Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06342


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Full Text
Anno XXVT1
Scgunda-feira 10
JRTIDlt DOS COHMIOS.
JLinna e oaraliib. segunda e .cxla- felras.
|"1>.(;r..M.|p-do-.Nu.U, ludas a quimas felras ao
"m.'i.i-ilia.
jCuranhuns e Hnnilo. a 8 r ?.>.
|;-Viia e Flor*, a 13 e 21.
/i.lur.a. quima eira.
Muda, todos us da.
Chases d lcx.
EFHEUEalDZ'l.
Nova, a 2. as 10 h. C .V> m. da I.
Urno, a lfl.il 7 n. < 2.">..i. da t.
Chela, a 17.a 10 li. e M iu. di m.
Aliug. a 24. as I Ib. e 0 iu. da ni.
FMAMa DE BOJE.
de Margo de 85.
N.
57,
Priinrira 10 horas 54 mioiUo*(
Seguuat II lunas e l8tu.uui.us
manha.
i L-ilil :.
PrtEQO D \ sBscniPijAO.
Cor tres meies 'dianladoj) 4/000
Cor sei uicies ,?"!"
Porumauuo IJ/UOO
das da semana.
|0 r-ff 8.MHUS1 Aurl. ,1., J.d'o f. Pili. 11 Te-re S. Cnn.1lilo.Aint. daGhanc. d J. da se-
mida vara cinc. edo* frito !> r /.> la.
i (Jtiarl S. Gregorio. A11I. do J. da 2. vara.
I.i O1M..1 ?>, Killrana. Aud. .la J. dos or. edo m
la iirlttiHra vara.
14 S.-m. S. U*Uiilda. And.do J. dal. vara du c.
p dos (ellos da fa tend.
15 .-.-ib S. Ilenriquc. AuJ. da Cli. e du J. da l
varad" civel.
10 Uuiu. 2 da Quaresma. S tyriaco^^^^
CAMBIO VES OE MM?5.
Sobre Londres, a SO .1. p. 1/000 rj.O das.
Prl,30por Tr.
i01""' MoCias de 6,(00 vellias. BJ0U0 a .b;*.0
-

PARTE OFFICUL.
i
r.OVERlNU DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DU 28 DEFEVEREIR0
DE 1851.
1 OIRcio.Ao cotninando ilaj arma, trans-
Imillindo, era conseqnencia de reqiiis.cao do
Irxiii. presidente das Alagoas, utn offlcio do co-
tonel graduado coinmandanle do terceiro ba-
Ualhao dcartllbarlaa pe. acompanhado da par-
lie acusatoria do oldado Francisco do Nasci-
'-nento, que se ausentou do forte do Huraco.pa-
aque mande proceder oomelho de discipli-
na contra o dito soldado ou enviar para aquel-
.1 provincia a testemunhas indicadas ein a re-
. ma liarte.
Dito. Ao mesmo, inteirandn-o da disposi -
cao do avilo do ministerio da guerra datado de
13 do corrente. no qual e declara em resposta
ao ofliclo desta presidencia de 1J de Janeiro ul-
timo que cobria o dsquelle comtnando acerca
dacreaco nesta provincia de urna companlna
de invalido, que nao be conveniente eeme-
Ihante creacao, e que quando hajam praca no
aso de serem recolhldas alguina dessaa com-
niliias existe a da Baha que nao he disunte.
.Dito Ao mesmo, para que ein emprimen-
b rio nue foi determinado ein aviso do i.uois-
erio da guerra datado de 13 do corrente, ex-
peca suas orden no sentido de ser recnlhida a
.agadorla inilll-r a qi.aotia de 2:09j,729 rs..
que segundo consta do. papel que acompaT
....liaran, ao officio daquelle commando de 24 de
Janeiro ultimo, existe na ca.xa particular do
fprin.eiro batalbao de cacadores. -- lnielligen-
ciou-se a uiesma pagadoi 1a.
9 Dito. Ao mesuio, remetiendo paca ter exe-
Frucio copia do aviso, do ministerio da guerra
l'de (O do corrente, exigindo InformacOes cn-
f cumstanciadas respello do primeiro lente
I do segundo balalhao dcartllhari a p t and -
do i/al Ferreira, e do alferes do segundo de
I fuzileiros Manocl de Alinelda Gama Lobo de
f
>A
Dito. --Ao mesmo, dizendo que para poder
umpriro disposto no aviso de 10 do corrente
expedido pela secretaria de citado dos nego-
cios da guerra, fai-se preciso que mande extra-
liir e remeta, a tim de ser enviado aquella se-
cretarla de eslado, a gula do alferes Jos ler-
naude dos Sanios Percira, que do segundo ba-
lalhao de cacadore pasiou para o stimo la
inesina anua.--iRual acerca do lenle Joa-
iinini Mara de Oliveira Villas Boas.
Dito. --Ao mesmo, para faier partir para
Aeoa Preta, lempo de alli chegar at o da IS
de marco futuro, uin official de linha, que le-
i.:ia as h.bililac0e. p.eclsa para ajudar ao ca-
pilao deengenheiro Chrisliano Pereira de *-
icredo Coutiuho na deinarcafao da colonia mi-
litar desla provincia as mallas daqueile lugar
A Dilo Ao laesmo, inleirando-o de haver-se
t expedido ordem, segundo fol declarado ein avi
su do ministerio da guerra de l4 do corrente
para que o lente coronel graduado do estado
inaior da segunda classe Manoel Rolemberg de
Almeida venia servir no segundo batalbao de
caradores, devendo o major deste Joao Nepo-
moceno da Silva l'ortclla continuar 110 com-
mando interino do primeiro da inrsnia arma
Dilo. Ao mesmo, rcmcllendo copia do avi-
s.< do mioislerio da guerra datado de i3do cr-
lenle, dcsapprovando a nomeacao de uin con-
srlho de guerra permanente leitaeni ordem do
dia daquell* commando de 3 do dito mei, e de-
larando que se deyetn notnear conseihos espe-
iacs para cada desertor.
Dilo.__A thesouraria de fazenda, couiinu-
uicando que, segundo constou de aviso do mi-
nisterio da juslica datado de 15 do corrente,
por decreto de 10 do mesmo mei foram remo-
vido o Juizet'de direilo Francisco Elias do
llego Damas da vara civel da comarca de San-
io Antao para a prlmeira comarca c chefe de
pulida da provincia de Santa Calliariua e Lou-
renco 11. la no Piulo da vara civel do Limoelro
para a comarca do Rio Formoso c bemassiin
Borneado o bachai el Jos Chrisliano Garcao Slo-
kler julz de direilo da comarca do Cabo. H-
ri ii'ii-m- as convenientes coinniunicaces.
Dilo. A inrsina, ditendo que por decreto
ns. /Mi, 757 e 758 de do correte, <,S"nd"
tonsloude aviso do ministerio da juslica de 15
do mesmo inez, foram exlinctos os lugares de
iuii de direilo do civel das comarcas de Sanio
Anto, Limoeiro e bonito. Neste sentido ii-
zeraiu-sc as conveniente coinmunicacocs.
Dito. Ao inspector do arsenal de marmita,
iilcirando-oda disposicao do aviso do minale-
ilodamarinba, datado de 10docorrente.no
qual se communica que se expedirn! a con-
venientes ordeus para que partitse para esta
provincia a chartua i'rnamtucaiia em lastro,
a ti 111 de receber a antena, que se inandou re-
meller para o brlgue quee acha no eslaleiro
do arseual de marinba da Babia e coni ella se-
guir para alli.
Dito' Ao mesmo, para que receba do coin-
inandnte do vapor Imperador e conserve a dis-
posico do presidente do tribunal do commer-
cio mu retracto de S. M. o Imperador que
tciu de er collocado na sala do ineaino Iriuu-
Snal. -- Hele sentido oIBciou-se ao agente da
. coinpanbia das barcas de vapor.
V Dilo.--Ao director do aisenal de guerra
, I auiorlsando-o a diipender aquaulia de res
453,960 coni a acquisicao dos objeclos precisos
! para satisfa(o do tres pedid; que deyolve
I' do commando do segundo batalbao de arlilha-
. lia a p. lnlellgencou-se a pagadona ini-
lilar. .
Dilo. A thesouraria da fazenda provincial,
k remetiendo copia do orcinenlo, plaula e clau-
w\.tulas que approvou para a obra do atierro e
Ujlponte da entrada da cidade do liio rormoso,
lliiliiii de que mande por em arrematacao a dita
>/'obra. -.Coinrounicou-se ao respectivo director.
Dito. A inestna, para que vista das ires
comas que remelle, mande pagar a Antonio
Jos de l-'ieit.is prlnieiiu amanuense da repar-
tifo da polica, a quautiade 459.12U rs., que
se dispeudeu com o sustento do preso po-
hics da cadeia desta cidade. Scienlllicou-se
ao desembargador ebefe de policia.
Dilo, Ao jui de direilo da prlmeira vara
crinie delta cidade, comiiiunlca.ido que, por
decreto de lo do corrente, f gundo constou de
aviso do ministerio da juslica, datado de 14 do
mesmo inez, fez-se inerec a Joarfuim Francisco
de Caula t'sieves lemenie da serventa vitali-
cia do officio de escrivao privativo do jury e
execuces criminaes do termo do Ilecile.
Flzeram-sc ueste sentido as convenicules cum-
inuoic(Aei
TRIBUNAL DA RKLACAO'.
SESSa'O DE I.' DE MARQO DE 1851.
PRESIDENCIA DO BXM. SIKUOS C0N8ELHEISO
AZEVEOO.
A's 10 hora, da manhr.a. a9nandr'rn,r,c*e"-
tes o.senhore de.embargadores Villares.Ba.-
to, LeSo, Souza,Kabello, Luna Frelre^.e Telles,
o Sr. presidente declara aberta a sessao.
JOLCXMENTOS.
Jgqravot.
Aeeravante, o curador da heranca do finado
Joaqulm Jos da Costa Leltao ; aggravado, o
julzo. Negaram provimentoao aggravo.
Iterarlos erimei.
Recrreme,o julzo; recorrido, Manoel Hezcr-
rade Albuquerquc. Julgaram improce-
dente o recurso.
^ppf 1/affii cited.
Appellanle, Francisco de Paula Fires Ramos;
appellado, Manoel Alves Guerra. ~ Despre-
sarain os embargos.
Appellanle. Alexaudre Jos Gomes; appella-
dos, Jos Antonio Comes Jnior, por ai e
seu filho. e outros. -Deferiram as pelirocs
que pediain declaracaoao accordaiu.
niLlOSKCIAS.
Appellante, Francisco Antonio da Gama ; ap-
pellada, Mara daPaz.-Mandaram com vista
ao curador geral dos orphaos.
Appellanle. o julzo; appellados, Jones Patn
C. Mandaram com vista ao curador da
heranca, ao curador geral c aoSr. desembar-
gador procurador da coroa.
Appellante. o juizo; appellado, Vicente Fer-
reirs da Costa c outros. Mandaram com
vista ao curador de ausentes c ao Sr. desem-
bargador procurador da cora.
Appellante. o juno; appellado. Jones Patn
' Mandaram com vista ao curadora
heranca c ao Sr. deiembargador procurador
da cor3.
DESIOOaQOES.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Xavier
Correa Lima.
Appellante, Andrade i Innao; appellado, An-
tonio Ricardo do Reg......
Appellanle, Franci,co Gcraldo Moreira renio-
ral; tutor dos orphaos fllhos .do tinado Joao
Ignacio Ribeiro Roma; appellado, Joaquun
Antonio da Silveira
Appellante, Francisco Vaz da Silva, como tutor;
Vnnellado. Jos Joaquim Corma da Luz.
ria desle projecto j na casa se tratou e \ Ese.
I.adelerldeia dlsso: eu tenlio de vota con-
tra elle, nao porque desconheca a vantage.n
dessa ponte q."e .epretende fazer; mas vol
contra, porque entendo que essa obra dee sei
feita pela municlpnlidadc de Ollnda c naodeve
pesar sobre os cofres provinciaes ; porquanlo
maior vanlagen. da ponlc be para os -
pes deOlinda. que sao quen, delia se utilisam.
Agora a vanugem que existe he de nao nolhar.
se os ps quando amar esta secca porque o
,o dvoc nao worrer.se afogadoquanduella
est chela. .....
Subinetlido o projecto a volacao he reje.lado.
Entrnu em pruncira
discusso o projecto 11
12 creando urna professora substitua para as
aulas de prlmeira lellras do sexo feminino.
He rejeitado sem dlscusso.
Prlmeira discussao do projeclo n. 23, decla-
rando a professora de prlmeiraS lellras, Ma-
ra Thpodor Vieira de Ca.va co.n^direlo
lioacao concedida pela lei n. 109 de ih
imbro de 1846, desdes dala da ii.esuia
gral
de ni.\mili
le.
appellado, Jos Joaq
BEVISOtS.
Passou do Sr. desembargador Villares ao Sr.
desembargador asios a seguinle appclla9ao
Appeante" >. Brites Sebastiana de Moraes; ap-
pellado, Anacleto Jos de jlendonca.
PassaranidoSr. desembargador I.eaoaoSr
desembargador Souza as seguintes appellaccs
A.p'eaniT.'os herdeiros de Joo llaplista Alves
Monielro ; appellado, Domingos Carneiro de
Appela.ite, Jo5o Manoel de llanos Vanderley ;
appellados, Manoel Ignacio de Olivetra e ou-
'o'iiiesuio Sr. ao Sr. desembargador Rabel-
lo a segulnte appell6es em que sao --
Appellanie, o procurador fiscal; appellados,
Joaquim Ribeiro Santo c outros.
Passaram do Sr. deseu.bargdor Rabello ao
Sr. desembargador Luna Ftelre as scguuiles
appcllaces em que sao:
Appcllaiiie, o juizo; appellado, Manoel Alves
^ilva.
Appellanle, ojuio; appellado, Filippc Dioni-
sio de Souza.
Appellanle, Vicente, Ferreira da ronscca ; ap-
pellados, Joaquim Francisco e outros.
Appellanle. Bernardo Antonio de Miranda ; ap-
A|
pellado, Joaquim Jos de Miranda,
.nellaiiie, Marccllino Jos Lopes e sua niu-
Iher ; appellado. francisco Joao Carneiro da
Cunha e ua inullier.
Passaram do Sr. desembargador Souza SOST.
desembargador Rabello asseguiutcs appella-
ede cm que sao ; ,, .
Appellante, Jos Dia da Silva ; appellado, Joa-
quim da Silva Mourao.
Appellanle, Joo Tavare tordelro; appellado,
Antonio Azevedo de Mirando Guimarae.
Appellante, Antonio Gregorio de Naziazeno;
appellado, Manoel de Paiva Das.
Passaram do Sr. desembargador Luna r reir
ao Sr. desembargado!- Telles as seguintes ap-
pcllaces em que sao : ...... .,
A.'pcllanle, Antonio Jos de Mede.ros llilan-
couit; appellado, Jaciut'.o Kogucira -ovas.
Appellante, Franciscu Cavalcanle de Mello ; ap-
pellado. Jos Francisco Goucalves.
M* pella me. Iuaria Elc"a I'"soa de ,Melr ; .ap"
pellada, Caiharlna Francisca do tspinto
Appcl.autc. Pedro Alves Pires; appellado, Jos
de Araujo Lima. ,, ,
Appellanle. Jos Vieira de Mello; appellado,
Anua de Uollanda Csvalcanti.
DISTBIllUleoES.
Ao Sr. desembargador Luna Freir a se-
giiinii- appellacao em que sao :
Appellanle, o juizo; appellado, Francisco es-
cravo de Cactano Francisco de Barros.
Levanlou-sp a sessao depols do meio-dla.

O Sr. Mello Bojo:- Sr. presidente, eu voto
contra o projecto ; me parece ale que a intelli.
cenca que se deve dar ao artigo 2. da lei 11
.. Do he conforme com o pensamenio espres-
so pela conimissao, que diz no seu parecer, {()
InsaOOinmlssSo no sen projecto < iz soinei.le
o segulnte, (Ir) essa gralilicavao ja llie foi dada,
logo deve-se suppor que liouvc ustica ueste
acto da presidencia, quando inandou contar o
lempo de 4 de Janeiro de 1849: porlanlo a dis-
posicao do projecto nao augmenta ide.a nova,
porque a gralilicacao j a professora a tem, o
que resta saber he se foi dada conforme a le ;
em todo o caso nos nao devenios fazer leis 111-
dividuaes: ha una lei provincial que diz as-
sim : li) parpee porlanlo que o poder a qiteni
compete indagar se os prolessores teein euin-
prldo as condicoes exigidas pela le he o admi-
nistrador, he a presidencia, fcu emendo que
a assembla he competente para tomar conhe-
inieutodequalquer acto, que pareca potico
usto aospretendenies, mas cm t do o paso en-
leudo que deve ser ouvida a presidencia ; ella
deve ler alguns motivos para ter desalen.!., o
aos pretendentes. O ter o presidente mandado
paear professora a gralilicacao desde a data
do requeriinento nao he desattender esta pre
teciio; porlanlo nos nao devenios lomar nina
rcsoluco sem saber os motivos que a presi-
dencia leve para assim obrar. Fu por 11.1111 vo-
to contra o projecto, porque nao des.jo que se
eoutinuem a fazer leis Individuac Desla casa :
nesta parte eslou de acenrdo com o nobrede-
puta.lo o Sr. Jos Pedro; confpsso que ja votei
por igual prctenco do professor de Cinta de
Cedras, mas agora eslou convencido que he um
lilliu que rejeilo.
