Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06301


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Full Text
A
Anno XXVII

Ter^a-feira 21
\
PARTIDAS SOS CORREIOS.
Ciuiiin.i e Paradina, s segundas e scitai felras.
Rio-Grande-do-Nortc, lodas as quintal felras ao
neio-dia.
Cabo, Serinhacm, Rlo-Formoso, Porto-Calvo e
Macelo, nol.*,a II e 21 de cada mes.
Garanhuns e bonito, a 8 .'."..
Boa-Visla e Flores, n 13 c 28.
Victoria, s quintas felras,
Ulinda, todos os diat.
incTSfaisn
PHI1BIIHDH.
-Nova, a 2, as 8 e 24 m. daj ni.
Cresc. a 1(>, a 2 h. e 2 m. da t.
Chela, a 11. as 2 h. e 33ro. da t.
iMing. a 24, s 5 h. 57 m. da m,
PBIAM1B DE HOJE
Primelra s8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
de Janeiro de 1851.
N. 10.
das da semana.
20 .Scg. S. Sebastin Aud. do.7. dos o^r. c ro. da 1.
"21 Tere. S. Igne/. Aud. da (Jhanc. do J. da se-
gunda varado c. e do* fritos da l'i/.enda.
22 (Juan. S. Vicente. Aud. do .I. da 2. vara.
23 (,)ulnt. Si. Os Desposorios de N. S. Aud. do J,
dos orf., c do ni. da primelra vara.
24 Sext. S. Thciiiolro Aud.do J. da I. v. do civel ,
e dos f.-itos da l'azendi.
25 hab. S. Ananis. Aud. da Gh. c do i. da 2. vara
do civel.
2G Dom. S. Policarpo.
>f. i iimi i ii.........mu i mis i *.......js:
PncpO DA SUBCniPCAO.
Por tres meses ("adiantado) 4/000
Por seis metes 8*1100
Porumanno 1J/000
CAMBIO DE 20 DE JANEIRO.
Sobre Londres, | SO d. p. 1/000 rs. 60 dias.
vi Pars, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 00
Ouro.-Cuicashetpanholai 21/000 a 29#5on
Moe.i.-nttrb\M(IOvelhas. Ki/OOO I 18*2011
de 6/iOO novas 1%000 a 10*200
n de 4|000....... y/""11 /""'
Prata.Patares brasil, iros.... 1/120 a I/I10
Pesos eolumnarloi..... 1/020 a I/W0
Ditos mexicanos........ 1/iMO a W<>
r'i.j 'im'.sftrvrr^iiaerx-'m.i.'iTmr.r.-.
MS81
-dt.aiu.wtfirfri--^^ ..... ,j 11 im 11 riPiuam^e 11 munmin 1 w-1 i.smmn*m. "" iu..s>nAai
{
PARTE OFFfCIAL.
GOVEKM) DA PKOVINCU.
EXPEDIENTE Dn DA 17 DE JANEIRO
DF. 1851.
Oftlcio. Ao commando das armas, pin
que providencie em ordem a ser o archivo
do segundo tifltalho de artilharia a p col-
locado em um edificio publico, visto oflo
ter oquartel da Gloria accommodacOes ne-
cesarias para elle, e nSo poder continuar o
pagamento da casa onde reside o comman-
danle do referido batalho, por nilo haver
na tabella quanlia designada para tal des-
prza,
D0.--A0 mesmo, dizendo que pode man-
dar dar baixa do servico JoSo Alexandre
Ni ves e Manoel da Silva Neves, fllhos de Jo-
anna Felisberta, urna vez que ella mostr
haver restituido a pagadoria militara quan-
tia que se abonou aos ditos filhos por con
ta do engajamento que contradirn].--Neste
sentido olticiu-se a pagadoria militar.
DitoA thesouraria de fazenda, trans-
miitindo os avisos de duaslettras na impor-
tancia de 3:977,030 rs., sacadas pela the-
souraria de fazenda do Rio Grande do nor-
te sobre a desta, e a favor de Dingo & Man-
rique, e de Barroca & Pinheiro. Partici-
po u-se ao Ezm. presidente daquella pro-
vincia.
Dito.Ao' desembargador chefe de poli-
ca, para que proponha pessoas i loneas
para o lugar de delegado c supplentes do
termo de Tacarat, visto nflo dever conti-
nuar aquello termo debaixoda jurisdico
do delegado de Flores.
DitoA pagadoria militar,devolvendo os
papis relativos a divida .le que pede paga-
mento Jos Francisco de Souza, aflm de que
fa?a processar esses documentos, de con-
formidsde com a circular 11. 9 do thesouro
publico de 6 de agosto do 18*7, visto per-
tencer essa divida so exercicio lindo.
Dito.A mesma, inteirando-a de haver
Jos Eustaquio Napoleflo de Lira I'essoa
contratado nos termos do decreto e regula-
menlo de 18 de novembro de 1848 e do avi-
so de 30 de outubro do anno prximo (indo,
para servir no oitavo balalhao de caladores,
medanle a gratificaran de 90,000 rs. que
Ihe ser paga pela forma estabelecida.*-
Donmuiiie u-si' ni i'iuii iiuiri.:ii das armas.
Dito.-A mosma,remeneado os papis per-
encenles a divida de que pedo pagamento
AonaToereza deSiqueira Varejo, alim de
que fc processar esses docu tientos nos
termos da circular n. U < tttl7, visto ser semelh me. divida pertan-
cenie a exercicio lindo.
Igual acerca dos papis relativos a divida
de que pede pagamento Alvaro Ernesto de
Carv.lho Granja.
Hilo.A iiic--.ii a, remetiendo o requeri-
menlo no qual orapilflo do segundo bata-
II1S0 .le o .ir .i.loi es Antonio Jos dos Santos
Passos pede pagamento da quantia de res
80,000, que se loe esta a dever da prestado
que consignara na provincia do Maranbflo,
alim ce que nos termos da circular do the-
souro publico n. 9 de C de agosto de 1817
faca processar esses papis, visto pertencer
semelhante divida a exercicio lindo.
Dito.A thesouraria da fazenda provin-
cial, dizendo que deve mandar pagar ao al-
moxarife do arsenal de marinlia ou a pes-
soa por elle autorisada, e nSo ao inspector
do mesmo arsenal as duas contas a que se
referen) as ordens da presidencia de 25 de
pedindo esclarecimnntos a respeito de abo-
no da etape dos ofllciaes do exercito, d
3ue trata o artigo 7 do decreto n. 512 de 31
e maio do anno pretrito, foi servido man-
dar declarar por sua immediata e imperial
resoluriln de 11 do me/, de dezembro ulti-
mo, que devem perceber soas respectivas
etapes, os olliciaes das dilTerentes classes do
exercito, que eslivercm empregados nos ai -
senaes, fabricas de ferro e da plvora, eno
labaralorio Pyrolhecbino, o que foi partici-
pado em aviso circular do ministerio da
guerra de 31 do dito me? de dezembro.
2.a Que em aviso de 3 de Janeiro corrente
su declarou que o mesmo Augusto Senhor
houve por bem por decreto de 23 de dezem -
bro ultimo, conceder passageo do segundo
batalhSo de caladores para o quinto Mu
mesma arma, ao Sr. alferes Guilhermo Luiz
Borntrdea,
3. Finalmente, quejpor outro aviso da
mesma data foi servido o governo imperiaj
determinar que viesse para esta provincia,
alim de ser nella empregado cono convior
ao sei vico, o Sr. segundo lenle Antonio
Augusto Amula do imperial corpo de en-
ginheiros.
O mesmo lllm. Sr. coronel commandante
das armas, ordena que Gque dispensad do
conselho de guerra per-uanente o Sr. pri-
meiro lente Angelo SemiSo da Silva, e
que para o substituir teai momeado o Sr.
primeiro tenente daterceira classe dos olli-
ciaes do exercito Manoel de Mello e Albu-
querque, o qual emquanlo permanecer em-
pregado em dito conselhosera considera-
do como addido ao segundo batalho de
artilharia a p, e ordena igualmente quo fi-
que desligado do segundo de cacadores on-
de esta addido o Sr. alferes Francisco Jos
de Menezes Amorim, passamlo na mesma
qitlidade de addido a pertencer a cuuipa-
uliia lixa de cnvallaria desta guarnico.
.Inl.mii Afana Rabillo.
('apuno ujudante de orden*.
INTERIOR.
QUESTAO do rio da prata.
Jamis demos importancia alguma as
d'.-itrihes e insultos com que quotidiana-
mente nos mimos.? 1 a imprensa do Rio da
Prata, verdadeiros dardos de Priamo, que
sein altingir ao alvo a que se dirigem, ser-
vem s para manifestar a importancia e
inopia da lgica de no-sos adversarios.
i.iuan lo, po de ta Independencia Americana, publicado
em Migetele em 13 de novembro prximo
passado, apparece certa forma exterior
de argumentaeflo, arleiramenle calculada
para Luir ir poeira nos olhos, e sorprender
os incautos o pouco versados as queslOes
do direito convencional do Brasil, mysler
se torna sahir a campo e rebater urna lgi-
ca especiosa e balfa.
Transcrevemos por inteiro o artigo que
nos propomos a rebater ; he o s guinta :
liepois da ramosa conten)* e guerras
originadas entre a Hespanha e Portugal so-
bre a liuha de demarcacSo das suas posses-
sOes na America do su I, os tratados de li-
mites, paz e amizade de 1777 o 1778, cele-
brados por aquellas duas nacOes s!) a me-
diacSo da Franca, pozeram termo a todas
as queslOes por tneio de um ajuste defini-
tivo que assegurou para o futuro os dirci-
tos de soberana da corda de Castella con-
tra as repelidas usurpaces da cora de Por-
tugal, sera que acerca .los ditos limites ti-
noven,Lio e 7 de dezembro do anno proxi-j vesse occorndo nova altercafilo ou dirTeren-
mo liado.Scientificou-se ao mesmo ms- ca alguma at o momento em que, dissol
pector. vidos os lagos da nossa dependencia da me-
Dito.Aojuiz de direito da segunda vara tropole, se formou as regules do Ido d
crime desta tidade, dizendo ficar inteiraJo Prata um corpo de nacSo do mesmo terri-
de se nfio haver feitoa reviso da lista dos torio que comprehenlia o antigo vice-rei
jurados do primeiro e segundo dtstrtctOaV nado desse nome, dj mesmo modo por que
deste termo cumprido o disposto no artigo'o brasil, so declarar-se inde.pendente de

225 do regulamenlo n. 120 de 31 de Janeiro
de 181, o ni consequeocia do que Ibes im
poz multa na forma da Ir i, e urdeuando
quo continuo as diligencias precisas para
que quanto antes se conclua a revisti,
marcando para isso novo praso, dentro do
qual deveroos ditos delegados enviar im-
prelrrivelinentu as listas.
Dito.-Ao deleitado do termo de Goianna,
autoritaiido-o a mandar organisar o orca-
niiiitu dos reparos do quo precisa a anliga
cadea daquelle termo, para poder servir
de quartel como lembra Smc.
Di lo.-A cmara do Bonito, ordenando
que remella com urgencia para o archivo
da cmara de Garuar o livro das acias da
ultima elee.o de eleitores da fregueziade
liezerros.
Dito.-A Joaquim da Fonseca Soares de
Figueiredo, para que quanto antes comp-
rela na ieparti(ao das obras publicas, alim
de assigoar o termo da entrega provisuria
da obra da segunda parte do nono Unco da
estrada da Victorin, de que era Smc. arre-
matante, visto nSo o ter ainda feito apesar
de haver sido pelo respectivo director con-
vidado ollicialmente.
Commando das armas.
Quartel do commando dat armas na cidade do
Reeife, em 16 dejaneiro.de 1851.
ORDEM 1)0 DA N. 36.
O lllm. Sr. coronel commaudanie das
armas, em presenta das communicarOes
que Ihe dirigi o Exm. Sr. presidente desia
provincia em ofllcios datados de houlem,
inunda fazer publico na guarnifSo o que se
segu :
l. Que S M o Imperador conformndo-
se com o parecer do couaelhu supremo mi-
litar nal do em consulta sobre o oUioio do
inspector da pagadoria das tropas da corle,
Portugal, assumio o direilo de soberana
em lodos os dominios daquella oscilo oes-
te parte da America ; sendo ror coiiseguin-
te os limites do actual imperiodo Hrasil
com as repblicas confinantes os que lica-
ram definitivamente ajustados e garantidos
pelos tratados de 1777 a 1778 com o carc-
ter de permanencia indefinida que se esli-
pulou solemnemente no arl. 3." do ultimo
dosses tratados.
Ainda que acerca desta maleria nSo ha,
nem possa haver quesillo alguma, porque
quem a promovesse acharia um obstculo
insuperavel nos principios do direilo e da
rasilo, n3o queremos deixar passar esta op-
portunidadederepellir a douiruia estabele-
cida na tribuna da assembla gerai do Bra-
sil por alguns dnsSrs. depulados, incluin-
do aquellas que boje concilam a guerra 110
Rio Grande, e pelos proprios meuibros do
gabioeto do Rio-de-Jaoeiro, que leudo a
renovar as antigs alterctcoes, sobre o er-
rado fundamento de que quaiquer guerra
superveniente a um tratado o rescinde e in-
valida, fazendo refeieucia guerra que leve
lugar entre a Hespanha e Portugal 110 auno
de 1801.
a Esles incidentes manifestam com mul-
la clareza a intencao de suscitar difliculda-
des e contendas sobre o tratado definitivo
que est pendente em virlude do artigo ad-
dicional a convenci de paz de 28 de agos-
to de 1828, e as aspirares do governo do
Brasil de eslender seus dominios terrestres
.1 mili dos limites que o cingeni, e de sulcar
nos alUuentes do l'rala para aquem dos
pontos a que por aquelle tratado esl res-
tringido.
Para demonstrar que a doutrina dos es-
tadistas do Brasil lie inadroissivel relativa-
mente ao tratado de 1777, ao qual preleu-
deui applica-la, bastara considera! o ca-
rcter dessa mesma esifpulacao, que sup-
pflem annullada pela guerra de 1801. O es-
tado de guerra suspende por sem duvida os
tratados que existen! na poca em que ella
se declara, he emquahto dora, mas n5o
destroe os direilns adquiridos, e muito me-
nos os de limites, quando, alm de serem
indissoluveis por seu proprio carcter e ob-
jecto, tenliam sido garantidos, e esteja es-
pitulada indefinidamente asna permanen-
cia, como no tratado celebrado no 1.de
outubro de 1777 entro a Hespanha Portu-
gal ; e s devem considerar-se rescind-
ios, e como se n5o tivessem existido, no ca-
so de ser motivada ess guerra por nova
lueslo sobre os limits convencinnados.
Kste principio, estaheleculo pelos publicis-
tas, foi e he invariavelmente seguido na
Ivimpa ; nem podia deixar de sc-lo, por-
que nito s est (un la i" na rasSo, seno
tambem na conveniencia de dar estbil da-
da s eslipulacOes em que repousa a paz dos
poros.
lie importantissimo, diz Valel, distin-
guir bem urna guerra nova de um trata-
do de paz, porque os direitos adquiridos
por este tratado subsisten apezar da
guerra, e smenle pdem exlinguir-se
pelo romplmento do tratado em que esta
vam fun lados.
NSo menos terminante, e de urna appli-
rarfi.i rigorosa ao caso em quesillo, he a
doutrina de Martens na sua obra sobre o di-
reilo das gentes moderno da Europa, na
qual, fazendo distiiiccdo dos dilTerentes g-
neros de coiivenres, se exprimo do modo
seguinte :
> liivi leni-se em geral os tratados em
convencSes transitorias, quo se compren)
de urna voz, e em tratados propriamenli
diios. que ohrigam a prestares successi-
vas, bem que na pralica Dio so siga sem-
pre esta distinecio na esculla dos termos
com que se designam os ajustes feitos en-
tre as naeOes. Os traalos de OIUSO de li-
mites, de troca, e mesmo os que conslituem
urna servidilo de direito publico, tem ana-
lureza de convencSes transitorias ; os tra-
tados de amizade, de commerci 1, de na-
vegaran, as llliancal iguaes e desiguaes,
lem a de tratados propriatiienle ditos.
