Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06288


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Full Text
r

Anno XXVII
Sabbado 4
FAXITIDAS DOS COHB.EIOS.
Golanna c Parahlba, s segundas c sextas fe i ras.
llio-Grandc-do-Nortc, todas as quintas reiras ao
meiordia.
ICabo, Serinhiicn, Rlo-Formoso, Porto-Calvo c
Macelo, nol.,a II e 21 de cada mci.
.-ii.itiIitins e Honlto, a 8"e 13.
, lloa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas reirs.
(nimia, todos os dias.
Phases da i.i-a.
PBEiwcaioEa.
'Nova, a 2, as 8 e 24 m. da m.
Cresc. a TU, as 2 h\ e 2 m. da t.
Chela, a 17, as 2 li. c 38 m. da t.
.Miiii;. a '-*'' ,,s '"' '' ? '" '''' '"'
PKEAMAR DE HOJE.
Prisneira s G horas c a i ininntus da manha.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
de Janeiro de 1851.
N. 3.
PHEOO DA SUBOBIVQAO.
Por tres meses fadlanlados) 4/000
Por seis meses 8JU0U
Porumanno 15/U0U
das da semana.
30 Seg. 9. Sabino
31 Tere. S. Silvestre.
1 Quart. .::> Circuniciso do Scnlior
2 Quiut. S. l/.idoro.
3 Sext. S. Aprigio.
4 ab. 8. Tito,
5 Dora. S. Sinicao.
Ib I ICSfJT. 3'".TT^.'iTJlX
CAMBIO UE 3 DBJAItEIHO.
Sobre Londres, a 30 d. p. 1/000 rs. 60 das.
Pars, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 90 .._
Our...-Oncashespanholas.....20/000 a 29/500
Mcelas de 6*400 velhas. 16/1)00 a IWOO
de 6/100 novas 16/000 a 16(1200
de4f000....... 9/000 a 9/100
Prata.Patacdes brasileiros.... 1/920 a 1/940
Pesos coluinnarios..... 1/920 a 1/9W
Ditos mexicanos........ 1/680 a 1/700
DIARIO
PIRTF OFFICUL.
GOVERNODA PROVINCIA
EXPEDIENTE DO DA 3* DE DEZEMRRO.
(inicio.Ao commando das armas, intei-
rando-o jilo disposto no viso do ministerio
da guerra, datado de 30 de agosto ultimo,
pelo qual tora nomeado o Iferes do corpo
llxo de catadores do Cear l.uiz de Franca
de Carvalho para o lugar de a judante da
fortaleza de Itamarac.Intelligenciou-se
a pagadoria militar.
Dito.A thesnuraria de fazenda, scienti-
fleando-a de ler concedido 15 dias de licen-
ca sem nrdcnailo ao promotor pulilico da
comarca de Goianna o bacharel Joaquim de
Souza Reis. Fizeram-se as convenientes
communieaces.
Dito.A thesouraria da fazenda provin-
cial, para que a vista do certificado passadn
pela directora das. obras publicas, mande
pagar ao arrematante do dcimo terceiro
ltigo da estrada do Pao d'Alho Antonio
Francisco Paes de Mello Brrelo, a impor-
tancia da prmeira prestarlo a que lem d-
reito por ter feilo a terceira parte da men-
cionada obra.--Communicou-se ao respec-
tivo director.
Dito A mesmi, para mandar adiantar
ao engenheiro Milet, conforme requisita o
director das obras publicas a quantia de
3000,000 ris ; sendo 2:000,000 res para as
obras do vigsimo quinto laoco da estrada
da Victoria, e o resto para os reparos e con-
servacSo da mesma estrada.Scienlificou-
se ao refrrido director.
Dito.A mesma, para que em presenca
do certificado, de que trata o art. 71 do re-
gulan cuto de 7 de maio deste anno, man-
de pagar ao herdeiro competentemente ha-
bilitado, do finado arrematante da obra la
cadeia do Brejo Antonio Francisco Cordeiro
de Carvalho,a importancia da ultima presta-
rlo da referida obra, visto eslar ella no caso
; de ser recebida defensivamente.Ofilciou-
se ni'.sti! sentido ao director das obras pu-
blicas.
Dito.A mesma, dizendo que visto ter o
arrematante da obra rora Antonio Jos Gomes do Correio, feito
entrega provisoria da mesma obra, mande-
llia pagar em presenca do certificado passa-
do pelo director das obras publicas, a im-
portancia da terceira prestacilo que elle
tem direito.Intelligenciou-se ao mesmo
director.
DitoA mesma, transmittindo copia do
termo que assignou na directora das obras
publicas Manoel (Francisco CaVdozo para a
impresa de um lanrjo do atierro da casa de
delencSo, afim de que sol as condicOi-s ah
expressas mande lavrar o termo de contrato
do referido lauco, de cooformidade com o
art. ti! do rcgulamenlo de 7 de maio deste
anno, devendo habilitarem-se primera-
mente naquella thesouraria o referido Car-
dlo e seu fiador.Neste sentido olTiciou-
se ao director das obras publicas.
DitoAo commaudante do corpo de po-
lica, para que mande apresentar do dia 7
de Janeiro prximo vindouro em diante ao
arrematante do caes e rampa do porto uas
canoas Jos Goucalves da Porciuncula urna
prica do corpo sob seu commando, afim de
impedir que seja deteriorada a obra que o
dito arremantente est Tazando.
Portara.-Concedendo a despensa que pe
dio Jo8o Moreira Marques do lugar de the-
soureiio das loteras do theatro de Santa
Isabel, o Horneando para o dito lugar.de
kcooformidade com a proposta do inspector
da thesouraria da fazenda provincial, a
}~ Francisco Cavalcanti de Albuquerque.Mes-
) te sentido fizeram-se as convenientes cotn-
)' municac.oes
I
[
>
i
ver proceder em seus trabalbos com a
maor brevidade.
He desligado do segundo batalhiio de cas
cadores onde est addido o lente quartel
mestre l.uiz Jeronymo Ignacio dos Santos,
que na mesma qualidade de addido servia
no oitavo da mesma arma, como for mais
conveniente.
ioi Vicente de Amorlm Bezerra.
EXTERIOR,
:,:

;'
Commando das armas.
Quartel do commando das armas na cidade do
fecife, em 3 de Janeiro de 1851.
ORDEM DU DIA N. 28.
Convindo na forma da lei, e sustentarlo
da disciplina que senSo retarde o julgamen-
', lodos desertores do exercilo, iminediata-
menle que sejam reconduzidos aos respec-
tivos corpns, ouaelles seapreaentem vo-
, lunlariamente. e nlo bavendo em alguns
: J corpos existentes nesta guarnigilo o nume-
I ro preciso de offlciaes para a compcsicSo
J des conselhos de guerra, querenJo como
| devo superar este obstculo, determino que
m os desertores pertencentes aos corpos as
t| circunstancias a que alludo, sejam julga-
.? dos peranle um conselh.o de guerra perma-
nente, que se compor dos seguintes offl-
ciaes :
Presidente. O Sr. capitSo da terceira
clatse Jo9o Jos Gomes.
Auditor. O Sr. capito Carlos de Moracs
CamisSo.
Vogaes.Os Srs. primeiro lenle Ange-
lo SemcSoda Silva, lente da terceira c'as-
se Jos Xavier Pereira de Britn, alferes
Francisco Jos de Menezes Amonio, dito da
terceira classe Joaquim Pereira Visnoa, e
;; dito da qusrla dita Manoel Leocadio de Mi-
ra Wandei ley.
lis offlciaes cima nomeados que nilo per-
tencerem, ou estiverem ligados a qualquer
corpo, licam addidos ao segundo batalhao
de caca lores, einquanlo empregados no re-
ferido conselhu, que celebrara as suas ses-
sOes no quartel do commando das armas
em todos oa dias uteis.
Os Srs. en mina ma ules de corpos remel-
terSo a secretaiia militar os conselhos de
disciplina dos desertores que estiverem
presos para senteuciar, acompaoliados logo
das respectivas cerlides de assentamentos,
para seren presentes ao conselho, que de-
I

ESTADOS-UNIOS.
New-York, 12 de outubro de l85l).
DiviiSo do partido tehiu.Abolicionistai
detunionilat.
A agitacao provocada por Seward, Greeley,
Weed e outros desunionistas, he muilo mais
importante do que nenhuma das que temos
visto nesta pas. Loucura fura trata-la como
questao local, porquanto oa desunionistas e
abolicionistas procurain concentrar em um t
partido todos os senlimentos abolicionistas do
norte, e depois de organlsadas as su-s Torcas,
aggrediram as institulcdes sociaes dos eslaJos
meridlonaes garantidas pela constituicao fede-
ral, cbalxo deste ponto de vista aprsenla
um asp< cto multo mais perigoso do que a agi-
tacao que se suppuoha terminada com as lcis
de transaccao approvadas recentemente pelo
congresso. Se Seward e a sua faccao de drsu
nionistas triumpharem no estado de "lew-York
as prximas eleicoes, a unio destes estados
nao durar cinco annos. O sul relirir-se-ha
da Confederaran, porque ver nesse aconteci-
mento o proposito firme de ataca-lo einquanto
uo for abolida a escravido. O sul eslprepa
rado j para esse movlmento ; e que sera enlao
de tVcw-York ? Crescer a licrva as nossas
ras, perderemos a supremaca coinmercial de
que hoje gozamos, arruinar-se-hao nossas ma-
nufacturas, e esta repblica ver-se-ha divivida
em o mi bando de principados hostis, como ac-
conteceu aos estados da Allemanha. Convin
nao oceultar a verdade. Salta ella aos olhos
primeira vista, e esta questao da escravido,
que lem causado mais ou menos incominodos
c disturbios desrfe a fundado do nosso gover-
no, tem de ser agora resolvida. A deshonra de
Iraze-la a < ste ponto estava reservada ao esta-
do de New-York.
A posico decidida em que se collpcou a com-
misso geral whig nesta cidade, e a indignaco
com que a parte conservadora e nacional di>
partido whlg encara a impudente tentativa (el-
la pela convenco de yracusa para enxertar o
socialismo e o abolicionismo, em snas peiores
rormas, nos piincipios do partido sao de bom
agouro, e proinetlem a anniquilaco da faeco
desorganisadora que ha anuos trabalha com
tanto afinco para converter o partido em ins-
trumento de seus fins particulares, e para mol-
tl.i-1 i e dirigl-lo cuno uielhor Ihe apraz. Ago-
ra que oa conspiradores mostraran! amo,e
revelaran) seus verdadeiros designios Tacil ser
derrota-Ios, e livrar o partido do odioso e da
deshonra que quizeram lanjar sobre elle. Es-
ta i.in f.i he preciso cumpri-la e sem reserva,
se os whigs de New-York nao querein perder
sua identidade, e convertercm-se em partido
eramente abolicionista, com um chefe como
o brauco Seward, c um lugar-tenente como o
negro Douglass. Que homens como Seward, Weed, Douglass, Gree-
ley & C, he to claro como a Iru do dia,
Nao he esse, porm, o nico objeclo a que
aspiram esses abolicionistas, desunionistas e
socialistas. Todos sabem que Seward, Weed c
Comp.,so adversarios irreconciliaveis do Sj\
Fillmore, e que aguardavam a primeira occa-
sio de l.i/..! opposivan sua admiulslraco. O
-Vi. Fillmore oppoz-se sempre aos manejos e
intrigas desse bando, e, como ningucm ignora,
Tavoreceu o ajuste da questao da escravido.se-
gundo os principios da tramaccao proposta pe-
la coinmisso dos trese e adoptada depois por
ambas as cmaras do congresso.
Guilherme Seward queria deixar em campo
aquella agitacao, naesperaii(a de que o levarla
i presidencia : mas a approvaco daqucllas le,
deteve-o em aua carreira, e fez minchar, ao
menos por algum teiup i, suas espeaneaa. Des-
vairado pelo seu desapontamento, lembrou-se
de um plano para enfraquecer o goveroo do Sr.
Fillmore no estado de New-York, o de dividir
o partido ; e para esae liin, associado aos ou-
tros conspiradores, reuni a convenco de Sy-
racusa, composta de delegados seus, a qual vo
lou urna serie de resoluces approvando o pro -
re,i Milenio de Seward, e reprovando conseguin-
temente o procedimentonobre c patritico dos
sen limes, Uay, Webster e Fillmore.
Aos whlgs cumprc decidir se apoiaro Se-
ward ou o governo federal; se abandonaro
a sua orgauisaco nacional, e se ir.in.l'ormaran
em uina Mccao abolicioniata, tendo por chefe
o demagogo Seward; ou se continuaro a ser
um partido nacional, com princios nacionaes :
se se oporo reabertura da agitacao peiigosa
que o congresso, aps dez mezes de discuss*o,
cooseguio ajustar satisracloriamenle, c se que-
rein ou nao a continuaciio da Unio. Adoptem
um destesalvitres, e a sorte que os agualda c
que aguarda a Unio se tornar evidente.
O principio que divide as duas accedes do
partido whig oeste estado nao interessa smen-
te a esse partido, he de importancia vital para
todo o povo da Unio. Niogueui ignora que
as llovidas e inceriezaaque eslsliraui por lauto
lempo a reapeito do ajuste pacifico da questao
da escravido tiverain una inlluencia desastro-
sa sobre a industria do pais, e que as continuas
agi;ressdea doa abolicionistas do norte deram
um grande golpe as manufacturas dos estados
de leste. Osulfoi compellido a formar esiabe-
lecimentos manufactrenos, e lea preparati-
vos para tornar-se Independente do norte. O
resultado ah est. Nos estados do sul levau-
lam-se fabdcaa de toda a casta, e o que he pro-
vavel be que dentro de alguus anuos aquelle
ramo de industria ter all raaior desenvulvi-
mento do que lem hoje nos estados da Nova
Inglaterra. Foram oa abolicionistas do norte
que obrigaram os estados do sul a seguir esta
marcha, Qual ser, pois, o resultado da reno-
vaco dessa agitacao sobre os ulereases dos ne-
gociantes, doa fabricantes edoslogistas do imi-
te ? Se obligamos o sul a manufacturar lodo o
algodo que produs, e nao exporta para paites
esirangeiros, qual ser a sorte de Leweil e das
outras cidade niauulaciureiras da Kova Ingla-
terra ? Se nossoa aclos levarem os estados do
sul a tomar a determinaco de nao consuuii-
rcm um s dos arligos manufacturados ou pro-
duzldos no norte, se os torearan a proclamar
a desunio,que Un o os uossos operarios, queiu
pude calcular os males que Isa o Ihcs causar e
a todo o norte ? E comtudo he c sta precisamen.
la a leude icla do procedime nto de Seward,
Douglass, Weed e compauhia c se esses desor-
ganisad Tes socialista; e abnl icionistas nao To-
rera esmagados, o etl'elto dos seus manejos l'a r-
ae-ba sentir mais cedo do que muitos presu-
me MI
Nunca houve poca em q ue a Uniao correa-
se mais risco do que hoje. O demagogismode
Seward e dos seus consocio a trouie-a s bor-
das do precipicio, e s a aeco inmediata,
prompta e determinada do povo, de todcs os
partidos, pode lvra-la da sorte que sobre ella
pesa. As resolucies ador tadas em Syracusa
devem ser repudiadas. O partido whig nao
pode deixa-las em p, sb pena de perder-se
para sempre. Deve apniai- os membros dissi-
dentes damiella convenco e mandar delegados
convenco que no dia i7 do correte se rene
em Syracusa. Deve sustentar u governo, bem
como oa similores Clay e Webster no procedi-
mento que tlveram para p r termo questao da
escravido, e aeparar-se ioteirainente dos abo-
licionistas e socialistas, autores das difficulda-
des em que nos achamoa Ou ha de apoiar Se-
ward ou Clay e Webster. Ambos nao podein
serapoiados. Deve renunciara lodos os esfor-
cos que se fiserein par renovar a agitacao da
escravido, e levantar urna bandeira nacional
em torno da qual possain reunirse os whigs
de todo o pala, e que trnlia cores compativeis
com o carcter couservador do partido, e que
esteja em harmona com os progressos do paiz
e do seculo. Anda que livesse certeza de ser
derrotado as eleicoes deste estado, devia se-
guir esta marcha, se he que quer conservar a
Unio. Ue muilo melhor ser batido em urna
causa boa, do que triumphar em una m cau-
sa. Emauaamos est o deslino do partido e
at certo ponto o destino do pai. Kallem alto
e boin soni, os cheT>s de todos os partidos, c se-
ja esmagada no berco a tentativa descarada
que se faz para destruir esta grande coufede-
r,t- (TWrf.)