O Sr. I"" l'" que o uobre deputado nao ei.lendeu bem a
COinmlSSfo; os professores teein direilo a una
sratinoacSo por doze anuos de scrvico nao 111-
terrompidoe boin aproveilaineulo: assim pois
da dala dessa le todos os professores que pro-
vassein ler prehenchido as condicces da le es-
tavam no caso de gozar dos beneficios dVlla.
Mas professores houvcraiii que logo que fui pu-
blicada a lei nao requereram, vieram laze-lo
d'ahi ha inuito tempo, em cujo numero entra
esta professora, suppondo que em qualquer
lempo provando que tiiiham cumprido com as
coudicOcs da lei itnliam direilo a gratificado;
mas a presidencia inandou dar a gralilicacao da
data do requerimenlo, litando porlanlo em
atraso desde 18 de Janeiro de 1846, al que se
lhe inandou pagar. I orlauto o que a cominis-
So diz he que ella tem ircilo a essa gratihca-
eao pela dill'erenca do lempo que dcixou de re-
o'sr'jsfsKs lfoo: Mas nloheisso o que diz
o artigo i.1' do projecto.
OS?. Jote l'earo: Isso Importa ducr que se
lhe pagou um lempo menor do que a
forte ; islo. pois, me faz volar contra.ou que se
exijam infnnnacOes. Eu concordo com o no-
bre deputado para que se nao faram lodos os
dias lei esneciaes, mas tambem desejo muito
que se d o direilo a queni o tem. O prolesso.i
ele Poma de Pedras requeren a presidencia pa-
ra ter essa grallftcacao, o presidente indeleno
recorren a esta casa, que o atienden, he a
inesina cnusa, al com mais pirliculandade de
que o nubre deputado naque-lia occasiao pro-
ii.ii.iinii-sc contra e eu a favor, agora he 0 no-
ble deputado a favor e eu contra.
Vaiamesa c he apoiado o seguinle requen-
inent 1.
Requelro srja ouvido o presidente da pro-
vincia siilne os motivos que o levaraiu a eon-
ceder s gratificacao exigida pela pretendeate
de 4 de Janeiro, c nao da poca por ella exigi-
da. Mello Reg 11
O Sr. Correa Je Brillo : Sr. presidente,
quizera estar sempre de accordo com o nolne
lepiitadoqucaprcsentou a 1110530 que orase
discute ciiiijuiiclaiuenle com o projecto sub-
mrtlido consldeacao da casa; c quliera-o,
senao por nutras razOe, ao menos por lorfa de
aii.i/a.leque felizmente conservamos ; mas, no
caso em questo, vejo-inc olirigadu a divergir
<|.i su.i opiuiao. ,
Osesciarecimrnlos que o nobre deputi.do
pede, equeo governo da provincia pode lur-
ncccr-llie, sao justan.ente aquclles que se co-
Ihcm de tres documentos com que a proles
.-
que o seu requerimenlo n3o pedera adianlar
cousa alguina, porque o presidente que des-
pachn essa professora nao exista OS provin-
cia, nao tendo elle motivado o seu despacho,
uopdem vira casa os cscUrcclmenlos que
o nobre deputado quer. Sr. presdeme os do-
cumentos de que a pouco se fez menean se
podem provar algiiina cusa, provain a lavur
,1a professora. e eu creio que o inspector x
thesouraria disse ludo quanto era bastante
para rebaler a opiuiao do nobre deputado c M
rasues pelo Inspector appresenUdsi anda 11.10
foram detenidas, lie venale WllM>
do proe.i.ad.ir-liscal he contarla a da thesou-
raria, mas elle nao niotivou esta sua upiniao.
dizque a professora tem direilo a grallflcaeto
da dala da conces-ao, mas nfp diz o porque,
mas cu coiulialendo esta oplOlSO, del
sao porque assim
o entenda, expliquc o ip-
tivosque me levaram a lulgar que a pro s-
sora luba direilo gralilicjcao desde a dan
,1a lei, .- foram esses : que os li anuos de sri-
vico prestados 0 bavlaui sido ames da proinui-
gacao desta lei; por lano motive! a ininha
Splmao, e rebat aoploiim contraria, nao tp-
irezenteisosexemplo, coirobore. a niiuna
opiuiao com os cxcmploj, os quacs sao bem
sabidos de lodo. Creio poto que a F0K-
sora tem direilo graliloacSo desde aj data da
lei c mo he possivel contrariar esta prelcn-
ci sen fazer una injustica, ou entao urna
vez que se reconsees que a peUclonarla
..no tem direilo, deve feser-se repor o
dlnbelro que te.n recebi.lu aquellas que
le... gozado desta vanugem em igualdarlc uc
circuinstancias; assim voto pelo projecto.
e contra o requerimenlo porque ella uaua.
adlauta a este respello.
0 Sr.Corrsiad* rttoi Sr. presidente, eu
direi ben1 puuco em resposta an nobre depu-
laduque se asseula delru.ile de lino, i visto
cuino, coi.lrari.ii.lu-me. elle timbera disse
pouco : elle apenas limitou-sc a repetir qi.au o
se conten em asuu Inlbrmacao desatiendlda
pela presidencia da provincia, accrescenlando
que o procurador-liscal u.io fundamentara o
eu parecer. Esta assercao do nonre de,...l..diJ
be puuco exacta: o procurador-fiscal lunda-
uienlouoseu parecer com uu.a rasao mu1 va-
liosa! disse queaS.ira. Mina llieodora so li-
nha direilo gralilicacao da dala da coiices-
siiueuidia.ite, por,ju /tmido 'Ia' "" rccm
uktceu direilo.i tituuraiiliCiifiio.
Nao he, como disse o uobre dcpulado. alel
que recoubece os direilos de un individuo
ualquer: a le estabelece os dlrelto, c quera
., cumpre, o poder execulivo -. be quem os
roooliece. a psssar emjulgado principio
do nobre depulado, una lei que deelarasse
qualquer eslraogelro as circii.nslandias de
?cr considerado cuno oidadfip brasllelro, sane-
clonarla todos osados que elle como tul lu,u-
yesse pralicado antes da sua proinulgaco.
Llinliando-me ao que dclxo Uto. declaro
que anida eslou disposto a volar contra o pro-
jeclo ein discussao. ,
OSr. itedes de Mello: Nao adiando loda
a forca que suppoz o uobre depulado que a-
caba de tallar ns argumentos que i.vocou li-
rados do parecer fiscal, acha Ueste alia), o pro-
prio eufraqueclmento; porque se a suppii-
caule ...10 linha o dl.cllo pretendido, mull era
fiscal a falla de qtiou
IIM III U IU' timiiiiniii-- -------- '. a, P
sora publica do balrro deSan-Frei-Pedro-Gon-
calves, aSra. Mara Theudora \iannade t.ar-
valho, inslruio a sua peticao, c que servirn!
de base ao projecto que agora oceupa a nossa
altencao esses docuinculcs sao os qui
* lilil, e Fxm. Sr.- Mi obstante tr otrl.
bunal adiniiislrativo icconhecido o dir.no da
supplicaiile Mara TheodoiaVianna.lel arvalho
em sessao de 4 do coi rente mea, sonde pare-
cer que se lhe deve pagar Sgrstifleacao^conce-
dida desde a data da le provincial 11. 10.1 ue 1..
de novembro de 1810 ; nao su porque provou a
implicante que linha, ames da promulgaco
desta lei, mais de 12 auno de servais 1.110 111-
tcrronipidos, c grande numero de Uiscipuia-,
tenao porque era Idnticas c,.cu.nsia,,cas
tem-se concedido a n.uilos outros professores
a nicsii.a gralilicacfio desde esse lempo, llan-
to falla de qUOtS de que falla o procurador-
flscat, creio que nao he um motivo Sllfflel. OU
para que a supplieanle perca n direilo a guii-
Dcaci que requer 1 almdean* sou de opi-
niao que se lhe pode pagar pela Uto;
pexas evenluaes, visto ser esU spexa uu.a
baquellM que ad.niltem eventualidades, c ao
pe.dein por isso ser calculadas pelos legisla-
dores exactamente. Thesouraria d ./.u...
provincial de l'enianibuco, 29 de Janeiro e
i849\-- inspector, Jol l'tdro di Siliu.
.Alnilaqucse tenha procedido na conlor-
inldade duque informa a contadoria, coi.iludo
sou de parecer que o veiici.nei.to deve ser datadaconcessao, porque foi entao que se re-
conheceu o direilo da suppUcante ; al n di
que nao ha quota para os anuos anteriores,
fteclfc, 26 de Janeiro de l849.~^/fae"-cido. .
. III111. S.-.-Conlaiido a aupplicants na. ac
i2 anuo de exercicio na edeira de que lie
professora, quando foi publicada a le V"'\,'>-
cial u. 109 de 18 de novembro de 1848 reco-
dlrellu la supplieanle a gratincnao, a .V,.,llVCl ,
lao artigo 10 da lei de i5de novembro 1 i,,uidoa allcgactiodo que 11:10 havia di-
de 87, por despacho do tribunal admlnlslra- .......
ilvo de ido crreme, e sendo-lhe arbitrada a Q Sf mUo .{(,:.. (P,-ia orden.) a vista
gralilicacao correspondente 'camparle Oe du< l.scl.lrl.c,llH.lllu, que me foram fur"_ec.'.J.*
nlnc
deqi
aor.correr.se o parecer
para o pgamelo, iuc se roquereu, _c se era
ap.ov.it.vcl essa .aza.n, he poique i.au esUva
il_______ .1 ,, .. ,. i.i itlll I
nue de direilo devia receber. Ha por lanloa
dillerenca entre 49 t-4; eu nao sel que rasao
especial bou ve para isso, o que sel he que a
hesouraria nforinou favoravelmente e vista
esse despacho linha direilo a essa gralihca-
ao vlslo que os 12 aunos eram aulcriores a s-
a lei de 1840 que adoplou essa legislacao gc-
seu ordeuauo, con.u.iiu j u...*r-i 1
foi feita por portarla de II. parec.-.ne q. a
supplicante deve pererber a ciada R'-'1' ''
caodadaladaquellaleiprnv.nc.al, por consl
derarau.esmasuppncarle e... lu'"';ca* Y'"
cumslsnclas a outros que. com laual di.
derar a inesma supplicacte em
cumslaucias a outms que. coi.. .
obliveran. despacios do r.xm- presid 11U. a
provincia nesie sentido ie, fasendo aconUdo
provincia ni-ic o. ..."...... ____ ,
que se lhe deve, achel ....portar na quaiilia de
khm is. que jtilgo ..o caso de receber. pr
PERNAMBU0

AbbEiMBLLA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 7 DE MARCO
DE 1851.
Presidencia do Sr. Domingos Maluquios,
{ Concluso. )
ORDEM DO DA.
Prlmeira discuSo do projecto n. lO, que
manda construir urna ponte sobre o rio Doce
U Sr. guiar: Sr. presdeme, eu suppo-
nho que o autor do projeclo devia ler rasoes
tuuito ponderosas para o apreseular; entre-
tanto peci.ava para poder dar o meu vol de
ileiins estlareciiiieiitoi; mas como o uobre au-
tor do projeclo se nao acha na casa, se alguin
Sr depulado me podesse dar algn esclarcci-
mcnlosfar-uie-hiauuilo favor, porque talvez
e me disposesse votar por esse projeclo,
que pode ser de mulla vaulageiu e teuho re-
celo de matar essa creacao.
O Sr. Mello liego: E quera sabe se u.or-
"oL ^uiar:-Nao.ei, raals devo suppor
..K'.!... munin boa; auizera ao meuos
es|
thesouraria 1
d
sa lei de 1840 q
ral, a professora linha direilo desde quecoin-
pletoii 12 anuos ...
OSr. Mello llego: F. assim he que he
O Sr Joi /'raro : Mas essa professora nao
recebeu a gratificado desde que lhe compela,
velo a receber desde 4 de Janeiro de 849, ha-
vendo porlanlo urna dille-renca de J anuos.
Aqui est o uosso nobre collega que recebeu
assim mas a esla professora assuu como aoutra,
nao se inandou pagar senao depois da dala a
petiao ; he essa dillerenca que c la qu ue
se lhe pague, c creio que tem loda a ra.ao.
Agora o nobre deputado querer que se recorra
presidencia, quando ja nao cxisle M pro-
vnola esse presidente c quando os presidente
no cosluinam justificar o despachos...
O Sr. Me lio llego : Ha de haver algum do-
cumento a respeilo na secretaria.
O Sr. Jote redro : Mas isso nao justifica o
despacho ; eu o que posso dize-i he que a llie-
souiarla inforuiou favoiavelmenle, porijue
ella nao poda dizer o contrario. O nobre
deputado citoii aqui o meu cxeinplo | mas eu
nao acho paridade. porque esse prolessor pe-
dio a gralilicacao por 12 anuos de servico. mas
nao apreseulou os dados que devia, para ler
direilo a essa gratificacao ; sem satisez a le ;
a lei requer mais de 12 anuos de sei vi nao
intcrro.upldo, grande numero de alumnos e
aDroveitameiito, mas esse professor cao pro-
vou nada disso, por isso foi indeferldo pela
presidencia, recorreu a esta casa sem prelien-
cher as exigencias da lei 1 ora he claro que
nao podia ler essa gralilicacao vis lo nao ler os
requesitos da lei. A professora de que ora
se trata requer apenas a dillerenca do lempo
que deiiou de perceber essa gralilicacao, a-
quclle outro que'r a gralilicacao sao os dados
uccessario para oble-la. Juigo, pois, que nao
tem paridade algiima o exemplo que o nobre
depulado apreseulou ; voto pelo projecto.
O Sr, Mello llego : As raiOes apreseuladas
pelo nol.re depulado mais me eonvenccm de
que eu Inao devo volar pela materia que se
diteule, vilto elle nosafiancar que a lliesou-
raria linha dado urna iulormavno favorave c
apear disso a presidencia achou conven.ei. e
nao conlar-se o lempo desde que ella o reque-
ren ; porque euno quero uppor que a presi-
dencia llvesse dado um despacho injusto.
cedendo a compeienie; >riw*^'S"ff
raercicto de 1840-47, 1031239 j de 8--,
e
10031)60;
que
se asienta a ineu
.848-49, 83|333.-353238 rs.-
a da faienda pro
pelo uubie deputado .
.do, peco llcen(a para 1tirar o meu reque-
,.ineu.o;estousatisfeilUle:omiiielhorvu..lado
voto cunta o projeclo.
Consultada a casa a cerca do pedido do Sr.
depulado resobre adttrinallvainenle.
Encerrada a discussao du projeclo, Ue ene
suhuiellido a volacao e regeilado.
Prlmeira discussao do projecto n. 98. crean-
do un.a cadeira de latini na villa de Agua
OSr. Cumia de Brilo : Sr. prcsidcnle.
multa aUeocao me inercie o nobre
,BS0VentremOS, pois, na apreciacao delle
c indaguemos seoseadnunistradoi procedeu,
ou au, ein i'gra
mesmunierecaaeadclra de prlmeira lellras
que la est, que .linalmcule nao pode correr
parcll.as cun Pao-d'Alho. imiaima, Victoria,
Rio-luiinuso. Nauretb, Oaran^ns, etc., ete,.,
etc. ; quando, segundo nos allinnoii o txm.
nresideute da provincia 110 rclatono iuc uos
leu ao incelar-mos os traballins da prsenle
as aulas de latim de toda a provincia.
renorta o prnieclo. .
OSr. Corroa de llrilo:- Permuta o nobre
dcpul-doque lhe cu observe que S. S. labora
en engao, se assim fosse, o procurador-l.s-
cal estarla O perfelto accordo cora os de-
uiais Informantes, e entao se nao enxergaria
entre a sua onlnlao e a deste a desharinouia
que a niiiguem pude escapar : aquelle luucciu-
. ario rrporta-se dala do despacho pelo qual
\R ENCONTRADO
^Stt*swm*m*BIISSSSS^^
ras de que era professora ; e o lez lao a pro,...-
Uo que o inspector da thesouraria da fazeuda
prXl.1. e be... qne r^".^
\n nio anresenlou rasao alguma que .man
daue os?u parecer nesia pane, e apenas cou-
V-ulomlnorar-lhe a Influencia em o que elle
conten, con. referencia a talla de quota.
Gutadoi poi. l-elo parecer do procurador-
lUc, culos conbecln.ei.los professionaes em-
PK,'srac linanceira sao por ce rio .ud.spula-
s'cis e parlilhando a illuslrada oplniao do 1,0-
hre'adininistrador da provincia que ludele-
rio a pretcncao da Snra. Mara Theodora, eu
volarei coulra o projeclo em discussao ; e bem
assim contra o requerimenlo de adiameulo,
cuja inconveniencia supponlio baver demons-
iraelo.
O Sr. Jos Pedro: Sr. presidente, linha dil Jaulas publicas m . on n,,!,,,- denutado uneiucctou a discussao, 1 ii,queuwu*, l
eituds pelos individuos que a elle dedi-
ca n he que devenios crear u.ua cadera do
ain. nu 'a villa de Agoa-Preta que, seren
verdadeias as i.,fon..a5e. que- "'"*"*
me litio loruecido, quasi que se acha despo-
voada '
Lulendo que n!o.
5ide..tc, ninguen. ...ais do que cu de-
certaiiieule l|Ue se proporcione .
Sr. pres
sejara
111. i> co
ua^ao^erra'.ainemo inconsiderado de- ca-
dclra de primeras leltiase de ial.ui por uga-
ucidados a illustrafao de que elle
as do proporeloiiamento de mus-
cas as aulas publicas de lalim sao lao pouco
procurada, que, no decurso de um anno lectwo.
