Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06445


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Full Text
Anno XXV.
Terja-feira 50

O 1)1 .-1 /i /O publica -se tocias forera de guarda. O preco da asignatura lie
dcJOOOrs. porqtiarirl, pgoi adinMaiot. Ol
aiinuncio dos asignantes sao inseridos ,
r is.ii) de 20 rs. por llnha, 40 rs. em lypo dif-
fcrente, e as repelles pela metade. Os nao
asignantes pagaran 80 rs. por llnha e 160 ri.
mu lypoditt'erruie, por cada publicacao.
PHASES DA LA NO MEZ DF. FEVEREIBO.
La chela, 7, s 8 horas56'mln. da manh.
Ntugoanle,a 15, a I hora e4iuin.dainanli.
La nova, a 22, s 11 horaa e lOinin. da tarde.
. PARTIDA POS CORREIOS.
Golanna e Parahiba, a segs. e scxtns-fciras.
RIo-G.-do-Norlc, quintas-felras aomelo-dia.
Cario. Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
Macelo, no l.*a 11 e"2l de cada mez.
Garantios r Bnnllo, a 8 e 23.
Jtoa-Vist e Florea, a 13 c 28.
Victoria, s qtiiiitas-feiras.
Olinda, todos os das.
PBEAMAR DE HOJE.
Prime ira, s 2 horas t 54 minutos da tard.
Segunda, s 3 horas e 18 minutos da ntaiib.
de Fevereiro de 1849.
N. 40.
niAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Conrado. Aud. do J. dos orph.
doJ.dociv.&do i. M. da2. v.
20 Trrn. 8. Elrulerio Aud. doJ.doc.da 1.
v. c do J. de pai do '2 dist.de t.
21 Quarta. S. M&xiiiiiano. Aud. do J. do c.
da 2. v. edo J. de pai do2. dist. de t.
22 Quinta.S. Margarida de Cnrtona. Aud. do
J. dos orph. e do i. M.da 1. v.
23 Sexla. Laiaro. Aud. do I, do viv. c do
J. de pas do I. dial, de t.
24 Sableado.*S. Malinas.
25 Damingo. S. Cczarlo.
CAMBIOS NO DA 10 DE EEVEREIRO.
Sobre Londres a 26 d. por 1/000 rs. aGOdias.
Paris
Lisboa 1C8 por cenlo de premio.
El io-d.'-Janeiro no par.
Desc. Acedes da comp. de llelicribe, a50Jrs. ao p.
uro.Oncat hrspanhnlas. 29/.ViO a 30/000
Mqdas de #400 v. 17#200 a 17/40P
. de 6/400 n. 10/200 a IrfiMOP
de4i000.... 0/200 a /loo
Praa-Patacdes brasilelros I/U60 a 1/WO
Pesos cnliimnarios. 1/960 a 1/980
Ditos inrx(can<"..... 1/880 a 1/9C0
PARTE 0FFICIAL.
general, reunidos ao corpo do voluntarios em odia da fragata almirante para verso descobriam oque
r MINISTERIO DA JUSTINA.
1.a skccaO.
Decreto de 18 4a Janeiro de 1849, removendo o ba-
charel Cet*no Vicento de Almeida do lugar de juiz
de direito da comarca de Caratollas para a do Alto-
Amazonas.
dem da mesma data, removendo o hachare! An-
tonio Joaquim da Silva Gomes do lugar de juiz de
direito da cortarca de S.-Francisco, da provincia da
Baha, para a do S.-Chrstovao, e anata de polica de
dem da mesma data, removendo obacharel Clau-
dio Manoel dCstro do lugar do juiz da direito da
comarca de S.-Christovlo e chefe de polica do Ser-
cine para chefe de polica da provincia da Para-
Idem da mesma data, removendo o bacharel Ma-
noel Cerqueira Pinto de chofe de polica da provin-
cia do Para para jil de direito da comarca de
Vanna, no Maranhao.
dem da mesma data, removendo obacharel Joa-
oirim nodrigueadeSouz* doJugarde juiz de direito
da comarca de Camela para chefe de polica da pro-
vincia do Para.
l.lem da mesma data, removendo o bacharel Lou-
renco Jos da Silva Santiago do lugar da juiz de
direito da comarca do Alto-Amazonas para a> do Ca-
mela.
Jilem da mesma data, removendo o bacharel Agos-
tinhoMoreira Guerra dechefede polica da provin-
cia da Parahiba para juiz de direito da primeira
varacrlmcda capital da provincia do Maranhao
dem da mesma dala, removendo o bacharel An-
dr Corsino Pinto Chichorro da Gama do chefe do
polica da provincia das Alagas para juiz de direito
da comarca do Anadia.
dem da mesma dala, removendo o bacharel Fran-
cisco Joaquim Gomes Ribeiro da comarca da Atalaia
para chefe de polica das Alago is.
dem da mesma data, nomeando o bacharel Fran-
cisco de Assis Pereira Hocha juiz de direito da co-
ntare* da Atalaia, na provincia das Alagoas.
dem' da mesma dala, nomeando o bacharel Ma-
noel Joaquim de Souza Urito para juiz de direito d
comarca de S.-Francisco, da provincia da Baha.
dem de 2 do mesmo mez, nomeando a Manoel
Joaquim l'inlleifo serventuario do ollcio de cscrivo
dos orphioi da cidadede S.-Francisco, em Saiita-
Gatharina, durante a vida do respectivo serventua-
rio vitalicio, Joaquim Jos de Ol vi ira ; percebendo
este a le ra parle do rend ment do mesmo oITicio.
GOVERNO DA PROVINCIA.
lllm i Exm. Sr.- Com grande prazer communi-
co a V. Esc. que esta provincia est tranquilla
Dos guarde a V- F.xc. Palacio do govern dii pro-
vincia de Coyaz, 9 dedezemhro do 1848.lllm. e
Exm. Sr. presidente da provincia de pernambuco.
O vicepresidente, Antonio de l'adua Fleury.
lllm. t Exm. Sr.Tenho a honra de participar
V. F.xc. que a tranquillidade desta provincia conti-
na inalleravel.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
S.-Paulo, 30 de Janeiro de 1849.lllm. e Exm. Sr.
presidente da provincia de Pernambuco.O presi-
dente, Vicente Pires da Molla.
lllm. e Exm. Sr.Tenhrfa satisfazlo do commu-
nicar V. Exc. que esta prvincia se aclia tranquilla.
Dos 'guarde a V. Exc. Palacio do governo da
llahla, 15 de fevereiro de 1849. lllm. e Exm. Sr.
presidente da provincia de Pernambuco.-l-rai\fisco
Cgncalves Slartins.
lllm. e Exm. Sr.Tenho a honra de cotnmunicor
i V. Exc. que esta provincia (lea em paz.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo em Ma-
cen'), 17 de fevereirode189.lllm o Ezro. Sr. Ma-
noel Vieira Tosta, presidente da provincia de Per-
nambuco. O presidente, Amonio Nunes d'Aguiar.
COMMASDO DAS ARMAS.
Quarlel-general do commando dai armas na c/aVide do
Rtcife, 16 de fevereiro di 1819.
ORDEM AUDICIN Al. A DO 1)1 A 10.
Tendo a companhia de artfices, ao mando do Sr.
tenante reformado Thomaz Pereira Piulo, o sob a
direccao do director do arsenal de guerra Joflo Podro
de Araujo Aguiaro contingente do 5.' balalh.lo do
fuzileiros, ao mando do Sr. capililo Joaquim Belfort
Comes, 3* eompanhi da, ao mando do Sr. capiSo Jos Gnncalves da Silva,
prestado valiosos servico* no ataque do dja 2 desto
mez na capital, e n3o lendo sidu nomeados na or-
demdod que de por occasio do mesmo ataque,
Taco cessar essa inadvertenci*, devida ao atropello
do servido allueni a de afazeres, pela presente or-
den) addicibnal, fin de que esses contingentes le-
nham a certeza de que osseus servicos sSo lomados
na devida consideracilo pelo governo, que os sabe
avaliar. Seniellianlemente ra(opublieoqueosSrs pri-
meiros cadete* do I .o balalhao do caladores Deme-
trio Eloy Pesada da Silva e Joaquim Ignacio Ribei-
ro, sendo empregados na secretaria deale quarlel-
i, visto n3o se achar seu balalhao na capital, pres-
taran bons servidos, como altosta o commandante
do mesmo corpo, oSr. tenente-coronel Sebastiao do
llego Barros. Assignado/oi Joaquim Cciho, bri-
gadeiroecommandante das armas.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
fio-de-Janeiro, 8 d fuereo de 1849.
A anarchia que desoa o pobro Pernambuco tem
oCcupadn todas as a I ten cites de modo a nao deixar
que o publico dinta capital so entretenha cOm mais
cousa alguma; nno porque seja duvidoso o resultado
ila lula, mas pelo inleresse que inspira o misrrimo
estado de urna provincia da importancia desss. Tudo
parece jazer em um como estado d torpor, prognos-
Uco ceno no, o proprio governo, parece acommellido do mes-
mo mal, ou muto engaado ando eu, o que Dos
permita.
Nno sou visionario : os agouros do Paula Soz
sempre me p a recera m parto de urna imaginacao ja
gasta pelos annos e trabalhos; confesso, porm,
que essa poltica de tolerancia que o ministerio pa-
rece empenhadn em n3o abandonar, mo-grudo a
serie de desacatos que seteom le lo ao governo legi-
timo do Imperador, mo-grsdo ssa praga do pape-
luchos incendiarios que com estpidas prophecias
ameacam o throno e 0 Imperador j mo-grado, cm-
flm, essa opposicflo armada, nHo jiistiflcada por acto
algum do governo; essa tolerancia, digo, que mos-
tr elle para com urna opposicao que nada tem de
tolerante^ nflo me parece juslificavol, o desconfi
que fura perder muila gente a esperanca de restn-
helecimento da ordem e a miiitos amigos esforzados
do ministerio o desejo de coadjuva-lo.
O frasil reclama lodos os das do ministerio ener-
ga c mais energa, e o mesmo ha feito urna das
mais dedicadas peonas que escrevom para a impron-
sa, cujos arligos publica o Correio da Tarde, firmados
pela pseudonymo linuiticus. Com effeilo, eu ap-
plaudi com todo o enthusiasmo de um corceo bra-
silciro a inaugurarlo da poltica da tolerancia e jus-
lica.personificada cabalmente nos membrosdo actual
ministerio. Poisqueos gabinetes transados leva-
ram-nos a osse extremo, era inster que homens
prestigiosos, apoiados em um partido immenso, ar-
vorassem, gubindo ao'poder, a tolerancia ejuslica
em programma administrativo : (dura condigno esta
na verdade, porm necessaria !) ora mister que fdss
I).nulo o systeina immoral das reacgfles que em tan-
to descrdito ha feito cahir o governo do paiz; p-
plaudi, pois, entliusiasmado o programma do minis-
terio do 29 de selemhro. Mas, na pYcamea do que sn
pass* nessa provincia, vista do proceder inquali-
lcavel da opposicao, eoirvem continuar a polrtica da
tolerancia ? Qual o fructo que havemos della cnllii-
do? Dolorosa experiencia nos convence que, se por
mais lempo conlimiar tul poltica, teremos de ver o
paiz despenhar-sc no medonlio ahysmo da anarchia;
porque a poltica iniciante do gabinete est produ-
zindo o elle i lo do urna poltica meticulosa, Uto he,
tem deixado una opposic,Ho turbulenta valer-so das
posicOes ofllciaes que anda oceupa para gucrrea-la
ferro e fogo. A' urna opposirjSo de ferro o fugo lle-
ve o governo responder, nao quoro dizer com a gui-
lho"tina, mas com poltica que nao tenlia viso algum
de meticulosa. Poltica meticulosa em tacscircums-
tancias lie vordadeira calamidade para o paiz.
O Imperador foi a 26 do passado vOr de tar-se ao
mar baici de vapor D.-I'edro, mandada construir
pelo governo no eslaleiro di l'onta-da-Areia, para a
navegado dos ros da provincia de S.-Pedro-do-Sul.
Passa por ceito que S. M. de volta ao arsenal de inn-
Lrinha reprehender o respectivo inspector por falta de
zelo pelo servic,!! publico; porque ha quatio anuos
est no estaleirouma corveta que talvez anda este
anno n3o v ao mar, noontanlo que urna barca de
vapor, encorn,endada a um eslabelecimciilo parti-
cular, em tres mezes iicou acubada e breve partir
ao seu destino.