(Do Jornal do Commercio.)
HERS4AM8UO
REUCAf) DOS BITOS DA FREGUEZIA DE
SANTO ANTONIO DO ItECII'E NO MEZ
DE SETEMBRO DE 1850.
Dia 2.Malinas, preto, escravo, com C
annos --Com unr;flo.~Dyharrea.
dem 3.-Manoel, 1 raneo, com um dia.-
.Molestia interior.
IJem 5 Mari Ferreir do Espirito San-
to, parda, viuva, com 7i aniios.Com lo-
dos os sacramentos.I,Iropezia.
dem 6Roza, crioula, escrava, recem-
nascida. s-
Ilem.Lisbello, branco.com um anno. -
Dentes.
dem 7.Francisco Xavier de S Leilao,
branco, solteiro, com 37 annosCom to-
dos os sacramentos.Molestia de paito.
dem.Antonio, preto, escravo, com 40
annos.-Com lodos os sacramentos.Dy-
liarrea.
dem 8.--Mara Michaella Archanpela, par-
da, solteira, com 50 annos.Com lodos os
sacramentos. "Infliinmacao.
dem.Emilia, parda, escrava, com 3 an-
nos.Espasmo.
IJem.Angclica Maria dos An|os, parda,
viuva, com 80 annos.Com todos ossacra-
mcnlos.lndigestao.Pobre.
dem 9.Manoel, crioulo, escravo, pr-
vulo.
dem 10.Thom, crioulo, escravo, com
25 annos.Sem sacramentos.
Ideo.Maria, crioula, prvula.Sangue
pelo imbigo.Pobre.
I Jem.Roza. preta, escrava, com 60 an-
nos.Com uncao.-Molestia interior.
Idem.-Monica, parda, com 20 annos.-
Com todos os sacramentos.Sarna.
dem 11 Cicilia Maria, branca, cazada
com Vicente Moreira.com 30 aunos.Com
unc0o.-- Molestia no estomago.
dem.Anua, preta, escrava, com 30 an-
nosCom todos os sacramentos. Molestia
de peito.
dem 12.Rufino de Barros Corroa, bran-
co, com 12 anuos.Maligna.
Idem.-Cicilia, prvula, crioula, escrava,
com annos.Asinina.Pobre.
dem. -Antonio Pereira da Silva, pardo,
solteiro, com 35 anoos.Com todus os sa-
cra meutos.--Maligua.
dem 13.Rita, preta, escrava, com (u
annosCom uncao.Espasmo.
dem .Guilhermina, parda, com 1 an-
no.Vermes.
dem.-Joaquim, branco, com 1 anno.
Ssrampo.
dem.Antonio, branco, com anno (
meio.-- ConvulsOes.
Idi'iii.Venancio, preto, escravo, com 28
annos.Com todos os sacramentos.Dy-
barrea.
dem 18."Gemniano, preto, escravo, com
40 annos.Com uncao. Molestia interior.
dem.Manoel Itibeiro, prelo, Torro, com
90 annos.Com todos os sacramentos.Mo-
lestia interior.
dem 19.Thereza Mathildes de Jezus,
branca, solteira, com 40 anuos.Com lodos
os sacramentos.Inflammajao no intes-
tino.
dem 21.Joaquim Rudrigues da Costa,
branco, solteiro, com 30 a unos.Com lo-
dos os sacramentos..Molestia interior.
dem.Olimpio, branco, com 7 annos.
Gota.
dem.Calisto, preto, escravo, com 60
annos.Afogado.
Idem.-Lourencode Paula Arruda, pardo,
solteiro, com 28 anuos.Com unijao.Mo-
lestia interior.
dem 22.Jacob, preto, escravo, com 32
anuos.--Com unefio.-Molestia interior.
dem 23.Thtoloiiio, pardo, forro, com 7
mezes.Apopleja.
dem 28Thomazia, crioula, escrava,
com 17 tonos,Molestia de peito.
dem 29.-Jos Antonio f.orreia Comes,
branco, viuvo, 61 annos.Com todos os sa-
cramentos.Molestia interior.
I lemJoanna, parda, com 7 dias.-Es-
pasmo.Pobre.
dem 30Fernando, preto. escravo, com
50 annos.Com todos os sacramentos.Mo-
lestia de peito.
Ao todo 38 assenlos de bitos.
Santo Antonio, 15 de outubro de 1850.
Padre Joflo osi da Coila tlibel'O,
Com tunicado.
O CONTRABANDO DE ESCRAVOS.
O principal orgto da opposicSo, a Im-
prenta, em um de seus nmeros anteriores,
den conia de um desembarque de Africanos
livres eflectuado 4 pouco na pona de Sar-
rambi, freguezia de lpojuca, 6 censurando
a convivencia das autoridades locaes, convi-
dou a l'niao orgto do partido da orden,
a stigmathisar este crime commellido por
alliados seus, que nomeou. ea coadjuvar
un sua palavra a represtfio de se.melhante
infamia. Dias sobre dias tem-se passado. e
ne os individuos tilo cathegoricamente ar-
gidos tem-se defendido, nem a Vniao, urna
> palavra proferioem seu abono. Ao aban-
dono em que tem estado a redac(flo da
Unido, pela moleslia da pessoa que a lomou
a seu cargo, se deve sem duviada o silencio
la follia ordeira, e nos que sinceramente.a-
mamos os principios, que a poltica domi-
nante sustenta, nos afligiramos sobre modo
se podess passar na opinio de algucm com
visos de exacta e bem cabida a insinuacSo,
que desse silencio malignamente s podo
Iraduzir; e pois, salvo o respeito devido
prestante redaecn do peridico Unido, nos
afToilamos a erguer nossi Traca voz para
manter, llosa, e pura a honestidade do par-
tid o, que nossas conviertes nos tem li-
gado.
O partido da nrdem quer a effectiva re-
pressSo do trafego, como deshumano, bar-
liarbaro, ante-social,e eniroinentemente im-
nolitico; o partido da ordem stigmatlnsa co-
mo reprobos a infames, quantos antepoem
um lucro torpe as leil da humanidade, s
mais urgentes necessidadeseconveniencias
le nona sitoacSo. E porque em lodos os
partidos ha prfidos correligionarios verda-
deiros especuladores, que sombra delles
busca o os ';-.. nos de saciar seus o lios, sua
coliga, as paixOes ; mas e.n que se tradu-
' ni su.is cuuvicrjOea, nSn duvidamos que
da parcialdade a que pertencemos surjam
entes degenerados, que a cusa da prospe-
ridade do paiz, da reputagSo do governo
de seu credo, do respeito que se deve man-
ler s leis,e de todas as considerar;Oes do in-
teresse prociirem augmentar a fortuna pu-
blica pailicular,ainila cobertos de malilicSo;
nao duvidamos mesmo que d'enlre nos fal-
sos sacerdotes apparer;am, que desconhe-
i'eii iM a uecessidado de manler Ilesos os
dogmas de nossa religiSo poltica, o princi-
pal dos quaes hereverente submiss3o a lei,
rebanando sua misido se couvertain em
pregU'iros da sublinidade do trafugo.e def-
fensores dos traficaules, mas estes lies
o parlido da ordem regeila de seu seio, co-
mo indignos de sua communhSo, e antes os
ai mil,ii.i com o dedo para que os homens
honestos de todos os partidos os evitem
como ethnicos e publcanos.
O Tacto denunciado pela Imprenta, embo-
ra com inexactiduo em muitas de suas cir-
cunstancias, be entretanto no fundo verda-
deiro. 11. -r- > liai'i'u-s na ponta de Sarram-
b mais de sessenta Africanos. Para logo
partirm do governo da provincia adequadas
providencias para a sua aprelienso, e pu-
niofiu dus tralicanles, como he publico ; mas
a uteneflo do governo foi illudida, e, com
pesar o diteulOS, seus csfuigos ueulralisa-
dos, sem duvda por falta de coadjuvac3o
das lutoridades locaes, que parecen) res-
peilar mais o fuzl que eslronda, do que a
l'ji que eiumudece ; esquecidas de que o ho-
incni de bem prefero sempio as difliculda-
des quo resulta DI do cumplimento dos deve-
res, aos commodot que vem a propria ab-
jecefio.
lauta he a boa fe, em que estamos, tan-
ta he a nossa sincendade, que nilo duvida-
mos addir a denuncia da Imprenta oxpondo
que posteriormente novo desembarque se
fes no lugar denominado Cacimbas, e pe-
los mismos individuos, que assim mos-
iiuin o proposito de uo recuar diante
do qualquer difliculJado para a consecngSo
do lucro torpe, que visam. Os traficantes
nao so smenle os guabiis nomeados pe-
la Imprenta ; nesle crime figuran) como
capitalistas uns portugueses, que nos.cal-
culosdesuas especula^Oes de a muitojul-
garam productivo alistar-so no partido da
praia : Ja se v pois que as denoaiinacOes
de partidistas se confuudcm nesle negocio;
uns e outros que m lie se tem involvido, em
nosso conceito, n,1o so seno especulado-
res, que ludo silo capazes de profanar para
ehegar seus fins,
Rcconbecemos neste caso as dimculdades
com que lem de lutar a auloridade publica
einpeuhada em desaggravar a lei. Ese alguem
pozer em duvida nossa .imi v|(I 'be lembrare-
uius o que no dominio da praia succedeu em
Porto deGalliuhas, onde um faci estrepitosa-
mente criminoso e horrivel se deu, seuique o
cuino chele de polica, lir Aulouio AQoiso,
CODSegulsae algum resultado das deligencias
que cinpreguu contra seus proprios prenles.
I.ouvauus a fianqueza e energa, com que a
Impttma fustiga os tralicanles deescravos, qui-
leraiuns, porm, que, como nos, s envolvesse
os culpados, mas ludus os culpados, qualquer
que seja a bandeira que leubaiu como os pira-
las escolbido para proteger suas iufamesespe-
culacOcs ; uu se dt-uniinueui guabirut ouprai-
eirot.
talamos informados de que o governo da
provincia, superior s mesquias conslderacoei,
em que se costumam einmaranbar aquelles que
nao teem bastante consciencla do seudever, e
nem sabem comprehender, que os partidos que
nao se baseao na jusllca c honestidade, per-
dem toda a torca c importancia, convertem-se
eiw pandilhas de perniciosa inlluencia, tem
dado todas as providencias que o caso requer.
J lu mi aprehendidos seis dos ditos Africa-
nos, e o Sr. Figucira de Mello est, seguudo
consta, encarregado de tomar coobecimento
do facto, c formar o processo.-para o qual inos-
tram-se menos proprlas as autoridades locaes.
Esperemos o resultado, c mesmo quando afinal
nao seja elle satisfactorio pecamos a cada um
dos iniircion.il ios contasde sua conducta, para
o publico decidir quem leve culpa, para casti-
gar com o despreso que merecer, quem nao
souber coinprebendcra exlensao de seus aere-
res ; por euiquauto, unidos in um s pensa-
mento, o de desaggravar a lei e salvar a ho-
nestidade dos partidos polticos, repinamos
como falsos correligionarios os que assim nao
duvidam comprometler, seus amigos e man-
char suas crencas ; eoadjuvemos com nossas
vozes o governo no empenho incetado, para
que o crime tenba a devida punirn, para que
essa pesie nao contamine nossa ierra. Tal he,
o i> nnmiiin sentir do naiiid.i da ordem; esc
fosse possivcl pensar de outra maneira um par.
lido tao abundante de bomens i Ilustrados e ho-
nestos, ui o renegaramos no mesmo Instante.
O JuKu.
Correspondencia.
AO PUBLICO.
Acabo de ser informado por pessoa de
ni i ha intima e sincera amisade, que oSr.
I)r. Pedro Autran da Malta e Albuquerque
aclm-se sentido e queixoso contra mim, por
Ihe haverem dito, que uina asquerosa e im-
moral correspondencia, queein avulso espa-
lliaram contra S. S. Tora impressa na mi-
ulia lypographia.
Esta gratuita imputacSo, he 13o inexacta
; n o me escusa ra de responder; mas uara
que lire do Sr. Dr. Aulrao, que o tracoei-
a e vilmente foi offendido, qualquer juizo
injusto, sem duvida, a meu respeito, des-
alio a esse ou esses calumniadores, que pro-
veo) a vil e baixa imputacuo. Sinto, que o>
Sr. Dr. Aulran ao menos por momento acre-
ditasse, que um pai de familia consentira
ni.' em sua lypographia se imprimisse um
avulso qu i na.i icspeitou o mais sagrado da
lamilla ; sem embargo desculpo, e peco a S.
s, que acreditando na miulia sincera pala-
vra, atire para lunge imputarlo queso ini-
migos uieiis o fariain acreditar.
En vi esse asqueroso IVUlsn e mal pu-
de liu-lar a sua leilura, he impresso em ly-
po 10, uo sou eu s que tenho typograpl)ia;
epara mais convoucer per;o a quemquor
que seja esse annimo, que em honra a ver-
dade declare se Toi em imnlia typporaphia
impresso o dito avulso.
Tenho regeitado muitos impressos at
contra iuimigos polticos, quanJo nelles so
i nvul v.-in a honra ou o sagrado das familias;
a pouco lempo regeitei um impresso contra
o Sr. Dr. Francisco Juo Carneiro da Cunha,
e como consentira uoi contra o Sr. Dr. Au-
lran, em que n3o se respeitava a honra noiii
umisado i1
Para tal nao se presta a mnlia typogra-
phia ; e siulo que haja anda duvida a res-
peiio.
Sou pai de familia e sei avahar o apreco
da honra.
pee\i juslica porque, tenho direilo a ella.
Recife, 3 de Janeiro do 1851.
Ignacio li'iilu de Layla.
MISCELLAhBa.
REFORMA DAS ESCOLAS DE DIREITO.
( Extracto de corretpondeneia particular da
l'arit.
Veio-me s rnHos o lornal do Commercio
de 2 de junho, em que vejo a resolugo to-
mada pelo corpo legislativo brasileiro de
reformar as escolas de direto do imperio.
A lembranca he excellenle ; o ponto est
em que a execur;3o seja boa ; e justamente
para que o seja be que a alTeicSo que natu-
ralmente teiiiio ao Brasil me suggerio a
iJeia de laucar alguns apontameolos neste
papel, que podern ahi ser dealguma utili-
dade quando se tratar da realisacSo do pro-
jecto.
A primeira lomliranea que provavelmen-
te se ha de apresentar ao espirito dos re-
formadores brasileiros ser a de tomarem
para modelo a escola de direto de Pars. A
l'acilidade com que ea Blgica se concedem
diplomas a todo o bicho careta lem lauca-
do grande descrdito sobre o estudo do di-
reto nesle paiz ; mas a verdade, a este res-
peito, be que sendo muilos dos estabeleci-
nentos scientificos da universidade de
i i anca, cxcellesrtemenle regidos, pelo que
diz respeito ao direilo, esta a organisacSo
da escola de Pars ( n.io o merecimeuto dos
professores, nole-se bom ) muilo abaixo
da de Bruxellas, e mais anda da d'IIeibel-
"rg- ,
Nao psso estar a fazer aqu, puiu uiiudo,
a comparado) dos dous programmas ; mas
para que cada um possa flear bem conven-
cido do que Ihe digo, bastar que Ihe li-
le quo os nicos que em Pars sao obrigi-
dosaos estudos do quarto anuo sao os quo
se destinan) carreira do profeasorado, e
que he precisamente no quarto anno que se
estuda direilo das gentes, direilo constitu-
cional i-administrativo, etc. OsadVOgados,
os magistrados, os empregados de certas
clssses mais superiores, s sao obrigados
at ao terceiro anuo, em que se nao com-
prchendei as materias cima ditas, que
s3o todava essenciaes. Accresce a isto
que nao ha na escola de Pars cadeira de
economa poltica, esludo indispensavel.