Paindi O repito) apena, ouare.U u alumno
. frequenlaram, he que havc.no deJU
un.a em Agoa-Crela.cuja raingoada P^^
Ir,hilantesV nlo musir desejosa de malruc
io? H' o- mil vezes nao. Recelo concorrer para
aaccom.nod.tao de rattouraJ*Mo,e*p*H
ztes^ttsssi as
V iventu.a me COMlasse que a WH
ul


\&A

4
circunstancias de ter una cadeia de lingoa
latina, cu siria o primciro a exfbrrar-ine para
que n projecto do nobre drpulado recebse a
apprOTlfSO da casa ; mas, como lei que de
^go-F'reia quasi que s existe o nome; coinn
ici. porque no-lo asieverou o Kxm. admiuis-
Ir.idor da provincia, que aquellas aulas nao
iiran* frrqucnladas em luilo o auno lectivo que
lindoii, ( jamis me c.-insnrei de repcti-lo )
seno per quarcnla e siis alumnos, nao pnsso
jirgar-mr a concorrer coin o incu voto para
que elle neiu ao menos ebegue a gozar das
honras de una .segunda discussao.
O Sr IHintin de Urumoiul: As aulas publi-
cas sao pouco trequentadas, porque a plurali-
daiie dos cstudatilcs btiscam os mestres parti-
culares
OSr Cumia Ir Brilo:O aparte do nobre
deputado prova de mais : prova que os mes-
tres pblicos nao sabem, nu nao querem cum-
prir seus deveres : prova que o resultado dos
concursos nem seniprc lie o que devera ser :
prova que o patronado, e nao o mrito, be o
que inriiic para a approva(o ou re p mvacan dos
candidatos, entre os quacs rara vez se contam
as pessoas mais instruidas nat materias sobre
que elles versam; pois que cssas pessoas, cons-
olas de sua dignidade, nada querendo dever ao
mesmo patronato, e saliendo que, sem este,
nada alcancao, dcuatn de comparecer seme-
lliantes actos : prova linalmente, que raso de
sobra tenbo eu em es(|uivar-mc de contribuir
Gomo meu pobre voto para que coutinuem es-
cndalos desta ordena.
Voto contra o projecto.
O Sr, llalis e Silva : Sr. presidente, eu nao
pertendia dizer cousa algunia para justificar o
meu projeclo, pertendia sini mandar i mesa
uin requer miento pediudo o seu addiamento,
pela raso |iorquc lioutcni ped a do projecto
n. 25, e be por que estando a casa na expecta-
tiva de recebrr um projecto de reforma de
nstruccao publica ; quizera esperar por csse
pi ojelo, p.u ;i i-ni.iu ver se convinha retirar este
que est em discussao, ou se deixa-lo correr o
seu cainiibo porm o nobre deputado que
acaba de fallar me obriga a dizer alguma cou-
sa a respeilo delle, sem lodavia me dispensar
de mandar o rcquciiinriitoquc acabo denotar.
Sr. presdeme, nao sei a rasao por que se
lia de negar a villa de Agoa-Prcta una cadena
de lalim.
O Sr. Pinto de Campos i I'ela mesma, por
que se tem negado a oulras.
Sr. Ilatil e Silva : .Viiliiiina das rasoes
apreseutadas inedeixaram convencido. Sebe
por que a villa de Agoa-Prcta, nao corre pare-
ilias com Po-d'Alho, e outras povoaces, essa
raso nao me convence, por que nao se segu
que as villas menos populosas s por que o sao
nao di v.mi ser tanibcm soccoridas em sua ius-
truceao, nao se segu que aquelles que morain
em Agoa-I'reta lii|uem privados della por que
abi moraiii, nao senhor, porque os que ino-
ra ni em Agoa-Preta sao cidados da iiiesma
provincia, uasceram no solo brasileiro, mere
cen o mesmo favor da le....
O Sr. Pinto de Campos : K nenliuma povoa-
(ao precisa mais de illustracao do que a de
Agoa-prela....
O Sr. Ilatis e Siha : Todos tem Igual dirri
lo. Agoa-Preta aclia-se atrasada, nao est a par
de Po-d'Alho, Rio Tortuoso, c outras, he ver-
dade, mas as rasoes sao bem conliecidas ; al. ni
de que a villa de Agoa-Prcta he limito central,
ella tem sido multo fatigada, por causa das
cominoci's polticas que tem havido, a pouca
civilisaco que ali ha, a nciihuma uslrucco
[ii. leui os seus habilaules, tem coucorrido
jiara que a villa de Agoa-Preta lenha sido un
luco |ieriiiaueiiic de desodein, he istoque iciu
concorrido para que seus habitantes a cada
passo laucem mo das armas para se rebella-
rem contra as institu, oes e contra tudo que
elles devem respeitar. A villa de Agoa-Prcta
por isso incsmu quc civilisaco he ali menor
que as outras povoares he que deve ser suc-
corrida imuiedialainente, se ella o livesse sido
desde o seu priucipio, da mcsiiia forma por
que tem sido soccorridas oulras villas os
seus habitantes seriaui mais civilisadus, mais
I, ni morigerados, nao .criam ciupunliado as
armas nao seriam boje denominados de astas-
sinos, malvados, e nao sei de que mais, co-
mo hoje sao....
(I Sr. Pinto de Cvmpos : De antropophago,
e cmqnanto all existir Oaelauo Alves, bao de
ser nssiin.....
O Sr. llalis c Silva : He verdade, mas as-
-.111 mesmo nao sequer que elles se iiistrinin...
O Sr.l orreia de tirito : Queremos mais ou-
trosmeios, mande-se-llic uin missionario ...
O Sr Ilatil e Silva : O missionario j l
esteve, mas elle nao val entinar latiin a queiu
o nao sabe ; fe em verdade inuitos servicos,
c servicos relevantsimos; porin repito, nao
v.ii cnsinar latiiu aos que o qnizereiu apren-
der ; os que moraiii em Agua-Preta, nao tem
proporces para mandar seus filhos a outra
parte aoii'ie h >jo-aolas, vein-se na necessi
dade de deixa-los ficar na ignorancia ,- e per-
giinto: esses que assim ficaui o que sero ?
sero outros tantos aulropophagos, como disse
o nobre deputado.
Senhor presidente, eu nao atiendo ao estado
dos cofres pblicos, nao atiendo ao estado di
provincia quamlo se trata de promover o me-
Ihoramento da InStrnCAO publica, eu nao que-
ro saber em que estado esl o cofre quando
se trata desta materia, nao quero attender a na-
da dislo, porque assim como os cofres carre-
II un com despezas que sito por cerlo mais ilu-
tis, elles devem carregar com esla que he de
primeira necessidade, e se acao os cofres cafre*
gam com a despera de profesores de todas
as oulros villas, porque uo bao de carregar
com a do de Agua-Preta? p rque he que a
villa de Agua-Preta nao ba de tcr lainbeui um
professor de latim ? ...
O Sr. Pinlo de Campos:Assim como os nao
tem outros muilos lugares mais populosos do
que elle e que esto ein oulro pe. ...
O Sr. Ilatis i Silva : Senhor presidente, he
de-.ii- iiirlhoramcnio e de oulros muitos que
precisa a villa de Agua-Preta, nao precisa s
desta, piecisa de outros muilos, he preciso
que ella sailia do estado estacionario e acanha-
do em que se acha, c em que sempre esleve.
He preciso que a elevemos, e como a havemos
de elevar? proporciuiiando-llie estes recursos ;
he preciso fornccer-llie o que ella necessila.
Diste o nobre deputado combalendo o pro-
jecto, que elle nao deve ter adoptado, porque
jiem urna ulilidade resulta disso, visto que
milito pocos sero os alumnos que frequeu-
tam as aulas de lalim desta cidade. A raso
de nao seren as aulas de lalim milito frequcu-
tadas, nao he porque o latim eslej decadente
o latim lie uecessario, hoje nao se pdem ma
tricular na ... id. un i sem exame de latim, a
antea academia que temos be a jurdica ; a
uussa ue..iii.i.ie i.iu excepeo de um ou outro
que se quer applicar a outras scieucias, e que
vai para lora, tem de ir para academia jurdi-
ca, e para ir para all lie preciso que saibam
latim, e que l'acain exame...
O Sr. Pinlo de Campos: Da bella lingua dos
Tullios.
USr. Ralis t Silva:A rasao de nao seren
(requemadas SI aulas de lalim uo he esla, he
porque nesia capital sabe-sc muilobem, que
muitos particulares te dedicam a ensiuar lalim
assim como outras arles e tciencias.
C Sr. Correia de Frito:Mas s se compra
por du.heiro aquillo que teudo-sc de gtaca,
uo se acha bom.
O Sr. /.rumore/: Minias vezes ha lambeiu a
rasao da commodidade.
lie
O Sr. Correira de Brilo: A obligar,o
n mesilla.
O Sr. llnlise Silva: A obrigacao he a incl-
ina, mas ha abi um inleresse particular alen)
da obrigacao, c he que o professor publico,
quer seja zeloso no cumplimento dos seos de-
veres, quer nao, recebe o seu ordenado, mas
o particular nao lie assim....
O Sr. Corrtia dt Urilo : Recebein, porque
". i.s.-ae. das aulas nao cumpreiii com assuas
obrlgacOes.
O Sr. llalis i Silva:lie urna verdade que
nos vemos, todos reconhecemns esse grande
mal | nao se inspeccionatn as aulas como se
devem inspeccionar, mas por isso he que suc-
eede o que disse; oulro tanto, porm noaoon
tece aos particulares; be, pois, conveniente
remediar-sc este mal, o eu espero no projecto
de reforma do nobre administrador da provin-
cia adiar o remedio. Faca-se, pois, csse be-
neficio a aquella povoacao por einquanto.
OSr. Pinlo de Campos :-Que inaior beneficio
do que ter la urna lorca publica, como tem
O Sr. llalis e Silva: Eosina latim? te os
habitantes livrtsem a cultura necessaria nao
era preciso que o governo tivesse all essa for-
ra. .. .
O Sr. Pinlo de Campos;A civilisaco c a mo-
raldade dos costunics opera-te por meio de
urna forca que faja respeitar ai declsoes da
autoridade publica.
O Sr. Ralis o Silva: Se houvesse instruegao
nada disso era ncccsiario... ...
USr. finio de Campos :NSo houve so rebel-
da em Agoa-Preta, houvea lambem aonde
exista cadelr de lalim-
OSr. Ilatis e Silva: -Mas Agua-Preta tem si-
do o foco.. .
{ Houve aqui uui dialogo entre o orador c o
Si. Pinto de (/ampos. .
OSr. presidente observou que o regiment
nao permittia dilogos.
O orador eonlinuou, mandando mesa o sc-
guinle requerimento:
a equeiro que o projeclo fique adiado at
que teja presente casa o da reforma da ius-
irucco publica da" provincia.
leudo dado a hora, a discussao tica adiada
para a sesso seguinte
OSr. presidente designa a orden do dia e
levanta a sesso.
SESSAO EM 8 DE MARCO DF. I8..I.
Presidenria do Sr. Pedro i^avatranti.
As onze emeia horas da inauha, fetaa cha-
mada acbaut-sc presentes il seubores depu-
tados.
O Sr. Presimle declara aberta a sesso.
O Sr. 2 Secretario 10 a acia da sess5o an-
teriur que be approvmla.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguate :
KXI'EO.ESTE.
Uin olHcio dosecrcurio da provincia, remet-
iendo .'lli exemplares do relatorio, que apresen-
tou o inspector da thesouraria provincial.In-
teirada.
Oulro do mesmo, enviando o mappa da rere i -
ta e despeza da cmara municipal desta cidade,
que se refere ao balauco do anuo linanceiro de
1849 a 1850. A' coinmisso de or, amento inu-
ncipal.
L'in requeriinenlo de Januario Alexandrino
da Silva Rabello Caneca, em que pede se Ihe
mande dar a gratilicaco, que por lei Ihe com-
pete. A' cominissu de ordenados.
( Coninuar-se-ha. )
OSr. Ralis eSilva : He verdade, c mais ou-
lras, aqui'lles que ensiiiam particularmente
devem desvellar-se mais, devem faier iiiuito
para que os seus aluuinot aprovcitein., .
BlCirt, 9 DE MABfO Bl 1(51.
A a-, mi.I.a approvnu hootetii os seguiutes
rcqueriiiienlos: do Sr. Ilarros brrelo, pedmdo
a prczidcncia a copia do projecto de regula-
niento para as obras publicas, confeccionado
pela coinmisso nomeada pelu Sr. Tosa t do
Sr. Guedes de Mello, com una emenda dn Sr.
Aguiar, para que as comisscs reunidas de
saudc publica c negocios das cmaras deem
com urgencia o seu parecer sobre o regnla-
inciito do cemilerio publico: do Sr. Mello lle-
go, autorisando a coinmisso de polica a con-
tracta!-a publicaco dos ti aballis da BSSCIII-
bla com quem por menos fuer, (r'oi remet-
lida a coinmisso de enmmercio urna iudica-
co doSr. barros brrelo, para que se formule
una represenlaco asseinbla geral pedindo
a rec mstrucco da ponte do Recite.
iiandou-se imprimir o projecto, que lixa a
forca policial para o auno Buaucelro de 51 a
-, appreseulado pela respectiva coiniuisso ;
sendo despeusados os intertcios do regimen-
11, ali ni de poder ser dado para a ordem do dia
da uiaiiha.
Foi regeitado em primeira discussao o pro-
jecto ii. 2t>, que licou adiado na sesto de an-
tes de lioiitciu, asiim como o requeriinenlo de
auianicuic ollerccdo pelo Sor. Ilatis e Silva.
A. i driii do da para auiaiilia compoc-se da
lean a de projectos, pareceres de commisses,
e iudieaedea; primeira discussao do projeclo
ti. 1. que lita a forca policial, e segunda dos
de ns. 33, que aulorisa a presidencia a contra-
clac a conslruceo de una ponte entre os Cot-
illos eo Alterco dos Allogados, c 34 quesup-
p.iuii a freguezia de Cruingi
Toiiiaiaui parle na discussao os Srs. Aguiar,
Campos, Jos Pedro, e Ralis c Silva.
MMSMiM.
Jllemanha.
A Austria e a Prussia, accordes dcbaixo do
ponto de vista poltico, acham-se todava em
opposico dcbaixo do ponto de vista cointner-
cial. A Prussia sustenta /.ollvercin, enlretan-
lo que a Austria quer aassociaro de todas as
alfandegas.
Lu una conferencia que leve ullimainente
lugar eulre o presidente docousellio prussia
uo, o Sr. de Manleullel, e o ministro do com-
niercio austraco, oSr. Von der lltydl j deci-
di, pi un. no que a associaciio dos imposto! do
norte da Ailemanha ser cncorporada uo/oll-
verein, o qual desle modo se eslenderd al ao
mar do norte ; segundo que os estados da Alie-
no i meridional, especialnieute a llaviera e
VVuitcmberg, sero iivres de abandonar o
/ dlveiein, ede.idlieiir.iu projeclo da Aus-
tria; tereciro, que o congresso de alfandegas
de \\ icsbadeu se rcuui, sem embargo da re-
soluco adoptada de couvocar-se um congresso
anlogo em Drcsde. ,
Dina carta escripia de Herlin a 23 de Janeiro
e puolie.ida no Journal des Debis de 27 do mes-
ihu uiez, di/, o seguinte.--
Api zar das grandesconcesses que a Prus-
sia tem sido obligada a faier a Austria no in-
leresse da paz, apezar dos revezes que ella tem
evpemii. niado em sitas preieufes a prepon-
derancia politica, anda Ihe icsu um eicmeii-
lo de accao sobre una grande parle da Aile-
manha, nina fon te de foi ca e de iulluencia: o
/.ollverein. O gabinete de Vienna Irabaihaprc-
seiileiuente por quebrar os la;os que uueiii a
l'russia a oulros estados alleiues, e salvam-na
de urna gueda completa. A grande unio das
alfandegas do bario deBruck, ministro do com-
inercio austraco he urna machina de guerra
mu furmidavel, porquanto ciicoutra na Allc-
iii lili.i, no ominen lo e inesino ein certas in-
dustrias, iiuiuei oso, parlidarios para os quaes
os producios austracos seriam urna boa ac-
quisieo. He verdade que de outra parte ella
he vivamente combatida por todo! aquelles
que teinem a concoricucia, e bem assim pe-
las pessoas que crcciii reconbecer na realisa-
i'iiii do projeclo austraco una tendencia hostil
aos futuros destinos da mouarcliia dos llohen-
zollcru. Vi-se com adiuiaco alistarem-seen-|Grcci. A naco grega, dedicad! tii.cera-
tre estes ltimos muilos niembros Uilluentes I mente aolhrono real, tem cuinprldo fielmente
do partido conservador, por habito uiui jIci- I os votos que o rei exprimi ua, occasuo de sua
f.ndos i'. Austria. Seu orgo, a tiautte de M
t'ioix, vomitando fogo e.cliama em una terie
de artigos contra a id.'a do Sr. de Ilruck, an-
nuncia que /ollvercin, em compensa9ao de
Havicra, do Wurtemberg e do gran ducado de
Haden, cuso esses se rellrem, se completar
com o llanovre, enm os estados de Meck-
lemburgo, Holsteine Oldemburgo. A conclu-
to de uin tratado especial com o llanovre est
mesmo mu prxima.
