Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06447


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Full Text
Anno XXV.
ra.MLI .III IHIIIIIII
Quiata-fera 22
*m
O I)/,M/Opiiblle.i-setodns os diasque lio
I forera de guarda. O prfo da asignatura he.
de 411000 rs. por qiiarlel, pioo* ndhxnlnitot. O
annuncios do assignantea sao iuscridos .i
rasao de 20 rs. por I i nta, 40 rs. cin typo dif
llcrrnte, eas repelif&es pela infUde. Oh nao
[asignantes pagarao 80 rs. pd> l'.nha e 160 rs.
ini ivpodill'e.eutc, por cada publicaco. .
PHASF.S DA LA NO MEZ DF. FEVEREIRO.
Liia cheU. a 7, as 8 hora* e 50 inln. da manh.
Mlneoantc.al, a 1 litfrt e 43 mln. da manh.
La uova, a 22, a 11 horda lOmln. da Urde.
de Fevereiro de 1849.
N. M.
PARTIDA DOS CORREIOS. .
Golanna e Paraliiba, i segs. e scxtas-felras.
Rlu-G.-do-Norlc, quinlas-feiras ao nicio-dla.
Caho. SerinhSeui. Rio-Formoso, Porto-Calvo
Macelo', no 1. a II e 21 de cada mez.
Garanliuus e Bonilo, a 8 e 23.
Iloa-Vista e Flore, a 13 e 28.
Victoria, as quintaj-feira.
Olinda, lodos o dia.
PREAMAR DE HOIK.
Prlmeira, a 4 horas e 30 minutos da tard.
Segunda, t 4 boras e 54 minutos da manb.
DIA9 DA SEMANA.
Segunda. S. Conrado. And. do J. dos orph.
rioJ.duciv. edo J.M. da2. V.
20 Terca. S.- Kleulcriu. And. doj.doc. da I.
v. c do i. de na do 2. ditt. de t.
21 Quarta. 8. Maximiano. Aud. do J. do c.
da i. v. e ilo I. de. pa/. do 2. rtlst. de t.
2'2 iiiiim i. S. Margarida do Cortoua. Aud. do
j. dos orph. e do '. M. da 1. v.
23 Sexta. Laiaro. Aud. do J.'dociv. c do
J. de patdo I. ditt. de t.
24 Sal)l>ado...S. M.uhi.is.
Domingo. S. Ccano.
CAMBIOS NO DIA 21 DE FEVEREIRO.
Sobre Londres a 2i d. por l/COO rs. a(0 dla.
.. Pars
> Lisboa 108 por cento de premio.
Blo-de-Janeiro ao par.
Dse, de lelt. de boas ttriuis a I'/i t n rae.
Accoe da c(inip. de Ueberlbe. a;'()( rs. ao p.
(Juro.Oncas despalllalas. 2l)#5ti0 a 30|Tino
Moedas deuY400v. 17/200 a |7#W
, de 6/400 n. 16/400 a Ib/*
de4/00.... 81*200 a 9/00
Praa-Pataccsprasilolros 1/laiO a I/U80
Pesos columnarlos. 1/960 a 1/0*)
Ditos mexicanos..... 1/880 a 1/000
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA FAZENDA.
DECRKTO. N. 579 DE 27'DE JANEIRO DE 18*9.
Inolvt aiduvida suscitadas a respeilo da Ultra* t
outrot papis litados a juho, sendo pago tro sello
menor da que o divido, para que possam ler o effeilo
legal.
Tendo ouvido a seceflo de fizenda do meu conco-
]ho de estado a respeilo das duvidas suscitadas sobre
a tasa que devem pagaras lettras, quando, tendo pa-
po dentro do prazo legal un sello menor do que o
dovidd, tenham de ser levadas a juizo depois do seu
vencimento; ese devem ou nilo os juizes admlttir
como documento para qualquer effeilo legal as let-
tras ououlras papis que, erhbora sellados ns estadio
eompetente, nflo tenltam todava pago a quola esla-
belccida na le: he por bem resolver: 1. Que uma
lettra as circumstancias figuradas tem perdido a
ntureza de letlra, e nflo pode ser protestada nem
attemlida m juizo como lettra, podendo s ser pro-
duzda eattenltdaromo documento, medrante o pa-
gamento de quarenta por cenlo, so nflo fdr om lem-
po revalidada. 2. QueosjuUes devem admitlir co-
mo documento para qnalquor elTeito legal as lettras
que ou nada livorcm p*go desello, ou que tiverem
pago sello menor ao da tabella, somento depois que
so liver pago quarenta por cenlo do seu respectivo
valor.
Joaquim Rodrigues Torres, do mou concelho, se-
nador do imperto, ministro e secretario do estado
dos negocios da fazenda e presidente do tribunal do
thesouro publico nacional, assim o tenha entendido
e Taca executar.
Palacio do Rio-de-Janeiro, em 27 do Janeiro de
1849, vigesimo-oitavo da independencia o do impe-
rio.-Com a rubrica doSua Magestade o Imperador.
Joaqun* Jos Rodriqui* Torre$.
EXTRACTO DO EXPEDIENTE DO DIA 30 DE JANEIRO.
A' thesouroria do Rio-Grande-do-Sul se declar.a,
em solucflo ao exposto no (inicio do inspector da al-
fandega do Rn>C,rande, dirigido 0 thesouro em 9
de maio ultimo, que nflo foi bem applicada pelo
mesmo Inspector ao carregamenlo da barca hespa-
nhola Kttta a mulla de cinco por cento do art. 2*5 do
regulamenlo de 22 de junho de 1836, e se lleve resti-
tuir; porquanto esla mulla s tem cabimento quan-
do so despacha para consumo parle du carga, conti-
nuando a embarcaefio a estar em franqua, (nrt. 122,
$2. n, 1 e 3 ), nflo tendo presentado manifest,
ou apresentando-o sem as formalidades exigidas no
nrt. 1*8 e seguintes; o nflo quando da entrada para
descarga inteini, como deu a lita barca, com o quo
cessa a franqua e passn a embarcando para oanco-
radouro de descarga ; (3 do art. 122) fleando ipso
(acto subjeitaas disposicoes do citado art. 146 at 101:
se trouxe manifest em regra e o aprcsentoii em
lempo, sftea subjeita a multa dos arta. 155 el56 por
accresoimos ou faltas que so enconlrarcm na descar-
ga ; se o nao trouxe, ou o trouxe sem os certificados
xigidos pelos srts. 151 e.152, ou ao menos sem a
prava authentici de ter sido feito no porlo da proco-
!doncia, tem lugar a multa do art. t60, a qual he in-
compalvcl com quaesquer oulras relativas a mani-
'festos; no caso, linalmoni'-, de Ihe faltarem os ditos
certificados ou alttumas das outras formelidados exi-
gidas no art. 146 c seguintes, tem lugar a multa do
art. 159 e as mais por accrescimo ou falla na descar-
ga. A barca Elisa eslava no caso da art. 160; mas,
como o inspector tlaalandepa aceilou o manifest
ique o commandanle aprcsenlou, ainda quo falto das
formalidades, cabe a multa do art. 159 quo ello de-
verimpr. Quanto multa pelas 49 pipas do vi-
nhoque manifestou de mais, como dos documentos
se moslra com evidencia o equivoco do commandan-
te, cque nflo houve m l, devo ser relevado della,
ma miando -se relaxar a flanea. Remettem-se os do-
cumentos, e se ordena que advirta o inspector da
airandega deque nflo he regular dirigir-se directa-
mente ao thesouro, embora allegue domora da tho-
souraria em responder as suas rcprcsentaQoes eem
decidir os recursos.
EXTRACTO DO EXPEDIENTE DO DIA 1
A' thesouraria do Espirito-Santo, declarando que
os gneros do paiz destinados a porios do imperio
nflo sflo nbrigados a embarcar as pontns dos con-
sulados, como se infere do art. 178.do regulamenlo
de 30de maio de 1836 ; que as mercadnrias estran-
geiras importadas de fra do imperio ou por cabota-
cem do porlos dcllo nflo sflo subjeitas ao pagamento
do expodiente das capalazias, mas quo devem pagar
esse imposto os gneros que os despachantes quize-
rem embarcar as pontea, qur esses gneros sojam
de producQflo do paiz, qur sejam ostrangeiros que
siam por cabotagem. Deciara-se mais quo, estando
reunido naqudla alfandoga o expediento della o do
consulado, nflo pode o rendimonto da capatazia des-
le lomar-so por baso do proco da arremataeflo ou
venrimento dequom administrar a do ambas as re-
particOes.
GQVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE.DO DA 19 DE FEVEREIRO.
Ofilcio.Ao commandante das armas, declarando
quena forma de ordtns imperiaes oS fardainenlos
das pracas do 3. batalhflo de artilharia ap que flca-
ram no Para devom ser pagos naquella provincia.
Communicou-se ao inspector da pagndoria militar.
Dito.__Aoagonle da companhia das barcas do va-
por, recomendando baja de expedir suas ordena
para que sejam postos disposicflo do brigadeiro
commandante das armas os desertores do primeira
tilha Jofln Paulo Rodrigues, Manoel GoncalveS e
Francisco Jos Ribeiro, enviados para esta provincia
abordo do vapor fla/uano.Seieulilicou-se o presi-
dente da provincia da llahia e o commandante das
armas. ,
Dito.Ao chefe do polica, communicando que
S. M. o Imperador houve por bem, por decreto do
I. nomeara S. S. para chefe de polica desta pro-1
vincia, e por decreto do 7 remover o juiz do direito
da comarca do l.imoeiro, Alvaro Barbalho IlchOa
Cavalcanli, para o lugar de juix dos felos da fazen-
da que S. S. exercia.-l'articpou-se ao inspector
da Ihesouraria do fazenda, ao presidente da relaoM
eao bacharel Alvaro Rarballio Ucha Cavalcanli
DitoA" administrado dos hospitaes de caridade,
ordenando mandem receher naquelle hospital para
sern de vid a mente tratati.s dous csrravos presos
que se acham docntos do bexigas, os quaes Ihei
serflo rcmcllidas pelo commandante do corpo de po-
lica. -Scienliflcou-sn o com'mandanto do referido
corpo e o chefe do polica.
Dito.Ao contador do marinha.Como |a so tom
declarado cm varias occasifles, os empregados pbli-
cos s tecm direito ao respectivo ordenado, nflo se
achandn etn exercicio, quando estilo molestos, ou
suspensos por crime de responsaliilidldo : Tora dosses
caso perdem clles semolhanlcdtrello.
Assim respondo ao olllcio.que Vmc.. mp dirigi
com data de 17 do Crranle, pergun.lando so dove
atwnar os respectivos vciicimenlos ao porteiro dessa
contadnria, bem comoao secretario da inspeccao do
arsenal do marinha ocapilania do porto, quo se acham
presos como suspeitos do cumplicidado na revolU
tlcsia provincia.
Dito.Ao bacharel Antonio Raplsta (ilirann,
communicando que S. M. o Imperador houve por-
bem nomca-lo para o lugar do juiz do'direito do
crime da comarca do Bonito.Fizcrani-se al pirlici-
pacOes do eslylo.
Dito Ao bacharel Aloxandro Rnrnardino dos Res
Silva, participando ter havidoS. M. o Imperador
por bem remov-lo do lugar do jniz de direito do cri-
me do Bonito para igual lugar na comarca do l.imo-
eiro. Expodiram-se ai convonientes partic i pactes
Dito.AO bacharel. Manuel Jos da Silva Neiva,
scienlificanlo-o de que S. M o Imporador houvera
por bem remove-lo do lugar de juiz municipal da
segunda vara desla cidado. -Eizoram-sc as conve-
nientes part ci pacos.
Dito.A Pedro Tertuliano da Cunta, communi-
cando que S. M. o Imperador houve por bem fazor-
llic nierc da serventa do olllcio de cscrivilo do cive.l
desla cidade, vago por f illecimonto de Pedro Ignacio
da Cunlra. Fizeram-so as necossarias participac,0es.
Portara.Exonerando do cargo do promotor pu-
blico do termo do Cabo ao bacharel Gildino Ferrei-
ra Gomes.Expediram-se as convenientes partici-
pares.
ll.l.M DO DIA
deferir o requorimento em que o mesmo doutor pe.
dia ser promovido ao posto de eiru iciflo-mr do dito
.batalhflo, por oxistirein tre/.e cirurgiOos-ajudanles
mais antigos do quo o prelendente..
Dito.Ao inspector da paga doria militar, o'de-
nando que, cm runipriinento de ordem rmperal,
baja do descontar ao 2." tonento do I.*batalhflo da
artilharia a p.Miguel liarla de Noronha I'eital, a im-
portancia las comedorlaa de embarque quo se Ihe
ahonaram pola pagadoria das tropa da corle, visto
t-las recebido por ordem do govorno pela rotnpa-
tilita de paquetes de vapor.-Commiinicoii-se ao
conimandanlodas armas.