As convences transitorias s.lo perpe-
tuas por sua natureza, de sorte que urna
vez curqprldas, aubsistem i o lependente-
'iienlK das mudanzas sobrevirj.las na ppg.
soa do monarcha, na forma de governo,
e mesmo na sohurania do eslado contra-
tante, emquanlo nilo forem mutuamente
revogadas. Ae! mu gwrrn que sbrete-
nha poralgum outro motiv 1 as faz sahir
de si mosmas, ainda queau'orise a sus-
pender o elleito, e algumas vezes a revo-
ga-las.a
l'oderiamos abundar em cilacfles dos
dilTerentes autores que lem tratado a male-
ria ; mas liinitar-nos-hemos, como sulfici-
entes para illuslra-la, s que precedem, ac-
crescentando o que a este respeito diz o Sr.
Iteineval, qun, alem de t-resdiplo como o
Sr. Martens em poca posterior aos tratados
de 1777 e 1778, se refere expressamente em
urna nota da sua obra s questdes de limi-
tes entre a Hespanha e Portugal, e aquello
tratados que a ellas pozeram liin de mauei-
ra irrevogavel.
a Rompc-se, diz o publicista, um Datado
de paz celebrado recenlemenle : t., 11S0
ejecutando as estipulares quando nada
11a que prohiba a sua execucilo; 2.", re-
clamando contra estas mesmas estipula-
c.0es depois de t las cumprnlo, e pegan-
do em armas para liberlar-se do taes es-
lipulacOes; 3., obrando directamente
contra o espirito e essencia do tratado
Nestea tres casos he considerado o trata-
do como nao feito.
Mas fra deslcs tres casos, se sobrevem
um romp ment, resulta nova guerra, e es-
ta advertencia lio importante ; porque
quando um tratado se rompe de quaiquer
dos modos indicados no paragraplio ante-
rior, as partes contratantes acliam-se 110
mesmo caso em que estavam antes de l-lo
feito e se reputam como nao existoolesos
direitos que delle nasciam. Ndo he ussim
guando sobrevem urna nova guerra, porque o
tratado que a precedeu fica intacto quanlo
aos seus elTeitos ; continua a ser um titulo
nara os objectos que se cedrram, e aquelle que
fez a cessdo ndo tem outro direilo a etles sendo
o que adquira por conquista, e por um novo
tratado.
0 mesmo autor, em urna nota a este
paragrapho marcada com o n 48, diz o
seguinte .'
Temos um exemplo bem recente no tra-
tado de paz de Campo Formio entre a rep-
blica Franceza e a casa d'Austria o qual
contm dous objectos um, o dos inleresses
directos das partes coniraclintes, e outro o
dos indirectos do imperio da Allemanha : os-
les foram subniellidos a um congresso par-
ticular. O dito Datado foi definitivo a res-
ello da corte de Vienua, e executou-sr
completamente quanto aos seus inteiesses;
mas as conferencias de Ra.lstadt foram in-
fructferas, e (ruaran principiar a guerri.
nflo s com o imperio, senflo lambem com ,.
corte de Vienoa. Quando so tratou do una
paz, as duas parles prmeipaes, islo he, a
Austria e a Franca, tomiram natural e nes-
cessariamente por base o tratado de Campo
Formio, porque constitua o seu statu quu
na poca em que torn.ram a come^ar as
hostilidades. Se assim nao se livesse prali-
cado, loria sido preciso disputar de novo
sobre a Blgica e sobre o Estado de Voneza.
A guerra, pois, do anno de 1801 entro a
Hespanha e Portugal nfio podia do mailtira
ueiiuina aouullar oajuslo de limites defini-
tivamente ajustado e concluido pelos trata-
dos de 1777 e 1778, que, por clausula ex-
pressa no artigo 3. do Datado de 1778,, lem I terreno que se estn le dVaie a foz dpsie.
0 carcter de permanente o indissoluvel.
Dissemos cima que acerca dessa esl-
imlac.lo nflo occorreu nova dlfllciildada OU
conlenda enlrn os gnvernos que a assigna-
ram antes da POC da nona independen-
cia, em que assumimos os direilns de sobe-
rana o propriedadi! territorial da mitiga
melropole, nem por parle da Hespanha se
.leu anles, nem depois da guerra de 1801 ,
ncnhnm motivo dos que prescreve o direito
das gentes como causas para considerar ro-
lo um Datado, e coto so n3o tivesse silo
feito. As contendas freqii'-nles entre a
Hespanha e l'o'tueal sobre limites na Aine-
iea ( di/ia em 1808 o mesmo publicista que
citamos ) terminaram por meio dn um a-
jusle definitivo em 1778, rom inlervenQflo
mediacno da Franija, e este pleilo entre as
duas naertes relativo s suas conquistas de
ultramar f.r sentenciado desde entii't.
A guerra do 1801 entre a Hespanha e
Portugal, roiiherida pela guerra .le quatro
inezes nflo dimannu de nova quesillo acer-
ca dos limites das suas pnsseses na Ameri-
rio ale as pnntas do Qtmraim e o serr
Yanto.
Por este mn lo legitimamenle romperam
O anoiillaram 0 Datado de 1777 pelo que
reepaita a esta frnnteira e estabeleceram
um direilo qu s podara ser destruido en
no Dtalo de pal s livesse estipulado a
restitiiieflo d'Sta co'.quistii o das colisas ao
slalu quntale b'llum. \ssini i.crem nao suc-
redeu O tratado .le Badajo?, alias bem
minucioso e bem pr vi.lenlo a respeito da
resliluifa > d.. oonqnilas, n.l.i ennlii) lima
s palavra deque poss-i inf-rir se a devo-
lucUo desta. Muid) pelo contrario, o arl.
1. manda restituir todas as pr sas marti-
mas que se li/e-sem depois da ratiflcacfio do
Iralado, mas nilo falla das conquistas ler
ritoriaes na America; oart. 3"estipula a
iiev.iiiicno delerumenlia, Arrouches, Cam-
po-Maior, etc., e de nutras pracas con-
quistadas e por conquistar pelo* liespaiiho't
note-se o cuidado com que seprovidan-
eiou a respeito das con (instas despalilllas
|tie poderiam ter lugar depois de feila a
ca ; o tratado que linha precedido ficou'paz e antes de ser ella condec la em lodos
intacto em seus effeitOS, e sendo o que
constitua o sluiu quo no acto do principia-
ren) as hostilidades, foi natural o neces-
sai lainenle o que sn tomou por base para o
eslaheienment 1 da paz celebrada em 6 de
junho do mesmo anno de 1801. S80 estes os
principios e a doulrina adn.tilda e observa-
da por lodas as nac>s, o nflo a que querem
estatieleeer os puldici.as brasileiros com
mu nulavel imprevisflo das CODsequencias
que teiia essa relroversiio nos respectivos
direitos da Hespanha e Portugal garantidos
por trillados anteriores, e con) cojo resulta-
do nos conformaramos desde j, visto im-
portar em nflo poucas leguas de territorio
a que a Hespanha renuiieiou r.-.Ln Li-os a
Portugal no definitivo de 1777, se menos
escrupulosos 1I0 que se moslram os nossos
vizinlios na observancia de tilo solemnes
eomproniissos quuessemos aceitar urna pro-
posicflo que leuden distrui-los, advertindo
que asara tratados eslSogarantidos por am-
bas as na.,.. no arl- 1 do tratailo de 1777
como bases permanentes que devem salvar-
se no caso de guerra e subsistir depoi.-
dclli.
Nflo menos inf.inlada lie a preleneo e
supposlo dieilo que allegara OS pubHciSt
do Itrazil a navegaQao dos nos que delusi-
vamente perlencein a Repblica Argentina
o ao Estado (iii--ni.il em co 11 niiini com a-
quella em lodo o curso que esses ri.is ba-
nham ambas as margena do sen territorio,
com o prrlexio de serem estes contiguos ao
Brasil, sendo sendores tamhem das suas
boceas e de impedir a entrada o sabida por
ellas para o ocano, tanto ao proprio llrazil
como a quaiquer oulra nneflo estrangeira,
Assentados os principios com que dei-
xamns destru la a doutrina dos estadistas
do imperio sobre annulaco dos Datados
por una guerra superveniente e sendo o
do 1 de outubro de 1777 11 regia que .leve
seguir-se, bastara tra'nscrever aqu o art
13, em que, de acerdo cora o principio u-
niver.-al do diruilodasgenles.se eslipulou
cunvt'iicioialinenli! uestes lermos :
i a navegaeflo dos ros por 011 le passa .
I'ronleira ou raa sera coinmiim as duas na-
Qes al aquella poni 0111 que peitencerem
a ambas respectivamente as suas duas mar-
gena ; e lie,na privativa a dita navegaeflo e
uso dos nosaquellj nacSo a quera penen-
cerera privaliVMiiienlo as suas duas margen-
desde o ponto em que principiar asta posse,
de ido lo que no todo ou em parle sera pri-
vaiivi mi coiiiin 1 .1 a navegaeflo, segundo
o lrem as margeos do rio.
( Conseguinl-meine tanto pelos princi-
pios genes da le das liarus, como pela
estipulada entre a despatilla ePoilugnino
tratado do lirailes de 1777, a piclenuflo de
uavegarem os Urazileiros lora dos limites
que ciicumscre voui osen territorio lluvial,
a titulo (leciiiiguidade, he injusta o insus-
tenlavel, o cuuliuria ao direilo publico e
internacional.
Pouco esfur^o nos bastar para lanca
por ierra este pomposo artigo, prende de
conlr.i iicii'ies, e que ensl nitsino eocena
a ir 1.lar,io de suas asseifO s.
Notaremos que he gratuita a proposir;So
que o Defensor (e na bocea dos estadistas
brsSilelroa, de que umiii yutrra pura e sim-
pletmenle annulla lodos os tratados preexis-
tentes. O que so tem sustentado na Iribun
brasileira, a que o govemo imperial pode
afoutaiiiento leclamar, lun.lado em um
principio inqui'Slionavel de ducilo pub'ico,
lie que o Iralado de limites de 1777, pulo
que respaila a I'ronleira do sul dj iinpeiio,
lol rllec; iva.noiit.i 111n1ll.nl. pela guerra
que sobieveto em 1801 entre Poilugal e
Hespanha ; nilo pura e simplesuieiile, e por-
que una gueira quaiquer aunulio ludos os
pac-Ios pieexi.stemes, mas porque durante
essa guerra foi alterada a siloirjab da poca
(|ue a precedeu, o nos arranjo de paz que
iiveiaui lugar poucos mezes depois, louge
de se restau.iic'ii as cousas ao statu quo ante
la:."'", 11 1 1. se eslipulou sobre a allerai,'flo
sobrevinda, esaiKCioiiuu-se portanlo o uti
possedetis do lempo um que foi condecido e
secutado naquella frontoira o trata 10 de
paz de Badajoz Se lie real a ignorancia du
Ihfensor a respeito do que se passou nu
IDo Grande em 1801, nos Ihe farcinos a ca-
ndado de l.llil I.' I Ule que lur o q de l.i I ( ..-
uliecido all o luinpimeiito euird Poiluga'
e Hespanha e a aubila luvasaodo ai.hu. -
jo pelas lonjas hespaubiilas, os nossos cabos
Canto e Pe.lroso, iiivadiiam, era legilnn,
guerra' as Missoes oritolaes du Uuguay, c
dulUs lizoiu... uoja legitima conquista
sendo lepuis reloi e.i 10.. pur tropas legular,
ser uassaram o Ibicuy e guaruecuram lodj o
os pontos das oporares ,o nada s ihrc de-
vn!j(;flo das conquistas que poderla 10 os
Portuguezes elTectuar, ainda mesmo depois
do dia C de Junh.i, c.n que se nsslgnou o
iraia.lo; finalmente o ai 1 10 revigora o
antigo tratado deallianct entre Hespanha
e Portugal, com certas modificc/jes e nada
diz sobre ns niais Datados enlre as duas
cuas Se, para devo'uQlo das presas ma-
rtimas e das arquisic.l'S ledas pelos lles-
pun'ies posteriormente i conolusflo da pa/,
mi julgado necessario uro artigo expresso
no tratado, he porque sem elle tal devolu-
rjSo nflo tena lugar oin direito ; e su sem
um ajuste PXpreSSO nao ten lugar em di-
reito a devolulo de una legti na conquis-
ta, nesse caso precisamente se ach a das
missoes orientaea elTeciuada petas nossaa
armas 001 IK0I.
Sustentamos, poli, sem medo das erudita!
cltafesdo Dr/Vaior.que a guerra de 1801, guer-
ra comefada pela lieapanda, legitiinaudo ain-
fraccao do tratado de 17" na irouleiro do sut
e a c.uiqiiista das missoes, aoiiullou aquelle tra-
tado ; sem que por iss 1 eslejainos puuco dis-
pusios a conceder que um tratado de limites,
...i esse mesma tratada de 177?. relativamente
aquella pane de suas eslipulaeoes que 11:10 te-
nliain aldo lealllmamenie nlteradati aubslstae
possa ser invocado como Ututo preaamplieo, Isio
be, como titulo assuinlvel eiu (alta de outro
inelboi*.
A's inesmas cilaedes do Defensor recorremos
para siisleutar nossa posicao. (ata elle as pa-
lavras ie Valel: u lie iiiiportantissiino o dis-
tinguir entre una guerra nova e o riinipineo-
lo de mu iralado de paz; porque os direitos a.l-
iniridos por esle tratad. subsisteiu apezar da
nova guerra, esd podein ettinguir-se pela iu-
IraccAo do tratado em que se luudivain > Ar-
gii.iin.is sem lUblllea) pii.lej o Uefenmr negar
Jlle a L'Oiiqiiistl de Missoes ful (lua infiae;,!
insiliva e directa du tratado de 1777? Pode ne-
g ir que essa infiacco loi legitiinissiim e pro-
vocada par parle d 1 llespaiilia, que loi a pri-
ineira a violar o territorio portuguez? Preien-
ler acaso que Portugal devesse dcllar-l.....an-
lameote expoliar, e cooseotlodo com reslgoa-
ciio na conquista de (llivcnc, cruzar os bravos
reapeilar o territorio hespantvil oa America,
ixirque o liando de 1777 o protega I Seoo
pode negar isso, conceda que deu-se o caso da
xcepcao da regia que O proprio Valel apunta:
houve o romp.nenio do tratado em que se fun-
liv.im os ilireltoi da Hetpanha ao territorio
las Missoes, c que. seguiid Valel, 'd-le extin-
guir 01 ilitos dntitos.
A applivayto que faz p Defensor da doutrloa
de l..i leus lie a mala Toreada que be possivi I.
lie verdade que os tratados de limites podein
p.ir 111a aatereta ser reputados perpetuos, isto
lie, nilo tero um praio Uso, nSo s. concluidos
nr 10 ou Manilos, c o que nelles sr estabelece
eputa-ie um ajuste pe 'mancille. M is nao le
egue .lalii que um iratado de liniiles vede a
um aoberano belligeraote o eiercloio do legiti-
ma direim de conquista. Taes tratados suluis-
leui, niiiKi '\i Martens, iiidependriiti-nieiiie das
teracei na piwea 1I0 moasrelt*, 6rm do go-
verno e mcjmon.i Jiil'*r.iiiiii do est'i o rontrot-inte;
mas absurdo fra o sustentar que SUbsistem a
despeil.i de una alleraciio na posse do teriilo-
rlo atrancada em guerra leal e nao annullada
pelo tratado de paz. Isto niesiin tinlia em vis-
ta Martens quaudo no trecho ciado coocede
que a guerra auloriaa a suspender os elleilos, e
alguinai vetea a recogar as convenrdes perma-
nentes.
O proprio (i.-. Im de Il.iynev il citado pelo 1)-
fnuur lie aindamis explcito sobre este poni:
nao nrga, 11rmpo.ua negar, que o fliicforad-
querid /or rerufuupi lica perlenceudo ao con-
quistador, salvo > caso de una resliluico cou-
vencionada.
As .Missoes perlencein-nos, tornamos a dii-
l.i, por un direilo ta 1 respeitavel romo aquelle
em virlude do qual oa lleapanlies, depois de
declararein a guerra, toiiiaram (Miven, .1 e pas-
- 11 un u (iuadiaia.
