Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06338


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Full Text
Anno XXVI1
Quarta-t'cira 5
PARTIDAS DOS OOBBBIOS.
tolanna a Parahlb, s segundas e sextas fciras.
Ho-r.rande-ilo-Norle, todas as quinta feiras ao
mcio-dia.
fiarnnhuiis c llonito, a8 e 2.1.
llo.i-Vista c 'loros, a I.' c 28.
Victoria, quintas feiras.
linda, todos os da.
,.,_ Mllajp
PlIASES DI LO.
BPHEMIRlDES.
'Nova, a 2, as 10 li. c 5,") ni. da t.
Cresc. a 10, as 7li. e 35tn. da t.
Chela, a 17,as 10 h. e 59 m. da m,
Vling. a 24,sllh. e (i ni. da in.
PHEA.MAII DE HOJE.
Primeira s 6 horas e M minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
de Margo de 1851.
N. 53.
PBEOO DA StTBSCBIPOAO.
Por tres meses ftdiantados) 4/000
Por seis metes 81000
Porumanno 15/000
das da semana.
3 Seg.S.lleincterio. Aud. do J. d'orf. cm. da 1 v-
4 Tere. S. Casimiro. Aud. da Chano. do J. da se-
gunda varado c. e dos feitos da fazenda.
5 i.iiiurt. S. Clnza. Aud. do J. da 2. vara.
(i iiint. S. Ollrgario. Aud. do J. doj orf. cdo m.
da primeira vara.
7 Seit. S. Cuadio/.o. Aud. do J. da I. vara do c,
c dos feitos da I'azcuda.
8 Sab. S. Joo de Ucos. Aud. da Ch. c do J. da
2. varado civel.
9 Dom. l.'da (Juarcsma. S Francisca Romana.
CAMBIO DE < BE MAHOO.
Sobre Londres, a3n d. p. 1/nOO rs.GO das.
* Paris, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 90
Ouro. Oncas hespanholas.....28/000 a
Moedas de (i/400 vcihas. 16/000 a
. de 6/40 novas. 16/000 a
de4J000....... y/00 a
Prata.Patacoes brasileiros.... l/BOl
Pesos columnarios..... JjnHO a
Di tos mexicanos........ 1/liSO a
38/500
10j200
16*200
9/100
1/H40
1/040
1/70O
,7 :m .r.i-anai>t.jtt*a
PA&TF. OFFICIUL.
Quarlel
Commando das armas.
. do commando das armas na cidade do
Reeife,em 3 de mareo s 1X51.
OllDEM l0 DA N. 5i.
O Illm. Sr. coronel commandante das armas
manda scientificar aos corpos do exercito em
guarnicio nesta provincia, que segundo a de-
daracSu que Ihe fez a cmara municipal da ci-
dade do Reclfe, os enterramentos no ccmiteno
publico estabelecldo em Santo Amaro, de con-
formldade com o regnlamento do governo pro-
vincial de 17 do relerido mez, tiveram princi-
pio no da 1. do corrente, consegulntemente
jienhum militar poder ser sepultado nos tem-
ya posto que o citado rcgulamento fotse pu-
blicada no Diario de Pernambueo, e por isso suai
dlsposicOes ao alcance de todos, julga nao obs-
tante o mesmo Illm. Sr. coronel recominendar
restricta observancia das que se con te ni nos
artigos 62 e 63 que abaixo se transcrevem.
Art. 62. Para quesejaadmitlido inhuma-
cao algum cadver, dever a pessoa que dlsso
tratar, pagar bocea do cofre municipal a
'mantia estipulada, havendo do procurador um
Aclbo extrahido de um livro de talan, que sera
alimentado ao administrador para que este ex-
prta as providenciasprecisas aoporteiro, gusr-
das e covelros. O procurador da cmara para
pratlcar o acto de que se falla, exigir que pri-
meiro se Ihe aprsente declarafo da aulonda-
de policial respectiva, de que nao ha motivo
para demorai-se a iuhumacao. Estas declara-
ces serio archivadas.
Art. 63. Alm disto deverao os cadveres
es ir encerrados em caixo ou atade conve-
nientemente filiado. v
Ieopoldlno da Silva o Asevedo,
Primeiro tenente, ajudante d'ordens.
: '
IIIAKIO HE PEUNAMIU-C.
BECIFE, 4 SE M ABIJO SE 1(51.
Conita-nos que algumas pessoas de m f ou
p'r ignorancia procuram injustamente indis-
por o povo desta cidade contra a cmara muni-
cipal, e alimentar a sua velba ogerisa contra a
instituifo do cemiterio, assoalbando que a
mesina cmara pelo contrato temporario que
fez com um armador, para o foinecimenlo dos
carrotuque devem conduzir os cadveres, pro-
hibi que es particulares podessein conduzir os
Vu-'ocfuntos pela mo ou em canoas. Este
boatoTporm, he iuteirsmente destituido de
fundamento; porquaoto era us editaesda
inunicipalidade se encontra esta prohiblcao,
n i alias se poderla ella dcduzir das dispos-
cOes contidas no rcgulamento da presidencia
de 17 de fevereiro prximo passado, o qual so
faz exclusivo do estabelecimento do cemiterio,
c por conseguinte da pessoa com quem a c-
mara coutratar temporariamente, o forneci-
ment dos carros fnebres e mais objectos ne-
cessariosaosenterros, deisando asslm livreaos
particulares outro qualquer meiodeconduc-
co: e nein seria admissivel que o citado regu-
1 menlo, que com est disposico s teve em
\ MU evitar ao publico o abusos c exlorses,
se tornasse velatorio,tirandolbe aquella liber-
dade por una senielhantejnjunccao.________
V^UIEOaDE.

tSTATISTICA DA IGIIEIJA CVTHOLICA 110-
1 NANA NA GRAN BRETAMIA.
Igrtijai e capellai.
Inglaterra.
Em Bedfor 1, em Berk 5, em Buckingham 3,
J era Cambridge 3, em Chester 18, em Cornwal
t/1 l.em tumberland 0, ein Dcrby 10, cm Devoul
9, "em Dorset 9, em Durliam 22, em Essese 9,
em Glocester 14, em Hamp 13, em Hereford
5, em Hertford 3, em Kent 1*, em Lancaster
i 13, em I.eicester 15, em Lincoln 1*, em
Mlddlessex 35, em Monmoulh 8, ero Nor-
folk 8, em Northampton 5, em Notlingham
b/cm Northumberland 23, em Oxford 8,
em Shrop 11, em Somersel 12, em Stafford
36, em Suffolk 6; em Surrey 13, em Sussax
8, em Warwick 26, em Wcsimorclanii 2, em
Wilt 4, em Worcester 12, em York 61, em a
I i 1 ha de Man 2, em Guernsey 1 em Jersey 2.
I Total dus igrejas e capellas catliolicas em
. Inglaterra 586. *
Paiz dt Galles.
Em Brecknock 1, em Glamorgan 3, em
P^mbroke l.em Carnavon 1, em Dembigh
l.emFIinl*.
Total das igrejas e capellas catholicis no
paiz de Galles 11.
Fseoeia.
Em Aberdeen 10, em Argyle 3, em Ayr 3,
em DanlT 10, em Bule 1, ero Caillines 1, em
Dumbarlon 2, em Dunfries 2, em Edinbur-
go 5, em Forfar 3, em Inverness 19, em Kin-
cardinol, em KirkcudbrighU, em Lansrk
li), em Linlithgow 1, em Moray 2, em Pee-
bles 2, em l'erlh *, em llenfrew 5, em Hoss
1, em Hoxburgo 1, em Stirling 3, em
Wiglon 2
Total das igrejas e capellas catholicas na
Escocia 97.
Total das igrejas e capellas catholicas em
toda a lilis da Gran Bretanha 694.
tOLLEGIOS CATHOLICOS.
Inglaterra.
Collegio de.S. Edmundo em Hertford,
dito de S. Pedro e S. Paulo em Somersel,
dito de S. Gregorio no mesmo condado,
dito de Slonyhurst em Lancaster, dito do S.
Eduardo no mesmo condJBdo, dito de S.
Maria em Stafford, dito de 8. Guathberto em
Durliam, dito de S. Lourenco em York, dito
do Month de S. Maria em Derboy, dito da
immaculada ConceicSo em Leicester.
Useocia.
Collegio de S Maria em Kincardlne.
Total doscollegios calbolicos em Ingla-
terra e Escocia 11.
Casas religiosas ae homens.
Arcebispado de Weslininsier 2, bispado
Soutbwark 1, dito de York 1,, dito
month 1, dito de Notlingham 3, dito de
Birminghatn 6.
Total das casas religiosas de homens 17.
Conventos.
Arcebispado de Westminster 9, bispado
de Southwark 9, dito Hexham 2, dito de
York 2, dito de Liverpool l.dito de Sal-
ford i, dito deSbrewsbury 1, dito de Cli-
fton 5, dito de Plyraonth 5, dito de Notlin-
gham, 4, dito deBermingham 13, dito de
Norlhampftnl.
Total dos conventos 53.
PADRES CATHOLICOS.
Inglaterra e paiz de Galles.
Arcebispado deWestminster 113, bispado,
de Southward 67,dito de Hexham 70,dito de
York 69, dito de Liverpool 113.dito de Sal-
ford 61, dito de Sherewsbury 33,dito de Cli-
fton 49,dito de Newport e Menevia|22,dlto de
Plymonth 25,dito de Notlingham 53,dito de
Birmiugham 124, dito de Northamptcn 27.
Total dos padres catholicos em Inglater-
ra e no paiz de Galles 826.
Escocia.
Districto oriental 29, dito occidental 51,
dito septemlrional 32, collegio de Santa Ma-
ra 6.
Total dos padres catholicos na Escocia
118.
Total dos "padres catholicos em toda a
tilia da Gran Bretanha, exclusive os bis-
pns, 948.
Total dos padres catholicos na Gran Bre-
tanha, no anno de 1849 905.
Augmento no anno de 1850 43.
as colonias e posses-es britannicas
contam-se 47 bispos catholicos e vigarios
apostlicos.
( Do directorio catholico romano para o
auno de 1851.}
( Times.)
Rilofo entre o gado vnecum (bois, voceas e bsur-
rot) e o porcum possuidos pelos differentet pases
da Europa I o pnpulac lo dos meemos.
Gado vaceum.
A Dinamarca possue por cada 100 habi-
tantes ................
A Suissa................
Wurtemberg ...........
A Escocia........................
A Austria...................
A Lombardia....................
A Sardenha.....................
A Ilollanda.......................
Ilauovre..........'................
O Gran Ducado de Badn............ .
ASaxonia.......................
A Prussia........................
AInglaterra.......................
As provincias rbenanas.............
Os paizes /raixos..................
A Franca.........................
liado porcum.
.V Inglaterra possue por cada 100 habi-
tantes............................. 33
O Gran Ducado de Badn............. 31
A Ilollanda.......................... 2>
AHespanha........................ 20
A Sicilia.......................... 20
A Baviera....................... J
A Hungra........................ *
A Irlanda.................... g
A Prussia......................... ,5
Ou Paizes Balxos..................... Jo
ASuecia................,...........
A Franca........................... H
(JfoniKur)______
100
85
71
N
53
SO
46
45
40
M'ISCELLANEA.
do
de SallorU i, dito Cliftoa 2, dito de Ply-
0 Jan Bixente.
CONTRA O CHARLATANISMO MEDICAL.
Sabendo o fraco do povo
O ganhador charlalso
Procura o maravilhoso,
Recorre a reliyiJo.
Carur de parvoices, de alvares asneiras, e de
heregias producco'es. egregias de Jan Bixen-
te no seu burical Medico do Povo n. 12.
O nosso amigo na sua primeira resposta
IJan Bixente havla dito estas bem conhe-
cidas verdades --Ohomem dotado de rasSo
e'liberdade tem actos espontneos, tem m-
rito e demerito, he um ente moral em sum-
ira: o animal porm, quo s Ihe coube em
partilha o instincto, ludo quanto pratica
he em virtude deste, e por conseguinte he
conforme com a vontade de Dos.
Comoessse esgnarello por ignorantsimo
echarlataoemtudo nSo fosse capaz de com-
bater esse argumento philosofico, com o
qual o padre roestre-Lopes Gama quiz pro-
var, que os animaes, que tinham o instincto
de curar-se em cerlas molestias faziam-no
lomando dses, allopathicas : e que sendo
esse instincto urna lei de Dos; dahi dedu-
zu, que relativamente s mesmas dses era
a medicina racional d'accordo com a vonta-
de Deos;que coartada lia va dar a tudo isto o
miseravel impostor? Vejam, que borbota
de disparates!
Confesso com muita ingenuldade, que
sou fraco em lgica, e n8o menos por con-
seguinte em philosophia ( quem assim reco-
libere a sua fraoueza, ou antes nullidade ,
porque anda Wsafiando a todo o mundo
para discusses, se sem philosophia,sera l-
gica nao pode haver vordadeira discussSo
sobre materia alguma,) e ser por isso que
vos nao comprehenderei. Ohomem he do-
tado de rasao e do liberdede, que Dos Ihe
deu ; e os animaes sao dotados s de ins-
lincto, que Dos tambetn Ihes deu ; e os a-
nimaes obram segundo a vontade de Dos
obrando pelo instiucto ; e o hornera, ao
qual tambem Dos deu rasSo e hberdade
nflo obra segundo a vontade de Dos obran-
do por essa liberdade, e por essa rasSo, que
Dos Ihe deu ? Nao camprehendo. Para o
fazer desgranado errando constantemen-
te, nao foi, que Feos deu ao hornera
Hberdade, e ras5o, rom as ?"" ""
contra a vontade de Dos ; pois ni vota-
Ue de Dos este erro, par o qual dra Dos
liberdade, e rasfio ; e para que seguisse
como os animaos, os seus instinctos, e por
conseguinte obrasse segundo a vontade de
Dos, como obrara os animaes, nao Ihe ha-
via de ter dado a liberdade, e a rasSo, que
por mo enroinho o levara contra a vontade
de Dos. E a liberdade e a raS&O foram da-
das por Dos ao homem ; e Dos n3o pode
por que he todo amor e misericordia (e jus-
tsa nao? ) dar ao homem um guia aleivoso
e traicoeiro, que em vez de o conduzir luz
o precipite as trevas
A que vem qunstao todo esse embrulho
sem ps era cabrea ? Tudo nasce de Jan
Bixente nSo ter nogOes claras do que seja
instincto, do que seja rasao, e doqueseja
liberdade. O charlatn nSopercebeu certa
mente a forca do argumento do padre, nem
be rapaz de atinar com o rneio termo de
qualquer sylogismo : e entSo toca a arru-
mar palavras 'a troxe moxe sem nexo sem
ordem, sem sentido, com tanto queosou-
Iros capadocios, e Jan Bixente digam. o
nosso doctor nao se calou, respondeu a tu-
do einbora nito escreva senflo asneiras. O
palbaco Chikapouff tantas despejou que
veio a dizer urna heregia que accrescentou
Eu tenho f robusta em Dos, que me nSo
deu liberdade e rasSo para fazer-me des-
granado, nem para consentir, queeu o seja
-- Olhem, que chrisl3o este .' So Dos nem
consente, que homem algum seja desgrana-
do, onde est o mrito, e demerito, o que
vem a ser a liberdade P Se he vordadeira
essa propositan, n3o ha penas eternas na
outra vida, e a bemaventuranca pertencer
assim ao justo como ao peccador; lano
monta em lim ser Vidoque famoso IsdrSo)
como S. Vicente de Paulo. Que catholico
romano! Que homem orthodoxo, que boa
laia de crente 1 Mas esse bobo n3o he im-
po por principios : he tollo, parolleiro c
capadocio.