Lina cousa, porm, extremamente dig-
*
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO



-
ir.. ~
!2!
na do ser notada, he que, apezar do todos
os ilel'eilns da escola do Paria, he muito
oh- i a confianga que por toila a parte ins-
piram os seus diplomas relativamente aos
de Bruxellas, e com rasfio, o motivo del-
ta singular ililVereiiga he oscgunte. Quin-
de : i lielgicn se liata do conceder diplo-
m:is a estrangoirns, esta nica qualidade
he titulo RUluciente para quo o preteuten-
te (que dispensado de nscripgfjes, e por-
laulo do frequencia. Km o candidato res-
pondendo a carias perguntas que, por des-
cargo de conseiencia, Ihe faz um dos pro-
fesiores da faculiade, d-n csl.i por satis-
feita, e sem mais ceremonia se"passa aum
simulacio deexame. Logo que o hoiiiem
esporlla 215 fr. fica improvisado doutor
de p para a mSo, e nflo se Ihe perguuta
msis nada.
Km Pars nflo vflo is cousas tanto s mflos
lavadas, l'ara ohter diploma, e mesmo at-
testages dos professores, ho indispensa-
vel ter dado boa conta de si. Quein estu-
dou, esludou, e quem nflo estudou esludas-
se. Quando no lim do auno os estudantes
se apresentain pediudo attestigos, silo
aiuilo mais os quo s3o despedidos avec car-
iovc/ie iuune quo de outro modo. Nesta
parte sflo os professores extremamente es-
crupulosos, sobretudo tralando-se de al-
testagoss icompanliadas de recommenda-
edes [larticulaie. De todos os brasileiroi
de meu conhecimento quo aqui lm fie-
quentado a escola de direito, un so, cha-
mado Costl Notta, as ohteve esto anuo
con) esla particularidade, mesmo de Orta-
lan, professor dedireitocrimin.il, que h.
de toiios o mais dilTicil de contentar. Nflo
se confunda, portauto, o merec ment res-
pectivo dos alumnos das escolas do bru-
xellas c de l'ariscom o dos estabolecimon-
tos en quo esludarsm. I)r. de Bruxellas,
Iir, das duzias ; porm o plano de eslu-
dos da Uelgica he muilo superior iu da
Franca.
OUSEKVACES ESTATISTICAS SOBRE OS
NASCIMKNTOS E CASAME.NTUS NA IN-
GLATERRA.
O Tbim tem publicado nllimamcnte nu-
merosos clculos e engranadas rcllexOes a
respeilo de una estalistica publicada em
Inglaterra sobre a populacho o casauentos.
Primeirimenle pretende, contra una idea
que prevaleceu al agora entre os inglezes,
qunos-nascinientos da populag.lo masculi-
na txcedem os do outro sexo. Parece que
em 1848 nasceram 13,633 crhoyis do se-
xo masculino mais do que du sexo feuii-
nino.
Acerescenta depois que as laboas que
tem avista indicam que as probabilidades
de casamento qua pode ter urna mulher
chegam ao mximo entre as Jades de 20 e
25 anuos. Antes dos 25 unos urna mulher
s lem a quinta parte dessas probabilida-
des, e de 25 a 30 a terga parte. Depois de
3o .-1111111-, como se pJesuppr, as proba-
bilidades da mulher para o casamento di-
no i nucni gradualmente al zco ; e he por
isso, observa o jornal, que mullas mulheres
ga-nuii lauto Lempo (ara chegarem a essa
idade.
Os hon.cns, como todos saben), casam-
so mais im 'le do que as mulheres. Entre-
tanto a maior porte dus calamentos sfio
cuntrahidos, tanto pelos homens como pe-
les iiiulheics, antes da idade de 25 anuos,
parece uueesta circunstancia deve ser
P'incipnlmeiile ttiibuiJa a unios con-
trah'd.s iiiiilo cedo polis clanes trabalna-
doras. Comludo, os homens conservam a
ficnklado de contrahir casamento n'uma
idade mais avalizada (loqueo sexo mai-
frac o Em 27,183 icssoasqueso casaram
em 1818, apenas houve urna solleira vulha
cm mais de 60 anuos, ao passo quo se ron-
taram doze solteiros que se cisaram depois
dessa idide.
Purece que um viuvo escolho sempre mu-
lher de idade mais avanzada do que a que
um solleiro procura ; pelo contiario, urna
viuva quer ordinariamento quo o segundo
marico seja n ai.-: mogo do quo ella. De to-
das as viuvas que leem conlrahido segun-
do c smenlo depois dos 50 anuos, mais
las lies queras | artes uniram-sea homeiis
de menos e 50 anuos; mas naturalmen-
te a medida que es probabilidades de
casamento decrescem para os individuos,
: 11 ii i r, r i a idade em que esles o con-
tiahem.
Segundo um calculo approximado, o nu-
mero dos casamentes em que liguram visi-
vas como pailes contrllenles he de cer-
ca de nove por cent o da total idade sonual
dos casamenlos em Inglaterra, e o daquel-
les em que os noivos sao viuvos ho de qua-
tone por rento desse nusmu total. Donde
o pode concluir, de urna parte, que o nu-
mero ilos viuvos que se ligam com solleiras
velhas he maior do que o dos solteiros com
viuvas; e de oul'ra, que as viuvas acham
para maridos mais viuvos do que sol-
teiros.
AKSQUADRA EOPOHTOIiE CIIERBOL'RG
l.-se no jornal inglez l'nittd Service Gu-
setle :
ii Todosos martimos inlelligrnUs que
esliveram em Cherhourg e a.ssistiram as
manobras da rsquaJra franceza confessa-
ram : 1.", que as naos franrezis s3o iguaes,
se nSo superiores s nossis ; 2, que a ma-
. rinha franceza tem felo, lauto no material
como no pessoal, imniensos progressos;
- 3.", que as suas liipulages tem or maii
martimo, pi rece mais exerciladas as
manobras, c desenvolvcm grande aptidSo
no exeicicio da ai tildara e no manejo das
(liderentrs armas ; 4, que leudo sillo as
- ultimas guerras tflo grande o prestigio ea
su;-ci un i'ia ir dos Ingleses, que um almi-
. ratito di Grfla llretauha seria censurado se
recusa>so bater-se cnai urna esquadra fran-
ceza um terco mais forle da que a sua, tan-
to em navios como em gente, d'ora ctndi-
, ante um almirante ingles nao evera arris-
carle a um cooibale com una esquadra
Srinelhanle que vimos em Cherhourg, se
nflo i i ver u m numero do naos igual ao do
inimigo.
Agora urna palavra a respeito do porto
de Cherhourg.
Todos concordarlo:
. 1." ijuenenlium navio poderia entrar
naqueile porto sem se expor ao fogo de cem
. pegas de grosso calibre, eque pela posigflo
dessi.s baleras o inimigo Picara a sua dis-
crigSo sem poder fazer nial algum nem aos
cu" -es, neiii ao porto.
Poder-se ha dzer outro lauto de Porls-
moutli, Plyuoulh ou deSheeruess i'
a 2." 'leas obras follas nos csni0S 'le
Cherhourg, ou que seacham em nudameu-
jo, saoperfeitas a lodos os respeilos. I
ii Urna visita a Port9mouth e a Devon-
port estabeleceria um contraste tal quo fu-
ria corar i qualquer Inglez amigo do seu
psiz.
'CHARUTO MONSThO.
Um fabricante inelez tenciona apresentar
na exiiosigflo de 1851 em Londres um cna-
ruto de cinco pos de compiido, 2* pnllega
das de circumfurencia, e que res i 35 libras
Quem fumar esta tranca ?
___________(Do iornal do Commtrcio.)
POI.iCIA COJtREGCIONAL DE PARS.
Acaba de ver-se em um dos tribunaes cor-
recciouaes de Paris.os quaes ao dzer deVic
t ir Hugo, tilo objectos de civlisagiio, urna
Causa summamente sngular.cquc prova que
i ignorancia e a malicia em cenas classes
da snciedade sflo communs a to los os povos.
Trala-se de urna astuta mulher, quo ven-
den um joven palerma uiis pos cor de ro-
sa para que arrojando urna parle dalles so-
bre urna joven, por quem andava embeigado
o por quem era despresado, fosse por elle
amado com frenezim.
Interrogado pelo juiz sobre este negocio,
0 pobre Iguez de noria respondeu o se-
guinle :
Repetidas vezes Sr. juiz, observava eu
nos passeios e nos bailes campestres urna
lu 'a pequea, Hlha de um homem que ven-
da pellos de coelho, e quBl eu havis in
dicado a minha paixflo. A joven 1'almePa,
assim se chama a cuj', nflo s acolhia as
niinhas respeitosas homenagens co:n corla
frieza, mas mesmo a fallar a verdade, com
desprezo. Este comporlamento. Sr. juiz, co-
mo he bem de ver, irritava a minha paixflo,
e mo collocava em umu situagflo desespe-
rada.
Juiz. E para buscar um remedio as vos-
sas penas, fostes procurar Mdame Girard ?
( -is-ioi se chama a brueha. J
/feo.Fallando a verdide, nSo seria essa
minha inlengflo, se o meresdor de pelles de
coelho, havendo descoberlo a minha chama,
nflo se houvesse posto em guarda, da ma-
ne: tal, que quasi mo era impossivel ver
e fallar a Palinella, a nflo ser de longe e por
cenos.
luiz Emfim, desconfiando de vossos re-
cursos, fosties consultar Mdame Girard ?
Ho." Eu nflo tinha nenhum outro recur-
so, e fallando verdade. o abragei com con-
lianga.
Juiz E que vos disse ella ?
He o Gomegou por pedir-me um crusado
|Ue logo Ihedei o ella em troca me deu
urna caixinha do pos, do C(Jr de rosa, que
1 vi.iin conqiiistar-me o amor de Palmeila.
Juiz. Provavelmonlo vos indlcou o mo-
do como havieis de usar dalles '
Reo. Auteui; he isso mesmo, a cousa he
niui simples, mo disso ella : guardar-lus-
heis com o maior escrpulo, satinis de
prompto. fallareis com ella ; isto he preciso
sobre ludo : depois, sem que ella o pesquo.
IhO litigareis sobre o seio urna pequea
|uantidade destes pos. E me amara em
seguida ? Lhe perguntei ou. Que duvida ,
me tornouella ; o mesuio he quo dzer que
nflo pode vivtjr sem vos.
Juiz --{'. lizesies uso dos laos pos ?
Ho.As-ini o creio ; de corlo quo nflo li-
nda i. n,;.lo de os poupar. Eu encontre a
l'alinella quo paMeav com seu pai, adian-
lei-me p ante p por detrs della, esej-
Deos l< sumilegsris dost^ics pos, arrojei-llie toda a
caixa. I'.ilu.ella viru-so, e Dos me nflo
ajude, se sen semblante nflo pareca urna
granada Ecum rasflo, eu liuha-llic esto-
peado o seu loucado, e com vergonha o con-
fesso, o mercador de pelles da cocino me
airuinoii una tunda, faga-ma favor! Odie,
Sr. juiz que f ji respeitavel I
luiz. E fostes agradecer aMadameCi-
rai i os desastrosos oileitos dos lies pus cor
de rosa ?
/fe. ~ Eu eslava furioso linda ndilbo
as tripas Ouena saerilicar a mal lita bru-
eha porm, ai do mili: a cousa saino -lil-
is avesss! elh foi a que se esquenluu ,
chamando-mu imbcil, asno, maluco por
que lu ha excelido as suas or-lens. Eu vos
disse que Hit) langasseis alguus pos, e vos
lostes langar-lhe a ca xa loda infeliz : h i-
veis tornado louca essa pobie cieutuia fe-
lizmente eslou disposta aVnieudar o ilaii no
quo causasles a podro muchaclia I dli-me
oulio crusado, c com elle eu iiei fazer dzer
urna missa por vossa lengflo, o collocirei so-
bre o altar urna vella cubera de alfineics
negros. E a minha Palmeila me amara i
Ihe lornei eu, Po lera nflo, me respondeu
ella que obrasse de oulra mauera, e com-
migo se lluvia de haver. A' vista disto, Sr.
juii cscorreguei com o outro crusado.
Ju"-. E qual ha sido o resultado dessa
nova experiencia
p
Ito. O resollado Sr. juiz, o resulta lo ?
o resultado foi que Palmeila se casou oui
seu primo, e eu liquei chuchando no dedo,
e me vejo obligado a renunciar a minlia
paixflo.
As risadas dos espectadores se confundi-
ram com a hilaridade do tnbunal, o qual
sem embargo, em salisfagflo a moral publi-
ca condemuou a bruclia do seculo I :i em
15 francos de inulta, e tres niezes ,1o cadeia.
(Do Peridico dm 'obre no Porto.)
EXPORTACAO.
Despaehot martimos no da 3
Buenos Ayres, patacho dinamarquez
Oiim, do 205 toneladas : conduz osoguin-
le : 1,2(10 barricas com 9,417 arrodas e 10
libras de assucar.
Boston, brigue americano Ilenry Matheu*,
In 283 toneladas : conduz o seguintn 4,500
saceos co.il 22,500 arrodas de assucar.
RBCEBEOR1A DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Itondimento do da 3......397,960
RENDIMENTO DO HEZ DE DEZEMBRO.
Foros itc terrenos de marinha I7C5I5
Liuiletnlos......... 30#II00
Sisa dos bens de rali.....1:8901828
Decima addicional das corporac.oe
de in.i,i in,m i....... 370^080
Direilos novos c velhos, e de chan-
cellara ......... 956/196.
Disiina da dita....... 317/127
Vendas de carias de hachareis ISTMIO
Lcgildnaes........ 16/000
-ello fixo, e proporcional 3;(47/:>10
Premio dos depsitos pblicos 1271023
Patente dos correlores .... 50/000
Emolumento de certidSes 6/610
Imposto sobre loias, e casis de des-
unios ........ 2:291/400
DitoSsobre casas de niovcis, roupas,
ct, fabricados em pai cstran-
gelro.......... 3C0/M0
Di lo sobre seges...... 6-17/100
Dito sobre barcos do interior 355/200
Taxi de escravos......1:157/300
Multa por infrao(Sei do rcgulamcn-
t.....i...... 10/88
12:259*777
Recebedoria, 2 de Janeiro de 1851.
O cscrivo,
ilanorl Amonio. Simet do Amoral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento dodi 3......1:191,807
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 3.
Paralnda-- 3 dias, lancha nacional Concci-
c /uno. carga toros de mangue.
Navios sahidos no mesmo dia.
Trieste -- Polaca sirdi Aquila, mestre Anto-
nio l)n lero. carga assucar
Cork Brigue hamburguez hlise Louise,
capitflo J. II. Forjan, carga a mesma que
Irouxe.
Buenos-AyresPatacho dinamarquez C.ram
c-ipilflo J. 11. Brandt, carga assucar.
.v.Oll'AliS.
tiepurtQo da Poltcia.
PARTE DO DIA 3 DE JANEIRO DE 1851.
Foraui honleo presos : u ordom do sud-
ielegadu oa Ireguezia da Boa Vista, o es-
cravo Luiz, por andar fugiJu : o a do sub-
delegado da freguezia da Vaizea, lllaiia
Mina da Conceigflo, por .haver castigado a
uin seu lillio, de surto que Ihe lizeia diver-
sos feimetilos.
Milfl4>ir,a
ALKA.NDEGA.
Rendimentododia 3.....17:388,466
Desearregam kojl 4 de Janeiro.
Polaca Lince fi utas.
Br'gue Jtobitson bicalho.
