Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06340


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Full Text
Anno XXVII
Sexta-Icira 7
PARTIDAS SOS COaBEIOS.
Golann.i c Parahiba, s segundas e serlas felras.
Ro-Grandc-do-Norle, todas as quimas feiras ao
neio-dia.
Garanhuns e Honilo, a 8 e 23.
1loa-Viata e Florea, n 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Ulinda, todos os dia.
'., "-VJ^icJl .JUSVAIStSjVHXfW.-
EPHEMBBIDES.
'Nova, a 2, as 10 h. e 55 m. da I.
Creic. a 10, ai 7h. e 25 in. da t.
Chela, a 17,ai 10 h.e 59 m. da m.
Mlng. a 2 i,.i', ll b. i- o m.'da m.
IBUIMB DE HOJE.
Prime ira s 8 horas e 30 miniaos da inanhaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da larde.
de Margo de 1851.
N.
55.
PBEfJO BA SUBSCIIIPOO.
Por tre meies Cadiantados) 4#000
Por seis mezes 8*000
Porum anuo 15/000
OAS DA SEMANA. CAMBIO 1E 6 BE MASCO.
3 Seg.S. liemeteiio. Aud. do J. d'orf. e in. da 1 v- Sobre Londres, a 30 d. p. 1/000 rs. 60 dias,
4 Tere. S. Casimiro. Aud. da Chae. d>J. da se- Paris, 320 por fr.
gunda vara do c. e dos feitos da Cucada. Lisboa, 85 a 90
5 i.iinri.s. Cinza. Aud. do J. da 2. vara. Ouro.Oncas liespanholas .... 28/000 a
Qulnt. S. Ollegario. Aud. do J. dos orf. edo m. Mocdas de (#400 velhas. l/Oil a
da primeira vara. de 0/400 uovas lb/000 a
7 Sen. S. Guadozo. Aud. do J. da I. vara do c, de 4/000....... Ji/liOtl a
e dos feitos da fazenda. iPrata.Patacocs brasileiros.... 1/520 a
8 .Sab. S. Joo de Dos, Aud. da Ch. c do J. da' Pesos columnarios..... 1/820 a
2. varado civel. Ditos mexicanos..... 1/080 a
9 Dom. 1.* dPyuaresma. S Francisca Romana. '
28/500
16*200
K5S200
9/10
1/940
1/I40
1/700
a*
- -.-'.is
WTE OFriCUL.
Commando das armas.
Quartel do commhndo dai armai na cidade do
fecife,m 6 de marpo da 1851.
OHDEM DO IHA N. 53.
1 O coronel coimnandante das armaa desta
be da idoneidade dcllas para conbecer de
qualquer materia que tlverde virao nosso co
iihechnenlo. Parece-me, poli, que o nobre de-
putado extemporneamente appresentou a sua
moco. Kujulgoque a coinuiisso das cama-
ras municipaes he competente para tratar des-
se negocio, nao ha motivo nenhuiu para arre-
dar della urna materia que Ihe compete. Ora
esta commisso nao est nomeada, que razo
ha pois para se nomear urna commisso espe-
provincia, lendo em presenca as participaedes,
quena data do 1." deste inri lhe enderecaram Icial ? nao a vejo: he verdade que o regiment
os Srs. tenentes-coroneis Luiz Joii Ferreira,|autorisa essas commissdes especiaes, nas ism
crlyginoJos Coelho, na
art. 3. da lei de 2l de
ausentes por excesso de licenca os Srs. A ntonio
Alves Carqueja, capitao do segundo batalho
de artilharia a p, e Rodrigo Lopes da Cunha
Menezes alferes do oitavo de cacadorei.
O inesmo coronel commandante das armas
determina, que seja excluido do referido bata-
lho segundo de artilharia a ]><', o Sr. Manoel
de AlmeidaGama Lobo d'Kca, que sendo alfe-
res alumno de arma de infantaria, por decreto
de 20 de abril do anuo pretrito, tal promovi-
do effectividade deste posto para o segundo
batalho de fuzileiros do excrcito, e nao para
o segunda de artilharia como por engao se
disse no ofliclo que a 7 de main do citado an-
no dirigi o iiicii antecessor, ao Sr. coiiinian-
ante deste batalho
lote Vieenle de Amor i m Beserra.
1-1)1 I Al..
De ordein do lllin. Sr. coronel commandan
te das armas desta provincia e segundo o ds-
posto no art. 3. da lei de 2tl de maio de 1835,
se fas saber ao Sr. capitao do segundo' bata-
lho de artilharia a p, Antouio Alves Carque-
ja, e aoSr. alferes do oitavo de caradores, llo-
Irgo Lopes da Cunha Menezes, que se dc-
vi ni apresentr no prefino prazo de dous me-
zes, .-iiini de i va.H em a pena imposta no art.
1." da citada lei, visto terem excedido as licen-
cas que obliveram do governo Imperial.
I.ciptitdin da Silva e Azevedo,
Primcirn tnenle. ajudante d'orilpns.
1S Lulz Jo|e rcrreira, luiorisa essss commissuei especia, mas ISIS
i forma prescripta no I he quando o objeclo que ha a tratar, nao esl
maio de 1835, declara iucumbido a algumas das cominissei da
PERNAMB
a
l
ASSUAlBLl!.A l'I.OVIlVCiAL.
. SESSAOKDI.MARIA EM 5 DE MAKCU
DE 1851.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
(Concluso.;
O Sr. Agu ir.Peco a palavra em lempo.
OSr. Presidente : Tcm a palavra.
O Sr. A guiar : Sr. presidente, o adminis-
trador da provincia, em scu relatorio faz men-
co de um llagello que pesa sobre a popula-
cao desta cidade, oque sem duvida me parece
deve merecer a aiieuvo desia assembla.
Diz Sua Exccllencia: Sobre os habitantes
Jila cidade, e especialmciiie sobre a classe
menos abastada, e por isso mesmo digna de
luda a altcnco pesa a annosum mal que he
lio grave, lo geralmentc sentido, que eu nao
posso deixar (le chamar sobre elle a vussa ac-
curada aliene io, pediudn que habilitis esta
presidencia com Hielos eflicazes para remove-
o : fallo do niouopolio na venda das carnes
verdes, etc.
O Orador ( continuandoJ:--Parece-ineSr. pr-
ndente,que isto he urna verdade,e verdade pal-
pavrl, poique a nao ser assiui nao estaramos
pagando urna conlribuco a mais pesada que
pode recahir sobre una populacao, porqjianto
nao he possivel que a pobresa possa continuar
a comprar urna libra de carne verde a razo
_ de 200 rs. isto he, a 20 patacas a arroba.,
i O Sr. Manoel tavalcanti:A isso so Dos
I C ir o remedio...
O Sr. .lomar : Nao sel, se so Dos dar o
i remedio : se o mal for irremediavel, pacien-
I cia, mas enlretanto mostremos populacao
| que teios feilo alguma cousa para ver se a
j aliviamos desse nial.e nao earreguemos com a
' responsabilldade de nao lermns procurado ap-
' pilcar os meios necessarios para fazer cesaar
^ urna calamidade que pesa lauto sobre o pobre,
como sobre o rico.
O Sr. l-'ranciicn oio : Tanto sobre-o consu-
midor, como sobre n creador...
tSr. A'jui ir : He verdade, tanto sobre um
como sobre outro : o consumidor paga por um
precoexorbitante o genero de que precisa, e o
creadorve.se na necessidade (em razo do mo-
nopolio ) de vender o seu gado pelo preco que os
monopolistas Ihes hnpem. Porlaulo, bavendo
S; Kxc. olhado com alguia altcnco para se-
melhaute llagello, e q un uto a iiiiin, com sobra-
da razo, entendo que a assembla, quanto an-
tes, deve tratar de apreseular alguin remedio
que, quando nao extirpe, ao menos aligeire o
mal. Qual teja esse remedio, nao sei; mas
emfiui, he possivel que alguin exista..,
1) Sr. Miinoel Cavalcanli :-- Nao ha niouopo-
lio, nao ha nada...
O Sr. Aguiar : Nao sei, se o ha, poriu, a
existencia do mal atiesta a existeucla de una
causa que cumpre remover, e, em boa le, nao
podemos, nem devenios ser mudos especta-
dores do llagello que sottre a populacao desla
cidade e provincia, acorocoando com o nosso
silencio, e innacfoesse monopolio que he bo-
je reconhecldo pela populacao e altestado pe-
la administraco em scu relatorio.
'* Sr Manoel Cavalcanli ;--li ha monopolio?..
O Sr. Aguiar :--No aou eu que o digo: repi-
lo, S. Exc. no seu relatorio, o ploclainnu.
O Sr Manoel Cavalcanli : Pois se disse, nao
csi beminformado...
O Sr. /ru/uiar.--!leiii,.. seja o que filr, julguei
de un ii rigoroso dever fazer um rcqueriiuen-
lo, pedindo para que se uomeie urna coiuinis-
so especial, amo de que tendo em vista o re-
latorin, na parle em que se refere a eose iiiuu-
polio. proponha os meios e medidas que julgar
convenientes para obviar esse mal.
Julgo que he materia urgente, e multo ur-
gente, ella nao toca a nos su, loca populacao
iutelra da cidade do llecife. loca aos interesses
de iodos: o requerimeulo lie o seguinte:
Uequeiio, que se uomeie urna commisso
especial, afim de que, tomando em conside-
racao a parle do relatorio do Exm. Sr. presi-
dente da piovincia sobre o monopolio de car-
ne verde nesta cidade, proponha medidas
conducrnles a obviar este mal.Aaniar.
* l'nsidnti: Est enidiscusso...
( silencio na asscmlda por algum lempo.)
OSr. Jos Ptdru Peco a palavra...
O Sr. Ptuidtnit: -Tem a palavra.
O Sr. Jos Pedro : Sr. presidente, na i sei
>e o requerimeulo do nobre deputado viria
m lempo a casa ; parece-uic que a assembla
nao rsia organisada devidameule, anda, uo
cm uoiueaUo i um coiuui>os, uo te a
.
casa...
O Sr. Pinto de Campos : Mas o negocio he
urgente...
OSr. .Iini l'nlio : -Mas ip.e lem isso '... no-
meada a commisso, peca-se-lhecom urgencia
d o seu parecer...
O Sr. Francisco Jodo : A resposla a isso, he
que a moco comprehende objeclos pcrlcn-
centes a diil'erentes commistes...
O Sr. Jos Pedro : Eu nao comprehendo
bem esla razo que deu o nobre depulado;
nao ha duvida que compete polica munici-
pal vellar sobre a caresta dos gneros, evitar
esses monopolios, etc. creinque isto lhe per-
tence pela lei da sua creaciio ; portanlo o oli-
jecto esllcollocadona atlribuicodas cmaras,
logo a cniimisso desta casa encarregada dos
negocios das cmaras pode e deve tratar drlie ,
porlanto foi extempornea a appresrntac'i da
nuil,ao. c nao acho razan para se nomear cssa
commisso especial; julgo mesmo que a as-
sembla obrarla com acert nomeando pri-
meramente as suas cominisses e eiitfin se a
commisso competente, se julgassc menos prn-
pria para tratar da materia, ella dara a razo
porque. Porquantucstou convencido que o ob-
jeclo prrtencc aessa commisso anda nao no-
meada, c que a assembla obra extempornea-
mente nomeando urna commisso especial '
voto pois contra o requerimrnto.
OSr. Aguiar: Sr. prcsidenle, eu quando
apresentei o requerimenlo que se discute foi
porque considerei o seu objecto como negocio
de naturesa urgente : porque tendo o governo
da provincia tomado em consideradlo o mal
que a populacao sollre poi causa do monopo-
lio das carnes verdes, meu ver, a assembla
provincial nao poda sem censura ficar ociosa,
nem devia deixar de empregar os meios a seu
alcance afnn de proporcionar algum remedio e
ensaiar providencias que as circumslancias e
oinesmu governo reclamam della i ora, vendo
eu que as commissoes da casa anda nao esta-
vam Horneadas, e mesmo nao me importando
nimio e-i i la!i.icn i,imu da especialidadedo ne-
gocio, ped que fosse elle maudado a una com-
misso especial, para esludar bem a ques-
to e propor as medidas que julgasse conveni-
eo es e necessarias ; e quis urna commisso es
pecial, porque enieiido que a commisso ordi-
naria da casa nao era muito compleme ; por-
quanlo nao se lala uuicamenle de um muni-
cipio, nao he negocio que affecte nicamente
a populacao da cidade do lenle, elle Importa
a toda a provincia de Pernambuco, e laivez
mesmo entenda com provincia eslranha.'
O Sr. Jos Pidro:. A' commisso da assem-
bla perlencein os negocios de todos os muni-
cipios.
USr. Aguiar: lie verdade, mas por essa
inclina raso nao lhe deve restar muito tempo
para se oecupar de negocios especiaes que exi-
gen! aturada applicaco e preterico d'outros
I ll icsqiier IllOlivOS.
Porlanto nao era indlspensavcl que se lives-
sem moneado .1 s eoin i o issoes para que este re-
querimeulo fosse apreseutado, porque, confor-
me j disse, o objecto he urgente e tem neces-
sidade de ser tratado logo, o que nao pode por
certo fazer a commisso das cmaras, sem pre-
terir negocios municipaes tambem de necessi-
dade, e por isto continuo, a votar pelo meu re-
qucrimeulo.
O Sr. Carneiro da Cunha (Manoel JoaqiiimJ:
Sr. presdeme, lambeni apoio este requeriiiicu-
lo, e a principal raso que tenho he o dizer-se
(eialuienie que ha monopolio ; he necessario
que se saiba se elle existe, c nao he a commis-
so das cmaras que deve ter limites negocios
de que oecupar-se que pode com presteza dar
a sua opinioa respeito, he preciso que o cla-
mor publico ceise, para isto couvni que se in-
dague se elle he uiidado ou infundado, para
que possamos desengaar a populacao, c dizer-
se-lhe se nada existir, estaca engaitada, e se
existir,procurarmos tomar medidas que iiiino-
iciii ou acaiicui com esternal, i isio quauu an-
tes, porque este negocio a 11 ce la realmente a to-
dos, e especialmente a parle da populacao me-
nos abastada, a qual se pode queiiar com ra-
so de nos, dizendo que nao damos atleuco s
suas necessidades porque somos ricos, ele. etc.
tina coniinisso especial, sendo encarregada
deste negocio, sahii lua desta casa, buscar
informafdes, alui de patenlear com isto quan-
to tomamos a peilo o bem desta populacao:
dir he fundado ou uo o clamor do povo ,
alto preco da carne he causado \pclo monopolio
ou nao he motivado pela existencia de mono-
polio algum, he procedido de outros motivos,
estas rasdes devem ser conhecidas de todos, e
he por isto que approvoo requei imcnio,pe.lin-
do que quanto antes essa commisso nomeada
se ocupe da soluc.io da questo que se lhe
anecia.
O Sr Afanos! Cavalcanli i Tal ve z fosse me-
Ihor nao fallar, porque nao se perda este pe-
queo tempo, na inlnha opinlo o requeri-
menlo nao pode ter resultado algum, urna vez
que em raso de uose pdei faier cousa nenhu
ma ; mas disse-se que ha um clamor publico,
eu digo que nao ha nenhum, a carne he cara,
mas he caa por causa do monopolio que exis-
ta? nao.. .
O Sr. Carneiro da Cunha: Eu disse que llu-
via uui clamor publico a este respeito, que con*
vnih i avefigoar se era Unida o ou nao....
O Sr. M. Cavalcanli: Na inhiba opluio uo
ha mu opolio, he um couimercio franco para
todos, queui o quizer fazer pode, ningueui lhe
obsta.
O Sr. Barros Falcio: E as dilculdades
que ha?....
O Sr. SI. Cavlcanxi: Enlao ha monopolio
em ludo, ha monopolio nos senhorrs e enge-
nho, poique ha dilculdades em todos o pode-
rem ser, ha ein ludo monopolio, no commcr-
cio, ele, ponanlo quanio a islo uo temos na-
da a fazer, seuao gastar lempo....
' O Sr. Carneiro da Cunha : E para isso he
que nos c vienios..,.
O Sr. SI, Cavalcanli: Com alguma uUU-
(iade....
O Sr. Carneiro da Cunha: Pode ser que da-
qui resulte....
OSr. .V. Catuifcanii:Eslou convencido que
a assembla nao pode fazer cousa alguma a
respeito, tudo quanto fuer he peior, embora
S. Exc. diga que he preciso remediar, sao boni-
tas palavras parasedizer mala algumacousa.. .
O Sr. barros Faleiio : Prova boas Inlences.
O Sr. U. Cavalcanli: Sni. senhor, mas po-
de estar em erro; eu tambem tenho boas in-
tenedes e posso estar em erro. Eu suppo-
niio (ao menos quanto niim) que isto da par-
le de S. Kxc. he um erro e um erro um pouco
extraordinario equceujior certo nao presu-
ma nelle.
O Sr. Francisco JoSo:--Sr. presidente, eu
nao sei se pelo regiment ser-me-ha permitli-
(lo entrar de algum modo na conveniencia ou
apreciaco da idea contda no requerimenlo...
OSr Jos Pedro: Pela urgencia pude.
O Sr. Francisco Joiio: Mas eu lendo vislo
que a discusso tem seguido este norte, acom-
patinando a por este lado nao me julgo desvia.
do por modo algum da ordein pelo menos con-
sentida por V. Exc.
Eu nao sei qual ser o resultado final que a
commisso encarregada deste trabalho dar;
mas em todo o caso supponhu que he fra de
duvida que ha importancia em discussocs des-
ta ordein, as quaes tem sido mais de nina vez
ventiladas, nao sna uossa trra, como na Eu-
ropa culta, e tejn sido mais de urna vez por di-
fferentes modos resolvlda....
