa
em nome da ordem Ora, se he fcil alcancara liber-
dade pela ordem, pelo contraro, he dlfllcilimo voltar
a ordem partiudo do :ima liberdade conquistad i pela
violencia. De ordinario, s se manifest essa lenden-
Cia por pillos o saltos, do maneira que galga-sepor
cima da ordem para parar-seno despotismo. Assim
he que um homem, a ponto de ser queimado por vio-
Ionio incendio, saltara sem hesitar ao mar, mesmo
sem saber nadar, com risco de se afogar.
Tildo, om summa, depende dos homens, O prin-
cipio, por mais forte que seja, he dominado pelolio-
niem A mais sublime idea falla as mflos do ho-
mem mediocre, da mes ni a maneira que a concepeflo
modesta produz os melhores resultados, quando ho
confiada ao homem forte.
Tildo, na historie, se faz e desfaz, segundo as qua-
lidadcs ilos homens a quem eslflo as cousas encarre-
gadaa. Se, en liijrar de M^yscs, CStiVCSSS "revolu-
cionario Korali encarregado de libertar os Jupcus,
inda agora orrariam ellos pelo l'.gypto. Se, em lu-
gar do Robespierre o de Danton, liouvcssem em Fran-
ca homens como Franklin e Wasinglon, lalvez a re-
publica so dobrasse em 1790aosCOStUDOS o ao espi-
rito do povo francez.
lie porqUO be muito mais fcil ser homem de prin-
do : nem mais nem menos I
Accredita-se, em geral, que os homens fortes sflo
os que tudo ousam Quantas vc/.cs teem sido citadas
as jiivenis palavias de Danton :Audacia, audacia,
sempre audacia A que condiizio esta triplico auda-
cia, ello, seus amigos c seus inimigosi* A'guilho-
lina. S os homens traeos ludo ousam sen se oceu-
par com o dia seguinto : o homem forte s cnipre-
hende aquillo por cujo xito pode responder: o ho-
mem forte possuc-so. Conhece suas Urcas, calcu-
la-lbe o alcance ; allende ao lempo c s circumslan-
cias ; em urna palavra, junta sempre a prudencia da
execueflo a ardideza da concepeflo.
lia as priinciras linlias da historia duas especies
de homens.
Una, dotados do ardonto iniaginacno. goam do
vagos clarOesdo porvir, sem nunca poderem formar
urna iilcia i-sih-ij -, por issii quo essa mesilla imagi-
nacflo continuamente cffusca a rasflo, nica que exe-
cuta e chega a resultados pralicos.
Taes homens sflo eternos adolescentes ; nunca
chegam idado viril.
Os oulros, de hnaginaCffn monos ardonte, subor-
dinam-a rasflo, o dflo-llic imrnediatameiile forma
pi alma 0 plstica.
Sflo estes os grandes artistas da liumanidade ; para
elles toda a ideia torna-so palpavcl, toda a concepeflo
torna-so facto
Aquellos, nflo obstante o seu geuio, logo quo mel-
len mflos obra s produzcm o mal.
Estes, pelo contrario, muitas vezes com menos
enthusiasino tocain sempre o alvo, produzem sem-
pre o bom.
Em geral, o hornero pende sempre para o bom ;
ninguno he mo por inslinclo. A ideia primitiva
que vem do Dos, ho sempre boa.
Unicamonto quando esta ideia, que lie a imagina-
flo, lio dominada pela rasflo, quando nella Dos se
fez homem, calculando o lempo e a medida das suas
forcas, produz o bem.
Quando pelo contrario, e ideia domina a rasflo, e
faz violencia ao lempo o as eircumstancias, produz
se ni pro o mal.
O arsnico ho medicamento, nflo he veneno ; he
quesiflo de quantidade.
A cicuta, que mala o homom, d cxcellenlc leilc
cabra ; lie quesillo de transformaeflo.
A ostra torna-so pcrola ; ho qnestflo do lempo.
O mesmo acontece com a liberdade, fraliraidade e
Ai/Winnrlflide ; nflo cito a igualdade, quo nflo ho urna
ideia, esim um coiitrascnso reprovado pela natu-
rza.
Em toda a historia, quasi sempre os homens se
degolaram em nome da fralcrnidade, o despojarani-so
cm nome da communidade; c tem-se sempre subju-
gado em nomo da liberdade-
Primeiro que tudo prova isso que, mesmo para fa-
zer o mal, ho mister a apparencia do bem : o mal, cm
nome do mal, seria Impossivcl.
Mas, de ordinario, estes males chegam quando ho-
mens destituidos do rasflo, vci'Jadeiros solvngens da
inlelligencia, acham-sc a fenlo da sociedade.
Desde a creaefio do mundo, tica liumanidade per-
turbada por csses homens inculcados fortes, que, se-
melhautes ao gigante Polypbemo, s teem um olho c
nunca vom mais do que a melado das cousas.
Desde o principio, a queda do homem occorre por
3uerer esto de repente colher o fructo da arvore
a sciencia e da vida, islo he o fim com o princi-
P'- ,
Depois, a imaginacflo sem a rasao quer es'-alaro
co. Encontra-se eslalegenda em todos os povos.
A torre de liahel foi construida em nomo da liberdade
o de fralcrnidade.
A humanidado he a monarehia social, que marcha
da ordein para a liberdade ; mas nflo a repblica que
segu da liherdado para a ordem.
O exceaso da ordem he o despotismo. O oxcesso da
liberdade he a anarchia. A anarchia, quo ho o chaos,
lie o mais niiseravel dos males, porquo lirma-se na
flaqueza o cobarda. O despotismo, pelo contrario,
mesmo como mal, lie menos odioso, porque descan-
sa na lores. Por esla iiiosma rasflo be que os vicios
das mulhcrcs sflo mais reprehensivois do quo os dos
homens. Os primeiros provam fraqeza, os oulros
sempre denunciam cena frca.
As repblicas aniquilam-se por nao tenderen pa-
m he innato Meo espirito divino. Quem nflo o teve
ao nascer, nunca mais o tora. A economa, quo se
aprende, anda nflo he a ordem. Esta, ao mesmo
lempo que crea, ve os perigos o os obstculos, oou
doma>os ou flvita-os.
Antes de crear o mundo, Dos fez a luz. O homem
de ordem, que he una porefia de Dos, procede da
mesma maneira. Nada cmprchemlc ao acaso, c nun-
ca se fia nos que tudoousam. S o jumento gosta de
caminhar pola borda nos ahysmos. Mesmo se nSo
cscorrega, muitas vezes se compraz em precipitaros
que nolle so liam.
O gallo, ocio contriiu, symbolo do bom senso, v
ao mesmo lempo a garca no ar. mochoo o vermo
quo Ihe serve de alimento. O homem de ordem tem
o nfttincto do osito, c he por isso que nunca o xito
o embriaga ; be porque o previo. O homem do or-
dem tem o InstinctO do perigo; mas este nflo o assus-
ta senflo depois de vencido.
O medroso assusta-so antes, o pollrao duranto, e o
corajoso depois do pongo.
Os homens de ordem sflo em toda parte raros : a-
travessam o mundo, ou desconhecidos, ou menos-
prezados.
Nos homens, assim como nos metaes, nflo he o
brilhanle da cor que tries d o verdadeiro valor ; mas
I simplicidade, a transparencia e a solidez, tros qua-
lidadcs que o diamante possue, tres qualidadcs ne-
cessariasaogrande homom de estado.
Ora, quando todo o mundo brilha com falsas appa-
rencias, quando por toda a parle o estropido das pa-
lavras faz scintillar o espirito e d-lhe mil cores
scinlillanles, atlractivas, deslumbrantes, he oxccssi-
mesma maneira quo o viajante tem mais liberdade ra a ordem cm nome da liberdade, As monarchias
amento differente a Ideia quo comprchende do bom
setlSO modesto queexecula O povo francez, sobre-
ludo, prefere a chaaima que brilha ao fogo qtieaque-
ce, o espirito que scinlilla rasflo que sustenta.
Mais fcil he adiar urna excedente perola om um
monto de cascalbo, do que cm um monte do pcrolas
falsas.
A historia, o lempo he Dos que caminha !
Todava este caminho nem sempre he regular. Des-
de o primeiro passo ha lula. Cada minuto gerado
pelo lempo ho precedido c seguido de dores. Em to-
do o momento a violencia, principio de negaeflo, or-
gue-so adianto e atrs do lempo, quer para det-lo,
quer para BXpelli-rO para lora da sua via orgnica. A
lodo o momento a luz que guia a liumanidade, ho
obscurecida pelas revolucoes, essas reminiscencias
do callaos. ,
Toda a revoluQIO, longo de ser obra de Dos, nflo
passa de uin mal produzido pela ignorancia e o or-
gulho dos homens. Toda a revolueflo, longo de favo-
recer o progresso, mala-O, ou pelo menos arreda-o
por algum lempo. Toda a revolueflo, linalmento, he
perda de lempo. De ordinario appareccm as revolu-
coes, porquo os homens que ellas derriban nflo mar-
cham con o lempo, islo he, com Dos. He um pri-
meiro mal. E, no mesmo instante, esso mal produz
segundo, apenas o lempo diz aos que qiierem dte-
lo: lie mullo tardt! V-so forcado a grilaraos que
julgan poder impelli-lo para dianlo: He mullo
c'd'>. ...
Os grandes hemos da historia foram homens que,
reiinindocm si todas as ideias do lempo, Chocaran
no presente o ovo do passado para delle faier sabir o
P'vir. ,., n.
Todos csses homens foram bem succedido. t,s-
tando. por assim dizer. prenhes do progresso prati-
co, fram sempre garantidos contra os nagellos re-
oiucionarios,armcomoa mulher pejada do urna
enanca sfla esta mesmo pela sua gravidez garantida
contra epidemias pbysicas.
Os homens fracos da historia sflo os revoluciona-
rios, os violentos da resistencia c do jnente,
SoiTrein ve.tigens. Julgando que tudo volto.a ao.re-
dor dclles, uns gesticulan, como Hateado emfm-
rar para d ante, oulros fazem nivenlos para tras.
A verdade he que ludo marcha, o so elles nflo se
"o hme da resistencia quer algumas vezes o bem,
"'o homenTvolenlo do movimento he muitas vezes
dotado de energa o de talento, haz bem io mal.
Nem um, nem outro sabe o que o povo, como
seu bom senso, chama aprove.tar o' tempo.
Aprovelar o lempo-he fazer o bem, o aze-lo
bem.


I ..

\




MUTILADO
I n' 'irtris
cu.
J(-fT:
i



*
Todo o critn, todo o vicio, todo o mal he urna
perda detempo.
O homem que viveu mal, fsse do que maneira
fsse, pordeu o scu lempo.
( Continuar-se-ha.)
2
COMMEiriCEQ.
AI.FANOECA.Ilendlmento do dia 31 .
Descarregam hoje, 2 de abril.