Mas se tal he a verdadelra forca das citacei
do Defensor, ques elle as aprsenla, que dir un
rbiiro inip.ir.i.il 1111 111,1. tomar tambero em
Conilderacau que tulUsS falta .' Kxaiiiiue-se nes-
se .....sino paragrapho \L do capitulo 4." e livro
i.' de Vatel o que se segu ao trecho citado pe-
|o Defensor, e alii se lera ., lie verdade que a-
|uelle que liver concedido taes direitos sus-
pende sem duvida o seu exeiciriu durante a
nena, quanlo caliver em seu poder; epoda
iciiio despojar inleiramcnlao nu iiiimigo pelo ili-
reiloda guerra, assiro cuino Ihe pode tomar seua
oolrosbeo*. Mas nease caso elle possue enea
direitos como objectos tomados ao iuiuiigo, e
esle jkJ exigir a sua resliluico pc|o u ivo tra-
lado de pat, etc. Desta man, n.. concilia Val-
te I a doutrina lao chara ao Defensor coro oa
inaoferiveis direitos dos belligciantea, e esla-
delece a necessidade de una rk.11pul.1cao ex-
p,essa no tratado de \.n. para a rcslilui;o de
o ni territorio OooquialadOi eslipulacoqueoo
apparece no Halado ue i,.ul..j .. relalivameute
a Ironteira do llio-Uraudc, e sem a qual o uti
possedetis da poca emque fui execuiadoaqoel-
le Iratado, e nao o estipulado uo de 1777, he a
base do nosso direito couveiicioual.
lie isto o que ac deduz .claramente do li relio
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


*J>



citado. Ma* para que una (fio Importante dou-
trlna nao lenha nicamente por base un argu-
mento inducdvo, sus(cn(a-lo-heinos com a opi-
nio de una autoridad* rrecusavel, malta
irais clara C frisante, e muito niais applicavcl
oucslao vrteme, do que as invocadas pelo
Defensor. O tratado de pai (diz Weaton, Ele-
tntnts itf International law, part. IV, cap. IV, $
4) deixi tildo no oslado ein que livor encontra-
do, excepto se houvrr alguina eipressa eslipula-
cao ein contrario. O Oslado actual do posse
manlcni-se, excepto no que for alterado pelos
termos do tratado. Se nada nelle se disser n
respolto do paii nu das pracas conquistadas,
ellas /eim pfrlrnemdo ao conquistador, e o seu lta-
lo n.io poder depois ser posto em dunda. Em-
quanto dura a guerra, ci conquistador que se
acha de posse tem somonte un diroito usufruc-
turario, e continua o titulo latente do anterior
soberano, at que o Iraiado de pai por un ope-
rafia tnrilaoii provisc.es expressas, extinga esse
titulo para sempre.
Esta passagem parece escripta expressamen-
te para us(en(ar os innuferiveis (itulnsdo lira-
al) t*o desabridamen(e atacados pelo Defensor.
Mas cssa qneslfjo. que o Defensor pinta como
tiio simples, deve anda ser encarada por outra
face que justifica plenamente o Brasil em nfio
xeconheccr a validado do (raudo de 1777. Un
ti -i ( iil<> publico he unta peca complexa, cujas
partes dependem reciprocamente urnas de uu
(ras; c pretender que devem prevalecer uns
arligo* de mn (ra(ado, e caducar otaros, lora
(ruinar io e ridiculo. Logo que o (raudo de
1777 deixou de ser cuinprido, e isso [por culpa
da llospanha, !>or(ugal leve c usou do direilo
de considerado ro(u, ou pelo menos suspenso,
anda inesuio ames da guerra de 1801. Verda-
de he que os llespanhoes lireram a ridicula
protencao deque seexocuUsse a parle que Ibes
era fuvoravel, e se adiasse a execuco da que
Ihes nao era ; f nesse sentido reclamaran! a en-
trega do territorio siluado lora do mareo do
Avadparem, ao inesnio (empo que eslorva-
v un c illudiain adeinarcicao das Irouleiras do
Paraguay e do Rio Negro. Mas Portugal ja-
mis cabio'em seiiiclhantc laco; insiitio em
que a demarcacaoj concluida devia ser consi-
derada provisoria, e mi i final sanecao dependie
da concluso dos tralbos deuiarcatorios em to-
da a linha. Firme em sua jusiica, guarueceu
un dos pontos ja demarcado deque os llespa-
xihes aiueacavain apoderar-se (o rio lea ou
Pilcomavo); os iuvasorrs retrocedern! e a He
panha calou-se.
E he esse tratado, que por culpa da Despa-
lilla nunca foi oxenla lo ou cnnsumiuado, que
o Defensor antepde aos inquesdonaveis direitos
de belligerante do brasil! He desse (raudo
que pretende que se respeiteui as clausulas
onerosas para o brasil, sem que o eslado Ui len-
ta 1 tenba a faculdade de garao(ir-lbe as favo-
xaveis!
A' vis(a des(a exacta narraco de fac(os, c
conscienciosa applicaco de principios, couhe-
cain os Hrasilolros como sao eslropiados seus
argumentos ecalumniadassuas iutences; co-
mo se procura Irritar os nimos das povoaces
do Itio da l'i'.n.i contra seus mullios; e isso
quando mais do que nunca se necesita de es-
pirito conciliador para arredar os males com
que nos aiucacam as quisles espiubusas do
momento, e para congrassar entre si poros vi-
zinbos destinados pela natu eza para viverciu
em paz epara gozarem dos beos de un com-
mcrcio reciprocamente vantajuso.
Nos nao imitaremos o Defensor', despresando
insultos que por certo nao emanaiu do povo
ni ti-1> i.ii, mas do rancoroso le de um ou oulro
escriptor publico, laremos sempre volos pela
conservacao da preciusa paz iuvocaremos es
ac espirito americano tantas vezes invocado
pela unprensa do Rio da Pra(a c descansare-
mos na confianca de que a prudencia do go-
verno de S. M. o imperador, a poderosa iiittucn-
cia da civillsacao, e os |>roprios seulimeulos c
iuteresses das popularais argenlinas e oriou-
taes, prevaleceiau sobre as vistas inleresseiras
de niela duda de especuladores que, c e la,
espciaui locupletar se cusa de (hesourus
albeios e de sangue humano.
28dedeieinbro de 18J0.
D. W.
(Do lornal do CummercioY
CORRESPONDKXCl"") DIARIO DE PER*
BAMBUCO.
Ce: ir. 13 de Janeiro de 1851.
iVpms da ininha ultima tem occorrido tfio
pouca cousa digna de noliciar-lhe, que cu Ibe
nao rscreveria esia, se nao fusse o piazer i|uo
tem a gente ein ver os seus escriptos em ledra
redonda. A poltica da provincia continua u
ririlu quo. A nndcia mais lisongeira que cu
Ihcpoderia dar de mirilla provincia, sena a do
esUr comecado o invern, c com quaulu i
nos lenha a l'rovidencia propurcionado anula
to grande prazer, com ludo Ibe ulrel quo por
diversos lugares ja (em dado bem b >as ebuvas
de maneira que por (oda a parte j ha rama pa-
ra o gado, o em muilos lugares j ha inesnio
pas(o para (oda sime de annuaes, j baveudo
mcsino iiuiilas pl mi .um s li. ni nucidas, mas
que se reduilio a p em Dreve se nao vierem
loo as chuvas, ou continuar o vero que nos
ulliuios dias (ein havido. Kulrelanlo he certo
que o povo est mu coutente e csperaucoso.de
iiiii boro invern, segundo o inditaiu as appa-
rencias ou (ueaino as experiencias de Santa Lu-
ii ein que tanto acreditaiii os velhos.
O nosso presidente em dias do mez passado
fez sabir desla cidade urna escolla de 40 pravas,
n.mu 11111 ni i pplo major Gnimares .. quem
foram dados ofiicios fechados para abrir em
certos c determinados lugares, havendo nisso
tanto segredo que at boje ningucui pode sa-
ber qual o fim da diligencia, a qual sein duvida
parece Importante segundo o crescido numero
di1 pracas, o a categora do oflicial, que as fui
i -un.maullando. Dalo misleiio da diligencia
oiigiuarau-se mil conjecuras, duendo uns
que era para prender a Pedro ou a Paulo, c-
teos, que la para o Pajchu de Flores, para cap-
turar o rosto dos ron,Husos, miii os que ia preu-
der os celebres criminosos Moris de Alogoas,
que as vezes passoiam por esla provincia, ou-
tros finalmente que era para prender um (al
major (luiucas e urna (al D. Carlota, ssassinos
do infeliz Dr. Chtcon da Purahiba, os quaes
diz-se que se acham humisiados uusluliaiuuns;
c sem nada se sabei de certo, j ouvi dizer que
o major com a sua forca viudo de volta. tocara
na cidade do Aracad, mas anula nada se diz
sobre o ter ou nao sido bein succedida cssa sua
excurso.
Foi ha pouco preso no termo de Sobral por
una mu bem calculada diligencia que sobre
elle mandou o chefe de policia Dr. Domingucs,
o celebre criminoso Condur, coudeiiiuado a
gales e evadido de Fernando, e acha-se delldo
na cadeiadaquella cidade espera de urna es-
colta rrspellavel que o conduza para esla ca-
pital, visto que sein isso lia os mais bem tun-
didos receius de que escapar do poder da jus-
iica por ter de passar pelo ineio de una nume-
rosa paren tolla, que o protege, c que oceupa
grande porcao o territorio intermedio. Por
fallar no Condur, o qual be una dessas feras
de figura buiuaua, em que a propeusao para o
criiue parece quasi innata, visto que comecoii
a desduguir-se por hoirorosos atttnlados des-
de que nelle se desenvolveo o uso da raso ,
julgo curioso dizer-lbe que desde a poca das
elclccs oin 1849 foi preso em una das villas
do interior do Maranho um individuo ein lu
gar de Condur, e conservando-so preso na ca-
pital daquella provincia a pezar de muius re-
clamace* que fot, s ha pouco lendo oblido
roincasa para esla cidade, onde Ibe foi mu f-
cil provar nao ser Coudui, he que velo a ob-
tersuaiiberdade, depois de eslar por mais de
uu uno privado dclla.
Este Tacto que somonte serve para mostrar
que em nosso paiz aind he mu demorada a
socalo da jusiica, e que por esta causa muitas
vezes soffre a Innocencia, assim como lucra o
crinic, me autoritaria a ditor se eu fora secta-
rio do systema do fatalismo, que o tal condur
vein a este mundo com una tal lina da ser pre-
judicial aoseu prximo, que alm deja ter be-
bido o sangue de tantas victimas, s o scu li-
me, ou alguna fatal lemelhanca com a sua
pessoa, foi bnslante para que este infeliz sof-
fresie o grande martyilo de estar por tanto
tempo privado de sua libordade, c olhado co-
mo um grande criminoso !
Adeos. Permita o coque cite novo anno de
1851, ein que por graca da Providencia ebega-
nioi com vida, soja menos humllenlo do que o
tal sen visinho j passado._______________
DIARIO ill KIIUINCO
BECirE, a DE JANEIRO DI 1851
Pelo vapor lmperatriz entrado hontem
dos pin !us do nuric recebemos nicamente
alguns ornaos to Maranhflo e Cear.
As datas da primeira dessas provincias al-
canzara a 4 e as da segn lo a 10 do cor-
rele.
Por intermedio do Cearense sabemos ler
sido prorogada a assembla provincial do
Para al 9 de dezembro pastado, assim ro-
mo que se acha a mesma provincia com
mais urna comarca novamente creada Da
ilha grande de Joanes.
A presidencia do Maranhflo linha desig-
nado por portara de 12 do passado o dia
-27 de abril do correnle anno para a reu-
niSo das assemblas parochiaes, afin de
proceder-se a eleicio doseleitores, que hilo
le votar na de um senador, e dous deputa-
los, que mais lem de dar a mesma provin-
cia ; tievendo por conseguinte verificar-se a
n'tiniito dos collegios eleitoraes no dia 27
de inaio segointe.
A commissSo central do partillo btmtevi
apprescntou como candidatos a depnlai;:1t>
os l'ra Antonio de llarros e Vasconcellos,
chefe de polica da provincia e Greg.irio Ta-
vares Ozono Maciel da Costa ; licaudo an-
da por deliberar acerca dos candidatos a se-
natoria.
Por va do Cearenie sabemos mais, qun
segunda vez foi condemnado morteo reo
Antonio de Oliveira mandante do lUalsina-
to do ipglet Donal TolluckPela mesma fo-
Iha ( referindo-se o l'rogresso ) nos consta
ler sido assassinado no Codo um individuo
de nome Antonio Matheus, e estaqueado
em pleno dia o earcereiro do lugar por um
cabra protegido de um tal Adrio.
A' Carta do nosso correspondente do Cea-
r pouco temos que accrescentar. Refere o
l'tdro II emoseu n. 982 de 21 do passado
ler sido espancado consideravilmente as
ras de Queixeramobim um li I lio do lenen-
te-coronel Rodrigo Francisco Viera, atien-
ta do que fui rommeilido pela tropa de um
Iferes Negreiros; o tanlo este peridico co-
mo o Cearenie lamentan) clamores polo es-
lado .lo, I.iimvi'I a que eslfio reluzdas algu-
mas comarcas do luterior, como lu e 1 ai
liamuus.
Correspondencia.
Sr. redactor.--^ leilura de urna publicaQflo
pedido inserta no Recreativo de sabhado
il do corrento oausou-noi n maior saiisfa-
eflo, por vermos quinto linda interesal as
almas nobres a defesa da familia do ciia-
dflo, objecto certmenle o mais digno dos
nossos respeitos e veneracOes.
Um alumno despeilozo fez publicar em
avulso o libello mais diiTamanto, que se po-
de conciher, contra o Sr. Dr. I'edo Au-
tran seo digno lente ; c nto salisfeilo com
injuria-lo alrozmenle ein sua pessoa, desa-
caiou do mesmu modo a sua respeilave! fi-
mlia.
Ao lermos essa pr-nlucco inspirada pela
vinganQa e pela susceptibilidad a mais pre-
tenciosa, sent mo-nos possuidos de inuig-
DlCflO pela maneira vil, porque procurava o
seu autor salislazor o reseiitimento, que o
atormentava ; e admiramos sobre ludo
tornen.lado, com que elle se apresentava
em publico levando a profanarlo ao sanc-
luario da familia, sempre defleil lidtl pela
I luan publica, que nella v o beryo, c asi-
lo sagrado d-' todo homcm, assim como a
base migestOZI e inviolavel de toda a so-
ciedade.
No intuito pnis de lornar-mcs mais pu-
blico esse arligo do Recreativo, a que nos
referimos, nos aqu o mencionamos, con-
vencido de que professando-se os senli-
mcnlo, que elle encerra, l'ar-se-ha justiga
ao Sr. Dr. Autran, pagando-se ao mesmo
tempo a sua respeitavel lamiiia o tributo de
um sincero acatauento, que i todas he
devido.
? *
Pobuca^Ao pedido.
Quartet do segundo batalho de catadores na furta-
la i das Cinco-l'onius, 20 de janetro de 1851.
Ordeiu
Tendo sido removido para o quai to batalbao
de cacadores por di'creto de z3 de dezembro do
anuo lindo, o Sr. alteres Cuilbernie Lulz ber-
nardos; ocoininandaulc do baulluinsiiKemul-
lo a arpar ai .o, dosio brava oflicial que por (an
las occasies deu prova de seu valor nos cm-
bales! bem como tem sempre a lourar a sua
conduela civil e militar, e o esmero que sem-
pre (eve na disciplina e arranjo das conipa-
uliias iiue interinamente commandou, o que o
mesmo i oii.mandanle iiniitu Ibe agradi'sse
despediodo-se do meimo senhor alteres com
UI1I Huloso adeos, desojando Ihe a sol lo mais
propicia.
Antonio Uaria dt Sonta.
Kepurligo da Policia.
I'AII 11. DO DIA 15 ni. JA.M-.lllll Di. 1851.
i..ia ni presos : u ordem do subdelegado
da freguezia da lloa Vista, Vicente r'erreira
de miu/.i, por baver espancado a Clara Ma-
na da l.lineen,fio : ordem do subdelegado
da fieguezia de S. Fre Pedro Couc.alves do
Recife, a requisifo do cnsul de Sardeuha
e da CiSa Breiauba, os marujos Antonio de
oliveira, liirlholoineu Vidorich, Juo iiap-
llata \ i.ailiei no, Jnau l.an ul,i, e O Ingle/
l.ln.1 la liUllOU.
