Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06350


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Full Text
Anno XXVII
Quinta-feira 20
faKtidas dos coanr.tos.
(Voianna e Parhlba,.s segiyrdas e sextas feire
Rio-Orande-de-Nurtc, todas M quintas reirs
meio-dla. i ,
Garanliuns e-Bonito, a 8 (41..
Hoa-Vista e Floreara 14 e 23,
Victoria, i quintas fc-iras.
llnda, todos os da.

EPBEMBBISS9.
-Nova, a 2, as 10 h. e 55 ni. da t.
a BmliA n ig, jrese, a lO, a 7h. e 25m. da.'t.
, n """Chela. al7,asl0h.e59m. dam.
. ^> M Uilng. a 24,lili, e 0 in. da in.
-
de Marco de 1851.
N. 65.
niiMAB SZ BOJE.
Prime ira s 8 horas e 54 minutos da manha.
Segunda 7 horas e 18 minutos da tarde.
vas a semana.
17 Seg.S. Patricio. Aud. do J. d'oif. e m. da 1.
18 Tere. S. Gabriel. Aud. da Chano. do i. da se-
gunda varado o. e dos feito da fazehda.
10 CHiarc. 5>*S. loi. Aud. do J. da 2. vara.
20 Qulnt. 6. Marllnbo. Aud. do J. dos or. edo m.
20 Q
da nriinelra vara. .
preoo da sDBScaipgAo. 21 Sext. S. liento. Aud. do J. dal. vara doeivci,
Por tres meiei radlantados) 4/000 e dos feitos da fazeuda. I
Por seis mezes XOOO 22 Sab. 8. Emigidio. Aud. da Ch. e do J. da 2.
Porutnanno 15/000, varado civel.
23 Dona. 3.' da yuaresma. S Feiix.
CAMBIO UE 18 SE MABOO.
Sobre Londxei, a 30 d. p. 1/000 n.OO das.
Paris, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 90
Ouro. Qnca hespanholai-...
Mocdas de 6*400 velhai
de 6/400 novas
de4'000......
Prata.Patacoes brasileiroi....
Pesos columnario
28/000 a
l/'OHO-a
lli/000 a
't/nOO a
J/J20 a
t/O a
Hitos mexica
nos........ iWO*
98/500
lo200
10(1200
VI00
J/B40
]>940
1/700
p r- ;:;, &MB&
1' A w- .t>.ftT~.ss*u^y^yi
PERNAMB
ASSLnlBLEA PIU)"V
SF-S^AO EXI 15 HE MAftgO I>E 1851.
Presidencia do Sr. redro Cavalcnnli.
As onze e mcia horaf da mauha, feltaa cha-
mada acham-se presentes 22 senhores depu-
tadns.
O Sr. Vrisiirnli abre a sessao.
O Sr 2. Secretario 16 a ocla da anterior
que he aptu nvi.li.
. O SrAfi Secretorio menciona o seguinte
EXPEDiESTE.
llm officlo do secretario da provincia, .envi-
ando urna represenlaco do vigario de Tracu-
nhaein, acerca do estado da respectiva matriz.
__A' coinnussiio de orcamento.
Tima representacao da cmara municipal do
II.mi lo. qneixando-Be da diviio do terreno.que
iiltimamenle se le naquella comarca.--A'coni
ni i-nao de F.slatislica.
Un requerlmento de Fermlaiio Jos Rodri-
gues Ferreira. em que pede se Ihe conceda o
aforar um sitio dn patrimonio dos orphos. A'
cominisiodc pelices.
Outro, do padre Jeronvmn Rarreiro Rangel,
pedindo se designe quota na lei dn orcamento
para ser Indrinnisado do que Ihe deve a pro.
vincia.A'commissao de orcamento provin-
cial.
Piltro, dof fabricantes de charutos, em que
pedeni ler lientos do impotto de 1,000 rs.
por cada milheiro de charutos. A' cenimisso
de orcamento provincial.
Outro, da irmandade de 9. Jos d'Agonia,
pedindo se Ihe mande dar um terreno gratis
no cciniterio publico para a s srpultlirasde seus
maos.A' eMnmisiaode negocios de cmara e
sainle [wililii.i.
lima representacao da cmara municipal da
villa de Flores, em que pede a approvaca.. de
suai posturas.--A' comiiiisfode cmaras.
O Sr. Francisco Joo .Peco a palavra pela
ordem,
O Sr. Presidente Tem a palavra.
O Sr. Fraronrco loa/1:(Vide o Diario n. 64.)
ORDKM DO DI.
He appiovada a redaccao do projecto n. 3
do anno passado.
Ttrcelra discusso do projecto p. I, que fixa
a forca policial para o anno llnanceiro de 185
a 1852.
Vai mesa e he apoiada a seguinte emenda :
A' emenda que passou em segunda iliscus-
accresscnte-se:que percebcio 4<0 rs, por
legoa todas as vrzosque sahirrm em diligencias
fra da capital.farro Falcao, Soare le AVa-
Cii.--Uetlo llego.
epois de algiimas idlexcs dos Srs. Aguiai-
e Jo>e Pedro
He lida e apoiada para entrar em discusso a
seguinte emenda.
Fieamem vigor os artigos 2, 5 e 8 da le
provincial n 2511 de 11 dojunho do anno prxi-
mo passado.--Correa ds trilto.
O Sr, Correa de brillo :-Sr. presidente, justi-
ficare!, em a ixaior brevidade possivcl, o ar-
tigo substitutivo ipie tive a honra de siibnirt-
trr illuslrada considerac.o da cala, e com o
qual me propnnlio a ftzer excluir daquclle que
ora se discute o 3, da lei n. 25'J de 11 de junho
de 1849, concebido uestes termos ;
O ajudanle do coipo perceber urna grati-
ticacao de 4/0C0 rs. mensal, que perder sem -
prequese nao dcixar em exercicio, licaudo
com direlto ella o ollieial que excrcer suas
funeces.
Km o anno passado, Sr. presidente, combat
o artigo que acabo de ler, ponderando que
nada havia que juslincassc scmelhante grali-
licacao ao ajudanle do corpo de polica, tanto
nais quanto me conslava, que elle nao linha a
scu cargo dispendio alguin que a ella Ihe dsse
direlto; mas, havendo-me alguem contestado,
eachaodo-me eu baldo de documento! com que
provasse a miaba asserco. Uve de recuar, e
de ver inscrir-le na le citada o artigo refeii-
do. Agora, portn, que o nobre commandan-
te do corpo de polica, iiietnbro da commissiio
que coiifecclonou o projecto em discusso, as-
sevea-inc que eu nao estau em erro, e que de
feito, o seu ajudanle nSo tem a seu cargo des-
pea alguma que Ihe dfl direlto a grallficacao
mensal de 4#000 rs. pois que a secretaria do
corpo contina a fornccer-lhe o papel, pennas
e nuil de que caiece para o servico que
Ihe cabe, resolvi-me a pedir a' revogacao da-
quelle artigo, propondo me flesl'Wte a evitar
que, em proveito le um individuo, e sem uti-
lldade alguma publica, estejain oa cofres pro-
vinciaesdeipendendoseiiielliantequaulla, que
se bein. que pequea, nao deve de ser mal-
baratada.
Eucerra-se a discusso, e submettidas a vo-
taco as emendas oll'erecidas ao projecto sao
approvadas.
Fica avotaco do projecto adiada al que se
voteui as emendas na ultima discusso.
Segunda discusso do projecto n. 2 que regu-
la a aposeuladoiia dos ewipregadus provin-
vinclaes, ,,
O Sr. Presidente : Esta cm discusso o ar-
tigo I. ,, ,
Or uedes de Mello. Na sesso de 12 o
corrente quando se discuta este projecto pela
prlmcira vcx, eu ofl'errci a casa una duvtda,
que nao sendo altendlda loi antes desviada pe-
lo nobre deputado, que se asienta delrontc de
miui (e um dos assignatarios do projecto ) na
persuaeo de que um aviso, cuja integra nao
pude repetir cmara, tinha por objecto apo-
eiitadoriasdeempregados geraes. e nao pro-
vinclaes e com effeilo srndocerlo que as as-
semblas nada devlain entender com as apo-
sentadoriasdrssa especie, passou o projecto
em prinieira discusso, licaudo eu eonipromcl-
tido exhibir ao conheciiiiento da casa esse
aviso de cuja summa linha lembranca ; venhp
hole desobrigar o meii eompiomlaso, leudo o
iiesmoaviM), se mo com muro provello ao
menos em juitilicacao lia ftiitfha memoria que
elismentc dcsta vez uo me oi inlicl : ( t i
. a/iniiwrio do imperio.
lllm.e Exm. Sr.-Tendo .idosubmeltido ao
cisme da seceo do conseibo de estado dos ne-
gocios do imperio os actos legislativos da as-
scmbla dessa provincia, promulgados na ses-
sao do anno passado, foi a mesma seccao de
parecer tm chulla do 1 de Junlio nHuno, que
na resolueao n 121, c no art. 2. S .pi'.d,a'" *';
133, excid'eu aaisembla as suas altriouif, por
Ihe nio competir legislar sobre opotenlailonas ; c
que a rrsnlu(o n. 136. concedendo ao "afa-
no Agostinho Kggierl um privilegio por tu
anns para fabricar louca vidrada, c quais-
quer outroi objectoi arglloso de sua inven-
cao particular, se oppe constitnicao art. 179
'.. 24 emquanto tolhc a ampia liberdade ahi
concedida a todos de exercerem qualquer
genero de trabalho, de cultura, industria ou
commerco, una vez que nao se opponha aos
costumes pblicos, Mude e segnranca dos
cidadaos. F. havendn-se S. M.o imperador,por
sua iinmediata resolucao de 26 do mex lindo,
conformado com aquelle parercr ; assiui o
commuhico a V. Exc. para seu conheciinento ;
preveninilo-o de que a respelto da competencia
dos asiembltas provineiau pora legislarem sobre
ipmenlvtloriiis nesln dala serelterami camaVa
dos Srs. deputados as soliellacdes j feitas em
avisos de 26 de marco de 1844, e 8 de fevereiro
de 1845, afini deque aassembla geral legisla-
tiva fixe, nesta parte, a verdadeira intelligen-
cia do acto addicional constituiaao do impe-
rio ; sendo ao mesmo lempo remeilida refe-
rida cmara um i copiada resolucao n. 136 pa-
ra ser siibinettlda ao conheciinento e decisan
do corpo ieglslativo-
Dos guarde a V. Kxc, Palacio do Rio de
laii.ii o, cm 7 de outubro de 1846. oaquim
Marcelino de Brillo. Sr. presidente da provin-
cia do Rio Grende do Norte, u
Isto hetim borrSoque tirelda Gateln Oficial.
Entretanto, Sr. presidente, se a casa jio pres-
mais ncolhlmenlo agora mlnha duvida, que
se acha justificada com o documento que of-
ferecosna conslderacao, se a casa rejeitar
est* mesma nutoridade. cntao pelo correr da
discusso accrescentarel algumal reflexOes.
(I Sr. Jos Pedro combate o artigo.
O Sr. Francisco Joo: -Senhor presidente,
levanto-me nSo s para ollerecer considera -
cocs geraes, que servein a explicar o todo do
projecto, sem pensaniento, e connexo rom
as diflerrntes partes do mesmo. senao tam-
bein para demonstrar c justificar a ausencia
dos vicios e defleitos que forain indigltados
por dous nobres deputados que me pieeede-
ram nadiscusso; e concluindo esse tralialho
eu terei de justificar una emenda que tenho
de ollerecer, e que lerci nessa occasiao.
Senhor presidente, enganando-me a mini
mesmo, como militas veies me acontece,
eu suppuz-nie impressionado pelas proposi-
efle, que os nobres deputados deixaram esca-
par; porquanto, segundo ellos, eu me persua-
do, que o primeiro teria de propor aqu a
revogacao da le de cuja reforma tratamos, e
que o segundo vitaba prestar o valioso contin-
gente dos seus talentos em favor do projecto;
mas enganei-me : o primeiro nobre deputado
declarou, que tem graves duvidas acerca da
constitucioualidade do projecto, e o segundo
que se Ihe seguio troiixe coiisideracde, que
serviam demonstrar que as ansemblos eram
competentes para legislar Acerca de aposen-
tadora*. Mas, senhor presidente, infelizmen-
te eu ouvi, depois da exposico de principios
dcsta od. ni, concluir por se nos demonstrar
o que era apnsentadorla, isto he, fez-se-nos
ver que a aposentadorla era o complemento do
ordenado do empregado, era parte supplc-
mentar delle, ideia que nao he ferida no pro-
jecto, pois que ninguem dir por cerlo que o
projrcto fere tacs condlcfies.
Mas, senhor presidente, eu acompanharei o
nobre depuiado nao as disllnccocs, mas no pen-
samento que ponelle foi appiesentado. isto lie,
de que a aposentadorla deve ser considerada
como urna parte complementar do ordenado
do empregado; e nao foi lenao nbrdecrndo a
essa Ideia, parlindo mesmo della, que eu e
nicus nobres companheiros organisamos rsle
projecto: pode elle ler defeitos, c cm lempo
se acha de ser emendado; entretanto a Ideia
primor.iial do nobre deputado foi guaidada
no projecto, nos procuramos organisar o pre-
Senlc e o futuro dos emprejjados pblicos; e
inda o repito; bein pc ler que errassemos
nos meios de realisar esse nosso pcnsainrnio,
mas entio cabia ao nobre deputado, apontan-
do os defeitos, fazcr-lhe os necessarios correc-
tivos; poique com tnuito prazer eu os accei-
tarei, para que nao pense o nobie deputado
que eu me aclio tiio enamorado de minha es-
tatua como.....da sua; nao, senhor: faca
obre deputado os retoques que entender
necrssaiios, pois que muito melhor licar,
ltenla a delicadeza com que sempre cnsluma
faze-lo; mas, senhor presidente o nobre de-
putado nao quiz retocar a minha estatua, nao
Ihe quiz apprcsentar vivos coloridos, quii siin
destiui-la, e por isso conceder-me-ha lictnca
que cu a defenda, resguardando-a com o meu
corpo, que he o que faco cni a minha argu-
m. 111.- n,mu. O nobre deputado enxergou no
projecto injuslica c violencia; achou que elle
con. ..i ri por fazer maos empregados pblicos,
e nao contente com ludo isto, ainda por flin
o alcunhou de anli-economico. Senhor prrsl
denle, eu nao sci em que parte do projeclo
possa ser descobcrla a injuslica; o principio con-
signado no primeiro artigo diz que os empre-
gados provinciaes serio aposentados, Isto quer
lainbeni o nobre deputado; por consrgiiinle o
nobre deputado niesino a.-s. niou que nao se fe-
ria a justica quando se eitabeleola tal principio ;
para justificar o sen pensamento.Tu o nobre de-
piilMdfbflfca ambas as clausulas por iiilin es-
t.ilielCcTJ> un projecto, mas simiente a un i
dellas, qual o computo dos anuos, que han de
servir de regra para a aposentadorla. Senhor
presidente, eu antes de tocar neste ponto tra-
tare! de oulra cuuia.
Respeilador como me tenho declarado dos
inleresses dos empregados pblicos, nao pos-
so deixar de o ser igualmente dos inleresses
das outras classes, de que o nobre deputado
traclou, tractou de um modo que parcela
al nessa OCeasi" querer ollerecer argumento
contra a apofeniadoiia, posto que ronclun.se
de mododlterenle ; mas respeilador dessas ou-
tras classes nao podia convlr que a aposenta-
dorla f sse dada, senao verificadas aquellas
condicoes que marqucl; primeira, a da luha-
bllitacod individuoque tem de ser aposen-
tado, luhabilitaco proveniente da presiacno
dos servijos relativo aoeniprego; segundo a
continuaco do exercicio por cerlo numero de
anuos; mas o nobre deputado nao se rele-
ria primeira coudicao, apenas se leun-
tou segunda, limando que elle feria as re-
eras do juslica e da equidade, proruran-
do at demonstrar-nos, que as rcg.oes tropi-
caes o desfaleeimentu de forcas, o trainlorno
do lislco se oppresentava n'utna lade mais
brevdo que em oulra parle, allegou slase
outras rasoes ; notando mais que iendo.comn.u-
menle o hoinem empiegado aos v.nle c um
annos, porque o nao poda ser antes, e leudo
necessldadc de 30 aauos de servico para ol.ter
a sua aposentadora, isto lie. ao.cii.cocnta c
un, annos de idade, era ess.idade, aquella cm
que elle eslava inieliatucnlf perdido, para o
mundo, ou repcllldo d'elle. Ora eu nao
esperavaque o nobre deputado fizesse esta In-
juslica aos maiores de clneoenla annos, por-
que creio que esta injuria Ibes nao cabe, urna
vez que homens maiores de cincuenta an-
nos vejo eu, exercendo funeces da vida pu-
blica com grande proveito proprio, e da so-
cirdade ; e parecc-mc que he idade j entre
nos da calma, do socego, mas nao de decrepi-
tude, he a idade madura, mas nao a do des-
falescimento das forcas, de tal m.ido que seja
mister desoceoiro extranlio para viver, por-
que no termo de cincoenta a cincuenta e seis
annos, eu vejo cominercl.inlesdirlairein as su-
as operaciies conunerciaes, agricultores irem
ao campo, do mesmo modo artistas tto, &c ;
tenho-os visto at prestando valiosos servlcos,
lito he al como se cosluma diier com ardi-
mento de animo ; vejo e observo tudo isto,
mas infelizmente o nobre deputado que reco-
nhece estas condicoes em todas as classes da
sociedade fez urna excepr.ao quando se tracta-
va da classe dos empregados public.s ; o no-
bre deputado foi por tanto contrariar fados
.la vida humana muito conhecidos, para justi
ficar a proposiro, que Ihe tinha escapado
mas que era menos justa. Porem Sr. presi-
dente, o nobre deputado seguindo estecami-
nho, quequeriadar as suas ideas, tracli de
mostrar que o projecto era anti-economleo,
3ue tenda a trazer o desalent sorte
os empregados puhlicos, Isto he aquellos
homens que se destinan! a esle ramo do ser-
vio publico, e finalmente que o tenda a aug-
mentar o numero das aposentadoras propor-
ciona, ist.> he, para fazer com qui todo o
mundo nao quizesse esperar por esta parte
complementar do ordenado, senao receben-
do-a proporrionalmente. Sr. presidente, jnl-
go exagerac-o na argumentacao, e por isso
...--i...i nao Ihe poderei responder comodese-
pva, milito mais porque, permilta-se-nie que
diga, uo a pude comprrliender, e nao a po-
dendn comprehender, vrjo-mc obrigado a ex-
plica-la da mancha que me parecer. Pare-
ceu-ine Sr. presidente, que o nobre deputa-
do ataeava o projeclo por anti-economico, por
quefaziacom que o empregado publico nao
se exforcasse como llie ctiuipria no desempe-
nho de suas funeces;por isso que muito Ion-
ge. muito distante eslava a aposentadorla : es-
ta argiimeiilaco do nobre deputado tem se-
us defeitos como argumentacao, porque pode
estender-sea provarde mais, isto he, a mos-
trar pelo menos que o termo de aposentado-
ra deve ser o mais curto possivel, deve ser re-
petido de oilo ou dez annos; mas cu creo, que
o nobre deputado no quercr carregar com
essa eonsequencia da sua proposicno.
