Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06383


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Full Text
.
Anno XXVII
i y~_____-
Sexta-feira 4

N. 148.
MARIO DE m PEM4IBIC0
nioo ba lBCBrplo
PiatMIHTO Asuntado.
Por trimestre."...........
Por Miaeslre.............
Por ana* ..............
Piso Diurno ortINTILE.
Poi quarlel ,........
OTICIAX DO INKIlin.
Par..... 7 e Juiiio Minas... 20 di'
Maranho 14 de di lo. |S. Paulo. 12 de
I rara.... I? de dilo. .11. de i.. 20 de
Farablba. iBe dito, Babia ... 2 de
4/i 00
8/000
15/00
4/500
Malo
Junlio.
Junho.
dilo.
DKS DA SEMANA.
30 Scg. S.Marcal.
I Tere. S.Theodoiieo.,2. e5. as 10 horas.
2 Quort. Vlslt.c.o de
Nona Seadora.
AUDIENCIAS.
luiodc Orphaos
I. rara do citcl.
3. e 6. ao melo-dla.
3 Quini S. Jadntbol Farciida.
niariyr. 13. e 6. t 10 hora,
4 -Vxi. S. Izabel rai-j 2- tara do eirel.
nha de Portugal. I. c sbados ao mclo-d.
5 Sab. S. Aihanaslo.l Relaco.
6 Dom. S. Domingas.Tercas e sabidos.
ErniMialDia
ICresccnle i 5, as 8 horas c 48 mi nulo da tarde.
ICbeia a 13, as 4 horas c 54 mininos da inaiihaa.
Hingoanle 2i, as 8 horas e 20 mioutos da ni.
[ Nova 28, aos 21 minutos da tarde.
nAf AH DE BOJE
Priincira s 9 horas c 18 minutos da manba.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
EABTIDAS DO* COUBEIOS.
Golanna e Paiahiba, s srgundas e sextas-
fciras.
RIo-C rande-do-Norle, todas as qulnlas-felraa
aomeio da.
Garanhuns c Benito, 8 e 23.
Doa-VUla, e Flores, 13 e 28.
Victoria, s quiptas-feiras.
Olinda, todos os das.
NOTICIA! ISTIlANGEinA.
Portugal.. 2lde Maio.I Austria... 7dcMaio.
Hespanba. 14 de dito. Suista ... lOdcMaio.
Franja ... 13 de Malo.Suecia
Blgica Inglaterra
Italia |K..L'nidos. 29 de Abril.
Alemania. 7 de Malo. Mxico, 9 de Abril.
I'rusiia... lOde JunhojCalifornia 13 de Marco
Dinamarca Cliili.
Russia.... 10de Maio. Kucnos-Ayrcs.
Turqua Montevideo 9 de Junho
CAMBIO* BE 2 BB JULHO,
Sobre l.ondrrs. a 28 d. ai. fOOO rs.
Pars, 340 por Ir. oomioal
Lisboa, a 95
MZTAU.
Ouro.-(Incas hespanhola.....28/000 a
Moedas de fi*"40o vclbas. IIUB00 a
de 61400 oras. UyfOOO a
de4/OC0....... 9/000 a
Prata.Patacdes brasilelro... 1/940 a
l'i sis cl. luiuna i ios.. I*u:i0 a
Ditos oiesicanos..... 1/7(0 a
28/500
10/200
16/200
0100
1/950
1/940
I/7K0

A oh senhores nsslgnanteii.
Augmentado o formato do Ititiriii em
mais da terca parle, tornando-so por isso
Diaiores as despezas da sita impresso, jie-
nhuina injustica haveria om augmenlsr-se
tamben! o preco das assignaturas ; mas nao
dosejando o seu proprielario arredar pesaos
alguma das vantagens, que proporciona a
lelura de om jornal noticioso e deligente
lias publieecos de qualquer interrsse, tem
elle resolvido fazer apenas urna leve altera-
cao as condicGos da subscripcSoja estallo
lecidas, as quaea permanecern as mesmas,
rom a dilTorenca de licarem sugeitos un
screscitEO do mais 500 rs. por trimestre a-
quelles sonhoros assignsntes que doixa-
rom de fazer prometo o seu pagamento d'en-
tro de quioze dias contados do romero do
I ii a riel ; acicscimo este que he justificado
pelo trabalho que di o rerebimonto de
quantias diminutas, e por militas ve/es re-
clamadas, como nSo he raro acontecer, e
do qual so pdein livrar elleiluan lo o pa-
gamenlo dentro daqucllo prazo, o que alias
so nlo pile reputar oneroso t tienta a mo-
ilicidade da quintia. O mesmo propriela-
rio julga conveniente advertir anda por es-
ta vez, que a vantagem dos senhores as-
signsntes na insersSo dos seus annuncins
pelo preco do 20 rs ca la nln na primei-
ra publicafSo, e de 10 rs., as outras, no
Eodo de maneira alguma abrangor os de
erceiros ; e aue por conseguinte s pode
ser reputado de assigoante o annuncio que
directa o erideutemeoto Ibe pertencer.
PARTE OFFICUL.
TRIBUNAL D RELACAO'
SESSAO DE J8 DE JUNHO DE fe I.
Presidencia do r.\rm. Sr. eonstlheiro Axtvedo.
As 10 horas da manbaa, estando presentes oa
senbores dcieinbargadores Itaslos, Leao, Sou-
zi.Rebcllo, Luna Freir, Pereira Monteiro e
Vallero Sr. presidale declara aliena a scsso.
JUL6AHCNTOS.
Hecurso crimi.
Ilccorrentc, o jui/.o; recorrido,Clemearte Bar-
bosa de Maraes. Jalgaram procedente o
recurso pronunciando o recorrido.
Aaaraeo.
Carla teslemunharel em que he aggravanle
Nuno Maria de Scixas, e aggravado Jos Je-
ronymo Monteiro. Nao tomaraui conhccl-
mento do aggraro por nao te dar srmelhan-
Ic recurso para este tribunal quando o julz
municipal eserce Inuccrs do tribunal do
ciiiniuercio vista do artigo 907 do cdigo
coinmcrcial, e artigos 99 e 184 do rcgulamen
to a. 378, de 25 de Janeiro de 1850,
Appillacdo eirtt.
Appcllanlc, Jos Paes Laudlm ;appellado, Joa-
quim Pereira Lima. Despresarain os em-
bargos.
DILIGENCIAS.
Appcllanlc, a mesa regedora da ordein tercei-
ra de San Francisco; appellado, Manoel
Francisco Coiinbra. Mandaram coui vista
ao promotor de capellas.
Appcllantc, Jos Das da Silva ; appellado, Joa-
qun da Silva Moir.o. Mandaram o leito
ajala n quo para variar-se, eaverbar-se o
imposto da chancillarla.
Appellantr, a Taienda publica ; appellado, Ma
aocl Duarte Ferreira Ferro. Mandaram
coro viala ao b'r. deseuibargador procurador
da corda.
DISICVACOCS.
Appellanlc, Jos Joaquim de Novis; appella-
dos, a viuv.i Vieira ce Filhet.
Appellantr, D. Brlles Sebastiana de Moracs;
appellado, Antonio Jos Pereira.
Appellantr, o juiso, appellada, acamara mu-
nicipal da cidade da Fortaleza.
Apprllantc, Francisco Jos de Albuqucrque
Piolo; appellado, Luiz de Albuqucrque bar-
ros.
Appellantr, o julio ; appcllados, Anselmo Lo-
pes e oulro.
Appcllanlc, o jui/o i appellado, Jo.io da Costa
c JosMquilino. ^
SIVI90E9.
Passaram do Sr. desembargador llastos ao
Sr. desembargador Leao as segulntcs appclia-
t oes iiii que sao:
Appcllanlc, o jui/.o appellado, Joao de BMsa
Carvalho.
Appcllanie, o jui/.o; appellado, Pedro Curcl-
no Freir.
Appcllanlc, o promotor publico; appellados,
Domingos Lopes de Sena e oulro.
Appellanle; Joaquim Teiscira Peiloto; appel-
lada, Isabel Francisca de Olirclra.
Appellanle, D. Anua Joaquina do .Sacramento
Ayres; appellado, Aleandre Ferreira dos
Sanios Caminlia.
Appellanl, Joao Daniel cV C ; appcllados, a
viuva de Jos Francisco de Borja e oulro.
Appellanle, a faienda; appellada, a cantara
municipal d cidade da rllale**.
Passaram do Sr. desembargador Lcao ao Sr.
desembargador Souia as srguinlcs apprllacdes
em que sao:
Appcllanlcs, Amaro Goncalvcs dos Santos e
oulro; appellados, Marceilino Antonio Pe-
reira e onlro.
A |.prilante,Mailicus de Araujo Caldas Clircho;
.ippi liadas, Helena Dias c Maria Claudina.
Passurain do Sr. desembargador -coma aoSr.
desembargador Rcbcllo as segulntcs appclla-
cOes em que silo :
Appcllantc, ajuslka;appellado, Domingos Lo-
pes de Sena.
Appcllanlc, o julio; appellado, Manoel Mar-
tina de Soma.
Appellanle, Anna Elitabclh Adcllc Poirson;
ppellado, Allonin S. Martin.
Passaram do Sr. desembargador Rebcllo ao
Sr. desembargador Luna, Freir as srguinlcs
appcllacdet em que sao :
Appellanle, o julio ; .appellado, bernardo Ma-
noel da Silva Draga.
Appcllantc, o juizo; appellada, a cmara
nlrinal dn cidade da Forl.leza.
Apprllantc, Jos Raptisla RibclrodeFaria; ap-
Srilados, Francisco Ribclro de Brllo.
assaram do Sr. desembargador Luna Frei-
r ao Sr. desembargador Pereira Monteiro as
srguinles appellacoescmque sao:
Appellanle, o juizo: appellado, Candido Jos
de Moracs.
Appcllanlcs, Bonifacio Jos Casimiro e oulro;
appellados, Manoel Rodrigues da Costa e
seu curador.
Appellanle, Jo Vieira da Cunha; appellado,
rraticuco Jos da Cosa.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Mon-
tare- ao Hr. desembargador Valle as srguinlcs
appellacof s em que sao :
Appcllanlcs, Joao Francisco RrglsCorlboea
irinaml.ide do Sanlissimo Sacramento da lloa-
Visl
Appellanle, o julio; appellado, Manoel Joa-
quim do Nasciinento.
DIST*IB01C,UM.
Ao Sr. desembargador Leao a srgaintc ap-
pcllaco em que sao: t
Appellanle, o juiso ; appellado, Antonio Ve-
nancio e oulro.
Ao Sr, desembargador Luna Freir o srguin-
te recurso rm que sao i
Recorrenle, ojuio; recorrido, Manoel Euge-
nio de Souza.
Ao Sr. desembargador Pereira Monteiro o
segulnte recurso em que sao :
Recrreme, o juizo; recorridos, o juiz de paz e
o vicario da Aqulraz.
Nao l'orain julgados os demais fcllos com da
assignado, por harcr faltado a sessao o Sr. des-
embargador Villares.
Levanlou-Sc a scsso as duas huras da larde.
PERNAMBUCO
CAMA ll.\ MUNICIPAL DO RKCIFE.
5.' SESSAO oh hisaria, i;m 17 DE n mo
na 1851.
Preildenoia do Sr. Oliveira
Presentes os senhores Barros, Matncde,
Carneiro Monteiro, Muraos, Vianm, e l'i-
gucire.lo, aliriu-se a sessSo efoilidaeap-
provada a acia da antecedente.
Foi lirio o seguiote expediente :
Um odicio do presidente do conselhode
salubridado dcsla provincia apontando cer-
tas infrareOcs do posturas, taes, coma, a
pernanencia de animaos morios em diver-
sos pontos no bairro de S. Antonio, e o s-
buso de se crisrem poros nos quintaes, e
dcixarrui-nos vagar pelas ras ; o pedindo
que chamssse a cmara atlenC/Io oos Fis-
caes para taes Inn-arcOes : que se odiciasse
aos fiscaes, transmittindo-lhcs, por copia,
dito oficio; recomendando-lies Indo o
cuidado e vigilancia nt repressSo dossasin-
friccOes, eque fisessem todod os mezes
urna rorreicilo de porros, pelo meos.
Neste senii lo mandou-so responder ao con-
selho de salubrida de.
Oulro do contador interino, prdindo-lhe
declararse a cmara qual s ordenado, que
devo perceber o fiscal supplente em exer-
cicio de S. Antonio, fim de ser quotado
ni folba dos ordenados mensaes; que se
respondes?, que na lei do o i; intento muni-
cipal vigente esta consignada a gratificarlo
que ili'v.'iii percehor os supplentes de lis-
caes, quando serven) no impedimento dos
efiectivos.
Oulro do referido fiscal supplcnlo de S
Antonio participando ter procodido na for-
ma do artigo 17.* T. 2. das poUuras mu-
nlcipaes contra ollcspanhol Bpifaoio Aslo-
dello por estar exercondo iilrgalmcnae a
arle de enrar, inteirada :
Oulro do fiscal doS. Jos, aprcssntando o
mappa do gado nimio pata consumo no
matadouro da"- cinco ponas de 9 a 15 do
correnle ( 475 hies I inteirada :
Oulro do administrador interino do ce-
miterio, expondo anda asoccurrcnclas lii-
vidas entre elle e o porleii o do mesmo esta-
belecimenlo de quejase fez moni;"o as
midade como o dezenho que'apresentou; e
fol Ibe concedida dita licenca; e oulro opi-
nando, que sernlormasse favor ave luiente ao
governo da provincia as pelicdes de diversos,
requerendo ttulos de terrenos de mariuha em
diversos pontos d'esla- cidade cora excepefio
porm das de D. Maria Roza d'Asumpco. de
Jos Verlssiino de Azerdo, por nao rzlslir
anda levantada a planta dos terrenos, enjo a- leccao da sociedade, nos casos, c pela frm
foraiiicutf loiciiam, c nao ic poder assiui sa-
ber ic se fram ou oao precisos alguma icr-
vfntla publica*
Sendo lido, c entrando em discuisao o pa-
recer assignado ncloverfador Vianna relaiiro
ao conflito bavido entre o administrador c
portriro docciiiitrri, no qual, drpolij de ex-
por o dito venador que, srguodo as indaga-
\<>f*s, que ii/i'ia, nao so examinando o caderno
do ponto, como inforuaudo-se don demais < m
pregados do ineaino eatabelecininiu>, nada
achara do que diste om &ui peticao o referido
porteiro, c conclue consideando-sc inbabe-
litado para emittir sua opiniao, pela qual se
regule acamara na deciso que sobre este ne-
gocio lem de dar, o Sr, Carncirn Monteiro, I.
pois de alguma discusso, pedio que o auc*j
tox> do parecer declarassc se tlnha ouvido
ao porteiro a respeitodo negocio em questaoj
rrspondco-lhc, que hiio porque o que tinlia o
porteiro a allegar.J o havia feilo cin sua pe-
ticao mas que todava, a ccitava esta lem-
branca, e tratarla de ouvi-lo verbalmente, c
cm.consequeucia a cantara addiou oparecer
at ter conbccimcnto d'esta ultima ciremns*
lancia.
Alandou a cmara rcmcltcr aa seu advngado
a prin;;ln, viiula a informar da presidencia, de
Josd da Rocha l'aranhos cm que pede ao go-,
verno reforme a dicLsiio da mesma cmara
que oconsiderou inhbil para ter botica aber-
ta, cm cousequencia de haver reputado ille-
gal n iiiuhi, pelo qual exerec a arte de phar-
seus precedentes honrosos, he digno dcsla pro-
teccao.
TITllL ir.
DireUos e deveret doi tocioi.
CAPITULO i.
Direitot dot tocioi.
Artigo 1 Todos os socios tem dircilo pro-
eslabclrcida nestes estatutos.
Arl. 5. Todos pdem votar c ser volados,
para meinbros da direcrao : propor, discutir e
votar as assemblas geracs, em todas as ma-
trrlasqucjulgarem bem da mesma associa-
cao. Tambem poderao prnpor c discutir as
sessdes da direccao; mas nao tero voto em
-" i delibrraedes.
Art. ("'. Seis socios poderao requere! .i di-
recrao a convocacao da assemblea gcral, moti-
vando devidamentc o seu requeriinento.
Art. 7. Vintc socios poderao convocar a as-
semble'a ceral, quando a direccao se negu a
faze-lo, depois de Iheser requerido, na forma
doarllgo antecedente.
Art, 8. Ncnhuiii socio poder ser julgadn.
sem ser ouvido e convencido, salvo nao compa-
recendo depois de avisado por escrlpta ; po-
dendo appellar do Julgamcnto da dirceco, pa-
ra a aiscmbla geral.
Art. 9 A injuria irrogada a qualqaer dos
socios,cm materia coinmercial, sera tomada
cm consideracao pela direccao ; esta, pes-
qulzando a verdade. achando justo o pro-
ccdlmcnto do socio, c que injuria llic foi eita,
procurar por todo^ os meios ao sru alcance
fazer, que rcparacilo inteira sejo obtida, e o
socio fique siilTicienlementc ftaliflicilo ; por-
quanto a sociedede considera como injuria fci-
ta cita, toda a que injustamente se fuer con-
tra qualquer de seus membros, pelo que res-
peita ao commercio de cada um.
Art. ni. Succedendo que alguns dos socio
tes estatutos c as deliberaces da assemblca
geral, julgando os infractores que previamen-
te avisar por escripia. marcando-Ibes o da e
bora de seu Julgamento, e scientificando-os do
delicio de que sao aecusados.
Art. M. Toda a correspondencia exlerna com
autoridades dopaiz, ou estrangeiras, aisocia-
edes, e pessoas particulares, seta dirigida em
noincda direccao c assignada pelo director e
secretarlo.
CAFITUI.O II.
Do director t mais cmpret/adoi.
Artigo 15. Silo altribuicdes do director :
i. Presidir, abrir e encerrar as sessdes da
assemblca geral, d direccao, e as que ineu-
salmentc rucr a admiuistracao da caixi.
2. Mantcr aordem as discusscc, sem
nellas toma.! parle, (salvo dcixando
antcccdcolc, nunca poderao ser anplicada*
"a quQ -parlCi d fundo Penanenle.
Art. 28. IS'o se far segundo em prest I rao ao
socio sera que esteja integralmente pago o pri-
CAPITL'LO III.
Da administracao da caixa doi soccorroi.
Art,29.A administracao da caixa ser compos-
ta de um administrador, uin ihesourciro, c um
uos adjuntos da direrao por cada mez, os quaes
incumbe reger e administrar este cstabeleci-
mrnto. como melhor onlenderem a bem da m-
sociaciio, sera que possam afasiar-sc das dispo-
sicdes dos presentes esUtulos, e das delibera-
cues da direccao. e da asiembla gcral.
Arl. 30. No priociopio de cada mez a admi-
nistracao combinar entre si a hora
necias ioma.i parte. { salvo aculando a prcsi- nifiraifao combiuara entre si a hora, em que
dencia) concedendo regularmente a palavra diariamente deve raunir-se no ctcrtplorlo pa-
cos socios qnc a pedirernj doas tezes em cada ra conferenciar sobre as transaecOes. eflcclua-
maU-ria, c tres sendo autor de mocao, rrque- ,as assignar o expediente, etc.
riinento ou proposla. | Art- 'i. flavendo divergencia de opindrs
^ 3. Adiar as sesscs, quando apeiar de nilrc os mrmbrov da adminislracao, ser o nc-
inacl'a, aliiu de que o referido advogado xa-[ por seus infortunios, cala era circunstancias
minando bem a molerla de dita peticao e os
documentos que a lustructn, emita sua opi-
niao a respeilo para com a eommisso, para
este negocio no meada, dos veriadores Manoel
Caetano Soarcs Carneiro Monteiro, e Jos Pi-
res Ferreira, nomeado esle cm lugar de vena-
dor Barros, que pedio e obteve dispensa de
continuar nesta commissio.
O Sr. verlador Carneiro Monteiro, deelarou
afim de que a cmara provldcnciassc, que Ihc
constara que n emprexario dos carros fune-4
bres tem mal cumprldo com suas obrigaces,
dcixando por muito lempo os cadveres ex-
postossem conduccao, e oulro lano alirmou
o Sr. Mainede, que fcou de exhibir provas,
para se proceder contra o dito emprezario.
IMarcou-sc sessao para odia 23 do correntc.
Despacbaram-se as pctlcucs de Agostinbo dos
Santos, c de Manoel Lstcvao do Nasciinciilo
QuintefTo& Irrao c levantou-se a scsso. Eu,
Manoel Ferreira Accioli secretario interino' a
cscrcv.--OJ/Pri, presidente, Uamcdc,Souio,
l>r. Btoraeif Carneiro, Monteiro.
m
DIARIO E PERNAXBIJCO.
aicirs, 3 si JCZ.HO si issi.
'"" appcllados, Joaquim Ualdino Alvcsda
oilra e sua mulbcr.
Appellantes, Jorge Kenworlh & C. appellado,
Jos Dias da Silva.
Do mesmo Sr. ao Sr. desembargador Sou-
za as segulntcs appellaccs emque sao :
Appellanle, Miguel Jos da Silva appellado,
Jos Gomes Morcira.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr.
acscinuargador Hastos a srgulnle appellajo
actas anteriores, c concluindo por pedir
aua dc-missflp, no caso de ti3o sur dada a do
porteiro; tnandou-so romutter dito oflicio
ao aenhor vrreadnr Vianna, a cujoconheci-
tnento so acha alTeclo rslo negocio .
Foi arrematado por Jos Lucio Mon-
teiro da Franca sol lianca do Jos Gnncal-
res Ferreira e Silra o imposto de 500 ris
poi; cal cea de gadovaecum por, 1 l.tinn.'ii o
res por Pedro Jos Carneiro Monteiro. o di-
>imo de Capim de planta, aob lianza de
Guillierme da Silva Cuimaran?, por
1:25l/0OO ris; e por Nicolao GldfUl ado-
molirSo da rasa de dous andares da ra no-
va n. por i "ii S ; pagos om continente,
deliberando a cantara queso solicilasse do
l.xin. senhor presidente da provincia a ap-
prova9So das duas primeiras arremalacOes
Assignouse a cmara o contracto entre el-
la e Tbomaz de Aquino Fonceca, celebrado
para elTcito da de molilo da' mencionada
caza da tua nova, por a quolia justa de
8 000/000, tendo o dilo Aquino de rec-ber
logo por cotila desla qnantia a de2:350|OOO
inclusivcl 150/000 da arrematarlo dos ma-
terno s \ cilios : isto he de Antonio Go-
mis Vcllar, 1 .OOOdJ/OOO, que se hade ainda
receber, de Jusquim Antonio dos Santos
Andradr, 1:000/000, do Jo9o Morcira Mar-
ques, 100'COO, e de Jo.io Manoel de Siqeir
100:000, todas estas importancias ultimas ja
recibidas, sendo o restante 5 630/000, pa-
gos a prasos por meio de letras a venecr-se
al* de 500:000 em 30, do marco da 1851, a
2.' de igual valor cm 30 de Selembro do
me mu o anno, a 3.a de 2:325/000, em 3o de
marro de 1852, e a 4.a do igual valor, em
30 de Mimbro do mesmo anno: mamlou-
se ordem s procursder, para aceitar dita
letras.
O Sr. veriador presidente, do pois de ha-
ver consultado a caza, nomeou urna commi-
cSodtsSrs. Barros, Mamede, e Vianna, pa-
ra agradecer so l.\:n. Sr. concclhciro Sousa
llantos, os bons set vicos prestado h esta
provincia, o felicitar ao actual presidente,
o l.xni. Sr. Vctor de Oliveira: a requerimen-
to do Sr. Catr.oiro Monteiro, mamlou aca-
mara declarar na rrr-senlo acta quo ella
nao havia recebido ollicio da presidencia
de 7 do corrento, deque faz menfjCo o es-
pediente do governo, da mosma data, pu-
blicado no jornal ollicial do lfi do correnle:
Dicidio-se que F'rancisco Joao Honorato Sor-
ra Crande, psssarla a fazer do hoj om dian-
to u pregues dos objectos municipaes, que
fuiem ,i|i.n. i : despacliaro-so as luliccs
de Calliorina de Sena Cirne de Soveriano
lisndeira do Mello, e lovantou-sc a sessSo,
ou Man tul Ferreira Accioli, secn tirio inte-
rino a escrevi, Oliveira Mamede, Barros
Feguiredo Dr. Moraes, Carneiro Monteiro.