Rrigua Kellij-Vutliilde mercidorias.
Briguo San-Manoel-Auguslo fumo esabo.
6:829,595
RENDIMENTO NO MEZ DEMARCO DE 1849.
Rendimento total
RestitucOcs .
, 267:973,097
.......... 302,098
Liquido. 267:670,999
Direitos de consumo...........
Reexportado, 1 por rento.......
Bldeselo, 1 por cento............
Direitos dos gneros reexportados para
Costa-il'Afrira.........
Expediente dos gneros do paiz, 4 por c .
Expediente dos gneros estrangefros com
carta de guia, 5porcento........
Armazonagemde mercadorus.......
Dita de plvora.................
Premio dos assignados.........
Multas.......................
Emolumentos de cortdocs ....!!!!!
262:732,170
9,135
442,612
91,235
412,440
441,997
3:455*778
65.912
19,720
ItS.
267:670,999
0 escrivffo da alfandega,
Jacome Gerardo Marta Lumachi de Mello.
CONSULADO geral.
Rendimento do dia 31..........
Diversas provincias............
, 3:490,124
56,233
3:546,357
RENDIMENTO NO MEZ DE MARGO DE 1849.
A saber:
Consulado de 7 por centb 99:560 240
Restituico MU......... 136,'o62
Carne secca Entraram dous carregamonlos,
os quaes elevaran o deposito a
68000 arrobas. Vendeu-se da
2,000 a 2,400 rs. por cada urna.
Farinha de trigo Ficaram hojo por vender 6000
barricas. Os procos fram os
mesmos da semana anterior.
FolhadeFlandres- Vendeu-se a 24,000 rs. porcaixa.
Louca--------------- dem a 230 rs. por cento de pro-
mo sobre a factura.
Manteiga ----- dem de 520 a 550 rs. por libra da
rranceza,
Toucinho---------dem de 5,000 a 5,200 rs. por ar-
roba do de Lisboa.
Vinagro dem de46,000 a 55,000 rs. por
P'P8-
Existom no porto 82 embarcaces, a saber : 4 ame-
ricanas, 4 austracas, 39 brasileiras, 1 brmense, 1
dinamarqueza, 2 rancezas, 15 inglczas. 5 porlugue-
zas, 6 sardas, 2 sicilianas e 3 suecas.
^ '" '* "--.------itiiii m mu i i i nimii mmni
Movimento do Porto,
rVnrio sahido no dia 31.
Liverpool pela l'arahiba ; barca ingleza Dyson, ca-
pitfo Roberto Ciiniing, em lastro. Passageiros, F.
rremont com sua senhora e 2 (ilbos menores.
Navios entrados no dia 1."
Liverpool ; 42 dias, barca ingleza Pampero, do 268
toneladas, capillo \V. Ilolt, oqupagem 14, carga
parv.1o do podra 4 Tazondas a Jolmsion l'atcr &
Companliia. Arribou com agoa aborta e segu
para Lima.
Haitlepool; 49 das, briguo dinnmarquez Ida, do
217 toneladas, capil.lo Jorge Jorgensen, equipa-
geni 9, carga carvo de pedra ; or.lem.
Navio sahidn no mesmo dia.
Rabia; polaca sarda Fortuna, capilSo Jos Dodero,
carga a niesnin quetrouxe.
l'arahiba; hiale hrnsileiro Espadarle, capitfo Victo-
rino Jos Percira, carga varios gneros. Passa-
geiros, Cypriano Antonio Rodrigues, Jos Louren-
go Franco, Brasileiros.
FaN-Mver; gslera americana Cuiumn, capii.lc S.
F. Manchester, carga a mesma que trouxo.
(.....i..j
sent, com a carga qW liver a bordo : os
prctendentesa carregarem se entenderao
com o mostr lo mesmo, Antonio Jos
Vianna, no Trapiche-Novo, oil na ra
da Gadeia-Velha, n. 17, se'gnndo andar,
Para o Rio-de-Janeiro sebe, com a maior bre-
vidade possivei, o brigue nacional Ligeiro, por ter
parte de scu carrogamenlo prompta : quem no mes-
mo quizer carregar, embarcar escravos, ou ir da
passagem, para o que tem asseiados commodos,
dirija-se a Manoel Joaquim Soares na loja de fer-
ragens, ao pedo arco da Conceic3o, ou a Novaes&
C., na ra do Trapiche n. 34.
--Freta-ae para qualquer dos portos do nortea
muitoveleira barcaca Aurora-Flix, do lote de mais
de duas mil arroba* : a tratar no Forte-do-Maltos,
com o tneslre Henrique Luiz do Franca ou na ra
de Apollo armazoin n. 23.
-Para Macei sahe, no dia 4 de abrl,o patacho mf-
cesso de rebellifo;"nioguem se poder contar em
seguranca por mais. escrupuloso que lenha sido em
sua conducta, se porventura, pofr si ou por aleum
de seus accendentes, descendentes, ou collaleraei
houver incorrido4io odio soberano de quem qur nu
cstiver oncarregado do andamento de semelhanta '
processo; o qual, se he um dos raelhores meioa
para chegar-se ao conhocimento da vordade, quando
empreado por um juiz honesto, conscioncioso e
que se estima, torna-se o maior de todos os fUgel-
los, quando Um de ser dirigido por um magistrado
que, qual outro Plalos, nada trepida ante o crine
de co ndemnar o innocente, -se acaso chega a periui-
dir-se que, pralcando assim, vinga alguma ouiia
particular, ou prepara o caminho que devecondu-
z-lo prosperidade com que sonba no futuro.
'O Ju ' C'onvida-se a todos os irmaos da ir.
mandade do S. Sacramento da freguezia
de S.-Jos do Recife, para quarta-feira
Alvesda Cunha, na ruado Vigario, n. 11, primero
andar.
Dito de 2 por c.
Dito de .,
Ancoragem para fra do im-
perio................ 9:631,812
Dita para dentro do imperio 296,011
99:421,178
21.818
8,124
-------------99:454,120
BDITAL.
Sello fixo............... 942,440
Dito de ttulos.....
Ccrtides............
Siza de 5 p. c..........
Dita de 15 p. c.........
ultas...............
-------------9:927,823
7/200
949,640
16,000
145,000
1:230,000
252,560
n. 111:975,143
Diveriai provincial.
Dzmo do algodo da Parahiba. 49,725
Dito do dito do Rio-Grande do-
Nort ................ 9C0
Dito do dito d'assucar das Alagoas 4:179,006 4:233,691
116:208,834
Depsitos existentes....... 5:744,317
Ditos resliluidos........1:467,676
O administrador,
Jodo Xavier Carneiro da Cunha.
CONSULADO PROVINCIAL,
hendimento do dia 31..........
.........2:163,603
RENDIMENTO NO MEZ DE MARCO DE 1849.
Direilos do exporlaclo de 3 por cenlo 39:729 143
Ditos de dla de 5 por cento.....
Tasa...........
Capatazia.........
Dcima urbana....... \
Mcia ciza dos escravos.....
Sello de herancas o legados ....
Novos c velbos dieitos.....
Escravos despachados.....\
Matriculas.........
Ditas do lyco e seminario.....
Passaportes de polica.....
Meio sold c sello de patentes da guarda
naeioaal.........
Imposto sobre fabricas de charutos! !
Dito dito otarias.
Dito dito fabricas de chapeos.
Dito dito casas de cambios.
Multas.......
Juros ....
Joaquimd'Aquino Fonseca, l)r. em medicina pela fa-
cu/dade de l'arii, preiidente do cancel lio geral de sa-
lubridade publica, commissario vaccinador provin-
cial por S. M. o Imperador, membro correspondente
da sociedade de sciencias medical de l.itba, etc. etc.
Faz saber que ninguoin poder ser vaccinado sein
que antes se faca inscrever, para o que he necessario
que compareca na reparlicSo as quarts-feiras ou
sabbados, das 8 as 9 horas da manhila ; assim como
quo pessoa alguma no podei ser inscripta sem que
declare com a maior exactido o nome, idade, na-
luralidade, iliaclo ou senhorio, estado e uioradia,
indicando o numero da casa.
.Sala das scssOcs do concelho, 12 de marco de 1849.
Joaguim de Aquino Fonseca.
ejonai Alfredo :quem nelle quizer carregar, ou r do de trevas, pelas n lloras da manhSa. a
passagem, dinja-seao seu consignatario, Francisco ,' p ; ",fl"""i
compnnnarem a solemne procissao do Se-
nlior dos enfermos, na respectiva fre-
guezia.
O Sr. Francisco Celestino Ramoso tem duas car-
tas viudas do Aracaly, na ra da Cadeia-Velha, n. 17
segundo andar. '
Os l'ortuguczes abaixo declarados retiram-se pa-
ra fra do imperio ; y
Francisco Jos Pinto de Oliveira, Manoel Joaquim
de Andrade Val-Verde,'Antonio Fernandas de Cas-
tro, Manoel Jos Alvcs, Rodrigo Barbosa Leal, ana-
ci Braz de Oliveira,^com sua senhora e um fllho,
menor, Joaquim de Oliveira,'Antonio Pintada Quei-
roz'; Manoel Joaquim de Arruda Raptista/joSo Joa-
quim de Souza; Manoel Joaquim Marques Fonseci,
Jos Joaquim da Silva/ Bernardno Vieira dos Santos
Draga, Domingos da Cruz Olivoira Braga.-/
Manoel do Nascimento Pinhciro vai ao Rio-For-
nioso a seu negocio.
.T.os Joaquim ADtunM embarca o escravo V.
liKMr.ttilUh
Declaracoes.
1.287,455
2:672,900
347,200
5:916.22C
1:075,100
632,493
351,667
100,000
conro policial, r Vx
Din 31 de marco de 1849.
VoO preso, ordem Jo Bf.kinnU ticl __
delegado do S.-Antonio, rcmeltido'pclo inspector de
quartpir.lo Angelo Francisco da Costa, bem como
o prcto Simi.1o.dos Pastos, por estar embriagado, e
incommodandoa visinhanca em alta noitf.
O Sr. doutor delegado do primero districto desla
capital doterminou que ficasso disposic.lo do Sr.
doutor juiz municipal da segunda varare privativo
dos Africanos, n prcto Jo!Io (da Costa).- ajudanle,
Manoel Porfirio de Catiro Araujo.
Ilia i." de abril de 1849.
O lllm.Sr. doutor chefe do polica mandou reco-
Iherno callabouco desto quarlel o recruta Joflo Fran-
cisco da Silva e o prelo Vicento f escravo de Rento
Ribciro), este apprebendido pelas frcas no engenho
Tibo, o aquello enviado pelo delegado do termo de
Nuzareth.
Foram postosem lberdade Joaquim Concalves da
Silva, Antonio Francisco e Evaristo Jos.O aju-
dantc, Manoel Porfirio de Castro Araujo.
