Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06297


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Full Text
Anno XXYII
1L1
Quinta-feira 16
r,
..
i.
.



PARTIDAS DOS COBHZIOS.
Golanna e Parahlba, s segundas e scxtai feiras.
Rio-Grande-do-Norte, todas as quintas felras ao
roelo-dia.
Cabo, Serlnhaem, Rlo-Formoio, Porto-Calvo e
Macelo, npl.',a II e 21 de cada mes.
araubuns e Momio, a 8 c a
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas loras.
Ulinda, todo* os da.
PHiMralDE.
-Nbva, 2, as 8 e 24 m. da m.
Cresc. a !(>, as 2 h. e 2 m. da t.
Chela, a 17, as 2 h. e 3 m. da t.
Ming. a 24, s 5 b. 57 ni. da m.
PHEAMAR DE,HOJE.
Primeira s 4 boras e 30 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas c .'>! minutos da mauhaa.
de Janeiro de 1851.
N. 12.
PHEOO DA SUBORIP9AO
Por tres meies ^adlntadot) 4/000
Por seis metes 8*000
Porumauno 15/000
das sa semana.
13 Seg. S. Hilario. Aud. do J. doio'f. e do m. da 1.
14 Tere. S. Flix. Aud. da Chae, do J. da se-
gunda ara do c. e dos feltoi da ftzenda.
15 (Juan. S. Amaro. Aud. do J. da 2. vara.
16 Oulnt. 9. ernardo Aud. do J. dos orf., e do
ni. da primeira vara.
17 Seit. S. vnlo. Aud. do 5. da 1. vara do civel ,
e dos (Vitos da fasenda.
18 Sab. A c. de S. P. cm R. Aud. da Ch. e do J. da
2. v.do c.
19 Dora. O SS. Nome de Jezus.
CAMBIO VE 15 BE JANEIRO.
Sobre Londres, 29 T| a 30 d. p. 1/000 rs. 60
Par, 320 |>or fr.
.. Lisboa, 85 a 90 ^
Ouro. Oncas hespanholas-----. 29/000 a
Moedas de 6/400 velhas. lb/0"i) a
de 6/4011 novas lb/OHO a
dejOOO....... 9/..00 a
Prata.Pataces brasileiros.... \**j
Pesos coluuinarios..... '*!?
Ditos mexicanos........ 1/680 a
das.
29/500
I6i2i'i>
ift%w>
JJLwi
\m-<
1/940
1/70(1
P^TElFf'CHL.
principe protector do commerclo, rompendo
as cadeias que fechavam os portos da terra de
Santa Cruz com as qullhas que o apportarain na
primognita de Cabral, lancou os fundamentos
da riqueza e engrandeciinento do Brasil. Rite
Commanclo das armas.
Ouarlll do commanclo das armas na ciade do|ac'0 generoso, aconselhado pela mais esclare-
feeife, em 15 de Janeiro de 1851. leda economa poltica, conyerte desde logo o
,.,..,. ,,',,.. v ,. Hrasil em mercado universal: airahe bonicos
OI1DEM D01HA N. 33.
O lllm. Sr. coronel cotnmandanie das ar-
mas, manda fazer publico a gusrniQfio, em
primeiro lugar que S. M. o Imperador, em
aviso expedido pela repartiefio da guerra,
na dala de 19 de dezembro ultimo, foi ser-
vido mandar seguir para esta provincia a
disposicin do Exm. Sr. residente, o alteres
de estado maior de primelra classe Francis-
co Haphael de Mello Reg, que acaba de fa-
zer sua a presen tcito ; e em segundo lu-
gar, que o mesmo Exm. Sr. em oflicio de
honlem datado, declara bayer approvado a
proposta feila pela directora do arsenal de
guerra, dn primeiro tenente do estado
maior de segunda classe Jos Ignacio de Me-
deiros llego Monteiro, para encarregado do
laboratorio, durante o impedimento do Sr.
segundo tenente reformado Jos Francisco
Santo*.
Amonio Marn tabello.
Capitn ldante de ordens.
Quarrtel do commanito luperior da guarda fia
cional do municipio do fecife, 13 de Janeiro
de 1951.
ORDEM l)U DA.
Tendo pela lei n. 602 de 19 de selem-
bro do anno prximo lindo e instrueces
respectivas, de dar-se nova organisaco a
guarda nacional ; e delegando o Exm. Sr
presidente da irovincia a esle commando
superior a faruldade que llie concedo o ar-
tigo segundo das mesoias inslruc(es n. 722
de 25 ue outubro do mesmo anno de con-
form'idade com o arligo 43 de ditas instruc-
Ce8, tenhti nomeado para cada freguezia
desle municipio, um ronselbo de qualifi-
caefio, composto dos seguintes Srs. olUciaes
de quem espero toda a imparcialidad e in-
teiresa.
Freguezia do fecife.
Coronel reformado Francisco Mamede de
Almeida onajnr Antonio Ignacio da Silva,
capilfio reformado Antonio Alves Barboza,
tenente reformado Manoel Luiz Gonsalves
Jnior, Alferrs Manoel Joaqun Seve
Sanlo-Antonio.
Tenenle-coronelTheodur Machado Frei-
ro Pe eir da Silva msjor Jos Joaquim An-
tunes, eapitfio reformado ca ud i no Be ni
co Machado, teuente reformado Joaquim
itenrique da Silva, alferes Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior.
San-los.
Tenente-coronel Joaquim Lucio Monteiro
da Franca, niajor Francisco Carneiro da
Silva, capilfio Manoel Joaquim Ferreira Es-
toves, lenle Antonio Joquim de Oliveira
Railuem, lente reforma lo Jos Marcelino
da Rosa.
Boa-Vitla.
Tenenie-coronel Rodulpho Jofio Barata de
Almeida, niajor reformado Jofio Pinto de
l.emo Jnior, capilfio refoiiuado Antonio
Cardozo de Queirs Fonseca tenenie Jorge
Vicloi Ferreira Lopes, tenenle-quartel-mes-
tre Jos Bernardo Ventura.
ifogdot.
Tenente-coronel reformado Manoel Joa-
quim do Reg o Albuquerque, uisjor A-
delo Antonio de Uoraes, teneule roforniadu
Antonio Gonsalves de Morces, teneute re-
formado Francisco Joaquim Machado, te
neele reformado Si tinao Correa llavalcan-
ti Macambira
foco da Patulla.
Tenenle-coroel Pedro Jos Carneiro
Monteiro, major reformado Jofio Francisco
do Reg Maia capilfio reformado Jote Ber-
iiardino Pereira de Unto, lenle reformado
Francisco Cavalcanli de Mello, alferes re-
formado Francisco Jos Alves Cama.
an-Luurtnco da Hala.
Major Luiz Frauciscu do Itego Barios,
capilfio Joo de Azevedo do Araujo Pinhei-
ro espilSo reformado Anlouio Jos Iluarte,
lenente-reformado Jos Ferraz Daltro, alfe-
res Jeito Francisco Saraiva deMenezes.
Sanio-A maro laboalao
Tenenle-coronel Francisco Antonio Pe-
reira na' Silva mtjor Jos Francisco de
Souza Lefio, capilfio leforniado Manoel Pi-
res Ferreira, leuente reformado Joaquim de
Souza Lefio, alferes Manoel Joaquim de
Oliveira.
luribeca.
Tenente-coronel Nereu de S e Albuquer-
que, major Francisco Pedro Soares Bran-
ufio capilfio reformado Francisco de'Pinlio
Borges, capilfio reformado JuteTnoaiaz Pi-
res Machado Portel! alferes secretario Ma-
noel Pereira de Olivena.
Vanea.
Coronel reformado Manoel francisco de
Paula Cavalcanli de Albuquerque, capilfio
iefoi niuo Francisco Xavier Carneiro Lins,
capilfio reformado Jofio Francisco de Carva-
lim l'aes de- Andrade, capillo Thoa. Cor-
rea de Araujo, lenle reformado Jos Ja-
nuaiio de Carvalno l'aes de Andrade.
'runcisco Jacinlho l'ereira.
Com mandante superior.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Installou-sc honlein, como dissemos, em
urna das salas do paco da cidade. e em presen-
;a de S. M. o Imperador
Hirelo da corte.
O Mr. conselheiro de estado Jos Clemente
Pereira, presidente do triUuaai, proerio o se-
gu ute discurso: aja
Senkarn. Ha perto de l
> scula que um
ecapltaes do velbo mundo, Imprime impulso
espantoso no commerclo que ocominunic.i
agricultnra, e estes dous mananciaes de rique-
sa ni no rpidas fortunas-
Mas nao era bastante impedir a nacao para
um grande movimento coimnercial, criando
apenas algumaa inilltulcdei protectoras, um
tribunal e um banco, que nao correspondern)
aos seus lins: urga estabelecer ao mesmo lem-
po regras que regulassem esse movimento ;
por ao alcance dos cominerclantes e dos seus
agentes auxiliare! os principios fundamenlaes
da piosso que se quera fazer florecer, dar
ao commerclo Interno eao martimo leis aconi-
modadas s suas necessidades. Um cdigo com-
inercia! era necessario.
A falta de lrgislaco commercial nao podia
deiiar de prnduzir os seus cuellos, e nao lar-
daran) em manifeslar-se : o commercio decado
com a mesma rapidez que o elevara; he hoje
menos solido; ese nao fura poderosamente ali-
mentado pela agricultura, que generosamente
Ihe retribue os beneHcios delle recebldos, de
todo se achara anniquilado!
II i vi.i, nnverdade, anteriormente menos ca-
pilaes e menos cominerciaules; mas aquelles
eram solidos, e estes lodos de boa pruden-
tes e econmicos: hoje se ha mais capilaes es
lo elles mais arriscados, c se he maior o pes-
soal do coinmerrio, dimlniio consideravel-
mentea boa fe, a prudencia ea economa!
Um numero immenso de especuladores Lio
atrevidos como ignorantes apoderou-sedo com
mercio; quem noacha meiosdevida na ter-
ra que o vio nascer, e inultos at foragldos por
crimes deindusliia, vem procurar fortuna no
hospitaleiro Hrasil, e a encontram ; constituem-
se commercianles.e portaes sao reconhecidos
e todos, sem capital propro que arriscar, e at
sem precedentes que osabonem, levantamap-
paralosas casas de commerclo, gyram com
grandes lundos de crdito, empretiendein es-
pecula9des temerarias, ostentan opulento tra-
i.inirnin, dissipam..... e ninguem Ihes toma
contas!
Entregue assim o commercio impericia,
temeridade e fraude, aconteceu o que natu-
ralmente devia acontecer: a bancarota tornou-
se um aconteciinento ordinario ; e nos a temos
vislo empregar at como nielo premeditado de
obler fortuna, e sempre impunemente .' 'l'aes
sao os resultados desse lao allameute procla-
mado principio.de liberdade absoluta de cont-
merciar, causa de incalculaveis males para o
commerclo, al no proprlo povo coimuercial
que primeiro o santicou!
^'io he, Senhor, o apparalo de um numeroso
pessoal, era urna licenca absoluta que consu-
me a prospeiidade real do commercio; o com-
mercio so pode prosperar, marchar seguro e
consulidar-se, trilhando a estrada da sciencia
mercantil, e sendo favorecido por leis protec-
toras da probidade, pindn, i.i e economa, con-
tra as insidias da fraude, e a concurrencia da
ignorancia, da temeridade e do desperdicio.
Tuda a liberdade sem limites, assim como na
ordem social traz mais cedo ou mais tarde a
perda certa de urna justa liberdade, produz
uas rehees coinmerciae* a decadencia e a rui-
na ineviuvel do commercio.
E noseallribua a imprevidencia a falla de
um cdigo commercial: a sua nrcessidade foi
logo recoiibecida, e o primeiro sabio do Hrasil,
pelo menos na iciencia mercantil, o Ilustre
visi onde de Cayr. eocarregou-se de a satisfa-
zer: os seus importantes trabadlos ahi existen),
as circuinstancias e a falla de lempo Impedi-
rn) a sua conclusSo.... Eslava reservado para
a gloria do reinado de Vossa Mageslade Impe-
rial o complemento da grande obra principia-
da por seu augusto avd
Mas se o eslado do commerclo he deploravel,
mo Me desa ii un iilni ; oulras nacos passaram
por igual crise, e touberam conjura-la. A Fran-
ca, apezar de possuir as duas famosas orde-
nancas de l.uii XIV, que fundaran! esustenia-
, iini por mais de um scula o crdito t a pros-
peridade do seu commercio, lo sabias que an-
da hoje governam encorporadas no cdigo de
1807, seiuio tamben) os eMeitos dos abusos que
um rgimen de escessiva liberdade introduiio
as suas relaedes couimerclaes : a impericia, a
temeridade e a fraude, e a bancarota, sua adia-
da natural, esiveram all por mudos annns,
como entre n, na urd ni do dia, e ariuina-
rain o seu commerclo : ba.iun para o restabe
lecer o cdigo commercial, e a voniade lirnie
de um grande genio. Tambein no Brasil o co-
dio commercial, se elle fr executado com
lealdade e pereveran9a, e o sera se a vuntade
furte de Vossa Magestade Imperial nisso ae em-
penhar, ha de rrslabelecer e rlriuar o crdito
do commercio brasileiro, o seu vigor e prospe-
l id.ule
Nao era so a necessidade de por cobro a tan-
to desiegraincnlo que reclainava um cdigo
commercial; cumpiia que o Hrasil acompa-
nbasse o iiiovimeulo geral de acoininoUar a le-
gislaco commercial as necesidades do lampo,
que depois du cdigo de (Napuleo se maniles-
lou uo velbo e n.i novo mundo.
Nao s as grandes naces, mas at os peque
nos estados europeos, com escepcu apeuas do
primeiro povo coimnercial, se teiu apressado a
cudilicar ai suas leis do commercio de aecurdo
e em harmona com os principios geraes adop-
tados naquede cdigo : e inesiuu esse grande
novo comiiieicial, a Inglaterra, apezar rosa e n llecuda maduresa que usa empregar
na altcracJb da sua leglslaco, mais consuetu-
diaria do que escripia, julgou j conveniente
modificara sua lei das quebras.
A America acuinpanba o uiovimento da Eu-
ropa : algUUS estados e particularmente a o-
livia, tcm lello esforcos para obter um cdigo
coiiimerciai: o Mxico saoccionou provisoria-
mente a ordenauca de Bilbao, to anliga e me-
moravel, e aluda hoje tio ricaeui regras e m-
ximas mercantil. At oHally, para ter umeo-
dlga do commercio, adoplou o Irancez.
Por toda a parle, depois que o inslinclo da
conservaco, e as ideiai do trabalbo, dos me-
Ihoramenloi edo gozo substituirn) a destrui-
dora ambicio do eugrandecimenlo por couquis-
ai o commercio tcui recebido nova dlreccao
e dienvolvimcuto. Tendeudo uccessivame.,-
tc a um engrandeciinento lem limites, elle tem
constituido lim Imp"'" universal, que rene
Jebaixo da sua bamjeira lodos ospovoscom-
I wercianlw dos dous uiundoi; e abra9ando oa
intereuei pblicos e ot particulare, parece
pretender dominar a todos.
He por Issoque oigoverno, anda os menos
esclarecidos, reconhecendo no poder commer-
cial um manancial de riqueza, prosperidade e
loica, tem manifestado o maior empenho em
codocar a sua Icgislaco commercial a par dos
Tactos, em regular a acco deste pela direceo
das leis, e em fixar os actos das relaedes coin-
merciacs dos povos a que presideni en harmo-
na com os grandes principios e usos mercan-
tis que ti .je formam um dsreito commercial
liomogeneo, cominum e universal.
As observacei espendidas tem por tim cha-
mar a attencio dos que tiverem de apreciare
executar o cdigo commercial do imperio do
Hrasil sobre os verdadeiros principios que do-
minaramo espirito que presidio sua redaccao.