Dito__Ao mesmo, dolennnan lo baja de remet-
iera presidencia, al'un deque aeja transmitidla ao
Exm. presidente do Para a guia do alfores da quar-
ta elasse do exordio* Francisco Pedio deS nrrelo,
quein S. M. o Imperador permiltio que continuo a
residir naquella provincia.Partcipou-sa ao com-
mandante das armas.
Dito.Ao director do arsenal de guorra, eommu-
nicando que S. M. o Imperador houve por bem demit-
tir do emprego de porteiro d.iquelle arsonal a Jos
Thcotforo da Conceicflo p-los motivos que lleram lu-
^ar a sin suspeiisno, e nnmoai1 para substitui-lo a
Francisco Antonio Alves MasMiiihas.qtie ja exer
ea o referido lugat por notncicflo uterina da presi-
dencia. -Scienti!icoii-se o inspector da pagadoria
militar.
Dito.Ao inspector da Ihesouraria do razonua,
Iraiisnillindo copia da denionslracflo das tlilforentes
rubricas com que nocorrenlo oxercicio se devo des-
pender a quautia de 83:09.,97(i res alem do crdito
que fura aberto aquella thesouraria pira as despe-
gas do ministerio da guerra no mesmo exercicio.
Scieutilicou-sc o inspector da pagadoria militar.
Portara.-Ordenan lo ao Sr. tonento eucarregado
do registro do porlo que, depois do exigir dos caol-
ines das einbarcacos os liilhcles de que trata o arti-
go 177 do regulairicoto dos corrcios, para saber.so Ic-
vam ou nflo malas, 08 devolva aos mesmoscapiles,
alin do que cstesosenlieguein comasditas malas aos
agentes do correio no mar ou a quetn suasvezes hzer
inos porlos em que cnlrarem. ^^^^
MEMORIAS DE M MEDICO, (*)
ioh aiejcanore ^umajs.
TERCEIRA RlRTK.
XXXVI.
COSTA DA BESSlO.
Depois qno os membros dvsegunda o lerccira or-
dem sahiram, llcaram na sala sete associados somon-
te. Eram os sele rhcTes.
Elle se reconheceram niutunmenle por meio do
signaesque provavam sua ihiciac"" em um grA'o su-
perior. Sen primelro Cuidado foi fechar ns ortas;
lepnis disto feito, o presidente so deu a conhecer,
apresciitandn um annel sobre o qual estavam grava-
das estas lettras mysteriosas L. I*. I). (1)
Este presidento era o cticarregado da correspon-
dencia suprema da ordem. tille socntnmunicava com
os outros seis rhrfes, o quaes hahtlavam a Suissa,
a llussi, a America, a Sueeio, a Hespanha e a Italia.
Elle trazia alguoiaa das pecas mais importantes
que lintia recebido de seus collegas, afirn de commu-
nica:ls ao circulo le int'iades superiores, postos a
cima dos uiros, e nbaixo ilelie.
Este chefe, nos o conhecemon, era Balsamo.
A mais importante deslss cartas conlinha um avi-
so ameacador: ella vinha da Suecia. e era escripia
por Swedanborg. ... ,.
Vigtai o mcio-dia, irrfillos, dizia elle; debsixo
de sua ardente influencia se tem aquecido um trai-
dor. I-ste traidor vos perder.
Vigiai Pars, irmflos, o Iraiodor shi resido; os
f Vide Diario n. 30.
(1) Lilia pedifcu dertre.
20.
Olllcio.A o commandante das armas, remetiendo
copia do aviso, que acensa a recopQilo do cilicio
da presidencia acerca do al.ique de Cunaragibo, e
exige com brevidudo uma rciaQflo dos olliciaes de
primeira linha, da guarda nacional, dos cadetes,
sargentos e paizanos que se leem distinguido na sus-
lenlaeo da ordem publica Beata provincia.
Dito.Ao mesmo, coinmimicaiido, afirn deque
faca constar ao cirurgiflo-ajiidunte do *.*batalhflo de
artilharia ap, doutor Cynllo Jos l'ereira de Aluu-
querque, que s. II. o Imperador houve por bem in-
segredos da ordem estflo om suas mos, um senti-
.monto maligno o impelle. ___
parece-mo quo eslou otivindo a denuncia com
sen vo surdo e sua voz murmuradora. Parcce-mc que
eslou vendo urna lerrivol vinganca, porom talvez
olla cheguc mu tarde. No enlanto, vignu, irmaos !
vigiai! Algun.au vezes bisla urna lldgoa traidora,
ainda que mal instruida, para- transtoruar do lodo
nossos planos, tflo hbilmente combnalos.
Os irmtWolhoram, estupefactos, uns para os ou-
tros; a lingoageim do feroz Iluminado, o sua pre-
sciencia, qual muitos cxcmplos notavcis davam
uma autoridade magestosa, nflo contribuiram ponco
paraassombrara commissflo presidida por Balsamo.
Elle mesmo, por isso quo tinha T na lucidez de
Swcdenborg. nao pode resistir improssflo gravo c
dolnrosa quo o salteou depois desta leitura.
Irmflos, disseelle, o propheta mspir.sdo raras
vezes se engaa. Vigiai, pois, como elle v-lo re-
commenda. Vos sabis tanto como eu agora, que a
luta vai Iravar-se. Nflo nos deixemos vencer por es-
ses Immigos ridiculos, cojo poder solapamos com
toda a seguranza. Files leem sua di iposicflo, nao
esquecais isso, dedicagocs moicenanas. Odinlieiro
he uma arma poderosa neslo mundo para as almas
que nada vem alm dos limites da vida terrostro
Irmflos, desconfiemos dos traidores assalanados.
Esses temores me parecem pueris, disse.unia
voz; cada dia nos augmentamos em frca, alcrn de
que somos dirigidos por genios brilbantes e vigoro-
sas mitos. ,
balsamo incliqou-se para agradecer ao orador o
elogio que Ihe fazia.
*- Isto lio verdade ; poreai, como bem disse o
nosso llluslre presidente; a traieflo se introduz por
toda a parle, replicou outro irmf.o, o cirurgino
Marat, o qual promovido, apezar da sua mocidade,
um grio superior, lomava assenlo pela primeira
vez na commissflo consultiva. Refl-cli, irmflos, que,
augmentando a paga, se poder fazeramais inipor-
lantepreza. Se M. de Sartinrs com um sacco de es-
cudos pode comprar a revelado de um de nossos
irmflos inferiores, com um milhflo ou a esperanca
de uma dignidade, elle podera comprar um do nos-
sos irmflos superiores- Ora, entre nos, o irmflo in-
ferior nada sabe.
tile conhece, quando muito, alguns nomes entre
os seus collegas, e estes nomes nada representan),
lie urna ordem aumiravel essada nnssa constiluieflo,
porm ella be eminentemente aristiocalica : osio-
EXTEBIOR.
feriores nada sabem, nadapodom. sese reunem. he
smente para ouvi.cm, ou para se llies fazer d./c
l'nlilidadcs ; o entretanto clles concorreni con o seu
lempo e dinheiro paf a solidez dencwodincio
Itellecti, rmflos, no que vou d.zer-vos. OaerfMM
de pedreiro uo faz.-mais quo condu/ir pedra o arga-
uiassn, porm sem pedra e,m argamassa podereis
vos levantar o edificio ? ora,, esto servente percebe
un pequeo salario, o todava eu considero igual
ao architecto, cujo plano cria, e v.v.bcai loda a obra,
eeuo considero seu igual, porque elle he homem,
/todo o homem vale outto home.n aos olhos le ijm
phllosopho: quo tem a sua parte de ^^aL'
alidada como outro qualquer. c maw a.lid., quu 8
outros, est'exposto queda de uma pedra o ao
desabamento de um andamie. .i.,mn vs
- En vos inlerrompo, irmo, disse Balsamo. Vos
abandonis a quesillo queso nos devo OCCUPar. Vo-
so deleito, irmflo, be exagerar o zelo e gener lis r
asdiscussOes. Nflo se trata boje de saber IMM
constiluieflo he boa. ou .na, senflo deimanler Miilir
meza c inlrgiidade. Se eu qullOMOdUCUt rCOU-
vosco, dir-voshia, nflo, o orgflo qu oreeib o orno-
vimentonflo he Igual ao genio >'*^*r ^nflo. o
Obroiro nflo he igual ao architecto; nao, a cabe, a
nflo he ifcual ao braco. ir.
- scM. de Berlins agarrar a um do nossos ir-
mflosdos ltimos graos, esclamou Harat eomicalur,
nflo o mandara para a liaslilha do mesmo modo que a
Vle Concordo : porm abi s have. damno par,, o
individuo, o nflo para a ordem, a V'^Xh?Dr^
tepftr a ludo; entretanto que q"nil,''J^'"^'
so, a conjuraeflo lica parahsada ; quando morreo
general, o exordio perde a.ballna.
- Provele, portanto, irmflos, salvado dos
C''- sm, porm provej.m clles tan.bem nossa.
- Esto he o seu dever. n
- K sejam suas Tallas punidos cm ddbro.
- Eu o repito, irmflo, vos vos apartis das coiTs-
tituicOeso orden. Ignoris, porventura. que oju-
rameiilo que liga todos os membros da nossa is.o-
dcfl he um sf o appca a todos as mesmas penas ?
- Os grandes se subtr.hirflo sompre a ellas.
_ Nflo he esta a opiniflodos grandes, irmflos ; cs-
cutai o llin da carta do nosso prophela Swedcnborg,
um dos grandes entro nos; eis o que ello accres-
C O mal vira de um dos grandes, de um dos mui-
LONDRES, I. DE JANEIRO DE 189.
A c.ondiqo da Franca, depois de todas as vicis-
situdes do auno passado, faz lembrar-nos uma
isga, ou um viveiro que se revolvo c examina om
busca do algum thesouro perdido, ou imaginario.
Filtra-so a massa da agoa turva, revistam-se as pro-
prias feze, mas neiiliinna preciosidades* encontr :
-urna arda fina o prela ho somonte a causa da es-
curi.lade das aguas, e um residuo sem valor he ludo
quanto ellas deisam tras si.
Com effeito, depois da maior convnlsflo social quo
o mundo tem teslnmunhadoj-dopois da queda re-
pentina que dra esla nacflo poderosa do apogeu da
prosperidado para os profundlas da ruina o da tmi
to grandes da ordem, ou, so nflo vior precisamouto
delle a ralla nao Ihe ser monos mputavel; lera-
brai-vos que o fogo o a agoa pdem fr curnplices :
o primeira da a luz, a segunda as rcvolacocs.
. Vigiai tudo, irmflos, e a lodos, vigiai.
Entil, disse Marat, apioveilando no discurso
de Balsamo, e Da carta de Swcdenl.org, o trecho do
que queria tirar partido; entilo repitamos o jura-
mento que nos hga, eoliriguomo-nos a observa-lo
com todo o rigor, qualquer que seja aquello quo
trahir, ou fr causa da traicao.
Balsamo rccolheu-se por um instanto cm si, e, er-
guendo-so de seu lugar, pronuncion com urna voz
lenta, solemne o lerrivel as palavras sacramentaes
que nossos leiloresj viram.
Em nomo do Redomplor crucificado, juro que-
brar os tacos carnaes que mfl ligam a pai, mfll, ir-
mflos, irmflas, esposa, prenlos, amigos, amanto,
reis, cliefes, bemfeitores, o a lodo e qualquer ser a
que eu tontia promelldo f, obediencia, roconneci-
iiicnln, ou servQo. ,
. Juro revelar ao chefo que reconhego, segundo
os estatutos da ordem, tudo quanto lenlio visto, tol-
lo, lido. ouvido, aprendido, ou a Ivinhado mos-
m indagar c investigar aquillo que nflo so olTerccer
fcilmente a meus olhos.
Juro honrar o veneno, o ferro e o fogo como
mcios do apurar o globo pela morlo, ou pelo einlini-
lecimcnto dos inimigos da verdade, o da lil.erJauo.
Subinotto-me a ledo silencio; consinlo em
morrer como fulminado, no dia cm que conmcitei
algum crime contra a ordem, c juro esperar sem
quoixar-me o punlial quo mola de ferir em quai
quer parto da trra em que estiver. ,--h-i,
E.itflo os seto l.omcns que compunham a som >r.a
assen.bla repeliram,paUvra porpalavra, estejura-
monlo, em p, e com a cabeca ,l,,srol"'1rll'l;mn j:. .
Fui.las as palavias sacramentaes, blMMP>>
- Attora estamos garantidos, nflo ...iroduzamos,
porlant^ noulium i.ciden.o m.U XdrK
'flo. Tentio quo dar a commissflo conla dos pnne.
paos suecessos do anno.
*aJKlS% situada no contra da Europa, bem
co.no o cor.cflo no centro do corpo; ella v.vo. c faz
v ver He en suas palpitares que devenios procu-
r- r a causa do todas *s doenc^as do organismo geral.