Pelo brigue de guerra inglcz Grifan tivemos no-
ticias de Montevideo at 13 do passado. No da 5 o
almirante l.e Prdour, commaodaiito da estacao na-
val franceza no Rio-da-Pala, rocebeu despachos do
sen governo rom datas de 12 de notubro, dcqucfi)-
ra portador o vapor Cocyle, m que se Itie ordenava
que passasse a Buenos-Ayres para desempernar urna
commissao debaixo da maior reserv. Nesta confoi-
midade, parti o almirante, aconipanliado do capi-
13o de mar e guerra Massarree M. l.alont, chele do
estado-ipaior, para Buenos-Ayres a bordo do vapor
de guerra Chimare na tarde de 10. Nada transpira va
acerca desta uiissfio inesperada; todava corra por
cerlo que era exigida como condic^o si'ne qua non do
qualquer nefcociaeSo a rolirada previa das frcasar-
gouliuasdo lerrilorio do Estado Oriental, lima cai'U
quo publcou o Jornal do Commercio do 30 do passa-
do, diz a respoito oseguinle :
Nodn em que se icz de vela o Kestrel para Bue-
nos-Ayres soube-se que o almirante francez linda
mandado a bordo um ollcio dirigido a Arana, mi-
nistro de llosas. Esta inslita eircumslauciu lomou
de sorproza a lodos, augmentando anda o espanto
quaudo se divulgou pouco depuis que o proprio al-
mirante parta para Buenos-Ayres.
O commodore inglez, eo Sr. Core, encarrega-
do do negocios, nao licarain menos maravilhados;
porque, coiuqoaulo livesse este ollicios de lord l'al-
inerstun al 3 Us noveoiliro, neohuin conheciment
tinhttn de scmelbante missSo. Fram logo a bordo
ha vis; maso Sr. Le Prdour, talvez para evitar ex-
plicacoes, disse-lhes quo ignorava o objecto da sua
viagem, pois se Ihe ordenava abrisse smenlo no
porto de Buenos-Ayres as instruc?0es que Ihe remet-
tim. O. commodore mostrou-se siimmamente in-
quieto, acabou por.djer con.Sjiguiria, que siva j^lesenganado quecoai o
general Rosas s servlri polvor e bala.
Pelo paquete inglez Kestrel tivemos depoisdislo
datas de Montevideo al 21 c de Buenos-Ayres ale 15,
tudo do mez passado. De Montevideo nada acres-
centou de novo; e do Buenos-Ayres trouxo-nni a
noticia da chegada do almirante Le Pr loiir.que.ton-
do trocado duas notas com o ministro de llosas a II,
tivoa a sua primeira conferencia com llosas no dia
15 era que manifestaran! ambos desejos-de chegara
umaccordo ; mas n;1o tinham anda entabolado ne-
gociaco alguma, o que, na opinilo geral, nao con-
seguiran).
A mensagem com que Bnsas abri a sala dos re-
presentantes da 26." legislatura pOe patentes os mo-
tivo porquoniloquiz receber o cnsul inglez llood
eifl Southern. .Quer o dictador que os governos
francez o inglez Ihe dem plena [aatisfa^fio pela
inlervoncilo anglo-franceza, sem o que nao recebe-
r ucnhum agento diplomtico d'cssas duas nacoes ;
ao mesmo tempo que so mostea inabaluvel na reso-
lucio do s celebrar urna conveneo sobre as bases
llnod com os addiUmentos por elle olTerecidos e por
Oribe, entre os quaes se acha comprehendida a ex-
gaar.i, por elle feila ao governo inglez, de este en-
trogar-lhe as ilhas Malvinas. Sendo causa, como
era do ha muto notorio, da nao recepcao do Sou-
thern o nao vir ello mnnido da poderes para negociar
sobre aquellas hases, parece imposswel qualquer
nogociac'ao, porque o governo ingloz nio podo ac-
ceder a ellas.
Pelo que respeila as relae,0es com o Brasil,lamenta
llosas que o gabinete de S. M. rito tenlia abandona-
do seu desamigivele injuslifieatel designio do desco-
nhecor o 6om direito da cunfedcr.icao sobre Para-
guay, e que nao tenhn feito ellicaz a neutralidade,
tienta as repelidas infraccOes della que comuiettem
os subditos c autoridades biasilciras na fronleira li-
milropho. E quanlo a inslita salisfae,ao quo elle
exigi do governo imperial sobre o que contra ello e
Oribe disseram alguns depulados na sessaodoanno
passsdo, communica sala quoa resposta que Ice
do governo imperial foi que, segundo a constitui-
dlo do estado e pela natureza dos goveruos represen-
tativos, queassegura loJa a liberdade nos debates
parlamentares, R80 era possivel evitar excossos as
discusses, dos quaes nao polo o governo lomar
jamis a responsabilidad!', comprimi aii bom senso,
corroborado pela OpiniOO publica, repellir agsravos
que veem a passar inadvertidos logo que nOo acham
echo nem na nagao, nem no seu governo. llosas
coiiipra/.cu-se com a resposta, o fez sabor ao governo
brasileiro, queo principio internacin d. en vr-
tude do qual linha reclamado, de iienhuin mo lo af-
fectava a inviolabili.lado dos depuladus brasileiros,
OilflO iquo se limitava lmente a opniao e juizo do
govorno. imperial, representante da persoualid ido
puliticn do Brasil, cono estado iiid"pen.lenle, ante
as potencias cstrangeiras.aquem compeliadesappro-
var osexcessos e insultos em que incorressem os
depulados as cmaras, como Ilustradamente diz
elle) linha fciloo governo imperial.Por esta exph-
cicaosovoqueo didactor Conheceu queesta casa
j cheira a homoin.
A commissao incumliida de formular um prnjec-
to de reglame*** para as alfandcgas do imperio ja
apreaentou grande parte do seu trahallio, propondo
no governo quo as reformas fdssem feitas parcial-
mente, principiando pelas que parecessem mais ur-
gentes ao governo, as quaes devom servir como de
ensaio para depos serom emendadas c refundidas
como a experiencia mostrar ser melhor. Os traba-
lhos apresenlados fram os seguintes.
1." l'rojecto de regulamentoisobro os despachan-
tes de primeira e segunda ordem, caixeros, etc.
2. l'rojecto sobre despachos por iacturas e im-
puguaces.
3." l'rojecto sobro consumos.
Consta mais que est quasi concluido outro traba-
o bastante importante so* nvanas de mar e in-
trnsecas, e de damiios c Rlorioracoai. iSenlium
desles trabalhos foi anda publicado ; l'orem, diz-
so. o nem he do esperar mitra cousa dos illuslra-
dos inembrosda commissao, que todos clles estao
perfeilamcnle elaborados.
O rosulladoda cleicao a que ultimamento so pro-
cedeu nesta corte o provincia foi o segumle, entre
1.056 eleilores : |8
Paulino................. (0
Vanna.
Brrelo Pedroso.
(i9
is immediatos cm votos sao o Monlhosuma com
. S.-Salvador com 182, c o Andrea com pouco m..-
A vista deste resultado nno bode crer que, por
Os
279
nos. A vista deste resu
ma
m
nflo
quTla diianaVe innegavel que existen ni'ssa cor-
poracao homens honrados e dedicados aos verdade.-
ros inleresses pblicos j-masdou causa a observar.no
oue cima faco o dito, quo Ihe cummuniquei na un-
nlia ultima, de um liberal que se regozjava com a
depuradlo que, dsse elle, Cria a cmara a quaulas
tleicOcs vencessem os goveriustas.
SS MM. paitiram no dia I.* do corrcnle pelas S
horas da inanhSa para Petropolis, onde chogaram
com feliz viagem no mesmo dia.* Para gloriu da na-
cao bras.leira, e em honra do Imperador, cumpre ra- ees e.Uo firmes mar,
'
zer constar o rasgo do coraefro magnnimo de S. M ,
que passo a exptr.
No dia seguintc aoda chegada da S. M. aquella ci-
dade, foi seu primoiro cuidado dirigir-se, acompa-
nhailo apenas do camarista Siquera, ao tmulo do
finado major de engenheiros Kerler, cuja solicitu-
de, /elo e actividade he em grando parte llovido o
oslado prospero da nascenle Pelropolis, como ge-
rento, administrador ou cousa semelhantc que foi
da colonia. Esto tributo do gratidHo pago pelo Mo-
narcha a memoria do um leal servidor do estado he,
sobro um acto magnnimo do seu bemfazejo cora-
cTo, um incentivo do zelo, actividade e bous servi-
cos dos mais funecionarios pblicos.
O ultimo semestre do anno do 48 foi de alguma
sorto fatal a inocidade talentosa do Brasil. Durante
csse semestre soffremos a perd.i do secretario da le-
gacao biMsilcira em Paris, Sebastiao Bibciro de Al-
meda, lilho do marerhal Rento Manoel : era moco
de talento pouco commuin, cscrevia ejogava a lin-
goa porlugueza com elegancia aduiiravcl, do quo
ilcu provas irrccusnvei.s as correspondencias quo
da Pars enviava para o Diario do Rio. ltimamente
tivemos noticia de outra perda mo menor, sobre-
vinda com a morle do aildido legaoDo brasilcira
em Londres, Luz Callos Martins l'enn*. Esto moco,
durante o tompo que aqu estove no esercico do seu
emprego de amanuense la secretaria do estrangei-
ros, mostrou immenso talento, ja no desompenho
do sen encargo, j na cumposi^ao 'le milita* co-
medias e ntreme/es com que enriquecen o nos-
so Ibealro ; as suas mais aceitas pruluccoss sao,
se me nao engao, O luidepn da roca", o iVo/co em
mangas decomisa, 0 Muchinisla n.'//e, Quem casa quer
casa, e outras de que ma nao record agora ; era,
aleo disto, membro do conservatorio dramtico, em
cujas funeces deu exuberantes provas de seus ta-
lentos c linissima critica.
O theatro de S.-Januario, nico quo funeciona
presentemente, deu-nos nostos ltimos dias dous
curiosos espectculos, mais curiosos liada, porque
nao fram representados no scenario, sonao no sa-
gu Jo da entrada do odificio.
0 primoiro conslou do seguinte :
Um Portuguez que aqu anda errante, ha bastante
tempo, de nome Santa Anua, e quo diz ser filho de
um imaginario marque/ deSanl'Anna, do Portugal,
leve prohihi(o de entrar.no theatro, por causa do
seu mui irregular comporta ment que porvezes Ihe
tem cusalo dias de cadeia. Em urna das ultimas
noites de espectculo quiz esse cavalleiro de in lus-
tria, apezar da proliibicao que IheimpiU a polica,
entra1" para a platea, valondo-so da companhia de
um olficial ra corveta portuguesa Iris; a sentuella
da entrada embargou-ll.o o passo, allegando as or-
dens quo linha a seu respeito ; elle insiste, dizendo
que a em companhia de um olllcial a quem deva a
sentiuella rcspe]|o e obciliencia ; esta persiste no
cumplimento das ordens que tinha ; o imprudente
olllcial, qua alias he mo<;o do lina educlo, segun-
do me informan!, uppoz-ao menoscabado na pre-
sonca de tanta gente dosconliccda, e dizem-tne que
dissera que era um ataque, una injuria feila a um
olficial porluguez, nao consenli-lo entrar acornpa-
nliado ile um seu amigo ao thealro, eque ello so des-
affronlaria entrando forca. Muitas pessoas que pre-
lenciavimo condictb lomarara parte nelle, pondo-
se ilo partido da senlinella ; alguna mocos portu-
guezes, como be natural, tomaran o partido oppos-
to, foi lomando calor a richa, liouvo --furas, e Hilo
sei se mirras--, passaraai a vas de laclo, e se de
prompto nao acudisseo juiz do theatro, que pren-
deu os mais ardenles, inclusivo o oflical de mari-
nha, haveria muito sangue.