960,000
34,200
67,100
38,400
12,800
38,400
12,800
169,783
7,584
AlgodSo
Assucar-
t Mesa do consulado provincial, 31 de mrco'o
O cscrivio da primeira seccao,
Jodo Ignacio do llego.
PRACA 1.0 RECIFE, 31 DE MARCO DB 1849,
AS 3 HORAS DA TARDE.
_ Hevista semanal.
--------As transaccOes da semana fram
diminutas, e tveram por base 27
1/2 d. por 1,000 rs.
- Entraram 972saccas. -O de pri-
meira sorte vendeu-se a 4,400 rs
P0r0rro,'a.e o ae segunda aris
------Entraram algumas,saceos o 265
caixas. ioi menos procurado
e por isso o encaixado vendeu-s
francamente a 900 rs. por arroba
sobro o ferro, noentanto que o
embarncado e o ensaecado esti-
veraoi de 2,000 a 2,400 rs. O
mascavado n3o obteve mais de
1,640 rs. por arroba.
Couros salgados- Vend^ram-se a 100 rs. por libra.
Azeite-doce-------dem de 2,400 a 2,600 ris por
galio.
Bacalho.....As vendas a rota I ho regularaih a
12,200 rs. Ficaram em ser 3200
barricas.
Breu.......Vendeu-se do 4,000 a 5,200 ris
por barril.
. CURSO JURDICO.
Nilo sendo conforme s regras da civilidade edo
decoro que se deve guardar em um estabelecimento
como esto, que, ao passo que os Srs. lentes se apre-
senlam as aulas o actos deste curso vestidos com
suas becas, os csludanles venhain menos decente-
mente (rajados, rccommeifdo aos ditos Srs. lentes
1180 consintam que eiilrem em suas respectivas au-
las esludantes do paleto, vestuario proprio para casa
ou para passeid do campo, e incompalivel com a cra-
vidade e respeito que deve haver cm urna academia,
t) mesmo rcconiincndo aos Srs. professo-es do col-
legio das artes, rclalivamonte a seus alumnos. Se-
cretana do curso jurdico do Olinda, 24 de marco de
1819. O padre Mujuet do Sacramento lapes Gama.
director. '
- O fiscal da freguezia de S.-Antonio do Recife
faz publico, para conhecimonlo dos inlereasados.ouu
em consequencia do quo dispOo o art. 5 do tit 4
das posturas mui.icipaes do 18 de set< mbro de 1848
tem a cmara marcado por cditnes as casinhasda ri-
beira e as do largo do hospital do l'araizo para no
prazo improrogavol de 30 dias, a contar do dia 12 de
marco corrcnle, aeren removidos os acougues ora
existentes nesta reguezia, upara os que novamcnle
se estabelecercm ; pagando os que infringirein esta
disposic.lo 25,000 reis do multa, e o duplo na reinci-
dencia. Recife, 30 do marco de 1849.Benicio Ma-
chado.
O fiscal da freguezia de S.-Antonio do Recife
faz publico quo, em consequencia do exposto no art
2. do lt. 12 das posturas muiiicipacs de 18 de sc-
tembro do 1848, tem a cmara marcado por oditaes
a praca de S.-Amaro, junto a casa de Jos Joaquim
de Mosquita, para praca aonde d'ora cm dintese
vender capim o lenha, e-para praca de marcado de
liortalice, frutas e oulras especies do comeslives que
coslumain vender as quitandeiras, tem marcado a
ribeira e o largo do hospital do l'araizo, licando des-
de ja prohibida a venua destes gneros fra destes
lugares, sol pena de serem os infractores multados
"".'odispOo o citado ai ligo. Recife, 30 de marco
llonico Machado'
59
** Para o Rio-de-Janeiro sahe, om poucos dias, o
patacho Conceico : para o resto de carga escravos
a frete c passageiros trata-se com Novaos & C., na
ra do Trapiche, n. 34.
--Para o RioGrande-do-Sul sahe, alodia 12de
abril, a escuna Tentadora : pode anda receber al-
guma carga miuda escravos a frete e passageiros ,
trata-so com Novaes& C., na ran do Trapiche, n. 34.
-- Para a Babia em poucos das o hiale Flor-do-
llecife, pregado e forrado de cobre, por ji ter maior
parte do scu carregamento prompta: para carga e
passageiros, na ra do Vigario, n. 5.
-- Para o Rio-de-Janeiro segu com muila brevi-
dade o briguo Assombro, Mr ter parte de scu carre-
gamento prompta: quem*qaizer carregar ou r de
passagem, dirija-so a ra da Cadeia, n. 61, a fallar
com Jo;1o Jos Fernandos MagalliSes.
Para a Baha segu, em poucos dias, o patacho
S.-Cruz : para carga e passageiros trata-so ao lado
do Corpo-Santo, toja de massamo de Caoiano da
Costa Morera.
Para as ilhas dos Acores o Lisboa sahe a barca
porlugue7a Fluminense, do loto de 240 toneladas o de
boa marcha, a qual est a chegar do Rio-de-Janeiro,
segundo os avisos, e deve neste porto demorar-se
poucos dias : quem na mesma quizer carregar a di-
to deslino, ou seguir viagem, pode com anteceden-
cia contratar com Amorim Irmfios, ra da Cadeia,
n. 39, os quaes garanten) os bons commodos mesmo
para familias.
Para oCear segu viagem a escuna nacional
Marta-Firmina : para carga ou passageiros, trala-se
com Jos Antonio, na ra da Cadeia do Recifo, nu-
mero 34.
Para Lisboa o brgue portuguez Triumphante,
capitfo Sabino Antonio do Cabo Almeida.sahe com.a
maior brevidade possivel: quem no mesmo quizer
carregar, ou ir de passagem, para o que offeroce
excellentes commodos, dirija-se aos oonsignatarios,
Oliveira Irmflos & t\ na ruada Cruz, n. 9, ou ao
referido capillo.
Para Lisboa o birgue portuguez Sublime, capi-
llo JoSo Francisco de Amor, sabe impreterivel-
mente no d& 6 de abril vindouro : quem no mesmo
quizer caripvar (ou i* ll" >"" i. trrjn-so aos
ronsignaWtos, Oliveira Irmaos & Companliia, na
ra da Cruz, n. 9, ou ao referido capitfo.
Para o Rio-Crande-do-Sul sahira breve o brigue
\ictoria, o qual. pode receber alguma carga afreto:
quem quizer no mesmo carregar e embarcar escra-
vos, podo dirigir-so a tratar com Amorim Irmaos, na
ra da Cadeia, n. 39. >
Para Lisboa, com escala pelas ilhas dos Acores,
segu com muito brevidade a polaca nacional So-
ctedadc-Fclit: quem na mesma quizer carregar, ou
ir de passagem para o quo tem muito bons com-
modos, dlrija-se ra do Vigario, n. 8, a tratar com
Joio Tavares Cordeiro.
Para o Rio-do-Janeiro segu viagem com toda
a brevidade, portera maior parto de seu carga,
o brigue S.-Manoel-Augusto, Capitflo Manoel SimOes:
pode reeeber alguma Carga, passageiros e escravos
a frete : quem quizer embarcar, dirija-so ao dito
capitfo ou a Manoel Ignacio de Oliveira na praca
doCommercio n. 6, primero andar.
Quem tem aviso de remessa de quatro saccas
com fejio do Rio-de-Janeiro, ho brigue S.-Monocl-
Augusto, luja de os procurar do capil3o do dito bri-
gue; o, mo o fazendo uestes 4 dias se vndenlo por
conlade quem pretencer, n5o s em beneficio da
fazenda por ser de prompta damnilcacao como
para so tirar o frele.
Prccisa-se de urna ama secca : na ra do Coto-
vello, n. 47, ou na ra do Itangel, n. 29.
Obras de ouro.
Simo Luiz retlra-se brevemente para os portos
do sul, pelo que declara ao respeitavei publico, que
tem grande sorliment de obras de ouro o braban-
tes chegados ltimamente de Franca : as pessoas
que desejarem comprar dilos ohjectos dirijam-ss
ao Motel-Francisco no Recife, Trapiche-Novo, n.9
que se venderflo por prego commodo.
Velas de carnauba.
A fabrica de velas que exista na Iravessa do Ve-
ras na Roa-Vista tranferio-e para A ra da Alegra,
n. 9 : all acharto os freguezes as melhores velas de
carnauba tanto cm alvura como de boa'luz o que
se a (anca do 6, 7, 8 e 9 em libra.
--O abaixo assignado avisa a quem convier que
desde o ultimo do fevereiro preximo passado fo[
nomcado procurador da S. Casa da Misericordia da
Olinda, e por conseguinte he o mesmo abaixo as-
signado o nico competente para receber qnalque >
divida pertencente a mesma S. Casa, na certea di .
que quem de agora em diante Rit>r auim nai>."en-
?"ouex-prurorauor, manoel Nunes de Mello, ter
de pagar duas veze. Antonio Lobo Alberlim de Mi- ,
randa Uenrtques.
Oflerece-se um administrador sem familia,
habilitado, nflo s para o que diz respeito,corao pira
fazer com que nfio falte agoa para tirar loda e qual-
quer salni sem todava embarazar o andamento da
safia o mais servico tendentes : o annunciante, pois,
so prestar a lodo aquellequesolTrer ete inconve-
niente. Dirija m-se ra larga do Rozario. n. 46, ou
annuueie.
Leudes.
de 1849.-
Avios martimos.
I ara o Aracaty est proposlo a
carga o hiate Novo-Olinda, para seguir
in|ireterivelmentena in de 22 d pr-
-- llenry Cibson far IcilTo, por inloo drvencao
correlor Oliveira, de grande o variado sortimento de
fazemlas inglezas, as mais vendaveis e propriasdo
mercado : liojo, 2 do abril, as 10 horas da manhila
em ponto, no sen armazem, ra da Cadeia no Recife.
Henrique Zimmer, lendo de rclirar-se para a
Europa pelo primero navio, fara IcilBo, por inler-
vcncKo do correlor Oliveira, de toda a mobiliao mais
objectos da casa da sua actual residencia, consis-
lindo cm um ptimo piano perpendicular, mesas de
sala de visita, trems, sofs, cadeiras, mesa de jan-
lar, aparadores, commodas, guarda-vestidos, almas
ros, loucadores, lavatorios, quadros, enfeites de
cima de mesa, lampcOes de bronze inglezcs, leito-
graiules e pequeos, berco, garrafas e copos para
vlnho o agoa, aparelhos de mes, ditos para cha,
trem de cozinha, e muitos oulros objectos uteis e
iiidispensaveis, assim como obras de prata, cc.:
terca-feira, 3 de abril, As 10 horas da manhila, na
casa recenleinente edificada pelo Sr. Alvea da Cu-
nha, com exterior cor de roza, ra nova por detrs
da do Brum, com entrada pelo lado da margem do
Capibaribe.
