Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06372


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Full Text


AnnoXXVl
Quarta .feira 18
PARTIDAS D03 COItUEIOS
Goiaana e Parahiba, s segundas e sextas feiras.
Rlo-Grande-do-Norte, todas as quintas feiras ao
mein-dia.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Plores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
linda, todos os din.
rntmialDH
rNova, a 30, as 6 h. e27 m. da t.
,.-.. .. ICrcsc. a as 4 h. e 8 m. da t.
Fhases d LDA.Jche|s a |3 as4 n. e a4 m. da t.
\Ming. a 21, as 3 h. c42m. di t.
FBEAMAB DE BOJE
Priineira s",7 horas e 42 minutos damanha.
Segunda s 8 horas i 6 minutos da tarde.
de Junhodel851.
N. 137
PQEpO DA SUBSCHIP90.
Por tres mezes(adiantados) 4/000
Por seis inezes SJOOO
Por um anno. 15/01)0
das da smaha,
16 Seg. S. Aureliano. Aud. do J. d'orf. e m. 1. v.
7 Tere. S. Ralncro. Aud. da Chae., do J. da 2
varado c. e dos feitos da fazenda.
18 Quart S. Leoncio. Aud. do J. da 2. vara.
19 Oniu. ;<>J< Corpo de Dos.
20 Sext. s. Silverio. Aud. do J. da 1. vara do el-
vcl, e dos feitos da fazenda.
21 Sab. S. Albano, Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do civtl.
22 Dom. S. Paulino.
CAMBIO DE 17 DE JUNHO.
Sobre Londres, a 27 d. p. 1/000 rs.
Parta, 340 por fr. nominal.
Lisboa, a 95
Ouro.unjas hespanholas..
Moedas de 6/400 velhas
de ti/1011 aovas
de4i?000......
Prata.PatacSes brasilelros...
Pesos columnarios..
Ditos mexicanos.......
28/000 a
16/000 a
IflJOM *
9/U00 a
l/)40 a
1/930 a
1/700 a
28/500
16(200
16J200
9/100
0950
1/940
1/760
wg mu 1 ni iiii 1n
<-. o^i.'' f::<.titU-c*mXjt?'X*k*nEM
r ttSt^Ok
acxasry.-BsssikarJbBSfacrT. :
EXTERIOR.
PORTUGAL.
DOCIMENTO IMPORTANTE.
VICO, 1 DE MAIO DE 185l.
Illin. e Exm. Sr. duque de Saldanha, mare-
chal do exercito -de Portugal.
Ha factos na vida dos homens pblicos que
devein ficar bem esclarecidos, para que n his-
toria os avalie devidamenle, c para qu a ptoi-
leridade os julgue com Imparclalraadc.
Fnl V, F.xr met anteeesanr nos carffna de
presidente do conselho de ministros, ede mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da
reipo. Destes Tmminenles cargos pedio V. Fxc.
inulto livremente sua demisso, nao porque
Ihe faltasse a ronfianca da corda, ou o apofo
das cmaras legislativas, tilas porque V. Exc.
se nao julgou naquella poca com as forcas
necessarias para conduzir os negocios do es-
tado.
Emquanto V. F.xc. oceupou os mencionados
cargos preste! a V. F.xc. o mais leal apoio ; e
de tanta valia o julgava V. Exc, quecm de-
xembro de 1848 nao s me den ordem para par-
tir semperda de tempo de Madrid (sonde exercia
o cargorte representante de S. M. Fidellissima )
para Lisboa,afim de ser consultado sobre varios
projeelos, que o ministerio, deque V. Exc. era
presidente, devia apresentar na sesso de IH49;
mas fui tipecialmeute rogado por V. Exc. para
quanto antes vir ajudar a V. Exc. nos
trabslhos parlamentares. Conservo em meu
poder lano os documento oficiaes, como as car-
tas de V. Exc. para comptovar este facto, que
V. Exc. se nao atrever por certo a negar.
Multas vezes me convidan V. Exc. vit6.iI-
n in i.- para ser seu colega no'ministerio ; e
ein certa poca eram to difficeis as circums-
tancias em que V. Exc. se enconlrava, que jul-
gou a proposito escrever-m, e pedir-me com
instancia para Ihe surceder nos cargos que oc-
cupava na adaiinifraro ofl'crecendo-se para
facilitar a minha resoluco no sentido dos seus
desejos, a exrrcer o cargo de commandante
da primeira divisan militar, debaixo das inlnhas
nrdens se eu assim o julgasse indlspensavel !
Tambem lenho em meu poder doceumento es-
cripia c asslgnado por V, Exc para compravar
este facto. .
Os negocios publico* cstaram quasi abando-
nados em junho de 1849, porque V. Exc. nem
compareca as cmaras legislativas para sus-
tentar as medidas e a poltica do goveruo, nem
os Miembro do gabinete se*entendiam entre
si, ou antes nao se enlendiam a maior parte dos
seus membros com o presidente do cnnselho,
podendo diter-se que existia uina perflta anar
cbia minilttrial e parlamentar.
Tinha V. Exc. pedido a demisso, e fugido
do parlamento para Cintra!...
Neslas circumstancias forcoso foi providen-
ciar e foram auccessivaniente encarrpgados
de formar o ministerio os Srs. duque da Ter-
ceira, o Manuel Duarle Leilo. Ambos declina-
rain esta honra e responsabilidadc, aconsclhan-
do a coroa para que me encarrrgsse de to
difficil commisso, por ser cu aquelleque re-
11111,1 manir numero de amigos polticos as
duas cmaras, eportanto ornis apio para or-
ganisar de prompto um ministerio.
Pordeigraca minlia o consclho daquellaspcr-
songens loi aceito, e eu recebi ordem para me
aprcsenlar no Paco das Necessldades ; e, nao
obstante a minha forte renitencia para aceitar
encargo de tantaresponsabilidade em circums-
tancias tao difficeis, fui niiitcr ceder.
Acceitei, contra o meu proposito de nao ser
ministro ainda durante alguns annos depois
dos desgranados e alevososaconteciinentos do
anno de l846.
Acceitei, por isso que as circumstancias se
consideravain efiectlvamente difficeis, e porque
da mulla 11 :i > aceitaco podia resultar ( assim
se aftinnava; que o poder passasses mos dos
inimlgos da ordem.
Acceitei, finalmente, por obediencia s or-
dens da coroa, e live a fortuna de apresentar
no mrsmo dia 18, em que tomei encargo tao
melindroso, o ministerio organisado por forma,
3ue meroceu aapprovaco da Soberana, (can-
o por esta manelra desiruldos planos de anle-
111:111 preparados!... Ninguem uielhor do que
V. Exc. deve comprehender a exlenco esigni-
ficacno destes planos !
O ministerio a que live a honra de presidir
coinecou pois a funecionar, e desde logo o meu
primeiro cuidado foi reunir as maioriat das c-
maras no palacio do governo civil de Lisboa,
.iiiin de explica-me sobre a poltica que pre-
tenda seguir, e sobre as neJita de adniinis-
traefio que teria de levar s cmaras legislati-
vas para inerecerem a sua aprovaco.
Fiesta primeira reunio compareceu V. Exc.
e com aquella currgia e cnlhusiasmo de que
he capaz, fez V. Exc. um discurso a favor do
novo ministerio, to lucido, tan forte, e lao af-
fectuoso, que ainda os mais iudilerentesiuem-
]>ros das maiorias ficaram seguros da sinceri-
dade das plavras de V. Exc.
Nesta occaso declaiou V. Exc. que darla ao
mu ministerio presidido pelo conde de Tho-
tnar, e composto flodo de amigos polticos de
V Exc, o inesino franco e leal apoio, que o
conde de Thomar, e os seus collegas, haviam
dado a V. Exc. emquanlo ministro. Estas p-
lavras, cxpriuiindo um grande peusaineiiio de
ealdade e gralidao, merecern) repelidos ap-
plausos da parle dos pares c dcpulados presen-
tes. Nao parou V. Exc. naquellas expresses ;
entendeu que para Ihcs dar mais forja era 11c-
cessarlo accrescentar : que ficassem todos na
Inteligencia de que o duque de Saldanha c o
conde de 'I homar em poltica 11:1111 urna r a
intima pessoa.
Estas expresses, lio louvadas pelos carlistas,
to mifunui.K pelos iiimigos da ordem, ah es-
to consignadas uos jornacs da poca, e se con-
servam na meiuoria de todos os membros das
maiorias ; todos as repelen! com panto, com
binando-as com o posterior proccdiuiento de
V. Eic! .____,
Na verdade : quein diria que, passados al-
guns dias, e seui que da minlia parle houvesse
u menor motivo de hostilidadi, V. Exc. cume-
casse a fazer-me a guerra mais deiltal e mais
itroique te U'in vlslo?
U duque de Saldauha, abandonando a sua'
cadeira de par do.relno. aonde podia fazer-me
urna opposico legal, franca, leal, c constitu-
cional, marclioii ui/i(iiJo na retaguarda dos
mi mi.1 o. da junta do Porto, e abusaudo da sua
posico de mordomo-mr, ca/umniou-me junio
do tliruuo ; 111a a yerdade ejuslica trlunipha-
ram 1 o miuistro calumniada foi conservado, o
niurdomo-mr calumniador foi exonerado !
Mu tarde : o duque de Saldanha levantou a
mascara, e fazendn ja publicamente coro com
todo o partido da junta do Porto, ao qual com-
bateu como general com a espada, ao qual per-
seguir, como ministro, com prisoes e com de-
gredos, velo ser no parlamento o ceo das infa-
mias e das calumnias que alguns Jornaes ha-
viam publicado contra niim, e que eu dciprttei,
como tinhain detprtudo todos os homens de es-
tad de Portugal, contra os quaei se haviam
publicado 1'1/iinMii 1 i/iaiore calumnias.
lora.li> debate leve lugar entre nos na
cmara dos pares, e quando levei a V. Exc.
rigorosa necessldade de apresetar as provas
da sua aecusacao son pena de passar por enfa-
m calumniador, V. Exc. repeliu o queja haviam
dilo anteriormente alguns dos raeus aecusado-
res em urna e oulra cmaravem a ser : Que
nao aecusava o conde de Thomar, e que por is-
so nao apresentava provas, nem as tinha : mas
que repelia oque publicavain os jornaes.
Este procediuiento he pouco leal !.. He pou-
co cavalbeiro I... He injusliticavel '. No he
proprio de um marechal !...
Em resposta,e para mostrar que V. Exc.se
condemnnva a ti proprio, li, em pleno parlamen-
to, na presenta do corpo diplomtico, e de
grende numero de eslrangeiros e nacionaes
que se achavam as tribuna varioi artigos
desses inesioos jornaes que haviam aecusado a
V. Exc. f de I adra o, deconcussonario, de ven-
dedor de gra(as e contractos. Emlim artigos
nos quaes se atnrmava de urna Turma clara e
positiva : k que a administrafMO mais deshonetta
aue tiuha existido em Portugal era a do duque
c Saldanha!!!
Que respondeu V. Exc. a todas estas gravis.
simas ac<:u tra esle jornaes ? Guardou V. Exc. o mais per-
feilo silencio. He facto nconlroverso.
Esles mesmos Jornaes suslenlam hoje a V.
Exc. Est provada a morlidade de todos O
futuro nos dir se esta defeza he a paga adi-
anlada de ser.vi(os que esperain de V. Exc!..
Em oulra sesso, quando se discuti a cele-
bre qucslo do Alfeidc, prelendeu V. Exc. in-
(Ullar-me, recitando um discurso esrripto a
sangue fri, e estudado no remanso do gabi-
nete. Colocado atrs da sombra do marques
de Pombal.cuja apologa V. Exc.se encarre-
gou de recitar para faier comparaedes desfa-
voraveis niiuha honra, proferio V. Exc. urna
serle de Insultos e aecusaedes, que todos en-
tenderam srr-me dirigidas. De prompto exig
que V. Exc. declarasse se taes alluscs me eram
etleclivamenlc dirigidas, e V. Exc. com ad-
mirarn de lodos, nao teve a coragem de sus-
tentar o que havia dito !
Vou transcrever textualmente o que_se con-
ten nos discursos proferidos na sesso da ca-
mal a dos pares de 26 de marcad* IH5l, para
que o desleal proccdiuienlu de V. Exc. para
1 011111:1011 se torne maissensvel.
No Viaro do toeerno de 3 de abril de l85l,
pag. 408, col. 3.a, se le o seguinte '.
O Sr. l'rnidcnle do consclho conde de Tho-
mar. )
Para una explcaco.
Eu observei que o digno par ( duque de
Saldanha) se colocouatrs de um mono, na-
turalmente para dirigir insultos ao actual pre-
sidente do cuiisclho de ministros: uo posso
aceitar aquesto nestes termos, e por isso re-
clamo do nobre marechal me diga, se quaudo
1 1.1..11 de accoes beuiliciarias, de inlcresscs em
casas de coiiiiuercio, de jantares, de bailes, de
peculatos, e de cuiicesses, etc. se quera re-
ferir a uiiin.
u OSr. Duque de Saldanha:Nao foi essa a
minha inlenco ; cu no quiz rtferir-ine de
forma alguuia a S. Exc. ( o conde de Thomar ),
e peco cmara que acredite que se tal n-
1. 11.. ,10 bouvera tido, nao poria duvida em in-
sistir- nella. ( Apoiadoi. I
O Sr. Prndente do C'onieJ/10 : Todos conlie-
ceram que eu tinha direito a pedir esta expli-
cafo, e com ella me dou por satisfeito. (.1-
poiadni.)
Nao deixar V. Exc. de notar as ultimas phra-
es da sua cxplicaco : julgou V. Exc. que de-
clarando smenle que nao uvera iuteii(o de
referir-sc a iiiim, nao dava ainda uina expl-
caco salisfaioria ( dava )e por Isso quiz retor-
nar essa explicaco accrescenlaudo : Pe;o
cmara que acredite que se tal ;int( nco hou-
vesse tido, nao poria duvida em insistir
nella.
lepos de todos csses factos, passados n
presenta das cmaras, na presenca de grande
Trs-os-Montes, no Porto e no Mnho ; desde
que parti de Cintre, aonde se derlarou reoei-
de, al que entrou fugitivo na Caliza, s encon-
trou o mais completo desprezo do exercito e
dospovos!
Para se dar o devido valora rrvolucode que
Portugal est sendo victima, notarel que o
montevideano D. Miguel Ximenes leve mais
importancia que V. Exc. / Foielle quem se
conservou no campo da corrupeo, e quem al-
llciou a brava guarnco do Porto, a qual ha de
mais tarde ser victima da ua illiiso Este
facto envergonha-me cornt>f>ortuguei, e como
amante da gloria e da lealdadc do exercito da
minha patria! Desse exercito, que sempre es-
limei e respetel. Desse exercito.cuja boa sorte
mereceu sempre osr cuidados do ministerio
contra o qual se sublevou '
He o proprio duque de Saldanha, quem con-
fessa estar j na Ual.aa quando reeebcu a noli-
cia Infausta da tralco do mnntivideano I). Mi-
guel Ximenes (1) 1 Oh Dos He este o primei-
ro soldado que sustenta o syltema de morli-
dade que V. Exc, vai fazer substituir ao syste-
nade corrupeo do ministerio que V. Exc.
derribou pelas baionctas ? Desgranado Por-
tugal
r. iihn a satisfaco e at 1 gloria de poder
afflrmar que o duque de Saldanha, levantando
o pendo da rcvolta para me derribar do mi-
nisterio, nem um grito popular ouvlo contra
iiiiiii durante toda o lempo aAdou fugitivo,
nem uina spovoa;o seguio o eslaudarte da
rcvolta I O duque de Saldanha foi recebido
em toda a parte com inrtilt'crenca e com des-
prezo dos povos : E fugio pira Caliza : Facto
notavel! A historia o avallar devidamenle !
Estou hoje exonerado do cargo de presi-
dente do consclho de ministros, de ministro e
secretario de estado dos negocios do reino.
Est satisfeito o fitn ostensivo da revolu. Para-
r o duque de Saldenha na sfnda revoluciona-
ria ? Pretender ir mais l-.n;o ?
Dos salve a Rainha ca carta, Invocadas para
destruir a disciplina e a obediencia do mais lu-
lido exercito!
Seguir o exercito o marechal alliciador
quaudo reconhecer que he arrastado deslrui-
cii do iln uno, e a sua piopria ruina, ennenr-
rendo para entregar o poder as mos dos re-
conhecidns initnigos da ordem, do partido
carlista do proprio exercito ?
Altos juizos de Dos !
Fiz durante a minha long carreira minis-
terial lodo o bem que pude em favor da mi-
nha patria promov os seus interesses male-
riaes segundo os meios minha dispos9o
mnea fui perseguidorrespeitei as pessoas
e as propriedades por duas vezes levante!
o crdito inteiramenle arruinadosusteutei
a dignidade da corda c da naefio convencido
de que o throno 11:10 pode subsistir sem forca
e sein leis feilas 110 sentido e espirito da le
feitas nn sentido e espirito da le fundamental
do estado, dotei o paiz com a maior parle das
leis regulainenlarcs da caita que hoje vigo-
ra m.
Posso ter-me engaado, e ell'eclivamente
me engae!, quanto ao resultado de algumas
medidas que adoptei, o que seguramente fui
mais devido malivolencia que as desvirtan,
do que as proprias medidis, mal nao lenho rc-
uioisos de hever jamis nutrido um peusa-
mento hostil falecidade da minha patria, c
liberdade. Cumpl sempre com o meu de-
ver.
Tcnhoa gloria de haver dirigido os destinos
da minha patria por muito anuos, sem que li-
zesse correr una s gota de sangue por crl-
mes polticos, nao obstante icr a liydra revo-
lucionaria levantado a cabera algumas vezes.
Acabada a lucia no campo da baialha, o man-
to real, por couselho meu, cubtiu sempre os
infelisesque haviam sido arrastados ao criine.
Sr, duque de Saldanha : Est reservada pa-
ra V- Exc. elevar o paiz ao grao de morlidade
< deproiperidade que Ihe promeltcu quando le-
vantou o pendo darevolta! Est reservado
pera V. Exc. melhorar a sorte do exercito, c
evitar que tantos carlistas yenliam a ser vic-
timas do engao e da Iraico !.!
Seum dia nos vir-mos lace a face na repre-
sen tacu nacional, teremos de pedir-nos reci-
procamente eslreitas cuntas dos nossos actos, c
seremos depois julgados pela nacao como te-
mos de ser julgados pela proiperidade.
