Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06341


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Full Text
Anno XXVII
Sabbado 8
PARTIDAS DOS COBBWOS.
ianna e Parahiba, s segundas e sextas feiras.
jo-Grande-do-Norte, loda as quintas feiras ao
ineio-dia. a
fiar.ii.buns e Bonito, a 8 e 23.
,!o,.Vista e r lores, a Me 28.
Victoria, as quinta feiras.
linda, todos os da.
,. tt/a tam^mmmmmmmmmm
PllASKS Di LOA.
IPHEWIB1DES.
'Nova, a 2, a> 10 b. e .'>."> m. da I.
Cresc. a 10, as 7b. c 25 m. da I.
Cheia. a 17,a lOh.e 59 m. dain.
Ming. a24,sllh.c (i m. da in.
IHtAMAB DE HOJB.
Priineira s 9 hora3 e 18 minutos da manhfia.
Segunda s U boras e 42 minutos da tarde.
de Margo de 1851.
N. 56.
piiEpo da soBscaipqAo.
Por tres meses fadiantados) 4/000
Por seis meses 8 JOOO
Porumanno 15/000
das da semana.
3 ^ee.S.lleiiiotcrio. Aud. do J. d'orf.em. da I v-
4 Tere. S. Casimiro. Aud. da Chae. doJ. da se-
gunda vara (loe. c dos feitos da fazenda.
5 i mu i. S. Ciii/.i. Aud. do J. da 2. vara,
i.iiimi. S. Ollcgano. Aud. do J. dos orf. cdo O-
da primrira vara.
7 Sesl. S. Guailio/.o. Aud. do J. da 1. vara do c,
c dos feitos da fazcndi.
8 tiab. S. Joao de Dos. Aud. da Ch. e do J. da|
2. varado civel.
9 Dom. 1." da Quaresma. S Irancisca Romana.
^v.-jrTKf>->a- -auras
CAMBIO DE 7 DE M AHIJO
Sobre Londres, a 30 d. p. 1/000 rs. 60 das.
Paris, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 90
Ouro -Onas hcspanholas..... 28/000 a 28/500
Moedas do 6(1400 velhas. l/000 a 162O0
de /IOil novas Hi/000 a 16*200
4e4000....... "J/000 a 9/100
.ta.-Patacoesbrsileiros.... 1/920 a 1/940
Pesos columuarios..... J/9j0 a VVW
Ditos mexicanos........ 1/bSO a 1/700
.'.$
PARTE OFFIC^L.
Commando das armas.
Quarlel do commando das armas na cidade do
Itecife, m 7 de mareo de 1851.
ORDEM PODA N. 56.
.Determinando o Exm. Sr. conselhelro presl-
rule desta provincia por oliicio de 28 de le-
.ereiro ultimo, que e nomeasse um olllciai
do exercito com as precisa! liabllitacOn para
cosdiuvar o Sr. capilo de engonheiro Chris-
tiano Pereira de Azeredo Coutinho na domar-
cacao do terreno em que oa* maltas do sul
desia provincia tem de fundar-se un colonia
militar o coronel commandante das armas
ornea o Sr. segundo lente do quarto bata-
i'io de artilharia a p Feliciano de Souza e
j,,jar, por considera-lo habilitado para bem
drsompenhar esse serv9o, e determina que si-
ca sein perda de lempo apresentar-se ao re-
ferido Sr. capitao Azeredo Coutirrlio, regulan-
do a sua marcha de sorle, que at o da 15 do
Mrente mez, esteja no lugar do scu des-
lo0, n
Jos Vicente de Amorim Beserra.
PERNAMBUCO
t
SSEMBLKA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINAIUA EM 6 DE MARCO
DE 1851.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
( Concluso.)
ORDEM DO DA.
, Priineira discusso doprojecton. 20, que
rvoga a lei n. 117 de 8 de niaio de 1843.
OSr. Francisco Joo manda mesa oseguin-
I le requerimento :
. Requeiro que o projecto em discusso se-
I a remeltldo a commisso de estilstica para
f interpr o leu parecer acerca da conveniencia
i do mesmo.
Apoiado entra em discusso, conjunctanieii-
te com o projecto. ,
Bao havendo quem tome a palavra, da-
" por encerrada a discusso ; e submcllido o
rc.iuerlmento votacao he approvado.
Sfcunda discusso do projecto n. 17 que au-
to, tsa o governo a contratar com urna compa-
| uhia a factura de um matadouro publico.
Vai mesa e he apoiado o seguinle reque-
Requeiro que o projecto em discusso se-
l a remetlido commisso de negocios das ca-
! naras afiin de que, tomando em consideracao
opensamentoda presidencia contido em seu
re alorio a respeito da reclamacao da cmara
municipal desta ci.l.de, feila SObrea ncpeiil-
dade de um novo matadouro publico, inodiu-
qiv o mesmo projecto e proponha as medidas
Jai l iulgarmais convenientes.
Encerrada a discusso, por nao haver ne-
'nhum Sr. deputado pedido a palavra,.submet-
tc-se o requerimento a votacao e he appro-
Pri'meira discusso do projecto n 34, sup-
primiudo a fregueaia de Cruangl, creada pela
le n. !55 de 31 de marco de 1846.
He approvado sem discusso.
Primeira discusso do projecto n. a, que
s ftorisa o governo a contratar com o professqr
de tachie'aphia, o cnsino da mesma arle no
lyceu desta cidade.
OSr. Aauiav.Sr. Presidente, eu concidero
esse projecto desnecessarl o porque as suas
Ijsposifes j se acham prevenidas e em exe-
. cao pelo art. 10 da lei do orcamento pro-
jucial vigente: diz o art. 10(lJ.
I' ;xr esta simples Icitura j v a cmara que
a materia do projecto em discusso, alm de
acbar-se consignada em uma lei, tem actual-
mente pelana execuco, cem visl disto, como
e fundados em que taremos nos uma oulra lei
inbrca incsina materia c com iguaes disposi-
tjes?
Enlendo, por tanto que o projecto deve ser
regeitado porque j est prevenido c preju-
O Sr"'Mello Reg: Alm de que a aula
nao tem alumnos.
O Orador: Pois bem: seja esta inals urna
raSo: voto contra. .
Submcllido o projecto a votacao be regei-
tado. ,.>
Primeira discusso do projecto n. .13 que au-
toriza o governo a contraiar com tuna compa-
nl.ia nacional, ou estraogeira a factura de urna
ponte, que communique o lugar dciioimiiado
Coilhoi com o Atlerro-dos-A/ogados
Heapprovado sein discusso.
Priineira discusso do projecto n. 3C man-
dando pertenec- ao municipio do Bonito a fre-
guezia de Nossa Senhora do O' do a limbo.
O-A'r. /'mo de Campos:Sr. presidente, cons-
tando-me que ba uma repreaentacao da c-
mara municipal do bonito acerca desta mate-
lia e teucionando cu mesmo confeccionar um
proiecto, nao que rena freguezia do Alll-
nho termo do Bonito, mas sim a de flezer-
ios por isso peco o adlamenlo deste nego-
cio, al que se aprsente um ouiro que con-
tenha providencias inuilo superiores aquellas
que foram lembradas pelos nobres sigua'.a-
lios do projecto que esl em discusso e nes-
i. 4i.-i.ini. mando a mesa o seguinle requeri-
mento : ,
. Requeiro o adiamento do projecto n
por oilo dias.
Apoiado entra em discusso conjunctamentc
com o projecto.
O Sr. Ayuiar Sr. presidente, em nao
duvidaria votar por este requerimento se por
mura visse que elle era necessario para o
JiVi a que se propuem a seu Ilustre author : o
Aobre memoro requereu
36
o addiantainenti
do projecta em discusso por 8 das, provavelo
nenie para, durante esse lempo poder Ulve-
confeccinuar um outro projecto, ou para dar
lugar chegada d'uma representaco da cma-
ra municipal do llouilo, confor-me J nos asse-
verou: mas eu julgo desnecessario esse adi-
antaueiilo para um tal lim, porque a appro-
vajao do prvjecto em I." discuasio no obsta
a que o nobre mcmbio possa appresentar e-
mendas na 2.* discusso, e que se tome em
- nsidei.icfio a represeotaco que ouver de
ser enderezada esta asrcnibla: pens d'esta
n..mi. a.i porque estou dlsposlo e quero dar
o ni i'u voto dapprovafo ao projecto.
".Si. (luciiti r .Millo. Mas nem lodos te-
rao a mesma opillio.
OSr. yijuiar: (.luando eu digo yuero posso
dize-lo porque me reliro a mim s c ao re-
sultado da minba conviccio, suppoudo-ine no
erccio d'um dircltoque cabe cada um de
nos.
Nao eris o nobre membro que sou exces-
sivoquando digo -queso, porque nao so este
termo pode ser empregado pelo legislador,
aem enconveniente, porm anda esla semprc
sujeito uiaioria dos que deliberan!.
Assiin, disia eu, se o requerimento no ser-
ve para o fim que tem vistas o sen nobre au-
thor porque sendo o projecto approvado em
I." discusso, tem de passar-se o lempo inters-
ticio e entrar em 2. podendo n'ese intervalo
verifcar-se a circumstancla que determinou
o nobre deputado a appresentar o requeri-
mento. he claro que nao drve ser aprovado,
e por isso lbe neg meu vol...
O Sr. Pinto de Campos: Como o meu fin
he espacar a discusso do projecto, e isio ae
consegue como o nobre deputado aflirma, con-
vcnbo c nao duvido mesmo retirar o meu
requerimento.
O Sr. Guedes de Mello sustenta o adiamento.
Encerra-se a discusso, c o requerimento
be approvado.
Terceira discusso do projecto n. 25 que
transfere a cadeira de primeiras lettras da po-
voaco de Una para a de l'arreiros.
OSr. Ralis e Silva: Sr. presidente, nao
vinha boje preparado para entrar na discus-
so deste projecto, nem sabia mesmo que elle
eslava dado para ordeindodia, mas como a-
conteca que nenhum dos companbelros que
o firmarain se acbem presentes, nao quero que
por falta de algumas informacoes lenba elle
de morrer, quando j tem atravessado duas
disrussdes, e pode acouteccr que elle caba,
comoj tem boje mesmo acontecido a alguns.
Kti darei por tanto alguuia ds rasoes que n
auno passado j cxpin casa, (luando fui
creada a cadeira de 1." lettras na povoaciio de
Una por certo era aquclle lugar o mais po-
voadoquepor alli havia, e oque mais indi-
viduos dava para a aula de 1." letlras porisso
fui inulto bem lembrada a creaco dessa ca-
deira, mas Imie a povoaco de llarreirosacha-
se mullo mais angmcnlado tem progredido
milito mais sua popuhco, d por consecuen-
cia nalor numero de alunnos para frequentar
a1 aula pulisso uto ba duvida que he de
utlidade que seja transferida para alli a
cadeira que se acbaem Una. Eu appellopara
o testeinuiiho de um nobre deputado que se
acha na casa que tendu andado por aquclles
lugares, pode informar a respeito, c dizer se
tenho ou nao raso de fallar i.este sentido.
Se pois estas rasdes sao auficientea para
a transferencia ter lugar peco que se approve
o projecto. Nao desenvolvere! mais rasdes
a rcspeitvo por qual nao vinha preparado
para esl discusso, a casa porem me descul-
par e supprir mesmo a dificiencia que lia
de minha parte.
O Sr. Piulo de Campos : Como o Ilustre de.
putado que acaba de fallar, invocou o mru
testcmunho acerca do projecto que so discote,
e lenba eu pleno conhecinienlo de ambos essea
lugares, e de suas circunstancias ; c tendo o
illustre deputado frisado todas as convenien-
cias que o projecto consigna, ao menos de
modo que me salislizerain, eu subscrevo as
mesmas rasoes por elle apresenladas.
OSr. (urdes de Mello : Eu ja apoei_este
projecto em primeira e segunda discusso, e
eslava disposto a votar a favor delle agora na
terceira, concor-Jan-lo com o seu nobre autor
as conveniencias que elle encerra ; mas len-
do notado que no relatorio de S. Exc, se
acha consignado a ideia de uma reforma na
iustruccao publica da provincia, creioque nao
ha inconveniente em demorar esta discusso
at que appareca esse plano de reforma por
S. Exc. promettido, no qual por certo nao dei-
xar elle em esquecimento a necessidade de
Barreiros, e ao mesmo passo nao privar lam-
bein a povoaco de Una dessa cadeira que la se
acha. Portanto sem ter a menor intenciio
contra o projecto, querendo mesmo prestar-
Iheo meu assentimento encontr a difiiculda-
de de decrelar-se uma ideia que depois seja
desfeita. Por todas estas rasoes mando a me-
sa o segundo requerimento de adiamento.
-. Requeiro o adiamento do projecto n. 25
at discusso da lei do orcamento provin-
cial.
Apoiado entra em discusso.
O Sr. Jos Pedro : Sr. presidente, nao ha
razo nenhiima, nem para a passagem da ca-
deira de primeiras lettras de Una pira Barrei-
ros, nem para se esperar pela reforma do liceo,
nem to pouco para se esperar pela discusso
da le do orcamenlo. As rasoes apresenladas
casa nao me convencem de urna necessidade
verificada da passagem ou transferencia desta
cadeira, por que nos temos um nicio para nos
regular a respeito da conveniencia, ou descon-
veniencia de urna cadeira de instrueco em
tal ou tal povoaco, e he o marcado na lei re-
gulaincntar das escolas, na qual se manda
supprimir a cadeira quando tiver menos de
25 alluninos. O nobic deputado nao aprsen-
lo u esse dado por onde prova que a cadeira de
Una se tornasse desnecessaria, logo nao se po-
de pedir a sua transferencia. Pode deger-se
que em Barreiros se necessita de urna cedeira
de primeiras lettras, mas nao esta provada
que em Una nao seja ella precisa.....
OSr. Campos: Sao lugares muito vesi-
nbos....
O Sr. Joii Peiiro : He raso para se trans-
ferir para ali outra qualquer....
OSr. Campos i A gente principal daquellas
ribeiras esta em Barreiros....
O Sr. Joi. Pedro : Convenbo que Barreiros
lenba urna populaco maior do que tem Una,
mas nem scu.pre o numero dos alumnos que
frequenlam as aulas de primeiras lettras, esta
na raso directa da populaco: Einfini nao
temos dados para saber se os discpulos em
barreiros, sao em nialor numero dos que ha
em Una, para mim nao tenho dados : se a ca-
delia tem menos de 25 alumnos deve ser sup-
primida, ae tem os alumnos que a le marca
tem drelto a ser conservada. ..
O Sr. Pialo de Campos i Mas para que crear
mais urna cadeira seudo as povoaedes lao pro-
x mas y^ ^ ^ :_No temos os didos ueces-
sarius, sem elies nao se podefazer cousa algu-
in>.
Dsse-se mais que se deve adiar o projecto
at ciue se apjiresenle por parte do gobern
esta casa a reforma do Lyceu : nao vejo r-
hunja para isto pois nao me persua-
adie discusso do orea ment; porque o
nobre deputado quer a existencia da cade ra,
aqu, ou acola a despeas be a mesma, sendo a
mesma, despezaque relaco tem isso com a le
d
Sao in-i.li
ia nai. ..." i'.- ------ *------
,e a reforma se estenda ao ponto de mar-
lugares en. que as cadelras deven, ser
6 .71;-...,. ,,' i,--s, 1 t\f mu 1.III
ce^a^comooV^IosOtractademd
Sa de lugar nao reconheco' coiiveou
mora.
II' lili 'I UI.I|.VV"H-----------------------I
o orcamento lei nicamente de despoza e re-
colta,nao vejo relaco nenhuina ; por isso voto
contra o adiamento c tendo ja votado contra
o projecto continuare! a votar da mesma for-
ma.
OSr. Francisco Jn.lo: Achando-sc em dis-
cusso com o projecto, o requerimento de
adiamento, eu occupar-ino-hei de urna c mi-
tra cousa : principiando polo requerimento de
adiamento, noto que esse requerimento
qur que se addie a discusso deste projecto
at -da lei do orpamento, mas considerando
em o objecto, a forma, c a materia do pro-
jecto, nao vejo, nao posso descobrir a rela-
co que tenha neste projecto com a lei do or-
namento, porque a lei do orcamento segun-
do meu entender, he urna lei de dinheiro e
de providencias geracs e de importancia su-
bida. Q)llanto a dinheiro nao ha nada, por-
que ahi nao ba creada, nem supprimida ca-
deira aL-uiiia. Quanlo a providencias geracs c
importantes, lainbcm nao, logo me parece
que por isto nao pode ser aceitn requeri-
menio. Havia un nico motivo, mas motivo
que nao pode ser accoito pola casa, o be o
motivo de quorei-se considerar a lei do ur-
camentocomo um omnifcus. .
P"osj : Barca de No. .
OSr. Franeiieo Joo.-He verdade lie que-
rer que ella sirve comino de salvalorio a ludo
que j andou quasi que naufragando: no
ser este o pensimoiito do nobre deputado
mas he o que resulta do son requerimento.