Reconheceram os seus redactores, fundados
na experiencia dos fados, que a licenca illimi-
tada, a ignorancia, o abuso do crdito, a im-
pontualidade nos pagamentos, a temeridade
as empresas, a fraude, e o excesao as despr-
/. is domesticas eram as causas principaes do
descrdito edecadencia do commerclo: e esta
convieco os fez comprehender que liavia ne-
cessidade, nao s de prescrever com preciso
os deveres, direitos e accoes dos commrrcian-
tes, mas lambem de os instruir no conheci-
ment dos principios, regras e mximas mer-
cantis; e de estabelecer com rigor precedo,
que previniesen) os perniciosos rll'eitos da li-
cenca de coinmerciar sem as liabllilacdes con-
venientes, e coinpriinisseii) o criminoso abuso
do crdito, afemerldade e a fraude, e a falla da
nina Liini entendida economa, tan damnosa e
todas as prolissoes, e sobretudo a commercial.
Mal nlo era esta a mu i tarefa que ncumbia
aoi redactores do cdigo commercial: attende-
ram que, se o commercio do Brasil anda infan-
til c timorato, se conlm hoje em estrello cir-
culo, a naluresa Ihe promette um gyro sem li-
mites : e sobre esta consideraeo, alm do ex-
empin de uniros cdigos, entendern! ser do
seu rigoroso dever adoptar os principios geral-
iiini le admitlidos nos cdigos commerciaes co-
nbecidos, sem lodnvia dcixar de respeilar os
usos meie.i mis lirasili-ir..s sempre que estes po-
dessem ser conservados sem offensa dos gran-
des principios absolutos, que constltuem o di-
reito commercial coinuium e univeral
Na coordenaco das materias, a exemplo dos
cdigos da Franca e dos Paites Itaixus, o cdigo
commercial brasileiro he dividido em Ires par-
les ; primeiro, do commercio em gera!; segun-
do, do commercio martimo; terceiro, das que-
bras.
A maior parle doi arligoi de todo o cdigo
lem a sua fonte prxima nos cdigos do com-
mercio mais nolaveis.
Na primen i ni le forana a Imillidag ilu-
mas disposicoes que aug'mwium a severi-
dad dos outros cdigos coininerciars re-
lativamente matricula dos commerciau-
tes, exac^fio di escripturaffio commercial
eao registro publico do comnercio. Nem
era possivel ser indulgente, sendo que da
licenca da commerciar sem habilitacoes,
da falta de escripluraco regular, e das frau-
des protegidas por ttulos dolosos desco-
nhccidos lem vindo ao commercio gravissi-j
mos damnos.
O commercio n3o pode iuilepender dos
corretorese agentes do leile", guarda-li-
vros, caixeiros o mais propostos das casss
commerciaes, Irapichoirose adininisirado-
res de casas de deposito, conductores de
generse commissarios de transportes : e
sendo lodos esles agentes auxiliares do
commercio.pessoas em quem os cominerci-
autessfio obrigados a depositar inteira con-
lianca, nao poda o cdigo deiiar de ser
rigoroso na prescripcOo dos seus deveres e
na rpressilo das suas omissOes culposas e
prevricacoes.
Em geral, lodos os cdigos do commer-
cio tratando dos contratos e obrigaees
mercantis, remetiem-se aos cdigos civis,
limitando-se a estabelecer as excepces
commerciaes Nesla parle o cdigo com-
mercial brasileiro, alteiideudu a que as leis
civis do imperio sfio pouco satisfactorias
sobre amatoria dos contractos, e a conve-
niencis de dar aos commerciantes normas
que os dirijan nos seus actos mercantis,
formulou ttulos completos do t idos os
contrato! condecidos no commercio, subs-
tanciando nelles nfio s as dispusieres pe-
culiares do commercio, mas al mesmo as
que sao communs ao direilo civel e ao com-
mercial.
As questes sociaes tem sido disputadas
no foro, e muilas vezes decididas com pou-
co acert por falla de legislarlo adequa-
da : lie de esperar que osle grava inconve-
niente, que toinava arriscadas as associs-
coes commerciaes, cesse para sempre com
as providentes disposicOes eslabelecldas no
titulo das companhias e sociedades com-
merciaes. .... ,.
A falla de meios de poder obter-se conhe-
cimento das hypothecas, dos bens dolaes,
la celebracfio das sociedades, ou pelo me-
nos das suas principaes cmidicoes, e de ou-
tros mudos actos que emcommeicio con-
vm sejam conliecidos, era fonte de inume-
raveis fraudes, que tem arruinado a fortu-
na de mudos credores de boa f. Para obs-
tar a este grave inconveniente criou o c-
digo um registro publico do commercio,
uo qual o couimerciante he obrigado a ins-
crever dentro de curto prazo todos os seus
actos escriplos, que, sendo ignorados, p-
dem prejudicara terceiro: criado esle re-
gistro, s poderfio ser prejidicados pela
rraude dos dovedores Os credores que forem
omissos em o consultar.
Sobretudo a materia das Ultras, inserta
em diversos poutos importantes, em que
sfio discordes as legislace das principaes
naces commerciaes, merecen, nem podia
deixar de merecer, a mais particular atlen-
efio dos redactores do cdigo. Esle meio
circulante, poderoso, que liinsporl os
fundos commerciaes s partes mais lon-
ginquas dos dous mundos, onde as necessi-
dades du cu.iiu.oi co os requeren n&o po-
dia flesr sujeito a incerteza. O cdigo col-
ligio em systema tudo quanto existe de
commiim accordo em todas as legislares e
usos commerciaes, fixou os pontos em que
sSo discordes, e additou o que pareceu
convnniente ; e he de esperar que questes
de semelliante nature/.a, quondo se apre-
sentem, sejam decididas com a promptidAo
i' iu-iici que o direitn cambial prescreve e
a boa f mercantil exige.
As prescripces em commercio devem ser
curias : coiivm despertar o commercian-
t ni diligencia de cobrar os seus crditos,
afim de que possa ser ponlual no pagamen-
to dos s 'iis dbitos. Un titulo bem defini-
do, de materia em grande parle nova, redi-
gi lo naquelle pensamento, fecha a parle
primeira do cdigo commercial.
Na parle segn la acharam-se os redacto-
res ligados a deveres mais restrictos. As
bases essenciaes do direito martimo datam
a sua orgem dos usos dos povos que pri-
meiro conheceram a nav-gaclo ; e depois
que o secuto de l.uiz XIV os reduzio a sys
lema, a sua famosa orlenanr;a de 1681 tor-
nou-se c cdigo universal do direito com-
mercial martimo : e ISo respeitaveis eram
as suas disposlces, que encorporadas no
cdigo francez, delle lem passado para ou-
Iros cdigos, e anda hoje governam o
mundo commercial. Fra grave erro fa-
zer innovaces em principios que tem em
si a essencia da sua immnlahilidade e a
sanrefiu de lodos os cdigos commerciaes :
admiltiram pos os redictores lielnicule os
a'tigos que todos os cdigos tem copiado
daquella fonte Ifio pura, com as pequeas
modificaces reclamadas pela experiencia
de peito do dous seculos. Mas se estas ba-
ses, bem que positivas, tem r. cebido a sanc-
c.lo de axiomas commerciaes, nem por is-
so delta ni de nolar-se alteraces importan-
tes uas disposices que dellss deduziram
como corollarios alguus cdigos do com-
mercio. A respeito, destas, os redactores
julguram-se aulorisados para preferir os
aritgos que entendersm serem mais confor-
mes aos principios geralmente admiltidos
como exactos, que sfio sempre aquelles que
dimanam da nalureza e lim dos contratos
por urna deducefio precisa e necessaria.
Snbre estes principios fixou o cdigo as
qualidades que devem ler as embarraces
tiara serem consideradas brasileiras : a ne-
res.i 'a le do seu regislro, os documentos
de quo .'evem scompanhar-se as viagens,
a forma da matricula das tiipulaces, e os
direitos de hypothecas privilegiadas dos
que cont'ibuiretn com o seu trabalbo, ma-
lehaes, eTulos, o dinheiro para conslruc-
Cilo, reparos ou provises das mesoias em-
barraces.
(is direilos e responsibilididcs dos ar-
madores e dos comparles dos navios, dos
mestres e da equipagcm, foram igualmente
hvi lu- sobre os mesmos principios; e bem
assim as regras que devem regular os con-
tratos de freamento, e os de dinheiro a is-
co ou cambio martimo.
Ao entrar na discussfio da materia de se-
guros e de avarias, os redactores recuaram
mais de urna vez, abandonando trabadlos
felos, e t|unirn mais sprofuinlavan a dis-
nvOi in.us ileseiinli.ivaiii da sua obra. A
materia du si he anda e rspinliosa ; e poi
isso mesmo que se funda em principios eer-
tos e invariiveis, maior lina difllouldade
que se oireroce na deducefio dos corollarios,
para que estes se nfio dosviem dos princi-
pios.
AugmenUva os embaracos da redacefio o
doloroso exemplo das compinhias de se-
guro ilesta corte, desgraciadamente sacrili-
cadas quasl tolas pela inexperiencia dos
Seguradores e pela fraude mainfesta de mtli-
los dos segurados, e at por decises dos
tribuuaes, pouco conformes aos verdadei-
ros principios da nalureza dos contratos,
por nao serem estes bem conliecidos e en-
contraren) as decises fun lamentos contra-
dictorios na legislacfio subsidiaria manda-
da observar pela carta de 18 de agosto de
1769
Acharara finalmente os redactores gran-
de autillo na precisfio pralica do t o in-
gles, e sobre esta illuslraQfio e o que se en-
contra compendiado em outros cdigos le-
vanlaram os tilulos de seguros e avarias,
que foram aperfeicoados pelas I ozes de Ires
dos mus disididos jurisconsultos uesia cor-
te em conhecimenlos llieoricuse praticus
commerciaes, que igualmente lizersm cor-
recces a outros lilulos. ( )
A parle lerceira do cdigo commercial,
delicada s qucb principios e disposices dos cdigos do
eommercio mais acreditados com as modi-
licaQes ealleraces que pareceram exigir
as necessidades do paiz.
A impossihilidade de extremar por urna
mane.ira segura o commercianle fallido de
boa fe, do fallido fraudulento Taza dillicul-
dadeda materia : dop'ar as regras a este
respeito' dimitidas nos cdigos dis prin-
cipaes nac.es comnierciantes pareceu o
mtii) de proceder com maior acert, e para
maior seguranca da juslica edaequidade,
que em commercio he sempre protectora
da boa f, commelleu-se o conhrcimetno
das causas das quebras a um tribunal pri-
vativo, composlo de memhros versados na
sciencia pralica mercantil, pares dos falli-
dos e dos credores.
Firmou o cdigo o principio saneciona-
do em lodos os cdigos do commercio, que
o comtnerciaule he considerado em eslado
de fallencia desde o momento em que ces-
sa os seus pagamentos por falta do fundos
com que os possa salisfazer. Este princi-
pio he vital, e delle nfio pode prescindir-se
*) Oi seohores comelhelro Blrar, e Drs. Cae
uno Alberto e Lomada,
.
Mas auem deixar de prever as muitas que-
bras que, pelo menos nosprimeiros lem-
pos, devem resultar da sua rigorosa exe-
cucSo ?
Para salvar deste perigo os commercian-
tes de boa f, e milito principalmente a-
quelles que as quebras de m f pdem ar-
rastrar a um estado de insolvencia causal,
o cdigo, seguiudo o exemplo de naces
respeitaveis, e as nossas leis e costumes,
investio os tribnnaesdo commercio do po-
der quasi discricionsrio de conceder mora-
torias por limitado lempo aos commerci-
antes que poderem prova que a impossihi-
lidade de salisfazer de prompto as suas
obrigaQes procede de accidenles imprevis-
tos, ou de frca msior, e que lem meins de
pagamento, mediante alguma espera. A
ausa publica interessa na adopefio desta
medida, de quo as naQes adianladas no
commercio tem lirado reconhecidas van-
lageus.
Taes sfio, senhor, os principios geraes
sobre que foi elaborado o coligo cornmer-
ci al do imperio do Hrasil, que boje comeca
a ter exeeucflo.
Chamar o commercio pureza dos prin-
cipios, levanta-lo da degradar; em qun a
falta de legislaran mlcquada, a ignorancia
le unsea desinoralisaffio dooulrns o fez
cahir, e colloea-lo na poslcjo do honra,
eonsidertcfio e crdito, sm a qual nfio po-
lo s rutila si nem ao esla lo, lie o espiri-
to que dilou, o pensamento qun domi-
na h se revela em todas as suas dispo-
sices.
Ne||e encontrar o cnmmercianto menos
Ilustrado preceitos, e al consellios e m-
ximas que o dirijan na sua vi la commer-
cial ; oque fr de boa f, defesa contra as
insidias da fraude, e os que por aconleci-
mentos imprevistos vierem a fallir, prolec-
efio paternal na sua ile>grat;a.
Ksti dado, senhor, o primeiro passo pa-
ra a reslauracflo do commorcio ; mas as m-
lliores leis mi remedeiam males a nfio
silo bem execuladas ; oa beneficios que de-
'e.n esperar-se ilo Cdigo coinraeicial eslilo
lepen lentes da sua execoefio.
Muitas ililliculdados, graves incouveuien-
les mesmu si lio dea pitucipio encon-
trar na pralica, iuevilaveis na execurjfio de
todas as leis novas, e muiu mais em urna
Uo vasta e Uo complexa, si umaprofun-
dado esludo de. lo las as fias partes, mulla
prudencia e bas ntences de acertar nlo
presldirem a sua eaecuefio. Felizmente
dous bem desenvolvidos regulameulos do
governo de V. M. Imperial lem ja aplana-
do as maiores dilliculJades; a experien-
cia e o lempo, e novas providenci s le-
gislativas eexecuttvas sabero remover as
nutras.
Aos Inbunaes do commercio principal-
nenie incumbe dar o exemplo da verdadei-
ra inlelligencia do co ligocimmercial, do
iuleirezs e de piudeucia : sejain elles lis-
caes da sua boa execueo, discretos, conci-
liadores e justos, deseinpen uitn com leal-
dade, constancia e firmeza as altas allrinui-
ces que o cdigo e o sen regulamento Ihes
couliaram, mnam a fraude e prol'jain a
boaf;ei o cdigo commercial produiira
os benelicios que delle so de esperar.
E a V. M. Imperial. .Senhor, se abre hoje um
nn\,i r inip i ..e j,n 11! \. M, Imperial, digoau-
do-sc de honrar com a sua soberana presenca
a M,-.t illae.ici do tribunal do coinuiercio da ca-
pital do imperio, da una prov i nao equivoca
do aprese em que tem o coinmemio, Consil-
lua-se V. M. Imperial sen protector cotn a cons-
tancia e liriiiesa que o caraclerisa, e o coin-
uiercio prusper.ua. O cuminerciu norequer
privilegios, mas, e principalmente o pequeo
commerclo, reclama actoi de juslica que mo
difiqueni insiituiies que empecen) o seu mc-
Ihurainento.
Honre V. SI Imperial os rninniereiantes pro-
b'is, acolita com bfiiiguidadc us luiicciunarios
que bem servireui ao commercio, ito tolere
que le asseulem as i nleu as da juslica com-
mercial magistrados que a deshnrela, e as
transaccfle comuierclaei repousarfio debaixo
daegideda boa te, e da garanta de tribuuaes
ejuizes esclarecidos e hnralos, u escndalo
m v..ii me das quebras fraudulenlai cenar
de existir, ocomiuercio tomara nova direcC'O,
e clevando.se allura que a nalureza Ihe lem
leslinado, com a forpa do seu poder augmen -
lar a forca do poder, gloria c esplendor do
tbrono imperial.
A iii|u.v.i commercial fecundar a agricultu-
ra, a industria, as arles i: as telenda!, augmen-
tar a populacao e a civillsacfio, e intluiud) eiri
I,dos os Inleressea, levar um brui-eslara lo
das as elasses.
E os brasileiros lodos. Senhor, bendirao o
nome queiido do augustu beinfeitor, que, ao
mesmo lempo que coiq mu forte suube conso-
lidar a ordem social, se empenliou com soMci-
lude paternal em criar-Ibes os meios de urna
|n uspi-i id.ide permanente, e que faz consistir a
sua felicidade na felieldade dos seus subditos.
Taes monumentos de gluiia, Seiinor, lao
mais solidos que us bromes e os ivarmures, o
lempo nao os cousome, vivetu a dura(o dos
seculos.
Terminado eite discurso, o Sr. presidente do
tribunal, depois de pedir permisso a S. M, o
imperador, deelarou insultado ulilbunaldo
com mercio da corle.
