Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06381


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Full Text
Auno .YA. VI i
wiuuUi-leiia 2
DI AIII0
m
de J u i no ue itiiii.
. 146.
PERMMBUCO.
auucoo ba auauomrriAo.
PiomiNTo JnuBTiDu.
Por ttlmeaUe............
Par iciiicsltr.............
Toe nao ... ...........
Pacii DENTRO do ii-imami.
Por quartel........u> .-.
otioias do lami.
4/.00
8/000
15/U00
tySOO
Para .... 7 de Junho
Maranbo U de dim.
Ceari.... !? de dito.
Parabiba. l6dc d(o.
Mtn.....20 de Main
S.Paulo. 12 de Junho.
R.icJ.,Sliic Junho.
Babia.,, Si de din..
DAS DA EMANA.
AUDIENCIAS,
30 Seg. S.lUarcal. Julio eV Orpkos
I T. iv 5. Thcodot ico. 2 c 5. s 10 horas.
'-' (lun. Vljiucao de I. vtiraocircl.
Nossa Senl.ora. 3. c 6. ao meio-dia.
3 Quii S. Jaclntbo Patenta.
muv.. 3. e 6. i'10 hora*.
4 Se ii. S. Izabel ral- 2' rara do eivel.
nba de Portugal. 4. c aabridoi ao mclo-d.
f> Ssb. S. Athauaslo. Rtlarta
6 Doiu. 3. Domingas.JTcrcns e sbado*.
IFBumiBZI
Crrsccnte i 5, ai 8 horai e 48 minuto da tarde.
Chela a 13, ai 4 horai e M inioulos da manba.
Ningnante 2l, ai 8 horai c 20 minutos da m.
Nova 28, aos 21 minutos da tarde.
PB.KAMAB DI BOJE
Primclra s 7 horai c 42 minutoi da inanba.
Segunda s 8 hura e 6 minuto! da tarde.
PARTIDAS DO COnBEIOS.
Colanna c Parabiba, i icgunda e icstaa-
feiras.
Rio-Crande-do-Nortc, todas as quintas-feirai
ao mel da.
Garanhun e llonlto, 8 e 23.
iloa-Vlala,c Floral, l3e8. .
Victoria, s quintas-felras.
Olin.l.i, lodos os dial.
NOTICIAB riTRAIfoznA*.
Portugal.. 2lde Malo I luitrla.,. 7deMaio.
Hespanba. 14 de dito. Suisaa ... 10 de Malo.
Franca ... 13 de Malo. Succia
Blgica Inglaterra
Italia K.-l'nidoi. 29 de Abril.
Aleimint.a. 7 ileMaio. Mxico... 9 de Abril.
I'russia... 10 de JuiholCalifornia 13 de Marco
Din un >hm r [chiii.
tuisla.... JOde MaioJ'iticnos-Ayrri.
Turqua / |Monlcvidc'o 9 te Junho
NTER
w.
CAMBIOS DI 1 DI JIHO.
Sobre Londres, a 28 d. p. 1*000 n.
a Pars, 340 por fr. nominal
Lisboa, a 93
METIS,
Ouro.-Oncas hespanholas.... StyOon a 28#>00
Moedas de l#40n velhas. lfi/000 a llijnu
de 01400 novas. 1(^000 a lli/200
> de 4/000....... 0/000 a 9/10.
Prala. Patacocsbrasilelro... 1/940 a l*T.'i"
l'rans columna?las.., I *n'tft i_n. Ditos incalcanoa..... 1/7(0 a 1/700
_____________________ o
MINAS-GERAKS. .
(/eraba, 17 dr talo di 1851.
Promet! na mloba ultima dar-lhc noticias
da Ragagem, para o que aguardara a occaiiao
de la Ir. Acabo coin effelto de l.i chegar, e
emqaanto tal deicoberta, por ora, na n>i-
nba oplnlao, nadaoft'ercce de extraordinario.
Jomo pretendo ler exacto nal mlnhaa no-
ticias, desde J Ihe declaro que nao percorrl
toda a parte do Rlbclrao que cilio actualmen-
te minerando, porm estive em algum luga-
res, e dos outros tratel de me Informar com
a inaior actldo que me foi poiaivel.
Kxiitein all tras principaei eomiiurriM na
distancia de urna legua para mal, denoinioa-
doi Cerhocirn-Rka, ntgaginha, que roelllor se
pode tambem chamar Cachoelra-Ilica, por ae
nao notar distancia alguna de mu a outro
logar, a pao ser areojneno riacho rrtre. os
ara, e o que tcm o nomc de Jouaum Amo-
nio. Sao ligados eitei ctmmtrcioi por urna II-
nba de casas, qnasi que nao Inlcrroinpldas,
de cada lado do Ribeiro, un frente das quacs
s v inulto scrvlco de mineracao em bastante
actividade, e me Informaran que esta liuha
de mu e outro lado se prolonga aballo do
commercio do Joaqulm Antonio alguuias
qualro leguas, achanao-ie distancia de trea
leguaa deilc ultimo um outro commercio de-
nominado Fari, que, nao estando actualmen-
te multo frecuentado, promelte com ludo
brevemente achar-ic mnlto povoado, pela af-
llucncia dos aveotureiroi que continuamente
csllio ebegando, e que adiando os terrenos
apossados, vo descend) procura de melho-
res lugares para trabalharem-
Exiite outro commercio a tre leguai da
Caehoeira-Rica, ribeiro cima, denominado
do Rufino, onde cita em muita actividade
mineracao, e j se vm quatro vallai bailante
adiantadas, que deixao talvez. tres quarlos de
legua do Icito do ribeirio a deicoberta, ha-
vendo outroiim projeclo de organisar urna
sociedade para abrirem nutra valla.
Na Cacboelra-Rica orgaolsarain-se (rea com-
panhias, afim de abrirem tres vallas qae,
coinmiinicando urnas com ai oulrai, parecem
formar urna s, deixando mal de mefa legua
de diatancia o ribeiro em eco, em urna lar-
gura de 20 ps, termo medio. Parle delta
alia aoha-se bastante atrasada pelai enormes
pedral que appareccram em sua excavaco,
difficuldadc ella que conto estar vencida
em principio! de julho prximo futuro, quan-
do pretendem que por ella corra agua. Como
ncite lugar be que tcm apparecido ai maiores
c melhore pedras, eatimao-ae multo alto aa
vantagens que d'alll devem tirar as tres com-
panhias, principalmente a do centro, anexar
de contar 00 locioi com o priscal de 48o
pracai.
He grsndc o numero de exploradores que
j conta a Bagagem, e anda inaia deve contar
em junho, porque, segundo nforraacoes que
tenuo, he muito grande o numero de carava-
nas que se eslo apromptando de toda an
partes com destino California Brtslleira, tol-
das com a esperan talvex de vallaren, multo
ricas em pouco lempo. Na verdade alguns
voltario bem ricos; por. ni a mxima parte
ba de voltar mais pobre do que fol.
OS valores d'alli extrahidos em diamantes
nao so podem calcular, nein mesmo approxl-
inadainente; ni Ihe posso dizer que no com-
mercio de Joaqulm Antonio c no do Rufino,
ende a mineracao est presentemente em
grande actividade, mais do que em outro
qualquer ponto, todos o lias se lirao di.ini.iu
le, equem se dirigir Hcgagem com alguns
contos de ris para empregar nessas pedras
preciosas, nao levar muilos dias a eflectuar
suas compras, e por .ricos asas cominodos.
Mas, com toda esta rlquera que todos os dias
apparece, nao se saldo ( por ora ) as deipczas
que se irni i'eiiu e se conlinuo a faier; e
pollo que todos os vveres estao presentemen-
te muito baratos, logo que houver inaior nu-
mero de exploradores devem Ocar muito mais
caros. Ella he a razo por que, em minha
opinlo, a Bagagem nada por cmqnanlo offe-
rece de extraordinario.
J que Ihe fallei em precos de diamantes,
dir-lhe-hei que em Janeiro all se venderam
do peso de quilate a 20/000 reta o vintem, o
que deve ser sltribuldo influencia que bavia
no principio, c grande porcao de notas fal-
sas que os introductores, aproveilando a oc-
asan, metteram em circulaco ; sendo que
agora se vendem pedras bem perfeitas, c do
peso de qualro a seis quilates, a 5/ e ti/001)
ris o vintem, sendo esta diilereiiya devida
menor quantidade de nolai falsai que agora
apparcccm, Estando esla villa distante da
Ragagem 20 leguas, c lituada em um ponto
onde gente de Coyai e de Culab vem
fazer seus negocios com os de S. Paulo, multo
palpcvsl lem sido em scu commercio a Intro-
dcelo de olas falsas de 5#, 2/ c 1/000 ris,
quasi todas ciiiillidas all i Icliiinrnte, porm,
j vamos licando mais alliviadoi de tal flagcl-
lo, talvez porque o introductore j vo i c-
ceiando seren deicoberfoi,
I.ouvores srjo dado! ao digno lubdelegado
d'Aldcla de Sania Anna do Rio das Venial,
que, por vigilancia, e pelo grande reipello
que Infunde no lugar em que reilde ( na Ca-
choelra-Rica ), eitendendo iuaa villas por
todo povoado da Ragagem, tena evitado algu-
ina deiordem entre os exploradores.
He de admirar qnc alli nao tenbo appare-
cido epidemias, cujo terror fez que muita gen-
te se rerasse no lempo das aguas, para vol-
tar na eslaco seguinlc,
r'izcrao grande irnsacao na Bagagem as or-
dena cxpedida pelo ministerio dos negocios
da juslica em data de 13 de fcvcrclro de is.ii,
sobre o consideraj-se diamantino, e por con-
seguinle propriedade nacional, o ribeirao da
Bagagem ; e j se promoveu um nos al.ai.xn aa-
signados, pedindo ao governo da provincia que
nao pooba desde logo em cxccuco a respec-
tiva le, dando-Ihes lempo para ao mruos po-
derem ajjrovcitar os servicos que tcm fello .
esta rej.rcientacao foi ha pouco enderecada,
e nao ae sabe ainda o que deliberar o Exin.
presidente.
SAfl-PAULO.
Sanloi, 9 'di junho
Al noticias que o Sr. vice-comul de S. M.
D., que hontem voltou da viagem Concento
de Itanhaem, leve a bondade de participar-nos
sobre o naufragio que houve n'aquelle lugar,
e de que temos felto ruenco nos nossos n-
meros passados, sao as segulnles:
Harendo tido noticia verbal do naufragio
de um navio, supposto ingles, na prala da
Conceifo, part immediatamciiic para ess
lugar, e chegando praia do Fiasiabucii, l
achei urna lancba encamada, que Irazla na
popa o nomc II'. Wison, Londnn, c na proa
urna taboa de pinho, pregada de travs, com
um lugar proprio para por um mastro, com
Indicios de ser fello spressadrinente. Diasc-
rao-me os habitantes que cata lancha appec-
ra na prala j ha um mei, com ludo ella cala
em lio bom eslado que, dspols de um peque-
no ccncerlo, julgo possa icr conduzida para
aatoi por mar.
* Acompanhado do lubdelegado da Concel-
f5o prosegu na viagem pela prala, na qual
le achava espalduda umita mullir, reatoa
da parte superior de um navio, isto he, do
convi, pedacos do gurups, &c. Toda essas
niadeiras, Julgo, nao lem valor algum, por
o 1.abitantes desea praia Ihes lerem lirado
loica de. machado ludo que conlinba ferro.
Mas adiante, e j perlo de Piruibe, cncontrei
o casco Ao navio que eslava encalhado na
arca com a qullha por cima c a proa para o
mar. O Inapector do quarleiraa .desse lugar
jhavia mandado arroiubar o casco deum la-
do, afim de ver se nellc exista anda alguma
couss, mas declarou que nada achara.
A conslrucco da embarcac^o moslra nao
ser ingleza, mas sim de Finnlandia, poii len-
do toda de pinho c o caico nao forrado de
cobre, julgo que he russiana ou.succa.
Chegado a Piruibe Indague! se perven-
lura havla apparecido alguem da trlpolacao,
mas nada se sabia a este respeito, AcbavSo-ie
na prala pedacoi de corpoi humanos, multa
roupa rota de manija, calcado, ice Acbei
nene lugar urna porcao de caboi, e entre
enei duss peras Inteiras, fcrr&gens, comis-
tlndo de cavilhas, chapas c pregos. Nio me
fol possivel descobrir a mnima cousa de pa-
pis, maslros ou qualquer objeclo da cma-
ra ; suiMtc achei urna bandeira ii luslanle
rdta, M qual ci.ni dilTiculdc se podia lr a
palavra Silphidt, que julgo ser o nomc do
navio. Dlsserao os habitantes que o navio
tinli i dado costa no dia 29 de malo.
Na volta para Conccicao cncontrei em va-
rias casas da praia, ferragens, cavilhas, Ate ,
me mande! levar para Conceicao, onde ludo
Icposltci, a ti ni de ser conduzido para Santos.
A meu pedido o subdelegado da Conceicao
deu ordem ao inspector do quarteirao de Pi-
ruibe de conservar urna guarda perto do na-
vio para vtgia-lo, e tomar conta do que pode-
rla salvar-se, principalmente muita ferragem
que ainda existe no casco.
a Agradccendo s autoridades do paiz o au-
xilio que de bom grado me prestaran!, tam-
bem nao posso delxar de fazer ao Sr. Eduardo
Schmidt, que me acompanhou e coadjuvou
as mlnhas czploraces, os maiores elogios,
c render-lbc os mcus sinceros agradecimentos
pelo zelo e actividade que manifestou alim
de conseguir um resultado satisfactorio de
nossas diligencias.
a Santos, 9 de junho de 1851.C. A. lennie,
vice-consul de S. M. B.
Apezar de que as diligencias do Sr. vice-
consul, que nao despresou fadlgai e deipezas
para deiempenhar o ssu dever de servir sua
naco, nao livero por resoltado um pleno
conheclment desse naufragio, que trai ves-
tigios de antecedencias medonbas. c cobertas
de um veo asss mysterioso, com ludo jul-
gainos que se. viran para esclarecer talve esse
aconlecimento sinistro. Portanto nao hesita-
mos em oBerecer ao Sr. vice-consul C. A.
Glennie de antemao os agradecimentos ifuc,
por si-iii duvida, Ihe tributaran os seus patri-
cloi, e igualmente todos que porventura se
ai-lia., inlcreiiadoi no objecto de suas zelosas
indagafdes.
{/Itei'la Commereiol.)
S. PAULO.
S.-Paulo, 12 dr jando de 1851.
Escrcro-lhe esta ao estrondo das bombas,
rujncs, buscaps, ele. que ahi por essas ras
e arrebaldcs festejan, o glorioso c milagroso
Sanio Antonio, lia por aqui suas i'iilrrmiHeiicini
policiaes.que nndeixam de ler sua graca : o
Dr. delegado de polica, que he um baialiico, e
que importarse com todas as cousas que ibe
pdem cahirdcbalxo da aleada, este auno as-
lenlou de djr liberdade ani buscapca, para
Snc yossain queiuiar pessoas c cousas, que-
ra, viifracas, TirnForlos, etc.
Km outros annos, havendo fesla em que
houvessc ederede buscap, l eslava o delega-
do chin nina cohorte de permanentes, fazen-
do executar as posturas que os prohibem ; e
ti.iln conseguido abolir este brbaro c peri-
gosismo brinquedo. Este anno, porcm, nao
sei porque afrouxou o caao he que j na fela
de S. Benedicto, que teve lugar no da, ou an-
tes na noile do dia 9, o povo foi cxpellldo
privado do gozo das tlluniina,i'.es prlos mago-
tes de rapazes que tomavam as esquinal / fa-
ziain cliover fego aobre o largo, Foi lauranho o
excelso, que lcnlraram buscapa pela igreja
queiinaram urna mull, i, c feriram gravemen-
te um liunicni ero um olho. Ilojc temos rcpcli-
(o ; c como as foqueiras de Santo Antonio
sao multas, o resultado he nao poder-sc passar
por qualquer ra sem risco de ser queimado
ou ferido. Incendios de lojas de fazenda, ex-
plosdes de plvora j tcm havldo'aqul por cau-
sa dos buscaps; masa Sra. polica julgou que,
a todo o risco, devia dar-lhes liberdade para
ludo este anno i assim proteja ella oulraslibcr-
dades mais proveitosas !
Este preludio nao dcixa de ter_ sua proprie-
dade para servir de introducciio ao que Ihe
vou dizer sobre o famoso conflicto judciario-
poliaal. A comedia nao acabou no ponto cm
que nen iia minha ultima : novos incideutes e
peripecias vicram sorprender e divertir a cu-
riosidade publica.
Crelo qucdclxci a historia na sulfura do por-
teiro da policia, frita pcssoalmente pelo chefe
quando o quizeram prender, c as reclama-
ron c qucixas deste cdo jui/. municipal; poia
bem : no mesmo dia em que Ihe escrevi ( 3 do
crreme / o chefe de pollcia-lascou urna ordem
ao juiz municipal prohibindo-lhc forinalincnlc
que disc audiencia na casa propria. Ojuisnao
eireve pelos autos, c respondeu-lhe que nao
Ihe conhecia direilo para tal probibicao, em-
quanto o governo nao destinasse nutra casa pu-
blica para ai audiencias: No dia scguliitc (1)
convoca lodosos escriv5es c ofliciaes de jus-
tica, e marcha com files de vara aijada como
d'antcs se diiia) para a polica ; e uiui ancho c
sobrancelro, invade as salas das audiencias,
sem oulro Incidculc mais do que encontrar, na
ante-ial, una escolta de cinco ou icii perma-
nentes armados que nada disseram, c mullo
menos lizciam. A audiencia eslava cm estado
completo ; todos os advogadoa do loro ahi se
acbavam ; a solemne gravidade que transluzia
nos semblantes pareca presagiar grandes a-
contccimculo! ; ludo porm passou-sc tran-
quilamente : os loldados nao se movern., e o
juiz llmiti.u-se a mandar lavrar um auto aca-
chada da escolta na ante-sala, Nessc da o pre-
sidente da provincia ofliciou cmara munici-
pal declaiaado-Ihc que, por inconvenientes,
nao podlam as autoridades policiacs e crimi-
naes continuar a dar audiencias na casa da
policia ; e que por conicqucncia designava os
pacos da muulcipalidadc para esse m. Ara
ni .ia franqueou urna sala para as audiencias ;
mas tmbirrou com a delignaeo, c respondru
ao governo que tinha pcrinitiido que taes au-
toridades dessein audiencias cm una sala que
tinha disponivcl; mas uulcamculc por querer
coiicurrer para a ccisaco das necurreucias
dcsagradaveis a que alludia o governo, e ella
deplora va, e nao por obediencia a designacao ;
pola que o seus pacos nao citavam llvredii-
pusieao do governo.
Esla cmara parece que nao ac cicarmentx :
j foi luspensa por esse mesmo presidente, por
demorar cinco das uina Inforinacao i quelra
Dos que nao Ihe aconteca outra por ineller-
se a dar Hcoes de dlrelto administrativo ao
governo que, por Gin de-emitas, be quem
manda.
Ainda nao se acabou a historia no labbado
(7) dava o juiz audiencia, na sala da cmara ;
e, entre outras cousas, ouvla tciteinunhas pa-
ra una jiistiiieorao, quando, entre ellas, Ihe
apparece o inrsmlssiino porteiro Neves para
depor. Nao se lembrou o pobre homem que
foi ni iter-se na boca do lobo, pnis o xadret
das prlses superiores dista apenas dez ou doze
passos da sala das audiencias. A um aceno do
Juiz um oftkial de juslica niiina-lbco manda-
do de prlsn, que linda na alglbcira, e Irva-o
ao ea.eereiro.
Apenas porm o porteiro pilbou-sedentro da
priso, sacou de uina carta de seguro que tra-
zia do chefe de policia, lito he, urna ordem ai
carcerelro para que loltanc, em continente o
porteiro. caso all fosse aprescnlado preso. 0
carcereiro que be poltico, deixou o portelr*
meio preso mel lollo, c foi aprescnlar a or-
dem ao Juiz municipal que eslava na audien-
cia, O Juiz fez-lhe um minucioso interrogato-
rio sobre as clrcumstanciai da aprcsenlacao de
tal ordem, c rcsultou declarar o carcereiro que
havla outra que fora rccolbida pera chefe de
:olida, em que este ordenava-lhe que, quan-
o all chegasse preio o porteiro, soltasst este
e prendcisc, sua ordem, os conductores, ain-
da qup fosse o proprio juiz municipal mas
que Ihe prohibir cxprcssamenlc que dsse
cerlido dcsla ordem c de oulras sobre o mes-
mo objecto ; e conclulo u carceirelro por de-
clarar qncia cumprir a ordem. do chele de
polica.soltando o preso. O juiz Inllmou-lbe
que consol vasse o preso por cinco dias, correc-
cionalmente, debaixo de sua rcsponsabiiidade;
mandou lavrar auto das declara5c.es do" carce-
reiro, da aprcsenlacao da ordem, e relirou-se,
sendo logo seguido pelo porleiro, que foi sollo
iimnediataiiiente.
Esta occurrcncia conllrmouia expllcacao
que se dava da existencia da esculla na aulc-
s la da polica n audiencia de quatro. Consta
que era para prohibir a prisao do porteiro,
que se achava escondido na secretaria donde
sabio apenas rellrou-sc. o juiz municipal, rl-
< nn as cousas ueste ponto ; c be de crcr que
tendo sido o porleiro preso c sollo, se hoja
completado o desenlace deste drama, porque
ficaram triuuipbantes ai duas paixcs inini-
gas que faziain o scu assumplo. Se vivesse o
Insigne poeta portugus, autor do llyssopc,
cerlainenle nao perda a occasiao de dar largas
ao sru genio heriic-comlco.
No domingo do Espirito Sanio (8), appare-
ceu uina nova pubilcaco peridica, sabida
dos prlos da lypographia do governo : Intilu-
la-se o Diiptrlador Chriilao, e annuncia que se
oceupar exclusivamente da explicacao do c-
vaogelhoc de esboitacdes moraes, no intuito
de accender o fervor rellgoao, to arrefecido
no coracao doa povos. He urna larefa do maior
interesse para o paiz, c na qual a imprensa po-
de prestar os mais elevados servicos ; assim os
redactores atlinjam altura de sua misso, e
aalbain nellaa manter-se, que lero fello incal-
culavel beneficio sociedade.
Ante-bontem sulcidou-se um sspateiro com
a inaior calma posiirel: lahio de la casa, otra-
vessou a cidade, e foi mcllcr-sc em um quintal
para o lado da estrada de Santoi, prximo ao
ceinitcrio, onde prlnciplou por cartar as arte-
rias das pernas com uina navalha ; mas vendo
que nao ia to rpido como quera, passou a
mesuia navalha na garganta, e ficouabi na-
dando cm umlago de sanguc at morrer.
Attribue-se este suicidio de um homem j
maduro, cujas paiic.es naodeviam ser violen-
las ( dizem que ja orcava pelos seus SO annus ..
m vida e tormentos que passava com uina
inulhcr desabrida, rizosa e brlgucnta com
3110.M se casara, c que lbc amargurava os
las.
Chcgou hontem ( 11 de junho ) noticia de ter
levado um tiro o juaquin Goucalvcs de Oli-
veira, principal influeute da opposicao na villa
de Nazareth, quando se rccolhia para sua fa-
zenda. He um cidado gcralmcnlc eslimado,
como prova sua constante clcico para clcilor,
uz de paz i vcredor, ainda mt-Bino estando
no poder seus adversarios, como ainda ultiina-
moiite se vcrilicou. Felizmente nao foi graveo
leriinenlo, pois o assassno parece que nao era
bem destn, e alirou a distancia superior ao
alcalice da arma, deserte que apenal alguns
bagos de chumbo ciavarani-sc as cosas da
victima, que est fra de perigo. Este faci poz
em commoco a popula(o daqucllc munici-
pio ; e consta-mc juc o chefe de policia dera
ordens pare a puuifao do indigitado assas-
sno.
Sao sem numero, c variadssiiuas as verses
que mi. em sobre as dillieuldades da nouiaa-
cao do novo prcaideute ; poia parece que be
irrcvogavel a demisso do Sr. Pires da Molta.
A ultima barca trouxe a noticia de que fallava-
se noSr. desrmbargador Braga para substituir
o Sr. Machado Nunes, c laubcm no Sr. Bernar-
do A /.un lili ja.
Bem quizera dizer duas palavrlnhas ao Sr.
