Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06435


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Full Text


Anno XXV.
Quinta-feira 8
O DI TffOpnblica-setodnsu* das que nao
forem de guarda. O preco da asaitfuaiura lie
de 40000 r. por qimrlel, jiaf os mlmnUdui. Os
annuucios d&s aasiguanies sao inseridos a
raio de 20 r. por lluha, 40 r. em lypo dlf-
ferenlc, tai repCtl;oes peta metade. 0*nao
asignantes pagaran 80 rs. por liulia e 100 rs.
en) tyjiodiffereulc, p'or cada publfcefio.
PHASES DA LOA NO HEZ DF. FEVEREinO;
La cheia, 7. a 8 hora, e 36 mo. da inaaili.
MimZQaute.aU, a I hora e43mi.dainauh.
Sil noy "i 25, "511 """ e !0'""'da Urde-
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahiba, s secs. e aextaa-felrai.
Hiu-G.-do-Noric, quintat-felras aopieio-dla.
Cabo, Serliiliem, Rio-Forinoao, Pono-Calvo
Macelo, no 1 a 11 e 21 de cada mex.
Garnlmn* e Bonito, a 8 e 23.
Hoa-Vista e Flores, a 13 e 28. -
Victoria, lis i|uiiua-folraa.
Olinda, todos os das.
FREAMl DE HOJE.
Prlmelra, i 6 hora* e 18 minutos da manb.
Segunda, di 5 hora* e 42 minutos da tard.
de Fevereiro de 1849.
N. SO.
das da semana.
5 Segunda. S. gueda. Aud. doJ. dosorpb.,
doJ.duciv.edo J.M.da2. r.
6 Terca. S. Doroilica. And. doJ.doc. da 1.
V. e do i. de pai do 2. dlit. de t.
7 Quarla. S. Romualdo. Aud. .n J. dn c.
a 2. v. e do J. de paz do 2. disl, de t.
8 Quinta. S. Joao da Malla. Aud. doJ. dos
orp'h. e do M. da I. v.
9 .Sexta. Apollouia. Aud. do J. do civ. c do
J. de pai do I. disl. de t.
10 Sabbado. S. Escolante*. apd.doJ.doc.
da I. v. e do J. de paz do 2. dlst. de t.
11 llamingo. S. Lzaro.
CAMBIOS NO DA 7 DE FEVEREIRO.
Sobre Londres a 2.V/, aid.p.l*rs.a(W dl.n.
Pars
Lisboa IC8 por cent de premio.
Iii.i-.K'-Jan.'ii ii ao par.
Deac. de lctt.de boas firma* a l'/i Jfao inez.
Acedes da comp. deBeberibe, aaOJrs. aop.
Curo.tincas bespanliolas. 29#0IK) a 29/500
Mocdas defi#400v. 1V*00 a 17/4W'
> ,1,-lii'lUu. 10/100 a lti*:Wii'
de 4/000.... 9/200 a y/400
Prata-PatacOesbrasllelro 1/1)40 a J/HO
Pesos columnirloi. 1 ,>> O a 1/900
Ditos mexicanos..... 1/880 a 1/900
)I ARIO DE FE
-*

iJfll-'i
GOVERNO DA PROVINCIA.'
Illm. Sr.Reconhecendo os importinlos (temeos
que V.'S. prmMnu nos das 2, 3e 4 do corrente, nos
qoaes empenhnu lodos esforcos pira ennsummar o
triumpho ohtido pela armas da logalldaile, fazerido
prender o revoltosos que so achavam lioniisiados.
providenciando opportunamcnlc sobre as oceurren-
cias, e comprimi com icio e inlelligencia as Orden
que Ihe rram dadas por esta presidencia, julgo do
meu dever louva-lo por semrlhanle prcedimonto,
hejn coutou* delegados do primJiO e segundo dis-
trictoa desle termo, o Dr. Francisco Je Paula Rodri-
gum de Alfflelda e lenle-coronel Antonio Carnci-
ro Mechado Ros, 4 os subdelega do9 do Itecife, Jos
Jnaquim de Ollveira, deS.-Jos, Br. Them Fernan-
dos de Castro.Ikdeir, ed Bo-Va4a, Vicente Amo-
nio rioFjjpirilo Santo, que muito ao distinguirn-. ;
sendo digno d todo o elogio o procediinenlo do do-
legado Antonio Garneiro, o do subdelegado Thom,
que, nflo contente* do servirem oomo autoridades
puliciaes, einpuuharain asaroias e combatemm com
acnodooinimigo quei.os atacara. Haja, pois, V. S
de aceitar por Uo justos motivos oa agradecimentos
desle governo, e transmitli-los eos referidos Srs. de-
legados e subdelegado*,-bem oomo a todoi oa cida-
dflos que concorrerim para er salva esla bella ca-
pital, e para 0 IriumphO da justa causa da mooar-
chia constitucional que defendemos.
Denoto quo liver rerebido as participscflas olliciaes
leva rei presenca de S. M. o Imperador os servcos de
V. S. e de sena dignos delegados, para que o inesaio
augusta Srnlior tetilla detles cunliecimento.
Dos guarde a V. S. Palacio do governo de P*)r-
nanibuco, 5 de fevereiro de 1849. Uanott Yieir*
Tosa. Sr. Jim de di'rello chefe do polica i'ntoriBO,
Jcrouyino Martiniano Figueira de Mello.
EXPEDIENTE DO DA 6 DE FEVEREIRO. .
Officio.Ao inspector da lliesouraria da fazonda,
Iransmitiindo o aviso de urna leitra da quantia de
um contnde res, sacada'pela lliesouraria da provin-
cia do llio-Crmide-do-Nurlo sobre easa a car^o de
fi. 8. ea ftivor deJoaquim Ignacio Poreira.Parlici-
pou-se ao vicc-presideqle da referida provincia.
Dito.Ao mes.no, Iransuiitlindo o aviso do saque
de urna leitra da quantia de 252,000 ris, feilo pela
lliesouraria da provincia do ltio-Crande-do-Norte
sobre esta a Cargo de S. S. e a favor do padre. Jos
Alejandre Gomes de Mello Communicou-seao vi-
ce-presiden le da mencionada provincia.
Dito.Ao niesmo, Iransmitiindo o aviso da tho-
sourai ia do Itlo-Grande-do-Norte narticipaudo o sa-
que V# tima leitra da quautia de 1:843.170 ris sobre
essa a 6ar;o de S. S. e a favor de Barroca & Pinheiro.
Scirntilicon-se o vice-presidealo d'aquella pro-
Dito. Ao msmo, Iransmitiindo o aviso.de urna
leitra da quantia de 1.000,000 de ris, sacada pola
Ihcaourarla do Rio-Grande-do-Norle sobre essa o a
favor de Pedro Jos de Alcntara DeSo.Inlelligea-
cou-m o vice-presidente da referida provincia.
Dito.Ao agente da companKia das. barcas de va-
por, recommendando "mando dar passagem para a
corto a bordo do vapor S.-Sebutio ao capilild-le-
FOLMET1M.
WliftlRIAS DE UM MEDICO, (*)
pon aiejcanr Junw.
tERCEIRA PARTE.
#es a^SiSd\33^.
XXXVI.
a caaA m ada auniiu,
llcMMaeau observou quo as conversas dos assislen-
les eraav muito discreas e muito restrictas. Muilos
dellea e*m niesmo os labios meviaiu. K6 Iros ou
qiiMtrn parellias trocavam entre si algumas palavras.
Aquellea i(U nflo fallavam, al procuravam occullar
oaroato, o ne no Ibes era dilcil, gracas agran-
de massade sombras que projectava a cadeira do i re-
sidente que anda eatava eaoceupadn.
Em desforra, pi>rm, dous u tres membi-os da
corporaeflo razuim muilos movimentos para reco-
nliecer os seas collegaa. Elle* in, viiilian., ralla-
. *m eelre si, e desappareciam muisa vezes elterna-
tivamenle por una porta coborta com urna cortina
prela com franjas vi rmelbas.
Bem depressa urna sinela soou. Um liomom dei-
xou pura e simplesmepie o canto do banco em quo
ha poueo acliava-se confundido cun os ourros ma-
cOei, assentou-.se na cadeira.
Dcpois de ler feilo alguns signaes com a mfio e os
dedos, siguaes que foram repelidos por lodos os as-
sistentrs, e a quo elle aecrescentou um ulmo mois
explcito que os oulroi, declarou aberla a sessSo. '
[) Vide filara SI.
Dente Elisiario Antonio dos Santos, e ao cadete do
2. batalhSo de arlilharia a p, Demetrio Acacio Fer-
nandes da Crur.
Dito.Ao director do arsenal d guerra, ordenan-
do Taca apromptar para arenl enviadas ao Etm. pre-
sidente da provincia do Ceara, pcbi primeiro vapor
que prtssar parajo norte .seiscornetas de loque, dous
pares de pistolas, quatro espadOeae quatro ffreios
complelos de cavallaria.
Dito.Ao inspector do arsenal do marinha, com-
municando liavor recebido os mappas e tnaiatraba-
Ihos la cninmissao oncarrenada dos melboramentos
do porto desta capital, e declarando que ser ludo
levado ao conhecimeirto do Exm. Sr. ministro da
iiiarinlia, o que d por disaolviJa a coromiaso, a-
zendo S. me. constar esta declaradlo aos outroa
membros que a compunliain.
Hilo.Ao iuapeolor da lliesouraria da fazemla,
Iransmitiindo o aviso de urna lettra da quantia de
1:658,450 ris, sacada pela lliesouraria da provincia
do ltio-C.rande-de-Morte obreasa e a fvor de Bar-
roca & Pinheiro.-J'articipou-se. ao vice-presidenle
da mencionada provincia.
Dito.Ao mesmo, transmiltin.lo'o aviso do saque
de una lellca da quantia de 1:048|CaO ri*. feilo pela
lliesouraria do Rio-Grande-do-Norto sobre ossa c a
favor de Barroca & Pinheiro.Scienliflcou-so o vice-
presidenle d'aquella provincia,. >#
TIIESOURARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
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Este homem ora nleiramenle desconhecido para
"Rousseau : debaixo do exterior de um artista abasta-
do, elleoccultava muita presenca tle espirito, ajuda-
da de urna elociiefio tflo fcil, que se leria desejaJo
em um orador.
O eu discurso foi claro e breve. Elle declarou quo
a roja linha-se reunido para proceder recepcSo do
um novo irmflo.
Nflo vos admiris, disseelle, que vos tcnliamos
reunido em um lugar em que nilu pdem ser tenia-
das as provas ordinarias ; as provas pareceram imi-
tis aos chefes. O /rmflo que se trata do receber he
um dos luzeiros da pliilosophia contempornea, e
um espirito profundo quo nos ser dedicado por
coiiviceflo, e nflo por temor. ,
O homem que lia sondado todos os mysterios da
natureza, e iodos aquellos do corago humano, nflo
pode ser impressionado do mesmo modo que o sim-
ples morlal a quem pedimos o soccorro de seus bra-
cos, de sua voiitade, de scu otiro. Para termos a coo-
perario desle espirito dislincl, deslo carcter ho-
nesto-e enrgico, ser bstanlo a sua prontcssi, a sun
acquicscencia.
O orador lerminou assim a aua falla, eolhou em
torno de si para examinar o etTeilo que ella liujia
produzido.
Sobre Russeau produzio ella um effeilo mgico, o
Cenebrez cnheria os mysicrios prepaialorios da
macouueria ; elle os lnha encarado com uina espe-
cie de repugnancia hem natural aos espiritos escla-
recidos ; essa concessOes todas absurdas, visto que
6,1o imitis, que os cluTcs exgem dos caudidalos
para disfnrgar o medo, quando todos sabem quo na-
da lia que temer, Ihe pareciam ser o cunho da pueri-
'idadeedasuperstieflo fiivola.
Ainda aso'nflo era ludo, o tmido philosopho, ini-
migo das manifeslcOe* o das exhibicOrs iudivi-
duaea, ter-so-liia affligido, dando-se em espectculo
peasoas que elle nflo condeca, e que, ssoeracer-
o, o inysiiliciivam com mais ou menos boa f.
