Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06280


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Full Text
Aiino XXVI
Quarta-feira 2
rinusAi xOB COKHano*.
(;i:inna e Parahiba, segunda e*ta aira.
Rio-Grande-do-Norte, quintal felra aomeo-
CaboTscrinhaem, Ro-Formoso, Porto-Calvo
e Macoi, no 1 .?, 11, e 21 de cada inez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 2.3.
Boa-Vista e Flore, a 1J e 28.
Victoria, as quinta feira.
Olinda, todo o da.
IDKB.
MIng. a 4, 1 h. e24m.da t.
Nova a 12, i 10 h.e27 in. da ni.
Cese, a 10. 7 h.e47 m.da m.
Chela a 2, s 9 b. e lin.dam.
rsclHiB S HOJI.
Prlmclra aos 2 hora e (J miuutoida tarde.
Segunda ao 2 hora e 30 minutos da inanba.
de Abril de 1850.
N. oa.
DIAS DA UlflVA.
22 Srg. S. Soler, Aud. d > J. dos orf. e do m. 1 v.
23 Tere. S. Jorge. Aud. do chae., do J. da 1. v.
do civ. do do feitos da (agenda.
.'i Quart. S. Honorio. Aud. do J. da 2. v. do civel.
24 Quii. S. Marcos Evangelista. Aud. J. dos do
o f. c do ni. da 1. v.
2 Seat. S. IV.Im de Ralis. Aud. do J. dil. v. do
civ. e do do feitos da fazenda.
Portresmezes(adianUdo) 4/000127 Sab. S. Tertuliano. Aud. da Ch. e do J. da 2. v.
Poreisinezes a 8/)U0| do crime.
Poruuianno 15JU00I28 Dom. A Fgida de Nossa benliora.
rncqOB DA sunscairplo.
CAMBIOS EBt 23 DEABRIX.
Sobre Londres. 28 d. por 1/000 r. a 60 da.
. Par, 3,6.
> Lisboa, 95 por cento.
Oaro Oncas hospanhoes.........29/000 a 29/500
Moda de 6/400 velha.. 16/800 a 17/000
,. de 6/4iH) novas.. 16/400 a 161600
. de 4/000........... 9/200 a 9/400
/VaU.-Patacoe braslleiro....... 1/980 a 2/1100
Pesos columnario........ g !*
Ditos mejicano.......... VE"0.* i#
PARTE OFFICUI.
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO RA 1 DE MAnCO.
Odelo.Ao commandanle das armas para
que remella secretaria do governo alim de
serem enviabas so presidente do Maranliflo,
que as requisita, as Ts de ofllcio das pro-
cas do 3.* batalhflo de trlilliaria a p abaixo
mencionadas :
Ansnecda -Elias Jos da Silva. Solda-
dos.Graciano do Jess, Graciano Antonio
Corroa, Feliciano Jolo ignacio. Pedro lg-
nacio de Amorini, Izidoro d'Assumpcilo,
Leonardo I,ni/.
Dito.Ao mesmo communicando para
quetenha a devida execueflo, que S. M. o
Imperador houvera por bem concoderbaixa
doservico militar ao soldado da sexta com-
panhia do oitavo batalhflo de cegadores Joflo
dos Santos Lima. .
Dito.Ao inspector da tlicsouraria da fa-
zeuda transmittindo os avisos sob ns. 53 e
55 do dues letras na importancia de 3:709/
rs. sacadas pela tliesouraria do llio-Grandc
do norte sobre essa e a favor de Canuto Idel-
fonso Emeicnciano c Jos Gomes da SMva.--
Parlicipou-se ao presidente da referida pro-
vincia.
Dito.An mesmo ordenan to que, para
occorrer as despezas do hospital da ilha do
Nogueir, mande entregar ao presdele do
concedi geral desalubridade mais seiscen-
los mil ris.Inteirou-se o presidente do
dito concelho.
