Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06315


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Full Text
Auno XXVII
Quinta-feira 6
PARTIDAS SOS COB.REIOS,
Goiann.i e Parahiba, t secundas e sextas felrai.
pjo-Grande-do-Norle, todas aa quintas feirai ao
roeio-dla.
Garanhuns e Bonito, a 8 r 9,1.
Uoa-Vitla e Florea, a 13 e 28.
Victoria, t quintas friras.
Olinda, todos os dlat.
trmraiDn,
'Nova, a 1, as 3 h. e42 m. da m.
-..... trese, a 9, asO h. e36 iu. da m, i
Piusas D to.7chela t |(Ji M i h. e 9 m. dara.
\Mm 22> ">. e 18 ra. da t.
raiiMtn oz boje
Prmeira s 3 horas e 18 mluutos da maiihia.
Segunda s 9 oras e 42 minutos da Urde.
de Fevereirode 1851.
N. 30.
FHE90 DA SBOBIFOAO.
Por tres meses (-adianUdos) 4/00
Por seis raeies .fflS
Pomm anno S/UOO
.isssssl
DIAS DA SE MAMA
3 Seg.S. Braz. Aud. do J. dos orf. e m. da 1. v.
4 Tere. S. Andr. Aud. da Chano, do, J. da se-
gunda varado c. e dos feitos da f.izenda.
5 yuarl.S. gueda. Aud. do J. da 2. vara.
t)ulot. s. Dorothea. Aud. do J. dos orf. e do m.
da primrira rara.
7 Seit. S. Romualdo. Aud. do J. da 1. v. do civel,
e dos feits da faxenda.
8 .iab. S. Joao da Main. Aud. da Ch. e do J. da
[. vara do civel.
Duni. S. Apollonia
Sobre Londres. a30M,d. p. 1/000 rs.BOdl...
Pars, 320 por fr.
Lisboa. 85 a 2!)MU) a 2./T,0U
:fflDOT.:!8SSo*
de 4*IH)U....... ^* M
Prata.-Pataces bras.le.ros.... Vgj' A^
Pesos columnanoi..... Ug ^
Ditos mexicanos........ V00" *
DIARIO DI] PERA
IZARTE t/FFICUL.
MINISTERIO D\ JSTICA.
DECRETO If. 737 DE 25 DE HOVENBBO DE 1850.
Determina a ordtm do jnito no proeeito com-
ncrical.
( Vide o Diario n. 22.)
CAPITULO VIII.
Be embargo, pendente lide.
ATt. 4lo. Pendente lide pode o autor
nos mesmos casos em que tem lugar o em-
bargo preparatorio requere-lo, como dis-
pon n capitulo I. deste titulo etn cuja con-
formidade se proceder.
TITULO VIII.
Do futi arbitral.
ClriTDXO I.
Art. 411. O juizo arbitral ou be volunta-
rio ou necessario:
$ 1. He voluntarlo quando be instituido
por compromisso das partes.
$ 9. He necessario nos casos dos arts.
215, 291, 248, 789 e 846 do cdigo commer-
cial, e em lodos os mais, em que esta for-
ma de Juizo be pelo mesmo cudigo deter-
minla. ... '.
Art. 412. Ojuizo arbitral voluntario po-
de ser instituido, ou preferido so juizo or-
dinario do commercin, antes ou na penden-
cia de qualquer demanda, na prmeira ou na
segunda instancia, e at depois de inter-
posta ou concedida a revista.
Art. 4IS. Nos rasos em que o juizo arbi-
tral he necessario ( art. 411 2.) so he de
mister o compromisso, se as partes quize-
rem desistir dos recursos legaes, ou impor.
penas convenconaes,bastando sanente nos
outros casos a louvacio dan partea.
Art. 414. Pdem fazer compromisso to-
dos os que pdem transigir.
Art. 415. O compromisso pode ser judi-
cial ou extrajudicial.
Art 416. O compromisso judicial pode
ser feito na conciliacSo previa ou em qual-
quer lempo durante a demanda peranle o
juizde paz, ou por termo nos autos,
Art. 417. O comprainsso extra judicial
pode ser feito por escriplura publica, ou
por escriplura particular assignado pelas
partes, e rluas Ustemunhas.
Art. 418. A escolha do terceiro, que tem
de decidirs ditTerencss e divergencias dos
arbitros entre si, ser feita pelas partes si-
multneamente com a dos ontros ou sejavo-
luntario ou necessario o juizo arbit'al.
Art. 419. Para a escolha de terceiro ar-
bitro nos casos em que o juizo arbitral lie
necessario, se as partes nao concordarem,
o juiz na mesma audiencia e acia da lou-
vaclo exigir de cada urna das partes tres
nomes a aprasimento driles, e lancando-os
n'uma urna mandar extrahir por um me-
nino uma das sedlas, a qoal designar o
terceiro arbitro. Deste acto se lavrai ter-
mo circurostanciado, que ser jubIo aos
autos:
Art. 420. A opposicSo das partes aos no-
mes proposlos para a escolha do terceiro
arbitro aera regulada edecidida em confor-
midade dos arts. 195 e 196.
Art. 421. Nos casos em que o juizo arbi-
tral be necessario, compele aos inleressa-
dos, ajunlado o compromisso do art. 413,
seoliouver. requerer ao jal.de direilodo
commerc o (art. 6.) a louvagfio dos arbitros.
qual ser feila na forma dos arts. 418, 419
e 420, citadas as paites.
Art. 422. Nos casos de repartido, regn-
lacSo ou rateio de averias grossas, a no-
meacSo dos arbitros se far a requermen-
to do capitfio, ou dos in teressados, se o ca-
pullo o nflo fizer no prsso de 20 das conta-
dos da entrada do navio (art. 783 cdigo )
Art. 423. NSo se querendo as partes lou-
var, o juizde direilo do commercio, (art.
6. ) nos lugares onde houver tribunal do
commercio, deprecar ao mesmo tribunal
a nomeacSo dos arbitros, e com ella prose-
guir a causa. Nos lugares distantes do do-
micilio do mesmo tribunal, ojuizdocom-
mercio respectivo proceder a louvacSo dos
arbitros a revelia das partes (art. 783 c-
digo.)
Art. 424. Nos casos do art. 846 do cdi-
go, a nouieaciio dos arbitros ser feita do
modo especial determinado no referido ar-
tf6- .
Art. 425. Instituido o juizo arbitral vo-
luntario por compromisso qaer judicial,
qner extrajudiclal ( arts. 416 e 417), on ,
dos casos em que ojuiz arbitral he neces-
sario, feila a nomeacao, doa arbitros (art.
421J e aceitando elles a nomeacao, cornaca-
la a causa peraute o arbitros nomeados,
na forma dos ait. 455 eseguintes.
Art. 486. Se j a lide es ti ver penden le ,
junto aos autos o compromisso judicial ou
extrajodieial, ou assignado o termo pelos
compromitleoles ( arts. 416 e 417), o
juiz de feito ordenar ao eserivSo que de-
tolva os autos aos arbitros nomeados, sem
dependencia de im imagao das partes.
Art. 247' Se a causa se achar na segunda
instancia, ou inlerposta, ou j concedida a
revista, ser a pelic9o para ajuntar o com-
promisso ( art. 427 ) dirigida no 1 caso ao
presidente da relacSo ; no 2 ao mesmo
f residente, ou ao do supremo tribu mi de
uslica, se j o recurso tiver sido all apre-
sentado ; e uo 3.' ao presidente do supremo
tribunal de justica, ou ao da relscflo revi-
sor! se j ahi eativerem os autos de re-
vista.
Art. 428. Em qualquer dos casos do ar-
tigo antecede ule, os respectivos presiden-
tes niaiiiiarBo auloar o comprumisso e mais
papis que acoinpanharem a peiifSe, or-
denando que os aulos sejam devolvidos ao
uiz competente, para ter lugar o juizo ar-
Hrarl.
Art. 499. O compromisso deve essencial-
cnente conter.
II Os nomes, pronomes e domicilios das
partes.
S 8. O objecto da contesueflo que se su-
jelta ao juizo arbitral.
3. Os nomes, pronomes e domicilio dos
arbitros.
4 A nomeacao de um terceiro arbitro
para decidir no cao da discordancia dos
nomeados.
Art. 430. Alm destas declaracoes pdem
as partes accrescentar as segointes :
1. O praso em que cada um dos arbitros
devera dar a soa decisSo.
2. Se a decisflo dos arbitros ser exe-
catada sem recurso, ou se reservam o direi-
lo de recorrer della nos termos da le.
3. A pena convencional que pagar
outra parte aquella que recorrer da deci
sSo arbitral, ou que dolosamente emba-
razar que esta se de rio prsso marcado.
Art. 431. A pena convencional nao polle-
ra ser maior do que o valor da demanda ;
e Mear perempto o recurso se a parte que
recorrer, dentro de" 3 dias depois de reque-
rida pelo valor da pena estipulsds, nSo
o depositar na mflo do arbitro da (parte
contraria ou no deposito publico, para elle
o receber ou levantar quando quizer.
Art. 432. Para a requisicfto do valor da
pena convencional em qualquer dos casos
do 3. do art. 430, com certidflo do com-
promisso e da interposico do recurso, ou
com a exposicSo dos factos dolosos da par-
te que impedirn) que a dicisSo arbitral se
dsse no praso marcado, poder a outra
parte requerer ao juiz que Ihe pssse man-
dado executivo contra a parte que reccor-
reu, ou dolosamente embaracou o jura-
mento arbitral; e o juiz procendo inqui-
rirlo verbal e summaria conceder ou de-
negar o mandado executivo.
Art. 433. Se lindos os tres dias nSo esti-
ver feito o deposito ( art. 431 ) ou presta-
da flanea idnea se nisso convier a outra
parte, proceder-se-ha a peuliora, que se-
guir os termos das execucOes.
Art. 434. NSo bavendo lempo marcado
para os arbitros darem a sua deciaSo, ser
este de 4 mezes, a contar da aoeitacSo ex-
pressa ou tacita dos mesmos arbitros.
Art. 435. Este praso poder ser proroga-
do por expresso consentments das paites,
com tanto que a prorogagSo tenha lugar an-
tes de expirado o pnmeiro praso, sendo
junto aos autos o documento respectivo.
Art. 436. Os arbitros nomeados aceita
rio ou se escussrSo dentro de 8 dias, de
pois que Ihe fr notificada a nomeacSo ; e
senesse praso nada disserem, julgar-se-h
terem aceitado.
Art. 437. Fica de nenhum elleito o com-
promisso :
1. Escusando-se antes de aceitar, ral-
lecendo ou impossibilitando-se por qual-
quer modo antes de dar sua decisSo qual-
quer dos arbitros nomeados, se nflo houver
clausula no compromisso de que a decisflo
seja devolvida ao arbitro substituto liaven-
do-o; ou que a substituido so faca por
nova escolha das partes, ou do arbitro ou
dos arbitros restantes.
S 2. Sendo julgada a recusaeflo de um
dos arbiiros antes de sua decisSo, se as par-
les nSo se accordarem na nomeacao de
substituto.
$ 3. Tendo espirado o praso convencio-
nal ou legal, se as partes nJo concordarem
ua renovaeflo do-praso.
| 4. Fallecendo alguma das partes inte-
ressadas antes da decisflo dos abitros, ou
sendo esta discorde, antes da decisflo do
terceiro. se fr menor algum dos herdei-
ros do fallecido-
Art. 438. Em qualquer dos casos do ar-
igo antecedente reverterflo os autos ao
juizo ordinario, se j houver cansa penden-
te, para proseguir nos termos ulteriores ,
oa proporflo ss partes as aceces que julga-
rem competir.
Art. 439. Depois de accelta a nomeacao
expressa ou tcitamente ( art. 436; nflo
poderflo os arbitros escussr-se ao encargo
que receberam.
Art. 440. Terminado o praso marcado pa-
ra a decisflo da causa (art. 437 3. poder
o Juiz punir com multa d 1 a 5 por cento
do valor da causa, e prisflo de 8 a 20 dias o
arbitro que fr convencido de conlulo com
uma das partes para demorar a decisflo, ou
fiuslar o compromisso.
Axt. 441. Este julgsmento ser summa
rio, e ouvido o aecusado of escupi sobre
a petieflo e documentos da parte dentro de
3 dias improrogaveis, inquiridas vetfbal-
mente as testemunbas se as houver, o juiz
proferir a sua senlenca por escripto, co-
mo direito fr. Desta senlenca compete
aggravode petieflo ou de instrumento.
Art. 442. Feila a nomeacSo dos arbitros
s por commum accordo das pastes pode-
r ser revogeda.
Art. 443. So poderflo os arbitros ser re-
cusados pelas partes por causa legal poste-
rior ao compromisso, salvo se della nflo li-
nbam coobecimenlo, e jurarem ter che-
gado a sua noticia depois de feila a no-
meacSo,
Art. 444. SSo causas legaes de recusa-
eflo dos arbitros todas as enumeradas no
art. 80; e proposta por escriplo ser jul-
gada na forma do art. 196.
Art. 445. Aceita a nomeacSo (art. 436 ),
os arbitros nomeados ordeoarflo por despa-
cho que as partes deduzam sua intencSo
nos termos, que serio marcados segundo a
dilliouldade e cjinphe.cao do negocio, e
nSo poderBo exceder de 15 dias para cada
uma.
Art. 446. o McmBo r o aioicom
vista ao advogado de ostia uma das psrtes,
flbdo o tef mo os cobrar com rasos ou
iem ellas.
Art. 447. Quando alguma das psrtes nao
tenha advogado, poder no praso marcado
a presentar assignadas as suas allegacdes
com os documentos respectivos indepen-
deote de viste dos aulos.
Art. 446. Se alguma das partes nSo alle-
gar ou nflo juntar os seus documentos
nos prasos rasrna.ios. ir par diante a cau-
sa ; e nSo se ajuntarSo depois, salvo se nis-
so convier a outra parte.
Art. 449. Quando a causa precisar de
maior discussSo, ou o reo com a sus con-
testacSo ajuntar novos documentos, deque
o autor nflo tenha feito rnencSo, poder
conceder-se ao autor para replicar, e |ao
reo psra treplicar novo praso, que nunca
exceder a 8 dias.
Art. 450. Terminados os prasos, se as partes
ou alguma dellaa protestou porprova tesleinu-
nhal, ser marcada para laso uma s dllaco,
que nao poder ser maior de 20 das.
Art. 451. As testf inunhas serao Inquiridas pe-
las parlea que as produilrem. seus advogados
ou procuradores na preseoja dos arbitros, no
dia, lugar e hora marcada pelo eserivSo, com
intimacSodas partesoirseus procuradores.
Art. 452. No julio arbitral sao admiilida to-
daa aa provas enumeradas no capitulo XII do
titulo II.
Art. 453. Flndo o termo probatorio serao os
autos confiados aos arbitros em commuiu por
cinco dias para os examinaren!, lindo os quaes
declararo por cota se osacbam entestado de
seriulgados.
Art. 454. Se qualquer dos arbitros entender
que a questao nao esl sufflcientement escla-
recida, poder mandar proceder ao exame ou
diligencia, que julgar conveniente, e mesmo
ao juramento de alguma das partes para ajuda
de prova.
Art. 455. Qualquer destas diligencias pode
tambeiu ser feita a requerimento das parles se
algumas dellas o requerer at encerrar-se o ter-
mo probatorio.
Art. 458. Se os arbitros entenderem que a
causa se acha em termos de ser julgada, assiin
o declararo por despacho, mandando que se-
lados os aulos se Ibes facain conclusos para a
sentrnca Anal.
Art. 457. Os arbitros julgaro de laclo e de
direilo, conforme a legialaco coinmercial (ca-
pitulo I. do titulo 1) e clausulas do compro-
misso.
Arl. 453. A senlenca dos arbitros sera datada
e assigaada em commum se concordarem, ou
separadamente se discordaren!.