Ao r-se, portanlo, dispensado das provas ordi-
a, elleficou mais que conlente. Elle conhecia
Dtmo nstrafXo do tali exilenle na cate* do ertrticio
findo em SI dejrmeiro de 1849.
Saldo em 30 de dezembro p. p. 6:640,163
Rcceita do corrento.....10:000,000
.---------16:040,164
Despezas do corrento ihez .. 16:110,140
530,024
Em
cobre
olas ,
18,024
512,000
530,024
Thomat Jote da Silva Cutrn^o Jnior.
. 1'.uls de Pinho Horgea.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DF. PEUNAMIIUCO.
Lisboa, 13 aV dezeembro de 1848.
Vai em breve abrir-se o nosso parlamento e ape-
zanle ludo o quodigam os jornaes minisleriaos so-
bre mellioramenlos do paiz e oslado mais prospo-
ro, a nossa situaeflo ho quasi a mesma que era
quando as cmaras se abriram em 1848, e que tantas
esperanzas se conceberam sobre ludo emquanto
parle llnanceira ; esperanzas quo desgraciadamente
temos visto mallogradaa, porque o atraso dos pasa-
mentos ho tanto ou maior do que entflo era e o
crdito em nada tem molhorado.
Emquanto A quesillo poltica; *ssngura-se que se
prepara urna grando opposQflo contra o ministerio,
oqual parece decidido a evita-la dissolvenloa c-
mara ou desbaratando essa opposicflo tirando-lhe
alguns dos seus cliefes. As pessoas sensatas estilo
por este ultimo expediente, niesmo porque snsabe
quasi positivamente que, dissolvida a actual,, o pro-
cedendo-se a novas elei(0cs, ( o que nflo sei se seria
muito conveniente; so o ministerio nflo empregas-
Se nteios coercitivos, viria ao parlamento urna gran-
do maioria democrtica, e isto he o que seguramen-
te o governo nflo quer. Emquanto ao onlro expe-
dientfc, falla-so como cousa certa da elevacflo do Sr.
Jos Bernardo da Silva.Cabial ao paralo com o ti-
tulo de conde.
Ha quem queira ver neste despacho, se se Jrcalisar
comoasseguram, urna transacqflo entre o governo e
a facQllo despeilada ou ferrenha, e j os setemlirii-
taacomecam n murmurar da boa f d marechal Sal-
danlia. Oulros, e parece serm os melhores informa-
dos, consideran! que tal despacho tein por din tirar
o nucleo dita opposicflo; porque,passando o Sr. Ca-
bra) cmara dos pares os chefes que licam fac-
eto despeilada e sflo Antonio l'ereira dos liis,Lopes
l.ima cCunha Souto Maior.nflo teem por cerlo nom a
inllueneia poltica, nem a habilidade e lalcnlo do
Sr. Cabra!. Por conseguiule he provavel quo lal
opposicito se desmorone o que muilos dos seus
Miembros passom para o governo fleando este com
urna grande maioria no parla monto,o livre dos esc-
litos em que poderia (naufragar e mais o principio
moderado se dissolvesse a cmara o se proceda-
se anovas clei^Ocs.
Entretanto ainda ha poueo o governo fez snflrer ao
Kilandarte peua dotaliflo. Em 1814, quando o Sr
Silva Cabral era ministro o governo de enlao fez
urna terrvel perseguieiii) ao Patriota 0 a Itcvnlur'io
deSetcmbro 0 Patriota foi suspenso o a sua impren-
sa arrestada, porque ao sou ediclor fallaram 10 ris
Maquillada dcima oxigida e foi preciso o dito
ediclor rovar que pagava decima de juros, para po-
der continuar. A' llevohtplo de Srtembro aconleceu-lhe
ou tm tanto e alm disso foraui presos os seus dis-
t i lu i lores, e dolidas no corrcio as folhas desto jor-
nal e isto por muito lempo at que os trihunacs
docidiram do recurso interposlo servindo do pre-
texto ao goverio do entflo, de que era memoro o
Sr. Silva Cabral, para tal procedimenlo o acliar-sn
emigrado o Sr. Mentes I.eite implicado na rcvol-
la de Torres-Novas, que era o fiador do dito jornal ,
como se as propiedades que o Sr. Mondes l.eilo ti-
nlia liypolbecado pata a finiiQa c as nicas resnon-
saveisa ella nflo existissemno reino.
Agora, o Sr. Silva Cabral pagou o que lnha feilo,
sondo foi ido com as suas mosmas armas. Ilavnndo
desintelligencn entre elle c oedictor do Ful andarte,
por causa de augmento do salario segundo diz o
dito ediclor ou porque o governo prometan um
emprego a este secundo diz a gcule do Rttandurle
o cerlo lie que o dilo ediclor fui exonerar-sn desla,
re8ponsabilidadc iterante o povernador civil no da
28 do passado. Teudo, poim, no da 29 sabido o Ks-
liimluitr assi(jn:ul.i pelo mcsinn edictor, o governo,
em consequencia do termo que aquello lnha assjg*
nato niaiiMoii suspender o jornal por falla de lialii-
lilacOes e arrestar a imprenta, por ISr publicado um
impresso p.ihtico sem edictor responsavol. Agora
verflo a gente do Estandarte a barrar por tola a parlo
e a fazer protestos e manifest.* em todos os jornaes
independentes contra a violcucia que o g ivcrno Ihe
fazia.
Deve confessar-se que a imprensa progressista ,
apezar d manifestar a gente do Eitandaite que o
que soffria era a consequencia das suas ms doutri-
nas esyslema seguido em 1841, coiidemnnu unni-
memente .conducta do governo, e offoreceu,as suas
columnas redaecflo do Estandarte para fazer as de-
claraces que quizesso
lloje, j o Fstandarde se publica novamente com
oulro edictor que he o Sr. Jos da Silva Mendcs l.eal
Jnior ; mas parece quo houve chicana nos tramites
dest i habilitaran,f azendo-se-lhe soffrer no governo
civil todas as delongns possiveis, de mancira que o
Estandarte quo anda ha poueo chamava um anjoao
marquez de Fronteira, boje atira-lhe como a lobo.
Procedeu-se ltimamente na cmara municipal
no apurainento da pauta para os jurados crimes e
da imprensa. Parece que a pauta existente era a
primeira quo se fe/, e que nella se acham nnmes de
pessoas, urnas quo tinliam morrillo, e outras que,
podendoS'T enlflo jurados, nflo o pJcm ser agora.
Alguns individuos interessados no negocio flzeram
observacOes mesa, e depoil de ulgiima discussflo
varios vereadores declarar^ni que se procedera ao
recenseamenlo e so confeccionara nova pauta.
Allirma-se que o governo rremalou os rendimen-
los da alfandcga das seto casas, e do pescado, por
700 eolitos. A imprensa sotcmbrisla diz quo ludo
esta j ultimado, que nflo linuvc concurso nem con-
currencia, para se dar aos alilhados, liavor luvas.&e.
O Estandarte alunita quo o governo tem balido a
lodas as portas dos capitalistas, mas que ninguero
Ih'a abri apezar de Ihe acenar com a arremataeflo
das selc casas ; c o Popular (ministerial! nega nflo s
que a aiicmataco esteja ultiiruda, mas at assegu-
Elle preparava-se para responder por algumas pa-
lavras graciosa facundia do presidente, quando
urna voz se clevou do auditorio.
Pelo menos, disseesta voz, a qual era spera
e vibrante, ja que vos julgals obgado a tratar como
principo a um homem como nos ; pelo menos, j
que o dispensis das dores physicas, como se nflo
fra um de nossos symbolos a procura da liberdade
^travs dos soflYiuienlos do eorpo, esperamos que
nflo conferiris um titulo preciosos um dosconheci-
dosem o ter interrogado segundo o rilo, e sem ter
oblido a sua profissflo de f.
Rousseau vollou-se para ver o rosto da persona-
ge m aggressiva, quo Iflo speramente bata o carro
do liiiimphadpr.
Ello reconheceu logo, com a mais viva, snrpreza,
aquclle joven cirurgiflo, que ainda de manhfla lnha
enconlrado no caes aux Eleur.i.
Osentimcntodosiiaboa f. um sontimentode des-
dem talvcz pelo iimIu precioso, o impedio do res-
ponder. ,. ,
Ouvisles? disse. o presidente, iiirigiudo-so a
Rousseau.
. l'crfelenlo, responden ophilosopho.a quem
sua proprio voz fez eslremecor levemente, quando
resoou debaixo da aboboda dessa cova sombra. Ora,
admro-me muito mais das iulerpellacOes quando ve-
jo por quem fram feilas.
Que! um homem, cujo estado lio combnter o que
cbamam solTriinenlo pbysico, e soceoirer assim a
seus irmfios, que sflo tanto os homens ordinal ios
como os inac.0es, he o proprio que vem pregar aqui
a utilidado dos solTrimenlos physicos .'. Elle toma
um singularcaminho para conduz.r u crcaluru a fe- H*** "~^^ Vos servirTa : logo vos
licidade, o duenle a cura.
Nflo so trata aqu, replicou vivamente o rapaz,
de saber quem somos ; eu snu dosconhecido. ao can-
didalo, assim como ello o he para niim. Eu sou lu-
gico, e sustento que o veneravel foi injusto em fazer
ello carregou neU palavra,lio por-
do que lodas as ami/ades vulgares. Repito, pois,
que se se julgou dever poupar ao candidato as pro-
vas ordinarias, pelo menos nflo se devo doixarde
ioterpella-lo.
Rousseau nada ivjipondeu. O presidente leu em
seu rosto o desgosto da discussflo, c o arrepondnnen-
to do se ler comprometlido nessa empreza.
Irmflo, disso elle com autdridade ao rapaz, ten-
Ic a hnndadedo guardar silencio, quando o chofe
falla, o de nflo censurar com leveza os seus actos que
sflo soberanos. .
Tenlio direto de nterpellar, respondeu com
mais mansidflo o rapaz.
De nterpellar slm ; de censurar, nflo. O irmflo
que vai entrar na assoeiacflo he bastante conhecido,
o nao ha necessidade de procurarmos porem nossas
relaqOeS maconnicas nm ridiculo e intil mysterio.
Todos os irmflos presentes saliom o suu nome, e o
sen nome he urna garanta. Porm, como ello mes-
mo, estou cerlo disso, ama a igualdade, peco-lhe
queira oxplicar-so sobre a questflo nica que, sn por
loiuialiiiadi', vou proprtr-lhe,
Que procuris vos nesta associacSfo?
Rousseau deu dous passos para diante, e, separan-
do-se da nitillidflo, lanc.ou sobre a assemblea um
olhar pensativo e melanclico.
Procuro nella, disse elle, o que nella nao actio.
Verdades, o nao sophsmas.-l'ara que nm mena-
vies vos de cercar de puuhaes que nflo WJJV "'
nenosque sflo agoa lmpida, e de. s.p0esemha,o
dosquaesestflodispostos maeos wlclifloatP Kuco-
nhecooquepOJemas forcas humanas. Conheco o
vigor de'sia minlia machina physic.e beitf.i quo
dostruirdes que me elegeneis vosso
[flTmiquereis'oiitar, ferr-meanda menos; ato
"osos pal.cosdo ...uni nflo me far.am adiar M*
a niciaeflo durante a qual me tivessem quebrado
*"u tenlio fitp, mais que todos vos, o meu tirom-
losopho, e apnlou p
. eoulieca lambemcomo pratico. Talvcz que devamos
o rigor o. .gu.ld.dodl,.le dos principios m.5oni- p.s.r toda a vid. um'.o lodo do outro, =em que "'^'-g. *?$, oeU M^
cos.e por consegulnte urna excepeflo em seu favor nunes um olhar, um gesto manifest nossa inlimida-quejulgava poder ser un. Logo eu uou. o
constitua um triumpho. I do mais cslieit todava; gracas ao n da assoeiacflo, cobo.



ra que o governo tem quem llic empresto muito d-
uheiro. S o tempo podet mostrar qual dos joma-
listas falla a verdade.