Agora quanlo a quesio da transferencia da
cadeira de um para outro ponln, podem ha-
ver rases que juitlnquem oslo pensainonlo,
mas estou nesla parte pela rasoes quo foram
appresentadas pelo nobre deputado que me
precedeu.
Se por ventura esta cadeira nao tem o nu-
mero de alumnos que a deve fazer subsis-
tir face da lei, o nobre administrador da
provincia sabe que he do seu dever suppri-
ini-la precedendo a neeessaria audiencia do
Director do Lyceu, quo deve ir adame do
presidente exigindo a suppresso desta cadeira
e a nao ser esta raso iieiiliuiiia onlra pode
haver que authorise a suppresso, ou a trans-
ferencia, que importa o mesmo.
Por tanto Sr. presidente quer eu considere
a quesio relativamente a importancia prin-
cipal da suppresso da cadeira, quer a consi-
dere quanto importancia do requerimento
apprcsentado pelo nobre deputado eu creio
que em todo o caso deve sor regeitado o re-
querimento de adiamento e por igual tambem
o projecto que se acha em discusso. Eu co
IDO que podeiia ser dolido aqui, pelorc- -
ceio do augmento da verba da despesa na
instrueco publica sem nenhum proveito pa-
ra o publico, e com grave detrimento para os
colTres publico, pensamenlo que me nao per-
tcnce exclusixamente, peitence a muitos inem-
bros da casa, pertence ao administrador da
provincia, que o declarou em sou relatorio...
O Sr. Guedes de Slello : Pertence a lodos os
membros de casa. .
O Sr. Francisco Joao: Cada um dellt
me o seu quinho, na certesa de que o meu
nao hade ser menor do que o do nobre de-
putado.
lima eu que este era o pensamenlo de al-
guns membros de casa, c do administrador
da provincia lamber, que em seu relatorio
lamenta o desperdicio que se d neste ramo
Jo servlco publico.
Por tanto resumindo as consideravocs que
tenho tido e honra de expor, concluo votan-
do contra o requerimento e contra o pro-
jecto.
O Sr. Ralis e Silva:-- Sr. presidente, boa ra
sao tinhaeu para receiar da boa vontade dos
nobres deputados acerca do projecto em dis-
cusso, por Isso del logo as eiplicacdes que ba
pouco tive a honra de apresontar a casa. Eu
nao estou preparado para entrar nesta discus-
so, mas leudo havido tanta opposicao as ini-
nhas ideias, nao posso dispensar-ine de dizer
alguma cousa que me parece rasoavel para sus-
tentar a opinio que j emitli o anno passado.
Disse o nobre deputado que se assentano ban-
co superior, que o projecto devia cahir porque
importava a suppresso da cadeira de Una.
Disse mais que nao sabia se devia ser suppri-
mida essa cadeira.porque nollic constava que
ella llvesse menor numero de discpulos do
que aquello que a le manda. Disse mais que
nem sompre a frequencia dos alumnos estaa
vasodirecta da populaco.
Eu responder! a lodos estas cousas. Quanto
a suppresso, eu emendo, Sr. presidente, quo
a transferencia da cadeira de Una para
I.n 11 ii US. que apenas dista daquclla povoa-
co um quarto de legoa, nao importa a sup-
presso da cadeira, lie transferencia, e assim
se exprime o projecto; e quer-se a transferen-
cia pelas rasos que acaboi ba pouco de ponde-
rar; e eu nao sei se se poder negar que essas
rasdes sao valiosas. Nao me atrevo a allirmar
ou dizer na casase a cadeira de primeiras let-
tras de Uua dex de ser frequentada por me-
nor numero de individuos do que aquellos que
a le manda, uo. nao posso, mas he raso que
i,.un succeda, e noui se diga como disse o uo-
bre deputado que se asscnla defronle de mim,
que o lyceu devia ser sabedor se era ou uo fi e-
quenlada, e noo sendo devia pedir a suppres-
so da cadeira. Sr. presidente, mal estavamos
nos se s tivessomos de nos oceupar nesta casa
dos remedios que nos fossein pedidos, porque
se assim fosse pouco faiiamos....
OSr. Sr. Francisco Joao: Isso importa uma
seusura a quem incumbe o cumprimeiilu da
lei- .. .
O Sr. Ralis e Silva : -- l\ao importa ; o nobre
deputado sabe muito bem que por multo zelo
que baja da parte dos einpregados, nao se po-
de negar que elles pelos seus muitos afa-
zeres, pelos seu un.nos cuidados, pelos
muitos trabalhos que oceupam a sua ima-
ginaco, podem esquecer-se, isto hemuitopos-
sivel. O nobre presidente e os inais einprega-
dos que tem inspeceo sobre as aulas, nao po-
dem acudir a ludo, don esla explicado porque
eu nu queioquc se supponha que liz seusura
a esses einpregados, nem tSo pouco ao presi-
dente da provincia.
Continuando, repilo, nao quero suppresso
quero irausrerencia, e enlrc urna e oulra cou-
s\ba .lillereiica. Quanto ao outro argumento
do Sr. Jos Pedro de que o numero dosalum-
diiecta da populacho
da, por haver all multo commercio, e este aug-
mento tem folio nasceralli um numero ennsi-
doravel do meninos que teem de frequentar a
auladcprieiras lettras, por conseguinte sera
a cadeira para alli transid Ida muito mais fre-
quentada do que onde actualmente esta : es-
tou persuadido c sou capa/, de provar ; como,
pois, querer-sopor em duvida ? eu oiitendo
que oni nada so prejudica o direito do pro
fessor; porque sendo para alli transferida a ca-
deira. esl claro quo uma inudanc i se quer fa-
zer no pciioal ; e por isso he transferencia, o
nao suppresso. Nao sci Sr. presidente, se te-
rci satisfeito aos nobres deputados, porquanto
eu nao posso desenvolver mais a qtiestao. mes-
mo porque ella em si he seeea e smeiito de
factn; oque he defacto eu ja refer, por isso
nada mais tenho a accresccnlar, e cont com
a approvaco da casa.
O Sr. (urdes de Mello Sr. presidente, o
meu requerimento nao exprime anda a inten-
co que ou tenho a respeito do projecto.s ex-
prime uma Ideia, que he a do addiamento. Os
nobres deputados que fallaran!, aeharam um
grande obstculo em volar polo addiamento,
porque ou requer que o projecto lieasse addia-
do al discusso da lei do orcamento, e o no-
bre deputado que so sent perto de mim a-
cl.ou um grande despropsito, a ilotcrininacao
do addiamento al a discusso da le do orca-
mento. Ku responder! aos nobres deputados
que nao Uve em vista com o addiamento ator
um aeeressimo do despe/.a. e por isso nao posso
ser apuntado polo nobre deputado como monos
zeloso das rendas da provincia. Oque eu qillz
fazer foi satlsfater a exigencia do regiment,
pelo qual nos somos nbrigados a requerer ad-
diainontos determinados, e como acbava con-
veniente que npr.jecto flcassci odiado aM
aprosontaco da nova nrganisacao da instrii
cao publica, por isso entend dever pedir o ad-
diamento at a discusso da lei do remenlo
pnrsorii.na lei Indlspensavel de que a assem-
bla so ha de oceupar o lie provavel que a esse
lempo j tenha apparocido o novo projecto da
reformada inslrucco publica; ou nao Uve
ideia do chamar a lei do orcamento omnious co-
mo llie chamou o nobre deputado.
n Sr. Francisco Joo: Sr. presidente, eu
levanto-me gora para justificar a miiina imi-
danca de pensamenlo, devida as cxplicacocs e
ao desojo que lenho de acnmpaiibar aos nobres
deputados. Estou inclinado a votar polo pro-
oclo. mais anda persisto em votar contra o
addiamento. Eu disse que se alguma cousa
me Ievava a volar contra o projecto, era o te-
mor de um argumento do despeja, mas com
isto me nao refer a ninguem, mas o nobre ue-
putado.que se acha em duvida a respeito de ar-
l!go de despea, entondeu logo que era com el-
le? eu nao me quiz referir ao nobre depulado,
he esla a prolivio que eu faco.
Submcllido votacao o projecto he appro-
vado, sendo rejeitado o requorimenlo de addia
monto do Sr. Guedes de Mello -
Primeira discusso do projeelo o. -I rfHe cria
um visitador para as escolas da provincia.
(i Sr. Ralis eSilva I --Sr. presidente, eslava
disposto a empeuhar lodos os esforcos para que
passasse eat: projecto, porque emendo que el e
be de BUinilia ulilidade c nao so pode negar de
mancira alguma a necessidade di inspeccuo
inmediata sobre as aulas da provincia, hste
meu projeelo seno satisfaz no todo a mulla
idein, ao menos parece que asalisftiz em pane;
nao duvido que estoja mal confeccionado, cu
sou o primeiro a cnnlessa-lo ; mas a discusso
o aperlelcoara ; entretanto estou d.sposto a re-
querer o addiamento delle al que se aprsen-
te esse projeelo de reforma sobre a instrueco:
drpois que se apresontar esse projeelo, se ou
adiar que elle consagra as mesmas ideias que
neste apparessem, euserei o primeiro a reque-
rer a retirada do meu projeelo, mas entretan-
to desojo que elle subsista addiado ale esse
lempo, neste sentido mando a mesa urna
emenda. ...
. Requeiro o addiamento do projecto em
discusso, at que se aprsente na casa a refor-
ma sobre a inslrucco publica confeccionada
pelo Sr. presidente da provincia.
Apoiado entra em discusso.
Nao havendo quem acerca do mesmo tome a
alavra, encerra-se a discusso c be approvado
do de suas respectivas matrizes.A' commisso
de fazendas c orcamento.
Outro do mesmo, enviando um offlclo da
cmara de Cimbres acompanhado das respecti-
vas posturas, e no quila mesma cmara pede
soja elevado a 200,000 annuaos o ordenado do
seu secretario.A' commisso de orcamento
mnnici|ia| e posturas.
Outro do mesmo, remetiendo o relatorio da
cmara municipal do Pao d'Alho, acerca das
necesidades mais urgentes d'aquclla munici-
palidade.A' commisso de postura.
Outro do mesmo. remetiendo 3 ornaos da
cmara municipal do Ouryrury. om que pede
seja elevado a 4S.O0O ris animaos para alo-
guel da casa de suas sessoes, aulornacao para
despender lOO.OO com a inobilia nova, e fi-
nalmente que seja elevado a luO.nnO o ordena-
do do respectivo secretario. =--A* commisso de
orcamento municipal.
Ouiro do mesmo, remoliendo as contas das
OS.naras munlcipaei de Garanhuus, timbres
e Igusrass, portoncentes ao anuo nancelro
le 184 i a 1850; assim como o orcamento da
ultima dss mencionadas cmaras para o anno
de51 a 52.-A' commisso de oit.imeiilo mu-
iiic pal.
Um requerimento da irmandande de N. S.
o l'crco em que pode, primeiro que lbe soja
on cedido um terreno gratis no ceiiiiler.o pii-
sec,undo
d
c.
clico para enterrar os seus limaos ,
condutlr os seus IrmiuS como lbe ronvier;
terceiro que se llie conceda fazer em sua greja
os SUffragloS o exequias por alma de seus tr-
illaos; e quarto seren sujeitos smenle a una
pequea esniola a favor dos cofres da inunici-
palldode pelas iuhumacOei que liter.A com-
inlsso de negocios ecclesiaslicos;
Culo de alguns agricultores em que peden
seii exlincto o lugar de cpalaz do algodao.
V commisso de (alenda o orcamenlo.
Outro tambem de alguns agricultores, pe-
diodo so crlem dous lugares de mspectoceg
para o algodao.-A' oommlsso de commercio.
( Conlin:mr-se-ha. )
Oemouslracdo do saldo existente na caixa dss
txercMo (le 1850 a 1851 cm 1$ di fevereiro
de 1851
Saldo om 31 de Janeiro
164:9791244
57:853/714
-------------222:832/958
Despeza no corrcnlc niev. 73.318/874
p. p.
Ileceita no correle ni.
Saldo em lettras em 31
de Janeiro p. p.
Ileceita no crreme ni.
Despeza uo corrcnlc ni.
Saldo
140:484/084
o6:'J80/394
I
Em co
- 8-.98/394
/
2.10:470/178
bre.........:^iHBSl
Ris
Notas
Lettras vencidas. .
Lellras a vencer om marco
em abril.
om juulio
cm jiilbu
. 149,-3'W/nno
. 13:777/500
. 3:843/9.'
. 33:3l8jli2
. 4:714/034
. ;i!.:m ouo
"238-470/478
O Ihesnureiro,
rhoSMI Jos da Silva (iusmo Jnior.
O cscrivo da receila,
/InlonioCurdnso de Queiros Fonsrca.
Dtmonstraclio do mido existente na caima de
depsitos em 28 de fevereiro de 1851.
Saldo em 31 de Janeiro
o requerimento.
Tendo dado a hora.
O Sr. Presidculc levanta a sessao.
SE-SAO EM 7 DE MARCO
DE 1851.
Presidencia do Sr. Domingos Malaquias.
As onze c nieia horas da manha, feila a cha-
mada vorilica-se estarem prsenles 22 senbo-
.es depuiados.
O Sr. 2 Secretario \i a acia da sessao an-
terior qiielieappi'ova-la.
0 Sr Io Secretorio nionsiona o seguinle :
EXPEDIENTE.
Um oliicio da secretario da provincia envian-
do o relatorio do presidente do cnnselho de
salubridadcA' commisso de sau le publica,
uto do mesmo, remetiendo a copia do rc-
gulamenlu do thealro de Sinla Isabel.A'
commisso de jusla civil e criminal.
Outro do mesmo, acompaiibando a remessa
de um cxciuplar do regiilamento do cemilciio
publico. A'commisso de saude publica.
Outro do mesmo, remetiendo a copia do re-
gulamenlo sobre o algodao de produeco desta
provincia exportado pola das Alagoas. A
cooimisso de urcanienlu provincial
Ouiro do iiiesino, enviando a copia do rogu-
lamcnlo sobre a arrecadaco do imposlo crea-
do pelo $ 13 doarl. 34 da lei provincial n. 261,
__A' commisso do orcamento provincial.
Outro do mesmo, acoiiipaobando o inappa
dos baplisados, casamentes e bitos havldos
nesta provincia no auno prximo passado.A'
Tambem nao acbci raso para que se
p. p.
Reccita no corrcnlc ni.
Despeza no correte m.
2l:69 J
........... 2l:G96/O00
Saldo 21i(i9tj,000
Em lcltras a vencer no
cxereiciodel85l a 1852 20:075,000
Km lettras a vencer cm
1852 a 1853 1:021.000
~- 21:696,000
O lliesoureiro,
T/tomas Jos da Silva Cusmao Jnior.
O escriv3o da reecila,
Antonio Cardozo de Queiros Fonstca.
coniinlssao de estatistica.
Ouiro do mesmo, remetiendo o relatorio do
commandanle do corpo de polica A' com-
misso de forca policial.
Ouiro do mesmo, enviaudo o relatorio da
cmara municipal desta cidade.-A coininis-
so do* negocios das cunaras.
Outro do mesmo, enviando as contas das
cmaras municipaes das cidades de Olinda,
Victoria t.oiaima e Nazarctb perlencentos ao
auno Iinanceirode49a50, e bem assim os oi
canienlo para oauno de 61 a 52.A' coniinls-
sao de orjaiuculo municipal,
Outro do mesmo, devolvondo o requerimne-
to dos habitantes da fregueiia de M. 3, daLuz
informado pelo Kxm. Rispo diocesano. A'
commisso de eslalislica.
ios nao est na rasao oneca ua pui.uiuVuu,
convenbo mas be preciso que se note que Outro do incsiiio. acompanbando os oflicios
populaco' de aneiros est muito augmenta-' de 39 viganosdesia provincia rclalivosao csia-
BECIFK, 7 DE MAniJO DX 1851.
Aassembla provincial regeitou hoje em
primeira discusso os projeclos ns. 10, 12 c 41
do anno passado, tendo o Sr. Mello llego reti-
rado o seu loquciiiiiento. Sobre o objeelo do
de n. 2(>, que cria urna cadeira de latim
oni Agoa-preta, fallaran! os Sis. BrltO, Ralis c
Silva, Jos Pedro, e Guedes de Mello, beaudo
com a palavra o Sr. Aguiar.
A ni .inii do da para amanba he a contiuua*
9o da de boje.
i. i i a Italia.
Em Roma foram ltimamente publicados
diversos decretos de alguma importancia. Um
dolles decreta a formaco definitiva da inuni-
palidadc daquella cidade, n.io su quanto ao
seu pessoal, sendo lainbcm quanlo as suas
atliibuices. Essa corporacao consla de qua-
reula oito consclbeiros c um senador, o
qual dever ser ebefe de alguma das grande
familias da cidade.
O principe Itospigliosi era a pessoa geral-
menie designada para essa digi.idade, oiiu
ullimameiitc falla-se mais uo principe Al-
tieri.
Um ouiro decreto nomea os novos consc-
lbeiros de estado, o qual compe-ae de dez
membros, inclusive o vice-presidente : tres
monsigiior!, tres membros da nobresa, Iresad-
vgados e um professor da universidade.