6.a SESSAO OltM.NAIilv DE 18 E JIMIO
DE 1851.
Vtttldtncia do Sr. Oliviira.
Prsenles os Srs. Barros, Mamede, ( arneiro
Montciio, Monea, Vianna e Figuelredo, abri-
se a sessao, c foi lida e approvada a acta d'an-
teerdente.
Um oflicio do Ezm. presidente da provincia,
transiuillliido. por copla, o aviso expedido
pela secretaria d'cstado dos nrgocloa do Im-
perio cm do correte, determinando que
esta cunara eaprca o competente diploma ao
suplente, que deve ir lomar asscnlo na cmara
dos depulados, cm logar do consclbciro Sc-
liasii.in do Reg /Jarros, que se acha ligill-
inamenlc impedido, inteirada, porassfin o ter
j frito. Foram approvadot dous pareceres da
conimissodc ediiicaciio, um em sentido fa-
voravcl a pretcncao de Acostioho dos Santos,
capataz dos canoclros do bairro do Recife,
requerendo licenca para construir, una ca-
pclla denominada da Santa Cruz de confor-
lla poucos dias inslallou-sc nesta cid.de ulna
Aiiociaco Commcrciul dos logislas de faizcu-
il.is, enjos estatutos abaiio Iranscrevcmos, c
ras vantagens nao scrao duvidozaspara (mcoi
I7cr do poder da associacao a mais ligeira
idea. Laitrctaulo fcil he rcconbcccr peta Ici-
lura dos nicsinos estatutos, que as mais sa-
lientes d'cntrc ellas sao incnnlcslavelinrntc ,
as que i o, ai resultar da caixa de loccorm c>-
tabcleclda a qual, havendoa drvldarcgulail-
dade em suas operaces, lera o clleilo nao m
de Inlluir na bal xa geral do Intcressc do dr-
nliclro, liiniilii o chegar inals fcilmente s
industrias itrccs si tadas, e s mos mais cpa-
les de SC servil em ilelle pin i ni tambem dr
livrar aos socios de cinbaracos muilas veze,
imprevistos c lilhos de furca inaior, salvndo-
se des le modo a boa fe, que consiluca alma
Ho commercio, e que por isto deve lodo o
cusi ser autiliada.
Outras muii is vantagens devem resultar da
mencionada caia, .i qual se pdem atlribuli,
cm ponto pequeo, ai mesmas, que oncreccm
os bancos de deposito c circulaeo ; e einbora
-ij un ellas utna peq ucna rejircsentaco dcs-
la, iiini por Isso deve in ser uicnosprrzadas ein
uina praca, como a nussa, em que o crdito
nao u ni organisafn alguma.
A associ apio be a lei natural c suprema, que
preside a tod o, os desenvolviiiienlos da acli-
vidade humana; ella lie a Ionio das virtudes
cvicas, porque corrige o fri egosmo, inspira
os coslumes domsticos, e a9 virtudes das pro
lisioi-s ; e a,i,liii como a naturcia collocou i
honiciu na mais p cifeita das associaces, i.
familia, assltn laiiibcm a sociedade tende, c i
estado deve procurar associar as industrias
em corporaces, as quaes lenham cm si um
principio de vida proprio, mas que, longc de
destruir, concorre para a harmona cada vc
mais nuno.i desses centros particulares com
o centro mais vasto e gcral da associacao hu-
inmia.
Seria, por tanto, muito para desrjar, que
todas as prolssocs do nosso pal* se associas-
sem, bem persuadidas de que a vida das in-
dustrias nao depende menos, do que a vida
d'alma c do corpo, da soc iciladc dos Hielos c
d iiin.il> das forcas ; haveudo nina perfeita
correspondencia cnlrc a lei da associacao na
ordem poltica e a lei de caridade na ordeui
moral: o progresso e a prosperidade de. um
povo qualquer nao sao posslvcis fora destacun-
dico.
".causando este voto daramos, um desmen
lido solemne aos que asseveram nosso res-
peilo, o Hicsiiio que, outr'ora houvcquem as-
severasse respeilo da I'ranca, islo he, que o
espirito de associacao nao nos he natural.
ESTATUTOS PA ASSOCIAfJlO COHMKIICIAL DOS
LOGISTAS DR PEIIIUUBUCO,
desgranadas de fortuna, provando-se que foi
honrado em seus contractos, e que a forca
maior e o destino accarrelaram sobre elle 09
prrjuizos, que nSo pode remover ; ter dirello
proleccao da sociedade, pela forma e modos
aue a direccao julgar melhor, ou seja rehab-
lando-o no gyro do sen negocio, ou cmpic-
r/ando-o no manejo dos negocios da sociedade,
ou de mi 11 1 qualquer forma seu juizo : e, no
caso de que a dircccSo Ihc negu este soccor-
ro, ter elle tlirrito de quciiar-sc asscmba
gcral, que providenciara como entender.
CAPITULO II.
Dirru dot social
Artigo 11, Todos os socios sao obrigados :
I. A encentar pontualmc^ as delibera-
ces da assemblca geral eda '.eccao, ujei-
lando-sc pena que Irgalmcnlc Ihc for im-
posta :
2. A aceitar os cargos c cotnmissrs, pa-
ra que forcm elcilos pela assemblca gcral, ou
nomeadns pela direccao.
Ji 3. A entiar com a quanta de 400jf para
o da calza de soccorro, pela forma de-
terminada no art. 22, ) I.
4. A contribuir com a joa de I".- e com
a mcnsalidadc de t/rs. para nianiileufao, as-
scio da casa, c despcias doeipeilicntc.
5. A prestar direccao todos os csclarc-
clmc-ntos, que cm vlrtudc do '. 5, do art. t'i Ibe
forcm exigidos.
TITULO III.
Da directo, t de seus mcmbroi.
CAPITULO I.
Oa iirntAo,
Artigo 12. A direccao ser conipoila de dezc-
nove mcmbrns, a saber:
Um director.
Um vicc director.
Um priinriro secretario.
Um segundo dito.
Um thesourero.
Um administrador da cafaa de soccoiro.
Um llicsoureiro da mesma.
Iin/e membros adjunclos.
Ella se julgar em estado de deliberar estan-
do presentes inetaile e mais um de srus mem-
bros, niela hora depois da marcada para a
rcuniao.
Alt. i3. Sao suas altribulcdes '
1. Celebrar urna sessao cada semana, cm
da c hora pretlxa, marcado por ella no coiuc<
en de sua adminislracao, que nao ser ennova-
da durante o tempo de sua gerencia.
' 2. Velar ua finan, fralernldadc c boa iu-
lelllgcncla, que deve haver entre os socios.
3. Promover por lodos- os meios o bem da
associacao, c de seus membros, propondo, dis-
cullndo c deliberando em todas as medidas
!uc julgar convenientes, para se obterem 09
ns, que a associacao se dirige.
suas advertencias e admorslaccs Ihc nao seja
possivrl maniera ordem.
4. Convocara direccao para sessao ex-
traordinaria, quando o julgar necesario.
9. Numerar c rubricar os livros da asso-
ciacao ; asslguar seus termos de abertura c cn-
cerramentn, c com 11 secretario as actas, toda
a correspondencia, portarlas, ordens, etc.
Art. lti. Coiuprte ao vlcc-dlrrctor :
nico. Substituir o presidente em lodos
os seus Impedimentos.
Art. I?. Compele ao primeiro secretario :
i 1. Rcdiglr c laucar cm livros distinctos
as actos da assemblca gcral .1 da direccao ; fa-
zer a Icituradcllas e do expediente; assignar
com o director toda a correspondencia, porta-
rlas, ordens, ele.
2. Dirigir seu destino toda a corres-
ponda.
3. Conservar em boa ordem oarchiro da
associacao.
Art. 18. Compete ao segundo secretario :
5 nico. Sustituir o primeiro em srus im-
pedimentos, e coadjuva-lo em seus trabalhos.
. Arl. 19. Compete ao llicsoureiro:
, I. Fazer cobrar c guardar as jolas de en-
tradas, mensalidades c inultaa dos socios, e sa-
lisfazer promptainentc as portaras, que Ihc
forcm aprcscniadas. asslgnadas pelo director c
secretarlo.
2. I'ei 1pi11r.11 cut um lvro a rccela c
despeza da sociedade, da qual apresentar urna
conta correnle direccao 15 dias anlcs dn
marcado para as eleiides.
Art. 20. Jio administrador c thesourero da
caixa de soccorro, alm das allribuicoes que
Ihc sao marcadas no til. 4, ciiinpre-lhcs ser
assiduos s reunios da direccao.
Arl. 21. Os dozc adjunclos, alem de seren
obrigados a comparecer todas as reunies da
direccao, como membros della, lecn de ser-
vir um cm cada um mez, conforme a tabella
designada no art. I36, na administracao da
caixa de soccorro, desempenhado as obrlga-
ccsquclhcs sao marcadas no cap. 3, do tit. .
TITULO IV.
Da caixa, ou banco dr soccorro.
CAPITULO 1.
Dt fundo da eaixa, e sua rcalisaco
Art. 22. O fundo capital he a importancia to-
tal que montarein uaccSea de 100,000 ra.
cada nina, que forrm emiltidas :c divldc-sc =
I. EmCapital permanente,i|iir ser
a importancia das entradas dos socios, mar-
cadas 110 art. II 53., dividida cm qnalro prrs-
tacrs .1 priincira paga a vista, c as seguintes
com tres mrzes de inlervallo rada moa ; lodas
|pi*n rcalisadas cm valles passados pelo socio a
orui 11 da administracao, que sero trocados
pelas ac(0es, quando lizcr o pagamento no
termo prcflxado : os socios que poslcriormcn-
I te forcm approvados, s rtozarao do prazo que
faltara decorrer, rralisando-sr ludo visla,
lindos os nove mezes.
! '.'. EmCapital Mullanle, que ser com-
posto dos valores das acedes, com que entra-
ron para esta caixa quaesquer pessoas, socios,
ou nao socios.
Arl. J3. As actes do j I do artigo antece-
dente, scro escripias coui tinta preta, c nu-
meradas seguidamente : nao sao transmissi-
vcls, ncm allenaveis excepto no caso da pri-
incira condiro do arl. 26 I, seu capital nao
poder ser .retirado, salvo o caso de morte, fa-
lencia, cliininaco, uu que o socio dcixc a pro-
fisio de logista de fazendas, cm cujas cir-
cuinslancias ser pago cm leltras a seis me/rs
de prazo, asslgnadas pela administraran depois
de liquidada a contado accionista pela conta
de lucros, c perdas: succedendo que una
sociedade com firma seja accionista, e na sua
J.__1...S.. ..... .!-____:_____.,______ _____.._
TITULO I.
Dsnominrtfo, composico c/Siw da sociedade.
1 ,|.ni lo i-Meo.
Artigo I. A sociedade se denominar ^io-
rineiiii commireial dos logistas de I'ernambueo.
Arl. 2. Sri.i coniposla de lodos os logistas
nacionars e eslrangelros, eslabellecldos cm
1 iiioinrii 10 de fazendas na cidade do lucifer
que se reunlram para a sua Installacao, c, dos
quede futuro a direccao julgar que esto as
circunstancias de fazer parle della, tendo em
vista o estado de seu eilabclecimcnlo, e sua
boa conduela civil, moral e coinmercial ( ail.
13, S 1 ).
Arl. 3. Seus lina sao : promover por lodos os
meios justos e honestos, 01 interesses geracs
da elasse coadjuvar c proteger oa associados
na sustentara" de seu crdito, creando para
este llm urna caixa de soccorfos, e prcUndo-
Ihes todos os mais auxilios, tanto nos casos
particulares de seu negocio, como no de pe-
rlgar o seu eslabeleclmento, sempre que o so-
cio provar clara e evidentemente, que por
i. Approvar por escrutinio secrclo as 1 ,j0|UC;0 dos socios continu o gyro do
pessoas que rrquerercm, ou forem propostas negocio, cslcllcar com as a cee,
paraaoclos, possulndo as seguintes quallda- Arl. 24. As accOes do S 2 do mesmo artigo
des: priincira, boa conducta e precedentes vinlc dous sero escripias'com tima cucarua-
honrosos; segunda, crcdllo para com a praca ; ja, c C01u numcrac0 ,fguida disiincla das
tercelra, que se cstabeleceu com fundos sutil- do artigo antecedente: sao transmissivels c
cenles para manejar o seu negocio. elicnavels por simples cndosioi ; seu capital
f,5.\elar com escrupuloso cuidado, no poder ser retirado da caixa com previo aviso
coinpurlamrnto coinmercial dos socios til- de Ires mezes, tirando sem dircilo ao dividen-
gindooscsclarecimentos necessanos de cada do semestral crreme, ou cm continente, Iro-
uui, logo que a seu conheciinenlo clirguequal- Caudo as accoc pelas leltras descontadas pela
queractopratlcado, que possa accarretar dts-| -i:_rnin lirina contento do portador
c.ciioacorporacao. das acedes, ou por Irltras firmadas pela admi-
b. formular c aflxar no escrlptorlo da1 nistraco da caixa.
associacao urna tabella que designe o me. cmj Arl. 25. A sociedade nao he rcsponsavcl por
que cada um dos adjunclos tem de servir na1- -
administracao da caixa de soccorro. (Arl.
29.)
7. Fazer com quo a administracao da
caixa cumpra cxactaiiienle com os deveres,
que pelos estatutos c dcllberacocs for obli-
gada.
8. Eleger por escrutinio secrclo, d'cntrc
os socios que nao pcrtcncain direccao, queiii
subslilua o administrador e liirsi iiien o da
caixa de soccorro, cm seus impedimentos, pro-
venientes de molestia, ou de outro qualquer
acontccimcnto, cujos clleilos se prctuma du-
rarein mais de oito dias.
9. Approvar o rrgulamenlo interno da
adminislracao da caixa, e tomar coiihcciuicnto
das duvidas occorridaa entre os membros da
incsma adininistraco, deliberando respeilo
o que julgar bem dos inlercsses da asso-
ciacao.
10. Subniellcr approvaco da assem-
blca gcral aquellas medidas, cujo cumpri-
uicoto lenham os socios de ser obrigados, com
pena de inulta pecuniaria, ou ellminaco.
, li. Nomcar as commissfiesprecises,para
o prompto e melhor desempenho de suas
funcedes.
12. Alugar casa propria para'as reuules
da assoclafo, c nomcar os empregados neces-
sarloaparao servico da mesma, c da caixa de
soccorro : marear-Ibes os seus ordenados r au-
torisar as despezas do expediente.
S 13. Propor c aceitar quaesquer acedes
judiciacs, para cujo llm Ihc sao conferidos plc-
n os e positivos poderes, coinprehendidos cou-
lorgados lodos, e sem reserva de alguin,inesmo
os de poderes cm causa propria.
* 14. Convocar pelo jornal mais publico a
assemblca geral no da (i de junho, para a elcl-
caoda nova direccao, c todas as vezes que o
julgar necessarlo, ou Ihc for requerido por
numero legal de socios, julgando allcndivels
as raides alegadas pelos rcqucrcnlcs. ( art,
15. Apresenlar assemblca geral no illa
(1 do junho um relalorlo circunstanciado de
todas as occurrenclas que tlverem lugar du-
rante a aua adminislracao, do estado cm que
se acha a associacao, asslm como das opera-
cues da calza de soccorro, e do csudo da
mesma.
i0. Cumprirc fazer etimprir os presen-
maior quantia que a montante do seu capi-
tal permanente ; c iicnhnm socio rcsponsavcl
ior mais, que a quantia subscripta para este
nodo,
CAPITULO II.
Das operacocs du caira de soccorro.
Art 20, A adminislracao da caixa, regular
auasoperacocs pela nlaneira srguinle :
[. 1. Emprestar aos socios ale a quantia de
dez vezes o valor da sua entreda para o fundo
; permanente ao juro de disconlo de 3|A por cen-
10 a mez cm leltra com o praso at dous me-
ses, rom as seguranzasseguime:
I a Depositando accocs dcsta caixa.
2.a Prestando urna ou duas fumas a con-
tento da administracao :
1 llepoai lando apnliecs de quaesquer
3.a
rmpanlo.is desle imperio pelo valor correnle :
i.' Depositando penhores de ouro, prala,
ou jolas pelo valor de 2|3 de sua avaliaco por
peritos.
5.a Depositando rdem da administra-
cao, nos trapiches ou a una /ros alia ndr gados,
gneros do pais que costumam ser exportados
para a Europa, por 2(3 do seu valor correnle .
S 2. Descontar leltras da praca, e bilhetrs
d allaodega ao juro, que correr, que nao le-
- !mih mais de seis meses a vencer dando pre-
ferencia s letras aceitas por socios provenien-
tes de suas traiisacces com oa negociantes de
fazendas.
3. Emprestar ao descont correnle do
da, sobre os gneros do pali, algodo c assu-
car, Meando logo os elidios dlsposicao da ad-
minislracao : o emprestimo se far por 2|3 do
seu valor no mercado, e a praso nao excedente
a quatro mezes.
51. Abrir c/c coinquein queira depositar
na cana quantia a sua propria ordem, e fazer
01 recebimcnios e pagamentos que Ibe forem
ordenados medanle acoimnissSodc I por cen-
lo : para oa socios scro calas operacdcsaralir.
S* Receber, cm quanlo convlcr, dinhei-
ro ao Juro de por ceulo ao anno ao pialo lito,
nao menor de seis mezes, e quanlias nao me-
os de 100,000 rs,
(i. Einiulr ledras, ou bilhetes pagaveis
em praso fizo ale dous mezesr nao excedendo
o,valor do aeu capital permanente, assignadas
pela adminislracao.
Arl, 27. Pira operacOe dos2c3do arl.
gocio -nliinetido dlrrco, cuja deliberaco se
ejecutara. Art. 13,1,9.
_Art. 32. A regencia do escriplorio, liscalisa-
(io da escripia, e loda a gerencia internaba
confiada ao administrador.
Arl 33. llavera um cofre com tres chaves
disuadas, una cm poder de cada um dos
membros da administracao, no qual se guar-
darao lodos os valore, seja dinheiro letras,
papis de arcdilo, penhores, etc.
Arl. 31. Succedendo que alguin dos clavicu-
larlos do cofre nao possa comparecer hora
marcada por circunstancias imprevistas, c de
momento, poder mandar a chave por pessoa
de sua particular conlianca, com participaco
por escripia, desse evento, menciouando a pes-
soa que ral fazer as suas vezes.
Ait. 35 A administracao da caixa hcobrir/,1*
da a dar direccao lodos os csclarccimentos,
que Ibe forem exigidos ; mas aquellos que dc-
penderem de segredo, os dar particularmente
ao director, para esle usar como julgar a bem
da sociedade.
Arl. 30. No da t.util de cada mez, em ses-
sao presidida pelo director da associacao, se re-
rilicar o balanco do cofre, e o clavicularlo ad-
junto do met anterior f.r entrega da chave
sen successor, lavrai,do-sc a compleme
acia, que lodos assignaio, ua qual se Tara es-
pecificada menso dos valores existentes c
suas especies. JNcsta sessao o director da as-
sociacao poder rever c examinar lodas as
transaeces do mez llindn, exigir os csclaicci-
mentos, que julgar a bem, c lomar as olas nc-
cessarias.
Arl. 37. A adminislracao da caixa proceder
a balanco gcral cada semestre com o fecho de
30 de junho, c de 30 drzcmbrn ; c balanciandn
a conta, de despezas geracs pela de lucros c
prrdas lechar esta, dividindo o lucro liquido
cm pro-rata pelo numero de acccs cmlllidas
de ambas as Chuses, far entrega dos dividen-
dos que locar a cada nina, a quem de dircilo os
deva receber do dia l de julho c 15 de Janei-
ro cm diantc.
Art. 38. O administrador apresentar di-
reccao na ultima rcuniao do mez de maio 11111
rclalorio circunstanciado do estado da Cala,
suas transacocs, eslado da sua cscripturacn,
aplidu, c desempenho dos empregados, es-
tol vos, e noli 11.1, 1 qnc cncuulrou, a as me-
didas que julgar uecrssariaspara rcmovcl-os.
Arl. 39. A adnilnisiia.au da caixa nao he
responsavcl cnllrcliva ou individualmente,
para com tereciros, pelos endossos, acccilcs,
salles, acefles, c mais papis de crdito, que.
como administradores da caixa, turran de
firmar soporein rcspous.iveis solidariamen-
te para com a sociedade prlas tallas, c abusos
inr n miiiriii-n ni no cxcrcicio de suas func-
i'irs, infringindu estes estatuios, e as dclibc-
raccs da assemblca geral, e da direccao.
Ail. 40. A associacao, ale onde chegar o
seu fundo permanente, he obrigada por lodas
as transaccocs linnadas pela admiuistracao da
caixa. --
Arl. 41, Os que conlratarrin com a caixa.
scrain obrigados ao pagamento dos sellos c
impostos.
Arl. 42. As letras c papcis de crdito, para
cobrar de conta de tereciros, que for preciso
sen 01 ajinados, 9C i n Ir i ; 11 SCIIS donos ,
em ncnbum caso a sociedade se cncarregar
de pleitos judiciacs eslrauhos.
Arl. 43. Nos contractos celebrados com a
caixa e cm quaesquer questoes cm socios ac-
cionistas, ou nao socio, que preciso for usar
de achilo judicial, ser sua deciso subincllida
aos tribuuacs do couimercio por nielo do jui-
zo arbitral voluntario, creado pelo cdigo do
1100ma no, a rrgulamenlo 11. 737 de25 de no-
vembro de l.\Mi.
Art. 44. A admiuistracao da caixa (se o jul-
gar o.,.... o 10 ) far um rrgulamenlo interno,
un que sc desgnelo as obrigaces dos empre-
gados da casa, c o subincllcr a approvaco da
direccao.
Arl. 45. Ilavrro os empregados precisos
para o bota drsempcnbo das tramaccoes da
caixa, que scro Horneados pela direccao,
man aiido-ilies o ordenado conveniente ; dan-
do preferencia aos socios, que os uuiacrcm
servir.
Ail 40. Os empregado. ,m ubtlgadoa a
bem servir, executando o rrgulamenlo, c or-
dens que Ibe fureni dadas pela admiiilstsaco:
a guardar sigillo as transacedes de crcdllo,
que sc lizerem, sb pena de scrcm despedidos,
c rcspoiisabilisados pcraulc as auihoridadrs.
Arl. 17. te cm fiiluro sc julgar netessano
crear o lugar de lid do cofre, devera prestar
iauca idouca, como julgar a direccao, lrnd,o
a'u n. .10 ao fundo a seu cargo, marcando-lbc
o ordenado, c suas obrigaces.
TITULO V.
/)ii assemblca geral.
CAPITULO NICO.
Art. 49. A i-..1 mili,, 1 gcral he arcumo de
todos os socios, legaliiicnlc convocado, ella
scjulgai.-i cm eslado de deliberar, estando
presentes melado c mais um de seus menbros,
mu hora de pois da marcada para a rcuniao,
Arl. 7e l3 ll.
Arl. 49. Sc com o primeiro avizo nao compa-
recer numero de socio sulliclcnlc para delibe-
rar, se far nova convocaco : c, neslc caso
poder deliberar com o numero, que compa-
recer.
Art. 50. As drlibe 1.1.1 o da assemblca gcral,
sero lomadas por maioria a bsolula, c put
escruiioro secreto ; Compcte-lhe :
^ I. Klegcr os meninos da direccao, co-
nheccr do seu proccdiinc'nlo como emprega-
dos, examinar, e approvar as suas conlas, pe-
la forma determinada as rticos id 1, 1.1.
51, e5z.
2. Deliberar sobre as medidas, que a
bem da associacao Ibe forcm propostas pela
direccao, ou por qualquer socio ; marcando
as mullas, que devem ser impostas aquellos,
que transgredirn as suaa deliberaces.
3. Gonbecer, em ultima instancia do
julgamento dos sgeios aecusados.
'" 4. Deliberar, c providenciar, em lodos
os casos nao previstos nos presentes estatu-
ios.
