Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06339


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Full Text
.Anno XXVII
Quinta-feira 6
ml
di
PARTIDAS DOS COBBIIOS.
.oie.nna e Parahiba, is segundas c sextas feiras.
Uo-Grande-do-Norle, todas as quintas feiras ao
weio-dia.
Oaranhuns c Itonito, 8 e 23.
|: -Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quiutas feiras.
Olinda, todos os dia.
Pmsis D* LOA.
EPHEMCalDES.
'Nova, a 2, as 10 h. e .'ij ni. da t.
IC'resc. a 10, as 7h. c i'nn, da t.
Cheia
Ming.
a l?,as 10 h. e .Vi m. da m.
a 24, s 11 b. e (i ni. da m.
inCAHAH DE BOJE.
Primeira s 7 hora; e 42 minutos da manha.
Segunda s 8 horas e minutos da tarde.
de Margo de 1851.
N. 54.
FBEOO DA SUBSCBIPCAO.
Por tres meses ^adiantados) 4/000,
Por seis metes 81000
Porurnanno 15/000
das da semana.
3 Seg. S. llemctcrio. Aud. do J. d'off. e m. da 1 v-
4 Tere. S. Casimiro. Aud. da Chae. doJ. da se-
gunda vara do c. e dos untos da la/.cnda.
5 Oiiart. S. Cin/.i. Aud. do J. da 2. vara.
0 i iiuiii. S. Ollegario. Aud. do J. dos orf. cdo m.
da primeira vara.
7 Seit. S. Guadio/.o. Aud. do J. da 1. vara do c.,
e dos feitos da l'azcnda.
8 Sab. S. Joao du Dos, Aud. da Ch. cdo J. da
2. varado civel.
9 Dora. l.'da Quarcsina. S. Francisca Romana.
CAMBIO DE ", BE MASCO.
Sobre Londres, a30 d. p. 1/000 rs.60 das.
Paris, 320 por fr.
> Lisboa. 85 a 90
Ouro Oncaslicspanholaf..... 2i>/000 a 28/500
Moeda de (5/400 vclhas. IB/000 a 16*200
. de b/400 novas 10/000 a 1BR00
de 4*000....... 9/000 a 9/100
Prata.Pataces brasileiros.... W20 a
Pesos columnarios..... #820 a
Ditos mexicanos........ 1/bSO a
1/J40
1/940
1/700
nnmcx
UBICO
i
nBBbnsRwtatKRdMBsavK is&iikksu:tmmHHKt "'
PARTE OFFICHL.
(iVEHiNU DA PKOVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 97 DEFEVEREIRO
DE 4851.
rnelo. A pagadoria militar, para que
vista do recibo que remelle em duplcala, man-
,',r indemnisar a ca do oitavu batalho de
amadores da quantia de 14,400 rs. que se des-
pendeu com o aluguel de dous cavados que
conduziram para esta capital o soldado Fran-
cisco Pomiogues da Costa que se achava doen-
te na Infermaria de marinba. Communicou-
sp ao comniAndo das armas.
Dito. Ao coinmandante do corpo de poll-
ia, dizendo que pode passar o caminando do
:rii-iclo corpo ao respectivo major, visto ter
r' .me. de ir tomar aisento na assembla legis-
lativa provincial.
Portarla. Nonieando professora da cadeira
de primeiras lettras do sexo feminino da villa
do Pao d'Albo a Senborinba Mara de Oliveira
llaciel, que foi plenamente approyada em con-
curso. Fierara-se as convenientes cummu-
' curs
i- Anca
edes.
lo-
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS uo diario DEPER-
NAMBUCO.
Pars, 20 de Janeiro de 1851.
Quando escrevi a Vmc. a minha ultima
carta, achavamo-nos aqui em crise minis-
terial : hoja que ja sSo passados doze das,
nih crise nova acaba de rebenlar. I'm sa-
nete escolhido pelo presidente da ropu-
>;ea a 9 do corrente achou-s em plena dis-
JsolucSo a 18/Uem v Vmc. que fazemos
' Tem Franca um oonsumo espantoso de mi-
>- .nislros.
14 i Eis aqu os Tactos graves que tiveram lu-
>- lgarnests quinzena. O presidente, como J
{he disse na minha ultima carta, fleara mui
! 'descontente com os actos recentes da assem-
'i '.lile nasquestOes Yone Maiiguin,e muito oT-
VlTendido da attitude tomada pelo general
i JChangarnier, o qual se apre.sentra ultima-
* irr.entecmo campeSo da prerogaliva parla-
'- fmentar contra o proprio [residente.
le
a
la
o
l
Elle quera a lodo o custo acabar com as
pretensoes do orgulhoso general, o qual no-
ineado por Luiz Bonaparte, servia-se aber-
tamente de sua influencia contra o cliefe do
estado, em proveito dos partidos que que-
,"iem derrbalo. Luis Bonaparte eslava por-
, tanto rrevogavelmente decidido a demitlir
o general Changarnier A questSo desta de-
missSo tinlia sido minias vezes discutida
efn conselho, os antigos ministros eram to-
dos concordes em que ronvinha desemha-
rar^arem-se do general, supprimindo a posi-
(5o excepcional em que se achava colloca-
do,e dividindo enlre dous generaos rs dous
commandos da guarda nacional e o oxer -
cito de Cariz. Smente riles licsitavam so-
bre o momento em que essa medida devia
ser tomada por temor de causar urna grave
; do ultimo arrojo parlamentar do general
Changarnier, o presidente nSo quiz mais
admittir demora.s Como os ministros de
Luiz Bonaparte tinham collocado conecti-
vamente em as mSos Jo mesmo as suas de-
^misses, elle impoz por primeira|condicc3o
i amelles que houvesse de chamar para jnn-
Ito de ai afim de constituir o gabinete novo,
I a demissSo do general Changarnier.
Una opposicSo formiiavel se tinha orga-
nisado contra essa medida no seio da as-
sembla. Os elides dos antigos partidos que
. at entSo tinham dirigido a maioria, tei-
mavam sustentar em sua alta posicSo
militar um liomem que tinba-se esfor-
zado por dar a esperanza de sua complici-
dade a todos os partidos. Para acabar com
.'vas inlrigas,opresidonte convocou em ana
casa os homensos mais notaveis da assem-
bla, Mr.Dupin.Mr.Berrver Mol.Mr.Broglie,
Mr. Odilon Barrot, Mr. Thiers, Mr. Daru, Mr.
Montalembert, e em urna conferencia que
din ou duas horas e meia, declarou-lhcs a
firme resolucSoem que eslava de tirar ao ge-
neral Changarnier o seu commando. Elle
accrescentou que eslava prompto para acei-
tar o concurso daquelles denlre elles que
compartilhassem a sui opinifio sobre esse
potito.
Entre as oito pessoas que assistiram a es-
la conferencia, s duas, Mr. Thiers e Mr.
Ilerryer, sBo syslematicamente hostia ao
presideiite. A outras eram cerlamenle me-
Ihor dispostas, potm compromettidascom
os partidos, nSo ousaram afrontar a colera
dos mesmos, pondo sua experiencia ao ser-
vico de Luis Bonaparte.
Depois desss vfl tentativa, o presidente to-
Uou inmediatamente a sua resoluco. El-
la reuni os seus antigos ministros e os poz
na necessidade de se pronunciaren! sobre a
demissSo do general Changarnier. Ellea-
ceitou imuiediaUnienle a deajiss3o daquel-
les que aiuda besilavam, e conservou os
outros no seus postos: Um novo gabinete
foi asaim constituido, no qual entraran)
'uatro dos antigos ministros, Mr. Baroche,
Mr. Itouher, Mr. Fould e Mr. Parrieu. Cinco
ministros novos foram uomeados, eo presi-
dente os escolheu, nfio entre a notabilida-
des da assetnbla, mas entre os homensos
mais dedicados sua poltica,
i Esse gabinete n&o viveu semlo nove das
Humeado a 9 de Janeiro, elle deu a sua de-
missSo no dia 18 do mesmo mez mas
verdaderamente isso pouco importa, por-
iliniiiio cvses nove diascheios de-ptripecias
e de lulas bastaram para desenliar clara-
mente a situagSo eslranha e perigosa na
qual nos iL'li.iuius, e para dar a alguns dos
ministros que su reliram a occasiSodese
illustrarem.
A gazeta oflicial, dan Jo os nomes dos no-
vo c ministros, publicou ao mesmo lempo
um decreto, pelo qual foram tirados ao ge-
neral Changarnier os dous commandos que
elle exercia, n outro pelo qual o general
Baraguay d'HHIires fora nomeado com-
mn minute em chefe do exercito de Paris, e
o general Perrot commandanteem chefe da
guarda nacional.
O publico niJo se abalou nem pouco nem
muito com esta medida. Changarnier ti-
nha sido por muilo tempoo idolo da popu-
lacho parisiense, mas a parte tenebrosa que
elle lomara as intrigas contra o presiden-
te, completamente o despopularisar, e os
pioprios burguezes o viram rctirar-se sem
nenhum pesar. O publico parisiense tem
inteira confianca no presidente e aquelles
que se pOem em hostilidade com Luiz Bo-
naparte perdem bem depressa as boas gra-
bas do povo de Paris. j
No seio da assemblca, as cousas passam-
se differentemente. Os partidos, osquaes
sSo mui resignados e mui calmos no paiz,
so mui activos e mui violentos no seio da
assembla. Elles quizeram tirar urna vin-
ganca estrondosa da medida queacabava de
ferir o general Changarnier. No mesmo dia
em que o Moniltur publicou|esse decreto,
urna proposla foi apresentada na assembla
pelo conde de Rmusat, um dos homens in-
lluenles do partido orleanisla, debaixodo
prelexlo de que a medida lomada pelo so-
verno era urna provocac.no feita contra o po-
der parlamentar. O orador roqnercu que
a assembla se retnisse immediatamente
em suas secefles para nomear uma commis-
sSo que delib' rasse sobro o partido que de-
veria ser tomado, e propozesse sem demo-
ra uma resolutj&o para por em salvaguarda
a prerogativa da assembla. Entre ou-
tros expedientes indicados, Mr. de Rmu-
sat insisti sobre a ideia mui revoluciona-
ria de uma proclamaQUo ao povo frunces.
Reparo Vmc, que, demiltindo o general
Changarnier, l.uiz Bonaparte nSo fez senflo
usar de um direito mcontestavel que a
COM lituiQSo Ihe da, pois quo s ello nomea
e demilteos cheresda frca publica ; mas
as paixOes estavam em movimenlo e apezar
da viva opposicSo de dous ministros, Mr.
Baroche e Mr. Itouher, a pro posta de Mr.
de Rmusat foi approvada por 330 votos con-
tra 273.
A assembla se reuni em suas seccOes, e
estas nomearam suas conimissOes em nu-
mero de quinze. Nunca os montanhezes ti-
veram 13o bulla Testa Elles eram senhores
absolutos do resultado, pois que estando
dividida a maioria, os 220 votos dequeel.-
les dispem podiam fazerpendera balanca
para um lado ou para o outro. Tresds
seus obtiveram accesso na commissSo, mas
isso nflo era bastante ,-elles queriam dis-
pr ii sua guisa do escrutinio d, unitivo e
nSo se enganaram. A poiQSo discidente
da maioria passou com ell'eilo por suas
Torcas canJinas, como Vmc. vai ver.
A commissao depois de tres das de debates,
concordara em umr ~
a assembla dever
mi i.sii i ni', a do gene
sobre esse pouto urna censu
Esta propusla era absurda e destituida de
franqueza. Se alguem era culpado por liav
demiltido o general Changarnier, nao ca cer-
tameute o miuisterio inaa simo presidente; a
elle poi tanto devia ser dirigida a censura, por
que esse acto lhe pertence, eem uma repnbli-
ca o presidente he responsavcl pelos seus ac-
tos; mas os fautores da intriga nao ousaram
ir to lunge ; ellesteiiieram apopularidade de
Luis Bonaparte e acharan) commodo feri-lo
em seus ministros.
bons cidadSos. O voto de antes de hontem,
provomu j em Paris um sentimento de re-
nrova^So unnime ; nfio ha aqu senSo um
grito contra Mr. Thiers, o qual he conside-
rado com justica, como o principal fautor
de toda essa intriga. Eslou certo que os de-
partamentos nSo se pronunciarSo com me-
nos energa, e que a assembla recuar di-
ante tiestas vigorosas manitestaces da opi-
ni3o publica.
Depois do voto de que acabo de Tallar, o
ministerio nSo poda ilcixar de depora sua
demissSo as mSos do presitleute da rep-
blica o qual nSo quiz aceita-la, e smente
cedeu hontem s instancias de seus minis-
tros. O en baiuo he grande para compor
iini gabinete novo ; nSo sci o qne Tara o
presidente, mas eslou certo que elle nSo
ir escullid- os seus ministros, as lileiras
de seus adversarios.
Ucspanha. No momento em que tinha-
mos em Franca crises de gabinete, opera-
va-se lambem em Madrid uma revolucSo
mi.'tisterial, maessa era seguramente mais
eslranha e mais inesperada. Narvaez des-
gostou-se de repente do poder.
r.em visto da raiuha que o amava, n.io obs-
tante o seu humor fantstico, omnipotente as
cmaras que o estimavam, honravam-no e na-
da lhe refusavam, elle leve o desejo de repou-
sar e delxar a llespanha. A 10 deste mrz elle
apresentou a sua deinissao a ralnba, a qual,
estando habituada a esses caprichos, refisnii
graciosamente, segundo o seu cosliime; mas
Narvaez dessa ves quera seriamente retirar-
se, porquanlo reuni logo os seus collegas e
declarar-Ibes com urna extrema vivacidade
que se sua demissao nao fosse aceita, elle se
matara em presenca dos mesmos. Fsta amea-
9a foi logocommunicada raitha, a qual com
grande pesar seu resignou-se a aceitar a de-
missao. Narvaez dirigio-se ao palacio para
agradecer calorosamente asua soberana a gra-
ca que lhe havia feito e no mesmo dia parti
em uma carruagem de posta para a Franca.
File nao parou seno em llaiona onde parece
resolvido a fixar-se. A rainha o autorisou a
residir por espaco de um anno fra da Hespa-
nha. O illuslrc inarechal tem cerlamenle o di-
reito de tomar alguiu descanjo depois de lao
rudes irabalhos, mas Deus permita que sua
patria, a qual lhe deve tanto, nao teaha que
chorar a ausencia de seu braco vigoroso.
Ricebemos boje mesmo em Paris por des-
pache telegraphico a noticia da Tormaco do
novo gabinete hespanhol, o qual he com-
posto de homens mui capazes e perteuceii-
les todos maioria conservadora das cortes
Eis aqu os nomes dos novos ministros; o
Sr. Bravo Morillo, ministro du Tazenda e
presidente do conseibo ; o Sr. Firmino r-
lela, ministro do interior; o Sr. Beltram
de Lys, ministro dos negocios etlrangeiros ;
o Sr. general ronde do Mirasol, ministro da
guerra ; o Sr. contra-almirante Bustillos,
ministro da marinha ; o Sr. Femantes Ne-
grete, ministro da jusilla ; o Sr. Cotzales
Romero, ministro das obras publicas.
Inglaterra. Na ausencia do parlamento,
o qual nSose renne suiSo a K de Tevereiro,
ocrupam senSo
re este ponto el-
So valem a pena
serem mencionadas, porm em Talla de
questfles internas, a imprensa de l.ontlrc.>
oceupa-se muito de nossos negocios os
quaes parecem-lhe mui graves no ponto de
vista da seguranca europea. Em suas apre-
1-1.1.."i- .- loo mi ni cines quanto esclarecidas,
ella se colloca toda inteira da parte do pre-
sidente e censura enrgicamente a assem-
bla.
