Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06349


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Full Text

Armo XXVII

Ter^a-feira 18
PARTIDAS DOS COBBEI09.
*
*
(olanua c Parahiba, as segunda! e agitas feira.
llio-Grande-do-Nortc, todas ai quintal felras ao
meio-dia,
Garanbuna e Uouito, a 8 e 23.
Uoa-Viatac Plores, a 13 e 28.
Victoria, t quintas felras.
linda, todos os dia.

EPHEMialDKI.
'Nova, a 2, as 10 h. e 55 ra. da t.
pim ._. ijCrcsc. a 10, as 7h. e 25 m. da.'l.
Pmses tu w*.(CheU# a 17iM io h. e 59 m. da ra.
Ung. a 24,sllh. e 0 ra. da tn.
VaKAMAB DK BOJE.
Primeira s 5 horas e |8 inioutos da manha.
Segunda 5 horas e 42 minutos da tarde.
de Marco de 1851.
N. 64.
das da semana.
i 17 See S. Patricio. Aud. do J. d'orf. ein. da 1.
118 Tere. S. Gabriel. Aud. da Chae. do J. da se-
cunda vara do c. c dos feitos da fazenda.
Ouart. ** S. Jos. Aud. do J. da 2. vara.
Martinho. Aud. do J. dos orf. edo m.
19 iJliar
20 Qulnt.
da primeira vara.
pheooda 8WBSOBIP90. 21 Sen. S. liento. Aud. do J. dal. vara do eivci,
Por tres meses plantados) 4/000 e do feitos da fazenda.
Poraeis meses 8*000 22 Sab. S. Emigidio. Aud. da Ch. e do J. da 2.
Porumanno VM0| varado ovel
23 Dora. 3'da Quaresina. S Flix.
CAMBIO 1>E 17 DE AHIJO.
Sobre Londres, a 30 d. p. 1/000 rs. 60 diaa.
Pars, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 90
Ouro.-Oncaahespanholas.....fSCJr *
Moedaa de 6/400 velhas. IWDOO a
. de 6/400 novas 16/000 a
, de4000....... 9,222"
Prata.-Patacoea braslleiros.... 1/0 a
Peaoa columnarios..... "Van
Ditos mexicanos........ J/tioO a
28/500
16JM0
Mtino
9/100
1/940
1/940
.1/700
PARTE (FFICUL.
GTVEKNO DA HIOVINCU.
EXPEDIENTE 1)0 DIA 11 DE JfllRCO
DF. 1851.
OITicio. Ao commando das armas, intel-
rando-o de haver concedido tres inezes de Ij-
cenca ao primeira cadete do segundo batalhao
de artillara a p Joao Jos deOliveira Maciel
para tratar de sua saude.
Dito. Ao director do Uceo, para que 110-
mele dous professores daquelle lyceu para ser-
yirem de examinadores no concurso a que se
lem de proceder na academia de Olinda no
ilia 14 do correte, para a cadelra de ingle do
collrglo das arte, conforme requisita o direc-
tor da iiiesina academia.
Dito. -- Ao juis relator da junta dejuitlca,
transmlltindo para seren apresentados em aea-
sao da meara junta os processos fellos aos reos
Joaqulm Theodoro de Azevedo, Antonio Pedro
Jos da Costa, Jos Pedro da Costa, Manoel Al-
berto do Bosario e Antonio Joaqulm do Narc'-
mento. o priineiro soldado do primeiro bata-
lhao de cacadores, o segundo e teicelro do se
rundo da mesma arma e o quarto e quinto do
segundo de artilharia a p. lutelligeuciou-
se ocommando das armas.
Dito. A' pagadoria militar, inteirando-ade
haver sentado praca no segundo batalhao He
artilharia a p o paisano Laurenlino Antonio
Morena de Carvulho, que nos termos do decre-
to e regulamcnto de 18 de novembro de 1848 e
aylso de 30 de outubro do anno prximo passa-
do, eontratou para servir no exercito mediante
a gratificacao de 200,000 rs. que Ihe ser paga
con 50.000 rs. avista e o resto em preslaces
mensaes de 10,000 rs. .ommunlcou-se ao
comma-do das armas.
Dito. Ao priineiro substituto do juiz mu-
nicipal da primeira vara, dlzeudo licar inleira-
do de haver S me. entrado no exerciclo da-
quella vara por se acharo respectivo juiz func-
ionando na segunda vara de direito.
Dito. s o commandanle superior da guar-
da nacional do Bonito, para que communique
quaes os esnbaracos que lem encontrado na ae-
quisIcSo e remessa ao promotor publico delta
comarca dos livros que tem de ser por elle ru-
bricados para servirem na junta dcqualilica-
cao dos guardas nacionaes e na Je recurso,
visto no ter o mesuro promotor recebido os
ditos livros e ser semelhante demora prejudi-
cial ao aervico publico.
DEM DO DA 12.
Offlcio.Ao commando das armas, dizendo
3iip pode, de coiiforinidade com o aviso de i0
e Janeiro de 1846, mandar dar baixa do ser-
vico ao priineiro cadete Francisco Uorges Leal
c ao soldado Manoel Francisco, ambos do se-
gundo batalhao de artilharia a p, aceitando
em seu lugar os Individuos por elles oHereci-
dos, urna vez que sejam idneas para o mesino
servico.
Dlto.Ao mesmo, inteirando de haver de-
signado odia 13 do correnle para a reuniao
da junta de justica, afim de que mande avi-
sar dous offlciacs superiores para com o capl-
tao de mar e guerra Rodrigo Theodoro de
Freitas servirem de vogaes na mesma junta.-
Nestc sentido lizeram-se as convenientes com-
inunicacdca.
Dito.A thcsourarla de fazenda, cominu-
nicando, flm de que faja constar ao inspec-
tor interino d'alfan.lega. que concedeu tres
meze de llcenca com os respectivos venciinen
tos ao guarda' da mesma slfandcga Honorato
Barbota da Cost para tratar de sua saude lora
desta cidade.
Dllo.A' thesouraria da fazenda provin-
cial, para mandar indemnisar pagadoria mi-
litar da quantia de 36,250 rs.. em que, srgun-
do a conla que remette, importa a despeza da
salva de 21 tiros de artilharia, que leve lugar
em o 1. do corrente na fortaleza do Druin
p=r occasio da abertura da tcsso d'sssem-
bla legislativa provincial Fizeram-ae neste
sentido as convenientes coinmunicacoei
Dito.Ao juiz municipal e de orphos, do
termo de Garanhuns dizendo ficar inlefrado de
haver nomeado o bacharcl F'rancisco Muchado
Das para exercer interinamente o lugar de
promotor publico daquelle termo, por ter o
hacharel Rodrigo Castor de Albuquerque Ma-
1.111I1.111, que o exercla, vlndo tomar assento
na assembla legislativa provincial.
DitoAo bacharcl Joo Francisco Dusrte,
recommendando que entre logo em exerclcio
do cargo de juiz municipal e de orplios do
termo de Nazarelh para onde fol removido por
decreto de 25 de Janeiro ultimo, devendo a-
presentar o competente Ululo dentro do pra-
zo de 4 mezes.
Dito.-A commandanle superior da guar-
da nacional de Olinda e Iguarass recommen-
dando a expedicao de suas ordena para que o
commandanle do priineiro batalhao da lcglo
da guarda nacional de Olinda mande apresen-
lar a innandadedoSr. llom Jess dos Pasaos
daquella cidade urna guarda de honra aflu
de acompanhar as proolsaoea do mesmo Sr.
que devem 1er lugar nos dias 13 e II do cor-
reate.
1DEU DO DA 13.
Offlcio.Ao commando das armas, devol-
vendo 1 processos dos roi militares men-
cionados na relaco que remelle, alim de te-
rem execucao as sentencas nellas proendas
pela Junta de joslica. .
Jttlaco a que se refer o oficio aeima.
Segundo batalhao de artilharia a pe.
Soldados, Domiugos Hamos da Costa Ma-
noel Alberto do Rosario ; I.uiz Jos Ricardo ;
Uanoel Perelra ; Daniel Antonio Saraiva An-
tonio Beierra da Silva Autopio Joaqun do
A/aicimcnlo Manoel Francisco dos Santos;
Manoel Serapiao de Almelda Fortes Gervasio
de Asevedu, /
Tambor. Manoel Francisco de Mello./
Quarlo baialho de arlilharia a.pe.
Soldado, Jos Francisco do t armo.
Companhia de arlinces.
Soldado, Joo de Dcos da Cruz.
Priineiro batalhao de cacadores.
Soldado, Joa Theodoro de Aievedo.
egundo batalhao de caadores.
Soldados, Jos Pedro da Costa Pedro
rboza Autonio Pedro Jos da tosa.
Oilavo batalhao de cacajores.
Soldados. Felismino Antonio Alves de Oli-
veira Jos Camello Pesso do Espirito-
Santo.
Dito.-V Ihesouraria de^azenda, inteiran
do-a de haver concedido d\i mezes tel**n-
ca com os seus venclmerjfos ao'eu;0 cs"
crlpiurarlo da coowdoria"daquella ihesoura-
ria Jos Drasilino da Silva para tratar de sua
saude na provincia do Cear.
Dito.A mesma, scienliHcandoa de ter
concedido tres mezes de licenca ao collector
das rendas geraes do termo de Iguarass Can-
dido Liberato de Ollveira Macicl que deixou
para exercer suas funecocs oadvogado Manoel
Francisco Cesar porquera te respousabilisou
perante a presidencia.
Dito.A' pagadoria militar, remetiendo no-
vamente os papis relativos a divida de ris
494,520, de que pede pagamento Joao Cui-
Iherine de Azcvedo, para que mande proces-
sar s 1 -111 < -111 .ntes documentos nos termos da
circular do ihesouro publico n. 9 de 6 de agos-
to de i847, visto perlencer essa divida exer-
cicioa lindos.
Dito .-A' thesouraria da fazenda provincial,
remettendo duas conlas das despeas feltas,
desde o l.te marco do anno prximo pas-
sado at o lim de feverelro ultimo, com o
sustento dos presos pobres da cadeia do Rio-
Formoio, lllin de que, estando confor-
mes, mande pagar a Julio Jos Lopes a quan-
tia de 325.160 rs., em que Importara as ditas
contas. Intelligenciou-se ao chefe de po-
lica.
INTERIOR.
Jos
Barbe
correspondencia do diario de peu-
namduco.
Cearrl ll sJtsMiyo M 1851.
Pelo ultimo vapor deixei de escrever-lhe
tanto por preguica, como mesmo por nao ha-
ver o que dizer, pois esla provincia he pouco
frtil em novidades, e havendo nclla um go-
verno regular, como felizmente he o que pre-
sentemente dirige os seus destinos, marchara
as colisas por vas to naturaes, que nada ap-
parece de extraordinario e digno de encher a
parte noticiosa das gazetas : entretanto como
me parece mal til o costutne de correspon-
dercm-se as provincias unas com as oulras
por este louvavel systcma, que entre nos se vai
generalisando, de cartas particulares dirigidas
aos jornaes inais lidos, eu me esforcarei por
nd interromper este novo inethodo de com-
municaeao interprovlncial; e sempre que estl-
ver de pachorra mandare! a seus leitorcs novas
de minha provincia, embora nao hajam faclos
iinporlanles.quc Ihe commuuiiiic. E com eH'ei-
lo tanto mais vantajoso me parece que as difl'e-
rentes provincias vao assim transmlltindo de
urnas para otitras as noticias do que nellas se
passa, dos seus hbitos e costumes, que at
me persuado, que vasto como he o imperio do
Brasil seria este mu dos meios mais facis de
djr mais algum impulso ao cspiito nacional
entre nos, fazendo-se que os habitantes de
certos |i .uto, mais remolos nao vivara entre s
lo segregados e sera nenhiim ponto de con-
tacto, como se fossemos exlrangeiios uns pa-
ra com os Mitro.. F. se isto nao he assim di-
gani-mc ha por ventura as provincias lon-
giquas quera alba do que e passa em Goyaz e
MattoGiosso? Pela minha parle nein mesmo
saberia, se aquellas duas provincias fazem par-
te do Brasil, se por acaso nao Ic-se os seus 110-
nomesna caderuda, por onde me ensiuaram
um pouco de geographia. K qual a raio dis-
to ? he porque a impreusa nao se tem oceupa-
do devidamentes com aquellas duaprovincias,
he porque em suas respectivas capilaes nao
ha correspondente que constantemente maii-
dein para as folhas mais conhecidas do imperio
noticia de que por la se passa. llera longe que
licade nos a provincia de S.Paulo, c entre-
tanto por meio das mili interesantes cartas,
que constantemente dall dirlgcm ao Jornal do
Cvmmtnto, e que ja teein sido transcriptas em
seu Vidrio, eu me eslou pondo em dia com as
diversas oceurrencias daquella provincia.
Insensivelmrnte me vouexlendcndo semque
nina s palavra lenha dado sobie as occurien-
ca da provincia : he preciso pois entrar nel-
las. Durante todo o mez de levereirohouve era
todo o territorio Cearense um Invern lo
abundante, como ha muilos anuos nao temos,
depois porm que entrou o inez do corrente
marco mi houve mais urna s chuva, mas he
de crer que seja isso antes um pequeo capri-
cho da nutureza.do que urna completa cessa-
cao de invern.
lia pouens dias parti para a commarca de
S. Joio'doPiincipc,(vulgo liiliamuns) or.Do-
inin ucs, nosso actual chefe de polica por or-
demrdopresidente da provincia lira de tomar
,-,,1,1,1, mu uto di- muilos c horrorosos criuies,
que de longa dala alli se commettetu tem que
as autoridades locaettenhamlido a coragein de
processa-los.e aldamenos de fazer punir o
seus autores, os quaes pelo coolrario sendo o
proprios potentados dali, ou por elles protegi-
dos, eslabeleciam uina impiinidade lal para
muelle canlao al ha pouco independente,
que no s deviam licar inclumes os crimi-
nosos daquella comarca, como todo e qualquc
facinerosa donde quer que fosse que viesse
abi igar-se no recinto delta sobre a sombra dos
Feilosas. Fallando nestc noine devo inteirar
a si us leilores de que elle j fol tristemente
celebre nesla provincia, a tal ponto que se
tendo tornado os Feilosas o terror de todo
iearcsuasyUinhancas, o brado das suas vic-
timas chegou os ouvidos do governo Porlu-
guez em Lisboa, quando a elle estavamos su-
jeilos, e cnto um governador intrpido ( Joao
Carlos depois marqnez do Aracaty) loi manda-
do a esla provincia coma recommendaco es-
pecial de os peiseguir, e com eli'eito assim ac-
conteceuj bavendo-se aquelle governador com
tanta pericia nessa cominissio, que sem bulna
ni'ni malinada fez prender ospriucipaes e mais
criminosos dos Feilosas, os quaes lodos ocui-
pavaui cargos militares no meio de suas pro-
unas lropa,em um dia e lugar desiguados pa-
ra una moslra, ou revista geral de quasi todas
as tropas da provincia.
helio lo, foram os chefes dos Feilosas re-
mellidos para a piiso do Limoeiro em Lisbo,
onde acabaram a vida, e esla medida de tal or-
te aterrou os demais socios, que por muito
lempo nao se lallou mais cm seus crimes, ale
uue j muito depoia de nossa independencia
comecaram a deslinguir-se por noyos crimes
os Mellos e Moures, (ramos dos leitosas) os
iiuae sendo bstanle perseguido pelo scuadoc,
Alencar em sua prime'ra presidencia nesta
provincia, (de l834a *^7) comecaram d.-pol.
a reanimarle e de l84t para ca tem pralicado
entre si e uns sobre os oulros carneficinas hor-
riveis. Durante este periodo de crimes, era-
quinto a aeco do governo *m-ie oecupado
mais ou menos com os Mourde Melloa^^
descendentes ou r
propriamcnlc tae
commettido crimes sem que o governo tenha
.unis ejercido obre elles a menor accao, e
.>e desta constante impunldade qne a comarca
de lnhamnns tem adquirido a repuiacio de
canto independente, repulacao qulla an-
da era setembro do anno passado qulz susten-
tar cora mao armada, oppondo-se a que alli
entrasse urna tropa do Piauhy, que buscava
prender o mais facinoroso dos Mellos, Cquc
linha para isso recebido ordem do l)r. Silvelra
la Molla, quando aluda presidente do Piauhy,
depois de competentemente autorisado pelo
desta provincia.
Eis em resumo o histrico dos crimes de In-
hamuns, por cuja caus foi agora mandado a
aquelle ponto o Dr. chefe de polica : e fol ten-
do em vistas estas cousas, que logo que aqu
chegou o Dr. Silvelra da Molla, eu Ihe annu -
clei que urna vantagem sobre ludo o Cear co-
Iherla de ua administrado, qual a deacabar
com os principaes focos do erime nesla provin-
cia existentes as tres comarcas limitroplies
do Piauhy, Cranja, Ip e Inhamuns, e com ef-
feito nao meenganei, porque S Exc. tendo col-
locado fortes destacamentos naquelles pontos,
j consegnlo que alguns criminosos tenhaui si-
do presos; e sobre ludo empenhado em redu-
ilr os Inhamuns de cunto independente que
era a tuna comarca subordinada, em que impe-
re nao a vonlade dos maudes, mas sim a lei;
tem colhido de suas providencias que aquclles
dos potentados que e senliram cora culpa no
cartnrio e nao poderam logo er presos, se te-
nliaiii posto ao fresco, flcando assim desassom-
brada a populaco, a quem serviam de terror.