Enlretanto, Sr.presidente, deixando nqui por
um pouco esta argumentcao, eu procurare!
mostrar ainda que OS f.utos da vida com.......i
provam todos contra a oplnlo do nobre depu-
tado, porque be verificado por todos, que nos
nao podemos gosar do fruclo do liosso traba-
lho senao dos quaienta aos cincuenta e tantos
anuos; c pois todos os que nao sao emprega-
dos pblicos podem esperar pelos cincoenta
a cincoenta c seis nesta vida de iransco, e
so os empregados publico! bro tic ter exerp-
c3o ou privilegio? nao de rerto : cu tenho
trinta e quatio anuos, e cipero nao poder go-
zar de socego senao depois de cincoenta e tan-
tos annos, se l chegar, ate enlao, a vida
de qualquer lioinem he vida de aclividade
de trabalho, depois vfin a vclbicc, e ahi elle
precisa ser soccorrido.
Mas Sr. presidente vollando argumentacao
do nobre deputado quando laxa o projecto de
an ti-econmico, vcio elle dlzendo-nos que por
um calculo por elle formado e litio, dados os
ordenados a todos os empregados, isto he, a to-
do o pessoal, e quantia com que riles podiam
ser aposentados, montar a 5U tontos de res,
nao podendo ser eslabrlecida urna aposenta-
dorla superior a essa quantia ali marcada, e
sim sempre para menos, e que d'esta forma
eslava vistoque o projeclo por esta considera-
cao era anti-economico; realmente, t>r. presi-
dente, nao pude comprehender o nobre depu
O Sr. Jos Pedro: d um aparte, explican-
do a sua argumentacao...
O Orador: Mas Sr. presidente eu achei,
que o projecto he econmico, e se nan posso
contrariar a proposieao do nobre deputado,
por falta de compreheneao da minha paite,
e que talvcz se tenham dado, de vfrmos ho-
mens robustos passeiarem por esta cidade e
receberem em santo ocio um ordenado pago
pela provincia, he que nos nos aventuramos
a esta discusso, c isto se pdc dar muito bein
e trarrl para exemplo a niiiii mesmo: En fui
soldado doexercito, siipponha-se, que conti-
nuando no servico podia chegar a cnente,
servia vintc annos, largava enlo o servico
e vlnha ser omcial-malor da secretaria do go-
verno, servia all quatrn ou cinco annos, apa-
nhava mu presidente de conlianca, c obUoha
delle a minha aposentadorla com o ordenado
de offloial-miior, e por Intelrn; ora lendo
entrado para o exercito enm IS ou 20 annos
aqu eslava en aos 43 ou 4,i anuos robusto c
forte aposentado, e assim como se podia dar
por este emprego, poda ter lugar para com
a Ihesoiiraria, e tambem para com a secreta
ra da assembla 8ic. &C, porque he grande
o numero d'aquelles que teem iresla4oer-
vfos ao estado, donde podia resultar o che-
garnios a ter pri.....ira, secunda, e terceira
edieco de empregados. Senhor presidente,
eu e ineiis nobres companheiros, nao tlvemos
em vista desatiender a sorle dos empregados
puhlicos, que respeilainos tanto como o nobre
deputado ; foi nossa intciic.o atteode-la, e
muito, nao esquecendo, porm, das outras
classes da sociedade, que tambem tem direi-
to nossa proteecao.
Senhor presidente, feitas estas consideraefies
geraes, que servem para justificar o projeclo,
concluo por agora, appresenlando una emen-
da, e he esta.
Ao *j 10 do art. 1." accreseentc-se :
Eterificada por junta medico clrurglca ;
especialmente nomeada paraf conhecer das
circumstanclai de cada um dos empregados.
que se apresenlarem reclamando o favor delta
le. Franeiteo Joio Carnetro da Cuuha. lla-
noel Cavlctnti. "orrri.i de Brillo.
Bu nao quererei Sr. presidente, que o arbi-
trio da deeisao de Inhabilitaco seja delxado
aos administradores da pri vincia ; porque po-
de ser que em um ou oulro caso se conside-
re como inhabilitarlo o empregado que ainda
pode prestar mtiitos servicos; he bom exami-
nar, he bom averiguar e procurar a ver.lade.
Sr. presidente, ditto isto, vou ultimar esle
discurs-i com algunias consideraefles, que ser-
vem para esta occasiao, e servirn para outra.
Ka minha vida, e creio que na vida de lodos
os homens, que se didicam ao servico publico,
em qualquer dos ramos delle, deve i aquelle,
que se encarregar de una inissao que res-
pelto nobre c generosa, pouco Importar as
vociferaron da eiquerda ou la direlea;
caiiiinhar recta e seguldamenleao lim a que
sepropos; e be Sr. presidente, dominado e
impelido por este pensaiiientn, que II nao
dnvldel, iieni dnvidai meus nobres ci.m-
panbelros de offerecer o projecto que sup-
ponios de reconhecida ulilidade publica, em-
bora se podesse entender queein una ou ou-
lra paite do mesmo projeclo havia ofli
alguma susceptibilidade.
A emenda ollerecida he apoi.da para entrar
em discusso.
O Sr. a /,(.../1 sustenta o artigo*, e respon-
de aos argumentes contrarios.
Vai a mesa a seguinte emenda
F.m lugar de diier-se em rm.io do mesmo
diga-se durante o mesmo.-- Francisco Joao,
Apoiada en Ira em discusso.
Tendo (lailo a hora
A discusso lira addiada por ler ainda a pa-
lavra o Sr. Cuides do Mello.
OSr. Presidente designa a oidcn do dia o le-
vanta a sesso.
CMARA MUNICIPAL 1)0 RECITE.
SISSA.0 extraordinaria iie 28 de feverkiro
DE 1851.
i Presidencia do Sr. Oliveira.
Prsenles os Srs Mamede, Camniro Mon-
leiro, Moraes, Vianna, Pires l'erreira e Fi
gueiredo alirio-se a sessao, efoi litla o ap-
provaiia acia d'ante.loedente.
Foi litio o seguinte expediente,
Um officlo do Exm presidente da provincia,
determinando que a cmara inandane prepa-
rar a igreja maliiz de San Frei Pedro Oon9.1l-
ves para a celebraro da missa votiva do Espi-
rito Santo, pois que no dia l.de marco pr-
ximo futuro deve ler lugar a abertura da ses-
sn o. 1I11..11 i 1 da asseuihlJa desla provincia:
F.xpedlram-se olTiclos ao Exm hispo dioce-
sano, participando estar designado o da 1. de
niarc.o prximo seguinte para lerem principio
os enterraiuentos no cemiterio publico, rogan-
do-se-lhe hnuvessede fazer chegar ao conheci-
inentn dos parochos desta cidade aemelhante
medida, para que estes noconsintain mais in-
hu mar oes nailgrejas : ao chefe de polica para
Coa ijuvar aos listaos desla cidale com a forca.
precisa, quando liverem de obstar os entrra-
menos as Igrejai : ao coininandanle d.sar-
illas prrviiiin.lo-i, de que os cadveres de s .1-
dados devein ser enterrados com o iIsSo, depnli
.le paga na e uara munieipal are.peelivi laxa:
e aos Hseaeipara no caso de contraveneno .'b-
seivarein slrirlamenle o que dispoe o art. 1."
tt. I. das posturas em vigor.
iiespacharam-se al petlcdH de Felicia Marta
Renedicta,Jo3o Ignacio Avila, Mannel Fran-
cisco Aleiai:dreda Trlndade, Manoel lose vi.iu-
ricio de Senua, e l.vaulou-s.: a seiluo as 4
horas da tarde.
Eu, Manoel Fericira Accoli, secretario inte-
rino a ricrevl.
Declaro em lempo que o conlrartante de
carros fnebres pelo contracto queasslgnou,
se obrig'Hi, nos carros de lercelra oidem a dar
calxo de condiizir e de enterrar. -- Accioli, o
declarou.-- Olieeira. presidente. Plasma,
Carneiro Slonteiro Moraes Figaeiredo.
jn11iii arar 1 ---^^
mmuvmmmi
Hiero ao menos jsilficarjSjS* por iiilm emit-
he de conveMlhria para o mes- Inleira.la. b que se reileirassem (iflicialuien-
tida. e que ..
1110 projecto, ou que lie resultado delle.
Senhor presidente, o projecto he econmi-
co, .porque ao mesmo lempo que regula, e
prepara o futuro do empregado publico, esta-
beleccndo ou especificando as condicurs que
elle deve ler, para que a aposentadorla Ihe
possa ler dada, isto he, a c.indican de um
cerlo numero marcado de anuos, tende a
coartar o arbitrio, que le havia deixa.lo as
maos do presidente da provincia.
He preciso, senhor presidente, que nos le-
gislemos de modo, que se nao deixe arbitrio,
para que depois nao se dcin as consequencias
delle, como talvez tenha succedido. K11 nio
quero referlr-me pcssoalmeute laes ou taes
reformas, taes ou taes aposenladorias, mas
o nobre deputado com a rcusciencia recta que
eu Ihereconhrco, convlr que o arbitrio dei-
xado ao governo, pode ter offerecido mais
de um casodeabuios, pode mesmo deixar por-
ta larga e eicancarada para immeiisidades dcl-
les; nao me forc, porm, o nobre diputado
a entrar em discusso pessoal a esle respeito.
Eu, senhor presidente, nao entrare) em
cxempliiicacSes, para nao ferlr o amor proprio
de alguem. mas se o tizesse, appresenlaria
exeinplos lao frisantes, Lio palpaveis queas-
sas provailam u que venho de expender; no
ctanlo nao me stnto dijoslo a carregar com
odiosidades. :.
Senhor presidente, foi firme n'aquella ideia,
ideia de ulilidade, que se acha desenvolvida
em oulros artigos, como, por exemplo, no
lerceiro, que eu e inens nobres companheiros
elaboramos cs|* projecto. Sessc artigo mis
estabeleccmos, que para a aposentadorla por
servicos provinciaes, nao sejam contados
aquelles que sao prestados, 011 o tenham sido
em comiiilssori, que nao sejam provinciaes,
foi para ruardar rla ideia de lavorecimenio,
de economa dos coilrcs pblicos, de aninia-
c8o aos empregados propiiamenle provinciaes
que nos consignamos esta disposico; neis nao
queremos que servicos, que nao hoiivessem
sido prestados em proveito nicamente da pro-
vincia, fosscui atlendidos, para se obter a parte
complementar do ordenado do eiupregado pro
viudal. Senhor presidente, para blennos ,
isto, para ivitar os abusos que se poisaui dar, lienildo.
te as ordem vucacs dadas ao piocurador para
esse lim,
Oulro do mesmo, respondrndo ao que a c-
mara llic dirigi, a respeito da noraeacao do
administrador do cemiterio. lntelrada.
Outro do secretario da junta de icviso da
qualilicaco da freguezia dosAlogadns, remet-
iendo o livro das actas respectivas. lntel-
rada.
l'assando a cmara proceder a nomcaco
do adiiiiiiistrad.il' dn cemiteiio publico, funda-
da na disposico do art. 4, titulo nico das
disposiics iransiclorlas do respectivo rrguli-
ineulo. -- falli nomeada-cnin oito votos o ci-
lla ln Manoel I.uiz Viraes, obtendo 11111 voto,
Maxinilann Francisco Duaite. I m medula-
mente olRciou-se ao Exm. presidente da pro-
vincia, coiniiiuntcando-se semclhaute noiuea-
j.i.i, c solicitando a necessaria approvaco:o
nomeado achandn-se presente prrslou ojura
ment do cslyllo para poder entrar r-u exer-
cicio, e logo depois ..fiici.ui, propondo os se-
guinies Individuos para os deman empregos do
cemiterio os quaes a :ainara approvou ; a sa-J
her : para guardas Joaquiui Honifcio Perelra e
t.'aeano de Maltis Sinics. poitelro Joo Mar-
tins Ribt-iro, e jardlueiro Simplicio Cordeiro
llego, destes sii dcixou de Juranieulai-se log
por nao eilar presente o portriro.
A cmara lixou o numero de 6 srvenles r
oulros tamos coveiros paia o cemiterio. esti-
pulando a aquelles o salario diario de 640 rs,
e esles o de 1,000 rs. Kcstc sentido fi-
leram-se as parlicipaces ao procurador e ao
administrador
A cmara rontractou com Mannel Estevo do
N,im menlo Quinleiro .y li man sol as garantas
necrssailas e por lempo de 4 iiiezes, ou at
ella montar o rslabeleciniento ;b forueciuienlo
de carros fnebres e mais pertences i.ecessa-
1 msios enlcrros, ajirincipiar d'ainanha em
vante, sendo o prreo di carro de primeira or-
dem 40,000 rs. de sgunda 30,000 rs. c de ler-
celra 8,000 rs. obligando se o emprrzario a dar
carros gratis aos cadveres mencionados nos
I,'2, 3, e 4 do ait. 25, do regulanientn do cenu-
BBCIFE, 19 BE MAB.CO DE 1851.
A assembla approvou hontem a redaccao do.
projeclo n. I, que lisa a forja policial di pro- f
vin.ia, e coiicliiio a discusso don 2, que re-
una a aposenl.il.iri 1 dos .....pregado! pmvin-
claei, oqual lainbein foi approvado. F.nceou
a primeira discusso do projecto r.,6, que au-
torlia o governo a contratar c.mi Antonio da
Silva Ciisiuao a factura de mu matadouro pu-
blico, a qual licou adiada pela hora, tendo a
palavra os similores Manoel (avauli e Aginar.
A ordem do .lia pa. aiuanlii (20)sera a con-
tinuaco da a.itecedcnte.
Pelo hrigue S Manoel, chegado hoje do Por-
to, recebemos gazct is daquclla cidade al 14
de fevereiro prximo passado.
A Sra. 1). M na II, dra luz em principios
do dito mes, depois de grandes solli iinrutoi.
urna infanta, a qual fallecer logo depois de
er ba;.linda, leudo recebido o uotiic de sua
augusta mi.
F.is-aqui o programla do enterro publicado
por ordem do mlollterlo do reino :
-. O enlerro do augiislo cadver desla Alte-
za a serenissiina sriihora I). Hara, que Dos
chani.iu gloria, ha de ler lugar mi dia 5 do
correle ; lablndo pela l hora da larde do paco
das Neeessl.lades para a real igreja de San Vi-
cente de Fra, pela forma seguinte:
Urna forca de cavallaria proceder o corte-
jo ; e depois della iro seis porteiros da cana
de capa c volta em grande galla a cavado.
Segir-se-ho as carroagens dos vogaes
los diversos Iribunaes pela ordem de suas ca-
theg o 1 s. e as dos titulares e mais pessoas
que formain a corle.
Km argida tomaro logar as rarniagens-
do coiisrlho de eslado -- da deputacn da cuna-
ra dos Srs. deputados da naco purlugue-ia,-
da cmara dos dignos pares do reino, -- dos
ministros e secretarios de estado etlcclivos.
i. Segui-se-ho sele coches da casa real, le-
vando.
1. 0 portriro da real cmara, e os guardas
roupai de suas mageslades.
2o Os ajudantei de campo d'elrel.
a 3." Os camaristas de S. M. a rainha.
4.Ocapito da guarda real, o inurdomo-
nir.
5. O augusto cadver.
o 6. ( He o coche de espelto.)
7.'" A autoridade e pessoas ecclesiasllca
que tivcrciu de acoinpanhar o cadver.
Aos lados do 5." coche iro seis mocos da
real cmara cotp tochas accesas, descoherlos, e
a p, e, por fra destes, os mocos da estribeira
dentro de duis alas de soldados da guarda real.
Seguir-se-ha ao 7." coche a guarda real
dos archeiros comuiandada pelo respectiva.
lente, que ira a ca'vallo junto roda direita
do coche que coudii/. u real cadver.
i. Fechar o cortejo um corpo de cavallaria.
Tuda a tropa de infamarla estar postada
em alai pelas ritas do transito, lomando depois
a forma devldi para seguir o corpo at ao
templo 11
Uina caria de Lisboa datada de 8 e transcrip-
ta no fc'cco Popuiur, de 11 do un sino inri de fe-
vereiro expiime-se da manen 1 seguiulc acer-
ca do estado desaude da rainha.