Jiuliu.Falla-so de projestos do revolu-
Seja o que l'or, u resultado Iludi sua capee- cionario Mazzini, o qual, Com osoccorro tle
taiiva. El lea quizeram levantar um pcdesial j |^US fundos gue os devutosdo anglicanis-
ao general Changarnier, mas nao o coiisegui-l mo |,ie forneceram, quer levar a insurrei-
oigodeseu chefe, Mr. Ilerryer, alardeou al- diteraraneo caplurou un navio portuguez
taniente de suas esperanjas e na qual o mais carregado de urnirs, o qual se diriga para
as costas da llalla e d.zeni ter sido Trelado
por agentisde Mazzini.
de suas esperancas
smil! c o mais perlido dos oraaores, Mr.
Thiers, derramou s maos chcias .0 seu odio
contra o presidente, a muanlo inteiveio, de-
clarando pelo orgo do general Cavalgnac, qual
era a sua ultima vonlade, a qual os dissidentes
deveriam conformar-se, seno quizessem uau-
fragar miseraveluienle. O que a montanba
consenlia em voUr era uma reaoluco pela
que se deciarasse que a assembla nao tiuha
conilanca no ministerio, nein uma virgula de
mais, nem urna virgula de menos, 'i'aes foram
as orgulhosaa palavras do general Cavaiguac.
A 1I11 ciia resiguou-se a sottrer a le desses ru-
des auxiliares. Ella deixou vergonbosamente
riscar de aeu voto u lesiemuuho de pesar para
com Mr. Cbaugarnier e cingio-se proposta da
monlanha, a qual foi adoptada por4l5votos
contra 286. Nos 415 voloa da maioria acham-
se 220 votos da monlanha, o que moslra que a
liaecu do partido da ordem que se separou
do presidente, nao he senao de 195 votos con-
tra 28(5.
lem que eu lenba resumido muito esses ac-
contecimenloa parlamentares, talvcx Vmc.
pense que eu ibes tenha dado mui grande im-
portancia. Desenganc-sc- esses lacios tem
uma mui grande gravidade, aqnul he compre-
heudida por toda a Euiopa, Asdivises que
se uinifeslam entre homens que at qui ti-
nham defendido em commum as ideia de or-
dem, pode ni ter consequeucias taes que a
Franca c por conseguiulemeulc a Europa e-
jaui perturbadas por novas revolucoes. Entre
os loucos que persegueui a Luiz /fonaparte
com o seu odio ceg, ha alguna que ealao
promptos a levar as cousaa al mesmo ao pon-
to de decretar a sua aecusacao se isso uvesse
lugar 1 seria para a franca o signa! de lima
euerra civil horrorosa, a qnal assegurarla o
iriumpho desses sombros e sanguinarios so-
iihadorea oue bao jurado destruir a socledade.
Os homens honrados nSo se illudem, e
estSo todos pelo presidente, o qual he nos-
so nico dique conlra a mvasSo do com-
muuismo ; por isso nSo obstante a m von-
tade da assembla e de seus cheles .eslou
couveucido que elle veucera, apoiado co-
mo est pelo concurso e pela sympaluia dos
AiUmunha. O ardor bellico da l'russia
acalia-se com leUimeiite desvanecido, o a
ordem so vai reslabelerendo pouco a
loucona Allemanha. As camras prussia-
nas, as quaes se tinba pronnuciado em o
mez prximo passa.to em grande maioria, con-
tra a poltica pacifica do Sr. de Manteuttel,
vallaran! muilo mais calmas no mez de Janei-
ro- A mais ardente das duas, a segunda c-
mara acaba de dicidir, bem que por pequea
maioria (147 votos conlra 141) que nao se
ocenparia mais com a discusso de seu vol de
gracas. Ella fez mullo bem em tomar esse
partido, por quanto a convenco de Olmulli,
contra a qual o projecto do vota de gracas r
levanlava, esl hoje plenamente cxeculada, e
nao ha mais que dizer sabr ella. A Hessc es-
l lam calma que nao se falla mais a seu res-
pello, e quanto aos revoltosos do llolstein,
sua assembla acaba de dicidir pela maioria
de 42 votos contra 26 que se submeteria ao ul-
timtum da Kussia e da Austria. O exercito
holsleiniense foi licenciado e o rei de Dina-
marca enviou ao llolstein um plenipotencia-
rio, o Sur. de Reventlow, para enieuder-se
com os comiiisarios federacs. A Allemanha
est hoje tramquilla c cuida seriamente em
fnrearja Suissa a conter inclino do que tem
feito ou a expellir os refugiados demagogos
que acbaramasilo no solo helvtico.
Par* 7 de Janeiro de 1851.
Na minha caita de 20 eu disse a Vmc. quo
o nosso ministerio acabava de enviar se-
gunda vez ao presidente da republiea a sua
deuissSo. Luiz Bonapaite, posto que bem
disposlo a recusa-la, e a continuar corajosa-
mente a gera conlra a assembla, nSo po-
de todava resistir es instancias de seus mi-
nistros, os quaes contavam com a sua re-
tirada, abrir caminho a conciliac,So Elle
tem procurado compor um novo gabinete
escolhido d'entre os 286 membros da maio-
ria que lhe permanecern) liis ; mas todos
os seus oslnos teem sido baldados. Os
personagens que tem msndado chamar, to-
dos espantnram-se com os obstculos que
iam encontrar, e proposeram bo presidente
condic,0es inadmissiveis. Um dclles, Mr.
Odilon llarrnt, teve a simplicidade eslupitla
de propo7-lhe a rcintegracSo do general
Chaparnier em a siluacSo que oceupava e
bem asim a demissSo do preteito de polica,
Carlier, de quem Paris esta DerTeitamente
saiisTeilo. O principe l.uiz tem repellido
todas estas exigencias absurdas, c tomou
resolutamente um partido mui hbil.
Como presidente da repblica, elle he
responsavel, e rdeescolher, como enten-
der, os seus ministros Elle poz portanlo
em applcacSo a tlieoria republicana, quo
esl em vigor na America do norte. Em vez
de escolher seus ministros enlre os repre-
sentantes que teem uma posi^So pessoal
que sustentar escolheu homens dedicados
sua passoa, homens espetones, ero eslado
de bem administrar, e quesSo na realida-
de seus agentes. Logo que sua lista foi
completi ell- dirigi ao presidente da as-
sembla legislativa as guint>> mensagem
1 Sr. prtiidenle. A opinin pubbica con-
fiando na sabedoria da assembla, e do go-
verno, nSo se tem agitado com os ltimos
incidentes, todavia a Franca principia a
soll'rer de uma deslnlelligeiicia que ella deplo-
ra, lie u dever faier quanto em inin cou-
ber para prevenir os resultados tristes da
inesma.
A unio dos dous poderes he indUprnsa-
vel a tranquillidade do paiz, parin como a
co nsliluicao os fez indi-pendentes, a nica con-
tlicu dessa uniSo he urna confianca reciproca.
Penetrado desles sentimentos, eu respai-
lare! semprc os direilos da assembla, maulen
do intactas as prerogativas do poder que rece-
bi do povo.
ti Para nao mais prolongar urna dessidencia
pe nivel, aceitfi, depois do voto rcenle da as-
sembla, a demissao de um ministerio, qnc ti-
nha dado ao paiz, e a causa da ordem provas
manifestas de sua dedicaco.
tt Qucrendo todavia organisar un gabinete a
qual oll'eiccesse alguma probabilidudc dedu-
rafiio, eu nao poda ir tomar os seus elemen-
tos em.....a maioria nascida de circunstancial
excepcionaes, e vi-me, com inagoa, ua impos-
sihilidade de adiar urna combinacao entre os
membros da minoria, apezar de sua impor-
tancia.
Picata conjeclura, e depois de vans tentati-
vas, resolvi-ine a Tormar um ministerio de
transitan, composto de homens esperiaes, que
nao pe 1.ou em a nenliuma iracfao da assem-
bla, e decididos a enlregarem-se aos negocios
sem preocupaco depariidos.
Os homens honrados que aceilam esta la-
refa tero direilos ao reconlieciineiito do paiz.
1 A atliiiiiiislracao continuar, pois, como al
aqui. As prevencesse dissiparam com alem-
brai)(a das declaracOes sulemnes damensa-
gem de 12 de novembro.
A maioria real se reconstruir, a harmona
ser restabelecida, sem que os dous poderes le-
nliain nata sacrificado da diguidade que he a
sua forra.
A Franca quer, ames de tudo, o repouso
c espera daqutllcs que lem revestido de sua
conlianca, nina conciliacilo sem fraqueza, nina
firmesa calina c a mpassibilidade no direilo.
1 ltecebei, Sr. presidenle, a seguraii9a dos
nuil- seiiiimentns de altaesiima.
(Assignadu) /.. A. lionapnrle.
Un supplemi'iiio do Munitiur aonun-
ciara a luimeacSodo novo ministeiio.
Com ell'eito o Alonicur publicou na mes-
ma noite ( 24 de Janeiro ) os uooies dos no-
vos ministros.
Eis-aqui o homens, osquaes 1S0 todos
o uilo honrados, nas nSo teem aimla figu-
rado na poltica. Negocios estrangeiros,
Mr. Bernier, director da conlabilidade des-
te niinisterk) ; interior, Mr. Vaisse, prefei-
to do departamento do norte; fazenda, Mr.
deCerminy, recebedor geraldoSena infe-
rior jjuslie, Mr. deltoyer, procurador ge-
ral da rrlac.9o de Paris ; guerra, o general
Randon ; marinha, o contra -almirante Vail-
lant; instruccSo publica, M. Girand, mem-
bro do conselho superior da instrurgSo pu-
blica ; obras publicas, Mr Magne, membro
do antigo gabinete ; agricultura e commer-
cio, Mr. Schneider, negociante.
Nenhum dos novos ministros Tez jamis
parte d.sassemblas legislativas, a excep-
cSo de Mr. Magne, que Toi deputado no rei-
nado dcLuizl'liilippe.
O publico accollieu com Tavor o novo
ministerio, e principalmente a mensagem
do presidente, a qual corresponde perfeila-
nu'iite ao sentimento do paiz, vido t'.e pal
e de repouso. Porm no seio da assembla
a mensagem produzio um cVito muito dif-
Terente, eos chcTes da liga tica rain proTun-
damente irritados, pois era evidente para
elles que o presidente tinha baldado sua
intriga, e que nSo quera, por nenhum pre-
co, collocar-sesob sua tutela. Assim o seu
primeiro pensamento foi tomar uma es-
trondosa desforra, e lenovar a lula. Um re-
presentante, perlencenle s ultimas filei-
ras ta liga, velo aniiuuciar na tribuna, que
quera nterpellar o ministerio sobre as
causas de sua existencia, e subre o lim que
sepropunha. Era um sollado quo execu-
tava a ordem de seus cheles, os quaes nSo
queriam executa-la pessoalmente nesse
momenlo. O ministro da justica declarou
inmediatamente, que seus collegas e elle,
esiavam promptos para responder no mes-
mo instante ; porm isso nSo era o quo que-
riam osopposicionistas; elles queriam en-
tender-sc, renovar sua liga com a monla-
nha, e accordar as bases de urna resolu-
cSo commum ; por isso pedirain e obtive-
ram da assembla, que as inlerpellac,es
ficassem adiadas para u du seguinle.
NSo duvdo que esses Senhores nSo te-
nliain empregado bem o seu lempo ; entre-
tanto no dia mineado, nao liuliam anda
ebegado a um aecrdo. A monlanha exiga
mal do que. se lhe poda conceder, e do
outro lado nfio se poda nada contra o pre-
ttf
sitente sem a monlanha Os fautores da in-
triga, Mr. Thiers, Mr. Desca re, Mr. Ber-
ryer, etc., ele, alnndonaram o interpel-
lanle sua desgragada sorte. Este, muito
ilesa ni ma lo, halbuciou alguns ataques em-
barajados, aos quaes o ministro dajnstica,
Mr. de Royer, victoriosamente respondeu,
declarando que n ministerio havia nascido
da propria sttua$ffO, B que empenhava sua
honra pura tornar possivel um gabinete de-
finitivo, c que a poltica que elle praticaria,
era a du mensagem de IS d 1 novemluo, ple-
namente approvada pelo paiz, e pela a-sem-
bla. Depois tle dous discuisos, que Toram
uma troca de ataques entre um mnntanhez
e um lgillmista, a assembla encerrou o
debate, o qual acalinu mui miseravelmente.
Ter-sc-hia podido crer, depois deste re-
sultado, que a condieSo estava rompida, o
quo para adiante a antiga maioria ia re-
tomar suas bous relaces com o presiden-
te. Mas as paixes dos homens sfio tais
que lulam ainda mesmo contra a Torga
das cousas. No momento em que cscrevo
a Vmc. a liga esl melhor cimentado do que
nunca, elle achou um texto sobre o qual mon-
tanhezes, trgitiinislas, orlraniktas dessiden-
tes, eslo, c eslaro plenamente de accovdo.
0 ministro da faienda acaba de appresentar
um projecto de lei que lem por lim fazer
conceder ao presidente urna smnma de l:8!)0jl
francos para despexas de representa;ai> exira-
nrdinaria. O anno pnssatlo, um pedido do
inesniu genero com UM algarismo inain fnrle
( 2 inilhOcs c 160 mil francos ) lora l'eiloc
assembla o conco eu. Mas este anno os des-
crnenles eslo resolutos a diminuir o subsidio
de Luii Bonaparte, e crio que ofaraoporque a
coinmisso de lo membros, que foi Horneada
lioutrm )iara examinar o projecto, s conla
dous membros, que ealejao de accordu de
ateila-lo.
A guerra vai pois tornar a principiar ; mas
esleja Vine, convencido que nessis lulas per-
liuazes, o presidenle lem o paiz quasi inieiro
por si. Nao posso dar-lhe melhor prova do
que o que se passa nrsle momento, a res-
peilo meimo deslas despeas lie represenlaco.
Na proviso de nina rrjeicfio da parle da
assembla, subsciipocs ealao j. pruinpias
eui Paria, em I yon, em M irscillia. em br-
deos, cin todas as cidades importantes de
Franca, e ellas sero iiiiniedialaiucnle chelas,
logo que o vol de rejeico l'or cuiihecido ;
desta torteo presidente receber como doni
voluntario da Franca, a somina que os re-
presentantes da Franca lhe liverem negado.
A crise pela qual passamos he grave, c he
possivel que tenlianios anda grandes acun-
teclmentoi de que os pariidoi das antigs 1110-
narcliias scjain a cau'a, eque nao lhe apro-
veitaru por quanto mcsina depois de horrl-
veis, lucias, litio ha probablidades de bou
icesso, seno para o presidente, ou para a re-
pblica veinielha. Os anarchisias sabem
beni.e scgiiem com anciedade curiosa latas
as phases do conflicto, que se eleva enlre o
presidenle, e assembla com ofini deaprovei-
larem-sc do primeiro pretexto que se lhe cf-
ferecer, pura levar a populacu a rcvolta. A.
polica que vigia cuidadosamente, lodos os seus
parlidarios. acaba de prender de uma s6 vei
selenla conspiradores, que fazio parle de
urna sociedade secreta chamada, a t'iiinn de
communei. Progaininas abuniiiiavris, pregan-
do a comunho de bens, proclamares con-
idautlo o povo insiiriecu, foram appre-
hendidasea justica loma couhecimenlo des-
se negoe o qne parece ler as proporces de u-
ma|vastaiconjuracao. E'esle oeslado em que
nos achantas em Franja: as couspiraves da
vespera siiccedein as conspiracoes do dia se-
.uiiite o nao pdenlas contar com seguranca
urna semana de tranquillidade. Oh I quanto
sais lelises, sabios habitantes do Urazil. por
lerdes guardado eslas iustituicors monarclii-
cas, sombra das quaes as naces prosprala
e se engrandecem i
Inglaterra. A rainha Victoria abri eiu
pessoa, a 4 de fevereiro, a sesso do parlamen-
to. Eis o lexto do discurso que ella pronun-
ciou. .
Slilor.li, eStnhoret, he com gronde satii-
fafo que torno a ver o mcu parlamento, e
recorro os vossos conscllios, e assisteucia
para ocame das medidas necessarias fe-
licidudc do nosso paiz.