-- Joio Keller & C. fara"o leilflo, por InlervencSo
do correlor Oliveira, do grande variedado de fazen-
das de soda, l.l.i, lindo e de algo Jilo as quaes serfio
vendidas infallivelinenle sem limites de prego: quar-
ta-feira 4 do crreme, s 10 horas da mauhfia no
seu armazem da ra da Cruz.
Casjfiranctza, na Nova, ti. 69,
Vinho deBordeaux, emquaitolas e em garrafal,
muito em conta e de muito boa qualidade ; dito de
Chatoau La Ruse : dito Chaleau Lewille; sellon j ditoS.-Julicn ; dilo Rvesattes; dito moici-
lel; dito de Champanha: lodos de primeira quili-
dade : grande sortimento de licores delodas as qui-
lidadcse de todos os precos, com garrafas muito
lindas; zarapes ; extracto do punch ; rhum de Ja-
maica ; superior cognac velho; kirsch o absinth
suisso da marca verdadeira ; genebra de llollanda ;
vermout; agoa de (lor de laranja ; azete doce de
l'lagnol; conservas de sardinbas e nervilhas j oiel-
lo ; julienne; queijos de Creyere : conservas de vi-
nagre ; enchovas; gelas de grosellas e de marne-
los; presuntos para fiambre ;aalamS de qualidade
muito superior ;e oulras muitas couias. annun-
ciante responsabilisa pela boa qualidade de lodos cs-
tesgeneros. Se acha tambem neste estabelecimento 1
lugar muito proprio parase tomarem refrescos diver-
sos, de qualidade superior e servidos com diligencia
e asscio.
Chrjstiano Jos Tavares, subdito de S. M. Fids-
lissima reiira-se para fra do imperio, levando em
sua companhia sua senhora e um filho de um auno.
Manoel Duarlo de Paria, doutor em medicina pe-
la universidade de Edinburgo, tem flxadoa sua re-
sidencia na ra do ueimado n. 10, primero an-
dar onde poder ser procurado por aquelles que de
seu prestimo" se quizerom ulilsar, sendo que aos po-
bres so prestara desde 8 horas as 10 de todos os dias.
Frjncisco da Maya Brrelo / subdito portuguez,
relira-se para fra do mperio.v
Quem annunciou, no Diario ae l'trnambuco de 31
do passado, precisar do um homem para adminis-
trar urna obra dirija-se ra da Cadeia de S.-An-
tonio n. 14.
i
Avisos diversos.
i'ergunta-se aos entendedores da
malerja se un juiz processanto, qualquer que soja a
sua categora, pode considerar como indiciado oin
crmo de rrbelli.lo a um individuo que, segundo ha
declarado a autoridade que por mal informada o
prenden, rh-la"fes ou proferto qui o torne criminoso.
A passar aemelhante precedente, ninguem estar
ccrUsscale iseulu de ver coDeuipiadu oui uui pro-
Figuras de procissSo de enterro.
Os Srs. que teem cucommendado figuras de cen-
turies prophelas, Magdalenas etc., queiramdei-
xar dinheiro de signal e o seu nomo por inteiro es-
cripto na loja do Sr. Guerra & Silva, na ra Nova,
aiim de so dar principio a promjitificacao de tae fi-
guras, para evitar arrependimenlos.
Aluga-se um escravo cozinhejro, para casa
franceza, por.ter grande pralca doestylo deates Srs.:
quem pretender dirija-se ao paleo da S.-Cruz, n.
8. Na mesma casa vende-so um par do linternas de
vidro usadas por preco commodo.
O aleiidor, em conformi-
dade do artigo 8.* do regulamenlo da cmara, roga
aos Srs. fiscaes, que estando a lindar-so o lempo da
afericiio anda n.lo appareceu individuo aigum pan
aferir regoas de 10 palmos, craveiras que alio obri-
gados a tisarem todos os mesires pedreiros, csrpi-
nas, canteiros, vendedores de madelra e lodo a-
quelle que tem necessidade desaa medida, aflm de
quevenham aferi-las, do contrario ser prajudici-
do em aua i tuitscSo.
i
ILE6VEL




-- Jos Soires de Azevedo, professor de lingos
franco za no lyceu, lem aberlo cm sua casa, ra do
Rozarlo larga n. 36, segundo andar, uro curso de
PHII.OSOPHIA e outro de 1.LNC0A FRANCF.ZA. As
pessoas quo desejarem estudar urna ou oulra desfcj
tas disciplinas, pdem dirigir-so indicada resi-
dencia, demanha al s 10 horas, o de tarde a qual-
quer hora.
Jos Mara Congalves deixou devender ago'ar-
donte, genero de producen o brasileira, na sua ven Ja,
defronte da matriz da Boa-Vista, n. 88.
.-Precisa-sede um hornera de meia idade para
administrador do un olaria, preferindo-se os que
deste esta beleci ment liverem pratica : a antiga
ra dos Quarleis, o. 18. No mismo lugar precisa-te
do um padeiro tranco que enlenda perfeitamonto da
sua arte.
Tem-sejustoe contratado a compra da casa ter-
rea e sitio da Capunga, n. 49, pertencenle a Nicolao i
Cadaut :quem sejulgar comdireito mesma, ha ja
de annunciar por estes oito das.
Manoel Jos da Cunha, per haver outro de igual
nomo, d'ora em dianle se assignar po^Manoel Jos
da Cunha Faria.
O thesoureiro da rmandade de San Jos il'Ago-
na, leudo de entregar as alfaias sh sua responsati-
lidade ao novo thesoureiro, pede Aquellas irmSos
que teem capas em seu poder, ou outro qualquer ob-
jecto pertencenle a mesma irman dade, de as entre-
gar na ra Diroita, n 17.
-- Precisa-so de um homem que tenha bastante
pratica de venda o que queira tomar conta de urna
por balauco dando-se-lhe socio Indo ; o qual de fia-
dor a aua conducta: no pateo do Terco, n. 21, se
dir quem precisa.
A luga-se um moleque para lodo o servico inter-
no e externo de urna casa, o qual tein boa pratica de
cu/.inhar: na ra da Guia, n. 46.
Precisa-te de um feitor portuguez, para um
sitio legoa o meia distante desta praga, que enten-
da liem de tratar vaccas e tirar leite sendo activo e
fiel: dii-se-lhe bom ordenado: a tratar alris do Cor*
po-Santo, venda do Sr. Funte.na terqa-reira as 10
Horas ao meio-oia.
pola sua excellente localidade : a tratar no mesmo
sobrado, a qualquer hora do da ondetambem se
far negoci com a armacSo envidragada, existente
na mesma loja. ^
O doutor Jos Bcnto da Cunha F-
gueiredo mudou-se para a ma da A tifo -
ra, casa n. \H
JVovo rap Andarahy.
No deposito geral deste rap _
caba de receber-se urna nova porreo do mais
excellente que lem apparecido, e para o pu-
blico poder experimentarse apresentar urna
amostra,pois imita ao de princeza de Lisboa;
e contina-so a vender pelo mesmo preco
na ra da Cruz,o. 63, primeiro andar, assim
como se vende o mais excellente cha brasi-
siloiro.
Nevo pilo de Provenga.
Na padaria do becco das Barrciras e no de-
posito da Estrella, no Atorro-da-Boa-Vista, n.
39, fahrica-se o novo pilo do Provenga, o qual
he fabricado pelo methodo do sou primeiro
introductor que veio a esta provincia o 'com
as melhores rarinhas que ha no mercado, e as-
seio que he possivel: da mesma sorle so (
bricam as falias da rainha do Hespanha bo-
linhos, biscoulos, biscoutinhos, falias, cava-
cas : ludo do melhor gostq possivel e proprio
para cha ; tambem ha bolachinha de Lisboa
emltas]de8 libras1, por prego commodo ;
amendoas confeitadasje de varias qiialidadcs.
iwwmvmww wwwwwBmwfHwm
Precisa-te de um caixeiro que d fiador a sua
conduela e que tenha bastante pratica de venda ,
para receber por balango urna das melhores vendas":
quem estiver nestas circumstancias annuncie.
Roea-senosSrs. JosJoaquim deAlmeida Cue-
des e padre Francisco Antonio ucunveira uozerie,
moradores em Olnda, Christovfio de Molla ma Caval-
vanlede Albuqucrque, morador em Arandepe, enge-
nfio Ipojuea, Amaro Comes do Uliveira, sonhor do
engenlio Canna-Rrata.e Antonio Correia Pessoa de
Mello, senhnr do de Vertentes, o favor do dirigirem-
se ao segundo andar do sobrado n. 18 do pateo do
Carmo, para negocios de interesses, o na falta dir-
se-ha quaes sfio esses negocios.
O abaixoassignado faz scienlo.ao respcitavel
publico que comprou a taberna da ra do Ittngel,
n *, pertencente ao Sr. Antonio Jos de Arauio
Vieira. Recife, 29 demarco do 1849. AUxandcr
Ferrtifa ra Silva.
Appareceu, no sitio S.-Amaro-de-Agoa-Fria ,
pertodeOlinda.de Jos Francisco Itibeiro deSou-
za, para o comprar um cscravo que diz chamar-se
Congalo, do nacao Cabinda e seu senhor, o Dr.
Francisco de Paula, morador no engenlio Tracu-
nlifiem. Pelo presente se annuncia para que venhara
ou mandem tomar conta do mesmo n!to se respon-
s ilulisando pela fuga.
--Precisa-so de aprendizes para oflcio de mar-
ceneiro : na ra da Cadeia do S.-Antonio n. 18.
Guillierme Agusto Rodrigues Sel-
te, lendoannunciado por este Diario,
que iaao Rio-dc-Jeneiro, annulla agora
este annuncio, visto que, lia vendo feito
accomm'odac3o na causa do compromisso
que mova a seus credores, nao segu
mais para a curte o recurso de revista que
os mesmos interpozeram as sentencas ob-
luliis em favor do annuncianle no tribu-
nal d. relacSo desta cidade. Guilherme
Selle, agora que est nova mente rehabi-
litado nocommercio, e de posse de.todos
w livros, ttulos e mais papis pertcncen-
lesa sua anliga casa de negocio, quo exis-
tiam no deposito geral, avisa e roga a
lodos os seus devedores, tanto na praca
como no mallo, para que Ibes v3o pagar
no Alterro-da-Boa-Vista, n. lo, pou-
pando-o assim os mcios judiciaes, e pu-
blicacao por esta folha, de que usar con-
tra aquellcs que se recusarem a pa-
gar-lhe.
-OSr. Jostioncalvcs, que o anno passado veio
de Lisboa para esta cidade, e l dcixou manas,
queira apparecer na ra das Cruzes, n. 41, primeiro
andar, para receber urna carta e urna encommenda.
Para as pessoas que tencio-
nam seguir viagem.
N ra do Rangel, n. 9, continuam-sea tirar pas-
saportet para dentro p fra do imperio, despacham-
seW -i rem-se folllas : ludo com brevida-
dee preeo multo commodo, como so tem dado cx-
collonte prova no decurso de 8 annos.