O Sr. SI. Cavalcanli: E oulras cousas peo-
res anda.. .
OSr. Francisco Jodo: Islo nao prova seno
a importancia e magnitude desta questo: o
abasteciinciito de um poyo intero, he urna
questo de grave importancia social e poltica:
Eu nao sel se laisser aire, laissir aller, laisser
passer pode ser admitlido em casos laes, mas o
que he verdade he que nesses parles cultos em
que o laisser aire, lasser aller,c passer he adinll-
tidn, haexcepces lortissimas nos casos rni que
se trata do torne cimento ou abastecjivento da
populacao, laes sao as disposices das legisla-
coes fianceza, belga e prussiana ; c tenho para
inim que estes povns lo adianlados no esluilo
dos conlieciiueiitos humanos, e mesmo na sci-
encia ecouomica, nao teriam lomado disposi-
ces desla na (uno, se nao fossem aconselha-
dos pela experiencia de lodos os 'lias, seno ti-
vessem sentido a necessidade dcllas ...
O Sr. SI. Cavalcanli : Erros arraigados de
niuitosseculos....
O Sr. Francisco J/o: Ser assini, mas nao
he Isto seno motivo para nos examinarmos e
estas doutrnas assim propaladas sao erros, ou
sao verdades, liradas da experiencia de muitas
seculos,
Eu porlanto, Sr. presidente, eonrluindo de-
claro o meu voto de adheso pela idela consig-
nada pelo nobre depulado em o seu requeri-
menlo sujeilo a discusso.
Encerrada a discusso he o requerimento
submettido a rotaclo e anprovado.
011 DEM D ) DA.
Eleicors de cmmissdes.
Corrido o escrutinio para cada urna das de-
ferentes coiuniissdcs, fu ,1111 ellas composlas da
mam ii a que se segu.
tominumiii de contal e deipetai prnvinclaes.
Os Sis. Machado Itios e Guedes de Mello com
20 votos cada um e Haplista com 19.
C'omiiif rcio e obras publicas.
Os Srs. Mal.ii|iii.is com 22 vnlns, baro de
Suassuna com 18 e Mello llego com 15.
Iledaccao de leis.
Os Srs. Aguiar e Drumond com 21 votos cada
um e Francisco Joo com 19.
Inslrucf io publica.
Os Srs. Barros llarreto com 22 votos, V'ellez
com 21 e Brillo com 18.
Estalistica.
Os Srs. Reis e Silva com 23, Campos com 21
e Quinlino com 20.
Juslica civil e criminal.
Os Sis. Ralis e Silva e Souza Leao com 22 e
Vellcz com 20.
Negocios eeclesiasticos.
Os Srs. Gitirana com 22, Campos com 20 e
Drumond com 19
negocios das cmaras.
Os Srs. I .ipii-.ii e Bats c Silva com 22 c Ma-
chado llios com20.
Or-amento municipal.
Os Srs. Carneiro da Cunha e Souza Leo
com 21 e Augusto Oliveira com 18.
SuuoV piilifiMi.
Os Srs. Barros Bai reto com 19, Auguslo Oli-
veira com 18 e Jos Pedro com 14.
Peticlies.
Os Srs. Almelda com !8, barros Falco com
17 e Malaquias com 13.
Lejislaco.
Os Srs Quiutlno com 19, ilegucira Costa com
18 e Oliveira com 11.
Ordenados.
Os Srs. baro de Capibaihe com 21, Manoel
Cavalcanli com 17 e Mello Reg com 1(5.
OSr. Francisco Joao manda mesa o seguin
te requerimento :
Requeiro que se uomeie nina commisso
especial, para tratar da lixaco da fi(a po-
licial.
Submetlldo a volarn he approvado.
Procede-se eleico da commisso e lahem
eleitos os Srs Harros Falco e Mello Reg com
i (i volos, e Macedo com 15,
Passa-se eleico da commisso especial
de que traa o requerimento do Sr. Aguiar ap-
provado na sesso de hoje.
Corrido o escrutinio, sahem eleitos os Srs.
Aguiar com 22 votos, Francisco Joo com 21 e
Carneiro da Cunha com 15.
O Sr, Slanoel Cavalcanli manda mesa- de-
pois de breves reflexes o seguinle requeri-
mento :
Em attencao o que expe o Exm. presi-
dente da provincia em seu relatorio, requei-
ro que se nomeie una commisso especial
para rever as dilicrentes lels proviuciaes que
lem decretado apozentadorlas. e jubllacdes e
examinar se esto em barmonia com as allri-
buices deata assembla.S. ll .-
O Sr. f'irmltiilf : --Esta em discusso.
O Sr. Francisco Jodo ti e manda uiesa o se-
guinle requerimenlo !
llequelro, que seja remelllo o relatorio
do Exm. presidente oa provincia a urna com-
misso especial, qu iiilerpooba o seu pare-
cer acerca das diUereuti s providencias, por
ele lembradas..
Pedro, Francisco Joao e Manoel Cavalcanli fimetlida commisso de legislac.no, c o segun-
encerra-se discusso e subinettidos os Ido approvado.
requerlmentos votafo succc3Slvamente soj
O Sr. Presidente :He urna emenda ao ante-
rilor requerimeulo esl em discusso conjun-
tamente.
Denui, de algumas cJ1c*ocs dos Srs. Jos
resellado*
'leudo dado a hora
OSr. Pres>4ente designa a ordein do da e le-
vanta a sesso.
SESSA ORDINARIA EM 0 DE MARC/O
DE 1851.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
As onze c ineia horas da inanhaa, feua cha-
mada acham-sc presentes 21 senhores depu-
lados.
O Sr. 2." Secretario 10 a acta do sesso an-
terior que he :npiuva la.
OSr. i." Secretario m"iiiona o seguinte
EXPEDiENTE.
Um requerimento de Este?o Snares Leto
de Albuqucrque, prnfessor jubilado em que
pede ser prvido em alguma cadea vaga vis-
ta achar-se com tarcas para ensillar. A'coin-
uiisso de Intirucfo publica.
OSf. Correia de /rilo: Sr. presidente, em
o relatorio que pelo nobre administrador da
provincia nos foi lido ao seiilannos os nossos
trabamos, II eu o seguiute : ( lendo)
A lei provincial n. 82, que autorisa a
aposentadoria, com o ordenado por inlero,
dos einpregados proviuciaes depois de 25 an-
uos deservicos prestados em quaesquer repar-
lices pubUcaSi e anda antea com ordenado
proporcional, merece, em iiiinlia opinio. ser
revista ; pois que suas disposices involveni
notoria inc niveniencia. Pens que semrllian-
tes aposenladorias nao sao seno nina tuer-
ce' pecuniaria. cuia concessao he exorbitan-
te das atlrlbUlcOCI desta assembla ; mas pre-
ciudiiido desla considerai o, seuie-se geral-
mente os inconveiiienles que resnliain da ten-
dencia pronunciada para os euipregoi pbli-
cos, ipie se nota nn nosso pall; e nao lie por
certo, quando as colisas assim se passam, que
deveinns alimenta-la. De mais, com as clau-
sulas acluaes das aposentadoras proviuciaes
inulto) empi.'gados, em toda a sua robustez, e
quando teem adquirido mellones habililai-es,
sao substituidos por nulros inem.i prlicos ;
duplicando-ae, eluretanto, a despeza por este
desservico. A despeza eoni aposentados, que
j se orea em mais de 7:0ii0,0l)0 de res an-
uiiaes, augmentando progresslvainente, em
pouco lempo absorvera nao pequea parte da
renda da provincia, se nao oceurrerdes com
providencias adequadas,
Verdades, e verdades mui palpilantes,
aehaiu consignadas ueste trecho do relatorio
do Exm. presidente da provincia ; geralmeute
fallando, quando o empregado publico pele
continuado exerciclo, pela longa e quolidlana
rlica, se ha tornado apio paia bem
deseuipenhar as fuue^oes inherente! a seu
cargo, quando ja lem feilo o seu tirocinio, he
que, pelo simples fado de ter completado 25
anuos de seivico, obtein aposentadoria, e vai
viver em santo ocia, passando a ser substituido
por oiilro individuo que, sem pltica alguma
da eslaco em que n admiliein, nada mais ahi
fara do que aprender cusa dos cofres pro-
viuciaes.
Em vista, pois, disto, tanibem pens que a
citada lei deve de ser revista e considerada : e,
como entre as Commissoes que, em obedien-
cia ao regiment da casa, elegcinos hoiitein,
lia nina em tildo habilitada para faie-lo, aui-
iiici-mc a tormular a seguinte iudicaco:
(lendo. )
" Indico que, depois de haver revisto, e
considerado devidaiiiente a le provincial n. 82.
a eommisso de legislado aprsenle com ur-
gencia um projectu que reforme a mencionada
lei de modo que lmente veiiliain a gozar de
aposenladorias aquelles enipregad.is piovin-
ClaCI que, por ineleslias adqueridas cm couli-
iiii.-i lo exercicin dos respeclivos empregos se
hoiivesseni couslituido em as criticas circunis-
i amias de nao mais poderein grangear, pelo
proprio trabalho, os meios de subsistencia. ,,
Talvez fosse esia a occasio mais apropria-
da, para que eu, Sr presidente, dando mais
' dcseuvolvimenlo s idrias de que eslou possui-
do quanto materia de que ora me oceupo,
indicasse que a coniiuisso de legislaro igual*
menlc rc\isse que diz respeito s jubilacoes
dos professres de Inatrucco primaria esecuu-
daria, aliin de reforma-la de mancha a evi-
tar-se o escandaloso obuso que d ella lu-
gar ; pois que, confeccionada como est, essa
legislaco he causa para que, prevalecendo-se
de .-..as disposices, es r.vol'cssores pblicos se
declareui impossibilitados de seren como taes,
para poderein obler cartas de jubilaco, e,
quatro on cinco dias depois de h&verem-na
aleain, idn. l le.im inserir nos jornacs mais lidos
desla cidade annuncios em que se apregoam
apios para ensinareni particularmente; mas,
como ew outro trecho de scu lelatorio asse-
gura-nos o Exm. Sr. presidente que mu se-
riamente se oceupa da reforma da inslrucco,
e como esleja eu persuad lo que nao escapar
sua pe A. -o ia esse ponto, que alias me part-
ee milito importante, abslcnho-inc por agora
de insistir solire elle.
Expressado assim n meu pensar quanto as
aposenladorias e jubilacoes, a casa me pe -
miltir, Sr. presidente, que eu busque justifi-
car em poucas palavras oulra moco que ten-
. loiin mandar a mesa.
Km ininha humilde o|iiuio, as barreiras
nao devem de constituir lomes derecita pu-
blica : creio que ellas devem de ser abati-
das, logo que tenhaui produzl.lo a quantia
necessaria para iiidcmnisaco do dispendio
feito com as pontea ou estradas em que sao es-
tabelecidas. Isto posto, e leudo notado que a
ponte da Magdalena, se bem que construida
lia alguns anuos, c em to nolavel estado de
deteriosaco, quese acha sem parle das res-
pectivas v aramia-, e com as estivas quasi todas
a baloicarem, anda conserva a respectiva
barreira, asscnlei de redigir o requerimeulo
que passoa ler: ( lindo ).
' Requeiro que, pelos meios competentes,
se pergunteao governo:
i. yuanlocuslou aos cofres proviuciaes a
acluai ponte da Magdaleua ?
' 2. Desde quando se acha cslabclccida
barreira da mesilla ponte?
'. 3. Quanlo ha rendido cssa barreira?
' 4. Se essa reuda ou parle della lem sido
applicada a concerlos ou reparos da referida
ponte?,,
Contando com a bengnidade da casa, espe-
ro que se ella diguar de acolher as minhas
motdes.
Seudo lidas na mesa a indica, '.o e o reque-
liiueuto do Sr. depulado, he a primeira i iu o u. 27.
0 Srs Slenezn de Drumond : Sr. presiden-
te, he publico, e notorio nesta capital,que
tendo o Sr. Dr. Floripes, nosso distinelo col-
lega, na qualidadede juiz municipal supplentr
da segunda vara deste termo expedido mu
man lado colilla Air. de Santis, para que em
raso da sua partida para Franca recolhesseao
deposito publico, a quantia de 80',000 rs.,
que se liulia obrigado pessoalmciile, este In-
dividuo que nao eslava mal no exereicio de
cnsul l'rauce/. por hav-lo Iransuiiitido ao seu
clianeeller, como Un ha comiiiiinieailo a presi-
dencia, chelo da fufa impostura de um verda-
heiro Dom (guisote resisti a exeeuco dessa
ordem'legal, pretexiou calumniosamente, que
davia sollihlo violeneias.e ultraje, negiinlo.se-
Ihe certas prerogativas representativas e im-
imiiiidadcs, que alia/, nunca competirn! aos
cnsules, por seren meros agentes coiumer-
eiaes, salvo nos estados barbareJCOl, I d.
oriente onde gosain de mais algiini.is altrl-
buices cuja doiitrioa he sanccionaila por di-
reiio das gentes e se apei.i na nossa legltla-
co cuino no a\iso de 19 de Janeiro de 18.10,
circular de BMe setembro de 1840, que os
sujeila a lo.la jurisdico civil, criminal, sem
a menor exeepeo.
Sr. pi .-sol me, este procedimenlo lornoii-se
anda mais estranhavcl. porque esse individuo
havia iinplicitainente recouhecido a jurildlcfio
do p iiz e aceitado a discusso drsse pleito em
que era parte, juntando prociiraco, e filian-
do nos autos; c em um caso Itttclramente
idntico sendo intimado para cumplir Igual
obrlgacafo de um dos seus antecessores llr.
de Couiiencourt respondeu por escrlpto, que
tal ubrigaco he puramente Individual delle,
i-nao couslar, lacio aun demonitratlvo da
ihiliied.ide do seu carcter, e depois de ludi-
brlar-noi desta sorle, pretenden reliaixar an-
da a nosaa dignidade nacional, exiglndo em
premio da sua reluctancia s leis do paiz, qne
com tanta bengnidade o toierava, a mais
ire-l un- ida salisfaco, no que fui nobre, e sa-
biamente repellido pelo actual Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, por isso merecedor de
todas os elogios Nestas circiiuislancias neca-
sionou Mr. de Sents lodo esse desagradavel
coiillicio, agitar urna qucsliui diploinatica en-
tre o Imperio e a Franca, eprmnoveu ser res-
noniabilua o o nosso eslmavil collega o Sr.
Dr. Floripes. que como magistrado intetligen-
le, e probo, procurara sempre ciiuiprir o sen
dever Esse procello, que leve nasciinento
em (i de seleiuliro de i85ll, depoil de cinco me-
tes acaba de prodiuic o desidertum, que
anhelara aquclle cnsul, sendo pronueado o
nosso Ilustre collega no art. 14! do cdigo cri-
minal, graca principalmente a mais cerebri-
na pi oinin-.io do prooiotoi nteHno, digna de
todo o escameo. Isla poslo, acliando-se pro-
nunciado o Sr. Floripes, eu entendo que ipso
fado, noest inhibido de tomar atiento nesta
assembla; porquanto a vista do art. 58 do cu-
ligo criminal a pena de siispenso que I lie foi
imposta,nao Oliva funccoou exercio dos em-
pregos procedente! daeleico popular porcujos
unragtoa elle dignamente aqu se acha. dlino-
sico esta que se bazea na ledra da consUtulc&O
do imperio art. 8 2, quando determina que a
suspenso dos dircitos polticos do .idilio
i.r isileu .. srjasnienle ell'ecliva us nicos ca-
sos de sentenca condeinualoria prso, ou
degredo, einquaiitu durarem os seus elidios,
circuiuslaucias em que feliiinenle se noa-
prouveram collooa-lo. A favor desla opinio,
que abraco sinceramente, observe que ua ex-
cellente obra do Sr. desembargado!- Piuienla
l'iienu. Apontaiiientos sobre o processo
criminal no jury, que elle enumerando
os ell'citos da pronuncia, quando mencin
o de suspenso dos Jirel tos polticos refere-se
ao arl. citado da cnnstituico, e ao 293 2
do regiilaincnto de 31 de Janeiro de 1842 o
qual jamis a poder entender seno de nuci-
r harmona para se nao inferir o gravlliimo
absurdo de ser anti-Conititulclonal, devendo-
,e anda altender a le fundamental do Im-
perio qne exige para esse eUiito a decretacao
i'le huma sentenca condcmnalorla, e uo a de
imples pronuncia sem estar nem compe-
tentemente sustentada, que l.e apenas huma
sentenca em que se declara o individuo sus-
pcito de criiuiualidadc.
O nosso collcga acha-se conscio do seu ne-
uhuin impediiiienlo para comparecer ueste
recinto, mas como pode haver alguem, que
possa por em duvida lo justos principios
hesita em faze-lo agora que veio a esla ca-
pital tratar do iccurso. que inlerpoz para a
retacan d'aquella injusta sentenca, esperando,
|Uea assembla se pronuncie a respeito, o
qui-, meu ver, reclama o seu decoro, e por
sso dirijo a seguinle indienro.
Indico qm a commisso de censlituiro e po-
deres baja de emiltir com urgencia o seu juizo
sobre a possivel admisso ou escluso nesia as-
seuiDlca, do Sr. depulado Floripes, pelo laclo
de se acliaa pronunciado no artigo 142 do c-
digo criminal. -- Drumimd.
C Sr. Presidente: Vai a commisso de cons-
liluifo e poderes.
( Continuar-se-ha. )
ERRATA.
O orcau.ento que foi reuicllido conimis-
so de comas e despezas municipaes que se
diz no Diario de huiitein seren da cmara do
/on (o deve lr-se da cmara de Po-d'-Alho.
MARIO DE PEn-MIMCO.
BICHE, 6 BE MAB.9O DE taSl.