Art. 459. Se concordarem em parte, e em
parte discordaron, pdenlo na ineAna 'senleo-
ca declarar aquillo em que coucordaraiu, ea-
qulllo em que disconcordaram.
Art. 480. Se houver discordancia dos arbi-
tros em todo ou em parle, o ocriv-o rara: logo
os autos conclusos ao terceiro arbitro noiueado
para desempatar,
Art. 481. O terceiro arbitro sera sempre obri*
gado a conformarse com a opiuio de um dos
arbitros, podendo lodavia, se a declso versar
sobre questdes diversas, adoptar em parte a
opinio de um ou de outro sobre cada um dos
pontos divergentes.
Art. 462. Para decidir dever o terceiro ar-
bitro conferenciar com os outros discordantes,
que para isso serao notificados, e smente de-
cidir por si uo se reuiiindo os arbitros no
praso marcado para a conferencia.
Ar|. 463 Nestas conferencias podero os r-
bltros discordantes modificar a sua opiuio no
todo, ou na parle em que discordaran!, e do
que se vencer entre elles pluralidade se la vi a-
r senlenca por todos as>lgoada.
Art. 464. O terceiro arbitro dar a sua deci-
sao na forma determinada nos artigos antece-
dentes dentro do praao de um mes, contado da
publicico da srmenca dos outros arbitros, se
oulro nao fir o praso marcado para este fina no
compromisso, ou se nao fr renovado por mu-
tuo accordo das parles.
Art. 46a. A senlenca arbitral so pode aer exe-
culada depois de homologada pelo juit de di-
reilo do commercio- (Artigo 6.)
Art, 466. Se a senlenca arbitral for exequivel
pelaa clausulas do compromisso, depois de ho-
mologadas na forma do artigo antecedente,
ser desde logo dada a execucao pelo inesino
juiz que a homologar, ou pelo da causa se j a
liana pendente.
Art. 467. A senlenca arbitral nao aproveita,
iiriii prejudica a terceiro que nao aaslgnou o
comprumisso,' mas os herdeiros e successores
dos que o assignarant responder pelos seus
resultados, e sao obligados a cumprir ludo a
3ue sefiam obrig'da aquelles a quem succe-
mn, anda que sejam menores, ou oulraa
quaesquer petsoas sujeias a cratela.
Art. 488. Se as partes resrvateos o direito
de recorrer da sratenca arbitral, podero ap-
priUr ou iaterpor a revista, ae o compromisso
foi feilo achando-se a causa ua priinelra ou na
segunda instancia.
Art 469. A clausula da compromisso sera
recurso nao torna Irrecorrivl a senlenca ar-
bitral no caso de nullidade, proveniente deha-
verero os arbitros excedido no julgaineoto os
poderes conferidos no comprotnisao.
Art. 470. Podcm aer nomeados arbitros o
hliz de pal no acto da conciliaco, (art. 37) ou
era qualquer lempo durante a demanda (artigo
416); qualquer juls de prmeira ou segunda
instancia ; os tribustaes do commercio ou quaes-
quer dos seus ntembros; e cu geral todas as
pessoas habilitadas pelo cdigo coiuraercial
para seren commerclaotes.
Art. 471. A senlenca arbitral proferida pelo
tribunal do commercio, ou per qualquer de
seus meinbros, ou por qualquer julz de pri-
inelra ou segunda instancia, qur como arbi-
tro nico e commum das partea, qur interve-
uba qualquer delles tineot* como arbitro no-
meado por uma dellas, ser executada inde-
pendete de horaologacao.
Art. 472. Se a causa ja pendia em juizo ordi-
nario coinmercial, continuar a escrever no jui-
so arbitral o eserivSo que era do feito
Art. 473. Se a causa comecar logo no juizo
arbitral, escrever no feilo qualquer do es-
crlvea do civel, a qaeln tocar por distribuyo
requerimento do autor.
Art. 474. Compete ao julx do leito anda, de-
poi de devolvaos os autos ao juizo arbitral, e
a oulro qualquer juizde direito do commeiclo
(artigo 6.), se a causa tiver logo comecado uo
julio arbitral;
1. Proceder s dellgenclas que lhr-s forera
requerid-* porbem dos artigos 419, 420,421,
4W. 42:1. 438 e 482;
2. Fmrr eftectivas ti penas convennonaes
(artigo4303) na forma dos artigos431, 432
e 433;
3 Impor as penas marcadas no artigo 431
na liirina do artigo -i'12 .
4. Conbecer na forma do artigo 198 da re-
nusacao "tos arbitros proposta nos termos dos
arilgos 443 e 444 .
5, Homologar e executar as rnli-ncas ar-
biiraea nos irruios dos asligoa 48." e 466.
6. Providenciar sobre os demais incidentes
eii que for neerssaria a sua jurisdicao para o
andamento da causa no juizo arbitral
Arl. 475. O juiz de direit > dn commercio (ar-
tigo 6 do domicilio dos arbitros nomeados
he o comprtrnte para Ihe seren devolvidos os
autos, nos casos do artigo 427. e para proceder
a notlficacao dos arbitros, e mais diligencias
necessarias afira de ter logar o juizo arbitral.
(Artigo 428.)
( Coninuar-ie-na. )
GOVEK DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 31 DE JANEII10
III. 1851.
Officio.Ao Exm. presidente dis Alsgss
dizendo. que nSo existindo neste provincia
os corpos para que tiveram passa^em as
pracas. que o coronel coniman Jante do ter-
ceiro batalhilo de artilbaria a p reclama,
na representscSo que devolve, n3o esta ao
alcance da presidencia faze-las regressar
ao mencionado batalhilo, douieforam ex-
cluidas pelo coliman.lauto das armas desla
provincia em observancia do disposto no
aviso do ministerio da guerra de 20 de fe-
vereiro do anno prximo passsdo.
Dito A Ihesouraria de fazenda, intei-
rando-a de haver o Exm. presidente da re-
lacSo concedido quinzedias de lirenen com
vencimento dmelo ordenado ao juiz de
direito da comaica do Cabo bacharel Fir-
mino Pereira Monieiro. lutelligeiiciou-Si
ao presidente da relacSo.
Dito. A pagadoria militar, remetiendo
nnvamente os papis relativos a divida de
14,760 rs., de que pede pagamento o ex-cor-
nula do oitavo batalho de cacadores Igna-
cio Eleutero dos Santos, afim de que faca
processar esses documentos, de oonformi-
dade com o disposto na circular n. 9 do the-
souro publico datado de 6 de agosto de
'1847, visto peilencer essa divida a ex^rci-
cio lindo.
Dito.A mesma, para mandar pagr ao
almoxanfe do arsenal de marinha ou a pes-
soa por elle encarregada a quantia de rs.
14,403 e a Jos Luiz Moreira a de 33,280 rs.,
constantes dascontas que remelle.--Com-
municou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
Dito.A mesma, remetiendo novamente
o pret das despezas feitas com os recrutas
vindos do termo do Bonito em junho de
1819 ; alim de que f*C* processar esse do-
cumento nos termos da circular n. 9 do
ihesouro publico de 6 de agosto de 1817.
visto pertencer essa divida a exercicio
(indo.
Dito.--A mesma, approvando o pagamen-
to que mandn fazer da qusnlia de 7,0110
rs. proveniente do aluguel de uma cani.
que conduzio do quartel do hospicio para
a fortaleza do Brum o tmenle Tamborn) e
algumas pracas.
Dito.ao juiz municipal da primeira va-
ra deste termo, para que mande passar guia
ao sentenciado Izidoro da Paixflo, que, a-
chando-se preso na cadeia desta cidade,
pedio ser enviado para a iilia de Fernando.
Ofllciou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha para mandar abonar as comedorias
para o 'tilo sentenciado.
DEM DO DIV Io DE FEVEREIRO.
OfIU'io.A pagadoria militar, inleiran-
do-a de haver o segundo sargento do se-
gundo batalho de arlilharia a p Coriola-
no de Castro e Silva, depois de lindo o seu
lempo de servico contratando nos termos
do decreto e rcgulamento de 18 de novem-
bro de 1848 e aviso de 30 de outubro do an-
no prximo passado, para continuar no
mesmo servico mediante a gralificaco de
300,000 rs que Iho sera paga com 100,000
rs. vista, e o resto em preslacOes mensaes
de 10,000 r*.Inlelligenciou-se ao comman-
do das armas.
Dilo.-A mesma, dizendo que pode pagar
a Joflo Fernandos Prente Vianna a quan-
tia de 454,315 rs., em que, segundo a cunta
que remelle, imporlam os objeclos com-
prados para a ilha de Fernando.
Dito.A mesma, para mandar abonar a
Miguel Cavalcanti, que, tenda contratado,
nos termos do decreto e regulamentos de
18 de novembro de 1818, e do aviso de 30
de outubro do anno prximo passa lo, para
servir no exercito. foi alistado no segundo
balalhSo de arlilharia a p, a gratificacao
de 180,000 rs. que Ihe seta paga pela forma
j eslabelecida. ScientiQcou-se ao com-
mando das armas.
Portara--Msndando por em liberdade o
recrula Jos Antonio do Nascimeuto visto
ser trabalhador da estrada da Victoria.
Dita. Mandando dar passagem para a
corte a bordo do vapor Thetii aa pessoas in-
dicadas oa seguinte relacao.
Helar ao a que se refere a portarla cima.
Mara Germana da l'.oiiceicno, mulher de
Joao Florencio Lins, soldado do corpo flxo
do Cear.
Joaquina Mara da Conceiciio prima de
Roberlo Antonio do Nascimeuto dem.
Ignacia Mara da Concento prima de An-
tonio Cabral dem.
Mara Thereza, mulher de Marcos Antonio
de Lima dem.
Joanns, mulher de Jos Mana dem.
Jos Fiel Fumace, ex-musico do oitavo
balalb.a.0 de asadores,
Benedicto Jos da Silva, ex-soldado do
primrira linha._________
EXTERIOR.
AUSTItl.V, PI1LNSIA V. ALLEMANHA
CENTRAL.
O Allgemelne Zeitung de Dentelle publica
algumas particularidades nteresantos -
C-rc das conversacOes e consultas confi-
drneiaesqtieprec.'deram a aliortura formal
do congresso de Dresile. BSHl particula-
ridades enmprehendem o plano de reforma
para o mecanismo da antiga eonsUtuicBO
federal, o posto que nflo baja nenhuma ati-
toridade especial que garanta a authtmlioi-
dade das mesmss. todava um breve sum-
maro do que fe diz que a Austria e a Prtis-
sia prelendem fazer em Dresde, ser natu-
ralmente inlrressante no presente perio-
do de incerteza a respeilo das intences
ulteriores das duas grandes potencias ger-
mnicas
Corre que a Pru'sa, bem como a Aus-
tria sustentara o principio de uma dualida-
de, ou divisan do poder entre ambas, po-
rm simplesmente no que nteressa ao or-
gflo do poder executivo, entretanto que na-
quilloque resocita as funecoe* legislativas
da CiMilederaCilo, ellas advogam a in.lepen-
leis (tamo quanto as circumstancias o
perniitirein ) dos estados mdivi luaes. El-
las eslflo concordes em propiir q-ie o cor-
po legislativo seja composto de 13 estados
juntos, ou votos, porm nflo be sus inten-
eflo instar sobre este ponto. Pelo contra-
ro, se acontecer que o seu plano encontr
una opposco violenta, ellas esl3o cls-
eoslas a admttiros 17 votos da antiga Con*
fedrracflo, com quanto um modo lal que
os estados menores vrnli un perder dous
votos em beneficio de ambas, pois ellas
tenrionam insistir em ler dous votos cada
uma. Urna mudenca cssenral lera lugar na
manera de-volar. O anligo syslenu de
exigir a uuaniniidade de volos para a adop-
C3o das resoluces ser atian lonadc, e as
decisles ser.lo tomadas a maioria. A mi-
nora ser obrigada a taes resoluces e o
voto de desempata perlenceao estado pre-
sidente, islo be, a Austria nu Prussia, as
quaes terflo a presidencia alternativamen-
te por periodo* da dous, ou tres anuos.
Eulre os pontos mais impoitanles um lio
a lecepcfl" rt Austria na ConfiMeracfloco.in
todas as suas provincias dependencias.
Esta questflo occasioiiou as mais animadas
discusses. A Prussia nflo poda consentir
em que a Austria possuisse na CuiifederacSo
um poder igual ao seu proprio e outro am-
ia maior fra do gremio da Confo Icracflo,
entretanto que ella pela Incorporado Je
suas provincias orientaes e occidentaes e
do ducado de Posen, n3o lnha uenlium ter-
ritorio que nflo fosse federal. Nenhuma
decisSo definitiva foi anda tomada sobra
este delicado ponto.
A Prussia protestara que, se somente as
provincias germnicas da Austria devessern
enlrar na nova ConfedetacSo, seria neces-
sario que ella removesse a Prussia oriental
a occidental e O gram ducado de Posen dos
lacos federaes ; porm que se toda a mo-
naichia austraca fosse admitlida a Conle-
derac3o; ou pelo menos todas as provin-
cias, excepto a llalta, a Hungra, a Tran-
sylvania e a Banal, ella loJa inleira perma-
necera na ConfederacBo. Este ultimo pla-
no he mui provavel que seja aceito pela
Austria, poim a preaumpcSo de que alm
desta Confederacflo, outra liga mais peque-
na ser formada sobre a base do direilo do
formar ligas separadas, e que o poder le-
gislativo desla liga ou destas ligas sera
exercido por uma represen!aclo popular,
esla presumpcao, diz o Ail(j>meine7.eituu/j
de Deutscho, funda-se sobre premissas e
concluses vagas, cuja realisac3o nflo en-
tra com elTeilo no pensame.ilo de neuliuma
das partes inleressadas.
Parece por tanto que a Prussia o a Aus-
tria n3o desejam que se f*cm algumas li-
geiras modificatjOes antiga constituyo
federal; ellas propam um poder executi-
vo forte, separado do corpo legislativo, um
modo de votar por maioria e a recepcilo
de diversas provincias austracas na Confe-
derarlo. Os outros pontos s3o do impor-
tancia secundaria, juasi tolos os estados
da Allemaiiha septentrional conseulein
nesses arraiijaoieulos, porm insisten, es-
pecialmente llanovie, em ajuntar-llies uma
represenlacSo popular lirada das diolas jos
estados iudividuaes. A baviera, por outra
parte, sustentada pelos estados germni-
cos do sul o pela ll'sse bleiloral popo/ nu-
tra vez o sau anligo plano da seta grupos.
Segundo esse plauo o poder executivo per-
leucera a Austria, a Prussia, a Baviera, a
Saxooia, a llauovre, a Wurtemberg e as
duas lise; eutrelanlo que a legislatura
da Confederacflo sera formada pela reore-
-enuc/io dos estado individuaes, e por
urna lepresunlscao popular lira la das die-
tas. Este plano, dizem que nflo lem a me-
nor probabilidade de ser be.u succedido.
Juulamente com estas informaces o Zei-
tung de Koluer publica um plano, o qual
esta sendo prouoslo ao congresso de DresJe
para a organisacSo e destribuicflo dos votos
no corpo legislativo ceulral. A incorpora-
Co dos dous principados de Hohenzolieru
Prussia e a immiuenle incorporaeflo de
Licblenslem a Austria, facililam uma re-
duelas do numtiro de volos da antiga Coa-
te leracSo. I)e 17 elles devero ser reduz-
dos a 16. Usducalus germnicos deaixo
do dominio do re de Dinamarca deverflo
para o futuro aer unidos debaixo de uma
deuoiniuaijo commum, b m como por ex-
Kriscia; o .Nassau que ser babiliUdo ter


O-.'
':
!'2!
um voto, sor convertido em gru ducado.
