Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06354


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Full Text
Ann) XXVII
Terga-feira 25
PARTIDAS SOS C0H.B.EI03.
Golinna e Carainbo, as segundas e sextas fclras.
Rio-Grande-do-Morle, todas as quimas felras ao
mciu-dia.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 2'1.
lloa-Vista c Flores, a 13 o 28.
Victoria, s quintas fciras.
linda, todos os das.
."Kr*nBi
EPHEMEalDS.

i
Nova, 2. as lOn^ 55Trda_J.
Cresc. a lO, as 7 b. e 25 iu. daJI.
Chela. al7,asl0h.e 09 m. dam.
Uing. a 21,asi lh. e m. da w.
ra ama a be hoje.
Prjmeira as lOhorai e .Vi minutos da manhia.
Segunda s 11 horart 8 minutos da tarde.
de Margo de 1851.
N. 69.
PDELO DA SUBSCniPlJAO.
Por tres meses /adlanlados) 4/000
Por seis uieies 8U00
das da semana.
24 Seg.S. Latino. Aud. do J. d'o.f. em. da 1.
25 Tere. S* Annunciacaode NossaSenhora.
2b Quart S. Ludgrro Aud. do i. da 2. vara.
27 Quii. ;>. Roberto. Aud. do S. dos orf. cdo m.
da primeira vara.
28 Sext. S. Alexandrc. Aud. do J. da 1. vara do ei-
v I, c dos feitos da faienda.
29 aab. S. Hertoldo. Aud. da Ch. c do J.,da 2.
varado civel.
Por um auno
1D/0O030 Uoin. -i da Quarcsma. S Joao Climaco.
CAMBIO DE a< BE M*-.l0.
Sobre Londres, a 29 'A d. p. ijwSrt. G0 dias
#Paiis, 320 por Ir.
.i Lisboa, 85 a 90
Ouro. Oocas hespanholas '
Modas dc6400velhas.
> "de B/IOO aova .
de4jooi)------...
Prala.Patacfics brasileiros....
- Peso* columnarlos.....
Ditos luexicauoi,.'......

28/000 a 28/T>00
l(i#0UO a 16s20O
lliJOOO a 16*200
9/000 /'<
1/120 a 1/^0
1/920 a VM0
1/680 a 1/700
ijsML"'"?g9
parte amern.
GOVERM) DA PltOVINCU.
EXPEDIENTE 1)0 DA 14 DE MARCO
M 18M.. .'
Oniclo. Ao couiinanilo das armas, trnn
iniiindn de ennformidade com o disposto no
avisos do'ininisterloda guerra, datados de 22 e
28 de fevereiro ultimo, os procesos verlnes
l".-itus .Tti-i riiis militares Manoel Rodrigues lle-
nedicto Lopes. Filippe Jos rerrrinaiot Soi-
res de Alinela, Manorl Jacluttio dn Kspin'to
Santo, .'os Jeronymo de Carvalho, Manoel Go-
mes dos Santos, Manoel Antonio de Lima, Ale-
x.iiiiIiimi Gomes bar lusa e Casimiro lii Isascliiienlo, afm de que tenham enecticao as
entenca proferid! pelo conselho supremo
militar e de jininfa.
Dito. Ao Hismo, commiinicando que, se-
gundo foi declarado em aviso do ministerio guerra tlalado de 31 de Janeiro ultimo, o se-
gundo fuente do quarlo baialho deariilha-
ria a |Jos Feliciano de Kigueiredo Carvalho
oblevepor oulroaviso da mesma data um mci
dellcencaconi sold simples para tratar de sua
laude Intelligeociou se a pagadoria militar:
Dito. Ao uiesmn, transmitliiido copia do
aviso circular do ministerio da guerra datado
de 17 de fevereiro ultimo, noqual se determi-
na que nos niappas dosolTiciaes das diirerentes
classes sejam tempre declarados os do Impe-
rial oorpo de engenheiros, os da entnela se-
gunda linha, que veiicem sold, e os reforma-
do! que foraiti da mesma linha, qur tenham
aqui ana residencia, qur esta seja temporaria,
procedendo-se semelhaotemcnte a respeito dos
ofiuciaes honorarios, que vencem sold.
Dito. o mesiiio, inteirando-o de se haver
peni.Ululo, seguudo I'..i du larada em aviso da
repartido da guerra de 17 de fevereiio ultimo,
que o segundo fenenle do >|uarlo halalh:io de
ai nlli.in i a p Henrique de Amoriin llezerra
venhapara esta provincia, alim de ser emprr
XBBmcmxmia. */ ----- .....-afasia
is- ;l 'I11
re Un
gado como convicr ao servico, podendo regres-
sar corte em lempo de malricular-se na ea- data de lo de Janeiro .le 184!); hcando-se con
oosentirein na pnbllcacao do que passo a pon-
derar.
Pondo de parte a manelra pouco christs
porque se intenta profanaras cjnzasde um fi-
nado, gue.-quando entre os hoinena, tornnu-
se tan conhecido por sua honra, e proverbial
inteireza, como hoje val sendo a annunciante,
qnem respondo, por sua remlsso : posso a-
arque nao he esaclo o que all se diz a
espeito.
Kste mesino Diario, em um dos seui nume-
ros-fque ago:a me nao record) declarou :--
iue te acuiva n finado Sr. Manoel 1>pe Ma-
claafo, nieu pai, constituidoprocurador em
tudo b'a'st.inte da caaa da Sra. I). Francisca
Thomaila, em virtude de-.procuracao ampia
que Ihe fora passada. Neste sentido tractou
dos seus negocios por alguns annos aem ob-
jeceo de ninguein posto que tlvessc de lu-
lareom herdeiroa dlssldcoles. Todas as tr.in-
si.(..... marchando d'ahi pur diante regular-
uieuie, como o pode a praca certificar, minea
foram impugnadas por incompetencia de
piocurador F.'verdade, que a cara tinha cr-
dito, e dinheiro para acudir aos reclamos das
suas obrtga((ies...--
Alguns anuos depois, appareceu em cri/.e a
casa eoKimrrci.il do referid" Maia, que valen-
do-se da proleccao de sua sogra pode conse-
guir della o seu endosso, por siu proprio pu-
nho, para algumas leltras ; mas tifio setn gran-
des rcclamacei por parte de meu pal, quan-
do dlsso sabedor ; que todava, especialmente
autoritado, passou a endossar as de mais, por
ci:jo motivo leve o genro de hypolhccar a so-
grabena para srguranca desses eudossos no
caso de remissao ; as quaes, te nao me enga-
o, excedem talvcr. aos tres-.lobros do debito.
cpois de feito todo esto arranjo, para con-
Francisca Thoinazia al a sacrificar a sua le-
gitima paterna, confurme declarou ; relirou-
das enfermidades com que o achacou urna vi-
da aedentaria, mas depois de Mr dado coma
de (i, em salitfacao ao que I he fui exigido em
cola militar se assim o rrquerer. Scicnlifl-
cou-se pagado, ia militar.
Dito. Ao mcsiiio, inteirando-o da dltposi-
cao do aviso do ministerio da guerra, daiado
de 27 de fevereiio ultimo, no qual se de< lar*
que foram concedidos Ires me/es de licenca
com sold simples ao alferes do priuieiro ba
tildan de cacadores Francisco Jos Damascen
Rosado para tratar de sua saude na corte.
Iulelligeociou-se pagadoria militar.
Dito, Ao niPsmo, diiendo que para poder
cumprir o aviso da rrpffrti(fio da guerra dala-
do de2i de fevereiro uliiuio, faz-se necessai o
que informe convenientemente cerca do le -
renlo que rmala ler sollridu, em areno de
aeavico no >iia 29 denovembro do anuo prxi-
mo pastado, o i, nenie Amonio Joaquim da Sil-
va Taiiiborim, que coiiimaudoii a forra da co-
marca de Flores, e bem assim a respeito dos
aervicos do momo official.
Dito'. A' iheionrji i a da faienda, transmit-
tindocopia do aviso Ha repailifio da fazenda
de 17 de fevereiro ullimo, declarando que fot
iudeferido o reqiieiimenlo, em qul Francisco
Antonio Coiisseiro c Silva, solicitador da fa-
ienda, pedia em recurso contra o despacho da-
quella lliesouratia,que se Ihe mandasse pagar
a diUercnca de seu ordenado desde o prlmeiro
de maio de I84at 2 denovembro de )818.
Dito. A' mesilla, transmilliudo copia do
aviso circular da reparli(o da guerra, datado
de 36de fevereiro ullimo, nqquarse determi-
na que os saques provineiaes da plvora ven-
dida, cuja importancia tenha sido arrecadada
naqurlla thesouraria, sejam feitos sobre o the-
soiiro nacional, e a favor da pagadoria das tro-
pas. Igual a pagadoria militar. ,
Dilo. A' mesina, inteirando-a da disposi-
o do aviso da reparticao da faienda de.17 de
evereiro ultimo, no qual se declara que por
decreto da u esma data lora nnmeado Jos Con
calves da Mlva para o lugar de amanuense da
recebedoria de rendjs internas desta pro-
vincia.
Dilo. A iiiesina, commiinicando que se-
gundlo! declarado em aviso do ministerio da
juslica, Halado de 20 de fevereiro ullimo, se
prorogou por mais dous mc/.es com ordenado
a lleeuca com que >e acl,a na corte, o JU'Z mu-
nicipal e de ni-pliaos do termo de Sanio Anio
li ii liarel Gaspar de Menczes Vasconcellos de
Diminuid. Neste sentido liieraiu-se as con-
venientes commuiiicaces.
Dito. a' pagadoria militar, inleirando.n
de haver assentado praca no segundo balalliao
de cacadores o paisano Joaquim Amonio de Li-
ma Pinto, que nos termos do decreto e regula-
memo de 18 de novembro de 184*, c do aviso
de 30 de outubro do atino prximo passado,
contralou para servir no excrcilo por oilo an-
uos mediante a gratincacao de 20,000 rs. que
lhc ser paga pela forma j eslabelecida.Sci-
eniilicou-.se ao conimamio das armas.
Dito. -- Ao director, do arsenal de guerra,
transniillindo copia do aviso do ministerio da
guerra datado de 22 de fcvcrciio ultimo, no
qual se determina que o mappas de arligos
bellicos sejam tempre feitos com a maior exac-
tidao c cuidado potsivel, para que se nao re-
produzatn as faltas aponladas no incsnio aviso,
e que sejam taes mappas remellidos liimeiisal.
mente. Igual ao cominantVo das armas.
Dito. A pagadoria nublar, para mandar
adianiar ao alinoiaiile do presidio da ilha de
Fernando Joaquim Hiendes da Cimba Aieredo
seis mezes do respcclivo ordenado, urna vez
queseobrigue pela importancia desse adiau-
lamento a prssoa que o all'iancar.
Portar ia. Nomeaudo de conformidade com
a proposta do Inspector da pagadoria militar,
a Joaquim Menes da Uimiia Aievedo almoxa-
rife do presidio da illia de Fernando. Fize-
rani-se as cominuuicacoes doestylo
Dita. -- Mandando dar transpone iio patacho
J'ii'iquimii para o presidio dailbade Fernaudo ao
almovarife tiomeado para a mesma ilha Joa-
quim aleudes da Cuulia Azevedo, mu familiae
trein.
COKRESPO.NUENCIAS.
Sr ridaclort. Forjado responder os
annunciosque, em nome da teuhora D. Fran-
cisca Thoma-zia da Couceifo Cunta, leeni por
vezes appareeido nesie Otario, relativos a
una iiueslao r|U<" contra ella movfiu alguns
neg, lames ii.glezes delta praea,|>or querer
subtrahir-se ao pagamento de qiianlose obri-
gou por teu genrofallido Jos Joaquim da
Silva Maia, peco a V.V. S.S. permissao para
tudo com as procuraedes que lile foram |,as-
ladtl tanto daeiava Cun'a Cuimnriti como
nutras para o arranjo dtcerlnt negneim parUcu-
farrt,na fraze de sua .-arta de 19 de juina da
mesino auno, pela qual Ib'as mandn pedir.
Pouco lempo sobreviveu meu pai a lodos es-
tes aconlei'imentos dentro de cujo perioilo foi
sempre felizmente respi itadu. O seu falleci-
nieiitii, porin, occasiouou a miteravel idea
de pretender a senlioca D. Francisca Tiloma
lia, OU alguein por ella encnbrir-se com O leu
nome, para negar-se ao cumplimento >lc um
dever ; teiu se recordar talvez d-i existencia
desses papis, que ludo provain, e ludo pro-
varo contra si; e bem assim, que esse lina
do deixou nove lilhos berdeiros de seu nome.
lodos ellelCOUl o rigoioso dever de conservar
Ilesa a sua inemoru, a despeilo das Irapa-
aatj c alicantinas, dos que nao lem una repu-
lacio a perder.
Incapaz de obrar urna acjau menos decoro-
sa, doude meu pai podesse tirar proveilo pa-
ra li, minos o seria em favor do menciona-
do ii.n i, a qnem s lhc devia ailen;0es pes-
oacs. Se pois foram essas cticas endossa-
das por elle como procurador da seuliora I).
naucisca Tliomazia, e acceilas pelos credo-
res de Maia, he que para i-.so eslava elle au-
ini i.,,Iu, e nunca por beneficiar a quem nao
eslava as circiimslanciat de s-lo, pois ti-
nha bens para renunciar um beneficio estra-
uho Asearlas, <|ue tenho em meu poder do
ursino Maia, de 29 de maio de 1818, de 20 de
setempro, e 7 de novembro do niesino anuo,
sendo eslas ullimas datadas do Poit,, bem
provaui o que acabo de diier: alnide se te,
pronunciado em defea igual os tribunaes do
paiz, que conheceudo a iujustica com <|ue se
ataca a religiao, dol tmulos para se encubrir
asfaltas dos vivos hoj proferido sabias de-
cisoes contra as pieunces destes ltimos.
Mas como se promclie it vame ponlio a dis-
posicao dosienliore llenry Gibs..... Jones Pa-
ln U C*. James Cablre & i/, e Fox nrolliers
s papis oe que teulio feito inencao, caso
julgueiii de al. una utilidad; para a sosten
tacao itos seus direitos na su|>erior instancia.
Descnlpciii, senhores Redalores.'se como li-
I Iu, tive de me exceder em algoma parte desta
carta. Pelo motivo espero alcancar benevo-
lencia, e disculpa ; entretanto cmilc como
Ulinda 13 de Mar, o de 1851.
De V. S. amigo patricio e criado,
Jos Lopci Machado,
Sri. rtdacloret.Coiislaudo-me que no Dia-
rio de l'irnamliaco, ns. J'J e 60 apparecera um
annuueio, pedindoao .Sr. Icnenle Paulino de
Almeida llrillo, doi|uarlo b.italhao duaililha-
ia, o pagamento dos alugueis da casa em que
mrou na ra de llorlas, e resgaiar a flanea do
_eu coinuiaiidanle, live a curiosidade de ler o
dito annuncio, c liquei bstanle admirado,por-
que a no ser o firme proposito do au or.de-
ptiinir um oll'u i il do meu batalliao, nao havia
oulra raan : devo portanlo fazerver ao publi-
co a falsidade do annunciante, para aedir o
o lioso do Sr. Paulino, e de inlin como seu lia-
:|.,r. Quamlo no auno passado o f-r. lente
Paulino quiza lugar a caa da ra de Hurtas,
exigirn] de mim llanta, que exiiei em pres-
ta-la por isso que deposito muita cnnliaiica
no Sr. lente Paulino. Teudo em agosto do
auno passado ordein para o balalhao embar-
car pata a provincia, pagou o Sr. lente Pau-
lino o aluguel de tres ineics que se tinliain
vencido em 8 de agosto, como consta do reci-
bo n. 1 ; e como a viagem se demoratse de dia
nidia, licaram uns dias paraserem pagos por
nutre iu que se cncarragou de o fa/.er, e nao
leudo este salisfeilo esla tao redieula quantia,
cinupria que o Sr. Joao'Manoel Ribeiro do
ionio viesse ter couimigo para ser pago, pin
que eslou certo, que imiueiliatametite seria
nago, e se acato eu o nao fzesse, linha o Exur
NI. eoininanddille das unas, nao s nesta qua-
lidade, coiiio na de coronel couiinandantc do
balulhu; nao deixara poi rento de providen-
i jar a re-peito, porin o ?r. louto eiqnecen-
lo-se que j linha recebldo 36#0O0 quiz de llo-
ro ser pago, quaudo Ihe resiava o Sr. t-
lente 5||I006 rs. como prova o recia n. 2.
vDeixando de la" oulrat quaesquer obaer-
vaces, rotoUbe. Srs. redactores, quelram dar
piililicidadeao expendido,, para que lique sal-
va minlia renutaco e a do olllei.il do meu ba-
lalliii i.Jnauerncio uili'/uio ferreira il'Araajo
HKCloOS.
1. Recebido Sr. lenente Paulino de Almei-
da Brillo, a qumlia de irinta e seis mil rs.
pioveuieutede tte*mese vencidos, etn o Uc
agosto do corrente, da caiarm que mora na
ra de lionas. Recife, i5 deaeosto de 1850.
Joao Mnnotl Pibtiro Caula.
