Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06366


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Full Text
.
Anno XXVII
Terga-feira 10
PARTIDAS DOS COHDLEIOS.
Golanna e Parablbi, s segundas e sextas felrai.
pjo-Grande-do-Norte, todas as quintas feiras ao
ini-io-cJia.
Garanbuns e Bonito, a 8 c 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas felras.
Olinda, todos os diat,
c
PlUSKS Di LVk.
PHEnSBlDES
Nova, a 30, as 6 n. e27 m. da t.
Cresc. a 0, as 4 h. e 8 m. da t.
Chela, a 13, as 4 h. e ^\ m. da t.
Miiig. a 21, as 3 h. c42m. d t.
de Junhodel851.
N. 131
mlAMB DE HOJE
Prirneira l hora c 18 minutos da urde. __
Segunda i hora 6 41 minutos da manhaa.
pheco da subsob.ip 4/000
Por tres mezes (adlantado3)
Por seis 'mezes
Por um anno.
8(f8o
das da ukam.
0 See ** Prloieiraoitava do Espirito Santo,.
10 Tere. 2. dta.S. Primo. Aud. da Chae., do
J da2 varado c. ,e doeltos da fazenda.
11 Quart. S. Bernab. Aud. do J. da 2. vara.
12 Qulnt. S. Onofrc. Aud. orf. e do J. m. da
primeira vara. v
2 fg: fitltfA Ch. c do J. da 2.
do civel.
15 Dom. da SS. Trindadc.
CAMBIO DE 7 DE JONHO.
Sobre Londres, a26 '/i e 27 d. p. 1/000 rs.
Pars, 340 por tr. nominal.
u Lisboa, a 95 nonnn,
Ouro. Oncas hcpanhola.....SE5 .
Mocdas d 6/400 velhas. iwuuO a
. de 6/400 novas. 16/000 a
dcijOOO....... 9/000 a
Prata.-Patacdes braslleiro..... V"
Pesos columnanos......}>" *
Ditos mexicanos..,..... #/"
28/500
1620O
16J200
9/100
1/950
1/940
1/760
'. '.'&
r.....- tdua -YAf TMECKi
PIRTE QFHCIfeL.
"GOVERRO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 3 DE JUNHO DF. 1851.
Olftclo.Ao commando das armas para man-
dar postar em frente do convento de Sap Fran-
cisco deata cidade no dia 8 do corrente as nove
horas da manhaa urna guarda de honra, e no
dia 0 s duas horas da tarde urna brigada de
primeira llnha, aquella para asslsrlr Testa que
all teni de celebrar-se, e esU para acompa-
nhar aproclssao do Divino Espirito Santo.
Dito. Ao uirsihn, transmittin.io para os
fins convenientes a cerlidao de bito do capl-
lao da quarla classe do cxercilo Francisco An-
tonio de S Brrelo.
Dito A thrsourarla da fazenda provincial
para mandar indemnisar calxa do corpo de
polica daquantla de 20.280 rs. em que, segun-
do a relacao que remelle, Importam as races
abonadas nos mezes de abril e malo do cor-
renle anno aos tres sentenciados de que trata
n leferida relacao. Inlelligenciou-se aocom-
mandante-do uiencionaHo corpo.
Portarla. Mandaudo por em liberdade o
recruta Lulz Ferrelra de S por ter apresenla-
do isencao legal. ._...
Ollitio. Ao vice cnsul deS. M. Britnica.
Tlve o prazer de receber o eBicio de V. S.,
datado de hontem, acampanhando a copia de
outro de Lord Palmcrston dirigido V. S. no
qual o iucumbio de communicar-me os cor-
diara agradecimentoa do governo de *. M. Bri-
tannica pelaapromptase enrgicas medidas por
inini tomadas contra o trafego de escravos a-
fi ionios. He do meu dever levar ao conheci-
luento de V. S. para ter a bondade de trans-
nttlr a Lord Palmenton as expressdes do meu
cordial agradeclmento pela inaoifestaciio do
honroso conceito, em que o governo de S. M.
Brltannlca tem oa actos de minha adiulnistraco
relativamente ao trafego de africanos prohibi-
do pelas lela do pala, assegurando ao mesmo
tempo, que na expedico das medidas, a que
de um modo tao lisongeiro se referi Lord
Palmerston nada mala fiz do que cumplir o
ineu dever, aatisfazendo as vistas, e executan-
do as inslruccdes do governo imperial inteira-
nientc conformes com o meu pensainento. A
V. S. devo tambem agradecer as expresses
obsequiosas com que leve a bondade de fazer-
ine a communlcacao a que ten1
responder.
DEM DO DIA 4.
Itemetto-llu' para o conveniente uso quando
tenba de articular a aecutaco do juiz muni-
cipal de lguarass Lourenjo Ulzerra Carneiro
da Cunha no processo de responsabilidade que
e deve inataurar pelo juizo dedireito da pri-
meira vara em virlude da portarla de 16 de
nal ultimo que o suspendeu do exercicio
daa respectiva luccSe, o documentos cons-
tantes das copias inclusas cada um dos quaes
por seu modo mostra a incapacidade
decreto de sua nomeacao informo o exposto a
V. Exc. para que se digne de leva-lo a presen-
ta de S. M. o Imperador fltn de que o mesmo
Augusto Senhor resolva o que for justo,
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo
de Pernambuco, 30 de novembro de 1849
Illm. e Exm. Sr. Euzebio de Qneiroz Coutinno
Mattoso Cmara, mlaistro e secretario d'Estado
dos negocios da jusllca. -- Honorio Ilermeta
Carneiro Lelo.Conforme. O officlal niaior.
Soaauim Pire Hachado Porlella.
TERCEIRO.
Copia.Reservado. Primeira seccao.Mi-
nisterio dos negocios da Justina.Blo de Ja-
ueiro, 17 de dexembro de 1849.
Illm. e Exm. Sr. ~ Em resposta do offlcio
reservado n. 9 de 30 de novembro, de cujo con-
leudo fico inteirado,cuinpre-me commuoicir
a V. Exc. que, tendo o bacharel Lourrnco Bi-
zerra i arneiro da Cunha, ju'.i municipal de
lguarass tirado carta em 5 de Janeiro do cor-
rete anno, impossivel he tomar-se a medida
qne V. Exc. propoz no referido oflicioeni sup-
posicao do contrario.
Deoaguarde a V. Exc, Eusebio de Qunrot Cou-
tinho Mitloto Cmaro. Sr. prealdente da pro-
vincia de Pernambuco Conforme. -- O rn-
ela! maior, Jorom'm Pires Machada Portilla.
O preaidente da provincia de Pernambuco,
autorisado peale! provincial n. 278, de 6 de
maio do corrente anno. rcsolve o seguinte:
Artigo I, Para vellar na execucao do con-
tracto celebrado pelo governo da provincia
com Manoel Joaqulm do Reg e Albuquerque,
Justino Perclra de Farlas, Misqulta & Dutra
e Jos Joaquun Botelbo, ndala de 6 do cor-
rente para fornecimento de carnes verdes ao
potfb delta cidade ; haver um scal privativo
e seis agentes destribuldos pelas freguezias.
Art. 2. Ao fiscal, comulalivamenle com os
seus agentes as freguezias, incumbe:
- 1. Estar presente no matadouro as occa-
sies convenientes, e verificar se os contrata-
dores matara a quantldade de rezes a que san
obrigados.
2. Visitar os acougues em differenles horas
do da e verificar se os conlratadores os con-
servara abastecidos de carne da mclhor qua-
tenho a honra de
.li-
quen.- hornera para o cargo era que se a-
cha encartado, e a necessidade de os tribu-
naes fazerem rigorosa applicacao da le a scu
respeito, era bein da moralidade publica, e pa-
ra honra da magistratura.
Dos guarde V. Me, Palacio do governo, 4
de junho del85l.-Sr. promotor publico desta
comarca.
PRIMEIRO.
Copia.-Illm.e Exm.Sr.-Chegando ao meu co-
nhecimento esse romance Infamatorio bailado
contra mira em forma de portara, que senao
dignarain de remelter-ma at hoje ap de
ter ella sido publicada desde o da 24 do mez
prximo passado, cumpre-me faier sentir a V.
Exc. que deploro os males incalculaveis que re-
sultara dessa lu perniciosa refleclida no cor-
po Inerle c opaco da actual adminisiracao.
Ess portarla cobre de ridiculo a aquclle. que
desceu a inveuenar ura acto justo e honesto,
do qual se achava cabalmente informado, pro-
testando infraccoes de formulas c soccorrendo-
se para isso de sublil e envelheclda cbicaiia he
ella um Ignominioso avlllaiucnto imposto pelas
duas spides, que rccolbldas em o seio da ad-
ministraco a dlspedacao em todos os sentidos
com os seua inovimentos convulsos de vingan-
ase furorea ; ella tambera denuncia altamen-
te o boinem deipeitado que em sua raiva pe-
quenina correndo em busca de vendidas lere
desatinadamente. ... A
Com altivez e serenidade inseparaveis de
uma conscleucla pura, espero o resultado dcs-
ae golpe deaChriegado a sombra da le, o qual
so deve ferir a moralidade daquelie que nao
corou quando inverleu os fados, para que a
mes/na le podesse ser applicavel,
Dos guarde a V. Exc. Villa de lguarass, 2
de iuuho de l851.-Illm. c Exm. Sr. consclhei-
ro Jos Ildefonso de Souia Ramos, presidente
da provincia. n i.
Lmente Hierra Cametro da Cunha,
Conforme. -O official maior, Joaquim 'ira
Vachadc Porlella.
SEGUNDO.
N. 9. Copia, Reservado Illm. e Exm. Sr.
-Levo a preaenca de V. Exc. o officio e docu-
mentoa Inclusos que em 30 de setembro pas-
cado me dirigi o juiz de dire.lo da comarca
doPau d'Albo respondeudo a um olhcio que
II,,. dirig. Desles documanlos resulla que o
juiz municipal de lguarass Lourencolizerra
Carneiro da Cunha, ante, de servir a <> o em-
prego extraviara um processo, que nii dita co-
marca lali'a contra elle e en. que havia sen-
tenca conderanaloria. Alm disto o Diario Ao-
o, deu publicid.de a um rd|daI''?!!
dodialricto, do qual resu la ter o ditI* eu"
to Blzerra 1 arneiro da Cunha mMlU^J-
*__________.i -r> n- p. do aual nao apresen-
iravo que nao era seu, e do qual P"iC''"
tou titulo algum de propriedade. Ho *g>
ci do lugar de Juia municipal be elle arguWo
de mullas prevaricacOes, c de W^rpaWl
era co.isequei.cia de chegar ao meu co hec.-
menlo taca arguices rccumn.endei ab jui.de
dircito da segunda vara crline desta udade,
Alexandre Bernardino dos Res e Silva que pio-
cedesse contra elle, inR>rmaudo-se do luPr-
cedimento na ulliraa correicao que fez, na i a
de lguarass. O dito juiz de direilo estacn-
vencido da existencia uessas pellas, porm.nao
pode formar processo, nao s poique os pe a-
Sos. estando sujeilos pena recusan jdepor ,
como porque em geral he d.ficil adiar teste-
munhas contra jul.es, que se achara ""
cicio de sua jurisdlecao. Esl-o era andamento
contra o mesmo jui alguus processos de res-
ponsabilidade, mas as penas, que llie cabci.,
nao importan, a den.issao, a qual renuu>at-
gente, e por isso eulendendo que nao estando
elle anda munido da carta imperial, a deinls-
popode ler lugar pela simple, revega*0 Ho
I ~'
lidade que aa ctreumstanclaa permittirem
sempre san desde s 6 horas da manhaa at
s 6 da urde, de modo a ficarem satisfeitas
as justas exigencias do consunto publico.
3. Vlgiaaque no fornecimento da carne
nao levem os contractadores preco maior que
o contractado; e, outro slm, que haja fidell-
dade nts pesos, e nao recusen, ou demorem
caprichosamente o fornecimento.
4 Percorrer opportunamente a cidade para
impedir que se malera e esquartejem re.es
fura dos maladburos, aulorisados pela cmara
municipal, e fe exponha vender carne de
ditas re.es,procedendo aprehenso das que
forera mortal fra os ditos umudouroi, ou
da carne quando J estlverem esquartejados,
c lavrando auto do occorrido para ser remet-
tido ao fiscal da cmara municipal alim de
proceder contra o infractor nos termos do
disposto no art. 1 do tit. 4 das suas posturas,
que, devendo ser observado sempre o sera
com lodo o rigor no lempo do contrato.
Art. 3. Ao fiscal incumbe privativamente:
1. Ordenar aos seus agentes o que necessa-
rio for para que o servico a seu cargo seja
feito com regularidade e promplidao, em or-
den, a ser exacta a fiscalisacao na execucao
do ontracto tanto na parte relativa as obri-
eacSes dos contiacladore, como s que disser
respeito s providencias do governo em >
1.1 lino delles.
2 Communicar diariamente ao chele de
polica para chegar ao conhecimento do presi-
dente da provincia, as infraccSes em rera adiados o contractadores, e ludo niaii
que precisar de providencias do mesmo presi
dente; c aos especlivos flscacs da cmara
municipal quacsqiier outras Infraccoes das
posturas que regulan, esta materia, para que
estes procedan! conforme o seu regiment.
Arl. 4. Durante o lempo de tres annos,
contados do l de julho prximo fuluro, lera
rigorosamente manlida a pralica admlttida
de nao se matar nem esquarlejar re.es para
o consumo publico daa freguezias de S. Ire
Pedro Goncalve do Recife e S. Jos, S. Anto-
uio e Boa-Vista fra do matadouro publico.
\s llcencas para matadouros particulares
para inatanca e csquaitejamento das rezes
destinadas ao consumo publico das fteguezlas
do Poco da Panella e Afogados, s poderao
ser concedidas aos que preslarem fianca id-
nea ao paganiciilo das inposlccs Sobre o ga
do do consumo, e mullas em que possam m-
eorrer oa seus administradores.
Nao poder baver mais de um em cada
una riessas freguezias, preferiudo-se para o
seu estabelecimento ndependente de fianci.
os contractadores, pois que se reputan, alian-
cados. Neste caso serao os contracladorcs
obrigados a franquear os ditos matadouros aos
que quizerem malar e esquarlejar rezes,
moatrando terem salisfelto s imposlcea de-
cretadas pelas ieis provlnciaes anteriores, c
a que he creada pelo artigo seguinte:
Art. 5. Os que quizerem malar retes para
o consumo publico desta cidade, comprehen-
dendo as freguezias de S. fre Pedro Gpncalves,
S Jos, S. Antonio, Boa-VIsta, Poco da Panel-
la c Afogados, pagarao as contractadores, a
titulo de indemnisacao, a quantia de olio mil
ris por cada rez. Os criadores, a respcilo
de rezes de sua criacao, c que inostrarem
ser taes, de modo a nao se confundirem com
os atravessadores, pagarlo smente a quantia
de tres mil rls. .
Art. 6. Nos matadouros nao se adnillira
rez alguma lem que aquelle que a preleuder
malar mostr previamente por um conheci-
mento em forma expedido pelos contractado-
res ler, lalisfeito a uiposlco do artigo ante-
cedente. Neste caso, dcpols de esquartejada
a res, o fiscal do contracto dar as guias
precisas, com as quaes aquelle a que.n a car-
nificante nueiela, dos contractadores ou mar-
chle SPSS de Infallvel e Im.nedlata
demis"o, alm da. mala en. que, segundo
o caso, Incorrerem. .
Arl 9 O fiscal e seus agentes serao no-
meados pelo presidente da provincia, e con-
servados pelo lempo do contracto se bem
servlrem i perceber aquelle o ordenado de
itocento mil ris, e esle. o de qualroeentos
mil ris pagos na thesouraria provincial
Par o expediente e despezas das aprehen-
ides, nna caica em que dUl leen, logar se
ibonaiofisca^quantimisaqucu-opo^
dei no decurso de um almo exceder a oc
cera mil ris, sen. orden expressa do pre,.-
denle da provincia.
"Art. 10. Emquanto durar o contracto I.-
cara sem elTeito as desposicocs em contrario.
Palacio dn governo de Pernambuco 7 de
iunlio de 1851.- Joi lUefonio de Sonta Itamoi.
Termo de enntraelo do lornccimenlo de carnee
verdee no povo detla cidade.
Aos seis dias do mez de junho do annoi do
nasclmento de nosso Sr. Je.us Christo de 18..I
na secretarla do governo da provincia de per-
nambuco comparecern perantc o Excel-
lentissimoSr. presidente da mesma conse beiro
Jos Ildefonso de Sou.a Hamos, Manoel Joa-
quim do Reg e Albuquerque. Justino Percl-
ra de Farlas, Jos Joaquim Botelho, e Maqui-
la Dulra, e entre riles e o mesmo bxm. ^r.
presidente da provincia auclorlsado pela le
provincial n. 278 de 6 de malo de 1861, foi
ijustado e celebrado o contracto para o lorne-
ciraento de carnes verdes ao povo d esta cida-
de pelo modo seguinte : ....
Os contracladorcs cima mencionados na-
noel Joaqulm do Reg e Albuquerque, Justi-
no Pereira de Farias, Jos Joaqulm Botelbo,
e Misqulta Si Dutra se obrigam ao seguinte :
l a matar diariamente e expor a venda
n'esta cidade comprehendendo as fregueslas
de S Fre Pedro Goncalve. S, Amonio, S.