Oldemhurgo, B'unswirk, Anhallt, l.ippe e
AValdech terSo juntos a denoniinacSo de
Eatlfihalia e esles estados, como tambero
os eslndns thuringianos terSo lodo um vo-
to. Os 16 votos pertencerflo ligia sos se-
guinles esUdos : -- Austria, Prussin, Bavie-
i"ii, Saxunia, llanovre, Wurtemberg. na-
den, Grao ducado de llesse, HMM Eleito-
rol, Thuringia, Eastphalia, Friscia, Me-
cklarnburgo, Nassau, l.uxmbrgn, e iscida-
des livres. Una reuniSo plenaria do fund,
lera lugar do cinco em cinco annos debai-
xo da presidencia da Auslrii, o no lempo
intermediario os negocios da Confedera-
do 101 So tratados por seu corpo supremo,
ou conselho federal, o qual eomie-se de
seis membros, e dividido em dous tribu-
naes, um para os negocios internos, e ou-
para os externos, o- dous grandes estados
a Austria e a l'ms-i.i, nomeiam cada um
dous membros, os quaes alternativamente
presiden) os dous tribunaes. Os outros
dous membros sSo nomeados palos 14 es-
tados restantes debaixo da prsidencia ho-
noraria da Prussia, esles dous membros o-
brarao como secretarios dos membros da
Austria e da Prussia.
Entre outras particularidades o projeto
menciona um tribunal dearbilramento. A
presidencia desle tribunal perlence aos
quiltro reinos menores, os quaes nomeam
um niembro cala um, ao passoqueostu
volos restantes ( os estados pequeuos) de-
baixo da presidencia honoraria da lliviera
rio mea rn um secretario, rei deSaxonu
preside nos estados tliuringianos ; o rei de
H ifivro tem a presideucia honoraria de
F.aslphelia, eo rei de Wurtemberg a das ci-
dades livres. O presidente honorario tem
naturalmente o voto de desempate.
Desle ponto por diante o projecto deixa a
baso da realidade e torna-si preventivo e
providente se a Confederado convier em
tomar suas resolucds por maioria da vo-
tos em vez de exigir a unanimidad ; s
o direito de formar ligas separadas fr con-
cedido aos estados individuaos; e seo
tribunal federal de arbiirameuto, cujis
senlencas sSo obrigatorios para todos, fOf
urna vez eslabelecido, ver-se-ha em 1855
depois deuma luta legal de cinco annos pe-
la liberdada dos estados individuaes, Sese-
ra ou nSo possivel dividir-se a Aliemanha
em dous imperios separados ; islo he, em
um imperiouriental e um imperio occiden-
tal, ou se o conselho plenarto da Cunfe-
diracSo poler ser refoifado por urna re-
presentado popular,
(Times de 3 de aneiro.)
De Dresde teinoa ouiro prujeclo para a re-
forma da consii uifo federal, e em plauo, dli
o iUgrmeint Zeilung de Deutsch, he sustentado
pela Austria c |iela Prussia Suas principad
disposi(es sao a creaco de um conselho fe-
deral manir e outro nieuor, devendu o prime!
ro coinpor-se de todos os guveruos e ser revs
tidodas funecoes legislativas; entreunto que
segundo, coinposto smenle da Auatria, da
Prussia ciios estados cleitoraes do amigo im-
perio romano ser revestido das fuucces go-
.i madras. A Prussia lera a presidencia desse
conselho e o poder execulivo ficar as inos
da Austria.
O iiiesmo peridico menciona um projecto
iiavaro, o qual corre que he susleutado pelos
estados menores da Aliemanlia Central. Se-
gundo este plano, a Gonlederaco germnica
dever couipor-se de tres grupos de estados, a
saber: a Austria, a Prussia e resto dus esta-
dos gerinaaicus representados por um princi-
pe prussiano e un austraco euiu terceiro no-
meado pelos outros estados. Esscs tres prin-
cipes formar.! o comelho federal, e o poder
governativo estar emsuas inaos. Alin desse
conselho harera una dieta coinpnsta de nina
casa de estados e de uina casa do povo. A casa
dos estados dever tei 130 membros, a saber :
19 das uutras era dyoastias independentes, as
quaes tem o titulo de Uurchtnuehl e Erlaurhl, e
o resto de 90 membros nomeados pelos gover-
uos e dietas indlvi luacs. A casa do povn deve-
la ter 300 membros, os quaes serao elritos pe-
las diflerentes dietas. Vio ha nenhuina ga-
ranta para a authenticidade de neuhuma den-
sas propostas publicadas pelo Allgemeine Zei-
lung de Deutsche.
Os reinos e estados menores da Alleinanlia
Central conocaram-sc finalmente debaixo da
picilccco da haviera, e esforcatu-se por prote-
l*r as conferencias afindedeinorareiii, quanto
for possivel qualquerresnltado definitivo a res-
peitn da reorganisacao da Aliemanlia.
(dem de ti dt Janeiro.)
O Zeilung de Kolner diz que os goveruos da
Auuria e Prussia tencionaui eslabelecer ceos
principios a respeito das constiluiedes dos dif-
lerentes estados germnicos e bem assim insis-
tii em que os meamos sejam aceitos pelo con-
gresso de Dresde. Estes principios sao : I,*,que
os estados nao tero o direito de recusar os
u| pi mu uio.: 2, que os eiercitoi nao pre<-
taro MU juramentos sobre a conslituico ;
3., que os juizes nao sero competentes para
decidir-se acerca da legalidade dos decretos do
soberano. O Zeilung de Kolmcr accrescenta
que essea prioelpios acbam-se j estabelecidos
na carta da conslituico prussiana, porin que
na ausencia priva a carta de uina garanta
legal.
lis papis alleines conten uina variedade de
noticias a respeito dos planos e das iotences
do congresso de Dresde. U llorienhatlt de llain-
Jjurgo dizque a dualidade eieculiva, islo lie,
um poder execulivo central representado pela
Austria e pela Prussia he o plauo que mais pro-
vaveluiente ser por fin aceito. A sede desse
corpo executlvo central ser em Francfort,
entretanto que um couselho federal dos gover-
ns germnicos e um conselho de estado seiu
eslabt Ircidi.a em Dresde. A residencia desses
corpoi em Dresde be o preco pelo qual a Saxo-
ina consent' em sustentar a duahdade.
O Zeilung de Weser annuncia que o principe
de Sihwanenberg volira de licrliin sem ter
conseguido o objeclo de sua jornada. Era In-
fracto da uslria privar os estados menores de
una p-i te no poder execulivo, e que no caso
drlla e a Prussia nao concordareiu quanto au
modo e inaneira de certas medidas executivas,
se appellai la pai a uin couselho dos estados me-
nores. A Prussia, por oulra parle, aem insis-
tir sobre a oualidade. prope que no caso de
nao ser adinillida esta lorma, os estados meti-
les tinhan uina paite no execulivo.
A iuliiir.3o do principe de Schwirzenberg
era obler una modilicico das ideias prus
Manas sobre este ponto, porm elle lu in-
tecipado pelo conde Alvenslebem, agente
prussiano em Dresde, o qual chegou a Ber-
lim primeiro que o principe, e conseguio
confirmar o re em suas primeiras inten-
tos. O Zettung de Weser, ao passo que d>
essas noticias, confessa que nSo ha n en hu-
ma informaco aullieutica a respeito do
verdadciru estado as ce usas, e que as as-
serses doapiopiios ixenibios docongrrs-
go sSo mui coutiadictorias, poim parece
certo que pouca conlienca se deposita na
promeasa e urna igualdade da Prussia e
Austria, poli que parece que o tratado de
Oiinutz nao tem oenliuma influencia sobre
a gerencia dos negocios na Hesse. O mes-
mo peridico, ref rindn-se a cartas parti-
culares, diz que at ao pregante o congres-
so nSo linha-se occupilo da questilo da
Hesse. nem da do llolst^in
( dem di 7 (le Janeiro.)
-------- oa
A vista de M. Oiit.oI au Klizeo, por motivo da
elei;o de uin ineinbro di academia da qual
lie director, tem dado lugar a diflaretitcs
boatos.
Depois de M. Guizot ter participado qual
fura a cleico dt academia, cahio a conversa
emobjectos de interesse publico ; fillnti-se da
assembla nacional, da revisao da ennstituican
do estado interno da repblica. 0 presidente
comecou declarando a saliafaco que tinha de
ver M. Guizot cin tui em i. Tocou depois no es
lado da sociedade em Franca, desta aociedade
quasl .-ni estado de dissolu(o. Gouiparou o es-
tido da aociedade na Inglaterra com o da Fran-
ca, lamentando que esta nao tivesse os recur-
sos que a oulra tinha em lio grande abundan-
cia. A. sociedade na Franca ainda esl como
fura decapitada em 1791 e i794, observou o
presidente e desde euto al boje ainda nao
achou cabeca. He esta una grande desgrafa.
O governo nao tem ponto de apoio. Estas ob-
servares nal un I nenie lev iran o presidente
a fallar das divlses dos partidos c das brecbat
que se iamabrindo dentro e fiada assembla :
e accrescentou que as divises da assembla
eraui causa de que a sita aecn fosse motivo
de embaracos e dilHculdades. M. Guizot res-
pondeu : mas Muusigneur, he-vos uecessario
governar com a assembla, e sciu ella nada po
deis fazer. O presidente referimlo-se a cons-
lituico ; nolou Ibe as iucolierencias ea impoi-
sibilidade de harmouia nos dous poderes que
criara. Euto replicou M. Guizot, porque nao
traiaes de que se reveja ? A conslituico d-
vos o direito e uieos de o fazer. l'endes a vos-
sa disposi(o o teinpo necessario. Come(ai
desde juniio. Encontrareis resistencia ni as-
sembla, mas tambern encontrareis grande e
poderoso apoio. chamai em vosso auxilio a
opinio publica para vencer a resistencia. A
iiilluencia da opinio publica nnver a assem-
bla. Convida! a que e facain pelices, e a
que a viini ule da uaeo se exprima legamente
e i un ordem ; e conseguiris a maioria de tres
quarlas parles da assembla necessaria para
aulorltar a reviso. O incauto succedeu a as-
scnibla constituate, que uenhuiua vootade
tiuka de deixar o lugar, mas que se retirou
vista do prouuuciaiueulo da opinio publica.
Coovocar-ac-lia una uova assembla cousli -
luinte, e antes de inaode 1832 haver uina no
va coustitulco. O presidente alludlo pouca
conllaufa que a assembla tliiha nelle. Des-
confa de mi ni. observou elle ; qualquer pro-
posico que l'aco, rrjcila-a, ou pelo menos,
olha-a coiu desconfiauca. Nao faco couiaal-
guiua que nao excite desconrl inca e suspeita.
lie possivel, respondeu M. Guizot, mas nao sois
s vos, he condico de lodo o governo ser sus-
peilo por ludo Cuinpre todava, resignarem-
se, e andar. Ser ItlapelM nao he motivo para
deixar ou parar.
A conversaco continuara do mesmo modo,
se M. Guizot nao se lerautatse para despedir-
se. O presidente perguutou.lne, se tencionava
passaralguui lempo em Parla, c respoudeudo
.il Guizot que leiiciouiva passar o enverno em
Pars com seuslilhos, como tinha de cisluuie.
U jn.--iJente disse-lhe em o mais adeciuoso
toui A|iraz-me, bt haver contribuido para a
Irauquiilidade de que baveis de gozar este in-
vern em Pars. Ditas estas palavras M. Gui-
zot despedio-se, litando uiuito salisfeilos um
do outro.
-O reverendo Anderson.membro do clero da
universidade de Oxford, he o 83." niembro des-
ta uuiveraldade, que segu o Dr. Mewinan em
abracar o catbolicsmo romano. Oarcediago
Moiiung, seu prente (que iltein que breve
parte para Jerusalem com Dodsivorlh c ouiros)
seguir provaveliuente o leu eininjilo. I).i uni-
versidade de Cambridge j pastaran! 4(1 mem-
bros para a igreija catholica romana. Sao 134
uieiiiliriis das duas universidades, que dentro
em poucos anuos tem apostatado doanglica-
nismo, e que tem passado para a igreija catbo-
lica romana.
A casa de Rathschil tem agora pendentes
as seguiutes propostas de emprestimos que dif.
I.a rutes potencias necessitam conlrahir para
eobrir as suas di'spezns extraordinarias .'
50 unllues de thalers para a Prussia.
75 ni 11 h. es de lio 11 ii para a A uslria.
10 milhfiesdc llorna para o banco de Vienna.
80 milhes de francos para o Venesiado e Lom-
ba rdla.
50 iiillhdei de francos para a Saxonia.
130 inundes de francos para a Dinamarca.
'20 niilhes de francos para a Grecia.
50 uullnies de frneos para a liaviera.
.'Iil uiilhiies de francos para o Wurtemberg.
.'() uulhes de liancos para o Hannuvcr.
10.....lililes de millos para a llii.sia.
Jiinta-se a estas quantias a segunda parte do
einpreslimo romano que deve negoclar-sc
einitiir-se quanto antes.
A carta de M. Itoeburk a L. J. Rousse
causou grande sensa(<1o ; se nSo fura ex-
tensa, publicaramos a traduccSo de toda
mas dos seguiutes paragraphos se ver co-
mo he cheia de argumentos, e como pOe
na verdadeir&luz o estado da quesl.To.
Vejo o espirito publico da Inglaterra
agitado deuma outro extremo do reino.
Ouco accusaQoes ferozes contra urna nu-
merosa casse de nossos irmflna christos ;
vejo os polticos dequasi todas as classes
cuivarem-se tempestade, e fazerem ctlro
com os que gritam contra o papa e o papis-
mo ; o confesso que n3o posso acertar com
os molivos que arraslam um povo 13o ver-
daderamente tolerante a lauta intoleran-
cia. Ha algum perigo real ? Vendo como
he o espirito publico, sabendo ha muitos
annos como sao fortes os prejuizos anlica-
thoiicos de meus concidados, n.i me ad-
miro da explus3o. Ha simplesmente no
meio de ludo isto urna completa intoleran-
cia. Nao ha perigo real NSo ha perigo, n.lo
ha mais que o ceg odio da intolerancia,
que agita o paiz ; o meamo que em 1780
excitou ns turbas de Londres contra S. Jor-
ge Saville e fez Jo louco de Lord Jorge Cor-
dn um hroe, o dolo e chele de povo ; he
o mesmo espirito que actualmente exerce
urna fatal influencia no bom senso do pu-
blico inglez A este espirito ten les vos in-
felizmente animado ; liareis dado dignda-
de e importancia a essa antipathya que era
do vosso ilever cuidadosamente apasiguar ;
ecom o vosso iutemperativo apoio fizesie
quanio de vos dependa para que se con-
servasse alerta por muitos anuos esse dotes-
tavel espirito de Intolerancia, de que estou
persuadido vos pesara no intimo do co-
racSo.
Onde est, pergunto segunda vez, o pe-
rigo? Nao meassiistam palavras, mas de-
sejo saber o que se entende por aggretsdo
papal? Adqunir o papa poder em algum
ingiez meiamenle pelo intitular arcebtspo
de WeiiminaUr, ou pot Ihe dar um grande
cnato, um par de meiai vermelnas, e o
abraco de caroeal ? Adquiri o papa algum
direito territorial ou influencia com o
que se chama relalhar o reino de Ingla-
terra ?
Nao pode poia invocar as leia para nos
obrigar a eslarmos pelas suas doutnius.