Brigue /'. Matltcui dem.
Brigue Nereida mercadoiias.
Brigue Minerva botijas.
Hrigue Mariana mercaduras.
Hiale Anglica ideio,
I'alaciio holian (i'inlia e bolschinha.
CtVSULAWoGERAL.
Rendimeoto do dia 3.... 1:561,546
diversas provincias...... 80,918
1:592,464
O dezemdargador honorario Jeronymo Mir-
tiniano Figueira de Mello, olTicial da or-
dem da Roza, commendador da de Chiis-
to, deputadu a nssembla geral legislati-
va, o chefe ue polica desta provincia por
S. M. o Imperador que ;os guarde, etc.
Fago sabor, que tein-sa de arrematar o
fornecimento diario dos presos pobres de
instiga da cadeia desta cidadfl durante o an-
uo prximo vindouro ; e portanto as pes-
soss que estiverem lias circunstancias de
fazer o dito fornecimento, pdenlo compa-
recer nesta secretaria com as suas propos-
tas al o meiado do Janeiro prximo, ceitos
de que estas lerflo por base as condigAes
qiiH fura ni conlratadas com 6 ultimo arre-
nalante, e quo sflo as seguinles : Ia, que
ser dado a cada preso poralmogo urna ti-
gella de cafe um pflo de vinlem ; 2.', que
para o ja litar, que sera a urna hora da tarde,
so dar nos domingos, segundas e quintas
feiras urna libra de carne fresca, caldo, e um
dcimo de farinha, as torgas e quarlas fei-
ras, meii libn de carne seca com feijflo em
proporefio, e o mesmo dcimo de farinha,
as sextas o saddados, meia libra de haea-
Iho, e o mesmo dcimo de farinha, acres-
sentando nos dias de carne dez ris de lou-
einho, e quatro ris de couve por cada pre-
so ; 3.', que a comida ser dada pelo forne-
cedor prompta, e com a ni'cessaria limpeza
na i- n.li-i da cadeia, e destribuida em ban-
dejas de madeira ou de estando, a cada pre-
so, ou por turmas de dous al cinco, con-
forme isso parecer mais conveniente a re-
qtiesicffo d"S presos ; 4 *, que se dar ao
arrematanto pelo fornecimento de cada pre-
so a quantia de 160 ris diarios, que esse pa-
gamenioserimenstlmenle feito preceden-
do atlestado do edefe do.polica, em que se
declarar quo cumprra as suas obriga-
i;oes, e que pin oble-lo se compromeltia i
cumplir igualmente a portara de 31 deji-
neno dirigida o fornece lor Jos da Costa
Albtiquerque; 5.', que elle fornecedor se
sujeitar mais a ser despedido todas as ve-
zes que o chile de polica conhecesse nflo
ter elle rtimpriito as condigOes a queso
odrigara ; 6 *, que Ido ser dada por esta le-
partigfio a lista dos presos pobres existentes
na cadeia a quem so ouvesse concedido ra-
ges diarias, afim de por ella regularisir-sc
no cumplimento dos seus deveres, (cando
por enieiulido que no fornecimeiilo dos pre-
sos podres nflo ser fio contemplados os es-
cravos em rasflo de correr elle por conta do
carcereiro como de de lei e estyllo.
Secretaria da polica de Peruambuco, 30
de dezembro de 1850. Eu Antonio Jos de
Freilus, primeiro aunnuonse,owbscrevi.--
O Chele de policia, tronymo Marliniann Fi-
gueira de Mello.
O lllui. Sr. inspector da Idcsourarla da l'.i-
zenda provincial, em cuiiipriniento da ordem
do Exiii. Sr. presidente da provincia de 3i de
dezembro prximo passado, manda fazer publi-
co, que nos dias 21, 22 e 23 do crrente ir a
l'i.ii .i perante o tribunal adiniuistralivo da
inesiiia thesuiirari-, para ser arrenialado a
quem por menos fizer a pintura da ponte pen-
sil do Cacbang, avadada em 385,(100 rs. e sb
as clausulas espeviaes abaixo declaradas.
As pessuas que se propozerem aestaarre-
in-i, .ni i-mu pa 11 i ni na sala das srsses do mes
mu tribunal nos dias cima uieuciouauos, pelo
nicio-dia, coui|icteaicincule habilitadas na for-
ma do artigu 2-1 do icgulaiuciitu de 7 de ni.no
do prukimu ..i., i i,i auno.
K para constar se niandou afxar o presente
e publicar pelo liiario.
Secretaria da thesourarla da flzeodl provin-
cial de Peruambuco, 3 il-- Janeiro de 1X51.
O secretario,
.liii'-niio Firreira d'Annunciocdo.
i- ni i ii l.. eiptciaei da arnmalafo:
1." A i'oiiui.i ila ponte UuCacliaug ser fei-
ta pela (orina sb as condiedes e do modo in-
dicado un o i niii'iiin apresenlado a approva-
cao do I mu. Sr. presidente, pelo preco de rs
885,1 oo.
2 As obras principiarao no praso de 15 dias,
e serio concluidas no de 40, ambos principia-
dos a contar da entrega do termo da arre-
inatac-u.
3" O pagamento effectuarse-ha depois de
concluida toda a pintura, e examinada pelo en-
genbelro,
4.' Para ludo o mais que
nado as presentes claus
que dlspdeo rcgiilamcntode
Recife, 16 de dezembro de 1850.
O cngcnlieiro edefe da 2." da sescao,
Joio Luis Vctor Lieuthier.
Approvadas pela directora em conselho, do
dia 16de dezembro de i850. O director, loi
Mamcde Alve Ftrreira. II. A. Milet.J- ui
l'icoi ulliirr-
Approvo. Palacio do governo de Pernambu-
co. 31 de dee,inbro de 1850. Soma Rumos.
Conforme. O official, Slanoel Jote Martins
Ribero.
Conforme. O secretarlo, .4titanio Frrreira
d'JnnunclafSo.
O lllm. Sr. inspector da thesourana da
fazeoda provincial, em cumprimonto da
ordem do Eim.Sr. presidente da provincia
de 12 do crrenle, manda fazer publico
que nos dias 21, 22 e 23 do Janeiro prximo
vindouro ir pnga perante o tribunal id-
ministractivo da mesma thesonrarii, pin
ser arremata a quem por menos flzer a obra
do segundo lingo da estrada do norte', ava-
liada em 8:633,966 ris, esb as clausulas
especiaes abaixo declaradis.
As pessoas que se propozerem s esti ar-
rematagflo comparegflo na sala dis sessOes
do mesmo tribunal nosdiisacim mencio-
nados pelo meio competentemente habili-
tados na forma do art. 24 do regulimento
de 7 de maio do correnle anno. E pin
constir se mandou afixir o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarii da lliesounria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 16 de dezembro de
1850. O secretario, jtnionio Ferreira da
AnnunciaiHo.
Clausulaes especiaes da arremalacio.
i,"-iis trahalhos e obras deste lauco de
estrada serflo feitos pela forma, sb as con-
dignos, e do modo indicido no orgimento,
planta e perliz, ipresentados nesta data a
approvagflo do Exm. presidente pelo prego
de oito contos seiscenlos e trinta e tres mil
nove centos e sessenla e seis mitris (ris
8:633,966. )
i. 2." Em todos os pontos onde a estrada
nova coincide.ou encontrar-se com o velho
caminho actual, dever* ser dirigido o ser-
vigo de modo tal que baja sempre um Iran-
zilo fcil.
3."As obras principiarSo no praso de
um mez, e (indirflo no de oito mezes, am-
bos contados de conformidade como art.
30 do regulamento de 7 de maio de 1850
< 4. -Para ludo mais que nflo est deter-
minado pela prsenle clausula, seguir-se-
hainteiramenteo que dispfio o regulamen-
to das arremaligCUs de 7 de maio.
> Recife. 25 de novembro do 1850.O en-
ginhoiro chefedi segunda secgflo, Jodo Luis
Vctor Lieuthier. Approvido pela directo-
ra do conseltio no dia 3 de dezembro de
1850.O director, los Mamede Alves Fcr
reira.-r-Florianno Desir /'orer.Approvo.
Palacio do governo de Pernambuco, 11 de
dezembro de 1850.Souza Ramos Confor-
me.No impedimento do ollicial maior, o
olTicial Domingos Jos Soaru.
Conforme.-O secretario, Antonio Ferrei-
ra d' Annunciacdo.
Pela inspectora da alfandega se faz publi-
co que nao se te'ndo rfl'citiiado no dia 24 de de-
zembro a arreinaticau de 47 duzias e 4 camisas
de meia dealgodao e de seda, apprehendidas
pclu fi'ilor Jenuino Jos Tavares, em acto de
despacho de G. Keucworlh &C., viio noramen-
te a praca no dia 4 du curreute, eiu pequeos
lotes de una e duas duzias; sendo a arremata-
cao livre de direilos para o arrematante. -
Alfandega de Pernambuco, 3 de Janeiro
de 1851.O inspector interino, Bento os
Fernandes llar ros. ________^^
e nao est determ- jj, recelicr alguma car^a a frete e
tfltTSSttutt passigeiros : trata-se com Novaes
k Companhia, na rtu do Trapi-
che n. 34.
Declarago.
-- Pela segunda secgflo da mesa do con-
sulado provincial se faz publico que os 30
dias uteis para a cobranga, a bocea do co-
fre, da decima dos predios urbanos desla
cidade se lndam no dia ti do corrente mez,
lodosos que dcixarera de pagar al esso
dia o priineiro semestre do corrente auno
lin meen o de 1850a 1851, incorrem na mul-
ta de 3 por rento sobre o valor de seus d-
bitos.
Leil
ao.
Avisos martimos.
Para o Aracaly sali al o dia 20 do
corrente o hiato Anglica por ter j parte
da carga prompit : quem qui?er carregar,
ou ir de passagam dirija-se i ra da Cadeii
do Recife n. 49, a tratar com Antonio Joa-
quim Seve.
Para o Rio de Janeiro
segu Viagem cou milita brevida-
de o brigue nacional D. AjJ-onsOy
novo, forrado e pregado de cobre,
de primeira rnarcln : quem no
mesmo quizer carregar ou ir de
passagein, para o que offerece ex-
cellentes commodos, trata-se na
ra do Vigario n. 19, segundo an-
dar, com Machado & l'ioheiro, ou
com o capilao Antonio Jos Perei-
ra Parobe, na praca do Com-
mercio.
Pin Lisbi saho com a maior brevi-
dade possivel o brigue portuguez Novo
Vencedor, por ter o seu carregamento qua-
si completo : pan o restante e passageiros,
inrao que offerece bons commodos, trata-
se com os consignatarios T. de Aquino l'on-
seca & Kilho, na ra do Vigario n 19, pri-
meiio andar, ou com o capitflo na praga.
Pira o Ceari.
Em consequencii dos diis santos foi es-
pagida a saluda do brigue Bmpreza para 6
de Janeiro, quando subir itnpreterivel
mente : para carga e passageiros trata-se
na roa da Cadeia do Recifon. 17, segundo
andar, com Frincisco Joaquim Pedro da
Costai
Para o Ri de Janeiro sahe
com a maior brevidade possivel o
patacho nacionsl Valenle : para o
resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com o rapitao a bordo, ou
com Novaes rk Companhia, na ra
do Trapiche n. 34
Para a alii 1 sahe em pon-
eos dias o liiatc Amelia, pode ain-
befendin Borllo fr leilflo por inter-
vengflo do corretor Miguel Carneiro.dos ma-
is variados ricos o modernos gostos em obras
le alabastro mirmore, pedra igalha ; bem
como um sortimento de outrns variadas o
elegantes obras em barro cozido e enverui-
sado representando estatuas, leOes, globos,
vasos, e outros muitos objectos para ador-
nos de jardins, salas e palacios, ludo do
mais apurado gosto, e vindos ltimamente
da ltaiii, quinta l'eira 9 do correle is [10
hons di manlifla, no seu deposito no Atier-
ro di Boa Vista n. 53.
Avisos diversos.
Jos Soares de Azevedo, professor >1e
lingoa francezi no lyceu, lem iberio em
sua casa, rui dis Trincheins n. 19, um
curso de GEOGRAPIHA e HISTORIA e outro
de RIIETORICA e POTICA. As pessois que
desejarem estudar urna ou oulra destis dis-
ciplinas, podem dirigir-se indicada resi-
dencia a qualquer hora.
OSr. Manoel Silvestre Ma-
chado, ou seus herdeiros, queira
annunciar sua morada, ou diri-
gir-se ra da Cruz do Recife n.
49, primeiro andar, a negocio de
aeu interesse.
-- Alugs-seo segundo andar do sobrado
da rus do Rangel defronte da botici: a fil-
iar ni rus do Cibug loja de Joaquim Jos
da Costa Fijozes..
--- Rogi-se ao Sr. que depositando certas
chaves no bairrodo R-cife, tee a bondade
de se nimorar do um chale desetim preto,
bordado comfranji da mesma cor ; que o
baja de restituir quinto antes, e pira tulo
pissar pelo desgosto de ver seu nomo por
exlenco nesti folhi, pode fazer a restitu-
gSo com todo o segredo ni casi donde por
engao tirou e isto no praso de 2i horas.
Perdeu-se, no dia 3 do correte, urna
loneta de ourn quem a achar a poder en-
tregar no pateo de S. Pedro, casa do cirur-
gi3o Leal, que recompensar generosa-
mente.
Os abaixo assignados julgam nadi de-
ver a praga nem 1 pesso alguma do qu:
se obrigaram a pagar na occasiilo da com-
pra da casa, pela exiincta firma de Jos Fer-
nandes Povois & Compinhii, ese alguem
s-t julgar anda credor hija de apresenlar
suas contas no praso de oito dias, poissup-
poeui ter pago a ultima conta em 5 de ou-
tuliro do anno passado.Nenies&i Madeira.
Thealro de Apollo.
Augusta Candiani roga as pessoas que ti-
veram a bondade de eucummondar bilhe-
les de camarotes, cadeiris e galeras pan o
sogutido espectculo, o favor de mandirem
i>iir ellos CISi de SUI residencia, rui do
Aterro da Roa Vista n. 4, lerceiro mi lar :
brevemente annunciar-se-ha poresta folha
o dia do espectculo, esperando-sa tilo s-
mcute p,ila promplilicagilo da divisflo dos
eamaroles.
Precis*-se de um rapaz de idade de 14
a 16 annos, para caiseiro de venda: quem
quizer dirija-se 1 pidaria defronte da forla-
leza dis Cinco Ponas que se dir quem pre-
cisa.
-- Fugio do engenho Itapegoca o pirdo
Rufino, que representa ler 18 innos, lem
os deutes limados, sito, seco, cor natural
de pardo, cabellos meio vermelhos, sem
barba, tem a perna direila com um gito
acambalhado pouco visivel, anda ciigadoi
titulo de forro, caigas prelas, jaquela de ris-
cado, chapeo brinco de pello ; fugio no dia
primeiro do correnle: quem o pegar leve-o
na Roa Vista ra da Gloria sobrado o. 70,
que tora a gratificagao de 50,000 ris.
-- Precisa-se de um feilor para um enge-
nho ou mesmo para caizeiro de casa de pur
gar, e que cuten la de borlelSo : na rus do
Passelo loja 11. 21.
Agencia de passaportes e ttulos
de residencia.
O abaixo assignado mudou a sua resi-
dencia da ra do Rangel para a de Santa
Rila, sobrado de um andar n. H. e nella
continua com agencia de passaportes, para
dentro e fon do imperio, e titulo de resi-
dencia, ludo com preslezsje commodo prego.
Claudino do Reg Lima.
^mmmmmmmmmmmmmmmm9
: 1
O retratista adaguerreotypo, f
i lendo de retirar-so com brevidade 1
^ desti provincia, offerece-se pin du- **
ranteopouco tempo que tem de re- ;f-
| residir nesti cidade, ir tirar retratos i
>; polas cisas dis familias que os Dre 9
9 lendarem, tanto na cidade como em
6 qualquer sitio; as pessoss que pro-
C ten lendereni dirijam-se 1 ra da Ca-
deia do S. Antonio n. 26, segundo
S indar.