Jos, Ba-VIsti, A Rogados e Poco da Panel-
la no lempo de invern.que te contara do i de
marco ao ultimo de agosto 80 rezss, e no de ve-
rao, que se contar do 1. de leieuibro ao ul-
timo de feverelro,70 rs., nos das carmes, e
melade nos de precellos, exceptuada a qua-
resii.a, porque no lempo d'clla se expora a
venda nos domingos a mesma quantldade,
que nos das caruaes, as segundas, tercas e
quartas feiras, duas tercas partes, as qu irlas
felras, metade. as sextas feiras e sabbados,
uma terca parte, nao se designando quantl-
dade na semana saucta ; cando porein bem
entendido, que em todos os casos sao obriga-
dos os contractadores a saptisfaicr as justas
exigencias do consum.no publico, conservan-
do os acougues abastecidos de carne das ti
horas da manhaa -6 da larde, para o que
poderao ler ai rezes mortal durante c
lempo. ,
2. a nao perceber na venda da carne verde
lio designado tempo de invern preco maior
que o de 2/400 rs. arroba, e no deverao o de
3200 rs. sendo a carne da melhor qual.dade,
que. as circunstancias perniitlirem, e sempre
3. ao pagamento da mulla de 8/000 rs.
por cada rez que delxarem de matar, e expor
venda para o complet do numero estpu-
la^o.ebeni aiiim de 10 a 50/000 rs., quan-
do exijan, preco uialor, que o estipulado, ou
exponham venda carne arruinada, ou quan-
do caprichosamente se recusem a vender car-
ne, quera a v comprar levando a sua im-
portancia, .
A Imposico das inultas, e a decisao sobre
qualquer outras infraccoes, seram julgadas
por dous arbitros, ura da nomeacao do presi-
dente da provincia, outro da nomeacao dos
contractadores; no caso de empale decidir o
presidente da provincia com audiencia dos
contractadorei.
4oa ter em cada uma das freguezias men-
cionadas os acougues preclzos para coinmo-
didade do povo, com a lluipesa e aceio deter-
minados as acluaes posturas da cmara mu-
nicipal. .
O governo da provincia acceitando as men-
cionadas condicoes se comproiiietle de sua
parte 1 a providenciar ellectivaraente de
nodo que nao se mate rezes, nem se exponha
venda carne verde nesta cidade as mencio-
nadas freguezias, sem que previamente se
PROPOSTAS PARA O CONTRATO DAS
CARNES VERDES.
Os abaixo assignados proprietarlo e morado-
res nesta praca se propdem tomar sobre si o
contrato das carnes verdes mediante as condi-
edes abaixo declaradas, a cujo fiel cuinprimen-
to obrigain-sc reciprocamente :
I.* Obrigam-se a matar diariamente as seis
freguezias. quatro da cidade, e as duas prxi-
mas do Poco e dos Afocadol, pelo tempo de in-
vern, que se contar de marco a agosto, c-
tenla rezes, e pelo do verao, que abrangera os
outros mezes, setenta reos ; isto he, noa mas
oarnaes, e nos outros metade. exceptuando a
quaresma que se regular da maneira icguinte:
SI. Para os domingos se matara a mesma
quantidade que nos dias carnaes, para as se-
cundas, tercas e quintas-feiras duas tercas par-
te das dos dias carmes, na quarta-feira metade
e na sexta-feira e sabbado urna terca parte
ij 2. Na semana santa ni.o havera quantldade
designada senao o que for exigido pelo consu-
mo.
2.' O preco da carne sera para o tempo de
invern de 2,560 rs. por cada uma arroba, e
para o de verao 3,200 rs., cujo preco sera ina -
trravel, sendo a carne exposta ao mercado de
boa qualidade: isto he, san.
3.' Obrigam-se a ler cin cada uma das seis
freguezias casas cora diversos lallios por modo
a satisfa/er as necessidades publicas.
4.' Nos dias em que for consumido o nume-
ro marcado serao os acougues Torneados de
mais para quera quUcr comprar por modo que
nunca deixe de haver carne exposta a venda
das seis horas da inanhiia as seis da tarde.
5.' Se qualquer criador vler com gado de sua
creacao e marcado smente com seu ferro, e
preferir lalha-lo por sua conla I he "al*to
permitlido mediante a condicao de 2,000 rs.
por cada cabeca. pagas por elle as despeas, e
sendo levada em conla da quantldade que he
obrlgad. a fornecer o contratador, o numero
ip.e assim fortalliado pelo creador
6.' Que se obriga a fiscalisacao e multa que
o goveeno estabclccer para fiel desempedl.o do
contrato, no qual una c oulra cousa serao ex-
ne pertencer a poder vender onde Ihe con-
vler, subjeito apeuas s providencias das pos-
turas municipaes.
A arrecadaco das uiiposicSes de doui mil
e quinhentoi rii para os cofres proviuciaes,
e quinhentos ris para os da cmara muni-
cipal continuar a ser regulada pelas leis rei-
pectivai.
Art 7 O fiscal do contracto e seus ageutes
solicitarho das autoridadei policiaes o auxilio
nue for necessarlo c Indispensavel para o me-
lhor desempenho de suas incumbencias.
Art. 8. O fiscal e seus agente! nao poderao
pague aos contractadores, uma indennisacao
dos prejuizos, que provavclmcnte teram neja
falta de consumo da carne, con. que sao obri-
gados a concervar abasteoidos os acougiics
iendo calculada esta indemnisacao em b/UOOrs.
por cada rez, que uao pertencer aos propnos
creadores, que inostrarem ser taes de modo a
nao se confundirem con. os atravessadores.
por quanto ueste caso perceberam lmente
aquantia de3/000rs rs. por cada rez. que hou-
ver de ser mora para o consumo publico.
2. a prover pelos Hielos legaes ao seo alcan-
ce contra os atravessadores, c qualquer cm-
baraco, que possa prejudicar marcha regu-
lar deste contracto.
3. a ter os agentes preclzos para fiscalisar
a execucao d'cste contracto, quer na parle re-
lativa s obrigacci dos contractadores, para
o que estes lhes franqnearo" os seus cstabele-
ciuientoi, quer para a ponlual observancia
das providencias que o governo expedir era
virtude dos arligos antecedentes.
Este contracto durara por espaco de an-
nos contados do prliuelro de julho prximo
futuro, em que coinecar a ter o scu elicito.
O governo se coinproinelte a garantir con.
todas as las clausulas c coudi;oes, e os con-
tractadores se obrigam solidariamente ao ex
acto comprlmento d'clle por si, e scui bens,
ticando entendido, que se reselvam os cazos
furluitos de guerra na provlucia, secca, ou
peste, ede lercm alleradaa por disposices
posteriores s impoiices ora decretadas so-
bre este objecto, quer provlnciaes, quer mu-
nicipaes ; porque dado algum desles casos, o
governo da provincia adinittira as inodifica-
caces necessarias em ordem a reparar -se os
eltellos deuma forca maior, c habilitar os
contractadores a cuinprir o contracto sem um
prejuizo cerlo, e infallvel.
E porque assim conlractaram.e para todo
o tempo coaltar mandou o Exm. Sr. presiden-
te desta provincia conselhelro Jos Ildefonso
de Sou.a Ramos, que se lavrasse o presente,
que val por mira Antonio Francisco Pereira
de Carvalho secretario interino da proviucia,
feito por ordem do mesmo Exm. Sr., e por el-
le, e os contractadores assinado. lote Ilde-
fonso de Souta Hamos. Manoel- Jouoaim do Higo
dlca-lo, de sortc, que baja perfeila e recipro-
ca garanta na suaexecufro cduracao,.que se-
r de tres anuos a contar do primeiro dejull.o
prximo viudouro. ....
1 O Rovcruo dar providencias, para que
nenhuma nutra pessoa possa matar c vender
carne verde i.as ditas seis freguezias. devendo
Impdr necessariameiitc a perda da carne que
f.ir encontrada, en. provello dos presos da ca-
dea ou hospital de eardade.
8 OttC no caso de secca extraordinaria ou
de guerra, ou peste se adniillirao as modinca-
ces que forera eonvt-ncionadascom O governo
em ordem a prcvinlr os elleits desta trfa
maior e a habilitar o contratador a ciiii.prii o
seu contrato sem prejuizo certo e.nlallivel c
por maneira acommodada a estas circunstan-
cias mprcviitai. ...... j
Para plena execuciio destas condicoes c das
que forera extipuladas obrigam-se os abaixo
asslgna'dos solidariamente por si e po. seus
Recife, prmeiro de junho de 1851. Manoel
Joaquim do lleoo e Albuquerque. Justino l era-
ra de Paria*. Mtsquila u Dutra. Jtl Joa-
ouim Boltlho. ,
Illm e Exm. Sr. Achando-se o governo da
provincia nobremente empenhado em provi-
denciar acercado fornecimento das carnes ver-
des, afia de que esle se faca com abastanca e
os piecosnao sejun como ato aqu tao exorbi-
tantes era prejuizo dos povos ; o abaixo assig-
nado que se julga cora todas as proporcucs pa-
ra se encarregar do dito foruecuiieuto, vein
apresentara V. Exc as condicoes con. que esta
prompto a aceitar e encarregar-se dclle ; per-
iniltndo V. Exc. que antes dsso o abano as-
signado faca al-unias pouderacues que Ihe pa-
recen, a proposito.
lie hoje uma necessidade recouheida para
se conseguir o fina proposto, o esiabelecunento
de um Ujgradouro ou deposito suflicientc para
acoiiiniodar quatocentai aquinhe.itas cabecas
de gado, que se deve cousumir en. cada sema-
na, o qual icnha boui pasto e agoa doce, por-
que na verdade a pratica at boje seguida pe-
los marchantes desta praca, he na.
Elles costuinaui maudar vir os gados da rei-
r de Pedras de Fogo, eiicomineudaudo a seus
compradores e conductores que os tragara com
presteza, atiin de principiaren, a iiiatanca no
sabbado-, accontecendo disso que uma viagcni
de viole legoas he cffecluada en. dia c n.eio
at dous, para se poder verificar aiuachegada
uaquelledia.
Os gados cora esta marcha precipitada, che-
gam cantados e assim mesmo sao logo morios
para o dia domingo, licindo os outros presos
nos curraes, d'ondc sahen. para nm pastora-
douio, onde cu. ves de refrigerarera as fadi-
gas da viagera e conservaren, sua nulrico,
perdem de dia em dia, conhecendo-se no seu
peso a diilerensa para menos de uma arroba c
mais.
O pasloradouro a que me reino c onde cos-
luuiam deitar os gados he as iininediacdcs
dos Afogados, cujo icrreuo salitroso nao oll'e-
rece por pasto senao urna gramn.a braba, que
s por urna fome e.traordinaiia be comida pe-
los gados; accrescendo a ludo isto a falla de
boa agoa; pois a que nesse lugar existe lie sal-
gada, e de mar vasia, salitrosa.
Daqul claramente se couhece o motivo da
ruindadedessas carnes, que viudo quasl sem-
boas dos sertes, toinaiu-se nesta praja
abuudanle; e oulra finalmente denominada
Cotcn.guba das Maltas, situada entre os doui
termos de Po-d'Alho c Limoeiro, com duas
leeoas quadradas, mullo propria para reta.er
de gado de tres a quatro mil cabecas. porque
t em lempo de secca, o gado all engorda.
As duas propriedades era primeiro lugar a-
pontadas, podem milito bem servir de logra-
douros para supprlrem as cabecas de gado pre-
cisas para o consumo diario.
Porlanto, leudo o abaixo assignado as tres
mensionadas propriedades, a maior na distan-
cia de 16 legoas, com todas as proporees para
refazer os gados, que sc deven, comprar c de-
positar para nos lempos da maior filia ir lup-
prindo os logradouros ao p Ja praca ; e tendo
as duas ultimas a distancia de duas legoas com
asproporces referidas; parece que esta no
caso de ser preferido a outro qualquer, lano
mais que sc obriga c aceita o contrato, con-
forme as condicoes, comprehendendo os bar-
ros do Uccife. Santo Antonio, Alocados, Boa-
Vista at Apipucos e Olinda, marcairo-se duas
pochas no anno ; a primeira de cinco inezes c
nielo, do melado de abril at o ultimo de se-
tembro ; c a segunda de seis mezes e meio. do
primeiro de oulubro ao meiado de abril.
Marcara se estas pochas do meiado de abril
em diante, e nao antes, porque o Invern ni
maior parte dos anuos comee, nesse tempo, e
ante, disso os gados aluda eslao escacos por
causa da secca. ,
Na primeira poca a carne sera tathada a
2.210 rs, a arroba, c na segunda ad,o2Urs.;
obrigando-sc o abaixo assig.ado a abastecer o
mercado com o numero de cabevas preciso, ex-
ceptuando o caso de alguma secca, en. cujo
lempo essa obrigacao devera soUrcr alguma
inodilicaco. ...
O governo providenciara por meio da polica
ou por outro que melhor julgar, para que os
marchantes dos outros pontos da provincia se
sujeitein a mesma tacha, e tambera devera to-
mar algumas providencias sobre os atravesa-
dores i.as feiras de Santo Autao e Pedras de ro-
go, as quaes nao seria ino mdalas, princi-
palmente a ultima, para mais perlo desta
l" abaixo assignado se obriga finalmente a
aranlir ao governo a quantia marcada pela as-
amblea proviucial e para que se possa azer
uma ideladas despeas c lucros provaveis des-
te contrato, apreseuU o calculo seguinte, ba-
scado na pratica anliquissiina adoptada quin-
to as despezas, pelos marchames neste ne-
gocio.
'
Despea com cada um boi.
"i. I, Para a conduccao de 100 bois
das felras para o Recife; a 5 la-igc-
dores a 4.000 rs.
dem a um passador que toma cunta
do gado
Curraes para as dormidas em canu-
nho
20,000
5,000
1,280
20,280
N. 2. Dividida a despeja cima, toca
a cada um bol .
N. 3. Pagase ao comprador as lei-
ras por cada um que compra
N. 4. Passagein de cada boi na ponte
de (i o.niii.i
N. 5. Dcpois de morto, da-sc en. ca-
da acougue aoenearregado do boi
Ef. 6. Gonducao dos meamos em car-
rocas para o acougue
N. 7- Imposto de i,500 rs., e a favor
da cmara o de 500 rs.
262
1,000
20
1,000
200
3,000
5,482
iV. O. Oeixo de mencionar aqu a despeza
feita com os pastoradores as minediacdes dos
Afogados, por ignora. mas val compensada
con. a que adiaule se trata uo 5.*

Prejuizo em cada boi na primeira poca.
;N. t. Nesta pocha compra-se um boi
de 10 arrobas por 20/rs. ; abaten-
do-se oito libras chamadas do san-
guc emais duas librasen, cada ar-
roba que dao ao cobrador do la-
ido, vein a licar 9 arrobase 4 li-
bras a 2,240 rs. 20,440
N. 2. Rende o couro e o facto o,0U0
Abatc-se a despeza de cada boi I.
Custo do boi
Prejuizo em cada boi na 1.' pocha
III.
anno em cada boi na segunda poca.
N. I. Nesta poca compra-se um bol
de 10 arrobas por 30,000 rs.; aba-
tando-se oito libras chamadas do
sangue, c mais duas libras em ca-
da arroba que dao ao cobrador do
talho, vera a licar nove arrobas o
quatro libras a 3,520 n.
N 2. Rende o couro e o facto
Abate-se a despe/.a de cada boi i."
25,440
5,482
19,953
20,000
42
ier interesse ahzum no contracto, sendo-lhei.,.
mis .oexp'e* ente prohibido receber por e Albuquerque, JusUno Perora .,-
quaquer tUuc algum douaUvo por mal iaiig-la ci Uulra.-Jw. Joajimn feteOo.
pre
ms, por falla de pasto; de soite que le os ga-
dos se demorassem par ura mez era seinclhan-
te pasloradouro, nao poder i un resistir.
Sendo porlanto de reconhecida necessidade
um ou mais logradouros perto da praca, ac-
CQutece que os inclhores e mais aproprlados
terrenos, se nao podem obler aluda com gran-
de despeza, visto como se acham oceupados por
sitios e engenhos ; e alguus que assim nao es-
lao, sao esteris e tem falta d'agoa doce ; vis
ta do que parece ao pretndeme abaixo assig-
nado, que elle be o nico nesta pra$a e mesmo
fra della, que tem todas as proporces para
ellctuar com o governo uiu contrato deslana-
turcia
O abaixo assignado nosstie tres propriedades
que uUerccciu as eoirrUiodidades precisas ; uma
ao p de Bebiribe no'lugar da Miroeira, meia
!egoa com grande varzea e rio corrente ; oulra
distante de Olinda uma legoa, no lugar de Ma-
rauguape, com nunto mais exteuso de var-l
zeas e com outro do corrente de agoa doce c N.
32,120
5,000
37,120
5,482
Custo do bei
Ganho em cada boi
Abate-se o prejuizo da primeira po-
cha II
Ganho d* cada bol
IV.
Lucro animal.
N. 1. Efectuada a inatanca de 60 ca-
becas por dia, temos para a pri-
meira poca 5 i)2 mezes
Segunda dita 6 1(2 ditos
3i,638
30,000
T,638
42
1,596
10.0J7
11,853
21,900
N. 2. Multiplicado o numero de ca-
becas da segunda pocha pelo ga-
nho demonstrado no ^."antece-
dente 12,863 X 1,590, temos rs.
18:933,348
Deipetai que se abalem do lucro anima/.
I. Betesaoos. erapregadoi india-
I *C^.**SM^^T!V
ILEGIVEL


pensavcis cm cada logradouro a
saber:
Ti es a cavalloi a 1,000 rs. por da
(poranno) 1:095,00o
Tres a p a (540 rs. dllo dito 700,800
I ni administrador a i rs. dito dito 365,000
TI. 2. Beoda dos logradouros 1:000,00o
3:1(50,800
A", t. Aqui su te menciona os empregados
de un logradouro.
VI.
Vtiptza rom o eiepoiilo de refater os gadoi ou lo-
gradouro geral.
M. I. Conducco de 2,000 cahecas de
gadopaia o logradouro geral, cus.
lando a de cada cento 25,000 rs.,
como se v cm o o. 1 do i." 500,000
N. 2. Oito houiens para deitar senti-
do, tratar c condutir esse gado pa-
ra os logradouros parciaes.por dia
cada uin a 640 rs. 1:868,800
N. 3. <'oiii o administrador por dia a
1.000 rs. ;tG5,000
n, 4. Renda do logradouro geral 1:000,000
3:733,800
VII.
lleipttu rom os cmpregadoi da inafanra.