11 Meu caro. S. M. rst de todo livre de pe-
rigo por Isso cessou a publicado dos boletius,
que se eipcdiam para socego de lodos os bona
portugueses.
As cortes proseguan! regularmente em seui
trabalhos. O que oceupava sobreiudo a alten-
cao da cmara dos deputados he o projecto da
lei eleitoral.
Esle projeclo eslabelece a eleico indirecta, a
iiicoinpaliuilidaile de deputado com as lim..i -;
dos governadores civil, coiiiiiiandaiites de di-
visdes militares, presidentes das rehifdes, pro-
curador geral da cora, da fazen.la, procura-
dores regios, thesourciros pagadores, delegado
do llies.iuio, dir, t ice- dos i'ireul.i.. das al-
1,11.degas e subdirectores das mesmas, gorer-
nadores geraes, secretarios dos governjM da.
ullramar.escnvcs das juntas de fazcuua e com.
inahdanle das eitaccVi navaei
se n lino im ai correspondente dinamarquez
nSo mentr, em todo o aiinn passado foram pre-
sas as ras da capital 69S passoas por bebe-
das! 1 Mulhercs 162, Innm-ns ,'1 Ui.n
Elle estabelecc que o deputado que aceitar
commlsso, emprego, condecoraco ou mere*
a que uo techa direito por lei, perde o lugar
de deputado.
I 111.iliuime o deputado, segundo o mesmo
projecto, nao pode ser admilliuo como arrema-
tante de contractos llscaes.
Tendo dado suas demisses os senhores Tilo-
mas Mara Hessoue, to, Antonio Joaquim de
Oliveira e Fredcrico Augusto Ferrelra direc-
tores do banco de Portugal, leve lugar a 8 de
fevereiro cm Lisboa a assembla geral do ines-
1110 para eleger-se o presidente da direcro e
mais tres directores. Im elelto presidente o
tirio Parllclpou-se ao Exm. presdeme dal-r. Joaquim Pereira da Costa e directores osse-
roviucia, e uiandou-sc publicar editaes uesleI nhores Antonio Perelra Sarzedello, Augusto
_ > lv....; .. .1. t.i..^ .. 1..^ .'. i-..,-!-.1.. 1.1.^.1..
Xavier da Silva e Jos Ignacio de Andrade,
l
MUTILADO
m


*"
I
Na carln de tlrat Tizana ao H-irheiro, publi-
cada no Peridico da 1'obrti no.Porto de H de
ievereirole-ae a segu ule paisagem:
O mau correspondente particular de Cope-
nhague me escreve o segulnte : No da 16 de
Janeiro f<> condemnado pelo tribunal criminal
a tf etquartejado vivo, depola queiwado e as
cinxai lanzada ao mar, 0 cidadau Pedro Chris-
tiernoPclerion, de ollicio ferreiro!! O criine
oh crlraea deste l'elerson foram 22 mortes e ll
Incendio!!! O proceso tinha seteannoi de ida-
de! O ru* cun 28, e os c times de que eram
acensado! sominain na quintia de 349, inclusi-
ve 178 homicidios O mais rios foram con-
denmadoi a nales; c 12 trabalho Toreados c
a pao e iijoa!!
Correspondencia.
Snanr reductor. ~ Apenas li o Oiario do 15
do crente (ni que e publicara a leitn da as
tenibla provincial do dia_ 12,convenci-incque
bavia erro nessa pobiieaco, nao me parecen
do possivel que se houvesse panado o que cl!,i
conten. Ksperei. pois. pela reclificaco que
ine consta lora frita iuimediatamcnte aquel-
la publicaco.
po Diario de hoje te Icen verdade a recla-
macao doSr. deputadoFrancIscoJoo contra o
erro do lachigrapho respeito do leu aparte.
Subsiste piraii (visto que ninguem recla-
mou) a iiianifestacaoda surpresa que Vine, dis-
te, quecausara assembla a leitura do meii
ollicio reiuettendo os csclareciincnto! pedidos
pela awmbla acerca do monopolio das car-
nes verdes.
Se Vine, houvesse publicado o dito ollicio.es-
taa o publico li ilulii i't.i para o apreciar, ejeu
dispensado de o incomuindar hoje; una vi /
porm que assiin n.ij aconteceu, tenha a bon-
da.le de publicar os documentos que se sc-
guein, eque restabelecein na questao a sim-
plicidad* de que a privara o incidente, de que
acabo de tallar.
Sou, ."-r. redactor, scu constante leitor,
Antonio Franeiico Pereira de Carvalho.
lllui. Sr. -- Kuvio a V. S. por copia o pa-
recer da commisso especial, uouieada para lo-
ni ii ein i .ni-i .el ii .ni a parte do relato.'iodo
Exin. Sr. presidente da provincia, que se refe-
re ao monopolio das carnes, que foi approvado
pela asiemhla legislativa, alini de ser presente
a S. lixe. o Sr. .presidente da provincia para
dar suas orden* a resuelto
Deo guarde a V. S. Paco da asscmbla le
gi-11 li va provincial de Pernainbuco, IU de mar-
co de 183i." Illin. Sr. Dr. Antonio Francisco
Pereira de Carvalho, secretario da provincia.
Joo Joi Ftrreira de Aguiar, primeiru secre-
tario.
A coinmissao especial, nomeada para to-
mar ein considerado a parte do relatorio do
. Etin presidente da provincia, que se refere ao
monopolio das carnes verdes, desojando cami-
libar coiu prudencia em um negocio lio serlo
por sua n.ii un-.i c por scu alcance, c julgando
ndWpeusavcl o concurso da administraban pro-
vincial, visto que esia j deve ter colindo todas
as informaedes que possam esclarecer a mate-
ria, requer que pelos lucios competentes, se
pesia ao guveruo da provincia todos osetclare-
ciinenlos e documentos que por ventura pos-
sam existir este resucito, eque provavelmen-
te o deiei mu iimi a riinsignar era scu dito re-
latorio a exsitencia de monopolio ou de causas
3ne produiciuoeucareciiuenlo das carnes ver-
es.
> Sala das coinmissOes, lOdc marco de l8jl.
~ Aguiar. Francisco Joo Catnriro da Cunha.
Manuel Joaquim Cnrnciro daCunha.
ti Conforme O oflicial-maior, Itofino osi Cor-
rcia ilt i Imeida.
Illni. Sr. F.m virtude do officio de V. S.
de 10 do corrente, apresentei a S. Kxc. o Sr.
presidente da provincia copia do parecer da
coinmissao Humeada para lomar em considera-
cao a parte do relatorio que se refere ao mono-
polio das carnes, e que bavendo sido approva-
do pela asseinbla provincial, acouipanhoii o
dito olficio de V. S. para S. Kc. dar suas ordena
a respeilo. Sendo o lim do parecer approvado
pela assembla provincial, que S. Ec minis-
tre todos os esclareciiuentos e documentos que
por ventura possam existir sobre o objecto de
que elle trata, c que provavelmente o drlermi-
n ii.un a consignar em seudito relatorio a ex-,
istencia do monopolio ou de cm-.i. que produ-
zi ni o lu-11 ,( miento das carnes verdes, tive
ordem de S. Kl. para salisfaer nos termos
que passo eipor. Sendo da allribuifaoda
cmara municipal prover sobre o mal contra o
qualse promiMtiava o clamor publico, e era
geralmente, sentido, ella dingio-se oficial-
liieute S. Esc. exigindo infuriua(6>s, e recom-
iiiond indo Un- a .i I op ao das medidas conve-
Ulentc! e sen alcance. Da correspondencia
liavida envi V. S, copia para ser presente a
assembla provincial. Alriu do que ofliclal-
in nir consta da iiifoimacn da cmara muni-
cipal,iniopodiaiu deixar de vir ao conliecimeu-
to de S. Kxc. outros eiclareciinentoi, alguns
dos i|uaes estuo no dominio do publico e sao
geralmeiite condecidos, mas nao vao consigna-
dos aqui, ali1 poique S. Fie. est convencido
de que Ilustrada, como he a assembla provin-
ciana sua exigencia nao teni a titenco que pa-
rece leduzir-se da lettra do parecer que aconi-
panhou o ollicio a que.respoudo.
Ueo guarde a V. S. Secretaria do governo
de Pernainbuco, 12 de marco de .801. lllin.
Sr. Dr. Jouu Jos Kerreira de Aguiar, priiueiro
secretario da assembla provincial. O secre-
tario Interino da provincia, Antonio Francisco
Pereira de Carvalho.
Conforme. O oWcial-maior, Jojy-uim Hiret
Machado Portella.
Ao conhecimento desta presidencia tem
chegado,que alguns niareh uites couluiados en-
tre si, ecoin os contractadores da arrecadaco
dos respectivos impostos tem conseguido faer
monopolio da venda da carne verde, matando
um pequeo numero de re/es, que coinpram
por baixo e veudeiii por alto preco coin grave
prejuixo do povo em objecto da priineira ne-
crisidade; e comquanlo seja bem certa rm
vista do que dispde a lei do prmeiro de outu-
bro de 1828 no paragraplio 9." do arligo 68 que
aos donos d s gados he livre condu-loade-
pois de esquartejados nos maladourui aulori-
sados pela cmara municipal, e vende-1 os pe-
los precos que quizrrem, e aonde bcui Iheacon-
vier, seui que acamara municipal o alguuia
outra auloridade possa laxar o preco de taes
gneros, o que dennos he expressamentc ve-
dado pela disposico do paragraplio 10 do uies-
ino artigo da citada lei, nao o he menos que
nenhuuia disposieo legislativa protege, uein
podia proteger o abuso de que se trata, que
nao provm da ampia liberdade, que aos mar-
chantes e douos dos gados se concede na ven-
da driles, mas ames da retirieco, que resulta
do monopolio, contra o qual de ve acamar* mu-
nicipal prover por Turca da obrigacao, que Ibe
lmpe o citado paragi..pho lOdo aitigu i.,.;., Id
do primeiro de outubrode 1828. Nao spelas
cousideraces expendidas, como porque em
urna cid.ide civiiisada nao se pode tolerar um
escndalo, que all'ronta os boni costumes in-
cousiliaveis com urna especulacaude semelliali-
te iiatiin / i. Lumpre tomar providencias que
o facam desapparecer ; e poi tanto ibes recoin-
narndo que tomando este negocio na seria at-
tencJo que elle merece, procuren! inmediata-
mente culher todas as iiiioiiiicoes precisas pa-
ja conhecer-se em toda a sua eateuc.au e cir-
cuuistancias o -buso denunciado, adoptanuo
logo as medida! c providencias que cuubereui
nas alinbiiicos que Ibes coufere a lei de seu
regiment, preveuidot de que devem contar
com toJo o apuio e coadjuva(o tiesta presi-
dencia, alim de queproduzain seu bcuelico
jeiulUdo.
Dos guarde a Vmct. Palacio do governo
de i'erii.'unbuco, 25 de setembro de 185, Jo-
i Ililrfomo de Soma Romos Sr. presidente e
vereadores da cmara municipal do Recife.
Illm.efxin. Sr. Esta cmara, tomando
na devlda considerado o officio de V. Eic. de
25 de setembro prosimo passado, em que a
eouvida a tomar medidas contra o monopolio
das carnes verdes, estabelecido por alguns
marchantes conluiad is entre si em detrimento
dos habitantes deste municipio, regulando-sc
todava pelas disposicoe* que a tal respeito
presareve a lei do primeiro de outubi'o de H}^,
tem a honra de levar a presenfa de V. Ec. as
consideraces que a urgencia e importancia do
caso Ihe sugercm. Geralmente se tem adinit-
tido que urna das principaes causas, pelat
quaes devezeinquando se sent ueste muuici-
plo pouca abundancia de carnes verdes c por
consequenciacaristla desse genero, he a gran
de distancia a que se acba cullocada a feira dos
gadoaaue aqui se consoniem A povoa(o de
l'edraide Eogo que dista desta cidade cerca de
20 legoas, lie o lugar em que se reunem os ga-
dos vindot das provincias do norte, eabi ell'ec-
luain os marchantes as compras em grandes
partidas para virem talbar ueste mercado. Es-
ta cireumstancia que a priineira vista parece
ii.1111.-1 ente, multo concorre, sein duvlda, pa-
ra por os creadores a incrc dos marchante! e
por consequeucia firmar o monopolio, que est
no interesse destes crear ; pois que nao que-
i euilo os mcsinos creadores cinpi eheuder com
suas boiadas a longa viagem de 20 legoai, e,
sobre tildo, nao tenlo pouca distancia delta
cidade lugar designado, onde se reunau.e me-
nos as conimodidades que a natureza le seu
coinmercio reclama,bem como boas passagens,
curraes, etc., desauinam na empresa de vircni
pi'Ssoalinente retalbar o gado com o povo; dan-
do lugar a que os atravesadores possam a scu
salvo especular,!- assiin eslabeiecer um exclusi-
vo odioso, que vem alinal pesar sobre a popu-
lacig deste municipio. I'ara arredar este gra-
ve inconveniente, julga a cmara que seria de
necessidade operar-sc a mudanza da feira dos
gados de Pedias de Fogo para um lugar mais
prximo desta cidail, que a mesiiia cmara
indicar a V. 1 v no caso que esta me.(ida
mereca a sua acquiescencia, pois que feito isto,
fcilmente se podero tomar medulas munici-
paes que nos termos dos paragrapbos 8, 0 e 10
(lo artigo lili di lei do primeiro de oulubro de
1828, se lornein cnequiveis c possam reprimir
os atravessadores que occasionam o mal, (jue
actualmente se experiineula.c protejam os cre-
adores, Alm disto cutendeu a cmara que
nimio conviria oppor a .....lu; i i desregrada
dos especuladores una outra ambifii modera
da, rasoavel e justa, c para isto couvidou a al-
guns cidados, para mediante algtima conses-
s-o pecuniaria trataren! de fornecer carne ao
publico por menos preco e em mais abundan-
cia, porciii leve a cmara o dissabor de ver bal-
dados esse esforco c csse anhelo, porque os in-
dividuo! convidado!, medindo os riscos dessa
empieza e attentando na natureza da lucta ein
que ii.i. entrar com liomens ameslrados nesse
negocio ej ha milito preparados para todo e
I ii.11 | uer evento, nao se <|uizeram aventurar
ai coniequenciai chelas d incertezas. Entre-
tanto, estando a cmara convencida de que um
remedio urge, nao trepida em leiubrar a V.
Kxc. como ineio infallivel, o estabelecimenlo
de um contrato com una couipanliia que se
ncuinba'exclusivamente do foriiecinclito de
carnes verdes sb condifes rasnaveis, e que
sombra do exclusivo possa amiiqiihr o poder
desses especuladores, que se acliam em guer-
ra aberla com o pove>. Ncm esta ideia he no-
va ncita provincia, porque a mesilla assemblca
provincial ji agitou em algiiin tempn essa
questao, nao sendo ella victoriosa porque as
eirciiinst.inei.is d'ento parcciaui desfavoraveis
Assiin, se V. I xc. entinder que he isto possi-
vel eque cabe em suas extensas allribuires,
esta cmara iiiuiiicipul nao duvida reclamar
urna semelhanle providencia. Kis o que nos
(umpre ponderar a V. Etc., ein resposla ao
ICU siipracitado ollicio, c aguardamos respeto-
sos oque V. ElO. dignar-se resolver.
Oeotgusrdea V. Etc. Paco da cmara mu-
nicipal .1 'J',eeile em scsso estraordiniria, de
21 de oulubro de 1850. lllm. c Kim Sr. Jo-
s lldefouso de Souia Ramos, presidente da
provincia. Frnnrisco Antonio de (tiveira, pre-
sidente. Joaquim C.niito de h'igaeirtdo os
Vires Pe reir. -- Francisco Luis Atnciet Fiuiina.
ilanoil Caelano Soaris Cnrnciro Monteiro. --
Francisco Mamcdc de Almeida
i VI -. .
ALFANDRCA.
Itondimento do dil 18 .11:599,597
litsrnrirgam hoje 20 ile marfil.
Ilrigue -- Emmn 0 re.slo.
Krigue l'unceicn de Varia mercaduras
fnica Stonrd-Fith dem.
liriguo Leo barricas vasia.
CONSULADO GBIUL,
lleiulimerito do (Ha 18.....4:418,362
Diversas provincias...... 312,595
4:760,957
EXPORTACAO.
Despacha maritim'S no dia 19
I !.-! de San Miguel, patacho piirtuguoz
F.tpadarie, de 176 toneladas comluz o s-
guinte : 909 harneas o 8 caras com 5,699
arrobas e 2i libras do assucar, 3 hcelas e
2 lilla doce, 1 barrica caf, 1 dita farinha
le mandioca, 48 barril inel, 1,000 pilles de
cabra e 10 meios desolli,
New-York, barca ingina Otpray, de, 323
toneladas : conduz o leguinle : 3,500 sac-
eos co.ii 17,500 airolns du assucir, e4 cai-
ta bolfiei de seda.
Canal por M.cei, brigue inglez I.avinin,
le 317 toueladas : con.luz o segulnte: 91
caixas com assucar e 300 sarcos com 1,500
arrobas de dito.
Baha, hiale brasileiro San Joilo, de 44 to-
neladas : c iniloz o segiiinle : 255 tinas fu-
calliaii, 70 c xhs enxofre', 4 latas cantari-
llas, 20 caixai com 33 duzias de colxeles, 2
caixcs com 20 caiXBS de min, 9 barricas
linllaca, I caixa meicalorins, 20 nulas ar-
cos de pipa, 100 cai\as com 156 arrobas de
-ah.., 5 mullios palha de carnauba, 12 bar-
ricas, 7 pipas o I quarlola com azeite de
arrpalo-
Trieste, barca inglezi Esk, do 321 tone-
ladas : comluz o scguinle : 4,060 saceos coi
20,3ii0 arrobas d- assucar.