Ao penetrar no limiar do auno de 1851,
que espirito, por mais malerialisado que es-
teja, que epicurisla bavera ah Uo embria-
gado em seus prazeres, que concentrndo-
se por algumas horas em seu ser intellec-
tual, e no intimo de suas mais caras atfei-
ces, nao revolva ua inenle o epilogo do
meio seculo que acaba de escoir-se, .e
olbando para os Ires ltimos marcos desse
longo estadio perconido, em vez de um dia
de b-sta nfio croa o de boje um dia de filia-
dos T i Que periodo oa vi Ja de um hornera
ja bouvu mais fecundo em glorias e infortu-
nios, em grandezas e miserias, etn dramas
e comedias ? '... Como o peregnuo exie-


>rsa
rranaprimeira collina que llie de-l^o^obertas que tem produzido o cerobro
Providencia, o ilahi contempla a es-' humano. :,..
uc tracnu, recorda a sua propria A bussola, revolando regidas incogm as
riuado p
para a Trov
teira que. Iracou, recorda a sua propr.-
odyssca,do ponto central do seculo eml"Rrandtfcnu o universo; o vapor
que irnos caminho da etemidade suspon- ""tro prodigio, abreviando as distancias.
damos por um momento o passo. evolven- cootisnio 0 mundo. A agulha magnetu
tas
por um
do-nos para o passado laDC-'mos por sobre
ello o rpido olhar ; operarios do tempo,
como a seu turno ello o he do Creador, esti-
memos a porQo j foita da tirela que nns
coube na niysteriosa obra que acabar com
a consummacSo dos seculos.
Trea grandes aconlecimentos tem presi-
dido 80s destinos do seculo actual : urna
guerra qnasi universal, a decadencia das
aristocracias europeas, o a descoberla do
vapor.
As guerras do imperio, que eusanguenta-
ram os tres primeiros lustros do seculo
dezanove, podem servir de sssumplo miis
vasta e estupenda opora. Ainda no ultimo
dos seculos que se contaren) no universo, a
admirneSo e a sorpresa subsistirSo vivas e
enthusiasticas, sem que a mSo Tria e pesada
dos annosastenha podido arrefecer e ex-
tinguir. O nomo de NapnleSo alravessar
o espaco infinito das idades, semelhanca
dosses meteoros longinquos, cuja luz che-
ga al uosatravs de incommeusuraveisdis
telas. Qualquer que seja a opinSo em
que hoja se tenham as guerras de conquis-
ta, inconteslavelmenta o nosso seculo ful-
gurara, e ilislinguir-se-ba de lodos, pela
gloria das armas o immensas grandezas dos
combales.
Que influencia tiveram essas guerras so-
bre a sorte da peregrina humanidade ? Urna
ii.lln.'iiria maravilhosa, cujo alcance final
nao role ser previsto pelo homem. t li-
me m, cuja vida nfio he mais que um ponto
sobre a Imha das idades, no descobre o ca-
rcter divino de um acontecimenlo que co-
mee debaixo de suas vistas; o presente e
o futuro silo para elle espessa noite. Nao
Ibe lie permiltido julgar o quadro senSo
quando, depois de ter receido alguns lo-
ques de cada seculo, ella obtem a ultima
de mSo.
Oque, porm, neja visivel e ndisputa-
vel, he que.triumpliando das oulras nacOes,
a Franca de Bonaparte venceu uto cem nu-
mero de preconceilos obstinados, de costu-
mes oppressivos, de ideas errneas, da leis
injustas. Este rffeilo salutsr, que de tanto
sangue e de tanta ngilayS? colheu a liuma-
nidade, he semelhanle ao da trra que de-
vastada por um incendio, absorve ao depois
as cinzas resfriadas principios que a tor-
nan mais fecunda. Os reinos se liberlaram
da esm !.-, que i principio generosa e ben-
fica, pira logo se tornara egosta e oppres-
sora ; mas lodos > lies guardaiam em|sua
legislarlo os principios da igualdade civil,
que das m3os invasores recebram, as for-
mas tuMarcs da admitistracSo da justica
as garantas ofTerecidas a livre dellcusados
acensados. He assim que esse periodo de
commocSo, de desgranas, de gloria e de ma-
ravillias, se prende aos ilous grandes lilis a
que a Providencia conduz a humanidade :
A didoSSo da f e da civlisacfio.
A decadenria das antigs aristocracias he
obra que comecoo ha mullos seculos ; dizer
que pertence a este he smenle indicar que
vai milito adani.uia, que seus ell'eiiosse
apresenlSo sazonados e multo sensiveis a
nossos olbos. K>la longe de ser consumma-
da, poique as aristocracias inglesa e alle-
ii-i i anda I nram vigorosos ramos de suas
hasles seculares. As recntese tnsles ten-
tativas da infrene demagogia, se nSo alra-
zaram, nlo ailiantaram um s poni do tra-
balho dos seculos.
A acc.lo que tilo violenta ou profundas
revoluces lem exercido sobre a f religiosa
das suciedades, sobre o gosto e costumes
pblicos, sobre o progresso do espirito hu-
mano, natureza e fecSo de suas obras, ha
patente, harmnica e geral em seus elleilos
O governo constitucional, esta obra pri-
ma da rmiiv; un humana, eslendej o seu
imperio por urna vasta ellensSo do globo
civilisado): anle|seu|aspecto gravee mages-
toso, os gotlncos edificios dos lempos se-
nhoriaes desabaram, derrocada a pedraau-
tnlar ; ou estiemecendo sobre seus fun la-
mentos, reeonslruiram-se com novos ma-
tirises : os que resistem intaclus, o l'aze.n
a cu-la tfis mais polerosos contratarles
r i n qu6 a Providencia ou aprsenla do pe-
rigo os amparou.
A poltica, tornando-se a paixio geral,
entilo co: o lioje influio fatalmente sbreos
trabadlos desinleiessadus do espirito, .
pouco fallou para absorver em si ludas as
torcas da rasao, do entenilirnenlo o da sen-
Slbllidade. A poesa, esla de todas as ar-
tes a mais delicada e menos interesseir.i,
foi a que mais soHYeu. As classes que go-
vernam as novas sociedades, a a, lira las auS
negocios pblicos, e todas vola las as suas
fortunas, nBo c rupriiien lem o bellu sepa-
rado do niil ; < Has nao lin muas horas
vagas para rrlleclircm sobre todas as gra-
docOfse rtflenOes de nossos senlimenios;
o a poesa he urna lingoagem ebeia de re-
servase mystenos, que para ser entendida
exige um quasi dum de adivinhar.
Porosas ei de coiirpensacoes, que forma
de anlilhcses o mundo pliysico e moral, em
face do espelaculo que as vicissitudes inces-
saiitemeuie a; reseula i nns sociedades mo-
dernas, ha um ramo de lillealura cujus
progressos tm sido mais sensiveis, bu a
listona. Os res e os gro-setihores linlum
outr'ura historiadoras eslipendiados; a
sensura, o palronatu, o espinlo cjrlezao,
nSo loleravaui que o passado livesse urna
voz sincera. O ino io da dizer acarea dos
mortos importa o elogie ou o vituperio dos
vivos. A queda dos poderes mleressados
em que a historia nao fosse mais do que a
ha principalmente til no mar; a rapidez
dos transportes lio vantajosa sobra o con-
tinente, sobro os rios o ocanos. A im-
prensa deu o dom da ubiquidade ao ponsa-
mento : gracas aos caminhos de ferro, e as
machinas de vapor, o corpo conquislou o
privilegio do espirito : a materia participa
em nossos dias de um dos mais bellos attri-
butos da inlelligencia ; a celaridade com
que a memoria nos transporta de um a ou-
Iro lugar lornou-se para sempro urna reali-
dada. Assim, estas tres immortaes deseo-
bertas, a bussola, impronsa e o vapor
--, parecem completar o dominio do ho-
mem sobre a trra.
A iuiaginacSo a mais arrojada recua an-
te as iunnetisas consecuencias que a exten-
sSo sempre crescenle das communicacOas
inlernaciouaes trar ao mundo que habita-
mos. Os povos, forca de prticarem, da
mutuameute sa observarom c esludaiem,
imiUio uus aos ouiros, e acabarDo por
loruarem-se seinelhantes entro si, nao
subsistiudo de seu, carcter nacional senSo
essa parle indestruciivel que deriva do cli-
ma e de iian s bamos que insliuclos nalu-
raes dos habitantes? Urna mesina fruu
de governo fara a volti do globj?... SSo
previtdel de disliuclos philosophos socialis-
tas, que nos nSo he dado uaiii conlirinar
iiuui contestar. Forc he, porm, conl'essar
que alguns indicios j apparece.n no sen-
tido da lo prodigios* metamorphose. A
iMiilu.-J i que proveio dos temernos ar-
cliitheclos de Babel vai desapparecendo
com o reciproco esludo dos idiomas, que
suppre a falla de urna lingoa universal
os preconceilos hereditarios se extinguen ;
as liadicc,es locaes se esquecem ; os usos
a coslumes se ganeralisaui; is ideus s3o
cosmopolitas* lista fusilo universal nao
pJe deixar do exercer vaslissima influen-
cia sobre os progressos do espirito hu-
mano.
Mas qual ser o verdadeiro lugar que ao
seculo dezanove esla reservado na econo-
ma das idades ; ou servindo-nos da ima-
gein de um protn lo pensador, qual a ex-
tcuso, lu '.na iiu.il e malizes da porceo que
llio coube fabricar atea mysleriosa e in-
lelmidi deque o tempo hu o obrero?.
Mysle.no, que loucura lora prelenJeruios
decifiar.
A commo^ao que profundamente abalou
o velho mundo desde o da 24 da fevereiro
do i .sis
rato no anno anterior, e vaio dapois fligol-
lar-nos c a America. O flrazil, que em
riqueza natural e em salubridad? se poda
considerar nova trra de proaiisso. nSo
escapon nessn sombro periodo dovastaclo
le urna trri*el epidemia. Vctimas precio-
sas fonm immolndas pelo flagello ; o lulo
n a dOr eslcnderam-se por toda a parte des-
de o palacio impcriil al ao mais humilde
alvergue.
A E'irop e o mundo civilmdo anula cho-
ra m a perJa do dual vidas Ilustres a de
l.uz l'hilippe e a da ir Kobert l'eel, no-
ines que locordaro a tolo o tempo 0 seu
seculo, o qun jamis s^ro esquecidos.
O maor ben que nos legou o anno de
1850, foi o completo restabeleiMOiento da
autoridade do cnefe visivel da igreja.
Oque ser o anno que hoje comeca? O
que po lemos esperar do futuro que se ao-
proiimt ? Cremos que a resposta n3o pode
ser outra senSo aq telli que recorda a ane-
dota dos dous sonetos
Saudamos, pois, cheios de esper.inc,as, o
anuo do 1351.
(Do Jornal do Commercio.)
Foram hontem reeolhidos ao quartel do
referido corpo Antonio Louredo;Fernindes e
VnlonioOoncalves Lima,o primeiro mestre,
e o segundo contra-mestre do patacho ter-
mina, o bem assim 22 Africanos bucaes,
ra no mesmo patacho foram aprehendi-
dos na provincia da Parahiba do norte, e
iue desta vieram conduzidos pelo vapor
Thelit, para sorem julgados pela auditoria
le marinha djsta capital na forma da lei n.
581 do deseteaibrode 1850, e do seu res-
iiectivd regulame.nto.
lAiil) DE PMAiBUCO
arene, 15 DE JANEIRO DB1P.S1.
Pela barca Thomas Mellors. cheg la hoje
ilo Liverpool recebemos o Times da 7 a 13
le dezemhro do anno prximo passado, e
ALFANDEOA.
ten.limentododia 15 .20:192,319
De'cart'.qam hofe 16 de Janeiro.
Barca Serafina mercadorias.
Barca Ester Ana dem.
Ilrigiie Frey ~ idem.
Brigue -- Guttavo Mellin -- carvSo.
Polaca -- \ieeneia -- vinhos.
Brigue -- Selma carv3o.
Iliata fuuidoto gneros do paiz.
lliate Aguia Braiileira idem.
CONSULADO GEKAL.
Kendimento do da 15. ... 3:224,293
Diversas provincias...... 171,006
3:395,299
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 15
Lisboa, barca portugueza Margando, de
ili toneladas : conduz o seguinte : 20 cai-
posto que por falta de tempo no ponamos ''" """ -JJ- ~'-
lar A Por estenso tod*S as noticias qua !.-., *'T?L" a'I ^
elle CiHilcm, todava para sitisfazer a an-
xiadade dos leilores vamos sempre apresen-
lar-lhes mn resumo o que de mais impor-
tante nelle encontramos.
Os receios de guerra entre a Austria e a
Prussia acham-se inteiramente desvanec-
dos. Estas duas potencias compromette-
ram se por meio da seus representantes em
nmu/ a reduzir as suas Torcas ao terco do
numero a que linham sido elevadas e com
affeilo a sagitada, querendo dar urna prova
de sua sincuridade, linha ja ordenado a re-
dcelo do ssu oxercilo, expedindo um de-
creto ueste sentido, e esperava-se que a
primeiraa unitaria, publicando brevemen-
te um decreto semelhanle na gazeta de Vi-
enna.
Pelos arranjameutos de Olmutz a Prussia
obngara-se a evacuar immdialamenle Cas-
sel, e com fllotto suas tropas ja linham dei-
xado Hersfeld, e dis que se achavam em
Cassel, parte ja se tirilla retirado para Ber-
ln. As (roas faleraes, cujo quartel gene-
sido transferido de Hersfeld
raltinlia sido transiendo de HarsTeld para
que subverteu a paz da Frauc e[Neukerehen, iam ser lavadas para Hotem-
da Alleiiianha, quo anda aseutrelein sobo
doiiiinio da incerteza e do terror, ameacou
o a ..u i,a urna colliso geral, seria um des-
aes lacios preestinados em qua a Provi-
dencia teuiia posto sua mo mysleriosa ?
Ha pOMivelj porque, ja urna vezo dissa-
uios, o carcter uiriuode um especuculo
que sa deseuvolve a nossos olhos uo nos
lie Jado reconliecer Sanfio ao cabo de secu-
los. Mas, i)..auto pode alcanzar a raiAo,
rulo vemos uessa sanguinosa calaslropuu
uuisdesses trais que lem distinguido
os grandes aconeci-uanlus promotores do
progresso da humanidade. A sociedade foi
combilida eui todos os tundameulos. a
ubulic3u chegou as ultimas carnadas popu-
lares ; que principios novos, capazos do as-
Slgaaiar urna nova era na vi a da huma-
nidade que caracteres superiores, que vul-
tos coliossaes appareceraui ? Socialismo e
demagogia i socialist s o demagogos! e
que socialismo I e que demagogos !
O socialismo s!> Ires caracle es diversos
so apresentou : socialismo viveladur, cuja
formula he abolleto da propriedude ; socia-
lismo vrganisador que lem por divisa orga-
,iifi'i'J do trabatho ; sucialis no humanitario,
que sepru;0e o melhoramento da sorU dos
tridinthadores. O primeiro tem por apost-
los Piarre l.eroux e Pro idhon, o fuuda-se
ii'oiua liegSQBo absoluta o systeinalica de
ludo qua serve de Pase ou de cimento or-
dem social, inclusive a id.-ia de um lieos.
Os-'gundo piega o phauleismo, que as so-
ciedades humanas silo mi efundamente pre-
fecliveis, e que o mal, no existi lo no
homem, no p le resillar senBu de una oi-
ganisufSo viciosa da sociedade : la dou-
tnna de Coodorcet, da Saiul-Simon e di>
Fourier. Quer um, qui-r oulro sa deve bo-
je considerar vencido, ao menos sobre o
terreno da appCacAo. Urna reac^o na -
infesta e irresislivcl si tecui contra elleso-
' A lerceira especia de socialismo, que lem
por liin meihorar a condieflo e existencia
las ilasses operaras, acibando com o pro-
le! insmo, tirs antes um voto, como bem o
diz Cherbuliez, do que um systems voto
que n8o justifica aso^sgracas porque se di
passar a Frauga e Com ella luda a Europa ;
u3o he urna novidade, porque os BOU*rimen-
tos e embarazos que creiram o desenvul-
n.o. uto da popula^So e o redimen indus-
trial moderno eratn de hi mu tos sentidos,
e n-nlium governo Ibes cerrava osouvilus.