N. l. Com mu caixa para receber os
dinheiros e fazer os lancamentos
ein livro proprio l:000,f00
N. 2. f .11 mu administrador geral,
para tomar emita dos bois diaria-
mente, assi-.nr no acougitc geral a
inatanca, pesa-ios e distribuir pe-
los outros tullios 1X00,000
N. 3. Com tres administradores par-
claes para o Recite, Santo Antonio
e Moa Vista, a 30,000 rs por niei 1:080,000
4. Cotn outros tres para Alagados,
Casa Forte e Oliuda a 26,000 rs. por
mea 900,000
3:980,000
VIH.
Orsprza com diferios impullos.
N. 1. Kxiitem nos tres bairros 138 a-
cougurs. e oceupados presente-
un-n ir I !S, que pagam de imposto
do banco por anno a 12,800 rs, 1:510,400
K. 2. Se os alugueis forem de I00,i>00
rs. para cima pagam 20 por cento,
e como ignoro os presos deixo de
os mencionar, mas sei que presen-
temente rrgulam s de imposto
sobre os tuguis, por anno 14/400 1:099,200
N. 3. Direitos provinciars He cada
acbUgue animalmente 3/600
N. 4. Afericdespor semestres a3,500
rs., por anno 7,000 rs.
N. 5. Revises das inesin is por tri-
mestre a 1,500 rs., por anno 6/ rs.
424,800
826,000
708,000
5:168,400
Lucro annnal 4. 18:911,348
Despezas 5.", 6., 7. c 8. 16:043,000
Saldo a favor do contratante 2:890,348
-V. H. Este saldo est anda tujelto ao esees*
so de alugueis de acougucs, inortandade de ga-
do e mullos outros inconvenientes.
Cldade do Hecife, 30 de malo de IS5i.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque.
Supplemenlo a proposla junla.
Marquei 60 cabecas degabo pelo menos s
para o consumo diario dos tres bairros, Santo-
Antonio, Rccifc e Roa-Vista, c deste numero
para rima, conforme o consumo e abundaucia
de gado que houver ; e, rmquanto aos outros
pontos indicados na proposta, se manan t.mi-
1i ni conforme o consumo e abundaucia de
gado que houver ; porque quanto maior for
a- malanca, tanto maior lem de ser o inleresse
do I mili aelanle.
Se qualquer outro pretndeme offerecer as
carnes por precogjmenores as duas pocas, de
ceno s atiendeu para os interesses dos consu-
midores, e nao para os dos criadores ; quando
pelo contrario cu soubc conciliar os interes-
ses de ambos, pelo modo que j tica exposto a
respeito do preco dos gados.
Trnho pensado que ; or hora nao se deve
tratar da mudanca da feira ; porque nppare-
cendn o contrato com a mudanca ao mesmo
lempo ; talvez venha islo afaicr grande appre-
licnso nos criadores, que de commum accor-
do podero reter os gados nos serles por al-
i-iini tempo, c deste modo o contractanle v-se
otnbaracado para dar ciimprimento ao contra-
to. Recite, 3l de maio de is.'it
Junquim Cavalcanli de Albuquerque.
Propoila de Lourenco ot de Figutiredu.
CONDICES.
P> inn ira, que elle concorrente se oR'erece e
conipromrtle a fornecer de carnes verdes, que
produtlr o numero de 80 reics diariamente du-
rante os me/es de invern desde o de maio al
mitubro, e dos que produzir o numero de 60 re-
zes desde o l. de novembro ale o ultimo de
abril : principiando, quanto ao crreme anno,
no dcimo quinto dia, depois da deciso do
sumido I mu. Sr. e entrega do contrato.
Segunda, que elle concorrente se oll'ercee e
ion |n nnietie igualmente a fornecer das dilas
carnes verdes, mediante o preco de 21560 quer
no lempo de invern quer no verfio, durante o
espaco de tresaunos, e primitivamente.
Tercelra, que para remover da paite delle
concorrente, todo c qualquer embarace que
jmssa elle encontrar na compra das rezes pre-
(1 le verao os dcsatTectos da actual adminis-
tiaco, que os tiros desparados pela inalldlcen-
cia contra o digno presidente desta provincia,
longe de o attingirem, vo pelo c 'turarlo ferir
a outro pcito, dixando o seu inteiramente in-
clume: e os homens honestos e imparciaes
tero ncllc mal* urna prova concludente do es-
pirito de icctdo c justi;a com que o Enn. Sr
Soii'/.aRamos semprc procurou regulara mar-
eha de sua administracao.
Ini outro lugar deixamos transcripto o con-
tracto, que n governo da provincia autorisado
pela lei n. 278 de 6 de maio deste anno, ccle-
lirou com os Srs. Justino Pereira de Farias
Manuel Joaquim do Reg Albuquerque Mis-
quita (i IMiir i c Jos Joaqnim llolelho, para o
firneciincnto da carne verde ao povo desta cl-
dade, comprehendidos os habitantes das fre-
gue/.ias dos Afogados e Poco da Panella ; assim
como as diversas piopostas offerecidas pelos
concurrentes, que para o mesmo fin se apre-
sentaram.
Jul'gamos desnecessario mostrar aqu a des-
cripcao e acert, com que a presidencia pre-
firi entre estas propostas a dos Srs. cima
mencionados, pols que da simples ieitura das
ine-.ni is e da confrootaciio de suas condlcdes
fcilmente se condece a superioridade das
vantagens desta sobre as das mitras : seodo pa-
ra advertir, que s o calculo e previdencia, que
revela a redueco da mesma proposta, onde
se nao esqueceram as varlacoes do consumo
publico no lempo da quaresma, e especialmen-
te nos dias da semana santa, a respeito do gene
ro de que se (rata, constiluem una prcsiimp-
c.o em favor das boas ntcnedes, com que os
conlracladores prelendem concillar os seus
particulares interesses com o licm dos consu-
midores.
Vai pols, finalmente ser aliviada a populaco
desta cldade do]enorme vexame, com que pe-
sava sobre ella um monopolio brbaro e (Ile-
gal ; e do primeiro de julho prximo em (liante
teremos carne verde da inelhor que apparecer
pelo preco de sete patacas e meia ; e quando
chegar o verao a teremos da mesma sorle pelo
de dez patacas, sem que nestes precos possa
haver alteraco alguma.
daravdha com elleilo, que tivesse passado
por lauto lempo desspercebldo e sem remedio
o sofl'rimento do povo pelo prefo exhorbitante
a que chegou enlrc nos aquelle genero de prl-
melra necessidade ; prer;o cujo termo medio,
calculado pelo numero de arrobas compradas
nicamente pelos hospitaes de caridade, dos
lazaros e casa dos expostos com os precos co-
nhecido3 foi de 4:l37rs. a arroba, desde o an-
no de 1849 at o presente de l85l sendo alias
heni sabido, que em taes estabelecimentos
nao se compra ordinariamente da inelhor car-
ne, que apparece no mercado.
Temos confianca nos dados, que nos offere-
eem para este pequeo calculo, que desenvol-
veramos por extenso, se tanto julgassemos
preciso, e eremos que por elle poder o publico
a ini/ o- a intensidade do mal que sonriamos.'
De nossa parte estamos persuadidos que inul-
to inellinr.ii einos com o contracto celebrado ,
principalmente se os contracladore, aquem
suppomos animados da inelhor boa fe, se coin-
penetrarem da grande conveniencia de um lo-
gradouro para o gado, que se houver de matar
em cada una semana, e eiiipregareni alguns
esforcos para conseguirem ledo ; oque nao s
servir aos seus interesses livrando-os de algu-
iiias perdas, mas tambera os habilitar for-
necer ao povo carne semprc san, qual em ver-
dade Ao pode ser a das rezes, que tiverem por
pasto hervas nascidas em terrenos salitroso'!
ouque nao tiverem diariamente boa bebida.
Ileje por occaiio de suspemler-se a amarra
de mu barco fundiado na praia do collegio,
virou o bole.em que esse servlco se fazia, e pe-
recern! afogados quatro marinheiros d'entre
seis, que u'elle se achavam trabalhando,
sendo dous dos fallecidos pe teneeiue. Ulpo-
laco do biigue Argot, c dous do brigue Flor
do Sul.
>2=
tendido, foco da Panella 23 de maio de i85t.
Km f de verdade
Jeronymo Freir de Faria Pedroto.
Certifico que nollfiquei aoDr. promotor pu-
blico d'cste termo para o contedo da peticao
retro, do que ficou entendido. I'co da Panella
de 24 malo de 1851. Em f de verdade.
Jeronymo Freir de Faria Pedrtso.
Asienlada ele.
Inquirirn da lestcmunlia od^erpsiMom re
memnriom.
Solero Felis dos Santos Roza, preto, soltelro,
cm idade de3t annos, natural d'esta provin-
cia, e morador no Passarinho d'esta fregue-
zia, que vive de seu sold de sargento refor-
mado de primelra linha, teslemunha jurados
aos Sanios Evangclhos, que em um livro d'el-
les proinetteu dizer a verdade, e do costume
disse n.ida
l perguntado pelo contedo da petlcSo de
Manoel da Silva Santos : Di.sc, que nunca fal-
lou com Manoel da Silva Santos a quem vio
pela prinuira vez n'este juizo: Dlsse mais,
3ue por pedido e promessas de Jos Fernan-
es Eiras a que elle testemunha nao pode re-
ilsti-por suas clrciiiiistanciat actuaes, quaes a
de ser pobrlsaimo, e itnpossibilltado de tra-
balhar por ter perdido o braca dlreito em de-
feza do Imperio as campias do Rio-Grande
do Sul, fisera perante o chefe de polica a de-
clararlo que menciona o supplicante em sua
pelico, e que corren impressa nos Diarioi di
Pernambuni. supondo que com essa declara-
cao nao offenderla o direito de alguem: mas
tendo hoje sciencia do contrario, declara que
dita declararlo mWbe verdade e que a fez pe-
los motivos i|iieJHrio expostos, Dlsse mais,
que elle teitemufna era homem temente
Dcui, e'que nunca foi assass|no nem ao me-
nos como tal annunciado, e o seu estado phl-
sico o exclue de urna ideia qualquer a seme-
lhante respeito. E mais nao disse, e assigna-
ratn com o subdelegado. Eu Jeronymo Frei-
r de Faria Pcdrozo. Escrivo o escrevi
Rtqo llarroi.
Solero Ftlit dot Sanio Rota.
Manoel da Silva Santos
Dis Manuel da Silva Santos, commerclante
portuguez, e estabelecido n'esta cldade, que
ao seu conhecimcnlo chega-achar-se na cadeia
d'esta cidade um individuo, irmo de Solero
Felis dos Santos Rosa, edenomcJoSo Miguel
Ferreira, oqual est concluindoa pena eni que
foi eondemnado, que j be a commutaco da
multa em prisao ; e porque possa de um mo-
mento para oulro ser sollo e drsapparecer o
mencionado Joao Miguel, e o supplicante te-
nha talve necessidade de para o futuro pro-
duzir o seu depolmento, requer o supplfcantc
a V, S. que segundo permute o art. 91 do c-
digo do processo criminal, sirva-se' de bindo
Dlt Manoel da Silva Santos, portugus e ne-
gocame estabelecido n'esta cidade que tendo
talves de produzir para o futuro o depolmen-
to de I.ni/. Dias dos Santos, preto casado com
idude de 70 annos e morador no lugar do Pas-
sarinho d'esta fregue/.ia, e pudendo succeder
que o referino Das dos Santos sem soiencia
do supplicante se mude do lugar e nao seja
posslvel traze-lo a juizo, requer a V. S. na for-
ma do art. 91 do cdigo do processo criminal
sirva-se de o mandar notificar para n'este jul-
io depor tudo quanto snuber a respeito da
declaracao de Solero Felis dos Santos Roza,
publicada ein um dos nmeros do Diario de
Pernambuco, em aqual afirma o mesmo Solero
ter o supplicante Ihe falado para assassinar
Jos Fernandes Eiras, em occaslao em que o
mesmo Solero Ihe pedia alguin dlnbeiro -para
ajudar ao pagamento da multa, qne eslava
eondemnado seu i mio Jaao Miguel Ferreira;
assim pede a V. S. Illm. Sr. subdelegado da
freguezia do Poco da Panella se sirva de de-
ferir-lhe na forma requerida, citado o Dr.
promotor publico, e entregaudo-ie ao sup-
plicante o dito depolmento para uzar d'elle
quando q-nser K. II. M.
Manoel da Silva Santoi.
Como requer; designo o dia 17 do trrenle
s 4 horas da tarde, citada as testemunhas eo
Dr, promotor publico. Subdelegada do- Poco
da Panella 14 de maio de 1851
Reg BArrot.
Certifico que notifique! digo que sendo no
lugar do Passarinho ahi notifique! a Ini/ Das
dos Santos em sua proprla pessoa por todo o
contedo da petic.ao retro, |e ficou entendido.
I -;n da Panella 14 de maio de 1851. Km f de
verdade.
eronymo Freir de Faria Pedroto.
Certifico que notifique! ao Dr. Promotor
publico d'este termo em sua propria pessoa
por todo o contedo da peticao retro e ficou
entendido. Poco da Panella 15. de malo de
1851. Em f de verdade.
Jtronymo Freir de Faria Pedroxo,
hiientada ele-
Inquirirn da testemunha ad perpeluam rei
memoriom.
Luiz Dias dos Santos, crioulo, casado, de
idade de 70 annos, natural do Hrejo da Madre
de Deus, morador no lugar do Passarinho d'es-
ta fregueiia, que vive da agricultura, teste-
munha jurada aos Santos Evaugelho em um
livro d'elles, e prometteu dlzer a verdade do
costume disse nada. E sendo perguntado
pelo contedo na peticao de Manoel da Silva
Santos.
Disse, queem dias de abril prximo passado
sabendo por una pessoa da casa de Solero Fe-
lis dos Santos Roza, que este por interven-
cao de um fulano de nome Eiras tratara de
ein
a cadeia ou mandando vir a sua prezepca o|por cln berdade a seu irmo Joo MigMel
referido preso, Inguiril-o sobre o seguinte ; Ferrc|ra> que te achava prezo na cadeia d'es-
primeiro, se elle Joo Miguel eocarregou ao j ,a cidadc, se dirigir ao dito Joao Miguel para
dito seu irmo Sotro de tirar esmolas para o d'elle saber o que havia a respeito pelo inte-
aj ma i- a pagara multa, em que foi o mesmo j reMCque elle testemunha tomava por sua li-
11iiniiein u uin ; segundo, se depois de u-<^ o i>(-r|a .nesmo Sotrro felto perante a polica a decla-
racao de ter sido convidado pelo supplicante
para assassinar a Jos Fernandes Eiras, a cu-
jo requerimento foi a mesma declaracao feita,
nao Ihe deelarou elle Sotro ter sido falsa a-
quella declarado e fela mediante urna sotu-
rna que recebera do mesmo Eiras, declarando
finalmente tudo mais que com esse negocio
lver rela(o; assim pede ao Illm, Sr. sub-
poro baver criado aponlo de ser tratado por
to, c em resposta este Ihe dissera qoe segun-
do Ihe aliriiiav.iin os outros prezos seus com-
panheiros, se'u Irmo Solero peioravm a sua
condicao com a declaracao que fuera pe-
rante o chefe de polica a rogos e pedidos de
Jos Fernandes Eiras, declaracao calumniosa
e para aqual elle nao linha coecorrido nem
mesmo encommendado a seu Irmo Solero
delegado se digne de tomar o depoimeulo re- liar e,mo|as para sua soltura. ^Pisse mais.
querido, citado o Dr. promotor publico, e en- (jue n'CJia occaso aparecendo na eadela o
mencionado Solero, referido Joo Miguel
cslranhara seu procedimento desleal, com
O vapor S. Sebailio que hontem parti pa-
ra os porlos do sul, ni ilion hoje em conse-
quencia do temporal, que tem havido estes
lias, mas em sua arribada nao soffreudamiio
algn.-. ____ _______
Coriespondeiicia.
e-o
cisas, nao smente para o fornecimento diario, ro, de Km/. Das dos Santos, que o dito Solero
A'r. redaclore: Tendo sido publicada em al"
niins nmeros do Diario dr Pernamburu do inez
de marco passado, una declarac-u feita pe-
ante o dezenibargador chefe de polica por
Solero Felis dos Santoi Roza, rm a qual o mes-
mo afirma haver-lhe eu fallado para assassinar
aoSr. Jos Fernandes Eiras, contra quem in-
tentei urna aeco crime peraute a delegada
d'este termo, e pela qual foi o mesmo pronun-
eiado ; para a quelles que me nao conhecem,
se convenci, de que fui victima da mais alroz
calumnia, da mais miseravel especulaco, e
que em mru espirito moderado jamis leve
accesso a idea de tirar a vida ao mcu seine-
1 lian le, seja elle quem for; rogo a VV. SS.
siivo-se'de publicar pela sua prestimosa fo-
Iha, na qual, fui aggredido, os segunles de-
poiineulos, que sao, o primeiro do proprio So-
tero Felis dos Santos Hoza, miseravel, que
pelo sen estado phisico he quasi incapaz de fa-
zer mal, e que jurou ser falsa a sua amiga
declararlo; o segundo de uui irmo do men-
cionado Solero Uc nome Joo Miguel Ferreira,
-|ue continua o que Solero depoz; e'o lercei-
couio para depositar as que forem misler para
upprir as fallas, que possam occorrer no an-
damento do contracto, elle concurrente exige
especialmente que o mesmo l mande abonar e fornecer logo no coineeo a
quautia que em sua sabedoria julgar de nus-
ter. E para garantir nao smente a quautia
que Ihe for entregue, como tainbem o cum-
primenlo das cnudifcs cima exaradas, elle
concurrente ollerece por seus fiadores os seus
consocios Joo Camciro Machado Kios e o co-
ronel llernardo Jo6 da Cmara, ambos pro-
pietarios chaos c abonados ; o primeiro cria-
dor de gados, c coiii elle concurreute abaixos
asslgnados.