Tecm condo rumores de mudanra ou modificacilo
ministerial : at se chegnu u dizer quo fora orlom
pelo telegrapito para vir de Madrid ocnndedeThorrjar,
afim do so enearregnr da fornuQSo do gabinete ;
porm laes boatos parece nilo lerem rundamenlo, e
se liouvcr nlguma cousa a esse respelo, s se verifi-
car depois do bertas s cmaras.
Falla-so do que cslflo promptos varios projectos
para soapresentnrem s cmaras, entre ellos dizoni
que he un o de urna nova diviso lerriloi i il, resus-
citamlo de novo as prefrituras o subprefeituras. A
imprensa cometa j a clamar contra taes innovaces,
visto que a prmera experiencia nao Ibi boa.
Espalhou-so aqu a noticia de ter desapparecido a
nossn iba Terceira, em resultado do uin terremoto
l'areec que o capitio do um navio mercante,errando
a derrota, varou o porto e ve o dar tilo ruim nova.
Felizmente foi logo desmentida por noticias poste-
riores e fidedignas.
Diz-soque vira em breve para o Tejo urna grande
esquadra inglesa commandada pelo almirante Napi-
er; porm ajunia-se auc a maior parte dos navios
vilo para o Mediterrneo s ordena do almirante
l'arker.
SS. MM. nssistunm no da 8 na calbedral fests
da Rosas Senhora da ConotioSn, padroeira do reino.
Assialirara lambem ocorpo diplomtico, as autori-
dades civis e militare*, e mutos grii-cruzes, (om-
mendadores, eeavalleiros. Ilontem fram tambera
SS. M.M. s aniltir ao Te-Deum pelo livramento do
papa, c boje, amauhila e depois ha preces pela paz
da igrfja ea(nn|iea.
O Sr. Vasco Pinto llalsemilo est Romeado envia-
do extraordinario de Portugal, cm Vienni d'Austrla,
O arcebisco titular de Mytclcne foi Horneado bis-
po de Cnimbra e conde de Arganil. lio n Sr. Manocl
liento l'ereir.i, que servia de vigario geraldo palri-
archado.
O peridico llnbcr/lo tem comparecido muitas ve-
zes no jury pelas acensares quetinba : sendo absol-
vido dealgumas dolas, e n'outras condemnado a
pequeas mulls.
Fallecen o coronel Gualler Mendes Itibeiro, que
foi rommandlnte do regiment n 16.
I'ngo do oastello da Foz no Porto D. Santiago
(arria de Alen lonca, hrigadeiro carlista, quo se
jioliava preso por suspCilas do conspralo. Sua es-
posa l>. Emilia Moraei Crrele, da casa de Arcnba,
ar!ia-se presa como cumplice na fuga.
ii!.imii iiEPER\nin;ii.
Ecirz, 7 DzriviBiiao de B',9.
O SENHOR MAJOR 10*0 PEDRO DP. ARAUJ0 E AUIAR.
guando relatamos os luctuosos acontccimcntos a
quo e.st:i cidade servio de theatro no sempre memo-
ravel dia 2 do correnU, fallamos nos no distincto
militar cujo nomo nscrevfimoscima, de maneira a
dar a cunhecer ao publico os importantes serviros
que elle fizera sua patria, em conjunctura tilo di-
licil. Entretanto, cumpre confcssa-lo, anda nilo (lis-
sernos dcllc ludo quantodeviamos, porque IMlS fal-
tavam informacOes circumstanciadas acerca do hon-
roso procedimonto que desenvolveu. Essas informa-
ces, nos as oblivemos agora ; e, pois, vamos pagar
o devido tributo ao mrito do nosso charo compro-
vinciano.
logo que os rebeldes invadiram o pateo do Colle-
gio, um de seus primeros cuidados fui assaltarem o
arsenal de guerra ; mas o Sr. major Joo Pedro liavia
providentemente disposto as cousai de modo que, ao
investirem, fram os vndalos repcllidos corajosa o
ventajosamente pelos artfices eoperarios volunta-
rios que guarnecan! as trincheiras establecidas em
frente do edificio, os quaes, ao pasto que se esforca-
|BBBJBJpaaRBBaaaRaBBMaRaranB5PaBaSa-^.-_-ffr -T*"**1!. "wto
A i i anies que pnssis nlguma cousa para me de-
fender, antes que me deis por vossos proprios meios
a libcrdiide, c.isn Reja eu preso, antes que me deis
vam'por enxotar os seus aggressorcs do ponto que
com tanto afn buscavam, animados pela intrpida
presenta e pela voz forte do mesmo major, jogavam
hbilmente a artilharia para os lugares rais longin-
cuos com dos boceas de fogo quo guardavam.
Nilo contente com oppor tilo decidida resistencia
aos que tentovam apoderar-se do importante esta-
beleciment sb sua direcgffo, o Senhor major Joo
Pedro de Araujo e Aguiar, ao mesmo lempo que
percorria os dirersos piquetes sb seu immedato
commando, nflo se esquecia de proporcionar au-
xilio e protercSo quelles de seus IrmUos quemis
ao longe so debalam com o inimigo.
Sim, sua senhoria nilo s fnrneceu urna peca de
calibre 1 aoExm. Sr. concelheiroSebastiflodo Reg
Itarros quo testa de urna porcio do brioso corpo
do sen commando denodadamenlc defendia o largo
do Collcgio, proporcionando desl'arte ao valcnte "er-
nambucano mais um meio do poder com maior faci-
I i d.i de poro ponto sb sua guarda acobertoda invaslo
dos barbaros; senilo tamhem distrbuiomunicese ar-
mamento a todas as tropas que se achavam em areno,
o entreteve consiento communicaco com os com-
malulaiites dos brigues Calliopte Conpo.
No entanto que assm applicava a sua altencSo a
todos os objectos que a reclamavam, o Sr. major
Joito Pedro franqueava a varas pracasquoo procu-
ravam alguns dos vveres de que antecedentemente
provera os armazensdo arsenal de guerra, e se a-
pressava a l'i/er substituir por outras as armas d'a-
queiles soldados que Ih'as levavam inulilisadas ou
damnificadas durante o combato.
Ao Senhor Juio Podro, porlanlo, nilo cabe smenle
a gloria de haver preservado da invaslo dos revol-
tosos o arsenal de guerra ; mas lambem a de 1er elli-
cazmenle concorrido para que fosse rpido e com-
pleto o triumpho da legalidado sobro a rebelda,
segundo se evidencia de tudo quanlo ahi fica dito.
Receba elle os nossos sinceros agradecmenlos
por tilo bizarro proceder, e fiquo oerto de que seu
nome sempre andar a par d'aquelles que mais se
ennobreccram no brilhante feito quetove em resul-
tado a salvaeflo da rica ciclado do Recife, e o ani-
quilamcnlo da mais injusticavcl das revoltas.
ros, quando se verificou o caso de ja nSo serum bas-
tantes os quo existiam cm os mencionados arma-
zens.
.Mas nilo foi s por isso qu o 9r. Frcitas se recom-
mendon ao reconhociment dos verdadeiros mo-
narchistas : o cuidado que elle levo em dars pre-
cisas providencias para que os feridos que iam ter i
enfermara de manaba, para logo recebossem o de-
vido trata menlo, e encontrassem todos os commo-
dos de que careciam ; esta prova dos seus senlimen-
tos philsnthropicos, dizemos nos, como que lhe con-
quistou maior sorama de svmpalhias.
O Sr Fretasjsefazia notavel pela maneira por
quo ha desempenhado a importante commssSo que
lhe est confiada, e agora acaba de comportar-se de
modos justificar o juio" que a seu respoito manifes-
tamos em oulra occasilo.
0 SR. C.M'lTAO DE MAR E r.UERRA llOUltIUO TIIKOIIORO 08
FREITAS.
Como ja temos declarado por vezes, pomos, o
maior empenho cm sermos justos para com lados;
e, pois, nilo podemos deixar de tecer os merecidos
encomios ao Senhor Rodrigo flieodoro do Frelas,
inspector do arsenal de marinha dosla provincia,
pela actividade que desenvolveu no da 2 do cor-
rente.
S. S. nilo s deu-se pressa em por ordens da
prosidencia alguns escaleres esqupados quo muito
proveitosos fram para a communicaco quo se es-
tabeleccu entro o govoi no o alguns pontos mais pe-
rgosos, seno lambem provea de vveres opportu-
namenlo a urna grande porg.lo das frcas legalistas,
levando o zelo ao ponto de n3o recuar anle a res-
pensabilidadc de fazer arrombar os armazens do
arsenal por senilo acjiar presonte o respectivo al-
moxarifo, ede aulorisara comprado diversos gene-
O SKMI0H CORONEL rr.ANCISCO JOAQUN PRRBIRA LOBO.
Desde muito quo acreditamos nos sentimcnlos
monarchistas de que se confessava animado o Sr. co-
ronel Francisco Joaqun* Pereira Lobo; e, pois, nos
compAzmos de v-lo demonstrar a toda esta capi-
tal, no dia 8 do correle, que fallava com a mo na
consciencia quando assogurava que estava disposto
a derramar a ultima gota do sangue em sustonlacilo
dos sagrados direilos de S. M. o Imperador.
O Sr. Lobo foi um dos primeiros quo se apresen-
taram em campo na nolle do da i deste mez ;-acom-
panhou constanlemenle o Sr. commaudante supe-
rior Francisco Jacinto Pereira aos mais arriscados
pontos ;-levou, por vezes, mnnices aos legalistas
que as ras e pracas se esforcavam por fazer recuar
os vndalos que baviam assaltado a capital, abrin-
do-se denodadamente caminho por entre as balas
sempre que tnha dedesempenhar tilo dilTicl mis-
sao ;-concorreu, emfim, com os oiliciaes queacossa-
ram os rebeldes pela ra do sol, no entanto que o
Sr. coronel Bozorra forcava a ponte da Boa-Vista.
Proccdcssem assim todos os Pernambucanos
qualquer que fsse a bandeira poltica sb quo ou
tr'ora houvessem militado, ea rebclliSo expirara no
nascedouro,-ea tranqullidado publica se restabe-
locra sem que se tvessem perdido tantas vidas
sem que os nossos passnios ficassem juncados de ca-
dveres.
de guerra de 8. M. F., surto neste porto, Ptlln-r/or
quando multas pessoas de ambos os sexos, para s|'.
varpm suas vidas, amoscadas em viitude d* ing,n
das frcas contra o governo na manhila &e 2 do ccj'r-
rente, procurava'm e ernm recehdas nos caes
praiasdestn cidado pelos esealeros do dito navio
dirigidos por seus habis ofllciaos, be digno de hon'.
roso testemunbo pelo modo msis publico eaulhcQ.
tico.
Nenhume das pessoas que aili.estiveram, cm nu-
mero alm de duzenlas e cinenenta, muitas dig
qnses se conservaraii at ao dia 4, pode deixarde
palentearosou mais vivo e elerno reconbecrnento
ao benemrito Sr. commandanto Pedro Valente rj
Costa Loureiro e Pinlio, e excellenles olUcisea, os
Srs. Eslevto Jos lavares, Antonio Maria dos Res
Jernnymo Romero, Jos Agoslinbo de Barros, Jos,!
Paulino, Jolo Baptista l'oreira da Cruz Ribriro, e
Marcellno Henriques Pereira Jnior, nfl spelo
importante"aervico prestado ein favor de todua 03
acolbidos, mas pelo esmero e delicadeza que sprc-
sentaram no seu (ralamnnto 1 bordo, propnrein-
nando-lbes lodos os moios que stavain ao seu t|.
canee para tornaron a sua posic.lo a mais comino,
da e agradavel possvel na situacilo penosa em que
se achavam.
Queiram, pois, recobcr estes dignos o briosos Sr.
oiliciaes da armada porlugueza este simples, ms
sincero testemunlio do constante gratidilo de ur.,'
dos asylados, que tem por experiencia.conhecido e
sabe apreciaras nobres qualdadea que diatinguem
quelles senhores, entie as quaes muito sobresalteen,
a par da maior promptidSo 110 fiel cumprimenlo de
seus deveres, os mais philanlbropicossenlimentose
o mais particular e decidido interesse pela seguran,
ca de seussemelhantes sem a esculla odioea-de na-
cionalidades, ti. 4,
cmmoces da natureza ? Vistes nunca nascor o ho-
mein, esse successo vulgar, o todava sublime, sem
ler reunido por nove mezos a .substancia e a vida no
pita, caso que cn'o lrom, consolacOes, caso que me' venlre lo sua mili J1 Alt! queris que eu regenere o
nfllijam ; antes, digo, que sejais algiima cousa, esse | mundo com icios. Isso nilo he regenerar, senhor, lie
0 SKKHOR COaOSRL AGOSTIHHO 8ZERRA DA SUA
CAVALCA.ME. '
| .