2. Recebl do Sr. lenle Paulino de Almei
da riti, a quaulia de cinco mil e seis ris de
alugueis da casa em que mor- u na ra de
lionas, pertencrnle a quatorxe dias vencido-
de nove o vime um de agosto do auno prxi-
mo passado, ficando em inu poder a caria de
lianza para entregar qnando for procurada,
assim como do. Recife, 23 de marco de 1851.
Ju'ui .',/a,ine/ Ribero Coulo.
AO PUBLICO.
Jostlflea^ao le um l'rani-ez.
0 n-spcitavcl publico ha de oslar leibra-
'lo tic ler lisio no Diario ile l'ernaiiibuco iii<
2.1 o 2i de fevereiro do anuo de 189, tifio
tmente nina queixa presentalla por initn
ao cnsul francez contra Vctor Letclier,
negoriante da mesma naeno, senil o tambeni
o termo ta audiencia que leve lugar no
respectivo consulado a 10 de Janeiro do
niesmo anno, na qual fina niinlias leslemu-
nlias o Snrs. Chaves Ain, llruguiei o
.Napolen Baize. 0 respeitavel publico lia
de estar lemhrado igualmcnto dos alt-sta-
dos que me passaram os dous primeiros
Srs. confiriniinilo todos os factos por mim
neneionados cin a dita queixa ; assim como
do uina correspondencia tisultaos.-i pu-
blicadt no Mario de 26 do fevereiro do
mesmo anno 1819, na qual meu adversario
nilo podendo contestar as verdades da
queixa, nein a cxactidfo lo termo, ( salvo
se elle pretende que por nao haver apresen
ceilen-se inquirigto das testemunlias o
que prova evidentemente o interese, que
linliam aquelles quo tin.lo preparado de
anlemiio o resultado tiesto suberbo proces-
so, do qual estavam ellos celos, pois qur
sendo ellas citadas contra ininha vontad.e
0 so ni que mesmo o mandado do cilaco
l'osse por :nim assignailn, indi}.Mr. Letclier
iiessoalmeiile com oollicial do juslica to
Sr. jitiz Mainedo para ensiniir-lho a morada
das mesmas e a minha, alim de perder me-
nos lempo, tanlo ora a certeza qiieTtnha
de que a decisiio ilujuizo seria em seu fa-
vor] Ku e as lestemunlliis fomos citailns
pelas qualro li iras da tarde para compare-
cermns no dia seguinte'pelas dez bous da
manhfla posto que a lei exige urna do mora
l 21 horas, o como nesse nterin) nfio me
fosse possivel ver o meu advogado para
commiinicar-lhe o que ora passado, porque
nlo abrir seu escrlplorio senao as dez
lloras o que sabia-se perfeilainnuli' ; quamlo
no outro da clieguei 8 casa do Sr suhde*
1 gado Mamedo pelasonza horas da mandila
com um outro requeriinento feito polo meu
a Ivogulo para ver ge e-te Sr. linnlmente
me faria juslica ; ja elle a requeriinento do
meu adversario e de seu advogadn, me ti-
nba declarado decabido de meu direito, e
lanzado fr da causa sendo isssi mesmo
o que o uieu adversarlo desoja va para po-
der fazer com que as testemunlt is dissessem
em minha ausencia o que elle quizesso,
como com ofleito assim aconteceu, tifio s-
inenle para que o crimo p >r elle couniiet-
lido ficasse impune, soiiiio tambeiQ para
lado osi ttulos em seu poder nfio podia fazer-se nenbum |como j"lnna'feitod6arresto* a que a
balanco) limitou-sea atacar a minha vida
privada, difamando-mo falsamente, alim do
atornillar, so l'osse possivel, o crimo que
avia commellido. Meu adversario, em
sito
scu
roquerimenlo se proco ida em casa ds
queixosa, um acto judiciario de vergonlia
ilespresoe difattiaco para mim eella, o fez
em mitro o encarregailo do ctime c inecbi
e
voz de comparecer na audiencia do 17 de do OCOnfessadp por elle e ntteslado pebs
Janeiro de 1849 para aprosentar os ttulos teslemunlias Bruguir e Chaves, e V0U
do crdito que disse tinlia contra mim. pe-provado
lio icencaao Sr. cnsul para ir a Baha, c: Nfio analisarei os depoimenlos de todas
parti para alli no dia 1S do mesmo tnoz, jas lislomiinhas quo juraran! no proresso;
protestando que quandovoltasse, termina* joorque isso consumira muilo lempo e do-
ria este negocio aniigavelmente. lufor-lmais nfii Valeria apena,' por seren ludas
mado desla circuinstancia esperei com pa-lquasi du mesmo valor. Analisarei, por lin-
ciuncia a sua volta alim de ver, se fosse. pos- lo, somante os dep iqieulus das losleinu-
sivel esses litlos em que ello tanto fallava, nha Bruguir'e I.llaves por mim escolbi-
pots eslava bem corto deque elle neuhiim 'das para provar a veidade da iniulia quei-
possuia c nenbuns por consegiiinte p doria
a presentar, salvo se os forjaaso expicssa-
tncn'.c para csle fim.
Meu adversario voltou da Babia a 8 de
marco seguinte, quamlo ja pelos meios que
sua fortuna Ihe pormitte, assim como pelo
adjitorio de8BUS amigos linha tudo prepa-
rado para nfio ser punido do erinic que ha
via commellido o que desojo provar. En-
tilo vendo cu que iiingucm me proctirava
dosiia par'e, e quo no consuladi nfio se
fallava mas nesse negocio, conbeci final-
mente a mi volitado do meu adversario, e
proced criminalmente contra elle a 18 do
mez seguinte ( de abril ] de 1849
xa, he no enlaulo sobre quem eu conlavsj,
a do inspector de quarleiro Goncalo Josi
ta Costa c S, e as tesposia dadas polo meu
adversario o interrogatorio, que Ihe foi
feito pelo juiz .Matncde, por qtianto eslou
convencido deque a nalyso tiestas pocas
bastava pura habilitar o respeitavel publico
a julgar do carcter destes Srs.
Mr. Bruguir, que fui a primeira teste-
muiilia que jurou (t'ecnao respeitavel pu-
blico queira confrontar o dcpoiinento deste
Sr. com asderlarafOcs qnc elle mesmo fez
e asslgnou de sua livre vonlado em respos-
l.t a caita quo Ihe escievi e que se arha
junta aos autos f documentos n. lo2j. \'e-
0 processo inarchou lentamente at que Hamos agora si o dcpoimenlo be justo e lie
elle fugio as occullas desta cidade no dia'como dove ser aquella d'um negocianti
2! de maio do anuo de 1849, passado a bor-
lo da barca franceza ZeUi, como provam os
Jocumentos que se. acham juntos aos autos;
os quaes sao, um requerimeiilo por mim fei-
to ao Chefo de polica e por este despacho,
impedindo a sua partida, e duas cerlidOes
assada pela secretaria da inSDCCCflo do ar-
..enal de mai nha desta provincia, das
quaes consta que a bordo da barca '/.'lia
tifio subir neiihum passageiro, e que Mr.
I.eleltcr nfio lora nella contemplado como
(azendo parle de sua tripolacfio, porlanto
elle parti, pois, occultamenle e escondido
mas sem embargo de. ludo Isso Mr. I.etelior,
foi absolvido, e eu condemnado. Vejamos
se com justioa das leis ou si nfio he como
o digo, poique tudo tinha sido preparado
durante sua ausencia pola sua fortuna e
adjutorio deseos amigos para assegurar-
iiie a impuni.lade do crime commellido
por ello pelos depoimentus dos juramentos
qtiasi todas feitos em scu favor mesmo
conipromelicndo-o.
Como nfio fosse possivel ao Sr. subde-
legado Barata lomar conhecimenlo da pe-
licfio de queixa que Ihe a presculoi a 18 de
abril do aimo de 1849 passado, leve olla le
ser encaminhada ao Sr. subdelegado sup-
plenle liento Jos Kornandes Barros, o qual
tendo-a receiiido passou regularmente a
ouvir as testemunhas. Apresentaram-ae
para jurar em meu favor os Srs. Dubois,
carniceiro francez, e Detemps ebenisla da
mesma nacOo. O 1 Sr. declarou que mais
de tres mezes depois do arresto feito em
casa da queixoza a requeriinento de Mr. Le
telier, este Ihe quizera vender urna caixa
lo phosphoros, aqual dissera que Ihe provi-
nha dcsto mesmo arresto; porin que em
consequencia do grande prego que por ella
pedir, elle Dubois nao a c miprara.
Mr. l.ctelier e seu advogado, os quaes
chegaram nessa oceusifio, ( erain ja quatro
horas entretanto que a audiencia linha sido
marcada para as duas) reqnereram que
visto ter silo o delicio, do que tratava a
petiefio de queixa, commellido no bairro
de S. Frei Pedro Concalves, fosse esta re-
mettida au Sr. subdelegado Mamedo, o
qual, disseram clles, era mais'aplo quo lien
1111111 outro para decidir a qucslo, o que
bem prova o pleresse quutnhatn ello o
seusainigos nosta nnnlanca, que linha sido
preparado e acouselhadu por diversas pes-
soas, oppu?-me. a isso o iiz ao Sr. Maiuede
quatro reijuerimenlus citando a lei quo me
lava a mim tanto quaiilo a Mr. Letclier o
Itreilo deoscolher o meu juiz j -mas o Sr.
Mamedo a nada attendeo e jamis, taKez
inaram no consulado; entretanto se cu
fosse o que Mr. l.ctelier e seus amigos di-
zeni h jeque sou tera acaso ido- volunla-
r amento desfazer o engao? cortamente
que nao. Minha conta'eslava saldada, o
eu podia muilo beni dizer que nada mais
devia. Ah! se eu otivesse feito, nfio lo-
ria passado por tinto' desjirezo, por tanta
deshonra, por tanta desgrana, nein tantas
eunsoioticias se loriam ompromettido; to-
dava como obrei o que devia obrar, nlo
tu; arrepeiulo ilo o nilo ter f-ilo, pois
que en nfio obro sequndo minha con-
sequencia, porem nilo posso deixar do
estranhar hoque Mr. Bruguir conheoen-
do como o laclo se pasaara, nao se dignasse
em scu depoimontn de vender humenagem
ti vetdade, ea minha delicadeza, O que
nfio posso deixar de estranhar lio quo Mr.
Bruguir, sendo minha testomunha, 1ra-
lasse de fazer o seu dcpoimenlo lodo obs-
curo o ludo favoravel ao 1110.1 adversario.
0 que nfio posso deixar ileeslranhar sobre
ludo he que Mr. Bruguir declar*sso que
nfio tondo recebido a impntiaiieia das lat-
irs, as entregara a Mr. Letclier, som dizer
positivamente se ollas estavao ja vencraas
ou nfio, se f-ndo-mo sido apresentadas,
eu as recusara pagar ; pois ora sobre oslo
ponto quo elle devia explicaT-so com a
franqueza e lealdade propiia de ni ne-
r,iiciaiii amigo da ver.lado, o sobre tudo
leudo aceitado de ser voluntariamente mi-
nha tostemunha.
Mr. Bruguir limilou-sca dar a enten-
der que as lotiras ja et'Vain vencidas, o
que ellas nfio foram pagas quamlo eiie as
enlregoii a meu adversario, o que he falso
e eu nao quero para provar sonito avista
do proprio li vi o, no qual elle mesmo mu
mostroii lanzadas as ditas leltras no dia em
que lui.a sua casa buscar os altestados
que de'sm] livre vonlado, o guiado pelo
teslemunho do suaconsciejicia o sua con-
\-i efio me deu cunta Mr. Lr-leltr de Mr.
ruguier poi u.'io rocobeo a importancia
las leltras, nao fui porque eu as nfio qui-
zesso pagar mas porque ellas linda nfio es-
1 ivam vencid >s. Mr. Bruguir tleclaraque
fora chama lo nao diz por quem ) no con-
sulado para servir de.'arbitro entro mim e
o meu adversario, para examinar as cootas
que nos robos llovamos presentar, fra-
siado no iiileres-ode meu idversai io, dan-
do assim a onlcuder que lora chmalo pela
autoriilade consular, o que lio bem falso,
pois fui eu que me dirig a sua casa e Ihe
[ip.li quo e dignasse de ser minha twlemu-
nha, oque ello de sua livre vontade acei-
tou, depois de me ler perguntado se ou ti-
nha promplas lodisa minhas pravas, ao
que Ihe respond allirmativamenie.
Mr. Bruguir declara que smenle cu
iipresentei a minha cunta com utn saldo
oni iii'-u fa-or decenio e'oilo mil ls, o
pie Mr. Letclier requerera urna dilac.lo de
otto .lias para poder a presentar rsua, alir-
maudu que eu Ihe dovia sommas muilo
mais consideraveis; porin que esta conla
na sendo nunca a presentada, nao levo
lugar ncilhuina vcrilicai;3o delinitiva. Ks-
primindo-se assim Mr. Bruguir parece
quereiiega a ussignaturaid'alteslacS, que
elle me don segundo a veriliCfCAo que fez
dos mous ttulos, nfio he pois segundo sua
convicio que meu hvro eslava revestido
los recibos parciaos o goraes at lins do
outiibro de 1845. Nao he, pois, segundo a
itilliontici la te das pravas das acoitat;oes
du meu adversario, uo bu mais segundo a
conlssfio mesma dente ullimo que servio-
so do meios l.To dospresiveis como baixos
para mo subtrahir diversas som as c valo-
res despresar, dilfamar e inauciiar minna
reputaijio; nfio homais segundo a convic-
ijfio de sua alma quo elle no deo do sua
propri i volitado todas eslas atlostaes, por
tanto, nfio o forc i nein o obriguei (por
qualquer meio que podesse ser^.
Mr. Bruguir devia lembrar-so; l.*,quo
quaudo lu a pi uncir vez a sua casa para
Halar doste negocio, ello de sim lvro von-
lado me assignou una carta, a qual nio
ajuntei aos autos, porque nfio declarava se-
ii jo.i existencia do S ildo da cotila oin meu
favor ; 2.u, que dous dias depois lornei a sua
casa e Ihe uuscrvci i|uu a dtlu carta nfio po-
dia servir-nio, por qiianto uo fallava nem
da obrigaeo de inultos cotilos de ris, quo
Mr. l.ctelier obligara a queixosa passur-lbe
nem das duas nutras duque elle se apos-
sara na impoitancia de cenlo e vinto e cin-
co mil ris, nem da cdula de vinle mil ris,
quo o mesmo Ihe exlorqura, nem final-
mente da dcclara(fio que elle lizore ilequo
linha om seo poder todos esses ttulos e
que eslava prompio a resliluilos, logo que
lite fossein pedidos. 3. que elle me res-
pondeo que o que cu pedia era mais quo
juslo, que ello eslava promplo paraattestar
o que cu quera, vislo que ludo era vurda-
de ; mas que era necessario uno eu Ihe es-
crovesse oulra carta mais explicativa, o
que com rlfcto teyc lugar no uia seguinte
rasgando elle proprio a primeira depois do
ler passado os altestados pedidos na se-
gunda, que lie a que se ach.i junta aos au-
lus | dociimculo n. 2 ). Nfio sei como Mr.
Bruguir poudoesqucct'r lodas otas cir-
cuinstancias. as quaes provam evidente-
menle que elle eslava intinamonto conven-
cido de quo nfio ullestava senfio apura ver-
dado.
Mr. Bruguir devia tambem lembrar-so
do que agradccendo-lhe eu, na occasifio de
despedir-me o favor quo me*tinha feito,
elle me dora a mfio a aportar,'disndo-me
que n.ida tinha feito senio justo, quo sen-
francez probo e imparcial, u qup nfio dove
ter por lim senfio vender bomenagem a
verdado, ello .ssevora lor-uie le lo refor-
mar as Ires letras que Ihe foram entregues
por Mr. Letclier, o que he ver lado, mais da
a esl laclo una fenjfio quo ello uo lem,
eutrotanio que deveria genefosamento
Icuibrai-se vislo ler aceitado ser huidla
lestcinut ha ; que o mesmo lora narrado no
consulado no oa da audiencia tal qual se
passara, o que elle propio Mr. Bruguir,
como tambem o Sr. Chaves e Napolen
Baize, os quaes todos tiveram nolle parte,
osp utaueamentu o cotiliriniir.ini.
Quamlo Mr. Letclier parti para al'ran-
ca no auno de 184-*. c.i resiava a dever-
Ihc por saldo de conta, segundo elle por-
ten,lia, a quantia do sete ce .tos e sesenta
0 dous mil ris da qual quiz, quo Ihe pas-
sasses tres leltras; mais como eu nfio son-
bosso ler nem esurever a lingua do paiz con-
cordamos, em que vslo rao consulado da
piulo dolle Letclier para receber do Mi.
Chaves, entilo chancellar, a imporlancia de
varios objectos de esciiplorn quo o mesmo
Ihe hava fornecido, e que elle mo pagou,
pedera a csle Sr. que me passaso essas lel-
tras, oque com ell'eilo ello leve a compla-
cencia de fazer; mas Mr. Chavas, sem o
querer, commette i um i/w iroqti, pois
etn vez.de passiir as letras cinsideraiido-ini1
como devodor, passou-is consPreraudo llo-
vedor a Mr. Lelolier sem declarar quem
era o crodor.