E como se uSe bastassem tantas asneiras
em philosophia, em theologia, quiz dar a
Final tambem um par de coices em geome-
tra, no mesmo paragrapho. Ahi vai. Eu
concluo de tudo isto, que a compararlo das
obras do instincto animal com as da rasao,
e da liberdade humana ou nSo tem parida-
de, ou nSo pode concluir nem contra, nem
a favor da homosopalhia, ou da mrdicini
alio; alhica. S3o duas lonjas obliquas e des-
Iguaes, ( bravo I) cue farfio seguir a ques-
iao que se ventila, urna diagonal do seu
paralellogramo bem distinrta daquella rec-
ta, por onde nos desojramos, quo fosse ca-
minho da verdade( biavo n capadocio m>-
thematliico .' Que simllp Que humea que
asneira! Ora, irm<1o Jan Bixente se as for-
ras sfio lio has obliquas, e desiguaes, e alm
disto s duas; como he, que Cormam um
paralellogramo ? { porque esta e todas as
mais figuras da geometra s se compe de
linhas ) e sendo o parallelogramo urna figu-
ra de 4 linhase 4 ngulos, como he com-
posto so de duas linhas e estas desiguaes !
Ser parallelogramo homeoptico ? N3o: he
pura asneira do capucira Jan Bixente. E co-
mo nSo ficaria ella ancho, e apitonado,
quando escreveu esto desproposito mathe-
matico.
Continuando o simile o nosso amigo disse
O lean, se habita em sitios pantanosos,
he sujeito a febres intermitientes; e oque
faz? Procura arvores amargas, devora-
Ihes grande porefio de essea, e assim reco-
bra a saude--Um podre solisma de charlatn
he a seguinte resposta de Jan Bixente=Esta
observarlo, ou esleexemplo vem a provar
exactamente o contrario do que vos preten-
dis. (I lean, que prnrura cascas amargas
para curar-se das febres intermitientes,
procura um remedio homoeopathico ; e cu-
rando-secom ellas, cura-sehomcoopathica-
menle ; pois as cascas amargas curam as
febres intermitientes; porque tem a pro-
pnedade de desenvolver no homem silo
phenomenos semelhantes aos symptomas
das febres intermitientes: ora o le3o obra
por instincto, ou conforme a vontade de
Dos cureodo-se homceopalhicamente; logo
a homoeopathia he a inedeciDa por vontade
de Dos-Bravo.' Que lgico! Quanto o n3o
victorariam os oulros Jans Bixentes, por
esta rasSo de cabo de esquadra .'
Mas desfajamos com. um sopro t*fr, po-
bre sofisma de capadocio. lima das primis-
sas do sylogismo sendo falsa, falsa he de
necessidade a consequencia. lnnumera-
veis fados tem subejamente mostrado que
muitas pessoas, que era estado de saude
toraaram maiores ou menores porrjes do
quina nan sentiram febre nem o mnimo
elTelo mrbido. He boa teima desses char-
latSes darem por cousa provada e certa o
mesmo que est em questao, eque muitas
pessoas negara cora o tesleraunho de inn-
meros factos! A forca do argumento do
nosso amigo est na grandeza das doses em
eontiaposiean a tenuidade destas. A quina
he urna substancia medicamentosa, que
serve tanto na therapeulhica racional como
na horneeopalhia. Oadous pontos cardeaes
da homceopalhia, e que a constituem um
systema de medecina diametralmente op-
posto ao que chamam allopalhico est,
primeiro no principio de que as substancias
medicamentosas produzem no homem sfio
phenomenos sementantes aos symptomas
da doenrja : segundo as doses infinilesi-
maes. Ora o primeiro ponto he falso e fal-
sissimo como principio universal; porque
s se lera verificado arespeitq de meia du-
zia de drogas raedicinaes : o o segundo,
diz-nos agora o dr. Chikapouff, que nao faz
ao caso, Isto he; que as doses podem ser
maiores ou menores : logo que differenca
substancial ha de um a outro systema ?
Que novidade nos truuxe, pois, a homceo-
palhia ? Truno lido varios escriplos pro e
coutra a homceopalhia, e lodos recouhecem
como parte integrante deste systema a te-
nuidade das doses, tsnto mais poderoras,
quanto mais alhomisticas ao infinito. Que-
rer* o pedante Jan Bixente ser reformador
de Hahnemann ? Forte bobo !
Muito mo advogado tem a homceopathia
na ppssa desse capadocio; por que de tal
modo a defende, que n3o faz, senflo desa-
credita-la mais e mais. N3o consente de
msneira alguma, que sua cara homceopa-
lhia sede o nomo do systema; por que
ouvio dizer a algum capadoeio, como elle,
que isso de systema por forca ha de partir
d'uma mera conjectura, d'um sonho da
'maginacSo, etc., e por conseguinte o
mesmo he dizer systema, que dizer erro,
falsi 11 le : mas sciencia sim, isso cha-
mou elle multas vezes a homce.ipathia,
(como se se possa conceber urna sciencia
sem systema, isto he.; sem nexo, sem liga-
cao de verdades subordinadas a um prin-
cipio.^ Agora porm no n. 12 contradiz-se
miseravelmente, e nao dispensa as costu-
madas sandices. A homceopalhia (diz o
novo Dulcamara ) est longe de ser um sys-
tema ou encadeamento de hypotheses mais
ou menos plausiveis ; ella he o compendio
de moiins factos ligados todos entre si por
urna le, que por elles, e nSo por conjectu-
ras se revella : a homceopalhia segu desta
maneira o mesmo carainho da phisica, da
rhimica, e das mathemalicas : a homceopa-
lhia esta era caminho de sciencia ; e quando
fr levada perfeicSo, de que he susrep-
tivel, ninguem Ihe contestar os seus
foros.
Desmanchemos esta empada de sandices.
O que he um compendio de muitos factos liga
dos todos entre si por urna lei, se nSo um sys-
tema ? E o mais he, que o capadocio, de-
pois de dizer, que a homceopalhia he um
systema, que nSo he systema, iguala-a
phisica, chimlca, e s mathemalicas, co-
mo se cada una destas sciencias nao par-
tisse de um principio, e n3ocontvesse urna
serie de verdades todas ligadas, e de Juzidas
do principio, e n3o fosse isto mesmo o que
em lOjtica chama-se systema.
Olha, charlatao Jan Bixente, toda a dou-
trina, que paite d'um principio, seja este
qual fr, lie um systema : a differenca s
est em quo se o principio he verdadeiro, o
systema tamlictn n he .: o se he falso, se he
hypothelico, o systema he falso, lin hypo-
thetico. E a qual destas duas classes per-
tencer a homceopalhia ? Todo o mundo
dir, que he um systema falso ; por que
parte d'um erro couhecido, islo he; que
do nosso alcance, como um raro thesouro,
cujo descobrimento, e posse ti5o s3o coa-
cedidos, se nlo privativamente a alguns.
Se a quina crescesse nos bosques de Ro-
mainville, entrarla em duvida, que curasao
a febre ; e se o balsamo de copaiha se dasti-
lasse de nossas arvores, perdoria os tres
quartos de suas propriedades bleunorrha-
gicas.
Para que um remedio tenha alguma vir-
tude supperior faz-se misler, que haj* trss-
posto os mares, e tenha algum rotulo Ara-
be, ou pelo monos oriental ; por que o
Oriente ha sido om todos os lempos a phar-
imcia privilegiada do universo. Tinto, qua
n3o sae dessa officina, he considralo vul-
gar, e de pouco valor. Sabido he, que s
do Oriento he. quo poJem vir os electua-
rios, os purgativos, te. Pela mesma razHo
nao ha melhor recommendacSo para qual-
quer remedio, do que o poder dizer-se
delle, que he empregado com bom xito na
Italia, n'Allemanha, na India, ou era Cuba.
Donde vira a grande, o mo lernissima fama
do trtaro slibiado para as pneumonas, wi-
ra as molestias de pelle, para os catarros
pulmonares ; do mercurio, ou lyrin verde
para a gota, da catnphora para a colara, das
pilulas do Dr. Franch para infinitas moles-
tias, e dos calomelanos para todas? Da
suas origens grega, italiana, ingleza, al-
ientas, lapnnia e chineza.
Se a oiigein dos medicamentos he 13o
importante para sua maior ou menor ac-
ceitar3o tambem n3o o he menos a dos raed i-/
eos, Um medico, assim como um remedio,
para ser bom deve ter vindo de longe. Pa-
ra o camponez o cirurgiSo d'aldeia he um
tollo : |iara que se elle, julgue ligilimamen-
te curado, ou restabelecido, he preciso, que
passe pelas mSos do medico da cidade. A
provincia quer os mdicos di capital; a
capital os mdicos da corte : a qualidada
d'cstrangeiro he superior a tudo O quo
heverdadea respeito dos remedios, e dos
mdicos, nao o he menos relalivamente
aos systemas. Hum systema extico ha
mais disputado, ou combatido pelas ima-
ginacOes do que um systema indgena.
Todas estas condices s3o coucludenles,
e confirman) o nosso parecer acerca da lou-
trna homceopalhica. Esta portante) prova-
do, qua a origem estrangeira he o uuico
elemento de bom xito real. Outra vanti-
gem n3o menos i.nportanto do systema ho-
mcB ipathicohe o ser elle absurJo. II.- i 11
crivel lio inopinavol a fmca invencivel, que
ha no absurdo, a respeito do qual silo pou-
todas as substancias da sua terapeuthica eos lodos os eucomios todas as recomraen-
aponas se verifica a respeito de mui poucos
medicamentos. Esse Jan Bixente he t3o
estullo, que havendo por muitas veics cha-
mado a homceopalhia urna sciencia subli-
me, agora alinal de contas diz, que esta em
caminho de sciencia, isto he ; poder vir a
ser sciencia ; ror ora he um impirismot e
entretanto o alarve do Dulcamara n3o cessa
de chamar a homceopalhia urna verdade
pura, ora esse Jan Bixente regala-se de
ser tolo.
VARIEDADE.
O Valor da hommopathia.
Dizia Cicero, que al 0 seu lempo nSo
havia absurdo, quo ja n3o fosse sustentado
por philosophos ; mas elle deixaria de fazer
porque este he superior a ludo. Quanto aos
mdicos devem elles, como pralicara a pia-
dosa anliguidade para com os deoses lares,
erigir-lhe uro altarzinho 110 canto do fogSo
domestico.
A medicina he o seu imperio privilegia-
do : ella ahi reina, c conserva soberana-
mente o seu toruno. Por quem tem sido
exaltados, cornados e successivamenle
blasfemados os methodos do humorismo, ia-
tro-mecnanismo, o vitalismo, o chinismo ami-
go e moderno, o braumismo, o brouisetismo ?
Pelo absurdo. Qual he o fornecedor inexgo-
tavel de nossas pharmacias, o redactor de
nossos formularios, de notaos cdigos ?
Ouem foi o autor da famosa hihliolhecs de
T 1 1 .____3'_____ I. ,._:.
tao absoluta a sua observacSo, se previsto Calano.e dada escola de medicina de Pariz
O absurdo. Qual he o genio protector, quo
sustenta em peo nebuloso edificio da me-
dicina, que em v3o combate ha tantos s-
culos as ondas orgulhosas, mas impotentes
da rallo ? J vos tenho dito, he 0 absurdo.
Procurai bem; que nio acharis outra
causa.
A explicaq3o desse fecto tem o sou prin-
cipio no carcter mesmo do espirito hu -na-
no. Helncrivel, mas he uma verdade, que
cateris paribus em to las as oousas o absur-
do exerce sobre os homens mais autor i la-
de, do que a raxBo. Da i ao vulgo duas ex-
plicarles do mesmo fseto, uma evidente-
mente absurda, e a outra n3o menos evi-
dentemente verosmil; elle escolher sem
Ma a absurda ; e o grao de sua conviceSo
ser sem pre proporcionado ao grao do ab-
surdo. O cholera arrasa Pariz; S. Poters-
burgo, New-York. A sciencia d a sua ex-
plicarlo r.erca do facto ; opines mais, ou
menos suslentaves ; porm todas razoa-
veis todas admissiveis. Diz o povo : n3o se-
nhor: a causa do cholera n3o lieneraa agoa,
nem o ar, nem a electricidade ; he o nve-
nenamenlo, etoca a malar os envenena
dores.
Toda a forca da lgica, osenso commum
demonstrara a impossibilidade do envee-
naraenlo geral da Europa ; mas n3o impor-
ta : o povo o adopta, e por que ? Por que he
absurdo. Seria precisa, como diz Homero,
uma lingoade ferro para numerar todos os
absurdos palpaveis, que a nossa historia ve
cada dia brilhar,-e triumphar contra todas
as leis da verdade, da probalidade do bom
senso, e da evidencia. N3o o emprehende-
rei pois. Basta-me s dixer, que sendo o
absurdo o re do muudo, merece ser adora-
do. Elle he quem decide da foi tuna das
opinies, das doulrnas, daspraliess, e do
modernismo, O absurdo he que leva geito
de prem crdito a homceopalhia em nos-
sas casas, que colocar suas deciraas-mel-
lionesimas, bilhionesimas, trilhionesiinas,
ele., partes de graos, e sua pharuiaeia so-
honvera quanto o espirito humano he sus-
ceptiva de cahir no erro. Com effeito de-
poi's que Cicero proferio essa sentenca, 15o
consideravelmente ha creseido o cathalogo
dos absurdos scientificos, que parece nan
ficaria mais lugar para os futuros so alias
n3o bouvesse mostrado antes, que a tal ma-
teria he inexhaurivel. Estas reflexes ap-
plicadas homceopalhia u3o nos parecem
destituidas de fundamento.
Nos consideramos o systema do doctor
Hahnematin chamado homceopalhia, como
uma das mais insignes illuses, que at
boje tem produzido as grandes caberas
allems, alias tan feriis ueste genero. Es-
sa illus3o pois excede muitissimo ao mei-
merinno, cranioscopia, e philosophia da
natureza. Os que leram o Organou bem
sabem, que elle nSo merece resposta; e os
que o n3o leram, farSo bem em COtD) ra-lo ;
por que elle pode proporcionar-lhes uma
leitura d'alguinas horas de summo recreo.
rtenunciamos pois discutir scientiliramente
e por meio dos ordiuarios processos da l-
gica este novo systema, que julgamos a to-
dos os respeitos absurdo, e em um grao
eminente. Mas precisamente em conse-
quencia desta qualidade tSo bem demons-
trada he, que resolvemo-uos a aconselhar a
sua adopr,3o, e pratica a quantos quizerem
ganhar no exercicio de sua profissto grande
nomeada, e grande fortuna. J se v, que
isto abrange quesles serias, que merecem
ser bom examinadas : e julgando nos este
novo ayitMM de medecina grandemente
proprio para os homens espertosconsegui-
rera esses dous resultados, passaremos a
mostrar as grandes vantagens, que elle po-
de offerecer debaixo desse aspecto.