A par desias medidas repressivas docrime o
Sr. Silveira da Motta nao se esquecedo mellen 1-
Mi,-iii,, material da provincia, e assim nao s
tem feilo continuar as obras publicas que a-
chou e.1 un cadas, cmo a estraan deMarangua-
pe e oulras, como j niaiidou comecar nesta
cidade una casa penitenciaria,Trecoraracndan-
do que seja a obra dirigida ern ordem a se po-
der obter cm breve una coralnoda c segura
prlsao, ale que esla capital tem mut.i neeessi-
dade, e iicnhum inconveniente haja depois em
coiiiiuua-la para o csiabeleclinento do systc-
ma penitenciario. Alirt desta" obra de tanta
importancia, consta-nos que S. F.xc. tem em
vita urna outra de nao meno vantagem para
a provincia, e he a de uieliiurur o nosso porto,
plantando nclle urna ponte ou especie de ira-
piche que facilite ao nosso nasecnte commer-
clo os meios de embarque c desembarque, la.)
dificultosos nesta cidade por causa de uina lal
falta.
Mal suppuoha eu que o pouco que Ihe. disse
em minha ultima carta relativamente a mar-
cha conlradicloiia que nesta provincia Ilia se-
guindo a opposIcSo de elogiar diariamente a
udminislraco provincial, ao passo que faz as
maiores censuras ao minislario .* '< emana
esse benelicio, por ser a elle quc%e deve a
boa escolha, que fez na pessoa do Sr. Silveira
da Molla para presidente do Cear ; mal sup-
puuha, digo que as rainlias humildes rellexes
de,sem lugar a um nao pequeo artigo do
Cearense, quando.nas columnas deste peri-
dico, deparci com"urna resposta ao que entao
eu Ihe disse : e sem cr aqu o lugar proiiho
de eu entrar em conteslacao com o redactor
daquella ralba, s digo a Vine, que elle me
comprehendeii muito mal, quando disse que
eu e o partido da ordem, nos temos mostrado
molestados com os elogios, que a oppoiicao
por seu orgo tem tributado ao Sr. Silveira da
.Molla: comprehendeu mal, sim, por que se
eu, e o partido da ordem adiamos bous os
actos desse presidente, e como taes os elogia-
mos, he visto que estamos dlspostos a refutar
aquelles que os ceusurassem, e como a oppo.
sico, que he d'onde poderia partir qualquer
censura, nos acompauha nesses elogios, lege-
se que cm lugar de molestados, mili gratos
lic.ainos os opposicionistas por nos poup.arem o
irabalho de uina defesa, e mais que ludo por
nos fornecerem nessa sua propria conlissao um
forte argumento em refulacao de suas diarias
arguicoes ao Gabinete actual,
Nao tn un o 11 ei minha carta de hoje em Ihe
dizer, que o seu Diario de 26 de feverciro pr-
ximo passado, publicando as noticias que co-
Iheu das folhas desla provincia,eoininetteu um
equivoco, quecouvm corrlglr, e foi dizer que
o ass.assinalo pralicado na faienda licliro, ter-
mo de Sobral, o fura por Joaquim Ribeiro da
Silva, quando pelo contrario,o que as folhas
aqui uoticiaram fol qne te impulava aquelle
assasinato um vaqueiro daquelle Rihrlroda
Silva : e fajo.aqui este reparo porque Joaqulm
Ribeiro da Silva he um cidado pacifico pres-
tante c probo, que por seus serviros prestados
contra a rcvolla dos llalaios em 1839 no Pian
hy e pelos seu muilos aclos de desmarcada
coragein c bravura entao praticados em pi!
da causa da orden, mcreceu ser depois agra-
ciado por S, M. o Imperador cora o titulo de
major honorario do exercito brasilclro: elle
pois he incapaz de mu assassinato.
Adeus. Saude e paz a Viuc. c a leus leilores
ASSLulBLEA PROVINCIA
SRSSA EM 13 DE MVItgo DE 1851.
Presidencia do Sr, Pedro Cavalcanli.
As onze emeia horas da mauhia, feitaa cha-
mada acham-e presentes 24 senborcs depu-
tados.
O Sr. Presiienle abre a sessao.
O Sr 2 Secretario lt ida da anterior
iiiiti lie apiuu... la.
O Sr.X."Secretorio menciona o seguinte
EXPEDIENTE. *,
Um offlcio do secretario da provincia envian-
do a tabella dos emolumentos, que actualmen-
te se cobrara na respectiva secretaria. A
quem fez a requisicao.
Outro do mesmo com o relatorlo da cmara
municipal da Boa-Vista. = A' commissao de ne-
gocios de Cmaras,
Oulro, remetiendo uina representacao da c-
mara municipal de Flores, em que pede que o
ordenado do seu secrelario seja elevado a 300
mil rs. A' commissao do orcamenlo muni-
Uni requerimento da irmMdade do Sr. llom
Jess dos Passos, erecia na igreja de San Frci
Pedro Gousaives, pedindo que se Ihe mande
pagar a importancia dos materiac remtanles
da dcuioiico do paco que ella tinha no arco do
Sr. Bom Jess das Portal, A' commissao de
pellces
-
tura que vou faier do parecer da mesma com-
missao acerca da indicacao ollerceclda pelo Sr.
depurado Mcaezrs de Drnmond : o parecer he
o seguinte :
A coinisso de constituicoe poderes com
toda a atlencao, e com o uiaior escrpulo,
considerou a indicacao do Sr. deputado Mene-
zes de Driimond, cm que o mesmo requer que
seja admiltido a tomar assento nesta casa o
Sr. deputado Joao Floripes Di.as Brrelo, nao
obstante se adiar elle pronunciado em o arti-
go 14 do codieo criminal, visto que soraente
pode ser resultado da referida pronuncia a
inhihicaodo exercicio das funecoes judieiaes,
que linha, e nao a stispcnsao dos seus direi-
los polticos, entre os quaes he por sem duvi-
da o de representar esta provincia na qualida-
de de ........lira a'iembla Ipgiilaliva pro-
vincial, a vilU da dlsposican expressa do tit
2. art. 8 ^ 2. da nossa Constituido poltica.
Convencida, como se aelm a commissao, de
que as qncsles conslituicionaes nao podein
ser resolvdas fura das regras establecidas na
nossa Consliluico poltica e do acto addiclo-
11.il parte complementar d'ella, c das leis do
processii das eleices. que devem de ser rigo-
rosamente consideradas com os meios praticos
da mesma Consliluico: nenhum embanco
sent era se dechrar pela adinlsso do Sr. de-
putado Joo Floripes Dias Brrelo, resolven-
do assim a qnestn sujeita ao seu conlieci-
mento pela allirinativa.
Em verdade. tanlo da disposicao expressa
do tit.2. artigo 8. 2. da Consliluico poltica
do imperio, como da do artigo 28, da mesma
ie, di mi. uina a una com toda a forca, c se
1.1 leniei.ani as garanlias de que qniz ella revis-
tir os representantes do poder eleitoral, pon-
do-os assim accoherto dis violencias 011 inva-
sdes do poder jndiciario, nao pudendo ser de
modo diverso esUbelccida a Independencia
do poder eleitoral, base constiluitiva de quasi
todo o nosso organismo poltico.
Tambera no acto addicioual uina s propo-
slco seno encoiitra, que tenda a^conlrariar
esta verdade cm apoio da qual ao todas as
leis do processo das eleiees, cujas disposic-
es com o inaior e mais escrnpoloso disvello,
resguardara o poder eleitoral, paraassim con-
servar-lhe toda a independencia indispensa-
ve! a sua existencia.
De tal modo pensando a coinmiao_nao ex-
perimenta embaracos com a applicacao, que
para a especie sujeita querem aigunfdedu-
zlr das disposicOes do cdigo do processo cri-
minal, j porque era lodo o caso, quando mes-
mo fossera expressas, nao podiam contrariar
aCoDItltuIcSo poltica as coiidicccs devidas
que a mesma tem, e que nao foram alteradas;
japorque a impoiluiiidade da sua applicacao
laeiliuenle se deinonslra, nao s porque o im-
pidimeuto moral que nos crimes de reapon-
sabilidade quita le unpor se nao poder es-
tender alera da suspenso das funeces em
que se ella deu, como j Analmente porque
a peda c suspenso dos direitos polticos, nao
se pode tornar ell'ectiva seno us casos e se-
gundo os lerrai'S marcados no nosso syslema
conilitulclonal.
K pori.antoconclue a commissao reservan-
do-se a dar mais ampios desenvolvinienins
das suas proposices, na discussio, propon-
do a adinisso do Sr. deputado Dias Brrelo
Salla das eommissdra 12 de Marco de 18.1l.
Francisco lodo Carneiio da Cunha. Fran-
ciico de Paula Cavalcanli de y/bui/nrrouc.
O Sr. Uiumtmd Peco a palavra.
O Sr. Presidente : Fica addiado....
A requermenlo do Sr. Mello Reg, a casa de-
clara urgente a disccussu do iiicuciouado pa-
recer.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. Me-
nezes de 1 ruinond.
O Sr. Mentmes de Orumond : -Sr. presidente ,
primeira que ludo devo declarar a casa, que
nao me oppuz a exigencia, feila pela nobre
commissao de consliluico, c poderes, da cer-
ldo da pronuncia fulminada contra o nosso
dlltlocto collega, o Sr. Dr. Floripes, a despeno
de acbar-ie presente o mereiissiuio juiz.que a
deeretou, e nos poderia dar exactas Informa-
cd"s, porque entend er mu conveniente a
eihibicSo deste docunicuto aulhentico, para
ella poder melhor b.asear o seu julio, cao mes-
rao lempo couvencei-se da verdade da miaba
asserco.
Senliores ,eu nao venho aqui advogar us in-
teresses particulares do nosso Ilustre collega,
o Sr. Dr Floriqes, se bein que muito prezo a
sin amlsadc, mais nobre he a minha inissao,
venlio sim pugnar, quanto me for possivel.pela
iuslica, que milia em seu favor, to llagraute-
menle ultr.ajadajaspiro reclamar a luauulciicau
dos direitos, que nos sao conferidos, cujo atro-
pello re baixa o nosso decoro, c arrastra tern-
ves coiisequencias.
A nobre commissao de consliluico e poderes
acaba de corresponder a confianca, que cm-
pre lliedepnsiiei, dandi/o leu parecer, baseado
nos principios conitituclonaei, e por conse-
guinle d'accordo com o ineu pensamento, que
satisfacloriamenle desenvolveu, pelo que rae
restringir! a poucasconsiderajej.
Sr. picsidente, a consliluico do imperio no
art. 8, 2, terminantemente dispoc, que s por
sentenca condemnatorla priso ou degredo,
se considerar suspenso oexerici dos direitos
polticos. Ora, tendo Ido o Sr. Dr. Klnrlpes
pronunciado no art. 142 do cdigo criminal ,
cujas penas sao 110 grao mximo perda de
euipregosno medio-suspenso p u .'i anuos, e
no mnimo por un auno, he claro, e evidente,
que nao coinminando a sua pronuncia as penas
de priso ou degredo, nao pode em rigor rc-
sultar-lhe a suspenso dos direitos polticos;
accrescemloque.trataudocase artigo puramente
constitucional dos (lucilos poltico ja adqui-
ridos, exigi para a privaco do seu exfreicio
alguuia cousa mais, alm da pronunncia, que
revela apenas una mi,pena de criininalldn-
de a sentenca coiiderauatoria de penal tao gra-
ves, e por isso tendo o Sr. Dr. Floripes sido re-
conhectdo inembro desta assembla, c nclla
tomado assento em o anuo pretrito,estando na
plena fruiccao de direitns poli ticos j adquiri-
dos, una pronuncia posterior,''11:10 pode preju-
dicar-lhe, nem despoja-lo dessa imporlanle
pon, .10 do poder loberaoa, da ma alia digni-
dade.
O trausura pto desta labia disposicao da cons-
liluico do Imperio acba-se consignado no art.
63 do cdigo criminal, declarando expre9sa-
mente, que a nao ser a condemnaco d priso,
ou degredo nao resultar a uipenso do gozo
O Sr. Francisco loio : Sr. prealdcnte, coraol dos direilos polticos, c anda raais no art.
___. u,.,irAe e Meios. os u ar, francisco jeuu : irawi-im, w" ,......, ^ -...------------ --- --
ti dos Fei.sa, membro relator da com.nisso d poderes, te- do .neamo cdigo, quando flxa a privado do
laei, tem de vea era quando l no de lubme tur consideracao da casa a le.-'exerciclo de todoi 01 empregui, salvo os de
e leican popular, como consequencia da pena de
suspenso.
Nem e pretenda fazer baquear tao justos
principios com o soccorro do art. 165 2 do
cdigo do processo criminal, quando conside-
ra a suipenso do exercicio de todas as func-
ces publicas, como um dos cffeltol da pro-
nuncia ; porquanto contilllodo os direitos po-
lltlcoi ( segundo lodosos publicistas) nao
Da facilidad de volar, e ser votado para o
caigo electivos, oque chamara direito activo,
e.pasiivo.sc nao tambera no poder de exercer
llvremente as funecoes publicat, isto he,
quaesquer empreg.is da adminisiraco, cuja
distiiicfo se enconira com facildnlc na sig-
nilicaco le.vicogr.aphica dota ultima palavra,
segu- se, que embora este dous poderes es-
tejam unidos par lacoi positivos, e prestem-e
reciproco apoio, equilibra-se entre elle a con-
veniente independencia, podendo dar-se o
caso e suspenso do exercicio das funocSe
publicas, sera resultar a dos cargos eleotlvo,
salvo se 9 casos previstos pelo art 8 2 da
ConstituicSo, o que se reconhece, allendendo-
c que alguns cslrangriros exercem 110 Brasil
luneciies publicas, c dellas podem ser u-
pe usos pela pronuncia, sem alias incorrer na
i,i-ii n;i daquelle direilus polillos propria-
meiile ditos, por que os nao possuem.
Encontr ainda valioso apoio para esa mi-
nha opini.in na primorosa obra do dislncta
jurisconsulto o Em. Sr. desenbargador Pi-
menla llueno.Apontamento lobre o processo
criminal 110 Jury, quando mencionando a sui-
penso do exercicio dos direilos polilicoi,
como um dos eli'eito da pronuncia, refere-ao
inmediatamente ao art. 8 2 d.i Consliluico,
como paraesprlmir a sua convieco, de que
sempre se deve liaruionisar com esse artigo
constitucional.
Outro argumento se tem deduzido do art.
2!l3 2 do regiilamanto de 31 de Janeiro de
1H42, contra esta opiniao, a qual alia nao po-
de proceder, porquanto pela simple leinira
desse arliuo se evidenci 1, que a sita disposicao
einquanlo a suspenso do exercicio dol
direitos polticos pelo faeto da pronuncia
referc-c parliculariiieulc ao reos sollos cu-
a pronuncia os sujeita priso ) o por conse-
i um te se I1.111110111,1 cora o art. 8 2, at pelo
coiuesinhu principio de hermenutica jurdi-
ca, que nina lei posterior deve couciliai-se
com a anterior, que ihe for relativa, para sua
melhor intclligeucia, c nao inferir-seo absur-
do, 011 coulradicco Specialia non derogant
gmeralibas ; c assim se deve tambera entender
o j citado art 15 2 do cdigo do processo
criminal, t se por ventura todas essa di-
poalcdcs sao consideradas em opposico, nes-
te trrivel coulltclo, devemoi optar a obser-
vancia da Consliluico du impeli, por que he
a lei suprema, e fuudaineuial do Estado, a
archa aanti, que aqu nicamente juramoi
defender e observar, sob pena de crino per-
juros.
O Sr. Pinto de Campos : Dcos nos livre de
perjurio.
O Si. Aleles de Drumand: Sr. presiden-
te, nao menos infeliz he a lembranca do aviso
de 8 de agosto de 1846. como um Achule para
a questo, que e agita, porque a ineu ver elle
s se deve entender d'accordo coiu o artigo
con,titule ion.il, sl> pena de ser iuexiquivel, e
repcllido. (ue trrivel lalilude concedida aos
avisos que apeuas expriineni asopinie do po-
der execulivo, ulcrprelaccs lluramente dou-
iriues, acm forca de lei geral para ampliar e
restringir fruifo dos direilos polticos, c
torcer a mais aagradas leis? Que seguro e
asado para o poder quando desregrado eja
rcagir sobre a ordem poltica, e social, e em-
pecer a marcha dai dellberaces, ea execucao
do mandato, que recebem os representantes
da provincia, lem que ncuhuma Egide 01 pos-
sa abroquellar dessa trrivel perseguico?.'
Senhur presidente, limilo-me a estas fracas
cousideraoe, para nao abusar da paciencia
da casa, que alias se nioslrou possuida do brio
nacional, e clttio de rigoiijo pela leitura do
parecer da nobre coiniiiisso de wu.iitinc.io, e
i.odeies, espero com toda a conliiiica, que
se dignar de prcslar-me o leu precilo as-
seuliraento para a adniisso ueste recinto do
nosso distiuclu cullega u Sr. Dr. Floripes, seiu
embargo da pronuncia, que Ihe lu fulminada.
O sr' Augusto de Ollveira : Sr. presidente,
levaiilaudo-iiie sinto profundamente ter que
eiuittir um julio contrario e desfavoravel a
um collcga ineu, a quem tributo atfeico, e
bem assim aparlar-mc da opiuio dos Ilustra-
dos ineiiibros -i.i commissao de consliluico e
poderes, a quem presto veneraco c respeiio
era consequencia da superlorldadc de suas
luzes, todava he este um doloroso sacrificio,
que me he hoje imposto pela conscieucia do
dever.
I eolio que lular com uina grande difflcul-
dade, por me nao achar preparado para essa
dscusso, nem ter tido lempo algum minha
disposicao para meditar subre materia lao
grave como esta a respeito da qual lenho que
reflexionar, como que de improviso.
Vejo, Sr. presideute, que aargmuenlaco do
parecer da commissao he toda baseada uo art.
S da iHi.ti to .11 do imperio, que deteriuua
que'a suspenso de direilos polticos provirt
da locapacidade pbisca, ou moral, ou de en-
teu(a condemnatorla priso ou degredo.