Foi recolhido ao quartel do corpo de po-
licia a ordeiu do chele de polica, Luiz llor-
ges de Siqueira, por ter si io pronunciado
pelo seu lOleCesSOr por t nio d icdUZr
pt .a.-i.a.a livres a escravidSo.
0 delegado do termo do Limoeiro, em of-
ficio de 7 do correnle rarticlpou ao chef i de
policia que em dias do mez Un lo no lugar
la Malta Virgem, Antonio do Aroxa assas-
sinara com umi facida a Jo3o Francisco, all
morador ; que no dia 25 do mesmo mez
lendo brigado Francisco Rolrigues Barro-
ca, Vicente de tal, eoutros, no lugar do
Poco Comprido, sofTrera o primeiro daquel-
les individuos um tiro na cabe;, do qual
fallecer, passaios alguns dias, e o segundo
lambem fra gravemente ferido ,de oulro
tiro, sendo que nilo tinham podido ser pre-
sos nenhum dos authorces do referido ai -
tentado.
0 mesmo delegado parlicipou mais que
Ibe havia chegatlo ao coiibecimen o por in-
formacOes pirticulares, que no dia 4 do
correnle no engenho Serra Verde, linha si
do assassinado Joaquim Aurelio genro do
finarlo capitfio Joflo Climaeo, e que a este
respeilo linba pedido informarlas ao res-
pectivo subdelegado, afirn de proceder co-
mo fosse de direilo.
DEM DO DIA 16.
Foram presos a ordem do subdelegado
da freguezia de S Frei Pedro Conr;ales do
Itecife, ocrioulo Manoel Joaquim, por bri-
ga : a ordem do subdelegado da freguezia
de 9 Jos, Pedro Marques de Atbayde, por
eslar brigando com a parda Luiza da Por-
ciuncula : e do subdelegado da freguezia
da Boa Vista, o preto Joflo, escravo de Can-
dido Jos de Barros, a requisieflo de seu
senhor.
ALFANDKCA.
Itendmenlododia20.....11:067,595
Descarregam hofe 21 de Janeiro.
Ilrigue Alberto plvora.
Barca Klitnbtth laboado.
i'.-o ni i -- Uemard plvora.
Barca -- Sern/inn mercaduras.
Ilrigue-- Cesar dem.
Galeota -- Fanny idern.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 20 3:746,491
Diversal provincias...... 138,400
~sl881,89l
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 20.
Rio de Janeiro, brigue nacional Ledo, de
218 toneladas: conduz o seguinte : 1,100
saceos e 7>5 barricas com 10,993 arrobas e
21 libras tle assucar, 2 raixas velas de car-
nauba. 1 dita espanadores, 6volumes rou-
Da, 1,035 meios de vaqueta, 2,000 couros de
cabra e 1 caixa lou?ss douradas.
Canal, brigue Ingle! George Robinion, de
278 toneladas : conduz o seguinte : 3,500
saceos com 17,500 arrobas de assucar.
RhXKBEDRIA DE RENDAS 6EKAK8
INTERNAS.
Rendimento do dia 20.....106,402
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dil 20 2:109,309
Movimenlo do porto.
Novios entrados no da 20.
Buenos-Ayres 23 dias, escuna dinamar-
queza lloteim, de 124 toneladas, cap-
Dio I). P. Meyers, equipagem 7, carga car-
ne secca ; a Amorim Irmflos.
Londres 29 dias, barca ingleza Bahamian,
de 318 toneladas, capitflo Charles Juugel,
equipagem 18, carga carvJo a Deane
Vmlo i Companliia. -- Seguio para a Ba-
bia.
nchate 40 dias, brigue Inglez Lady Ta/-
kland, de 159 nela las, capilo M. Gal-
licham, equipagem 9, carga bacalho ; a
Me. Calmont Companhia.
Para e Cear--5t dias, e do ultimo porto
16, escuna Amelia, de 111 toneladas, ca-
pitflo Antonio Silveira Maciel Junior,equi-
pagem 9, carga caf, niauleiga e mais go-
n ros; a Joflo Carlos Augusto da Silva.
I'assageiro, o Inglez Joflo W. Studart. --
Con luz a seu burdo a Iripolacflo da bar-
ca ingleza Ellen llryson, naufragada nos
baixosdeS. Roque.
/Vacio sabido no mesmo dia.
Canal -- Ilrigue inglez Georg Robinson, ca-
pillo J. Boyes, carga assucar.
Obstrvacao.
Seguio para a Babia com a mesma carga
o brigue inglez llalclupha, capilflo. G. Il.irt,
conduzindo desla provincia como passagei-
ro o Inglez Samuel Crablree.
"ttlUTAKS.
0 Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, de-
legado do primeiro districlo do termo da
cida le do Recife de Pernambuco, por S.
11,1 c C. que Dcos guarde, etc.
Fuco saber a quem convier que pelo lllm.
Sr. dezemhargador chefe de policia, me foi
rniiiiiituneado que pela policia da provincia
das Alagas fra aprehendido um escravo
de nome Antonio, que diz pertencer so
Portuguez Jos Antonio, cujo escravu se
achava adisposiclo do Dr, ebefe de policia
(aquella provincia, e para que chegue ao
couhecimeulo de quem for interessado,
mandei lavrar o presente, que ser publi-
cado pela imprensa. Dado o passido nenia
delegacia do primeiro dislricto na cidade
do Recife, aos 20 de Janeiro de 1851.
Eu, Joflo Saniva de Araujo Galvflo, cs-
crivflo o escrevi.
francisco de ssis Oliveira Maciel.
O coronel Francisco Mamede de Almeida,
presidente do conselho de qualilcai;flo
da guarda nacional da fieguezia de S.
frei Pedro Concilves, i le, etc.
I iie.ii saber que tenho marcado o dia 3 de
fevereiro proiimo vindouro pelas 9 horas
da manhfla, para inslalafflo do conselho
de qualiiicar,n di guarda nacional desla
freguezia, que ter lugar no consistorio da
referida matriz, e om cousequencia aviso
pelo prsenle a todas as paites inleressadas
na qualilicaeflo para que na forma proscrip-
ta pela le n. 602 de 19 de selembro do an-
no i ruxi ii o paliado, e ioslrucfoes n. 722
de 25 de oulubro do mesmo anno, se ipre-
senlem ao conselho, alim de reclamaren! o
direito que por vec' "ri Ihes assista em face
da mencionada constar, e por ob-
servancia do ir* iladal nistruccos
facu o pros Miie 3 puhlicido pela lili-
prens, e allixadn lugares do coslumo.
Freguezia de S. Fre Pedro Goncalves do
Recife, 19 de Janeiro de 1851.
Irancisco Mamede di Almeida.
Theodoio Machado Freir Pereira da Silva,
tenente coronel reformado, e presidente
do cunseltio de quililicacao d freguvia
tmmmamm^mmswimmsws^mmswsmswmmst^sm
do SS. Sacramento de S. Antonio, em vir-
tude da le.
Em obsorvancia do art. 8 do decreto n.
722 de 25 de outubro de 1850, faco publico
para conhecimenlo de quem for interessado
que o conselho de qualiflcaijaa da freguezia
de S. Antonio, reunir-se-ha no dia 3 do
mez prximo vindouro, em o consistorio
da igreja matriz da mencionada fregue-
zia, afirn de fazer novo alistamento o clas-
cifleaeflo dos guardas nacionaes. Fre-
guezia de S. Antonio, 19 de Janeiro de
1851.
Theodoro Machado Freir f'ereirada Silva.
Rodolfo Joao Barata de Almeida, cavalhelro da
iiiipoi iai ordem da Rosa e da de Christo, tc-
nente-coronel cominandanie doquarto bala-
Ihao de guarda nacional do municipio do Re-
cife e presidente do conselho de qualificacfio
da guarda nacional da parochla do Sanlissi-
mo Sacrament do balrro da lloa- Vis(a.
Faco eaber. em vir(ude do arligo 8. do de-
creto n, 722 de 25 de oiKubro de 1850, que no
declino-quinto da, contado da dala desle edi-
tal, lera principio a reuniao do conseibo de
qualificacao desta parochla, no consistorio da
man i/, ao qual, as pessoas interessadas devem
allegar seus direitos na forma do mencionado
regulamento. .
E para que chegue ao conhecimenlo de to-
dos se passou o presente que ser alunado nos
dterentes districtoa des(a parochla e publica-
do pela imprensa. Recife, ili de Janeiro de
185i.
Rodolfo Joiio Barata de Almeida.
Joaquim Lucio Monteiro da Franca, tenente
coronel da guarda nacional, e presidente
do conselho de qualilicaeflo da freguezia
deS. Jos do Recife.
Faco saber qun o conselho de qualidci-
qSo desta parochia principiar a sua reu-
niSo as 9 horas da manhfla do dia 4 de fe-
vereiro prximo vindouro, na igreja de N.
S.doTerco.onde Tara a qualilicaeflo dos cida-
ilius iptos para o servido da guarda nacio-
nal, e attendera as reclamacOes que de seus
direitos (izerem as partes interessadas, na
forma da lei de 19 de setembro de 1850, e
instructora respectivas. E para que che-
gue ao conhecimfento de todos man le aul-
lar o presenta na porta da matriz, e publi-
car pela imprensa Freguezia de S. Jos do
Recife, 20 de Janeiro de 1850.
loaquim Lucio Monteiro da Franca.
Declaracao.
-- Pela-subdelegada da freguezia da
S da Cidade de (Minia, foi recolhida i
cadeia da mesma ci lade a preta crioula,
de nome Domingas Mara Francisca, por se
supor escrava, e estar fgida: pois h
mais de 4 mezes existe nesla cidade u'n
differentes casas, mas occulta, conduz um
halaio felo de capim luca, he comprido,
tem dentro varias miudezas em mo es-
tado constflo, de luhas, 3 lesouras, papis
d'agulhas, bolOes, eoutros ohjectos mais
o que ludo se acha na dita su-bdelegacia,
a dila prela diz que ten mfli, a qual
foi aroa do lllm. Sr. Prache les da Fonceca ;
e ella tambem diz que foi ama de iium
Snr. de nome Esiasn sin i Pereira da Silva,
ja fallecido; a dita crioula, he alia seca,
falta do denles na frente da parte de cima,
muito espelicada quando falla, e falla
muilo. (i!inda 17 d Janeiro 1851. Mi-
guel los Teixeira, subdelega lo suplent.
m
Thealro de Santa-Isabel.
38 RECITA DA ASSIGNATURA.
OUABT* rElRA, 22 DE JANP.1BO OK 1851.
Eslra de madimoiselle Marieta 111 lerna,
primeira danzarina absoluta do thealro de
Milflo, ltimamente de S. Pedro de Alcn-
tara do Rio de Janeiro, ( aondo foi sempre
admirada pelos amadores do verdadeiro
mrito) de madamoiselle Alie Moreau, e
ile Frederico Tati, baixo profundo.
Depois de urna agradavel ouveitura, a
companhia nacional representar a inte-
ressante comedia em 3 actos :
AS ni i ni o ci as fio (I i a lio.
No fim do primeiro aclo o Sr. Tati canta-
r a bella aria do tirata seguinlo-se
por mandamoisello Marieta Baderna e Ali-
e Moreau
O PAS DE DEUX
do segundo acto do Lago das Fadas.
No Om do segundo aclo o Sr. Fro.lorien
Tati cantar a ariadi 5i/wada opera Er-
uani, do maeslro Verdi, com urna nova ca-
boletta, escripta expressamenle pelo maes
tro Gianoini director do canto, depois da
qual madamoiselle Baderna Janeara em
carcter
O Bolero.
Terminar o espectculo com o muito
applaudido duelo da opeaLucia de la-
tmrmoorcantado pelo Srs. Tati e Capurri.
Comecara as 8 horas.
Os bilhetes acham-se venda no lugar
do costume.
Avisos marilimos.
-- Para o Acarac e Granja, segu viagem
o lnate Aguia Rrasiletra, al 25 do correnle
mez, quem no mesmo quizer carregar ou
Ir de passagem dirija-se ao escriplorio de
Manoel Goncalves di Silva, ou a bordo do
mesmo, a falar com o capilflo, defronte do
trapicho do algodSo.
Para o Maranliflo tocando no Cear,
pretende sabir nestes 8 dias o hiate ftovo
alinda, por ter promploe ji tratado dous
toreos de sua carga : para o resto e passa-
geiros trata-secom o respectivo mestre An-
tonio Vianna no trapiche do algodSo, ou
na ra da Cruz, armazem do Sr. Manuel
Jos de SI Araujo.
Para o Rio de Janeiro o brigue nacio-
nal Adamastor, pretend) seguir com inuila
brevidade : quem no mesmo quizer carre-
gar ou ir de passagem, Irala-se com os con-
signatarios Machado & Pinheiro, na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, ou com o ca-
pilflo na praca
Para d Babia pretende seguir viagem
com brevidade a sumaca nacional Carlota,
mestre Jos Goncalves Simas: quem na
mesma quizer carregar ou ir de passagem,
pode enlemler-se com Luiz Jos de S Arau-
jo. na ra da Cruz n 33.
Leilo.
Avisos diversos.
-- Ocorretor Miguel Carneiro, fari leilflo
quinta-leira 23 do correnle as 10 horas da
inanli.a, no seu armazem na ra do Tra-
piche n. 40 de diversas fazendas para feixar
contas ; sendo a maior parte dellis com to-
que de ivirii.
Pede-se ao sublime ador emorezario
do thoalro de Santa-lzabel a repetieflo do
muilo bnm desempenhado e applaudido
drama Othello, pois ainda mais urna vez de-
seiam admirar seu extraordinario ment.
o abaixo assignado comprou de sacie-
dado com o Sr. Antonio de Limos Braga do
Aracaty o meio bilheta da 53." lotera da
Santa Casa da Misericordia da corte n. 5442.
J. A. de Albuquerque.
olTerece-se um pardo de idade de 32
annos, para criado de qualquer casa, o qual
he muito bem comportado, muito agl, nflo
lem vicios: quem precisar, dirija-se a pra-
ri da Independencia livraria n. 6e 8, que
se dar as informaces precisas.
O abaixo assignado avisa ao publico para
que nlnguem faca descont ou qualquer oulra
traniacao relativamente ao quarto do bllhele
ir 3,479 da dcima lerceira lotera ordinaria a
beneiieio do ilieatro de Nlctheroy, e para In-
demnlsacao dos co proporcodo premio grande, tirou cinco con-
loa de ris; porquanlo, pretendendo oannun-
ciante mostrar perante os trlbunaes do palio
direilo que tem ao referido bllhele, aegundo a
opino das pestoas illustradas e entendidas na
materia, que o aconselharam antea de ludo, e
sem perda de lempo pelo vapor que agora se-
gu, passa a escrever para o Rio de Janeiro,
mandando prevenir e obstar o pagamento do
mencionado bilhete.
Jo.ii! ifa Rocha Paranhlr.
No dii 24 do correte, depois di au-
diencia do juizo do civel di primeira vara,
tem de se arrematar a parte de urna morada
de casa de sobrado de tres andares com so-
tflo e trapeira, lita na ra da Sen/alia Ve-
Iha n. 112, con 23 palmos de Trente e 92
de fundos, o cosinha nos andaros, quintal
murado, portflo, cacimba meeira e chaos
proprios, cuja parte val a praga pela idjjdi-
ciQflo da quinlia de 3:624,568 ri. por ser
a parte do execulado da quinlia de rs.
4:530,708, visto ter sido avahado tolo o
r-redio em 8:000,000 rs : um terreno que
lica alm do dito quintal, parte est atterra-
do, e parte em allagado solo foreiro a-
valado em 250.000 rs. e tem de ser arrema-
tado pela adjudicado da quantia 200,000
rs. cujos bens vSo a praca por execucflo de
D. Camarina Francisca do Espirito Santo
contra Jos da Silva Braga, escrivflo Cunba.
Al te ne i o.
