Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06334


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Full Text
3-
Anno XXVII
Sext-feira 28
PARTIDAS DOI COBHEIOS.
Goianna c Parahiba, 9 segundas e sextas feiras.
Rio-Grande-do-Norte, todas as^quintas feiras ao
meio-dia.
Garanhuus e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, < quintas letras.
Olinda, todos os dia.
EFHEMKB.1DES.
Nova, a 2, as 10 h. e 55 m. da t.
Cresc. a 10, as 7h. e 25 in. da I.
Cbeia. a 17,asl0h.c 50 ni. da m.
Ming. a i, us 11 L. i: ti ni. da m.
PaEAMAR DE HOJE.
Primeira as 2 hora e 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 hora e 18 minutos da manha.
de Fevererode 1851.
N. .
5?^?!!!!l,*,^
das da semana.
BBBBBi aM
CAMBIO DE 27 OE TEVEREtRO.
24 Sea. jc S. Matliias. A mi. da J. d'arf. em. da 1 v. Sobre Londres, a 30 d. p. 1/000 rs.bO das.
25 Tere. S. Ccjario. Aud. da Chae. do'J. da se- Paris, 320 por fr
Lisboa, 85 a 90
: uii'i i vara il > e. e dos faltos ds f itenda.
2(i (luart.S. Torqo.Uo. Aud. do J. da 2. vara.
27 '.'lint. >. Leandro, Aud. do i. do orf. edo ni.
da primeira vara.
PREOO DA SBSCniPOO. 28 Sejt. S. Rontao. \ud.do J. da 1. vara da clvel,
Por tres meses'adiantados) 4/000 e dos t'eilos da fazenda.
Por seis meses 81000 1 Sab- S. Adrlo e Jovita. Aud. da Ch. c do S. da
Porumanno 15/000 2. varado civel.
____ i 2 Dom. da Quinquagcshua. S. Simplicio.
t*a* misii asa i sbhjk.-..- ..aank, -
Ouro. Oncas licspanholas.....28/000 a 28/50(1
Mocdas de 0/400 vclhas. 16/000 a 16)200
de 6/400 novas 16/000 a 10(200
,, de4J000....... 9/.00 a 9/100
Prata.Patacdes brasileiros.... l/>2<) a 40
Pesos coluiiinarios..... I/HO a WB40
Ditos mexicanos........ 1/bnO a 1/700
mnmmaawrmcxu^-i*xi:
PARTE OFFICUL.
fjtra |
MINISTERIO DA JUST1GA.
PZCRETO 5. 737 DE 95 DE KOVEMBRO DE 1850.
Determina a ordem do juiso no procesto com-
mereial.
( Vide o Diario n. 3*.)
CAPITULO II.--Dos embargos de terceiro.
Art. 596. Os embargos de terceiro so-
monte pdem sur peoslos nos termos mar-
cados do art. 575.
Art. 597. Vindo algum terceiro com em-
bargos execucSo porque a cousa penhora-
da lhe pertence por titulo hbil e legitimo,
e tendo posse natural ou civil com efTeilos
dnatural, ser-lhe-ha concedida vista para
allegar e provar os seus embargos dentro
cm tres diss.
Art. 598. Provando o terceiro embargan-
te nos referidos tres dias os seus embar-
gos, ou por documentos, ou por testemu-
nhas, serSo recebidos, e se conceder ao
embargado o prazo de cinco dias para con-
testar.
' Art. 599. Finilos os cinco dias, e vindo
o embargado com a sua contestacSo, tera
lugar a dilacao das provas, que se ni de dez
dias, e arrazoando o embargante e embar-
gado no termo de cinco dias cada un, se-
rio os embargos julgados a final.
Art. 600. Se os embargos nao forem op-
postos a todos os bens, mas smente a al-
una delles, correrSo em separado, prose-
fcu'Tndo a execucSo sement quanto aos bens
n3o embargailos.
Art. 601. Itecebidos os embargos, man-
dar o juiz passar mandado de maoutencao
a favonio terceiro embargante, que presta-
r flanea. ,
Art. 602. Se o exequente, sendo recebi-
dos os embargos de terceiro, desistir da pe-
hora nos bens embargados, e requerer ou-
penhora, ees-ara a discussSo dos embar-
e a penhora dos bens embargados ser
jevantada.
Arl. 603. Nilo offerecendo, ou nSo pro-
bando o embargante os seus embargos no
triduo, ou se forem manifestamente calum-
niosos, si r5o rejeitados in limini, e a execu-
cSo proseguir pordianle.
Art. 604. NSo sSo admissiveis na execu-
<3o embargos de terceiro que nSo seja ao
im.'Sino leiii. o senhor e possuidor, bran-
do ao terceiro prejudicado direilo salvo
sobre o preco da arrematacSo. (Art. 584
o'iiigo.)
TITULO M.Dat preferencia!.
Art. 605. He competente para instaurar
'o concurso de preferencias o juizo onde se
proceden arrematarlo dos bens.
Art. 606. A preferencia deve ser disputa-
a no me.-mo processo da execuriio.
Art. 607. Deve versar ou sobre o preco
' arrematacSo, ou sobre os proprios bens
sa niio lora ni arrematados.
Art 608. NSo se pode disputar a prefe-
encia senfio depois do acto da arrema-
tado.
Art. 609. So tero lugar o concurso de pre
rencia de que trata este titulo :
'I 1. Quando o devedor commum nSo
[tem bens para o pagamento de todos os
credores :
Quando o devedor nSo he commer-
iante;
3. Quando os credores vem a juizo an-
tes de entregue ao exequente o preco da ar-
rematacSo, ou antes de extrahida e assig-
[nada a carta de adjudicacSo.
Art. 610. Sendo commerciante o deve-
or osoluvel, a preferencia ser regulada
(informe as disposices do cdigo com-
ercial, parte III.--Das quebras
No caso do 3.* do artigo antecedente,
viudo depois dos termos que elle designa
os credores prejudicados, usarSo da accilo
ordinaria.
Art. 611. Em qualquer termo da execu-
CSoata entrega do prego da arrematacSo
4>uexlrac(9o eassignatura da carta de ad-
judicado pdem os credores fazer o protes-
to de preferencia, e requerer que o prego
Saseja levantado ou se nSo passe carta de
adjudicacSo sem que primeiro se dispute a
preferencia.
Este protesto nSo he necessario no caso
to arl. 556, 3.
Arl. 612. Para ser o credor admittido a
concurso, he essencial que se aprsente no
juizo da preferencia, munido do algum dos
ceda a rateio no caso de nSo haverem credo-
res privilegiados ou hypothecarios.
Art. 617. A disputa entre os credores po-
de versar nSo s mente sobre a preferencia
que cada um allega, senSo tambem sobre
aullidade, simulacro, fraude e falsidade das
dividas ou contratos.
Art. 618. As preferencias no caso de in-
solvabilidade do devedor civil, havendo
concurso de credores commerciaes, sera re-
gulada conforme os artigos segu otes i
Art. .619. Os credores serSo divididos em
quatro classes :
1. Credores de dominio;
2. Credores privilegiados;
$ 3. ('.re lores com hypotheca ;
*) 4. Credores simples ou chirographa-
rios.
Art. 620, Pertencem a primeira classe :
1. Os credores de bens que o devedor
possuir por titulo do deposito, penhor, ad-
mnistracSo, arrendamenlo, aluguel, com-
modato, usufructo, ou mandato :
2. Os credores de lettras de cambio ou
outros quaesquer ttulos commerciaes en-
dossados sem transferencia de proprie-
dade ;
3. O fllho familia pelos bens castren-
ses, e adventicios;
4. O herdeiro e o legatario pelos bens
da hertica ou legado ;
50 pupillio pelos bens da tutora e
curadora;
6. A mulher casada pelos bensdotses,
pelos paraphernSes, ou pelos adquiridos
na constancia do matrimonio par titulo de
doaglo, lieranca ou legado com clausula de
nSo entrarem em communhSo ;
7. O dono da cousa furtada existente
em especie ;
8. O vendedor antes da entrega da cou-
sa vendida, sea venda nao fr a crdito.
(Arts. 198, 874, n. 8 cdigo.)
Art. 621. Pertencem a classe de credo-
preceito a sentenca que alm da confissSo
se fundar em instrumento publico ou parti-
cular.
Art. 634. Se o credor hypolhecario geral
preferir ao especial em rasSo de antiguidade
do registro (art. 627, 2. ), o hypolhecario
especial sera pago pelo remanecente.
Art. 635. A preferencia do hypolhecario
especial em relajo ao hypolhecario geral
su limita ao valor dos bens especialmente
hypulliecados.
Art. 636. Da sentenca do preferencias
haver appellac.3o com cffeito devolutivo
smente.
Art. 637. A preferencia comprehende os
juros vencidos al o concurso ; quanto aos
quo decorrem posteriormente, s lera lu-
gar a preferencia havendo sobras. (Art. 829
cdigo.)
Art. 638. as arrematarlas de navios as
cusas do processo da execucSo e arremata-
cSo preferem a todos os crditos privilegia-
dos. ( Art. 478 cdigo.)
PAUTE TEMCEIHA.
TITULO I.Dos recursot.
CAPITULO l.-Dos embargos.
Art. 639. Dentro de dez dias depois da pu-
lilirnc.no ou inlimiieao da si-ntenQa ( Art.
235), poderSo as partes OppOr embargos
-Tulenca da primeira instancia smente
se forem de simples declaradlo ou de resti-
'.uicfio de menores.
Art. 640. Os embargos de restituidlo de
menores s serSo ailmittidos quamlo esles
nSo tiverem sido parles desde o principio
da causa, ou se Ibes nSo tiv.r dado tutor
ou curador ; ou ti ver corrido a causa a r, -
velia ; ou o tutor ou curador livor deisado
de argir alguma nullidade do processo no
termo legal.
Arl. 641. Os embargos de declaraco s
torio lugar quando liouve." na sentones al-
guma obscuridado, ambiguidade, ou emi-
res privilegiados os credores mencionados tradiccSo, ou quando so liver omiltido il-
I ttulos de divida, aos quses compete assig-
naco de dez dias ( art. 247 ), ou senlenca
obtida contra o executado, sem dependen-
cia de penhora.
Art. 613 Para a preferencia devem ser
citados os credores conhecdos, com a com-
uiunicac,&o de perderem a prela^So que Ibes
compete.
Aoseredoros desconhecidos fca salvo o
t'ireilo, para por meio da acefio ordinaria
disputarem a preferencia que Ihes com-
pttir.
Aft- 614. Citados os credores, e aecu-
sada a citacSo, srSo propostos os artigos
de preferencia pelo credor que promoveu o
concurso, e aos demais credores se assig-
nara o termo de cinco dias a cada um pa-
ra cuccessivamente formarem os seus ar-
tigos.
Arl. 615 Offerecidos todos os artigos, se
ignara a cada um dos credores o termo
e cinco dias para contestarem na mesma
rdem em que articularan!.
. Art- 6'6- Concluida a contestado, se-
Buir-se-ha a dilato das provas, que ser
"o vinte das, o (inda a dilacSo e arrozo-
iao os credores successivamente cada un
rnn irmo de cinco "'** sera os autos
jonciusos, e o juiz julgar a preferencia
quem competir, ou mandar* que se pro-
nos arls. 876, 877 e 878 do coligo, sondo
contemplados no 6.* do art. 877 os credo-
res que coiicoi re un com materias ou di-
uheiro para a compra, conslruc iica(3o, reparado e bemfeitorias ila pre-
dios rsticos ou urbanos, e os vendedores
dos mesmos predios nimia nSo pagos do
prego da veuda : no 9.* o dol esti-
mado.
Art. 622. Pcrteneem a tereora classe os
credores hypothecarios, ou que teem seus
crditos garautidos por hypotheca geral
ou especial, quer seja civil, quer seja com-
mercial,
Art. 623. Pertencem quarta classe to-
dos os credores nao contemplados as
tres classes referidas nos artigos antece-
dentes.
Art. 624. Os credores preferem uns aos
ontros pela ordem em que icam classi-
(icados, e na mesma classe preferem pela
ordem da sua enumerarlo. (Art. 880 c-
digo. )
Art. 625. NSo se offerecendo duvida so-
bre o credores de dominio ( art. 620 ), ero
sobre os privilegiados ( art. 621) o juiz po-
der mandar entregar logo a cousa aos pri-
nieiros, e aos segundos a importancia re-
clamada.
A cousa ser entregue na mesma especie
em que houver sido recebida, ou naquclla
em que existir tendo sido subrogada : na
falta da especie ser pago o seu valor. ( Art.
881 codigoj
Art. 626. Os credores privilegiados serSo
pagos pela forma estabelecida no arl. 882
do cdigo.
Art. 627. Concorrendo dous ou mais
credores com hypothecas geracs ou espe-
ciaos, preferem entre si pela ordem se-
guinte:
1. Aquello que hypotheca especial
reunir a hypotheca tacita geral ou espe-
cial por algum dos ttulos especilicados no
art. 621;
2. O quefr maisantigo na priordade
de registro da hypotheci, ou seja a hypo-
theca especial ou geral.
Art. 628. Apparcccnilu duas hypothecas
registradas na mesma data, prevalecer
aquella que liver declarada no instrumen-
to a hora em que a escriptura te lavrou.
Se ambas bouverem sido apresentadas para
o registro simultneamente, os portado-
res dos instrumentos entrarSo em rateio
entre si.
Art. 629. Os credores hypothecarios es-
peciaos a respeito dos quaes se n&o der con-
testacSo serSo embolsados pelo producto da
venda dos bens hypolhecadoa: a sobra, ha-
vendo-a, entra na masssa, e pela falta ou
dilTerenca concorrem em rateio com os cre-
dores cliirograpbarios.
Art, 630. Quando acontecer que o credor
hypolhecario especial nada receba dos bens
bypothecados, por sorem absorvidos por
oulro que deva preferir na mesma hypo-
theca, entrar no raleio com o credor chiro-
graphario. (Art. 887 cdigo.)
Art. 631. Os credores que tiverem garan-
tas por liancaa serSo contemplados na mss-
sa gerhl dos credores chirographicos, de-
duzmdo-se as quantias quo tiverem rece-
bido do liador, e este ser considerado na
rasSo das quantias que liver pago em des-
carga do devedor commum. ( Art. 889 c-
digo. )
Art. 632. Todos os credores cbirographa-
rios tem direilos iguaes para serem pagos
em rateio pelos remaoecenles que licarem
depois de salisfeitos os credores das uutras
classes.
Art. 633. Nenhum credor chirographano
que se apresentar habilitado com senlen?a
simplesuiente de preceito tem direilo para
ser contemplado nos rateios. Fica entendi-
do que se u3u considera simplesmente de
gum ponto sobre que devia liaver condem-
DacBo.
Art. 642. Em qualquer desles casos re-
querer paite por simples petieflo qu" se
declare a senleriQa, ou se expresse o ponto
omiii i.i.i de cc.ndemnac.3o. -
Arl 643. Junta a peli<;3oaos autos, lefio
esles concluso-, e decidir o juiz sem fazer
outra mudanza no jugado.
Art. 644. Os embargos de restlui;lo de
menores serSo deduzi los nos proprios au-
tos, pedindo-sn para sto vista ao juiz, que
a dar por cineo dias, tendo alm disso ca-
da urna das partes igual prazo para a im-
pugnarlo e sus'enUfSo dos mesmos em-
bargos.