Eu abandono o poder que s conserve! na
cnferinidade dos principios cuiislilucionaes,
"I
ger'es para dcpulados, em que a nacao e o
exercito deviain livremenlc declarar o seu
ucnsainentu.o duque de Saldanha levantou o
pendi da revoluciio para derribar o cunde de
1 humar !.
E nao obstante, o duque de '.Saldanha, cun
lodo o seu prestigio militar, apeuas conseguio
subevar dous batalhes de cacadures Foi re-
peldo na Extremadura, na Peita Alia, em
e tinha o
apoio das cmaras legislativas. O duque de
Saldanha vae oceupar* poder que cunquistuii
com as bayonetas! Terrivel exetnplo / Com
que direilo hade o marechal do exercito exi-
gir manha dos seus subordinados a obdien-
cla militar (que ful o primeiro a quebrar) para
sosten tu as prerugativas da cora, e conservar
intactos os preceitus da disciplina militar?
Com este precedente qual he a salvaguarda
dollirouo? Com este precedente qual he a
situacoestavel da 11ac.au?
Faial precedente para o tbrouo, e para a na
cao.
A posteridade nosjulgar.
eus guarde a V. Exc. Vigo 1 de mato de
l85l. ( Assigoado.)_ ^ Conde de Thomai.
-..^.-.....- '___" .' 'L^!L?T-'-L'I" -r
INTERIOR.
iiiiiii 1 o de meuibros do corpo diplomtico, na porque guzava da confianca da coroa
presenca dos habitantes da capital, c consig-
nados cut documentos pai lamentares, ainda V.
Exc. ousou no seu manifest revolucionario
datado de Lema, eoutros documeulus asslg-
nadui por V. Exo. apresectar-me como um
ministro corrupto '.! !
Na presenca de Dos e dos homens provocoa
V. Exc. anda mais esta vez, para que prove o
que antes uo pode provar, e agora repello e
escreveu no seu mauifestu ; e se o nao provar,
licar. volado infamia eterna o caluinuiador
que para vingar-se du seu adversario poltico
e para justificar o seu criine de rebcllio con-
tra o re e contra a lei, laltoua verdade,oll'eu-
deua moral, e proslcrgou iodos os principios
da honra c do cavalheirismo !
Sr. duque de Saldanha, marechal do exer-
cito /
Tambem hei de exercer urna vinganca con-
tia V. Exc.. mais a minha vinganca nao ha de
ser fundada na mentira e na calumnia; a mi-
nha vinganca hade ser fundada nos factos pra-
licadus por V. Exc. e na suapropria conhs-
so ; a minha vinganca ha de ser propNa de
nina alma nobre,
l.iiiiilo-me a passar a posteridade que
segundos proprla confisso de V. Exc. ( vtde
diio manifest ; nao podra V.iExc. conseguir
deniliar-me do ministerio pelos meios teqaei, e
que lora, para u conseguir, obrigado a fallar
aos deveres de bourae obediencia, que todo o
militar deve au rci c sua patria O mare-
chal do exercito duque de Saldanha, para der-
ribar do ministerio o conde de Thomar, foi
obligado a trocar a sua bordada farda de ma-
rechal pela jaqueta de pellcs do guerrilba, do
alliciador Uu> soldados I .
O duque de Saldauha, apresenlando o conde
de Tbuinar como uii nome odioso a nacao e ao
exercito, fugio do campo da legalidade para o
campo da 1 ebelio .' Na vespera dus eleices
MINAS GERAES.
Ouro l'relo, 15 de mato de 1851.
A est{o vai uioslrandu que nao eram in-
fundados os clculos daquelles que presagia-
v.ini um invern rigoroso para o corrente anuo.
O DMS de ni no veio j com m catadura, e na
ultima semana augmenlou elle os seus rigores
o punto de algumas pessoas recemchegadas
mosirareni-se pouco satisfcilas com o clima do
Ouro Prclo. Nao ha multa raso, nem dcixa
de haver alguma, para essas queixas He iu-
ncgavel que a I111n.nl ni. do nosso clima, e
as correules de ar que constantemente se en-
caminham por entre estas serranas, toriiain-
(1) Carta de S. fxc. o Sr. duque dt Saldanha ao
Sr. Ximenes.
a Braga, pela 1 hora e meia da madrugada do
dia 57 de abril -Meu querido Miguel.-Em Ga-
li/.a recebi a 111a carta, e monte! logo a cavallo
ceui20horasconlluuas aqu cheguci, por ter
recebido a noticia de se haverem pronunciado
o 8 de infantera e 7 de cacadorss.
- Parabens, milhoes de par.bensabraca o
o Monis, o Sobral, e todos os nossos amigus.
> Hoje (27) purei em marcha para essa ci-
dade estes dois corpos : o Ferreira mandar a
uiesiua ordem ao 3, e eu ah chegarei uuile,
lalves larde. Adeus, um abrar^o ao Salvador.
TcuSaldanha.
se mais sensiveis e Incommodas nesta quadra,
principalmente s pessoas ainda uo habitua-
das : a isto accrcsce que quem transita por
aqu ha de nescessarlamcnte dcscer ou subir,
por seren as ruis desta oidade todas em ladei-
ra, com a nnica excepcao da rita de San Jos:
est visto portanto que quem vai por qualqnrr
das I den is cima, e chegando ao alio, recebe
uina dessas correntes de ar fri e hmido, tein
todo o direilo a urna conslipacao, que entre
nos he a enfermidade mais (requeme, c infelli-
m. ole nao a nica, pois .1 plcurii r a hydropl-
sia tambem por aqu apparccirn mais vezes do
qudese-jamos; toilavii nem por isso se deve
juigar I inmerecida a reputaoo de saudave
que tem este clima, c oulros se quetxato com
muito mais rasan.
Ou porque o fri se tornasse mais intenso,
ou porque j houvesse tomado essa delibera-
cao, s. ;.in.i 1 Ihe nolicici em urna das mlnhas
cartas anteriores, o presidente l passou-se pa-
ra a cldade de Mananta, onde se acha desde o
dia 12 du corrente, e como hontem viesse as-
sistir ao despacho ncsla capital; e voltasse,
crelo ser exactas infonnacoque me deram de-
que elle continuar a vir nos dias marcadas pa-
ra audiencia, que sao as segundas, quartas c
sextas-feiras. Disseram-me ha poucos dias
que o ni.'sino se dlspunha afazer uinaviagem
a cidade Diamantina; creio porm que es-
sa nolicia nao tem fundamento, una vez que
approtiina-se a reunio da asscmbla provin-
cial, e nao ha de elle enipregar^in una viagem
que nao far em menos de un mez, o lempo
que Ihe ha de ser precisa para os trabadlos do
relatorio.
As ultimas demissoes que solfreram alguns
ofiiciaes do corpo policial j.i renderam ao go-
verno urna aecusacao do /tiimonhur, c por ella
julgo n errar quem inferir que os sentituen-
tos polticos dus demitlidns eram hoslis pol-
tica doininaule ; ao menos estou (jo acostuiua-
do a ver os pailidos s acharem conveniente c
bem feto aus seus, e o nial causado aos con-
largura suflicicnte para tramito de um cara!"
leiro.
Em occasio de formar-se uina companhla
para a faetura desta Impor^pnte obra ; e se
ella emprehenilessc fazer urna estrada de car-
ro desde Santas al os municipios que mais
produzein, culos extremos esto a 40 leguas
de Santos, aftanco-lhe que tirarla um lucro
capa/, desstlsfszer asmis exigentes prelen-
edes. Os eapltaes abundam visto que n.o ha
negros para comprar, e he bem provavel que
brevemente os priineiros nao excedam .1 taxa
legal nesta praca, e que urna proporcional
dlinloulcSo se faca sentir por toda a parte:
conseguinieineiite nina empieza que assegu-
rasse o mnimo de 12 por cento aos eapltaes
cnipregadus, como asseguraria sem duvida
esta de que trato, olTerecia um bom emprego
da dinheiro superabundante.
A Un ni.1, sem inedo de errar, que havendo
una estrada semclhanle, a exportadlo da pro-
vincia dnplicava em poucos anuos, c Ira
ni 11. h ni i., sempre em um progresso extra
ordiiiari.i, pois i|ue as nossas melhorcs trras
estu situadas 10 leguas desta capital, e 20
de Sanios; c com os meios de transporte
que temos, he claro que so se cuida na pro-
dueco d'aquelles gneros que pdem sup-
poriar as despezas da condiicco, que absor-
viam o valor de mu i tos oulros, cuja cultura
seria fcil e abundaiilissiuia em resultados.
A barre ira do Cubato, que he hoje o fecho
dessi estrada, rende de 50 a 60 cotilos animal-
mente, pagando simplesinente 200 ris os
ar.iniaes carregados que por ella passam: he
muito provavel que fosse cedida companhia
que se formasse essa renda, ou a parte cor-
respondente estrada a ella periencente, de
cuja factura se incuinbisse: addlcione-se a
isto o preco dus fretes, que nunca poderio.'
ser inferiores a 10 ris por arroba e por legua,
rer-se-ha que as retidas da companhia cor-
responderiio necessariamentc s centenas de
con los que despendera com a factura da es-
trados, que, vendo o interesse da opposico pe-ll'a'a. o me canco de tratar desta materia,
la sorte dos deniillidos, parece-me nao lnvcr porque realmentelallligc ver que nao gozamos
oulra 1 mu lii-ao a trar-se ; c se a alg^iein res-
tasse anda duvida, noria ella desvanecida
sabendo que a essa antipliona levantada contra
as demissoes responde o coro dos gucemistas
que ha mais lempo deviam ellas ter appareci-
do ; i-ntr. i.int 1 o Itamonlano s nota nos detuil
lidos o deleito de nao podereui servir para fa-
zer elcicOes moda de fulanos, bi Uranos el-
danos, e um seu correspondente diz com 11-
feressanle iugenuidade que foram traicoeira
mente demiltidos, porque S. Exc. de ceno nao
leve um motivo para lal procedimcnlo, porque
nem ao menos estamos em puca de eleices,
lempo em que os actuaes governislas faiem das
suas, e rjlteui qu lie por motivo de nao se per-
der a elticu. O governo preencheu as ragas
por meiu de promuco, elevando um alferesjau
pusio de i. nenie, e dous Inferiores aos de alfe-
rcs. Cunsla-iiieque nen. um desses inferiores
tinha prulecco; c sabendo-se, como se sabe,
que nao lallavam aspirantes bem recommen-
dadoa, he essa a iiielhnr prova de que o presi-
dente s Uve em vistas a conveniencia do ser-
vico publico. Oxal que elle prosiga nesse sys-
tema, que no meu entender he de sutiiuia van-
lagem para a disciplina do corpo, abandonan-
do o coslumc to seguido de se Hornear pe-soas
de fra, coslumc que cada vez mais excita o
espirito de alilhadageui, cdeslroeo nico esti-
mulo que pdc haver para os bous servicos da-
quelle corpo.
Nao sei com que fundamento tem corrido
ltimamente nesta cidade o boato de que se
pretende mudar a capital para outru ponto da
provincia, attribuindo-sc csse peiisamentoao
presidente; e, como era natural, tem elle en-
contrado lanos oppositores quantos sao os in-
teresses ameacados por essa medida. A Idela
nao he nova, pois ja no lempo da adininistra-
fo do general Andrea f ii aventada, e cntao
como agora produzio o mesiiioestremeciuicnlo
nos habitantes desta cidade. E ser ella con-
veniente? Declaro-lhe com toda a franqueza
que nao lenho animo de emitir aminliaopi-
iiio a esse respeilo, poique seja ella qual lr,
dar-uie-haciu resultado urna porco de piagas
011 dos Ouru-Prctanos se nao nioslrar-ine con-
servador, 011 dos que advogam essa Idela se
contra ella piununciar-nie ; e assim julgo mais
prudente enllocar-me na expectativa, mrinen-
te liso sendo cu natural do Ouro l'relo, uem
lendo esperancas de ver transferida a capital
para o caiilinhu em que vi a l.iz do dia, por-
que ueste caso seria cu dos priineiros a apre-
sentar me na estacada, aliui de demonstrar que
nao ha na provincia oulro lugar to proprio
para indas essas cousas bonitas que aprescuta
urna capital, cuino sejaui, um palacio da presi-
dencia, 1 n 11 nn-, e dus the-oiis 1111. 1 ..ni ludo
o seu dinheiro, que ua opinio de inulta geute
ba, entre as causas bunilas he o que mais
agrada. E como fu tenco de nao compromet-
ler-me, vou aconselliaudu a mis, minio em se-
gredu, que nao se assustem, porque essa ideta,
que ja foi mal succedida, perdeudu loda a lores,
e o perlgo que Ihe icsultava da nuvidade, ja-
mis puderu vingar ; au inesuio lempo que
vou duendo muito baixiiiho aoouvido dos ou-
lros, que agoa molle em pedn dar, 1 mo J.i al
que fura'
(Carta particular,)
san-i;aulo.
San-Pauto, 80 de maio de l85l.
Estamos em pleno Invern: o fri jase faz
sentir sufl'rivelmente pela inatiha e a noute;
mas em compensaco gozamos de una tem-
peratura deliiiosa desde as t horas al as 5
da larde: quem ainda nao esleve c neste
lempo nao pode lazer idea da belleza do nosso
co, e da pureza da alniosphcia durante os
primeros mezes do invern : uo he debalde
que os eslraiigelis licam encantados. Me
tivessemos bastante couiiiieiciu, e pur cunsc-
quencia mais riqueza, assevero-lhe que s.
poda tornar esla cidade ..... paraso. Entre-
tanto vejo ludo muito bem disposto para que
dentro de alguns anuos tenhainos ca grande
afflueiicil de gente rica, pelo meims durante
o vero; pois que, se continuar a febre a
lazer ahiestiagos, he muito natural que todos
os que lucen, meios proporcioneui-se a f-
cil vantagem de escaparen! a csse (lagello
durante us' mezes em que elle he mais a-so-
lador. Falla-nos urna boa estrada para carros
ou seges entre esta cidade c a de Sanios ;
porm ouvi au eugenheiro Uexurepairc que
acaba de ser iiacada urna nova na serra de
Saulus, que oili.ee um assento coimnodo,
com declive muitu duce, que satisfaz a tudas
as coudiedes desejaveis ; ese! que anle-hon
tein d'alli vollou u prcsldeule que fra exami-
Je inultos beneficios" que fcilmente colbe-
rlamos do aperfcicoainento de nossas estradas
prlnclpaes, smente porque o espirito de as-
Sociacao e de etnpreza pudesse dizer que anda
nao acordnu entre nos, e desse espirito, e s6
dclle, espero taes melhoramenlos.
O vapor que d'ahi sahlo a 23 trouxe taes
noticias da febre em carias particulares, que
fez multa gente suspender a viagem para essa
corle: os deputadus monsenhor Kamalho e
Ko'drigues dos Santos estavam a partir o pri-
meiro nos ltimos das do corrente para Ir
pela barca do I ou 5 de junho, e o segundo
no dia 26 deste, e ambos resulveram esperar
uutras noticias.
He verdade que para causar maior sensacao
concorreu mullo a inorte do engenheiru civil
Antonio Alexaudrlno do Passos Ourique, que
ah occorreu no dia 21, cinco dias depois que
chrgoii a essa. Este 111050 era muito estima-
do por suas excclleules qu.ilidades, e por seu
tlenlo feralmente reconhecido: ia solicitar
o emprego de professor de geometra da aca-
demia, para o qual fizera um brilhante can-
curso : parti traqui eheio de vida, no da l2
ou l3 e quando esperava-sc nolicia do xito
de sita preicncao, ehegou a de sua inorte;
seu conciirrenle, o estudante Francisco Aure-
lio de CarvalhO, que fra na inesma occasio,
nao quiz esperar mais; e loga que soube da
inorte do seu companheiro de viagem e de
pretcnco, parti no primeiro vapor ejaqui
est, ilindo grajas a Dos por vollar com
vida.
Nao he o primeiro caso em que a febre
facilita a sulufo de semclhantcs questdes so-
bre empregos. Ha pouco mais de um mez
ah esliveram dous pretenderles que disputa-
vam cun muito ardor, e al com capricho e
paixo, um olllcio de escrivo de orphaos
desla cidade. Ero ambos habis, ambus ero
muito protegidos e ambos foratn acorte fazer
valer seus direitos: durou a lula indecisa
por milito tempo, al que um debes foi ata-
cado da febre, c para cumulo de desgraca vio
> emprego ser dado ao seu contendor, que
ada sufren.
Nao foram to felizes os concurrentes ca-
deira de geometra; pois que um delles suc-
cuinbiu, Sisera que recebendo poucas horas
antes o decreto de sua uomeaco ; porm se
l na 111.11u.111 dos justos, onde cerlaineule
suas virtudes o levaran!, pudesse chrgar as
noticias da sensacu que causuu sua inorte,
leria sobrada razan para coiiiumver-sc agra-
.1 u 1 1 nic 1111 ; pois que nao podia ser mais
geral, uem mais intensa a dr que scnlirant
todos os que o cmihcciam. No dia 27 seus
amigos liini oiivir uina lulssa pelo repouso
de sua alma, e foi numeroso o concurso, pos-
to que nao houvesse convite alguiu ; econs-
la-me que a suciedadeAmor pobreza ~
de que elle fra um dos mais dedicados fun-
dadores, suIlVagar igualmente sua alma no
trigsimo dia.
l'.in Santos a febre tem estado pertinaz:
lalvez srjam muito poucos os individuos all
residentes qoc a nao tenho ainda tido, e tem,
sido menos rarus que antes os casos talaos.
He verdade que Sanios esl muito mal si-
tuado, e que all ludo concorre para que as
epidemias durem e adquiram mu carcter:
o calor he sempre multo grande ; a humilla-
do he constante, e a veniilaco falta quasi
absolutamente, porque os morros que cer-
can! a cidade vedam a viraco da barra, e
quando vem a de lena, que he sempre no-
roeste, os curpus padecem ainda maiur incout-
modo.
O Sr. padre Antonio Joaquim de Mello hesi-
loii, pur alguus das, em aeccitar a cleico
de bispo desta diocese ; porui sei que lti-
mamente resoivra-se a responder que accci-
lava l'rovavt'lmenle coucurreria para esta
resoluco a esperanja de ser bem acceito por
seus cuuipiovinciaiios ou antes a certeza de
que, Iiiiiii 1 mi..--:' a desein|.cnliar os arduos
c importantes deveres episcopaes, sem ipgc-
rir-se as discusses c lulas dos pajtidos, ha
de ser por lodus cuadjuvado no nobre clpe-
nlo, de regeuerar o blspado.