L Este brioso Pcrnambucano, que tantos servicos j
tfm feto i sua patria, acaba de cobrir-se de gloria,
de tornar-so anda mais digno da estima de seus
Concdada os.
Foi elle que frente do 260 homens, vindos da
Muribeca na madrugada de 2 do correte, guarnecou
denodada e corajosamente nesse dia a fortaleza das
Cinco-Ponas) movendo com vantagem a mosqueta-
ria contra os rebeldes, oconsegundo por seus es-
forcos quo el lesjamis se Ihopodcssem approximar.
Honra e reoonhecment tanta dedicaco,a
tanto herosmo .'..
Communicado
O acolhimenlo feito pela maneira mais esponta-
nea, mais prompta, o mais digna a bordo do brigue
irmfin que boje aduiitls, com a pcrinissilo do se-
nhor, accrescentou elle voltando-sc para Marat, esse
irmilo lera pago o leu trbulo natureza, porque o
prognRso he cocho, a luz lio lenta, o lo lugar em
que elle liver cabido nenbuiii de vos o tirara....
Eslafsengaitado, Ilustre irmilo, disse urna voz
suave e penetrante que attrabie lindamente a
Rousseau, ha mais do que pensis na associaclo que
vos dignis de aceitar ; ha lodo o futuro do mundo ;
O futuro, vos bein o sabis, be a esperauca, he a sci-
enria ; o futuro he l>eos que dcvfi dar a sua luz ao
mundo, pois ello prometleu que a dara. Ora, Dos,
nilo pode mentir.
Rousseau, admirado de ouvir tilo elevada lingoa-
gem, olbou e reconlieceu o homein anda moco que
pela manhila na sesaflo real do pailamento lite linba
avisado de all acbar-se.
Este homem, vestido de prelo, com um ceito aceio,
e principalmente com urna grande destnetelo,eslava
encostado em lima face lateral da cadena, e seu ros-
to esclarecido por um fruco clarilo, brilbava em toda
a st.a belleza, em toda a sua graca, em toda a sua
expressao natural.
Ah, disse Rousseau,a sciencla, abysmo sem fun-
do .' Vos me fallis em ciencia, consolarlo, futuro,
prnmessa ; um nulro me falla em materia, rigor e
violencia ; a igual deverri dar crdito? Succedera na
as&emhla dos iimiluS, como ntreos lobos devoran-
tes deste mundo que so agita por cima de nos. Lo-
bos e ovelbas Kscutai, pois, ininba profissilo de. f,
j que nilo a lestes anda cm meus livros.
Vossos livros I exclamou Marat, ellos silo subli-
mes, concordo ; porm sao utopias : vos sois util.no
mesmo poni de visla que Pilbagoras, que Sulon, e
que Cicero, o sopbisla. Vos indicis o bem, porm
um bem aitilicial, um bem iuaccessivel; vos vos as-
semellinis oquelle.quequizesse nutiir uina multidilo
esfaimada cura bolitas de ir.
Vis les nunca, disse Rousseau franzindnas so-
J>rancellias, fazeieui-sc sem preparacOes as grandes
revolucionar .
Entilo respondeu violentamcnta o joven cirur-
piam, entilo mo queris independencia, nilo queris
li lenlaile !
Quero sim, respondeu Rousseau, porque a in-
dependencia be o 11 eu idolo, a liberdado a minhit
densa ; mas quero urna liberdade doce o radiosa,
que aqueca, e que viviquo. Quero una igualdaile,
ig un una os homens pela amizade, e nilo pelo lerrior.
Quero a cducac.lo, a iiislruccilo de cada elemento
do corpo social, bem como o mechanico quer a har-
mona, bem como o ebanista quer a junclura, isto
he, o concurso perfeilo, o justainento absoluto do
todas as pecis de sua obra. Eu o repito, quero oque
tenlio escrpto : o progresso, a concordia, a de li -
cacito.
Marat dexou deslizar por seus labios um sOrfizo
dedesdem.
Sim, os ros do leito e de mel, disse elle, os
Campos-Elyseos de Virgilio,sonhos de um poeta, que
a pbilosopbia q*uer Irausformarein realidades.
Rousseau nilo replicn Parecou-lbe muito duro
ter que defender a sua moderaeflo, ello que por toda
a Eu'opa era considerado um innovador violento. '
Elle lornoii a ssenlar-se cm silencio depois de ter,
por satisfacerlo de sua alma singla, e tmida, con-
sultado com os olhos, e obtido a approvacflo laeita
du personagem que, lia pouco, o tnha defendido.
O presidente lovaitlou-sc:
Tcndes ouvido ? peiguntou elle a todos ?
Sim, sespondeu a assembla.
Achais que o irmilo candidato be digno de en-
Irar na associaclo, achais que comprehende os de-
vores ilella?
Sim, disse a assombla; porm com urna reserva
que nioslrava pouca unanimidade.
Prestai o juramento, disse o presidente a Rous-
seau.
Eu sentira muito, respondeu o philosopho com
um certo orgulho, dosagradar a alguns membros
desla associaclo, ejulgn, portento, dover anda re-
petir as minhas palavrasde ha pouco, ellas soaex-
press:lo de mnha convccilo. Se eu fosse orador, eu
as desenvolvera de urna maneira arrebatadora, po-
rm 111 uilia l.ingoa lie rebelde, e revela sempre o mou
pensamento, quando cu Jlie peco urna Iraduccflo in-
mediata.
Publicbalo a pedido.
necrologa.
Momentnea e chela de afllicOe he a existencia
do homem, e mu breve he o tempo quo se vive no
mundo. A sua parlilha silo lagrimas o desabores;
o clice (la dr torna-se a encher, logo que est va-
sio. e ningem pode contar instantes de completa ven-
tura. Seem um .lia o prazer nos alisa o semblante,
pouco depois a tristeza e o desgoslo veem ralar e pon-
gr-nos o coracilo. Asmis vicosas e solidas espe-
ranzas fenneom, e todos os prestigios que a imogi-
naclo nos suggere, somem-seenmo a nevna matuti-
na ao scintillar do sol. Qusnto mais distante se
julga a hora'do passamento, chega a morte, e em um
instante desapparece a mais prospera existencia, es-
peranzosa d'um longuissimo futuro. Reparai nesse
jardim, onde entre as mais lindas flores, campea.a
rosa, como altiva sultana pela manhila ostenta as
suas loucainhas, as auras faceiras fazem corte entre
suas folhas; es sopra o rijo sudo, e a rainha das
flores fenece e morro. Assim, o nosso amigo, o il-
luslre finado Jos Antonio Cardoso : er; ainda ha
poueas semanas, as delicias de seus compsnheiros,
o ornato de sua familia : as suas maneiras polidas, a
sua amavel conversaco, o seu sincero trato todo
nos roubou a morte. Agora as lgubres loadas do
bronze annunciam que este lliesouro do excellenles
qualidades j existe na mansito doseleitos.
Nasceu o Sr. Jos Antonio Cardoso no anno de
1828, descendente d'uma familia bem conhecida. a
quem elle muito honrava. De mu tenra idade eslu-
dou os primeiros conhecimenlos, o desde esta poca
mostrou propensOes para a vida luterana. Concluin-
do os seus primeiros estudos, passou a aprender o
lalini, sempre mostrando nito vulgar talento, acom-
panhado de grando gosto, como da sua constanteap-
plicacilo se observava. Finalisado o estudo desla
lingos, estudou os preparatorios necessarios para a
vida ccclcsiaslica, a que so destinava. O progresso
que fazia as sciencias era tal, que grangeou ad-
miraciio de seus collegas. Era um joven de engenho,
porm modesto; o seu mrito o fez respeilado iloj
seus contemporneos : seu ar ifTavel, e suas manei-
ras urbanas cativavam os nimos om seu abono. As
suas reconbecdns qualidades fram rrcommonda-
veis testemunhos de sua alma bella e virtuosa, ^l^o
tinliam ingresso em seu coracilo baixas vinganas,
nem fofo orgulho. Fazia-so do todos querido pela
suasizudez. Filbo obediente, irniSo ca nuboso, ami-
j;o constante e honrado, ludo slo conciliava a seu
favor os maioros encomios. Tilo agradaveis prece-
dentes faziam-no prezado do seu i>>, cuja menor
viilude he o amor paterno. Estrauho a poltica, t
Quero dzcr que eu fago mais pelo mundo e por
vs, longe desla iisseinhla, do que fara praticando
assidiiiiiuenie vossos cosiumes; assim, pois, abando-
rfai-mc a meus trabalhos, miuba fraqueza e a m-
nha solaco. J o disse, eu caminho para o tmulo :
.tllliccOes, enfermidades, miserias, tudo para ahi me
impeli activamente; vos nilo podereis retardar essa
gran lo obra de natureza ; abandunai-mc, eu nilo fui
feito para associar com os homens, eu os odeio, eu os
fnjo; mas todava os sirvo, porque lambem sou ho-
mem, e, srrvindo os, eu os imagino mellmres do que
em realidadcsilo. Agora j conheces todo o meu
pensamento ; nilo direi mais una s palavra.
Entfln recusis prestar o juramento, disse o Ma-
rat com urna certa omoc0o.
Recuso postvamento ; nilo quero fazer parte de
vossa associaclo : tenbo nluitas rasos para crerque
lhe nao seria til.
Irmilo, disse o dcsconhecido da voz conciliato-
ria, permtli que vos chame assim, porque todos nos
somos realmente fraos, independcutemenle del
qualquer combinaclo J/o espirito humano. Irmflo!
nilo cedis a um momento de despeito bem natural;
sacrillcai um pouco do vosso legitimo orgulho; fazel
por nos oque vos repugna. Vossosconselhos, vossas
ideias, vossa pTosenca he a luz! Nao vos abysmeis na
dupla noito do vossa ausencia e de vossa recusa.
Estis engaado, disse Rousseau, eu nada vos
tiro, pois que nada darei mais do qoc lenho dado a
todo o mundo; se queris, o nomoea cssenca do
Rousseau.........
Queremos! disseram com polidez muitas vozes
Enlflo toms urna collcccilo das miihas obras,
collocai os volumes sobre a mesa do vosso presidon-
le, e, quando ebegar a vez de dizer a minlu opimao,
abr o meo livro, e acharis o meu parecer, a mnha
seiilenca. Rousseau deu um pasan para sabir.
Espefai um momento disse o cirurgiilo, as-
voiitadcs silo livros, e a do Ilustre philosopho o lia
lano nanlo as outras ; porrn seria pouco regular
ler dado accesso em nosso sanctiiario a um piofano,
que, nao sendo ligado por nnhuma clausula, nem
mesmo tacita, poderia, sem sor criminoso, revelsr
nossos myslerios.
Rousseau dirigo-lhe um sorriso de compaixilo.
Pedia um juramento de discriciio .' disse elle.
Vos o dssestes.
Estou iulcramenteprompto.
Lele a formula, irinflo vcneravol, disse Maral.
O irmilo veneravel leu com effuito a formula se-
guale:
Juro na presenca do grande Dos eterno, archi-
teclo do universo, na de meus supocore e da res-
peiuvel assembla que me rodeia, nunca revelar,
nem dar a conhecer, nmn escrever nada do que so
faz miuha vista, coiidemuando-me a iiiim mesmo
em caso do imprudencia a ser punido segundo as leis
do grande fundador, de meus superiores eacolen
de meus pas.
Rousseau ia j eslen leudo a m5o, quando o doseo-
nlucido que linba escutado o seguido os debates
com urna especio do auloridade, quo nioguem Iba
cuutestava, bem que estivasae confundido no meio
da multidilo, approximou-se do presidente, e Ib*
disse ligninas palavras ao ouvido.
lie verdade, roplicou O veneravel.