Art 645. Se, a materia destes embargos
depender d fados que s possam ser pro-
vados por teslemunhas, o juiz cnncedcia
urna s iiilacao de dez dias para a prova,
lindos os quaes o escrivSo far osaulos con-
clusos ao juiz, que dellos conhecer como
direilo fr.
CAPITULO II.Das appellacJes.
Art. 646. Tem lugar a appellaQSo para a
ivlin'fii do districto as cansas que exrede-
re m de 200,000 rs. (Art. 26 do til. nico,),
quando a senten^a fr delinitiva, ou tiver
forra definitiva.
Art. 647. A appellacSo pJeser interpos-
la ou na audiencia, ou por despacho do juiz
e (ermo nos autos, sendo intimada a outra
parte ou seu procurador. (Arl. 235.1
Art. 648. Esla lnlerposQ3o deve ser feta
no termo de dez dias, contados da publica-
c3o ou inlimacSo da sentenca. ( Art. 235.
Art. 649 Inlerposta a appella .5 i na for-
ma dos artigos anteeedentes, ser a causa
avahada em quantia cerla por arbitros no-
meados pelas partes, ou pelo juiz a revelia
deltas.
Art. 650. NSo ter lugar a avaliaqo da
causa quando houver pedido certo, ou
quando as parles concordatem no slu va-
lor, expressa ou tcitamente, deixando o
ro de impugnar na contestarlo a estimati-
va do autor.
Art. 651. No mesmo despacho em que o
juiz receber a appellafSo, ordenar logo a
expedicSo dos autos, para serem aprsenla-
dos na superior instancia dentro do prazo
legal.
Art. 652. Os efTeilos da appellacSo se-
rao suspensivos e devolutivos, devolu-
tivos smente; o suspensivo compete
s ac^Oes ordinarias, e os embargos op-
postos na execur;3o ou pelo executado
ou por terceiro, sendo julgados prova-
dos; oefleilo devolutivo compete em ge-
ral a todas as sentencas proferidas as
demais arenes commerciaes.
Art 653. Scappellarlo for interposta no
lugar ondo esliver a relacSo, a remessa dos
autos se far independente de traslado, sal-
vo quando a appellacSo tiver sido recebida
no effeito devolutivo smente, e precisan-
do a parte de extrahir seulenr;a para exeru-
la-la.
Art. 654. Os aulos de appellai3o deverSo
ser apresentados ao secielario da relacSo
nos prazosseguintes:
1. Em trinla dias, se a sentenca liver si
do proferida na cidade onde esliver a re-
lacSo ;
2. Em trez mezes, se a senlenea tiver si-
do proferida na mesma provincia a que per-
tencer a relapso;
3. Em seis mezes, se a sentenca tiver si-
do proferida em provincia diversa ;
4. Em oito mezes, se a seutenQa liver
sino proferida as provincias de Goyaz,
Mallo Grosso e Rio Negro.
Alt. 655. Todos esles prazos decorrem do
despacho do recebimento da appello^So, e
sSo communs a ambas as partes, competin-
do aqnella que iuteresse tiver no segui-
mento da appellacSo promover a extraerSo
do traslado e fazero respectivo preparo.
Art. 656. Nenhum destes prazos poder
ser restringido pelo juiz, mas a elle rmpe-
te julgar deserta e nSo seguida a appella-
cSo, se, lindo o prazo legal, nflo tiverem si-
do os autos remclti los para a instancia su-
perior.
Art. 657. Para o julgamcnto da desprcSo
devera ser rila !o o appellante ou seo pro-
curador, nos termos do arl. 11-2 para dentro
de tres dias allegar embargos de justo im-
pel ment.
Art. 658. S poder obstar o lapso do
lempo para o seguimenlo da appellarSo,
doenr;a grave e prolongada do apppellante,
peste ou guerra, que imper/am as funcefles
dos jizes ou relacocs respectivas, ou algum
impedimento legal.
Art. 659. (luvidooappellado sobro a ma-
teria dos embargos, por finia qualro horas,
s o juiz relevar da desareno o appellante,
llicassignar de novo para a remessa dos
autos oulro tanto tempo quanto fr prova-
lo que esteve impedido.
Art. 600. Se o juiz n3o relevar da deser-
qSo o ap.ell-nto, ou se, (Indo o novo prazo,
n3o tiverem sido ainda remettidos os au-
tos para a instancia superior, ser a sen-
tenca executada.
Art. 661. Apresentados os aulos ao secre-
tado da relacSo, ser alia causa entre as
partes discutida e julga a pela fo'ma deter-
minada oara 0 julgameiitn das appellac,es
as causas rivris, pelo regnlameiilo de 3 de
Janeiro de 1833, con as ni o lifica^Oes esla-
beleridas nesle regulamento.
Art. C62. As sentencas proferidas as re-
laces poderSo ser embargadas dentro de
dez dias fArl. 639), pedindo o embarganlt
vista dos proprios aulos ao juiz relator do
feilo, -que a dar por einro das ao embar-
gante, seja paite singular ou rollcrtiva, se-
guimlo a diseussSo dos embargos a forma
determinada no art. 614.
Art. 663. Estes embargos podem ser mo-
dificativos ou infintenles do julgailn :
nelles poder allegar-se qualquer nullidade
nos termos do cap. 1, til. 2,das nullida-
des: e quan'o a materia de farto, s po-
derSo ser offerecidos sendo arompanhailos
ile nrova liiieial incontinente. Alm don
leerilos pu Largos, seiSo ainda admissi-
veis os de resilloifSo.
Art. 664. Os mismos juizes que assigna-
ram o arrord'o embargado conbecerSo
de.-les embargos e drs de derlarafifo ou de
restitoieflo de menores, liavendo-se no jul-
gamcnto de lodos elle a forma seguida
para o dos embarcos as causas riveis. (Ilo-
gulamenlo de 3 de fevereiro de 1833.)
CAPITULO III. Va revista.
Art 665. O recurso de revista poder ser
interposlo pira o supremo tribunal de jus-
tica das sentencas proferidas as relac,os(
se o valor da causa exre.ler de 2.000,OOu rs
f.Vrt. 26 do titulo nico), ainda que se nfio
tenham onposto os embargos do art. 66:1.
Art. 6(6. A interposiefio da revista as
causas commerciaes, a remessa dos autos, e
o julgamento do r> curso no supiemu tribu-
nal, serio regulados pelo inesmo modo que
nas causaa civeis.
Ait. 667. (i supremo tribunal do jusca
s conceder revista por nullidade do pro-
cesso, ou por nullidade da sentenca, nos
termos declarados no til. 2, cap. 1,das
nullidades. (ConUn uar-se-ha
EXTfllOR.
TnANSMIGItACOTS EUDOPEAS
As concusfiles politizas despertarSode no-
vo o espirito do Aventuras ; a Europa urna
nova E-candinavia rica rm populacho, onde
as geracOes dos homens so abalrnam nu-
merosas romo as ondas do mar. NSo de ou-
lro modo que no tempo da (.recia anliga,
sSo as discordias civis que abrem a porta a
urna IransmigracSo iiiexhaurivel, e esla ,
levemos di/C-lo, nSo he diflicil, por isso
quo j se nSo trata de domar naces rebel-
les, mas de tomar paciliramente posse de
trras virgens e inundas.
E quem pode negar que tudo parece con-
tribuir para accelerar esla IransmigracSo
formidavel, que tem de ser o distincto prin-
cipal do seculo dcimo nono ? Um solo exi-
guo, urna popular;.do exuberante, as novas
dilh'cul iades da industria, os solTrimentos
da agricultura, as crisos do commrrrio, as
questes polticas por ora insoluveis, os
odios hereditarios dos partidos, a mesqui-
nhez da maior > arte dos engenbos, o scep-
ticismo dos espiritos, a degeneracSo da m<>-
ralidade publica, o desejo de viver a larga ,
ni urna palavra, urna especie de decaden-
cia geral ou paire I nSo hasta por ventura
para arrancar dos corajes o f-aco amor
que anda nelles ha ao patrio ninho ?
Talvez lindou esla velba Europa o papel
que lnha de representar na scena do mun-
do ; boje parece entregue forca e acaso
.Vuitas vezes o fim tem as apparenrias do
principio; nada se assemelha mais com a
aurora que o accaso. Soaitentamente exa
miiiiiiees a Europa, veremos queja lodo o
meio-dia della jaz no sepulchro. CessarSo
de viver neste continente as naces catholi-
ces ; mas dura ainda a rara protestante por
ser mais vivaz, o levar aps si por toda a
paite o movimenio e a industria. A Franca.
quem a posicSu, a lingoagcm, o gemo,
collocarSo entre o meio-dia e o norte, par-
ticipa da serle de ambos. E com effeito, o
seu gollicanismo ple ser considerado co-
mo um piotestaiitismo relativo ; elle ol-
ferece um maior grao do liberilade, e a li-
berdade be a nica almospbera em quo o
mundo moderno podo respirar. A Franca,
protestante da banda do norte, catbolica ao
BBBaaaaaBi .*
meio-dia, tem de ver naturalmente resol-
verle em seu gremio as revolutos eos
cmbales dos dous espiritos belligerantcs.
Parece que a velha Europa j nSo pode as-
pirar senlO a Mgufaoea queda um desnn-
tismo mais ou menos mitigado; talvez que,
nSo sendo j assaz moca quando conhereu
a lberdadp, nSo lhe pode consagrar o amor
virgem e forte da juventudo, rras sim o ra-
iiricho louco. ridiculo e ephemero d impo-
tenlo e acabada velhic-'; desarertnu succes-
sivament qunn lo qtiiz imitar a Inglaterra
e os Estados-Unidos, essas racas criadas com
0 leito da independencia, porque era que-
rer regenenir-se completamente sem tran-
s C'''0 com um cordial em demasa confor-
tante, eassemelhar-se a Mirabeau, em cujas
vas ja gastas e empobrecidas quizeram de-
balde trasfegar um sangue novo.
NSo queremos maldizer do futuro, prm
o herosmo parece que desappareceu da Eu-
ropa central e meridional; as nacOes euro-
peas espantadas do seu delirio momentneo
las crises de seu necesso de pnergia, pode
muito bem ser que sejam condemnadas a
vegetar dentro de um circulo vicioso da
CoinpliracOes infinitamente pequeas, e de-
baixo de um duplo protertorato, absolv.las
pela lula immensa da velha e hbil Inglater-
ra, e da joven e irrisistivel Itussia.
Todava, de lanas nacOes, em apparenria
muribundas, ha de surgir por lin um espi-
rito joven e bizarro, a necessidadede loco-
moejio abalar os coracOes, urna immensa
agitacSo Se organisar no mundo inteiro, e
o genio cas aventuras' adormecido na tres
seclos ha do arrojar-se s regies mais
longnquas, nfio j* romo no tempo de Cor-
tez e l'izarro, em busca de trras que se
apresentaiii de novo vista, mas em deman-
la do novas estradas, de uovos mcios quo
larece-n dever mudar a face do universo o
unir paizes fabulosos e outi'ora iJaces-
-iveis.
O Oriente, essa Ierra de promissSo cantada
por Ityrjn, Goethe, More, Chateaubriand,
Lamartine e Muge, he sobietudo osonhoc
i enlevo do seclo dcimo novo : o sensua-
isrno profundo o devorador da Asia ha pe-
netrado < tu todos os coracOes ; a Argelia be
a primeira escala, e a Fianca inclina-an rom
avidez para essa At'iira, patria dos mnnstros
como se so abalacra a advinhar-lhe os
rjiysterios ante-diluviados. A Europa aperta
a Asia por dous lados, pela Inglaterra e pela
llnssi i : o leopardo brilannico e a aguia
moscovita nfio afrontara em seu arrojo se
nao para tora-lo mais impetuoso. Ha mui-
to lempo que a Europa anhela pela regiSo
Jo sol, que suspira por essas Ierras opulen-
tas, estes gozos infinitos, por esta vida no-
va e mana, por esse ar rheio de volutuosida-
le, e pola (randera sublin e dos horisontus
odas rerordac,0es orientad.
Apesar do congresso da paz, o lempo das
couquii-tns anda nfio passou. A roligifio da
paz, o christianismo, tambem eaosou no
mundo guerras, e a rasSo disso be que o
instiucto natural dos homens os leva a guer-
rear, romo diz o bom S de Miranda.
Etic mundo he armado em briga
Ja ha muito tompoque Vollaire dissequa
todas as nacfies da Europa nfio haviam do
formar senSo urna repuidica. Porrm quan-
do assim fosse, oossana de haver guerra ?
Nfio, de certo ; smente mudara a Europa
de face. Anehenta a guerra quando he vin-
da a hora della para lodos os organismos
humanos : luces, cidades, familias, huma-
indade, emliiii o pjopro coracSo, tu lo lhe
hesujeito. A guerra tornar-se-ha sem du-
vida um dia continental; mas quero nos dir
quaes hSo de ser as nacOes emprehondedo-
ras dessa futura poca?
Gomtudo, talvez ser por essa va que a
civillsaffio se tem de derramar por toda a
paite; lalvez que todas as ibc^s serSo b-
sorvidas pela caucasici. Anda est penden-
te a questSo de. saher-se se bouvo ou uo
urna s rae primitiva ; o que. parece porrm
cerle no que as diversas racas sSo muito
diisimilbanles e inferiores a caucisca, o
devem necessariamente desapparecer em
presenta della. O rabe da Arhelia be in-
capaz do menor progresso, nSo pode passar,
sem urna transicSo qualquer, do rgimen
palriarchal para a civilisaco talvez degene-
rada do seculo 19. O seu nome est condera-
nado a morrer, como o dos indgenas do
continente americano, que pouco e pouco
vJo desapparecendo do solo e malas pater-
nas Os proprios Chins, apesar doanligo
esplendor, hSo de ser victimas de sua im-
mobilidade secular; mas be provavol, pela
massa que apresentam, que hSo de resistir
mais. He entSo que se vera a grande ques-
13o, o grande abalo, a grande gloria da
conquista.
Do todos os povos arrestados longe da es-
phera de sua nacionalidade pelo vrtice eu-
ropeu, provavulmenlo nao hfio de subsistir
senSo meras individualidades que se coll-
verlerflo no mundo americano em outras
tantas novas naces com predominio da ra-
ra branca. lio sobretudo desto modo quo
se pode esperar a regenerado da r.ira ne-
gra, agora 13o embrultcida, mas que com a
mistura das racas desnervadas por effeito
de um requinto de civilisacta produzir os
mais admiraveis entes, felizes partos do ge-
nio e da energa.
Enslna-nos a scicncia que o mundo, quando
rxli.nii id", vem a renovai-se cm certas pocas
por diluvios; porque senao renovar tambem ,
por etleito Ja einlgrafio dos povos ? lie viuda
ahora: as novas entradas, as deacobertan mo-
dernas, v;io derramar un diluvio de luirs em
Ierras at agora virgens para o eusiuo Oe no-
vas naces. Os caininhos de ferro liao de mo-
diAcar, com o andar dos anuos, a importancia
respectiva dos Imperios. As plagas mediterr-
neas, por enemplo, mtuos accessivel a rapidez,
A -^
a tr*r\K i"Ti^i a r\r\


V
do vapor, o sem duvida tamben) i da Iclegra-
phia elctrica, dcvcro ccdei o campo a re-
gies cnntincntncs al agora adormecidas c
m ni movimrnto ; os porto? m.-iritimos sero a-
bandonados pelai ierras contraes por onde as
locomotivas circulnram srm ioterrupeao. He
deslemodo pue o mar foi de principio urna bar-
reira insuperavel para os puros, r se conver-
teu depois no mais feliz intermediario de uin
conmnelo continuo, e talvez ter de vir a ser
outra rez um obstculo c urna causa relativos
de apartamento. Quede mudancas ueste bai-
xo mundo: commerrio, induslria, agricultu-
ra, ludo ha de ser dillerente ; nao serio j as
inv.-isiii-s que bao de reduzir a cinzas e ruinas
as Ninivas modernas, mas o progresso c o mo-
violento; e ver-se-ha, como uos primeiros
tempos do ebrislianismo, a nova religio da de-
mocracia abandonar as regies caducas e ir
plantar rm nutras novas, nao um socialismo
exagerado c por conseguinle irnpossivel, mas o
dogma simples, natural, equitavel e universal
da utilidade, a doutrina de leremias Kentbam,
de JeOerson c Francklin, modiiieada pelas nc-
cessidades dos dias de agora.