Yoltando do consulado, enlreguei inno
cenlemonte as tres leltras a Mr. Letelier
0 qual, som asexaiiiinar, por nlo ler lempo.
pois que o navio em que elle parta fazia'
sea vela, mu passou em meu livio recibo
do saldo deconlas.
Depois que Mr. l.ctelier parti, foi quo
Mr. Bruguir, ao qual elle llera as ditas
leltras, vio que elle nao ligurava nellas
comocredor, mais somonte como devedor,
sein que todava 80 liuesso nenhuma inen-
cao de quem fosse ocredor. Vendo-so em
barajado, Mr. Bruguir falln nisso u Mr.
1 aize, o qual Ihe disse que tinha presen-
ciado eu entregar urnas leltras a Mr. Lelo-
lier, as quaes talvez fossom essas quo se
icii Han) o ii seu poder. Suspeilando isso
e suppoudo com razan que devia ter ha
vido engao na ttianeira pela qual as di-
las leltias linham sido passadas, Mr. Baize
Ufocurou-me e deu-me parle do ludo desig-
nando me as quanlias do/leras easepo
chas de. seus venc metilos. Convencido do
engao, digi- ne proinplamenlo a casa de
Mr.' Bruguir alim de o leclilicar. Kisltia grande prazer lodas as vezes que acr-
aqui como o lacio se passou e os propriuslvia a um cuinpalrioia, sobro ludo quaudo
"r-i"
o processo nao andou com tanta rapidez.
Nao obstante a miulia opposiijo, pro- Srs. lirugui, Cliavcs o Baize o" confir-lcomo uo meu caso, au so trata y* senao
\R ENCONTRADO


!2!

le render homendpem a vtrdmlt, e a vino-
rencin e que elle nada tinha feilo do mais
Mr. Bruguir dev* lembrar-se aind que
no mesmo da, pedindo-lhe eu que m'cY-
plicasse as scgiiintes palavias por elle pro-
feridas ao sabir do consulado no dia da au-
diencia, pois eu nflo romprehendia o scu
sentido > l'alavras nflo silo escriptos, sflo
rsrrplos que queremos e no palnvias du-
vidosas elle me responden que era de
Mr. Lotelierquc tinha fallado, por quanlo
segundo .a venficaeflo do nicua ttulos es-
lava claramente provado que em vez do cu
Ihe dever, como elle aflirmara na occaso
do arresto o continuar a allirmar anda
depois era elle pelo contrario que me de-
via; porem que na audiencia dissera que
nflo saba, que no estova certo, que no
afiirmava que cu lhc devia; mais que cra
que eu llic deva, denegaeftes essas, que cs-
tavam bem longo do seren provas como
eram as minhas, c que fon a este respe lo
quo olle proferir as palavras cima men-
cionada.
Mr. Bruguir deveainda lembrar-soque
tudo sso foi feito o dito em presenta do
um Francez que supponho serseu caixcro,
ao qual ouvio-o chamar Mr Bourle.
Seja-me agora permittido perguntar a
Mr Bruguir, como he que, dopos de haver
dado taas provasde estar convencido da
verdado dos factos que atiestan, o depois
mesmo de ter juradoaos Santos Kvangelhos
dizer a verdado, e nada que a ventado em
vez de um depoimento franco c leal digno de
um negociante probo, poude ello dar um
depoimento inteiramente contrario sua
conscienca o aos meus iiitt-resses, e quo
est tito longe, para servir de su propria
expressfio, de render homenagem verdade
eu mnocent'a? Reconheccu elle acaso quo
cu linda abusado de sua boa f? que por al -
gnma falsidade ou aiguma impostura tinha
li ii-iailii seus altcslados c sua Icaldade ? Se
assim foi, porque raso, vendo publicados
esses alteslados, nao so den pressa cin fa-
zer publico quo eu tinha abusado de su
Loa fe, extorquindo sua assignalura, sobre
i mo leudo eu convidado a quein quer quo
tivesse de que queixar-se, o laze-lo? Este
meio teria sido, ao meu ver mais nobre, c
mls digno de um negociante francez do
que dar vergonhosamente um depoimento
sean falso, ao menos do tal sorle ombru
Iludo que he fcil do ver-soque foi dado
inteirauenie no interesso do meu adver-
sario, nfio obstante ter elle Mr. Bruguire
aceitado da sua lvre vontade ser ininha
tcstemunlia, e tanto he isso verdade quo o
meu adversario declaro nada ter que con-
testar no seu depoimento, por quanlo era
todo em seu favor, e provuva quo sou um
velhaco.
Desejara quo Mr. Bruguire doclarasse
quai a razo pola qual, depois do se haver
mostrado to convencido da justca que
m- a rio, conhecendo melhor que ningiiem todo
este negocio em todas as sitas particulari-
dades. So acaso o enganci elle quo o di-
ga, que o provo publicamente para que
eu solfea lodas as con.eqiiencias do pieu
acto e (iqno isposto ao despreso que ule-
reen ; mas se o nao fizer, permita aueap-
pclle para o tribunal do respeilav? publi-
co sempre imparcial, aflu de quo elle nos
julgue a a < bus.
I'assarei a ora ao depoimento de Mr.
Chaves, outr'ora chanceller do cnsul ido
fanc>-z (documento n. 3.
E-te Sr. declarou que como chanceller
veio como de coslume ao consulado no
dia da audiencia, mas sso nao he exacto,
por quauto nesse lempo Ja elle uo lia lia-
llias a nia4 no consulado e oceupavu-so
com consullas hoinccpatliicas em casa de
Mr. Casanova; onde o lu procurar pura
pedir-Ib--queso dgnasse ser una de mi -
nlias lesleiunlias na audiencia que de-
via ljr lugar no consulado a iodo Janeiro
do anno do 1819, o que ello me proineltcu
fnzer em presenca do dito Sr. Casanova.
Mr. Chaves anda assignava, lio verdade,
OS papis eo consulado com chanceller;
mais i s a conlecia, por que anda nao
tinha sido nomeado quem o substituste.
por tanto se elle foi au cousulado, nao foi
< 'iiio declarou ; em qualidadc de chan-
celler; mais como minha testeiiiunha e
| ara sustentar o meu diieito.
Mr. cii.iv s disso quo eu exhibir um
lino de cuntas pelo qual pretenda de-
monsuar um safio em meu favor, segun-
do Ihe pareca, de cent eoitomil res
Peco ao respeilavel publico que re-
pare com quo deslouldade desdenhosa pa1
ir.im, faz este depoinn nto quando elle
iiiinlia lestemiiiiha uo se deu ao traba-
Id > de convencer-so da verJade os fac-
tos, elle minha lestemunh nflo conipa-
rou o dever e o haver, elle minha leslemu-
nha nilo nccupmi-se de nenhuma verili-
caeflo, o que viuda ello l'a/er como minha
testemunha ? i\Ho, nSo Mr. Chaves, minha
testemunha leve parlo na autiencia mu
que imiguern. Com elfeito Mr. (.lla-
ves, minha teatemuiiha, vio o txaa.inou
em meu lvro os recibs pareiaea e ge-
raes passados pe!o mou adversado; elle
vio e ixaminou em meu livro Iota a cun-
ta do mesmo, inclusivo as piovas da acei-
tuno e ficbU peif-iUmenle convencido,
I em como lodo os nutros, da juslica u,ue
me assistia. Sendo assim, cuno he
que a despeito ilesua convicio pode elle
dar um depoimento lao cheio de despie-
zo |-ara mim o nteramenlo contrario ao
meus inlciesses ? Mr. Chaves declarou
que o meu adversario dissera que apo-
sentara suas contes e que para isso pe-
dir que a audiencia fosse adiada, masa
memoria louca fiel de Mr <;iives o en-
gaa i ponto de nilo lembrar-se( nao im-
porta em que inleresse ) que foi ello men-
ino quem a fez adiar, pedindo aihitrose
iiiteiramenlo iiiuteis ncsta questo, pois
a vista dos recibos e das cuntas lauca-
das em meu livro nSo poda haver nen-
huma conlesUcflo de arbitro. Mr. Cha-
ves declarou que o meu adversario nao
se aprsentela e que se sua memoria o
uno engaita, oblivera peruiissflo e pasa-
poito do cnsul para hir a Batua. ura,
se Mr. Chaves era chanceller do consu-
lado, romo disaeque era, devia snber me-
lhor ningueni que Mr Letelier partir para
a Baha do da imnicdialo aquelleque tinha
sidu maicado para a audiencia, por qu li-
to devia ter assignado o respectivo pas-
s t 1111., o nesse caso sua u euioris, j..,.-.tu
que puuco bel, ii3o o poda engaitar,
Mr. Chaves declarou mais que nflu po-
de ouvir nada do que se Uisse uocou-|
solado durante a audiencia, e que se vira'
obrigado, de envergonhado, a ri-tirar-se
par a varanil por nao poder mais sup-
porlar os excessos i'e impertinencia que
a queixnsa prelicara, levantando a vo o
fazendo algazurra sem nenhnm resnolto
ao lugar em que so achava, permllirei
rre o'observar a Mr. Chanceller Chaves
quede ( ura calumnia per duas razes a
prmeira.que, a pessoa de que falla com
lanto despreso he incapaz; pesio que as-
sim o dijia, de condiizir-sn desta manei-
r ; a segunda, que ello dovo saber me-
lhor que mnguem ( e ello de.ve compreben-
dor-mJ quo tolo aquella quo ennheceu
Mr. cnsul Klis fosse I rar.cz ou est-angei
ro sabo positivamente que pelo aau Carc-
ter impeiioso e anda mesmo pelo dercro
do seu lugar era incapaz mais que ningiiem
dn soffrer urna igual con lucia no seu con-
dncta no seu consulado o sobre ludo da
parte d'am mulher sem a ter poste na ra
no mesmo inslanle, o que certamenle nflo
acontecen posto que o que possa dizer Mr.
chanceller Chaves, minha testemunhp, por
tanto, esta parlo de seu depoimento nilo he
sen.louma perlida mentira e calumnia do a-
cordo com meo adversario afim de ajuda-lo
a difamar e desprezar a queixosa, assim co-
mo a mim e por este meio altenuar e avil-
taroacto do processo e tudorm favor do
meu adversario, meio que me parece ponen
digno de um homem recto e amigo da ver-
dade e sobre tudo da paite d'um chanceller
do consulado francez.
Mr. Chaves, n!Jo obstante a infidelidade
do sua memoria, lembrou-se da caria, que
assignir snlida jmente com Mr Brugui-
re (docOmento n. 2 ), o declarou que se
reportav ao sen conieudo.
Fazendo esta declaracfo, o Sr. chancel-
ler Ch ves destroe por si mesmo lodo o va-
lar do seu depoimento, e prov que se
elle nilo he iilcramente f|so, pelo menos
h" m;is i|ue inexaclo, equefdra dado lo-
do em favor ito n eu adversario pela fa'la
da boa f qua o distingue, nto obstante ser
elle minha Irstcmiinha de sua lvre
vontade.
A primera vfz que fui ao consolatorio
homeoptico pura o flm de pedir eo Sr.
chanceller Chaves que se dgnasse attes-
lar-rno o que se tinha passado na audiencia
do consola lo em urna cuta simlhante a
que eu linha apresentado a" Mr. BniRoli,
que este davi assignarlo ; elle qniz logo
fazer o mesmo e fui eu quo o impuli, ob-
servando Ihe que a dita carta riflo era bas-
tante explicativa, c que eu esperava que
Mr. Bruguire nSo se recusara a assig-
nar outra que o fosse mais. Rutilo com-
munioando-lhe oque quera, elle me res-
pomleu que eslava certo de que Mr. Bru-
guire nao se recusara a render home-
nagem a verdad-', e quo pela sua parte
esiav p>nmpto para fazer o mesmo, o
que leve lugir no da seginnle, e como
II lh''i'ess" OS aaia Iccinienlos p lo seu
obsrqnio, dise-me q-ie dcaejiva s mi coiacan que os alteslados que me
linha paisa lo me podetsem ser llo uteis
ipianlo vantajnsos ; ao quo Ihe respond
que mirilla ntencjjo era smento servir-
aie i'elles para restabelecer minha repu-
ta^ilo arruinada telas falsdades do mou
adversario. R'itooSr. chancellar .Chaves
mediste quo eu poilia fazer driles o uso
iiuo quizess, pois quedando-nos elle nilo
tizera se nto o qu" era justo. Tudo stos
passou lio consultorio houieccpatlnco em
prese ica do niuilos FraiiC'Z'S entre os
quais creio i|ue se aeluva Mr. Casanova.
Como lio pois que Ionio dado tantas prov ~
lo que eslava iiileiamaiito convencido da
juslica '|ue mo assistia, e leudo aceitado
voluntariamente as minlms testemunlias,
o Sr. chancheller Cliav s. nilo obstante ter
orado aos Santos Evtngelhos dizer a verda-
do, deu um depoi nenio Ido obscuro, tilo
contrario aos meus i ulereases, lao insul-
luoso para a queixosa, lao cheio do des-
. i' so para ccnimigo, e sobre ludo tilo pon -
co concordo cum os alleslados quo linha
pasando ?
Tres razffes bem valiosas me lizeram es-
Colber paia n inhas l' slemunhas ai Sr.
chanceller Chavise a Mr. Brogll'ja I.*,
lessas razos foi a pos'Cli' que amtos el-
es oceupavam na sociedade ; a 2.", por
quo se elles tvessem i|uerido ren ler ho-
meuagem a veri ale pois que cala um
l*i lies COlihecia rsse negocio e achavam
em estado de esclarecer e, em liin por-
que linha cuitado sobre a leadla lo que
deve ter todo homem di bem.
Pcrgunlarei agora ao Sr. chanceller Cha-
ves senao he verdade que elle o o senhor
cnsul, na audiencia quo leve dopos da
vcriicac.ao do meus ttulos, c a convicc.lo
que elle e os o litros Uvera ni, que em lu-
gar de eu dever a meu adversario como
ellos pertendinm, que era ello quem me
devia um saldo de cento e nilo mil ruis
dados domis; e como meu adversario nao
pareca comprchender ou para melor di-
zer nilo quera coinpr 'hender, Ihe obser-
va ram por difieren tes vezei que de sua
aceitadlo uo se poda tirar nutra con-
clusao, fzendo-lhc ao mesmo lempo va-
rias coinparaces bem como a seguiulc :
suji|iunlia quo eu lbc devo una snnima
i|iiad|uer, e quo nao podciidn, ou lianqoe-
rendo pagar-llie em especio. Ihe iilferec,o
por ella urna casa por exefiplo esta em
que eslremos, saliendo bem que ella nao
vale melado dessa quanlia, o que O Sr.
mo obestantc isso aceita, diga ficai-lhe-hei
devenuo anda alguina cousa? Certa mente
que nfio Pois foi o que icouteceo cora o
Sr. O Sr. aceilou f^zendas de um valor
muilo maiordo que a quaulia que Ihe era
devida, e quo se elle uo as tivesse retira-
do, nao lluvia nada por minha culpa,
maissiui da dclie, pois que tinha aboiuio-
nado perseguir que, porlanto, em lugar
deeu di ver-lbe, era bem ellei|uem me de-
via segundo lodas as provas um saldo do
cento o oilo mil rs. dado de mais piovado
pelos meus recibos que ello mesmo reco-
nheciaso.
Se este faci, assim como os outros ja
anunciados, nao he exacto, pesso ao Sr
chancellar Chaves que me desminla alta-
mente, pois com isso me faia especial
favor.
I'crguntarci anda ao Sr. Chaves, chan-
celler, se nao se lembia que dizendoo meu
adversario que cria que indcpeiideute-
menle da conla presentada no consulado,
cu Ihe devia mitra cousa, elle e o Sr. cn-
sul Ihe disseram que isso era impiovavel ;
pois que em meu livro se achava um reci-
bo de saldo de conla passado por elle,
da
alni ,de que tendo-mc cu ttrado
provincia, seria msler para isso/quo elic
me tivesse romollido fazendas na Baha,
no quo elle rcspondemlou.nuo nflomo-|-
nba remettido nenhumA ta/.endas na w-
din, porem que todavfa desejav ver sous
livros, oque bem prova por esta respoata
0 quo elle quera era galibar um lempo
1 o preciosos para ello c seus nobres ami-
os, o que provou a serie do processo
Foi enlflo que o Sr. chanceller Chavos
piopoz o adiaamenlo da quesillo, o qual
foi npprovjdopelo-Sr. cnsul.. He de sup-
l or quo a memoria pouco fiel do Sr.
chanceller Charos nao Ihe perirtetto tul-
vez. lembrar-Se deslc ultimo facto. posto
quo verdico; mas para provar-lhe que
ludo quanlo tenho dito he a pura verdade,
o que nada solicite sua benevolencia, co-
mo elle parece querer dar a entender, pesso-
Iho que torne a ler a carta quo assgnou
conjunclamentc com Mr- Bruguire. tam-
be-n minha testemiinha, ( do documento
n.2. ) afim de que so convenga de quo
rio solictei dellc scno o testemunho da
quilio que em sua conscienca sabia que
ora verdade.
Passarei agora ao depoimento do Sr.
Concalo Jos da Costa c Sil, empregado
publico e inspector de quarteiro ( docu-
mento n. \ ) ....