Outro decreto autorisa o carnaval, e final-
mente oulros mili i nouieaccs militares.
Esperava-se que brevemente seria publica-
do outro noiiieaudo os membros do conseibo da
fazeuda.
Hontem j coinmunicmosaos lei lores a falla
de seguranca que se scuiia as provincias ro-
manas, nao semiente para a propriedade, se-
no tambem mesmo para a vida, em conse-
quencia dos numerosos bandos de salteadores
que as iufestava.ni ; mas para que elle possaut
LAR ENCONTRADO


' '--\\ \3J?
'9>!
ajulzar he... da forra r audacia dcssc bandos,
transcrevemosaqui as duas cartas srguintcs,as
quaes Icmos no Journal des /). bals de '21 dcja-
jieroc 7 de fcverciro prximo paasados:
liorna, II de jantiro
m Una carta da Romana diz. que se n'nhafeito
correr all o boato da pri salorc no territorio del Sol ; que se assoalhara
Diestro qil6 elle tinha querido suieidar-se com
mu tiro de espingarda, pnrcni 'que so ficra fe-
rldo na nrclha. Esses boatos eran falsos ; o
srn bando apresentou-se em Consadolo, dis-
tricto da provincia de Ferrara, em numero de
trinta c cinco homens armados, tendo Illa
frente un bello'nianccdo de barbos c cabellos
louros. Elles entraran! na villa tocando m-
sica, amarrarartv e espancaram os poneos sol-
dados pontificios que all se acliavam, e rou-
baram oito casas pertencentes as pessoas inais
Ticas do lugar. Din individuo chamado Salva-
tori, o qual quiz resistir, fui feito em postas.
Duas outras pessoas. foram maltratadas. O ter-
ror reina nessas piovincias. >
loma, 31 de Jantiro.
Tenbo que cointnunicar-lbe boje um fac-
to dos inais singulares e quasi incrivel ; entre-
tanto as iiformacoes que Ihe transmiti sao
inteiramente conformes s partes ofllclaes rc-
ccbidaspelo governo.
A 25 do corrente representava-se a lorte
de Citar no thcatro de Forlini-Popoli, ciclade
que tein 4,000 habitantes, pouco maisou me-
nos, que he cercada duas portas, e que dista apenas tres inilhas
da ddade de Forli. da qual he de alguma sor-
le iimarrabalde. Pelas oiio horas da noile todo
o moviniento tinha dessapparecido das ruis,
as tojas se tinhaiu fechado, c os habitantes se
tinhaiii recolhido para suas casas, ouestavaui
reunidos nos cafs e tbealrns. lista ausencia de
circulaco nessa hora tilo poucu adiantada da
ii i le, notavel inesmo eni liorna, he ainda inais
completa as pequeas cidades. Pdc-sepor-
tanto crer queeiu Korlini-Popoli, eparticular-
mente em un da de represenlacaoiheatr.il, as
ras achavain-se destilas ucse ni.miento,
sein o que seiia iinpossivel a cxplicaro do que
you contar.
' O primeiro acto da peca t'nha terminado,
r o panno tinha lescido, quando de repente
elle selevantou oulra ves dcixando ver em lu-
gar dos actores, que tinhain desappare cdo,
dez salteadores do bando del Passatore, os
quaes armados de granadeiras e escopetas fa-
/iam pontana para a platea e para os camaro-
tes. No mesmo momento oulros ladtes em
numero de trinta, pouco maisou menos, pe-
iietram a sal., da qual oceupam tudas as sa-
bidas. F.stes aunados de espadas, pistolas e
espingardas, ameacain igualmente os especta-
dores Depois de um primeiro momento de
estupor, durante o qual ninguem ousou me-
iii-iii,l.i, e ah mostrando as chaves das du-
las portas da cidade, disse :
" Siguore, bem redes que vossas vidas es
tam ein nossai linios, qualquer resistencia de
vnssa parte, eme far com mellamos extremos
que bem podis poupar-uos, escutai pois o
que vos resta a tasar : Eu vou chamar alguns
de entre vos, medida que eu pronunciar
um iioine, aquellc que o liver sahir do scu
camamle, utl de sua cadrira c se dirigir
casa, acompanhado de um ou dous dus mius
amigos, os (|uaes o ajudarain a trazer para aqui
todo o dinbeiro que tiverem sem dellar um
s paptlto Dito isto, n .n.1,1 ,r abre un pa-
pel e cometa a leitura dessa fatal chamada,
qual os 11.i.Kl.itis nao tiveram outro reine,lio
seniio submetterrm-se. r'orline-l'opoli nao
tinha sean do/.e carabineiros para o servico
da polica, Seis desses homens achavam-se mi
interior da sala do espectculo, e foiao presos
e amarrados pelos dreles. Os outros seis,
sorprehendidos no quartel, lentaram todava
resistir, porcui seus etforcOS (oran, inuleis. O
gonfalonier (autoridade policial da cidade) foi
o primeiro que foi obrigado a ir casa onde
lev que iourer ms tratametito da parle
desses estrauhos visitantes.
o Advinha-se que lempo levou esta serie de
operacoes, as quaes nao teiniinaram scuau
pelas onze boias e tres riuarlns da noite; e
provavelmente para abreviar as angustias Ha
platea e dos camarotes, dous ladioes foram de
espectador em espectador colligindo etn un
lenco de seda os relogios, as bolsas, as corren-
tes, os anneis e ate os chapeos de sol. (Juan-
do a eolheita foi acabada, tanto dentro como
fra da sala, c o despojo foi amontoado sobie
o scenario, os ladioes lizeram descer o pao
depois se retiraram tianquillamcnte, levando
cun sigo ludo. Avalia-sc em 7,000 piastras
rumanas ( i3,80n,0t>0 ris, pouco inais on me-
nos ) o .lilil, iro loubado, e no duplo asjoias,
is objeclr.s de arle e os vestidos extorquidos
t No da segllinU um forte destacamento
nustriaco saiilo i m segulinento do bando,
qual he provavel que se lenha dispersado as
inohlanhas, ou que lenha passado a fronleira
da Toscana. Scu numero devia elevar-se aprc-
xiin.iilaiiiei.il' a irezentos, ou qualrocentos ho-
mens.
Quando se discuta no parlamento sardo o
projeclo de le sobre a laxa dos bens de mo
murta, o deputado ! com o projeclo, propoz a conliscaco de lodos
os bens ecelesiaiticos mas o ministro do com-
inercia, o Sr. i.anuir, rrgcilou essa proposta
cin notne dogovemo.
Kis-aqui a analyse do discurso por elle pro-
ferido, tal qual a adiamos no Journal des De-
bis de 22 de j.ineiro p. passado.
Creio absolutamente necessario, diz o Sr.
Gavour, dar algumas explicacoes sobre as
observaces do senhor depntadn broircrio.
Lamento que o inrn honrado collega, ministro
dajustica, nao eneja na casa ueste momento,
p.n 111 mo inulto melbor do que eu poderla
fallar sobre urna materia to delicada.
v O ministerio j manifestou, nao directa-
mente, porm indirectamente, a sua opinio
sobre a importante questo dos bens ecclesi-
asticos, quando respondeo n um dos l.unrados
deputados da Saboia, o i-ii.-I. no que respeila
s despeas do culto, exprobrava ao governo
o tleixar aquella provincia em tima condcao
inferior das outras provincias do estado.
O ministerio declarou eiito, por met or-
_-.ui, que sua ini. n. ao bem positiva era con-
sagrar una parle das rendas dos bens eccle-
siasticos a faier desapparecer essa dcsigitalda-
de, e que para esse Din oceupava-se em faier
t -tllele, i i una mu lino repartico desses
liens.
O que foi dito ento por mim deuma ma-
neira indirecta, en o repilo boje da maneira a
inais i,.ib.-, .,i u a e explcita.
O ministerio nao ci opportuno, nemutil,
proceder Mnimamente conliscaco dos bens
do cirio, e considerara como prejudicial e
funesta a .ni. ., ..., da medida que acaba de pro-
jior o honrado preopinante.
" O ministerio er q..e se pode conseguir
'"ua melhor repartico dos beus do clero, he
tiin trabalho do qual elle se oceupa vivamen-
te ;e para eujo complemento era necessario
reunir previameute dados precisos e estalis-
ticos. Pens ( porque nao posso fallar de um
modo absoluto sobre urna materia que nao
est nasatlribuiccsde minha repartico), pen-
s, digo, que efse trabalho est j mui adian-
tado e oministerin, segundo os elementos colhi-
dos, poder dentro de pouco lempo tomar mc-
didasdcfintivas; mas, repllo-o, o ministerio
impoltica e contraria aos verdadeiros nteres-
ses do estado.
" Sou de parecer que val muito mais ter um
clero, o qual possua, do queum clero assalaria-
ado pelo estado. As usurpaedes do poder
eccleziaslicoj nao podein ser toleradas, po-
rm tambem nada ha de inais deploravel do
que um claro na dependencia amis absoluta
do poder poltico. Bem! inulto bem /)
A minha opiniao he que se no estado ac-
tual de nosjacivilisacaohcaclualmenle preju-
dicial ter um clero que goie de riquezas exces-
sivas, como o era amigamente o da Hespanha,
nao he menos contrario aos verdadeiros inte-
resses da liberdade ter um clero como o da
Russia, cujos meinbros sao rebalsados a con-
dicao de simples funecionarios do governo
( Apravacao geral)
" Perso pois que a reforma a mais ubi e a
mals conforme aos verdadeiros intereses do
estado e da religio consiste nao na conlisca-
co dos bens eclesisticos, porm aun no
regulan.et.to de urna mais justa rMi*
suas rendas. Por esses motivos, o ...Inister o
oPP6e se proposta {do Sr. depulado U cller o
e convida a cmara oregella-la. (bem. mullo
beml de diflrenlcs lados da MNnJ.
PtaelTi"o-" obrigado a levantar a se
ules da hora marcada.
No dia seguinte, 30 dcjane.ro, o.conde de
tovour. que os leltores j conhecem, pronun-
ci..u un. discurso, no qual mostrou mu clara-
mente qual he o espirito do gabiuete entre os
dous partidos, exaltado e retrogrado, que con.
urna sorte de furor o atacaram ambos.
A passagens mais importantes do dis
do conde de Cavutir sao as seguintes :-
. As violencias do espirito de partido
crfc como o er inteiramente, nao tenho ue-
nhun.a dilB:uldade de p.oclama-lo altamente)
que proceder conf.scaco absoluta de todos
os bens ecleziasticos e dar ao clero um ho-
norario, asemelha-lo em uina palavra a os
funecionarios assalarlados, seria una medida
ia sorte de furor o atacaram ambos.
As passagens mal importantes do discnrso
-~n a seetiintes :
ebe-
gatn'ao ponto de requerer nina inquiricao con-
tra toda a magistratura, e principalincn:c con-
tra aquelles de seus inembros que cran em-
negados j antes da promulgacao do estatuto
onstitucional. 0 ministro dajustica ja decla-
rou a cmara que nao podamos adherir a
cemelhante proposta. O ministerio todo Intel-
ro repelletia essa moco inquisitorial feita
para imprimir nina nodoa de censura ou de
suspeila en. Inda a magistratura. O estatu'o
he una obra de concoidia e de progresso, c
nao uina obra de resoluco.
Ha uina grande dilfcrenca entre um paz
no qual a mudanca das nstituicows se fes pe-
las vas legaes, sem balaneo, sen. lutas intesti-
nas, e um outro, no qual ludo se fez pela for-
ca, uni armada, no mel de urna pertur-
barn terrivel. Nosso estatuto be un. pacto
de concordia e de paz publica e nao una le
de vencedores Imposta a vencidos. Temos
pensamentos inais altos e mais generosos
qnfr seja porque nosso paiz, gracas a Dos,
nao est ameacado dos inesmos perigos sociaes
que a Franca, qur seja porque ha entre ntis
mais censo pralieo mesmo u'aquelles que pro-
(essao asdnutrinas politteas mais adlanudas.
o Acautelai-vos, senhores, de desacreditar
as inais nobres opinirs. a liberdade e o r-
gimen constitucional. Vos nao podis desco-
nhecer o terrivel ellclto que protluziram na
europa contra as ideias antigs chamadas li-
beraes, os excessos, as cxageracOcs, a. colli-
sUei sanguinolentas que se seguirm em Fran-
ca revolnco de 18-18. ( onstderai a pertur-
baco. aduvidaco pezar que esses aconteci-
nieiilos laiicai-ni uas linas meimo as mais
Armes dos amigos da liberdade. Eu vi parti-
rem deTurin no invern de 1848, homens que
sccliziam mais liberaes do que eu, evi-ns vol-
larcn. inais conservadores ainda do que posso
ser. He porque elles assistirau. as saturnacs
inonsti uosas dos demagogos de Pars e I.yo,
e aos dias sanguinolentos de junho. Se os
inembros da opposico que nos alaco, tives-
sem visto esses tristes espectculos, eslou per
suadido que perderiao sua conlianca lias dou-
tiinas do progresso indefinido.
Tem-s% fallado com azedume contra.a seve-
ritlade, ( u antes, contra a vigilanciifoo minis-
terio publico na Sahoia,tiuii*fsa vigilanclv
nao era |ior ventura un. dever em presenfa lio
volto de Lvao, e rpiando dessa cidade tinha
partido um bando de vagabundos paia revolu-
cionar a Saboia por ineio do socialismo e com-
lutinisino .' Em tais circunstancias era do de-
ver dajustica umslrar-se lirmee severa.
ii Peco com instancia acamara que encerr
("llanto antes a desagradavel e deploravel dis-
eusso que se ten. levantado sem nenhnin ra-
suavel dlsCUSlSo feita para entristecer entre ni,
lien, como na llalla e no resto da Europa,todos
aquelles que desejam o (riiimpho da verdadel-
raliberdaedo verdadeiro progresso. Sabis,
senhores, qual foi o ell'eilodas palavras amar-
gas c vilenlas proferidas honteiu e hoje pelos
oradores .la esquerda? Ellas contristaram os
amigos da liberdade e derain alegra e espe-
ranzas aos Inlmigoi do rgimen parlamentar.
Olanlo a nos, meinbros deum gabinete fran-
camente constitucional, estamos frmente de-
terminados a combaler todos os partidos ex-
tremos, a iiiiu fnll11 r iienhum excesso fura dos
limites poslos pelo estatuto. Se nao podesse-
n.os conseguir isso, se o vosso apoio nos f..l-
tasse, aballaramos a cabeca diante da necessi-
tlade, deixaudo a outros esta tarefa ingrata de
governar no sentido da couserracao poltica e
social.
Terminaremos as noticias da Italia, trans-
revendo a seguinte carta datada do aples a
2-1 de Janeiro prximo passado. a qual encon-
tramos no Journal do Debat de 8 de feve-
reiro.
S. A. It.acondessa de Aquila (a Sra. 1).
i mu ai i i. irma de S. M. o Sr. D. Pedro II),
eunhada de S. M. Siciliana, leudo chegado ao
sen sptimo mez, foi assallada das dores do
parto, e pelas quatro horas da tarda deu luz
um principe.
Coniquanto o menino fosse bem constituido,
julgou-se necessario, por causa de seu nasc-
menlu prematuro, nao den.orar-se o baptsmo.
Este sacramento foi administrado ao pequeuo
principe pelas cinco horas da larde, senil.i pa-
ih iiilui o infante de Hespanha I). Sebastian ; o
menino receben o uo.iic de Manoel Mara Se-
baslio Gabriel.
Helgiea.
Esse paiz ficra tianqullo, eo unieo facto
extraordinario que ah Uvera lugar, he a mod-
licaco ilo gabinc em eonsequencia de desln-
telligencias entre o ministro da guerra e seus
collegas.
Eis aquicomo una carta de nruxellas datada
de 19 de Janeiro prximo passado, a qual adia-
mos transcriptas no Journal les Debis de 20 do
ine-.ii,o inez, narra este tacto :
O nosso ministerio acha-se em plena dis-
soluco. A discusso do orea.nenio da guerra
he a causa deste triste acontccinicnto. Vine,
sabe que una le de orgatiisacao militar feita
em llft toi nava necessario un. orcamento de
30 milbes de francos ; mas at ao presente es-
sa lei nao tinha sido executado, c redueces
sticcessivas liiibain feito descer esse orcanien-
lo au computo de 26 milhOcs e 780 mil fraucos
( projeclo de orcamento de I8M ) ; mas a carga
pareca anda nimiamente pesada a un. gran-
de numero de inembros das cmaras, e o mi-
nisterio, querendo realisar todas as economas
couipalivcis com a manutenso de un. bom ex-
erclto, suppozquese poderia conseguir redu-
zir o orcamento da guena somn.a de 25
milbes, a qual teiia sido considerada coma
normal e delinilivamente risada. No lempo do
retirada do general Cbazal, em eonsequencia
de uina sorte de conllicto com a guarda cvica'
uuiinislcrio escreveu ao general llialinnut of-
ferecendo-lhi' a pasta da guerra, observatido-
Ihe que eraiutencao do governo rcduzir a 25
nilhues a soinim do orcamento dessa 'eParl'-
(o, deminuindo 450 mil francos, ou 1:J00
mil francos, em tres annos, porm com a
enndi(o, todavia, de que essa reduefao
perrnitlis.se Blgica conservar um exerci-
lo fortemenle organlsado c fiifliciente para Ta-
ter face a todas as eventualidades, na nypo-
tl.esealcmdissode nina situazao norma
ministerio pelo orgao do Sr. Rogter, mln.stro
do interior, pergnnlra ao general riabnonl
se eslava disposto a comprometter-se a operar
nina tal reduccao.
