Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06343


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Full Text
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itol
II-
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ICO
S,
Anno XXVII
Ter^a-feira 11
PARTIDAS DOS COBBEIOS.
Guianna c Parahlba, as segundas e sextas feiras.
llio-Grande-do-Nortc, todas as quintas reirs ao
meio-da.
Oaranbuns c Honito, a 8 c 83.
Boa-Vista e Flores, a 13 c 28.
Victoria, quintas feiras.
linda, todos os dia.
EPHEMIQIDES.
'Nora, a 2, as 10 b. e 55 m. da t.
_ ICresc. a 10, as 7h. c .'i ni. dajt.
Piusas d LOA.jCheiat a 17>as |oh.c 69 ai. dan.
Uling. a 24, sllh. e m. da m.
raiAMAn de hoje.
Primeira as 11 bora. e 42 minutos da mauha.
Segunda s 12 horas e l> minutos da tarde.
de Mar N. 58.
DHEqO DA SUBSOBIPqlO.
Por tres meses padiantados) 4/OOCi
Por seis meses 8|00t i
Porumanno 15/000
DAS da semana.
n Scg. S. MIUlSo. Aud. do J. d'orf. e m. da 1 vara-
11 Tere. S. Candido. Aud. da Chae. doJ. da se-
gunda varado c. e dos fi'itos da fi/.enda.
12 <.11.1 r t. s. Gregorio. Aud. do J. da 2. vara.
13 i.iiiuii. 9. Enfraila, Aud. do J. dos orf. cdo m
da primeira vara.
14 Seil. S. Malhilde. Auil.do J. da 1. vara do c.,
e dos fritos da fazenda.
lii Sab. S. llcnrique. Aud. da Cb. c do J. da 2.
varado civel.
l Uom. 2.* da (Juarcsma, S Cyriaco.
caBfMK, *.....MHIt Wlllg '
CAMBIO ME 10 DE MARCO.
Sobre Londres, alo d. p. 1/000 rs.60 das.
.i I'aris, 320 por fr.
ii Lisboa, 85 a 90
Ouro.Oncas hespanholas
Hoeda de 0/400 velbas.
> de b'/Oli novas .
o de 40000.......
Prata.Pataches brasileiros....
Pesos columnarioj
2fyml0 a
lli'OiH) a
l(i0QU a
j/illll a
f>i20 a
l/Vin a
Ditos lil
exicauo......... 1/SO a
48/800
Ins2H0
120O
>i/|h'l
1*040
I/.H0
tf7W

. -sM,nre-:aarjreaKWnB
PARTE CFFICUL.
ou,
ua
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO Dl.\ 1. DE MAMCO
DF- 1851.
"Officin.Ao commando das armas, para
que, alm da forca de linha dltpoticao dos
aubdelegados das freguezias desta cidade para
o servico das rondas, mande apresentar a cs-
sas autoridades nos das 2, 3 e 4 mais nove
pracas fim de faterem sob sua direccao o ser-
vico da polica das ditas freguezias fntclll-
genciou-se ao chefe de polica.
Dito.Ao Inspector do arsenal de marinha,
ntcrando-o de baver expedido ordein a the-
jouraria da fazenda provincial e pagadorla
militar para seren pagas an almojarife da-
quelle arsenal ou pessoa por elle amor isa la,
as duas con tas das despezas fritas pelo com-
mandante do patacho Pirupatni com o trans-
porte de 23 presos de j us tic a e 59 pracas do
,cxercito eui sua viagem de ida e volta liba
de Fernando.--Neste sentido expediram-sc as
convenientes ordens.
CircularAos juize de dlrelto da provin-
cia, transmitlindo para ter a devida execu-
5o, copiado aviso da reparlico da justlca,
.atado de 14 de fevereiro ultimo, no qual sp
declara que para ter lugar a impnslco da pe-
lla de mor le ao reo escravo, aecusado pelo cri-
ii ir de homicidio pr.i tiendo na pessoa de seu
senhor deve ser vencida por duas tercas
partes de votos, a deelaracao, de que existe
prova, alm da consso do mesmo reo ; obri-
gando sdineutc a simples maioria a pena ini-
mediatamente menor.Igual ao Exm. presi-
** I dente da relacao.
>as DEM DO IH \ 3.
>K> E Officio."A' pagadoria militar, para que vls-
u- I ta do orcameiilo que remette, mande abonar
pi P aocapito coininandante da companhia de ar-
do | linces Carlos de Morara Camiso a quantia de
108.70 rs., paia levar a c licito o concert do
caito e os reparos de que carece o qnartei da
referida companhia. Iutelligenciou-se ao
commando das armas.
Dito.A' tbesouraria da fazenda provincial,
Inteirando-a de baver, de conlurmidade com
a iuformaco do director das obras publicas,
coucedido a Joaquiui Carneiro de Souza La-
cerda, arrematante do emba remenlo do pri-
meira lanco da estrada do sul a prorogaco de
seis mezes para uentro deste praio dar promp-
ta a dita obra.Communicou-se ao mesmo di-
rector.
Dito.A' mesina, remetiendo as contas das
despezas feilas com os presos pobres da ca-
deia de Nazarelb, para que, estando confor-
mes, mande pagar a Jos Alaria Freir da Cu-
cha a quantia de 40,4'0 rs., em que iiuporlain
as referidas contas.Scientificou-sc ao dcle-
I fado daquelle termo.
If Dito.Ao coiiim.iiid.iiiic interino do corpo
I de polica, para reinetler an desembargadnr
1 chele de polica um mappa demonstrativo dos
)t lugares onde existem destacamentos do cor-
*po sb seu interino commando, com declara-
f cao do numero de pracas de que ellcs se com-
I pde, devendo ser renovado todas as vezes que
\ houverein altcraces. -- Inlelligenclou se ao
i mesmo chefe de polica.
Dito.Ao capilo do corpo de polica, Fir-
mino Thcotonio da Cmara S.-Thlago, con-
11 deudo a licenca que pedio para vir esta
fl cidade tratar de seus negocios, e preveoin-
c'ii-o de que deve deixar em seu lugar durante
o lempo de sua ausencia o alferes do destaca-
mento sob seu commando.Intelligenciou-sc
lo conunandante do referido corpo.
Portarla.Demiltlndo, do cargo de subdele-
gado do il i -ti ic t<> de Quipapa, frrgurzia de l'a-
liellas a I.ni/, hispo Uezerra Cavalcanti.
Dita.Deiniltindo dos cargos de quartos e
quintos suppientes do subdelegado da freque-
zla de Una a Belisarlo Adulpho Pereira dos
Santos e a Antonio S.-Thiago Paes de Mello, e
.Horneando para suppientes do mcsnio subde-
legado os cidados srguintes;
].' Paulo de Amoriiu Salgado.
2. Herculano Francelino Cavalcaoli de Al-
buquerque.
3. Francisco da Rocha Marros Wanderley.
4.a Dr. Candido Goncalvrs da Rocha.
5.a Thomaz Lins Caldas,
." Francisco do Reg Marros Goiabeira.
Communicou-se ao rhel'e de polica.
___EXTER.OR.__
PARS, 28 DE"jAr\EIRO DE 1851.
O |i/. i'i i fin Irantiluri'o.
Os salisfeitos de 1847conduziram a Franca ao
governo provisorio de 1848. Os salisfeitos de
1850acabam deconduzi-la ao governo transi-
torio de iS5l
Eslas duas sltuacdrs, as quaes se parecem
nao smente pelo nome que Ihes d, senao
lambem ainda pela nalureza das causas que
encobren), nascerain das inesmas causas. Ellas
devein produzir porlanto os mesmos resulta-
dos. Debaixo da presidencia de Mr. Luis Na-
poleao Konaparte, bem como debaixo do reina-
ido da Mi Luis Philipe, o poder, marchando a
revs de sua impuiso e da do lempo, chegnu
duas vezes em menos de tres annos, a urna im-
possibilidade de viver. Ha smente esta dille-
renca que o governo provisorio sabio de una
revoluco enlrelanto que o governo transit-
nos sanio de urna liga.
O governo provisorio, tao aecusado depois
de sua queda, foi urna necessidade. Nao o de-
fendemos como espirito ; comprrbcndcmo-lo e
iislillcamo-lo como situaco. Elle leve a hon-
i de preservara Franca durante tres meses de
liodo o abalo, c de a conduzir paciticamente a
travez de obstculos iinmensos ao suttragio
universal e ao exerclcio livre e regular de
sua soberana.
" governo Iraniitorio, tao desdenbado em
seu principio, c tilo mal acolhido pelas iiiflucn-
cias parlamentares, he lainbein urna necessi-
dade. Longe estamos de o sustentar como o
rgimen de nossas preferencias, mas aceitamo-
lo e soll'reiiiu-lo como o nico rgimen possi-
vel que no mcio da diviso dos partidos c da
dissoliico da maioria poder talvezfazer pas-
sar o paiz entre os esclitos do golpe de esta-
do e das revolucoes para leva-lo ao escrutinio
de 1852, e restituir-lbe nesse termo ao mesmo
lempo libertador e fatal, a plenllude de seu
direlto.
Qual be o estado actual da Franca ? una
lianslpao. Cada um dos partidos, que se dis-
ptame futuro nao v nelle oulra cousa. Para
0 partido KgiUmUu be urna trautico que cou-
duzaHcnrlque V. |Para o partido, orleanista ,
he urna transicao que condui ao conde de Pa-
rs. Para o partido bonapartlsta, he urna tran-
sicao que prepara o imperio. Par; os republi-
canos moderados, be urna transicao que prece-
de a repblica. Para os socialistas, be una
transicaqueannuncia o socialismo.
Transicao transicao esta he a palavra que
responde a todas as esperancas, a todos os sof-
Iriinenios, a todas as ideias, todas as convic-
coes. a todas as ambices, e que se levanta jun-
tamente do Elyseu, de Wlesbanden, de Clare-
moiit, ao mesmo lempo que de todos os pon-
tos da Franca e de todos os graus da escalla
social, desde a olncina em que se trabalha al
ao salo em que se danca ; desde a choupana
em que se sollre at ao castello em que se goza.
Nao somos nos os culpados de achar-se o
pas reduzido a esta exlremidade de nao poder
ter um governo regular e de interromper de
alguma sorte sua vida normal, por falta de
urna impulsao que a regule e de um movimen-
to que utilise. Longe de nos preconisar una
lalsituico! nao ha, ao nosso ver, nenhuuia
que seja mais deploravel para um povo, nao
ha nenhuma que seja mais contraria a esta na-
lureza superior, viva, eterna, equasidivina das
naces a esta natureza que he a necessidade
irresislivel de avancar, de crear, de aperfel;oar
na obra inllalta da civilisa$ao e do progresso.
O lempo he um capital que Dos d aos ho-
inens para o multiplicaren! c para o feeunda-
rem. Val mais neulralisar esse capjtal do que
allena-lo. Essa he toda nosia ambicao para es-
ses poucos mezes que uos separam ainda de
1852. Sabemos que durante este curto espato,
seria possivel fazer inuilo mal. Cremos que
para impedir o mal, be preferivel adiar o bem.
Reservar o futuro ; adiar as snluccs ; apar-
lar as dillieuld.ules c os conflictos ; abafar a po-
ltica ; administrar o melbor possivel com
molas usadas ; corrigir na pratlca os abusos
que depeudein da nalureza das cousas ; des-
pachar os negocios ; proteger os interesses ;
conservar entreler, reparar ; em una pala-
vra, esperar ; tal deve ser a missao do gover-
no transitorio, Ao menos se um tal rgimen
ii.ki lu ra Franca avancar, nao a far recuar;
ao menos se a Franca nao achar nelle sua gran-
deza, nao achara sua decadencia e sua ser-
vidlo.
Nao vemos portanto porque raxao um tal
estado de cousas nao se prolongarla por-
lanto tempo quanto a situaco o lornou
necessaiio. De udo o que se pude fascr fu-
ra das condicoes de urna poltica nova, a
qnal toma seu ponto de apoio no sentimento
democrtico, esse rgimen he sein duvida ne-
nlio na o menos funesto e o menoi uio. Nos
o preferimos milito qucllc que acaba de ex-
pirar em sua impotencia. Durante dous annos,
os partidos ligados contra a repblica tiveram
o poder; elles o liveram com Odlllon Itarrot,
com Mr. Len Faucher, e com Mr. de Fallaux ;
elles o tiveram com Mr. Roncher e com \lr.
Baroobe, Que fizeram desse poder ? Nada fun-
daran! e ludo destruirn!. Sua obra foi um a
obra de negao. Novos barbaros, nao iuva-
diram a repblica seulo para ultraja-la, para
despoja-la, para cstciilisa-la c para obrigar
com sua nobre bacdelra sua cainpauha de Ro-
ma, assim no interior como no exterior.
Oque esses partidos ligados tcn frito, elles
o nao podero mais fazer presentemente;
por quantu sua liga esta quebrada. De hoje
por dianle ninguem podera maisgovernar com
um delles sein se por em hosiilidade com os
outros. Um governo que assim obrasse cahi-
ria por tanto em plena anarchia. Elle seria
um governo de coiifuso, de provocaco c de
guerra civil.
Nao bavia senao um nielo de escapar a es-
tes perigos e de sabir dessa dilliculdade sein
cahir em urna transicao. Era reconciliar a
repblica com seu governo. F.sse nielo nos o
tenanlos lealineiite. Nos indicamos duas sa-
hldas. por um ministerio poltico ou por um
ministerio administrativo. Mr. Luiz Napole-
o llonaparlc pareceu por um momento a-
vancar para urna ou oulra dessas duas sabi-
das; mas depois parou no mcio do caminho
c furtou-sc aos embaracos de urna resolucto,
por urna transiciio.
Tudo fizemospara prevenir essa transicao,
altrahindoo governo ao caminho no qual el-
le teria achado suas condicoes de foita e du-
racao ; massofl'rcmo-laicoiiio urna dessasneces-
sidades faiaes que as fallas dos estadistas ini-
poem algumas vezes aos povos os mais acti-
vos c [indi rusos. Ser urna desgraca, sem
duvida, se esses dias de paz que a Providen-
cia uos concede nao forera melbor aprovei-
tados para a obra do aperfeicoamento social,
ser una desgraca se esses dias que poderiam
ser gloriosamente fecundos, forem vergonbo-
samente esteris; mas pelo menos o gover-
no transitorio conserve a Fianca e a repbli-
ca ; isso he ludo quanto Ibe pedimos. Mais
tarde a Franca achara em outras mos a com-
peusaco do lempo perdido. Mais larde a re-
publica ver florescerem suas basteas e seus
fructos amadurecerem. Ella nao lem neces-
sidade para isso seno de um raio de sol. Es-
peramos que o invern passe.
.1. Di la Gturonnirt-
__________________________( Prrsit)
I
f tRNAMBUuU
ASSEMBLEA. PKUVIlNCIAL.
SESSA EM 8 DE MARCODE 1851.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
(Conllnuacao do n. antecedente.)
O Sr. rarr.s barrito: -Peco a palavra em
lempo...
O Sr. PreiidinU : Tara a palavra.
O Sr. llanos liantla : -- Ped a palavra para
oll'crecer consideacao da casa um requeri-
mento c urna indica(o ; o rcqueritncnto be
muito simples, he este.
a Requelro que se peca presidencia da
provincia copia do projecto do regulamento
das obras publicas elaborado pela commisso
Horneada pelo Exm. Sr. Tosa quando presi-
dente desta provincia.- Oarroi barrito.
O Orador ( comiuuando ) : No curto espaco
de tempo que lem estado em execuco o regu-
lamento fcilo pelo Sr. Honorio, tem-sc-lhc re-
conbecido nimios defeitos ; a presidencia em
seu relalorio.indicoii dous, que no meu en-
tender nao sao insiguilicantes, sao mesmo es-
seociaes. E como pode ser que os lluslres
membros da commisso de couiinercio, e ou-
tros quaesquer desta casa lei.ham reconbrcidu
i.iiiilicoi defeitos nesse reglameos, nao sera
uio que se teuba prsenle tambera esse regu-
laiueuio a que alludo no uieu lequettmeulo
porque dalle pdem tirar alguma cousa que
aproveite aooutro.
A indicaeo he, senhores, para que a com-
misso de commerclo formule urna represeu-
tacao assembla geral, pedindo a reconstruc-
9o da ponte do Recife. Eu creio, senhores,
que a casa toda reconhece a necessidade que ha
de ser esia ponte, Celta quanto antes ; lambem
rcconhccer a mpossibilidade em que e
leliain os cofres provinciaes de reeonstrui-l a ;
o que nos resta pols ? representar asscmb\ia
geral, para que ella a mande fazer. A provin cia
de Pernambuco concorre grandemente para as
rendas geraes, porque o nao faz com menos de
4 ou 5 mil conlos de ris animalmente ; par re-
me, pols, que estao caso de merecer da as-
sembla geral que mande reconstruir esta
ponte ; pols se ella ebegar a cahir mullo so Hie-
ra nao s a renda provincial como a geral, por
que como he bem patente, a ponte do Recife
liga o centro do comniercio da provincia rom
lodo o interior, e interrumpida a coiniiiunica-
fo entre elles, interrompido fica o coi'.iincr-
cio, e porlanto cortada afontc das rendas .ge-
ral e provincial.
Vai a ind icsciio que he a seguinte :
I milco que a commisso de comniercio for-
mule una rrpresrntaco assembla geral,
pediudoa rcconstrucSo da ponie do lleelfe, que
une ic i immmeiiie ruina.--/farros Harrelo.
O requerimenlo sendo apoiado entra em dis-
cusso, e submellido a vota(o, he approvado.