.No uni dessas trausformaces dos poyos,
que tem de acontecer ein pocas mais ou me-
nos remotas, a America ha de representar um
grande papel, depois de modificadas todas as
suas populac&es por meio dos colon >a: be pois
a sua larefa, a sua missao providencial promo-
vers transmigrar, oes europeas.
Ao Brasil iui.li. m Ihe releva lembrar-se da
parte que llie cabe no movimento americano.
E por ventura houvc jamis um tempo mais
favoravel para xttrahir a si as populacGes eu-
ropeas envoltas lioje n'iiin.i coutiuua agilaco
iin vespora de revoiucese de guerras iuter-
minave ? O governo aincricauoqucdsse boas
providencias a respeito poderia actualmente
achar colonos com alguus teres em todos os
cantos da Europa essa tnultido de individuos
que, desanimados pela mingoa do necessario,
se lancain nos bracos do mal, no meio de urna
civilisacao desliuiuana e de um solo ingrato,
transformar se-hio n'utna regio nova, lertil,
e njo sol e eterna primavera pareccm ter a
virtude de remocar quantos a ellaseacolhem.
N'unc houvc talvez, tornamos a repetir, uos
tempos modernos, poca mais favoravel para
se adiar colonos europeos. Alm de ser a eo-
lonisaco nina necessidade immediala para o
lirasil, parece ao inesiuu passo, to bem sabe
Jiros ligar a marcha da nalureza com as neces-
sidades dos povo", una missao, tornamos a di-
ic-lo, providencial. Abalaram-se as popula-
edes modernas com as riquezas incoiniiiiiisura-
veis que promeltia a California ; porrn, se al-
guns forain feliies, muilos esto desanimados,
e na Europa, entre os individuos que liuhain
resolvido partir, grande numero dilles estao
indecisos. Assiin pois, em vez. de irem para a
California, inultos vio paraos hslados-Uuidos.
IMas porque sao tao raros os que se lembram de
Ir para o Hrtsilr Varias sao as raides: a de
maior peso consiste em nao ler o governo bra-
sileiro tomado a peito organisar uin svstema
colonial, e sobre tudo dse ler na turopa urna
fraca ideia do Brasil; e assiin sempre ser em-
quanto elle nao tiver em Franca ou em algum
outro lugar importante da Europa, um peridi-
co que pugne por seus iuleresses, como teem
at as mais insignificantes naces do mundo.
-Vio basta dizer simplesinente Temos lodos
os climas, todas as especies de producios, todas
as riquezas da natureza.emfim ; nao basta
repetir sempre a mesiiia cousa para alcan;ar o
que se pretende, he inister obiar. Sim, tem o
lirasil todas as rlquexal que Dos cspalbou pe-
lo universo, mas he na Europa que se acliam os
instrumentos para estrahi-las e utilisa-las.
Paris, 19 deuovembro de 1850.
(Do Comi Mercantil do Mo.)
PERlYAMBU O
ASSEMBLfcA FltOVlNCl AL. .
SESSA PREPARATORIA EM 27 DE FEVE-
RKIRO DE 1851.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Ao meio da reunidos na sala das sessOns
os Srs. Pedro Cavalcsnti, Carao de Capiba-
ribe, Francisco Joao, Aguiar, Masado Ros,
llarros FalcSo, Augusto de Oliveira, Souza
LeSo, Veltez, Mello Uego, Quintino, Anto-
nio Jus de Oliveira, Soares de Macedo, Ma-
nool Joaqun) Caroeiro da Cunha, Guedes
de Mello, Corre de Brillo e Domingos Ma
lanuias: o Sr. presidente declara que cons-
tando haver numero legal para ter lugar a
sess5od'abertura,ia fazer-seaoExm.Sr. pre-
sidente da provincia a participadlo determi-
na.la no ait. 8 do regiment; e convida
sos Srs. deputados presentes a reunirem-se
no sabbado pelas 10 hor.s da manliaa para
assislirem a sessSo d'aberlura.
Dissolve-se a reuniao sendo meia hora
depois de meio di*.
".MU! I NI1MIHC0.
aicn, 27 de rtvEiiEino bi 1831.
Pelo vapor Imperador entrado hoje do sul
apenas recebemos os jornaes do Rio de Ja-
neiro, cujas dalas chegam a 16 do cor-
rente.
De Ruenos-Ayrese Rio Grande do sul nc-
nhnma noticia encontramos.
O Sr. chele de esquadra Greenfell tinha de
ir tomar conta do commando da divisSo na-
val estacionada no Rio da Prali. Tratava-se
na piaga do Rio de Janeiro da organisac.lo
de um banco de deposito e descont intitu-
lado-- llanco docommercioe industria do Dra-
nV-cujos fundos montaram a 10,000 000 000
em acQes de 500,000 rs. cada urna. O ban-
co devia ser instalado no 1. de marco pr-
ximo futuro, vislo que o valor ds aceces
tomadas ja excede a aquella quantia, pu-
dendo mesmo comearas suas operares
com a quarta parte d'ella reunida.
Foi tomado no dia II do corrente pelo
vapor de guerra inglez Geyser o brigue bra-
sileiro Magano, que vinha do Rio-Grande
do sul (anegado c mi os productos da pro-
vincia. Consta quo este apresamenlo foi
motivado por se adiar a bordo do brigue
duas caldeiras pequeas e um par de
machos.
Segundo refere o Correio Mercantil, tinha
sido apresenlado ao governo imperial, pe-
los agentes de urna coenpanhia formada na
Inglaterra, urna proposla pela qual a mes-
roa companhia se obnga a fazer a navega-
cao do Amazonas ; o governo por tanto tem
agora que escolher entre esta proposla, e a
quo Ihe foi feta pelo negociante paraense
Joao Augyslo Correia, de que j fallamos
em outra occasiSo ; d'elle pois depende a
decisSo de tilo vantajososprojectos.
fullee u no dia 1 do correte o Sr. vis
conde da Praia Grande, graude do imperio,
e coronel do ezercito brasileiro.
Devia ser arce busado no da 15 pelas 9 ho-
ras da maullan, na praia deSanla-Luzia o
sol .ato do quxrlo butalhSo deaitilharia a
pe Antonio Lupes Ribeiro por ler assassina-
do o pnmeiro sargento do mesmo corpo Ig-
nacio Juaquim de Oliveira.
0 Jornal do Commercio do I i do corrodte
refere o seguinte facto, que n3o pode ser
mnis desairozo nos individuos que nellcs
figuram, pela imprudencia e immoralidado
que revela :
\ lula entre os senhores Jos Rodrigues
Kerreira e Leopoldo Augusto da Cmara Lima
v 11 continuando, adquirindo todos os dias mai-
ores proporces a ponto de ja ter chegado a
vias de laclo.
1 Innie'ii. na praca, queixava-sc o Sr. Ferrei-
ra de que, tendo a alfandega concedido na ves-
pera brenca barca argentina Oriente para des-
carregar no trapiche do Sr. Ferreira Alves, re-
cusara d-la a barca franceza Dueheiie Anne pa-
ra descarregar no trapiche da Saude, proprie-
dade da viuva Ferreira e filho. O Sr. Ferrei-
ra atlribuia semelhanle recusa li m vonlade
do Sr. Leopoldo na qualidade de guannor da
alfandega.
n Pela volta de tres horas da tarde, quando
sahiamosempregalos daquella repartico, di-
rigio-seoSr. Jos Ferreira para o Sr. Leopoldo,
e puchando de um chicote, nvestlo com forea
para o Sr. Leopoldo. Kste, para derender-se,
lirou o estoque da bengala, e ferio o adversa-
rio no rosto e n'um braco. Ni lula cabio o Sr,
Leopoldo, e ambos os contendores licaram
com a roupa rasgada.
Outro acontecirnento porni de maior
gravidade e consideracSo publica o Correio
Hercantil em o seu n. 39, qual o espanca-
mento de um primeiro tenente da marinha
franceza do nome Deimnres, que ao reco-
llier-seao hotel Pharouz pelas11 horas da
DOite do dia II, fui accommellidu pela gen*
Huella da guarda da caixa de amorlisacHo,
que talvez sem ouvir a resposta, que ao seu
luado dera o dito ollicial, investio para elle
de bayoneta calada, ohrigando-o por este
modo a defender-se. 0 Sr. Desmares apo-
derou-se da arma do soldado; porem mal
tinha conseguido evitar o ferimenlo, quan-
Jo se vio cercado por toda a guarda, que
.lui/.n.i'iile O lllallialou eimi emires il'ar-
mas e espaldeiradas, nflo obstaute a expli-
carlo que instantemente pedia.
Este facto he corroborado por urna carta
do mesmo official, em que elle declara estar
promplo a nomear as teslemunhas, que o
reseuciar'am. Aguardamos anciosos o des-
fecho desle negocio, com os esclarecimen-
tos, que elle exige.
.. I..rain despachados pelo ministerio da
justica, por decretos do 3 do correte,
Faustino Jo'quim da Costa e Maximiano
Nireellino Alves escripturarios da secreta-
ria do.lnbunal do commercioda Rahia.
Baixaram secretaria do estado dos ne-
gocios da justica os despachos seguintes,
por decretos de 10 do corrente :
A Jos Lopes Sambaquy, merce da ser-
venta vitalicia do ollicio de primeiro tabel-
lia.i do publico judicial e notas da villa de
S. Antonio da Palrulha, da provincia deS.
Pedro do Rio Grande do sul.
A l.uiz Auguslo Branco, dita dita do of-
ficio de escrivSoe taholliSo do publico ju-
dicial e notas da nova villa de ISossa Senlio-
ra d'Uliveira da Vaccaria, da mesma pro-
vincia.
A Estcv3o Malaquias Paes de Figueire-
do, dita dita do ollicio detabellio e escri-
v.'ui do publico judicial e notas da villa da
Cruz Alta, da mesma provincia.
A Joaquim Francisco de Paula Estoves
Clemente, dila dita do ollicio de escrivSo
privativo do jury e execuc,0\'s criminaes do
termo do Recit, capiUI da provincia de
Pernamlmro.
COmMEHola
ALFANDEGA.
Rendimento dodia 27 ... 9:*86,088
Descarregam hoje 28 de fevereiro.
Rarca -- John l'arnun familia de trigo.
Escuna -- Adelphy laboedo.
Patacho Espadarle lagedo.
Catadlo --Emu/ardo -gneros do paiz.
Barca llvikingen couros.
Brigue -- Columbe mercadorias.
CONSULADO GKKAL.
Itendimento do dia 27.....4:207,6*7
Diversas provincias...... 221,954
4:429,401
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 27
Havre pelo Aracaty, brigue francez Yolof,
de 225 toneladas : 225 toneladas: condnz o
seguinte : 700 saceos com 3,500 arrobas de
assucar.
Caoal, barca sueca Trio, de 418 tonda-
las : conduz o seguidle : 4,500 saceos com
22,500 arrobas de assucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS CERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 27.....1:168,797
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do di 27. .3:456,512
R10-DE-JANEIRO.
CAMBIOS NO DIA I S DE FEVEItElaO.
Londres, 30 d. esterls. por l^s.
Paris. 'Mi rs. por franco.
Lisboa 88 a 90 por cento de premio.
lia ni bu i o 600 rs. por marco banco.
METAES E rCSDOS PU11L1COS.
Metaes. Oncas hespanhlas .
da patria 28/800
Pecas de 0/400, velhas. 16/000
Mocdas de 4/000. 9/(100
Pesos- bespanhes. 1/910
> da patria .. 1/805
Patacocs .... 1/920
Apolices de 6 por cento 86 1/4
provinciacs ... 83
Juma/ do Commercio.)
Movimenlo do porto.
Navios entrados no dia 27.
Philadelphia -- 32 das, briguo escuna ame-
ricano General Woieth, de 188 toneladas,
capItSo James R. equipagem 7, carga fa-
rfolla e mais gneros ; a Deane Youle &
Companhia,
dem33 dias, patacho americano Davi,
de 197 toneladas, capilSo \V. Jolins, equi-
pagem 8, carga farinha e mais gneros ;
a llenry Forster & Compaohia.
Liverpool 45 dias, brigue inglez Susan, de
162 toneladas, capito Henrique Rercha-
se, equipagem 13, carga plvora e fazen-
das ; a Calmont & Compaohia.
Rio de Janeiro lo dias, o do ultimo porto
20 horas, vapor Imperador, commandan-
te o primeiro tenente Jos Leopoldo de
Noronha TorrezSo. Passageiros : para es-
ta provincia, Francisco Luiz da Silva J-
nior, Jos Joaquim de Oliveira e Silva,
Jos Bernardo de Figueiredo Jnior, Jos
Caetauo de Araujo, A:nerieo It. Pacheco,
JoSo Beluario Soares de Souza, Jos Vi-
eira de Carvallio, o teoedte-coronel Ma-
noel Roleuberg de Almeida com sua fa-
O______
milia, JofManocl Duarte Lima. Dioni-
zlo Rodrigues Dantas, SebastiSo Cardo-
so, Joo Ferreira de Moura, Nicolao Af-
fonso de Carvalho, Jos dos Res de Sou-
za Dantas, Manoell'edro de Souza Dan-
las, Joo Ladislao Japiass, Francisco
Caetano Galhflo, Anib.l Andr Ribeiro,
Luiz Jaeintho Vianna de Abreu, Virgilio
Silvestre de Farias, Ernesto Pi dos Ma-
res Gula, o Dr. Zacaras deCes Vascon-
celos, Joo Antonio de Vasconcellos, a
familia do Dr. Prachedes Pitanga, Daniel
Accioli de Azcvedo, Manoel Garcia Gil
Pimentel, Pedro Chrissologo da Coala
Abreu, Serafim Martina Brrelo, Ciprya-
no de Almeida LobSo, o Dr. Ignacio Fir-
mo Xavier com sua familia, o padre Lino
Reginaldo Alvin, Jos Amonio de Sam-
paio, Joao Jos de Oliveira Junqueira,
Francisco Manoel de Souza Bastos, JoSo
dos Santos, Leandro Ribeiro de Siqueira,
Leandro Bezerra Monteiro, Antonio Joa-
quim Rodrigues, Antonio Sampaio Al-
mendra, Jos L., Jos Antonio de Mon-
dones Jnior, Gongalo Vieira de Mello,
Domingos Jos de Oliveira Ribeira, Jos
Joaquim da Costa e Silva, Epifanio Mag-
no de.Araujo Costa, Claudino Alonso de
Carvalho, Flix da Costa Moraea Filho.