Com que po le ;>os contar para ter influen-
cia entnos.', com a pnrsuasffo. Elle e o
- mis emissarios nao tem outros maios de
influir em nos, mais do que influindo na
nossa rasan ; e mis que confiamos na funja
la verdadee na grande salvaguarda da li
vre discussao, havemos do aterrar-nos e tre-
mer, e, como todos os covardes, roncar,
;ior que um louco vellio, por instigacao de
ilgnns padres intriguislas, e do porcOis de
liorjjens de espirito fraco, que nucamente
paaram da nossa para a religiUo catholi-
ca, Julgou dever daracertor nutnerog de
nispos nomes inglezes? Contra a nossa
pretendida confian?a na verdade das nossas
opiniOas, e gabos fanfarrees da elUcacia da
rasao e argumentos, havetuos de assustar-
nos horrivelmente lo los, imaginando que
alguma manhaanos levantemos tolosca-
tholicos ? Islo musir como he ridicula o
negocio visto no seu vardadeiro aspecto;
mas mu diferente he quando reflectimos
nos senlitnentosque proiuzirgm toda es-
ta confusflo. Quiodo nos rebordamos que
no seio de t'.ido isto existem o oJio e prejui-
zos religiosos, quando nos recorJamos que
todos os sacerdotes protestantes sao pos-
tos em movimento pelas antipathias reli-
gipsag ; quando temos presente que todos
os sacerdotes catholicos da Inglaterra e Ir-
ania hao desafiados o combate; n8o fica
nanifeslo, mylord, que a vossa imprudente
e impoltica carta l'.u a troinbcla que cha-
iiinii a campo as peores, mais ferozes e mais
oerigosas paixdes que obscurecen a raso
hunana, e eniurecem o coraco do ho-
ni'in ? li 'siruiii-si! em um momento a obra
le muitos annos ; e as fadigas de tanto
lempo, para desarreigar as smenles dos
i.lms religiosos e intolerancia ecclesiasli-
ci, tem de se renovarem ...i)amo haveis,
nilord de governar a Iran la Catholica ':
\ao sa excitar nos caLholicos da Irlanda o
ut's nn fervor a favor do catnolecismo que
sa excitou na Inglaterra contra .'...Si ful-
minadnos un acto do parlamento contra
oscaiholicosassentara al;uem que isso af-
fdda no mnimo a sua f ? u
( o Peridico dos Pobres no Pot lo. )
PERjUftBUCO
THF.SOTIRARU PROViNCIAL.
Demonstrando do saldo existente na caixn di-
exercicio de 1850 o 1851 em 31 de Janeiro
de 1851.
Receita no correte inez 235:417^020
ii(5|ii /1 no crrente inez 70.458/376
Saldo 164:979/244
Iteeeita em iettras no
crreme inez 117:908/394
Despeza no correte na, 30;922|OOO
--------------86:986/394
Ris 251:965/638
........ 49/244
Notas.........164:ftt0/""0
Lettras vencidas.
Lettras a vencer em marco
em abril.
em junho
iiu j ullio
l3:777/:>00
. 3:843/93S
. 33:31 Bjlita
. 4:714/034
. 31:332 000
"251:965/638
O thesoureiro,
VVwinii: Jos Ja Silva uimdo Jnior.
O escrivo da receita,
^n/onioCroVio de Queirot Fornica Jnior.
Demonsiraco do i'ildj existente na caixa de
deposito* em 31 de Janeiro de 1851.
Receita em lettras no corren-
te inez 211696/000
Despeza no corrente m. H
Saldo 21.696,000
Em lettras a vencer no
ex, iiieiode isl a 1852 20:675,000
Em lettras a vencer em
1852 a 1853 1:021,000
^----------21:696.000
O thesoureiro,
Titanias los da Silva Gusmo Jnior.
0 escrivSo da leceita,
Antonio Cardozo de Queiros Fonseca Jnior.
Publicages a pedido.
Illm. Sr.Accuso a recepcSo do seu 0(11-
co com data do primeiro do corrente, cum-
prindo-me signirar-lhe que fica ao meu
cuida lo levar ao conhecimento do Exm.
presiilente as requisicOes def ir^a para po-
liciar essa freguezia, que V. S. me fez em
o mesmo ofllcio.
lieos guarde a V. S. Delegaca do primei-
ro districlo do Recife, 3 de fevereiro de
1851.Illm. Sr. Francisco Baptista de Al-
metda, subdelegado da freguezia de S. Joa.
O delegado do primeiro districto, Fran-
cisco de Assii Oliveira Maciel.
O Dr. Jeronymo Marttniano Figueira de
Mello, oii'ial da imperial ordem da Roza,
coinmendador dadechrislo, dezembar-
gador da relaciln e chefe de polica da
provincia de Pernambuco por S. M. o Im-
perador, que Daos guarde etc.
Altendeudo ao que mereqoereu Francisco
Malhias Pereira da Coi-t, e ao ter apresen-
lado a llanca exigida pelo artigo 29 do re-
gulameuto n. 151 de II de abril de 1842
mandado observar.nesta provincia pelo art.
35 10 da lei provincial n. 130 do 2 de
malo da 1841. concedo-lbe Urtica para
poder ter nesta cidade casa de consignaban
para venda e compra de escrovos ladinos.
Dada tiesta secretaria de polica de Per-
nambuco, aos 27 de Janeiro de 1851.
Jeronymo Marttniano Figueira de Mello.
Illm. Sr.Por meu oflicio do primeiro do
cureme ponderei a V. S. as necessdadeg
que liHviam nesla freguezia para melhor
momar-se a polica della, quo pareca nao
existir, exigindo de V. S. urna forca de 12
pravas de liopa de pritneira linha, e urna
palmilla de cnvallana para as rondas noc-
turnas ; pon-til fui tao infeliz err mtnha
requigic&o, que somonte liontem appareceu
urna do segundo de cateadores, composta de
um rabo e tres pracas, e a de cavallaria.
De novo reitero a V. S. a minha exigencia,
ponderando-lhe que nSo he possivel fazer-
se a polica com duas a tres patrulhag, e
euuipre qnii V. S. tomando em considera-
cao o quanto Ihe lenlio eiposlo, laca com
que se me foruegam og meios para ge con-
seguir os lins de una polica regular.
O corpo de polica nSo pode fornecer as
palmillas do custume pela'falta absoluta
que nelle se enconln de seus soldados, e
pois deve V. S. remediar estes obstculos, e
fazer com que a tropa que Ihe deprequei,
um seja fornocda, no entretanto que em
quanto isto genao verifica, vou laucando
mao dos inspectores desta subdelegara, e
fazendu com ellos o servico que puder.
Daos guarde a V. S muitos annos. Sub-
delegada de S. Jos do Racif, de feve-
reiro da 1851 III. Sr. Dr. Francisco de
Assis Oliveira Miciel, digoissimo delegado
do primeiro districto do termo desta cda-
I". --(> subdelegado, Francisco Baptista de
Almeida.
Ao (lia 2 le fevereiro.
Nasie, mesmo lugar aonde o valente
De Henrique Das, o esquadrao famdzo,
Estrago fulminando valeroso,
Aos Belgas gubjugou a altiva frente,
Nesta Estancia feliz que antigamenfe
llegara o sangos tepido espumoso,
Eite mesmo esquadrao ternn e choroso,
O ser degprendo em lmpida torrente.
Re) irtigjo da Polica.
PARTE O DA 30 DE JANEIRO DE 1851.
Foram presos: ordem do sublelegado
da freguezia de S. Fre Pe Iro Gongalves do
Recife, oPortuguez Jos Joaquim BrandSo,
por briga : ordem do subdelegado da
freguezia daS. Jos, o ferr iro Amaro Jos
Gomes, por Ihe haver sido encontrado em
sua casa na ra I nperial parte de um cunho
,le fabricar momia de cobre do imperio ; e
o preto Duarte da Costa, por infraccao de
oostura municipal : e do subdelegado da
freguezia da Boa Vista, o preto Joaquim,
escravo de Manuel Alves Ferreira, por an-
dar fgido.
DEM DO DI4 31.
Foram presos : i ordem do subdelegado
da freguezia de S. Fre Pedro Gonfalvea do
Recifn, o Portuguez Antonio Joaquim de
\raujn, para averiguacOes policiaes : e
do subdelegado da freguezia de S. Antonio,
loaquim Baptista Rezende e Agostinho Flo-
res, por crime de offensas phisica ; e o
crinlo Flix Correia, se tu declaracSo do
motivo. ^^=^^^^^^
~COMMEftCIO.
ALFANDEGA.
Itoniiimontn do da 5.....14:001,974
Descarregam Koje 6 dt fevereiro.
Brigue Naome bacalho.
Krigue Rhin ferro.
Marca -- Linda- mrreadorias
llrigue Woao Mathilde farinha. -
Brigue Testal bacalho.
Itarca frachannse mercadorias.
Itarca Espirito Santo ceblas.
Escuna aura mercadorias.
CONSULADO GERAL.
endlmento do dia 5.. 2:09,679
Diversas provincias...... 64,834
2:124,513
EXPORTACAO.
Despacho martimo no dia 5
Canal, brigue prussiano, de 321 tonela-
das : conduz o seguinle : 4,300 saceos com
21,500 arrolns de assucar.
RECEBEDOIUA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
llendimentododia 5......669,964
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmentn dorlia 5......2:056.809
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 5.
Ptrahiba 3 das, hiate nacional iV. S. das
Keves, de 20 toneladas, mestre Manoel Fi-
guelredo Lopes, equipagem 3, carga to-
ros da mangue; a Justino da Silva Boa
Vista. Passageiros, os Brasileirog Fran-
cisco Carneiro, Manoel de Queiroz Mon-
teiro Regadas, Luiz Antonio Comea, Joao
Pereira da Silva e Antonio Tolentino de
Mello.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro pela Baha -- Vapor de guer-
ra Thelis, commandante ocapitSo len-
te Antonio Francisco Pereira. Conduz
por ordem do governo 1 ex-musico do oi-
lavo batalliao decacxdores, 5 mulhereg
de sida Jos do corpo xodo Cear e urna
tia de um sollado do quarto batalho de
rapadores.
Puraliiba Hiate nacional Parahibano, mes-
Ire Nicolao Francisco da Costa, carga pl-
vora e bacalho. Passageiro, o Portuguez
Joaquim Jos Rodrigues da Cunta.
EDITAOS.
Faco gaber a quem convier que Oca
designado o dia segunda feira 10 do cor-
rente para o concurso da aubstituicao da
cadeira de latim do cullegio das artes. Olin-
da, 5 de evereiro de 1851.
Viseonde dt Goianna.
Fago gaber a quem coovier que o con-
curso da cadeira de francez e inglez do col-
legio das arles, lera lugar sexta feira 14 do
corrente mez. E para constar mandei ani-
sar o prsenle no lugar do costume. Olin-
da, 5 de fevereiro de 18II,
Viseonde de Goianna.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarSes,
juiz de direito do civel e provedor dos
residuos e expelas nesta cidade do Reci-
fe e aeu termo, por S M. I. e C, que
Dos guarde etc.
Faco saber aoa que o presente edilal vi-
re ro, que para dar cumprimento ao aviso de
15 ne julho do snno passado, expedido pola
secretaria de estado dos negocios do impe-
rio, que me foi commuoicado pelo Exm.
pregiuente da provincia, alo chamadas to-
das as irmandades, contrarias, e quaesquer
oulras corporacOes de mao mora erectas
oeste termo, para que no prazo de 5 das
contados da iniimacao do ofllcial desle jui-
zo, pira is que estiverein dentro da cidade,
e 10 din pita as de fora, apresentem urna
rellacSu dos beng, que constituem o,aeu
patrimonio, icompauDada de lodos og' t-
tulos, que justifican! a pogse dos mesmos
bens, sb a pena de desobediencia, e se-
quesiro em todos os beng que se ihes eu-
cotiiraretii. E o presente ser publicado
pela imprensa, liado e passado nesti ci-
dade do Recife de Pernambuco, em 4 de fe-
vereiro de 1851. Eu, Galdmo Teinistocles
Cabral de Vaiconcellos, o escrevi.
Custodio Manat da Silva Guimardes.
Pela inspectora di alfandega ge fax pu-
blico que, boje 6 do correte, ae ba de
arrematar em hasta publica, na porte da
mesma, gendo livra de direitog ao arrema-
tante : 13550 resteas de c bollas, existi lo
4XH) resteas em urna alvarengu, e 9550 a
bordo do hiate americano Draico, abm le-
ado pelos consignatarios Djane Yoffle &
Comoanhia.
Alfandega de Pernambuco, 5'de fevnrai-
rode 1851.O inspector interino, Dtnto
los Ftrnandei Jarro*.
Decla'rafes.
,- O llliu. Sr. inspector da llieaourarta da
fazenda provincial, manda fazer publico
que no dia 10 do corrente por diante pa
gam-se os ordenados e mais deipezas pro-
vincias do mei de Janeiro pcpximo passa-
do. Secretirii da thesourarii da fazenda
provincia de Pernambuco, 5 'e fevereiro de
1851.o secretario, Antonio Ferreira nunclacXo. .
Iloj seriam 7 horas da mantisa o; pre-
ga e recolhida a cadeia desta ida le, por
ordem degta aubdelegacia, a preta de na-
?ao, de nome Joanna Maria, por ter furtado
urna galinha a um morador no luga de Mi-
rla Simplicia, e declarou ser escrava do Sr.
Dr. Nery da Fonceca, moridor na na Di-
reita do Recife, o an lava fgida a 4 das,
quem liver direito a di a egerava compare-
c perante esta subdelegacia. Subdelega-
ba de polica da freguezia da S de Olinda,
4 de fevereiro de 18jI.~/m Jos Ttixti-
ra, subdelegado supplente.
Theatro de Santa-Isabel.
43 RECITA DA ASSIGNATURA.
sa buido, 8 ni raviRB|ao de 1851.
Espectculo variado.
Dramtico, canto e danca.
Depois de executada pela orchestra urna
da melhores ouverluris, companhii m-
cicntl representar o bello e muilo ap-
plaudido drama em 3 actos,
A Gargalliada.
No intervallo do primeiro ao segundo
acto as Sras. Baderoa e Moreau, dancr3o o
passo a dous
Oh Jnrdiiieiros.
No intervallo do segundo ao terceiro os
Srs. Tati e Capurri cantarao o excedente
dueto de
Lacia de Lamermoor,
do maestro Donizetti.
No (o do drama o Sr. Tati executiri i
belliscemeirii do
ROBERTO DEVEREUX.
Finalisr o espectculo com o grande
terceto di operaClara de Rozemb*rg,--o
maestro Ricci, pelosSrg. Capurri, KreJeri-
co Tati e Cayo Echkerlim.
Comecira is 8 horas.
Os bilhetes achain-se i venda no lugar
do costume.
-i-----n ^ i s
Avisos marilimos.
Fara o Uio de Janeiro
segu com brevidade o brigue-escuna, Olin-
da : para o resto da carga, escravos e pas-
sageiros, trala-se com og consignatarios,
Machado & Pitiheiro, na ra do Vigario n.
19, segundo andar, ou com ocapitSo Ma-
noel Marciano Ferreira, na praca.
- Para o Rio de Janeiro seguir no dia 9
do corrente a bem condecida escuna nacio-
nal Calante Hara : s recebe passageiros o
escravos a fete, para o que trata-se com
Silva & Grilo, na ra do Vigario n. 4.
O brigue brasileiro Scares segu im-
preleriveltnente para o Rio de Janeiro no
dia 15 do corrente : pode ainda receber al-
guma carga, escravos e passageiros : quem
pretender, dirja-se ra do Trapiche n. 5,
escriplorio.
Para o Mar ululo sane com maior bre-
vidade possivel o brigue escuna Laura, tem
exceilenteg comino los para passageiros,
quem no mesmo quizer carregar ou ir de
passigem, entenda-se com o capitSo a bor-
do, ou com Novaes & C na ra do Trapi-
che n. 34.
Para o Rio Grands do sol sabe em pou-
cos diag por ter o carregamento prompto o
pataxo nacional Eulerpe, pode recebor al-
gumis miudezas, passageiros e escravos
frote: trata-se na ra do Apollo, armazem
n. 14, ou com o consignatario do mesmo
Luiz Jos de S Araujo, na ra da Cruz nu-
mero 33.
Para Lisboa sane com brevidade o bri-
gue poituguez Velos, capitSo Jos Thomp-
son, quem no mesmo quizoi carregar ou ir
de passagem para o que lera excedentes
commodos, dirija-ge ao referido capitSo,
ou aos consignatarios Oliveira Irruios & C- ,
na ra da Cruz n. 9.