A ind cavan reiiiette-se commisso.
He lido e mandado imprimir o seguiitc pro-
jecto.
A astcmblia legislativa provincial de Ptrnambuto
reoln'.
Artigo 1. A forca policial daprovincia, pa-
ra o anuo lin un ni ii de I Sol a l85, constar de
um corpo de Infantera com o mesmo numero
de pracas e orgauiaco que actualmente
tcm.
Ar|. 2. Aos olliciaes que nao tiverem c.i-
valgaduras ser alionada una, no valor de OOj
rs. com a duraco de 8 anuos, e urna forragem
na razu de (00 rs. diarios
Art 3. Ficaui em vigor os arti. 2, 3, S c
8 da le n. 259de ll de junlio do anuo pas-
sado.
n Art. 4. Para o curativo das pracas enfer-
nas, obsrrvar-se-ha as disposicoes dos arls.
e 7 da referida lei.
ii Art. 5. Ficam derogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das sessdes da assembla legislativa
provincial. 8 de marco de 1851. Jola do /(.-gu
0arro Fltalo.Francisco Rap/uu! de Afelio lle-
go.Jo Ignacio Soiret de MaciJa.
U Sr. Mello llego requer a dispensa da im-
pressao, para que se d para orden) do dia de
scgund.i-feira.
A casa assente a este pedido.
f>Sr. ,lo-uior Eu devo farer sentir a casa,
que o contrato que ella ti m com o cldado
Manoel Figueir.i de Faria para a impressao de
seuslrabalhos, di vr llndar-se em abril leste
anno, e he esta a ultima sesso em que elle be
obligado a tomar c publicar os trabalhos da
a-semidea ; faco esta deelaracao para que se
tome alguma resoluco, nocasodeque tequel-
ra a conlinuaco do systeina de publicidade
que at agora se teni seguido, pois que a ser
assim, necessario he que 6eja authorisada a
commisso de polica, para contratar com
quein por menos tizer.
Vai a meza e he apoiado o seguiute reque-
rimenlo.
o Requelro que a commisso de polica seja
autnrsada a cuulraclar com quera por intnos
lizer a impresso e publicacao dos lrabalhos
da casa. A/elfo llego, n
O.S'r. Slanncl Cavalcanti:Eu nao entend bem
o requerimenlo desejosaber.se esta autori-
saco que se d conimisso de polica be
definitiva, istobe.se ella licaaulorisada acon-
Iractar independenle da approvaelo da casa ;
do modo poique o lequciimrnlo esta cscriplo
nao se percebe islo ...
i/i Sr. Vt'putado : A autorisaro be deil-
nitiva.
O Sr. Jfaniel Cavalcanti: Com quanto, eu
muito confie na cotnissao de polica, nao
quero que a assembla seja lo fcil em coli-
sas semelbantes, por isso quisern antes, que
a commisso fosse autorisada a fazer o con-
tracto, subineleiido-o depois approvaco da
casa.
O Sr. guiar Eu nao |irctrndo fazer a
ni inha dele.-a, porque leudo declarado o nobre
deputado que confia na coinralssSo de polica
he claro que esta coulianca se estende a
miin,.,,.
O Sr. lanoel Cavalcanti: Principio ge-
ral....
O Si', ifluiar: Sini Sr. entre tanto devo di-
dizer, que acho o requerimenlo nus termos
de ser appinvado, porque est elle conforme
com a pratica que lem sido constantemente
seguida nesla casaa respeilo drste contracto
A mesa tein sido sempre incumbida de ellcc-
tuartaes contractos, que licam logo valiosos ;
sendo por tanto o que o nobre deputado quer
urna iunovaco....
ii se. Mamut Cavalcanti: Se be innovaco
nao quero.
O Sr. Aguiar : llefiro-ine a pratica seguida
em semelbantes cazos.
O Sr. Ajanoel Cavalcanti: Se a pratica be ou-
Ira, cedo, porque nao quero innovacoes em
couza alguma.
Encerra-se a discusso, c submellido a vota-
co beapprovado
O Sr. 6'urdes i Helio :- Sr. presidente, a hora
_sl bastante adiantada para se entrar na or-
dein do da, mas approveilaudo este pouco lem-
po que resta, eu vou lembrar assembla, ou
despertar nella um pensainenlo que relo he
de lodos os Srs deputados, porque be hoje a
o deludo dia da capital, fallo do cemiterio pu-
blico. Eu por ora s o que tenho em vistas be
requerer a assembla que remella s comniis-
sOes reunidas de saude publica, c dos negocios
ecclesiasticos o regulamento de 17 de feve-
reiro ultimo, afini de acerca de suas disposicoes
dar o seu parecer ; e isto porque a opiuio pu-
blica se.tem um pouco pronunciado acerca da
conveniencia, ou rigor dessas disposicoes.
Eu nao avenlurarci ideia alguma a respeilo
do que se acba nesse regulamento, mas sendo
objecto, que tem oceupado a allenco publica,
creio que deve merecer da assembla algiiin
cuidado, para que se essa opiniao publica esti-
rar em erro, sendo couvencida, se desvanece
delle, c se com efleilo liouver necessidade de
alguma i clon,.a, ella se faca convenientemente
c con: teda a urgencia.
Mando o rcqueriuiento
negocios de cmaras e saude publica, rmittam
com a possivel brevidadeseu parecer a respeilo
do regulamento de 17 de fevereiro ultimo, pa-
ra reccbcrcste a approvaco desta assembla na
forma da lei n. 91 de 7 de maio de 1848- /. m-
tielino lluedes de Mello.
Apniadn entra em discusso.
O Sr. Cemfa de Urito : Sr. presidente, nao
son meiiibro da commisso de sai'ule publica!
<", pois, rstou as. circiinistincias de pugnar
pelos dircitOS dessa coiinnissio, sem que posta
alguno capitular-me de nimiamente zello-
so de ralnhai altribuicdei,
Em o jornal da casa de boje, vejo eu decla-
rado que o regulamento, de que trata o reque
rmenlo em discusso, j Coi rcinellido, por
di lil, aillo da mesa, a commisso de saude
publica ; esta commisso ainda nao manifestou
desejos de ser auxiliada por oulra em a Inculta
bencia que recebara da mesa ; entretanto, o
nobre deputado autor do rcqueriinciitn de
niotii proprlo, quer dar-llie urna auxiliadora ;
manifestando assim, de alguma sorte, a pouca
ronlianca que tem naqucHa commisso para a
suliic.'io do negocio de que se trata.
He bem possivel, Sr. presidente, que a com-
misso de saude publica, para bem apreciar o
regulamento do cemiterio, e rmlllir acerba
lelle um juiso seguro, venha a carecer do con-
senso de tuna oulra ; mas est'oulra juiais ser
de negocios eeclesiastieos, que nada lem
que entender rom o mencionado regulamento,
a menos que.se queira dar vulto ao sclsuia,
j tantas vetes combatido aqui, c em toda a
tarte, de que hr ante-religioso o inhumar
cadveres de ebristus fora do recinto das
igrejas.
Voto contra o requeiimento
O Sr. Guedtl de Millo: Sr. presidente, nao
be a primeira vez que nesta casa te coniinetteni
negocios quaesquer a duas coiniliistel reuni-
das, eu portanto nao qulzfazer a menor iuno-
vafo. Que o regulainento do cemiterio pode
pertenec- commisso de saude publica e a
'comiuissode negocios eeclesiastieos he c.iiivic-
co iniu!
alia, embola o nobre diputado SUppo-
nha (lie 10 tarta esta appllcacio lio raso re se
querer suppor (|iic a reiuoco dos enterrameii-
tos do interior da cidade para os anchadles he
considerado como negocio que atcela a disci-
plina da igreija; formando seysmas ; nao, eu
nao luppouho tal, desde j previno ao nobre
deputado que eslou iutiniameute convencido
da conveniencia dessa retnocn das sepulturas;
espero, pois, que elle desv.uiecaa ideia de que
eu quero levantar um scisma, ou urna eeleu-
ma rio tenielhante objecto, ou era outro qual
uuer.
Senhores, eu tenho era vistas por riiiqiiantn
que a roiuniisso ou as rommissrs dreui o seu
pare irr; agora que sejam eslas ou nutras, isso
lie para inin indillerciite, lique a disposicau
da mesa mi dequah|iicr Sr. deputado.
Se o nobre deputado queme preceden tem o
mesmo Un que eu vote ; quanto aos ineiol sao
me indillerentes. Dlttt o nobre deputado que
rom islo vamos dar coiun isso de saude, um
auxilio que nao nus foi pedido: eu digo que
coinqilaut i seja de esperar que a COiniulttO
d o ten parecer a respeilo do regulamento,
rom ludo nao he fura de proposito pedir ur-
gencia diste urgocio; poique ella he boje co-
mo eu ja dis-c a ordeui do dia da capital; e
q u ni lo a opiuio publica assim se mamlesla,
nao hr lora de proposito pedir-te a urgencia a
retpeito de temelhantc negocio; alm disto a
committao de taude publica, couipotta de
iiirmliios que tem nimias oceupatocs, como
purexeiuplu o Sr. iuspcclur da lii souraria que
della faz parte, sendo ineuibro lambem da do
orcamento e a quein ba pouro ouvl dlier tem
milito ii ah.illiu, pode ter ettC motivo pira ulna
demora que nao ronviu, nu se conlCguindo
o liiu que eu desrjo ; cis pori|ue Ibe qui/.era
dar mais este auxilio : eoucluindu, pois, digo
que romo o que desejo lie o lim, nao me im-
porta que se laca o que se entender un Ihor
para tile se alcancar.
O Sr. Aguiar : Sr. presidente, eu conve-
nbo na necessidade da materia deslc requeri-
uiculo, por que rstou persuadido, de que be
um terviCO que sr lazao publico, approvandu-
sc ou inodilicaudo-se, o rcgulaiuriito qur
elle sr refere. U mg ciu intciessa por tal
mancira todos, que hr foicoso nao rspassar-
te qualqiirr retulnccao que a assembla acror-
dr em lomar, seja ella qual lor.
Nao allirmo, qur icnha havido proposito de
lautar uio da questao do cemiterio romo mi-
na d'mdisposiccs c d'intrigai; porra, o ceno
lie que islo vai grassando, r hr nccetsario que
a aeseinbla firme de urna maueira definitiva
o juno publico, Ipprovando ou modilicando,
como juUar conveniente, esse regulamento
que sr arha sujcilosua ronsideraeno, aliuide
que COmpartilfie com o governo da provincia
luda e qualquer rrsponsabilidade que pnssa
resultar. As irmaudades queixam-se quanto
a iiiim injustamente, os particulares as acotn-
panbam nettet quclxuinet r at fazem Incrc-
pacet injututtlraat acamara municipal, en-
lrelanto que esta nada mais lem teilo do .pie
cumplir luna lei provincial e as ordens do go-
verno a este respeilo, procurando, quanto Ihc
be possivel, poupar os tullimientos r despezas
da populac.io indigente de seu municipio.
He ncerssario, por consequencia, piir um
dique a infundada oppoilcfo que vai appare-
cendo, c este nao pode ser outio seno o
proiupto ex.....e desse regulamento, a lili de
f|ue, ou seja approvado tal qual, e goze da
forca que Ule pode dar o assenso do coipo le-
gislativo, ou seja modificado, conforme enten-
der a asssemblra em sua sabedoi ia, toniaiido
a mesilla assembla, como j disse, a parte da
retpontabllidade que Ibe possa tocar por sua
iutei feeneia nesle urgocio Sendo, poreiu,
rsta a ininha opiuio, discord a respeilo do
deslino que sr pretende dar ao regulamento,
quero dizer, que nao lia nerrssidailc alguma
dr ser elle rrmrtlido coniaiilifio dr negurios
ecclesiasticos, porque nao vejo iiue se teubain
ferldo interesses parochiaci. neni algum di-
reilodaigreja com a iiislilulcao d un cemi-
terio publico, c com a publicacao do irgula-
inrnto pelo qual se deve regen rstou. tilll,
persuadido de que, em lugar detsa ComuilttSe
deve ser anda a commisso de negocios das
cmaras, porquaulu, tocando esle negocio
mullo de perlo acamara municipal desta ci-
dade ; leudo ella dr cxecular o irgulaiueulu
e sendo a insliluico puramente uiunlcipa
levada a ilcito com diuheiios da muiiicipali-
dade, e pezando sobre rsta uiui arrias obrl-
.gajCcs, Justo be que esse negocio nao seja
tratado tem audiencia da commisso denego-
Icios das tmaras, para que, depois de buu
Requeiro, que reunidas ascomiuisses de',examinado, possa weUior proteger osiutnes-
ses da inunicipalidadc do Recife, se porven-
iiiia os julgar compromettidos.
Por todas estas comideraecs, o nobre de-
putado me permittir que eu mande una
emenda ao seu requerimenlo que he a se-
guinte;
Km lugar de negocios ecclesiasticosdia-
seNegocios de cunaras. .fumar.
Apoiada entra em discusso.
" Sr, Cardes de Mello:Senhor presidente cu
j.i d o reiiiieriinrnlu vil nuil OU oulra COlnmlt-
tio, com tudo devo dizer alguma cousa em
Juttlncicio los motivos que uve para indicar
a coinuiisso de negocios eeclesiastieos, para
que se nao pense que li/. um requeiimento s
por faze-lo, islo he, materialmente; nao. se-
nhor. Todo o mundo sabe que os enlen i-
inentos, conforme o pytlema que se tem segui-
do at boje, tem sua rcl.ico com os direilos
da igreja, rom isso que se chama fabrica, c
oom quinto saiba pela ideia que tenho do re-
un miento que etset direllos no sao ofTendi-
los, com ludo para que a opiniao publica se
canventa de que se empregam todot us meios
fin de rcalltar-tc o seu peusaraenlo, e que
n.io se nlleude nenhuin direito, requer O C n-
OUrtO da ciunmis-o de negoclot rcr lesiaslicos
para que ella defendette esses direilos da igre-
ja. se acaso alguem tupoxeite que estavaiu
ollendldos; mas de rrrto o nobre deputado
pela sua emenda manda o rrgul.uuenlo a
uiua commisso que parece ter nelle mais
interesses a defender ; e por isso estou dllpot-
lo a votar por ella.
Encellada a discusso, submette-se o reque-
rimenlo vot.ico e he approvado, salva a
ei.....ola. sendo igualmente a emenda do Sr,
Aguiar.
' (.'tmiin'.iar-s-nti. )
CMARA MlClTLDO RECIFE.
SESSAO EXTRAORUINAMA HE 27 DE FEVP.BElnO
DE 1851.
Presidencia do Sr. Oliveira.
Preenles os Srs. Barros, Mame.le, Car-
ro Monleiro, Moiss, Franca, Vianna, Piros
Perreira o Figoej edo abrio-se a sesso, o
foi lilla eapprovala a arla il'ante,lci!ilriitti.
Foi lido o seguiute expediente:
Um ollicio do Exm. presidente da provincia,
comumnlcando que o director ((as obras pu-
blicas em o ollicio de i7 do eorrente Ibe bavia
participado que os arrematantes das casas dot
lados do porto do cemiterio tinham feito a 'I "
paite das obras de seus contratos, e que li-
nliam direito a reeiber a respectiva prestaco.
alandou-sc passar mandado de pagamento.
Outro do un sino, approvando a medida por
a cmara leinbraila de dispensar-se a rulloca-
jao provisoria 11*11111 portan de madeira no cc-
niiterio, e pottar-te, por emquanto, urna pe-
quena guarda para vigiar o campo do mesino
ceiniterio, visto estar a concluirte o porto
de reno que drliiiillvainrutc o Irra dr frehar.
Intriada.
cutio do mesmo, rripondendo ao (|iie a
cmara Ihe dirigi em 10 do crreme, acoin-
panhado da copia da inforinaco dada a res-
peilo, pelo engenhelro director dai obras pu-
blicas, a vista da qual atitoi isava S. Kxr. ara-
ara a pagar aos rinpn llriros da obra do mii-
o do cemiterio, que livessein satlsfcitoos seus
contratos, a Importancia des mesmos: e en-
trando em discusso dito ollicio; o Sr. presi-
dente declaren que logo que o reerbera abiira
com ot deinaia claviculados o cofre, cd'elle
tirara a quantia de 6:000,000, no dia 25 do
eorrente, nao s para pagamento das piesta-
cca a que tinham direito os referidos imprci-
teiros, como por outras despezas do cemiterio.
Passaiido-se depois leilura da iuformaco
do engenheiro director das ninas publicas, de
que fez mencSo dito ollicio de S. Etc., oSr-
Carneiro Montoiro apretentou a tegulnte pro-
paita, que foi unnimemente approvadt, sen-
do nomeadot para uieinbrOl da commisso a
que ella Ilude osen autor, c os Sis. Mainrile.
e Viaiiua :Considerando, que na informacSo
dadaao presidente ta provincia pelo rugeiihri-
ro Jos Mamede Alves Fcrrrira acerca do pa-
gamento dos impreileiros do muro do cemi-
terio, remetllda por copia pela metma preti-
leucia a esta cmara, se contera : priiueiro,
algumas alluidetmalignas c pessoaes algum,
ni alguus raembrot desta tmara: segundo,
algumas e.vprc tOea afronlosas, lionicase pi-
ntes lodo o rorpo da mesilla cmara : ter-
ceiro, uma calculada conluso e adulteraco
dos faclos sobre que assentam as referida!