Espera-se com muita brevidade o Sr. de-
sembargado!' Machado Nunes, presidente no-
meado* para esla proviocia : o Sr. Pires da
Mola ja prepara-ae para ceder-lhe o palacio
do governo. Esta subtliluico de presidente
cao era esperada.
O Sr. Machado Nunes j governou esta pro-
viocia em itvV.i e 1840: ueve pois uo vir s
cegas: e be natural que recuuhcca que mul-
to ha a fazer para promover-lhe o eugrande-
uar a picada que j est abena e cavada etn cimento, E est tanto mais obrigado a lazer


I
"^

^
V,
g.J.
' 1
I l
o que Tor Decenario, quinta be s facildade
que vem encontrar oa administraco; pois
que, parecendo-me que niio haver neccssi-
dade de moolar o partido governlsta, o clue
iliuiii constituir a parte mais ardua e odiosa'
da tarefa de sett antecessor, pude entregar
todo o sen lempo em ciludar e realisar al-
gumas mi lie'* uteia para o palie. Ter de
nssisllr i-UicSo dos deputados provinciaes,.
que se Ini.i mu deiembro ili slc auno ; uias
se deixar isso ao cuidado do partido governis-
ta, era tomar nella ingerencia directa, esca-
par a mullos cromproinf Mmenlos e difflcul-
dades. Duvido,. porm, que assim proceda;
pois que uossos goveros, sem ncnhiima dis-
liuccAo, ainda nao se convencern! de que
cleicdes sao negocios dos partidos, e que, sem-
pie que o governo quer substitulr-sc a ellrs,
ierde grande parle do prestigio e respeito que
le mitler que goze por inleresse da socle-
lade,
, dem )
(Jornal do ('ommtrrio.)
FRMAMBUOO
V
CAM.vIl.v MUNICIPAL DO RECIFE.
SISSAu F.XTIUOKPIVIKIA DE 21 DE MAIO
DE 851.
Presidencia do Sr. Vamede
Presentes os Sr. Carneiro Monteiro, Pires,
Ferrlra, Figueirede, Son/1, e Vianna, abiio-
se a sessao e foi lida e approvada a acta da an-
tecedente.
Foi lido o seguiote expediente.
Uin o/licio do Bm. presidente da provincia,
oiiimunicandn que havia expedido ordcui ao
jiispeclorda tbesouraria da fazenda provin-
cial, para mandar por disposicao d'esla c-
mara dous tercos do rcndimenlo do disimo de
capim ae planto, de que trata o 15 arl. 23 da
iei provincial n. 270 iuteirada ; e que se desse
ordena ao procurador a rceeber esse diuheiro.
Outro. do mesmo, autorizando a cmara a
despender mais a quantia de 400,000 rs. com
a eoin.lus.io da obro do aqueduclo do pateo
do Carmo: inteirada ; e que se partecipasse au
procurador e contador.
Outro, do coronel commandante das armas,
participando, que pasiava a dar as necessarias
providencias, no sentido de fazer cessar o
a Mnimum lo de soldadados uo tt-lbeiro do
curtume.
Outro, do procurador d'esla cmara, con
auliaudo-se os religiosos Frauciscano do con-
vento de 3. Francisco d'esla cidade cstam
comprehendidos na disposicao do art. 25 j 2o
do regulamealo do cemiterio : commisso de
pelices.
Outro, do secretario da junta revlsra da
qualificaco dos votantes da freguezia da Boa-
Vista, remetiendo o livro da especliva acta
que se archivasse.
Outro do administrador interino do cemite
rio, pedindo llie fosse foruecida urna barrica
de cimento, para entaipar as catacumbas :
que fosse remellldo ao vereador vianna, euca'r-
regado da dtrecco da obra do mesmo cemite-
rio.
Outro, deengenheiroCordiador, dizendo.que
o impedramento do atierro da Boa-Vista lein
algumas cavidades feitas pelas cuxui rada das
agoas pluviaes que precisam de reparo, para
0 que era necessario quebrar-sc nina purco
das pedras postas na ruada Aurora, lornaudo-
as em pedregulhos : que o cordiador maiidas-
se proceder aos reparos, mais que contralas-
se com quem por menos lizessc o iiucbraiuen-
to das pedras.
Urna enformaco do adminstrador interino
do cemiterio em sentido desfavoravcl a prc-
tenco do porleiro do mesmo cciinterio, pe-
dindo pagamento de ordenado vencide do I"
a 7 de aSril ultimo ; foi indeferida a pellejo,
Foi lido e approvado um parecer da coiir
missam de peflces Jobrea dos boiadeiros e
1 zenderos, Iiii.i ni governo da provincia, e
por este mandado a cmara a informar, em
que pedem a mudanca da feira de gados de
Pedras de Fogo para lguarassii no que cou-
cordou tambem a couiuiisso, e ueste sentido
le mandiiii informar S. Exc.
Foi appruvado um parecer da coinmissau
incumbida de ultimar o contracto de dcnioli-
da asa n. 25 da ra Nova de I liornas
d'Aquino Fonceca, no qual expe a comuii3so
o procediiiient'i que tivera ullunameiitc An-
tonio Gomes Villar, negando-se a dar j, co-
mo prometiera, a quantia de 1:UOO,000 rs.,
para auxilia da compra da mesma casa, e ou-
tras circustaucias coostanles do mcsiiio pare-
cer, abaiio transcripto ; avista do que deltbe-
Tou a cmara que se tirasse do clica quan-
tia de 1:000,000 rs. para com as que oll'erece-
li un os outros individuos ser dada au proprie-
1111- da casa em paga de parte do puro con-
i i i nli, recolhendo-se ao mesmo cofre igual
quantia, quando for dada pelo referido Villar,
authorizando-sc o procurador a cobra-la del-
le, pois que a isto se obriguu por um papel
que assignou, de que fai inenco o referido
parecer.
Foram mais approvados dous pareceres da
coininisso de polica, um dando por canferi-
das e exactas as conlas da recelta e despesa
municipal dos meses de mu," c abril prximo
lindos ; e outro, estabeleceudoa maueira por
que se di vi ni averbar as dispezas feitas no
correte anuo, e que excederam das respecti-
vas quotas. Mandou-sc dar scieucias disto
au procurador e contador.
A cmara deliberou o seguiute :=que se of-
lni.i m' ao l.ini. presidente da provincia, rei-
terando o pedido que llie fez em 12 de jullio
do anuo prcteiilo, para dar urdein que fosse
lina a pequea extenso de caes da tua da
Aurora, inargem do rio, ao veriador Vianna
( por encomuiodado j se liavia retirado,) para
dar pressa na collocaco do pnrlo do cein-
teria, vislo acbar-se lirada a pedta sobre que
deve o iiiesino asseular ao engeiiheiio Cordia-
dor, para mar 3 plaula, e organisar o orca-
mento il'oin maladouro publico, e informar,
i n\ iinln a commisso de saude, se o local em
que est collocado o actual olTerece as comoio-
Jida precisas para a consiruco do novo cs-
tabdeciinenlo com as condicoes liygienicas ;
ao fiscal de S Antonio, para mandar tirar as
formigas, que eslo oulra vez distruindo as
arvorts plantadas no largo de palacio do go-
veruo : replantando as que lein mor ido, nao
> Jaquelle lugar, como do caes do passcio
publico, procurando fazer indereiiar as bastes
das deste lugar, que v.io tomando urna direc-
rao obliqua.
A cmara autborisou a commisso encar-
regadade convrncionarcomo inquilinodo an-
dar terreo da casa de suas sissocs sobre o ar-
raajo dos cavallos e carros, para o estabcle-
cimcnlo de carros fnebres, a montar o mes-
mo eslabelecimeu'.o e determincu, a reque-
riiuento do veriador Carneiro Mouleiro que o
secrelaiio maudasse publicar em 8 dias mu
ceasivos a lisia dos mdicos e cirurgies que
te< in seus diploma regulado no aicbito da
mesma' cmara.
Assignou-te a representaba para o governo
geial, pediudo-se 40 africanos livi es pal a e-
ii la oceupados uo servico municipal.
Mandou-se remeiler commisso d'edili-
caco os requeriineulos, vindus da presideu-
cia sobre terreno de marinlia de Mauoel Al-
ves Guerra, Jos Verissimo de Azevedo, Boza
Mana d'Assutnpco, L>. Maiia Jos Luiz Su-
riano, Jos ilygiuo de Miranda, lgoacio Fran-
cisco da Silva, Antonio Dias da bllva Cardial
( :: i- Ji no Antonio l'creua aHocba; e taiu-
Heui u> de Hoza Maria Serpa, e Domingos Gar-
ca Parame sobre oulrasobjeclus.
Santo, Casiano da Costa Morcira, Cbristovo
ide Santiago do Nascimenlo, Gabriel Antonio.
Jos Apolinar! da Cimba, Jos Alves Lima
Jlmior, Maiiins Uibeiro, Joaqulin de Maga*
Ihaes f.olinbra, irmandade do S. Sacramento
da Ha-Vlsta Joaqulm Vaz Pereira da Silva.
M.inocl figueroa de l-'aria, Manoel Soares
Mendfs, D Mirla de Pinbo llorges, M qoel
Pereira de Magalhes, Manoel da Cnnha Oll-
vHra, Ricardo Fernandos de Souza, Venancio
la Trindade,Guedes, c levantou-se a sessao.
F.u Manoel Ferrclra Accloli, secretario inte-
rino a escrivl.
Parecer de que a cima se fat meiifo.
A commisso encarregada de ultimar a demo-
llco do sobrado da ra Nov n. 25 de baixo
das bazes que j expendeo no parecer que dio,
e que foi por esta cmara approvado, e de-
pnis de definitivamente ultimar com seu pro-
pietario a ni,un ni dos primeiros pagamen-
tos : auccedeo que Antonio Gomes Villar, que
expontaneo se tluba compromeltldo a dar para
c compra do dito predio a quantia de 1:00/
rs; depois que soubc estar o negocio assim
ultimado, se quer negar, procurando o frivulo
pretexto de que essa ollera fura feita com a
condico de que dara o cont de rs. depois
que a casa fosse demolida, c o terreno por
ella oceupado calcado, sendo condico esta
por elle expressa em um seu papel entregue,
nao commisso, mais um terceiro, que
tendo-se tambem comprometido a dar igual
quantia, receloso de que o mesmo Villar nao
fosse constante na piomessa at alinal entre-
ga do promettldo, eiigio essa promessa por
escrito. Ksse papel oblido por quem milrA.r
condeca Villar, existe em poder da commisso,
para ser entregue a cmara, lim de pelos
meios competentes obrigar a ell'ectlva enlre-
a da quantia de 1-00# rs. pr......inda.
Ueste modo pode a commisso assegurar a
n.ln ni, -i da dita quantia, que a nao ser a
cautela d'csse terceiro, mais conliecedor do
prometiente, ficaria frustrada. \ vista do ex-
pendido, a cmara deliberara como adiar
conveniente.
Salla das sessdes em 21 de maio de i85l.
Carneiro Monleiro__Jn. Pires ferreira Barros
presidente.I'iiinua lamedi.Carneiro Mon-
leiro.r. Maraes. Dr.Suuia Ferreira.
doscostumes e amenidade no trato, entre a
conscientia Inbabalavel do poder e uina mo-
deraco sem ciemplo. O Sr. Soma Ramos be
omaisperfelto modelo de um bom administra-
dor. F.ntre todas as suas virtudes cvicas so-
bn sahe a da franqueza c da verdade : nunca
faltou ella nem enganoH a ninguem a sua
palavra era sagrada para elle e para todos a
quem era dirigida : dize-lo e faze-lo eram ac-
tos, que so dlfl'eriain no lempo.
O Sr. Souza Hamos eomprcliendeu hoalmen-
tc a situacao delicada da provincia ; mas foi
multas vezes contrariado por -Iguns dos seus
agentes ; e quando pareca haver comee ido a
brllhante tarefa de urna completa n-finera-
c.io, foi mudado, e com elle inuda'iin-se tam-
bem as nossas esperancas. Nao lie possivel es-
tabilldade, nem permanencia ni ordem publi-
ca, quando as autoridades vivem em perfeita
roda viva ; hoje temos plena conflanca no Sr.
Souza Ramos, ainanha estaremos a merco do
acaso ou da fortuna, sem cita, nem beira [
Isto nao he mais do que aprehensao nossa
talvet nos engaemos, e Dos assim o per-
muta.
Somos na realidade multo gratos ao Sr. Souza
Ramos, porque tratou a provincia, depois das
crueis vicissltudes porque passou, com urna
moderacoe bondade.queha muito lempo nao
experimentava Como Lbil adm nistrador
mostrou.que a Inteligencia c a moraltdade po-
di un multo melhor substituir a forca bruta, e
que para governsr urna provincia, tao briosa
como esta, bastava tratar bem a seus habitan-
tes ; e na realidade os Pernambucanos paga-
ran! ao nclito presidente urbanidade por ur-
banidade. rendepdo-llie a mais sincera c illi-
inilada gratido.
Almde lodosos beneiicios, que nos fez/)
Sr. Ramos, nao he menos ponderoso o exem-
plo.que elle leja a seus succe.sores ; exem-
plo digno de ser imitado por todos aquelles
que aspiraren! honra de um nonie glorioso.
Knlretanto ainda temos de agradecer-lhc so-
brcludo una cousa. que lalvczpara alguns se-
ja reputada de psuca monta, e para nos de urna
magnitude inmensa, islo he, a sua honesli-
dade como homem publico ou particular, a
sua vida pura e sem mancha, os seus costu-
mes severos, c tunos dito tudo. Ao separar-
se de nos o Sr. Souza Ramos deixa urna lein-
branca eterna, e leva lodo o nosso reconbecl-
mento, toda a nossa gratido. Os mares lbe
sejatn bouancosos e os venios propicios.
E. O. V. A.
Despachos martimos do dia 17.
Itio Crande do Sul, patacho brasileiro Ne-
luroy, de 15* lotiPlIailts, co luz o soguinte:
5,438 arrobas o 13 libras desssucar, 15 pi-
pis goardentn.
Itio da Janeiro, patacho brasileiro Nerti-
a, d 05 lonellds, conduz o seguinto : -
200 barricas com farinha de trigo, 312 bar-
riz com chumbo, 15 caixas. 230 8ccose2
bsrriquinhascom 2,388 arrobas deassucar.
4,925 meios de vaqueta. 1 caixote com 96
livros. 60 sueco com 300 arrobas de tapio-
ca e 1 catxSo com 200 espanadores.
dem, tingue brasileiro Desierro, do 190
tonolladas, conduz o seguinte : 26 caixas,
595 barricas e 810saceos com 10,011 arrobas
e 13 libra de assucar, 12 Uboas de costado,
1 fsrdo com eouxenelbos, 12 praxOes de -
mirellii, 2,6*1 meios de vaquetas e 16 sac-
es com 93 arrobas de algodSo.
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimento do di 16.....1:919,470
CONSULADO PROVINCIAL.
dem do di 17.^ 1 67.67
EDITA ES.
lloje ( 18 ), pelas '.i horas da tarde, tem de
embarcar no vapor Paraeme, o Ktui. Sr. con
selheiro Souza llamos, que depois de haver
entregue as redeas do governo ao seu suc-
cesior, vai tomar assenlo na cmara dos de-
putados, a que perlence : o Sr. Sous i llamos
deisa agradaveis Impresses do lino e modera-
po, com que presidio aos destinos desia pro-
vincia, a cuja prosperidade consagrou todos os
seus disvellos, deixa penhorado de gralio
os coraces de todos os bous Pernambucanos,
e um nonie respeitado, e bem quislo, c que
ser i. mili id i com reconhecimento na lula
dos que teem presedido esta provincia. No
rclatorio, com que enlregou a adniiuHlrafo
da provincia vem consignadas com modestia,
que fazrealcaro mcieciineulo deste senhor, os
servicos, que prcslou a esla provincia, e o ac-
curado zelo, com que desempenliou a espi-
nhosa, mais gloriosa misso, que Ihc fura con-
fiada ; c nelle resumbra o espirito de justi;ae
de moderapo, que o guiou, e que, llie gran-
geou as mais sinceras, e mais piofuudas syin-
patliias.
A ausencia do Sr. Souza Ramos nao lar ar-
refecera estima e consideraco, em que lie li-
do, e que justamente merece. Aceite elle as
nossas despedidas, e a mauifestaco dos seu-
limentos, que nos ainiii.uu, c ao geral dos
Iijsis Pernambucos.
Chamamos a attenclo dos leitores para o
commiinicado, que publicamos uesle numero
sob a ni ii.a de E. O. i A.
IIENRFICIODO ACTOR SANTA ROSA.
Achando-seeia concert o tbeatro de S. Isa-
bel, vai o Sr Santa-Rosa dar um benecicio no
tbeatro de S. Francisco.
Nada falta par tornar brilhante o espect-
culo que vai lr logor nesse theatro. A elle
se presio dislinctos actores assim dramticos
como de canto e danta. Alm das bellas pe-
cas de drama que cscolheo o Sr. Santa-Rosa,
ter o publico mais urna occasio para admi-
rar o precioso inerecimento das Sras. Candia-
ni. luida e Moreau c do Sr. Vasco.
F.' pois de esperar que o publico que tam ge-
neroso tem sido na proteceo dos arlislxs, e
3uc he tam afleicoado ao talento gracioso
o Sr. Santa-Rosa, concorra eflicasmeute em
proteger este actor, nosso patricio.
Ao menos estamos certo que a nobre classe
acadmica, essa classe tam amante e aprecia-
dora das artes, nao ser iuseusivel oO'erta do
Sr. Santa-Santa,
Kepartigo da Polica.
sa nolte; ao que a mesma senhora de muito
bom grado se prestou, executando n'uiu dos
ntervallos a grande ra da opera:
NAHUCO DON >SOR
do maestro Verdi; e a muito applaudida mo-
dinbabrasileira: ..,
ADOREI UM. ALMA IMPURA.
lie es'teo divertiinento que o beneficiado tem
escolhido para offerecer ao alustrado publico
desta provincia, de quem espera acolblmento e
proteccao.
O beneficiado aprovelta o entejo, para decla-
rar as Sras. Caudiani, Landae seu marido,seus
companheiros e aSia. Moreau, o seu eterno re-
conhecimento de se piestarem gratuitamente e
com prazer.