Priineiro que ludo principiare por perguutar
ao illuslre meiiibros da coiniuisso, que in-
tclligeucia tem a deuomlnaco de locapacida-
de moral, c se pu ventura essa incapacidad
nao he aquella que resulla da lei, beiu como ae
nao seria absurdo euleuder-e que o juiz pro-
nunciado em ci une de responsablliiiade, nao
deve ser cousiderado moralmenle Incapaz de
exeiccr qualquer func^o publica. Suppo-
ulio, que a opiuio que sigo subre este assuuip-
lo lie por sera duvida, aplaudida por muilos
jurisconsultos nolaveis, i fundada na legisla-
co vigente.
t) Sr. Meneies de Orumond : Pelo amor de
Dos, nao irrogue esla injuria ao nono
col lega.
11, i\ mo porm de parte ete argumento
que espero ver melhor desenvolvido pelo
inembro relator da comrniaso, occupar-ine-
hei, Sr. presidente, do ponto principal deate
parecer, segundo me pcriuittirein mintia Tra-
cas 1 u'c.is. Trata-se de saber, se a pronuucia
tem por elicito immedlato a ntspento dos
direilos pulilicos, e em segundo lugar, ae o
deputado provincial goza de algum prevlleglo
ou uunumdade constitucional.
Parece-me, Sr. presidente, que a segunda
questo acha-se 1 esolvida de urna manen a iu-
cunlcstavel, pois que o acto .a ldicion.il eiu o
art. 21 apeuas diz : que vi memoro das astem-
6liii prvt'inciaei irroo inviolartit pelas opimei,
MUTILADO


w
m*
que tmiUtrrm no txtrcicio de suas funccSes e
jimo estabelece previlegio algum ein benelicio
doi deputados proviuciaes como faz a consti-
tuicao Pin favor dos tnembos d'assembla
geral. E por que aupponha que obre este
nonio mo deve haver dnvida ; passarei a ana-
Ufar os cfteitos, que deve ter a "pronuncia.
O art. 293 do regulamcoto de 31 de Janeiro de
1842, he assas expiedlo a eslc respi'ito, e de-
termina que a pronuncia tem por cll'ciio a sus-
pensode direitos polticos, assim como o art.
105do cdigo do processo criminal inhabilita
o pronunciado a continuar uo exercicio de
todas as func(es publicas.
Parece-ine Sr. presidente que os artigos ci-
tados do regulamenlo e do cdigo do processo
ein nada contraran!, as disposic^es da lei in-
ga nica do paiz, pois que a Conslilucao no ar-
tigo 28, eslabelecendo um previlegio ein bene-
ficio dos meinbros d'assembla geral se expii-
iiit- pela nain i ii seguiute ein o artigo 20, Se
algum senador ou diputado for pronunciado, o juii
suspendendo lodo o ulterior proceJimento. dura
tonta tua respectiva camtra, a i/ml decidir,
te o processo te deva continuar, e o [inembro ter, ou
nao, tuipemo do exercicio das suas fuucces.-- Se
portan! os nossos priineros legisladores pen-
sassem i|ue a pronuncia nao tinlia por.effeilo a
suspensa de direitos politicn, tcriaiu empre-
gado niiira lingoagem, isto he, teriam redmi-
do o artigo 28 pela maneira seguiute.- Se al-
gum deputado ou senador for condemnado a pe-
silo, oudegredo Stc be. Est pois bem evidente
que segundo o pensamento e espirito do i,us-
go pacto fundamental, a prouuncia obliga a
susprnso ilos direitos polticos; como lam-
inan que os artigos citados do regulamento r
cdigo do processo criminal s emiucntcincu-
te conslituicionaes. Isto posto sendo incon-
testavelcomo seacaba de demonstrar que con-
forme a propria leltra da Conslituicao, os
pronunciados ein qualqner crime, ou delicio
ficain privados do exercicio de seus duchos
polticos, e senil, igual mente cerlo queosmem
ln ns das asseinblas proviuciaes, nao go/.ain
de previlegio algum se nao o da nviolaiiida-
de de suas opiuies periuanecenilo ein tuilo
malina inesma condlcco que os dentis ci-
i! na is biasileiros, os quacs sao todos iguaes
perante a lei ; he consequeneia lgica, que o
deputado provincial, qiiaudo pronunciado, li
ca suspenso Je seus direitos polticos. E ncni
se diga que por ter a especie de que tratamos
ou o crime pelo qual se aclia pronunciado o
Sr. Dr. Floripes de simples respousabilidade,
a pronuncia nao deve tero eft'eilo de suspeu-
li'i dos direitos puliticos ; porquanto o aviso
de 8 de agosto de i8i7j dissolveo duvida,
eipressaudo-sc nos seguiutes termos. Que
decretada a pronuncia ein qualqiier crime le
responsabilidade tica o pronunciad suspensa
do exercicio dos direitos polticos. A vista po-
#is, Sr. presidente, das rases (jue acabo de ex-
pender, sou obrigado a negar o meu assen-
timenlo ao parecer eui discussao.
O Sr. Franeiico Joo : ( Publicaremos cm
outro numero.)
Encerra-sea discussao, e submrltido o pare-
cer votacao lie approvado.
r'oram adoptados em segunda discussao o
prnjecto n. 32 do auno prximo passado, ecm
lerceira o de n.34, a seguuda discussao dopro-
jectn n 33 Hcou addlada a rcquerimeut do
Sr, linios Harrcto, al queo Sr. francisco Joao
aprsente o que tem de ollerecer sobre o mes-
ino nbjeclo.
Trudo dado a hora
USr. I'reiidenle designa a ordem do dia c le-
vanta a sesso.
SESitO" |)E 15.
( Il'rtifiririo.
OSr. Franciseo Joao Peco a palavra pela
ordem.
O Sr Pretidenle'fcm a palavra.
O Sr. Francisco Jado :-Sr. presidente, en de-
claro-me Minpre promplo a responder uetta
casa e fra della pilas proposicues, que en-
nuncio, e lii)ixiii pelas palavras, pela ves-
tidura com que as aprsenlo. Alas, leudo si-
do informado pelos inens couipanheiros, que
em um aparte meu, dadn ein certa oceasiao,
havia errata, puisque nao poiso presumir ou-
u.a i "ii-a, mi quero repitir este meu aparte,
tal qual eoUo profer. He verdade que eu fu
a exclamarlo de admiracao ok I que vem no
jornal repetida por ires ve/es ; mas, di-so con-
tinuando c'orpo de Dio Iroppnforli. O lachygra-
jiho mal apaiiliaudo esta parte, escreveu Copo
de Ahito, esqueceudo a ulliina parte, e adulte-
rando a piiiueira.
Fajo esta reclificacao, porque he indispon-
savel, que cu repila as palavras, que justa-
mente disse. para assim conservar-llics o
inesmo pensamento, cu espirito ; pois o que
inaisque muilo desej he que as uinhas pa-
lavras acompanliem ti. luiente o meu nenia-
ueiilo Pee no Sr. tac''3'grapriu, que copie to-
llas as exprcssdi's, que agora empreguci, para
l'airr esta rectilieacao.
POPO IIM
Tribunal /-.'smelo da sesso de 27 de [etereiro de 18,'iI.
Ein seguida o Sr. presidente po* em discus-
sao a queslo transmit ida a este tribunal pelo
da capital do imperio em o extracto da leiifio
que all teve lugar em tres de fevereiru ; l. se
a disposicao do artigo 12 do cdigo coiumerciai
na parte que obrigaos cniniiierciantes a laucar
iio.i opiador o registro das coutas,facturas o ins-
irui-ci-s que acoiiipanhareiii as carias llilssl-
vas, exige que o registro se faca por esteuso: c
se he licita aos commereiantes dividir o livro
copiador em ilous tomos, destinando o primei-
ro para o registo das cartas missvase iiistruc-
efles, e o seguudo para regislo das cuntas
e facturas que acompanhaiem as mesillas
cartas: com lamo* que ambos os tomos se
achein igualmente revestidos das formalidades
determinadas no art. 13 do cdigo commercal,
e sejain escrpturados pela forma presa Ipta no
art. M; 2.' se se deve representar ao governo
pelo ministerio da jusilca a necessidade de se
declarar o referido art. 12 pela forma sobre-
dita.
sriiiln concedida a palavra ao Sr. deputado
Reg, que a pedio, disse, que concordando
i-oni a opinio do inerelissimn tribunal da ca- provam para o caso vertentc ; que o registro
pital do imperio sobre ser inexequivel a ultima das contas no copiador nada adiaulava para
parte do art. 12 do cdigo do comuirrcio. lhe descobrimento da vsrdailc, porque se a pii-
pareeia que esta parte do arligo lio tamben! es- meira conta dada for falca, o registro contera
curae desnecessaria romo passava a demoni-1 a inesma facildade, enno he comparando cssa
tiar. Aceica de ser dita part? do artigo inexe- 'coala com o seu registro, da qual lie copia
Julvel alm das rasdes j apnntadas, o deputa-i fiel, que se poder conhecero vicio, erro, ou
ojtilgaque he iinpossivel urna s prssna ein engao, que no seu humilde entender elle se-
casa de grandes transaecoes revistar todas as cretario julgava de urgente necessidade sup-
cartas, coutas, etc. no lirro nico que a lei de- I pilcar dogoverno de S Magestade, que hoii-
tennina ; ainda que essa pessoa eja inui expe- vesse por bem declarar com medida proviso-
dila, e trabalhe noite e da. Escura, quando fia, a qual dos dois livrossedeve tratando das cuntas que se tem de registar no cm juuo, se ao copiador, se ao diario para ve-
copiador nao as particularisa, isto he, nao diz rlficacode qualquer cunta, quando ambos es-
se trata das comas de venda, ou das contas cor- tejam revestidos das mesinas solrmuidades
rentes, ou de ambas. Isto precisa u seu ver de marcadas uo cdigo, nato que seudo um lo
rsclai i-iiiiii'u lo, porque a ser das priiueiras, se- aulhentico como o ouli o, ficar ao arbitrio dos
ra desprezar o registo de um documento lao jui/es a m in i i.m -ra -'m- detrimento do di-
reito das parles.
(Jue para melhor desenvolver o seu pensa-
mento ligurava a hypoihcse de um cstabcleci-
menlo cniniiieajialijue tendo dado urna cuma
ao seu correspondenleque foi competentemen-
te registrada uo seu copiador,mas logo depois
' sem que houvesseui novas transac^oes cabe
em administracao por moiteou falleceuciado
seu chefe : esta administraciiu enliandu em II-
qudacfio, entre minias nutras comas tira lam-
n m oulra pelo livro ineslrc que combina com
diario e outros livros que sao
porque ao diario que tem fe ein juizo da inesma
sirte que o copiador, sendo levadas todas as
nperaedes do comincrciante, as quaes incluem
as facturas c contas de vendas c correntes, nao
P nli'in estas ser alteradas sem o ser tainbcm a-
quelle, com o que fcilmente se discobrirla n
fraude ; c de inals, a carta que se regista no
copiador c se enva faiendo sempre.inencao do
liquido, produelo, importe ou saldo de quacs-
quer contas nao he um documento de prova
em mao rstranha de que se deu a contacoin o
resultado que menciona? E o copiador que
Han IV- i-mi mzo c aonde foi a cajrta legislada
nao est ahi tambein para provar o resultado
da conta que se envin f K' vista do que con-
cille que a sua opiniao he de ser iiiaior conve-
niencia do commercio a climiuacao da ultima
parte do citado art. <2, e quando se nao pnssa
isto obler que seja o copiador nao em dous,
mas em quatro vnlumes devididos para servi-
r! de registo-.-a saber; i., para carias,' 2."
para contas de venda, 3." para facturas c -i." pa-
ra contas cm 11 un-,.
O Sr. Elias Kaplista da Silva, oblendo a pa-
lavra fallou sobre a quesillo, c concluid dizen-
do que se pra*>o7.essc que o copiador fosse um
s, e que nelle se registasseni smente as car-
tas, e que lias mesillas carias missivas se de-
clarasse por extenso o resultado das sommas
qnc as acompanhavam, mas quando fosse im-
possivel obler-se essa medida qneachava mals
proveitoso a'dlvisao cm dous volumes do copia
dor.
O Sr. Pinto de Lemos oblendo a palavra disse
que julgava ocioso fallar sobre a IntelllgeiMia
d i arligo i2que lhe pareca lio clara que nao
poda ollerecer duvida, c fallando sobre a se-
gunda parle da questao conclu adiando sei
conveniente na falta de melhor medida a divi-
sa do copiador cm dous lomos.
O secretario depois tomando a palavra que
lhe fui concedida pelo Sr. presidente disse que
quanto a prlmefra parte da questo que a intel-
igencia do ai ligo i2 do cdigo I lie pareca clara, que o negociante era obriga-
do a registar no copiador as cartas missivas que
expeda com as cuntas, facturas ou iistruccoes
que as aeoinpanharem por extenso, c se havia
queiu mili o sentido lhe qui/esse dar seria tai-
vez por cunhecer, como elle secretario, 00-
nlicce a dlficuldade daexecucanquc na platica
demonstra essa disposicao do artigo 12. Pas-
sando a segunda parle; que nao julgava ser
licito aos commereiantes dividir o livro copla-
dor eui duis lomos destiniudo o primeiro para
registo de cart.is c iuslrucces, e o seguudu pa-
ra o de comas c iacturas que acompanharein
as niesmas cartas aliendendo aclara c termi-
nante disposicao do art. Jl do cdigo que mar-
ca dous livros-- diario e copiador de cartas iu-
dispeusaveis ao negociante na conformidade do
art. 10, e que a ultima parle do art. 12 do mes-
mo cdigo determina que as cartas missivas,
contas, facturas ou iuslrucfocs que as acompa-
uliaiem sejam regstadas nesse copiador de
caitas de que falla o ait II: que se fosse leil i
ao en,uini'ii lame dcvrdir o ciq iador cm dous
tomos, pelo im-siii i principio seria licito divi-
dir o diario. Que una tal interpetracao acear-
relaria graves embaracos no loro aos commer-
eiantes, dando assim lugar a que os juizes pos-
san entender essa especie do artigo em ques-
tao, uns desla forma, Otilios daquepuiitra, poi-
que era nimio coiiiuiiiin no foro ver-se grande
divergencia em decisocs apoiadas na inesma
lei, uns porque euleiidem quedevem eaecutatr
a lei no seu sentido liileral, oulros porque um
aviso ou decreto do governo derroga a especie
de que a le nata, aquclles enteiidein que avi-
sse decalos nao dcriogaui leis, etc., e liso
elle secretario suppunha que era devidoain-
lerpelracocs toreadas que militas Teses se da-
vam a una lei clara, c que elle secretario re-
o-uva esses embaracos que se iam ci iar. c que
admittida a prlmelra lotrrneira-jSo dai ia lugar
a segunda.eassim por dame e breve leriaiuoa
de ver o cdigo dcsligtirado.
Disse uiais u secretario que conhecia algiima
di/icol l i I, ii i execuc.io da Ultima parte du ar-
ligo II. listo que destiuando-se por case arligo
um su livro,o copiador, para > registro de nina
inuliiplii idado de documentos, nSo era possl-
vel que oaenearregado de escrever esse livro
veucesse o exped.....te que rci|iien.i o traballiu
de multas pessoas que o faiiam repartidanieu-
tc paraeouiervar ein da esse copiador, princi-
palmente enioccasji's de saliidas de navios ou
Crrelos, quai:do as contas sao tiradas e as c ir-
las escripias conjuntamente por difl'ercnlrs
embregados, e tuuoquaslque reiu de momen-
to, sendo a caita missiva u uliiuiu documento
a escrever a saluda de um navio, c o -irimeiru
documento a registar, eguindo-ie depois as
contas ou oulros documentos de que a mesilla
carta tem defaier lueucSo, querendo-se anda
uiesiiio adianlar no copiador o registro dis cor-
tas a inaueira que estas se lossrin lorinaii'lo,
nao sei a poitivel fa/.e-lo, c porisso o copiador
tiuha de andar seiupic atraxado, e seu eocarre-
gado atropellado com essadisposifao da ultima
I>ane du ai ligo ll.
Que se essa disposicao do arligo da lei en-
coiilrava dilliculdades na pratica por esse lado,
por outro lite pareca intil porque nao pre-
encliia o lim que os Sis. redactores do codigd
cuminercial liverain em visla, o de cviiar a
fraude, e ocito por estar sso remediado com
ii sillo e rubrica do diario, (luaum ao lim de
evitar a fraude, fai i i i um a divida venia al-
guiu.is rellexes as ra/es (jue os Srs. redacto-
res do cdigo couiiuerci.il luiran para adop-
tar aquella medida consignada n art, ri cm
queslio, e que vem no extracto da sessiio do
uieretissimo tribunal docoiuinercio da capital
do imperio de 3 de fevereiro reinellido a este
tribunal de l'eruainbuco. lie faci iucoulesta-
vel, disse S. Exc. o Sr presidente d tribunal
da capital, que em juico efora deilc temappa-
recido inultos casos de comas c facturas dis-
crepantes de oulras anteriormente dadas as
qiiautidades dos gneros c nos precos, e at
as dalas de algiiuias parcellas, e que isto a-
eouteei i sem duvida por tuna, de duas cousas ;
ou porque queiu os reiiicitia nao deixava re-
gistro, ousco deixava era laucado em livro que
lacilmeAe se poda reformar.