Quaria, que sendo uinadas causas inllucnles
para que as carnes verdes, que se consuineni
riesla cldade, deixem de ter inelhor sanidade r
sabor, a falta de um logradouro publico para
descanco e paslagem das rezes, iiiormente nos
mezes de verao, elle concurrente leuibra e re-
clama ao mesmo Kmii. .Sr., como coudico do
presente contrato, a compra de algum terreno,
que tenha sufiicienlc extenso e pastagem as
proximidades desia inesma cidade, e para a-
quelle fim : e a expedico de suas ordens pa-
ra que nppoi niamente sej.uu enliegues
disposico delle concorrente os actuaes acou-
gucs, currars e mais ulensis respectivamente,
ao recolhimenlo e inatanca das retes e ao fa-
ldamento e peso das carnes, lim de que possa
elle concurrente promover, sem rmbiraco al-
gum o ltiriiri ni,eiiio dito. E que elle concur-
rente, no caso de Ihe 6er entregue o sobredilo
contrato, ir conforme as occurrcncias e ne-
cesidades publicas lembraudo e reclamando
ao mesmo Exin. Sr. as providencias respei-
to. Cidade do llecile, i dejuiihodc ibi.
MAMO K Pfcri.Ynlil.
xoirs, 9 ni jnho de mi.
Chamamos a altenco dos leltores para o ex-
pediente do governo da provincia do dia 4 do
correte que boje publicamos. Pela Ieitura
eseu irmo Iralo por lio, o qual juia no mes-
mo sentido. Sou Srs. redactores. Seu ltenlo
venerador.
Manoel da Silva Sanios.
Diz Manoel da Silva Santos, coiiiinerciante
portuguez estabelecido n'esta cidade, que ten-
do I ido em alguns nmeros do Diario de Per-
nambuco nina declararlo feita perante o de-
/enil.aic.ul.ii chefe de polica por Sotro Fe-
lis dos Santos Roza, em aqual afirma o mes-
mo SoteroTcr sido pelo supplicante sallado
para assassinar a Jos Fernandes Eiras, com
promessa de ser bem recompensada ; e como
jeja ludo sso um trama urdido pelo referido
Eiras para ferir o crdito do supplicante, o
mesmo lalvet por este todo fazer por termo
ao processo crime, que o supplicante contra
elle mil nioii, seu lo sabido, que aquella de-
clarado he falsa, c foi arrancada ao misera-
vel Solero ciu antearas e promessas, a que
seu espritu fraco, e suas tristes circunstancias
nao Ihe periuittiram resistir, oque o suppli-
cante a seu lempo provar, requer o mesmo a
V. S que visto o mencionado Solero poder a
cada un,un m i retirar-se do lugar du Passari-
nho, onde mora, e mesmo d'esta provincia, o
in ii, ie nulificar segundo o disposto no art. 9l
do cdigo do processo criminal para no dia e
hora, que V, S, designar, depor elle dcbaixo
de juramento se alguiua vez falloucom o sun-
phcaute, quem o seduzo para dar aquella fal-
sa declaracao c o mais que tiver a respeito
occortido, rnlregando-se afina! ao supplican-
te o depoimeulo dado para d'elle uzar, como
Ihe i mu ni : assim pede ao Illm. Sr. subdele-
gado da freguezia do I'co da Panella sirva-
se de deferir ao supplicante, sendo para ludo
citado o Dr. promotor publico.E. R. M.
Manuel da Silva Sanio.
Como requer, e desiguo o da 26 do correo-
rente, s qualro horas da tarde, citados a tes-
temunha e o Dr. promotor publico. Subdele-
gada do PoVu da i ...i na 22 de maio de 1851.
Reg Horro.
Certifico que sendo no lugar do Passarinho
d'esta freguezia notifique! a Sotro Felis dos
Santos Hoza, em sua propria pessoa para o
contedo da pelico retro, do que ficou cu-
tregando-se ao supplicante o dito depolmen-
to para uzar d'elle quando Ihe convier. E.
It. M. v Manuel da Silva Santoi.
Como requer, e designo o dia 30 as 10 horas,
citado o Dr. promotor publco Subdelegada
de S. Antonio 29 de abril de 1851.
/aiii11 d'Almeida.
Certifico que notifique! ao Drpiomotor pu-
blico para o contedo da pelico retro e It- ul
cou entendido: era f de verdade Boa-Vista sa|,er ler nem escrever, a seu rogo assignou
oqual o envolva em urna calumnia, tornando
assim mais desfavoravrl sua condicao pois
que talve nao podesse ser solt sem aVYri-
guar*se esse negocio, ao que Solero, nada res-
pondendo se retirou-
E mais nao disse,' ao depois de lido assig
ritn & IrmSo. Passageiro, Francisco Au-
gusto Jsrtlim, Portugue.*.-
Kavhi tahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro polos porto* intermedios
vapor brasileiro S. SebaiUao c im-nati-
dante o 1.* lente TorrezSo. Passsgei-
ros desta provincia, Manoel Cavalcanto de
Albuquerque e 1 escravo. Antonio Jos
Pereira da Silva, Antonio C. Rapozo e sua
familia, Jacintho Paes de Mendons el
escravo, Antonio Jos Duarte, Christiano
Pereira Azevedo Coutinho, Manoel Fre-
dericoj'erreirft da Costa Caldas, Joaquim
Clemente dos Santos Manoel Antonio
Teixeira, Dr. Salvador Corroa de Si e sua
familia, Jos Januario C. Pees de Andra-
de e 1 escravo, C. F.kerlim, Jos de Al-
meida Cabral, o Madama Candiam ruin 7
escravos e ditos a entregar.
Parahiba histe brasiloiro Coneeicdo Flor
das Virtudes, mestre F.liss do Rozarlo, car-
ga carne secca e mais gneros,
dem -- biate brasileiro 5. Crus Nova, mes-
tre llenriqe de Souza Mafra. carga baca-
Ihioe mais gneros.
Liverpool galera ingleza Serafina, capitSo
J. Gnting, carga algodSo e assucar. Pas-
ssgeiros D. Juliana Robilliarde com sua
familia %F. H. Lutlkens.
Navio entrado no dia 9.
Rio Grande do Sul pelo Rio de Janeiro 36
dias, edo ultimo porto 16, brigue escuna
brasileiro Correio do Brasil, de 137 tonel-
ladas capitio Domingos Jos Caetano,
equipagem 10, carga carne; Amoritn &
IrmSos.
Observantes.
O hiate brasileiro Caprichoso, que liaba
sabido hontem para Camaragibr, entrou
hoje (6) arribado,
O vapor brasileiro S. Sebstido, comman-
dantn o 1. tenente Antonio Xavier de Noro-
nha TorrezSo, arribou por'cauza do mo
lempo e entrn hpje (9) nSo lho tendo acon-
tecido cous alguma.
EDITAL.
Pela inspectora da alfamlega se faz
publico que eiistinsto nos armazens da
mesma, alem do lempo marcado no regula-
mento, os volumes abaixo descriptos, sao
pelo prsenle avisados os respectivos do-
nos para os despachar, no praso de 30
dias, contados desta data, Tindo o qual, se-
ram arrematados em hasta publica, como
dispOem o artigo 274 do mesmo regulamen-
to, sem que em tempo algum se possi re-
clamar contra o effeito desta venda a sa-
ber : 1 sacco da marca 1FS depositado no
armazem n. 6. vindo.pelo brlgun portuguez
Coneeicdo de Mana, em maio de 1849, a Jo-
te Profiro ; 1 caixa, marca G. depositada no
armazpm n. 9. vinda pelo brigue portuguez
Tanto l., em junho de 1848, a Pedro Ale-
jandrino Gomes ; lOOcanastras da marca 3
com IravessSo, depositadas no armazem n.
9, vindas pelo brigue portuguez N. S. do
Carmo, em outubro de 1850, a Jos Aflonso
Moreira ; 100 feixes d'alhos da marca I de-
positados no armazem n. 9, vindos pelo bri-
gue portuguez N. S. do Carmo, em outubro
de 1850, a Manoel Joaquim Ramos e Silva ;
fardos da marca JC & C depositados no
armazem n. 9. ns. 6, 7, 17, 18 e 22, vindos
I pelo brigue (fertuguez Coneeicdo de Maria,
.... _......__ .1. a, -,. lli.i. 1. 1.. 1/,-... I ....
20 de abril de 1851. O escrivo interino.
Francisco de Jarros Correia.
Asscnlada ele.
rnquirico da leslemunha ad perpeluom rei
mcmnriom *
Joo Miguel Ferreira, crioulo, Idade 32 an-
nos, natural d'esta provincia, actualmente
preso na cadeia d'esta cidade, vive de seu of-
iicio de capatelro testemunha jurada aos San-
tos Evangelhos, em um livro d'elles prometteu
diter a verdade c do costume disse nada.
Escudo perguntado pelo contedo nos ar-
tigos da pelico de Manoel da Silva Santos:
Disse ao primeiro, que era falso ler elle tes-
temunha encarregado a seu irmo Sotro Fe-
lis dos Santos Hoza de tirsr esmolas para o
ajudar a pagar a multa em que foi eondemna-
do, nem j mais a seinclhantc respeito Ihe fu-
lou : ao segundo disse, que vendo elle lesle-
munha em um dos uiimeros do Diario di l'er-
nambuco, a declaracao feita por seu irmo So-
lero c a que se refere a pelico retro, escre-
vcu-lbe por indo de Jos Olegario, que est
preio na cadeia, e que se prestou a fazer a car-
la poique elle testemunha mal assigna seu
nome, c tuandou levar a carta a Uebiribe a seu
irmo, por um cunhado do mesmo Jos Ole-
gario, na qual carta dizia elle testemunha a
seu irmo, que vlesse inmediatamente fallar-
Ihe; que no fitii de 3 dias pouco mais ou me-
nos \ indo a cadeia o referido sru rmao estra-
nliou-lhe elle tesleinunha a declaracao, que
elle Sotro havia feilo na policia, e na qual vi-
no* envolvido o iioine d'elle testemunha ; ao
que respondeu-lhe o dito seu irmo, que na
veidade toda aquella declaracao era falsa:
nas que a fizera a prdido e instancias de um
til lio de Jos Fernandes Eiras, que o havia a
i l-i ai r.isi ido culi |,iiiiin ,- de dar a elle So-
lero 100,000 rs. e pagar o reslo da multa, ein
que eslava eondemnado elle teslemunha I que
pergunniando-lhe mais elle testemunha, se
elle .lotero condeca a Manoel da Silva Santos
e inili i com este fallada alguma vez sobre o
facto referido, cu sobre oulra qualquer cousa,
respondeu-lhe o mesmo Solero, que nao co-
nhecia ao mencionado Santos, nem Jamis ha-
via com elle fallado. Disse mais elle testemu-
nha, que seu irmo Solero lite dissera ler oom
elleilo recebido do lidio de Jos Fernandes
Eiras os 100,000 is promettidos dos quaes li-
rou 40,000 rs. para comprar um cavado, co-
mo com eifeito o comprou uo lugar da Crus
das Alinas, Disse mais elle testemunha, que
depois de ter altamente reprovado a seu ir-
mo o pi un ,lmenlo, que elle havia tido, ihe
disse que de maueira alguma aceitava o di-
nheiro, que elle dizia ter sido proitietldo para
saptisfaco de sua mulla, pois que antes que-
na soffrer mais algum tempo de priso, visto
j se achara lauto tempo prezo, do que apio-
vcliar-se de um dinlieiro oblido por semelhan-
te meio. Disse finalmente elle testemunha,
que depois de haver reprovado o procedimen-
to de seu irmo, lite declarara, que se por aca-
so fosse chamado a juito a respeito da decla-
racao por ella feita havia de declarar a ver-
dade, nao obstante o dito seu irmao Ihe pedir
segredo; e que em conseguencia d'csse seu
dato foi ter com elle teslemunha a cadeia o
lillio do lel'eiido Kiras, cujo nome elle tesle-
munha ignora, e disse-lbe que elle teslemu-
nha jamis seiia chamado a julio sobre leme-
Ihaiiie objecto, pois que aquillo era um nego-
cio acabado ; mas que quando por acaso fosse
elle icsleuiuuha chamado, elle Ihe pedia, con-
iii ni.isse o que seu irmo Solero havia decla-
rado para que d'aln uo Ihe viesse algum in-
cominodo; e que lodo ooccorrido elle teste-
munha o referir a diversas pssoas na cadeia
e i us uao disse e assignarain, e eu Francisco
de barros Concia escrivo interino o escievi.
/trala d'Almeida.
Joo Aligue! Fereira.
Manoel da Silva Siu.(i
r, influ Bug uisst-, .,/>,, j,,,,s uc mi,, .i.-,-.,; ,- -- ,^ft ,;: J n"n-
nou o subdelegado, e a leuemunha por no|m outubro de 1850, a Vinsto de Fre US
Tavare* ; 25 canastrss da marca R. deposi-
tados no armazem n. 9, vindas pelo brigue
portuguez Despique de Beiris,em outubro de
1850, a Antonio Joaquim de Souza Ribeiro ;
12 canastras da marca l com Iravcsso de-
positados no armazem n. 9, vindas pelo bri-
gue portuguez Despique de Beiris, em outu-
bro de 1850, a Antonio Valentim da Silva
Barroca.
Alfaodega de Pernambuco, 7 de junho de
i8l.O inspector interino, Oenlo Jos Fernan-
des Rorros. -____
Francisco Jos Alves Cama, com a parte. Eu
Jeronymo Freir de Faria Pedrozo. Escrivo
o escrevi. Reg barros.
Franeiico los Alvet Gama.
Manoel da Silva Santos.
fl I
o.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 7. 32:713,217
Descarregam hoje 10 de junho.
Brigue inglez Waller Baine bacalho.
Barca ingleza -- Creamore idem.
Brigue portuguez Novo Vsncedor mer-
cadorias e si bullas.
Brigue dinamarquez Hennelt o resto
Barca dinamarqunzi -- Waldemar sement
e genebra.
Escuna ingleza Honesta mercaduras
HKl.KUKlKiltlA DE RENDAS GEItAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 7..... 806,701
CONSULADO PROVINCIAL.
dem do da 7.......1:619,220
PIIACA DO BECIFE, 7 DE JUNHO DE
1851, AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios- 11 o uve saques regulares a 27 d.
por 1,000 rs., e consta que se
fez UII1 a 'id .'1/1 d., mm al ;iima
demora no pagamento.
Algodo- As noticias da diinnuico de
preco chegadas da Europa pelo
vapor Tay, fizeram com que as
53 saccas entradas na semana
fossem vendidas de 5 a 5;200 rs.
por arroba de primeira surte, e
de 4,600 a 4,800 rs. a de segunda.
Assucar--------Fez-se unta venda de 5.000 sac-
eos do lnase.lv.ldo de I U a I ,-ilill
rs. por arroba. As vendas'foram
pequeas, c o branco nao sof-
freu quebra.
Bacalho O mercado foi supprldo com
dous carregamentos, que foratn
vendidos acerca de 7,000 rs. por
barricas. Itetalhou-se de 8 a
8,500 i s., e ficaratn cm ser 7,000
barricas.
C'ame-secca Emcoosequenclade nao ter che-
gado novo supprlmento, obte-
ve mais 100 rs. em arroba, ten-
do se vendido de2,200 a 2,600 rs.
por arroba; e (cando em ser
50,000 arrobas.
Far. de trigo A existente hoje anda por 5,500
barricas c as vendas nosollrc-
ram alteraco.
Ficaratn no porto 48 embarcares, sendo l
americana, 34 brasileiras, 2 dinamarquesas. I
franceza, 1 hanoveriana. inglesas, 2 portu-
guezas, e l sueca
Declaratjoes.
Movimeulo do porto.
Navio enttado no dia 7.
Buenos Ayrcs -- 24 dias, brigue hanoveria-
no Mcchael, de 165 toneladas, capitilo M
II Shaup, equipagem 9, em lastro; a A-
inorim & IrmSos. Traz a seu bordo 8 ma-
rinheiros da burea franceza Borce, que
naufragou ao sul do Rio de Janeiro.
iVawio entrado no fia 8.
Buenos Ayres e Colonia 24 dias e do ulti-
mo poilo20, barca portugueza Amazona,
de 203 touelladas, capitio Nicolao Ite-
polto, equipagem 13, um lastro ; a Amo-
OHltn. Sr. inspector da thesouraria da fe-
zenda provincial, manda fazer publico que
do dia 9 do corrente mes por diantc pagam-se
os ordenados e mais despezas provinciae do
me/, de malo prximo passado.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 6 de junho de 1851.=
O secretario, Antonio Fimira d'Annunciaco.
COK It ICIO.
Expediente da administracao geral para a a-
gencia de Olinda.
7 UKJUKIIO de 1851.
Um oflco do chefe interino de polica, ao
delegado.
8 DE JUNHO.
Nada.
9 IIF. JUNHO.
Dous ofTicios do inspector da thesouraria
Provincial, ao promotor fiscal.
O administrador. Gomes do Correio.
REAL COMPANHIA DOS PAQUETES
INGLEZES A VAPOIt.
O vapor Tay deve aqui chegar,
dos partos do sul, de vnlta para
os da Europa, no dia 17 do cor-
rente, e no mesmo dia prosse-
gur o sen destino: os Senhores que pre.
tenderen! passagem para qualquer dos porlos,
em que o mesmo tenha de tocar, devero
tratar antecipadamcnle ein casa da respectiva
agencia, ra do Trapiche n. 42,
= Pela segunda seceo da mesa do consula-
do provincial se annuncia, que do dia primei-
ro de Junho do corrente anno, se principia a
contar os 3o dias para o pagamento a bocea do
cofre da demima dos predios urbanos dos bair-
ros desta cidade e povoacao dos Afogados, e
que todos os proprietarios que deixareio de pa-
gar no ludii ado praso incorrero na mulla de
Ires por cento, esero de prompto executados.