Antonio Joaquim Mara Alleluia, o tenen-
tc-coronel rommandante do quarto bata-
lliiode artilliaria com sua familia, 0(11-
ciaes e suas familias, 206 pravas de pret
do mesmo batalh&o, varias mulheres dos
soldados e ililVerenles escravos a entre-
gar : para o norte, o alferes JoSo Martins
de Maura e Antonio Jos de Moura.
Navios saludos no mesmo dia.
Rio Grande do Sul Patacho nacional P.u-
lerpe, capilo Jo^ God?alves Reis, carga
assucar. Passageiros, o Brasileiro Manoel
Pereira Soares cotn sua familia c 1 es-
cravo.
Maraohopclo Cear--Brigue-escuna na-
cional /.aura, capitilo Jos de Jess Cruz,
carga assucar emuis gneros. Passagei-
ros, os Urasileros Manoel Flix Montei-
ro, Jos da Fonseca Soares e Silva com 2
escravos o o Francez Denis Joseph Ni-
cols.
Havre com escala pelo Aracaty Brigue
francez lolof, capilSo Duruly, carga as-
sucar.
dem com esoala pelo Aracaty Barca fran-
ce/.a Jules, capilao Tonibarel, carga as-
sucar.
Observaco.
Abarca americana Active, que fuodeou
no dia 25 no LimeirSo, seguio para a Ba-
tiia com a mesma carga. _______
KIIITAL-
--A cmara municipal desla cidade, au-
lorisada pelo art. I. do ttulo uoicodo re-
gulamento de 17 do corrente, expedido pela
presidencia para execurjo da lei provincial
n. 91 de 7 de maio de 1841, contrata provi-
soriamente a conduccSo de cadveres em
carros para o certiterio publico da forma
porque est eslabelecido em dito regula-
mento. As pessoas que disto se quizerem
encarregar, comparegam na casa da mesma
cmara no dia 28 do corrente, das 9 horas
em diante com suas propostas escripias.
Pago da cmara municipal, 27 de feverei-
de 1851./'. A. deOliveira, presidente.
ro
M. F. Accioli, secretario interino.
'"'
Declaragr-s.
A camata municipal desta cidade, pre-
cisa de alugar carrocas eserventes para o
Irabalho de limpesa das ras, praias, etc.,
quem se quizer contratar dirija-se aos Srs.
fcreadores II, C. Soares Carneiro Monteiro,
eJos Pires Fereira, que esto autorisados
ac ontratar.
As malas que lem de condu-
zir o vapor Imperador para os
portos do norte, serSo feichs-
das hoje (28) a 1 hora da tarde,
e as corres ondencias que vierem depois
dessa hora pagarSo o porte duplo, devendo
achar-se os jornaes na administrarlo 4 lio-
ras antes do fechamento das malas.
Theatro de Sanla-Isabel.
1'i'iini ir" baile itinscariMlo,
precedido-de grande academia de msica vocal
e instrumental.
DOMINGO, 2 DE MABCO DE 1851.
As 8 horas precisas a orchestra, que ser
augmentada, dar romero a academia por
una magnifica ouvertura, seguindo-se os
seguintes pedacos de msica executados
pelos artistas da companhia lyrica :
1.' O recitativo edueto da operaRober-
to Deqerux,do maestro Donizetti, pela
Sra. Candiani e FeliqpeTati.
2 0 Ana da operaCemma Je Yergy,do
OMOJW Dodizetli, peloSr. Capurri.
3.* Grande a'a da operaParissina, do
maestro Donizetti, pelo Sr. Felippe Tali.
*." Grande Ouvertura pela orchestra.
5." Excedente aria da operaErnani,
do maestro Ver li, pela Sra. Candiani.
6. Duelo da operaAtltla, do maestro
Verdi, reos Srs. FredericoTali e Capurri
7." O bello romance da operaMara de
Hitdcnz,-do maeslro Donizetti, peloSr. Fe-
lippe Tatl.
8.Grande terceto da opera C,azz< l.a-
ilra,--do immortal Rosini, exerutada pela
Sra. Candiani, Eckerlin e Capurri
9." Grande simphonia pela orchestra.
10. Duelo da operaMarino Fatliero,do
maeslro Donizelti, pelos Srs. Capurri e
Eckerlin.
11. Grande quinteto com acompanha-
mento de orchestra da opertCenerenlola,
do immortal Rosini, executado pela Sra.
Candiani, Felippe Tali, Capurri, Eckerlin e
Frederico Tati.
O acompanhaoiento ser a pianno forte
pelo maeslro cavalleiro Joaquim Giannini.
Terminada que seja a academia, o mestre
sala dar aigual para ccme;ar o baile, no
qual so poder.lo laucar as pessoas que es-
liverem mascaradas.
Novas quadrilhas serSo executadas pela
orchestra. O theatro achar-se-ha decenie-
menle decorado e Iluminado.
Pretos dos camarotes.
Torca feira, 4 de marco de 1851, ter
lugar o segundo baile, cujo programma se-
r annunciado circumslanciadamente.
os billiolos vendom-se desde j no oscrip-
torio do theatro.
Os Srs. asslgnantes que quizerem os seus
camarotes, queiram ter bondade dos
mandar buscar ao escriptorio do theatro
at sabbado I de marco, as II horas da ma-
nilla, depois dessa hora os que restaren) so-
rilo expostos venda.

Avisos martimos.
Paraailha de San Miguel, o patach0
portuguez Espadarte, capitfio Joaquim Jos*'
Teixeira, sahe no dia 16 de ni a re. o : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de paasa-
gem, dirija-se sos consignatarios, Oliveira
IrmSos & Companhia, ra da Cruz n. 9.
Segu para o Rio Grande do sul o mul-
lo velheiro brigue nacional Carolina, o qual
recebe alguma carga a frete e escravos :
quem pretender procure no escriptorio da
viuva Gaudinork Filho, ra da Cruz n. 66.
A barca portugueza Ligeira, sahe para
Lisboa no dia 16 de margo : para o resto da
carga e passageiros trata-so com F. S. Ra-
bello & Filho, ou com o capitSo da mesma
na pracja do commercio.
Para o Rio de Janeiro segu
com brevid.ide o brigue-escuna
nacional Olinda : para carga, es-
cravos e passageiros trata-se com
Machado & l'inbeiro, na ra do
Vio-ii ion. iq, segundo andar, ou
com o capito Manoel Marciano
Ferreira, na praca do Commercio.
Para o Porto sahe com brevidade a bem
conhecida e velera barca Espirito Santo, de
primeira marcha, forrada e encavilhada de
cobre : quem na mesma quizer carregar ou
ir de passagem, para o que tem excedentes
commodos : dirija-se ao seu consignatario
Francisco Alves da Cunha, na ra do Viga-
rio n. II, primeiro andar.
I'ara o Porto sahe com a
tnaior brevidade possivel, por ter
parte do seu carregamento promp-
ta, a lindd e veleira barca portu-
gueza Bracharense, da qual he ca-
pito Kodrigo Joaquim Correa ;
tem excedentes commodos para
passageiros : quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passagem, di-
rija-se ao capito na Praca do
Commercio, ou a Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche nu-
mero 34-
Para o Rio Granda do sul sahe em pou-
cos das por ler o carregamento prompto o
pataxo nacional Eulerpe, pode recebor al-
gumas miudezas, passageiros e escravos a
frete : trata-se na ra do Apollo, armazem
n. 14, ou com o consignatario do mesmo
Luiz Jos de S Araujo, na ra da Cruz nu-
mero 33.
Avisos diversos.
1.* Orden 8,000
2." 10,000
3.' a 8,000
*. a 4,000
Entrada geral 2,000
As pessoas que comprsrem camarotes te-
riiu direilo a duas entradas.
Hoje corre mpreterivelmen-
to a lotera de N. S. do Livra-
mente, e o restante dos biibeles,
meios e cautelas da mes na lote-
ra est venda al s 11 horas da
imnha, na pra$a da Independen-
cia n. ').
AtlencSo.
Irinandnde de S. Itlta de Cncia.
NSo se tendo reunido o numero suflicien-
te de ir nulos para haver mesa geral da ir-
miii.la.le de Santa Rita, como se fez publi-
co pelas folhas; por isso de novo se convi-
da a todos os irmSos para que comparecam
no consistorio da mesma irmandade hoje,
28 do corrente, para tratar-so sobre os en-
lerramonlos no cemiterio publico ; certos
de que, nSo comparecendo numero sufrid-
ente para haver mesa geral, a ordinaria ar-
redara de si todo a responsablidade que
possa haver.
Precisa-se construir a porta de um vi-
veiro em um sitio no Manguinho : o mestre
pedreiro que pretender dita obra, dirija-se
a praca do Corpo Santo n. 2.
Desappsreceu, no dia 12 do corrente, a
parda Victoria, baixa, cabellos crespos, ros-
to picado de bexigas, dentes da frente po-
dres, ps pequeos e grossos, olhos peque-
nos e s fuma cados, e tem de idade 30 a irnos
pouco maisou menos ; levou vestido de chi-
ta e panno da Costa azul novo : quem a
pegar, leve-a ra de Agoas Verdes n. 23,
que ser bem recompensado.
Quem tiver para alugar duas pretas,
que sejam boas vendedeiras, dirija-se ao
principio da ra do Hospicio n 96.
|. Deseja-se alugar um preto de boa con-
ducta, que saiba cozinbar sofirivelmenle,
para urna casa estrangera de pouca fami-
lia : na ra do Trapiche Novo n 6.
- Na typographa da Vos do Brasil preci-
sa-se de urna pessoa idnea, que se queira
encarregar de cobrar nesta prarja as assig-
naturas do Echo Pernambucano.
Desappreceu no da 27 do corrente
mez de feveroiro, urna mulata de nome Ro-
sa clara, magra,cabello incarapinhado.tem
urna perna ep-inxado,altura regular; pe tos
seceos, levou vestido de chita de flores cor
de rosa, chale de 10 com llores amarellaa, e
em urna trouxa um veslido de riscado ro-
seado e 2 camisas : roga-se a todas as au-
toridades policiaes que a encontrar a pe-
guem e conduzam a sua senhora no largo
da Trompe sobrado n. 1, que tem venda por
baixo, que ser bem recompensado: roga-
se lambem a lodos os Srs. capitSos de na-
vios ou mestres de barcos que conduzem
escravos para fra da provincia, examinen)
enre os que Ihe apresentarem nfio seja ella
um delles, e no caso de acontecer, a mandar
entregar no Recife ra da GadeiaO-26 no se-
gundo andar, onde mora o irrolo do Dr.
Silva, que se pegar com generosidade
quaesquer despezas que se tenho feito ;
protesta-se contra qualquer pessoa que Ihe
d entrada e agasalhu em sua casa, de se
proceder com todo o rigor da lei.
As pessoas que assistiram as cavalha-
das da Capunga nos dias 26 e 27 do mez
de Janeiro prximo passado, e levaram ca-
deiras para se assentarem, e no fim con lu-
ziram as ditas suas cadeiras trocadas, que-
rendoas destrocar; drijam-se a venda do
mesmo lugar, ou a casi do inspector Raflno
que all achara com quem destrocar as di-
tas cadeiras.
-- Quem precisar de um feitor]para sitio,
que lem prtica detoda a planta : dirija-se
a fundicSo doMesquita, na ra do Brum.
A companhia Berteauxtem honrada _
dirigir ao publico Pernambucano, a expres-
so de seu vivo agradecimenlo pela nume-
rosa asaislencia que leve a sua primeira re-
presentarlo da terca-feira, 25 do corrente.
Talves que dtbut nao correspondesse ge-
ral expectagSo das pessoas presentes que
ainda tinham em lembranca os applausos
oblidos pela mesma companhii o auno pis-
sado. Confessando isto, companhia toma.
a liberdade de declarar que as faltas que
houveram, e pelas quaea sollicila toda a in-
dulgencia do publico, tiveram por causa
principal um excesso dezelo da sua parte,
em querer satisfazer a impaciencia do mes-
mo publieo, sem ter acabado todos os pre-
parativos necessarios. Por exemplo, o es-
trado para executar as posicOes plsticas,
construido a pressa, nSo tinha forca sufll-
ciente, e foi preciso suppnmir esta interes-
sante parte do programma. Este contra
tempo assaz justifica a excessiva demora
do ultimo intervallo. Para o futuro, os tra-
balhos de phisica serSo supprimidos e
substituidos por exercicios mais nteres-
sanies. Em urna palavra, a companhia es-
t organisando todos os seus meios, para
destruir a impreasSo pouco favoravel de
sua primeira represeptacSo. Este motivo
faz que ella se anime a contar com o gene-
roso concurso do benigno publico Pernam-
bucano, de quemj temrecebido Ilustra-
dos favores.
Urna gratidflo.
Deixaria de cumprir com um dos deveres
mais sagrado, se deixasse de fazer conhe-
cer ao publico as boas qualidades que or-
nara ao Ilion. Sr. Joaquim Jos Teixeira ,
capillo do patacho Espadarte, vindo da
ilha do S. Miguel, em cujo navio tive a for-
tuna de vallar ao seo de minha familia que
por moleatia me tinha separado ; sim, o
nom tratamento, o zelo eafabildade com
que tratou aos passageiros qne all vieran
deixa-ii recommendado na profissSo que
exerce, e assim digno de ser procurado pela .
estima, mrito e digndade de que he dota-
do. Receba, porlanto, o lllm. Sr. Teixeira
a minha gratidSo, estima e considerarlo
que confessarei, e a onde Ihe aprouver,
disponha do limitado prestimo de Luiz Pe-
reira Raposo.
AltencSo.
Mandou-se reimprimir o i." n. do Diabo
no Recife, contina achar-se a venda na lo-
ja de livros do Sr. Dourado, na ruadoCoi-
legio livraria n. 9, e na ra estreita do Ro-
za no loja de sapaieiro do Sr. Ezeqoiel :*
elle que o preco ainda he quatro vintens:
quem negar tio ridiculo cobre ao demonio
tem conscienda; nSo o quer mesmo ver lepi-
doe gamenho no baile de mascaras do thea-
tro de Santa Izabel com o seu par de oculos
comprado na loja do Lody : Ol! a proposi-
to ; por fallar em occuiosdo Lody, o Diabo'
lembra aog curtos da vista que na loja desse
senhor ne qUe Se vendem os melhores, os
mais approva(jos e accreditados no reino de
''lutao os mocos e velhos devem approvel-
I)
lar safra em qnanto he tempo, doeon-
trari0 os dabos o comprarSo e o menos
Pr,"co ser ento 10,000 rs. deixando a
C8'xa.
Aluga-se urna boa casa com grande
quintal, e arvoredo de fruta e parreiral de
uvas e excelente cacimba d'agna de beber,
no principio da estrada dos Aflictos, ao pa
do Manguinho d-Uronte do sitio do bou
successo : trata-se na trempe sobrado n. 1,
que tem venda por baixo.
Relojoeiro Suso na ra Nova I
numero ai. |
J. Germnn avisa aos seus freguezes o ao *
publico, que lem despachado estes dis
um rico sortimento de bons relogios de to-
das as qualidades. com especialidade de pa-
tente inglez, eoutrosde nova invencSode
machina, que sem abrir e sem chaves da-se
corda e acerta-se as horas, e mais um mag-
nifico sortimento de obras de ouro de novo
gosto muito moderno e em moda em Fran-
ca, sendo ptilceiras, brincos, aderecosB
chaves para relogios, ricas cadeias etc. que
vender por muito commodo preco, por te,r
recebido directamente.