O segundo espectculo andou pelo mesmo cami-
nho Um olllcial de proa, tambetn di corveta /ni,
no espectculo de domingo passado, apresentou-se
muto sem-ceremonia em um camarote, de bonet
cabeca Do conformiJade com a le da ciriUsacio
ihealr'al, parlirain os pus do toda a plita; ma o
guerreiro uiarilimo, acostumadoa alTronlar maiorea
borrascas, nao so desooncertoii, nem ao menos ae
den por a'pcrcebido. Cm Inglez que, como lodos sa-
be nuis he gente quo tudo supportacom a suaclas-
sici im'passibilidade, menos falla de rh-im e ilo civi-
lii
dude picou-se con o pouco caso que lazia o mili-
lar do respeitavel publico, disse-llie d* plalea.ua sua
ineia lingoa, porin alto e bom som, que lambtm ni
olciat* de proa seconhece a educaedo ; o oflical infe-
rior, ou esquocido, u ignorando que o homem era
inglez levo a infeliz lemuraiica de acena-lo com um
soco ; est visto que no *ftle calno-lrie a sopa no
mel dosalia-o para fura : saben ambos os conten-
dores acompant.ados dos rospccliyos amtdoros de
brigas de gallo? o, apenas chogam fora, o Portuguoz,
vendo-seadianle do um Inglez, lembrou-se quo a so-
cos nada faria ; lanca m3o immedntameulo do um
pedia e atira-a ao Inglez ; esto, so. perda do tempo.
desvia-se della, corre ao seu conlonloro munosea-o
com um soco inglez, legitimo, pelas hiUculaa, ique o
poz em n.iscro estado. A" inlervencao da aulorida-
d deve-se ler acabado a cousa soaionte com a pr
sao dos contendores, porque a lua jase .a commu-
nicaiido por entre alguna dos especUdoi es.
Entre ambos estes espectculos mediaram-so ape-
nas dous dus; do modo que, se a frtl se demorare
conlmr a l.verespectacu o, leromo.s do V-I. sal.lt
ilaqui sen a sua olhcialidade.
A alfandega reudeu no mez passado 739:*13.0OO
r3.,eOCO..uiadol9t:800,0l)0r.
cambio sobre Londres est a 25 I/i, e as apoli-


ALAGAS.
RELATORIO
Que, por oecasio de diixar a presidencia da provincia
das Alaga, dirigi o film, e Exm. Sr. Dr. Joao Cn-
pistratio Bandeira de Helio ao seu tuoccssor o lllm.
t Exm. Sr. coronel Antonio Nunes de Aguiar.
lllm. t Exm. Sr.Em paz encontr! esla provin-
cia, e ora em perfeita paz, eu cheio de salisiacflo
lenho a honrado entrega-la administradlo do V
Ex. ; grapas Divina Providencia, .cujo snccorro
sempre acrnditei necessario se na vida particular,
muito mms anda no desempenho da honrosa com-
missflo que o governo imperial dignou-se de confiar
debilidaded minhas torgas.
Nomeado administrador dcsta provincia, durante
o ministerio de 8 de margo do anno prximo pas-
sado, esforcei-me qdanto pude para ser fiel ao pro-
gramma desse patritico ministerio : justiga o to-
lerancia. Permita V. Ex. que eu em poucas pala-
vras exponha os .meios a que me soccorri para sa-
tisfaz6-lo. Nflo ser ito impertinente, posto soja
um pinico delicado para mim. Tenh, porm, V. Ex
a hondade de acreditar que nflo tenhn em vlsias cau-
sar no animo de V. Ex. a fra e dosagradavel im-
pressflo do meu proprio elogio. Fra de minha parte
muita falta de perspiracia.
Sempre entend, Exm. Sr que a justiga em rola-
gflo sociedade he o mais (Irme esteio da ordem
publica, ea injustiga, om relgflo ao que a pratca,
o signal mais evidente de fraqueza, a degradaeflo
mais irracional, mais antithetica a essencia do go-
verno. Estes principios, logo que aqui chepuei, e-
nunciei-os do modo o mais expliciin, declarando
quecmsua applicagflo nlto conheeoria as insignias,
as ilisiii'coi's ilus parcialidades polticas, e logode-
pois or alguna actos que live de praticar parece
que lambern ellas ennheceram que eu eslava muito
possuido da digndade de minlia mssflo, e me ele-
vava por amor della, massem orgulho, altura con-
veniente. Assim collocado, observei quo eslava as
posigfles ofiiciaes um partido, e as exigencias da
poltica harmonissvam-sn com o respectivo oca-
sos!. Conservei, pois a esse partido as pnsiges olll-
caos, mascom a clausula declarada de quea presiden-
cia seria para elle como be para o individuo a consci-
encia. Superior spaixesdo quo elle poderia dei-
xar-se dominar, estara ella atienta para argui-las,
sopea-las, e assogurar ao partido decidido a pro-
teegflo dos seus direitos, quando violados. Fosse
devido quadra, fsse devido a boa ndole dosAla-
gAanos, fsse para isso parle a convicgflo em que
elles pstavam de queeu tinha a necessaria declsfln
para fazer respeitar os principios ex pos tos, o ceitu
lie que muito pouecs dcmissVg livn necessi de fazer, e as fui fazendo deiois de bem Inteirado
dessa necessdade. Confiando nos cin pregados exis-
tentes, porque sem f nflo vive o administrador, f
criticada, discutida, esprcitei todava o procedi-
menlo delles, principalmente em relagfloaos seus
adversarios polticos. Nflo me demando dominar de
urna dcscnnlianca sombra e offensva, e respetan-
do por este modo o nicrccimcnlo dos servidores do
estado, respeitaram ellos tainbem a minha auluri-
dade, e eu nenlium emharago enconlrei, nenhum,
em minha administragflo, e o meu nomo escapou
( felicidade minlia ) a calumnia, que tem aggredido
a tantos nomes Ilustres, e do cuja gloria quizera eu
ter parle. Reconhec assim praticanienle, pelo que
lira referido, quo um partido, anda dominante, so
cohibe por si mesmo quando lem a certeza do que
o poder uo prestar aos spus excessos o apoio da
frga publica ; certo disso renuncia ello logo pre-
tendi de ser exigente, o o administrador se acha
Tivre em sua ocgflo governativa. Esta vanlagem mo
conde ;eu, pois, carrego scom toda a responsabi-
lidade dos meus actos ; lie mais que pro'vavcl que
eu tenha feilo erros, mas estes crios silo inteira-
mente meus, filhos dos meus conceitos, de minha
conscienca pouco Ilustrada. Mas por isso lambem
me felicito, porque pareee-ine que_o erro couimet-
tidosniente por deferencia oprmfio alheia heum
erro inconsolavcl.
Emquanto tolerancia, deixe sem azedume,
sem o mnimo enfado, queso pronunciassein todas
as sympaihias, todos os votos, lodos os iuteresses
tos. Calculei eu sempre a relagflo dos meios com a
importancia do fiui, par* que a frga empregada nao
excedesse a necessdade. Assim puis, fui lolerante
sem que fallasse no meu empeuho do assegurar a
ordem publica.
Urna especie do presenmento, nflo me gabo de
tino administrativo, revelou-mo que o mais deci-
dido espirito 4* ordem e adhesSo a monarchia do-
miuava as provincia das Alagas. FIquel tranquillo,
* dispajesM logo no principio de umiha adinims-
trsgflo toda a frca da guarda nacional, que nflo
era de absoluta necessdade para a guai uicSo evi-
tando ssm despozas ao cofro publico, e ess'a fr-
ga o ncommoiio do destacamento. Nestas dispo-
Nodia t de Janeiro do corrento anno aportaram
praia do Gamella no sobredito municipio alguns de-
putados de Pernambuco, e tentaram o pvo, pre-
gando a revolta. O delegado argido soin rasflo de
desleal, coadjtivado palo enCao ex lenente-coronol
los Ignacio de Mendonca e pelo doutor Jacintho
Pas de Mendonca combinar.un logo nos meios do
manter a ordem, dando-me inmediatamente parte
do todas as occiirrenciss.
As providencias que dei a semelhante respeito, V.
Ex. lera a hondade de leremmeus relatoriosdiri-
gidos ao governo imperial emll e 16 do sobredito
inez. Os resultados immedlatos dellasfram a ani-
mar lo de toda a populacflo, a prompta prisflo do ex-
tenente-coronet Jos L'iiz Reltrflo Mavgnier, 'o
qual, por mais fortes que fssem assuas sympaihias
com a revolta de Pernambuco, nflo teria animo de
pronunciar-se a favor della por interesse proprio,
a nflo ser a perigo nalmente a necessdade em que estes so viram' de
evacuar logo a provincia, sendo forgados para o
fazer com alzuma seguranga a demandaren) o au-
xilio de urna figa rebelde que se achava de promp-
tidflo na fronteira da provincia vizinha, e que se
bateu com o nosso va lente destacnmentodeJacupe
sh o mando do denodado lente Manoel Peroira do
Souza Ituriii.
Acha-se, pois, em consequencia do referido acn?
tecimenlo urna frga maor talvez de 500 pravas bem
municadas no acampamento de Jacupe ; nflo para
reprimir Alaganos,lodos pacficos 6 leaos, mas para
cooperar com as Torgas de Pecnambuco a bom do res-
tabelecimento da ordem publica na dita provincia,
sendo que neste sentido j eu tinha anteiiormente
mandado para asfrontei>as quasitodaa frga de linha
que liavia disponivel, e enviado para a capital da
mesma provincia 00 pregas do 2. batalhflo de art-
lliai i.i a pe.
Fallando do acontecimento de Porto-Calvo, falta-
ra no meu dever senflo commemnrasse os bous ser-
vigos do muito inlelligenle o honrado chefe de po-
icia Dr. Andr Corsino Pinto Chichorro da Gama,
que nflo obstante o mo estado de sua sade nflo
hesitou um s momento em marchar e logd para
Porto-Calvo, e tomar ah as mais importantes pro-
videncias quo as circumtancias reclamavam. Se a
conliangu do governo imperial houvcsse do honrar-
me anda segunda vez em commissflo igual quo
doixo, eu folgara du encontrar-me com tilo digno
magistrado.
Alguns outros individuos hilo prestado e conti-
nua m anda com empenho os seus servigos, nflo s
no acampamento do Jacupe, como na guarngflo
desla rulad.-. V. Exc. lera occasiflo1 de aprocia-los,
e reconheccra que alguns delles rivalisairi em dedi-
cagflo ao throno imperial o causa da ordem con^p
cominandantc superior Salvador Pereira da Rosa e
Silva, i| iir chamei para commandar a sobredita guar-
nigflo, depositando nclle inlei'-a coulianga.
Pastando ainformar a V. Exc. sobro outros oh-
jectos da publica administragflo, direi V. Exc. que
a secretara do govcrno'acaha de receher grande me-
lhoramento relativamente ao sou archivo. Este
achava-su em completa confusflo ; mandei-o por
em ba ordem, e formular um cathalogo", mediante
una gralificagflo aos respectivos oiliciaes. Acham-se
prvidos os dous lugares de amanuenses que fram
creados ltimamente pela le provincial n. 85de 32
de jullio iU>. ihis. O olilcial-maior dessa reparligflo,
o qual servio de secretario interino durante a m nha
adminislrago, ha hoinem de boa vontade, e cumpre
bem os seus deveres.
Na thesouraria provincial acha-se hojo o saldo de
ris 95:9738*78 : a saber, em moeda 66:248/659, em
lettras 29:725/419, o maiorlalvez que ella tem tido
desde a sua creagflo, nflo obstante as despezas cora
as obras publicas que cstSo em andamento o de que
logo tralarei. iNenhuma verba do respectivo orga-
iiieiiiu acha so excedida, excepto a que respoita
aquellas obras, as quacs mandei ha das que so
despendesse sb minha responsabilidado at a
quantia de 6:000/000 ris, afim de que ellas nflo pa-
rassem, conliadodc que a indulgencia da assem-
bli'.i provincial approvaria esto meu procediment.
Justo he que a mesma assemhla augmentos ven-
cimeiitos do honrado inspector d'aquella repart gflo
e em proporgflo o dos seus su hallemos que, segundo
ostou informado, dpsempeham com zulo as obriga-
gdas a seu cargo
sendo que somonte as dcsta capital o da Anadia f-
ram argidas do alguns defeitos. Tivo do resol-
vorsobro estoobjectoalgumasduvidas. quemo f-
ram propostas, o as respectivas decisfles fram to-
das approvadas pelo governo imperial; a que res-
peita, porm, a Anadia pende ainda do rosolugflo
definitiva do mesmo governo. As ordens para a
revisflo da qualificagflo dos votantes no corrento
anno fram em lempo expedidas, e lenho todas as
cmaras enviado circulares removendo embaragos,
o dando eselarecimeutos que teem por fim evitar nul-
lidadcs em semelhante trabalho.