S.Miguel dos Campos, lancha nacional
l'.ni/'o : culi lu/. o seguidle : 9 barricas ba-
Calliau e 2 caixas coili 2 arrobas do SaliSo.
KKCEHEIIUltlA. DE KE.NDAS CEHAKb
IMTBRNAS.
Kendiinentododia 18.....1:162,155
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimeuto dodia 18......1:703,695
-
Moviinento to portu.
Naviot entradv\no (lia 18.
Parahiha21 horas, hiita nacional Espa-
darle, do 27 l|2 toneladas, rr.esire Victo-
rino Jos l'ereira. equipagem 5, carga to-
ros de mangue ; a Antonio da Costa Ker-
reira Estrella. I'assigciro, o Brasileiro
Jos Francisco deAluayde.
Mir-Paciflco 29 mezes, galera americana
IHaiistii, de 297 toneladas, capitao W.
Hall, equipagem 24. carga azeite do pei-
xe;ao capittio. -- Veio refrescar e segu
para New-Uedfonl. 4.
I/vnrnool -- 36 ilias. galera ingleza Sword-
Fish, de 345 loneladas, capililo R. Creen,
equipagem 22, carga fazendas ; a Cal-
* mont'ot. Compiohia.
Calhau do Lima -- 37 lias, galera america-
na I'alestine. il 470 toneladas, cipito H.
jC. Sciolt, equipag""" 13, carg guano ; ao
capililo. -- Kundeou no LamelrSo.
Ass-- 11 das, galeota nacional .Sansma
Triniaie, de 223 toneladas, oap'itao Joa-
4juim Jos Marlins, equipageffl 11, carga
sal; a Francisco Alves da Cunta.
Parahiba --adas, hiale {nacional A'. S. das
Aires, da 20 loneladas, meslre Joo Eran-
cisco Kart i ni, equipagem 4, carga cou-
ros; a Justino da Silva Boa Vista. Passa-
geiro, o Brasileiro Jos Fomin.las.
Navios saludos no mesmo dia. -
Trieste -- Birc ingleza Esk, capitSo Geo
Wise, carga assucar.
Iiah i a Hiaie 5. J01V, mestra Joiquim An-
tonio do Kigueiredo, ca'ga bacalhio. '
llia de Fernando -- Transporte naciona
Pirapatna, commanlanto Cimillo Leilis
da FonsBc. Cinduz a seu b.irdo os pas-
siigeirm seguintes : 52 pracas do exerci-
to, 1 alteres coinmandante do destaca-
mento, o almojarife loaquim Men les do
Azevedo com s-ta familia. Manoel T. dos
Santos o t (lllm, Manoel Lobo de Miranda
llenrigues, Joaquim Pelro Alexandrino,
Cenoveva Mara da ConceiQao e 2 lhos,
Francisca Hoza de Lima e urna escrava, e
8 sentenciados.
Navio entrado no da 19.
Boston 39 'li'8- hiale americano Lvlher
Child, de 168 toneladas, mestre O. lla-
guen, equipagem 6, carga gelo a II.
Forstert Coupsnhia.
I'orlu-28dias, brigue portuguez S. la-
noel 1, de 169 toneladas, capililo Jos
Francisco Carnein, equipagem 18. carga,
gneros do paiz ; a Manoel Juaquim lla-
mos o Silva. Passageiros, a Brasileira
Francolina Aloxan Irma Vivir, os Portu-
guezes luH Clau lino Loureiro, Maria de
Jess, Antonio Joaquim Cascflo, Jos Go-
mes da Silva, Joaquim Pinto, J0S0 Rodri-
gues, Joaquim llamos da Silva, Tiago Jo-
ledos Santos, Miguel Joaquim de Mallos,
Jos Alves de Azevedo, Rento Rodrigues
dos Sanios, Antonio de Azevedo Hila,
Justino l'ereira liamos, Jos da Costa A-
raujo e loaquim F. de Azevedo Lima.
Califnrnia--13')dias, galera americana Mag-
nolia, de 400 toneladas, capitao F. A,
Stull, equipagem 16, em lastro ; ao capi-
tao. Veio refrescare segu para New-
Bedlbrd.
Buenos-Ayres 62 dias, brigue argentino
l'Hulila, de 125 toneladas, capitSo Hipli-
to Vale, equipagem 11, carga rime sec-
ca ; a Anionm Irmos.
Glasgow 60 dias, brigue inglez Randolph,
de 207 toneladas, capitao SimuelM. Noli,
equinagciii 11, carga fazendas ; a Adam-
son Howie& Compiohia.
Navios sahidos no metmo dia.
S. Miguel dos Campos Hiate nacional li-
nido, mestic Feliciano Jos Rodrigues,
carga assucar.
Canal por Macelo Brigue inglez Latina,
capilao Frank Aubn, carga assucar e las-
tro. Passageiro, o Portuguez JoSodeAI-
bu|uerque Mello.
Illia de S. Miguel Patacho portuguez Es-
paitarte, Capilao Joaquim Jos Teixeira,
carga assucar. Passageiros, os Portuaue-
z. s lenlo Jos avera e Domingos Gomes
Fernandos com sua familia.
Neu-York Baici ingleza Uspratj, capitao
I lumias P. Jost, carga assucar.
KiUT.vL
Acamara municipal desta cidade contra-
ta, com queui por menos fier, a condu(ao
do lixo da cidade, ein carrosas. As pessoas
a qiicm convier coiiiparecam nos dias 20Si
do coi rente, na casa de suas sessdes, para o
liu. indicado.
Paco da cmara municipal do Recife, em
sesso de W de marco de 1851 Francisco An-
tonio de Uliveira, presideule. Manat F. Ac-
ciuli, secretario interino.
Jiei-larago.
eiiio se leudo ellectuado o contrato de
fornecimenlodepao e bolacha para o iri-
u.eslrede abril a junho, por isso de novo
convidn-se a quem interessar fazer dito for-
necimenlO; a comparecer is 12 horas da
mauhado' dja:24 do correte, com suas
proiioslis na fhria estabelecida, lando at-
teiic.lo a que, os qu so propozerem a dito
fornecimenlo, deverSo ler prompto o nu-
mero do arrobas de bolacha, que"de.,rou-
mt-nlo se Ihe pedir, sem que possa allegar
faltado lempo, ou oulro qualquer motivo
Sala das sesses do consclho de adminis-
Iraijao naval, 17 de marco de 1851 O so-
cietario, C/irittovo Santiago de Uliveira.
Tlieatro tic Sanla-Isabel.
RECITA EXTRAORDINARIA L1VKE A AS-
SINATURA.
SADDAMO, 22 Di MARCO DE 1851.
Espelfculo dramtico.
Depoll que a o\chcslra liver exectitado urna
das melliorcs OUVefOS'ai, a companlila na-
cional daia a priineira repicsentacao do ma|-
nilico drama bellico, ornado de coros, e de
giar.de etpelaculo dividido rm 0actos :
A DECOLAgAU DOS INMJCENTE&.
I'ersonogens,
Herodrs, rei de JudaGermano.
An.enophis, seu primeiro ministroCoila.
Jacob-Silvestre.
Pharacl, escravo(cimbra,
Joo, iil'ropheta-Mayinundo.
tacaras, suiniiiotlacerdole-Scbasliao.
Arias-taibral.
Ehear-Jose Alves.
Um homeiii armadoSanta Rosa.
Um InvitaJoaquim Pcictra.
Un PontficeCunha.
MarlanuaD. loanna.
MarlbaD. Emilia.
Rachcl1). Suledadc.
Ma7, A'ugOtaa, Levitas, l.raelilas, Mulhe-
judlai, meiiiuo!, toldados romanos, et-
0Usei!Uudo acto a tenhora Augusta Candla-
.. jaotar, ein portuguez, urna excediente aria
acoinpanbada de coros.
Toda a muilca he da composicao do maes-
tro cavalleiro Joaquim Giauini. O vestuario
ileiiainen(ent*oe a carcter. Oaduiinlstra-
dbr emprezario a nada se tem poupado para
que o drama suba a acea, ornado de ta-
res
crav
N
nic
da a pompa e brilhantlimo que reqner o teu
autor. a'
Comerjira as8 horas.
Os bilhetes acham-se a venda oJugar do
costti me.
Os Srs. asslgnantet rr\>c quizerem os
marotes e cadeiras, tero H 'bondads 0e o-
1111111I.11- buscar no esc iploi io do theatro at o
i|i,i'.!I an uiein-dia, depois dessa hora OS que
reataren! terao expostos venda. ____
1 ifttm-
Fublicago lilteraria.
A SEMANA
HINA. L1TTERARIO,
WbILCADO KM LISBOA.
X
Prospecto
Os fundadores deste jorual, entregara a
i'.'ii.ii'e.'iii delle aos amesteados e muMigl decoro,
tinelos escriptores, que no programma se
mencionaram, testa dos quaes se achava
um dos nossor rifolhores poetas e prosado-
res contemporneos o Sr. Joan de Lemos.
A cireumstancia, poriim, de portencerem
tambema redacco do um diario poltico,
deu causa, nfios a que dous desses cava-
Iheiros tivessem de redigir quasi exclusi-
vamente o primeiro volume, mas a deso-
hrigarem-se por li m de continuar ueste en-
cargo. .
lomos convidados a aceita-lo--ecom taei
recommenilacOes, que nos lolheram tolos
os moios e pretextos de recusa.
A Semana he portadlo um jornal, cujo
nascimento Ihe deu foros de npbreza litte-
ririi. Temos de Ihe manter a jerarchia, e
por todo o empenbo em nSo deslustrar os
seus brszOes.
A priineira homenagemque prestamos
a ella e a seos Ilustres progenitores-he
ntlo a chrismarmos. O nome, sinceramen-
te fallando, pirece-nos pouco poelico, e de
nenhurh modo indicativo do nslituto do
jornal. To.lavia conserve-se-llie, da f dos
padrnhos, o abra-se com elle o segundo vo-
lume.
NSo Ihe Taremos programma.
Iii/.eni os aphonsiiios da parsimonia, que
ailasciMiisesii) as sepulturascheias.
Podamos timbem armir un rifSo jornali-
00 -- a de programmas estSo. .. etc. Mas
ntlo queremos ir soprar bs cinzas de tantos
finados a quem conhemos e Iniciamos-,
nem aggravar a atrojihia do que palereai
muitos dos contemporneos, que Dos guar
de e a vi rente, para termos o gusto da pales-
!!( i-..ni elles.
Faremos, porm, urna escriptun publica,
dis clausulas a que nos obrigamos para
com 11- tiii.-s is assignanles : s<1o desoll sec-
ces em que lemos dividido as materias que
nos propomos traclar ueste jornal. Bem se
ve que n.lo as podemos incluir tolisem
cada um, mas deligenciaremos, porque en-
trem succesaivamente noiquatro, que prefa-
zem o mez
. Tentamos sahir desses caminhos do p-
poslo, em que andam entilados, ha tantos
annos, os jornaes litterarios entre nos. Pou-
cas silo as excepQ0Js. Sabemos que para
fri de taes encmzilliidas, o campo he lo-
do cortado por fojos e barrocas; que an-
dam por l os lobos que apparecem
fantasmas, e de vez ein quando salteado-
res; 'nas o fioTiom nasceu para os traba-
Ihos, e o jnrnalisla para os precipicios.
Quem tomar a sen cargo a re um jornal, e viver fra doste credo, ntlo se
salva pelas lellras, condemna-se por me-
droso.
A empreza assim he ardua. Ssbemo-lo
como experimentados Mas too poderosos e
aguerridos sSo os auxiliares que nesta lide
conseguimos empenhar, que nSo receamos
"er cumprir cabalmento, todas as clau-
po
sulas que nesle prospecto exaramos.
A melhor fianQi do que promettemos,
seria a publioacjo dos seus nomes, se nao
estivera em uso ( ou antes em abuso ) appa-
recer o jornal com urna lista de redactores,
msior que qualquer rol de el ladaos recen-
seados, e vermos s dous ou tres sempre
de servico, oque faz suppor que os outros
collegas Ihes.dilo guardas de castigo .'
Por isso nicamente declaramos, que as
melliores espadas da nossa milicia lilteraria
se hiladedesembiinhar aqui. Ceneraes e
aspirantes ; veteranos e recrutas,a todos
rpceberemos com as honras devidas gra-
duadlo de seu mrito. S aos massadore
vedaremos a entrada. Perdoe-se-nos o ter-
mo, que est consagrado j no vocabulario
parlamentar.
Um jornal de litteratura, para lnstrucr;3o
aprazivel de ambos os sexos, como quere-
mos pue este seja, ntlo se deve fazer com-
mentador de polticas e philosophiis ; nem
ser traductor n pardo de romances em 15
voluntes, porque dessi modo, s os netos
pdenlo tirar o sueco da assignalura'que li-
zerem seus avs.
Se os assignanles de joinaes litterarios,
fossem um dia chimados a corte, apresen-
Una o ah ( e com ra/.ln ) mai capituladas
contra os redactores, do que as que nossos
antepsssados costumavam fazer contra os
de^emb'rgador.es ejust'ujasterritoriaes.
E queixam-se de Ibes andarem alrazados
os subscriptores ? Para que os adormentam ?
N3o sabem que a quem dorme,.rjotma-lhe a
Lzenda a sua e a alheii ? 'iia">
A Semana piocurari isempiarre desta pe-
cha quasi geral. Pode ser que tenhamos de-
dar, alguma vez. aos leitores, iguarias me-
nos appelilnsasmas opio, isso nunca.
Iii/eui que o nosso povu n3o tem iuclina-
^3o para a leitura, e que as damas porlu-
guezas sflo pouco affeicoadis a nslruccSo.
Isto nSo he inteinmenle exacto. O que
nos parece he que tem liavido pouco lino
em ministrar 1 leitura ao povo, e fazer-lha
gustar. As damas, essas qnasi que nSo -
chamque ler, nos jornaes que actualmente
se 1 ublicam. Porque o nilo havenios do di-
zer assim, com smceridade, e sem oiTensa
alheia? Se ellas viessem tambeui js taes
cOrles de assignanles, que de inaviosis
recluuiicoes au leiiam de fazer contra
nos outros?
He notorio que hoje cm dia, muitas se-
nhuras a quem nao fallam os dotes naluraes
nem as prendas de urna educacllo esmera-
da, cullivam cuidadosamente a intelllgencia,
tevelando multo talento, e dando ios litros
as horas que d'antes eram todas do espelho
e das modas. Ja se vai emlim acreditando,
que 1 verdadeira formostira e elegancia, uo
coosistem s noenfeilar o corpo, mis tam-
ben) em ornar o espirito.
Tentaremos pois outra novidade. ASema-
para tratar assumptps que Ihes digan) ros
peito. AnirmamoMhes y fi* r-'", qua
havemos de tirald'aqAiijrguaiento pira en-
vergodhar os se;i detractores
Mo obstante ar.8nvI*8o< que Ittemos.
para matiza bm'o jorrftl, enflo enfastiar
s leitores, interHeifqs rjue, sen o auxilio
d. eraviira, fra Irap6*slvel conseguir por-
feita execucSedo olano qfle adoptamos. Fe-
lizmente o bom3uV> bisarria dos empre-
sarios, poz nossa disposico tolos os
meios do tornar A Semana, o mais varalo,
pomposo, e barato do todos os jornaes lit-
terarios. que ora se publicara em Lisboa.
Os dogmas do christianismo, que profos-
samos, e os preceitos di boa moni, ser3o
sempre acatados escrupulosamente nesta
folha. .
Nenhuma expressSo que possa otrenler o
coro, ou infringir is leis da civilidado
manchar nu nci este papel.
Por ultimo, ser escripto em Iingua de
hranco isto he, em linguagem portu-
gueza.
Eis aqui aj stccOis em que estSo distribui-
rlas as materias, que succossivamente hilo
de ir tendo cabimento nas paginas da Se-
em nabal vi-
9 n3o longo.-.
gum nolavel,
o Taremos co-
mana : ...
literatura.S*rk esta a parte principal,
o a mais desenvolvida do jornal.
Do poesiis seremos mu parcos e escrupu-
losos. NSo conle comnosco essa. vate-
ra que andi ah somnre pegada s folhas
peridicas, como lrgalas
coso. .
Komances so ongimes,
(Juando porm apparecer 1
francez, ingloz ou italiano,
onecer aos leitores, por oieio de rigmentos
ou episodios delle traduzidos.
Como o Ciliado lio o corac3o de Lisboa, a
o que all se paisa ou sb sabe resumo to ti a
chronica da capital, de to lo o reino...dirio
os centralistas : visto terem-no por oriij fa
urbe, como Iba chamara Ovidio, que foi
degradado por folbelinists f remos urna
especie de romance intitulado : Ot Mysteriot
do Cklado. Ser cada capitulo Ilustrad.)
com sua gravura, representando algum
edificio, cstabelecimeuto ou obJHCtn qU9
dalli se veja.
Intlrucco publica.He lao lastimoso o
ostado em que se ocha a nslruccSo popu-
lar entre nos, que nenhum homem que sai-
ba por penn em papel, dove deixar de re-
querer e bridar que se acuda is suas no-
ces* dades Para isto destinaremos esta
seci;3o.
Industria nacional. Todos os progresso
0 melboramentos da nossa industria fabril
e agrcola, serSo aqui noticiados, e os seus
1 nloresses defendidos enrgicamente, mis
sem compadrio.
ledas-Arles. Nestocapitulo trictaremos
de sitisfazer ascondies que nos impfle o
plano du jornal.
Critica lUterarla. Seremos Hacaos inexo-
raveis da Opulencia o coirecgSo da lingua
patria : hoslis aos regatOes e atravessado-
res do nosso morcado Iliterario : juizes m-
pirclaea, sem cbnhecor amigos, nem inimi
gos, quando tivermoS de lavrar seotenca so-
bre*qualquer publicarlo.