A primeira vantagem do systema homceo-
palhico he o ser elle estrangeiro ; por que a
questao de origem nSo he de sorte alguma
111 difireme, como o poderSo crr os pre
tendido sabios : que a experiencia prova
pelo contrario ser ella de grande importan-
cia aos olbos do publico, deste bom publi-
co, sobro o qual se exerce a medicina. Os
remedios mais acreditados do povo s5o oslhreo throno da medicina. Km '"[""
que se achara em climas remulos, e quealsanguexugas dita, e agoa de gomiu iseM a.
naturesa pareco ter posto de proposito longe I honiojopalhia, que na de promelter um
LAR ENCONTRADO


af i. ii ni ii j j iii hwjbmsm
oarreira brujante, o succcssos inaudiclos
aos que della se souberem aproveitar.
Kis aqu, pola, os dous grandes meios dos
resultados honiccopatbicns : ho o ser esso
systi'ina alloman, e absurdo. Mas elle anda
ttim outros caracteres nilo menos felizes.
Assim, porexemplo, n sua torapeutica paro-
ce-me pela natureza dos sous procesaos po-
der dar mui bom inicresse nos mijos do bo-
mi'ni, quesouber bern do seu olllcio. A pre-
paragito dos medicamentos quasi que ho ve-
dada aos pharmaceuticos; porque as precau-
ges proscriptas pelo systoma s3s 13o minu-
ciosas, e tSo importantes que s o medico
honueopatha hequem pode encarregar-se
disso em sua consciencia.
Quandose diz, que a tregesima milsima
parte do um millonsimo de grao pode
transformar urna panacea em veneno, se li-
var havido a menor differenga em sua pre-
parado, he com effoilo pira fazer tremer i
lm vascolejo maior, ou menor do vidro ho-
mceopathico pode salvar um horneen, ou
mata-lo, t3o rpidamente, como um tiro de
bacamarte. E qual ser o boticario, que
queira encarregar-se de semelhante res-
ponsalldade ? N3o : o proprio medico he
quem prepara o remedio ; e se elle Cor gil,
e sagaz, far* limpamente a sua preparaguo
na mesma presenta do doente, e de sua fa-
milia. Nada ha mais importante para occu-
para attengSo, nem cousa, que mais se
preste impostura, do que a preparado de
um remedio homojopathico segundo as re-
gras prescriptas !
( Trailuziito do Frontes. )
ANEDOCTA.
L para as bandas do Limoairo, succedeu
ler um siogo mordido de um c3o damnado.
O dono da casa formulou urna exacta iofor-
niag.To do caso, e dirigio-a a certo doulor
hoiiKcopailia nesta cidade. Era tempo de
invern os portadores demoraram-se inul-
to ; e levando um vidro do remedio homceo-
pathiro, com as competentes explicarles do
facultativo, quando chogaram, ja se havia
desenvolvido no pobre mogo o veneno hy-
drophobico, e tinha morrtdo. Mas a dona
da casa achava-se fortemente atacada de
dor de madre, que nSo ceda a neuhum re-
medio caseiro.
Ent3oo proprio marido um dos mais cr-
dulos papal-vos da hooiCBopalhia, disse, que
se se havia perder aquelle santo remedio,
fosse applicado doente Com effeito to-
,.ni(iii a mulher a primeira dose, e a segunda
sem nenhum alivio ;' mas apenas acabou de
engolir a terceira foi-se sentido progressi-
vamente melhor, e lirn do toda boa. A
vista disto quem nao colher a importante
lustrucgSo da grande analoga, que ha en-
tre os symptomas da hydrophobia, e uuia
dr de madre ? N3o ha duvida : o princi-
cipiu absoluto e iovariavel do timilia simi-
lubus he um axioma das mathematicasa
e porque ? Porque a homceopalhia he um;
verdade pura, e sem farinha :
Rrigue Waie farinha e breu.
lriguo General Worlhfarinha e bolacha
liriguu Larenia hacalho.
CONSULADO GERAL.
Itendimeoto do da 4
Diversas provincias .
2:030,171
22,515
2:052,686
EXPORTACAO.
Despachos martimos no da 4.
Trieste, brigue austraco Abdel-Kader,
de 240 toneladas : conduz o seguate : 3,200
saceos com 16,000 arrobas de assucar.
Canal, brigue inglez Ariel, de 255 tone-
ladas : conduz o seguinte : 1,650 saceos
com 8,250 arrobas de assucar, 140 cascos
grandes e 86 ditos pequeos com mel.
Stokholm, brigue sueco Tegner, de 370
toneladas conduz o seguinte: 2,606 sac-
eos com 13,030 arrobas de assucar, 5,591
couros salgados com180,773 libras,
RECEBEUOKIA DE RENDAS GEHAES
INTERNAS.
Kendimentododia 4......185,000
CONSULADO PROVINCIAL.
Itenillmenfn do dia 4......1:044,011
i
Repartilo da Polica.
PARTE DO DIA 25 HE FEVERERO DE 1851
Foram presos : a ordem do delegado do pri-
aeiro dislriclo deste termo a preta Josefa es-
crava de Jos UariaGaiueiro para averiguarles
policiaes : a ordem do subdelegado da fregu
zia de San Fre Pedro Gonralves do llecile, o
preto Jos", eseravo de Mauoel L'ardoso da hon-
seca. para correceo : a ordem do suudelegado
da freguezia de Sauto Antonio, Joaquim Amo-
nio de Lima Pinto, sem declaraco do motivo :
.1 ordem do subdelegado da freguezia de San-
Jos as pretas Francisca Mara, < andida,e Ma-
ra, escrava .le 11. Alexandrina de (al por briga,
e Joaquim, eseravo de Vicente Ferreira Ale-
orlm por andar fgido e a do subdelegado da
freguezia do Povo Jou Maia da Silva por criiuc
de ollensas physicas.
O subdelegado da freguezia de Ipojuca, em
ullicio de 18 do crreme coinmunicuu que
ao amauhecer desse dia tinba sido assassinado
Pedro de Alcntara de Albuquerque Costa, li-
iho da senhora do engeubo lloacica, sendo que
ii mi i ii.n, havia crrlesa de quem fusse o pe pe-
ti ador desse altentado, bem que seja indigita-
do como tal, Jos, por antonomasia Macaco,
visto ter apparecido o cadver contiguo a sua
casa, e bem assim um seu bonet, e um couce
de espingarda, istn ua occasio em que o mes-
luo subdelegado fura all para proceder ao com-
pleme corpn de delicio.
U delegado do termo de Cimbres, me parli-
c pou em ofhcio de 11 deste mez, que no dia 4
tiavia sido assassinado com um tiro o tcuente
Jos Mm. luiii da Fonseca, rilho do Porlugucz
Amonio i.ordeir i da Fonseca, proprietario da
1 i, mi 11 a. mili,ni daquelle termo, e que osas-
sassinos foram Manoel da Luz queaeabava de
ser vaqueiro de seu pai; e outro individuo de
nome joao Ferreira que tentavam contra a vida
do referido Portuguez; e que nessa mesma oc-
casio tamben! despararaui um tiro em um es-
eravo do n,uiiu o qual licu gravemente fei-
do. Accresceuta o mesino delegado que estes
criminosos foram capturado se se acham rceo-
lbidos a cadea daquella villa, onde estao sendo
processados, e que a captura delles be devida
ao subdelegado supplenie da freguezia de Sat-
nenlo .i., termo de Garanhuos, Antonio liento
de Oliveira que para este liiu empregou todas
as diligencias e exforcoa ao acu alcance.
dem do dia 7.
Foi recolliido a dadeia desla cidade : o preso
Joao de Souza {farros, remetiido ao ebefe de
polica, pelo juii municipal do termo de Olinda
visto estar all sendo processado por criine de
oUensaa phy ticas, e ter commeliidoo de mor le
no termo de Santo Anlo.
(i delegado de polica do termo do Lhnoeiro
por oflicio de 16 do correte parlicipou que
pelas oito horas da noite do dia 2 deste mez,
entre o povo que sabia da matriz do tlom-Jar-
Iiiii, fra disparado um tiro no cidado Fran-
cisco Gomes i'ereira de Araujo, que cou gra-
vemente ferido, nao tendo podido ser preso o
aulor desse alternado que consta ser ilcrcula-
no de tal, por se baver evadido na inesuia oc-
casio. deixando a pistola com que cominelieu
o delito, e um chapeo ; mas assevera o referido
delegado que tem dado as necessariat ordene
para a captura desse criminoso.
dem o dia 28.
Foram presos : ordem do delegado do pri-
melro dlstricto deste termo os pretos Francis-
co, eseravo de rsula das Virgeni, a requisi-
co de sua senhora; Ceaario, eseravo da viuva
de Antonio Uorges, para correceo ; e Antonio
Alvesde Oliveira, por eiime de inorte: ea do
subdelegado da freguezia da : oa-Vista o Por-
tuguez Manoel Francisco do llego por ollensas
physicas; e Goncalo Jos llarbosa sem declara
cao do motivo.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 4.
Mar-Pacllco 41 mezes, galera americana
Liverpool, de 428 toneladas, capto Car-
los West, equipagem 28, carga azete de
pixe ; ao capitSo. Veio refrescar e se-
gu para Mew-Bedford.
Ialmoulh--40 das, brigue nglez C. 7'.
Sutlon, de 197 toneladas, capitSo John Le
Bruce, equipagem 12, em lastro ; a Cal-
moni .v Companhia.
Terra Nova36 das, barca ngleza Os-
pray, de 203 toneladas, capitSo Thomas
Jost, equipagem 13, carga bacalho; a
Calmont & Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Trieste Urigue austraco Abdel-Kder, ca-
pitSo Antonio de Martny, carga assucar.
Va Tundear no LameirSo para receber
dous passageiros.
Canal Brigue inglez Ariel, capitSo Rch
lUnaiogton, carga assucar.
Observacao.
Entrou da commissSo a escuna nacional
iitrfoi'o, ctpitgo Joaquim Alves Moreira.
EDITAES.
COlYWER
w,
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 4 ... .13:636,727
escurregam hoje 5 de marro.
Escuna -- Adelfhy labuado
liarca -- Havre-- mercadorias.
Jliate Duvidoso generas do pai/.
litigue Susana mercadorias.
A cauara municipal tiesta cida-
de do Hecife faz publico, que, de
conformidade com o artigo i." do
titulo nico das disposicoes tran-
sitorias do regulamento do ce ni i -
(erio publico, tem contratado pro-
visoriamente com Manoel Estevao
do Nascimento Quinteiro& Irm3o,
residente na ra Nova n. 63, o
fomecimento de carros fnebres e
mais pertencesnecessariosaos en*
trros, sendo o nreco de carro de
primeira ordem 4o,ooo rs. de se-
gunda 3o,ooo rs. e de terceira rs.
8,ooo, obrigando-se o empresario
a dar carros gratis aos cadveres
mencionados nos i, a, 3 e 4 do
artigo 25 do mesmo regulamento.
Us individuos incumbidos dos en-
terra nentos podem entender-se
com o referido empresario, depois
de haverem pago na cmara mu-
cipal as tax.is estabelecidas no re-
gulamento. E, para que cliegue
ao con^iccimento de todos, se ma.i-
dou publicar o presente. Paco da
cmara municipal do Recife, em
sissao extraordinaiia de 28 de le-
ve ni 10 de 185 1. Francisco An-
tonio de Ulii'eim, presidente.
Manoel ferreira Jccioli, secreta-
no 1 Idilio.
O lllm Sr. inspector da thesourara da
fa/enda provincial, em cumprimeuto da or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia ,
de 26 do crrente, manda fazer publico que
nos das 11, 12 e 13 de mi reo prximo vin-
douro, i a a praQa perante o tribunal admi-
nistrativo da mesma thesourara, para ser
arrematatadu a quem por menos flzer os
concertos .la ponte do Sanfo Amaro de Ja-
b.mino avahados em 440,000 rs. e sb as
clausulas especiaes abaivo declaradas.
As pessoas que se propuzerem a esla ar-
rematarlo, comparecam na sala das ses-
sOes do mesmo tribunal nos da cima
mencionados pelo meo da, competente-
mente habilitados na frm do art. 24 uo
regulamento de 7 de maio do prximo paa-
sado atino.
E para constar se mandou allixar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara da fazenla pro-
vincial de Pernambuco, 27 de Janeiro de
1851. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacdo.
Clausulas especiaes da arrematafdo. :
1." O concert da ponte de Sanio Ainaru
Ja boa til o ser fcitu sb as condicOes e do
11,0 lo indicado no ornamento aprutentado
nesta data a approvai;3o do Exm. Sr. presi-
dente da provincia pelo prego de 440,000 rs.
2.a As obras principiado no praso de um
mez, eacabarSo no de 3 mezes, ambos con-
tados da approV8(3o do contrato da arie-
matac3o
3.a O pagamento do importe da arrema-
tado realisar-se-ha em urna s prestacSo
iepois da ubrarecebila pelo engenbeiroda
secc3o.
4 A segunda miio tanto de tinta como de
alcatrHo nao podio a ser botada antes do en-
genbeiro respectivo ter examinado e rece-
lado a primeira, oque constar por ullicio
do engenheiro ao arrematante.
5.a Para ludo o que nao esl disposto as
presentes clausulas, seguir se-b o que dis-
pe o regulamento vigente de 7 de maio
de 1850.
I'eitaa e approvadas pela directora em
I conseibo de 25 de feverero de 1851. o di-
rector Jote Mumede Alves ferreira.-B. A.
los Mumede
MUM,J. 4 Viciar XieitAr.-ApproYo. Pa-
TMr
lacio do governo de Pernambuco, 28do Ja-
neiro de*1851. Sourra llamos. Conforme.
O ollical-maior, Joajum Pire Hachado Por-
lellu.
-O lllm. Sr. oflical-maor, servndo de
inspector da thesourara da fazenda pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia, de 28 de feve-
rero prximo passado. manda fazer publi-
co, que nos das 22, 26, e 27 do corrente,
ir praca, perante o tribunal administra-
tivo da mesma thesourara, para ser arre-
matado a quem por menos flzer, a obra do
aterro e ponte da entrada da cidade do Rio
Formoso, avaliada em 9:073,559 rs., e sb
as clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a esta ar-
rematado, comparecam na sala das sesses
do mesmo tribunal, nos dias cima mencio-
nados, pelo meio-dia, competentemente
habilitadas, na forma do artigo 24 do regu-
lamento de 7 de maio de 1850.
E, para constar, se mandou allixar o pre-
sente o publicar pelo Viario.
Secretaria da thesourara da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 3 de margo de 1851.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacdo.
Clausulas especiaes da arrematando.
t. As obras da pontezinha desta arre-
maiHeao serilo fui tas em conformidade com
o ornamento apresentado nesta data ao
Exm. Sr. presidente da provincia pelo pre-
co de 9:073,559 rs.
2. O arrematante comegar as obras no
prazo de um mez, e concluir no prazo do
dez mezes, ambos cootados conforme de- |
termina o artigo 30 do regulamento.