-Seguir para o Rio Grinde do sul bra-
vo O brigue denominado Social, por ter
pirte de sua carga prompta : quem no mes-
mo quizer carregar, embarcar escravos, ou
ir de passagem, pin o que lem bous com-
modos, pode entender-so com os consigna-
tarios Amonto Irmfios, ra di Cadeia n. 39.
Para o Itio de Janeiro.
Segu em poucos dial o brigue nacional
Adamastor, para o resto da carga, escravoa
e passageiros trata-ge com os consignatarios
Machado & Pinheiro na ra do Vigario n.
19, ou com o com o capillo Felippe Nery de
Oliveira na praca do commercio.
Al ala veleira nao appareee, que ni
duvldarpergunte ao mestre.
Vndese urna barcassi uova .de primein
viagem, bem construida, denominada Luz
do da, de lote de 26 a 88 caixaa, fondeada
no Forte do Mallos, aonde og preteodentes
a poderSo examinar : a tratar na ra do
Crespo n. 13, luja de JoSo de Siqueira Fer-
rSo & C.
A escuna nacional Emilia,de que be ca-
pitSo e pralicu Antonio Silveira Maciel J-
nior,deve seguir pira 6 Para por estes dial,
para cujo porto anda pode receber ilguini
carg e piaaigeiros : os pretendentei dir(-
jini-sea ra da Cruz n. 13,a fallar com JoSo
Carlos Augusto da Silva, ou com o referido
caprt&o.
asi
Leiles.
-- Jol.nston Pater & Compendia farflo lei,
So, i or iniertencSo do ct.rretor oliveira
de grande porco de fizendag inglezas
proprlgg do mercado, e pira feonir diver-
sas contas : hoje, 6 do corrente, g 10 ho-
ras da manhSi, no seu armazem, ra do
Vigario.
OcorrelorOliveinfar leilflo, por or-
dem e perante o Sr. cnsul di coufedencSo,


I
gni'sa, dos bens do finado ralojoeiro Ulys-
seDrnz, subdito sni'o, coosistindo em 20
relogios de ouro, 59 de prata. e outros de
relal dourado e de parede, vidros, mostra-
dores, chaves, grnsag, limas sortidas, pos
para limpar, bornidnres, ascovas, rolos de
lalflo o d'acn, gerras pequeas, nalheias,
cabos de pana, compassos, tornos de inflo,
alicates, tenazes, ditas de limar, martellos,
cnrdas Cranoezns, ponteiros, rabellos, ce-
lyndros e rodas desls, mollas em caixi-
nhas, (ranchos, parafusns, robins e diaman-
tes, cordas de tripa, arcos de baleia, ps d'a-
50, ferros e instrumentos de Turar, caixa
com productos chimicos, e numerosos ou-
tros arligos pertencnntes a arte de relujo-
eiros,- o assim mais de alguma mobilia, co-
mo seja, urna marqueza, cadeiras, commo-
da, lavatorio, banco com dous tornos, mesa,
camas de amarello, alguma lou(a e garra-
fas de pouco valor: sexta-fetra, 7 do cor-
rente, is 10 horas da manhfla, no armazetn
de.1 Bolli. ra da Cruz n. SI.
Avisos diversos.
--.6 pa ir Thomaz de Santa Marianna de
Jess Magalhfies tem abertn aula para ensi-
llar'primeiras ledras e l.tim, segundo o
systema adoptado as nu 1.s publicas deste
imperio, nalcasa de sua residencia, na ra
do Itozsrio da Boa Vista n. 48, e recebe
alumnos, nSos externos como mpio pen-
sionistas, e se obliga a dar bom tratamento;
acusando porm de mencionar procos e
qualidade do tratamento, porque com os
pais, tutores, ou curadores se entender : o
que, porem, prometi he o adiantamento
dosseus alumnos e a boa eduracilo.
<3T All da 09a. Joaquim Antonio dos Santos Andrade e
Manoel Carneiro l.eal participam a seus fre-
guezes, e especialmente ao corpo do com-
niereio, que, em virtude das posturas da
cmara municipal desti cidaiie ler manda-
do retirar suas fabricas de caldeireiro, sitas
na roa Nova ns. 27 e 33, para os arrabaldes
da niesma, reuniram as duas fabricas a urna
s, que se acha montada em grande escalla
com todas as oflicinas pertenceutes a mes-
ma, como (seja, caldeireiro, latoeiro, fun-
dicSo de metaos, serralheiro,funileiro, ele ,
etc. t qual gyra sb a firma de Andrade &
Leal. O socio Leal reside efectivamente na
nova fabrica, na ra Imperial n. 120, e o so-
cio Andrade nos depsitos da mesma, na
ra Nova ns. 27 e 33 : em qualquer destes
lugares os pretendentes sempre os acharflo
promptos para aceitar suas encommendas,
que serflo cumpridas a seus desejos, e com
a devida presteza.
Desappareceu do sitio do
Caldeireiro utn caxorro pequeo,
cor de raposa, baixo e comprido,
raca ingleza, lem tantos cabellos
na cabera que Ihe cobre oa olhos,
porm menos 00 resto do corpo :
quem o pegar e levar ra do
Trapiche, casa da esquina da Lin-
goet* n-. 3a, Fer recompensado.
No dia 8 do correte, pelas 4 horas da
tarde, i porta do Sr. I)r. juiz municipal da
segunda vara, na ra da Madre de Dos, se
ha de arrematar um sobrado de uin andar
e solSo, por ser a ultima praca, na ra da
S. -'rancheo n. 5, penhorado por execueflo
de Deane Toule & Compaa, contra Anto-
nio da Cunha Soares Cumiantes, escriuSo
Cuaba.
Milagro ila lioinoL-opatlila. *"
lia dous annos a esta parte que fui ac-
eommeltida de dores pelas juntas, que as
vezes me prohibiam at o andar, eacompa-
nbadas de grandes pancadas no cnrac.no e
outros incommodos; depois de muitos re-
medios, e j desengaada por varios mdi-
cos, qur de um, qur de nutro svstema,
recorr ao lllm. Sr. professor Gosset iimont,
a quem devo hoja a saude que possuo, e is-
to s com duas dses homoeopathicas/.Eter-
namente grata a 3o dislincto quanlo hu-
mano professor, nflo cancarei d fazer por
elle constantes votos ao co, assim como
boje, perante o publico, lhe manifest meu
eterno reconhecimeulo. Recite, 29 de Ja-
neiro de 1851.
Joanna itaria da Encarnadlo.
Stm. redactores.Tendo lido urna tabella,
na qual S. Exea, reverendissima, no titulo
3 determina os emolumentos por actos f-
nebres aos adulto*, manila que se d aos
parochos de suas licencM 960 res, por urna
niissa para um defunto 800 ris, para a fa-
brica 400 ris, e para o aachrislfio assistr
com a cruz 400 ris, o que tudo soturna ris
2,560; com adtniracSo vejo que liran-
do-se urna lieenc para a fallecida Ida-
lina Augusta Maria no dia 3 do corrente, le-
vou o prioste padre Jos Crigorio da Silva
Carvalho 3,560 ris, exturquindo assim ris
1,000 de n:ais contra a tabella. Que tal.'!!
Dizem ao depois que o Sr. Hispo assim man-
da. Veja V. Exa. Reverendissima o que
suportfio os pobres parochianos.
Aluga-se etamhem vemle-se urna casa
terrea sita na ra do Mondego n. 139 : na
ra Nova n. 49.
l'recisa-se de um caixeiro que entenda
bastante de vender miudezas, e que d fia-
dor a sua ronduta, preferindo-se de 15 ate
SO annos, quem estiver habilitado dirija-se
a ra do Cahuga n. 9, a tratar na mesma.
Desaparecen no da 4 do corrente mez,
o muleque por nome Bartholomeu, idade
le 10 a II annos, cor rula, beicos grossos,
pernas um pouco arquiadas, levou vestido
carsa de casemira do qudros ji velha, ca-
misa asul com iislras brancas, chapeo de
pa|ha : roga-se as autoridades policiaesou
capilfles de campo tu oulra qualquer pes-
soa que o encotrar de prende-|o e leva-lo
ao seu senhor na lenda de marnineiro na
ra da Cadeia n. 18. em 81 Antonio, que
ser generosamente recompensado.
Precisa-se alugar um sobrado de dous
andares, que tenha quintal e seja fresco, no
baino de Santo Antonio : quem livor au-
nuncie.
Ao amanhecerdo dia 6 do corrente pe-
las 4 da manhfia, lem de haver a bandeira
do glorioso Santo Amaro, e continuam as
novenas al o dia 16, que tem de baver a
fesla do Santo, com a maior rompa possi-
vel, na forma uo costume ; aoquoavisa-se
aoa seus devotos, para nesle dia irem cum-
pnr suas ruinaras.
Precisase alugar um sitio ou casa que
tenha bando perto, nos lugares do Honiei-
ro, Apipucos, Caldeireiro, Beberibe, Capun-
ga, ou em ootrd qualquer lugar, que seja
fresco : na ra da Cadeia do Itecfe n. 54.
Hoje pelas 4 horas da tarde porania o
Sr. Dr. juiz de nrphflus, se tifio de arrema-
tar a raquerimento do tutor dos menores,
lilhos do Antonio Kodrigues Lima, alguns
escravos, pertenr-entes sos ditos menores.
Amanha fecha-sc
A assignatura do Manual do
Negociante
enntendo toda a legislado moderna, que
po Je interessar ao corpo do commercio, a
saber :
U cdigo commerclal doimpirio do lira sil.
' O novo regulamento do sello.
O regulamento n. 737, de 25 de novembro
de 1850, estabelecendo a forma do processo
nojuizo commerclal.
O regulamento n. 738, ps(a os tnbunaes do
commercio, e para o pn.cesso das quebras.
Noval dispoticBes legislativa! tendentes
reforma das alfandegas, e varias outras dis-
posicoes de fazenda.
O regulamento provincial para a cobranza
do imposto sobre o fumo, tabaco, charutos,
cigarros e sabSo.
Concluindo com utn almanak exacto e
completo dos empregados do meretissimo
tribunal do commercio, da associacSo com-
mercial, negociantes de grosso trato, logis-
tas, correlores, advogados e procuradores,
com seus nuines, moradas, escriplorios, to-
jas e armazens.
Precedido de urna advertencia sobre
ulilidade^desle minual, e do discurso pro-
nunciado pelo consellieiro de estado Jos
Clemente Pereira no acto da installacflo do
tribuoal do commercio do Rio de Janeiro
em presenca de S. M. o Imperador.
Este manual torna-so urna necessidade
momentosa para cada pessoa do commer-
cio, porque abrange toda a legislado a res-
peito, nfio s pelo q je toca aos negocios do
foro commercial, como da adqinistracflo da
fazenda publica, a cujos triounaes ou re-
partieres raro he o dia, em que nflo tenha-
mos necessidade de occorrer para assump-
tos do nosso proprio interesse. Beunida as-
sim a legislaeSo competente pode ser con-
sultada por qualquer pessoa sem necessi-
dade de oceurrer s graodes colleccOe,
difllceis de possuir-se pelo seu alto proco, e
tambem incommodas para consultar-se po-
li multidSo de outras disposicoos inconne-
xas, que nenbuma lela^So teem com as leis
puramente Oseaos.
Neste caso, atlendendo-se a grande des-
peza, que fui mister fazer-se para conse-
guir-se urna obra ntidamente impressa,
abrimos urna assignatura pelo preco de rs.
6,000 cada exemplar, contendo as Histerias
cima mencionadas. Fechada a assignatura
custar cada exemplar 8,000 rs. Assigna-se
no paleo do Collegio, casa do Livro Azul.
OOOOOOQQOQOOOQQOQQ
& Itia da Cruzes 11. 28. q
0 Consultorio homceopathieo do faculta- r
q tivo J. t. Casanova. q
f\ Cratis para os pobres.
r Na ausencia do facultativo J B. Ca- *?
!? sanova, o professor de homoeopathia **
*J Gosset Bimoot continuar com os v
& trabalhos do mesmo consultorio, on- O
O de poder ser procurado a qualquer O
O hor*. O
Precisa-se de um tiomeui destes che-
gados agora do Porto, para trahalhar em
urna refiusQflo : na ruada Gloria n. 114.
Desappareceu no dia 2 de fevereiro do
corrente anno, do engenho Rede, fregue-
7ia de S. AnlSo, a escrava crioula de nome
Luzia, a qual Ib i encontrada nos Afogados,
e nesta ocrasifio perguntando um condeci-
do ib lia para onde ia, ella respondeu que
uinha para o Recife, por isto he muito de
suppr que estej na praca, por jS ler sido
vendida Uaqui para o matto, o senhor que
a vendeu foi o Sr. Dr. Ofidio Sariva de
Carvalho ao Sr. Miguel Joaquim de Santa
Anua, que foi o senhor que tem possuido
t a occasiSo de sua fuga ; levou no pes-
coqo um cordSo de ouro francez, as ore-
Ihas brincos da mesma qualidade, nos hom-
bros um chales braoco decassa bordada,
um lenso de chita com ocampo amarello e
flores brancas, ella he bas desfajada quan-
do falla com quer pessoa, cor fulla, estatu-
ra regular, ps um tanto cumpridos e sec-
eos, levou 2 ou 3 vestidos de chita, e 2 sajas
de algodflo asul; por isto roga-se a todas
as autoridades policiaese capitSes de cam-
po que apegarem leve-a a pracinha do Li-
vraoienlo n 1, loja de fazendas, ou no lar-
go do Caruio, venda do Sr. Antonio Francis-
co de Azevedo Campos.
O Sr. Ventura Joaquim da Roza, cai-
xeiro do Sr. Francisco JusGalvSo, baja de
fazer ou de ir pagar o'que est devendo a
mais .le dous anuos, e nflo o fazendo ser
sempre lembrado.
l'rope-so a administrar qualquer en-
genho, sendo mesmo em outra provincia,
nm brasileiro solteiro, que tem bastante
pratica deste estabelecimento, entende per-
fetamente do melhodo de fazer assucar, e
sabe dirigir qualquer obra perlencente ao
mesmo estabel cimento, assim como tem
habilidade de curar escravos com algumas
enfermidaddes: quem de seu prestimo
quiz'er se ulilisar, dirija-se a ra Nova, loja
a. 49
Attencao.
Pede-se ao lllm. Sr. subdelegado de S.
Antonio hajade dars providencias neces-
sarias para ser rondada a praia de S. Fran-
cisco, visto que continua haver barulhos
todas as imites, isto quem pede be morador
da mesma praia. ***
p; Garca animado pelo bom resultado
que de suas lines tem colhdo militas ps-
soas, sempre que se tem proposto ensiuar,
tir>> mi oeata cidade como oa corte, tem re-
solvido dar principio a urna aula de 10 do
corren'e em diante, no baiiro do Recife,
ra da Cadeia n. II, primeiro andar, na
qual prometa instruir com todo o geito e
paciencia, a todo o jovem que desejar saber
traduzr, fallar e escrever grammatical-
monlc, o francez, ingiez e portuguez, as-
sim como a geographia, cujas licoes terfio
lugar das 9 da manhfla at mel dia : para
informaces, falla-ae na loja de miudezas
por baixo do sobrado
Preeisa-se de urna senbora, que.queira
ir para um engenho distante desta ciade 9
legoas, e que tenha as habililac/Ses neces-
arias para ensinar algumas meninas, lilbas
do senhor de engnnhu, a tocar piano, ler,
escrever, contar e grammatica portugueza,
coser, bordar, etc. : quem pretender este
3
arranjo, ple dlrigir-se erica do Com-
mercio n. 6, escriptorio de Minuel Igaacio
de Olivera.