. O general respondeu que eslava dispo.to a
tomar parte nos l.aballios do gabinete c a
adoptar as deas que lhe foram expostas, com
tanto que um exame mais completo da situa-
o nao lhe viesse demonstrar a iropossibilida-
de de concorrer para sua realisacao,
. O general Hrlalmontfoi po.snomeado mi-
nistro da guerra. Ha poucos dias. elle cncetou
a discussao do scu drf amento por una decla-
raco approvada em conselho e conforme as
precedentes intences do ministerio. A dis-
cussao foi sustentada com grande vehemencia
pela minora catholca, a qual lanca mao da
defensas do exercito como arma oflenilva con-
tra o ministerio. .-Veste cmenos, um grave in-
cidente rebentou. O Sr. Thtefry, deputado e
anlign militar, o qual procura, ha muitos an-
uos, f.zeradoptar o syslema das economas no
orcamento da guerra, insistindo sobre a ne-
cessid-idc de una nova lei organisadnra, do
exercito, recebeu, depois de um discurso que
pronuucira, una carta do general Chaial, a
qual concebida, segundo parece em termos ul-
trajosos, (tilia por fui. obter a retirada de al-
gumas palavras que punhaiH em din i,la a ve-
raeidade do general, a pioposito de urna his-
toria que elle contara a cmara sobre as cau-
sas da darrota do excrcjto petnonlcz pelo ma-
rechai Radettky. K existencia dessa carta foi
logo sabida de todos. A cantara assustada por
esse ataqne feito contra os privilegios parla-
mentares, declarou-se em sesso secreta e
graves palavras foram ahi pronunciadas,
" Por intervenan da mesa da cmara, o
general Chaza! escreveu unta oura carta pro-
testante) o sen respeitos prerogativas parla-
mentare, c retirando a can i de povoacao.
a A cantara, declarando enlo publica a ses-
so, ni ni com sorpreza o Sr. ministro da
guerra relractar-sc de sua precedente decla-
ra.j-i fe aniiiiiiei.ii que nao eslava deter-
minado a realisar ns intences do gabinete.
Sr. 1 i o e-t >i lian, ministro da faienda,
em um discurso mu vebemrnte e mui ap-
pl ni.li lo, expoz claramente a sluaco, lem-
brou as promessas do general Mrtalinooi, a
declaraco concertada eni conselho e confes-
sou l'.mi ainente, que um desaccordo profun
do exista entre o general e o resto do gabi-
nete.
Tendo-se reunido boje a cmara hora
do costuiuc, o ministro do interior anniiticiou
que a situaro tinha sido levada ao conbeci-
ineiitn .lo re e que S, M, deliberara ; a vista
do que a' cmara separou-se, rcsolvendo reu-
nir-se tcrca-feira24 do corrente.
Aiiuncla-se que o ministerio pedir ao
re qne se prouunciasse entre o mesmo e o
general Hrialmonl, mas nao se diz que oii'e-
recera sua demisso. He provavel porem
que elle o faca hoje para simplilicar a slua-
co.
a Corre que o general Chazal ser dimttir
do do eniiini nulo da pritueira diviso tiiilita-
e da drcc'o da casa real."
Os ministros olle eecrain cun elleitn sls
demisses, maso rei decidi o pleito contra
o gcuetal brialtnoiit, demiilindo-o da pasta da
guerra, a qual elle conliou uterinamente ao
uinstro do interior, o Sr. Rogier.
Eis aqu a carta que o rei escreveu a este
ministro para um tal fin.
Uruxellas, 21 de Janeiro de 1851.
iWru charo MitiiiiiYo, as ciicunislaiicias um
que nos aullamos nao Indico seno una s
solucoda difliculdadc ministerial, e essa so-
lti9o he que vos vos encarregueis Interina*
mente da pasta da guerra Vos sabis qual
he a conlianca que deposito ein vossa pc3soa ;
estou persuadido que o sentimeoto do paii a
vosso respeilo lie o mesmo.
" Sem seguranza nacional nao ha existencia
poltica ; todos os interesses os mais precio-
sos sem exccp(o alguma, esto ligados a esta
seguranca. As garantas as mais fortes deven.
pois ser dadas ao paii e ao exercito de que de-
fenderemos os clementosdissaseguranca como
nosso thesouro o inais preciso. Golloco esse
deposito em vossas mos corajosas e pratio-
licas; a tarefa, eu o sei, he laboriosa e dli-
cil, mas vos haveis de defender o maior inlc-
esse nacional.
' Tenho bastante f em vosso patriotismo c
no vosso carcter e por isso confio de vos o
coinprlmcnto de um dever sagrado fpara nos lo-
doi, c pcco-vo que vos encarregueis disso;
enlietanto aprovelto a occaso para assegu-
rar vos dos nieus sentimentos os mais since-
ramente all'ectuosos.
Leopoldo.
0 Sr. Rugicr aceitou com effeto, conforme
o desejo do rei, a pasta de guetra interina-
ente, e no dia 25, continuando na cmara a
discussao do orcamento respectivo, elle apro-
vetou a occaso para propr a questo de
conliancas, a qual foi resolvda etn favor do
gabinete por 5 votos contra 25.
Hespanha, Suissa, e Hitas do Cabo-Verde
Na Hespanha o novo presidente do coo-
seiba, o Sr. Bravo Muzlllo leo ltimamente na
cmara dos deputados quatro projeclo de lei
importantes.
O 1.* desses projectos autorlsa o governo a
vender os bens das commendas ditas de S
Joo de Jerusalem ; o 2. autorisa o governo
a vender as minas de chumbo situadas em
varias provincias de Hespanha e a alienar os
edificios que servein de casa de niocda em
Segoria; o 3." regula a divida do thesouro, a
qual he por elle dividida em divida material
e divida pessoal ; o 4." finalmente, coniposto
de 21 artigos, regula a divida externa c inter-
na.
O International, peridico publicado em
Bayona, d em seu numero de 21 de Janeiro
as seguintes informacoes sobre os .individuos
que iiHoiiiiin o novo ministerio hespanliol:
O Sr. ravo Murillo, actual presidente do
consellio e ministro da lzenda. era considera-
do, desde iH45, como o chefe de uina opposi-
co, a qual, posto que fraca numricamente,
foi terrivel au ministerio de que o general
Narvaez e o Sr. Won erain a personificaco,
nao s pela constancia ein seus ataques, seno
tambem pela unio de seus inembros. vida
poltica do Sr. Bravo Morillo comecou ha pon-
eos annos, e sua reputacocomo estadista ful
feita em suas lutas pela presidencia con. o Sr
Castroy Urusco e na parle que teve no gabinete
.siii.iiii.i\.ir: depois elle fui ministro do couin.er-
cio, da inslrucco e das obras publicas no ga-
binete presidido pelo duque de Valencia,e em-
lint ministro da faienda uo uiesu.o gabinete,
e sabe-se que foi desacord de suas ideas eco-
nmicas com as dos seus collegas que o deter-
minaran! recentcmeiite a dar a sua demisso.
As ultimas sesses do congresso provaraiu evi-
dentemente que o Sr. Uravo Mu lio est Ir.nge
de ser nimigo do syslema goveriiaineutal de
sen amigo collega, o general Narvaez
O Sr. rlela, ministro do interior, amigo
oili- nal du e npii deengenheiros e deputado ha
inultos anuos, temsempre feito parte da uiaio-
ria que se formou debaixo do ministerio Mon
e Pedal, e que fez opposico ao ministerio Pa-
checo e Salamaues. Retiado da vida politice,
elle entrou uclla oulra vez, quando o gene-
ral Narvaczsc achava j ha muito lempo fren-
te dos negocios pblicos. Elle foi Lomeado se-
nador, depois govemador de Barcelona e logo
depois director das obras publicas. He um ho-
uicm geralmente e'stimado e honrado.
O conde de Mirasol, ministro da guerra cs-
teve no eliminando superior durante a guerra
civil, foi governador das Antilhas. e foi en-
earregdode misses-importante snas posses-
sies da America pelo proprlo general Narvaet.
O conde de Mirasol era reeenteinctne capilao
general da provincia de Levilba.
A reputacao poltica doSr. //eltram de Lis,
ministro dos negocios estrangelros. data de
1843. Nessa poca, elle escrevia no Heraldo.
Elle foi entao nomeado secretario da reparli-
yo do interior e logo depois deputado. Foi
ministro da inarinha, depois ministro da fa-
ienda durante o ministerio Narvaez, e depois
ministril plenipotenciario da Hespanha no
Piemonte.
O Sr. Gomales Romero, ministro da j ns ti -
ca, tein oceupado constantemente na cmara
dos deputados os bancos do partido modera-
do. Elle era director do contencioso na repar-
lco da fazenda, e sempre esteve de accordo
na linha poltica que seguio com o Sr. bravo
Murillo.
O Sr. Bustillos, ministro da inarinha, teve o
eouiiiiaiido em chele da expedico aos estados
pontificios ; c commandou a provincia de C-
diz. Elle foi nomeado ministro da inarinha no
celebre gabinete Manxesa, nao obstante adiar-
se cnto fra da Hespanha, sem que se possa
attrbuir-lhe a menor responsabildade nes-
seacontecimento. Ella passa por um nauta
consumado.
O Sr. Negretc-, ministro do commercio e das
obras publicas, be deputado ha muito tempo.
Nos nao temos .seno informacoes multo inde-
cisas sobre este ministro.
Em Berna, Suissa, houve ltimamente al-
guns disturbios, arvores de liberdade chega-
rain a ser plantadas; mas a ordem acha-se j
completamente reslabelecida, segundo mostra
o seguinte bolletitn publicado pelo governo :
O conselho executlvu recebeu hoje partici-
pares favoraveis do valle de S. Imier. O Sr,
coronel Gerwcr contina a estar satisfeito das
disposices de todas as tropas de oceupacao.
Elle fax particularmente o elogio da companhia
de cavallaria Dicller, a qual chaina um verda-
deiro corpo de llor.
a A paz publica nao tein sido mais perturba-
da; os espiritos coiiiecam a aqulelarem-sc; os
cnticos provocadores eos gritos que por tan-
to ti-ii.i ii te. ni contribuido para entreter o
odio dos partidos,tem cessado em grande parte.
Cbegaraui tambem partes satisfactorias de
Iiiterlaketn. As arvores de liberdade planta-
das etn t. iitei- e, ni e em Aarmulhe foram aba-
tidas no dia 20 por ..rdein do couitnandante mi-
litar provisorio: nenhutn novo ataque tem si-
do desde euto feito tranquillidade publica.
Urna paite dos voluntarios que concorreram
para a defensa da ordem foram licenolados e
rcliraratn-se para suas casas na tarde do dia 20,
os oulros .tem sido tratados to conveniente-
mente (planto he possivel em" Interlaken e de-
viam ser licenciados no dia seguinte.
"O Sr. prefeito Wengcr, encarregado da In-
quiricao, chCgOU a llltei l.ilu-u e ja Liillieeini a
exercer as func;es que lhe foram deferidas.
Joo Miguel, ex-director da casa de correceo,
foi preso como sendo um dos principaes che-
fes da i.-In lli.K. i.x| i di i iiii-sf ordens de pri-
sao contra o individuo que disparara o tiro pe-
lo qual fura ferido o Sr. prefeito Mullir.
" Berna, 22 de Janeiro de 185t.
0 Journal du II urt publica o seguiute artigo
acerca das ilbas do Cabo Verde:
" As ilbas do i abo Verde frossesses portu-
guezas) tem sido uestes ltimos lempos visita-
das por uina serie de calamidades que tem cx-
posloseus habitantes s maiscrucis provaces.
Durante os ltimos mezes do anuo passado,
urna febre maligna declarou-se em S. Nicolao,
exerceu ahi suas destruirOes em todas as ordens
da pupnl o,ao e ocasionou uo espaco de quatro
mezes 700 inortes, sendo a populaco simiente
.le i,."mu almas. Em umitas casas nao restou
utn s Miembro da familia para sepultaros mor-
ios. Iii-oiie aquelles que escaparan! epide-
mia inuitos tem succutnbido tome. No meio
dessas provaces terriveis, um furaco espan-
toso rebeulou no dia 2 de setembro e uo espa-
co de quatro horas derribon 400 casas e des-
fruto cuuipletaiuente as plantarios. Como nes-
sas ilbas nao ha seno uina eolheita por anno,
os desgra;ados habitantes nao temem perspec-
tiva seno os horrores da fotne, se soccorros
mais completos do que aquelles que Ihes po-
dein iilleree. i os recursos limitados das ilhas
zizinbas, uo foreui promptameiite posto s
sua disposico pela metrpoli.,,
/(una asttica.
Nos das 2 c 3 de outubro do anno prximo
passado urna terrivel tempeitade misturada de
nev sopprou sobre os stepes de Kerg'is do lado
etn que a horda de kntiui ordinariamente es-
Ubelcce seus acampamentos. HiS pessoas pe-
receram por essa tempeslade, a qual uiatou
tau.bciii SO&600 carneiros, 1,292 cavallos, 40
camellos c 3liu cabras. O solo ficou coberto
durante mais de oto dias por urna carnada de
nev de setc arduos de altura (cinco metros e
nielo de Franca.) ______
...>rr-. tifie wiaiiy. nr'Ammi'nsssstmsmmsmamsastimsmn
UO.
ALFAiSDEGA.
Uontlimento do dia 7 ... .12:9*8,237
CONSULADO GERAL.
Reiulinmuto do di7.....2:625,170
Diversas provincias...... 229,005
dianlc devem ser feitos os despejos da cidade,'
s-'ib pena de encorreretn na disposico do ci-
tado artigo os que os lizerem fra delles.
Bairro do Reeife.
1. Em frente do Becco-Largo, junto ao tra-
piche.
2.* No Forte-do-Matto, entre a prensa de
Manoel Ignacio de liveira Lobo e Sebastip
Braga.
3 Em Fra-de-Portas, em frente do segun-
do beceo, lado da mar.
Uito tle Santo-Antonio.
1. Etn frente da ra de S -Francisco, uo
Mundo-Novo. <
2 No becco em que termina a ra do 11.-i r
gel, pelo lado do sul.
3. No mu da ra do Pocioho.
Dito de S.-o'.
I." No fut da travesa de S.-Jos, lado do
mar.
2." No lim do becco da ra Augusta, lado
da mar.
Ditod* Boa-Puta. .
V* Junto a ponte da ra da Aurora.
2 No tim da ra Velha.
3' No cortume dos Coelhos.
E para que chegue ao conhecimento de to-
dos se mandou publicar o presente.
Paco da cmara municipal do Reeife, em
sesso ordinaria de 5 de marco de 1849Mm-
noet Joaiiuim o llego Albuquerqui, presidente.
Joo Jos hericirade Agujar, secretario._______
Declara q&o.
2:854,175
EXPORTACAO.
Despachos maritimot no dia 7
Canal, escuna dinair.arqueza Hrinnch,
de 202 toneladas : conduz o seguinte : 2,520
saceos com 12, 600 arrobas do sfsucsr.
llalli-more, barca americana ouglass, de
302 toneladas : conduz o seguinte: 2,600
saceos e 200 barricas com 14,482 arrobas e
2 libras de assucar.
lll'.t.l.BKlHiKIA DE RENDAS CEItAES
INTERNAS.
Kendimentododia 7......765,101
CONSULADO PROVINCIAL.
lien I......ni,i do .ha 7......1:246,635
i\l o vintenio do porto.
Navioi entrados no dia 7.
Cabo Verde-18 das, patacho inglez Phelip
Dean, de 189 toneladas, capitao Ur lise,
pquipagetn 10, carga sal ; ao capil.lo.
Balita e Macei -- 40 dita e do ullimo imi-
ln I ii, Male nacional .San Joo, de 44 to-
neladas, Diestra Joaquim Antonio de Ki-
gueirodu, equipagem 6, carga charuto,
iiiiien o insta ::eiieio>; a AiiIoiii i Jos
Fernandes de Carvalho. I'assageiros, os
Brasileiros Antonio Francisco de Alinei-
da e Antonio Kuiz Vesser.
Observando.
Fez a vela do LatiiHirao aoseu destino o
bogue austraco Abdei-Kader, capitao An-
tonio de Marliny. ^_____
INDITA i.
A cmara municipal da eidadt do Reeife, ele.
Kan publico aos moradores da inesma, que
ein observancia do art 5." titulo 5. das pos-
turas en. vigor, icio designado os lugares a-
baixo declarados, em que da data dcste por
Theatro de Santa-Isabel.
46.' RECITA DA ASSIGNATUIU.
iioje, 8 na masco de 1851.