JosJoaquim di Silva, subdito bnsi-
leiro, reliri-se pan a Europa.
Todos OS ere lores-da firma de Policia-
no Salgado, queira in, no prizo de oito
diis, apresentar suas contas legalisadas pa-
ra seren inmediatamente pigis, no mes-
mo estibelecimento, ni ra do Rozario es-
treili n. 13. Recife, 3 de Janeiro de 1831.
O-se po de veudagein pretis, res-
pondendoseusseuhores : na ra do Roza-
rio Hslreiti II. 13.
-- CSo-sa 450,000 rs. a premio com hypo-
theca em urna c isa nesta cidade : quem
pretender, innunce.
Dao-se 500,000 rs. a premio com hy-
polheca em urna casa nesla cidade : quem
pretender, annuncte.
Aluga-se um preto canoeiro, capaz de
dir conta do servigo que se lite entregar.
por nio ter vicio : na trivessi das Cruzds,
atrs da praga, venda u. 10.
O Sr. empregado publico E. X. S quei-
ra vir pagar os niezes di casa de sua lm
la ordem terceira de N. S. do Cirmoio pro-
curador da mesma, na ra de Hurlas nu-
mero 110, alias sera chamado a juizo.
.


Abrem-se e imprimcm-se blllietes do
visita ein qualquer carcter, rtulos e todos
os objeclos que demandan) preceitos calli-
graphicos, retratos o quocsquer desenhos,
sinetcs typos cmblomatcos, ornamentos
pira capas de livros, e final todos os ob-
jeclos da arte de gravura em alto e baixo
relavo, ecom delicadesa. As pessoas que
pretenderen) algumis dostas cousas, diri-
jam-se ra do llrum, dofronte da fundi-
gflo ingleza, nu as seguintes lojas de li-
vi'ns: na ra da Cruz n. 56, na praga da In-
dependencia ns. 6 e8, e no pateo do Colle-
gio n, 6, onde se for mister podero deixar
seusnomes e morada para seren procu-
radas.
1
Consultorio do Instituto lio-
iKn >: i iiiiii do llrasll.
Gratuito para os pobres.
S Hilado Aterro da Boa Vista n.47.
Fundado pelo cirurgiao JoSo V-
ja> cente Martins, primeiro secretario
ft> perpetuo do instituto homceupalhi-
feo do Brasil, em 18 de dezembro de
1850, dirigido pelo cirurgilo Fran-
,. cisco /os Rodrigues.
s> Este consultorio est aberto todos
. os das uteis das 9 huras da manhfla
M> atoan meio-dia, nelle os pobres re- ^
s> cebe rilo consultas e remedios de 9" graga ; os que nSo poderem compa- 41
5" recer por causa de suas molestias se- rSo visitados em seu* domicilios a toda e qualquer bora do dia, part- "*
p. cipando no consultorio, ou na casa 21
a-, amarella, defronte da matriz, tercoi- 2}
gt- ro andar, na mesma ra. ^
l'ede-se a quem souber o favor de de-
clarar por esta folln, em que lugar he a
residencia do Sr. Joaquim de Figueiredo
Lima, ou quem seja nesta ciJade seu pro-
curador, para se tratar de un negocio que
diz respeito ao Sr. Lima.
Sorvetes.
De buje em diante llavera sorvete em
Olinda, na ra da Biquinha, no bilhar, das
6 horas da larde em (liante.
Alinelo.
J. A.LeitSo, com aula deprimieras let-
tras e grammatica portugueza, no oitSo da
matriz de Santo Antonio, faz sciente aos
pas do scus alumnos ( o aos pais de fami-
lia que de seu prestmo se quizerem utili-
sar), quedo dia 8 do Janeiro em (liante da-
r principio aosseus trabalhos com o maior
zelo e aclividade possivel ; e prometi o
adiantamento sen o rigoroso castigo de
palmatoadas; assim como recebe pensio-
nistas e melos pensionistas.
Roga-se ao Sr. alferes Jorge Rodrigues
Sidreira queira ter a bondade de pagar os
30,000 rs. que pedio emprestapo, na ra da
C'sdeia de Santo Antonio.
-Quem precisar de um caixeiro portu-
guez, do boa conducta e de 12 a 14 annos,
oquallem pralica de negocio, dirija-se
ra larga do Itozario n. 46.
5o,ooo ra. de alvicaras
a quem achou um brinco de brilhantes,
que se perdeu na estrada nova da Capunga,
junto ao rio :a pessoa que o achou e qui-
zor restilui-lo, dirija-se ao sitio do I ir. Ja-
cobina, ou ra Nova, loja do Auiaral, q'ie
se Ihi' ficar agradecido.
-- Aluga-se pelo tempo da festa ou an-
nutlmente a casa de duus andares, defron
to de S. Sehastiflo em Olinda, com commo-
dos para giaude familia : a tratar na mes-
nia cusa, uu na ra da Cadeia do Recife, lo-
ja n. 50.
fia ra de Hurtas, n 5, casa terrea na
esquina do becco que volta para ra de
S -Thereza, engomma-se toda a qualidado
de roupa, por prego commodo.
99&to-999bQSi'-999'Q9bQ!:99Q&&>
y Consultase remedios do graga aos 9
av pobres, todos os dias, desde as 8 lio- 4
4D ras da mantilla at t da larde, no con- 4*)
%H sultoro hoacfiopalhico do facullati-
tj> vu J. U. Casanova, ra das Cruzes <%
numero 38. 4
(t>J #4|:tWl#0*>*)>#
Casa de commissSo de escravos.
Recebem-seescravos de ambos os sexos
para se venderem de commissSo, tanlo pa-
ra dentro como para fra da provincia, com
a maior presteza possivel, por isso que se
offerece muita seguranza aos oiesmos, tan-
to na fuga como ua boa venda : a vista do
escravo se far o ajuste : na ra das Laran-
geiras n. 14, segn lo andar.
O bacliarel Antonio de Vasconcelos Me-
tieses de Drumonl, advogado da relagflo e
niais auditorios desta cidade, reside na rus
do Hospicio n. 9.
O administrador das obras do hospital
Tedro II faz publico, que no dia 7 do cor-
rente continan! os trabalhos do mesmo, e
paia seu progressivo andamento recebem-
se serventes forrse captivos : os que qui-
zerem coaiparegam na mesma obra em
qualquer hora do dia para serem adtnit-
ttdos.
Precisa-se de um forneiro e um amas-
sador : na palana aova do Mauguinho, |ao
virar para Baixa-Verde.
--As tres horas da tarde do dia 30 do
prximo passado fugio da casa do deposita-
rio, Francisco Jos Arantes, o cabra do no-
mo Pedro, perleocento ao Sr. Dr. Pedro Be-
zerra, Pereira de Araujo BeltrSo, com os se-
guintes signaes: cabellos caixiados, brago
esquerdo alejado, cicalrizes. na pa e no
braco esquerdo, e nutra no estomago de
una Tacada ; quando falla Unge ser gago,
limito prozista e cantador; levou carniza
de riscado azul e caiga de algodflo transado
listrado americano : rogq-sea polica e aos
capitSes de campo se o virem de o pegare
levar na malla da Torre, sitio do Leao, ou
no Itecife, na ra da Cadeia de Santo Anto-
nio, arinazein de lijnos.
Aluga-se um uioleque cozinheiro, o.i-
timo para casa frunceza ou ingleza : na ra
do Rangel 44.
Sorvetes bem feitos.
O proprietario da confeitoria cearenso da
ra estrella do Itozario n. 43, faz sciente ao
respeilavel publico amante do quo ho bom,
que do da 6 de Janeiro, das 6 horas da lar-
ga em diante, huver na confeitoria sorve-
tes, bem feitos e com asseio, a 2 o res o
calix. I
Precisa-sa de urna ama para cozinhare
comprar : na ra da ConceigS-i da Boa Vis-
ta n. ti.
Altencao.
Na confeitoria da ra do Rozario eslrei-
ta n. 43, precsa-se de urna pessoa que mi-
tenda de fazer sorvetes e administrar o
mi'smo. Na mesma precisa-se alugar um
preto mensalmenle, pagando-se bem.
Affonso Jos de Oliveira, professor ju-
bilado de geographia e historia do lyceu
desta cidade, ensina primeiras lettras e
grammatica latina : as pessoas que de seu
prestimo se quizerem utilisar, podem pro-
cura-lo na ra Direita, segundo andar do so-
brado n. 36. Aosseus alumnos avisa que
no dia 7 principia a leccionar.
I'aulo Gnignoiix, dentista *
frn iicc/.. olIVivcc seu prest- 9
^) mo ao publico para todos os *
< niistcrcs de sua proflss&o : 49
i pode ser procurado a qual- *
'* quer hora em sita cnsu, na *
9 i'lia larga do .'o/irlo. n. 36, <
! segundo andar.
Jans, J
previnem ao i-cspeilavel pu- t
blico que elles acaliam dea- 9
i
brir o seu gabinete na ra
--a>
sua taverna da trivess* ilnQ.i'imado n. 3,
desde o 1. de Janeiro do t8')l em dianle.
Man"el Ftrmino l'trreira.
J O Sr. e a Sra. Arthiot
^ dcnlistas chegados de F
I

#
I da Cruz, no segundo anda/- S
2 ao pe do consulado Argenti- J
9 no n. 43 ; os ditos professo- #
I res teem um prodigiosissiino J
i especifico, novamente des-
coherto para curar o mal de
denles para sempre, nao ha-
vendo mil Humaran, e no ca-
so de havc-la, surte o mes-
|f mo eieito depois de passar,

tendo um grande sortimento
de
- Precisa-se de um pequeo para caixei-
ro de venda, de 10 a 12 annos, que tenha
alguma pralica do mesmo negocio, sendo
preferido de fra da cidade, e que d fiador
sua conducta : na ra de llortas n. 5-2.
Precisa-se de urna ama de leite forra
ou captiva : na ra larga do Itozario n. 46,
primeiro andar.
Precisa-se fallar aosSrs. Jos Joaquim
da Silva Araujo Jnior e Joaquim Rodrigues
deAlmeida, ou a quem suas vezes fizer ;
por Isso queiram annunciar suas moradas,
ou mandaren! participar na ra da Alian le-
ga Volha n. 5, escriptorio.
Aluga-se um armazem grande com em-
barque porta, na ra do Amoro) n. 5, e
para ir v-lo, a fallar na ra da Cadeia, na
loja de J0S0 Jos de Carvalho Moraes, onde
se acham as chaves.
Antonio Francisco Correia Cirdoso ro-
tira-se para fra da provincia, e pele a
qualquer pessoa que so julgar sua crednra,
de a,- rosentar sua conta no prazo de 8 dias
Jadatadeste. Itecife, 2deJaneiro de 1851.
Aula paiticular.
Umbelina Wanierley Peixoto, faz sciente
ao respeitavel publico que as ferias de sua
aula, na ra da Cadeia deSanto-Anlonio no
segundo andar do sobrado da esquina do
uvidor n. 14, seacabam no dia 13 do cor-
imii mez, e que continua a receberalum-
nas exlernas, pensionistas e meia pensio-
nistas, e a ensinar com zelo a ler, escrever,
contar, grammatica portugueza, cozer,
bordar e marcar de toJas as qualidades, a
fazer labirinto e lenco de retroz. A annun-
ciante contratou com os insignes artistas o
Sr. J0H0 Rodrigues para ensinar a danga, e
o Sr. Amaro Francisco llirboza a msica
vocal e piano ; coaiprnmotle-so tambear a
fornecer aquellas de suas alumnas que se
quizerem applicar ao francez, desenlio ea
geographia, mostr com as habilitagO^s
precisas. A annuncianto o anuo pretrito
leve o rigosijo de suas alumnas apiesenta-
'i'.n um adianlamenlo satisfatorio como
pdem atlestar os Srs pais das mesmas.
*> A preta Joaquina, de 20 a 25 anuos -)
t> de idade, alta, magra e ful, escrava )
ti do r. Cosme de Sa Pereira, desap- 4)
pareceu 110 dia 15 do correlo do f$
$ Monteiro, onde estava lavando roupa, J)
i
)
*
0 Dr. J. S. Santos Jnior,
O medico homosopatha mora
na ra Nova, n. 58, primei-
/, ro andar.
O Sr. SI F. D. tenha a bondade de
mandar pagar a quantia do 11,600 rs. pro-
veuienle de calgado que deve lia dous an-
nos, na loja que S. S. nflo ignora : isto se
Ihe pede, afim do evitar o troco a moda
que diz tem para pagar.
eda qual levou parle : roga-se as au-
$ turidades policiaes, ou a outras 4
g quaesquer pessoas, que se a encon- >
$ trarein, a manden) levar na ra da |>) Cruz do Recife n. 53, ou na Passa- >
;. gem, em casa da viuva tinto, que $
V mora defronte da Capunga, onde se 4
1 pagai qualquer despoza que por ,.)
>. veiitifa se tenha feito. 5
gp^flff-^w *";*^
- Na fabrica de charutos da ra do Ran-
gel n. 23, precisa-se de olliciaes de cbaru-
leirosque sejam peritos.
Precisa-se deumamulher paraoser-
vigo interno e externo de urna casa de pti-
ca familia, nSo leudo por costume embrn-
Kar-se : paga-se bem : na ra do Cano 11. 36.
-- Jos Luiz da Silva CuimarSes mora na
ra Bella, casa terrea 11. 25, e conlinu a
ter o seu escriptorio na ra larga do Roza-
rio n. 33, primeiro andar.
Escripturaco mercantil.
A classe de escripturagilo mercantil por
partidas dobradas, que o abaixo assigna lo
annunciou que ia abrir em sua casa, na ra
do Pilar n. 40, dever comegar no dia 7 de
Janeiro correte. As pessoas que quizerom
fri'c|umita la, se servirSo procura-lo com
anticipago, para se matricularem, no es-
criptorio dos Srs. C. Starr & Companhia,
na ra da Aurora. os da Maya.
No becco do Theatro, por cima do bo-
tiqun) do Sr. Paiva, segundo andar, preci-
sa-se de urna mulher branca de idade para
tomar conta da diregSo de urna casa de ho-
mem solleiro, sabendo a mesma engom-
mar, coser e cozinhar com tola a limpeza e
asseio ; bem como se exige que seja livre de
pensSo de familia e d fiadora sua conduc-
ta : a tratar no mesmo sobrado das 6 horas
da manhSa s 8 do dia, e do meio- Jia s 3
da tarde.
Precisa-se de um caixeiro para a pa-
daria da ra larga do Rozario n. 48 : a tra-
tar na mesma.
Roga-se ao Sr. Dr. Luiz deFranga Jlu-
niz Tavares que tenha a bondade de appare-
cer na ra do Rangel n. 36, primeiro an-
dar, das 6 s 8 horas da manhSa, e de I s 4
da tarde para se tratar de negocio de seu
inleresse, pois apezar do annunciante ter
procurado o mesmo Sr. por diversas vezes,
nunca Ihe tem sido possivel eneontra-lo.
Quem precisar para ama de casa de urna
mollierestrsngeira, annuncie para ser pro-
curado : prefere-se para casa estrangeira.
-- Precisa-se fallar ao Sr. Thom Fran-
cisco da Costa : na rna do Livramento n. 4.
No Aterro da Boa Vista, loja de miude-
zas n. 72, se dir quem da dinneiro a juros
com hypolheca em casas terreas.
O abaixo assigoado avisa so Sr. arre-
matante de ago'ardente de producgSo bra-I basteas de ferro como do baleia, assim como
sileira, que deixa de vender dito gonero em umbelas de igrejas: tudo por prego com-
dentcs ncorruptiveis ;
adverte-sc que nesle gabinc -
I te faz-se todas as pecas ar-
t. tificiaes, mas em conta que
em qualquer outra parte ; e
laz-se todas as operaces
concernentes a esta arte : a- fl
i-liase lambem no mesmo X
gabinete bons pos para lim- ;
pardentes, elixir tnica, a- 9
* goa de botot, etc. : os ditos ^
professores iro as casas **
9 donde forem chamados. 5
Precisa-se alugar um cria lo porluguez,
que entenda de bolear carro o tratar de ca-
vallos, para urna casa de familia ingleza : a
fallar no armazem de Miguel Carneiro, cor-
retor geral, ra do Trapiche n. 40.