Das informares colindas resulta que te
negocia com efllio com o llanovre, oMcchlm-
burgo, ecc, porm sem um resolucao deter-
minada a respeilo de sna annexaco. em urna
pa avia, sfin sistrnn ; alean disso sabc-8e que
estando o Sr, de Chwarlzemberg mais decidi-
do a nao ceder de seu projecto, as negocia-
Ccs entaboladas nao sao considcrada, pelo
menos al ao presente, seno como um meio
de arrancar ao inluisterio auslriaco pelo temor
de urna uuio das alfandegas do norte, certas
concessdes concernenles organisafo da dic-
ta federal, concessoei que o primeiro ministro
austraco, decidido a aproveilar todas asvan-
lagens obtidas em Olmulz, persiste em refu-
sar. Segundo estes dados a antipathia da
i.ri (ir de la Croix para com a grande unio
das alfandegas, do mesmo modo que as srin-
palhias commerciaes do ministerio para com
o norte, nao sao seno um jogo de deploma-
cia.
U rei da Prussia dirigi ao seu excrcito a
seguinte proclamaco :
ti Ao meu exercilo.
As i 111 mus., ni i is que me obrigaram, ha
dous ineres, a fazer appellacao a todas as (br-
eas nacionaes para proteger a patria, achain-
ne felizmente nrudadas, de maneira que me
se permillido enviar para suas casas e para
seus trabalhus um numero consideravel dos
amigos soldados do excrcito na mesmo dia em
que a Prussia celebra o anniversario da coroa-
(o do seu primeiro re. Nao posso deixar
passaresta occasio de exprimir meu vivo re-
couhecimento pelo irlo ardente com que o
exercilo permanente passou do etlado de paz
ao de guerra, pelo empeiiho que o palz inos-
Irou em fazer as prelences necessarias e pelo
enthusiasrno com que o landwer acodio a ini-
nlia appclaco.
Os esfortos que forain feilos nao sao per-
didos ; seu pezo fes inclinar a batanea para o
lado da paz, dando urna nova prova do mrito
eminente do exercilo, e fazendo resolver pela
primeira vez, depois dos gloriosos annos de
813, 1814 c 1815, de urna .......ira irrefraga-
vel a aptido e as qualidades millarcs do lan-
dwer, o qual fra convocado em inassi. Tc-
nho a firme couvicco que todos aquelles aos
quacs liir permillido deixar as bandeiras volta-
rio ellas cum o mesmo ardor bclcoso, e
que todas as partes do exercilo se esforcaro
pela obediencia c pelo respeilo sagrado da dis-
ciplina, a conservar inteira tal qual tem sido
at boje, o apoio solido e o justo orgulho da
patria.
Helio, 18 de Janeiro de 1851.
s Frediriro Ouilhermc.
A tenencia dos ducados acaba de dirigir a
seguinte proclama, a., aos habilaules de Kiel:
oneid.nl en, c,leudo aa convite feito pe-
las grandes potencias da Aleinanha em o nome
da confederaco c conforme a resolU(o da
a--, niiii,-., nacional, de II de Janeiro p. pas-
sado, a tenencia tem preparado a transi(o do
poder executivo que Ihe conferio o poder cen-
tral da Mein ii,h i para um governo que a con
federaco germnica devia estabelccer Elle
fez o que se Ihe exigi a este respeilo; a te-
ueucia depos os seus poderes lias nios dos
coiiimissarios da confederado gormanica As
questes pelas quacs a lula foi iravada deven
agora receber sua soluco pela va de nego-
ciares pacifica; t confederado germnica
quer garantir o dircito do paz e seus inters
sea, assim como sua rclaco jurdica tradicio-
nal, c rcslitui-lo a nosso legitimo sol,erano,
logo que esla rclafo liver sido determinada,
lie precisamente este lim que temos constan-
temente procurado alcancar desde o comeen
das hostilidades.
Habi antes do Schlewg-IIolstein, a tenen-
cia vos agradece o te-la ajudado e apoiado
com energa assim nos bous das como nos
naos, e ter constantemente professado o res-
peilo da ordem c da legalidade. Persist, por
lauto, nessas disposices, dai vosso concluso
a unta solur.au pacifica. Obedecei conseguiu-
lemenle s autoridades constituidas. Dos, o
qual |.relejen o .Incito, llo pernnltii.i que a
conflanea nelle depositada seja Ilusoria Elle
conduzir bom lim a causa da nossa chara
patria.
i Kiel, I de fevereiro de 1851.
ii A tenencia do ducado de llolstein.
F. lievenllow toijter. Franck.Kiohn.
Uelilioff.de Fonlenay
Dinamarca.
Eis aqui o que a respeilo dcste reino se l em
urna carta escripia de Copenhague a 29 de
Janeiro, a^qual encontramos no Journuf del
Dbale de 7 de fevereiro prximo passado :--
A guerra est acabada. Se existem ainda dif-
ferencas enlre a Dinamarca e a Ailemanha,
ellas sero aplauadas aingaveluienle por meio
de uegociacoes. A guarda real j vollou do du-
cado de Schleswlg para Copenhague.
Eiiipoucos das ogrossodo exercilo dina-
inarquez uo Sehleswig chegar nossa capital.
I .ne 11,-,caqui grandes preparativos para re-
ceber dignamente nossos bravos soldados. A
porta do Oeste, pela qual elles devero entrar
em Copenhague, ser ornada de bandeiras e
ti oplicos ; um arco triumpbal ser ergidio no
Mercado Vclho ; um banquete Ihes ser oile-
recido pela cidade no vasto picadeiro coberto
da castello de Chrisliansbuigo.
0 rei dirigiu ao excrcito a seguinte procla-
maco :--
Soldados, depois de tres annos de esforcose
de lulas, a paz vos chama a vossos lares. An-
tes de deixar as pusi(ucs que conquistastes
por vossa coragcui, e conservasles por vossa
|i, rscvia .un. 11 firmeza em presen; dos maio-
res perigos e a custa de fadigas incessanles,
recebei anda una vez os agradecimculos de
vosso rei.
O nome dos guerreirosdinamarquezes tem
retumbado por toda a Europa, c eu ensober-
brco-ine de haverdes merecido a glo.ia, nao
smenle por voasa valenta nos campos da
batalha, seno taubem por vossa humauidade
por vossa disciplina exeiuplar.
Vossos compatriotas reconhecidos nos la-
e, um accolho solemne ; entielaDto apresso-
mc a saudar vossa volta e a lestemunliar mi-
li lia i; i ai id;.o particular a cada um de vos, ofli-
ciacs e soldados.
i. Gucrreiros dinatnarquezes, vos me encheis
de orgulho ; ein vos repousa miulia coufian(a.
Sede lodos bem viudos '
ii Castello de Chrisliausburgo, 24 de Janeiro
de 1851-
Frederico, rei.
partida. Guiada pela historia da grande vida
politica ella tem respeitado erespeilar sem-
pre o rei como o .sustentculo do throuo c o
penhor do seu futuro.
" Odeiejoque todos os gregos tem I dever
o re vollar lellsniente ao selo da patria he
iuexprimivel, por isso felicitando aV. M. ifiela
sabedoria com que deiempeuha as altas al-
tribuices, confiadas aos seus cuidados, cites
r.i/eru votai pelo re e por sua prxima "che-
gada.
. Os representantes da naco souberam
com satisfaeco que as rclaces do governo
com as potencias cstrangeiras se acbo em
um eitado amtgsvel.
" No_ principio de seus trabalho!, a c-
mara v coin prazer, que seus desejos je achao
em harmona com os de V M.; ella avan(ar
por tanto uo cumprlmento deiua miiso com
urna Inteira dedlcaco.
" A prnsperidade e adiantameuto do estado
a seguranca e o respclto do throuo terao os
nicos guias da cmara, e ao mesmo tefnpo
ella ajudar coin zeio a V. M. ein ludo o que
lu- cuipiclu iidi.lo sobre esta base.
" Digne-se Deus coin sua mao poderosa
proteger a patria e o Himno real."
Os roubos ainda conlinuavo, porin s-
mente do lado da fronteira, entreunto medi-
das promptas e efflcases linh sido ltima-
mente tomadas, e esperava-se qne elles se-
riam sem demora repremidos. ________
COMMUJN1CADO.
0 re pul.I. mi ou ti a proclamaco na qual di-
rigi seus agradecimenlos maruha peis
servicos assigualados que prestara durante a
guerra.
valcami hoje rico, pode comprar carne a KiO e
a 200 rs. a libra, a inaior parle das familias uo
(recia
Esse reiuo tienta tranquillo. A cmara dos
depulados proseguia rcgulainente ein seus
tralialhos, e entre ella e o goveruo reinava
grande harmona como se vedo vol de gra-
cas seguinte por ella adoptado :
Senhora os representantes da naco reu-
nidos em lomo de V. M. dirigem votos ao
Omnipoteute para que continu a proteger a
S. Exc. o Sr. Soma Ramos, que tantas dili-
gencias fizera para dar algum remedio ao in-
lolleravel vexame do povo relativamente ao
preco escandaloso das carnes verdes, nao se
julgando autorisado a lomar medidas admi-
nistrativas a tal respeilo agora na sua falla de
abertura d'assembla legislativa provincial
nao transcurou esse objecto to Inquirame,
exprimlndo-se desta maneira. Sobre os ha-
bitantes deata cidade, cetpecialmente sobre a
classe menos abastada, e por isso metmo dig-
na de toda a .menean, pea h anuos buin
mal, que he to grave, to gcralmente senti-
do que eu nao posso deixar de chamar sobre
elle a vossa acurada aiirneo,. pedindo que
habilitis esta presidencia com meios eflicazes
para remove-lo : fallo no monopolio na venda
das carnes verdes.
Esl pois o negocio entregue assembia
provincial ; e j o 3r. deputado Aguiar reque-
ren, lo,se nomeada buma coinmisso especial,
para apprescntar o seu parecer sobr'estc ob-
jecto do manir interesse publico ; porque em
verdade de todos os direltos quer civis, quer
polticos, o primeiro he comer ; e todo o go-
veruo c segundo os meus principios sociaCs
tem rigorosa obrigacao de proporcionar ao po-
vo os un ios para nao inorrer fume.
U Sr deputado Manoel Cavalcanti oppoi-se
logo ao requeriinenlo, dizendo 1., que a esse
mal do exoi hilante preco da orne s Dos po-
da dar remedio : 2." negando a exiatencla de
tal monopolio, que elle compara ao dos se-
nil oret de engenho, ao dos commereiantes,
*c., com a divida venia rcsponder-lhe-hei, que
nao he isso das carnes verdes lium mal de lal
naluresa, que s da Providencia Divina lie
possa vir o rcpiedio. Em Londres, em Pars,
na Helgica, na Prussia, em varias cidades da
Italia tem-se tomado vigorosas providencias
contra os monopolistas dos gneros de primei-
ra necessidade, como a carne, a familia, o azei-
tc, a lenha. e neiscs paizes to cultos creio,
que haver homens, queda selencia econmi-
ca eiiiendain tanto pelo menos, como osdoc-
lores do nosso brasil. Aliu disto nao sendo
esta huma selencia especulativa to tmente,
se nao pralica, de necessidade lem as suas m-
ximas geraesde soflrcr exerpeoes ua raso dos
lempos, das localidades, c d'oulras circuuis-
ta lelas.
i.iiianio a existencia do monopolio nao he S.
Exc. que esl em erro, he sim o Sr. Manoel
i avah: ini i. Nao ha ncsla cidade quem o ig-
nore ( rom a honrosa evcepc.io do Sr. Ma-
noel Cavalcanti ) Este facto, como estamos
bem informados, foi referido ao Exm. Presi-
dente por um dos arrematantes, homcm ho-
nesto. e conhecido de perto do nobre depu-
tado ; velo a certilii ar-se que huma compa-
nhia de marchantes se coligara para inonopo-
lsar escarnilo,amonte esse genero alraves-
sando os gados, abarcando as casas de talhos,
alguinas das quacs pagam para as conservar
lechadas, peilando c .lupinos, at pagando
ni. n,a I el oles a varios lo i relia o tes n.0 llietti-
dos na liga s para nao picarem a carne. Fi-
nalmente essa companliia he lo famlica, c
ousada, que picando menor numero de rezes,
que o que requer o consummo desla cidade, e
o arrematante ameacando-a de picar carne
por sua coma, visto o prejuizo, que vinha a
soll'rcr no decrescimentoda matanca, sujeitoii-
se a fazer bom ao mesmo arrematante o
acrescimo, que Ihe faltava, de maneira que
picando soincnlequarenta bois diarlos, paga-
vam, c pagam o dirimo ua ra/o de scenla.
Sabemos mais que lium dos Ilustres depula-
dos provinciaes, contristado por semflhanic
Magollo se propoz de accordo cun o Exm. pre-
sidente a negociar a sua remisso, e que na-
da conseguiudo, conseguio entretanto flear
pen um me inteirado da existencia do mal.
Ainda querer o Sr. Manoel Cavalcanti pro-
vas mais cabaes da existencia desse contra-
bando escandaloso, e lo pezadoao povo?
A compii acu, que S. 8a faz entre os mar-
chantes, entre os vendedores de carne, e 01
Sen i,ores de engenho, os coniinercianlcs, ote
parece mais huma zombaria, que lium argu-
mento, e por isso nao merece as honras de
huma l cinta;.e, serla. O que he evidente, e
inquestionavel lie, que existe esse monopolio,
llagello do povo quasi igual epedimia da
febre amarella. A questao pois s pode versar
sobre os poderes d'asseinbl-. a este respeilo,
e sobre os meios de sanar o mal. Sempre, e
em todo, os palzes lem sido os gneros de pri-
meira necessidade objectos da economa, e
vigilancias das municipalidades : logo he ini-
nlia humilde upiiio, que a assembia pro-
vincial he nuil competente para por inter-
medio da cmara municipal legislar a este res-
peilo. E quem com razo vista do acto ad-
dicional poder recusar a asiembla o direlto
sob qualquer proposta da cmara estabelecer
o seguinte artInca o Exm, presidente da
provincia autorisado a de acord com a cma-
ra municipal lomara providencia, que julgar
mais proficua para evitar o monopolio das
carnes verdes desie municipio.
Eu tenbo estudado esta materia por todas as
suas faces, e al onde pode chegar a mliiha mu
i ii i iiinse ipta espheia ; e estou prulnuda e cu-
li au ha vi luiente i ou vencido que de quantos re-
medios se possaiu excogitar para sanar csse
mal terrivrl, s um he elflcaz, e vem a ser : op-
poi monopolio a monopolio, isto he ; ltenlas
as m mo,! ,ii..i... espeelaes da nossa Ierra,
crear uin monopolio legal para impedir o mo-
nopolio anai'cinco e iu-aciavcl dos particula-
res. Assim o cirurgio corta Urna perua gan
gi i-nada, o que he sem dunda mu mal, para
evitar a morte, que be muito peior.
O povo, isto he ; essa grande maioria de ho-
mens e de familias menos abastadas, deve me-
recer lodos os disvellos de seus representantes.
Esse conluio de marchantes lem estabelecido
nesta capital urna verdadeira calamidade pu-
blica. S. Exc. o Sr. Souia Ramos, ciuiquanto
nao teja l'eruambucano, inostra os mais vivos
desrjoi de aliviar este povo de to doloroso ve-
ame: e lossenhorct deputado! todos un-
ilos em Peruainbuco olhai.ui com o riso da
indillerciica ou do despreso para os justos cla-
mores de seus patricios ?! E he lolrravelqilegc-
inaui lautos tullnare de creatinas humanas pa-
ra saciar a cobi(a de um pugillo de famlicos
nioDopolislas? Por ora paro aqui, sem entrar
no desenvolv lucillo ds lucios o
^^ /llllfl'/em.
1ti mili, i ir Tir"Tinr-T i i i
-cdMM~EaciT T.
ALFANDEGA.
Itendimentn do dia 8 .... 3*:927,67
Descarregam hoj 10 de marco.
Barca -- Otpray baclhio. -
Urigue Lavinia-- dem.
CONSULADO CEU AL.
Kendimenlo do dia 8.....2:671,97;
Diversas provincias. ..... 36,88i
2:708,857
RECEBEDOUIA DE RENDAS GEIUES
INTERNAS.
Rendimento do dia 8......956,693
CONSULADO PROVINCIAL.
Iteniilmptilii ilnrlia 8 1iS-',i;i:
Mvmenlo co porto.
Navio entrado no dia S.
Parahiba 12 hora, hiale nacional Para
hiban, de 37 toneladas, mestre Nicolao
Francisco da Costa, equipagem *, carga
toros de mangue; ao mesmo mestre.
Liverpool42 dias, barca ingleza Ktk, de
217 toneladas, capillo George Wise, e
quipagem 12, carga fszendas ; a Kussell
Mellors & Companhia.
Navios saludos no mesmo dia.
Baltimore Barca americana Douglat, ca-
pit.loJ. Ferrel, carga assucar.
Ricnetnond Hiate americano Rosumond,
mestre Elesha Jobey, carga assucar.
Canal pelu Parahiba -- Brigue inglezSuian,
capitUo II. Pendase, em lastro.
ObservacOet.
Sahio em commisso o brigue-escuna de
guerra nacional Legalidade, conmandaniej
o capilSo lente Lourenco da Silva ArUJU
Amazonas.
l'uii leou no Lameirito urna birca amor
cana, que uo leve communicaQo com
trra.
Navios entrados no dia 9.