Art. 51. No dia 1 de jiinho de cada aono se
reunir a assemblca gcral, c depois de ouvido
o rclalorio da direccao, c presentes as conlas
do thesourero da mesma, eda cala ele soc-
corro, proceder elcicu da nova dlreco ;
lamido cutrega do rclalorio, c conlas una
commisswo composia dos dous secretarios, o.
do thesourciro da direccao, novameme elci-
los, qual a direccao, e adiulaislracao da cai-
xa darad lodos os csclarccimentos, e franquea-
ran lodos os documentos, < llvros. Esta com*
misso examinar escrupolosamcnlc as con-


.1 *-.-
las, e do que acbar dar o ten parecer i as-
seuibla geral no da I de julbo prximo iin-
prelcrlvelmentc.
Art. 52. >ndia I de julho se rcnnir nova
mente a assembla geral, que, depois de ou-
ir, e deliberar sobre o parecer da cominu
sao de came de coouu, cropoiear a ora*
recela'
ttiulo vi.'
Vas eleicoei iiliM captulo i.
Dril eltico'ei.
Arl. 53. As rleicoesWo frilas por escrtill
ocoiccrcto, epela maneira seguate :
I. O director.
Vice-director.
1.* Secretario.
S.'DIto.
Tbetourelro da direccao.
Administrador da cala e thesourciro
da caixa, por malorla absoluia cada
uin cm tua sedula, e no caso deque
nn primt'iro cscrulineO nao baja malo*
ra absoluta, correr segundo sobre
os dous mais votados, decidindo a
surte, emeaso de empate
2. Os do/e adjuntos lodos ein uina sedu-
la p'ur malorla relativa, com tanto que cada
nm rena pelo menos a quarta parle dos votos
presentes, procedendo-se novo cscrulneo ad-
mente para os que fallareni, quando no prl-
inelro se nao possa obler a eleicao completa.
Ai I. M. Nao poderao ser reeleitos nos mes-
inos cargos o director, o vlce-dlrccior, primei-
ro secretario e thesourciro. O administrador e
o tbesourciro da caisa desoccorro, np pode-
ro BO seguiulc anno fattr parte da direccao.
CAPITULO II.
fas jubilitM'fo'ef.
Art. 55. O director ser substituido cm suas
fallas, ou impedimentos, pelo vlce-dlrcctor, e
esle pelos adjuntos segundo a ordem de suas
votaedes, e em acaso de igual numero de votos
preceder o inais vclbo.
Art. ."i O nrimclro socrclarlo ser -ubsLjllli-
do em suas tallas, ou impedimentos, pelo se-
gundo, e ambos pelos adjuntos, que a direccao
ou a asseinbla gernl julgar mais apios para
este liin.
Arl. 57- A ailiiiiinMr.il, .ni da cala ser subs-
tituida pela ni.nuil .i determinada nos arls. 34
el3 t8.
Art. 58. As substituiedes dos arligos antece-
dentes so tero lugar, quando se presuma,
que os impedimentos nao duraro mais de
dous meses, ou no caso de nao faltarem mais
de ni., para linalisar o anno da direccao ;' alids
se proceder iuiincdialamenlc nova elcico.
Art 59. No caso de morte, ausencia ou im-
prdimcnto, por mais de dons metes, de algum
dos adjuntos, estes sero substiluidos pelos
supplrutas mais volados, decidindo a soilc
respeitu doi que tiverem igual numero de
voto.
TITULO Vil.
Dispone'si (atraer.
CAPITULO l'NICO.
Arl. Ni. O socio ser eliminado, c perder o
direito toda e qualquer proteccao da asso-
ciaco, nos seguinlcs casos :
l. Quando se provar, que usa de nego-
cios lllicitos ou fraudulentos.
2. Quando se provar, que nao be verda-
deirn rm teus contractos, especialmente cin
detrimento de seus credores.
$ 3. .iii.indu falir fraudulenlamenle.
4 Quando commrller crimes, de que
provenha deshonra associaco.
5. Quando se esquive a pagar a multa,
que por Iransgretso das dclibera(des da as-
seinblca geral Ihc for imposta, ponto de ser
preciso oj>rlga-lo judialmenie.
0. Quando recuse assignar o cscripto
obrlgalorio, de que lala o art. (I.
Arl, 61. Quamlo em assembla geral se to-
mar alguma deliberaco, para cujo cumpri
ment ic estipule multa pecuniaria ao Irans
gressor, ser a dclibcrac.au- motivada rrdusida
a csccipto obrigalorio, e assignada por tridos os
socios prsenles c se far circular pelos nao
prsenles, paia ser por estes assignada no pra-
so de tres dias,
Arl. (2. Havrudo socio com firma social,
su un dos socios popera volar c ser volado ,
podendo este no seu impedimento noiuear o
socio, que o deva substituir,
Arl. 03. >i-iilnim socio poder volar, ncm
ser volado, nao se achando quite com a direc-
cao, c nao leudo salisleito as mullas, que Ihc
liuuverrm sido impostas.
Arl. t>4. Km lodos os contractos, que se cclc-
biaiem, se declarar, que as parles se subjei-
tam de csponlanca sonladcaos usos, regula-
ineiitos c cslalulns da associaro c dacaixa de
soccoiro.
Art, f5. Toda a pessoa. que fallar a bou fe, c
nao cumprir exaclamentc seus contractos com
a caisa de soccorro,licar excluida de mais ne-
gociar com ella.
Arl. (jli. Os presente estatuios poderao sof-
Iiti qualquer allcraco, quando assembla ge-
ral sb proposla da dirccrfio assim o julgar
conveniente.
Arl. Ii7. A direccao, submetler os prsen-
les estatutos approvaco do govrrno, mar-
cando o praso de 50 annos para a duraro da
caisa de soccorro, depois do que os maudar
registrar no tribunal do commercio.
Rcclfc de l'ernambuco, (i de junbo de 1851.
Joaquim da Silva Castro,
Director-
Jote Gomes l.r.ii,
riee-dirrrfor.
Chlslovo Gulhcrnic Brrckcnfcld,
I.' Seerttario.
Antonio I.uiz dos Soncos.
2. Secretorio.
Manuel Florencio Alves de Muracs
Thesourciro da direceo.
Jos dos Sanios Neves,
Artmiyii'IraJurda raiza de loecorro-
In i nirtl..... Jos Monteiro,
ThitBureirn da cai-rade eorcorro.
Adjuntos
Gaspar Autuuio Vicira Guimarcs.
Jos llodriguesdc Araujo l'orto.
Jo'to Cardo/o Ayrcs-
Viclorlno de Castro Monra.
Jos Francisco Lavra.
I iiiin.mu Jos Rodrigues Fcrreira.
Jos Antonio dos SautosCocIho.
.;..... :..,.,,.;.. Vlelra Rindi.
Joaquim liilnun Fonles.
Aislo Vicira Coclfio.
Antonio Francisco Pcrcira.
Jos Peres da Cruz.
recentemenlc cominedidus contra alguna
idados franceics. cuja boa conducta e dis-
ciplina militar lodo o mundo reconhecr b
aprecia Esta audacia dos fautores de desor-
dena nao lie devida sent A modciacao des-
envolvida at ao presante e que demonstra
a generosidade da Franca; mas j que essa
generosidade nao tem sido apreciada, impor-
ta rceorrer a un justo rigor. Em consequen-
cia, pois, disso o general que coininanda a
ilIvUao de oceupacao na Italia ordena as se-
guinlcs disposiedes para a cidade de Roma c
seus arrebaldcs I Todas as llcencas para tra-
zer armas, quaesquer que estas sejam, ficam
revogadas. Todas as armas de fogo. a* armas
brancas c tambern os punhaca devero ser
recolhidos ao eslado-maior da praca al 17
do correnle, o mais tardar. Passado esle ter-
mo dar-sc-ho buscas as casas, e todo o
individuo, em cujo poder for adiada alguna
das armas indicadas ser preao e levado
prrsepfa do consclho de guerra para lerjul-
gado segundo as leis; alm da pona pronun-
ciada por esse trlbuual, o culpado ser con-
denuiado a pagar una mulla de 15 escudos
por cada arma que for achada em seu poder
s proprielarios sero responsaveis pelas ar
mas acbadas em suas casas.
Domingo passado. II do correnle, observou-
se grande numero de individuos a ptssarein
pela cidade c principalmente pela ra do Cor-
armados de bengalas que pela sua grostu
g
ra O n .mi lugar a pensar-se que cooltnhati,' urna commisso mina para resolver dcfinlti
Vamos concluir as noticias que nos trouxe
o vapor Si n i ii, entrado hontem de Sonlanp-
ton, as quaes nao demos todas no precedente
numero por falla de lempo.
Anda a Italia.
J communicamos aos Icilorcs o protesto
que o povo de Nice fes ao enverno sardo con-
tra a abolico de suas franquezas, agora liles
noticiaremos que alguns disturbios liveram
tambern lugar n'aquclla cidade, cuja causa
a l'rtsse determina da maneira seguinlc:
" A cidade de Nice he separada do resto
do Piemonle petos Alpes, c a uun a estrada
pela qual communico he o desiiladeiro de-
nominado Cofie de Tenda. O estado dcsta estra-
da he tal que lodos os carrclros a terio aban-
donado, se o governo pieinonlez, para animar
o commercio de Mee, nao livesse concedido
o premio de fl francos por quintal a Inda a
mercadoiia introduzida no Piemonle d'aqurl-
le lado. Me a suspenso dcste premio, con-
siderado demais como prejudicial a Genova,
que causou a agitar.io que leve lugar ein
Hice.
O Corriere ilercantile dit que como compen-
sarlo, o governo pretende conceder a Nlce
um tnel por bailo do Tenda, feito a cuta
do tbesouro publico.
O Atrmr de Nlce annuncla que o enverno
plemontet ter obrigado a restituir ao prin-
cipe de Monaco Mentn e Roquebrune, c que
o cnsul trance/ nao assigna mais passaportes
para estat localidades sem ovislod'aqutlle
principe.
As dilliculdades entre o Piemonle e a Sania
Si anda nao linbo sido reguladas.
O estado de Roma nao he nada satisfactorio
A irrllaco dos espiritos ainda nao arrcfcccu
e ltimamente Icm-sc desenvolvido n'aqucl-
la cidade grande iodisposico entre o povo
ea suaralcao franccia, como bem musir a
fi'guinle proclamaco do general Gemcau,
armas prohibidas ; esla especie de ameaca nao
deve ser por mais lempo tolerada. Aquelles
que i mi ni encontrados com bengalas seme-
lti.ii.ii-- serao presos pelas palrulhas estabelc-
cldas para este liin, cada unas das quaes ser
acompaohada de agentes policiaes. Os delin-
3nenies scram deudos at que tenham pago
c lodo a multa de 15 escudos ; as bengalas
suspeilas serain depositadas no estado-inaior
da praca. As mullas sero rrcolhidas cai-
ta do pagador da diviso cm provello dos bos-
pllaes militares. O commandantc da praca, o
prefeito de polica, e o commandantc da fur-
ca policial ficam encarregados da ciccucu
da presente proclamaco, para a observancia
da qual o general aballo assignado reclama a
cooperaco de lodosos ofliciaese ofliciacs in-
feriores do eiercilo, os quaes fasendo respel-
lar o uniforme francei, eiercero um direilo
ao luesmo lempo que cumpriro um dever.
> Qiiartcl general de Roma aos 12 de maio
de 1851
O general coiiiinandanle da diviso de oc-
eupacao
o A. Gemcau.
I.is aqu como um coiTCspondenlc da Presse
d conla dos elidios produsidos por esla pro-
clamaco :
V. ni. nao pode fazer urna ideiada vida
agitada c atormenlada que de algum lempo
-agesta parle passainos.
As buscas succedem-sc dia e noule, c nao
tem produrldo at hoje (2o de maio oulro
resultado que o irritar as pessoas pacificas,
sem l.ier ces-.ii os ataques contra os fuman-
tes, ou obler alguma aprehensuo importante
de armas prohibidas, as quaes sempre se sabe
sublrahir s buscas annunciadas de anlemo,
como fez o honrado general Gemcau em sua
proclamaco.
Os ofliciacs franceics nao podeni mais sa-
bir seno lardados e com a espada cinta.
As palrulhas comecain a percorrer as ras,
precedidas, sempre seguidas, e acoinpanhadas
de esbirros ; c he nesta ignobil companhia que
os soldados francezes sao obrigados a manter
a ordem publica ; he debaiio da prolecco des-
ses bravos millares, os quaes se pejam de to
vergonboso acompanhamenlo, que esses es-
birros governo e fazem reinar o terror em
Roma, prendendo espancando e ajsassinando
nao su os perturbadores, seno tambern ato.
dos a quellesque Ihes desagradam.
a Depois se os parentes, ou amigos dos es-
pancados, fcrldos, ou presos vem reclamal-os
ou queiar-sc ao general cernean, esle os rc-
meite para a polica romana.
1.1 ii monsignori, ein le da polica, nao be
visivel, porque est janlando, do.unindo, ou
resalido o breviario, ou conversando com um
cardeal eula'o prenle ou amigos duramente
Iraiados sao obrigados a fazer Iransaccs com
os esbirros, os qnacs tralifo com a Jiberdade
de seus piisloneiros.
m O consclho de guerra francez jnlgou c
condenuou os soldados romanos que feriram
um solrlado de sua naco, dous desses infelisr-s
forain condemnadosa gales perpetuas e dous
a cinco annos da mesilla pena.
i- i ll.11.1 ii i' .lie. que reslituio a espada
ao seu soldado desarmado pelos france/es,
continua ainda preso nocaslello deS. Angelo,
nao obstante le declarado que obrara assim
pelo temor de ser elle proprio assassinado.
n I- -les condemnados pirliram para '1 ilion.
Dous uniros soldados romanos foram con ..ti-
nados honlem- morlc pelo ataque que leve
lugar na estrada de S. Paulo, fura dos muros,
Nao se sabe ainda se cllcs sero ou nao exe-
culados; mas lodas estas priscs e condcin-
n i' ni nao cmpedcni os pnnliaes de coniinua-
rem a ferir as suas. Por cxemplo, um sol-
dado francez recebcu no venireuma facada de!
um individuo que se ebegra a elle sob o pre-
texto dr accruder um 11. nulo, lerca-fcira um|
cocheiro, iiui.iu deiim esbirro, foi apunhalad
na csqii'iia da ra de Condotli, no mesmo dia
data uiullicrrs baleram-sc no nielo da ra
por causa de ppinioes polilicas, Meando urna
di lia- mora ; lio mesmo dia ainda a um ofi-
c-ial francez que passeava fumando di,me dos
quarleis de San Lourenzo in uei'rTd aliraram-
llie com una pedra s costas. A guarda pe-
gn em armas, eipediram se inuilaspalrulhas,
mas o culpado nao pdc ser prezo.
Dia e noile os-esbirros csxo oceupados em
arrancar pasqun- nos quaes os cardeaes os
monsignori e os padres jczuilas, que lem sus-
tentado at boje a funesta adnilnislracfo do
cardeal Antonedi, sao insultados c al ainea-
cados de mortc, se nao retiraron sua protec-
i, .ni a este ministro, o qusl he geralmente ac-
cusado de ser a nica causa dessas calumida-
des publicas.
- Finalmente proclamaccs cm francez sao
diariamente lanceadas nos quarteis convidando
os soldados a fazerem causa cnminum com o
povo, alim de por termo ao reinado desptico
aniel religioso desse cardeal c de seus agen-
tes, os quaes abuso do estado de fraquesa
de um pontfice infelis para opprimirein o
povo c reduzi-lo aos ltimos paiotismos do
desespero.
De lodos estes faclos o mais grave he a
renuncia espontanea de una populaco in-
leira a esse uso de tabaco que era, por assim
dizer seu saguodn alimento, sua segunda vida,
c isso para provar ao mundo todo que seu sen-
lmenlo de repulsan contra seus uppressores
he unnime em todas as classes da sociedade.
Ust facto be por si sO ulna rcvolufo;
elle prova que o papa, o qual esl no Vaticano
guardado por urna iropa enrangcira, nao reina
inais sobre seu povo, outr'ora lo religioso,
ii" dedicado ; que he a revoluco que reina,
ministro da fatendacreraachar-se de fazer rea-
lisar os teua projeetos de dbras publicas, prin-
cipalmente osqueditem respeito ,1 derivar,u
do Mota.
Uespanha.
Das garras que recebemos nada consta acer-
ca da contra revoluco carlista que o nosso cor-
respondente de Pars annuncla na ultima de
suas cartas que rebenlra na Extremadura. O
que consta beque as eleledes linham sldofei-
tas regularmente, podendo-sc elassiflear os
deputadoa eleitot da maneira teguinte: Mi-
nisleriaes, 217; prngrettitlts, 40; opposl(3o
moderada, 30; absolutistas, 8; independentes,
54. Total 349,-
Os accontecimentnt que liveram lugar lti-
mamente no reino de Portugal tem dado mullo
que cuidar ao gabinete hrspanhoj, o qual te-
me que tenham alguma inlluencia na Ilespa-
nha, e possam animar os dallados d'alli a que-
11 i 'in tambern oble r reformas por mcio das
armas. Os ministros rcunem je todos os das
em consclho, nao para traiarcm dos negocios
dopaiz, mas para dlseulirem que procedimen-
toderer ter A Hcspanka a resucito de Portu-
gal ; alguns to de oplnio que ella derr nter-
vi r para conlcr o moviinento revolucionario, a
que aquelle reino est su jeito ; outros, porm,
sustcnlam que nao ha rasao para isso. visto que
os revolucionarios se confessam ainda subdi-
tos fiis da rainha.
O governo hespaiihol e o francez vito nnmea-
que domina lodosos espiritos, que inspira lo
das as conscicncias; que essa revoluco he
boje a ME populi. voy Dci, essa voz de Deus que
pela voz do povo annunciaao mundo a queda
de seus oppressores, e que o reinado de Deus
pela fralcrnidade e pela liberdade evanglica
esl prximo.
Ulna caria de Roma, publicada pela Pero A-
inico de bolonha, annuncia que o papa nome-
ra una commisso extraordinaria de seis car-
deaes para indagar do estado mural dos con-
venios e propor um remedio ans abusos que se
tem inlroduzido nesses cstabelecimenlus.
O diario de Roma de 24 de maio publica um
decreto do pro-ministro Galli, o qual eleva de
cinco baiocos a um escudo por quintal o direi-
to de introducen" do algodao eslrangciro.
Blgica.
Ot leitoret j sabem que leve ltimamente
lugar nesse palz urna crise ministerial, a qual
acabou, tornando a entrar para o poder os mes-
mes ministro- que delle se lnbam demittido,
agora vamos referir-lhes a causa que liveram
esses ministros para darein assim a sua de-
snlsso.
Tcndo o ministerio proposto i cmara dos
depulados um projecto de lei impondo laxas
sobre as succcssGes, os depulados da direila
sustentado nesta occasio por alguns dos da
esquerda, repelliram successlvamenle o Im-
posto sobre as successocs cm linha recta, bem
como o juramento exigido ein apoio das deca
races leilas pelos berdeiros acerca do valor
dos bens que recebem. Foi ein consequeucia
dcste vol que os ministros entenderam que
nao deviam mais conminar no poder, e derain
vanu nte a queslo relativa s fronleiras dos
Pyrineos. A commisso dever ir examinar
pessoalmcnlc aquelles lugares e fazer um rea-
lorio circunstanciado, o qual ser submetlldo
a consideraco dos dous governos. -
Na Presse de 19 e 26 de maio achamos dous
arligos -o o titulo de Ulias Pliilipinas, das
quaes se v a posfeo da Hespanha naquellas
paragens. Fs-aqui o priinciro desses arligos :
lia tres annos apenas que o governo hes-
p-iiiIii. I de Man i Un dirigi Ulna Coi ni i ,1 ivel ei-
pedico contra os piratas, que, desde tempo
inmemorial, assolam as costas das libas Phili-
pii.i-, e i niiilii/1 in captivos seus pobres habi-
tantes que sorprehendem sem defesa
As illias de Balanguingui, Garol, Ducolin-
gal eSipae qncformam uiu grupo encantador
de vigelaco no archlpelago de Sulu, e que eo-
lio eran o principal i-ovil dos piratas musul-
iii.iiiis, v.i.i ni suas forlalctas tomadas de asfal-
to c destruidas, suas aldeias incendiadas, leus
coqueiros abatidos, suas searas incendiadas,
suas einii iieo i -- mcitldas a pique, e seus fis-
io/i s habitantes ou'cihidos debaixo do ferro
hespanliol, ou dispersos pela-* mallas.
O sulio de Sulu de quem estas ilhasde-
pendem, dedinou toda a especie desolidaric-
il.nle i un "s piratas, alim de evitar urna lucia
para a qual nao eslava preparado. Sabia-sc
entretanto, que elle annunciava secretamente
a pirataria, c que reccbla a parte mais conside-
ravel do despojo recolhido nessas correrlas.
Nao tardou mesmo que se nao soubesse de urna
maneira positiva que elle se premunia, por se-
jios preparativos de guerra, conlra as eventua-
lidades das expediedesque as cxcuries Incen-
santes de seus barbaros vassallos deviam infal-
livcltncute motivar.
O anno passado tres frotas de prahus. partidas
das ilhas de Smales, Bocotuo, Uelaun e Ton-
quil, devastarain de nova seoslas das Phillp-
pinas, principalmente as de Samar e de I.. no
onde os llcspanhcs tem puncas for;as mili-
tares
O governsdor eeral de, Manliha prometteu
lomar disso urna vlngaoca eicmplar, e no mez
de Janeiro passado, lo/ se frente de urna ex-
pedico poderosa, a qual parlindo inopina-
damente de .Mi n da nao, |oi dar sobre o covil
dos piratas, no mouienlo, em que estes se jul-
eavam cm perfeita seguranca.
Conforme o bollctiin offical setecentas
casas foram entregues s chanuuas, os arro-
zaes foram devastados, as bananciras, as man:
gueiras, os coqueiros, as arecas, e as pilmei-
ras foram corladas, os instrumentos agrcolas,
as cmbarcacdcs de loda a especie soffreram
Igual distruico, e de sessenta c cinco habi-
tantes que foram presos, vinte c cinco foram
morlus, e os outros couduzidos captivos.
As particularidades de taes vingan;as
causam horror; entretanto ellas nada sao cm
coinpar.ico das atrocidades que coiiiinctlcu
os piratas dessas paragens as aldeias chris-
lcs, das quaes se fi/.em senhores ; atrocidades
que sao renovadas todos os dias para os- po-
bres desgracados laucados nos prahue, c con-
duzidus capiivos, o maiido em una ilha.a
luulhcr cm oulra, os lilhos n'oulra parle, sem
esperanca de jamis se reunireiu.
Depois dcsta lerrivcl ciecuco, a expedi-
ca hespanliola parlio para Sulu, debaixo sem-
pre das ordens do marquez da Solana. Aqui
temos duas verscs ditlercnles que registrar.
Os hespaubnes dizem que o lim se sua viagein
era de regulnr com o sullao certos pontos, que
teriam firmado a sua autoridade, conceden-
do-lhc o poder de que elle precisa para con-
tri-os seus vassallos recalcitrantes ; mas que
elle dando crcdilo a noticias falsas relaliva-
menie s ilhas castigadas pela expedico, re-
cusara entrar cm conferencias, clevra a au-
dacia ao ponto de atacaros navios de guerra
ancorados diante da sua capital.
Segundo a narraco dos Ingle/es, os lies-1
I Milites, invejosos do.tratado recentemente .as fortalezas cstavam (literalmente cobertas
luido com o sulio, por sir James hroukc, (de insulares que mostravam nma impacien
a de '
turalmantr to ponen tympalicos s naedes
da Asia affeclo boje tanta philantropia, di-
gamos mesmo tanta ternura para eom os in-
sulares era Sulu 1 Um grande peridico veio
tirar-nos de repente da perpletldade, dando-
nos o segredo do negocio. He porque ha cm
Sillo um negociante lnglet.Hr, Windham, que
trabalha ha vlnte eseis annos, por fazer pre-
valecer a influentla Ingleza not listadas do
Sulio. Seut esforcot favorecidos a proposito
pela habilldade diplomtica de sir James
ilrooke, estavam a ponto de ser bem succedi-
dos, quando os hespanhoes se vicram inetter
de pe inein.