Inbrmacdet; considerando mais que, noque
lora aos dous pi nuciros pon'os, tlevr esta ra-
mara repelir com a dignidade que Ihccumpre,
para inaulci-se naalluia ein que a conslilui-
co poltica do Imperio a eollocou. a dpseorte-
iia e injuiioso desalo ment d'aquelle enge-
nlicho inconsiderado; e quanto ao lerceiro,
r-stabelecer a verdade dos lacios, e esclarecer
a presidencia da provincia, alini de merece!
sua coulianca c facililar-lhe a applicaclo do
seu acertado criterio, as quesloes siijcitas a
sua sabia deeisao, proponho, que se nomee
uma commisso enmposta de tres membros,
a qual se eucarrrgue do rxainc da matarla em
queslo, c da redaco d'iim projecto de res-
posta (me lei de ser dirigido presidencia no
sentido cima indicado.O vcrcadoi, Carneiro
Monleiro. .
Uutru domcsuio, nlativo a obra do oalfa-
meiilo da na do Atierro da Boa-1 lata, acom-
panbado d'Uma copia da inlorinacao dada a
respeilo pelo engenheiro Jos Mamede, no
dual officio, depois de impugnar hxc. as
reflcxoes hilas pela cmara sobre a inesma
obra, conclue determinando : primen o, que
acaoia u.iodeve continuar adesliuivo do
amigo calcamento da ra do Alieno, o melbor
e mais CoinmodO que ha nesta cidade : segun-
do, que debaixo da direccao do eugenbriro
da i un.ii a. deve eompor-sr do inell.or modo
a parle em que foi o calcamento destiuido,
ein modo a desembarazar o tramito por agora
impedido, at que habilitada a cmara com ot
nicios necessarios possa cinprehcnder o reparo
de lodo o calcainenlo da ra pelo systeina do
actual : lerceiro analmente, que deve a c-
mara cumplir a deipottfao da lei do orcamen-
to municipal, daudo preferencia ao calcanieu-
lo do palio do Terco : c posto dito ollicio em
disctalo, rrsolveo a cmara, requerimenlo
do Sr. Carneiro Monleiro, que fosse remcliido
com a copia que o acouipanhou ao venador
rucarrrgado dadiicero c iuipcecao Ua Tele-
nda obra do calcamento.
Outro do mesmo, renu lleudo um excinplar
do regulamento do cemiterio publico, pata a
cmara dar-lbc a dcvtda execucao, ua, paila.
vd cMrnMTDAnn


"*m&
'2'
que llie prrlcncer: e posto cm discusso, o
br. presidente suscitou a quctlo ae dcva a
cmara adiar ou nao o dia designado para os
ruin i.iiiiciilijs lid i miiei i.', visto como, estan-
do este inuito prximo, e leudo Iiontem reee-
ildo o rcgulainonlo, via embalaros fin previ-
dencar-sc sobre a conditcao dos cadveres, e
mitras cousas^jiie pelo dito regulameiito sao
privativa! da cmara ; oblendo, porm, a pa-
lavia o Sr. Carneiro Mouteiro, roquereo que
a commlstao enca regada de providenciar so-
bre ditos nii> i i.'iiin utas Ihc deelarasse se o
ceniicrio eslava em eslado de recebar cada-
veres, o que sendo logo salisleito aflirinaliva-
liiontc pela commissao, asscntou acamara de
Dio i .spatsar o illa designado, volan lo contra o
Sr. Barros, e delioerou que por editaos publi-
cados pela imprenta se convidattem pessoas
contratar provisoriamente o ornedmento
de carros fnebres, e de todos os mais objee-
tot e pertences necestaros aos enterros
Nesta mesrna occasiao resolveo taubcm que
genfficlasse ao Esin. presidente da provincia,
a fin 4V providenciar sobre a nomea(o do
administrador do ceiultcrio, visto que cntrava
cm duvida a respeito de quem competa faze-
ia, e que ae esperaste pela retposta para te
deliberar hoje inesmo.
Outro do secretario desta cmara participan
do ter de tomar assenlo na assembla provin-
cial, que fas hoje a tua primeira sessao prepa-
ratoria, c no lm de abril de teguir para o Rio
de Janeiro, como deputado a assemliiageral,
c no Ihe ser assim possivel conliuuar uo lu-
gar de secretario. Inteirada-
Outro da enmara municipal de Cimbres, ac-
ensando o recebiinento do desta de /deoulu-
bro do anuo passado. Inteirada.
Outro do engenheiro cordiador, requerendo
para desempenbo dos trabadlos a seu cargo
diversos instrumentos. Que ae ordenaste ao
procurador pira foniccc los.
Iniui approvados dous pareceres da coni-
jnissao de edilicacJo relativos a terrenos de ina-
rinha requeridos por Agosliuho dos Sanios,ca-
Eataz dos canoeiros do bairro do Recife, Luiz
arlos da Cosa Camprllo, Antonio Jos de Al-
buquerque, .Mamo! Lula de Mello, Constanti-
no Jos ltapou e Joo da Mola hotelho e no
sentido dos inesinos pareceres, se inandou in-
formar presidencia, assim como dous da com-
inisso de polica, um dando por conferidas c
exactas as contas apresentadas pelo procurador
da receila edespeza municipal do iue< de de.
2cmbro do anuo lindo, e outro rrsolvendo a du-
vida proposta pelo inesmo procurador aobre o
pagamento que pela secretaria de policia ac fez
a Firmino Pcssoa da Gama da quantia de ris
110,080, importancia do azeitc que forueceu
para luirsda cadeia desta cidade, quando car-
cereiro da iiiesma, inandando-se remetler co-
pia dcste ultimo ao procuiador e conlacjor.
Mandou-se remetler commisso de edifica-
do o requerimcnio de Kernardo Antonio de
Miranda, solicitando aforamcuto de terrenos
de tu.ii mili na ra da Aurora.
5Iandou-se ordein ao procurador para tratar
com brevidadede prompiifuaros livros deque
ii al i mi.
ra que llucluava no sillo de suas reunios, os-, concentrarein no sul, ou a irem para o estran-
les se recusaran! i l'rze-lo, o que deu lugar a geiro,tcwi feito constantemente pesar os re-
traa os artigot G2 e 6'J do regiment do ccini-
terio.
Resolveu-sc que se ofliciasse a presidencia,
preveuindo-a de que a medida de se postar,
por cmquanto una guarda uo porlao do cemi-
terio, basta que tonlia ell'cilo do dia marcado
I' ii i im ni principios enlerramentos no ines-
mo ceiuileiio, assim comoassiguou-se uin olli-
ci para a uirtuia piesidencia, rciucilciido-se
um mappa do numero das escolas particula-
res exisleutea ncslc municipio, e do numero
dos alumnos que os freiruenun, segundo as
iiiforiuaces dadat pelos liscaes.
Kxcedendo de tres borase nao tendo chegado
a (lecito de S. Ele,, sobre a noiueaio do ad-
uiinislradnr do ceiuilcrio, cncerrou-se a sessao
sendo despachadas as petices de Manoel de
S e Sou/a, Antonio Joaquim da Costa, Amaro
Joo Baptista, Amonio Jos Eniiis Draga. Igna-
cio Marc.al do Sacramento, Joaquim Lopes lo-
rcha Giiiinaiaes, Jos Aulonio de Souza, Fran-
cisco Rodrigues Xavier, Gabriel Mara Velloso,
Antonio de Locio e Silbes, sprfglo Jote da sil-
va, Jos da Silva Cabral.e Manuel tulouioGou-
[alvet.
l.ii, Manoel Ferrera Accol, secretario inte-
rino a eterevi. -- Orenro, presidente. liHn-
a. Ftrrtira. l'iguiircdo. Maraes. Car-
neiro Munlinu.
1)1.11.11) 01 PKBNAlIttCU.
uicirr, 10 DZ MADCO DE 1851.
Foram hoje approvados pela assembla : em
primeira discusso os projectos, n. I, que fixa
a for(0 policial parao auno liiianceiro de.">l a
52, e n. 32, que rrvoga varios artigos da le
provincial n. 137 de 31 de mu. o di- JH4U: cm
segunda o projecto n. 34, que suprime a'frc-
gue/.ia de Cruangl.
Foi tainbeui approvado com urgencia, c de-
pois de breve discusso um parecer da com-
misso de conslituico e poderes, pedindo a
cerildao aulbeuiioa da aentenca de pronuncia
do Sr. depulado Kloripes.
Foi adiado em segunda discusso, c a reque-
rlmenlo do Sr. Francisco Joo, o projecto ii.
33, que aulorisa a presidencia a contraiar a fei-
tina da poute entre ot Coelhos e Alieno dos
Alogados, e beni assim um parecer da com*
mltiode peticrlese a redaccao de um pio-
jeclo.
Foi rrgctado em primeira discusso o pro-
jecto n 37 que fixa os limites da fiegueziade
ticriiihem, regeilai|a igualmente o adiamento
proposto pelo Sr. Ralis e Silva.
Ful dispensado da commiso de saude pu
blica o Sr. deputado Jos Pedro da Silva, e no-
meado para o substituir o Sr. Cosme de S Pe-
reir.
Usura.Mello Regc Jos Pedro zeram re-
clamacoes acerca da publicaco doa aeus dis-
cursos.
'loinoii asaento o Sr. deputado Dr. Francis-
co de Paula Haplisia.
A ordein do dia para amanha II, alm do
ordinario, conten a discusso do parecer adia-
do, c tegunJa do projecto n. I d'ste au-
no, enjo iulertlicio foi para ease lim dispen-
sado.
Chili. Ptr e Ilayli.
J\o Timei de 23 de Janeiro l-se o seguinte.
P< las ultimasnoeia*que tivemos de Val-
paraso com dala de 26 de iiovenibro, sou
bemos que a repblica do Chili eslava a pou-
to de experimciilar uni.i ciise. Eit aqui co-
mo se euprlmi o nosso correspondente a es-
te respeito. Estamos aiue.ir.ados de uina cri-
se igual aquella que pioduiio cm Franca eui
1848 a queda de Luiz Filppe. O club da
igualdade, em Santiago con.posto pela maior
parle, de metubroa da opposco, e de gran-
de numero de propietario ricos mu mii-ii-
tes lein visto nesses ltimos lempos crescer r-
pidamente o numero de aeus adherentet. Mee-
tinga linho mesuio lugar lodos os das, e nel-
li\s prolestava-se com pouca medida contra
pretendidos actos arbitrarios do governo.
No lim de cada scsso os Miembros percor-
riam em prodigo as ras com banderas. O
governo de Santiago prohibi csias demonstra-
edes,
uina lula na quol o governador recebeu duas
puulialadas, e ficou presionelro, beni como
a maior parle dosoulros funccionarlos, entre
as inos dor insurgentes, os quars estabele-
ceram logo um governo provisorio composto
do sena partidarios. Todava aabendo que
(ropas marcharan! de Santiago contra ellos res-
liluiram o poder as auctoridades legitimas.
Ao niesrno lempo descobrio-ae em Santiago
una grande conspirado, enjo fim eradrri-
baro soverno. A le marcial foi inmediata-
mente proclamada por cem dias as cidades,
e provincia de Sauliago, c beni assim na de
Aconcanha.
Um grande numero de prises livcram lu-
gar c os fautores de todas estas conspiraees
lie.ir,un para ser deportados para o estreito de
Magalhes. Nao he preciso izer que os pe-
ridicos da opposico foram siippriinilos.
Aperar das medidas enrgicas, adoptadas
pelo governo, uina grande agilac.ao reina an-
da em Santiago, e nao cessar sein duvida se-
n ni depois da eleico presidencial, a qual de-
vora tor.lugar cm marco prximo futuro. Ge-
r.alinete tudos receio desordena para esse
lempo, cirio que ludo se passar tranquila-
mente, I ni amigo i.ieu chegado agora de
Santiago, me assogura que lia ueste momento
mais de 100 presos de estado, e que entre el-
los uoi im-se nimios olln i.ns do exercito.
As noticias do Per nao sao mais salsfato-
rias, baudos de salteadores devastavam a cida-
de, e os arrabaldes de Lima, sem que o guver-
nu podesse por termo aseus ataques repelidos.
Pur isso tudos os habitantes que tintiaui algu-
nia cousa, se enlriiicheiravam em suas casas
para so defeuderein por si mcsuios contra os
inalfeilores.
Bolivia era geralincntc o Ihcatro de urna
grande agitaco.
Carlas d'lslay (Per ) representan! a situa-
o de Arequipa como mu precaria. Os assas-
sinios, c os ii.hIi.i. mili.un lugar de todus os
lados. Oa fragata inglea Meandtr liuliam
desembarcado destacamentos de mariuhoiros
para desembaracar as estradas, porm vendo
que os soldados enviados de Lima conlra ot
bandidos, fasiam causa couimuui cun clles,
ii i o ii un a embarcar.
U Jamaira-iluming-Jourmil de 27 de dezem
lim coma o que se segu a rospoilo do II.un :
Reccbeu-se emSaii-Tliouiaz a noticia de que
Souluque, dopois de ter concluido os sous pre-
parativos de ataque contra os habitantes de S.
Domingos, liuha arreficido um pouco de seu
ardor bellico vista da allitude dos cnsules
eslrangciros, os quaes Ihe declararan!, que se
opporio pela forca a que elle renovasse as
hostilidades. O cnsul francs priucipalilieii-
te se fez nolar por seus enrgicos protestos, e
assogura -se inesmo que o vapor lari, chega-
do a S. Tliomaz, levara ao almirante que coin-
in.i mi i a es i.o, .ni da Martinica detpachos pelos
quaes novas forjas eram reclamadas para sus-
tentar as aine.acas lenas polo cnsul lenice/ a
S. M. hailicnse.
/"tar/oj-t/ni/o.
No Journal dea Debat de 3 de Janeiro pr-
ximo passado l-se o seguiuto artigo acerca da
Unido Americana :
O barco de vapor A'/ayiira entrado hontcm
( terca-feira ) em Liverpool, traz as correspon-
dencias de Hew-Tork al a data de 14 do cor-
rente.
As noticias que recebemos por este vapor
sao de pouco interesse, excepto sobre um pon
to. O cnsul inglez lia America central, M.
Chatlield, enicndeo dever tomar parle na ques-
to que rebentou enlrc as duas repblicas de
S. Salvador, e de Honduras e fez declarar pe-
los navios de guerra inglezes o bluqueio dos
portos de S. Salvador. A este acto de hoslili-
dade, o governo do estado ameacado, respon-
dou por una declaraco de guerra repblica
de Guatemala, a qual considera como a Insti-
gadora das medidas tomadas pelos inglezes.
Isto he talvrz niuito injusto, mas he lambein
uiuilo perigoso para a Guatemala. A invaso
de n na de suas provincias operada pelas tro-
pas de S. Salvador, fui o signal para que os des-
contemos se aiinassein, e poderla bem ser a
causa do urna rrvoluco.
>e nao se iralasse seno dettea pequeos
estados, nao se podoria ligar grande importan-
cia s suas quosloes, poioni por traz driles se
aebaUI a Inglaterra c os Eslados-Uuidos, que
lu.en, ha nuil lo lempo para lercm uina In-
fluencia exclusiva sobre a America central es-
las puteuci is nareclam estar de accordo; polo
Halado i.Iajton-Hulwor, cut oanlo vo entrar
de novo em lucia. Nos Estados-Unidos a im-
prenia jeucetou esia qaettSo com um ardor
asss vivo.
Nada hade novo, ou de inlcressante nocon-
gresso de Washington, a nao ser o cuidado
com que elle evita lodo o assumpto de discus-
ses Irritantes, c rejeita todas as propostas,
que podeui tender a despertar as quosloes da
ultima sessao.
O imprrador Souluque foz-se coroar com
grande pompa no dia do natal. Elle continua
seus preparativo! militares cunta S. Domin-
gos.
No Yucatano a guerra continua anda entre
a raca branca o a vcrinolha. Os ln'Jios leeiu
recntenteme alcatifado cousideraveis vaula-
gens sobre os seus adversarios.
t) processo do general Lopes como o do co-
medoio Jones sr: perde nos dctallus de mu
processo que nao ac bou,
A discussc suscitada entre o governo da
Austria e dos Estados-Unidos nao lera veros-
milmente nenhiiiu resultado serio Mr. Mac-
Gurdy, ministro dos Estados-Unidos junto a
corle de \ientia chegou a Liverpool no Siagd-
i de volla ao seu posto.
L-se no CotfdQ dos ist'idos-L'nidoi, de do
Janeiro :
a |n.ii.i de >e\v-Yoik, e todas as do norte
da nico te acli.nn ueste inoineiilo sujeilas a
uuia das crisesas mais cxlraordinaes que se
pdcui ver. No ineio de una prosperidade
quasi exbubcranlcocuiniiicrcip experimenta o
embaraco dos lempos dilticeis,e icalisa o ap-
logo desse re da fbula que moni a de lome
pelo dom fatal de mudar cm ouro tudo o que
locara.