Ron bo.
No dia 23 de dezembro furtaram da casa
do abaixo assignado, em Santo Amaro, um
cordSo de ouro com duas voltas e um co-
rago de dito macigo com o poso de quatro
oilavas e meia ; o cordita ignora-se o peso,
sent ludo de lei; julga-se ser urna preta
3ue vende pSo-ile-l, e porque desde esse
ia nflo tenha apparecido maisem dito lu-
gar, roga-se, pois, a qualquer pessoa que
Ihe sejam offerecidos de os apprehen ler, ou
no caso queja tenham comprado de decla-
rar por esta folha, que se Ihe dar o mesmo
diuheiro. Jos de Souza Teixeira.
O ciriirgiflo Manoel Joaquim Pereira
faz sua residencia, no sitio denominado
OlhodeVidro, na estrada de Parnameirim
OITerece-se urna mulher de meia idade
e i boa conducta para ama de urna casa de
senhora viuva : quem pretender, dirija-se
ra do Fogo n. 47.
Precisa-se de urna ama de leite : a fal-
lar na ni i larga do Rozario n. 35, loja de
miudezas.
OITerece-se urna mulher branca de
meia idade para o servigo interno de casa
de familia ; afianga-se sua boa conducta e
muita ha t>i 11 Ja ile : quem quizer, dirija-se
a ra das I arangeiras n. 23.
Serventes.
Na fundicSo ingleza da rua do Brum ns.
6, 8 e 10,precisa-so de nialhadnres de ferrei-
ro, assim como de serventes para o servigo
da mesma fabrica.
Aluga-se na rua da nalo um sobrado
com excellentes cominodos e vista para a
barra: a fallar com Manoel Alves Cuerra
Jnior, ou com o bacliarel ClirislovSo Xa-
vier Lopes.
Arrenda-se urna casa no Caxang, a
melhorque naquelle lugar existe, por (icar
ao p da ponte e com banho no fundo do
quintal, tendo a mesma alguns arvoredos,
seis quartos, duas grandes salas, corredor
lavado, os prctendentes dirijam-se ao tra-
piche do Barboza a fallar com Antonio Mu*
Dif Machado.
Precisa-se de urna mulher que esteja
acostumada a andar com negocio do fazen-
das, assim como de urna preta moga para
carregar o taboleiro das mesmas : adveite-
se que as pessoas cima referidas devem dar
fianga as suas conductas : a tratar na rua do
Trapiche Novo, armazem n. 44.
Aluga-se urna sala para horoem soltei-
ro, na rua do l.ivramento, n. I, primeiro
andar : nesta typographia, se dir quem
aluga.
Offerece-se para caixeiro de qualaucr
estabelecimento.a excepgo de venda, urna
pessoa com habiliUges, dando fiadora sua
conducta : quem pretender, dirija-se rua
Nova n. 60, primeiro andar.
Engomma-se e lava-se toda a qualida-
de de roupa com toJo asseio e muita promp-
tido, por prego mais commoJo do queem
outra qualquer parle : na rua de Agoas-Ver-
des, n. 2f.
Aluga-se o segundo andar do sobrado
da rua llireila n. 20, com commodo para
grande familia : na rua tlireila n. 93, pri-
meiro andar.
O Consultorio homceopathico, O
O rua do Collegio, n. 25, O
O Do Dr. P.de A. lobo Hotcoio. O
0 O Dr. Hoscoso d consultas todos os !}
dias. Osdoentes pobres sSo tratados -
de graga. S serflo visitados em suas
casas aquelles que nSo poderem vir O
ao consultorio, ou que suas moles- C
lias nflo possam dispensar a presen- Q
ga do medico. p
Chapeos de sol. ^
Rua doPasseio, n 5. >B
Nsta fabrica ha presentemente um rico
sortimento dostes objectos de todas as co-
res e qualidades, lauto de seda como de
panninho, por pregos commodos ; ditos pa-
ra senhora, de bom gusto: estes chceos
sflo feitos pela ultima moda ; seda adamas
cada com ricas franjas de retroz. Na mesma
casa se acha igual sortimento de sedas e
panninho imitando sedas, para cobrir ar-
mages servidas : todas pstas Tazen lasven-
dem-se em porgSo e a retalho : tambem se
concerta qualquer chapeo de sol, tanto d
modo. Na mesma casa ha chapeos de sol,
de marca maior, de panno o do seda, pro-
prios para feitores de engenho, por serem
dos mais fortes une se pdem fabricar.
?99?9V? 99999PU9V99
#
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>
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-?
11 "iniii ijial'ii i.
Cosset lmont, professor de ha- ^ ,
mceinalhia pela escola liomceopa- <^
tilica do Rio ;> sua viagem Franga, onde praticou -<1
& com os primelros homuipailias da- ^
^> quello paiz, principalmente no con- <|
sultnrin do instituto lioinceopatnico
de Paria, poderi ser procurailo a <^
qualquer hora, em sua casa, Aterro ^
da Boa Vistan. 2U, segundo aular. 2
Os pobres.receberlo consultas o 43
g> remedios gratis. 4^
Co
ni
pras.
Compram-se escravos de am-
bos os sexos: na rua da Cadeia do
liecife, n. 51, primeiro andar.
-- Compra-sn urna escrava preta ou par-
da para fra da provincia, que seja costu-
reira, engnmmadeira e saiba fazer lavarin-
to, sen lo de bonita figura e moga nflo se
olhaa prego, pois ho para urna pessoa ge-
nerosa :na rua das l.arangeiras n. II se-
cundo an lar.
Compra-seum piano salo, que seja
or prego bem commodo : quem tiver, aa-
ao homem: conilam cites da diasoluao aquo-
aa de extractos de planta niedicinae, de vir-
tudes mui reconhecidas e verificada*. O tongo
uso, a* continuada! c severa! eiperiencias, a
que por toda a parle teem elles sido submetli-
dos, sem que urna s vei linjam falhado em
scus bous elleitos, e desmentido as esperanf as
juc sobre elles havia fundado o leu rujtntor.
Ihe teem granjeado coustanlcs e repetido* elo-
Vend
as.
9
o
9
O
31
Vende-scarinha de man-
dioca de Santa Catharina, de mili-
to boa qualidade, a lous mil ris
isacci e a mil oitocentos ris sem
isicca: noarmazen de Jos di
Silva Campos, rua da l'raia n. 3i.
Vendem-se duas negrinhas de 11 an-
nos, sabendo urna bem coser, marcar e fa-
zer lavarinlo, [o a outra he recolhida ; 4
."retos mogos; uro dito oplimo podreiro ;
"las pretas mogas, com algumas habilida-
des ; e duas ditas de meia idade, que se
venden) muitnem conta : na rua das La-
rangeirasn. 14, segundo andar.
--Vndese urna preta moga e robusta,
de nagflo, boa para o servigo de casa e de
rua :11a rua da Camboa do Carmo, juntos
venda da esquina, ao voltar para o largo
do Carmo.
Bom c barato.
- Vendem-se ricos chlcntinhos, pelo bara-
tissimo prego de 800 e 600 rs ; ricas grava-
tas de mola pretas e de cores, a 2,000 e a
1,600 rs. ; finissimas cartas francezas para
vnltaretes, a 1,000 rs. o baralho ; finissimas
luvasde torg.l pretas, a 1,000 rs.; ditas de
pellica, fazenJa milito superior, para ho-
meni c senhora, a 1,000 rs. ; ditas para ho-
mem de fio da Escocia, a 320 rs. ; bengali
lillas de junco, S. 200 rs. ; hauteiras finas
douradas, a 1,800 rs. ; touquinlias de se la
preta para cnangas, a 500 rs. ; penles de
tartaruga para marraba, a 800 rs., raripu-
gas de seda preta para homem, a 640 rs
caniveles do machina para aparar penas, a
N00 rs. ; peiltes prnprius para suissas, a 320
rs.; caixas milito finas de massa de tarta-
ruga para rap, a 2,000 rs. ; caixinhas com
agulhas francesas, a 320 rs. { lequcs finos
com plumas e espedios, a 3,500 rs. ; mara-
cas para meninos, a 240 e 120 rs. ; e outras
muitas cousas liaratas : na rua do Queima-
do, loja Vende-se um bonito escravo, apto pa-
ra todo o servigo e de 20 anuos de idade, ao
compiador se dir o motivo da venda; e
urna escrava de idade media, capuz de se
Ihe outregar urna casa, por commodo pre-
go : na rua de Santa Rita, sobrado 11. 14.
Tinta de escrever.
Vende-se tinta preta de superior quali-
dade 0111 fiascos, em porgflo e a retalho, por
muilo commodo prego: na rua da Cadeia
do Itecile n. 34, primeiro andar.
Alusicas novas.
Rua larga do Rozario n. 28.
Crandc s nimcnio de msicas, as mais
mo le n.i- quo lia e dos melhores autores, a
saber : variages para piano a duas e quatro
infles, valsas, quadrilhas, polkas, pegas pa-
ra ciiitoria com acompanhamento de piano,
vanages para piano com raheca, ditas pa-
ra flauta, ditas para violSo e melhodos para
aprender alocar piano; lambem lia boas
msicas militares.
-- Vende-so a padaria defronle da forta-
leza das Cinco Ponas 11. 154, co 11 todos os
seus peitences e com alguma freguezia :
vende-se para pagamento dos seus credo-
res : a tratar na mesma.
Vende-se um sitio grande, cercado de
espinbos, com portSo de ferro, boa casa de
pedra e ral, bom viveiro, duas baixas para
capim e mullos arvoredos de fructo : a tra-
tar no mesmo, no largo da Magdalena, em
frente ao sobrado do Sr. Joaquim Viegas.
A o publico.
Em mui crescido numero contavam os mdi-
cos at agora molestias iucuraveis, contra at
quaes s era permitlido ao paciente resigna-
cao para soll'rer um nial de que ja nao havia
esperancas de poder liberta-lo, e ao medico
philantropico a dor de ver inuitos de seus se-
mentantes victimas de cnfcriiiidades, contra as
quaes se declarava impotente, podendo apenas
lamentar a fraqueza da intelligeucia humana
Vas, grabas aos progressos da medicina', gra-
tas ao zelo de homeiis incansaveis, que, nao
desesperando da perfectibiiidade da sciencia,
se tem dedicado investigado de remedios
quepossaui alliviar a huinaiiidade de alguns
males que aligein, o numero das molestias
reputadas iucuraveis vai de din em dia dimi-
iiuiudo. Asmui, achar depois de longos traba-
lhos, de profunda meditafo e reiteradas espe-
riencias, medicamentos que nos reiluaui o
uso dos dous mais importantes sentidos de que
he dotado o homem, quando estn j se acha-
vam no supposlo e*lado de iocurabhdade e
inteirameote perdido!, he por certu um do!
moni es servicos que se poda prestar huiiia-
nidade; eia o que eslava reservado a 11111 ho-
iliein philantropo da cidade de nraga, em Por-
tugal, cuja sciencia, cujo amor de seusaeme-
1 liantes se teem feito gcraluiente cunhecer. O*
remedios que ora ollerr ceios ao publico, nao
* nu mi ii.iclas!e daqucllcs que o avidu e onxa-
do charlatanismo inculca com ioucoS e des-
compassados brados, e que o crdulo vulgo
na boa f e sem dUcer-
IUC
tidoi
gos dos iall sabios c respeilavei medico,
assim da Europa, como da America OM uoiso-
109 (lnni mi e proel imam sua aefao einpre
certa e benigna. Um destes licores he desti-
nado a combater as molestia* de olhos, e lein
por principal virtude restituir aos orgos da vi-
sao suas funefes ; reanimar e fatrr rcappare-
oer em sua natural perfeiciio a vista, quando
esta estiver fracaou quasi cstincta ; comtanto,
porm, que nao baja cegueira absoluta com
dt-sorgauisac.o das parles; nao menos all a
enrgico lie para dcslazer as cataratas, destruir
as nevoas c de proniplo debclUr qualquer in-
II iiinn.o;.ni ou vernielhido dos olhoi. Nao
causam dr nem estimulo na parte.
ntro liquido reslitue a faculdade de ouvir
i.-..mis ao ouvido tocado de lurdez, aioda que
inveterada una vez que o mal nao seja de nas-
ii-ii. 1, .110 causar em lempo algum o menor
incouimodo ao doenle, e seiu priva-lo de cui-
dar rin scus negocios.
INSTRCCUES PARA O USO DOS REMEDIOS.
ti das 11II1 m tmjiraj 1 -se do modo seguale:
O doente prla manhaa, em jejuin, una hora
pouco mu 011 menos depois que erguer-se do
ti lio, tomar sobre a palma da mao pequea
porco daquella agoa ; e com ella molhar
bem os ollios, faiendo que algumas gotta*
ealain sobre o glubo oceular : sem os liuipar,
os conservara molhados at que naturalmente
euxuguem : ao deitar-sc noite praticar o
nii-smn : durante o lempo que usar do reme-
dio evitar o calor, .11 cao de fumaca e o vento ;
far abstinencia de comidas lalgadas, aiedas e
adunadas com especiaras,
O remedio dos ouviJos ser applicado do modo que
segu.
O doenle pela manhaa, urna hora pouco
mais ou nii-ii 1 dcpni de erguer-ae, ainda em
jejum, far derramar dentro dos ouvidos qua-
tro uu cinco piil is do liquida, tapando-09 de-
pois com algodo em rama ; noite ao deitar-
se repetir a nicsina operaco. Durante o uso
do remedio .evitar expr, os ouvido* princi-
palmente, accao do calor e do vento, afim de
evitar grande transpirafo, havendo cuidado
em nao motilar os ps em agoa fra; linalmen-
tc deve obster-se de comidas salgadas, azedas e
adubadas.
Estes remedios cstao venda na botica de
Bariholomeu Francisco de Soma, oa rua larga
do Rosario, n. .'Vi. nico deposito em l'crnain-
buco, pelo prefo de 2,240 rs. cada vidro.
I!tiii do itozario larga n. 11.
Venle-se urna mulatinha de 13 sanos,
muilo linda e de bom gonio, com princi-
pios de costura, propria para eduoar-sa ou
dar-se de mimo a urna menina ; duas pre-
tas mogas com habilidades; urna dita boa
quitandeira ; um moleque de 16 annos, de
bonita figura e de boa conducta, o que se
afianga ; u 4 pretos bons trabajadores do
'usada
Vendem-se caixas com cera
etn vellas, fabricadas no Kio do
Janeiro, sortidasaodesejo do com-
prador ; retroz da fabrica do Si-
i|iieira, no l'orto, de todas as co-
res : Inita-se com Machado & P-
nheiro, na rna do Vigirio n. 19,
segundo andar.
Listas da lotera de iSossa Senhora do
l.ivramento, cujas rodas corrern) no dia 21
>le deze obro : uo paleo do Collegio, casa do
livro azul.
Vende-se para fura da provincia, um
escravo crioulo com 26 annos de idade, fi-
gura bonita, sem vicios, opti-no para tcari-
nheiro por ser de bastante Torga, e milito
vivo, a vista do comprador se dir o motivo
de se vender na rua Velha n. 61, as 9 ho-
ras da manhfla e as 2 da tarde, ou na Casa da
cmara municipal das 10 ale 1 da larde.
Vende-se urna escrava com 20 annos
"le idade, boa engommadeira, cozinheira e
costureira, sabe bem vistir urna senhora o
fazer lodo arranjo de urna casa cam perfei-
gflo : na travessa da rua Bella n. 6.