Fste Sr. disse que depois da abertura
das portas, as quaes foram arrombadas por
ordcni judiciara, fez se o inventaro de
todos os objeclos que foram encontrados,
o que elle assgnara o termo que o cons-
tituir depositario c guarda dos mesmos ;
mas nilo declarou o que attestaram asou-
tras tcsteniunhas, especialmente os dous
Ofllciaea do ju-tica que fizeram o arresto,
islo he, quo entre os ditos ohjcctos exista
urna cxa do folba de flandres dcrinet-
cemente fechada, contendo dozo libras de
phosphoros, que nesse lempo, bem como
boje, valo pelo menos Iresonlos mil rs.
a qual caixa ello depositario deixou de
sua vontade e auloridade, o meu adver-
sario levar pira sua cas c nunca mais
lornou a apparocer, accontecendoo mes-
mo com outros nitritos objeclos que ser-
iamente nilo era aquelles de menos va-
lor, por tanto elle era depositario e
guarda ( documento n, 5 ).
Se o Sr. inspector de quarteiro Gon-
calo assignou, como dtsse, o termo quo
o constituir depositario e guarda dos
objeclos piihorados, deve saber o que
foi feto desses objectos, o que foi foito
ilesse acto, 0 qual b^m como lodos os
desto desleal arroslo, nunca mais apparc-
ceo, a contecendo o mesmo ao da aceita*
cito das fazendas pelo meo aniversario.
Quem deque poda ter inleresse em sub
trar, essas pega quo fornecino justca
as provas positivas da infamia e falsidade
assim do meu adversario, como de seu
cmplice Baize?
O Procurador do meu adversario Mr. Jo-
s Mari.no d'lbiiqiierquo quo tambom
aquello que fez. o embargo om caso di
queixosa, referido so no decurso do pro-
cesso a esta dosapareo, disse que una
inflo Iigcra linha subtrahido csse termo,
qiicrendo assim dar a entender ao juiz
que fura cu que o sublrahira ; mas que
inleresse poda eu ter em una seinelhan-
te desapiiaric&Q, quando polo contraro a
existencia do-a pocas era para mim da
primera irnportanci.i, pois ellas prova-
vam exulieraulemonle todas a duplicidade
do roubo judiciario que mo foi feto, no
a nio ligoira que as subtraho, no pou-
de fazc-lo scno a foroa Jo sacrificios e de
diuhciro, e se a tudo isso se sujeitou foi
gmenle para poder aniquilar provas que
eram mu positivas contra o meu adver-
sario e osen complico llaize, assim como
aquellos que o tinha ajudado neste subli-
mo aclo dUnjoaca e no foi qua depois
da certeza que estas provas cstavam ani-
quiladas, que pode-se fazer mudar de
inancira de passar por baixaa infamias
contra nos as testemunhas, a ponto que
ellos fizessem sous depoimentos como
fizeram tudo em favor de meu adversario
e no todo contra mim, o quo prova o que
cu avance, e que esto mesmo procura-
dor nao tomen apezar do juramento jurar
quo as mercadorias dadas em pagamento
a meu adversario c por ello aceito e con-
fessado ( documento n. 2 ) Ihe perlenca
antea do ludo.
O Sr. inspector de quarteiro Gonzalo
disso mais que passados alguns dias, a
queixosa Ihe apreseutara um contraman-
dado ; mais sto lio una falsidade, pois fo-
ram, elle o meu adversario e o scu cm-
plice que a procuraran! na casa onde se
achava para o ini do levantar o arresto,
levando ellos coinsigo lodos os papis, os
quaes rasgaram cm presenca do mesmo
inspector e da queixosa.
O Sr. Goncalo disse que a qucixoi rece-
bera todos os objectos penhorados; ora,
se assim foi, ella deveria tcr-lho passado
a elle depositario um recibo desses objectos
o ello mesmo deveria ter exigido um tal
documento para juslificar-so cm todo o
lempo, visto que como depositario c
guarda dos mesmos, era por ellos res-
ponsavel durante estes poueos dias;
aprsenlo pois O Sr. inspector de quartei-
ro Contato osle recibo assignado pela
queixosa e pelas testemunhas prsenles,
so quiscr ser acreditado no que diz to
insolentemente ; mas ah isso ido he im-
possivel, o elle dem o sabe, por quanlo
foi em sua pr sem;a e de accurdi com
oile, que o meu adversario eo seu cm-
plice Baize, seus amigos, nicos teste-
munhas de um tal acto judiciario, rasga-
ram .lodos os documentos iifim do ani-
quilaren! as provas do crime por ellos
comniellido.
O Sr. inspector de quarteiro Goncalo,
querendo depreciar a acensaran por
mim intentada e cobrir de despreso c
infamia a queixosa tudo no interesso do
meu adversario disso anda quo ella no
oblivera o aclo contramandado seno a
forc de supplicas, que fizera a este ulti-
mo, logo elle presencou e ouvio essas
supplicas, e so assim foi, por que razflo
nada disse nem a cerca da obrigago que
o meu adversario obrigou o forfou a
queixosa a passar-lhe, nem daquellas de
que elle se appossou, nem lnalmente
dos objectos peuhorados quo desappare-
ceram o foram furlados pelos seus ami-
gos, o que nao poude ter lugar .sem o
seu couscntimento, pois era depositario o
guarda dos mesmos .*
disso qua queixosa vender a sua mo-I apoderara delle, dizendn que Ihe poder:>
bia, o o que qneria o Sr. Gonsaloque
fize#s9 ella dessa mobilia, urna vez que
tTna ilfrelirar-so para fora da provincia?
Quciria a caso qre a abandonasse a olle ?
O inspector Goqcalo disso anda quo
tendo recobido ordjm do subdelegado pa-
ra prender-mc em vrtudo de, urna queixa
foita pelo meu adversario, nno podera ef-
foituar a priso por ler mo eu evadido
occullanicute na garrpeira Nosta Senhnra
da l'enhn ; nias que como a dita gar-
peira tornasse a erttrar na mesma noite
por .avara, elle mo procurara de novo o
uo mo podo prender em razflo do ter eu
fgido clandestinamente 'para a ciliado de
Olnda, donde no da seguinte pela ma-
nhfla sahi emlurcado^em urna jangada.
Como he que um empregado. publico um
agente policial, um chefe de" quaileiro,
leudo jurado aos Santos Evonglhos d-
zcr a verdade, da assjm um depoimento
contrario a sua conscienca, somente pa-
ra servir ao meu adversario o ao sen com-
plico Baize, com os quaes tinha isso
convencionado ? O que vou provar.
Quando mesmo o meu adversario no
tivesse aceitado, como sceitou em pa-
gamento as fazendas que Ihe deixei
( documento n. 2. ) as tres letras quo ti-
nha om scu poder anda no tinham valor,
por quantoa primeira dellas nilo se venca
seno no lim de agosto de 1845, entretan-
to queeu tire o meu passaporte a 20 do
dito mez, e parti no garoperaa 25 ( do-
cumento n. 6. ), logo nesse teropo eu na-
da devia ainda ao meu adversario, nema
pessoa aiguma, como fz ver pelo Dlano
do 23 de fevereiro do 1849 ; mas nflo obs-
tante isso, o meu adversario servio-se
dossas letlras por abuso de confianca pa-
ra engaar a justca o para me defamar,
mco este indigno de todo o homem hon-
rado, por ser extremamente baxo como
vil. Portauto no devendo eu nada a pes-
soa aiguma, o Sr. subdelegado uo po-
da expedir urna ordem de pristo contra
mim, como allirmou o Sr. inspector Gon-
calo, por ser isso contraro a toda a ra
zo e improprio de um magistrado jus-
tceiro.
O Sr. inspector de quarteirflo Goncalo
disse tambem que a garopeira tornou a
cnlrar na mesma noite por avaria (islo
he verdade), c que elle se vira obrigado
a procurar me de novo para me prender)
mas que em consequencia de ter cu f-
gido clandestinamente para Olnda, onde
passei a noite, o de ter sabido daquella
cidado embarcado em urna jangada, elle
no podera effetuar a prsflo. Lamento
snceramento ouc o Sr. Inspector Gonca-
lo antes de fallar tilo vergonhosamente
a verdade, somente para comprezer ao
meu adversario o ao cmplice deste Mr.
Baize, no tivesse reflectdo que me era
fcil provar a falsidade do seu depoimen-
to. O que dir o Sr. inspector a vista do
documento ja citado n. 6, no qual a se-
cretaria da capitana do porto declara po-
sitivamente quo a garopeira A'i Sr-
iiII'ir da i'rnln partir para a Baha a 25
de agosto de 1843, o queeu fora declara-
do passagero em consequencia do meu
passaporte ? Quo crdito pois podeni mais
merecer o Sr. inspector Gonzalo, so no
obstante ter jurado aos Santos Evange-
lios dizer a verdade, faltou a ella to
descaradamente.
A garopeira Icndo tornado a entrar no
porto por avara. no sabio outra vez
seno a 2 de se setembro seguinte, islo
he seto dias depois, e todo esse lempo,
Sr inspeclor de quarteiro, o passei em
mi nba casa mui tranquillo, sem receo
o l u- ti ni, por isso qtioaninguem nada do-
va, nem menos ao meu adversario, e seu
amigo, cm cujo favor V. M. deo lodo es-
se falso depumento, levado sem llovida
por um grande inleresse; pois se com
elfeilo tivesse recebido ordem para pren-
der-mc nada Ihe teria sido mais fcil do
quo cumprir-las.
O Sr. inspector Concalo disse mais que
na occaso do levantamcnto do arresto,
servir para retirar as ditas fazenl'
Passarei agora ao interrocattnflo do meu
adversario ( documento N. 7).
Mr; I.olelier, respondendo a pergonta
quo Ihe foi feita pelo juiz, tinha al-
gum motivo particular a que a'lribuisso
a queixa dada pr mim contra olio, disse
quo julgav quo en b aceti'-ar smenle
pra o atamTjrisar, afim de conseguir que
no cohrasse do mim grande qu mii
quo Ihe eslava a dever.
A falsidado desta resp~osl ho patento
Vista da cnnliccjlo qde no consulado foz o
proprio quo deo, do crimn quo cimme-
lora conforme as testemunhas attestara,
o demas que grande quantia c essi que
nunca figurn em nenhuma prte, e cu-
ja importancia nunca foi de niguem cn-
nherida. Como hf que sendo verdadeira
no se irtoii nunca dola, mesmo pro-
cesso nem no consulado ?
O mou adversario disse mais que nun-
ca tivera intencBo de soblrahir por ne-
nhnm meio, toda'ou parte da minha fnr-
tum, nem dn fortuna da queixosa, entre-
trato a audiencia do consulado prova
evidentemente que foi empregando os
meios os mais vis o baixns, que foi en-
gaando a jusrica com ttulos sem valor
TIe elle conseguio roubsr-nos e eslotear
inpunlment, a mim o a queixns*, co-
brindo de despreso, de infamia e des-
honra, segundo elle mesmo confessou,
O meu adversario disse ainda que he
antes a mim e queixosa que se. deve altri-
buir inlenc.lo de defrautar dola, por
quanlo, ha muto tnpo tenho procurado
todos os meios Ilcitos para furttr-me ao
respectivo pagamento. fc ,
O ra, como be que eu e qiexosa po-
deriamos frustar do nosse adversarlo nma
quantia que nunca Ihe devenios, e cuja.
i'iinoi t mcia elle mesmo nilo ha capaz de
determinar ? bemai*, s ho verdade que
eu Ihe devo ha lanto tempo.como elle
diz, porque razo me no tem obrigado.
a paga-lhe ? Porque razflo nunca proce-
der contra mim sendo pelo contrario em
que procdi contra elle nSo somente no
consulado, seno tambem nos tribunaes
de justca do paiz Porque razflo esses t-
tulos de crdito ISo gahados foram por
elle apresentado ? Araso he clara, he por-
que elles nunca exisliram.
O meu adversario acresenta que eu fu-
gira varas vezes occullamente desta ci-
dado para evitar que elle usisse para com-
migo dos meios juiiciaes, cono juram
asinndas prnp'rias testemunha tornadas
seus amigos, tratando somente da minha
ull i ni i sabida desta cidade, para nflo ser
mais enfadonho perguntaroi ao meu ad-
versario com he que ello se trevo a di-
zer que d di fugdo. tenho eu tirado pas-
sarpurte da polica e sendo reconhecido
a borda da garopeira designada pelo seu
amigo, o inspector'de quateirflo Gonsalo ?
(' documento N. 6. )
Por ventura o depoimento dominabas
les! e,n mitins I ornadas em a mi gs do mea
adversario tem mais forca e valor do qu*
os documentos lassatos pelas autorida-
des ? Cerlamenle que no, e se estes do-
cumentos provam que* os amigos do meu
adversario juraram falso neste ponto, que
crdito poderflo elles merecer a cerca das
outras ?
lio verdade que sahi desta cidade, mis
se o fu fui porque andar vendendo mer-
cadura e galanteras francezaspara o que
tinha a competente licenca. U meu ad-
versario sabe multo bem disto, porquanto
em urna occaso em que fui at o Rio
Formoso, elle e Mr Emilio tambem fran-
cez, mu acompanharam at eos Afogados,
depois de um mez de ausencia eu trou-
xe ao meu adversario oilo contos e cin-
conta, mil rs. do que me passou recibo.
Como pois se allreevo este homem a di-
zer que lugi, varias veses occullamente pi-
ra evitar qu^ elle usnsso para commiso
dos meios judiciaes. O respeitavcl publi-
c hem est vendo a falsidade do tal aecu-
saeflo a qual no foi feita seno com o in-
tuito do infamar-me, e doshonrar-me para
o meu adversario dissera a queixosa que P.0' "P n^! ?prec.ar-se o crirno con-
entre os objectos penhorados elle re- n1i*2S^I?i Ul q"Voni1eir",l se
conheccra alguns que Ihe perlencam e %?*%"&.m toda J ,Sl,a' u,'to Por
esies meios, como por outros anda mais
viz ; pois quo agrdonao Sr. juiz Mamede
de aceita-los como bous e valiosos, apezar
de todas suas inprobabilidades sem dgnar
assegurar-so mais nem mesmo oceupar-
se das provas do delirtoda queixa, e os
por tanto como foi instaurado e'te sober-
b.) processo quo me prodtizio urna
mnaco que nflo foi pronnuncada
o quo entretanto uo linha sido nunca
vendidos por elle, ao quo ella responde-
r que no altendesso a esses objectos.
A falsidade deste depoimento he to claro
quo ningiiem a pode doixar de perceher.
Como lio que o Sr. inspector Goncalo,
quo no lie nenhun homem instruido,
pou le comprchender oque disseram omloondei
ao outro ornen adversaiio o sen compli- j .i%-,
Plice c a queixosa, so sendo ellos todos' r^," Mb? ^^'"."^.-^ .d.5!S!!ilCOin?
francezes no fallaran! seno om francez.!,'
O meu adversario referindo-se a
I IIIITU7 nao ni ou aro M-nao no | ra UCeZ. < ,...:--- .! .-------i
Mas como na penl.ora tinha havido roubo) Z TfluL T su* 'nlcna de, ,Uu*
por seus amigo! e consentido por elle, e i"bl'C0 ,e malllfcsla qn-Jo n-
as provas aniquiladas em presenca de lo i d:.1^,ro,m'n,,a a,"a2la' S8 ">'"
nrovas an.qu.iauas cm presenca ,.. m,ia mulner.
e da quaixosa, para procurar negar ludo, (;omo t Jjd d
to hu'm' l.,q.n ej ifcoftr T^oTcZ '^J """" 'TTl n^m
msmmfebeas
nflo no interesso do meu adversario e do publ-carum.
scu cmplice Baize, os quaes o di- o meu adversario disseque Toi consi-
claram com o intuito de destruirem a ac- dorando a queixosa como minha mulher
cusaeo do processo de atlenuarem ocrime, qUe olleTcquerra o arresto em casa della.
confio que o rcspeitavel publico nos fara elle ho quo me devia e anda deve. um sal-
justca; che depois de ler fe.to desta pe-do de cento o oilo mil rs qual seria o
nhora um espectculo: do vorgonh.i de motivo que levou a requerer um arresto
desprezo do humilacflo, o um rouboJu- em casa da queixosa, semndo-se d titu-
diciano o sem motivo legitimo, pois que lossem valor? Saiba o respeitavcl publico
en no devia nada ao scu autor nem mes-que procedendo assim to infamemente,
mo a aeu complico Baize, que por tal 0 ll)eu adversario nflo leve em visla outra
depoimento o seus meios de fortuna que I cousa senflo saii{uier sa vinganca dos
elle cobre a impumdade do sed crime. desdens da queixosa, por isso que lia va s,
cobnndo-nos com o desprezo publico a!scill oelfensa e sem recursos, o quo prova
cusa mesmo do direilo do homem de bom bem a baixza dos se,.s sentimeiitos. Se
ajudado da justca.