Por esta raso a gazeta tnry cslranha que o
almirante que commanda a esiafao da India e
da China, nao tenha ainda corrido com todas
as suas torcas navaes de que dispoem, para
proteger esses bravos corsarios contra o des-
potismo cKtelhauo.
A' espera do dia, sem duvida, mullo dis-
tante, no qusl ss f-rcas nve de S. M. Brlla-
nicc farao causa coininum com ot piratas pa-
ra melhorar os negocios de Mr. Windham, ou
servir o odio daquelles- negociantes Ingleses
que pagara com a mais negra gralldo a hos-
pitalidaue, que recebem oas colonias hespa-
nholas do leste, contentamo-nos com saber
Sue, segundo as ultimas noticias, o governo
e Manilha dlspunha-se a vlngar a honra do
pavilho ultrajada, e preparava apressdamen-
le expedico cujo successo nao pode ser duvi-
doso. Foram (retados vinte navios de trans-
porte para levarem urna quanlidade conslde-
ravel de mnnleoet de guerra, que se tem ava-
llado no triplo das que empregaram os Ilollan-
dezes na sua ultima czpedffo contra estas
inesmas ilhas.
i) eiercilo de desembarque s e compor de
cerca de 6,000 homens etcnlhidos entre os Ta-
; iie- os mu- robustos c os inais aguerridos,
porque espera-se que o desembarque apre-
sentar grandes di fnculdades, nao so pela .re-
sistencia desesperada de inlmlgo, como pela
ac(o do mar que, durante a monean do Sueste
desferra com furor sobre todas estas costas.
O correspondente do lialu-Netns, eil mul-
lo sentido da sor te de alguns Chinczcs, que os
ilespauhcs liveram a crucldadc de fusilar em
Zamboanga, porque forneciam secretamente
armas aos habitantes de Sulu, e os intel ravam
de lodos os movimientos da expedico. Sem le-
var a Indescripco ao ponto de indagar o que
os tribunaes militares bao feito ua Inda em
> Idlicas clrcuinslanclas, quizeramos que se
nos dlssessein como sir llarry Sinilh Irata,
neste mesmo iromeulo.os Iloltentoles.os Itors,
os Tinguses, que soriircbende de intelli-
-encia com os Cafres r Nao pretendemos 'cer-
tanienlc jnstiear taes, ou taes oulros excessos
semclliaiiles ; mais acl amos que ha urna nota-
vcl ni.i fe, em qncrer qnalificar crlinet de le-
sa-humanldadc, a apllcaco de urna lei ele-
mentar, cuja juslica nao tem tido posta cm
duvida por nenbuma naco, qur clvllada,qur
babara.
" A popular.ni (le niarinli.l acolheu COJU cn<
thusiasmu o projecto de urna expedico. con
Ira Sulu e associou-sc a elle pormelo de da
divas voluntarias, entre as quaes ha alguinas
que moiitao a 30,000 francos.
" Favorecido .assim pela aplnio publica, e
pela "fortuna privada ; servido por soldados
chelos de ardor, dos quaes um erande nume-
ro tem olTensas pessoaes que vingar sbreos
piratas, o governo das pbilippinas nao pode
deixar deobterum pleno successo ; mas nao
tememos annuqciar desde ja que elle nao se
iprovcit.il dos seus iriumphos, para o rn-
grandccimcnlo da potencia bespanhol-a, na
que Ib s ard ipe lagos lonllnquos.e que a fumo-
sa poltica de anncxaso continuar a ser o
monopolio exclusivo da Inglaterra."
" A malla da Asia chegada antes de hontem
trouse-nos a noticia de que a expedico hes-
paohol-a contra Sulu fol cordada do inais bri-
llante successo, e temos s satisfaco de acres-
sentar que ella nao leve esses resultados que
os inglezes maliciosamente se compraiiam de
prrdizer, resultados que sempre u vemos como
impossiveis.
Foi s no dia 19 de fcverelro que a espe-
diro, reunida diante do cstabelcinienlohes-
panhol de Zainboang, sobre a margciu do alin-
danau, pode dcffinliivamccte partir para o
u distino Os venios c as fortes correles
da agotr contra as quaes era preciso lutar pa-
ra i' moni.ir st ao aicbipelago de Sulu, fo-
ram causa de que as duas corvetas, Bilbano, e
Villa do Bilbao dessem sobre Um banco de co-
ral e cntiassem a fazer agora na razuo de vinte
pespor hora.
" as circunstancias ordinarias da navega-
cao, esles dous navios se iciam perdido, po-
r;m como a presenca de urna esquadra inlei-
ra pcrmeltia empregar lautos bracos, e tantos
'nidos quanlo fussein necesarios, consrguio-sc
11 oop mu-mi- por aado as duas corvetas, e
no dia 26 pela manha a expedi;ao chegou
diantc da liba de Sulu o qual achou cercada
de lodos os preparativos para una forte resis-
tencia.
'" Us engenheiros hespanhoes exploraran! [a Transcaucasia, 2:500,000
do alto dos mastros o terreno, c tcndo forma- '63:600,000 habitantes
do debaixo das ordens do marquez de Lolano,
mu plano geral de ataque, o dtuembarque
joinripioii no da 28 logo ao amanhecer.
' Apraia, as ras da cidade, os bastldes e
O -ult.il> dclsou igualmente a cldadella
que tem o sea nome, acatapanhAdo de alguns
ehefcs. e na aa fgida emeontrou, sem sus-
peilar a diviso da direila, mas ou foste pelo
effello de um terror pnico, ou pelo de um
engao que se nao explica, o certo be que os
hespanhoes dcixaram o sulio passar, e nao,
consegulram o mais bello resultad- da ez-
pedicio, que leria sido o de conduiir captivo
o propio sobarano desta tribus feroses que
desde tempo iinmemorlat, fazem gemer no
citlveiro tantos pobres chrlslos. Os dous co-
ronis, e ot officiaes que commandavam esta
diviso foram presos immedialamcnte, e a sua
conducta sera severamente exaiuiuada por
um cooselbo de guerra.
" Todaa as fortalezas, ai cldadet, e ot ar-
rabaldet, abandonadas completsmeutc pelos
habitantes, foram destruidas por mel da mi-
na, ou entregues as chiminas, Cenlo, c tri-
ta pecas de artllharla, quals lodos de grosso
csllbre foram emba cadas, assim como urna
grande quanlidade de municocs de guerra. O
numero dos morios da parle dos Indgenas,
fol eonsideravel, os hespanhoes afflnnao le-
rem tido de sua parte seno 34 inortose84 fe-
ridos. .
" Como a monco eslivesse mu aplantada,
e a percegul;ao do sulio na,espessura de suas
maltas, offereisessegraves dilliculdades, ogo-
veroardor geral Julgou prudente guardar pa-
ra uina odjVa poca a comlnuaco do castigo
que promettera aos piratas de Sulu, e aos
teus chefes. o pavifhao hetpanhol ficou fluc-
tuando sobre o monio de minos funegan-
les, a que foi redutida a cidade, c a expedl[ao
voliou triumphante para Zamboanga.
" Etcrevem-nos de Manilha que nada pode
descrever o enlbutiatmo com que foi recebido
o marquez de Solano na sua volla capital
das Phlllipplnas. Um cano trlnmphantc fra
preparado para o conduzlr do chegar do de-
sembarque ao seu palacio, o do alto de um
arco de triuinpho por onde passou o gover-
nador, deseco um anjo de thcatro para por
sobre a sna cabrea una coroa de lourc-s cm
uanlu que a populaco grllava com frenesi:
orla al pueblo espaol'. Gloria a Vrbiitondo.
Tal foi o resultado dcsta expedico, que,
no diter dos Inglezes,- nao foi suggerlda se-
no por um desejn to ambicioso, como Ini-
quo de engrandecimeuto territorial. A -Ilcs-
pauha eoineiiton.se com vlngar a honra do
seu pavilho, c ella vingou ao mesmo lempo
os direitos da huinanldadc, o dacivilisaco
tao cruelmente calcados aos ps pelos piratas
do Sulu Esle resultado era para nos urna cou-
sa infallivcl. Umascousa nos admira, he sa-
ber pelo nrgo mesmo dos Inglezes, que o sul-
io de Sulu, conlava com certeza ser defen-
dido pela esquadra brilannlca contra os Hes-
panhoes, c que aecusava de Iralco e de que-
brntenlo das promessas feltss, o isalamento.
r ni que os ingleses o deixaram no momento de-
cisivo. Seria curioso saber se o governsdor de
I.alni.'io fez com as Ilhas Sulu outra cousa inais
do que um tratado de commercio.
reeia.
A rainha da Grecia adiara as cmaras por
esparo de quorenl dias; o-que deu lugar a
esta medida foi ter o senado rrgeitado por
19 votos contra 16 um bil apresenlado pelo
governo relativamente hienda publica.
O rei Olho chegra o Alhenas no da 13 de
malo pelas ll horas da non te, a bordo do
uavio de guerra austraco Vuitano.
Sua Magestadc, refere a Prtsu, foi annun-
ciada por um vapor francs que o almirante
romano, Deslbsis, a pedido da rainha envia-
ra a crusar. Apenas esta leve noticia da
aproxiinacu do Vulcano se parlio logo* bordo
do vapor Olblo para encontrar o rei, acom-
paohada dos ministros c dos ajudanles de cam-
po do mesmo.
Chegados que foram ao Pyreo, suas ma-
geslades foram reeebidas por todas as autori-
dades e por um povo immenso, riles se
dirigiram logo para a igrrja principal da ci-
dade, onde um Te Deum foi cantado rm aeco
de gracas pela feliz vojta do soberano.
Fra iii.i.-h nnute quando o rei e a rainba o
recolhcrsin ao seu palacio no meio das accla-
iii.ie /funio.
Nada de extraordinario tinha tido lugar no
imperio russo, o czar acha-ae ainda em Var-
sovia, onde, conforme j telo visto os lei-
tores cm una das carias do xr-isso correspon-
dente de Paria hontem pubiioadas, conferen-
clou niiiii.....ii-iiir com o rct da Prutsla, c es-
pera brevemente conferenciar com o impera-
rador d'Auslria.
A RussU figura boje tanto entre as naedes
da trra, c lem lo grande influencia na po-
lilica do mundo, que julgamos dever publi-
car aqui para conlieclmento dos lcitores o
seguinie bollclim do recenseainenlo ofticial
de sua populaco feito no auno de 1846:
A Hussia europea, propriamente dlla,
tem 52:546,334 habitantes; os governos daSi-
berla occidental 2:153,558; o reino da Polonia
4:800,000; ogram ducado de Filandia 1:600,000
Soiuina total
foram ilha de Sulu coin a intenco ou de lo-i ca extrema
i-nininandaot- dessa
francez e Italiano no
A neniados graves e frequeules lem sidolinioislcrio, fura a inipossibilidadc cm que o
uarnicao, publicada em I suas demisses ; entretanto alguraas pessoas
tiario de Boma : | dizem que a verdadeira causa da retirada do
marera posse della amigavelmenie, ou de
acabaren! com seus habitantes. Desde que
chegaram ao ancoradouro, desembarearaui
parlamentares munidos de flna bandeira bran-
ca, porm o sulio obrigon-os a vollarcm
promplamenle para os navios, porque a po-
pulaco Irritada comecava a pedir suas ca-
necas.
Vendo frustados os seus projeetos de In-
v.asan, a esquadra permaneceu mullos das no
ancoradouro ua distancia de 125 bracas da ier-
ra ; e os habitantes de Sulu fatigados por ulti-
mo, de sua Inaccdes assim como de sua pre-
senca, despeijarm sobre ella as baleras de
suas l. rt.-ilev u. Na primeira descarga, uina
baila de 24 matou dez homens a bordo do va-
por /.'. oei de Castilla, e rncou o vestido do c,o-
vernador general, o que decidi a esquadra a
levantar inmediatamente o ferro, e a faxer-
se de vclla para Zamboango, depois de ter
lancado alguinas granadas na cidade. Depois
deste aconteclmento' os hespanhoes determi-
naran! iuipor seu jugo aos habitantes de Sulu.
ou rxtri mina-Ios lodos al o ultimo, se cllcs
resislissem.
A verso ingleza he evidentemente dicta
da ou pela malevolencia, ou, o que he menos
crivcl, por urna igoorancia absoluta das cou
sas. Ninguem que lenua visto de perlo a mi
mensa colonia das Pbilippinas, poder certa
mente admcltir da parte dos hespanhoes, i
menor projecto de invaso, ou de engrande
cimento no archlpelago de Sulu. Com ellcilo
i ll- spinlii possucj nesses ricos psizes dei
vezes mais territorio, do que pode fazer ci
plorar c mesmo administrar.
Sem fallar as ilhas bisaias, aonde nao ha
de hespanhol seno o pavilho, o gnvernador
c alguns monees, a proprla ilha de l.ucoquc
he o centro do governo colomial, nao esl
ainda de lodo conquistada ; c no eraprecist
ir muito longe de Manilha, que he a sua ca
pial, para acliar populacrs ferozes e mili p n
denles, cuja apro1i1u.19.io lie interdicta aos E11
copeos. Que seria se fallassemos das grandes
libas de Mind.iuao. Mindoro, Paragua c nutras
atie sao consideradas como pcrtcnccntes .-
espanha e que de facto csto na livre posse
de alguinas tribus Independentes c de bfa-
los selvagens t
" Nao, como porm que a Hespanha cul<
dasse agora em conquistar Sulu se ha tres an-
nos. nao cuidou ainda cm plantar o seu pa-
vilho as libas balanguingui, Sipo[ e oulras
que os habitantes Ihc abandonaram.
O que a Hespanha far porque pode legti-
mamente faz-lo he tomar todas as medidas
necessarlas para extirpar a pirataria no seu
principal foco.
" Todas as nsedes martimas do mundo Ihc
agradeceram este servico Importante feito
navegaco, e eivilisa.ao, mas se urna ar
giiieo qualquer llie podesse ser feita a este
respeito, nao seria por cerlo da bocados in-
glezes que ella poderla decentemente salr;
por quanlo por actos de pirataria clandestina,
nao provados elles nao teineram cominetter
nos Sarrebas a borrivcl cornefielna da qual
o parlamento val ein breve oceupar-sc, e por
urna iusurreico que nao lem por objeclo se-
11.10 recobrar a independencia injustamente
roubata i- um povo inleiro, sir Harry Lymitte
pronunciou conlra 01 catires uina selenca
oflicial de exterminio at ao ultimo!
" Por multo lempo estiremos a perguntar
a nos inclina porque rasJo 01 inglcict, na-
batcrein-sc ;
is nao pare-
can! abedecer a nenbuma dasdiciplinas nem a
nenbuma ordem superior propria para dar
unidade ao seu corajoso arrebatamiento.
"Taes eram ao mesmo tempo sua bravura,
e seu individualismo de aeco, que Um na-
luraes armados de simples tancas, se precipi-
luan sobre urna colunna hespanhola, forte
de 800 homens, que a vancava sobre a praia;
dous cahiram morios a meio caminho ; mas
isso nao obstante o tereciro continuou a
avancar Impetuosamente e conteguio atraves-
s ir a sua lanca oflicial que comandara a col-,
111 o na cahiodo de pois debaixo de um chuveiro
de bailas.
" A' excepeo deste incidente, que cxallou
por uin instante a linaglnaco;dos Hespanhoes,
as tropas avancaraut com a niaior calma sem
teslcinunliar a menor cinoco durante o fogo
do Inlinigo, c sem que os estragos fcilos as
suas lio iris pela arlilhria das fortalezas, per-
lurbassein a ordem da marcha c das cvolu^det.
Esta fra intrepidez fez uina impresso profun-
da sobre os defensores de Sulu, os quaes. com
(lliiio lem mais cnlhusiasmo no combate do
que verdadeira bravura.
" I. no pa uto se operava o desembarque das
tropas, tres barcos de vapores e um briguc de
guerra ancorados esquerda, fatiam sobre as
forlalctas um fogo intenso, cujos elidios se
percebiam fcilmente. As corvetas ancoradas
direila, arreinessavam bombas e granadas
brea cidade, assim como sobre os pontos da
praia, aoudc os naluraes se mostravam em
grande nnmero.
" Attribue-sc os successos verdaderamente
extraordinarios oblidos pela artllharla, aos of-
ficiaes cngenhdros qne sentados nos certos de
gavias, descobriam os ngulos das fortalezas,
cdos pontos que deviam bater, e podiam as-
sim indicar a elevar-.o das miras com una
exaelidoquasi mathcuialica. He preciso nc-
crescentar que o mar eslava bastante calmo,
e que os navios de guerra, nao cxperiincnta-
vam quasl ncnlium moviinento de bataneo.
m O fogo cessou esquerda pelas dez horas da
manha, afim de neniiitlir a diviso que ogo-
vernador-generalUrbizlondo commaudava em
pessoa, desse o assallo no forte Daoicl, reputa
do netos habitantes do palz como inconqusta-
velT A direila o logo continuou ale s duas ho-
ras da tarde.
a As tropas hcspanholas marcharam a peito
descoberto para o assalto do forte Daniel em
signal de invencivel coragssm. As batterias do
forte li/.eram uin fogo continuado e mortfero,
favorecido pela resistencia pessoal de uina
guamil :io que se baila como desesperada. Ca-
da poilegada de terreno foi despuiada, de urna
parle, no ineodos grilos de Viva la reinal da
outra no meio desses rugidos selvagens cora
que os piratas levam habiiualincntc o terror
almas das suas victimas.
" Em lira depois de urna carroagein que
nao termloon se nao com o ultimo bomciii
da guarnic.o, o pavilho bespanbol fol ar-
vorado sobre o forte Daoicl por uin monje
rccollecte o padre Ibanet, o qual cabio lu-
dada ueste momento de Irluinpbo alravessado
por nma baila Inlmiga.
" Os assaltanlcs liveram poucos obstculos
a vencer sobre a direila. Como toda a conli-
anca das indgenas descancava sobre o forte
Daniel, logo que efte foi lomado, todat ai ou-
trat fortalezat foram abandonadat, e teus
dllerentes lomaram i todo o correr o canil-j
ribo das mallas.
A populaco total, inclsive o das oulras pos-
sessdes, pode ser avallada rm 65 mithdes de
habitantes. Destcs, 49 milhdes professo a
religiao russa orihodoxa; 7:300,000 a rfllgio
catbolica : 3.300,000 a religiao reformada ;
-i'i.v.i 11 a religiao mahometana; 7:200,000
a religiao judaica ; t inilho sao armenios,
gregorianos e cathollcos ; 600,000 pagaos.'
Segundo airaras, lia 38 milhdes de Russos
e 11:200,000 Rusulacos ; 3:600,000 sao da Rus-
ta Uraoca ; 7:000,000 sao Lilhuanlos, Polacos,
Filandiauoscl.clles; 3:300,000 Trtaros, inclui-
dos neste numero os Mahometanos; 2:400,000
Alleraes; 500,000 Grussinianos; 2:000,000
Armenios; 1:500,000 Israelitas ; c 600,000 per-
lenccntc s raras do I.'rol, e habilam a Sibcria
oriental, a America ru-J.i e os esteppes dos
Kirgis.
Turqua.
O imperio lurco continua tranquillo, fozen
do progressos na carrelra da civilisaco.
Eis-aqui o que a seu respeito narra urna
carta de Constantinopla, escripia a 15 de maio:
Chegou o novo ministro da Franca, Mr
Lavalctie, o qual j apresentou ao sulto at
suas credencial--, c fes todas as suas visitas
ofliciacs. Dizem que seus prlineiros actot
terao por objeclo o negocio dos sanios lugares
Gustar multo Franca terminar felizmente
esta negociaco, porque a Austria, bem que
calholica, esl to ligada cora a Russia que
poder deixar de por obslaculus a um negocio
em que o calboliclsino esl em lula, he ver
dade, com o scisma. mas donde pode resultar
um augmento influencia francesa no Le-
vante.
Diz-sc que Mr. de Laralelle he mui hbil,
se assim he,.elle coniprcbender que para ob-
ler alguma cousa do governo oltouiano, o ga-
binete francez deve principalmente dar satis-
faco Porla sobre certas quesldcs delicadas,
como 'funis, por cxemplo, c depois justificar
por um apoio constante c firme da'lurquia,
o titulo que se d Franca de velha alliada
da Porta.
rde-se annunciar desla vez com certeza
a execuco completa dos principados do Da-
nubio pelos Russos.
A Moldo.Valacllia vai-sc tornando cada vez
mais livre, c em posifo de evilar, por meio
de urna sabia conduca, lodo o pietexto que
possa allegar a Russia para vlr cm sua qua-
lidadc de protectora invadir e individar o
palz.
A bosnia est decididamente pacificada. O-
mcr-Pacb, de accordo com o governador,
oceupa-se de regularisar aaJminislraco desla
provincia que tem permanecido at boje fura
do alcance do poder central, oqutl via sem-
pre suas ordens illudidas pelos scahores feu-
daes, que o eiercilo otiomano acaba de ar-
rancar para sempre o poder.
No gabinete da Sublime Porta, discuten-
se activan-ule, por ordem do sulio, imillas
medidas importantes : a crcaco de uin banco
nacional, uin canal entre o Danubio e o Mar-
Negro, uina estrada de Belgrado ao Adritico.
Toaos esle projeetos se acbo ligados cstrei-
lainciiie ; irala-se de facilitar a circulaco dos
capitaei em maior eicalla, de formar ettabe-
leclmentoi de crdito, abrir grandes empre-
sas de utilldade publica, as quaes peiio valer
om fructo os capitaes considerareis que per-
inaueccn improductivos.
I-..ua sendo licenciados ueste momento to-
dos os toldados que contara cinco annos de
serv co ; o sulio passa revista s tropas pes-
soal mente.
Os soldados licenciados j csto subsltuidos
por novos recruias.
Acaba deappareccr um trabalho notavel do
Sr. Nogus, redactor do jorio dt Consluntino-
pla, sobre as capliulacdcs ulrc a Turqua e
a Franca; espera-se que este opsculo pro-
dutlr effello em Pars, e abrir oa olhos so-
bre os inconvenientes e perigos das velbas ca-
pittilocoes. a
A respeito do Egypto, cis o que se l na Pici-
mde 5 deJunho:
Recebemos, por.correspondencia particu-
lar, noticia] de Alea'ndrla ci 28 de malo, Bem
como nos havla participado o oosso correspon-
dente de Cairo, as dHTerencsa sobredadas en-
tre o sultSo e o vlce-rei esto a ponto de serem
terminadas de um modo satisfactorio, Abbas-
Pach, conforme liada conrenelonado com
Mouktor-Aey, acaba de enviar a Con-ilaiilln**-
pa dous commlssarios egypcios encarregados
de tralarem com dous commlssarios turcos,
nomeados ofliclaliuenle pelo Divn.
Os cominissarios egypcios sao Edhen-Pa-
cli., ministro do commercio.'etHerediag Pacha,
director daadininistrac-o dos trausitos. Elles
parliram de Alexandria no dia 17, levando car-
tas de recoiniucndaran ,lnt cnsules das gran-
des potencias segnalarioa do tratado de 1841,
uc garante a hcredilariedtde do governo do
gypto na familia de Mchemet-Alli.
At instltuifOes dadas aos dous continissi-
rios sao concebidas em termos quen.iodci-
xam nenbuma duvida sobre os seniimcnios de
conciliacu que animara o vlce-rei. Se a Por-
ta, jicui como lem provado esa varias occa-
tidet, estiver animada do mesmo espirito, be
de esperar que cscolber para tratar pessoas
que desejein sinceramente a pat do rlenle, c
a unlo dos dous, palies He da escolba dos
commlssarios que depende o resultado da ne-
gociaco.
tomo J o temos dito, a maior parte das
reformas do Toiminunt nao sao novas para o
Egyplo. Assim por cxemplo, a honra das pes-
soas, a inviolabilidad!- da propriedade, a segu-
ranca individual, a appltcacau da juslica, fo-
ram introduildas por Mejjemel-Alli e Abbas-
Pach, qne as leein inanfido, est disposto a
dar-Ibes para o futuro maior extenso. Ovice-
rei nunca rejeilou nenbuma reforma, pelo
contrario, elle as lem acolhido com solllciludr.