Epistotograpnla.Hem todos pdem es-
crever livros ou artigosmas ninguem de-
ve deixar de saber escrever una carta. Para
estudo pois do estylo epistolar, aposenta-
remos iqui os melhores modelo nacionies
e estrangeiros, acompanhados deannota-
Qes Hloiogicas, para inslrucc3o de ambos
os sexos.
Anlitologa poltica. Documentos neli-,
tos ou ranssmos, para ao avahar 1 poltica
fossil de nossos avs.
Itecor'dStOes histrica. CommemoncSo
de succesaos notaveis'do historia nacional,
nos sens anniversaros.
Genealoga e .frmarla. Origons singula-
res ou romnticas, de varias familias no-
bres de Portugal, com os seus brazoes de
armas, gravados em madeira Assumptocu-
riosissimo, e que nunca foi Iniciado.
Paquete Iliterario. Os jornaes polticos
teem traductores paraas noticias polticas
quelraz o paquetenos te-los-hemos para
as ltelterarias. Na semana em que chegar
o pagete, daremos conta das novi lades Ili-
terarias e scieniilieis que elle trouxer.
FljrUegio. I'assam sem a devida mencHo
e louvor, mullos artigos de liltenturi qua
apparecem, de ver om quanla, nos jornaes
polticos e litterarios que se publicim no
reino. Para noticia e agrado dos nossos lei-
tores, firemos todis as semanas que os hou-
ver, um ramalhete'aas u elhores (lores que
delles colhermog.
Al'ium --Os albuunt ,s3o por via de regra,
arrh i vos portateis de necedidei e semsabo-
rias. F.ntSo debaivo desta rubrica, rogisla-
remos as bernardiecs que lermos nos pe-
ridicos, e se disst'i em nas conversarles.
Vhtalro e assembla.Analyse ricorosa,
m uno franca, dosespetaculos. Noticia doi
b-iles, philir 1 onicisetC.
Modas.Critica das modis, com figuri-
nos Con'selhos smodisias, alfaiates e cs-
helloireiros ; alm do mais que nos lombnr
a respeilo de tafulara.
Chronica da semana. Todos os suceessos
e boatos da semana, contadas e commenta-
dos folhelinislicamente.
Noticiarlo.Noticiis de cu usas seri is : ca-
somenlos, bitos, nascimentos, despachos,
ttulos, ciin lee..rae.es e nutras mi Je/as.
" Riographla. O melhor que sahir das ty-
pognphias n litliographias nacionaes. Ne-
iiiiiuiia pu l.li e.'ni se innunciar aqui,como
so fosse em porto de livreiro- Dir-se-hi
sempre o que he, eo que vale.
Corrcio. As respostas que lvermos a dar
as reroinmenduciV s a as-ign mies jiu cor-
respondentes, todo o expediento que n3o
fr particular, tem aqui o seu lugar reser-
vado.
Diz-nos a consciencia, quo de todos 09
redactores deste jornal, seremos nos o so-
metis -por isso tomsmos o modesto titulo
a a respousabiliSade do director
jt^^A. da Silva Tullio.
O segundo volume da Semana contina
no mesmo formato, mas com 12 paginas
cada numero semanal, ornado de gnvuris
o llustricOea. EdicSo elegante da Imprensa
nacional-
Assigna-se n loja do Sr. Lavado, rui Au-
gusta n. 8, o no escriplorio do jornal, pin
inde se deve dirigir toda a corresponden-
cia.sendo administrativa ao empresario Jor-
ge Augusto de Souza, ra dis Portas de San-
ta llalli una n 3 primeiro andar 10 Lorelo.
e em Pernimhuco, uaprasada Independen-
a toi urna parte dedicada sdamis-nfio cia, livraria ns. 6 e 8 a 4/por atino, 2,i00
smeule para admiltir artigos aous-mas por 6 mezes e 1,200 por trimestre,
MELHOR EXEMPLA


Avisos raaritjmos.
Para' a ltahia i'salie em pou-
cosdas, por ter grande parle da
carga prnmptn,. o patacho* nacio-
nal Valente : para o resto da car-
ga trata-so Com os consignatarios,
Novar.s & Companhia, na rna do
Trapiche n. 34-
O hrigua nacional Leo pretende sahir
par Baha uto o fim rio corrente, o mais
tardar at cinco de abril, por ter parte de
seu carrcgamanto : qoem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, dirija-se ao
seu proprietario Joaquim Itiheiro Pontea,
ou a bordo a fallar com o rapitflo no Forte
do Mallos, ra da Caiteio, loja n. 51.
Para o Aracaty sane impraterivelman-
te, ateo fim do mez, o hiale nacional An-
gelica : qunm nelle quizar carregar ou ir
de pa-sagem, dirija-so ra da Cadeia do
Ilecife n. 9, primeiro andar,-ou trate no
trapiche dn algodSo com o mestre.
Para o Porto sal com hreviilaile a bem
conheeidae veleira barca- Eipirilo Santo, ile
primeira marcha, forrada e encavil'-.ada de
cobre : quem na mesopa (juicr car regaron
ir de passagem, paravtjoe tem excedentes
commodos : dirija-se ao. seu consignatario
Francisco Alvea da Cunta, na ra do Viga-
rio.n. 11, primeiro andar.
Para o Porto salle com a maior brevi-
dade possivel, porjatera maior parle de
aeu carregament prompto a barca porlu-
gueza irnchareme, de primeira marcha,
tem eicellentcs comino los para passagei-
ros : qusm na mesma quizer carregar, ou
ir de passagem, cnlomla-se com o caplio
Rodrigo Joaauim Correa na praga do Com-
mercio, ou com Novaesct Companhia, na
ra do Trapiche n. 3*. ______
Leiles.
-- Miguel Carneiro far leilSo, no seu- ar-
mazem, na quinta-feira, 20 do corrente, as
10 horas em ponto, de um sorlimento do fa-
pendas sem limites, consislndo em chales
bordados muilo linos, vestidos de filos ,|(-
urna fazenda que he propria para o inver-
n, assim tambem d'umas chitas ordina-
rias e algodSozinho avariado : ludo se ven-
der por presos quo os compradores desti
narem.
Croccoct Companhia farSo leilSo, por
intervengo do corretoi Oliveira, por ordem
doSr. Henry Christopher, vice-cousul de S.
M. Dritannica e gerente do consulado da re-
pblica franceza, em piesenca do chancel-
lar do mesmo consulado, de 3 caixas com
chapeos avariados d'agoa salgada a bordo
da barca francea Julti, capullo Tamboiel,
na sua recente viagem do Havre para esto
porto: quinta-feira, 20 do corrente, s 10
horas da mantilla cm ponto, Wf'seu anna-
zem, ra da Cruz ; e logo apdfew venda de
ditos chapeos, conlinuar-sa.-rrt a de muitas
outras i.:/..iiiIhs de bom gosto, razo.
Kalkmann IrniSos fariio leillto, por in
tervengSo do corretor Oliveira, de frange
variedade de fazendas, proprias da presen-
te eslacSo : sexta-feira, 21 do corrente, s
10 horas da maullan, no seu armazem, ra
da Cruz.
m
SBP!-"
Avisos diversos.
Desappareceu urna preta de nomo lia-
rianna, de naglo Mogambique, de 31) annos
pouco Dais ou iiienos. llura regular e
cheia ocoipo ; tem no pe esquerdo urna
marca de feriJa e ps cambado; levou ves-
t lo de chita branca com dous hallados :
qum a pegar, leve-a i ra do Pftsed Pu-
blico n. 5, que ser recompensado.
Pernaiiibnco U'itish Library.
A Sale of books will be made mi Friday
2|.rst instalMr. John Carrol! J." Slore Sale
to coinmence al 11 cluele.
Precisa-se fallar ao Sr. Augusto Fixa
na ra do Pires u. 3, na Boa Vista.
Oll'erece-se una mulher viuva pira
ama de homem solleiro de portas a den'.ro,
quecozinha o diario de uina casa e engom-
la liso ; adverlindo-se que leva um sua
companhia um filho de_ 8 anuos de idade:
queui a pietendcr, dirija-se na da l'enha,
sobrado n. 13.
Precisa-so da nma ama : na travessa da
ruado Queimadon. 7, primeiro andar.
iieni precisar de um rapaz de 13 a 14
annos para arma7.em He cuno ou padaria,
inosino para vender pilo, dirija-so Miadi s
Burgos n. 7.
O abaixo assignado faz publico, que,
tendo sido ipprchendido pelos seus ir,. Im-
lliadores, na estrada do Parnameirim, un
preto de nome Anionii), do boa figura, na-
gSo Cagange, de 25 anuos pouco mais oo
menos, o qual diz ser escravo de Je Do-
mingos, r. sideiiui na cidade das Alagas.
que vive de negocio de padaria, faz scien-
te ao ni.-sniii Sr. que, quanto antes, man-
de busca-lo na propriedade de Sanl'Anna,.
ou querendu ven l-lo, autorise pessoa com'
quem se possa elTectuar este ne/ucio, cer-
lo de que o mesmo abaixo assignado nao se
responsabilisa pela fuga do dito escravo.
Jvdo Severino do Rrg i.
Precisa-se singar urna escrava, que
sai lu comprar e cozinhar para 4 pessoas,
1180 tendo mais outro servigo : na ra Nova
numero 6.
Desappareceu, no dia 4 do corrente, a
escrava Florencia, criouls,'do 38 a 40 an-
nos, alta, corpo regular, o dedo mioimo de
urna das mSos nSu abre bom, o no fallar
treme com a ca liega : pede-seas autorida-
des policiaca e capililes de'campoquo a ap-
prehendam e levein-na Cas Forte, sitio
dos Arcos, ou a ra do Araglo n. 8.
O bacharel Antonio Buarquc de Ciiv
ni To advoga ucsla praga, e lem o seu escrlp
torio na ra do Bangel 11. 36, 2 andar.
Aluga-se o leiceiro andar com sotSo
corrido, o dous soberbos mirantes, do so-
brado n.l3 a ra da Vigario, com condi-
qos de ser ( ara numerosa e decente fami-
lia : a tratar na ra do Amorim n. 15.
Desappareceu do engenlio Massauag,
freguezia da focada, uina preta de nome
Mana, allura regular, cor fula, rosto redon-
do com enfeitps, chela do corpo, bracos
grossos, urna cicatriz no pe e falta re um
dedo em um delles : quom a apprehemler,
leve-a aos A logados, em casa do Manuel
de Gouveia Souza Jnior, que sor bem re-
compensado.
- Ollerece-se um mo(o hiasileiro, sol-
teiio, para administrador de qualquer en-
genho, ainda mosmo fra da provincia, ou
o/jtroqualqiiei servido qua apparega : quem
o prmnder, dirija-se ra da Cadeia do
l'.ecil'rtn,*16.
BrunetAin, subdito francez, retira-
ptra oltio d# Janeiro.
Desappareceu fia villa do Limoeiro um
escravo le nome JoSo, do gento de Ango
ll, porm a primeira vista parece crioulo,
de 20 annos, muito ladino, dentes limados,
rnslo alguma cousa comorido, queixos fi-
nos, com urna marca de fstula em um dos
queixos, algumas marcas de Terida pelo
rosto e pelas pernas, boa estatura, muito
prosista e al meliido a fazer verlos : quem
0 pegar, levo-o a seu senhor, n villa do
Limoeiro, Maximiano AntoniofePinho, 011
Dij_Forte do Mallos a Jos Caetano de Me-
Sros, quesera recompensado.
Mb- O Sr. Frederico C. Elster comprela
ni esquina da ra do Cabug, loja n. II, a
negocio que n<1o ignora.
Furtsram da arcada-da alfandcga duas
caixas de folha de Flandre, no dia 17 do
corrente, durante o expediente, urna appa-
receu mettida enlre uns paos de Jacaranda,
tilvez por n3o a poderem logo carregar; e
deixando-se no mesmo lugar com urna sen-
tinella para ver se a vinliam conduzir, niu
appareceu ninguem, talvez por desconfla-
rem de algumas providencias, faltando por-
lanto seinpre una caixa, que se estilo dan-
do todas as providencias para se descobrir :
no entanlo roga-se a qualquer pessoa a
quem for offerecida dita caixa, ou mesmo
as ollias solas, as aopretiendam e faijam
reter o vendedor, e nSo queiram qua Ihes
acntela o mesmo que oab.iixo assignado
fez em ceito comprador do furtos; e est
resolvido a continuar a fa7cr com qualquer
que compre objectos a seus ou a outros ne-
gros. O abaixo assignado agradecer e re-
compensar a qualquer que o avisar, e lhe
a presentar o roubo eoroubador.
Aicetio /'. da S.
Desappareceu, no da 18 do corrente,
um cavallo com urna carga deca, com os
signaes seguintes : cor castinho-rozilho, a
cauda circulada em duas ordens, qu ja
pouco sn divulga por o cabello estar eres-
cido, tem em cima do vasio do lado direito
um signal preto proveniente de urna quei-
maduraeAP, e na cangalha urna capa de
couro : roga-se a qualquer pessoa quo der
noticias do dito cavallo, de entender-se na
ra do Vigario n. 9, armazem de Carneiro
& Barros, ou com o proprio dono, no enge-
11I10 das Mallas de Antonio de Paula Souza
Lefio.
Jos Carneiro da Silva declara, que tem
expirado o prnzo da sociedade que celebrou
com Bufina Mara da Concui^So sobre o ne-
gocio de una taverna na ra das Cinco Pon-
tas n. 71, e por isso na conormidade da es-
criptura social, n3o pode mais continuar a
dita sociedade, porque o aniiunciante nSo
convm em sua conlinnacilo ; e como j deu
halando na preseiiQa do morido da Sra. so-
cia llul'ia Maria da COnoeifSo, esl promp-
to o annunciantea cumprir as mais condi-
v/ies que conlm na mesma escriptura ; e
nesta conforinidade j remetleu o rholeque
Luiz para casa da senhora socia.
o dia 21 do corrente, pelas 4 horai da
larde, peranle o Dr. juii dos fellos da faien-
da, na casa de sua residencia, na rua do Hos-
picio, se ha de arrematar por cxrciifo da
1 1/1111I.1 nacional, contra os srus desertores,
iis liens seguintes: a casa n. 8 da rua d'Alc-
grla, avallada cm 1:000,000 res, ninliorada a
Amonio Pereira Tiranno e aua mulher ; duas
escravas aadias e cun habelidades, avahadas
un por 300,000, e a outra por 400.000 a Joo
li.ipimt.i Pe eir Lobo; uim dita crioula dcjG
annos de idade, avallada em 400,000 rij,
Jos da Osla Albuquerque; dous esrravos
um por 100,000 res, e outro por 120,000 ris
duas vacas de leile por 50,000 ris ambas ; um
quario por 25,000; c uina mobilia ao lodo
por 73,000 ris, a Jos Joaquim de_ Aloieida
Guedea; um escravo pardo por 450,000. ao
maior Felippe Duarte Pcrelra; um sol.i de
Jacaranda c urna guarda-roupa de amarell >.
novos, avalladas ambas as pessas em 100,0110
a Mi no, I Agapito; por Jos de Menezes Jumor,
e os uleneilios de una fabrica de charutos,
tudo por 9,500, aJoo Pereira de S Vianna ;
a quem convicr quaesquer dos ditos bens ci-
ma declarados, ompareca no lugar c hora
indicada.
Manoel Luiz da Veiga, solicitador dos
auditorios de primeira instancia desta cidade,
avisa a todas as pessoas que de sen presiono
se quierem ulilisar. na qualidade de solici-
tador, hajam de se dirigir ao palco da matriz
de Santo-Antonio, no primeiro andar da casa
n. 4. das 9 s 10 horas da inauhaa, ou em fan-
10-\ni 11 inli'i. na casa de sua re-idencia das
G s 8 da manha; podendo deixar as suas
ordens na casa cima n. 4, a qualquer hora
que proiuptariieiite sero cumplidas.
= Aluga-se una negrinha propria e geilosa
para andar com meninos de 12 a I i annos,
na roa Nova n. 67.
-- O escrivo dos protestos, vem pela nltima
vez responder ao Sr. prejudicado do Diati' Q
54, que a importada por elle exigida por cada
protetto, he a nicsuia que lhe iulormaram exi-
ga das partes o seu antecessor. F.sta informa-
90 foi dada por um escrevenle daqui lie func-
cionaiio, c por miin posta em pralicac obser-
vada, e no decurso de 11 anuos quexerco es-
te emprego anda nao apprreceram reclaina-
Viies ou mesmo a menor repugnancia as parles
em fazer taea pagamentos, e nem mesmo me
record de qu* o proprio Sr. prejudicado re-
llccxiouasse em ineu cartorin, ni oicaslo de
rrceberalguiii protesto, que sejulgava preju-
dicaita.va vista do que assentei i|ue inarchava
em regia. Nao acusluinado com polmicas,
termino aijui a minli.i resposla, e mesmo por
que rases de cabo de esquadra nao podem in-
teressar a pessoa alguma, mornicnle a quem
possuido do desejo de imputara alguem lulen-
ces desfavoraveis* improprias de um homem
honesto. j~
Mal pensava cu que o Sr. D. se es-
candallsasse lauto com a inlnha modesta ad-
vertencia, porm, como S. S. dando expanso
ao seu genio me briudou com palavras que
multo bem lhe cabem ; proinelio-lhe queja
mais o deixarei, embora trolla de supportar os
epilhrtos de estupido, charlato, assassino ,
1 11I1 ,mi e ludo 1 j 11 iiiiu sua extrema delicadeza
iulgar que lhe merece o Vigilante.
,__A mesa regediira da irmandade de N.