Ru vr.i. portanto, Franca, e approximei-me de
p'aris assim como o medico so approxima do eora-
gflo. V.u tonho sondado, apalpado e examinado tudo.




^&
mliacfo; depois do ter expollido urna rae do prin-
cipes para tremor dianto das carrancas de i.edru Hol-
ln e ceder as lisonjas de Luli Blanc;-depois de ter
visto o crdito do estaco arruinado, as fortunas par-
ticulares abaladas, o dircilo de propriedade mesmo
ahertamente atacado, e as ras de Ma capital alaga-
das oni saneue--depois,finalniento.de-tres mozos de
revolneflo flagrante, seguidos do cinco mezes de lei
militar, o que he que resta Franca ? O que he que
all venios ? Vemos fazendo parle do governo de
10 de dezembro aquellos mosmos individuos que no
lia 29 de fevereiro aspiraran ao ministerio com tilo
perigosn o ceg ardor. Vemos Mr. o I ilion Bairot e
seus amigos quietamente sentados no banco forrado
de estofo verde, o qual clles, lia x annos, traba-
Ihavam por orctipar Vemos Mr. Odillon Barrotem-
pregando na tribuna justamente a mesma lingoagem
official do que Mr. Cuizot poderia ter usado, e dei-
xando seus propos vestidos para que sejam traja-
dos pelo chefe expulso da grande conspiraeSo.-Le-
dru Rollin.
Segue-se de ludo isto que os Franc'ezes leem esta-
do a seguir aquella especie do divcrlimenlo queos
cacailfires chamnm circulo Logo que a caca da
revolucflo levntou-se, a nacilo deitou a corr.T a na-
ves do um paiz que ameac,ava com inteira per-
dieflo os cavados, os ciles o os cavallciros, e aquel-
los quetinham corrido antes por este medonho ter-
reno, referan historias do precipicios e barrancos,
nflo muilo distanles, dos quaes pouens pessoas ti-
nliam escapado. Comludo, nada fez parar os extra-
vagantes catadores; a propria Franca era a corea
branca que corra diante delles ; o, cheia de terror,
lia nunca vollou, ncm parou, pmqiianto nflo atra-
vcssnii abysmosque fazem regelar osangue, e sal-
tn barr-tras altas como a Iradiecflo e a le Porm
nesta desesperada perseguidlo aqucllesq'uc a prin-
cipio tinham dirigido a vanguarda, e mimado os
ci's, iam j licando atrs, o oulros de mais cora-
gem e valor corriam a pos a cae.
A core afrouxou em su carreira, e, lomando por
um campo cultvalo e menos extenso, voltou gra-
dualmente com velocidade inslinctiva arto para o
nbrigo donde tinha sabido. Haquellos que percor-
reram este terrivel circulo poucos. para nflo d-
zer nenliiim, tcstemuuharan a preza de sua nohre
"ac, pnrquanlo clin cabio as miios de cacadores
mais prudentes, que, nflo leudo lomailo neiihumi
parte activa nos pcrjgos da corrida, esperaran com
paciencia a volla da caca esbaforida oo campo culti-
vado.
Estas metapboras moslram.rnm suflicicnte clareza
que, no entanlo qiio toda a fabrica da snciedade em
Franca tem sido siihjcila s mais espantosas oseilln-
cos, o resollado poltico actual e palpavcl he qunsi
iniperceplivrl. Mr. Odillon Itarrot he chefe do ga-
binete, mas isso era elle tambero na mnnhfla do dia
22 ile fevereiro ; e isso teria si lo, se a regencia da
duqueza de Orlens tivesse sido aceita, quando elle
a proclamou ; o successo que inlerveio entre elle e
O poder fui precisamente esta revolucflo e esta rep-
blica que ello agora lem em suas niSos. A differenca
principal que estes aconlccimcntos extraordinarios
hflo operado em sua posieo he quo, do nicsmo mo-
do 11j. nutros inultos eh les populares, elle sobe ao
podOrcomo conservador,e QSPSl a quecnnliecea ma-
china qucpnzera em inovimenio, agarrando-a na nc-
casi&O desaliar. Sua pusicSo, todovia, nilo he fcil.
Lina grande parto d assembla be desfavoravel,
liara nilo dizor absolutamente intensa ao governo ac-
tual. 0 gabinete nilo lem por si a maioria, como bem
se vio pela ultima volaQflo sobro o projeeto do sal
e he para lastimar que o primen o acto da nova ad-
minislracflo, isto he, a nomeacSo do gcnoral Chan-
garuier para o commando reunida do exercito em
Parise da guarda nacional, fsse urna viol.-ic.1o di-
recta da lei, lano que Mr. I.edru Holln leve por
esta vez rasflo em sua oppOSHjflo, e u chufe do gabi-
nete, nao obstante sor jurisconsulto e ministro da
juslica, vio-se obrigado a declarar que n3o desceria
a discutir o lexto do estatuto, porque elle clara-
mente prohiba a nomeacAo em quesillo. Entretan-
to, o quesera do presidente? Ksabulecer amis
completa igualdade entre o actual estado de cousas
em a repblica francesa e a ultima Otoare!) a cons-
titucional, be evidentemente o objecto de lodosos
estadistas e polticos quo leein sido chamados a aju-
ilar o eleilo da naco a reduzir o presidente a silua-
eflo o un soberano constitucional, sem as digni-
dades pessoaes e prerogativas do throno. Nos Hi-
tados Unidos da America o presidente he o primeiro
ministro da repblica. A rmlilie d Uniflo he a su
poltica, e os membros de sen gabinete silo seus
gents subordinados. I'orm nilo he esta nstitui-
co que os legisladores francezes intentaran croar.
O principal fundamento de queixa contra Luiz Phi-
lippn foi que elle reservava para si urna parte oxees-
siva do poder; e para um principe em sua postilo
esta accusatjflo.nSo era infundada. Os ministros, co-
mo ministros da repblica, etamtemonlo esperan
obler de Luis NapoleSo o que ^ps nSo poderam ex-
(orqurr do seu predecessorajj^nmente extorqui-
ram pela destruieflo d mnrflalBia. Riles intentan
revestir-se com a plenitude do poder ministerial, e
assignar ao chefe nominal do estado as funeces da-
quellc grande eleitor que o abbade Sievres consido-
rava como a perfeicflo de seu genio inventivo, porm
que o tio de Luis Napole.lo estigmalisou sem demo-
ra como um cochon A engrais. Se a combina^So dos
homens polticos fr suflicientemento forte para
vencer este ponto, e so o carcter pessoal e a amhi-
eflo de Luiz NapoleSo frem sufflcientemonto fracos
para faze-lo submetier-se, qur porfrca, quer por
goslo, a urna posicSo deste genero, todo o peso do
poder reealiira conspguintcniente sohre os minis-
tros, a pessoa do chefe principal da repblica tor-
na r-se-tt a um materia de indiffereiica, e veremos na
futura cmara electiva um corpo s ditl'ereiile da ex-
camara dos deputados por algumas sombras de
cor.
Por um lal syslema, os deveres direitos do podr
conferido pela eleicflo popular silo rebaixados tbeo-
liada rcsponsahilidade ministerial, debaixo do urna
monarcliia limitada. Um compromisso desta natu-
roza pode convir ambicio do alguns partidos e
salvaciio do oulros ; porin niuguein po lera susten-
tar que a intencSo dos cinco militos do volantes quo
elegeram Luis NapoleSo para ser o cabeca do gover-
no fosse em realidad^ escolher smciitoMr Ulillon
Itarrot c seus collegas para administrar os negocios
da nagSo.
pous motivos ffppostos contribuiram simplcsmen-
to para esta eleicflo. A massa do povo, tendo ponen
ou nenliniiia conliaiiQ nos j gustos polticos do ul-
timo reinado, escolheu um, cojo nomc era inteira-
uicnle estranho s suas disputas; os polticos do ul-
timo reinado empregarama sua influencia em favor
domesmo candidato, de preferencia ao seu mais enr-
gico competidor, porque, saban que o Cavaignac
governaria sem reinar, espera va ni que Luiz Napo-
leffo reinara, e doixa-los-hfa governar. I'orm no
podo estar mu distante o tompn em que esta theoria
do deveres pblicos ser reduzida a um principio
mais simples, o quando esto lempo chegar, suspei-
tamos que Mr. Odillon Itarrot, cujos collegas estilo j
dillirindo delle, conhecera quo n.lo he o homem que
ha do encerrar a era revolucionaria da historia fran-
ceza.
( The Time.)
C0MMERC30.
ALFANDEGA.
ItENDIME.NTO DO DA 21.........
Deicarregam hpje, 22 tlr fevereiro.
Brigue Jtordm taboado de pinho.
Polaca rehangelo mercaduras.
Brigue Fulal baoalhao.
Brigue Bgle tatito de pedra.
6:897,513
MPRTACAO'.
Nordem, brigue sueco, vindo deStockolm, entra-
do no corrente mez, consignado a Ruth e Bidoulac,
manifeslou o seguinte:
2158 barras de ferro, 50 harricas de lcatr3o, 358
1/2 duzias de taboas, e 5 vergontoas ; aos consigna-
tarios.
roira da estrada e ponte da Tacarun, avallado anim-
al monto em 1:000,000 rs.
A arremTtac3o ser feita por lempo de 9 annos e
* mezes,-a contar do 1 de marco do correte nno-
ai 30 de junho de 1851.
As pessas que se propozercm A esta arrematado
comparecam na sala das sessOos do sobredito tribu-
nal no da cima mencionado, aoineo-dia, com|ie-
toiilemente habilitadas.
E para constarae mandou afllxar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazen la provincial
l'eruambuco, 17 de fevereiro de 18M.
0 -2. cscripturario,
Antonio Firriira d'Annvnelat*o.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DA I.
Gcral .
Diversas
provincias.
1:870,842
88,917
1:959,759
Correspondencia.
Quando cheguei, haver obra de um anno,.a mnar"
cbia eslava cansada ; hoje os vicios a matan. Era
de meu dever precipitar o effeito destas desordena
nortees, e por isso as tenho favorecido.
Um obstculo me embaracava, este obstculo era
um homem, esto homem mo era o primeiro, mas
era o mais poderoso do estado depois de el-rei'.
Ello ora dotado de algumas dessas qualidadrs quo
ngradam aos outros homens. Ello era milito oigu-
Srt Redactores Tom chegado niinha noticia,
que mlo inimiga procura infamar-me, inculpndo-
me de ter lomado parto na revolta que se debella
actuilmento nesta provincia ; por isso nilo posso dei-
xar de declarar que a regra de minha conducta lem
sido obedecor ao imperante e aos seus ministro! e
autoridades constituidas, nflo smenle por lemor,
mas un la por eonsciencia, pois que quoiii Ibes des
obedece, desobedece ao mesmo Dos; que eu nilo
tenho tomado parte em dita revolta, nnm directa,
nein iudirertamoiite ; e que, finalmente, pronun
cei-me o pronuncin-me contra esso partido, hoje deJ
cabido, logo quo Iiiiiqou milo das armas para ir d
encontr s ordens do governo de Sua Mugestade Im-
perial.
Rogo a vossas mercos, Srs. Redactores, queiran
inserir no seu Diario esta deelaraeflo de seu- constan-
te leitor- O padre Joo im l'ereira, viga rio collado
da freguexia de 8an-l*cdro-Martyr do OlinJa.
CONSULADO PROVINCIAL.
HGNOrVRNTO DO DA 21.......... 1:160,635
Movimento do Porto.
Declaracoes.
14 de fevereiro de 1819.
Navio entradoi no da 21.
Maceil 3dis, galera inglez* Bonita, de 299 tone-
ladas, capitno II. Kelly, eqwpsgem 17, carga as-
sucar, a Deane Youlle& C
Baha ; hiato brasitoiro l'a^mle-de-Mnruim. de 98 to-
neladas, capitSo Jnaquim Fernandos de Souz, e
quipagem 12, carga carne, charutos e varios gene-
ros, a Placido Jos deS.-Anna.
Bahi : 12 dias, barca americana IHartin-W.Brelt,
de 228 toneladas, capitno S. Whitman, equipagem
II, em lastro a o ca pililo.
Navio tahidos no mesmo dia.
llha-de-Fernando ; transporte Pirapama, capi-
tno Camillo do Telles Fonsee. I'assageiros, 1
capellilo, 1 2 lente, 22 pracas do 3. batalhflo
de arlilharia e 42 presos.
Estados-Unidos ; brigue sueco Brilliant, capitno
i. P. Wickslrnm, em lastro de arcia.
Cibraltar e Caraiba ; brigue inglez Miza, capitSo
, B. Olephint, carga assucar.
Portes do norte ; vapor braadeiro Bakiamm, com-
niandante II. Olten. Alen dos passageiros que
trouxe do sul leva daqui : para o Ceara o alferes
Luiz da franca Carvalho com 1 criado e 1 escrava ;
para o Maranho,! escravo a entregar; para o Para
Jos Gomes de Oliveira com t escravo ; para a Pa-
raiha Manoel Lopes Machado.