I 'ottip.i nliiii de iti'.lii't-ilii'.
O caixa da compantiia, continua a pagar
o 6, dividendo todos os dias, das 9 horas em
dianle, seguindo-se a forma j eslabelecida.
Os credores do finado A. Messeron sao
convidados a comparecer na chancellarla dn
consulado da repblica franceza para tratar de
seus inieiesses, sabbado 7 do corrente as onze
horas da manha sem falta. Pernambuco 4 de
junho de 1851. O chanceller interino do con-
sulado. L.A. Uaudoux.
Thealro de Apollo.
Quinlu-feira, 12junho di i85l.
Subir o multo applaudido drama ein cinco
actos
4.Rematar o espectculo coma inui jocosa
comedia em um acto
O duejlo no 3." andar.
em que o publico poder avahar o vcrdadelro
contraste do Sr. Gulmares, uo papel caricato
de Mr. M mili t.
Principiar s 8 horas.
Us biihcic acham-se a vjuda no tbeatro.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


O artilla PedroBaptlsta de Santa Roa tlnha
de fazer o scu bentflcio do theatro de Santa-
Izabel neste corrente mez ; porm como o nao
jiossa exccdtar em virtudc do inrsmo Inirn se
jtctaarem preparativo! para a nova abertura no
inri futuro dejulbo, o vai fazer cm outro thea-
tro.
Theatro de San-Francisco
DOMINGO, 15 DE H'Nllo DR 1851.
Espectculo variado de canto, dramtico e
danca, A beneflcio de Pedro Baptiita de Santa
II oa.
Depois que a orchestra dirigida pelo Sr. pro-
fessor Theodoro Orestes, tlver dcscnipcnliado
urna das melhorea ouverturas, abrir-se-ha a
acea e acompaphia nacional do theatro de
Santa Izabel em obsequio ao beneficiado, re-
presentar o mu lindo vaudeville ein 2 actos,
que tem por titulo
JRTHOR DEPOIS DE DESASIS ANNOS
Perionagtm.
Lord Melvil, almirante da inarlnha inglesa, o
Sr. Antonio Mazimiano da Costa.
Mara, aSra D. Joanna Januaria.
Slr Arthur, oSr Antonio i. DuarteCoimbra.
Jeronymo Dulflot, estanqueiro de tabaco em
Pars, o Sr. Raymundo Jos de Araujo.
Jobson, o Sr. Santa Hoza.
enharina, mulher de Jobson, a Sra. D. Ma-
TiaSoledade,
Jornalelros, marujos, mulheies, etc.
O beneficiado para darmais val i ment < real-
ce ao seu espectculo, dedica a execuco do
drama aos ilustradas acadmicos de Oliuda, a
quem implora proteccao.
No lini do drama o Sr. Vasco era obsequio ao
beneficiado, cantar a cavatina DEL HRAVO
del maestro mercandante per ffartono.
Finda esta, a Sra Landa, tambein em obse-
quio ao ineimo, cantar a cavatina GEMMA
1)11. VERGG1dil maestro Donizettl.
Seguir-ae-ha a representacao da comedia em
J acto O MARIDO DA VIUVA -- de M,Ale-
jandre Duina*, traduzida livremenle por J. M.
de Si.ii /.a Lobo, na qual a Sra. D. Joanna Janua-
ria deseinpenbar a inleressaote parte de I).
Ermellnda.
Em seguida a Sra. Moreau, por obsequio,
ilancara um passo intitulado A ACRACRO-
VIAHBlA.
Terminar o espectculo com a jocasa co-
media
Os innaos das almas.
He este o divertimentoqueo beneficiado tem
escolhldo para oflerecer ao Ilustrado publico
desla provincia, de quem espera acolhimeotoe
proteccao.
O beneficiado aproveita o ensejo, para deca-
rai a Sra. Landa, seu marido, seus compa-
nbeirose a Sra. Moreau, o seu eterno reconhe-
cimento de se prestaren! gratuitamente e com
(water.
Os bilhetes acbam-se desde j a disposico
do publico, na ra de Santa Izabel, peruulli-
macasan. 13,residencia do beneficiado, e no
dia do espectculo, no inesino theatro-
Principiar s 8 horas com a ebegada de Suas
Exea.
Avisos martimos.
Para a Baha segu viagem coro brevidade
a sumaca Puraguaisu, recebe carga frele ;
para o ajuste a fallar com Joao Francisco da
Cruz, ra da Crui n. 7.
Tende-se a sumaca nacional Carila, beni
construida, forrada de madeira e cobre de
composico, e pregada de cobre ainda nao
ha dous annos, prompa de ludo para navegar,
uin bom aparelho &c ; quem pretender pode
examina-la no Forte do Mattos, fundiada ao
p do trapiche d'alfandrga, a tratar tem o
proprielario, Jos Jamlos de S Araujo, na ra da Cruz n 33
i O patacho nacional Curioso capilao. Jos
da Cunha Jnior, nao seguin para o Rio de
Janeiro a 5 do correte por causa de seter par-
tido urna verga em uccasio quedissia para a
barra por se ter atracado 30111 outro navio po-
rm seguir nestes ."1 das mi falivelmente so
otempo der lugar pode ainda receber alguna
escravos afrete trata-se com o capito ou com
S Araujo na ra da Cruz n. 33.
Para o lilo le Janeiro segu
viagem com brevidade o brigue nacional
lltiliiw, recebe ainda alguma carga frele,
assiin como escravos, e tem bons commodos
para passageirosj os prctendrntes se podero
dirigir ra da moeda n. 7, tratar com
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Vende-se uma lancha nova, que pe-
ga de trinta a quarenta barricas, a a qual
se ach em perfeitissimo estado, bem co-
mo tres botes novos, ludo por preQo com-
modo : na ra do Vigario, n. 11, prirneiro
andar.
Leudes.
Jos Jeronymo Honteiro, far leilao, por
intervencao do corretor Oliveira, de porces
de fazendaa inglesas, todas dos melbores gos-
tos, e as mais vendaveis ueste mercado: quar-
ta-reira, II do correte, s 10 horas da tna-
nba, no seu armazem, ra da Cruz.
Frederlck Robilliard, tendo de largar sua
casa de campo, em consequencia de sua fa-
milia se retirar para Inglaterra, far leilao,
por intervencao do eorretor Oliveira, de toda
a mobilia da dita casa, consistindo em cadei-
aas usuaes e de balance de varias qualidades,
mesas de salla de visitas e d'outras, ditas de
jantar, e para jogo, aparador, guarda vesti-
dos, commodas, Jeitos de madeira e de ferro,
um ptimo piano, jogo de bagatella, relogio
de salla, colheres, gaifos e outras obras de
prata, um fogo moderno, loglez, de subido
valor, loiicas e cristaes, e alin de mu i tos
outros objectos miudos, um carro de quatro
rodas para dous cavallos com os arreios com-
petentes, um dito tambem de quatro rodas
ltimamente -preparado pelo manufacturciio
Miguel, podendo-se considerar como novo,
uui carrlnho de duas rodas para um cavallo,
e um cavallo para o mesmo ou sella &c.:
sexta-feira, 13 do corrente, s 10 horas da
mantilla, na referida casa e sitio, no logar da
Cruz de Almas, da parte direita, quasi con-
fronte da de J J. Tasso Jnior.
Luiz Bruguiere, far leilao, pnr inter-
vencao do corretor Oliveira, delimitas fazen-
daa, proprlai deste mercado, consistindo em
pannos finos, casimisas pretas e de cores,
briol de algodo, merinos, lencos de seda
pan nio, tarjas e setins de diversas quali-
dadei, retroz, luitrim de seda e de algodao,
chapeos de sol de panninho, botes d'agalho,
luvas de seda de todas as qualidades, e umi-
tas miu as faiendas, sendo todas para fechar
emitas -. quinta-fein, 12 do corrente, s 10
luirs da mantilla, no seu armazcm, ra da
Cruz.
-- Leilao de 100 caixas com massas em esta-
do de varia, viudas da Bahia no liiate nacio-
nal Sociedade, por conla e risco de quem per
lencer; hoje, 10 do corrente, pelas 10 horas
da manira, no caes d'alfandega.
Leilao de uma porco de gigoi com ba-
tatas em lote, vontade dos compradores,
no caes d'alfandega, no da II do corrente,
pelas dez horas da inanha.
.- Desappareccu no da 7 do corrente, pelas
8 horas da nolte, a preta Joanna, crionla, de
Idade 25 annos pouco mais ou menos ; foi vista
no pateo do Carmo poucp tempo depois da fu-
ga, e dlriglo-se pela ra da Concordia : levou
uinropao de riscado escuro e uma trouxa de
roupa, he muito fallante, e quando falla est
sempre rindo-se.; falta-lhe todos os denles da
frente da parte superior ; he muito conhe-
cida nesta |iiaca, pertenceu ao Sr. Gnjjlhor-
nie da Silva Guimares, na ra do Crespo,
depois ao coronel Antonio Mara de Souza, e
ltimamente ao Sr. Jos Gomes Ferrcira de
Souza. Pede-se ai autoridades pollciaes e ca-
pitacs de campo muita vigilancia sobre a dita
preta, por ser muito ladina, e roga-se a pessoa
que a pegar de leva-la na ra Nova n. 17, loja
Ch. Robert que ser generosamente recom-
pensada.
Deseja-se saber de Jos Crrela de A ir ve
do Guimares, natural da freguezia de Santa
Mara de Vermoir em Portugal, que foi calxei-
ro de uma venda as Cinco Pontas no anno de
l83l, onde quer que esteja, queira annunciar
sua morada para ser procurado ou apparecre
na travessa do arsenal de guerra, armazeinn. I.
.-- Quem aniiuiK ion pelo Diario de 7, que
prcclsava de 800/a premio, dlrija-se a ruado
Rangel, n 60 que se dir quem os tem.
= Oabaixoas signado faz ciente aorespei-
tavel publico que niguem negocei ou efectu
qualquer negocio com D. Thereza Mara do
Espirito Santo Viuva do falecido Domingos Ro-
cha morador na povoaco do Abreu com
uma letra da quantia de 500,000 rt. firmada
por Francisco Jos Tavares de Lima senhor do
engenho Buenos Ayres por estar legalmente
pinborada a dita quantia e o dito leubor Lira
a signou o deposito .
Antonio Francisco Alve de Miranda.
Precisa-se de um feitor para o servico
do campo, no engenho S. Piulo, freguezia
dos Arrogado: quem estiver nestas cir-
cunstancias, dirija-se ao mesmo engenho
Desappareceu no dia 3 do corrente
mez, oescravo Joao, do bacilo Bonguells,
que representa ler a idade do 50 annos, cor
preta, com cabellos hrancos na caheqa e
barba, tem falta de alguns denles na bocea,
rosto comprido, altura um pouco mais qu
regular, secco do corpo, tem sicalrizes de
xicote as costas e nadegas, com as pomas
um pouco arqueidas, tendo os dedos do p
direito virados para dentro, levou vestido
camisa da riscido izul escuro, com camisa
de biela encarnada por sima e calsa de al-
godao : quem o aprehender o podor levar
a ra do Collegio n. 4, primeiro andar, que
ser recompensado.
~0 Sr. J0S0 Joaquim Ha helio, queira por
favor annunciar a sua morada, ou iratraz
do theatro n. 16 e 18.
-_ Preciia-se de una pessoa que entende, se
queiraencarregar de extinguir as formigas que
oslan destruindo urnas arvores : a tratar na
ua do Rangel, sobrado n. 9.
Roga-se aos Srs. liscaes, para que lan-
cen suas vistas sobre ou que sndam ven-
dendo pelas ras lquidos e seceos, com
medidas falsificadas, pois que, muitos ao
depois de aferireai roandam rebaixar as
mesmas, assim pede. O Prciudicaio.
Aliiga-seum grande sitio com boa ca-
sa de vivenda, bailantes arvoredos e hajta
pura capim, ni estrada dos Afilelos, defron-
te da Igreja ; um sobradinho na Ponte d'U-
choa, a margem do rio Capibaribe : a tra-
tar qrua da Aurora n. 26
-^)-se dinheiro a premio em peque-
as poicOes, rom penhores de ouro : na ra
do Cahug n. 3.
Pede-se a certo Sr., morador de um
sobrado no Collegio, o obsequio de sn aprr-
scnlar com mais decencia, quando houver
de chegar a sua j.m lia ; por quanlo a ma-
neira in rente e escandalosa, com que S.
S ah se aprsenla he, nSo s offensivaa
moral publica, como insultante ao decoro
e honestidnde das familias, que orodeam,
e que com bastante raz3o o admiran). O es-
tado de quisi completa nudez, em que S. S "
tem sido visto, por varias vezes na sua va-
randa, era para estranhar, no homem da
mais Iiaisa educacSo e acanhada esfera ;
quanto mais em S. S.\ que al ni de ser do-
lido de inteligencia nao vulgar, oceupa
elevada posicfto na sociedade. Esperamos,
que S, S.', com a presente admoeslacSo sa-
ja dcil a corregr-se no que far paiticular
favor a um seu vizinho. O. S. L.
O nliiiixo sssignado com venda na
Praga da Roa Vista, roga encarecidamente
aos seus credores, que Ihe apresentem suas
conlas correntes, no oraso de 8 dia*, para
seren conferidas. Recife, 10 de junho de
1851. Jos Joaquim Pereira.

Avisos diversos.
OSr. Jos Ficliiiu't, baja de compare-
cer, na ra da Mmigueira bairroda Boa Vis-
ta, casan. 11, a fim de darcomprimeoto ao
negocio que nao ignore.
CABINETEDEI.EITUIU.
Acaba dechegar a casa do livro azul, pa
teo do Collegio n. 2, um completo sort-
mento dos melhores romances, e de auto-
res de grande nomeada, como A. Duina--,
E Suo e outros de n3o renos valia, tradu-
zidns na lingoa portugueza, em bellissimas
edices para quem gosia de ler e de apre-
ciar a forma e a materia. E porm como
nem todas as pessoas eslSo habilitadas pa-
ra ter uma bibliolheca romntica, e outras
apenas se contentam com ler, sem neces-
sidade de empregar um capital em livros,
que so servem para recreio, assentou o pro-
prielario que seria mais conveniente formar
um gabinete da leitura de todos esses ro-
mances, e expo-los assim ao .orvivo do pu-
plico, sendo o prego de cada assignatura
munsal do 5,000 rs., pagos admitidos. To-
dava, para facilitar a leitura as pessoas de
ambos os sexos, he permittido levar cada
assignante para sua casa o romance que
preferir, deixanJo como garanta o valor da
obra que levar, e devondo-a trazernofim
do mez da assignatura no mesmo estado em
que a levou; e uocaso de a nao tri/.er, ji-
cara o assignanle com a obra como com-
prada pelo prego do_ penhor-ou garanta,
salvo renovando a assignatura. A assigna-
tura por 3 mezes ser de 12,000 rs ; por 6
iiic/es 18,000 rs.; e por um anno 24,000 rs.,
por esta mdica quantia pode ler quem qui-
zer todos os romances publicados al hoje,
sendo tiver outra cousa, que fazer, ou qui-
zer perder o seu lempo innocentemente sem
risco de pena ou do dor, por andar mal en-
caminhido nSo ha diverlimento mais in-
nocente que a leitura, nem mais barato,
quando se scham por 24,000 rs., por anno,
I mus que cusUria ni eolitos do rs., a quem
fosse obrigado a comprar uma bibliotheca
inteira. Na mesma casa achar-se-ham os
estatutos, pelos quaes se dovem regero pro-
prielario e os issignantes, assim como as
condicOes sob as quaes oslivros pdem sa-
hir do gabinete por um tempo marcado. Ca-
da assignante levar um exemplar dos esta-
tutos pan seu governo. Tambem achar-
se-ba o cathalogo dos romances cdtn os pro-
eos correspondentes, no qual poderam es-
colher os assignantes aquelles que mais Ibes
lagradarcm.
Lotera da matriz a Vista.
No dia 12 do corrente, vespera
do glorioso 5> Antonio, as 8 horas
da manhu, andam impreterivel-
mente as rodas des ti lotera, seja
qual for o numero de bilhetes que
existir, e o restante dos mesmos
acham-se a venda nos lugares j
annunci dos : a elles antes que se
acabem. O tlieiourciro,
Salustiano de A'quino Ferreira.
ChristovSo Vieira de Mello subdito
portuguez, retiri-se para o Rio deJanoiro,
com escala pela provincia da Babia.
Precisa-so de um feitqr para tomar
conla de um sitio, no logar do Remedio,
que saiba trabalhar deenxada, plantar ar-
voredos ilo ps'iuihos, flores, verduras^n-
xertar e follar formigas (quando as houver)
preferece portuguez fllho dasllhas : quem
estiver nestas circumstincias, dando fiador
1 sua conducta, entenda-se com o porteiro
da alfan lega desta cidade.