Se jamis, com ell'cilo, os negocios leem si-
do mais bullanle,, o crdito mais fcil, o ouro
mais ubundaiilc, nunca tambera a falla de di-
nhoiro se fez sentir a um tal grao. As cousas
leem chegado ao ponto, quasi inaudito, e ter
o ouro descido ao par, entretanto que o agio
da in ,u i lera subido a 3, i e incauto por
cento.
lie naturalmente na California que he pre-
ciso ir procurar a causa primeira desta ailuaco
anormal. A emigraco que leni ido, ha dous
anuos c ineio, para o Eldorado, teni levado
couisigo ..o,. masaa de diulieiro mais cunside-
ravel do que o beneficio asss forte que as pe-
ras americanas ollreciaui em Panam c em
S.-Francisco. Por certo ella tem rest luido com
usura as soturnas asslia liradas aos Eslados-
Uuidos. porm ella as lem restituido constan-
te, e nicamente cm ouro. Por urna coin-
cidencia terrivel, um excesso de importa-
rles tem determinado de outro lado expedices
asss cousideraveis de numerario para a Eu-
ropa, expedices sempre conquistas em grande
parle de dullais, c met dollars. O mercado se
lem vislo assitx coiistraiigido n dar com duas
inos sem recebes de neuhuma parte o eriui-
a-it-i. .____-- t-- ^__ .i. ..-'___
sullados desta InsulTicleneia sobre as pract do
norte de lima manelra maisou menos pesada,
segundo as clrcninstancias. Os dez ltimos ara-
os, as-Rui lados por toda aaorle de clrcunia-
l.incias extraordinarias, tacs como a guerra do
Mxico, a fome europea, um excesso desmesu-
rado do importar;ocs, longe de vir augmentar a
porpoco ilm iiiilin das modas de piala tem-o
visto diminuir quasi de um terjo. De i840 a 60
a casa da moda 1160 tem fornecido tenao 20
uullii'ies de dol ii s, entretanto que ella havla
admiiiido perto de 27 inilliucs na de cada prc
codente.
As riquezas da California tem forcado a res-
tringir ainda esta einlSSio j tao limitarla. O
i"-i iIiiIii linelo da l'liil.nli Ipln.i, i> nico de
una importaucia real nos Estados Unidos, vio
alluii o ouro cun urna tal abundancia que foi
obrigado a concentrar sobre ette metal todos
os seus meios de trabadlo, para uao deixar ac-
ciiiiiiiI.ii totumas mili enormes, cuja ioaco
teria conslituldo uina perda consideravel. Ain-
da esta aclividade exclusiva uao lem sido suIH-
ciente ; bciu que se nao lenha cunbado seno
ouro, c ouro em pecas grande (10 e 12 dollars)
O metal se accumula mais depressa do que a
prensa o pode amocdar.Demaiscoinprehendcr-
sc lia fcilmente,se se rrllectir, que em 25 me-
/os,desdi- a doscoberta das minas da California,
at 3i de outubro de 1850, tem-se reeebido em
Piew-York .mal de 28 milhes de dollars em
mineral.
Dcste lado a situaco est longe de parecer
proiupia a ac desembaracar, porquede 31 de
outubro dala em que escrevemos, quero dizer
cm dous mezes c lucio, lem chegado perto de
12 imlliiii <. As prensas de Philadelphia csi.ln
poli mais oiiili,ii,-n,ad.is que nunca, pela moe-
da de ouro, e a de prata est amcafada de nao
l" aenao uina parle cada dia mais Iraca na
omisso A cu-,;.oi de um novo estabeloci
ment eiiiNeu-Yoik do qual o senado se deve
oceupar hoje iiesmn, tem por fitn, e tora arm
duvida por efleito por termo a este inconve-
niente, augmentando os meios de cunliar ; mas
isto nao he talvez seno um recurso para o fu-
turo, e o mal do que fallamos, exige um re-
medio inmediato Qual ser este remedio?
Nos o ignoramos, e nu alardeamos de o poder
hIiii Mas fiuanreiios, e ecoDoustaa ealo em
obra, e seria preciso minia mielo idade para
comas mos i lo i... de ouro nao se poder ad<
quit ir ii ni pouco de prata.
Bajaaajaajaj
Publicarlo pedido.
O abalxo assignado leudo um annunclo, que
debaixo da epigraphe de avisos diversos se
acha na Imprenta de 8 do crreme, vio consig-
nado oe lie o iiinoe de ii i ii famigerado F'loren-
eio, e como Ihe cumpr'e saber se o dito annun-
cio faz alluso a sua pessoa, para dar au autor
do un su,o urna resposta decisiva t perempto-
ria, pelo presente Ihe pede, que baja de de-
clarar, se com efleito o anniiiicio de que se
trata refere-se ao inesmo abaixo assignado, c
a resposla que livor Ihe servir de governo ; e
por que lie justo que saina com quotii se ba de
Ii.ivu no caso do roforir-sc o indicado annun-
cio a sua pessua, roga a quem quer que o fez,
que declare o seu uume se por acaso sabe apre-
ciar o que soja honra e ropulacaio.
/hrtnrio Jos Carneiro tonleiro.
ltep-'iri.Qiio da Policia.
PAUTE IX) DIA 3 HE MAIIUO HE 1851.
Das partes liontem e hoje recebidas itcsta re-
partirlo, consta le i o sidu presos : a ordem do
delegado do primen o districto deste termo Joa-
quim Rodrigues, por uso de armaa defesas,
Francisco Jos (uaresina por ebrio, e Manoel
Francisco de Sania Anua por furto : a ordem
do subdelegado da frrgueiia deSaiil-rri Pedro
Goncalvos do Recife o escravo Uanoel por uso
de armas e um inarujo inglez por ebrio: ea
escrava de Jos l.eo de Castro por corrccco,
Manoel escravo de Antonio da Silva Gusuto
por Crline de oll'ensas physicas, e a escrava Be-
nedicta por andar fgida.
Este mesiiio subdelegado em olTiciodo pri-
ineiro do crreme ciiiiiniiiiiicoii que Ivo An-
tonio do Rosario e Francisco dos Santos, mo
redores no termo de Caruar, haviam fuado
nesta cidade e oceultado em casa de sua mal
Felisborta Mara da Conceifo, moradora no
Alono dos Alt'ogados, um pelo de norne Ma-
noel, escravo de Antonio da Silva Gusino, mas
que este preto se poder evadir, e voliar para
a casa de sen senhor, c que leudo o inesuio sub-
delegado prucurado prender aquellos indivi-
duos, j os nao encontrara mais, adiando so-
monte em casa da dita Fclisberta um lanipeo,
una chave c urna corda do servico da illiimina-
c.no publica em que se ocettpava o indicado es-
cravo. P.irtioipou ni lis o inesmo subdelegado
(juc havla sido presa a parda Joaquina escrava
de Vicente Ferreira Alecrn).
0 subdelegado da freguezla do Poco, parti-
cipou em ollicio dopriineiro do crlente, que
1101113 4 de fevereiro ultimo, fora preso o bo-
Iceiro Jo-i da Maia por ter forido cota um
cotnpasso a Manoel Jos da Costa.
11- ni do iliu 5,
Foram presas: a ordein do chefe de policia
Francisca Antonia Pacheco, Francoln.i Mara
dn Rosario, Mara Francisca e Maria Kaymun-
da dus Aojos por dosordem : a ordein do dele-
gado do primeira dlslrlclo deste termo o pardo!
Hilario escravo da viuva Peixc por correceo :,
i iid,-ni do subdelegado da froguezia de Santo
Antonio um Ainericaiio Luglcz, por ter feridu
a ii ni suldado de polica, e o encravo Martiuh
por corrccco :C a do subdelegado da fiegue-
zia da boa Vista o preto Jos escravo de Anto-
nio Joaquim Seve por tentativa de fcrimcntos,
Un ,i i mi ii niiiaai ipi i ai la ..
Porto, brigue portuguez Maria Feliz, le
239 toneladas: conduz o seguinte : 190 sac-
eos, 1,113 barricas, 1 caixa e3 caras com
ros salgados, 122 paos o taboas, 225 meios
de vaqueta, 50 cocos de beber, 2 barricas e
2 saccas fsrinha de mandioca, 218 saceos
com ffomma, 2saccas atroz, 138 bsrris, 1
.: n i.i.'oi e 1 ancoreta me!, 1 lala, 5 caixOes,
2 barra e 2 boeets doce, 2 caixas relos.
Philadelphia, barca amoricana John Far-
mi'i, de 302 toneladas : conduz o seguinte :
3,650 suecos com 18,250 arrobas de assu-
csr e 182 couros salgados com 5,380 libras
HEGKBED0R1A DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Condimento do di to......587,627
CONSULADO .PROVINCIA!..
ReniUmanto dodia 10..... 2 986,271
JVlovimento do porto.
Navioi entrados no dia 0.
Acsraci com escala pelo Cear 13 diss
hiate nacional /Ionio, de 53 toneladas,
tu es ti o Francisco Jos da Silva Ralis,
equipagem 5, carga sulla ; a Manoel Gon-
calves da Silva. Passsgeiros, og Brasilei-
ros Antonio Jos Correia, Juo C. de A-
raujo Costa e -i osera vos a entregar.
Aracaty 7 dias, htale nacional Anglica,
de 82 toneladas, mestre Jos Joaquim Al-
ves lia Sil va, equipugem 9, carga algodSo
e mais gneros ; a Antonio Joaquim Seve.
Psssageiros os Rrasileiros Antonio Fer-
reira Caminha com 1 escravo, Manoel do
Reg lledeiros, Antonio Barbosa dos Pas-
SOS, Jos II dos 1'tSSOS, Joaqui n Mmili i
ro da Silva, Antonio Ribelro Pinto, Ma-
nuel Ferreira de Mello e Manoel Jos I v-
reira Hraga.
Terra Nova--30 dias, brigue ingle! Zebu-
lom, de 194 toneladas, capitSo II. Flynn,
cquipagfm 13, carga bacalho; a Me
i; liiiiml c. Companhia.
dem -- 33 dias, brigue inglez Eurydece, de
210 toneladas, ctpitSo A. ISiown, equi-
pagem Ii, caiga bacalho; a Johnttoo
l'.iter & Companhia.
I.on londerry -- 38 dias, brigue inglez Ifar-
ry. de 23l"toneladas, CapitSo T. Hall Me.
Crae, rqnipagein 10, em lastro; a Le Bre-
tuu Tin itiiiii & Companhia.
i; e,i. ni o i 30 dias, barca americana Con-
rad, de 317 toneladas, rapil5o l>. Smaclc,
equipagem 11, carga faiinha unais ge-^ectodo
eros ; a Matheus Auslin.
Liverpool 57 dias, brigue inglez Emma,
de 210 toneladas, capililo James Furgeo-
smi, equipugem II, carga fsrinha e fa-
zendas ; a Johnston Paln.
Navios sahidos no mesmo dia.
Baha -- Patacho brasileiro Santa Cruz, ca-
pitiln .Mai.in 1 Antonio da Silva Barros,
carga vinhoe mais gneros. Passegeiros,
os llrasileiros Pedro Antonio Cezar, Ma-
noel Pedro de Alcntara, o Alemao Fran-
cisco Callos Falkenstein, o Francez Lucio
Ildiuiq e 1 esciavo a entregar*
guidodosjogos icarios pelos mesmos eo
outro lilho.
Quinto acto.
Les cordages francais Grupos de cinco
pessoas, por Mr. Berleaux, Mr. Jorem, Mr.
Brmond e madameselias Serafina, Horten-
sia e Genny.
Sexto acto.
Grande asenc5o sobre a corda do scens-
rio, altura da terceira galera, executada
por madamesella Sersphina.
Stimo $ ultimo acto. .
Osquadros vivos, executados por toda a
companhia.
Primerro quadro.
As tres gracas.
Segundo quadro.
Os douespreiladores.
Terceiro quadro.
A morle de Abel.
Quarto quadro.
A fgida de Caim para o deserto.
Quinto quadro.
A dansa das Nymphas.
Seajfo quadro.
A matanca dos innocentes.
Si'o quadro.
A morte de Virginia.
Terminar* com a bella fonte de flores.
PSKQOS UOS alMETES.
Camarotes da primeira galera de frente-
8,000 rs., de lado 6.000 rs. ditos da segun-
da galera de frente 10,000 rs. dilos de la-
do 8,000 rs.; ditos da terceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs., galeria6*0rs.
Theatro de Sanla-lsabel.
47. RECITA DA ASIGNATURA. '
QUiRTArMIRIl, 12 DE aUBQO HE 1851.
Eipilaculo tyrico, intervalado de danca.
dramtico.
Depois da execuco de uina agradase! ou-
vertura, a companhia lyrica cantar a Med-
iente opera do maestro bellini, em2 actos e 3.
quadros :
Norma.
No intrrvallo do prinieiro ao segundo acto
as senhoras Kaderna e Moreaui executarao o,
novo dancado que lem por titulo
DELLF. CIARPE.
A companhia nacional terminar o espeta-
culo com a representado da graciosa farca :
O reerutaiuento n'aldela.
Na qual o Sr. Rayinundo, que desempenha
a parte deSargento /"rraerox-danari com
as senhoras Uaderna e ftloreauxo gracioso ler-
EDITA L
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa
Vista, em i ilude da lei, ele.
Faz publico a disposico do arligo abaixo
transcripto, das posturas municipaes vi-
gentes :
TITULO I.
Art. I." As inli ii.ii!i,o,'S llvenlo ser fin-
tas nos cemiterius logo que estes se achino
estabelccidiis e designados pela cmara mu-
nii i..al : os infractores serilo multados em
25,000 rs. a sollYerSo seis dias de priado ;
sendo essas penas applicadas, tanto a aquel-
es que esliverem encarregados de dirigir
e administrar os enterros, como aos que se
preslarem a dar sepultura a cadveres em
qunlqucr outro lugar nSo designado.
E, para que nao aleguem ignorancia, vai
publicado pela imprensa. Freguezia da Boa
Vista, I de marco de 1851. O fiscal,
Ignacio Jos Pinto.
Lund d'amarrun.
Comecara s 8 horas.
Os lu liles acliam-se i venda no lugar da
costme.
O administrador emprezario previne ao pu-
blico e em particular aos amadores dosIiai-
ln malcarados--que pretende, sabbado d'Alle-
iuia, dar um terceiro baile que lera precedido
decanto. Os procos das entradas ecamarotes
serio os segulntes : '
Entrada geral 2,000
Camarotes de primeira ordem com
5 entradas 0.000
Ditos de segunda com 6 entradas 12.000
Ditos de terceira com 6 entradas 12,000
Ditos da quarta com 3 entradas 6,000
As senhoras que se apresentarem mascara-
das lerSo enirada gratis. O programma ser
em lempo publicado. _____
o rit------. j_j-!iwa
Avisos martimos.
eclaracoes.
A ciuiimi-sao de polica da assembla pro-
vincial, lendo de coulralar a publicaco de
seus trabalhos por tachgraphos, convida a
quem convier para remetler sua proposta a se-
cretaria da inesnia asstubla, al o da 15 do
correle.
Pela subdelegada de San Jos do Recife ,
foi apprehenddo sem destino, no dia 9 do cor-
rente, mu qirii'io mellado escuro, que vagava
pelas ras desta freguezia : seu legtimo dono
compareca para Ihe ser entregue. Subdele-
gada de ciin Jos, 10 de marco de 18)1.-O
subdelegado, Franciico llaplUta de Almeidi.
, porem esta prohibico excilou uina viva
.iiiocao, e elle foi gravemente insultado no! vleme do delicit, que se las caiia dia na'sua
exerclolo de suas fuucces. A pos estas sce- Mi*.
lias de desordcni, achanJo que o governo nao I Oell'elo deste movimento lem sido inuilo
o liuha sulhcienlemeute sustentado, elle den mais sensvel, porquauto a moda de prata
a sua deiiiissiio. Alcetings da nietina n.iuro- nunca foi multo abundme nos Eslados-Uuidos
ja linbaiu igualiuenle lu^ar cada dia ni pro- l.m lodos os lempos o numero das modas cu-
vincia de Aconcanha. O governo leudo urde-' nhadas tem sido inferior t necessidades da
nado aos clubistas que trasseut um* bandei-' circulaco, e a tendencia uessas especies a fe
ALFANDEGA.
Itomlimento do dia 10. 6:078 950
Descnrregam hoe II de marco.
Brigue livma Gruhan merendonas.
llares F.-k i lum.
Hiato Aguia lirasiletra gneros do paiz.
Ilirca -- Ospray bacalho.
Brigue Luvinia-- dem,
(alera C.uurad m-ia nlu i i-.
Hiate S. Jodo --charutos p fumo.
CONSULADO GERAL.
ItendimoQto do dia 10.... 4:792,209
Diversas provincias...... 117,129
4:909,338
EXPOKTACAO.
Despachol martimos no dia 10.
Babia, patacho brasileiro Santa Cruz, de
101 1|2 toneladas : conduz o seguinte: 18
voluntes fazendas, 3 caixas bezerros, 57 pi-
pas vinho, 150 barricas fannha de trigo,
150 ditas bacalho, 100 garrafCe.s ervilhas,
JiO iiuilhiis palha de carnauba, 5t caixas
velas e cera de dita, 12 saecus com 78 ar-
robas e 17 libras deceade dita, 17 barri-
cas cnxadas e pregos, 35 caixas enxofre,
300 liacas vimes, 13 pipas e 10 barris azei-
te, 1 caixa iviogius, 3 pSes de assucar, 2
linelas doces e 2 caixas colxetes.
Ilaicolona, polaca hespanhola Dorothea,
le 59 toneladas : conduz o seguinte : 820
-arces cun 4,480 ai robase 17 libras du al-
godSo.
Agencia da companhia de vapo- i
res inglezes.
0 vapor Tay deve aqu ebegar
dos partos do sul no da 20 do
crreme, e no inesmo dia se-
guir para a Inglaterra com
escala pelos portos j amiunciados de S.-Vi-
co ule, Tenerife, Madeira e Lisboa : as pes-
soas que pretenderem passagens para qual-
quer dos diversos portos, queiram drgir-se
com a necessarla antecedencia ao escriptoro
da respectiva agencia na ra do Trapiche n.