Silveira da Molta que me tcm feito a honra de
elevar ala altura da tribuna parlamentar pa-
ra oceupar-se commigo, sjpbrc negocios dcsta
provincia; mas confesso-lhc que tciiho medo
de subir lo alto, porque seiuprc me lciubia-
rei de que um aabio j disse : fjuc lodo o
homem lem sua craveira al onde pode che-
gar so... pcrlgo, no seu uiovimcnio ascenden-
te ; eque todoaquellc que sin ia mais alto do
que podia, atordeava c cahia Uracu que sou
un pobre correspondente, acho-mc mu se-
guro na minha posictio ;c nao tenho inedo de
que me diipntem o ponto de honraa veraci-
dade do que cont; portanto nao queroar-
riscar-mc a essas atorduajies e verligens que
me assaltariam, indo hombrear com o no-
bre drputado em t.io elevado posto. Quem sa-
be ate se nessa altura, para que nao fui cor
[miento dcslihcdo, ganharia a coragem que
me falta para asseverar cousas que nunca
exisliram, ou negar oque he averiguado, cm
uina palavra, para improutrar, como dizln
aqui os cstudantcs, quando polidaiucntc ar-
gucni alguem de dizer inctrdade.
Nada pois dirci, c concluo asscvcrando-lhc
que pode ousadamculc desaliar a |uem quer
iji.e seja para mostrar inexactides dignas de
nota nos facjoi que costuuio rcl'erir-lhc, aiii-
da que Icnbapor contendor o proprio Sr. il
veira da Molla.
(Carla particular.)
(o Jornal do Commercio )
Como auxilio da predica nos inultos luga-
res, que percorreu dlspcrtou o meritorio ca-
puchlnho o eipirito de peni tencia, proinoven-
do um extraordinario numero de confissoei,
exaltou o casamento, ja uniudo 01 eonjugei
icparsdos, e J arrancando os concubinarios
do seu commercio torpe para essa uniao santa
e fundamental da sociedade, em nina palavra,
suavisou os costumes e rranimou a inoralida-
dc dos povos, que o ouvirara, calhrquisando
mis, e arraigando n'outros o espirito de ver-
dadeira devoran c caridade.
Nao-ficaram, porm, ahi 01 servicos do reve-
rendo Fr. Ileurlquc, antes, querendo deixar
di lies um signal duradouro, pode conseguir,
com as csmolas e trabalho dos liis, edificar va-
rias igrejas e reparar oulras.
- Aqui apresentamos conalderseo dos I. ite-
res a estatistica dos lugares, que elle visitou,
Lucas de Vasco no nosso novo Ibcatro de Santa
Izabcl, que leve a dita de ser rslrcado pelo exi-
mio actor o Sr. Germano Fraucisco de Olivei-
ra. Os Ilustres protectores do Sr. Vasco, ani-
mados pela aliiencia nunca vista com que n
Ilustrado publico desta nobre capital con-
correu, como que a porfa ao thealro d'Apollo
no beneficio da senhora U. Landa primrira
dama absoluta dos melhorrs thealros da P.u-
ropa, noduvldaro espontneamente prestar-
se a que o Sr. Vasco tivesse mais urna prova de
1 suma e cansldrracao ao sru subido mrito ar-
tista. He verdade que pala o Sr. Vasco nbtrr
sru brnrficio no thealro de Sania Isabel en-
contrnu barreiras da parle de um circulo pe-
qurnino r rzlreinamrnte meiqiinho, promp-
lo srmprr a gurrrraro inrrlto, mais para inaior
Iriuinplio do Sr. Vasco rssa barrrira foi com-
pletamente dcsiiioranada pela justa informa-
dlo que o Sr. Vasco alcancou da illustrada
eominissan directora do mesmo thralro, qur
rrcouhrccndo no Sr. Vasco as qualidades p.c-
csas a um vrrdadciro artista, annujo nessc bc-
c nos quacs fez ouvlr do pulpito a doutrina infici, para d'cst'orlc nao privar o publico
evanglica, por amor da qual obteve t.io fe-
cundos resultados; assim como a das IgrrJas
que edifico!! ou fez reparar
PROVINCIA D'ALACOAS.
Prrgou : na cidade de Macelo,
Na matriz de Santa Luzia do norte,
No CoquclroSccco,
No Pillar d'Alagoas,
Na matriz de S. MigHel dos 6'ainpns,
Na matriz da Palmcira dos ludios,
Na matriz da Mala Grande,
Na cidade d'Alagoas.
PROVINCIA DE PERNAMBl'CO
Prrgou : na matriz de Papacasia,
Nn matriz d'Airoas Bellas,
Na matriz de Tacaratii,
Na matriz da Fazenda Grande,
Na matriz da Serra Talhada,
Na igreja do Hospicio de Baila Verde,
Na matriz do Salgueiro,
Na matriz do Ei,
Na matriz de Ouricury,
Na matriz de Cabrobo,
Na matriz de Boa Vista,
No Arraial da Pasagem do Jnazciio.
PROVINCIA DA UAIIIA.
Prrgou : na casa de orafo da Casa Nova,
No Arraial de N. Senhora do Rozarlo,
No Arraial da Sallina de Santo Antonio,
Na matriz do dito de Pillo Arcado,
Na Iba de Santa Amia do Miradouro,
No boqueiro, capel la filial da villa da Barra,
Na matriz da mesma villa,
Na matriz de Sania Rita do Rio Preto,
No Arraial da Kortnoza, capclla filial,
Na matriz de Campo I jrgo,
No Arraial do Buraco,
No Arraial das Vargrns,
Na matriz do Angical,
No Arraial de S. Goncalo,
No Arraial de Santa Anna,
No Arraial de Sanio Antonio,
No Arraial do Sitio do Mato,
Na caprllado Manga,
No Arraial do Rio das Egas, matriz dos ditos,
as Moradas da Fairnda Volta,
N .s Moradas .1.. lazcndado Bom Jess da Lapa,
Na villa da t.ariuhauha, matriz dos dilos.
PROVINCIA DIO MINAS GERAES.
Pregnu: no Arraial da Manga,
N Arraial do Jacar,
as Moradas da Fairnda do Alegre,
No Porlodo Salgado,
No Brrjo do Salgado, matriz dos ditos,
Na Serra de Santo Antonio das Araras,
Na villa de S Homao, matriz do dito.
No Arraial Hos Murinhos,
Na povoaco do Burltti, matriz do dito,
Na capclla de Sanio Amonio do Buquciro,
Na cidade de Paracal, uiatiizdc dito,
Nu Arraial da Catinga,
No Arraial da (asa Nova,
de gozar da bellissima voz do m. Il.ni bartono
at boje chegado ao Rio de Janeiro. S. Exc. o
Sr. Vctor de Olivcira dignissimo presidente
da provincia, com sru respcitavel despacho
concorreu pudcrosissiiiian.cnlc para esse com-
pleto triumpho do Sr. Vasco. Honra c gloria
pois a S. Exc. qur so com rslc sru procedi-
menlo prova o acolbimento c aprreo |uc tri-
buta aos verdadriros artistas. Honra c gloria
a Ilustre coiiimissa por esse acto digno dr
luu.ni. Honra e glora tambem ao Exm. Sr.
Souza Ramos dr saudosa memoria, que souhe
escolhrr cidadaos lao conspicuos para compr
essa comuiissao.
O Sr. Vareo de maos dadaa com o Sr. Gui-
in 11 .os ai.resent.il.1 o drama <|uc lem por ti-
tuloOs out Henegadoixio qual ftilgiiram nos
papis mais eminentes o Sr. Guimaraes, o Sr,
Ci.mbra c a senhora D. Mara Leopoldina.
O crdito artislico do Sr. Guimaraes esla
conhrcido, odo Sr. Colmbra esl sobrjainmtc
1 trovado, o da cucaoladora senhora I). Mara
.copoldiua dga-o o publico que com una es-
pecie de phanalisino nao s a applaude, como
al Ihe tributa adoracao.
Muito nos honramos de convidar o bene-
mrito publico dcsla provincia, para nao s
..l.i 1 Iba mar rsse pompozo rsprlaculo, como
lamhcn, para prevar solemnemente ao Sr.
Vasco e a senhora D. Marta Lauda o apceo c
alta estima >uc gozain ucsta provincia.
Correspondencia.
.Vr. Redactor, l.i duas correspondencias pu
binadas nn SCU respcitavel jornal |pediudo aos
Srs. Amorim lrmaos rxplicaedes sobre asac-
cs do bancoBrasil cuja venda annuncia-
ram, c lem deccorrido bastantes dias, sem que
ao menos por dreoro os Srs. Amorim lrmaos
truhain dado as rxplicacdrs pedida-, e como
muito desrjo o bem de minha provincia, forca
hr| que lambrn ru entre nesta qucslo, pedin-
do liecnca aos dilos Sis. para algunia cousa
dizer.
Nao sondo rncarrrgado dr vender as aceOrs,
c por isso semobrigac.io de defender o procedi-
mento dos Srs. barao de Ipanema c Ircnro, prc-
bumi todava |uc as intenri'.es destes senhorrs
como-presidente e secretario do banco l'.ia-
sil- foram ver te va provincia harta quem cm-
prauc as acttt crpoitas venda para rite cpilat
fiear mesmn 11a provincia, f*$aulo parte das mulos
de urna ca xa filial do referida banco, i.incarrendu
dcsta inte para mtlhmar os inlcrcsses da commrirm
t agricultura, {que se recentan da falla de nwu 1 j-
rio.
Foirslr justaiiirnleomcii peusainrnlo, rjuao-
do vi aiiiuinciada a venda das actes do banco
Brasil o o lempo mostrara se me rnganri;
porm nrgaaudo-sc os Srs. Amoiim Irruios
Dito ilns Kslsdos 1 niiliis, orejado
lan.lnwii pelo alL.-ari.sint> lo anuo
patsado, rcsullintc das u.slaliscis,
libras..................150,000,000
Dito do Canad, e das provincial
inglczas, libras............5,000,000
ToUI, libras .... 610,000,000
Producflo, per outro lado, em 1850, pa-
reco llover rrpariir-s'i da forma seguinle,
segundo os flenirnii.s mais exsetos quo
podemos rolhrr ( a respeito dos dois grsn-
ilos paizes productores as nossas informarl-
es I>aseam-se siil.ru dados, por assim dizer,
rerlos ) :
llio, 1,000,000 sarcos de 160
libras cada um.....libras 256,000,00(1
Java, 1,000,000 picol*, do 133
libras cada um....... a 133,000,000
Cuba................ 15,01X1,000
Porlo Rico .,...!....... 12,000,00o
llaity..........-____ 30.000,000
l.agliayra.............. 22,000,000
Oulras ludias occidenlaes 10,000,000
CeylSo.....,........ 40,000,000
Moka a nnlras especies das
Indias orionlars...... 7,000,000
Tula I d producidlo provavel
em 1850............ a 525,000,000
Na po,oavao do lcgVe,, matriz de ditos, ''^ !,'"1a,1,''i".ffift STSSS *b
\n IrniINnun SOlUl C CO|ll|>ICC(0 Slli'UCIi sulirc Bl vaill.l( h. *l-!Sii. '..: c,,* IrcsullaiUcs dr um tal rsiabelrriincul para a
Au Arraial Uo Espirito Sanio,
No Arraial dos Tiros,
Vi Arraial do thiiiiibo,
l\o Arraial lo Arcado,
Wa villa de IV. S. das Itrrs, malri dos ditos.
PROVINCIA DE CIA/.
Prrgou : na inatiudr K. S. da Lonccico de
Con ros.
Igrejas que rditicou ou rrparou :
NA mOVINCIA DAS Al.AGOAS.
IVa cidade de Marri, (ex que se acabasse o
corpo da igrrja de lNossa Scubora do Uoarlo,
que i mil i s a capclla nir acabada.
n\ pi.ovi.NciA i>r; pkknambuco.
Wa Fazenda Grande, fr que se cuustruissr
stabelcciinriilii |
provincia, drsacirdiiaui sont duvida rssa rm-
\%' i deixando os rspirilos dcsconliados sup-
porcm, que o laltt nvguit in haba. Mas cu
pensando seriamente sobre esse silencio, o al-
Iribuo a unta causa diversa : parece-mr, que
os Srs. l'.H.in de Ipanrnia e Ircnro erraram
coiiiplciamcnic na cscolha, incumhii.do aos
Srs Amorim Irniilos dr tal vroda, porque
rsse estabelccitnrnto na prnviucia muito feri-
na os intrrrsses dcstrs smlinrcs, (juc segundo
me consta,Ta/xm comiueicio dedar a juros ora
pilal que sobra de suas traasactocs ordinarias
lieos permita que aquelles, qur assim pen-
saui se rngaucm com ujuixo, que laxem dos
Srs. Amorim lrmaos a tal respeito, e creiam es
de novo o corpo da igreja maUit com o scu tes scnliorcs que nrnlium mal Ihrs desrjo e
DIARIO E PERIVAHBUCO.
DI CITE, 1 DK JDI.fto DI 1851.
Ilojc, pelas qualro horas da larde, embar-
cou no vapor iV.i'iii.in, coin destino Parabiba,
o r.xm. Sr. Dr. Antonio Corlho de S c Albu-
qucrr|uc, presidente nomcado para a incsnii
provincia.
O continuo, cuja nnmeacao publicamos cm
nosao numero de boutcui, ibl para o consulado
gcral, e nao para o consclho de salubridade,
como por equivoco dissemos.
>adc, Icrmlnou com o mal feliz iuccciio, ao
:arm de quasi tres annos, asna importanlissi-
Acaba de recolher-se ao hospicio de N. S. da
Pcoha dcsta cidade o revercudo mlssionario
capuchinhn, Fr. Henriquc dn Castello de S.
Pedro, o qual Irndo sahido dcllc no dia 12 dr
setcwbrode 1848, para prrgar a palavra divi-
na noa lugares do aul, pertcncenlcs a eite bls-
P
na inlssiio, durante a qual Tes mais de mil
sclccentas legoas de viagem, comprehendida
a sua volta por trra.
Stio lao valimos os lervifoi prestidoi re-
liglao a locirdade por um zrlozo e Ineansa-
vrl ministro do scnbor, que nao nos podemos
dispensar de dar aoa leitorea una noticia al-
guma cousa circunstanciada dos arua ti ai... -
Dios no longo rirrcicio de suai santas missOcs,
c de o rccomuiendar por cale modo a estima c
venerado de boos cidadaos.
froulespicio e duas torres
No K, fez construir um pateo grande c
iniii all.. na Trente da igrrja matriz, coin as pa-
redes c drgros de pedra c cal; lendo os po-
vos contribuido com dinliciro.inaleriaei c ser-
vicos, e duientosal(|urircs de cal para se con-
cluir a dita igrrja.
se quero mirar nrsta questao, he smente
aun i da provincia.
Provar a utilidade dos bancos cm abstracto
he desnreessario, por qur rila rala ao alcance
da inlciiigrncia mais vulgar c bem o convence
o scu rstabelrciinrnto cm as mais importan-
tes praras das uati.es civllisadas, c nao acom-
Ko Ouricury, fez acabara obrada capclla pauharri os autores das duas concspondeiicias
mor da igrrja matriz, e levantar o corpo da ja publicadas, sobre o grave damno, que pio-
igrrja at a altura de levar a madrira do curo
Na Paisagein do Joazriro, adquiri ....... la.
le dinheiro, servicos e nialeriacs para edilli-
aran de uina nova igreja, que se est levan-
tando.
NA PROVINCIA DA BAHA.
Nn Arraial, chamado llriiianan, adquiri rs-
vira ao conuncrcio r agricultura, de sahirciu
estes fundos para fura da provnola, porque
i II. s bem o dcmoustrarani.
Poit.iulo, se alguem hnuvrr, que queira pro-
var a vaiitagem da venda das iiieucionadas ac-
;rs, srm que se rstabelrca na provincia una
caisa taltal, cnlao levantare I a luva c cntrarci
molas de dinheiro, piala e ouro, na quantia, ou na hca, para bater-inc coto o mais furtc alhlc-
valor de 1:000,000 rs., para conatruir Ulna no- '
va igrrja, a que se deu principio.
l-.ni .Miui Hila do nio Prelo, fez principiar
c coucltiir-sc una igreja dedicada a N. Scubo-
ra do Hozarlo, c les um rccolhiinento de frei-
rs onde, coin approvaciio do nvdm. provisor,
deiaou 17 peuiteutes.
Km Campo Largo, fez edificar de novo o cor-
po da iureja matriz.
ta. cuibora eu venha em resultado a ser esma-
gado na lula : por(uc meu pensaiuenio s he
para o bem da provincta que me vio nascer.
Obrigado licarci, Srs. redactores, se se dif-
ii ii. ni de inserir estas mal tracadas linbas de
um Uutru Pernambucano
VARIEDADES.
No llio das Egoas, fez dar principio a Wi PRODUC^AO K CONSUNO0U CAFE M 1850
nova malrii, que est j quasi concluida.
NA PROVINCIA DE MINAS CERAKS.'
Na Manga, fez dar principio a una nova igre-
ja, que se est agora construindo.
No Um un fez derribar a capclla mr da
igrrja matiis, que eslava cabindo, c levantar
nina nova capclla.
Nos Allrgres, fez levantar de novo as paredes
de toda a Igreja.
Nos ai rai.ii-s do Jacar, doiTivos, edo Arca-
do, se oiierecerain esmolai c malcriaei para se
fabricaren! novaa igrejas, que nao bavlam nes-
ea lugarai, cae Ibes deu piincipio no lempo
em que nellca miisionou..
Terminando esla succinta, mal lisongeira
narraco, nflo deizaremos de lembrar aos lei-
torea, que nao he esta a primeira vea, que os
scrvicoi deitc infaligavel uiiislonario aao le-
vados ao conhrcimento do publico, pois que
nene in cuno jornal j publicamos, cm os n-
meros 26do anno pasudo c 18 do crrente,
duas. pc(ai, em que cites sao cuidadosamente
referidos, c cucoinmcndados sua gratulan ;
mas porque reconbeermos na rcligio, o ni-
co principio de vida, que preside ao nasclmen
to c a duracodc todas as sociedades humanal,
que sem ella jamis poderiam sahir do chaos,
apressamo-noi a proclama-loa de novo, c a
rendcr-llica de noasa parte o tributo de since-
ro reiprlto e vencraco.
aWHnBMHM>Taaa\TMlHi^BaM^^af Communicado.
He hoje o grande, extraordinario c pompo-
zo beneficio do insigne cantor bartono o Sr<
Segundo o qundro das ImporlifOof c
oxistencias do cafi';|nos principres pnrlos da
Luropa publicado pelos Srs. Ilariiig-limflos,
a 31 de Deiembro de 1819, o consummo
ilaqurllti a i.no foi ilc 441,(100,000 tln libras
( americanas { Accresceuiando a este alga-
rismo as iuiportt;i3os directas da ll-spanha,
Portugal, Nuruega, Suecia, Russia, o lur-
quis, no comprehendidas IMSlo quadro, e
que devem aviltar-so pelo monos cm 25 ou
30.000.000 da libras, poilrri avanzar-so, sem
reccio de errar, que o consummo total do
cafiui Lmupa om 1849 excrtleu do*50ou
460,000,000 libras. Ksto algansnio inferi-
or aquello que se obteria calculando o con-
summo pelo dos anuos anteriores, a vista
de documentos odiciaes, o accrcscrutando-
Ihco augmento annual, quo de4a5poi
cenlo. Tendo sido o [cansumo da Kuropa em
1844, segundo os dados mais cerlos, de
407,680,000 libras, tor-so-ia para o auno de
1850, soguindu a progrossflo indicada, um
total de 500,000,000 de libras, o mesmo
oais, por teretn regulado os ptcc,os, du-
rante esse periodo, mais baixodo que an-
teriormente. A repaitir!Io das safras, cujos
resultados fonm veiiticados, vem, por ou
tro lado, confirmar estes ornamentos, que
nao podem coDsesuinteoicnle estar vici-
ados por erros materiaes. Para evitar, do
entinto toda a exapgciacSo, orearemos
soinente pelo algarismu de 1849 o consu-
mo provavel do in.vi, da forma seguinto:
Consumo provavel dt Europa em 1850,
libras...........455,000,000
t ni pin...;!.. i,-lia ili'.-u-i dois quadros,
rosnlta para o auno de 1850 um Mclt de
85.000,000 de libras oa prodcelo. He para
notar-se pur outro lado, quo esse de/itit se
manifesta aps um longo periodo, durante
o qual o valor do artigo pouco se afaslou,
no goral, do termo medio: londo os pre-
sos duranto os tillimos onze annos que
precoderam a subida de 1849, pscilladus
entro 8 a 9 cents (ou de 6 a 13 c. como
extremos ), tanto nos Estados Unidos, como
na Curopa. Pelo que rcspeils so ornamento
que cima apresentamos da prodcelo em
1850, os ltimos avisos do Rio anounciam
que a safra sor antes inferior do que su-
perior a 1,600,000 sanas, Ksle algarismu,
do resto, exlabeloce una das maiores sa-
Tras al ao presente ohtidas no Brasil, ahs-
IracciTo fetta das quantidadoe que ordina-
riamente passam de um anno para oou(ro,
e quo dcsla voz sero nimio limitadas, v-
tenla a i.: lucran ,]., precodente safra. Dfl
Java annunciaiii-iios lambum urna excrllen-
te colhoita : lodavia o algarismo de 1:000,
dn picols parece quo no ser excedido em
circumstancias ordinarias, a menos que a
colhcita toda seja carregada oeste mesmo
anuo, o que, per excepeo, j algumas ve-
zes so Ii-iii visto. Essas duas colheitas, as
mais importantes do mundo, sero pois
este anno muito abundantes, o os clculos
cima nSo se baseam do forma alguma cm
colhottas limitadas. (Juanlo aos outros pai-
zes productores, o sou rcudimeulo pouco
tcm variado, rm garal, de ha algum lempo,
oxci-pto Ceyllo, cuja safra augmenta da
innti in anno, mas quo foi oreada no al-
garlsnto tnais llevado a que podo chegar,
O total da prodcelo, tal qual o demons-
tramos, dcvria pois niel s. r superior do
.|tte nk-rior realidadc, ninrmente ronsi-
loramlo-se quo lodia essas rolhnilas, qno
comecam no I,' do j. 11>. tlesio anno, nio
oslar.'io terminada., o n'io Icrilo po'rconsr-
queneia chegado ao mercado so nSo em
lilis do Julho de 1851.
O tlelicit da ultima safra do llrasil osla a-
gora bem averiguado : eleva-so cerca do
400,0u0 sacras OU 61.000,000 lil.res ; o tle-
licit' do Java, foi de 500,000 picol. on
66,000,000 do libras de doliril em 1849. ten-
.lo dado no gcral o outros paizes producto-
res uina safra regular. Basa dficit, cojos
elidios su faifl sentir ale 0 primriro de Ju-
lho do 1850, poelia rm que so comecam as
novas safras, redunda n'iinta enorme reluc-
es as existencias 801 toda a E .ropa, o
provBV.-lnienle (amhom n'uma redueejio
as existencias em segunda mSo, tanto nos
Estados Unidos Como na Europa.
A 31 tle Dezembro de 1849 as existencias
nn Europa I nos portos i montavam i
122.500,000 libras, na 31 de Marco de 1850
a 122,300,000 libras, ao passo que a somma
normal das existencias na Europa valia de
24o 250,000,000 libras. As imporlacoes a-
[ii.--. ) .i i ,i ii i lainliem um tlelicit considera-
vel : do Janeiro al Marco do 1849, linham-
se elevado a 76,400,000 libras o etn 1850,
duranto o mesmo periodo, uau passaram de
63,900,000 libras
A reducto vet ilica.la as oxisloncias
provea evidentemente do um augmentu de
consumo, do dnlicil das safras do Rio e do
Java i'iii 1848 e 1849. O augmento constan-
te da prodUCCO do Rio o do Java ale os an-
nos do 1817 o 1818, ao passo quo larililava
um arcrescimo do consumo, rxcedeu-o, o
que fez baixar os precos de 10 e 12 centesi-
mos a 6 o 7 ; o rssa mesota di-prrciacSo foi
uoia das causas priocipacs da redue^-So das
safrasspguinlos. lima longa oxperiencia tem
provailo, com rlleito, quo os prreos desle
ltimos anuos, longo de premiltrem um de-
srnviilvimeiilo continuo da cultura, len-
diam pelo contrario, a reslringil-a sensi-
volmente : no se liseram plantacdes novas,
o as antigs, quo carrciamde alguna repa-
ros dispendiosos para darc-ui um bom rdi-
to, foram igualinrnto abandonadas ; como,
por outro lado, silo precisos qualro annos
para que os cafozaes possam produzir, so-
gue-sc, uei'cssai lamente, que nSo se deve
contar com urna nova cxtensSo da prodc-
elo (fra das circumstancias atmosphen-
cas mais ou menos favoraveis jantes do mu
periodo do tros annos, n.'.o tendo aido pro-
prios para animar os lavradores os prct; >s
baixosde 1816,1817, e 1818. Ja por vanas
vezes os mesmos ofleitos produziram as
mesmas causas : tondo alguns annos de a-
buodsnria induido sobro os prefos, a cultu-
ra, naluralmenle restringiu se, e dabi re-
sultou urna subida na pandado de 10 a 13
centesimos, que se sustentou por muitos
.-iiiiios, al quo a cultura, animada pela per-
spuctiva de um trabalho fructuoso, pdde
lomar de novo o seu vo, e anula urna vex
excodou o consumo, o que fes reprodu-
zir-so a mesjnia sentido Tactos.