(Jue pois resta das utopias, das pretenges
e promessas dOS revolucionarios moderno?
Sanguu, ruinas, agilacAo, desconlihiica, mi-
seria e pobreza. Se diste alalo que solfre-
ram as sociedades euroias tetn de resul-
tar alguin beuelicio, oulro uBo ; le ser que
coiibecerum os povos os absurdos e pejigos
tus n.o, mi demaggicas, a iucapacidadu e
vistas n.ii'i i sM'ii'a dos pseudo-palriolas, a
neceas) lade da respeitarcui os eternos prin-
cipios de orJeui sobra que repousa a socle-
dade.
Percorra-se o extenso e variadsimo ci-
lalugo das figuras da revolu;3o de fevereiro,
sua apologa quebrou todos aquelles entra- e uo seencoulraia urna cuja momuria pos-
ves. A liberdaded palavra e.la imprensa, s* sobrevir ao esquecuienlodos SrUSSan-
rStCS OOUS meios porque o pensamenlo se (-uiuoleuios tresvanos. Lamartine, o subli-
me cantor do chrisliaiiisiiio, o imiiiorlal
manifesla ese propaga, he a coia Ue glo-
ria da democracia, e o mais poderoso ios
truniento da civiilticBo ; da cinlisucao co-
mo us a eiileudemosfortalecimeulo da
f, e bem estar du homem,
Para augmentar o imperio msravilhoso
que eui nossos lempos exerce o pensameu-
to, trausmillido pelo som, ou uuterialisa-
t do pela iinpi rusa, appareceu o vapor, agen-
te mysterioso e quasi incorporav.l, que
presta as relacOes suciaes as asas da cham-
u.a, e laz circular sobie todos os pontos da
trra as paixes do jorualislas, as ideas que
agilSo sen cerebro, as menores pulsares do
seu coracSo,
A appiicacSo do vapor he o lercero dos
grauea acoulecinientos que assignalaram o
o u.ec o deste secuto, fie tal vez a uaior das
autor das KC/riKftVj o dasj harmonas, se
nao pe deu, nada acerescenlou a gloriado
seu nuine, durante esse tempestuoso pe-
riodo.
O canliSo i mico sobre o berro do secu-
lo dezanove; seus primeiios passos foram
dados por entre ondas de sangue ; sceuas
semelbautes, mas smenle seinelliaiiles na
desgrana, su repruduidram quando elle
aproxiuiavs-so da melado de sua carreira ;
no ponto extremo desta, as mesmas vicis-
Slludes aguardarain a humanidade .' .'
O anuo que la vai fui nina quadru ue dr
para a humanidade em geral. A peste, essa
compauheira fiel da guerra e da miseria
burgo, cinco legoas smente distanta de
Cassel.
As conferencias livres que segundo os ar-
ranjameuios ulliuiameiita feilos, devem
ter lugar em Ins le, Mr.iran para ter prin-
cipio no dia 18 da dezembro. A l'russ a se-
ra representada nessas conferencias pelo
liaran Alversleben, e a Austria pelo sub-su-
crelano Werner, enlrelanto Oldemburgo,
II ni 'Vir e as cidades auslriacis estavam
eoucluiudo urna liga para o fim de suslen -
larem-se uellas mutuamente.
I a outra occasiSo ja communicamos aos
nossos leilores que o pailamonloprussia-
uo se declarara contra os arranjameutos
concluidos em Oimul', o que por essa ra-
Sfio o tul o adiara para o crranle maz da Ja-
neiro, agora llies ii iliciaremos qua nilu fu-
ra s.iieula io parlamento eao povii prus-
siano qua esses arranjamenlo-. desagrada-
ran!, pois corra que a naviera tambam nflo
licara contente co u ellos, chegau lo at a
protestar contra os mesmos. A llefurma Ui-
nisteriul annuncia tumboo que ellas exci-
tar,un a o,.p un; "i da proprii dieta da
Francfort, e qua um grande exarcito russo
eslava sendo concuulrado ih.s fronlcras
prussiaoas.
O .i.lia ment do parlamento pmssisno ti-
nli i produzido em Berln una profun la
impressfio, a ponto de baverquem reoei-
assa pela Iranquillidade daquella capital'
O barau de Lideiubcrg linlia-se retirada
do gabiuete, o qu >l cre-sr que continuara si-
lln uiesino incompleto al a uova reuuiao do
parlamento em Janeiro.
Segundo o paragrapho 05da constltul(ao de
i de ni ii' i de ls i i u imperador da Austria dc-
rii'i.r.i ulliiiiamciile a farmacao de un cinse-
iiio Imperial, e nowedra para oprealdir au tia-
ro Ivubeck.
Carlas de Vlenna dizeni que o gabioele da-
quella capital tinlia icsulvidu promover una
recuMtUuifio lllteral da amiga dieta.
Cartas de lleidsbur^ii aiiiiuoci.iiu (|ue o ge-
neral prussiano Williscu. couimaiidante em
cliele doexeroilo de Mtatelo, dera a sua de-
iniaso e fura .ubstiiuido pelo general Vouder
Uorat
U Koln/r Ztilung annuncia que os Stdlhol-
ders de iioUteiu liaviain solicitado a mediaco
do re de llanovre.
U Btnimint, peridico francez, annuncira
ltimamente que una iusurreico tinlia reben-
lado em l'alerino, mas esla noticia carece de
cnilirniacao. Km Hcipanha o gabinete fura
ltimamente modificado pela retirada do cava-
llieiro llravo Morillo, ministro da l.ninili Es-
te Sr. fora substituido pelo ministro do COin-
niercio, Seijas Lozano, cuja pasta fra confiada
ao M.n.iui Caldern Collautes. Kslea dous mi-
nistros prealaran o juramento do estylo, een-
traram no excreicio de suas 'uucres no dia SO
de nuveuibru do anuo prximo passado. To-
dava no dia 5 de dcieiubro boatos de inodiH-
cacno ministerial correram oulra vez em Ma-
drid.
Dizia-se que o duque de Valencia eslava ic-
construindo u seu gabinete ; <|ue o Sr. Marli-
nei de la llosa seria eiicarrcgado da pasta dos
negocios estiangeiros, passaudo o Sr. l'idal pa-
raa do iuterior iiueosSrs. Caldern Cullau-
tes, Seijas Loiano e conde de San Luixdeixa-
riam o ministerio, iudoo ultimo para I1.iris co-
mo eiubaifcadur em lugar do duque de dolo-
mayor, o qual deveiia aucceder ao Sr. .Mart-
nez de la II.im em Houia, ele., porem a poca
tratara estes boatos de absurdos, e assegurra
aos seus leilores ijue o Sr. deijas Lozano lia
lia na pasta da l.i/nid.i eque o duque de Va-
lencia nao teiieiuiiava separar-se do seu inliinu
c dedicado amigo o conde de San Lula.
Em Londres oi cousolidados liearam de 88
i/s a'.i.i l/l ; osfuudol brasileiros aStiH,!, os
cinco por ccuios portugueses a 34 I/'.'.; e os
lies por ceuto iictpanlioe a 3'J 3,4.
Keparligfio da Polica.
i'Al 11: hu UIA 14 DE J.WI'.illu DE 1851.
O cummaudaule do cor^o de polica com-
iniini ou ao (lele de polica qua pelas 4
horas da madrugada se dera principio de
incendio em una taberna na i.r.iea da San-
arrobas e 2 libras de assucar, 10 pipas niel,
10 ditas ago'ardente e 24 laboas de ama-
relio.
Philadclphia, patacho americano Eolian,
de 241 toneladas : conduz o seguinte : 200
harneas e 3000 saceos com 16,514 arrobas e
16 libras de assucar.
KECEBEUOHIA DE KENDAS GEIUES
INTEItNAS.
He u el i ment do dia 15.....787,542
i CONSULADO PROVINCIAL.
Ueudlmento do dia 15 1:725,690
NOTICIAS CO.MMEUCI \ES.
Liverpool 6 12 de dezembro Dezembro 6.
Algoddo.-- A i i.piularan da semana he
de 9,800 ssccas, islo hn 5,361 dos Estados-
Unidos, 1,122 do lii'.sil, 967 de Carthage
na, e 2,350 de Bambay As vendas da se-
mana silo de 41,35) saccas das quaes fo-
ram to nadas para a expeculacSo 4,630 da
America, 4.240 do Brasil, 210 do Egipto,
e 2,450 de Surrate; e para exportaeflo
490 da America, 40 de Pernambuco, 10 d<;
Egipto, e 650 de Surrate. Os precos do in-
ferior a qualidade mediana do aigodo da
America subram i |4d. por libra, os da me-
llior qualidada da America, e os do algodSo
lo Brasil subiram 1|8d. por libra; no ha
slteraofio alguma nos precos do algodilo do
Egipto e Surrate. Os precos declarados
para a mu boa qulidada do algodilo da
Amrica, Boned 7 3|4 d., OrleansS d., Mo-
beie7 7|8d. por libra.
Dezembro 12.
As vendas desde Sexta-feira monlaram
em 31,000 suecas, das quaes 4,000 foram
temadas para exportado e expecolacSo
Nos precos no ha alteraco. Venderam-se
hiqe 6,060 siccas das quaes 800 de Surrate
foram lo nadas para expeculaco. Aschega-
la. de. le Sexta-feira silo 10 navios des Es-
tados-Unidos, 3 do Egipto, e3 de Bombay.
Dezembrt 151.
Assucar. Houve urna grande procura
os compradores venderam com mais con-
lianea. As ven las s3o piiui'ii mais OU mic-
hos 500 han cas das possesses britannicas,
<> 3,000 saccas da Bengala a precos total-
mente anteriores Fueram-se negocios
favoraveis nos assucares baxos do Brazil
a pretjos cheios
Caf No estrangeiro lizeram-se nego-
cios favoraveis sem alteradlo nos precos.
NOTICIAS AMERICANAS.
Londre, 12 deditembro de 1850.
Aunar. Nao boiiveraui vendas publicas,
dente 300 caixas das ludias Uccidentaes fo-
ram vendidas aos precos anteriores.
Itefinado. Os nossos negociantes acharam
compradores de 50 s. (i d. a 52 s. d. para aa
porces da especiara.
Estranqriro. Algumas porrdes da Batana
d i i i i p ra o haixo ao boin.
M/.__Fizerain-ae rapidaiuenle vendas pu-
blicas de 200 barricas e 250 saccas da Planta-
ran de Cej Ion, aos precos anteriores ; parle l-
mente foi vendida de 0i a72 s.; as ciernis sor-
les, de 54 a 59 s. Do Nativao foram tomadas
510 saccas a 50 s. para a real boa ordinaria
O de Madras vendeu-se bem ; (300 barricas
foram vendidas a piren firiiiei. O mediano
au linn dr S a (i'i i. ; as oulras sortes de 45a. b
d. a 53 s. 190 de Kobins tlysore de 53 a 54 s.
Alaodao. Cerca de 50> saccas foram vendi-
das privadamente. Em leilao realisaram-se 245
de Surrate c Madras a 51/1 d. O mercado fe-
cbou-se firme.
iVlovimenlo do porto.
Navios entrados no da 15.
Mar-Pacifico 38 mezes, gal ra america-
na Indian Cheif, de 401 toneladas, capilSo
E. Bail.y, equipagem 31, carga az lie ;
ao ue sino cpit3o. Veio refrescar e se-
gu para N w-London.
Genova 37 dias, polaca sarda NovoNomi-
da, de 179 toneladas, capilSo A. Pitt,
equipagem II, em laslro; a Le Bretn
Schramm & Companhia.
Liverpool31 das, barca ingleza Thomas
Mellors, de 256 toneladas, capilSo P. Mur-
pliy, equipagem 13, carga fazendas
l'.ussell Mellurs & Companhia. Passsge-
ro, o Ingle/ Alfred Pearson.
Hambiirgo-- 53 dias, escona dinamarque-
za Danta, de 103 toneladas, capilSo P.
Breckwoldt, equipagem 7. car^a queijos
e mais gneros; a C. J. Astley & Compa-
nhia Passageiro, o dinamarquez L. C.
Cre Mol.
Terra Nova 31 das, braue inglez Bat-
clupha, de 212 toneladas, capilSo G. Hart,
equipagem 14, carga bacalho ; a James
i.iali ree(\ Companhia.
Liverpool--37 dias, brigue inglez Flint,
de 306 toneladas, capilSo J. C. Wright,
equipagem 14, carga carvSo; a James
Crablreeot Companhia.
Cuernisey-45 das, patacho inglez Ha-
egon, de 138 tu orladas, capilSo S. W.
lleo v, equipagem 10, carga fazendas ;
a Le Brelun Scuramm & Companhia.
Veio refrescar e segu para Ponte Arena.
Kavio sahido no mesmo dia.
Costa Pereira. Alm dos passageiros que
trouxe dos portos do sul para os do norte
leva a seu bordo : o Dr. Jos Bandeira de
Meilo com sua familia e o Dr. Francisco
Xavier Pereira de Orto.
Obsirvaces.
S 'guio para a Baha com a mnsma carga
que trouxe a polaoa sarda Wnsenso, capi-
lSo Pedro Lanero.
Sahio desle porto sem ser registado o
hiate nacional Caprichoso, julga-se que com
destino a Camaragibe, sendo seu consig-
natario Lino Jos de Castro Araujo.
Avisos martimos.
Para Marselha a barca francoza Jaune
Edouard, capilSo I. J. Gariel, forrad de co-
bre, recebe parte da carga a rete : enten-
der-se com os consignatarios.
Para o Rio de Janeiro o brigue nacio-
nal ddimasior, pretende seguir com muita
brevidade : quem no mesmo quizer carre-
jar ou ir de passagem, trata-se com oa con-
signatarios Machado & Pinheiro, na ra do
Vigario n. 19, sogundo andar, ou com o ca-
pilSo na prsca.
Para o llio de Janeiro al o dia 18 do
corrente pretende sahir impretenvelmente
o brigue nacional Ledo, por ja estar com a
carga prompta, recebe 18o smenti passa-
geiros : a tratar com Joaquim Ribeiro Pon-
tes, ni ra da Cadeia n. 54; adverte-se tam-
bem aos carregadores do mesmo, hsjam de
apresenlar seus conhecimeotos atejo dia 16.
Para oMaraohSo, locando no Ceari,
seguir viagem nesles oitos dias, o biate
.Voi.o Olinia, por ter dous tercos de carga
promptos e tratados : para o esto e passa-
geiros, trala-se com o respectivo mestre,
Antonio Jos Vianna, no trapiche do algo-
dSo, ou na ra da Cruz, armazem do Sr.
Manoel Jos de S Araujo
Para o Aracaty sahe ateo da 90 do
corrente o biate Anglica por ter j parte
Ja carga prompis : quem quizer carregar,
ou ir de passagem dirija-searua da Cadeia:
do Recife n. 49, a tratar com Antonio Joa-
quim Se ve.
Vende-se a barcassa S. Jos, de lote de
40 caixas, quasi nova, feita a dous annos,
muito bem construida, e de muilo boss raa-
deiras : quem a pretender pode examinar,
e tratar na ra Direita n. 69, com Antonio
Alves de Miranda GuimarSes.
Para o Kio de Janeiro
segu viagem em poucos dias, o brigue na-
cional D. Affonso, por ter parte de sua carga
prompla: para o resto, escravos e passagei-
ros, trata-se com Machado & Pinheiro, na
ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para a Babia pretende seguir viagem
cotn brevidade a sumaca nacional Carlota,
mestre Jos Goncalves Simas: quem na
mesina quizer carregar ou ir de passagem,
pode entendnr-se com Luiz Jos de S Arau-
jo. na ra da Cruz n. 33.
innn mu i.
+vLa<%nmntiaa*
Leiles.
J. J. Tasso Jnior faz leilSo por conta de
quem|pertencer,e por intervencSo do corre-
tor Miguel Carneiro, de 130 nipas,20quarto-
Is e 40 11i.irim di vinho de Cette etn cascos
calalOes, e de qualidademuilo anropriada
para este mercado, em lotea M~ urna ov.
mais pipas a vonlade dos compradoras;
quinta reir, 46 do crranle as 10 horas da
manhSa, no caes da Alfandega.