Paulo Gnlgnoiix* dentista
franeez. oflTereee s prest
mono publico paim tollosos
- in~.-..-- n>. tia'proOsao: S
J piule ser procurado a qual- 9
m quer hora ein sua casa, na
W ra larsa do Rozarlo, n. 36, ,-,
si ^mulo nadar. #
Precisa-se de um minino porluguez de
12 a 14 annos, que queira sugeitar-so a en-
tregar pflo com um preto, a uma freguezia:
na pa Tendo rogado encarecidamente pelo, Dia-
rio, aos senhores de engenho e lavadores, que
sao deveJores ao casal do finado Jos Antonio
Alvos da Silva, que viessem ou mandassein
pagar a quarta parle que coube em partilba
a minlia iniilher no total das dividas que
conlrahiram ; e como at o presente nenhum
dos ditos icnhores me tenhaiu procurado em
minha casa, n. 34, da ra da Alegra, na Boa-
Vista; e .ilmi de prevenir eu cobrar por
ineioi judiemos, faco o 1111 sino pedido pela
tcrcelra vez aos Senhores devedorea, Simpli-
cio Tavares de Mello, Andr de Albuquerque
Maranhao, Iienrlque Lina da Cunha^ e Mello,
Antonio de Albuquerque Maranhao Cavalcan-
te, Cbristivo Vieira Pessoa de Mello & Irmao,
Jos Tavares de Mello, Francisco Cavalcantc
de Vasconcellos e Mello, Joao Velho Brrelo,
Joao Tavares da Rocha, Jos Lourenco da Ro-
cha, Jos de S Albuquerque Gadrlha c Joao
da usa Villar. Minha mulher tem necessi-
dade de receber a heranca que seu pai Ihe
deixou nestas dividas, e que gunhou com o
suor de seu rosto, nao quer empregar meios
fudiciaes. pois far grande sacrificio se, para
cobrar, for imprllida; e admira que sendo
os ditos Srs. ricos retenham ein seu puder a
heranca da filha de quem, todos os _dilos
Srs., sempre se prestou com promptidao; c
por lo justas razes he que faco o presente
annuncio. Igualmente rogo aquelles senhores
devedores, que se teem entendido couimigo
li.ijam de realisar os seus pagamentos, licando
certos que minha mulber nao faz abates, nem
no principal, nem nos juros, porque uo est
em circunstancias, de perder, pois bastante
prejudicada tem sido na sua heranca ; e alm
disto ella julga os Srs. as circunstancias de
nao precisarein de insignificantes abales, sa-
i-i itii-in e favor,' queliuelramente nao os pode
fater. Recife, 3 de junho de 185!.
tlareellmo Jos Lopes.
Precisa-se de tuna ama para casa de
familia 1 na ra do Hospicio 11. 13.
Rogamos encarecidamente ao lllin. Sr.
P. que, por bondade sua. nao deixe de
continuar a honrar com sua presenca a casa
que era de cnslume faze-lo, pois j nao pdem
resistir os efl'eltos da grande saudude aquel-
les que tinham o prazer de ouvi-lo conver-
sar; esperamos pois que o Sr. Perrine bello,
come be, altenda aos nossos rogos.
Os amigos dos qualro vezes oilo.
A pessoa que tiver una mobilia de ja-
caranda, consistindo em 2 consolos com po-
dra, I mesa de mcio de sala com pedra, M
cadeiras, 2 ditas de balance e 1 sof, quereo-
do vender por commodo pre^o dirija-se ao
hotel cominercio, rua daCadcia, ou auuun-
cie para ler procurado
A pessoa que, no dia 28 de maio, dese-
jou saber onde assiste a Sra. D. Caudida Rosa,
mulher de Ignacio Alves Costa, herdeiro do
vigario do lio do Peixe, Claudino Alves da
Costa, dirija-se travessa da Madre de Dos,
n, 1, a Gaspar Pereira da Silva, que achara
com qu, ni tratar qualquer negocio da mesma
Sra,
-- Arrenda-se, e tambem permutase por
uma casa de sobrado de dous andare, nos
bairros do Recife, com lufficientcs comino-
dos para grande familia, um sitio muito perto
da praca, por ser logo ao sal ir da Soledade
para o Manguinho, com nao poucos arvoredos
de ti uc to, chaos proprioi, com grande e de-
cente casa de sobrado c aoto, toda envidra-
cada, contendo quinze quartos, um algrete
na frente, que he toda murada c engradada,
com dous |ioriucs de ferro e qualro columnas
com magnficos ledes, e no fundo outro piu-
lan, duas grandes estribatias para 7 cavallos
e duas coxeiras, casa para pretos e cozinha,
grande poco de agoa de beber e tanque para
banho: a quem convie'r este negocio ou ar-
rendamento, dirija-se ao mesmo sitio qual-
quer hora do dia a tratar com o scu pro-
pietario, que neste caso vender um carro
de 4 rodas e urna boa parelha de cavallos.
-- Aluga-se tima casa terrea com soto,
na rua Imperial n. 171, com commodos para
grande familia, um grande quintal com uma
ba planta de capim : para tratar no pateo do
Carino n. 17, e para ver a chave eslu na casa
paredee meio,
Koga-se 10 Sr. Dr. Honorio Fiel de
Sigmaringa de Viscurado, que seicba bo-
je advogando err Coianna, que mande pa-
gar a sus ltttra que sa acha vencida a an-
no e meio, o qual nSo ignora sonde :
em quanto o nflo fizer ha de ser lembrado.
Na rus das Cruzes n. 40, ha bichas
amburguezas das ultimas que vieram ao
mercado, para se alugar e vender-se, tanto
por junto, cmo a retalho.
= No engenho do Meio, propriedade do abai-
xo assignado.appereceu o prclo de no me Pedro,
de u ii,au Mozambique, procurando-me para o
comprar, e disse que seu senhor chama-se ca-
pito (.amia, morador nos t luciros, adiante de
Ipojuca; peco poil ao dito Sr. que quanto an-
tes appareca para tratar o negocio, pois que
seno re^ponsabelisa por elle.
francisco de Carvalho 'ais dt Andrade.
Sr. Francisco Antonio da Silva da rua
do Rangel, queira mandar pagar a assignatu-
ra deste Ufario, e einqnanto nao o fizer ver o
scu nome publicado ein lettra redonda.
Aluga-se o primeiro andar do lobrado
n. 13 da rua do Vigario : na rua do Auiorim
n. 15.
Na travessa do Corpo Santo n. 29, se-
gundo andar, acha-se borla uma escola de
-- Quem precisar do um ama, com bom
lelte ede boa conducta : dirij-se a rua da
Cadoia do Recife n. 51, primeiro andar.
Aluga-se um preto, quo tirva para to-
do servico : Irata-sa na rua Diroita defron-
te do oito do Terreo, na casa terrea junto
loja da cera.
Prectsi-se do um homem que entend
ib- phtit-iolo, para trabalhar em um sitio
pequeo : quem estiver nestas circunstan-
cias, dirija-sol a rua do Itozario Larga n. 46.
Quem precisar do um bom cozinheiro
portuguez : dirija-se a roa da Madre de
Dos, luji de fazonda n. 36, ou annuncie
por esta folha.
a* mmimmmMMmmamimwmm
Na rua do AragSo, n. 12, segundo andar,
se deseja stbsr so he vivo, ondo mora um
rapazinho de nome Dami3o, filho de Ange-
la de tal, e neto do velho Antonio Lopes
Mangaba, da cidade do Natal, o qual rapa-
/iiin ainda ha poucos annos aprenda o of-
ficio de marcinairo, em uma ollicina desta
cidade.
-- Precisa-se de um fornoiro : as Cinco
Pontas n. 38.
Roga-se ao Sr. Manuel Francisco Duar-
te, que baja de se nSo retirar para a Barra
de Serinh.lem, sam ir ou manjar, as Cin-
co l'niit is n. 38, u negocio qua Ihe diz
rospeito.
Precisa-so de uma pessoa, para macei-
ra, queesteja habilitado no fabrico da p.lo,
bolachl e bolacliinba : trata-se com Joa-
quim Francisco de Alem, no Forte do Mato
n. 2,
Preelia se de urna ama de lelte na praca
da Independencia n. 2?.
Precisa-se de 800/000 juros ; e para
garanta d-se mui boa firma : quem os tiver
annuncie-por este jornal.
I'rociicio do Divino Kspirlto
Santo*
Por causa do mo tempo. a me-
sa julgou conveniente transfer- a
para hoje, e se occorrer o mesmo
motivo para o primeiro dia santo.
Desappareceu domingo 8 do corrente o preto
Jos, de idade de 18 a''0 anuos, de naco An-
gola, o qual tem os signaes seguintes: baixo,
grosso, cara redonda, e tem um dos bracos
mais curto que o outro ; lcvoU camisa de risca-
do encarnado e calcas brancas do brim, e he
conhecido na rua por Jos Pedro : quem o p-
prehender leve-o a rua Augusta n. 3, que se-
r geneosanieute recompensado.
Joao Jos Innocencio Poggi, Dr. em medi-
cina, nuil! ni sua residencia da casa 11. 3, do At-
ierro da lloa-Vista para o primeiro andar do
sobrado n. 9 do mesmo Atierro.
Madama Teard modista franceza,
na rna Nova n. t
recebeu pelo ltimo navio de Franca um rico
sortimento de chapeos de sedas, de palbas e de
manteletes muito modernos e ricos ; um gran-
de sortimento de trancus, franjas, blondes c
bicos de seda, ricas litas de letim, tafetal c sar-
ja, infeites de (lores ede trancas para vestidos
ricos, capellas e enfiles de caber, i para bailes
e casamentos, boas luvas de pellica ede seda,
e inultos outros enfeitcs para senhoras e me-
ninas. Faz sempre com umita perfeicao, ves-
tidos, chapeos e enfeites de todas qualidades
para senlioras.
O Sr. .Manoel de Carval'io Fructuoso, 011
Parlado, queira dirigirse livraria, n. G c 8,
da pra^a da Independencia.
= Precisa-se de uma ama para todo o scr-
Vlco interno e externo de lima casa, paga-sc
bem : na rua do Alecrn) n. 0.
-- OSr. Manoel Jos Serpa, senhor do en-
genho Caianna, queira no prazo de 15 dias,
contados de hoje, mandar resgatar o seu re-
logio que, como penhor. existe em poder do
abaixo assignado; seno ser vendido para
amortisacao da sua divida; assim como, quei-
ra mandar a conta corrente que recebeu para
assignar, e que maliciosamente o nao tem fel-
to, do contrario vera repelidas veies o seu
nome neste jornal al proceder-se judicial-
mente como merece. Jos da Cosa Brandao
Cordeiro.
Manoel Antonio, declara que, de hoje
em dianto, se assigna porManoel Antonio
da Cunhapor haver outro de igual nome.
Quem tiver uma collecao de breviarios
j usados para vender queira dirijir-sc loja
n. 2 da rua do Crespo.
OSr. Dr. Vicente Justiniano Deserra Ca-
valcantc. queira fuer o favor de dirigir-se a
padaria do Varadouro em Olinda pois que se
he diraja fallar.
Quem preclzar de um homem brazileiro
o qual emende, e tem bastante pratica para o
seien o. de qualquer engenho annuncie para
ser procurado.
Preeisa-se de urna ama para casa de pou-
ca familia que cosinhe o diario emgome e ein
(aboe pessoa que quiser dirija-se o aterro da
lloa-Vista n. 59, casa de ourives:
-- Os abaixo assignaJos fazem scienle ao
resneitavel publico,queamigavelmente dis-
solveram a sociedade que tinham na taver-
na, da rus da Cruz n. 28, que girava sobie
a '11 iii.i de Pontes & A?evedo, (cando o so-
co Azcvelo responsavel por todo o activo e
passivu. Recife, 4 de junho de 1851 --Jos
Ribeiro Pontes.- Manoel Goncalves de Asevedo.
Compras.
Compram-se duas pedras de filtrar agoa :
na rua do Amorim n. 15.
Compram-se um Commento de Virgilio
e um Clamopio, grammatica franceza: no
pateo do Collegio, casa do livro azul.
Compra-se um sobrado de um andar
com sol no e quintal, ou mesmo casa terrea,
ou um sitio pequeo, perto da prar;a, com
boa casa o quo esteja em bom estado, at
4:500,000 rs., pouco miis ou menos : a tra-
tar com o Sr. Joaquim do Albuquerque e
Mello, na rua do Collegio n. 7.
Vendas.
.livro de Surtes.
Depois de um aturado trabalbo de muitos
seculos, e por occastflo de escavar-sc aci-
dado do Pompea desrobrio-se
AUKNAFAfAL
DOS
Itstiuos humanos
ou
SORTES PARAOS DIVERTIMENTOS-
u s
Dius de S. Antonio, S. Joao e S.
PCttM.
Este importante livro sahio a luz pela prl-
mera vez no anno lindo, em um vol. de 286
paginas, e com 704 versos, que abrangem
os desejos dos vvenles, principalmente das
senhoras que tanto anibicionam saber qual
oou destino no anno que leui do vir : oque
lelle contem he de uma verdade til que
meninos, dirigida por Honorato Augustodelquem o consoltar deve ficar persuadido que
1 infallivelmentelhe succeder o quo t sorte
Miranda*
Ihe tiver prognostfcado. Vende-se1 f,00o
rs., na livraria ni. 6 e 8, da PraSa da Inde-
pendencia.
Serte*.
Na livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8, vendem-se folhas de papel com sortes
a 80 rs. esda uma, e o segutnte livro :
Acasos da fortuna, ou livros de sortes di-
vertidos, etc a 640 rs.
Devoto t'hristno.
Vende-se o livnnho Devoto CkrMao,
o qual contem a Doutrim ChristSa, modo da
ajudar roissa, novena ds almas, voto para
remir as mesrnas do Purgatorio, exercicio
para alcancar de Nossa Senhora o que se Ihe
pedir, oraco de S. Bernardo, novenas da
AssonQo. da Conceicao, do Natal, trezena o
novena de S. Antonio e responsorio do mes-
mo Santo, oracoes para de manhSa e a nou-
to, ditas pira conlssno, communhSo e mis-
si, modo de rezar a estacSo, exercicio para
cidadia, signaes de N. S. Jezus Christo e
sentenca do mesmo Senhor dada por I Ha-
los, modo de rezar o rozario eexcellencta
do mesmo, misterios dolorosos, gososos e
gloriosos, ladainh de N, Senhora e outras
mutas orsQdes. Este livrinho organisado
por um bom christilo o a seus rogos impres-
so vende-se pelo diminuto preco de dua
patacas, na livraria n. 6 e8, da Praca da In-
dependencia.
Vende-se um muilo bonito moleque,
creou'.O, de 9 ar.nos, de uma pesua que, n
retira : na rua larga do Itozario n 35, loja.
Vende-se um muito lindo moleque do
20 annos, proprio para qualquer servico,
nfo sendo para o campo ; dir-se-ba o moti-
vo na rua de S. Rila n. 14.
-- Vende-se uma escrav.i, sem delitos,
de Hade 26 annos, por precisSo : na rua de
S. Rila ti. 14.
-- Na rua das Cruzes n.22, segundo an-
dar, vendem-se 5 escravos, sendo 3 pretas"
bonitas figuras, que engommam. bem, co-
zem chno, cozinham o diario de uma casa e
lavam dcsabao ; um lindo moleque, de 14
annos, que cozinha o diario de utna casa, o
um pardo do 22 annos, proprio para todo o
servico e tem boa conducta.
Vondem-se 12 escravos, sendo 2 mo-
lecoles de 16 a 20 annos, um delles oflicial
de pedrero ; um dito de meia idade ; 2 ne-
giinhas de idade de 16 a 18 annos, creou-
las ; 4 ditas boas qultandeiras ; uma lioda
molata de idade 22 annos, engomma bem,
cozinha ptimamente e he ptima para mu-
camba, por ser recalbida : na rua Dtrei-
11 n. 3.
Vendc-seum negro robusto, bom ca-
noeiro, dedade 22 annos, e compra-se ou
Iroci-se por este, umi negra que seja boa
para o servico interno de uma casa : na rua
Is Aurora n. 48.
Vende-se um escravo creoulo, robusto,
sem vicios nem achaques, proprio *para to-
do servido, ao comprador se dir o motivo:
na travessa das Cruzes, venda n. 12.
Vcnd6-sea taverna da esquina da tra-
vessa do Dique n. 24, com os fundos a von-
tade do comprador, a qual offereesjuma
grande vanlagem, por ser a armacSo da
mesma perteocente ao dono da casa eoa-
luguel 10,000 rs. : trata-sena mesma.
Vcnde-seuma famosa negra, muito boa
qnilamleira, cozinha o diarto do uma casa
e lava, ptopria para todo o servico, por ser
muilo humilde o nao ter vicios alguns : na
rua do TatnbTi da Boa Vista, casa n. 7.
Lotera ila matriz la Ba Vista.
Aos 10:000,000 de rs.
Bilhetes inleiros da lotera da matriz da
Boa Vista, a qual corre impreterivelmente,
no da 12 do corrento mez, a 12,000 rs.: no
Aterro da Boa Vista, loja de miudezas n.
48 ; silo poneos.
1 iiii 1 ia lo Rio le Janeiro.
Aos 20;000,009 e 10:000,000 de ris.
Na loja de calsado da Prar;a da Indepen-
dencia e na rua da Cadeia do Recife n. 46,
loja de miudezas, acha tu se a venda os.
meios bilhetes. quartos. oilavos e vigsi-
mos, das loteras, decima terceira da Cari-
dade e dcima quinta do Iheatro de S. Pe-
dro de Alcntara, que tem de vir asustas
pelos vapores, da carreira e inglez.
Pagos sem descont.
Meios 11,600
Quartos 5,500
Oilavos 2,800
Vigsimos 1,300
llleles do Rio de Janeiro.
Aos 30:000,000 rs.
Na loja de miudezas da Praca da Indepen-
dencia n. 4, vendem-se bilhetes inleiros, meios,
quartos, oitavos e vigsimos da decima-tercel
ra lotera das Casas da Caridade.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 30:000,000 rs.
Na rua etreita do Rozario traveisa do Quel-
inailn loja de miudezas 11. 2 A, de J. F. dos
Santos M.11.1, vendem-se os muito afortunados
tu Un te, meios, quaitos, oitavos e vigsimos
da decima-terceira lotera das casas da carida
de. Na mesma loa est patente a lista 27. da
lotera do Monte Pi.
* Deposito de tecidos da iabri-
ca de Todos os Santos,
*. na Bahia. 2
-> Vende.se em casa de Domingos Al-
* ves Matheus, na rua da Cruz do Re- *
W cifen.52, primeiro andar, algodSo jg
transado daquella fabrica, muito pro- j
* prio para saceos e roupa de escra- 2
Ij. vos, assim como lio proprio pira re- S
gi> des de pescar e pavios para vellas, 2
>> por preco muito commodo. S
* k AAA A*ft>
Gasa de commissao de escravos.