E accrescentou :
Vos sois um homem, nilo um irwfio, sois um ,
homein honrado collocado frente a frente com nosco -
smenle na posicao do um somellianle. Assim abju-
ramos aqu a nossa qualidade para vos pedir uini
simples palavra de honra do esquecer lodo o que
o que entre nos se ha paasado.
Juro pela honra, respondeu Rousseau com emo-
clo, esquecer ludo, isso como se fra um sonhoqus
livesse, acorJado.
Ditas estas palavras,-elle sabio, e muitos membros
o seguiram.
Ccm/mar-Jf-*.*.;
ILEGVEL l


-


nh.a somonte era visla o scu adiantamento scienlflro.
Porm o homem fio, e Dos dispOo; mu b-eve ti-
nh cortou-lhe loijns os planos. Sendo victima desla
grande onfermidade, inefilcaz foi a medicina, ines-
gntavrs fo-ain lodos os meio que i' empregaram
par? salvar tilo preciosa vida. Surdas fram aos cos
as forvorosaspreces de ana insonsnlavel lamilla,
porque tinba chegado a hora terrivel Insta dura
separagan, o oslo goli-e eslava proparndo a seus pala
ja no occiso da vida. Deu oaeucorpoa ierra no lia
28 de Janeiro prximo passado, aquille quesera o
oriiaueiilo da rclrgiflo : a su morte foi a do justo.
Ossciu churas despojos jazem sepultados na matriz
da Boa-Vista. Mo'reu com 22 anuos de idade. Sus
numerosa familia carpe sera consol a perda d'uro
motnbro que tanto a honra va, a sociedad um cula-
da" o probo, a litteratura'on de seus sustentculos.
INflo leni a noasa penoa cores bstanles para descre-
ver'as edlcacias de iflo elevado espirito.
Urna lagrima de saudade derramemos noseu t-
mulo como gignal de magna ; e junquemos de flores
o mausoleo do cidadfto virtuoso. I'enaa mais hahil
se enoarregue de fazera dcscripcilo de auas virtudes:
nada mais faromos que tributar saudade e um triste
suspiro, desfolhar urna flor singela sobre a campa
que para sempre esconde um ente que tinhamos jus-
tos molivoi d'amar, ea cuja memoria consagramos
V perpetua.gralidSo,
J a trra I he seja leve.
Por ,4. R.S.
lOMMEKCO.
ALFANDEA.
REMDIJIKVTO 00 DA" 7.......... 815,31a
thicarregam hojt, 8 de fevereiro.
Hrigue Mmria-Jot* mercadOrias.
Rrigue Hcliopoltt dem.
Hrigue Georg-Ann idem.
Ilrigue Polidora i lem.
Patacho -El batatas, garrafes vasios e bizas.
Hrigue Fenlura-Felis btalas, ceblas e arcos
Patacho -Saila-CrM* lablo.
Polaca Silencio farinha de Irigo.
IMPORTACAO'.
Silencio, polaca sarda, vinda de fiihraltar, entra-
da no corrente mez, consignada a Jos Siporili, ma-
nii'estnu o seguiite :
1S2 barricas farinha de trigo; os mesmos con-
signatarios. .
CONSULADO GERAL.
- flENDIMENTO DO DA 7.
Coral.........................1:950,403
Diversa provincias................ 23,479
1:973,884
CONSULADO PROVINCIAL.
KF>t>lMF.NTO DO DA 7.......... 823,211
Movimcnto do Porto.
Navios entrados no da 7.
Carac; 20 das, patacho brasileiro Emulaqao, de
122 toneladas, capilSo Antonio (ornes Percira, e-
quipagem 10, carga sola, couros, nlgodfio e. mais
gneros ; a Manoel Concalves da Silva. Passagei-
roa, Miguel Francisco lo Monte com 1 criado, Fre-
dericn Rodrigues 1'imenlnl com 1 criado, Jernny-
mo Aires Ribeiro da Silva, Jos Joaquim Corllio
Jnior, Joo Francisco do Nascimeiito, Huilln Pe-
reira da Silva, Carlos Antonio Pinito, Jos Rodri-
gues Serpa e 5 cscravos a entregar.
Em commissiio ; vapor de guerra brasileiro Urania,
commaiMlante o capito-lsnento Jos Eduardo
Waodeecolk.
Navios tahidos no metmo iia.
Liverpool; galera ingleza Columbui, capullo Daniel
Creen, carga assucar e algodlo Passageiros, John
Curson com sua familia, (eorge William com sua
senhora, Inglezes; William Scflon, G. 1". Snow
rom 2r criados. Americanos.
Camaragibe; biale brasileiro Novn-Deitino, capilSo
Ks'evfio Ribeiro, carga varios gneros.
Londres ; barca ingleza Rlphinslon, capitilo H. Til-
lam carga a mesma que trouxe.
o imposto da taxa da bsrreira da estrada e ponte da
Tacaruna, vahado animalmente em 1:000,000 rs
A arrematarlo ser feita por tempo de 2 annose
4 mezes, a contar do 1 < de marco do correle anno
al 30 dejuhho de 1851.
As pes9oas que se propo7erem a esta rrematacSo
comparecam na sala las sesses do sobredito tribu-
nal nosdias cima indicados, pelo meio-dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar so mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesourariada fazr-nda provincial de
l'ernambuco, 30 de Janeiro de 1849.
O 2. escriptorario,
Antonio Ferreira d'Annuneiaco.
^&^S*A5* ^rasitt asas.*
risa, das 10 ao meio lia. Para constar, mandou
mesnio lllm. Sr. director publicar pelo Diario.
Secretaria do lycou, 7 de fevereiro le 1849.
O amanuense,
Hermenegildo Marcelino de Miranda.
CURSO JURDICO.
Porordcm. do lllm Sr. director, fago saber a quem
convier, qufgiara regularidado dos exames prepa-
ratorios, ficam estes distribuidos pelos diasda sema-
na do modo seguinle:
Segunda-foira, das 9 horas s 11 e meia geografa;
das 11 horas s 2da tarde latim ;
Terca-fcira, das 9 horas s 11 e meia rhetorica;
das 11 as 211a tarde latim.
Quaita-feira, das 9 llorases 11 e meia geografla ;
das 11 s 2 la tarde francez.
minislrativo, manda fazer publico que, nos das 13,
14 e 15 de fevereiro prximo vindouro, rilo a praga,
perante o mesnio tribunal,para serem arrematados a
quem por menos fizer, os reparo da caa da barrei-
ra da estrada do norte, soh as clausulas especiaos
abaixo transcriptas, e pelo prego de 134,000 rs.
AS pessoas que se propozerern a esta arrematagflo
comparegam na sala Ussesses do sobredito tribu-
nal noi dias cima indicados, pelo meio-dia, compe-
tentemente habilitada.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda provincial
do l'ernambuco, 30 de Janeiro de 1849. .
0 2.* escripturario,
Antonio Ferreira d'Annuneiaco.
Clausulas especiaes da arremalacio.
1.' Os reparos da rasa da barre ira da estrada do
norte sorflo feitos do modo indicado no ornamente
approvado pelo Exm. Sr. presidonte da provincia,
na importancia de 134,000 rs.
2 As obras principiarlo no prazo de quinze dias,
o lerminarlo no le um mez, ambos conladns se-
gundo o artigo 10 do regulamento das airenia-
tacAes.
3.' O pagamento do importo da arrematacilo rca-
lisar-se-lia no (ni das obras, depois dolas reccbiila/
pela icpailicao das obras publicas.
4. Em ludo o n>as que hilo est determinado as
prsenles clausulas seguir-se-ha inteiramenle o que
di spOe o regulamento das arremalacOe de 11 de ju-
lhode1843.
Repartidlo dai obras publicas, 29 de Janeiro de
1849.
O engenheiro,
F. Rodrigues da Silva.
l DITA ES.
O lllm. Sr. inspeclor da thosouraria la fazenda
provincial, em virludo do resolucllo do tribunal ail-
niinislralivo, manda fazer publico que, perante o
mesnio tribunal, sobado arrematar a quem mais
ler, nodia 8 de fevereiro, a renda do sitio que foi
de Sebasli.lo Ju-c dos Santos Braga, no becco do Es-
pinheiro, com casa devivenda, cacimba o arvores do
Inicio, avaliado animal mente em 100.000 rs.
A arrematacilo ser feita por lempo de 2 anuos o
4 mezes a contar do 1.* do marco do corrente anuo
ale SO de junho de 1851.
As pessoas que se propozerern esla arromatat.lo,
compaie^am na sala das aessOes do sobredito Iribu-
iial.no da cima in.licado, pelo meio-dia, compe-
tentemente habilitadas. v
V. para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da Ihesouniri. d. f.Mnda provinc,, do
Pernambuco, 30 de Janeiro de igtg, '
OS."- cscripiunrio,
Antonib Ferreira d'Annuneiaco.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da lazenda
provincial, em virtude da resolucllo do tribunal ad-
miiiistraclivo, manila faz-r publico que, em curii-
priiiiento da lei, perante o mesnio ti ihunal, so lia do
arrematar em hasta publica, a quem mais oflerecer,
nos dias 13,14 e 15 de fevereiro prximo vindouro,
O lllm. Sr. inspector da (hesouraria da fazenda
provincial, em cumnrrmento da ordem do Exm. Sr.
presidente laprovincia.de 29 lo corrente, manda
fazer publico que nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro
prximo vindouro i rao a praca perante o tribunal ad-
mm-.ir.ilivo,para seren arrematados 'quem por me-
nos fizer, os reparos de que necessita o primeirn lau-
co da estrada nova deOlinda, sob as clausas espe-
ciaes abaixo transcriptas, e pelo prego de 704,550 rs.
As pessoas que se propozerern esla arrematarlo,
comparecam na sala das sesses do sobredito tribu-
nal nos dias cima indicados, pelo meio-dia, com-
petentemente habilitadas.
E pa'a constar se mandou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diarta
Secretaria da thesouraria da fazenda provincial de
Pernambuco, 3| de Janeiro de 1849.
O 2.0 escripturario,
Antonio ferreira d'Annunciaelto.
Clausulas especian da arremalarao.
1* Os reparos da ramada do barro da estrada do
norio no piimeiro lauco e tempera das valas serilo
feitas como indica o ornamento approva lo pelo
Exm. Sr. presdeme da provincia, importando em
704,550 rs.
.2.' As obras principiar.lo no prazo de quinze dias,
ese concluirlo no do* dous mezes, contado ludo de
conformidade com oaitigo iodo regulamento das
arrematar; (jes.
3. O pagamento do imposto da arromalaco ser
realisado en. du*s prrstaces, sendo a primeira
quando o seivico esliver em inelade e a segunda no
lim da obra.
4.1 Para ludo o mais que nflo osla determinado
as presentes clausulas, seguir-se-lia inteiramenle
o que dis^e o rcgulameiilode 11 de julhode 1843
O ongenheiro,
F. Rodrigues da Silia.
Sabbado, das 9 horas s 11 e meia geometra ;
das lias 2 da tarde philosophia,
N. B. O da impedido por ser feriado passar a ser
como a quinta-feira. Outro lim, os despachos aos
requerimentos de exames preparatorios s serflo
dados nesla secretaria, eos requoiimcutos, depois
do despachados, licarto na mesma, onde se far una
lista dos que lecni do ser examinados.
Secretaria da academia jurdica de Oliuda, 23 de
Janeiro de 1819.
F.dnardo Soares d'Albergarla,
Secretario interino.
As malas que'lemdo conduzir o vapor
S -Sebastio para os poitos do sul prin-
cipiam-se a lechar boje (&), ao meio-
dia ; e, (indas essas horas uo se re-
cbenlo mais correspondencias.
Avisos martimos.
Declarares.
Associaco fommerci;.! c
R'rriiAmliuco.
A direcQilo convoca os socios da mesma para as-
sislirem assembla geral que devo ler lugar no da
9 do coi re o i e mez pelas 11 horas.
O cirurgillo ajttdanle do balaHi3o de volunta-
rios nlo pudendo ir pessoalmento a casa lo todos os
seus enmaradas que Mram fe'ridos nodia 2 do Cor-
rente, poros nao conlieccr, uem salieras suas ino-
radlas, por isso avisa lodos a virom pessoalmenie,
caso sejam os seos ferimeutos leves,ou mandarom no
Alerro-ila-Roa-Vista, n. 4", para serem procurados.