He provavel que sata lei natural, baseada
sobro urna longa observacSo, tenha ainda
desta vez os msimos effeitos. Est demons-
trado, alem disso, que o cultivador no po-
de produzir caf, com alguma probabilida-
de de lucro, aos precos quoublinha o artigo
antes do ultimo movimonto ascendente. As
safras mais abundantes no sito as asis pro-
veitosas, e os nosso* proprio. lavradores o
sabem potfotlamcuto ; porque, quando o
algodSo esta mulio baixu, tcham evidente-
mente mais vantagem om cultivar o grao
MUTILADO


ncrossirio ao Sustento dos seus escrsvos, o,
polo contrario, quanilo o ilgodilo lio raro e
ulilntn procos altos, ho oais provuiloso en-
'r^ar-te inteiramento a essa cullura. e
comprar os Buntlmcntos necessarlos
substancia iloi trabajadores.
0 niilior do artigo examina aqui, com
alguma mideza as causas que determinaran!
o miivimeiito qno se produzin nos caf po-
lo lim do anno pasaado : a redcelo das ex-
istencias e a noticia da afras diminua,
cin Java e no Drazil, exploradas pelo9 espe-
culadores, n'uina poca pm que as chegadis
s3o naluralmenla limitadas, lanfram a
conaternacSo entre oa consumidores que.
com recelo de terem do pagar precos exces-
sivoa, se apressarama sortir-so ; puroui a
subida dos presos leve porriTeito allrair ao
mercado noTos supprioicstcs ero Janoiro o
Fevereiro; harendo-se accnmulados as
existencias, os especuladores Uveram de
ceder, e a reserva dos compradores preoipl-
lou ainda mais a reaccSo, quo n tornou um
verdadeiro pnico. Tendo desenvolvido a
succossao destas diversas pilases, o econo-
mista cujo trabalbo resumimos conlinuou
essim :
Desde o cometo do pnico, o consumo,
v i vendo, dos pequenos depsitos que Jbe
restavam, esteva constantemente cm re-
sorva para accelerar o movimento decaden-
te, lie evidente, do resto, qno soa subida,
pola sus propiia rapilcr, nao vie^se estor-
vara marcha progressiva do consumo,ese
as vendas tivessem sido regulares precos
iiiniicjacius, os supprimenlos, lauto na Eu-
ropa i'i.iiiki na America, nao podenam cho-
car rara as necessidades do consumo, (ira
sendo anida a produceflo este annO inferior
ao coiumo, deve cuncluir-se dahi que
urna nqva subida est imo nenio : isso le-
.-iilta das estalisticas : porcm, tantas cousas
estracillas ou ignoradas vecm destruir os
clculos mais bem randados, que devemos
limitaraos resultados manifostados pelos
inferiros precedentes, a saber, quo o consu-
mo excede por em quanto a prodcelo, sem
querer tirar dahi consequencia alguma m-
mediata e precisa. Algumas considora-
Ces, todava, ao terminar. u3o nospaiecem.
lora de proposito.
Comparando o valor actual do calo cum osi
outros objectos de consumo, coohecer so lia |
quo essa Innocente bebida (cujo habiloso
tornou urna uocessidade oque proporciona
inaiur somma de bom-cslar as classes indus-
triosas do que qualquer outra, po|a mesma
somma de dinheiro )pdo anda, sem in-
conveniente sem pezar sobre o consumo,
experimentar una subida de 2 a 3 ceios
cm libra, ou 30 a 10 por cenio, o quo raria
apenas urna difTerou< do2ou3 pozos por
anno para o consumo de urna familia ;r-
cinaria.
1 vio que toca allerscjloe rtlsi0car;3o do
cale, nunca ella deixa de existir, como es-
sas preparifOcs s5o bastautes caras, pre-
ciso que o preco exceda de II a 12 cenlos
para que as sophisticac,oes possc ler gran-
de dcsuvolvimento com alguma vintapem
Em resumo, he evidente quo o dficit na
pruifuccodocafc he mais importante, pro-
pon iomlmente as necessidades, do que
aquello que existe nos algodes ; entretan-
to, vemos este ultimo ai ligo, nao s susten-
tar a ultima subida de precos, mus anida lar
tendencia para urna nova alta, ao passo quo
o oulro desceu 40 por cento, e volta quasi
em delinitiva, aos mais baixos prcc,os conhe-
cidos du ba muilo lempo. Us capilScsea
confanca sustentaram a um, ao mesmo
tempoque abandonaran! oonlro. He mais
una prova do que nIo su deve confiar muito
nos clculos, mesmo es mais bem feilos, e
deque a razSoea necessidade, muils nie-
nos queaopiniaoca especulado, regulam
muilas vezes a marcha dos negocios, en-
Ireanlo a necessidade acaba seinprc, geral-
mente, por so fazer sentir, e ii'um momen-
to dado, as leis imperiosas do commoreio
cliego a pioduzir as suas constqueucias
d atura ei.
I'. S. Os ullimos avisos do BaUvm, en.
dal.i de Sdemaico, niinunciam que, soa
subidadoacafs se sustentar, a cullura io-
niaiii grande iiicrcmcnto daqui a duus ou
tic anuos ; mas quo, so houver reac(oc
os precos voltarcoi a paridade dos anuos
precederlos, a exportando particular cossa-
ru inlcirsmeiitc ; he una conlirniaofio ovt-
dentudas conslduratcs quo acimu ernilli-
mos. Alguna oreainent.il da prxima co-
llieila nflo vSo alm do 700,000 picols, cm
lugar do 1,000,000 como calculamos. A sa-
fra do llrasil, lambem, o apenas oicada um
1,200,000 a 1,500,000 suecas, em lugar de
1,000,000 saccas.
( //un, s Mtrchanl'l Mogazine. )
(Otario do Governo de Lisboa.)
EXPOSIGO'KS EM LONDRES.
A cxposico.da industria de ludas as nacesdo
globo, que ra rcalisar-sc cm Londres, dcnlro
ni puuco lempo deve cr o acoiilccinicnlo cu-
lopeuquc mais eclebridade lia de dar ao auuu
de I8al.
lie pois, para nos um dever levar ao conhe-
cimenlo dus leilores do llcratdo lodos os lacios
que chegarem nossa noticia, relativos a grau>
de ciposicao.
Os resultados j alcancados excederam as es-
peranzas, por grandes que fossciu, dos priniri-
roi queliveram o prnsaineutodc reunir cmLon-
dics, comu em pnblico certamen, as industrias
de todos os povos- Em Londres, principalmen-
te, he tal o movimento que por esse motivo
existe, que nao be possivcl lormar ideia delle.
Tudas as classes de povo tem tomadu parle na
anituiyo, e cuntribucm para ella quanlu po-
dcm.
A iniciativa do pmjcclo da exposico he dos
negociantes c indiistnacs inglc/.cs. Sao cllcs os
que lizeram lodos os pastos, econsliuiram pa-
ra a grande solemnidadc da insdustria o co-
lossal edificio de ferro e cristal, de que os nus-
sos leilores j teein ideia pelas particularidades
que delle liavcuios publicado cm varias occa-
siocs.
O governo nglcx prolcgcu desde o principio
este peusamento com providencias legislativas
c franquas na alfanriega. A raintia Victoria, o
principe Alberto, a curie e a aristocracia leill
todos protegido a exposicu com o seu pode-
roso auxilio. Arainlia, que val una ves por se-
mana examinar o prugresso dos Iroballios, est
disposla para dar, durante os qualro mezes da
grande lucia Industrial, testas magnificas, c
lirilbantes bailes, c tcmescriplo carias de con-
vite a differentes cortes da Europa.
Kl-rei do belgas responden j, que ir a Lon-
dres no me* de junho prximo. Alguos mciii-
liros da familia real da l'russia acceltaram lam-
n o. o convite, esperando-sc que o pruprio iin-
jjerador da Russia. ou pelo menos, o principe
imperial, vo a Londres uo presente vero.
As comuiisses eslrangciras queja ebegaram
.i capital do rc!ho-unldo fojain aprescutadas a
S. M. pelos respectivos eiubaixadorcs uu Itga-
cet. Na ultima grande recepeo da cuite ro-
i ..ni conduzidos a presenca da rainba pelos mi-
nistius de Franca e Inglaterra os presidentes
das coininiuei enviada! por aquelles duus go-
vernos.
A lisia do oflicial dos fardos que de palies cs-
irangeircs baviaui ebegado a Londres at o dia
29 de marco inclusive da os segoinics resul-
tados :
llamburgo........ ........
1 oieana .......... .......
Ilesse .............. .......
I'ienioni..........
I'.avlera............ KsUdosPotrUfieio..

1 rancln .........
Suecia c Noruega... Grecia............
Nassau.............
llanovcr..........,
frica Oriental. ..
Mxico.........
Oldeinburgo.....
Haden.........
Hrall.........
Dinamarca.....
I.ubeck........
aples.........
Nova (ranada .,
Per...........
Turqua........ .... .
........... "03
............ 88
............ 85
............ 81
,........... 69
............ 8
............ 21
............ St
............ ia
............ 35
............ 9
......... 7
......... 4
......... 3
......... 2
......... 1
......... 1
......... I
......... I
......... I
......... "
......... I
Total. :23
Alm dcste lia, lindos das colonias que a
Gra-Hrctanha pnssue as diversas partes do
globo os segulnles fardos :
Do Canad ....,
India oriental............
Van-Diemen......<
Malla................
Cabo da Boa Espcranca ........
Nova Kscocia..............
Australia............, .
Indias occidenlaes........, .
Hong-Kong................
Jersey..................,
(eurnesey................
Hermudaa................
Sania Helena..............
Nova Urunswick...........<
322
IS7
72
48
M
n
2i
2i
19
16
3
2
Total.
Que juntos aos anteriores......
Somma total.
769
6,832
7,00i
Na leceaa 0,' qnc .loinprehcnndc as machi-
nas c instrumentos para a agricultura nao se
declara o numero de jurados que hodcjul-
gar o mrito dos objectos apresentados, por
que se fcia respeito dclla uinaexccpcao.c os
seus juizes scro os niembros da cominissao de
agricultura, composla dos soalns mais disllnc-
los da sncidade ical de agricultura de Londres.
--Tamben se ailmitiraiii os estrangeiros ucsta
auiumisso. (Heraldo.)
I Do Diario do overno de Liiboa.)
De Franca iiuham cliegado.
l'russia..................
hstadus-Unidus...........
Ilelgica....................
Ilussia....................
Austria...................
Ileapanha.................
Iiill*nda|................
Taes......v.............
Sulssa....................
Sbionla....................
\'< Ull.liibcij;. ........... .
China.....................
Torlugal..................
,529
948
785
738
249
214
213
204
200
142
135
121
106
104
Yodos os objectos da exposicao hao de ser
classifiados c distribuidos cm trlnta classes
dislinctas.
O Jury para a distribnicao dos premios, que
se compora de 570 niembros, melado ingleies,
c oulr.i nina.],- -cstraogeiras, tanibeni se divi-
dir em trlnla seccOes, ou jurados diH'errntes
ainda que nao por parles Ignaes, pois qucuns
serao mais numerosos que oulrus, segundo
quanlidade c qualldadc dos expolies cm cada
scelo,
Eli aqui a rlassilicacao das srerdese o nu-
mero de jurados que haver em cada una
ik lias i
Ualerias rm bruto
!. Minas, coperacoes metalrgicas
2." Proerssos cliimlcos pharuiaeeulicos
c producios gernes............
3.n Sustancias alimenticias.........
4.w Substancias vrgrlaes, c animees de
uso geral uas manufacturas.......
A/m-linas.
5." Machinas pasa cainiuho de ferro e nia-
rinlia..........*.........
. Machinas c inslruinenlus para luauu-
facluras. ,....,..,.....,
7. Engenhei ros civis agricultura econs-
truccOcs..................
8.* Archilectura marilima, engcnhelros
militares, arlilheria, armamcnlo c e-
qulpamenlos mililares..........
9. Machinas e insimlenlos para agiicul-
iura c horilcultura............
10 Instrumentos de physicas, msica, ci-
rurgica. ,...............
A/an>if.iclnrn.
Algodo.................
12 la em bruto c fiada...........
13 Seda e veludo...............
il Productos manufacturados dclinhoc
canhaino..................
|5. Mixtos .........,......
16 Couros..................
17 Papis, impicsses c cucadcrnacocs.
18 Amostra de estampas..........
19 Tapecarias................
20 Vestidos c roupas de casa.......
21 Cuidarla..........,......
22 Marcinaria, quinquilharias, e serra-
Iharia......, '...........
23 Joias, |obJcctos de luxo nao conipre-
bendiilos as outras classes.......
24 Vidros...................
5 Producios de cera porcelania. ....
:'6 Movis, adornos, papis pintados. .
27 Substancias mincracs para as cons-
trncccs Je ureamcnlos, como maruiorc,
prrpliho, c pedaas ar|ifciacs......
7 I-ubstoncias animaes.ou vegetacs, au
enmprchendidas as seccesanteriores.
^9 Oulios producios............
Be'.lat arles.
30 Esculplura, modelos c arleplastlca. .
12
12
8
8
I
12
10
i>
10
10
12
10
8
10
i (i
8
0
12
8
8
8
ll
&
270
ABDICAliA DO RE LUZ FII.IPPE CONTA-
DA POR F.LLE MESMO.
Pelo inez de novembro de 1848 vlajava na In
^laterra um escrlptnr intelligente e modesto,
Mr. Eduardo Lcinoinc. Dursnle os l8annos
da o......-eiiia de julho, nenhuma circumslan-
cia ohaviaapproxiinado dos mcinbros da fami-
lia real. Elle nao era conbecido do rei, mas
Isso nao obstante, levado pela mais respeitosa
simpalhia para com o desterro, c a desgrana,
Mr. E. LemolDC, sb os auspicies de honrosas
usados, rtlo hesilou em apresentar-sc em
( lar. -nuil,!, onde u rei o recebeu com a mais
tocante benevolencia. Ellcpublicou, ha pou-
co mais de um anno, a narraco desta priincira
visita.
Logo dipois desta publicaco, Luiz Filippe
nandou-lhc dar os seus agradecimentos pelo
intermedio de um amigo, da familia real, o
qual accrescentou que se os interesses de Mr.
Lemoiuc Q levassem Londres, o rei Ihe recom*
oienda v.. que nao se esquecesseque seria recc-
bido um multo praxcr em Clareinont. I'uuco
lempo 'depois que isso leve lugar, Mr. E. Le-
uioinc parti para a Inglaterra, e no dia immc-
dfatu ao da sua ebegada a Londres, apresentou-
se cm Claremont. Dcsia vez elle nao s vio o
rei, senao laiuhcm a rainha c os principes. A
luqueza de Orleans, o conde de Pars e o duque
de (h ii lies, que se acbavam cnto na Alloma -
olio I.ii .un os nicos de una familia lo nu-
merosa e lo dolorcsamenle experimentada
que faltaram a esta reunlo lia um, an-
no <|ue a Idadc e os pesares, mais crueis
ainda do que a enferuiiilade, haviam fclto na
pessoa do re una niudanca de sinislro agouro,
porni o eapirilo nada ilnlia perdido do seu vi-
gor, c da sua nerspecuidade; o pcnsamenlo
era lambem semprc justo c eugenhoso, a cx-
presso sempre viva cm seus dcsabafamenlos.
O rei havia confiado na Intelligente lealdade do
visitador, e sua conversajo revelava que elle
conliav* cm todos os francezes, osquacs se re-
tiravam encantados do acolhinicnlo que Ihes
fazla. Luiz Filippe, crainvcncivelinente levado
a conversar sobre os acconteciinenlos do seu
reinado, priDcipalmente sobre a revolucao que
o lerminou.
Elle iralou de novo e inmediatamente, esle
asiumpto com Mr. E. Leinoine. Oescrlplor
invoca hoje em urna segunda brozura, as lem-
brancas desiaconversacao famlliar.trauslorma
da em historia. A alma grande do principe pa
ra sempre lamenta vil, ah se maulesla em sua
plenitude, e a verdade da narra;Ao se fas sentir,
pela einoco do augustu Interlocutor. Desta'
einocao, Mr. E. Lciuoine se nao exime, assim
cuino ao nossover, nao se eximirn os seus lei-
lores. torna aindamis coininunicativa e mais oppor-
tuna. Porin delxcmos fallar o narrador!
I.ogo que I.uu Filippe me avislou, dase-
me com a sua ros sempre forte, e a cenluada,
estendendo-ine as duas maoa.
O Sr. prestou-ine um verdadeiro scrrljo,
porque concorreu para que se imprimase a
verdade sobre minha pessoa e sobre meus aen-
liinenios. Em i8anuo de realeza nao Uve le-
molhaulc fortuna.
V. M. achou exacto o meu trabalho?
Perfeliamente exacto.... Nao sou o ni-
co delta oplniiio, um de toieui filhos leu a sua
breehura em Vienna cinau peridico alleinao,
o qual piililieon a la Iraducfio, c esta narra-
clo Ihe parecen tao verdadclra, que penaou
ter sido dictada por mim.... e entreunto....
\e\n\ paren Luiz Phlllppe. Eutinhaad-
vinhado pela Inllesao de sua voz, pela hesilafao
que se plntava sobre o seu rosto, jue elle li-
nda observadora que fozer-me. mas que tema
oflender a mlnha iiiiceptibIHdadc. Apressci-
me cin dlzcr-lhc que se cu havia commellido
alguin erro, csllmaria multo que me fosseas-
signalado, porquanlo mlnha modesta ambivo
na narracln que publiquei, limllava-se a nao
ser senao o slenographn das palavras rcacs.
Oh I Diste o re, Irata-se de um faca
potico grave, mas em historia tudo tem o seu
valor. Ora o Sr. escreveu que eu disiera que:
se as troyas te retiraram rm combale, o llnaim fil-
io por tu i iilm .o 'I' o -
Isto niohe do urna exaclldSo absoluta. Bu
tirrlia noineado um general ein chefe, o qual o
novo ministerio reconhecera ; era portauto a
este general 'em chefe que pertencla dar or-
den, sob a responsablldade constitucional dos
ministro; e com eflelto elle aa deu, e as deu
s. Esle general era o marechal ZVugeaud. Al
folhas da opposlcdo o linham chamado o ho-
rnero de sangiie. Foi elle bomem de singue
que dllou easslgnou urna ordem assim conce-
bida, se he que a memoria me nao engaa :
Ordeno que cessr o fogo por toda a parte;
a guarda nacional val fazer o servico.
V. M, tem raso, lembra-me com eflelto
que no boulevard Donne-Nou'vellc, o general
Bedeau fez mtiUas pessoas lercm esta urdem
assignada pelo marechal duque d'lsly.
He bem sabido, replicou o re com viva-
cidade, que eu nao lamento, ncm lamenlei ja-
mis que o marechal nao livesse travado o com-
bate. Sempre deteste! em toda a mlnha vida,
esta profunda Iniquidade que se chama guerra,
Iniquidadc cujo resultado he enviar a mortc
mi lloares de homens, que pela niafor parte sao
indiil. reines, por sua poslcao ou seu tempera-
mento, s quesles pelas quaei se Ibes pede a
vida. NSo he sem raso que os meus inimigos,
alterando a verdade como sempre, me ehama-
va ni o re da paz a todo o custo. Ten lo. subre-
ludo um horror invcncivcl a guerra civil, por-
tauto he certo c mu certo que se inc livessein
consultado, eu seria de opluio, que couviiiha
fusse porque meio fosse, evilar eftuso de san-
gue; mas naqucllc momento nao ful cnsul
lado.....
....... Dei ao mcu paz dezoilo annos de pai,
dezoilo anuo de consideracao. A Europa o sa-
be, e apostcriiladc o Sr. mesmo m'o disse,
leiiibro-me bem disso, farjustica a lodas as
calumnias que se me tem levantado, llnje na-
da mais son, nao quero que se falle de miiii,
Moni mesmo para me defender. Nossos inimi-
gos pretendem, que a familia de Orleans cons-
pira no exilio, que ella intriga para lomar a
pora mo sobre a coroa qnc Ihe arrancaram ;
estou ll uno cm nao dar pretexto a estas ridicu-
las aceusncOes.
Se algticm tomasse a penna cm nieu favor,
nao altarla qUem dissesse:
i. Os Orleans se agilo. Eltes inlrigam, clles
. '.nsonaiii
Mentira odiosa que a credulidade publica
acolhcria com o ardor ingenuo que leni pela
mentira. Os Orleans enlrigarcm I Os Orleam
conspirarem! Ah? nunca foi esse o seu costu-
imo, nem no presente, nem no passaJo, nem
no lempo da priincira repblica, nem no do
Imperio, nem no da rcslauracao.
A sua poltica, bem que o accaso do nasci-
incnio os tctilia collocado a dous pissos do ihru-
no, foi semprc c be urna poltica expectante
Nao quero dizer com isso que ella espera ni
Indill'ercnca, ou na Incuria; onge disto: ella
est alienta as pe ipe'clas do presente, e com o
otilo i, vi. sobre o futuro, esforca-sc por nao es-
tar jamis em baixo uu lora das circunstan-
cias. Esta pulitica he que cu costuuiava cha-
mar a polilica de rfonniWe.
Pdc-se diter dos Orleans, que cllcs se lem
estarcido por aeliar-c semprc em estado de
poderem dar a sua patria, no dia c hora exigi-
dos pelo interesse gcial.suadcdicaco, sua ts-
pada, sua inlclUgencla e sua vida; mas nao se
pode accusa-los de jamis terem apressado,
nem retardado os ccontecimentos,porquanlo
tal aecusaco nao teria fundamento. Smente
quando as n-cessidades, e a vonlade do paiz
tai i.tina mi ti servicos da familia de Orleans,
ella esl sempre pronipla.
Meus ihos tem recebido de uiiin estes
principios, cllcs os tcinpralicado, e com a aju-
dade cos, o priticaro sempre.
M Quandu eu era rei, dizia-lhes: Meus fi-
lhos quando a patria falla, importa obedecer?
Oualqucr queseja o sacrificio que cllacxija,
qualquer que seja a niisso que luiponha, o de-
ver de um patrila he estar promplu. Ellcs
leeni coinprehcndido este conselho.
Em Antuerpia, em San-Joo d'lllloa, em
Mogador, cm Mascara as Portas de Ferro, em
( mi-tan ti na, na campo de batalha d'Ain --Ta-
guin, illnstrado pclu ion un. ii i da luala de
Abd-cl-Kader, cm lanos outros pontos desta
Ierra d'Africa, que tem bebido o sauguc de lo-
dos, por toda a parte omino, onde tem havldo
devores eperigos cllcs lem sido promptos.
Quanto s conspiracdci, cs Intrigas, os Or-
leans nao as couheccui, nao as conlieccrain,
nem as conhecero jamis. Pelo contrario le-
varaiu to longc os escrpulos c a reserva, que
ntreos seus amigos, os mais dedicados e esti-
mados, ic achara quein or declare culpados de
inercia.
V. M. nao se engaa; esta he nina argul-
cao que hoje mesmo, multo* orleanisiasaltae
ir. in-'iiionienie I /.em a familia de Orleans.
Euosel, eesle he um dos meus pesares
mais vivos ; mal ai arguicci dos meui amlgoi
nao me farao desviar um Instante da minha li-
nha de conducta. A minha devisa pessoal tem
sido semprc: Flie o leu dever, accouieca o
qUC a o. n lo o, t
No outro dia pela manba, cheguei a Lla-
remont pelas duas horas da urde. Forain avi-
sar ao re, o qual velo liiiincdiatamente; suas
primeiras palavras foram:
O Sr. he exacto, agjadcco-lhe isso. Tainbcm
quero cumprir a prouicssa que Ihe fi; quero
oonversar com o Sr. um pouco, on mclhor, se
tem algumas Informacilc que pedir-me, diga,
que as darci com inulto praser, c sobre cada
urna Ihe direl a verdade, toda a verdade, e s a
verdade. Smenle llic lembroas minhascon-
dices ; espero que a nossa converiaco nao
seja publicada, ao menos cmquaolo eu viver
14 derrotas em tre mezes (o meu ministerio
nio tinbasniTrldo nmaie quir)elle desejou sa-
berle a Inglaterra pensara realmente como a
oppoilcao, e appcllou para os elellorcs. O que
respondern! cllcs? que cslavam com Pili, e
nao com a opposlco. Escudado com esta res-
posta, Pitt eonservou-ie no poder por espaco
de 20 annoi.'