S. da Conccicio dos Militares, pelo presen-
te, avisa a todos rs irmSos da mesma, para
urna mesa geral no dia 20 do corrente, s
4 horas da larde, alim de se tratar sobre a.-
sepullnras deseos irmaos. A mesa actual
espera que seus irmflos no fallero a essa
mesa, por isso quo he para se deliborar so-
bre um objecto de tanta tianscedencia.
-.-Joaquim Jos Ferreira embarca para
fra da provincia a sua escrava, parda, di-
me Pacifica.
0 escrivlo da irmandade do SS. Sacra-
mento da nutriz da Boa Vista, aiiturisado
pela mesa regadora, convida a lodos os ir-
maos da mesma irmandade para urna mesa
!*J.
gera! no diasexta-fnira, 21 lo corrente, pe-
las 4 horas da tarde, rm seu consistorio,
para tratarem do onlerramento de seus ir-
mitos, e como o ohjecto interessa a todos,
pede que nio fallem.
I Para satlsfazer pedidos de sua familia ,
mullo se deseja saber se nesta provincia estte
o Sr. Jos Antonio Guinaraes.
Ao publico,
Decl'ro que tendo-me constituido deve-
dor doSr. Francisco Jos Rarboza na quan-
lia de 7:808,482 rs. importancia de duas
senteiiQas, que o mesmo Sr. Barboza alcan-
qou contra mimpelojuizo de direito da 1.a
vara decominercio desta cidade no corren
te mez de feveeiro, incluidos principal,
juros do dous porcintoao maz o cusas se-
gundo aconta feita pelo contador do juizo;
o mesmo Sr. Ra boza deu-se por pago c sa-
tisfeito da dita somma com a quantia de
5:000,000 rs. que lhe paguei na presente
data em moeda corrente ncslo imperio, fa-
/enlo-me por tanto o batimento de rs.
2:808,482. R por ser verdade passei o pr-
senle. Ilocife, 26 de fevereiro do 1851. Jos
Tilomas de Campoi Quartsma.
Gstva rec.inheciiip.
Antonio Francisco Guinaraes, Pinheiro ea-
tabelecido com casa de commisses na rua do
Hospicio, n. 42, no Rio de Janeiro, recebe a
consignaco mercadorias .oacionacs e estran-
geiras das proviocias ou fra do Imperio, e
aceita quaesquer incumbencias de compras'
recebimentos, &c. mediante as laxas, e faicn-
do as vantagens mais rasoaveis do estilo.
Oll'erece-se 11111 rapaz brasileiro pardo que
d fiador a sua conducta para escrevrer cm
qualquer carlorio, ou mesmo em estabeieci-
mento.do que tem bastante pralica e mesmo
para ensinar iiicnlmis para fora do Recfe.qiiein
se quizer militar do seu presumo dinja-sea
rua estreila do Rosario em casa da viuva do
finado Dr. Pereira que achara com quem
tratar.
Domingo, 9 do corrente, per-
deu-se um inventario, da loja do
Sr. Jos dos Santos Neves t n
ponte da Boa Vista : quem o ti-
ver adiado, tehha a bondade de
o levar rua do Crespo n. 17, que
receber Io,ooj rs. de gralicacao.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a I i an-
nos, e que afiance sua conducta : na Inja de
cera do Aterro da Boa Vista n. 73.
h V n 11 unci c |ircvi'ii<;io. '.
31- Perdeu-se no dia sabbado, 8 do *
* corrente, tendo-se passado por di- *?
j* versas ras e pela eslrada nova de J|
'h Olinda, onde ha mais probabilidade, ^
1^, urna carteira pequea de algibeira, ^
.j. contendo 48,000 rs. em sedulas, una ^
fj> matricula para o quarlo anuo juri- 4g
0- dico, a qual conlm o nomedoabai- -' xo assignado e um meio biihete da <<
& lolcria da matriz da Boa Vista nume-
ro 777, comprado na botica lo Sr. *|
Cnagas, com quem se poder provar, 2
sendo preciso. Por isso olguem que ^
achou dita carteira, quereudo-a en- ^
tregarcom oque n'elia se conlinlia, ^
S- o poder fazer na rua do Livramen- ^
: > lo ii. 26, seg .ii lo andar, ou em Olin- W da no mesmo abaixo assignado, que "i
(J1 dar do gratificarlo o dito, meio *>
?> billieto no qual lhe pora per- ig
-> lence do contrario lica prevenido i> o thesoureiro da mesmloleria para J
f* niJo pagar a outrem que nio for o ^
W abaixo assignado, qm.lquer premio 2
J que por sorle houver de sabir no re- ^
:p. fendo n. 777. < :
^j. Jo3o da tocha flollanda Cnvalcant. sg
Precisa-s de um bom foitor jara u engenho :quem estiver tiestas rirctimslan-
cias e se acliar habilitado para exercer es-
te lugar, dirija-se ao Aterro da Boa Vista,
loja de miudezas do Kstiina ,-. llamos n 54.
Aluga-su o primeiro andar do sobrado
da rua do Queimado n. 50 : quem o preten-
der, dirija-se I ja n. 46 da mesma rua.
Illmi. &rt. Agriciillorei.O desejo de tam-
bem concorrer com as ininhas, ainda que
debis forcas, para o oiigmento do nosso paiz
me obiigouasahir para a Europa procurar os
incios de iiirlhorainenio para a nossa agricul-
tura, como base da mais solMa prosperidade
publica, pois vos bem sabis o qu.into ella
contrihue pa'ra a frlicidadc dos povos que se
entiegaiii aos trabalhos de cultivar os campos,
arrancando doscu scio abundantes (rucios com
que a natureza mimosea ao homem laborioso.
Seuhores. cu convido-vos instalaco de
uina sociedade agrcola nesta prurincia que
ir srin cola que ae acha sem amparo, nem prolecco
pelo errado sistema de servirmo-nos com os
bracos da escravatura, que initlies de capi-
laes nos tem consumido, e un guipe fatal tem
descarregado sobre o comincrciu, e as arles
do Impelo, e retardado os progiessos da nossa
civilisaco.
Seuhores, a felicidade do paiz depende de
nos nicsiiios, se conseguirmos com a nossa reu-
uio ai liar os mciiis ao nosso alcance, para o
un lliiii.imi uio e piiispciir.nl, da industria
brasilelra, alim de vvennos iudependeules da
estrangeira. w
Seuhores, segundo as tendencias geraes que
boje se ni iiiil'isi un para o prngresso he de sup-
por que a nossa sociedade seja sustentada ei-
cazmente, pela opinio publica e pelo bom
senso das pessoas gradas. Seuhores, os nos-
sos esforcos vam, sem duvida, poupar umitas
ldigas e lagiinas para o futuro, e fazer ap-
parecer a verdadeira felicidade para a provin-
cia.
llevemos contar com mu governo todo pro-
tector que, nao se poupar* a prestar pro-
vincia todo os soccorros de que ella houver
mistar.
O vosso humilde criado
Joaquim Jote de Carvatho Sii/ueira Varejo.
Francisco Carneiro da Silva mudou a
sua residencia para a rua do Kingel n. 56.
Pr.cisa-se de urna ama, que cozinhe
bem o com aceio : na rua da Senzala Ve-
Illa numero 90.
Precisa-se alugar urna ama de leite : a
tratar na praga da ludepe dencia n. 19.
O abaixo assignado, morador no paleo
do Tergo n. 32, taverna da esquina do bec-
co do Marisco, avisa as ressoH que lhe sflo
ileve.ioias, llio queiram mandar pagar no
prnzo d uilo dias, a cotila r da data deste ;
do contrario lei3o alguna de ver por exten-
so seus nomes nesta folha, e outros serfio
chamados a juizo. O mesmo abaixo assig-
uado lanibem avisa a quem se julgar seu
ere tur, para no mesmo prazo acuna lhe
presentar sua cunta para ser paga. Becife,
18 de marco de 1851.-Jos da Silva Moreira.
OSr. Antonio Joaquim Hibeiro tem una
carta, viuda de Macahc, na rua Nova n. 38.
Oll'erece-se um homem cuzinlieiro pa-
ra alguma casa eslraugeira : quem o pre-
tender, procure na rua do Vigario, taverna
numero 1*.
Precisa-se alugar urna escrava quo seja
perfeita engommadeira : na Boa Visla, rua
da-Santa Cruz n. 82.
Aluga-o o armazem n. 4 do trapiche
do llamos, proprio para recolher qualquer
objecto por ser ao p da rampa : a tratar no
mesmo. .
Jos Feliciano Portella declara, que el-
le contini na plena ailministragflo dos
bens de seu casal, romo lio dn direito ; por-
quanto, n.lo est divorciado de sua mulher
por senlnga, na confornvdade da lei ; e ao
autor do annuncio publicado no. Diario de
Pernambuco numero 60, que lio falsissima a
invengo da procuraeio a elle dada por soa
mulher ; porque n.lo tendo havido necessi-
dado de vender nenhum bem de raz, grapas
a lieos, antes elle niuitos tem cqfpprado,
claro fica nao lhe ser mister de su llclici.i
outorga ou procuraco, visto como, sem
embargo dos factos, que impedem a com-
niunieac.lo dos bens, nio se entende por el-
les privado o marido do direito de adminis-
trar lodosos bens da mulher, e do arreca-
daros rendimentos.comoo encargo de sus-
tentar os do matrimonio.
Eu ahaiso assignado decloro que ven-
d o meu estabeleciinento de carros eca-
vollos, silo em Pora de Portas, aos Srs. Pe-
dro Alm ellenrique Itehm. Pernambuco,
14 de margo do 1851. Augusto h'eiclier.
-Alugam-so dous expelientes escravos
canoeiros, com duas espitas, sendo urna do
milheirn eoulrade quinhentos lijlos de
alvenaria grossa, para liotarem areia em
qualqupr aturro : quem precisar, dirija-se
rua d'Alegria n. 34.
Precisa-se alugar urna escrava para o
servigo interno o externo da urna casa de
pouca familia : quom a liver, pode enten-
der-se com Antonio Jos de Fretas, ama-
nuense da secretaria da Polica, ou na rua
Nova, loja do Sr. Tinoco
Quem annnnciou a compra de um ber-
CO, querendtl um de Jacaranda em bom uso
e por muito diminuto prego, procuro-o na
|oji de trastes, na rua Nova, defronte da rua
de Sinto Amaro.
Bichas de Ilamlutrgo.
Alugam-se bichas de II mburgo por pre-
go de 280 o 320 rs.: no pateo do Carmo n.
7, loja de barbeiro. Na mesma precisa-se
de um oflicial.
A pessoa que annunciou querer com-
prar um bergo, dirija-se rua de Santa Bi-
ta n. 87
-- lia-sc dinheiro a premio em pequeas
porgos com penhores de ouro : na rua do
Cabusi n 3.
-- Precisa-SP, para una casa de pequea
familia, de urna creada nacional ou eslran-
grira para o servigo .exclusivo de cozinha,
qner-se queseja pessoa de confianpa para
ter dominio em oulros escravos que ha na
casa, e zelfr na ausencia de geus dimos,
ele. : | ara tratar, na rua da Cadeia do Beci-
fe n. 1, ou nn hotel Commerrio.
Perdeu-se, na imite do dii 15 do cor-
rente, um relogio patento suisso, foleado
de ouro, rm una das seguintes ras: Au-
gusta, trnvessa do Marisco, Agoas Verdes,
largo da S. Pedro, rua do Fogo, estreila do
Roza rio, largo ''o Carmo, Gamboa do (.'ar-
mo, rua das Flores, ponte da Boa Vista,
Aterro, na do Vingio, largo da Santa Cruz,
rua do Sebo, Cotovello, Mundego, ao entrar
para a Capuuga : a pessoa que o achou,
querendo restituir, dirija-se a rua Direita
n. 120, primeiro andar, quesera generosa-
mente recompnsalo.
Pasan portes.
A .ntica agenra da rua do Bangel, so-
brado n. 9, continua a tirar psssaporles
para dentio e lora do imperio, c despa-
cha escravos, t ido por prego conimodo e
minia hrevidade.
I'rccisa-se do ediciaes de sapaleiro : na
travessa do Corpo Santo, luja de calendo n.
29, confronte no lado do passo, que liea de-
l'ronlc dn rua da Ca 'eia Vtllia, pagan lo-se
lem as obras conforme a perfeigo deltas;
tambem se dSo obras a fazer fra, lindo-
se pessoa de conanca. i\a n.esma Injacom-
pram-se obras foitaa de todas ns qual lades,
Precisa-se tingar um preto intelllgen-
le o sem vicios, para o servigo externo de
una c.sa de pouca familia, e paga-SP hem.
liirigir-se rua da Triucheiras n. 19, so-
brado
iu."i i Correia de Carvalno, alfaiale, mu-
dou a sua residencia da ru da Cadeia Ve-
lli i n. 41, pura a rua da Madro de Heos nu-
mero 36.
Engomma-so e lava-so toda a qualida-
de de mupa com tolo asseio e milita promp-
lidiio, por prego mais commoJo do queeu,
outra qualquer parlo : na rua de Aguas-Ver-
des, ii 26.
Compras*
Compra-se cera amarclla da ierra:
quem liver niinuneie, ou dirija-se rua da
Senzalla Veliu n. 70.
Na rua da Senzalla Nova, casa n. 42,
segundo andar, quer-se comprar um taixo
de cobre,sendo grande e estando em bom
uso: quem o quizer vendar, uirija-se ao lu-
gar cima dito; assim como alyuu as caixas
vasias, que l'ussem de assuear.
( ompra-^seem bom estillo una cana
grande e de madeira grossa: no pateo do
Col legro, luja do l.ivro Azul.
--Conipra-se urna paielha de cavallos
russos, que sejam bem iguaes o novos :
qussin liver para vender, dirija-se a rua do
(jueiiiiado n. 19, das 10 horas da manhaa s
3 da larde, e antes dessa hora ou depois, na
Passagem da Magdalena, pnmeiro sobrado,
passandoa ponte grande, ou annuticie.
t.uin,ira-.so prata lina de galilo em
grandes e pequeas porgues : no armazem
de illumiuagao, rua de sanio Amaro.
(,OUI|)l illll-M'
escravos bonitos e robustos pira dentro e
fra da provincia : na rua larga do Kozario
n. 48, primeiro andar.
Compra-so una escrava, que saiba bem
engummar, cozinhar e entenda de costura,
sendo moga o de boa couducta : na praga
da Boa Vista u. 28.
- vendem-s- cascos de pipas de Lisboa,
carrinhos de m3o e 30 Plo* ^ ceada de
* h. turra na ruana Praia desama
^iMefro" da Bibeira, deposito de Uco-
res na. 10 e 12. is .lim
- Vendem-so i molecoles de 1. < an-
nos, sendo um delles carpir. e ojiti I
dreiro ; um escravo bom carroiro
bra bom canoeiro ; tres esC*""
urna miilatinh de 12 annos; q
gomma liso u fu/, lavarinto : na rua
numero 3.
- Na loja do bem conhecido !>ira{e!fO_
Ferreira, ruado Crespn. 11, cllnl-e a,
da as seguintes obras, par preco ooinmollo :
(ieoinelria de Licroix, dii.i de Euclldcs, (eo-
graphia cleinemar, por Veller, Chronologia,
pelo incsino, Ariiliinelica por Salvador, cosn-
pendios d'Algebra por diversos autores. Ho-
ratio, Virgilio, Cornelio, livros de Nutica,
Regras ilethodicas para se aprender a *-
ver, seguidas d'um tratado d'Arithinelica por
Ventura, Oeuvr-s de Moliere, 7 vul. All.s de
Siineucourt,. dito de Balbi, Magniuu Lexicn,
Diccionario portugiiez, Latino, llesposla do
general Abreu e Lima ao couego Jaimarlo ou
analysc du prl.neiro juito de K A. Vainhagen
acerca do Compendio da Uistona do ilrasil,
600 rs., Portia de Joao de Barros Falca de A.
Maranhao 320 rs., Dom Sebastigo, romaneo
histrico e oulras poesas IG0 rs., Knsuos so-
brea Creacao do Mundo 80 rs., O Gemid d-
Alina 80 rs., carias e taboadas, folhiiihas de
porta e de algibeira, e grande soiliniciilo do
novellas de diHerentes autores. ,
O autigo birateiro do Passeio I u-
blico loja n. 11, de Firmiano
Jos UotJrigues Ferreira.
Tem para vender, superiores sarjas de seda
despalillla larga a 2,000, 2,400, 2.B00 e 2,800
rs. superior, setiiu maco preto a 3,200 rs fa-
lenda rica, pannos linos prelus e de cores
por precoi muito baratos, briin trancado do
todasas cores, meiins pelos, princezas, chi-
tas i r.uicc; is largas, casemiras, lilas de caifas,
(apeles, los preto*, blcoi, lenas, inadapoldes
linos c cintras umitas de dillerenles precos,
atgodotinhos de tolas s qualidades. chitas li-
nas de todos os piceos, alm de muitas outras
l'i'cnd i. que >e venderao a todo preco, e.issas
chitas, challes de laa e seda,e de ISi, dil..s de
ganga franceza, lencos de seda de peso su-
perior, e outras militas fatrnda* baratas.
O (Na rua do Queimado," se- &
& gunda loja n. 18, vendem-se as seguin- O
& tes fazendas proprias para o tempo da Q
Q quaresiua : panno fino preto superior ^
\ prova de liinao, casemira preta muito
* boa, selim preto de maco o nielnor
Vendas.
Na rua estrella do Bozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
F. dos Santos Haya, vendem-se corda9 de
tripa e tordes para violao e labeca, e pa-
pel pautado para msica, ludo ila iiu'iiiiii
qualidade possivel.
' boa, selim preto de macao o nielnor ~
O que he possivel, linas pretas de Irofal
"3 para seiilinra, chapeos pretns francezes O
') ferinas modernas, lencos de setiin para |
X grvala pelos e de cores, lenfos de j
.? aarca e de cambraia de seda para se- -.