Joo Fiuza rejra-se para Portugal.
A luga-se a loja do sobrado n. 5 do Aterro-da-
Boa-VJsta, ptima para todo o genero de negocio ,
--Jos '/.uterina da Silvcira, subdito portuguez
relira-se para a ilha dos Acores.
OSr. bacharel Joaquim F.lviro de Movaos Car-
valho lem urna carta para se 1 he entregar pessoal-
menle na livraria da roa do Colleglo.
O hachare! B. Couliuho
f>ede as pessoas que teem conlas em aberto na sua
ivraria hajam de lh'as mandar pagar at o fm do
prximo abril.
OfTerecc-so um homem portuguez, casado com
pouca familia para feitor de sitio por. ler pratica
sufliciente tanto de plantages como de halar de
jardim : qnem o precisar dirija-so a ru,a oslreila do
Rozario, ii. 39, ou annuncie por esta folha.
- Arrenda-se urna grande olaria na ra do Coto-
vello: a tratar na ra da Alegra, n. 34. fia mesma
casa vende-se um cavallo.
O Sr. Ezequiel, mestre de danga, queira annun-
ciar sua morada.
Agencia de nassaportes.
Na ra do Collegio, n. 10 e no Alerro-da-Boa-
Vista lojas ns. 48 e 78, continuam-so a tirar passa-
portes, tanto para dentro como para fra do imperio,
assim como despacham-se cscravos: Ludo com bro-l
vidade.
BernardinoJos da Silva, subdito portuguez,
morador na ribeira de S.-Antonio, retira-so para Ib-1
ra do imperio.v / J
Joflo Ressa ", JosMarlinada Silva, Antonio da
SilvaJTibeiro Maya / Jos Joaquim [Pereira Guma-
rles, subditos de S. M. Fidelissima, retiram-se para
lora do imperio
Na ra do Qucimado, n. 14, se dir quem d di-
nheiro a premio. Na mesma casa vendem-se cordOas
de ouro, medalhat, trancelins, crrenles para i elo-
gios, annelOes', eoutras obras;chales de seda, sar-
ja, selim cassa, urna bandeira nacional, una col-
cha da India, galheteiras eoutras fazendas por lo-
do o prego para lquldagfo.
Dentista.
D. \V. Ilaynon, cirurgiQo dentista americano,
tondo mudado a'sua residencia da ra da Cadeia de
Saino-Antonio para a ra do Trapiche-Novo do llo-
Clfe, ftguro oITuroce aos bcw miga* a ao publico O
seu preslimn, isto lie, chumbar, por denles postigos
e as mais operagOes da sua arle, pelo methodo lti-
mamente deseo borlo.
Na galera de daguerrotypo do artista Guilher-
me Fredericu Walter. na ra da Cadeia de S.-
AiiIonio, n. 26, terceiro andar,'tiram se retra-
tos muito superiores,pela invengan de llaguer-
rer, tanto em fumo como coloridos, das 7
horas da manhSa s 5 da tarde; aflirmando-se
e garantindo-so tanto a durablidade das c-
res, como n perfeita semelhanca.
As pessoas que se dgnarcm favorcc-lo diri-
jam-socasa cima mencionada.
O auiiunciante previne no rcspeitavel publi- f.

i
Fabrica de cspellins.
Jo.to Duboia fa2 publico que presentemente acaba
de montar urna fabrica de por ago em est-olhos de
maior tamanbo : as pessoas quo so quizerem utilisar
desua arte, pode o procurar em casa do sua resi-
dencl na ra larga do lamrip, sobrado ns. 6 e 8.
Vestem-se anjes rmra procisso,
com todo o aceio e pref/o commodo, c ahi-
gam-se ozasparaos mesmos : na ra do
Gabuga, n. 9. .y
Jos Francisco Belem aluga as oleras de sua
propriedade, titas em Parnameirm ; assim como
tambem precisa de um feitor para cuidar dVsitio :
a fallar poro o mesmo, no Forte-do-Matlos, n. 12.
O aferidor roga a todas
as pessoas que conduzem mel. agoardente, azete
&c para o mercado desta cidado em ancoras; e que
anda n8o aferiram,quequanto antes venham afe/ir,
pois o tem po da afergiTo est a acabar-se,e os fltcaes
respectivos passarifo dars corridas Jo costume, e
aquellas que encontrarcm sem eslar aferidas neste
anno do 1849,serflo multadas om 2,000 res cada nina,
e obrigadas a aferr; assim como previne aos sende-
res de lojas, que, estando prximo o tempo da revi-
slo, no Ihes passar verba de revisto, sem quo es-
tejam exactas com o padrflo da cmara, e para esse
Jim j tem preparado urna purgSo de vares e covados
ja ateridos para aquellos que precsarem.
FUNDI9AO DE FKRRO.
Na Tabrica de Bowman" & M. Callum, enge-
nhciros machinistase fundidores de ferro, na ra
do Rrumj no Recife, contina haver um grande sor-
I i ment de laxas para engenhos e moendas do can-
oa de todos os tamanhos e dos modelos os mais
modernos e approvados. Na mesma fabrica conti-
nuam-se a construir de encommenda machinas de
vapor, rodas d'agoa, rodas dentadase lodosos mais
objectosde machinismo, com a pcrfegoj conlic-
cida, por prego commodo.
Bowman & SI.* Callum desejam chamar a atten-
go dos Srs. propietarios de engenhos as machinas
uC yspor construidas la sua fabrica visio serem el-
las de um modelo muito forte e seguro ,e todas as
pegas perfeitamente adaptadas urnas as outras, por
meio do tornos automticos, machinas deaplainar
ferro,e oulros apparclhos modernos: alm disto, as
[ machinas do sua conslrucgiTo teem as vantagens sc-
guntes: possuem urna cisterna de ferro, onde a agoa
destinad para a caldera se deposita por meio de urna
nomba movida pela machina, e onde so acha aquen-
tada pelo vapor superfluo antes de ser por meio da
segunda bomba de l ntrodu/.da na caldera afini
de nfo esfriar a agoa nclla existente, pela indroduc-
Cilo d'agoa fra [como he de costume em machinas
inferiores ]c assim pioduzir grande economa de
combustvel.
Alm da supradita economa de combustivel na
produceflode vapor, estas machinas possuem urna
modificacio novadas vlvulas por onde o vaporen-
Ira e sahe do cylndro, pela qual a mesma quanli-
dado de vapor produz maior entilo do que as ma-
chinas do construcc/Hu antiga .augmentando assim
de uma maneira, nilo pequen, a economa do com-
bustivel necessario para manler a machina em mo-
vimento.
As ditas machinas possuem tambem um appare-
o pelo qual a quanlidade d'agoa iulroduzida na
9
co, que pretende demorar-se muito pouco
'->"- tempo nrsla capital, por isso previne a qual-
quer pessoa que precisar de seu retrato mui-
to fo), ou qualquer pintura copiada, que ap-
parega antes do fim do mez, em casa de sua
icsidencia.
^CHAPEOS DE SOL
f na do Passeio, n. 5
Oh! que petincha para o amavol e respoitavel pu-
blico : novas sedas da melhor qualidade quo se pu-
do fabricar, por serem deucoinmoiida e da melhor
fabrica do Franga, recebidas agora.
1 O fabricante deste ostabelecimento adverte ao res-
peitavel publico desta cidade que elle possue pre-
sentemente um rico sorthnento de chapeos de sol,
assim como chapeos de sol de seda furta-cres, dos
mais ricos que teem apparecido neste mercado, e de
coros condecidas ; ditos para senhuras de bom tom,
adamascados, lavrados, com suas competentes fran-
jas de retroz, ludo que tem de mais moderno o do
melhor gosto ; um completo sortimento do chapeos
deso de panninho de todas as cores ede todos os
tamanhos, para homens, senhuras e meninos: ha
tambem igual sortimento do fatondas para cobrir ai-
magOcs, tanto de sedas de cores, como de panniihos
trangudos e lisos imitando seda. Adverte-se que os
freguezes serSo servidos com brevidade, e se acha -
rilo satisfeitos da boa qualidade, do bom gosto e do
bom prego.
Lotera do theatro publico.
Estando vendida quasi melade dos bilhetes da ul-
tima terga parte da 18.a lotera do theatro publico,
o apparecendo com a pacilicagffo da provincia algu-
ma influencii na compra dos bilhetes que restam, o
respectivo thesoureiro, lev.do por esta inlluenria
que espera nuo ser arrefecida, designa o da 27 de
abril prximo futuro para o andamento das rodas,
e confa nos amadores deste jogo que o coadjuvarSo
na realisago do referido andamento.
Fabrica de Todos-os-Santos.
Firmino Jos Flix da Roza, com escriplerio na
ra do Trapiche, n. 44 avisa aos seus fregueie&nue
acuba.de receber pela escuna Curiosa no^u. sVti-
mcnlo ilo excellente panno de algodSu e^upoido
daquella fabrica, ptimo para ensaccar Boubj- e
para roupa de escravos. O annuncianle coirta'fce,
alm da fazenda,o desejo de animar n deseflWI-
vimentode uma fabrica inleiramente nacional, pro-
mover o promplo consumo da sua receita. 4
caldera se acha regulada automticamente com a
maior certeza pela machina mesma evitando des-
ta maneira o grande pergo que existe as machi-
nas onde por causa da niesquinha economa dos
fabricantes o fornecimento d'agoa para a caldera
ha de sor regulado por mo de negros.
Estes esclarecmeutos silo espeilosamente oflerc-
cidosaosSrs. propietarios Je engenhos, que anda
perseveram em o methodo fraco, dispendioso e
insatsfactorio do moer com aninaes, aliui de sa-
tsfaze-los que, no emprego destas machinas, nilo
existe o menor motivo para receio nem do explo-
sao, nem de quehra nem de demasiado consumo
de combustivel ; o fiowman & M. Callum nao
teem pequea salisfagflo cm assegurar-llies que pe-
la pericia dos seus administradores e ofliciaes, pela
perfeigSo dos seus instrunienloseapparelhos o pe-
a abundancia c boa qualidade das suas materias
primas, se a cha m habilitados para conslruireiii ma-
chinas de vapor de lodosos tamanhose para todos
os lins ; assim como toda especie de machinismo ,
com uma perfeico n3o inferior s obras (das i/ao-
res fabricas de Inglaterra e mu superior s geral-
nicnte importadas daquellc paiz.
Prccisa-scalugar urna cscrava ptra o servigo
de uma casa .- na ra da Penha, sobrado de um an-
dar Di 7.
Vende-se superior farinha do S.-Catharina a
melhor que ha no mercado : a bordo do patacho IV-
va-Lut fundoado no Forte-do-Maltos, d.fronto do
trapiche do algodlo.ou na praga do Commercio,
n. 6, primeiro andar.