3. A importancia da arrematado ser
paga em quatro prestaces, conforme de-
termina o artigo 38 do regulamento de 7 de
maio de 1850.
4. O prazo de responsabilidade pela
conservado o perfeito estado da obra ser
um anno, contado da data do recebimento
provisorio.
5. Para tudo o mais que nao est de-
terminado pelas presentes clausulas seguir-
se-ha inteiramente u que dispa o regula-
mento das arrematarles de 7 de maio de
1850.
Feitas e approvadas pela directora em
conselho e sessSu de 25 de feverero de
1851. O director, J. M. Alves Ferreira.
1. L Vctor Lieuthier. H. A. lUiltet. Ap-
provado. Palacio do governo de Pernam-
buco, 28 de feverero de 1851. SotlM /ta-
mo. Conforme O oflical-maor, Joa-
quim Pires Hachado Portella.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa
Vista, em virlude da lei, ele.
Faz publico a disposicSo do artigo abaixo
transcripto, das posturas municipaes vi-
gentes :
TITULO I,
Art. 1. As inhuiiiaces deverSo ser fei-
tas nos cemiterios logo que estes seacbem
estabelecidos e desiguados pela cmara mu-
nicipal : os infractores serSo multados em
25,000 rs. o solTrerSo seis dias de prisSo ;
sendo essas penas applicadas, tanto a aquel -
les que estiverem encarregados de dirigir
e administrar osenterros, como aos que se
prestarem a dar sepultura a cadveres em
qualquer outro lugar n3o:designado.
E, para que nao alegucm ignorancia, va
publicado pela mprensa. Freguezia da Boa
Vista, 1 de margo de 1851. O fiscal,
Ignacio los Pinto.
svel para dar urna representado digna
del le. -"33 qrtjfm
Grande representncrMXcxtrao .
il i 11 uria.
Primeira acto.
Dansa de corda, executada pela familia
Berteaux.
Segundo acto.
O grupo piramidal, executado por toda a
companhia.
Tercetro acto.
Crande exercicio de dealocacSo, execu-
tado por Mr. Berteaux e um de seus dous
fithoa.
Este exercicio, o qual nSo tem sido ja-
mis executado senSo por Mr. Berteaux e
seu fllho, ser seguido dos jugos icarios pe-
los mesmos e o outro til ho.
Quarto acto.
Le grand vol du Mercure ou os defenso-
res do estandarte brasileiro, por Mr. Ri-
chard, Mr. Myller e Mr. Ilenry.
( Comecar pela dansa antpoda!, execu-
tada por Mr. Berteaux.)
Quinto acto.
Les cordages frangais Grupos ide cinco
pessoas, por Mr. Berteaux, Mr. Bremond,
madamesella Serafina, Hortensia e Genny.
Sexto aoto.
Osquadros vivos, executados por toda a
companhia.
Primeiro quadro.
As tres graca*.
Segundo quadro.
Os dOUS espilladores.
Terceira quadro.
A morle de Abel.
Quarto quadro.
A fgida de Caim para o deserto.
Quinto quadro.
A dansa das Nynphas.
Sexto quadro.
A morte de Virginia.
Stimo quadro.
Os dous Hercules.
Oitato quadro.
OJUZO de Saloma"!!.
PREgOS IlOS 11II.11ETES.
Camarotes da primeira galera de frente
8,000 rs., de lado 6,000 rs. ditos da segun-
da galera de frente 10,000 rs. ditos de la-
do 8,000 rs.; ditos da terceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs galera 640 rs.
O espectculo comegar s 8 horas da nui-
te em ponto.
Os bilhetes estarSo venda no tbeatro :
na quarta-feira das 9 s 12 horas da tna-
nh,edas2s 4 da tarde; e na quinta-
lera todo o dia.
Pblicago lilteraria,
Declara gao.
Pela recebedoria de rendas internas
geraes se faz publico que as pessoas abaixo
lesignadas, que se acham devendo o sello
de cartas de jugar, renham no termo de 15
das, contados da publicagSo desle, pagar
seus dbitos, sb pena de serem seus nomes
remettdos para juizo, afim de se promover
acnbranga executiva, como tambem a da
mulla que Ihr-s for imposta em virtu le do
art. 88 do regulamento de 10 de julho de
1850; como porm se houves$e addmittido
ao sello algumas cartas sem declaragSo da
pessoa a quem pertenciam, quem se julgar
nada dever, comparega na mesma recebe-
do: a com os conhecimentos que Ihe foram
dailos para Ihe serem abonados.
Oliveira & IrmOos 12,960
Jos Duniingues Codeceira 48,640
Joaquim Monteiro da Cruz 9,600
Victorino & CuimarSes 7680
Jos Carlos Jnior 94,400
Jos Joaquim de Carvalho 57,600
Victorino de Castro Moura 48,880
JosSapority 288,000
Arauju & Snares 5,760
Antonio Joaquim Vital 19.200
Manrique & C. 28,800
Manoel da Silva Santos 249,600
Jos Francisco de Araujo CuimarSes 1,920
Juaquim llenriques da Silva 145,920
Kalkman & Irmflos 256,420
Jus Antonio de Araujo 288,000
Avrial lrmilos & C. 46,080
Jos Carduso da Silva Pinto 11,520
Cals & IrmSos 46,080
Bento Joaquim Cordeiro Lima 155,520
Itecebedoria, 26 de feverero de 1851.
O administrador,
Uanoel Carniiro de Sousa Lacerda.
MAOBTII.
DRAMA EM CINCO ACTOS
Vor Shakpcare
Vertido em Portuguez por *
Macbeth heoesforco mais grandioso 1
imagnacSo humana, o herosmo subli ;
da intelligeucia, oderradeiro verbo da li-
teratura dramtica. O seu maior elogio he
o nome de Shakspeare, o qual, anda no
mais longiquo porvr da humanidadeba de
recolher ot sufragios da admiragSo entu-
sistica das gerages vndoras.
Vende-se na livraria n. 6 e 8 da praga da
Independencia, a 2,000 rs.
Avisos martimos.
Paraailha de San Miguel, o patacho
portuguez Espadarte, capito Joaquim Jos
Teixeira, sahe no dia 16 de margo: quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passa-
gem, dirijr-se aos consignatarios, Oliveira
Irmfios & Companhia, ra da Cruz n. 9.
Para o Porto sahe com brevidade a bem
conlii'i'ida e veleira barca Espirito Santo, de
primeira marcha, forrada e encavilbada de
cobre : quem na mesma quizer carregar ou
ir de passagem, para o que tem excellentes
commodos : dirija-se ao seu consignatario
Francisco Alves da Cunta, na ra do Viga-
rio.n. II, primeiro andar. _____________
Leiles.
TI1KATRO DE APOLLO.
DIA 6 DE MARCO DE 1851.
COMPANHIA FaANCaZA,
Dirigida por madama Berteaux.
Madama Berteaux tem a honra de prev- qualquer hora.
or ao respeitavel publico pernambucano
que desla vez Tez tudo quanto loe fui pos*
O corretor Miguel Carneiro far IciISo no
seu armazem na ra do Trapiche n. 40, nu
dia quatta-feia 5 do crrente de diversos
trastes, cundinos, globos, lougas, vdros
de diversas qualidades, ricos quadros e
muitos outros objectos que se vender pelo
prego que obtiver, sendo alguns deates tras-
tes de urna pessoa que se retira desta pro-
vincia
liCllo le fazenda') avaviadns.
Lslkmann IrmSos faro leilSo, por inter-
veoefiu do corretor Oliveira, por ordem do
lllm. Sr. Henry Chrlstophers vice-consul de
S. M. B. gerente do consulado da rep-
blica francezi e em presenga do chanceler
do mesmo consulado de 11 caixes com as
seguintes fazendas :
200duziasdecadarios dealgodio branco.
2O0 ditas de ditos de dito de cores.
300 ditas de suspensorios,
430 pegas de cambraia.
718 cortes de vestido de cambraia.
100 pegas de risesdosde algodSo.
800 pegas de dito de Jlnho e algodSo.
chegadas na barca franceza tules capilSo
Tombarel com avaria de agoa salgada,
quinta-feira 6 do corrente s 10 horas em
ponto no seu armazem ra das Cruzes nu-
mero 10.
--Kalkmann IrrnSos farflo leil&o, por inter-
vengan do corretor Oliveira de um grande
soitmenlo de fazendas proprias para a
quaresma, principalmente de pannos, casi-
miras, sarjas, setins, chamelotes, melase
nutras fazendas allemSes, suissas, france-
zas e inglezas, quinta-feira 6 do corrente
em seguimeuto do leilSo de fazendas ave-
riadas. -
Henry Gibson far leilffo, por interven-
ido do corretor Oliveira, de grande sorti-
menlo de fazendas inglezas de prompta es-
tragan : sexta-lena,7 do corrente, s 10 ho-
ras, no seu armazem, ra da Cadeia.
O abaixo assignado lendo no Diario n. 5t
do 3 do corrente, um annuncio do saus ir-
mSos Manoel Pires Ferreira o Antonio Pi-
res Ferreira. emoqual estes senhores avi-
sam ao publico, para que nSo contraten!
com o annunciante a venda das bemfnito-
rias do engenho e de outros quaesquer befas
que, procura elle vender para defraudar
a execugSo que contra elle, dizem, movem,
nSo pode deixar de repellir 13o injusta quarn
indecorosa aggresso. O annunciante est re-
snlvido a defender por todos os meios os se.ds
direitoscontra seus irmfiusque a todocusto
1 a'frC1 do intrigas o teem expoliado de sua 1
fortuna e continuam a expolia-lo; sendo
que he bem pouco decoroso que se tenham
lies constituido os inimigos mais encar-
nigado do annunciante. Mas o annunciante
he incapaz de alienar os beos que se acham
plnhorados, e aos quaes deo depositarjd
idneo ; e pelo que respeita as bemfeitn-
rias do engenho sabem os mesmos irritaos
do annunciante, que sBo de mui pouco va-
lor ; pois sBo de taipa as telhas pertencom
a terceira pessoa como em juio se mostra-
r, e.as de maior importancia eram feitas
por cnts do senhor do engengo e seu valor
j foi descontado as rendas. He para no.
tar a maneira por que se hSo comportado
os rmSos do annunciante, dando-se ao maja"
ridiculo expectaculo, querendo prender a
todo mundo, e querendo a todos esmagir
nSo sbese com que emprestada importan-
cia. Ha bem pouco tempo acabara de met-
tor injustamente em urna prisSo a um pai
de familia, homem honrado, o Sr. Francis-
co Fernando d'Aguiar Montarroio, aqun
impularam um estellionato, de cuja aecn-
sago decahiram porque a imputago fo
reconbecida calumniosa. Agora mestfio
trazem elles cora o annunciante um pleito,
no qual apellaran) para a relagBo solicitan-
do a pristi do annunciante, pelo pretexto
de liavpr demorado a execuc9o por mais de
tres mezes; porque na opiniSo destes excel-
lentes irmSos, o annunciante devera, sem
dizer urna palavra acerca do seu direito,
entregar-Ibes tudo quanto tivesse. J poi
entriga conseguiram da fallecida mi d
annunciante que o deshcrlasse da terga,' o
procuram saciar a sua fome de ouro ou
emeobrir o mo estado dos seus negocios
com estalladas e aeges indecorosas, que
s pdem prejudicar o crdito que ISo redi-
culamente ostentan). O abaixo assignado,
portanlo, despresando as baixas insina
ges dos seus irm3os, est csculado no seu)
bom direito e na sua consciencia, e convi-
da-osa que tnlhem um cemlnho mais ho-
nesto e mais condigno com a pnsic.to que
devem oceupar na sociedade, nfio desmen-
lindo a educagSo que receberam. Se, po-
rm, querem os irm&os do annunciante
empedir que elle traspasse o arrendamento
do engenho, estam engaados; porque na-
da ha que obrigue o annunciante a conser?
var aquelle arrendamento, quando toda sua
fabrica esl pinhorada, e impossivel Ihe he
safrejar em as circumatanclas aperladas m
que o annunciante tem sido por elles enllo-
cado. E para que se nSo diga que o mesmo
abaixo assignado pretende passar occulta-
mente aquelle arrendamento, pelo contra-
rio, elle convida publicamente as pessoas
Y
Avisos diversos.
-Jos Soares de Azevedo, professor de
lingoa franceza nolyceu, tem aberto em
sua casa, ra das Trinchetras n. 19, um cur-
so de Phllosophln e outro de lingoa
Franceza. As pessoas que desejaremes-
tudarumaouootradestas disciplinas, po-
dem dirigir-se a referida residencia, de ma-
nhfia at s 9 horas e me.a, c -'
do tarde a
'- uuala__
J Quero precisar de urna ama para coz-
l libar, Uirija-ae travessa da Cacimba n. 5
15
que qoizeren contratar a segSo ou lraspas-,1.
so do arrendamento do dito engenho, que '
com elle seentendam para esteflm; vista)
como o proprietario do engenho concordo*
em dita sego.Lus Pires Ferreira. |
A pessoa que aununciou no Diario de 4 Ir
do corrente querer comprar lages da Lis-J
boa, dirija-se A. C deAbreu, na ra da I
Cadeia do Itecife n. 37.
-- Pieeisa-se alugar um preto para o sor- I
vigo interno e externo de urna casa de oou- j
ca familia, pagando-se bem conforme o
ijuste que se flzer : na ra do llrum, casa
terrea, defruole da fundigSu ingleza.
Aluga-se o segundo andar e armaievn
da casa de Francisco Alves da Cunha, sita ni
ra do llrum, tendo o segundo andar com-
modos para grande familia, e se acha coro
too o aceioe limpeza : a tratar na ra do
Vi gario n. 11, primeiro andar.
Oonvida-se a todos 09 ir-
mSos da irmandade de N. S. do
Ter?o, para se reunirem hoje, pe-
las G lioras da tarde, no respecti-.
vo consistorio, afirn de resolver*
negoci>) de grande interesse.
Domingos Alves da Costa vai l.isbi
tratar de sua san de.
Joaquim Francisco da Silva Vieira, bra-
sileiro adoptivo, vai Portugal.
--Manoel Luiz dos Santos, brasileiro
adoptivo, vai Portugal, levando em sui
companhia sua senhora.
Desappareceu no domingo, 2 do cor-
rente, urna preta crioula, de nome Bene-
dicta, de 18annos pouco mais ou menos,,,
bastante gorda ; tem o beigo de baixo cali i -1
do, falta de denles da parte de cima e al-
guns podres ; levou vestido de chita com
flores encarnadas, panno da Costa de lis-
tras azues e encarnadas: pede-se a queul a
pegar de a levar ra da Praia n. 49, que
se gratificar generosamente.
-- No sabbado, s 7 horas da noite, man-
dou-se por um ganhador, da ra do Hospi-
cio n. 48 al ra da Cruz do Recife n. 15,
um carneiro pequeo muito manso, nm pa-
pagalomuito falladoreumgato preto, ca-
pado e coto em um sacco; ecomo dito preto
nSo apparecesse al agora, roga-seas pes-
soas que souberem ou tiverem noticias (lea-
les objectos, de darem parte na ra da Cruz
n. 15, que se gratificar.