Fair llaven ; galera americana George, capitSo Da-
vid Marslon, carga a mesma que trouxe.
Pela segunda aeceflo do consulado provincial
ae faz publico queoprazo de 6 mezes concedidos
pela lei provincial n. 928, de 2 de srtembro do annn
prximo passido, para o pagamento de meias sizis
dos escravos, que se eslverem a dever, so flnaliu
no dia 5 demarco prximo vndouro : em conse-
quencia, pois, dease dia em diante nilo ae receber
meia siza, que, vista do papel de venda, se.quej-
ra pagar 30 dias posteriores a sua data, em enjo caso
Meara subjeilo ao art. 17 do regulamonlo de II de
abril de 1842. Segunda secct1o;do conaulado pro-
vincial, 15 de fevereiro de 18*8.
O eserivSo chefe da segnnda seccHo,
Thtodoro Machado freir Fereira da iw,
Pela subdelegada de S.-Frei-I'edro-Conealves foi
apprebendido e se acha preso na respectiva cadeit
o preto Manoel, de nacilo Congo, que diz ser escravo
de ioSo l'ereira llypollto, morador em Cururipe, pro-
vincia das Alagas : quem se julgar com di'eito ao
referido escravo, comprela na mesma subdelega-
da, munido dos competentes ttulos.
Francisco Slamede d lmeida,
Subdelegado aupplente.
TUEATHO DE APOLLO,
O director lem a honr do prevenir o publico de
que a representacao aununciada para hoje, 22 do
rorrentc, s poder ter Ingar em o sabbado, %%.
Leflfto.
-- O corretor Oliveira far leililo, porordem do Sr.
cnsul de Franca eem presenta deste Sr., ou de
sen chanceller, de 8 cavalloaperteneentes ao osla-
beleciment de carros de aluguel do fallecido Au-
gusto Janssome, subdito franrez: sexla-feir, 23 ilo
corrente, s 11 horas da manhila, na ra Nova,
Avisos maritimos.
EDITA L.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da lazenda
provincial, cm virtode da rcsolucffo do tribunal ad-
miuislraclivo, manda fazer publico que, em cum-
plimento da lei, peranlo o mesmo tribunal, vai no-
tamente pinina para sor arrematado a quem mais
der, no dia 22 do corrente, o imposto da taxa da bar-
que toda a Franca pedo Cheiseul, o sublcva-se para
o recuperar, bem como os orphSos erguem-se para
eco, quando Dos Ibes tira o pai.
Os parlamentos usam do nico dircilo quetecm,
inercia ; ellos nSo querem mais funccionar. En um
corpo organisa lo.como deve ser um estado doprimei-
ra ordem, a paralysia do um orgflo ossenci! hesem-
pre mortal; ora, o parlamento he para o corpo social
o que he o estomago para o corpo humano; os parla-
braco para agarrara proza, a forca os abandonara,
eahiam atcem baixo no meio dos apupos da mul-
dflo.
A primeira vez succodia-llios, como acabo de vo-lo
izor; na segunda, poupavam suas Torgas e sua res-
piraeflo; porm, gastando mais lempo, perdiam-sc
pelo vagar, como se(inham perdido pela precipita-
ajito; na lerceir, emfin, tumavam um mel entre a
lioso, he verdade, porm applicava a seu prgullio [ mantos nSo funccioandu mais, o povo
suas obras, e sabia a.iocar a escravirtSo do povo, fa- enlranhas do estado, nBo trabalhar, o por conse-
/endo-o crCr, e ver mesmo algumas vezes que he guinte nSo pagara mais; coouro, isto he,sun"ue
una parte do oslado; e, consullando-o em oulnis
sobre suas proprias miserias, arvorava um estan-
daite, em torno do qual as niassas Se reunera sem-
pre, o espirito nacional.
Ihe rallara.
Hflo debitar, sem duvida ; mas quem lutar con-
tra o povo ? NSo sera o exercito, este filho do povo,
|ue come o pflo do lavrador, que bebo o vin'lio do
i i a *----v-.., w f.Hu ou inriaiiuif tltlrj IMIM) y VlllllO QD
t.lle od.aya os nglezes, inimigos naturaes da I vinhaleiro. Restaran a casa d'el-rci, os cornos Dri-
nca: od ova a favorita, iiiii.inn.i.1,.1,1.^1., via.ii.j. r.*.......i ........' v"3 r!
Franga ; odiova a favorita, inimiga natural das olas-
ses laboriosas. Ora, se este homem livosse sido um
usurpador, se tivesse sido um de lis.'se tivesr>o an-
dado em nossos Caminhos, obrado com nossos llns,
eu o teria poupado, le-lo-l.ia mentido no poder,
sustentado con todos os recursos quo posso crear
para os meus protegidos : ooriiup. em lugar de for-
talecer i realeza carunchosa, 'lio a teria destruido
coninoseo no dia apresado. I'orm elle ponencia
aclasseanstocialico, elle respeilava a primeira dig-
nidade, a qual nSo quera aspirar ; venerara a n.o-
narchia, contra a qual nao ousavn aitentar rev-I
renciava a realeza, ao passo que dosprezavao iei '
elle Tazia anda mus, servia de escudo a-sla rea-
leza, contra a qual se dirigan nossos
vigeliados, os guardas, os susssos, os mosquetei-
ros, o que ludo montar a cinco ou seis mil homens
quando muilo Que far esle punhadode pigmus.
quando o povo so levantar como ou gigante?
Levaiile-so cniflo, Icvante-se gritaran mui-
las vozes.
Sin, sim, mflos a obra exclamou Maral.
Rapaz, a i ma nflo vos cousultei, ilisso fria-
mculo Balsamo.
Esta sedigflo das massas, continnou elle, esta
revolta dos fracos, loiliados fortes pelo numero,
contra o poilcroso solado sera immediatamenle
provocada o oblid, mesmo com urna facilidade
,que me espanta, por espirilos menos solidos, me-
- golpes. ( nos maduros, monos experimentados: norcm eu
parlamento, e o povo cbeio .io respcilo por eKa di- tenho relleclido a esludado, d^ci ... novo e dv-
ZLZLT^lnll'T^- t P"W '^. baixo de sed. habitoi, con, a'sua persevera*^, com
idnlinham-se-cm urna reaialeneia moderada, celos a sua grosseiria que tomavu empreslado, o vi de 13o
do que serian, de grande soccorro, quando o tompo pe. to,b que me liz povo Hoje en o conloo
Inflo moongaiiare.i maisaseu respeilo. Elle lie for-
queia de'le, porm ignoranle; lie irritavcl, porm sem ran-
: cm umapuluvra, elle anda nilo est maduro
Fal-
successos
lidade
--------_ propria experiencia
issemnlha a ratea rapazea airoutoa que vi
fosse chegado.
Eu comprchendi a siluacSo o Iramci
M. do (dioiseul.
Uvas, as quacs se approximem incessautemente do
ol'jertiK|uo lemos em vista at que afinal o possamos
com seguranza alcanzar.
Balsamo calou-se, e silencioso bbservou o seu au-
ditorio, no qual borbulliavam todas as paixOes da
inocula le e da inexperiencia'
Fallai, muflo, disse elle a starat que se agitara
mais que os oulros.
Serei breve, disso elle, as tentativas adorme-
ce m os povos quando os nSo desanimam. As tentati-
vas sBo a theoria de Rousseau, cidadSo de C.enebra,
grande poeta, porm genio vagaroso e tmido, ci
dadflo intil que Pistilo teria expulsado de su* re-
publica Esperar sempre esperar Depois da cman-
cipaeflo dos communs, depois da revolta dos maillo-
lini vflo ja sete serillos de espera Lontai as gera-
Cdesqueleein morrido esperaidq, e vedseousais
anda tomar por divisa do futuro sta palavra fatal ;
esperar! M. Rousseau vos falla da oppos.'(flo, como
afaziain no grande seculo, como a faziam junto das
marquezas, caos ps do roi, Moliere com suas co-
medias, Boileau con suas salyras, Lafontaine com
suas fbulas.
pobre e dbil npposicflo que nSo tcm-feilo adi-
anUr causa da liiimaiiidade nem sequr un pal-
Assim, mol Os meninos recita ni essas theorias encubertas
sem comprelieinio.-las, e adormecen rcitamlo-as.
Rabelais lamliem politicn vosso ver, porm desta
politica todos i em-se, ninjuem se corrige. Ora ha
tresentos nonos j vistes um so abuso reparado ? Mui-
tos poetas! muilas theorias! obras! aeqoes! Ha tres so-
culos que entregamos a Franca a medicina, e he lem-
po de que a cirurgia nella entre por sua vez com o
escpelo e a serra na inflo. A socedaJe est gan-
grenada, fagamos parar a gangrena por meio do fer-
ro, yuem pode esperar he. aquella que se levanta
da mesa para dciiar-sc em um tapete macio donde
faz retirar is folhas de rozas pelo sopro de seus
esjrravos, porque o estomago salisreilo communica
a cerebro vsjiores litilliaules, que o recream, e bea-
Para o Porto sabe, com toda a brevidada por
ter a maior parte do seu carregamonto prompta o
brisuo pnrtuguez Ventura-Feliz, do qual he capitSo
Zeferino Ventura dos Santos : para carga a passa-
geiros para o que tem excedentes commndos, tra-
a-se com n capitSo, ou com o seu consignatario,
Joaquim Ferreira Mendos GuimarSas na ra da
Cruz n. 49.
Para Lisboa sabe, cotn a maior brertiade. por
ter a maior parle de sua carga prompta o brigua
portuguez S.-Domingoi, capitSo Manoel Gnncalve
V'ianua : quem no mesmo quizer carrogar, ou ir do
passagein para o que tem excedentes commodos,
dirija-sc ao rel'orido capilSo ou ao seu consignata-
rio Joaquim Ferreira MendesGuimarSes, na ra da
Gruz, n. 49
Para a Baha segu em poucos dias, o hiale
Flor-de-Cuiuripe: quem quizer carregar, ou ir da
passagem dirija-se ruado Vigario, n. 5.
tificam ; porm a fume, a miseria, o desespero nflo
se sacia ni, nSo se alliviam, nflo se consolam con es-
trophes, scnloiiQas e cotilos. DSo grandes gritos
em seus grandes soffninentos, surdo he o que nilo
euve suas lamentacOes; maldito aeja o que nflo
Ibes responder. Urna revolta,. ainda que se} sufro-
cada, esclarecera osespiritos mais do que mil annos
de preceitos, mais do que tres soclos de exemplos;
recipitacflo e o vagar, e entflo oram bem succedidos. esclarecer os reis quaudo os nflo arruine ; e isto ja
fisle ne o plano que medito Tentativas e mais ten- he muilo.
Um susurro do approvacflo exhalou-sodo alguns
abios.
Ondo rslflo nossos inimigos? proseguio Marat;
eslflo cima de nos: guardan as portas dos palacios,
cercan os degros do throno; sobro esse throno es-
ta o palladio que elles guardan com mais cuida-
dos e recejos do que faziam os Troyanos. Ksls
palladio que os torna poderosos, ricos, insolentes,
he a realeza. NSo se poder chegar at ella senflo
passando por cima dos cadveres ilaquelles que i
guardain, assim como nflo so pndor'rhegar fft 0 ga-
neral senflo deslruindo os batalhOes que o defen-
dcm. Pois bem, conforme nos refere a historia, mu-
tos bstalhOos tcom sido destruidos, muilo* '.-"":":
leein sido aprisionados, desde Dario at o rei loiio,
desde Regulo al Duglesclin.
Deslruumns a guarda, c chogaremos at o dolo ;
batamos primeiramento as sentinellas, balcrenuM
depois o chvfe. Seja o primeiro ataque dirigido con-
tra os cortozflos, nobres e aristcratas; e o ultimo
contra o rei. Conlai as cabecas privilegiadas,e veris
que nflo passam de duienlas mil; lomai urna rannlia,
e, pe correndo esse bello jardim a que chamam Frail-
ea, abalai cssas duzeiitas mil cabecas, como Tarqtii-
iiioo fez s papoulas do l.atmo.e ludo oslar acabado;
vs nflo lereis mais quoduas potencias em faca urna
da ooira, povo, realeza. Tente entilo a realeza, osla
emblema, lularoom o povo, esse gigante, veris o
que succedor. Quando os pigmeus querem deilar
abaixo um colosso, con.ec>m pelo pedestal; quando
os IcnheJros querem derribar nin carvalho, atacam
pelo p. I.enhciros, lenheiros.' tomentos o macha-
do, ataquemos o carvalho pelas raizas, que elle,.
coinquaiiio nligo e ntagestoso, beijar imraediata-
meiiie a Ierra.