Os biihetes acbam-sc desde ja a disposicao
do publico, na ra de Santa habel, peruulti-
iiia casa n. 13, residencia do beneficiado, e no
da do espectculo, no mesmo theatro-
Principiara s 8 horas com acbegadadeSuas
F.xcs. _________
O Illm.Sr. inspector da thesouraria da fa-
zenda provincial, em cumprlmento da resolu-
cao do tribunal administrativo de l2 do cor-
rele manda fazer publico que nos da 18 do
mesmo se ha de arrematar em hasta publica
perante o mesmo tribunal a quem por menes
lizer o servlco da capatazia do algodo confor-
me dispde o cap. 6 do regujamento provnicial
de 4 de junho de 1847 pelo preco de 3:000,00"
rs. por anuo, sendo a arrematacao por tempo
de 3 annos a contor do 1." de julho de 1801, a
30 de junho de 1854.
Os concorrentes comparecam competente-
mente habilitados no dia cima Indicado ao
mel dia.
E para constar se raandou aBUM o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda provin-
cial de Peruainbuco, 14 de junho de l85i.
O secretario,
Antonio Ferreira oT\nnuneia(o.
Pela inspectora da alfandega se faz pu-
blico, que no da 20 do correte de pois de
mcio dia se ha de arrematar em hasta publi-
uma porfo de madeira e toboado velbo, pro-
veniente das obras da mesma alfandega ; sen-
do a arreuiataco livre de direllos ao arrema-
Alfandega de Pernambuco 17 de junho l85t.
O inspector interino. Denlo Jos Fernandes
Barros. _____________^_
Declaraces.
PARTE DO DIA 7 DE JUNHO.
Foram presos: a rdem do juiz munici-
pal da primeira vira desle termo Vicente
Ferreira de Mello, por desobediencia; a or-
dem do subdelegado da freguozia de San
! Jos, Joo Ciriie'uo, ror haver epencndo a
umapreta; o a do subdelegado da fregue-
zia da Vares, Antonio Joaquim, por crime
de furto.
dem do dia 10.
Foram presos: a otdein do chefe do po-
<:<> din nicado.
Rcctificaciio das nmicia' de /'orli/ou/ publicadas
Iwnlem.
O ministerio Poriuguez ficou coinposto da licia interino, u marujo inglez Iticard Mead,
maneira seguinie : I para aveiigoncOes policises, e o pelo Jos,
Marechal duque de Saldauha; presidente do escravo_ por ,,j,r fugido ; ordem do suh-
conselho de ministros, ministro dos negocios ue|e!aj0 da frogoetia de Sn Frei Pedro
^ro aX^^l^^^o \ *A ft, o par do JoSo, escravo
dos negocios esirangeiros da mariulia c u|.. de Anlnnio dos Sanios Souza Leflo, a requi-
trailiar. siQ.lode sen snilior; a ordem do subdela-
Conselheiro Marino Miguel Franzini, minis-jgmlo da freguczia de Santo Antonio, Joo
tro interiuo dos negocios ccclesiaslicos de jus- Baptista (lardoso, por crime de nllensas
lien lascada. pliysicas, Paulo da Rocha sem decliracSo
do molivo ; oidem do subdelegado da
freguozia deSanJo>, Manoel da Jess .Ma-
ra por ferir a Josefa Maria da Conceic^o ;
e .Manoel Esteviio da Conceigo por estar
pronunciado; o a do subdelegado da fre-
guezia da Vanea, Jos do Espirito Santo,
sem deelaratSn do molivo.
11- ni do dia 11.
Foram preso-: a ordem do delegado do
primeiro disliiclo deste lermo, a escrava
Maria a requisiQao de seu senhor ; a ordem
do subii'legado da freguezia de San Frei
Pidro Concalves, o preto Manoel, escravo
de Auna Pastora de Jess, por crime de fur-
iii d'in do subdelegado da freguezia
escravo JaSo, pelo mes
subdelegado da fregue-
zia de San Jos, Antonio Jos da Silva, e o
escravo Luiz, ,>n urruccOes de posturas
municipaus.
dem do dia 12.
I -i ,i n presos : a ordem do chefe de po-
lica interino, o maiujo Jos Francisco ds
Silva Siles, por estar armidu de urna faca e
um ccele; a ordem do subdelegado da
fregiiHzia de Sanio Antonio, ocreouloLuiz
da Multa, sem declarado do molivo, e o
prelo Juaquim, escravo de Leandro Jos Ca-
falcanti, a requisi;3o de seu senhor; e a do
subdelegado da freguezia do San Jos, Ale-
Xantlre l'oreira e Luiz Soares da Silva (Ilion,
p ir estaretn pronunciados, e Antonio Jusii-
iiiaiiiiu Djiniu^ues dos Passos, por crime
Je Un I i.
.......',.:---------------------, Ul- anua ivmuh uu
liictor deOhvcira para succcde-lo uo honroso 0ldem du SU
ii,,i, mu iiiriiii.ii.i. Ouaes fosscui os moti-i '., ... ;
,os%liie obrigassem o S. Souza Ramos a del- de Santo AlitOlilu, O
lar-nos no momeuivi, em rjue iiiui gratas espe- ^ molivo ; eado
TRIHUTO DE GRAT1UAO.
Mais urna ralamidade para a nossa provin-
cia, ni.ii- um daquelles successos, que nos dias
aliagas da nossa vida poltica tem viudo con-
tristar o inalfadado Pernambuco.
U Exm. Sr. conselheiro Jos Ildefonso de Sou-
za Ramos, depois de pedir por qualro vezes se-
guidas a sua deuiisso, obleve-a por lim do go-
vii mi imperial, sendo nomeado o Kxni. Sr. 1 ir.
Vctor deOliveira para succede-lo uo honroso
ca
v
xa
randas haviamos concebido da sua sabia c pru-
dente adininistraco, anda sao para nos deseo-
nhecidos ; todava <|uacsquci que l'ossem, mis
os respeilaiuus como um acto tle sua cons -
ciencia.
A diniiii.ii .iil.it infatigavel, todos os ramos da
.'idn.iiii- lai.ni publica lbe merecan! igual des-
velo c cuidado ; dia c imite a sua tarda era
asstdua, e sem iulc rupcao, tanto para os nego-
cios pblicos, como para os de iuteresse indi-
vidual, puis que nunca se uegou a ouvir ge-
raliiicutc a lodos, e a[fazer-ihes juslica com
una reelido e benevolencia, que uiuitil hon-
raiu o seu governo. A traiiquilidade publica
foi sobre tudo o seu patritico empeiilio ; elle
einpreliendeu acabar o ulliiiio resto do movi-
meiilo armado de I84K, e tudo couseguio pela
sua inlelligeucia e pela sua uioderaco. Depois
do dia7 de uovetnbro de 1848 he agora que a
provincia se pode du.er tranquilla, gracas ao
Sr. Souza Ramos.
Um faci sobre todos honra mais que muito
o seu tino administrativo, e foi dar um golpr
decisivo nesse syslcma feroz de vingauvas e de
assassinalos, queameacava tragar a populacu
em peso pelas violentas reaeces do punhal e
do Im nuil ii Me concebeu todo o alcance
dessas funestas represalias, devidas em gran-
de |>arle compresso armada, sob a qual ex-
ista a provincia ; elle a desaruiou completa-
mente, chamando a forca de linha para a ca-
pital, e mandando dissolver os ltimos restos da
guarda nacioual.
/eliuo respeitador da Iei, quando ella per-
uiiliia, o Sr. Souza Ramos I'ni semprc benigno,
generoso e humano ; acabou lentamente com
a maneira brutal, porque al ento ae fazla o
recrutament forcado, demilliodo aquelles que
contra as disposices da Iei commettiam actos
de violencia, ou se prevalecalo da auloridade
para seus filis particulaies. Apezar da severi-
dade de seus principios polticos nunca deu
ouvidos intrigas de parlidos : para elle nin-
e nuil eslava proscripto nem lora da Iei.
Niuguem anda inoslrou no mando urna al-
iare o profuudu respeito
llanca i.i completa
I^Ocspacharose as petijes de Antonio d i le e urna benevolencia sem igual, entre a
i/iiH-i AnOiaUr Ua Miuiuidada Uo EtftritO; jutticfteabuwiUasiUe, cuiic wiu ncvuu
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 17.....9:550,17*
ftescarregam hoje 18 .
Ilrigun in^li'/. -- de plvora,
tingue inglez lurye lin-ailnni.
Rarca portugueza -- Ligeira murcadorias.
Ilirca |iortugueia S. Cruz idein.
Rarca iuglcza -- Culumlius idom.
Patacho ain^ticano Ware faiiuba, bo
lacha o breu.
CONSULADO GERAL.
Rendiuienlo do dia la 16 12:186,530
dem do da 17......... 9*1,051
13:127,584
DIVERSAS PROVINCIAS.
Renlimento do dia 1 a 16 1:127,971
tJe.n do du 17........ 75,*20
De ordem do lllm. Senhor director geral
da InstruccSo publica, faco saber a quem
convier, que est posla concurso a cadelra
de instrueco elementar do primeiro grao da
villa d'Agua-Prela, com o praxo de 60 dias,
da data deste. As materias do ensino sao:
leitura e escripia ; contar as qualro especies
em nmeros inleiros; doutrina chrislaa; ele-
mentos da grammatlca da lingua nacional,
com especialidade a orthographia.
Directora geral, 10 de junhoi de 1851. O
amanuense archivista, Candido uilaouio Cxoi
de Mello. ,
As malas que devem condu-
zir o vapor Parainse para os
portos do sul. principiam-se a
fecharhoie(l8)as lOboras da
ni iiili.i.i. e recebem se correspondencias com
o porle duplo at o momento de fecbar-se.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da
fazenda provincial, manda fazer publico, que
a arrematacao da capatazia do algodo do con-
sulado provincial, anuunciada para hoje f 18 )
do correte tica transferida para o da 20 do
mesmo. ...
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 18 de junho de 1851.
O secretario,
.Inlmii'i Ferreira d'Annunciaeo.
O solicitador da fazenda provincial faz
publico, que as pracas annunciadas por parte
da mesma faienda para 17 do corren le, ficam
transferidas para 20 do dito.
-- Pela adminislraco do crrelo desta ci-
dade, sao convidados a e.omparecerem na mes-
ma os Srs. Drs. Nicolao Atlonso de l.arvalho e
Francisco Jos da Rocha, afim de receberem
cartas vindas da Rabia.
Deoidem do lllm. Sr. director geral da
instrueco publica faco saber aos Srs. inspec-
tores dos circuios litlerarlos, nao s do muni-
cipio do Recife, como dos de toda a provincia,
que para boa ordem e promptldo do expedi-
ente, hajam de remelter para o lyceu toda a
sua correspondencia ofttcial com esta direc-
tora geral os da cidade directamente ; os de
fra por meio do correio geral.
tintn sim que todo o negocio official dos se-
nliores professores quer publicos.quer parti-
culares com a directora geral ser por inter-
medio dos ditos Srs. inspectores
Avisos manlmios.
__A barca porlugueza Sania 6'riu sahe pa-
ra o Porto at 10 de junho prximo, por ter
prompla grande parte de seu carregamento,
ainda recebe alguina carga a frete epassagei-
ros, para o que tem asseiados e grandes coin-
modos : a tratar com Francisco Alves da Cu-
nba ti Companhia, na ra do Vigario n. ll
primeiro andar, ou com o capitn da mesma
barca, Manoel Francisco Nogueira.
Sahe para Lisboa com toda a brevidade a
barca portuqueza Ligeira. de que he capito
Antonio Joaquim Rodrigues, quem quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que tem excel-
entes commodos : os pretendegtes dirijain-.se
ao capito ou aos seus consignatarios Francjsco
Severino (tabello Si Filho.
Para a llahia segu viagem com brevidade
a sumaca /"arayuassil, recebe carga frete ;
para o ajuste a fallar com Joo Francisco d
Cruz, ra da Crut n. 7.
__Vende-se a sumaca nacional Carila, bem
construida, forrada de madeira e cobre de
composico, e pregada de cobre ainda nao
ba dous annos, proinpa de tudo para navegar,
um bom aparelbo &c ; quem pretender pode
examina-la no Forte do Mallos, fundiada ao
p do trapiche d'alfandega, a tratar com o
proprletario, Jos Goncalves Simas, ou cora
Luiz Jos de S Araujo, na ra da Cruz n 33.
- Vende-se urna lancha nova, que pe-
ga de trinta a quarent barricas, a a qual
se nena em perfeitissimo tostado, bem co-
mo tres boles novos, tudo por prego com-
modo : na ra do Vigario, n. 11, primeiro
andar.
Para o Rio Grande do Sul seguir muito
breve a sumata Firmea, nova e de boa mar-
cha recebe carga a frete e passageiros trata-
se com os consignatarios na ra da Cadeia do
Recife armazeui n. 12. ___________
Directora geral, 18 de junho de 1851.Can-
dido /'.'uiiiuiiiu Cesar de
chivista.
le ii
Ale
lio, amanuense ar-
Theatro le San-Francisco.
HOJE. 18 DE JUNHO DE 1851.
Espectculo variado de canto, dramtico e
danca, a beneficio de Pedro llaplista de Santa
Roa.
Depois que a orchestra dirigida pelo Sr. pro-
fessor Theodoro Orcsles, tiver deseinpenhado
limadas melhores ouverluras, abrir-se-ha a
scena e acompanhia nacional do theatro de
Santa Izabel em obsequio ao beneficiado, re-
presentar o mu lindo vaudcville em 2 actos,
Vu\?DKPOIS DE BISASEIS ANNOS
Personaqins.
Lord Melvil, almirante da marinba inglesa, o
Sr Antonio Maximiaoo da Costa.
Maria, a Sra 1!. Joanna Januaria.
Slr Arlhur, oSr. Antonio J. UuarteCoimbra.
Jeronymo Dulllot, eslanqueiio de tabaco em
Paris, o Sr. Raymundo Jos do Araujo.
Jobson, o Sr. Santa Roza.
Galhrina, mulher de Jobson, a Sra. D. Ma-
ria Soledade.
Joinaleiros, marojos, mulhercs, etc.
Obeueficiado para dar mais valiuiento e real-
ce ao seu espectculo, dedica a exemieao do
drama aos illuslrados acadmicos de Oliiida, a
quem implora proteccao.
No lim du drama o Sr. Vasco em obsequio ao
beneficiado, cantar a cavatina DEL BRAVO
-- del maestro mercandante per Baritono.
Fiuda esta, a Sra. I.anda, tambem em obse-
quio ao mesmo, cantar a cavatina -- GEMMA
U11. VERGGldil maestro Donizetll.
SeiMiii -se-lia a representaeo da comedia em
l acto -- O MARIDO DA VIUVA de M. Alc-
xaudre Dumas. traduzida livrenieule por J. M.
de Souza Lobo, na qual a Sia. I). Joanna Janua-
ria desempenhar a interessaule parte de D.
Ermelinda.
Em seguida a Sra. Moreau, por obsequio,
dancara um passo intitulado A ACRACRU-
VIAN\A.
Termnala o espectculo comajocasa co-
media
Os irmaos das almas.
O beneficiado querendo satis fazer aosdese-
" I jos de umitas pessoas, que se digna ni honra -lo
1:203,39* I,,a ,!,. de seu beuelicio, pedio a senhora Au-
Leiles.
1 na noite de seu beuelicio, pedio a seuliora au-
KUia Auiiiui o obe.iu.iJ ac coftdjuYa-'o uet-
= C. J. Astley Si C. faro leilao por interven-
co do corrector Miguel arpeiro de um com-
pleto sorllmento de fazeodas, quarta-felra 18
do crreme as 10 horas da m nihaa uo seu ar-
mazem na ra do Trapiche n. 3.
Kalkmann limaos faro leiln por In-
lervenco do correlor Oliveira, de grande sor-
timento das melhores fazendas de seda, linho,
l, e d'algodo, e as mais proprias d'este mer-
cado: terca-feia, 17 do corrente, s 10 horas
da ni lulia.i, no leu armazem, ra da Cruz.
Avisos diversos.
Moje, 18 do corrente, be a primeira
sessflo da directo da Associacao Commer-
cial dos logistas de Pernambuco, pelas ho-
ras da tarde, na casa j anuunciada. C. G.
Breckeufeld, 1. secretario da Associacao.
Milita nttciKa!
Hoje principia a novena do Sr. Bom Jezus
dasChagas na igrejado Paraizo, c um irino,
e devoto do mesmo Sr. tenciona, a eienipb
das provincias do Sul, por em arrematacao
depois da'novcna, offerendas que tem agen-
ciado, para o seu producto reverter em a-
juda das depesas da festividade : e nem
alguem presuma que be isso urna inventad
nunca visla desse devoto, ou que nao he pro-
prio ; porque para destruir esse peusamento,
le i,.....iie aln esto os hoiiiens de todas ai
classes de pernambuco que tem habitado por
algum tempo as differentes provincias do
Sul do Imperio para atlestarem a verdade des-
sa asserco e nessas ierras nao sao os fes-
teiros pobres que lanco uio desse meio de
adquirir esmollas para os seus festejos no Rio
grande por, exemplo, a irmandade do Espi-
rito he coniposta do 'corpo do commercio na
maor parte e nem por isso deixa de fazer ar-
remataedes depois das novenas. Na corte o
mesmo estillo h. Na ahia, sem fallar-mo
nosfesteiros de S. Gancalo na Igreja de [ta-
zar, nosdaconceifao. do boqueirao, nos do
Sr. Bom Jezus da Cruz, ali eslao os do Honi
lim que sao lodos ricassos, e he onde a arre-
mateco mais se os tenia : assim nao he pan
admirar, ou reprovar que admitamos em per-
nambuco o mesmo modo de .dquirir-inos ee-
molas para os festejos dos nossos padroeiroi,
atiento, inda mais a decadencia.em que estao
cenas confrarias. Por tanto he de esperar l
concorrencia dos fiis devotos para o indicado
lim: adverlindo-se que se tem de fazer pu-
blico o producto das olleras, c em que loi
elle despendido. ._.*.
= Por conblnaco dos herdeiros do finado
o lllm. Sr. sa[gento-mr Manoel Goncalves
Rodrigues vo em prafa do lllm. Sr. juiz de
direilo o grande silio do Arraial terreas pro-
pilas, fructos c mais de 600 ps de dendezci-
ros chama se a attenco do Sr. Gadu esta pe-
xuicha pode-se delle lazer 8 a 10 llios un
pequeups ultima prata be terta-eira.