Boston 38 das, barca americana Lunette,
de :!Jii toneladas, capito N. G. Groton,
equipagem 9, em lastro; a II Forster cv
Com ;> j i li.i.
l'.n ,ilnli.. -- -2 dias, hiate nacional Coneiir^o
Fiordos Virtudes, de 2S toneladas, mes-S
tro Elias do Rozario, equipagem 5, cargaF
loros,'a Paulo Jos Baptisla.
Caitiaragilie 6 dias, hiate nacional Capri- I
chuso, de 35 toneladas, mestre llypolito
Jos da Silva, equipagem 5, carga asstt-J
car; a Lino J. de C. Araujo. Pasigi-
rus, os Pilugueits Jos Juaquim de U>-
' gtlbes Bastos, Antonio II. Ledo e J j.l >
II. Camjiio com sua familia.
Navio sahidos ni mesmo dia,
Porto Brigue portuguez Marta Feliz, ca-
pil3o Lourenco Fernandes do Carmo,
carga assucar e mais geuerus. Passagei-
ro, os Pnrtuguezes Juaquim Francisco
Ua Silva Vieira e Joilo Marlins Goucalvcs,
eo Brasileiro Autonio Jos da Silva Chris.
piano.
Canal .- escuna dinamarqueza Henrich, ca-
pil.ui II. o --.tinaiiti, Carga assucar.
Parahibi Hiate nacional ,V. S. das Nevii,
meslre 1 So Franciso Marlins, cirga car
nee mais gneros. Passagiro, o Brasi-
leiro cl.iiiilin i Jos.
f
EDITA L
A cmara municipal desta cidade fas pu-
blico, que ella fez e o l.vm presidente da pro
vinc i approvou em data de 4 do corrente as
seguiutes posturas addicionaes, as quacs pas-
sam da daladeste ein diantea ter inteiro anu-
prlmcnlo, como nella se conten :
Posturas addicionaes.
Art. 1." Do dia inmediato ao da publicaco
da presente postura, sao os habitantes desta
cidade obrigados, at as 6 horas e meia da ina-
nh.i.i, a mandar varrer as ras em frente de
i..as casas, depositando os ciscos ein montes
aliui de seren recebidoi por carme is da i *-
niara municipal, sb pena de 20,000 rs. de
multa e do duplo na reincidencia.
Art. 2." Sao igualmente e na mesma confor-
midade cima, obrigados a irrigar, das 8 at
ai 9 horas da inanha, e de 1 as 2 da larde, os #
passeios e ras em fenle de suas habitacoei, \ !,\
sb a pena eominiuada uo art. antecedente.
Arl. 3.' Do l. de marco do crreme anno
em vanle nao se abriro, sb qualquer pretei
to, excepto o de ordem de autoridade com-
petente, as catacumbas e sepulturas existen-
tes, sb pena de 30,OOU rs. de inulta e 8 dias de
priso aos infractores
Paco da cmara municipal do Recife, em ses-
so de 18 de fevereiro de 1851. Francisco An-
tonio de Uliveira.Josi Camello Jo Uego Barrm.-
Francisco Uamede di Almeida.-Joaquim Cauto
de Fujuerilo.los Pires Ferreira.Manoel (t-
tano Soares Carneiro hlonleiro.Francisco (ion-
calves de Maraes._
I-, para que chegue ao conhecimento de io-
dos se inaiidou publicar o presente.
Pajo da cmara municipal do Recife, em
8 de marco de 1851.Francisco Antonio di OU-
veira, presidente.Manoel Ferreira Accioli, se-
cretario interino.
f I
f
?
THtATKU DK AI'OLLO.
DIA II DE MARCO DE 1851.
COMPANHIA rRANCBZA,
Dirigida por n\adama Berleaux.
l{(|i( - beneficio de- miulnnieseiiu
sii-iipliiiiii Berienux.
Primeiro acto.
Dansa de corda, executada pela r.milia.
Madameiella Seralna terminis csse exer-
cicto do e.tvac,ao pela dna setn maiomi.


-&
A

J27
i
Mt
r.
Segundo acto.
O grupo piramidal, executado por toda a
companhia.
Tercelro acto.
nansa antipodal, exceutada por Mr. 11er-
teanx, terminar pelo vo de Mercurio (com
eran.le vari?Ho ).
Quarto acto.
Crande ejercicio dedeslocacSo ("colocarSo
e deslocacSo dos ossos ), executado por Mr.
Berteaux e seu filhojo manino Brcmond, se-
guido do jogos icarios pelos mesmos eo
outro lilho.
Quinto noto.
I.es cordages Trancis firupos de cinco
pessoas, por Mr. Berteaux, Mr. Jorem, Mr.
Brmond e madamesellas Serafina, Horten-
sia eCenny.
Sexlb acto.
Crande assencfie sobre a corda do cena-
rio, altura da terceira galera, executada
por madameselle Seraphina.
Stimo e ultimo acto.
Os quiltros vivos, excculados por toda a
companhia.
Prinieiro quairo.
As tres grabas.
Segundo quadro.
Os dous espreitadores.
Terceiro quadro.
A mortede Abel,
Quarto quadro.
A fgida de Cajot para o descro.
Quinto quadro.
r Adansadas Nymphas.
Sexto quadro.
A matanza dos innocentes.
Stimo quadro.
A morte de Virginia.
Terminara com a bella fonte de dores.
pceos-uos iiiliiktks.
Camarotes da primeira galera de frente
8,000 rs de lado.6.000 rs. ditos da segun-
da galera de frente in.ooo rs. ditos de la-
do 8,000 rs. ; ditos da torceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 ra., galera 840 ra.
Theatro de Santa-Isabel.
47.' HECITA DA ASSIGNATUU.
QWTA-rllBA, 12 DE MAR?.) DF. 1851.
Etptlaculo lyrico, intercalado de danca
dramtico.
Drpnis da execucao de unta agradavel ou-
vertura, a companbia lyrica cantar a excel-
lente opera do maestro Uelllni, cm2 actos e 3
quadroi :
Norma.
No intervallo do primeirn ao segundo acto
as senhoras Kaderna < Moreaux execularao o
novo dancado que teni por titulo
ELLF. CAHPE.
A companhia nacional terminar o espeta-
culo com a representaco da graciosa farca :
O rccnitaiiieiito n'alclclu.
Na qual o Sr. Rayinundo, que desempenha
a parle deSarijento FerraOraz-danfar com
as senhora* Iladerna e Moreaux o gracioso ler-
I ceto do
I.und d'amarro.
Comegar s8 horas.
Os bilhelea acham-se a venda no lugar do
I costme.
' O administrador emprezario previne ao pu-
blico c em particular aos amadores dosUai-
| lis maicaraiotque pretende, sabbado d'Alle-
lua, dar um terceiro baile que ser precedido
do cauto. Os prefos das entradas c camarotes
serio os aegulntes :
Entrada geral 2,000
Camarotes de primeira ordem com
5 entradas 10,000
Ditos de segunda com 6 entradas 12,00"
Ditos de terceira coi 6 entradas 12,000
Ditos da quarla com 3entradas 6,000
As senhoras que se apresentarem mascara;
. das lerao enrada gratis. O programma sera
[em lempo publicado.___________=
Avisos marilimos.
Agencia da cornpanliia de vapo-
res inglezes.
0 vapor 7*a/ deve aqu chegar
dos portos do sul no dia 20 do
crreme, c no mesiiio dia se-
guir para a Inglaterra com
escala pelos portos j annunclados de S.-Yi*
cenle, Tenerife, Madeira e Lisboa : as pes-
soas que prclenilercn passagens para qual-
quer dos diversos portos, queiram dirigir-se
com a necessaria antecedencia ao escriptorio
,- da respectiva agencia na ra do Trapiche n.
48 para tralnr do ajuste e receber o competen-
te recibo, o qual sendo passado por ordem
numrica teram preferencia aos lugares de ca-
marotes conforme a ordem dasua numeracao
Para o Aracaly sahe, com a malor brevidade
possivel, o hiate Duvidozo l para carga e passa-
geiros trata-sc ao lado do lorpo-Sauto n. 25,
ou com o inestre a i <>tdo.
--Para o l'orto sahe com brevidade a bem
conhecida eveleira barca Etpirito Santo, de
primeira marcha, forrada e encavil.ada de
cobre : quem na mesma quizer carregar ou
ir de passagem, para o quo tem excellentes
commodos : dirija-se ao seu consignatario
Francisco Alves da Cimba, na ra do Viga-
rio.n. 11, primeiro andar.
-- Para a Baha segu, no dia 8 do corren-
tc, o patacho Sania Crut: para o resto da
carga e passageiros trala-sc ao lado do Cor-
po Santo, toja de massatnes n. 25.
Para o Porto she com a maior brevi-
dade possivel, porjatera maior parlo de
geu carregamento prompto a barca porlo-
giieza Iracharente, de primeira marcha,
tem excellentes commodos para passagei-
ros: quem na mesma quizer carregar, ou
ir de psssaftem, entenda-se com o rapitao
Rodrigo Jo8QUm Correa na praca do Coro-
niercio, ou com Novaes & Compendia, na
ra do Trapichen. 34.
Para o Acarac segu viagem por estes
15 das o patacho Emular jo : quem no mes-
iii'i quizer carregar ou ir de passagem, diri-
ja-se o escriptorio de Manoel Concalves da
iilv, ou ao capitSo a bordo* defronle do
~spiotie do algodfio.
Para o Itio de Janeiro
Segu por estes diss o biigue escuna nacio-
nal Olinda, para o resto da caiga escravos
e passageiros, Irata-se com Machado & Pi-
nheiio na ra do Vigario n. 19 segundo an-
dar,, ou.com o ca ililo Manuel Mariano Fer-
r ira na Praga.
lOdo corrente, as 10 horas da mandan em
ponto no seu armasen), ra do Trapiche.
O corretor Miguel Carnciro, lin leilo
no dia 11 do corrente no seu armazem na ra
do Trapiche n. -40 de niversos trastes de una
pessoa quese retira desta provincia c imiitos
iiutros olijectos que se vender por todo o
preco: alcui trales, relogio* de ouro patentes
inglezes espingardas, pistolas, obras de prala
e ouro, carros de mo. ecarro;a para um ani-
mal.
O corretor Oliveira far leilSo do gran-
de varledadetde fazendas inglezas o fran-
cezas de urna extinta loja, muilas das quaes
silo de prompta venda, o outras denomina-
das alcaides, que se vcnderSo por qualquer
preco : terfa-feira, 11 do corrente, as 10
horas da mandila, no seu escriptorio, ra
daCadeia.
Joh.iston I'ater & Compa-
nhia far2o leilo, por inlervenc3o
do corretor Miguel Carneiro, de
grande sortimento de fazendas in-
glezas, as mais proprias e acredi-
tadas neste mercado, sendo a
maior parte dellas madapoldes e
algodaozinhos de diversas qualida-
des: terca-feira, li do corrente,
s lo lloras da manhaa, no seuar-
mazem, na roa do Vigario n. 3.
Schafheillin tTobler farSo leilSo, por
intervengo do corretor Oliveira, por or-
dem do lllin. Sr. Ilenry Christophers, vico-
consul de S. M. Britannica, e gerente do
consulado da repblica franceza, eem pre-
senta do chanceller do mesmo consulado,
le urna caiza com fazendas chegada na bar-
ca franceza Julet, capitSo Tomharel, com
avariad'agoa salgada: quarla-feira, 12 do
corrente, as 10 horas, no seu armazem, ra
da Cruz.
Schafheillin & Tobler faro leilo, por
intervencSo do corretor Oliveira, de um
completo sortimento de fa zondas de seda,
La, 11 olio edealgodSo, todas proprias do
mercado : quarta-feira, 13 do corrente, s
10 horas, no seu armazem, ra da Cruz.
---------------f/J -------------
7 de marco de 1851. PlaMi loti do llego
Aravjo. Pintura Vert*-i Pinna.
Oflerece-seuma simpara lavar een-
gommar : na travossa da Ci imbl n. 2, se-
gundo andar.
OfTerece-se um rapaz brasiieiro de 16
para 17 annos para caixeiro de qualquor cs-
tabelecimento: quem pretender, dinja-se
lravessados Rxpostos n. 18, primeiro an-
dar, ou annunce sua morada.
-- Precisa-se de um pequeo de menor
Idade para caixeiro de venda : no Aterro da
Boa Vista n. 20, venda.
Aluga-se por prego commodo o arma-
zem de assucar n 8 da ra de Apollo, com
todos os caixes e utensis : a tratar na mes-
ma ra, casa n. 20.
Avisos diversos.
Leiles.
Leilo
boje, lo do corrente, de 30 meias pipas com
viudo de Marselha : na porta da alfandega :
por conta e risco de quem pertencer.
Jones Patn & C. I.nao leilo por Inler-
venjo do corretor Oliveira, de grande c va-
riado nomnenlo de faieudas ingleas as
uau proprias do mercado; seguuda-feira,
Jos Soares de Azevedo, professor de
lingoa franceza no lyfjeu, tem aherto em
sua casa, ra das Trincheiras n. 19, um cur-
so de Geoirrnpliin e Historia, e outro
Je Itlietorica e Potica. As pessoas
que desejarem ostudaruma ou outra destas
disciplinas, podem dirigr-go indicada re-
sidencia, de mandila at s 9 horas e tneia,
c de tarde a qualquer hora
Francisco Comes de Oliveira embarca
para o sul do imperio o seu escravo criou-
lo, de nome Manoel.
Joito Alves de Souza retira-sc para f-
ra do imperio.
Francisco Jos Pereira, subdito portu*
guez, relira-se para ti MaranhSo.
llermannTrosl.cidadao suisso, retira-
se para fra do imperio.
Aluga-SB um sitio perto da praga, que
tenha proporces para se empregar tres es-
cravos. ten lo baixa para capim, casa e boa
cacimba : quem o liver, dirija-se ra For-
mosa, qoarta casa terrea, ou annuncie.
Lotera la matiizila lloa V'lst?
Aos in: iiiisiioo ris.
As vanlagens que ollerece o plano desta
loteria, ligadas ao lim utiiissimo para que
he applicado o seu benelicio, tem muito
concorrido para a rpida exlraceo que vJo
leudos respectivos hildetes, os quaes con-
tinuam a estar venda nos lugares ja an-
nunciados. A invariabilidade do dia 2 de
jundo prximo futuro, marcado para o an-
damento das rodas deve cortamente esci-
taros compradores de bildetes a se inuni-
rein em lempo, daqueiles nmeros por que
mais predilecco liverem, entretanto que o
tdesuoreiro da loteria alianca, quesea ex-
tracco dos bilhetes continuar, como ateo
presente, elle presume com bons fundamen-
tos que as rodas ter3o oMugyro antes do
dia marcado.
Tomam-se lOO.OOOris a juros do costi.
me, danlo-se em garanta a iirma de urna
pessoa idnea e reconhecida : quem quizer
dar, anuuncie.
A pessoa que annunciou no Diario de
7 o 8 do crrente querer comprar um ca-
vado sem achaques, dirija-se ao Mangui-
nho, a padaria Nova, ao virar para a llaixa
Verde, que la achaia um -para se vender.
- Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va, que saiba bem cozinhar e eniajmmar:
na ra Nova n. 5, primeiro andar, ou em
baixo, na loja do mesmo.
Piecisa-se do um caixeiro de 12 a 14
annos : na ra da Florentina, vonda n. 30.
jo,iiii ris de gratificaco.
Uoubaram, nu dia 7 do corrente, da casa
dos sis. (';. J. Astley & Companhia, na ra
do Trapiche n. 3, um relogio de ouro de pa-
tente inglez, n. 25,796, autor Kichard llurn
by, Liverpool- O relogio he sabonete, pe-
queo, porm mullo pesado, tem a caixa
tavrada, mostrador de ouro e trabalha so-
bre 13 pedras linas, e urna crrenle de ca-
bellos com passadorde ouro : quem levar
os sobredilos objectos na casa cima indi-
cada receber 50,000 rs.de alvicaras.
Precisa-se de urna ama para todo o ser-
vico de casa de homem solleiro : quem qui-
zer, annuncie.
Precisa-se por compra ou aluguel de
urna canoa que carregue de oilocenlos a
mil lijlos, estando em bom oslado : Da ra
da Cadeia, em Santo Antonio, serraria nu-
mero 19.
.-.Manoel Comes Fernn les Leal declara
que se despedir da gerencia dos negocios
sb a administrado da Sra. 0. Atina Maria
dos Passos Cunda GuimarSes logo depois
que esta se casou com o Sr. Ignacio Luiz de
Uiito Taborda, a cargo do qual licou a dila
gerencia ; e do crtenle mez do lugar de caixeiro, que
al essa dala lliu fui cunservado ua mesma
casa.
Nos abaixoassignados fazemog gcienle
ao publico, que no dia 28 de fevereiro pr-
ximo passado disolvemos amigavelmenle a
sociedade que lindamos as duas lojag de
selle ro,sitas na ruada Cadeia Velda ns.
27 e 36, que gyravam, urna debaixo da fir-
ma de Araujo Peuna, e outra debaixo da
Iirma de Araujot Penna t Companhia, II-
cando o socio Araujo na loja n. 27 resjon-
savel pelo divo e passivo, assiin como o
socio Penria na loja n. 36, tambem respon-
savel pelo mesmo activo e passivo. Recife,
Prcvcneo.