-- Vendem-se 2 escravos, sendo urna ne-
era crioula de boa figura, moga e sem def-
feito e vicio algum, eum negro lambem
mogo, crioulo, proprio de todo o servigo :
na rua da Cadeia de Santo-Antonio n. 25,
no segundo andar.
Aviso aos fumantes.
\li( llura n< ral.
A nova fabrica da rua do Rangel n. 23, -
cha-se aberla, conlendo um completo sorti-
mento de charutos viudos da Balita ltima-
mente, e dos mais acreditados autores da-
3111'ila cidade : paranlo os que silo amigos
a boa 1 o maca l poderflo encontrar ludo
quanlo be bom, levando o diuheiro na n>3o,
nflo se quer fiado para nflo ter livro assig-
nado.
-- Vende-se um moleque: na rua Nova
n. 46.
Aos 30:000,000 de rs.
Na rua do Queimado n. 23, loja, vendem-
se os minio afortunados bilheles da 13.'
loteria ordinaria, a beneficio do theatro da
imperial cidade de Mictheroy, da qual te-
remos a lista pelo primeiro vapor ; assim
como que acabamos de vender os bilhetes
da loteria do S. Joflo Baptista da igreja ma-
triz da freguezia da Alag, e entre elles o
n. 3154 com os 20:000,000 rs., dous com o
premio de 100,000 rs., dous com o de 40/
rs., e tunta o tantos com o mesmo di-
uheiro.
Vendem-se chitas, a 160; diles de co-
lon ta, a 200; fustes para collete, a 400 e
210 ; riscados para caigas, a 200 e 240;
brinsescuros, a 480; ganga transada para
saia ou caigas de escravos, a 120 ; estopa,
a 200 ; vestidos de casss, a 2,000 ; suspen-
sorios, a 80 ; cassas de todas as qualidades
e limpas, a 400; ditas (sujas, por todo o
prego ; e lustrim verde, a 160 : a tratar na
rua das Larangeirss n. 29.
Na rua das Unco-I'ontas, sobrado em
frente a matriz nova, vende-se urna escrava
de 22.annos, queeugomma, cose bem, co-
zinha e tambem lava.
Boa cozinbeira e engommadeira.
Vende-se urna bonita escrava, parda, de
20anuos de idade, com urna lilhinha do e
mezes, a qual cozinba e engomma bem, li
muilo fiel e nSo tem vicios, o que tudo se
afianga ; e 1 preto, mogo, muilo robusto,
proprio para armazem de assucar ou enge-
uho, por ler muita Torga : na rua larga do
Rozario 11. 48, primeiro andar.
-- vendem-se podras redondas para mol-
por ignorancia recebe
niineuto, achaudo-se depois iiluaido; tein,po I
rin, de oceupar mu distinelo lugar entre osl nhos : a tratar na rua da Cadeia do Recife,
medicamentos quemaiores beneficio*pre*lam| n. 18.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


wat
IUa
i
.*
.,
rrB
--/

Vendc-sc superior farlnl.n
galle;?, em meias barricas : no cscriptorio
le l>ano Yonlo & C., ou em seus armszens
do boceo do Congalves.
Gal e potas9a.
Vende-se a mais nova e superior potassa
que lis no merend, e eal vitgim em podra
ehegada pelo ultimn navio de Lisboa, or
pingo commodo na na da Cadeia do Rc-
cife, n. 50, a fallar con Cunha & Amorim ;
assim romo um rstante do bnrris da mas-
mi cal, que ficou da safra passada, por ba-
rato prego.
Cobertores de tpele para
escravos.
Ja so venden os acreditados cobertores
de taple para escravos, a 720 rs. cada um ;
por isso vonham a elles autos que so aca-
bom, ou passcni para mais alio prego : na
roa do Crespo, loja da esquina que volta
para u cadeia.
Ilap Paulo-Cordeiro.
Vende-se effeclivamcnte este excellente
rap, na ra da Cadeia do Recite, n. 50, lo-
lade Cunha & Amorim.
A x,(ho rs.
Vendom-se novos cortes de brim tranga-
do escuro eom duas varas e meia cada corte,
a 1,600; cassa francoza de bom posto,a 2,600
rs.; pegas d esguiSo de a'go Iflo com 12
varas, a 2,400 rs. a pega ; cobertores de al-
Rodflo de cores, a 720 rs. : na ra do Cres-
po, n. G, loja ao p do lam eo.
Deposito de cal virscni.
Na ra do Torres, n. 12, lia multo supe-
rior cal nova em podra, ehegeda ultima-
mente de Lisboa no brigue Tarujo-Terceiro.
Cnbeeadas Inglesas.
Vendem-se cabegadas inglezas roligas e
chatas, loros e silbas de 13 : na ra do Tra-
piche i). 10.
SSSF.
Frinhaa nova da marca SSSF, ehegada
ltimamente : na ra do Amorim n. 35, ar-
mazem de J. J Tasso Junios.
I'otassada KllSsla.
Vende-se potassa da Russia, recentemen-
te chgada, o de muilo superior qualidade :
na ra do Trapicho, n. 17. \
Cortea de casemira, bt 3,5ooo
a 4,ooo rs.
Vendem-se cortes de casemira de cores,
a 3.500 e 4,000 rs.; advertindo sos amantes
do bom e barato que esta fazenda he dos
melheres gostos que tem vindo ao mercado,
or isso recommenda-se que venham a ollas
lantes que so acabem : na ra do Crespo,
ioja da esquina que volta para a Cadeia.
Gigarriltios hesnanhes.
Sochegados os excellentes cigarrilhos
hespanhes ao deposito da ra da Cruz, no
Recife,, n. 49.
Madama osa llardy, modista
brasilelra, na ra Nova, n. 34.
Madama llosa llardy tem o prazer de avi-
sar a todas as sonhoras de bom gosto, que,
alm das fazondns ja annunciadas, recente-
mente se acha provida do um completo e
esplendido sorlinienlo de novas e linas fu-
zondas, consistindo em magnficos mante-
letes e capotinhoi de furia-cores adamasca-
dos ; dilos de ditos de diversas e ricas co-
res, reitos em Franga ; ricos epotinhoa de
muito superior fil de buho; lindos chapeos
do seda para senhora de moderno gosto, e
despachados ha poucos das ; novo e supe-
rior gros de Nanolles prolo e furta-cor ; no-
vas e delicadas franjas pretas, proprias para
manteletes ; bonitas trancas pretas e de co-
res ; lino chamalole preto, de muila consis
leticia ; superior sarja prela ; luvas de pe
lica branca, enfeitadas, com ricas flores e
requifes, propnas para casamento; bonitas
e superioies romeiras de lil, brancas; di-
tas ilelinho bordadas ; penuas e novas ca-
pellas para casamentus e bailes ; um com-
pleto sorlimento de flores para chapeos, das
ninis finas que tem apparecido ; lindos len-
cinhos de setim de cores para senhora e me-
ninas ; e outras muitas fazeiidas quesetSo
tenles aos compradores
Vendem-se chapeos de pallia
americanos, finos e de superior
qualidade : na ra do Trapiche
numero 8.
J&Sgltl&O de algodo a 2$5oo a
eca de lo varas. .
Vende-se esguiio do algodo com 4 pal-
mos e meio de largura, a 2,500 rs. : esta
fazenda he muito propria para lenges, ca-
misas, etc. : na ra do Crespo, loja da es-
quina que volta oara a cadeia.
3o.
Grasa n. 30, a mais superior que at bo-
je tem vindo a este mercado, pelo esmero
quaoseu autor le.n ltimamente emprega-
do. Esta grasa he a mais prompta em dar o
mais brilhanlo c aturado lustro, assim co
nio a melbor para conservar o calgado ven-
de-se nos arma/ons de J. J. Tasso Jnior,
na ra do Amorim n. 35.
-- Vende-se urna eacrava muito bonita,
sadia e de habilidades; e urna dita propria
para ensada, tendo com ludo algumas ha-
bilidades : na ra larga do Rozario, loja
numero 35
iimulto de munirnd.
Vende-se no artnazem de J. J. Tasso J-
nior, ra do Amorim, n. 35.
(lucilos londrinos.
Vendem-se queijos londrinos muilo fres-
cos, latas com biscoutos, presuntos, eaixi-
nhas com massas finas, latas com chocola-
te de canella lina, vinhos de cherry, setu-
lial, madeira secca e l'orlo, e outros muitos
gneros, que a visla do comprador se dir o
prego e su mostrara a qualidade : na ra da
Cruz, annazem de Manotl Francisco Mar-
tins IrmlO ii. 62.
A 260 rs.
Vendem-se fivellas douradas para caiga e
collele a 260 rs ca la urna : na la do Quei-
mado n. 16, loja de Jos Das SimOes.
Cdigos do eommercio.
Vendem-se cdigos do comrner-
cio biasileiro, que devein entrar
em exccuco em I de Janeiro de
i85l I no pateo do Collegio, casa
do l.ivi-o Azul.
Taixas para engenho.
Na fundigao de ferro da ra do Ilrum,
aaba-se dt receber um completo sorlimen-
to le taixas Jo* a 8 palmos de bocea as
qaaes aciam-so a venda por prego cora-
nodo e com promptidSo embarcam-se,
m carrog!>m-seem carrossem desbezas ao
eorporador.
Antigo deposita de cal
virgem.
JSa ruado Trapiche, n. 17, hn
muito superior cal nova em pedra,
ehegada ltimamente de Lisboa
no brigue 1 atujo III.
(iiein admirar venlia ver c com-
prar, na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a Cu-
dria.
Panno fino preto muito bom, a 3,000 e
3,600rs.; dito muito superior, a 4,500 o
5,000 rs. ; dilo azul muito fino, a 3,000 o
5,500 rs. ; casemira prela, a 5,000 rs. o cor-
te ; dita muito superior, a 10,000 rs.; cr-
les de fustilo a 320 a 600 rs. ; ditos muito
bonitos, a 800 rs. ; ditos de setim de cores,
a 1,600 rs. ; ditos de gorgurSo, a 1,280 rs. ;
cassas do cores lisas e de bonitos padrOes,
a 210 e 280 rs. o covado ; corles de cassa
rela, a 2,200 rs.; ditas a 140 rs. o covado ;
riscado delinho azul, a 240 rs.; corte de
brim de linho, a 1,600 rs. ; ditos muito
bons, a 1,800 o 2,000; dilos superiores, a
1,280 e 1,600 rs. a vara ; lencos de seda de
cores, muito bonitos, a 1,000 rs. ; ditos pa-
ra gravata, a 1,000 o 1,280 rs. ; ditos do
cassa com listras de cores, a 240 e 320 rs. ;
ditos com listras de seda, a 500 rs.; algo-
do azul de vara de largura, a 200 rs. o co-
vado; dito furta-cros, a 200 rs.; picote
muito oncorpado, proprio para escravos, a
200 rs. ; riscado de algod3o ameiicano, a
140 rs. ; cortes de brim de listras, a 1,000
rs. ; chitas de cores (isas e de bonitos pa-
drOes, a 1*0, 160,180 e 200 rs. o covado;
riscados monstros, a 220 rs. ; cambraias de
quadros, a 2,720 rs. a pega ; cortes de case-
mira de algodSo. a 1,600 rs. ; cassas fran-
cezas muito bonitas, a 320 rs. o covado ;
chapeos deso, com asteas de baleia, a 1,800
rs. ; e outras muitas fazendas por prego
commodo.
i.ijtiiilneao de fazendas-
Na ra Nova esquina que volta para a
camboa do Carmo, loja n. 23 de Antonio
Gomes Villar, estSo se ven leudo fazendas
que nesta loja j existiam por menos a ter-
ca parte de uns primitivos pregos, e entre
as muitas qualidades teem as seguintes por
estos pregos.
Jarros finos de banha
Fitas de sarjas, de setim e tafett
largas, vara.
I lom, de 4 dedos, vara.
dem, de3e4d-dos. a 120 e
I lom, do velludo estrella decores.
Luvas de pellica para Senhora e
parahomem.
Leques de papel, esbo de osso
fino.
dem, de escomilh prela.
I lem. de papel linos, cabo de
marlim, de. *.000 a 20,000
Chapeos de palha finos, lizos, a-
bortos e bordados, de 3,000 a 4,000
Grvalas de chitas.
dem, de seda, pretas o de cores.
I lom, de como de lustro para
militar.
Solios de cores lizos, covado.
I lem, branco muilo boa fazenda.
Sarjas do cores para vestido, co-
vado.
Cortes de vestido de seda brancos
para nojvas.
Mantas de setim decores mali-
sadas.
I lem, de sarja, dita, dila.
Chales de seda furia cores.
Luvas curtas de linho para se-
nhora, o par
dem, de seda abortas para se-
nhora.
Meiasde seda abertas branc pa-
ra senhora.
1 lera, prelas para senhora.
1 lem, para homem.
I lem, lizas para hornera.
1 lem, branca para dilo.
Carleiras finas de feixe.
Sapatos de setim prelos, par.
Bolins gaspiados, prelos e de
cores para senhora.
Sapalos de setim branco para me-
nina.
Chinellas de marroquira deco-
res para homem.
Chapeos de sol de seda para
senhora.
Lengosdo cambraia de linho, li-
zos, de 1,000
IJem bordados com bicos 4,000
I lem de seda prela e de cores
para grvala
Chicotes de junco ou cana para
Mocndas superiores
Nafundigode C. Starr & Companhia ,
nm S.-Amaro, acham-se a venda moondas
ile canna, todas do ferro, de um modelo e
oonstrucgo muito superior.
llosa-s nos frepue/.es que tenham
toila attencao tara o novo sor-
tmenlo que existe na loja da
ruado Crespo, 11. (i, ao p do
lampea.
Vendem-se cassas pintadas de cores lisas,
a 260e 280 rs. o covado; corles de brim
branco do linho puro, a 1,920 rs.; ditos de
fustflo muito finos, a 560 e 640 rs. ; cassa
preta propria para lulo aliviado, a 120 rs. o
covado; zuarle de cor, a 200 rs. ; riscado
de linho pira casacas, a 240 rs. o covado, e
outras muitas fazendas por prego commodo.
(^f^ffl) f yytwV WW9W999.
:> Ni deposito da ra da Muela, n. 15, <;.
* ha para vender superior cal em pe- *j|
W dra, recentemenle ehegada de Lis- 2
* boa, emo brigue Conoeico-de-Ma- 2
" ra, por prego rasnavel : tambem ahi _
* so vendem pesos do duas e de una zj
^ arroba, por prego commodo; na *'
tambem effectivamente no mesmo '^. deposito barris de niel para embar- <:
que
1,000
320
240
160
120
500
640
400
160
320
210
010
800
1,200
30,000
8,000
10,000
4,000
ICO
320
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
320
1.000
1,000
1,000
1,000
2,000
a 3,000
1 20,000
3,000
2,000 a 4 000
3,000 a 6,000
320 a 2,000
1,000 a 2,oOO
carro de
I lem, de balota para carro
Uen^allns linas de junco e
cana de
Chicotes finos para mon-
tara de
Um granito sorlimento de flores linas sen-
do caisos, ramos, rosas para vestido, pe-
nas de muilas qualidades, bicos de blondos
de todas as larguras,bicos de dentello pre-
los estreitos o largos de muito boa qualida-
de para capoliubo e manlellele ludo muito
em conla.
Vende-se relogios americanos proprios
para cima de meza, muito bons reguladores
por prego muito commodo : na ra .do Tra-
piche n. 8.
Vende-se, por prego muito commodo,
a casa terrea n. 30 sila na ra do Sebo do
bairroda Uoa Vista, nova, cora muitos bons
commodos, em chilos proprios, com grande
quintal todo murado, com arvores de fru-
to, cacimba de boa agoa e portfo ao lado
da casa para serventa independente: na
prac da Boa Vista, bolica 11. 6.
Novas caui tralas.