Vendem-sc escravos e recben-
se de commissao, tanto para a pro-
vincia como para lora della, para
o que se ofterece umitas garantas
a seus donos : na rua da Cadeia do
Recife n. 51, primeiro andar.
Compram-se e vendem-se
escravos,' e recebem-se de com-
missao, tanto para dentro como
para fra desta provincia, e tam-
bem se adianta dinheiro sobre og
de commiss5es, tendo bonitas'fi-
guras, sem se levar jures : na rua
das Larangeiras n. 14 segundo
andar.;
ILEGIVEL


=4
Vondem-se saceos novos |de estopa ,
com duas vras, 320 rs. : na rua larga do
llozario n. 48, primeiro andar.
luriii Ulxnrtt de comprar.
Cortes de chita do melhor goslo a 1,920
e 2,240 rs.
Na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a Cadeia, acaba de chegar um
completo sortimento de cortes de chita,
com i2cova4os, a 1,920 rs., e inteiros, a
a 2,240 rs.; pecas de madapolo fino com
p-quono toque de avaria, a 3,000 rs.; ditas
d i algodSozinho, a 1,600, 1,800 .e 2,000;
chales do ISa o seda, a 4.O0O rs., e cortes de
casimiras do ultimo gosto, a 6,400 rs. e ou-
tras militas fazendas do bom gosto.
Cera de carnauba.
No arrimen! de Domingos Rodrigues de
Andrade & Companhia, na ra dosTanoei-
rosn. 5, vende-so suporior cera de carnau-
ba, ltimamente viudas do Aracaty, em
p.irc'o e a retalho, por menos preco que
em outra qualquer parte, sssim como sola e
couros miudos.
Oh! que pichincha para a presen-
te eataQo.
Vendem-se gasimiretas de excellenles co-
res proprias para palitos, e pelo preco
baratsimo do 500 rs., o covado : no Ater-
ro da Boa Vista, loja n. 18.
Corrain le pressa pechincha.
e 4,500 e 5.000 rs. o corle.
Na ra do Queimado, loja n. 17, ao p di
botica, vendem-se corles de casimiras de
cores escuras, muito encorpndas, proprias
liara a presente estacilo, a 4,500 c 5,000 rs. .
o inuito finas, a 5,500 e 6,000 rs.; pao lino
preto e azul, de cores fixas. a 3,500 e 4,000
rs., o covado ; cobertores do 13a muito en-
corpados, a 1,600 rs. ditos muito grandes,
do Porto, a 3.000 rs. cada uro, e outras fa-
zendas, por prego mais barato do que em
outra qualaner parte.
Cera de carnauba.
O "mais superior que ha nesle genero, ven-
de-se em porcao e a retalho : na na da Cadeia
do Recife, loja n. 50 de Cunha &: Amorim.
DI Rap Pedro II.
tVenJe-se no deposito geral, ra dos ^
Quarteii n. 24, loja de Jos DiasSimea
;a o muito superior rap AreiaPrela Pedro A
II em pequeas c grandes porces, pelo u
S pre?o j eslabelecido, garanlindo o de- 3
9 positario a seus freguezes a faculdade ^
I de tornar-lhes a receber no caso de se
tachar em indo estado. 1
Deposito la fabrica de Todos os
Santos na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber&C.
tina anda mesmo molhados, e urna pequea
taita aturar mais deque trc boides ecustar
menos do que um. Vende-a* em barricas,
ou porfo de diuias, no armazem de Vicente
Fci reir da C*sta, na ra da Madrc-de-Deos.
~ Vende-se una preta com habilidades c
baa conducta, o que tudo ee afianca : na ra
larga do B otario, n. 35
4 Pura noivas c bailes soberbos. $
.) Regise sublimes vestidos do mais 6
$ importante e delicado blon Ido rama-
9 go, 8S5m como de extraordinario e t
4 superior setim de peso, todos bran-
f) eos o ricamentn bordados, com lints- t|
simorctroz d'alvor brilhante : vea- fc
% dom-so na loja pernambucana do An- )
ft Ionio Luiz dos Santos, na ra do m
i, Crespo n. II. ^^^2
r NA LOJ A DE MAIA RAMOS & C. NA RA
NOVA, N. G ,
Ycnde-sc ricos capotinhos desem macao, ri-
camente guarnecidos de bonitas trancas e Iran-
ias ; ditos de chamalote e de lit de linho
preto, e sarja de cordaozinho ; adverte-se que
he o nllhor que ha nesle genero ; o preco
anima o comprador.
Nos Quiltro Cantos Jda Boa isia
esquina de S Goncalon I.
Vendem-se superior manteiga Ingleza.por
commodo preco; aletria nova, a 210 rs., a
libra; macarrao, a240rs., a libra : tellie-
rim, a 240 rs.jch hysson, a2,2l0 rs.,t lil
tente Ingle?.: em casa de GeoKenworto & C,
ra da Cru',n.2.
Para icacabar.
Vendem-se cera de carnauba, primeira
sorto, a 5,500 rs.; sapatos braceos para mi-
ninos, a 500 ra.; peonas de orna, couros He
cabra e chapeos do palha, ludo superior,
pelo proCo be de graca : na ra da Cadeia
doRecifon 49, primeiro andar.
= Vende-ic um cscravo creoulo, bonita ti-
eura c moco, para tra da praca; ao compra-
dor se dir o motivo da venda: na ra da Ca-
deia do Recife n. 24. ,
Vndese por preco muito em conta,
a parte da casa de tres andares, na ra do
Collegio, que ronde toda ella 1:800,000 rs.
por anno, chSo- proprios : a fallar com o
corretor Miguel Carneiro.
A 2,ooors. a pe-clnlia.
Na loja da ra do Queimado n. 3, defron-
tedobecco do Peine Frito, vendem-se pe-
cinhas de cass'a chita do muito lindos pa.
droes, pelo baratissimo preco de 2,000 rs. a
pecinha, dar-se-hSo amostras tom o com-
petente penhor.
Grande pechincha.
Riscados azues de quatro palmos do lar-
gura, proprios pera vestidos de escravos, a
160 rs., o covado: na ra do Crespo n. 10,
loja do Lf de 11. Taborda.
(iomma le engommar.
Vendem-se saccas, com gomma muito al-
para engommar: na loja n. 14, da ra
Mangainho, que lica defronte dos sitios dos na ra do Brumos. 6, 8
Srs. Carnelros, com grande casai de viven- fun(iic3o de Ierro.
da. de quatro agoas, grande senzalla, co-
e io.
va,
dito'superior' deS. >ulo, a.2,000 rs.,a.li-, dojluejm^do.^ ^ ^^ ^.^ dc jc_
da lavradi, e mais penence. por muito hura-
a ra da
quella rbr
assucar e roupa de escravos, por preco com-
modo.
*A mcllior pecliincha.
Vendem-se chales de seda de lindos e mo-
dernos gostos, a i preco de 4,500 at 6,000
rs. : na ra do Crespo, loja n. 10.
Vf AVtVVf VV fWtfVW V
Arados americanos. *
Vendem-se arados americanos ver- ^
S. dadeiros, chegados dos Estados- <-
> Unidos : na ra do Trapiche n. 8. l'ara acabar, sarja hcspaiiholn,
limpa, boa, a l,'J20rs.
Vende-se sarja limpa espanhola, muito
larga, boa fazenda, a 1,920 rs : na ra lar-
ga do Rozarlo n. 48, primeiro andar-
Vende-se um sitio na Solidade, na es-
trada que alravessa pilo fundo do sitio do
Gad, rom casa nova e muito asseiada, com
tres salas forradss de bonito papel, quatro
quartos, cozmha fra, casa para feitor e pa-
ra pretos, cocheira para carro eesti baria
rara tres eavallos, tein muitas e muito boas
lnrangeiras, boas mangoeiras, jaqueias e
cajueiros, muitos ps de saputm iros pr-
ximos a daicni fruclo; (inalmenlelem tedas
sa proporcoes para una familia morar com
decencia e recrcio lamben* tem urna fa-
mosa cacimba com boa agoa de beber.: tra-
ta-sena na Nova, armazem de trastes do
Pinto, defronte da ra deS Amaro.
lina bonita preta ngoniintuleira.
Vende-se urna bonita preta, moca, cor-
polenta, engonimadeira e cozinheira, oSo
lem vicios, nem achaques, o que tudo se
alianca : na ra larga do Hozarlo n. 48, pri-
meiro andar.
Trecena le S. Antonio.
Nova treztna de S. Antonio, conlendo a
ladainha, supplica e os versos, muito bem
mojada, pelo diminuto preco de 320 rs. :
na livraria do patio do Collegio n. 6, de JoSo
da Costa Dourado.
l-erguntas e respostas.
Com este titulo, urna collecco de muitos
engracedos versos, feito porutn pirnambu-
cano, para as noutesde S. Antonio, S. JoBo
e S. Pedro, e tamben* serve para traques de
estalos, vende-se a folha, por 80 rs.: na li-
vraria do patio do Collegio n. 6, de JoSo da
Costa Dourado.
As jovens pernainbucanns.
Um pequeo lolbelo, com muitas bonitas
sortes, para as noutes de S. Jo3o, S. Antonio
eS. Pedro, vende-se por 160 rs. : na livra-
ria do patio do Collegio n. 6, de JoSo da
Costa Dourado.
Instrumentos de msica.
t Fabrica de Pars.
Na ra Nova n. 9, vendern-so clarins, cor-
netas, pistOes, trompas, IrumpOes, pratos de
;onstantinopla, oboes, clarint las, requintas
e todas as qualidudes de violOes, rabeccas,
llantas e flautins.
Vende-sc resina da angico a retalho e
por atacado,'a 320 rs., a libra : na ra da
Cadeia do Recife, loja de Jo3o Jos de Car-
valho Moraes.
AO BOM F. BARATO.
Ra do Passeio-Publico, loja n. 9, de Albino
Jos Leite, vende-se corlea de meia casimira
escuras, pelo diminuto preco de 1,400 reis,
chapeos de sol, asteas de balea com barras
a 2,500; a ellea antes que se acaben*. Chitas
em defeilo algum a 120 rs. o covado, ditas
rozat linas e fizas a 200 rs., cobertoresinuilo
emeorpados, proprios para escravos atOrs.,
cambraias, da India, bordadas, proprias para
cortiuados, a 400 rs. a vara, chales de chita
a 040 rs., lencos tic seda, padriies de muito
gosto, a 1,00o rs., ditos de cambraia com bico
a 320 c a 480 ra., brins dc linho azul e dc
cores a 320 rs. o covado, lencos de cambraia,
denominados vapor, a 200 rs. e outras muirs
1 j/uidas que deiain-se de annuciar para nu
oceupar lempo.
OBAXA ECONMICA EM MASSA.
I). insigne fabricante americano, James Ma-
sn. A sua couipcsico he hita dc proposito
para lustrar com agua e conservar o lustro,
tinto de invern como de verao; a grande
vantagem que ha nesta graxa he a couserva(o
do calcado, e luslrarem-se os sapatoi ou bo-
bra;bolachinbaingleza, a 210 rs., e oulros]
mais gneros, por rasoavel preco e do su-
perior qualidado.
Ao Lo*** c barato, no Aterro da
Boa Vista n. 75.
Vend* junto a loja de sera, vendem-sc, ra-
rinha deararuta, alfiOrs., a libra ; dita do
MaranhSo, a 80 rs.; toucinho de Lisboa, a
200 rs. ; dito dos santos, a 160 rs. } mantei-
ga ingleza muito boa, a 560, 480. e 400 rs.;
banha, a 320 rs.; arroz do MaranhBo, a 80
rs. ; presunto, a 480 rs.; chouricas, a 480
rs,; paios, a 320 rs ;" salames, a 400 rs.; ale-
tria, a 210 rs. ; mncarrBo, a 160 rs.; choco-
.. late de Lisboa, a400rs.; queijos muito no-
g vos, a 1,600 rs.; sabSo do Rio, a 140 rs. ;
" dito preto, a 120 rs. ; dito branco. a 220 rs.;
ehi brasileiro, a 1,000 rs.; dito bysson mul-
to snpe-rior, a 2,000 rs.; dito preto a 2,000
rs., e tan.bem leu* en* embrulhoschinezes,
a 700 rs., cada um ; azeile doce de Lisboa,
a 560 rs., a garrafa; dito de couco, a 360 rs :
vinho branco, a 320 rs.; dito muscatel, a
400 rs.; dito do porlo engirralado, a 400 rs ;
dito de feitoria engarrafado, a 500 rs.; dito
de Lisboa em pipa, a 240 rs.; dito dai-
a 200 rs ; vinagre, a 80 rs. ; serve-
dita preta, a 480 rs.
gueira
rrTn T alsodBo' transado da- ja branca, a 400 rs. ; dita preta, a su
cartas dc traques, a220rs. ; bo-
,o~ preco proprlo para casamento, balizado, ere,
c urna negra de 24 annos sen* vicios nem
a 160 rs. ,
lacbinha americana, a 240 rs.; passas novas,
a 240 rs. ; velas de espermacete de 6 e 7 en*
libra, a 610 rs.; ditas de carnauba de 6 e 7
em libra, a 280 rs. ; azeile doce francez en-
garrafado a 640 rs.; tratos e tijellas,
1,080 r., a doria tijellas pequeas, a 800
rs., a duzia; espirito d? vinho de 37 graos, a
160 rs., a garrafi.eem caadas, a 1,000 rs.;
azeile do reino, a 700 rs.; agoardente de
aniz, a 600 rs.; genehra, a 610 rs., a cana-
da ; Islas de sardinhas muito novas, a 1,000
rs.; uzeitonas, a 240 rs., a garrafa ; farinha
gneros; assim como, aparclhos para cha,
branros por muito diminuto preco: na
niesina casa vendem-se 2 rotlas com pouco
uso, por con modo preco
Venden* s. seinentes de coentro, mui-
to nova, a 200 rs., agarrafa, fiancia-se
qualidado: no Alterro da Boa Vista n. 14.
Vendem-se um candieiro redondo de
mcio de sala, um dito de metal con* vidros,
um par dc lanlernas rom ps de bronze, um
par de nuii;.as de vidio com casticaes, Icn-
do 8 mangas un* pequeno defeilo, urna
banca redonda, de oleo e moderna, tudo
p oprio para qualquer casa de negocio : no
beceo do Azcitc de Peixe, sobrado t). 11.
Vende-se urna crenula de idade de 21 a 22
anuos, que sabe cozinhar tofl'rivclmente odia-
rlo de urna casa, coze clia e eugoinma algiiina
cousa, e he muito fiel: os prelendentes diri-
jam-se ao paleo do Terco, venda n. 7l,que abi
acharo com qtiein tratar.
No Attenoda Uoa-Vlsta, defron-
te la bonecn.
lio chegado os bem Cnhccidos sapatOes
de Nanles, muito proprios para a estacilo
presente ; ditos do Aracaty, tanto para hu-
mero, como para mininos, aSOOrs.; ditos
de couro dc lustro, feitos na Rabia, a 3,000
rs.; ditos do Aracaty, a 2,500 rs.; tudo a
troco dedinheiro.
No Atterrotla Hon-Vista, defron-
te la boneca. '
He chegado icsscntcmente um novo e
completo sorlimento decalsados francezes,
de todas as qualidades, que se vendom mui-
to baratos, atim de se apurar dinheiro.
Pecas de alKiidaii-zlnhocom ava-
lla a l*. 1280, 144o rs.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volti liara a Cadeia vende-se petas de algu-
do-zinho com a varia a 1,000 1,280 1,440 rs.
e ainda continua yender-se os inultos a-
crrdiados cobertores de tapete a 720, c ou-
tras fazendas por preco commodo.
. Como lelustro.
Na ra da Cadeia do Recife loja de farra
gens n. 56vcudc-sc couro dc lustro pelo di-
miuuto preto de 2,500 a'pcllc.
Depo'/.ito 15 salitre.
Venda-se salitre refinado em grandes
pequeas porjes e por mais baralo prefo do
que em outra qualquer parte na loja de fer-
ragens dc Francisco l uslodio de Sampaig ra
da Cadeia do Recife u. 50.
-- Vendem-se na ra da Cadeia do Itecire.
loja de JoSo Jos de Carvalho Moraes, penas
de ac superiores e um par de oculos de ou-
ro, feitos em Lisboa, de muito bom gosto.
Vendem-se Ircs escravos de bonitas l-
guras, sendo um creoulo, de idade de 17 an-
uos; um nilalo de 22 annos e un* cabri-
nha de 15 annos, proprios para qualquer
trabalho : na ra da Cadeia do Recife n. 49.
-- Vende-se um escravo, ptimo cozinhei-
ro e de elegante figura : na ra do Hospi-
cio n. 9.
-- Vendem-se 2 molequ, de 16 a 18 an-
nos, creoulos, muito boas figuras, buns pa-
ra todo servico, lano da prac, como de
campo; un* preto de 30 annos, bou para
lodo o servico; una cabra de 30 anuos, en-
gomis, faz renda, cozo c cozinha : na ra
do Collegio n. 21, primeiro andar.
Vende-se urna negra de^bonita figura,
sabe muito bem engommar, cozinhar, lavar
o fazer tojo o arranjo de urna casa : na rui-
do Rozarlo larga, por cima do armazem de
louca, segundo andar.
= Vendem-se relogio dc ouro sabonete, pa-
i
gue^poTi^OOOlpornecersidade:1loa ra.DI-
relian 892* andar, e no Mangumho taberna
do Sr. Cordeiro niel da l.'sorte a 40 em gar-
rafa c '80 en* caadas: sement de eoentro
nova a 2U0rs.; no mesmo lugar faz-sc todo O
negocio com urna leitra do Sr. Antonio rerrei-
ra de Mello senhor de engenho.
Vende-se cevadinha em garrafes a d,20
arroba na ra da Cruz Armazem n. '18,
Vende-se aalilre "de multo boa quahdade
por menos de que en* outra qualquer paite:
na ruadas Larangairasn. 18.