Hesp ii imlu muilo a illustracao de S. Exc.
contina osecretaiio, que essas rares nada
/
tas, entrara em um exame do diario c todos
os ontrns livros quo com elle jogam para
examc c verlficaco da conla ; mas o juio que
nao he obrigado a conhecer de contabilldadc
mercantil por partidas quer dobradas, quer
s noclas, oceuparia o seu lempo com esse
trabalho ? nao Ibes seria inals fcil recorrer ao
copiador a ver qual das canias era semelhau-
le i i ti. -1 l.i que all seachava registrada, c mul-
las rezos dar una decliao bem injusta coin-
quanlo julgaiseem sua consciencia que tlnha
acertado cm face da lei ? Que o diario na
seu entender era o livro inais proprio a recor-
orrer em c.iso de duvida para descobrlr qual
quer engao de conla ; que obrigando o cdi-
go no negociante alancarnelle com individua-
cao c claresa todas as sua' operaces comnier-
claes, revestido das formalidades que a lei exige
liara ter f em juizo, que julgava ocioso esse
segundo registro no copiador dessas inclinas
comas, que deviam coiiter parcellas do diario,
o qual nao era fcil alterar sem perturbar mul-
las partidas do.bradas que jogavam recipro-
camente uinas com as outras : concluindo pois
lisia : I." 11 ue a .ni. l2 do cdigo counnercial
he claro na parle que obriga os commereiantes
a laucar un copiador o registo das contas, fac-
turas e instrueces que acompanharein as
c n lis, e exige que o registro se faca por ex-
tenso : 2.', que emende nao ser licito aos com-
mereiantes dividir o copiador em dous tomos,
desuando o primeiro para registro de cartas c
instrilceiies, e o segundo, para registro das
contas;3., concorda haver dilTiculdades na
execucao da ultima parte do art. 12, mas
nao vota pelo remedio lembrado pelo increlis-
simo tribunal da capital para que se repre-
senteao governo pelo ministerio da juslica a
necessidade de declarar o referido art. 12 pela
forma sobredita, c seu pedido fui addlada a
questo paraasessao seguiute, Conforme .
U secretario, Jos Jeromjmo ttonteiro.
ilARl!) i PI8MIBIP.
UEC1FC, 17 DI MARCO DX 1851.
A asironles approvou hoje as emendas of-
ferecidas em lerceira discussao ao prnjecto n.
I, que llxa a forca policial da provincia para
o auno de 1851 a i8.r)2 ; um parecer da coin-
missao de coiutltulcio e poderes sobre a ad-
misso do Sr. deputado Francisco Xavier Pacs
brrelo ; outro parecer da commlssao de
eslalislica ; e riiialuieule em segunda dis-
cussao o artigo l. do projectu, ijiie regula
as apozcutailuiias dos empregados proviu-
ciaes.
-------- -------- i ni i. '^lj
___COMMUiNlADO.
A FAMILIA. HEHTEAUX.
iiimihIo .-111 ni eliegoii esta familia de artistas
Ir un e/es, que o anuo passado foi tao infeliz ,
(vemos desejos de assistir aos seus expectacu-
los no (he iu de Apollo, mas encoinmodos de
innleslia nos privaran) desse prazer, e s po-
demos all comparecer em a noite de 11 do cor-
rente, fin que prezeneiamns a extraordinaria
repreientaco em beneficio de iViademoiselie
Seraphina llerteaux : em verdade agradou-nos
a maneira porque trabalhou loda a coinpanhia
e ns esforeos que fe/, para agradar ao publico,
que se moatrou salisfeito pelos numerosos ap-
plansos, que llie deu. A joven Seraphina, e o
pequeo Uremenl de idade de 8 anuos princi-
piaram o espectculo pela danca de corda, na
podemos explicar quanlo estes dus innocen-
tes meninos dcsempeiiliavaui esse exercicio
la difncll, prlncipalinenle a beneficiada no
acto de danear sobre urna eadeira collocada em
cima da coi I* ; o a ssencao sobre a corda do
cenarlo a a.tura da lerceira galeria encheu-nos
de ailiniraco, de espanto e terror ao intimo
lempo, de admira{o pela difliculdade, e de
terror pelo perigo, ein que vamos urna meni-
na de tao tenra idade e lio linda, t) pequeo
llrement nao nos deixou menus satisfeilos : tan-
to osle elimo a beneficiada do as mais lisonjel-
ras esperauras a essa familia, que deixou os
lares pairios, e eutre luis vcio piocurar hospi-
I ilil ele e proteccao.
Mr. llerteaux saisfe?.-nos no dificilimo exer-
cicio ile deslocacao, e nos jugos icarios execu-
lulos por elle, o mnimo Uremenl, onuiscu
lillio de multo tenia idade. Foi igiialniente
lindo o grupo de cinco pessoas por Mr, //cr-
ie inx Mr, joreni, Mr, Krement, e Mademoi-
selles Seraphina, rlensla, c tieniiy onde se
va snbresahir a billa Genny laobcni feita e
lio linda como os amores.
Para uo fanr muilo extenso este arligo
dolamos de fater urna analvte minnciosade
todo o espectculo, nosso intento he dispertar
o nossos patricios, c convida-los ao Apollo, a-
lm de ser um bello entrelenimento, he Igual-
mente una proteccao a essa lunilla que se C0-
iregou aos nossos ln i;~ : nos esperamos que
os i i i leiii.liin aiins nao dexaro de gosar
o prazer que nos da essa desvelada coiupanbia.
Hoje d-se um grande e variado espectculo
em benelicio da formusa Madeuiolselle tn mu,
(leve -ia a l nina V' I '\'u, iiilul ir, de\ e allrali ir
todas as aitences e haver grande concurrencia:
uus assim o esperamos, C. II'. .1/
Navios sahidos ui meimo dia. a '
Rio Grande doSul rigue nacional. Uio,
caplto Antonio Rodrigues Grela'; cirga
sssucar ** ._ ?.
Havre Barca franceza Havre, capilSoMon-
n it, ciega a-sucar oalgodRo. Pasagai-
ro9, a Portueuoza Miria Rarboza Gons-
tauria Vlann, levando em sua compa-
nhia una ta e uma criada, eosFrance-
zesJ R. Lasserre eHenrique Lasserre.
Portos do sul Vapor S. Sebastio, coni-
m.indanta o primeiro tenento Antonio
Xavier tleNoronha Torrezno. Alm dos
pussageirgsque trouxo dos portos do nor-
to para osidosnl leva a seu bordo :_ Jat-
quitn do Azevedo Vilhrouco, Antonio Jo-
s da Silva Marlins, o Dr. Garlos de Ger-
qtieira Pinto, o Dr. Marcellino de Mello
e Alliuiiiierque Pinto, D. Francisca Geno-
veva Menezes Mallos com uma fillia, o
Dr. Jos Antonio Ferreira da Rocha, An-
tonio Jfls Soares, Miguel da Costa Dou-
rado, Jos lenlo Ferreira Rabello, 5 sol-
dados, o alferes Francisco Jos de Mana-
zos Amorini, 1 escravu a entregar, 3 ditos
de passageiros e o tenonte Jos Joaquim
de Barros.
ediTaks.
O Dr. Joaquim Gon{alves Lima, julz munici-
pal e de orphaos deste termo de Paje de
Flores, por S. M. I e Constitucional o Se-
nhor I). Pedro II &c
Kafo laber a quem convier, que na cadeis
desla villa se acba recolhido um escravo de
noine Sabino, crioulo bein preto, de idade
que representa ter trlnta anuos, de altura
regular, testa alta, olhos fundos, orelhas pe-
quenas, pouca barba, com falla de dous den-
les na frente; o qual diz ser lilho do Mara-
nhao, e que all pertenceo a Antonio Rodri-
gues de Miranda, fallecido, e que pelos her-
deiroa foi vendido na capital de Pernanibuco
a Sebastiao de lal; e como se tem procedido
todas ai diligencias, c at hoje nao se tem
descoberlo o senhorlo do dilo escravo: pelo
presente se faz publico, que elle foi avahado
por 300,000, pelos avaliadores Sebastiao Pe-
reira da Silva o l.icinlo Porciiio Norston de
Andrade, e que (30 dias depois da data deslc
deve ser arrematado em hasta publica, na
conformidade do art. 48 do reg. de 9 de niaio
de 1842; e por sso quem se julgar com direito
a elle, dentro deste prazo queira comparecer
ueste juizo, por si ou seus procuradores, para
fatercm a competente reclamacao e para que
chegue a noticia de todos mandei publicar o
presente edital.
Dado e passado nesta villa dePaje de Flo-
res, aos 20 de fevereiro de 1851.
I n Antonio Doniingucs de Andrade, escri-
vao vitalicio do crime e de orphaos, o escrevi.
Joa'/uui U-.ue,iris ima=Conforine=Oe8cri
vao, ylnfonio omingues de Andrade.
O Dr Joaquim Gonjalves Lima, juiz munici-
pal e de orphaos deste termo de Paje de
Flores, por S. M. I. e Constilucioual, o Sc-
nhor D. Pedro II &c.
Faco saber a quem convier que na cadeia
desla villa se acba recolliido um escravo de
noine Pedro, de naca Uss, pecio fulo, baixo,
de idade que representa ter 25 anuos, olhos
pequeos, narii chalo, boca pequea, sem
barba, com todos os denles, e com uma cica-
triz ao p do pesi neo do lado direito, o qual
diz ser de Macei, eque pcrlence a Maria de
tal, viuva que ficou por falleclinento de Paci-
fico de tal; e tendo-se procedido s diligen-
cias necessarias, al hoje nao se tem desco-
berlo o senhorlo do dito escravo, por isso
pelo presente se fai publico, que elle foi ava-
hado por 300.000, pelos avaliadores major
Christuvao Joslde Campos e o coronel Manuel
Pereira da Silva, eque (Odias depois da data
deste tem de ser arrematado em hasta publica
na conformidade do arl. 48 do reg. de 0 de
malo de 1842; e quein se julgar com direito ao
referido escravo dentro deste prazo queira com-
parecer ncsic juizo, por si ou seus procurado-
res, para reclamarem como Ihcs for de direi-
to. o para que chegue a noticia de todos man-
dei lavrar e publicar o presente edital.
Dado e passado nesta villa do Paje de Flo-
res, aos 14 de fevereiro de 1851.
Ka Antonio Doniingucs de Andrade, cscri-
vao vitalicio do civel e orphaos o escrevi.
Jonquim (ionculves Lima.Conforme O escri-
vao, UiMuii Dominguet de \ndraile
Declaniguo.
RepartigSo da Policia.
commuin e importante como o outro; a ser
das segundas militara u inesmo inconveniente;
e a ler de todas como a palavra genrica --con-
tal.--parece querer indicar, julga que seine-
llianie registo nao pode ter lugar pioiniscua-
inrnte,sabido que aconta de veudauccupe uu. a
s pagina e a cuna ule duas.
Se por cxcmplo, dii elje, li mi i r se o regislo
de urna conla de venda no lim da pagina es-
queda do livro. e se seguisse urna conla cor-
reate, necessariamenle nao se deixaria ein
branco a pagina direita para em ordem fazer-
se o regislo nal duas seguimos? E isto alm de
irrrgularidade e pona na poderla dar lugar a
fraude que se quer evitar ? Julga que he des- respndeme que nao quer estar pela segunda I
necessaria a parte do artigo quaudo determina I conla dada pelos administradores. Que se elle
registo das facturas e comas no copiador; I secretario foise arbitro em urna questao dci-
l'AUJE DO DIA 12 DE MARCO DE 1851.
Foraui hontem presos : a ordem do subdele-
gado da fregueiia de S. Fiel Pedro oufalves
do Recite, o prclo l.ourenco, esclavo de Ma-
lillas tiordolio, por andar fgido : e a do sub-
delegado da freguesia da boa Vista, Alcxandre
c Francisco, esclavos de Jet Pires Ferreira,
pelo uienno motivo.
A1.FANDECA.
Rondimento do dia 17. 5:123,091
Descnrregam hoje 18 de marco,
llrigun -- Enma o re.slo.
Ilrigue ~ Conveivo de Maria niercsdoriis.
Biign Ledo idem.
Patacho luiente pipas vasias.
CONSULADO GEHAL.
Rendioieato do dia 17.. 3:993,446
Diversas provincias...... 142,267
4*135 9(3
RECEIIEDORIA DE RENDAS CERA ES
INTERNAS.
Rendiinenlododia 17......H 0:1,1 i t
CONSULADO PROVINCIAL.
K_n 'i!"?6"to d o di a. 17. 2036,288
Movimeiilo do portu.
Navios entrados no dlai.
Rio Grande a Sul 56 dias, hrigue-escuna
brasili iro Constante Qireira, do 143 lone-
ladas, Cipilfio JoSu Fraiici.-rn Pires, equi-
pageiu ii, carga Cifue secca ; a Amorini
Ii iiiaus. I'as-ageiros, o Portuguez Jcsui-
no Antonio de Bastos e urna escrava a en-
tregar.
-Pela subdelegacia da freguezU da Roa-Vista,
foi .un prosus e recolhidos cadeia, no dia 3
do correte o preto Jos, que diz ser escravo
de Anlonio Joaquim Seve; o preto Antonio,
que diz ser escravo de Manuel Tellcs Garneiro,
preso no dia 6 do correle ; e Roza ci nula,
de idade de 10 a 11 anuos, que diiner escrava
de >laria de lal, moradora cm r'ra-de-l'orlas
foi presa no dia 16 do corrente. Quem se Jul
gar com direito aosiuesiiioscoinpareca cuicasa
do subdelegado, com os ttulos pelos quaes
mostr os seus dominios, que lhe sero en-
tregues.
o diaroe oulros livros que sao sujcilus, mas n.P.|,i. i_.i ;i
discrepante da primeira que o chele do esta- 'raliiba ~ 8 das, hiate nacional Tres Ir.
belecimeniobaviadado aquelle prnnciio cor-l mao'> "e 3I 3|i toneladas, meslre Jus
Duai lo deSuuza, equipage.m 5, carga lo-
ros de mangue; a Joaquiui Duarle de
Sonta,
THBATRO DE AFOLLO.
HOJE, 18 DE MARCO DE 1851.
(iimi'Amih hiam:i/a,
Dirigida vela viuva Berteaux.
(.ramio K|ii 011 faeno extrnor-
ilinaria 1 111 lx 111 filio (lami -i lia Gciuiy Bertemix.
Primct/9 acto.
Dansa de corda, executada p'!a familia.
Msdamesella Cenny exocutnr a iardinei-
ra florista sem maroma seguida Ua danQi
com duas handoiras brasileiras, por niBda-
me-cll 1 Seraphina,
Um passo a dous, por madamesellas Sera-
phina o Cenny.
Segundo acto. .
Os cinco Chineze-, executado por Mr.
Rerleaux, Mr. Charles, Mr. Brtnond, Mr.
Maurin e madamesella Genny.
Terceiro acto.
Dansa antipodal, por Mr. Berteaux.
O vo do Zephiro Com deslocac,{io( por
Mr. Charles o o joven Brmond.
Quarlo acto.
I.escordages Trancis por Mr. Berteaux,
Mr. Rrinond e madamesellas Genny, Or-
lensea o Seraphina.
Cnmer;ar pela viagem aos antpodas,
por Mr. Berteaut.
Quinto acto.
f.rande gyro a cavallo, por toda 1 fa-
milia.
Sexto acto.
Osquadros vivos, executados por toda a
eoaipaobla.
Primeiro quudro.
O anjo de amor.
Segundo quadro.
Um Romano (irotcgndo sua familia.
Terceiro quadro.
O juramento dos Ires Horacios.
Quarlo quadro.
OS dous lulailu'cs.
Quinto quadro. ,
0 juizo de Paria.
Sextffquadro.
0 diluvio Universal.
. 1'RBfS UOS DILnETRI.
Camarotes di primeira galeria de frente
8,000 rs., de lado 6.000 da galern de frenie 10,000-rs. ditos do li-
do 8,000 rs.; ditos da torcoira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs., galeria 640 rs.
N. It. Os bilhefes acham-so venda no
inesmo theatro. *
Theatro de Santa-Isabel.
48. RECITA A ASSIGNATURA.
1.111 *ni-A i'kiha, 19 mi Manijo DE 1851.
Espelacitlo variado de canto dramtico, e dan-
ca. dividido em tres parles.
PRIMEIRA PARTE.
1.' Grande ouverlur.i da opeii--Smramia'i
pela nrrln e-li a.
2.* O bello duelo da opera felisurfo-do
maestro Doniseltl, executado pela senhora
(Jandianl e o Sr. Capurri.
3." A grande aria da operaRoberto Deve-
tiux do maestro Donietli, pelo Sr. Tatl.
4." O lindo dancadoOs Jardineirospelas
seiilniras l'.adei n 1 o Moreaux.
o." O a^reciavel duelo da opera~Ceereu-
tufo-do maestro Rosslni, pela senhora Can-
dan! e oSr. Ta|i.
b\ A oniiracada .'a.ria~dancada pelaie-
11 liora liadcrna.
SEGUNDA PARTE.
I." Grande ouvcrlura pela orchestra.
2 A coinpanhia nacional representar o
bello drama cm 2 actos, ornado de msica :
Artliur 011 dciiols rte 16 anuos.
TERCEIRA PARTE.
1. O excellente dueto da operaB/rxir de
in)ior--iln maestro Douiselli, pelos senhores
Tali e Capurri.
2. O lindo dancado-Dffe t/arpepelas se-
nhoras lladerna e Moreaux.
3. ntcressanle dueto da opera--TiqlUdtl
lteggimcnlopc\& seuhora Candiaai e Ecker-
lln no qual a inesma senhora se aprsenla--
r vestida de soldado frncez, c csecutar to-
das as manobras militares.
4. O gracioso passoDo marinheiro danca-
du pela senhora Moreaux.
'I enninar o espetaeulo com o muilo pa-
plaudido dueto daspistotlatexecutado pe-
los senhores Capurri e Frederico Tatl.
Comecar s8 horas.
Os bilheles acham-se a ven la no lugar do
costme._________________________________
^_ir~ -.. rr^j-=a
Avisos marilimos.
Agencia da cotnpanlua de vapo-
res inglezes.
0 vapor Tay deve aqui chegar
dos portos do tul no dia 20 do
corrente, e no inesmo dia se-
guir para a Inglaterra com
escala polos portos i annuoclados de S.-Vi.
cont, Tenerife, Madeira e Lisboa: as pes-
soas que prolenderein passagens para qual-
quer dos diversos portos, queiram dirigir-se
com a necessaria antecedencia ao escriplurio
da respectiva agencia na ra do Trapiche n.