Dilo.Ao commandanle da praca scienli-
ficando-o de ler arbitra 'o a gralidcacflo de
80,O0Oi.-. ao paisano Trajano Amancioea
de 00,000 rs a Francisco Antonio lavares,
que se offereceram para o servico do exer-
cito Inlelligcnciou-sa o inspector da p-iga-
doria militar.
DitoAo jtiz relator da junla de juslica
remetiendo aflra de serem presentes em
sessfio da mesma junta os processos dos sol-
dados do corpo lixo doCear, Antonio l'c-
rcira Baiboza, JoSo Vieira da Silva, Pedro
Arpes da Silva, Jos Clemente e Francisco
Itay.rundo l!rz.
Dito.Ao inspector da thesouraria da fa-
zend provincial, inteirando-o de bavor of-
ficado ao administrador das obras publicas
para mandar roceber a obra feita pelo arre
matante Joflo Francisco do Rogo Maya em
una parte do sexto lauco da estrada do Pao
d'Alho no lugar denominado, Itiacho da
materia, e prevenindo-o do que deve man-
dar pagar ao referido arrematante o que se
Ihe estiver a dever pela factura da mesma
obra.Neste sentido olliciou-so ao mencio-
nado administrador.
Dito,Ao mesmo enviando, afim do que
lenlia a devida execueflo, copia donreamen-
todas obras necessarias para dnr escoarren-
tos agnag cmpoc.idas ao sul do sexto lan-
qo da estrada do Pao d'Alho, no lugar de-
nominado A-.'oa da materia. Or lenou-se
aoengenheiro Milet que dase comeco as
obras constantes do ornamento cima men-
cionado.
Dito.Ao inspector da alfandega para que
faca despichar isenlos de direilo conforme
dispOe o3 doart. 1 do regulamento de
28 de agosto do anuo prximo passa lo, 8
resmas de papel asul paulado, marca gran-
de, mil penas do escrever e'cem duzias Je
lapes, que mandaran) vir de Inglaterra o-
negociantes N. O. Bieber&C. para o expe-
diente da thesouraria do fazenda.--Scenti-
flcou-se o inspector da dita thesouraria.
Dilo.Ao inspector da pagadoria militar,
para mandar satisfazer a Antonio Francisco
Corroa Cardozo a quaulia de 193,210 rs. em
quo mportam as ferragens compradas para
a illia de Fernando. Communicou-se ao
inspector do arsenal do marinha. .
hito.-Ao mesmo, remetiendo a corita em
duplicata de 108 caihros comprados para a
ilha de Fernando a liir de que manilo pagat
a Franca &lrmflo a quantia de 79,-200 rs ,
em que importa a referida conta.
Dito. Ao mesmo, pra que suspenda a
consignaeflo de 10,000 rs. mensaes que aqu
dcixara o capitao do 'deposito do recrulas
da Baha Antonio Jos dos Passos porassim
o haver pedido, e remella a cornplente guia
do que a vista della possa o dito cipilSo re-
ceber n'uquella provincia os seus vencimen
los ror inteiro.
Dito.--Ao mesmo, ordenando que sus-
penda a prestaco de 15,(00 rs. tnensaes que
consignara nesl provincia o lente do
sexto batalhflo de caladores, Jos Joaquim
Meirelles, e declare presidencia se essa
MjspensSo | de ler lugar do primeiro do
crrenteme/, em diantc conforme requeren
0 referido tcnente.
Dilo.Ao director do arsenal de guerra,
rccommeudando haja de dar suas ordena a
li ni de que s.'j.ini enviados para a ilha do fto
gueira dous africanos, acompanhados pin
dous soldados da coinpaiihia de artfices de
1 o i conducta, os quaes deverflo all licar
guardan Jo os mencionados africanos, que
croo subordinados pessoa quena mesma
ilha se acba eiicaricgada doscutcrrtmenlo.-
dos cadveres.Inteirou-se o presido te do
concelho do salubridade.