=s Quem fultou urna arara aparessa na rita
do C'abug n. 3 que dando os slgnaes serlos lbe
ser entregue pagando as des pezas.
NA RA DA CADEIA DO RECIFE N. 14 LOJA
DE FERRE1IH IIASTOS-
He o nico deposito do verdadeiro rape
Paulo Cordeiro du Rio de Janeiro, tanto do
viajado ao Para como do viudo directamente
para esta provincia. Esle rap que por sua
excellentee salular qualidade se lia introdu-
zido nesle mercado, e podemos assegurar, ser
o nico que revalisa com o de Lisboa_, e que
nao fere o nariz do tomante emboca nao acos-
tuniado, se torna por si mesmo reconimenaa-
vel aos amantes da boa pitada, que poderao
prover-se da quantidade que necessilarciii-
na loja assim menciouada, que o recebe por
lodos os vapores.
No dia 16 do corrente inez fugio da
Cinco PonUs casa n. 71 um preto crilo ae
id.-ide de 35 a 40 annos, alto egroco levou ves-
tido carniza de algodo de lista e seroula oe
algodo branco roga-se a quem o pegar lva-
lo a dita casa cima.
O Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitaoga
faz solete ao publico, que inudou sua resi-
dencia para a ra do Atierro da Uoa-VisU c
n. 3 primeiro audar, onde di consultas gran?
aos pobres, e poda ser procurado a qualqu'
hora para o exerciclo de sua profisso med.
Oflerecc-se um rapaz casado com pon
familia para administrador de engenho, po'
tem muita prallca porjeslar em um eugen""
mais de 0 anuos, lanibem se vendein veilaiie
carnauba superiores por preco de 8,320 ''
quem tiver preciso deslas proposlas, dli J
se as Ciuco-l'ynUs, defroillc da lote '"'
pidaji,


z
W..!'.-'
> ,

er
Reconunendamos as peaaoas que vito a
Europa nos vaporea o Sr. Carlos Figuciredo,
porluguei estabelecido cm Soulbarnpton co-
i'> agente, no qual encontrarao, alin da van-
i i,; i-i" de Callar a meima llngoa, toda a probi-
dade, inlelligencia e actividade.
c hilos o. i i ca nt!. do.
ACTNTE DA 1IMNDEGA E DE NAVIOS
12. Orrhnrd Place
SOLTIIAMPTON.
Decebe e eaptde com prstela e economia
mercadorla, bagagem e efTeitos de qualquer
naturezae ordem.
Esclarece os viajantes sobre a ebegada dos
paquetes e suas partidas, dirigindo-osno mais
deque li.-ij.ini myster. Obriga-se a tomar con-
ta da bagagem, efleltos, etc de passageiros.
Recebe (aiendas commissao.
Perdeu-se o mel bilbete n. 1035, e os
quartos ditos n. i i e 133, todos da lotera que
curren no da \i do corrente, pertencente
natria da Boa-Vista pede-se por Unto ao Sr.
tbesoureiro que os nm pague, senio a seu pro-
prio dono, que he Cypriano Luiz da Paz.
Prccisa-se de um forneiro para urna pa-
daria nos Apipucos, e paga-sc bem : a tratar na
ra Dircita n. li'.i.
Roga-sea pessoa quearhou um tabo-
]eiro,com tres (landrespequeos e um gran-
de : qurrendo restituir, dirija-se ao Corre-
dor do Hispo, ero iini meiagoa Junto a ca-
sa nova.
Precisa-se de urna negra quintadeira,
que ceja diligente, para vendagom : na ra
dos Marlyriosn. 9.
No botequim da ra Nova precisa-se de
um preto para todo o servico.
= aluga-sexi priuieiro andar da casa da ra
da Moeda n, 7 : a tratar na mesma.
Desrja-ie fallar com o Sr. Joao Augusto
Pessoa ; na ra Nova n. 5. luja.
= Os abaizo asslgnados fazem scirnte an
rrspeltavel publico, que a miga ve I me me dissol-
i -i-i ..i" a sociedade que linlom ua taverna da
ra do Cordomz n. 10, que girava sob a lit na
de Hiendes & Macieira, Meando o socio alendes
respouaavel por todo o activo e passivo. Reci-
fe, 16 de junlio de l%b\.--Joii Metida da ti-
ra Uuimaraes. Francisco loi da Silva Ma-
ri* ira
A pessoa que ein junho ou julbo do anno
paseado annunciou querer fallar ao Sr. Rodri-
go de Freltas Pires Guimares : dirija-se a ra
do C respo n. t, que achara com quem tratar a
respeilo.
O abaixo assignado, faz ver a quem
convier, quo a prela Izabel, dito lie mais sua
serava. Manoel Ferreira da Sitia llamos.
__ O pardo Candido que era criado do a-
li.iixo assignado, deixou de o ser de hoje e*in
liante por. diversas trallcancas que fui, e por
laso foi despedido, ed'esia dala ein vante
liiiiguem pague a elle coma alguma do abaizo
aniguado, ueui fie couza alguma d'elle que
acnoresponsabilisa visto nao existir mas na
casa. Recife 1(5 de juuho de lS5l.
Francuco ot Certllo Leal.
Francisco Marques barros faz ver ao pu-
blico por esta folha que por haver outra pes-
soa de iiiual nome scassiguar de boje ein d-
ame Francisco Joo Maiques Braga.
A luga-se um segundo andar na ra do
Rangel defronte da botica, a falar na ra do
Cbug loja de Joaquim Jos da Costa Kojo-
zes,
O abaizo assignado roga a quem for ofe-
recidu um anelo grande oilavado elavrado
com liiiii.! N. I. U, de o turnar e lvalo a seu
dono na relinaco da ra da Concordia n. i
que se gratificar^
Mannel Joaquim Mtlheiros.
No dia 18 do corrente mez pelo juiz mu-
nicipal da 2, vara dn civil ter lugar a ultima
praca, para ser arrematada depois da audi-
encia cm asta publica, um sitio de trra para
plantar com casa de sobrado estribarla para
4 cavallos, 2 vivelros de criar peize, ceulo v
tantos ps de coqueiros ; no lugar ios Affo-
gados denominado cuilume, por execucao de
Luiza Tbcxeira de Lima contra Joaquim Cr-
rela d'Araujo.
Precisa-se de um hornero portuguez
liara feilor do um engenho no sui, distante
tiesta praca 16 legoas, preferindo-se dos
f llegados ulliiiiamentc, e agradando-so pa-
ga-se bem ; na ra da Cadeia do Recife, lo
ja n.50 de Cunha & Aniurim.
O baixo assignado declara aosSrs. de
engenho, com quem lem relaces, que he
falso o ilumnelo inserido na Imprenta n.
125, de 16 du crrenle, ein que diz que o
un unca ni se relira para l'oilugal, eque
(al annuucio le foi bolado por alguma al-
ma peq'uenina e cege de ambicSo, quo a
cerca relativamente ao recebiiiienlo de as-
siiciir, visto que esse miscravel que se cons-
titue meu inimigo gratuito, nflo iodo com-
petir com o an nuncio me, as cuntas de ven-
das, que presta do assucar que lhes sSo
consignados, declarando ao tal sigui, que
.seus bous cuslumes de mim se nao apoue-
raui, e que nSo estou acostumado como el-
le tsta, a claudicar seus comiletiles.
Manuel Alves Ftrreira.
Pede-se as autoridades puliciacs, que
facam respeilavel a li da asseuibla provin-
cial, que prohibo ofogo soltu, quo at os ne-
gros captivos sollain, e a le que os prohibe
lie muito bem entendida, porque fogo sol-
t causa muiUis damoos.
O Sr. Manoel Comes Haib-iza de Arau-
jo I'ereira, queira ir, ou mandar, ao Aterro
da Uoi Vista, sobrado n. 10, ou responda as
caitas que so,Un- lem escriplu.
Precisa-se de urna ama quu lenha bom
e bstanle leile, quesej-i, pelo nieiios, de 4
a 5 mozos, prefeiece-se sendo do malo, pa-
ga-se a contento t na ra do Collegio ti. 9,
p meiro andar.
O abaixo assignado, roga a quem for
oflerecido um anejao, gran le, oiUvado e la-
vrado, com a rma M J. M., de o tomate
leva-lo a sou dono, na refinacao da ra da
Concordia n. 4, que gratificar.
Manoel Joaquim Millieiros.
Desappareceu do lugar dos Coellios ,
na uoulede 12 para 13 do cuirente, um ca-
vallo iila.am Calilo, cun qualro miics
brancos, sendo um na testa, oulro pequeo
no beico, oulro no p direito o outro na
mlo esquerd, com os ferros seguales, na
perna direita quem o pegar leve-o ao mesnio lugar dos
Coelhos.cssa n. 13,quesera recompensado
No da 18 do crtenle, val a praca por
venda, depois da audiencia do Sr. Dr juiz
municipal da 2.' vara, na sala das audien-
cias, a casa de sobrado meiagoa de 3 anda-
res, sita na travessa do Encantamento e he
a iiluma praca.
Preciaa-sc alugar urna prela, queengom-
me pe l'i llmenle, preferlodo-se capliva, para
casa de pouca familia : a tratar na ra do Tra-
piche n. 3.
Precia-se lugar um sobrado, ou casa
terrea em algumas da* prinripaes ras do
bairro deS. Antonio, qu tenha commodo
paia familia, e quo o seu aluguel nao exce-
da de 200 a 300,000 rs. tnuuaes : quem li-
vor, anuuncie.
O Sr. l.uizdeSouza llandcira, queira
ir, ou mandar, no Aterro da Boa Vista, o-
biauo u. 10, para rcccbcr uwa caita.
Preclsa-se um liomeni que saiba ler para
feitorde olaria, na ra da Aurora o. 44.
Preclza-s de um preto, paga-sc 12,000 rs.
por mez, e o sustento, pira o servico ordina-
rio de padaria ; e oulro que|enlenda do servico
de masseira, e um forneiro que saiba bem
fazer sua obrigacao, na praca da Santa Cruz,
na padaria debaiio do sobrado n. lOU.
= O Sr. Francisco Antonio da Silva da ra
do Rangel, queira mandar pagar a assignatu-
ra desle {Mario, e emqnanto nao o fizer ver o
seu nome publicado cm lettra redonda.
Oabaixo assignado vendeu a sua ta-
verna, sita na ra ihs Cruzes n. 28. Recife,
12 da junho de 1851. Jos Francisco Marinho.
-- Qualquer pessoa que se quizer contra-
tar, para encarregar-se de una hurla : co-
do dirigir-se a ultima casa da na do Hos-
picio, que achar rom quem ajustar.
Quem tiver para alugar um preto, ou
preta, escravos, para o servico interno e ex-
terno, de urna casa de familia : queira en-
lender-se com ocaixeiro da venda da ra
das c- u/es n. 28. .
Precisa-se de um minino de 12 a 14 mi-
nos, nacional ou estrangeiro, que tenia al-
guma pratica de venda, e que de fiador a
sua conducta : na ra Larga do Itozario
QOQ0O0060OOOOOOOOO
( Ituu ilas Cruzes n. 2H. Q
J CoMullorio homaopalhico do faculta- v.
-v (t>o J. B. Catanova. gv
Gratis para os pobres. -
Na ausencia do facultativo J. li. d- ^
O -
&
.-iniiv.!. o profossor homoeopatha J^
Gosset Bimonl contiouar com os sj
O trabalhos do mesmo consultorio, on- &
5> de poJer ser procurado a qualquer &
O hor.. O
oooooooocre<&oo:>>3
= Aluga-se um sitio no Poco da Pauella, na
margem do rio, tem nominodos para grande
familia, quiuUl murado e plantado de llores,
ele., cacimba com muito boa agoa de beber e
tanque, estribarla para qualro cavallos. e tem
porto que delta para o largo da igrega ; a Ira-'
lar na ra do brum casa gi ande du ( uoha, se-
gundo andar.
Ollerece-se urna mulhor para ama de;
casa de hotnem solteiro, ou de pouca fami-
lia : na travessa da Biimba o. 12.
RETRATOS.
Conlinua-se a lirar retratos a oleo, coTii
pe r.-icui, e em ministura sobre o marPim : I
na travessa du C:rmo, ou Sarapalel.n. 1, se-j
gundo andar.
Casa de commisso de escravos. !
Na ra Direita, sobrado de 3
andares, defronte da travessa de
S. PcJro n. 3, recebem-se escrj
vos de ainboa os sexos, j.ara se veti-
dersin de commissao, nao se le-
vando por esle trabulbo, mais do'
que 2 por cenlo, e seo se levar
i ou a alguma de comedorias, o! -
lerecendo-se para ito toda a se-
guranca precisa para o ditos es-
cravos.
Precisa-se de um forneiro : na ra do
Cunv. Un, padaiia ll. 29.
-- Na ra do Ainorim n. 25, precisa- se de
una ama do leile, que seja nova, pretere-se
esclava,
O Sr. Ventura Joaquim da Hoza, cai-
xeii'o do Sr. Francisco Jos Calvan, no lar-
go da Itibeia, baja de ir a ra da Praia n.
29, pagar a quanlia que nSo ignora.
Sr. Joaquim Antonio da S. Barata,
procure urna carta, que Ihe veio do Para : I
na ra Estrella du Itu/.ano n. 22, segundo!
andar.
Dam-se200ro0 rs. a uros, sobre ne-
tibores : na ra Eslre'ta do Itozario, lojn de
uunvesn. 10, st dir quem d.
Vende-se um Carro decarregar fazen- ,
da e assucar, quasi uovo e muito forte, por
preco commodo : na ra da Cruz do Recife
n. 27, armazem. |
Os abaixo asslgnados, passageiros da bar-
ca Sania 6'riii na recente viagein do Porto pa-,
ra Pernaiubuco, sobre modu penborados, pelo
bom ao,Huiliento c eximio tralaniento que re-
ceberam do seu digno capito o Ulan. Sr. Ma-
noel Francisco Nogueira, nao podem deixar de
ioiriutiiili.il por uicio da iinprensa, a gratido
e afi'ecto para com tao insigne ocial ; nao
esquecendoao mesmo lempo a bonomia e cor--
dialidade do respectivo segundo officiat o Sr.
Manoel Jos de Azevedo, que na verdade me-
rece (oda estima e preponderancia. Bordo da
barca .VumI i (Vu.-, l3 de junho de 1851. --Ma-
noel Jos de Souza Carneiro.O padre, Joa-
quim Ferreira dos Santos.Jos Joaquim Lo-
pes de Almeida.Jos Uarboza de Mello.Joo
Manoel da Veiga eSeixas Jos Moreira Pinto
Uarboza.--Narcizo Jos de Carvalbo.Antonio
Jos Gomes de Oliveira. Antonio Dias Guima-
res.Mauoel Jos Lopes.- Gaspar Joaquim dos
Santos e Cas(ro.Joo Augusto de Abreu e
Muura.-Manoel Antonio de Moura Jnior.
Maria da Conceicao.--Margarida Candida da
Cunha Almeida.Francisca Flruiina de Moura
lavares.
- O administrador da obra da nova igreja
matriz de S. Joa do Recife, compra 12 travs
de 5o palmos de cumprlmeulo e 8 polegadas
degrossura emquadro dequalidade.
O Ulan. Sr. Jos de Vasconcellos, lente de
inglez, francez, gegraphia do lyceu paraense,
lem una caria na ra do Vigario o. 7, primea-
ro andar.
Piecisa-se alugar utna prela ou um inc-
leque para vender fruclaa e verduras na ra
sendo de boa conduela e fiel, pga-se bem, e
d-se-lhe o sustento : quem os liver e queira
alugar, annuncle por esle Diario.
- Piecisa-sc de 800,000 rs. a juros, dando-se
por garanda muito bo tirina : quem os quizer
dar, annuncie por esla folha.
- Quem preclzar de um hoinein brasileiro,
o qual sabe ler, cscrever e contar, e lem pra-
tica de lodo o servico de engenho : quem Uver
precisdea do mesmo para essa oceupacao, an-
uuncie para ser procurado.
-= Oabaixo assignado, morador narua Im-
perial n. 125, avisa aspessoas quelem penlio-
res em seu poder, que os venbam lirar no pra-
o de oilo dias contados da dala desle; do con-
trario ero vendidos para pagamento dos aeus
debitos.='rdrc de A'ouia Hornee
> Precisa-se de um caixeiro que seja capaz
de lomar conia de una padaria. e que d fia-
dor a sua conducta: certo de que agradando,
na.i se duvidar dar bom ordenado : trala-ae
na padaria do Varadouro eiu Olinda
Pi-rguula-se ao Sr. Juiz de Paz da Fre-
guezia de S. Jos, qual o motivo porque he
citado um oiticial por carta a requeriuienlo
de brasileiroa, e oulros por inerinbo a reque-
rimento de porlugueiea, sua senhoria tem
mostrado a adeio que lem aos portugueaea
possuidoresdo Vrazil, a poucos dias deo una
patrulba a um papeleta bebado para no caso
de repussa a una maroleira que hia fazer a
um seu patricio ollicial de llnha ser esle pre-
/o, be desta forma que lemos alguna em pre-
gados de polica como V. S. Deoa uao d< prc-
iuiu c vaiiigo a quem wece
No dia 16 do rarrente desapareceo da casa
do Sr. Jos Carneiro. rom venda as Slnco-
l'ontas, um prelo He no.....I.ul. crilo, idade
ile .!.") a \'< annoa, fulo, lito, grosio, barregu-
do, cara larga, e testa cauuda, nariz chato, e
grande, ps grandes, carnudos, levou vestido,
carniza do aigodo de lislra, c i irona de Al-
godozinho, e chapeo de pallia, esie he da
Villa de l'aruar, e veio a esta praca em coin-
panhia de seu senhor Jos Ponriano Vale ;
quem o peger leve a mesma venda de Jos
Carneivooque ser gratificado.
Ausentou-se aem motivo no dia sexta rei-
r i3 do corrente do 3o andar da casa_ n. 25 da
ra do 6'ollegio um cscravo de naco Congo
por nome Paulo, 30 annos de idade, estatura
ordinaria, cor bem preta, pouca barba, e com
urna cicatriz na parte inferior da lace dircita :
Recomenda-se e pede-se a sua captura n po-
lica, e capites de campo, e se gratificar,
e pagar-se-h qualquer despesa que com elle
su fizer.