O lllm. Sr inspector da thesouraria da fazeu la
provincial manda fazer publico que, do dia 12 do
corrente mez por liante se pagarQo os ordenados e
o ais ilespezas do corrente auno linanceiro, vencido
al o ultimo do prximopassado mez
Secretaria da thesouraria da fazenda provincial de
Pernambuco, 7 de fevereiro de 1849.
O segundo esciipturaiin,
Antonio Ftrreir d'Annunciardo.
~ Olllm. Sr. director do lyceu desla cidade man-
ia razor publico quo, no da 22 do corrente mez, es-
larao abe.rlas as aulas do mesmo lyceu ; comeen mo
o exerc.cio I. de lalim.iugtez, philosophia e g.-o-
ftraphia, daaoilo a dez horas do dia e as de de-
enho, geometra, lingo nacional, francez e rheto-
-- Para l.oandaf Angola ) o hrigue porluguez Flor
ilo-Tejo sallo em principios d.- margo, capililo l'ic-
deriro Carlos Rosa : para carga miuda ou passa-
geiros para o que tem excellentescommodos tra-
la-secomo consignatario, Jos Francisco da Costa
Rouxo na ra do Crespo, n. 10, ou na praga do
Commerrin.
O hrigue lubequenso Aurora, tundo arribado
a este porto para repaiar o leme, tem de dcscanegar
parle do seu carregamento: ha de em consecuencia
precisar do mil a dous mil pesos fortes n risco;
quem os qtiizrr fomecer, queira dirigir-se ao escrip-
torio dos consignatarios, L. C. Ferreira Si Compa-
nhia.
~ Frcta-se para qualquer porto da Europa o bri-
inglcz alla^Rookh de lote de 200 toneladas : a tra-
tar com o capilfio, na ra da Cruz n. 45, em rasa
de Nscimenlo & Amorim.
Pora o Rio-de-Janeiro sabe, com a m.-u'or brevi-
dade possivel, o hrigue nacional Vitconde-^e-Cama-
m : tem excellcntes commodos para passageiros :
para carga e escravos a fete, Irala-se com o capiliio
na Praga-do-C.ommercio, ou com Novacs & Compa-
nliia, ra do Trapiche, n 34.
Para o Rio-de-Janeiro sabe, com a maior brevi-
dade possivel,o biate nacional Gil-lira* : para o res-
to da carga e passageiros, trata-so com o capito
Pna praga, ou com Novaes & C., na ra do Trapiche,
n. 34
Para o Rio-de-Janeiro segu em poucos dias a
escuna Halante-Vara, te primeira marcha : para o
reslo da carga e passageiros, trala-sc na ra da Moc-
da, n. 11.
Para o Rio-de-Janeiro pretendo seguir viagem,
com lirevidade, a escuna nacional Curiosa, por ler
parle da carga prompla : para o restante e passagei-
ros-, trata-se com o mestre. Domingos Antonio de
Azevedo, ou com l.uiz Jos de S Arjujo, ra da
Ciuz, n 37, segundo andar.
~ Para o Rio-de-Janeiro sepue, com nimia bre-
vidade O hrigue nacional Alalia para o reslo da
carga passagoiros e esrravos a frelo trata-so com
Joflo Francisco da Cruz, na ra da Cruz, n. 3,
O patacho S.-Jno-Veiicedir sabe, para o Rio-de-
Janoiro com a maior brevidade possivel, pira o que
j (em parle do carregamenlo prompla : quem no
mesmo quizer carregar, ou ir de pasegeni ou
embarcar algum escravo frote, dirija-se ao seu
Consignatario, Francisco Al ves da Cimba, na ra
do Vigario, n. 11, pnmeiro ailar.
-- Para o Rio-dc-Janeiio sabe, em poneos das,
barca nacional Tentativa-l'eli:-, porj se adiar com
grande parte da caiga a leu bor lo : para o resto, cs-
cr.ivos a fele e passageiros, para que ofl'ereco os
mais ricos eassciddos cominodos ; Irala-SO na ra
ila.Mocda, n II.
-- l'ara a Rabia sabe, em puncos lias o hiato na-
cional S.-Jodo, por ler a maior paito la carga
prompla : para carga o passageiros Irala-se com o
cap Lio a bordo, nu com Novaes & Compendia, na
ra do Trapiche, n. i%.
Avisos diversos.
Convida-se a lodos os irmaos da
irninndade do >anlssiino Sacranienlo da
frrgtiezia de San Jos do Hecilc n con
pareccrcm domingo, 11 do correte,
jielas ) horns di iiinnlida, no consislorio
da igreja de Nossa Senhora do Trro,
afitn de reunidos en mesa geral, presidi-
da pelo lllm. Snr. Di. jtiiz de capella.s,
proceder-se eleieaode nova mesa rege-
dora. Espcra-se que todos os bons
irinaos comp reco, afiui de remediar-sc,
por meio de urna nova adininistraco, o
abandono em que se acham os negocios
da irmandidc.
J. O. Elstcr mudou o scu estahelecimeuto da rua
da Cadeia-Velha para a rua da Cruz, n. 51, aonde os
compradores acharflo um hum prvido sortimento
de vinhos de todas as qualidades e conservas O quo
ludo vender por mu i ico prego.
- Aluga-se 1 casa terrea com um grande lOlAo,
grande quintal, Com ai v, indo, na Sol lado, u. 42 :
os prclcudenles dirijam-sc a rua do Uuemado, loja
n. 20
slanoel Ribeiro de Carvalho relira-se jiara o Rio-
de-Janeiro.
Joaquim Jos d'Almeidj. tendo visto no Co'rcio
M-rcanlil um annuncio, cr.' que se indagava sua o-
ri da, ( ou talvez do oulf Jo mesmo nomo ) fa> )U-
idico quo ha trinta anuos he morador na cidade' da
Foitaleza, provincia do Cear.
ALuga-so una loja Lem repari ida o nova n; rua
uallniflo, por trada casi do Manoel Alvos Guerra :
a tratar com 0 inesino Cue-ra.
"~ Precsa-so de um Ir. halhadorde masseira : na
ruaDireia. pedtria u.82.
O abaixo assignado continu i a ensillar primni-
ras letras, dotilriua cbristna,|arithemetiaa e gramma-
lica portugueza com o maior zello e activla le pos-
sivel : na rua na Ro la, sobrado n 32; assim como
di licOesom casas particulares.
Joto Antonio foilio.
Perdeu-se, na noile le 3 do correte, no Reci-
fe, ou do lenle a Soledadc, urna hulea preta de seda
tecid, com dual borlas de ico atacadas, contendo
urna pega de urna pataca hrasileira, 12 soberano! o 2
shillins inglezes: roga-M a possoa que a liver achado,
que, quei en lo-a n-slituir, leve-a ao hotel l'istor, na
rua la Alfandega-Vellis, no Recfe, quesera bein re-
compcnsaila.
Adolpho Avistrclira-sn para fra do imperio.
Jos ilonzales Maria retira-s.> para ft'i'a do im-
perio.
Auscntou-se, na noite do dia 8^le novemhro de
1847, o escravo lleiculano, lu cAr llo fula quo pare-
ce cabra, cabega pequea, cabello ralo, nlhos pe-
queos, grosso do corpo, de 28 anuos, pouca barba,
estakira regular ; tem urna cicatriz no hombro es-
querdo, que pode ler lo 3 a 4 pollegadas le compri-
mento; COltuma embebeilar-se, o ueste estado so in-
titula por llerculailO Jos dos Santos Tranca-Ra ;
quem o pegar leve-o a cidade deOlinda, na rua da
la-i|..i a, a seu senhor, JoSo Ferreira Mnrinlio, que
gralifieara generosamente.
-- PerdeU-SO, no lia 27 lo correle, do Chora-
Menino ao Ihealro de Apollo urna chapa de lalilo
portenceute a nula de urna carro : quem a acbar ,
quei endu entregar dirija-so a rua da CtJo'a do Re-
cfe, n. 48, quo ser recompensado.
CASA DE MODAS FRANCEZ AS.
A. Millocbau.
Primeiro andar da esquinado Aleiro-da-Boa-Mitn ,
defrunle do chufeo i:.
Rcccbeu-se pelo ultimo navio viudo do Fringa ,
um limlo escolhiiiieiilo de chapeos de palhiuha abor-
ta para senhora e meninas ; fitas de todas as ires ;
camnalas bordadas; hrlalanas lo cores ; um bo-
nito sortimento de eolleriiihos, Ctniisinlrai, romei-
ros n piinhos bordados ; bcoi pelos verdadeiros ;
dilos do linho branco ; luvas de pellica ; trancas de
cores para enfeites le vestido ; capellas e ramos de
llores le laraujas ; ricas capellas e ramos linos de
lloros de todas as cores para Ihealro ou baile ;
plumas brancas o do cores pira cabega e chapos;
aventaes ; bonetes de montara ; cambriles de li-
nho puro. As senhoias acharan sempre para escolher
um lindo sortimento de chapeos o tuneados de to-
das as cores o prelos, e lamben) do todos os prego.
Continuadamente so fozem neata casa, espccialmen-
le de moilas francezas, chapos, vellidos mante-
letas oaiinisiiihas palitos vestidos le balisado,
etc. com proniptidao, bom goslo e prego com-
modo.
i}uc boa occasifto para se fa-
zcr o ra e sera precisar de
riinheiro.
No fim do Recco-I.nrgo no llecife onde se ven-
de cal, lijlo e lelha ha para vender a troco de fa-
zendas o tambem a dinheiro para quem quizer le-
lha lijlo le ladrilho alvenaria batida e tapamen-
to : tildo do barro do Monteiro : lambem so faz
para encommenda qualquer qualidade de lijlo,
como soja de cacimba equadrado com o mesmo tra-
to cima: quem Ihc convier dirija-se ao mesmo
lugar do Becco-La'go a traa/ com Manoel Antonio
da Silva Molla, ou com o Sur. Ilenrique Jorge, ou
anmincie.
--I'reeisi-se de urna ama de le te forra ou captiva:
na rua Direila, n. 27, S'gundo andar.
Aluga-se a casa da esquina di rua do GlIJei-
reiro para o porto de embarque com armaeflo pa-
ra ven la e comniodos para morar familia : na pra-
ga da Independencia livraria ns 6e 8.
Homccopa tina, *
Primeiro consultorio gratuito para ns pobres ?
na rua la Cidcia de S.-Antonio, n 22, dirig- f
do pelo Sr. J. B. Casanova mdico francez. ?
Este consultorio eilari abn lo desdeas 9 lio- ff>
ras da nianhXi al asi da larde. Os pobres 1f>
leceherflo consultas e remedios graluilamcn- #
le: spresenlando um allcsledodo pobreza de #1
2 scus vigarios, ou mesmo de outro qualquer **
S sacerdote.
m
Fabrica de (odas ns qualidades de mobilia
franceza no ultimo go^to de Pars em
Pernambuco.
I.ourengo Pugi, marceneiro francez na rua Nova,
n. 45,bem conheciJo hs pessoas nolaves desla capi-
tal por fabricar trastes do ultimo goslo avisa aos
mu numerosos freguezei o geralmenle a todo o
reipeilavel publico pcniambucaiio que j Ihe den
tantas provas do ser amante do bomgoato, auecl-
e tem augmentado sua (abrid s que esla habilili-
do para cniprchender qualquer mobilia que SO Ihe
encommendar. \% arles Veo de par com a civilisa-
gilo, quanlo mais um povo lio civilizado, quanlo mais
OS artistas devem produzir obras finase delicadas:
ueste sentido o anntinciante empregar lodos os
seusesforgos para satislazer a todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu preslimo. Na mesma ca-
sa fd/.cni cortinados para cama franceza.
Transleiio-se a esla do milagroso
S.-Brai da igieja de Nossa Senliori do
Terco, para domingo, 11 do corrente, e
estar por oilo dias no meio da greja, ex-
poslo veneroco dos liis.
Precisa-se alugar urna prcla forra ou captiva
para fazer o serv go de nina casa de pouca familia:
na lloa-Visla, rua da Alegra, n. 9.