Dilo.Ao conimtndante do corpo de po-
lica. Achando-se com prac,a asenla la vo-
Ilint,11 lan.oiili' lia i',un panilla lixa de piinii'i
ra linha da provincia da Parahiha Joo An-
tonio de Fai a, cor preti com viole e oili.
anuos de idade, solleiio, suin ollicio, e na-
tural ili--.li provincia, onde diz que servir.
ini quarla companhia do corpo de seu cum-
ulando, e segundo me communica o Exm
presidente daquella provincia, havendo sus-
peila de ser elle desertor do referido corpo
cumpro quo Vine, proceda a respeito as ne-
cessarias ndagar;5es, a fimdequo so possa
chegar ao conhecmenlo se ello he ou nio
desertor.Neste sentido officiou-se ao com-
mandanle da praca.
Dito. A' administracSo dos estabeleci-
mentos do caridade, communicando, para
que delibero o que Ihe parecer conveniente,
que autorisou a despeza de 1:500,000 ris
com os reparos da casa do hospital do Pa-
nizo a fim de nella collocar-se o lyceu des-
ta cidade, visto informar o engenheiro Ma-
niede, i cujo exame submetteu a referida
casa, nue as paredes interiores da mesma
offerecem ruina ; e prevenindo-a de quo
dita q anti.'i deve ser descontada dos alu-
gueres que a provincia tem de pagar pelo
uso do mencionado edificio.
Dito Ao engenheiro Liouthier para quo
v examinar o estado da ponte da villa d-
Iguarass e organise o respectivo orcimen-
to.Inteirou-se a cmara daquella villa.
Portara.-Ao agente da companhia de pa-
quetes ile vapor para mandar dar passagem
na barca .S -Salvador no capilo Nabor llel
fimPercira, aos scgundus tenantes do s--
gundo liitalb.lo d, artilhaiia Jos Joaqun,
dos Mps, Jnaquim da Gama Lobo du Lea,
Francisco Das da Cosa, Francisco Nunesda
Cunda, Carlos Antonio Percira de Macdn,
Jos de Ccrqueira Lima, Apolonio Peras
Campello Jacome da Gama, ao alferes se-
cretario do sexto batalhflo de cagadores
Guilherme dos Sanios Sazes Cadet, bem co-
mo aocapito Joflo Francisco CateteNes-
te senlido expediram-se as convenientes
ordens.
bita. Uecommendando ao agen'e da
companhia das barcas de vapor a expedidlo
de suas ordens para que o coiiinianilnntc do
vapor S.-SaUador recebaecondaza para a
corte disposigao do Exin. ministro da
guerra o soldado do corpo de fuzileiros na-
vaes Mannel JoJo.-Comniunicou-se. ao com-
inundantc da corveta anuaria.
9 T.T'' '.'LU- ^1X
INTERIOR.
ALAGOAS.
E-ctracto do expediente do Exm. Sr. pre$i-
denle Dr. Joti Uento da Cunha Figueiredo.
21 DE MAMCO.
Circular. Aos juizes de direito da provin-
cia, ordenando-llies que reini-ttaiii quanto an-
te este govcino urna rclaciio de todos o o(-
liciaes dr jniii a de suai respectivacomarcas,
i|iie sao prvidos pelo governo imperial, alim
de fer enviada secretaria de estado dos nego-
cios dajuitlfl, como lie deleriiiinado pelo avi-
so de 18 defevereiro ultimo.
Oflicio. Ao tenente-coroncl commandanle
do primeiro batalllo de guardas nacionaes
desla cidade, para despensar o servido activo
ao eu coinmando o guarda nacional Francis-
co Maiimiano Niines, cmipianto estiver traba-
Ihando como pedreiro na obra do telheiro em
Jaragu.