" O mcu g iy.tiio tinha urna illuaco multo
mal bella do que a de Pitt. A cmara o sus-
tentara, c o re um re conslilnclonal Ihe
devia a sua franca e leal cooperario. Todava,
-- promelti dlzer a verdade e cu a dirci, eu
cria na mlnha alma c conscicncla, qnc a pol-
tica seguida pelo meu ministerio, era a boa, a
verdadeira. E o que le tem paisado depois tle
fevereiro de 1348, he acaso proprln para de-
nionsirarme qne eslava em erro? Eu estibe-
leen n quesillo- Outros a resolvern
" Note bem'o Sr. que nSojulgoa ninguem ;
nio be minha lalcncao criticar conducta algu-
ma: nao prcleudo contestar nenhum scrvlf o.
Nao desconheco portanlo o que foi feiln para a
ilvacao da loeledade pela energa de Mr. Ca-
valgnac ; faco jusllca s inlcncei do Sr. pre-
sidente di repblica. Este lem delrndido pro-
vavelm ente com lodas as suas (orcis a causa da
me que era preciso defender-mc, e que de-
pol da victoria, porcm lmente depois da Vc-
tor ii, deveria fazer condlcAei) ie houveue lu-
gar de la/i Tas. Viola outias voie, das quaea
algumas me eram bem caras e conheclam o ca-
iii iilio do meu ouvido e do meu coracao, bra-
il.ii.iin que a defesa dentro, uu fiara de Pars,
era una inipossibilidade, nina loeuja.
" Eacresccniaraiu qcuagncria civil, que
lie sempre a maioi das desgracas, torna-se um
crline, quando pao he ncotiavel. e urna |tn-
piedade quando a victoria be Incerla.
" Estes foram os dlicurios que retumba-
rain ao redor de mim, esle foram os conie-
Ihosquc de todas is partes chcgivam ao rei,
que nSo tlnha mili conielhelros oMiciacs (por
3uc n3n tlnha ministros). Diilam-me por to-
as ai formal: Va-se eabora l
Que importa! Objeelam ainda os tucus
amigos, V. M. derla nao ler esetttadoessesque
o aconselharam lio mal, c man grado seu, o
ape/ar de tudo, devla defender-e.
" Defender-me, com que? com oereteito?
Oh! iei que elle leria dcnodadaiueol com
prldno seu dever, e que aperar das IneeTtTtii
de alguns chelos, de cujo nomei me nao lem-
lno, os meus excedentes soldados terlam mar-
orde 3 ; porm, ou eu me engao por um mo- ehado como nm s homem, porm o eiercito
Eu me resignarcl, senhor, pois cont que Drcs50 faltain complciamente
.__....-_-S-. n.a.s tMti iiiihlioaila solan as- .. i- .^... t__,,.._ <.-J. ,
doestranho, nu apoltica seguida desde o me
de junho de 1848 se aproxima o maiique pode
da poltica pratlcada pelo meu governo de ac-
cordocom a inalorla das cmaras.
" O que eu, liberal de tempera vtlha, procu
rar aafra o desenvolvlmertto progresslvo dos
grandes principios de 89, -e a compressodo
plrfto revolucionario,
" Unge, como entio, o que he que fai o go-
verno? Elle se apregoa lambem o defensor das
douii utas llbcraes ao wesino lempo que decla-
ra guerra s paixes revolucionarlas. Guerra
legitima porque ella he a lalva guarda do re-
pouio do mundo, guerra finalmente que ae
tem fclto com vigor,... Porm, o Sr. oconfeasa-
r commigo, os Hielos de ac^ao niio fallam.
Val mulla dlOcrenca de 28,000 soldados sobre
os quaei se apoiava o throno em fevereiro, pa-
ra o exercilo de Pars, que protege a repblica!
Nada maisdlrel sobre este ponto: Sapienti tal
rerbam. Uemaiie presente nao me diz respeito,
nao elisio mais para elle; he obre o paliado
que conversamos. Vollemos, pnls.aelle?
' Alguus amigos me lecm dito frequenle-
mente aqu cm Claremont. Ah! se o rei nao
tlvetsc rejeilado a reforma, estarla anda lias
Tolherias. Nao crelo ulslo.
" Mi. i;niii.i linha prumetido esta reforma
elle linha dilo ; Eu mesmo a nao farcl; se-
nelhanle larefa me nao pcrtcncc; mas pro-
nuncia-s a cmara contra inlni por meio de
um voto que mu., ili.itainoi.io me retirare!, c
cnlo a priincira lei apresentada por uiens suc
cessures, sera urna le de reforma, asseguro
isso.,,
" Oque acabo dedizer, o Sr. J o sabia, mas
he assim ?
l'ei l'oitaiiionto, senhor. Sel que esta pro-
nessa linha sido fcila a alguns deputados, que
se i(ii .li lo ai un a si mismos de eonsereadorM-
progretsittat. Sci tainhcni, como todo o mundo,
aue urna parte do ministerio eslava decidido a
ar a sua deiuisso, que as cmaras conhe-
ciam estas idisposices, c que se uaotralava
mais seno de achar aquesto a proposito da
qual se podesse, sem ollcnder a marcha dos
negocios provocar a queda do gabinete. Por-|deiiar cm suas
tanlu sobre a reforma e sobre a inudanca d
ministerio, a opposlco aquella que nio
quera a ruina da monarchla poderfa consi-
derar-sccomo salisfeila, ou quando nanos cm
ve *., ra .lo SC-lo........
" s O que resultou desta promessa de re-
forma que ao mcu ver ful urna falla, purque
cm poltica, urna promessa torna-se ......-in-
baraco, quando se nao torna urna inipossibili-
dade / Resultou que a oppnsico radical, -
H in-1 la que li nli i o seu plano, aquella que lia-
pedia a outra, porque deiua parte era iuipel-
lida pelas sociedades secretas, fingi nao ler
coniprchendido, e gritou mais lurte que nunca
' Afcu'xo Guisot que regeita a reforma I ,,
' nnaniM a iiiiin, cuja \ clha experiencia li
nba advinhado que a reforma nao*ra senao
una arma, un pretexto, desapprovci formal-
mente essa promessa, c disse:
t,i no re mi lodos a reforma? Uns pedem-
in'a, nulroi a proincttem. Poil bem Mas no
dia emqiic for preciso conccdc-la, nao concor
rcrci para esta Iraquea A reforma be a sub
da da opposlco, a subida da opposir.ao he a
guerra, he ocoinreo do fin) I Assim, logu que
a opposlco tomar as redeas do ^overuo, cu me
ireiembora
l ni dos meus amigos mais dedicados rc-
colhcu eslas palavras, edisse-inc:
Senhor, um rei constitucional uno se va
cinbnra, tica c soltrc a le dainaioria? Nao
lica respondi-lhc cu, 6c sua consciencia
Ihe diz que, cm seu n .mo, c com o seu concur-
so se vai fazer o mal do paiz.... Ncslc caso he
inoliiMi que elle se va, do que que obre contra
a sua consciencia?
" Ah senhor, exclainei cu com tristeza,
M. fui consequente cumsigo mesmo. Quan-
do V. M. vio que os negocios passarain para as
mos da opposlco, retirou-se! ,,
" Ouvindo-mc dixerquesc linha retirado,
rei Tez um moviinenlo de impaciencia, levan-
tou bruscamente sua cabeca branca; enxugou
suasespessas sobrancclhas, e lixando usolhos
sobre os mcsinos, como se quizesse ler no fun-
do do meu pcnsamenlo, disse-mc com vox com-
movida. Nada de relicencia I Acaso nao appro-
vao,|in- se chama a facilidade da minha abdi-
carlo? J trateiesteassuinpto cun o Sr., peu-
sava tc-lo c invcncldo; porin vejo que nao o
est, tratarei, pois, anda delle. Vale apena a-
profundar-se esta questo. Diga, pois, o seu
pensamcuto, diga-o claramente.
" Nao me he dado, senhor, julgar de um
facto que se passou no meio de circumslancias
que a.nliron m.l. Posso com ludo asseverar a
V. M. que depois dos accontccimeotos de ju-
nho de 1848; depois da entrada do imperador
d'Austrfa na sua capllal, existe cm Franca nina
convieco quasi geral de que pdc o governo,
qualquer que elle seja, monarchla ou rep-
blica. | no lula contra a sedico, nao smcnle
oatn vigor, seno tambem e principalmente
com p'ceveranca, acaba sempre por [rium-
iphar della.
" Ainda mesmo, bradou orei,batendo sobre
a mesa diante da qual cstavamos assenlados,
quando este goverdo sentc-sc abandonado pe-
la opioo, essa grande forca sem a qual nada
he possivcl ? Ainda mesmo quando ludo se
abale ao redor'delle, quando o conseiheiroa
do poder balbucan!, quando os mcios de rc-
eilava proinplo, e isto nio era bailante para
mlm.
Aguarda nacional, esta forca sobre a qual
tanto presava de ipolar-me, a guarda nacional
de Pars, de mlnha cldada natal, d.isla cldade
que foi amadriuha de meu nelo( eu o qulz!)
drila cldade que prlmelra entre Indas me ha-
via diloeni 1S30 : "Tmala cora, c sal vai-
nos da repblica! a guarda nacional de Pa-
ria, pela qual Uve sempre lana benevolencia,
ou se abstinha, ou pronuncfava-ie conlra
mim.
* E querlam que me rtafendesse ?
Nao, eu nao o poda I E ijiian.ln nenhuma
dessas moi que tantas vezes tlnha aperlado
as mlnlias, nao se arga em meu favor, eu
nio linha seno um partido a lomar : Imitar o
eiemplo de meu mililitro que haviam abdica-
do o exemplo de mcui partidario! que haviam
bdlcado o exemplo da coniciencia publ
esta con versara.', nao ser publicada scniio pas
sados largos anuos.
Crelo qnc se engaa, replicou o re, ella
poder provavelmento cr Imprcssa dentro de
pouco lempo.
i. Ah senhor, como pude S. M. ler seme-
Ihanlcs pensamentus cslando lo chelo de vi-
gor c de saude ? V. M. ..- Com um gesto de
icnevolencla, meu illuslra iuterluclor, intcr-
roinpeu-me dizendu;
Sou velho, c a desgraca que nao tein
gasto a minha coragem, tem gasto singular-
mente as minhas forcas, Ah! estes ullimos
lempos tem sido fecundos para mim em prosas
dolorosas. VI morrernallor da vida una lidia
querida, o orgulho da mioha casa, que teria
sido pi limo/a pelo talento, se o nao livesse sido
i.. I> as. iminiii: vi morrer um Hihocheiode
futuro, o qual a Franca idolalrava; vi o meu
paiz, que cu cria ler arrancado para sempre
dos horrores da anarebia, prccipitar-se nos
abysmos das revoluces, e isto dcbaixo du pre-
texto de se vingar de um re, a quem nao se
poda exprobrar seno urna falta, se he que a
Isso se pdc chamar taita, a de ter levado at o
i itiaii .o o respeito derido conslllul^iodo
paiz ; pois, repare o Sr. beur, cahl, estando a
canstltulcao em p. O nieuministerio, do qual
se exiga aqueda, linha a inalorla, urna maioria
Igual que fura sulliclcntc para derribar o
throno cm 1830.
A historia, que ama as comparacftei, dir:
Com 20 annoi de inlervallo, cahlram dous res;
um tendo contra li quarenla votos da maioria,
o outro tendo-os ao seu favor. Se, cedendo aoa
clamores da oppoilcao, eu tivesie espontana-
te demltlldo esle ministerio, nio estara mal
na verdadeira pratlca do governo constitucio-
nal. A Franca nao queria mais meus ministros,
diziam os adrenarios oestes ; porm til argu-
mento tem sido'semprc ein todos os lempos, e
em todoioipaizei, a arma daopposicio. Quan-
do ella ataca um ministerio, lerve-se sempre
da mesma formula, *'0 pas nao voi quer inais,
ide-vos emboral,, He o que a mais formidavel
dos oppoilces dizia a Pitt, quando na idade de
24 annos toinouas redeas do governo, Pili nio
se deiiou convencer. Depois de ler lotTTdo
Eu tamban tlvc a dor de ter os meus dias
dnjunho ( menos lerrivcls he verdade do que
os da repblica, c dou gratas ao co por isso ;
porcm asss crueis, asss lastimosos, pois que
correin o sauguc francez}; nessa poca triuni-
phcl do meu horror guerra civil, c defendi-
me. Sabe o Sr. porque ? Porque cutio cu era
apolado pela opinlao.
" Os adversarios de minha poltica nao son-
liain isto como eu : porquanlo Mr. LahMie, Mr.
Arago, c Mr. tldillon Barrot me dlsseram na
convejsa que tivcrain commigo no tempo des-
ta insurrelco que a iniiilia p 4111 lar i dado es-
larva minada.
" Nao ella nao o eslava longc disto ella
nunca linha sido mais bullanle. Lembra-sc
do mcu passrto cm Pars na 1nanl1.11 de 6 de
junho de 1832 ? Ah I com que calor, com que
eiithusiasiiio nao cchoaraui as ieelamacues ein
minha passagem I Nada tambem me detinha ;
eu eslava chcio de cooanea, c la adiante. II-
rci disso bom proveito, porque Uve ueste dia a
aprovaco dos insurgentes! Sim,aquellos mes-
mus que Iiuham as armas 11a mao me sau-
d?rani.
V Isso leve lugar na piafa do Chalclei. Em
cada esquina havia barricadas ; entretanto re-
solv visita-Jas, e fazer sd i volta da praca.
Algumas pesioas quiteram oppor-se as que
ehamavam mlnha Imprudencia, porque acaba-
vam de ouvir ama descarga, porm declare!
que desejava estar s. Esporel o naca cavado,
c seguido de um pequeo numero 4e amigos,
cuja felicidade fazla que me desobedecessem,
pereorri a praca a paiso. O Injurgenle vi
ram-mc, e nenhum me fes fogo, pelo contra-
rio, e 1 les erguerain mal espingardas, e, baten
do palmas gritaran!: = Viva o re I =
" Que influencia iinpedlo esses homens de
l'a/en ni fogo? Quem giltou: Viva o rei I
A opinlao. Ein junho de 1832 a opfniao eslava
commigo, cm fevereiro de 1818 nao estara
mais.
" Que importa ?boje se diz que eu devla
ler eseuiado iquellei que me aconselhavam
que me defeudesse.
" Porm ninguem me deu este conselho
Itcporto-inc ; uina vei crgucu-ic para dlier-
abdieado o exemplo da consciencia publica
que havia abdicado.....
' Segui esle exemplo, porcm segul-o na
ultima exlremldade, c minha sbdicacio nao le-
ve lugar senao depois la aba-cacao univer-
sal T... He o Sr. da mlnha opinlao !
*' Nao completamente, scuhor. '*
11 Nao completamente ?... O senhor o ser j
supponhaioos por um instante que eu nao ti-
vcssc abdicado qnc o marechal llugceud
frenle do exercilo, livesse travado a lula, que u
povo a livesse sustentado, que o sangue fran-
cez livesse corrido, ciiifim que depois de li-
ma resistencia mais, de menos longa, mais ou
menos enrgica,, a insurreican livesse Irlum-
pbado que o exercilo livesse sido dcsimado
que eu tiv.-sse cabido morlo no meio dos
seus generaes e de seus filhos ; que a rainha
c a lamilla mal tivessem sido exilados, ou II-
vessem cabido as uiaos dos vencedores. Nao
procuro saber qual teria sido a sua sorlc ;
mas advinho u que leria dito a Franfa da con-
ducta do rei e vou dlz-lo.
" Ah teria ella bradado, foi a pertinacia
deste velho ambicioso que perdeu a monar-
chla O que be que Ihe pediam .' que renun-
ciasse esse poder que o paiz nao quera uiail
naos. Elle recusou 1
..li.. 4UU rfr.m... do ihre.no e que
ateixassc subir seu nelo cm seu lugir / r.iicr.-
cusou!
' 1 cilio-iijc que te retiraste ioe salvo,
c assegurasse com a sua retirada a monarchla
que eslava a baquear. Elle recusou I
" l'edio-lhc que impedisse a cfl'usao de
sangue francez- Elle recusou!
" Pedlo-lhc que nao transformarse Parli
em um campo de batalha, que preservaste a
sua cldade natal de una ruina mnente. Elle
recusou !
E agarrando-sc fortcmente a esle throno que
vacillava dcbaixo doa seus pos, disse: caa a
cldade cm ruinas, corra o sangue, inorro os
meus amigos, seja entregue minha familia
colera do povo, seja para semprc aniquilada
a reales 1, todas estas desgracas pouco me to-
cio, se cu nao evo mais ser rcl! ,,
11 Dos o puni, Dos he justo'.
" l-as-aqui, Senhor, o que se teria dito, te
eu fosse vencido.
" -luisa que eu poderla ter ficado vence-
dor ? Pois bem I aceito a supposicao! O
exercilo se teria mostrado liel c corajoso, co-
mo sempre. o canho leria trovejado, as bar-
ricadas teriao desaparecido; os insurgentes
teriao fgido, ou terio ficado presionelros
ou morios, o estado de cilio leria sido pro-
clamado, os conselhos de guerra se teriao
reunido, o throno CBtaria cm p, cu seria ain-
da rei, Bem! escute o Senhor pur um puuco
o clamor que se (cria levantado de urna a
outra cxlrcmidade da Franca.
11 Que nao era bastante o-que leve lugar
em junho de 1832P Era preciso ainda que as
calcadas de Pars fossem manchadas de san-
gue I Era preciso que millones de bravos
morressein Amanha ser neesssario que se
pronunciem condemna^es, que miseravefs
desvairados vo povoar as prisc.es de Doullens
c do Mont-Sain-Michel, que os mulheres des-
tes desgranados nao tenhao mais esposos, que
seus lilhos nao teuho mais pai!.......
" Tudo isto para que esle homem egosta
e sanguinario fique rcl. Mas nao seria melhor
que elle tivesse-sc rctiradu c livesse dcixado
a corda ao teu neto ? A regencia noi leria
dado a reforma. Elle nio a dar A regen-
cia teria chamado a oppoileo ao poder, e
a oppoaicao nos teria trazldo a gloria no exte-
rior, aprospcrldade no interior, e outros mul-
los beneficios que d cvemos gozar com a sua
subida.
" Porcm o rei, este deipota inlraClavel nao
o quiz issim. O que Ihe importa a felicidade
da Franca? Desprezo c vergonha lobre este
mo principe! Honra a quem nos llvrar dcs-
te Hayedo!
" A desaloic.in irla augmentando, e tre
mezes depoia urna nova imurrelcio lena re
neniado. Eolio os meus melhorcs amigos me
viriio dlser: Ah I se V. M. livesse dignado
de abdicar cm fevereiro, a Franca estara boje
calina!......Mal V. M. nao o qniz. Agora
be tarde.
' Ah? mcu ca o Senhor: be mais que no
torio que a vid. na leria sido mais desastrosa
que o exilio. Eu liz bem cm abdicar, c as
cousas cstariam ainda por fazer se cu nao
livesse obrado como obrei. Com ettito o.que
se puderia dizer hoje de mim? Que abando-
ne! o poder ( de que me julgavam tao vido?)
no da cm qno me foi demonstrado que nao
.niio, mais exercc-locom ulilidade para e paiz
honra para mim?
" Cabc-mc esta argui;ao. Accello-a; por-
que a merec.
" Dirio tambem que recusci anlc a guer-
ra civil?
Slin, Senhor, acceito ainda essa arguico.
Mas para ser eu justo, nao preciso que
acrcsccniem ; que fui homem de bem ; que
no curso deiuinha mu tonga vida, nao illudi
a ninguem ; que ful amigo da paz e da liber-
dade, rigoroso observador da le, rei palrio-
ta e cnisiiuici-jiia 1 at o ultimo minulu do lucu
reina lo:
.- He protegido por osles ttulos que apare-
cer! peanlo a posteridade.
E nao fallara V.. M. a sua .1 oslo, 1 Sr. ?
Eu conlo .- mu ella/
Fui duran 1 o mcu reinado, a victoria des-
sa anua a que Voltalre chainava. Mentira im-
prcssa, arma covarde, prfida que fere mul-
las ve/.cs sem que se salba donde parte o gui-
pe, arma cuja ferida jaiuaii se curam, por-
que sao envennadas. Mas logo chegar o dia
da verdade!... Ah! elle he j chegado Slm o
paiz principia a ser esclarecido sobre oulrai
queilel. Pona o Sr. por exemplo, que nao
esiou juilldcado sobre a mlnha pretendida
sede de curo, agota que se eoulicce o uso que
eu fallada minha lista civil, e dai mlnha ren-
das de familia, agora que se couhece que es-
tou obcrado de dividas.'
Mdilo se lem dito sobre esta mana de eu-
Ihciourar que me levara a pedir dinheiro ao
pas dcbaixo de lodas ai formal, especialmen-
te sob 1 Urina de dutacoes para meus lilhos !
Aadotacei! ell urna quesio que os fo-
diculartos exploraran!, descora ndu-a! En-
treunto ella era bciu clara.
lei de 1832 dista: em cato de lmufft-
.ciciicie do dominio privado, o paiz deve urna
dotacao aos principes, e Al princesas da fa-
milia leal.
. O dominio privado era iosuflicienle (he
urna verdade que mloguem mais hoje con
testa) eu reclamara a execucis da lei, porque
a reclamara en ? poramblca, dlsia-se
Mentira I eu a tccUmava porque queria
que a rcaleta fosse digna da Franca, que o no-
no brilhailg com um esplendor, cujo reflexo
ic espalharJa pelo paiz. Quera um poder hon-
rlo, dignamente excrcido, sem dividas; Isto
nio foi possivcl, porque a mlnha dquldacao
(presenta 11111 paislvo da 3i mi unios! Que
quera oSr. Eu gaitava comorl, como re dns
francezes, sem contar, lie preciso paoorr ago .
ra; para pigar vcjo-iuc obligado a pedir em
presunto, porque niio (enho dinheiro... Isto
nao embanca, seja dilo entre nluentheirs,
conlinuou o rei sorindu-se, e aballando a
iu/, que Luis Phlllppe, exilado, e rcdutldo a
vlver de emprestnos, faca ha viole mezes,
urna parte das despeis dli festas dadas na
presidencia da asscmbla, e outros' lugares
mala... Isso he enrilo, nio ha assim?
Deicolpe V. M.. a mlnha faUa d Inlcl-
ligencia, porem'confciso que nio emendo. ,
Oque he que o Sr. nao emende?
One V, l exilado aqu 111 Inglaterra, pos-
si concorrer para fcsias qne nao d.
Porm entro nells con a mobilia,' qu
pela inalor pite, h minha proprijsdade jhs.
soal; entro com os empregados da mesma qnc
ainda agora sio pagoi i mlnha elisia. O mes-
mo succede cam os ineui cavados, carros, co-
chHras, e criados, qtraes se lem ozad Irrre-
inenle, sob o pretexto de que cslavam psgos;
mas pagos por quem? Por mina! Finalmente
sio miserias e eu nio as menciono senao por
caua de sua extravagancia.
Porm estas miserias, como V. M. 11 cha-
mar, devem representar sommas considera-
reis, nao he assim ?
Nada sel, deixemos liso, 'e nSo latamos,
dos negocios serios ..
Vi.. Ihe disia cu que a hora da verdade j
li.ivi.-x -oda para umitas questes? Poli bm,
Isto he real. Ah! se a mentira impreisa me
tem fclto multo mal, existe, em desforra, um
peridico 1 quem muito devo, be a milla res-
trnpectipai Aquelles que mandaram publicar
as minhas cartas mais lecreai, 01 tneiii
ppela 01 mais ntimos; fieram mal com iiio
pela gloria de minha polilica do que nunca li-
seram os discursos doi meus mala eloquenles
ministros.
a Que homem ha ah de boa f que, depois
de ler lido estas cartas, estai nulas, eiles do-
cumento! poisa crcr em meu syitema de paz
a lodo o custo? Qnem poder agora anda
mesmo dentre os meus Inimigos os mais en-
carnizados, negar que durante dezo ilo annoi,
o meu governo conservou em face de todas as
potencias da Europa, a alltlude a mal digna
dirci mosniM a mal franceza ? Accusavao-ine
detenido hu mi Id a as minhas relaerfi ex-
teriores, os lacios lem respondido de ama ma-
nrira victoriosa.
a Tem sido provado, com ai prcas nal mos,
que junis deixei de observar o dlreito, c qno
nunca deixei iolimldar-me nem mesmo com
aincaros de guerra, nio obstante ser amigo
da paz!