Mirii Joiquini de Oliveira Amaral, mu-
laii a sua residencia da ra Nova para o Re-
cife, ra da Cruz n. 27 legundo indir; e
contina i fazer vestidos, manteletes, cha-
peos e tudo mais tendente a modas de se-
n horas : oflerece portinlo, seu prest mo is
pessoas de sua amisade, e Treguezas, que
sempre acliarflo prompla a executar qual-
quer encommenda, com perfeifSo e m-
dico preQO j conhecido.
Fugio no dia sabbado 18 de Janeiro as
8 horas da noite, urna escrava de naqflo Re-
bollo, chea do corpo, rosto largo, ol!ios
grandes, nariz chato, bocea regular, quan-
do rsse fsz barrocas no rosto, levou vestido
de cassa asul com pregas por baixo, e na
bein das pregas tem bico fnncez e trinca
encarnada, e o ropnho tambem tem pre-
gas com bco e trancas di mesma quilida-
de, levou panno da Costa azul novo com
listas de diversas cotes, oulro dito vellio,
umovestido de chita de lisia azul, oulro dito
dcrdita esverdeado de lisia, novos. um dito
e eciscadinlip escuro j usado, saia preta,
\J.m panno lino preto, dous corles de ves-
i ios, um de cambraia branca e oulro de
hita encarnada, ta/on lo de tudo urna tro-
i lia : roga-se as autoriJa les policiaes eci-
pilSes de campo que a aereliendUo e levem-
tia a Fora de Portas n. 145, que serflo gene-
rosamente recom ensados do seus servidos.
Deve publicar-se al o dia ultimo do
correle a seguinte e interessante obra
Guia do Guardi Nacional.
i: men io a lei n. 602 de 19 da setembro de
1850, que d nova organsaQflo guarda
nacional do imperio, e o decreto n. 722,
comas instrueces para execugflo da mes-
ma lei; a cujo decreto e nstruccoes acom-
panham onze mappas ou modelos nflo s
relativos ao processo da qualilicaeflo, do
recurso de revista etc. como da economa
interna doscorpos, organisaQflo por muni-
cipios, por batalhOes, companhia etc. Em
um volume bem impresso com typos no-
vos. Asslgna-se por 2,000 rs. cada exem-
plar no paleo do Collegio, casa do livro
azul. Fcixada a assignalura custir cada
exemplar 2,500 rs.
Precisa-se de um Portuguez para to-
mar conta de um sitio perto desta prac
feom preferencia o natural das ilhasj que
siibt plantar fruleiras, verduras e eoxer-
tar, ele, e fazer todo o servido que pre-
cisar o mesmo sitio, quem estiver nestas
circumslancias dirjase ao porteiro da il-
fandega desta cidade, para fizer o ajuste,
o qual ser feilo a vista da prova que der
do seu bom comportamento, sendo o pri-
meiro que se nflo embriague.
0 abaixo assignado escrivflo de orphSos
da villa de Iguarass, faz sciente ao com-
mercio desla cidode, que elle nunca deveu
que nflo pagasse, e menos hoje que nao de-
ve addi(So ou quantia alguhia, a pessoa
nenhuma, e mu principalmente aos Srs.
Silva & Grillo, os quaes se inculcan) ser
elle annnunciante aceitante de urna lettra
de 315,115 rs., segundo ums sua carta de
13 de Janeiro do correle anno, dirigida
ella anhuncianle exigindo deste a sobredi-
la quantia, e para que esta noticia chegue
aos mesmos Srs. Silva & Grillo, faz o an-
nuncianle o presante innunco; e se em
boa fe os ditos senil .iras foram Iludidos por
alguem que se atrevesse a raptar firma ou
assignalura do annuncianle, esle culpa, e
menos obrigac,3o tem de plgar, o que nun-
ca escreveu, e menos se ohrigou, e a lludi-
{flo dos ditos Srs Silva & Grillo seja a cau-
sa dos precau(OS em que cahirim, licaudo
desta maneira respondida sobredili car-
ia, quo o annuncianle receben dos mesmos
Srs. Silva & Grillo. Villa de Iguarass, 18
de Janeiro de de 1851.
Judo Uaplxsta Tsizeira Cavalcanti.
Piecisa-se de um forneiro que en lauda
bem do odelo : ua ra Dimita n. 82.
~ Precisa-se de um caueiro : na ra Di-
reita 11. 24, que d fiador i sui conduta,
preferindo-se o que lenha pralica do nego-
cio de paderia.
lienrfio e festu.
Quinti-fein, 23 do correnle, ni matriz
de .sanio Antonio do Recife, se benzera a
imagen) de Senhor Bom Jess, que estara
expolla a veneraego dos liis at s 8 horas
da nuile, cuja lesla ter lugar no dia 26 com
uiissa uuva.
-^


1

.
*
-- O abaixo assignado, professor particu-
lar deprimeiras lettras, disciplinado em
preparatorios no lyceu desta cidade, parti-
cipa ao res' ieitavel publico e aog pais de
seos alumno?, que segunda-feira, 13 do
corrento abri su'aoli, e dcbaixo dessa mes-
ma disciplina ensina por principios a gram-
matica portugueza, latina n franceza, ad-
miiliuil:. nesse recinto ppncionistas e meios
pencionislas. Os pais de familia que quize-
rem applicar seus filhos a algoma deesas
disciplinas, podem dirigir-se ra larga do
Rozario n. 48, segundo andar.
Jote Hara de Figueiredo.
Ostipra assignado do hoje em diantoas-
signa-se por Jos Mara Machado de Figuei-
redo, por haver nutro de igual nome.
Precisa-se de um moco para destri-
buir um pouco de pBo na ra com um pre-
to, preferindn-ge um queja tenha pratica e
que saiba ler e escrever : quem ge achar
notas circunstancias, dando fiador sua
conducta, pode dirigir-ge i ra larga do
Rozario n. 18, que achar com quem tratar.
Quem tiver para alugar urna boa casa
om algum ailioem Ponte de Ucha, ou da
Boa Vigta para o dito lugar, dirija-se a ra
do Trapiche n. 14.
l'ma pessoa assaz habilitada so oliera-
ce para administrador de algum engenho
por ter sido sempre en; pregado em dito lu-
gar : quem de seu prestmo ge quizer uti-
lisar, dirija-ge a ra Direita n. 63.
Francisco Rodrigues Xanda, professor
jubilado em primeiras lettras, est resolv-
do a leccionaralguns alumnos, dando aula
das 9 horag da mantilla ao meio-dia : a
quem convier, pode procura-lo na ra do
Livramento, aobrado de um andar n. 30.
Og Srs. Antonio Ferreira Monteiro e
Manoel da Coala tm cartas, vindas de Por-
tugal, na loja de ourives da ra do Cabug
numero 7.
Achando-me ha muilos annos doente
de ulceras, ( pelas pernea ) ellas de repente
ge fecharam, tendo sido mprolicuos todos
og remedios alopalhicos, que para sua cura
me foram receitados, e de que resultou so-
brevirem-me dores reumticas por todo o
corpo, que me reduziram a bem triste si-
tuadlo. Nesle deploravel estado recorr a
hon'ceopatliia, procurando o lllm. Sr. Dr.
Moscoso, o qual com duas dses que me
applicou, e no curto espaco de 20 das, me
poz completamente bom, pelo que me vejo
na rigorosa obrigaeflo ( dando em primeiro
lugar grabas a Dos } de render ao dito Sr.
Dr. os mais decididos votos de minha gra-
tidSo. Recife, 18 de Janeiro de 1851.
I'iilru Monteiro dt Surtir.
~Abrem-se e imprimem-ge bilheteg de
visita em qualquer carcter, rotuios e todos
osonjectosque demandam preceilos calli-
graphicos, retratos e quaesquer desenlios,
sineteg typos emblemticos, ornamentos
para capas de livros, eafnal todos os ob-
jectosda arte de gravura em alto e baixo
relevo, e com deiieadesa. As pessoas que
pretenderen) algumas dotas cousas, diri-
jam-ge ra do Urum, defronte da tundi-
zno inglcza, ou as seguidles lojas de li-
tros : na ra da Cruz n. 56, na praca da In-
dependencia ns. 6 e 8, e no pateo do Colle-
gio n, 6, onde se for mister poderflo deixar
seugnomes e morada para serem procu-
radas.
O Sr. c a Sra. Arlhiot
! dentistas chegados de Pars, ^
9 previnein ao rcspeitavel pu-
. buco que elles acabam de a-
a> brir o sen gabinete na ra ?
da Cruz, no segundo andar J
ao pe do consulado Argenti- a>
no n. 43 j os ditos professo- J
res teein um prodigiosissitno ^
, especifico, novamente des w
? coberto para curar o mal de |
dentes para sempre, nao ha- vendo inilammacao, e no ca-
so de have-la, surte o mes-
mo elTeito depois de passar,
tendo um grande sortimento i
de dentes incorruptiveis ; T
adverte-se que neste gabine ?
te faz-se todas as pecas ar- 9
tificiaes, mas etn conta que *
em qualquer outia parte ; e j
faz-se todas as operaces ^
concernentes a esta arte : a- *
cba-se tambem no mesmo ^
gabinete bons pos para

m
m
Fugio, no da 18 do correte, um rao-
leque, crioulo, de nome Cosme, de 10 an-
nos pouco mais ou menos, rosto comprdo,
pernas finas e ps grandes; quando falla
tem a bocea um tanto fechada ; levou calca
de casemira ja usada e camisa do riscadi-
11I10 azul; levou mais urna calca de algodflo
azul e outra de listras. urna camisa de algo-
dflo braiico americano o outra de riscado
azul : roga-se a todas as autoridades ou a
outra qualquer pessoa quo o apprehondan
e o levem nos quatro cantos da ra do Quei-
mado n. 20, que se gratificar generosa-
mente.
Offerocc-so um hornera Portuguez para
feitor de algum sitio, o qual entente de
plantacOes e de jardim, tambem entende
do bolieiro. quem pretender dirija-se a
ponte do Remedio, venia de Manoel Le-
tnos, que ah achara com quem tratar.
No da 12 do corrente fogio de urna
otaria dos Remedios um escravo canoeiro,
de nome Caetano, de na<;So Cabinda, esta-
tura regular, cor um pouco fula, rosto re-
dondo o picado de betigas, pouca barba e
com um signal de caustico no lugar do va-
sio, pelo que se pode conhecer bom, he
quebrado e representa ler 24 annos pouco
mais ou menos: roga-se a qualquer auto-
ridado policial ou pessoas particulares, por
quem possa ser encontralo, o apprehen-
dam e levem-no ra larga do Rozario, pa-
daria n. 18, que s gratificar com genero-
sidade.
Precisa-se alugar urna preta captiva,
que saiba cozinhar, lavar, engommar e
comprar : na ra Nova n. 39, segundo an-
dar. Na mesina cas 1 precisa-se de urna cos-
tureira.
Furtaram, no dia 18 do corrente, na
l'assagem, prximo a ponto, urna bacia
graude de rame : pede-se a quem for ofle-
recida, a tomem e levem-na padaria da
mesma l'assagem, que se recompensar.
Roga-se ao Sr. Joflo Pires Ferreira o.
favor du mandar pagar as custas em que f'"
condemnado pelo juizo da segunda vara do
civol, escrivSo Santos, aflm de evitar a"
abaixo assignado o trabalho de reiuerer
torca as autoridades do Poco da Panella pa-
ra executar o mandado do captura, que se
ada j em poder dos ofliciaes de justic,
cercando a casa de S. S. para efTectuar a pri-
sco, visto que he autor vencido. Roga mais
o a baixo assignado o favor de nflo vender
escravos, nem hypoteca-los, nem suhtra-
hi-log por qualquer modo execucSo do
abaixo assignado, ou de outras que se
acham em juizo, sem selembrar quo qua-
lorze de entre elles eslSo hypotliccados e
penhorados, e de que S. S. he depositario,
contra o disposto na lei em vigor,' cujo de-
posito vai ser removido a requerimento, pe-
lo cartorio do eso i vio Santos, de
Antonio Gomes Villar.
Bernardino Gomes de Carvalbo com-
nrou por conta e ordem do Sr. Antonio
Moreira Vmtias ( do Ico ) o 110-10 bilhete n.
4149 da 53" lotera da Santa Casa da Mise-
ricordia do Rio de Janeiro, o qual lica em
poder do annunciante.
Um rapaz brasileiro se oderece para
caixeiro de qualquer estabelecimonto ou
coto anca, dando fiador sua conducta :
quem precisar, dirija-se s Cinco-Pontas,
padaria n. 63.
Os herdeiros de Francisco da Silva, de-
sejando liquidaren as contas da casa de
sen finado pai, avisam aos devedores da
inesina, que quanto antes hajam de appa-
recer para pagaren) seus dbitos, pois nes-
ta il ti tem elles autnrisado ao seu procu-
rador, Antonio da Cosa Ribeiro e Mello.
1 s ir dos meios judiciaes para com os



iim-
1
par dentes, elixir tnica, a-
goa de botot, etc. : os ditos
professores iro as casas
donde forem chamados.
mi # **> %mm
--Roga-se a o Sr. que na noite de 18 do
corrente, no presepe do becco do Marisco,
teve a hal'ilidade de com tanta subtilesa idos ditos estabelecmentosem as ditas fre-
P
omissos.
-- Off*erece-se ventajosa paga a urna se-
nliora que queira ensinar meninas fra da
provincia, porm que saiba, alm do neces-
sano, francez, grammatica nacional e m-
sica : havendo quem quoira, pode annuo-
oiaraua residencia para se Ihe fallar.
- Fugio, em fins de outubro de 1850, do
engenho novo de S. Jos, froguezia de S
Amaro de Jaboatflo, um cabrinlia de nome
Itaymundo, do II a 13 annos, porm, como
seja muito emperrado no cresciment, gup-
pe-se ter 6 palmos e 4 dedos de altura;
levou camisa eseroula nova de algodflo da
trra, e chapeo de palha meio usado; he es-
padaudo, cabellos vermelhos, e o mais cla-
ro signal que tem he urna fistula na barri-
ga que parece ter sido urna estocada, po-
rm foi urna poslema, parece ter os dous
dentes da fredo largos e denluco, segundo
os clculos parece ter ido para o serillo, he
muito ideioso, e por isso pleter mudado
o nome, porquaoto j uina vez fugio e an-
dava intitiilaiido-s por forro por ser cabra:
quem o levar ao dito lugar, receber 30,000
rs. de gralificaeflo. Como senhur do dito
cabrinha me assigno.
Joo Antonio da Costa Figueira.
O ab8xo assignado arrematante das
affonert-'s desle municipio do Recife, faz
certo aos habitantes das freguezias de S.
I.ouronco, S. Amaro de JabnatSo, e de Muri-
beca.quetem vendido a arrecadaeflodo im-
posto daa mesmas afencOcs o revistas, sen-
do das tavernas e dos laidos das mesmas
freguezias ao Sr. Manoel Pedro do Itego, e
por isso faz certo para que nao baja Invita
alguma era ser o dito senhor o arrecadador
*5
%M: ."-W^
Dezeja-SO saber se CXlSlOOl nesta praqa
osSrs. Gaspar l.eito da Silva natural deGui-
mar.les, e Francisco Jos de Ccr.|ueira Al-
ves Barboza natural il< Yallenca do Minho ;
esteSr Barboza consta que em 1845 eslava
tralialhanto em urna pn leria na ra das-
Cinco Ponas : queiram ler a homlade de
apparecer na ra da Senzalla velha n. 90,
quo muito se Ihes dezeja fallar.
-- Precisa se de urna ama para cozin'iar ;
na ra da Senzalla velha n. 90.
-- Da-so dinheiro a premio em pequeas
porches, sobra pinhoros de ouro : na ra do
Cabuz n.1 C.
~ Elias Baptista da Silva embarca para o
Rio de Janeiro o seu escravo Jos, de nac^o
Cabinda.
Sala de sorvetes para senhoras.
Na confeitoria da ra do Rozario estreita
n. 43, contina a ter sorvetes todos ns das,
com muita promptidSo e asseio, a 200 ris
o calix, havendo presenlemnte duas salas,
urna para homens e outra para senhoras.