A. nstrucgflo primaria recobeu algum melhora-
mento pela legislagflo novissima (do anno prximo
passado, e todas as cadeiras por esta creadas achara-
se prvidas, monos a do Pago-de-Camaragibe para
o sexo femnino. O concedi deinstroceflo publica,
creado pela Ici provincial n. 12 de 6 de abril de
1843, a quem incumbe iS flscalisagflo immediata
dcste ramo do sefvigo, reclama um regulamento,
o eu delle pretenda brevemente oceupar-me. A
creagflo de um lyceu nosta capital he urna necessda-
de geralmento sentida e urgente. V.Exc. somduvi-
da a reconheccra logo.
Emquanto aguarda nac mal, nflo me animo a
confiar a V. Exc, que he militar pralico o Ilustrado,
os meus ponsamentos incompletos a rospeito dos
inconvenientes que eu possa tor observado nesta
parte da (orea publica. Limito-me, pois, a chamar
a altengito de V. Exc nflo para a minha prspria ex-
periencia quo pouco valor pode ter, mas para a ex-
periencia uestes ltimosmezes na Europa. L est
ella para attestar que a.existencia dossescorpos po-
pulares, armados sem certas, condices, he o maior
perigo a que pode estar exposto um estado. Em oc-
casiflo de perigo roal, um governo rodeado de urna
frga armada, na qual nflo pode confiar, eque n'qm
momento do flaqueza ou de mo humor pode passar
para o inimigo, est em peiores circunstancias do
quo estara se nenhuma frca militar tivesse ; he
como urna arma de lago que desfecha emquem toca
o rame, o mata edono em vez de proteger a oasa.
Esta olxcrvagflo obriga a estudar profundamente
esta institiiirao, alim de que ella inspire, toda a cou-
lianga as crises arriscadas do estado, e nflo esteja a
sua dedicagflo dependente de puras eventualidades.
Daqui ver V. Exc. que abundanc.ia de fe nflq era
preciso que eu tivesse no espirito de ordem da guar-
da nacional desta provincia, para estar tranquillo,
nflo obstante os defeitos de sua organisagflo, o a au-
sencia da frga de linha.
O que releva fazer em beneficio dosta provincia
he immenso, fallando absolutamente; porm, com
relagflo' aos meios, pouco. Depois do concluido o
mercado publico nflo est forados recursos actuaos
da provincia a obra do quartel da polica, que con-
vem fazer, o urna casa com as accomodages precisas
para o lyceu o thesouraria provincial. Tenhosidq
solcito em pedir, afim de augmentar aquellos re-
cursos, o pagamecto lo que o cofre geral devo ao
provincial. Fram ltimamente remettidos ao go-
verno geral alguns esclarecmenlos arespeito. Um
edificio para a alfandega desta cidade e a erecgflo
de um pharol sflo necessidades j reconhecidas pelos
supremos poderes do estado, que nalei do orcamonto
vigente consignaran! para essas obras a quantia
de ris 73:669/874.
Penhorado como ostou pela conlanga com que
me honrou a assembla provincial, permitta-mo V.
Exc. que eu neste ultimo acto consigne os senti-
mentos do gratdSo e de respelo que tributo essa
ilustre corporagflo ; neste ultimo acto em que, lan-
gandoas minhas vistas sobre o passado de minha
administragflo, me sinto safllcientemente pago polas
lluscsdc minha conscienca, pago de sobejo pela
condccoragflo com que o Ilustrado c generoso go-
verno de S. M. Imperial acaba de apreciar meus di-
minutos servigos.
Termino este trabalho, agradecendo V. Exc. os
testemunhos de sua dedicada benevolencia, e fazen-
do os mais sinceros votos para quo seja V. Exc.
muito feliz em sua adminUtrago, eslampando seu
nomo ja Ilustre nos aunaos desto povo, cuja memo-
ria scr-me-ha sempre guata, e vai como quo sleryo-
typada em meu coragflo-
Dos guarde a V.Exc. Macei, 9 de fevereiro do
1849. -lllm. e Exm. Sr. Antonio Nunes do Aguiar,
presidente desta provincia Juo Cauntrano Bandeira
de Mello.
jectos ; tratei de prevenir aquellas qucixas medan-
le algumas alterages no antigo regulamento, e
eslou informado que se tem colindo o desojado
eOcito.
Enconlrei principiada a obra da cadeia, que hoje
so poda dizercoucluida, e>tando ha mezes ja os pre-
sos nella recolhidos. Tem-so despendido a quantia
do ris 48:200/892 neste importante edificio, o qual
pela sua elegancia e proporges nflo desdira da
grandeza de qualquerdas capitaesdo imperio.
Lanceia primeira podra da casa do mercado pu-
blico que se acha em andamento, e assim tmbenla
do hospital militar,, que falta smento rebocar o
"adnlhar, existiudo j para isso os lijlos e cal neces-
'siges comniuniquei ao governo mnprinl i ".;*.""-----"-
ra i?, do meu pensanient, l\\"J"c, Zn de!eio S"""' ?eul!,'1"e "H^MJll o dnhero destinado
iZ^sawMmmtaMtoaV eiw?D.B^fa22! 2",^ ult,'ma obr^l?il0 me fsse "f^iltido
lelos esses desejos impotente" o u,f ou^oum n-' C!',"ClU,'la; m oxt'f r'Vn"ria economa chegou
divduoque sonliassecom outr. .uS0,iU/5uiu" "^ qU6 ^ ****#> N!i0 haV"
que podesso sentir a precisflo de novidades ou de
emogOes mais foKes.
I) aqu procedeu que cu me nflo deixe levar do
apprchensOes infundadas, e nflo calculei oom as in-
crepages de counivencMiMtiu a revolta de Pernam-
buco. que alguns indiviVHI nas folhas da .lila pro-
vincia assacavam ao delegado e commandante.s dos
a guarda nacional do municipio i
regulamento a respeito das depezas feitas
ueste ramodeservigo publico. Eu confeccionei um,
eA'. Exc. tora a hondade de rev-lo e crrg-lo para
que a maior liscalsagflo se torne effectiva.
Emquanto thesouraria geral, cumpre assegurar
V.Exc quo lambem nflo excedi a nenhuma con-
signagflo marcada, excepto a destinada paraamo-
bilia do palacio, que sobrelevou om ris 164/180
.yiouefoipara ella destinada ;e islo porque, tendo-se
oe lorlo-talvo. As circomstaucias melindrosis da ; "e frtzer as encnmmendas para fra da provincia,
provincia vizinha recommeudavam-ine toda a
dencia, toda acircumspecgflo. Nflo convinha d
neira nenhuma
sar desgosios q
patinas a favor
que para isso bou
tes. Aceitci, pois, nflo com f implcita, os proles- Pois a,n deacautelar extravos. Digno-so V. Kxc. a
tosdeadhosaoqueme dirigiram essas autoiidades;!csle respeito do attonder especialmente as
HLiniu HEPEhrimiicii.
HECiri, 19 DI riVIBIIEO Dtl8(9.
VAPOa DO SUL.
a U'i ; -------; -- "- ** i > .-,,. uaa piumivii)
pru-',,ii0 f' possivcl fazer um orea ment exacto com ro-
jina-''a5i1 aos pregos dos objectos encomniendados.
nisto felizmente andei previsto. Por um
putei como urna especie de garanta o prejuizo de
posicao e de lu tuna que softienum -aquellos indi
vi.iuos se se enibarcassem em urna desorden* :oe-
goismo tem a sua prudencia propria, prudencia s
vezes muito elllcaz, dadas certas circunstancias j
poroutro lado, cu sabia, e elles o sabiam laoibuin,
que lodo o municipio e a provincia inleira se lo-
vanlaria para coinpriiui-los e esmagar a revolta. A-
guardei, pois, os faclos que liverain lugar pela ina-
ne! ra seguale.
instruc-
ado re-SOC!iqiiedeiaocmpregado da thesouraria que mar-
chon para Porto-Calvo com a commissflo do pagar
as frgas que hoje devem achar-se na povoagflo do
Jacupe, as quaes organisoi com as vistas referidas,
nas u I voz quo nflo attinjain satisfactoriamente o
seu fim, e convenha accresccntar-lnes algumas ou.
lias providencias Aseses quo garantam o exacto
emprego das soinmas destinadas ao pagamento dos
voncinientos militaros.
As eleices municpaes fizeram-se em 'geral com
tranquillidade o regularidade em toda a provincia,
Hoje entraram neslo porto, procedentes dos do
sul, os vapores ti ah ana o Pernambucana. Este, ha
vendo dcixado em Alagas alguma tropa que con-
duzira, trouxe para aqu a senhora e a demais familia
do Exm. Sr. presidente da provincia, bem como va-
rios outros passageiros ; aquclle, porm, foi porta-
dor da carta do nosso correspondente na corte, que
exarmos sb a rubrica competente, e de varios
peridicos fluminenses e habanos. O prmeires al"
caneam a 8, o o segundo a 15 do correte.
O nosso correspondente esmerou-se, como de
costumo, cm ser minucioso ; mas, islo nflo obstante,
deixou-nos alguma cousa a dizer.
S M. o Impe rador dignara-so do nomear o Sr.
doutor Jeronymo Martinano Figu'era de Mello para
o cargo de chefe do polioia dosta provincia; bem
como o Sr. Antonio Baptista Gitfrana para o lugar
de juiz do direilo da comarca do Donito.
Omesmo augusto Scnhnr houvera por bom remo-
ver :da vara crime do Limoeiro para a dos feitos
da fazenda desta provincia, o Sr. Alvaro Barbalho
Ucba Cavalcanli ; da vara criminal do Bonito para
a que vagara om consequencia desla remogflo, o Sr.
Alexandre Bcrnardino dos Res e Silva ; de juiz
municipal e deorphfloa, enifim, do termo de.Goi-
anna para a segunda vara municipal desta cidade, o
Sr. Manoel Jos da Silva Neira.
Alm destas nomeages e remogflrs, decretaram-
so pelo ministerio da justiga as que vflo noticindas
na Parle offlcial;
Comquanto o governo eslivesse imformado do
quasi-aniquilamento da revolta, cujos restos i
presidencia se oceupa em fazer desapprecer, toda-
va dora ordens para quo se apresUaiea, aQiaja
seguirem para aqu, dous batalhes fortes de bh,
de 1,800 pngas, o quaes devem dt estar nesia -
pilal dentro de 18 a 20 das.
As dalas do Rio-Grande chegavatn a 17 de Janeiro,
A provincia conservava-so em trsnquillidaJa.
O Diario do Mi-Grande do dia 16 traz osegol(
artigo :
0 imperio acaba de sofTrer um novo Insulto dos
nossos vizinhos.
Urna partida de salleadores orientaos, compost
de quatorze individuos pouco mais ou menos, astil-
lando no dia 1." do crrante a diversas habilagoas no
lugar denominado Paro, assassinou o joven brasi-
leiro Jos l.uiz de Lima, e saqueou as casas dos llr
sileiros Vrgaras e utras, ultrajando as familias qua
all se achavam abrigadas, e levando -prisonoiroi
alguns. outros nossos compatriotas que encontn-
rain.
Taes sflo as recentes proetas dos bimnquUloe qua
o Defensor de Oribe o Americano da legagflo argen-
tina bflo de, por sem duvida, contestar, a
Quanto Baha, temos o prazer de annunear qua
ella, assim como as demais provincial do sul, g.
zava de perfeita paz.
O banco commercis.1 bahiano ia prosperando da
maneira a animar os nossos capitalistas a esforga-
rem-so por abrir nesta praga o que desde muito se
acha projectado, logo quo o permiltrem as circuns-
tancias da provincia.
No bou stimo semeslre, descontara elle i 797
lettras no valor de ris 4,657:209,407 rea; sendo
que os mus nteresses lquidos, no fim dessa se-
mestre, montaram a 5,574 ris por cada accloda
100,000 ris.
Pelo Jialango, verificra-se que a 30 de dezembro
do anno lindo existia na caixa, em dinbeiro, a somata
de 495:476,292 ris; bem como quea quantia a ja-
ros at essa data orgava por 777:120,347 ris, a que
o movimento semestral do estabelecimeato fra da
res 13,303:896,381.
FALLscmairro.
Hoje, pelas 5 horas Os tarde, foi sepultado n'um
dos jazigos da igreja do Corpo-Santo o cadver do
Sr. commend ador Joaquim Baptista Horeira, cnsul
de S. M. Fidelissima nesta cidade.
Qur como particular, qur como agente do gover-
no portuguez, o Sr". Baptista Moreira atesorase por-
tn entre nos de modo a merecer a eafttaaa eaa syi-
pa tilias de todos.