Precisa-se de um feitor pa-
ra um sitio pequeo perto da pra-
ca-' em casa de Kusaell Mellors ck
Gompanhia, ra do Trapiche, es-
quina da Lingoeta n. Si.
-- Fugio, na noile do dia 3 do corrento, a
escravir Dorolhea, crioula, de 18 annos f le-
vou vestido de chita j* desbotado e panno
da Costa, andava vendendoem urna bandei-
ginha ; prolesta-se usar com todo o rigor
da lei contra quem a tiver occulla, assim
como sedar boa recompensa a quem a la-
var ra Bella, casa n. 5.
--No dia 4 do corrente desappareceu o
preto Raymundo ; levou camisa e siroula
de algodflo do matto, chapeo de couro. al-
turas corpo medianos, cor preta, bocea pe-
quena, rosto comprido, maeflas altas, sem
barba, com algumas eapinhas, olhos de
porco, pernas finas, ps apalhetados e o de-
do grande para fra ; he crioulo e tem 18
annos de idade ; julga-se andar nesta pra-
e ou pelos suburbios at o barro vermelho,
onde tem prenles : quem o pegar, leve-o
ao engenho jangadinha, ou na ra do Li-
vrament n. 14.
Precisa-aa de um minino de 12 a 14 an-
nos, que tenha pratica de venda, ou sem el-
la, e que d fiador sua conducta, prefe-
rindo-se que nflo tenha pas, e que sa iba ler
e escrever: no pateo de S. Pedro, venda nu-
mero 1.
Roga-se ao Sr. Raymundo Jos de A-
raujo de apparecer na ra Nova n. 50, a ne-
gocio que lhe diz respeilo.
- Furtaram, no dia 4 do correte, um ca-
vado castanho, grande, de candi aparada,
cimas em p, enm urna inflo branca, as mu-
nhecas grussas, em grflo, carregador baixo
e um tanto pesado : quem o achar, leve-o
ao Monteiro Jos Camello do Reg Barros,
que ser gratificado.
O abaixo assignado, nflo se lembrando
a quem emprestou a obra intitulada Jai-
zos Divisorios roga a pessoa que a pos-
sue, haja delh'a mandar, vistoter dola pre-
cisflo. Antonio Epaminondas de Mello.
-- Aluga-se o terceiro andar, solflo corri-
do com muitos quartos e grande cozinha, e
dous grandes mirantes, do sobrado n. 13 da
ra do Vigario : a tratar no armazem do
mesmo sobrado.
Pede-se a quem souber, o favor de de-
clarar por esta tulla, em que lugar he a re-
sidencia do Sr. Joaquim de Figueiredo Li-
ma, ou quem seja nesta cidade seu procura-
dor, para tralar-se de um negocio que diz
respeilo ao Sr. Lima.
O Sr. Antonio Jos de Carvalho Santia-
go lem urna carta, viuda da Bahia, na ra
do Trapiche n. 5, escriptorio.
O Sr. Antonio Jos ltibeiro da Silva
i.uini irfles tem umi carta, vinda da Bahia,
11a ra do Trapiche n. 5.
Aos .senhores logistnsi.
Urna pessoa, com as habilitacOes preci-
sas, se offerece para orgtnisar e fazer qual-
quer escrpturac/So de casas de negocio,
qur por partidas dobradas, qur por par-
tidas simples, examinar e verificar contas e
transaeces commerciaes, acompanhando-
as de relatorios quaudo for nere*sario ; tu-
do isto por mdicas gralificacOes. A mes-
ma pessoa tambem se prestar a fazer co-
branzas nesta prac,a, amiga ve!mente, ou
porjustica, me liante rasoaveis porcenta-
gns ou gratificarles : quem de seu presti-
mo se quizer utilisar, dirija-se ra larga
do Rozario n. 40, segundo andar, que ahi
se dir quem he.
Precisa-se de dous ofllciaes de marce-
neiro : na ra da Cadeia de Santo Antonio
numero 18.
- Preciza-se.de um rapazinho portuguez
oubrasileiro.de 13 a 14 annos, para cai-
xeiro : na venda da ra do Rozario estrel-
la n. 38.
- Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra Direita n. 6 : a fallar no primeiro an-
dar do mesmo.
O professor publico de latim do bairro
do Recife avisa a quem convier, que a sua
aula se acha a berta desde odia 3 do cor-
rele.
A viuva de Agostinho llenriques da Sil-
va faz sciente, que, de acrrdo com todos
os herdeiros, tom autorisado por procura-
eflo bastante a seus fi I los Torquato llenri-
ques da Silva e Angelo llenriques da Silva,
para que promovam a arrecadaeflo dos bens
de seu casal, e por isso a algum desses seus
ti I luis devem dirigir-se aquellos, que tivo-
rem negocios tendentes a seu casal.
Desappareceu, no dia I* do corrente,
urna pela de nome Thereza, nac.'io Angola,
de 48 annos pouco mais ou manos, estatu-
ra regular; levou vestido preto etem dous
talhos em um braco 1 quem a pegar, leve-a
ra do Collegio n. 14, que sera recom-
pensado.
Aluga-se urna preta para o servico in-
terno de una casa,que cozinha, engomma
liso, cose e sibe fazer todo o servico de urna
casa : quem a pretender, dirija-se a ra do
Qurimado, loja n. 10.
l'recisa-se alugar urna preta escrava,
que sirva para o servico de urna casa e seja
fiel: na pagadoria militar, a fallar com
Joflo Arcenio Barboza.
Maria Joaquina de S. Thom, professo-
ra publica do bairro do Recife, faz publico,
3ue aclia-se com aula aberta, na ra da Ca-
eia, sobrado n. 20. *
Quem precisar de urna ama secca para
todo o servico de urna casa, dirija-se ra
do Azeite de Peixe n. 3, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna preta captiva pa-
ra fazer o servico de urna casa de pone 1 fa-
milia : quem a tiver, dirija-te praca da
Independencia n. 38.
Pelojuizoda primeira vara do ave],
escrivflo Cunha, (Indos osdiss da lei, tem
de ser arrematado em praca publica um so-
bradiuho de dous andares, na ra estreita
do Rozario o. 6, por execugjo do legitimo
credor de Joflo Ignacio Rodrigues da Costa
e aua mulla. O escripto acha-se em poder
do porteiro do juizo.
Pergunta-se aos testamentei-
ros de Jos Ferreira da Silva Lei-
te o motivo por que nao tem pago
aos credores: isto desoja saber um
dos credores.
Vicente Jeronymo Waoderley, Dr. em
medicina, acha-se residiodo no Aterro da
Boa Vista n. 8.
Precisa-sede urna preta escrava para
o servico interno do urna casa de pouca fa-
milia : na ra do Crespo o. 14, terceiro
andar. No primeiro andar da casa de tres di-
tos, da ra da Praia de Saita Rita, ha urna
ama crioula para o servico interno de urna
cas*, I qu'l cozinha, cose e engomma.
Aluga-se um grande sitio perto da
prac', o qu' tom proporcOes pira ler 10 a
13 vacea de leite, grandes baixas para ca-
oim.TX'Cocom boa agoi do beber ealguns
arvoredosde fruto ; quem o pretender, di-
rija-se ra da Praia, sobrado n. 55.
Manoel At.tonio de Jess embarca para
tira da provincia o seu escravo pardo, de
nome Carlos.
-. Quem precisar de urna ama de leite sem
filho, dirija-se ao largo do Pilar n. 13.
O abaixo assignado professor particu-
lar de primeiras lettras, disciplinado em
preparatorios no lyceu desta cidade, parti-
cipa ao respeitavel publico e aos pas de
seus alumnos, que desde 13 de Janeiro des-
te anno abri sua aula, e debaixo dessa
mesma disciplina ensina por principios
a grammatica portugueza, latina e france-
za ; admittindo nesse recinto porcionistas e
meio porcionistas. Os pas de familia que
qulzerem apphcar seus (linos a alguma des-
sas disciplinas, p ga do Rosario 11. 48, segundo andar.
os /Harta Machado de Figueiredo.
Joflo Martina Goncalves avisa a quem
interessar, que vendeu a sua loja de louQa
na ra da Cruz n 68. ao Sr. Manuel Antonio
Vieira ; o mesmo julga na la dever, todavia
sealguem se julgar seu credor haja do apre-
sentar sua cunta que p'omplamenie so
satisfeito. Becife, 3 do fevereiro de 1951.
Joflo Martina Goncalves, avisa a todos
os seus devedores hajim do vir satutfazer
suas cootas no prazo de oilo dias, senflo
quizerem ver seus nomes neste jornal, c
usar-se dos meios judiemos. Recife, 3 de
fevereiro de 1851.
Na ra estreita do Rozario n. 28, se-
gundo andar, se dir quem d dinheiro a
premio ; na mesma casa, vondem-se 2 pa-
res de brincos, 2 trancolins, 3 cordOes, 1
vernica, 2 aneles, argolas, cruzes, dous
relogios patentes de ouro e corrente, 1
appaielho de prata para cha, 1 faqueiro, 1
salva, 1 par de casiieal, 1 patena, e outras
obras.
A pessoa que tiver pratica de tratar de
doentes, e mesmo que saiba aplicar reme-
dios, querendo ir para um engenho perto
desta prac : pode enlender-se a respeilo
na ra Nova n. 19, primeiro andar ; prefe-
re-se homem de idade, solteiro, ou com
pouca familia, paga-se generosamente, se-
gundo a rapacidade que desenvolver.
Compram-so o vendem-se escravos, e
recebem-se de commissflo, tanto para fora
como para dentro da provincia, com preste-
za e seguranQa aos mesmos : na ra das
Larangoiras n 14, segundo andar.
--Um rapaz solteiro e com as habilita-
ces precisas, prope-se a ensinarem qual-
quer lugar fora da praca : na praca da Boa
Vista, sobrado n. 6, dir-se-ha quem pre-
tende. .
O abaixo assignado tendo de relirar-se
para oulra provincia deste imperio, pede a
lodos os seus devedores que, por obsequio,
teiiliam a bondade Je vlrou mandarem pa-
gar suas contas no prazo duolto das. Tam-
bem lem para vender a armaeflo da luja de
seu estabelecimento, no Aterro da Boa Vis-
ta n. 38. esta annaeflo be de amarello, em
muito bom estado, e pode servir para qual-
quer negocio. Iiecilo, 28 de Janeiro de 1851.
J. Denis.
Precisa-se de um feitor que entenda
de jardim : na ra da Cadeia do Recife nu-
mero 37.
Engomma-se e lava-se toda a qualida-
de dn roupa.com todo asseio e muita promp-
tidflo, por preco mais commoJo do queem
outra qualquer parle : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
Primeiras lettras.
O abaixo assignado, avisa ao espeitavel
publico que, desde o dia 7 do rorrete, a-
cha-se aherla a sua aula de primeiras loltras
na ra do Mondego n. 44 O annuuciante
contina receber pensionistas, meios pen-
sionistas e externos. Por mais de urna ve?
lem elle patenteado ao publico as vanlageiis
que Hilen ce a sua aula pela rasflu da loca-
lidade, e pelas accommodacoes que a ca-
sa aprsenla. Nflo poupar cortamente es-
forcus o annuncianle para conseguir que
os pais de familias que lhe confiaren seus
filhos, liqueni inieirameiite satisfeilos ;
nflo ,-u pelo que espeila ao tratamento,
como ao prngrrsso intellectual e moral dus
meninos. Outro sim, para evitar que os
meninos frequentem outras aulas fra da
casa, perdenuo assim lempo com prejuizo
doscostumes, o abaixo assignado tem es-
colhido mestre de msica vocal e instru-
mental, e bem assim professor de lingua
latina reconhecidamente perito* nessas
materias, para darem lices aos alumnos
que se quizerem apphcar ellas. O baixo
assignado espera do publico, e especiameu-
te dos pais de familias moradores fra da
praca, que apreciem os MforctM do annuu-
ciante, animando o seu nascente mais 13o
til esubeledmento.
Francisco de Salles de Albugnerque.
- Compra-se umi negrinha de bonita fi -
gura, que tenha 6 a 8 annos, ai
le menos idaje :
mero 14.
na ra Direita, vonJa nu-
Vendas.
Compras.
--Compra-se urna carrosa com arreos
para cavallo, sendo bstanlo leve : ua ra
da Cadeia do Recife n. I.
Compra-se um cachorro de fila, que
seja bastante bravo e novo, e de casta gran-
de, para urna encommenda : na ra de llor-
tas n. 52, se dia quem compra.
(.011 pia-se urna canoa de carreira, que
conduza de 8 a 10 pessoas, mesmor-m man
estado : quem tiver, annuncie, ou diiija-.se
Sanio Amaro, venda ao p do Sr. Cargoso.
Compra 11 -so dous pelos caiioeiros que
tenham boa conduela : ua ra Imperial nu-
mero 167.
Compra-se um silioque seja perto da
praca, que lenha pasto para cinco a seis vac-
cas de leite, agoa de beber, casa em chflos
proprios e arvoredos de fructo : quem ti-
ver, annuncie.
Compra-se um escravo que seja ofli-
cial de carpiua ou pedreiro 1 paga-ae bem,
comanlo que nflo lenha vicios nem acha-
ques : ua ra da Cadeia, em Santo Antonio,
n. 19, serrara.
Compra-se urna espada e ta-
lim por preco comixode : quem ti-
ver, annuncie.
Vendem-se dous sellins inglezes com
tolos os pertncs e em oerfeito estad >,
sendo um para montara de seniora e ou-
tro de homem : na ra da Cadeia do bairro
le Santo Antonio n. 25, segundo an lar.
Vende-se um cirneiro muito grande :
na ra larca do Rozario n. 22, loj de miu-
dezas de Victorino &Gnimarfles.
Jairas floai.
Vendem-se jarras, quartinhas, mo'in-
;aes, resfriaderas, biltias, conos, girrafas
com prato brancas para resfriar agoa, as-
-im como tambem a bem conhecda louc
vidradadeMarselha, como sji. alguida-
res, panellas, cacaroias com cabo* de todos
os tamaitos,hlalos para ensinar meninos a
andar, ditos com lampa para compras, di-
tos para costura, ditos com p oara fructas
nu flores, ditos brancos grandes e quarti-
nhas pequeas para folguedo da meninos :
ua ra da Ca leia do Recife n. 8.
Venle-se urna carro;* nova, toda de
secupira e muito bem construida, assim co-
mo um par de ro las da mesma madeira : na
ra de Santo Amaro n. 10.
Vende-se urna preta do nacflo, moca
e de bonita figura, que cozinha, lava, eii-
omma alguma coust e be quitan leira : da-
se em sonta por precisflo : na rui do llan-
-el 11. 38, segundo andar.
< 'In-n ni ao bnrnlo.
Vende-se cuita ranceza, com qualro pal-
mos de largura, cores lixas, com algum to-
que de molo, a 160 rs. o covalo e a 5.000
rs. a pe;a ; e limpa, a 2-20 rs ocovado ea
7,000 rs. a peca : 110 l'asseio, loja n. 21.
Vende-se espiilo de vinho a 160 rs. a
garrafa : ua travessa da matriz n. 20.
-Vende se urna preta de limita figura,
que faz todo o servio decampo : na praci
nha do 1 ivraiiu uin, venda n. 50,
Vende-se um escravo preto, alto e da
bonita figura na ra Direita, venda n. 14.
Lotera de N. S do Livramento.
Aos 5 000,000 rs.
Na ra da Cadeia n 46, loja le miude/as,
ven leu-se o bilhete inteiro 11. 9>l, em que
sabioasorte de 1:500,000 rs. o esto p\
poslos v mita os hilhetes o cautelas da
mesma lotera, que corre imprelcrvelmen-
le no dia 28 do corrente.
Hilhetes 11.000
Meios 5,500
Decimos 1,109
Vigsimos 600
Tinta superior.
Veode-se muito superior tinta para es-
crever em frascos maiores do que garrafas,
emporeflooa retalho, por menos do oue
em outra qualquer part: na ra da Ci-
dei 1 do Recife 11. 31, primeiro andar.