42 para tratir do ajuste e receber o competen-
te recibo, o qual sendo passado por ordem
numrica terain preferencia aos lugares de ca-
marotes conforme a ordem da sua numeraco
Para a Baliia salie em pou-
cos dias, por ter grande parte da
carga prompta, o patacho naci*
nal Valenle : para o resto da cor-
j, 1 liala-se com os consignatarios,
Novaes &Companhia, na ra do
Trapiche n. 34
O briguo nacional Leo pretende sahir
para Rabia at o fim do corrente, o mais
tardar al cinco de abril, por ter parlo de
seu carregamento : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, dirjanse ao
seu pruprietario Joaquim Rihniro Pontos,
ou a bordo a fallar com o capitSo no Forte
do Mulos, ra da Cadeio, loja n. 54.
Para o Porto satis com brevidade a bem
conliei'ida e veleira barca Espirito Santo, de
primeira marcha, forrada e encavilhaJa de
cobre: quem na mesma quizer cmegarou
ir de passsgem, para o quo tem excellentes
com modos: dirija-se ao seu consignatario
Francisco Alves da Cunta, na ra do Viga-
rio.n. 11, primeiro andar.
-- Para o Porto sabe com a maior brevi-
dade possivel, porjatera maior parle de
seu carregamento prompto a barca portu-
guesa liracharense, de primeira marcha,
lem excellentes comino los para passagei-
ros : quem na inesma quizer carregar, ou
ir de passagem, entenda-se com o captiu
Ro trigo Joaquim Correa na praQa do Com-
mercio, ou com Novaes & Goinpanliia, na
ra do Trapiche u. 34.
Por ordem do consulado francez.i de
dala de 14 do corrente mez, est autorisa-
il'.i o (Minian Crosjean, do brigue francez
(nil- National, ancorado neste porto, com
destino para Marseillo, a contratar, a risco
martimo, sobre o casco e frele do dito Iu i-
gue, a quanla do on/e mil francos, pouco
mais ou menos, para concert e mais repa-
ros do dilohrgue: as pessoas a quem o
negocio convier, queiram dirigir suas of-
forias em cartas fechadas at odia 19 do
corrente, s 10 lloras da manhSa, na chan-
cellara do consulado francez, ra do Tra-
p iche.____________________________________
Leiles.
Lciluo que faz Jos Joaquim Dias Fer-
nandos de uma porcHo de barricas com ba-
calho, boje, 18 do corrente, no armazem
grande, defronle da escadinha, entrega-s
pelo que der para liquidar, por conta de
quem pertencer.
-- Rnthe i* Ridoulac farSo leilSo, por in-
tervenefio do corretor Miguel Garneiro, de
um sortimento de pannos pretos e de co-
res de boa qnalidade, que poucas vezas se
enconiram, vestidos bordados e de cassa
mullo lindos, colletes emuitos outros ob-
jectosquese darSomuito em conu : terca
foini, 18do corrente, no si>u armazeot, ra
do Vicario n. 4, junto ao consulado geral,
s 10 huras em pomo.
O con otnr Oliveira, far lellao de grande
vareJ.ule de fazendas inglezas c francezai, de
uma niiiiin |oja, e que infallivelmente se
euirogaiiio pelos malores Uncos otl'erecidos :
ierra-1, n a, 18 do correle, s deis horas, no
seu escriptor.io, ra da Cadeia.
Miguel tarneiro far leilSo, no seu ar-
mazem, na quinU-feiri, 20 do correle, as
10 horas emjonlo, de um sonimento de fa-
zcndassein flinites, conslstindo em chales
bordados milito linos, vestidos de filos de
uma fazenda qke he propria para o inver-
n, assim lirnbam d'umas chitas ordina-
liasoalgodao/.nhpavariado : ludo so ven-
der por presos qu]e os compradores desli-
turem.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
>*


- .
mm
-
ib

Crocco & Companhla farjo Ieil3o, por
intervencSn doSr lletfry Christonher, viae-consul de S.
M. Britannic o gorenta do consulado da re-
publica francesa', em prosenca do chancel-
jnr do mesmo consulado, ^lo 3"c"alxas cot
chapeos variados d'agoa saleada a bordo
da barca franreta Jules'apililo Tamborol,
na sus recont vigem dO Havre para eslo
porto : quinta-feira, 10 do corrente, s 10
lloras da manh.la cm ponto, no seu arma-
zem, ra da Croz ; e logo sps venda de
ditos chapeos, continuar-se -h a de minias
mil ra fazendas de bnm Rosto, a prazo.
-- Kalkmann Irmflos faro Icilio, por in-
tervengo do corretor Oliveira, do grande
variedade de fazendas, proprias da presen-
to. eslacSo : soxta-feira, 21 do corrente, s
10 horas da manhSa, no sen armazem, rui
da Cruz.
mmtm
''mi '
Avisos diversos.
Ilmi. Sri. Agricullorti.O desojo de lam-
bein enneorrer com as inhibas, anda que
debis forjas, para o ougmento do nosso pait
un' obiigouasahir para a Europa pMcurar os
melos de mrlhoraniento pan a aossa agricul-
tura, como base da mais solida prosperidade
publica, pois vos bem sabis o quanto ella
contribue para a felicidade dos povos que se
entregan) aos trabalhos de cultivar os campos,
arrancando do sen seio abundantes frurios com
que a naturea mimosea no homem laborioso.
Senhoros. eu convido-vos instalacao de
una sociedade agrcola nesta provincia que
ir Mu duvida animar a nnssa industria agr-
cola que se acha sem amparo, nem proteccao
pelo errado sistema de servirmo-nos com rs
bracos da escravalura, que milhdes de cap
taes nos tem consumido, e um golpe fatal tem
descarregado sobre o connnerclo, e as arles
do luipciio, e retardado os progressos da nossa
civllisaco.
Senhores, a felicidade do pal depende de
mi- iiicsinus, se conseguirmos com a npssa reu-
ui.i<> acbar os meios ao nosso alcance, para o
nielhorautcnta e prospericade da industria
brasileira, afnn de vivermos independentes da
estrangeira.
Senhores, segundo as tendencias geraes que
boje se mauifestain para o progresso he de sup-
por que a nossa sociedade srja sustentada clli-
cazniente, pela opinio publica e pelo bom
enso das pessoas gradas. Senhores, os nos-
sos ciforcos vam, sem duvida, poupar militas
fadigas e lagrimas pan o futuro, e fater ap-
parecer a verdadeira felicidade para a provin-
cia.
llevemos contar com um governo todo pro-
tector que, nao se poupar a prestar pro-
vincia todos o soccorros deque ella houver
niitter.
O vi.no humilde criado
Joaquim Joi de Carvalho Siqueira Varejo
Viu satisfaz a resposta doSeuhor escrivao
dos protestos, que se l no D'.ario n. 63 de i7
do corrente. A quantia que cosluma S. S. tan-
car margem das letras protestadas e a que
se refere, nao lendo carcter algmn de coma
judicial, nao pode merecer a fe que a estas se
d c certo Ihe nao faria a pergunla a que S. S.
jespondeu, se esta circumstancla se nao dera.
K tanto isto he assiin que S. S. niesmo recor-
rera a esta drfezase porventura alguina le-
tra apparecesse tendo iiiargcm urna jn mu
inaior do que a que Ihe marca seu regiment.
Alian desla tirada nada mais disse S. S. a res-
jii ii da perguuta, que com lodo o actamen-
to se Ihe fez, e conlentiiu-se com dar-nie al-
guna couselhos, os quaes peruiittir i|ue nao
aceite, porque em primeiro lugar niio sendo
a S. S. que deverei pedir a ceitldao que me
indica, ped-l.i hia (juando for lempo, e
]>cssoa competente! e eiu segundo lugar nao
me couvciu entender com S. 8. particular-
mente, pois que quero os esclareciiuentos des-
la qurstiio publicamente.
Agora, quanto a vnntade de deprimir a rc-
putacao allieia, que me SUppde S S., parrec-
ine que ha nislo demasiada susceptibilidade,
e nem ba rasu para ei>tcndpr-sc que a ininlia
pergunla caiba melhor ao devedor protestado
do que ao credor protestante d;i letra, visto
que, dada a hypolliosc de excesso no pagamen-
to das cusas ao protesto tanto pode sei preju-
dicado o protestante, como o protestado: a
lasao pin-tan in de S. S. he niesmo de cabo de
esquadia.A vita disto espera anda resposta
sua pergunta
Um prejudicado.
Altcncao.
O aballo assignado, tulor da orphaa .ncina
Mara Oeni fllha do Uado Manuel Jos Mar-
ques, com idade de trese annos, roga a todas
as autoridades da provincia, que nao conce-
dan) passaportc e menos despacho algum para
se retirar desla provincia a Jos Mara de Sam-
paio, porluguez, morador com padaria no lu-
gar do Manguinho, por estar sendo processado
pela subdelegada da Boa-Vista, por criuie de
estupro couimettido na pessua da orphaa ci-
ma declarada ; que, por cujo crite se acha o
inrsino un alio, i- tratando de se evadir da pro-
vincia para Tora, e para cujo flu jannuncioii
lelas fulhas publicas a venda de sua padaria,
e que por tal proccdiinento.oannunciante faz
scicnte ao publico, que pessoa alguma compre
bcni do mesmo,e contraa transaeces e dividas
desla dala em diaute ; pois os bens do dito
Sampaio, se acham subjeitos ao pedido no
processo pelo damuo causado ; e por isso o
annuociante protesta, afnal ir llaveros ditos
bens do poder em que se acharem ; e para que
pessoa alguma se chame a ignorancia, fas pu-
blico pelo presente annuncio.
Tkeodoro de Mine i Ja Coila.
*.***$.?
> t on-ul lorio central lio,.,,,,,.
W patlllcn de reriiaiiiliiie.i. 9
V Dirigido pelo Dr. S. 0. L Pinho, 4
V llua do Trapiche Novo n. 15.
' Todos os das otis sedaro con-
tri- sullas o remedios do graca aos po-
fi breg, desde pela aianbaa at as duas *
%* horas da tarde. '4
# As correspondencias e informacOes 4
sr poder&o ser dirigidas verbaloiente, 4
%) ou por escripto, devondo o doente 4
V indicar: primeiro, o notne, a idade, *
(f estado, profissSo e conslituico; te- |
?> os remedios tomados ; terceirt, a po- 4
s> ca do apparecimento da molestia ac- -i
CS lual, e descripco minuciosa dos sig- 4
1t) naes ou syinploinas que solIYe. 4
ti Dr. Sahna Olegario l.udgero Pinito.
-Francisco Carneiro da Silva uiudou a
sua residencia para a ru do Bingel n. 56.
--l'recisa-so do urna ama, que co/iuhe
bem o com aceio na ra da Senzala Vo-
lita numero 90.
A mesa regedora da irmandado de N.
S. da ConceicSo dos Militares, pelo presen-
te, avisa a lodos os irmBos da mesma, para
una mesa geral no da 20 du correte, s
4 horas da larde, nlim de se tratar sobre as
sepulturas desens irmios. A mesa actual
espera que seus untaos nfio, faltem a essa
mesa, por isso que he para sedeliborar so-
bie um objeclo de tanta transcedencia.
Domingos Alves da Costt, retirndo-
se para Lisboa a tratar de sua saie, DO-
meou seu bastante procurador e adminis-
trador da sua refinaQSo da ra da Gloria, 8
ssu irmSo Miguel Josquim da Costa, por
iirobratjSo de 5 do corrente niez (fb marco.
.-kftretisi-se "ilupar urna ama de leite : a
Iratirjia prac;a da Independencia n. 19.
-frpessoa que annunciou querer com-
prar ps de goiaheira branca e sapotizeiros,
d rija-se ra de Hurlas, casa terrea n. 88.
Joaqun) Jos Ferreira embarca para
fra da provincia a sua escrava, parda, de
nn-ne Pacifica.
Miguel Joaquim da Costa, nomeado
procurador bastante e administrador da re-
niiiic, lo da ra da Gloria, no liairro da Boa
Vi!*,, por seu irmflo hofhiogos Alves da
Costa, retirado para Lisboa na barca Ligei-
ra, declara sem efTeito algum qualquer tra-
to feito sobre a dita rafinacato, anterior ao
dia 5 de margo.
-- Narciso Jos da Costa vai i Europa, e
1 ixa por seus bstanles procuradores, em
primeiro lugar ao Sr. Bernardino Francisco
de Azevedo Campos, em segundo ao Sr.
Luiz Jos da Costa Ainorim e em terceiro
ao Sr. Jos Francisco de Lima; bem como
iazsciente ao respeitavel publico, e com-
mercio desta praQa, que nSo deixa pessoa
alguma aulorisada a contrahir qualquer de-
bito em seu nome.
0 escrivlo da irmandade do SS. Sacra-
mento da matriz da Boa Vista, autorisado
pela mesa regedora, convida a todos os ir-
m.nis da mesma irmandade para um i mesa
geral no dia sesta-feira, 21 do corrente, pe-
las X horas da tardo, em seu consistorio,
para trataren) do enterramento de seus ir
m3os, econia o objecto interessa a todos,
pede que niio faltem.
o aliaiv.ii assignado, morador no pateo
do Tengo n. 32, taveroa da esquina do hec-
co do Marisco, avisa as pessoas que Ihe so
devedorss, Ine queiram mandar pagar no
prazo de oito das, a conta r da dala tiesto ;
do contrario terSo alguns de ver por esten-
so seus nomes nesta lollia, e outros serSo
chamados a juizo. Omesmoabaixo assig-
nado lambem avisa a quorn se julgar seu
crelor, para no mesmo prazo cima Ihe
aprvsenlar sua conta para ser paga. Beciie,
18 de marco de 1851.Jos da Silva Moreira,
O Sr. Antonio Joaquim Bibeiro tem urna
carta, vindade Macah, na ra Nova n. 38.
ITerece-se um homem cozinheiro pa-
ra alguma casa eslrangeira : quem o pre-
tender, procure na ra do Vigario, taverna
numero U.
Precisa-sealug-ir urna escrava que seja
perfeita engommadeira : na Boa Vista, ra
da Santa Cruz n. 82.
Oforece-so um cozinheiro para cozi-
nh. r patticular : ao p da reinaco da pra-
(a da Boa Vista.
Aluga-sc o arma?em n. 4 do trapiche
do llamos, proprio para recolher qualquer
objecto por ser ao p da rampa : a tratar no
mesmo.
Jos Feliciano Portella declara, que el-
le contini na plena adminislracSo dos
bens de sen casal, como lio de direito ; por-
ipiai.t i, n.1o est divotciado do sua multier
por senlenca, na cunform'dado da lei; e ao
autor do annuncio publicado no Diario de
l'ernambuco numero 60, que'hc falsissima a
inveii(;5o da procuraeSo a elle dada por sua
miilher ; porque no ten !o hnvido necessi-
dade de vender uenliuin bem de rui?, grabas
a lieos, antes elle muitos tem comprado,
claro tica au |her mister de sua Ucticia
outorg ou procuracao, visto como, sem
embargo dos lacios, quo mpedem a com-
munieaco dos bens, niio se enteude por pi-
les privado o marido do direito de adminis-
trar lodosos hers da mulher, e de arieca-
daros rendinieulos.coaoo encargo de sus-
tentar os do matrimonio.
Oabaixo assignado declaro, que lh-
lendo hypotliecado Manoel Duaite Ferrflo
urna casa Ierre, sila na ra Velln n 107, c
tendo apparecido no Diario um annuneio
de venda da dita casa ; por isso previne a
quem quer quo queira comprar, que o no
faca 1801 que se entenda com o mesino
abaixo assignsdo Antonio l.uiz Vicira.
Eu abaiio assignado declaro quo ven-
d o meu estabelecimento de carros eca-
vollos, sito em Fra do Portas, aos Srs Pe-
dro Alm ellenrique Behm. Pernambuco,
1* de marco de 1851. -- Augusto Fesclier.
Alugam-so dous escelle'ntes escravos
canoeiros, com duas candas, sendo urna de
milheiro eoulrade quinlmnlos lijlos de
alvenaria grossa, para boUrein areia em
qualquer aterro : quoin precisar, dinja-se a
ra d'Alegria n. 31.
Precisa-so alagar urna escrava para o
servico inierno e externo de urna casa de
pouca familia : quoin a tiver, pode enlen-
der-se com Antonio Jos de Freitss, ama-
nuense di sucreUria da Poliea, ou na ra
Nova, loj.i do Sr. Tinoco
Quem annunciou a compra do um ber-
C,o, querendo um de Jacaranda em bom uso
e por milito diminuto prego, procuro-o na
|oja de trastes, na rtu Nova, dofronle da rut
de Santo Am***' \
Bicha de llamburgo.
Alugs'u-se bichas di H imburgo por pre-
go de 280 e 320 r. : noj paieo do Carmo n.
7, )cj*db barbe.|0. ^ mesma precisa-se
de um olTlcial.
Boga-se aoSr. Francisco de Paula Ma-
chado de apparecer na ra Nova n. 50, a ne-
gocio que Ihe diz respeito.
A pessoa que annunciou querer com-
prar um berco, dirija-se ra de Santa Hi-
ta n. 87 n
Manoel JoseGoncalves Jra-
gi, com autorisacao do Sr. Kicar
do Jos de Freitis Kibeiro, convi-
da os Srs. credoresdeste para ii-
zerem o favor de comparecer no
dia 8 do corrente mez pelo meio
dia, na luja do seo devedor, na ra
do Crespo n. 5 A, para tomar-se
a respeito do seu pagamento o ac-
cordo que for conveniente.
D-sedinbeiro a premio em pequeas
porcOescompenhoresdcouro: na ra do
Calinga n. 3. ,
Precisa-se, para urna casa de pequea
familia, de una creada nacional ou eslran-
geira para o servico .exclusivo de cozmha,
quer-se que seja pessoa de coultanca para
ter dominio em outros escravos que lia na
casa, e telar na ausencia de us denos,
etc.' para tratar, na ra da Cade.a doltec-
fe n. 1, ou no hotel Coinigeroio.
Aliaga-se uincscravo pardo, ptimo co-
zinbeir, muito el e diligente: quem o
" J
pretender, dirija-so ao pateo do Terco, ven-
da n. 7.