Precisa-se de urna ama de lete, forra
ou escrava, paga-se bem : dirija-se ra
do Rangel n. 19, ou aobotel commercio
na ra da Cadeia de Santo Antonio.
Na Camboa do Carmo n. 14, precisa-
se alugar 3 pretos, promete-se bom trata-
ment e salario. ^ ^
As tres horas da tarde do dia
3o de dezembro prximo passado
esappareceu da casa do deposita-
rio Francisco Jos Arantes, o ca-
bra de nomo Pedro, pertencente
ao Sr. Dr. Pedro Bezerra Pereira
de Araujo fieltrao, com os signaes
seguintes : cabellos caixados, bra-
co esquerdo alejado, cicatrizes na'
p e no braco esquerdo, e outra
no estomago de um laceada ; quan-
do falla finge ser gago, muito pro-
sista e cantiidor ; levou camisa de
riscado azul e caifa de algodiot
transado, listrado, americano: ro- J
ga-se policia e aos capitaes de
campo, se o virem, de o pegar e
leva-lo ma^tada'Torre, sitio do
Leao, ou no Recife, ra da Cadeia
de Santo Antonio, armazem de ti-
j lo.
Precisa-se de um feitor, que trabalhe;
seja idoso. sendo casado melbor, brasileiro
ou portuguez, que tome conta de um sitio
perto da praga e d fiador sua conducta :
quem estiver nestas circumslancias, dirja-
se mata da Torre, sitio do LeSo.
-Alugam-sedousquartos de carga pa-
ra snrvicos dentro da cidade ou em sitios,
exigindo-se garanta de quem os alugar:
na ra da Gloria n. U.
\
hAC\ UAD ETV.TMDI AD CMrVMUTQAf\n


,...
A- vila da bondade que leve o Sr. Dr. Sabl
no Oleeario fideero Ploho em responder aos
uisitns que lbc forara dirigido, replica-se.
1 Se para que um medico possa aer admit-
ido ao curso homreopathlco, he previo sajel-
es
-

l
tldo ao curso----
tar-sc aoonu, a que sao obrigados oa escudan-
tes dehomteopatlila; nao leudo o Sr. Dr. Sa-
bino declarado em aeu annuncio qual era ei-
se onu. parece seguir-se d'ahi que csse anus
be mel de que lanca nio agora para fugtr do
cmbrsco
2.* Se he o Sr. Dr. Sabino o professor, permit-
tlr que e Ihe diga que nao parece ter as hab-
lilacdet precisas, visto que em seu annuucio
nao falla de phytdenia ; e nao podendo ser me-
dico quem ignora essa sciencia, que he to im-
portante quanto a anatoma, que sem ella de
pnueo serrera, claro est que ou ignora urna
dat bats da medicina ousequei dispensar de
ensina-la; oque denota ou falta dihabilitaco,
ou m tontade.
3." Sendo a homreopatbla urna doulrina the-
Tapeutlca ; pois que toda consiste na accao de
certos medicanrentos, sua dse e applicacao;
faieodn ella parte dos esludos mdicos, embo-
ra queiram os homceopatbas que seja ama me-
dicina especial ou nova, so governo geral po-
de sobre ella legislar ; e isso tanto assiin he
que em um avino de 26 de agosto de 1846 de-
clarou que so podiam exercer a homaopathia
aquellei facultativos que tlvessem sido legal-
mente habilitados; lito be, freqnentandoas
duas escolas do Imperio, ou nella lendo-se su-
jeltadn prova eligida pela le de 3 de outubro
de 1832. A cadeira de obstretricia he to Ule-
gal, qnantn essa cola, que o Sr. Dr. Sabino
cpier criar; e quasl se pode asseverar que essa
be a opiniao nao so do conseibo d salubridad?,
senio de todos que lem Iido o seto addieelonal,
4. Os ttulos que passar o Sr. Dr. Sabino (nao
precisando para isso permissao da assembla
provincial) 3o pdem itr valituoi em parle algu-
na A mesma escola honioeopathica do Rio de
Janeiro nao pode dar lituloa que babilitem
pessoa alguma a ejercer a arte de curar; o que
pelo governo geral j fol eipressamente decla-
rado em sru aviso de 26 de agosto de 1846.
NSo sequerendo sabir dos limites dogqua-
tro quisitos por ora so .se dii Isto, que cima
val eicripto. Espera se que o Sr. Dr. Sabino
responda, deixando de repetir as ftela rases
tantas veies ditas pelo Sr. Mure e deapreaadas
pela aaseinblia geral e governo imperial.
JLoteria O thesoureiro desla lotera lem a honra
do fazer sciente ao respeitavel publico, que
>o andamento das rodas da mesma ter lu-
gar impreterivelmente no dia 2 de junho
vindnuro, no consistorio da mesma matriz,
e os bilhetes estSo expostos a venda em vir-
tude do despacho de S. Exc. de 27 de no-
vembro de 1850 A vantagem do plano que
abaixovai publicado, e o tiro religioso para
que foi esta, lotera concedida, convida
todos os tentadores da surto a concorrerem
sem demora para a compra dos nmeros,
3ue Ihes prepara a suave acquisicSo de bens
a fortuna sem risco de grande capital, e
com o importe smente da diminuta quan-
tia de 5 ou lO.uoo rs. Desde j se acham os
bilhetes venda : na ra do Trapiche n. 36,
casa do thesoureiro ; no Recite, loja de miu-
dezas n. 46, de Jos Fortunato dos Santos
Porto ; em Santo Antonio, na praca da In-
dependencia n. 4, loja de niiudezas de For-
tnalo l'ereira da Fonsec Bastos; na boti-
ca de Joio Moreira Marques, no pateo da
matriz ; na de Francisco Antonio das Cha-
gas, ra do Livramento ; na de Bernardino
Jos Monteiro, pracinha do Livramento n.
4* ;e finalmente na loja do Aterro da Boa
. Vista, de GuimarSes, n. 48. iteciie, 27 de
fevereirode 185).
Salustiano de Aquino Frreira.
< l'LANO
de meia lotera, comprehendendo a quarta
parte da terceira e primeira parte da quar-
ta nova lotera concedida pela lei provincial
D. 100 de 9 de maio de 1842, a beneficio das
obras da matriz da Boa Vista.
5000 bilhetes a 10,000 50:000,000
Beneficio de 12 p. [ 6000,000
Imposto de 8 por |0 4:000,000
Sello de 150 ris por
bilbete
praca, tendo boa casa de vivenda, capim saiba cozlnhar o diario de urna casa : quoro
i a a cavallns e alguns arvoredos [de fruto : tiver, annuncie, ou procure fallar na ra da
na padaria n. 48da ra larga do Hozarlo, Madre de Dos n. 31, que se diri quem pre-
1
1
1
1
3
5
Premio de
Dito de
Dito de
Dito de
Ditos de
Ditos de
10 Dilos de
20 Ditos de
40 Ditos de
1595 Dilos de
1677 Premiados
3323 Brancos
5000
500,000
200,000
100,000
50,000
20,000
10,000
750,000 10:750,000
39:250,000
10:000.000
5.000,000
2:000,000
1:000,000
1:500.000
1:000,000
1:1100,000
1.000,000
800,00o
15:950,000
39:250,00-
N. B. Os quatro primeiros grandes pre-
mios estSo subjeitos ao descont de 8 por
cento do imposto geral, que serflo extrahi-
dos no acto do pagamento.
Precisa-se de urna ama de Iete, que o
tenha bom, forra ou captiva, paga-se bem
pas Cinco Puntas n. 21.
D Clara Mara da AssumpcSo, faz ac-
dente, que leudo fallecido o seu lillio Ma-
noel Joaqum Durfies, no da 17 do corrn-
te mez, morador eeslabelecido em lluran-
gi, que o* seus credores se devero dirigir,
no dia 5 de marco, ts 10 horas do dia, com
suas cotilas correntes, na ra da Roda n
39, casa de seu genro Jo3o Bernardo de Si-
queir, para tralar-se de seus pagamentos,
a vista do balanco do que se achou em casa
do fallecido.
l'erdeu-se, na noite do dia
25 do corrente, no theatro de S.
Izabel, urna puUeirade ooro, toda
la viada, lingmdo escamas : quem
a achou, quereodo restilui-la, le-
ve-a ra da Aurora n. a(3, em
casa de Francisco Antonio de 01 i-
veira, que ser recompensado.
Madame Theard modista france-
za, com loja na ra Nova n. 32, participa ao
respeitavel publico que tem recebido pelo
ultimo navio viudo de Franca, um completo
sortimeoto de objectos para baille, bem
como guarnieres para vestidos, de todas as
qualidades, de ores do vellido e de seda j
guarnieres para enfeites de cabeca, de
velludo e de flores ; ditas de diferentes
larguras, sedas para vestidos, crpe de dif-
erentes qualidades, e outras muilas cou-
sas, emOiu tu o que he preciso para urna
senlioia apresentar-se em uta baille, e ludo
mais em coola do que em outia qualuuei
parte.
Precisa-*e arrendar um sitio perto da
se dir com quem devo tratar.
Precisa-se alugar um sitio na ^Capun-
ga, que tenha arvoredos de fruto : quem o
tiver equizer alugar por anuo, annuncie,
ou dirija-se ra do Rozario larga n. 22,
segundo andar.
Precisa-se de um portuguez de 12 an-
uos, dos chegados ol mmenle, anda mes-
lo sem pratica, para se admittir em um
deposito de padaria : a tratar na ra de Mur-
tas n. 18, ou na ra do Colovello n. 29.
Appareceu urna trouxa de roupa lava-
da, contenJo pecas finas de hornero e se-
nhora : quem for seu dono, dando os sig-
naes certos e pagando o annuncio, lhe ser
entregue: no pateo da Soledade n. 48, das
aso horas da manhSa.
-- Dosappareceu, no dia 23 do corrente, a
preta Luiza, conhecda por Rozalia, de 30
annos, cabellos um pouco corridos e gran-
des, baixa, grossa, algum tanto preta, ros-
to o oais corpo todo crivado de recentes
bexigas ; levou vestido de riscado largo azul
e amarello, e panno da Costa azul com lis-
tras brancas : quem a apprehender, leve-a
ao sobrado de dous andares, no pateo do
Paraizo n. 8, bem defronte do cbafariz, que
ser gratificado.
Casa de c-o ni ni --:<> le escravos.
Na ra Direita, sobrado de 3 andares, de-
fronte do.becco de S. Pedro n. 3, recebem-
se escravos de ambos os sexos para se ven-
derem de commissSo, no se levando por
este trabalho maisdo que dous por cento,
esem se levar cousa alguma de comedorias,
nflerecendo-se para isto toda a seguranca
precisa para os ditos escravos.
Na ra Direita, sobrado de um andar
n 33, ao p da botica, fazem-se (litios de se-
ringa de lindo modelo e mui bem feitoa, en-
commendados logo de vespera para se faze-
rem com muila perfec,3o; tsnibem se fa-
zem bolinhos, bandejas enfeitadas com flo-
res, ramos, figuras e ttulos, pastis de na-
ta e de carne ; tambero se fazem podins, i-
padas, tortas, doces d'ovos de difTerentes
qualidades, ditos de caj, de grozele muito
lindo, mangaba, sidrflo, laranja e tambero
de calda : ludo muito bom e barato.
Precisa-sede um menino para caixei-
ro : na ra do Pilar, venda n. 143, preferin-
do-se que tenha alguma pratica.
Desapparecea, no dia 24 do corrente,
umaescrava de oome Joaquina, de nacSo
Rebollo, de 22 a 23 annos, a qual levou ves-
tido de chita de listras desbotado : roga-se
a lo los os capilSes de campo, nu autorida-
des policiaes, que a apprehendam e levem-
no ra do Pilar, em I-ora de Portas n. 145.
quesero recompensados.
No dia 28do corrente, na sala das au-
diencias, peranteoSr. Dr. juizdo civel, se
hSo de arrematar, por ser a ultima praca,
algumas casas terreas, penhoradas a Dona
Francisca Thomazia da Concejero Cunta,
porexecucSo de llenry Gibson, Jones Paln
& Companhia, James Crabtre& Companbia
e Fox Brotheis. Os licitantes podem ver os
respectivos escriptos em m,1o do porleiro,
o se previne aos mesoios, que todas estas
casas, que teem de ser arrematadas, se
acham desetnharacadns e lvres do seques-
Iro da fazenda provincial, porlerem tocado
a ezeculada por heranca de seu pai, o falle-
cido Antonio Jos Muniz.
Manoel Corris da Costa retira-se para
Corado imperio, por se adiar doente de
frialdad*.
Perdeu-se, no dia 25 noite, urna pul-
ceira de oiro, da ra Nova at o arco de S.
Antonio : roga-se a pessoa que a achou,
querendo restituir, leve-a ra Nova n.
17, que receber 10,000 rs. pelo seu tra-
balho.
Pretende-se Wgar um preto para todo
o servi(o : no becco do Azeite de Peixe n.
16, segundo andar ; assim como aluga-se o
terceiro andar da mesma casa, com muito
bous commodos, booita vista para o mar e
bem arejada
-- Jos Feliciano Porlella declara, que el-
le contina na plena administrscSo dos
bens de seu casal, como he de direito ; por-
quanto nao est devorciado de sua tnulher
por seiiieiii.M, na conformidade da lei.
Aluga-se mensalmente urna canoa de
carreir, que possa carregar de 6 a 8 pes-
soas : quem a tiver, dirja-se ao pateo da
matriz de Santo Antonio n. 8, que achara
com quem tratar.
~ Joflo Pedro Frreira da Costa, subdito
portuguez, vai a Lisboa.
Archebard Me. Callum, retira-se para a
Europa a tratar de sua ssde.
Precisa-se de urna ama de idade para
casa de homem solteiro : na ra do Prazer
numero 8.
Precisa-se de um feitor qnn entenda
de jardim : na ra da Cadeia do Recife nu-
mero 37.
Precisa-se de ofllciaes de sapatero, na
travessa do Corpo Santo, loja de clcado n.
29, confronte ao lado do passo que fica de-
frouto da ra da Cadeia velh, pagando-se
bem as obras, conforme a perfeicBo deltas,
tambem se d obras para fora a fazer, dan-
do pessoa de llanca; na mesma loja se
compram obras feilas de todas as quali-
dades.
Precisa-se alugar urna preta que seja
fielesaiba vender na ra : na travessa do
Corpo Santn. 29, ou annuncie sua mora-
da para ser procurada.
Engomma-se e lava-se loda a qualida-
de de roupa com.todo asseio e muita promp-
tidSo, por preco maiscommodo do queem
outra qualquer parte : oa ra de Agoas-Ver-
iles, n. 26.
Precisa-sede um feitor para um sitio
peito desta praca : na ra da Cruz n. 46.
Prccisa-se de urna mulher forra ou
captiva, que saiba cozinhar, e que se ub-
jeile a fazer as compras diarias para urna
casa de pouca familia, e fazer lodo o oais
servico de portas a dentro : a fallar na ra
do Queimado, loja n. 18.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho
jmbarca para o MaranbSo os escravos par-
dos, de nome Nlcacioe Paulino, a entregar
a seus donos, sendo do primeiro o lllm.
Sr. corenel commandante superior Seve-
riano de Barros e Vasconcellos, e do ultimo
o lllm. Sr. commendador Fernando Anto-
nio Vieira de Souza.
__Aluga-se urna casa terrea na ra atrs
da matriz da Boa Vista, com 6 quartos, 2
salas, corredor ao lado e quintal murado
com cicimba : quem a pretenJer, dirija-se
padaria franceza do Sr. Barrelier, no Ater-
ro da Boa Vista.