Oque elle recusou, fol reconhecer como prin-
cipio o Taniimal, se o reconheclmento deste
principio implicarse, mesmo em aparrncia,
uina viola;o do Halado de 1841. File nao quiz
que urna concesso feita fra dos direitos que
a Europa reconheceu na familia de Mebenicl-
All, podesse ser inais tarde invocada conlra
ella para arrancar-lhenovas concessoes.
Pelo tratado de de 1841, a Porta, sb a ga-
ranta das potencias, abandonou o Egyplo a
Mebcmet-AIII, c sus familia, sem Ingeilr-se
na sua administrarn interior, medanle o tri-
buto annual de um milho e tretentoi mil pe-
sor hespanhoes. O Egyplo, pollo que ligado
Turqua por ene tributo, nao pode ser consi-
derado de uin modo absoluto como urna pro-
vincia submelllda ao governo do Imperio. Por
consrguinle Abbas-Pach nao he obrigado a
accilar, para applicar aos aeus estados, as leis
que se publicara cm Conslanlinopla Qual-
quer tentativa feita neste sentido, serla una
violaco do tratado de 1841. e diminuirla a po-
sico poltica, c a inlluencia que a Europa quiz
crear para o Egypto.
Abbas-Pacba, esl pois no seu direito,
quando aceitando cerlas partes do'Tairziinal,
recusa reconhecer como base do seu governo
essa carta de Gu-Han. qual, pealo que pro-
mulgada cm 1839, nao be aluda seno urna Id-
ira morca.
" A perfeita itranquillidade de que gota o
Egyplo, o desenvolvlmenlo que ncllc Sem lo-
mado o commeroio, a agricultura e a Industria;
a abundancia de que gosain at populadles, c
que enebe de adralracao a lodos 01 viajantes,
to o resultado dai reformat lotroduxida por
Mchemel-All, e desenvolvidas por teu tuccet-
sor, Podem ser lenas ainda noval reformas,
podem ter concedidts novas garantas, e Ab-
bas-Pach toma a este respeito medidas de na -
tureta a satisfazer todas as exigencias justas da
Poru.
" Por consegulnte, se o governo turco nao
tem nutr! desejn seno o de melhorar a sol le
das populaces, os commissarios fcilmente
chegarao a um accordo cm Conslanlinopla ;
mas se pelo contrario, o que nao crcmos,o Tan-
zlinat nao he seno um pretexto imaginado pa-
ra Impor ao Egyplo urna sltuac.o Inaceilavel, c
viee-rei nao lera ento oulro partido a tomar,
seno o de appellar para as potencias, que ga-
ramram em provello de Meheiiiel-Alli e de sua
familia, o tratado de 1841. Em breve aabere-
uios o que devenios fazer.
" Abbas-Pach cinprehendcu urna viagein
ao Vaiao Egypto, aoudc vai visitar ssobras dos
diques, canses, etc. Elleordenou que se lizcs-
sc o plano de um novo canal que l'osse direc-
tamente de Alexandria ao Nilo junto da barrei-
ra. Mr. Monchclc- segundo engenheiro das
obras das barrelras, foi encarregado deste tra-
balho. Trata-se ainda do caminho de ferro de
Alexandria ao Cairo, mas nada de positivo foi
ainda decidido. ,,
Chint.
No celeste imperio a iniurrcico de Kwang-
I.i ainda uo foi supprimida es como a Presse
refere o qne ha a sen respeito :
" De todas as revistas meosaes que nos trou-
xe a malla de llarg-korg de 30 de marco. O
Over/and Pricnd ofChinaca unjea que d noti-
cias da insurreico do Kiaaug-Si, c sao to vi-
gas ainda estas noticias, que nao poderemos
dizer positivamente se, ba seis inczes ot rebel-
des tem perdido o tem ganho terreno.
" Conta-nossruns, dii este jornal, que os in-
surgentes esto de posse de quasi todo o sul do
Kwang-Si, qne se apoderaran! de Kvvi-lin-
l'nu, capital da provincia, que a extenso do
paiz submetiido ao sen poder lie Igual a das
Ilhas britannicas, e coutin inais de qualro
milhdes de habitantes ; que deram ao seu ebe-
fe o titulo de imperador, c que designara o
seu reinado pelo nome de Tlen*te virtudc
do Ceu emfin que leem alcancado cm mul-
tas occasides brilhantes victorias sobre os man-
darina.
" Huiros nos aliirmam que as tropas iuipr-
rlacs teem balido os Insurgentes cm toda a
parle, onde tem podido alcanca-los que ot
lem cercados em un lugar muito aperlado
do qual nao podem escapar; que a cidade de
Kwc-Un lie anda a tde do governo provin-
cial, c que be dali meimo, que o novo coin-
missaiio Impeiia! Li acaba de chamar para
junto de* li certoi mandarint de Cantan para
com elles concerlar sobre ot mciot dcdeilruir
01 fraco restos da inturrelco ''
He claro pela contradieco destat noticias
que ie o rebeldei ainda etialeui, pelo menos
nao lem feito progressos sensiveis, porquauto,
por pouco que fosse o terreno que tivessem ga-
nho a ciageraco. Chineza, dlria logo que e-
ram scnborcs de mullas provincias, e nao ad-
mitteria mesmo a possibilidade de uuia van-
tagein qualquer da parte das tropas imperiaes.
R.tJo,-Luido, .Ue.tiro.
A Unlo americana contina em pat. O pre-
sdeme e 01 ministros andam visitando as
principaes cidades da repblica e por toda a
parte tem sido recebidos com as mais vivas de
mousiracdcs de sxmpalhia.
Quanlo aos candidatos cadeira presiden-
cial. Mr. Webster he o que tem inais probabi-
lidades em seu favor. Sua preseuca escus dis-
cursos excita in cnlhusiasmo por loda a parte.
Uina nova 1 xprdic.rb era projectada contra a
ilha de Cuba, o presidente Fllinore publicara
a este respeito um manUesto que saliste/ os
habitantes, I in tunta individuos linham sido
presos como tcndo parte neste projecto. Se-
gundo noticias vindas da Florida havia ali seis
mil homens engajados para a nova expedico.
Os negocios da California achain-sc m ulna
ituaco eiccllcnle.
No Mxico continuara os Indios a fazer cor-
rerlas era Durengo e oulras cldadet ao norte ;
os Mciicanos qucixam-ie dos Americanos que
icndo-sc obrigado por Halado a reprimir esses
selvagens, nao o lem feito ale o presente. O
ihesouro mexicano acba-se em um estado dc-
ploravcl.
Dos outros paites nada coma que nicreca
ser uoliciado.
COMMERCIO.
AI.FAMIKA.
Ilendimonto do dia 3......9:ll0,39t
Desearrcgam hoje 4 de julko.
Briguo sueco Flix alcatrilo.
Barca americana Mari/ Hilen taboailo,
Patacho dinamarquoz l'orluna farinlis o
cimento.
Brigue bolga Planlin mercadorias.
Barca ingleza Robert Tenni idom.
Brigue nacional Gfinrfa saliflo,
tM-HOi '.^vT-^T.t
MUTILADO


?

lmportacad.
liare morirn Mary Ellen vinda de
INow-Yorek, menifestou o seguate:
600 barricas farinha, 400 ditas breu, 100
ditas alcatrSo, 10 ditas llierelicntina 400
ditas bolachinh, 15 calas ditas, SO barrlz
banha de porco, 3 barricas presuntos, 10
caixas phosplioros, 189 fardos fazendas, 20
caixascb, 301* taboas do pinho, 3 caixas
1 carrinho, 16 ditas dirersos objectos ; a C.
]. Astley & Companhia.
Illate nacional Anglica, viudo do Araca-
i y ; manifeslou o seguinte :
326 couros salgados, 368 ditos de obra,
580meios de sola, 79 caixas vellaa de car-
nauba, 18 voluires8apatos,3l ditos chapeos
de palha, 592 molhoa couros miudos, 85 di-
tos esleirs, 3 volubles pennas de eme, I
rmbrolho cera de carnauba, 445 esleirs, 38
saccas e i "nirrica gomma, 2 barricas sebo,
2 saccas algodSo, 100 pelles de camurca, 371
saccas farinha, I lalrina de chumbo, 85 car-
ros de ferro, 834 vasos de barro, 2 ancoras
de ferro ; a ordem.
CONSULADO CERA!..
Kendimenlo do da 1 a 2 2:150,178
Idea do da 3......... 1951,783
3:101,951
DIVERSAS PROVINCIAS.
Komi miento do di 1 a 2 .
dem do dia 3........
Despacho mirilimo do dia 30 de junho p. p.
Ilntlordam, escuna hullandnza Alberl, de
116 tonclladas, conduz o seguinte : 2,000
courossalgailos.com 63,469 libras. 10,900
pnnlas de bol, 5 frssqueiras, com 91 libras
de aramia.
RECKBRDOMA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 3.....595,754
CONSULADO PROVINCIAL.
dem do dia 3.......2:140,590
11RATA.
Por engao foi publicado hontom, Icr
rbogado l.isjaoa procedente do Rio do Ja-
neiro a barca portugueza Leal, com cinco
das, quandodevia aer59, que foi a viagem
que levou.____________________________
Movimento do pprio.
Navios en liados no ilu.[:\.
Buenos-A yres 26 das, barca ingleza Cru-
zada, de 311 toneladas, capitflo II. Cuy,
equipagem 14 cin lastro ; a Me. Calnjonl
&C.
Par hyba 6 das, hiite nacional Tret Ir-
mSos, do 31 toneladas e 1;4, mestre Jos
luiarlo de Souza, equipsgom 5, carga to-
ros de mangue; a Joaquim Uuarte de A-
zevedo.
Cette 40 das, brlgue francez Paulina, de
148 toneladas, capitio Byoan, equipa-
gem 13, carga vinbo, azelte e fazendas ;
a ordem. Passageiros, o Frar.cej Rogord
Adolfo.
Navio tahido no mesmo dia.
Rotterdan, pela Babia Escuna hollande-
za Alberl, capitao J. II. Bok, carga varios
gneros.
Deciaragdes.
Pela Administrarlo da meza do consu-
lado se fas siber que no dia 6 do correnle
se hade arrematar cm hasta publica aporta
da niesnia administraran un pranxiode pao
de ol o ordinario no valor de 5,003 rs., viu-
do da provincia das Alagoas e aprehendido
pelo guarda Francisco de Paula Machado,
sendo a arremalacao livres de dircito ao ar-
rematante.
Pela seguada SossSo da meza do Con-
sulado Provincial se anuncia que os 30 dias
solis para o pagamento, a boca do cofre,
da decima dos predios urbanos das fregue-
sia desta cidadec Afogados si finalisio no|
dia 14 docorrente Ando os quaos incorrem
na mulla de 3 000 os que deixarem do pa-
gar a decima do 2. semestre de 1850 i 1851
Avisos martimos.
=i Para o Rio de Janeiro sahlr dcDlro cm
poucoi dia, c na prsenle semana, nao haven
do inconveniente, o briguc Uafra, capilo Jo
b Juai|iuui Das dos Praiere, pode receber al-
gn eseravos, como paisagelro: qunm pre-
tender poder tratar com o dito capilo ou
com Amonio Irmos, ra da Cadcla n. 39.
Para o Rio de Janeiro aegue com bre-
vidade o brigue escuna Oinda, para carga
eseravos ou passageiros traanse com Ma-
chado & l'inheiro "na roa do Vigario n. 19,
segundo andar, ou com o capilSo Mancel
Marciano Ferreira, na praca do commercio.
= Para o Rio de Janeiro aabe cm pencos
diaa a beni cooliccida escuna Alaria Firmina,
forrada c pregada de cobre, capilo Joo Ber-
naido da llosa, por ter a uiaior parte do seu
carregamenlo promplo : quein na inesma alu-
da quier carregar ou ir de pasaagem, licm
como embarcar cicravo, cntcml.vse com o
mesmo capito, ou com o consignatario Luiz
Jos de S Araujo, ra da Cruz n. 33.
Para o Aracatl tahe no da 10 de julbo
a somaca Carlota da qual be mestre e pralico
Antonio Jos Vianna por ter amalor parte da
carga prompia; para o redo da carga e paa-
gclros trata-se com o meatre da mesuia no Tra-
plae do algodn, e com o consignatario da
ursina Luiz Jos de S Araujo na ra da Cruz
do Rccife n. 33.
A barca portuguesa Santa Cruz, sabe pa-
ra o Porto at 10 de Julbo prozimo, por ter
pmmpla grande parte de scu carrcgatucnlo,
anula recebe alguma carga a frclc e passagei-
ros, para o que lem asilado e grandes com-
inodos : tratar com Francisco A Ivs da Cu-
li ha ti Companbla, na ruado Vigario n. II
prrmciro andar, ou com o capilo da inesma
barca Manocl Francisco Nogueira.
Vende-se urna lancha nove; que pe-
ga de trinta a quarenta barricas, a a qual
so ai-La cm perfeilissimo estado, bem co-
mo tres botes novoS, ludo por preco com-
modo : na ra do Vigario, n. 11,1.* andar.
-- Para Lisboa a sabir com brevidade o
brigue portuguez Triumphante, cspito An-
tonio Domingos de Carvalho: quem no
mesmo quizer carregar, ou ir de passagom
a tratar ou com o capito, ou com os con-
signatarios olivara irmSos & C. : na ra
da Cruz u. 9.
caes, colhores, e um rico faquoiro de prats
etc. ole. Sexta feira 4 do oorrento, as 10
horss, no 2. andar da casa no principio da
ra da Aurora com frente para o aterro da
Boa-vista.
LGII.aO
De batatas para liquidar : no armazem de
Antonio Annes no Caes d'Alfandega.
Jamos Ryder t C. ferio leilSo por in
l"rvcnc!To do corrector Miguel Carneiro, ho-
Je 4 do corrente as 10 horas da manlino
seu armazem na ra da Cadeia n. 48deum
(Indo suri monto da fazendas inglezas pro-
prias deste mercsilo o ltimamente chega-
dasque serflo vendidas por qualquer preco
que for olTereelda ; e no oso de no se ul-
timar dito leililo licar transferido para o
resto no dia 7 do corrente.
-- O corretor Miguel Carneiro, fara leilBo
no dia 5 do corrente ao meio dia em ponto
no seu armazem da Barcaca Deligcncia com
todos os pertencas, e juntamente urna por-
cHo vergas que tudo ser vendidopor todo
o preco:os pre:endenles que quizerem
ver o inventario da mencionada Barcaca,
dirijSo-se ao mesmo armazem que estar
avista.

Avisos diversos.
Lcilocs,
O corrector Miguel Carneiro fara Icilo
no da ierra feira 8 do corrente as 10 hora
da manba no scu armazem na tua do Tra-
pixc n. 40 de diversos lratea novo, e com
potico uo! loura, vldros, candieiro, lanter-
nas, quadros espingardas, plstollas, sellos, e
relogios patentes inglezes, e oulros muito ob-
jectos que serao vendidos muito em conta, c
ao nieio-dla eui ponto 1jIra a leilao urna por-
ra'" de charutos da Baha, chegadoa ltima-
mente, que serio vendido por todo qualquer
preco que for oflerecido, c juntamente uiua
porco de pomada para aliar navalbaa.
O ilim. 8r. Sampaio Vianna, teodo-se
retirado para o Rio de Janeiro.o corretor Oli-
voira, lar leilio da mobilia da casa em que
morou nesla cidade, ronsistlndo em solas,
mesas redondas com pedra e sem ella, ban-
cas de jogo, cadeiras, ditas do bracos, lo-
cadores, marquezas, commoda, guarda-ves-
lidos, gusrda-livros, mesa dejanlar, cabide
para roupa, banquinhaa para luz, candiei-
ros do cuna de mesa, lamentas, Irem de cu-
sinha; assim como um piano, relogio de
cima de mesa, oculodever ao louge, um
jogo da bagatella com bolas e tacos, cisli-
-- Quem annoncion a compra de urna pa-
191,218 dara, dirija-se a ra do Coluvellon.29.
114,016 r- Precisa-se de urna pessoa para tomar
conla de urna venda por bataneo dando (in-
312,261 dor a sua conducta : quem pretender diri-
a-se ao pateo do Carmo n. 13.
-- Desappareceu no dia 29 de junho ulti-
mo urna preta da costa de nomo Anna Hita,
he moca, baix, cor fula, cilios i fiordo
rosto, lem slguns calombos polas coalas,
levou panno da costa Usado o a Ico ma roupa
em um sacco, e um taboleiro pequeo:
quema conduzira ra da Senzalla-Nova n.
G ser recompensado.
Perdcu-sc no largo da Alfandcga, no
dia 3 do corrente um cachorrinho muito
novo, e pequeo ; e amarello mescladode
preto, com as orelhas cortadas, formsndo
pona, como os do ratos ; roga-se a quero o
tcm lanado o favor de manda-lo levar ra
da Cadeia do llecife n 41 que nSo ha duvida
do se qualilicarolrabajho.
Soelednde Nova Talla.
-- O. secretario avisa nos Srs. socios,
que os lii I tictes para a recita do domingo, 6
do correlo, distribuo so nos diss 5 o 6 na
ra Nova n. 18, o no recebimenlo dos bilhe-
tes entradlo com as snas mensalidades.
U abaixo s.ssigi.ado declara,
que pessoa alguma faca negocio
com scu lillio francisco Augusto
da Costa Cuimaraes Jnior, em
duas parles de casas, sitas em S.
Amaro, c na tu do lirum, sem
que v enlendcr-3e no trapiche
novo. Francisco Augusto da
Costa (Utiiames.
Alaga-so urna canos pura aterro: para
ver em S. Amaro, passando s fundiffio c
tratar no Trapicho Novo.
Precisa-se fallar com Ma-
nocl de Souza e S, natural da ci-
dade do Porlo, fillio de Miguel de
Souza c S, j fallecido, a nego-
cio de nlcrcssc : na ra Direila,
botica de Torres & Castro, ou an-
nuncie.
Hoga-sc a pessoa a quem fo
ram entregu os Jornaesdo Com-
mercio, vindos pelo vapor Haitiana
para o Sr. Francisco de liarros
llego o obsequio de manda-Ios
entregar a ra ua Cruz n 6,0.
-- O hachare! Jo5u Antonio do Souza B"l-
IrSo de Araujo Pereira faz publico que o Sr.
Paulino Bezerra de Mello Andrade Lima he
o encarregado do rccebimenlo dos foros
alugucis das suas casas o da mais gerencia
dos seos negocios.
O abaixo assignado cm rcspo.sta ao ou
nuncio do Sr. Antonio Lopes Pereira do
Mello, em que o chamou sua luja, tcm a
declarar que o grande negocio do Sr. Moli
com o anmilicianic cru o pagamento de 1600
rs., importe do dous paros do luvas, cuja
importancia o abaixo assignado havia pago
ao Sr. Braz, pessoa encarregida do a rece-
ber pelo Sr. Mello, e sn elle Illa nao entre-
gou in- iiimma culpa lem o abaixo assignado;
portante injusto fui o Sr. Mello em chamar
pelo diario para semclhante negocio.
Bernardo da Silva Cuimaraes.
O secretsrio d sociodade das artes me-
cnicas e liberaos desta cidade, d'ordem do
respectivo director convida a todos os Srs.
socios da sobredita sociedade, para que,
domingo 6 do corrente as 9 horas da ma-
nli, comporccSo na salado nossas sessOes
afim de, em assombln geral, disculirmus os
artigos dos novos estatuios, que em reforma
lem de substituir aos velbos. I. como a dis-
cussSo de todos os artigos dos sobredilos
estatutos, nSo pude tor lugar em urna nica
sessSo, igualmente previno aos Srs. socios,
que a sua comparencia, no lugar indicado
para o lim supracilado, ser taulas vetes
quantas forem as ordens do dia, cm que fo-
rem distribuidos os ditos artigos: sendo os
dias marcados, sempre os domingos, oji
dias santos do guarda consecutivos.
Dosappareceu no dia 1. do corrente
urna prola de nomo Rosa de ncelo angula,
idadede 40annos, parecendo tor mais cm
razSo do estar mullo magra : levou vestido
d'uin ciscado azule branco': quem a pegar
quoira leva-la a ra da matriz da Boa-visla
n. 68 que ser recompensado.
Perdeu-se no du 1. do corrcnlo moz
desde a ra larga do Rozario at a pracinh
da Independencia, um chales do larlatana
crde chumbo, embrulhado em um lenc,u
de seda : quem acliou querendo substituir
diiija-se ra Nova loja u. 8 que se Iho da-
rSo lodosos signaes o se recompensar ge
nerosameiite.
O abaixo assignado, lendo deixado o
seu negocio de marchanteria, convida a
quem quer quo so diga seu credor, e sous
devodores para que, no prizo do 30 dias
compare..."!" na casa de sua residencia na
ra de S Goncalo n. 40, bairro da Boa-vista,
a qualquer bora do dia, para liquidaren!
suas conlas, recobendo aquellos, o pagan-
do-lhe eslos.
Ricardo llemoaldo da Silea.
O abaixo assignado faz publico que
desde o dia 15 de junho p. p. deiiou toda
qualquer gerencia quo tinlia na casa com-
mercial do Sr. Fr-ncisco Alves da. Cunha
nesta praca, a qual tem entregado por hi-
lanco e ordem do mesmo Sr. em carta de 3
iloni.no do corrente anno ao Sr. Narciso
Joa de Carvalho. O infamo abaixo assig-
nado sinceramente agradece ao Sr. Fran-
cisco Alves da Cunha o bem com que sempre
se dignou trata -lo durante o tempoquefoi
sen o i i ciro, e gereple da sua mesrn casa ;
e Iherei'era protestos de eslima o gratidao,
pelos seus valiosos offerecimentos, e bons
desoos otn beneficio do abaixo assignado,
offerecendo-|he igualmente seu limitado
prestimo nesta provincia.
Manocl /.uia Vieira.
Sr. Manoel Luiz Vieira. Porto, 3 de maio
de 1851Amigoesr.Como Vmc. nos li-
vesse dito mais do urna vez, que Ihe no
convinha de forma alguma continuar na ge-
rencia dos negocios de minha cosa, Ilotis-
mos tomado urna resolu^o a respeito,
quando recebemos a sua de 16 de marco
p. p., pelo queja nfio foi possivel annuir a
sua proposta, o que muito senti : vai i or-
la uto o Sr. Narciso Jos de Carvalho, a quem
Vmc. far* entrega de todos os haveres dossa
casa por meio de um balanco, de todos os
papis, e documentos, e bem assim dos mo-
vis e mais objectos que me pertcncem, ro-
gando a Vmc. o favor de dar-lhe os esclare-'
rmenlos de que ello precisar, sobre qual-
quer asaumpto tondenle & minha referida
casa.
Por esta occasiflo lenho a signfisr-lheos
maus agradecimentos, polo bem com que
sempre no servio, e o sentimento que mo
tica deque Vmc cao continu na gcrc'nc'ia
dos meus negocios nessa ; desojando que o
futuro Iho proporciono occasiocs de muitas
felicidades. Se para alguma cuusamcjul-
gar til pode dispr do meu limitado prcs-
limo, quo sempre mo adiar promplo ser-
vi-lo, erogando Iho de recommendar-mc
son senl ora c menina, e mais familia. Sou
com amizade de Vmc. amigo sffecluoso e
obrigado, Francisco Alves da Cunha.
(Esteva loconhecida.)
loto Bernardo da Mocha subdito bra-
sileiro relira-se para fra do imperio.
Antonio da Silva Rimos retira-se para
fora do Imrcrio.
-- Manool Fraucisco Marflnsoj C, Irrr io
de novo avizflo aos devodores do Manocl
Francisco Martins Cenr;alves que vcnhan
realizirsuns conlas DO pjazo do oito dias,
so contrario, loj.lo do ver sus nomos por
extenso neslo jornal.