Eipelaculo variado de canto dramtico t
danca,
Depois da eiccuc3o de ama das melhores
ouverturas, a senhora Augusta Candiani-
cantar a bella cavatina da operaBarbiir*
de Seeilhao maestro Hossini; seguindo-se
o dueto da inesma opera pela inesma senho-
ra e o Sr.' t'.apurri. As senltoras Baderna e
Moreau executar9o o danzado do
Lago das Fadas.
A eompanhia nacional representar o
muito applaudido drama moral em dous
actos :
A lnliiitgadoseu Sexo, ou o Cegc'
de Chorar.
lu -lo que seja o Sr. Tali Cantar a excel-
lente cavatina da opera--J. Lombardi alia
prima crecalato maestro Verdi. Em se
guida a senhora Candiani e o Sr. Tati can-
Iifilo 0 bello dueto da opera Marescialla
d'ancreo maestro Nini ^depois assenho-
ras Baderna e Moreau dancaro a ,
POLKA.
Terminar o espetaculo com o grande
quinteto da operaCeereno/ado maes-
tro Hossini, oxecutado pela senhora Can-
diani, Tati, Capurri, Eckerlin e Frederico
Tati.
Comecar s8 horas.
Os hi I heles aclis m -se venda no lugar do
costume.
TUEATK de apollo..
DIA II DE MARCO DE 1851.
COMPAKnU FR1NCBZ1,
Dirigida por 'madama Rerteaux.
Itepresentiicaoextraordinaria ein
i.t K tiiiii de uadamesella
Si i;i|ililna Bertenux.
Primeiro ocio. ,
Dansa de corda, executada pela familia.
M i.l a mes lia Serafina terminar esse exer-
cicio de elevacSo pela llanca sem maroma.
Seijxtndo acto. I
O grupo pinamidal, executado por toJa i
companhia.
Tercetro acto.
Dansa antipodal, executada por Mr. Rer-
teaux, terminar pelo vo de Mercurio (cotn
grande variaco ).
Qttarlo acto.
Grande exereicio dedesloeacSu foolocaeSo
e deslocaq3o dos oasos ), executado por Mr.
Rerteaux e seu filhojo manioo Brmond, se-
guido dos jogos icarios pelos mesmos eo
outro Ii1.mii.
Quinto acto.
Les cordagea Trancis Grupos de cinco
pessoas, por Mr. Rerteaux, Mr. Jorem, B*T; llrmond emadamesellas Serafina, Hortw I
sia e Genpf.
Seato acto.
Grande a -sencSo sobre a corda dascenj- j
rio, altura da Urceira galera, axecutad ,'
por madamesella Seraphina. if
Stimo e ullimo acto. -i
Osquadrosvivos, oxe.cutados portla a 1
companhia.
Primeiro quadro.
As tres grabas.
Srt/mitlo quadro. A
Os dous espreitadores.
Teroeiro quadro.
A morle de Abel.
Quarlo quadro.
A fgida de Carm para o deserto.
Quinto quadro.
A dansa das Nyrrjphas.
Sexto quadro. .
A niatanca dos hiiocentes.
Stimo quadro.
A morte de Virginia.
Terminara.com a bella fonte de flores.
I'KKQOS DOS IIILIIETKS.
Camarotes da'primeira galera de frente
8,000 rs., de lado 6,000 rs. ditos da segun-
da galera de frente 10,000 rs. ditos de la-
do 8,000 rs. ; ditos da torceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs., galeria 640 rs.
Avisos martimos.
Agencia da companhia de vapo-
res inglezes..
0 vapor Tay deve aqui ebegar
dos portos do aul no dia 20 do
corrente, e no mesmo dia se-w
gira para a Inglaterra eotim
escala pelos portos j annunciados de S.-Vp
cente, Tenerife, Madeira e Lisboa : as pe*.
oas que pretenderen! passagens para qual-
iiuer dos diversos portos, queiram drglr-sc
com a necessaria antecedencia ao escriptono
da respectiva agencia na ra do Trapiche n.
42 para tratr do ajuste e receber o competen-
te recibo, o qual sendo passado por ordem
numrica teram preferencia aos lugares de ca-
marotes conforme a ordem da sua numeraran
Para o Aracaly sabe, com n malor brevidade
possivel, o hlate Ouvidozo : para carga e passa
gclros trata-se ao lado do Corpo-Ssnlo n. 2j,
ou com o mestre a bordo.
-- Para a Una de San Miguel, o patacho
ortuguez Espadarte, capitao ioaquim Jos
Teixetia, sabe no dia 16de marco: quem
no mesmo quizer ca.rregar ou ir de passa-
getn, dirija-se aos coiwignulanos, Olivetra
Frtnaos & Companhia, ra da Cruz n. 9.

i
MFI HOR FXFMPLAR


_Parn o Porto .lie rom brevidade a bem
conherida e veleira barca Espirito Santo, de
nrimeira maicha, forrada e encavilbada de
cobre : quem i a mesma quizor cirregar 011
ir de passagem, rra o que tem excellentes
commodos i dirija-se ao sea consignatario
Francisco Alves da Cunba, na ra do Viga-
no.n. 11, primeiro andar.
.- Para a Baha segu, no da 8 do rorre-
te, o patacho Santa Cruz : para o resto da
carga o passageiros trata-se ao lado do Cor-
no Santo, loja de massames n. 25.
Para o Porto salte com a maiorbrev-
ade pnssivel, porjtera maior porte de
sen carregamento prompto a barca portu-
ueza Iiracharense, de primeira marcha,
lem excellentes commolos para passsgel-
ros: quem na mesma quizer carregar, ou
ir dn passagem, entenda-se cora o capito
Rodrigo Joaauim Correa na praca do Cora-
r-tercio, ou com Novaes & Cotnpanhia, na
ra do Trapiche n. 34.
-- Para o Acarac segu viagem por estes
15 dias o patacho Emulacao : quem no mes-
n.o quizer carrogar ou ir de passagem, diri-
ja-se ao escriptorio de Manoel Connives da
Silva, ouao capitSo a bordo, defronte do
trapiche do algodSo.
Para o Itio de Janeiro
Segu por estci dias o brigue escuna nacio-
nal OUnia, para o resto da caiga escravos
e passageiros, trata-ae com Machado & Pi-
nheiro na ra do Vigario n. 19 segundo an-
dar, ou com o capiiau Manoel Mariano Fer-
reira na Praca.
Leiles.
James Patn & C. farao leilao por Inter-
v.cncao do corrctor Ollveira, de grande e va-
riado soriimeoto de fiiendas inglezas. as
mais proprias do mercado i segunda-feira,
ii'ilu corrate, as 10 horas da "nianhan em
ponto no seu armazem, ra do Trapiche.
O corretor Miguel Carnelro, ifara leilao
no dia 11 docorrcnte no seu armazem na ra
do Trapichen. 40 de ,versos trastes de uina
pessoa que se retira desta provincia e muitos
outros objectos que se vender por todo o
prejo: alm destes, relogios de ouro patentes
inglezes espingardas, pistolas, obras de prata
louro, carros de mao. e carroja para um ani-
mal.
Avisos diversos.

r
Jos Soares de Azevedo, professor de
lingoa franceza no lyceu, tem abert em
fiua casa, ra das Trincbeiras n. 19, um cur-
so de l'lillosophla eoutro de liiigoa
Franceza. As pessoas que desejaremes-
tudaruma ou outra destas disciplinas, po-
dein dirigir-se referida residencia, de ma-
nlihi al as 9 horas e meia, c de tarde a
qualquer hora.
Manoel Comes Fernandos Leal declara,
quese despedir da gerencia dos negocios
soba administrarlo da Sra. I). Atina Mara
dos Passos Cunba Guimaries, boje a cargo
de seu mando o Sr, Ignacio Luii de linio
"aborda, e agradece a ambos a estima com
quesempre por elles foi tratado. Recife, 6
demarco de 1851.
-- No ptimeiro andar do sobrado n. 10
da ra doQueimado exisle urna carta para
o Sr. LuzJosTeixeira deS.
leu irmao. Quando respond a pergunta
feita por vossa caiidade. aobre se havia ou nao
| procisso de cima, que nos desse o motivo por
. que nao havia, diase-voa que a mesa linha de-
I liberado comprar una catacumba de 50,000 rs.
* i -jira os innos que fallecerem ; e como vos
fi ine perguntaes aonde eraessa catacumba, res-
pondemos que a nossa veneravel ordem assiin
deliberou em consequencia de um nosso ir-
mao mesario e vereador da cmara que devia
estar a par de tal estabeleciinenlo, assevcrar
na mesa que exjstiam dez catacumbas promp-
tas receber, e que se estavam a laier mais ;
espero que liqueis assiin satisfeito.
O meiario de ba i.
AGRICULTURA.
-He de notar-se que havendo nesta provincia
de Pernambuco inultos agricultores e scnho-
rca de engenho com crescido numero de es-
cravos, ni n lu ni delles ae tenha disposto a em-
pregar parte de suas foryas na cultura do caf
sendo esta de multo ni.os interesse, para quem
o sabe cultivar. Nao be preciso lcmbrar as
es
a
onde
es-
assu-
m
grande exteoso de trras, inaquinlsino, ani-
iii.n-s, escravos, e oulras muitas despezas com
o costeio do engenho. Alm de tudo isto, os
seDhorcs d engenho sofi'rem muitos prrjuizos
com a mor tu de muitos aolinaes, e escravos,
visto que o trabalho multo rigoroso, e mor-
tificante em dia e noite, sein descaofo duran-
0e o lempo da muagein das canas. Engenhos
ha, de poucas torras, que tirada a Canta da
reccita c despeja annual, pouco, ou nada flca
em proveito do proprielario.
O cafeie|ro est em comparacao com as ar-
vores nactivas pela sua duraco. Esta arvore
tem mais a vantagem de dar fructo por mais
de vinte annos, sein que seja preciso essas re-
petidas planta, oes todos os annos, como acon-
tece com a cana do assucar, e quando os cafe-
teiros ae tornam vellios, fatein-se renovar de-
cotando-os junto a rais. Fcito isto, com o de-
sVsdo-tratamento brotao de novo e continan!
a dar fructo, e no emtanto pode o agricultor
fazer nova planta pasaados inuitos aunos, em
outro terreno acommodado a natureza desta
arvore. Os escravos que plantam para si com
licenfa de aeu senbor, contam lodos os annos
com uina renda certa em tempo da colheta
Eara suavisarein suas precises, andam mala
em vestidos, vivem melhor e latisieltos, o
que nao acontece com a fabrica doa engenhos
que ludo he uina miseria com poucas eacep-
oi s. Os bracos empregados na cultura do
af pdem oceupar-se no servico de outras
plantas, at meaino no da cana do assucar nos
iutervallos de tempo. Tenho observado e vis-
to, que para a banda do sul da provincia,
produz o caf adniravelmente ; carregain
minio, e de muilo boa qualidade. Algum
agricultor tein essa planta em sua horta, po-
r<> rem entregue ao despreso, porque nao se oc-
\ cupam em tratar desta arvore: cointudo, no
" Rio de Janeiro nb vi carregarem os cafezei-
ros tanto, apezar do bom iratamento, e cuida-
do do agricultor. O cafezeiro tem o seu de-
vido lempo de replantar e mudar, assiin como
todas as mais plantas. Todo o bom xito con-
siste em saber plantar e tratar, pois sein epc-
rieucia e prlica perdem-je inultos ps, e
grande parle da plaulacao.
O plantadores docaf nao fazem essas gran-
des despezas, a que est obrigado o senbor de
engenho. A maquina de descascar o caf, e
i todos os mais utcncilios sao de' pouco custo, c
em tudo mais acommodado s circunstancias
do agricultor.
Uina plantaco de caf de quarenta mil ps,
pouco mais ou iiicnos, por exemplo, nao pude
deixar dedaruin interesse cerlo anualmente,
a quem quizer dedicar-se a esse ramo de cul-
tura. A pessoa a quem convier, precisando
de um boiuem capaz de administrar e dirigir

todo esse servico, al o estado de vir o caf ao
mercado, por ter disto bastante conhecimen-
to, pagando -se-lhe o seu trabalho, conforme o
ajuste que lzcr, annuncle por este Diario, para
ser procurado.
Desaparcceu na noite do dia primeiro do
corrente urna escrava crioula de nomc Be-
nedicta, que foi do casal do finado Joaquim;
denominado da Lingneta : he de estatura alta,
cor mais, ou menos fula, tem um signa! no
rosto, e representa idade de vinte c dois an-
uos. Quem d'ella souber, ou aprehende-la, di-
rija-se ad Dr. Lourenfo Jos de Figueiredo.que
he seu senbor, c reside na ra do Giqui de-
pois de passara ponte do engenho do mesino
nome, que ser bem recompensado.
Ao publico.
Declaro que tendo-ine constituido devedor
do Sr, Francisco Jos Barboza, na quantia de
7:808,482 rs. importancia de duas sentencas,
que o mesmo Sr. Barboza alcancon contra mim
pelo juiso de direito da primeira vara do
coinmercio desta cidade, uo corrente mez de
fevereiro, Incluidos principal, juros de dois
porcentoao mez. e custas, segundo a conta
felta pelo contador do julzo ; o mesmo Sr.
barbota deu-se pir pago e satisfeito da dita
son, i o a com a quantia de 5:000,000 re. que lhe
paguei na presente data em moda corrente
ueste imperio, fazendo-ine portanto o abate-
mento de 2:808,482 rs., e por ser verdade pas-
sei o oreaente. Recife 26 de fevereiro de 1S51.
Jos Thomax de Campas Quariima.
O Nacional.
Com este titulo publica-se na tvpographia
de Santos & C, duas vezes por semana, um pe-
ridico com o mesmo formato da l/nao'cujo
'.o he sustentar defender na provincia a or-
dem, a legalid.idc, e a constituicao poltica do
imperio, combatendo os principios desorga-
nisadores dos constantes adversarios destes
objectos; vende-se avulso a 100 rs., na loja de
llvros do Sr. Dourado, largo do Collcgio n. 6,
onde se subscreve a 2,000 rs. por trimestre
pagos adiantados, ra as folhas que forcm remettidas pelo correio,
o primeiro numero j se acba venda no lu-
gar indicado.
Ao publico.
Al o dia 20 do corrente deve sabir a luz
a importante obra
iii-iituum-s le Direito Civil Dra
silelro
formulada segundoo systema do insignejuris-
consulto Mello Freir, do qual se colligio tu-
do que nos he appllcavel de conformilade
com o nosso governo, addicionando-sc todas
as disposiedes das leis brasileiras publicadas
at l850, peloDr. Lourenfo Trigo de Loureiro,
advogado multo conhecido nesta cidade. O
Mello Freir de ha muilo que entre nos est
sein utilidade por isso que a nossa organisa-
^ao judiciaria he raui diveraa da que em Por-
tugal'existia no tempo em que esta excellentc
obra foi publicada. A obra que offerecemos ao
publico, he de uina liecessidade incontestavel,
guia clara segura e infallivcl na seiencia do
direito. Nao llavera de certo legislador, ma-
gistrado, nem advogado que possa dispensar
i.io un obra, emquanto ella he indlspensavel,
de i,uniros,. recurrso e soccorrer tambeiii a
negociantes, procuradores, agentes, emlini, a
todos que tem que liilar no foro: assigna-se
por 5,000 rs. cada obra pagar-se na occasino
da intrega : no pateo do Collegio, casa dolivro
Azul. Uepois de publicada custar 0,4000 rs.
Passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro e fra
do imperio, correm-se folhas, despacham-se
escravos n tiram-se ttulos de residencia :
para este (m procura-se na ra do Quoima-
do n. 25, luja di miulezastlo Sr. Joaquim
Antonio da Cruz.
Hi urgencia ile indagar-se se existen)
nesta provincia os Srs. Domingos Jos da
Cunha e Antonio Domingues Moreira, os
quaes, ou quem dos mesmos Srs. souber,
farJo favor dando noticia no Recif t, ra da
Caleia n. 39, para satisfazer peJidos de
seus prenles.
Na ra do Rangel n. 48, ha canoas pa-
ra se alugar. qui carregam 900 a 1,000 li-
jlos, e tambera se vendem a quem as qui-
zer comprar, assim como urna porgilo de
rolos de mangue para lenha que faz muita
conta aos particulares, e vende-se ero por-
c5o a vontade dos compradores.
--Os Srs. JoSode Dos Moreira de Carva-
Ihoe Jos Patricio de Carvallio, este mora-
dor em Maria-Farinha, e aquella no Cabo,
v5o ou inanilein no Aterro da Boa Vista,
sobrailo n. 10.
Oniem lerceira do Carmo.
A mesa regedora da mesma ordem, avisa
a todos os irmSos, que j tenham servido
era mesa, para que comparegim amanha
no respectivo consistorio, s 9 horas do dia,
para se tratar de objectos de grande mon-
ta, os quaes depender dos interesses e dig-
oidade da dita ordem.
Precisa-se lugar urna ama, que ssiba
cozinhar, engommir com perfeicSo o pen-
sar urna casa de familia: no Passeio Pu-
blico n. II, ou annuncie.
Aluga-so o prineiro andar do sobrado
da ra Nova n. 65 : a tratar por balxo do
mesteo.