Continuo a entreler relacocs de pai, e a-
misade com as poteucias eslrangeiras, e me
tenho esforzado para trazer os estados da
Allemanha a c\ecuc!o completa das disposi-
coes do tractado com a Oinamarca, concluido
em Berlim no mez de Julho do anno passado.
l'l'ano-mc de poder-vos informar que a
1 uiiiieilii oi'.m Germnica, e o govemo da Di-
namarca, se occupain neste momenlo de pre-
hencher as estipulacOes deste tractado, e de
por termo por este ineio s hastolidadet, que
ppr momentos, tem parecido ameacar seria-
mente a pat da Europa.
Espero que os negocios da Allemanaa po-
deram ser arranjados por um mutuo accor-
do de modo a preservar a Torca da coufede-
raco, ea manter a liberdade de seus eslado
separados.
t.iiiulin com o re de Sardenha artigoi
addicionaes ao tratado de selembro de I84i. o
ordene i que esses artigos vos foaseiu submeili-
dos.-O governo do Urasil adoptou novas, e
( assim o espero ) effie.zes medidas para a sup-
prcsso do atroz, iralico de negros.
. Senhores da cmara dos coinmuns, orde-
ne! que o orf menlo do anno fosse preparado
e vos fosse submellido sem demora Elle teui
sido elaborado com una justa cousideracao
economa, e neceisidades do servico pu-
blic-
te Mylord, e seuborea. apesar das fortes
redueces de taxas que tem lido lugarnestes
ultimosannos, asreccitaado lliesouro sao an-
da satisfactorias.
O estado do commercio, e da industria do
reino-unido tem sido de natureza a dar ge-
ralineule traliallio s classes operaras. Tenho
ctiiiituilo tiuc deplorar as difliculdades experi-
mentadas pela parte imprtame do uicupovo,
que possue eque oceupa as Ierras, mas tenho
a esperanca consoladora de que a coudico
prospera das outras classes de mcus vassalos
ter por lim lavoravel diminuir estas diflicul-
dades, e promover o ulereases da agricul-
tura.
A recente adopeo de certas letras ecle-
sisticas conferidas por urna puledeia cstran-
geira, tem excitado cuei|sicuiutiWulos uci>
AR ENCONTRADO


te palx c numerosas reunies de racui vassal-
loj me tem dirigido reprsenla; urs, contendo
a cxpressao de sua decicar.ao ao (hrano, e pe-
diado que se resistisse taes pretencocs. IHa-
nifestei-lhes a scguranca da rcsolucao cnique
estou de manter osdircitos da minha coma, r
a independencia da naciio contra toda a usur-
pacao dequalquer parte qne venlia. Ku Ule
exprim o ineu vivo desejo, e a minba lirinc
'Irtriimii.ir.nl de com aajudade Dos, manter
iuteira e intacta a liberdade religiosa, (o jus-
tamente appreciada pelo povo inglez. A vos
toca examinar a medida que vos ser submet-
tida sobre este asiuinplo.
A administracao da justica, no ponto de
vista da lei e da equidade receber, sem du-
vida, aseria atleiiciio do parlamento, e creio
que as medidas qne podero ser appresentadas
com ii fin de melliorar esta adiniuislraco,
ti.ni discutidas com a madura deliberacao
que mu.l un, i- importante no mais altos tri-
bunaes do reino reclaman! impcriosamenles.
.Ser-vos-ha prsenle umi medida tenden-
te ao estabelecimento de vi ni systema de
registro das carias e actos que dizem res-
peito a transmissSo da propriedade. Esta
medida he o resultado das pesquizas, que
tetiho feitosobrea possibilidtdedu adoptar
uin systema de registro destinado a dar se-
guranza asearlas, e a diminuir as causas
de leligio, que al aqu pesavam sobre el-
las, e a reduzir as despezas da IransinissOo
de pror-riedade.
Combinar o progresso de melliora ment
com a eslabelidade do nossas iuslituicOes,
lal ser, estou cetto, o objeclo da vossa
constante solicitude. Podemos julgr-nos
Iclizes por estar-mus eiu estado de piose-
guir sem perturbacito na marclia de um
mellioramento calmo e pacifico, e temos
toda a raz.to de dar grabas a Dos pela por-
cSo de tranquillidade e de felicidade que
nos tem sido concedida.
Este discurso nSo deu lugar as duas c-
maras seno a urna discusso breve a op-
posicao nao apresenlou nenliuma emenda
aos projectos de respostas que foram apre-
senlados pelos membros do partido miuis-
terial. Por isso o voto de grabas votado na
inesma sessSo na cmara dos Lords e igual-
mente na dos communs. lie smenle hoje
que um debate serio dever occupa-la so-
bre o bil que devia apresentar l.ur.l John
Hu.ssel a respeito dos bispos calholicos. A
11 deste un'/, um oulro debate mui grave
a oceupar sobre a mocSo de Mr. DTsraeli,
relativa ao succorro das classes agrcolas.
Na minha prxima carta eu referlrei a Vine,
os pormenores desta discussSo.
MU mnnia. --Os negocios do Ilolslein, e
da llrs-.ii Cassel estilo concluidos. As con-
ferencias de Dresde continan), porm af-
firma-se que se nSo prolongaran alea) do
dia 15 de (evereiro. Como era de esperar, a
Prussia, e a Austria absorveram completa-
mente os estados secundarios. Agora quu
estas duas potencias se pozeram de accordo,
tudo se far daqui mu diauto por ellas, e em
seu proveito.
Na Austria o desarmamento continua, li-
cenceia-se o terco de cada regimeulo, e
mesmo depois desta medida, o exercilo se
eleva ainda a frca de 400,000 homeus. As
finanzas austracas estSo arruinadas por es-
ta enorme despeja. O ministro da justica,
M. de Schmerliug acaba de dar a sua euns-
slo. Noticias vindas de Veneza aununciain
que o conde de Chambn! est perigosa-
mente doeute, nossos legitimislas, osquaes
teiuiam em conservar o seu preleudeote,
alfirmam que esle boato he falso, que o
principe esteve smente indisposto, mas
que ja se echa melhor.
Na Prussia o ministerio Manieuflel, to-
ma de dia em dia maior ascendencia sobre
o espirito do rei, e das cmaras. O indivi-
duo que segundu jadisso a Vmc. em outra
i cc.im.1ii, allentra contra os .lia- do rei,
Scferoge, acaba de ser julga lo, o abiulvido,
como louco. Foi reinelliJo administra-
<,*'", que o fez encerrar em urna cusa de
dOll IOS.
Hespanha Bravo Muriells, presiJento do
conselho ajaba de submetler as cortes o
sen programma de governo o qual lora mui
betn acolhido. 0 negocio de que a sua ad-
iiiinisira v1o parece dever o oceupar-se mais
lio o regulamen'o da divida publica, e uto
arranjamento que deve ser felo com os nu-
merosos crednres da Hespanha, os quaes
;i mili-, de vinte anuos estilo privados dos
inleressesdo seu dinheiro. O que d pre-
sentemenle a estes credons s las esperan-
cas, he a presenta, no conselho do Sr. Bol-
Iranade Lysque Narvaez oomera presi-
dente da commissao encarregada de exami-
nar este negocio, e que psrecia disposto aos
maioies sacrificios para resgalara honra li-
uanceira da Hespanha; mas para conse-
guir as soinmas nocessarias ao pagamento
da divida, he preciso diminuir as despezas,
e he priucipalmeule sobre o exercilo que
as reduceOes devem calur. Ora os minis-
tros da guerra no goslam de voi cercear
o seu ornamento, e o ministro actual, o
cunde do Mirasol, he, segundo dizem tSo
recalcitrante sobre este ponto quanlo os
seus predecessores.
Pelas ultimas noticias de Madrid sabemos
que este ministro e.-.ta em desharmoui
com seus collegRS, e ameacava dar a sua de-
missSo.
Um antigo collega de Narvaez. o conde de
S. Luis, acaba de ter um duelo com o Sr
Alejandro de Castro. O combate fo) a espa-
da, e o Sr- de San l.uiz, ticou ligeramente
feidu na cabega.
Lisboa, li di aneiro da 1850.
O governo sahio-se bem da quesillo do ou-
ro amcodado estrangeiro. Kxpirou j o pra-
so para a recepco desle dinheiro na rasa da
moeila, tendo-se recolhido perto de 800
contos, quns ludo ouro das pessoas que
para aqu lem viudo rio Brasil. Passou j o
projeclo para se toutareru coroas e meias
coras do ouro, a que o goveroo tenciona
reduzir o dinheiro estrangcrn que trocou.
que est n'um alrazo espantoso he os
vencimentos dos empregados pblicos. Pa-
rece incrivel como elles se podem manter, e
a usura com que Ihes rebatem os seus orde-
nados.
A lei ele.ilor.--l est em discussSo. Jos
Bernardo da Silva Cabral, tem-na combati-
do na cmara e no Eitandarle, principal-
mente no ponto das incompatibilidades <>
conde de Thomar declarou que no fazia du
prnjerjo questao eleitoral, por isso ou a lei
passe alterada ou tal qual a a, presentou a
comtnissao, nenhum abaalo fara ao minis-
terio.
O conde de Thomar empenha-.se agora
multo em congragar-se com os homeus no-
taveis do paiz. Convidou o nosso grande
poeta o prosador A. F. de Castlho para di-1
rector de escolla normal de Lisboa, estabe-
leoida cread, por elle condo.
Diz-se que o ministerio depois de passar o
projecto da loi eleitoral, encerrar as cor-
tes, para se livrar das interpellacGes sobre
o Alfeile, e para tratar mais sua vontade
;las eleicO s.
A Semana jornal luterano, passou a ser
dirigida por A. da Silva Tullio, e escripia
por A. Herculano, A. Carrett e A. F. de Cs-
tilho. Segundo o plano passar a ser um
dos primeiros jornaes do paiz.
dem. 30 de Janeiro de 1850.
O arrendamcnlo da quin(a real do Alfeile
conllna a ser o cavallo do balalha com que
a opposicao uascrles e nos jornaes Icna der-
ribar a Troia ministerial !
Na cmara dos pares o conde de Lavradio,
e na dos depulados Carlos Rento pediram o
traslado da cscriptura para annullarem o con-
trato. A vedoiladacasa real negou-se a esta
exigencia, mas o conde de Thomar ofl'ereceo-o
voluntariamente a amba as cmaras. Foi
remedido s cominissde respectivas. Vere-
mos o que ellas dizem,
Nao obstante tudo isto, o ministerio conser-
va iniuoria em ambas as cmara. Pergunla-
ram-lhe pela lei eleitoral, e elle declarou que
era a primelra que desrjava fosse discutida.
Veio a crise do ouro. Os soberanos e moedas
es(rangeiras, uinguein quiz acceitar sem gran-
de descomo O governo tlnha nomcado una
cominissao para se oceupar dr(e assunipto, e
a opposicao allribuio o terror pnico (porque
o foi) dos possuidores de moedas de ouro a
este acto intil ou tardio do governo. Elle
fez, por urna lei, que passou as cortes, ces-
sar o curso legal da moeda eslrangeira, excep-
tuando os soberanos, declarando que na casa
da moeda se recebariam todas essas moedas
pelo seu valor legal. O banco nao o quiz au-
xiliar ueste negocio, c de mais a mais declarou
que no lim deste me cessava de concorrer
para a companhia que tintn tomado asi dea-
contar os toldos olllcialidade do exercito c
armada a raaao de 10o/. O ministro da fazen-
da tratou logo de orgauisar una associacilo de
capitalistas que fizesse ele descont, Meando
.i.-i ni gorada a opposicao de espadas que adi-
reccao do banco tentara levantar contra o ga-
binete 1 homar.
Tem-se fallado vagamente de recomposicao
.ninislerial, mas nao lia motivo para 'se espe-
rar, excepto n'algum caso imprcvis(o.
Trala-se ja de ir dispondo as cousas para a
eleico dos novos depulados. O partid* denio-
cratico est esmorecido, e o governo tem umita
fe piii que tudo Ihe sair a seu contento.
ltimamente o inarcchal Saldanha, que
tambem trazia unas trras de all'oraiiicnto per-
tencentes a rainha, declarou que queria res-
cindir o contrato se fosse julgado como o do
conde de Thomar com o Alfeite. Esta propos-
(a. porein, ainda nao foi resolvida.
-2
Vicente, trouxe-no asearlas dos noiso cor-
- i ., mideutes de Pari e Lisboa, as quaes ficain
rslampadas emoutro lugar; c bemauim va-
rias gazeias inglea, francezas cpor(ugueia,
das quae as prlmeiras alcaneo a( 10 de feve-
reiro, as srgundas e as (erceiras al 8 dea(c.
mesmo mez.
Por falta de lempo nada por boje accresccn
taremos noticias contidas as cartas dos di-
tos nossos correspondentes, entreunto seispre
diremos para conhecimeuto do leilore que
o. di Herrines estados da europa ficaram todo
tranquillos.
Em Londres os consolidados ficaram a 96 3|8 ;
os fundos brasileiros, os pequeos, de 91 1|2
a 92 1|2 os quatro por cenlo portuguezes a d3
3|4 oquatro e meiopor cento russos a 98 7|8;
os doua e meio por cenlo hollandezes de M '
58 3|4 e o qualro por cento dito de 91 7|8 a
1)1 1|2.
CORRESPONDENCIA.
ASSEMBLtA F1,UV1lNC1aL.
SESSAORDINARIA EM 5 DE MARCO
DE 1851.
Presidencia do Sr. l'edro Cavalcanti.
A's 11 horas da manhSa, feita a chamada
verica-se estarcm presentes 23 senliores
depulados.
O Sr. 2 Secretario le a acta da sessao an-
terior que he approvada.
O Sr. \.o Secretario mensiona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofricio do Sr. deputado Joaquim Manoel
Vieira de Mello, participando que por inconve-
nientes, que j no pode remover, nao pode
comparecer na sessao da abertura, nciu nas
primeiras sessocs diarias. Inteirada.
Oulro do secretario da provincia, significan-
do que S. Exc. o Sr. presidente da provincu li-
cou Meme de se ter procedido a cleico da
mesa, que tem de dirigir os trabalhos da assem-
blca na presente sessao. Inteirada.
utro do mesmo, acompanbaiido a remessa
dos macos ni. I a 15 contendo documentos re-
lativos as despezas da cmara municipal desta
cidade. A' couiinissao de contas e orcaineu-
tos municipaes.
Oulro do ii 11 > ni i. remetiendo o relatorio da
administracao do patrimonio dos orphaos, do
qual S. Exc. faz meiicao na falla que dirigi
aiscmbla. Para o archivo.
Outro do mesmo, enviando o relatorio da ad
niuislracao do estabelecimcnlns de caridade,
de cuja peca o Sr. presidente faz menean na
talla que dirigir a asscmhla. Para o ar-
chivo.
Outro do mesmo, rcmeltendo o relatorio da
direcioria das obras publicas, acompanbadode
diversos mappas, (ambem mencionado na falla
de S. Esc. o Sr. presidente da provincia na ses-
s.-io de abertura. l'ara o archivo.
Outro do mesmo, acoinpaiihando um outro
da cinara municipal do llonito, no qual faz ver
que a respectiva reccila para y anuo correute
fui ciccssiva, mi ri i.i e nao pagavel. A' com-
inllSao do ni i, .lliu-lliu municipal.
i Hu o do iiiesino, remetiendo o relatoiio da
tiie-uui ii i, provincial, acompanhado du orea-
memo da receita e despeza da mesma thesou-
raria para o anuo de s.'u a 1852, dos balancos
perleucentcs aos excrcicios de 18-47 a 1848, de
1849 a 1850 e de 1850 a 1851, e bem aisim da
demonitracao do saldo existente na caixa do
exercicio de 1850 a 1851, e na d depsitos em
31 de Janeiro do correntc anuo. A' coinniis-
sao de ni i,iiueuiii provincial.
Outro do mesmo, enviando um oulro da c-
mara municipal du Po-d'Albn, em que pede
3:700,000 r. para a edlllcacao de uiunovoa-
(ougue. A' commissao deorcamenlo muni-
cipal.