Dolado de um genio verdaderamente diplomtico,
leve a habilidado de atravessar as mais arriscadas
crises, sem se intrigar, e sem quo deixasse correr
revelia a sorlo dos subditos de sua nagflo, quando st
dava o caso de ser ella posta ea risco.
Victima de urna intriga, leve de comparecer inte
o seu governo para defender-se dss injustas aecust-
ges quelhehsviam feito : conseguiO jusllucar-ie
plenamente, o confundi seus gratuitos inimigos.
Aovoltarpara ntrenos, apezar da victoria que al-
cangra sobre so us detractores, vinha elle ralado do
desgbslo a que nenhum homem honesto se pode es-
capar qusndo se reronhece fet ido pelo dente viperi-
rino do calumniador;*! este despraxer outros se
juntaram ; mes o bom Lusit ano, dando pravas da
urna resignagflo invejavel, ostentava-ae sempre pri-
zenteiro, e esforgava-se o mais possivel por oeculttr
seus soffri menlos quelles que o fraquenlavan.'
Psi carinhaso, esposo desvelado,amigo sincero, a
Sr. Baptista Moreira de ixa mullas saudades neste
Pernambuco, e em outras ierras onde cntretiiiha ra-
lagOes.
Nos que fomos honrados com a sua amizade, a qua
o tratamos um pouco familiarmente, nflo podemos
eximir-nos de verter urna lagrima obre o seu t-
mulo.
A trra Ihe aeja leve!..
DOS receba a sua alma na mansflo dos justos I.,.
Correspondencia.
.Sr. fedactor. Mil louvores sejam dado ao Snr.
Manool Francisco Nogueira capilflo da bares _por-
tugueza Bella-Pernambucana, hem como iOr>lol)
dessa barca e respectiva trteolacflo, petea an*1'"
cosque proporcionaran a muitas familias, nflo so
no amargurado dia 2do.corrente mas lambem em
noitedo II, em que aprouvea alguera tuw corroa
nas ras dosta cdado que os rebeldes se achavam *
Moclo, disposlos a ataca-la segunda vez. Este lea
Porluguezos se osrneraramem fazer traosportar pa-
ra bordo do dito navio em os escaleras e laoclias
dello no dia e noite a que me lenho referido, va-
rias familias que. dispersa pelos cae 0 p/al* eV
Itecife, trmula de agona e com o oto estimpuu
II FflVFI I


/
as faces, como que oom os lnguidos olhos m-
pforavam prctecgSo e soccorro s embsrcages qo,
como pordetermlnagrodaProvdoncia, colhavam
o ancoradouro; o, o que he mais at) pratcrem es-
e co de philantropja liburalisarani-no imlistinc-
tamoutoa lodos, sern attenglo dado, qoalidado,
naturalidade ou sexo.
Assim, pois, oSr. Manuel Francisco Nbgueira o
eu piloto o a tripolucflo que irabalba soh sua diroe-
Cflo, nflo sao menos dignos Ai eaiima e gralidflo das
almas b"-m formadas do quo os dos navios de S. M.
Fidelissima Ventura-Felis, Flor-Jo-Tejo, Villa-Flor e
Z*ro,-beincomoO*deoulraa muiUa emharcagOes
nacionasseesirangeirssque em Uo difticeis con-
juncluras i valisaram em caridad; tanto mais quan-
tusa uflo pouparam a incomaiodos e despezar de to-
da a especie pira trataren dovdamente aspessois
hae busca rain a sua protecgflo.
Reoobam elles, porlaulo, esto testemunho do re-
coqlieeimenlo quw I lio votum os abaixo aasigoados ,
e llqiietn cortos de que, emquanlo estes viverem ,
nflo oesearao de appelecer-llies as maiores prosperi-
dados.
Francisco Pinto da Costo Lima tua familia,
ti. B. Esta va m assigoados mais 3 individuos.
*
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
RENDIMENTO DO ni A 19. .......... 1:921,400
Detcarrtgam kaje, 20 ilt fevtreira.
Brign Testal bacallio.
Polaca Arckangtlo mercsdorias e tijolus dt
mar moro.
Brigue Ernal mcrcadorias e earvSo.
Brigue Fetdinand mercaduras.
IMPOUTAGAO'.
leda, briguo ingle, vindo deCardilT, enlrado no
corrente mez, consignado a Dcaue Youle & Compa-
nliia, manifestou o seguate :
214 toneladas carvfiodepedra ; aosconsignatarios.
Archangeh, polaca sarda, viuda de Genova, en-
trada no correrrte mez, consignada a Oliveira & Ir-
ui.los, manifeslou o seguinte :
120 caitas msssas, 11 barra alpista, 3000 ladri-
lhos de marmore, 1 caia man, 40 garml'oes vinho,
60 caitas e 16 barra azeile doce; aos consignata-
rios.
CONSULADO GERAL.
RENlJIMENTO DO DIA 19.
Henriqu'.cquipegem 30. Passageros para esta pro-
vincia, a Exin.' Sr. do EXm. presidente desta pro-
vincia com sua familia,lar. Polycarpn Lopos de l.eflo,
o eapililo-tenented'annada Ernesto Alves Branco.n
2.' lente Iticardn da Silva Naves, o guarda-nia-
rinlia Pedro Cordeirnde Araujo Feio; o alfares do
5.* ha tal hilo de fuzileiros Pedro Lino de Barros
llego, oex-soltado Nanoel Fernandes de Oliveira,
t praga para o 4.' batalhflo de artilharla Franklin
Jos da Cunha, e o Portuguez Flix Ferr ira de
Mallos.
Camam, 14 das, patacho brasileiro ConceicAo, de
152 toneladas, capilSo Joaqun) Francisco di Cos-
ta, equpagem 9, carga familia de mandioca o ar-
roz; a Novaes& Companhia. Passageiro, Antonio
de So'uia Lfma.
Ass; 8 diaa, brigue brasileiro Sociedade, de 223
toneladas, capilflo Manoel Joaquim Lobato, equi-
pageni 12, cirga sal e> pallia de carnauba ; a los
Malhias da Rosa. Passageros, Viclor Jos de Al-
cantar com I escravo, Brasileiro.
Ass; 10 das, patacho brasileiro Laurentino, do
toneladas, capilflo JoSo Marlins dos Santos.Cardu-
zo, equpagem 9, carga sal e palha ; a Lourengo
Jos das Neves.
Navio* tahidos no meimo Ha.
Canal; escuna allemffa Elu, capitllo I. Scliade, car-
ga asiucar. Passageiro Belchbr Emburg, II am-
bu'guez.
Porlo-Alegre pelo |Rio-Grande-do-Sul, ralacho
brasileiro Venus, capifito Jos da Costa PimenU,
carga sal.
Fair-llavnn; galera americana Gtorge, capilflo David
Marslon, carga a mesma que trouxe.
DecJaracoes
Ceral .
Diversas
provincias.,.
5:655,891
262,670
5:918,564
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 19........... 8:623,022
_____b_____-^
RIO-DE-JANE1R0.
CAMBIOS O DI* 7 Ol FBVBRRIRO DE 1849.
Cambios sobre Londres.......25 1/4
; a Pars.........380 a 385
Ilamburgo......700
Metaos. Oncashespalilas.....31,600 a 31,700
da patria. ...... 31,600a 31,700
v Pecas de 6,400. velbas 18,000 a 18.500
Pesos hespanhes. .-. 2,020 a 2 050
V* da patria.......2,009 a 2,010
PatacOes........... 2,000 a 2,010
A plices de 6 por cento......86 1|287
provinciaos.........86 a 86 1/2
^ni-i ( Jornal do Commercio. )
BAHA.
cambios ao ol* 14 de FBViiEao di 1849.
Londres ............251/2
Paria............... 380
Ilamburgo............nominal
Lisboa..............120 p. c.
Melaei.
Oncas hesponhlas....... 31,600a'31,800
mexicanas.........31,300 a 31,500
Pecas de 6,400.........17,500 a 17,800
Modas de 4,000........ 9,400 a 9,600
I'atacOes brasileirns........2,000 a 2,010
hespanhes.......2.000 a 2,010
mexicanos.......2,000
( Mercantil. )
' ...... .....
Movimento do Porto.
O vapor Bahiana fecha as mslas para os
portos do norte boje (20) ao meio-dia.
Pela segunda secedo do consulado provincial
su faz publico queoprazo de 6 mezes concedidos
pela lei provincial n. 228, de 2 de setembro do anno
prximo passado, para o pagamento de meias sizas
dos escravos, que se esliverem a riever, se (inalisa
no dia 5 ilc margo prximo vindouro : em conse-
quencia, pois, dessu dia em diante nflo se recebr
meja siza, que, vista do papel de venda, sequei-
ra pagar 30 das posteriores a sua data, om enjo caso
licar suhjeito ao art. 17 do regulamonlo de 11 de
abril de 1842. Segunda seclo;do consulado pro-
vincial, 15 de fevereiro de 1848.
O cscrivio chi'fe da segnnda scccHo,
Thcothro Hachado Freir l'ereira da Silva.
O escrivflo da primera secco do consulado
provincial, de ordem do administrador do mcsino
consulado, faz publico que, no dia 21 do corrente, 4
urna hora da tarde, se hito de arrematar em prca,
porta desta reparticilo, 20 barricas com assucar re-
finado, contando 73 arrobas e 26 libras, avahadas
em 188,960 rs., aprehendidas a Caelano do Reg Tos-
cano ; sendo a arromaUcHo livro de despezas ao ar-
remtenle.
Ilesa do consulado provincial, 16 de fevereiro de
1849.
Joio Ignacio do Reg,
-- O arsenal de guerra compra 300 meios de sola :
quem o mesmo genero quizer fornucer comparece-
r ha sala da directora no dia 21 do corrente mez ,
com sua proposta em caria fechada e a amostra.
Arsenal de gueria, 19 de fevereiro de 1849.
O escripturaro,
F. Seraneo de Assis CarvaJho.
CURSO JURDICO.
Do ordem do lllm. Sr. director desle curso jurdi-
co (ac saber a quem convier, que do fim deste au-
no por (liante os exames preparatorios das tres lu-
Coas serfo fetos indslinctamente, e surtes nos
livrosseguintes :
LATIM
Tito l.ivio, Odes do Horacio OrscOes de Cicero e
Eneida de Virgilio.
FRANCEZ
Telemaco e Fbulas do La Fontaine, o Genio do
christiauismu de Chateaubriand e as Satyras, de
Uoilcau.
1NGI.EZ
o Vigario de Wakefield por Goldsmth o a Historia
romana do mesmo, as EstagOes de Thomson e Paral-
zo perdido por Milln.
Secretaria d'academia jurdica de Olinda, 16 de
fevereiro de 1849.
Eduardo Soares de Albergara,
Secretario interino.
Leiles.
Brendcrn Brandis & C. farlo loilto, por inler-
von^ dq corretor Oliveira ,o por couia o risco de
quem pertnncer,'de urna por<;Iii decutclerlag eilo-
bradic-is variadas d'agoa sainla, a bordo da pa-
lera Columbus na sua recente vn'gem de Liverpool
para oslo porto : Icrca-feirs, 20 lo correnle s 11
horas da manh.la em ponto no seu armazcm da ra
do Trapiche-Novo,
O corretor Oliveira far leilflo, por conta o ris-
co do quem perteucer du urna porefto de barricas de
bacallio vindas do Lisboa por lodo o prego vis-
to querer-so ultimar urna conta de venda: quinta-
(eir, 22 do corrente, s 10 horas da manhSa no ar-
mazem'do Sr. (Jacular, defrouto da escadnha da
alfandega.
Manoel Joaquim. Ramos o Silva far leililo de
urna partida do niuilo>Bupuiiores figos em barrs :
lerca-feira,20do corrento, s 10 horas da manlifla,
na porla da alfandega.
m
Avisos maritimos.
Navios entrados no dia 19.