No pateo do Carmo n. 10 aluga-se urna
ama forra ou captiva, para pouca familia :
psga-se bem.
O secretario da contraria do Sr. Bom
Jess da Via Sacra da Santa Cruz convida
a todos os seus memhros, para que se aden
era dita greja domingo, 9 do corrente, ani
de tratar-se sobre o comiterio e mais nego-
cios urgenlissimos.
Aluga-se o sobrado de umandsrodous
sotSus, com terra$o,quintal e comino los pa-
ra grande familia, na ra Imperial n. 39 : a
tratar com sua proprietaria, na ra das
Cruzes n. 28, terceiro andar, junto a pi-
daria.
Ao publico.
Domingo, 9 do corrente, haver dan;a de
corda com diversas variac,os na freguezia
dos Aogados, s 4 horas da tarde, para o
que silo convidadas todas as pessoas que
quizerem honrar com suas assistencias.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
comprar para casa de homem solteiro : na
ra Nova n. 42.
^mmmmmmmmm mmmtmmmftum
j| Ignacio Firmo Xavier, Dr. em med- p
ji ciua, assisle no primeiro andar do ||
* sobrado n. 27 da ra estrella do Bo- p
zario, e oflerece sen prestimo aquem g
delle se quizer ulilisar, das 7 horas jj
* da maiiha, as 6*da tarde. ^
*wwm*mm*!w mmmmwmmmmm
Aluga-se mensal ou annualmente urna
casa de pedra e cal, no lugar da Casa For-
te, contigua a do Sr. major Vilella : a tra-
tar com o caixoiro dos Srs. Bowman & Me.
Callum, na ra do Brum na. 6,8 e 10.
-O administrador docem.iteno publico
a
pede as pessoas encarregadas dos enterros
a leilura do si'guinle artigo do regulamcnto
do cemiterto ;
ENCONTRADO
>*m
Art. 2C. O publico lera franca entrada
no cemiterio desdo s seia horas da manhita
at as 6 da tarde ; e so durante esta espa-
rjo sor permittido em tiii|,o ordinario re-
ceber os cadveres.
Oeseja-se alugar um preto de boa con-
ducta, que saiba cozinhar soffrivelmente
para urna casa estrangeira de pouca fami-
lia : na ra do Trapiche Novo n. 6.
Precisa-se alugar, para urna casa n-
gleza, um copeiro : paga-se bem : no Tra-
picha Novo, armazem n. 12.
Quem precisar de urna ama para cozi-
nhar, dirija-se travessa da Cacimba n. 5.
O abaixo assignado avisa aos senhores
abaixo declarados, que tenham a bondade
deirou mandarem pagar o que devem na
ra Imperial n. 48, a saber : Jos Bodrigues
de Oliveira Lima a quantia de 135,610 rs. e
Luiz Gomes Concalves, por antonomasia
Loix Grande a quantia de 16,000 rs.
Francisco Jos Anlunts.
A lecture on the Philosophy of Rea-
piration will be given at lhe Brilish Mo-
chantes'Inslitution Ra d'Aurora S. Ama-
ro, on Thursday evening the 6.th inst: to
commence at 7 o'clock.
Rlanoel Francisco Martina &
devedores de

Irmao avizam aos
Joao Martina Goncalves, que se
arhain antoi isailos a receber suas
cont'is, tanto o que ficaram a de-
ver ao linado Antonio Dias Souto, V;|
como a Joao Martina Goncalves, j*
por isso hajam de vir satislazer o
mais breve possivel, alim de no
se verem seus nomes ueste jornal
e usar-ae dos meios que as leis fa-
cultam.
- Precisa-se alugar urna casa para urna
familia estrangeira, sendo no Hospicio, ra
da Aurora, ou em qualiuer parle fra do
Becife al Ponte de Uchoa : a tratar na ra
do Vigario n. 4, no escriptorio.
Aluga-se.
Precisa-se alugar um primeiro ou segun-
do andar de casa, que tenha commodos pa-
ra familia, em urna das ras principaes d
hairro de Santo Antonio : quem liver, an-
nuncie para ser procurado.
Precisa-se alugar um preto para o ser-
vido interno e externo de urna casa de pou-
ca familia, pagando-se bem conformo o
ajust que se lizer: na ra do Brum, casa
terrea, defronte da i un.I ira,> ingleza.
- Aluga-se o segundo andar earuiazem
da casa de Francisco Alves da Cuulia, sita na
ra do Brum, leudo o segundo andar com-
modos para grande familia, e se acha com
toJo o aceioe limpeza : a tratar na ra do
Vigario n. 11, primeiro andar.
No sabbado, s 7 horas da noile, man-
dou-se por um ganhador, da ra do Hospi-
cio n. 48 at ra da Cruz do Becife n. 15,
um carneiro pequeo muilo manso, nm pa-
pagaio muilo tallador e um gato preto, ca-
pado o coto em um sacco ; c como dito preto
nflo apparecesse al agora, roga-se as pes-
- F.ngomma-se o lava-se toda a qualida-
de de roupa com to lo asseio e muita promp-
tid5o, por preco mais commodo do qtioem
outra qualquer parto : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
> Consultorio boma'opatbico, O
O ra do Collegio, n. 25,
O Do l>r. P. de A. Lobo Hoscoso. O
tj ODr. Hoscoso di consultas lodosos Q
j dias. Os donntes pobres sSo tratados .
* de grata. S serio visitados em suas *
9 casas aquelles que n5o poderem vir O
O ao consultorio, ou que suas moles- l
J lias n3o possam dispensar a presen- Q
"V i-a do medico. 0
Precisa-se alugar um sitio perto da pra -
ca, o qual tenha pasto para dez vaccas,
planta de capim, alguns arvoredos e casa
de vivenda para pequea familia, dando-se
logo 200,000 rs ao tomar posse do mesmo
quem o tiver, annuncie por esta folha para
ser procurado.
0 professor dolatim do collegio das
artes, encarregado de reger a cadeira de
rhetorica durante o impeJimenlo do res-
pectivo professor, avisa a quem convier, que
a matricula desla aula contina aborta at
o lim do corrente, na ca-a do sua residen-
cia, ao p da laJeira da S.
__. ;,^;bjw, .,,; ;-^m^^i->
soas que souberem ouAi^erem noticias des-
tes ohectos, de daieTTTJ)arrHa.*tra da Cruz
n. 15, que se gratificar.
Pr^cisa-se de urna ama secca, idosa, e
que seja perita enzinbeira e engommadei-
ra, para o servido interno do urna casa de
liomem solteiro : quem estiver nestas cir-
cunstancias, annuncie.
Precisa-se de urna ama de leite, forra
ou escrava-, paga-se bem : dirija-se a ra
do Bangel n. 19, ou ao hotel commercio
na la da Cadeia de Santo Antonio.
Consultorio homceopathico.
Ra Nova, numero 58,
primeiro andar.
Consultas gratuitas para m
os pobres, todos os dias uteis ^
desde s 8 horas da manhaa
at urna hora da tarde. *
Precisa-se alugar um sitio na Capun-
ga, que tenha arvoredos de fruto : quem o
tiver e quizer alugar por anuo, aonuncie,
ou dirija-se ra do Bozario larga n. 22,
segundo andar.
9 i'aui Galfrnoux, dentlata *
Iran'./.. offci'CCO CU presti-
nio no pnblico pura tudos os &
J misteres 4 pode ser procni-ndo a qual-
quei* hora cni sua casa, na .>
# malaria lo Ko/.ttrio, n. 30, ^
srg:uiido andar. *
t)^><>W,1S*
Arrendamento.
Dona Calbarina Brancisca do Espirito
Santo, arrenda o trapixe denominado com-
panhia : quem o pretender dirija-se ao seu
procurador bastante Flix Francisco de Sou-
za Magallies, no pateo do Carmo n. 16.
Casa de commissao de escravos.
Coinpram-se e vendem-sc es-
cravos, e resebem-se de commis-
sao, tanto para a provincia como
para (ora della, para o que offe-
reeem-se mui'as garantas a seus
donos
i4,segundo andar.
O abaixo assignado professor particu-
lar de primelras lctlras, disciplinado em
preparatorios no lyceu desta cidade, paiti-
cipa ao respeilavel publico e aos pas de
seus alumnos, quo desde 13 de Janeiro dos-
te anno abri sua aula, e dcbaixo dessa
mesma disciplina ensina por principios
a grammalica portugueza, latina e france-
za ; admillindo nrsse recinto porcionistas e
ion,, porcionistas. Os pais de familia que
quizerem applicar seus lilhos a alguma des-
sas disciplinas, pdem dirigir-se a ra lar-
ga do Rosario a. 48, segundo andar.
Jos Hara Hachado de t'igueiredo.
Aluga-se o sobrado da ra do Vigario.
n. 13, tres andares, solflo corrido, dous*
grandes mirantes, que por sua posic.So ele-
vada domina o mar de norte a sul, e cora
as mais oxcellenles accommodaces; aluga-
se lambem separados os ditos andares, ns
chaves existen no armazem do mesmo
sobrado.
TendO'Ohegado a esta cida-
de o Hespanbol Pedro Alva- |
res Garca, professor de pia- |
no e canto, se proprOea dar j
k licSes de sua arte, podeudo fe
I para esse fin ser procurado |j
| a qualquer hora, na ra do
i Trapiche n. 15.
;j %^-sii*e ^T^seri.Tf:
DeseJa-SB alugar um prelo de boa con-
ducta, que saiba cozinhar solirivelmento,
para urna casa estrangeira de pouca fami-
lia : na ra do Trapiche Novo n. 6.
Por commodo preco.
Fazem-se vestidos de todo e qualquer fei-
tio para senhoras, manteletes e capotinhos,
e bonels para homem e senhora ; tambera
enfeitam-se chapeos, lavam-se e engom-
mam-se qiiaesquer objectos de fil, ficandn
em seu perfeito estado, tudo coni a melhor
promptido : na ra da Aurora, loj i da ca-
sa n. 42.
-- O secretario da irmandade de S. Jos
d'Agonia, pelo presente convida aos irmilos
dn referida, para que. no dia 9 do corrente,
pelas 9 huras da manha, comparetam no
competente consistorio, alim de que, reu-
nidos era mesa geral, proceJam a eleicilo
dos memhros que devem cora por a mesa
rogedra do anno de 1851 a 1852.
Arret:da-se a loj do sobrado ds rus
do Collegio n. 3 : quem a pretender, dri-
ja-se a ra do Padre-Flonano sobrado de
um an lar n 1.
Alugam-se serventes para pedreiro :
no Mmidcgo fabrica de rap, paga-se bem.
Precisa-se alugar um silio na estrada
da Ponte dn Ucha ou da Magdalena, ou
mesmo em qualquer outro lugar que esleja
peno do Recife, u3o *e olha o preto, com
tanto que seja por estes dias: a tratar na
ra do Trapiche n. 3.
Um menino branco e brasileiro, que
tem boa educado, com 12 aunos de idade,
sabe lcr. escrever e contar muito soll'rivel-
mentc, hbil e diligente, se ofTerece para
caixeiro de qualquer eslabelecimento, pois
j tem alguui c'Jiiheeiinento do negocio de
loja de miuih'zas, por ter si lo caixeiro:
quem o precisar annuncie, ou se entenda
com o caixeiro menino da luja ns. 6 e8 da
|.i.:,;., ,1.1 Independencia.
No i!ia 6 de niaito desappareceu da ua
das Cinco-I'onlas venda ti. 71, umcavallo
ruto pedrez, j velho, pequeo, nalico :
quem pegar dito cavallo, ou delle tiver no-
ticia, leve-o ao lugar cima dito que ser
recompensado.
r Ba das Cruzes u. 28.
ja Cumullorio homceopathico do faculta- (
a tivo J. II. Catanova. q
i .. i i.ii-1 ni, nrthpoc. -^
a ra das Larangeiras n.
artillara : quem este negocio pretender fa-
zer, poder fallar com Manoel l.uizda Vei-
ga, do meio-dia a urna hora da tardo, na lo-
ja da ra do Collegio n. 8, ou era Santo
Amarinho, em sus casa, pois ser bem gra-
tificado.
_Precisa-sede urna ama para o sarvifo
de urna casa de pouca familia : no pal$n do
S. Pedro n. 7.
Ilermann Frost, cidado suisso, retira-
se para fra do imperio.
Aluga-se o armazem do sobrado da ra
do Sol ii. 25 : a follar com los Cypriano de
Moracs Lima, na ra Nova n. 19, primeiro
andar.
Jos Cypriano de Moraes Lima, mora-
dor na ra Nova n. 19, est atitonsado a
vender o sitio denominado do Chacn, si-
tuado entre Sanl'Anna e Poco, con chaos
proprios e livres de qualquer onus: ao pra-
tendente se far alguma vantagem, confor-
me poder ser convencionado, admettindo-
se certas desobrigas.
Aluga-se urna sala com duas alcovas,
propria para escriptorio ou hornera soltei-
ro : na ra do Vigario n. 25.
O padre Thomaz de Santa Marianna de
Jess MagalhSesIem aberto aula para ensi-
nar primeiras letlras o lalim, segundo o
fystema adoptado tas aulas publicas deste
imperio, na casa de sua residencia, na ra
do Bozario da Boa Vista n. 48, e recebo
alumnos, n3o s externos como meio pen-
sionistas, e tambera pensionistas, o se ohri-
ga a dar bom tialamento ; escusaudo porm
de mencionar i retos o qualidade do trata-
ment, porque com os pas, tutores ou cu-
radores se entender : o que, porm, pro-
meti he o adinntamento dos seus alumnos
e a boa educado.
As tres horas da tarde do dia
3o de dezemhro prximo passado
esappc* recen da casa do deposita-
rio Francisco Jos Arantes, o ca-
bra de nomo Pedro, pertencente
aoSr. Dr. Pedro Uezerra Pereira
de Araujo Beltrao, com os signaes
seguintes : cabellos caixados, bra-
90 esquerro alejado, cicatrzes na
p e no braco esquerdo, e outra
no estomago de um faccada ; quan-
do falla finge ser g'igo, muito pro-
sista e cantt dor ; levou camisa de
riscado azul e calca de algodo
transado, listrado, americano: ro-
ga-se a polica e aos capitaes de
campo, se o virem, de o pegar e
leva-ln malta da Torre, sitio do
Leao, ou no llecil, 1 ua da Cadeia
de Santo Antonio, armazem de-
j lo.
-- Domingos Alves da Costa vai Lisboa
tratar de sua sade.
Joaquim Francisco da Silva Vieira, bra-
sileiro adoptivo, vai Portugal.________
Na ausencia do facultpiivo J. B. Ca-
0
S
9 sanova, o professor de homcoopathia -
Gosset Bimont continuar com os **
S trabalhos do mesmo consultorio,on- O
':') de poder ser procurado a qualquer &
O hor<. &
Qualquer senbor ilo engenho que pre-
cisar de una senhora capaz, e bastante ha-
bilitada para bem ensillar primeiras letlras,
por ser ha muitos anuos essa a sua prolis-
sSo, ensillando com todo o esmero a ler, es-
crever, contar, doutrina chrislfia e coser,
podera procura-la na na do l.ivramento, uo
primeiro andar do sobrado n. 23.
-- Precisa-se de urna auia que seja criou-
la, para o servico interno e externo do uina
casa de pouca familia : paga-se bem : na ra
da AssuniPQo, muro da I'enlia n. 16
- Precisa-se alugar urna prela para ven-
der na ra : paga-se bem : na ra do No-
gueira 11. 29.
A pessoa que annunciou querer vender
urna loja de tniudezas, dirija-se ra do
Queimado, loja n. 33.
Ullerecc-se um sacerdote para capel-
ISo ; no pateo de S. Pedro 11. 13. Na mesma
casa ensinam-se primeiras letlras, por pre-
to commodo, e lambem em casas particu-
lares.
U administrador do cemite-
rio publico ainda precisa de um
ou dous serventes captivos, pira o
servico do mesmo cemiterio, com
o jornal de 640 rs. diarios.
Una pessoa que deseja empregar-se na
escripturafSo de alguma casa de negocio,
onde se Irabalhe por partidas dobradas ( de
cujo systema lem conhecimentos iheorieos
e pralicos adqoeridos com um dos melho-
res guarda-livros desta praca ) procurar
a qualquer Sr. negociante, que, precisan-
do de serventuarios desta ordem, se dignar
de indicar por este Diario o lugar e hora em
que deve ser encontrado.
Precisa-se de qma ama para cozinhar
e comprar : na ru 1 da ConooifBo.
--Deseja-se contratar com alguma pes-
soa que tenha servido em aL'iiin dos corpos
de primeira linha, e que tenha as habilita
Compras.
Compra-se um cavallo de sella, que se-
ja bom, gordo.e sera achaques: ua ra da
Mangueira n. 1.
Compr.im-se efectivamente botijas e
garrafas va-ias a 7,000 rs. o cenlo : na res-
tilacfio de Franca A Irmao, na praia de S.
Bita, c no deposito da mesma, na iravessa
da Mailre de Dos n. 5
Compiam-se duas escravas com as se-
guinteshabilidades : una que cozinheeen-
gomme bem,"e outra quo engomrao e cosa
perfi-ilamenta : paga-se bem : na ra da
Cruz n. 23, segundo andar.