E vos esmagar, desgranados, cahiudo sobre
vs, que sois pigmeus / exclamou Balsamo cWftuma
voz airoadora. Ah vos ros irritis contra os poetas,
a fallis por metaphoras anda mais poticas a fi-
guradas que ssdelles! Irroflo, Irmflul continuo"
IIFGVEL 1



-
' 'I

Para Lisboa ahir, no dia 2 de margo, o bri-
gue* portuguez Naria-Joti, cepilflo Joarjuim Jos de
Mosquita: para o roall) da carga ou passageiros ,
trata-se com Francisco Severam Rabailo & Filho ,
ou com o mismo cpit!U>.
--Para o Rin-de-Janeiro sabe, cnm muita brevi-
dade, por le- parto de ma carga prompta o pataVho
nacional Bulerpe : para o restante da carga escra-
vos a frutee passageiros para o que tem exrollen-
le comino lo, trata-se com Luiz Jos de Si Araujo,
na ra da Cruz, u. 33.
- A barca BtiU-Ptrnambucana devo sahir para- o
Porto no dia 29 do correnie : anda pode rereber
urna pequea porclo de carga e passageiros para o
que trata-se com o capitlo, na praca do Commercio,
ou com O consignatario, na ra da Cruz, n. 34, ter-
ceira andar.
-Para a itha de S.-Miguel segu viagem, com mui-
tajirevidadu, o patacho nacional Anglica por, ter
parte de sua carga prompta : para o restante e pas-
sageiros, para o quo Lem cxcollentes eommoilos,
trata-se na ra da Oruz.no Recife, n. 33, com Luiz
JoarleS* Araujo.
Para o'ltio-de-Janeiro sabe imprelertvelmente,
no dia 24 do correnie a veleira escuna Gaant-Ma-
rlt : anda pode receher alguma carga, bem como
passageiros e escravos a frete para o quo offerece
asseiados commodoi: tratar na ra da Moda ,
n,li.
Para o Rio-de-Janeiro saheimprelerivelmente,
no dia 24 do crrente, a escuna nacional Curiosa por,
seacharcofti ocarregamentn qitasi completo eso
poder rcceber algumas miudezas, passageiros o es-
cravos a fre* : para orna e nutra cousa, trata-se na
ra da Cruz do Recife,* sobrado n. 33, com Luiz Jo-
s de S Araujo.
-- Para o llio-dc-Janeiro sshe, com a maior hrevi-
dade possivel, o brigue nacional Viiconde-dt-Cama-
mu': para carga, passageiros e escravos a frete, tra-
te-se com os -consignatarios, Novaos & Companbia ,
na ra do Trapiche, n. 34.
Para o Rio-de-Janeiro salina breve a escuna
San-Joto-Buptia, por lor a bordo a matarla regamento; anda, porm, p \: reccber alguma car-
ga : quem pretender pode contratar com Amorim
& Irmos, na ra da Cadeia, n. 39.
Para Acarac.rom e.cala pelo Oar, segu via-
gem com a maior brevidade possivel o patacho na-
cional Emuiaco; recebe qualquor carga e passagei-
ros: os pretndanles dirijam-so a bordo do inesmo a
fallar com o es pililo, ou ao escriplorio de Manoel
oncalves da Silva, na ra da Cadeia do Recife.
Para l.oanda salte, uo dia S o brigue portu-
guez l-lor-do-Tejo capilao Frederico Carlos Roza :
para o realoda carga e passageiros trata-so com o
consignatario, J. P. da Costa Rouxo na ra do
Crespo, n. (0, primeiro andar, ou todos os dias na
piara do Commercio.
Avisos diversos.
Lembranc;..
Adverte-se ao proprictario de certa pi-
rfiria na ra das ('neo-Ponas, qne po-
nha termo ao adjunto secreto fjue, por
via de seu caixeiro, se aiTectiia no interior
da mesma padaria contra o governo actual ;
c se por ventura esquecer-se deste seu de-
ver, ter o desgosto de ver aprovado tal
procedimrnto na presenca do meu digno
chefe de polica desla provincia. Isto
llie visa Un sen vizinho.
Onhaixoassignadodeclara ao respeitavel pu-
blico que nilo so respnnsabilisa pela fuga do escra-
voSevero; pois, temi elle apparecido em sua casa
pcriimlo que o comprasse itnmcdiajamente parti-
cipou a aun senhora moradora em Tigipi, Ang-
lica Martina Bczerra ; e, como at e presento nao se
lhe leulia dado i esposta previne em tempo para
nao se chamar ao engao pois o annunciante esta
determinado a recollie-lo a cadeia caso nilo o mau-
de buscar breve para feguranca.
/ntonio hodriguei de Albuquerque,
elle driglndo-se a Marat, creio que exlrahisles es-
tas phrasesdo ilgum lomance qua elaboris em vossa
mansarda,
alarat corou.
-- Sabis o que lio urna revoliiQo ? conlinuou
Balsamo, cu posso'dizcr-vo-lo, porissoquo lenho
vigo duzentas. Vi a do Egypto amigo, a da Assiria,
as da fi'ecin.asde Donm, as do Raixo-linperio. Vi
as da media idade, em que os povos so arrojaran!
uns sobre os outros. o oriento snb>e-o occidente, o
occidente sobre o oriente, o lleglaram-se sem se
onteniterem. Desde os reis pastores at nos teem ha-
vidolalvez cem revoluces. E anda ha pouco vs
vos queixaveis de ser escravos. As revoluces, por-
tadlo, para nada teem servido. E porque? Porque a-
qurlles que as fizeram fram lodos atacados da mes-
illa vertigem : elles se apresaaram milito. Porven-
lura lieos que preside as revoluces do mundo, as-
sini como o genio preside s revoluces dos homeus
seapressa ?
Destru! destru o carvalho.' gritis vos, e nilo cal-
I rulis que o carvalho, que gasta um segundo eai ca-
hir, cobre, cahindo, tanto terreno quanlo um cavallo
| a galope percorre em trila segundos.
Ora aquellos que abaleram o carvalho, nao iendo
tiempo de evitar sua queda impreviala, fram peni i-
ilos, machucados, aniquilados debaixo de sua im-
|mensa ramagem. Eis o que queris, nao he assim ?
eis nflo oalcancareis de nnm. Cvmo Deoa, eu te-
Inho sabido viver.viule, Irinla, quarenla dados de
[homens Curti Dos, eu aou otonio. Como Dos, tu
Iserei paciente. .Trago a minha sorte, a vossa, a do
fDinnilofechadaa ncsla mo.
Niiiguew me far abrir esta mllo cheia de verdades
fulminantes, tem quo eu coiisinta em tal.
Ella contm o raio, eu osei; pois bem.'o raio
ln Ocara como na delira omnipoleuto de Dos.
Senhores, senhores, abandonemos essas alluras
demasiadamente sublimes, ctornoinoa a duacer ter-
Srnhores, en vo-lo digo com simplicioada ecou-
vie^So : aimla nohe lempo, o rci que reina he um
ultimo reflexo do grande re que o povu anu* venera
i nesla magesladequese vai exlinguindo, anda ha al-
guma cousa de bastante brilhoque pode contrariaros
kolpesdevossos pequeos reaeiilimeiilos. Este nasceu
ei, e niorrera re; sua rica he insolente, mas pura.
pa origem, vos a podis ler em sua face, em ses
testos, em sua voz. Elle ser sempre re. Seoaba-
[ermos, acontecer o que succedeu a Carlos !., seus
lgozes se proslarflo diaule deile, eos desejaJores
4 Antonio Jos Vidal, Portuguez, retira-so par o
Maranh.lo.
Francisca Augusta, Brasileira, retira-se para.o
Maranhflo.
Quem annunciou precisar, de um criado para
um homem solteiro, dirija-se a ra do Queimado ,
n. 6.
Precisa-se de dous perilos ofllciaes de charu-
lejros e que sejam de porc.no, psgando-se-lhes
mais alguma coi.sa do coslume : na ra Nova, depo-
sito de charutos n. 50.
O professor de inglez e francez do collegio das
artes ensina estas di dencia na ra da Clnria, sobrado n. 7.
Francisco Jos da 'Costa Araujo, subdito por-
tuguez, vai para o Rio-Crande-do-Sul, com sua fa-
milia e escravos de seu serviQO, a saber : Floren-
cia, Fermina, Caetana e JoSo.
Lotera do Iheatro publico.
\ffo obstante a morosidade que tem ha vi do na ven*
da dos lu heles da ultima terca parte da 18.a lotera,
todava o thesouroirn, desejoso de fazer andar as res-
pectivas rodas o mais breve possivel, convida e ro-
ga aos amadores deslo jogn que se apressem a com-
prar n resto dos bilheles que existem.
Urna mulher com muito hom leite se offeroce
para criar om sua casa : quem de seu prestimo se
quizerulilisar, drija-so 4 ra da Praia-do-Caldei-
reiro, n. 17.
Antonio Ferreira Braga, Portuguez, retra-se
para Europa.
Manoel Ribeiro de Carvalho, subdito portu-
guez vi ao Rio-de-Janeiro.
Altcncao.
Precisa-se de 2 rapazes de 10 a 14 annos brasi-
leiros ou porluguezes para caixeiro de venda : na
ra do Queimado, n. 33, segundo andar.
No pateo da malriz do S.-Antonio, sobrado n.
4. liram-se passiportes para dentro e fra do impe-
rio assim como para escravos e correm-sc folhas,
por prer;o commndo.
Arrenda-seo sitio que foi de Paulino Augusto
da Silva Freir na travessa da Casa-Forte para o
Arraial, o qual lem os commolos seguinlos: boa.
e-isa de vive ma cocheira, estribara arranjos para
prelos um grande lelheiro para se recolher racen
i' q ua raos cacimba de peJra e cal com boa agoa de
beber una horta o muitos arvoredos do fructn,
baixa com capim de planta um cercadnho para
paslo do animaos, o duas rasas de lelhas pertoncen-
1 es ao mesmo sillo : a tratar em dilo sitio.
O bacbarel farmado em nialhemalicas Rernnr-
do Pcreira do Carino tem aherto um curso das sc-
guintes disciplinas: aiithmelca algebra, geome-
tra, trignomelria rectilnea :aquellesSrs. que o qui-
zerem frequentar, duijam-se ra larga do Roza-
rio, n. 12, segundo andar.
Desencaminharam-se, da livrara inglezn dous
voluntes de urna obra ingleza intituladaDe Israeli's
Curiosities of Literal uro: quem levar os ditos
loj do Sr. Joilo Carroll, na pra<;a du Corpo-Santo ,
recebera a gratifirafilo de cinco mil rs.
-- Manoel Jos de Andrade subdito portuguez ,
retira-se para l'orlugal.
Quemlivero quizerdar a criar de leite alguma
crianza, dirija-se a Iravcssi do S.-Pedro, n. 7.
Antonio Bernab de Miranda Portuguez, re i -
ra-sc para Lisboa-
Maria Antoinette Aglace Tresse, nica herdeira
do alien lo Tresse, declara aos deve lores do dito
Talleoido, que s deverao pagar os sous dbitos ao
Sr Frederico Chaves, por ser ello o seu nico pro-
curador.
Soxla-feira, 23 do correnie depois da audien-
cia do Sr. juiz municipal da prnneira vara e interi-
no do civel, se ha de arrematar, por ser a ultima
praca urna casa terrea na ra da S.-Cruz da Boa-
Visla n. 44, perlencenteaos herdeiros do fallecido
Jos Mauricio ile Oliveira Maciel, por exccu.lo de
Jos Mu eir Lopes & C.
Oirerece-se um rapaz porluguez para caixeiro
de venda o qual toma qualquer casa por balaiir/o,
e daliador a sua conduela : quem de seu prestimo
se quizerulilisar anniiurie.
--Precisa-se de um homem, ou rapaz, que saibi
fazer pHo e bolacha, para um mallo distante desla
praca 18 legous : na ra do Queimado, loja u. 6.
-Precisa-sede200 a 300,000 rs. a premio sobre
Pfnhores deouroc prata : quem livor ai.uneie, ou
dinja-fea Fora-de-Portas, n. 95, que se dir quem
procisu.
_Aluga-sea venda da esquina da ra do Cnllei-
reiro com armando para molhados por mdico
alugul a qual he ptima p*ra quem quizer princi-
piar : na praca da Independencia, livrara ns 6 e 8.
Fr; Jnilo Capislrano da Mendonca professor de
geograjdiiao bisloria ilo lyceu desla cidade, lem
aboi tono convento de S Antonio as aulas sguintos :
de pliilosophia rhclonca, goographia, historia e
historia sagrada e -eclesistica : as pessoas que as
quzerem frequeular o podero procurar no men-
oionado convento, qualquer hora.
Mudanca.
de sua desgrana, como lord Capell, beijarHo o ma-
chado quo tiver coitado a cbela de sen amo.
Ora, senhores, lodos vos bem o sabis, a Inglaterra
aprcssoii-se. O rei Carlos i." morreu no cailafalso,
he verdaile, porm o rci Carlos 2,", sen filho, morreu
sobre o throno.
Esperai, esperai, senhores ; pnis o lempos so vfio
tornar propicios.