-- O abaixo assignado, morador na Cam-
boa do Carino n. 8. deseja fallar ao seu pro-
pietario o Sr. Podro da Silva, que era mo-
rador no Casanga, e como nflo seja possi
vel descobrir-se a sua residencia, faz o pre-
sente, visto ter o mesmo abaixo assigna lo
de se retirar para fra da provincia, e ter de
tratar um negocio de muilo interesse com
o mesmo Sr. Pedro da Silva ( o qual nlo ig-
nora ), ese nflo apparecer no prazo de oi-
lo das, subjeitar-se-h a transadlo que o
mesmo abaixo assignado fizer c im outra
qualquer pessoa. Recife, 17 de Janeiro de
1851. -- JoJ Goncalves Lucat Lisboa.
O abaixo assignado, tendo botado seus
animaes no lugar de Tambor para l passa-
rem o invern, e leudo-Uje desapparecido 3
beatas, suppOe lerem descido com as de al-
guns cngenhns, que tambera costumam
passar o Invern por aquellos lugares de
Tambor e Caiahy, as quaes sSo duas pol-
tras cardSes e urna quasi ruca com a ponta
le urna orelha quasi tronxa, todas com o
ferro AC : roga, portantn, o mesmo abaixo
assigna to a qualquer senhor de engenho,
que, ge por acaso apparecerem taes beatas
era seu cercado, de annuuciarem por esta
Moa, ou avisarem ao abaixo assignado,
morador em Tamboat, termo da cidade de
Nazarelh.
Antonio da Motta Silveiru Cavalcanti.
Os abaixo assignados izem
iciciite ao respeitavel publico, e
Imente aos seus devedo-
roubar da algibeira da sobrecasaca de una
pc-so que alii se achava una carteira de
tartaruga com as iniciaes J. C. I., com ris
50,000 em notas, o favor de mandar entre-
gar, na ra larga do Rozario n. 30, 12o s-
mente a dita carteira, po leudo ficar com o
dinheiro.
-- Pretende-se saber do Sr. Eduardo Leo-
poldo Me Carlby da Cunt, subdito porlu-
guez, ti I lio de Carlos Mac Garthy da Cunta
e de Juanna Rosa MacCailliy, ja fallecldoa,
sendo que es teja nesta proviucia, tenha a
bondade do dirigir-se ra Nova n. 12, a
negocio de seu interetse.
Quem tiver para alugar urna preta que
aeja boa veudedeira de ra, e seja Qel.seudo
o aluguel rasovel annuncie.
A matricula da aula de latim do colle-
gio das artes de Olinda, acha-se aberta na
cata do respectivo professor, ladoira da S.
O. bacharel formado Jos Loorenco
Mcia de Vasconcelloa morador em Olinda,
advoga no crimeecivel: pode ser procu-
rado qutlquer dia em sua casa ao p da 1a-
deira da S.
Aluga-ge o lerceiro andar, gotflo corri-
do, cora mirante, grande cozinha e dous
quailos, do sobrado n. 13, da ra do Viga-
rio : a tratar no armazem do mesmo go-
brado.
guezias, sendo do corrente anno munici-
pal de outubro do 1850 setembro de 1851.
Antonio Gonculvtt de Morats.
O abaixo assignado, roga a todos os
seus crednres, que no praso de tres diag,
contados da data desle, Ihe apregentem
auas contas, para serem mediatamente pa-
lias, na casa de sua residencia na roa do
Vigario n. 15, terceiro andar; advertindo ao
mesmo lempo que ao depos deate praso nflo
annuira qualquer recta inacio que se Ihe la
;a por dbitos contrahi los al esta data.
Rccifo, 20 de Janeiro de 1851.
Manoel os Barboza Braga.
-- Precisa-se de um feitor para um sitio :
no paleo do Collegto, casa do l.ivro Asul.
lo:ooo$ooo rs.
DSo-se 10:000,000 rg. a premio, por junto
ou separado, com garanta de pinhores ou
hypoteca era predios, por um anuoou ma-
is : quem pretender dirija-se a ra do Ro-
zario estreita n. 30, segundo andar, que se
di 11 quem os d.
Precisa-se arrendar um sitio perto dea,
la praca, tendo casa desente para familia
alguns ps de arvoredos de frufb, campim
para cavallos, ainda que principie o arren-
damento do fim do crrenle ou meiado do
vindouro mezendianle : para tratar na ra
das Larangeira n. 23.
pnncipt
res, que pelo presente teem auto-
rizado ao Sr. t'elix Antonio Alves
Mascarenhas para cobrador de
suas dividas. Scasso & Becker.
Precisa-se de uuia ama para casa de
pouca faa.ilia, gmenle para engommar e
ajudar a outra pessoa a cozinhar : na ra do
Queimado, esquina que vira para o Rozario,
terceiro andar.
Cose-se e engomma-ae com asseio
promptidSo : na ra Augusta 11. 81. Na mes-
ma casa vende-se urna rede de 15 bracas por
ntalhar.
O rendeiro do trapiche Ramos, avisa a
quem inleressar que de hora em diante
obriga-se a mandar por ,n, saceos com as-
sucar, e volumes raiudoa descarregados no
mesmo trapiche nos lugares que s-us do-
nes OU consignatarios indu-arein, pelo mes
mocarretoquocoslumam a pagar nos outros
trapiches.
-- Traspassa-so o arrendamento di onge-
nlio Queluz, silo na freguezia de Ipojuca,
vendendo-so a safra no campo, o engenho
he copeiro o bom, e tem lions cercados : a
tratar com Miguel Augusto de olivera, na
sua residencia no engenho Camassari, na
freguezia de S. Amaro JaboalSo, ou com
Tbeotonio da Silva Vieira no engciiho Ca-
\o -ira da freguezia de Ipojuca.
Engomma-se e lava-s toda a qualida-
de de roupa com tolo asseio e minia promp-
tidSo, por preco mais comino lo do queem
outra qualquer pnrle : ua ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
Urna mofa golteira, que se acha em
corapanliia^de seus pais com todo recato e
lioiiestidaue, propOe-ae a ensinar a ler, ea-
crever, contar, grammatica universal, mu-
sica, doulrina chrislSa, coser, i'a.-er lavarin-
to, bordar, marcar por dilTerentes modas e
fazer flores, recebendo tambera discipulas
internas : as pessoas que de seu presumo sa
quizerem utilisar, dirijam-se ra Direita,
sobrado n. 43, segundo andar.
Quem annunciou no Diario n. 12 que-
rer comprar Ires lencos de lavarinto, que-
rendo de cambraia de linho, annuncie para
ser procurado.
O Dr. era medicina Carlos Frederico
Muller, tendo vollada da Europa, acha-se
exorcendo a sua arte na sua anliga residen-
cia, nu ra da Cruz n. 15, segundo andar.
Precisa-se de um sitio, que no aeja
distante desta cidade do Recife, com baixa
decapim, campo para pasto de 6 vaccas e
cura casa de vivenda sofTrivel : paga-ge
bem : quem tiver, annuncie, 011 dirija-se ao
Aterro da Boa Vista, botica do Sr. Moreira,
que achara com quem tratar.
Aula particular.
Umbilina Wanderley Peixoto, faz sciente
ao respeitavel puDlico que desde o dia 13 do
corrente, acha-se aherla a sua aula de pri-
meiras lettras e bordados, na ra da Cadeia
de Santo-Antonio no segando andar do so-
brado 11. 14, na esquina do Ouvidor, conti-
nua a recelier pensionistas, meias pensio-
nistas e externas- Aquellas de suaa disci-
pulas que se quizerem applicar a danca,
msica vocal e piano, desenlio, francez e
gengraphia, aerflo licionadag por habis
professores e de reconbecida probi lade.
Precisa-se alugar un preto, que saiba
cozinhar e sirva p .ia fazer o mais semen
de urna casa de pequea familia : na ra do
Trapiche n. 6.
Aula.
0 abaixo assignado faz publico, que no
dia 1.* de fevereiro abrir era sua casa, ra
do Pilar n. 40, a aula para meninos, ja an-
nunciada por este Oiario. Os pais que qui-
zerem mandar a ella seus lilbos, se pede-
rn entender com o mesmo abaixo assigna-
do, no eacnptorio dos Srg. C. Slarr 6c C,
na ra da Aurora. ot da Maya. _
~ Perdeu-se, no dia 3 do corrente, urna
loneta de ouro : quem a achar a poder en-
tregar no paleo de S. Pedro, casa do cnur-
giSo Leal, que recompensar generosa-
mente.
Precisa-so de urna mulber que esteja
acostumada a andar com negocio de fazen-
das, assim como de tima preta moga para
carregar o taboleiro las mesmas : adverte-
se que as pessoas cima referidas devem dar
li.i iii.-.i as suas conductas : a tratar na ra do
Trapiche Novo, armazem n. 44
Compras.
--Compram-se dous 011 tres lencoes de
hretenha ou nsguiSo de linho com lavarin-
to em roda, e que nflo estejam ainda servi-
dos : quem os tiver, annuncie.
Compra-se urna negrlnha crioula, de
12 a 14 anuos, qu tenha principios do cos-
tura e que seja de bonita figura: paga-se
bern : na na do Trapiche, armazem n. to.
Compram-se escravos de ambos os se-
xos mocos e de bonitas ligaras : na ra lar-
gar do Rozario 11. 4S, primeiro andar.
Compram-se escravos de ambos os se-
xos com habilidades e sem ellas : na ra do
llangel n. 38, segundo andar. Na mesma ca-
sa vende-se umi pretinhi muito em conta.
~ Compra-so urna bomba de ferro em
bom estailo : no paleo do Paraizo n. 20.
-- Compra-se um lustre de seis ou oito
luzes : nesta Typogra.diia, ou annuncie.
Goropram-seescravos de am-
bos os sexos: na ra da Cadeia do
liecife n. 5l, primeiro andar.
Compra-se urna morada de casa no
bairro da Boa Vista al a Soledade, no va-
lor de 700a 800,000 : quem tiver, dirija-se
ra Velha n. 57.
Compra-so meia duzla decadeiras do
palhinha, que estejam em bom estado, sen-
do de Jacaranda, amarello, ou mesmo do
oleo : quem tiver, annuncie.
Compra-se urna armacio de ouro pa-
ro oculos: nesta lypographia.
Continua-se a comprar garrafas vagiaa
a 6.000 rs. o cento: no pateo do Carmo,
venda nova n. 2.
-- Compra-se a Marmota de n. 1 al 11 -.
na ra do Collegio n. 21, primeiro andar.
i"i
Vendas.
Lei du Kiitirila nacional.
Vende-ge o peculio do guarda nacional,
contendo a lei, regula ment e o rnaia preci-
so para a mesma, a 1,000 rs. cada exem-
plar: na praca da ln Jcpendeocia, livraria
ns. 6 e 8
Senientea ir. iiortalice.
Vendem-se gementes de lioitalice, muito
novas, che^adas pelo ultimo navio do Lis-
boa : na ra da Cadeia, loja de firragens nu-
mero 56.
Xova peeMnehn para caf a (i lo rs.
Ven lem-srt moiulios para caf a CO rs. :
na ra da Cadeia, loja de ferrageus de An-
tonio Joaquim Vidal.
Cfornanba a rctallio.
Na confeitoria da ra estreita do Rozario
n. 43, vende-so superior carnauba a rcta-
Ibo, por prego comn-.odo.
-Vende-se, por preco commolo, urna
escrava de iiac.10, de 30 annos, com algu-
mas habilidades : na ra Velha n. 71.
Vende-se urna preta inorja, que des-
empenha bem todo o aerviejo ordinario de
lima caga de familia, sendo tambem boa la-
vadeira de varrella : na ra do R ario da
Boa-Viata, d 32.
Vendem-se ricos arreios in-
glezes p rj. carros de um e dous
cavallos
ra carros ds un e
assim como xicotes para
os mcMitos : amada (dea f*o
Uecifen.fo, armazem de lie.nv
Cibson.
Vendem-se 150 pares de sapatos do
Aracaty e urna porcSo le couros do cabra :
na ra do Encantamento, fabrica do babus,
ao | da cacimba.
Vende-se o engenli) Agoa Fria, sito na
freguezia de Ipojuca, com toda a proprie-
dade de pedra e cal : quem pretender, diri-
ja-se 110 mesmo, a tratar com seu proprie-
lario.
Vendem-se ptimos lam-
pe5es pata carro, (Jos melbores
goslos vindos a este mercado: na
ra U Cadeia do liecife n. Co, ar-
mazem de Henry Gibson.
Vendem-se as seguintes obras novas
em francez : Les l.iaisons dangeieuses, le
tres rccucillies dans uno sacele, 4 volumes
com estampas por 4,000 rs. ; Le Conipere
Maticen, oules biguuures de 1'eSOrit hu-
main, 4 volumes com eslampas por 4,000
rs. ; Choix des l.etlres de Mirabi>au a So-
pbie, 4 volumes por 4,000 rs. ; Le Rouquel
deMariage, rvlations sur les mceurs do
licle, par Paul Sverin, 2 volumes por
4,000 rs : ra loja da ra da Cadeia do Reci-
fe a. 50, de Cunta & Amorim, su dir quem
vende.
Cera de carnmba.
Na ra da Cadeia do Recite n. 50, vende-
so cera de carnauba em porcSo e a retalho,
por preco co.: m ido.
Veniiem-secabecadas e lo-
ros 1 no I zes ; n-i ra da Cadeia do
Itecie n. Go, armazem de llenrv
Gibson.
Vendem-se duas prelas mocas, de bo-
nitas figuras, que engommain, cuzinbam e
fazein todo o muis seivico de una casa
ditas boas quitandeiraa e lavadeiras; 2
pardas de 2U annos, de mu boas figuras,
uina corta e faz carnizas de humem muito
bem, marca e faz lavarinto; um moleque
de 18 anuos, bom para a praca ou campo ;
1 preto de meia idade, bom para Iralialliai
em um sitio, tratar de meas, tirar le te e
vir vender na praca, por a isso estar acos-
tuniado ; e 1 casal de escravos bons para o
trabalho decampo: na ra do Collegio n.
21; primeiro andar.
VendeiJi-se botoes dourados
lisos, pnipnos para laidas : nu ra
Nova n. 39.
--Vende-se a taverna da travessa dat
Ciuzesn. 14, com poucos fundos, propria
para qualquer principiante, por ter alguns
commodos e estar em bom local: a tratar
na mesma travessa n. 8.
Vende-se cera de carnauba em grande
o pequeas porgues : na ra Nova n. 65.
Vende-se bacalbo de esca-
trr., muito superior fue ida, a
6,5oo rs. cada barrica : no arma-
zem do Afnes, no caes da alf n-
dega.
11 xa I as.
Na ra Nova n. 120, rontinua-so a vender
as acreditadasenxudas, caladas d'aco : na
loja de I080 Femandes Patente Vianna.
Marroqu in<
Vende-se manoquim de todas a* cores e
do boa q'ialidade, 11 1,400 rs. a pelle: ni rua
Nova n. 20, loja de, Joilu Fernandos Prenle
Vianna
l'ollia le Flandre*.
Ven Ic-ae folha deFlandreg em poreflo o
a retalho, couro de Imtro e bandejas linas
por precoa mais baratos do quo em outra
liialquc- parta: na ra Nova o. 90, loja ue
Joflo Fernn les Prente Vianna.
Hade de mascaras.
!Na ra da Cadeia <1 Beeife n.
5o, loja Je Cimba ck Amorim, re-
ceben Je Franc 1 pelo brgue Ceiar,
um rico sortimento de velu lilla as
le algodao, de ricas cores, pro-
prias para a pr ixima oslacio do
carnaval, ass'm como seroulas de
meia com pe : venJc-se tu lo por
j)reco commodo.
--Vende-se urna casa sita na ra Velha
da Itoa vista n. 0:)! quem n pretender, di-
rija-ge a ribeira da diti freguezia, ven 11
numero li.
-- Vendem-se superiores charutos, sola,
couro do cabra, peonas de cma, sapatos
brancos, ditog do couro de lustro, cera le
carnauba e chapos de palha : lulo iSto
mais barato do que em outra q ialqu"r par-
te : na ra da Cadeia do Recif:, n. 49, pri-
meiro andar.
A elles antes que se .\cabem.
Vendem-se sapates de bezer-
ro francez, feos no paiz. 1 J<
a,4oo rs. ; ditos de lustro, a
1,503, 3.000 e 4000 ri na r,,a
da Cadeia do Hecife, loja n. 9.
Livros baratos.