Rio-de-Janeiro, Bahia e Macei; 10 dias e 12 horas,
do ultimo porto 18 horas, rapar brasileiro Ba-
hiana, capilOo li. Olten. Paaaigeiros : para esta
provincia, o Exm. ex-presldente l)r. Joio Capis-
Ira no Bandeira de Mello com 4 filhos, t criado e
4 eacravos; o 1.* lente de artilharla Fran-
cisco Kdoviges Rricio com sua Sra., 1 filhoe 1 es-
crava; alferea Joaquim Luiz da Silva Flho com I
cacravo ; Jos l^urenco de S llibaa; Joo Vas de
Oliveira-com i criada ; Deogralias do Amera! c0m
1 Meravo; Antonio Jos Barboza de Oliveira, Ma-
noel Jos Nunes GuimarSes, Joaquim da Silva com
1 escravo; Antonio Prospero da Costa, Manoel
Teixeira Soares com 1 escravo; padre Jos da Sil-
va Machado; 3 desertores do 6." batalhflo de
catadores. Para o norte, o Exm. presiden-
te para o Rio-Crande-do-Norte, I)r. Uenvcnuto
Augusto de MagalhSes Tuques com 2>scravoa;
fre Luiz do Jssus Maria Jos, froi Manoel Procopio
da Conccico de Maria, Nicolao Tolcntino deSnu-
za, Manoel lotis da Costa, Fortnalo lustre, lles-
anhol; David Aquiuim, Portuguez.
Ro-de-Janeiro, Bahia e Macei; 12 das e2 horas, e
do ultimo porto 19horas, vapor brasileiro l'ernam-
Imeem, de 240 toneladas, commaudaute Militao
TUEAIRO DE AFOLLO.
QUINTA FEIRA, 22 DE FEVEREIRO DE 1849.
aepass(KT*c*0 rxtr*ordik*ri* r.u aaRiricio os *.
m*ri*, ou 4.* d *ssioa*TUR*.
A EPIDERMA DE MELANCOLA,
Extravagancia romntica em 3 actos.
DANCA.
A C*CRUCRA,
Dancada porM Camoim.
INTERVALLO DE CANTO.
LB G*SD*la d'hVDEK,
Osera nova d'Auler, canuda por M- Alexandre.
Si TC Me REOnr.TT*lS /
Romance novo, cantado por M."* Alexandro.
*lll VAHAD em aaucA,
EltpuUda por Mr. Alexande, chefa de orcheslra.
DANCA
rAS-GALOf,
Dancado por M.-' Camoin.
Taisaara,
Vemde'ville novo em uro acto.
Comecar as 8 horas da noila.
~ Para o Rio-do-Janeiro sahe, no dia 21 do cor-
rente, o brigue nacional Sociedade : recebe nica-
mente passageros, ou escravosa frote : trata-so com
Jos Baptisia da Fouscca Jnior, ou com Jos Mar-
cellino da Roza % na ra Dfreta, n. 93
--Sahe | ara o Ass no dia 2-i do corrente a pola-
ca N.-S.-do-Carmo : recebe carga e passageros: Ir.i-
ta-se com Francisco Alves du Cunha, na ra do Vi-
gario, n. 11.
A barca llella-Pcrnambucnna deve sabir para o
Porto no dia 22 do correnle: ainda pode receber
urna pequea poreflo d carga e passageros para o
quo Irula-se co:n o capitio.-na praga do Commercio,
ou com o consignatario na ra da Cruz, n. 34, ler-
ceiro andar.
Para a ilha de S.-Miguol segu viagem, com mui-
ta brevidade, o patacho nacional Anglica por ler
parte de sua carga prompta : para o restante e paa-
sageirus, para o que (em excedentes rominodos
trala-se na tua da Cruz no Recife, n. 33, cun Luiz
Jos de S Araujo.
-- Para o Riu-de-Januiro sahe impreterlvelmenlo,
no dia 24 do correnle a vcleira oscuna Galanti-lUa-
rla : anda podo receheralgnma carga, lieni como
passageros e escravos a frete para o que oflerece
assuiados cummodus : a tratar na ra da Moda ,
n. II.
Para o Rio-de-Janeiro sabe imprelprivclmento,
no dia 24 do curenle, a escuna nacional Curiosa por,
se adiar cen o cairegamenlo quasi completo e so
poder receber algumas miudezas, passageros o es-
cravos a freiu : para unia^i outra cnusa, lrala-se na
ra da Cruz doltecire, sobrado n. 33, com Luiz Jo-
s de S Araujo.
Para a Baha segu em poucos dias, o hiatc
Flor-de-Cuiurips: quem quizer carregar, ou Ir de
passagem dirija-se rundo Vigario, n. 5.
--Samuel P. Willely capililo do brigue america-
no Andrew-M.-Jones, com agua atierla precisa a ris-
co martimo sobro o casco e frete do dito brigue a
quanlia de tres cotilos de ris pouco maisou menos:
os prelcn.lentes pdem-so'enlendercom osseus con-
signatarios llenry Forsler & C., na ra do Trapi-
che, n. 8.
Para o Msranho sah<*, em poucos dias, o bri-
gue-eseuna Laura : para o reslo da carga e passage-
ros, para o que tem cxcellenles commodos, Irala-
so com o capilflo na pracn do Commercio, ou com
Novaes & Companhia, na ra do Trapiche, n. 34.
Para o lliu-do-Janeiro sahe, com a maior brevi-
dade possivel, o brigue nacional Visconde-de-Cama-
mu' : para carga, passageros e escravos a frete tra-
le-so cum os consignatarios, Novaes & Companhia ,
na ra do Trapiche, n. 34.
Para Genova pretendo sabir at o fim do corren-
te mez a polaca sarda Silencio bom condecida e do
primeira marcha : pode recbela frete 300 a 400 sac-
eos com assucar, ou 1,000 a 1,500 couros : quem
quizer carregar, entonda-secom o seu consignata-
rio, Jas Saporili na ra da Cruz, no Recife, n. 18.
Para o Itio-de-Janeiro snhira brevo a escuna
San-Jodo-Baplisla, por ler a bordo a maioria lo Car
regamenlo; inda, porm, podo recebar alguma car-
ga : quem pretender pode contratar com Amurun
& Irmflos, na ru^hitaCsde^^n. 39.
' Para Acarac^OTtfsCala pelo Ccar, segu via-
gem com a maior hrevidade possivel o patacho na-
cional Emulaco: recebe qualquer carga e passage-
ros: osprelendenteadirijam-su a bordo do mesmo a
fallar com o capilflo, ou ao escriplorio de Manoel
Concalves ua Silva, na ra da Cadeta do Recife.
Para Lotnda sahe, no dia 5, o briguo portu-
guez Flor-do-Tejo capilflo Frederco Carlos Hoza :
para o resto da carga e passageirus trata-su com u
consignatario, ). P. da Costa Rouxo na ra do
Crespo, n" 10, primeiro andar, ou todos os dias na
praca do Commercio.
Francisco Bernardo la Molla deixou de ser ia-
xeiro dos i>rs. Lima Jnior & C. desde o dia 18 de fe-
vereiro, e mui penhorado fica pelo bom Iratamento
que os mesmos Sfs. Iba prodigalisaram afuranio o
tu.npo que os servio, o momo pela urbanidado s a-
d durante a sua molesl *, e igualmente grato ra
. un o seu primeiro csixeir.) o Sr. Malinas Joa&tun
daMaia pela delicadeza com que sempre olralou.
-Joso-deSouza Lima, ?ub.nlodeS. M. Fidelsi-
ma relira-so para Portugal
-- Uoxa Anlunes de Oliveira embarca para o Rio-
de-Jneiro a sua escrava parda, de npmc Paula.
Vicente Rodrigues, subdito portugus, retira-
se para Tora do imperio.
"Preciss-sedxdouscaixciros para um engenho
distante desta praca 20 legoas que sejam mocos e
sem familia : quem estiver nestas circumslanliciss ,
dirija-se ru* larga do Huzario casa de Jofio Ma-
noel Rodrigues Vallenca.
O.Sr. J. C. A. M. queira quanlo anles ir pagar
n quanlia do 10.000 rs pelos quaes ja fui citado ;
do contrario, se publicar oseu nome sur extenso.
- --Joaquim bernardo de Flgueiredo embarca para
o Rio-de-Janeiro o pardo de nome Jolio
Angelo Francisco Carueiro faz publico quo ap-
pareceu a loltra de 2:625,000 rs. que so havia des-
eiicaminhado de sua casa.
--J. O. lster mudou o seu estaheleciment da ra
da Csdeia-Velha para a ra da Cruz, n. 51, aonde os
compradores acbarflo um betn prvido surlimonto
de \ 111 los de todas as qualidades e conservas o quu
ludu vender por mdico preco.
I'recisa-se de um homem forro para Irabalhar
cm urna fabrica : na ra da Cadcia-Velha, n. 9.
L. Delachayo e A. Cbaler, subditos fiancezcs,
relirani-se para o Rio-do-Januiio.
fr
OSr. Amaro Gomes de Oliveira. do engenho &>
Cania-Braba queira ir ou mandar" buscar
urna carta para S. S., na casa do Burgos no
paleo do Carino', sobrado n. 18.
Avisos diversos.
i
4
Vignes, labricaiile df*piano8f<
' na ra do Qucimado ti. I*i,
lem pianos de novo modelo, feilos de proposito pa-
ra este paiz silo riqussimus de mucliinisino o-vo-
zes Superiores, o quo so nG.. ig.i ao comprador : lam-
ben! tem pianos ingleses que silo pouco usados ;
canearla e afina pianos com toda a porluc,flo ; vende
cordas, camurcas o lodosos aviamentos necessarios
para ditos instrumentos : ludo por pceo commodo.
O coroncl.Bento Jos l.eineiih.i Lilis faz constar
a quem convier que est disposlo a vender ou fazor
qualquer negocio sobre os bens e trrenos sitos na
freguozia de Una, comarca do Rio-Formoso, que Iho
loraiam por heranga de sou finado sogro, o marquez
do Recifo, dando preferencia aos renduios quo estflo
no gozo ilos ditos heos. 3Ko ellos os segnintes : a po-
voacflo do Abreu com todos os sitios e terrenos an-
nexos, os engenlms Mangoinho, Agoa-Fria, Po-I'er-
ro, metade do engenho Uom-Jardim edeoutrosque
se Icvaiilaram as inesmas Ierras, a propriedado Ga-
meleira, melade da propriedade San-Jos-da-Cora-
Grande e melado das Ierras da povoacflo dos Barrei-
ros. Tambem se negocia o bem conhecido engenho
Jurissaca, silo as varzeas do Cabo, moente corrente,
cun escravos, hus e ludo o quo Ihe perlence. A con-
tratar com o mencionado coronel nesla praga, na
ra do Sove.
Toda aten^ao ao que he liorn.
Deposito de rap andarahv
e imperial.
'Na ra da Cruz, n. 63, primeiro andar, escriplo-
rio do Jos de Almeida Brrelo Bastos, vndese o
bem acreditado rap andarahy e imperial, fabricado
no ilio-de-Jaiiciro, sendo o nico deposito nesla
provincia; assim como se vende a relalho as se-
guintes casas : ra da Cruz, n. 62 ; neceo gota n. 3 ; ra do 1'iUr cm Fra-de-PolUs n.
86;rua da Cadeia lo Hecife, Dt. 17 e 19; ra do En-
canlaiiienlo, n. 4.'; ra do Vigario, n 14; ruada
Cacimba, n. 2; ra do Curduniz, n. 11 ;rua do Col-
legio, n. 9 ; praca da Independencia, as. 4 e 39; ra
do Queimado, ns. 10, 16e 33; rus do l.ivramenlo,
ns. 4, 5e38 ; ra da l'euha, venda da equina, por
liaixo do coronel Joaquim Bernardo de Flgueiredo ;
ra Direila, ns 6, ig, 53 95 e 141; ra das Cinco-Pun-
tas, ns. 50 e 82 ; ruu Imperial, n. 2 ; paleo do Car-
ino.n. 2 ; ra larga do llozario, ns.-29 e 35 ; ra das
Cruzes, n. 40 ; ra do Cabug, ns. 1 e 7 ; ra Nova,
n 50; Alerro-da-Brta-Visla. ns. 2, 46 e 54,; praga da
Boa-Vista, n. 17; Ponte-Velha ns. 23 e 54; paleo
da S.-Cruz, n. 106.
Quem precisar de um Portuguez casado, com
pouca familia para reitordeum sitio, ou engenho
perto da praga dirija-so ao Corlume, delronle da J
malanga, n, 11.
MUDANCA.
D. W. Ravnon, cirurgiflo dentista participa ao
respeitava! DUWiCO quo mudou a sua residencia da
ra da Cadeia deS.-Anlonio para a ra do Trapiche-
Novo n-14. do bairro do Recife lerceiro andar ,
aonde continua a oalgar e por denles arlificiaes e as
mais obras de sua profissflo-
Prccisa-se de um administrador para um enge-
nho distante desta praga 7 legoas : nflo havera du-
vida em so fazer urna boa vantagem e anda uie-
Ihor tendo o prelendento escravos : a tratar na ra
do Queimado, n. 27. .