Qqcrois di'sii uir os lirios Esta he a divisa do nos
loilos : Lilia prdil.u* destine. Porm he preciso que
nu fique nina s ruiz, afim de que a planta deS.-
Luiz nilo tenha esperanza de reflorescer. Queris
destruir a realeza .' Para quo a realeza soja para
sempre destruida, be preciso que seja enfraquecida,
assim em seu prestigio, como em sua essencia. Que-
ris destruir a realeza.' Esperai que a realeza nao se-
ja um sacerdocio, porm um emprego ; quo nflo se
exarca mais ii'um templo,- porm cui urna loja.
(ira, o que ha de mais sagrado na realeza, "isto
he, a legitima Iransniissfio do throno, autorisada,
ha seclos, por Dos e pelos povos, vai porder-se
para sempre Esculai, csculai I Esla inveiicivel,
esta iniransii.-ivel barreira colloeada entre nos,
hornees de nada, o estas crea turas quasi divina*;
o*tc iimite que os povos nunca ousram Irania-
por; e que se chaina legilimdade; esta palavia bri-
Ihanle como um pharol, e que al boje lem garan-
tido a realeza do naufragio, vai eliugur-se cbaj-
xodosoproda mysleriosa fatalidade.
Adelpliina, chamada a Franca para perpetuar a
rca dos res pela allian;a do sangue imperial, a
deipbina, casada, ha um anno, com o herdoiro do
throno do Franca...Aproximai-vos, senhores, pois
temo fazer passar alm donosso cncuio o som Jas
ininhas palavras.
Oquo he perguntaram com anxicdade os seis
chefes*.
A deipbina, senhores, ainda est virgem !
Um susurro siniatro, o qual teria fcilo fugir tu los
os reis ilo inundo, lauto era o pra/.er maligno e o tri-
umpiio vingailor que ello encerrava, cscapou-se, co-
mo um vapor mortal, deste circulo estreilo de seis
caecas que quasi se toca'vam urnas s outias, do-
mmailaa pela de Balsamo, o qual eslava inclinado
Sobre ellas do alio de seu estrado.
Neslo estado ile cousas, conlinuou Balsamo, duas
hyponieses se apresentaui, ambas igualmente favora-
vois a uussa causa. Ou a delphiua continuara estril,
ou n.lo.
No primeiro caso a rac,a so extinguir, e i.ossos
Sim.lo Luiz declara ao rcspeilavel publico que mu-
dou sua residencia para o Motel-Francisco no Re-
cife ra do Trapiche onde os compradores acha-
nto diversas joias do ouro c brilhantes, por preco
commodo.
-- Na ra do Queimado, n, 14, se dir quem d
dinheiro a premio.
O padre Manoel Antonio Teixera e Moura retira-
se paro Portugal.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Roa-Vis-
ta lojas ns 48 o 78, conlinuam-se a tirar passapnr-
tes, tanto para dentro como para fra do imperio,
assim como despacham-se escravos, tudo com bre-
vidade,
Quem annunciou no Diarlo de 15 do correte,
ter um sellim inglez em meio uso para vender d-
pi-sea ra do Amorim n. 33, primeiro an lar, on-
de tambom se poder dirigir outra qualquer pessoa
que o tenha.
MUDANCA.
D. Vi. Raynon cirurgio dentista participa ao
respeitavel publico quo mudou a sua residencia da
ra da Cadeia de S.-Antonio pura a roa do Trapiche-
Novo n- 14, do bairro do Recife lercciro andar ,
anude contina a calcar e por denles artiliciaes e as
mais obras de sua profissio-
Precisa-se de um administrador pnrn un enge-
nho distante desla praca 7 legoas : nao haver du-
vida em se fazer urna boa vaulagom e ainda nie-
llior tendo o pretndeme escravos : a tratar na ra
do Queimado, n. 27.
Quem annuncio querer comprar um diccionario
Magnum
n. 56.
Lexicn dirija-sc a ra Nova, sobrado
No dia 2a do correnie, pelas 11
horas, na ra do Queimado, n. 17, pri-
meiro andar, em presenca do Si*. I)r.
juiz da primeira vara, serao arrematados
varias fazendas, a rcijuerimentos de crc-
dores, e para sen pagamento, cujas se
venderlo pela diminuta avalincao, otn
consequencia do sen estado.
Domingos Francisco da Cruz Portuguez, reti-
ra-se para Lisboa com sua familia.
Fabrica de lodas as qualidades de mobilia
franceza no ultimo gosto de Pairs m
Fernambtico.
I.ourenco Pugi, marceneiro francez na ra Nova,
n. 45,bem conheci'lo dspessoas nota veis desla capi-
tal por fabricar trastes do ultimo gosto avisa aos
seus numerosos freguezes c geralmcnle a lodo o
respeitavel publico pernambucano que j lhe den
lentas provas de ser amante 1I0 hom gosto que el-
le tem augmentado sua fabrica eque esla habilita-
do para emprehender qualquer mobilia que se lhe
encommeudar. As arles vao do par com a civilisa-
580, quanlo mais um povo he civilisado, quanlo mais
os Artistas devem produzir obras linas e delicadas;
ueste sentido o amiiinciaiite empregar todos os
seus esforcos para satisfa/er a todas ns pessoas que
se quizerein ulisar de seu prestimo. .Na mesma ca-
sa lazem cortinados para cama franceza.
amigos nao teriio no futuro nem cmbales, iiem dif-
liculdailes, nem porlurl>a<;0>S. Succodera rom esta
rara, anticipadamente destinada a moite, O que
loin acontecido em Franca, todas as vezes que tres
icis se hilo succedidn (I qne acontecen aos fi I los
de Pllilippe -- o Bello, I.ni/ lliilin, Plulippe -- n --
Longo, c Carlos IV, morios sem posteridade, depois
de leiem reinado lodos lies. (I que succedeu aos lies
lillios ile llenriquc II, Francisco II, Carlos IX e llen-
rique III, mullos sem posteridade, depois de terem
leinado lodos tres. Como ellos, o senhor dclphim,
o senhor conde de Provena, n senhor conde de Ar-
tois reiuaio lodos tres, e lodos Iros morrorflo sem
Sinos, assim como os outros inorrcram ; tal lio a le
do destino.
E assim como depois de Carlos IV, o ultimo da ra-
a Cpela, veio Philippe VI de Valois, collalcral dos
reis piecedenles; assim como depois de llenriquo
III, o ultimo da raca dos Valois, veio llenriquc IV de
Bourbou, collaier I da raga prece lente ; assim tain-
bem, depois do conde de Arlois, Inscripto no llvro
da fatalidade como o ultimo dos reis do ramo pri-
mognito, vira lalvez algum Cromwell, ou algiim
Cuilhermo de Orauge, estranbo, qur n raga, qur a
ui'.lem natura! da SUCCflas.io. Lis o que nos da 3 pri-
meira hypolhcsc ; passemos segunda.
Ncsla liypotbese a senhora deipbina nao lira 1 a es-
tril. I-, e-ie h-' o lacn em que OS nossos illillligos so
v/lo precipitar, jolgamlo laucar-nos nelle. |ll sea
delphiua lulo licar esleiil, se a delplnoa viera ser
inai, ijuando todos se regosijarem na cdrle, o julga-
rem a realeza consolidada em Franca, nos lamhem
nos puderemos legosijar, porquo possuireinos um se-
gredo lao lorrivel que iienhum prestigio, ncnhunia
potencia, neiihuns esforqos rosisli.rflo contra os cri-
mes que este sogredu I11 de encerrar, afrjra s des-
granas que desla fecuudidade bao de resultar para
a futura rainha ; poique este herdeiro quella der ao
Ihruno nos o taremos racilmenle4l|egitiino, provau-
do que he adultera urfecundidade. De sorte que,
comparada com esta felicuiade facticia que parece-
r ter-lhe sido cohcedida pelo co, a cslerilidade lo-
ria sido um benelicio de Dos. Eis porque me absle-
uho, senhores, eis porque espero, tromba, eis, em-
liui, poiquo julgo intil excitar as paixOos popula-
res, as quaes empregarei eilicazmonle quando o lem-
po 'r cliegado.
Agora, senhores, j conheceis os Irabalhos desle
anuo, o o progresso de nossas ruinas. Persuadi-vos,
porlanlo,quenada conseguiremos senao com o go
Vgnes, fabricante de pianos,
na rua do Queimado n. li,
tem pianos de novo modelo, feilos do proposito ta-
ra este paiz silo riquiss, io-s de machmismo o \o-
zes superiores, o quo so aliniga ao comprador : la.n-
bem tem pianos iuglezes que slo pnuco usadi-s ;
cancorta n afina pianos om toda a perf/ojcAo ; vi odo
cordas. cainurc.as e lodos os aviamentos necessarios
para ditos instrumentos : tudo por preco commodo.
0 coronel Rento Jos Lomenha Lins fz constar
a quem convierque est disrosto a vender ou fazer
qualquer negocio sobre os bens terrenos sitos na
freguezia de Una, comarca do Rio-Formoso, que lhe
locaram por heranca de seu fiuailosogro, o marque/
do Recife, dando preferencia aos rendeiros qne estilo
no gozo dos ditos bens. Silo ellos os segnintes : a po-
roaeflo do Abren com todos os sitios e terrenos an-
nexos, os engolilles Manguinho, Agoa-fni, Pao-Fer-
ro, metade do engonlio Bom-Jardun e de outros que
se le vo na i-., in as mesinas trras, a propriedade 1.1-
meleira, melado da propriedade San-Jos-da-Cora-
1,rande e nielade das Ierras da povoae.01 dos Barrei-
ros. Tambom se negocia o bem conhecido cngenbo
Jurissara, silo nas aneas do Cabo, inocule correle,
com escravos, bois e tudo o que lhe perlence. A con-
tratar com o mencionado coronel Desla praca, na
rua do Seve.
&CHAPEOS DESOL
Rua do Passehy n. 5.
Oh que pevinclia para o aniavel e rcspeilavel pu-
blico : novas sedas da ni dlior qiialida lo quo sop-
de fabricar, pnrsircm deincommenda oda niellior
fabrica de Franca, receblas agora.
O fabricante dcstivestabelecimenlo adverte ao res-
peitavel publico desla cidade que elle possue pre-
sentemente um rico sortimenlo de chapos de sol,
assim como chapeos do sol de seda forta-cres, dos
mais ricos que teem apparecido ueste mercado, e de
cores coohecidas ; ditos para senderas de hom lom,
adamascados, lavrados, com SUS competentes fran-
jas de relroz, tudo que tem de 11.ais moderno o do
melhor gosto ; um completo sortimenlo do chapeos
1I0 sol do paniiinbo de todas as cores e do lodosos
la manilos, para bonicos, senhores o meninos: ha
lamhem igual sorljmelo1 de hiendas para robrir ar-
mafOes, lano de sedas de cores, como de panninlios
trancados e lisos imitan lo seda. Advertc-se quo os
freguezesserfloservidos com brevidade, ese aclis-
rilo satisfeitos da boa qualidadc, do hom gosto do
hom preco.
Toda atten^ftiO ao que lie bom.
Deposito de rap andarahv
c imperial.
Na rua da Cruz, n. 63, primeiro andar, escriplo-
rio de Jos de Almeida Brrelo Bastos, vende-seo
bem acreditado rape andnraliy e imperial, fabricado
no llio-de-Janciro, sendo o nico deposito [testa
provincia; assim como se vende a relalho nas se-
guinles casas : rua da Cruz, n. 62 boceo da Lin
poeta n.3 ; rua do Pilar cm Fra-dc-l'ollas n.
86;roa da Cadeia do Recife, ns. 17 e 19 ; rua do En-
cantamento, 11. 4; rua do Vigario, n 14; rua da
Carimba, n. i ; rua do Cordoniz, n. 11 ; rua do Col-
legio, n. 9 ; praca da Independencia, ns. 4 e 39 ; rua
do Queimado, ns. 10, 16 e 33; rua do l.ivramento,
ns. 4, 5 e 38 ; roa da Penha, venda da esquina, por
baixo do coronel Joaqun) Bernardo de Figneiredo ;
roa Direila, ns 6, 16, 33 95 e 141; rua das Cinco-Pun-
tas, ns. 50 e 8:2; rua Imperial 11. 2 ; pateo do Car-
ino, n. 2; rua larga do Iro/.ario, ns 29 o 35 ; rua das
Cruzes, n. 40 ; rua do Cabug, ns. 1 e 7 ; rua Nova,
11 50; Aterro-iia-lia-Visla, ns. 2, 46 o 54; praca da
Boa-Vista, n. 17; l'onle-V'elha ns. 23 o 54; pateo
da S.-Cruz, 11. 106.