O abaixoassignado previne aos Srs. fr
vendedores de bilhetes das loteras f>
4 do Itio de Janeiro, quoperdeu ou Ide 4
# furtaram um quarto den. 3054 da 13' t>
loteria a favor do theatro de S. Pedro t>
4 assignado com as seguinles (Irmas
? Raymundo Martins de Oliveira e J. II. >
^ Soares Cuimares, que sahindo com
4 qualquer premio,o n3o paguem scti;1o %
m ao mesmo abaixo assigna lo. #
4 Kaymmido Martins de Oliveira $
##)##>*<>:*>>#> #>*:#(('#>**
Terca-feira ll do corrente pela una ho-
ra da tarde na sala das audiencies que d o
Dr. juU de dirrilo da 1.a vara do elfcl se lian
de arrematar por ser ultima praca. em hasta
publica I casa na ra de S. Francisco n. f> nina
dita na ra Direita n. ll Ulna dita a, G2 na
i ua Augusta e sexta parte da uielade da casa
da ra do Crespo n. 15 c um terreno na ra
de S. Francisco com quintal e cinco pilmos
por execuco da de Claudina Martinha du
".iiT.iiiii'iiLu contra Antonio daCuuha Soares
Guimares.
Preclza-sc de um pequeo, brasiieiro ou
mesmo portuguez para caixeiro de tuna con-
Icinii i atractar na ra do llozario e:treira
n. i.
INSTtU'CCM) PRIMARIA.
O abaixo assignado, leudo recebido do res-
peitavel publico benvolo acollilmenlo, visto
como j inultos paes ilc l.imili i llie teein con-
fiado seus filhos, convencidos da maiieira
cnnscicnciosa por que o annuuclante Icui dc-
scuipenhado as obrlgacdes que se compro-
metiera na direceo de sua aula particular,
na ra po Mondego n. 44, rende por este meio
o ni publico agradeciinenlo aquclles que nrlle
tem depositado sua conliaiica en aisuinpto
io delicado como seja a primeira eduoaeo de
sens filhos. O anniinciaiite jnlga dever anda
solicitar a conlianca das pessoas moradoras
fri da |,i.i-,.i, para quem foi especialmente
creado o seu esiabelecimento. em verda-
de, grralmente reconhecido, que inuitos
paes moradores fra da praca deixaiu de dar
educacao precisa a seus filhos, ou o fa/cni
com grandes sacrificios e dilliculdades, em
rastio dr faltarem aulas ou collegios, ondcpns-
- un colloca-los, por tal modo dirigidos que
discansem inteiramente, nao so respailo do
ti'atamento e disvellos, co'no respeito do de-
seuvolvimento intelectual e moral era por-
tanto de palpitaute necessidade a creaco de
um esiabelecimento que rcunKse todas aquel
las condicoes e f oi com essas vistas que o au-
nunciame estabeleceu a sua escola no lugar
indicado. t) pensionistas, que Ide forcm con-
fiado, acharan estabelcciiuenlo do annun-
ciante todos os elementos necessarios ao
bom desenvolvimento phisico, intelectual
e moral. IIabitar,ao sadia, com as acoin-
iiioda^es necessarias, c todos os cuidados
que um pai pode dispenaar seus lilhos.
Mcslres escolhidos de graminalica latina, fran-
ceza, msica vocal e instrumental ; se encar-
regaro de aperfeicoar a intelligeiicia dos
alumnos, emquanto o aniiunciaiite derigir
especialmente as primeiras lettras, nao puu-
pando esforcos pata adiantar ns seus disc-
pulos ; enifin a moral e a relgio serao cul-
tivadas, como conven) quem sobre tildo quer
formar bons cidados. A nica rccomeiida-
co plausivel este respeito um exante ocu-
lar, e para este fin o annunciante convida a
lodos os paes de familia que d'antcmo quita-
ran ccililicar-se da rcalisacao das promeasai
do annunciante, para que se drijam a sua aula
e ah examinen! por si mesmos a ordem c re-
gularidade dos trabadlos, c as mais cundirles
que licaiu enumeradas*
O annunciante espera continuar merecer o
favor e conlianca do publico.
Frunciico de Salt$ d'Albuiuerque.
Desapparcccu no dia 9 de marco um mo-
leque de nome Joaquim, de idade de 18 a 20
anuos, depois de ter sido castigado pelo seu
senhor por suppr tcr-lhe roubado 27,000 rs. :
he baixo c reforcado, tem os denles limadus, e
he um tanto fulo, levou vestido caifa de lt>
de cor de listras, e canosa de algodao soja : ro-
ga-sc por tanto s autoridades policiaes e Cspl-
tcs de campo a captura do mesmo, c leva-lo
a sen Sr. francisco Gomes de C'arvallio, na
ra das C'ruzes n. 0, que serio recompen-
sados.
Deiappareceu no dia 15 de fevereiro pr-
ximo passado, o escravo Manoel crioulo, de 24
anuos, baixo e chelo do corpo, rosto liso e ven-
tas arregazadas, pouca barda e gambeta das
pernas, defeito bem visivcl no andar, vestido
de camisa de algodao groaio, calca ejaqueta
azul, e chapeo de palha, este escravo veio d*
liahla o auno prximo passado: quem o ap-
preheuder leve-o a Jos Atlouso Ferrelra no
Recite, ou a Joiio Francisco do llego Maia em
Apipucos que ser bem recompensado.
Desappareceu no dia \ do crreme do en-
genlio Pintos, o escravo Antouio, cabra, com
os slgnaes seguintes : alto, corpo recular, ps
grandes porm bem feitos, tem o hombros
descidos, sem barba, e representa ter 18 anuos
de Idade pouco mais ou menos : roga-se por-
tante as autoridades policiaes a apprebeniSo
il" nu sino, e aos capiles decampo, quem
prometi nina generosa gralicaco : na ra
Huilln. iZl.ou uo referido ciigenho
Desappareceu no dia 7 do correle s 3
horas da larde escrava Joanua crioula de ida-
de de 2 a 30 annos, alta, e nao muito magra,
naos e ps grandes e bem leitos, com falla de
denles no lado de cima, levou vestido de i ln-
ta rn.v.i de listras j vellio, e panno da Costa,
cuja escrava foi remctlida pelo Sr. Antonio
lleurique de Mirauda ao Sr. Thomaz de Al -
meida Anluoea, e csleSr. vendeu-a nesta pro-
vincia quem a pegar, pude dirigir-se a ra
das Larangeiras n. M, segundo andar que se
recompeusai
O commaudante do corpo do polica,
em resposta a pergunta inserida na Impren-
ta de sabbido ultimo, declara que as pravas
do corpo m'iIi seu commando s sahem pura
fra da cidade por ordem do Lmii. Sr. pre-
sidente da provincia, e quaGdo assiui acon-
tece vSo fardadas e imadas, e nunca apai-
zana como diz o peiguntador,sendo por con-
seguidle inexacto que teiidaui sabido pra-
cas para o eugeubo Suassuna.
Hontem, 9 do corrente, per-
deu-.se, da loja do Sr. Jos dos
Santos Neves at a ponte da Boa
Vista, um inventario : quem o ti-
ver adiado, tenha a Londade de
llevar loja do mesmo Sr. Santos
Neves, que ser generosamente
recompensado.
Desappareceu, no dia 8 to enrenle, o
escravo Antonio, de nacSo Angola, ( por ter
vindo pequeo para o mato parece criou-
lo ), reprsenla ter 22 a 21 annos, alto, ros-
to redondo, olhos um pouco vermeldos,
sempre an la mascando fumo o pareen ter
a parto do rosto esquerdo inchado quando
toiii o fumo na borc; levou calc de algo-
dSo de listra por baixo e'branca por cima,
carniza d algodaozinho grosso; qunudo
Talla he muito descancado : roga-ss, pois, a
quem o pegar do o levar a ra do Crospo
n. 13, lojadoJoIo deSiqueira FcirSo, que
receber a graliflcaco.
No dia 5 do corrente desappareceu do
engenhoCajabusso escravo Gabriel, re-
lo, denacSo Angola, reprsenla ter 25 an-
nos de idade, cor um pouco fula, muito
alegre guando filia e as remas um pouco
tortas para fra ; desconlia-se ter subido pa-
ra o sertSo, aonde esteve mullos annos em
as fazendas Breginho e Caianinha : quem o
gegsr, leve-o 00 mesmo engenho, ou as
ditas fazendas, ou no Aterro da Uoa Vista
n. 43, que ser generosamente recompen-
sado -
D. Francisca Thomazia da Concedi
Cunha previne as pessoas que se propoze-
rem a arrematar as suas casas annunciadas
1 ara a praca do Sr. Dr juiz de direito do
Civel por as execuefies de Ilenry Gibson, Jo-
nes Patn & Companhia, James Crabtre 6t
Companhia, e Fox Brolhers contra a annun-
ciante, que estando anda pendentes os re-
cursos ordinarios e legaes que a annunci-
ante tem interposto fe est de animo a
prosegoi-los al ultima instancia a que os
possa levar; e podendo ser, como espera,
que sejam allcndnlos, e obtenha melhora-
menlo as scnletiC'S, que a contlemnaram
a pagar lettras, que smenle se acliam sac-
cadas e en lo.-sa las por Manoel Lopes Ma-
chado como procurador da annunciante
sem procurasSo que tanto po ler Ihe dsse ;
protesta usar conlra os arrematantes do di-
reito, que Ihe confere a ordenacao do livro
terceiro titulo 86 ^ *. que dizE sondo a
senlenc, porqoeae tal execuco fe/, revo-
cada em parte, ou em tolo, os bens quo
por ella a si revocada foratn vend ios, se-
jam tornados a cujos eram.eao comprador
tela tornado o preco que por ell -s deu, o as
cusas que fez na arromalacflo a cusa da-
quelle que a execuco fe/, fazer, ou por seu
liador, no Ihe adianto a elle logo bens
sem outra dolonga como cima dissetnos.
E este direito protesta a annunciante por
em uso, e afim do que os arrematantes nilo
se chainetn a ignorancia faz o presente an-
nuncio por Ihe ler o mesmo Sr. Dr. juil da
lireilo fndeferldn n requerimenlnque a an-
nunciante Ihe dirigi a esto respeito paro
ser publicado na praca.
Manoel Comes Fernandas Leal declara,
que se despedir da gerencia dos negocios
soda idmioisiracBo da Sra. D. Anna liarla
dos Passos Cunda Cuimarfies, dojo a cargo
deseo marido o Sr Ignacio Luil de linio
Taborda, e agradece a ambos a estima com
que sempre por elles fui tratado. lecife, 6
do marco de 1851.
No primeiro andar do sodrado n. 10
da roa do Oucimailo existe urna caria para
u Sr. I.oiz Jos Teixeira de Sa.
I'nssapoi tes.
Tiram-se passaportea para dentro e fra
do imperio, correm-se foldas, despaedam-se
escravos e liram-se ttulos tle residencia :
para e.-te lim procura-se. na ra do Qucinia-
do n. 23, loja do miulezasdo Sr. Juaquim
Antonio da Cruz.
--II1 urgencia de inJagur-ss se existem
nesta provincia os Srs. Domingos Jos da
Cunda e Antonio Domingues Moreira, os
quaes, ou quem dos mesmos Srs. souder,
farSo favor dando noticia no Recife, ra da
Calis n. 39, para satisfazer peJiJos de
seus prenles.
-- Na ra do Rangel n. 48, ha canoas pa-
ra se alugar. que earregam 900 a 1,000 li-
jlos, o lamben se vendem a quem as qui-
zer com rar, assim como urna porfBo de
rolos tle mangue para lenha que faz milita
eonta aos particulares, e vende-so em por-
Co a vouiaile dos compradores.
~ Os Srs. Jo3o de Dos Moreira de Carva-
llioo J isl'titriciode Carvallio, este mora-
dor em Maria-Faiinda, e aquelle no Cado,
v3o ou mandein no Aterro da lloa Vista,
sobrado n. 10.
Aluga-se mensal ou annualmenle urna
casado pedraocal, 110 logar da Casa For-
te, contigua a do Sr. major Vuelta : a tra-
tar com o caixeiro dos Sis. Itow.nan & Me.
Callum, na tua do Krum ns. 6,80 10.
Compras.
Aos Srs. de engenbo.
Na ra Nova loja de ferrageus n. 20 de Joao
Fernaudes Prente Vianna, conlinua-sc a ven-
der as muito acreditadas cnxadas calcadas de
ac ; ellas freguc/cs que se cslau acabando,
KUrroquim a 1,400 rs.
Na ra Nova loja de ferragens n. 20 He Joao
'Mandes Carente Vianna, vende-sc mullo
Pe
idlo c encarnado, e
Ctimpra-se um cavullo de sella, que se
1 bom, ponto e sem achaques : na ra da
Mangueirs ni.
Conipram-se effectivamonto botijas o
garrafas vaias a 7,000 rs. o cento : na res-
lilac&o de Franca A Irmilo, na praia de S.
Hita, o no depsito da mesma, na travessa
da Mu lie de Dos n. 5
Compram-se duas escravas rom as se*
guiles habilidades : tima quecozinheeen*
gomme bem, eoulra que engommo c cosa
ueifeilamenle : paga-so bem : na ra da
Cruz 11. 23, segundo ailar.
1.1 ni, 1 a-se urna lipia em hom uso :
quem liver, dirija-so a tua da Cruz o. 35,
'escriptorio de Uodrico da Cosa Carvallo).
Compram-se palaces mexicanos a rs.
1,700 : no largo do Carino, esquina da ra
de lloilas n. 2, venda.
Compram-se
escravos bonitos e robustos para dentro e
fra da provincia : na ra larga do llozario
n 48, primeiro andar.
Compra-so lila tic flecha e barriguda,
ou oulra qualquer que sirva para eacber
OolchfiO : paga-s bem : na ra Nova n. 28,
loja de Antonio Ferreira da Costa liraga.
--Compram-se ps de goiabeira branca,
sapotizeiro, mangabeira, condesseira, fruta
pSo, caneleira, pintela da India e abaca-
xis : quem tiver, annuncie.
Vendas.
Vemie-se palha preparada e junco, lu-
do de primeira surto e muito em conla;
tambem empalha-se toda a qualidade de
obra, como seja cadeiras e marquezas, lu-
do com inulta perfeico e asseio, e mais
em cunta do quo em outra qualquer parte :
na ra das Laraugeiras o. y.
superior marroquim amare!
de outra qualquer cor pel diminuta preco de
1,400 rs. a pele : a elle Iieguc/.es que se estao
aC.3. Vetidem-se os verdadeiros charutos de
lavana : no armasen, de Palmera, praca do
I-Vande-se "> molcque de bonita figura,
cozinheiro, de 1? anuos de iiacao : ua ruada
Uadre-de-Deoa n,3(i.
Bichas de Ilamburgo.
No paleo do Carino loja de barbero 11. 27,
vendem-se e alujam-se bichas por commodo
preco.
Vcnde-ae urna parelha de cavalloa ru90s
pombos muito boa para carro, o muito bem
l'eita : na cochelra do Sr. Miguel Souger 110
Attcrro da lla-Vista.
'echinclia.
Na ra do Queimado segunda loja n. 18,
vende-sc franklini preto a 320 ta., dito roxo a
2(10 rs., duraque aul a 500 rs., sarja prela de
la de duas larguras a 51)0 rs.. cambraia de
cores para vcslidos e cortinados a 200 rs. o
covado, lencos de cassa brancos grandes a 2'J
rs., lentos de setim para grvala a .)0U is., c
outras inuitai fazendas, assim como cortes de
vestido de cambraia de bata a l.'M) ra.
__Veudem-sc caixas com cera em velai do
Itio de Janeiro, com sortimento a vonlade do
comprador, e fumo cm tolda do lucidor que
ha no mercado.
Loteria da matriz da Ba-Vista.
Aos 10c .:ooo,ooo ra.
Na loja de mludeun da praca da Indepeu-
dencia 11. i, vendem-se hildetes nuciros, mcios,
quartos, quintos, decimos e vigsimos, que
corre Impreterivelmente no dia i de jtiudo ou
antes se se vender os bilhetes.
liillieles iiiteiros 10,000
Meios 5,000
Quartos 2,1100
Quinina '.'"O
Decimos 1,00
Vigsimos 600
Loja de seis portas em frente do
Livra ment.
Vende-sc sarja preta Despalillla larga a
patacas o covado, sarja com listras prela pro-
pria para manteletes, a 3 pataca*, chamalute a
5patacas, crt<* de vestido de nobreza pelos
por 12,0110 rs., fil bordado de cores a."> pata-
cas a vara, para vestidos e capolinhos, cassa
pintada Iranceu a 2 patacas, riscados e alpa-
cas de algudao, e outras qualidades de fazendas
por preco barato.
Loja de seis portas cm frente do
Livramento.
Vendem-se corles de vesiidos com barra de
cores a 5,000 rs. por ter um pouco de mof1,
cassa pintada a 200 rs o covad, cassa prela a
1-20 rs. o covado, i-hilas a 120, 140, 1 oO. 180, 209
e 240 rs lina a 320, 40 1, 4S0 e t>40 rs. a vara,
lencos de cassa para mao de senhora a 2-i0 rs.,
e com bieoa 400 rs., lentos brancos de cassa.
para caneca e para hombros a 3/0, 40.1 e 480
ra., niela* para senhora a 210. 320 c 480 ra., ^e
outras muilas fazendas a rctalho e em porfao
por prctos baratos.
Bom'e Itarato.