Quem annuncio querer comprar um riicciouano
Magnum Lexicn, uirija-so a ra Nova, sobrado
n. 56. a ,
__ No dia aa do correnle, pelas ti
horas, na ra do Queimado, n. 17, pri-
meiro andar, em presenca do Sr. Dr.
iuiz da (irimeira vara, sro arrematados
vaiias faiendas, a requerimentos de cre-
dor%s, e pa"ra seu pagamento, cujas se
vendero pela diuiiinita avaliacao,
consequencia do seu estado.
Domingos Francisco da Cruz, Portuguez,
ra-se para Lisboa com sua familia.
# Uomoeopathia.
9 Primoiro consultorio gratuito para os pobres M
'v na ra da Cadeia de S.-Anlonio, n. 22, Uirigi-
O* do peloSr. J. B. Casanova medicolfrancez.
Ete consultorio estara abeiXo desde as 9 lio- #
f ras da manhfla al as 4 da tarde. Os pobres #
m recbenlo consultas o remedios gratuitainen-
4 le: apresenlaiadoum atlesladode pobre/a
seus vigarDs ou mesmo de
sacerdote.
de
oulro qualquor *
em
fjtt-
35fCAPEp DBSO.LS
Ra do Fasseio, n. 5.
Oh! que peXincha para o amavel e respoitavcl pu-
blico : novas sedas da melhor qualida le quo se po-
de fabricar, por sorem de incommonda e da melhor
fabrica de Franga. recebidas agora.
O fabrcantodesto eslahelecimento adverte ao res-
peilavel publico desta cidade que elle nossue pre-
sentemente um rico sortimenlo do chapeos de sol,
assim como chapeos de sol de seda furia-cores, dos
mais ricos que teem apparecido nos te mercado, e do
cores conhecidas ; ditos par* senhoras de bom lom,
adamascados, lavrados, com suas competentes iran-
ias de retroz, ludo que tom do n.ais moderno o do
melhor gosto; um completo sorlimento de chapeos
de sol de panninho do todas as cftres e de todos os
tamaitos, para homens-, senhoras e meninos: ha
tambem igual sortimenlo do faiendas para cobrir ar-
macOes, tanto de sedas de cOres, como de panninhos
[mugados e lisos imitando seda. Advorle-se que os
freguezes serflo servidos com brevidade, e se aclu-
rflo satisfeilos da boa qualidado, do bom gosto do
bom prego.
>i iraa


~
Mar Joaquina da ConceiQflo relira-se para f-
ra do imperio com seus filhos.
No boliquim da Esperanca na ra da Senzalla-
Velha, n. IS, aluga-se una canoa aberla para fa-
milia por prego rommodo. *
--P-ecisa-so ileum homem, oo rapaz, que sabi
azer|loe bolacha, pira un matto disiento desta
praca 18 legoaa: na ra do Queimado, loja n. 6.
Aluga-ae a venda, da esquina da ra do Caldei-
reiro com armaco para molhados, por mdico
aluguel, a qual he ptima para quem quizer princi-
piar : na prac da Independencia, livraria ns 6 o 8.
Ouen^precisar de urna ama para casa deum ho-
rnero solteiro para engommar e f.izer o mais servi-
do de urna cas, dirja-se a ru a de S.-Concalo, n. 30.
Fr. Joflo Capislrano de Mendonga professor de
geogrephlao historia do lycu desta cidade, tem
abei to no convenio de S. Antonio aa aulas seguinles:
de philosophia rhetorica, geographia, historia o
historia sagrada e eeclesiasca : as pessoas que as
quizerem frequenlar o pdenlo procurar no men-
cionado convento qualquer hora.
O Revean. 8r. Cedro Aureliano de Castro Vian-
na capellilo da corveta Euierpe, tenha a bondade
de mandar receber urna caria vinda do sul, na
Hvraiia da praca da Independencia, ns. 6e8.
Roga-soao 8r. Th., caixeiro, ou negociante
de couros seceos de ir entregar urna bu-rica e jun-
tamente o importe do objecto nella conlido seniio
passar pelo dissabor demaisalguma cousa : Uto Ihe
pede un que precisa de receber o que se I lie deve.
"!*J~""W
*z

Mudanci.
SimiTo I.uiz declara ao respeilavel publico que mu-
dou sua residencia para o Hotel-Francisco, no lle-
cife, ra do Trapiche oode os compra lores acha-
r.'o diversas joias do ouro o bullanles, por pceo
commodo.
-- Na ruado Queimado, n. 11, se dir quem da
dinheiro a premio.
O pudre Manoel Antonio Texeira e Moura relira-
se para Portugal.
FranciscoJos da Costa Araujo, sublito por-
tuguez, vai para o Rio-Grande-do-Sul com sua fa-
milia e i osera vos de seu servido, a saber: Floren-
cia, Fermina, Caelana e Joflo.
I olera do Ihcatro publico.
Nflo obstante a morosidade que tem havido na ven-
da dos bilhetcs da ultima terca parta da 18.* lotera,
todava o thesoureiro, desejoso de fazer andar as res-
pectivas rodas o mais breve possivel, convida e ro-
ga ana amadores deste jogo que seapressem a com-
prar o resto dos bilhetes que existen),hhii deque.atc
o lini ilo crrente aez, equando muito no principio
de fevereiro prximo futuro, possa ser marcado o
dia infallivel do referido andamento.*
Agencia uVpassaporles.
Na ra do l'.ollegio, n. 10, o no Aterro-da-Roa-Vis-
ta lojaa ns. 48 e 78, conlinuam-se a tirar passapor-
tes lano para dentro como para- fra do imperio ,
assim como despacham-se escravos, ludo com bre-
vidade.
Antonio Ignacio d i Roza embarca a sua escrava
de lome Mafia, crioula.
Quem annunciou no Diario de 15 do corrente,
ler un sellim inglez em meio uso para vender di-
ja-sea ra do Amorim n. 33, primero andar ou-
de tamben) s poder dirigir outra qualquer pessoa
que o tenha.
Aa pessoas que tiverem penhoresem poder do
abaixo assignado com venda na rua Imperial, n
125, queiram ir tirar at a data dastn; do contra-
rio, serflo vendidos para seu pagamento, por assim
o trataren.- t'rederico de Suma Gomes.
A bordo do briguo Xmoiiia, fndenlo defronte
do Forte do-Mallos, vende-se boa farinha de man-
dioca emalqueires e saccas por preco commodo:
tratar a bordo do mesmo ou em casa do Amo-
rim Irmflos rua da Cadeia n. 39.
Vendo-tuse, na rua do Trapiche, noarmlzem de
llaymod iC, defronto do Hotel-Pislor, queijos do
Minas ,de diiTereiiles precos.
Vinho barato.
Acha-se estabelecido na rua da Madre-de-Deos,
n. 36, "m armazem de
Vitihos da Fgueira,
de ptima qaalidade, a preco de 1,500 rs. a caada,
e a 160 rs a garrafa ; e para no ha/er dolo do com-
prador serflo lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasia, e dando-se inmediata-
mente a outra chela: tambe* ha harria muito pe-
queos proprios para quem passa a Testa. O pro-
(irietario deste estabeleciment pede encarecida-
mente que se n5o Iludan avahando, pelo diminuto
prego e sem conhecimento de cauaa a qualidade de
sua fazenda digna por certo da estima dos verda-
deros amantes da boa pinga. Elle cunta que quem
urna vez provar, continuar com gosto e sem arre-
pendimento. Eo bom preco!!.' A todo o exposto
necresce o asseio e boro acondicionamento o que
ludo se poderi verilicar em dito estabelecimento.
Cigarrilhosde'palhfrde inilho.
Cliegou do Ro-de-Jnelro, no vapor Paran-
te, urna porgSo destes deliciosos cigarrilhos, oa
quaes se tornam muito recommendaveis aos hons
fumantes pela sua superior qualidade, e n.lo faze-
rem mal ao peito : vende-se no Itecife, alias do Cor-
po-Sanlo, armazem de molhados, n 66.
Vende-se na lojan. 5 A Ja ruado
Crespo, ao p do arco de Santo-AntoniOj
urna porcao de relroz do Porto, preto ,
azule decores, de primeira sorlc, a ns
rs. a libra e a toors a oilava: a elle, an-
tes que seacabem.
Vende-se urna arroba de pennas de ema pro-
priaspara espanadores; urna porcao de esleirs ue
palha do carnauba mullo grandes e bem felas ; 7
couros He onca : ludo por preso commodo: na rua
do Queimado, loja do ferragens, n. 10.
PURO VINHO DA FIGUF.IRA.
Existe no armazem de molhados, atrs do. Cor-
no-Santo n. 66 urna grande porefio deste genui-
no vinho que se est vendendo pelo diminuto pre-
so do 1,120 rs a caada e a 160 rs. a garrafa ; tam-
bem ha em pipas que se vender mais em cunta : he
esto o melhordetodosos vinhos que se teem an-
nunciado pela sua simplicidade e ptimo paladar :
quem urna vez o beber jamis deixar do o cortl-
Pr*r- .
Vendem-se couros de cabra, meiosdeaola la-
mancos sapalose botina : ludo por preso commo-
do Unto a retalhocomo em porcSo : na rua do l.i-
vramento, na entrada do becco do Padre, loja de
couros do urna s porta.
eado, c serrado de todas aa grossuras e comprlmcn-
loa : vende-se pelo menor preoo que he poaaivel.
Vendem-se barriquiuhaa com cal virgem d
Lisba, muito neva ; fechaduraa para portas de
irmazem; relroz do Porto; barris com alcatrUo da
Suecia ; por preco commodo : na rua do Vigario-,
n. II, armazem de Francisco Alvcsda Cunha.
Vendem-se tabpas america-
nas at 5 palmos de largura
0 de todos os comprimentos.quo ha muilo tempo ni
teem vindo .eos freguezes experimentando a falta
desta xcellenle qualidade. A ellas que sSo poucas e
o preo he barato. Atrs do tliealro, armazem jun-
to a mare, de ioaquim Lopes de Almeida.
Fardo,
embarrices a *,000 ra.; saccas grandes, a 3,50
rt., ditaa pequea*, a 2,800 rs : no armazem ae j>
J. Tasso Junipr, na rua do Amorim, n. 3.
Potassa.
Deaembarcou lia poucos das urna por-
cSo de barris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham venda,
por prefo majs barato do que ltima-
mente se venda, na rua da Cadeia-Velha,
armazem de Bailar & liveira, n. xa.
FARELO
em saccas muito grandes,
a 3S6oo rs. % sacca:
no armazem do Braguez ao p do arco da Concei?8o
Vende-se a verdadeira e muilo superior fari-
nha SSSF, a relnlho e em porclo ; dita de outros au-
tores : na rua do Vigario, armazem de Francisco Al-
ves da Cunha, n. 11.
Vendem-se saceos com farelo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
precode 3,4oo rs.: na rua da Sanzalla-
Vel'ha, n. i38.
Na rua do Crespo loja de portas, n. 12, ven-
dem-se chapeos de castor pretos, de muito boa qua-
lidade a 4,400 rs.
No deposito de Me. Calmont & Companhia na
rua de Apollo, armazem n. 6, acha-se constante-
mente grande sortimenlo de ferragens inglezas para
engenhos de assucar corro sejam : laixas de ferro
coadode diferentes modelos, os mais modernos;
ditas de trro batido ; moendas d ferro do mode-
o adoptado, para armar em madeira ; ditas todas
de ferro, tanto para agoa como para animaes; ma-
chinas de vapor de farsa de quatro cavalloa e de al-
ta presso p mais moderno e simples que he possi-
vel ; repai lideiras; espumadeiras resfriadeiras de
ferro eslanhado; formas de ferro: ludo por preso
commodo.
Compras.
Compra-so um cordflo de ouro com pouco pe-
so, e que nfio exceda de urna vara decompiimenlo :
quem liver annuncie.
Vendas.
todas com
na rua Di-
_ Vendem-se 2 molecotes de 20annos; 2 pardos,
Umde16 annos cooutro de 22; 3 negnnhasde
12 a annos; 4escravas muilo mocas
habilidades de engommar e cozmliar
ril.n.3.