Tem sido provado que por toda a parte
ni.11111 elevada, e firme, o pavilbio da Fran-
ca. Sinio porem que ludo se nao lenha pu-
blicado. Eu quererla que toda a minba cor-
rcipondencia deplomatlca livesse sido Inrprn-
a em um militan de etemplare: peis leria
um maunilico arrasoado cm mcu favorl Tcr-
se-bia visto como,desde odia immediata ao
da revolucao de julbo, a Franfa liberal, emo-
na rehiea fellava Europa ter sc-hia visto 'com
que lirinc.1 u inca governo constitua o nosiu
uielhore mal forte baluartes blgica, a rea-
pello d Rvohlblcdei, e da colera das poten-
cial do Norle, ter-ie-hia valo como o lilla dje
Antuerpia foi decidido antes qua a laglatcria
livesse dado o eu consenumeatw, ktryn nra111
vino como Acona foi ocenpada .nao ovJ. -
ler Mellermcb annunclado qae um so,,,.*.*
francs na llalla seria a guerra na B*ropi,
ter-se-bia visto como ao tempo do muflluo
que li/.erain em Minche-Graetz ai Irepaten-
cias do norte, a realeza de Julho declarou qne
se em seguimenlo cstraogelro posate o p na
Sulssa, na Blgica, ou no Pemoole, iininrdia-
laincntc o exercilo francez- aairia de las (roa-
leiras.
E fomoi attendidoi. Porque; Porque sa-
bia-se que nao procuravamoi a guerra toas/
que cm caso de necewidade 1 fariaaioi.
lleipeilavam-noi.
Como te va que eramos um gevarne
llrspeilavam-noi. ,'
rerno juivs
e honesto que nos abstinbamos de toda a itf-
gerenefa not ncgocioi dos outros, eilimaranf-
nos. Quer o Sr. urna prova do grao de con-
cederacao em que a Europa nos linha? Vou
dar urna que he smente conhecida de alguna
homem polticos, ella he decisiva
Poucas se luanas ames da revolucao de fe-
vereiro, ai glandes potencial mandaram pe-
dir a Franca que regalaste coinsigo, consigo,
s, lora da influencia inglesa, da qual se dea-
confiava, algumai dai quesles que podlaan
onmp uoieitei o equilibrio europeo.,. Mean
duvida o Sr. se admira do que Ibe digo? Poal
bem 1 lio fictos, e lacios in leir/i Iras liyt.
" Ab Sr, quanto serla ru vingado ic osse-
gredosdas chanccdaiias foiiein conhecidos de
todos 01 francezei, desle francezes que me
viram jctlrar-me no da do infortunio, sem
que urna voz se levantasse em mcu favor sem
que ninguem ae lembraisc de erguer um dedo
cm a mlnha delesa! Quanto seria euvinga4o
se Mies folie dado saber a linguageiu rrue a
.iiploioaoia franceza iinpregava em Vienna
Bcriln, Madrid, Saint-Pclersborgoi e Lon-
dres! Em Londret principalmente, donde a
mentira imprcssa pretenda, que curecebiaa
lt|!
" Senhor nao lie isto o que ha pouco me di-
zia um dos niembros mala influentes da ca-
ntan dos continuos. Elle coacordava em que
V. M. lora um re liberal prudente, t hbil;
em que a familia deV. ai. he urna familia
bella, noble, e respeltavei: mal [accreicra-
lava.
" Oa Orleam nao lio populares entre ns.
A Inglaterra lem memoria, ella nao perdoar
nunca ao principe de Jolnville o ler sscrMo
a nota tubrt a snorinAv; nem ao rei Lnil Phlllp-
pe o ter feito 01 caiamentoi hespinhoei. '
" A liujiaierra i,w. bem esa guatdar-aie
raneor, pTrqne o negocio dicaUmenius hes-
panhocs fui um acto nacional, acta que repro-
vado em Inglaterra liria devld* gozar en:
Eran. a de iiiit.1 iminensapopularldade mas em
ves diiso elle foi velipendiado, maldlcio, ca-
lumniado por todas as gtw.clas da opposicio.
liegos! I Seria ceguelra, ouinjuslica! biosei
accusarain-me de ter sacrificado a alHanca In-
glesa de um inleresse de familia .'
" A alllanca Ingina? Mas logo que a pra-
liquei c lieos sabe com que cuidado, cuhi qtM
escrpulo relIglosVa pratlgurl I Files a coi,
demnaram, Tornarara- se os advogados, e oa
palronoi dodla emque percebendo qae a in
telligencia cordial que depoia da retirad* d*
Lord Aherdeen nio era nada inenoa que'caj
dial, Icndia a tornar-ie urna inicio, erga
cabeca e Jlsse Lord Palmenton. A Fraf
nio quer icr illudidi ella torna a lomar
liberdade... Iluqnc en me lembrava e|
desta dilo aaplrltnoio, c verdadeiro do 1"
cipe de Meliernicb.
" A alllanca da Franca e da Inglaterra be
urna .-illianca til, porem.he preciso notar que
alliauca de cavado, e do bomem be una al-
llanca tiiuOeui mil. Tanlo prior para aquella
das dual potencial que fur o cavado. "
1 Eu quis ser Iioinem-
11c o que a Inglaterra nao me prrdoai
nunca. 1 -se he justu. Era polilica cada um
por si, cada mim por seu direito; utaaa Franca?
O seu dever nao era tuientar-ine? porque
enliin, ou eu me engao computlaucol ou es-
lava lobre un terrena todo nacional. Eu que-
rie garantir aos francczci no nulo dia a ac-
guranca que cm outro casaoicuio nos tinba j
garantido no norte, c ola obilanlc tito gri-
taram. Egosmo Intercale dyuastlco.
" l'nr vrulura autepua eu nunca o inlcicsit
dynaslico ao inlcrcssc fiaucez?
" Quando se me ofTereceu a coroa d^a Bel-
gicaipara o duque de Neaioars, aAa, a treu-
ci ? Becusei tambem, para elle a da Grecia,
e a ile Portugal ? pnrqp? Psnj o ItUerease
o Ir.nca me ordenara sacrificar o iatcMitc
dinaiuao: cu o sacrUiqci, e o taulfiquc
com gosto.
Quaotu a essa coroa de Hcipanha que toe
acusavo de ambicionar pala Mool Fcnsler,
ah! seeu i livesse amble! mido, maa mtahas
maos eslava le |a. Eu atinha! Quintas ve-
zes nao me supllcou a raluha Chrtttiaa uf^
desse nm dni meus filhos rainha Jsoorv,
Juer fosie o duque d'Anmalc, quer 0 tuque
e Mont Periler?'
" Eu nio o qulx.
Entretanto era um Inleresie dyaaillco !
Desta vci deiprexei-b eotao sempre Dtita
vez como aempre ful mals re que pal I
Eu oceupar-me do Inlerasse dyaaitico '
Nunca! Do imeresse Bicional embota, O
MUTILADO
_



T...............,,,...........
'sfl inmutados em 7 do agosto de 1830, he ule o
sen lmenlo que rn miin tenuemprc doinlna-
du sobre todos o oulros. "
,0 ">o' do meu pali fol quem me gulou
neilc negocio, tito mil eonhecidoi, dos casa-
I mentos hcspunhocs. Pre sallsfaier este sen-
il tmenlo, esUve a ponto de romper com a ral-
* nlia Victoria, aqual amo de todo o meu cora
r/ cao Ru me '*''* malquistado com a Europa
nlc'lra, e lesn tiveae Ido preclao.
Que havia | nm Coburgo na Blgica, um
Coburgo n* Inglaterra, um Coburgo fin Por-
tugal, e a Frene* harta de soflrer que se po-
/cssealiMla um Coburgo em Hcspanha 1 Ino
rilo eta posslrrl. Qols que poicase um
Bonrbon, nm 'rene'', Obrando aisini, eu
obran guiado pelo pslrlotlamo, e nao por in-
tcreise de lamilla.
Minha lamilla ?... Eu llu sou proAinda-
intaite dedicado, todo o niunilo sabe lito. Al-
cinas e taesniu m Um dito, tcm-se lin-
prewo oom urna benevolencia qual as ga-
ui me nao tein habituado. qOe sou um pal,
um esposo modelo. Pois bem I loso que cingi
a coroa, colloquel a mloha familia aballo do
meu pali. Quando enviel meus cinco fllhoi *
frica, peusiram qneo meu corafo de pal se
nao aflliglo f Eu nao culdel aenSo no meu de-
ver de re, com os olhoi chelos de lagrimas
asslgtcl oeseus paieaportes.
Triste he o empsego de rcl! meu cbaro sc-
nhor : Sobre o throno nao se ttm o dlrcito de
arasrasrus filbos. Dcprcclso cnvla-los aon-
dc ta perlgo, poli sao fllnos de rcl!
fe acaso o exilio vem leilr o rei, importa
que sns fllhos sejlo latnbeni exilados. Que
crimrs leem elles eommelidos ? Nemhum.
Kslimarlam morre pelo seu palt ; o paii rrgei-
ta o seu sangue : sao lhos de rei.
Pobres fllhos / banidos dcsta Franca, que
i imbcm servirn], que ain.ivain tanto, dcsia
Franca que tambem parcela amal-os lio ter-
namente !
es Que os amara, srnhor, o futuro, nm fu-
turo prximo o provari, Dclxe V. M. que se
acalmem as paixoes, deixe que se restabelrce
a calma, que cutio o paiz lodo inteiro pedir
a revocac.it) de urna medida inquinada de mc-
do, e de ingralidao ; o paiz inteiro chamar
com um brado unnime ajovens de que, com
tanta rasao se gloria.
- 0 Sr. dis que eu dclxe a calma restabrlc-
cer-se ? Ah pode-se a caso esperar o res-
tabclcclmento da calma em um paiz, cujos
destinos sao entregues tao frcqiientemrnic is
incertezas de um escrutinio caprlxoso ?
Rao quero fa/.ci a critica non dos homens,
iii'in dai coiuas. Longc de me irritar, o in-
fortunio me lem tornado Indulgente' e se *
repblica lisesse a felicidade da Franca, eu
bem derla a repblica ; mas o que tenho vis-
to ale! hoje, au tcm pudldo a bailar as convlc-
(oes ila incinha vida, e anda persisto nesta
upinlao, que he para mlm um artigo de f.
Nein cstabilidadcno govcrnn, nao ha pros-
peridade nacional ; sem Ibrono bereditario
nao ha tstabclidadc no governo.
Contra essa prolissfio de f, sel o que se me
pode objecur : dirain que iicm sempre pen-
se! assim, cltar-mc-hao 1830. Rcsponderci:
em 1830 eu 'pensava como pens hoje deptorei
a revolucSo, slm deptorei! Guarde esta pa-
lavra, ella ser a chada nos meu* discursos,
as minhas proclawaccs. A revoluu;ao fet-sc
contra minha vontade.
nos salvar Elle nos perder, Sr.! Anda
l, dlsse o rei sorrindo-sc, tn, es um revolu-
cionarlo. Nao Sr.. porem tenho vivido cons-
titucional, e morrerei constitucional.
Algumas semanas dcpols, cabio a inonar
ebla.
" Nessc momento recorreu-se a niini, ludo
le me oflereceu. Mas este oll>> /mentn nao
me sedusio. Vicram ter comlgp segundo vez,
provaiain-me que se eu rrjeitaise a perlgosa
minio que me soppllcavam que aceitasse em
nome da sslvacao publica, a repblica] la ser
proclamada. Penscl ( engamei-nie acaso?
Dos o sabe ) pensel que a repblica era o
inalor mal que poderla a conteccr Franca
Rcslgnei-me. Fui ao Uolcl-de-Vllle. Part
Tciu-se pretendido que eu conspirara pa-
ra fazc-la Irlumpbar : lsto he falso / lia dous
das que eu disse ao Sr. que os Olleans nao
conspiran). Elles lncllno-se ante a vontade
nacional, crac para elles he a sua soberana,
c obe^t'ct-m^as q'rle ella ordena ; mas cita von-
tade ( noel se lubnieitcn, nunca a provacao :
Fui com pezar que aceltcl esta cora que
a representacau nacional a cabava de conferir-
me. Ter-ie-hia dilo tao grandes crain as mi-
nhas hesllacOes, que cu prcssrnlia que um
poder nascldo das barricadas poda morrer
pelas barricadas. O publico nao admittio a
sinceridade deslas bcsilacdes. Ilaviam Ihc
dito : O duque d'Orlcans aopera corda
c elle acredilou.
O que elle tomava por um acto de ainbi-
ca era ( eu dase isto a cmara ) o acto de nm
hoincm. dedicado a ludo o que as circunstan-
cias exigissem dclle. Soppunhain-ine. feliz,
c cu nao estava senao resignado. Cuinpria
um dever, icsXava se constituir a auslondu-J
de.
Se en o tivesse podido fazer, teria reatado
a cadqia dos lempos, que urna tenivcl agita-
cao acabava de [quebrar. Tcntel. ...
A queda do throno me havia sido doloro-
sa : mas o que he mais significativo, he que
antes que elle cahlsse, eu quix impededil-ode
cair. Sim eu advert ao rei que se nao iuu-
dasse de svsteraa, marchavamos para urna
calaitrophe, mas nao ful ouvldo.
Hals de urna vez tive occasio de nesla
poca com o re Carlos X sobre a situacao do
pait. Esta era a preocupa;ao de todos. Era
a do rei, era a tnioba. Lenibra-rue que,
achando-inc em tlosny em casa da Sra. du-
quea de IJerry, aoode.mc chamara a prestn-
va do rcl ote Tvapolra, eu dlsscra a Carlos X
que urna modificaco napoliilca do governo,
me pareca necessarla, o re respondru-me
que nao era da minia opplnio que a cma-
ra eslava animada de um mas espirito, mas
que o pais nao pensava como a cmara.
> lu dia, entre ontros, fol se beni me lem-
bro.a 13, ou I i de jtinho, o .Uoi.i(,-nr publl-
cou incsino de mantia urna proclamafo do
re dirigida aos Francezes, a rcipeito das cllnj-
{des que iam ter lugar, por causa da dissoltl-
[ao das esmeras. Esta proclamacao, ref*
rendada por Pollgoac, dezle : > Que lendol
cmara, desconbecldo as Intestacoes reaesj
o re afflcto, e oOcadido pela denegaeo de
concur que Ihe lora srgnilieada na incn-
sagein dos 221, havia pronunciado a uissolu-
(ao dcsta cmara.
" 0 re convidava os elcitores a sustentarcm-
no na lula em que eslsva empenhado para
manler os direitos sagrados da corda. Era
como se dira hoje, um appello paraopovo.
Logo que o rcl me vio. fez-me signa I para
que me aprexhnassr. Cheguri-im: a elle, c
sem prcamftjlosnc dase : J fslc a uiinlu
proclama(Ior
Kcspondl tirgativairicnie. Para dlser a ver-
dade eu o linlia lldo : poiu como a nao a
a|.rovavs,eou por odlo lado, sentirla mul-
to.oflciidar o re), ao qual reipejtava, e (poniue
nao dlrei f ) anuya slnccraiiicnte, conlcntc-
ine com recolher-iiir, a fim de ter lempo de
dar a minha opinlo, de nm modo ilnccro, mal
nao oilcnsivo. ,k
Orel tirouentao um alViiurda algiber
da sua farda me diese : pols bem eil-a aqu.
Lea-a. t^uero abr o que pensa della. lie
tirei-mc para o vao de urna lanelm. A pro-
clamacio provocava o golpe de citado e a
guerra civil. Eu torne! para o re.
Comoaacba? me dlisc elle Sr.,antes
de responder, srja-inc pcrmctlido propor
nina questao a V. M. De qucui he a proulania-
t.io ? Meu Dos ella he quazi de todu o
inundo. Uumi rases siio de Polignac, outras
i.e F.yrunet, outres de Chantc-lau'C, c outras
saoimiihas.
Pols que asslm he disse eu, estou certo
de ter reconhecldo urnas dai frases que ncr-
tcuicem V.H.^Qnal he ? pcrgunlou-n e o
re com coriosidade. ,
Aquiheauini concebida : i: Mantcr a car-
mdada''".""?!- i.a*lW" Por ella
Iriaff-Stt M. ffi'H"^ !< ou-
unto i, -rt.. ,"ru I""'"ento, por
nnrSsori ti*, re,J'hHidade, deUa.4 t
marque 'SS^f^H *** *"
sabia entao que
SuasTsdo palacio P-ojal, e quando cheguei
nha un exercito de amigos... Devoa es-
so arrempcndcr-nic deter acceitado ? Rao iS
aunos de paz, de una paz honrosa, de nina
prosperidade inaudita, assegurados ao meu
nafa, forain a mlnba recompensa. Chegou o
ala da amargura. Ala em que a Franca levan-
tou este-grito :
" TMi I tulle '. ti erueifgi Ulnm ?
" Fol um dia terrivel, mas agora ludo tenho
esquecldo.
" Sr., a Franca nao fez a revolncao de feve-
rclro, V. M. sabe tambem, ou melbor do que
cu, que os outros da revolucao seo pouco nu-
merosos, elles se chamam..,.
" Nada de nomes proprlns, interrompeu
vivamente o rei. Kao quero ouvir nrmbuin.
Os lucos amigos me tcm dados umitas provas
de didlcaco, portanto nao posso resignar-inc
a nao cslmaFoi mal. Os meus inlmlgos leem
sido, ou sao nimiamente infelizes, por lano
crelo dever prrdoar-lhcs. Converssrci sobre
os fados como o Sr. qulscr. Quanto aos ho-
raens nao os julgo.
" Apenas o rei acabou de fallar, deram G
horas....
" Seis horas, disse o rei admirado. Como
passa o lempo para o desterrado que falla do
seu pali l Hasta pois de poltica. A ralnha
tem grande desejo de ver oSr., vamos ao sal-
lo, eu o aprescutarel.
" O re levanlouse, eu oeegui.
11 Seja-uie prrmciido passar em silencio as
expressdes mais bcnevol-as que me foram diri-
gidas pela ralnha.
' Trez dos principes estavam presente : 0
duqne de Nemours, o principe de Jeinvlllc,
o duque de Aumalc.
" Todos trez me aeolheram com una per-
feita affabilidadc, a qual me encanlou, sem
expantar-me. tocou-nic particularmente a cor-
dialidade do duque de Nemours.
" Isto se explica.
" Dous dos principes pnrcccm Icr herdado
essa popularidadc que o duque d'Orlcans, seu
Irmo tinha conquistado pela sua abuegaco,
e sua aniavel fainiliaridadc. Cada um denos
conhecia, c apreciava incsmo antes do axilio,
sitas qualidades to diversas. Todos sabem,
por exeinplo, que o dui|uc de Auinale he um
convcr[ador a gradavel, espirituoso, chcio de
iniliii' i.isinn r franqueza; que a expressao do
principe de Joinvillc lie simples, c sobiia, in-
genua, c pictoresca, sempre juila, sempre
clara, e as mais dss vezes tocante, para ludo
dizer, expressao de martimo.
" Quanto ao duque de Nemours, fasendo
juslica ao seu mrito, a esta corageui iniper-
lubavel de que deu provas dcbaixo do logo
das bateras ele Coustantina aecusavanrno de
lirlesa, ou para methor me exprimir de orgu-
Min, vicio este lao antipalhico aos nossescos-
ttimes plebens, a esta sede de igualdadc que
nos devora a todos nos, filbos orgulbosas dos
revolucianaribs de 89 !
11 Cnufesiarel francamente que, como mul-
os outros, julgsva lundada esta acusaco.
tols bem, como muilos outros eslava cm erro,
ulgo tambem como um dever manifestar
qul que debaixo dos exteriores reservados, c
rios pela forca do acauhaiiicnto, o duque de
Nemours he animado de disposic/ics as mais
allectuosas, que he linposslvel que ninguem
se exprima com mais facilidade, mais graca,
euiais a proposito, do que elle ; que linha
urna gravidade mais aniavel, urna iugenuida-
de mais seductora, imah-aso mais perssuasiva,
consepedes mais retas, mais finas, c sensatas.
" Naprimcira conversacao que tive a hon-
ra de terem 1848 com o rcl I,uiz Fbilippe, el-
le me dlssse :
" O duque de Nemours he da mesma ma-
dor,i queeu.
" Esta llirasr me havia stirprehendido. Ho-
je acbo-a pcrfcilaincntc justa. He a mesma
madeira che.a de seve, c vigor, somenlcacn-
trecasca nao he a uicsina "
( Jornal dti Debat. }
que perlencendo segundo o novo regulamen-
lo de 12 de malo do corrente auno ., instruefto
elementar do segundo grao a cadeira ha inulto
vaga de Fura de Purlas, est esta posta nova-
mente a concurso com o prazo de GO das da
data deste : advertindo, que as materias do
concurso, c do ensino sao, alui das do pri-
mriro grao, a grammatlca da Pngoa nacional,
arithemelica com as operaees em nmeros
iuleiros, quebrados e declmacs, explica; do
systcma nacional de pesos e medidas ; noedes
de geographia c.historia principalmente a na-
cional elementos de geometra relilinra.
Directora geral, I de julho de I85l.Ciui-
dido Eustaquio Cexar de Bello, amanuense ar-
chivista.
COMiEIOCF.IUi..
As carias remedidas pelo vapor iogler
para o Rio de Janeiro o Dahii, deveram ter
porte duplo, c as qun forem adiadas na cai-
xs com porto simples n.n> se Ibes dar des-
tino.
O arsenal dn guerra tem do comprar
azeitede carrapato, e de coco, velas dees-
pertnaecte e do carnba, e lio dealgodaoc
pavios, quem os ruleridos generos tiver e
quizer fornecer comprela no dia 3 do fr-
rente mez, Irazendo sua proposta e amos-
tras. Arsenal de guerra, I. de julho d
851.-0 escripturafio, Francisco Serfico de
Ans Carvalho,
Far;o saber a quem convier que (lea de-
signado o dia salibado 5 do mez prximo
futuro polas 0 horas .da manlifl para o con-
curso da sulisliluicflo da cadeira de rln lo-
ries, geographia c historia do rollrgio das
arles, podendoqualquer couctrrnnlo babi-
litar-so al esso da. K para constar man-
dei allixar esln nos lugares do costume, e
publicar pela imprenta.
Ij'iconc/ de Goiatina.
Hoje 2 do corrente anniversario da ins-
UUacHo da casa dos expostos, Icri lugnr
dous casaincntos, o eslara a casa abcrla
pa'a Indas as pessoas que quizercm vor o
asscio o zelo com que silo tratados os mes-
mos expostos. ~ O escriv.lo, Jntonio Jos1
Qit's do Crrelo.
plxc ii. 40 de diversos trastes nevos, e com
pouco uso! loma, vidros, candlciros, lanlrr-
nas, quadros espingardas, plstollas. sellas, e
relogios patentes inglezes, e outros inultos ob-
jectos que serao vendidos muflo enconta.
0 lllm. Sr, Sampaio Visnn, tendo-sn
retirado para o Rio de Janeiro.o correlor Oli-
veira, fara leil.lo da mol iiia da casa em qi;o
AJurs-so o sitio do ftlIccidoJoBo Car-
los Peroira llurgos, no Arraial: quem o pre-
len 'er, dirija-so a ra Direita n. 1*.
Offerece-se um rapaz porlugtiez para eai-
xeirn de venda, para tomar conla por balaoco
ou v n; elle, ou outro qualquer estabelecimen-
| lo, para o que tem bastaolr prallcn i quem de
seu prestimo seqiiiier uliiisar, dirija.se a l'ra
miiinii nesla cidade, ronsistindo em FOfs, cinha n. 10, das io a I hora da tarde,
mesas redondas rom pedra e sem ella, ban- -- Os rredores do fallecido llonrique Ca-
cas de jogo, cadeirss, ditas de bracos, lo- [millo Forreira, pdem mandar recebar o se-
cadores, marquezas, commoda, guarda-ves-; Rundo dividendo : em casa do J. D. Wal-
lidos, gusrda-livros, mesa dejanlar, cabida fhoppo, na na da Cruz n. 16
Thealro de S.-Jznbcl.
COMMERCIO.
ALFANDKGA.
Rondimonto do dia I.'.....8:501,761
De.'carrcgam hoje 2 de julho.
Rarca ingleza Hobert Fanny merca-
dorias.
Fsruna ingleza Rachael ferro.
Patacho dinnmarqut'z l'orcnna-- morca-
dorias.
Rrigue sueco Flix idom.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1...... 951,363
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1......"128,527
Detpachot morilimot do dia 1.
I.isbna, brigue portuguez Novo Vencedor,
tle 228 tonelladas, contuz o seguinte :
1,963 saceos, 27 barricas e 16 caixas com
11,519 arrobas e 23 libras de assucar, 227
cascos mel, 76 sircas enm 383 arrobas o 22
libras de algodflo, 12 laboas de amarollo.