A assembla approvou hoje um requerimen-
to do Sr. Crrela de llrltto, pedindo diversas
inforinacocs ao governo da provincia acerca da
ponte da Passageiu da Magdalen.*. Reinetteu
s commissoes complenos duas iudicacdes,
una do Sr. Menezes de Drumond relativa
pronuncia do Sr. Floripes pelo uegocio do cn-
sul francez, e oulra do Si'. Crrela de tritio, re-
lativa aposenladorias. Approvou em primei-
ra discusso o projeclo, que autorisa o gover-
no a contratar com una compaiibia a factura
de una ponte, que cuiniiiiinique os Cuelhos
cun o Aterro dos A tingad s, assim como o nu-
mero 34, e em lerceira discutan o 11. 3ti, rejel-
laudo o ni.menlo que lhe foi proposio. Fo-
raiu adiados, em primeira discusso os projec-
lo- 11. 20, e oque cria um visilador para as es-
colas da provincia; em segunda o projeclo n.
17, c alia I o 11. 3t>, seudo rcjcilado cm piiiuc-
^R ENCONTRADO


A ordi'in do ilia para amanha 7 consistir
lia Icitura de projectos, pareceres e indlcaces.
primeira dscusso dos projectos n 37 do anuo
passado que rclaura o artigo 5 ." da lei provin-
cial n.Sde 4 de malo de 18-10 ns. 32 que re-
voga o, artigo, i, 2 e 3 da lei n. 157 de 31 de
mateo de 184-- n. '23 que reconheceo direito
da profesora publica de priinciras lellras i a
treguczla de San Fre Pedro Goncalvcs gra!;
ticacSo concedida pela lei n. 169dcl8drn
\ cinbro de 18-16 n. 2(1 que cria era Agoa Preta
una ca leba de latim n. !2 que cria una
substituido para as aulas de priinciras Icttrns
torisa a presidencia da provincia a mandar
construir una ponte sobre o rio Doce.
--- -*
Pelas duas cartas do nosso correspondente
de Paris, publicadas em o numero preceden-
te deste Diario, tarto visto os leitores a inanci-
.a original e inesperada pela qual se termino,,
mn tranca, pelo menos provisoriamente, a
ciise ministerial em que se acliava aquclle

Nove individuos estranho, todos represen-
taro nacional, dcsconhecidos pela inxior par-
te, e reculado, as fileiras secundarias da
hierarchia poltica, financeira e administrativa
1 iiriii-ini presentemente o ministerio do presi-
dente da repblica franceza.
ii Se un tal facto, diz o Courrier del'Europe
tivesse tido lugar, ha um anno, a Franca toda
se teria agitado; ella teria gritado que era
Ssso una murpaco. c tal vez que a assembla
tivesse declarado fura da lei o audacioso chele
do poder execulivo, que ousava assiin sahir
da linha e das tradlcce, parlamentares; mas
os lempos eslo inuilo mudados, Ilepiiia de
Ulna lula ora surda, ora patente depois de
sabias rvoluces, as i|uaes aos movimentos
de ayancada snecediam repentinamente rpi-
dos moviuieiitus de retirad i, Mr. Luis liona-
parte conseguio finalmente realisar um dos
seus sonhns favoritos, a consliluico do gover-
no prssoal.
Heconi efl'eito uina anomala constitucional
um ministerio, o qual nao conta nem um id
nome |iertencente asseinlilca, mas o presi-
dente espliCou em sua inensageiii rsse arran-
j-iinento pela iinpossibilidade em que o vol-
de falta de confianza da representa^So nacioo
nal enllocara o poder execulivo de cumplir MU
mlnllterio lirado das fileiras da incsuia, e de-
cla/OU que aquelle que acabava de nouiear
era rnente um ministerio de transicao Ksta
declaracao todava nao calmou as suscepti-
bilidades da assembla, pelo contrario exci-
tou-as anda mais.
Nos circuios polticos, nos quaes se prepa
rain as grandes manobras que sao depois exe-
cutadas sobre o terreno do palacio legislativo
a effervesecnca tornou-sc extrema nos d
21 e 22. As resolucoes as mais enrgicas foram
iln propostas e discutidas. Mr. 'Fien e Mr
Jlerrycr erara a alma dessa excitacao c desse
moviueuto. Comeffelto nao se Iralava de na
da menos do que de votar una ordein do dia,
na qual se ollereceria ao presidente o concur-
so da antiga maioria para constituir um gabi-
nete parlamentar; olleicciiuento que se folie
l'eilo poria Mr. I.uiz hunapartc na necessidade
de diisnlver iiuniedialamente o gabinete por
elle ltimamente nomeado par escollier outro
as lili i.i. da maioria. Dizli-ie que Mi
Thiers, o qual se lem declarado abr t.inci.l
0 antagonista do Klyseu devia pronunciar nina
nova philipica contra o imperio e o futuro im-
perador, emlim predizia-se utna grande e de-
cisiva batallia, mas todas essas previscs foram
engaosas.
Mr. Hov\n-Tranchre, o qual se encarregara
de dirigir inlcrpellices ao gabinete, em vez
de apparecer na tribuna como um raio de
guerra, levou para ahi um espirito de conci-
liario e de paz.
Se no programma que apresentou, diz i
Courrier de l'Europc, elle eonsiderou o novo
ministerio como um mcio de proseguir em
una ideia perseveranle de usurpaces sobre o
poder legislativo; se essa reunan de homeni,
tomada lora das influencias polticas e parla-
mentares, annulla toda a responsabilidade
consagra o triumplio do governo pessoal, pelo
menos o orador estabelcccu suas qitcslocs de-
bal) da forma dubitativa c so procurou saber
qual era osvstcnia polilico do uovo gabinete,
qual a sua origem e qual a ilur.i.;;ui do seu )io
iler.
Mr. Royer, ministro da jusiica, tcspnndcu
como, sem duvida. liulia sido convein-lunado
que responderla, lato he, rrferludo-sc ulti-
ma tnciisagciii c declarando que a misso do
novo ministerio era eisenslalmente transito-
ria e temporaria, elle accrescenton que ess
ministerio uo linha prograinina pmtcuiar
que sua poltica sera a (pie se acliava exposta
la mrnsagem de 12 de i.ovemhto do anuo p
passado.
. a maioria nada pode argir contra esta
replica lo chi-ia de sioceridade, Squal ia ao
fundo das cousas e nodeixava lugar s aecu-
saces, e por isso ningiiem sobre os bancos da
iiic'.iit ,nh i e da direila euidou em tomar a pa-
lavra, nem em apaixonar a dscusso.
A Preue em o sen numero de 20 de Janeiro
publica o seguinte artigo debaixo do Ululo de
1 m miniterto srm ntime :
Duas magnifica* occasies acaban) anda
de ser perdidas. Duas grandes fallas, duas
1 litis irreparavris talvez, acabara de ser coin-
nettidas.
- OSr, presidente da repblica poda glo-
rificar sen nome no presente e no futuro. Elle
podia levantar a Franca de sua decadencia, e
o governo de sua Impotencia. File podia des-
armaros partidos, desconcertar as resistencias,
stifl'ocar as revoluce, e fundar para sempre
o rgimen da democracia francesa.
Dous Mirlos ae aprescnlam para a consccuco
desse liui glorioso: um ministerio poltico
mu ministerio administrativo.
Se o senhor presidente da repblica qui-
sesse permanecer na pralica do governo par-
lamentar, podia reunir em torno de um uiinis
terio poltico urna maioria nova pela revoga-
co da lei de 31 de niaio e adiar em um grande
novimentoda opno a torca necessaria para
quebrar as amb(ues c os partidos que o cora-
Datciu,
. Se o senhor presdeme da repblica qui-
zesse entiar na pralica do governo americano
poda juslificar a treaco de um ministerio
administrativo, pela dissolncao da antiga
maioria. pela diflicubiade das coinbinaccs
m vs e pela necessidade altamente reconhecl-
da de sabir de um estado de colisas qnc nao
seivia seno para embaracar o poder, para ni-
reier as ag taces, para tornar os negocios
impiissvris e as revoluces inevilayes.
a Sahir da antiga iMtorl, ou sahir da as-
sembla; tal era a alternativa de felcidade
c de salvaco que as clrcuiuslancias acabavain
dccollocar lias inaos de Mr. L>. N. lonnparlc.
Sahinilo d antiga maioria, por mn ministerio
poltico, elle escapava a Mr. Thiers, a Mr.
Uerryer, a Mr.Changarner. Snhindo da as-
sembla por um ministerio adniiiiisiratlvo,
elle escapava tudo c por conscguinlc des
fcita.
Desgracadamentc nao deixamos una posi-
cao falsa seno para cahir em oulra anda mais
falsa. Nao temos, nem un ministerio polili-
co, nem uin ministerio administrativo. O que
temos nao he modcllado nem sobre a pralica
ingleza, nem sobre a pralica americana.....
He um ministerio sem nome.
lliinteiii. mesino depois da inensagem.
anda esperavamos Teriamosfolgado de achai
una deia insta qne honrar, que apoiar ha-
la boa fortuna nos fo negada anida mais urna
vez. i)epols da esso de boje, nao podemos
mais conservar nenbuina lUuMO.
reforma grande c seria
n As vinganeas mesquinhas nao nos terao.
jamis por partidarios, parlam ellas de que la-
do partirem; mas apoiarcm os sempre as refor-
mas utcis. Declaramos portanlo que fomos
boje a sessiio cora o desejo sincero, coin o ilc-
sejoardente de poder prestar um apoto leal,
enrgico e desinteressado ao governo na mar-
cha nova que elle pareca querer seguir. Ao
nosso ver un ministerio administrativo, o qual
se encerrare dentro de suas altributces, oc-
cupasse-se donegocios, nao viesse a assem-
bla e liberlasse-sr do peso dedscussoes este-
ris, teria feto a Franca dar um grande patio
no caminho do vrrdadciro rgimen republica-
no. Nossa opinao a tal respeto contrariara
talvez os costuincs e preconceitos parlamenta-
res, porcni basca se sobre experiencias lo po-
sitivas, e sobre comparares to concludcntes
rfue nao tememos alunita la, e desaliar todas
as conlradeces.
ii Kste passo decisivo que esperavamos, que
desejariamos sobie ludo, nao fo dado. O no-
vo ministerio oceupava o banco que o gabinete
de lll de Janeiro acabava de abandonar. As-
sim aehou-se arruinada e destruida desde o
primeiro dia, sua posicao, lgica e moral, a
mica policio que elle eslava em estado de sus-
tentar.
. Bit* nconsequenciaeesta tenicridade pro-
luziaiii o que deviain prnduzr. Apenas Mr.
Valu e seus collegas occupaiam o banco mi-
nisterial, um pedido de intcrpellacfio parti
das fileiras da maioria. M. Ilowyn-Tranelire
pedio e oblevc inlerpellar o novo gabinete so-
bre sua posicao poltica. O que dir M. Vais-
se.' Oque dirao os ontros ministros .^ Nos te-
i Limos comprehendiilo que o presidente da re-
pblica, saUndo para sempre da maioria da
assembla, recusasse a batalha. Mas nao coin-
prebendemos que permanecendo ni arena, le-
uda trocadoadvogados porcalieirot, depois de
ter trocado oradores por advogados.
Estaremos destinados a deicer todos os
graos do regimem parlamentar, al a sua de-
cadencia a mais raiseravel ? Nfio temos ne-
iihuina predilectio por esla especie de gover-
no ; mas eiiilm, nao nos he possivel esquecer
que a Franca Ihe deve um pouco de gloria e
de esplendor: por Isso quercrau subsiituil-o
poralguma cousa de inelliur. Nao queremos
degiada-lo por cousa vergonhosa, ouredcula
Seno fin por atle nciio para coin o vivos e
seja ao menos pelo respeilo devido aos morios!
Nos deixaiuos a M. I hiers, a U. Heriyer c a M,
Dufaure, o cuidado de se defendercui contra a
liiiiiiilhac.io i|Ue os o,.prime. Pedimos graca
10 menos para os manes de Mi rabean, de /Jar-
nave, de Veigniaud, de Uoycr-i ollard, de (.ha
apresentada a
este"parlamento. Nao poderei dizer-vos qual
ser esta propostn, mas pens ao mesmo tcm-
poque ella satisfar o paiz. e nao privara ne-
ihura de nossos coneidadaos de seus dircitos
e privilegios. [A>oiada<). rambein, repito, es-
pero que o governo reprimir este ataque.
Alegro-uie de ver que se trata de fazer refor-
mas em uossas leis, particularmente que sera
proposta urna medida para o registro i
O Orador termina exprimindo sua sallsfacao
pelo estado de prosperidade geral do paiz, e
reqnerendoo voto degracas, o quaU segundo o
COItume, he una especie de lepctiaao do dis-
curso da cori.
^a casa dos conimuin logo que o presidente
acabou de 1er o discurso da rainha, o marques
deKildaxcpropoz, reclamando a indulgencia
da cmara a seguinte propoita ao discurso de
Sua Magesia le.
A cmara sabe coin vivo prazer que V. ma-
gestade continua a receber protestaces de
amisade da parle das naces estrangeiras ; ella
fellecia-se tilo bein por ver nesle momento a
paz reitabelCCida sobre o conlinente, e congra-
lula-se priiieipalinente de qne no momento no
qual quall toda a Kuropa eslava em armas, a
paz da Inglaterra nao foi um s nstame per-
turbada. ( lonjo appluuios. ] Ella glorla-se
emlim de que a paz geral que boje existe, e
devida cni grande parte aos esforcos do gover-
no de sua inagestade. ( ^poiados. )
A cmara ve cora prazer que nossas rela-
ces coin o brasil, teem por Ora principal im-
pedir a ronlhitiaco do trafico de cscravos
( ipoarfo) e que o paiz tem conservado urna
posicao a mais lorcsccnlc, apezar da reducao
de um grande numero de laxas. I Apoiadot. )
lie todava para sentir-se, que se nao possa
dizer outro lauto dos interesi.es lerritoriaes
hoje opprimidos. (Dos bancos da opposfao.J
( upiiiai/iii) provavrl entretanto, j que as
otitras classe da contundan estfio em prospe-
ridade, qnc os interesses da trra seguiriio a
inesnia marcha. Porm o que afllige sensl-
velinente a cmara, a agrrsko injustilica-
vel de um soberano eslrangeiro ao paiz. A
cmara, j que de seu dever manler a lber-
dade religiosa dos subditns de sua inagestade,
deve cuidar em lomar medidas para couseivar
a supremaca de sua mageslade, e a religio
rslabeleeida do estado. ( apaiadoe) Sua inages-
tade fall"U de reformas projectadas respeilo
do supremo tribunal de juslica, e da reforma
da lei sobre o registro dos actos. reio que
esta Ultima medida das mais importantes.
Ha a i ma um outro nhjrcto de que a cmara
tem de felicitar-sc ; c o estado da Irlanda.
Coin i tirito a attencao daquelle paiz, o qual
es isssstust& 5St--aasaes:
emprcias imluslriaes. Ksta tendencia deve.
ineii reprpsenlalivo!
Quando um governo enva um-ministerio
perante nina giande assembla, he necessiria-
iiienle obligado a rrcrutar n-s verdadeiras in-
llucncias desta assembla, entre os hoinens
que teem bastante autoridade, bastante tlen-
lo para o proteger, pira o defender c para reu-
nir urna maioria seria e forte. He MliinquC
se pralica na Inglaterra, na Blgica e ondeo
poder execulivo, invisivel de alguuia sorte por
ira,. Ja responsabilidade ministerial, respeilo
s empre o direito das maiorldade. Entfio em
|ieuliain-se as lulas; a tribuna lie a arena, o
Desic.mod a prerogatlva
om o soccorro da providencia levar aquclle
pala tltn grao de prosperidade mais elevado
do que nunca foi.
O nobre niarqiiez propoz a adopeo deste
voto de jia^as, o qual nao be senao a para-
plnase do discurso da cora, e a cmara com
ell'eiio o adoptou.
A /'reiMilc de feverciro rcferindo-e si-
tuacfio aclual{da Inglaterra, expriuie-se da raa-
neira seguinte :
i. Nos reproduzimos em outro lugar o dis-
ivaicario pronunciado lio.item pela rainha de
nrmenlar nao de jamis conlesiada; ella 'Inglaterra na abertura do parlamento, ton,
KadTlOWr a nenl.u.i oonfiloto, e se conciba I -xcepcao de un.a so passage. da qual tr.tare-
erteltaaente con, a Iniciativa do governo \ "" '. "' dlg ver-ic u,a eipoi.cao de
mas diz"" e a urna assembla, cuno se fez rilMt* maj latiliatorli. No exte.ior, a In-
....." "" -'" paz com todas as potencias
Isto
nao he
nem
provoca;
polla ao governo pailainenl
serio, nem digno, nem constitucional
ventajoso para o poder e para o paiz.