-J. O. ElSter mudou o seu cstibelecimentoda rua
da Cadeia-Vellia para a rua da Cruz. n. 51, annde os
compradores a cha rito um bem prvido sortimenlo
de vjnhns de todas as qualidades e conservas, o que
tudo vender por mdico prec.0.
nio e a coragom de mis que scrin os olhos e o cere-
bro, com n perseveranca e o trabalho dos outros quo
represenlarlb os bracos, com a le o dediea(flo dos
ouiros ainda, que soiilo o corecilo.
I'enclrai-vos princip.ilmnnle desla nocessidade do
una obedienciaCega, a qual levar mesmo o vosso
chefe e sacriflcar-se a vontade dos estatutos da or-
dem, no dia em quo Ileso esigirem.
Senhores 0 irmaos chaiissimos, eu levantarla aqu
a sesso, se nilo me restass ainda um bem quo fazer,
e um mal que indicar.
O grande escriplnr que esleve com noscoesta noi-
te, c que teria licado com noscu, a ufio ser o zelo in-
lempeslivo de un de nossos irmaos, o qual aterrou
esla alma tmida, eslegrando esenptor leve rasilo
limito de nossa iissembla, c eu deploro como urna
desgrana que ume>lrangeiro tenha 1 ido rasan diaule
de 11 na inaloria do IrmQoi que conhecem mal os nos-
sos regnlamenlos, e ignoran! iiiteiramenle o noSM
li m.
Rousseau, triumphando, com ossophismas de seus
livros, das verdades de nossa associagilo, representa
um vicio fundamental que eo extirpara pelo ferro o
pelo logo, se nilo tivesse ainda a esperanza de cura-
!:; pela poisuaslo O amor proprio le um de nossos
irinos so desenvolveu de nina nianeira desagrada-
vel, elle fez que licassemos vencidos na discusso ;
iieiihum fuclo*igual lera lugar, eu assim o espero,
do contrario recorrerei s vias de disciplina.
Agora, senhores, propagai a f pela brandura e
prrsuasno ; ensinaia-a, nflo a iinpouliais, nao a fa-
gis entrar nas almas rebeldes frca de nialho e do
mchalo, como fazem 03 inquisidores com as co-
lillas do algoz. Lemhrai-vos que nflo seremos gran-
des senao depois de termos si lo rrcondecidos bous,
c que nao nos reconheccrao bous senao quando nos
moslrarmos inelliores que linio o que nos cerca ;
lembrai-vos ainda que entre nos os grandes, os bens
e os inelliores nada sao Sem a sciencia, a arlo e a f ;
nada, enilim, em compareci daquelles que Dos
marcou com um sello particular para couimandar
os homens e reger um imperio.
Senhores, osla levantada a sesso.
Pronunciadas estas palavras, Balsamo pz o cha-
peo na cab,xa, e envolveu-sc em seu capolo.
Cada unidos iniciados sabio por sua vez s e si-
lencioso, para uo excitar suspeitas.
I
(Coniinunr-ie-fta.)
i"- _



5
Nu da 23 ilo corrento se hilo do arrematar em
praga iblica do *r. doutor j-'.: do civel da primeira
vara e.-ias casas le. reas na na da Florentina ns. 16
c 18, SMiilo u mn habitada e OlitN em vrmazem, cqn-
t-'ndoos alicorees dos tspamenlos e quasi todos os
enchai '-is cum quintal de 397 palmos e mais cl-
gttmns > 'ii ;is ili-ii: ro cuino ra..indas, telbeiros o ar-
vores Inicio cuja avaliagfo lie ilo 6.000,000 do
ris, i: cliiiii->c vi i,i do cscriplo quo se aclia cm
infio iln potleiro dojuizo.
As pessoas que tivercm penliorcsem podr do
abaixo ussiguado, cun venda na ra Imperial, n.
125 qu'Mmm ir lirar al a data daslo; do contra-
rio, ser" vendidos para seu pagamento por assim
o tratart'in t'rederico de Souza Gomes.
Para as pessoas que tcncio-
nam seguir viagcui.
Na ruado Rangcl, n. 9, continuam-so a tirar passa-
portes para dentro e fra do imperio, despacham-se
escrnvns o correm-se folha9, ludo com brevidade e
prego tnuito commodo.
-- Qucni annunciou querer urna ama dirija-sc as
Cinco-Ponas, n. 120.
Compras.
Compra-sc nm cordita do ouro com pouco pe-
so e que nta exceda de urna vara de cumplimento :
quem tiver annuncie.
-- Compra-se urna escrava moga com habilida-
des, principalmente de cbzinha e engommado, pro
fi'i nido-s recolbidu : pnga-su beiu : na praga do
Commcrcio n. 2, piimciro auJar.
Couipram-su mil garrafas quo lenliam sido de
vi ii ln : paga-se a 7,000 rs. o eento : no pateo do
Canno, luja do sobrado de Gabriel Aulinno, 17.
Compra-se urna casa terrea no liairro da Roa-
Vista quo Icntia bom quintal e que seu prego nilo
exceda de uui cont de ris quem liver anuuncie.
Vendas.
--Vendern-se leilss, o "las cabras com bstanle
leite : na ra de S.-Francisco, outr'ora Mundo-Novo,
n. ce.
Vende-se caf de caroco a 120 rs., e cm por-
gue a 110 rs.: no pateo do Terco n. 28.
Va ma Nova,
5,
i i iici nimi, II
vndese urna negrinba desatinos, queja cose sof-
frivel, c be propril para se educar, ou dar-so do mi-
mo a ama menina per ser muito linda e espcrla ;
tima prela de nagflo de 25 anuos boa qiiilandeira,
e que sabe bem cuzinbar ; urna dila do 18 anuos,
que sube ongominar c eozinhar e que da-se barato
piirterum ilefeit em um olbo um moleque de)
nacSo, de 16 anuos, de milito linda figura.
Veniie-SH um Horacio Iraduzido ao p da leltra :
na ra do Sol, ii. 23, s-guodo andar, dufronlo do
porto das canoas, ou na praga da Independencia,
n. 3.
Vende-se urna llauta urna correte para relo-
gio um gamito com podras de marfim : na ra lar-
ga do Ituzario, ti. 24.
Aos amantes da bo pitada
se offerece o rap Novo-Lisba no scu deposito da
roa larga do Kozario, n. 24.
Lotera do Rio-do*Ian Aos 20:000,000 de ris.
BilhftfS, quarlos e oitavos da 49." lotera da San-
ta Casa da Misericordia, cuja lista deve cliegar a es-
ta al odia 25 do orrente : vendem-sc na rna da
Cadeia do Recite, {3a laja n. 51. ^J
Vende-se um bonito pardo de 16 tinos, pro-
prio para pagem ; urna pr. ta de meia idade, por pre-
11> MMi.ii lu ; duns pretas de 18 a 20 aiinus cuto
habilidades; um moleque de nagita: no pateo da
matriz do S.-\ntonio, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
Vendem-se saccas com millio, a 4,000 rs. sem
sacco, e a 4,400 rs. com sacco ; ditas com fe i jilo mu-
lalinbn, a 12,000 as. : no caes do llamos, venda de
Joilo Evangelista. Cheguem, freguezes; que se estilo
acabando.
Vende-se urna escrava de nacHo, moca : ao
comprador se dita o motivo por que so vendo: na
ra da Cadeia doRecife, etcriplorio do correlor Oli-
veira.
Vende-se um par de rodas de ferro para carro-
sa : na rna da Aurora fundigSo do Slarr.
Vendem-se 8 lindos molequesde nagita c crlou-
los, de 8 18 anuos sem vicios : um lindo muUli-
nbo de 14 anuos; 5 pretos de 20 a 30annos, bous
para lodo o servico; 1 dilodc meia idade; urna pre-
ta boa vendedeira le ra ; 1 dita de meia idade, que
engomma c cozinha muito bem e cose; urna cabri-
nha ue 10 onnos, que cose muito bem: na ra do
Vigario, n. 24.
Vendcni-se dous faqueiros de prala obra do
Porto e do ultimo posto por prego commodo: na
ra do Vigario, n. 25, primeira andar.
Vende-so utn prelo fereiro de bonita figura ,
adi sem vicio aigum, de 20 anuos : na tua do Vi-
gario, n. 25, primeira andar.
Vendem-ae pellos de guarezca encarnadas, Mul-
to boaa ; ptimo guaran do Para, por preco com-
modo para lechar contal! na ra do Vicario, n. 25,
primeira andar.
Attettcjto n pechineha.
No armazem do Bacelar defionle da cscadinha da
nlfandega vende-sc atroz do Maranhiio, a 1,200,
1,600 e 2,200 rs. a arroba em surcas a Vonlado dos
compradores e se fr a diliheiro a vista f.ir-se-
liaalguma dillrenca.
So Aterro-da-da-Boa Visfn,
defronle da i ornea ,
ha rhegado nm novo o completo orlimento de cal-
cado francezde todas asqualidaiies, lauto para bo-
mem como para senhora e meninas; bem como os
bem coiihccidos sapillos do Aracaty para bomcm ,
por prego commodo.
-- No sitio da Passgem-dc-Olinda ilo Francisco
Antonio de Cnrvalbo Siqucira vetnlem-sc dous liois
mansos lillms do pasto ; urna carraca em bom osla-
do ; um iiovilhule ; um quintan cacado Tan tilia :
tsmbem se faz negocio com ludo a troco de vaccas
paridas, ou para isso, sendo de boa qualidade.
Vcnde-msc, na ra do Trapiche, noarmazem de
llaymod o C, defronte do Hotel-Ptstor, queijos de
Muas ,de dilTerentes precos.
Vinho barato.
Acha-e eslabelccido na ra da Madre-de-Deos,
ii. 36 um armazem de
Vnoos da Figueira,
de ptima qualidade, a preco de 1,200 rs. a Ganada,
e a 160 rs a garrafa ; e para n3o haver dolo do com-
prador sero lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasa, e dando-se immediata-
mente a outra cheia : tambem ha barris muito pe-
queos proprios para quem passa a festa. O pro-
prietario deste estabelecimento pede encarecida-
mente que se nSo ludara avahando, pelo diminuto
prego e sem conhecimenlo de causa a qualidade de
Ma fazenda digna por certo da eslima dos verda-
deros amantes da boa pinga. Rile conta que quem
urna vez provar, continuar com goslo e sem arre-
pendimento. Eo bom preco!!.' A lodo o exposto
accreseo o asscio e boro acondicionamento, o que
tudo se poder verificar em dito estabelecimento.
Cig.irrlliosde palha de milho.
C.begou do Itio-de-Janeiro, no vapor Partien-
te, urna poreflo destes deliciosos cigarrilhos, os
quaes se tornam rouilo recnmmcndaveis aos hons
fumantes pela sua superior qualidade, e n.lo fazc-
rem mal ao peilo : vende-se no Itccife, atrs do Cor-
po-Sanlo, armazoiii de moldados, n 66.
Pl'nOVIMIO DA FIGUEIRA.
Existe no armazem de moldados, atrs do Cor-
po-Sanlo n. 66 unta grande porgita deste genui-
no viudo que se est vendendo pelo diminuto pre-
co de 1,120 rs a caada e a IfiO rs. a garrafa ; tam-
bem da em pipas que se vender maisem conta he
este o meldor de lodos os viudos que se teem an-
nunciado pela sua simplicidade e ptimo paladar :
quem urna vez o beber jamis deixar de o com-
prar.
Vendeni-sc sellins inglczes e camas
de ferro : na na da >enzalla-nova, n. l\l.
A bordo ilo hriguo Amoiim, fondeado defroute
do Fnrt" do-llattos, vende-se boa farinha de man-
dioca emalqueirea e saccas por prego commodo :
a tralar a bordo do mesmo ou em casa do Amo-
rim Irmfios ra da Cadeia n. 39.
Vende-se a verdarleira potassa da
Ittissia, desembarcada hontem, por pre-
co muilo rasoavel, vista de sua muito
superior qualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, e ra da Cadeia, n. 34
lia dora de pinito.
Na ra do Appollo, pegado ao armazem do Sr.
Motla ha um novo armazem com madeira de pi-
nd da melhor qualidade que tetn vindo a este mer-
cado o serrado de todas ns grossuras c comprimen-
tos : vende-se pelo menor prego que no possivel.
N0VIDADE.
VEHOB VIStIO.
No armazem da ra da Madre-de-Deos, n. 36, aca-
ba do chegar (para especulagilo; pelo briguc Vtnlura-
l'eliz, recentemenle chegado do porlo, o maisox-
cellunle vinho verde, paraos amantes se tefresca-
rem com este gole : mndenla elle, cinquanto se
itilo acaba, por ser una s pipa ; e para nflo esran-
dalisar os amantes e freguezes, nflo se altera o prego
de 160 por garrafa.
Vende-se vinho do Porlo, muilo superior e
de nulraa qualidades em bartis de quatto, quinto,
sonto, stimo oilavo eem pipas, por ptego muito
commodo : na ra do Vigario, armazem de Fran
cisco Alvcs da Cunha, n. II.
Algodao trancado da fabrica
de Todos-os-Saotos da
lialiia ,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos : vende-se em casa de N. O. Bieber & Com-
pandia na ra da Cruz, n. 4.