Ni ra do Passeio Publico, loja n. 9 de Albi-
no Jos l.eile, ainda continua-sc a vender as
bem eonliceidaa petas de chita a 4,500 rs. e o
covado a tiU rs., ditas para coberta a 11,000 rs.
a pafa, e o covado a l'J rs., cassas para baba-
dos a 240 a vara, brins de lindo azul c de co-
res a 300 rs. o covado, cobertores de algodao
grosso para escravos a 010 rs., riscados iiious-
tros a 200 rs. o covado, chapeos de sol de pani-
ndo a 2,000 rs lencos de cambraia linos, ro-
deados de Pieos a 40 n., diloi de seda de co-
res a 1,500 rs., grvala* de setim a 1,500 rs.. e
outras militas fazendas, as quaes deixain-scde
aunuuciar para niio oecupar lempo.
Doces cantlilados para a Qua-
resma.
O proprictarlo da confeitaria da ruaestreita
do Rolarlo n. 43, faz ver ao respeilivel publi-
co, que recebeu ltimamente de Franja um
rico s rlinuiilo de doces caudilados, com boni-
tas estampas, tanto em caixiohaa como en
fiascos, b.ilainbu*, ludo de bom gosto, e por
preto commodo.
Vendem-se muito superiores chapeos de
sol tle seda preta, inglezes, com cilios de oaso
a 5.500 rs.. di los de panlnno decores trnce-
les, arinato de ferro a ?,000 is. : ua ra do
Crespo luja n. 10.
Vendem-se chita* dcrainagem a200rs,
de vestido a IUO rs., fusles" 400 e 200 rs., ris-
cados de caljas a 240 e 200 rs., algodao tranca-
do a 320 r* baeta a 600 rs., challe* e cassa
40" rs,, franquiiiin verde a 040 rs., cansas a
320 1., challes de nclito pequeos a nio rs.,
jaquetas para meninos a 400 rs., suspensorios
de meia a 80 rs., nielas de senhora a 480, 40o,
e 320 rs., ganga aiul uauc ida a 120 : a Iralar
na ra das Larangeiras 11. 29.
Vende-se uma preta de natao de bonita
figura, de idade de 18 a 20 anuos, sendo para
fra da provincia : as Cinco-Poulas n. 3.
-- Vende-se um forte piano de Jacaranda
de excellentes voies, que agradar ao com-
prador, por preto coinmodo : na ra da Cadeia
du Uecifc 11. 54,
Vende-se a encllente fazcuda de crear
gado, drii oi.ina.l i Sanlo-Kstcvao, sita no asan
ua provincia do Rio-Grande do norte, com ga-
do, c leudo 5 legoas quadradas. Foi ahi que
na grande seca de 41 se refugiaran) os gados
das fazendas viziulias : quem quizer procure
ua la Foruioza na quarla casa terrea.
Vende-sc um preto moto c de bouiu fi-
gura, sem vicio nein achaque alguin : na ra
Direila 11. 121.
__Vendem-se barricas com banalbo dees-
cama a ,500 is. a barrica: no armazem que
fui do lii'. liar defroute da cscadiulia 110 caes
da alfandega.
Vende-se urna grande casa de campo s
margen) dorio, defionle do sitio do Sr. Ca-
brlel, na qual passou a festa o Sr. r. Paiva'
com commodos para numerosa familia, com
cerca de mil palmo* de terreno, c com baixa
de capim para o vere, que pode fornecer de
40 a 00 feixes de capim diario : a fallar na ra
de Santo-Amaro n. iG. ou uo Recife com o Sr.
Manoel Cuii(alves da Silva.
(jera de carnauba.
Vende-se superior cera de carnauba, em
porco e a realho, por preco commodo :
ua ra da Madre de baos 11. 36.
Vende-se iarinha de Santa
Gatharina em saccas, por menos
do que em outra qualquer parte :
na ra da Praia n. 3a 5 tambem
se aluga o armazem n. 4> n0 ,ra".
piclie do Hamos, proprio para um
tudu : quem o prelender, dirija-se
a mesma casa cima.
-- Vende-se uma vaca para a$ouguc : ua, ra
de Santo-Auaro u. 10.


ooo at jg
i varios fi
emmw*
Lotera do Rio re Janeiro.
Aos no:non,ooo rcis.
Na loja .l<-iminli'/.'is d prur-a da Inde-
pen nria n. 4, veniipm-sfl hllhele intot-
T"S. mio, qna-lns, oitavos e vitfefimos
beneficio da 1:1 lotera do Uipl'o iie S. Pe-
dro dn Atraillara Na rncsm luja recehem-
sp bilheles promiadus em troca dos que tem
venda.
Pecas de chita* rosas para lulo.
Veinte r\-se pegas cl>' clutis limpus, ordi-
naria, para lulo uleviado, a 4.5"0 o a 120
T*- ocovmln; e rolles do rarubrai'S para
vpsii.iui. liiiii'iios paMiOi's. a 2.fon rs.: na
ra lar(ia do Rozar o o. 48, n-iinVlro andar.
Loteria do Hio de Janeiro.
Aos 20:000,000 u'i.s.
Na praga da Independencia, loja n. 3, que
volta para as ras do Queimado e Crespo,
vendem-se os mu afortunados bilheles,
meios, quartos, oitavos e vigsimos da 13.a
lotera de S. Pedro de Alcntara. Na mes-
ma loja est patente a listada 6.* das amo-
reirs.
Vendem-se superiores livros em Tran-
co, de diversos lmannos : em casa de Ralk-
in a mi Imifios, na ra da Cruz n. 10.
mmmm&.mm m m>mmmmmm>&
"T? Na loja do sobrado amarello, nos g
quatro cantos da ra do Queimado n. }
{! 29, tem para vender um completo jg
tf sortimento das azendas abaixo men-
tj cionadas, ludo de superior qualida- jg
n dee presos muilo commodos, asa- |
jj ber : jg
.* Cortos do vestidos de sarja preta m
flavrada. padres de muito gusto. m
Sarja de seda preta verdadeira. lies- 5
panhola.
Selim preto maco, proprio para J?
I vpstidos.
? Manteletes ecapolinhos de chmalo- S
ii te e gros de aples preto, com mui 31
fundos enfeites.
I.s de ltilio preto, bordados a seda. if:
llm completo soitimentn de pannos ii
fS. pretos para os pregos de 4,000 al
9, 12,000 rs.
3( asemira preta elstica para varios
pregos.
xwxwwtmwm mm&wm
Lotera do 11 o de Janeiro.
Aos ao.-ooo,ooo ris.
Na ra estreila do Rozario, travessa do
Oueimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
A. dos Sanios Maya, vendem-se os mui afoi-
lunados bilheles, meios, quartos, oitavos e
vigsimos da 13." loteria de S. Pedro de Al-
cntara. Na mesma loja esta patente a lis-
ta da sexta dasamoreiras.
Loteria do Hio de Janeiro.
Aos 20:00c,000 rs.
Na casa feliz da ra do Queimado, loja de
fazendas n. 20, vendem-se os mui afortuna-
dos bilhetes, meios e cautelas da 13.* lote-
ra do llieairo de S. Pedro de Alcntara, cu-
ja lista chega uu primeiro vapor. Na ni.s-
ma loja se musir a lista da 6." loteria das
amoreiras e crcagSo dos bixos da seda, bein
como todas as pBSsadas.
Chapeos oleados a 1,000 rs.
Na ra do Queimado, loja n. 3, vendem-
se chapeos oleados pelo baralissimu prego
dudez losles e grvalas de mola a dois
mil ris.
Veude-se muito nova farinlia
de mandioca de Santa Catharina :
a bardo do brigue Sagitario, Tun-
deado delionte do Treai, por pre-
i'o muito coma.odo.
Lotera do IIio de Janeiro.
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do llozario larga, botica 11. 42, ro-
cebeu-se a lisia da lotera 6.' das uinorei
ras, e ah foram vendidos os seguidles n-
meros que satiiram premiados, a saber : 911
400,000 rs 2013 400,000 IS. 3630
100.000 rs. 156 100,000 rs. II
40,000 rs. 140 40,000 rs. 4607
40,000 rs. 1100 40,000 rs. bom co-
mo bilhetes da 13.a lotera deS. PeJro de
Alcntara, chegados ltimamente pelo va-
por Imperador, os quaes se venden) pelos
presos seguiutes : inleiros a 22,000 rs.
meios a 11,000 rs*., quailos a 5,90o rs oila-
ves a 2,900 rs e vigsimos a 1,400 rs.
iNo becco do Goncalves,
mazem do Araujo, veude-se
perior fatinha de mandioo
saccas, ebegada ltimamente, e
muito em conta.
Na ra da Cruz, armazem de
S Araujo n. 33, veude-se supe-
rior brinda de mandioca, chegada
ltimamente do C'ear, por preco
muito commodo assim como cou-
tos de cubra, sallas e pennas de
ema.
Loteria do l\io de Janeiro
Aos
4-
v. entendedores poi >ua priinvron ex -
oiicln.
VppiIp-sp um perrava de 22 annos, di
hnnila fisura, a ou-l cnzhiha o 'Mario t-
urna cas, iuva dn aahfln, p"comma e co
cliSo : ra na iin Apollo n. 19
Vpiidpin-se 10 escravos, sendo um op
tliro cpnpirn, da honila figura o mogo:
urna escrava de 19 a 20 annns, que cozuha,
f7 dores de lnds as qu| 'adps, engomma,
Co'P. fn7 lavarinlo p marra dp lioha ; uno
miilalioha i|p 13a 14 annos, que cose, fu-
lviiiito, marca de luha e engomoia; dua-
cavas de todo o servigo; urna dita di
meia dude ; p 4 p>cavos para o servido d-
Campo na rus liireila n. 3.
Vende-se um aioleque de 18 annos, de
elegante figura e bom cozinheiro ; um dito
para o servigo decampo ; urna preta de 20
annos, grvida de 5 mezes, com algumas
habilidades ; e urna dita do servigo de cam-
0 : no pateo da matriz de Santo Antonio,
sobrado n. 4, se dir quem vende.
-- Vendem-se merecanos do sol (relo-
gios) muito proprio para quem anda em
viagem, e para quem'mora no millo: na ra
da Cadeia do Rccife, loja de miudezas do
Sr. Mello.
-- Vendem-se dous bahs cobertos de cou-
ro, quasi novos : na ra larga do Rozario,
loja n. 28.
Ceblas
de Lisboa ltimamente cliegadas, a 500 rs.
1 cento : vende-se na ra da Madre de Dos,
iruiazem n. 31, ao lada da alfandega.
Vende-so um preto crioulo, de 30 an-
nos. bom caiador, c que trabalha de pe-
lieiro, por mdico prego : a fallar com Jo-
s Cypriano de Moraes Lima, na ra Nova,
a.19, primeiro andar.
'a melhor qualidade. que tem vindn a psIp
Aos 20:000,000 ris.
Na loja de cambio da Vi uva Vieira & Fi-
Ihos, ra da Cadea do Itecife n. 24, rece-
beu-se a listi da sexta loteria da cullura de
amoreiras o creago do bicho de seda. Na
mesma loja acham-so venda os afortuna-
dos bilheles da 13,' lotera do theatro de S.
Pedro< de .Alcntara, dos quaes vira a lisia
ar-
su-
em
20:000,000 res.
Na ra do Crespo n. al, loja de
fazendas, e na ra da Cadeia do
ecil'e n. !\, loja de miudezas,
vendem-se quartos, oitavos e vi-
gsimos da i3.a loteria do Thea-
tro de S. Pedro de Alcntara, e
paga-se qualqucr premio que nel-
les sabir sem ganancia alguma.
Quartos 5,5oo
Oitavos a,800
Vigsimos l,3uo
Na ra INova,em casa de Augus-
te Colombiez,
vende-se um grande retrato de S. M. impe-
rial o Sr. I). Pedro II, com lquissima mul-
dura, obra do insigne pintor l.cchevrel, o
qual spresenlou na ultima exposigao das
Helias-Artes, no Rio de Janeiro, obra de
tSo subido mereciaionto, que llie valeu ser
premiado por 8. Magestade com o habito de
Chrislu, eser-lhe comprado por ordeni do
mesmo augusto Senhor, um painel lepre-
sentando
liom e barato.
Na ra do Queimado, viudo do Rozario,
segunda loja 11. 18, vendem-sa meios chales
de l.l.i para hombros de senliora, a 320 rs. ;
ditos lechita.a 400 rs. ; meias pelas para
senliora, a 1,000 rs. a duzia ; dilas para li-
me m, a 500 r. a duzia ; dilas para menina,
a (40 rs. a duzia ; panno lino cor de vinho, 1
3,000 rs. o covado ; chapeos do sol de soda
inglezese francezes, a 5,000 rs. ; cliila fran-
cesa, a 100 rs. o covado; algodSo de lis-
Iras, a 120 rs. ; dito azul, a 160 rs. ; alpaca
de linho para jaquelas, a 240 rs. o covado ;
brim transado brauco de hubo, a 500 rs. a
vara ; mantas de seda, a 5,000 rs.; e oulras
multas fazendas por commodo prego.
l'ara se acabar.
Vende-se cera de carnauba, penas de
ema, sapatos brancos, ditos de bezerro de
lustro, couros de cabra e superiores charu-
tos recen lmente chegadus da Baha : na
ra da Cadeia do Itecife 11. 49, primeiro
andar.
- Vcndem-o os seguiutes livros nuti-
cos : o Piluto Instruido, ou compendio llieo-
riconpratlCO de ptoUgem ; The Theory
and l'ractice of liuJing Ule Longlude al
Sea or Luid ; Tablea l'oilatives de Loga-
iilhmes;A Complete Epitome of Pralcal
Nabigaion : na praga da Independencia n-
meros 13 e 15.
Vende-se um quarlao rugo, muito no-
vo : nos AfFogaJos, padarla n. 66.
Vende-se una murada de casa terrea,
sila nas Cinco Puntas dtsta cidade : quem
a pretender, dirija-so a ra Augusta u. 23,
que se dir quem venJe.
1 Veude-se urna parda escura de boa con-
ducta, sem vicios iieui achaques, boa coi-
zheira ; urna crioula, que coziulia, cose
chito e 1 ni principios de enguuimaJo : urna
pardinha escura, que cose, faz lavarinlo e
runda : dSo-se 0111 conta : na ra do Rangel
11. 38, segundo audar.
Livros religiosos para a qua-
resma.
Manual da semana sania, guarnecidos ri-
camente de velludo por lua da capa, com
I estampa que representa 1 dus quadrosda
escriptura, eoulros menos ricos de capa de
marroquim : vendem-se muito commodo
na livraria do paleo do Collegio 11. 6, de
Juno da Cusa ourado.
Veudem-se tres vaccas e uini garrota,
proprias para agougue : quem as quizer
comprar, drja-se aoCiquia, a tratar com
Jote Joaquim de Saiil'Auua Iraao.
- Vendem-se OS s.-guintea livros em bom
qso : Selecta, Virgilio, balustio, Conielio,
Tito Livio, Horacio, Cartas de Cicero, Uuvi-
dioe Philosophia por Ueruzei : na ra do
AragAo 11. 27.
- Vende-se urna preta com algumas ha-
bilidades : nas Cuco Poutas, travessa do
Lobato 11. 8.
Vende-se um elegante caninhode qua-
tro rodas para meninos, chegado du Pars
no ultimo navio do II. vi c : na ra da Cruz.
-.;;;,../. ..i U. 38.
-Vende-se cha hysson de superior qua-
idade, o melhor que lem viudo a este mer-
cado ; vellas de tspermacete americanas ; e
meias barricas de familia gallega : em ca-
sa Je Malhcus Austin & Compauhia.
-- Vende-so um lindo moleque de 18 an-
nos, muilo bom oIIcbI de sapaleiro e pti-
mo para todo o st;rvgo ; um dito de 20 an-
uos, muilo bom ollicial de allaiate, de na-
cSu, que he bum copeiro e de todo o serv
go de ra e casa ; dous prelos bous para lo-
do o servigo ; una pela perleita cozinhei-
ra e boa para lodo o oais servigo de urna
casa : na ra da Cadea do Itccle n. 51, pii-
II,Clin all I .
preadn : ludo por menos p'pgo do qiln pii
ulra qii' Iquor partn : na la da Cadeia de
anlo Antonio 11. 20.
Na Ponte VpIIi, arm7pm em que te
p sprrarin oSr Luiz Jof> Nurie* dp Castro.
ndPin-SP PiicliHiupis de 20 *0 palmos d<
op primen lo ; mos travssas de 25, 30*
l> di loa } riiuts-; raihros ; lrV'janelo, de
5 al 40 palmos ; todas psts madeiras r
nais objrtns slu das mpll'orps quididades
me s i'ciiiMii enentrar nos depsitos d*s-
a cidade, e vendem-se por prego coni-
o 'o.
Livros religiosos para a Qua-
resna.
Manual da cooissSoe da missa, ricamen-
te encadernado de capa de velludo, e por
fura da capa umi estampa, que representa
um dos quadrosda escriptura, edigBo nova
de 1850, augmentada com militas orages :
vende-se muito commodo: na lvraria do
pateo do Collegio n. 6, de Joo da Costa
ourado.
--Na pracinha do l.ivramento, loja da es-
trella n. I, de Jos Uodrgues Coelho. ven-
de-se rap princeza de Lsbcia, a 40 rs. a
otava ; chapeos de sol de seda, a 6,000 rs. ;
panno preto lino ; selim prelo para rllelo;
dito de cores ; sarja preta, a 2,200 rs. o co-
vado ; casemra preta ; esguilo fino, a 1,200
e 1,400 rs. a vara ; lengos de seda de cores
para grvala, a 2,000 rs. ; ditos decambraia
de seda, a 1,000 rs. ; riscados de lioho, de
210 a 320 rs. o covado ; bom sorlmento de
Chitas, a 160, Imi, 200, 240 e 300 rs. ; cam-
brajas de cures lisas, a 210 rs. o covado
corles de fustSo lino para colletes, a 800 e
1,000rs.; chales do larlatana, grandes, a
1,440 rs.; ditos, a 2,000 rs. ; cortes de cis-
sa de cores de mui lindos padrOes, a 2,800
rs. ;riscado azul largo para vestidos de se-
nliora, a 2.000 rs. o covado ; bretanha de
lstra, cor (xa, a i00 rs o covado ; madapo-
i.io sorlido, de 2,800 a 5,500 rs. a pega ; e
nutras mullas fazendas que se promeltem
vender barato.