Desapareceu no da 3 do crrante mez,
um moleque crioulo por nome Gabriel, (Hade
18 annos, foi escravo do Sr. Joo Xavier Car-
neiro da Cunha, tem os segointes signaes cur
fulla, pazes bastante largas, siguaes da bexi-
gas no rosto baatanle saltiadas, pes um tanto
largos, carniza de algodozinho branco suja,
calca de aigodo azul, cbelo cortado rente,
veiii Ihe crescendo sollo, cabeca redonda, Es-
te moleque aupde-se que foise para o sul por
la ter irmos ; roga-se as autoridades policia-
es,e capites de campos, bajam deo appre-
euder e levar a seu senbor em Olinda nolu-
gar do varadouro venda n. 19 de Jos Harboia
de Souza, que gratificar gencrosainento.
Caa de modas francezae, Buesiard MUlochvu, ra
do Atierro da Boa-Villa n. I.
Recebeu pelo ultimo navio de Franca, cha-
peos de palha de moda nova para montara de
seuhora, chapeos de seda e loucado, mante-
Ihetea c capolinhos ; cabecocs de bico roinei-
os, pescocinhos e camisas de fil e de cam-
braia bordadas ; fitas e bicos de todas as lar-
guras franjado e franjas ; bicol de blondc ;
sedas furlacores para manteletes,; grvalas de
veludo com fivelas para senhoras ; capellas
de laraujeiras ; nielas deaeda braaca lisa e bor-
dadas ; veos de blonde para noivas luvas
conipi idas para as ditas ; mantas de bico pre-
to para cabrea ; tarl.itanas braucas e de cores .
caiubraia finas; lencinhos de seda ; llores li-
sias de todas as qualidades ; filos de 1 inlio c de
sedt branco e preto, c mais enfeiies para sc-
nhora. Faz-se sempre com verdadeiro gosto
francet, chapeos, loucados, vestidos e todos os
de .loalhete dan senhoras.
Joo da Costa Palma, declara que Vicen-
cla Ferreira Caldoso, e aeus filhos, nein mes-
mo alguma outra pessoa, podem fazer nego-
cio qualquer, que seja acbre a casa terrea na
ra do Padre Floi ano n. 56 ; porque j o an-
nuuciaute leve seutenca que obriga a dita
Viceocia Ferreira Cardoao a inventariar, e par-
tiihar a dita casa, e os seus riudiuientos c
muitoa anuos, e est Halando da suaexecuJao.
t^-SS:*: :4 -">'*fe
til Coitiiltoi'io central iioniti-o- i
v- patliico de l'ciiiiiiuHiH-o, ^
<. Dirigido pelo l)r. S. 0. L Pinito, +
V llua do Trapiche Novo n. 15. .;
ijV' Todos os Mi-is uteis sedaran con- ^
t> sullas e remedius de gruca aos po- i<
V tires, desde pela uianhaa al as duas |dj
(* horas ii tarde. i$
v As correspondencias e nformacOcs &
* podurSo ser dirigidas verhalinenle, |
v.1 ou por escripto, devendo o doenle )
tjV indicar : primeiro, o nome, a idade, -g
O) estado, prolissSo e constiiui^So; te-
i> gundo, as molestias, que tem tido, e
>; os remedios tomados ; tercena, a po- %
f ca do apparecimento da molestia ac- ^
ti tual, edescripcSo uiinuciosa dussig- (.4
(,- luvs un >\ :i.pl .mas que snllie <(
, l)r. Sabino Olegario l.udgero Pinito. &
f!>!9-*"':,*:r#**1
Precisa-sede um jardineiro, quosai-
b8tribalhar em arvores de Iruclos : na roa
da Cruz n. 46.
_ Faz-se negocio com urna loja earmi-
q3o, emboa lucalidade: quem pretender
negocia-la, diriji-se a ra do Crespo, loja
n. 3, ao p to ar.'u.
__No da 8 do corrente mandando-se una
escrava levar ao convento do Carino varios pa-
ramentos de inissa, ia incluso mu paliteiro de
prata com o feitio de um indio, leudo o p
quadrado, e o indio com urna bola ein uina
mo e na outra una penua; quem dclle souber
ou Uver noticia, ou aiiuem for Merecido pan
comprar,queira oapprehender elevar no paleo
do ( armo casa do Sr. Feliz Francisco de Souza
Magalhes, que ser gratilicado-
Itoga-se ao Sr. l)r. Honorio Fiel de
Sigmahnga de Vsscurado, que se echa bo-
je advogando en Goianna, que mande pa-
gar a sua lettra que se acha vencida a an-
no o nielo, o qual n3o ignora aomle :
em quanto o Dfio fizer lia de ser lembrado.
Na ra das Cruzes ti. 40, ha bichas
amburguezas das ultimas que vierain ao
mercado, para se alugar e vender-se, tanto
por junto, como a retalho.
~ Quem quizer consultar o fado diverlio-
do-se com gracia e aceio, as bellas noites
de Santo Antonio, San Joao e San Pedru;
no o poder fazer sen ir as casas annun-
ciadas, onde enconlrarao t>s mais modernas
e engragadas quadras intituladas Sorle
dt< Venus custando apenas 40 rs. cada
urna ; na ra da Concejero na Boa Vista n.
20, e no Passeio Publico n. 13
* Preciaa-se de una preta para o servico ex
leruo de urna casa de muito pouca familia e que
seja muito fiel : quem tiver para alugar dirija-
se a ra dos Quarleis n. 24, que se dir quem
precisa.
= Precisa-se de urna ama de leile: na ra
Augusta n. 34.
m^mmmmmmm mmmmwmzmm
Na ra do ArigSo, n. 12, segundo andar,
se deseja saber so he vivo, oudo mora um
rapazinbo de nome Damiao, lilho de Ange-
la de tal, e neto do velho Antonio Lopes
Mangaba, da cidade do Natal, o qual rapa-
zinho anda ha poucos annos aprenda o of-
ficio de roarcineiro, em utna oflicina desta
cidade.
*mm$<*mwftmm mmwmwwwam
Aoga-se a quem for ofierecida urna por-
co de roupa engoinmada com a marca I. V.
c. baja de apieheuder, puis foi levada de urna
canoa que a conduzlados Apipucos : a entre-
gar na pracinlia do Cor|>o Sanio n. 66.
i's Srs. abaixo declarados veuham on
ni mili in pagar o que ilevciu na ra do Ara-
gao n. 25, bacharel LourencoM. Dias, Antonio
de Lima Gomes dos Santos, Manoel Esleves de
Abreu, Hayiuuudo da Silva Maia, Jos Joaquim
da Costa l'.i'iimaraes, Juan Jos de Azevedo San-
ios, D. Florinda Maria de Jims. Manoel Joa-
quim do Uom-Flu, Manoel Ferreira Chaves c
Francisco Antonio Dual te.
Casa de commissao de escravos.
Hecebem-se escravos para se-
ren vendidos tanto para fra ,
como para dentro da provincia ,
com prestesa e segurancia aos aies-
inos: na ra d.i Cruz do Uecie
Da G.
Consultorio homenpathico, ra do Colle-
gio n. 25.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas gratui-
tas aos pobres, tolos os dias uteis, desde
horas da mantilla, at ao meio dia, depois,
I 's -i hora visitar em sua casi os doentes,
que tlvereai precisBo, o em casos extraor-
dinarios a qualquer hora do dia, ou nonio;
recobo enlos para tratar, ou fazer qual-
quer operacBo em urna casa para isso des-
tinada, fra da cidade, sendo.9 prego de
1000 a 2,000 rs. diarios pira os escravos,
conforme as condc.esquo se estipularen),
e2,500 rs. para hotnens livres : as pes*oaa
que nao poderem comparecer no consulto-
rio pdern enviar suas informacus por es-
cripta ou vocalmente, declarando o nome,
idade, temperamento, constiluio, resi-
dencia, e especificando todos os incommo-
dosquesoffre e as molestias que anterior-
mente tem tido.
9ef>i^^?**^'*
** Paulo Ualjrnoux, de nt Isla * fraiiceZaOfTcrece se prest- ni no publico para todos os W
9 niisteres le. sua prolssao : t
'4 pode ser procurado a qual- 9
9 qner hora ein sua casa, 11a ^
4 -iinlnr^a do Rozarlo, 11. 36, $
9 si-finido andar. <*
)ig)<.Cr >.*i&l N.i travessa do Corpo Santo n. 29, se-
gundo andar, acha-se aberta uiua escola de
meninos, dirigida por Honorato Augusto de
Miranda-
AVISO AO PUtLICO.
Na botica da ra do Collegio, de Peixolo Si
Pinto, he onde se vendem to aumente as
verdadeiras e bem conceituadas pululas para
bobas, cravos seceos e dores, por mais ami-
gas que sejam, cujos bons .lcitos coulessaiu
lodos que lem feilo uso dellas; cumposico
do fhannaceutico Scbastio Jos de Oliveira
Manilo, c por elle anda rubricadas; e para
conhcciiuento do mesmo publieo, principal-
mente de algumas pessoas que nao estejam
ao alcance o conhecimento das verdadeiras;
se faz publicar por mais algumas vezes para
nao seren illudidos por outros avisos, e que
de seu uso nao liverem eHito algum.
Ignacio Luiz de Brillo Taborda, con-
vida os sonhores, cujos nomes era segui-
da vSo mencionados, a virein pagaa-lhe em
a sua loja ua ra do-Crespo n. 10, o que
ficaram dever s extinclas firmas dos fi-
nados senbores Antonio da Cunha Guima-
rSes e Jos Junquim de Freitas Guima-
res e a viuvn du Freitas Cuimsraes de
pois Annn Maria dos Passos Guimares ,
Antonio Leandro da Silva Manoel Jos
da Silva Leile Joflo Luiz Pena, Fran-
cisco de AlhuquerquH MaranhSo Vicen-
ta Ignacio llrancn ; Mauricia Feliciana dus
Pra/.eres, djs Curcuranas Antonio Janu-
ario Pues Brrelo, do Cebo; Harlinho da
Silva Costa, to Limoeiro ; Jo- Carduzo Ge
valean-, de Caruar ; Manoel da Costa Bra-
ga, de Inhamn) los de Benevidea FalcBo,
do Tarem Gsranliuns; Patricio Jos lavares
ic Vasconcellos, do Bom Jardiin, comarca
do Limoeiro, e Manuel Gomes dos Santos,
de Lagoa Nova : o anuuncianle declara que
ir fazendo mensBo s.-m excepc>> alguma
dos nomes daquelles senhores, cujos dbi-
tos forem amigos e 11S0 vi :rom imediata-
uiente pagar-lhe.
-- Aluga-se o primeiro andar do sobrado
11. 13 da ra do Vigaiio : na ra do Aiuoriin
11. 15.
jffe Chapaos de sol. *!%
?K Ra do Passeio, 11 5. **^
Nesta fabrica ha prcsenlemento um rico
goriimenlo destes objectos de todas as c
res qualidades, tanto de seda como de
panninho, por precos commodos ; ditos pa-
ra senhora, de bom gosto: estes cuaceos
sBofeitos pela ultima moda ; seJa adamas-
cada com ricas franjas de retroz. .Na mesma
casase acha igual sortiuiento de sedas e
panninho imitando sedas, para cobrtr ar-
macos servidas : todas estas fazendavne s
dem-se em porr;lo o a retalho : lambem se
concerta qualquer chapeo de sol, tanto de
basteas de Ierro como de baleia, assim como
umbelas de igrejas: ludo por preco com-
modo. Na mesma casa ha chapeos do sol,
de marca maior, de panno e de seda, pro-
prios para fe lores de engenho, por serem
os mais fortes que se podem fabricar.
Lotera do Rio de Janeiro.
ios 20:000,000 de as.
Na Praca da Independencia, loj n. 3, que
volt. par. a ra do Queim.do e Crespo, n-
lnm-sa billiutes, me.os, qurt,os. o'vo*
vlgesirooe. da lotera dcima pr ri1 1De
no'fici do S.ntissimo Sacramento, o na mes-
ma loja mostram-se as listas das que ja
correram.
Illllietes do Rio de Janeiro.
aos 30:000,000 rs.
Ns ra estreita do Rozario, travessa do
Qo'eiinado, loja do miudezas n. 2 A. do Joa-
auim Francisco dos Santos Maia, vendem-so
osmuito afortunados belhetes, meios, qoar-
tos.ottavos e vigsimos da.11.'lotera fio
Santissimo Sacramento, recebom-se em pa-
gamento blietes premiados de nutras
quaesquer loteras do imperio, alem dos
muios premios,qna esta casa tem vendido
iiun o proprietario tem dcixado de snnun-
ciar. venden ltimamente das c isas da c a-
rida.le o meio bilheten. *,685 com 1:000/
edousoitavosdens. 1,852 com 400# cada
-'- Vendem-se 10 escravos, sendo 2 mole-
entes, de idade de 16 a 20 annos, um delies
he ollicial de pedreiro ; 1 dito de meia ida-
de ; 2negrinbasdel6a 18 annos, creoulas;
4 ditas boas quitandeiras; 1 escrava de ida-
de de 16 annos, coae, engomma e coznha,
de bon.ta figura : na ra Dircita o. 3.
Ven lem se bracos de balanc* propnos
para balcilo do autor Romilo peneiras
grandes de rame e perfuma lores de la So:
na loja do ferragens n 56 A, de Antonio Joa-
quim Vidal, na ra da Cadeia do Recue.
No armazem de materiaos, deronte dos
Martyrius, vendem-se lijlos deladnltio, a
2,600 rs. o cenlo. e tenas a 3,200 rs. o cen-
to, botados na obra.
Vendem-so bons e carnudos quarlaos,
por commodo prego, o alugam-se outros
para passeios e viagens : ni cavalarice Jun-
to ao hot-l commercio. ______
O

4
4
i
4
4
4
4
4
>
4
i
Compras.
Compram-se temos de pezos de 1 arro-
ba a 1 libra, biocos de balanca, para balco,
dilos grandes para arrobarlo, 6 pezos de 9
arrubas, serrotes e machados de coitar car-
ne nos arrugues, ludo islo usado : traa le
na ra tas Cruzes n, 30.
Compram-su os nmeros completos do
jornal intitulado O Amigo dos Horneas, que
fui itnpresso uesta eidade em 1815 o 46 : na
ra do Queimtdo, loja du miudezas junto a
de ceiu 11. 33.
Cuuipia-se um escravo de40 a 50 an-
nos, quo nao seja doenle : na ra du Viga-
rio 11 33.
. Compra-se patio de Lnlio velho, pro-
prio para curar le idas : na botica da ra
do Rangel, que faz esquina para a Riheira.
Vendas.
LlVaDE SURTES.
Depois de um Btuiado trabalho de rouitos
seculos, e por occasiSo de escavar-sc aci-
dado de Pompea descobrio-se
ALUNAFATAL
uus
Destino* Immunos
ou
SURTES PARA OS IVERTIMENTOS.
11 s
Dias de 8. A11 Ionio, S. Joo e S.
redro.
Esle importante livio sabio a luz pela pri-
mita vez no auno lindo, em um vol. de 286
paginas, e com 704 versos, que abrangem
osdesrjus Jos vvenles, principalmcn e das
senhoras que lano ambicionan! saber quu'
seu destino 110 anuo que lem de vir : o que
elle conten be Je un quem o cutisultar tlevo (car persuadido qu
mi' i 1 \ cnenle Ule Mifcetl 111 o que a surte
Ihe ti ver prgnoslicado. Vende-se a 1,000
is na liviana us-6 a 8, da Praija da lude-
peudencia.
Sortes.
Na llvraria da prar;a da Independencia ns.
6 e 8, vendem-se folbas de papel com sortes
a 80 is. cada urna, u o seguiule livro:
ACosus da lu luna, ou livros de sorles di-
vertidos, tic a 640 ra.
Vende-se viubo de caj bom a 480 19. a
1 garrafa, doce do n-sino a.'ilis. a libra: uo
pateo do Uusniul u- i'h lio Udu do quaiUl.
Vende-se uina crejula
que lava com perfeicao, en- *
gomma, coznha e Caz com- 9
pras, sabe fazer doces e re- ^
finar assucar : na ra Nova
n. 58, primeiro andar, o mo-
tivo da venda he por seu (
dono se retirar. Z
'^. *9:*9999 99(**-9999>99
Cocnti'o da Ierra.
.Vende-sc coenlro da Ierra muito novo a 32)
rs. a garrafa, juntamente diversas qualidades
de seuientes de hurlaliccs viudas do Porto, por
preco muito comiuodo : na ra Direita venda
ii. esqu a.i do Becco dos Pcccados Mor-
laes
Vende-se um escravo crioulo, ptimo
irabalhador decnxada, que serve para enge-
nho por ler bastante pratica : as C iuco Ponas
u. 70.
= Vendem-se garrafas de licor anle-syphili-
lico para curar quaesquei que sejam as moles-
tias glicas, e proinctte-se reslabelecer ao do-
enle dentro cm poneos dias : quem esliver nea-
tas crciuustancias dirija-se a ra dos Marty-
rius u. 31.
VACCASTOUIUNAS.
lluje as i horas da mauhaa achar-se-hao
venda no caes daalfaudega quatro vaccas tou-
rinas viudas de Lisboa, com crias; estas vac-
cas sao de excedente qualidade, por leremsido
esculhidaspor pessoas entendidas,
Allenro !
Na ra da Cadeia do Rcife, loja de Cu-
mia & tmorim n. 50, vendem-se corles de
ca 4,000 rs. o corte, panno mescUdo para pa-
litos a 2,000 rs. o covadj, madapolao muito
sulTiivel a 2,500 rs. a p;c.a o li io a 3,400 e
4 000 rs riscadiuhoa muito linos e largos,
I ./en.la que n.V.i lesliula a 200 TS. O covado,
ditos de cassa a 160 rs. o covado, chapeos
de sul de seda a 5.000 rs. e nutras muitas
i i/e -nas por presos l>3Mtissmos como cha-
les de Ua escuros a 1,600 rs., panno lloo
a;ul a 3,500 rs., e verde a 4,600 rs. o co-
vado
Lavas de pellica a l,Goo rs. o par.
Na ra do Queimado, defronle do becco
do Peixe Frito, vende-se luvas de pellica
ponto inglez para homem muito finas, pelo
liaiati.-simo pr -i; i de cinco patacas o par.