Defendini Borllo, tendo~d
retirar-se nesles oito dias, vende
muito em conta lodos os seus ob-
jeclosque I lie restam para ador-
nos de pajacio, salla e jardim a
quem queira especular al o dia 17
do corrente, e o que I lie restar fa-
ca o ultimo leilao, por interven-
co do corretor Miguel Carneiro,
segundsj-feira ao do corrente, s
1 o horas da rnanlia, no seu depo-
sito, na cu 1 do Aterro da Boa Vis-
t4 n. 53.
Avisos diversos.
D3o-se 200,000 rs. a juros de dous por
canto ao mez, sobre penhores de ooro : no
paleo do Carmo, luja n. 3, se dir quem d.
Prcisa-se de um caixeiro'para urna
luja na cidade do llio-Formoso, de 12 a 20
anuos a quam convier, dirija-se ra do
Crespo n. 23.
Antonio Jos de Paiia Machado com-
ni'uii por conta o ordem do Sr. Agostinho
Jos Gomes dos Res, de Bucnos-Ayro*, o
meio biltieta da 53* lotera da Santa Casa da
Misericordia do Rio de Janeiro, n. 2249, o
qual lica em poder doannunciante.
Deseja-se saber seo Sr. Antonio Fran-
cisco i.isluia, socio do armazem dos Srs.
Lisboa & Companhia, he fllho do fallecido
Antonio Carneiro Lisbi e de sua mulhera
fallecida Mara da Penha Rebouce, da ci-
dade do Aracaty, sendo queassim seja, di-
rija-se atrs da matriz de Santo Antonio,
sobrado n. 18, que se Ibe deseja fallar.
Na ra do Cabug n. 1 C, existem duis
cartas para os Srs. Dr. Candido Jos Cazado
Lima o virissnno dos Santos Siqueira.
Pede-se a pessoa que achou um Iranse-
lim de ouro j velhn, duas voltas de cordSo
tamben, usado, um coraco j amassado e
urna concaicSo, dirija-se a ra da Cadeia do
Recife n. 1, que ser gneros a motile recom-
pensada.
Fugo no fim de dezembro do enge-
rido Prado da freguezia d* Escada, um es-
en vi. de no me Antonio, cr ionio, de idade
de 26 annos, com os signaes segulntes :
um oiho torio, meten lo as pernea para den-
tro, rosto chelo, beicos grossos, e bastante
a I to ; roga-se as a u tor i iades pul iciaes e ca -
pitaes de campo, o aprehendan) e o condu-
zam ao engenho cima, ou nesta praca no
largo do Livrament > n. 20, que generosa-
mente se recompensara.
-- Precisa-sede urna ama de leite de boa
conducta, paga-se bem : na ra da Cadeia
do Recife n. 42, primeiro andar.
O Sr. Antonio Luiz de Oliveira Azeve-
lo tem urna carta na ruada Cadeia do Re-
cife n. 39, primeiro andar.
la Ciuz da freguezia da lloa Vista desta ci-
publica, secuudou novos golpes sobre algu- Idade, o qual se conseguio logo apagar, sem I Portos do norte Paquete de vapor Vara- juina de tres intoe : paga-so
mus das populasoes da Europa queajore-lque livesse causado damuo aigum, | ense, commandante o capilSo de fragata Ido Colleto, botica n. 6.
-Precisa-se de urna ama de leite,
I(enlta baslanlejjjde. para crear urna
bem : na
que
me-
ma
l
MUTILADO
J


1
i
m-
4
Precisarse alujar doas pretos pira o
aervlco de armazem de assucar : [na ra do
Apollo armazoni n. 2 B.
-Quinteiro &Irm8o, com casa de im-
pressSo, na ra Nova n. 63, annunciam ao
respeitavel publico, que acabam de receber
de seo correspondente Heaton & Rensburg,
lilhographo da casa imperial, nova porcflo
de differentes estampas, entre ellas em
maior porfo de N. S. da Conceicflo, sendo
esta de nove qualidades, difTerentes tama-
itos e Rosto, Unto douradas como em fu-
mo, assim como amostras de bilhetes pan
visitas, ditos para psrticipacflo de consor-
cio, tarjas para boticas, ron tas para lujas,
ditas para seges e padaria, bilhetes para os
8rs. homceopathas ; ditos para cabellerei-
ros; ditos para licores dourados e de difTe-
rentes cores, conhecimentos para navios,
rotlos para potos de graxa, bilhetes dou
rados para agoa da Colonia eoutras militas
amostras, que sedeixam de mencionar pa-
ra nSo se tornar enfadonho, pois s com a
vista se poder apreciar. Os mesmos tam-
bem lm urna grande porcSo de papel car-
ino e porcellana : emquanto ao prego he ba-
ratsimo a vista da obra,
O Sr. Manoel do Reg Soares tcm urna
caria, na rus do Vigariu n. 19, segundo
andar.
Com 'pouco dinheiro.
Una escrava cortada, no valor nicamen-
te de 120,000 rs.: quem dor esta quaotia, se
traspassar o papel da mesma preta para
garanta, ala que ella indemnise por servi-
dos ou moda a quantia cima : as Cinco
Pontisn, 141, vend, se dir quem faz tal
negocio.
--Abrem-se e imprjmem-se bilhetes de
visita em quslquer carcter, rtulos e todos
osobjectosquedetnandam preceitos calli-
graphicos, retratos e quaesquer desenhos,
sinelcs typos emblemticos, ornamentos
para capas de livros, e final todos os ob-
jectos da arte de gravura em alto e liaim
relevo, e com delicadesa. As pessoas que
pretenderen) algumas destas cousas, diri-
jam-se i ra do lirum, defronte da fundi-
efio ingleza, ou naa seguintes lojas de li-
vros : na ra da Cruz n. 56, na [iraca da In-
dependencia ns. 6 e 8, e no pateo do Colle-
gio n, 6, onde se for mislr-r poderlo deixar
seusnomes e morada para serem procu-
radas.
#### #9999 999 fe
f O Sr. e a Sra. Arthiot 9
laV fc
9 dentistas chegados de Faris, t:
9 previnein ao respeitavel pu- 9
j blico que elles acabam dea- ;.
9 brir o seu gabinete na rtia 9
* da Cruz, no segundo andar J
# ao p do consulado Argenti- 4
^ no n. 43 ; os ditos professo- 9
** res teem um prodigiosissiino ^
W especifico, novamente des- 9
2 coberto para curar o mal de *
9 denles para sempre, nao ha- f
vendo in ammac-o, e no ca- p
aj so de have-la, surte o mes- 9
* mo elcito depois de passar, fe
S, tendo um grande sortimento ti
9 de denles incorruptiveis ; ^
adverte-se que neste gabine- 9
I te faz-se todas as pecas ar- J
tiliciaes, mas cm conta que j
em qualquer outra parte ; e |j
aj faz-se todas as operaces ^
concernentes a esta arte : a- 9
2 cba-se tambem no mesmo !
9 gabinete bons pos para lim- 9
Jf pardentes, elixir tnica, a-
1 goa de botot, etc. : os ditos ^
9 professores ir3o as casas f>
l donde forem chamados.
Ow491**9 *## ***
Precisa-se de um pequeo para pada-
ria ; na ra larga do lluzario n. 48.
-- No da 6 liste mei, ao depois do jan -
tar desappareceu um preto de nacSo An-
golla, com os siguaes seguintes : altura me-
diocre, barbado, denles na frente, nariz
chalo, peitos salientes, e mais dous signaos
bem caractersticos, quo sSo, urna cicatriz
anliga na parto inferior da ante-perna, que
bem se suppoe ser a direita; e o penltimo
do dedo mnimo do p da mes 1 a porna ,
he mais curio, e levantado para cima, tendo
esse pe mais grosso que o oulro, que pouco
se divulga : o qual chamase Pedro e levou
comsigo urna caiga de panno fino azul, com
relas de casimira asul ciar, outra de gan-
ga de lislrasquadradas, outra de xil.i asul
ejaqueta do mesmo panno ;um pallitd de
chita preta, um rebu$8o preto de priuceza>
bata encarnada e algumas camisas ; segun-
do algumas ioformacOes, esse preto tinha
um baulzinho forrado de couro fra de casa,
e urna grande amisade com um preto tam-
bem morador nesta praca, de nome Jos,
velho, que morou na ra Augusta qual-
quer pessoa que o pegar, haja de leva-loa
ra Direita casa n 3, segundo andar, que
ser recompensado do seu trabalho.
-- l'uilaram ao amanhecer do dia sabba-
do 11 do corrente, de dentro do armazem
do trapiche do Giqui um casal decarnei-
ios de fra : quem descobrir aonde estive-
rem, ou quem os furtou, recebar 20,000 rs.
de gratificado, e segrod da pessoa que
descobrir ; para o que pode dirigir-sea lo-
jadefezendas da ra do Passeio n. 21, ou
no mesmo trapiche do Giqui.
No dia 17 do corrente na sala das audi-
encias perante o Sr. I)r. juiz do civel da pri-
meira vara, se ha de arrematar a armac.lo
e o resto dos gneros da taberna da ra do
Alecrim 11. 2 : quem pretender comprela
que he a ultima praca.
Jos Joaquim de Abreu, Portuguez,
relira-se para fra do imperio a tratar de
sua sade.
Casa de commissSo de escravos.
Itecebem-se escravos de ambos os sexos
para se venderem de commissao, tanto pa-
ra dentro como para fia da provincia, com
a maior presteza possivel, por isso que se
ofierece muila seguranca aos mesmos, tan-
to na fuga como na boa venda : a vista do
escravu.se fura o ajusto : as ra das Larau-
geiras n. 14, segundo andar.
Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va para o sm vico de urna casa de pouca fa-
milia : no pateo de S. Pedro n. 7.
Ha para sealugarem duas boas esera-
vas, que cozinham e fazem todo o servico :
na ra do Collegio n. 6, botica de Cvpriano
Luiz da Paz. y-
-- Acha-se justa o contratada a venda do
sitio denominado Manguera, n estrada do
Belcm, perlencente a Frederico Chaves ; se
houver alguem com direlto a mesma pro-
priedade, queira annunciar nestes oito das.
Ilecifo, 13 de Janeiro de 1851.
Precisa-se de um marconeiro para tra-
lialhar efectivamente : na ra do Rozario
eslreita n. 8.
-- Na ra estreila do Rozario 11. 28, se-
gundo andar, se dir quem d dinheiro a
premio. Na mesma casa vendem-se trnse-
me de ouro, cordes, aneles, colares,
brincos, botas para punhos e berlura, ro-
zlas, 1 vernica, 2 relogios patentes ingle-
zese urna corrente
Homceopathia. *
_. Cosset Bimont, professor de ho- ^
-j> moeopathia pela escola homceopa- ^
thica do Rio de Janeiro, de volla de ;> sua viagem Franca, onde praticou -43
>. com os primeiros nomcsopatlias da- +
& quede paiz, principalmente uo con- -*3
i. su 1 lori> do instituto homceopathico ^
a. de Pars, poder [ser procurado a ^
qualquer hora, em sua casa, Aterro _
% da Boa Vista n. 26, segundo andar. ^
l> Os pobres receberflo consultas e 43
:> remedios gfalii.
!%AftA AiAnIllik Jiftilliifli A AftA
-- Precisa-se de urna ou duas mulheres pa-
ra o servico interno de urna casa de fami-
lia, exige-so que saibam cozinhar, que s-
jsm de boa conducta oque dm fiador as
suas capacidades : paga-so bem e assegura-
se-lhes bom tralamento: na ra da Cadeia
de Santo Antonio, sobrado n. 25, primeiro
andar.
Precisa-se alugar um molecote, que se-
ja forte, fiel e de boos costumes, para ven-
der na ra frutas ou verduras: paga-se bem:
lueuio livor equizer alugar, dirija-se ao
principio da estrada dosAfflictos, primeira
casa terrea pintada de azul, do lado direito,
ou no Recife, ra do Trapiche Novo n. 18,
segundo andar, das 9 horas da mauliSa s
3 da tarde para tratar do ajuste.
Precisa-se alugar seis pretos escravos,
sendo fortes o com capi.cidade, para plan-
tado de capim porto da pra^a, pagan io-se
bem ; assim como tambem um moleque
bem deligente para servir em urna casa es-
traiigeira, ou compra-so : a fallar na ra do
Trapiche 11. 40, armazem do Miguel Car-
neiro, corretorgeral.
Mappas.
Riscam-se todas as qualidades de map-
pas com perfeicSo o asseio, mediante urna
mdica gratificado : na ra da Cadeia de
Santo Antonio, no segundo andar do sobra-
do n. 14, esquina do ouvidor.
Precisa-se alugar um primeiro andar
as seguintes ras Queimado, Rozario es-
treila ou larga, e Nova.
OSr. Manoel Jos Freir de Andrado,
mora lor em Ierras de Caulista, tenlia a
tiondado de vir ou mandar patear o que deve
(12,880 rs ) no Atierro da Uua Vista, venda
numero 80.
Precisa-se de um caixeiro portuguez,
para tomar conta de um deposito de pada-
ria no bairro de S.Antonio, dando-se me-
lade dos lucros, prestando um bom fiador a
sua conduta: a tratar na ra do Cotuvello n.
29 6 31.
O- a Itiii \ o a i^ nado- ti lulo %
amigavelmentd dissolvido a socieda- 9
Hl de que tinham na luja n. II da ra do 4
ki Crespo, e que gyrava sdl> a firma de 9
#, Antonio Luiz dos Santos & C o ten- ^
9 do o ex-socio Santos ficado com a 9
) parle do seu companbeiro liento Jos 9
aj da S. Maftalhes.por Ihe a lia v 1 com- >
H prado, e por conseguinle senhor 9
4>; de todas as dividas activas do esta- #
U belecimento, bem como respon- 9
% savel pelas passivas do mesmo, pois & quo tu.lo tica a cargo do dito ex-so- Sf>
% ci Santos : assim o fazo n constar 4
% pelo presente aiiiiuncio, tanto aos %
0 creJores como aos devedores da ,j,
% casa. Recife, 15 de Janeiro de 1851. Btnta loti da Silva Magalhaet. 4
m Antonio luiz dos Santos. 4
##*:>*-.** *********** 4
-- Itoga-se ao Sr. EslevJo Jos Paes Mar-
reto, senhor do engenho Campo Alegre,
lentia a bonJade responder as cartas que
se Ihe leen escripto, e que dizem respei-
to a certo negocio que data de mu tus an-
uos, do contrario se far esse negocio publi-
co, e continuar a te-lo al que o dito se-
nhor Ihe d urna solucKo salisfdtoria.
Na ra da Cruz 11. 43, casa do dentista,
segundo andar, precisi-so alugar urna pro-
s, que lave, engomme ecozinhe, esaiba
tomar conla de urna casa, n3o se duvida
pagar o que ella merecer.
Precisa-se de dous canoeiros forros ou
cativos : quem quizer dirija-s a ra da
Praia de Santa Rita n. 25, piimciro andar.
Casa de commissao de escravos.
Recbeos-so escravos de ambos os sexos
para se venderem de commissao, tanto para
dentro como para fra da provincia, coro a
maior presteza possivol, por isso que se of-
ferece muila seguranca aos mesmos, tan-
to na boa venda como na fnga : avista do es-
crsvo se far o ajuste," na ra do Rangei n.
38 segundo andar.
lo^ooo rs. de gratificarlo.
Fugio a 7 de maio de 1847 urna parda de
nome Valentina, a qual pertencia aos bens
do fallecido Jos.da Silva li.ite.llio, e hojoao
abaixo assignad'o, com os signaos seguin-
tes: bastante alta, cheiadocorpo.bem feita,
bracos e mSoscompndas.cabello (o que Ihe
chamam de cabra ) cortado como de ho-
niem, e na frente tem marrafascom penles,
denles miudose limados, urna cicatriz de
talho as costas da mSo diieita, pelas bi-
xigas fioaram-lhe as marcas mais escuras,
islo he, no rosto, o tem o mesmo bem lira-
do, tem urnas manchas brancas em ambos
os carcanhares, beujos regulares, andar fir-
me e nao hgeuo, ollios pretos e regulares
no tamanho, a dita escrava he natural de
Paje de Flores, donde veio com idade de 20
a 25 anuos, he lilha de uma crioula escrava,
de nome Josefa, a qual acha-se nesta ira-
ca, nao se pode uar noticia da roupa porque
levou toda quanto tinha, inclusive sapa tos,
cordSo e brincos de ouro: qualquer pessoa
que a pegar a trotixor na ru 1 das Crozes n.