Aliu disto, be temerario, e perigoso pa-
ra o poder que Itslui faz, porque a vinganca
de H, Tillen sera escuta! >l Vaisse. Um go-
veino que lula, deve lutar scriainenle. File
nao deve ser huiuilbado por seus adversador
cham-sc a prefos moderados e os operarios
gozain, debaixo de todas as rclac.cs de um
bem estar talvez sem cxemplo. Uui mu gran-
de numero de impostos tem sido suprimidos
ou modificados, uutros o scro aiuda, hem
como os impostos sobre o papel, sobre as por-
tas e janellis, sobre ol aiiniincios, etc. lia po-
rm uina sombra nesle quadro: a agricultura
HU ill'VI SI I lllllllllliau-' 'i" ai lis duiumnu ,i i v
In governo < ue sobe a tribuna, ten, neces- ', f'. U l"'lu ';'e"os e. aS4"" rt"'Ae C'""
a,l bo "lis de tribuna. U.n governo "' .""! '" ,al\\\" e ''','" a.ieaador. Os pro-
e rabal la s precisa de bonicos de Ira- tCOlonllta., balidos sobre lodos o poni, de-
que iraoaiuj, u i fendem-se nesle, como se agricultura nac ti-
. O ministerio de 24 de Janeiro linha urna Vl" '""'ca 1s""'li,lu "109 'PWirto das
raso de existencia ; elle linha nasci.lo de una >elhaS leis sobre o, cereaei. e como se uman-
mno.sibiliiade par.menta, ; podia viver, ei> de balMlprecpi na venda depon de tres
obar fon 1. assembla Era um ..iuiitc lo ^ nro*'erJd,d, ,?<"''' ''
u\ inis" aiivo Appreientando-l hoje pera,,- '"".desastroso Sen, fallar nos ficto, que po-
?e assembla, aceitando .....a Interne laeao, Nerfo *'.'lrlz,do? "'a,s Urde.a "="? P-
Me torno se un. ministerio polilloo, n j dj"e sem titulo, acni autoridade. sin crdito, una i" "" ""
cousa que ,c nao pode definir, nem justificar, .l0 ae f, ,,' ,
.....i-........ .-i>iai*i#iaau, .,...,o i A eranue iiuisi.i
tos agrcolas umita, exageracaoe niuilu espiri-
einliui, un, ministerioscni nome
qucslo he a questiio religiosa ; lie
tllltlll I 1 I" Ol ll'l I" ~ lili
N" o ovamos con. profuiidd.dor sin. n, b' <>'e f'dos esneravara a lord John Russell.
lamenta nos sin.er.n,,'-ule que u,a .ituaf.o M,0J'?>1" 'l'"' 0S ,"'",a .ecc''-
lo natural tenhaildo Iklieaia. e que uina oc ,* conferldoi por uro eslrangeiro ti-
casloto bella linha sido perdida: Lamenta-1nham ""?" "I"1'' e,.ql, A', '* a
...os que nos nao seja p.-rmiuido sacrificar rcpreienlacoc que ll.c t.nl.a,,, sido dirigida
- ai nossa, Idel.s.e editen- Pjdlndo que repellliie essa igresso, ella n-
'-ilia prou.rtlido ..lamer os direitos ilesna co-
nossas preferencias,
lar o governo sobre o nico terreno, no qual
a l'rciii poderla consentir en, toniir-sc minis-
terial, sobre o terreno de um principio.
Quinto ao Br presidente da repblica, elle
acaba de cplloear-se em unta posito deplora-
vel, a qual pode-se resumir llsiui /'o/iticu
ein cjnicqxunrin miniterio tan nome.
Inglaterra.
O parlainciito inglez foi aberlo no dia 4 de
fevereiro prximo passado pela rainha em
pessoa. ,
Na casa dos lords o conde de F.fhngliain, le-
vantando-se para requ rer arespusta a falla
do llirouu, cxpiiuilo-se da maneira seguinte :
. Solliclto a indulgencia de Vossas Exci.
Unto porque he a primeira vez que fallo pe-
rante um lo Ilustre auditorio, como por cau-
sa da importancia das material as quaes faz
allu-o o discurso de Sua Mageslade, malcras
que deven, ser Hadados cun calma. (/pnia'lot
e appUiuioi)
hclicito-mecom acamara pela esperanc de
vcruio, finalmente lerinu,ar->e a lula que lera
agitado o norte da Europa, espero que Vossas
Ees. se regozijarao de que os esforcos do go-
verno de Sua Magcstade tem contribuido illi-
caznienle para fazer cessar as hostilidades no
reino de Dinamarca, e que as nace, gozaro
da paz de que i Ha, tanlo ncnessilr.in para a
sua prosperidade.
Pens que a cmara c o publico sabera
coin satisfago que o governo brasileiro lo-
mou medidas para a suprcssno do trafico.
. lia alera disto, ouiro grande motivo de
congratulado, be o ver, que apezar das for-
tes reducen que leu. bavido as i na, vos-
sas Jinanca, sao con. ludo prosperas. A pros-
peridade de paizhe ao menos geral, se nao he
universal. Apezar da reduccao feila o anno
passado sobreoscllodo, t.joloseout.os arligos,
liouvc um excdeme.
'No anno de 184(1 nossa, exportacesapresen-
tarau, um augmento de dez niilliea de libras
esterlinas, os quaes foram anda multo excedi-
dos pelos producios da exporlaco de l.v.n, O
numero do, pobres tem diminuido lauto nos
diitrictoi minuficlureiroi, coiuo no, agr-
colas.
Admiti al certo poulo que os proprieta-
rda, a independencia da 11.19:10 e a liberdade
religojn uin justan,eme apreciada pelo povo
inglez. Ellaacciescrnlou qne o parlamento te-
ria qne examinar as medidas que Ihe seriara
pioposlas a esle respe-.lo.
Depois de ter comineltido a falti de amo-
tinar a opiniao protestante e a carolice olTi-
cial, lord John Russell era forjado a dar-lhe
no discurso d rainha, urna talitfacao qnal-
quer que ella fosse. Nao de nisso que est a
d llieul laile. Traia-se de saber agora se os ad-
miradores apnixonados da caria dirigida ao
dispo de l)i in li un se conleutaraui com una
vaga protettacao c algii.uas palavras cuj ener-
ga appaiente de destinada a encobar urna
retirada. Em g ministerio, as cmara, e as ga/.rlas te...
mais censurado a imprudencia do lord Jodn
Russell. sao de opiniao que depoi, de seu
coinprometimeutd llgumi cousa se devera fa-
zer. Isso nao paisa de una banalidad! par-
lamentar, ao uso dos espiritos indeciosos e
deseiicaminliados. Nao, no ha nada que fa-
zer, e o silencio seria ain*a nielhor meio dse
livrar do en.baraco; inasjqiieo amieos e ad-
versarios o iraprllem a obrar, lord John Rns-
sel nao far nada de juslo nem de rasoavei.
F.lle annuneia medidas, e n, affirmatuos de
ante nio que ellas sero Imprudente!, com-
promettedoras e inelliazes. Nao ha liualmen-
le grande mrito cni avanrar depois do que le
passou no parlanirnto.
As duas cmaras se reunir, depois da
arsio de abertura, ea disciisso do vol de
gracas coiurcou iuimedialamei.te. Elle foi
presentado na cmara dos lords pelo conde
EHingham, e na dos comi.iuns pelo marquez
de Kildare. A'parllda do crrelo poucos me,li-
bros tinham fallado, mas todos, sen. excepeo,
tinl.a.ii feilo as reservas as mais explcitas em
favor da liberdade religiosa. Mr, lioebuch,
en. um discurso enrgico do qual s temos o
principio, exprobou 0111 azedurae a lord,
John Ruessell o abandono dos principios que
foram a gloria de seu partido ; elle queixoii-
se sobre ludo de que se tivesse escolhidu, pa-
ra violar esse, principio, o momento em que
a rainha pioclaraaudo a prosperidade da In-
glaterra e o bem estar da populaces, reco-
ndecia implcitamente que essa adiniravel
sltuacaohe o resultado da liberdade appbca-
da cada vez mais n todos os ramos da acli-
vidade humana, lie com ene tentlmento un-
nime de todos os pirtidos, excepto o partido
da igreja ofncial, que lord John Russell deve
c mtar.
Um projecto, o qual se llmftaise" a pro-
testar contra a bulla pontificia e contra a
creacaode ttulos nacime, pela corte de Ro-
ma, obleria sem duvida a maioria de voto,
masque Irrisao I !.Trala-se por ventura, de
protestar? Ser preciso impedir que o carden
Wlsenian le diga arceblspo de Westininstcll
eque os catholicos dos tres reinos o reconhe-
cain por tal. Ser preciso por consegrante
que o proieclo tcnlia urna sanecao penal. De-
pois da carta, na qual lord John Russell le-
ve a imprudencia de melter-se com Ho.na
em lima queslfio de doutrina, uina penaluia
de, seja qual for o seu carcter, sera utn_ at-
laquc aoacto de emancipaco, una viola(ao a
liberdada de consciencla A cmara dol com-
inuns nao se associar a tao grande e lo pe-
rigosa iniqnidade.
11 Para fazer adoptar a medida annunciadi
no discurso de abertura, he preciso que lord
John Russell a ponha de iccordo coin o prin-
cipio de tolerancia absoluta e de IndlUerenca
religiosa que, ao meno, politicamente colloca
sobre a uiesini linba o papismo e a igreja
anglicana. Ol ultra-protestante, que o appla
dira.n no raez.de novembro, gritaran, cntao
trahico e terao raso ; mas os catholicoi, os
dissidrntes, o partido liberal em todas a, su
as subdivises, ter rauito mais raso anda
para protestar' e. volar contra eaaa medida, a
311 ai tornara a por era quealao a gualdadc
e todas as crencas dlante da consiituicao.
Rm una tal siluaco, nao ha senSo a escolha
das fa'tas. Aquelles que a previram e que
como o Morning-Chronicle desde os pruneiroi
dia, aconselliaram a lord Jodn Russell que
se uianlvcsse en. urna abi inac(ao, te... o
direito de liiumphar. e o fazer coin efleilo.
Italia.
O general Gimeao, commandante da diviso
franceza de oceupaco em Roma indo coin-
priuicular a S, Saulidade por occaaio do dia
de anuo bom, pronuncou o seguinte discut-
i :
n .Santo Padre, Grande he o orgulho e pra-
zer gue sinto de ser o Interprete da diviso
de oceupaco ao apresentar ao oberano pon-
tfice o expressao do nosio profundo reipeito
e de nossa inteira dedicaco.
Uin exercilo francs leve a gloria de der-
ramar seu langue para resiilur o papa ca-
pital do mundo christo ; a gloria da diviso
de oceupaco ser de ahi uianle-lo. Para o
riinaegiiir,' ella lera sempre rana vontade fir-
me calma, perseverante, e empregar em ca-
so de necessidade a forca e a energa qne a re-
ligio d ao conco de soldados francezes e
cbrsles.
. Por urna causa lo bella, rogamos a Dos
que abencoe nossos csfoicos, e que acolha os
votos que lodos fazemos no coineco deste anno
a litan de que a igreja conserve por longo lem-
po na augusto pessoa de Pi IX, um chefe
to digno de a governar.
0 papa respondeu :
" Aprovcito sempre cora dsvello_ todas ai
occasies de exprimir innha gratido Fi an-
ca e ao exercilo francez. Essa que me oll'e-
receis Sr. general e que he lo doce ao meu
coraco, renova boje todos o, un us scnli-
u.entos de atleco paternal para com .. na-
cao generosa qual pertenec,, e que to po-
deroaamente lem contribuido para o restabe-
lecimento da ordeni na capital do inuudo ca-
tdolico.
" Esses sentimentos, sao os da inmensa
maioria doa Rouiaiios. Iloulera depois de ter
mais que nunca dado gracas ao Sr., eu atlra-
vessava a mullidlo que cnclta a igreja de Je-
lus, onde se acdavaui algumai tropas, fran-
cezas quando ouvi lodocommovido tinta inu-
llter dizer-ni' cni alta voz : ranlo padre a-
bencoai o, Francezes que nos livraram a lo-
do, dos puudaes da auarcliia e de tantas mi-
serias ,, Tanto de meu 1n.u1, proprio, como
para, unir-tnc ao juslo desejo deste povo, eu
vos 'abencoo, Sr. general, abencoo o exercilo,
abencoo a naco frenceza e seu edefe.,,
O Pieniouie fici a trauqullo, o parlamento
prosegua enrgico c regularmente em seu,
Irabalhos legislativos. Depois de uina disciis-
so calorosa, a cmara do, depulados appro
vou li na I in. me a lamosa lei Sobre os bens de
nio 11101 la, o que sem duvida aggravar anda
mais a scisso que j existe entrea Santa S e o
governo de Tiirnt. Em a sesean de 23 de Ja-
neiro a inesnia cmara approvou tambera os
tratados ltimamente celebrados pelo gover-
no sardo cora a Franca relativamente aocom-
inercio, navegaco, nao obstante a grande
opposico que lites lizcram alguns de seus
iiieinbrcs.
O iiiinistro dos negocios eslrangeiros deca-
rou a cmara sem rodeios, sem reticencia, que
nu cria propor approvaco da inesnia um
tratado excelleule, porra o uieldor que as
circu,,stancias actuaes pode ser concluido
com a Franca, elle disse que nada tinha sido
poupado, mu lucias, nem instancia,, para ob-
ler as concesses as mais largas ; que se elles
uo ubtiverain mais foi porque isso nao foi pos*
sivel; que elle, seachaiam naaltcrnaiiva ou
de aceitar o tratado ou de uo concluir tte-
11I111111 com a Franca.
(i Vou submelter a cmara, die o ministro,
um 1 observaco, a qual tem sempre dominado
e dominar tod minda vida ; he que para for-
tificar unta autoridade qualquer, nao ha outro
meio que ub'ar coin lealdade. O que quere-
mos nos hoje ? queremos estabelecer nos,as
Insliluices sobre bases inabalaveis ; releva
portauto que Cacamos forte o governo que ellas
regetn. Cielo cjue acamara, obrando assim,
far um acto uobre e grande e consolidar noa-
aa instituicc,, persuadindo ao mundo que
somos uo smente justos, seno ainda gene-
roso,.
" Eu poderla ainda fallar da poltica, mas
nade dirci sobre ella, porquanto oceupa a todo
0 mundo. Pe giintarei sin,,ente : Como pode-
riauos separar-nos dessi grande naco, que ha
tantos seculos ae tem collocodo frente da ci-
viltsaco? (.01110 separar-nos da Europa occi-
dctltil, qual SOIIIO, t.i 1 1 nimiamente unidos '
Esta, quesies bastara, creio, para fazer coin-
preheuder quanto importa uo afrousar os la-
coa ijue uneiii as duas naces.
- i,om Um e digo que devenios aceitar o tra-
tado, porque se o rejeilarmo9, compre que re-
1111111 -leiuin 1 esperanc deobtcroulro raelhor.,.
O uiinisiio da agricultura e do comu.ercio
cxprimio-ie da mapeira seguinte ,
Ha, scnbores, considera(cs de uina or-
dein superior s cousideracocs econmicas ou
adiuinistritivaz, as quaes militara ein favor da
adopeo do tratado: quero fallar dasconside-
1 a.,.es publicas.
. Posto que nao cotnpartilhe completamen-
te os lerroaes expressos nesta tribuna arespei-
to dos periros prximos, eminentes, que de-
veitt 1 .111 iili.ii -nos a procurar um apoto acti-
vo inmediato entre nossoa viztndos de Fraoca,
devo todava dizer que nao sou optimista,
I .unge de ...iin a eegueii.i que poderla itn-
pedir-me dever assomar nohorisunte Impor-
tantes acoiiteclmentoi de naiureza a exereer
sobre nosso paiz uina grande Influencia. Nun-
ca jamis pretend dizer que nossa, novii Ins-
ttluicea polilicas nao emonliarn ncnliumob-
taculu, nenhum pe.igo. He possivel que al-
gn, laclo torne para nos de grande conve-
niencia ler o apoio, seno material, pelo me-
nos mural da Frauc ; por isso peuaei que nao
aeria itera til, nem conveniente fazer algiima
couia de natureza a inspirar d Franca tculi-
mentos hoitii a nosso reipeito; nao se diga
da .
itan'b
e a
con '
que regeltando o tratado, nao ofTenderiamos
.-.Franca, mas smente o seu governo ; que ca
Franca a naco e o governo sao duas cousas
essenclalmcrTte dslinctas; que os govcrnoi
-i!ii miidam, e mesrao mu frequentemente,
ao pasio que a naco permanece, sem compar-
tilhar todas as palxes, todos os sentimentos'
do governo.
" Este argumento serla justo, se ,e tratasse
de urna qeitao interior e puramente france-
za mai quando le traa de urna qucslo inter-
nacional, ao meu ver, a nacao confunde-se no ,
governo, e se o tratado trm sido cotnbattdu
na assembla, elle tem lido sustentado, tnes-
1110 calorosamente, por inembros daesquerda.
No creis que vos aineace cora repiesalias
da parte da Franca no caso de que o tratado
seja rejeilido, nao, a Fran?a nao tomara para
coin irisen uina altitude lnraiga; mas tima
nafao poderosa tem numeroso, nielo, de of-
fender icm tomar lima altitude hostil.
" Lcmbrarei cmara que por occasio do"
tratado de Londres para a suppressao dp trafi-
co do, negros, tendo Mr. Guizot recusado sua
lancco ao tratado que tinha sido concluido
por suas instruccors, 1 Inglaterra nao usou
de represalias, e'la nao declarou a guerra a
Franca ; mal concebeu, desde e,se momento,
um lentimento de hostilidadee de antlpathia
contra o governo francez. e esse lentimento
nao deixou talvesde influir sobre a revolu-
co de 1848. Nao he mtnha intencao querer f
estabelecer aqu um parallelo entre a tltuaca'
da Franca e a nossa.
" A dynaslia de Saboia. confundida na na-
cao por olto seculos de co.nrnuohao de gloria
e de perigos, marchando a frente do renasci-
mento da Italia e do Piemonle, coniagrda pe-
los sacrificios de Carlos Alberto e representa-
da por um principe que rene as virtudes de
seu, antepastados um amor sincero s nossa,
liberdade, ; a monarchia de Saboia, repito,
tem raizes multo mais profundas netta tena,
subalpina do que linha em Franca o throno
de I uiz Phillppe. Nao quero aqu evocar o
fantasma da revohifao para influir a cantara,
mas creio poder dzer-lhe que se no Interior
achamo-nos em uina condieco raeldor do que
eslava a Franca, nao se pode diier.outro tanto
do exterior, e que a situaro da Franca no rei- I
nado d< Lllll Phillppe era frente da Europa
era n.elhor c man segura do que o he hoje
a nossa.