Vendem se dous pardos de 20 a 25 an-
nos, sen lo buns mahiiheirus, e um tam-
bem bom coziiiheiro: na ra do Collegio
numero 3.
Quem quizer poupar venha ver a com-
prar, pois o ganlio de quem vendo tica em
mfiodos compradores, o sempre ficam lo-
grados seus amos ou seus senhores. Na ra
\ova, venda ao p da ponte n. 71, e no Ater-
ro da lloa Vista, venda n. 54, ao p da loja
do Sr. Estima, vende-se manteiga ingleza,
a 640. .'mi o 480 ; cha, a 1920; esper-nacete,
a 720 e 610 ; vellas de carnauba, a 320 ; le-
iria muito nova, a 240 ; niacarrflo e talha-
11111, a 200 ; tapioca, a 120 ; farinha de Ara-
ruta, a 2U0 ; caf em grlo, a 160 ; toucinho,
160; bolacliinha ingleza, a 280; azeito-
nas novas, a 200 rs a garrafa e a 1,400 a an-
coris de mais de orna caada; milho al-
pista, a 060 a cuia ; painso, a 610 ; azeite
doce, a 640 a garrafa ; arroz, a 70 rs. a li-
bra ; e outros muitos gneros, que se dar
o preco a vista do comprador.
Casa lc modas francesas. Aterro
da 1 ton Vista 11. I.
Madame Huessard Millorhau tem a honra
de participar as suas freguezias, que pelos
ltimos navios vindos do Havre, lhe chega-
ram mo tas novas de Pars, como sejam :
ricos vestidos para noivascom os caheces
e veos, vestidos para bailes e theatrns, ctia-
pos, mantellrtes, capotinhos, enfeites le
('abre', tbires linas, um sortimentn muito
grande de litis e bicos, caheces de bico,
camizinhas u colarloboa bordados, chapeos
de palha para senhoras e meninas, transns
e franjas, esparlilhos, luvas de pellica con-
luidas para casamentos e haptisados, lencos
de cambraia de linbo, bicos de blonda lar-
gos eestreitos, veos o mantllhas de blonda
verdadeiro, bicos delinho verdadeiro, Cm-
bralas bordadas, fitas lisas e bordadas, lu-
vs, etc. ele : tudo por preco rommodo.
(Directivamente faz-se chapeos, vestidos, e
em geral tolos os adornos de senhoras.
Vende-se orna preta crioul. de 20 an-
nos, sem vicios nem achaques, que cozinha,
lava e engomma sofTrivelmente : o motivo
por que se vende so dir ao comprador : na
ra ISova, sobrado de um andar n. 51, jun-
io igreja da Conceicflo.
ititin e barato.
Itua do Passeio Publico, loja n 9, de Al-
bino Jos Leite, vendem-se riscados minis-
tros, a 200 rs. o covado ; rassa para baba -
dos, a 240 a vara ; madapolflo, a 2,000 a pe-
ca e a 120 a vara ; chitas, a 4,M)0 a peca a a
120 o cuvaJo ; chapeos de sol, tanto de ar-
mac.iH d'aco como de baleia, 11 2,000 ; len-
cos de seda de cores, a 1,500 ; luios de li-
li ho azul e de cores, a 300 o covado ; cha-
les de chita, a 509 e 640 chita para cober-
ta, a 160 o covado; o nutras muias fazen-
das, que se deixam de annuuciar para nflo
oceupar lempo.
Veinleni-se relogios de ouro patente de
um dos melhores e mais acreditados fabri-
cantes de Liverpool : no escriptorio da Ru-
sell Mellors & Companbia, ra do Trapiche,
esquina da Lingoelan. 32.
-- Vendem-se, por proco commodo, qua-
lro toalbas de lavarinto muito ricas : quem
as pretender, dirija-se ra da Cadeia do
Recife, loja n. 48.
Vendem-se ricos mauteletes de cores :
na loja do Duarte, na ra do Cabug.
Vendem-se duas saccadas, urna verga
de pedra da Ierra, e 18 ditas de Lisboa com
6 palmos de cou.primenlo e tres de largu-
ra : a tratar na ra da Praia, sobrado n. 55.
-- Vende-se um ptimo escravo de boni-
ta ligura, de 25 anuos pouco mais ou me-
nos : na ra do Crespo, loja da esquina que
volia para a cadeia. '"


r2tj~ aSbc"-'
"it. *

Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10,
fundico de ierro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro
difieren tes modelos: na ra
Brum ns. 6, 8 e 10, fabrica
machinas e fundicSn de ferro.
AGENCIA
da undicao Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 43.
Neste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias mofli-
das para engeobo, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
Chumbo de municSo.
Vende-seno armazem de J. J. Tasso J-
nior, ra do Amorim n. 35.
Vendem-se amarras de ferro: na ra
da Senzilla nova n. 42.
A l,6oo rs.
Vendem-se novos cortes de brim tranca-
do escuro cnm duas varas e mei cada corle
a 1,600; cassa fraoceza de bom gusto,a 2,600
rs.; pecas de esguiSo de algodSo rom 12
varas, a 2,400 rs. a peca ; cobertores de al-
godSo de cores, a 720 rs.: na ra do Cres-
po n. 6. loja so p do lampeSo.
Deposito de cal virgt-m.
Na ra do Torres o. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ultima-
mente de Lisboa no brigue Tarvjo-Terceiro.
SSSF.
Farnba 'nova da marca SSSF, chegada
ltimamente: na ra do Amorim n. 35, ar-
rnazeia de i. J. Tasso Jnior.
Potassa da Itussia.
Vende-se potassa da Russia, recentomen-
te chegada. ede muito superior qualidade :
na ra do Trapiche n. 17.
Taixas para engrenho.
Na fundicflo de ferro da ra do Rrum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quass 8Clism-.se a venda por preco coro-
modo, e com promptidSo ciiibarcurii-.se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Moendas superiores.
Na fundido de C. Starr & Companliia,
em S.-Amaro, acham-se i venda moendas,
de canna, todas de ferro, de um modelo e
coostruccBo muito superior.
Cimento.
Vendem-se barricas com superior cimen-
to, chegado no ultimo navio de llamburgo:
na ra do Amorim n. 35, armazem de J. J.
Tasso Jnior.
Deposito de potassa e cal.
Vende-se muito nova e superior potassa,
assim como cal virgem e pedra, recente-
mente chegada de Lisboa, por preco rasoa-
vel: na la da Cadeia do Recife n. 12, ar-
mazem.
Grande sortlmento le charutos
da fabrica de s. Flix, no ar-
mazem de (i uceo S compnnhia,
ra da Cruz n. 21.
SSo cnegados a este armazem os verda-
deros charutos regalos, regala, caladores,
deputados, venus, senadoras e soberanos
de llavana, em caixas de cem e 250, por pre-
cos rasoaveis.
Chapeos.
Msia Ramos & C, na ra Nova n. 6, aca-
ba de receber vindo de Franca pelo ultimo
navio, ricos chpeos de seda com pluma e
tranca, para n cuinos e meninas, e poden
afianzar que nesle genero he o melhor que
lem vindo a esta cidaJe, os quaes se ven-
de m por pre^o commodo.
A pobreza.
Vendem-se cebollas americanas pelo ba-
rato preco de 80 a 160 rs. a restea, e a 320
rs. o cento das solas : nos armazens do bec-
codo Goncalves, junto a casa da Sra. Viuva
Lasserre.
Deposito de cal e potassa.
Cunba & Amorim, m ra da
Cadeia do Recife n. 5o, recebe-
ram pelos ltimos navios de Lis-
boa Novo Vencedor, Carlota e
Amelia barris com cal virgem, e
vendem, tanto a cal como a po-
jisa, por menos preco do que em
outra qualquer parte.
Arados de ferro.
Na fundicBo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados oe ferro de diversos mo-
delos.
Deposito da fabrica de Todos os
Santos na Baha.
Vende-se, em casa de.y o. Bieber&C. ,
na ra da Cruz n. 4, algodSo transado da-
quella fabrica, muito proprio para saceos de
assucsr e roupa de escravos, por preco com-
modo.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapicbe, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
no brigue lami 111.
Cal virgem de Lisboa,
da melhor que ha no mercado, e
chegada ha das pero brigue Em-
preza : trata-se com A. C*. de
Abreu, na ra da Cadeia do Ke-
cife n. 37.
Na ra estreita do Rozario, travessa dn
Queimado, loja de miuiiezas n. 2 A, de J
F. dos Santos Maya, vendem-se curdas di
tripa e honles para violSo eiabeca, e pa
pe paulado para msica, todo da uielhoi
ualidade posaivel.
To para sapateiro epara sacos.
Vende-se um restante do ptimo [fio para
sapateiro em novellos, e dito em meladas
para saceos, por preco commodo para li-
quidar facturas : em casado Adamson Ilowie
& Companhia, ra do Trapicho n. 42.
Manteletes e capotinhos.
Na loja do sobrado amarillo, nos
quatro cantos da ra do Queimado m
n. 29, ha para vender-se um comple- $
to sortimento de manteletes, capqli- S
nhos e palitos para senhora, pretose %
I de cores, os mais modernos e de me- f.
Jlhorsosto, tanto em cores romoem $.
enfeites dos que aqui lem vindo. ijg
mtwmrnmmimm m mh prmi wmm
Lotera de \. S. do JLIvraniento.
.vos 5:000*000 rs.
Na loja de miudezas da praca da Inde-
pendencia n. 4. vendem-se bilhetes, meios,
quartos, quintos, decimos 1 vigsimos, que
corre impreterivelmente no dia 28 do cor-
rente.
Rilhetes inteiros 11,000
Meios 5,500
Quarlos 2,600
Quintos 2,100
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Vendem-se sellins inglezes
elsticos, ditos com borrenbas,
ebegados pelo ultimo navio : em
casa de Geo Kenworlhy & Com-
panhia, ra da Cruz n. 2.
Cera em velas.
Vendem-se caixas com cura em velas, fa-
bricada no Rio de Janeiro, surtidas a vonta-
de do comprador, e por preco mais barato
do que em outra qualquer parte. Trata-se
com alachado & Pinheiro : na ra do viga-
rio n. 19, segundo andar.
Vendem-se pecas de chitas pardas, co-
res liras, a 4,500 rs. e a remido a 120 rs.;
cortes de cambraia, mui bonitos, cores Ti-
ras, a 2,600 rs.; e 100 saceos de estopa no-
vos, com duas varas cada um, a 320 rs.: na
rua larga do Hozario n. 48. primero andar.
-4
ACIDADE DE PARS.
em frascos de mais de garrafa, a 480 rg. ca-
da um frasco : na livraria ns. 6 e 8 da pra-
calda Independencia
A 400rls.
Vendem-se as mais superiores chitas lar-
gas, francezis, de tods as cores, gostoa io-
leiramente povos, imitando seda, a 400 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 14, loja de
Jos Francisco Dias.
">- Vendem-se arado i america-
nos dos modelos mais approvados .-
na ra do Trapiche n. 8.
Pechincha.
Vendem-se ricas cassaa francezas, de lin-
dos padroes e de cores azues, rxas, ama-
relias, cordero/, etc. Estas cassas sSo
de listras e com delicados desenhos, e tor-
na-se muito recommendavel, tanto pela
qualidade, como pelo deminuto preco de
480 rs. a vara : na ra do Crespo n. 14, loja
de Jos Francisco Dias.
Vendem-se cortes de chitas finas com
12 covados, pelo barato preco de 2,600 rs.;
trancas pres para capotinhos; bonetes
para enancas, e turbantes muito lindos pa-
ra haptWados -. ra da Cadeia velha, casa
n. 24, primeiro andar.
Uepertorio systematico do cdigo
commercial brailero.
Acaba de publicar-se no Rio
de Janeiro urna interessante obra
contando O repertorio systema-
tico do cdigo commercibl brasi-
leo por dous jurisconsultos J oSo
Antonio de Miranda e Castilho.
He obra da maior utilidade para
a prompta comprehensio e con-
sulta do novo cdigo do commer-
cio. Acba-se venda no pateo do
Collegio, casa do Livro Azul.
Salsn-pai rilliu
ltimamente chegada do Para pela escuna
nacional hmilia, e desembarcada em 28 do
correte mez de Janeiro : vende-se no es-
criptorio do corretor Oliveira.
fe \ I mulao para saceos. a>
a> Vende-se muito bom algodSo para fc
B saceos de assucar, por preco comino- t>
9 do : em cisa de It cardo Roy le, na
4 ra da Cadeia n. 37. ?
Kua do Collegio n. 4*
Nesle estabeleeimento se encontrar sem-
pre o mesmo sortimento de chapeos de sol
j annunciados, assim como sedas e pannos
em peca para as armar/i s servidas, baleias
para vestidos e esparlilhos de senhors.
( unc i la-sc loda a qualidade de chapeos de
sol, ludo por menos preco do que em outra
qualquer parte.
Madama Kosa'Hordy, modista
brasileira, run Novan. 34.
Annuncia ao publico e particularmente
aos seus freguezes que lem para vender um
completo sortimento de grosdenspl de
Torta cor e preto muito superior, assim co-
rno sarja e chamalote preto de primeia
qualidade; finos cortes de grosdenaple de
lu la cor adamascado tanto para mantele-
tes como para capotinhos; ricas franjas
requife de seda de furia cor, proprio para
i ii le i tes dos mesmos, a qual se vender
comprando alguma porQlo da fazenda ci-
ma diia ; nni rico sortimento de mantele-
tes, capotinhos e palitos de grosdenaple de
furia cor e de]chamalote preto, ludo de
muila consistencia e feiios em Flanea ; ca-
potinhos de fil de lindo prelo ; ditos para
meninas de 4 a 8 anuos ; um vsriavel sorli-
mento de bonitos chapeos de seda de todas
as cores; ditos de fina palha de Italia para
eohora e menina, elegantes chajosinlios
de seda com lindos infeites proprios para
baptisados ; ditos de ptima palhinha para
menina e menino ; os melhores e mais com-
modos esparlilhosque lem chegado a esta
praca; novase riquissimas capellas minio
proprias para casamentse bailes ; ricos
cachos de flores para infeitar chapeos de se-
nhora ; luvas de pellica com infeilesde su-
perior qualidade para senhora ; ditas de di-
ta curtas para homem e senhora ; um gran-
de soitimento do bouitas litas e de difleren-
tes cores; chapeos deso para senhora;
perfumaras linas ; armacoes pelas e bran-
cas para chapeos de senhora ; gorgurSo de
cores proprio para chapeos de dita ; sapil-
los de setim branco ; esmisinhas e romeiras
para senhora : e ouiras multas fazendas de
gosto moderno.
Tecido de algodo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
No deposito da ra da Moda n. 15, -#
ha para vender superior cal em pe-
dra, recentemenle chegada de Lia- J
boa, em o brigue Conceicio de Va-
ra, por preco rasoavel : tambem ah *'.
se vendem pesos de duas e de urna ^
arroba, por preco commodo ; ha ^
tanihem elTeclivamente no mesmo 4?
deposito barris do mel para embar- ?;
que. ........
n
9AAM*M:AAAAAaVAAA$
--Vendem-se 10 ssccas de sopeiior car-
nauba ; 250 couiinhos de caba ; 13 pares
d Sapa I Oes derouro de lusliO, O.ni beiu
feitos ede talho moderno ; una loalha de
bretanha de linho com Isvariuto, n.uilo bem
acabada o lina : ludo se vende por commo-
do preco: na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar, demanbSa at s 9 horas,
e a qualquer hora da tarde.
Deposito de e*pelhos das ma-
nafacluras de Franca : na ra do
Passeio n. 19.
Vendem-se superiores charutos, sola,
couros de cabra, peonas de ema, sapalos
lira neos, ditos de couro de lustro, cera de
carnauba e chapeos de pallia : ludo i.-to
mais barato do que em outra qualquer
paite : na ra da Cadeia do Kecile n. 49,
primeiro andar.