Antonio Jos da Silva Chrispiniano reti-
ra-se para l'jra da provincia a tralar de seus
negocios.
Precisa-se de urna ama secca, idosa, o
que seja perita cozinbeira e engommadei-'
ra, par o servigo interno de urna casa da
homem solleiro : quem estiver oestas cir-
cumstancias, annuncie.
A. Lalouette retira-se para fra do im-
perio.
Durante a ausencia do Sr. A. Lalouette,
socio gerente dffcasa Avrial IrmSo tt Com- i
panhia, estabelecida nesta cidade, flea na
respectiva gerencia e administrag3o o Sr. k
E. A Poirson em virlude dos podares con- I
le idos na procuragSu que legtimamente se J
pasaou aodito Sr.
I
Precisa-se de um feitor, que trabalhe, -
seja idoso, sendo casado melhor, brasileiro
ou portuguez, que tome conta de um sitio
peito da praga e d fiador aua conducta :
quem estiver tiestas circunstancias, dirija- .
se a mala da Torre, sino do Lefio.
lo j
i
1
MELHOR EXEMPLAF


D
;u
i
-O padre Thomaz de Santa Marianna de
je nar primeas lettras e latim, segundo o
vteme adoptado as aulas publicas deste
imperio, na casa de ana residencia, na ra
do Rozarlo da Moa Vista n. 48, e recebe
.lumnns, nSo so externos como meio pen-
sionistas, e tamhem pensionistas, e se obri-
pa a dar bom tratamento ; escusando porem
de mencionar rrecos e qualidadedo trata-
mento, porque com os pais, tutores ou cu-
radores se entender : o que, porm, pro-
ipette he o adiantamento dos seus alumnos
c a boa educado.
|va# (. Precisa-se de urna ama forra ou es- 4
*> crava : na ra das Cruzes n. 28, se- O
f< gundo andar. '?
##*'*'# :#*-###:#(###
No da 1.a do correte desappareceu da
ribeira da Boa Vista urna prela crioula, de
lime Benedicta, representa ter 40 e tantos
annos, estatura regular, ebeia do corpo,
rosto largo, com alguma falla de dentes,
quando falla faz geitos na bocea, olhos bas-
tante fundos, vista espantada e multo sim-
plona ; julga-se [estar occnlta em alguma
rasa ; por isso pede-se a pessoa que a tiver,
queira quanto antes entrega-la no Becife
a JoSo Jos do Carvalbo Moraes, ou nos Coe-
Thos, onde foi tanque d'agoa, a Antonio da
Costa Bibeiro.
OSr. Riymundo Nonato Chilques te-
lilla a bondade de apparecer na ra da Cruz
n. 46, para recebar urna carta deseu iote-
resse.
Precisa-se de urna ama de leile, forra
ou escrava, paga-se bem : dlrija-se 1. ra
do Rangel 11. 19, ou ao hotel commercio
ia tua da Cadeia de Santo Antonio.
--Precisa-se de um caixeiro de 12 a 13
annos, anda que nSo tenha pratica : na ra
Direita n. 83, se dir quem precisa.
- O Sr. Manuel Esteves de abreu, da po-
voicSo de Beberibe, dirija-se i ra do Pi-
res n. 23, a negocio de seu interesse.
Manoel Joaquim Lamas faz sciente a
quem inleressar, que por nada se respon-
sabilisa que snconlie a scus escravos.
. Engomma-seelava-se toda aqualida-
de de roupa com todo o aceio e prompli-
dSo : na ra da Cadeia do Santo Antonio n.
20, sobrado de um andar.
Os Srs. Domingos Carlos de Araujo,
Miguel Rodrigues Vwira e Joaquim Manoel
de Carvalho, hjam de declarar suas mora-
das para serem procurados.
Augusto remira Pinto, subdito portu-
guez, retira-se para fra do imperio.
I'helippe Feidel, subdito allemSo, reti-
ra-se para fra do imperio.
Manoel Jos Cirovans, subdito de S.
M.Fidelissima, retira-se para fra do im-
perio a tratar de sua sade.
Chapeos de sol.
Ra do Passeio, n 5.
N^sta fabrica ha presentemente um ric
ortimento (lestes objectosde todas as co-
res e qualidades, tanto de seda como de
panninlio, por precos com modos ; ditos pa-
ra senhura, de bom gosto: estes chapeos
sito feitos pela ultima moda ; seda adamas-
cada com ricas franjas de retroz. Na mesma
casa se acha igual sortimento de sedas e
panniuho imitando sedas, para cobrir ar-
roscos servidas : todas estas fazendas ven
dem-se em porc8o e a retalho : tambem se
concerta qualquer chapeo de sol, tanto de
hesteas de ferro como de baleia, assim como
umbelas de igrejas: tudo por preco com-
modo. Na mesma casa ha chapeos de sol,
de marca maior, de panno e de seda, pro-
priospara feitoresde engenho, por serem
Uos mais fortes que se pudem fabricar.
As tres horas da tarde do dia
3o de dezembro prximo pausado
.desappareceu da casa do deposita-
rio Francisco Jos Arantes, o ca-
bra de nomo Pedro, pertencente
ao Sr. Dr. Pedro Becerra Pereira
de Araujo lid tifio, com os signaes
reguintcs : cabellos caixados, bra-
co esquerro alejado, cicatrizes na
p e no braco esquerdo, e outra
no estomago de um laceada ; quan-
do falla finge ser gago, milito pro-
sista e cantidor ; levou camisa de
riscado azul e calca de algodo
transado, listrado, americano: ro-
ga-se a polica e aos capilaes de
campo, se o virem, de o pegar e
leva-lu malta da Torre, sitio do
Leo, ou no Recife, ra da Cadeia
de Santo Antonio, armazttn de l-
jelo.
Precisa-se arrendar um sitio perlo da
praca, tendo boa casa de viven ja, capim
ara cavallos e alguns srvoredos {de fruto :
na padaria 11. 48 da ra larga do Rozarlo,
se dir com quem deve tratar.
Precisa-se alugar um sitio na Capun-
ga, que tenha arvoredos de fruto : quem o
tiver e quizer alugar por anuo, aDnuncie,
ou dirija-se ra do Rozano larga 11. 22,
segundo andar.
5

'aillo Gnlgnoux* dentista
m francez,offerecc seu presti-
nm ao publico para todos os
<) tteres de 11a proflssao:
pode ser procurado a qual-
quer hora em sua casa, na
<& ra larga do Uozario, 11. 3G,
# se cundo andar.
*
Arrendamento.
Dona Calharina Francisca do Espirito
Santo, arreuda o trapixe denominado com-
panhia : quem o pretender dirija-se ao seu
procurador bastante Flix Francisco de Sou-
zaMagalhSes, no paleo d,o: Carato n. 16.
Precisa-se de aprendizes de charulei-
ros ou de tiradores de fumo : paga-se bem
na ra Imperial 11. 35.
-- Traspassa-se o arrendamento do enge-
nho Queluz, sito na freguezia de Ipojuca,
vendendo-se a safra no campo, o engenho
he copciro e bom, e lem bons cercados : a
tratar com Miguel Augusto de uiivelra, na
sua residencia no engenho Camassari, na
freguezia de S. Amaro Jaboalao, ou com
Theotonio da Silva Vieira no engenho Ca-
xoeira da freguezia de Ipojuca.
DSo-se 200,000 rs. a premio de 2 por
emito ao mez sobre penhores de ouro : no
pateo do Carmo, loja n. 3. se dir quem da.
Os abaixo assignados fazem publico,
que os Srs. Manoel dos Beis Quaresma. Jo,
quim de Souza P'reir Brito e JoSo Fran-
cisco de Souza Lima deixaram de ser seus
caixeiros de hoje em diante. Recife, 28 de
fevereiro de 1851.
Ferreira Irindos & Companhia.
Casa de commissao de scravos.
Compram-se e vendem-se es-
cravos, e resebem-se de commis-
sao, tanto para a provincia como
para fra della, para o que offe-
reeem-se muitas garantas a seus
donos : na ra das Larangeiras n.
1 'i, segundo andar.
O abaixo assignado professor particu-
lar de primelras lettras, disciplinado em
preparatorios no lyceu desta cidade, parti-
cipa ao respeitavel publico e aos pas de
seus alumnos, que desde 13 de Janeiro dos-
te anno abri sua aula, e debaixo dessa
mesma disciplina ensina por principios
a grammatica portugueza, latina e france-
za ; admittindo nesse recinto porcionistas e
meio porcionistas. Os pais de familia que
quzerem applicar seus lilhos a alguma des-
sas disciplinas, p lem dirigir-se a ra lar-
1 do Rosario n. 48, segundo andar.
Joe Marta Machado de Figueiredo.
Eogotnma-se e lava-se toda a qualida-
de de roupa com todo asseio e muita promp-
tidSo, por preco mais commodo do queem
outra qualquer parte : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
Q Consultorio noinceopathico, O
O ruadoCollegio, n. 25, O
Q Do Dr. P.dt A. Lobo Moscoio. W
ODr, Moscosodconsultas lodosos j>
dias. Osdoentes pobres sSo tratados :
2 de graca. S serfio visitados em suas W
9 casas aquelles que nSo poderem vir
O ao consultorio, ou que suas moles- O
& lias nSo possam dispensar apresen- O
ea do medico. O
Acaba de sahir a luz no Rio de Janeiro
a segunda edicto da interessante obra
Diccionario de Medicina popular
Em que se descrevem, em lingoagem acom-
modada inlelligenciss das pessoas estra-
nhas a arle de curar os signaes, as causas
e o tratamento das molestias ; os soccorros
que se devem prestar nos accidentes graves
e sbitos, como aos a Togados, asphyxiados,
fulminados de raio, s pessoas mordidas
por cobras venenosas, as perdas de san-
gue, as couvulcOes das enancas; os carac-
teres das cobras venenosas e das que s3o
innocentes ; os contravenenos d lodos os
venenos conhecidos ; os conselhos para pre-
servar das molestias e prolongar a vida ; as
precauces que dove tomar quem muda de
clima ; os preceitos sobre a educaefio dos
meninos ; os cuidados que reclama a pre-
nliez, o parlo, as suas consequencias, a cri-
anza recem-nascida, a esculla de urna boa
ama deleite, a dentic.lo, a desmamacSo e
os perigos a que expem as difiranles pro-
fisses e os meios de evita-los, os erros po-
pulares nocivos a saude ; a preparado dos
remedios caseiros ; as plantas uteis etc.:
pelo Dr. Chernoviz, segunda edic$So era
1851, 3 vol. ornados de muitas estampas por
16,000 rs.: vende-se no pateo do Collegio,
casa do Livro Azul.
-- Manoel Pires Ferreira e Antonio Pires
Ferreira, promovendo execucSo contra Luiz
Pires Ferreira, a qual muito excede da im-
portancia dos bens j peuliorados, c cons
tando-lhes que elle procura alienare dis-
pr de alguns bens, e entre estas das bem-
l'eitorias, que tem no engenho da 11 lia, de
que he rendeiro, previnemao publico que
o dito seu devedor nSo pode fazer taes alie-
naces, que, sendo em fraude da execii(3o,
sSo nullas nos termos da ord. do liv. 3.a
til. 86 13 e 16 ; e protesta 111 ir haver es-
tes bens onde quer que estejam. Recife, 1
ile margo do 1851.
Tainpettc, alfalate,
| participa a scus freguezes, que mu- 1
i duu-se para a ra da Cadeia do Be- js
1 cife n. 15, primeiro andar. 3.
bm*$mwmwwmm vmmtemwmm
--Precisa-se fallar ao Sr, JoSo Nepo-
moceno Ferreira de Mello : na praca da In-
dependencia liviana lis. 6 e 8.
O administrador do cemilerio publico
pede as pessoas encarregadas dos enterros
a ieilura do seguinte artigo do regulamcnlo
do cemiterio :
Art. 26. O publico lera franca entrada
no cemilerio desde as seis horas da manhfla
al as 6 da tarde ; e s duraute este espa-
do ser permittido em lempo ordinario re-
ceber os cadveres. >
O administrador do cemiterio publico
roga as pessoas enesrregadas dos enterros,
que logo que obtenham o recibo do Sr. pro-
curador da cmara municipal de ter pago a
sepultura, de lhes fazer entrega delles, pa-
ra com lempo poder prevenir o que marca
o artigo 62 ; e, para mais commodidado|das
partes, poder"10 procurar o mesmo admi-
nistrador at s 9 horas da manhSa em sua
casa, ra da Aurora n. 38, e de entilo em
dianle no mesmo cemiterio.
Precisa-se alugar um sitio perlo da pra
t, o qual tenha pasto para dez vaccas,
planta de capim, alguns arvoredos e casa
de vivenda para pequea familia, dando-se
logo 200,000 rs. ao tomar posse do mesmo :
quem o tiver, aiinuncie por esta tulla para
ser procurado.
A pessoa que tem por costume botar
das 10 horas da uoilc em diante aguas red-
renlas, na ra travesa do Corpo Sanio, te-
nha a bondade, logo que o mo cheiro da
dita agoaencommoda a vizinhanca, de nSo
continuar; do contrario, ter de ver su
nooie"por extenso ueste Diario, para entilo
o Sr. fiscal dar as devidas providencias a
este respeito.
Ricardo Boyle, subdito britannico, re-
lira-sn para Inglaterra.
. lleurique Brunn, aublilo allemSo, re-
tira-se para fra do imperio.
Precisa-se de urna ama para o servio
de urna casa de pouca familia : na Boa Vis-
ta, ra da Sania Cruz n. 38.
Precisa-se de urna ama de leile : na
Boa Vista, ra da Sania Cruz 11. 38.
Aluea-se o primeiro andar do sobrado
da ra da Cade. Velha n. 27, proprio para
escriptorio ou para Imon-m aolteiro a tra-
tar na loja do mesme sobra lo.
O professor do latim do collegio das
artes, encarregado de. reger a cadeira do
rnetorica durante o impedimento do res-
pectivo professor, avisa a quem convier, qaa
a matricula desta aula contina a be ra at
o fim do corrente, na ca-a de sua residen-
cia, ao p da ladeira da S.
Tendo ebegado a esta cida- ii
de o Hespanbol Pedro A Iva- |
res Garca, professor de pa- I
noe canto, se proprSeadar i|
licSes de sua arte, pudendo
para esse fin ser procurado
a qualquer hora, na ra do
. Trapiche n. 15.
--O procurador da cmara municipal do
Recife, em virtude do artigo 62 das dispo-
sigesgeraes do regulamento do cemilerio
publico, recentemente publicado no Diario
de Pernambuco n. 47, avisa a todas as pes-
soas que com o mosmo tiverem de se en-
tender para o que dispOe o mencionado ar-
tigo, que o podem procurar lodos os dias,
das 6 s 9 horas da inaudita, e das 3 s 6 da
tarda, na ra da ConceicSo do bairro da
Boa Vista n. 42, e das 10 horas da manh3a
s 2 da tarde, no pago da mesm cmara.
Aluga-se o sobrado da ra do Vigario
n. 13, tres andares, sotSo corrido, dous
grandes mirantes, que por sua posic^o ele-
vada domina o mar de norte a sul, e com
as mais excedentes accommoda?es; aluga-
se tambem separados os ditos andares, as
chaves existen! no armazem do mesmo
sobrado.