Precisa-se alugar um moleque, que
cisa.
Pretende-se fallar com os abaixo men-
cionados a negocios do bous interosses, os
quaes se poderdo dirigir ra das Laran-
geirasn. 23, queahi acharflo a pessoa que
Ihes pretende fallar, e o negocio que pre-
tende : JoSo Clemente de Souza Crrela,
Antonio Jos Lopes de Miranda, Claudino
Jos deAraujo, Manoel Josquim Delgado,
Francisco Jos de Sales, Jos Jorge Rodri-
gues, Alexandre Jos dos Santos, JoSo Vc-
tor de Coito. Francisco Antonio de Carva-
Iho e Silva, Daniel Antonio dos Res, Do-
mingos Antonio Concalves, JoSo de Lima
Bastos e Rafael Gomes
9 (Paulo Galernoux, dentista
I* francez,oiTer-ece seu prest-
9 mo ao publico para todos os <
* iiii-ic re de ini pronssao : .*,
2 pode ser procurado a qual- #
* qner hora em sua casa, na $
9 na largado Hozarlo, n. 36, #
? secundo indar. @
^^^afta^ia^iSi^sB^sajs^spsjjsj^s^s^SB^s^sp^
- Aluga-se o sobrado da ra do Vigario
n. 13, tres andares, soto corrido, dous
grandes mirantes, que por sua posicilo ele-
vada domina o mar de norte a su!, e con
as mais excellentes Bccommodaces; aluga-
se tambem separados os dilos andares, as
chaves existem no armazem do mesmo
sobrado.
-- OsSrs. Francisco Jos AlvesGama, An-
tonio Francisco de Souza Magalhiies o An-
tonio Rodrigues BarachO queiram mandar
resposla das cartas que se Ihes lem escrirj-
to, ou irem ao Aterro da Boa Visla, sobra-
do n. 10.
--Quemquizer comprar um sitio com
terreno proprlo e sem onus algum, enteu-
da-se com Jos Cypriano de Moraes Luna,
na ra Nova n. 19.
Precisa-se alugar um cozinheiro forro
ou captivo para urna casa eslrangeira de
pouca familia : paga-se bem : na ra da Au-
rora n. 8, segundo andar.
Arrendamento.
Dona Calharina Francisca do Espirito
Santo, arrenda o trapixe denominado com-
panhia : quem o pretender dirija-se ao seu
procurador bastante Flix Francisco de Sou-
za MagRlhes, no pateo do Carmo n. 16.
Precisa-se alugar um moleque de 14 a
16 annos, que seja diligente esem vicios,
para oservico externo de urna casa de pou-
ca familia : dirija-se a ra das Trinclieiras
n. 19, sobrado.
Precisa-so de um forneiro : na pada-
ria atrs da matriz da Boa Vista n. 22.
No dia 28 do andante mez, linda a au -
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz de direito da
primeira vara do commercio Custodio Ma-
noel da Silva GuimarSes, se ha de arrema-
tar um sobradinho de dous andares na ra
estrela do Rozario n 6, avahado em ris
2:200,000, por execucSo do legitimo crelor
de JoSo Ignacio Rodrigues da Costa e sua
mulher. Mea ultima praca.
Roga-se a lllma. cmara municipal des-
ta cidade ou conselho de saluliridade, de
lancarem suas vistas para as agoas eslagna-
das e immundas aue existe em um terreno
entre as ras da Concordia, e Caldeireiro ao
lado da do Pocinho, que as occasies de
ol exalam terrivel ebeiro, e talvez que por
esta causa vam soffrendo as pessoas por ali
visinhas graves molestias, e s se podera
sanar semelhante mal atlerrando-se aquel-
e lugar onde fazem juocrao ditas agoas.
Um que tem sido vilima.
Na padaria da ra do Rozarlo que foi
do Sr. Cunha. da-seapretos respon-Jendo
seus senhores, po de vendajem.
Precisa-se de um feitor : no Hospicio,
sitio de poitiM verde, juulo do da viuva
Cunha.
Precisa-se de urna pessoa que saiba
podar parreiras: no Hospicio sitio de por-
13o verde, junto do da viuva Cunha.
O caulelista Salustiano de
Aquino Frreira faz sciente aores-
peitavel publico, que no dia pri-
meiro de marco vindouro, das 9
horas da manha at s 6 da tarde,
paga as cautelas premiadas de N.
S. do Livramento, que ha de se
extrahir em 28 do corrente mez,
da
-- Compra-so um casal do porcos de Ma-
coou ISalis: quem tiver annuncio.
Compra-se um cavallo que seja novo
e tenha boiis andares, quo n.lo tenha acha-
que e seja do bonita figura: quem livor,
annuncio por esta folha para ser procurado.
-- Compra-so um escravo queentenda do
servico de padaria na rus Direita n. 82.
Vendas.
As 8 horas da manhia.
Ilojo corre.m infalivelmento as rodas da
lotera de Livramento : o resto dos bilhetes
acham-se venda al a mesma hora cima,
na esquina da ra do Cabug. loja do Ama-
ral, Junt, botica do Sr. JoSo Moreira Mar-
ques.
Na ra do Colleglo n. 16, taverna de
Antonio Joaquim Frreira da Silva, vnde-
se superior farinhs de mandioca em boas
saccas, a 2,000 rs. cada urna : este preco he
para quem se quizer aproveitar, porque es-
la pechincha nSo p le durar.
Vende-se urna porc3o de caixoes de pi-
nho, de (landres, e algumas caixas de pinho
do Porto : na ra do Rozario larga n. 36.
- Vende-se urna commoda il'oleo por
preco commodo : na ra da Concordia, in-
do da ponte, lado do nsseente, primeira ca-
sa terrea.
na praca da Independencia n. \.
loja de miudezas, e tambem se pa-
ga qualquer premio que sahir nos
bilhetes e meiosque oram vendi-
dos na mesma loja, e igualmente
na ra da Cadeia do lAccifen. 46,
loja de miudezas.
Precisa-se de aprendizes de charulei-
ros ou de tiradores de fumo : paga-se bem :
na ra Imperial n. 35.
Prcisa-se de um caixeiro para venda
no pateo do Terco n. 139.
Co
ni
pras.
Compram-se orellos de panno, em
grandes e pequeas poredes : na praca da
Independencia n. 19.
Compram*sedragonas con: franjas, e
bandas em mo estado, ou do modello ami-
go, assim como gales usados, poroi ver-
dadeiros : n praca da Independencia n. 19.
Compra-se urna parda ou preta reco-
Ihida, de 16 a 20 annos, que engomme e co-
sa muito bem chUo : na loja de Carlos llar-
dy, jua Nova n. 34.
Comprase urna negrinba de 10 a i
annos : na ra Velha n. 71.
Compra-se urna canoa, que carreguc
loo lijlos dealvenaria grossa: nos Coe-
Ihos, na olaria que se est concertando,
junio da pinguella.
Compra-se urna obra de Faubls, tra-
ducida em portuguez: quem tiver, an-
nuncie.
- Compra-se urna taboadinha para pilo-
tagem e um oitante poqueno: oa ra Direi-
ta n. 55, loja do sapatero.
Compram-se 200 pallias de coqueiro
( verdes ) : no Aterro da Boa Vista n. 57.
Compra-se um buhar por prego com-
modo : quem o tiver, annuncie.
Compra-se farinha, l'eijilo e milho, que
sirva para sustento de porcos : quem tiver,
annuncie.
Aos 20:ooo,ooo ris.
Ra da Cadeia do Recife n. 24, loja de
cambio 1 Viuva Vieira & Filhos.
Acha-sea venda o restante dos bilhetes
e ir.eos ditos da 6.a Inteiia das amoreiras
a piles antes que so acabem, pois adverte-
se que nests casa tem-se vendido bastantes
premios.
Vende-se urna porco de novilhas de
boa raga, proprias para se crear ou para
aqougue, por estaren] gordas ; ajsim como
vaccas de IpIa com bezerro pequeo e um
novilho (orino, ludo por preco commodo:
na ra da Concordia, direita, primeira
casa.
Toucinho de Santos,
a 140 rs. a libra, anda novinho o fresco : na
ra larga do Rozario, padaria n. 48.
Meias de linho.
Na ra do Queimado, loja n. 19, vendem-
se meias de linho para homem e para meni-
nos, e de algodAo de eoires tambem para
homem e para maninos, por precos com-
modos.
Continuam-se a vender mas-
caras de cera e rame por pr.'co
commodo : na ra Nova n. 8, lo-
ja de Jos Joaquim Moreira & ('.
Vende-se um bonito pardo, de 18 an-
nos, bom boleeiro, que s>iho tocar qua-
tro cavallos, he de muito elegante figura e
le boa conducta, o que se afianca : na ra
lo Rozario larpa n. 22, segundo andar.
Veiulem-so 3e.cravas do bonitas figu-
ras, sendo una parda de 22 annos, que sa-
be cozinhar o diario de urna casi e tem bom
principio de engommar e coser ; urna preta,
que tambem cozinha e he propria para ven-
der na ra ; una dita para todo o servico :
na ra do Queimado n. 14, se dir quem
vende.
Vendem-se moios bilhetes da lotera do
Livramento, que corre boje : na ra do Ca-
bug, loja de miudezas n. 9.
--Vende-se urna carroc toda de sicupi-
r, com o lastro de amarello e coir. a com-
petente lerragem ; assim como um par de
rodas rom eixos e ferragem, por preco mais
commodo do que em outra qualquer parle :
na ra da Roda n. 46.
~ Vcnde-se um terreno com 40 palmos de
frente trezentos e tantos de fundo, no lu-
gar da estrada nova da Soledade que vai pa-
ra o ;Manguinho, por preco commodo : a
tratar com Hiplito Jos Elias, na ra Nova,
numero 105
Na ra do Brum n. 28, existe para ven-
der-se urna rr-o?nda de eugenho com todos
osseu.s peitences e em bom estado : o seu
preco he o mais rasoavel possivel.
Mascaras.
O pequeo resto das mui excellentes mas-
caras de cera, com molas, barbas, etc., se
estSo vendendo por mui commodo preco,
por menos do que em outra qualquer par-
le : na rua da Cadeia do Recifo n. 34, pri-
meiro andar.
Vende-se urna escrava boa cozinheira,
engommadeira e lavadeira de sabSo : na rua
do Codorniz n. 10, na venda. Na mesma
vende-se mate viudo prximamente do Rio
Grande do Sul.
- Vendem-se dous sitios no lugar do en-
genho Peres, um com casa de lijlo a mo-
derna e bem feta, e oulro com casa de tai-
pa, conlendo (res moradas bem construi-
das ; ambos os sitios s3o bem plantados de
arvores de fruto, capim para cavallos, trra
para plantajes de roca e terreno para por-
se qualquer estabelecimento : vendem-se
por preco commodo e tambem trocam-se
por escravos : quem pretender, procure no
mesmo a Miguel Paes Darrelo.
Vende-se, por preco commodo. um si-
tio, na estrada que vai para lleberibe, com
boa casa de vivenda de pedra e cal, baixa
para capim e alguns arvoredos : quem o
pretender, dirija-so rua Nova, loja de cha-
peos n. 46.
-- Vendem-se tres moradas de casas pe-
quenas na rua do Jasmin, por Irs de San
Goncalo, em chaos proprioa, com loda a
commodidade, lvres e desembaladas,
por barato preco, as quaes rodem agora
18,000 rs. : quem as pretender, dirija-se
travessa da Concordia, sobrado n, 5.
Vendem-se bilhetes e meios
ditos da lotera do
amanbaa
Livramento,
que corre amanbaa : na esquina
da ruado Cabuga, loja n. 11, jun-
to botica do Sr. Joo .Moreira
Marques.
Lo*eria do Rio de Janeiro.
Aos ao:ooo,ooo ris.
Na loja de miudezas da praca da Inde-
pendencia n. 4, vendem-se bilhetes intai-
rns, meios, quartos o vigsimos, a beneficio
da cultura das amoreiras, craacSo do bicho
da seda. Na mesma loja recebem-so bilhe-
tes premiados em troca dos que tem a
venda.
-- Vendem-se duas moradas de casas ter-
reas, oa rua Imnerial ns. i o 6, assim como
uma na ruado Padre l'lonanno n. 30, ou-
tra na rua do Agoas Verdes n 15, por pre-
cos commodos : a tratar na rua do Crespo
n. 10, loja de Ignacio Luiz de Brito Tabor-
da, pessoa esta que est autorisada a ven-
de-las.
Vende-se rape' de Lisboa em
oitavas, e caixas com charutos de
San Flix, por preco commodo :
na rua da Cadeia do Becife. nu-
mero 15.
Veode-se urna canOa que carreg 900
tijollos, a qual se acha virada : a tratar na
rua de S. Francisco, casa apalacad.
Vendem-se superiores livros em bran-
co, do diversos tamanlios : em cas de Ralk-
mann Irmflos, na rua da Cruz n. 10.
Ghegaram a final as to de-
sojadas rrascaras de cera e rame,
qiie se vendero por precos com-
modos : na rua Nova n. 8, loj de
.los Joaquim Moreira fc Com-
panhia.
-- Vende-se a parte de um sitio e casi no
oilto da groja do Monteiro, que fol do fal-
lecido tenente-coronel Jos do Reg Bar-
ros : a tratar na rua do Caldeiroiro n. 12, se-
gundo an lar.
-- Vende-se um moleque de naco, de 20
nnos, que cozinha o diario de urna casa, o
guia na rua ; a tratar na rua do Rangel
n 37, segundo andar.
-- Vendem-se 12 cadeiras, um jogo do
bancas e urna mesa de meio de sala, ludo
de Jacaranda e com algum uso : na rua Au-
gusta, casa do Pacheco.
-- Vende-se a taverna da rua da Aurora n.
32 : a tratar na rua Nova n. 65.
Vende-se urna preta anda moc e com
algumas habilidades : os pretendentes di-
rijam-se rua do Rozario larga n. 18, qua
anise dir quem vende.
-- Vende-se urna casa, com grande qu n-
(al, que tem para mais de 40 ps de laran-
geiras, todas selelas e de embigo e nutras
fruteiras, cacimba, tanque para banho, cem
muitoscommodos esot.lo, ludo em chilos
proprios esita no lugar da Sol Jada n. 42,
defronte do muro do Sr. coronel Lemenha :
quem a pretender, enlenla-se no tecife, na
rua da Cruz, no armazem n. 46, do Sr. Cor-
reia.
A l,Goo ris.
Vendem-se pellos de marroquim preto, a
1,600 rs.: na praca da Independencia ns.
13 el, loja do Arantes.
~ Vende-se urna linda escrava de 19 an-
nos, preta, que ongomma, cose e cozinha o
diariodo una esa, sem nenhum defeilo,
sendo para fora da provincia ou para fra
da cidade : na rua de Santa Rita, sobrado
numero 11.
-- Vende-se um mulatinho de bonita figu-
ra, de 12 annos, o qual he proprio oara pa-
gem ou copeiro, n lem principios dealfaia-
te : quem o prender, dirija-se a travessa do
calabouco n. 38.
-- Vende-se urna prcU de bonita figura,
que cozinha e vende na rua : vende-sa por
prerisSo : na rua do Pilar, cm Fra de Por-
tas, n. 101, se dir quem vende.