Batatas, a 2,000 rs.
O gigo de 38 a 4o libras de ba-
tatas novas : no armazem do Caes
da Alfandega n. 5.
~ Vende-se urna preti de nacao, que en-
gomina alguma cousa e cozinha; um preto
tambem dc nafao, proprio para ganhar na
rua, ou para engenho: na ra do Ranbel n.
38, segundo andar.
Vende muito superior cera de carnauba,
em porf ao e a relalho; e sapate de couro
de lustro a obra mais bem feita que dar se
pode, e tudo por preto commodo: no Becco-
Largo do Recife 11. I, segundo andar, de ma-
nhaa at as 9 boras. c das duai da
em diante.
Vende-se urna parte em um sitio d*>-
tanie desla praca meia legua, quem quiser
annuncie.
Vende-se urna porcBo de beijoim, tan-
to em pequeas porcOes, como em maiores:
na venia da rua do Rozario Larga n.46.
Vendes* ama negra, denacSo Ango-
la, cozinha elava roupa, por preco commo-
do: na rus da Praia n. 20.
- Vende-se um grande sitio, muito bem
plantado, com urna grande casa para mo-
rada, biixa par* oapTrn e lugar para formar
dousou tres viveiros, junto da ponta da tra-
vessa que vem de Itelem, para S. Amaro : a
tratar no mesmo sitio, o uem S. Amaro, na
venda ao p do Sr. Cardozo.
Vendem-se um lindo molalinho de 14
annos, bom copciro e monta bemacaval-
lo, ptimo para pagem, dous pretos bous
para lodo o servico, duas pret8S boas qui-
landeiras : na rua da Cadeia do Recife, n.
51, primeiro andar.
Livros multo baratos.
O Panorama, o gaiato romanse em 4 volu-
mes, Universo Pitloresco, jornal cora ricas
estampas Marque? de Pombal, romance,
urna colleccSo iie jornaes lodos de bello re-
crtio, a L'ni3odeiS50, encadernaJa, Abel-
lino Salteador deVeniza, drama em 5ac-
tos, a falla do ti,roo de 1850, poesas de
Manoil Fonseca do Medciros: na rua do Li-
vramento, loja n. 27.
Vende-se urna rscrava moca, bonita fi-
gura esadia, se for para fra da provincia
melhor: na rua da Guia n. 55, ou Senzalla
Nova 11. 4.
Vendom-sc hlalas novas e grandes, a
2,000 rs., o gigo de 38 a 40 libras : no arma-
zem do Caes da Alfandega n. 5.
Gantois l'ailliettk Companhia.P
M Conlinua-se a vender no deposito 1
& geral da rua da Cruz n. 52, o excel- I
i& tantee bem conceituado rap areia |
preta da fabricado Gantois Pailhet& 1
^ Companhia da Babia, em grandes e }?
5 pequetas porpes pelo preco estabe- ij,'
fk lecido. 1
a wwwwwk~~':r Agencia de Edwin Maw.
Na rua fie Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
mont& Companhia, acha-se coBslantemente
bous sortimentos de taiza de ferro coado e
balido tanto rasa como fundas, moendas in-
teiras todas de ferro para aninaes, agoa, etc.,
ditas para armar em madeira dc todos os ta-
manhos e modellos o mais moderno, machina
horisoutal para vapor, com forfa de 4 eaval-
los, coucos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de pulgar, por menos preto que os
de cobre, escovens para navios, ferro lnglez
tanlo em barras como em arcos folhas, e tudo
por barato preco.
Lazenda niais barata do que em
outra parte.
Cobertores dc algodo escuro para quem
tem fri a 720 rs. cada um, cortes de brim
branco trabado de linho puro a 1,800 ra., di-
tos escuro a 1,600 rs. o corte, riscados de li-
nho a 220 e 320 r. o covado, riscado de algo-
do trancado muito encorpado proprio para
cscravu a 180 e a00 rs. o covado, picote a 180
rs o covado, zuarte aiul de 5 palmos de lar-
gura a 10 rs. o covado, dito de cor a 200 rs. o
covado, riscado fraucez multo finos a 240 rs.
covado, chita para cobertas decores fizas a200
ra. o covado, ditas para vestido a 100 e *80 rs.,
cassa chita core fizas a 440 rs. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 rs. o covado,
pecas de cassa de quadros para babado e cor-
tinados dc cama com 8 varas e meia a 1,400
r., chapeos de inassa para escravos a 480 rs.
cada um : na rua do Crespo n. 6.
Tnlxaa para engenho.
Na fundicao de ferro da rua do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de tainas de 3 a 8 palmos de bocea, as
quaas acham-se a venda por preco com-
n.odo, e com promptidflo embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Vende-se um grande sino no lugar|do
chira, estribara, baixa de capia* que sus-
tenta 3 a 4 eavallos, grande cacimba, com
bomba e tanque coberto para banho bas-
tantes arvoredos de ructo: na rua da Con-
cordia.primeiro sobrado novo de um andar.
Yendetn-se as seguintes se-
* mentes:
de abos, ditas de dita inglezas, ditas de r-
banos encarnada, ditas brancas, dita dc ce-
bla de Setubal, dita de alface allamaa,
ditas repolhudas, ditas de cve trinchada, di'
la le senoura amarella. dita de chicoria, di-
ta de coentro de toceira, dit de salsa, dita
de tomate grande, dita de repolho, ditas de
espinafre, dita, de plpinella, ditas de aino,
feijao, carrapalo de Ir qualidade, eivilhas
torta c dlreltas, rabanetes encarnado e bran-
co : na rua da Cruz n. 46, defronte do Dr.
Cosme. Nameama casa vendem-ae queijos in
glezes multo frescae.
Para quem qnlzer ganhar H-
jnheiro.
Vende-se um cosmorama composto de
muitas vistas, das mais bellas e importantes
partes do mundo, e todos os seus pertences,
como vidros e candieiros, ele. ; qualquer
pessos que queira fazer fortuna, j viajan-
do pelas capitaes das provincias, como pe-
las cidades e villas do interior, nSo deixa-
rdecolhermuitos lucros,attendendo prin-
cipalmente, que nos lugares do interior,
pouco ou nada he conhecido esso passa-
lempo e genero de recreio com o qual
muito aproveitarfio os habitantes do cen-
tro vendo bellas ecuriosis vistas ongi-
naes, o que podor produzir grande con-
currencia de admiradores, e desl'arle em
poucos mezes, ter-se-ha feito boa fortuna :
trata-se na rua do Sol n. 15.
Vendem-se amarras de ierro: na rua
da Senzalla nova n. 42.
Deposito de cal e potassa.
No armazem da rua da Cadeia do Becife n.
12, ha muito auperlor cal de Lisboa em pedra,
assim como potassa chegada ltimamente a
preto multo rasoavei.
Itap Paulo Cordeiro do K10 de
Janeiro
em latas e frascos, chegado recentemente:
vende-se na rua da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunha & Amorim.
__No deposito de espiritos, na
travessa da Moda n. 5, acha-
se ti venda, nova p.orcfio de garra-
fes de verdadeira agoardente de
eana : quem se quizer provr des-
ta boa pinga, faca-o quanto antes
que a safra se est lindando.
__Sempre lia muitos bous es-
cravos para se venderem, muito
mais barato do que em outra qual-
quer parte, como sejam :
Negros mocos, nmdito bom cozinheiro,
moleques, molequinhos negras mocas,
molecas e negrinhas, e oulros escravos : na
rua dasLirangeirasn. 14, sogundotjpdar
Vende-se um adereco completo, ou em
partes : na rua larga do Rozario n. 17, jun-
to ao quarlel de polica.
Vende-se urna taverna, sita na rua do
AragSon. 14, com poucos fundos e bem a-
freguezada para a trra, vende-se porque o
dono relira-se para tratar desuasaude:
Irata-sc na mesma venda.
Fazendas por a metade de seu va-
lor, na rua do Crespo n. G.
Cortes de chita finas, con* 12covados, a
1,920 rs ; dito de cassa chita, a 2,400 e 2,800
rs.; chapeos de maca pretos. a 800 e 1,000
rs.; cortes de brim listrado de linho puro
a 2,000 rs.; alparka'de cordao proprias para
casacas e sobrecasacas, a 800 rs., o covado
e muitas outras fazendas baratas: ha loja
cima referida.
Vendem-se saceos grandes e pequeos
com Trelo, por muito commodo preco : na
ruadoTrapichen.il.
Novas cambraias para vestidos.
Na rua do Crespo, loja da esquina, que
vira para a Cadeia, vendem-so cortes de
cambraias, com listras de cores, a 3,600 rs.,
e o covado, a 320 rs. ; ditas desalpicos de
cor a 3,000 rs., e o covado, a 300 rs.; -pecas
de cassas abortas para mosqueteiros.a 3,000
rs.; chitas de cores fixas e bonitos padrOes,
a 5,000 e 5,500 rs., a peca ; ditas de mada-
poiao largos para forro, a 2,400 rs. e outras
fazendas, por precos commodos.
Madama Uosa llardy, modista
brasilea, rua Nova n. ,H'(.
Annuncia ao publico, que acaba de receber
de l-'i anca um lindo sorlimento de capotinhos
prclos e de cores delicados muito enfeitados,
gros de naples e chamaloles, ditos de fil de
linbo preto para senhora, gros dc naples de se-
da furia cores para vestidos e capotinjios, ditos
de cor de rosa e gorgurao de rosa para vesti-
do e proprlo para chapeos, gro de naple
Arados de ierro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com canibo de sicupira e bracos
de ferro ; na fundicao da rua do
Brum ns. 6, 8 e 10.
Moendas superiores.
Na fundido de C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo o
construccBo muito superior
Arados de ferro.
Na fundicSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro do diversos mo-
pelos.__________-
chamalote preto para capotinhos, bullas pre-
tal para capotinhos. franjas e naneas preta e
de cores para capotinhos, trincas de seda
branca, azul, cor de rosa, roza, azul para en-
feitar vestido, luvas de seda e pellica para se-
nhora e meninos, meias de seda para crianca
de 1 a 4 annos, capellas de flores para bailes e
calamentos, rico chapa9 de eda franzida
para senhora, dito de palba para senhoia e
meninai, chapozinhoi de icda para crianca
de 1 a 4 anuos, lindas toen para senhoras viu-
das dc Franca, ronicirai, camisinhas com gol-
la e em golla, com o peilo bordado e guar-
necido de renda e bico de linho, pcllilho de
cimbiaia bordado com bico de linho, mangui-
tos de fil delinho, cambraias de linho borda-
das, enfelles de llores de cabeca para baile e
thealros, ejparlilbos para senhora, o que ha
de melhor, armaco e capas para fazer cha-
peos, fitas, penacho, flore, perfumaras,que
se vende pele custo, querendu acabar pelo 1
dc julho, lindas toucas para baptisar meninos
vindas dc Franca e feilas aqui. Na mesma loja
se faz vestidinhos de menina e de casamento,
capotinhos de encoinincnda por preco coui-
modo.
Potassa la Russla.
Vende-se potassa da Russia, recentemen-
te chegada, e de muito superior qualidade ,
na rua do Trapiche n. 17.
Deposito de cal virgem e potassa
Cunha & Amorim, na ruada Cadeia do
Itecife U.50, vendem cal virgem em pedra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos preco do
queetn outra qualquer parte.
' Bombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
Escravos fgidos.
Deaappareceo de bordo do brigue Eipe.
ranea, na noute de 27 de malo crreme, o
escravo, marinheiro, de noine liento, nacao
Mocamcique, idade 25 anno, pouco mis ou
menos, baizo, chelo do corpo: roga-se a cap-
tura do mesmo ; e quem o levar bordo do
dito brigue, ou rua da Cadeia n. 39, escrip.
torio de Amorim & lrinao receber boa gra-
tificacio.
Oesapparecco de bordo do brigue Flor
do Su', no dia 27 do correte mez de maio,
o escravo, marinheiro, de nome Marcellino,
Cambinda, idade 30 annos, pouco mala ou
menos, estatura regular, magro; levou Cami-
la e calca azul, chopeo alcatroado : roga-ie
a captura do mesmo; equein o levar aborda
do dito brigue, ou rua da Cadeia n. 39,
escriptorio de Amorim & Irmaeo, receben
boa gratificacao.
Oesapparecco, pela teroeira vei, na nou-
te de 25 de maio, de bordo do brigue Argot,
o escravo, marinheiro, de nome Candido, ni-
cao Angola, que repreient* trlnta e tantos
annos, rosto comprido, nariz chalo, alto, sec-
uo do corpo, e barba cerrada. Comuna andar
nos arredores da cidade, pela vendas 1 rogi.
se a sua captura; e a pessoa que o fizer levan,
do-o bordo do dito brigue, ou rua da Ca-
deia n. 39, casa d'Amorim & lrmaos, recebe-
r boa gratificacao.
Desappareceu no da 2 do corren te mez,
do engenho Moguahype de baixo, urna es-
crava creoula, idade 20 a 25 annos, cornos
seguintes signaes, baixa, secca, denles li-
mados, pcnihs fins, peitos grandes ees-
corridos, levou vestido de riscadinho de
quadro encarnado, com roupinho franzido:
quem a pegar leve-a ao mesmo engenho, ou
na rua da Conceicao da Boa Vista n. 58, que
ser recompensado.
Desappareceu no dia do crranle,
um flacrava de nome Joaquina, parda, de
idade de 18 annos, muilo baixa, do cor es-
cura, anda va 111 rua vendando cocos em um
tab ileiro, levou uro vestido de chita encar-
nada e um pao da costa azul: quem a pe-
gar, leve-a a rua do Rozario Larga, bote
quim n. 27, que era recompensado gene-
rosamente.
No dia I do correnle, noute, deiap-
pareceo o preto Antonio, de nacao Cablnda,
de estatura regular, cor fula, chelo do corpo
e inulto cabelludo no peilos; he ullicial de
ealdeireiro e costuma andar pela praca da
boa-VIsla, Corredor do hispo e Soledade, e
s appareee neste logare de inanhia sedo ou
de larde : roga-ie a quem o .pegar leve ni
fundieo da rua do brum, n. 28, que leri
recompensado.
No dia 4 deste mez, desappareceo o preto
Filippe, de nacao, pertencente ao casal de
Jos Alaria de Jeu Muniz, he de estatura
regular, chelo do corpo, costuma a cmbiia-
gar-se e andar pela .oa-Vlsta: roga-se a
quem o pegar leve fundicao da rua do brum
n. 28.
~ Desappareceo no dia 2 do corrente, um
preta, de nome Mara do Rozarlo, idade 17
annos, bem preta, balza, cheia do corpo,
cara larga, dente limados, tem um lobinho
na inao direita, levou vestido de chita roz,
saa de algodao aiul e panuo da Costa; quera
a pegar leve rua Imperial, n. 99, que sera
recompensado.
Desappareceo no dia 14 de maio proiimo
passado, do engenho ConceicSo, da freguezia
da Escada, um molecote crioulo, de nome
Luiz, idade de 18 a 20 annos, estatura baixa,
corpo reforcado, cor prela.'cara redonda e
cbeia,.beicos bailantes grosioi, e fallam-IUe
na boca dou denles da frente, nariz chato,
olhos opado, bem fallante, teiu na cosas
alguma marcas de chicote amiga, nenias
e ps direitos, e faltalhe em um dos dedos doi
p una unha; levou vellido camisa de ma-
dapoln e caifa de algodao riicado, chapeo
de palba, o qual consta ter trocado por um
bonel no engenbo Utloga. Este escravo fol
comprado, ha dou mezes, ao Sr. Jo Victo-
rino de Vasconcello, do Bonito, e julga-e
estar nesta praca ou arrebalde, poii com
3ue para aqu velo, e ha noticia de ter passa-
o na barreira do Giqul; quem o pegar le-
ve-o a seu legitimo senhor, Joao Amonio de
Barros e Silva, no lobre dito engenho, ou i
rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, de CunW
S Ainoriui, que acra generosamente recom-
pensado. '
Dosappsreceo na noute do 1. do cor-
rente, de bordo do patacho Novo Temerario,
um preto marinheiro, de nome Antonio,
creoulo, idade 30 annos, pouco mais ou me-
nos, estatura baixa, reforcado, labios mui
grossosecom pouca barba, cor retia, le-
vou vestido calsa c camisa de brim riscadoe
bonet, o qual foi cscravo do Sr. Dellino Con-
calves Pereira Lima : roga-se a captura do
mesmo e leva-lo a rua da Cadeia n. 39, es-
criptorio de Amorim IrmSos, que ser ge-
nerosamente recompensado.
Do di 2 para 3 do corrente, auientou-ie
da Ponie-d'Uchoa, para onde linha ido cou*
una canoa de lijlo, um preto canoeiro d*
noine Joaquina, naca Cacange, de estatura
regular, representa Icr 25 auno de idade,
cara redonda e cor tim pouco fulla, nariz cha*
tu mas todo repudiado em roda que parece
ler sido queimado, porm he defeilo de bexi-
ga, das quacs inda tem bailante signaes em
todo o rosto, tem pouca barba, c he quebra-
do das duas vrriinas; levou calca c camisa
de algodao de fra e chapeo de palha: rega-
te puitanta a todas as autoridade polica.! e
capilet de campo o favor de o inandareui
capturar e entregar na rua do Rozario larga,
padaria n.18, que se gratificar generoiameu-
te a quem o trouxer.
Desappareceu, no dia 18 do passado, o
escravo de nacSo Cacange, de nome Jos,
representa ter 25 annos, baixo, grosso do
corpo, sem barba, rosto abocetado e pes pe-
queos ; levou cale de algodao transado
com listras azues e carniza de algodSoz-
nho j rola : quem o pegar, leve-o a rus 110
Vigario n. 22, primeiro andar, ou na rua
da Cadeia do Recife n. 51, que se recom-
pensar.
PfiBN. naTyi'.dk M.r.nr Paia
.1
*
IL EGI


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