42 para tratar do ajuste e receber o competen-
te recibo, o qual sendo passado por ordem
numrica terain preferencia aos lugares de ca-
marotes conforme a ordem da sua nuuicrai, au
Para o Cear e Acarac sahe por estes 8 a
15 dias o biate ^guio llinii/rira : qu mo qulter carregar, dirija-se a ra da Cadeia
escrlptorio de Manm-I Goncalves da Silva, ou
a bordo do tnesino hiate defronte do trapiche
do algodao, a fallar com o capito.
I'sra o l'orto sahe com brevidade a bem
conheeida e veleira barca Espirito Sanio, de
primeira marcha, forrada e encavilhada de
cobre : quem na mesma quizer carregar ou
ir depassagem, para o que tem excellentes
commodos: dirija-se ao seu consignatario'
Francisco Alves da Cunha, na ra do Viga-
no. n. 11, primeiro andar.
Para a Bahia segu, no dia 8 do corren-
te, o patacho Santa Cruz : para o resto da
carga e passageiros trata-se ao lado do Cor-
po Santo, luja de masstmes n. 25.
Para o Porto sahe com a maior brevi-
dade possivel, porjatera maior parle da
seu carregamento promplo a barca portu-
gueza llmcliarense, de primeira marcha^
lem excellentes commoJos para psssagei-
ros : quem na mesma quizer carregar, ou
ir de .psssagem, enlenda-se com o capitio
Rodrigo Joaquim Correa na praca do Com-
mercio, ou com Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34
Para o Rio de Jaoeiio
Segu por estes dias o bugue escuna naci*
nal Olinda, pai-a o resto da caiga escravos
passageiros, irala-scconi Machado & Pi-
nheiiona ius do Vigario n. 19 segundo an-
dar, ou com u ca ilao Manoel Mariano Fe.--^
reir na Praca.
Ib
\
Leiles.

TIlBATU DE ATOLLO.
DIA II DE MARCO DE I85.
COMI'AMIU iuam:i:/a,
Dirigida por madama Berteaux.
Kciireseiitncu extrnortlinuiia em
Ix ti 'lio i n (le iiiailuinrM'lla
S iniiliinn Uci'll all\.
Primeiro acto.
Dansa de corda, executada pela familia.
Madamesella Serafina terminar easoexer-
cicio de elevacSo pela danca sem maroma.
egundo acto.
O grupo piramidal, executado por toda a
companhia.
Terceiro acto.
Dansa antipodal, executada por Mr. Ber-
teaux, terminar pelo vo de Mercurio (com
grande varitco ).
Quarto acto.
Grande exeroicio dedeslocarSo ('colocacSo
e dcslocacflo dos ossos ), executado por Mr.
Berteaux e seu lilho.o meaioo Brmoad, su-
t\ sil I 11/
-5
1
O corretor Oliveira fara leilSo do gran-
de varledale de fazen las inglezas o f-an-
cezas de una extinta luja, muitas das quaes
so de protnpta venda, e oulras denomina-
Jas alcaides, que se venderBo por qualqner '
preco : terca-feira, II do correte, as 10
horas da manhSa, no seu escriptoro, ra
da Cadeia.
Joh.iston l'ater & Compa-
nliia faraoleilo, por inlervencSo
do corretor Miguel Carneiro, de
grande sortimento de fazendas i-i- I
glezas, as mais proprias e acredi-
tadas nesle mercado, sendo a
maior parle dellas madapolSes e
algodozinhosde diversas qualida-
des : terca-feira, 11 do correte,
s lo horas da manhaa, no seuar- f
mazem, na ra do Vigario n. 3.
i-^s r-wr-ik r^ii


.
i -Schafheitlin&Tobler farSo leilSo, por
JntervencSo do cnrrtor Oliveira, por or-
dem do lllm. Sr. Henry Christophers, vico-
consol deS. M. Rritannica, o gerente do
consulado da repblica francesa, eem pre-
senca do chancellar do mesmo consulado,
deuma caixa com fazendas chegada na bar-
ca franceza Jules, capitflo Tombarel, com
avariad'agoa sa'gada: quarla-feira, 12 do
corrente, as 10 horas, no seu armazem, ru
da Cni/.
Schafheitlin&Tobler farSo leilSo, por
intervencSo do corretor Oliveira, de um
completo sortimento de fazendas de seda,
1,1, linho edealgodSo, todas proprias do
mercado : quarta-feira, 12 do corrente, s
10 horas, no sen rmazem. ra da Cruz.
.. O corretor Oliveira, far lello por conta
e rlseo de quem pertencer, por ordem do lllm.
Sr. Henry Chrlstophert, vlce-consul de S. M.
J). egerente do consulado da repblica fran-
cea, e em presenca do chanceller do mesino
conaulado ; de uina caixa com chales, e outra
com bonetes, chegado na barca Juli: capllo
Tombaret, averiadas d'agoa salgada ; quarla-
feira 12 do corrente, as 10 horas no arinazem
dos Srs Schafheillln & Tobler, ra daCrui.
O corretor Rliguel Carnelro, ,far leilao
no da 12 do corrente no seu armazem na ra
doTrapiche n. 40 de diversos trasies de urna
pessoa que se retira desta provincia e inultos
uniros objectos que se vendero por todo o
preco: alm destes, relogios de ouro patentes
inglezes espingardas e pistolas, obras de prata
eouro, carros de moe carroca para um ani-
mal, e as duas horas etn 'ponto hir a leilao
uina poicao de livros ingleses, franceses e por-
tugueses, obras multo inleressantespara quein
tiver guato.
Adamson Howie & C, farao leilao por
intervencao do corretor Oliveira, de umesplen-
dido sortimento de faiendas inglezas as mals
proprias do mercado, e entre ellas mullos pan-
nos de la superfinos, e vendaveis na presente
estaco qulnta-feira, 13 do corrente as 10 ho-
ras da manhaa, no seu armazem ra doTra-
piche, ________________________________
Avisos diversos.
*
i
'-
Jos Soares de Azevedo, professoc de
lingoa franceza no lyceu, tem aberto em
gua casa, ra das Trincheiras n. 19, um cur-
so de Geograpliia e Historia, e outro
de Khetorica e Potica. As pessoas
que desejarem estudar urna ou outra destas
disciplinas, podem dirigir-so indicada re-
sidencia, de manhSa at s 9 horas e meia,
o de tarde a qualquer hora
Juan Alves de Souza relira-se para fu-
ra do imperio.
Francisco los Pereira, subdito portu-
guez, relira-se para o Maranho.
-. Ilermann Trost, cidadSo suisso, retira-
se para tora do imperio.
Desappareceu da villa de SerinhSem,
no dia k de fcvereiro, a parda Joanna, cor
escura, baiza. de boa grossura. de 45 an-
uos pouco maisou menos, comeca a pintar,
rosto secco e nariz afilado; tem alguns
pannos e..o dedo vfzinho do mnimo do p
esquerdo h mais pequeo que do ordina-
rio : qupm a apprehender, leve-a sobredi-
ta villa Mara Rosa da ExpectacBo.
Passapoi -les.
A anliga agencia da ra do llangel, sobra-
do D. 9, contina a tirar passaportes para
dentro e fra do imperio, e despachar es-
cravos, tmiii por preco commodo e muils
brevidade.
Precisa-se alugar um moleque ou urna
preta, para o servlco de urna casa ; quem ti-
ver dlrija-se ra do Trapiche, n. 289, que
achara com quein tratar.
I'recisa-se fallar com os Srs. abaixo
mencionados, a saber : Antonio de Suuza
Pereira, Jos dos Santos Porto, Manoel Pe-
reira da Cosa Larangeira, Joao Jos Pinto
de Oliveira, Joaquim Barhoza de Souza.
Jofio Babello Leite Cuimarups, Jos de Sou-
za Itibeiro, Jos Fernatides Torres, Manoel
Domingues Pereira e Manoel Joaquim Gon-
calves do Nascimenlo, podem dirigir-se
ra das Larangeiras n. 23.
-- Desappareceu, no dia 7 do corrente
noite, a preta Georgia, crioula, de 19 an-
nos, estatura mais que regular, olhos pe-
queos, nariz regular, beicaida e peitos pe-
queos ; i fin as unhas arrebitadas e bota as
pontas dos ps para fra : roga-se s auto-
ridades policiaes, ou a qualquer pessoa que
a apprenendam e levem-na a Pedro Coelho
Pinto Lobo, na povoaciio do Monteiro, que
se gratificar.
Oesappareceu, no dia 20 de fevereiro,
a preta Catarina, de nsc3o gento, de 35 an-
uos pouco mais ou menos, estatura regular,
magra, olhos grandes e' nariz um tanto
grande ; levou vestido de chita velho j des-
botado e panno prelo : quem a pegar leve-a
atrs doCalabouQO Velho n. C, que sera
lii'in recompensado.
O abaixo assignado, tendo de retirar-
se para a Europa a tratar de sua aade, doi-
xa por seus procuradores nesta cidade, en-
carregados de seus npgocios, no que dii
respeito an judicial, a ViclorinoJos de Sou-
za Travasso, e quanln ao commercial a Ma-
noel flodrigues Cosa, morador Da ra do
Queimado n. 21 ; tambem roga as pessoas
que se julgar m suas cr. doras de Ihe apre-
sentur suas contas uestes tres dias, e os que
Ihe silo devedores com dbitos vencidos o
favor de Ihe pagaren) no mesmo prazo, do
que- Ihes tirar obrigado. Recifo, 9 de mar-
co de 1851. Jote Antonio Correia Jnior.
No dia 15 do corrente, a porta 'do lllm.
Sr. Dr. Jos Raymundo da Costa Menezes,
juiz do civel da segunda vara, tem de ser
arrematado, por sera ultima praga, um so-
brado de um andar, ainda por acabar, silo
na freguezia do Poc,o da Panella, penhora-
do por execucSo de Antonio I.uiz Contal-
ves Ferreirs, contra a viuva e herdeiro do
linado Dr. Benlo Joaquim de Miranda Hen-
riques.
A mesa regedora da irmandade de S.
Chritpim e S. Chrispioiano do convenio do
Carino, convida a todos os iranios da mes-
roa para, no domingo 16 do corrente, pelas
9 horas do mesmo dia, compareceris no
consistorio, em mesa conjuncla, para tra-
tar-se de negocio tendente a mesma.
OSr. Thomaz Jos de Senna tem urna
carta, viuda do sul, na ra da Cadeii do
ecife o. 35, toja.
Furlaram da Passagem da Magdalena,
do sitio do Sr Joaquim Coelho Cintra, no
Kia 9 du corrente, das8 para as A horas da
noite, um cavallo ruco-pedrez, grande e
bonito, capado, de clinas e cauda compri-
das, pouco cabello do pescoco para cabera,
com bastantes pintas de pedrz, ainda com
algumas manchas de rodado dos quarlos
para os ps e bastante esperto ; tem um car-
meno obrigado, passeiro e ferrado com um
US ferro uo quarlo direilo e esquerdo :
quem deste cavallo der noticias, ou o trou-
xer ao seu dono, no dito sitio, nu na ra do
Queimado, loja de fazendas n. 7, ser gene-
rosamente recompensado.
-- Um moco portuguez, chegado ltima-
mente, se quer dedicar ao commercio : a
pessoa que pretender seu prestio para ar-
mazem ou de ra, pode dirigir-se ra dos
Quarteis n. 18, que se dir quem he.
Antonio Julio de Menezes torna a de-
clarar, que a nove anuos leve de mu lar o
seu nome para Antonio Julio de Miranda
Oliveira, por haver outro de igual nome na-
quelle lempo.
Precisa-sede um caixeiro de 12 anuos
para deposito de padaria, preferindo-se dos
chegados prximamente das lillas : na ra
de Hartas n. 18.
Manoel Antonio de Vasconcellos, sub-
dito de S. M. Fidelissima, retirase para
Una deS. Miguel.
-- I'recisa-se de um cozinheiro forro bu
captivo para urna casa estrangeira de pou-
ca familia na ra do Brum n. 8, segundo
andar : paga-se 16,000 rs. mensaes.
Precisa-sede urna ama para comprare
cozinbar : na ra da Concei(8o da Boa Vis-
ta n. 11. .
Precisa-se alugar um preto intelligen-
le e sem vicios, para o servido externo de
urna casa de pouca familia, e paga-se bem.
Dirigir-se ra da Trincheiras n. 19, so-
brado.
- Deseja-se fallar com os herdeiros do
finado padre Jos Barboza, que foi senhor
do engenho Cana-braba, da freguezia de
llamb, em Pedras de Fogo, a negocio de
interesse dos meamos herdeiros : no Reci-
fe, na praca da Independencia n. 39, ou de-
clarem suas moradas.
Sociedade Nova-Thalia.
O primelro secretario da sociedade Nova-
Thalia, convida a todos.os Srs. socios a com-
parecerem na casa da sociedade no dia 12 as
6 1|2 horas da tarde.
JoSo Correia de Carvalno, alfaiate, mu-
dou a sua residencia da ra da Cadeia Ve-
Iha n. 41, para a ra da Madre de Dos nu-
mero 36.
Na ra da Madre de Dos n. 36, primet-
ro andar, precisa-so deuma ama que faca
compras e cozinhe.
Agenciado passaportes e ttulos de re-
sidencia.
Claudino do Reg Lima tira passaportes
para dentro e fra do imperio, e titulo de
residencia por commodo preco eprompti-
d3o: na ra de Sania Rita, sobrado n. 14.
Quem precisar de urna ama para casa
de homem solloiro ou de pouca familia, ali-
ancando-se sua conducta, quo sabe coser,
engommar e cozinbar, dirija-se ra da
Concordia n. 8.
Manoel Jos da Cunha Fara, subdito
portuguez, retra-se para fra do imperio.
Alianca-se ao Sr. .imericus, que ha mui-
to os actuaes contratadores do imposto do
gado consumido neste municipio tambem
estSo mentando buscar gado na feira, eo
Tazando picar ao povo ; e das duas ha de
conceder urna, ou nSo existe monopolio, ou
se existe tambem sSo elles monopolistas.
Por ora basta ; logo o povo conbecei quem
sSo os verdadeiros monopolistas, quem seus
protectores
De novo roga-se ao Sr. alferes Jorge
Rodrigues Sidreira queira por bondade pa-
gar os 30,000 rs. que pedio emprestado, na
ra da Cadeia de Santo Antonio.
I'ede-seao Sr. fiscal do hairro de San-
to Antonio, tenha a bondade de lancar suas
valas sobre a chamin da padsria da nu
\ova n. 31, que nflo esta enllocada de con-
formidade com as posturas da cmara, o a
furrraca (pelo cannoser baixo) e o calor
muito incoinmodam a vizinhanca, princi-
palmente aos moradoras das casas nos fun-
dos da mesma ; e he tilo activo o calor que
esquenta a parede da casa em que moran
Lima, alfaiate, a ponto de nao ser tolera-
vel por-se-lhe a nflo.
J, l\. Lasserre vai fazer urna
viagem a Europa, levando em sua
compartida o seu sobrinho menor,
de nome llenrique Lasserre.
Desappareceu de bordo do patacho Ale-
gra, pelas 4 horas da tarde do dia 9 do cr-
rente, o escravo Bernardo, Mozambique,
representa ter40annos ; levou caifa e ca-
rniza azuesj velhas e brrele de marujo ;
he baixo e grosso : quem o apprehender se-
r recompensado, levando-o a bordo do
mesmo patacho, fundeado defronte do Ira-
piche do algodo, ou ra da Mooda n. 7.
Deseja-se fallar a Sra. Anna Francisca
de S. Pedro, natural do Pilar, junto a po-
voacflo de Goianninha, o que de l retirou-
se ha pi rio de 20 annos : queira, portanto,
a mesma senhora annuncar sua morada
para ser procurada, ou dirigir-se ra do
Collegion. 16, primeiro andar, a negocio
do seu particular interosse.
Ao publico.
Eu abiixo assignado, tendo sido convidado
ha poucos d'as pelo Sr. Manoel Rodrigues do
Passo, para ligurar como retponsavel do peri-
dico Recreativo, e nao se me dizendo, que nesse
peridico era atacada a vida privada do Sr.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonseca, pessoa a quein
tributo intelra couslderaco, assignei um pa-
pel, que pelo dito Sr. Passo me fura apresen
lado ; mas, sabendo hoje que esse papel, que
nao li quaodo assignei, alm de conter urna
responsabilidade illlmitada, estava datado do
I de outubro do anuo passado, como se pode
verificar pelo sello, e demaisque se pertendia
fazer-me figurar como respousavel por uin ar-
tigo communicarfo, iinpresso no n. ldesse pe-
ridico, artigo em que atroimente insultado
o Sr. Dr. Aquino Fonseca, declaro que nao sou
responsavel por esse' communicado, e ueste
seuiido lenho requerido ao Sr. juii municipal
da priincira vara para que em audiencia me
considere isento da responsabilidade ; por-
quanto, as9gnando o papel que me aprescut-
raoSr. Passo, fra illudido completamente.
Recifc 7 de marco de 1851.
Jnti rfo Santos Torres.
AGRICULTURA.
He de notar-se que havendo nesta provincia
de l'ernambuco inultos agricultores e senho
res de engenho com cresvido numero de es-
cravos, neuhum delles se tenha dlsposto a cni-
pregar parte de suaa furcas na cultura do caf
sendo esta de muito mals interesse, para quem
o sabe cultivar. Nao be preciso lembrar as
graneles vaiilagens desta planta em us paizea
strangeiros, por que, basta para exemplo a
provlucia de S. Paulo, e Rio de Janeiro, onde
a cultura do caf tem dado urna riqueza es-
pantosa. Todos sabem que o fabrico do assu-
car depende do emprego de grande capital em
,nnil, exteosao de trras, maqumismo, ani-
maes, escravos, e outras multas despezas com
o costeio do engenho. Alm de ludo islo, os
cahores de engenho soflrem uiuitos prejuizos
com a morte de muitos anlinies, e escravos,,
visto que o trabalho inulto rigoroso, c inor-
lilicante em dia e noite, sein desoaoco duran-
te o tempo da muagciu das canas. Engcnhos
ha, de poucas forcas, i|ue tirada a cunta da
recelta c despeza animal, pouco, ou nada Tica
em proveito do proprietano.