Vende-se urna morada de casa terrea,
sila na ra do Alecrim, com mullo bons
commodos para numerosa familia, em
cliSos, proprios por ter o dono d retirar-se
para o llio Cramie do Sul : quem a preten-
der, dirija-sc i mesma ra, sobrado n. 2.
- Anda ha para venderem-so bastantes
barricas vastas, no melhor estado possivel,
para embarricar assucar: na praga da San-
la Cruz, na padaria debaixo do sobrado DU*
moro 106.
Vende-se rap de Lisboa em frascos,
chegado agora na barca porlugoeza Ligei-
ra : os Srs.. freguezes que esi3o acosluma-
dosatomar a boa pitada n3o drixarao de
mandar buscar, no largo da assombla 11. 4.
boc-
ci las, dando a luz m>is iViilnnte
8.
no Primeiro vapor e trocam-so por b.ll.e- .. veodo-ae um pililo grande de duas
J?&m lotera de N. S. do L.vra- CiI, de oindeir. de icopir, propiio para
ment e do llio de Janeiro. is'r M0 u ulili| po,",^ commodo :
11a ra do llozario, luja n 35.
Vend -se um armaaem de sal, com to-
dos os gneros que tem dentro do mesoio :
na ra Imperial 11. 53.
Corram a pecbincba.
No Passeio Poblco, loja n. II, de Fermia-
no Jos Rodrigues Fcrreira, esislo una por-
gao de pegas de algod.lozinho, muito lar-
gos, com um pequeo toque de ferro, pelo
barato prego de 2,800 rs. a pega, e dos es-
trenos a 2,000 rs.: a ellas untes quu se
caben.
Na ruadasCruzes n. 18, terceiro an-
dar, vende-sa urna parda do 26 annos, per*
foita engommadeira, que cose chao, cozi-
ulia u lava ; urna crioula de 16 anuos, que
cugomma liso, cose cho, faz rend, oozi*
nha e lava ; dous escravos de uagOo, sendo
um delles de bonila figura e ptimo canoei-
ro, e o outro ganhador de ra ; e urna p-
tima crioula de 26 anuos, com todas as ha-
bilidades, a qual vende-se para fura da pro-
vincia ou eiigcnlio.
Vende-se urna eicrava crioula, de 9 a
io Minos, de mu linda figura, com princi-
pios de costura : naCamboado Carmo nu-
mero 33,
~ Vende-se urna casa sita na ra das
Agoas Verdes, com dous quartos. duas sa-
las, quintal e cacimba ; nutra dita sila no
becco do Veras, na loa Vista, com duas sa-
las, dous quartos, quintal e cacimba : quem
as pretender, dinja-se uo pateo do Carmo,
sobrado 11. 18, que se dir quem vende.
Vende-se um trunco du smarollo : na
ra de S. Hila 11. 85.
Potttssa da uni.
Vende-se polassa da llussia, recenlamen-
le chegada, c de muito superior qualidade :
na ra ilu Trapiche n. 17.
Taixas para engenlio.
Na fundigilo de ferro da ra do Itrun,
acaba-se de receber um completo sorlmen-
to de taixas de 4 a 8 palmos de buces, as
quaos acham-sea venda por prego com-
a.odo, e com promplido embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
IlUA DA SLZALLA NOVA N. 42.
Weste estabeleeimento conti-
na a baver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenbo, macbinas de
vapor, e taixas de ferio batido e
coado, de todos os tamaitos, pa-
ra dito.
('bnubo de municao.
Vende-se no armazem de J.J. Tasso J-
nior, ra do Amen mu 11. 35.
Vendem-se amarras de ferro : na ra
da Senzalla nova n. 42.
Vendcm-sc arados america-
nos dos modelos mais approvados;
ua ra do Trapicbe n. 8.
Aloe mi a v .superiores).
Na fundigSo do C. Slarr 1 Companhia,
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas,
do canua, todas de ferro, de um modelo e
construcgSo muilo superior.
Na roa estrella do Hozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas 11. 3 A, de J.
K. dos Santos Maya, vendem-se cordas de
tripa e bordes para violSo e labeca, e pa-
pel pautado para msica, ludo da melhor
qualidade possivel.
Vendem-se candieiros para
rucio de sala, muito ricos, com os
|)os-ivel : n ra doTrapicli 1 n.
iiligo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapicbe, n. 17, lia
muilo superior cal nova em pedra,
ebegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
Guarda narional.
Vende-se o peculio do guarda nacional.
uniendo a Ip. retulaiTipnlo e lodos os mu-
idos que delles dependen!, a 1,000 S. Cada
exemplar completo : na praga da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Deposito de charutos da Babia,
ra da Cruz numero 37.
Armazem de Croccodc Companhia.
SSo chegados a este novo deposito os ver-
daderos charutos soberanos de llavana,
senadores, deputados, regala, carjadores,
venus e quem fumar saber. Todos estes
charutos em caixinhas de cem, que muito
convm aos amadores, pois que sua quali-
dade he fhuito superior, e prego o mais mo-
derado possivel, para acabar c fszer-se no-
va remessa.
Vende-se mel de furo, em
caadas e garrafas, por preco
commodo: no Manguinho, pas-
sando a ponte, primeiro sitio do
ladoesquerdo.
Por i,'00o,ooo ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente) logar para edificar 5 moradas de
casas ) tendo de tundo desde a ra da Au-
rora at a ra do Hospicio, e se convicr
lambem se far negocio com outros 53 pal-
mos juntos ao mesmo terreno, os quaes
do lugar para edificar-se 15 moradas de ca-
sas : para tratar, na praga da Independen-
cia 11.17.
Bom e barato
Na ra do Passeio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos Leite, vendem-se ricos cortes de
meias casemiras, pelo diminuto prego de
1,600 rs. A elles, rapasiada do bom gusto,
antes que se acabem.
Farinlia- Fontana.
Vende-se farinha daquella acreditada
marca, sendo a ultima chegada a este mer-
cado : a tratar com J.J. Tasso Jnior, ra do
A mor i 111 n. 35.
--Na ra da Senzalla Velha, padaria n.
I 00, principio que entra pelo Becco Largo,
vende-so soperior farinha de mandioca,
vinda ltimamente de Santa Catharina ; por
cada sacca se levar ao portador a pequea
quantia de 2,000 rs., conduzindo urna sac-
ca nova de bom algodSozinho, e querendo
desconla-se-lhe 2C0 rs., passando para ou-
tra, que o portador levar.
A a,4oo ris.
Vendem-se pegas de eassa de quadrns e
lislras para babados com 8 l|9 varas cada
urna : na ra do Crespo, loja n. C, ao p do
ampeo.
Kap Paulo Cordeirodo I\io de
Janeiro
em latas e frascos, chegado recentemente :
vende-se na ra da Cadeia do lenle, loja
11. jti, deCunba & Amorim.
Deposito de cal virgem e potassa
CiiDha& Amorim, na ruada Cadeia do
Reciten. 50, vendem cal virgem em pedra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos prego do
quoem outra qualquer parte.
Valba-me Dos !
Critava um pobre homem na ra um des-
tes das, esfregando com frga umacanella
por causa de um soffiivel trambulhSo qun
dera pelo lerrivel esquecimenlo que leve de
trazer os oculos. He incontestavel a utili-
dade delles, porqne no s aproximam os
obJRClos, evitam a poeira nos ollios, senSo
11111 !>< mi dan certo ar de importancia, os
mogos passam por estudiosos, os vlhos
por sabios ; iilo ha mesmo cxemplo ou no-
ticia, que um homem de oculos fixos fazen-
do-so annunciar em qualqner parte o inan-
dassem esperar no palamar da aseada ou
na porta da ra, e s sim na sala desespera,
assentado, etc. etc. ; ordmana 1. ente o me-
nor tratamento que recebe he odo senho-
ria, em suma s3o os oculos o antidoto das
quedas^trambolhOes, toupadas, canalladas
o oulras cataslrophes a que o genero huma-
no esta subjeito ; he por isso que so aviza a
quem os quizer, qur de vista curta, quer
cangada, os v comprar na ru larga do Ro-
zarlo n. 35, loja.
r-y Jos Jouqiiini Morelra S C. Q
0 com loja na na Nova &
Q numero 8, Q
q acabam de receber um sortimento \
,;. de candieiros denominados Eco- q
nomicos moderadores muilo pro- Jj
ra quem l e cscreve, ou es- *~
- .> noite, tanto pelo aceio da luz *?
O como pela claridade que dSo, acres- O
O cendo alm disto que o seu prego he 0
O o mais mdico possivel, porqbe nao 0
;":> excede de 4,000 rs. cada um. 0
0000:000:00 00 = 000000
das as enfermidad-js qno provm' de um es-
lado de iiiipiirc7a uesaiitiiie hs seerec^Oeg
mnrvllas do finado e estoiKaiin, -m lo-
dos os c,so> que necessiliim remedios para
pu>ifiear o roi'iislerer o sistema. Km lo-
dos us casos d fscrophiilas, erisii lila, li-
uha eruiges cutneas, mam hs, bilis, rn-
HaiiiHcflo o iii'luli a.ie nosnllio.s, iiK-harflo
ilas glinidolas, dores lumbares, men s
1 lieuu itios, ili'ire-, nos OSSoS e nas jimias
ny.lorie.ni, despepsia^ rstlimn, <|priIihH,
desenleiia, tosse r slriados, enll nino.ea,,
lo (mili < 1 s phlliisica quando prnvm i|a
o' sii ueo des bioncnirs em pe>soas pmto-
uulosas, enfluenza, Indigisiilo, irlcijcia*
debilidade geral do systenia nervoso, febres
agudas, calor, s, 1 niei uiilades das mullie-
resenfermidades beliosas, e em todas ,>
afecgOes provenientes de uso moderado do
mercurio. Esta salsa parrilha se empregt,
com ellicacia em todos ossobredilos casos,
e he reconhecida como a melhor medicina
que existe. Os frascos de salsa de Rristol
teom mais de quatro tamanhos dos de sal-
sa de Sands entretanto que os de Urislol
se vendem por 5,000 rs. eos de Sands por
3,000 rs. Deposito central no llio de Janei-
ro, casa de Vital Lapupe, e em Pernambuco
ua botica de Jos Mara Congalves Ramos,
na ra dos Quartcis pegado ao quarlel de,
polica.
Madeira de Jacaranda.
"Vende-se ptimo Jacaranda em porgdo ou
a retalho, a vontade do comprador ua 1 ua
da Cadeia de Santo Antonio 11. 18.
i'-y-'p* 1
A CIDADE DE PAR 15.
itua do Collegio n. ']
Neste estabeleeimento se encontrar seml
pre o mesmo sortimento de chapeos de so-
ja annunciados, assim como sedas e pannos
em pega para as armago s servidas, baleias
para vestidos e espartilhos'de senhors.
Concerla-se toda a qualidade de chapeos de
sol, ludo por menos prego do que em outra
qualquer parle.
BRESTOL SALSA PARRILHA AMERICANA.
Melhor e mais extraordinaria do mundo.
I'ieservativa infallivel contra as febres.
Escravos fgidos.
______.--------------------------------------------------------.-----------------------.
Nodia 1.0 do crrente desappareceu da
ribeira da Boa Vista urna preta crioula, de
iiome Benedicta, representa ter 40 e tantos
annos, estatura regular, cheia do corpo,
rosto largo, com alguma falta de denles,
quando falla faz gellos na bocea, olhos has
tante fundos, vista espantada e multo s,j
ploria ; julga-se estar occulta em algu
casa ; por isso pede-se a pessoa que a liv.j
quena olanlo antes entrega-la no Recil'u.
a Jo3o Jos de Carvalhb Moraes, ou nos Coe-
llios, onde foi lauque d'agoa, a Antonio da
Costa Ribeiro.
Desappareceu na noite do dia 6 do
passado urna escrava parda de nome Luiz,
idade pouco mais ou menos 30 annos, ro-
bellos corredissos, porm cortados, rosto \
redondo, barriguda que parece eslar peja* 1
da, rrians bastantes leas e algumas unhas
muito negras que parecem ter sido pisadas, t
os ps muilo esparralhados e feios e algu- I t
ma rousa irregular, levou alm da roupi I a
vestida, um sacco ou trouxa, dous fios de
contas brancas ao pescogo, assim como um
rozario lambem branco, chales de chita
asul j desbolada, usa de camisa ale cabe*
gao : quem a aprehender e leva-la 11%
ra do Queimado, loja n. 9, ser recom-
pensado generosamente.
ao.ooo rs. de gratificacSo.
No dia 23 para 2i do prximo passado fu-
gio o escravo de nome Antonio, de nagilo
Angola, de 40 annos pouco mais ou menos,
baixo, roslo abocetado com uns calombi-
nlins, barregudo, com urna cova nas cosas
cima dascadeiras ; levou camisa de algo* j ''
d3o branco grosso, caigas de algodao de lis- "
lias e chapeo de engeuho : quem o pegar,
leve o a padaria da ra do Rozario estrella a
11.13, que receber a quantia cima. ...
Fugio no dia 24 do passado doengo-T*
nliu Tapera, silo na freguezia de Jaboatilo, 1 6
o escravo do nome Jos, do nagSo Nag, 'c
cujo sinaescaractersticossSo os seguiutes: }\"
corpo e altura regulares, olhos salientes e
vivos, sem barba, com falta do denles, ros-V*
lo talhado, ps grossos, representa ter de *],
idade 30 anuos, ho muilo ladino; avista 11
do exposlo recommeuda-se aos capilfles la i
campo a captura do dito escravo, pelo que y 11
scrSo generosamente gralilicados. '
Desappareceu no da 27 de fevereiro 1 '
prximo passado um preto crioulo de nomo 0
Ignacio, de 22 annos de idade, pouco mais 1
ou meuos, altura regular, da'sinta para cia- '/ L
ma grosso, peritas finase canellss, ps apa- I
letados, quando bebe he muito pernostico r g
e muilo Tallador, na falla parece escravo da I,
outra banda, he filho do Tabaiana : quem'1
esteotiverem sua casa, uu em servigo do,^"
alguma obra de pedreiro, oqueira manda
entregar a seu senhor, na ra da Sanzalla1
Velha n. 110,ao mesmo lempo recommenda
se auscaiiitiles de campo a fazerem a dili-
gencia de ver se o pegam, e enlrega-lo na
casa cima de seu senhor, Joaquim Lobato
Ferrera.
N. B. K-lfl escravo em poder de outro
senhor, tiuha sido surrado, e lambem padu
ce de cravos na sola dos ps ; assim como
se pede ao Sr. Jos Francisco Kibeiro de
Souza o favor de examinar o negro que llio
appareccu em seu sitio, se ser o mesmo >
que se annuncia cima, pois talvez trocas
se o nome, ele.
Desappareceu, em das do mez de no-
veinbro do anuo prximo passado, o pardo
de nome Manoel, natural do Para, alt, ac
boclado, nariz afilado, falla branda e cos-
tas com cicatrizes de chiclo: quem o ap-
prehender, love-o ra da Concordia, viu-
do da ponte, direila, primeira casa, qi.
ser recompensado. Na mesma casa vnde-
se urna purgan de gados novos, como sejatD
vaccas de leite, novilhos e uovilnas
novilho tormo, ludo por prego com
Desappareceu, no dia 3 do corsenle,
um escravo cozinheiro, do nome Caetann
de iiago Congo, porm falla beai explica-..
do, de estatura regular, testa grande, com r
o olbo esquerdo mais fechado que o drei- 1
to, as juntas dos dedos grandes de ambas j
as inHus mult subidas para lora, e nSo es-
tira direito u.+deJus dos ps ; levou caiga e
carniza branca bastantesuja, e consta an
dar mesmo na cidade : quem o pegar, lo-
ve-o a ra da Cruz n. 38, que sera grati-
ficado.
Anda est fgida a preta liana Joa-
quina, de idade 30 a 40 anuos, nagOo Ca-
go, baixa, gorda, cor retinta, bixigosa.
olhos vivos, bastante ardilosa, o sagaz;
talvez ande sua fuga encoherla com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se emprc-
gava antes da sua fuga, nao sendo esta a
primeira vez que foge, e que se encobre
com tal negocio; tambe'm j loi escrava de
engenho, e andava veodendo miudezas pelo
mallo, com urna crioula de quem era es-
crava : quem a pegar levea na praga da In-
dependencia n. 17, quesera recompensado
do seu trabalho.
a venus-
tosejan j* (
is, e ui i' 1
nnuinJo. '
corsenle, r
Caetsno, 1 '
nli,-.- ,; 1
ntando a rainha de Inglaterra, Elis.betb, Vende-se palhinha preparada para ca- mel "e Sa'a' "!1110 S' C0,n 0s A salsa parrilha original egenuia do Bres-
qual cbamou a atlenguo de todos os mes-1 dtirss, muilo superior; assim como junco'competentes globos, cauuaose tor- tul possue lodas as virtudes para curar lo-l
K^f"l UAD
VCTKADI AC


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