-- Vendem-so as casas terreas ns. 25, 27, 29 o 31 ,
sitas na ra Real ; prxima ao Manguind, as quaos
teem bastantes o bons commodos, quintacr mura-
dos cacimbas o terrenos fra dos quintaos, cujos
fundos chegam at a camha por prego commodo :
tambem so vendem torrnos ou chitos proprios pa-
ra se edificar, os quaes teem bous fundos o largu-
ras e tambem v3o at a camba: a tratar na ra No-
va loja de ferragens, do Joaquim Antonio dos San-
tos Andrade.
-BsjswMMMBB^B/F|
Vendem-se ricos corles de seda para ves- BP1
tidos ; veos prclosde lindo e bordados de j
seda ; lindos chlese mantas de seda dos '/
melhores padres que teem viudo ao mor- J?. rj
cado ; plumas brancas com passarinhos st
propras para noivas; sarja prela hespa- sr'
nhola ; Iuvas de seda com dedos e sem el- fw
es para senhora ; ditas de pellica; cha- ^;j
pos para meninas; ditos pretos franeczes s ,
u para homem; lucos de blondo, pelose H*j
?/a brancos; chapos de sol, de seda fuita- A
|.^ crese pretos para homem esenhora; cha- fy |
s malote prelo, liso ede lstrasdo setiin pa- p '
ra vestidos ; o outras muilas fazendas de ti*
goslo : na ma doCabuga. loja n II, jiin-
to a botica do Sr. Joo Morena Marques. (&
h 1
. ..Jli.ijj... -......, '. ,...*
Vende-se familia de mandioca do
Santa-Catliai na, por preco muito com-
modo, a bordo do patacho Nativithde,
Tundeado defronte do trapiche do olgodao:
a tratar com o capitao a bordo, ou com
Novaos & Companhia, na rin do Trapi-
che, ii. 5lf,
--Vendem-se loros de angico de superior qualidade,
de 12 a 20 palmos do coinprido, assim como vinto
e oito curvas de sicupra, proprias para canoas aber-
tas, por preco commodo: na ra do Vigario, n 3.
Atfenco.
Vendu-se i'arinha de mandioca muito superior ,
chegada ltimamente do (.'oar na sumaca Carlota,
por prego mais comino lo do que om outro qualquer
arinazein: na na do Crespo, n II.
I'arinha do mandioca do Rio-de-Janeiro,
de supciior qualidade: vendo-so na mu Dircita ,
n. 17, o cntrenle da matriz da Boj-Vista venda
n. 88.
Vendem-se barra com bren, no ar-
mazem n. ?o, defronle da guarda da al-
fandega, por preco muito commodu: no
mesmo armazcm compia-se um pardiuho
mi moleque de doze a dezascis annos: a
tratar dr s 9 al 4 horas da tarde.
Vendem-se lonas americanas do lodos os nme-
ros por prego muito commodo ; polass nova su-
perior; eal virgem de Lisboa ; fechos de pinho aba-
tidos preprios para se onclicro.m de assuear : na
praga do Commercio, n. C, primeiro andar,
Scmcnles de liortalice,
viadas de Lisboa muilo novas o de todas ns qua-
lidadcs; feijffo carra pato; liervlhas tortas ; ditas ge-
noveza ; ditas de Angola : na ra da Cruz no Re-
cife, 11. 62.
Compras.
- Compram-so pataces brasileiros : na praga do
Commercio, n. 6, primeiro andar.
Compra-so urna negrinha ou molcquo do 10
al 13annos, para uma encommenda : na ra lar-
ga do Rozario, n. 35.
Compram-se os Suspiros poticos de Magalhiles:
na praga da Independencia livraria ns. 6 e 8.
Cuniprum-sc ossosde boi : na ra da Concordia,
n. 8.
Compra-so o Volho e Novo Testamento, traduzi-
do por I.uiz. Paulino da Silva e Azevedo o a Historia
ccclt ciastica, por llerte : na praga da Independen-
cia, n 12.
Compra-se una prela, ou parda que cozinhe
bein o engomle, e seja desembarazada : nilo se
ollia a prego : na ra do Vigario, n. 24.
'AS Nctt
Vendas.
dmi
'ir
i
Cdigo criminal c Ci>nsti-
tu cao*
Vonde-se o Cdigo criminal, a 40 rt ; consti-
luigiio com a reforma e interprelagdo a 480 rs. : na
praga da Independencia livraria ns. 6 e 8.
Vende-se feixe salpreso e secco : na ra larga
do Rozario, n. 39, venda da esquina.
Vende-se uma armag.'io de loja com parte en vi-
dragada, o alguna objectos perlencenles ao ofllco
de sellen o : ludo por prego muito commodo : na ra
do Pocinho n. 21.
Veude-se uma preta de nagflo, que lava, engom-
ma.e corintia ; nao lem vicios nem achaques : vende-
r precisao : na ra do Mvramento loja n. 19.
ndem-se duas ricas toalhas de lavarinto 2
o 2 redes d varundas : na ra eslreita do Hu-
n. 13.
3 (1 il-uii) desle eslaboleciincnlo nao tendo
3 podido conseguir vcnde-lo por causa dos
'-; prctendenles nao quercrem de modo algum
^ tirar com as dividas que por serem umitas o
g3 montaremem grande quanla nilo pode o
I aiiniiuciaulc deixnr de menciona-las, para
3 com o producto dellas poder mais facilmen-
'^i le saldar cuntas com seus credores, para
Si cojo lim lem o annuncianle feito todas as
'is diligencias de negociar ditas dividas, ( ainda
^ mesmo com grande prejuizo seu ) laRto
gil com os prelcndentes loja, como com os
mesmos dovedores l como de seus annun-
ciosanteriores so deixa ver) e que, leudo
ellos comparecido cm muito pequeo nume-
S3 ro lalvcz pelas circumstancias do tempo ,
23 e mesmo por muilos oiorarcm a grande dis-
(Z tancia da praga resolveu o anuunciaute ,
, entretanto que elles cheguem a surtir de
i9 novo a loja com fazendas novas, do di(Te
j|jj rentes qualidades'e todas mu bem compra-
'^ das lano em prego como em qualidades li-
3 as e principalmente de algumas para a
'& quaresma a saber : sarja hespanhola a
j 2,400 rs. ; inoriii, a 3,20U rs.; sotim ina-
vij cao, a 3,500 rs. ; pannos finos, a 3/, 3,500 ,
S 4/e 5,000 rs.; princeza do duas larguras a
I 6l0e800rs ; e todas as mais fazendas se
jgjj vendern por diminuto prego, na formado
I costume; assim como urna grande porgflo
5 de lengos linos abortos e bordados, do mui-
3 to bonilos goslos, tanto para mSo de senho-
3 ra como para meninas de escola a 160, 200
e 240 rs.; e uma grande porgo de chitas
-' de bons pannos o tintas fxas, a 160 rs. o
jg covado.
'mmsmmmmmm
Vende-se o engenho .Novo do Cabo para paga-
monto da hypolhcca que nelle tom o Sr. Joito Vieira
da Cunha : "quem o pretender dirija-so ao mesmo en-
genho a tratar com Francisco Jote da Costa.
Vende-se uma carteira de embarque, uma caita
de amarello grande, muito forte, outra menor, uma
rica pedra de marmore para mesa, dequatro quinas,
2 pranclioes de Jacaranda, ludo por baratitsmo pre-
go : nas Cinco-Pontas, i^62. .Na mesma casa tam-
bem se vende uma cadeirt de arruar muito boa e bt-
ratiatiffii

I ILEGVEL





M
i=m



lili vas de pellica, a 400 rs.
o par.
Vcndom-se luvas de pellica, para senhora y me-
ninas a 40i) rs. o par : uq na do Queimado n. 16,
loja de Jos Ras Simos & Companhia.
Aos fumaiites de boni>oso.
Noarmnzcm de moldados.atrs do Corpo-Sanlo,
n. 66 reccbo-se por todos os vapores vindos do.. su I
porcio de cigarrilios hespanhes ditos de paljia de
millio, assim romo superiores charutos de var.iaa
qualidades : ludo se vende por preg'mais bafato'do
queemoutra qualquer parte!'
PARA LIQUIDAR.
**endo-so cal virgem do Lisboa de superior qua-
lidadc por prego mais barato do quo em outra
qualquer parje : na ra da Cadcia do Rccil' n. 50.
Uom e barato no Passcib-Publico loja de Uunoel
Jonquim l'ascaai Ramos u. 19.
Vendem-se pannos linos de muilo lioas qualida-
des, prctos, n3^,W, 1/5O0 o 5^000 rs. ; merino a
3,200 rs. ; alpaca, a 800 rs.; sarja a L',000 o 2,*00'
rs ; lciic.os de sarja a 1,000 rs.; riscados monstros
le padrOes os mairaiodemoa que teem viudo, a 280
rs.; ditos francezes a 200 c 210 rs.; cortes de ISa, a
2,000 rs. ; ditos de casimira a t.OOO rs. ; riscados en-
carnados a 220 rs.; chitas muilo linas o modernas,
a 280 rs. ; utn completo sorlimonlo do outras mais
ordinarias a 160e 200 rs. selim prelo, a 640 ; ris-
cados para camisa, a lOOrs. ; pegas de hrelanha com
varas a 2,000 rs.; una pnreflo de madapolo lino ,
1,000 rs. a pica ; pocas de cambraia lina entestada ,
3,500rs. ; suspensorios, a loo rs.
arelo de Lisboa, etn barricas :
vende-so no armazem do Vicente Ferreira da Costa*.
ni ra da Ifadre-de-Doot n 3,600 rs. novo e" chc-
gade diurnamente de Lisboa. ; '
Tabeado do pinho,
Vondetn-se taboas de pinho no
Forle-do-Mattos armazem do Viahna e
no armazem do Machado, na ra do
Apollo, junio ao porlo vcllio das canoas.
e os melhores pranchoes,costados, costadinhose ta-
boaa de todas as grossuras o comprimenlos por to-
do o pre^o.
Vende-se caj virgem de Lisboa,
chog&da no ultima navio, cm barris pe-
queos, por menos do que em outr quaU
quer parte: na ruado Trapicbe, arma-
zem n. 1?.
Conlinoam-Ee a vender saccas com superior
colladas fabricas do Rin-Crandc-do-Sul, por pre-
go commodo : na ra da Moda, n. 7.
Taboaclo de pit-ho'da Suecia ,
de 10 a 5i palmos
deoomprnunto o melhor quo tem chegado a este
mercado, cm razo de se poder envernizarcm qual-
3or obra por nfo ter nos o ser muito alvo sen-
o crfsludo.costadinho, assoalho, forro e para fun-
dos de barricas : vende-se a proco que o comprador
l'aii'i todo o negocio : atrs do theatro, atuiazem "de
Joaquim Lopes de Almeida.