O Sr. inspector Concalo disse finalmen-
te que achara em urna gaveta o passa-
poite da queixosa com o ooaiede liellina
esto nao foi o scu lim, porque razflo pro-
cedeu contra ella, saben lo cm sua cons-
cienca que eu nada Ihe devia ? porque
razo. a fez responsavel pela grarite quan-
('iir i i mi ii < x i .\/ o u ,(/ -m' v ui. i'v. orna t
Tarault (isso he verdade); mas elle no dis- lia imaginaria que para est efoito disso que
se que achou tambem na mosma gaveta '. eu lo devia, sabcmdo perfeitamente o con-
um ilocuinento que prbvav. evidentemon- lrarl '"orquo razo por meio desle in-
te que as fazendas aceitas pelo meu ad- Jusl """reslo a viltou-a publicamente, des-
. versarlo me pertenciam e que o procurador crcd.tou-a desbonrou-a, e ajudado de scu
O Sr. inspector de qusrteiro Goncalo do mesmo, o qual issislir* as arralo, sel"01"'8 comPl'ce roubou-lbe urna cana de
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


flandres com ilozo libras de phosphoros,
pertencMla-me o que sabia positivamente,
alm d'outros objectos que forain Curiados
da mesma irnnrira e com oconcentimento
do seu amigo, o inspector de'quartei'rilo
(.oncnllo, depositario e guarda dos mesmos,
por tanto ello sabia pcrfeitanienie que cu
no Ihe devia nada. Porque raz3o de arcor-
do com o son compljco-Bu ze, ohrigou n
queixosn a hir casa (leste pura o fim de
)ovclr-Ilio o segredo, afim de apresentar
limbos que cu linha comprado por duson-
tosinil rs.,- do mismo modo quo Mr. Snm-
me boticaria franeez, Mr. Meuron c Belaiito
fabricante de rape, e varios outros Srs..
Porque razSo obrigou-a o constrangio-
a passar-lho urna obrigacilo-de mijitos con-
tos de rs- em meu nome, coho se eu Ihe
doveasc slmilhante quanlia, estando con-
vencido que pelo contrario era ello.qucm
me devia, obrigacio qofbi galisada no
consulado, afim de com esto ti lulo, to
falso como a alma daquello que o exigir,
ficar habilitado para me deshonrar o de-
fraudar? Porque razflo obrigou-a e cons
Inngio-a a entrcgar-lhe duas outras ohri-
gaces nasqnaes eu figurava como credo'r,
exgindo que ella de elarasse as mesmas
quo Ihe icavam portencondo .v Porque ra-
zSo, finalmente, elle .seu cmplice depois,
do t-la deshonrada nos nlhos do publico
assim como amim, de te la assim roduzida
a penuria, praticnu linda a indignidade
de extorquir-lhc urna cdula de vinte mil
rs., nico dinhriro que Ihereslava, como
elle sabia perfeitamonte. ? Avista desle
facto provados pela confisslo do prbprio
meu ailversario, caltestados pelas lestemu-
nbas Urugr e Chaves, espero quo o tes-
peitavelp ubllco fr Justina urna conduc-
ta tilo infame tito atroz, e liicai conven-
cido de que todas as respostas dadas pelo
dito meu adversario em seu interrogatorio
nflo silo mais que um tecido de faleidades
e que entretanto foram aceitadas pelo Sr.
juiz Mamede apezar das provas do do con-
trario e as improbalidades.
O meu adversario disse anda que foi so-
mente depois dqarresto quo a qucxosa,
mudando de carcter, conf'essnu qne niio
era inhiba mulhcr mas somente miiiha
Barrcga, exprssilo bem digna daquclic
que pode concebc-la o que prova toda a
i'alsidade d'uma resposla to infame c 1.1o
nojenta ; por qoanto Iho pergunto em
conscicncia qual he a mulhcr mesma a
mais indigna d'ste nome que teria tilo pnu-
co pejo, depois de vinte annos de bem
viver sobro tudo viudo reunir'-se a mim,
poderia fazer urna igual confidencia sobre
tudo ao homem que vem dultraja-la d'hu-
milha-la e dpshonra-la cobrinio-a, com o
despreso publico, ajudado de seu nobre
cmplice Baize por iiiciniiiicdes tSo cobar-
des como infame e prfido : he fcil ver
que urna de clararlo tilo atroz e tfo revol-
tante nao he que para cnvilecc-la e di-pre
sa-la assim como a mim, certo que so acha
d'mitemio, que pela sua fortuna coniprnu
o direito de fallar assim, e'lara enteuder
quo nos nflo somos que canalha com a
qual elle nao pode ter uenhuma especio de
enme, pouco importa o que elle tenba po-
dido fazerc seu cmplice Baize, coque o
prova he que o Sr. juiz Mamede acreditnu
d'ante mao, apezar de tantas impiobaHiili-
dades, aceita tudo como cousa possivel e
verdica.
O meu adversario disse mais que quanto
as contas que tenho com elle, das quaes re-
sulta ser-lhe eu devedor d'uma grande
quanlia, eslava prompto para ajusta-las pc-
rante a Justina civis, sendo para cslranhar
que lancnsse em m!lo de um processo cri-
minal todo .calumnioso, em vez derecorer
as justicas ordinarias para liquidar essa
quantidade que figura Ilquida o que toda-
va se acha liquidada com grande saldo"
contra mim.
Ora se o meu adversario est, convencido
de que eu Ihe devo grande quantia, por-
que razffo a tanto lempo mrica proce-
deu contra mim, sendo eu pelo contrario
que ja duas vezes tenho procedido conter
elle i* Seo meu adversario nunca proce-
iIimi contra miro he porque sabia que Iba
seria impossivel provar pOr ttulos legti-
mos que Ihe devo alguma cousa. Quanto
ao processo, nao sei como o meu adversa-
ro so atlrevea chama-la calumnioso, ten-
do ello proprio confessado c as tcstemu-
nhas Bruguiere c Chaves atlestado o crimo
pelo qual o aecusei.
Omeu adversario disse finalmente que es-
pcava que o julgador a|ireciando as pro-
vas ifos-aulos todas em seu favor e contra
mim o a queixosa, juigaria improcedente
a qncixa sendo nos ambos condemnados
nas cusas, o que com cOcilo assim acou-
teceu, protestando alem disso usar a qual-
(|iicr lempo nilo s da achilo civil para
ohrigar-me a pagar-lbe o que Ihe devo,
como usar contra mim c a qucxosa da ac-
hilo de calumnia em vistas dos fados si-
niuladns c allega^es falsas com que pro-
curamos manchar a sua reputaco al enlDo
illibcda.
Se a prova dos autos he toda em fa-
vor do meu adversario, he porque elle pe-
los meios que sua fortuna Ihe permiti, as-
sim como pela assistenciaMe cus amigos
poude fazer com que minhas lestemtinlias,
cusa mesmo de suas consciencias, juros-
sem em seu favor.
Quanto a dcclaraeo por elle feita de usar
a qualquer lempo nilo somente da achilo
civil contra mim, porque elle pretcnJe que
eu Ihe deva, senilo lanibem da de calumnia
contra mim e a queixosa modo do fraze in-
definiliva quo nova quo elle nilo tem e
nilo ter jamis inlencfln, pos em sua cons-
ciencia, so he que ainda llie resta conscien-
ea, sabe omito bem niio somente queeu
nada Ihe devo, o que pelo contrario elle
be que he meu devedor, e em quanto ac-
cusuco falsa que ello perloide que eu fa-
ca contia elle, sabe positivamente que se
S teslemtinhas que jurarn) un plocessu,
tivessem dado seus depoimciilos com a
franqueza, Icaldade e verdade com que
torjoo homem de liorna devo fallar em s-
milhantes occasies, o seu crhne estara
mais quo provado, pos ello proprio o con -
fessou no consulado eos Srs. jliuguiere e
*'i v s o altestaiam na carta que assigna-
ram( documento n! 2;.
Pela analyso que acabo de fazer.dosde-
poimentos das lestemunbas Bruguiere,
Chaves eGonzalo, como tambem do inter-
rogatorio feilo ao meu adversario vera o
lespeilavt I publico que.elles nflo tem uen-
huma relaco com a substancia do proces-
so, e que o dito meu adversario nao leve
ontro fim senilo cobrir-mc dtj,J espreso a
mim e a qucxosa, aviltar nos o deshonrar-nos par por este jneiq
tornarnos indignos da estima publica e
mesmo da jusilla, o que com etfeito con-
seguio ajudado por sua fortuna e por seus
amigos.
O Sr. juiz Mamede depois da inslruccflo
do processo, lalquil tenho referido, sem
sodjgnardc proceder forma ordinaria de
invesligicfio, accreditorj jdever condemnar-
nos, coque ha do mais admravel hoque
esse soberbo processo nilo foi instauadoc
julgado senilo a vista da queixa somanto ;
por quanto as peeasjustifieativas bem como
o recibo geral pasido pelo mea adversa-
ro, os lermos de aceitaglo, os atlestados
fas testcmuuhas Brugucro e Chaves os
atlestados dos ofllciaes de jusIqb, os quaes
deelaramqueo meu adversario levara pa-
ra sua casa acaxa de phosphuroscom ocon-
scntimcnlo do depositario Goncalo, c va-
rios outros documentes n!lo foram tijunta-
dos aos autos, porque o meu procurador,
o Sr. Marques, julgou que nilo devia ajun-
ta-los, circunstancia est da qual somente
ti ve noticia depois da sentenca, e como Ihe
exprobasse este procedimento, elle me dis-
se que nao es tinha ajuntado por temor de
que documento tilo importantes para mim
fossem subtrahidos pelo meu adversario,
011 por seus amigos, e a este respeito refe-
rio-me varios cxemplos de faclos smi-
Ihantes. Eu, porem, dexo ao respcitavel
publico o julgar quaes poderiam ser os
motivos que poderam dirigir a conducta do
Sr. Marques a obrar neste negocio .da ma-
neira pela qual obrou ; por lano he fcil
reconhecer-se pelos depoimentos da res-
posta do meu adversario que nilo tivesse
outro fim que de nosavillar assim como o
iroccsso, a ponto de destruir e tirar toda
criininalidade do acusado c fazer recair
Sobra nos o aviltamcnlo e o despiezo publi-
co, pois que achava-se crio quo linha
coir prado o direito d'obrar assim. mesmo
em presenta da justica,O quo quero anda
provar. Depois da sentencia dada pelo Sr.
Mamede, un novo raquerimenlo lz e obti-
ve que o processo bem como as pegas justi-
ficadas fossem remetlidos ao juizu muni-
cipal, crendo que ah talvez cu fosse mais
feliz, por quanto esperava que logo que
o juiz, fazendo urna verdadera pesquisa
se oceupasse da substancia do processo
e queemfima verdade trihumpharia a fi-
nal ; mais conciderando depois queeu
tinha poucos meios para proseguir em um
processo tilo dispendioso assim como para
lutar contra as infames manobras empre-
gadas pelo meu adversario o seus amigos,
e desejando tambem retirar-me dcsta pro-
vincia, tomci o conselho que me deram al-
gumas pessoas de bem, as quaes me cli-
se iva rain que a jusliQa sempre tem sido
pouco favoravol aos desgranados, o que he
verdico o estou convencido. Todava antes
de retirarme,querendoantes deludo resta
helecer ininba repulagiio alacadaedestruida
pelo meu adversario, e como um novo cn-
sul tivesse chegaU), quiz novamente verse
eia possivel terminar porantc o mesmo este
negocio, aiim de poupar por este meio se
fosse possivel, a liorna do nome franeez
urna vez que senta que nilo me restava
meio de jiislilicar-nio senilo a publicac/10,
qual eu desejava evitar.
Dirigidme, por tanto, outra vez ao consu-
lado, ondo depOis ile declarar aoSr. cnsul
o que quera, pedi-!|ie que tivesse a honda-
de de ver se era possivel terminar este ne-
gocio umigavelmenle, ao que elle se pres-
in.
Fui depois disso muitas vezes ao con'u-
lado, at que em una deltas finalmente o
Sr. cnsul me disse que, tendo mandado
chamar o meu adversario, para dar-lhe
parte do meu pedido, elle Ihe responder
que quando pela priineira voz eu o cliama-
va ao consulado, o seu maior desejo era
terminar este negocio amigavelnientc, po-
idadede prometler-flUB-o Sr. promotor pu-
ilico mu jeouerimemo qu co mesmo
ajuntou ao proins*< : ordenanln soja assim,
oque portarlo nSojiccnteceo, o o Sr. juiz
municipal rrastaifo'lrfcni duvida, como
ja o disse por tantas difamacOes saneqio-
nou a condemnago al* de novembro'de
1819. ; .
Esta segunda sentenc nilo me foi nunca
mimada nem a foi anda posto que tendo
sido condemnailo as despezas do processo o
quo adiiiira-me, muilo heque nao supunba
que a justica Aeste paiz foso tilo generos
para dar urna similhantp*aernora um
do seus creadores, todava, portanto, que
nilo ossopago d'antemn por aquello quo
a fez obrar em sentido tilo legitimo ; o foi
somente a 15 de fevereiro He 18.->o que indo
a casa doescrivio para tirar por reriidilo
a primeira sentenca dada pelo Sr Mamede
de snbmelte-la ao juizo do rublico, que
soubc nilo somente que ella ja tinha sido
confirmada pelo Sr. juiz municipal, o que
apezar qo todos minhas pesquizas, nilo
1 cra podido conhecer mas ainda que
niio tenha mais lugar opra* "onccdh'o
para a ppellacfio, nilo. me restando mais
nenhum reenrso contra o meu adversario
Dei-te modo ello pode retira se impune
desta provincia, dcixando-me sbonrarj0)
e difamado para sempre, S88
ello o direito de ficar-sc com
mil rs. quo eu lbo tinha Q*. ulem da
quanlia que Iho devia, leve odircilo de ser-
vir-so de ttulos sem valores e engaando a
justica, fazer um arresto, ou para mclho-
rardizer um rouho judiciario cm casada
i|iici\n-a son que para isso tivesse nenhum
motivo plausivcl, arresto tilo deshonroso
.char minha maneira de ju soja um pouco viva, porem suplico aquel- cibos, o t-rmo ? "f11"*"0. V"d,d:
poderiam ter esto pensamen- io verilicou, lenha a bondado de le
por-se emmeu lugar um ins- clarar ao p desta a sus. conviccSo a te
leve
oto
les qu^
enlo de
tanf, um sol instante, >erSo quo im-
pelidlos por tnt injuslica do ralsi.lades
do indignacoes. de infamias, sobre ludo,
rom a conciencia dn nSo tel-a merecido.
Quem poderia nilo estar envergonhado
do tanta eovardi para com o homem
qnn deaafla qualquer q"" seja.dn poder
por trovas atacar sua hmra e sua repu-
lacu? lie impellilo por esto sentimen-
to e vendo-mo reduzi lo esta posicil
deshonrosa lo penivel paro o homem
do bem, que occi.pei-me do ajnntar mi-
nhas prnvos poni do fazer conhecer
o respeiiavel publico o rol que dada
um desles quo cu aeeuso (sm fnllai
laquelles que nSO pnsso accusar)represen-
taram nesse drama de ibominaefles, prova
alteslando a verdade do que disse, e digo
ainda par submetter ao Tribunal senipro
imnarcial do respeiiavel publico.
Rile sublime processo tal como he,
poni que com sua conviccilo possa pro-
nunciar sobre cada um dn nos o fazer justi-
ca aos venladeiros pulpados, marcando
com o sello da reprnvaco e do dnsprozo
por elles tilo justamente mer"cidos; suh-
ineitendi-me d'antenilo por mim mesmo,
se impoz em ludo o que disse, lodo rigor
do jiilfjamento qne Ihe agraciar pronunciar,
cerlo de sua inipa'cialiqadd como de sua
nlegridade. Porem, alem deque urna pro-
va bem poderosa existe em meu favor, oes-
te momento sem duvida com medo meu
adversario niio voltou neslo anno como o
precedente para o mez de acost ou satem-
quanto hnmilhante, leve o direito por meio b'o, como do cnstume; porem para nSo pre-
aste arresto rouhar-lho urna caixa do judiear spus inleresses, linba mandado um
phosphorosque valia quando menos Irezen- caxeiro lerand em seu lugar: porque como
los mil rs., leveo direito com soccorro do 'elle o prtenle eu Ihe devo urna somma
mesmo meio de rouhar-lho outros muitns' tilo consideravel desde tanto lempo, porque'
respeito, antorisan lo ludo com sua sssig-
natura. Espero n5o se recusara ao quo
poco; sobro ludo porque, este he a ver-
dade.
Rogn-lho mais se digne de atlestar so
Mr. L"tpller eonfessou, ou nflo ni audi-
encia canciliatori lar -feilo o ombargn. ter
em seu podr urna ohrigacflo de mui'o*
cotilos do rs., a qual elle obricou minha
mulher passar, assim enmo as'doas le-
Iras mencionadas na queixa, e a cdula de
2U# rs tambem mencionada, e sn declarnu
ou nflo quo eslava oromplo a entregar lu-
do, quando qiiizessern. Certo do sua hon-
ra nflo teulio duvida que rendnra esta hn-
menasem verdade. P^rnambuco, 39 de
Janeiro de 1819.Seu tiento vonerador
e priado. F. Taravll.
Eu abaixo assignado Luiz Bruguiere, ne-
gociante franeez em Pernambuco, chama-
do peranlo o cnsul da repblica franeez
para assistir a voriiieacSo da con'a em dis-
cussilo enlro os Srs. Tarault o Victor L>
tellier, declaro que dos documentos quo
foram produziilos, resulta que a conta em
quesillo aprosentava no di de 18t5 um saldo d 108f rs. om favor
do Mr. Tarault, em f do que assianei a
nresmle rtclaracSo. Pernatnbnco, 39 do
Janeiro do 18*9 I.u's ftrugeihre.