Outro do mesmo, fazendo remessa de uina
representacao da cmara municipal de Pajehi'i
de Flores, pedindo a transferencia da comarca
do mesmo nomc e respectiva freguezia para a
povoacao da llaixa Verde. A' commissao de
esialistica.
Oulro do primelro ecretario da assembla
legislativa proviucial da Parahyba, fazendo re-
messa de um exemplar do relatorio com que o
presidente daquella provincia iustallou a ses-
sao ordinaria da assembla daquella provincia,
Para o archivo.
Oulro do primeiro secretario da assembla
legislativa do Rio Grande do sul, solicitando
um exemplar da collecco das Iris promulgadas
por esta provincia desde 1835 at ao preientc.
Mandou-ie satiifazer.
Siio remellidoi commissao de contas muui-
cipae o urr.iinenio da cmara municipal do
Bonito para o anno prximo futuro, c as con-
tas da despeza do auno passado.
( r.'/i/i:;i/--S'.-Aii. )
BICIFE, 5 DE WBCO BI 1851
A assembla provincial occupar-se-h
ariiiiiiliii 6, com leilura de pareceres o in-
dicagOes, lerceira discussSo do projecto n.
25, segunda do n. 1", e primeira dos ns.
20. 21.27, 33, 3* e 36, todos do anno pas-
sado.
i nnni i
O vapor inglezfai/ cliegadobojedeSouibaind.
ton, leudo tocado em Lisboa, indura e San-
ATTENgA'O-
Sr. Redactor. F NSo he meu lito,
nem sustenUr com o Sr. Paranhos urna po-
lmica pelos jornaes, nem molesta-lo com
exptcssOes desabridas que muilo mal as-
sentam a minha educagSo. Fique reserva-
da esta honra ao Sr. Paranhos; porque eu
sei rospoitar o publico e respeitar-me a
tnim Disso perante o conseibo que presl-
liu arrematarlo dos medicamentos para o
hospital militar, ou regimental, segundo a
correccSo do Sr. Paranhos, que o Sr. Para-
nhos nfio eslava exercendo competente-
mente a profissSo de boticario nesla cida-
de ; esta proposicSo que aventurei, nSo com
o (im de maltratar o Sr. Paranhos, mas por
ser filha de minha inteira convicgSo, foi
em pleno conselho aecusada de falsa pe-
lo Sr. Paranhos, que me chamou de calum-
niador, e protestou chamar-me a juizo para
responsahilisar-me por a proposicSo que
havia tmmittido. Nflo obstante esse pro-
testo, o Sr. Paranhos nada fez para ventilar
em juizo a quesISo, e devia eu deixr-m,
ficar com a ola de calumniador, e menti-
roso que me lngara publicamente o Sr. Pa-
ranhos ? Nao; e por isso, sem empregar
urna s ex[ressSo que podesse magoa-lo,
convide! pelo prelo ao Sr. Paranhos, afim
de desempenhar a sua palavr, isto he,
ciiainar-me a juuo e conveucer-me de ca-
lumniador. Sane i o fado e submetti ao
conhecimeuto do publico os documentos
em que me baseava para haver avangado a
proposieo j referida com rclago ao Sr.
I'aranhos.
Parece que ao Sr. Paranhos s urna cousa
restava, era chamar-me a juizo e desempe-
nhar desta maneira o seu protesto. Mas o
Sr. Paranhos assim o nSo fez, e eis que em
urna correspondencia toda recheada de o-
sultosetSo pouco digna de urna educagSo
poli la, acommelle-ine desabridamente fa-
zendo sua prupria apologia e sahindo per-
leitameute do ponto da questo.
Abstrahindo dos elogios do Sr. Paranhos,
esem entrar no merecido ou immerecido
delles e sem mesmo os contestar; abstra-
hindo dos profundos conhccimentos do Sr.
Paranhos em Pharmacia ; abstrahindo do
tecnistuo e propriedade com'que so sabe ex-
primir, assim como dos conhecimentos de
legislagSo pnarmaceucica em que prima;
abstrahindo do seu nacionalismo e patriotis-
mo verdadeno liberalismo, mormente tra-
lando-se de ttulos scientilicos ; despre-
sando euilitii soberanamente tudo quanlo
he ousadia, altivez eafouteza, tudo quanto
he insullo -iue sub correspondencia contm:
s Ira tare i de chamar a quesllo seu ver-
dadeiro e legitimo campo. Exarca ou nSo
iucouipetentementeoSr. Paranhos a pro-
lissilo de boticario nesla cidade?
Teudo eu dito em pleno conselho que
nao, e chamando-me o Sr. Para olios calum-
niador protestando cliamar-aie a juizo, lle-
vo ou nao ser chamado perante as jusligas
do paiz? Eis os pontos principaes de cuja
discusso lugio o Sr. Paranhos ; eu o obn-
garei limilar-se elles. Apresenlou o Sr.
Paranhos docunieutos, eapiosenlei eu do-
cumentos ; cumpie que, comparaudo-se es-
tes documentos, se decida qual delles me-
recen! mais peso.
Porora.naoeutrarei no exame da certidSo
da certidSo de exaiue de pliarmacia peranle
acamara de Jaguaripe, e da ueceisidade de
sua ciiiiiiuniig.il> |"'lo governo imperial; mas
apenas me lemilarei ao que consta relati-
vamente competencia do Sr. Paranhos
para exercer a proiissSo de boticario tiesta
cidade ; e perguularei : poderia o Sr. Para-
nhos abrir aqu una botica eexercur a arle
quu profeasa, sem que a sua caria ou titulo
fosse r. visto c examinado pela cmara; sem
que por ordem desi* fosse registrado ; sem
que depois do registro fosse requerida licenga
e esta concedida pela ca.i ara :' lodo o mun-
do sabe que no. Pois bem dos documen-
tos exliiidos por uiim, e exlrahidos do
archivo da cmara, nada disto consta.
Uu o Sr. Paranhos quo registrara seu ti-
tulo na secretai la da cmara ; mas com cer-
Udao exli aluda do ai chivo da cmara pro-
vei:t.uque no proceder licenga da c-
mara para um semelhanle registro; 2.* que
esse registro se achava sem data. Ora po-
derla o secretario da cmara, arvorando-e
em juiz competente da legilimidade do ti-
tulo do Sr. Paranhos, fazer um registra-
menlo dalle sem ordem da cmara ; sem
quu a cmara enlrasse na veracidatle ou
no veracidade do Ululo, e mais consiJera-
cOes necessarias ? .NSo: lica (Olanlo mui
claro que o registro do titulo do Sr. Para-
nhos parece haver sido felo ob c subrepti-
ciamente, por mera conten; lag.lo do secre-
tario d'ento e sem pr>cedereni as formali-
dades legaes ; sendo para notar a circuns-
tancia de que nem ao menos dala tem o re-
gislio em questSo.
Iiiz o Sr. Paranhos que o factodenSn
constar do archivo da cmara a ordem para
ser registrado o seu titulo, nem outra algu-
!.,.. cousa a respeito, quando muito pede-
r pruvar drleixo e r lachagSo dos emprega-
dos da cmara.
Eis pois que be lal o aperto do Sr. Para-
nhos, que para defender-se he necessario
aecusar de deleixo e relachagSo os empre-
gados da cmara.
Por una latalidade os oiTeilos desse de-
leixoe relachagSo cahiram sobre o Sr. Pa-
ranhos Em lal posigSo se ada o Sr. Para-
nhos ; que v-se forgado collocar-se entre
a prevaricagso e o deleixo do secretario da
cmara em 1837.
Suppoudo a existencia do registro, cum-
pria que o Sr. Paranhos, requeresse a c-
mara municipal licenga para usar de sua
profissSo de boticario, e que a cmara Je- j
kan
ferindo a esse requerimento Ih'a concedes-
so. E esse requer ment e esse deferimento
deveriam constar dos archivos da cmara.
Entretanto pelas certidOes que da cmara
extrahi, equetrouxn ao conhecimento do
publico, nSo consta quo tal requerimento
lenha sido lei lo, e que tal licenga baja sido
concedida.
Porque razSo, porque falalidade aconte-
re que se uo acho archivado algum dos
actos relativos i legitimidad pharmaceuttca
do Sr. Paranhos? Seiia ainda ommissSo dos
empregados respectivos. ? Sempre ommis-
sOes em toda essa negociada Suppouha-
mos agora, quo o secretario por mera con-
templago para com o Sr. Paranhos Ihe re-
gistrn o titulo, sm quo fosse a legitimi-
dade delle previamente reconhecida pela
cmara; supponhamoaainda, que nSo em
cmara, mas por causa deste ou daquella
camarista sehaviamobtidosuas assignatu-
ras para a licenga pretendida, evitando-se
desta arte urna discussSo franca e publica ;
supponhamos emflm, que a esse lempo um
fiscal era amigo do Sr. Paranhos, fechou os
olhos ludo, o Sr. Paranhos abriu a botica,
e posteriores actos de ommiss/lo Dzeram que
fosse Iludida a vigilancia publica ; tudo is-
so i.io psssa de supposigoes}, pergunto eu :
poder-se-ha dizer que o Sr. Paranhos est
legtimamente no exercicio de sua profis-
sSo? lngn ni-no os entendedores da mate-
ria, o publico, a cmara municipal, o con-
selho de salubridade.
Creio, pois, que o Sr. Paranhos, embora a
sua estirada correspondencia, nSo est de-
fendido. Seus documentos,que se dizem ob-
! i dos da cmara, estSo em contradicgSo com
que consta dos archivos da mesma cma-
ra, 'ui i.mili precisan de verificagSo, e esta
ven- i-agio s pode fazer-se em juizo, sendo
esla a razSo porque he para juizo que eai-
prsso o Sr. Paranhos ; quero ve-lo defendi-
do, porque tenho desejos de dar-lhe a mais
completa satisfagSo, No temo a discussSo
pelas folhas publicas; mis essa discussSo
nSohea maispropria para verificar a im-
portancia e legitimidade dos ttulos phar-
maceuticos do Sr Paranhos. E por outra
parte, pdecaber-me o labo de calumnia-
dor ? NSo certamente. Se o Sr. Paranhos he
boticario regularmente, tudo devia constar
la cmara, e he ah que o particular deve
verificar essa regularidade. Mas se recor-
ren lo cmara nada achei, que legitimar
podesse a duvidosa situagSo do Sr. Para-
nhos, estou em meu direito duvidando des-
la legitimidade, com o que neuhuma inju-
ria erroguei ao dito senhor.
Tenho respondido ao Sr. Paranhos, e he
em juizo que espero ver examinados os seus
ttulos, verificada a sua competencia phar-
maceutica, edesfeitas as duvidas e suspei-
tas que pesam sobre seus documentos.
Com a insercSq deslas linhas nmito obri-
gado Ihe ficar, seu assignante,
Manoel Elias de Moura.
Recife, 4 de margo de 1851.
VaRIEUAII.
O Jornal de Francfort transcreve da Cormpon-
denc aulricnienne a segu ule eslatistica da po-
pularan austraca repartida segundo a crenca
religiosa :
A provincia da Austria abaixo do Enn .
1,474,904 calholicos romanos, 673 catbolico
gregos, 390 Grcgo nao unidos, 11,793 protes-
tantes da confissao de Augsburgo, 2.30 da
confissao helvtica, 23 de ouira seilas, e 4,296
Judeus.
A provincia da Austria cima do l-'.uns: .
840,635 calholicos romanos, 15,981 protestan-
es da confissao de Augsburgo, 57 da confissao
helvtica e 20 de oulras teitas.
A Slyrla : 997,620 calholicos romanos, 6 gre-
gos nao unidos, 5,383 proteitantesda confisso
de Augsburgo, e 65 da confissao helvtica.
A Carenthia ca Carniola 7G6.290 calholicos
romanos, 232 calholicos gregos, 257 gregos nao
unidos, 18,005 protestante da confissao de Au
gsburgo e2 jmieos.
O litoral-: 493,631 calholicos romanos, 1,819
gregos nao uUido, 491 proteitante da confis-
sao de Augsburgo, 582 da confissao helvtica,
60 de oulraa aeitas e3,53o jadeos
O Tyrol e o Voralberg: 858,122 calholicos ro-
manos, 150 protestante da confissao de Augs-
burgo e978judcos.
AKobemia: 4,190,892 catholicoromanos,7
calholicos gregos, 34,311 protestantes da con-
fissao de Augsburgo, 52,67l_da confissao hel-
vtica, 44 de outras sella! e 70,037 judeus.
A Mu avia e a Silesia : 2,092,265 catholicos
romanos, 89,446 protestantes da confisso de
Augsburgo, 28,819 da confissao helvtica, e
40,064 judeus.
A Gallicia: 2,236,765 caholicos romano,
2,194,911 calholicos gregos, 310,169 grcgo
nao unidos, 30,595 proteilanle da confissao de
Augsburgo, 2,109 da confissao helvtica, 2,203
de outras seilai e 328,806 judeui.
A Daimacla : 320,827 catholico romano, 865
calholicos gregos, 78,858 gregos nao unidos, 28
protestante da confissao helvtica e 410 ju-
deus.
A Lombardia: 2:667.202 catholico! romanos,
189 protestante! da confissao de Augsburgo,
477 da confissao helvtica e 3,965 uticos.
A provincia de Veneza: 2,251,708 c alholico
romanos, 402 gicgos nao unido, 186 protestan
te da confissao de Augiburgo, 87 da confissao
helvtica e 470 judeus.
O confn militare : 514,54 5 calholicos ro-
mano!, 62,73-1 catholico arego, 598,603 gre-
gos nao unidos, 14,580 protestantes da confis-
so de Augsburgo, 31,043 da confissao helvti-
ca, 4,341 de outra sellas e 537 judeu
A Hungra (aproximadamente): 6:008,280 ca-
tholicos romano, 780,300 catholico gregoa,
1,402,400 gregos nao unido, 827,800 protestan-
tes da confissao de Augsburgo, 1,655,600 da
confissao helvtica e 265,620 judeus. .
A 1 ransj-Ivania (aproximadamente); 221,400
calholicos romano!,1 605,3 0 catholico gregos,
725,700 gregos mi unidos, 220,400 protestan-
tes da confissao de Augsburgo, 358.300 da con-
fissao helvtica, 44,600 de outras sella e 7,000
judeus.
Calholicos romanos 26,005,086. Catholico
gregos 3,645,022. Gregos nao unido3,118,604.
l'iniesiaiiles da confissao de Augsburgo .
1,269,190. Dito da confissao helvtica .
2.132,158. Ditos de outras leilai 51.291. Ju-
deus 728,938.
(iloniteur.)
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Hendimento do dia 5 .... 10:861,770
Deecarregam ho)e 6 de marco.,
Brigue -- Lavinia bicalho.
Brigue Susan mercaduras.
Ilngiie Wave o resto.
Brigue-- General IforiA-farinlia e bolacha.
Itarca -- Osproy -- bacalho.
Barca -- Havre mercadorias.
CONSULADO GEIWL.
Hendimento do dia 5.....9:S2*!?2
Diversas provincias.;.... 20b,9i5
2:906,823
EXPORTACAO.
Despacho martimo no dia 5
Parahiba.Wato nacional Tres Irmdos, da
31 toneladas : conduz o seguinte : 3 barr-
cas enxadas, 1 pacote colheres de lao, t
dito damasco, 50 barricas bacilho, 4 cai-
xasmassas, 1,400 arrobas de carne, 3 far- '
dos e 3 caixas fazendas, 1 carro de mao e 2
pipas vitilio
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAKS
INTERNAS.
Hendimento do dia 5......1:777,926
CONSULADO PROVINCIAL
Hendimento do di 5.....1:501,166
Movimento do porto.
Naviot entrado no dia i.
Mar-Pacifico 25 mezes, galera americana
Betsey Willinm, de 400 toneladas, capi-
llo Frsnklin Hancox, equipagem 28, car-
era azeitede peixe ; ao capito. Veio re-
frescar e segu para Stonnington.
Inglaterra com escala por Lisboa, llha da
Madeira, Canarias e Cabo Verde -23 dias,-
*apor inglez Tay, de 1.500 toneladas,
commandante FChaprnan, equipagem 95.