O cafeseiro est em comparacao com as ar-
vores naclvas pela sua duracao. Esta arvore
tem mals a vantagein de dar fructo por mals
de viute annos, sein que seja preciso cssas re-
petidas plntateles todos os annus, como acon-
tece com a cana do assucar, c quando os cafe-
zeiros se tornam vellios, faicin-se renovar de-
cotando-os junto a rali. Feilo isto, com o dc-
vido tratainentn brotao de novo e conlinuam
a dar fructo, e no emtanto pode o agricultor
fazer nova planta passados muitos annos, era
ouiro terreno acommodado a nalorc/.a desta
arvore. Os escravos que plantam para si com
licenca de seu senhor, contain todos os annus
com uina renda certa em tempo da colheta
para suavisarein suas precisdes, andam mais
bem vestidos, vivem melhor e satisfeitos, o
que nao acontece com a fabrica dos engeiilios
que ludo he uina miseria com poucas escep-
Sdcs. Os bracos empregados na cultura do
cafe1 podem oceupar-se no servico de outras
plantas, at mesmo no da cana do assucar nos
iutervallos de tempo. Tcnho observado c vis-
to, que para a banda do sul da provincia,
produi o caf admiravelmente ; carregam
muito. c de muito boa qualidade. Algum
agricultor tem cssa planta em sua horta, po-
rcm entregue ao despreso, porque uo se oc-
cupam em tratar desta arvore: comtudo, no
Rio de Janeiro nao vi carregarcm os cafezei-
ros tanto, apezar do bom irataniento, e cuida-
do do agricultor. Ocafezeiro tem o seu dc-
vldo lempo de replantar c mudar, assim como
todas as mais plantas. Todo o bom xito con-
siste em saber plantar e tratar, pois sem expe-
riencia e prlica perdem-jc muitos ps, e
grande parte da plaotaco.
Os plantadores do caf nao fazem cssas gran-
des despezas, a que est obrigado o senhor de
engenho. A maquina de descascar o caf, e
todos os mais utcncilios sao de pouco custo. e
em tudo mais acommodado s circunstancias
do agricultor.
Urna plantacao de caf de quarenta mil ps,
pouco mais ou menos, por exemplo, nao pode
deixar de dar um interesse certo anualmente,
a quem qulzer dedicar-se a esse ramo de cul-
tura. A pessoa a quem convler, precisando
de um homem capaz de administrar e dirigir
todo esse servlco, at o estado de vir o caf ao
mercado, por ter disto bastante conhrciinen-
lo, pagando se-lhe o seu trabalho, confurmeo
ajuste que fizer, annuncie por este Diario, para
ser procurado.
Desapareccu na noite do dia primelro do
corrente uina escrava crioula de nome Be-
nedicta, que foi do casal do finado Joaquim;
denominado da Lingueta : he de estatura alta,
cor mais, ou menus fula, tem um signal nu
rosto, e representa idade de vinte c dols an-
nos. Quem d'clla souber, ou aprehende-la, di-
rija-se ao Dr. LourenC' Jos de Fgueiredo, que
he seu senhor, c reside na rita do G pols de passar a ponte do engenho do mesmo
nome, que ser bem recompensado.
Precisa-se lugar tuna ama, que saiha
cozinbar, engomm ir com peil'uir;3o c pen-
sronla casa de familia : no l'asseio Pu-
blico n. 11, ou annuncie.
-- Aluga-sa o or liciro andar do sobrado
da ra Nova n. 65 : a tratar por baixo do
mesmo.
No paleo do ('.mino n. 10 aluga-seurna
ama forra ou captiva, para pouca familia :
paga-se bem.
f IgniCIO Firmo Xavier, Dr. em med- j
cia, assiste no primeiro andar do :j
S sobrado n. 27 da ra eslreita do Ro- jjj
zario, e olerece seu presumo aquetn "l(
.i delle siquizer utilisar, das 7 horas ja
gj da manhSa, as 6 da tarde.
PiWrim^?S r---:^r;^*~i
--O administrador do cemilerio publico
pede as pessoas encarregadas dos enlerros
a loitura do seguinle artigo do regulanicnto
do cemilerio :
Art. 26. O publico ter franca entrada
no cemiteno desde as seis horas da manlila
at as 6 da tarde ; e s durante este espa-
do ser permillido em lempo ordinario re-
ceber os cadveres.
Deseja-se alugar um preto de boa con-
ducta, quo saiba cozinhar solTrivelmente
para nina casa estrangeira de pouca fami-
lia : na ra do Trapiche Novo n. 6.
Precisa-se alugar, para urna casa in-
gleza, um copeiro : paga-se bem : no Tra-
piche Novo, armazem u. 12.
O abaixo assignado avisa aos senhores
abaixo declarados, que tenham a bondade
deirou mandaren) pagar oque devem na
ra Imperial n. 48, a saber Jos Rodrigues
de Oliveira Lima a quanlia de 135,610 rs. e
l.'ii/. Gomes Gonfalves, por antonomasia
Luiz Grande a quanlia de 16,000 rs.
Francisco Jos Anlums.
Manoel Francisco Martin &
Irmao avizam aos devedores de
Joao Martins Goncalvcs, que se
acham autorisados a receber suas
contas, tanto o que licaram a de-
ver ao finado Antonio Dias Souto,
como a Joo Martins Goncalves,
preparatorios no lyceu desta cidade, parti-
cipa ao respeitavul publico e aos pais do
seus alumnos, que desde 13 de Janeiro des-
te anno abri sua aula, e dcbaixo dessa
mesma disciplina ensina por principios
a grammatica portugueza, latina e france-
za ; admittindo nesse recinto porcionistas e
meio porcionistas. Os pais de familia que
quizerem applicar seus lilhosa alguma dea-
Bal disciplinas, plem dirigir-se a ra. lar-
ga do Rosario n. 48, segundo andar.
Jos Mara Hachado de ligneiredo.
^ Consultorio homceopatnco. *
Ra INova, numero 58,
primeiro andar.
Consultas gratuitas para
os pobres, todos os dias uteis
desde s 8 horas da manhaa M
at urna hora da tarde. g
Aluga-se o sobrado da ruadoVigario
n. 13, tres andares, slito corrido, dous
grandes mirantes, que por sua posicilo ele-
vada domina o mar de norte a sul, e com
as mais expelientes accommolacOes; aluga-
se lambem separados os dilos andares, as
chaves existem no armazem do mesmo
sobrado.
-- F.ngomma-se e lava-se toda a qualida-
de do roupa com todo asseio e muita prump-
lidilo, por preco mais commodo do queem
outra qualquer parte : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
Casa de commissao de escravos.
Cornpram-se e vendem-se es-
cravos, e resebem-se de com mis-
sao, tanto para a provincia como
para fra dclla, para o que offe-
reeem-se muitas garantas a seus
donos : na ra das Larangeiras n.
14 < segundo andar.
--Precisa-se alugar um sitio perto da pra
i;a, o qual tenha pasto para dez vaccas,
planta de capim, alguns arvoredos e cssa
de vivenda para pequea familia, dando-se
logo 200,000 rs ao tomar posse do mesmo :
quem o liver, annuncie por esta folha para
ser procurado.
O professor delatim do collegio das
arles, encarregado de reger a cadeira de
rhetorica durante o impedimento do res
pectivo professor, avisa a quem eonvier, qu
a matricula di sla aula contina aherta al
o lim do corrente, na casa de sua residen-
cia, ao p da la leira da S.
Arrenda-se a loj< do sobrado da na
do Collegio n. 3 : quem a pretender, dri-
ja-se a ra do Padre-Flonano sobrado de
um an lar n 1.
-- Alugam-se serventes para pedreiro :
no Mondt'go fabrica de rap, paga-se bem.
R'aiilo GalgnoUXs dentista
francs*offereee sen prest-*
* mono publico para todos os 9
niistcrt-s de sua proflssao : "
'^ pilc ser procurado a (pial-
9) qner hora em sua casa, na
i0 ra larva doRoario, n. 30,
sctriuido aullar.
ja bom, gordo e sem achaques: na ra da
Mangueira n.1.
Compram-so effectivamenle botijas e
garrafas vasias a 7,000 rs. o cenlo : na res-
tilacBo do Franca & Irmflo, na praia de S.
Rita, o no deposito da mesma, na travess
ila Madre de Daos n. 5.
-- Compram-se duas escravas com a? se-
guimos habilidades : urna que cozinhe e en-
gnmme bem, e outra que engomme e cosa
perfeitamente : paga-se bem : na ra da
Cruzo. 23, segundo andar.
Compram-se
eseravos bonitos e robustos para dentro e
tora da provincia : na ra larga do Rozarlo
n. 48, primeiro andar.
Compra-se 13a de flecha e barriguda,
ou oulra qualquer quo sirva para encher
colchSo : paga-sa bem : na ra Nova n. 28,
loja do Antonio Ferreira da Costa Braga.
Compram-se ps degoiabeira branca,
sapotizeiro, mangabeira, condesseira, fruta
pSo, caneleira, pimenla da India e abaca-
xis : quem tiver, annuncie.
Compram-se escravos de an,bos os se-
xos de 10 a 40 annos para urna encommen-
da : na ra de Saota Rita, sobrado n. 14.
Compra-se urna escrava boa engomma-
ieira e que saiba fazer o mais arranjo de
una casa : no paleo doLivramento n. 37,
sobrado deum andar e sutSo, do lado da
ra da Penda.
-Compra-Be urna escrava, que Mi Di bem
engommar, cozinbar eenlenda do costura,
sendo moga e de boa conducta : na praga
da Roa Vista n. 28.
?
Qualquer senhor de engenho que pre-
cisar de urna senhora capsz, e bstanle ha-
bilitada para bem ensitur primeiras letlras,
por ser lia muilos annos essa a sua profis-
sflo, ensinando com todo o esmero a ler, es-
crever, contar, doutrina cbrisll e coser,
poder procura-la na ra do l.ivramento, no
primeiro andar do sobrado n. 23.
-- Precisa-se de urna ama que seja criou-
la, para o servido interno e externo d uina
casa de pouca familia : paga-se bem : na ra
da Assumpcno, muroda Penha n. 16
--Precisa-se alugar uina prrla para ven-
der na ra : paga-se bem : na ra do .\o-
gueira n. 29.
0 administrador do cemile-
rio publico ainda precisa de um
ou dous serventes captivos, para o
servico do mesmo cemiterio, com
o jornal de (4o rs. diarios.
Urna ppssoa que deseja empregar-se na
escrjpiuracflo de alguma casa de negocio,
ondo se trabalho por partidas dohradas ( de
cujo sysiema tem conhecimenlos theoricos
e pra ticos adqueridos com uro dos meitio-
res gimrda-livros desta piafa J procurara
a qualquer Sr. negociante, que, precisan-
do de servenluarius desta ordem, se dignar
de indicar por este Diario o lugar e hora cni
quo deve ser encontrado.
--Precisa-se de urna ama para cozinhar
e comprar : na ra da Conceic,no da Roa
Visti n. II.
Deseja-se contratar com alguma pes-
soa qu* tenlia servido em aleum doscorpo
por isso hajam de vir satisiazer o)de primeira linda,oque tenha as habilita-
maifl lireve nossivel aim ile nao cocs precisas para acabar o tem.ao .lepra
mais Dreve possive, aim ue nao dfl um soidaa0 dose^undo baUlhUo de
se verem seus nomes neste jornal] artiharia : quem este negocio pretender fa-
e uiar-se dos meios que as leis fa-
cultan).
- Precisa-se alugar urna casa para urna
familia estrangeira, sendo no Hospicio, ra
da Aurora, ou em qualquer parte fra do
Recife at Ponte de Ucha : a tratar na ra
do Vigarion. 4, no escritorio.
Aluga-se.
Precisa-se alugar um primeiro ou segun-
do andar de casa, que tenha commodos pa-
ra familia, em urna das ras pnncipaes do
bairro de Santo Antonio : quem livor, an-
nuncie para ser procurado.
Piecisa-se alugar um preto para o ser-
vico interno e externo de urna casa de pou-
ca familia, pagaudo-se bem conforme
ajuste que se flzer: na ra do Rrum, casa
terrea, defronle da fundido ingleza.
Precisa-se alugar um silin na Capun-
ga, que tenha arvoredos de fruto : quem o
tiver e quizer alugar por anuo, annuncie,
ou dirija-se ra do Rozario larga n. 22,
segundo andar.
Arrendamenlo.
Dona Calharin Francisca do Espirito
Santo, arreuda o trapixe denominado com-
panhia : quem o pretender dirija-se ao seu
procurador bastante Flix Francisco ue Sou-
'.a Magalhaes, no paleo do Carmo n. 16.
O abaixo assignado professor particu-
lar de primeiras letlras, disciplinado em
zer, pollera fallar com Manoel Luiz da Vei-
ga, ilo meio-dia a urna hora da tarde, na lo-
ja da rua do -Collegio n. 8, ou em Sanio
Ainiii mlio, em sua casa, pois ser bem gra-
tilicado.
Aluga-se o armazem do sobrado da rua
do Sol ti. 25 : a follar enm Jos Cypriano de
Moraes Lima, na rua Nova n. 19, primeiro
andar.
-- Precisa-se alugar um sitio na estrada
da Ponte de Ucha ou da Magdalena, ou
mesmo em qualquer outro lugar que esteja
perlo do Recife, n0o se olha o preco, com
tanto que seja por estes dias : a tratar na
rua do Trapicne u. 3.
Aluga-se una sala com duas alcovas,
propria para escriplorio ou homem soltei-
ro : na rua do Vigario n. 25.
-- Um menino brsnco e brasileiro, que
lem boa educarlo, com 12 annos de idade,
sabe ler. cscrevere contar muito solTrivel-
mente, hbil e diligente, se offerece para
caiiriro de qualquer estabelecitnento, pois
ja tem algum con tucimento do negucio d
loja de miudezas, por ter sido caixeiro
quem o precisar annuncie, ou se eniend
com o caixeiro menino da loja ns. 6 e 8 da
praca da Independencia.
<-
lOmpras.
Compra-se um cavallo do sella, que se-
Vendas.
Vende-se urna linda escrava com uina
Cria de 2 annos, que engomma, cozinha,
cose muito bem e he de ptima conducta :
na rua de Santa Rita, sobrado n. 14.
Vcnde-se um pardo de 24 annos, de bo-
nita figura, bom pagem eofficial de alfaia-
te : quem o pretender, dirija-se prac.a da
Roa Vista n. 28, de manhaa al s 9 horas,
o das tres da tarde em diante.
Attencao.
Na rua da Concordia n. 6, enfeitam-se rl-
quissimas bandejas de bollinhos fraucetes
com asseio e proniptidao, aonde tem conti-
nuadamente para se vender.
Vende-se urna canoa aberta que carrega
2 mil tijolos : quem a pretender, dirija-se ao
pateo da Mili i/ de Santo Antonio n. 8.
Na loja de cambio da viuva Vieira Si Fi-
Ihos rua da Cadeia do Recife n. "24. vendem-se
bilbetesa 10,000 rs. e meios a s,000 rs. da lote-
ra a beneficio da matriz da Boa Vista.
Na ruada Suledade casa n. 70, vendem-se
ps de sapoly de 2 a 7 palmos de altura, tain-
lieni se vende uina cabriuha de I-i auoos de
idade.
Vende-se Ulna mulatinha de II a 12 an-
nos, muito bonita figura, com principio de
eostura e engommado, tem mullo boa conduc-
ta, propria para se poder educar : qucinqui-
ier comprar procure na rua da Ordem Ter-
eeira de S.-Francisco sobrado n. (i, das 9 horas
da manhaa as 0 da tarde.
Ao modernismo.
Na rua do Crespo loja n. 16, qnc volta para a
rua das Cru/.cs, ehegaram rimiissimas cassas
francezas, que se vendem a (540 rs. a ivara, e
novas casimiras que lamban se vendero ba-
ratas
Vende-se uina preta de ?2 annos de Ida-
de, a qual sabe muito bem engommar e cozi-
nhar de sabo : em Fra de Portas, rua do Pil-
lar o, 145.
Chapeos de sel de seda a 5,5oo
rs., e de paninho asteas de ba-
leia a 1,91o rs.
Vendem-se na rua do Queimado loja nu-
mero 19.
Ainda existe um resto de bejoino para se
vender : na rua Luga do Itunrio venda 11. 48.
Vende-se um sobrado de 2 andares, sito
na rua do l'araizo : a tratar no Aterro da lloa
Vista, loja de ourives n. 61.
-- Venilem-se 23 pas para filtrar agoa : na
rua da Praia n. 15, serrara de Silva t.'ardial.
Vcnde-se a casa n. 8 da travessa do Cal*
dereiro : na rua Direita 11. 32.
Veudem-se i cavallos de bons andares :
na rua do Queimado u. 32, loja.
Chapeos raspados.
M Vendem-se chapeos de massa ras-
pados, brancos e de elegantes for-
_.im >__ mas. pelo mdico preco de 3,000 rs.,
superiores chapeos francezes de cas-
tor sem pello da ultima moda de Paris a 6,500
rs., chapeos de massa francezes superiores e
da ultima moda a 7,000 rs. e 7,500 rs. : na rua
do Queimado loja de chapeos n. 38.