Timn, livro des orateurs com estampas
finas ; poesas de Malher) M ; I) 1 Pradt, sys-
tema de leEuropej Caula ot Franc, par
llezandre Humas ; voyages d'Antenor Va-
tel, droit dea gena ; Le Cenia du Chrntia-
nlsme, par CbUeaubriant; historia dos IN-
lados-IInilog Scbrodt, syslema jury; co-
ja eccleaiaatique, par llenrio 1 Hurlan 1-
i|iii, princiues du Droit; J. Tissol Ethique j
Cunto, direito criminal Legouas Chirur-
uie; Ricliat.irait dea Membranas Elemens
de Pbannacie, par Raum ; Otin, aysta .1
de M va ter, com esiarrpas; Roemero Jus
Publicum; cdigo comnwclal; Les Cmq
iludes; Cumlierlan I. Iis iiaturelles ; A. do
Vlgny; Servetute et GranJeur Miltaires;
Virgilio ; Pliedro ; Cornelio ; Saluslio ; Se-
lecti ; Novo Methodo ; compendios de geo-
graphia, por Gauthier, por Velle ; Historia
Sagrada, por Bernardino ; Hegraa da Pra-
ca, por Cayr ; Metaphisica da Contabilida-
de;ColloccSode principios, regraa aaxto-
mas de direito ; Poesas de Joflo d'Abons ;
Bflaaioi Po'ticos do Rarros ; llirmonias ho-
manticas, por I'. II indeira ; 0 Con lo de Vil-
la Nova, tragedia ; os Romances escolnido-;
lleveries sur les montagnes, par Bodill ;
Cont de Mansleld ; Robertine ; Les Burgar-
ves, par Hugo; Mauprat C. Sind; GnldS-
initl) Vicairede Vakellield; La plus heureu-
gefemme du monde; CollecijBo de cinc,
novellas ; Vigelas com retratos das perso-
nagens, que figurar un na revolucAo france-
za ; Ksludos le. desenlio, segundo os mo-
delos de Rophael ; diccionario dos verbos
irregulares da lingoa franc -za; e gramma-
tic.s nglezaa, por t'ires na ra do (Juci-
mado, loja de miudezas, n 43.
-Veudum-se 120 palmos de cornija foit
de madeira de amarello e lomo, a qual su
vio em urna das grandes lojas da ra Nova
desta cidade, cora parle do cncaixilham u
toja envulracado, por preco muito comino-
do : q iem pretender, dirija-sua mesma mi
numero 23.
Lotera.
Vendem-se meios bilhetes da
lotera do Livramento, cujas ro-
das andan no dia 3i do corjente
inlalivelmente : na praca da Boa-
Vista, botica n. 32.
Snperiorea massas para eltapo.
Na roa da Cadeia do Recife, loja n. 4li,
vendem-se superiores massas portuguezas
para chapos, a ellas antes quo se ocabem.
Na loja de seis portas, em frente
do Livramento,
continua-se a trocar fazendas por sedlas,
a precos rasoaveis, como seja : casta pinta-
da do diflerentes cores, a 200 e 2i0 o cova-
do ; chitas, 120,140, 160, 180 e 200, do
bous panno* e gestos; osgui's de algo-
do, a 2,210 a pega de 12 jardas, proprios
para carnizas de scnliora e liomem, por ser
mais largo que madapolflu ; cassi lisa, a
400 a vara ; cambraia lisa, a 400 e 480 a va-
ra ; riscado monslro, a 200 e 260 o covado,
muilo largo ; corles de cinta preta COCQ II
covados, a 1,280; cagga preta, a 120o cova-
do ; lencos broncos para nflo de senhoiv, a
240 ; sarja prela larga hespanhola, a 1,920 o
covado e todas as mais fazendas por pro-
cos que salisfazem aos compradores.
- Vende-se urna casa de laipa, com mui-
los commodoa e em um dos melnorcs luga-
res para ler qualquer negocio, na matriz da
Varsea : os pretenden'.esdinjam-soa ra do
(Jueimado n 53.
Vendem-se batatas inglezas, ltima-
mente ebegadas ? de superior qualidade,
bolachinlia de araruta, feijflo preto,_fmula-
11 iiii>> e fradinho : na ra da Madre de jos
u. 31, ao lado da alfundcga.
Vendem-se arados america-
nos dos modelos mais approvados:
na ra do Trapiche n. 8.
Aos 5.ooo,ooo ris.
Boa 11umerac.no.
Quem tiver vontade no premio grande da
lotera de N. S. do Livraineulo, procure no
Aterro da Boa Vista, loja do unude/.as 11. 48,
que encontrara bous bilhetes e meios de
uumerac,3.o escolbida.


.-.
*/
Vendem-se caixas com cera
em vellas, fabricadas no Rio de
Janeiro, sortidas ao desejo do com-
prador ; retroz da fabrica do Si-
queira, no Porlo, de todas as co-
res : trata-se com Machado & Pi-
nbeiro, na ra do Vigario n. 19,
segundo andar.
l'ai iiiliu tic mandioca.
Vende-se superior farinha de Santa Ca-
tharina, por preco commodo,a bordo do pa-
taxo nacional Nereida, fnndeado derronle
do ces do cnllegin, ou tratar com Novaes
& C.ruadoTrapxen. 34.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuso,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10,
fundicSo de ierro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de
differentes modelos : na ra do
Brum ns. 6, 8 e 10, fabrica de
macbinas e fundicSo de ferro.
Vende-? farinha galega em barricas e
meias ditas, velas do espermacete america-
no e che hyson de superior qualidade, em
IoIps a vnntade do comprador: no eserip-
lorio de Matheus Austin & Companhia, ra
do Trapiche n. 36.
AGENCIA
da fundicSo Low-Moor.
ItUA DA SF.ZAI.LA NOVA N. 42.
Ncste estabeleeimento conti-
na a baver um completo sorti-
mento de moendas o tneias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, ci todos os tamaitos, pa
ra dito.
Vende-se superior farinha
gallega, em nieias barricas : no escriptorio
de Deane Youle& C, ou em seu armazem
do becco do Concalves.
A 4o rs. a caixinha.
Vende-se a melhor qualidade possivel de
palitos para tirar fogo, pelo barato preco de
40 rs. a caixinha do pao, e a 20 rs. a de pa-
pel : na ra do Queimado n. 16, loja de Jos
DiasSimoes.
Chumbo de munico.
Vende-se no armazem de J. J. Tasso J-
nior, ra do Amorim n. 35,
Os melbores gostos, padr5es
novos.
Venden se chitas escuras, muito finas,
cor de bronze, padres miudos e ramagem
inteiramento nova, pelo diminuto preco de
240 rs. o covado : na ra do Crespo n. 14,
loja de Jos Francisco Das.
Aserio e economa, de 6 em libra.
Vendem-se vellas de pura carnauba, as
roelhoresale hoje fabricadas ; urna destas
vellas accesa e dentro de una manga de vi-
drodura II a 12 horas sent ser espevitad,
vende-se de urna libra at a por^ilo que si
exigir : na ra da Cadeia Velha do Itecife,
loja do Rorgard.
Na ra da Cruz do Recife n. 33, arma-
zem de I.uiz Jos de S Araujo, vende-se
supeiior farinha de mandioca a 2,000 rs. a
sacca, para acabar; lijollode linipar me-
taes de urna ora, fabrica da Europa ; sulla
superior ; couros de cabra ; sapalos ; pen-
nas de ema ; e superior cera de carnauba
em saccas.
Roticns homa-opnthiras, na ron
do Crespo, loja n. 4.
Vendem-se botica! de 24, 36 e 60 tu-
bos, grandes e pequeas, rom os seus com-
petentes livros, viudas ullimamente do Rio
de Janeiro, do grande eslabclecimenlo cen-
tral da ra de S. Jos n. 59.
Fiixofie.
Na perla da alfandega, arma-
zem n. 20, vende-te enxofre em
caixas, muito barato.
Vendem-se amarras de ferro : na ra
da Senzalla nova n. 42.
A I.Goo rs.
Vendem-se novos cortes de brim tranca-
do escuro com dutl varas e meu cada corle
a 1,600;cassa franceza de bom gosto, 2,6(0
rs.; pecas de rsguiilo de a I godao com 12
varas, a 2,400 rs. a peca ; cobertores de al-
godSo de cores, a 720 rs. : na ra do Cres-
po n. 6, loja ao pedo lampeo.
Deposito de cal virg-em.
Na ra do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, ebegada ultima-
mente de Lisboa no brigue Tarvjo-Terceiro.
Cabreadas inglezas.
Vendem-se cabezadas inglezas rolicas e
chatas, loros e silbas de 19a: na rna do Tra-
pista n. tO.
Aos Srs. de engenho.
Vendem-se chapeos de palha por commo-
do preco : na ra da Cadeia do Recite n. 23.
IMuitissimo barato para acabar.
Vcndem-se vellas de carnauba do Araca-
ty, sapatos, courinhos, espanadores, eslei-
rs e chapeos de pilha ; ludo muito barato
por se querer liquidar e vindo do Aracaly
no ultimo navio: na ra da Cadeia do Ite-
cife n. 23.
Vende-se urna linda eserava crioula,
recolhida, do 19annos e com habilidades,
para mucama : na ra de Santa Rita n. 14.
Vendem-sc chitas limpas a 12o rs.
Pecas de chitas limpas, rxas, para luto
aliviado, a 4,500, e 120 rs. o covado ; corlee
de cambraias com 6 varas e meia, de boni-
tos padrOes e de cores fixas, a 2,600 ; e 100
saceos novos de estopa, cada um com 2 va-
ras, por atacado a 320 rs. : na ra larga do
Rozario n. 48, primeiro andar.
SSSF.
Farinha nova da marca SSSF, chegada
ltimamente: na ra do Amorim n. 35, ar-
mazem de J. J. Tasso Jnior.
Vendem-se couros garroteado* ( bran-
cos ] proprios para corretatne de tropa di
Jiotia : na praca do Commercio n, 2, pri-
meiro andar.
Potassa da Itussla.
Vende-se potassa da Russia, recentemen-
te chegada. e de muito superior qualidade :
na ra do Trapiche n. 17.
Lotera de N. S. do Livromento.
Aos 5:ooo$ooo,
Na ra da Cadeia n. 46, loja de miudezas,
vendeu-seo meio bilhete n. 1454 da lotera
de N. S. do Livramento em que sahio a sor-
te grando de 5:000,000 rs., e estSo expos-
tos venda os afortunados bilhetas e cau-
telas da pAflOia lotera, que corre imprete-
rvelment no da 31 de Janeiro crente.
Rilhetes 11,000
Meios 5.500
Decimos 1,100
Vigsimos 60Q,
Taixas para engenlio.
Na fundiciio de ferro da ra do Rrum,
acaba-se de receberum completo sortimon-
to de taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaas acham-se a venda por preco com-
modo, e com promptidfio embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Moendas superiores.
Na fundicSo de C. Starr & Companhia,
em s.-Amaro, acham-se venda moendas,
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construc(3o muito superior.
Grande sortiinento de charutos
da fabrica de S. Flix, no ar-
mazem de Crocco & Companhia,
ruada Cruz n. 21.
Sfio chegados a este armazem os verda-
deros charutos regalos, regala, cacadores,
deputados, venus, senadoras e soberanos
de llavana, em caixas de cem e 250, por pre-
sos rasnaves.
I.iqiliilai :io de tn/c lilil*.
Na ra Nova esquina que volta para a
camboa do Carino, loja n. 23 de Antonio Go-
mes \illr, estrio se vendendo fazendas que
nrsta loja ja existiam por menos a terca
parte de uns primitivos precos, e entre as
minias quilidades teem as seguntes por
estes precos.
Jarros linos de banha 1,000
Fitas de sarjas, de selim e tafet
largas, vara 320
dem, de 4 dedos, vara 240
dem, de3e 4 dedos a 120 e 160
dem, de velludo cstreila de
cores 120
l.uvas de pellica para senhora e
para homem 500
I.eques de papel, cabo de osso
fino. 640
dem, deescomilha preta
dem, de papel finos, cabo de
marfim, de 4,000 a 20,000
Chapeos de palha finos,lizos, a-
bertose bordados, de 3,000 a 4,000
Grvalas de chilas 160
dem, de seda, prelas e de cores
dem, de couro de lustro para
militar 240
.elins de cores lizos, rovado- 610
dem, branca milito boa fazenda 800
Sarjas de cores para vestido, co-
vado 1,200
Corles devestidodeseda brancos
para noivas. 30,000
Mantas de setim de cores mati-
sadas 8,000
dem, de sarja, dila, dita 10,000
Cha les de seda furia cotes 4,000
l.uvas curtas de linho para se-
nhora, o par 160
dem, de seda abertas para se-
nhora 320
Meias de seda abeitas branca pa-
ra senhora 1,000
dem, pretas para senhora 1,000
dem, para homem 1,000
dem, lizas pan homem 1,000
dem, branca para dito 1,000
Carteiras finas le feixe 320
ibIos de si tim pelos, o par 1,000
bollas gaspiados, pretos e de
cores para senhora 1,C00
Sapatos de sclim branco rara 1,000
menina 1,000
Chinellasde marroquim deco-
res para hornero, 1,000
Chapeos de sol de seda par se-
nhora 2,000
Lencos de cambraia de linho, li-
zos, de 1,000 a 3,000
dem, bordados com 1 icos 4,000 a 20,000
I lem, de seda preta e de cores
para grvala 3,000
Chicotes de junco ou cana para
carro, de 2,00o a 4,000
dem, de baleia para carro 3,000 a 6,000
llengallas finas de junco e
cana de 320 a 2,000
Chicotes finos para monta-
ra, de 1,000 a 2,000
Um grande sortimento de flores finas sen-
do raixos, ramos, rosas para vestido, pe-
nas de muitas qualidades, locos do blondes
de todas as larguras, bicos de dentelle pre-
to*'] estreitos e largos de muito boa quali-
dade para capotinho e mantellele,ludo mui-
to em conla.
Deposito de cal e potassa.
Cunlia & Amorim, na ra da
Cadeia do Kecife n. 5o, recebe-
ram pelos ltimos navios de Lis-
boa Novo Vencedor, Carlota e
zimelia barra com cal virgem, e
venciem, tanto a cal como a po-
tassa, por menos preco do que em
outra qualquer parte.
lie bnratissimo.
Cortes de cazemira a 3,200 ris, cambraias
de seda a 900 ris o covado, meias de seda
preta e de cores para homem a 600 ris o
par: na ra do Crespo loja n. 2, ao p do
arco.
Para Techar contas.
Vende-se cera de carnauba, courinhos de
cabra, sola e una Palanca com bracos, con-
chas, crrenles de ferro e pesos, propria pa-
ra armazem de carne, veuda ou bordo de
embarcicSo : 'llll(l !"" preco commodo : na
ra dos Tanoeiros, armazem n. 5.
A /jo rs.
Vendem-se agulheiros de pao
com cem palitos de fogo a 4o rs. :
no Aterro da Boa Vista, loja nu-
mero 48.
Arados de ferro.
Na fundieflo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados ue ferro de diversos mo-
delos.
Deposito da fabrica do Todos os
Santos na Bahia.
Vende-se, em casa deN. U. Rieber&C. ,
na ra da Cruz n. 4, algodSo transado da-
qella fabrica, muito proprio para saceos de
8ssucar e roupa de escravos, por preco com-
modo.
Vendem-se caixas com cera
em velas do RO de Janeiro : na
ruada Alfandega Velha n. 5, es-
criptorio.
Vende-se farinha de trigo
franceza de Marseile, a melhor do
mercado, chegada ltimamente as
casas de Lasse c ih Saporiti: a
fallar como baratero Silva Lo-
pes, na porta da alfandega.
ntigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
ebegada ltimamente de Lisboa
no brigue lami 111.
Vende-se muito boa farinha
de mandioca, recentemente chega-
da de Santa Catharina, em porco
ou a retall'o, por preco commo-
do : a bordo do brigue Soares,
fundeado na volta do Forte do
iMattos, ou na ra da Alfandega
Velha n. 5. escriptorio.
Vendem-sedous fileiros envidiados,
ja usados, para loja de miudezas; una ca-
brinha bonita e com habilidades ; e urna
dita para todo o servido de casa, menos en-
gommar : ludo para liquidar contas de ba -
lauco : na ra larga do Rozario, loja n. 35.