Na rua do Crespo n. IG,
loja que volla para a rua das Cruzes, ven-
dem-se chitas de assentos verdes o de co-
res seguras, Inteiramente modernas, a 220
rs. o covado ; cassns franeczas, ornis mo-
derno que ha, a 910 rs. a vara ; ganga ama-
relia, propria para palitos e jaquelas, a 360
rs. o covado ; chapos franoezes modernos,
a 6,500 rs. ; e muito finos, a 7,000 rs ; chitas
finissimas, a 240 rs. o covado; e outras
militas fazendas por commodo preco.
Vende-se, na rua do llangel n. 21, ba-
nda derretida, da Ierra, para filhos o iara
temperar carnes, do superior qualidade, a
320 ris a libra.
--Vende-se urna morada de casa de tres
andares esotSo, na rua da Senzalla Velha
u. 144, com vista para a ponte, palacio do
governo e para o mar : a tratar com Jos
(oncalves Torres, na na da Cadeia Velha
i. 1, ou com Jos Baptista Ribeiro de Pa-
rla n. 9.
- Na rua das Cruzes n. 18, terceiro an-
dar,!vende-se urna ptima parda do 26 an-
nos, perfeita engommadoira, que cose chSo,
faz renda, cozinha o lava de saho ; urna
preta de Angola, de 20 annos, que cozinha
ava bem de sabio ; um elegante escravo.
de Angola, de 24 annos e ptimo canoeiro ;
um dito de 30 annos\ ptimo ganhador de
rua ; una linda crioula de 26 annos, perfei-
ta engommadeira, que cose bem chSo, faz
bem lavarinto, marca, cozinha e lav de sa-
bao, a qual vende-se para fra da provin-
cia ou engolillo.
Para voltarete.
Vendem-se superfinas cartas, por preco
commodo : na rua do Queimado n. 25.
Vende-se muito nova farinha
de mandioca de Santa Catliarina :
a b rdo do brigue Sagitario, fon-
deado defronte do Trem, por pre-
co muito coma.odo.
Vende-se, na rua do Crespo, loja de
miudezas n. II, cartas linas francezas sel-
ladas, e livros para as aulas, por precos
commodos, como sejam : I). Sebastian, ro-
mance histrico em seis cantos e outras
poesas, por 160 rs.; o Ceno da La, ou
iiied nae/>es sobre a morte, por 80 rs
Na rua do Queimado, loja n. 19,
vende-se muito bom franqulim a.,;
preto, proprio para saias e limos, fc>
fazenda muito mel: or do que a lila e (j)
muito mais larga, pelo preco de 400 a
ris o covado; tambem he ptimo (jp)
para calcas, jaquetas e sobrecasacas. t/f
***. :**>* #;:*##
Os excellentes e apreciavcs charutos
verdadeiros de San Feln, acham-se ven-
ida na rua Nova, loja n. 8, a 3,000 rs. a cai-
Ixinhade 100,
II Cr^lV/FI


Lotera de N. S. do Livramento.
Aos 5:ooo,ooo rs.
Na ra a Cadeia n 46, loja de miudezas,
vendeu-se obilhete inteiron. 941, em que
sabio a sorte de 1:500,000 rs,, e eslfio ex-
postos venda os bilhetes o cautolas da
mesma lotera, que corro impreterivelmen-
(c no da 28 do crrante.
Bilhetes 11,000
Meios 5,500
Ouartos 2,600
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Lotera de N. S. do Livramento.
Na botica da ra do Rosario Larga i.
42, vende-se bilbetes inteiros, e meios, cu-
jas rodas andao nodia 28 de fevereiro.
Lotera de L. S. do Livramento.
Na botica da ra do Rosario Estreita n.
10, vendem-se bilhetes inteiros, e meios,
mais baratos que em oulra quelquer par-
te, cujas rodas andSo no dit 28 de feve-
reiro.
Lotera de N. S. do Livramento.
Na loja de fazendas debaixo do arco
da Conceigo o. 6, vendem-se bilhetes In-
toiros, e meios, cujas rodas andfio no dia
28defevereiro.
Kap Paulo Cordeiro do Rio de
Janeiro
em latas e frascos, chegado recentemente
vende-se na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 5, de C.unha & Amorim.
Deposito de cal virgem e potassa
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recife n. 50, vendem cal virgem em pedra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos prego do
que em outra qualquer parte.
botera de IV. S. lo Llvrameiito.
Aos 5:<><>!>sooo i--.
Na loja de miudezas da praga da Inde-
pendencia n. 4. vendem-se bilhetes, meios,
quartos, quintos, decimos n vigsimos, que
rorreimpreterivelmente no dia 28 do cor-
rente.
Bilhetes inteiros 11,000
Meios 5,500
Quartos .2,600
Quintos 2,100
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Sortimento barato.
Vendem-se jarras mui bem feitas, resfria-
dores, quartinhas, moringues, copos, gar-
rafas brancas para resfriar agoa, louga vi-
drada, alguidares, panellas, escarolas com
cabo9, hlalos para ensinar meninos a an-
dar, ditos para costura e ditos para com-
pras : na ra da Cadeia do Recife n. 8.
L'ma bonita escrava de ao minos.
Vende-se urna escrava crioula, de bonita
figura, ha pouco vinda do serto : na ra
larga do Rozario n. 48, primeiro andar.
Vi'ii lem-se duas moradas du casas ter-
reas na ra Imperial, assim como urna na
ra do Padre Florianno e urna na ra das
Agoas Verdes : vendem-se por preco com-
modo, na ra do Crespo n. 10, na loja de
Ignacio Luis de Brilo Tabnrda, pessoa esta
que estautonsada a vende-las.
Chita escarate a 320 rs. o
covado.
Defronle do becco do Peixe Frito, loja n.
3, vende-se chita escarate pelo baratissimo
prego de una pataca o covado. Esta fazen-
da torna-se pelos seus novos desenhos re-
conimendavel, nao s para cortinas e cober-
tas, como tambem para vestidos de se-
n liora,
\<> -culini <> cheles de familia.
Na loja da ra doQueimado n. 3, defron-
te do becco do Peixe Frito, ven lem-se pe-
Cas de algodfiozinho muito encorpado, e
cambraia lisa muito (na, com um peque-
no toque de avaria : de ludo se darfio os
precisa vista da fazenda ; assim como dar-
se-lia amostras com o competente penliur.
A a,4oo ri.
Vendem-se pegas de cassa de quadros e
Iistras para babados com 8 i|9 varas cada
una : na ra do Crespo, l- j-* n. 6, ao p do
lampefio.
Um escravo bom trabaIhaJor de
enxada.
Vende-se um preto mogo, robusto, bom
trabalhador de enxada e machado, proprio
para engenho : na ra larga do Rozario n.
48, primeiro andar.
No armazem de S Araujo, na ra da
Cruz n. 33, vende-se superior farinha de
mandioca a dousn.il ris a sacca, bem co-
mo sola, couros miudos, peonas de ema,
tijollos para limpar metaes, etc.
Bom e barato
Na ra do Passeio Publico, loja n. 9, de
Al bino Jos Leite, vendem-se ricos cortes de
meias casemiras, pelo diminuto prego de
1,600 rs. A elles, rapasiada do bom gosto,
antes que se acabem.
Farinha Fontana.
Vende-se farinha daquella acreditada
marca, sendo a ultima chegada a este mer-
cado : a tratar com i. i. Tasso Jnior, ra do
Amorim n. 35.
Vende-se um rico e completo appare-
Iho de porcelana branca para mesa e sobre-
mesa, por prego muito commodo : em casa
de J. P. Adour & Companhia, na ra da Ca-
deia n. 52.
Lonas.
Vendem-se as afamadas lonas, todas de
linlio, muito largas, proprias para camas
de vento e encerados, por prego commodo :
em casa de Jos Saporiti, ra do Trapiche
Novo n. 18, segundo andar.
Na ra da Senzalla Velha, padaria n.
100, principio que entra pelo Becco Largo,
vende-se superior farinha de mandioca,
viuda ltimamente de Santa Cntharina ; por
cada sacca se levar io portador a pequea
quanlia de 2,000 rs. conduzindo uina sac-
ca nova de boro algodfiozinho, e querendo
desconta-se-lhe 260 rs., passando para ou-
tra, que o portador levar.
Vende-se mol de furo novo a 300 rs. a
caada : no pateo do Paraizo n 20.
Superior Pal Brandy.
On sale, a few cases containing
one dozen each, also bottle.i
Porl, sherry & madera, at E. 11.
Wyalt's Oflce, ra do Trapixe
INovo, n. 18.
Vendem-se pedes suissos de alisar,
para senliora, epara suissas, bigodes e ca-
bello de homem, a fiOrs. cada um; correntes
il'ago fino para relogios, a 500 rs. : na ra
do hangel n. 8, defronte do beco do Trem-
Carnauba de primeira Forte
a 7,000 rs. a arroba em saccas, courinhos
miudos, pennas do ema, sapatos de couro
de lustro em porgfio por prego muito com-
modo, sapatinhos de meninos de 10 a 12 ali-
os cm porgSo, urna loalha de bretanha,
propria para baptisado, cousa boa, urna di-
ta aberta, sem bico, 3 temos de medidas
de folba e om dito de pao, tudo ero bom
uso : vende-so na ra da Cruz do Recife,
numero 24.
Chumbo de munico.
Existe um grande sortimento de chumbo
"de rhunigfin inglez, o melliorque ha do B,
BB, lililt, e miudo de ns. 1 a 10 i vende-se
por prego muito rasoavel, no armazem n
45, da ra da Cadeia do Recife.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. C, 8 e 10,
fundic2o de ierro.
O barato.
Aos Senhores encadernadores.
Na livraria do pateo doCollegio n. 6. de
Jofio da Costa Dourado, vende-se papel pa-
ra encadernar, de 18 pollegadas de compri-
loe 12 de largura, por 40 rs. a folha, ou
900 a mfio.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 ris.
Na CASA FELIZ, nos quatro cantos da ra
do Queimado n. 20, vendem-se os mui afor-
tunados bilhetes, meios o cautelas da 6.'
lotera a beneficio da cultura das amorei-
ras e creagfio do bixo da seda, cuja lista che-
ga no primeiro vapor.
Vendem-se meios bilhetes da lotera
lo livramento, cujas rodas andam no dia
28 do crrente, a 5,500 rs. e decimos a rs.
1,200 : na ra do Livramento, loja n. 11.
Por i;ooo,ooo ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente (lugar para edificar 5 moradas de
casas tendo de fundo desde a ra da Au-
rora at a ra do Hospicio, e se convier
tambem se far negocio com outros 53 pal-
mos juntus ao mesmo terreno, os quae*
I3u lugar para edificar-se 15 moradas de ca-
sas : para tratar, na praga da Independen-
cia n. 17.
Vender por 3,000 rs. boas saccas com
millio: no Becco Largo do Recife, venda
que volta para a Senzalla Nova.
Deposito de charutos da Baha,
ra da Cruz numero 27
Armazem de Croccodt Companhia.
S3o chegadosa este novo deposito ns ver-
daderos charutus soberanos de llavana,
senadores, deputados, regala, cagadores,
venus e quem fumar salina Todos estes
charutos em caixinlias de ce 111, que muito
convin aos amadores, pois que sua quali-
ladc he muitu supenur, c prego o mais mo-
derado possivel, para acabar cfzer-se no-
va remena.
Agulbas inglezas.
Vendem-se agulhas inglezas muito finas :
na ra do Trapiche Novo n. 18, escripturio
de E. II. Wyatl.
Vendem-se mcias do linho de pus gran-
les ; barris de 4 e pipas de superior vinho
Jo Porto, proprio para engarrafar; arcos
para barrica: ; presos de tudas as qualida-
des, do Porto ; e retroz : tudo por preces
commodos: na ra doVigario n. 11, casa
le Francisco Alves da Cunha.
Madeira de Jacaranda.
Vende-se ptimo Jacaranda em porgfio ou
a retalho, a vontade do comprador : ua ra
da Cadeia de Santo Antouio 11. 18.
Para acabar.
Vende-se a 2,000 rs. o milheiro de ceb-
las, e a 240 rs. o cont, cousa boa : na ra
la Cadeia de Santo Antonio, armazem de
tijollos n. 17.
Novo deposito Na ra do Apollo, armaze.o n. 2 B, ven-
le-sn superior cal virgem em pedra, ltima-
mente ciiegada de Lisboa na barca IJgeira,
por menos 500 rs. a barril do que em outra
ualquer parte.
Estribos de metal fino.
Existem ainila alguns pares destes elegan-
tes estribos : no escripturio de E. II. Wiatt,
ra do Trapiche Novo D. 18.
Quem admirar,
Venha ver e comprar.
Na ra do Crespo loja da es-
quina que volta pura a
Cadeia.
Vendem-se' pannos finos prelos muito
superiores a 3,000, 3,500, 4,000, 4,500,
5,000 rs. o covado ; dito azul a 3,000, 4,000,
e 5,500rs.; dito cor de rap a 3,000, e
3,500; '.ditos verde a 2,800; corles de
coletea de setim de cores a 1,600 rs. di-
tos de gorgurSo de seda a 1,280; ditos
de fustfio de cores a 320, 500, e 640 rs.;
ditos de brim trangado pardo de linho
puro a 1,500, e 2,000 rs. : ditos de brim
hranco trangado a 1,600, 1,800, e 2,000 rs. ;
ditos de roies a 800, e 1,280 rs.; cortes
de cambraia bianca de quadros a 2,000 rs.;
ditos de cores muito bonitos a 3,000 rs;
ditos com listras de cores muito finos,..
3,500 r..; cortes de colete de veludo mui-
to bonitos a 2,000 rs ; cambraia ; lisa .a
2,720 rs. a pessa com 8 1|2 varas; cam-
braias de cores para vestidis a 280 rs. o
covado; cassa pela a 2,000 rs, o corte;
dita a 120 rs. o covado ; riscadinho de li-
nho a 220 rs. o covado; dito a 320 rs.;
picte muito encorpBcio para escravos a
200 240 rs. o covado ; algod.lo de lislra de
cores a 180 rs.; chitas de cores lisas pa-
dits alegres a 160, 180, e 200 rs. o co-
vado; melins de cores para forros a 120,
e 140 rs. ; riscads francezes para vesti-
dos a 240 rs. ; dito monstro a 220 rs.; zu-
arle de furia cores a 200 rs.; ditos azues de
vara de largura a 240 rs.; lengos de cassa
para grvala a 240 rs. : ditos com listras
de seda 400 rs.; sarja de seda preta
muito suoeiior a 2,240 e 3,000rs. ; es-
guifio de algodo com 10 1|2 varas a
2,400 rs. a pessa ; cobertaa de tapete
para esclavos 720rs.; chapeos de sal
de panniiho com asteas de balea a 1,800
rs.; meias para meninos a 1,0oors. a
duza.
Vendem-se sacos com huello,
chegades no ultimo navio do Ha-
vre ; farinha Barn, primeira qua-
lidadc, e muito nova ; verde fran-
cez em p ; cobos de linho e ma-
nilha, muito bom sortimento ; li-
vro3 em branco e paulados, de to-
dos ostamanhos ; pennas d'aco de
muito boa qualidade ; chumbo
em lencol ; e oleo de linhaca em
barril ; tudo por preco muito em
conta : na ra do Trapixe n. 11.
Vende-se urna corrente de ouro de
loi, muito moderna, para rologio, rrais cm
conta do que as lojas de ourives : na ra
larga do Rozario n. 35.
Vende-se mel de furo, em
caadas e garrafas, por preco
commodo: no Manguinho, pa3
sando a ponte, primeiro sitio do
ladoesquerdo.