" Aiti.n peco cmara que atienda, nao,
, is comldcrajes econmicas, mas alada s
coniideraccs polticas, e que, enllocando o
sentido poltico intes do sentido econmico,vo-
te o tratado : se elle rao realisar tuda, ai van-,
lagen, que se pdem etpenr, icmpre estrel-
lar mal a unio lao deiejavel que deveria
reinar entre os povos livres do oecidente da
Europa.,,
Em Bolonha era tal a frequencla do,
ques commcttidoi contra a propriedade
peoa do, cldadaos que o prolegado publico,,
a seguinte ordein :
" Todas as pessoas honradas deploran, a ,
frequencia dos delitos que alUigem os pacifl- J
co, habitantes do campos ein algumas lo- "
calidades dcsle coinmitsariado. Ningue.n ig-
nora o, esforcos incessantes das tropas Impe- j.
rlaes e pontillcias e bem inlin os da polica I
desta, provincias para destruir totalmente oj.e
bando, de malfellores ; mas estes, que quas <
lodos pertencem clisse dos catnponezes, '
achara ainda o nielo de rcunirein-ic fra de 3
seus districtos para concerurem e coiomette 1
rein novos delicio,.
Afini de por um termo a eitei excessos, '
e facilitar para a frca publica, a prisaodo,
mal-Intencionados, julgainos a proposito orde-
nar oque se argne:
" i.* Nenhum habitante da cidade, ou do
campo, pode. sahir de seu municipio ou de
sen districto, sera ser munido de una carta
de seguro, ou de qualquer oulra peca regular
de muda oca. 1
" 2. Tudos os individuos do sexo masculi-
no ni.uoi es de 14 anuos lu .un submettido, a
e,la fonnalldade.
3. A carta de seguro sera passada gratuita-
mente pelos directores da polica da capitaes -
da- provincias aos habitantes das cidades, e I
pelos chefes dos municipio, no campo, debai- I
xo da insp.-ecnii quanto a estes ltimos, do,
gnve na-loies 1 es|>i eiiviis. A dita carta de se-
guro nao ser valiosa seno para a c.su-ne jY, do
territorio da provincia, illa cunler^ns noiiiei
e prenomes, a idade a pateruldade, o domici-
lio, a condieco e o, signaes daquelle a quem
Cordada. Ella lera valiosa por paco de um
anno, depois do qual dever ser renovada.
" 4. Os ftinccionarios encarregadoi de pal-
iar esse, documentos, nao podero, sol sua ..
litis restricta responsabilidade, conced
a individuos condeinnado, ou aecusados
11 me de roubo
" 5. X fr9> publica he estreitamente
gada a exigir de todo o desconhecldo que en- "
conlrar, a eihibicao da carta de seguro, das
qual deve estar munido, ea verificar a exacli-^(
do dns 'gu es.
" 6," Todo o inliviiltio que nilo estiver
munido desto documento, ou cojos papis/
nSoforemjulga los regulires, ser conJu-,
zi lo per Hit aautorida,lfldi)lugar pira se
fizer leconhecer, e nao poden ser posto
em liberdadesenSo dupois de ter dado 1
informicOes as mais positivas. Se for reco-
nheciJo como tendo sido condemnado ou
preso por crlme de roubo, ser consorvido
em custodia at mais ampias informicOes
da polica central.
" Estas .'si nsie.ii'S sin inspiradas pell 1
exigencia das circumstancias acluies es- J
perlinos que ellas ser.l.i favnravelaientd
acuiiiiil.is pelos hons e honridos ciddSos,
Iois que tem por lint a proteCfSo da urdjyii
e segu are 1 publica.
" 24 de Janeiro de 1851.
" 0 coQimissirio especiil, exlnordini-
rio e prolegido, G. Bidini "
sol sua
ced-lo*\-
dos pi>r J
ate obri- j
COMERCIO.
ALFANDEGA.
Ileiulimento do dia 6 22.015,^3fi,j
Descarregam hoje 7 de marqo.
Brigue Lavinia -- bicilhao.
larra Ospray -- idem.
Barca -- //aere o resto.
CONSULADO GERAL.
Ronilimento do dii 6 ., 2:7*,,i^.
Diversas provincias...... 10I,"*|
2:8**,*
EXPORTACAO.
Dnpaeko marilimo no-dia 6,
l'allunure, hislo americano Hoiamo*d,
do 150 tonpladas : conduz o seguinte : li*50
saceos e 100 barricas com 7,917 arrobas e t
libra de issucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Itendimento dodil 6......828,8
OtINSDI.ADO PROVINCIAL.
Rentlimotito do dia 6 _. *:7**77'
KOIICIAS t:OMMERCIAES.
//aer#,7 de (ttereira di 1851.
Algodo.-O algodoest Hr.ne.eos outro,ge-
ne, o. em calma; o deposito deassucar no. Havre
da, possessoes das Indias Occidenlaes rrauca^,|
Janeiro 1., de de 800 barrica,; chrgd**|
birrien ; c jportacao e consumo 558 barricaij
1
l''i


13
delwdas pm 31 de ianpiro 250 barricas, contra
cin 1850 6000,701,1704.5000, barricas. Odepo-
sito actual dn algodio comp>-* como se se-
up. 32,200 socras da Loisiam, 12,0(10 de
lobilp, 27.400da Georgia, "< do Brasil, c 700
de' outras qualidades.
Ainstprdam.
, Caf.Os balxos precos do cafe parpeem at-
tralilr a attenc.lo e mullas ordpns chegaram
da Allemanha p da llelglca. 10,000 saccas de
Java Ibrain vendidas de c. 28 a c. 30. Fez-se
mili pouco negocio Pin assncar novo. O refi-
nado eslava Pin inelhor procura.
Antuerpia.
, AlgodSo. T .inii.i oin algodo, eo mercado est mili triste.
O deposito no primeiro deste mei hp de r.500
saccas centra 7,600 em 1850, e 12,300 em 184n.
Auucar A venda do assucar contina apa-
thica. Foram snmente vpndidas 200 saixaa da
II iv.un de 14 II. a 14 3|4 II. O nosso deposito
Iip consideravel, enmprehendendo pouco mais
<,ui menos 24,000 caita* da Havana, contra
;S,nuil caixas em 1850. O refinado eslava mais
procurado.
Caf. Est desanimado, e ai vendas sao in-
significantes. Foram vendidas 1,200 saccas de
Java de 32 c a33l|2c. O deposito ateo fim de
Janeiro orcava por 76,500 accas, contra 63,200
saccas em 1850, e 94,300 saccas em 1849. A pro-
cura para os couros Ibl mu limitada. Dispose-
ram-se 3.300 couros seceos e 4,000 couroi sal-
gados de Buenos Ayres aos precos anteriores
Hainburgo.
Jlgmln. Os precos do algodo s5o intelra-
menlp nominaes, e o mercado permanece so-
cegado.
Caf.-- Contina firme. as vendas do Brasil
foram em alguma extencao a precos chelos ;
8,600 saccas foram vendidas de s. i 118 a 5 ;
1,000 saccas de San Domingos acliaraui com-
pradores de s. 4 7|8 a 5 1|8.
liiui-ur. Pequeas porches de assucar a-
charam nicamente compradores ; os presos
Tomtudo, sao inteirajnente sustentados, (.'ota-
mos oassucarde Havana de ni. 15 i|2 a 18 para
o amarello, m 13 :i,S a 15 para o triguelm da
Baha por 10P Ibs. U deposito dn caf em 31 de
deiemhro de 1850, hede 5,000 toneladas, contra
7,000 toneladas em 1849. O deposito do assu-
car em 31 de dezembro de 1850, era de 6,500
toneladas contra 8,000 toneladas em 1849.
Hottesdam.
Caf. A grande apatbia no mercado do ca-
f fol a causa de una reduccao de l|2 c. no de-
miurgo da semana passada para o bom ordinario
de Java emquanto no das Indias Occidentaes
nada tein occorrido que merrea mencionar-se.
Os avisos de Java pela ultima mala, nao tive-
rain efteito algum no nosso mercado. Os avi-
aos do llio de Janeiro refprem que a safra do
Brasil nao excede a 1,400,000 saccas a expor-
tacao desde o nno passado he de 1,170,071 sac-
pas, coiitia 1,397,289 em 1849. Esportaram-se
ri i Havana o anuo passado 36,'2s4 quintact ,
I4i,75l em 1849.
Algodo. Permanece sem allcracao, com um
pequeo deposito em primeiras mos. Espe-
iaiii-ie 200 saccas da America do uorte.
('miro.'.-- Kstein apathla eos precos desani-
mados.
<4tfurar.~ As transacedes em assucar novo se
limltam em pequeos lotes cm primeira mo.
Apenas lem-se feito alguma cousa em assucar
refinado.
Lirerpool 7 de fuer tira di 185!.
t Algodio, O nosso mercado tornou outra
ves abaixar '/, d. por libra, collocando a qua-
lidade mediana do algodo da America, L< ui-
slana, e Mobile de 7*1 d. a 7'lt d., e Uplands a
7'l| d. A uossa drpresso provcui esta semana
loda de Uancnesler. Kste mercado estava
triste, fri, e tambem mais balxo em prejos ;
e como estamos parados por causa do susten-
to das nnssas cotacei principalmente sobre o
mullo afazer do negocio, e o continuo e gran-
de consuinmo, que temos solfrldo consequen-
teineiile. Nao estamos acautelados que quat-
, un r cousa de um carcter novo se mostr em
Atenea.) ao supprlmento e a extenso da safra
da America. Os avisos desle paiz, tomados
juntamente, podem ser considerados como
confirmando ai factos anteriores da moderada
e pequea safra. A rommisso dos correto-
res coilocao o bom algodo de Orleans a 7 5|8
d, Mobile a 7 1|2 d., Uplands a 7 3(8 d. Com
o encerramenio do preco hontem mostrou-se
claramente um maior grao de firmeza, estando
o algodo mais barato no mercado, e o iiiesmo
tostado de negocios contina esta munba.
Paraexpeculaco 910 saccas da America, e SI0
de Surrate, e para exportaco 840 da America e
170 de Surratc. As vendas da semana inoiita-
\ .un cm 23350 saccas. A imporlaco desde o
1." de Janeiro at boje de H0373 saccas. A
imporlaco da semana de 209-47 saccas. As
yeudas al es!a dala orcavo por (00030. O
Jv-posilo estimado al esta data em 4506GO
saccas. O cousiimmo desde o 1 de Janeiro at
hoje inoiitav.i em 110320 saccas. Para expor-
taco desde o I de Janeiro at esta data consta-
va de 42110 saccas. Para expecula(o at a
uiesma data 8770 saccas.
Os algodes de Pernambuco e Parahiba con-
servavo os precos de 8 l|H a 8 7|8 d. Os de
Aracaly e Cear de 8 d. a 8 3|4, os da Babia e
Macei de 8d. a8 3|4d. O do Maranao de
8 a 8 3|8 d. por libra.
Caf. Continua em apalhia, e foram s-
.jieute vendidas 100 saccas do Rio de Janeiio
de 46 a 60 por quintal.
Alinear. Contina em boa procura, eos
precos toraiu firmes. As vendas coosislrm em
220 barricas de Antigua de 37|6a41|6. 280
1) > i ruis Deinerara de 35|6 a 39|6, 250 barricas
de Barbadoes de 38 a 44, 8000 saccas Bengala
de 32 a 40(9por Dtese 41 a 43|6 por Benave,
650 saceos de Madras de 35 a 41 para o ama-
relio cheio de grotinlio, c_44 para o fino, 950
caixas das Maflriclas de 36 a Porto Rico de 39 a 41, 80 caixas de Venusuela
-J]e40|9 e 115 caixas de Havana, com muilas
faltas, a precos regulares.
iVlovaiienlo do porto.
Navio entrado no da 6.
Parahiba 12 horas, hiaie nacional Exa-
loedo, fde 37 toneladas, meslre Antonio
Miinii. I AiTonto, equipagem 5, carga to-
ros de mangue ; a Jos da Silva Mendonga
> Vanos. Passageiros, os llrasileiros Joa-
i|mu Francisco e Jo-e da Silva .Nevos.
Obtcrvacdo.
Seguio do Lameiro hotilem as G horas
da tarde, para os portos do sul, o vapor in-
glez Tay, commandatile Chaptnao,
KDlTAliS.
Faz saber o consellio de qualificacao da
guarda nacional dafregueiiado S. S. do bairro
de S, Antonio do municipio do Recife, que
tendo concluido os trabalhos de sua primeira
reuinao, de conformidade com a lei n. 602, de
IB- de selembro de 1850, e inslrucces de 25 de
outubru do mesmo anno, como se ve da lista
dos cidadaos qualificados guardas nacionaes
do servico activo e de reserva, em consequen-
cia pois, convida o mesmo cunselho a todos
aquelles que uverem reclamacoei a faier a
espeito de sua qualirlcacau, a comparecerem
peraule o conselho na segunda reunio oue
lera principio no dia 21 do crreme mez em
dame, no consistorio da igreja matriz desta
Ireguezia de V Amonio, o que para constarle
taz a presente puhlicaco.
Dcima quinta sessao do coiifelbo de quali-
ficaco de guarda nacional da reeueiia do
S>. S. do bairro de S. Antonio do municipio do
P.ec fe, no consistorio da igreja matriz cm G de
marco de 1851.Thcodoro Machado Freir Perti-
rn da Silva, lente coronel presidenteClan-
i/ino lenieio Maehado, capitn secretarlo. Jos
Joaquim Anlunei, major vogal. Joaquim llrn-
riquei da Silva, lente voeal. Antonio Jote
Rodrigueide Soma'Jnior, alferej vogal.
O conselho dn quali(icar;!io da fregun-
zia de S. Jos do Recife, tendo (inalisado 09
trabalhos de sua primeira reuniao e anisa-
do no interior da matriz as listas dos cida-
dflos qualilicados guardas nacionaes do ser-
vico activoeda reserva, faz saber as partes
interessadas, que ge reunir no dia 18 do
corrente, para attender as reclamacOes de
que tr.itao artigo 33 das instrueces da lei
novissima da guarda nacional. Consistorio
da matriz da freguezia doS. Jos do Recife,
3 de marco de 1851. ~ Joaquim Lucio Ilion-
teiro da Franca, tenente-coronel presidente
do conselho. Amaro de Barros Crrela,
eapililo. Manoel Joaquim Verreira FMeve,
eapililo. Jos Harcellinoda liosa, tennte.
Miguel da Fonseca e Soares Silva,Menente
secretario.
1 "
Declarngo.
O F.xm. e Rvm. Sr. bispo diocesano
manda celebrar, nos domingos da presente
qtiaresma, m'i9s solemne com serrno, ns
matriz da lio Vista. O acto principia s 10
horas.com assislencia do mesmo Esm. e
Rvm. Sr., se o aeu estado de saude assim o
permittir. Recife, 6 de marc" de 185!.
O P'dre, Francisco Jos 'lavares da Cama.
O llIro.Sr. olUcial-maior, servindo de
'nspector da thesouraria da fazenda pro-
vincial, manda fazer pubficoqiio do dia 10
do corrente mez por diante pagam-se os
ordenados e mais despezas provinciaes do
mez de fevereiro prximo passsdo. Se-
cretaria da thesouraria da fazenda provin-
cia de Pernambuco, 6 de marco de 1851.O
secretario, Anlonio l'erreira d'Annuncioc
O arsenal de guerra compra azeile de
earrapato e de coco, e fio de algodSo : que.ni
os mesmos gneros se propozer a vender
comparece, irnzenlo sua proposta, no dia
7 do correnle.
Theatro de Sania-Isabel.
46 RECITA DA ASSIGNATUIU.
SAHBADO, 8 DK MilfO DE 1851.
Espetaculo variado de canto dramtico e
danca.
Depois da execucSo de urna das melhores
ouverturas, a senliora Augusta Candiani
cantar a bella cavatina da opereBarbeiro
de Sevilhai\o maestro Rossini; seguindo-se
o duelo da mesma opera pela niestna senlio-
ra e o Sr. Capurri. As seuhoras Radcrna e
Murenu exerutarSoo danesdo do
Lago das Fadas.
A cuiiipanliia nacional representar o
mut<> Hpplninli.lo drama moral em dous
actos :
A liiimi'u do-i ii Sexo, 011 o Ceso
le Chorar*
FinJo que seja o Sr. Tati cantar a excel-
lent cavatina da opera--J. Lombardi alia
prima crocialado maestro Verdi. Em se-
guida a senhora Candiani e o Sr. Tati can-
tario o bello ilueto da opera--Marescialla
d'ancre--o nuestro Nini; depois assetiho-
ras Badeina e Moreau dan^aro a
POLKA.
Terminsr o espetaculo com o grande
quinteto di operaGenrentelaAo maes-
tro Rossini, axecutado pela senhora Can-
liani, Tati, Capurri, Eckerlin e Erederico
Tati.
ComcQar s8 horas.
Os billieles acliam-se venda no lugar do
costume.
Avisos martimos.
-Paiaailha de Ssn Miguel, o patacho
porluguez Espadarle, capilfio Joaquim Jos
Teixeira, salte no dia 16de marco: quem
no mesmo quizer car regar ou ir de passa-
gem, dirija-se aos consignatarios, Olivcira
Irmus & Companhia, ra da Cruz n. 9.
Para o Porto sabe com brevidade a bein
conherida eveleira barca Eiplrilo Santo, de
primeira marcha, forrada e encaviU.ala de
cobre : quem na mesma quizer c.rregnr ou
ir de passagem, para o que tem excellentes
cominodos : dirija-se ao seu consignatario
Francisco Alves da Cunha, na ra do Viga?
rio.n. Il.primeiroandar.
-- Para a llaliia segu, no dia 8 do corren-
tia, o patacho Santa Cruz : para o resto da
carga o passageiros trala-se ao lado do Cor-
po Santo, loja de niassames n. 25.