BRESTOL SALSA PARRII.HA AMERICANA.
Melhor mais extraordinaria do mundo.
I'reservativa inl'allivcl contra as febres.
A salsa parnlha original egenuia de Ri es-
tol possue todas as virtudes para curar to-
das as enfermidades que provm de um es-
tado de impureza desangue das secreccoes
morvidas do ligado e estomago, e em to-
dos os casos que necessitam remedios para
purificar o robustecer o sistema. Em lo-
dos os casos d-i escrophulas, erisipelas, ti-
nha empees cutneas, manchas, bilis, en-
flamacSo o debilidade nosolhos, inchacSo
das glandolas, dores lumbares, alTeccoes
1 heumticas, dores nos ossos e as juntas
hydorpcsi, despepsia, astbmo, dearrhea,
desenteria, losse resfriados, enflammacSo
do pulmdes phthisica quando provm da
obStrucBo dos bronchics em pessoas escru-
pulosas, eiifluenza, IndigesUlo, ictericia
debilidade geral do systema nervoso, febres
agudas, calores, enfermidades das molhe-
res enfermidades beliosas, e em todas as
afeccOes provenientes de uso moderado do
mercurio. Esla salsa parrilha se emprega
com tfllcacia em lodos os sobradnos rasos,
e he reconhecida como a melhor medicina
que existe. ()* rasco* de falta de Brislol
teem mais de qualro tamaitos dos de sal-
sa de S.ni.ls eutrelaiiio.que os de Rristol
se vende pi por 5,000 rs. eos de Sands por
3,000 rs. Deposito central no Rio de Janei-
ro, casa de Vilal l.apupe, e em l'ernambuco
na bulica de Jos Maria Goncalves Ramos,
na ra dos Quarteis pegado ao quartel de
policia.
Vendem-se queijos londrinos ltima-
mente chegados de Liverpool na galera /C-
nico, assim como conservas de carne e frua,
e mais oulros gneros ullimamente chega-
dos, por preco rasoavel: na ra da Cruz n.
7, armazem de Dawisi C.
Cal virgem em pedra
chegada de Lisboa na barca Carlota e Ame-
lia, vende-se 8 preco commodo: no arma-
zem de Silva Barroca, na ra do Rrum, nu-
mero 28.
mitigo baruteiro do preselo
publico n. 11, loja de I inninin>
Jos liodriv, in i iii -eir.
Anuuncia as seguintes fazendas como se-
jam chilas francezas finas de ricos padres,
a 340 rs. o covado muito larga; casimiras
superiores, a 7,000 rs, o corle ; ditas mais
abaixo, a 5,000 rs.; meias casimira, a 3,200
rs. o corte ; cortos de setim macau de co-
res, a 4,000 rs.; panno fino preto, a 8,000
rs. o covado; chapeos de maca francez, a
7,000 rs.; setins lavraiios para vestidos de
senhora, cassas chitas de cores, a 1,280 rs
o corle; cambraias transparentes, a 2,000
a pessa de 10 varas; gorgures de seda, a
1,200 rs. o corte de colele ; cortes de cohe-
tes de la e seda, a 500 rs. ; chales de I I e se-
da ; ditos de cambraias biancoa e de cores,
brins de linho de quadros, ditos trancados
brancosede cores, lazeoda muito superior;
cutios de linho para palli lores, lila sup-
rior, princeza, lencos de cambraia de bi-
co, bicos e rendas de linho, lencos de seoa
de cores, castores de cor es e por lodos es
precos ; madapoles finos, a 3,200 3,50u
3,600 3,800 4,000 4,800 5,000 e 5.500 ; su-
periores chitas de todas as qualidades, e
um sortimento completo eoulras immensas
la/e ma s ,| ue se veodero a pi ecos que agra-
uarSo aos Srs. compradores.
Cimento.
Vendem-se barricas com superior cimen-
to, chegado no ultimo navio de llamburgo:
na ra do Amorim n. 35, armazem do J. J.
Tasso Jnior.
Deposito de potassa e cal.
Venue-se muilu nova e superior potassa,
assim como cal virgem e pedra, recente-
mente chegada de Lisboa, por preco rasoa-
vel : mi la da Cadeia do Recife n. 12, ar-
mazem.
Roga-se aos freguezes que tenhain
toda tic ncao para o novo sor-
timento pie existe na loja da
mu do Crespo n. 6, ao p do
lampead,
Vendem-se cassas pintadas de cores fixas
a 260 e 280 is. o covado ; corles de brim
blanco de linho puro, a 1,920 rs ; ditos de
fuslflo muito finos, a 560 e 640 rs.; cassa
preta propria para luto aliviado, a 120 rs. o
covado ; zuarte de cOr, a 200 rs.; riscado
de linho para casacas, 240 rs o covado, e
outras muitas fazenuas por preco commodo.
Cal vigem te Lisboa,
da melhor que ha no mercado, e
chegada ha dias pelo brigue Ern-
preza : trata-se com A. C. de
Abreu, na ra da Cadeia do He-
cife n. 37.
Lotera de N. S. do Livramento.
Na prac* da Independencia n, 4, loja de
miudezas, vendem-se os afortunados bilhe-
tes, meios e cautelas da mesma lotera, que
corro impreterivelmenle no dia 31 do cor-
rente mez.
Bilhetes 11.000
Meios 5,500
Quartos 2,600
Quintos 2,100
Dcimo 1,100
Vigsimos 600
6VWVfff?:tJV:WfVffV&
l> o deposito da ra da Moda n, 15, 41
a> ha para vender superior cal em pe- <5
dra, recentemente chegada de Lis- ^S
* boa, em o brigue ConeeitSo dt Ma- ?
* rio, por preco rasoavel: tambera ahi ^
' se vendem pesos de duas e de urna *
>. arroba, por preco commodo ; ha j
aj> tambem efTectivamente no mesmo ^
ga> deposito barris de mel para etnbar- 43
C> que. ^
Bom e barato.
Na ra do l'asseio-l'ublico, loja n. 9, de
Albino Jos Leile, vendem-se chitas roas,
a 4,500 a peca e em cortes a 120; riscados
monslros, a 200 rs. o covado ; cassas de
quadros para babados, a 210 rs. a vara ; co-
bertores dealgodSo para escravos, a 790
rs. ; chales de chita, a 500, 800 e 1.200 rs. ;
chapeos de sol com armacSo de eco e as-
teas de baleia, a 2,000 rs.; o outras muitas
fazendas, que nSo he possivel annunciar-
se para n3o oceupar lempo.
Cheguem a pechincba que se es-
lo acabando.
Vendem-se relngios americanos, proprios
para cima de mesa, mui bons reguladores e
por preco muito commodo para chegarem
aos pobres : na ra do Trapiche n. 8, e na
ra de Agoas-Verdes n. 02.
-- Vendem-se colecOes do Medico do Povo,
de 1 a 21, na ra do Crespo, loja n. 4.
Fazendas baratas.
Na loja de alfaiate de Jacinlho Soares de
Menezes, na ra Nova n. 35, alm de um
completo sortimento de obras feilas, tem
para vender o seguinte : lencos de seda de
mui lindos padies, por 1,600 cada um;
cortes de casimira, a 4,500 ; ditos, a 5,500 ;
ditos, mui superiores, a 6,500 ; espatilhos
para senhora, modernos, a2e3,000; cor-
tes do collete de 13a, a 1,500 ; ditos de gor-
uriio, a 2,500 ; ditos de fustiio, a 1,000 rs.;
e oulras muitas fazendas : tudo muito bara-
to, appareceudo os freguezes.
Aos 5:ooo,000 rs.
Vendem-se meios bilhetes da
lotera a favor das obras da igreja
de N. S. do Livramento, que cor-
re no dia 31 do corrente mez : no
Aterro da Boa Vista, loja de cal-
cado n. 5h.
Quem quer 5:ooo$ooo I
cjuem quizer a sorle grande da lotera do
Livramento, que infalivelmeule corre ni
dia 30 do corrente mez, apresse-sea com-
prar algum dos poucos bilhetes que anda
restam, as lujas da esquina da ruadoCa-
iioga ns. 11 e 9, juntas botica de Julio Mo-
reir.
Vende-se cera de carnauba : na rna da
Madre de Dos, loja n. 34.
Novo iitiii para cozlnhn.
Vendem-se chaleiras, cassarollas, fregi-
deiras e pancllas de ferro forradas de por-
celana, bacas de rame para banho, facas
e parfos com cabos de marfim, e tambem de
osso muito finas, colheres de metal do prin-
cipe para terrina, assucar, sopa echa, ma-
chinas para fazer caf, buls e Csfeteiras de
melal: na ra Nova, loja de ferragens n. 16,
de Jos Luiz l'ereira.
lecido de algodo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saecos de assucar e roupa do
escravos.
Farinha a 2,000 ris
a sacca : vende-se no armazem de Campel-
lo l-'nlio, ra da Cadeia do Recife n- 64.
Na ra da Cadeia do Recife n. 34, pri-
meiro andar, ha para vender-se tinta pre-
ta em frascos, em porcSo e a retalho, por
menos do que em outra qualquer parte, e
bollas excellerrles para tirar nodoasde gor-
dura, d'oleo ou de resina, viudas ltima-
mente do Rio de Janeiro. Na mesma casa
compram-se caixas de velas de cera de car-
nauba em porcoes.
1 Vende-se farinha de Santa
Catharina a 0,000 rs o alqueire,
e sendo em poredes de mais de 5
alqueire-. a 1,80o rs.
Vendem-se 10 saccas de superior car-
nauba ; 250 courinhos de cabra ; 13 pares
de sapates de couro de lustro, mui bem
feilos edetalho moderno ; urna loalha de
bretanha de linho com lavariuto, n.uito bem
acabada o lina : tudo se vende por commo-
do preco: na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar, de mantilla atis 9 horas,
e a qualquer hora da tarde.
-- Vende-se una preta moca, gorda e sa-
dia, queengomma hem, cose, cozinha e la-
va, o que tudo se llanca : na ra larga do
Rozariu n. 46, primeiro andar.
Deposito dee-pelhosdas ma-
nafactuiasde Fra*ica: na ra do
l'a.s.seio 11. 19.
Vendeui-se chapeos do Chi-
le, pequeos, pelo barato preco de
5 e 6,(00 is. e ditos da Italia,
chegados ha poucos dias : na ra
Nova n. 44 abrica de chapeos.
Vendem-se candieiros para meio desa-
la, muito ricos, com 01 competentes glo-
bos, canudos e torcidas, dando luz a mais
bullante possivel: na ra do Trapicho nu
mero 8.
Um bom ofTicial de pedreiro.
Vende-se um escravo, prcto, ofliciai de
pedeiro, moco e de bonita figura ; urna par-
da boa coznheira e engommadelra, com
urna lilha de 4 mezes ;e um preto, moco.
-oliusio, bom trabalhor de enxada, proprio
para engenho ou armazem de asquear, por
ter muita foreja : na ra larga do Rozario,
n. 48, primeiro andar.
Vende-se fio porrete, vindo do Porto ;
caixas de pinho vasias ; rodas de arcos de
pao para barricas do assucar; pregos ripaes
do Porto : na ra da Cruz n. 49, escriptorio.
Vendem-se sapatos do Aracaty feilos
a capricho : na ra larga do Rozario n. 35.
Vende-se cera para limas de
cheiro a 1,000 rs. a libra : na ra
do Rangel, sobrado de um andar
numero 5i.
Na ra das Cruze n. 22, segundo an-
dar, vende-se urna eserava parda de 26 mi-
nos, com habilidades; urna linda crioula
de22annos.com habilidades; 4 ditas de
nacao de 20 a 24 annos, que cozinham, la-
va m de sabio e sSo quitandefras ; urna lin-
da negrinha de 13 annos, ptima para ser
educada ; el escravo denacSo Angola, de
22 annos, ptimo canoeiro e que nfio tem
molestia alguma.
Vendem-se queijos londrinos e presun-
tos nglezes, latas com bolachinhas ingle-
zas e conservas de differentes qualidades:
tudo chegado ltimamente : na ra da Ca-
deia do Recife numero 2, venda de Fonte &
IrmSo.
A sor'e grande.
Vcndem-se meios bilhetes da
lotera deN. S. do Livramento,
cujas rojas andam no dia 31 do
corrente, a 5,5oo rs. : no pateo do
Collegio, casa do Livro Azul.
Aos Srs. bahuleiros.
Vendem-se alguns meios de sola, propria
para forrar malas, a precos mui rasoaveis :
no Aterro da Boa Vista, loja n. 58.
Vende-se urna preta de bonita figura,
de 24 annos, com algumas babilidadea: na
ra do Vigario n. 19, segundo andar.
avajai
Escravos fgidos.
300,000 ris.
Fugiram de bordo do brigue
Sem-Par, vindo do Rio de Janei-
ro, dous escravos, sendo um de
nome Sabino, de cor parda, esta-
tura regular, de ao annos pouco
mais ou menos ; levou calcas e
carniza tunes, e bonete encarnado;
o outro de nome Kuzebio, ci ion-
io, de 24 annoa pouco mais ou
menos, estatura alta ; levou cal-
cas, carniza e bonete azues. Roga-
se as autoridades policiaes e capi-
tSes de campo, que os apprehen-
dim c levem-nos ra do Trapi-
che n. 34, casa de Novaes & Com-
panhia, que recompensar.
Fugio no dia 10 do passado o escra-
vo crioulo, de nome Jos, de 48 annos, al-
tura regular, cheio do corpo, olhos imi-
rellos, rosto bexigoso, ps chatos egrosos;
levou caifa de 13a escura : quem o pegar,
leve-o a seu senhor, no armazem de a-su-
ca 1, largo do l'elourinho, ns. 5 e 7, de Itu-
inio Antonio da Silva Alcntara.
U mulalinho Agostinho
fgido.
Na noite de 11 para ta do
passado ausentou-se o es-
cravo Agostinho, pardo a-
caboclado, cabellos pretos e
1 lisos,- ps grandes com os de-
cios grandes grosso9 e camba-
dos pora dentro ; he filho do
sertao, muito allador e flo-
ta: roga-se as autoridades
policiaes, capitSes de eai-
po, assim como a toda e
qnalquer pessoa trae o en-
8 contrar, de prende-lo e con-
S duzi-lo a seu senhor Ben-
9 to Jos Taveira, na ra da
Cruz n. ao, que nSo so paga-
r todas as despezas, como
offerece urna generosa re-
compensa a quem o trouxer.
|WWPiHPIaWtW#tiNat^^
Fugio, no dia l. de dezembro de 1850,
o escravo Luiz Pereira, pardo, estatura or-
dinaria, cor macilenta, cabellos pouco ca-
rapinhados e alejado de un dedo de una
das nulos ; tem o dedo mnimo de um dos
ps ligado a o outro, aspecto pouco agrada-
vel, canhto, le 30 annos e com ottlcio de
sapateiro: da-so 100,000 rs. a quem o levar
ao engenho Curnu.ua, freguezia de Santo
Arnaco de Jahoat.lo, ou i ra da Cruz n. 46,
primeiro andar.
Fugio, no dia 16 do mez prximo pas-
sado, do engenho (inca, freguezia de Una,
um casal de escravos, de nome Raimundo a
Maria, tendo o primeiro 35 annos pouco
maisou menos, ac Iniciado, cabellos caixa-
dos, cara larga, com falla de denles na fren-
te, baixo, cheio do corpo, pernas um tanto
arqueadas e grossas. Este escravo ja fui da
chinde de Sobral, oqual l'oi vindo pelo Sr.
.Manuel Confalves da Silva a Ignacio Ferrei-
i a de Mello : Maria de 25 a 30 anuos, de na-
CSo Angola, muilo ladina, baixa, corpo re-
gular e ps pequeos ; tem na testa algum
cabellos brancos. Roga-se, pois, a todas as
autoridades puliciaes ecapilfles de campo,
assim como a toda e qualquer pessoa que os
ditos pegarem, leve- os a seu senhor, mora-
dor no Hilo engenho cima, ou nesla prac*
a .Manuel Antonio de Santiago Lessa, mora-
dor na ra l'ormosa, que ae recompen-
sar.
Kf.RM. NA.Tyi'.Of: M.F.IIF1 F ARTA-


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