Perdeu-se, ra noilo do di ij do cor-
rente, um relogio patente suiso, ('oleado
le ouro, em urna das seguinles ras : Au-
gusta, travessa do Marisco, Agoas Verdea,
largo do S. Pedro, ra do Fogo, estreita do
llozario, largo do Carmo, Cainhoa do Car-
mo, Tua das Flores, ponto da Boa Vista,
Atorro, ra do Arago, largo da Santa Cruz,
ra do Sebo, Cotovello, Mondego, ao entrar
para a Capunga : a pessoa que o achou,
querendo restituir, dirija-se a ra Direita
o. 120, primeiro andar, quo ser generosa-
mente recomponsado.
Antonio da Cosa Pontcs subdito de S. M.
F. retira-se para a Iba de San Miguel.
Precisa-se de um forneiro para cortar
nassasc ajudar um preto a formar na padaria
do pateo da Santa Cruz n. 6.
O .iIi.imi assignado, subdito porluguez,
retira-se para fora do imperio, a tratar de sua
saude e deixa por seu bastante procurador, a
Cabriel Autonlo de Castro QuinlMi.
Antonio liento de Arau/o.
I'asss portes.
A anliaa agencia da ra do Rangel, so-
brado n. 9, continua a tirar passaportes
para dentro e fra do Imperio, o despa-
cha escravos. tudo por prego couimodo e
muita brevidade.
PreClsa-se de olliciaes de sapateirn : na
travessa do Corpo Santo, loja de calcado n.
29, confronte o lado do passo, que fica de-
fronlo da ra da Cadeia Velha, pagando-se
bem as obras conrornie a perfeicrio tlellas ;
tambera se dSo obras a fazer fra, dndo-
se pessoa de confianca. Na mesma loja com-
pram-se obras foitas de todas as qualidades.
Precisa-se para o hospital dos lazaros
de urna soleira de podra, com 15 palmos de
comprido : quem livor e quizer vender, di-
rija-se ao" escrivSo do estabelecimento de
caridad*, Antonio Jos Gomes do Correio,
para tratar do ajuste.
-- Precisa-se pata o hospital dos lazaros
de urna porc.lo de panno de linhn volho pa-
ra se tirar los : quem tiver e quizer ven-
der, oudar do esmola. dirija-se no escri-
vlo doeslabelecimenlo de caridade Anto-
nio Jus Gomes do Correio.
Boga-se ao Sr. Norberto Jos
Vianna o favor de entregar oca-
vallo que alugou no Domingo de
Botrudo, 9do torrente mez, no
engenho Sehir do Cavalcante, a
Cetario Claualano (iavaleante, no sobrado
da ra do Hospicio, onde mora o Dr. Alva-
ro, ou na ra Augusta, em casa do Sr. Joa-
quim Jos llamos, isto no prazo de Sdiasj
do contrario usare! dos meios nue ino fa-
culta a lei. Nicolao Vieira da Silva.
5 Coiisiiltoi-iolioiiitt'opatlco em 9
j,j Pernambneo %
a mm Ba Nova ii, 58 _-
DIRIGIDO PELO
> D.' J. S. SANTOS JNIOR.
fs Consultas gratuitas aos pobres todos %
H o dias ute desde nhda a urna da tarae. <4
Precisa-so de um rapaz portuguer. ra-
ra csixeiro de una tsverna, na provincia
da Parahibk, prefalndo-ae dos ehegados
uIUitwment: na loja de Manoel l.ui/. Cou-
calves, ra la Cad.ia do lleeife,.
Carrocas de lug'iel.
Alugam-sc carrogas com btns para qual-
quer condugito para dentro da cidade, ou
arrabaljos, cniduzidas por escravos Intel
gentes e da conOanca, pelo que responsa-
bilisa-se : na ra da t;adeia do Recite n. 1,
se indicar.
Desapareceo do peacoeo de una menina,
no dia lorci-feira, li do crreme me/, um
Cordo de ouro, pequeo, rom o pozo de cin-
co oilavas; Igualmente tratla ao pescoco nana
flgulnha de unicornio encasloada fin ouro, o
OUlro seinelbanle castor de oulra liga que j,i
tlnha cabido, foga-se s peaioaa eonscien-
ciosas, a quem possiio os flilos ohjeclos ser
oll'erecidos, o favor de aprehender e dar parle
no paleo do Paraizo, sobrado n. I, i seu dono
Antonio Brochado Soares Guiniaraes.
QQQQVQQGQ OOOOOOSOO
S lua las Crnsea n. s- O
f\ Consultorio homaopathico do faculta- Q
f tina J. II. Catunoia. q
!? Gratis para os pobres. q
* Na ausencia do facultativo J B. Ca- g.
5 sanova, o professor de homecopathia g
O Gosset Bimont continuar com os Jg
0 trabalhos do niesmo consultorio, on- w
j de poder ser procurado a qualquer O
3 non. ^
--0 abaixo assignado Mtffessor particu-
lar de primelras leltras,' disciplinado om
preparatorios no lyceu desta cidade, parti-
cipa ao respeitavel publico o aos pais de
seus alumnos, que desde 13 de Janeiro dos-
te anno abri sua aula, e dobaixo dessa
mesma disciplina ensina por principios
a grammatica portugueza, latina e france-
za ; admiltindo nesse recinto porcionistas e
meio porcionistas. Os pais de familia que
qu'zerem applicar seus fllhos a alguma des-
sas disciplinas, p-lcm dirigir-se a ra lar-
ga do llosario n. 48, segundo andar.
Jos Mara Machado de ligaeiredo.
-Precisa-se alugar um sitio porto da pra
5a, o qual tenba pasto para dez vaccas,
planta de capim, alguni nrvoredos e casa
de vivenda para pequea familia, dando-sc
logo 200,000 rs. ao lomar posse do mesmo :
quem o liver, annuncie por esta follia para
ser procurado.
Precisa-se alugar urna ama, que saiba
cozinhar, engommar com peileicSo o pen-
sar urna casa de familia : no i'asseio Pu-
blico n. 11, ou annuncie.
Aluga-se.
Precisa-se alugar um primeiro ou segun-
do andar do casa, que tenba comtnodos pa-
ra familia, em urna das ras pnneipaes do
hairro de Santo Antonio : quem liver, an-
nuncie para ser procurado.
*^^##@*,**
I'aulo Gafsitoux, dentista *
4K fraiiccz,offence seu prest 9
m 1110 ao publico para turtos os V
*v mi-!. i<- rte sua proflsso: o
? porte ser procurarto a qual-
quer hora cm sua casa, na #
.i rna larga do Hozarlo, a. 36, o
1 srsiimln aurtar. -*>
Aluga se por preco commodo| o arma-
zem de assucar n 8 da ra de Apollo, com
todos os caixes e utensia : a tratar na mes-
ma ra, casa 11. 20.
Precisa-se alugar um preto intelligen-
te e sem vicios, para o servijo externo de
urna casa de pouca familia, e psga-se bem.
Dirigir-so ra da Trincheiras n. 19, so-
brado.
Jo5o Correia de Carvalho. alfaiate, rau-
dou a sua residencia da ra da Cadeia Ve-
lha n. 41, para a ra da Madre de Dos nu-
merp3G.
Aluga-se o sobrado da ra do Vigario
n. 13, tres andares, soto corrido, dous
grandes mirantes, quo por sua posicta ele-
vada domina o mar de norte a sul, e com
as maisDXCoBenlos accnmmodar;Oes aluga-
se lambem separados os ditos andares, as
chaves existem no armazem do mesmo
sobrado.
--r.uguinma-so o lava-so toda a qualida-
de de roupa com todo asseio e muita prornp-
tidSo, por preco mais commo.lo do qiieem
outra qualquer parto : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
M a ;;<.-^ _;_^ ^#Mtmm .-
:'$ Ignacio Firmo Xavier, Dr. esn med- j
"^ cia, assislo no primeiro andar do p
'I sobrado 11. 27 da ra estreita do Bo- !}$
j| zario, e olferoce seu prestimo aquem -|;
. I delle s-s quizer utilisar, das 7 horas :j>
m da inanliila, as 6 da tarde. ;j,
%WM*r!>y*-i?-- ~:" ^w^-'-^^if'0''i:!lW**f
Nos abaixo assignados declaramos, que
amigavelmente dissolvemos a sociedade
i|ue tinhamus na venda, sita na ra da Au-
rora em Sanio Amaro, que gyrava dobaixo
da Urina do Jos de Sonza Teixeira & Coni-
panbia, licando do boje em diante o socio
Teixeira com a gerenria da dila casa, as-
siiii como ohrigado pela rea I isaqitu do pas-
sivo. Recife, 96 de fevereiro de 1851. Jos
da Sonta Teixeira. Jos adulo de Car-
valho.
Precisa-se de um cabtiolet com o com-
petente cavallo e arreios, servindo 4 horas
por dia, das 10 horas da manhia s2 da tar^
de, e durante os mozes de abril a selembro:
quoin liver annnncie, 011 procure na ra do
Collegio 11. 9, ou no pateo do Collegio 11. 31,
segundo andar.
Boga-se ao Sr. escrivao dos protestos de
letras que haja de declarar por osla fnlba quan-
10 Ihe marca o sen regiment para cobrar das
parles por ion protesto e beiuassiui para cada
una cicaa que faz por carta aos responiaveis
na letra, sua resposta muito precisa se faz pa-
ra todos que protstala letras.
l/mprr/udi'fdn'o.
O Sr. Froderico C. Elster comparla
na esquina da ra do Cabuya, loja n. II, a
11 11 1 11 1 nflo ignora.
Madann liosa Ilirdy, modista
brasileira, ra Nova, numero
34,
Anniincii ao publico, c particularmente seus
freguezos, que teni recebido um bello sorti-
inento de 1 i/end 11 novas, ricos chapeos de se-
da, de gros de imples c gnrgurao de todas as
core, lisai, franzidas e de pregas, ditos de
soda para meninos se baptisarem, chapeos de
pal'ia de todas as qualidades, para senhoras c
meninas, llm grande soitiintnto de,, mante-
letes o capoliulios de todas as cor, pnios
de rhamalotes e gros de mples, eapotinhos
ele lilti do Idilio preto verdadeiro, ditos para
menina de qualro a oito anuos; ricas cpelas
do flores de laranja e ramos para enfeitar ves-
tidos, ricas luvas de pelica emupridas e enlej-
iadas, ditas curtas pretas c de seda de iodo
para meninas o scnlinra, ditas do pellica cur-
tas para senliora e para liomeui ; canilsinlin
para senliora, ricas lonieiras, lucias de soda
branca para bapllsar niciiinos de qualro lne
zes a tres anuos, ricos penachos blancos para
enfeitar chapos, e ramos linos para ditos;
11.1 ni- is e franjas de seda prela e de cores;
gros de naples preto c fu ra- coros, com franjas
c trancas da mesma cor para os ditos eapoti-
nhos ; se vende vonUdc _ Lindas toueal de gorguriio, viudas de Franca,
para baplisado. Na iiicsina loja fa/.-se vosti-
dloboi para baplisado, tour.is para crlaneis,
eapotinhos, vestidos para senliora, chapeos de
crep preto ; e limitas nutras fi/.endas que te
vendein mala cm conta que em qualquer outra
parte.
Manoel Pires Ferreira e Antonio Pires
Ferreira, proanovcndo oxecuciio contra l.uiz
Pires Ferreira, a qual muito excede da impor-
tancia dos bci.s ji penboiados, e coiislando-
Ihes que elle, procura alienar o dlapor de alguns
bens, o entre estes das beinfeilorias, que lem
noongenlio da liba, deque lie rendeiro, pre-
viiiciu ao publico que o dito seu" devedor nao
pode fuer taes alienacoes, que, sendo em
fraude da execucao. sao nullas nos tormos da
ord. do liv. 3. til. 80 II e l ; e protestan!
ir h iver estes bens onde quer que estojan).
Itecifo, 1 de mareo de 1851.
-- Um rapaz brasileirOj o qual d dadora
sua conducta, so offereco para caixeiro de
ra ou para balefio, tanto para a praea co-
mo para o malo : na tiavessa dos Marlynos
numero 5.
Precisa-sede um caixeiro do 12 anuos
para deposito de padaria, preferindo-se dos
ehegados prximamente das libas: na ra
de Hurtas 11.18.
Precisa-se de um cozinheiro forro ou
captivo para umn casa eslrangeira do pou-
ca familia : na ra da Aurora 11. 8, segundo
andar : paga-se 16,000 rs. meusaes.
Precisa-se fallar a negocio de inleres-
se com os herdeiros de Francisco Correa de
Quadros, natural da ilha Graciosa, e que
foi feitor da Mina do Ouro, fallecido nesta
cidade, segundo 'consta, ha sete annos. A
qualquer dos meamos herdeiros,, ou pessoa
que delles saiba, pede-se queira dirlgir-se
casa n. 6, defronte do Trapicho >ovo, ou
annunciar sua morada para ser procurado.
Precisa-se do urna ama para casa de
dous rapazes solleiros, que saiba cozinhar
bem c engommar: quem se adiar nestas
circu slancias, dirija-se ra da Praia nu-
mero 24.
grandes e pequeas porcOws: no armazem
de illuminafjSo, ra de Santo Amaro.
Compram-se
eslavos bonitos e robustos para dentro o
fra da provincia : na ra larga do Bozano
n. 48, primeiro andar.
Compra-seuma escrava, qoe sama oem
engommar, cozinhar e entenda de costura,
sendo moca e de boa conducta : na rc
da Boa Vistan. 28.
Vendas.
l
1;
B
I

i
l
i.
Compras.
-- Compra-se um guada-louca moderno e
com pouco uso : na ra da Praia. arraizeui n.
18 ou annuncie para ser procurado.
Compra-se cUcctivamente papel dia-
rio?, a 3,200 rs. a amiba : na ra larga do
Itozario n 15.
Na ruada Senzalla Nova, casa n. 42,
segundo andar, qupr-se comprar um taixo
de cobre, sendo grande o estando em bom
uso : quem o quizer Tender, dirija-se ao lu-
gar cima dito; assim como algurcas caixas
vasias, que fossem do aasuca^
Compra-se em bom estado urna canoa
grande e de madeira grossa : no pateo do
Collegio, loja do Livro Azul.
Compra-se una paielha de cavallos
russos, que sejam bem iguaes e novos :
quena tiver para vender, dirija-se i ra do
Queimado n. 19, das 10 horas da manhSa s
3 da tarde, o antes dessa hora ou dopoi, na
Passagem da Magdalena, primeiro sobrado,
passandoa ponte grande, ou aununcie.
i Compra-se praia Qna de gal"10 em
Vendem-se queijos do Beino a 1,180
rs.: na ra Direita n. 14.
V'ende-sea casa terrea n. 21, sita na
ra de Agoas Ver les, cujos fundos botam
para a ra do Hartas : a tratar na ra das
l.arangei'as n. 18.
- Vendem-se portes, portas e sacadas de
pedra com soleiras de granito : na ra da Gru
11. 51, primeiro ind.n ou no Atierro da Boa
Vista n, 3, segundo andar.
< h 1 -tu 111 ao barato.
J Na ra Nova 11.12, acha-se i fonda B
j um completo sortimento do fazen- %
^ das, como seja : $
1 :.im'mi 11 -i prela e de cores ;
.Merino preto, proprio para a qua- ij|
resma ; jj
Sarja hespanhola, jnuito boa ; p
Settns de tolas as qualidade ;
lliquissimos manteletes de todas as ,
Cores; ir
Mantas mui ricas de todas as cores ; ;j
Cangas amarellas com listras, pro-
pilas para caifa e jaqueta ;
Damasco para pannos de cima de jj*
mesas ;
("orles decassa empapelados;
Pannos proprios para capotes;
Lencos de seda, padi Oes modernos,; |
Cortos de cambiaias mui ricas ;
Ditos de vestidos A* barras brancas ; #
Sedas e sarjas brancas e de cores, %
1 proprias para vestidosdecs*amentos. %%
mmmmmm ----r^*- >
-- Ven le-se unta escrava crioula de 14
anuos, sem habilipades : na ra da Praia
numero 68.
-- Vende se um escravodn nacSo, de 20
annos, para fra da trra ou engenho : o
ii.i-i .vn -. du a ao comprador : na ra do
llaugel 11 41.
Ao barato.
Vendo-se couro de lustro frsnzez, pelo
haratissin.o prefo de 2,560 rs. a pello: na
ra larga do llozario, loja de iniudezas n.
_'ii, de J080 Francisco Hall.
Venrle-se superior farinha
de mandioca de Santa Catharina,
or pceo coinmodo, a bor !o da
barca nacional .ruerica, fuadead
defron e do tes do Collegio : a
tratar a bordo da mesma, ou com
Novacs & (Jonipanhia, na ra do
Trapiche n. 34-
Vendo-se doce deeaj secco em libras
e ai robas : na ra da Praia D. 45, so dir
quem vendo.
Vende-se um oscravo de 28 annoa, de
boa Dgura, se o achaques, com principios
deferreiro, sendo ptimo miliiaJore ca-
noeiro, sabe tratar de cocheira o de todo o
servi(i) por ser muito hbil : na ra do Ca-
linga n. 9.
Oculos para todas as idades.
Ven,lem-se oculos para todas as idades,
polo barato prego de 800 rs. o par : na ra
larga do llozario, loja de iniudezas n. 26,
de J0S0 Francisco Maia.
Vndese a colleccao de caricaturas do D.
Quixoic hoiiiceopalhico, de volt t^alifornia;
chrgadoa nesie ultimo vapor do Hio de Janeiro'
cada colleccao, do 11. I a ti, por 1,000; na
ra da Uniao, junto osa 11. 1, das seis s
nove lloras da maiiliaa.
Vendem-se, na ra do Amorim n. 36,
oossuelras de Jacaranda muito superior, as-
sim como arroz pilado, muito superior, a
2,400 rs. a arroba, em porcSo.
Franjas para manteletes.