Na rua ISova, n. 5,
ven frivel.propriapara se educar e darse do mimo a
una menina por ser muito linda e esperta;
preta de nsSo de 25 annos boa qiiilanden
que cozinha ; una dila de 18 annos que
engonma d-se barato, por ter um
olho ; um moleque de nasIo, de 16 annos, de mullo
linda figura. .
___ Vendem-se sellins inglezes e camas
de ferro : na rua daSenzalla-nova, n. l\i.
urna
ra e
cozinha e
defeilo em Um
Vende-se sarja de seda hespa-
nliolii, mito superior; selim de
Mncao proprio para vestidos; los de
l'mlio prets, bordados a sedo; meias
pretas de seda de peso; panno pre-
to muita fino e nrova de limSo;
casimira preta Wislica ; sarja de
listrals, setim proprio de Collete; as-
sim como outras militas lazendas
finas, proprias para a quaresma t
ludo mais barato do queem outra
qualquer parte: na loja de Jos
Moreira Lopes & Companhia, rua
do Queimado, quatro cantos, ca-
sa amarella, n. 29.
VenoVae um escravo de meia idado,muito robus-
to e sadio, bom trabalhador de campo, e que enleiide
alguma cousa de planla<;6es: vendo se por necessida-
de o por prego muflo em conta : na rua de Moras n.
180, das seis as nove horas da manha, e das duas
em diante.
NOVIDADE. .
VERDR VIKIIO.
No armazem-d rua da Madre-de-Deos. n. 36, aca-
ba de chegar (para especulas"") pelo briguo r>n/ura-
t'elis, recenlemeute chegatlo do porto, o mais x-
cellenle vinho verde, paraos ananlea se refresca-
ren com estegole: manden a elle, emquaulo se
no acaba, por.ser una s pipa ; e para n.1o escan-
dallar os amantes e freguezes, nao se altera o preso-
de 160 por garrafa.
Vende-se muito superior lagedo de Lisboa e
cal virgem em barris de 4 arrobas, por mdico preso:
oa rua do Vigario, n. 19.
Algodo trancado da fabrica
de Todos-os-Santos da
Baha ,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos: vende-se era casado N. O. Bicber & Com-
panhia na rua da Cruz, n. *
f.llA'BRASIURO.
Vende-se.on armazem de molhados atrs do
Corpo-Santo, n. 66, o mais excellente cha produzi-
do emS.-Paulo, que tem vindo a este mercado
por preso muito commodo.
Presuntos.
Vendem-se superiores presuntos inglezes para
fiambro chegados no ultimo navio: no armazem
do liraguez ao |< do nrco da Concmcao.
FARFXO EM SACCAS DE 90 LIBRAS :
vende-se no armazem de Vicente Ferreira da Costa
na ra da Madre-de-Dcos,a 3,500 rs.
Tainas para enginho.
Na fundisflo de ferro da rua do Brum acha-se a
venda um completo sorlimentp de laixas de \ a 8
palmotjde bocea, por preso commodo, e com promn-
lidflo embarca-se, ou carrega-seem carros sem dcs-
pezasao.comprador.
--Vendem-se seroeas em saccas muito grande*
a 4,500 rs. : na rua da Madre-de-Deos, armazem de
''icenle Ferreira da Costa.
Vende-se vinho do' Porto, muito superior, e
de outras anualidades em barris de quarlo, quinto,
seilo, stimo oitavo eem pipas, por preso muito
commodo : na rua do Vigario armazem de Fran-
cisco Alves da Cunha, n. 11. ,
___ Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, deseroDarcada bontem, por pre-
co muilo rasoavel, vista de sua muito
superior qualidade : na rua do Trapicbe,
n. 17, e rua da Cadeia, n. 34-
> .? .
Madeira de piuho. *
Na rua de Appollo, pegado ao armazem do Sr.
Molla ha um nevo armazem com madeira do pi-
nho da nelbor qualidade que Um viudo a este mer-
Agencia da fundicao
Low-Moor, ra da Senzalla-
nova, n. 49.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimenlo de moendas
e meias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor",e tachas de ferro balido e
coado, 'de todos os tamanhos, para dito.
Chitas baratas.
Na rua do vramento, n. 14, yendem-se chitas fi-
nas e de bonitos padres ,' a nove vintens o covado ;
cortes de cassa de bonitos padrOes bom gosto |a
3,260 rs. o corle.
Taboado de pinito da Suecia,
de 10 a 55 palmos
decomprimenlo, o melhor que lem chegado a este
mercado, em razilo de se poder envernizar em qual-
aner obra', por nflo ter jis.e ser muito alvo, aen-
0 costado, costadinho, assoalho, forro e para fun-
dos Je hurricas : vende-se a prego que o comprador
far lodo o negocio: atrs do.lhealro, armazem de
ioaquim Lopes de Almeida.
Vende-se ca? virgem de Lisboa,
chegada o ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma*
m n. I7.
Fabrica de Todos-os-Santos.
Kirmino Jos F. da Rosa com escriptorio na" rua
do Trapiche, n. **, visaaos sous freguezes qucjica-
ba de receber pela escuna Catr'oM novo sortimer-
to do excellente panno.de algodflo enlrancado da-
quella fabrica oplimo para ensaccar assucar, e pa-
ra roupa de esravna. O annuneianle Conta que,
alm da fazenda, o desejo de animar o desenvolv-
ment do urna fabrica iiilciramente nacional, pror
mover o prompto consum *a sua receita.
Vcnde-se cal virgem de Lisboa de superior
qualidade em barris de 4 arrobas chegada nesle
me/, pelo brigue Maria-Jrit : a tratar na rua do
liruin armazom do Anlonio Augusto da Fonseca ,.
ou na rua do Vigario, n. 19.
-- Na palana da rua da 'Guia, no Reclfe haver
lodos os das a venda o novo pilo de ProvenQa fah
bricado poroutro modo que o actual e da melhor
farinha que ha no mercado : por esle motivo nao se
pode fazer senSo a 40, 80 e 160 rs.
Vende-se a vendada rua do Apollo, n.2i, com
poucos fundos: quem a pretender, dirija-sea rua da
Madre-de-Deos, tratar con Vicente Ferreira da
Costa.
Vende-se urna carteira em bom uso do urna
s face ; 2livrosque servein para jornal o corren-
lis de qualquer casa de commercio ; 12 libras do li-
nda do Turto muito superior : tudo se vende por
seu dono retirar-so : ua rua Nova, sobrado n. 56.
Vendem-se duas pretas, una de 16 a.18 annos,
de nasao Angola que cozinha alguma conta, lava
desabtoe faztodoomais servis^ de urna casa; (
outra ha quitandeira t lava de sabio, cozinha e cojo
0I180: vandem-se por seu dono ter de retir]r.e
para fra da provincia; na rua Nova, sobrado n. 56
Ferro
de todas as qualidade o dimensOea, em barra, Tfy,
galho,verguinha, arcos e chapa, por preso com
moda : na rua da Madre-de-Deos, armazem n. w,
Vendem-se meias da algodflo dofcvNle, h\'ilt
no Porto; cera em velas-, muito Pu^^^^^Hbcm
da filagrana, do uilimo gosto da repubt^^
una preta robuaia, por prego- unanodo:
Praia, n. 37.
Vendem-se queijos lond.rino, oa mais fr
que hano mercado ; aMSjai finas ,* r*
chocolate da camella, finodeLsba
dinhas ; azeite doce fino, por pree
rua da Cruz, n. fu.
Vende-ee, para liquidQ3o de eonlaa 1 ^
carnauba, por preso cowaaodo : na rua da Gaaau-
Velha, n.2. ..><-
Fejo muln Hnho J
muito novo e em saccas : na rua da Crot no Reci-
fe, armazem n. 13.
Queijos de Minas,
por menos preso do queem outra qualquer parte;
na rua da Cruz, no Itecife, armazem n. 13.
- M isicas-para piano.
Na loja da praca da Independencia, n. 37 anda
ha para vender um resto de bellae msicas para
pianos lindas pollas, valsas ariae, quadiillias,
etc., por menos preso do que em outfa qualqur
paite; tamhem reslam algumas valsas para auti.
Vende-te a' venda da rua Direitk, n. 7U a tra-
tar na mesuui vrnda. c-Jh-'
Vendem-se dous rejogos 9 correntos, 3lrn-
celins cordOes, collares, pulseiras, anneles, hrln-
cos, cruzes, argolaa, botos de aberturas duas me-
dalhas : na rua do Queimado, n. 14.
Lotera do Bio-de-Janeiro.
Aos -20:000^000 de is.
Na loja da prasa da Independencia, n 97, acabada
chegar um novo sorlmento. meiot bilhetes, quir-
tos, oitavos e vigsimos da lotera do llie-de-li-
ncirojgconrcdida a benelicio da casa da -Miseriear-
dia da cOrie. Na mea na loja se mostra a lista da lo-
tera passada e s trocara os bilhetes premiados.
TIJOI.OS DE MARMOltE.
Jos Saporiti vende lijles de marnore azul e
branco, por preso commodo : na rua da Cruz, n. 18.
LONAS CIIAS DE I.INHO. -
Jos Saporiti vende lonas cruas de linft da lar-
gura das da Rusaia, por preso commodo : na ruada
Cruz, n. 18.
Vende-se um moleque de 8 a 9 annos, ta.dk> a de
bonita figura ou troca-se por urna preta que tenha
habilidades e sem defeito, voltando-aeoque fr jus-
to : no Alerro-da-Boa-Vista, n. 26, segundo, andar.
Vendem-se S lindos moleqea de 12 a 16 annos;
4 pardos de 16.a 25 annos; 3 pretos de- 96 annos;
nina pardinha de 16 aunos; 4 pretas de 12 a 20 an-
uos lendo algunas deltas habilidades: na ruado
Collegio n. 3, se dir quem vende.
-Vendemrsepiatile pedra para filtrar agoa: na
rua da Viaia n. 17, serrana do Cardial.
Vende-se um bonito cavallo mellado, novo o
com bons andares por prese commodo : na' rua di
Cadeia-Velha loja de ferragens, 11. 59.
Mel de engenho.
Vendem-se barris de mel, com 23 caadas: na rui
da Cadeia do Recifc, armazem n. 8.
Farinha de mandioca.
No armazem n. 1, no caes da AlCaadega vendem-
se saccas com farinha de mandioca de alqueire,
muilo superior, por preso commodo.
Vendem-se caixaa con licor em'garrafas, mili-
to superior bem cont cognac tamben em garra-
fas : no escriptorio de Novaes & Conpanhia.
Vende-se, ou troca-se por fazrndas, um sitio
muito grande ou) Uebeiibo con bom cercado para
vaccas e boas trras para planlases : na rua da Sen-
zalla-Nova, n. 7.
Contina-sea .vender agoa de Ungir cabello:
na rua do yucimado n. 41. O melhodo do applicir
a dita agoa acompanha os vidr.os. .
Nos armazans de Joaauin Flix da Roza, na rui
da Madre-de-Deos ha para vender ferro em folba
por P'eeo commodo. .
Veiidoin-SB caixas com faedes parnahibas
mais ferragens viudas agora : na roa, da Alfandegi-
Vela n.,5, wrnazem de C, T. A. SUay.
Para a Quaresma.
Vende-se um sortiniento de fazendas pretas de se-
da e de-lila proprias pera a quaresma setins, sar-
jas velludos, etc., chegadas ltimamente : na rua
s Vende-Be um piano do 5 oitavss e aaeia, em
muilo bom estado, oque lie proprio para qualquer
pessoa aprenuer
andar.
na rua do Turres, u. 46, <
gunds
Escravos Fgidos
---------------------::'-------------------^---------------------"
--Deaappareceu o prelo Antonio, de naco pon-
go olbos grandes ; lem falla He alauns denles na
frente e urna Terida em m pe : quem opegarleve-o
a rua da Cruz, n. 2, quesera gratificado.
Fugo, na manhfla do dia 14 do correle "
escrava d nasflo Benguela, de nona, alaria oei
annos, de estatura regular, secca do corno, oino
grandes, orolhas muilo pequeas e o'eM deltas *
gacada na ponta com um grande signal Por c"
deum dos sobr'olhos.psgr^ititotorelwdoseun
delles inchado ; levou vestido deOhila amare lo co
risqQiiilias c palomillas encarnada* paum '
ta azul; n.lo heacsluinada a rugir, por isao suK
pOe-seserseduzida,peloquese protesU contra
pessoa que a liver oceulta : quem a pagar "^
rua do Sebo n. 36, que Sei gratiRcBdo.
j?rv- N* TTP.


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