Vende-so a legitima agoa das caldas da rainha,
que tem feito prodigios lo salvar a liumanidade,
milito principalmente para molestias do estomago
u rheumaticas, prximamente chegada de Lisboa ;
na rua da Cruz, no llecife, n. 46.
,


do h S""8? a PMso que, por engao, tirou de bor-
". Palcho l'trapama vindo de Fernando 2 sac-
rlim a n,8rca *' H-v remessa a Jos l'oreira de
ow querendo restituir, annuncie sua morada.
.iih-!IUa,,o0ueimado n- ,4> se dira quem'di
umiieiro a premio.
Antonio Francisco de Azcvedo retira-se para a
fcuropa.
-- lndo-se desencaniinhado do poder do abaixo
asignado urna letlra da quantia de 384,300 rs. sac-
carjai por tiento Jos da Costa c aceita por Joflo da
oena llollan noarque Janeiro prximo lindo. O mesmo abaixo assignado ,
quem foi sedida dila lettra pelo sacante previne
quaninguem faca transaceflo alguma sobre ella,
pnis ja se arham prevenidas as pessoas responsavois
Pelo sen pagamento para que nilo a pagucm a pes-
soa alguma ge nflo ao mesmo abaixo assignado seu
legitimo dono. Itecifc, 6 de fevereiro de 1H49.
laeinlho /iffontc liottlho.
O abaixo assignado scienlifica a quem se inte-
i film.hr. Manoel Antonio Alves de Brilo desde 14 de
Janeiro de 1849. O mesmo abaixo assignado suma-
mente agradecido asdeliradase afagosas maneiras
com que os lllm. Srs. Brito Gabriel Alfonso P.eguei-
ra e sua familia o lem acolbiilo no espaco qua.si de
10annns, esobretudo a confidencia de que lem si-
do depositario lornar-se-hia o cuto mais despre-
Zivel se dcixassn de ni a ni Testar-Ibes eterna gratulan,
enflerecer-lbes humilde e fielmente o seu insignifi-
cante prestidlo em qualqucr paragem que habite.
Utro sim.o aliaixo assignado relira-se desla provin-
cia ,esuppoe sdever inmensas allencOes; porm,
se alquem se julgar seu credor poroulros favores,
queira apresentar sua conla at 15 do correnle.
Antonia Joaquim de Sorna Mximo.
--Os abaixo assignados, deparando ueste Diario
sobo n. 27a resposta que Ibes den o Sr. bacharel
l.ourenco Itezerra Carneiro da Cuaba,dirAo por
agora, que smente quertm ser pagos duque devi-
damenle silo rredores ilo mesmo Sr ; que nilo subern
como e neni porque elles compronielteram-se a co-
brar antes do Sr. Manoel Ignacio da Cunha. No en-
tretanto os abaixo assignados rogara ao Sr. bacha-
rel de os salisfazer sem menor demora : se, porm, o
mesmo Sr. continuara julgar nilo dever pagar aos
annunciantes pela rasflo que apresentou ou por
quaesquer outras, entilo veem-se os abaixo assig-
nados obrigados a pruvar que nenliuma haver para
deixar de cobrar dellc rrcordando-o com a publi-
cado dos documentos que uiuito melhor csclarcce-
rlto os nossos negocios.
Viuta liunjos &. I'ilhos.
Inglezc francs.
I'.nsina-se a Iraduzir, escrever o fallar as ditas lin-
gnas por um professor inglez de naco das 6 lio-
ras da tarde em dimite ; bem como em casas pailicu-
laiesrnarua da Cadeia do Itccifc, n. 46, segundo
ailar, defronte do heccoda Cacimba.
-- Angelo Francisco Caineiro relira-se para a Eu-
ropa.
Pcde-scao Sr. saerisliio da matriz de S.-An-
tonio queira tomar cuidado com os repicadores dos
sinos.'que excedem o tempo marcado pela postura da
cmara.
~ Aluga-se um sitio n estrada do Rozarinh ,
com l mi ii i.is. que fica defronle do sitio do falleci-
do Manoel Jos de Almeida : a tratar na ra Augus-
ta n. 36.
Quem precisar de urna ama pira lodo o servico
de porlas a dentro de urna casa de homem solteiro ,
dirija-sea ra da (loria, n. 25.
Antonio de Souza subdito portuguez relira-
se para fra do imperio.
O respcitavel publico achara no armazem de
Antonio GranonjiSc Companhia na ra Nova, n.
69 o sorlimento seguinlo chegado pelos ltimos
navios : sanlinhas, hervilhas, conservas, oseille, cc-
pes, espargos cov-lores inleiras, chouricas den-
tro de haiiha de poico rhourcas guisadas, presun-
tos para fiambro, i epinos gelas de groselhas e de
Drmelos licores linos de todas as qnalidades em
garrafas muita ricas marraschino de Zara cognac
velho, kirsch e sblintlie de yersei e l.ecouttre, gene-
bra de llollnnda vermouth viulio do llordcaux em
quarlolas e cni garrafas de diversos presos e qunli-
lailes vinho de S.-Julien de Itoussiilos, do Madei-
ia,de Revosattes, moscatel e oulrus, champanh.i
lio hoa marca fino azeitu doce de Plaguol agoa de
flor i'c laranja frascos de fruas de diveisas quidida-
des xaropes de groselhas e oulros : bem Como um
deposito de chai utos da fabrica de Cruz da liahia
lanceiros, primores, racadores, regala, regalos!
S.-Flix c oulros : lamhuin llavera lodos os das sor-
vetes, das 6 horas da larde em dianlc. Os propriela-
riosdesle eslabulecinienlo leem arranjadu um lugar
muilo fresco o agradavel ,e le fio cuidado de salis-
fazer seus fregueses com boa quali.lude de lodos
os refrescos.
ra da Cadeia do Recife, n. 59, a tratar com Jos
luas da Silva.
Vendc-se caJ virgem d Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n. i 7.
Vendem-se barriquinhas com cal virgem de
Lisboa, muilo nova ; fachaduras para porlas de
irmazem ; retroz do Porlo ; barris com IcatfOo da
Suecia ; pilulas da familia ; ancoretas com azeito-
nas, por preco commodo : ni ra do Vigario n. 11,
armazem de Francisco Al ves da Cunha.
Vendem-se taboas america
as al 3 palmos de largura
o de lodos oscomprimcntos.que ha muitolempo nao
teem vindo e os freguezes experimentando a fulla
desla cxcellenle qualidade. A ellas que silo poucase
o pre^o he barato. Airas do Urea tro, armazem jun-
to a Miar, de Joaquim Lopes de Almeida,
Farelo,
em barricas a 4,000 rs. ; saccas grandes, a 3,50o
rs., dilas pequeas a2,800rs : no armazem de J.
J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 3.
Vcndem-ie barris pequeos com cal virgem de Li-
ba, a mal nova que ha no mercado, por preco com-
modo : na ra da Moda armazem n. 17.
Potassa.
Desembarcn Ta poneos das una por-
cao de Larris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham venda,
por preco mais barato do que ultima-
mente se vendia, na ra da Cadeia-Velha,
armazem de Bailar&Uliveira, n. 12.
Cha nacional de S.-Paulo.
Vcnde-se o muito superior cha de S.-Paulo em
caixas de 1, 2, 6 e 13 libras : na ra da Cadeia do
Itccifo loja de Jufio da Cunha Magalhiles.
Lvrosde diversas aulas.
Na livraria novado pateo do Collegio n. 6, de
Jolo da Costa Dourado, vendem-se os seguinles li-
vros : Criimmatica ingleza por Constancio; dita
franceza, por Sevene ; dila por llamoniere ; Telema-
que cm francez ; dito em portuguez; Diccionario
francez e portuguez por Itoquete ; dito por Cons-
ta ncio ; Golile Smilh ; Historia anliga; dila roma-
na ; Vida de 1). Jofio de Caelro ; manuscriplos para
os meninos, n nilo uteis para estes; alphfabcln por-
luguez ;Catherismo de Monlepellier ; Elementos de
grammalica portugueza porGarlosA.de F. Viei-
ra tefteira ediefio ; Ensaiosde orlhographia pe-
lo meamo; Elementos desrilhmelica por Salva-
dor Henriques de Alhuquerque; F.piltiome de geo-
metra pralica extrahido de varios autores, pelo
mesmo; Kxcmplo de escripia ingleza: lodos estes
livros vendem-se por mais commodo prcQO do que
em outia qualqucr parte.
Vendem-se presuntos para fiambre; queijos
londrinos ; ditos de pralo ; latas com bolachinha
fina de Lisboa ; dilas de aramia ; conservas novas ;
mostarda ; potes com sal fino ; latas com marmela-
da nova ; ditas com hervilhas; caixinlias com mas-
sas linas ; vinho moscatel de Setubal; dito Sherry ;
licores linos ; e oulros mais gneros, pur preco com-
modo : na ra da Cruz; no Recife, o. 46.
Taboado de pinito da Suecia,
de 10 a 35 palmos
decomprimenlo omelhor que tem chegado a este
mercado, em razo de se poder euvernizar em qual-
qnerohra por nfio ter nos e ser muito alvo sen-
do costado, costadinho, assoalho, forro o para fun-
dos de barricas: vende-se a preco que o comprador
tara todo o negocio: atrs do tliealro, armazem de
Joaquim Lopes de Almeida.
Presuntos.
Vendem-se superiores presuntos inglezes para
fiambre, chegados no ultimo navio: no armazem
do liraguez ao pe do arco da Coliceicfio.
FARELO EM SACCAS DE 00 MORAS :
vende-se no armazem de Vicente Ferreira da Costa
na ra da Madre-de-Deos, a 3,500 rs.
Tantas para engenho.
Na fundic.lo dn ferro da ra do Brum acha-se a
venda um completo sorlimcnto de taitas de 4 a 8
palmos de bocea, por preco commodo, ecom promp-
lidfio embarca-so, ou carrega-se em carros sem des-
bezas ao comprador.
Vendem-se barricas com cal virgem do Lisboa
desembarcada uestes dias, por menos prefo do qu
em outra qualqucr paite: na ra do Brum, armazem
de Antonio Augusto da Fonscca.
Madeira de pin lio.
Na rus de AppoNo, pegado ao armazem do Sr.
Molla, ha um novo armazem com madeira do pi-
nho da melhor qualidade que tem vindo a este mer-
cado e serrado de todas as grossures e comprimen-
los : vcnde-se feto menor preco que he possivel.
-- Na padaria da ra da Guia, no Recife, haver
lodos os dias a venda o novo pilo de Provenga fa-
bricado poroutro modo que o actual, e da melhor
farinha que ha ne mercado : por este motivo nSo se
pode fazer senSo a 40, 80 e 160 rs.
Vendas.
Vende-so, por ICO rs. um niprossocom a nar-
rarfio dos aroiilecimentos do dia 2 do curente ex-
Irahida do Diario di l'tmambuco : na prsca da In-
dependencia livraria ns. 6 e 8.
OCULOS
uhegads de Frauda 110 ultimo navio, e dos melho-
resvidrosque leem vindo a este mercado, islo he
para vista cansada : na ra do llozrio, n. 35, loja'
do l.ody.
Contina-se a vender espirito de
36a 41 giaos, em pipase a retalho : na dcslilacilo da
travessa da Conronlia.
Vendem-se sopaloes de sola e vira
do Aracaly, por proco commodo, em por
i;ao e a retalho : na ra da Cadeia do Me-
die, n. 9.
Vendc-se carnauba muito superior, e muilo
amarella, cor de Mor dealgodilo, por preco comino-
do : na ra de Hurtas, 11.120.
Na roa Nova, n. 5,
vendc-se urna negrinha de 8 annos muilo linda,
queja cose muilo bem, ehe propria para se educar,
ou dar-sc a urna menina ou menino ; urna preta de
nacilo de linda figura eque he ptima quilandei-
ra ; urna dila que cose, engomma e cozinha, eque
d-sc barato por ler um defeilo cm um olbo ; 3 mo-
leroles de nacfio do 15 anuos cada um e de lindas
figuras.