Vende-se cal virgem do Lisboa, de superior
qualidadc em barris de 4 arrobas, chegnda neste
nio/ pelo briguo Harta-Jote: a tratar na ra do
Brum armazem de Antonio Augusto d Fouscca ,
nu na ra do Vigario, n. 19.
Potassa.
Desembarco lia poneos di as urna por*
c2o de barra pequeos, com muito nova
c superior potassa, e se acbam a venda,
por preco mais baiulo do que ultima-
mentese vendi, na ra da Gadeia-Vclha,
armazem de Bailar kUlivcira, n. 12.
AtGDAO' DA RAIMA.
Cunha & Amoriin venden o superior algodilo
trangado fabricado na.llahia em pecas, pelo pre-
go de primeira mflo na sua loja da ra da Cadcia
do l'.ecife, n. 50.
-. Vcndcm-se barricas com'farinha de trigo SSS e
americana em barricas e meias Jilas; farinha de
mandioca muHo'surerior, em saccas grandes : tu-1 naie| S\)f
do por pceo commodo : na ra do Vigario, n. 11. I ,a>.'f i
Aos possudos de
urna do meio djala, ludo do madeira d^plco por
preco'barato : mPrua do Crespo n. 15 loja de An-
tonio da CunhaSoarcs GuimaMes.
Vchdc*se umapretade20a 2-2 annos", quo co-
zinhaodiariodo urna casa", engorrima e'Iava: s
com-
sc vende para oimatto cujo motivo se dir ao
prador : na ra Ralle, *40". ^|
Sarja hewafiho.a ferfla^eira.
Vcnde-se ve'dajira sarja hespanhola pelo prego
de 2,701) rs. o da mclhor a 2,800 rs. ; pairms finos
pretos at 3,000 rs. o covado ; casimiras gretas, mui-
to linas jdJS de cores, propriasparafactO.de me-
ninas; cortes do seda moderna, de lindissimo gos-
toijB^itodcoassns do cores, muito modbfqjbs e bo-
nito?* no armazem de fazendas de Raym'undo Car-
los Lelto, ra do Qeimado, n. 27.
Luvas de Iro^al para scnliora.
Continuam-se a vender luvas pretas de trogal para
senhora, pelo barato prego do 1,600 rs'.'ijia ra do
Queimado, n. 27, armazem de fazendas OCTlaymun-
db'CrldsLfte;
~YenOem-set na ra da'Cruz, n. 2t,pcdrasjdc mar-
moro franeczas para mesas reddndas o consolos.
Vendc-se superior arroz por preco
commodo : no armazem do Uia Ferrci-
ra, no caes da Alfandega.
Calcado..
Sapalos inglezes do muito boa qualidade, e ou-
tros mtiitos calcados francezes, tanto para hornero
PnrtWt T Ml"i rnnl nM n' n.ii* nn,. iiiihI.iiii i'V t%ti >
bo ni gOSU).
como para senhoraee'ri angas : vendem-so na pre-
ga da Indooelidwiria ns. Uo 15.
-- Vendem-se, na ra do Crespo, n. 11, livros
muilo baratos, para as aulas de portugus, franco/
e inglez : lambeni se Irocim por outras obras.
Na ruado langol,n. 8, ceuHnuam a haver saccas
com farinha ; ditas con) arroz do casca-, -dito bran-
coda torra, dito verrticlho, dilo de vapor; saccas
com feijilo; ditas com millio; lembem se vende de
cuia pura cima, por prego muito em conta adi-
n|\ttjro avista.
Vende-se um escravo crioula, para fra da pro-
vincia, muito moja, e do boi.ita (igura : no becco da
Li/igoOla, n.3. JS' mesrha csa compra-sc urna es-
iim viringa, o que. saiba cozinhar,engominar o com-
prar. .
, Vende-se, ou permuta-sc por urna casa em
qualqupr dos bairros dcsta cidade, um sitio na es-
trada deltelm, com arvoredos de fructo e bastante
torra para plantar, rom casa nova .de pedia e cal
bom pogo d'agoa de beber : na ra Direita, n. 10."
Ma ra Nova, n. 41, loja do ferragens do Joa-
quim da Costa Maya, vende-so um sorlimento de
apparelhos para cha, de varios modelos ; bem como
bulos, fafeteiras, jarros o bacas : tudo de metal fino,
por prego commodo.
Vende-so unia^tffeyo de rotim : em casa de
Russell Mellors,& G., a ra do Vigario, n. 23.
Vende-se um prelocrioulo, do25 a 30 annos,
muito robusto e sadio, e que he proprio para o ser-
vigo de campo na na da Cadeia do Recifo, loja de
Jno ila Cunha MagalhSos, das 9 horas do da em
dianlc.
Vende-se um btleflo, proprio para venda ou
para talhode agougno aMul4io servido : na roa
iiireita, n. 113, so dir quem vende.
Vende-se um sitio na matriz da Varzea. coro
150 palmos de fronte o 34* do fund, bm planta-
do com boa casa de vivenda para grande familia
tondo junto a mesma casa una padaria o que ludo
so vende por prego muilo commodo por haver pre-
cisilo : a tratar no mosmo lugar, ou na ra I.'ireita
desta cidade com Manocl Josquim Soarcs.
Chitas finas c baratas.
Na ra do Livramcnlo ij. 11, vendem-sc chitas es-
curas pelo prego de nove'vintcns o covado ; dilas
escarales, a220rs. o'covado ; brins do linho para
caigas e casacas, a 400 o 480 rs. o covado ; um rico
sorlimento de rrtes do oassti, a 3,200 rs. o corto;
lencos do milo para senhora com bico as ponas ,
a 4So rs. cada um ; casimira preta ; merino ; panno
lino proto ; cliamalotd para vestido ; o outras mui-
tas fa/endas por barato'prego.
Vendem-so duas escravas, lima crioula, ^e16
a 17 annos, por 350,0(10 rs., o a outra do n*g5. de
18 a 20 anuos de linda figura, que cozinhaj o gom
na liso e lio rte boa conducta a qual so vendo por
sen senhorretirar-se para fra: na ra do Fogo,
n. 23, so dir quem vende*
-- Vende-se urna parda de 20 annos, do bonita' fi-
gura *nrrMBlgunias habilidades : no becco do Sara-
n. 12.
Livros baratos.
Ve*ndcm-ft'as OrdenagOes do reino ultima edi-
gflo; Lis Tcjpira, diroito civil, ultima edigo; Coe-
-
Carnai'iba.
Vende-se, na ra da Cruz, n. 21, una porgo de
cera de; carnu'ilia de superior qualidadc, c porto-
'do o prego.
Unofrc Jos da Costa .Vende saccas
(larrett; Jornal das bellas arles archivo de pintura,
lilleratura/^elc, com muito boas estampas ; Rcvisla
Universal''Lisbonense jornal muilo conhecido e
acreditado, pelos scus interiissantos arligos collo-
.borado polos mais eminentes escriptores porlugue-
Revista popular jornal para as classes monos
bous aitlgos : na casa
---- umi'iii; di u.i v^iism -emn <.-- zes ; Revista popular jornal par;
"com fciHO sune.ior, pelo |wnato p~?eco de 5,ooo ,ld,o0l ipicjguovo>n. o.
rs. caria sacca : ho armazem dcBacellar. IlClieaO
r
caria sacca : h armazem de.Bacellar,
cm frente a escadinlia da flilfantlga.
Vende-se superior fumo em folba
para cana de cbaiulos, por nrero com- 6,500 e 7,000 rs. o covado "casimira prela srtim
* .. 1 11 i- : superior qualidade, a 2,800,3,000 e 3.500 r. o
niobio: no armazem de francisco UiaS: va(lo-:sclllll Mac0, doventadeiro o de excclli
eneao,
sarja larga | hespanhola
No Atierro-da-Bo-Yista, de-
frente da Lorteca,
a dinbeiro a vista, os bem conhecidos borzeguins
francezes para homem a 4,000 rs. ; s'apaloesdo cou-l
. ro do lustro a 5,000 rs. Cheguem fregczes que 1
s,eestaj) acabando.
Aladcira de pinito.
Na ra do Apollo, pegado ao armazem do Sr. Mo.t-
Vonde-se superior sarja larga hespanhola pelo
lia rato prego de 2,000 rs. ; pannos finos prelos pro-
ra de liinlo pelo barato prego do 3, 4, 4,500, 5,500,
~"m de
co-
cxecllete
cha-
500
do
zeno
das de superior quahdade c muilo mais barato do
quo cm orKra qualquer parte : na ra do Collegio ,
nova JJjaBr'eaVoHa, n. 1.
ertesa l^SOrs. ?
Vondcntjsesuripwows, cortes de brins para caigas,
a l,Sp|s.*b corte fazenda baratissima jiela sua
i'.;ibiaiv.,>i lisa : na ra do Cpllegio, loja da
estrSla!^. l.l "'
Ih^n c preco commodo.
^Vcnde-se'ni completo sorlime.nlp de \s preto
jVcndo-^e.Tiefimdnrua da-Aurora, n. *, un b-
lar : os pretcndenles pdem ir v-Io de manhfia at
9 horas ,ipu de^larde depois das 4 horas.
Vende-so urna cabra (bixoj, d raga do Lisboa,
a qual d.garraXa emeia deleite, che boa criadelra,
Vpr.cstir.acostumada a criar menino : na ra do Cay
m'aro,'n3.
'a- Vepdcm-sc, na ra Direita labe/na n. 53, sac-
cas comium alquoire de milho novo, a 3,500 rs.; di-
tas qom arroz pilado; ditas com caf; ditas com
Jeijlo ; e tos os mais efeitos de venda mais barato do
1]ni' -ni outra qualquer parte ; bem como urna por-
go de,madeira de. louro o oleo para inarceneiro, e
travs de diversas grossuras.
Vende-se o buhar do Passcio, com os seus per-
lenccs : na ra do Cabug, n..1t.
Luvas de pellica, a 1,000 rs.
Vendem-se luvas do pellica, para homem, da mc-
lhor qualidade possivel, a 1,000 rs. cada par ; ditas
para senhora : na ra do Queimado, ll. 16, loja de
Jos Simos cv C.
Superiores eliarulos.
No armazem de Vicente Ferreira da Costa, lia ra,
da Madre-Dcos, vendem-se superiores charutos,
cbegailos.da Rabia no hiate S.-Henediclo cm caisas
e barricas, pelo diminuto prego de 6,500, 7,000 e 10/
rs, o milheiro.
Vende-se potassa superior e por
commodo preco : no armazem do Dias
I'erreira, no caes da Alfandega.
;; Vende se farinha de mandioca, a
mclhor que ha no mercado, e por preco
commodo, em saceos : nos armazens de
Dias Ferfcira, Bacellar, e n. i no caes da
Alfandega.
Vinho barato.