Navios sahidos no mesmo dia.
Parahiballiate nacional Tre Irmos, mes-
tre Jos Duarte de Souza, carga carne.
Stokolmo Brigue sueco Tegney, capilSo
Mallson, carga assucar.
EDITA ES.
--Faco sabor a quem convier, que lica
designado o dia 7 do correte mez, pelas 9
horas da mantilla, para o concurso das ca-
deiras de francez e inglez do collegio das
artes, visto ainda ter Meado frustrado o da
marcado anteriormente por falta de exami-
nadores. E, para constar, mandei aflixar es-
te nos lugares do costume, e publicar pela
imprensa. Olinda, 1 de marco de 1851. ,
Viiconde de Goianna.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa
Vista, em virtud da le, etc.
Faz publico a disposicSo do artigo abaixo
transcripto, das posturas municipaes vi-
gentes :
TITULO I.
Art. 1.' AsinhuinacOesdeverSoser tai-
tas nos cemiterios logo que estes se achera
estnbelecidos e designados pela cmara mu-
nicipal : os infractores ser3o multados em
23,000 rs. o soflrerSo seis das de prisSo ;
sendo essas penas applicadas, tanto a aquel-
los que estiverem encarregados de dirigir
e administrar os enterros, como aos que se
prestarem s dar sepultura a cadveres em
q ualquer outro lugar nSo designado.
- E, para que no aleguen) ignorancia, vai
publicado pela imprens. Freguezia da Boa
Vista, 1 de marco de 1851. O fiscal,
Ignacio Jote Pinto.
JJeclarugo.
O arsenal de guerra compra azeite de
carrapato e de coco, e fio de algodSo : quem
os tnesmos gneros se propozer a vender
compareca, irazendosua proposta, no dia
7 do corrente.
THEATRO DE AFOLLO. -
DIA 6 DE MARCO DE 1851.
COMI'AMIIA FRANCBZA,
Dirigida por madama Berleaux.
Madama Berteaux tem a honra de preve-
nir ao respeilavel publico pernambucano,
que desta vez fez tudo quanto Ihe fo! pos-
sivel para dar urna representacao digna
delle.
Grande representa<;ad extraor-
dinaria.' A
Primeiro acto.
Dansa de corda, executada pela familia
Berteaux.
Segundo acto.
O grupo piramidal, executado por toda a
companhia.
Tercelro acto.
Crande exercicio de deslocacSo, execu-
tado por Mr. Berteaux e um de seus dous
fllhos. -
Este exercicio, o qual. nao tem sido ja-
mis executado senSo por Mr. Berteaux e
seu filho, ser seguido dos jogos icarios pe-
los mesmos e o outro filho.
Quarto acto.
Le grand vol du Mercura ou os defenso-
res do estandarte brasiloiro, por Mr. Ri-
chard, Mr. Slyller e Mr. llenry.
( Comecari pela dansa antipodal, execu-
tada por Mr. Berteaux.)
Quinto acto.
Les cordsges francais Grupos de cinco
pessoas, por Mr. Berteaux, Mr. Bremond,
madamesella Serafina, Hortensia e Genny.
Sexto aclo.
Osquadros vivos, executados por toda'
companhia.
Primeiro quadro.
As tres gracas.
Segundo quadro.
Os dous espreitadores.
Terceiro quadro.
A morte de Abel.
Quarto quadro.
A fgida de ('.im para o deserto.
Quinto quadro.
A dansa das Nynphas.
MFI HOR FXFMPL


Sexto quadro.
A morte de Virginia.
Stimo quadro.
Os dous Hercules.
O tato quadro.
Ojuizo de SalomSo.
1'KKCS UOS BILUBTM.
Camarote! da primeira galera de frente
8,000 rs de lado 6,000 rs. ditos da segun-
da galera de frente 10,000 rs. ditos de la-
do 8,000 rs.; ditos da torceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs., galera 640 rs.
, O espectculo comeijar s 8 horas da noi-
le em ponto.
s bilhetes estarSo venda no theatr :
na quarla-feira das 9 is 12 horas da mi-
nhil, e dasSs 4 da tarde ; e na qulnta-
feira todo odia.
, Tlieatro de Santa-Isabel.
46.' RECITA DA ASSIGNATURA.
SAI.UADO, 8 DK MARCO DE 1851.
liipetaculo variado de canto dramtico e
dan(a.
Depois da execucjto de-uma das melhores
ouveriuras, a senbora Augusta Candiani
cantar a bella cavatina da operaBarbeiro
d SetilhaAo maestro Hossini; seguindo-se
o duelo da mesma opera pela mesma senho-
Ta o o Sr. Capurri. As senhoras Baderna e
Moreau executarfio o danzado do
Lago das Ka das.
A companhia nacional representar o
mullo applaudido drama moral em dous
actos:
v Inimlgado m ii Sexo, ou o Ceg
de Chorar.
rindo queseja o Sr. Tali.cantar a excel-
lenle cavatina da operaJ. Lombardi alta
prima crocialatio maestro Verdi. Em se-
guida a sen hora Candiani e o Sr. Tati can-
tarSo o bello duelo da openMarescialla
d'ancreAo maestro Nini; depois as senho-
ras Baderna e Moreau dancarao a
POLKA.
Terminar o espelaculo com o grande
V quinteto da operaCanerenio/ado maes-
tro Hossini, executado pela senbora Can-
Tliani. Tati, CBpurri, Eckerlin e Frederico
Tati.*
Comear s 8 horas.
Os bilhetes acham se a venda no lugar do
costurae.
Avisos martimos.
Para a ilha de San Miguel, o patacho
portuguez Espadarte, capitn Joaquim Jos
Teixeira, sabe no dia (6 de marco: quem
no mesmoquizer carregar ou ir de passa-
gem, dirija-se aos consignatarios, Oliveira
Iroiilos & Companhia, ra da Cruz n. 9.
Para o Porto sabe com brevidade a bem
cooherida e veleira barca Eipirilo Santo, de
P> uncir marcha, forrada e encavilhada de
cobre : quem na mesma quizer carregar ou
r de passagem, para o que tem excellentes
commodos : dirija-se ao seu consignatario
Francisco Alvos da Cunho, na ra do Viga-
rio.n. 11, primeiro andar.
Para a Babia segu, no dia 8 do crren-
te, o pateho#Sana Cruz : para o resto da
carga o passageiros traia-se ao lado do Coi -
po Santo, loja de massames n. 25.
Para o Porto sube com a maior brevi-
dade possivel, porjatera maior parle de
seu carregamento pronipto a barca portu-
;lieza Rracharense, de primeira marcha,
tem excellentes commoJos para passagei-
ios: quem na mesma quizer carregar, ou
ir de passagem, entenda-se com o capilSo
Kodrigo Joaquim Correa na praca do Com-
mercio, ou com Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Leiles.

l.eilo de fu/.ondas nvaiiiwlas.
Lalkmann Irmflos faiilo leililo, por inter-
ven(3o do coiretor Oliveira, por ordem d<
llim. Sr. Henry Chrlstophers vice-consul de
S. M. B. gerente do consulado da repu-
ta blica franceza e em presenta do chanceler
I mesmo consulado de II caixOes com as
I segointes fazendas :
200 duzias de cadarzos de algodSo branco.
200 ditas de ditos de dilo de cores.
300 ditas de suspensorios.
430 i m; is de cambraia.
718 corles de vestido de cambraia.
100 pecas de riscados de algodSo.
800 pecas de dito de linho e algodfin.
chegadas na barca franceza luli-t capilSo
Tombarel com avaiia de agoa salgada,
'.minta-l''ira 6 do cor rente s 10 horas eiu
tonto nosouarmazem ra das Cruzes nu-
mero 10.
-Kalkmann IrmJos faro leilo, por inter-
vengo do enrretor Oliveira de um grande
soilimcnto de fazendas proprias para a
quaresma, principalmente de pannos, casi-
miras, sarjas, setins, chamalotes, melase
outras fazendas allemfles, suissas, france-
zas e inglezas, quinta-feira 6 do correnle
eraseguimeoto do leilo de fazendas ava-
fadas.
Henry Cibson far leilSo, por interven-
Cao do correlor Oliveira, de grande soi t-
menlo de fatendas inglezas de prompta es-
lrac3o : sexta-feira, 7 do corrente, s 10 ho-
ras, no seu armazem, roa da Cadeia.
Jo3o Keller & Companhia farSo leilSo,
por inU-r\eni,no do correlor Oliveira, por
ordem do Sr. Henry Christophers, vice-
cnsul deS. ni. B gerente do consulado da
'publica franceza, e em presenQa do chan-
cellerdo mesmo consulado, do 3 caixas de
fazendas, sb diversas marcase nmeros,
emiten,lo um 50 pecas de riscados francezes,
outro 213 duzias lencos de cambraia bor-
dados com bicos, e o ultimo 200 pecas cain-
hraias estampadas para vestidos, tudo ava-
nado de agoa salgada a bordo da barca fran-
ceza tules, capillo Tambare!, na sua recente
viagem do Havre para este porto : sexta-
feira, 7 do correnle, s 10 horas da manhla
infallivelmente ( visto ter o-raesmo correlor
de seguir desde logo para fazer o leilSo do
Sr. II. GibsouJ, no seu armazem, ra da
cruz.
Avisos diversos.
-Jos Soaies de Azevedo, professor de
I ngoa franceza no lyceu, lem aberto em
soTII'.m8 d's T"hw n. 19, om cur-
Flnn SOP,,lfte0Ulr de "'SO
tni r CZu" As Pe*soas que deaejarem es-
!i.a U uulra deslas disciplinas, po-
uimi d.r.gir-se referida residencia, de ma
"" "'i al as 9 horas
.ualquer hora.
u mcia, c de tarde a
No da 3 do corrente desappareceu urna
parda de 20 annos pouco mais ou menos, de
pouco corpo, tanto em tamanho como em
grossura, cor clara, nSo feia, tom sombra-
solhas e olhos grandes, cabellos crespos e
baixo, levando um vestido novo de chita de
listra roxo e larga com flores encarnadas, e
outro de manapolo, lenco branco ou en-
carnado nos hombros : quem a pegar leve-a
em Fragozo a Mr noel Joaquim de Vascon-
cellos, dono da mesma, cuja parda j4 tem
parido 3 filhos.
0 abaxo assignado alferes tjudante
do oitavo batalhlo de cacadores, deixaria de
cumprir com o sagrado dever, que lhe im-
po o seu reconhecimento, senSo patente-
asse pelo prelo, que ten lo entrado no dia
12 de fevereiro prximo passado para o hos-
pital regimentnl desta cidade, em estado
asss grave e assustador, a ponto de ser im-
mediatamente convocada urna junta polo
entSo encarregado do hospital o Sr. I)r.
Pontes, composta do Sr. Dr. director Jos
Eustaquio Comes, Dr. Ferreira ( que por
pedido do medico consultante o Sr. Dr. Pe-
i eir do Carmo foi fazer siias vezes por este
se achar doeote) e Drs. Vital e Mascare-
uhas boje esl salvo, e quasi de lodo res-
labelecido; o quedecerto foi devido nSo
so ao tralamento empregado, e que ditos
Srs. tSo acertadamente concordaran], co-
mo ao zelo e solicitude, que com elle tive-
iani, principulmeute os Srs. Dr. Pontes, a
quem muito devo, Dr. Pereira do Carino,
(que alm de mandar quem o subslituisse,
foi depois ve-lo no hospital, e deu o seu
acertado parecer) e Drs. Mascarenhas, Vital
e Das ; assim como o Sr. boticario Para-
nhos, pela presteza com que aviava as re-
ceilas, e bous remedios que fornoceu, nSo
deixando tambem de ser mencionado o in-
cansavel enfermeiro Anastacio Joaquim
Das : pelo que aceilem ditos senhores o pu-
blico lostemunbo dos sinceros votos de eter-
na gralid3o quelhes tributa
ttarlinho os da Silva.
t&w^umWmWwuKi'it 1% ia r***
); Ignacio Firmo Xavier, Dr. em meJi y
j; cia, assisle no primeiro andar do :|_
jB sobrado n.27 da ra estreita do Ito- ;
f zario, e olerece seu piestimo aquem |j
I delle sa quizer utilisar, das 7 lloras ig
| da manhla, as 6 da tarde.
- Aluga-se mensal ou annualmente urna
casa de pedraecal, no lugar da Gasa-For-
te, contigua a do Sr. major Vilella : a tra-
tar cora o caixeiro dos Srs. Bowrnan & Me.
Callum, na ra do Brum ns. 6,8 e 10.
O administrador docemiterio publico
pede as pessoas encarregadas dos enterros
a leitura do seguinte artigo do regulamcnto
do remit-no :
Art. 26. O publico tora franca entrada
no cemiterio desde as seis horas da manhla
at as 6 da tarde ; e so durante este espa-
Coser permiltidoem lempo ordinario re-
ceber os cadveres.
Deseja-se alugar um preto de boa con-
ducta, quo siil'.i cozinhar soffrivelmenle
para urna casa estrangeira de pouca fanii-
ia : na ra do Trapiche Novo n. 8.
Precisa-so alugar, para urna casa in-
gleza, um copeiro : paga-se bem : no Tra-
picha Novo, armazem n. 12.
A pessoa que annunciou precisar de
urna ama, dirija-se a ra da Palma, na lo-
ja do sobrado do Dr. Miguelzinho, que acha-
ra com quem tratar.
Quem precisar de urna ama para cozi-
nhar, diriji-se travessa da Cacimba n. 5.
Aluga-se a casa terrea da ra Augusta
n. 18: quem a pretender, dirija-se ra
Velha da Boa Vista, o 115. Na mesma casa
vende-seuma cama de arinacilo de pitia
niai llm, um sof americano, uns cabidos de
Jacaranda euns candieiros de metal: ludo
em bono uso.
O abaixo assignado avisa aos senhores
abaixo declarados, que tenham a bondade
deirou mandarem pagar o que devem na
ra Imperial n. 48, a saber: Jos Rodrigues
de Oliveira Lima a quantia de 135,640 rs. e
l-ui/ Comes Goncalves, por antonomasia
l.uiz Grande a quantia de 16,000 rs.
Francisco Jos Antunts.
A locliire on the l'hilosophy of Res-
piralion will bo giveu atibe British Mo-
choiiio'liistitution Itua d'Aurora S. Ama-
ro, on Thursday evening the 6 ti insti to
commeuce at 7 o'clock.
O secretario da iimandade de S. Jos
d'Agonia, pelo presente convida aos irmSos
da 11 le ola, para que, no da 9 do correle,
pelas ti horas da mantilla, comparecam no
competente consistorio, aflrn de que, reu-
nidos om mesa geral, procedam a elcic,iu
dos membros que devem compr a mesa
rogedra do anuo de 1851 a 1852.
-O abaixo assignado, subdito de S. M.
Fidilissima, estando a lempos impossibili-
tado de poder grangoar o po com quo se
manila c a sua familia, occasionadu por
urna grande molestia, foi por isso aconse-
jado pela medicina a faier una viagem a
Europa, onde poderia anda flear reslabcle-
cido ; vendo-se, porm, sera meios de o fa-
zer, o abaixo assignado recorreu a prolec-
CSo dos Srs. Jacntlio Soares do Menezes e
Diogo Jos da Costa, que por si oseus ami-
gos grangearam a importancia quanlo foi
bastante para pagar passagem e o mais tu-
do quanto me foi pienso ; resta-me, pois,
tanto a estes como os mais senhores que se
dignaramcoajovar-me,render-lhesos meus
devidffs agradec mentos, assegurando-lhes
que jamis em meu coraefio se e.stinguir
o eterno reconhecimento de tantos favores
recebidos ; e oflerecendo-lhes meu diminu-
to prestimo na cidade do Porto, pan onde
he meu destino, ouem outro qualquer lu-
gar onde a sorte me conduza.
Manoel Jote Caravana.