Vendem-se franjas pira manteletes, pelo
barato preco de 640 rs. a vara : na ra lar-
ga de Itozario n.26, loja de miudezas de
Joo Francisco Maia
Vendem-se dous pares de embonos,
proprios para urna grande barcaca, por
preco commodo : a fallar com Manoel Luiz
de Mello, no trapiche do llanos, armazem
un mi" o 4.
Vendem-se saccas com alqueire de fa-
rinha, por prec,o commodo: na ra da Praia
numero 32.
Na ra da Cadeia do Becife, loja n. 48,
ha para vender-se um rico roquete de es-
guiOo com lavarinto e bico, assim como
continua-se a vender toalhas de lavarinto
muito ricas.
Taixas para eiigciilio.
Na fundido de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de laixas de '4 a 8 palmos de bocea, as
quaas acham-se a venda por preco com-
modo, e com promptidBo embarcam-se, ou
carregam-so em carros sem despezas ao
comprador.
AGENCIA
da fundico Low-Moor.
HUA DA SENZALLA NOVA M. 42.
Neste estabeleeimento conti-
na a liaver um completo sorti-
mento de moflidas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos,|pa-
ra dito.
Vendem-se amarras de ferro: na ra
da Senzalla novan. 42.
Vendem-se aradoj america-
nos dos modelos mais approvados .-
na ra do Trapiche n. 8.
A 2v'ion ris.
Vendem-se pecas de cassa de quadros e
lislraspara babadus com 8 1|2 varas cada
urna : na ra do Crespo, loja n. 6, ao p do
lampeSo.
Na ra estreita do Bozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
F. dos Sanios Maya, vendem-se cordas de
tripa e bordos para viplao e labeca, e pa-
pel paulado para msica, ludo da melbqr
I qualidade possivel.

MUTILADO


-I"
anana
Peijas le chitas roxas para luto.
Vendem-se pecas de chitas limpts, ordi-
. narias, para luto aleviado, a 4,500 e a 120
rs. o covado ; e cortes de cambraias para
testidos, bonitos padres, a 2,600 rs.: na
rua larga do Rozario n. 48, primeiro andar.
Vendem-se superiores livros ero bran-
co, de diversos tamanbos: em casa de Kalli-
mann Inultos, na ra da Crnz n. 10.
Vende-se cha hysson de superior qua-
lidade, o mellior que tem vindo a este mer-
cado ; vallas de espermacete americanas ; e
nieiaa barricas de fnrinha gallega : em ca-
si Je Matheus Austin &Companhia.
Vendem-se barricas coin bacalho de es-
cama a 6,500 is. a barrica: noormazem que
foi do Bacillar defronte da cscadiuba 110 ces
da alfandega.
Para se acabar.
Vende-se cera de carnauba, penas de
mi, sapatos brancos, ditos de bezerro de
lustro, couros de cabra e superiores charu-
tos recenlemente chegados da Bahia : na
ra da Cadeia do Recite n. 49, primeiro
andar.
Vendem-se merecanos do sol (rclo-
gios) muito proprio para quem anda em
viagem.'e para quem mora no matto: na ra
da Cadeia do liedle, Inja de miudezas do
8r. Mello,
Cinir-iito.
Vendem-se barrica* com cimentoj pro-
prio para qualquor obra que possa rece-
bar agoa, assim como pra aljeroz e Ira-
peiras, prximamente chegado do llain-
burgo, tambem se vendem as meias barri-
cas por pretil rommo.lo : atrs do tbeatro,
armazem di) laboas depinho, a fallar com
Joaquim Lopes de AlmeiJa, caixeiro do Sr.
lo.in Matlieus.
Lotera da matriz da Ba-Visla.
.Vos O c 5:ooo,ooo rs.
Ka ioja de miadeai da praca da Indepen-
dencia n. 4, vendem-se hilheles Inteiros, meios,
quartos, qninto9, decimos e vigsimos, que
corre iiiiprrterlvelmeiile 110 da i de junho 011
anlrt te se vender os billiclc).
Hilheles unciros 10.000
Meioa 5.000
Quariot 2,000
Quintos 7,100
Decimos 1,!00
Vigsimos 600
Ijoja de seis portas em trente do
Livramenlo.
Vende-se sarja prela HespatihnU larga a
patacas o covado, sarja com listras preta pro-
pria para manteletes, a 3 patacas, cliaiiialote a
5 patacas, cortes de vestido de nobreza pelos
por 12,000 rs., fil bordado de cores a 5 pata-
cas a vara, para vestidos e capotinlios, cassa
pintada franceza a 2 patacas, riscados < alpa-
cas de algodo, e outras qualidades de fazcudas
por preco barato.
Lija de seis portas em lenle do
Livramento.
Vendem-se corles de vestidos com barra de
cores a 7,000 rs. por ter iim pouco de mol ..
cassa pintada a 200 is o covado, cassa prela a
120 rs. o covado, rlillas a 120, 140. H0, 180, 20n
e 240 ra., lina a 320, 40o, 480 e 640 rs. a vara,
lencos de cassa para mao de senliora a 2-Ors.,
e com bicoa 400 rs., len(os blancos de cassa
para cabeca e para homb-os a 3/u, 400 c 481)
rs., meias para; senliora a 240. 320 e 480 rs., e
outras muitas fazendas a relallio c em poreo
pur precos baratos.
linir, e barato.
> 1 mi do Passeio Publico, Ioja D, 9 de Albi-
no Jos l.eile, anda conlinua-se a vender as
bem coohecidas pecas de chita a 4,500 rs. e o,
covado a I rs., ditas para coberta a C,t)00 rs.
a paca, c o covado a 160 n.,caiiai para baba-
doi a 240 a vara, briol de linlio azul e de co-
res a 300 rs. o covado, cobertores de algodo
grosso para escravos a 640 rs., riscados moiis-
Iros a 200 rs. o covado, chapeos de sol de pai-
libo a 2.000 rs lencos de cambala Tinos, ro-
deados de bicos a 480 rs., dilos de seda de co-
res a 1,500 rs., grnvatas deselim a 1,500 rs.. c
outrat muitas fazendas, as quaes dcitau-scdc
aununciar para nao oceupar lempo.
Komancrs modernos
Memorias d'um medico por Alcxaudre Hu-
mas : segunda edieco, iraduzida em pnnii-
guez em 15 lomo, encadernados 20,000
O conde de Monte-Gbristo por Alcxaudre
Dumaa eiicadernado 13.00U
A Moreuiuha : leiceira edicciio, ornada com
lindas etianipas c a msica para piano e can-
to da bailada cantada pi la Moreuiuha no ra-
diado : 1 vol. ntidamente impresso 4,00ii
O Monasticnu por A. Herculano 5,000
O Antc-Chrislo : 2 vol. lS40 6,000
O Sitio da Kocbella ou o infortunio c a cons-
ciencia. 2 vol. 5,000
a ramilia Klliot ou a nelinacao amiga 2 vol.
l84renc.nl. 5.000
A t-onte de Sanla-Cailierina, 4 vol. 8,0(10
A Gorgoube : traduzdo pelo senador Vascon-
celos. 4 vol. 3,000
O Misterios do Povo por Kugenue Sue : l
vol. 5.000
Vendem-se no pateo doCollegio, casa do I.i-
vro Azul.
Vendem-se 2 ca rocas em boni estado e
proprias para servico da alfandega, ou enge-
nho, por preco coinmodo : nos Alegados ra
do Calue veala ue Joao llespauhol.
Bom e Intrato.
Na ra do l'asseio Publico, Ioja 11. 9, de
Albino Jos Leite, vendenvae cortes de cai-
ftt1, de btondtl escuras, ((corpudas, pa-
drees entilando casemira, pelo i.'c minuto
pretil de 1,500 is.: a tiles, meus amigos do
bom e barato, ames que se actbem,
Vende-se urna pedra de mar-
more branc?, com 8 palmos de
comprida, 3 de largilia e meio de
grossura : quem precisar, dirija
se na da Praia n. 55, na lypo-
graplna imparcial.
Ve.idem-se caixis com cera
em velas do Uio de Janeiro, com
sorlimento a vontade do compra-
do e fumo em follia do mellior
que ha no mercado: na ra do
Trapiche n. 5, e. criptorio.
Sarja llespauhol.1 para vestidos.
Vende-se sarja prela mullo larga c inulto
encorpada limpa a 2,080 rs. : na ra larga do
Rotarlo o. 48, primeiro andar.
Vimiloiii-so charutos sollos de multo boa
qualidade, chegadot ltimamente, em porco
011.1 retalho, por muito commodo preco: na
ra da Cadeia n. 34, primeiro andar.
Vende-se urna du/.ia de cadeiras de pao
d'oleo, um lavatorio c urna mesa de jantar de
aiuarello para dota pessoas, ludo 1 ni muito
bom uso : no pateo do Collegio negundo andar
Vende-se no armazem do Dlat Ferrcira,
no cct da alfandega saceos de inilho novo c
barato.
Farinha fontana,
Arroz de casca,
Farello novo,
Gli preto,
Chumbo de municSo,
Cimento,
Bichas de llamburgo,
vende-se ludo por precos commodos : no
armazem de J. J. Tasso Jnior, na ra do
Amorim n. 35.
Ouro em p
para se deitir sobre a escripia em
vez de areia preta, por mil ris
cada frasco : no pateo do Collegio,
Casa do Livro Azul.
Lotera da matriz da Boa-Vista
A os IO c 5:ooo,ooo va.
Na Ioja de miudezas da rua da Cadeia do Re-
cio? n. 46, vendem-sc os mili afortunados bl-
Ihctos, meios, qtiarloi, decimos c vigsimos
da inclina loteria, que corre iinprcierivel-
inente em 2 de junho viudouro, ou antea se te
venderem os hilheles.
Hilheles 10,000
Meios 5,000
Cuartos 2,000
Decimos 1,100
Vigsimos 800
l.oja peinambucana.
D|'| lie Antonio Lulz dos Santos, na rua
B.l po Crespo n, II: vendem-sc reos
rJSa^ chapeos de castor brancos c prclos
da iiliini.i moda parisiense.
Paro a quaresma.
Panno preto ni illo boa qualidade e novo a
3,200, 4,100 c5,0(M rs. o covado, casimira prela
de dilcrentcs qualidades, sarja prela, selim
de maco, c outras inulta! fiiendas por ba-
ratos precos : na rua do Crespo ao p do arco
n. 2.
Livros em hranco baratissimos.
Livros em blanco de 400 folhas grandes e
largos por 6,000
Ditos, dito de 200 ditas, dito, ditos 4,000
Ditos, dito de Ion ditas, dito, ditos 3.000
Ditos, dito de 100 ditas pequeos ditos 2,000
No pateo do Collegio, casa do I.ivro Azul.
Lo eria do Uio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na rua do Crespo n 21, Ioja
de fazendas, e ni rua da Cadeia do
Recife n. l\G, loj de miudezas,
vendem-se meios billieles, finar-
tos, oilavos e vigsimos da oiava
loleria a heneicio do tiiesouro
publico, e pagase qualquer pre-
mio que nelles sabir sem ganancia
alguntn.
Meios bilbctes
Quartos
itavos
Vigsimos
Admira, mas be verdade.
Mantilel-s e CapOt'ObOl de can hraia,
guarnecidos de bicode linliu, a imitadlo de
blonil, pelo din inulo preco de 6,000 rs., s
I I ,000
5,5oo
2,8oo
i,3oo
ila cata amarella.
- Vende-ie um casal de escravos de Angnli
de uieia idade, por diminuto preco : na rua do
Li vi amento u. 38.
0 luco po faitio val mala ; n elles antea que
eacabem : na na Nova 11. 6, Ioja de Maia
llamos & Companhl.
Vende-se tuna montara de merino o
n.11 I -ni.. 1 |i .1 a Setlll r.i, a-sm. como um
silhilo, ludo em bom i.slado e por preco
comniiido : quem pretender, diiiju-se a rua
de l'ra de l'orlas 11. 95.
Vende-se um iiioleque coiinheiro de 1U
anuos, de boa conduela : na la do Fogo p,
23, se dir quem vende.
Aos 20:000,000 ris
Na rua larga do fio/ario botica n. 42, rece-
ben se a lista da deeiina-lerceira loleria do
thcalro de S. Pedro de Alcntara e alii loram
vendidos os legulntei nmeros que saliiram
premiados, a saber : Mi 200,000 rs. meio ; 3i4?
200.000 rs. ; 5734 100,000 is. meio ; 5577 rs.
100,00 504 4(1,000 rs.quai lo 4470-iii.OOO rs. ;
915 40,000 rs., bein como bill.eles da oitava
ioleria para ndciiiiiis.icao do Ihesouro pu-
blico, chegados ltimamente pelo vapor Im-
pcrnttii, os quaes se vendem pelos precos se-
guinles : inteiros 23,0110 rs., meioa 11,500 rs ,
quartos a 5,000 rs oilavos a 2,900 rs. e vige-
simrt a 1,400 rs.
Loleria d IIio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na rua e- irrita do Knzario, travessa do Quei-
mado h>j,i de iiiiiiclezas n. 2 A, de J. F. dos
Santos Maia, vendem-se os multo ahiitiiiiiidos
billifles, meios, quartos, oilavos e Vlgealmoa
da nilava loteria do ihesouro publico; na mes-
illa Ioja est patente a lista da decima-lerceira
do thcalro de S. Pidro de Alcaniara.
Vende-se em casa de J. II. I.asserre &
' ompanliia na na do Trapiche 11. II, o
Sliinle por precoi coinmodos.
Farinha liaron, primeira igualidade,
\ iiiln, de Uordeaux, superior, em quartolas,
Villas slearinas, em caiaade arroba,
Saceos com farelo, novo,
Livros em branco de lodos os lamanhos,
Pennas de ac,
Cabos de Hubo, de Indas ai polegadas,
Cabos de manilha de (odas as polegadas,
Verdele, primeira sorle,
Chlimbo em lenfol,
Chumbo em barra,
I'aprl de peso superior,
Cimento, fiancez,
Barricas com oca,
Barricas com almagre.
Vendem-se escravos motos c de
bonitas figuras.
3 negrotas de 14, 15 c 18 anuos com habili-
dades, que cosem e engonimau.
1 prela de 20 anuos com urna cria de C nic-
les, que cose e engonima.
4 esclavos de 22 anuos coin algumai habi-
lidades.
2 ditas He 30 annos, que cngominaui, cozi-
11I .1111 e I ,\ ,un de labO,
1 inn'.ii. h 1 de 15 .nios, que cose bein.
1 prelo sapateiro de 25 aunos, que corla e faz
(oda obra.
2 dilos oplalas cnzinheiroi, tendo um de 18
aun 1 i-, e oulrode 25.
1 dilo bom inaimili i 1 n de 25 annos.
2 i mi s 1,00nos, e bom para pagein.
6 negroi de 22 anuos, bons para lodo e qual-
quer servico.
Na rua das I.arangeiras n. 14, segundo
andar.
Aos Srs. acadmicos.
Natural pelo Dr. Autran ; compendio de Direl-
10 Publico pelo Dr. Autran compendio de Ui-
relto Eccleslastico por Grn'enlo em porluguez
Silvestre P. Ferreira Manual do Cidadao 3 v. ;
Rossi economa poltica Valel Diiello das
Gcntei; Iletumo da Historia Universal impres-
so em S. Paulo Forjaz economa poltica ;
Instltuicaei de Direito Civil Lusitano por Pas-
choal Jote de Mello em portugus ; Tisso
principios do direito em francez 2 v. ; Felice
direito da Naturcxa em francez J v. ; Diccio-
narloi portuguezes por CouslanoP; Dicciona-
rios francezes por Constancio; Diccionarios
ingle/es novoi por Vieira Novellas e roman-
ces de lodas as qualidades, novos, francesas e
portnguezas. Na mesma Ioja se continua a
trocar obras de todas as qualidades.
Loteria do Hio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na Ioja de miudezas da praca da Indepen-
dencia n. 4, vendem-se bilhetei inteiros, meios,
nuartos, oilavos e vigsimos da oitava loteria
para indemnisacao do thesouro publico, que
se espera a lista no dia 20 pelo vapor inglez.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia Ioja n. 3, que
volla para a rua do Oueimado e Crespo, ven-
dem-se os muito afortunado! bilhetei, meios
c cautelas da oitava loleria do tbeiouro pu-
blico. Na mesma Ioja est patente a listada
decima-lerceira de lliealro de S. Pedro de Al-
caniara. t
Tornou ao preco antigo
manteiga nova inglesa e franceza a 400 rs. a
libra : uo pateo do Carino venda nova o. 2.
Sarjas de seda lisas e lavradas e
panno preto
Na rua do Livramento n. 14, vendem-ie iu-
|.errores sarjas, cha nial ole la vi ni" e de lisia,
selim maco de superior qualidade, panno
muito superior preto para casaca, caiemira
prela, lencos de letlni para grvala, e orinas
muitas faz da quaresma. e por precoi que obrigam a
comprar quem nao tem precisao.
-- Vende-se um preto mestre refinador de
HUCar e inlelligente para o campo, por ter
bastante pratica, cozinha o diario de una ca
sa ; urna famosa prela, que cozinha e lava de
abiio, e he muito boa quilandeira : quem a
pretender, diiija-se a rua da Conceico da Boa
Visla 11. 9.
Calcado.
No Atierro da Boa Vista defronte
da bonecra.
He chepado pelo ultimo navio fr.ncez um
novo c completo sorlimenlo de calcados de
tudas as qualidades, lano para homem como
para senliora e meninos, assim como sapales
de lustro para homem de 3,000, a6,000 rs., di-
los de bezerro. borseguins a 3.500 rs., sapatos
de lustro para senliora os lucidores que ha ,
2,000 rs., ditos de niarroquim e cordavao ;
borsrguinl para senhora, lapales do Aracaty
lano para lioinin como para rapaz a 800 rs.,
dilos de lustro para homem feitos na Oahia a
3,000 rs., prlles de inarroquim de toda* as co-
res, dilos de lustro e bezerro francez, va-
sos para ornar mesas, c condecas de todos
os tanianbos, e ludo se troca por pouco di-
nheiro.