36, primeiro andar, recobera 100,000 rs.
degraticagSo.
0 abnxo as signado soube com certeza
que dita escrava fui aeduzida o vendida
para osul da provincisfe protesta perseguir
o tal negociante so comeffeito realisar-se a
denuncia.Jado Carlos Marmita Palhares.
Na ra das i'.rnzes n. 22, aluga-so uma
ama com muito bom leite para criar.
Precisa-se de um bom cozinheiro o de
um moleque para uma casa franceza : na
ra do Collegio, fabrica de chapos de sol
oumero X.
!-:-ri-ipl 11 rara<> coiiinicrcial.
A abertura da classe para oscripturaglo
commorcial por partidas dobra las, annun-
ciada pelo abaixo assigoado, por n"!.. torem
concorrido alguns dos alumnos, em rasSo
deestarem passando a festa, tica transferi-
da para odia 20 do corrente; devendo-se
advertir, que depois da segunda licHo nflo
S podero admittir mais alumnos para il-
la. Os das de ligitn sSo segun las, quartas
o sextas, das 7 as 9 horas da noite, na ra
do Pilar n. 40.
Precisa-se alugar uma preta forra ou
captiva, que saiba lavar e tratar ec uma cri-
n;a : na ra do Vigario n. 3.
Primeiras letlras.
O abaixo assignado, avisa ao respeitavel
publico quo desde o dia? do crrente rda-
se aborta a sua aula de primeiras lettras na
ra do Mondego, n. 44. O annuncianto con-
tina roeeber pensionistas, moios pensio-
nistas e externos. Por mais de uma voc^em
elle patenleado ao publico as vanUgeus que
ofTerecc a sua aula pela rasSo da local i ... 1,1
e iu'I s accoinmodacijes quo a casa presen-
ta. Nito puupar cortamente esforcos o an-
nunciante para conseguir que os pas do fa-
milias que,lhe confiarem seus filbos, fiquem
inteiramente satisfeitos, au s pelo que
respeita ao tratamento, como ao progresso
intellectual e moral dos meninos. Outro sim,
para evitar que os meninos frequentom ou-
tras aulas fra da casa, pardeado assim
lempo com prejuizodos costumes, o abaixo
assignado tem escolhido musties de msica
vocal e instrumental e bem assim professor
do llngua latina, reconliecidamonte peritos
nessas materias,para darem lices ans alum-
nos que se quizerem applicar ellas. O
abaixo assignado espera do publico, e es-
pecialmente dos paisde familias moradores
fra da praca, que apreciem os esforcos
do auiiunciaiile, animando o seu nasceuto
niaisUu til estabelecimento.
francisco de Salles de Albuquerque.
-Guiado pelo meu muito digno collega
o amigo oSr. Jo3o Vicente Marti ns, desJe
sua chegada a esta capital puz em pralica
o sysleuia homceopathico, e vista das cu-
ras que obtive, ja as molestias agudas, ja
as chroiiicas quo tratei, recouheco boje a
supeiioridadeda homceopathia, e a tenlio
como a nica, pura o verdaileira medicina
que abraco, o prometti consagrar-lhe o rosto
dos meus dias. Mas amiudo irei publicando
as curas obti las at hoje, e as que foiem
apparecendo.frano'sco Jos Rodrigues,
Precisa-se de urna ama para comprar
o cozinhar: na ra da ConceicSo da Roa-
Vista, 11. 11.
n 9, casa ,ia viuva Cunta Guimaril-s.
Faz-sa al muco e. \.u,\ .-, ,<.<< .< t'ra com
muito asseio e perfeigSo : na ra .la Praia,
boceo >Jo Carioca, sobrado da esquina.
U..ia s-'iihora de boa conducta o com
bastante pralica de ensinar menina!, se of-
forece para ir ensinar fra da pract : quem
do seu preslimo so quizer utilisar, dirija-se
a ra do Rozario larga, luja do miudezas
numero 35.
No aterro da Roa-Vista, loja de miude-
zas n. 72, se dir quem d dinheiros a juros
com hypotheca cm casas terreas.
Quem quizar mandar fazer qualquer
costura, por quem j tenlia bastante pralica,
assi.n como fazer labiriutlio detoJas as
qualidades, segn lo as imostras quo se lia
de mostrar dlrija-se ao becco da Carimba
11. 10.
l'iirtaiain da casa do abaixo assignad.o,
uma collier do sopa bastante granito o posa-
da, do pi'.. la lavrada e superiormente poli .la,
com us iniciaos L, C. Ferreir : quem r.on-
correr para que ella soja apprehen.lida rece-
bera o valor da mesma collier o mais 3,200
rs de gralificaco. Luis Gomes Ferreira.
Pedo-se a quem soulier, o favor do de-
clarar por esta tulla, em quo logar he a re-
sidencia do Sr. Joaquim de Figueirodo Li-
ma, ou quem soja nesta cidade seu procura-
dor, para Iratar-se e um negocio que diz
respeilo ao Sr. Lima.
Carlos Claudio Treaee, fabrican-
te le orejaos c reulcjos, na ra
da- Florea 11. 1 u,
avisa ao respeitavel publico, quo conceita
orgSos e realejos, e pa marchas modernas
desto pal/, tambem concerta pianos, sarali-
nas, caixas de msicas, accordes o qual-
quer instrumento queappareQa, e faz obras
novas. Na mesma casa vende-so um org3o
proprio para capclla ou altar-mr. com boas
vozes, por precocommodo.
Precisa-se alugar dous pretos para o
servico do armazem de assucar, durante a
safra : quem os livor, dirija-so ra do A-
pollo, armazem 11. 2 C.
Jos Valenlim da Silva, bem conheoi-
do por ensinar latim ha 15 anuos, lembra a
quem convier, que su'aula abro-so no dia
13 de Janeiro, na ra da Alegra n. 38 ( na
Boa Vista ), oudo recebe alumnos externos
e pensionistas. Tambem ensina em lunas
reservadas aos que nSo poderem froquen-
tar as horas da aula.
Passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro e fra
do imperio, correm-se folhas, despacham-
se escravos e tiram-se ttulos do residencia
para sempre : para este fin nrocura-se na
praca da Independencia ns. 6 e 8, e na ra
do Queimado n. 25, I0J1 d- miudezas do Sr.
Joaquim Monteiio da C'uz.
--Aluga-se o sobrado do dous andares
da i 1 a.;a da Boa-Vista 1. 6 : fallar na bo-
tica da mesma casa.
Chapeos de sol. ^sj^.
Ruado Passeio, o 5. ><'
NCsta fabrica ha presentemente um rico
sortimento destes objeclos de todas as co-
res e qualidades, tanto de seda como de
panninho, por preces commodos ; ditos pa-
ra senhora, de bom gosto: estes chapos
sSo feitos pela ultima moda; seda adamas
cada com ricas franjas .le retroz. Na mesma
casa se acha igual sortimento de sedas o
panninho imitando sedas, para cobrir ar-
uiacoes servidas : todas estas fazeudas veu-
dem-se em por^So e a retalho ; tambem se
concerta qualquer chapeo do sol, tanto do
basteas do ferro como de baleia, assim como
umbelas de igrejas: tildo por prego com-
modo. Na mesma casa ha chapos dn sol,
de marca maior, do panno o de seda, pro-
,0Hi ns. 11 e 9, juntas botica do J jSo Mo-
H
reir.
- Vendem-se tres grades do amarello,
modernas propriai i-ara porta urna ca.xa
domesmo para janelU ;


urna pircio d"
dorias
priospara feitoresde engenho, por serem tsboas di piano usadas: na r"aven
dos mais fortes que se pdom fabricar.
l)Sn-se boas alvicaras a quem restituir
um can indo, quo fugio nos .lias do festa da
Cruz do Almas, no sitio do Filippe Menna,
ou na ra do Collegio n. 13, nos dias litis
das 10 lunas da manliaa s 3 da tarde : o
oanind he muito manso o Tallador.
Precisa-se de Irahalha.lores de onxa-
la : .1 tratar no sitio do Sr. I'ilipp; Mcnua,
ou na ra do Collegio 11. 13.
j^pm^ng
ROWMAN & MC. CALI.UM, engenhei-
ros machinistas e fundidores de forro mu
respetosamente annunciam aos Senhores
propietarios dcengenlios, fazendeiros, mi-
neiros, negociantes, fabricantes e ao res-
peitavel publico, quo o sen estabelecimento
de forro movido por machina de vapor con-
tina om effectivo exercicio, e se acha com-
pletamente montado com apparellios da pri-
meira qiial.lailc para a perfeita confec<;3o
las maiores pocas do marhinisino.
Habilitados para empreliendor quaesquer
do-as da sua arte, Buwm8n & Me. Callum
desejam mais particularmento chamar a
attenco publica para a sseguintes, por
terem dellas grande sortimento j prompta,
as quaes construidas na sua fabrica pdem
competir com as fabricadas 0111 paiz es-
Irangeiro, tanto em pretjo como em qua-
lidade da materias primas e uiSo d'obra,
a saber :
Machinas de vapor da melhorconstrucQ3o.
Moen.las de caima para engenhos de to-
dos os tamaitos, movidas a vapor por agoa
ou animaos.
Rodas d'agoa, moinhos de vento eserra-
as.
Manejos indepondentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, bronzes e chumaceras.
Cavilhes e parafusos de todos os tama-
itos.
Taixasrpares, crivos e boceas de forna-
Iha.
Moinhos de mandioca, movidos a m3o ou
por animaos, o prensas para a dita.
Chapas de fog.lo e frnos de farinha.
Canos de ferro, torneiras do forro e de
bronze.
pertences do uma tavorus, DBO Ihe faltand.
nada, por commodo prego.
Aos aoiooo.ooo rs.
Na ra lar", do Rozario, botica n. 42, re-
ceheu-so a lista da lotera a henslicio da IV
ordinaria do thealro da imoorial nda.le do
Nictheroy.ealii sahiram pramtadoa os 10-
gnintes ..limeros, a saber; M~Mifin
uarto, 3507 400.000 oitavo, 5292 --100/
oitavo, 317 -100,000 oitavu, 971 ~*M0
Mitosi.no, 4999--O.OOO vigesim ), 3070--
to.ooo vigsimo, bem como bilhetes 3
lotera da Sanli Casa da Misericordia da
"orto, chegados ltimamente plo vanor,
os quaes se vendaos, ("los procos seguintes:
intir.s f 22,000, m-ios a 11,000, quarlos
5.800, OlUVOS a 2 900 o vigsimos a 1 400.
Vendem-se couros gan oleados ( bran-
cos 1 proprios para crrela mo do tripa .la
linha : na praa do Commeicio n. 9, pri-
meiro andar.
Lotera,
Vendem-se meios bilhetes da
lotera do Livramento, cujas ro-
ilas-andam no dia 3i do corrente
infalivelmente : na prica da Boa-
Visla. botica n. 32.
Vendem-se bilhetes da lotera do N. S.
do Livramanto, que corro impreterivelmon-
to no llm do Jrrente mez na praeinha do
l.ivramento 11. 67, loja do Jos Martius da
Cruz.
Vendo-so uma laverna bem afregueza-
da, no pateo do Paraizo n. 30, assim como
uma casa terrea na ra da Praia e uma ba-
lainja grande com os seus competentes pe-
sos de daas arrobas at oito libras: quem
pretender, dirija-se mesma laveroa, que
achar com quem tratar.
Vndese uma linda escrava crioula,
recollnda, do 1'J anuos e com habilidades,
para mucama : na ruado Santa Rita 11. ti.
Sn|ferlores itiauwas pitra chapeos.
Na ra da Cadeia do Recle, luja n. 4l,
veude!'.:-sc superiores massss portu.'ue/.as
para chapos, a ollas antes que se scabeiu.
--Vende-so um terreno na rui.loAlo-
crimeom Luidos at a outra ra, 0111 cujo
terreno se po le edificar duas ou Ir 's casas
na ra Direita sobrado do um andar 11. lili,
Livros baratos.
Timn, livre des oratenrs com estampas
finas ; poesas do HaIberbea ; De Pradt, sys-
Bombas para cacimba e de repucho, mo- lema do leEurope; (aulo et Franco, par
idas a mio, por inimaes 01 vento. Alexan Ir Humas ; voyagos .l'Aiiteiior ; Va-
Cuindastes, guinchos e macacos.
Prensas hy.lraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras pu-
blicas.
Columnas, varan.las, grades e portos.
Prensas de copiar cartas o sellar.
Camas, carros de mito e arados de ferros,
etc etc.
Alin da suporioridado das suas obras, ja
feralmente reconhecida, liowuiau 0. Me.
t'.allum garaiilem a mais exacta cont.lui-
da.le com os mulles e dezenlios ronieltidus
pelos senhores que se dignaren] de fazer-
Ihosencoinmondas, a:noveilaii.loa OCCasifio
paro agra.lecorem aos seus numerosos ami-
gos e freguezSS a preferencia com que teem
sido por altea honrsilos, o asseguram-llits
quo nflo pouparflo sforgos o diligencia."
para coulinuarein a merecer a sua confi-
auca.
Engiimma-se o lava-so toda a qualida-
de do loupa com to lo asseio e muitu promp-
ii.lo, por preco nmis diurno 1.1 do queeni
outra qualquer parle i na ra de Aguas-Vei-
des, n. 26,
Compras.
Compram-se dous ou tres lencos do
bretar.ha ou esguiSode linho com lavarlo*
10 em roda, o que nflo estejam inda servi-
dos : 1 lem os liver, aninmcie.
Compra-se uma g.ammatica portugue-
sa por Sures Barbota, o uma geometra
pralica por Silvano Thomai: quem liver,
anuuucii', ou dirija-so aFoia do Portas, 110
pateo Pillar, 11. \1.
Compram-se, para uma encnmmcuda,
escravos de ambos os sexos, do III a 40 li-
nos de i laJo : na ra do Santa Rita n. 14,
sobra lo.
Compra-so um lustre de seis ou oito
luzes : 11 va Typograi hia, un annuncie.
Compram-se escravos de .un-
los o- m-\i n : na 111a da (jadeia do
Recife n r 1, primeiro andar.
Compra-se urna loja do miudezas con.
poucos fundos : quema quizer vender, an-
uuncio para ser jrocurado.
> Compia-so uma vacca parida de pou-
co, o qu>' tenlia bastante leite: na ra de
Santo Amaro 11. 16
Compra-ae ume bomba do ferro om
boa estado : no paleo do Paraizo n 20.
Vendas.
r'azendas baratas.
Na loja de alfaiate de Ja. i ni ho Soares de
Menezes, na ra Nova 11. 35, alora de un
completo sortimento do 1 tras feita*. tem
para v. nd.-r o seguinlo : lencos le seda de
mu lindos padits, por 1,600 cada um ;
coi tes do casimira, a 4,5t0 ; ditos, a 5,500 ;
ditos, 11 ui su, 011.o s, a 6,500 ; espalilhos
para senhora, modernos, a 2 e 3,000 ; cor-
tes de Gollete de 13a, a 1,500 ; ditos de gor-
gurSo, a 2,500; ditos de fustn, a 1,000 rs. ;
o outias 11. mas 1 a/codas: ludo muila bara-
to, api aiicendo os freguezes.
Aos 5;ooo,ooo rs.
Vendem-se meios bilhetes da
loleria a favor das obras da igreja
de iN. S. do Livramento, que cor-
re no dia 31 do corrente mez : no
Aterro da Boi Vista, loja de cal-
cado n. 58.