Lotera de N. S. do Lvramento.
ti ra da Cadeia do-Recife n. 46, loja de
miudeza:, venderam-se osquarlos n. 1113
em que sahio a sorte de 5:000,000, e na pra-
ca da Independencia n. 4, loja di miudezas,
venderam-se os vigsimos n. 1181 nm que
sanio o premio de 1:500,000 rs. n o meiobi-
lliete 11. 236 em que sahio a sorte de ris
710,000 rs.
abaixo assignado, administrador in-
terino do cemiterio publico desta cidade,
convida as pessoas que se quizerem con-
tratar para coveiros, mediante o salario de
1,000 rs. diarios, e serventes de 640, a com-
parecercm amanhUa, na casa de sua resi-
dencia, na ra da Aurora n. 38, al s 9 ho-
ras da mauhiia, e desta hora em diaute no
referido cemilerio, para o (im indicado. Re-
cife, 28 de fevereiro de 1851.
Manoel Luiz \ir3es.
OOOOOCJOOO QQOQGOQ
{j Ba das Cruzes 11. 2N. Q
q Contullorio homaopathieo do faculta- q
tivo J. B. Catanova. m
Gratis para os pobres.
Na ausencia do facultativo J B. Ca-
sanova, o professor de homoeopalhia J
Gosset Bimonl continuar com oa *
. trabadlos do mesmo consultorio, nn-
O de poder ser procurado a qualquer O
O hora. O
Deseja-se alugar um prelo de boa con-
ducta, que saiba cozinhar soffiivelmenle,
para una casa estrangeira de pouca fami-
lia : na ra do Trapiche Novo n. 6.
Lotera da matriz da Boa Vista.
O thesoureiro desta lotera tem a honra
de fazer sciente ao respeitavel publico, que
o andamento das rodas da mesma ter lu-
gar impreterivelmento no dia 2 de junhu
vindouro, no consistorio da mesma matriz,
e os bilhetes est3o expostos venda em vir-
tude do despacho de S. Exc. do 27 de 110-
vembrode1850 A vantagem do plano que
abaixo vai publicado, e o fim religioso para
que foi esta lotera concedida, convida a
todos os tentadores da sorte a concorrerem
sem demora para a compra dos nmeros,
3ue lhes prepara a suave acquisicSn de bens
a fortuna sem risco de grande capital, e
com o importe smente da diminuta quan-
tia de 5 ou 10,000 rs. Desde j se scham os
bilhetes venda : na ra do Trapiche n. 3(,
casa do thesoureiro ; no Becife, loja de miu-
dezas n. 46, de Jos Fortunato dos Santos
Porto ; em Santo Antonio, na praca da In-
dependencia n. 4, loja de miudezas de For-
tnalo Pereira da Fonseca Bastos; na boti-
ca de Juan Moreira Marques, no paleo da
matriz ; na de Francisco Antonio das Cha-
gas, ra do Livramento ; na de Bernardino
Jos Monteiro, pracinha do Livramento 11.
44 ; e finalmente na loja do Aterro da uua
Vista, de Guimaiaes, 11. 48. Becife, 27 de
fevereiro de 1851.
Salustiano de Aquino Ferreira.
PLANO
demeia loteria, comprehendendo a quarta
parte da terceira o primeira parte da quar-
ta nova loteria concedida pela lei provincial
11.100 do 9 de maio de I8I2, a beneficio das
obras da matriz da Boa Vista.
5000 bilhetes a 10,000 50:000,000
Beneficio de 12 p. | 6:000,000
Imposto de 8 por "i, 4:000,000
Sello de 150 ris por
bilbete 750,000 10:750,000
Comp
ras.
na
Compra-se um buhar em bom uso
ra Nova n. 46.
Compram-se adragonas com franjas, e
bandas 0111 mo estado, ou do modello anti-
ro, assim como galles usados, porm ver-
Jadeiros : na praca da Independencia n. 19.
Comprase urna negnnha de 10 a 12
annos : na ra Velha n. 71.
Compra-se urna casa terrea no Aterro
da Boa Vista : quem tiver, annuncie.
Compram-se laees de Lisboa ou da tr-
ra para calcadas : quem tiver, annuncie.
Compra-se um oscravo qua sja bom
pedreiro, eque nfO tenha vicios conheci-
los, para um engenbo distante desta ci la-
le : na pra$a da Boa Vista, casa n. 32, se-
gundo andar, achar3o com quem tratar.
Compram-se palaces mexicanos a rs.
1,700: no largo do Carmo, esquina da ra
de llortas n. 2, venda.
Compram-se
escravos bonitos e robustos para dentro e
fra da provincia : na ra larga do Rozario
n. 48, primeiro andar.
Compram-se urdios de panno, em
grandes e pequeas porches : na prac,a da
Independencia n. 19.
Vendas.
Lotera do Rio de Janeiro
Aos 20:000,000 ris.
Na ra do Crespo n. ai, loja de
fazendas, e na ra da Cadeia do
Uecife n. 46, loja de miudezas,
vendem-se quartos, otavos e vi-
gsimos d* 13.* loteria do Thea-
tro de S. Pedro de Alcntara, e
paga-se qualquer premio que nel-
les sahir sem ganancia alguma.
Quartos 5,5oo
Otavos a,800
Vigsimos 1,800
-- Vende-se urna preta de nieta, queco-
zinha porfeitamenle, lava de sabta e vare)-
la, o he quitandeira : vende-se por necessi-
dide: na ra dos Marliryos n. 12.
Vende-se superior sal do Ass a bor-
do da escuna Mara Firmina Tundeada na
vnlla do Forte do Mallos a tratar com o
capitta a burdo, ou com o consignatario da
mesma, Luiz Jos de S Araujo, na ra da
Cruz n. 33, aonde se pode ver a amostra.
Vendem-se quatro lindos molequesde
8 a 18 annos ; oito pretos de 20 a 30 annos,
sendo um ptimo sapateiro e outro cano-
eiro ; qua tro pardos, sendo dous ptimos
marinheiros e um com bons principios do
carpinado18a 25 annos; duas pardas de
15 a 20 anuos com habilidades; e cinco re-
las, algumas com habilidades e as nutras
proprias para lodo o servico : na ra do Col-
legio n. 3.
Livro moderno.
Acaba de sahir luz no Itio de Janeiro a
seguinte. obra
Novo manual do ra/.endeiro
ou tratado completo de medicina e cirur-
gia domestica, adaptado a intelligencia de
todas as classes do povo, seguido de um
formulario de medicina e de um dicciona-
rio dos termos scientificos, por L. F. Bon-
jean, doulorem medicina, memhro titular
da academia imperial de medicina no Itio
de Janeiro : nova ediCQta em 185t 2 vol
acompanliadosde 64estampas, por 16,000
rs. a ohra : vende-se 110 paleo do Collegio,
casa do Livro Azul.
Vende-se urna porc3o de caixes va-
sios : na ra Nova o. 44.
oin e barato.
39:250,000
' 1 Premio de 10:000.000
1 Dito de 5.000,000
1 Dito de 2:000,000
1 Dito de 1:000,000
3 Ditos de 500,000 1:500,000
5 Ditos de 200,000 1:000,fl0O
10 Ditos de 100,000 1 :1100,000
20 Ditos de 50,000 1 ooo.ooo
40 Ditos de 20,000 800,00o
1595 Ditos de 10,000 15:950,000
1677 Premiados 39:250,00-
3323 Brancos ._-.0
5000
N. B. Os quatro primeiros grandes pre-
mios eslSo subjeitos ao descont de 8 por
canto do imposto geral, que serta extrahi-
dos no acto do pagamento.
Por commodo preco.
Fazem-se vestidos de todo e qualquer fei-
tio para senhoras, manteletes e capotinhos,
e bonets para homem e senhora ; tambera
enfeitam-se chapeos, lavam-se e engom-
mam-se quaesquer objeclos de fil, (cando
oiii seu peliiiii estado, ludo com a melhor
promptidta -. uu ra da Aurora, loja da ca-
se 11. 42.
Na ra do Queimado, vindo do Rozario,
segunda luja n. 18, vendem-sn cortes de
cambraia para vestidos, a 2.000 rs.; ditos
de caa branca bordada, a 1,600 rs. ; vesti-
dos de barra, a 1,000 rs.; cortes de cam-
hraia de seda, al.OOO rs.; lencos de lita de 3
ponas, a 40 rs.; meios chales de La para
hombros de senhora, a 320 rs. ; ditos docili-
ta, a 400 rs. ; ditos de lila o seda, a 1,600 rs. ;
pecas tas para vestidos, a 4,000 rs. ; meias pretas
para senhora, a 1,000 rs. a duzia ; ditas pa-
ra hornera, a 610 rs. a duzia ; meias para
menina, a 640 rs. a duzia ; ditas para me-
nino, a MI rs a duzia ; panuufino cor de
vinlio, a 3,000 rs. ; chapeos de sol de soda
inglezese francezes, a 5,(100 rs ; chita fran-
ceza, a 100 rs. o covado ; algod3o de lis-
Iras, a 120 rs. ; dito azul transado, a 160
rs.; dito liso, a 160 rs.; castores para cal-
Cas, a 160 rs.; alpaca de luiiiu para jaqu.i-
tas, a 240 rs. ; biim transado branco de li-
nho, a 500 rs. a vara ; mantas de seda, 1
5,000 rs.; e outras muitas fazendas por ba-
rato preco.
Vende-se urna loja de miudezas bs-
tanle afreguezada, e em muito bom lugar :
quem a quizer comprar, annuncie por esta
folha para ser procurado.
Na ra do Livramento n. 26, ha urna
porcta de bom arroz branco em saccas pa-
ra veuder a preco commodo.
Vende-se um perito cozinhei-
mesmo augusto Senhor, um painel repre-
sentando a rainha de Inglaterra, Elisabnth,
o qual chamou a atiendo de lodos os mes-
tres e entendedores por sua primorosa exe-
cucta.
Ao publico.
Emmnl crescido numero contavam oa mutl-
eos at agora molestias incuraveis, contra as
quaes s era permittido ao paciente resigna-
cao para loll'rer un mal de queja nao liavia
esperancas de poder liberta-lo, e ao nvdico
pliilantropico a dor de ver mu toa de seu se-
nielhaiites victimas de enfermedades, contra as
nuaes se declarava impotente, podendo apenaj
amentar a fraqueza da intelligencia humana.
Mas, gracas aos progrcssgs da medicina, gra-
tas ao elo de homcus incansavels. que, nao
desesperando da perfectibilidade da sciencia,
se tem dedicado iuvesligacu de remedios
que possam alliviar a humanidade de alguna
males que a alUigem, o numero das molestia
reputadas incuraveis vai de dia em dia dimi-
niioiil.i. Assim, acbar depois de loncos tr.ili.i-
Ihos, de profunda medilato e reiterada eipe-
riencias, medicamentos que nos restltuain o
uso dos dous mais importantes sentidos dr que
lie dotado o homem, quando este j se acba-
vam no supposto estado de iucurnbilidade e
inteiramente perdidos, he por ceno um do
maiores ervicos que se poda prestar huma-
nidade; eis o que eslava reservado a um ho-
mem philantropo da cidade de braga, em Por-
tugal, cuja sciencia, cujo amor de seus seme-
Ihantes se teem feito geialmente conhecer. Os
remedios que ora ollVirceios ao publico, nao
enlr.1111 na Chusa daquclle que o vido e ousa-
do charlatanismo inculca com ioucis c det-
compassados lirados, e que o crdulo vulgo
por ignorancia recebe na boa f e sem discer-
nimeoto, achando-se depois Iludido; tem, po-
rm, de oceupar mili dislincto lunar entre os
medicamentos que maiores beneficios prestam
ao homem : conslam elle dadissolucao aquo-
sa de extractos de planta medieinaes, de vir-
tudes mu reconhecidase verificadas. O longo
uso, as continuadas c severas experiencias
que por toda a parte teem elles sido submelti-
dos, sem que urna 10 vez hajam falbado em
leus bons efl'eilos, e desmentido as esperancas
que sobre'elles havia fundado o seu inventor
Ihe teem grangeado constantes e repelidos elo-
gios dos mal sabios e respeitaveis mdicos
assim da Kuropa, como da America que unise-
nosabonam e proclamam sua aeco seinpre
certa e benigna. Um destes licores lie desti-
nado a combaler as molestias de olhos. c um
por principal virtude restituir aos orgaos davi-
siio suas funcedes ; reanimar e fazer teappare-
cer em sua natural perfeiciio a vista, quaud
esta esliver fraca ou quasi cxtliicla; comanlo,
porm, que nao naja cegueira absoluta com
desorganisaco das partes; uao uienos, til e
enrgico he para desfazer as cataratas destruir
as nevoase de prompto debell ir qualquer 111-
flammaco ou vermclhidao dos olhos. Nao
causam dr ncm estimulo na pande.
Outro Ii (nido restitue a faculdade de ouvir
ossons ao ouvido tocado de stirdez, anda que
inveterada una vez que o mal nao seja dena
cenca, sem causar em tempo algum o menor
incommodo ao doenlc.e icm priva-lu de cui-
dar em scus negocios.
INSTRUCCOKS PARA O USO DOS REMEDIOS.
U doi olhoi em/trega-se do modo leguinli t
O doente pela nianha, em jejum, urna hora
pouco mais ou menos depois que erguer-se do
Icilo, tomar sobre a palma da mo pequea
porco daquella agoa ; e com ella molhara
bem os ollios, fazendo que algumas goltas
caiam sobre o globo oceular sem os linipar,
os conservar indinados at que naturalmente
rnxuguem : ao deitar-sc noite praticar o
mesmo : durante o lempo que usar do reme-
dio evitar o calor, aeco de fuinaca c o vento ;
far abstinencia de comidas salgadas, aicdas e
adubadai com especiaras.
O remedio doiouvidot ter applkado do modo que
legue.
O docute pela manlia, urna hora pouco
mais ou menos depois de erguer-se, anda tm
jejum, far derramar dentro dos ouvidos qua-
tro ou cinco gottas do liquida, tapando-os de-
pois com algodo em rama ; noite ao licitar-
se repeina a mesma operacao. Durante o uso
do remedio evilar exp6r, os ouvidos princi-
palmente, aeco do calor e do vento, alim de
evitar grande trauspiraco, havendo cuidado
em nao molhar os ps em agoa fra; una I men-
te deve obster-se de comidas salgadas, azedas e
adubadas.
Estes remedios estao a venda na botica de
Bartholoineu Francisco de Souza, oa ra larga
do Rosario, n. 3b, nico deposito em Pernam-
buco, pelo preco de 2,240 rs. cada vidro.
ro : na ra
Nova
n. >
3.
Alinanak
administrativo, mercantil c industrial, do
hio de Janeiro, paia o anno de 1851, or-
ganisudo por Eduardo Laeramert, coniendo,
alm de materiascommerciaes inleressau-
tes, o cdigo co timercial do imperio, a le-
gislacSo, decretos e avisos mais importan-
tes do anno de 1850, 1 augustissima casa
imperial, a corte com todas as casas titula-
res, o corpo consular do imperio e estran-
geiro, a representacSo nacional, os ministe-
rios com todas as repartieres publicas, com-
panhias, sociedades, negociantes, merca-
dores, etc. etc., etc. um volutne gran-
de com mil paginas por 5,000 : no pateo do
Collegio, casa do Livro Azul.