Bom e barato.
Vende-se goiiima cm saccas inui nova, cha-
peos de pallia, tpalos brancos para homem e
meninos, e cera de carnauba primeira lorie a
6.000 rs. a arroba, r Aracaty : na rua da C adeia do llccifc 11. 49
primeiro andar.
Vendein-te as verdadeiras enxadas cal-
cadas ile ac, dilas dd l'oito grandes, propriai
l>.i .1 engenlio, bein como lambem lein um
completo sorlimenlo de folfms de llandres de
supeiior qualidade, ludo por mdico pre{o :
na na Nova Ioja de ferragens n. 25, que faz
quina paraa Cninboa do (armo.
__Continuase a ter saceos com bom inilho
por 3.00O rs. : no llecco Largo do liedle, venda
que volla para Sanzalla-Nova.
Na Ioja pernanibucana, de Anlo
ino Lus dos Santos, rua do
Crespo 11 II,
vende-se sarjas pretal hespanholas, ptimos
etins pelos e cliamaloles de pelos para ves-
tidos de senhoras do bom-tom.
Ka rua dasCruzes n. 18, lerceiro andar,
vendem-sc duas pelas de 16 a 20 anuos, que
1.. 1 um. iin. 1 o.' ni chao, cozinbam e lavain
desabao, una dila da Costa de elegante figu-
ia, ptima quilandeira, duas criolitas de lin-
das figuras com lodas as habilidades para fra
da provincia, e doul escravos de na(o, um
delles he de eleganlo figura, ptimo cauoeiro,
e ni.11,1 he ganbador de rua.
Fazendu lia rala.
Cassa-chita a 320 rs. a vara, liscado largo c
encorpado a 200 rs. o eovado, chitas de bons
pannos e tinta seguras a 160 c 200 ra., lencos
de muito boa leda e bonito! padrn proprios
para mao de hoiuein c pescoco de senhora a
1.1 no rs., ditos.de. I i 11 lio para mao a 640 rs.,
dilos de cassa minio linos a 320 rs., dilos gran-
des a 440 rs., corles de vestido de serla branca
a 32,000 rs., ditos de seda prela lavrada ada-
niHscada c achaiiialotada a 26 e 35,000 rs, di-
los da mellior e niais encorpada nobreza a
3,,'iOUrs. o covado, ditos de cassa e seda a 10,
12 c 14000 rs., chapeos de 10I de seda para me-
nina a 2,210 11., selim edr de rosa a 4"0r
alcm dcslas fazendas tem um completo lorli-
uienlo de muitas outias como tejam, filos la-
vrados de lodas cores, manteletes prctos, se-
lim maco, sarja prela, biim de Hubo (ranea-
dos c litoide qiiadros lislrados e niciclado,
lencos para grvala, inanias de seda de [cores,
luvasde leda prela, dilas de mallia, chapeos
deso de seda e de pao, redes de lio, dita
do llio-Ciande minio bouitas, ditas de palha
feilas 110 Para, que ludo se vende por preco
multo comuioilo : ua rua da Cadeia do Kccife
n. 48, luja de Narciso Maria Carnciro.
Attenco.
Ilojcsahir a luz a importante obra
Elementos le Direito dan Gcntei
dividido em uei parles a primeira tratando
dos direitos absoluto! dos estados ; a segun-
da dos direitos condecionaes dos estados em
suas relaeocs pacificas e lercciroi parle final-
mente dos direitos dos estados cm suas rea
cues hoslis pelo Dr. Pedro Autran da Malta
Albuquerque. I-si usamos entrar na analiie
desle compendio, e muito menos na sua apre-
ciaco, porque o autor he bein condecido
por luai Unes, experiencia no entino destas
o,.llena, e sobre ludo pela maneira lucida
e clara com que en coucebida a.redacco.
Vende-se unicamen(e na iivraria do edictor
1.11 1 11. i.n 1 1. u han I iliiui c Lima : no pa-
teo do Collegio, casa do Livro Azul a 8,000 rs.
cada obra.
Uua dullozarii) largan aa, se-
gundo andar.
Vendem-se 5 escravos mocos para traba-
dlo de campo; 1 pardo bom boheiro e de
boaconiucta ; 1 dilo bom carreiro; 1 mu-
luiinho re i.iiinos, minio lindo, pioprin
para pagem ; 2 muleques de 18 anuos; 3
prelas mogas, com habilidades ; 1 preto de
maiem do. Araujo, e na rua- da
Crur, armazem di S Araujo n
33, vende-se superior farinha ftn
sjacoas, chegada ltimamente, por
pre^o commodo : a tratar nos tweSs-
nos,
Vendem-se chapos deso de seda, pe-
lo diminuto preco de *e 5,000 rs.: na rua
Nova numero 6, Ioja de Maia llamos & Cotn-
panl.is.
Vendem-se duas moradas de casas em
chitos proprios, sendo urna de um andar e
sotSo, e outra terrea, a primeira rende rs.
26,000 monsaes, e a segunda 8,000 rs.%*
tratar no hotel Commercio, na rua da Ca-
deia de Santo Antonio n. 13, onde se acba
o proprietario ds mesmas.
' -Vende-se cera de carnauba, couros mia-
dos, sapatos de couro de lustro gaspeados,
obra muito bem feita e por prego commo-
do, pois he para fechar contas : no Becco
Largo do Recife n. 1, segundo andar, a
qualquer hora.
Vendem-se cinco acefles da comranhia
de Beberibe : na pric,a da Boa Visla, botica
do Sr. Gameiro.
Vendem-se sipales de couro de lus-
tro pelo baratissimo prego de 3,000 rs.; di-
los superiores, a 4,000 rs.; ditos de couro
tranco para homem e menino: na rua di
Cadeia do Becrfe n. 9, Ioja.
Na Ioja rernambucana, de Anto-
nio Luiz dos Santos, rua do
Crespo n. 11,
vcndem-ie crle de leda branca c de cores
para todo* o! precoi.
ISovo lorllmento para ai senhorai que ra-
7.1111 doce.
Vende-se panelas e (igelas grandei vidrada,
chegada ltimamente da llahia, propriai
para doce e bater pao-de-l. carcarolai de ca-
bo, papeiroi, fregidelrai, alguidaiei de lodoi
os ti ni 1 n luis, balalol para os meninos apren
derein a andar, ditoi para costuras e comprai
jarroi e quartinhai, garrafas branca para rei-
fiiar agoa, tudo obrai de goslo : na rua da Ca-
deia do 11 ce 1 fe n. 8.
Deposito de cal e patassa.
No armazem da rua da Cadeia do ecife n.
12, ha multo luperior cal de Lisboa cm pedra,
aisim como potassa chegada ltimamente a
presos muito rasoaveis.
I' uni do strlo de patente.
Vcndein-ie dotis rolos de fumo de tabaco,
da mellior qualidade, e por pceo mdico :
ua ruada Cadeia do lleclfen. 44, ioja de fer-
ragens.
Na loii pernambucana, de Anto-
nio Luiz dos Santos, rui do
Crespo n. 11,
Vendem-ie luperiores pannos linos, chama-
dos selim de la a, sendo prctos, verdes, cor de
caf, azul, etc-
Di ])n-iio de cal virm ni.
Na rua do Torrea n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente de Lisboa no brigue Tarujo-Terctiro-
Tecido de algodo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa do
escravos.
Deposito de e-pelhosdas ma-
nafacltuas de Franca : na rua do
Passeio n. lp.
Arados de ferro.
Na fundic.80 da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
lelos.
Vende-se superior sala do Ass bor-
lo da escuna Mana I'irmina fondeada na
volla do Forte do Mallos: a tratar com o
capil3o a bordo, ou com o consignatario da
mesma, Luiz Jos de S Araujo, na rua da
Cruz n. 33, annde se pode ver a amostra.
Deposito ila fnbi-ien le Todos^os
Suntos na Jtaliia.
Vende-se, em casa de N. O. Uieber&C.,
na rua da Cruz n. 4, IgodSo transado da-
quella fabrica, muito proprio para saceos de
assucar e roupa de escravos, por precocom-
nio lo.
Ilogn-sc aos si\ freguezes do ba-
rato que Iciaill o seguate
auiiunclo.
Vende-se brim de quadros de linho, a
320 rs. o covadu 'riscado de linho, a 220 rs.
o covado ; dito de algodSo, a 180 rs. o co-
vado ; pecte muito encorpado, proprio pa-
ra escravos, a 180 rs. o covado; castores
muito encorpados, a 280 rs. o covado;
brim transado branco de linho, a 1,920 rs.
O corto; dito escuro, a 1,600 rs. o dito ;
esRiiifd il(> algodo de 12 jardas, a 2,400 rs.
a 1 rea ; coi les de fUtlfiO,' a jlillis. ; cober-
tores cscuros de algodo, grandes, a 720
ra. ; cassa preta, a !'.!(>,j.s. o covado ; chita
de cores lixas, a ICOe (gofs^-O-Covado : ua
rua do Crespo n. 6, ar; m, jo Umpeuu.
Arados ,de ferro.
Vendem-se a,ados de diversos
modelos, assim cot10 americano-
com cambSo de sicupira e bracos
no, vlnbo deBordcaux branco de Idade de loo
annos : vcndcin-ie ein casa de Kalkmann Ir-
111,ios, rua da Crut n. 10.
Charetos de ilavana
de tuperiores qualidades : vendem-sc em ca-
sa de Kalkiuaiin Irmoi, rua da Crui n. 10.
YellB de oapyoiacete
de muito boa qualidade-e de"6em libra : ven-
dem-sc pelo diminuto preco de 600 ra. a li.
bra, cm casa de Katkm'ann Irmaos, rua da Crui
n. 10.
Instrumentos de msica
chegou novamente um completo sorlimenlo
de instrumentos para mutica militar, reconi-
incnda-se principalmente pialOea, pratos
verdadeiroi da Turqua, flautlns, flautas, har-
tos, cornetas de chave, clariiis II101 e de cha-
vea, vioioes riquissimoi de Jacaranda, clari-
netai, trombones, trompas, caixas de guerra,
labuinbas e arcoi de campanillas : vendem-ie
em cata de Kalkmann Irmaos, rua da Cruz
n. 10.
Tintas em oleo
branca e verde : vendem-ie em caa de Kaik*
riiaiin Irmaos, rua da Cruz n. 11).
Obras de ouro
chegou um novo e completo sorlimenlo de lo-
das ai qualidadei, como leiain, correntei pa-
ra relogioi, aunis, paleen as, alunles, ade-
recoa, brincos, voltai, etc, : vendem-se em
casa de Kalkmann Irmaos, rua da Cruz nu-
mero 10.
Livros em branco
grande lortiinento proprio para eicrlptorio e
qualquer outro eitabelecimenlo : vendem-se
cm caa de Kalkmann Irmaoi, rua da Crui
o. 10.
Cadeiras e sofaes
para meninos : y-endem-se em caa de Kalk-
mann Irmaos, rua da Crut n. 10.
Copos para vinbo e para agoa
de qualidade muito superior : vendem-ie em
caa de Kalkmann Irinaoi, rua da Crut 10,
anude tambem ha grande lortiinento de appa-
relhoi de vidro fino para lobreiuea, para agoa,
para ponche, cestos e vasos para llores e para
frutas.
Vil.lio de Champagne
de superiores qualidades : yende-ie ern cau
de Kalkiuann Irmaos, rua da Cruz u. 10.
O Jos Joaquim Mnn ira \. C. Q
Q com Ioja na rua Nova q
q numero 8, q
q acabam de receber uro sortimeplp A
" Ja ,1 ., .. .1 i > 1 .' iLiiiom I n ruino __ Ii'iiiv T;
9
de ra mu iros denominados Eco-
nmicos moderadores muito pro-
0
b
Ferreira. vendem-se os seguinles livros por
preco mui commodo : compendio de Oireilo
de ferro : na fundicao da rua do
liruiii ns. 6, 8 e 10.
* ***'*:*4* ?*r*;tf *^0#
'>i .Algodo para saceos. (
J. Veiiili'-se muito bom algodSo para i>
0 sarcos de assucir, por pre^o comino- %.
I do : em casa de llicardo lloyle, na *
^ roa da Cadeia n. 37. >
?!' :##*##*99G$tQ1k .
I-'I o para snpatt'li'o e para saecos.
Vende-se um restante dcoplimo fin para
sapateiro em iiovcllos, e dilo em meiadas
pura saceos, por proejo commodo para li-
quidar facturas : un cusa de Adamson llowie
e. Com; mina, rua do Trapicho n. \.
JSombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picola para cacimba :
na rua do lirtim ns. 6, 8 e 10,
fondifSo de Ierro
Moinbos de vento
eom bombas de repucho para regar borlas
1 haixas decapim : vendem-se na fundicSo
le llowman &Mc. Callum, na rua do II, um
Na lija de livroi da rua do Crespo n. 11 do idade, proprio para sitio, por estar a issoj "s- 6. 8 e *- .... r
ein condecido e amito barateiro Antonio U. [acustuuiadu VafellOS 11IIOS
INo beCCO do Gon^alveS, ar- bordeaui, vnho de Uerei.Jvinbo fb Ithci-
j lliilllieiis iiniiii mu li... ----- niuiiu |iiu" A
2 I nos para quem leescreve, ou es- 5{
;;f tuda de noite, tanto polo aceio da luz ^
9 como pela claridade que dSo, acres- O
O cendo alm disto que o seu preco he O
O o miis mdico possivel, porque nilo O
0 excede do 4,000 rs. cada um. Q
Escravos futidos.
I lesappare en no dia 7 do cor rente as .'I
hmas da tarde escrava Joanna crioula de ida-
de de 26 a 30 annos, alta, e nao mullo magra,
iinnis e ps grande! e bem feiloi, coin falta de
denles no lado de cima, levou vestido de chi-
ta roza de listrai j velbo, e panno da Cosa,
cuja escrava foi remllala pelo Sr. Anlouio
Heiirquo de Miranda ao Sr. Tbomaz de Al.
mi na Antones, e este Sr. venden a nesla pro-
vincia i quem a pegar, pode dirigir-ie a rua
dai Larangeirus n. 14, segundo audar que se
recompensar
__Ani a est fgida a prela Mana Jmi-
quint, de idade 30 a 40 annos, nacOof.ou-
go, hiixa, gorda, cor retia, bixigosa,
nllns vivos, bastante n.I ilusa, e sagaz;
lalvez ahde sua fuga enebeita com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se tmpie-
gava antea da sua fuga, n5o sendo esta a
primeira vez. que foge, e que se encobra
com tal negocio; tambem j loi escrava de
engenho, e andava vendendo miudezas pelo
matto, ('in urna crioula de quem era es-
crava : quem a pegar levea na plica da In-
dependencia n. 17, quesera recompensado
do seu Irabalho.
--Fiigio no dia 9 do corrcnle (marro) um mu-
loque de naci'ni, de nome Joaquim, idade 18
a 2o annos, com o! signaei leguinle: coi ful-
la, denles limados, beifos groisot, bem fei-
to de corpo, llura regular, com marca de fo>
go em um brajo perto do pullo, pi peque-
nos c loaos ; he bein ladino, tinba tido casti-
gado n'esse inesini dia, por ter roubado ein
dinhriro 27*000 rs. e mais mitras couzai que
te tem dado por falta d'ellai, levou calca de
cazemira de lisira, e camisa d'algodao, e nuil
urna irouxa de retipa : roga-se us autoridadet
polieiaes, e capilei de campo a -captura do
meimo,e de leva-loa seu seuhor Franrlico Go-
me! de Carvaiho na rua das Cruzei n. 9. que
ser o recompeniadoi, assim como se protesta
como rigor da leihaver lodo o roubodequeni
o occullar, ou ihe der proleccao.
Desapareceo no dia 7 do correte, o ei-
cr.ivn de iiacao c.-,can;e, de nome lui, que
representa ter vlnte e cinco annos, baito,
grosso do corpo, sem barba, olhoi grandei e
pea pequenoi ; levou camisa e caifa de algo-
do de riscado americano j sujas: quem o pe-
gar leve rua do Vigario u. 22, ou rua
da Cadeia do llccife, n. 51, que lera lecoin-
pencado.
50,000 rs. de gratificado.
A o ^.....niieeer do dia 12 do crrente, fu-
giram 'ly deposilo geral dosta cidade, 9
mulgUjS; nrocos, de nome Jos e Agostinho,
escrava de Antonio Norbcrto de Souza l.e-
al.larl sendo um mais alto, bem barbado,
eoutro mais baixo, sem barba, e levaratn
vealidos camisas e calcas brancas, e sup-
pOe-seque foram seduzidoa ; cujoa escra-
vos nehirn'i -se no dito deposito, em con-
sequenoia do arresto que nelles fizera o Sr.
Iternardo Antonio de Miranda. O mesmo
depositario geral d 50,000 rs, d gralifica-
i;.u) a quem os apprehender, e leva-losa
sua casa rua de Hurtas n. 140.
Desapparecco do engenho Novo, do Cabo,
una parda de nome Anglica, bailante baixa,
magra, com ns henos muito salientes: quem
a pegar leve ao mesmo engenho, ou a Joa-
quim Malaquias Pacheco, na rua de Santa The.
reta, n. 34.
liesappareceu na noile do dia 6 do
passado una rgfrava ptrda denoire l.uiz,
idade pouco maia ou weniis 30 annos, ro-
bellos corredissos, porm collados, rosto
redondo, barriguda que parece estar pija-
da, miis bstanles feias e algumaa unhsa
muito negras que parecem ter sido pisadas,
os ts muito eaparralbadoao feios ealgu-
ma rotisa irregular, levou alcm da roupa
vestida, um sacco ou trouia, dous lios do
contas brancas ao pescoqo, assim como um
rozario lambem branco, chales de chita
asul j desbotada, usa de camisa de cabe-
cAo : quem a. aprehender e leva-la na
rua do Queimado, Ioja n. 9, ser recom-
pensado generosamente.
Pf.p.M. rVA.Tvp.iw M-F-nn Tahi a-
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


Full Text
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