Liverpool, galera ingleza Columbui, do
til tonelladas, conduz o soguinlo : -- 121
barricas,e920 saceos com 5,600 arrobase
36 libras de assucar, 1,259 saccas com 6,766
arrobas e 8 Ijbras doalgado.
RECEBEIlORIA DE RENDAS GEI1AES
INTERNAS.
ReDdirnento do dia 1.....550,470
CONSULADO PROVINCIAL.
dem do dia 1.......2:205,329
liENDIMENTO NO MEZ DE JUNIIO DE 1851
Por occiirrrnclas imprevistas, o grande e
extraordinario rspelaculo j predisposto para
o dia 30 de junho em benchcio do cantor bar-
tono Lucas Vasco, foi transferido para hoje, 2
de julho,
O bcnriiciatln summainente prnhorado pe-
la deeedlda prolccco c acolhniento enm que
tem sido sempre honrado desde que aqu che-
gou esta liebre provincia, c especialmente
lelas dcmonstardcs benvolas e applausos es-
pontneos enm que na noitc do dia l foi com-
pletamente victoriada (VI. I and i sua consorte,
vem respetosamente implorar o valimento
deste publico illuitrado e bem faiejo, ollre-
cendo-lhc um brilhantcespctaculo pela forma
seguinte.
Tendo precedido una das inelhorcs ouvertu-
rasrxcculadapela orchestra dirigida pelo pro-
fesior o Sr. Orcstcs.
M. I .and,i cantar a bellissima cavatina de
EltNAM
composifo do maestro Verdi.
Segulr-se-ha pela companhia dramtica do
Ibcatro de Apollo, mbaHliecfSodoaetor Fran-
cisco de Salles Guimares clunha, o famoso
drama em 5 actos e 7 quadros, que tcm por
titulo 1
II- llnii- ;.i ni tiiln.
no qual tomaro parle nos papis mais illfficcis
os insignes actores os Srs. uimaies, Coimbra
c a senhura D. Mara Leopoldina. '
No Ion do io.....ii ii acto M. Lamia c o bene-
ficiado executarao o magnifico duelo da gran-
de opera
Nabucodonosor
do maestro Verdl.
Findo o segundo acto do drama, o beneficia-
do dcsempeiihara nova aria
DE liRAVO
do maestro Mercadantc.
Findo o terecirn aclo do drama, H, Lauda c
o beneficiado canu,ro o lindissimo duelo
Da (Jollumela.
Findo o quarlo aclo do drama, M. I..ni,l.i
agradecida cm cslrcmo aos scus protectores, e
a insfaucias de mullas pessoas cantar por gra-
tidao c pela ultima \cz as i'UlicultosissIuias va-
ri.nocs de
I.IXlit.
1-md.ii.i o drama com o quinto acto. M. lio.
reanx por favor^o beneficiado prehencher
o cspctaculu com um, ou dous passos de sua
cscollia:
lie esle o espelaetilo que o beneficiado tem
a honra de dedicar ao filustre publico dcs-
ta proviucia, asscgurando-lhc desde j eterna
gratldo.
Prrco dos billietcs.
Galera li/OtO, cadelras 2^1100, cadrirasavul-
sas 2/uUO, varandas G1U, platea llHIO, cama-
rotes I
Os bilhelcs acham-se a venda desde j no
Hotel Francisco, c no dia do cipetaculo no
thealro.
na
para roupa, hanqninlias para luz, candiei-
ros de cima de mesa, lanlornas, trem de ro-
siuha; assim como um piano, rclogio de
cima de mesa, octiln de ver so louge, um
jogo da liagalella com bolas o tacos, casli-
(aea, colhores,-o um rico faqueiro de prata
etc. ele. Sexta feira 1 do corrento, as 10
horas, no 2.'andar da casa no principio da
ruada Aurora con frenle para o aterro da
Roa-vista.
Leilfto de 30 cdxas de queijos
novos..
J. J. Tasso Jnior continua
hoje o sen Icilo de queijos, das
io lionas do din em diantc.
Avisos diversos.
Avisos marilimos.
H)fx lc *oru : ( cu po
-1 teTte^elf;P0U,U'0r-
Direitos de 3 por cenlo
Dircitos de 5 porecuto
Capalaiia
Dcima urbana
Mrii sita dos cscravos
Novos c velhos direilos
Sclo de berancas e legados
Escravos despachados
Matriculas
Imposto de 3 por cenlo
Imposto de 12,800
Passaportcs de polica
Multas
Juro
12:998,214
3:5811.380
679,52"
I8:806,li(ir
I:149'K)
177.707
277.220
'15,000
."10,100
' 132,000
12.800
000
41,100
I4G
Sr. fedactor. Chegando eu do meu sitio ti-
ve a honra de ver um aviso de Onianna, o quil
me manchado ladro ; peco ao respcitavrl pu-
blico que suspenda o juizo al que eu aliaixo
asignado, possa chamar a responsabilidade,
j nao o faco por me aehar gravemente doenlc
a minha conducta est provada, nao ha quem
me conheca por tal, roga-sc ao anuunclante
que quelra ter a linndade dse assignar.
Recife, t.'dc julho de 1851.
Joaquim Slnrhtiilo de Alliuqucraue Lint.
Atlriir:io.
Um rapaz estrangeiro de 20 anuos de dado,
se oflerrec para ser calxeiro desla praca ou Oi-
r desta provincia, oqual se acha habilitado pa-
ra dito liiu, tanto na lingna portugueza, como
franceza : apessoaque de seu preslinio se
quizer uliiisar, faca favor de annunciar por esle
jornal para ser procurado ou dcdirlgir-sca ra
do Prsselo Publico, n. 5.
Ollerece-sc um meco Portugus para se
empregar em venda ou niesino em qualqui r
armatem : quem de seu prestimo se quizer
uliiisar, dirija-sc a la das Cinco Ponas n. 82,
ou aniiuucie por esla folha.
Antonio Francisco l'elm declara que nao
icr aceliacslo nenbnma prociiiajao asslgoada
pelo snppllcante, Isto he de data anteriores, c
idslmseri valida asqne lorein asisi|jnadas do
piiuielro de julho de l8;">l em dianlc.
= Aluga-sc um pequeo sitio com boa casa
de pedra c cal, boa cacimba com agoa de be-
ber c bonitos ps dcfiuiiiras e parrelias. no
principio da estrada dos Afllictol aopedo Man-
guinlio: trata-se no largo da Trcuipe, sobrado
n. 1, e nesse mesmo sobrado, vendem-sc ptls
de sapolis dos maiores que sf tem vslo,
Ignacio Luiz de Brilo Taborda, com leja
de faiendas na ra do Crespo n. 10, lembra a-
quelles de sens devedorrs, que tendo obtldo
espera, a deixaram vencer, e nao lem ido pa-
gar-lhc, que ciiinprain o promrtiido no prazo
de olm dios a contar da publicafo do presen-
te aviso; c o mesmo devero fazer aquelles,
cujos dbitos se consideran! vencidos, c lani-
bem lhc nao teem pago i o annuncianlc adia-
se comp'nineliido a cuniprir dcvcccs a que
nao pude faltar, e precisa de liquidar suas di-
vidas activas: para cuja sptuc/io nao exilara
cm continuar a publicar os nomes dos scus dc-
vcdoresremlssos at que Ihe paguem.
Aluga-se o primen o andar, da casa da
ra da Mila n. 7 : trata-sn na mesma.
Prcc:sa-so de aptendizes dcctiaruloiro
na ra Imperial n. II.
Alinelo as bolas.
Comecam apparecer os senhores do boa
lom com as bolas rnrugadas e russas, por
falla da applicac.no de urna doso da cxctl-
lente gracha de lames traison, que cusa a-
penas 140" rs., cada urna lala : na ra Lar-
ga do Ro/ario ns, 37 o 38.
O Sr
sobre
Km.
37920,800
Mesa do consulado provincial, 30 de juulo'd'e
ll" Pejoeicrivao, S,mta.
Movimcnto do pono.
"- Pta tiie,rHU!n' n- P'X="* "er-
endo i?,,"'&- S S"8 """"o como fa-
nal : PorVm no m P*Cl """"clo-
mal lDrd0 quTe0^ f"""" P~>'lroa
'cito uje teu, 7 ", 2 mnn'C *"g0 dl"
anpu lean .?' dee ""' Por or-
conselenela, este aril' f qUC> el" ,n'"1"
, a carta, da |u,i ,",", ''"..'*. con,
I deve ser ^W^^' W
l-V ; comA ai tico l ',,Ta '. a'al<"<" modo,
|i.ende e,. artigo; ^0 ^li:^
Nato enliado no dia 1.
Macci-45 horas, brigue brasilciro Adelfa
, ti (anima de 187 tonelladas,eipu.io h,.
noel dos Santos Ornellas, cquipagem 12
carga assucar o caf ; a Aniorim & lr^
mSos. Passagoiro. Msnoel Goncalvcsdo
Oliveira. liste liriguo dcstinava-se a I ha
l da .Madeira, mais arribou a osle porto, por
atarla, vem reparar o seguo para o seu
destino. *
f/dfos sahfibi no mesmo dia.
Portos dorrorto vapor lahtana, cnmman;
daino priinriro leaente Sodundino, Le-
i M iW bordo : -- o Exm. presidente ds
Parahiba.Dr. Antonio Coelho de S Albu-
querquo, I criado e 2 escravos, Joaqun)
'de 8. Coellio e 1 eseravo, Marcos Kvange-
liata Raymundo Flix Lobato lenle
Jos Joaquim de Barros, o ex-soldado Ce-
ra Ido de Suuz e 4 pracas dn pret.
Liverpool galera ingloza Columbas, capi-
to Coble, carga assucar o algoduo.
MI
Declarafocs.
De nrdciii do lllm. Sr. director geral da
inilruccao publica, faco saber aquem convier,
= Para o Rio de Janeiro sahir dentro cm
poucoi das, e na presente semana, nao huyen-
do inconveniente, o brigue Kufra, capilo Jo-
s Joaquim Das dos Prazercs, pode reeebcr al-
guns escravos, como passagclro: quom pre-
tender poder tratar com o dilo capilo ou
com Amorlm Innos, rila da Cadcla n, 39.
Para o Rio de Janeiro seguo com bre-
vidade o brigue escuna Olintla, para carga
cscravos ou passsgciros trata-se com Ma-
chado & Pinheiro na ra do Vigarion. 19.
segundo andar, ou com o eapilflo Manool
Marciano Ferroira, na praca do commercio
Para o Rio de Janeiro sabe em poneos
das a bi ni condecida escuna Mara Firmina,
forrada e pregada de cobre, capitn Joo ller-
uardo da Rosa, por Icr a maior parte do seu
earregamento prompto : quem na inesina an-
da qui'er carregar ou ir de passagem, bem
como embarcar cscravos, cntendasc com o
mesmo capilo, ou com o consignatario Luiz
Jos de S Araujo, ra da Cruz n. 33.
-- Para o Aracati sahe no dia 10 de julho
a somaca Carlnla da qual he mcslrc c pratieo
Amonio Jos Vianna por teramaior parte da
carga prompta ; para o resto da carga c passa-
geiros trala-se com omestic .la mesma no Tra-
pixe do algodo, e com o consignatario da
mesma Luiz Jos de S Araujo na rita da Cruz
do Itccife n. 33.
A barca portuguesa Sonto' Cruz, sahe pa-
ra o Porto al io de julho prolimo, por ter
prouipla grande paite de seu carregameiitn,
aluda recebe alguma carga a frele e passagcl-
ros, para o que tem assiados c grandes com- ^
modos : a tratar com Francisco A Ivs da Cu- "
nha & Companhia, na ruado Vigarlo n. II
primeiro andar, ou com o capilo da mesma
barca alanoel Francisco Nogurira.
Para o Iracaty sahe empreterivelinenlc
no dia 12 de julho o liiale Flor dcCuruiipe por
ter quasi a carga piompla quem n'elie quiser
carregar ou ir de passagem dirija-sc a ra da
Cadcla do Recife n. 49.
Para a Haba segu no fim desta semana o
patacho Con/tanca, pera o resto da carga Ira*
ta-sc com os consignatarios Novacs Se C, ra
do Trapixc n. 34.
- Vcnde-se urna lancha nova; que po-
ga do trila a quatcnla Dnicas, a aqual
se acha em perfeilissimo estado, bem co-
mo tres botes novos, tudo por preso com-
moilo : na ra do Vigario, n. 11, priuieiro
andar.
Leiles.
= Por ordem do ir. Casquel, gerente do
consulado da repblica franceza cm lVrnain-
buco, o corrector Mlvciraatar lellao, por con-
ta e risco de quem pertenece de uin bote em
boni estado e de bom lamanbo,- proveniente
da galera franceza Le bom llmry prximamen-
te maufragada : quarla-fcira, 2 de julho pr-
ximo, s 10 botas da inanliaa cm ponto, dc-
IVoutc da casa do dito consulado, no Traplxe
Novo, aoqual se acha a marrado o referido
bote para inspecfo previa doiprelendentes.
O corrector Miguel t ameno far lellao
no da sexta feira 4
------------- do corrente as 10 horas -----,-------------------
da niatiha no icu annazem na ru do Tu-1 que Ii se dir quem da.
urpncianlo desta prac,a, que t-m
si utna ordem ou Ii tra favor do Marcos Antonio Rodrigues do Son-
ta tenlia a bomlade de declarar o sen no-
me", porquo na corla do aviso, Itotivo o-
niisso.
-- Oil'ercce-sc uma mtiMirr parda dn meia
id.nle, do hons Costumea, para 0 srrvico in-
lorno de qualquer casa de bnmeni folleiro,
ouviuvo, com milita aplidiio no ejercicio
de ama : no pateo dn ('.armo, por simada
botica, obrado de um andar n. 3.
-- 0 abaixo .signado deixou do ser pro-
curador do Francisco Cordei'o Raposo no
dia 20 do maio do correnle anuo de 1851,
lii'.iti'ln ssldo da emitas com o tiicsmo.
Jo fio lacinlho de Olircira.
Prccisa-fc de dous olliciaes de carleo
para tomar conla de uma olita na fregnrzia
da F.scatla ; (.luern eslivcr naeUl cirrtinis-
tanoill Me com liernardioo Francisco de
Azcvodo Campos na na do Rozario estrella
venda n. 47, para tratar do ajuste.
Offerecc-se uma senliora viuva para
ensinaras primeiras letras lauto a moninas,
como a meninos, comanlo que lejl para
fura da prac/, o jiintamcnle vende-sc uma
escravade bntiila figura: quem pretender
dirij i-so a solcdade, contiguo ajuarda do
Lospital, casa n. 9.
lid'nctoK.
Tirs-se rerselos de lodo e qualquer ta-
maito a oleo e tamliom em nimalura so-
fre o mu lni ; com petfeicSo, e preco com-
modo : na travesea do Carino ou Sarapclcl,
n. 1 2. andar.
Jos Joaquim da Silva Maia, iguorandoas
moradas dos senhures balso declarados, ro-
ga-llics o favor de se dengir a ra do Crespo
n. lu, para se tratar de certo negocio, a saber:
Os senhores ; Severiano do >loura, Vicente
Ferreira de Jess da Mota, llcrnardino de Sena
Ribeiro, Ignacio do Reg Madeiros, engenho
Figuelras, nlanorl Lopes Guimares, Francisco
de Aducida Ferreira, Francisco Jos Gomes,
Jos Antonio Ditancourt. Antonio Claudino
Pessoa, Joo da Fonscca Lima, Joo Pcrcira i
Chaves, Francisco Vrrlssimo Rodrigues Rale-
ves, lenlo f'olelhn Piulo de Mcsquita, Jos da
Silva San Tllelo, Jos Pcrcira da Mota,Caldillo
Lopes de Oliveira, Domingos Mariins dos San-
tos, Claudino de Souza Miranda Coulinho.
i:ii'un-uto- ele bomopniiiin.
Por todo o mei de julho, saldr a luz a w
O I.* parle d'esla obra composla pelo pro- W
v- fessor hoiiicopatba Gossel tlinioni, di- *.
m vidldacmlrespailcs. Ksla piiinciracoin- ^
m prebende, o discurso preliminar, a lo ^.
L trodueco, o exame do doente,a cscolha ^
2 do remedio, o cinprego* dos remedios, ^T
o rgimen c os conscllios clnicos, com "*?
# a cxplicaco dos nomes gregos c anoto- '
micos einpn gados em medicina, i- a >
** iudicaco dos mcdicamciilos apropiia- :*'
m dos para cada caso de enfermidade. Ks- fS-
<> ta obra lie til, lauto para os mdicos >
S que se iIi.Ik.h un a experimentar a no- /
2 va medicina, como para lodas as pes- Ji
<* soas de boa vontade que se quizerem
O convencer por experiencias da verdade
? d'csta doiiimii.i, por ser ella milito clara O
fg ealnielligcncia de todos. l'iccif.i-.-o de 800,000rs. apremio, o
para garanta se da mu boa (irma: quem os
quizer dar, annuncio por esta folha.
-- l'recisa-se de um prolo, ou molcquc,
para o servico externo do uma casa do pun-
ca ramilla : quem o tiver para alugar, di-
rij a-e a ra dos Quarleis n. 24, que te di-
r quem precisa.
- Jos Themotio Poreira Rastos embar-
ca o seu eseravo Feliciano, cabra, para fra
da provincia.
D-se de cem a qualrocentos mil rs. a
premio do dous por cenlo ao mea sobre pe-
nhores de ouro ou.prata; quem pretender
dirija-se ao aterro da Uoa-visla loja n. 54,
ii Incluir o! Pedro Caudianno do Rales
o Silva, propnc-se a advogar, e tem estabo-
lecido sou cseriplnrio, na mi Direita, se-
gundo andar do sobrado n. 88, onde o do-
vem procurar das 7 as 9 horas e das 3 e meia
as 6 da tarde.
Precisa-sc de urna pessoa que seja peri-
ta em plantacdes de sitio, para o faier em
um no lugar do Remedio : quem estiver tiestas
clreuinstancias, dirija-sc a alfandega desla ci-
dade a seu porteiro.
Na ra Nova n. 33,'compra-so mclal ve-
rbo, robre, bronze e IslSo.
Aluga-so no bairro do Recife, n'uma
ra que tenha vista para o mar, ou com
quantu este ja fresca, urna salla rom quarlo
para dormir, para um homem solteirn, es-
trsnroiro: quem tiver, dirija-se a ra da
Cruz n. 15, armazcm, que achara com quem
tralar; advcitn.se, que tifio se olha ao pro-
co, no caso que ngrade.
Precisa-sc alugar um sobrado do um
andar, ou un primeiro, para urna pequea
familia ; tambem se troca lor urna casa ter-
rea no rna de llorias, com hons commodns,
oplimoqiiintal ilmtado o muito assciado :
trala-se nrsla lypographia.
-- Prccisa-se nbor quem he nesla praca
o rorrcspondciilc do Sr. Flix Cavalcante
Los, morador em Nazarclli da mata, para
lrotar-se a negocio de seu inleresso: na
Camhoa do Carmo n. 33, ou anntincic.
Rcscja-sn saber quem he nrsla praca 0
correspondente do Sr. Frantisro .Litlava-
res Lira, paro se tratar de um negocio que
Interesal ao dito Sr. : na ra Nova n. 23.
Pricisa-so alugar um primeiro andar,
ou cosa terrea, i.n hairrodc S Antonio, que
enha quintal, cicimli c coniniodos para
randc familia : quem livor annuncio para
ser procurado.
-- Precisa-so do tima ama de hite, que
soja novo : na 1 ta do Amnrim n. 25
-- OfleTOCe so una mullier pan amo do
qualquer casa de pouca fan iba, de lodo ser-
vico .'o portas a dentro : na Praga do Gorpc
Bal I i n.2.
-- Precisa-re d.'umprdo para nadarla,
pagando-so ror mais do que a un liomem
forro : na roa to Cottivillo n. 29.
precisa-so de um feilor (lito en tonda
de h( tle, pomar c jardtm : na ra da Ca-
deia do Recife, sobrado n. U.
Aluga-se um sobrado do 2 anderes ras
ruosseguintes : ra Direita, ra do l.ivra-
menlo, pateo do mesmo, ra do Queimado,
ra do Crespo : quem liver e quizer alugar
dirija-se a rus da Praia n. 55.
-- Um moco quo lem lodos os preparalo-
rios.o sabe partida dobrada, se offerece para
oscriplursr em alguma casa cslrangcira ;
quem quizer se uliiisar de seu prestimo an-
nuncio por esla folha.
Desapparererom da fabrica da rui do
Rrum n 2s os cscravos Antonio o Filippe,
o primeiro be de n ii.in cahinda eslalura re-
gular, COr fula, cheio do rorpo o muilo ca-
belludo nos peitos, costtinia andar tela prn-
ea da Boa-vista o suas imnicdiacOcs o s
apparree uestes lugares de matilifl codo ou
le tirde i o segundo lio de nacfio e pcrlenrc
ao casal de Jos Hara do Jezus Muniz, be
cheio do rorpo, rostuma embriagar-so e an-
dar pt lu l'oa-visla : ambos os cscravos sflo
olliciaes do caldcirciro o Tugiram desde o
principio do mez de junho p. lindo. Roga-
se a quem os pegar de leva-Ios a mesma la-
briea que sari generosamente recompen-
sado.
icnacio firmo Xavier l)r. cm niclicitin
mudou sua residencia para a uta do Crespo
casa n. 8 segundo a ii dr, o ahi pode sei
proctiraJo para o dcseuipenlio do sua pro-
IsOo
ATTENgA.
Conslaiulo-mo quo Mannrl Jos doSouza
Relio, c Jo: de Souza (uido, rom Srs. do
engetiho Pbarsl, silo na rreguczia do Agoa
Preta, prctrndein vender as parles quo no
mesmo possuem e como as le ras aun dilo
engeilbo lemnreupado par: suas plaoUcdei
ao lado do mirlo perlciicciii ao n ru enge-
nho Universo, l'acu scicnlo ao publico para
que nao -c illudfio a fazer algiini negocio
soliic tal olji'Clo, visto que tutn infillivel
trente do lecaliir em prijuizo do quemo
domprai ; o que nOo acontecer logo que
ditos comscnltorea ou outros interessados,
aircscntein tiltiles sudicirnlrs por onde as-
severarr, e que drslcs niesmos ttulos ron>-
teseu picvalccitnenlo contra aos quo ios-
suo do dito neu cngcnlio I inverso. Anto-
nio Evaristo da llocha.
Jo.,o Confalvcs Lucas Lisboa, embar-
ca para fra da provincia o seu eseravo me-
nor, de nomo Anaslacio.
Precisa-so do um portuguez, quo en
Compra-so um par de pulseiras do dia-
mantes, porom quo sirvan) para menina, o
lambem uma espada do' bainha do ferio pe-
quena : na ra Nova n. 8, loja.
Cobre velho, lato, bronze, etc. : na ra
Nova n. 33.
Compra m-se escravos com olcios dn
ferreiro, csrpinteiroepodreiro, assim como
molecotes e molers do 14a 20 anuos, e mo-
cambas com habilidades : na ra do-Colle-
gio o- 25, primeiro andar.
Compta-se urna pros, de idado de 40
anuos, pouco mais, ou menos, que soja ro-
busta, o que cozinbe bem o diario dn uma
casa i na ra da Praia, armazim n 34.
Vendas.

-, Vende-se a (averna da ra do Pilar n.
84, com potirns fundos: trata-so na mesma.
PnilllOS filio* de loilas as ijiia-
UiIariON.
Na ra do Crespo, loja da esquina, que
volts para a Cadea, vendem-so panno lino
preto. a 3,000, 3,500, 4,000, 4,500 O 5,uO0
rs.; dito azul, a 3,000,4,000 rs., e muilo su-
perior, a 5.IIIU rs.; dilo verde, o 2,V" .. ;
dilo muito claro, a 4,000 rs. ; dilo'cor do
rap, a 3,000 o 3,500 rs.; cortos d casimi-
ra prcla, a 5,000, 6,000 e 8,000 rs.; ditos do
cor, iii;,itiiis, o oulras fazondas o mais
baralo possive.
Nova peeninelnr.
Corles de crista chita, a 2,000 rs.; dfloi le chi-
ta inlciros com 12 covados, a 1,600, 1,800 6'
2,000 rs.
Na loja do esquina da ra do C'cspo, que
volla para a Csdeia, vendem-so corles do
eassai dula, a 2,000 rs,; ditos do chita, a
1,000, 1,8110c 2,000 rs. ; ditos do Cimbraia
branca com lislras decores, a 3,000rs.'; di-
tos de salpico, a 3,000 rs.; corles do coleto
de luslfio Jo ullinro go-to, o 1,600 rs o ou-
lras nitntas fazondas por proco rommndo.
Vcndf-sc ntraz do tlicatro,
nrmazem de lalioas de pinito, oleo
le linr>aca em botijas cimento
em barricas, nicias cas tinas.