Manoel Francisco Martina &
devedores de
iunao avizatn aos
Joao Martins Goncalves, que se
acham aolorisados a receber suas
contas, lano c'que licaram a de-
ver ao finado Antonio Das Souto,
como a Joao Martina Goncalves,
por isso hajam de vr satislaier o
mais breve possivel, afim de nSo
se veremseusnomes neste jornal
e u^ar-se dos meros que as leis fa-
cultani.
Manoel Luiz dos Santos, brasileiro
adoptivo, vai a Poilugal, luvaodo eai sua
companhia sua seuhora.
Domingos Comes Fernandes, subdito
portuguez, retira-so para ilha de San-Mi-
guel, levando em sua companhia sua mu-
Iher Roza Comes da Silva e dous fllhos me-
nores Candida e Adolfo, e seu cunhado Ma-
noel SimSo da Silva, lodos Brasileiros.
--Precisa-se alugar urna casa para urna
familia estrangeira,'sendo no Hospicio, ra
da Aurora, ouem qualquer parto Tora do
Recife al Potito de Ucha : a tratar m ra
do Vgarion. 4, no oscriptorio.
Ao sitio do abaixo assignado foi ter
um preto crioulo, de nomo Manoel Joa-
quim, procurando para o comprar, o qual
diz ser escravo de Ilenrique Pereira de Mo-
raes, morador em Nazareth, engenho Um-
b: roga-se, pois, a este Senhor de diri-
gir se ao Recife, na ra da Cruz n. 8, ter-
ceiro andar, a fallar com Jos Antonio Pin-
to, ou ao mesmo sitio para tomar conta do
dito escravo, declarando o mesmo abaixo
assignado qte nSo se responsabilisa pela
fuga. Jos Francisco Ribeiro deSouza.
Aluga-se.
Precisa-se alugar um primeiro ou segun-
do andar de casa, que tenha commodos pa-
ra familia, em urna das ras principis do
bairro de Santo Antonio : quem tiver, an-
nuncir para ser procurado.
Pela torceira vez rogoaoSr. fiscal da
freguezia de Santo Antonio, se digne exa-
minar a casa n 34 da ra d > cano, que a-
Icm da grave quantidade do animaes sui-
sos que ah se criam constantemente, e er-
se que a moradora da referida casacosluma
a sin rar os seus escravos no decurso de to-
da noite com detrimento e incommodo das
familias vizinhas infrigindo a cada instan-
te as posturas raunicipaes vigentes : espe-
ramos que o Sr. fiscal faca conhecer a esta
mulher que mora na cidado, e nilo fra dos
seus limites ; e se assim nao acontecer po-
remos em prtica a lei respectiva.
Um dos moradores da mama ra.
A pessoa que annunciou no Diario de 4
do corrente querer comprar lagos de Lis-
bOa, dirija-se A. C. de Abrcu, na ra da
Cadeia do Recife n. 37.
Precisa-se alugar um preto para o ser-
vico interno e externo de urna casa do pou-
ca familia, pagando-se Jjem conforme o
ajuste que se fizer : na ra do Brum, casa
terrea, defronle da fundiclo ingleza.
Aluga-se o segundo ailar e armazem
da casa de Francisco Alves da Cunha, sita na
ra do Rrum, tendo o segundo andar com-
modos para grande familia, o se acha com
to^o o aceio e limpeza : a tratar na ra do
Vigario n. ll, primeiro andar.
Domingos Alves da Costa vai Lisboa
tratar de sua sad".
Joaquim Francisco da Silva Vieira, bra-
sileiro adoptivo, vai Portugal.
No sabbado, s 7 horas da noite, man-
dou-se por um ganhador, da ra do Hospi-
cio n. 48 al ra da Cruz do Recife n. 15,
um carneiro pequeo muito manso, nm pa-
pagaio muito hiladore um gato pre.io, ca-
te anno abri sua aula, e debaixo dessa
mesma disciplina ensina por principios
I gramtBatioa portugueza, latina e france-
za ; idmiltindo nesso recinto porcionistas c
meio porcionistas. Os pais de familia que
quizerem applicar seus (ilbos a alguma des-
sas disciplinas, pJnm dirigir-se a ra lar-
ga do Rosario n. 48, segundo andar.
Josa Harta Hachado de Hgueiredo.
Engonima-se e lava-se toda a qualida-
de de roupa com lodo asseio e muita promp-
tidSo, por preco mais commodo do queem
outra qualquer pnrte : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
& Consultorio iioinceopathico,
8 ra doCollegio, n. 25, O
O Do Dr. P. de A. I/>bo Moscoso. O
|> ODr. Moscoso d consultas todos os O
dias. Os (lenles pobres sao tratados i
X degraca. SserSo visitados em suas Jj
5 casas aquelles que n3o poderem vir O
V ao consultorio, ou que suas moles- O
O lias nao possam dispensar a preseu- 0
O Ca do medico. Q
Acaba de sahir a luz no Rio de Janeiro
a segunda edicto da interessante obra
Diccionario de Medicina popular
Em que se descrevem, em lingoagem acom-
modada inlelligenoiai das pessoas estra-
nhas arte de curar os signaos, as c*u3as
e o tralamento das molestias ; os soccorros
que se devem prestar nos accidentes graves
e sbitos, como aos afogados, asphyxiados,
fulminados de raio, s pessoas mordidas
por cobras venenosas, as perdas de ma*
gue, as convulcOes das criancas ; os carac-
teres das cobras venenosas e das que sao
innocentes ; os contravenenos de lodos os
venenos con.'iecidos ; os cunselhos para pre-
servar das mo!stias e prolongar a vida ; as
precaucOcs que (leve tomar quem muda do
clima; os preccitos sobre a cducacSo dos
meninos ; os cuidados que reclama a prc-
nhez, 0 parto, as suas consuquenciss, a cri -
anca recnm-nascida, a escolha da una boa
ama de leile, a denlicSo, a desmamarlo e
os perigos a que expOein as diflorenles pro-
lissOese os meios do evila-los, oserros po
pulares nocivos a saude ; a preparacHo dos
remedios caseiros ; as plantas uleis etc.
pelo Dr. Cbernoviz, segunda ediccHo em
1851, 3 vol. ornados de umitas estampas por
16,000 rs. : vende-se no paleo do Collegio,
rasa do Livro Azul.
Tniiipcltr, nlfuialc,
participa a seus freguezes, que mu- 9
SI dou-sc para t ra la Cadeia do Re- jf.
.""H cife ii. 15, primeiro andar. :
^mmmmwwu''^-'?? --*"^^-~?
--l'recisa-se alugar um sitio perto da pra -
C, 0 qual tenha pasto para del vaccas,
planta do capim, algn* *rvoredos e casa
de vivenda para puquena familia, dando-se
logo 200,000 rs ao tomar posse do mesmo :
pado e col em um sacco ; o como dito 'preto ,^,,e," live.r' "n""cl P0' esta folha para
nSo apparecesse at agora, roga-se as pes-1 ^001"-, .- ,
s00n nli. ...Ttiunr.,,,, nniini./a... O professor delatim do collegio das
soas que souberem ou tiverem noticias des
les objectos, de darem parle na ra da Cruz
n. 15, que se gratificar.
l'r risa-s de urna ama secca, idosa, e
que soja perita cozinheira e engomma lei-
ra, para o servico interno de uina casa de
homem solteiro : quem estiver tiestas cir-
cumstancias, annuncie.
A. Lalouette retira-so para fra do im-
perio.
Durante a ausencia do Sr. A. Lalouette,
socio gerente da csa Avrial IrmSo & Com-
panhia, estabelecida nesla cidade, lica na
respectiva gerencia e administracSo o Sr.
E. A Poirson em virtude dos poderes con-
feridos na procuracSo que legtimamente so
passou ao dito Sr.
SS>*flB,f,:*It* #<:#P^##!?!r\
i>, Precisa-se de una ama forra ou es- $
a>; crava : na ra das Cruzes n. 28, se- >"j
|^ gundo andar. i)
*!S5*P*:####:# Precisa-se de urna ama de leile, forra
ou escrava, paga-se bem : dirij>-se i. ra
do Rangel n. 19, ou ao hotel commercio
na nm da Cadeia de Santo Antonio.
Precisa-sede um caiteiro de 12 a 13
annos, anda que nilo tenha pratica : na ra
Direila n. 82, se dir quem precisa.
-- O Sr. Manoel Estoves de abreu, da pu-
vm(.in de Ueberibe, dirija-se ra do Pi-
res n. 23, a negocio de seu inieresse.
Manoel Joaquim Lamas faz sciente
quem interessar, que por nada se respon-
sabilisa queseconlie a seus escravos.
Augusto Ferreira Pinto, subdito portu-
guez, retira-se para fra do impeiio.
Phelippe Fedel, subdilo allemSo, reti-
ra-se para fra do imperio.
Manoel Jos Carovana, subdito de S.
M. Fidelissima, retira-so para fra do im-
peli a tratar de sua sade.
Precisa-se alugar um sitio na Capun-
ga, que tenha arvoredos do fruto : quem o
tiver e quizer alugar por anuo, annuncie,
ou dirija-se ra do Rozario larga n. 22,
segundo andar.
protessor de latim o collegio das
artes, encarregado de regor a caueira de
rhetorica durante o impedimento do res-
pectivo professor, avisa a quem convier, que
a matricula d"sta aula contini aborta at
o Nm do corrente, na ca-a do sua residen-
cia, ao |i da ladeiri da S.
'nulo Jalsnoux, dentista
B francez, offerecc sen prest- w
ino ao publico para todos os <$
*s> miste res de ana proflssao : #
9 pode ser procurado a qual- #
quer hora em sua casa, na #
# rna larga do Hozarlo, n. 30, ^
# segundo andar. ^
Arrendamenlo.
Dona Calharina Francisca do Espirito
Santo, arrenda o trapixe denominado com-
panhia quem o pretender dirija-se ao seu
procurador bastante Flix Francisco de Sou-
za M 'galh.'irs. no pateo do Carmo n, 16.
Precisa-se de aprendizes de charutei-
ros ou de liradoiesrde fumo : paga-se bem :
na ra Imperial n. 35.
Casa de commissao de escravos.
Compram-se e veniJem-.se es-
cravos, e resebem-se de commis-
sao, tanto para a provincia como
para fra della, para o que olFe-
reeeni-se rnuilas garantas a seus
donos i na ra das Larangeiras n.
i 'i, segundo andar.
O abaixo assignado professor particu-
lar de primeiras letlras, disciplinado em
preparatorios no lyceu desta cidade, parti-
cipa ao rcspeilavel publico caos pais de
seus alumnos, que desde 13 de Janeiro dos-
Temi clieg ulu a esta cida-
deo lle.spanl'ol l'cdro A Iva- 1
t-:ij res Garcia, professor de pa ^
\ noe canto, se proprOeadaf J
lices de sua ai te, podeudo i
.'ii para esse fim ser procurado it
I a qualquer hora, na rita do *
trapiche n. U.
Lotera de N. S. do Livramento.
Na ra da Cadeia do Recife n. 46, loja de
miudeza-, venderam-se osquartos n. 1113
em que sahio a sorte de 5:000,000, e na ira-
ca da Independencia u. 4, luja de miudezas,
venderam-se os vigsimos n. 1481 nm que
sabio o premio de t:500,000rs. o o meio N-
Ibcte ii. 236 em quo sabio a sorte de ris
710,000 rs.
;, Ra das Cruzes n. '.'s. 0
pv Consultorio homceopat/iico do faculta- 0
pv tivo J. H. Casanora. p\
Gratis para os pobres. g%
^ Na ausencia do facultativo J B. Ca- ?
J^ sanova, o professor de homcDopathia J^
''''' Gosset ISimoul continuar com os ^
O Iraballios do mesmo consultorio, on- w
Q de podera ser procurado a qualquer O
Q ,'ior. O
Deseja-se alugar um preto de boa con-
ducta, quo saiba coziubar solTrivelmenle,
para una casa estrangeira de pouca fami-
lia : na ra do Trapiche Novo n. 6.
l'or commodo preco.
Fazem-se vestidos de lodo e qualquer fei-
tio para senhoras, manteleles ocapolinhos,
e lioiiets para homem e senbora ; tambem
eufeilam-se cliapos, lavam-se e ougom-
mam-se quaesquer objeelos de fil, (cando
em seu perfeilo estado, tudo co.m a melhur
pnim, i lilao i na na da Aurora, loja da ca-
sa n. 42.
<
ompras.
-- Com pra m se adragonas con: franjas, e
bandas em mao estado, ou do uiodollo anti-
go, assim como gales usados, porm ver-
daderos : na praca da Independencia n. 19.
Compram-se pataches mexicanos a rs.
1,700. no largo do Caruio, esquina da ra
de Hortas o. 2, ve ida.
Gompram-se
ecravos bonitos o robostos para dentro e
fra da provincia..; na ra larga do Rozario
n. 48, primeiro andar.
Compram-se orellos de panno, em
grandes e pequeas porees : na praca da
independencia n. 19.
Coinpra-se lila de flecha e barriguda,
ou outra qualquer que sirva para encher
colchan : paga-se bem : na ra Nova n. 28,
Ioja de Antonio Ferreira da Costa liraga.
Vendas.
--Na ra das Cruzes ii 1H, segundo an-
dar, vendo- se una prela, que cozinha, faz
doces de calda, rutina assucar, engomma
com perfeicSo, ensalma, faz bico c renda, o
todo o mais servio de urna casi : vende-so
por seu senhor se retirar para fra do impe-
rio. Na mesma CBsa tambem vende-se urna
hacia de rame, redes do MaranliSo e tros
banquinhas d'oleo.
Continua-so a vender manteiga ingle-
za nova, a 480 rs. ; dita franceza, a 400 rs. ;
banha de poco, a 400 rs.; esf em grflo, a
160 rs. ; cevada, a 80 rs.; cha hysson, a
1,920 e 2,400 rs. ; velas de espermaecte do
5, 6e7em libra, a 700 rs. ; ditas de car-
nauba de C, 7 e 8, a 320 rs. ; bolachinha do
Diferentes qualidades, a 200, 220 e 240 rs.;
passas, a 240 rs. ; lelria, a 160 rs. ; macar-
rSo, a 160 rs. : farinha do MaranhSo, a 120
rs. ;gomma fina de engommar, a 60 rs ;
arroz branco, a 60 e 90 rs. ; chocolate de
Lisboa, a 320 rs. ; queijos novos, a 1,760 ; e
charutos regalos de llavana, a 1,000 rs. a
caixa : no paleo do Carmo, venia nova n. 2.
Arco de Santo Antonio n. a.
Ghegaram de Lisboa lindos bo-
oetsde castor brancos para meni-
nos, os quaes se vendem a '1,00o
rs. cada um ; assim somo ha tam-
bem elegantes chapeos de massa
francezes, chegados ltimamente,
a 6,800 rs. ; ditos do Chile da ul-
tima mo la e do melhor gosto, a
4,000 rs. ; ditos de aba larga, pro-
(priospara o campo, a 7,000 rs. ;
lindos bonets para mo taria de
senbora ; ditos para meninos, de
dilTerentes feiiios; urna grande
porcao de chapeos de sed e ma-
sa para senhoras, homen- e meni-
nos, em poican e a retalho, pelo
preco mais commodo possivel. Na
mesma ca-.a compram-se diarios
velhos ou folhas impressas, a loo
rs. a libra.
Vende-se um preta : na ra do Caldei-
reiro n. 50.
Vendem-se 10 escravos, sendo um p-
timo eanoeiro, ile bonita figura e moco;
urna escrava de 19a 20 annos, que co/.inha,
faz doces de todas as quali lados, engomma,
cose, faz lavarinto o marra do linda ; uim
(i.ulatinha d* 13a 14 anuos, quo coso, faz
lavarinto, marca de liaba e engomma; duas
r-c atas de todo o servico ; una dita de
meia idade ; e 4 escravos para o servico de
campo na ra Direita 11. 3.
Cliocola'c amargo le musi i i-
iniiillco, 011 lliesouio lo peito,
preparado por Mr. .1. <. O.