Declaro que Mr. Lntellier disse ter em
seu poder urna obrig*c do muitns con-
tos de rs pausada por Madtma Tarault,
assim como duas Ultras pequeas som-
mando ambas na quantia de 125,1 rS., e
mais urna odula do 29/ rs., o declarnu
que eslava prometo a entregar tudo a
primeira exigencia. Pernambuco, 31 do
Janeiro de 1819. Luis liruguii'rt.
Approvo a declarac/io cima. Pornam-
objectos anda de maior valor, leve odirci- nilo
nrdinou para perseguir-me e obterj bur, 31 de Janeiro de 1819. Chaves Aini.
ro~obri7a-aTreve^ psmmento dcsla somma ? P01 tanto ipe| Diz Francisco Tarault que por hein de
eutinho dado duzenlos milrs.,teveo di-! zar do medo queo tinha logo impedido de seu direilo piensa que o escnvAo Athayde
reilo obriga-la a passar-lhc emmeu nome vir mesmo, como do coslum, impellidos rovejido OS autos de qeuixn dada pelo sup-
uma nbrigacao de mu i los contos de rs., a sem duvida pelos seus nler.sses e talvez pilcante contra \ictor l.etel.er II, pasase
qual moslrou cm diversas parles para me Celos coosell.os ,le seus nobres amigos aqni por certidao o theor dos ilepoim-nlos do
defamar, e deshonrar niio s aqui como s acha desde H de Janeiro. Porqde razo Chaves Ame de Bruguiere, e Goncala da
tambem cm Franca, pois deveria sem du- al aoui, elle que na sua resposla ao senl.or, Costa eSa, de Jos,, Manano d Al >uquer-
vda.como ello proprio o disse, recebera jm/. Munede devia atacr santo pelo paga-( que, o interrogatorio feto ao dito Letclfer,
melado da importancia da mesma de sen ment desta grande somma como pela ac- o lempo, o tompo em que foi principiado
mino e socio no Havre, leve o direila obn- cusacSo falsa, dma elle, que eu tinha pro- o processo e o estado em que est..- P. ao
ga-1
qt
la
lo linalmente par_ .
lorquir-lhe nma cdula de vinte mil rs, e elle eta aqu issislido de souo mesmos a-
ludo isso elle o fez pelo direito que Ihe den migos: Ora bem eu o Uosatlo, se Iho re-ta
a sua fortuna e a assislenca descus nobres um uouco 'la honra, que ello o faca afim
amigse da justica, o que certamente nilo que a verdade sej coubecida; porem elle se
tera lugar cm Franca. abst-r, poiss.be d'antemilo que elle, seu
lie posse, pois, drsses ttulos,O mea adver- cmplice Baize o seus amigos serilo intei-
sario poder* provar por tod- a parte equan rameiite desmasearados e que cala lium
doqui/er, mostrando-lhe que pela su for- del les ser reconhccido pe o quesBo.
luna e soccorro das minhas lestemunbas' Alm dos docna enios que acompannim
lomadas seus amigos, que me ColloCOU em esla minha jusliliccilo. tenho em meu po- por certidilo da forma o maneira scgumle.
seu lugar, quo eu sou hum velhaco, I1u.11 der varios outros menos valiosos que ellos, Deprimen! ta 5 tnlmunha Chaves Am.
ladrSo, hum infame, entretanto que elle lio 1 '""s como os reribos parolaos e garios pas-
bum homem honrado o de conducta illiba- sadosem meu litro p do meu adversario e
da, apezar mesmo de loda probabilidade e' c",lla a*si!n",,a p,-l nles"' c 'vestidj
da justica e isso nflo obstante todas as- pro- ; '* atiesta tos do con-ul, e do mais d ias
vas e certifica los serem em meu favor, nflo lestemunbas, como lan.bem do sillo da
obstante elle proprio ter conressado o de- chancellara, a factura aprsenle^ pelo
Clarado que linh em seu poder lodos os ti- 1 neu adversario.
lulos cima mencionados, e que es'ava se alin.m pois quizer ver lodos esles do-
prompto a entrega-loa logo que Ihe fossem 'ruinemos, tenha a bnndide de dingir-se a
pedidos ( documento N. 2 ). Tolavia elle rus do Aiagilo da Boa-Visl, V-21, Uas9 ho-
se retirou, levando com sigo oses ttulos ras manhil al as* d lar le quepromp-
romo provas de sua innocencia Ello sollmente llie serio ipres litados Tarault
relirou seguro ta impunidade que iiavu '' Teitnmuiha.
comprado apezar mesmo de tu lo o que fez I L'Z Bruguiere, branco, casado, natural
i pesaos onendida, levada pilo desespero de Franca, de idado de quareola annos mo-
do huma circunstancia to deshonrosa p ra rador nesla fieguezia, que vive de neg-
obrigl-a fiwr, lorneoondo-lhe al meios ci, tostemunba jurada aos Santos Evan*
propi ios para lijonjear a alroci.lade de sua gclhos que promeliou dizer a verdade e do
alma e a de sen prfido cmplice, meios COStumo disso nada.
que mo podan) donar de ser agradaveis| Escudo pcrguntado pelo contheudo na
conducta infame o covardia de ambo-; queisa que Ihe foi lida. Disso quo sabe
radosque nSo fonin conced- por ver que em mil oito ceios equaren-
lielo tlojiuzi municipal da sequn'lavara do
termo denla Cidade do Recife ilu Pernambu-
co, por sua Vagistade Imperial e Consli-
tucionolo Senhor Dom l'edro Segundo, que
D os Guarde, &c.
CertiRico que revendo os autos do quo
traa a pelicilo retro, nelle<, por despacho
om a mesma pelicilo consta ser o Ihe >r
dos depoimentos c interrogatorios pedidos
direito.
Foi csta.se bom me lembro.a resposta que
me dco o Sr. cnsul por parle do meu ad-
versario, todava fcil me he provar a falsi-
dade das assersoes quo ella conten. O
meu adversario diz que cu sem esperar por
nada, proced Judicialmente contra elle ;
contra toits as esperances, contra todos os nliu passar outras do mesmo vallor que
desejOS, contri luda a vontade nflo foi i 11- foram assignadas pelo queixoZO a favonio
teirameute bem succediJi, e todava elle querellado, e nilo leudo elle testemunha
relira-se sem se criminar, sem mesmo quei-l recebido o valor das-niesmas letlras as en-
xar-s? elle, que segundo sua con lucia em tregou ao mesmo querellado. Disso mais
lodo osle iitgocio pareca crer-se do lilo a testeinunba que leudo sido chamada co-
'Sposta appn
nao proced contra ello senilo a 18 do abril.
Como he pos que o meu adversario diz que
proced contra ello sem esperar por nada,
se enlrc o da em que voltou da Babia c a-
quelleem que proced contra elle, ha dous
incese dez dias de intcrvallo Quera
acaso que eu esperasse loda a vida ?
O meu adversario na resposta quedera
aoSr. cnsul, vangloria.se da sentenca que
oblcve contra mim, assim como toda a cer-
teza que elle tinha que pela sua fortuna e
apoo das minhas teslemunhas, tornadas
seus amigos, ovillando o processo assim
como,nos como OlleS o lizcram, c cohrindo-
nos de despreso que a sentenca do Sr. juiz
Mamede fosse confirmada, oque aconticeu,
pois que o Sr. juizMunicipal arraslado sem
duvida por tantas deliniccs sanecionou
a sentenca, j pronunciada posto que tres
novas lestemunbas fossem ouvidas [ ca
sentenga das quaes duas silo os merinhos
que fizeram a penhora em casa da qucxosa,
e que de antemfio me tlnham dado suas at-
teslacoes, declarando que cfTcclivamente o
meu adversario linha levado para sua casa a
aixa de phosphoros, com o conseutimento
o guarda du penhora ^documento n. 5 | e
ue portanto lizeram um depoimeulo tudo
onlrario uo'quc liqjia elles atlestado, he
vidente que segundq tantos menoeprezos
o depoimentos lo contrarios, vindo ao
apoio e lalvcz o lempo quo sena rjicciso ao
Sr juiz para tomar conbeciment nos ttu-
los e seritrlcados junios ao processo ; assim
como du queisa em todo seu Conteudo,
confronlando os depoimenlqs com as altes-
tucOes, pata conhecer toda a falsidade e
cmlim proceder novamente art interroga-
torio das teslemunhas j ouvi.las pin a a0-
curar-se positivamente de seus novos de-
poimentos, o quo portanto linha tido a bon-
terrivcl verdade nao brilhasso com tolo o
esplendor.
Kll.s reconheceram, elle, seu complico
Baise, o seus nobres amigos, toda a im-
portancia para cola lium delles que esla
terhvel verdade licasse abafada para ja-
mis u poni que nao possa jamait du-
vidar da parte que, cad um o. lies ti-
nha tido inste negocio abuminavel, por-
que entflu elle va toda a deshonra o o
despieso recahr sobre elles, o he a cusa
mesmo do direito do homem do bem, des-
conhecido pelo seu silencio que loi-se ou
para inelhor dizer fugio com a seguanla
da inipuiiidade que 1 aguo, nSo smeme
de sua fortuna mais unida de sua cons-
ciencia assim como d'aquella de seu com-
plico Baize e de seu nobres amigos mi-
nii.is leslemunlias, e eis por tanto a jus-
tica que me li/.erain. Soeu lora como
elle negociante e rico, seria crer que
me tivesse traalo mais generosamente
E ha sessenla o dous annos de idede,
islo he, no ultimo quarlel da vida, que
depois de ter feilo constantemente lodos
os sacrificios em meu poder, mesmo aquel-
es de fortuna; depois de ter constante-
rr.enle trahalliado pira cousorvir nimba
honra e minha repulicflo inlacla, u que
desafio qualquer que seja o pouco im-
porta donde desmeiilir-mc; o he a esla i-
d.ide que pela mais covaide o a mais iu-
lanie das conbiuar,Ocs, de perfidia, de in-
leresse e da covardia, que coji os direilos
OS mais positivos com que vejo-me des-
honrado e infamado, c minha felicidade
interior desliuida para sempre por msi-
nua^Oes Wo covardes como perlidis so-
hio u.ua tena otiang ira e por com-
patriotas, que para lano gozr di consi-
deiaifio publica; talvez pojeiu alguem
visto que o queixozo Ihe devia muilo maior
quantia constando a ello testemunha que
essas contas nilo foram a presentadas, nem
houve juizo algiim dititulivo cl.lLi, Disse
mais a.lcslemuuha a requerimeuto do que-
rellado que a queixoza Delfiia era ge ra-
menle Coiihccida por muihcr do queixozo,
tanto assim que era tratada pelo lobreqp-
mo elle teslemunlia iiuc elles nilo uram casa-
dos pelas declaraces feitas nos Diarios de
l'e.i nunibuco ; e nada mais leudo a declarar,
foi dada a palavia do ru para contestar
n testemunha disse que o depoimento d.i
testemunha era todo favoravel dello que-
rellado, e piovava quo o queixozo depois
de ter cnipiegado tonos os recursos dos
maos devedores para nao pagar do querel-
lado, o que legilimameiite'lho deve, linca
mao do prsenle meio para ver se d'esia
arle salda cotilas que por outros meios nun-
ca quiz saldar, e nada mais disse, e com o
subdelegado assignou o querellado e tes
teinunha. Eu Manuel Joiquim da Silva lli-
bi'iro, escrivflo iulerinoo escrevi, Mamede
L. Biuguieri N. Celelier.
Curia escripia s militas teslemunhas, a qual
deve servir de documento.
9*. Como V. 111. nao iguori que Mr.
Leleliier su iiisentou dcsla cidide, e eu
ii0o sei quaudo v> liara, e nem tenho io-
teiiQo du aqu lien, antes brevement.
pretendo retirar-me, vou rogar-lhe pila
presente que 110 caso do estar intimamen-
te convencido de' quo eu nada devu a
Mr. Leleliier sobre a conta apresenlada
no consulado franeez na audiencia conci-
liatoria de 10 do Janeiro, da qual V. ni.
eu
llenriquo Amanto Chavos, brinco ca*a-
do natural de Franca, morador em Fora do
Portas, de idade quarenta e nove auno- que
vivo do negocio, leslemunln jurada aos
Santos Evangcllios que prometteu dizer a
verdade, o do cosime diste nada. E sen-
ilo-lhe perguntido pelo contlieud na pe-
ticfto de queixa que Ihe foi lda. Disse que
sabe por ser 1 hanceller do consulado fran-
eez nesla Cidade que em das doste auno,
que elle testemunha nilo pode ao cerlode-
terininar por Ihe lalhar a momorla so apre-
zentaram os quexozos no consulado o jun-
tamente o querellado pura o fim de ajusta-
rem urnas cuntas e nesta occazio o quei-
xozo exigi um livro de contas dello pelo
qual dizia demonstrar um saldo, segundo
parece a elle testemunha de cento e oito
mil ris em favor dello queixozo, ao quo
elle aprezentaria tambem a sua conta para
oqu9lbi id liado o negocio por oito dias,
lindo os quaes elle testemunha se a presen-
ten no consulado, mas nilo leve lugar avo-
rificacilo das contas por nilo ter compare-
cido o querellado, ignorando elle tes'e-
niunha o motivo do nilo comparecmento,
sondo que, se a memoria Ihe nilo falla
o mesmo querellado tinha obtido licenca,
e passaporto do consulado para fazer uina
vagem a Baba. Disse mais a testemu-
nha que nito pode deslinguir, nem repa-
rar o que entre s disseram os quexozos
e o querellado quando estiveram peranle o
cnsul por que se vera forreado a retirar-so
para urna janclla porque nilo pode presen-
ciar os oxcessos com que scporlava a quei-
xoza aleando a voz c fazendo algazarra sem
respeito nenhum ao lugar onde se acha-
vilo, e que finalmente lembra-se ello tes-
temunha de ter assignado una resposta
o juntamente com Luiz Burguir, as cujas
palavras elle lesleiuunha so rafero, o mais
nao disse. E dada a palavra ao reo para
contestar a teslomunha. Disso que nada
tinha a con'esiar, e com a testemunha e
subdelegado assignou. Eu Manoel Joaquim
da Silva Bihero, escrivfio interino o escre-
vi, Manoel llenrique Amanto Chave V. Leu-
tellier.
4.* Testemunha.
- Concalo Jos da Costa o S, branco casa-
dcViialural desta provincia morador no M>'>-
guilvilj idade de tiinta e oilo>7^ os
quo vivo>4fiser empregado Pr>l*fJ,0_'ito~
iiiunha juranVaos Santos F.vangj c 'luo
promeleu dizer*Wverdadc o ai>,.li(' Ul"8
disso nada. E sondVirrc PO-gii'\.u p.e,
contheudo na pelicilo de queixa\ '"O
foi lula. jn .
Disse que sabe, que sendo inspC" a
quarteirao em principios do mcz sa*
temh 10 do auno do mil oito centrts Sna"
renta c cinco Ihe fora apresentado unr _
dado do juizo do civel du segunda vara con"
o cumpra-se do subdelegado desta fregue-
zj, para fazer-so embargo nos bens de, Dcl-
lina Tarault que dzcm ser mulher do Fran-
cisco Tarault e indo elle Icstumuaha em
co ni panlna los ollciacs de juslica para au-
lilliar a exccucSo do dito mandado, acha-
ra fechada a casa da morada da queixoza
na ra do Pilar emFoiado Portas do que
sendo partecipado ao dilo juiz-do civel,
ordenou a abertura e orrombarnfento judi-
cial da casa o que comefeito so verilicou.
Que aberta a casa foram envcnlariados os
ohjeclos que nella acharam, e elle testemu-
nha assignou deposito dos mesmos objec-
tos que dcixou fcixadi s n? mesma casa,
para cujo fim mandara pregar as portas que
f.d Usteuiuniii ( eu u.io filio seiiflo d llie pareceram pouco seguras por carpinas,
conta que foi a presentada no consulado ). e pregar una nova feichaduras, oque dias
e cujo bataneo he em meu favor di quao- depois a mesma queixoza apresentara a elle.
MUTILADO


>"

lestemunhR um contramandado, om vir-]
ude do qual recoheu todas as causas em-
bargadas, constando a elle testcmunha quo
n queixoza conseguir aquello lovantamen-
to por suplicas feitas do querellado, o sabe
..por ver que a mcsma queixoza vender r.
mohilia que havia levantado do deposito
a Irlandeza Mara Gunter. Disse mais a tcs-
temunha que tendo recebido ordem do sub-
delegado para prender o queixozo, por
queixa do querellado", vito como o mesmo
aneixozo so havia evadido occullamcnlo
esta Cidade, para a da Babia, na garopei-
ra A'o..vn Sotih^a da Penha, constando-lhe
que tinha arribado procurou-o, mas nflo
pd- capturaro queixozo, porque elle nes-
sa mesma noite se. evadir para linda, e
de l embarcara em urna jangada.