--O abaixo assignado atisa A qum con-
vier, que no tacSo contrato algum com Si-
basti.lo Borges Carneiro da Con lia a respei-
lo d'um i'iololinho do nome Felismino, c
urna paito que l.un no sobrsdo silo na ru
do Pilar n. 13. cujos bensso os nicos que
o masmo Caraeiio da Cunha he possuidor,
e pois o abaixo assignado est de maudo
pela quanlia de 874/000 rois.accrescendo
que o molatioho se aana bypothecido *o
uiesTo abaixo assignado pela qunita de
I7CSO00 res, o para que ninguem se alame
ignorancia fz o presente, protostando
usarilosau diioito contra qualquer que l-
zer algum contrato a respeito dos di-
tos bens.
JoSo Francisco Pardellio.
JoiOI.UZPereira, poitcndendo acabar
aleo lim do con. nlo aune, com.a sua Inja
de ferragens da rua nova nova n. 1(i offero-
co a quem qncira comprar, c principia des-
de j a vender qualquer porclo do forra-
gen ou niiudczas pelo que Ihe euatrarBo ;
aproveila a occasiSo paia rogar a sous dc-
v.'dores qneirilo -iiti-. /or seus dbitos no
prazo de 30 dias, para o nlo conslranger i
chamar por folhas publices a quclles que so
osquecereu).
-- Pedro Alm comprou llcnriqucs Ma-
ilicus a parto que linha como socio na co-
cheira Fra do Portas Ocando do primeiro
do correnle em dianlr nico proprietario do
dito fsUbelccimehto, o 'protesta contra
qualquer recibo, quo o sou ex-socio Icnlia
passado aos devodores da casa.
Aluga-se o primeiro andar, da casa da
ra di Moda n. 7 : trata-so na mcsins.
Piccisa-se de aprendizes decharuteiro
na ra Imrcrial n. II.
3
Kclrnctos.
Casa de conimissto de eseravos.
Hceclicni-se eseravos para se-
11-ni vendidos lauto para fra ,
como para dentro da provincia ,
com prcslesa e segiiraiica aos mes-
mos: na ra da Cruz do llecife
n. G.
Na ra da Concoi(fio (bairro da Roa-
vislaj n. 44 prreisa-se do duas criadas, que
qneiro Irabalhar e (enhilo bons costumes.
No engeuho Mato Crosso do Cabo pre-
cisa-se de um portuguez para fcilor de cam-
Eo, quetenha conhecimento do Irabalho, c
oa conducta.
- Precisa-se de 1.000,000 rs. a premio por
dous anuos, pagando-so os juros annual,
para isso giiraiito-se com 4eseravos, ou com
urna propriedaiiode trras livree desemba-
rcada 8 logoas distante desta praca : a
5iiem convicr esle negocio annuncie, que se
ir quem pretende, ou falle na ra des
Cruzes n. 40.
-- JoSo Calsamc subdito Francs relian
se para a Europa, delxando ao Sr. Julio
Colombey procurador bastante e mais po-
deres para gerenciar sua casa commercisl
sob firma de Cals IrmSos,
Tira-so retractos de lodo e quslqucr ta-
maito a oleo ; e tambem rm nimalura so-
bre o nialliin com pcifeicSo, o preco com-
modo : na Iravessa do Carmo ou Sarapatel,
n. 1 2. andar.
Antonio Josquimi Fe reir do Souza,
relira-se para fra do Imperio, a tratar de
sua saude, e deixa por seus bastantes procu-
radores os Srs. Jos Joaquim Ferreira de
Souza, Bernardino Francisco do Aicredo
Caini os, Joaquim Manoel Ferreira do Souza-
Precisa-se do um moco portuguez para
caixeiro do venda que tenha prltea, pagn-
dose Imm ordena.ni, de 18 a 2o anuos : na
ra da Cadeia n 62 oo Rccife.
lia para alugar 4 eseravos proprins
para servido de casa : na ra do Viga-
rio n. 7.
Na vendo da ra da Cruz ni 57 desoja-
se fallar com o Sr. Pedro Comes da Silva,
cadete do 4.a batelhSo, a negocio do scu
interesse.
Jos Thcmnlio Pereira Bastos muhar-
ra o sou escravo Feliciano, cabra, para lora
da provincia.
-- D-se de cem a quatroecntos mllrs.a
premio de dous por cenloaorooz sobro po-
nliores de ouro ou prala ; quem pretender
dirija-so ao aterro da Boa-visla loja n. 54,
que l so dir qticmd.
l'recisa-sc de nina pessoa que seja peri-
ta cm plantacdes de silio, para o laicr rtn
um no lugar do Ilcincdio (jurm estiver nestas
circumslancias, ilirija-sc a alfandcga dcsla ci-
dade a seu porteiro.
Prccisa-bc alug'r um sobrado de um
aii lar, ou um primeiro, tura urna pequea
familia ; tanilmm so troca por urna rasa ter-
rea na rua do liarlas, com bous comniodos,
ptimo quintal plantado o muito assciado :
trala-se nesla lypographia.
Precisa-se alugar um primeiro andtr,
oo casa terrea, no bairro de S. Antonio, que
lonha quintal, cacimba e commodos para
grande familia : quem livor annuncio pero
ser procurado.
-- Precisa-se do urna ama de Irite, que
seja novo : na ru do Amorim n. 25.
Precisa-so de um feilor quo entenda
de borla, pomar a ji>rdim : na rua da Ca-
deia do llecife, sobrado n. 14.
-- Aluga-so um sobrado do 2 andares r.as
ras seguintes : rua nimia, rua do Livra-
menlo, patoo do maamo, rua do Queimado,
ruado Crespo : quem liver e quizer alugar
dirija-se a rua da Praia n. 55.
Din moco que lem lodos os prepara to-
rios,e sabe partida dobrada, se offerece para
escrlpturar em alguma caa estiangeira ;
quem quizer se ulilissr de seu prestimo an-
nuncio por esta folha.
ignacio pibmo Xavier Dr. em medicina
mudou sua residencia para a rua do Crespo
casa n. 8 segundo and>r, e ahi pode ser
procurado para o desempenbo de sua pro-
lisslo
Adolpli Cabarret, cidado francez, re-
tira-so para fra do Impeli.
Roga-se ao Sr. Dr. Honorio Fiel de
Sigmariuga de Vascurado, que so ocha boje
advogando em domina, que mande pagar a
sua letra quo se acha venc Ja a auno meio,
o qual lito ignora aondu : em quanto o no
lizer ba de ser iembrado.
ATTENCAO.
Constamln-me que Manocl Jos de Souza
Bello, e Jotrfde Souza Guido, rom Srs. do
engetilin Pharal, sito na freguezia da Agoa
Prels, pretendem vendor as partes que no
mesmo possuem ; e como as trras que dito
engenho temoecupado para suas plantarles
ao lado do norte pertencem ao met enge-
nho Universo, faco scicole ao publico para
que nao su illudSo a fazer algum negocio
sobre tal objecto, visto que lem infsllivol-
mente de recabir om prejuizo do quemo
comprar; o quo n.lo acontecer logo quo
ditos ci insoiiliori s ou oulros interessados,
h i i o -i-i, 11 in {lulos sufllcienlcs por onde as-
.evtram, c que desles mesmos ttulos cons-
te seu prcvalccimenlo contra aos que pos-
suo do dilo meu engenho Universo. Anto-
nio Evaristo da Rocha.
JoSo Concalvcs Lucas Lisboa, embar-
ca para fra da provincia o seu escravo me-
nor, de nome Ansslacio.
-- Precisa-se de um portuguez, quo en-
tenda de plantarles e responsabelise-se por
um aitio porto da praca: na raa da Assump-
tSo n. 36, segundo andar.
Imposto de Soort.
I'or cal ra do gado, quo for consumido
no municipio do Becife, o arrematante ven-
do as freguezias de JaboalSo, S. Lourenro,
Muribeca e Varzea, juntos, ou separados: os
pretendentcs dirij5o-sc cum as habilita(es
oecessarias, a rua de Santa Rila, sobrado
DENTISTA.
J. Jane denllsla bem conbecido nesla praca,
n cen, iiiciiic chrgado da Pabia, tem a honra
de participar ao rcspcilavel publico, que se
acha de novo residindo nesta cidade rua Nova
9 primeiro andar, aonde sempre se achara
das 9 horas do dia ate ai 4 da larde.
Precisa-se de um minino poituguez,
do )2annos, para sala do padana : na rua
do Cotuvcllo n. 29.
-- Precisa-so lugar urna aira secca, de
bons costumes o drsrmpcdida, (vara urna
casa de pouca familia: diiigir-sc a rua das
Trincheiras n. 19, sobrado.
Companhia de Accionistas do thcatro d*Apollo.
A commiss^lo administrativa da mesma
companhia convida aos Srs. accionistas para
reuniSo ca assembla geral, domingo, fi do
Correnle pelas 10 horas da manba" no saino
do Ihenlro, alim do se proceder s I. n
o ao mais quo determinSo os estatutos no
art. I"esous .
U abaixo assignado como administra-
dor de sua mulher lialliina Custodia de oii-
veira, avisa a quem inlcicssnr que elle o
iiihco competente para iccehnr as dividas
quesoudu do Ruado Mauoel Furrotra lliniz,
perleucem ao casal do abaixo assignado c
que u i cnliiiiii coherduiro |olo qualquer
devodor pagar aquillo, que pelo \ou respec-
tivo formal do parlilhas Ihe nao locou ; o
para cviiar llovidas o quesles l.ico o pre-
sente annuncio.
tla'iocl de Rezendc Reg Barros.
Pnulo 4>algnnux, li nli-i:i c
frailee/* ntTcivfC sen pn-li-
V moa piililiro para todos As ti
* nii-i.n le. na iirollsso :
9 ptjidenr proeunulo n qual- Q
9 quer horn em sua rasa, na %
o rua largado Rosario, n. 86, (s>
* seumiilo iniliir. tt
9 ##! P - Roga-se ao Sr. T. C. o favor do man-
dar pagar a letra do 712,212 rs., saereda aos
31 de marco do 1848, e psgavrl aos 31 de
de/embro do dito anno, no engenho Ha-
(aiigaua, cuja letra velo acoa pandada do
urna caria quo dizia so cu no pagar no di-,
to
paso
Ud
do
le biario.
* Horacios latinos traduzidos por Elpino
Dnense, no ptleo do Collegio, casa do li-
vro azul.
Pichincha para o sapalclros.
Vende-so couro de lustro francez, pelo
Lotera do V. s. do Livraniento.
O caulclista Salusliano de Aquino Ferrei-
ra, faz scicnto ao reapeitavel publico per-
nambucano, quo as suas mu acreditadas
cautcllas da lotera de N. S. do Livramenlo,
barato preco de 2,000 rs., a pello: na rua que corre no dia 12 de julbo corrente, in-
Larga do Rozario o. S6, loja de miudezas de] fallivel, eslam exposlas a venda, na praca
JoSo Francisco Maia. I da Independencia n. 4, loja de miudezas ;
Leltc borato. ] na rua da Cadeia do Rccife n. 46, loja de
A ocia pataca, a garrafa do leito puro, lo-, miudezas ; no Aterro da Roa Vista, loja do
dasasmanhac?, ao p do thcatro de S. Frsn- calcado n. 58, e no dia 13 do corrente moz,
risro. junto do hotel rommeieio, oem Olin- pelas 9 horas da manhSa, at as 6 da tardo,
da na venda defronto da bica de S. Pedro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na rua Nova n. G, loja de.Maia
l'amos 8c Companhia, cxislcm al-
guna nucios, qnarlos c vigsimos
da lo eria do Sanlissiino Sacra-
mento do lo de Janeiro, a lista
deve cliegar a i5 do corrente ,
tamlicm se recebem em troca bi-
llietes premiados de i|ualt|uer lo-
tera do imperio.
-- 1000 dinheiro vista, vcn.le-so lencos
do seda para hombro de senhora 1,000 rs.
Rus nova Inja n 2 atraz da matriz.
A' Colombiez com loja n. > na rua noca
atraz da matriz, recebeo chapos finos da
ultima mola de Pariz. Vende a dinheiro
vista, nada de liado,
OOOCK^OpO-O: OCJOC
(} Aende-se um terreno com 91 palmos de g)
s frcnle, arvoredos de fruclos e chaos m
f\ proprios, dcvidldo cm tres partes, dous
j' ditos com 3l palmos de frcnle, e um w
C com 32 ditos tanibcm de frente, e tcm O
Q de cuinprido .|!ialrocciilns e vintertan- ^i
_ los palmos, junio do litio da senliora
II. Antonia C;.daval Pinto, na Iravessa <*
G 0 Ksiancia, eslas vendas sao para saldo de fV
q conlas com os credores : a Iralar com 11 ^
\ denlista c sangrador Jos Ancclcto, 7.\
*-7 rm sua Inl le haihcirn no lamo itos *^

Compras.
Compra-se urna escrava quo no lonha
vicios o nom a achaques, lendo as habilida-
des de cf purfeila Bmi;omadeira,uslurci-
ra o coznilioiro, no Reciforua da sanaila uo-
Nuva n. 7 dir quem compra.
Compra-so um selim usado : na rua
larga do Rozario n. 2fi loja de miudezas.
Compra-so um pequeo sitio om Bibi-
ribe, com rasa de laipa, al 400,000 rs.:
trata-se na rua dos Pires, casa n. 42
Compra-sn urna padaria com todos os
seis pertences e mesmo eseravos, sendo cm
bom lugar e estando bem afreguezada : uo
armazem do farinha de trigo no caes do Ra-
mos, ou annuncie.
Compra-so um por do pulseiras do dia-
mantes, poim qiiosirvsm para menina, c
tambotn una espada de bainha de ferio pe-
quena : na rua Nova n. 8, loja.
Compra-se a legislarlo llrasilcira, j
usada, de i.vn a i.s.'.n. anda mesmo fallan-
do um OU OUtrO volme.
-- Compra-so um tnolequo de 12 a 18 an-
uos, sadio o sem vicio, para o servido de
casa : na rua du Rozario larga, padaria 11.
18, que se dir quem pretende.
Compran:-se 2 lencos de lavarintn, de
caminan do liiiho : na rua du Trapiche 11.
17, em casa de Jos Teixcira Rastos.
Crinpram-so eseravos com ollicios de
Ierren o. carpintciro e pedreiro, assim como
molecoles o un .locas do 14 a 20 anuos, c mo-
cambas com habilidades : na rua do Colle-
gio 11. 25, primeiro andar.
Compra-se urna piet, tic idaJo do 40
anuos, puuio mais, ou mouus, quo soja ro-
busta, u que cozinho bem o diario de una
casa : na rua da Praia, armazem n 34.
-- Comf ram-se eseravos de ambos os so-
Xos, 1... 1 .i dentro e fra da provincia, lendu
bonilas figuras, paga-so bem : na rua das
Larangeiras n. 14, segundo andar, a qual-
quer hora do dia.
Vendas.
-- Vcndem-se um terrono com 100 pal-
mos da frente, e 500 do fundo na passagem
da Magdalena entro as duas pontos : um dilo
com 10T palmos do frente, em 20 de fundo
em Fora do Porta, abeira do mar. i- quem os
pretender dirija-so, quanto aot. a Jos An-
tonio du Olivara na piacinlia do I.vi.mien-
to loja de fazendas n. 57; e quaulo ao 2. a
Jos Bernardo de Souza junto da igrejt de
N. S. do Pillar no mesmo lugar lora de
Portas.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos vintc cont* de rls.
Na praca da Independencia luja de miu-
dezas n 3quevolta para a rua du Queima-
do e Crespo, vendo-so bilhetes mcios quar-
los, oilavoa, vigsimos, da leluria nona a
beneficio do lliesouro pnblico, o na mesma
loja ye amoslro as listas das que j cor-
rrSo.
Vende-se tinta em garrafas do superior
qualidade: na rua larga do Rozario n. 26
loja do miudezas de JoSo Francisco Mais,
dentista e sangrador Jos Antcleto,
em sua loja de haibciro no lai(;o dns
O pialro cautos, junto da igicja do Ro- v
@ zatio casa u. 7. 0
Vendem-se, na loja n. 2, da rua rvovo,
meias do algodilo pelas, compridaa o cur-
tas, a 80 rs., coda par; bicos de liiiho, a 100,
80 o 60 rs., a vara ; ditos prctas, a 120, 100
e 80 is a vara.
-- Vonilcni-se superior qneijos doseito,
a 400 rs.. a libra : nos (.lualro Canlos da
Boa Vista, venda n. 1. Na mosnia precisase
de um minino para so opplicar a negocio,
sen lo dos (llegados do Porto. 011 mesmo
nacional, p rom du fra da cidade, sendo
bom educado.
Vendem-se S eseravos possanles o de
todo servico, por proco commodo : na rua
da Cloria, sobrado de um andar n 7, qfle
foi do AdriSo.
Vendc-sc urna mnlatinba muito alvi-
nlia, de lOannos, que cozo soTrivcl ; urna
preta insigne engommadeira c rosturcira,
borda, faz bolinhos o doces de todas as qua-
lidadcs, para fra da provincia ; 3 prctas
que ongommam orozinham sofl'nvel ; 2 di-
tas boas quitandeiras o quo lavam ; 3 prc-
tas do 20 a 30 anuos, para lodo o servico :
na rua da Cadeia do llecife n, 51, primeiro
andar,
Vende-so os seguinles livros em se-
gunda mBo o om bom estado por preco m-
dico : LcgislacSo Portugueza de 17511 a Iftil
em 12 vols., ropertorio da mesma em 2 vols ,
dito das leis extravagantes em 3 vols., dito
las ordeiiaces do reino cm 4 vols., asien-
tos da oasa da suililicacSo l'vol., tratado
das ubrigac'S por l'othior 2 vols, Mello
Freir, insliluies de diicilo civil 7 vols ,
Pereira de Carvalho prosesso orfranolopieo
s doulrina das secos
s medicina legal 1
al de appcllacoes o
gesto portuguez I vol.,
orilenaccs do reino 3 vols., VolUirc poezias
I vol., Watel direitodas gentes 1 vol., Mal.
tliiis principios dcecunomia poltica 2 vola.
Say, cronomia poltica 3 vols o federalista
por 11 milln 1 vol., memorias do Constant
6 vols, Tilomas Paine sobro poltica o le-
gislacSo 1 vol., o o manual du cidadao por
S. l'inheiro em 3 vols. cm brochu ra : na rua
do Rangcl n. 60 de urna hora da tardos
sois.
N Lwrnmcnto. Acha-se um completo soi ti men-
t do miudezas linas, como soja luvas do pe-
lica prctas, cor do rana, o brancas, tanto
para hoiiieni romo para stoliores, ditas de
trocal prelas a 480 rs. o par, o Lio com dedo,
dilas de lio da Escocia muito linas e do cor
a 6U0 rs ditas brancas incofpadas proprias
para cavallciros a 4S0 rs., I ico do seda e du
linlio preto c branco de ludas as larguras,
meias azuos a 160 o par, primas para violilo
a 100rs.,chfutciras multo lindas a 400 rs.
cada urna, Torrentes para relogio mullo li-
nas a 500 rs. rada urna, r.i| pnnccza do
Itio a 600 rs a libra, c oulras muilas fazen-
das que se achilo patentes aos ficguczcs o
por mecos do quo em oulra qualquer parte.
Vciitlc-sc eseravos bni'ntos mocos e
de lionilns fisuras, v uo se (irrui-
dlo os detritos robendo-se (lelles.
Negros mocos que servem pura- qualquer
scivi(0 pesado : um dilo pa leiro, um boni-
to molato c quo entende do boliar, negras
moc s com habilidades, o.sem ellas; negro-
tase negrinbascalguits prelos de mei.i ido-
de que se vendem DarallSSimo: na rua das
Larangeiras 11.14, segundo andar.
DIaefc Tea.
Orasuperioi quslily is auld si n. 5 : na
Iravessa da Madre de fios.
Aos 3oiooo8oOO de rs.
A ellos 111c sio poneos e premiados
N11 rUtt Nova 11. (> de [Mala Itomos
& c. existe mu pequeo resto de
ltelos bilhetes da lotera do S. Sarramcn-
I do Rio de Janeiro, assim romo so avisa
aos amantes deste jogo que eliogaram no-
vos bilhetes "la lotera do thealro do S.
FnncilCO, enjas listas deveram cliegar cm
17 do corrente.
luteressa aos Srs. de engenho.
Vende-se un alambique novo (era dis-
lilCo ronlinua, segundo o syslema de 11'-
rosne, cujo apparcllio tanlo Seivo para fa-
zer agoaidcntc como cspiilo at 40 graos,
o que milito cenvem aos disliladores e Srs.
de ougenhos, poique podem variar a disti-
laco dcstes productos conformo convicr,
Vista de seus procos no mercado.
F.sto apparclho do dislilaco lio o mais
porfeito quu so conhecc al hoj'), poil offere-
ce grandes vanlagcns sobro os oulros sysle-
iiii..i de lambiqucs, porquanto no precisa
d'uma gota d'agoa para dislillar agoar-
dcnle, porque condensa os vapores e res-
fria-os por meio da mesma garapa que tom
de di-lillar, o por rsnseguinln gasta menos
combuslivel, por isso quo as garapas quan-
do chego as esldeiras j se ach5o em esta-
do de cbulicSo : o seu processode distila-
efio be rpido, eo aproveitamento do liquido
submctlidn ella he o mais complete quo
se pode desojar, e os seus productos silo de
superior qualidade, pois no apresentam o
chairo c sabor dessgrsdavel (cm fyreuma-
lico) que he 13o commum em nossas agoar-
dents.
A tratar na Iravessa da Madro do Uoos n.
advete-so quo no so duvida fazer ne-
gocio a prazo, ou a troco do agurdente ou
espirito, com a competente soguranca.
Vende-se urna casa terrea, na rua da
Manguoira, na Boa Vista n. 30 ; urna negra
eozinhoira, e a obra do 1'ernauilnico: na rua
Direila n. 14.
principia a pagaras caulollas premiadas, na
praca ila Independencia numero 4, loja do
miudezas du Fortunato l'cicira da Fonseca
Rastos.
Guarios 2.600
Quintos 2,100
Decimos 1,100
Vigsimos 600
-- Vcndc-su farinha do mandioca muito li-
no, cm saccas de bom tamaito, chegada
ullimamenlu do llio.de Janeiro: na bem co-
nhecida venda n. 16, que foi do Nicolao Ro-
drigues da Cunha, sita no palio do Hospi-
tal, ou na rua de S. Francisco, o na rua do
Rozario larga, venda n. 39, sendo o proco
menos quo cm outra qualquer parto.
A IS.11111 i--., a prca.
Na Inja n. 5, da esquina quo volta para a
rua do Colicu, veu.iom-se riscadinhos de
cores lizas, pelo barato preco de 4,500 rs., a
peca, assim como casimiras do algoJSo, a
1,800 rs., o corlo.
Vcndom-sc os molnores quejos ltima-
mente chegadoa a l,4i0c 1,280,Rraxa em la-
linhas dos molhorcs fabricantes a 140 rs. Na
venda da quina da Penha por dehaixodo
sobrado do Sr. brigadeiro Joaquim Ber-
nardo.
Corren tes de aro para reoslos a
5oo rs"
Ilcrliogado c aelia-se venda na nova lo-
ja du miudezas da tabulla cm lenlo do Li-
vramenlo as modernas corrcnlos do ac a
5011 rs so bnralissimas, a ellas rapaziada
anles que so ratiem, na mesma se vendo
acreditada grasa rm lalinhas a 140 rs.
.V'i cnia de rainmiita de eseravos da run
1I11 Cruz do Ilccje .6 1. aviar. Vcndem-so
5 eseravos, sendo duas prrtascnoulas, urna
do 18 anuos rom bonita figura sadia para
todo o servico do rasa, unir de 20 annos
rom ti 111:1 cria de tos ir.czes, ruzinheira, la-
vadoiio e boa qiiilaiiileira, 3 prelos bonitos
dous de Mossamblqoe com 24 o 25 anuos,
sadios, bons tralialhadorcs de armazem do
assucir, e um dito do Angola com 40 anuos,
canoeiro e trahalhador do envida.
Veudc-sn urna casa em Olindanala-
deira da misericordia com duas salase cinco
quartos cozinha lora trunco na frente o
atraz, bom quintal. A lratar*na sua da Cruz
do Rccife n. 6 1. andar.