Tinta para escrever.
Veude-se excedente tinta para escrever,
Lonas.
Vendem-se as afamadas lonas croas, ludo
linho, de largura das da Russia, proprias
para encerados e camas de vento, por se-
ren de muila duracSo, por preco commo-
do :em casa do Jos aporili, na ra do
Trapiche Novo n. 18, primeiro aniar.
Farinba de mandioca
de San Matheus, superior qualidade, che-
gada ltimamente nesle porto, e por menos
preco do que em outra qualquer parte, em
saccasou agranel, a vontade do compra-
dor : na ra da Cadeia do Recife, loja de
Joaquim Ribeiro Ponies.
Vendem-se escravos baratos, de
ambos os sexos, mocos c de
bonitas timiras.
entre estes ha urna preta de 20 annos, de
bonita figura, linda e de urna conducta ra-
ra em escravos, que engomma muito bem
e cozinha magnficamente, a oual lem urna
cria de dous mezes, muilo linda, que por
ler muito e bom leile, e ser muilo limpa,
pode servir para crear alguma crianza: na
ra das Larangeiras n. 14, segundo andar.
A I $600.
Vendem-se peitos de carniza bordados
cm cambraia, para senhoras, a cinco pata-
cas cada um : na loja de seis portas, defron-
te do Livramento.
A G4o rls,
Na loja de seis portas, em frente do Li-
vramento, vende-se princza preta a duas
patacas o covado, propria para luto ou
qualquer fado preto.
Grasa 97.
Vendo-se a>crdadelra graxa n. 97, muito
em conla : na ra da Cruz n. 42, a fallar no
armazem de fazendas.
Panno verde Inviaivel.
Vende-se panno verde invisivel, muito Ti-
ro e liaralissimo, nSo se menciona a*qui o
preco porque eauzaria isso urna admiragSo
aos pieteudenles, a ponto de nfio fazerem
conta, e dizerem, sem virem ver a grande
pechincha, ora isso nBo pode ser panno
bom ; lie este o motivo por que s se dir a
vista dos compradores e do dito panno ;
tambem restam algumas pecas de ganga
cAr de ci riza e a marcha, propria para pali-
tos de meninos, que para acabar com bre-
vidade se vndenlo a 6,000 ra. a peca, e a
meia pataca o covado: no Aterro da Boa
Vista n. 18.
- No becco do Concalves, armazem do
Araujo, vende-se superior farinha de man-
dioca a 2,000 rs. a sacca, chegada ltima-
mente do Cear.
l.< i da guarda nacional
Vende-se o peculio do guarda nacional,
conlendo a le, regula ment eo mais preci-
so para a mesma, a 1,000 rs. cada exem-
plar i na praca da Independencia, livraria
ns. 6 e 8.
QOOQ0Q:'*O&O:O9O:9OQ
<> (a-i mira-.
O Na loja do sobrado murelio, nos r
q qualro cantos da tua do Queimado q
r n. 29, vendem-se cortes decalca de q
*f meia casemira, bons padrOes, a 3,500
rs ; ditos de casemira decores, gos- *
O los muilo modernos, a 7,000 ris,
O lendo muito onde os freguezes es-
O coloerem.
&OQ&Q:QQQ:OQ 00=00000
Urna escrava parda, inocn, cu-
zinhelra.
Vende-se tama bonita parda, de 21 annos,
boa cozinheiha da forno e engommadeira,
n3o lem vicios neo achaques e he muilo
fiel, o que ludo se afianga o comprador :
na ra larga do Rozario n. 48, primeiro an-
dar ; a escrava tem urna lillnnha de qualro
mezes.
Vende-se rap Paulo Cordiro, muito
fresco, chegado ltimamente : na. ra da
Cadeia do Kcie u. 51, loja de Joflo da Cu-
nha Magalhfles.
Vendem-se queijos londri-
nos, toucinlio em mantas, ervi-
Ihas verdes, conservas de todas as
qual'rdas, cha preto, pos para p8o
sem fermento, baldes para com-
pras e mais gneros; tudo ltima-
mente chegado de Londres : na
ra da Cruz n. 7, armazem de Da-
vis & Companhia.
Cobertores hespanhes
de cores, muito fortes e de todos os tama-
nhos : vende-se na ra do Crespo n. II.
Casa de con-Una cao de escravos,
na i"" do Rozarlo larga n. 22,
segundo andar.
Vende-sa urna mulatinba de 14 annos,
que cose soVivel e engomma ; urna uegri-
nha de 12 annos, com principios de cos-
tura.
Vende-se na ra da Senzalla Velha,
padaria n. 100, ao entrar pelo Becco Largo,
superior frinha de mandioca, vinda lti-
mamente de Santa Catharina ; por cada sac-
ca pagar o portador a pequea quaotia de
2,000 rs., leva urna sacca nova de bom al-
godSozinho, equerendo,desconta-se-lhe 260
rs. passando para outra sacca que leva.
Vende-se por preco com-
modo um preto, ptimo para todo
e qualquer servico externo e in-
terno de urna casa por entender al-
guma cousa de cozinha, tambem
serve para engenho, do que tem
muito pralica, he oleiro de fazer
formas e telhas, e carreiro: nos
quatro cantos da ra do Queima-
do, loja n. 2o, de Jos Joaquim
Pereira de Mendonca: o motivo
da venda he porque, tendo o sen
natural snhor tomado-o em pa-
gamente, nao necessita de seus
servicos.
Na ra das Cruzes. venda de Domingos
da Silva Campos, vendem-se e alugam-se
as melhores bixas de Hamburgo, tanto em
porco como a relalho, por preco commodo
Vende-se, no Aterro da Boa Vista, loja
do Eslima, um rico seistante.
Vende-sa urna armado de loja de miu-
dezas toda de louro, por prec commodo:
na ra doCabug, loja n. 9.
ATLAS topographico e administrativo
do imperiodo Brasil pelo visconde de Vil-
liersdeL'lle Adam : recebem-se asigna-
turas para o mesmo, na ra da Cruz, arma-
zem n. 13, onde se vende em separado o
mappa topographico desla provincia.
Vende-se por menos de A
contos de r* um sobradinho de
dous andares, sito na travessa da
ra Bella, o qual rende 371,000
rs. } assim como se vende um cai-
xao junto ao me6roo, por preco
commodo, e muito proprio para
coxeira, o qual faz frente para a
praca do (apim e casa o Sr. Ei-
ras : na ra do Crespo, loja n. 12,
se dir quem vende.
Vendem-se ssccas com alqueire de mi-
lito : 110 Becco Largo do Recife, Venda que
volla para a Senzalla Nova.
Vendem-se cinco lindos moleques de 8
a 18 afinos ; oito pretos de 20 a 25 annos,
sendo dous peritos sapateiros eum oleiro;
quatro pardos, sendo um ptimo mariohei-
ro e um com bons principios de carpina, de
18 a 20 annos; duas pardas de 16 a 20 an-
nos, com habilidades ; oilo prelas, algumas
com habilidades eoutras proprias para to-
do o servico : na ra do Collegio n. 3.
Vende-se a tavrtia que foi do Jacintho,
no lugar da Passagem, entre as duas pontes,
em rasfio db dono relirar-se do lugar, bem
afreguezada e propria para um principlan-
te por ter poneos fundos : a tratar na mes-
rna, ou na ra da Madre de Dos, venda nu-
mero 36.
Vende-se a fabrica de deslilacSo de A-
pepicos com todos os seus perlences, ou
qualquer objecto separado, como seja 1 a-
lambiques, lauques de deposito de mel, to-
ueis, pipas, prensa idraulica, um grande
deposito de ferro, que leva las pipas de li-
quido : a trajar na ra das Larangeiras n.
18, pr i metro andar.
Vende-se a armado e pertences de urna
taverm, na Estrada Nova, com duas pare-
Ihaa de caixoes para amostras e duas pipas
que serviram para ago'ardente: tudo ppr
commodo preco : a tratar na venda juuto a
ponte da Passagem da Magdalena.
Vendem-se 18 escravos, sendo um p-
timo carreiro ; um dito serrador; quatro
ditos de lodo o servico e de bonitas figuras ;
tres pardos mocos; urna parda de bonita fi-
gura, que cose, engomma bem, faz lavarin-
lu, cozinha e faz doces; urna escrava com
as mesmas habilidades ; urna mulatinhade
13 a 14 annos, que co-o, engomma, faz la-
varinlo, marca de linha e he de bonita figu-
ra ; 6 eacravas de todo o servico: na ra Di-
reila n. 3.
Gomnia de engommar.
Vendem-se sacesa cem gonima de en-
gomiriar, muilo alv e em ssccas grandes,
por preco commodo i na ra do Queimado,
loja n. 14.
Veude-se um bonito mulatinho de 10
a 12annos; urna preta de 18 anuos, en-
gommadeira e cozinheira ; um lindo escra-
vo de elegante figura : na ra das Cruzes n.
20, venda : esles escravos vendem-se para
liquidacao.
Vendem-se sellins, brides e amios
singellos para carros de um ou dous ani-
maos : na ra do Trapicbe n 12.
O antlso barateiro do preselo
Jubileo n. II, loja de Pjraniano
os nodriajues fc'errelra.
Annuncia as seguintes fazendas como se-
jam chitas francezas finas de ricos padrOes,
a 340 rs. o covado multo larga; casimiras
superiores, a 7,000 rs. o corle ; ditas mais
abaixo, a 5,000 rs.; meias casimira, a 3,200
rs. o corte ; cortes de srtim macau deco-
res, a 4,000 rs.; panno Uno preto, a 8,000
rs. o covado ; chpeos de maca francei, a
7,000 rs.; selins lavrajoa para vestidos de
senhora, cassas chitas de cores, a 1,280 rs
u tone ; cambiaiaa transparentes, a 2,oO0
a pessa de 10 varas; gorgoroes de seda, a
1,200 rs. o cirte de coleW; corts decoll-
les de 1S e seda, a 500 rs.; cuales de 18 ese
da;ditosde'cambraiasbrancos e decores,
brins de linho de quadros, ditos trancados
brancos e de cores, fazenda muito superior;
cutins de linho para pallitores, lila supe-
rior, prlnceza, lencos de cambraia de bi-
co, bicos e rendas de linho, lencos de seda
de cores, castores de cores e por todos os
precos ; madapoldes finos, a 3,200 3,500
3,600 3,800 4,000 4,800 5,000 e 5,500 ; su-
periores chitas de todas as qualidades, e
um sortimento completoeoutraa immensas
fazendas que se vendero a precos que agra-
darSu aos Srs. compradores.
Farinha de mandioca.
Vende-se na ra da Cruz o. 40, primeiro
andar, farinha de Santa Catharina em sac-
cas a 2 e a 2.200 rs., muitp superior.
Escravos fgidos.
No dia 12 do Janeiro prximo passado
desappareceu um preto canoeiro, que anda-
va em canoas de tijollos do Remedio para o
Recife, de nome Caetano, naco Cabuoda,
estatura regular, representa ter 25 a 30 an-
nos, cor um pouco fula, rosto redondo e
picado de bexigas, pouca barba ; tem um
sigual de caustico no lugar do vasioe be que-
brado da verilha esquerda : roga-se a todos
os caoilSes de campo, ou pessoas parlicu-
lares'o apprehendam e entreguem-no na
ra do Rozario larga n. 18, que se gratifi-
car com generosidade.
Desappareceu um escravode nacSo, de
idade para cina de 40annos, de nome Pau-
lo, baixo, grosso, barba serrada e cara pi-
cada de bexigas; levou calca de algodSo
azul transado e camisa branca : quem o pe-
gar, leve-o ra do Cabugi n. 16, que ser
recompensado.
Desappareceu, no dia 3 docorrente, o
escravo Paulo, crioulo, que representa ter
20 annos, bem preto, com urna marca fula
em urna das faces, e na outra e na testa urna
pequea cicatriz, olhos avermelliados, na-
riz e bocea regulares, gengivas prelas, altu-
ra menos que legular, ps largos e pslhe-
tados. Este preto foi escravo de um Alle-
mSo de nome Schimitl, que morou no Ca-
tuc : as pessoas que o apprehenderem cou-
duzam-norua da UniSo, ultima casa da
parle do norte.
~ No dia 30 do prximo passado, pelas 7
e meia horas da noite, desappareceu urna
escrava crioula, de nome Benedicta, baixs,
cheia do corpo e denles da frente podres ;
levou vestido de chita branca j usado e
lenco encarnado no pescoco: roga-se a
qualquer pessoa que a pegar, leve-a a seu
senhnr Joo Caetano Coetho, na ra do
Amorim, sobrado n. 19, que ser bem re-
compensado.
. Na manhfia do domingo, 2 do corrente,
desappareceu o escravo Manoel, crioulo, de
23 annos, alto, cheio do corpo, rosto car-
nudo, punas muito tortas, do maneira que
mette os joelhos um pelo outro ; he muito
regrista e folgazSo, fuma e sabe fazer cha-
rutos, servico em que se lem occopado; fbi
escravo do finado Joflo Peixe : quem o pe-
gar, leve-o a fabrica de charutos n. 45, na
ra estreita do Rozarlo, ou na roa das Trin-
cheras n. 46, que ser recompensado.
No dia 3 do corrente desap-
pareceu de casa de seu senhor a
escrava Hufoa, de na5oCosa, de
i4 a a8 annos ; levou vestido
rouxo, panno da Costa branco com
listras azues, j usado e duas carni-
zas, sendo urna por cima da outra,
estatura regular, corpo franziao,
falla muito atrapalbada ; esta pre-
ta costumava andar com outra a
vender fazendas. Recommenda-
se a quem a pegar de levar ra
do Vigario n. 19, segundo andar,
que ser recompensado.
mmmwtmmmmmmmmmt
U mulatinho Agostinho
fgido. g
Na noite de 11 para n do
passado ausentou-se o es-
cravo Agostinho, pardo a-
caboclado, cabellos prelos e
lisos, ps grandes com os de- 5
dos grandes grossos e camba- |
dos para dc-ntre ; be filho do
serlo, muito tallador e flo-
ta: roga-se as autoridades
policiaes, capities de eam-
po, assim como a toda e
qnalquer pessoa qne o en-
contrar, de prende-lo e con-
duzi-lo a seu senhor Ben-
\ to Jos Taveira, na ra da
\ Cruz n. ao, que nlo s paga-
r todas as despezas, como
olTerece urna generosa re-
compensa a quem o trouzer.
Fugio no da 22 do passado mez de de-
zembro, o preto Antonio, de nacflo Cabin-
da, representa ler 45 annos de idade, altura
regular, cheio do corpo, rosto abocetado,
muilo cabelludo nos peiloai levou calca e
jaqueta de ganga azul, tie oflicial de caldei-
reiro da fabrica da ra do Brum 11.28 ; tem
sido encontrado em diversas ras desla Ci-
dade, em Santo Antonio, Boa Vala, AfTuga-
dos e Corredor do Biapo, ora em una, ora
em outra parle, e ltimamente leve-ae in-
formaeflo que seguio para as parles de San-
to Ano : roga-se, pois, a quem o appre-
nhender, leve-o aoa senhores do mesmo es-
cravo, Mesquila a Dulce, na dita fabrica,
quesera generosamente recompensado.
Fugio no dia 24 do crrante'do enge-
nho Tapera, silo na freguezia de Jaboatflo,
o escravo de nome Jos, de BactfC) Mego,
cojo sinaescaracteriaticossao os seguintes:
corpo e altura regularea, olhos salientes e
vivos, sem barba, com falla dedentes, ros-
to laJhado, ts giossos, representa ter de
idade 30 annos, he muito ladino) a vista
do ex posto recommenda-se aos ca pitaes de
campo a captura do dito scravo, pelo qMfl
serijo geperosameiilo gratificados.
Phhm VA.TV <>.- M.F.nr fA


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