Vende-se trna hslanca romana deci-
mal, que pega 2500 libras, propria para
Irapichwi ni ra do Apollo, rmazom n. 2.
Ven loso uma pela oreoula, de boa
figura, oom uma eriaoca do 6 mozos, por-
fetta coslureira, ecozinba o diario (e uma
casa : para ajDaUr-te, ttaia-so em S. Ama-
ro, passando a l'midico primeiro porlAo.
No caos do Alfandoga, no armazum de
iVntnnio Aunes Jicomc Pires, vendo-se a-
zeite doce, lino, cm garrafCrs, com 3 caa-
dos rodo um, per p'oeo commodo.
-- Vende-so uma podara, com lodosos
perlcncos: tratl-fla nss Cinco Ponts n. 110.
Vendo-se um terreno em Paralibo, ai)
p tic N. 8. da Cuia: trala-se na casa da bar-
roira na i'acaiuiia.
Vendo-so uma casa Ierre, sita na ra
das Cinco Ponas n. 76: a tratar na mesma.
Contiiiuo-se a vender cera do carnau-
ba de superior qiiolidodo, osapaloosdecou-
ro de lastro, ltimamente chegados, por
proco commodo : no booto Largo n. f, se-
i.ii.1i andar.
Vende-se una molaliiiba de
ii a i a anuos de iiladc, bonita fi-
gura c com principios de costura :
no ra da Cadea do iAccife, lo-
londa de plenUcOoso rcs| onsabelisose poi
um sitio petto do praca: na ra da Assump-
Cflo n. 36, segundo andar.
Imposto Por cabrea llegado, que for consumido
no municipio do Recife, o arrematante ven-
de a* freguezias de Jaboalfo, S. Lnuicnco,
Muribeoa o Varzea, juntos,outeparados: os
prclendctiles dirlJOo-SO comas habilitacfles
necessenas, a ra do Sania Rila, sobrado
"'8J DENTISTA.
J. Jane dentista bein cnnhrcido nesla praca,
rcccntementc ehegailo da Pabia, tem a honra
I de participar ao rcipcilavel publico, que se
[acha de novo residiudo nesta cidade ra Nova
n. i!> primeiro andar, aoudc sembr se ochar
dan 9 boros do di i ale as 1 da tarde.
nsr desembargador el icio do polica
inteiino da provincia para ronlicciincuU
dos inlcrcssndos manda fazer publico que
naradeia da villa do Cralo da provincia do
Cearti exislc um eseravo do nomo Vtconte
ou Luiz, que dcolarou pcitcnccr ao cx-oa-
pitQo Pedro Ivo Velloso da Silvcirn, leudo
antes porlcncido a l'ranc*iseo do Pot, se-
gundo conslo do ollicio do.clu fe do rolicia
inlii:un daquclla provideia datado de 3 do
curenlo; e bem assim dous outros escra-
vos, um re nome.Manuel, que declarou | cr-
ic ncer a Jofio de barros morador na villa
do Ronilo, o oulro do nome Francisco, quo
declarou pcrlcnccr a Jofio Francisco do Al-
buquerque rcsidenlo no Aterro da Roa-vista
deala cidade, como ludo ronsla do cilicio
lambem do ebefo do polica daquclla pro-
vincia com data de 17desto mez. Secreta-
ria da polica de Pcroambuco, 28 do junio
do iNji .-iiiioma Jos de Frcitas, 1. ama-
nuense.
Compras.
-- Compra-se a legi.-ljc.'io Rrasiloira, ja
usada, de 1830a 1850, anda iiiosino rallan-
do um ou outro volume.
Compra-re um molcquc de 12 a 18 an-
uos, sadio o sem vicio, para o servico de
casa : na ra dg Rozario larga, padaria n.
18, que se dir quem prelonde,
-- Compra-sc urna padaria com scus penen*
ees e alguns escravos da mesma Iiu m.i, den-
tro da cidade, anuuncie por esta follia para ser
procurado.
Compram-sc 2 loncos do lavarinto, de
caasbraia de linlio : na roa do Trapiche n
17, em casa de Jos Teixeira liastos.
.Muilo linrulo.
.Na ra do Queimado n. 17, luja ao p da
botica, vondem-so corles do casimira de co-
ros escuras, proprias para a presento esla-
C.1o, a 4,000, 4,500 o 5,000 rs, ditos de ca-
simira preta, a 7,000 rs. o muilo fina, a
9,000 rs.; Iiruis transados de linho, do co-
res, a 800 rs,, a vara, ossini como outras
fazciiihs por diminuto proco.
Vende-so um eacravo'Ja idoso, do boa
conduela, [ roprin para sitio: na ra dn
Crespo n. io, luja.
i'i'.";-.-. le nlgorioziii'to coni ic-
inenu toque de a va lia a I 200
Kioo, inoti. colniloie.i clc
pnitt escravos n 7 2o.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
la para a cadeia, votlo se p cas de algbdflo
/.inlio i 1200, 1600, Ikiiu, rohcrlorcs do to-
pete oscuro para cscravos a 720, peeis do
madapoIKo pira forro a 2,900,0 oulras mui-
(as fazeudas ja muito acreditadas na mcMtia
tola.
lie tao boratoqne rz admirai'.
Na ra do Queimado loja n. 17 vendem-so
pecsa do riscadinho escuro com 38 covados
oom pequeo tocino de ni du, muito pru-
prios para vestidos do escravos a 4,500 rs a
poc, chai. < de gurgutflo on cadli(,'o a 1,000
rs. coda ti m, eortrf do vestido tle cambraia
do barra a i,rou rs catnbroias francozas do
padros minio del cados o il) rs. a vara, u
oulras nm i fazondas por barato precil.
l)3o-so as amostras com pinliores.
-- /la nova n. 2 alliU da matriz, ven !em-
o lu, ns do lima.no prrto gaspeadns du
coro de lust'o para senhora 4,U00, sap^tos
Ido ni.irioiji,un 1440, ditos do lustro 2,000,
ditos do durai|ue prolo ^,000, do solim blan-
co 2100,' ditos duraque do cures 500 rs um
par. Sapatcs de coro de luslro para bo-
rneo) de sola l'rt necza 7,00i>, chapeo (ranee,
para hoincni mu o lino 7,000 7.500, cha, cus
de sol do seda para bomorn, ditos de panno
de algodflo, mangas dovidru, jarros de por-
celana lina | ora llores, cana da india para
bengalas, espelboi peque nos, garrafa do vi-
dro, lainpidas linas, superior anua de colo-
nia cm irascos 2,ouo, 3,000. 6,006 rs., per-
fumara lina, o mullas uulros fazendas, ven-
das a dinheiio a vista, nada de liado.
-- A' Colonibieo na ra noca loja n. _', ven-
dom-so lluros linas rom roas brancas pata
enfcilo do vestidos, bicos prctos linos, len-
cos de selim prolo, lenco do seda do cores
para seniora ICilO rs., dinlioiro a vista.
Vendo-so camisas lio.nujjpdtbioas du
ielaiicla muito lina propria para eslafflo do
tnveino privativo do cou^ipsecs, ra nova
loja u 2.
1000 dinltciro ii ei's'i, vende-so lencos
o soda para hombio do sonhora 1,000 rs.
Ra nova loja u Sat'ai da matriz.
,l' Colomliiez com luja n. 2 M ra nova
atroz da matriz, rcccbco chapos lios da
ultima mola do Par*. Vendo a dinheiro
a vista, nada do liado.
Aoa ainnuteado bom o barato,
Vcudo-so na rus da Aurora ti. Si latas
com superior bolaxinliasdeararula leila i.o
Rio de Janeiro 2,400, om livra 610, manteca
ingleza son, 640, 500, orvlllias 120, paios
j'n, lingoica too, iii.io iri,lu tallianm 160,
letria 240, vellas de espormacete 680, loiei-
uho do Lisboa mu. dilo do Rio de Janeiro
140, vinho engarrafado porto 500, vePasdo
Aracaly 300, queijos superiores 1,600, dito
frsneez muito fresca! 640, dito londrino
480, graxa 160. em latas do autor las Masn
140, sabio branco 320, amarollo 140, seva-
dlnha 160, sovada ico, bolaxas americanas
redondas ou qusdradas marca graude 200,
dita de marca pequea 200, banha do poreo
520, lamilla e ararula ICO, gomaaa para
cii^n.iimai 160, familia de trigo para pflo-
de-l 10O, dita do klarsnham 120, passas
novas 280, azeitonas novas 2io, palos de
beira azul 1,080, (igellas 1,080.800, arros
8o rs. a libra, cha superior 1,8001600, quar-
tinhas de superior barro, o faltas pelo pri-
meiro artista deste genero S40, traques 910,
o lodosos mais gneros do venda por preco
commodo, na mesma casa so compra cobre
i velho em obras iauleis.
I
tai


A!t,ooors. apcrlnlia.
Na loja da na do jQuriomln n. 3, defron-
te do bccco do Peiio Frito, vendem-se pe-
cinlias da cassa chilu do minio lindos pe-
droe?, pelo baralissimo preco de 2,000 rs. a
pccinba, dar-tc-hSo amostras com o com-
E cente prnhor.
leposlto da fabrica le Todos <>s
Sanio* na Baha.
Vendo-se, em casa de N. O. Itieber & C. ,
na na da Cruz n. 4, algodSo transado da-
quolla rabrica, nuito proprio para sarcos de
assacar e roupa de escritos, por proco rom-
modo,
Cera de carnauba.
O mais superior que ha neste genero, ven-
de-ae cm porco c a retalho : na na da Cadcia
do Recite, loja n. 50 de Cunha & Amorim.
raMff VVff f ffff t Wffff
Arados americanos. 9
>. Vendem-so arados americanos vor- ^
5> dadeirns, chegados dos Estados- ^
ia> Unidos : na ra do Trapiche n. 8. 4*
AAAAAAAAA '
Cera de carnauba.
No armazem de Domingos Rodrigues de
Audrade & Coirpanhia, na ra dos Tanoci-
ros n. 5, vende-ae superior cera de carnau-
ba, ltimamente viudas do Aracaly, em
porcSo e a relalho, por menos preco que
em nutra qualquer parte, assim como sola e
couros miudos.
Ganga nicsclada a 28o'rs. o
covado.
Defrontc do beccodo Pclae frito n. 3, vnde-
se ganga metclada de qualro palmos reforja-
dos de larguia pelo baratiasimo preco de qua-
torzc viales o corado, esta fazenda he rccoin-
mendavel nao s para jaquclas c calcas, como
lambem para palils e casacos.
Vendem-se 4 molecoles, de idade de
16 a 20 annos, bonitas flguras, sendo al-
guna de aervico de campo; 1 tlilo de mcia
idade ptimo para qualquer sitio, i or prer,o
rommodo ; 1 lindo molatinho de excellen-
to conducta, de idade de 1C annos, ptimo
para pagem ; 2 negrotas ereoula s, de idade
16 annos ; 3 esersvas mocas de todo servi-
do de casa : na ra Direita n. 3.
Vonde-se o engenho l'rejubi, na fre-
guezia de Iguarass, moenlc o rorrente,
rom safra criada, lom boas madeiras o por-
to de embarque : quem o pretender enten-
da-se com Francisco Cavalcanli Jaime Gil-
vilo, proprietario o morador no mesmo.
lii v a- de pellica a Mon rs. o par.
Na ra do Queimado, dcfronle do bece
do Peixo Frito, vende-se Itivas de pellica
Cont inglcz para homem muito linas, pelo
aratissimo prec,o de cinco patacas o par.
Alarinclndn.
De ptima qualidadr, em latas grandes e
pequeas, cm porcSo e a relalho, sendo a
320 rs. a libra da primeira sorte, e por mo-
nos as qualidades inferiores na ra do
Crespo n. 11.
Vende-sc ou arrenda-se, urna casa de
pedra c cal, sita no Monlciro, com lirrcno
para plantar e com arvoredos de frncto, por
preco com modo : trata-so na ra dasTrin-
ebeiras n. 48, primeiro andar.
O antlgo baratelrodo l'osseio l'ii-
blleo, loja n. I I. Ir Flrniiano
.InsV ll mi ri- ni- Ferreira.
Tcm superiores cortes de vestidos de sar-
Julinasdescda, fazonda de muito gosto, as-
sim como cortes da mesma fazenda listra-
dos de cores, pannos finos de todas as qua-
lidades e cores, setins lavrado?, sarjas pre-
las, merinos, chitas rancezas largas, brim
transado do linho puro, fazenda de gosto,
casimiras pretas, cortes de ditas do cores,
chapeos do massa frsnceza, chales de todas
as qualidades e gostos, vestidos do soda,
riscados francezas, cortes de casimira de
algodilo, o barato prcc,o de 1,400 rs., len-
cos de chilas francezes, imitando aseda,
muito lindos, a 400 rs., madapoloes de to-
das as qualidades, chitas finas e de todos os
precos, setim preto maceo, cortes de chi-
las rassas, a 2,000, 2,800 o 3,000 rs., es-
guioesde linlio, Iretaiilins, linhos dequa-
dros, tapetes, corles do coletes de .corr,
muito baratos, fustes superiores a 800 rs.
o corle, meias finas superiores, para se-
nhoras, luvas decores, lencos de mSo, bi-
cos, lencos de sedas c outras nimias fazun
das, que se venderse a preces que agrada-
rflo aos compradores.
-- Vende-se um bonito molcque, de ida-
de de 16 a 18 annos : no Aterro da Boa Vis-
tan. 6, primeiro andar.
A 2S5oo i*., o par.
Sapalfles de luslro, a 2,500 rs., o par: no
Aterro da Boa Vista, loja de calsado n. 58,
junto ao seleiro.
c n
sao.1
Vondem-se selins inglezes elsticos,
ditcs con* berranhas, rhrdn ?gora : em
casa do Ceo: kenworthy en Companhia, na
ra da Cruz n. 2.
Vende-se urna cscrava de idade c de
nacfio, boa lavadeira ecozinheira: na ra
Imperial n 7.
Lotera a beneficio de N. 8. do Ll-
vranicnto.
Aos 5:000,000 de rs.
Na, loja de miudezas da Praca da Indepen
dencia n. 4, vendem-sc bilhotes inteiros, a
10,000 rs.; meios, a 5,000 rs.; quartos, a
2,600 rs.; decimos, a 1,100 rs., c vigsimos
a 600 rs., corre no dia 12 de Julho.
liici.jo- de pr.iio.
Fresquissimose muito macios queijos de
prato, vendem-se por preso commodo : na
ra da Cadeia do Rente D. 1.
Vendo-sc a taverna n. 8, da ra do
Rangcl, muito afreguezada para Ierra e pa-
ra o mato, c muito ventajosa, nSo s pela
elegancia da armtc.Do, como por esta prr-
teocer a casa o ser commodo o aluguel: tra-
ta-se no roesmo estabelecimenlo.
CERA EM VELAS.
Yendem-ae caixas com cera em
velas da mai superior que ha no
mercado, fabricado em Lisboa e
no Rio de Janeiio, sorlimentos'ao
gosto do comprador e por preco
mais baralodo queemoutra qual-
quer paite : trala-se na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, com
Machado & Pinheiro.
A I Ir 111 11"
Venden-sc posas de cbllas sup*riorrs que
nao di-kliotain, 1 6,000 rs., 0,500 r. e 7,000 r.
em covado, a ICn, 180. r 500 rs. ; cliila larga
trncela muito lina, a 280 rs. o covado; pes-
ias de madapulao lino, a 3.500, 3,800, 4,000,
4.500 ra.; e mullo lino, a S.000 ri. ; pecas de
de cassa para bahados de 1U arda, a 2.40U rs. ,
portea ,\e cninhra d.< ulliiiiogosto.de salpico
a 5,500 c 6,000.; bretanba de linho* a 560 c
600 rt.,a vara; superior cortea de casimira
prcta sciini, pelo demlnoto preco, de 9,500 rs.!
ditas decores, multo finas, a 0,000, e6,500 rs ;
corles de ganbrrons, fazenda de multa dura,
pelo diminuto preco, de 1,600 c 1,000 rs., rada
corle decalsa ; rlscado de linho multo fino, a
320, e 300 rt, o covado frankllm preto pelo
degracado preco de 4o0 rs., o covado ; meri-
no preto, a 2,000, 3,500, e 4,000 rs. ; e outras
mullas fazendas por preco baralisrimo, e para
crdito: na loja da estrella na ra do Queimado
n. 7, i-oinlroiile ao beco do peiao frite.
Alte a cao.
NA balro do Recife ra da Cadeia loja n. 53,
conllnua-te a vender, tanto em calas como
libra, as melhores c mal acreditadas vellas
de cera vegetal de carnauba no s pela ei-
cellentc luz que dcllas resulta, como pela apu-
rada perfeico com que sao feilas, no Aracati,
pelo mclhor fabricante da qurlla cidade,
Peca de chita, a i son o rs.
Na loja n. 5, que volta para a ra do Col-
legio, vendem-se chitas de cores, pelo ba-
rato preco do 4,000 rs. a poca ; pao fino
preto, a 3,200 rs. o covado ; chapeos de sol
de seda, a 5,000 is. e outras muitas fazen-
das de bom gosto o multo baratas.
Cambalas de seda, a ti.ooo rs.,
o corte.
Na loja do Guimarfies & llenriques, ra do
Crespo n. 5, que volta para o Collegio, ven-
dem-se ricos cortes de cambraiis de seda,
pelo barato preco de 6,000 rs., o corte, esta
fazenda he de gostos inteiramente novos.
Calcado.
No Aterro da Doa Villa, dcfronlt daboneca.
He chegado ressentemonlc um novo e
completo soilimento de calcados Trancezes,
de todas as qualidades c para todos os la-
manhos, que se vendem muito baratos, a
fim de se apurar dinheiro.
No Aterro da Boa fista, defronte da boneca.
He chegado os bem conhecidos sapalOes
do Nantes, muito proprios para a estaco
presente ; ditos do Aracaly, lano para ho-
mem, como para meninos, a 800 rs.; ditos
de couro de lustro, feitos na Babia, a 3,000
rs.; ditos do Aracaly, a 2,500 rs tudo a tro-
co de scdulas.
Mor mili- superiores.
Na fundicSo de C. Starr & Companhia,
cm S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, lodos de ferro, de um modelo e
i'onstrn('<;"<> muilo superior
Arados de ferro.
Na fundico da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados do ferro do diversos mo-
delos.
4
CBAXA ECONMICA EM MASSA.
Do insigne fabricante americano, James Ma-
sn. A sua composlcao be fclta de proposito
para lustrar com agua c conservar o lustro,
i ni i n de invern como de vcro; a grande
otagein que ha nesta graia he a couservaco
do calcado, e luslrarein-se os sapatos ou bo-
tina ainda mesmo mothados, c urna pequea
latta aturar mais deque Ircs boides ecustar
menos do que um. Vendc-se cm barricas,
ou porcao de dusias, no armazem de Vicente
Ferreira da Costa, ua ra da Madrc-dc-Dcos.
Anligo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. I7, ha
mullo superior cal nova em pedia,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.

dre*de-Oeos 11. 5, clu't preto c>
4 de superior qiialidado.c Ini- v
^ lir 111 iliui l'i in;iili> |>oiil;i I'ri 11 r;i .?
4 Esta qualidade de cha esl sendo ge- >
4 ramenle preferida ao cha verde, ou pe- (,
4 lo menos fazendo-sc uso driles mistura- +
dos; e isio cm virtude nao smenle do Z
2 eu agradavcl aroma c sabor, com por- g
5 que he boje incootcslavflmentc reco- 9
W nhecido, que o cha preto noatacao *
W syslcma nervoso, ao mesmo lemjio, que *
? possuc todas as qualidades benficas do W
4 cha verde, ?
Vencm-se as seguinles se-
mentes:
de abos, ditas de dilas ingieras, dilas de r-
banos encarnadas, dilas brancas, dilas de ce-
blas de Sclubal, dilas de alfacc allamaa,
dilas repolhuda, ditas de cvc trinchada, di-
tas de senoura aiuarellas, ditas de chicoria, di-
tas de coentro de loceira, ditas de salsa, dilas
de lmales grandes, ditas de repolho, ditas de
espinafre, dilas de pipinella, dilat de aipo,
11 11.ni carrapalo de tres qualidades, crvilnas
torlas c dlrcitas, rabanctes encarnados e tran-
cos : na ra da Cruz n. 46, dcfronle do Dr.
Cosme. Na mesma casa vendem-sc queijos in-
glezes muito frescaes.
Vendem-se queijos londrinos, presuntos,
caiiiniias de scdeliles porgalivo, conservas de
lodas as qualidades, crnente ou passas miu-
da para podins, carne salgada pora uso de fa-
milias em barril de 50 libras c miudos da mes-
ma forma preparados, ludo ltimamente che-
gado : na ra da Cruz, armazem n. 9. de Da-
vis se C,
i u/1 miii- por a niriniic dr sen va-
lor, mi i-ii.-i do Crespo 11. 6.
Cortes de chita finas, com 12covados,
1,920 rs-;dilo de cassa chita, a 2,400 e 2,800
rs.; chapeos de maca prelos. a 800 e 1,000
rs.; corles de brim listrado de linho puro,
a 2,000 rs.; nlparka do cordita proprias para
casacas e snbrecasaeas, a 800 rs., ocovadu
o muitas outras fazendas baratas: na loja
cima referida.
Vende-se superior cognac velho, em
liarns de 12a 24 canadas 1 na ra da Cruz
n. 55, casa de J- Kellcr i Companhia.
Vende-se grsso em barricas, viudo no
ullimo navio chegado de Franca, lendo ca-
da bairica 20 arrobas pouco mais ou me-
nos : na ra da Cruz n. 55, casa de J. Kel-
ler & Companbio.
bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Jriun ns. 6, 8 e 10,
fundicao de Ierro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambio de sicupira e bracos
de ferro 1 na fundicao da ra do
Brum ns. 6, 8 e 10.
Verdadeira genebra de IMlanda.
Ubegou resentemente urna pe-
quena porcao de genebra, de su-
perior qualidade Ventle-se por
preco commodo : na ra do Tra-
piche Novo n. 10.
-- Vende-se omelhor caf moido esim-
ples : na padaria por baixo do sobrado 11.
I0G, na Praca da Santa Cruz.
Vende-so familia de S Calhoiina mui-
to superior, por preco commodo : a bordo
da polaca N- S. do Carmo, fundiada defron-
te do Caca do Collegio, ou a tratar com
Francisco Alves da Cunha e Manoel Jos de
Souza Carneiro.
fazenda mais barata do que rm
outrs p-irte.
Cobertores de algodlo escuro para quem
tem fro a 720 rs. cada um, corle de brim
branco trancada de linho puro a 1,800 r., di-
tos escuro a 1,600 ra. o corte, rlcadns de li-
nho a 220 c 320 rs. o covado, rlscado de algo-
dao trancado multo encorpado proprio para
cscravo a 180 c a00 r. o corado, picote a 180
ra o covado, zuarte aiul de 6 palmos de lar-
gura a t40 rs. o covado, dito de cor a 200 ra. o
covado, riscado francez muilo finoaa 240 rs. o
covado, chita para cobertas decore fizas a200
rs o covado, ditas para venidos a 160 e 180 rs.,
cassa cblta corea xaa a 440 ra. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 rs. o covado,
pecas de cassa de quadros para babadoi e cor*
tinados de cama com 8 varas c mcia a ',400
ra,. chapeos de maisa para escravos a 480 ri.
cada um : na ra do Crcapo n. 0.
1 r 1 r 1 11 afuvor du igreja de N. S-
do i.i vi-amento.
No atierro da Iioa-Viita loja de calcado n. 68,
vende-se o mudos afortunados biHieles, mel
c camellas, da lotera a favor da igreja de .
s. do Llvrainenlo cuja roda correm no da 12
de julho do corrente anno infalivclmente e
na lucsma caa venderao-se da lotera da
Matriz d Boa-Vist a o seguintes premios vlget-
simns n. 44805:000# r. bilhetes Inleitos n.
37942;000 r. 11. 3032200,000 r. meiol bl-
Ihetea den. 2860-1 000/ r, n. 650200,0' 0 rs.
2828 100.000 rs. c mullos ns, com oiprcinios
de 50,000 rs. 20,000 rs. 10,000 rs.
Hilhetea 11,000
Helos 5,500
Quartos 2,000
Quintos 2,100
Decimos 1,100
Vigessimo 600
Potttssa da nussia.
Vendc-se potassa da Russia, recentemen-
te chegada, e de muito superior qualidade ,
na ra do Trapiche n. 17.
Vendem-se relogios de ou-
ro c prata, patente inglez : na ra
da Senzolla Nova n. !\i.
Tccido de algodao trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades
proprias para saceos de assucar e ,'e roupa
1scravos.