-- Para o Porto sitie com a maior brvi-
dede possivel, por ja ter a maior parle de
seu carregamento prompto a barca portu-
gupza llrncharense, de primeira marcha,
tem excellentes comino los para passagei-
ros : quem na mesma quizer carregar, ou
ir de passagem, enteii.la-se com o capito
Rodrigo Joaquim Correa na praca do Com-
mercio, ou com Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Para o Acarac segu viagem por estes
15 das o patacho EmulacSo : quem no m:s-
OiQ quizer carrogarou ir de passagem, diri-
ja-se ao escriptorio de Manoel Confalves da
Silva, ou ao capitn a bordo, defronte do
trapiche do algodSo
Para o Rio de Janeiro
Segu por estos das o btigue escuna naci
nal (JUnda, para o resto da caiga escravos
e passageiros, trata-se com Machado & Pi-
nheiro na ra do Vigario n. 19 segundo an-
dar, ou com o capitao Manoel Mariano Fer-
reira na Prafa.
Leiles,
-- Ileury Gibson far leilSo, por interven-
53o do corretor Oliveira,de gran le sorti-
mento de fatendas inglezas de prompta es-
Iracilo : sexta-feira, 7 do corrente, s 10 ho-
ras, no seu armazam, ra da Cdela.
-- JoSo Keller & Coitipanhia farflo leilSo,
por intervengo do corretor Oliveir, por
ordem do Sr. Henry Christophers, vice-
cnsul de S. M. H., gereute do consulado da
repblica franceza, e em presenta do cliati-
e.eller do mesmo consulado, de 3 caixas de
fa/.en.ln-, stt diversas marcase nmeros,
conteiido um 50 pecas de riscados francezes,
outro 213 duzias lencos de cambraia bor-
dados com bicos, eo ultimo 200 pecas ca.n-
braias estampadas para vestidos, tudo ava-
riado de agoa salgada a bordo da barca Iran-
ecza tules, capitSoTamharel, na sua recente
iageni do Havre para esto porto : sexta-
fcira, 7 do crrenle, as 10 horas da manliOa
infallivelmenlo ( visto tero mesmo corretor
de seguir des-'e logo pan fazer o leililo do
Sr. II. Cibsou ), no seu armazam, ra da
Cruz.
isiwwsiiii'ii1 i ni" ni immmmmmsm
Avisos diversos.
-Manod Lili! Aos Santos, brasileiro
adoptivo, vai Portugal, levando cm sua
companhia sua senhora.
Domingos Gomes Fernandes, subdito
portuguez, retira-se para ilha do San-Mi-
guel, levando em sua companhia sua mu-
Ihor Roza Comes da Silva e dous flllios me-
nores Candida e Adolfo, c seu cunhado .Ma-
noel Simao da Silva, todos Brasileiros.
~ Domingos Alvcs da Costa vai Lisboa
tratar de sua sade.
-- Joaquim Francisco da Silva Vieira, bra-
sileiro adoptivo, vai Portugal.
A. Lalouetle retira-so para forado im-
perio.
Durante a ausencia do Sr. A. Lalouetle,
socio gerente da casa Avrial IrmSo & Com-
panhia, eslabelecida nesta cldade, lica na
respectiva gerencia e administrarlo o Sr.
E. A Poirson em virlude dos poderes con-
feridos na procuracSo que legtimamente se
passou ao dito Sr.
O secretario da irmandade de S. Jos
d'Agonia, pelo presente convida aos irmflos
dn referida, para que, no dia 9 do correle,
pelas 9 turas da tnanhfla, comparecam no
competetitt consistorio, fefim de que, reu-
nidos em mesa geral, procedan) a eleigAo
dos membros que drvem com por a mesa
rogeilra do anuo de 1851 a 1852.
-- Arrenda-so a loja do sbralo da rua
do Collegio n. 3 : quem a pretender, diri-
ja-se a rua do Padre-Floriano sobrado de
unan lar n I.
Alugam-se serventes para pedreiro:
no Mon.li'go fabrica de rap, paga-se hem.
Precisa-se singar um sitio na estrada
da Ponte de I' li.'u ou da Magdalena, ou
mesmo em qualquer outro lugar que esteja
perlo do Recife, pilo e olha o preco, com
lauto que seja por estes dial : a tratar na
rua do Trapiche n. 3.
l>cvi 11 [>. .re o no dia 27 de fevereiro
prximo pasudo um preto crioulod.- no me
Ignacio, de 22 anuos de na.le, pouco mais
uu menos, llura regular, da sinla para ri-
ma grosso, peinas linas e canellas, i es apa-
letados, quando bebe he HlbitO pernoslico
e mullo fallador, na falla parece escravo da
outra banda, he lilho do Tabaiana : quem
esleoliverem sua casa, ou em servido de
alguma ubra de pedieiro, o queira mandar
entregar a seu senhor, na rua da Sanzalla-
V llia n. 110,ao cu siiki tem o recomuieti.la-
se aoscapitSes deunmioa fa/erem a dili-
gencia de ver se o pegam, e entregarlo na
casa cima de seu senhor, Joaquim Lobato
Ferreira.
N. B Este eseravo em poder de outro
senhor, tinha sido turrado, e tambem pade-
ce de cravos na sola dos (s ; assim cuino
se pe.ie ao Sr. Jus Francisco Ribeiro de
Suuza o favor de examinar o negro que llie
appareccu em seu sitio, se ser o mesmo
que se annuncia cima, poli lalvez trocas-
se o nome, etc.
~ Um menino branco e brasileiro, que
tem boa educac.no, cun 12 anuos de idade,
sabe ler. escrever e roular muito soffrivel-
iiieule, hbil e diligente, se olTorece para
caixeiru de quelquer eslabelecimenlo, pois
j lem alguui conhecimento do negocio de
loja do ii. iii.Ii/.i>, por ler sido caixeiro :
quem o precisar annuncie, ou se entenda
com o caixeiro menino da luja ns. 6 e 8 da
1'iat.M da Independencia.
- No dia 6 de margo desappareceu da rua
das Cinco-Pontas venda n. 71, umcavallo
rugo pedrtz, j velho, pequeo, milico :
quem pegar dito cavallo, ou delle tiver no-
ticia, leve-o ao lugar cima dito que sera
recompensado.
I'recisa-se de um rapazinho para caxeiro,
porm que lenlia bons costunies e cjuHucla :
na mi Viva n. 39 primeiro andar.
Pcrguma-se ao Sr. emprezario dos carros
fnebres, a rasiio por que manda os carros que
conduzem os defnaos que vem de Santo An-
louio, San Jos e Recife, passem smente pela
rua do Hospicio c nao pela rua da Aurora que
he mais perto I ser por que nesta rua mora o
presidente e secretario da cmara e adminis-
trador do ccuiiterio ou por que S. S. tem n'ic-
doque clles o ponhain no andar da rua P islo
desejasabero D.
Tendo rogado encarecidamente pelo Dia-
rio, aos Srs. de engenoo e lavradores que sao
devedores ao casal do tinado Jos Antonio Al-
ves da Silva, que viessem, ou mandassem pa-
gar a mulla i|iiai t.i parte que me coube cm
p.n nlli.i no total das dividas que dcvciu e co-
mo al o presante nenhum dos ditos seubores
me i. nlia procurado em minlia casa n. 34 da
rua da Alegria da lioa-Visla ; e alim deprevi-
uir eu cobrar pelos mcios judiciaes, faco o
mesmo pedido pela segunda vez aos Srs. deve-
dores Simplicio lavares de Mello Jos Caval-
caoti de AUiuquerquc, Audre de Albuquerque
vt.ir.iiiij.il>, llrin i.|ii'- Lins da Cunha c Mello ,
Antonio de Albuquerque .Mu ..uli.ni Cavalcauli,
Chrislovao Vieira Pessoa de Mello St Irmao .
Jos Tavares de Mello, Francisco Cavalcauli de
Vasconccllos e Mello, Joao Velho liarrelo, Al-
fouio Jos de Albuquerque Marauhao, Joao
Tavares da Hocha, Jos Loureiico da Rocha,
Jos de Si de Albuqueri|ue C-adclha e Joao da
Costa Villar. Mmha iiiiilher lem necessidade
de recebera lu-i .uc,i que seu pai Ihe deixnu
nesias dividas, e que gauhou com o suor de
seu rosto; uoquer einprcgj>r lucios judiciaes,
pois lu um grande sacrificio se para cobrar
for impedida e por Uo justas rases lie que
faco o prtseute aiinimcio. Igualiiicmte rogo a
ai|uelles Srs. devedores, que j se tem euteu-
dido comiuigo, ii.ij.uu de realisarem os seus
pagamentos ; ficando certos, que minha ir u-
Iher nao faz abates neiiino principal, e nem
nos juros, porque nao est em circunstancias
de perder, pois bastante prejudicada tem sido
na sua heran^a e alm disto ella julga os se-
ohores as circunstancias de nao preisarem
de semelbaules abales, sacrificio, e favores
que inteiramente ella nao pode fazer. Ilecile,
5 de Marco de 1851.Marcelino So\ Lopei.
Desai pareceu, no dia 3 do cimente,
um escravo cuzuilioiru, do nome Cielinn,
de ntc Congo, portit falla lm u explica-
do, de estatura regular, testa grande, com
o olho esquerdo mais Techado que u dlrei-
1.1, as juntas dos linios grandes de ambas
as mfioa muito sabidas para lora, e n5o es-
tira direilo os dedos dos ps ; levou caiga e
carniza branca bstanlo suj, e consta an-
dar mesmo na cidade : quem o pegar, le-
ve-o rua da Cruz n. 38, que sera grali-
licado.
Qualquer senhor de engeulio que pre-
cisar de uina senliora capaz, e bastante ha-
bilitada para bem ensillar primeiras lettras,
por ser ha muitosannos essa a sua prolis-
sSo, ensillando com todo o esmero a ler, es-
crever, contar, doulrina clinslila e coser,
podora procura-la na rua du l.ivranieulu, no
primeiro andar do sobrado n. 23.
-- D. Francisca Thomazia da Conceicto
Cunta previne ns possoas quese propozn-
rem i arrematar as suas casas annunciadas
"ara a praga dn Sr. I)r jtiiz dedireito do
civel por as execuges de Henry Cihson, Jo-
nes Patn & Companhia, James Crabtre &
Companhia, e Fox Brolhers contra a annun-
ciante, qun estando anda pendentes os re-
cursos ordinarios e lgaos que a annunci-
anto tem nter posto fe est de animo a
prosegtii-lns a' ultima instancia a que os
pnssa levar] e podendo ser, como espera,
que sejam attcndiilos, e ohtenha melhora-
mento as sentengas, que a con.temnaram
a pagar letlraa, que snmente soarham sac-
cadas e endosadas por Manoel Lopes Ma-
chado como procurador da annuncianle
sem procuragfio que tanto poder Iho dsse ;
protesta usar contra os ai rematantes do di-
reito, que Ihe confere a ordenagfio do livro
terceiro titulo 86 $ 4. que dizK sendo a
sentenga, porque se tal execugito fez, revo-
gada em parte, ou em tolo, os bein que
por ella a si revogada foram vend ios, se-
jam tornados a cujos eram, e ao comprador
seja tornado o prego que por elles deu, e as
cusas que fez na arrematago custa da-
quellequo a execugilo fez fazer, ou por seu
Mador, no Ihe achan'o a elle logo bens
sem oulra delonga como cima dissemos.
K este direito protestan annuncianle por
em uso, c alim dn qu.' os ariemaUites uo
Si chamcm a ignorancia faz o presente an-
nuncio por Ihe tero mesmo Sr. Dr. juiz do
lireito Itldefei ido o requorimenlu que a ati-
Dunciante llie dirigi a esto respeilo para
ser publica lu na praga.
-ii. ano Fr. Antonio de Santo Elias,
commissario da veneravel ordem tercoira do
Carmo desta cidade, roga aos Srs. redacto-
res do Diario de Pernambuco queiram Jecla-
rar no seu ornal, se o annunciantotem di-
do para se iinpiimir, ou mandado por ou-
tre.n com a sua asignatura, os annuoeioa
que tem sahidu sobre i meaina ordem, com
a assignattira O pudre commisinrio.
O revcreu.li) Sr. Fr. Antonio de Santo
Elias u) lie o responsavol dos antiuncios
qui'.lecm sido publica los nesta follia sobre
a assig.iatura O pudre commisterio nem
nos consta scjain por elles fetos. Os /(/{
Precisa-se de u na ama que seja criou-
la, para o servigo Interno e externo diurna
casa de pouca familia : paga-se bem : na rua
da Assiimpgno, muro da Penha n. 1G
--Precisa-se alugar urna pretl para ven-
der na rua : paga-se bem : na rua do IS'o-
gueira n. 29.
A pes.-oa que annuni'iou querer vender
urna loja de miudezas, dirija-se rua do
Queimado, luja n. 33.
-- Offerece-se um sacerdote para capcl-
1.1o : 00 pateo de S. Pe Iro u. 13. .Na mesma
casa ensinain-se primeiras ledras, por pre-
co commodo, e tailibein um casas pailicu-
lares.
O administrador do cmite-
rio pulilico anda precisa de um
ou (loufl .serventes captivos, para o
servico do mesmo cemilerio, com
o jornal de (i/Jo rs. diarios.
Urna pessoa que deseja emprpgar-s na
pseripturagdo de alguma casa de negocio,
onde se trabalhe por part 'as dobradas ( de
cujo sysiema lem conherimeiitos Ibeoricos
e pratlcoit adqueridos com um dos nudlio-
res giiardi-livros desl piagaj orocurar
a qualquer Sr. negncianle, que, "recisan-
lo de sorventuarios desta ordem, se dignar
le indicar por este Diario o lugar e hora em
que deve ser encontrado.
Preeisa-se de urna ama que lenbl bas-
tante leite : na rua da Uniio, penltima ca-
sa, Indo para a niar.
-- No lia 10 do corrente ir praga, pe-
rante o Sr. juiz de orphfios.for vn.la, um
cabritilla de 12 anuos, a requeriniHiilo do
tutor dos orphftoi, lillios do fallecido Anto-
nio Faustino Vidil de Negreiros, avahado
em 300 000 rs
-- Precisa-se de urna ama para cuzinhar
o comprar : na ru i da Conceigilo.
Desappareceu, em dias do mez de no-
vembrn dn anno prximo paseado, o pardo
jdenome Manoel. natural do Para, alto, aca-
.boclado, nariz alil ido, falla branda e eos-
las con ciratrizes de chicote : quem o ap-
prehender, levo o a rua da Concordia, vin-
!do da ponte, direil), primeira casa, que
ser recompensado. Na mesmajpasa vnde-
le urna porgBo de galos novos^nimo sejam:
(vaecas de leite, novilbos e novilnas, e um
novilho tormo, todo {por prego coinmolo
--A pessoa que annuncim querer alugar
'urna casa para nina familia eslrangeira,
sendo queira una na rua dos Coelhos, em
Boa Vista, com ominlos e decencia para
'grando familia, muito fresca e saudavel,
idirija-so a mesma casa, airas da igreja de
S. Googalo, das 7 as U horas da manilas, r
jdis3 s i da tarde.
-- Desejt-se contratar com alguma pes-
soi qut tenha servido em algum dos coreo-
'de primeira linlia, o que t'Mlha as habilita
ig.'s precisas para acabar o lempo de pra-
ga de, um soldado do segundo batalhio de
arliharia : quem este negocio pretender fa-
zer, poder fallar com Manoel Luiz da Vei-
ga, do meio-dia a urna hora da tarde, na '
ja da rua do Collegio n. 8, ou em Santo
Amarjiho, em sua casa, pois ser bem gra-
tificado.
Prccisa-so de urna ama para o servigo
de urna casa de pouca familia : no pateo de
S. Pedro n. 7.
-- Hermano Frosl, cidadSo suisso, retira-
se para liira d i i npi'i i i.
iii-tiliiiriM de Direito Civil Bra-
sileiro
formulada segundoo sysiema do inslgnejuris-
consulto Mello Freir, do qual se colligin tu-
do que nos he applicavel de conforini lade
eoui o nosso goveruo, addicionando.se todas
a oisposices das Icis brasileiras publicadas
al 1850, peloDr. Lourenco Trigo de Loureiro,
advogado multo conhecldo nesta cidade. O
Mello Freir de ha muito que entre nos esta
sem utilidade, por isso que a nossa organisa-
9110 judiciarla he rnui diversa da que em Por-
tugal existia no lempo cm que esta cxcclleute
obra foi publicaJa. A obra que olferccemosao
publico, he de urna necessidade Incontestavel,
cuia clara segura e infallivel na seiencia do
direito. Nao haver de certo legislador, ma-
gistrado, nem advogado que possa dispensar
lo til obra, emquanto ella he iudlspensavel,
e de iiiiineiiso recurrso e soccorrer tambem a
negociantes, procuradores, agentes, emliiu, a
lodos que tem que lidar uo furo: assigua-se
por .i.iiiiii rs. cada obra pagar-sc na occasiao
da iutrega : no pateo do Collegio, casa do livro
A/.ul. Depois de publicada custar 6,4000 rs.
Phelippe Fedel, subdito allemSo, reli-
ra-so para lora do imperto.
Aluga-sen arntazem do sobrado da ru1
do Sol n. 25 : a fallar c.ira Jos Cypriano de
Moraes Lima, na rua Nova n. 19, primeiro
andar.
Jos Cvnriano de Moraes Lima, mora-
dor na rua 'Nova n. 19, est aulorisedo a
vender o sitio denominado do Chacn, si-
tuado entro Sint'Anni e Poco, com chaos
oroprioselivresde qualquer onus: ao nre-
teodente se far alguma vantagem, confor-
me poder ser convencional, admeltindo.
se certas desobrigas.