Na ra Nova, em casa de Augus-
te Golombiez,
vende-se um grande retrato de S. M. impe-
rial oSr. D. Pedro II, com riquissima mol-
dura, obra do insigne pintor Lechevrel, o
qual apresenlou na ultima exposicSo das
Relias-Artes, no Itio d Janeiro, obra de
para curar da phtysica em todos os seus
differentes graos, ou motivada por consti-
paces, tosse, asthma, pleuriz, escarrosde
sangue, drde costase peitos, palpitacSo
no coracSo, coquelucho, bronchites dr
na garganta e todas as molestias dos org3os
pulmonares.
De todas as molestias que por heran^a fi-
camao corpo humano, nenhuma ha que
mais destruitiva tenha sido, ou que tenha
zombado dos estorbos dos homens mais
eminentes em medicina, do que aquella
ie geralmente conhecida por moles-
que
lia no bofe. Em varias pocas do se-
culo passado, tendo-se offerecido ao publi-
co diflerentes remedios com attestados das
extraordinarias curas que elle tem feito;
porm quasi que em todos os casos a ilusSo
lem sido apenas passageira e o doente
torna a recahir em peor estado do que ae
achava aotes do applicar o remedio 18o re-
commendado oulro tanto nSo acontece
com es te extraordinario
Xarope de bosque.
Novaes & Companhia, os nicos agentes
nesta cidade e provincia, nomcados pelos
Snrs. Ii. C. Yates & Companhia, agente
geraes 110 Itio-de-Janeiro mudaram o de-
posito desle xaropeparaa bolica do Snr.
Jos Mara G. Ramos, na ra dosQuarleis, n.
12, junto ao quartel de polica, onde aempre
Charlo o nico .e verdadeiro, a 5,500 rs.
cada garrafa.
Vende-se urna escrava de 22 annos, de
bonita ligura, a qual cozinha o diario de
tima casa, lava de sabSo, engomnia e cose
lio subido merec raento, que Ihe valeu ser I chSo : na ra do Apollo n. 19.
premiado por S. Magestade com o habito de| Voude-se urna escrava : na ra do Cal
Christo, e ser-lbe comprado por orden do deireiro o. 50.
^R ENCONTRADO


A 2,4oo res. '
Vendem-se pecas de cassa do quadros e
listras para babados com 8 1|2 varas cada
una : na ra do Crespo, loja n. 6, ao r do
lampeSo.
Bom e barato
Na ra do Passeio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos Leite, vendem-se ricos cortes de
meias casemiras, pelo diminuto preco de
1,600 rs. A elles, rapasiada do bom gosto,
antes que se acabem.
Farinha Fontana.
Vende-se farinha daquella acreditada
marca, sendo a ultima chegadaa este mer-
cado : a tratar coro J." i. Tasso Jnior, ra do
Amorim n. 35.
Hap Paulo Cordeirodo Rio de
Janeiro
em latas e frascos, chcgado recentemente :
vende-se na ra da Cadeia do Recite, loja
n. 50, de Cunta & Amorim.
Deposito de cal virgem e potassa
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recife n.50, vendem cal virgem em pedra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qaalidade, por menos preco do
queem outra qualquer parte.
Na ra da Senzalla Velha, padaria n.
1 00, principio que entra pelo Becco Largo,
vende-se superior farinha de mandioca,
vinda ltimamente de Santa Catharina ; por
cada sacca se levar ao portador a pequea
quantia de '2,000 rs., conduzindo urna sac-
ca nova de bom algodSozinho, e querendo
desconta-se-lhe 260 rs., passando para ou-
tra, que o portador levar.
Bombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. 6, 8 e io,
liindieao de ierro.
Por i.ooo.ooo ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente ( lugar para ediflear 5 muradas de
cksas ), temi de fundo desde a ra da Au-
rora at a ra do Hospicio, e se convier
tambem se far negocio com outrog 53 pal-
mos juntos ao mesmo terreno, os quaes
dSo lugar para edificar-se 15 moradas de ca-
sas : para tratar, na praca da Independen-
cia n. 17.
Deposito de charutos da Bahia,
ra da Cruz numero 27.
Armazem de Croccoc Compendia.
fSSo chegadosa este novo deposito os ver-
dadeiros charutos soberanos de llavana,
senadores, deputados, regala, catadores,
venus e quem fumar saber. Todos estes
charutos em caiiinhas de cem, que muito
convm aos amadores, pcis que sua quali-
dade he muilo superior, e preco o mais mo-
derado possivel, para acabar e fizer-se no-
va remessa.
Para acabar.
Vende-se a 2,000 rs. o milheiro de cebo-
las, e a 240 rs. o cento, cousa boa : na ra
da Cadeia de Santo Antonio, armazem de
tijollos n. 17.
Vende-se mel de furo, em
caadas e garrafas, por preco
commodo : no JVlanguinbo, pas-
sando a ponte, primeiro sitio do
ladoesquerdo.
Guarda nacional.
Vende-se o peculio do guarda nacional,
contendo a lei, regulamento e todos os mo-
delos que delles dependem, a 1,000 rs. cada
exemplar completo : na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. C e 8.
Noto deposito de cal vlrgcni.
Na ruado Apollo, armazeai n. 2 B, ven-
de-se superior cal virgem em pedra, ltima-
mente chegada de Lisboa na barca Ligeira,
por menos 500 rs. a barril do que em uutra
qualquer parte.
A 1,6oo e a l,8oo rs. a vara.
Vende-se panno de linho para lences,
de muito boa qualidade, com a delicadesa
de vara e meia dar um elegante lencol seni
costura, muito commodo para nSo magoar
o corpo: na ra do Crespo n. 12.
Vendem-se candieiros para
meio de sala, muito ricos, com os
competentes globos, canudos e tor
cidas, dando a luz mais brilbante
possivel : na na do Trapiche n. 8.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
milito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
Moendas superiores.
Na fuml:i;(i de C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, achsm-se venda moendas,
de canna, todas de ferro, de um modelo e
consl'ucc.80 muilo superior.
Na ra eslreita do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
F. dos Santos Maya, vendem-se cordas de
tripa e bordees para violSo e ubeca, e pa-
pel pautado para msica, ludo da melhor
qualidade possivel.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 42.
Reste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engeuho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamaitos, pa-
ra dito.
Chumbo de municSo.
Vende-se no armazem de J. J. Tasso J-
nior, ra do Amorim n. 35.
Vendem-se amarras de ferro: na ra
di Senzalla nova n. 42.
Vendem-se arados america-
nos dos modelos mais approvados.-
na ra do Trapiche n. 8.
Potassa da liussia.
te chegada. ede muito superior qualidade :
na ra dn Trapiche n. 17.
Taixas pai-n ciiffcnho.
Na fundic.to dn ferro da ra do Rrum,
acabn-se de rerebor m completo sortimen-
to do taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaas acham-se a venda por preco com-
modo, e com promptidSo embarcam-se, ou
carrogam-se em carros sem despe/as ao
comprador.
Tecido de algodSo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia n. '><.,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa do
escravo.
Deposito de espelhos das ma-
nafacturas de Franca: na ra do
Passeio n. lo.
Deposito de cal virm 111.
Na ra do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente de Lisboa no brigue Tarvjo-Tereeiro-
Arados de ferro*
Na fundigSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Deposito da fabrica de Todosjos
Santos na liahia.
Vende-se, em casa deN. O. Rieber&C. ,
na ra da Cruz 11. 4, algodSo transado da-
quella fabrica, muito proprio para saceos de
assucar e roupa de escravos, por preco com-
modo.
Cal virgem de Lisboa,
da melhor que ha no mercado, e
chegada ha dias pelo brigue Ern-
preza : trata-se com A. C. de
Abreu, na ra da Cadeia do He-
cife n. 37.
Cimento.
Vendem-se barricas com cimento, pro-
prio para qualquer obra que possa rece-
ber agoa, assim como para aljeroz e tra-
pearas, prximamente chegado de llam-
burgo, tambem se vendem as meias barri-
cas por preco commodo : atrs do theatro,
armazem de taboas depinho, a faltar com
Joaquim Lopes de Almeida, caixeiro do Sr.
lo3o Matheus.
, Cera em velas.
Vendem-se caixas com cera em
velas, fabricadas no lio de Janei-
ro, sortidas ao desejo do compra-
dor, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte;
tambem se vende cera fabricada
em Lisboa, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com Ma-
cado & Pinheiro, ra do Vigario
n. 19, segundo andar.
i*- AIsMitcletcH e eapotinlios. <
'-> Na loja do sobradu arcarello, nos >'
? qualro cantos da ra do Queimado,*
B n. 29, tem para vender manteletes e ?
^ capotinhos para senhora, de chama- 2
\ lote e gros de aples de cores, os ^
j> mais modernos e de mais lindos tu- <
j>> feites que tem vindo. <~
Vsft*tAA*M6A AAAAAA*ftA4fcA
Rogarse aos Sr. fregueses do bu-
ralo pie leiain o seguate
annuncio.
Vende-se brim de quadros de linho, a
320 rs. o covado ;|riscado de linho, a 220 rs
o covado ; dito de algodSo, a 180 rs. o co-
vado ; pecte muito encorpadu, proprio pa-
ra escravos, a 180 rs o covado; castores
muito encorpados, a 280 rs. o covado;
brim transado branco de linho, a 1,920 rs.
ocrte;dito escuro, a 1,600 rs. o dito ;
esguiSo de algodSo de 12 jardas, a 2,400 rs.
a peca ; corles de fustSo, a560rs. ; cober-
tores escuros de algodSo, grandes, a 720
rs. ; cassa preta, a 120 rs. o covado ; chita
de cores (xas, a ICO e 180 rs. o covado : oa
ra do Crespo n. 6, ao p do lampeSo.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambo de sicupira e Lrocos
de ferro : na fundicao da ra do
Brum ns. 6, 8 e 10.
****'** d.**4
?> Algoilao para saceos. *}
fc Vendc-se muito bom algodSo para *>
> saceos de assucar, por preco comino- *>
4 do: em casa de Ricardo Royle, na 0
4 ra da Cadeia n. 37. ?
Fio para sapateiro c para saceos.
Vende-se um restante dcoptimG fin para
sapateiro em novellos, e dito em meiadas
para saceos, por preco commodo para li-
quidar facturas : em casa de Adamson llowie
& Companhia, ra do Trapiche n. 42.
a,ooo rs. para a pobreza.
Vende-se excellente farinha de mandioca,
recentemente chega em boas saceas novas de bom algoJSozi-
11 lu : na praca da Roa Vista, venda de Joa-
quim de Paula Lopes n. 18 : approve.ilem a
occasi9o antes que apparega o especulador
para a usura.
Toucinho de Santos,
a 140 rs. a libra, ainda novinho e fresco : na
ra larga do Rozario, padaria n. 48.
Lotera do Hio de Janeiro.
Aos: 30:000,000 ris.
Na loja de miudezas da praca da Inde-
pendencia n. 4, vendem-se bilhetes intei-
ros, meios, quartos, oitavos e vigsimos a
beneficio da 13.'lotera do theatro de S. Pe-
dro de Alcntara. Na mesma loja rcccbcm-
se bilbetes premiados em troca dos que tem
venda.
Pecas de chitas roxas para luto
Vendem-se pecas de chitas limpas, ordi-
narias, para luto aleviado, 4,500 e a 120
rs. o covado; e cites de cambraias para
vestidos, bonitos padrOes, a 2,600 rs. : na
ra larga do Rozario o. 48, primeiro andar.
Vende-se arroz de casca e milho por
menos do que em outra qualquer parte : no
armazem da esquina do caes do Ramos nu-
mero 1.
-4
latinha de 1 r, anuos, que cose, engomma,
cozinha e sabe muito bom empalhar cadoi-
ras ; urna dita de 20 annos, que cose mui
bem carnizas de homem ; qualro pretas mo-
cas, com algumas habilidades; um lindo
mulatinho de 12 annos ; um dito de 16 an-
nos ; um moleque de 14 annos ; um dito de
16 annos; dois moleces de 20 annos e de
bonitas figuras ; um prelo de 25 annos, p-
timo sapateiro de cortar e fazer qualquer
obra ; um bonito pardo de 20 annos, opli-
mo para pagem e que enteode muito de pa-
daria ; um dito que se vende muito em con-
ta sendo para o Rio Grande do Sul ou Para ;
seis escravos mocos, ptimos par o campo
ou para outro qualquer servico : na ra das
Larangeiras n. 14, segundo andar.
mmmmm m mmmmmmmmmm
Na loja do sobrado amarello, nos
quatro cantos da ra do Queimado n.
29, tem para vender um completo
sortimentodas fazendas abaixo men-
cionadas, ludo de superior qualida-
de e precos muito commodos, a sa-
ber :
Cortes de vestidos de sarja preta
lavrada, padres de muito gosto.
Sarja de seda preta verdadeira. hes- y
saccas, chegada
muito em conta.
ltimamente, e
i panhola
: Setim preto macao, proprio para
vestidos.
Manteletes e capotinhos de chamalo-
teegros de aples preto, com mui
lindos enfeites.
Los de linho preto, bordados a seda,
i'in completo sortimento de pannos
pretos para os precos de 4,000 at
12,000 rs.
Casemira preta elstica para varios
Jf precos.
Lotera do Mo de Janeiro.
Vendem-se escravos baratos, mocos e
Vende-se potassa da iiussia, recentemen- 'de bonitas figuras, a saber: urna linda mu-
Aos 30:000,000 res.
Na pra;a da Independencia, loja n. 3, que
volta para as ras do Queimado e Crespo,
vendem-se os mui afortunados bilhetes,
meios, quartos, oitavos e igesimos da 13.a
lotera de S. Pedro de Alcntara. Na mes-
oa loja esta patente a lista da 6.y das amo-
reiras.
Lo'eria do Rio de Janeiro.
Aos 30:000,000 ris.
Na ra estreita do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
A. dos Santos Maya, vendem-se os mui afor-
tunados bilhetes, meios, quartos, oitavos e
vigsimos da 13." lotera de S. Pedro de Al-
cantara. Na mesma loja esta patente a lis-
ta da sexta dasamoreiras.
Loteria do Kio de Janeiro.
Aos 30:000,000 rs.
Na casa feliz da ra do Queimado, loja de
fazendas n. 20, vendeui-se os mui afortuna-
dos bilhetes, meios e cautelas da 13.' lote-
ra do theatro de S. Pedro de Alcntara, cu-
ja lista chega no primeiro vapor. Na mes-
ma loja se musir a lista da 6.* lotera das
a moraras e creaco dos bxos da seda, bem
como todas as passadas.
Chfeos oleados a 1,000 rs.
Na ra do Queimado, loja n. 3, vendem-
se chapeos oleados pelo baratissimo preco
de dez tostOes e grvalas de mola a dois
mil ris.
Vende-se urna preta, qoe engomma,
cose, coziuha e faz o mais arranjo, tanto de
casa como de ra com milita pe l'eico : na
ra larga do Rozario n. 35, loja.