Tnlxns paro cngcnlio.
Na fundicSo de ferro da ra do r.run,
acaba-so do rocober um completo sortlmen-
to do tsixas de 3 a 8 palmos de bocea, as
quaas acham-so a venda por preco com-
rrodo, e enin promptidSo embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador
Woinhos de vento
eom bombas do repuchn para regar borlas
d baixas de capim : vendom-se na fundiclo
de Dowman & tic. Callum, na ra do Drum
ns. 6, Se 10.
Vendem-so amarras de forro: na ra
da Senzalla nova n. 42.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA M. 42.
Neste estabeleeimento conti-
na a baver um completo sorti-
ment de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
Yendem-se na travessa da Mdre
Dos n. 5.
Erva malte.
Fumo em folba.
Familia de mandioca.
Gigos de garrafas, pretas e
brancas.
riolhas para ditas.
Ancoras de peroba.
Ko un.,1/1 m da ra daMocda n, 7, con
linua-se a vender gaccas com superior colla
das fabricas do Rio Grande do aul, c opreco
mi conta.
Conlinua-sc a vender agoa de fazer ao
cabellos e suissas prrias : na ra do Queimdo.
leja de ferragens n. 31.
Vendc-se
Arroz de casca,
Farello novo,
Cha preto,
Chumbo de municBo,
Cimento,
vende-se ludo por preros comhiodos i, no
nriiia/eiuade J. i. Tasso Jnior, na ra do
Amorim n. 35.
Cal virgem cm pedra.
Chegada de Lisboa pela barca Mnronridn, ven
dc-sc no armazem de Silva barroca, ra do,
Urum n. 26.
Agencia de Edwin Maw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
niuiii.v Companhia, acha-sc conslanlemcnlc
bons orlimcntos de Uisa de ferro coado c
balido, tanto rasa como fundas, moendas lu-
cirs todas de ferro para animaes, agoa, etc-,
dilas para armar em madeira de todo os ta-
manhos c madcllos o mais moderno, machina
liniisrinial para vapor, com forja de 4 caval-
los, coucos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de pulgar, por monos preco que oz
de cobre, escovens para navios, ferro ingles
tanto cm barras como em arcos folhas, e ludo
por barato preco.
Em cn-ii de J. Kellcr & Cnm-
panhia, na; ruada Cruz n. 55, acha-se a ven-
da oexcelleolo e superior 1 iii/10 re 1111-
< < lias, cm birris de 5.*, he muito recom-
mendavel as casas rslrangeiras, como ex
ee liento vinho para pasto.
Deposito de tecidos da fabri-
ca de Todos os Santos,
na Baha.
t Vende-se em casa de Domingos Al- *
ves Matheus, na ra da Cruz do Re- 'S> cife n. 52, primeiro andar, algodSo **
'* transado daquella fabrica, muito pro- *S
^ prio para saceos e roupa de escra- ^
* vos, assim como lio proprio para re- ^
s dea de pescar e pavios para vellas, <
av. por preco muito commodo. -ag
A**4*A*aM* A AAAAAAA*
Vende-se|m grande sitio DO logar do
Manguind, que llca defronte doa sitios dos
Srs. Carneiros, com grande casa de viven-
da, de quatro agoas, grande senzalla, co-
cheira, estribara, baixa de capim que sus-
tenta 3 a 4 cavallos, grande cacimba,'com
bomba e tanque coberto para banho bas-
tantes arvoredos de l'rncto: na ra da Cou-
cordia,primeiro sobrado novo de utn andar.
( un radical.
De erysipcla e iheumatismo, com encha-
ciio, ou so 111 ella, ae|a anligo, ou moderno,
preservativo contra roturas n quebraduras,
e modo do fazer seu uso, cura radical dos
tosticolos, sem sofrer opericflo, nem dor
alguoia, cura radical dos escrotos, sejam
carnosidades, erisipelas, ou bydrocoles ( a-
goas), os remedios para lodas estas moles-
tias : vende-se smente no Rio de Janeiro,
na ra do SabSo n. 27, e em Pernambuco,
na ra do Collegio n. 18, botica de Peixolo
& Pinto, acompanha oa ditos romedios a ma-
neira do fazer sen uso e dictas qoe devem
ter as pessoas que dellos flzerem uso.
-- Vende-se fardo de muilo boa qualida-
de, em saccas de 3 arrobas, vindo ltima-
mente do Lisboa, na barca Ligilrm : na roa
do Trapiche n. 17.
Continui-se a vender manloiga ingle-
za nova, a 400 ra.; cafe em grSo, a ICO rs. ;
cha, a 1,920 e 2,400 rs.; sevada, a 100 rs.;
farinhide ararula, a 160 rs.; dita do liara-
nhilo, a 80 rs. ; chocolate de Lisboa, a 320
rs.; espermaceti! de 5, 6 e 7 em libra, a 640
rs. ; carnauba de 6 e 9 cm libra, a 300 rs. ;
tourinho de Lisboa, a 240 rs. ; queijos no-
vos, a 1,600 rs ; aletria, a 200 rs.; lalbcrim
e iii.ic.irr.in.a 160 rs.; bolachinha inglrza,a
340 rs. ; dita de soda, a 320 rs. ; 100 barriz
queforam do manteiga, a 100 rs., cada um,
em porciio : no pateo do Carmo, venda no-
va n. 2.
OOOO:O0O 000:0000
O Venderse um terreno com 01 palmos de #tj
Q frenle, arvoredos de frncto e cbaoafn
gv proprio, dividido cm trea parle, dous J
X dito com 31 palmos de frente, euin,"j*
v com 32 dito uinbem de frenle, c tem'w
O de eumprldo qnatrocentos e vlnlec tan- O
.^ tos palmos, junto do sillo da senhora
Vi I). Antonia Cadaval Pinto, ua travessa ^jjT
v da ra da Soledade para a estrada da Q
O Ettancia, uta vendas lo para saldo de Q
Q contal com os credore: a tratar com o ^s
y. dentista c sangrador Jos Anecleto, S
j* em sua loja de barbeiro no largo do ^
O qualro canto, junto da Igreja do Re- G
O zariocasa o. 7.
0OO:O:OO O^OOOOO
Pichincha para os lapateiroi.
Vende-ae couro de lustro francez, pelo
barato preco de 2,000 rs., a pelle 1 na ra
Larga do Rozario, loja de miudezas n. 26.
Vende-se um molecote de nac,8o, de
idade do 20 a 21 annos, bom ladino, de bo-
nita figura e sem molestia alguma, nt-m a-
chaquos, o qual entende de lodo o servico
do urna casa, por eslar a isloacostumado,
poiso motivo porque se vende se dir ao
comprador : na ra da I'raia n. 39, segundo
andar.
Vende-se urna taverna, na ra de San-
ta Rita n. 5, tem poucos fundos e faz bas-
tante negocio, tanto para a praca, como pa-
ra o malo : tratase na mesma.
Bom e barato.
Ra do Passelo Publico loja n. 9. de Albino
Jos Lelte, vendem-se rico corte de meia ca-
simira escura a 1,400 rs., chapeos de sol de
panninho com barras de ultimo goslo a 2,500
rs.. ditos de ditos grande com alguin mofo a
1,000 rs., chilas lina com toque a 16O rs. o co-
vado, ditas a 120 rs ditas para cobertas a 160
rs-, riscados franecze a200 ra., ditos inonatrn
a 200 rs., camliraiaa da India bordadas a 400
rs. a vara, lencos de seda para mo a 1,000 rs,,
dito brancos de bico a 320 rs., dito Unos a
480 rs., ditos de vapor a '-'iii rs,, challes de chi-
ta a 640 rs., riscado de linho azul ede coro,
miudiuhosa 32o rs. o covado, grvala de se-
lim de core a i,50n rs., lenco Tino encarna-
da, estampados a 400 rs. Cbeguein fregueze
q A as pecluncba to boa, a ellas antes que
Yabem.
Vende-se cobre metal orna-
relio c prego para forro de navios; vende-e
Eor preco commodo, cm caa de A. V da Silva
arroca, ra da Cadeia do Recife n. 42.
E MAIS OFFICINAS
NA
Riia Imperial n. 118 e 13o, e deposito narua'Nova n. 33.
Respetosamente avisam ao publico, e particularmente aos Srs. de engenhoa o des-
tiladores, etc., que este estabeleeimento se acha completamente montado, com as*Vn-
porcOes 11 cesar ri as, para desempenbar qualquer machina, ou obra coMernente ao ms-
mo. O mesmos chamam a atlrn(lo para as cguintca obras, aa quaes conslrnidas em sua
fabrica riimprirm rom as fabricadas na Europa, na qualidade e mSo de obra, a por me-
nos prego, a saber :
MACHINAS continuas do destilar, pelo melhodo do autor francez l)i'rosne, ai me-
lhores machinas, que para este fm at boje lom apparecido.
ALAMBIQUES do cobre de todas aa dimensoes.
TODOS OS CORRES necossarios pira o fabrico de assucar.
TAIXOS HE C.oilItLnara relinaclo.
TAIXAS IUT11 parPengenho.
DITAS DITO movis para dito.
110MIIAS DE COBRE de picote, de repuebo, de roda e da pndulas,
ESCliiVANi.NiiAS de lalSo dos melhores modellos.
DITAS DITO gal va nisadas.
SINOS de lodos s tamanhos.
OS APRECIAVEIS fogOes de ferro econmicos. '
BURRAS de ferro as mais bom construida*
CARROS dito de m3o.
PORTES de ferro.
VARANDASdito.
CRADIAMENTOS dito.
TAIXAS dito.
CALDEIRAS dito.
Chapeos de sol.
Roa do l'asseio, n 5.
Nesta fabrica ha presentemente um rico


- No esrriplorio de Ruth & BiJoulae,
na ra do Trapiche n. II, vende-se o >c-
guinlo, por presos comrnoilos: cimento ro-
ortimenlodestesolijectosde todas as c-:m',no- W. mMo> ferro iUco da
res qualidades, tanto de seda como del *-uc,s core P*"-4' f0"0 de aav.os. e pre-
panninho, por precos eommodos; ditos pa- *J\Tt >Ve'T' ,,0M"' bna* .*,n'
n senhora, d bom gosto: estes chapeos *f,08 ** nussia, garrafas vanas e rolhas,
sSofeitos pola ultima moda; sed. adamas- f'*^ ne'M\A ". !m 100- C,^;rU,0, d"
Na loja do sobrado amarrllo, nos ki
Quatro Cantos da roa do Queimado n. %
29, vendem-se gusrdanapos de Gui- a>
manes, a 3,600 e 4,000 rs., a duzia.
lo 1 a--H nacional.
Vcnde-so no armazem do Dias Ferreira,
no Caos da Alfandrgs, a mais superior po-
tassa que tem vindo a este mercado, fabri-
cada no Rio de Janeiro, e por menos preco
do que em outra qualquer parle.
No deposito de espiritos, na
Iravessa da Madre de Dos n. 5,
acham-sc a venda nova porro de
garraes de verdadeira agoarden-
tc de cana : quem s quizer pro-
ver desla boa pinga, faca-o quan-
(0 antes, que a safra se esl lin-
dando.
4 Na loja do sobrado amarello, nos %
4 Quatro Cantos, da ra do Queimado %
($ n. 29, conlinua-se a vender corles de fe
$ vestido do chita o do cassa de cures t.
i lixas e lindos padres, a 1,600 rs., ca- a>
4 da corte, tendo um grande sortimen- >
4 to para cscoihor fe
Vendem-se, por preciso, 2 moradas
do casis terreas, de pedra e cal, feilas a
moderna c em bom estado, sitas na povoa-
cada com ricas franjas de retroz. Na mesma
casa se acha igual sortimento de sedas e
panninho imitando sedas, para cobrir ar-
inacotos servidas : todas estas fazendavne s-
dem-se em porcSo e a retalho : lambem se
concerta qualquer cbapo de sol, Unto de
basteas de ferro como de baleia, assim como
umbelas de igrejaa: tudo por preco com-
modo. Na mesma casa ha cbvposde sol,
de marca maior, de panno e e seda, pro-
prios para feitores de engarnio, por seren
os mais fortes que se podem fabricar.
Calcadoi.
Vendem-se sapatOes de verniz feitos em
Pariz, por 3,000 rs. ; ditos do Aracaly para
mininos pequeos, a 640 e 800 rs. ; lunillas
de pao de linbo do Porto de vara e meia,
com franja e bsrra de cor : na pra^a da In-
dependencia n. 13 a 15.
Vende-se manteiga ingleza nova, a 610
rs., a libra; dita franceza a 560 rs., a libra;
caf em grSo, a 160 rs., a libra; cha, a 1,920
rs., a libra ; dito, a 2,400 rs.; sevada, a 100
rs a libra; farinha do Maranlio, a 100 rs.
a libra; velas de carnauba de 6 e 9 em libra,
a 300 rs.; toucinho, a S40 rs a libra; quei-
jos novos, a 1,500 rs.; bolachinha ingleza
nova, a 200 rs., a libra ; vinho do Porto en-
garrafado, a 640 rs., a garrafa ; diloom ca-
nadas, a 2,560 rs., e outros mais gneros:
na ra da Praia defronto da nbeia do pei-
xo n. 1.
Vende-so para fura da provincia um mo-
luqur, ptimo cozinheiro: no Aterro da Roa
Vista, luja de 01.vives n. 23, ou annuncie.
Indicador - necordos
PARA
VIOL JO,
cm auxilio de mcslrc, c sem co-
iilicciiuciito da muzlca.
Sabio a luz esta interessanto obra, pti-
mamente gravada nesta cidade pelo reve-
rendo padro Francisco J0H0 do Azevodo.
Os apaixooados do excellcnle ioslrumenlo
o violfio leen nesle melhodo regrss
para a harmona, e podem com omita faci-
lidado aprender a acompanhar em lodosos
tons, sem que seja necessario ter conheci-
menlo algum da mesma, comludo os que
tiverem conhecimeolos msicos, mas n3o
c3o dos AHogados, cuj-s casas saVmuilo ,nle'ro conhecimentp de lodo o braco do
proprias para se estabelecer em commercioj ">?> > de P">veitar com esle
avista dalocalidade das mesmss : Irata-sel methodo, porque Ibes abre vasto campo para
na casa das afericoes, ra do muro da Pe- ? f6"8 exercicios, apresentando-lhes mu
,lha 1 visivelmente como se pode saccar um ac-
rin,i n. 4. ___._____....____.____*_., ,.- ., i...
creoul
cozi
daZaXun'T1 ''' Concei-!d.'s, um bjecto escolh. do supremo jiiiz
Jlillictcs'do' Rio de Janeiro. d muiica-o ouvido?--l>arecenos rio te
aos 20000 000 oe as apparecido, ao menos que nos conste.
Na leja de miudezas'da praca "da Indepen-1 Quinto aos conhecimeolos da muzica, lani-
cia n. 4 vende-sc bilheie iuteiro, me|o,i bem por esto melhodo se podem adquirir,
buartos, oilavosc vigetimosa beneficio da 11.a; mas para issu e preciso o auxilio de meslre:
lotera do Santiseimo Sacramento do Rio dcJa-i sem esle Oque se pude unicurn nlu adqui-
neiio que ha de er eatrahida a 23 do corrente: ] rir c o cnnliecimeuto pralico dos lona, que
na unsina loja recebem-se bilhetes premiados pira o ouvido quanlo basta.
Roga-se aos Srs.j assignantes queiram ir
di lotera da Matriz da Boa Vista cm troca dos
que lem venda.
Jlillictcs ilo Rio de Janeiro.
aos 30:000,000 rs.
Na ra cstreita do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A. de Joa- .
quim Francisco dos Santos llaia, vendem-so "" palpaveis as vantageus do seu trabalho,
os muito afortunados belheles, meios, quar-1 P I"6 sera a sua maior gloria: a qualquer
tos, oitavos e vigsimos da 11.' loleria do! Iiora do diaoenconlrarao em sua casa na
Sanlissimo Sacramento, recebem-sc em pa- ru" do Livramento n. 27, ondo vende a obra
gamento bilhetes premiados de outras aJL.000 rs^aojnSo assignaiites.
quaesquer loteriss do imperio, alm dos
pessoalmente receber seus cxemplares, pols
assim convem para Ibes ser tirada qualquer
duvida ou embarazo que encontrn) ao
que o autor so promptifica e obriga com
prazer, por desejar fazer condecidas e lor
imperio
muitos premios, qne esla casa lem vendido
que o proprietario tem dcixado de annuu-
ciar, vendeu ltimamente das casas da ce-
ridade o meio bilhete n. 4,685 com 1.000/
e dous oitavos de ns. 1,852 com 400f cada 1.
Casa de commissao de csrrav s.
Vendem-se escravos e recebem-
se de commissao, tanto para a pro-
vincia como para fra della, para
o que se offerece muilas garantas
a seus donos .* na ra da Cadeia do
Recife n. 51, primeiro andar.
Por- commodo preco e em bom citado,
vende-se urna porcao de taboas de pinbo inulto
proprla para forro de qualquer obra : na na
do Crespo n. ll.
Vendc-se a precos eommodos.
Cera de carnauba do Aracaly, velas da
dita dito; couros de cabra, boa qualidade e
grandes; penas de ema; eapanadores; re-
desde marca, superior qualidade ; genebra
de hullauda em trasqueiras ; excelleMe vi-
nho moscatel doSetubal ; vinho auperior-
zissitno lladeira ; dito dito Porto, feitoria ;
lito Cherry; queijos de prato, a ludo quan-
lo ha de liom em gneros : na ra da Ca-
deia do Recife n. 23.
Vende-se a taverna da ra da Aurora
n. 56, propria para um principiante, e tem
bons eommodos para familia : a tratar na
ra da Senzalla Nova, venda n. 9.
Corte lie casimir de cor e prcu.
,* '.' Cortes de casimira preta, muito li-
nos, a 5,000 rs., o corte; ditos de cores de
muito bom goslo, a 6,400 rs. ; cortes de
caminaljs de lislras de corea, muito linas,
a 3,600 rs.; ditas com salplcos umbem de
cores, a 3.U00 rs.; carapuca de algodSo de
cores, a 240 rs., cada urna e oulraa muitas
fazendas de bom goslo, por diminuto pro-
co : na ra do Crespo o. 6.
Veodem-se, para os principiantes, me-
thodos da piano de llenry Lemoine ; ditos
do flauta e piano; folbas de msica, por
preco mais commodo do que em ouUa qual-
quer parle: no Atorro da Boa Vista, loja n. I.
Vendem se as segaiutes madeiras:
26 linhas de 40 palmos ; 18 ditas de 33; 4
p-ranchOes de 40 ditos, 2 ditos de 36 dito ;
300 railiros de 30 ditos ; II mloa iraveaaas
da 30 ditos; 14 ditas da 25 ditos; Seixoade
sicupira para cario, o algnns paos de sicu-
pira; alguna enchames de 22, 25 e 30 pal-
mos : em Fra de Poitas, ra dos Cuarara-
pesn.SI. .
Vende-se o arinazeiu de sal da ra Impe-
rial o. 53 com mal alguna gneros da trra
assim como tambem alguma miudeza a tra-
tar na mesma ra u. 37.
Vende-se urna bonita cscrava, ereoula,
mofa, sem vicio nem acbaquos, boa lava-
deira de sabflo e vai rea, cozinba o diario
e tem principio do cozer e engommar : na
ra do Rozario, venda n, 39, deronte da
igreja.
Ilavana, pregos de todas aa qualidades e 2
ptimos pisos.
Vende-se urna grande casa nova, de
pedra e cal, com bastantes eommodos : na
Passagem da Magdalena, a tratar com o cor-
relor Miguel Carneiro. -
Vende-se urna negra de 18 annos do
idade, ltimamente chegada do fra desla
provincia, engomma, lava e eoiinha: na
loja de miudezaa e ferragens de Thomaz
Fernsndesda Cunha, na ra da Cadeia.
- Vendo-se um preto de 22,annos, eozi-
nha bem odiarlo de orne eanwt-^o compra-
dor se dir o motivo da venda : uj na da
Praca, armazem n. 34. .
Vendem-se sa palos da couro de luslro
para homem, com forma inglexa, sola fran-
ceza, superior fazenda, por serem de mul-
la duracao : na ra Nova, loja o. 2.
Um chapeo por 1,000 ra.
Vendem-se chapeos de merino preto; com
mola, por 6,000 rs.: na rus Nora, loja n. 2,
atraz da matriz.
Bons de cabello superior.
Vendem-se bonos de cibelio, para ho-
mem, inperior fazenda: na ra Nova, lo-
ja n. 2.
-- Atraz da matriz da ra Nova, loja n. 2,
vendom-se fundas de camursa, para o lado
direito e esquerdo, para dous ladoa em, urna
s peca, com srnuefio de ac.
Vendem-sc, a dinheiro a vista, na ra
Nova, loja n 2, sapatos de duraque de cu-
res, para mininas esrnboras, a 500 rs.,
0 par.
Vende-so um silio de trras proprias,
com boa casa de vivenda, senzalla para es-
clavos, casa para fetor, estribara, um ar-
mazem quo servo para coxoira, um grande
vis'i:n de peixe e outro principiado, com
bastantes arelos do fruto, e a maior par-
te dclles j* dando, cercadu. quu pode ter
snnualmenlc 6 a 8 vsccas de lelte, e terreno
para lavoura, que podo trabalhar 4 negros
aniiuelriuuite, 3 cacimbas com seus lau-
3111 s, no lugar da Pirangs, junto dos sitios
o eserivo J.uilliormo Patricio : trola-se na
ra Larga do Rozario n 44, do meio dia as
4 Imra.- da tarde.
Vendc-se um bonito pagem de 16 an-
nos, muito lindo, o 4 escravos bons traba-
Ihedores deenxada, 1 negro bom corinhei-
10, e 11111 molatinho de 12 annos, muito pro-
prio para aprender qualquer ollieio, a ne-
gras com habilidades: na ra do Rozario
larga n. 22, sogundo andar.
Vendo-se urna osorava ereoula da ida-
de, que cozinba, lava e be boa quitandeira,
por 350,000 rs.: atraz da matriz da Boa Vis-
ta n. 21.
Vende-se uma escrava ere-
oula a qual cozinha o diario de
uma casa, lava bem de sabio e en-
gomma alguma cousa ve.idc-su
para a praca, ou para o campo, pa-
ra cojo servico lambem be pro-
pria : na ra da Gloria n. r/i.
Broitgoim homcopathicot.
Vendem-sc brozeguins inglezes de casi-
mira de cores, gsspiados de couro de lus-
lro, com sola batida, prova d'agoa, proprios
para a estaco do invern, a dinlw'ro a vis-
ta : na ra Nova, loja n. 2, a^az da matriz.
Vendem-sc lencos cambraia do li-
nho, muito linos, eom bico em volta : na
ra Nova, loja a. *-
1 Vendem-se eoxadas calsadas com ac,
paridlas, chaleiras, fregideiras, casseroles
forradaa de porcelana, almofarizes de fer-:
ro, bules e cafeteiraa de metal, machinas
Sara caf, facas com canoa de mariitn e lani-
em de oco, muilo finas, e collieros de me-
tal do principe: na ra Nova, loja de ferra-
gens n. 16, oe Job* Luis Pereira.
Vendo-se a armaefio Je ama taverna,
com todos oa seus perlences, no becco do
Monteiro n. 8 : trala-se na mesma, ou na
ra do Viganon. II.
Escravos fgidos.
Deiaparcccu no da 22 a uoute uma prc-
ta crioula de nome Michaella, representa 20 a
22 anno de idade, cintura regular ebeia do
corpo e lem urna coslura na mar.aa do braco
eiquerdo e um cravo decco em um doa pe,
levou vestido de chita roiiada asta e panno
preso foi comprada a Jaaqulm Jo Lodi >
cria de Bernardo Antonio do Miranda, quem
aprehender ou der noticia acru aa ra do Apol-
lo n. 1A ser bem recompensado.
=. Desapparrccu de bordo do brigae flor
do Sal, no dia 17 de malo pastado, o cscravo
marhihclro de nome Marcelllno, naciio Cabio-
da, Idade 30 annos pouco mal ou menos, al-
tura regular, agro, levqu camisa e caica
azul, chapeo alcalroado, o qual he de propr"'
tade do rommendador Joo llaplisla U silva
Pereira,' de Porto-Alegre. Roga-ae t*r tanto
a lodas as autoridades policiaca p capilaes de
campo a sua apprrhenso, e lcva-1 a bordo do
dito brlgur, 011 a rua da (.ovia do Recife 11.
39, casa de Ainuiiiii Irma***, que receben rs.
.'iii.in II de gi atllicacu m mais, couforuic a lon-
gltude em que for pegado.
rr.i'M. vaTyi'-I'i; M-F.or aiia-
mi mi Ano .


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