Na rua Nova n. 18, loja de M. A. Caj ha
constantemente um completo sortimento de
obras feilas de alfaiate de todas as qualidades,
tanto superiores como mais ordinarias, cami-
sas de cores finas ditas brancas, chapeos fran-
cezes, ditos ordinarios, chapeos de sol de pa-
ninho, de armacfio de ferro e balela, suspen-
sorios, bouts, ditos para senhora montar a
cavallo, pannos linos e de dill'ercntcs qualida-
des, riscadinho lino para vestido", um completo
sortimento do fazendas para fatei qualquer
obra de alfaiate, assim como fazem-se vesti-
los modernos para montana.
-- Vende-se um excellcnle relogio de ouro
patente suisso, ainda novo e bom regulador, e
juntamente urna lida corrente que se alianca
ser urna das mclhores em gosto e qualidade,
pi uin. ue-se commodidade no preco, porque
0 dono necesslla muito de inheiro : ua rua
Nova 11. 8, loja de Jos Joaquim Moreira *
Coinpauhia.
__Na rua do Queimado loja n.
19, vendem-se corles decambraia de barra~de
cores, bonitos padroes a 2,560 rs., lencos de
1 1111:111 com lavariuto e bico brancos e de cor
a 400 rs., liscadinhos francezes largos e de bo-
nitos padics a 200 rs. o covado.
Vende-se urna escrava de Idsdc de 10 an-
nos de bouia figura, propria para todo o ser-
vico, dir-se-ba a rasao porque se vende : na rua
do Collegio n. 25, segundo andar.
Veude-sc uina porcao de chapeos de pa-
Iha do Aracaly para liquidacao, por com-
modo preco : na rua da Cadeia do Recife n. 9,
loja.
Cha malte.
Vende-se este cxcellente cha, que tao recom-
mendavelse tem tornado, tanto pelo seu borr,
goalo, como por ser mui saudavel e dioretico,
existe pequea quautidade : na rua da Santa-
Cruz venda n. 5, junto a ribeira.
Deposito de charutos.
Na rua Nova loja 11. 18 de M> A. Caj, acha-
rao elTeclivamcnlc os fumantes do bom gosto
um deposito de charutos, viudos da Habia, de
lodos ds precos, conforme as qu.lidades.
Vende-se una moleca de 12 a 13 annos de
idade, sem vicios ncui achaques, com habili-
dades : na rua das tiuco-Pontas u. 63.
Vende-se urna casa na rua rial da Capun-
ga, freguezia da Boa-Vista, com 4 quarlos, ca-
cimba, em chaos proprios, com 1 palmos
de frente 20 de largura, por barato preco
quein pretender, dirija-se a rua Direita uu.,
mero 68.
1 A o rM^AMTDAnn


Lotera do Rio de Janeiro.
A os 00:000,000 ris.
Naloja demiudezas da praca da Inde-
pendencia n. 4, vendem-se bilheles intei-
ros, meios, qoarlos, oilavos e vigsimos a
beneficio da 13 lotera do theatro de S. Pe-
dro de Alcntara. Na mesma loja recebem-
so bilhetes premiados em troca dos que tem
i venda.
Pecas de chitas roxas para luto.
Vendem-se pecas dechitas limpas, ordi-
narias, para luto aleviado, a 4,500 e a 120
rs. o covado ; o cortes de canibraias para
vestidos, bonitos padrOes, a 2,600 rs.: na
la larga do Rozario D, 48, primeiro andar.
Vendem-se superiores livros em bran-
co, de diversos tamanbos : em casa de Kalk-
mann Irmflos, na ra da Cruz n. 10
mammm<*m* t* m>mmmmmmst^
fjj Na loja do sobrado amatello, nos jft
quatro cantos da ra do Queimado n. ja
S 29, tem para vender um completo 8
sortimentodas lazendss abaixo men- j
| cionadas, tudo de superior qualida- jg
;*? de e precos muito commodos, asa- as
;| ber :
; Cortes de vestidos de sarja prcta ;j
* lavrada, padroes de muito gosto.
m Sarja de seda preta verdadeira, bes-
* panhola.
V Selim prelo maco, proprio para 3
5* vestidos. .j
*j| Mu n tole tes o capolinbos do chmalo- i
fi te (ros de aples preto, com mui Ij
1! lindos enfetes.
Los de linho preto, bordados a seda. $t
Ilm completo sortimento de pannos
pretos para os precos de 4,000 al &
12,000 rs. f:
(asemira prcta elstica para varios P
precos. {U
>.?*: *wwmw* mmmmmmmmm
Lo'eria do Rio de Janeiro.
Aos ao.ooo,ooo rc'is.
Na ra estreita do Hozario, travessa do
Queimado, loja do miudezas n. 2 A, de J.
A. dos Santos Maya, vendem-se os mui afoi-
tunados bilheles, meios, quartos, oitavos e
vigsimos da 13 lotera de S. Pedro de Al-
cntara. Na niesoia loja esta patente a lis-
ta da sexta das amoreiras.
Lotera do itio de Janeiro.
Aos 2o:ooc,ooo rs.
Na casa feliz da na do Queimado. loja de
fazendas n. 20, vendem-se os mui afortuna-
dos bilhetes, meios e cautelas da 13.' lote-
ra do theatro de S. Pedro de Alcntara, cu-
ja lista chega no primeiro vapor. Na mes-
ma lujase mostra a lista da 6." lotera das
amoreiras e creado dos bixos da seda, bem
como todas as passatlas.
Chapeos oleados a l,ooo rs.
Na ra do Queimado, loja n. 3, vendem-
se chapeos oleados pelo baratissimo preco
dedez tostdes e gravatas de mola a dois
mil ris.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 30:000,000 ris.
Ni ra do Hozario larga, botica n. 42, ro-
"*cebeu-se a lisia da lotera 6.' das amorei-
ras, e alii foram vendidos os seguinles n-
meros que sahiram premiados, a saber : 911
4t>O,0U0 rs 2013 400,000 rs. 363(i
100.000 rs. 156 100,000 rs. II -
40,000 rs. 110 40,000 rs. 4607
40,000 rs. 1100 40,000 rs. bem co-
mo bilhetes da 13.a lotera de S. Pedro de
Alcntara, ebegados ltimamente pelo va-
por Imperador, os quaes se vendem pelos
precos seguiutes : inleiros a 22,000 rs. ,
meios a 11,000 rs., quailos a 5,000 rs oila-
vos a 2,900 rs e vigsimos a 1,400 rs.
No neceo do Goticalves, ar-
mazem do Araujo, vende-se su-
perior faiinha de iiin.lioc. em
saccas, chegada ltimamente, e
mullo em conta.
Na ra da Cruz, armazem de
P Araujo n 33, vende-se supe-
rior firinha de iimiiiI ce, chegada
ltimamente do Cear, por preco
muito commodo ; assim como coti-
los de cabra, solas c pennus de
ema.
Lotera do Rio de Janeiro
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do Crespo n. al, loja de
fazendas, e na ra da Cadea do
Hecife n. l\6, loja de miudezas,
vendem-se quartos, oitavos e vi-
gsimos dt i3.a lotera do Thea-
tro de S. FcJro de Alcntara, e
pbga-sc qualqucr premio que nel-
les sahir sein ganancia alguma.
Quartos 5,5oo
Oitavos a,800
Vigsimos l,3oo
Vende-se um moleque de 18 minos, de
elegante figura e bom cozinheiro ; um dito
para o servico de campo ; urna prcta de 20
anuos, uravida de 5 mezes, com algumss
habilidades ; e urna dita do servido de cam-
po : no palco da matriz de Santo Antonio,
sobrado n 4, se dir quem vende.
Vendem-se merecanos do sol (relo-
gos) muito proprio para quem anda em
viagem, e para quem mora rio mallo: na ra
da Cadea do lenle, lija de miudezas do
Sr. Mello.
--Vndese um preto crioulo, de 30 ali-
os, bom caidor, e que trahallia de pe-
dreiro, por mdico preco : a fallar com Jo-
s Cypriano de Moraes Lima, ua ra Nova,
u. 19, primeiro audar.
l'ara se acnL-.i.
Vende-se cera de carnauba, penas de
ema, sapatos brancua, ditoa de bezerro de
lustro, couros de cabra e superiores charu-
tos recentemente chegadns da llalli a : na
iub da Cadeia do Hecife n. 49, primeiro
andar.
Vende-se um elegante caninhodequa-
Iro rodas para meninos, chegado de Pars
no ultimo navio do Havre : na ra da Cruz
armazem n 38.
-- Vf nde-se rli liyiSOQ de superior qua
lidade, o mellior que tem vmdo a este inci-
tado ; uJias de csperaiacete americanas; e
meias barricas de farinha gallega : em ca-
sa Je Matheus Auslin &Companhia.
Vcnde-so um lindo moloquo do 18 an-
nos, mujto bom olllcial de sapateiro e pti-
mo para todo o servico ; um dito de 20 an-
nos, muito bom ollicial do alfaiate, de na-
cflo, que he bom copeiro e de todo o serv
CO de ra e casa ; dnus pretos bons para to-
do o servico ; urna preta pcrfcita cozinhei-
ra e boa para todo o mais servico de urna
casa : na ra da Cadeia do Recife n. 51, pri-
meiro andar.
Vende-se palhinha preparada para ca-
deiras, muito superior ; assim como junco
da melhorqualidadequo tem vindo a este
mercado : tudo por menos preco do quo ero
oulra qualquer parte : na ra da Cadeia de
Sanio Antonio n. 20.
'4
Aos 20:000.000 ris.
Na loja de cambio da Viuva Vieira & Fi-
Ihos, ra da Cadeia do Hecife n 24, rece-
beu-se a listi da sexta lotera da cultuia de.
amoreiras e creaco do bicho de seda. Na
mesma loja acham-se venda os afortuna-
dos bilhetes da 13.a lotera do theatro de S.
Pedio de Alcntara, dos quaes vira alista
no 1 rimeiro vapor, e trornrn-se por bilhe-
tes wenliados da lotera de V S do Livra-
menlo edo llio de Janeiro.
Na Ponte Velha, armazem imqan te-
ve serrara o Sr. Luiz Jos Nunes da Castro,
vendem-se encharnela de 901 *0 palmos de
comprimento ; mos travessas de 25, 30 e
32 ditos ; ripas ; caibros ; trav> jmenlo, de
25 al 40 palmos ; lodas estas madeiras o
mais objectos aBo das melhores qualidades
que se podum encentrar nos depsitos des-
ta cidade, o vendem-se por preco com-
'liO.lO.
Livros religiosos para a Qua-
tes na
Manual da confissioe da missa, ricamen-
te encadernado de capa de velludo, e por
fra da capa urna estampa, que representa
um dos qiudros da escriptura, etlicu nova
de 1850, augmentada com miiilas oracOes :
veinle-se muito comrniido : na livraria do
paleo do Collegio n. C, de Joo da Costa
Doorado
Na pracinha do l.ivramenlo, loja da es-
trella n 1, de Jos Itodrigues Coelho, ven-
de-se ra| princeza de LiahS, a 40 rs. a
oitava ; chapos de sol de seda, a 6,000 rs. ;
panno preto fino ; selim pelo para colletes;
dito de cores ; sarja pela, a 2,200 rs. o co-
vado ; casemira preta ; esguiilo lino, a 1,200
k 1,100 rs. avara ; lencos de seda de coras
para pravata, a 2,000 rs. ; ditos de cambraia
de seda, a 1,000 rs. ; riscados de linho, de
210 a 320 rs. o covado ; bom sor l i un uto de
chitas, a 160, 180, 200, 240 n 300 rs. ; cam-
nalas de cores Das, a 210 rs. ocovado ;
cortes de ftisto fino para' colletes, a 800 e
1,000 rs ; chales de tarlntaii, grandes, a
1,440 rs. ; dito?, a 2,000 rs. ; corles de cis-
ss decores de mui lindos padies, a 2,800
rs. ; riscado azul largo para vestidos de se-
nhora, a 2,000 is, o covado; bretanha d
listra, coi lixa, a i00 rs o covado; madapo-
13o surtido, de 2,800 a 5,500 rs. a peca ; e
nutras militas fazendas que se proincllem
vender burato.
-- Vende-se urna morada de casa terrea,
sita na ra do Alecrim, com muito bons
commodos para numerosa familia, cm
cilos, propnoa por tero do 10 de retirar-se
para o to Grande do Sul : quem a preten-
ler, ilinja-se ni'snia ra, sobrada n. 2.
Anda ha para venderem-se bastantes
barricas valas, no melhor estado possivel,
para embarricar assucar: na traca da San-
ta Cruz, na paitara debaixo do sobrado nu -
mero 106.
Vende-se rap de Lisboa em frascos,
chegado agora na barca pnriugueza I.igei-
ra : os Srs freguezes que estilo acostuma-
dos 11 tomar a boa pilada llfio di ix> rilo de
mandar buscar, no largo da asscmbla n. 4.
-- Vend -so um armaxem de sal, com to-
los os geni ros que tem dentro do n.esino :
na ra Imperial n. 53.
Coriam a pechincha.
No Passeio Publico, loja n. 11, de Kermia-
no Jos Rodrigues Korreira, eiitte urna por-
Cflo de pecas de algo.l.loznho, muito lar-
gos, com um pequeo toque de Ierro, pelo
barato 1 reco de 2,800 rs. a peca, e dos es-
trello* a 2,000 rs.: a ellas entes que se
ac bem.
--Na ruadasCruzcs n. 18, terceiro an-
dar, vende-sa urna parda de 26 anuos, per-
felta engommadeira, que cose chao, cozi-
nha e lava ; urna criolita de 16 annos, que
engon ma liso, cose chao, faz rend, cozi-
nha e lava ; dous esclavos de nacOo, sendo
um dellcs de bonita figura e o| timo canoei-
ro, e o outro ganhador de ra ; o urna p-
tima crioula de 26 anuos, com todas as ha-
bilidades, a qual vende-se para fra da pro-
vincia ou eugenho.
Vende-se urna escrava crioul8, de 9 a
10 annos, de mui linda figura, com princi-
pios de costura : na Camboa do Carmo nu-
mero 33,
-- Vende-se palha preparada e junco, tu-
do deplin.eira sol le e un.lio em conta ;
tambem empalna-se toda qualidade obra, como seja cadeiras c maiquezas, lu-
do com muila perfeicQo e asseio, e mais
em conta do que em outra qualquer parle :
na ra das Larangeiras n. 9.
Aos Srs. de eugenho
Na ra Nova loja de ferragens n. 20 de Joo
I 1 iii.ii, der as niuilu acrediladas euaadas cacadas de
ajo ella* freguezea que se eatu alabando.
Marroquim a \,l\oo rs.
Na rua Nova luja de ferragem n. 20 de Joao
Frinandes Prenle Vianna, vende-se mullo
superior marroquiu amarello e encarnado, c
de oulra >]ualquer cor pelo diminuto preco de
1,400 rs. a pele : a elle freguezes que ae estao
acabando.
Veudem-se oa verdadeiros charutos de
Itavaua : uu armazem de Palincira, pra;a do
Corpo-Sanlo.
Vende-se um forle piano de Jacaranda
de eacellcules voies, que agradar ao com-
prador, porprejo commodo : na rua da Cadea
do Recife 11. 54, .
Vende-se a exccllenle fazenda de crear
ido, denominada Santo-F.stevo, sila no asan
.a provincia do Rio-Grande do norte, com ga-
do, c tendo 5 legoaa quadradas. roi aln que
oa grande seca de 44 se refugiaran os gados
das fazendas vizinhai : quem quizer procure
na la Formoza na quarta casa terrea.
Vende-se um preto moco e de Uoulta 11-
uura. aem vicio nein achaque algum : na rua
Dlreilan.121. ... ..
Vendem-se barricas coin bacalhao di es-
cama a (5,500 is. a barrica: no armazem que
foi do Bacellar defronle da escadlnba no caes
da aliandega.
Bichas de Uamburgo-
No pateo do Carino loja de barbeiro n. 27,
vendem-se e alugam-se bichas porcorninodo
Pr-Vende-se urna parelha de cavallos rucos
pombos ,uito boa para carro, e inulto bem
feila: na coclielra doSr. Miguel Souger no
Atierro da lla-Visla.
Pechincha.
Na rua do Oueimado segunda loja n. 18.
vende-se fraiiklim preto a 320 is., dllo roxo a
200 rs., duraque azul a 500 rs, sarja prela de
ISa de linas larguras a 50" rs cambraia de
cores para vestidos c cortinados a 200 rs. o
covado, lencos de cassa brancos grandes a J00
rs., lenjos de selim para grvala a jOO is.,e
outras inultas fazendas, assim como corte de
vestido de cambraia de barra a I ,(500 rs.
__Vendem-se caixas com cera en velas do
llio de Janeiro, com sorliinento a vontade do
comprador, e fumo cm tolha do melhor que
lia no mercado. t
Lotera da matriz da Ba-Vista.
Aos 10 ftiooo.000 i*a.
Na loja de miu. zas da praca da Indepen-
dencia u. 4, vendem-se bilhelea Inteiros, uicios,
i|uartos, quintos, decimos e vigsimos, que
corre imprelerivelinenle no dia 2 de junho ou
antes se se vender os bilheles.
llhetes inteiros 10,000
Meios 5,000
Quarlos 2,000
Quintos '.100
Decimos 1,100
Vigsimos GOO
Loja de seis pollas em fente do
Lvramenlo.