Acha-se estabelecido na ra da Madre-de-Deos,
n. 36 i um armazem de
wniflUS Ua aigucua,
de ptima qualidade, a prego de 1,200 rs. a caada,
e a 160 rs a garrafa ; e para no haver dolo do com-
prador serfio lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasia, e dando-se inmediata-
mente a outra cheia : tamhem ha barris muito pe-
queos ..proprios para quem passa a festa. O pro-
l-rictario deste estabeleciment pede encarecida-
mente que se nSo illudam vallando, pelo diminuto
prego e sem conhecimenlo de causa a qualidade de
sua fazenda digna por certo da estima dos verda-
delros amantes da boa pinga. Elle conta que quem
tuna vez provar, continuar com goslo e sem arre-
pu-idimento. E o bom preco !!.' A todo o exposlo
accresce o asseio e boro acondicionamento, o que
tudo se poder verificar em dito esUbelccimento.
Semen tes de hortalicc.
Vendem-sc sementes de hortalicc de todas as qua-
lidades, chegadas proximamenle do Porto; bem
como algumas de flores: tudo por prego commodo :
na ra Direita, n 76, esquina do becco de Jos-Lo-
rongo.
Vendem-se saccas com foiiao de muito boa qua-
lidade: no armazem .lo Hondo uraguez ; junto ao
arco da Conceigo, pelo barato prego de quatro
mil rs.
--Vende-so a pai te do um sitio na Passagem-de-
Maria-I'arirrha no lugar do Itarrralho, com bastan-
tes coqueiros para desfrutar, Ierra pira plantar ro-
ga o fejao com urna grande varzea para plantar
caimas e capim rom porto de embarque o desem-
barque ao p do si:io por prego commodo i na ra
Augusla n. 1, a tratar com Jo.lo Estuarte Burbu-
rema.
Vendem-se sellins inglezes e camas
de ferro : na ra daSenzalla-nova, n. 4*.
Agencia da fundicao
Low-Moor, ra da Senzalla-
nova, n. 42.
Nesle csloLelecimento contina a ha-
ver um completo sorlimento de moendas
e meias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor,c tachas de ierro batido e
coado, de todos os tamanhos, para dito.
Na ra da Praia, travessa do Carioca armazem
de Piulo Soares, vendem-so saccas com arroz da
teira com alqueiro ; dito vcrmelbo dito ile casca ;
saccas coin farinha i tudo muilo cm conta a dinbei-
ro a vista.
fiollia de Flandrcs.
Vendem-se caisas com folha de Flandres: em
casa do J. J. Tasso Jnior i na na do Amorim, n. 35.
-- Vcnde-se resina de angico muito superior a
820 rs., levando de 8 libras para cima :' na ra da
Cadeia do Rccife, loja de ferragens, de Joilo Jos de
Carvalho Muraos.
da
ra do Qoimado n. 16, loja do Jos Das Sima. *
Companhia. ,4:
Algodao trancado da fabrica
de TodoS-os-Santos da
Bahia,
muito proprio para saceos de assucar o roupa de et-
cravos : vendo-se em casa de N. O. Rieber & Com-
panhia, na roa da Cruz, n. 4.
Presuntos.
Vendem-se superiores presuntos inglezes pin
fiambre chegados no ultimo navio; no armazem
do Uraguez, ao p do arco da,Conceigo.
Tahas para engenho.
Na fundigo de Trro da ra do Brum acha-se >
venda um completo, sorlimento de taixas do i H
palmos de bocea, por prego commodo, e com promp-
lidSo embarca-se, ou carrega-se em cirros sem dcs-
pezas ao comprador.
Barato.
Capachos*de todas as qualidades; luvase meias de
seda preta o de outras imitas qualidades ; bicos e
Otas; tosouras ; gargantillas ; e uniros muito* oh-
jectos por prego mais barato do que em outra qual- M
quer parte : assim como um resto de calcado para
senhora, por todo o prego : na ra larga do Hoza-
ro, n. 2*.
Vende-se, para qualquer balalho,
urna baneira nacional, nova loda de da-
masco, e bordada de ouro: na ra Nova,
segundo mular da casa n. 58, aleas 9 ho-
ras do dia, e das 2 s 4 da larde,
--Vendem-se 12 lindos molequesde nagfJoecriou-
los, de 12 a 20 annos, sem vicios nem achaques ;
pretos ptimos para todo o servigo ; 2 ditos de meij
idade, muito em conta, e que sflo ptimos para sitio;
3pretas,sendo urna dellas boavendodeira de ra:
na ra do Vigario, n.2*.
Vfinrfp-. "!T>" "re iln Ofi *nnn. ->; ,-,
gommadeira ,equo cozinha bem o diario de urna
casa e cose muito bem ; no tom vicios nem achi-
ques : vende-se porprecis.lo : na ra da Concord'u,
a direita, segunda casa terrea se dir quem vende.
-Machado & Pinheiro vendem
no armazem de Antonio Annes
Jacome Pires, no caes d'Alfande-
ga, farinha, milho c feijo de su-
perior qualidade, e, a piceos mais
mdicos do que em outra qualquer
parle.
ta ha um lerceiro armazem com madeira de pinho bordaids^e ao.la ; meias de seda preta tW peso ; a
da melhor qualidab que tem vmdo a este mercado,, verdadeira sarja de seda hespanhola ; settm pral8de
e serrada do todas as frossuras q .comprimentos : jMaco liso c com flores ; o outras muilas I'aajpidas
vende-se pelo menorplfgo que he possivel. de gostp : na ra do Queimado, qualro-caiildTi^a-
-Vendem-se12cadeiras, duas bancas de jogo, e'saamarella, n. 29.
M
Vende-se a verdadeira potassa
Hussia, desembarcada hontem, por pre-
co iiuiiio rasoavel, vista de sua muito
.superior qualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, e ra da Cadcia, n..34.
Vendem-se presuntos]|inglezes para fiambre;
lalns com. bolachinliaa de Lisboa ; ditas de ara ruta
ditas de marmelada de 1, 2 e 4 libras ; ditas de sar-
dinhas ; ditas de- luviibas ; ditas de cbecolate de
Lisboa ; frascos do conservas ; ditos d'agoa de flor
de laranja ; barris com azeitonas-brancas de Elvas
garrafas comTihbo moscatel de Setubal e da Ma-
deira ; queijos.de prato, fresca es : tudo novo e
ebegado ltimamente do LisbOi : na ra da Cruz,
nt) Recife, n. 4.
Aos Srs. aulladores.
JTrina, volante, gal ro largo e eslreito : tudo se
v^nde por prego commodo na ra larga do Roza-
i'|, a, 21,
CHA' BRASILE1RO.
iV'entJe-se,ou armazem,de moldados atrs do
Corpo*Santo n. 66, O mais exeellente cha produzi-
d^qbi.-Paulo, que tem vindo a este mercado ,
ptf^ajajo muito commodo.
Luvas de pellica-
ndem-se luvas de pellica para homem e senho-
ra: ditas pretas de seda, com palmas e sem ellas;
males de soda, brancas e pretas para senhora : na
Vendem-se, na ra do Crespo, loja n. 11, os se-
guintes livros de direito para os Srs. acadmicos :
Eschbach, Manual uncyclopodico jurdico, 1 v. ;Zoil-
ler, Direito natural, 1 v.; Felice, Direito natural e
das gentes, v.; Rurlamaque, Direito natural e da
gentes. S w nmnnio, lnstii**"*1 Jo Hrvitu cvcle-
siartico cm portuguez, 1 v.; Itossi, Direito penal
dito dito, I v. ; Cdigo criminal do Brasil, I v.; Ruc-
eara, Dilictos e penas, 1 v.; ConcideragOes, ou ana-
lyse sobre o cdigo criminal do Brasil, 1 v.; Cuizot,
fie la peine do mort, 1 v.; Manual do jury, 1v.;
Charles Comi, Des pouvoirs ct des obligations dus
juri, 1 v.; Mello Freir InstituigOes de direito ci-
vil o luzitano ,1 v, ;Azuni, Direito martimo, 2v.;
Couveia Pinto, Tratado dos testamentos 1 v.; Jl,i-
galb.les, Principios do economa poltica, t v.; Sny,
Catbecismo de economa poltica, 1 v.; Couveia Pin-
to, Manual da appellag3o, 1 v ; Crrela i'ellcs Ma-
nual doprocessocivil,'!.; Iteglement coocerninl
l'exercce et les manoeuvres de infanterie, 3 v.;: to-
dos se vendem baratos.
Vende-se urna venda com poucos fundos, na
ra de Agoas-Verdes : a tratar na ra do Cabug,
n. 11.
Sao chegados os mais lindos
e superiores corles de casimiras que se vendem por
baratissimo prego : na ra do Queimado, vimlo do
Kozario segunda loja n. 18. A ellos antes que se
acabem.
- Vendem-se saccas com superior
feijo mulatinho, a 5,000 rs. cada urna :
na porta da Alfandega, armazem do La-
rateiro n. 30.
Vendem-se costados de pao d'oleo, muito bara-
to : na ra da Concordia ultimo sobrado, a trt'.ir
com Manocl Firmino Ferreira.

Escravos Fgidos
i
4
Fugo, do engenho Pogo-Comprdo, no dia SO
do rorrente, um casal de escravos com os signaos
seguintes : Bernab, pardo, odlcial de carpina ca-
bello grosso e ponen espichado, mas bem preto, ros-
to descarnado barba bem preta ; tem o dedo 'n"ife
do p direito sohreposto aos seguintes, por tWo
quebrado; be de estatura ordinaria ; vindo de Ser-
gpe-de-EI-Rci; foi vendado nesta cidade por Wi-
noel Alves Guerra ao seu actual senhor. A mulner,
Luzia, cabra ; tem a bocea pequea beigos gro-
sos ; tem urna cicatriz de ferhla no rosto de um re
junto as dedos pomas finas e um tanto zanibus;
he de estatura alta : ambos silo mogos. Roga-sc as
autoridades policiaes espitaos do campo e pessoas
do povo que os apprehendam e levom-os ao dito
engenho ou ao escripiorio da ra da Cadeia do Re-
cife 11. 8 que recbenlo urna gratilicagilo bem pro*
porcionada ao seu trabalho.
Fugio, no dia 10 do corronle, urna preta de no-
me Mara, de nagflo Congo, do 30 annos ; lerou san
de ganga azul j velha mas com a barra mais viv
por se ter desmanchado una prega*. Ksta preta ro
comprada ao Sr. Antonio Jos Vieira de Souza, n
dia prmeiro de margo e bem salisfeila se mostra-
va a mesma preta com o novo sanhoro e como na
tivesse dado motivos para a fura suppOe se "
furlada:porisso se protesta-edm todo o rigor o*
lei contra quem a tiver occulU. Itoga-se a todas
antoridades polieiaes, nSo s tiesta cidade como u-
loda a provincia bem como aos capiUea da campo
que a apprehendam e levam a ra do Bancal, n. <'
defronlo da botica.
PBN. : HA TYP. DE M. F*
DE FAMAl849
'->
II FGIVEL
J


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