(ucni quer 5:ooo$ooo 1
Quem quizer a surte grande da lotera do
Livrainonlo, que lufalivelmenlo corre no
dia 30 do corrente mes, apr.sso-se a com-
prar slgus ios poucos bilhetes que anda
re aiaui, as lojas da esquina da ra do Ca -
tel, droil des geus ; Le Cenia du Christia-
nisme, par Ch it. auhriant ; historia dos Ls-
ta.los-l'nidos; Schrodt, systema jury ; co-
le eccleaiaslique, i'ar llenrioo Borlama-
|iii, principes du Droit; J. Tissol El tuque ;
Cunto, direito criminal; l.egouas Chirur-
gie; Hichai, traite des Membranas Klemeus
le Pharmacie, par Baum ; Olin, systema
le Lavaler, c-.m esUorpas; B->emero lus
Publicum ; cdigo comme'Cial 5 Lea Cinq
i.o.ies ; Cumbertand, lols nalurelles ; A. de
V.t 11 v ; Servelul'- ol (irn leur Mililaires ;
irgllio ; l'liedro ; C.irn lio Salostio ; Se-
le.'i 1 ; Novo Melho lo ; com lendios de geo-
graphia, porCaulhier, tor Vellez llutoria
sgrala, por Bern.irdino : RegrSS di Pra-
ca, porCayr ; Uotaphisioa da Contabilda-
de; Colloccllode principios, regras axio-
mas de direito ; Poesas de J0B0 d'Abuns ;
Ensaioa Po-licosde Harros; llirniiinias ti 1-
inaulicas, por I*. Bandeira ; o Con le .1" Vil-
la Nova, tragedia ; os Romances escolhidos;
Revenes sur les monlsgneg, par Bodin ;
i.unt.i .le Mansfeld ; Robertine ; Les Burgar-
vos, par Hugo; Mauprat (' San.I ; Golds-
iniili Vieaire de VakelOeld ; La plus heureu-
se lem.no du monde; Collec{8o de cinco
novelhs; Viguetas com retratos .las perso-
nagens, quo figuraran) na revolueflo france-
za ; Lstudus do desenlio, segundo os m-
delos de Itophael ; diccionario dos verbos
irregulares da lingoa franoaza; o grjmma-
tic.is iuglezas, por Pires : na ra do Quo-
maio, loja de miudezas, n 43.
Na loja de seis portas, em fente
do Livramento,
continiia-se a trocar fazenlas por sedlas,
a precoa rasoaveis, como soja : cassa pinta-
da de dlfferentea cores, a 200 240 o cova-
do ; chitas, a 120, 110, 160, 180 o 200, do
bons pannos o gustos; esguies do algo-
dflo, a 2,210 a pepa de 12 jardas, proprios
para carnizas .le senhora e homom, por sor
mais largo que n.adanolilo ; ea-sa lisa, a
400 a vara ; umbrala lis, a 400 o 480 a va-
ra ; riscado monglro, a 200 e 260 o covado,
muito largo ; corles de chita preta com ti
cova.los, a 1,280; cassa pela, a 120o cova-
do ; lencos brancos para milo de senhora, a
24o; sarja preta la'ga hespanhula, a 1,920 o
covado ;c todas as mais fazendas por pro-
cos que satisfazem son compradores.
-- Vende-aeum escravo pedroiro, muito
despacha lo em s-rvico; 1 cabrinha de 14
anuos pouco mais 011 menos, muito esperto
0 ja acostuma.lo a tolo servido, ptimo pa-
ra aprender qualquer olTicio ; uma escrava
moca, perfeita engomaiadeira, lavadera e
cozinheira, e refina muito bm assucar : na
1 ua do Rozario eslreita 11. 30, segundo an-
dar. a mesma casa aluga-so um ptimo
caiador de casa com lustro que nflo defjro
das estuques.
--Vendem-se moios bilhetes da lotera de
,N. S. do Livramento : na ma do Cabug, lu-
ja de miudezas. junto a do ourivos n. 9.
San S ha-1 i.'i 1.
N1 ra Nova n. 63 existen, anda nSo vis-
tas, ricas estampas da milagrosa imagem
do San Sebastian, cliegadas do lora, por
precocommodo: a ellas antes que se aca-
bem.
Vendo-se uma preta do bonita figura,
de 24 annos, com algumas habilidades: na
ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Vendem-ae 120 palmos de cornija feita
do oadtira do amarello e louio, a qual sor-
vio em uma das graudes lojas da ra Nova
desia cidade, com parte do oncaixilhamen-
to ja envidrando, por preco muito commo-
do : q .em pretender, dirija-aea mesma roa
numero 23
Vende-so a sro.acflo da venda da rua
do Codorniz n. 16 : quem a pretender, di-
tiia-Sea m.s.nacasa, que so dar em cunta.
Vende-se cera de carnauba : ua rua da
Madre de Dos, loja u. 34.


^^^^^T
de
do
de
nu-
Vendem-se caixas com cera
emvellas, fabricadas no Rio de
Janeiro, sortidasaodesejo do com-
prador ; retroz da fabrica do Si-
queira, no Porto, de todas as co-
res : trata-secom Machado & Pi-
nheiro, na rna do Vicario n. 19,
segundo andar.
Boa cozinheira e engommadeira.
Vende-sn una bonita escravn. parda, de
20 annos de idade. com lima filliinha do p
me7"s. a qual cozinha o engomma betr, h
milito del enSolom vicios, o que tildse
atiiincn ; e 1 prcto, mofo, milito robusto,
proprio para arma/eni de assucar ou enge-
nho, portermuita forgn : na run larga do
Romio n. 48, primeiro andar.
I ni 11 lia de iiiaiulloro.
Vende-se superior familia de Santa f a-
tharina, por preco commodo,a bordo do pa-
taxo nacional Nereida, fondeado defronle
do caes do collegio, 011 tratar com Novaes
fr C, ra do Trapixe n. 34.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota pora cacimba :
na rna do Brum ns. fundico de ferro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro
diferentes modelos : na ra
Brum ns. f>, 8 e 10, fabrica
machinas e fundico de ferro.
Vende-se farinba galega em barricas p
meias ditas, velas de espermaceto america-
no e cha liyson de superior qualidade, em
lotes a vontade do comprador : no escrip-
torio de Malheus Austin & Companliia, ra
do Trapiche 11. 36.
AGElNCIA
da fundico Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 42.
JSeste estalieleeimento conti-
nua a liaver um completo por ti-
men'to de moendas o meias moen-
das para engenlio, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, u'e todos os tamaitos, pa-
ra dito.
\ .inlc< superior larinlia
gallega, em meias barricas: no e;cnptorn>
de Deane Youle & C, ou em seu armazem
do becco doCongalves.
A 4o rs a caixinha.
Vende-se a melhor qualidade possi'vel de
palitos para tirar fogo, pelo barato prego de
40 rs. a caixinha de pao, e a '20 rs. a de pa-
pel : na rua do Queimado n. 16, loja de Jos
Dias Simies.
Vendem-ee chapeos do Chi-
le pequeos, muilo tinos, por 6
7,000 rs.: na rua do Crespo
meio a3.
Chumbo de mut'icSo.
Vende-se no armazt-m lie J.J. Tasso J-
nior, rua do Amonm 11 35.
Vende-se a historia criminal dngover-
no inglez, rcvolucSo de l'ernamburo de
181", ami7ade ingleza para com Portugal, ;
Inglaterra vista em Londres, memorias d-
campan ha do l'or'o, ditas histricas d re-
volugilo do Porto em IS28, historia de Na
roleio, comj en lio de geopra) hia univer
sal, resumo da historia do brasil, a rainln
Margot e geograplna de tioultier : na prag.
da Independencia n. 17.
Os melbores goslo*, padrdes
novos.
Vendem-se chitas escuras, muito Unes,
cor de hn nze, padres miudoa e rama gen.
inteiramcntfl nova, pelo diminuto preco di
940 rs. o covado : na rua do Crespo u. 14,
loja de Jos Francisco Oas.
Vende-se una aimagilo com lodos os
scus perlences, na rua da .Senzalla Velha
n. 48 : quem a quizer comprar, dirija-sel
mesma rua, a fallar com Domingos Jos da
silva Amorim.
Anoto e economa, de ( eui libra.
Vendem-sp. vellas de pura carnaha, as
melhores al hoje fabricadas; urna desla
vellas acepsa e dentro de una man^a de vi-
drodura II a 12 horas sein ser pspevilada.
vende-se de urna lihra al aporrillo que si
exigir : na rua da Cadeia Velha do Itecife,
loja do llorgard.
liiipr iriiM'i /a i!r I i-lxia.
Na pracinha do l.ivraucnlo n. 1, loja de
fazendas de Jos Rodrigues Coelho, vnde-
le superior rap de Lisboa a 40 rs. a oilava,
assim como Umhem vendern-so ns ailinlios
de linho par caigas e jaquel, a 320 o cn-
vado ; rhamalot) de algodflo, de | adres eg-
curos, propnos para manteletes, a 200 rs. u
covado ; e ojtras multas fazendas, por me-
nos prego do que em oulra qualguer parte.
Vendem-se bola mansos e novos, as-
sim como gado de criar, sendo deste nume-
ro oovilhas e vaccas de leile : a tratar Com
o proprietario do eiigenbo Minga-de-tuina
ua freguezia do Cali.
Na rua da Cruz do Recife n. 33, arma-
zem de l.uiz Jos de Sa Araujo, vende-se
supeiior farinha de mandioca a 2,000 rs. a
sacca, para acabar; lijollo de limpar ale-
les de uma ora, lubrica da Europa ; sola
superior ; couros de cahra ; sapalos ; peo-
nas de ema ; e superior cera i!e Carnauba
em saccas.
Vende-se a casa terrea n 12 do becco
de Joflo Francisco, na boa-Vista : quem pre-
tender cumpra-la, pode dirigir-ge a |ojn de
miudezas do Aterro da lina-Vista n. 72, qi.e
.se dir quem vende.
Vendem-se saccas grandes com alquei-
rodo millio, muilo novo : na rua da l'raia
i. .'>-', armazem de carne.
Botica* homoeopattaleas, na run
rto Crespo, loia n. 4.
Vendem-se boticas de 24, 36 e 60 tu-
bos, grandes e pequeas, com os seus com-
petentes livros, viudas ltimamente ,|(, ft
de Janeiro, do grande eslabelecimento cen-
tral ila rua de-S. Jos n. 59.
Para quem quizer principiar.
la ha poucolempo e de muito bom roslo,
issim como temos de medidas de folha e
de pao, canteiros, umn pipa com torneira de
metal, liteiro, mostradores, temos de pe-
sos, balanca, etc.: tildo por menos do seo
valor : a tratar na alfandega com Joaqulm
Francisco Franco, das 9 horas da manhua
as 3 da tarJe.
A I.Goo rs.
Vendem-SO novos cortes de brim tranca-
do escuro com duas varas e mei cada corte
a 1,600; cassa francesa de bom gosto,a2,600
rs.; pe^as de esguiao de aljodo enm 12
varas, a 2,400 rs. a peca ; cobertores de al-
gorilo da cores, a 720 rs. : ra rua do Cres-
po n. 6. loja ao pe do lampeio.
Deposito le cal Yirgtuni.
Na rua do Torres n. 12, ha muitosupe-
rior cal nova em podra, chegada ultinv-
mente de Lisboa no brigue Tarvjo-Terceiro.
Cabccnrtas Inglesa*.
Vendem-se rabecadas inglezas rolicas e
chatas, loros e silliasde 13a: na rna doTra-
piohe n. 10.
SSSF.
Farinha nova da marca SSSF, chegada
ltimamente: na rua do Amorim II, 35, ar-
roezem del. J. Tasso Jnior.
Potassff da Rsala.
Vende-se potasas da Rossia, rccenlemen-
te chegada. e de muilo superior qualidade :
na rua do Trapiche n 17.
Lotera le X. S. lo Livramento.
.Aos 5:oo$ooo,
Na na da Cadeia n. 46, luja de miudezas.
vendeu-se o mel biihete n 1454 da lotera
ile N. S. do Livramento em que sahio a sur-
to grande do 5:000,000 rs., e estilo expos-
losavenda os fortunados bilbetus e cau-
ti las da niesma lotera, que corre imprcte-
rivelmentc no dia 31 de Janeiro crenle.
11,000
5,500
1,100
600
de ma
Deposito de cal e potassa.
Cunha.ck Amorim, na rua da
Cadeia do. .Recife n. 5o, recebe-
ra m pelos ltimos navios de Lis-
boa Novo Vencedor, Carlota e
Amelia harria com cal virgem, e
vendem, tinto a cal como a po-
tassa, pormenor preco do que em
outra qualqucr parte.
He. baratisslmo.
Cortes de cazemira a 3,200 ris, cambraias
descila a 900 ris o covado, meias de seda
preta e de cores para homem a 600 ris o
par : na rua do Crespo loja n. 2, ao p do
arco.
Ventem-se bichas pretas de
superior qualidade, por metade do
preco por que os barbeirosalugim:
na rua di Cadeia do Recife n. i
Para fechar contas.
franceza de Marseile, a melhor do
nercado, chegada ltimamente as
casas de Lasse e do Saporiti: a
fallar como barateiro SHva Lo-
pes, na porta da alfandega.
Aiiligo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
no brigue larujo 111.
Tecido de algodSo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia n. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidade,
proprias para saceos de assucsr e roupa de
escravos.
Vendem-se chitas limpas a 12o rs.
pegas de chitas mpas, rxas, para luto
Vende-se cera de carnauba, courinhos de laliviado, a 4,500, e 120 rs. o covado ; cortes
cabra, sola e una Palanca com bracos, con-Ide cambraias com 6 varase meia, d
chas, correles de ferro e pesos, propna pa
ra armazem de carne, venda ou burdo de
emhaicico : ludo por preco commodo : na
rua dos Tunoeiros, armazem n. 5.
A 4o rs.
Vendem-se agulheiros de pao
com cen palitos de fogo a 4o rs. :
no Aterro da Boa Vista, loja nu-
mero 48.
Lotera.
Vendem-se bilhetes da lotera de N. S. do
l.ivrament, cujas rodas correm infalivel-
mente no dia 31 do correte : no pateo do
Collegio, casa do l.ivro Azul.
Deposito la fabrica le Todos os
Santos na Haliia.
Vende-se, em casa de N. O. llirber&C. ,
. O alqtiere Com a na rua da Cruz n. 4, algodBo transado di-
; quella fabrica, muito proprio para saceos de
" assucr e roupa de escravos, por pregocom-
Rllhetes
Mimos
Decimos *
Vigsimos
Vende-se farinha
dioca a 2,
sacca, e sem ella a 1,800 rs.
rua da Praia n. 3a.
Taixas para ciigcnlio.
Na fundico de Ierro da rua do Rrum,
acaba-se de receberum completo sortimen-
to de taixas de 4 a 8 palmos de hueca, as
quans acham-se a venda por prego com-
modo, e com promptidflo embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Moendaa superiores.
Na fundieo de C. Slarr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas,
de canna, todas de Ierro, de um modelo e
constmcgilo muito superior.
Grande sortiinento le charutos
la la lrica le S. Kelix, 110 ar-
nia/.eiii le Crieeo & compaiiliia,
rua la Cruz 11. 2 1
Silo chegaitis a este armazem os verda-
deros charutos regalos, regalia, cacaiiorrs,
rleputados, venus, senadoras e soberanos
de davala, em caixns de cen e 250, por pre-
gos rasnaveis.
l,iluiliigao le fazondas.
Na rua No raiiiboa do (.1 rrro, luja n. 23 de Antonio Co-
mes \ill-r, esto se vendendo fazendas que
nsta loja ja exisliam por menos a terga
paite de tins primitivos |ire(,o-, e entre as
muitas qslldades leem as seguinles por
estes 1 regos.
Jarros linos ip banhn 1,000
Fitas de sarjas, de setim e lafel
largas, vara S90
I'em, de 4 dedos, vara 210
dem, de Se 4 dedos a 120 e 160
1 lem, de velludo cstreila de
cores 120
l.uvas de pellica para senhora e
liara hnmem 500
l.eques de papel, cobo de osso
lino. 64o
dem, de cscnrrillia pela 400
dem, de papel linos, cabo de
marflm, de 4,000 a 20,000
Chapeos de palha (inos.lizos, a-
beilose bordados, de 3,600 a 4,ono
chitas
ila, prelas e de cores
para
16(1
3jM
, .j--------- j-------_.(,... _. v i-ij.ii-iii -m: aman
Vende-se uma ariuacSo par taverns, fei-'iya Senzalla nova n. 42.