Vende-se urna escrava parda do 20 au-
nos com um filbo do dous mozos com mito
bom loile, muito boa cnsiuhoira, cozo lava
o engomma, c sem vicios o muito lid, o quo
so pdealliancar, o motivo da venda se dir
ao comprador. Na rua do Cullegion.4.
Cnssasc ('hila-,
Cassas ftanrezas muito linas a 720, chi-
tas ditas a 360, mantelletcs furtacurrs e
prelos muito ricos chapeos do palba paia
senliora, abortos e fechados muito linos,
lanlernas do vidro casquinlio-o brouzeado
todos os taannos, o muito baratos, ence-
rado para mesas, linos sacos para viagem,
coi tes do vestidos para noiva, capollas llor
do laranja, bico blondo, meias de scda,e
luvas de pelica. liua nova n. 10.
Sabio luz a traducc.lo de um dos
mais bellos opsculos do I.miniaos, quo
bom se ple chamar o- Vade mecum dol'o-
vointitulado A osrravido moderna (I
nobre lim do aulor lio fazer ver eos povos, q'
o nico meio de conquistaren! o seu diroilo
esta om cumprir religiosamente os seus de-
veres.
- Vende-se cm Sauto Antonio no palco do
ColleglO na loja (lo livro azul, o na Boa-vista
na botica do Sr. Carneiro. Preco 320 rs.
Vendem- se dous sitios no bairro dos
Afiog.dos em a rua do S. Miguel, leudo um
dclles boa casa de vivenda, bstanles arvu-
res de fruto lugar para ter vaccis c outro
menor com boa cacimba, blanla docapim
o arvores de frueto: Tambcm so permuta
rio dous sitios por algum subredo nesta
cidade aquello quem oouvierdilo negocio
dijija-so a Francisco do Paulo Correa do A-
raujo 110 engenho Pocla freguezia da
Varz 'a.
-- Vcndcm-sc 2 duzias do cadeiras do pao
do i I n, muito cm conla, c com assento do
pa Un lia : na rua Augusta, casa delimito d 1
de o. 18.
~ Vendc-se urna parte do urna casa de
sobrado, em nina das mcllioros ras do bair-
ro de S. Antonio: trata so com o corretor
geral Miguel Carneiro.
Vendem-se sopoiiores o verJadeiros
charutos da llavana, por proco' commodo :
no armazrm do rorrclor Miguel Carueiio,
na rua do Trapichen. 40.
Vendc-se una grand! casa nova, do
pedra ocal, com bastantes commodos : na
Passagcm da Mapdalona, a tratar com o cor-
retor Miguel Carneiro.
Attenefio.
No bairo do Reolfe rua da Cadeia loja 11. 63,
cpiiliuuasc a vender, tanto em caiaaa comu
cm libra, as iiiclliorcs c mais acreditadas vcllas
de cera vegetal de carnauba ; nao s pela 1-
ccllonlc lu que dolas resulla, como pela apu-
rada pcrfricu com que so feila, no Aracali,
pelo mcllior fabrcame da quilla cidade,
Peca de chita, a I ......rs:
Na loja 11. 5, quu volta para a rua du Col-
legio, vendom-se chitas da corcs,-fiulo I11-
rati preco do 4,000 rs. a peca; pao fino
prelo, a 3,200 rs. o eovado; chapeos de sol
dosoda, a 5,000 is. c outras nimias Cucu-
llas do bom gosto o mullo baratas. ,
Vemlem-se 4 lindos moloques do 8 a 18
anuos, sendo um ptimo sapaleirn, como
pelos do 20 a 30 unios, um coznliciro, ou-
tro oleiro o um sapalciro ; 2 | ardos de 21 a
llil anuos, sendo 111:1 sipateiro o que tam-
il im Imliillia docarpiua; 3 pardas do 16 a
24 annos, com habilidades, sendo una pro-
pria para ama de casa ; 6 | rolas algumas
com habilidades, c oulros para todo o sor-
vico : na rua du Collegio 11. 3.
Vcode-sc um selim o mais arrcios, pa-
ra um cavallo, por commodo preco : na rua
do 'tozario larga, venda n 46.
Vcudc-se um inolequo pee, do 20 an-
nos, som deleito e minio babel : na rua do
S. Rita,.- .lo o., 1 11,14.
Por liarallssimo preco.
Nos quatro cantos da rua do Uuoimado,
loja n. 20, vcndem-so briui pardo escuro
do puro linlio, por 600 rs., a vara ; dilo a-
marello da uielhor qualidade possivel, a
640 rs., avara; corles do cambra ia bran-
cos, com 6 varas, a 1,000 rs., o corte; len-
co do cassa brancos, a 200 rs. ; cobertores
de pura lila, a 1,200 rs., sendo em porcSo, e
um 1,500 is. ; pecas do madapoln cum lo-
que deavaria, a 2,000 rs.; pecas de cassa
do quadioi e listras, pelo diminuto preco
do 1,920 rs., e a vara, 240 rs., e oulras mui-
tas fazendas, por precos com mo los, que s
a visla se pdem admirar.
Vende-se um le reno com 154 palmos
de fundo o 96 do frente, o qual delta para o
largo (festinado para a nova prc na rua do
Brum, voltarna travesado Viaire,assim
como ircscjixoesdecasa, no fuudodo men-
cionado barreno, coro fronte para a mesma
ravessa. Trata-so esla venda na rua da
Cadeia do llecife loja n- 7, ondeosaa-eten-
deotes, depois de haverem examinado, po-
dero dirigir-se.


./
X 2,(1(1(1 I-. 11 llCClllllU.
Na lojt di rui do Quritnido n. 3, defron-
to do bccco do Peixe Frito, vendem-so pe-
cinlias de cassa cbita do multo lindos pa-
dres, pelo baratissimo preso de 2,000 rs. a
prcinhil, dar-te-bo amostras com o com-
petente prnlinr.
Deposito da fabrica do Todos os
Santos na Balita.
Vcnde-e, em casa deN. O. Bieber&C. ,
na ra da Cruz n. 4, algodSo transado da-
quolla fabrica, muilo proprio para saceos de
assucar e roupa de escravos, por preso com-
modo.
t-'iuicn mi -eluda a 28o,'is. o
corado.
Dcfionlc do bccco do Pclic frito n. 3, vnde-
le ganga meiclada de qualro palmos reforja-
dos de largura pelo baratsimo preco de qua-
11,i /< viales o covado, esta fazeuda he recoui-
iiicndavcl nao t para jaquelas e calcas, como
umbrm para palitos e casacos.
- Vendcm-se 4 molecotes, do idade de
16 a 20 annos, bonitas liguras, sendo al-
guna de servico de campo; 1 dito de mcia
idade ptimo para qualquer sitio, por preso
rommndo ; 1 lindo molalinho de excellen-
te conducta, de idade de 16annos, oplinio
para pagom ; 2 negrotas creoulis, do idade
16 annos ; 3 escravis mocas de todo servi-
do de casa : na ra Uireita n. 3.
(^era de carnauba.
O iii.ii. superior que lia neste geucro, ven-
de-se em porcao e a relalho : na ra da Cadcia
do Rccife, loja n. 50 de Cunta Se Ainorim.
Arados amencanes. <
' *
Vcndcm-se arados americanos ver-
%> dsrieiros, ebegados dos Eslados-
i> Huidos : na ra do Trapiclic n. 8. tMAAAA fi h hit.'- 'i A U ft
Cera (Ir c n en i tiln.
No iij ni.i/em de Domingos Rodrigues de
Andradoc< Coapanliia, na ra tlosTanoei-
ros n. 5, vende-so superior cera do carnau-
ba, ltimamente vindas do Aracaly, em
porcao e a relalho, por menos preso que
em outra qualquer parte, assim como sola e
couros miudos.
ii .i nuil a lio ptima qualidade, em latas grandes e
pequeas, em porcSo ea relalho, sendo a
320 rs. a libra da primeira sorlc, e por mo-
nos as qualidadcs inferiores : na ra do
Crespo ii. II.
Vende-so ou arrenda-sc, urna casa de
pedra c cal, sita no Monleiro, com terreno
para plantar c com arvoredos de frncto, por
preco eommodo-. tiata-se na ra dasTrio-
rheirss n 48, primeiro andar.
Vende-se um bonito moleque, de ida-
de de IG a 18annos : no Aterro da Boa Vis-
i.i|n. 6, primeiro andar.
Vendem-se selins inglozes elsticos,
ditos com borranbas, ebegados agora : em
casa deGeo: Kenworlhy Companhia, na
ra da Cruz n. 2.
Vende-se urna escrava de idade e de
nac,.1o, boa lavadeiri e cozinheira : na ra
Imperial n 7.
Deposito de cal e potassa.
No aimaicn da ra da Cadeia do Recite n.
12, ha milito superior cal de Lisboa em pedra,
i -mu como potassa chegada ltimamente a
preco muilo rasoaveis.
6> Algodiio pura -liceos. s>
> Vende-se muito bom algodiio para *>
f saceos de assucar, por preso comino- >
k do : em casa do Kicardo Itoyle, na *
4 ra da Cadeia n. 37. t>
99^999'-ti99 9&9>:9&m9.9*
Lotera u bendico vruilicnto.
.1 .1.111111.nuil de rs.
Na loja de miudezas da l'raca da Indepen-
dencia n. 4, vendem-sc bilhetes inteiros, a
10,000 rs. ; mcii ;s, a 5,000 is. ; quartos, a
,600 rs.; decimos, a 1,100 rs., e vigsimos,
aliOOrs., corro nodia I- Jo lu I lio.
iii-i o- de pinto.
Fresqusimos a muilo macios queijos de
prolo, vendem-so por preso eommodo : na
na da Cadeia to liecife n. 1.
Vendo-so a taverra i). 8, da ra do
liangel, muilo afreguezada pira Ierra o pa-
ra o mato, c muilo vantajos, nflo f pela
elegancia da armis3o, como por esta per-
tencer a casac ser eommodo o alugucl: tra-
la-se no mesmo eslal cleciinrnto.
CERA EM VELAS.
Vendcm-se caixas com cera em
velas da mais superior que ha no
mercado, fabricado em Lisboa e
no II o de Janeito, sorlimentos ao
j>oslo do comprador e por preco
mais barato do que em outra qual-
quer paite : trata-se na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, com
Machado & l'inheiro.
./illencao.
Vendcn-sc pessas de chitas superiores que
nao desbota ni. a 0,010 rs., (.500 rs. e 7.U00 rs
em covados, a 100, 180, c ?00 rs. ; chita larga
Iranccia muilo lina, a 2X0 rs. o covado pes-
sas de madapuliio lino, a 3,.'>U0, 3,800, 4,000,
4.500 rs.; c mullo lino, a !i,000 rs. pecas de
de cassa para babados de 10 jardas, a 2,-iOO rs..
i mirs ili i .imliLiia do ullimogoslo.de salpico,
a 5,000 c .0,000.; brclanlia de linho a jGO c
mu t., a vara superior cortes de casimira
ltela scliin, pelo dcmiiiulo preco, de 0,500 rs.!
ditas decores, multo linas, a 0,000, c G,5"0 rs ;
corles de gaubreons, fazenda de mima dura,
pelo diminuto preco, c i.GOOe 2,000 ra cada
corte decalsa ; riscado de linho muilo lino, a
320, c 3U0 rs, o covado ; fianklim prclo pelo
desgranado preco de 4( rs., o covado ; meri-
no prclo, a 2.000, 3,500, e 4,000 rs. | c oulras
mullas hiendas por preco baralisiimo, c para
crdito: na loja da estrella na ra do Qucimado
n. T, couifronlc ao beco do pcixo frilc.
dita re olhudas, ditas'de cve trinchada, di-
tas de senoura amarellas. ditas de chicoria, di-
tas de coentro de toceira, ditas de salsa, ditas
de tomates grandes, ditas de repolbo, ditas de
espinafre, ditas de pipinella, ditas de aino,
feijo, carrapato de tresqualidades, crvllhas
tortas c dlreitas, rabanetei encarnados c br-
eos : na ra da Cruz n. 46, dcfronlc do I ir.
Cosme. Naiuesma casa vendem-se queijos In-
glezes mullo frescaes.
Cambalas le seda, a O.ooo rs.,
o corte.
Na loja de Colmarles & llenriques, ra do
Crespo n. 5, que volta para o Collegio, ven-
dem-se ricos cortes de cambraias do seda,
pelo barato preso de 6,000 rs o corte, esta
fazenda he de gostos inteiramente novas.
Arados de ferro.
Na fundsSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Moriida- superiores.
Na fundiso de C. Starr & Companhia,
em s.-Amaro, acham-sea venda moendas
de i anua, todas de ferro, do um modelo e
construccSo muito superior
l'u/.ciida por a uctadc Ir sen va-
lor, na ra lo Crespo n. 6.
Cortes de chita finas, com 12 covados, a
1,920 rs-; dito do cassa chils, a 2,400 e 2,800
rs.; chapeos do maca pretos. a 800 e 1,000
rs.; cortes de brini listrsdo de linho puro,
a 2,000 rs.; alparka de cordSo proprias para
casacas c sobrecasacas, a 800 rs., o covado
c militas imtras fazeodas baratas: Da loja
cima referida.
Vende-se superior cognac velho, em
barris de 12 a 24 caadas : na rus da Cruz
i/. 55, casa de J. Kellcr Companhia.
Vende-se gesso em barricas, viudo no
ultimo navio ebegado de Franca, lendo ca-
da barrica 20 arrobas pouco mais ou me-
nos : na ra da Cruz n. 55, cesa de J. Kel-
ler 6i Companhia.
iiombas de ierro.
Vcndem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Urtim ns. G, 8 e 10,
fundicao de ferro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assiin como americanos
com cambo de sicupira e bracos
de ferro ; na fundirn da ra do
liriim ns. 6, 8 e io.
Vendse na travessa da Ifa-
9 (I i (-(!( !>( (i- II. 5, clin i*i I" t>
4 le superior quulidudo.e litin- _
4 lie ni ihia l".i na (I (i pona lira n cu.
4) Esta qualidade de cha est sendo gc-
4 ramente preferida ao cha verde, ou pc-
A lo menos fazendo-se uso dclles niistura-
, dos ; c isto em virtudc nao smenle do
5i scu agradavel aroma e sabor, com por-
f (|uc he boje iiiconlcstavclnicnle reco-
J nhecido, ijue o cha preto nao ataca o
4) 5ys(ema nervoso, ao iiicsiuo lempo, que
9 possuc (odas as qualidadcs benrlicas do
-4 cha verde,
CIIAXA ECONMICA EM MASSA.
Do insigne fabricante americano, James Ma-
sn. A sua composicao he feila de proposito
para lustrar com agua c conservar o lustro,
lano de invern como de vero; a grande
vantagem que ha nesta grana he a conservaco
do calcado, c lustrarein-5C os sapalos ou bo-
tina anda mesmo molhados, c una pequea
lata aturar mais deque tres boides ccustar
menos do que um. Vende-se em barricas,
ou por^ao de duxias, no armatem de Vicente
Va reir da Cosa, na ra da Madrc-dc-Dcos.
ntigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova cm pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
.Venem-se as seguinies sc-
incntes:
.l.-.ilios, ditas de ditas inglesas, ditas de r-
banos encarnadas, ditas brancas, ditas de ce-
blas de Selubal, (Illas de alface allamaa,
Vcrdaileira (enebro de Hollando.
Uhegou resentemente urna pe-
quea porcao de genebra, de su-
perior qualidade vende-fe por
preco eommodo : na ra do Tra-
piche Novo n. 6.
-- Vende-se o mclhor caf moido c sim-
ples : na padaria por baixo do sobrado 11.
106, na l'i .11,11 da Santa Cruz.
Vcndc-se faiinha de S Catharina mui-
to superior, por prcc,o eommodo a bordo
da polaca N. S. do Carmo, fundiada defron-
to 1I0 Caes do Collrgio, ou a tratar com
Francisco Alves da Cunha o Maoocl Jos de
Souza Cameiro.
L'azenda mais barata do que em
outra parte.
Coberlores de algodo escuro para qiiem
leni fri a 720 rs. cada um, cortes de briin
branco trancado de linho puro a 1,800 rs., di-
tos escuro a 1,000 rs. o corte, riscados de li-
nho a 220 e 320 rs. o covado, riscado de algo-
do trancado muito cncorpado proprio para
escravo a 180 c ?00 rs. o covado, picote a 180
rs. o covado, zuartc azul de 5 palmos de lar-
gura a 240 rs. o covado, dito de cor a 200 rs. o
covado, riscado francez muilo finos a 240 rs. o
covado, chita para cobertas de cores lijas a 200
rs. o covado, dilas para vcslidos a 100 c 180 rs.,
cassa chita cores fixas a 440 rs. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 rs. o covado,
rraWs de cassa de quadros para babados c cor-
luiauos de cama com 8 varas c mcia a 3,400
rs., chapeos de massa para cscravos a 480 rs.
ada um na ra do Crespo n. ti.
I.cleiia ufa ver da i g; reja de N. S-
do Livi'amento.
No atierro da Boa-Vista loja de calcado n. 58,
vende.se os rnuitos afortunados bilhetes, lucios
e cautellas, da lotera a favor da igreja de N.
S. do I.ivramento cujas rodas correm no dia 12
de julho do correte anno lnfaiivelmenle ; e
na un mu 1 casa venderao-se da lotera da
Matriz d Boa-Vista os seguinies premios viges
linios n. 44805:000(1 rs. bilhetes inteilos n.
37942.0000 rs. 11. 3032200,000 rs. mcios bi-
lhetes de 11. 28601 000/rs. 11. 0511200,000 rs.
2828 lOO.OCO rs. c rnuitos ns, com ospremios
de 50,000 rs. 20,000 rs. 10,000 rs.
Hilbeies 11,000
Icios 5,500
Quartos 2,000
Quintos 2,100
Decimos l.ioo
Vigessinios 000
Potawn ifn Rumia.
Vendo-te potassa da Itussia, rvecntamen-
to chegada, edo muito superior qualidade ,
na ra do Trapichen. 17.
Vendcm-sc relogios de 011-
ro c piala, patente inglez : na ra
da Scnzalla Nova n. 4j.
Tecido de nlgodao trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rtia da Cadeia n. 52,
vcndcm-se por atacado duas qualidadcs
proprias para saceos de assucar c e roupa
cscravos.
Tal xas pura enscnlio.
Na fundifo de Ierro da ra do llrum,
acaba-se do receber um completo sortimen-
lo do taixas do 3 a 8 palmos de bocea, as
quaas acham-se a venda por preijo eom-
modo, o com promplidSo embarcam-se, ou
carregam-su em sarros sem dospezas ao
comprador.
Moinhos de vento
com bombas de repucho para regar luirlas
d baixas do capim : vendem-se na fundifiio
do Bowman & Me. Callum, na ra do llrum
ns. 6,8 e 10.
Vendem-se amarras de ferro: na ra
da Senzalla nova n. 42.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
I1UA DA SENZALLA NOVA X 42.
Neste estabrlecimcnto conti-
na liaver um completo sorti-
menlo de moendas o mcias moen-
das para engenho, machinas de
vapor,
panhia, nal ruada Cruz n. 55, acha-so a ven
da opxccllenloi; superior finito tlr Bu-
celia, cm barris de 5.', be multo recom-
mendavel as caaas rstraogeiras, tomo ex-
cedente vinho para pasto.
Vendem -se na travessa da M<.r)re
Dos n. 5.
Erva matle. .
Fumo em folha.
Ferinha de mandioca.
Gigos de garrafas prctas e
brancas.
Hullias para ditas.
Ancoras de peroba.
No ariiiazcm da ra da Moeda n. 7, con
linua-sc a vender saccas com superior colla
das fabricas do ttio Uraudc do sul, c oprc(o
em coma.
aj-- Continua-sc a vender ngoa de Tazer ao
cabellos e suissas prelas: na ra do Queimdo.
leja de ferragens n. 31.
Vende-se
Arroz de casca,
Farelio novo,
Cha preto,
Chumbo de munico,
Cimento,
vende-se ludo por precos commodos : no
armazem de J. J. Tasso Juniur, na ra do
Amorim n. 35.
Cal virgem em pedra.
Chegada de Lisboa pela barca Margarida, ven
de-sc no arinaiem de Silva barroca, ra do
Itrum n. 20.
4
< Deposito de tecidos da labri
':> ca de Todos os Santos,
na liahia.
i* Vendo-se cm casa do Domingos Al-
'if ves Matheus, na ra da Cruz do Re-
cife n. 52, piimciro andar, algodSo J
w transado daquclla fabrica, muilo pro- S
U*" prio para saceos e roupa de cscra- 3
J vos, assimeomo lio proprio para re- jg
S des de pescar e pavios pare veilas, ^
^ por preco muito eommodo. <
Agencia de Edwin Alaw.
Na ra de Apollo n. 0, armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, acha-se constanleuienlc
bons sorlimentos de taixa de ferro coado e
balido, lauto rasa como fundas, moendas in-
ciras lilas de ferro para aninaes, ago, ele-,
ditas para armar cm madeira de todos os ta-
manhos c modellos o mais moderno, machina
horisonlal para vapor, com forja de 4 eaval-
los, couco), passadeiras de ferro eslanhado
para casa de pulgar, por menos preco que oz
de cobre, escovens para navios, ferro ingles
tanto em barras como cm arcos folhas, e ludo
por barato preco.
Vende-se|um grande sitio no lugar do
Manguind, quo Mea defronte dos sitios dos
Srs. Carnciros, com grande casa de viven-
da, de qualro agoas, grande senzalla, co-
chciPa, estribara, baixa de capim que sus-
tenta 3 a 4 ravalos, grande cacimba, com
bomba e tanque coberto para banho bas-
tantes arvoredos de fructo: na ra da Con-
cordia,primeiro sobrado novo de um andar.
( iij a radical.
Do crvsipclR e iheumalismo, com encim-
en, mi oui ella, seja enligo, ou moderno,
preservativo contra roturas n quobraduras,
e modo de fazer seu uso, cora radical dos
teslicolos, sem sofrer opera(3o, nem dor
alguma, cura radical dos escrotos, sejam
carnosidades, erysipelas, ou hydrocclcs ( a-
goss), os remedios para todas estas moles-
tias : vende-se smente no Rio de Janeiro,
na ra do SabSo n. 27, e em I'einsmhueo,
na i na do Collegio n. 18, botica de Peixoto
o; Pinto, acompanha os ditos remedios a ma-
iiiia de fazer seu uso e dietas quo dovem
ter os pessoas quedollcjfizerem uso.
- Vende-se larclo de muito boa qualida-
de, em saccas de 3 arrobas, vio.lo ultima-
monte de Lisboa, na hinca Ltijeira : na ra
do Trapiche n. 17.
travessa da Madre de Dos n. 5,
acham-se a vena nova porcao de
garrafes de verdadeira agurden-
le de cana : quem se quizer pro-
ver desta boa pinga, faca-o quan-
to antes, que a safra se esta lin-
dando.
Vende-se cobre metal ama-
relio e pregoi para forro de navios; vende-se
Eor preco eommodo, em casa de A. V da Silva
arroca, ra da Cadeia do Rccife n. 42.
*
? Na loja do sobrado amarillo, nos m
$ Uuatro Caolosdama doQueimadon. ?>
? 29, vendem-se gutrdanapos de Gui- tal
9 marSes, a 3,600 e 4,000 rs., a duzla. aB
m%*
Vendem-se, por preciso, 2 moradas
de casis terreas, de pedra o cal, feilas a
moderna e em bom estado, sitas na povoa-
co dos AITogados, -cui>a casas sSo muilo
proprias para se eslabelteer em commercio,
a vista da localidade das mesmas : trata-se
na cata das aferi^oes, ra do muro da l'c-
niia n. 4.
Uil hete- lo Rio le Janeiro.
AOS 20:000,000 de as.
Pia loja de miudezas da praca da Indepen-
da n. 4 vende-se bilhetes inteiros, meius,
buartos, ollavns e vigsimos a benecio da II.'
I" ir ra do Saiiiisflnio Sacramento do Rio de Ja-
neiro que bade ser extrahida a 23 do corrente:
na nicsnia loja recebem-se bllhelcs premiados
da lotera da Matriz da Boa Vista em troca dos
que tem venda.
IIilhele- lo Rio de Janeiro.
aos 20:000,000 rs.