Disse mais a leslemuuba que no acto de
proceder-se ao inventario para realizar-se
a entrega dos objectos embargados, por
virlude do contramandado eslava prsenle
o querellado, presenciara elle testeniuiilia
ao mesmo querellado declarar que algunias
d'aquellas fazendas nfio linliam sido
vendidas ror elle a queixoza, ao que a
mesma queixoza responda quo nSo hzesse
caso d'aquillo. Pisse finalmente a teste-
munha que na ocessiflo desefazer o em-
bargo ach"U ello lesieniunha um pasapor-
te da queixoza, com oiiimo lo Pcllln-i Ta-
rault, o nflo cmno aquello que se acba refe-
rido na peliqflo do queixa. E nao tendo
mais a depor foi da a a palavra ao reo para
contestar a leslcmiinba.
Disse que nada tinlia a conteslar, e assig-
nou com o roe subdelegado. Eu Jlanoel
Joaquin da Silva Bibeiro, escrcvflo interino
o escriv. Mamcde Gonzalo Jos da Costa
e S. Letellier.
Testtmvnha informante.
Jos Mariano de AlUiquerque, branco,
casado, de idade de ti uta a tres anuos, na-
tural o morador nesla Cidade que vive de
ser solicitador nos auditorios des'a cidade,
test' munha informante que promettoo di-
zer a verdade, e disse que no auno de mil
eilo ceios e quareiila e cinco tendo o quei
xosoaolsido um a resto a reqiieiiincntodc
Ferreira Oliveira. c islo seuundo sua lem-
branc.a, e sen 10 lomprebendido em dito
arresto fazendas perlencciUes ao querel-
lado este o procurata, e o fizera seu
proenrodor para quo desembargasse, o
que foi feito por elle informante, c que
tempo ilepois sendo o queixozo deveior
, ao querellado foi por elle requerido um ar-
resto nos bens que fosseni adiados visto
que elle se havia ausentado desta provin-
cia, o que conseguido, e derigindo-so elle
informante com os offlciaes da ileligenca a
essa do queixozo, a queixoza Dillina Caste-
lo mo quorendo consentir que os offlciaes
entrajsem em casa feirln-lhes a porta, o
que senilo communicado ao respectivo juiz
e determinando este a abertura das portas,
c send i istofeilo at empresentado ins-
pector de quarleirO, foram encontrados
quenquelherias que foram arrestadas e de-
portadas em poder do Goncalo Jos i'a
costa e Silva, assim como urna latta que
se gnorava o que coiitinliu, cujos objectos
depos que o querellado se convcmcionou,
a respeito do seu i agam nto, foram levan-
tado? do deposito a requeimerft" da quei-
xosa. E nada mais havendo a inf rutaras
signou com o juiz e as paites ; eu rrancia-
co Ignacio de Atlaide cscrevflo o cscievi.
Noiva, Jos Marianno da Albuquerque, Ta-
rault. V. Letellier.
Diz Francisco Taiaull que por hem de seu
direito precisa qne o esc vflu AtUyd) re-
vendo os autosdii qumxi dad pelo suppli-
ciinle contra Vctor l.elelier Ibe pas-aior
certidflo o teor da c ia ni os doiis ini'ii Mili"- iaz Lopes, e Gnu
boa e os depoimenlos d-ses. I*, ao Sr
juiz municipal loe oanle pissar a cer-
ii i.iu requer la h mais de oiinentoi
da Imbus, e do tem o, em que prin-
cipinu o prazo. E. II. M. Ceilili pie.
B-eife 7 de feveri-iro, de 1850 Floripes
Franci-co Ignacio d Ailmjile e.icrivu
Vitalicio do juico municipal da spi/umI-
vnra nesla cidade do Itecife e sen Ier-
ren por S. M. Imperador que Heos CihiT-
dt, &. &.
Certince que Vil lo o* autos de que faz
meiuAo a -eticA i retro de I lea concia o
pe'ido por ceittdflo na mesma peticSo
cojos iheoies sflo os siguiles: lllusirissi-
mos Senhores. Itogu-lhe o favor de me-
declarar ao p desta, qua s s3o as pes-
koas. que estavam presentes no seto
arresto qu* vossas mercez fizerSo em
casa do minlia mullier residente en
Fra de Corlas por despacito de lllus-
tiissmo Senbor juiz da segunda va-
ra do civel desta cidade a requir-
oiento de Vctor Letelier em o auno
de mil oiio cenlos e quarenli e nove,
sondo no da quoturze uu quinze de se
tembro do mesmo anuo ; desle obsequio
liCar agradecido seu aliento venerador
DiiaTdo, Taiault. Itecife, trinta e um da
maco de mil oilo cantos e quareola e
nove.
O que tomos a declarar em abono d
verdade lie que senJo-nos entregue um
mandado de ai resto pelo Sr. Hr. Nabueo
em setembro de mil oilo cenlos e qm-
a,renta e cinco contra v. me. a reque/j.
menc.fi de v,clor l-en-lier. us dii i *;.,,
. FuraH-,e-l'orl,s anude moratj u,sa
occasiao^vf sui senhra iiao,uerendo a.
brir a porfa. dW passjjflb, cei lidio, e
que com a.'jjtH ccii(&f>,' requerereu o tal
Vctor ao/senlior I) u.tor Juu do civel da
segunda/vara, e obleve despacbo pata se
aburen, as portas, o que se executou, e
a abertura se fez, earresto em luJu q lau-
to se achou, eques'gundft nos recorda-
mos assigoou o deposito o inspector de
. tuarteii3o Goncalo, assim como urna la-
ta de flandres lacrada, que ignoramos o que
tinlia liVlla, esta lata o depositario a cou-
Uou ao Vctor Letelier, e islo ludo na pre-
senta das t' slemunhi s o tal inspector
Goncalo e o Francez NapoleSo Baize, o pro
prio piocurador a Jus Mariano de Albu-
querque, e mais lesleuiuiihas que nos nflo
recordamos por falta de lembraa^a, e fa-
zer reuilo espado de lempo; lie o que re-
almente so passou. llecill'o 7 da Abril
de Ist'J Gomo flicial que fui da dita
delligeuca. lira: Lopes. Como flicial
da dita celngcncia kanoel Goncalves Gam
boa.
Iteci nbreo verdadeiras as duas assigna-
turas, e lellra a cima declaradas, inm
do Iti-C f>', "Iizk de abril de mil oito centus
e quareola e nove, em trelemunbo de ver-
dado, o labrliiflo publico Guilherme Patricio
Berserra Calvalcante Numero cesanta c-
lous. Reis Iresenlos evini re. Pagou
tresentos e vinln reis de Sello. Itecife. onze
de abril de mil oito ceios o quarrnt e
nove. Carvalh", Callaca. Eslava o slneto das
armas imperirias.
Primeiro d poimento.
Braz Lopes, branco, casado de IdaiM
quarenta e tres annos, natural de Portugal
morador nosta cidade, que viv de ser olu-
cial do josliija, teslemunba jurada aos
Santos Evangelbosque prometeu dizor a v>r-
dado, o do costumo disse nada, e sendo-lbe
iierguntado polo conteudo na quoixa e
mais documentos quo tu.io Ibe fui lito.
Disse quo quatro annos pouco mais ou
menos, sendo ello teslemunba cncarrefja-
do de dar excuc^o a um mandado de arres-
to comedido pela segunda vara dociv. I
desta cidade a reqnermento do que-
rellado, contra a autoraDelfn ('.alte
ose dirigir ao lugar de Fura de Portas, r
ebegando a cas d'est se Ibe nao bro
i porta para dar eumprimento aodto mau-
lado; pelo qu oliendo oqnerel lado man-
dado Je abertura, elle testomunb se d-
'igra novamenle a casada qnella, e en-
i.lo conseguir fazer-llie o arresto em u-
macaixa que searbava lacrada e se dizia
ler pbosphoros dentro, e assim mais em
vrias quenquelherias que s nilo record,
cojos objetos foram depositados em poder
Je Goncallo Jos da Cosa e S entilo ins-
pector de quarleir.lo do dito lugar, e disse
mais a lesteinunbaquo u querellado reque-
rera o aireslo nos bens dos querelantes em
eonaequencia d'eale Ihe serem devedores
de quantia que se nflo podo recoidar, e
que tamo esles eram deveJores ao que-
lellado, qui) anteriormente baven lo Fer-
reira, e dlivi na oliiido um inandadn de
embargo contra os bens dos ditos querel-
lantes, esles disscram-lbe, quo os bens
existentes eui seu pode a nilo podiam se
embargados por isso que nSo eram seu i
>m do querellado Vctor Letelier, ao que
ello leslemuiilia Ibe responder, que nflo
era juli,finalmente que se por ventura os
ubjecloa depositados em pod^r de Costa e
sa se conservaran) sempre sbsua guarda,
ou eni poder outrem que elle lesteinu-
nba Ignora e mais n3o disse, e nem foi
contestado, elijo ssignaram. Eu Francis-
co Ignacio de Athay le escrivSo o escriv.
.Neiva liraz Lo- pes. Tarault. Letelier.
Segundo Depoitnenlo.
Manuel GouQalves Gamboa pardo casa-
Jo, de i lade do viole nove annos, natural
e uioador nesla cidade, que vivo de ser
oOleial de justica, leatemunha jurada aos
Santos Evangellios, quo prometeu diz-ir
a verdade e Jo costume disse nada, e sen-
'lo-llie pergunlado pelo .conteudo na
queixa e mais documentos, que ludo Ibe
foi li lo. Disse quu lia quatro anuos pouco
mais ou menos sendo elle t-steuiuiih bum
Jos (.':.( 11 *v .Jos para dar cumprinento
a um mandado de arresto, queobtivera o
querellado, Contra os qui reliantes, e diri-
findo-se a casa d'estes se Ine uo quizara
liixar entrar, pelo que obtuvo o querella-
lo mandado de abertura vollara elle t.'S-
.'mu,:m, e o seu companlioiro Brz, e din-
'.: rn lo que se Ibes desse entrada encon-
trara m em dita casa 13o smente a que-
lelUnte ^Daina CastellO Ihe se dense
ntraJa o enconiraram os querellantes
por se adiar a casa fecbada, e ser necessa-
rio ser arrumbada para teretn entra la, e
iue sendo somonte encontrada urna caixa
le liendres lacrada, o pesa,la, e algumas ou
tras quenqueltiorias foram estes objectos
arrestados e depostalos em po ler de Gon-
callo Jos di Costa e S, cojos objectos se-n-
lo ciuduzilo pelo mesmo depositario a
coiDpanhado pelo querellado nfio sabeell
ii'-li'iniiiili i em que casa, ou lugar foram
. nn'ila IOS.
Disse mus a testemunhi que len lo Teixeira
e Ulivera anleroriiientu obtilobiiin man-
dado de embargo contra 08 que reanles,
indo elle teslemunba exe.'Cula-lO, iliss'-
llie oquerelanle Francisco Tarault, queras
fizendas existentes em seu poJ r P'rlen-
ciam a Vctor Letelier, hoja querelle lo,
mas que mo o balante elle leslemuiiha, e o
eu cumpaiibeiro Cum^riiam sempre o Je-
erminaJo no mandado, e mais nflo di-se.
i nem foi COnUtado, e li.lo ssignaram
com ojuU eu Francisco Ignacio de Aiiy-
le, escrivflo o escrivi. ISeiva. ilanoel Gun-
catvel Gamliou, Tarault. Letiler. Emais se-
nflo conliuha nis p"i;as.que Team copiada-
que foram pedirlas por eertidflo, as quaes
S' achain nos antis resiuilivos, a os quaes
me repo'lo, evai aprsenle sern consa, que
luvi la flCS por mim esc ipto e assigna-
do nesta cidade de Itecife do Pernambuco
aos d 'soilo das do nuz de fevereoo de
iil oitj ceios e sincoanla. escriv e as-
signei, em f deverde, o escrivflo, I'runcti-
cii jgnticio de Atlaide
llluslrissimo Senhur InspectorFranc,'sco
Tarault, subdito francez, uece.ssja ,)u
V. S. Ihe mande certificar nflr^ quem com-
petir o da em quo sa,|, desle porto pa-
ra o da Baha a ..Gsroieira bra sileira
H. S. da Penha, e.a e, qU0 enlrou arribarla;
assim comq.Q.Jja tm qUe tomoua srbir de-
pos de((.;-.r fabricado;sen lo islo em lim di
''.iUsi de 1813. Por tanto pele a V. S
assim Ibe delira-E. R. M-P. ao que
constar. Inspeccm) do arsenal Je marub.i,
M de marco de 180.Freitas
T/iom Fernandei Uadeira do Catt'o, 6a-
charel orinado em .ciencia* loclatt c ju-
rdicas pela academia da cidiHe de Olivia,
secretario da inspeerdo do arsenal de tna-
rinhn, capitana do pirlo desta Provincia
de Peruamuca por sua Manestude Imperial
e Constitucional que lieos Cuurde, & c.
Certifico em virlude do despacho retro
que revemlo o livio de registros de entra-
1 -11 li., iln i....!.,. O III i \ Olkllll I
neo toneladas, niestroJ^iJ/iwiyrL'- i ,,. scn(j0 permliildo ao autor, que de-
es, oquipagom seis pessofs, Ufil *&'i man" lguma quantia ou movel, equeitrar
telba. cansianatarioS' )rmnrirn> IrmSo. e denoaltar ben do devedor, quando eaie mu-
dou de estado, e nao leu o de rait para egu-
ranca da futuras acoes, na forma da ordena-
Cao, litro lerceiro, Ululo trinta e um, he in-
onte.iavel o direlto, que asslslla a Luiz Lo-
. ,i. niiueir. ue fra cameiro de L. V.
o auno. Para Al
eiro A'oisa Senhorolla
ci
ees
c tena, cansg ._
(ilmeida, Patrflo-roor. E nado maia se con-
tinria em dilo registro a respailo do que
fez menelJo o supplicante em seu reque-
ji ment, e ao que dou fe por me haver
referido flelmento ao dito registro, eque
aqu copiei-verbum ad. verbum, e va
8im cousa.que duvida faca.
Secretaria-ida inspeccflo do arsenal da
maiinha da provincia de Pernambuco 2'
il.i marco do 1850.-O Socretuio, Thom
Fernandes Madcira de Castro.
Interrogatorio eilo ao reo Vctor Letellier.
Aos vinte dous de malo de mil oito cen-
tos e quarenta e nove, nesta Freguezia de
Sflo Fre Podro Goncalves, em audiencia
que em casa de sua residencia dava o -sub-
delegarlo em exercicio da mesma Fregue-
zia o coronel Francisco Mamede de Al-
meida, aonde eu escrivflo do seu cargo
me icbava o sendo ah presente o reo Vc-
tor Letelier, r.t pello mesmo subdelega-
do inte.', rogad dainancra seguinlo.
Foi.-'flie DArgUtXdO qual o seu verdadeiro
nomo, nalurafidade, residencia e lempo
desla. Res ndeu chamar-se Vctor Lelel-
lierTaatur Franca morador de presun-
lz, ha rloze annos. Fo-lnc
jo, qual scus meios de vida
Inofos c alegajes produzldas
, o fundamento da pronuncia
Sef c nao ha materia para a ac-
to na rVja
mais perg
c prolissflo.
Bespondeu que vive de negocio. Foi-
Iho mais pcigunlado onde eslava ao lem-
po que se diz commeltera o criine do que
be aecusado. Bespondeu que a chava em
sua dita casa na ra da Cruz.
Foi-lho mais perguntado se conhece as
pessoas que juraran) no presente processo,
o desdo que lempo. Bespondeu que co-
nlieco a terceira testeniunba, por ler tido
com ello tranzaeces, o as mais todas de
visla. Foi-lho mais perguntado so lein
motivo particular a que tribus a presen-
te queixa, Bespondco que a razfloque
elle respondente julga ser motivo para a
prezente queixa lie ver o quexosose por
esta maneira a temorisa a elle respndan-
te, e dcsla arle consegue d'elle que nflo
cobre a grande quanlia quo o mesmo quei-
xozo Ibe esta a dever. Foi-lhe finalmen-
te perguntado se tem fado a allegar, ou
prova que justifique sua innocencia.
Bcspondeo que dos mesinos autos se
evedencla que o respondentenenhum ch-
ine commelieo, nem ja mais leve Intendi
de sublrabir por qualquer meio, toJa,ou
parte da fortuna dos queixosos, que os
meios empivgados por elle respondente,
om vez do seren fraudulentos, do contra-
rio sflo os que a consol lia ni a juslica, sen-
do que o queixoso, e aquelxosa sedevein
antes atribuir inteu^flo de defraudar a el-
le respondente, por quaulo, sendo-lhu o
queixoso o devodor do nflo pequea quan-
lia, lia muilolempo tcm procurado torios
os meios illicitos para furlarse do respec-
tivo pagamento, sendo que por varias ve-
ze.s lem fgido occullamenlo desta cidade,
para evitar que o respondente onso para
com elle dos meios judiciaes. como jram
as mcsma Icsleinunha da queixa, i|uequan-
lo a qucixosa, sua illlencflo re Iludir o pu-
blico be manifesta, quando sendo apenas
ama/i.i do queixoso se iiililulou sua mu-
llier, csi ilrpoic que o respondente conc-
derandoa tal requeri o arresto motivado
pela fuga do queixoso foi que ella mudan-
do de carcter confessou que nflo era mu-
llier, mas si ni barregflo do mesmo queixo-
so; quo quanto as conlaajjque o queixoso
U'in com elle querella lo ilas quaes rezul-
la ser-lhe devedor de nflo pequea quantia ;
esta elle respondenlo promplo para ajus-
ta-las peranle as jusillas cvis, sendo par
eslranliar que lancasse o queixoso mflo de
bum processo criminal, lodo calumnioso,
em vez de recorrer as juscas ordinarias
para liquidar essa quantia, que elle figu-
ra Ilquida, o q k' todava se acba liqui-
dado com grande saldo contra elle, ues-
tes termos espera elle respondente, que o
Sr..julgador apreciando a prova disantos,
toda em favor d'elle respondente, e con-
tra os queixosos julguo improcedente a quei-
xa, coudeiiiiiadus os uiesmos queixosos as
cusas, e o respondente protesta usar a
qualquer lempo, nao soda ac^o civil pa-
ra obligar o queixoso a pagar-lbe oque
Ibe deve, corno a cusar contra os queUo-
sos da aCCBo da calumnia, em vista dos fac-
los simulados, e allegaces falsas com
que os mearnos queixosos procuraram man-
char a sua ir, iiii,ui at aqu libada.