O nliora, cortes de vestido de barra bran- V
V eos e de cores, dilos de cambraia de se- V
0 da, sarja preta de seda,cortes dccolete, Q
decores, riscados franceses muito liuo q
^f e outra niuitas f.izendas que eslarao ~
- patenies aoa- coinpiadores, as amos-
w tras sero francas com o competente V7
O peubores. _
5>0OC''Ol>OOOOf-50V>O^
Vende-se o diccionario de Moraes da
quinta o lircilo, 3 importantes romanses de
WalterScotlfem porluguez ) ea collegao
da revista denominada l'rogre.iio, tudo por
prego conimodo : na rua do Cabug, loja
la esquina n. 11, do Amaral.
__>0 deposito de Andra le & Leal, na rua
Nova ii. 33, he chegado um completo sor-
tmenlo de folha de flanlres de primeira
qualidade, que venlese. por prego com-
modo.
O' vos do povo.
Aproveitai-vos em quanto he tempo, 'com-
prai a vossa sacca de farlnha por prevenco
poique a espcculaco principia a apparecer, e
u genero subir ; correi an armazem de Joa-
quim Piugitiiiho na rua da Saiualla-Velha que
ainda tem cerca de 60 saccas, que vendem-se
a 2.000 rs., por quanto all comprei unas para
proviniento da inhiba pesada familia, de-
pois mo digaes,( quando mo houver reme-
dio ) bem ilizia o aunuucio no veiho i'ano va
do povo,
Aos 10:000,000 rs.
No atierro da Boa Visla, loj decalcado n.
08, vendem-se bilhetes inicuos, meios, quar-
los, quintos, decimos e vigsimos da loteria
la matriz da boa Vista, que corre no dia 2 do
1111I1 rilo corrente auno.
Ililhetcs, iuteiros 10.000
Melos ''.O
(.artos 2,600
Quintos *"22
llicinios '""'
Vigsimos b00
Acaba decbegar para a rua Nova
n. 8, loja de Jos Joaquim Mo-
re ir ck tJoni|ianliia
excellenles espartilhos de linho para senhora,
guarnecido* de hlelas e de dillerenles 1110-
dellos, cousa papalina e inteiramenle nova
ueste genero, vendem-ae por prec muilo em
coma, chapeos francez* modernos e de boa
pelueia a 7,000 rs., sarja prela hespanhola,
vosprelos muito linos, luvas de todas as qua-
lidades quer para homem quer pira senhora,
laulernas de vidro de todos os tamandoa e de
todos os precos, dilas bromeadas. Ien90s para
grvala de cores c prelos, um bello sortunen-
10 de cordal para violao muito novas que se
venderao a i'JII rs. cada nina.
Vende-se o engenho fcsttva na fregucua
do (abo, .lisiante da praca 0 legoas. de agoa
inbcuir e concille, de bo 1 produccao quem
o pretender comprar dirija-se a Pracinda do
Livranienlo 11. 46, lerceiro andar, a tratar coin
o barao de lpojuca, ou no >eu engenho ttu-
Vende-se rap de Lisboa em frascos, che-
gado agora na barca igrira : os Srs. fregueze
que estiio acoslinnado a tomar a boa pilada
mo dcisaio de maudar buscar ao largo da aa-
sembia n. 4.
Attencao.
lleqhegado nova fumada do superior e mui-
to aorediado rape p'rlnceza do ilio de Janeiro
em libra e nielas libras : na rua do Queima-
do loja de miudezas n 2, e na rua da Cadeia,
do Ilecife loja de miudezas n. 49.
Kicas trancas
para manteletes e guarnicao de vestido : na
rua do Queimado toja de miudezas n. 25.
I'ara voltarete
canas franceza fina : na rua do Queimado lo-
ja de miudezas n. 2o.
Direito natural deVZeiier.
Vende-se Direito natural de Zeiler, tra-
duzido pelo Dr. Autram, que serve de com-
pendio ao primeiro anuo jurdico : na pra-
ga da Independencia, liviari ns. C e 8.
Vendem-se ricos vestuarios
para o baile de mascaras, por pre-
co conimodo: na loja da rua do
I Crespo n. 4-
AR ENCONTRADO



lotera a beneficio do tbesouro
publico, e paga -se qualqucr pre-
mio que nciles sahr sem ganancia
alguma.
Meios bilbctes n,ooo
Quartos 5,5oo
Oitavos 2,8oo
Vigsimos i,3oo
Admira, mas he verdade.
Manteletes e capotinhos de cambraia,
guarnecidos de bico de linho, a imitacao
blond, pelo diminuto prego de 6,000 rs., so
o bico e o feilio val mais; a elles antes que
so ac bem : na ra Nova n. 6, loja de Maia
Ramos & Companliia.
Aos 20:000,000 res.
Na. rila larga do Rosario botica n. 42, rece-
amerca-i beU-e' lista da dccima-tcrceira loleria do
1 llheatrode S. Pedro de Alcntara e alii foram
DOS dos modelos maiS approvados ; vendidos' o seguintes nmeros que lahirain
r.,a lo TrWirlu n premiados, a saber : 860 200,0(10 rs. meio ;3i,7
na ra do 1 rapicne n. o. oo.ooors. 5734 100,000 .s. meio ; 5577 rs.
Pecas de chitas roxas para luto. 1100,000 ; 594 40,000 rs. quano; 4470 40,000 r.,;
.. j ,%.!< i-j. MS 40.006 ri.. bem como billictes da oitava
Vendem-se pecas de chitas l.aipas, ordi- |^' rYndemol.aco do tbesouro ru-
aras, para lulo aleviado, a 4,500 e a 130 [Wte0l chegados ltimamente pelo vapor fm-
rs. O covado ; o cortes de cambraias para iirii, os quae se vendem pelos precos se-
veslidos, bonitos padrOes, a 2,600 rs. : na I guintes : Intelroa 23,000 rs., meios 11,500 rs ,
rua larga do llozario n. 48, primeiro andar. quartoi a 5,900 rs., oitavos a 2,900 rs. e vige-
-- Vendem-se superiores livros em bran- moa a 1.400 rs.
Bom e barato.
Na ra do Passelo. Publico, loja n. 9 de Albi-
no Jos Lelte, anda eontinua-se a vender as
bem coobecidas pe^as de chita a 4,600 rs. e o
c nado a liD., ditas paracobertaa ,000 rs.
a paea. e iy covado a 160 rs., cassas para baba-
dos a 240 a vara, brins de linho azul e de co-
res a.400 rs o covado, cobertores de algodao
groaso liara escravos a 640 rs., riscados inons-
tros a 200 r. o covado, chapeos de sol de pani-
nho a 2.000 rs-, lencos de cainbraia naos, ro-
deadas de bicos a 480 rs,, ditos de seda de co-
res a l,500rs., gravatas desetim a 1,500 rs., e
outras militas falcadas, as quaes delxam-aedc
aiirrODclar para nao 01 copar tempo.
^ffVrtVf f f f t ? f *
s> Vende-ae urna preta da Costa, de *
gj. bonita figura, de 2* a 26 annos, que <":
> lava bem e he quitandeira : trata-se <<
. na ra do Vigario n. 19, segundo .g
andar. *
Aft*fe4A*AAA** AAAAMMM
Vendem-se arado;
en, de diversos lmannos : em casa de Ralk-
mann IrmSos, na ra da Cruz n. 10.
- Vende-so ch hysson de superior qua-
lidade, o melhor que tem vindo a este mer-
cado ; vallas de espermacote americanas ; e
mesas barricas de farinha gallega : em ca-
sa Je Ualheus Auslin & Companhia.
Para se acabar.
Vende-se cera de carnauba, penas de
ema, tpalos brancos, dilus de bezerro de
lustre, couros de cabra e superiores charu-
tos recenlemonte chegados da llatiia : na
ra da Cadeia; do Recife 11. 49, primeiro
andar.
Bom e barato.
Na ra do l'asseio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos l.eite, vendem-se corles de cal-
cas, de fazendas escuras, encorpadas, pa-
drees emilandu casemira, pelo deminuto
prego de 1,500 rs.: a elles, meus amigos do
bom e barato, antes que se ac bem.
Vende-se urna pedra de mar-
more branca, com 8 palmos de
comprida, 3 de larguia e meio de
grossura : quem precisar, dirja-
se ra da l'rai 1 n. 55, na typo-
graphia imparcial.
Ve.idem-se caixas com cera
em velas do Hio de Janeiro, com
sortimento a vonlade do compra-
dor, e tumo em lo I lia do melhor
que ha no mercado: na ra do
Trapichen. 5, escriptorio. -
Sarja Despatillla para vestidos.
Veude-se sarja pela inulto larga e muilo
encorpada limpa a 2,080 rs.: na ra larga do
Rozarlo u. 48, primeiro andar.
Cimento.
Vendem-so barricas com cimento] pro-
prio para qualqucr obra quo pOlM rece-
ber agoa, assim como para aljeroz e Ira-
peiras, prximamente chegado de llam-
burgo, tambem se vendem as ineias barri-
cas por prego eommo lo : airas do theatro,
armazem de taboas depinho, a Tallar com
Joaquim Lopes de AlmeiJa, caixeiro do Sr.
Joo Matneus.
Vendem-se charutos soltos de milito boa
qualidade, ebegadus ultimainente, em porcSo
ou a retalbo, por muito commodo preco ; ni
ra da Cadeia n. 34, primeiro andar.
Vende-se no armazem do Uias Ferreira,
no caes da alfandega saceos de milho novo e
barato.
Farinha fontana,
Arroz de casco,
Farello novo,
Cha preto,
Chumbo de munico,
Cimento,
Bichas de llamburgo,
vende-se ludo por pregos commodos : no
armazem de J. J. Tasso Jnior, na ra do
Amorim n. 35.
Ouro em p
para se deitir sobre a escripia em
vez de areia preta, por mil ris
cada frasco : no pateo do Collegio,
Casa do Livro Azul.
Lotera da matriz il 1 Boa-Vista
Aon 10 < 5:ooo,ooo rs.
Na loja de miudezas da rua da Cadeia do Re-
cife n. 4, vendem-se os mili afortunados bi-
lbetos, meios, qiianoi, decimos e vigsimos
da uiesma lotera, que orre imprelerivcl-
mente em 2 de junho vinilouro, 011 antes se se
venderem os bilbetcs.
__Vende-sc em casa de J. R. I.asserre fit
Companhia na rua do Trapiche n. 11, o te-
guite por precos coiiiinodos.
Farinba harn, primeira qualidade,
Viiiho de Bordeaux, superior, em quartolai,
Vcllaa stearinas, em caixas de arroba,
Saceos com farelo, novo,
Livros em branco de todos os tamanhos,
Peonas de ac,
Cabos de linho, de todas as polcgadas,
Cabos de ianilba de todas as pulegadas,
Verdete, primeira sorle,
Chumbo em lencol,
Chumba coi barra,
Papel de peso superior,
Cimento, francez,
Rameas com oca,
Barricas com almagre.
Vendem-se escravos mocos c de
bonitas figuras.
3 negrotas de 14, 15 e 18 annos com habili-
dades, que cosem e engoininam.
1 preta de 20 annos com urna cria de 6 me-
zcs, que cose e engommi.
4 escravos de 22 annos com algumas habi-
lidades.
2 ditas le 30 annos, que engomman, cozi-
11 h.1 ni e I 11 un de salan,
1 inulalinha de 15 annos, que cose bem.
1 preto sapateiro de 22 aunos, que cortae faz
toda obra.
2 ditos ptimos cozlnhciros, sendo um de 18
annos, e ontro de 25.
1 dito bom mariiiheiro de25 annos.
2 11 .iril s bonitos, e bona para pagem.
6 negros de 22 anuos, bous para todo e qual-
qucr servico.
Na rua das Larangeiras n. 14, segundo
andar.
Aos Srs. acadmicos
Na loja de livros di rua do Crespo n. 11 do
bem couhecido e amigo barateiro Antonio 11
Ferreira. vendem-se os seguintej linos por
preco 11.111 c.......nulo : compendio de Direito
Natural pelo l)r. liaran ; compendio de Direi-
to Publico pelo l)r. Autrao ; compendio de Di-
reito Kcclesiaslico por Guenlo em porlugiiez
Silvestre P. Ferreira Manual do Cidada 3 v.
Rossi economa poltica ; Vatel Direito das
Gentes ; Resumo da Historia Universal impres
so em S Paulo ; Foijaz economa poltica
Inslituices de Direito Civil Lusitano por Pas
1 hn.il Jos de Mello em porlugue: ; Tissot
principios do direito em francez 2 v. ; Felice
direiloda Naturcia em francez 5 v. ; Diccio-
narios portiiguez.es por Constancio ; Dicciona-
rios francezes por Constancio; Diccionarios
inglezes uovos por Virira ; IVovcllas e roman-
ces de todas as qualidades, novos, francesas e
portiiguczas. .i mesma loja se continua a
trocar obras de todas as rjualtdades.
Loleria da matriz da Ba-Vista.
Aos 10 c 5:ooo,ooo rs.
Vi loja de miiidezas da praca da Indepcn-
dencia 11. 4, vendein-se hillieles nuciros, meios,
quartos, i|uintos, decimos e vigsimos, que
corre impreterivelmente no da 2 de juuho ou
antes se se vender os bilbetcs.
tullirles nli ros 10,000
Meios 5,000
Quartos 2.000
Quintos 3,Hill
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Cera em velas.
llilhetca 10,000
Meios 5.000
Quartos 8,608
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Loja pernambucana.
De Autonio l.ni;. dos Santos, na rua
po Crespo n. 11: vendem-se ricos
.^B^ka. chapeos de castor brancos e pretoi
da ultima moda parisiense.
Pura a quaresma.
Panno preto millo boa qualidade e novo a
3,2011, 4,100 e d.OIK) ra. o covado, casimira preta
de diflerenles qualldades, saija preta, selim
de na cao, e outras umitas faicudas por ba-
ratos precos : na ruado Crespo ao p do arco
n. 2.
Livros em branco baratissimos.
Livros em'branco de 400 folhaa grandes e
largo por 6,000
Ditos, dito de 200 ditas, dito, ditos 4,000
Ditos, dito de 100 ditas, dito, ditos 3,000
Ditos, dito de 100 ditas pequeos ditos 2,000
No pateo do Collcgio, casa do Livro Azul.
Lo'eria do Hio de Janeiro.
Aos ao:ooo,ooo rs.
Na rua do Crespo n al, loja
de fazendas, e niruadaC'adeiu do
Rrcife n. l\6, loja de miudeza.s,
viidem-sc meios bilhetes, quar-
tos, oitavos e vigsimos a oitava
Vendem-se caixas com cera em
velas, fabricadas no Hio de Janei-
io, sortitlas aodesejo do compra-
dor, e por preco tiiais barato do
que em outru qualquer parte;
tambem se vende cera fabricada
em Lisboa, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com ftla-
c ado & Pinbeiro, rua do Vigario
n. 19, segundo andar.
Sarjas de seda lisas e lavradas
panno preto.
Na rua do I.ivraincnlo n. 14, vendem-ie su-
periores sarjas, cbainalote lavrado c de lista,
i um maeo de superior qualidade, panno
muito superior preto para casaca, casemira
preta, lencos de selim para grvala, e oulras
inoitas 1.1/. mas linas para o tempo presente
da quaresma. e por-precos que obrgam a
comprar quem nao tem preciso.
Calcado.
No Atierro da Boa Vista defrnte
da bonecra.
He chegado pelo ultimo navio fr.ncez um
aovo c completo sortimento de calcados de
todas asqualidades, tanto para bomein como
jiara senbora e meninos, assim como aapates
de lustro para homem de 3,000, a6,000rs., di-
tos de bezerro. borsegulns a 3,500 rs., sapalos
de lustro para senhora os nielhorea que ha,
2,000 rs., ditos de marroquim e cordavao ,
borsrgiiins para senbora, sapalca do Aracaty
tanto para 1,1.......como para rapaz a 800 rs.,
ditos de lustro para homem feitos na bahia a
3,000 rs., pclles de marroquim de todas as co-
rr, ditos de lustro e bezerro francez, va-
sos para ornar mesas, c condecas de todos
tamanhos, e ludo se troca por pouco di-
nheiro.
Bom e barato.
Vende-se gommaem saccas mu nova, cha-
peos de palha, sapalos brancos para homem e
meninos, e cera de carnauba primeira sorle a
0,000 rs. a arroba, recntenteme chegada do
Aracaly : na 111a da Cadeia do Rccil'c 11. 48
priiiiciro andar.
V'eDdem-se amarras de ferro: na rua
da benzalU oova D. 42.
Pa rua das Cruzes n. 18, teroeiro ander,-
vendem-se duas pretas de 16 a 20 annos, que
engommam, cosem chao, coilnhain e lavain
desabo, uina dita da Costa de elegante ugu-
a, ptima quitandeira, duas crloulas de lin-
das figuraa com todas as habilidades para fra
da provincia, e dous escravos de nacao, un)
delles he de eleganl flgnra, ptimo canoeiro,
e outro he ganhador de rua.
Na loja pernambucana, de Anto-
nio Luiz dos Santos, rua do
Crespo n. 11,
vende-sc sarjas prclai hespanholas, ptimos
neiios pretoa c chamalotes de pcaos para ves-
tidos de scnboras do bom-tom.
Fazenda barata.