As 1 IfeccOes do peito offerecem todas um
symptoma geral, e constante. A tosse, osta
doenc* lito c.immum quando descuidada ,
13o graves so as suas consoquoncias quanto
pareco ligoira em seu principio, tan mata-
ilra 1 por si s como todas as outras doen-
Cas que consomem a especio humana, nilo
tinha para combal-la e destrui-la um me-
dicamento especial e nico. Todas as pasti-
llas e oharopes que lem apparecido al
boje, tem sido impotentes.
Nilo tom acontec 10 i-to rom o chocolate
de musco preparado por J. G. C, O princi-
pio que forma a sua base principal oflerece
proprieda.les inconteslavois, e reconheri-
das depois de muito lempo,e ninguem igno-
ra os Mises resultados da sua applicacSo
em todas as phleugmasias agudas, ou chro-
nicas, do 'i lin.'io, alfecces do peito, phti-
s ca, defluxos, toces, ele. para dar tom ao
estomsgo, abrir a vouUde le coner, con-
servar as gengivas, o o bom hlito, matar as
lombrigas, principalmente as criancas.
Toma-se puro mascndo-o, o pode-se to-
mar tamliom combinado em agua como ou-
Iro oualquor dio'oate, e com leite, to-
mando- se urna das Coses marcadas em uina
chavena dos ditos lquidos, ou mais de urna
conforme a gravidade da doenca- Vende-so
11a ra do Queimado n. 9.
Vende-se um molequo de 18 annos, de
elegante figura e bom cozinheiro ; um dito
para o servico de campo ; urna preta do 20
annos, grvida de 5 mezes, com algumas
habilidades ; e urna dita do servico de cam-
o : no paloo da matriz de Santo Antonio,
sobrado n 4, se dir quem vende.
Vende-se urna bonita npgrinha de 6
para 7 annos, muilo sadia na ra da Man-
gueira, bairro da Roa Vista, 11. II.
#t>Ot># #=?>#
Alpaca preta a 44o ris o fj
1% covado. *'
'% Vende-se na ra do Queimado, loja +)
a n.19; assim como muito bom frtn- .i
A quilim preto, proprio para saiaseti- *J
9 infles, fazenda muito melhor do que M
3 a lila, e muito mais larga, pelo pro- f|
$ Code360rs o covado, e mais fino a $
a 400 rs. ; tambem he ptimo para cal- >
4 (,-as, jai|iietas e snlirecasacas. ?'<
*? 1W:#.(B'#4':>#*S?#>*
-- Vende-se um moleque de bonita hgu-
ra, cozinheiro, de 17 annos e de nac5o : na
ra da Madre de Dos n. 36
Vcnde-se urna parda de 26 annos, pe-
rita engommadeira, que cose muito bem,
laz renda, lava de sabHo e varella, nOo tem
viciasnem achaques: o motivo da venda
se dir ao comprador : na ra da Concordia,
quem vem da ponte, esquerda, segunda
casa terrea, se dir quem vende.
Vende-se um preto da Costa, padeiro.
sem vicios nem achaques : o motivo da ven-
da se dir ao comprador : na ra Augusta
numero 1.
Vondom-se merodianos do sol (relo-
eios) muito proprio para quem anda em
viagem, o para quem mora no matto: na ra
d Cadeia do Recife, loja de miudezas do
Sr. Mello.
Vende-se urna escrava crioula, que sa-
be cozinhar, eugommar pouco e coser, de
35 nnos : vende-se para fra da provincia :
na ra do Rozario estreita, por cima do es-
crivSo Bandeira.
Meas de linho:
vende-se na ra do Queimado, loja n. 19,
por preco commodo j assim como meias de
algodSo de todos os tamanho para meni-
nos e meninas.
Moinhos de vento
com bombas de repucho para regar hortas
o baixas do capim : vendem-se na fundicao
de Bowman & Me. Callum, na rus do Brum,
ns. 6,8 e 10.
LAR ENCONTRADO


<4
Janeiro
em latas p frascos, chegado recentemente :
vende-se na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, deCunha & Amorim.
Deposito de cal virgem e potassa
Cucha & Amorim, na ruada Cadeia lo
Recife n. 50, vendem cal virgen era pedra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa do boa qualidade, por menos preco do
queem oulra qualquer parte.
Na ra da Senzalla Velha, padaria n.
1 00, principio que entra pelo Becco Largo,
vende-so superior fnrinha de mandioca,
vinda ltimamente de Santa C.atharina ; por
cada sacca se levar ao portador a pequea
quantia de 2,000 rs., conduzindo urna sac-
ca nova de bom algodfloiinho, e querendo
desconta-se-lho 260 rs., passando para ou-
tra, que o portador levara.
A a,4<>o ris.
Vendem-se pecas de eassa de quadros e
listras para babados com 8 112 varas cada
urna : na ra do Crespo, loja n. 6, ao p do
lampeBo.
Bom e barato."
Ni ra do Passeio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos Leite, vendero-se ricos cortes le
meiaa casemiras, pelo diminuto preco de
1,no rs. A elles, rapasiadado bom gosto,
antes que se acabem.
Farinha Fontana.
Vende-se farinha daquella arredilada
marca, sendo a ultima chegada a este mer-
cado : a tratar com J. J. Tasso Jnior, ra do
Amorim n. 35.
Jtap Paulo CordeirodoRiode
Bombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10,
lundico de Ierro.
Por 1:000,000 ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente l lugar para edificar 5 moradas de
cksas ) tendo de fundo desde a ra da Au-
rora at a ra do Hospicio, e se convier
tambem se far negocio com outros 53 pal-
mos juntos ao mesmo terreno, os quaes
dSo lugar para edificar-se 15 moradas de ca-
sas : para tratar, na praca da Independen-
cia n. 17.
Deposito de charutos da Babia,
ra da Cruz numero 27.
Armazem de Crccot Companhia.
S3o chegadosa este novo deposito os ver-
daderos charutos soberanos de llavana,
senadores, deputados, regala, cacadores,
venus e quem fumar saber. Todos estes
charutos emeaixinhas decem, que muito
conven aos amadores, pois que sua quali-
dade he muilo superior, e prego o mais mo-
derado possivel, para acabar enzer-se no-
va remessa.
Vende-se mel de turo, em
caadas e garrafas, por preco
commodo : no Manguinho, pas-
sando a ponte, primeiro sitio do
ladoesquerdo.
Guarda nacional.
Vende-se o peculio lo guarda nacional.
contando a le, regulamento e todos os mo-
delos que delles dependem, a 1,000 rs. cada
exemplar completo : na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Novo deposito de cal virfreni.
Na ra do Apollo, armazem n. 2 II, ven-
de-se superior cal virgem em pedia, ltima-
mente cliegada de Lisboa na barca Ligcira,
por menos 500 rs. a barril do que em outra
qualquer parle.
A l.Gooe a 1,800 rs. a vara.
Vende-se panno de linho para lenees,
de muilo boa qualidade, com a delicadesa
de vara e niela dar um elegante lengol sem
costura, muito commodo para nSo magoar
o corp" : na ra do Crespo n. 12.
- Yendein-se candiciros para
meio de sala, muito ricos, com os
competentes globos, canillse tor-
cidas, dando a luz mais brillante
possivel : na rus do Trapicha n. 8.
niigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
Moendus superiores.
Na fundicSo de C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas,
de canna, todas de Ierro, de um modelo c
construyo muilo superior.
-- Na ra estreila do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
F. dos Santos Maya, vendem-se cordas de
tripa e bordflea para violSo e labeca, c pa-
pel pautado para msica, ludo da melhor
qualidade possivel.
AGENCIA
da fundieo Lew-Moer.
RA DA SENZALLA NOVA N. 42.
Reste eslabeleeimenlo conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen
das para cngenbo, machinas de
vapor, etaixas de ferro balido e
coado, de lodos os tamanbos, pa-
ra dito.
Chumbo de municSo.
Vende-se uo armazem de J. J. Tasso J-
nior, ra do Amuiim n. 35.
Vendem-se amarras de ferro : na ra
da Senzalla nova n. 42. u
Vendem-se arado america-
nos dos modelos mais approvadus.-
na ra do Trapiche n. 8.
Potas*a ila Itussia.
Vende-se pnlassa da Bussiu, recentamen-
te chegada, ede muito superior qualidade
na ra do Trapiche n. 17.
Tiimi- para engriilio.
Na fundicSo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de rccebei um completo sorlimuu.
lo de taiius de 4 a 8 palmus to bocea, a
s acham-se a venda por preco com-
modo, o com promptidao embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Tecido de algodao trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Deposito deespelhosdas ma-
nafacturas de Franca : na ra do
Passeio n. lo.
Deposito de cal virsreni.
ra do Torres n. 12, ha muito supe-
Na i ua
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente de Lisboa no lirigue Tarvjo-Tercetro
Arados de ferro.
Na fundicHo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
DePOlttO da fabrica de Todos;os
Santos na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Ilieber&C. ,
na na da Cruz n. 4, algodSo transado da-
quella fabrica, muito proprio para saceos de
assucar e roupa de escravos, por preco com-
modo. .
Cal virgem de Lisboa,
da melbor que ha no mercac'o, e
ebrgada ha dias pelo brigue Em-
pieza : trata-se com A. C. de
Abren, na ra da Cadeia do He-
cife n. 37.
Cimento.
Vendem-se barricas com cimento, pro-
prio para qualquer obra que possa rece-
beragoa, assim como para aljeroz e Ira-
peiras, prximamente chegado de llam-
burgo, tambem se vendem as meias barri-
cas por preco commodo : atrs do theatro,
armazem de taboas depinho, a fallar con
Joaquim Lopes de Almeida, caixeiro do Sr.
loSo Matheus.
Cera em velas.
Vendem-se caixas com cera em
velas, fabricadas no Hio de Janei-
ro, sortidas ao desejo do compra-
dor, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte 5
tambem se vende cero fabricada
em Lisboa, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com Ma-
ceado & Finbeiro, ruado V gario
n. 19, segundo andar.
Hogai-se nos Srs. fregueses do ba-
rato que leiain o seguintc
annuncio.
Vende-se brim de qusdros de linho, a
320 rs. o covado Viseado de linho, a 2:20 rs.
o'covado; dito de algodSo, a 180 rs. o co-
vado ; pecle muito encorpado, proprio pa-
ra escravos, a 180 rs. o covado; castores
muito encorpados, a 280 rs. o covado ;
brim transado branco de linho, a 1,920 rs.
o corle; dito escuro, a 1,600 rs. o dito ;
esguiSo de algodflo de 12 jardas, a 2,400 rs.
a pea ; cortes de altillo, a 560 rs. ; cober-
tores escuros de algodSo, grandes, a 720
rs. ; cassa preta, a 120 rs. o covado; chita
de core fixas, a 160 e 180 rs. o covado : na
ra do Ciespo n. 6, ao p do lampeflo.
Arados de Ierro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americano-
com cambao de sicupira e bracos
de ferro : na fundicao da ra do
Brum ns. G, 8 e 10.
#>' 'l
Algodao para saceos. *
, Vende-se muito bom algodSo para fe
fe saceos de assucar, por preco comino- >
4 do : em casa de Iticardo Ruyle, na t
$ ra da Cadeia n. 37.' >
M* "io para sapateiro e para saceos.
Vende-se um restante de ptimo fio para
sapateiro eni novellos, e dito em meiadas
para saceos, por preco commodo para li-
quidarfacluras : em casa de Adamson llowie
& Companhia, ra do Trapiche 11. 42.
2,000 rs. para a pobreza.
Vende-se excellente farinha de mandioca,
receiilemente chegada de Sania Calbarin,
em boas saccas novas de bum algodSozi-
nlio : na prac. da lloa Vista, venda de Joa-
quim de l'aula Lopes n. 18 : approveilem a
occasiao antes qi-oapparcca o especulador
para a usura.
Toucinho de Santos,
a 140 rs. a libra, ainda novinho e fresco : na
ra larga do Rozario, padaria n. 48.
Lotera do Hio de Janeiro.
Aos ao:ooo,ooo ris.
Na loja de miudezas da praca da Inde-
pendencia n. 4, vendem-se bilheles uitei-
ros, meios, quarlos, oitavos e vigsimos a
beneficio da 13." lol.ria do Ihealio de/S. Pe-
dro de Alcntara. Na mesma loja recebem-
se bilheles premiados em troca dos que tem
venda.
Pecas de chitas rtxas para luto.
Veiidem-se pecas de chitas limias, ordi-
narias, para luto aleviado, a *,5i0 e a 120
rs. o covado; e ciles de cambraiss para
vestidos, bonilos padroes, a 2,600 rs. : na
ra larga do Rozario n. 48, piimeiro andar.
Vendem-se escravos baratos, mocos e
de bonitas figuras, a saber: urna linda mu-
latinha de 16 anuos, que cose, engomma,
cozinha e sabe muito bem ompalhar cadei-
ras; urna dila de 20 anuos, que cose mui
be ni carniza de liomcm ; qualro prelas mo-
cas, com algumas habilidades; um lindo
muliinhode12 annos; um dito de 16 an-
uos ; um moleque de 14 annos ; um dito d
16 annos ; deis molecOes de 20 annos e de
bonitas figuias ; um prelo de 25 annos, op-
iimo sapateiro decollar e fazer qualquer
obra ; um bonito pardo de 20 annos, pti-
mo para pageni e que entende muilo de pa-
daria ; um dito quo se vende multo em con;
la sendo para o Rio Grande do Sul ou Far ;
seis escravos mocos, ptimos para o campo
ou para oulio qualquer servido : na ra das
Larangeiras n. 14, segundo andar.
-- Vvbdvoi-sc Ucs moradas de casas pe-
queas na ra rio Jasunn, por iras de San
Conv.aU>, em chaos piopiius, cuot loda a
commodidade, livres e desembarcelas,
por barato preco, as quaes renden agora
18,000 rs. : quem as pretender, dirija-se a
travessa da Concordia, sobrado n. j.
Vendem-se superiores livros era nran-
co. de diversos lmannos 1 cm casa de naik-
mann IrmSos, na ra da Cruz ri. 10. ^^
% Na loja do sobrado amarello, nos
t quatro cantos da rua do Queimado n. 1
f29, tem para vender um completo |
sortimentodas razendasabaixo raen- 5.
I cionadas, tudo de superior qualida-
Jdee presos muito commodos, a sa-
ber :
; Cortes de vestidos de sarja preta
I lavrada, padroes de muito gosto.
! Sarja de seda preta verdadeira. hes-
1 panhola.
Setim prelo maco, proprio para
vestidos. .
Manteletes e capotinhos dechamalo-
teegros de aples preto, com mu
lindos enfeites.
Los de linho preto, bordados a seda.
Um completo sortimento de pannos
prelos para os precos de 4,000 at
12,000 rs.
Casemira preta elstica para varios
precos.
ti rmmmmm mwmmwm,^.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos 50:000,000 ris.
Na praqa da Independencia, loja n. 3, que
volta para as ras do Queimado e Crespo,
vendem-se os mui afortunados bilheles,
meios, quartos, oitavos e vigsimos da 13."
loloria de S. I'edro de Alcntara. Na mes-
ma loja est patente a lista da 6." das amo-
reiras. 1
Lo'eria do Rio de Janeiro.
Aos 20.000,000 ris.
Na ra estreita do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
A dos Santos Maya, vendem-se os mui afor-
tunados bilheles, meios, quartos, oilavos e
vigsimos da 13." lotera de S. I'edro de Al-
cantara. Na mesma loja esta patentes lis-
la da sexta dasamoreiras.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos 20:00c,000 rs.
Na casa feliz da ra do Queimado. loja de
hiendas n. 20, vendem-se os mui afortuna-
dos bilheles, meios e cautelas da 13." lote-
ra do theairo de S. Pedro de Alcanlara, cu-
ja lista chega no primeiro vapor. Na mes-
ma loja se mostra a lista da 6.' lotera das
amoreiras e crearlo dos bxos da seda, bem
nomo todas as passadas.
Chfeos oleados a t,ooo rs.
Na ra do Queimado, loja n. 3, vendem-
se chapeos oleados pelo baratissimo preco
dedez lostOes e grvalas de mola a dois
mil res-
Negocio de vantagem.