Ci avalas di
I lem, de si
lileni, de cnuro de lustio
militar 240
Selins de crtres liaos, (ovado 640
dem, hraneo muilo boa fazenda ftOO
Sarjas de cOres para vestido, co-
vado 1,200
('orles de vestido de seda blancos
para nnivas. 30,000
Mantas de selim de cores mati-
sadas 8,000
dem, de sarja, dile, dita lo.noo
Chalgs de leda furta riVes 4,600
l.uvas cultas de linho pura se-
nhora, o par 160
dem, de seda ahertas para se-
nhora 320
Meias de seda aheilas blanca pa-
ra s nhora 1.(1011
Mem, pretas para senhora 1,00
Mein, para homem 1,000
dem, lizas para homem 1,000
dem, branca para dilo 1,000
Carleiras linas i!e feixe 320
aj alos de setim pelos, o par 1,000
botina gaspiados, prelos e de
cores para senhora 1,000
Sapatos de setim bronco para 1,000
menina ,000
Chinellas de marroquim de co-
res para homem, 1,000
Ctiapeos de sol de seda para se-
nhora 2,000
l.cngos de cambraia de linho, li-
70S, de 1,000 a 3.000
dem, bordados com I icos 4,000 a 20,000
I lem, de sida preta e de cures
para grvala 3,000
Chicotes de junco ou cana para
carro, de 2,00oa 4,000
dem, de hlela para carro 3,000 a 6,000
Rengadas linas de junco e
cana de 320 a 2,000
Chicotes finos para montu-
na, de 1,000 a 2,000
Tin grande sorliment de dores linas sen-
do caxos, ramos,prosas paia vestido, pe-
nas de muitas dualidades, luco-.de blundes
de toilas as largums, lucos de dentelle ure-
ln-, e.slreitos e largos ile muito Ima quali-
dade para capotinho e iuanicllele,tudo mui-
to em conla.
Vendem-se amarras de ferro : na rua
molo.
Vendem-se duas escravas de20annos
e de bonitas figuras, qun cozinham, en-
goinream e cnseoi ; uma dita boa para o tra-
halho de campo ; urna parda da 20 annos,
que cnse, eiigoinma e faz lodo o servigo de
uma casa ; 1I0US moleques pegas de 18 an-
uos, hons para lodo o IrsbalhO ; um preto
muito bom servidor de urna casa, o que ga-
nha na rua 610 rs. ; um casal de escravos
de meia idade, hons para trahalharem em
um silio, por a isso estarem acoslumados ;
e un moleque de 5aiinos, muilo esperto e
que j serve hem a urna casa : na la do
Collegio n 21, primeiro andar.
- Vendem-se queijos londrinos ltima-
mente chegados de Liverpool na galera /'o-
nia. assim como conservas ile carne e fruta,
e inais 00tros gneros ltimamente chega-
dos, por prego rasoavel: na rua da Cruz 11.
7, armazem de l)awis& C.
Cal virgem em pedru
chegada de Lisboa na barca Curala e Ame-
lia, vende-se a prego commodo : no arma-
zem de Silva Barroca, na rua do Urum, nu-
mero 28.
Altengilo.
Vende-se, no Aterro da lloa Vista, vend
n. 80, por baixo do sobrado onde mora o ps-
crivilo Cirdoso, os spguintps effeltOS, que
pelasua qualidade, assim como pelo prego,
silo n.erece lores da concunencia do publi-
co, cha hysson, o melhor do mercado, a
2,000 rs. ; manleiga ingleza, da melhor e a
mais nova, a 720 ; velas de espermacete, a
720; farinha ile aiarula, a 240 ; chocolate
verdadeiro de Lisboa, a 440 a libra ; cale
em caroco, a I80; cevada nova, a 100 ; vi-
11I10 do P01I0 engarrafado, velho e proprio
liara doentes, a 560 ; latps com holacOinhas
de ai arula, novas, a 3,200; e oulros mullos
gneros, que deixam de ser publicados para
iio cansar a paciencia dos compradores.
Vende-se um piano em bom uso, pio-
rno para quem quizer aprender a tocar, por
prego commodo : na rua Nova, no segundo
andar do sobrado 11. 55.
-Vende-se, a prego* commodos, chum-
ho de mnnigSo, enxadas, chaleiras, panel
las, pregos de ferro de muitas qualidades,
bacas de rame, rame de lato lino, facas
B garlos para mesa, tacas para cbaiquear,
ditas de sapateiro de cabo leve, navalhas,
limas inglezase allemes, serrotes, vsrru-
mas, bandejas pintadas, botOes de madre-
perula, ditos de duraque e d'ogo e pennas
d'agu : em casa de I-'. II. Luttkens.
Vendem-se 16 escravos mogos, ptimos
para ludo o seivigu, lendo entre estes va-
rias pitias com habilidades : na rua Direi-
la 11. 3.
-- Na rua da Cadeia velha, primeiro an-
dar da rasa 11. 24, de Manuel Antn o da Sil-
va Anlunes, vende-se um rico sorlimento
de .chapeos de palha da Italia, aberlos per*
seuboia, caniiseUs de cambraia, eoleri
mus, romeiraa, manguitos, punhos, ludo
excelleiiteuieiiie bordado, bicus linissimos,
ncas litas, cajiutiiilios e manteletes de fil
e deseila prelos, e oulros objeetos de gus-
to ; bom couio um completo sorliment de
fazendas: ludo so veude por pregos muilo
rasoaveis.
>
so-
>
^Deposito geral do superior ra- tq p Areia-I'reta da fabrica ^
deCanlois l'ailhet & C. |
na I!.1I11.1. C
Domingos Alves Malheus, agente da
^fabrica de rape supeiiur Areia-I'reta da
Vllaliia, lem aberlu um deposito na ruaO
VJa Cruz, no Itecife, 11. 52, primeiro an-O
silar, onde se achara sempro deste ex-l
Ocellentee mais acreditado rape: ven-0
<5por prego commolo. Q
0<>0<:2OOC>9Oy|lloi assim como contina a vender-se toda a
tos padrOes c de cores fixas, a 5,600 ; e 100
saceos novos de estopa, cada um com 2 va-
ras, por atacado a 320 rs. : na rua larga do
Itozario n. 48, primeiro andar
Cimento.
Vendem-se barricas com superior cimen-
to, chegsdo no ultimo navio de llamburgo:
na rua do Amorim n. 35, armazem do J. J.
Tasso Jnior.
Arados de ferro.
Na fundigSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Deposito de potassa e cal.
Vende-se milito nova e superior potassa,
assim como cal virgem e pedra, recente-
mente chegada de Lisboa, por prego rasoa-
vel : na la da Cadeia do Recife n. 12, ar-
mazem?
iimii.se 1 o frejrnezes que lenliam
toda ottencad para o novo sor.
tiim uto que existe na loja la
rua do Crespo n. 6, no p do
laiupeno.
Vendem-se cassas pintadas de c6res fixas
a 260 e 280 rs. o covado ; cortes de brim
blanco de linho puro, a 1,920 rs ; ditos de
fuslo milito finos, a 560 e 640 rs.; cassa
preta propria para luto aliviado, a 120 rs. o
00vado ; zuarte de cOr, a 200 rs.; riscado
le linho para casacas, a 240 rs o covado, e
nutras muitas fazendas por prego commodo
&?ff*?:VV:fV*t*VV*e
<^. (\o deposito da rua da Moda n. 15, <:
;> ha para vender superior cal em pe- -p
dra, recentemente chegada de Lis- *
* boa, em o brigue Conceito de 31a-
ria, por prego rasoavel : tambemahi
se vendem pesos de duas e de uma
arroba, por prego commodo; ha
tainhem effeclivamente no mesmo <:
deposito banis de niel para embar- <;
'ia* que.
{? A A 4. t i A: l > ift $1 a A : sH tk
Vende-se um lindo moleque de 17 an-
nos, muilo hom coiinheiroe copeiro, pro-
prio para pagem ; um cahrinha de 12 annos,
muito esperto e ptimo para aprender olli-
cio ; e uma preta com habilidades e de ex-
cedente conducta : vendem-ae estes escra-
vos para liquidarlo na rua das Cruzes,
venda n. 20, se dir quem vende. Ma nies-
ma vende-se vinho engarrafado de mais ile
8 annos, da melhor qualidade que ha hoje
no mercado.
Lotera de N. S. do Livramento.
Na praga da Independencia n. 4, loja de
miudezas, >endem-so os afortunados bilhe-
tes, meios e cautelas da mesma lotera, que
corre mpreterivelmenle no dia 31 do cr-
rente me/.
Bilhetes 11,000
Meios 5,500
Quartos 2,600
Quintos 2,100
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Cal virgem de Lisl.0.1,
da melhor que ha no mercado, e
chegada ha dias pelo hrigue Em-
pieza : trata-se com A. C. de
Abrcu, na rua da Cadeia do le-
nle n. 37.
Bom e barato.
Na la do l'asseio-l'ublico, loja n. 9, de
Albino Jn-e Leite, vendem-se chitas rosas,
a 4,500 a pega o em cortes a 120; riscados
monslros, a 200 rs. o covado ; cassas de
quadros para babados, a 240 rs. a vara ; co-
bertores dealgodflo para escravos, a 720
rs. ; chales de chita, a 500, 800 e t.200 rs. ;
chapeos de sol com armagSo de ago e as-
teas de haleia, a 2,000 rs.; o oulras muitas
fazendas, que no he possivel annunciar-
se para n3o oceupar lempo.
Chegoem a pechinclia que se es-
tilo acabando.
Vendem-se relngios americanos, proprios
para cima de mesa, mui hons reguladores e
por prego moilo commodo para chegarem
aos robres : na rua c.o Trapiche n. 8, e ua
rua de Aguas-Verdes n. 62.
Vende-se barato, por ja terem tido
uso, as seguinlcs obras : historia da revolu-
gio franceza porThicrs, em poituguez ; di-
ta em poituguez de 1848, poi E. I'ellrtar ; a
desmoralisagSo e oseculo, por Sebaslito
J. Itibeiio de Sa ; a noite do caslello ; os
riumes do bardo : ea confissSo de Amelia,
todos tres poemas por a. Feliciano de Cas-
lidio : na rua do Collegio, loja da esquina.
A 80 rs. o covado.
Na loja de seis portas, pracinha do Livra-
mento, vende-se ganga azul para caigas,
jaquelas e vestidos do prelos a 80 rs. o cova-
de mandioca, recentemente chega-
da de Santa Catharina, em porcao
ou a retalho, por preco commo-
do ; a bordo do brigue Soares,
fundeado na volta do Forte do
Maito.s, ou na rua da Alfandega
Velha n. 5. escriptorio-
Vendem-se colegOes do ttedico do Povo,
de 1 a 21, na rua do Crespo, loja n. 4.
Vendem-se 43 acgOes da companhia de
Iteberibe : na praga da UniSo n. 19.
Vende-se urna grande casa de campo,
com mui tos commodos e terreno sullioien-
le para espim e mais plantagOes : na la de
S. Amaro o. 16.
Aos Srs. de engenho.
Vendem-se chapeos de palha por commo-
do prego : na rua da Cadeia do Kecife n. 23.
Muitissimo barato para acabar.
Vendem-se vedas de carnauba do Araca-
ly, sapatos, courinhos, espadadores, eslei-
rs e chapeos de palha ; ludo muilo barato
por se querer liquidar, e vindo do Aracaty
no ultimo navio : na rua da Cadeia do Re-
cife n. 23.
Fabrica de lleores.
Na fabrica de licores do Atierro da Itoi
ViHan. 17,acha-se um grande sor ti meo lo
de licores finos com ricas Urjas douradas,
ditos entre finos e ordinarios, xaropes de
maracuj e flor de laranja, dilo do verda-
deiro sueco da groselha, dito da gomma do
angioo, chocolate homoiopathico, dilo de
saude, dito de canella e baunilha, eapirito
de 38 graos, genebra da trra em (lanadas
e botijas, sgoardente do reino, aniz, esseo-
ciade zimbro, dita de canella, dita de lima,
e dita de cravo.
Vende-se uma casa de pedra e eal, cita
noPogo, por 300,000 rs. : no Manguind u.
35. e um sitio pequeo no mesmo.
Sapatos de couro de lustro.
Vendem-se sapatoes da lustro, de S a
4,000 rs. o par ; ditos brancos do Aracaty,
de 800 a 1,500 rs.; pelles de bexerro fran-
cez, a 2.800 ra. i 00 Aterro da Boa Vista,
loja n. 58, junto i do selle!ro.
50 couros.
Vendem-se 50 couros de cabra, escolta-
dos, por 20,000rs. : no Aterrada Boa Vista,
loja n. 58, junto de sel le i ro.
Fio para sapateiro.
Vende-se lio para sapateiro, a 750 rs. a
libra ; dito ama i ello, a 1,600 : no Marro da
Boa Vista, loja u. 58, juulo loja da sel-
leiro.
Enxofre.
Na porta da alfandega, arma-
zem n. ao, vende-se enxofre ni
caixas, muito barato.
-- Vende-se um moleque com principios
de coziuheiro e pedreiro : na tanda da ta-
noeiro, na travessa da rua do Trapiche.
Vende-se uma escrava de 20 annos, a
qual cose, eugomma, cozinha, tem bonita
ligura e n3o lem vicios nem molestias : na
travessa da rua Bella u. 6.
sjasaj
Vendem-se dou lileiros envidragados,
ja usados, para luja de miudezas; urna ca-
britilla bonita c coro habilidades; e urna
dita para todo o servigo de casa, menos en-
goinmar : ludo para liquidar cotilas de lia-
tango: na rua larga do Ituzariu, loja u. 35.
Vendein-se caixas com cera
em velas do Uio de Jdneiio : ni.
ruada Alfandega Velha n. b, es-
criptorio.
Vende-se farinha de trigo
lualidade de fazendas por menos prego que
he possivel.
Vende-se milho em saccas grandes de
alqueire, muito novo: no armazem do Utas
f'erreira, na ecad nha da alfandega, e na
rua da Praia n. 52, armazem de carne, por
prego commodo.
Ilisloire de la revolution frangaise, por
Thiers, obra completa em 10 volumes, e ou-
lios mullos livros, por prego mais comino-1 ;
do do que em oulra qualquer parle : vende-1
se na rua do Crespo o. 11.
Vende-se muito boa farinha
Escravos futidos.
300,000 rrs.
Fugiram de bordo do brigue
Sem-f'ar, vindo do Rio de Janei-
ro, (lints escravos, sendo um de
nome Sabino, de cor parda, esta-
tura regular, de ao annos pouco
mais ou menos ; levou calcas e
carniza ezues, e bonete encarnado;
0 imito de nome Kuzebio, criou-
lo, de 24 annos pouco mais ou
menos, estatura alta ; levou cal-
cas, carniza e bonete azues. Roga-
se as autoridades policiaes e capi-
laes de campo, que os apprehen-
dam c levem-nos rua do Trapi-
che n. 34, casa de Novaes & Com-
panhia, que recompensar.
Fugio no dia 10 dnpassado o escra-
vo crioulo, de nome Jos, de 40 annos, al-
tura regular, cheio do corpo, olhos ama-
rellos, rosto bexigoso, ps chatos e grosos ;
levou caiga de 13a escura : quem o pegar,
leve-o a seu senhor, no armazem de aesu-
car, largo do l'elourinho, ns. 5 e 7, de lio-
mfio Antonio da Silva Alcntara.
Fugio no dia 7 do crreme uma escra-
va de naglo Hebollo por nome Mana, idade
18 a 20 annos estatura baixa, bem feita de
corpo, rosto redondo, muito ladina que pa-
rece crioula, cor bem prela, com una mar-
ca de ferro da nago no brago direilo, e
urnas de xicule ja antigs junto ao pesrosso,
levou pao da Costa j desbolado.; roga-se
a quem a pegar de leva-la no Forte do Mal-
los rua do Cordoniz, na quina da Moda,
primeiro andar, que sera recompensado,
A U mulatinho Agostinho <|
i r -1 9
tugido.
1 Na noite de 11 para n do j
1 passado ausentou-se o es- J
cravo Agostinho, pardo a- a
caboclado, cabellos prelos e f
g lisos, ps grandes com os dos grandes grossos e camba- \
dos para dc-ntre ; he filho do j
serlao, muito allador e fo-
ta: roga-se as autoridades
policiaes, capitSes de cam-
po, assim como a toda e
qnalquer pessoa qne o en-
contrar, de prende-lo e con-
duzi-lo o seu senhor Ben-
to Jos Taveira, na rua da
Cruz 11. 30, que nSo so paga-
r todas as despezas, como
offerece uma generosa re-
compensa a quem o trouxer.
MmmmmttmBi
PfjKM. A/ATYP.DrT MT.nr. Farta-
J


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