--Vende-se un molcque crioulo de 18 a 20 anuos,
de bonita ligura, com principios ojidjs apapa : na
FARELO
em saccas muilo grandes,
a 3s6oo rs. a sacca:
no armazem do Braguoz ao p do arco da Conceicflo.
Vende-se a verdadeira e muilo superior fari-
nha SSSF, a retalho e em pin cao ; dila de oulros au-
tores na ra do Vigario, armazem de Francisco Al-
ves da Cunha, u. II.
Na ra do Cresro, loja de 4 poitas, n. 12, ven-
dcm-sc-chftpns decaslor prctos, de muito boa qua-
lidade a 4,400 rs.
Vendem-se 3 esclavos muito bous paru lodo o
servico, principalmente de engenlio, por preco
mu lo barato : na ra do Trapiche, n. 51.
Vendem-se saceos com farelo,
ebegados ltimamente, pelo diminuto
preco de 3,4oo rs.: na ra da Sanzalla-
Velha, n. i38.
-- No deposito de Me. Calmont & Companhia na
ra de Apollo, armazem n. 6 acha-se constante-
mente grande snrlimenlode ferragens inglczas para
engenhos de assucar conosejain : taixas de ferro
coado de differcnlos modelos, os na i s modernos;
lilas de ferro balido ; modulas de ferro do mode-
lo adoptado para armar em madeira ; ditas todas
de ferro, lauto para agoa como para ammaes i ma-
chinas de vapor de frca de quatm Ciivallos o de al-
ta pressfio o mais moderno e simples que he possi-
vel ; repartideras ; espumaderas ; resfriaderas de
ferro eslanhado; formas de ferro: ludo por preco
commodo.
Vende-se um oratorio com a imagem doSr. Cru-
xificado otra do Porto muito bem feita por pre-
50 commodo : na ra da Cadeia do Itccife, casa do
Sr. Joo Jos de Caifalhe Moraes.
Vendem-se 3 relogio? deouro, pulseiras, brin-
cos annelOes, conloes, collares, rselas, argolas ,
allinetcs de peito hotoes de abertura 2 cruzes 2
correntes de relogio, 1 lozario, un.a salva de prala,
u ina corrcnl : na ra dj Qucimado, n. 14.
Agencia da fundicao
Low-Moor, ra da Senza I In-
nova, 11. 42.
Neste estebelecimenlo contina a ha-
ver um completo sorlimcnto de moendas
e nieias moendas, para engenbo ; ma-
chinas de vapor,e tachas de ferro batido e
Vinho barato.
Acha-seeslabelecidona ra da Madre-de-Deos,
o. 36, um armazem de
Vinhos da Figneira,
de ptima qualidade, a preco de 1,900 rs. a caada,
e a 160 rs-a garrafa ; e para n3o haver dolo do com-
prador serlo lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebondo-se a garrafa vasia, e dando-se immediata-
mente a outra cheia : tambem ha barris muilo pe-
queos proprios para quem passa a fesla. O pro-
pietario deste estabelecimento pede encarecida-
mente que se nSo illudam avahando, pelo diminuto
preco e sem conhecimento de causa a qualidade do
sua fazenda digna por certo da estima dos verda-
deros amantes da boa pinga. Elle conla que quem
urna vez provar, continuar com gosto e sem arre-
pendimento. E o bom preco!!.' A todo o exposlo
accresce o asseio e bom acondiciona manto o que
ludo se poder verificar em dito estabelecimento.
Fabrica dcTodos-os-Santos.
Firmino Jos F. da Rosa com escriptorio na ra
do Trapiche, n. 44, avisa aos seus freguezes que aca-
ba de receher pela escuna Curiosa, novo soilimen-
lo do excellente panno de algodilo entramado da-
quella fabrica ptimo para ensaccar assucar e pa-
ra roupa de csravos. O annuncianto conla que,
alm da fazenda, o desejo de animar o desenvolvi-
mento de urna fabrica iniciramente nacional, pro-
mover o prompto consumo da sua receila.
PL'BO VINHO DA FIGEIRA. v
Existe no armazem de moldados, atrs do Cor-
po'Santo n. 66 orna grande porcSo deste genui-
no vinho que se est veudendo pelo diminuto pre-
co de 1,120 rs a caada c a 160 rs. a garrafa ; tam-
bem ha em pipas que se vender mais em conla : he
eslo o melhor de todos os vinhos que se teem nn-
nunciado pela sua simplicidade e oplimo paladar :
quem urna vez o beber jamis deisai de o com-
prar.
*- Vende-kca venda da ra do Apollo, n. 21, com
poucos fundos : quem a pretender, dirija-se a ra da
Madre-de-Deos, tratar com Vicente Ferreira d*
Costa.
Algodio trancado da fabrica
de Todos-os~Santos da
liahia ,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
clavos : vende-se em casa de N. o. Biober & Com-
panhia na ra da Cruz, n. 4. .
CHA* BIUSILEIRO.
Vende-se.ou armazem da moldados, atrs do
Corpo-Santo, n. 66, o mais excellente cha produzi-
do em S.-Paulo, que lem vindo a este mercado
por preco muito commodo. '
Para porta : vendem-se na praca da Independencia
livraria ns. 6e 8. '
Vende-se muito boa cera branca
em pao, e tambem retinada, para limas de
eheiro, por preco commodo: na ra da
Senzalla-Velha, n. 70.
Bombas de ferro.
Na fundiefode/errada ra do Brum > acham-p
a venda superiores bombas para cacimba iSSm
como de repudio para fazer a agoa subir as casai de
4 a 5 andares.
Vende-se vinho lo Porto, muilo superior
de outras qualidades em barr de quarto, quinto
sexto,stimo,Qitavo eem pipas, por preco muit(
commodo : na ra do Vigario armazem de Frin-
cisco Alves da Cunha, o. 11.
Tapioca do II a rail hao.
Venile-se, no armazem de farinha, na ra do Col-
legio n.21, tapioca do tlaranhfio, muilo alva p0r
preso menor do que o do costume. No mesmo ar-
mazem lia milho novo em saccas, e lambem fr
nha.
Vende-se a verdadeira potassa da'
Russia, desembarcada hontem, por pre-
co muito rasoavel, vista de sua muito
superior qualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, e ra da Cadeia, n. 34.
Novos riscados wonslros cli.
nczes, a 560 rs o covado.
Na loja deC.uimarfles A Companhia, ta rus do
Crespo n. 5, vendem-se os novos riscados ehine-
zes linos de padres muilo lindos e os mais mo-
dernos que teem apparecido nesla cidade, de van
do largura-, pelo baralo preco de 360 rs. o Covado.
As novas casimiras de algo-
dao, a 560rs. o covado.
. Na loja n. 5 da ra do Crespo, vendem-se as nons
casimiras do algodfio de padrOes os mais ricos quo
teem apparecido ueste mercado pelo baralo oreco
de 560 rs. o covado. r *
Vendem-se rezes de poucs arrobsco po-
rm lildas do pasto : em Olinda, ra da Boa-llora
casa do muro novo. '
Vende-se muito superior potassa, em barris re
quenos,4l.e8embarcada hoje e por preco commodo
no armazem de'pias Ferrrua, no caca d'Alfan-
dega.
Vendem-se duas prctas, mili e lilha lendo osla
bom leile, por deixar urna cria de 5 mezes: d-se por
pieco commodo, com a'condiQflo do ser para fra da
provincia : no largo do Carmo, venda n. 1.
Na ra das Cruzes n. 22, segundo andar, ven-
dem-se duas pretas sendo uma-de 40 annos, e ou-
tra de 16 ; um escravo de 22 annos ; um moleque da
11 annos; um cabrinha dell annos com habilida-
des que so diro ao comprador.
Chitas baratas.
Vendem-se chitas de boa qualidade, pelo dimi-
nuto preqo de seis vinlens o covado : n*. ra do Li-
vramenio loja de fazendas, n. 16.
Vende-se urna porcllodecra de carnauba, por
preco commodo, alacado ou a retalho: na ra da Ca-
dea-Velha, loja de ferragens, n. 59, de Jos Dias da
Silva. Na mesmacasa lambem se vendem tres toles
grandes para ferreiro.
Escravos Fgidos
Gangas da India,
nmrellas a peca
de duas larguras pelo baralo pre^o do dez tuslfles,
para realisar conlas : no armazem de fazendas de
llaymuudo Carlos Leile, na ra do Qucimado, n. 27.
Vendem-se dous reos Iremos com os compe-
tentes espedios: na ra da Cadoia-Velha n. 2, se-
gundo andar.
Vende-se urna rica cadeira de arruar; um mo-
lequinho de 3 annos: na ra Bella, n. 40.
Livros latinos.
Na livraria nova do paleo do Collegio, n. 6, do
Joo da Cosa Dourado, vendem-se diccionarios
Magniiiii Lexicn; Virgilio ; Selecta; Horacio ; Phc-
dro; Cornelio, etc,
Vende-se muito superior lagedo de Lisboa, e
cal virgem em harria de 4 arrobas, por mdico preco:
na ra do Vigario, n, 19.
Vendem-se semeas em saccas muilo fgrsndes
a 4,500 rs.: na ra da Madre-de-Deos, armazem d
Vicente Ferreira da Costa.
FOLIMNIlAS
coado, de todos os Umanboa, para dilo.Jp.ri sacerdotes, par. algibeira, para, criptortoe
Fugio, nodia primeiro do correnle, ummole-
que da Costa de nome Domingos, de 16 annos pou-
CM mais ou menos cabrea comprida para lias na-
riz grande cara redonda cor preta ; lem marcas da
talhos as faces elcsla secco do corpo, pea gran-
des ; levou camisa de algodfio azul calcas de lila de
listrasdesbotadas chapeo de castor braneo j ve-
mo ; lio da si a o le conhecido por ter sido escravo do
dono da venda de garapa, na ra de S.-Amaro : quem
opegarlevc-oarua Bella, n. 40, quo ser recom-
pensado.
-- Desapparcceu, no dia 3 do correnle, um criou-
linho de nome Belizario escravo de Concalo
Francisco Xavier Cavalcanti Ucha residento ha 16
das na na do Queimado anligamente pracinha do
Livramenlo na casa de 3 andares tendo sabido as
8 lloras do dia para comprar um pilo no deposito da
padaria da ra estreita do flozario ; e como pouco
pratico nesta praca talvez que pordesse a casa ou
lenha sido presopor supporeni fugido; tenv12 anno,
de cor bem preta, pomas finas, ps um tanto apalhe-
tados, nariz chalo e arredondado ; quando falla
arregaca as venias ; lie bem explcito secco do cor-
po, cspadaiio, poder ler de altura 6 palmos : quem
o pegar leye-o adila casa qyeser gratificado gene-
rosamente.
Dewppareceu, no dia 29 de Janeiro, o molequi-
nhoLuiz, de8a 9 annos; levou camisa azul e cal-
ca de casimira de listrasj velha, boga-so as au-
toridades policiaes ouqualquer'pes'soa que o le-
nha em seu poder que o levem-no a ra da Cadeia
do llecife n. 57, a entregar a Joilo Nepomoeeno Bar-
rozo, ou a Jos Liberato Barrozo em cuio poder el-
seachava.
Avilo tai Sri. capitn de campo e autoridades polica.
Fugio, no din 25 de Janeiro um escravo, de nom9
.Siman, de iibcIo alacangana de e!(nra regular
cor prela com maicas de bexigas pelo rosto, na-
riz chuto ; cosluma trazer barba nn qucixo, de 25
annos; levou camisa de hubo enlrancado caicas
de ganga azul chapeo de palha embreado ; tem si-
do visto pela Passagem e Campo-Grande: quem o
pegar leve-o a Francisco Uolelbo do Andrade em
S.-Amaro junto a fuudicfiO, ou na ra Nova a An-
onio Ferreira Lima que sua recompensado geno-
Irosamente.
Fugio no dia 4 do correnle, um moleque ca-
bra do nome Suverino de 10 unnos cabellos ver-
me Ibos c crespos reforjado do corpo cara redon-
da ; levou camisa do madapoUo velha, chapeo de
palha : quem o pegar leve-o a ra Augusta, n. 94.
Pon. : u ttp, di m. r. di faiia.i846
ILEGVEL 1


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