Vende-se urna loja Je fazedas, muilo
propria para um principiante, poreslar si-
la em muito bom lugar, e mesmo porque
lea apenas um conlo e quinhentos a dois
conloa, inclusive armagao : na ra do Quei-
mado n. 20, loja do Sr MendonQa, se dir
onde he a loja que se vende, e com quem se
faz o negocio, o qual ser a prazo ou a di-
nhero, como convier ao comprador.
Na ra do Brum n. 28, existe para ven-
der-se urna tnoenda de engenho com todos
osseuspeitences eem bom estado : o seu
preco he o mais rasoavel possivel.
Vende-se muito nova farinha
le mandioca de Santa Catharina :
a b rdo do brigue Sagitario, Tun-
deado defronte do Trern, por pre-
co muito commodo.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do Rozario larga, botica n. 42, re-
ecbcu-se a lisia da loteria 6.' das umorei-
ras, e ah foram vendidos os seguintes n-
meros que sahiram premiados, a saber : 911
-400,000 rs 2013 400,000 rs. 3636
100.000 rs. 156 100,000 rs. 11
40 000 rs. 140 40,000 rs. 4607
40,000 rs. 1100 40,000 rs. bem co-
mo billietes da 13.* loteria de S. Pedro de
Alcanlara. chegados ltimamente pelo va-
por Imperador, os quaes se vendem pelos
precos seguinles : inteiros a 22,000 rs. ,
meios a 11.000 rs., quartos a 5,900 rs oita-
ves a 2,900 rs e vigsimos a 1,400 rs.
o becco do Goncalves, ar-
mazem do Araujo, vende-se su-
perior farinha de mandioca em
saccas, chegada ltimamente, e
muito em conla.
Aos 00:000,000 reis.
Na loja de Cambio da Viuva Vera & Fi-
Ihos, ra da Cadeia du Recite n. 24, rece-
beu-se a lisU da sexta loteria da cultura de
aiM.11 has e creae^o do bicho de seda. Na
mesm loja acham-se venda os afortuna-
dos bilheles da 13.' lotera do theatro de S.
Pedro de Alcntara, dos quaes vira alista
no primeiro vapor, elrocam-se por bilhe-
les premiados da lotera de N. S. do Livra-
mento edo Ro de Janeiro. Numerado dos
premios que sahiram nos blbetes vendidos
na mesma loja da 6.a lotera das amoreiras e
creaeflo do bicho da seda, a saber : 4638
20:000,000 de reis 5803 2000,000rs.
4753 800,000 rs 2948 100,000 ris
2571 100,000 rs. 5033 100,000 ris-
4-224 100,000 rs. 5781 100,000 reis
3887 40,000 rs. 2654 40,1.00 rs.
4059- 40,000 rs. 1938 40,000 rs.-
5343 40,000 rs. 4607 40,000 rs.-
6a7 40,000 rs. 4636 40,000 is.-
4923- 40,000 rs. 1400- 40,000 rs.
do; bacas de rame pars ps e para ba-
nho; armas finas para caca; colheres de
metal do principe para sopa, cha, assucar e
arroz ; facas finas para mesa e sobremesa ;
talheres finos para meninos; bulos e cafe-
teiras de metal; e estojos para mathemati-
ca : na ra Nova, loja de ferragens n. 16,
de Jos Luz Pereira.
Na ra da Cruz, armazem de
S Araujo n. 33, vende-se supe-
rior firinha de mandioca, chegada
ltimamente do Cearr, por preco
muito commodo ; assim como cou-
ros de cabra, solas e pennas de
ema.
Vende-se urna canOa de 600 a 700 li-
jlos : na ra Formoia, stima casa terrea.
Vende-se palhinha preparada para ca-
deiras, muito superior; assim como junco
da melhor qualidade que tem viudo a este
mercado : ludo se vende por menos preco
do queem oulra qualquer parte : na ra da
Cadeia de Santo Antonio n. 20.
Vendem-se por 3,000 rs. saccas com
minio : no Becco Largo do Recife, venda
que volta para a Senzalla Nova.
Bom e barato.
Vende-se cera de carnauba, couros de ca-
bra, pennas de ema, sapatos brancos, be-
zerro de lustro e superiores charutos che-
gados ha pouco da Bahia : na ra da Cadeia
do Recife n. 49, primeiro andar.
Lotera do Hio de Janeiro
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do Crespo n. al, loja de
fazedas, e na ra da Cadeia do
Uecife n. 46, loja de miudezas,
vendem-se quartos, oitavos vi-
gsimos d i3. loteria do Thea-
tro de S. Pedro de Alcntara, e
paga-se qualquer premio que neb-
es sahir sem ganancia alguma.
Quartos 5,5oo
Oitavos a,800
Vigsimos l,8oo
Vende-se urna preta de nnco, que co-
zinha perfeitamente, lava de saboe rel-
ia, e hequtandeira : vende-se por necessi-
dade: na ra dos Martiryos n. 12.
Vende-se superior sal do Assu a bor-
do da escuna <"'< r'irmina fundeada na
volla do Forle do Matlos : a tratar com o
captao a bordo, ou com o consignatario da
mesma, l.uiz Jos de S Araujo, na ra da
Cruz n. 33, aonde ie pode ver a amostra.
Vendem-se quatro linJos moleques de
8 a 18 annos ; oito prelos de 20 a 30 annos,
sendo um ptimo sapateiro e oulro cano-
eiro; quatro pardos, sendo dous ptimos
marinheiroseum com bons principios de
carpinade!8a 25 annos ; duas pardas de
15 a 20 annos com habilidades; e cinco Dre-
las, algumas com habilidades e as outras
proprias para lodo o servico: na ra do Col-
legio n. 3.
Livro moderno.
Acaba de sahr luz no Ro de Janeiro a
seguinte obra
Novo 111:11 nuil do Fazendeiro
ou tratado completo de medicina e cirur-
gia domestica, adaptado a intelligencia de
lodasasclasses do pnvo, seguido de um
formulario de medicina ede um dicciona-
rio dos termos scientficos, por L. '. "lon-
jean, doutorem medicina, membro titular
da academia imperial de medicina no Rio
de Janeiro : nova ediccSo em 1851 21 vol
acompanhadosde 64 estampas, por 16,000
rs. a obra : vende-se 110 pateo do Collegio,
casa do Livro Azul.
Vende-se urna porreo de caixoes va-
sios : na ra Nova o. 44.
Bom e barato.
Na ra do Queimado, vindo do Rozario,
segunda loja n. 18, vendem-se cortes de
cambraia para vestidos, a 2.000 rs.; ditos
de cara branca bordada, a 1,600 rs. ; vesti-
dos de barra, .. i.OOO rs.; cortes de cam-
braia de seda, al.OOO rs.; lencos de ISa de 3
ponas, a 40 rs.; meios chales de ISa para
hombros de senhora, a 320 rs. ; ditos de chi-
ta, a 400 rs. ; ditos de ISa e seda, a 1,600 rs.;
pecas de chita de coberta, a 4.000 rs. : di-
tas para voslidos, a 4,000 rs.; meias pretas
para senhora, a 1.000 rs. a duza ; ditas pa-
ra homem, a 640 rs. aduza; meias para
menina, a 640 rs. a duzia ; ditas para me-
nino, a 500 rs a duzia ; panno fino cor de
vinho, a 3,000 rs. ; chapeos de sol de soda
inglezese francezes.a 5,000 rs. chita fran-
ceza. alOOrs. o covado; algodao de lis-
tras, a 120 rs. ; dito azul transado, a 160
rs ; dilo liso, a 160 rs. castores para cal-
Cas, a 160 rs.; alpaca de linho para Jaque-
tai a 240 rs. brim transado branco de li-
nho, a 500 rs. a vara ; manas de seda, a
5,000 rs.; e outras multas fazedas por ba-
rato prec- t
Vende-se urna loja de miudezas bas-
tante afreguezada, e em muito bom lugar :
quem a qulzer comprar, annuncio por esta
lolha para ser procurado.
Ns rua do Livramento 0. 26, ha urna
poicflo de boin arroz brauco em saccas pa-
ra vender a preco commodo.
Almanak
admnistrativo, mercantil c industrial, do
hio de Janeiro, paia oanno de 1851, or-
gansado por KduardoLaemmert, contendo,
alm de materiascommerciaes interessan-
tes, o cdigo co"nm"iicial do imperio, a le-
gslacao, decretos e avisos mais importan-
tes do anno de 1850, a augustissma casa
imierial, a corte com todas as casas titula-
res, o cor, o consular do imperio e estran-
geiro.arepresentacao nacional, os ministe-
rios com todas as repartidos publicas, com-
patibles, sociedades, negociantes, rnerca-
dores, ele etc., etc. um volme gran-
de com mil paginas por 5,000 : no paleo do
Collegio, casa do Livro Azul.
sentando a rainha |de Inglaterra, Elisabeth,
o qual chamou a attencSo de lodos os mes-
tres e entendedores por sua primorosa exe-
cuc.no.
-- Vende-se urna escrava de 22 annos, de
bonita figura, a qual cozinha o diario de
urna casa, lava de|sabao, engomma e cose
chSo : na rua do Apollo n. 19.
Madeira de Jacaranda.
Vende-se oplimo Jacaranda1 em porco ou
a retalho, a vontade do comprador : na rua
da Cadeia de Santo Antonio n. 18.
Vendem-se relogios de ou-
roe prata, patente inglez : na rua
da Senzalla Nova n. 4^.
ttnMirtfiiitmmKtiM ffliiiH'iniinttiTrir
TBi sWG^FWWiii .'.a A jj Na loja de Alorcira &Coiupa- |
niiiu. rua Nova n. 8,
U vendem-se mui boas luvas de pellica
{ pretas e brancas para homem ; ditas
gj cOr de canna curtas, com enfeites,
t; para senhora ; chaposznhos de se-
| da para criancinhas de um al. do/e
fi mezes sapatos de marroqum prelo,
g a 1,120 o par; luvas de verdadeiro
H castor, brancas n amarellas, tanto
3 para homem como para senhora, a
I 1,600 o par; palmatorias de casqu-
3 nho linissimo, proprias para quartos
S de rapazes solteros; lanterninhas ~
I com ps de vidro para piano, o que X
S lem apparecdo de mis elegante ede |
S melhor gosto nesle genero; ditas C
grandes tambem de vidro, para or- S
nar salas ; espelhos de parede, a rs. S
2,000 ; necessarios de couro com lo- g
dos os prepsros, para barba ; grava- W
las le molla, pelo baratissimos preco f
de 2,000 rs. cada urna } chapeoszi- *f
nhos de sol de seda para senhora, de |
3,500 at 6,000, tanto uns como ou- **
tros silo chegados de prximo e de*
gosto; luvas do verdadeiro torzal pa- |
rasenhora,a1,000rs. o par; nm sor- |
tmenlo complelo de hicos 'estreitos I
de blonde, e de seda largos; riquis- ;i.
imasloucas de fil para senhora, e ;1.
ambem para baptisados de enancas;

louquinhasde Ifia frocadas pela bei- 'p
ra,a 1,000 rs.; finalmente um lusT- m
do e completo sortimento de sapatos |
de couro de lustro para senhora, que itf
se venderSo o menos por 2,240 rs. o
par. H
Escravos fgidos.
Na rua Nova, em casa de Augus-
te Colombiez,
vende-se um grande retrato de S. M. impe-
rial o Sr. D. Pedro II, com riqussima mol-
dura, obra do insigne pintor Lechevrel, o
qual apresentou na ultima expsito das
Bellas-Arte, no Bio de Janeiro, obra de
13o subido merecimento, que lhe leu ser
premiado ror S. Magestade com o habito de
No da 24 de fevereiro prximo passado
fugio um escravo cabra de nome Antonio
que representa ter 20 annos de idade, sem
barba, com falla de denles na frente, esta-
tura regular, um pouco cheio do corpo ; o
qual he carrero e j foi surrado. Este escra-
vo fugio de Pedras de Fogo, do poder de
seu senhor Fel iz Francisco de Brito, e cons-
ta que se dirigi a esta praca como intuito'
do sentar praeja na marinha ou mesmo no
exercito : roga-se, portanto.as autoridades
policiaes de o capturar onde quer que elle
apparecer; assim como aos Srs. capules de
mallo, de o levarem ao seu senhor no supra-
dito lugar de Pedras de Fogo, ou no Kecife,
Francisco Carneiro da Silva ua rua Au-
gusta o- 26, quo serao bem recompensados.
-- No dia I. do correte desappareceu da
ribeira da Boa Vista urna preta crioula, de
nome Benedicta, representa ler 40 e lanos
annos, estatura regular, cheia do corpo,
roslo largo, com alguma falla de denles,
quando falla faz geitos na bocea, olhbs bas-
tante fundos, visla espautada e muito sim-
plona ; julga-se eslar occulla em alguma
casa ; por isso pedo-se a pessoa que a tiver,
queiraquanto anles onlrega-la no Becife
a Joao J os de Carvalho llora**, ou nos Coe-
Ihos, onde foi tanque d'agoa, a Antonio da
Costa II i bei ro.
-- Desappareccu no domingo, 2 do cor-
rente, urna preta crioula, de nome Bene-
dicta, de 18 annos pouco mais ou menos,
bastante gorda ; tem o beico de baixo cabi-
do, falla do denles da parte de cima e al-
guns podres ; levou vestido de chila com
flores encarnadas, panno da Costa de lis-
tras azues e encarnadas : pede-se a quem a
pegar de a levar rua da Praia n. 49, qua
se gratificar generosamente. na
~ Desappareceu, 110 dia 12 de Janeiro pn>- 1
x non passado, do sitio denominado Arac, 1
junto a ponte dos Bemedios, um escravo, > j
canoeiro.de nome Caetano, de estatura re-,
guiar, cOr fula, rosto redondo e picado de
bexigas, rouca barbB, alguna signaes de
panno pelo veotre, sendo um delles a mar'
ca de um caustico por occasiao de ter um
pleuriz e he quebrado de urna das verilhas ;
levou camisa e calca de algodao de Tora.
Kste escravo, dizem ter levado em sua com-
panhia urna preta moca, de nome Juliana,
haixa, cheia do corpo, muito esplicada no
fallar e lem um signal de talho no canto da
bocea da parte direila : roga-se a todas as
autoridades policiaes, ou a quem o conhe-
cimenlo desle possa interessar, o a pcssons
parlicularos quo os possam encontrar, o
manden apprehender e entrega-Ios na rua
dos Quarteis de polica, padaria n. 18, que
serao ah gratificados com 50,000 rs. alen
de alguma pequea despeza que possa ha-
ver para sua seguranza.
Desappareceu na noite do dia 6 do
passado urna escrava parda de nome l.uiz, c
idade pouco mais ou menos 30 annos, ro- j J
bellos corredissos, porm cortados, rosto '
redondo, barriguda que parece estar peja*
da, maos bstanles leas e algumas unhas
muito negras que parecem ter sido pisadas,
os ps muito esparralhados e feios e algu-
ma cousa irregular, levou alm da roupa
vestida, um sacco ou Irouxa, dous lios da
cotilas brancas ao pescoco, assim como um<
rozario tambem branco, chales de chita
asul j desbotada, usa de camisa de ebw
Co: quem a aprehender e leva-la na
rua do Queimado, loja n. 9, ser recom-
pensado generosamente.
20,000 rs. de gratificacSo.
No dia 23 para 24 do prximo passado fu-
gio o escravo de nome Antonio, de nacao
Angola, de 40 annos pouco mais ou menos,
baixo, rosto abocetado com uns calombi-
nhos, barregudo, coui urna coya as costas
cima dBSCadeiras ; levou camisa de algo-
dSo branco grosso, calcas de algodSo de lis-
tras e chapeo de engenho: quem o pegar,
leve o padaria da rua do Rozario estrena
11.13, que receber a quantia cima.
Venden-ae bracos de balance para bal- Christo, eser-lhe comprado por orden do
cOes.osm." lSiores que ten appareci- mesno augusto beubor, um painel repre-
BggBSSSBESBSBBSSB
MFLHOR EXEMPLAF


Full Text
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