Vendem-se 12cadeiras, 1 mesa redon
da do meiodosala, 2 banquinhas, tudo de
angico, pereito e com pouco uso, 1 com-
moda grande, 1 dita mais pequea e em
bom estado, 1 carleira nova, 1 mesa dejan
larde amarello perfeita, 4 mangas de vi
dro lisas e de bonito modelo, 4 castigaos de
vidro, urna redoma, 1 oratorio pequeo,
porm moderno, com 3 faces de vidro, com
algumas imagens : no largo do Carmo
quina da ra de Hurtas n. 2, segundo an lar
das 6 as 9 horas da manhfia, e das 3 da lar'
do em diante.
Guarda nacional.
Vende-so o peculio do guarda nacional
contendo-u lei, regulamenlo e todos os mo-
delos que delles dependen), a 1,000 rs. cada
exemplar completo : ua praga da Indepen
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Aos 5:ooo,ooo ris.
Vendem-se a 5,500 rs. meios bilhetes d
lotera do Livramento, cujas rodas andam
infalivelmente nodia 28 do corrente: na
ra Direila, loja de ourives 11. 124.
A l,6oo e a 1,800 rs. a vara.
Vende-se panno de linho para lengoes
de muito boa qualidade, com a delicadesi
de vara e meia dar um elegante lengol sen
costura, muito commodo para nfio magoai
o corpo : na ra do Crespo n. 12.
baratelro lo pasarlo publico,
loja n. 1 l,Klriniaiio Jos Korri-
giics Ferrol.
Vende superiores sarjas espanholas, mui-
to largas, a 2,400 rs. o covado ; setim mi-
elo superior, a 3,200 rs. o covado ; panno
fino do todas as qualidades ; lengos, los
pretos, chapeos de massa francezes, brins
de todas as qualidades,. casemiras a todos
os pregos, meias ditas, lila para caigas, lona
da Russia, brim do quadros, ditos de algo-
do, riscads francezes, cassasxilas, corles
de cohetes de setim, ditos de sai jas, challes
de todas as qualidades e goslos, madapolo
fin e outros muitosde diferentes pregos ;
assim como um completo sortimento de fa-
zendas baratas, quoe nilo annuncia para
nilo tomar lempo aos freguezes, porqus
vi>ta dellas se fara todo o negocio, s am
de se apurar dintieiro.
Lotera do iiio de Janeiro.
Aos 20:00c,000 rs.
O caulelista Salustiano de Aquino Ferrei-
ra faz sciente ao rcspeitavel publico, que as
suas mui afortunadas cautelas da sexta lo-
tera das amoreiras estilo venda na ra do
Crespo n. 16, loja de fazeudas, e obriga-se
a pagar qualquer premio que aellas sahir
sem ganancia alguma.
Quartos 5,500
ilavos 2,800
Vigsimos 1,300
CIDADE DE PARS.
i Neste esbbeleclmcnto se encontrar seml
pre o mesmo sorlimeoto de chapos de so-
ja annunciados, assim como sedas e pannos
em pega para as armagO s servidas, baleias
para vestidos e esparlilhos de senhores.
Concerta-se toda a qualidade de chapeos de
sol, ludo por menos prego do que em outra
qnalquer liarte.
Vende-se.um|c3o muito novo ede toa
casta : na ra di (Kozerio da Boa Vista n 2.
Venilein-se candieiros para
meio de sala, muito ricos, com os
competentes globos, canudos e tor
cillas, dando a luz mais brilhante
possivel : na ra do Trapiche n. 8.
ntigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. I7, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
Mocadas superiores.
Na fundlefio de C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas,
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construcgSo muito superior.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA 42.
Neste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamaitos, pa-
ra dito.
Na ra estreila do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J.
!'. dos Santos Maya, vendem-so curdas de
tripa e bordes para violfio e rebeca, e pa-
pel paulado para msica, tudo da molbor
qualidade possivel.
Chumbo de municao.
Vnndo-seno armazem de J.J. Tasso J-
nior, ra do Amorim n. 35.
Vendem-se amarras de ferro: na ra
da Senzalla nova n. 42.
Vendem-se arado; america-
nos dos modelos tnasapprovados;
na ra do Trapiche n. 8.
Tecido de algodo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia n. 52,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa do
escravos.
Deposito de e-pcllios das ma-
nafacturas de Franca: na ra do
Passeio n. 1q.
Deposito de cal virgem.
Na ra do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente de Lisboa no brigue Tarvjo-Terceiro
Potassa da Russia.
Vende-se potBSsa da Russia, recentemen-
te chegada, e de muito superior qualidade :
na ra do Trapiche n. 17.
Taixas para ciigeiilio
Na fundig.lo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaos acham-se a venda por prego com-
modo, e com promptidfio embrcm-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Arados de ferro.
Na fundigfio da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Deposito da fabrica de Todosjos
Santos ua Babia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber&C.,
na ra da Cruz n. 4, algodo transado da-
quella fabrica, muito proprio para saceos do
assucar e roupa de escravos, por prego com-
modo.
Cal virgem de Lisboa,
da ini'll.ir que ha no mercado, e
chegada ha das pelo brigue Em-
pieza : trata-se com A. C de
Abreu. na ra da Cadeia do He-
cife n. 37.
Cimento.
Vendem-se barricas com cimento, pro-
prio para qualquer obra que possa rece-
tier agoa, assim cumo para aljeroz e Ira-
peiras, prximamente chegado de llam-
burgo, tambem se vendem as meias barri-
cas por prego commodo : airas do theatro,
armazem de taboas depiob.0, a fallar ctim
Joaquim Lopes de Almeida, caixeiro do Sr.
loan Matlieus.
Vendem-se queijos londri-
nos, toucinho em mantas, ci vi
Ibas verdes, conservas de todas as
qualidas, cha preto, pos ara pao
sem fermento, baldes para com
pras e mais gneros: tudo ltima-
mente chegado de Londres : na
ra da Cruz n. 7, armazem de Da-
vis & Companhia.
Cera em velas.
Vendem-se caixas com cera em
velas, fabricadas noJiio de Janei-
ro, sortidas aodesep~do compra-
dor, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte ;
tambem se vende cera fabricada
cm Lisboa, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com Ma-
chado & Pinheiro, ra do Vgario
n. 19, segundo andar.
> Manteletes e capotliibos. <;
^ Na loja do sobrado amarello, nos ^
p quatro cantos da ra do Queimado Jj
*? n. 29, tem para vender manteletes e J
W capoliuhos para senliora, de chama- 2
K luto egros de aples de cores, os <;
r> mais modernos ede mais lindos en-^g
g>- feitcs que tem vindo. _#
Escravos fgidos.
-- Desappareceu do lugar de Caboc, per-
to da povoagSo do Monteiro, de casa de
Thom Francisco da Rocha, um cavallo ru-
dado-claro, canins pretos, magreiro e em
grSo, o qual tove sobrecanas as mSos, e
em urna dellas urna reladura, bocea com
signal de corte de bride, clinas e cauda
brancas : quem o pegar, leve-o ao mesmo
lugar, que ser generosamente recompen-
sado.
Desappareceu, no dia 25 de fevereiro,
a noile, a preta, escrava, de nome Joanna,
de nagfio, baixa, grossrdo corpo, com mar-
cas de bexiga e olhos grandes; levou ves-
tido velho desbolado, e tem o andar gin-
gando : qualquer pessoa que a pegar, a 1 -
ue levar ra larga do Rozario n. 21, fabri-
ca de licores, quesera recompensada.
Desappareceu, em diasdo mez de no-
vembro do anuo passado, o pardo de nome
Manoel, natural do l'ar, alto, acaboclado,
nariz afilado, falla branda e costes com ci-
calrizes de chicle : quem o apprehender,
leve-o ra da Concordia, vindo da ponte,
direila, primeira casa, que sera recom-
pensado. Na mesma casa vende-se urna por-
go de gados novos, vaccas de le 10 e um
iiovilho tonno : ludo por prego commodo
Desappareceu, no dia 8 do corrente, o
preto Antonio, baca, por alcunha Caxanga :
roga-se s autoridades policiaes e capilfies
de campo hajam de apprehend-lo e condu-
zi-lo a casa do senhor, morador na estrada
dos Afilelos, junto capella.
--Em Janeiro prximo passado desappa-
receu da fundigfio da Aurora, em Santo
Amaro, o preto Antonio Songo, de altura
regular, cheio do corpo, mal eucarado, boc-
ea grande com falla de denles, barbado,
com maicas de bexigas, ps apalhtados,
falla muito manga; levou duas carnizas e
duas caigas de algodo de Iistras : descon-
fia-se quo tonba ido para Macei on lugares
vi/i litios, seduzido por alguom ; por isso ro-
ga-se a quem o pegar, de o levar l'umli-
gfio cima dita, que sera dovidamente re-
compensado.
Desappareceu, no dia 12 de Janeiro pro- f
ximo passado, do sitio denominado Arag,
unto a ponte dos Remedios, um escravo,
canoeiro, de nome Caetano, de estatura re-
gular, cor fula, rosto redondo e picado do
bexigas, pouca barba, alguns signaes de
panno pelo ventre, sendo um delles a mar-
ca de um caustico por occasiSo de ter um
pleoriz e be quebrado de urna das verilhaa ;
levou camisa e calca de algodo de fra.
Kste escravo, dizem ter levado em sua com-
panhia urna preta moga, de nome Juliana,
baixa, cheia do corpo, muito esplicada no
fallar e tem um signal de taino no canto da
boceada parte direila : roga-se a todas as
autoridades policiaes, ou a quem o conhe-
cimento deste possa interessar, e a pessoas
particulares que os possam encontrar, os
mandem apprehender e entrega-Ios na ra
dos Quarteis de polica, padaria n. 18, que
serfio ah gratificados com 50,000 rs. alm
de alguma pequea despeza que possa bar-
ver para sua se^uranga.
Desappareceu, no dia 24 do corrente,
do engenho S. Jos, o escravo Cedro, criou-
lo, alto, cheio do corpo, cor fusca, signal
de barba, um Unto tolo no fallar, falta de
dentes na frente, e comoj fugisse tem sig-
nal de cordas no brago esquerdo, rosto
comprido e descarnado, nariz afilado o
olhos regulares : roga-se as autoridades po-
liciaes e capilfies de campo que o spprehen-
dam, e qualquer pessoa que leva-lo ao di-
to engenho, ou ao Sr. Luiz Jos Pereira Si- .
moes. ruadas Cruzes, ou em casa de Mi-
guel Ribeiro do Amaral, Aterro da Boa Vis-
la, ser recompensada com a quantia de rs.
50,000.
Fugiram do sitio de S. Jos do Mangui-
nho, os escravos seguintes : JoSo de nagfio
Baca, estatura cima de regular, rosto
cheio, que parece estar inchado, cor fulla,
olhos pequeos, levando duas camisas,
urna de azulfio e outra de fineta ; outro de
nome Mathias de nagfio Rebollo, do casal do
finado Manoel de Carvalho Medeiros, levou
duas camisas vestidas, urna azul e outra por
fiaiso de riscadinho azul, sendo de estatura
baixa, magro muito tallador e sempre esta
embriagado : quem os pegar leve-os ao di-
to sitio cima, ou ao escriptorio do viuva
Caudino & Filho, que generosamente se
gratificar.
Aos capitSes de campo.
Desappareceu, na noile de 23 para 24 do
corrente, o escravo de nome Antonio, do
nagfio Angola, preto, que representa ter 40
annns pouco mais ou menos, baixo, rosto
abocetado com dous calombinhos, bastan-
te barba, porm cortada, barregudo e com
urna cova cima das cadeiras ; levou cami-
sa de algodo branco grosso e caigas do
mesmo de Iistras : quem o pegar, leve-o
ra estreita do Rozario n. 13, que ser* re -
compensado. Este escravo erado engenho
Aratanji do Sul.
Desappareceu na imite do dia 6 do
corrento urna escrava parda de nome Luiz ,
i.lado pouco miis ou menos 30 anuos, ro-
bellos corredissos, porm cortados, rosto
redondo, barriguda que parece estar peja-
da, mfios bastantes leas e algumas unhas
muito negras que parecem ter sido pisadas,
os ps multo esparralhados o foios e algu-
ma cousa irregular, levou alm da roupa
vestida, um sacco ou trouxa, dous (ios de
contas brancas ao pescogo, assim como um
rozario tambem branco, chales de chita
asul j desbolada, usa de camisa de cabe-
gfio : quem a aprehender e leva-la na
ra do Queimado, loja n. 9, ser recom-
pensado generosamente.
I'ugo no dia 24 do corrente do enge-
nho Tapera, sito na freguezia de Jaboato,
o escravo de nome Josi-, de nagfio Nag,
cujo sinaes caractersticos sfio os seguintes:
corpo e altura regulares, olhos salientes a
vivos, sem barba, com falta de dentes, ros-
to talhado, ps grossos, representa ter de,
idade 30 annos, ho muito ladino; avista
do exposto recommenda-se aos capitSes de
campo a captura do dito escravo, pelo que
serfio generosamente gratificados.
Anda est fgida a preta Maria Joa-
quina, de idade 30 a 40 annos, nagfio Con-
go, baixa, gorda, cor retinta, tosigosa,
olhos vivos, bastante ardilosa, e sagaz ;
talvez ande sua fuga encoberta com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se empre-
gava antes da sua fuga, nfio sendo esta a .
primeira vez que foge, e que se encobre,
com tal negocio ; tambem j loi escrava de
engenho, e andava vendendo miudezas pelo
mallo, com urna crioula de quem era es-
crava : quem a pegar levea na praga da In-
dependencia n. 17, que ser recompensado
doseu trabalho.
Desappareceu, no dia 16 o corrente, a
preta Joaquina, de nagfio Cagange, que re-
prsenla ter 40 annos, baixa, corpo regular,
cor fula, com carne sobre os olhos, nariz '
chato, falta de dous dentes, peitos peque-
nos e murchos, com algumas sicatrizes de
relho as costas ; tem as nadegas um lano
empinadas para Irs, que mais mostra
quando anda ; levou vestido novo, porm
sujo, com assento azul; consta que usa de
panno da Costa. Esta preta quando foge tem
por cnsiume andar pelos arrabaldes desta
praga : roga-se as autoridades policiaes,
capilfies de campo, ou outra qualquer pes- <
soa, que a apprehendam e levem-a a seu
senhor Domingos da Silva Campos, na ra
das Cruzes n. 40, que gratificar genero-
samente.
Desappareceu do engenho Massauass,
no dia 17 do corrente, um preto, escravo, de (
nome Adfio, alto, cor bem preta, pouca ou
nenhuma barba, testa alta, desdentado, ps
grandes, natural de Angola : roga-se a lu- <
dos os senhores proprielarios e autoridades
policiaes, ende apparecer dito escravo, de
o mandar apprehender, e com seguranga
remetter ao dito engenho, que serfio pagas
todas as despezas.
Ausentou-se, na tarde de 9 do corra-
te, o mulatinho Braz, natural do serian, de
16 annos, estatura regular, cabellos um
tanto crespos e olhos pretos; levou ralea
de riscado de quadros miudos, carniza de
madapolfio e bonet de riscado : roga-se as j
au.oridades policiaes, capilfies de campo e .
mais pessoas particulares o apprehendam e j
conduzam-no ra do Cotovello n. 135, que" *
se gratificar.
Pfi'RN. MA.TVH.Dr7 M-F.DR FaRIA.
II
n i\/c 1


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