Vende-sc
mantega inglezaa 560,610 e720 rs. a libra,
dita l'ranceza a 500 e 560 rs., vinho verde
superior a 200 rs. a garrafa, caf primen a
sorle a 160 rs. a libra e em porgSo mais em
conta ervillias a 160 rs linguicas do Rio a
un i.-., ilas da trra a 320 rs. a libia, pa-
pe! azul pr -ii.ia a 2,800 rs. a resma e todos
os mais gneros a 'proporQo: uas ruadas
Cruzes primeira venda piolada de azul,
Vendem-se toaihas de panno de linbo
do Porto, de vara e meia de comprido : ua
i ac da Independencia, ns. 13 c 15.
Calcados.
Vendem-se sapatOes de bezerro para ho-
inetn, feitos em [Sanies, dilos de Vernis fai-
tes eai Paria : na pract da Independencia,
ns, 13 e 15.
Vndese urna linda escrava de 20 an-
uos de idade, que sabe bem engommar, co-
/Miliar, o ;cin defeilos: na ra de Santa Ri-
ta li. 14.
Vende-se um lindo molecote de 20 an-
nos de idade, e o motivo da venda he por
o Sr. se retirar para fra do imperio: na
ra de Santa Rita n. 14.
Augusta Candiani vende os seus dous
escravos Pedro e lzidro, sendo ambos de
muito bonita figura, pereitos carregadores
de c.uicn inii.i, remadores e habis no servi-
co interno de urna casa ; para v-los e tra-
tar, na roa da Praia da Cadeia casa por ci-
ma do bulequim do Sr.Paiva, primeiro
andar.
Conipram-se e vendem-se
escravos, e recebem-se de com-
uii.vao, tanto para dentro como
para tora desta provincia, e tam-
bem se adiauta dinlieiro sobre os
de comuiissoes, tendo bonitas fi-
guras, sein se levarjurus.: narua
das Larangeiras u. 14 segundo
andar.
Obras de ouro
chegou um novo e completo soriimento de to-
das as qualidades, como sejam, corrente* pa-
ra relogios, anneis, pulueiras, allineles, ade-
recos, brincos, voltas, etc. : veudeui-se em
casa de KalUm mn Iruiaos, ra da Cruz uu-
WCIU l11-


4
-yj
Cera de carnauba.
O'mals jnpi-rinr que ha neste genero, ven-
d> em .1 cao c rctalho : na rua da Cadeia
do '. <-ic, >oja o. 50 de Cunta & Amorim.
Ver ese resina de anRico a relalhoe
por alar do, a 320 rs., a libra : na rua da
Cadeia iiuRecife, loja dnJoSo Jos de Car-
yjlho Moraes.
Para te acabar.
Vendem-se cera de carnauba, primeira
orle, a 5,500 r9.; sapalos brancos para mi-
ninos, a 500 rs.; pennas de em, couros de
cabra e chapeos de palha, ludo superior,
pelo preco be de grao : na rua da Cadeia
do Recitan 49, priniiro andar.
A 2,ooors. apecinha.
Na loja da rua do Queitnado n. 3, (Jefron-
te do becco do Peixe Frito, vendem-sc pe-
cinhas de cassa chita de muito lindos pa-
ilnV's, pelo baratissimo preco de 2,000 rs. a
pecinha, dar-sc-hSo amostras com o com-
petente penhor.
Vendc-se cevadinha em garrafones a 3,200
arroba na rua da Cruz Armazn l48,
N ovas cambraias para vestidos.
Na rua do Crespo, loja da esquina, que
tira para a Cadeia, vendem-sc corles de
cambraias, com listras decores,a 3,C00rs.,
e o covado, a 320 rs. ; ditas de salpicos do
cor a 3,000 rs., e o covado, a 300 rs. ; pecas
de cssas aberlas para mosqueteiros.a 3,000
rs.; chitas do cores lisas p bonitos | adrOes,
a 5,000 e 5,500 rs., a peea ; ditas de mada-
polflo largos para forro, a 2,400 rs. e oulras
fazendas, por precos enmmodos.
4 Para noi vas c bailes soberbos. (
(9 Regite sublimes vestidos do mais (fc
* importanteedelicadobloniderama- 6>
'? ge, assim como de extraordinario e (f
>'$ superior setim de peso, todus bran- %
9 os e ricamente bordados, com finis- %ii
simo retroz d'alvor hrrthante : ven- $?
lo, situada na Ribeira do Rio da -oors.; genebr.Jioll.nde em frascos, .
n i-L j- i j i 500 rs. e erh bo tas, a 300 rs. ; chicolale,
Parabiba, distan'c de Podras de
Fogo 7 legoas,,ctija fazenda tem a
legoas de comprido e meia de lar-
go, com Ierras de plnntacao de al-
godao e criacSo de gado, boa caso
de vivencia com oflicina de fazer
azeite, machina de descarocar al
godao e'prensa de enfardar, po-
dendo o comprador escolber a par-
te que mais Ibc convier : trata-se
em Pedras de Fogo com o Sr. An-
tonio Dantas Correia Jnior, e no
Recife, com Luiz Antonio Perei-
ra, na rua do Queimado, loja
n. io.
Novo Ilvro de sortcs.
O orculo, ou o llrro ti oh ilc fi-
nos, o qual leu propriedade exclusiva do
Imperador NapoleSo, traduzido do Caste-
llano da 22 edicto mglezas, tendo sido
antes do allemSo de um antigo manuscriplo
egypcio, encontrado nosnuo do 1801, por
M. Somnini, em urna das reaes tumbas do
alto Egypcio. Esta obra de rica invencflo
pranos, foi propriedade exclusiva de Na-
poleSo, onde elle coiisullou todos os passoa
de sua vida, como se ver de suas carias es-
cripias em S. Helena, e transcripta no prin-
cipio da mesma obra, acuita de ehegar do
Itio, onde pela primeira vez foi vertida em
porlueucz : venle-so por 3,000 rs., no Pa-
teo do Collegio, casa do livro azul.
Vende-se um deposito, com lOcaixOes
para 6,000 arrobas de assucar, um braco do
i dem-sena loja pernambucana de An- ^batanea e suas conchas, urna outra drei-
m Ionio Luiz dos Santos, na rua do t> mal e 12 arrobas em pezos, tudo em bom
m Crespo n. 11. j estado, por s servir em urna, safra : na rua
##f 999^&99&*9i99999'9' da Cruz (lo Recite n. 6, primeiro andar.
Deposito da fabrica do Todos os j Vendem-se 3 escravos, sendo urna pre-
san tos na Baha. | ta creoula de 18 anuos, bonita esadia
Vende-se, em casa deN. O. Rieber&C. ,
na rua da Cruz n. 4, algodSo transado >l-
quella r.brica, muito proprio para saceos de
assutar e roupa de escravos, por preco com-
modo.
PARA ACAAR-SE
Vende-sc, na rua do I.i w amento loja n, II,
aapatoa de duraque preto, para seuhora, obra
multo boa, pelo baratissimo preco de 900 rs,
o par, e de marroquin, ptimos para casa,
a 400 r*.
REDES DE MARCA.
Vende-se lindas redes demarca, por comino-
do preco, na rua do Cadeia do Recite n. 23.
ATTENCAO.
Jo bom t barata.
Quem quizer poupar, venha ver e com-
prar, pois o ganho de quem vende Tica as
mSns dos compradores e sempre fcam lo-
grados e mal servidos seus amos eseusse-
ahotes, no Aterro da Roa Vista n. 51, venda
ao p da loja do Sr. Estima, e na rua Nova
n. 71, venda da esquina ao p da pint", ven-
dem-se o seguidle: mancipa ingleza da
melhor, a 560, 480 e 240 rs. ; dita francez,
a 480 rs ; banha, a 320 rs. ; ca do molhor,
a 2,000 rs. ; dtto, a 1,600 rs. ; esiermacele
de fie 7 em libra, a 640 rs. ; chocolate de
Lisboa, a 360 rs. ; farinha do maranhSo, a
80 rs. ; dita de aramia a 100 rs. ; bolachi-
nii iliin, a 240 rs., e a lata inteira, a1,lto
rs ; dil* ingleza, a 240 rs. ; estantas pe-
ladas de Por.'......' #0 rs.; caf em grflo, a
1ooi- ;'oucinho de Lisboa, a 200 rs., dito
de Sanliis, a 120 rs ; velas de cania ubi de
6, 9, 20 e 40 em libra, a 320 rs.; sevada em
gr2o, a 100 rs. ; arroz do maranhflo, a 6o
rs.; aletria a 240 rs.; lalharjm e macariSo,
a160rs. ; vinho da Fipueia, a 200 rs., a
garrafa ; azeite dore, a 560 rs. ; azeilonas,
a 200 rs. ; milho, a ICO rs., a cuia ; airo/
pila lo, a 320 rs. ; dito de casca, a 120 is. ;
feijSo mnlatitiho, a 100 rs. ; milho alpi.-ta,
a 880 rs. ; painso, a 4b0 ts ; servej. preta e
branca, garrafas e meias ditas, charutos de
varias qualidades, vinho engarrfalo mui-
to superior; queijos, a l,5C0rs., c outros
mais gneros muilo baratinhos, pois de tu-
do se dar amostras eafaiic,a-se que os fre-
guezes sitSo bem frvido*, lano em pre-
cie, como em qualidades.
Mnia balito- & C. na rua Nova
u. G, acabado recebis viudos de
Lisboa no ultimo navio, os se
gnintcs retratos os quaes vende-
r multo em t-onta:
Duque de Ri8ganr;a, I). Mara II rainba
de l'oitugal, el-rui I) Femando II, conde de
Thomar, general duque de Saldanha, gene-
ral Cuedes, cort nel Calemba, I). Cezar de
V.sconc los, EalcSo, geni ral Povoas, Jos
R. Costa Cabral, conde das Antas duque da
Terceira, duque de Plmela, barSo da Ri-
beira de Sabroza, visconde de Sa da Bandei-
ra, Altr eida Cairel, Rodrigo da Fonsena Ma-
galbfles, Eduardo J. Solter, Silvestre Pinhei-
ro Ferr. ira, e outros muitos persnn.gen.s
ile llespanha, assim como collecgOes dos
reis de Portugal, e algumas vistas dos arie-
baldes da invicta cidado doPotto, collec-
s des successos do I). Ignez de Castro, e
finalmente ricas estampas de Santos, con-
tendo a colleccSo dos apostlos.
A 'Js.'pimi rs. o par.
Sapales de couro de lustra a 2,500 rs. o par,
obra ba : no Atierro da Roa-Vista, loja de
calcado u. 58, junto ao seleiro.
Arados americanes. *
^ Vendem-se arados americanos ver- ^-
i> dadeiros, ebegados dos Estados- ^
& Unidos : na rua do Trapiche n. 8. g
mAii AAAAAAAAAA
-- Vendem-se sacros novos de estopa
com duas vares, a 320 rs. : na rua larga do
Rozarlo n. 48, primeiro andar.
Cera d; enrnauba.
No anua/em de Domingos Rodrigues de
Andr.de & Coapanhia, na rua dosTanoei-
ros n. 5, vende-se superior cera de carnau-
ba, ltimamente vindas do Aracaly, em
pon;,',u e a retalho, por menos prec;o que
em outra qualquer parte, assim como sola e
couros miudos.
Corte de casimira de cor c preta.
5^ Corles de casimira pr< ta, muito fi-
nos, a 5,000 rs., o corte; ditos de cores de
muito bom gusto, a 6,400 rs. ; cortes J,
cambraias de listras de cores, muilo finas,
a 3,600 rs.; ditas com salpicus tatnbeni d>-
cure., a 3,000 rs.; car.puc,a do algodSo de
corea, 240 rs., cada urna e oulras omitas
I /elidas de bom guste, por diminuto pre-
iu : na rua do Crespo n. G.
-- Vende-se a terca parte da
f.zcnda denominada Maria de 3111-
pn tos de 24 c 25 annos, sadios, fortes e bons
trabalhadores em armazem de assucar : na
rua da Cruz do Iterife n. 6, primeiro andar,
('apacho- pfupiio- para sala.
Vendem-se superiores capachos, pintados
e brancos, e de varios tamaitos, por prego
muilo cointnodo : na rua do Queimado, lo-
ja de miudezas n. 16, junto a loj de cera
u. 33
Vendem-se livros em branco
de diversos tamaitos pe.ias de
ac, cabos de manilba e de linbo,
suecos com lut't ln, ludo por com-
modo preco : na rua do Trapiche
n. ii.
AOS SF.MIORESOURIVES.
Kri raiucnta completa para so vico de ourives
entre ellas peja de novo gosto : na loja de fer-
ragens n. 5G A da rua da Cadeia do Recite de
Antonio ln i,|iion Vidal.
I'ara acabar, sarja liespanliola,
limpa, boa, a 1,9201*8.
Vendc-se sarja limpa espanhola, muito
larga, boa fazenda, a 1,920 rs. : na rua lar-
ga do Rozai io ti. 4N, pi itneiro attdar.
Charutos.
Vendem-se os vetdadeiros charutos da
llavina, de superior qualidade : na ruada
Cruz n. 4.
HILO DE SAN IOAO.
Ricas formas para bolos, na loja de ferragem
n. r>U A. da rua da Cadeia do Recite de Antonio
Joaquini Vidal.
% Vendem-se cuites de vestido dechi-
j la, de pad.ro s muito bonitos e cores
, lixas, a 1,'iini is cada corte ; ditos
$ de cassa do cores tambero flxas, a
% 1,760 rs.; al.aca do algudo mrscla-
% da, pioptia para casacas c palitos, a
280 rs., o covado ; corles de calsade
* meia casiinia, tadiOes tale qual de
<( casimira, a 3,000 rs., o corle, e entras S
4 n-Uil.S ftzendss lan.l,..-: na loja do (
4 sobrado amatello, nos qualro cutios <
'J ila rua do Oueioiado n. 29. a(
INIIM #**>? #@it9
COZIMIA.
Completo sortimento de pefas de ferro forra-
das de porcellana e estanto; e oulras mullas
peca de novo Rosto proprias para servico de
coiinba, assim cuino militas nutras lerragens
para servico de casa c campo ; na loja de fer-
ragena n. 50 A. da rua da Cadeia doltecifede
Autonio I,, iijiiiu, Vidal.
Gnnga mesclada a 28o rs. o
COVKlO,
Dcfrontc do becco do Peixe frito n. 3, vende-
se ganga mesclada de quatro palmos reforja-
dos de largura pelo baratissimo preco de qua-
lorze vinles o covado, esta fazenda lie recoin-
inrndavel nao s para jai|uetas e caljas, como
i iihOini para palitos e casacos.
\ ini'o do Porto.
Vende-so violto do Porto, de superior
qualilade, ( ngarraf^do e um barriz: na rua
da Cruzn. 4.
Aos amantes lo bom e barato.
Vendem-se na uta da Aurora n. 32, Utas
com superior bolachitiha de ai. ruta latin-
eada no Rio de Janeiro, a 2,240 rs. e a libra
640 rs., bolacha americana fina, marca gran-
de e pequea, a 200 rs. ; manteiga inglc2a
superior, a 800, 7il0 e 500 rs.; dita franceza,
a 560 rs. ; banha de porco muito alva a
320 rs.; loucinho de Lisboa, a 200 rs. ; dito
de Santos, a 140 is. ; litiglas novas de
Lisboa, a 400 rs. ; paios, a 280 rs. ; farinha
de tiigo SS8, a 100 rs. ; dita de araruta, a
160 rs.; gomma para engommar muilo al-
va, a 160 rs.; farinha du lapiuca, a120rs. ;
-eva i ,ioi, a 160 rs.; sevada, a 160 rs.; ale-
tria, telharitn e tnacarrSo, a 240 rs.; sahSo
branco, a :j.:o rs., amarello, a 140 rs. prcio
a 140 rs.; gtacha em bollo, a 160 rs. ; dita
em latas do autor americano los Masn, a
140 rs.; garrafas de serveja Iuanea e preta,
a 500 rs. ; tneasdilas, a ^80 rs. ; Viudo do
Pono engarrafado, a 500 rs.; dito itiuscale
fionlignan, a 480 rs.; azeite francez, a 560
rs.; vinho de Lisboa, a 280 re.; Figucira, a
210 rs.; licor lino, a 480 rs. ; azeite porlu-
guez, a 640 rs.; vinagre puro de PRR, a 160
rs ; traques, a giO rs ; assucar da icfina-
i,.ni i ra ii'/.i da rua Ja Concordia, a 120 e
100 rs.; copos para luz, a 160 ts ; caf, 160
rs ; ti.oido puro, a 240 rs.; queijos novos,
i I.i-io e 1,440 rs.; papel branco, a40is.;
etvilhas, a 100 rs.; velas de esj eimcete li-
no, a 680 rs. ; tillas duCartiBubaa 300 ts. ;
pass.'.s novas, a 240 ts.; pratos da beira azul,
a1,080is.; tigelas, a 1,080 rs. e tiguliubas,
a mo rs. ; o ius brancos, a 360 rs. ; bacas
ditos, a 360 rs., su do pintadus, a 560rs.;
bules, tiiauteigueiras e assucareiros, ludu]
por prego comniodo; arroz do nuranliuo, al
100 rs.; chhysson, a 1,800rs.; dito brasi-
leiro, a 1,700 rs. : na mesma casa se encon-
trar urna pessoa. que deseja ser emprega-
da na administrado de um sitio, sugeitan
do-se a trabalhar, sendo perto da praca, e
compra-se cobre volito om obras imitis.
Vende-se urna escrava de bonita figu-
ra, ensigne engommadeira e costureira ,
borda e f.z doces do todas as qualidades e
bolinhos, s se vende para fra da provin-
cia, ou para o mato : na rua da Cadeia do
Recifen.51, primeiro andar.
Deposito de salitre.
Vende-se s.lilro refinado em grandes e
pequeas porrees, por mais barato preco
do que em outra qualquer parte: na loja
de ferragens de Francisco Custodio de Sam-
paio, na rus da Cadeia do Recife n. 56.
-- Vende-se por menos de seu valor, urna
cama de Jacaranda, he nova e ainda nSo es-
t acabada : no largo da Assemblea n. 8,
primeiro andar.
Vende-se um cvalo ru?o, que foi de
carro e que serve para carga: na travessa
da Roa Vista, sobrado n. 15.
Vende-se urna preta, com 30 e lanos
annos de idade, ganliadoia de rua : na rua
do Livramento, primeiro andar do sobra-
dan. 23.
Vcndem-se chapeos finos de pello,
franeezes, a 5 o 6,000 rsi : na rua Nova, lu-
ja n. 23, do Antonio Comes Villar.