Cassa-chita a 320 rs. a vara, liscado largo e
encorpado a 200 rs. o eovado, chitas de bona
n ni no. Unta seguras a 160 e 200 rs., lencos
de muito boa seda e bonitos padrfles proprlo
para mao de homem e pescoc.0 de senhora a
1,600 rs., ditos de linho para mao a640rs.,
ditos de cassa muito fiuos a 32o rs., ditos gran-
des a 440 rs., cortes de vestido de aeda branca
a 32,000 rs., ditos de seda preta lavrada ada-
mascada e achamalotada a 26 e 35,000 rs., di-
tos da melhor e mal encorpada nobreza a
3,500 rs. o covado, ditos de cassa e seda a 10,
12 e 14,000 rs., chapeos de sol de seda para me-
nina a 2,240 rs., selim cor de rosa a 4n0rs., e
alm destas fazendas tem um completo aorll-
mento de multas outras como sejam, filos la-
vrados de todas cores, manteletes pretos, sc-
tiin maco, sarja pela, brins de linho tranca-
dos e lisos de quadros listrados e mesclado,
lencos para grvala, inanias de seda de cores,
luvas de seda preta, ditas de inalha, chapeos
deso de seda e de pao, redes de 60, dita
do Itio-Grande mnito bonitas, ditas de palha
feitas no Para, que ludo se vende por preco
muilo commodo: ua rua da Cadeia do Recife
n. 18, loja de Narciso MariaCarneiro.
Altencao.
IIojc sahir a luz a importante obra
Elementos dividido em tres parles ; a primeira tratando
dos diretos absolutos dos estados a segun-
da dos diretos condecionaes dos estados em
suas rclaccs pacieas e terceiroa parle final-
mente dos diretos dos estados em suas rea
(oes hoslis pelo Dr. Pedro Autrau da Malta
Albuquerque. t.nns.imos entrar na analise
deste compendio, c muilo menos na sua apre-
ciacao, porque u autor he bem conhecido.
por suas luses, experiencia 00 ensino destas
materias, e sobre tudo pela maneira lucida
e clara com que est concebida a redaccao.
Vende-se nicamente na vraria do edlctor
proprielario oacharel Abreu e Lima: no pa-
leo do Collegio, casa do Livro Azul a 8,000 rs.
cada obra.
Rua do Rosario larga n. aa, se-
cundo andar.
Vendem-se 5 escravos mogos para traba-
llio de campo; I oardo bom bolieiro e de
boa conducta ; 1 dilo bom carreiro; i mu-
lalinbo de 13anuos, muito indo, p'roprio
para pagem; 2 moleques de 18 anuos
prelas mogas, com habilidades ; 1 preto de
idade, proprio para sitio, por estar a isso
acostumado,
No beceo do (lo 11 cal ves, ar-
mazem do Araujo, e na rua da
Cruz, armazem de S Araujo n.
33, vende-se superior farinha em
sacoas, chegada ltimamente, por
preco commodo : a tratar n s mes-
OlOS,
Vendem-se chapeos deso do seda, pe-
lo diminuto pr|g<> de 4 e 5,000 rs. : na rua
Nova iiumeo 6, loja de Maia llamos & Coin-
panliis.
Ven lem-se duas moradas de casas em
clilos proprios, sendo urna de um andar e
sido, e outra terrea, a primeira rende rs.
96,000 mensaes, e a segunda 8,0.10 rs. : a
Iralar no hotel Commercio, nv rua da Ca-
deia de Santo Antonio n. 13, onde se acha
o propictaiio d s incsmas.
Vende-se cera de carnauba, couros mui-
dos, sapalos de couro do lustro gaspeados,
obra muilo bem feila e por prego commo-
do, pois he para lechar coiitas : no Uecco
Largo do Medie u. 1, segundo andar, a
qualquer hora.
Na loja pernambucana, de Anto-
nio Luiz dos Santos, rua do
Crespo n. 11,
vendem-se corles de sedas brancas e de cores
para todos os precos.
tratar a bordo da mesma, ou com
Novaes & Companhia, na rija dj>
Trapiche n.*34>
- Vende-se um escravo de
da
Novo sorlimento para as srnhorai que fa-
/i'in doce.
Vende-se panelas elgelas grandes vidradas,
chegadas ltimamente da Baha, proprias
para doce e bater pao-de-l, carcarolas de ca
bo, papeiros, fregideiras, alguidares de lodos
os i i ni.intus, balaios paia os meninos apien-
derem a andar, ditos para costuras e compras,
jarros e quartinhas, garrafas brancas para res-
friar agoa, ludo obras de goito : na rua da Ca-
deia do Recife n. 8.
Deposito de cal e p tassa. *
No armazem da rua da Cadeia do Recife n.
12, ha muito superior cal de Lisboa em pedra,
assim como potassa chegada ltimamente a
precos muito rasoaveis.
i umo do s rlao de patente.
Vendem-se dous rolos de fumo de tabaco,
da inelhor qualidade, e por pirco mdico :
na ruada Cadeia do Recife n. 44, loja de fer-
rageus.
Na loja pernambucana, de Anto-
nio Luiz dos Sanios, rui do
Crespo n. 11,
Vendem-se superiores pannos linos, chama-
dos selim de 15a, sendo pretos, verdes, cor de
caf, azul, etc.
Ven lem-se quoijos do Reino a 1,120
rs.: na rua Dlreita n. 14.
-- Vende-se a casa terrean. 24, sita na
rua de AgOfl Ver.es, cujos fundos botam
para a la do li irtas : a iralar na rua das
Larangeirus n. 18.
- Vendem-se portos, portas e sacadas de
pedra com soleiras de granito : na rua da Cruz
n.51, primeiro andar, ou uo Atierro da lloa
Vista ii. 3, segundo andar.
-- Vende-se urna escrava crioula de 14
annos, sem babilipades : na tua da Praia
numero 08.
Ao barato.
Vende-sc couro de lustro franzez, pelo
baratissimo prego de 2,560 rs. a pello: Da
rua larga do llozario, loja de miudezas n
26, de Jo3o Francisco Maia.
Vende-se superior farinha
de mandioca de Santa Catharifta,
por preco commodo, a bor'o da
. *
28 annos,
boa figura, sem achaques,%com principios
loferreiro, sendo ptimo malhador o ca-
noeiro, sabe tratar de cqcheira e de todo o
servigo por ser muito hail : na rua do Ca-
buga n. 9.
Uculos para todas as idades.
Vendem-se ocolos para todas as idades,
palo barato prego de 800 rs. o par : na rua
larga do notario, loja de miudezas n. 26,
de Joao Francisco Maia.
Venda** a colleccao de caricaturas do D.
Quixole h*ai|a:opathico, de volta a California;
chegados oeste ultimo vapor do Rio de Janeiro'
cada colleccao, do n. 1 a 6, por 1,000 fl"
rua da Unio, junto casa n. i. das
?ove horas da manha.
Vendem-se, na rua do Amorim n. 36,
cossueiras de Jacaranda muito superior, as-
sim como arroz pilado, muito superior, a
2,400 rs. a arroba, em porgSo.
Franjas para manteletes.
Vendem-se franjas para manteletes, pelo
barato prego de 640 rs. a vara : na rua lar-
ga do llozario 11.26, loja de miudezas de
Joo Francisco Maia
- Vendem-se dous pare de embonos,
proprios para orna grande barcaga, por
prego commodo : a fallir com Manoel Luiz
de Mello, no trapiche do llanos, armazem
numero 4.
-- Vendem-se saccas com alqueire de fa-
rinha, por prego commodo : na tua da Praia
numero 32.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 48,
ha para vender-se um rico roquete Be es-
guiSo com la va nulo e bico, assim como
continua-sea vender toalbas'de lavarinto
muito ricas.
Chcgiicn uo barato.
Na roa Nova n. 12, cha-so venda fe
um completo sortimento de fazen- |
das, como soja :
Casemira preta e decores;
Merino preto, proprio para a qua- fe
resma ; j.
Sarja hespanhola, muito boa ; ,
[ Setins de todas as qualidade;
Riquisslmos manteletes de todas as ig
i cores j
Mantas mu ricas de todas as cores ; j|
Gangas amarellas com listras, pro- &
[ pn.is para caiga e jaqueta ;
i Damasco para pannos de cima de *
mesas;
Corles de cassa empapelados;
: Pannos proprios para capoles;
Lengos de seda, padrOes modernos; I
i Cortes de cambraias mui ricas ;
Ditos de vestidos de barras brancas ; 9
\ Sedas e sarjas brancas e de cores, %
proprias para vestidos de caamentoa. '$*
mwm^mwmmmm wmwrnmz
Quenrfiu vitlar
Venha ver e comprar.
Na rua do Crespo loja da esquina, que
volla para a cadeia, vendem-se pannos fi-
nos pretos superiores a 3.000, 3,500, 4,000,
4,500 e 5,000 ris o covado, dito azul a
3,000, 4,000, 5,500 rs., dilo verde a 2,800,
6,500 rs dito cor de rap a 3.000, 3,500 rs ,
corles de casimira preta a 5,000 rs., ditos
mais superiores a 8,500 e 10,000 rs.t ditos
lo cores a 2.800 rs., cortes de collete de
velludo a 2,000 rs ditos de selim de cores
1,600 rs., ditos de gorgorito de seda a
!,280 T ditos de lilStSo a 321, 500, 610 rs..
ditas debriin pardo do linho para caiga a
1,600 e 2.000 rs., ditos brancos a 1,600,
1,800 e2.000 rs., ditos de cores a 800, 1,280
rs., riscados de linho a 220 e 320 rs o cova-
lo,.tlgodSo Irangado do listra escuro mui-
to encorpado, proprio para escravatura de
engenho a 180 rs. o covado, picote a 220
rs zuarte azul de vara de largura a 240 rs.,
dito de furia cores a 200 rs., riscado mons-
tro a 220 rs., ditos francezes muito bonitos
para vestidos a 240, 280 rs., cortes decam-
braia branca de quadros a 2,000 rs., ditos
de cassas de cores a 3,000 rs., ditos muilo
finos a 3,500 ra., ditos pretos a 2,000 rs.,
cambraia lisa com 8 varas e meia a 2,720
rs. a pega, dita de cores para vertidos a 280
rs. o covado, dita preta a 120 rs., melinsde
cores para forros a 120 e 140 rs., corles do
chitas finase de cores lixas a 2,000 e 2,400
rs., chita para coheita de cores lixas a _' o
rs. o covado, ditas para vestidos a 140, 160,
180 e 200 rs., meios lengos de cassa para
gravsta a 210 rs., dito com listras de seda
a 320 rs., sarja Despalillla muito superior
a 2.210 e 3,000 rs. o covado, moias para me-
ninos a 1,000 rs a duzia, chapeos deso de
asteas de balcia a 1,800 rs., madapolfio
muilo supeiior e largo a 210 rs. a jarda, e
o. aero 11 linios cobertores de tapete para es-
cravos a 720 rs., cambraias bordadas pro-
pria para bailados e cortinados com 8 va-
ras e meia a .4,000 rs. a pega, e outras mui-
tas fazendas que so oa freguezes vi n lo acre-
ditarlo os pregos.
Deposito de cal virgem e potassa
Cunba & Amorim, na rua da Cadeia do
llecif n. 50, vendem cal virgem em pedra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos prego do
queein oulra qualquer parte.
Por i.-000,000 ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente) lugar para edificar 5 moradas de
casas ) lendo de fundo desde a rua da Au-
rora al a rua do Hospicio, e se convier
lambem se U ra negocio com outros 53 pal-
mos juntos ao mesmo terreno, os quaes
dilo lugar para edificar-se 15 moradas desa-
sas : para tratar, na praga da Independen-
cia n. 17.
DepoMto de tecidos da fabri- |
ca de Todos o's Santos,
na Babia.
Vende-se em casa de Domingos Al- *
ves Matneus, na rua da Cruz do He- *
cife n. 52, primeiro andar, algodao
transado daquella fabrica, muito pro-
prio para saceos o roupa de escra-
vos, assim como fio proprio para re- 2
des de pescar e pavios par., veilas, ^
por prago muito commodo. %
Conlinua-se a vender agoa de lazer o.
cabellos e suissas pelas : na rua do Queinalo
baica nacional America, lundead* |0jade ferrageus ti. 31.
(ielioii e do tes do Collegio : a Vendein-se candieiros para
fe-
fe
>
>
>
->
fe
>
*
i>

meio desala, muito ricos, com os
competentes globos, canudos c tor.
cijas, dando a luz mais brilhante
possivel : na rus do Trapiche n. 8.
KopPaulo CocdeirodoRio de
Janeiro
em latas c frascos, chegado roc'entemento:
vende-se na rua da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunba k Amorim,
Potassa ta Rnssla.
Vende-se potassa da Itussia, recentamen
te chegada, ed muilo superior qualidade
na rua do Trapiche n. 17.
Mocndas superiores..
Na fundig3o de C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-sea venda moenda9,
do canna, todas de ferro, de um modelo e
coristrucgiio muito superior.
Anligo deposilo de cal
virgem.
Na roa do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
Guarda nacional.
Vende-se o pecbTio do guarda nacional,
contando a le. regulamento e todos os mo-
delos que delles dependem, a 1,000 rs. cada
exemplar completo : na praga da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Sa loja le Jos Jonqiiiin >lo- e
relia St Companhia, na 4
* Hua Nova n. H, 4
if vendem-se manguitas e meias man- 4
H gas do fil de linho e cambraia, cou-
fe sa de posto e que n.ito se usa em 4
aUvestidosde cassa, cambraia e seda, %
#custando o par 2,000 rs. lmente; fe
f cabegoss ou romeiras de fil de li- 4
nlio, tanto para senhoras como para ^
meninas, pelo baratissimn prego de 9
4,000 rs. ; cammnhas de fil e eam- 4
m hraia ; talhos de bico de seda ou -4
s. blondo, tanto prelos como brancos; 4
i capotinhos de chamalotee selim ma- 9
>i cao ; mantas de garga brancas, mui- 4
i to proprias para noivas ; capellas e 4
A) ramos de flor de laranja ; chapeos 4
O de palha arrendados e lisos para se- 4
o> nhoras e meninas ; e outras fazendas 4
* mais, que na mesma luja se vendem %
fe mullo em cunta. <4
*)?*:**'* ff fe:##fef fe
Deposito de charutos da Bahia,
rua daCrui numero 37.
Armazem de Croccor- Companhii.
S3o chegados aa#te novo deposito os ver-
dadeiro charutos soberanos de llavana,
wnulores, deputados, regala, cagadores,
venus e quem fumar saber. Todos .estes
charutos ni caixinhas de cem, que muito
conven) aos madores, pois quo sua quali-
dade he muilo -superior, e prego o mais mo-
lerado possivel, pira acabar e fszer-se no-
va reipessa.
Vendem-se relogios de 011-
roeprata, patente inglez : na rua
da Scnzala Nova n. l\i.
Bom e barato
Na rua do Passeio Publico, loja n. 9, de
Albino los l.eile, vendem-se ricos cortes de
mitas casemiras, pelo diminuto prego de
1,600 rs. A elles, rapasiada do bom gosto,
antes quo se acabem.
MadeiiB de Jacaranda.
Vnde-se ptimo Jacaranda em porgfloou
a retalho, a vontadu do comprador : na rua
da Cadeia de Santo Antonio n. 18.
Escravos futidos.
csappareceu, desde o dia 10 do cor-
rente, um preto de nome Joao, baixo, ma-
gro, com pouca barba, falla alguma cousa
atravessadoe lio rendido; levou dalga de
casemira jvelha. jaqueta de riscado e um
gigo pequeo, coro alhos, pomada e qui-
jos, que andava vendendo : pede-se as u-
toridadw.policiaese capitSesde campo que
o apprhendendo levem-no a rua das Cru-
zo, vnda de Manoel Antonio da Silva, qua
seiSo gratificados.
Anda esla fgida a preta Mam Joa-
quina, de idade 30 a 40 anuos, nagfio Coo-
go, baixa, gorJi, cor retinta, bixigosa,
olhof vivos, bastinte ardilosa, o sagaz;
talvez ande sua fuga encoheila com o nego-
cio de miudezas, pois he no que te empie-
gava antes da sua fuga, n3o sendo esta a
primeira vez que foge, e que se encobro
com lal negocio; tambem j loi escrava de
engenho, e andava vendendo miudezas pelo
mallo,- 4>om urna crioula de quem era es-
crava : quem a oegar levea na praga da In-
dependencia n. 17, quesera recompensado
lo seu trlialho.
Deiapareceo no dia 7 do corrente, o es-
cravo de nacao cacange, de nome Jos, que
representa ler viule e cluco annos, baiao,
grosso do corpo, sem barba, olhos grandes e
ps pequeos ; levou camisa e calca de algo-
dao de riscado americano ja sujas: quem o pe-
gar leve rua do Vigario n. 22, ou rua
da Cadeia do llccife, n. 51, que ser rccoin-
|iencailc:.
Desappareceu na noile do dia 6 do
passado una tscrav ptrJ8 do nome Luiz,
fdade pouco mais ou menos 30 annos, ro-
bellos correifissos, porm cortados, rosto
redondb,,toarrinuda que carece eslar peja-
ila, mSos bstanles leas o algumas unhas
muito negras que parecem ler sido pisadas,
os 1 s muito esparrillados o feios e algu-
ma cousa irregular, levou alm da roupi
vestida, um aacco ou trouxa, dooa los de
conlas brancas ao pescogo, assim como um
rozario lambem branco, chales de cinta
asul ja desbolada, usa de camisa de cabe-
cao : quem a aprehender e leva-la na
rua do Queimado, loja n. 9, sera recom-
pensado generosamente. .
Fugio no dia 24 do passado doenge-
nho Tapera, silo na freguezia de Jaboeao,
o esrravo de nome io&t-, do nagfio Piag,
dijo sinaescarartorislicos sao osseguintes:
corpo e altura regulares, olhos salientes e
Vivos, lem barba, com falla de denles, ros-
to talhado, pe grossos, representa ler de
idade 30 annos, lio muilo ladino; avista
do exposto recommenda-se aos capililes de
cainpu a captura do dito escravo, pelo que
serlo generosamente gratificados.
Priin. JVA.TYIM: M.r.nr Faii a-
ana i.i#li
MELHOR EXEMPL/


Full Text
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