Compra-se urna tipia en bon uso :
quem tiver, dirija-so ra da Cruz n. 25,
escriptorio de Rodrigo da Costa Carvalho.
-Compram se adragonas con: franjas, e
bandas em mao estado, ou do mo.lello anti-
go, assim como gales usados, porm ver-
daderos : na prata da Indepen lencia n. 19.
Compram-sepatacOes mexicanos a rs.
1,700: no largo do Carmo, esquina da ra
do Borlas n. 2, venda.
Oompram-se
escravos bonitos e robustos para dentro e
fra da provincia : na ra larga do Bozario
n. 48, primeiro andar.
-- Compram-sa orellos de panno, em
grandes e pequeas portees : na prata da
Independencia n. 19.
Compra-se 1.1a de flecha e barriguda,
ou outra qualquer que sirva para eneber
ColcbSo : paga-se bem : na ra Nova 11. 28,
loja de Auto.110 Ferreira da Costa Braga.
Vendas.
--Na ra das Cruzes n. 18, terceiro an-
dar, vende-se urna parda do 26 anuos, per-
relia eiigoinmadeira, que cose ch.lo, cozi-
nha o lava ; una crioula de 16 annos, que
engomma liso, cose chao, faz rend, cozi-
niii e lava ; dous escravos do nat3o, sendo
um delles de bonita figura o ptimo canoei-
ro, o o outro ganhador da ra ; o urna p-
tima crioula de 26 anuos, com todas as ha-
bilidades, a qual vende-se paxa lora da pro-
vincia ou engenho.
-- Vende-se uina escrava crioula, de 9 a
10 annos, de mui linda llgura, com princi-
pios de costura : naCamboado Carmo nu-
mero 33,
-- Vende-se urna casa sita na ra das
Agoas Verdes, com dous quartos. duas sa-
las, quintal e cacimba ; outra dita sita no
hecco do Veras, na Boa Vista, com duas sa-
las, dous quartos, quntale cacimba : quem
as pretender, dirija-se ao pateo do Carmo,
sobrado 11. 18, que se dir quem vende.
Vende-se um tronco do anarello : na
ra de S. Bita n. 85.
Corram a pechincba.
No Passeio Publico, loja n. 11, de Fermia-
no Jos Bodrigues Forreira, custo una por-
tao de pegas de algod3oziuho, muito lar-
gos, com um pequeo toque de ferro, pelo
barat prefo de 2,800 rs. a peta, e dos es-
trenos a 2,000 rs.: a ellas entes que so
acaben.
-- Vendo-se um pilSo grande de duas boc-
eas, de nadoira do sicupira, proprio para
pisar sebo ou milbo, por preto commodo :
na ra do Bozario, loja n 35.
- Vend.--se um armaaem de sal, com to-
toes i rec.sas para acabar o lempo .lo pra- Idos os gneros quo tem dentro do tuesio .
c,a de um soldado do segundo batalhao del na ra Imperial n. 5J.


Cimento.
Vendem-se barricas com cimentoj pro-
prio para qualquer obra que possa rece-
tor agoa, assmi como para aljeroz e Ira-
peiras, proximamenlo chegado do Ham-
burgo, tambem se vendem as meias barri-
cas por prego commodo : atrs do theatro,
arroazqm de taboas depinho, a Tallar com
Joaquim Lopes do Almeida, caixeiro do Sr.
Io!io Matheus.
Cera em velas.
Vendem-se caixns com cera em
velas, fabricadas no Kio de Janei-
ro, sortidas ao desejo do compra-
dor, e por preco mais-barato do
que em outra qualquer. parte ;
tambem se vende cera fabricada
cm Lisboa, em caixotes de ioo li-
bras cada um : trata-se com Ma-
chado & Pinheiro, ra do Vgario
n. 19, segundo andar.
Tecido de algodo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Gadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Deposito de espelhosdas ma-
nafacturas de Franca: na ra do
J'asseio n. lo.
Deposito lo cal virgem.
Na ra do Torres 11. 12, ha muilo supe-
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente de Lisboa no brigue Tarujo-Terceiro'
Arados de ferro.
Na fundigflo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
l><'ito-iio.'iiii fabrica Santos na Itahia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber&C. ,
na ra da Cruz 11. 4, algodSo transado da-
quella fabrica, muilo propno par* saceos de
assucar e roupa de escravos, por prego com-
modo.
Cal virgem de Lisboa,
da tncllior que ha no mercado, e
ebegada badias pelo brigue Ern-
preza : trata-se com A. t\ de
Abreu, na ra da Cadeia do le-
nle n. 37.
ROfa-W aos Sr. freguezes do ba-
rato que leinin o scguliite
niiiumcio.
Vende-se brim de quadros de linho, a
320 rs. o covado ariscado de linho, a 220 rs.
o covado ; dito de algodSo, a 180 rs. o co-
vado ; pecte muilo encorpado, proprio pa-
ra escravos, a 180 rs. o envadn; castores
muito encurpados, a 280 rs. o covado;
brim transado branco de linho, a 1,920 rs.
o corte ; dilo escuro, a 1,600 rs. o dito ;
esguiSo de algodSo de 12 jardas, a 2,400 rs.
a pega ; cortes de fustilo, a560rs. ; cober-
tores escuras de algodSo, grandes, a 720
rs ; cassa preta, a 120 rs. o covado; chita
de cores (xas, a 1G0 e 180 rs. o covado : na
ra do Crespo n. 6, ao pe do lampco.
Arados de Ierro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americano-
com canibo de sicupira e breos
de ferro : na fundicao da ra do
liiiim ns. 6, 8 e 10.
<*>>**:** **:*** fr ligotlu para saceos. t>
% Vende-se muilo bom algod.lo para (
f> saceos de assucar, por prego comino- #>
f: do : em cusa de Micardo Itoyle, na t
4 ra da Cadeia 11. 37. 0
9 fio para snpateiro c para saceos.
Vende-se um restante de ptimo fin par
sapaleiro em novellos, e dito em mciadas
para saceos, por prego commodo para li-
quidar facturas em casa de Adamson llowie
& Companhia, ra do Trapiche n. 42.
3,000 rs. para a pobreza.
Vende-se excelente farinha de mandioca,
recentemente chegada de Santa Catharina,
em boas sacras novas de bom algod.lozi-
nho : na praga da Itoa Vista, venda de Joa-
quim de Paula Lopes n. 18 : approveitem n
occasiHo antes que apparega o especulador
para a usura.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos ?o:ooo,ooo ris.
Na loja do miudezas da praga da Inde-
pendencia n. 4, vendem-se hilhetes inlei-
rns, meios, quartos, oilavos e vigsimos a
bpnelicio da 13.' lotera do thealio de S. Pe-
dro de Alcntara. Na mesma loja recben-
se hilhetes premiados em troca dos que lem
a venda.
I'ecas de chitas roxas para luto.
Vendem-se pegas de chitas limpas, ordi-
narias, para luto aleviado, a 4,500 e a 120
rs. o covado; e clles de camhraias para
vestidos, bonitos padrees, a 2.1:00 rs.: na
rui larga do Itozario n. 48, primeiro andar.
~ Vendem-se escravos baratos, mogos e
de bonitas figuras, a saber: urna linda mu-
latinha de 16 anuos, que cose, engomma,
cozinha e sabe muito hem empalhar cadei-
ras ; urna dita de 20 anuos, que cose mu
bem carnizas de homem ; qualro pretas mo-
gas, com algumas habilidades; um lindo
mulalinho de 12 annos ; um dito de 16 ni-
os ; um moleque de 14 annos; um dito de
16 annos ; doia tnolecoes de 20 annos e de
bonitas figuras ; um prelo de 25 annqf, p-
timo sapateiro de cortar e fazer qualquer
obra ; um bonito pardo de 20 annos, pti-
mo para pagem e que emende muito de pa-
daria ; um dito que se vende muito en. coa-
la sendo para o tilo ('.randa do Sul ou Para ;
seis escravos mogos, ptimos para o camp
ou para outro qualquer servigo : na ra das
Larangeiras n. 14, segundo andar.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos
-4
I
Na ron do Brtim n. 28, existo para ven-
der-so urna moenda de engenho com todos
os seos pertences e em bom estado : o scu
prego he o mais rasoavel possivel.
Vendem-sesuperiores llvros em bran-
co, do diversos tamaitos : em casa de Kalk-
mann IrmiTos, na ra da Cruz n. 10.
(% Na loja do sobrado amarello, nos R
l quatro cantos da ra do Queimado n. jpj
f29, tem para vender um completo ^
sortimento das fazendas abaixo men-
J cionadas, tudn de superior qualida- jg
\. dee pregos muito commodos, asa- i
1 bri I
fl Cortes de vestidos de sarja preta jfj
I lavrada. padrOes de muito gosto. a
m Sarja de seda preta verdadeira, bes- I
m panhola. I
J Setim preto maco, proprio para ^
2 vestidos. j
18 Manteletes e capotinhos do chmalo- W
1 te e gros de aples preto, com mui 9
I lindos enfeites. *|
Los de linho preto.liordados a seda.
Um completo sortimento de pannos p
pretos para os pregos do 4,000 at |
K 12,000 rs. 9
jji (asemira preta elstica para varios 1
pregos. 9
rwrwfnwmi mwmm*mm Lo'eria do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 ris.
Na ra estreita do Rozario, Iravessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, do J.
V. dos Santos Maya, vendem-se os muiafoi-
tunados hilhetes, meios, quartos, oilavos e
vigsimos da 13." lotera de S. Pedro de Al-
cntara. Na mesma loja esta patentes lis-
ta da sexta das amoreiras.
Lotera do l Aos 50:000,000 rs.
Na casa feliz da ra do Queimado, loja de
fazendas n. 20, vendem-se os mu afortuna-
dos hilhetes, meios e cautelas da 13.' lote-
ra do theatro de S. Pedro de Alcntara, cu-
ja lista chega no primeiro vapor. Na mes-
ma loja se mostra a lista da 6.* lotera das
amoreiras e croagSo dos bixos da seda, bem
nomo todas as passadas.
Chapeos oleados a 1,000 rs.
Na ra do Queimado, loja n. 3, vendem-
se chapeos oleados pelo barstissimo prego
de dez tostdes e grvalas de mola a dois
mil ris.
Vende-se muito nova farinha
*e mandioca de Sania Catharina :
a b i-do do brigue Sagitario, fon-
deado defronte do Trem, por pre-
co muito commodo.
Lolcria do l'<> de Janeiro.
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do llozario larga, botica n. 42, re-
cehtu-se a lisia da loteria 6." das amorei-
ras, e ah foram vendidos os seguintes n-
meros que sahiram premiados, a saber : 911
400,000 rs 2013 400,000 rs. 3636
100,000 rs. 156 100,000 rs. 11
40,000 rs. 140 40,000 rs 4607
40,000 rs. 1100 40,000 rs. hem co-
mo bilhetes da 13.' loteria de S. Pedro de
Alcntara, ebegados ltimamente pelo va-
por Imperador, os quaes se vendem pelos
pregos seguintes : inteiros a 22,000 rs. ,
meios a 11,000 rs., quailos a 5,900 rs oita-
ves a 2,P00 rs e vigsimos a 1,100 rs.
No becco do Goncalves, ar-
mazem do Araujo, vende-se su-
perior farinha de mandioct em
saccas, chegada ltimamente, e
muito em conta.
-- Vendem-se tingos de halanga para bal-
ni'-s. os mais superiores que tem appaieci-
do ; Lacias de rame para fes e para bi-
abo; armas linas para caga; eolheres de
metal do principo para sopa, cha, assucar e
arroz ; facas linas para mesa e sobremesa ;
talheres linos para meninos ; bules e cafe-
leias de metal ; e estojos para malhemali-
ca : na ra Nova, loja de fenagens n. 16,
de Jos Luil Peieira.
Na ra da Cruz, armazem de
Sa Araujo n 33, vende-se supe-
rior farinha Je mandhea, chegada
ltimamente do Cear, por preco
muilo commodo assim como cou-
ros de cubra, solas c pennas de
ema.
Bom e barato.
Vende-se cera de carnauba, couros de ca-
bra, pennas de ema, sapatos hrancos, he-
zerro de lustro o superiores charutos che-
gados ha pouco da llahia : na ra da Cadeia
do liecife n. 49, pi imeiro andar.
Loteria do Rio de Janeiro
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do Crespo n. 2I, loja de
fazendas, e na ra da Cadeia do
Hecife n. 46, loja de miudezas,
vendem-se quartos, oitavos e vi-
gsimos d> i3.a loteria do Thea-
tro de S. Pedro de Alcant*ro, e
paga-se qualquer premio que nel-
les sabir sem ganancia alguma.
.1, Mil)
2,800
1,300
do Ass a
20:000,000 res.
Na praga da Independencia, loja n. 3, que
volta para as ras do Queimado e Crespo,
vendem-se os mui afortunados bilhetes,
meios, quartos, oitavos e vigsimos da 13.a
loteria de S. Pedro do Alcntara. Na mis-
ma loja esti patentes listada 6.a das amo-
reiras.
Quarlos
Uitavos
Vigsimos
-- Vende-se superior sal do Ass a bor-
do da escuna Mua I irminu fundeada nu
volta do lorie do Mallos: a tratar com o
capit.lo .1 bordo, ou com o consignatario da
mesma, Luiz Jos de S Araujo, na ra da
Cruz 11. 33, aonde se pode ver a amostra.
Vendem-se quatro lindos moleques de
8 a 18 unos; oito pretos de20 a 30 annos,
sendo um ptimo sapaleiro e outro cano-
eiro ; quatro pardos, sendo dous ptimos
mariuheirose um com bous principios de
carpinadel8a 25 anuos; duas pardas de
15 a 20 annos com habilidades ; e cinco ore-
las, algumas com habilidades e as outras
proprias para lodo o servigo: na ra do Gol-
legio 11. 3.
Na ra Nova, em casa de Augus-
te Colombiez,
nal oSr. I). Pedro II, com riquissima mol-]
Jura, obra do insigne pintor Lechevrel, o
liial apresentou na ultima exposigo das
Bellas-Artes, no Rio de Janeiro, obra de
tilo subido mereeimento, que Ihe ve leu ser
premiado por S. Magestade com o habito do
Christo, eser-lhe comprado por ordem do
mesmo augusto Senhor. um painel repre-
sentando a ramlia !de Inglaterra, Ehsabeth,
0 qual chamou a attengflo de todos os mes-
tres e entendedores por sua primorosa oxe-
cucto. .
-- Vende-se t,ma escrava de 22 annos, do
bonita figura, a qual cozinha o diario de
urna casa, lava delsahSo, engomma o cose
ch0o : na ra do Apollo n. 19.
-- Na ra das Cruzes n. 1k, segundo an-
dar, vende-se urna preta, qqe cozinha, rtz
doces de calda, relina assucar, engomma
com perfeigSo, ensaboa. faz bico e renda, e
todo o mais servigo de urna cas vende-se
por seu senhor se retirar para fora do impe-
rio. Na mesma casa tambem vende-se urna
bacia de rame, redes do MaranhSo e tres
banquinhas d'olco.
-- Continua-se a vender manteiga ingle-
za nova, a 480 rs. ; dita franceza, a 400 rs. ;
banha de porco, a 400 rs.; caf om grflo, a
160 rs.; covada, a 80 rs. ; cha hysson, a
1,920 e 2,400 rs. ; velas do espermaeete de
5, 6e7cm libra, a 700 rs. ; ditas de car-
nauba de 6, 7 e 8, a 320 rs. ; bolachinba de
dillercutes qualidades, a 200, 220 e 210 rs. ;
passas, a 240 rs. ; letria, a160rs. ; macar-
r,1n,a 160 rs. : farinha do MaranhSo, a 120,
r.. gomma lina de engommar. a 60 rs ;
arroz branco, a 60 e 90 rs. ; chocolate de
Lisboa, a 320 rs. ; queijos novos, a 1,760; e
charutos regalos de llavana, a 1,000 rs. a
caixa : no pateo do Carmo, venda nova n. 2.
Vende-se um preta : na ra do Caldei-
reiro n. 50.
Vendem-se 10 escravos, sendo nm p-
timo eanoeiro, de bonita figura e mogo;
urna escrava de 19 a 20 annos, que cozinha,
faz doces de todas as quali lades, engomma,
cose, faz lavarinlo e marca de linha ; urna
mulatinha de 13 a 14 annos, que cose, faz
In v;i 1 iiin. marca de linha e engomma; duas
cscravas de todo o servigo; urna dita de
meia idade ; e4 escravos para o servigo de
campo na ra liireita n. 3.
Chocolate amargo de musgo l-
lnmlico, ou tlicsoui'o do peito,
prcpavailo por Mr. J.G. C.
As afTecgoes do peito offerecem todas um
symptoma geni, e constante. A tosse, esta
doenga tilo commum quando descuidada ,
13o graves sio as suas consequenc8s quanto
parece ligeira em seu principio, l.1o mata-
dora por si s como todas as outras doen-
ga s que consomem a especie humana, nffo
linha para combal-la e destrui-la um me-
dicamento especial e nico. Todas as pasli-
Ihas e charopes que tem apparecido al
hoje, tem sido impotentes.