Vende-sa dma preta creoula, de idade
25 annos, que cozirrlta o diario, engomma,
Uva de sabSo e varrela : na rua Imperial
n. 31.
Vende-se um cabriolet descoberlo ,
muito' elegante o de ptima construccSo,
com cvalo, ou sem elle : na rua da Cadeia
do Rccifa n. 1.
Vende-se um preto moco, de naQSo e
bonita figura, proprto para todo o s:irvio :
na rua do Crespo n. 10, segundo andar.
Vendem-se couros garroteado! bran-
cos, vindos da Rabia : na Praca do Com-
mercio n. 2, primeiro andar.
Vende-se Orna moleta, de idade 25 an-
nos, que sibe cozinhar, engommar, fazer
bico e renda, tem bonila figuta I na rua de
S. Rila n.67.
Vende-se um sobradle 2 andares e
sotilo, na tua da Guia n. 36, rom armazem
no fundo, e com a frente para a rua do A-
pollo n. 7 : trata-se na rua do Queimado,
loja n. 17.
Vende-sa sement de coentro, allan-
Qa-se a qtnli'lale, a 160 ts. a garrafa: no
bairroda Roa Vista, rua da Tiempe n
na rua Vellta n. 57.
Vende-se urna caixinha nova de Ittho-
grapho. ou abridor, que conletn compasaos
completos, raspador, tira linhas, 6 buriz,
tesouus etitiia folha de ac,o para preparar
pennas lilhographicas: no Alerro da Boa
Vistan. I, loja.
Na ru das Cruzes n. 22, segundo an-
dar, vendem-se 6 etcr.vos, sendo 4pretas
de 20 a 26 anuos, bonitas figuras, que en-
gommam bem, cozem clfio, cozinham e la-
vamdesabo, e um luirlo moltque de 14
anuos, que cozinha o dia'io de urna casa e
nilo tem vicios, ncm achaques, e um pti-
mo pardo pira tojo se vico, e um creoulo
o| limo caireiro, de todo servico decampo
o Dtesmo para o servico d. prai;..
Attencfto.
Na rita do Ctbuga, lo|a de n.iuilez.s do
linarie, veitdem-se sorles, para odia do Mi-
lagroso S. Jolo, pelo diminuto pre^o de 40
rs., cada urna.
Agencia de ldwin Maw.
Na rua de Apollo n. 0, armazem de Me. Cal-
n.i'i.i .-- Coiupanbia, acba-se constantemente
bons m i i unci,' de taixa de ferro coado e
balido tanto rasa como fundas, mocudas in-
teiras todasde ferio para animaes, agoa, etc.,
ditas para atmarem tuadeira de todos oa ta-
mauhos e tnodellos o mais moderno, machina
borisonlal para vapor, com forca de 4 caval-
los, coucos, passadeiras de ferro eslanbado
para casa de pulgar, por menos preco que os
de cobre, cscovens para navios, ferro inglez
tanto em barras como em arcos tullas, e ludo
por barato preco.
(aniois l'aillit-i \ Conipanbia.f
* Coiittiiua-se a vender no deposito |
9 geral da rua-da Cruz n. S2, o excel- *
i Imite e bem conceituado rap areia S
v preta da fabtira de Canlois Pailbct &
# Compendia da li.hia, em grandes e f.
; pequelas porsoes pelo pre^o cstabe- %
^ lecido. :|
~^:^, ^^. .<-t-&wmwnuwm
>- Vendem-se queijos loitdrinos, presuntos,
caixinl.as de sedelites porgalivo, conservas de
Indas as qualidades, cemente, ou pas9as rota-
das para podio., carne salgada para uso de fa-
milias em barril de 50 libras e miudos da mes-
ma forma preparados, ludo ltimamente che-
gado : na rua da Cruz, armazem n. 9. de Da-
vis Si C,
Vend-se superior cognac velho, em
barra* de 12 a 24 ranadas : na rua da Cruz
n. 55, casa de J. Keller & Companhia.
Vende-se gesso em barricas, vindo no
ultimo navio chegado de Franca, tendo ria-
da bairica 20 arrobas pouco mais ou me-
nos : na rua da Cruz n. 55, casa de I. Kel-
ler & Companhia.
Vende-se cobre metal oma-
rello e pregos para forro de navios : por preco
i ,,ii.iiii.iln, em cas. de A. V. da Silva barroca ,
rua da Cadeia do Recife n. 4"2.
I tu casa de .1. Keller & Com-
panhia, na rua da Cruz n. 55, acha-se ven-
da o i xi-, i.n,o e superior rltiho tic lili-
f<7/, em barris de 5.*, be muito recom-
memiavel as casas eslrangciras, romo ex-
celleiile vinho para pasto.
Vendem-se i elogios de ou-
roeprala, patente inglez : na rua
da Senzella Nova n. l\i.
Col virgemem pedra.
Chegada Je I.isbOa pela barca Marqarida, ven-
de-se no .u ni i, ni de Silva barroca, rua do
l'.iiini n. 20.
Acahao de i licuar para a loja de
Jos i.aruii! Mor ira Si C. na
rua Nova n. 8.
Os mais lindo, manteletes e capotinbos
prelos e de furia-cores que sem exageraco
leiu vindo. 50I.resalando ao mesmo lempo a
variedade nos gastos porque sao quasi todos,
de diferentes inoilello9, acressentaiido-se mais
qticetn quanto do prejo nada flcai a dezel-
jar ao comprador.
--No ni tita/, ni da rua da Moeda n. 7, con-
tiuua-se a vender saccas com superior colla
das fabricas do Rio Grande do sul, e opreco
em nula.
CBAXA ECONMICA EM MASSA.
Do insigne fabricante americano, James Ma-
sn. A .u compo.lcao-he felta de propo.lto
para lustrar con. agua e con.ejvar o lustro,
tanto de invern como de verao; a grande
vantagem que ha neata grax he a conservacao
lo calcado e lu.trarem-se o. ..patos ou bo-
lina ainda me.mo molhado, e urna pequea
latta aturar mala de que tre boiaea e custar
menos do que um. Vende-ae em barricas,
ou porcao de duila., no armazem de Vicente
Ferrelra da Cnata, na rua d. Madre-dc-Deoa.
Vende-se fumo em folha a relamo, de
primeira e segunda qualidade : na Alfande-
ga, armazem pequeo de Das Ferretra.
Vende-se um sobrsdo de um andar,
na rua de Hortas n. 104 I tratt-se no sobra-
do da rus de S. Thereza.
Vende-se um preto creoulo, bom para
servico decampo, de idade 35 annos, por
preciso: as Cinco Pontas n.7l.
Vendem-se urna carroca e um bot, por
precisSo: em S. Amaro, na rua do bom Gos-
to, na primeira venda.
Vende-se um sobrado de
andares, muito bem construido,
na rua da Cruz do ecife, e que
d de renda annual 1:200,000 rs.:
trata-se na rua do Collegio n. i5.
primeiro andar.
-- Vende-se um piano, de muilo bossvq-
zes, por preco commodo: na rua da Cadeia
deS. Antonio, no segundo andar do sobra-
do ds esquina dnfmvidor n. 14.
Vendem-se 2 escravas, urna preta mo-
ca e bonita, que cozinha, lava de sabfio e
varrela, e faz os mais arrsnjos de casa, urna
molata moca, que coze, cozinha, engomma
e faz o mais serviQo de casa, com pereicBo :
na rua Larga do Rozario, loja n. 35.
Vende-se urna casa terrea, na rua da
Gloria n. 24 : trata-se na mesma rua n. 60.
Vende-so urna preta de nacSo, boa co-
zinheira, onsabo.deira c quitandeira, por
preco commodo : no Aterro da Uoa Vista n.
20, segundo andar.
Vende-se um bom escravo, proprto
para o servico de casa, por ser multo in-
telligenle e fitl: na rua da Matriz da Boa
Vista n.26.
Pecas de chita com pequeo toque
de ararla a 4,5oo rs., ditas de al-
frodaozinlio a 1,28o e a 1,600 rs.
Na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a Cadeia vendem-se pecas de chi-
tas cor de ganga, de superior qualidade
com um (pequeo toque de avaria a 4,500
rs., e ainda continua a pechincha do algo-
dSozinho, com loque de avaria a 1,280 e
1,500 rs. a peca.
Os na i- ricos que tem apparccldo.
Na rua Nova n. 18, loja de M. A. Caj, h
um sortimento de cortes de colletes de seda
bor Jado de muitos lindos gnstos, trazendo
logo cada corte seus competentes botos
com semetria ; venha elles antes que se
acabeni; laujb,'m ha completo sorlemenle
de roupa feita de diferentes qualidades,
tanlo superior, como mais inferior e faz-se
vestidos de montara para senboras : afinal,
vindo qualquer pessoa desprevenida de fa-
los, sahir prompto se trouxer, sedulas,
prala ou ouro.
Novos cortes de chita a 1,76o, 2 e
2,2oo rs. c madapolsio limpo a
2.2oo rs, a peca.
Na tuado C volta para a Cadeia, vende-se cortes de chi-
ta com 12covailos inteirus a 1,760, 2 e 2,200
rs., lindos cuites de casimira de boa quali-
dade a 6,400 rs., e os muito acreditados co-
bertores de tpelo a 720 rs. e oulras mul-
las fazeudas por preco commodo.'
Vende-se sal do Asst'i a bordo da escu-
na nucionul Hara Firmina,Tundea la na vol-
ta do Foi te do Mallo, tiata-se com o capi-
lo a bordo ou com o consignatatio da mes-
ma Luiz Jos de Sa Ataujo, rua da Cruz
n. 33.
'*? Vcndem-se pecas de chita, conten- t
% do 4, 5 e 6 redaecs de diffcrentes pa- >
4 d'oes a 100 rs. o covado; dilasde >
4) superior qualidade e gosto a 120 rs., +
4 be esta a la,en la mais barata que $
4 tem apparecido : na loja do sobrado 9
(4) amarello da rua do Queimado 11. 29. t>
Mnia Hamos & ('. rua Nova 11. 6.-
Vende por diminutos preces para liqui-
dar, as obras seguintea : Historia de Napoleao
por .Y>i vi un 4 v., historia da revolucao fran-
ceza por ThiersC v., pensainontos e mximas
pelo conselheiro bastos 2 v Omonge de Cister
por A. lleiculano 2 v,, o anticristo por Julio
de Tournefort 2 v., obras d'Almeida Garret
7 v Jerimj 1110 Paturot em procura de uina
posi;3o social, por Hiplito Rolle 1 v., Eduar-
do oU os misterios do iiinoeiro por 1, G. de
Cu v,illin 4 v., a desmoralisaco e o seculo por
Sebaslio Jos Kibeiro de S 1 v., a minba vida
e dos ineos amigos ou o. ullimos quarenta
annos 1 v., o Hercules Preto, romance de Au-
gusto Aragao 1 v,, C'aptiveiro da trombcla l-.s-
con*icr por Ernesto Albuquerque 2 v os l'as-
seus do Diabo em Lisboa 1 v., o Proscripto ro-
mance de J. M. da Silva Vieira 1 v., Mara ou
as Holandezas por I. M. Pialt. 2v., Pbysiolo-
gia do homem cazado por Paulo de Kork 1 v,.
as Matamorpbdzes da Mulher 011 a Conquista
de urna Agua Fortada por Saintine 1 v, Lei-
turas Populares por Alvaro 1. Azevedo I v.,a
Itoda da Fortuna por Augusto Arnatn 1 v.,
0 Jardlneiro ou novo modo de Cultivar os Jar-
dios 1 v o Cozmhelro Completo ou Nova Ar-
le de Cominbeiro e Copeiro.
Vende-se ba mandioca para o. bollos
de S. Joo, no sillo do Patricio da estrada de
Joao de barros antes do beco do espirdieiro.
Vende-se nove sacadas de pedra do Rio
1 ni 1 un/,1 na tua de S- Francisco casa a 'pa-
lacada um lanbique mefo por preco commo-
do na mesma lambcm >e precias de quem
saibe tirar foriuigas dentro de casa e tambem
em um sitio.
Vende-ae una padaria cora todo, os seus
pertences e bastante a frequezada por ser em
bom lugar quer pelendej nnuncie ou dm-
je-se as cinco pona, n. 93 que achara com
quem Iraclar.
Vende-se o ongenho Prejuhi, nafre
guezia de guarass, inoente o rorrente,
com safra criada, letn boas madoirasepor
lo de embaique : quem o pretender enten-
da-secom Francisco Cavalcanli JjimeGal-
vSo, proprietario e morador no mesmo.
Vendem-se 12 escravos, sendo urna
preta moca insigne engommadeira, costu-
reira, borda, e fsz doce de todas as quali-
dades e bolinhos, s se vende para o mallo
00 fra da provincia; cinco prelas com algu-
nas habilidades u quitaudeiras, um mu. ti-
nl.o de 16 anuos buui para pagetn e copeiro
tres prctos Lons para ludo o sel vico, urna
bonita paiclba do prelos perl'eilos carrega-
1, es iie cadeiriuha, muilo buns remadores
o de muilo boa conducta, o que se alianca:
na rua da Cadeia do ltecifo 11. 51, prioiiro
andar.
Veadc-se urna linda correnle
de ouro do melhor gosto possivel,
por preco commorlo : na rua No-
va, loja de Jos Joaquim doreira
ck C.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. I7, ha
muito superior cal nova m pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
Tecido de algodSo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa do
escravos.
Bombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repuso,
pndulas e picota para cacimba :
na rua do Brum ns. 6, 8 e 10,
luntiicilo de (erro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambSo de sicupira e bracos
de ferro t na fundicSo da rua do
Brum ns. 6, 8 e 10.
Taixits para eng;enho.
Na fundicSo de ferro da rua do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de taixas de 3 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo, e com promptidSo embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Vende-se
Arroz de casca,
Farello novo,
Cha preto,
Chumbo de municSo,
- Cimento,
vende-se tudo por precos commodos : no
armazem de J. J. Tasso Jnior, na rua do
Amorim n. 35.
AI;odtu para -iiccns. $)
0 Vende-se muito bom algodo para fc
fe saceos de assucar, por preco commo- 1
W>, do : em casa de llicardo Itoyle, na
rua da Cadeia n. 37. 9
%99:99:9>-999' #S>#:(##^#^'t
Fazenda mais barata do que em
outra parte.
Cobertores de algodo escuro para quera
tem fri a 720 ra. cada um, corte, de briin
branco trancado de linho puro a 1,800 rs., di-
tos escuro a 1,600 rs. o corte, riscadoS de li-
nho a 220 e 320 rs. o coy^Jo, riscado de algo-
do trancado muito encerpado proprio para
escr.vo a 180 e aOO r>. o covado, picote a 180
ra. o covado, zuarte azul de 5 palmos de lar-
gura a 240 rs. o covado, dito de cor a 200 rs. o
covado, riscado francez muito finos a 240 r. o
covado, chita para coberlas decores fias a200
ra. o covado, ditas paia vestidos a 160 e 18O1S.,
casia chita corea flxas a 440 rs. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 rs. o covado,
pecas de casia de quadros para babado. e cor-
tinado, de cama com 8 varas e meia a J.400
rs., chapeos de massa para escravos a 480 rs.
cada utu : na rua do Crespo n. 6.
'.railos de ferro.
Na fundicSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados Je ferro de diversos mo-
delos.
Munidas superiores.
Na fundicSo de C. Slarr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, todas de Trro, de um modelo e
construccSo muito superior
Potassa da llussia.
Vende-se potassa da llussia, recenteroen-
te"chegada, ede muito superior qualidade ,
na rua do Trapiche n. 17.
Escravos futidos.
= No da 9 do correte desappareceu um pre-
to com os signaes seguintes : idade de 40 a 50
annos, altura regular, cor fulla, com algum
cabellos brancos, cara redonda, mu pouca ou
nenhuma barba, olhos covados, e ein um urna
pequea bebde, denles de cima com faltas, per-
n.s tortas para deiiii-o, e una mal. que outra
e finas, pe. apalhelados bastante, e um dedo
do p metade cortado; qnando anda coxeia e
cahe paradlante, por 1er um joelho grosso,
chama-.e Zacaras, he multoconhccldo por ter
offlcio de calador : roga-se a qualquer pessoa
do povo, capitaes de campo que o vir o prn-
dalo e conduzain-no a rua de Koda n. I os,que
ser bem recompensado.
tZ De.appareceu da rua Imperial n. 7, na
noite do (11.1 i,'> de'te mez urna escrava de mi-
me 1 liere/.a, mean Congo, com idade de 50
annos pouco mais ou menos, estatura balxa,
obelado corpo, com cabellos j brancos, levou
um vestido de chita de assento branco, urna
sala de chita de assento branco j velba, com
um lenco amarrado na cintura, tein de cosi-
me andar detrs do Carino Velho lavando rou-
pa : quem apegar, leve-a na dita casa cima
mencionada, quesera recompensado.
De.appareceu de bordo do patacho Vi-
Iherou o escravo Martinho, caboclo, com o>
signaes seguintea : balxo c grosso do corpo,
denles aberto. na frente, tul.tas debaixo do
queixo, levando vestido calca de zuarte azul,
camisa de riscado azul e branco, jaqueta de
panno, chapeo de palha coberlo de 0i lio filia-
do : quem o pegar, leve-o a bordo do dito pa-
tacho, 011 ao escriptorio de viuva (i.indino >\
Fillio, luada Cruzn. 0, que o recompensar
generosamente.
Desappareceu uo dia 7 do crreme, pelas
8 huras da noite, a preta Joanna, crioula, de
idade 25 annos pouco mais ou menos ; foi vista
no paleo do Carino pouco lempo depois da fu-
ga, e dirigio-s- pela rua da Concordia levou
um ropSo de riscado escuro e urna lrouxa de
roupa, he muilo fallante, c quando falla est
sempre riodo-se; fallaHhe todos os denles da
frente da parle superior; he muito conbe-
cida nesla praca, pertenecu ao >t. Guilher-
mc da Silva uiuares, na rua do i.rrspo.
deoois ao coronel Antonio Maria de Souza, a
ltimamente ao Sr. Jos Gome. Ferretra de
Snnza. Pede-se as autoridades policiaes e ea-
pites de campo multa vigilancia sobre a dita
prela, por ser muito ladina, e roga-.e a pessoa
que a pegar de leva-la na rua Nova n. 17, loja
Ch Robcrt que era generosamente recom-
pensada.
Pciiv. vTvp-i>r7 M-F-nFfAitiAj


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