Aluga-se urna sala com ditas alcnvas,
propria para escriptorio 00 homom soltei-
o : na rua do Vicario n. 25.
Compras.
Compra-se um cavallo de sella, que se-
ja bom, gordo e sem achaques : na rua da
Mangueira n. 1.
__Compram-sn efectivamente botijas o
carrafas vasias a 1,01)0 rs. o cento : na res-
lilagilo de Franca Jr. Irmilo, na praia de S.
Hita, o no deposito da mesma, na travessa
da Madre de Daos O. .__________^^^^
Vendas.
.-Veodem-seduas famosas rodas de Icuplra'
una dcllas luda chapeada de cobre, propria
de moer mandioca. II111 negro mestre leliua-
dor deasiuoar, e muito lotelllgente para um
sitio p ir ser j.i pinico niito. Urna negra boa
coilohelra e lavadelrade sabno c qutandelr,
sem vicios: quem pretender dirija-se a rua da
Conctelo da Hoa-Viata n. 9 Na mesma casa
vndese um sellm cm meio uso com lodosos
pertences, e urna esplng irda de rara.
Ven le-se um tronco do emarellO i a
rua deS. Rila n. 8."
Aos 9o:ooi>)Ooo re'is
Na loja de cambio da Viuva Vieira & Pi-
lilos, rua da Cadeia do Ite'cifc n -21, reee-
beu-se 1 listn da sexta lotera da cultura da
an.oreirase creago do bicho de seda. Na
mesma loja acbam-se venda os alorltina-
dos Inundes da 13." ioteria do theatro de S.
Pedro de Alcntara, dosquaes vira alista
no primeiro vapor, e troram-sn por bilhe-
les premiados da lotera de N. S. do Livra-
mento edo llio de Janeiro.
Ven lem-se dous bahs cobertos de cou-
ro.quasi nofos : na rua larga do Itozario,
loja ti. 28.
V'v W ^-ti V f Vf ff ? Hj-f f f Vf f f f
dS~ Ven.le-se urna preta da Costa, de *$
>-> bonita tigur, de 21 a -26 unios, que g
> lava bem e he quitan leira : trata-se . na rua do Vigario n. 19, segundo ^g,
STl 6A hk ftA *.* 4 4 4 A A A
\ende-80 um preto criuulo, de 30 an-
uos, bom oaiador, e que trabalha do pe-
dreiro, por mdico prego : a fallar com Jo-
s Cypriano de Moraes Lima, na rua Nova,
n. 19, primeiro andar.
Bom e barato.
Na rua do Queimado, vindo do Itozario,
segunda loja n. 18, vemlem-se meios chales
le lila para hombros de senhora, a 320 rs. ;
utos docilita, a 400 rs. ; u.eas pretas para
senhora, a 1,000 rs. a duzU ; ditas para ho-
uiem, a 500 rs. a duzia ; ditas para menina,
a 1. '111 rs. a duzia ; panno lino cor de viulio, a
3,000 rs. o covado ; chapeos de sol de seda
inglezese francezes, a 5,000 rs. ; chila fran-
ce/a, a 100 rs. o covado ; algodo de lis-
tras, a 120 rs. ; dito azul, a 160 rs.; alpaca
de linho para jaquetas, a 210 is. o covado ;
brim transado branco de linho, a 500 rs. a
vara ; inanias de se la, a 5,000 rs. ; e outras
multas fazeu.las por commodo pr.go.
Pata se acabar.
Ven le-se cera de carnauba, panas de
ema, sapatus brancos, ditos do beznrro de
lustro, couros de cabra e superiores charu-
tos recenlemeiito chega los da Babia na
ru da Cadeia do llecife n. i9, primeiro
andar.
Vendem-so os seguinles livros nuti-
cos: o Piloto Inslrui lo. ou compendio tlieo-
ricoepralico de pilotagem ; The Theory
and Praclice of linding ti ^ l.ongitude al
S-aor Luid: Tablea Portalivea do Loga-
nttimes; A Complete Epitome of Pratieal
Nabigalinn : 111 praga da Indepuiidoucia n-
meros 13 o 15.
VeuJe-se um quarto rugo, muito no-
vu : nos AfTuga los, padaria n 6G.
Vende-se uina morada Je casa torrea,
sita as Cinco Puntas desta cidade: quem
a preleti ler, dirija-se a rua Augusta n. 23,
quesa diraquem rende.
Vemle-se una parda escura de boa con-
ducta, sem vicios ne.n achaques, boa cozi-
zheira ; urna crioula, que cozmha, cose
chao e lem principios de engommado: um
parduill escura, que cosas faz lavarinlo e
renda : dOo-SC em coula : na rua du Itaiigel
n. 38, segundo andar.
Livros religiosos para a qtia-
resma.
Manual da semana sania, guarnecidos ri-
camente de velludo por fra da capa, com
1 estampa que representa 1 dos quadrosda
escriplura, eoutros monos ricos de capa de
iDarroquim : vendem-se muito commodo :
na livraria do pateo do Collegio 11, 6, de
J0A0 da Costa Duurado.
Vendem-se seis pipas vasias, por prego
cornil,o.lo : ni rua do Livrameuto 11. 24.
Vendem-se tres vaecas e urna garrota,
proprias para agougue: quem jis quizer
comprar, dirija-se ao Ciquia, a tratar com
Jos Joaquim de Saul'Aiina Fraso.
Vemlem-se os seguinles litros em bom
uso : Sulecla, Virgilio, Saluslio, Cornelio,
Tito Livio, Horacio, Carlas de Cicero, Ouvi-
dioel'iiilosophia por Geruzoz : na rua do
Alagan II. 27.
Ceblas
de Lisboa ltimamente chegadas, a 500 rs.
o cinto : vende-se na rua da Madre de Dos,
arinazein 11. 31, ao lada da alfaudega.
- Vende-se uina pela com algumas ha-
bilidades : as Cinco Poutas, travessa do
I Lobato n. 8.


Rap Paulo Cordeirodo Rio de
Janeiro
cm la las e frascos, chegado recente mente :
vende-se na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunha & Amoro).
Deposito de cal virgem e potassa
Cunha & Amorim, na ruada Cadeia do
Recife n. 50. venden) cal virgen) em pedrn,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qaalidade, por menos preco do
que em outra qualquer parte.
Na ra da Senzalla Velha, padaria n.
1 00, principio que entra pelo Becco Largo,
vende-sn superior farinha de mandioca,
vinda ltimamente do Santa Catharina; por
cada sacca se levar o portador a pequea
quantia de 2,000 rs., conduzindo uina sac-
ca nova de bom algodSozinho, e querendo
desconta-se-lhe 360 rs., passando para ou-
tra, que o portador levara.
A a,4oo ris.
Vendem-se pecas de cassa de quadros e
listns para babados com 8 1|2 varas cada
urna : na ra do Crespo, loja n. 6, ao p do
lampeio.
Bom e borato;
Na ra do Passeio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos Leite, vendem-se ricos cortes de
meias casemiras, pelo diminuto preco de
1,600 rs. A elles, rapasiada do bom goslo,
antes que se acaben).
Farinha Fontana.
Vende-se farinha daquella acreditada
marca, sendo a ultima cliegada a este mer-
cado : a tratar com J. J. Tasso Jnior, ra do
Amorim n. 35.
Bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10,
fundiciSn de ierro.
Por 1.000,000 ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente (lugar para edificar 5 moradas de
cksas ) leudo de fundo'desde a ra da Au-
rora at a ra do Hospicio, e se convier
lambem se fura negocio com oulros 53 pal-
mos junios ao mesmo terreno, os quaes
dSo lugar para edificar-se 15 moradas de ca-
sas : para tratar, na praca da Independen-
cia n. 17.
Deposito de charutos da Babia,
ra da Cruz numero 37.
Artnazem de Croccoct Companhia.
S3o chegadosa este novo deposito os ver-
daderos charutos soberanos de llavana,
senadores, depulados, regala, caradores,
venus e quem fumar saber. Iodos estes
charutos em cailinhas de cm, que muito
conven) aos amadores, pois que sua qual-
dade he muilo superior, e pteco o mais mo-
derado possivel, para acabar c fnzer-se no-
va remes-a.
Vende-se mel de luro, em
caadas e garrafas, por preco
commodo : no Manguind, pau-
sando a ponte, primeiro sitio do
ladoesquerdo.
Guarda nacional.
Vende-se o peculio do guarda nacional,
conlendo a le, regulamento e todos os mo-
delos que delles dependen), a 1,000 rs. cada
exemplar completo : na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
A 1,Goo e a 1,800 rs. a vara.
Vende-se panno .le linho parj lenqOes,
de muito boa qualidade, com a delicadesa
de vara e meia dar um elegante lenqol srui
costura, muito couunudo para nSo luagoar
o corpo : na ra do Crespo n. 12.
Vendem-se candieiros para
nicio de sala, muito ricos, com os
competentes globos, canudos e tor
ci)as, dando a luz inuis brilhante
jioSbivtl : no ra do Trapiche n. 8.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
MoendM superiores.
Na fundico de C. Slarr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas,
de canna, todas de ferro, de um modelo e
consUuccBo muito suueror.
Na ra estrella do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas 11. 2 A, de J.
F. dos Sanios Maya, vendem-se cordas de
iripa e hordOes para violSo e labeca, e pa-
pel pautado para msica, ludo da melhor
qualidade possivel.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 42.
Neste estabeleeimento conti-
niia a haver um conipleto mu ti-
men I o de nfbenda>-blmea.s moen-
das para engciho, machinas de
vapor, e taixas de ferro balido e
coado, de todos os tamaitos, pa-
ra dito.
Chumbo de municSo.
Vende-se no artnazem de J.J. Tasso J-
nior, ra do Amorim n. 35.
Veodem-se amarras de ferro: na ra
da Senzalla nova 11. 42.
Vendem se arado america-
nos dos modelos mais approvadus:
na ra do Trapiche n. 8.
rola-a ila IUIHmu.
Vende-se potassa da Russia, recentamen-
le chegada, ede muilo superior qualidade :
na ra do Trapiche n. 17.
Tai xn- para eijgCllllo.
Na liiki ic,- de ferro da ra do lirum,
acaba-se de receber un completo sortimeo-
to de taixas de 4 a 8 palmos deliocca, a
qua.is acham-se a venda por pre^o com-
aiodo, e com prouiplidSo embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas 10
cun pudor.
Cimento.
Veudem-se barricas cum cimento, pro-
prio para qualquer obra que possa rece-
lier agoa, assim como para aljeroz o Ira-
peiras, prximamente chegado de llam-
burgo, tambemse vendem as nieias barri-
cas por pre^o commodo : atrs do Ihealrn,
armazem do taboas depinho, a fallar cum
Joaquim Lopes do Almeida, caixeiro do Sr.
JoSoMathcus.
Cera em velas.
Vendem-se caixss com cera cm
velas, fabricadas no ltio de Janei-
ro, sortidas aodesejo do compra-
dor, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte;
tambem se vende cera fabricada
em Li.-li.i, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com Ma-
c :ado & Pinheiro, ra do Vigario
n. 19, segundo andar.
Tecido de algodao trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa do
escravos.
Deposito de e-pclhosdas ma-
nafaetmas de Franca: na ra do
Pa.seio n. lo.
Deposito de ral VllfetU.
Na ra do Torres n. 12, ha muilo supe-
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente do Lisboa no hrigue Tarujo-Ttrctiro-
Arados de ferro.
Na fundcSo ra Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos m-
jelos.
Deposito la fabrica de Todos.os
Santos 11a Daliia.
Vende-se, em casa deN. O. ltii'her&C. ,
na roa da Cruz n. 4, algodfio transarlo da-
quella fabrica, muilo propriQ para saceos de
assucar e roupa de escravos, por preco com-
modo.
Cal vigem de Lis) a,
da melhor que ha no mercado, e
chegada ha das pelo brigtie Em-
pieza : trata-se com A. C. de
Abreu, na na da Cadeia do Ue-
cife n. 37.
Rog"a-*<- aos Srs. fregueses lo ha-
rato pie Iciain o stgulntc
aiiiiimcio.
Vende-se hrim de quadros de linho, a
320 rs. o covadu ; riseado de linho, a 2i0 rs
o covado ; dito de aigodio, a 180 rs. o co-
vado ; pecte muito encorpado, proprio pa-
ra escravos, a 180 rs o covadu; castores
muilo cncorpados, a 280 rs. o covado ;
brim transado branco de linho, a 1,920 rs.
o corte; dito escuro, a 1,600 rs. 0 dito
esguiio de algoliio de 12 jardas, a 2,400 rs.
a peca ; corles de fustiio, a 560 rs. ; cober-
tores escuros de algodo, grandes, a 720
rs. ; cassa preta, a 1-20 rs. o covado ; cliila
ile corea lixas, a 160 e 180 rs. o covado 1 na
ra do Cicsi o n. 6, ao p do lampciio.
Arados de ferio.
Vejjdem-se arados de diversos
modelos, assim como americano"
com canibo de sicupira e I rhco-
l ferro : na fundicao da ra do
Brum ns. f>, 8 e 10.
*%%$m-*9 t AlKOliio para saceos. t>.
% Vende-srhiuito bom algodo para $
saceos de assucar, por preco comino- (
#> do : em cesa de Ricardo Kuyle, na i
4 ra da Cadeia n. 37. (
Fio para sapateiro e para saceos.
Vende-se um reslanle de ptimo fio para
sapateiro em nove los, e dito em nieladas
para saceos, por preco commodo para li-
quidar facturas : em casa de Adamson llowie
e Companhia, la do Trapiche n. 42.
3,000 rs. para a pobreza.
Vende-so excedente farinha de mandioca,
recenteuiente chegada de Santa Catharina,
em boas sacras novas de bom algodSozi-
nbo : na praca da Roa Vista, velida de Joa-
quim de Paula Lopes 11. 18: approveitcm a
occasio antes que aupar-cea o especulador
para a usura.
Lotera do Uio de Janeiro.
Aos 20:000,000 lis.
.Na loja de miudezas da praca da Inde-
pendencia 11. 4, vendem-se bilhetes ntei-
ros, meios, quarios, olavos e vigsimos a
beneficio da 13." lotera do Ihealio de S. Pe-
dro de Alcntara Na niesma loja receben*
se bilhetes preiLadus em troca dos que tem
a venda.
Pecas de chitas rexas para luto
Vendem-se pecas de chitas limpas, ordi-
naiias, para luto aleviado; a 4,500 o a 120
rs. ocovado; o cuites de cambraias para
eslidos, bpiiilos padrOcs, a 2,600 rs. : na
un larga do Hozar,o o. 48, primeiro andar.
Vendem-se escravos batatos, mocos e
de bolitas figuras, a saber: una lida mu
laliuha de 16 anuos, que cose, engomma,
cozinha e sabe muito beni em. all; r cadei-
ra* ; urna dila do 20 anuos, que rose luuil
hem carnizas de lioineiii ; qualro pretas mo-
cas, com algumas habilidades; um lindo
muluiinho de 12 aunos ; um dito de 16 an-
uos ; um o.oleque de 14 anuos ; um dito de
16 aunos ; doii moleeOes de 20 aunos c de
bonitas tiguias ; um 1 reto de 25 annos, op-
titt.o sapateiro de cuitar e fazer qualquei
obra ; um bonito pardo de 20 annos, pti-
mo para pagern e que enlende muito de pa-
llara j un dilo que se vende mullo etn coti-
la seiido pata o Rio Grande do Sul ou l'ara ;
seis escravos Oiucos, oplimos para o campo
ou para oulio qualquer servico : na ra da
l.arangeiras n. 14, segundo andar.
Lotera do Km de Janeiro.
Aos 20:000,000 ris.
Na 1 iae.ii .la Independencia, loja 11. 3, que
valla para as ras do Queimauo e Crespo,
veudem-se o mu afortunados bilhetes,
meios, quarlos, oitavuse vigsimos da 13.*
lolciiade S. Pedio de Aluaulaia. Na nies-
ma Idjj isla patente a listada 6.* das amo-
reiras.
Na ra do Brum n. 28, existe para ven-
del -su urna lueuda e engeiiho cuui lodus
'4
ossoospertences eem bom estado : o sea
preco he o maisrasoavel possivel.
Vendem-se superiores livros cm bran-
co, do diversos tamaitos : em casa de Ralk-
mann Irmilos, na ra da Cruz n. 10.
Na loja do sobrado amarello, nos jj
j quatro cantos da ruado Queimado n. jj>
g 29, tem para vender um completo I
9| sortimentodas razendis abaixo mon-
$ cionadas, ludo de superior qualida-
fff. de e pre?os muito commodos, a sa- m
3 ber :
1 Cortes de vestidos de sarja preta y
I lavrada. padrOes de muito goslo. g
i Sarja de seda preta verdadeira. bes- g
H psnhola. :,
I Setim preto maceo, proprio para ^
2 vestidos. S
Manteletes ecapotinhos de chmalo- a
I te e gros de aples preto, com mu |
I lindos enfeites.
fLs de linho preto.lbordados a seda, p
Um completo sorttmento de pannos i;
I pretos para os precos de 4,000 at ife
12,000 rs. 9
U (asemira preta elstica para varios i
,'f precos.
: t- -x>~:m!iw** mmmmm* l.o en 1 do Puo de Janeiro.
Aos 20.000,000 ris.
Na ra eslreita do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
A. dos Santos Maya, vendem-se os mui afoi-
tunados bilhetes, meios, quarlos, olavos e
vigsimos da 13." lotera de S. Pedro de Al-
cntara. Na mesina loja esta patente a lis-
la da sexta das amoreiras.
Lotera do rlio de Janeiro.
Aos ao:ooc,ooo rs.