Vende-sc sarja preta HespanhoU larga a 6
patacas o covado, sarja com listras prela pro-
pria para mantelete, a 3patacas, chamalote a
5 patacas, corte* de vestido de nobreza pretos
por 12,000 rs., filo bordado de core a 5 pata-
tas a vara, para vestidos e capolinbos, cassa
pintada (ranceza a 2 patacas, riscados e alpa-
cas i'e algodao, e outras qualidades de fazenda
por pre^o barato.
Lija de seis portas em frente do
Lvramenlo.
Vendem-se corles de vestidos com barra de
cores a 3,000 rs. por ter um pouco de mofo,
cassa piulada a 200 rs o covado, cassa pela a
120 rs. o covado, chilas a 120, 140, 160, 180, 20o
e240rs, fina a 320,40, 480 e 040 r. 1 vara,
lencos de cassa para inao de senhora a 240 rs.,
e com bicoa 400 rs., lenco* brancos de cassa
para cabeca e para hoinb:o a 3/0, 400 e 480
rs., meias para| senhora a 240, 320 c 480 ra., _e
oulras 11:1111 is fazendas a rclalho e em porcao
por presos baratos.
I'om e harato.
Na rua do Passeio Publico, loja n. 9 de Albi-
no Jos l.eile, ainda continua-sea vender as
bem conhecidas pecas de chita a 4,500 rs. e o
covado a 1S0 rs., ditas para coberta a 0,000 rs.
a paja, e o covado a 1(50 rs., casias para baba-
dos a 240 a vara, brlns de linho azul e de c-
rea a 300 rs. o covado, cobertores de algodao
grosso para cscravos a 640 rs., riscados nions-
tros a 200 rs. o covado, chapeos de sol de paui-
niio a 2,000 rs, lenco de cambraia linos, ro-
deados de bicos a 480 rs., dilos de seda de co-
res a 1,500 rs., gmvalas dcseliin a 1.500 rs.. e
oulras umitas fazendas, as quaes deixam-scdc
aunuueiar para nao oc-upar lempo.
Doces candilados pata a Qua-
rrsma.
O propietario da confeilarla da rua estreita
do Hozario 11. 43, tai ver ao respellavel publi-
co, que recebeu iillimaincnte de Fraila um
rico 111 ini'iito de doces candilados, com boni-
tas estampas, tanto em caixinhas como em
fiascos, balainlios, ludo de bom goslo, c por
prejo commodo.
Vendem-se muito superiores chapeos de
sol de seda prela, inglezes, com cabos de osso
a 5,500 r., dllos de paninhn de cores (ranee-
zes,......m,.i 1 de ferro a S,000 rs. : na rua do
Crespo loja n. 10.
Vendem-se chilas deraiiiagem a200rs.,
de vestido a 100 rs., fusloes a 400 e200 rs., ris-1
cados de caljas a 240 e 200 rs., algodao tranca- .
do a 320 rs., baca a 600 rs., challes c cassa a j
406 rs., franquilim verde a 640 r., casas a
320 rs., challes de melim pequeos a 160 rs.,
jaquetas para meninos a 400 rs., suspensorios
de un i 1 a 80 rs., meias de senhora a 480, 40o,
e 320 rs., ganga aiul trancada a 120 : a tratar
na rua das I.araugeias n. 29.
Vende-se urna prela de naco de bonita
figura, de idade de 18 a 20 annos, sendo para
fra da provincia : as Cinco-Pomas n. 36.
Vende-se um moleque de bonita figura,
coilnbelro, de 17 annos de na;o : na rua da
Madre-dc-Ueo n. 36.
Vende-se urna grande casa de campo a
margem do rio, defronle do sitio do Sr. Ga-
briel, na qual paasou a fela o Sr. I)r. Paiva'
com coiuniodos para numerosa familia, com
cerca de mil palmos de terreno, e com baixa
de capim para o ver que pode fornecer de
40 a 50 feites de capim diario : a fallar na rua
de Santo-Amaro n. 16, ou no Recife com o Sr.
Manocl Goii;alves da Silva.
Cera de carnauba.
Vende-se superior cera de carnauba, em
porcSo e a relalho, por preco commodo:
na rua da Madre de Dos n. 36.
Vende-se farinha de Santa
Calharina em saccs, por menos
ilo que em outra qualqucr parte:
na rua da l'raia n. 3? ; tambem
se aluga o armazem n. 4< tra~
piche do Hamos, proprio para uui
ludo : quem o pretender, dirija-se
a mesma casa cima.
Vende-se urna vaca para acouguc : na rua
de Santo-Amaro n. 16.
Livros baratos.
Na rua estreita do Hozario n. 15.
Ordenaces do Homo, acompanhadas com
o reportorio das mesmas, 5 voluntes in folio
por 15,000
Ilircito Mercantil por Silva Lisboa, "
2 vol. por 8,000
Diccionario Jurdico porPeieira e
Souza, 2 vol. por 8,000
PrimeirasLinhas Civis pelo mesmo,
3 vol. por 6,000
l.ohBO, notas a Mello, 5 vol. por 10,000
Digesto Porluguez, por 6,000
Diclionuaire Uuiversel, 2.vol por 3,000
3,000
2,000
Economa Poltica, por Say, 3 vol.
por
Matheus, idem, 2 vol. por-
Cdigo Commercial, contrato de
sociedade, avarias, cambio martimo,
synteologia, por Ferreira Borges, ca-
da vol 11 me por 1,000
Linhas Criminaos por Percira e
Souza, 1 vol, por '|000
PrelecOes de Direito Patrio, 1 vol.
por 1,000
Manual do tabflliSo, 1 vol. por 1,000
Doutrina das Aceces, 1 vol. por 1,000
Manual Pralico, 1 vol. por 2,000
Cdigo Civil, por Cerdoso 1,000
Cont, obrigacfjcs do jury, por 1,000
Pratica Lusitana, 1 vol. por 1,000
Cimento.
Vendem-se barricas com cimento| pro-
prio para qualquer obra que possa rece-
ber agua, assim como para aljeroz e tra-
peiras, prximamente chegado_de llam-
burgo, tambem se vendem as meias barri-
cas por prego commodo : airas do theatro,
armazem de taboas depnho, a fallar cera
Joaquim Lopes de Almeida, caixeiro do Sr.
loan Mallii'.us.
Cera em velas.
Vendem-se caixes com cera em
velas, fabricadas no Hio de Janei-
ro, sortidas ao desejo do compra-
dor, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte;
tambem se vende cera fabricada
em Lisboa, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com Ma-
chado & Pnheiro, rua do V gario
n. ni, segundo andar.
Tecido de algod3o trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia n. 52,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Deposito de espclhos das ma-
nafaetmas de Franca: na rua do
Passeio 11. Ip.
Deposito le cal vlrgem.
Na rua do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente do Lisboa no brigue 'farujo-Terceiro-
Arados de ferro.
Na fundco da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Deposito la fabrica le Tortoajos
Santos na llahia.
Vende-se, em casa deN. O. llieber&C. ,
na rua da Cruz n.4, algodSu transado da-
quella fabrica, muito proprio para saceos de
assucar e roupa de escravos, por prego com-
ino Jo.
Cal vitgem de Lisboa,
da mellior que ha no mercado, e
chegada ha dias pelo brigue Em-
pieza : trata-se com A. C. de
Ahreu, na rua da Cadeia do He-
cife n. 37.
Itoga-sp 11 us Srs. freguezes lo bu-
rato pie leluin o seg;ulnte
aimuncio.
Vende-se briin de quadros de linho, a
320 rs. o covado piscado de linho, a 220 rs.
o covado; dito de algodSo, a 180 rs. a co-
vado ; pecte muilo encorpado, proprio pa-
ra escravos, a 180 rs. o covaii ; castores
muito encorpados, a 280 rs. o covado;
brm trnsalo branco de linho, a 1,920 rs.
o curte; dito escuro, a 1,600 rs. o dito ;
esguiSo de algodSo de 12 jardas, a 2,400 rs,
a peca ; cortes de fustSo, a 560 rs. ; cober-
tores escuros de algodSo, grandes, a 720
rs. ; cassa pela, a 120 rs. o covado; chita
de cores (xas, a 160 e 180 rs. o covado : ua
rua do Crespo n. 6, ao p do lampeSo.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, asbim como americanos
co:n cambio de sicupira e bracos
de ferro : na fundic^o da rua do
Brum ns. 6, 8 e 10.
&&4&{i:^j^ ^$ O \ I mi para suecos. ?
$ Vende-se muito bom algodSo para >
Q$ saceos de assucar, por pnco comino- $
' do : em casa de Iticardo Royle, na ?>
4 ruada Cadeia n. 37. aV
o-m.fg-emw :* : <
l-'io purasapnteiro c para saceos.
Vende-se um restante do ptimo fin par
sapateiro em novellos, e dito em meiadas
para saceos, por preco commodo para li-
quidar facturas : em casa de Adamson llowie
Companbia, rua do Trapiche n. 42.
Vendem-se escravos baratos, mocos e
de bonitas figuras, a saber: urna linda mu-
latinha de 16 annos, que cose, engomma,
cozinha e sabe muito bem einpalhar cadei-
ras ; urna dita de 20 annos, que cose mui
bem carnizas de homem ; quatro pretas mo-
cas, com algumas habilidades; um lindo
mulalinho de 12 annos ; um dito de 16 an-
uos ; um moleque de 14 annos ; um dito de
16 anuos; dois moIccOes de 20 annos e de
bonitas figuras ; um preto de 25 annos, p-
timo sapateiro de cortar e fazer qualquer
obra ; um bonito pardo de 20 annos, pti-
mo para pagem e que entende muito de pa-
llara ; um dito que se vende muilo em cun-
ta sendo para o dio Grande do Sul ou Par ;
seis escravos mocos, ptimos para o campo
ou para outro qualquer servico : na rua das
Larangeiras n. 14, segundo audar.
Vende-se superior sal do Ass a bor-
do da escuna liara l'irmina tundeada na
volla do I (1 le do Mallos : a tratar com o
capitSo a bordo, ou com o consignatario da
mesma, Luiz Jos de S Araujo, na rua da
Cruz n. 33, aonde se i Je ver a amostra.
WV Wf t ,* Vende-se urna preta da Costa, de
i> bonita fgur, de 24 a 26 annos, que
> lava bem e he quitandeira : trata-se *fl!
. na rua do Vigario n. 19, segundo <^
andar.
Bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
fVaValVIBW^ffTVIfaVnWW9^^R''Vffi^^ V*V <^ >r(j
oa rua do Brum ns. 6, 8 e 10,,
fundicao de ferro.
Aloinhos de ven'o
eom bombas de repucho para regar borlas
d baixas de capim : vendem-se na tuodi;So
de Bowman & Me. Callum, na rua do llruin
ns. 6,8 e lo.
Farinha Fontana.
Vende-se farinha daquella acreditada
marca, sendo a ultima chegada a eslo ni-
eado ; a tratar com J. J. Tasso Jnior, rua d
Amorim n. 35.
"" a> n.
Escravos fgidos.
No dia l.o do corrento desappareceu da
ribeira da Boa Vista urna preta crioula, de
no ir. o Benedicta, representa tnr 40 e tantos.
annos, estatura regular, cheia do corpo,
rosto largo, cum alguma falta de denles,
quando falla faz geltus na bocea, olhos bas-
tante fundos, vista espantada emuito sim-
plona ; julga-se estar occnlta em alguma
casa ; por isso pede-se a pessoa que a liver,
queira quanto antes entrega-la no Herir,,
a Joo Jos de Carvalho Moraes, ou nos Coe-
!los, onde foi tanque d'agoa, a Antonio da
Costa llibeiro. ,
5o,000 ris de gratificaco.
3 Roubaram, no dia 7 do corrente, da casa
dos srs. c. J. Aslley & Companha, na rua
do Trapiche n. 3, um relogio de ouro de pa-
tente inglez, n. 25,790, aulor Richard Horn-
by, Liverpool. O relogio he sabonete, pe-
queo, porm multo pesado, tem a caixa
lavrada, mostrador de uuro e trabalha so-
bre 13 pedras linas, e urna corrente de ca- '
bellos com paseador de ouro: quem levar
os sobreditoa objectos na casa cima indi-
cada recebara 50,000 rs.de alvicaras.
Desappareceu no dia 9 de marco um mo-
leque de nome Joaquim, de idade de 18 a 20
ainios, depois de ter lido castigado pelo eu
M-nlinr por suppor ter-1 lie roubado 27,000 r.:
be i.iixn e reforcado, ten o dente limles, e
he um Unto fulo, levou venido caifa de laa
de crde listras, e camisa de algodSo soja : ro-
ga-se por tanto a autoridades policiaca c cpi- '
tac de campo a captura do mcaino, e leva-lo
a leu Sr. Francisco Gomes de Carvalho, na
rua da Cruze n. 9, que aero recompen-
sado.
Deiappareceu no da 15 de fevereiro pr-
ximo passado, o escravo Manoe) crioulo, de 24
annos, balio e chelo do corpo, rusto lito e ven-
las ai 11 'cacadas, pouca barba e gambeta das
pern.'is, deleito lo lo viivclno andar, vestido '
de camisa de algodao grosio', calca e jaqueta
a/nl, e chapeo de palha, esle esclavo velo da
h.ihi.i o anuo prximo passado: quemo ap-
lo ilo Oder leve-o a Jo AQooso Ferreira no
Itci ile", ou a Joao Franciico do Reg Maia cu
Apipucns que ser bem recompensado.
Desappareceu no dia 4 do corrente do eu-
genho Pintos, o escravo Antonio, cabra, con
os tignaes seguinte : alto, corpo regular, p
grande porm bem fritos, tem os hombros
descido, sem barba, e reprsenla ter 18 annoi
de idade pouco inaTt ou in'no*: rjuufse por-
ta uto as autoridades policiaca a apprehensao
do niesino, e aos capiles decampo, queu
prometi uina generosa gratificado : ua rua
Uireita n. l2l,ou no referido engenho
Deaappareceu no dia 7 do corrente s 3
hora da tarde eterava Joanna crioula de ida-
de de 26a 30 annos, alta, e nao muito magra,
inaos e pt!s grandes e bem feitos, com falta det
denles no lado de cima, levou venido de chi-
ta ri'.va de listras j velho, e panno da Coala,
cuja escrava foi remeltida pelo Sr Antonia
ilenrique de Miranda ao Sr. Thomaz de Al.
ineiil.i Antiinis, e este Sr. vendeu-a nesta pro-
vincia : quem a pegar, pode dirigir-se a rua
das Larangeiras n. 14, aegundo andar que le
recompensar
40,000 rs. de gratifcaco.
--Desappareceu, no dia 8 do corrente, o
escravo Antonio, de nacSo Angola, ( por ter
vindo ptqueno para o mato parece criou-
lo j representa 1er 22 a 24 annos, alto, ros-
lo redondo, olhos um pouco vermelhos,'
sempre amia mascando fumo e parece ler
a parte do rosto esquer.io iuchado quando
tem o fumo na bocea ; levou cale do algo-
dilo de listra por baixo e branca por cima,
carniza da algodfJozinho grosso; quaudo
falla be muito deseancado : roga-se, pola, a ,
quem o pegar de o levar rua do Crespo
n. 13, loja de Julio deSiqueira FerrSo, quo
receber a gratificado.
--No dia 5 do corrente desappareceu do
engenho Cajabuss o escravo Gabriel, pre-
to, de naco Angola, representa ler 25 an-
nos de idade, cor um pouco fula, muilo
alegre guando falla e as nemas um pouco
tortas para fra ; desconlia-se ter subido pa-
ra o serto, sondo esleve mullos annos em
as fazendas Breginho e Caianinba I quemo
gegsr, leve-o oo mesmo engenho, ou na
ditas fazendas, ou no Aterro da Boa Vista
n. 43, quo ser generosamente recompen-
sado.
Desappareceu na noite do dia 6 do
passado urna escrava parda de nome Luiz,
idade pouco ms ou menos 30 annos, ro-
bellos corredissos, porm cortados, rosto
redondo, barriguda que parece estar peja- (
da, mus bastantes l'eias e algumas unhas
muilo negras que parecem ter sido pisadas,
os pos muito esparrillados o feios e algu-
ma cousa irregular, levou alm da roupa
vestida, um sacco ou trouxa, dous fios de
coutas brancas ao peseoco, assim como um
rozario lamben branco, chales de chita
asul j desbolada, usa de ca ni isa de cabe-
Co : quem a aprehender e leva-la na
rua do Queimado, loja Di 9, ser* recom-
pensado generosamente.
Dessipanceu, no dia 3 do coirenle, (
um escravo cozinheiro, tic nome Caetano,
de naco Congo, porm fulla bem explica-
do, de estatura regular, tesla grande, com
o olbo esquerdo mais fechado que o direi-
to, as juntas dos de.'os grandes de ambas
as niaos muito saludas para lora, e nflo es-
tira direito os dedos dos ps ; levou calca o
carniza branca basUntesuja, e consta an- .
dBr jnesmo na cidade : qu ve-o a rua da Cruz u. 38, que sera grati-
ficado.
Ainda esl fugida apnla Mana Joa-
quina, de idade 30.a 40 ulitis, uacfio Con-
go, baixa, gorda, cor retinta, bixigosa,
olhos vivos, bastante ardilosa, e sgz
talvez ande sua fuga encobe i la com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se emprc-
gava antes da sua fuga, nflo sendo esta a
primelra vez que foge, e que se encobre
com tal negocio; tambem j loi escrava de
engenho, e andava vendendo miudezas pelo
mallo, com urna crioula de quem era es-
crava : quem a pegar levea na praca da In-
dependencia n. 17, quesera recompensado
do scu trabalho.
Pf.rw- naTvi'.m: M.F-nfTKiA;


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