Na ra estreila do liozario, travessa do
Queimadn, loja de miudezas n. 2 A. de Joa-
qun; Francisco dos Santos Mais, vendem-sc
os muito afortunados lx I heles, meios, guar-
ios, oitsvos e vigsimos da 11.' lotera do
Saui-.-imu Saciaiiicnio, ri'i'rlirm-si' em pa-
gamento bilhetes premiados de outras
quaesqoer loteras do imperio, alm dos
muilos premios,qno esta casa tem vendido
quo o proprietario tem deixado de aiiniin-
ciar, vendeu ltimamente das casas da ca-
ndado o meio bilhele n. 4,685 com I 000/
e dous oitavosdo ns.1,852 com 400# cada 1.
Casa de cotnmissSo de escraves.
Vendem-se escravos e recebem-
se de commissao, tanto para a pro-
vincia como para fra delta, para
o que se offerece muilas garantas
a seus donos : na ra da Cadeia do
Uecifen. 51, primeiro andar.
VCnilee a |iicc(i- commodos.
Cera de carnauba do Aracaly, velas de
dita dito; couros de cabra, boa qualidade e
Srendes; penas do en; espsnsdoros; ro-
es de marca, superior qualidade ; genebra
de hollanda cm frasqueiras; excellento vi-
nho moscatel do Setubal ; vinho superior-
zissimo Madeira ; dito dito Porto, feitoria ;
dito Cherry; queijos de prato, e tudo quan-
to ha de bom em gneros : na ra da Ca
deia do Rccife n. 23
i ai a curar da phtysica em todos os seus
differenlcs graos, bu motivada pnr consti-
pares, tosse, ssthma, pleuriz, escarrosde
sangue, dr de costas e pcitos', palpitadlo
no cr wjn, coquoluchc, bronchilos dr
de garganta e todas as molestias dos or-
glos pulmonares.
Do todas as molestias que por heranr;a fi-
camao corpa humano nenhuma ha quo
mais destruitiva lenha sido, ou quo tenha
zombado dos esforpos dos homens mais
eminentes em medicina do que aquella
que he (.'('ramenlo conhecida por moles-
tia no bofo, lim varias pocas do so-
culo passado, tendo-sc olTercCdo ao publi-
co (liilerentes remedios com attcslados das
extraordinarias curas quo elle tem fcito ;
porcm quasi quo cm lodos os casos a iluso
tem sido apenas passageira c o doenlc
loma a recahir cm peor estado do que!se
ochava antes de applicar o remedio t.io rc-
commendado oulro tanto nSo acontece
com es le extraordinario
Xaropc de bosque.
Novacs & Companhia', os nicos agentes
nesta cidade provincia, o nomeados pelos
Snrs. R. C. Yates & Companhia*, agentes
geracs no Rio-de-Jsneiro mudaram o do-
posilo desle xarope para a botica do Snr.
Jos MariaC. Ramos, na ra dos Quarlcis,
n. 12, junto ao quarlel do polica, onde
sempre acharo o nico, e verdadeiro, a
5,500 rs. a garrafa, o a 3,000 rs. mcias gar-
rafas.
Unin e barato.
r Ra do Passclo Publico loja n. 9, de Albino
Jos Lelle, vendem-sc ricos curtes de mela ca-
simira escuna a 1,400 rs.,cbaprjos deso de
panninho com barras de ultimo gosto a 2,500
rs., ditos de ditos grandes com algum mofo a
l ,000 rs., chitas linas com loque a iBO rs. o co-
vado, dilas a 120 rs dilas para cobertas a lOO
rs., riscados francezes a200 rs., ditos monslros
a 200 rs cambraias da India bordadas a 400
rs a vara, lencos de seda para mao a 1,000 rs.,
ditos brancos de blco a 320 rs., ditos finos a
480 rs., ditos de vapora 201 rs.,challes de chi-
ta a 040 rs., riscado de linho aiul c de cores,
mludlnhos a 320 rs. o covado, grvalas de sc-
lini de cores a i,5on rs., lencos linos encarna-
dos, eslampados a 400 rs. Chrguein freguez.es
que as pcclnncbas sao boas, a ellas antes que
SC acalmo.
I'(i(a--a nacional.
4 Na loja do sobrado amarello, nos Sj
4 Qualro Cantos, da ra do Qucimado 9
9 n. 29, continua-se a vender cortes.de t>-
4) vestido do chita o de csssa decores t>
4 (xas e lindos padiOes, a 1,600 rs., ca- t>
4 da corte, tendo um grande soitimcn- t>
i lo para escolhor t>
Chapeos de sol.
Ra do I'iisscio, n 5.
Nesta fabrica ha prosentemonte ui'n rico
sortimento dostes objectos do todas as cO -
res o qualidadcs, tanto do seda como de
panninho, por presos commodos ; ditos pa-
ra senhora, de bom gosto: estes chapeos
silo feitos pela ultima moda ; seda adamas-
cada com ricas franjas de retroz. Na mesma
casa so acha igual sortimento de sodas e
panninho imitando sedas, para cobrir ar-
mac/u's servillas: todas estas Tazendavne I-
dem-so em porr3o e a relalho : lambem se
concerta qualquer chapeo de sol, tanto de
basteas de ferro como do baloia, assim como
umbelas de igrejas : tudo por preto eom-
modo. Na mesma casa ha chapeos de sol,
de marca niaior, de panno o de seda, pro-
prios para feitores do engenho, por sorem
os mais fortes que se podem fsbricar.
thodos de piano de lloary l.emoine ; ditos
do flanta piano; folhas de muzica, por
preco mais eommodo do quo em outra qual-
quer parle: no Atorro da Boa Vlsts, loja n. 1.
- Ycndo-sc uar proto de 29annos, cozi-
nha bem o diario de urna caa, ao compra-
dor se dir o motivo da venda : na ra da
Praia armazem n. 34.
- Vendem-se sapalos de couro de lustro
para hoincm, com Corma inglez, sola frail-
ee ya, superior fazenda, por serem de mui-
ta durado : na ra Nova, loja n. 2.
f/ui chapeo por 6,000 r$.
Vendem-sc chapeos de merino preto, com
mola, por 6,000 rs.: na ra Nova, loja n. -',
atraz da matriz.
Rons de cabello superior.
Vendem-se bons de cabello, para ho-
rnero, superior fazenda: na ra Nova, lo-
ja n. i.
- Atraz da matriz da roa Nova, loja n.S,
vendem-se fondas de camursa, para o lado
direito e esquerdo, para dous lados em urna
s ajea, com armaelo de a(0.
--*'endem-se, s dinheiro avista, na ra
Nova, loja n.2, sapa tos de duraque deco-
res, pa mininas eseniiores, a 500 rs. ,
o par. *
- Vende-se nm sitio de terrss proprias,
com boa osa devivenda, senzalla para es-
cravos, casa para feitor, estribara, um ar-
mazem que servo para coxeira, um grande
vivoiro de peixe e outro principiado, com
bastantes arvoredos do fruto, e a maior par-
te dclles ja dando, cercado, que pode ter
annualmente 6 a 8 vaccas de Icile, e terreno
para lavotira, que pode trabalhar 4 negros
annualmente, 3 cacimbas com seus tan
3ui s, no lugar da Piranga, junto dos sitios
o cscrivSo Cuilhorme Patricio : trata-se na
ra Larga do Rozario o 41, do rheio dia as
4 horas da tarde.
-- Vende-se um bonilo pagem de 16 an-
nos, muito linio, e 4 escravos bons Irab.i-
lliadocs deenxsda, 1 negro bom cozinhei-
ro, e um molalinho de 12 annoaf muito pro-
prio para aprender qualquer oflicio, 2 ne-
gras com habilidades: na ra do lio/ario
larga n. 22, segundo andar.
- Vendc-se urna escrava creoula de ida-
de, que coz i alia, lava e he. boa quitandeira,
por 350,000 rs.: atraz da matriz da iloa Vis-
ta n. 21.
Vende-se urna escrava cre-
oula a qual cozinha o diario de
urna casa, lava bem de sabtoeen-
gomma alguma cousa ve.ide-se
para a praca, ou para o campo, pa-
ra cujo servico lambem he pro-
pria : na ra da Gloria n. Broiegnim homeopalkicoi. (
Vcndem-se brozeguins inglez's K casi-
mira de cores, gaspiados de couro de lus-
tro, com sola batida, prova d'agoa, proprio*
para a estaclo do invern, a dinheiro a vis-
ta na ra Nova, loja n. % atraz da matriz.
-- Vendem-sc loncos de cambraia de li-
nho, muito linos, com bico em volta : na
ra Nova, loja n. 2.
- Vendem-se onxadas calsadas com seo,
panellas, chaleiras, fregiditiras, cassirolas
forradas de porcelana', almofarizos de fer-
ro, bules e cafeteiras de metal, machinas
liara caf, facas com cabos de marino e lam-
bem de oco, muito linas, ecolherus de me-
tal do priucipe: os ra Nova, loja do ferra-
gens n. 16, Ce Jos l.uiz. Pereira.
- Vende-se a armacao de urna (averna,
com todos os seus pertences, no becco do
Monleiro n. 6 : irata-so na mesma, ou na
ra do Vigario n. 14. I
- Vende-se a taverna da ra do Pjlar n.
84, com poucos fundos: trAa-so na mesma.
Pininos Unos lo todas as |tin-
lidadcs.
Na ra do Crespo, loja da efquina, que
volta para a Cadeia, vendem-se panno Uno
preto, a 3,000, 3,500, 4,000, 4,500 o 5,000
rs.; dito azul, a 3,000,4,000 rs., e muilo su-
perior, a 5.CO0 rs.; dito verde, a 2,800 rs.;
dilo muito claro, a 4,000 rs. ; dito cor do
rap, a 3,000 e 3,500 rs.; cortos de casimi-
ra preta, a 5,000, 6,000 e 8,000 rs.; ditos de
cor, a 6,100 rs., o outrss fszendas o mais
*barato possivel.
Nova |i('chinera.
Cortts de cntta chita, a 2,000 rs.; dilot de chi-
ta inteiros com 12 covados, a 1,600, 1,800 e
2,000 ri.
Na loja da esquina da ra do Crespo, que
300.; loutcin''>?4"",i'tr8jn^: t multas f.zeuda porpreSo eommodo.
jos novos, a 1,500 rs; holarhlnha inglcza v j .u- .
nova, a 200 rs., a libra; vinho do Porto en-1 ?*" Vende-SC atraz do thealro,
garrafado, a 640 rs., a garrafa ; dito era ca-! armazem de taboas de pinho, Oi'o
nada,.. 2,560 rse oulro. mais generes: de |nha?a fm bo(jja8 ^ cmen0o
na ra da Praia defronte da ribeira do pei-
xe n. 1.'
Corte le casimira le edr c pela.
tt^* Cortes de casimira preta, muilo li-
nos, a 5,000 rs,, o corte; ditos de coros de
muilo bom gosto, a 6,400 rs. ; corles de
cambraias de listras de cores, muito linas,
em barricas, meias e as tinas.
-- Vende-se urna balance romana deci-
mal, que pega 2500 libras, propria para
trapiches: na ra de Apollo, armazem n. >
Vende-se urna preta creoula, de boa
figura, com urna crianza de fi mez.es, per-
a 3,600 rs.; ditas com salpicos lambem de feita costureira, e cozinha o diario e tima
cores, a 3,000 rs. ; csrapuc.a do algod.lo de caa p,ra 8justar-se, trata-se em S. Ama-
coics, a 240 rs., cada urna e oulras mullas r0j passando a fundicao primeiro porlo.
fazendas de bom gosto, por diminuto pro-] .. No caes da Alfandoga, no armazem de
co : na ra do Cratpop. 6. Antonio Anncs Jicome Pires, vende-se a-
M&^|IflI|at2I8(^l3$Q /ello doce, lino, emgarralOes, com 3 cana-
^nllMto'Xi Vende-so urna padaria, com lodos os
pertences: trata-se as Cinco Puntas n. 140.
-- Vendc-se urna casa terrea, sita na ra
das Cinco Ponas n. 76: a tratar nn mesma.
Indicador
PARA
VIO L
1 O
-fin auxilio de nie-l ee, C -i ni cu-
li heeiine niu la inti'/.iea.
Sabio a luz esta interessanlo obra, opti-
Continua-sc a vender cera de carnau-
ba de superior qualidade, e sapales do cou-
mamentp gravada ncsla cidade pelo rovo- do lustro, ltimamente chegados, por
rendo padre Francisco JoSo de Azevodo. preso eommodo : no neceo Largo n. 1, se-
Osaptixonadus do excellento instrumento guudo andar.
o vioiao leen nesto methodo regus imito barato.
para a harmona, c podem com muila fac- N ra do Qucimado o. 17, loja ao po da
lidadeaprender a acompanhar em lodosos botica, vendem-se cortes do casimira de co-
los, sem que s"ja necessario ter conheci- res escuras, proprias para a prosete esta-
Vcnde-so do armszem do Das Ferrcira,
e laixas de ferro batido e1 no to"* J Alfandega, a mais superior po-
c taixas ae ierro tianao e. 1hm que lem vjn(l0 t esle IJiercad0i f,bl.
coado, de todos OS tamaitos, pa- cada no Rio de Janeiro, e por menos prc;o
' ra dito. (' 1ue em "t'a oualquer parle.
- Bm asa de .1. Kellcr & Com- No deposito de espitilos, na
menio algum da mesma, comiedo os que
liven ui conhecimenlos msicos, mas no
inleiro conhecimento do todo o braso do
vinillo, muito hBo de ap'oveitar com este
methodo, porque lhcs abre vasto campo para
os seus exercicios, apresenlando-lhes mui
visivelmenle como se pode ssccar um ac-
cordo por diffon nlcs modos em todo o bra-
so do violSo. E qual o methodo quo te-
nha al boje apresentado ao alcance da vis-
ta, na pequea distancia de 2 a 3 pollega-
das, um ohjccto a esculla do supremo juiz
da muzicao ouvido?--Parecenos no ter
apparecido, ao menos que nos conste.
Quanto aos conhecimenlos da muzica, lam-
bem | or este methodo se rodem adquirir,
mis para isso i preciso o auxilio de mostr:
sem esle o que se pode nicamente adqui-
rir o conhecimeulo pralico dos tons, que
para o ouvido quinto basta.
Roga-se aos Sis.) assignantes queirant ir
pessoalmentereceber seus cxemplarcs, pois
assim convempara Ibes ser tirada qualquor
duvida ou embarsso quo encoutrem ao
quo o autor se promptifica o ubriga com
prazor, por desejir fazer condecidas o tor-
nar palpaveis ss vantageus do seu trabalho,
o que ser a ua maior gloria : i qualquer
horado da o encontraran em sua casa na
ra du Livranienlo n. 27, onde vende a obra
a 1,(00 rs. aos no assignantes.
-- Vendem-se, pira os principiantes, me-
ci, a 4,000, 4,500 e 5,000 rs. ; ditos de ca-
simira preta, a 7,000 rs. e muilo fina, a
9,000 rs.; brins liansados de linho, do co-
res, a 800 rs., a vara, assim como outras
fazendas por diminuto prese.
Vende-se um escravo ja idoso, de boa
conducta, proprio para sitio: na ra do
Crespo n. 10, loja.
Pecas de algodozlnho com pc-
liieno toque de a varia a I 200
1 (<>, 1800, eobertores de tapete
para e-e ra vos a 7 20.
Na ra do Crespo loja da esqo-ina que vol-
ta para a cadeia, vendc-se pecas de algodSo-
zinbo a 1200,1600,1800, cobertores de ta-
pete escuro para escravos a 730, pesas de
madapolSo para forro a 2,200, e outras mul-
tas fazendas j muito acreditadas na mesma
loja.
He too barato que faz admirar!
Na ra do Qucimado loja n. 17 vendem-so
pesas de riscadinho escuro com 38 covados
com pequeo loque de mufo, muito pro-
prios para vestidos de esrravss a 4,500 rs. a
pa?, chalts de gurguro on cadaic.0 1,000
rs. cada um, curtes de vestido de cambraia
do,barra a 4,000 rs., cambraias Irsncczas de
padiOes muilo dclcados a 640 rs. a vara, e
outras muitaa fazendas por barato prego,
DJo-sc as amostras com pinhofes.
-- Ituanota .a atratda matriz, vendem-
se botins de duraque preto gaspeado* de
curo de lustro para senhora 4,000, sapatos
demarroquim 1(40, ditos de lustro 2,000,
ditos de duraque preto 2,000, de sotim bran-
co 3400, ditos durique de coros 500 rs. um
par. SipalOea de coto de lustro para ho-
rnero desoa frmceza 7,000, chapeo francez
para homem muito (loo 7,000 7,500, chapos
de sol de seda para homem, ditos de panno
de algodSo, mangas de vidro, jarros do por-
celana tina para flores, cana da india para
bengalas, espelhos pequeos, garrafa de vi-
dro, lamplas linas, superior agua de colo-
nia em frascos 2,000, 3,000, 6,006 rs., per-
fumaria fina, e mullas outras fazendas, ven-
das a dinheiro vista, nada de liado.
A' Colombicz m mil nova lujan. 2, vcu-
dem-se flores linas com rosas brancas pata
enfeite de vestidos, bicos pretos finos, len-
sos de selim preto, lenso de seda de cores
para senhora 1600 rs., dinheiro vista.
Vende-se camisas horocopithicas do
fulanela muilo fina propria para estacao do
Invern privativo de coiislipacOes, na nova
loja n.S.
Aos amantes do bom r. barato,
Veude-se na ra da Aurora n. 32 lilas
com superior bolaxinbas de araruta feita no
Rio de Janeiro 2,400, em livra 640, mantega
ingleza 800, 640, 500, ervllhas 120, palos
280, lingoica 400, macirrilo talharim ICO,
letria 240, veilas de espermaeete 680, toici-
nho de Lisboa 200. dito do Rio de Janeiro
140, vinho engarrafado porto 500, vePasdu
Aracaly 300, queijos superiores 1,600, dilo
francez muito fresca! 640, dito londrino
480, graxa 160. em latas do autor las Masan
140. sabfto branco 220, amarello 140, seva-
dinha ICO, sevada 160, bolaxas americanas
redondas ou quadradas marea graude 200,
dita de marca pequea 200, baoba de porco
320, rannlia de araruta 160, gomma para
engommar 160, farinha de trigo para pSo-
de-l 100, din do alarinham 120, passas
novas 280, azeitonas novas 240, pralos de
beira azul 1,080, tigellis 1,080.800, anos
8.0 rs. a libra, cha superior 1,8001600, quar-
tinhasde superior barro, e felfas pelopri-
meiio artista desle genero 240, traques 210,
e todos os mais gneros de venda por prsu
eommodo, na mesma casa so compra cobro
velho em obras imitis.
Ultimo i n ii>.
Jfk Vcndem-se superiores e modernos
Mtt chapeos do castor branco, chega-
<***% dos de encommrnds, conforme os
ltimos figulinos de Psriz, por preso eom-
modo : na Prisa da Independencia ns. 24,
26,28 e 30.
Lotera do Rio de Janeiro.
aos 20:000,roo de rs.
fia casa feliz.
Dos qualro cantos da roa do Queimadn,
loja de fazendas 11. 20, vendem-se os muito
afortunados bilbetes, meios, quartos, oila-
vos, e vigsimos da 11.* lotera do 8. Sacra-
t.oVo, .m>.. "ti (liega lnfaiivelmenle no
pruimro vapor qoe ae espera at o dia 13, o
na mesma loja se mostrara as listas pia-
radas.
Lotera do Rio de 'Janeiro.
IOS 20:000,000 de as.
Na rifa do Roiario larga, loja de miudo-
zas n. 44, junio a botica, vendem-se os fe-
iizes bilhetes, meios, quartos, oitavos e vi-
gsimos, da decima primeira lotera do San-
lissimo Sicramento, pelos presos abaixo
mencionados cuja lista ebega no primeiro
vapor.
Presos, png;oN os premios, sent
descont.
Rilhetes 22,000
Meios 11,000
Quai los 5.600
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
Vendas. <
10 Ra do Crespo 10.
Anda ha da pechincha. -|
Chales de seda, de bons padrOrs o tx
2. de fina qualidade, ao preso de 4,500, c
-a 5,000 e 6,000 is.; lindos cortes de ca- .
.2. simira para calsas a 5,500 rs.; chapeos j
4 do sol de sedi, a 5,000 rs. -
Vende-se superior farinha de
mandioca de S. Catharina, em sac-
cas : no armazem de Antonio Au-
ne-, no Caes da Alfandega.
-- Vende-se um deposilo, com 10 caixocs
para 6,000 arrobas do assucar, 1 braso de
balansa esuas conchas, urna outra decimal
e 12 arrobas em pezos, tudo em bom esta-
do, por s servir em urna afra : na ra da
Cruz do Rrcife n. 6, segundo andar.
Ricas luvis de torzal preto, vindas de
Lisboa e mcias de linho : vendem-so na ra
do Qucimado n. 9.
Escravos fgidos.
Desappareceu no dia 1. do crjVrento ju-
Iho, o escravo Antonio de idade 18 annos
pouco miis ou menos, cOr fulla que pareen
cabra, baixo e grosso, cara larga com rnui-
tos pannos miudos, urna ou don sicalrizes
na testa apegado ao cabello, nariz chat,
olhos pequeos, falla Iloa e branda, cabello
da cobesa curto : quem o pegar leve-o na
ra das Trinxeiras sobrado n. 46, qoe ser
recompensado.
Desappareceu no dia 2 de julho o mo-
leque re msio angola de nome CM, que re-
presenta n idide de 24 annos, altura regu-
lar, sem barba, o bem preto, falla muito
bem que parece crioulo, e muito prosista,
o lem no canste 3 talinhos, lovou vestido
camisa de madapolSa e cah;a de brim bran-
co ji suj, chapeo de palha pintado de pre-
to, e costuma (razer a calsa amarrada na
cintura com um lenso : quem o pegar leve-o
na ra da' Cadeia do Rccife n. 51 1. andar ou
na ra da Madre de Dos armazem do Sr.
Jos Antonio Alvos de Miranda Guedes quo
se recompensara.
No dia 24 do junho desappareceu do
sitio n. 18 ni Passigem da Magdalena o es-
cravo Ignacio, crioulo, de idade 30 annos.
caii'liado dos pernes, tem as mfios o ve iras,
he lilho do lugar.Tsbaianna, costuma dizer
que forro.e indar servindo de pedreiro, e
trabalhando em sitio, recommenda-sa aos
cipiliies de campo, ou qualquer pessoa quo
o vircni o aprendSo e levem no mesmo si-
tio, ou ao lado do. Corpo Santo loja n. 25
quo ser recompensado.
Desapparecerara da fabrica da ra do
llrum n. 23 os escravos Antonio e Filippe,
o primeiro he de nasSo cibinda estatura re-
gular, cor fula, cbeio do corpo e muito ci-
hclludo nos pitos, costuma andar pela pra-
Sa da Boa-vista e soaa itnmediasOes e s
apparece nesles lugares da manda cedo ou
de tarde: o segundo he do naso o pertcnce
ao casal de Jos Mara de Jezut Muniz, he
cheio do corpo, costme cmbrligar-se e an-
dar pela boa-vista : ambos os escravos silo
ofliciaes de caldeireiro o lugiram desdo o
principio do mez de jonho p. lindo. Roga-
se a quem os pegar de leva-Ios a mesma fa-
brica que ser generosamente recompen-
sado.
= Desappareceu de bordo do brlgue TI"
do Sul, no dia 37 de malo paisado, o escravo'
marlnhciro de nome Marcellino, nacfoCabin-
da, idade 30 annos pouco mala ou ineuos, al-
tura regular, magro, lerou camisa e calca
azul, chapeo alcatroado, o qual be de proprie*
dade do coiumcndador Joo Uaptisia da oliva
l'cr.ira, de Porto -Alegre. Roga-se por lano
a loda as autoridades policiac e capllacs de
campo a sua apprebcnsao, e leva-lo a bordo do
dito brigue, ou a ra da Cadeia do Recife n.
39, casa de Amorim limaos, que receber rs.
50,0(10 de gi alilicacao ou mais, conforme a lou-
gitude em que for pegado.
Pf.ltN. /vTvi'-IiE M.F.OK TaI'.IA.


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