E nao leudo mais a responder houvc o
pea de Oliveira, que fura caixe
l)esenclo9, fallecido abintestado, para obrigar
o cnsul, como cuaador da herana, a daC
paraosequestro e deposito bens da Iieranja
ufficienu-s para garantir a "nPorl,n'* .*
sallarlos, que elleNe propimb demandar e
o mandado', que para-este nm^eapedlo es a
comprehendido nos terraet.-prclUos da ciada
"S disao. aendo o. con.u.e. .uje.to.
JuriadiecSea terrltoriaea, e o de que "'
aioda mais na qualldade de curador da beranf a
nao 'obsunte isso, recuou-ae a obedecer;
...as como elle cpflfessava tr ""
valores bastantes pertencentf a heraoca, o
recrreme o constltulo depoa.tarlo pelo modo
previsto na order.ac&o, llvr. primeiro, t lulo
vinte e qualro, paragrapho desenove, v ale.
c vinte c um, e praxe geral.neote seguida ;
depols estando prxima a retirada do cnsul,
leve lugar a eapedicao do referido mandado,
folbas vinre e oilo verso, visto que constilui-
do elle depositarlo, e refuaando a entrega do
deposito, comuietteo um quasi delicio, encor-
reo na pena de prUo, segundo a providente
ordenacan, llvro quarto, Ululo setenta e aera,
paragrapho quinto, que esta revogada; e he
este un dos casos civeis. em que aluda he
perm.tlida essa pena, inclino pelo cdigo cri-
minal na exceptu posla abaixo do artigo
tresentos e dez. Do contrario ilcariain ae.n
prutecao o dlreltoi doi subdltua' brasilelroi,
os mandados do poder ju'diciario illudidos, e
o coniul francei com direilo e lem obriga-
ces. Do que rrsulla, que o recurrente nao
eapedio ..laudado inanifealainentc conliarioa
lei, ne.n coinmetteo abuso ou excesio de ju-
risdicio, antes praticou u.u aclo ordinario,
conbecido, e autorisado pelas leii citadas e
praxc do foro.
I ni i mo revogada a pronuncia, absolvein o
recrreme bacharel Joao Floripes Das Br-
relo, juiz municipal supplentc desta cidade
manda... que se Ihe d baixa na culpa, e con-
denla. a municipalidad nal cusa!.
llecife, 22 de marco de 1851-afseerdo, pre-
sidcnte.-r arrecadacao.tabello.
mmmmmm
Vendas.
Vendem-se superiores llvros em bran-
co, de diversos lamanbos : em casa de Ralk-
mann Irmflos, na ra da Cruz n. 10.
Sjas de seda lisas e lavradas e
panno preto.
Na ra do Livramcnlo n. 14, vendem-ie su-
periores sarjas, cbamatote lavrado e de lista,
setim n.aco de superior qualldade, panno
muito superior preto para casaca, caseinira
preta, lencos de selim para grvala, e ouiras
inultas fallidas linas para o lempo preiente
da quareama. t por precos que obriga.n a
comprar quein nao tem preciao.
a loja pernamliocana, de Anto-
nio Luiz dos Sanios, ra do
Crespn II,
vende-se sarjas pretal hespanholas, optlmoa
si iins prctos e chamaloles de pesos para vel-
lidos de icuboras do boiii-loin.
Altentao.
Ilnje sahir a luz a Importante obra
KicuientoH le Uirelfodas (cutes
dividido em tres parles ; a primeir tratando
dos direitos abnolulos dos estados ; a segun-
da dos direiloi condecionaei doi estados en.
-ni- relaces pacificas e lerceiros parle final-
mente dos direitos dos estados eu. suas rea
coca hoslis pelo Dr. Pedro Aulrai. da Malta
Albuquerque. Kscusamoa entrar na analise
desle compendio, e mullo.menos na sua apre-
ciacao, porque u autor be beui conhecido
por suas lusca, experiencia no ensino deslas
materias, e sobre ludo pela maneira lucida
e clara com que esi concebida a redaccao.
Vende-se nicamente na iivraria do edictor
proprietarlo bacharel Abreu e Lima : no pa-
teo do Collegio, casa do Livro Azul a 8,000 n.
ida obra.
Vendem-se chapeos deso de seda, pe-,
lo diminuto preco de 4 e 5,000 rs.: na i ua
Nova numero li, loja de Maia llamos & Com-
panbis.
Na loja rernambucan, de Anto-
nio Luiz dos Santos, ra do
Crespn. 11,
vendem-se corles de sedas brancas e de cores
para todoi os precos.
Novo lortimento para as scnhorai que fa- O o mais mdico pussivel, porque nao V
tem doce. 10 excede de 4,000 rs. cada um ..V
Vende-ie panelas etigclMgnncf vidradas, <53t^:30t:O fj:QO2O0>
chegadas-/(i...a...enie da iiai.ia, proprias, __ Vendem-se can subdelegado O inle rogatorio pos-firTiio para doce e baler pao-dc-lo, carcarolas de ca-1 ...
e maudou iivraropresenlo.enMouecom bo.papeiros. fregdelras,algoldaresde todos nieio de sala, mullo ricos, coui os
o queiellado.aS*)Kl'W.' uj.Jj.'i'a Bibeiro, escrivflo interino o escre-
vi.-Mamedi. Vctor Letellier.
Certifico mais que a causa leve principio
Vendem-se, na ru da Ca-
Jeia do Reeifc, loja de miudezas
n. 7, de Antonio Lopes Fereira
de Mello, 5oo pares de sapatosdo
Aracaty, pr P"? commodo.
- Vende-ie um boin eacravo corpulento e
sadio de nacao Angola, de 22 aiinoi, perfeito
canoeiro.com principios de r.fdreiro, multo
proprio para qualquer lervifo no Atierro da.
Hoa Villa n. 14.
Canna verdadeira.
'Na Iraveisa da Madre-dc-Deos n. 5, vende-
se a mais superior e genuina agoardenle ex-
trahida sin.pteainrote do caldo da canna :
aoha-se em garrtfei de 3 caadas, e ella ai-
*lm muito propria para nilmoa fdra do palz,
principalmente para a Europa,, aonde se apre-
cia extraordinariamente um trago desta noisa
patricia, cuita a diminuta quanlia de 5,000 rs.
cada garralao,
Veodem-se 6 gariafSes grandes, que leva
cada n'm de 10 a 12 caadas: na ra de Santa
Rita n. 85.
Vendem-se relogios de ou-
roe prata, patente ingler : na ra
da Senzalla-Nova n. 4a.
Deposito de charutos da Bahia,
rua da Cruz numero 17.
Armazem de Croccoct Companhla.
S3o chegados a este.novo deposito 09 ver-
dadeiro charutos soberanos de llavana,
senadores, deputados, regala, c^sdores,
venus e qoem futnsr sabera. Todos esles
charutos emeaixinhas de cem, que muito
convm aos amadores, pois que sua quall-
dade be muilo superior, e preco o mais mo-
derado possivel, para acabar efzer-se no-
va remessa.
Vinlios finos
de llordeaux, vinhode Heres.Ivinho do Rhel-
no, vinho de Bordcaux branco de Idade de 1.0
annos : vendem-ie em casa de Kalk.nann ir-
...aos, rua da Crus n. 10.
Charutos de Havana
de superiores qualidades : vendein-ie ein ca-
sa de Kalkuiann Irmioi, rua da Crus n. 1U.
Vellas de espermacete
de mullo boa qualldade e de 6 em libra : veri-
deni-se pelo diminuto preco de bOO rs. a li-
bra, em casa de Kalkiuanu Irniaoi, rua da Um
n. 10.
Inslrumenlos de msica
chegou novamenle um completo tortlmenlo
de instrun.e.itoa para msica inllllar, recom-
nirnda-se prlncipalinenie os plaroes, palos
verdadeiroa da Turqua, flaulius, Bauas, bat-
ios, cornetas de chave, clariu* bioi e de cha-
ves, violea riquisimos de jucarand, clarl-
netat, trombones, trompas, calas de guerra,
zabumbas e arcoi de campalnha : vendem-se
em cnt.a de Kalkiuaun Ir runos, rua da Cruz
11. 10.
Tinlas em oleo
branca e verde : vendem-se em casa de Ka.k.
inaun Irinos, rua da Cruz n. 10.
Ubras de ouro
chegou um novo e complelo sorllmenlo de to-
das as qualidades, como sejam, correles pa-
ra relogios, aunis, pulceiras, alriuelea, ade-
recos, lo trieos, voltai, ele. : vei.de.n-ie em
casa de Kalkuianu Iruioi, rua da Cruz nu-
mero 10.
Livros em branco
grande torlimento proprio para escrlplorio e
qualquer oulro eatabelcci.iienlo : vc.ideu.-se
en. casa de Kalkmaiin Irmaos, tua da l.rua
u. 10.
Cadeiras e sofaes
para meninoi: vendern-ie em caaa de Kalk-
uaiiii li..uros, rua da Crus n. 10.
Copos para viulio e para agoa
de qualidade muito superior veudem-ie em
casa de Kalkiuann Irmaos, rua da t.rui 11. 10,
aonde tambe... lia grande sorti.nenio de appa-
relhos de vidro fiuo para aobremes.i, para agoa,
paVa ponche, cealos e vasot para ilure e para
fruas.
Vinho de Champagne
de superiores qualldadea : vende-se em casa
de.Kalkin.arfn Irmaos, rua da Cruz n. 10.
O Jos Joaquin More Ira Si. C. O
q com loja na rua Aovu O
q .numero n, ^
a acabsm de receber um sortimento q
tle candieiros denominsdos Eco- q
J nomicos moderadores muilo pro- q
J? pros para quem 16 e escreve, ou es- ,
"* tuda de noite, lamo pelo areio da luz j
como pela claridadu que dao, Seres- w
& cendo alm disto que o seu preco he V
tamaitos, balaios para os meninos apren- ,______,-., |A|,. ,.-,.U p Inr -
osturas e compras, competentes globos, canutios e 101 -
dercm a andar, ditos para c
fa
I
jarros e quarlinhas, garrafal branca para rea.- cJas dando a luz mais brllianle
l'riar agoa, tildo obrai de goslo : na rua da Ca- ,
dla do iicire n. 8. possivel : na rus do Trapiche n. 8.
.>a loj 1 pernambucana, de Auto-. Arados de ferro,
nio Luiz dos Santos, rua do: Vendem-se arados de diversos
a vco para este juiz municipal em trintai Crespn, ii, 'modelos, assim como americanos
le junlio do mesmo anuo e certifico final-' f/endem-se iuperorei pannoi finos, chama-
das, c sabidas dos navios em o atino d
mil oilo ceios e quarenta e cinco ar-
chivados no archivo desta inspeccSo do
arsenal q marinhi encoulrei os registros
de que fez menojio o supplicante em seu
requerimento suppra os quaes sflo ao teor
forma, e maneira siguinlt:Das vinte e
cinco de agosto de mil oito ceios e qua-
renta e cien. Para AlcobiQa a lana
brasilea Nossa Scnhora da renha de
viole e seis toneladas, mestie Mmoel
Jo/C de Itoa-Morle, equihagem sete pi s-
soas, carga lijullo, consignatarios Amorim
h Irmflo. I'.issugeiros Malixe FrancCz-
TarowhtineSusisnu. Da vinte e seis do
dilo mez e anuo. Arribada por ler ren-
dido o maslro no traquete a Lancha bra-
sileira Nosta Stnhora da Penha, que havia
sabido bontem P'a Alcubnca. Almcida.
Patrao-Bir.Di dous de
na subdelegada da freguezia de S. Fre
Pedio Uoncalves, do llecife dos dezoilo do
alnil du mil oito cenlos e quarenta o oilo,
e
d
mente que a causa se acha linda, lendo-so
dado senieu^a do processo a requerimento
do querellado que foi despronunciado.
.Nula mais se contiuba erudito depoi-
menlos o interrogatorio, ped ios por eer-
tidflo de rqneimenlo do suplicante Fran-
cisco Tarault, que por virlude do des-
pacho em o mesmo ruquerimeulo, no rea-
to desta ceilido, fez exlrabir dos propri-
os anillo.-, a quul vai bum e fielmente co-
piado, e certificado ludo o mais na forma
requerida, a que me repollo. Km f de
verdade fez es crever a presente cerlidflo
a qual vai por 1111111 cscrevflo no principio
desle declarado subscripta o assiguada aos
Vinte sele das do mez de Janeiro de mi
oilo cenlos o cincoeuta. Fiz escrever 1
sssiguei, em fe de verdade, o cscrevflo,
Francisco Iyna:io de Attuide.
Fublicaifio epedido.
icstcuiiiiilio solemne
da ndtpindtnria, illuilraco e jmlica qut carac-
leitum o venirando ir iLunut da relacao de l'ir-
n'iinOuco.
Atoreo en. relacao oijuiei lorteadoi de-
pos do relatarlo da lei, <|uc dao provi.neoto
ao re uiso iulerposlo da srr.irinn da pronun-
cia fulhas, ipie declaruu o recurrente iucur-
su no artigo 1 < 11 tu e (|uarenia c dous do cdi-
go criminal con. o fndamelo de lereapedi-
Uo una orden, illegal, assig.iai.do o mandado,
fulhas vinte e olio verso, que aulorlsava a
priso do cnsul francez 1.. benlis, uu caso de
otubro do di- nao entrega do depoiito; porquanlo villa
dos setim de laa, sendo prctos, verdes, cor de
e.ii, azul, etc.
Vende-se rap de Lisboa cm frascos, che-
gado agora na barca fqiira : os Srs. fregr.ezes
que estro acostumado a tomar a boa pitada
au deixariio de mandar buscar ao largo da as-
sembla n. 4.
Attenco.
lie chegado nova foi nada do superior e mul-
lo acreditado rap princeza do IIio de Janeiro
em libra e meias libras : nu rua do Queiu.a-
do luja de miudezas .1 25, c na rua da Ladeia
do llecife loja de miudcsas n. 49.
linas trancas
para manteletes e guarnicao de vestido: n
rua do Queimado loja de ...iudezai n. 25.
Para voltarete
cartas francezas finas : na rua do Queimado lo-
ja de miudezas n.25.
Vciidcui-se ricos vestuarios
para o baile de mascaras, por pre-
co commodo: na loja de rua do
Crespo n. 4-
Vende-se urna mobilia de Jacaranda cm
bino estado, e urna preta da Costa para todo
o servi(o : lia rua ftova sobrado 11. ai.
-- fia rua- do Cabuge loja do lioai te, ven-
de.u-se licat louca de setim para baptlsado,
capolinhos de fil preto e manteletes luna co-
res, por neto com.nodo.
com canibao de sicupira e bracos
de ferro ; na ii.indic.ao da rua do
lli mu ns. G, 8 e -10
Deposito de cal virgem e potassa.
Hogn-se aos Sis. fregnezes do ba-
rato que lelain o aegulnte
niniuncio.
Vende-se brim de quadros de linho, a
3-20 rs. o covadu ; 1 israrto de linho, a 220 rs.
o covado ; dlo de algodSo, a 180 rs. o co-
vado ; pecte muito encorpado, proprio pa-
ra escravos, a 180 rs o covado; castures
muile encorpados, a 280 rs. o covado;
brim transadu branco de linho, a 1,920 rs.
o corte; dilo escuro, a 1,600 ra. o dilo ;
esguiflo tie. algodflo de 12 jardas, a 3,400 rs.
a [eca ; cortes de fuslflo, a 560 rs.; cober-
tores ereuros do algodSo, grandes, a 720
rs. ; cassa preta, a 120 rs. o covado ; dula
de cores filas, a 160 e 180 rs. o covado : ua
rua do Crespo n. 6, ao p do lampcSo.
Fio pnrii siipitcii'o e para saceos.
Vrnde-se um restante de ptimo fio para
sapsleiro em riovellos, e dito em meisdss
para saceos, por prego commodo para li-
quidar facturas em cusa de Adamson llowie
Companhia, rus du Trapiche n. 42.
A rados de ferro.
Na fuiiiiic.no da Aurora, em S. Amaro,
Vende-se um sobrado oa rua do Cabug vendem-se atados de ferro de diversos Uio-
com fundo para a rua das l.araugeiras 11. 5 : a jelus.
tratar co... a proprielarla a senbora D. Mara
Felicia de Oliveira, n estrada da Cruz de. I
Alma.
Pr.TiM. rvf/\Tvr.or M.F.nr rAitiA'
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO MUTILADO


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