Nilo lem acontecido isto com o chocolate
de musco preparado porj. C.C. O princi-
pio que forma a sua base principal offerece
piopriedades inconteslaveis, e reconheci-
das depois de muito lempo,e ninguem igno-
ra os felices resultados da sua applicagSo
em todas as phleugmasias agudas, ou chro-
nicas, do pulmio, alTecgOcs do peito, phti-
sica, defluxos, toces, ele. para dar tom ao
estomigo, abrir a vontade de comer, con-
servar as gengivas, e o bom balito, malar as
lomhrigas, principalmente as criangas.
Toma-so puro mascndo-o, e pode-se to-
mar tamhcm combinado cm agua como ou-
tro c/ualquar chocolate, o com leite, to-
mando-se urna das dses 11 arcadas em urna
chavena dos ditos lquidos, ou mais de urna
conformo a gravidade da doenga. Vende-se
na ra do Queimado n. 9.
Alpaca preta a 44o ris o ?
H corado.
5 Vende-se na ra do Queimado, loja ?
n. 19; assim como muito bom frtn- %
s) quilim preto, proprio para saiaseti- >
4 moes, fazenda muito melhordo que >
4 a lila, e muito mais larga, pelo pre- %
% go de 360 rs. o covado, e mais fino a %
4 -ion rs. ; tambem he ptimo para cal- $
% gas, jaquetas e sohrecasacas. ?
Vende-se um moleque de 18 annos, de
elegante ligura e bom cozinheiro ; um dito
para o servigo de campo ; urna preta de 20
annos, uiavida de 5 mezes, com algumas
habilidades ; e urna dita do servigo de cam-
o : no pateo da matriz de Santo Antonio,
sobrado 11 4, se dir quem vende.
Vende-se urna bonita negrinha de 6
I hi.i 7 annos, muilo sadia : na ra da Man-
gueira, bairro da Boa Vista, 11. 11.
Vende-se urna parda de 26 annos, pe-
rila engommadeira, que cose muito bem,
faz renda, lava de sahSo e varella, nSo tem
vicios nem achaques: o motivo da venda
se dir ao comprador: na ra da Concordia,
quem vem da ponte, esquerda, segunda
cesa terrea, so dir quem vende.
Vende-se um preto da Costa, padeiro,
sem vicios nem achaquia: o motivo da ven-
da se dir ao comprador : na ra Augusta
numero 1.
Vendem-se meridianos do sol (rclo-
gios) muilo proprio para quem anda em
viagem, e para quem inora no multo: n ra
da Cadeia do Hecife, loja de miudezas do
Sr. Mello.
Vende-se urna escrava crioula, que sa-
be cozinhar, engommar pouco e coser, de
35 tunos : vende-se para lora da provincia :
na ra do llozario eslreila, pur cima do es-
eiivau Mande ra.
Meius de linho :
vende-se na iua do Queimado, loja n. 19,
por prego commodo ; assim como meias de
algodSo de todos os tamaitos para meni-
nos o meninas.
Aloinhos de vento
com bombas de repudio para regar borlas
d baixas de capim : vendem-se na luniligilo
do Mown.an & Me. Callum, 11a ra do Iti um
ns. 6, 8 e 10.
Vendem-se dous hahs cobertos de cou-
ro, quasi novos .- na ra larga do Itozario,
loja n. 28.
a* Vcne-se uina pteta da Costa, de <
> bonita ligura, de 24 a 26 anuos, que ^
p. lava bem e lio quitandetra : trata-se 4;
na ra do Vigaiio n. 19, segundo ^i
; andar. *:
bmikmm AAAAAAA* AA
Cebolis
Vendo-aoum preto crioulo, de 30 an-
uos, bom caiador, e que trabalha de pe-
Ireiro, por mdico prego : a fallar com Jo-
s Cypriano de Moraes Lima, na ra Nova,
a. 19, primeiro andar.
Aos 20:000,000 ris.
Na loja de cambio da Viuva Vieira & Fi-
Ihos, ra da Cadeia do Hecife n. 24, rece-
beu-se lista da sexta loteria da cultura de
amoreiras e creagao do bicho de seda. Na
mesma loja acham-se venda os afortuna-
dos bilhetes da 13." loteria do thealro de S.
Pedro de Alcntara, dos quaes vira alista
no primeiro vapor, etrocam-se por bilhe-
tes premiados da loteria de N. S. do Lini-
mento e do Kio de Janeiro.
Bom e barato.
Na ra do Queimado, vindo do Rozario,
segunda loja n. 18, vendem-se meios chales
de 1,1.1 para hombros de sen hora, a 320 rs. ;
ditos de chita, a 400 rs.; meias pretas para
senhora, a 1,000 rs. a duzia ; ditas para bo-
mem, a 500 rs. a duzia ; ditas para menina,
a 640 rs. a duzia ; panno lino cor de violto, a
3,000 rs. o covado ; chapeos de sol de soda
inglezes e francezes, a 5,000 rs. ; chila fran-
ceza, a 100 rs. o covado; algodSo de lis-
tras, a 120 rs.; dito azul, a 160 rs.; alpaca
de linho para jaquetas, a 240 rs. o covado ;
brim transado branco de linho, a 500 rs. a
vara ; mantas de seda, a 5,000 rs.; e outras
multas fazendas por commodo prego.
Para se acabar.
Vende-se cera de carnauba, penas de
ema, sapatos brancos, ditos de bezerro de
lustro, couros de cabra e superiores charu-
tos recentemente chegados da Bahia : na
ra da Cadeia do lenle n. 49, primeiro
a 11 dar.
- Vendem-so os seguintes livros nuti-
cos : o Piloto Instruido, ou compendio theo-
rico o pratico de pilotgem ; The Theory
and Praclice of finding the l.ongitude al
Sea or Land; Tables Pottatives de Loga-
ritlimes; A Complete Epitome of Pratical
Nahigalion : na praga da Independencia n-
meros 13 e 15.
Vende-se um quarto rugo, muito no-
vo : nos AIT()gados, padaria n. 66.
Vende-se urna morada de casa terrea,
sita nas Cinco Ponas desta cidade : quem
pretender, dirija-se a ra Augusta n. 23,
que se dir quem vende. ,
- Vende-se urna parda escura de boa con-
ducta, sem vicios nem achaques, boa cozi-
zheira ; urna crioula, que cozinha, cose
chSo e lem principios de engommado : urna
pardtnha escura, que cose, faz lavarinlo e
ronda : d1o-se em conta : na ra do Hangel
n. 38, segundo andar.
Livros religiosos para a qua-
resma.
Manual da semana sania, guarnecidos ri-
camente de velludo por fra da capa, com
1 estampa que representa 1 dos quadros da
escriptura, eoutros menos ricos de capa de
marroqoim : vendem-se muito commodo :
na 11 vi.- na do pateo do Collegio n. 6, de
J0S0 da Costa Honrado.
Vendem-se seis pipas vastas, por prego
commodo : na ra do Livrameiito n. 24.
-- Vendem-se tres vaccas o unta garrota,
proprias para agougue : quem as qutzer
comprar, dirija-se aoCiqui, a tratar com
Jos Joaquim de Sanl'Aniia l-'raso.
- Vendem-se os seguintes livros em bom
uso: Selecta, Virgilio, Salustio, Cornelio,
Tito IJvio, Horacio, Cartas de Cicero, Uuvi-
dioe Pltilosophia por Ceruzez : na ra do
Aragfio 11. 27.
Vende-se urna preta com algumas ha-
bilidades : nas Cinco Ponas, travessa do
Lobato n. 8.
Vende-se um elegante caninhode qua-
tro rodas para meninos, chegado do Pars
no ultimo navio do Havre : na ra da Cruz,
armazem n. 38.
Vende-se cha hysson de superior qua
lidade, o melhoi que lem vindo a esle mor-
cado ; vellas de espermaeete americanas ; e
meias barricas de farinha gallega : em ca-
sa Je Matheus Austin & Companhia.
Vende-se um linio moleque de 18 an-
nos, muito bom oflicial de sapaleiro e pti-
mo para lodo o servigo ; um dito de 20 an-
nos, muilo bom ollicial do alfaiate, de ini-
cio, que he bom copeiro e de todo o serv
go de ra e casa ; dous pretos bous para lo-
do o servigo ; urna preta perfeila cozinhei-
ra e boa para todo o mais servigo de urna
casa : na ra da Cadeia do Hecife n. 51, pri-
meiro andar.
Vende-se palhinba preparada para ca-
denas, muito superior; assim como junco
da ntelhor qualidade que tem vindo a este
mercado : ludo por menos prego do que em
outra quulquer parle : na ra da Cadeia de
Sanio Antonio 11. 20
Na Ponte Vellia, armazem em quo le-
ve serrara o Sr. Luiz Jos Nunes de Castro,
vendem-se enchameis de 20 a 40 palmos de
com |H tinento ; nulos tiavessas de 25, 30 e
32 ditos ; cipas ; caibros ; travejamento, de
25 at 40 palmos; todas estas madeiras e
mais objectos silo das melhores qualidades
que se podom encontrar nos depsitos des-
la ^cidade, e vendem-se por prego com-
modo.
Livros religiosos para a Qua-
resuia.
Manual da conssSoe da missa, ricamen-
te encadernado de capa de velludo, e por
fia da capa urna eslampa, que representa
um dos quadros da escriptura, edigSo nova
de 1850, augmentada com militas oragOes :
vende-so muilo commodo: na liviana do
paleo do Collegio n. 6, de Joo da Costa
pourado.
Na pracinha do Livramento, loja da es-
trella 11 1, de Jos Bodrigues Coelho, ven-
de-se rap princeza de Lisboa, a 40 rs. a
chapeos de sol de seda, a 6,000 rs. ;
para grvala, a 2,000 rs. ; ditos de cambra i ":
de seda, a 1,000 rs. ; riscados de linho, do
ato a 320 rs. o covado ; bom sortimenlo de
chitas, a 160, 180, 200, 240 e 300 rs. ; cam-
braiasdo cores Das, a 240 rs. o covado ;
cortes de fusto Tino para colletes, a 800 e
1,000rs. ; chales de tarlatana. grandes, a
1,440 rs. ditos, a 2,000rs. ; ortcs decs*
sa de cores de mui lindos padres, a 2,800
rs. ;riscado azul largo para vestidos de se-
nhora, a 2,000 rs. o covado ; bretanha da
listra, cor fixa, a '00 rs o covado ; madapo-
Ifio sortido, de 2,800 a 5,500 rs. a pega : e,
oulras muitas fazendas que se promettem.
vender barato.
Vende-se urna morada de casa terrea,
sita na ra do Alecrim. com muito bons
commodos para numerosa familia, em
chSos, proprios por ler o dono de retirar-s%
para o Rio Grande do Sul : quem a preten-
der, dirija-se a mesma ra, sobrado n. 2.
-- Anda ha para venderem-se bastantes'
barricas vastos, 00 melhor estado possivel,
para embarricar assucar: na praga da San-
ta Cruz, na padaria debaixo do sobrado nu-
mero 106.
Livros baratos.
Na ra estreita do Itozario n. 15.
Ordenages do Iteino, acompanhadas com
o reportorio das mesmas, 5 volumes in folio
por 15,006/
Dfreito Mercantil por Silva Lisboa,
2 vol. por 8,000
nirciooario Jurdico por Pereira e
Souza, 2 vol. por 8,000
PrimeirasLinhas Ci vis pelo mesmo,
3 vol. por 6,000
Lobfio, notas a Mello, 5 vol. por 10,000
Di gesto Portuguez, por 6,000
bictionnaire Univorsel, 3 vol por 3,000,
Economa Poltica, por Say, 3 vol.
por
Matheus, idem, 2 vol. por
Cdigo Commercial, contrato de
sociedade, avarias, cambio martimo,
syntenlogia, por Ferreira Borges, ca-
da volume por
Linhas Criminaes por Pereira e
Souza, 1 vol. por
PrelegOes de Direito Patrio, 1 vol.
por
Manual do labelliSo, 1 vol. por
outrina das AcgOes, i vol. por
Manual Pratico, 1 vol. por
Cdigo Civil, por Cardoso
Cont, obrgagOes do jury, por
Pralica Lusitana, 1 vol. por
- Vende-se rap de Lisboa em frascos,
chegado agora na barca pnrtugueza Ligei-
ra : os Srs. freguezes que estilo acostuma-
dosatomar a boa pilada nHo deixarSo de
mandar buscar, no largo da assembla n. 4.
h...
11.
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Escravos futidos.
No dia 1." do corrente desappareceu oe
rbera da Boa Vista urna preta crioula, de
iioine Benedicta, representa ler 40 e tantos
annos, estatura regular, cheia do corpo,
rosto largo, com alguma falta de denles,
quando falla faz geltos na bocea, olhos bas-
tante fundos, vista espantada e muito sim-
plona ; julga-se estar occulta em alguma
casa ; por isso pede-se a pessoa que a liver,
queira quanto antes entrega-la no Hecife .
a Jofo Jos de Carvalbo Moraes, ou nos Coe- &M "
II >s, onde foi tanque d'agoa, a Antonio da ,',
Costa Itibeiro. i
Desappareceu na noite do dia 6 do Mi
passado urna escrava parda donme. 1 ni/;' 4)
idade pouco mais ou rueos 30 annos, ro- ''
bellos corredissos, porm cortados, rosto
redondo, barriguda que parece eslar peja-
da, mSos bstanlos leas e algumas indias
muito negras que parecem ler sido pisadas,
os pos muito esparralhados o feos e algu-
ma cousa irregular, levou alm da roupa
vestida, um sacco ou trouxa, dous flus de
contas brancas ao pescogo, assim cuaio um '
rozario tambem branco, chales de chita
asul j debota la, usa de camisa de cahe-
go: quem a aprehender e leva-la na
ra do Queimado, loja n. 9, ser recom-
pensado generosamente.
ao,!!" rs. de graliicacSo.
No dia 23 para 24 do prximo passado fu-"
giooescravo de nomo Antonio, de nagflo
Angola, de 40 annos pouco mais ou menos,
balxo, rosto abocetado com uns calombi-
11 litis, barregudo, com urna cova nas costas
cima das cadeiras ; levou camisa do algo
vendo se um grande retalo de S. M. impe- 'armazem n. 31, ao lada da allaudega
OIHV8 f unij'iiM uc oui *w iv| *--* r
panno preto lino ; setim preto para colletes;
de Lisboa ltimamente chegadas, a 500 rs.'dilo decores ; sarja preta, a 2,200 rs. o co-
0 cei.lo : vende-se na ra da Madre de Dos, vado ; casemira pela ; esguiflo lino, a 1,200
o 1,400 is. a vara ; longos de seda de curas
1
13o branco grosso, caigas de algodSo de lis-..., *lj
liase chapeo de engenho : quem o pegar,
leve o padaria da ra do Itozario estreita
n. 13, que receber a quantia cima.
--Fugio no dia 24 do passado do enge-
nho Tapera, sito na freguezia de Jaboatao^
o escravo de nome Jos, de nagSo Nag,
cojo sinaes caractersticos so os seguintes:
corpo e altura regulares, olhos salientes e
vivos, sem barba, coro falta de denles, ros-
to talludo, ps grossos, representa ter de
idade 30 annos, bo muito ladino; avista
do exposto recommenda-se aos capitfies de
campo a captura do dito escravo, pelo que
senlo generosamente gratificados.
-- Desappareceu no dia 27 de fevereiro
prximo passado um preto crioulo de nomd
Ignacio, de 22 annos de idade, pouco mais
ou menos, altura regular, da sinta para ci-
ma grosso, peritas finase candas, ps apa-
letados, quando bebe he muilo pernostico
c muito Tallador, na falla parece escravo da
outra banda, he lilho de Tabaiana : quem
esleotiverem sua casa, ou em servigo do
alguma obra de pedreiro, o queira mandar
entregar a seu senhor, na ra da Sanzalla-
Velha n. HO.ao mesmo lempo recommenda-"
seaoscapiUes de campo a fazerem a dili-
gencia de ver se o pegan), e entrega-lo na
casa cima de seu senhor, Joaquim Lobato
Ferreira.
N. B. EUe escravo em poder de outro
senhor, linha sido surrado, e tambem pade-
ce de cravos na sola dos ps ; assim como
se pede o Sr. Jos Francisco Bibeiro de
Soqza o favor de examinar o negro que Ihe
appareceu em seu silio, se sera o mesmo
que se anuuncia cima, pois talvez trocas-
se o nome, etc.
-- Desappareceu, cm das do mez de no-
vemhro do auno prximo passado, o pardo
de nome Maitoel, natural do Para, alto, aca-
boclado, cariz afilado, falla branda e cos-
tas com cicatrizes de chicote: quem o ap-
prelieuder, love-oa ra da Concordia, viu-
do da ponte, direila, primeira casa, que
ser recompensado. Na mesma casa vende-
so urna porgilo de gados novos, como sejam:
vaccas de leite, novillios e uovilnas, e um
novilho tormo, ludo por prego comino lo.
MFI HOR FXFMPLAF


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