Vendem-se ricos cortes de cambraia aber-
las cora 6 varas e :i, i, de listas e ramagem
de cor, fazenda muito lina de lindos goslos,
pelo barato prego de 4,000 rs. o corle, chi-
ta de cores muito miudinhas, pannos mui-
to finos, cores fitas, a 200 rs. o covaiio;
brius de linho amarello, cor de ganga, lisia
ao lado, fazenda muito lina, pelo baraiissi-
mo prego de 2,000 rs. o corte : na ra do
Crespo n. 14, loja e Jos Fr" ncisco Oas.
Luvas de pellica, a 240 rs o par
Vendem-se luvas de pellica de cor para
homem, a#240 rs. o par, em muito bom es-
lu ni : na ra do yuoimado II. 16, loja de
Jos Oas Minus.
Deposito de potassa e cal.
Vende-se muito nova e superior potassa,
assim como cal virgemem pedra, recente-
meute ehegada de Lisboa, por prego rasoa-
vel : na ra da Cadeia do Itecife, n, 12, ar-
niazem.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pe adulas e picota para cacimba :
na ra do Brum, ns. 6, 8 e 10,
fundico de ferro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de
differentes modelos : na ra do
Brum, ns. 6, 8 e 10, fabrica de
machinas e lundicao de ferro.
Cimento.
Vendem-se barricas com superior si men-
t, chegado no ultimo navio de llamburgo :
na ra do Amorim, n. 35, armazem de J. J.
Tasso Jnior.
Vendem-se amarras ao ferro: ni ras
Ja Senzalla-Nova, n. 42.
Cliapos do Chille.
Vendem-sej por preco commo-
do, chapeos de palha do Chille,
muito alvos e finos : na ra do
Trapiche n. 34, a tratar com No-
vaes &c Companhia.
Arados de ferro.
Na fundigo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro de diversos m-
telos.
Fumo em folha para charutos.
Vende-se por preco muito com-
modo fumo em folha para capa e
milo de < Ii u ni .1 assim como fu-
mo regaba, desembarcado ha pou-
cos di is : trata-se no caes da al-
fandega, armazem n t, de Dia*
Ferreira, ou com Novaes&t Com-
panhia, na ra do Trapiche 11. 34
A a,000 rs. a sacca.
Vende-se farinha de mandioca,
em saccas grandes, ehegada lti-
mamente, superior fazenda ; nos
armizens de Comea & )ias, e
Das Ferreira, no caes da alfande-
ga, a tratar nos mesmos.
! 11.0110 rs. a du/.ia.
Vcnladciro e legitimo champando A Y o 1
casa de Avrial & limaos : ra da Cruz n. 20.
Carncuba.
Vende-se muilo boa carnauba, por prego
comino lo : no armazem do Bacellar, junto
a escadinha.
A C,ooo rs. a sacca.
Vende-se superior arroi pilado
a seis mil res a sacca : no arma-
zem .1. 1 do Dias Ferreira, no caes
da alfunllega.
Agencia
da fiindigoLow-Moor.
R0A. DA SKNZA.LI.A-NOVA, N. 4*.
Neste estabelecimento conti-
la a haver um completo sorti-
;aento de moendas e meias moen-
iit para enenho ; machinas de
saceos novos de estopa, cada um com 2 ve-
ras, por atacado n 320 rs. : na ra larga do
Rozario n. 48, primeiro andar.
Vende-se um superior cavallo de ca-
briolot. gora bons andares, muito manleu-
doe novo : na cavallaricedol'essoa, no lim
da ra da Roda, das 8 horas da manhfla as
5 da tarde-
Aos ao:ooo,ooo rs.
Na ra larga do Rozario, botica n. 42, re-
cebeu-se a lista da lotera a beneficio da
groja deS. Joo Baptist da AlagOa, e ah
foram vendidos os seguintes nmeros que
sahiram premiados, a saber : 5585 2:00(>
rs. 3676 200,000'rs. 3147 -100,000 rs.
3150 --100,000 rs. 4243 40,000 rs. ; bem
como bilhetes da 13.' lotera a beneficio do
Iheatro da imperial cidade de Nlclheroy,
chegados ltimamente pelo vapor, os quaea
se vendem pelos pregos seguintes 1 inleiros
a 22,000, meios a 11,000, quartos a 5,800,
otavosa 2,900 e vigsimos a 1,400.
Lotera de N. S. do l.lvramento.
Aos 5:0009000
Na ra da Cadeia n. 46, loja de miudezas,
vondeu-se o moio bilhete n. 1454 da lotera
do N. S. di l.ivramento em que sahio a sor-
te grande de 5:000,000 rs., e estSo eupos-
tos venda os afortunados bilhetes e cau-
telas da mesma lotera, que corre imprete-
rivelmente no dia 31 de Janeiro corrente.
Bilhetes H.000
Meios r 5>500
Oecimos 1,100
Vigsimos 6 --No Aterro da Roa Vista, loja de miude-
zas n. 54, de Estima & Ramos, cha-so para
enderumrico saltante do melhor autor
foughlon, ptr prejo muito barato.
Te'cldo de nlgodao trancado na
fabrica de lodos os Santos.
Na ra la Cadeia n. 58.
/ndem-se por atacado duas qualidades,
roprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Na ra da Cadeia-Velha, primeiro na-
dar da casa n. 24, de Manoel Antonio da Sil-
va Antones, vende-se um tico sorlimentn
de chapeos de palha da Italia, abertoa para
senhoras, camisetas de cambraia, colari-
nhos, romeiras, manguitos, punhos, ludo
excellentemenle bordado, bicos finissimos,
ricas fitas, capotinhos e manteletes de fil
e de seda prelos, e oulros objectos de gos-
to ; bem como um completo sorlimento de
fazendas : ludo ae vende por pregos muitos
rasoBveis.
Cal virgen, cin pedra
ehegada de Lisboa na barca Curila Ame-
lia, vende-se a prego commodo : no arma-
zem de Silva Barroca, na ra do Brum, nu-
mero 28.
Deposito gera do superior ra-^
% p Areia-l'reta da fabrica ^
0 de Gantois Pailhetck C O
O na Baha. O
Jos Mara G. Ramos, na ra dosQuarteis, n.
12, junto aoquartel de polica, onde sempro
acharSo nico o verdadoiro, a 5,500 rs.
cada garrafa.
Vende-se urna escrava, que lava, en-
gomma o cozinha o diario do urna cisa : na
ra do Livramenlo n. 36.
Vende-se urna armagSo que foi dn von-
1a, com todos os seus perlences : quem 'a
pretender, procure-a na ruada llortas nu-
mero 68.
Vendem-so 10 escravos, sendo 2 lindos
moloques do 14 a 20 annos ; 5 prelos muito
mogos, de bonitas figuras, bous para todo
o servgo ; urna linda.mulatinha de 18 an-
uos, quo eogonima perfeitamente, cose e
faz todo o servigo de casa ; urna preta mo-
ga, que coz nha bem, engomraa, cose e faz
lodo o servigo de urna casa muito diligen-
te; urna ditaque engomma, boa lavadeira
a quitandeira, de bonita figura e muito mo-
ga : na ra da Cadeia do Recite n. 51, pri-
meiro anJar.
Lotera de N. S. do Livramento.
Aos 5;ooo,ooo rs.
Na loja de miudezas da praea da Indepen-
dencia n. 4, ven lem-se bilhetes, meios,
quarlos, decimos e vigsimos, que eorre
impretenvelmente no dia 31 de Janeiro. Na
mesma loja vomleram-se osdous meios bi-
lhetes ns. 1179 em que sabio a sorte 1:500/
rs., da mesma lotera, que correu no dia
4de doze.nhro do atino passado. Inleiros
11,000, meios 5,500, quarlo 2,600, decimos
1,100 e vigsimos 600 rs.
Vendem-se ceblas no caes da Alfan-
dega a 800 rs o nu.ilio, ditas despencadas
a 600 rs. e o cento a 1,000 rs.; ludo isto pa-
ra liquidar cotilas : quem quizer, dirija-se
ao mesmo caes.
--Na ra dasCruzes n. 22, segundo an-
dar, vende-se urna ptima parda de 26 an-
nos com encllenles habilidades ; duas pre-
tas de nagao de 30 a 24 annos, que cozi-
oliam, lavam de sabao e sBo quilandeiraS ;
urna dita para todo o servigo de campo ou
da praga ; e un escravo da Costa, bastante
robusto.
Aluda existe.
Anda existe un resto das bonitas conde-
gas, agafates, sextas de comprar e penei-
ris, ludo chegado recentemenle do Porto :
na ra do Rozario estrella, padaria n. 13,
que foi do Sr. Cunha.
Vende-se por 300,000 rs. urna preta de
trinla e laidos annos de idade, boa qui-
tandeira e propria para o servigo de campo,
por ja ter trabalhado em engonho bastante
lempo, he muito sadia e robusta: quem a
quuer comprar, dirija-se ra do Rangel
11. 56, que achara com quem tratar.
m
Escravos fgidos.
5o,ooo rs. de gralilicacao.
Fugio, no dia 11 de abril do presente an-
ro, a preta Mara Joaquina.de naco Congo
de 30a 40 annos, baixa e clieia do corpo.cara
& Domingos AlvesMatheus, agente da> jlarga.cflr relinla, olhos vivse meios gran-
Ofabrica de rap superior Areia-Freta da I des, feigOes grosseiras ; lem um pequeo
OBahia, tem aberto um deposito na ra signal de carne sobre oj>e.co_snperior do
9da Cruz, no Reeife, 11. 52, primeiro an-
Odar, onde se achara sempre deste ex-0
Ooellentee mais acreditado rap: ven-
<)de-se em botes de urna e meia libra,O
J or prego com modo.
oooooooooooooo
. Vendem-se colleecSes com
mais de seis lindas vistas, repre-
sentando a ponte do Hecife com a
alfandega, a ponte da Boa-Vista,
a cidade de Olinda, a ponte do Ca-
chang, l'oco-da-1'anclla, e a ra
da Cruz com o arco do Dom-Jesus;
bem como duas grandes vistas de
Fernambuco: na ra da Cruz, n.
10. casi IKa.kn.ann9 Irmao.
Un ii -.- um grande sitio no lugar do
Manguinho, que lica defronte dos sitios dos
Srs. Carneiros, com gtande casa de viven-
da, de quatro agoas, grande scnzalla, co-
ebeira, estribarla, baixa de capim que sus-
tenta 3 a 4 cavallos, grande cacimba, com
bomba e lanque coberto para banho bas-
tantes arvoredos de fructo : na ra da Con-
cordia, primeiro sobrado novo de um andar.
vapor.
e tachas de ferro batido
todos os tamaitos,
coado, de
para dito.
Vende-se unta preta crioula, moga,
para curar da phiysica em todos os seu
differentes graos ou motivada por constie
. pagOes, tosse, asthma, pleuriz, escaos d>
que cose pouco, ongom-na perfeitamenlelsangue, drde costase peitos, palpitaglo
he opma cozinheira e doceira, e com urna I no coragSo, coqueluche, bronchites dr
cria cabra de 3 para 4 mezes : no pateo do| na garganta e todas as molestias dos org3os
Carmo, n. 14, casa terrea.
Lotera do l\io de Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na praga da Independencia loja n. 3, que
volta para as ras do Queimado e Crespo,
vendom-so os muito alortunados bilhetes,
meio, quartos, oilavos e vigsimos da 13 '
oteria a beneficio do thealro da imperial
cidade de Nicthetoy. Na mesma loja est
patente a ista da 3.' lotera de S. Joiio Bap-
lisla da l.agd*.
Na ra dos Pires, barro da Boa Vista n.
III, ha para vender dous ricos espelhos
giandos, proprios para unta senhora se ver-
tir, assim como um terreno com 180 palmos
lile frente e 320 de funlo.com algunsarvo-
redos, e urna parda recolhida com algumas
habilidades.
Vendem-se chitas limpas a 120 rs.
Pegas de cliilu, limpas. roxas, para lulo
aliviado, a 4,500 e 120 rs. o covado ;' rolles
Je catnliraias com 6 varas e meia, de boni-
tos padroes e de cores lisas, a 2,600; e 100
pulmonares.
De todas as molestias que por heranga fi-
camaocorpo humano, nenhuma ha que
mais destruitiva tenha sido, ou que tenha
zotnbado dos esforgos dos homens mais
eminentes em medicina, do que aquella
que he geralmcnte conhecida por moles-
lia no bofe. Em varias pocas do se-
cuto passado, tendo-se offerecido ao publi-
co differentes remedios com allestados das
extraordinarias curas que elle tem feito ;
porm qiiaii que em todos os casos a ilusilo
tem sido apenas passageira e o doenle
torna a recahir em peor estado do que se
achava antes do applicar o remedio lo re-
commendado oulro tanto u9o acontece
com es te extraordinario
Xarope do bosque
Novaes & Companhia, os nicos agento
nosta cidade e provincia, nomeados pelos
Snrs. 11. C. Yates & Companhia agentes
geraes no IIio-de-Janeiro mudaram o de-
posito desle xarope para a botica do Snr
lado direitodo natiz. Esta preta j foi es-
crava de engenho, e o anno passado era da
urna crioula de nome Felicidade com quem
dita preta andava pelo mallo vondemlo
miudezas, por cujo molvoella sabia quasi
todas as povoages desta provincia; he
muito ardilosa e capaz de illndir a qualquer
pessoa que a tifio conhoga, pode incobrira
aua fuga com o negocio de "miudezas, pois
j oulra vez que fugio foi pegada no enge-
nhe S -Anna com um balaio de miudezas
que andava venJendo. Quem a pegar leve-a
a praga da Independencia, n. 17, que rece-
hor 50,000 rs. de gratilicaglo e quem del-
ta der noticia certa recbela 20,000 ra.
No da 2 do corrente fugio do engenho
Sapucaia fieguczia de JaboalSo, o preto Do-
mingos, ida le 22 annos pouco mais ou me-
nos, altura regular, cor bem preta, disden-
lado na frenlc, e tem a unha do p arran-
cada anda de pouco, levou diversas pegas
de roupa dentro de um sacco de couro do
ovelha : quem o pegar leve-o na ra Nova
n. 53, que ser bem recompengado.
GO00s3000
& O mulatinho Agostinho O
fgido. g
Na noite de II para la do $
corrente ausentou-se o es- O
cravo Agostinho, pardo a- g
0 caboclado, cabellos pretos e q
O lisos, ps grandes com os de- O
'? dos grandes grossose camba- $
dos para dentro ; he filho do ^
q serlo, muito fallador e fio- q
0 ta : roga-se as autoridades O
& policiaes, capiles de cam- <
i. po, assim como a loda e
9 qualquer pessoa que o en-
> contrar de prende-lo e
conduzi-lo a seu senhor Ben-
<3
O
O
9
O
to Jos Taveira, na ra da
Cruz n. ao, que nao s paga


O
O
0

o
o
r todas as despezas, como
q offerecc urna generosa re- 5
ri> compensa a quemo trouxer. q
oooo
Kugio, no dia lo do corrente, o escra-
vo croulo, de nome Jos, de 40 annos, altu-
ra regular, cheio do corpo, olhos amarel-
los, rosto hexigoso, ps chatos e grossos ;
levou caiga de ISa escura : quem o pegar,
leve-o a seu senhor, no armazem de assu-
car, largo do Pelourinho, ns. 5 e 7, de lio-
mSo Antonio da Silva Alcntara.
Gratiftca-ae beui.
Fugio, no dia 22 do corrente. moz de de-
zetiilno, o preto Antonio, de nagSo Caldu-
da, representa ter 45 annos de idade, altu-
ra regular, cheio do corpo, rosto aboceta-
do, bastantes cabellos brancos na cabega,
e muito cabelludo dos pellos; levou caiga
e jaqueta de ganga azul; he ofllcial de cl-
deireiroda fabrica da ra do Brum n. 28.
Desconfia-se que.tenha ido para o malo, por
ter j estado fgido perto de um auno em
algum engenho : roga-se, pois, a quem o
appreheniler, leve-o aos Sis. do mesmo es-
clavo, Mosquita & Dulra, na dita fabrica,
que se reciiiiiiiensiira.
Pf.kn. ajaTyp.de M.F.dkFRa


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