CHA' BRASII.EIRO.
Vende-se.ou armazem de molhadns atrs do
Corpo-Santo n. 66, o mais excellento cha produzi-
i!o emS.-Paulo, quo tem vinlo a esto mercado ,
por prego muito commodo.
Presuntos.
Vendem-se superiores presuntos inglczes para
fiatndre edegados no ultimo navio: no armazem
do raguez ao 1 do arco da Conceigflo.
FAREI.O EM SACCAS DE 90 LIBRAS :
vende-se no armazem de VicenleFctreira da Cosa
na ra da Madre-de-Dos, a 3,500 rs.
Tainas para cngeahp.
Na fundigflo de ferro da ra do Rrum aeda-sn a
venda um rompleto sorlimenlo de taixas de 4 a 8
palmos de bocea, por prego commodo, c com promp-
ti.lflo emdarca-se. ou carrega-seem carros sem dcs-
pezas ao com] rador.
--Vendeni-se semeas em saccas muito grandes
a 4,500 rs. : na ra da Bldrc-de-Deos, armazem de
''jante Ferreira da Cosa.
Vende-se urna catteira em bom uso, do urna
s face ; 2 livrosque srrvcm para jornale corren-
d s de qoalqucr casa de cotnmercio ; 12 libras de li-
nda do Corlo mullo superior : ludo se vende por
scu dono retirar-so : na ra Nova, sobrado n. 56.
Vendem-so duns pretns una de 16 a 18 anuos,
de nngflo Angola que cozinha alguma cousa lava
de sabiloe faz todo o mais servign de urna casa; a
nutra de qnitandeirn lava desabflo, cozinha o cose
cdflo : vendem-se por seu dono ler do relirar-se
para fra da ptovincia : na tua Nova, sobrado 11. 56.
Vendem-se qurijns loitdrino o mais frescacs
que ha no mercado ; umssas linas a 320-is. a-libra ;
chocolate de cancha, lino e de Lisboa; latas com sar-
diiidas ; azeite doce lino, por prego commodo .* na
ra da Cruz,n. 62
-- Na padaria da ra da Guia, no Recife, haver
todos os dias a venda o novo pSo de Provenga .fa-
bricado poroutro modo que o actual o da meldor
farinha que ha no morcado t por este motivo nSo se
pode fazer senSo a 40, 80 e 160 rs.
Vende se a venda da rna do Apollo, n.21, cotn
poucoa forillos : quem a pretender, dirija-se a ra da
Madre-de-Deos, tratar com .Vicenta Ferreira da
Costa.
Vendem-se barriquinhas com cal virgem Lisboa, muito nova ; fechaduras para portas de
irmazem ; retroz do Porto ; barris com alcatrflo da
Suecia ; por prego commodo : na ra do Vigario ,
n. ti, armazem de Francisco Alvesda Cunha.
Vendem-se tafeos america*
as al 5 palmos de largura
e de todos os comprimcntos.que ha muilo lempo nflo
tcem vindo e os Ii ecnezes experimentando a falta
desta escolenle qualidade. A ellas que silo poucas e
o" prego he barato. Atrs do thealro, armazem jun-
to a maro, de Joaquim Lopes de Almeida.
Farelo,
em barricas a 4,006 rs.; saccas grandes, a 3,50
rs., ditas pequeas a 2,800rs : noarmazem de J.
J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 3.
Potassa.
Desembarcou ha poucos dias urna por-
c5o de liarris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham venda,
por preco mais barato do que ltima-
mente se vetulia, na ra da Gadcia-Velha,
armazem de Bailar ckOHvcira, n. ia.
FARELO
em saccas muito grandes,
a 3s'6oo rs. a sacca:
no armazem do Rrguezao p do arco da Conceigflo
Vende-se a verdadeira e muito superior fari-
nha SSSF, a retalho c em porgflo ; dita de ou tros au-
tores na rna do Vigario, armazem de Francisco Al-
ves da Cimba, n. II.
Vendem-se saceos com farelo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
preco de 3,'joo rs.: na ra da Sanzalla-
Vel'ha, n. i38.
Na rita do Crespo, loja de 4 portas, n. 12, ven-
dem-se chapeos de castor pretos, de muito boa qua-
lidade a 4,400 rs.
No deposito de Me. Calmont & Companhis na
rita de Apollo, armazem n. 6, acha-se constante-
mente grande sorlimenlo de ferrageus inglezaspara
engenlios de assucar corro sejam taixas de ferro
cnado de differentes modelos, os mais modernos
ditas de ferro balido ; moendas de ferro do modo-
lo adoptado para armar em madeira ; ditas todas
de ferro, tanto para agoa como para animaos; ma-
chinas de vapor de torga de quatro cavallos e de al-
ia press.lo o mais moderno e simples que he possi-
vel ; repartideiras ; espumadeiras ; resfriadeiras de
ferro estanliado; formas de ferro: tudo por prego
commodo.
Agencia da fundicao
Low-Moor, ra da Scnzalla-
nova, n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moendas
e mcias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor,e tachas de ierro batido e
coado, de todos os tamanhos, para dito.
l'anoado de pinito da Suecia,
de 10 a 55 palmos
decomprimento, o meldor que tem chegado a este
mercado, em razflo do se poder envernizarem qual-
qner obra por nlo ler n6s e ser muilo alvo, sen-
do costado, costadinho, assoalho, forro e para fun-
dos de barricas : vende-se a prego que o comprador
rara todo <> negocio: atrs do thealro, armazem de
Joaquim Lopes de Almeida.
Vende-se ca virgem de Lisboa,
chegada no tillima navio, em barris pe-
queos, por menos do que cm outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n. I7.
Vende-se cal virgem do Lisboa, de superior
qualidade em barris de 4 arrobas chegada neste
mea r0'0 bncue Uoria-Joi : a tratar na ra do
Brum armazem de Antonio Augusto da Fonseca
ou na ra do Vigario, n. 19.
Fabrica de Todos-os-Santos.
Firmino Jos F. da Rosa eom escriplorio na ra
do Trapiche, n. 44, avisa ao< seus freguezes quo aca-
ba de receber pela escuna Curiosa novo smlmen-
lo do excellento panno de algodilo entrangudo da-
quclln fabrica ptimo para eusaecar assucar e pa-
ra roupa de esravos. O annunrianto conla que,
alm da fazenda, o desojo de animar o desenvolv
menlo de urna fabrica inlcirameiite nacional, pro-
mover o promplo consumo da sua receita.
Ferro
tle todas as qualidades edimensOcs, em barra, ver-
gnlhflo, verguinda, arcos e edapa por prego com
modo : na rita da.Madre-de-Deos. armazem ti. 26.
Vende-sc um moleque de 8a 9 annos, sadio e de
bonita figura ou Iroca-se por urna prela que tenda
habilidades e sem defelo, voltando-se o que fdr jus-
to : no Alerro-da-Boa-Visla, n. 26', segundo andar.
Ulnsieas para piano.
. Na loja da praga da Independencia, n. 37, anda
ha para vender um testo do bellas msicas para
pianos, lindas polkas, valsas, arias, qu'adrildas ,
etc., por menos prego do que em outra qualquer
parte; tambem restam algumas vahas para flauta.
ni __ '-^riaa
-- Vendem-se dous relogios, 2 correles, 3 tran-
celn* cordOes, collares, pul cos, cruzes, argolas, bolflos de aberturas e duas me-
dalhas : na ra do Queimado, n. 1*.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Aos 20:000^000 de i s.
Na loja da praga da Independencia, n 37, aeaba da
chegar um novo sortimento meios bilbetes, quar-
tos, oitavos e vigsimos da lotera do Rlo-de-Ja-
noiro, concedida a beneficio da casa da Misericor-
dia da cOrto. Na mesma loj se mostra a lista da lo-
tera pastada e se trocam os bilbetes premiados.
TIJOLOSDEMARMORE.
Jos Saporiti vende tijolos de tnarmoro azul e
branco, por prego cOmmodo.':' na ra da Cru, h. 18.
LANAS CltUAS DE LINHO.
Jos Saporiti vende lonas croas de lindo da lar.
gura das da Russia, por prego commodo: na ra di
Cruz, n. 18.
Vende-se sarja de seda liespa-
nholn, muito superior; setim de
Mac.io proprio para vestido; los de j
linho pretos, bordados a seda; mcias
pretas de seda de peso; panno pre-
to muito fino e pro va de limSo;
casimira preta elstica ; sarja de
listras, setim proprio tle eollete; as- I
sim como outras umitas fazendas
fin.i8, proprias para a quaresma :
ludo mais barato do que em onlra
qualquer parle : na loja de Jos
Moreira Lopes & Companhia, ra
do Queimado, qualro cantos, ca-
sa ainarell i, n. 29.
immm
Vendem-se 5 lindos molequcs de la 16 annos;
4 pardos de 16 a 25 annos ; 3 pretos de 25 annos;
nma patdinha do 16 aiinos ; 4 pretas de 12 a 20 an-
nos leudo algumas dolas habilidades: Da ra do
Collegio n. 3, se dir quem vende.
Vendem-se pas de pedra para filtrar agoa: ni
ra da Ptaia n. 17, serrara do Cardial.
Vende-se um bonito cavallo mellado aovo e
com bons andares por prego commodo : na ra dn
Cadcia-Velha loja de ferragens, n. 5.
lel de engenho.
Vendem-se barris d me!, com 22 caadas : 111 rui
da Cadeia do Recife, aroiazem n. 8.
Farinha de mandioca.
No armazem n. t, no caes da Alfandega vendem
se saccas com farinha de mandioca de alqueire,
muito superior, por prego commodo.
Vendem-se caixas com licor em'garrafas, mui-
to superior bem cmo cognac tambem em garra-
fas : no escriplorio de Novae& Companhia.
Vende-so, ou troca-se por fazendas, um sitio
muilo grande em Rebcrbe com bom cercado pin
vaccas e boas Ierras para planlages : na ra da Sen-
zalla-Nova, n. 7.
Conltna-sea vender agoa da Ungir cabello:
na ra do Queimado 11. 41. O melhodo do applicir
a dita agoa acompanha os vidros.
Nos armazens de Joaquim Flix da Roza, na rita
da Madre-de-Deos ha para vender ferro em follia
por.prego commodo.
Vendem-se caxns com faces parnahibas e
mais ferrageus viudas agora : na ra da Alfamlegi-
Velha n. 5, armazem de C. T. A. SUay.
Para a Quaresma.
Vende-se um sorlimenlo de fazendas pretas de se-
da o de lila proprias para a quaresma setins, sar-
jas velludos, etc., ebegadas ltimamente : na rui
da Alfandega-Velha, n. 5.
-- Vende-so o verdadeiro xarbpe de bosque che-
gado pelo vapor Bahiaimo -. na ra da Aurora, n. 63,
terceiro andar.
Vende-se fatinha de muilo superior qualidade,
por prego commodo : bordo 'do patacho L'oneeico,
fundeado no caes do Collegio.
Escravos Fgidos
Desappnrcccu o prelo Antonio de nagSe Con-
go odos grandes ; tem falta de alguna denles na
frente e urna ferida em um p : quem opegarleve-o
a ra da Cruz, n. 2, quesera gratificado.
Fugo, na mandila do da 14 do correle nma
escrava de nagSo Benguela, de nomo Mara ; de I*
annos, de estatura regular, secca do corpo ollw"
grandes, credas muilo pequeas o urna deltas es-
pigada na pona com um grande signal por citra
deum dos sobr'olhos, ps gfandes e radiados ettni
dalles incitado ; levou vestido de chita marcllo coni
risquindas c palminhas encarnadas panno da Cos-
ta azul ; niln beacoslutnada a fugir, por isso sup-
pOe-se ser seduztda pelo quese protesta contra 1
pcSoaquen tiver oceulta : quema pegal lovc-ai
ra do Sebo n. 36, que sera gratificado.
Desappaaecou, no da 20 do rorrenle, as 2 doral
da tarde 11111 negrolerrinulo de nomo Cypriano,
de 16 a 17 annos, cor fula, odos grandes; tem i""1
cicatriz na lesta cabellos cortados e pescoco r;ll'a"
do; lovoit calcas velhasa/uladatf, camisa de nid-
polao: quem o pegar leve-o a casa do padre ir.estro
Miguel do Sacramento Lopes Gama que recow- j|
pensara.
Fiigio, no da 19 do corrente urna parda o
Antonio de Souza Itarrozo morador no engento
l'eiiati.liilia a qual dirigto-se para esta praga ; he ll''
altura regular. Cabello raim, beignsgrossoa, denle*
limados e com falla do un ou dous na frenle ; '"
iiolicias de ler viudo oin um comboi do ag'ar-leiile
atoaos Afogados: quema pegar leve-a a na lrf*
do Kozario, n. 39, quesera gralilieado.

Nittr. uia. r. I rair'iA. 149
ILEGIVEL
-..


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