Na casa feliz da roa do Queimado. loja de
fazendasn. 20, vendem-se os mui afortuna-
dos bilhetes, meios e cautelas da 13." lote-
ra do theatro de S. Pedro de Alcntara, cu-
ja lista chega no primeiro vapor. Na nies-
ma loja se mostra a lista da 6." lotera das
amoreiras e crearlo dos luxos da seda, bem
como todas as passadas.
Chfeos oleados a 1,00o rs.
Na ra do Queimado, loja n. 3, vendem-
se chapos oleados pelo baratissimo prego
de dez tostOes e grvalas de mola a dots
mil ris.
Negocio de vantagem.
Ven.le-se urna loja de lazendas, muito
propria para um principiante, por estar si-
ta em muito bom lug'ir, e mesmo porque
tei apenas um cont e quinhenlus a dois
coritos, inclusive arma;9o : na ra do Quei-
mado 11. 20, loja do Sr. Mendoiifa, se dir
onde he a loja que se vende, e com quem se
faz o negocio, o qual ser a prazo ou a di-
nheiro, como convier ao comprador.
Vende-se muito nova larinha
e mandioca de Santa Catharina :
a b rdo do hrigue Sagitario, fun
deodo defronte co muito commodo.
Loleiia do lio de Janeiro.
Aos 20:000,oco ris.
Na ruado Rozario larga, botica 11. 42, re-
cebcu-se a lisia da lotera 6.' das amorei-
ras, e ah foram vendidos os seguintes nu-
meios que sahian premiados, a saber : 911
400.000 is 2013 400,000 rs. 3636
100.000 rs. 156 100,000 rs. II -
40.000 rs. 140 40,000 rs 4607
40,000 rs. 1100 40,000 rs. bem co-
mo bilhetes da 13. lotera de S. Pedro de
Alcntara, ebegados ltimamente pelo va-
por Imperador, os quaes se vendem pelos
precos seguintes : interos a 22,000 rs. ,
meios a 11,000 rs., quarlos a 5,900 is oita-
ves a 2,900 rs o vigsimos a 1,400 rs.
No becco tio Concalves, ar-
mazem do Araujo, vende-se su-
perior farinha de mandioc em
saccas, chegada ltimamente, e
muito em conta.
Vendem-se bracos de balanza para bal-
ces. os mais superiores que tem appareci-
do ; bacas de rame para p* e paia ba-
nho; armas finas para caca; colheres de
metal dn principe para sopa, cha, assucar e
arroz ; facas linas para mesa e sobremesa ;
talheres linos para meninos; bules e cafe-
teras de metal ; eestojo* ftra inalhemati-
ca : na ra Nova, loja de fenagens n. 16,
de Jos Luiz l'eieire.
Na ra da Cruz, armazem de
S Araujo n. 33, vende-se supe-
rior farinha de manduca, chegada
all mmente do Cear, por preco
muito commodo ; assim como cou-
ros de cabra, solas e pennas de
ema.
Vendem-se por 3,000 rs. saccas com
millio : no Recco Largo do Recife, venda
que volla para a SeDZalll Nova.
ISoin e barato.
Ven.le-se cera de carnauba, couros de ca-
bra, peonas de ema, sapatos hraucos, be-
zerro de lu.-tro e superiores charutos che-
gados ha pouco da Rabia : n* ra da Cadeia
do Recifen. 49, primeiro andar.
Lotera do lio de Janeiro
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do Crespo u. 21, loja de
fazendas, e na ra da Cadeia do
Hecife n. 46, loja de miudezas,
veudem-se quarlos, oitavos e vi-
gsimos di ii.' lotera do Thea-
tro de S. Pedro de Alcanlsra, e
paga-se qualquer premio que lid-
ies sabir sem ganancia algutna.
Quarlos 5,5oo
Uitavos 2,800
Vigsimos 1,;ioo
Vende-se superior sal do Ass a bor-
>!o da escuna Marta t'irmina fondeada na
volla do Forte do Mallos: a tralar com o
capilSo a bordo, ou com o consignatario da
mesma, luiz Jos de S Araujo, na ra da
Cruz o. 33, aoti.le se pode ver a amustia
Vendem-se quatro lindos molequesde
8 a 18 anuos; olio pretus de 20 a 30 anuus,
sendo um ptimo sapateiro o outro cano-
ero; quatro pardos, sendo dous ptimos
marinheirose um com bons principios de
carpinade18a 25 annos; duas pardas de
15 a 20 annos com habilidades ; e cioco or-
las, algumas com habilidades e as outrss
oroprias para todo o servico: na ra do Col -
legio n. 3.
Livro moderno.
Acaba de sahir luz no Rio de Janeiro a
seguinte obra
Novo manual lo Fazenrtelro
ou tratado completo de medicina e cirur-
gia domestica, adaptado a intelligencia de
todas as ciasses do povo, seguido de utn
formulario de medicina ede um dicciona-
rio dos termos scienlilicos, por L. F. Bon-
jean, doulor em medicina, membro titular
da academia imperial de medicina no Rio
de Janeiro: nova ediccSo em 1851 2 vol
acompanhadosde 64 estampas, por 16,000
rs. a obra : vende-se no pateo do Collegio,
casa do Livro Azul.
Vende-se urna porfi de caizOes va-
sios : na ra Nova n. 44. .
Vende-se urna loja de miudezas bas-
tante afreguezada, e em muito bom lugar :
quem a quizer comprar, annunco por esta
lu lu para ser procurado.
__Na ra do Lvramenlo o. 26, ha urna
porcSo de bom arroz branco em saccas pa-
ra vender a preco commodo.
Almanak
administrativo, mercantil e industrial, do
hio de Janeiro, paia oanno de 1851, or-
ganisado por Kduardo Laemmert, contendo,
alin de materiascotiimerciaes interessan-
tes, o cdigo coiimercial do imperio, a le-
gislacSo, decretos e avisos mais importan-
tes do auno de 1850, a augustsima casa
imperial, a corle com todas as casas titula-
res, o cor.o consular do imperio e estran-
geiro, a representac^o nacional, os ministe-
rios com todas as repartieres publicas, com-
panhias, sociedades, negociantes, merca-
dores, ele etc., etc. um voluu-e gran-
de com 11 il paginas por 5,000 : uo paleo do
Collegio, CBsa do Livro Azul.
Nu ra Nova, em casa de Augus-
te Colombiez,
vcnJe-se um grande retrato de S. M. impe-
rial oSr. D. Pedro II, com riquissima mol-
dura, obra do insigue pintor Lechevrel, o
qual apresentou na ultima exposicSo das
Helias-Arles, no Rio de Janeiro, obra de
t3o subido merecimetito, que lhe valen ser
premiado poi S. Magestade com o habito de
Chrislo, eser-lhe comprado por ordem do
mesmo auguro Senhor, um painel repre-
sentando a rainha de Inglaterra, Elisabelh,
o qual cligmou a altencio de lodos os mes-
tres e entendedores por sua primorosa exe-
CUffiO.
Vende-se vmaescrava de 22 annos, de
bonita figura, a qual cozinha o diario de
una casa, lava de'sahSo, engomma e cose
cbSo : na ra do Apollo n. 19.
--Na ra das Cruzes n is, segundo an-
dar, vende-se urna preta, que cozinha, faz
doces de calda, refina assucar, engomma
com perfeic3o, ensaboa, faz bico e renda, e
lodo o mais servico de urna casa : vende-se
por seu senhor se retirar para lora do impe-
rio. Na mesma casa tamben) vende-se urna
baca de rame, redes do Maranhao e tres
baiiquiihas d'oleo.
--Continun-se a vender mantega ingle-
?a nova, a 480 rs. ; dito franceza, a 400 rs. ;
banha de porco, a 400 rs. ; caf em grflo, a
160 rs.; reveda, a 80 rs.; cha hysson, a
1,920 e 2,400 rs. ; velas de espermaceti' de
5, 6e7em libra, a 700 rs. ; ditas de car-
nauba de 6, 7 e 8, a 320 rs. ; bolachinha de
differeules qualidades, a 200, 220 e 240 rs.;
passas, 240 rs..; letiia, a 160 rs. ; macar-
rSo, a 160 rs. : farinha do MaranliSo. a 120
rs. gnmma fina de engoruniar, a 60 rs ;
arroz branco, a 60 e 90 rs. ; chocolate de
Lisboa, a 320 rs.; qoeijos novos, a 1,760 ; e
charutos regalos de llavana, a 1,000 rs. a
caixa : no pateo do Carino, venda nova 11. 2.
Vende-se um preta : na ra do Caldei-
reiro n. 50,
Vendem-se 10 escravos, sendo um p-
timo eanoeiro, de bonita figura e moco;
urna escrav de 19 a 20 annos, que cozinha,
faz doces de todas as quali lades, engomma,
cose, faz lavBrinlo e marca de linha ; um
mulatnha de 13a 14 annos, que cose, faz
lavaiinto, marca de linha e engomma; duas
escravas de todo o servico; urna dita de
meia dado ; e 4 escravos para o servico de
campo na ra Direita n. 3.
Chocolate amarso le innsgo Is-
lndico, ou tlicsouro dopcito,
11 i-i- pa rail i> por Air. J. C. C.
As ffeccocs do peilo oflerecem lodas um
svmptoma geral, e constante. A tos-e, esta
d'oenca ISo commum quando descuidada ,
tflo graves siio as suas consequrncias qnanto
parece ligeira em seu principio, 13o mata-
dora por si so como todas as nutras doen-
Cas que consomem a especie humana, nSo
linha para combate-la e destrui-la um me-
dicamento especial e nico. Todas as pasli-
lhas e cbaropes que lem apparecido at
boje, tem sido impotentes.
No tem acontecido isto com o chocolate
de musco preparado por J. G C. O princi-
pio que forma a sua base principal olerece
piopnedades incnnteslaveis, e reconheci-
das depois de muito lempo,u ninguem igno-
ra os felises resultados da sua applicacSo
em todas as plileugmasias agudas, ou ebro-
ilicas, do pulllifl, alVercoe-s do peilo, phli-
s ca, defluxos, toces, etc. para dar tom ao
estomago, abrir a vontade de comer, con-
servar as gengivas, e o bom balito, matar as
lombrigas, principalmente as criancas.
Toma-se puro mascndo-o, e pode-se to-
mar-tambem combinado em agua como ou-
tro qualquer choculate, o com leite, to-
iiiaiiilii- se urna das dses n arcddas em urna'
chaveua dos ditos lquidos, ou mais de urna
conforme a gravidade da doenca. Veude-se
na ra do Queimado n. 9.
#t#i**:*v)l* * Alpaca preta a 44o ris o 4>
*J covaIo. t-
9 Vende-se na ra do Queimado, loja *>,
4 n. 19 ; assim como muilo bom l'rsn- t
4 quilim preto, proprio para saias e ti- fe
4 mOs, fazenda muito melhor do que %
, a lila, e muito mais larga, pelo pre- %
j) ce de 360 rs. o covado, e mais fino a tj
.9 400 rs. ; lambem lie oplimo para cal- >
d) cas, jaquelas esobrecasacas. %
#:*#*>
Vende-se um moleque de 18 annos, de
legante figura e bom cozinheiro ; um dito
para o servico de campo ; urna preta de 20
anuos, grvida de 5 mezes, com algumas
un11 awaa iniai l'~i r 11 ipai 1
i
habilidades ; e urna dita do servico de cam-
-. : no pateo da matriz de Santo Anlonio,
sobrado n 4, se dir quem vende.
Vende-se una bonita negrinha de 6
para 7annos, muito sadia : na ra da Mau-
gueira, bairro da Roa Vista, n. 11.
Vende-se urna parda de 26 annos, pe-
rita engommadeira, que cose muito bem',
faz renda, lava de salan e varella, no tem
viciosnem achaques: o motivo da venda
se dir ao comprador: na ra da Concordia,
quem vem da ponte, esquerdu, segunda
casa terrea, se dir quem vende.
Vende-se um preto da Costa, padeiro;
sem vicios nem achaques : o motivo da ven-
da se dir ao comprador : na ra Augusta
numero 1.
Vendem-se meredianos do sol (relo-
gios) muilo proprio para quem anda em
viagem, e para quem mora no nuito: na ra
da Cadeia do Recife, loja de miudezas do
Sr. Mello.
Vende-se urna escrava crioula, que sa-
be cozinhar, engommar pouco e coser, de
35 annos : vende-se para tora da provincia :
na ra do ltozariu,eslreita, por cima do es-
crivSo Bandeira.
Meias de linho:
vende-se na ra do Queimado, loja n. 19,
por preco commodo ; assim como meias de
algodo de todos os tamaitos para meni-
nos e meninas.
Moinhos de vento
eom bombas de repucho para regar horlas
d baixas de capim : vendem-se na fundicao
de Unwman & Me. Culluii), na ra do is um
ns. 6, 8 e 10.
Escravos futidos. <
Nodia 24 de fevereiro prximo passado
fugio um escravo cabra de nome Antonio
que representa ter 20 annos de idade, sem
barba, com falla de denles na frente, esta-
tura regular, um pouco cheio do corpo ; o
qual he carreiro e ji. fui surrado. Este escra-
vo fugio de Pedras de Foso, do poder de
seu senhor Fel iz Francisco de Brito, e enlis-
ta que se dirigi a esta praca com o intuito
do sentar praga na marinha ou mesmo no
exercito : roga-se, portanlo, as autoridades
policiaes de o capturar onde quer que elle
apparecer; assim como aos Srs. capilSes de
matto, de o levarem ao seu senhor no supra-
dito lugar de Pedras de logo, ou no Recife.
Francisco Carneiro da Silva ua ra Au--
gusta 11. 26, qunserSo bem recompensados.
No dia l.o do correte desappareceu da
ribeira da Boa Vista urna pela cricula, de
nome Benedicta, representa ter 40 e tantos
annos, estatura regular, cheia do corpo,
rosto largo, com alguma falta de denles,
quando falla faz geilos na bocea, olhos bas-
tante fundos, vista espautada e muilo sim-
plona ; julga-se estar occiiila em alguma,
casa ; por tsso pede-se a pessoa que a liver.
queiraquanto anies enlrega-la no Recife
a Joflo Jos de Carvalho Moraes, ou no Coi-
dios, onde foi tanque d'agoa, a Antonio da
Costa Ribuiro.
Desappareceu, no dia 12 de Janeiro pr-
ximo passado, do sitio denominado Arac,
unto a ponte dos Remedios, um escravo,
eanoeiro, de nome Caelano, de estatura re-
gular, cor fula, rosto redondo e picado d
bexigas, pouca barba, alguna signaes de
panno pelo ventre, sendo um delles a mar-
ca de um caustico por occasiSo de, ter um
pleuriz e he quebrado do urna das verilhas ;
levou camisa e calca de algodao de Tora.
Kste escravo, dizem ter levado em sua com-
panhia urna prela moca, de nome Juliana,
liaixa, cheia do corpo. muito esplicada no
fallar e tem um signal de talho no canto da
bocea da parte direila : mga-se a todas as
autoridades policiaes, ou a quem o couhe-
cinienlo desto possa iit-re-sn, e a nesSOM
particulares que os lossam eociiirar, os
manden) apprehendei e entrega-Ios na ru*
dosQuarteis de policia, palaria n. 18, que
.-ei o ah gratificados com 50,000 rs. alm
de alguma pequea despeza que possa ha-
ver para sua seguranza.
Desappareceu na noite do dia 6 dp
passado urr.a esciav parda de nome Luiz,
idade pouco mais ou menos SOanoos, ru-
bedos corredisos, porm cortados, rosto
redondo, barriguda que parece estar pija-
da, uins bastantes leas e algumas unhas
muito negras que parecen) ter sido pisadas,
os ts muito esparralhados o f-io. e algu-
ma cousa irregular, levou alm da roupa
vestida, um sacco ou tmuxa, dous fius de
contas brancas ao pescoco, assim como um
rozario tambem branco, chales de chita
asul.j desbotada, usa de camisa de cab-
(80: quem a aprehender e leva-la ua
ra do Queimado, loja n. 9, ser recom-
pensado generosamente.
21),uno rs. de gralilicaco.
No dia 23 para 24 do prximo passado fu-
gio o escravo de nome Anlonio, de nac3o
Angola, de 40 anuos pouco mais ou meros,
baixo, rosto abocetado conf uus calombi-
nlios, barregudo, com urna cova as costas
cima das cadeiras ; levou camisa de alg-
ilo branco grosso, calcas de algodSo de lis-
tras e chapeo de engenho : quem o pegar,
leve o padaria da ra do Rozario eslreita
n. 13, que receber a quantia cima.
-- Fugio no dia 24 do passado do enge-
nho Tapera, sito na freguezia de JaboatSo,
o escravo de nome Jos, de nacSo NagO,
cujo sioaes caractersticos So os seguintes:
corpo e altura regulares, olhos salientes e
vivos, sem barba, com falla de denles, ro'-'
tp talludo, ps 4?iossos, representa ter de
idade 30 anuos, he muilo ladino; avista
do exposto recommenda-se aos capitfles de
campo a captura do dito escravo, pelo que
sein generosamente gratificados..
Desappareceu, 110 dia t6 do passado, a
prela Joaquina, de nacSo Cacange, que re-v
prsenla ler 40 annos, baixa, corpo regular '
coi fula, com carne sobre os olhos, nari'3
chalo, falla de dous denles, peit06 peque
nos e mrenos, com algumas sicatrizes de
relbo as cosas ; lem as nadegas um lanto
empinadas para Irs, que mais mostra,
quano anda ; levou vestido novo, porm
sujo, com assento azul; consta que usa de
panno da Costa. Esta preta quando foge tem
por costume andar pelos arrabaldes desla
praca : roga-se as autoridades policiaes
capilSes de campo, ou outra qualquer pes-
soa, que a apprehendam e leveni-a a seu
senhor Do mingos da Silva Campo, na ra
das Cruzes n. 40, que gratificar genero-
sa meule.
a/in MOR FXFMPL


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