Vende-se un cavallo mellado, bou car-
regador e muito mantelillo : na ra da Flo-
reulina, coxeira do Sr. SebastiSo.
Negocio de vantagem.
Vende-se urna loja de fazendas, muito
propria para um principiante, por estar si-
ta em muito bom lugar, e mesmo porque
ter apenas um cont e quinhentos a dois
conios, inclusive armacSo : na ra do Quei-
mado n. 20, loja do Sr. Mcndonea, se dir
onde he a loja que se vende, e com quem se
faz o negocio, o qual ser a prazo ou a di-
nheiro, como convier ao comprador.
Na ra do Brum n. 28, existe para ven-
der-se urna moenda de engenho com todos
os seos 1 eit.Mices e em bom estado : o seu
in 1 eo he o mais rasoavel possivel.
-- Vendem-se tres moradas de casas pe-
queas na ra do Jasuiin, por Irs de San
Concalo, em chSos proprios, com toda a
commodidade, livres e desembarazadas,
por barato prego, as quaes reodem agora
18,000 rs. : quem as pretender, dirija-se
travessa da Concordia, sobrado n. 5.
Vendem-se duas moradas de casas ter-
reas, na ra Imi erial ns. 4 e 6, assim como
urna na ra do Padre Honanno n. 30, ou-
tra na ra de Agoas Verdes n 15, por pre-
cos commodos : a tratar na ra do Crespo
n. 10, loja de Ignacio Luiz de Riito Tabor-
da, pessoa esta que est autorisada a ven-
d-las.
Vendem-se superiores livros em bran-
co, de diversos lautanhos : em casa de Kalk-
mann IrmSos, na ra da Cruz n. 10.
Para voitarete.
Vendem-se superfinas cartas, por preco
commodo : na ra do Queimado n. 25.
Vende-se um mulatinho de bonita figu-
ra, de 12 annos, o qual he proprio para pa-
gem ou copero, e tem principios de alfaia-
te : quem o prender, dirija-se travessa do
calabuuco n. 38.
Vende-se muito nova farinha
de mandioca de Santa Catharina :
a b rdo do brigue Sagitario, Tun-
deado defronte do Trem, por pre-
co muito commodo.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos 3u:ooo,ooo ris.
Na ra do Rozario larga, botica n. 42, re-
cebeu-se a lista da lotera 6." das amorei-
ras, e ahi foram vendidos os seguintes n-
meros que sahiram premiados, a saber : 911
400,000 rs 2013 400,000 rs. 3636
100,000 rs. 156 100,000 rs. 11
40,000 rs. 140 40,000 rs 4607
40,000 rs. 140040,000 rs. bem co-
mo bilhetes da 13.* lotera de S. Pedro dr
Alcntara, chegados ltimamente pelo va-
por Imperador, os quaes se vendem pelos
presos seguintes : inteiros a 22,000 rs. ,
meios a 11,000 rs., quartos a 5,900 rs oita-
vos a 2,900 rs e vigsimos a 1,400 rs.
No becco do Goncalves, ar-
mazem do Araujo, vende-se su-
Aos 30:000,000 ris.
Na loja de cambio da Viuvt Vieira & Fi-
Ihos, ra da Cadeia do Recite n. 24, rece-
be Mti lista da sexta lotera da cultura de
amoreirase creacao do bicho de seda. Na
mesma loja acham-se venda os afortuna-
dos bilhetes da 13.' lotera do theatro de S.
Pedro de Alcntara, dos quaes vira alista
no primeiro vapor, etrocam-se por bilhe-
tes premiados da lotera de N. S. do Livra-
mento edo Rio de Janeiro. NumeracBo dos
premios qoe sahiram nos bilhetes vendidos
na mesma loja da fi.'lotera das amoreiras e
creagSo do bicho da seda, a saber : 4638
20:000,000 de reis 5803 2:000,000rs.
4753 200,000 rs. 2948 100,000 ris
2571 100,000 rs. 5033 100,000 ris
4224 100,000 rs. S78I 100,000 res
3887 40,000 rs. 2654 40,000 rs.
4059 40,000 rs. 1938 40,000 rs.
5343 40.000 rs 4607 40,000 rs.
4637 40,000rs. 4836 40,000 rs.
4923 40,000 rs.1400 40,000 rs.
Na ra das Cruzes n. 18, tercerq an-
dar, vende-se urna parda de 26 annos, que
engomma, cose cnSo, cozinha e lava de sa-
lino ; urna preta de Angola, de 20 annos,
que cozinhs, lat de ssbo eh quitandei-
ra ; um escravo de Angola, de elegante fi-
gura e ptimo canoeiro ; um dito de 30 an-
nos, ganhador de ra ; urna linda crioula
de 26 annos, que engomma, cose bem cho,
faz lavarinto, marca, cozinha e lava de sa-
bSo, vende-se para fra da provincia ou en-
genho.
Vende-se urna morada de casa terrea
com muito bons commodos, sita'na ra Ve-
lha : quem pretende-la, dirija-se ra do
Sebo n. 17.
Vende-se um bah de 5 palmos, pti-
mo para quem lizer viagem, tambem se fa-
r troca por urna meia commoda : na ra
Nova n. 16.
AltencSo.
Vendem-se methodos para vio-
So : na ra do Collegio n. 1
Vendem-se bracos debalanga para bal-
coes. os mais superiores que tem appareci-
do ; bacas de rame para ps e para ba-
nho; armas finas para caca; colheres de
metal do principe para sopa, cha, assucar e
arroz ,* facas finas para mesa e sobremesa ;
talherea finos para meninos; bules e cafe-
teiras de metal ; eestojos para mathemati-
ca : na ra Nova, loja de ferragens n. 16,
de Jos Luiz Pereira.
Na ra da Cruz, armazem de
S Araujo n. 33, vende-se supe-
rior farinha de mandioca, chegada
ltimamente do Cear, por pre$o
muito commodo ; assim como cou-
ros de cabra, solas e pennas de
ema.
w^ WP^l 9w99i fJJ" '"""
Na loja de Jos Joaquim Jlc#
reir & Companhia, na 4
Rila Nova 11 ti, 4
vendem-se manguitas e meias man- (4
gas de fil de linho e cambraia, cou- *4
sa de gosto e que muito se usa em
vestidos de cassa, camhraia e seda,
9 custando o par 2,000 rs. smente;
t cabecOes ou romeiras de fil de li-
as nho, tanto para senhoras como para 4
>. meninas, pelo baratissimo proco de 4
(> 4,000 rs. ;camizinhas de fil e cam- 4
a braia ; tainos de bico de seda ou <)
*> blonde, tanto pretos como brancos ; 4
9 capotinhos de chamalotee setim ma- 4
cao ; mantas de garca brancas, mui- 4
to proprias para noivas ; capellas e 4
ramos de flor de laranja ; chapeos 4
de palha arrendados e lisos para se- 4
nhoras e meninas ; e outras fazendas 4
mais, que na mesma loja se vendem (
a> muito em conta. 9
##*9#:## #:##
lillESTOL SALSA PARRILHA AMERICANA.
Melhor mais extraordinaria do mundo.
Preservativa nfallivel contra as febres.
A salsa parrilha original cgenuia de Bres-
lol possue todas as virtudes para curar to-
das as enormidades que provm de um es-
tado de impureza desangue das secrecefies
morvi Jas do ligado e estomago, e em to-
dos 00 casos que necessitam remedios para
purificar o robustecer o sistema. Em to-
dos os casos de escrophulas, erisipelas, ti-
nha erupcoes cutneas, manchas, bilis, en-
DamacSo e debilidade nosolhos, nchiiefo
das glandolas, dores lombares, affeccOes
rheumticas, dores nos ossos enas juntas
hydorpesta, despepsia, aethmo, dearrhea,
desenteria, tosse resfriados, enllammaco
do 'pulnioos phthisica quando provm da
ohsti uc5o dos bronchics em pessoas escru-
pulosas, enfluenza, IndigestSo, ictericia
debilidade geral do syslema nervoso, febres
agudas, calores, enfermidades das molhe-
resenfermidades beliosas, e em todas as
afeccOes provenientes de uso moderado do
mercurio. Esta salsa parrilha se emprega
com elUcacia em todos os sobreditos casos,
e he reconhecda como a melhor medicina
que existe. Os frascos de salsa de Rristol
teem mais de quatro tamanhos dos de sal-
sa de Samis entretanto que os de Rristol
vendem por 5,000 rs. e os de Sands por
3,000 rs. Deposito central no Rio de Janei-
ro, casa de Vital Lapupe, e em Pernambuco
na botica de Jos Mara Goncalves Ramos,
na ra dosQuarteis pegado ao quartel de
polica.
Vende-se urna canoa de 600 a 700 li-
jlos : na ra Formosa. stima casa terrea.
Vende-se palhinha preparada para ca-
Jeiraa, muito superior ; assim como junco
la melhor qualidade que tem vindo a este
mercado : ludo se vende por menos preco
do que em outra qualquer parte : na ra da
M III II l-> -FVWOVJUU -^t. k.91
Vendem-se por 3,000 rs. saccas corJt,
milho : no Becco Largo do Recife, venda
que volta para a Senzalla Nova.
Hom e barato.
Vende-sn cera de carnauba, couros de ca-
bra, pennas de ema, sapatos brancos, be-
zerro de lustro e superiores "charutos che-
gados ha pouco da Baha : na ra da Cadcfa
do Recife n. 49, primeiro andar.
It
G
i:
Escravos fgidos.
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Desappareceu, no dia 12 de Janeiro pr-
ximo passado, do sitio denominado Arac',
junto a ponte dos Remedios, um escravo,
canoeiro, de nome Caetano, de estatura re-
gular, cor fula, rosto redondo e picado de
bexigas, pouca barba, alguna signaos de
panno pelo ventre, sendo um delles a mar-
ca de um caustico por occasiao de ter um
pleuriz e be quebrado de urna das verilhas-;
levou camisa e calca de algodSo de fra.
Este escravo, dizem ter levado em sua com-
panhia urna preta moca, de nome Juliana,
baixa, cheia do corpo, muito esplicada no
fallar e tem um signal de talho no canto da
bocea da parte direita : roga-se a todas as
autoridades policiaes, ou a quem o conhe-
cimento deste possa interessar, e a pessoas
particulares que os possam encontrar, os,
mandetn apprehender e entrega-Ios na rur
dos Quarteis de polica, padaria n. 18, que
ser.lo ah gratificados com 50,000 rs. alm
de alguma pequenB despeza que possa ha-
ver para sua geguranca.
Em Janeiro prximo passado desappa-
receu da fumlii.no da Aurora, em Santo
Amaro, o preto Antonio Songo, de altura
regular, cheio do corpo, mal encarado, linc-
ca grande com falta de dentes, barbado,
com marcas de bexigas, ps apalhetados,
falla muito mane* ; levou duas carnizas o
duas calcas de algodSo de 'ostras; descon-
fiarse que tonlia ido para Macei ou lugares
vi7 i uhos, sed o z ido por alguem ; por isso ro-
ga-se a quem o pegar, de o levar fundi-
CSo cima dita, que sera devidamente re-
compensado.
Desappareceu na noite do dia 6 do'
passado urna escrava parda de nome Luiz,,
idade pouco maisoumenos30anoos.ro-
bellos corredissos, porm cortados, rosto
redondo, barriguda que parece estar peja-
da, mSos bstanles leas e algumas unhas
muito negras que parecen) ter sido pisadas,
os ps muito esparralhados o feios e algu- Im
ma cousa irregular, levou alm da roupa,
vestida, um sacco ou trouxa, dous Dos (K>
conlas brancas ao pescoco, assim como um vsn
rozario tambem branco, chales de chita ""er
asul j desbotada, usa de camisa de cabe- u
CSo : quem a aprehender e leva-la na i
ra do Queimado, loja n. 9, ser recorn- ]ga
pensado generosamente. f)h
Fugio no dia 24 do passado doenge. jrfe
nho Tapera, sito na freguezia de JaboatSo, l|>|
o escravo de nome Jos, de nacSo Nag,'^re
cujo sinaes caractersticos sSo os seguintes;
corpo e altura regulares, olhos salientes-e
vivos, sem barba, com falta de dentes, ros-
to talhado, ps gros*os, representa ter de
idade 30 annos, he muito ladino; avista
do exposto recommenda-se aos capitSes de
campo a captura do dito escravo, pelo que
serSo generosamente gratificados.
Desappareceu. no dia 16 do passado,.,
preta Joaquina, denacSo Cacante, que re- ,[a
presenta ter 40 annos, baixa, corpo regular,
cor fula, com carne sobre os olhos, nariz
chato, falta de dous dentes, petos peque-
os e murchos, com algumas sicatrizes de
relho as costas ; tem as nadegas um lanto
empinadas para tras, que mais mostra
quaudo anda ; levou vestido novo, porm
sujo, com assento azul; consta que usa de
panno da Costa. Esta preta quando foge tem
por costume andar pelos arrabaldes desta
praca roga-se as autoridades policiaes,
capitSes de campo, ou outra qualquer pes-
soa, que a apprehendam e levem-a a seu
senhor Domingos da Silva Campos, na ra
das Cruzes n. 40, que gratificar genero-
samente.
8 U mulatinho Agostinho
1 fgido.
Na noite de 11 para 1a do
. I; passado ausentou-se o es-
cravo Agostinho, pardo a-
fcaboclado, cabellos pretos e
lisos, ps grandes com os de-
ja dos grandes grossos e camba-
!f dos para dentro ; he filho do
S seitan, muito allador e no-
ta: roga-se as autoridades
roga-se as
policiaca, capitSes de eam-
po, assim. como a toda e
qnalquer pessoa qnc o en-
contrar, de prende-lo e con-
duzi-lo a seu senhor lien-
to Jos Taveira, na ra da
Cruz n. 20, que nao s paga-
r todas as despezas, como
offerece urna generosa re-
compensa a quem o trouxer.
Anda est fgida a preta Mana Joa-
quina, de idade 30 a 40 annos, naci Con-
go, baixa, gorda, cor retinta, bixigossf
olhos vivos, bastante ardilosa, e sagaz ;
(alvez ande sua fuga encuberta com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se empre-
gava antes da sua fuga,' n9o sendo esta a
primeira vez que foge, e que se encobre
com tal negocio; tambem j loi escrava de
engenho, e andava vendendo miudezas pelo
matto, com urna crioula de quem era es-,
crava : quem a pegar levea na praca da In-
dependencia n. 17, quesera recompensado
do seu trabalho.
30,000 rs. de graliicaco.
No dia 23 para 24.do prximo passado fu-
gio o escravo de nome Antonio, de nac^o
Angola, de 40 annos pouco mais ou menos,
balxo, rosto abocetado com uns calombi-
nhos, barregudo, com urna coiAnas costas
cima dascadeiras ; levou camisa de algo-
dSo branco grosso, calcas de algodSo de lis-
tras e chapeo de engenho : quem o pegar,
leve o i padaria da ra do Rozario estreita
n. 13, que receber a quantia cima.
n>
al
de
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le
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f(
penor farinha de mandioca em cadeia de Santo Antonio n. 20.
Pr.'fW. maTvi'-dj-t M-F-nnrARiA
i
MELHOR EXEMPLA


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