Dito. Aos juijes de direito da provincia
dizendo-lhcs que suspendam aquelle einprc-
gados de justifa das comarcas de sua jurisdj-
.o, que eslando sein carta de nomeafo, nao
as apresentarem dentro de uin praso raso ivcl,
que Ibes fr nlllgnado, como he. determinado
pelo aviso de 4 de fevcrclro ultimo.
1)1o- Ao inspector da llicso-irari.i de fa-
zenda, diicndo-lhe em resposla ao sen ollicio
de 18 do crreme, que pode mandar salisfazer
as desnea que dentro da cota respectiva f-
rem fritas pela capilania do porto com o con-
cert das lanchas de soccorro.
Dito. Ao mesmo, mandando salisfazera
quantia de 75,120 r proveniente das despe-
zas fcitas cornos operarios da obra do lelheiro,
na semana passada.
DEM DO DA 2-2.
Ollicio. Ao inspector da thesouraria da fa-
/i'inli. mandando satisfazer a quantia de 40,800
rs. proveniente do concert da lancha grande
de soccorro da capitana do porto.
Dito. Ao mesmo, para mandar pagara
qu-.nlia de 5,200 r., importancia doaluguel
de oo cavado, que conduzio o capitao Fran-
cisco Jos Correa de Sau-Uiguel dos milagro
a Jacuipc.
Dilo.-Ao agente da companhia dos vapores,
dizcndo-lhe que declare qu.il o importe do fre
te das furnia vindas da llahia na barca S.-Sal-
vador, c que dcixou de ser pago all, bem como
que nota data se sanadle ordeui capilania do
porto para prevenir qualquer demora, que pos-
sa anida haver no rrcebiuiento da mala do cor-
reio, .|n iii.lo cliegam os paquetes.
Dito Ao capitao do porto, diieudo-lhe que
leudo sollrido alguma av.iria n vapor / r.iuni,
proceda n. II-- a una vistoria. licando aulorisa-
ilo a mandar fazer os reparos deque ueceti-
tar, de cuja despeza iar um ovcainciilo que
rcuiclter a esle governo, para mandar salisfa-
ze-la. Gomuiuiiicou-se ao coiiiiiiaudaule do
dito vapor.
Dito. A.i mesmo capilao do porto, para
que di terminantes ordena, aliji deque apenas
eb(gareu) os paquetes de vapor, eja recebida
luala do corre lo pelo palru-mor ou outi'O
empregado, c rcmeltida iininedialaineute para
esta cidade.
Dito. Ao coininandaiile do vapor Urania,
dizeudo-llieque nao obstaute j se lerein dado
as providencias para se proceder vistoria e
reparos no dito vapor, todava vista do seu ni-
ln, ultimo acaba se de ordenar ao capilSo do
porto,que llieenlregue o termo de vistori. a-
penai tur ella concluida
Dilo. Ao subdelegado desta cidade, para
que mande l'orueccr ao teneute Llaudio Frau-
cUco Saiil'Anna de Oliveira os cavallos que re-
quisilar._________________^______-_
PNAIWBUCQ
A.^SiiiMBLliA rllUVUNCIAL
10." SLSSAO OBDI.NAIIIA EM 22 DE .AUUII.
DK 1850.
i-ui-:>iiikm:h DO su PKOSO caVai.i:Am'i.
\,Continuacao.--fidt o Diario li. 91.)
or.ni.M DO di a.
Continuar;flo da discusaflo do artigo 5 do
projeclo u. 3,
de lido c apoiado o seguiote artigo subs-
titutivo :
Dous mezes depois da prnmulgacflo
desta lei, dea prohibida a venda de hilhetes,
e cautelas dn loterias estrangeirns o lo ou-
tras provincias do imperio : exceptua-se,
porm, a venda de bilhetes destas ultimas
loteras, feita pelos agentes das respeetivas
administracOes.Joie Pedro.
OSr. Ilandeira de Mello -.--Tenho de res-
ponder a alglini argumentos apreseulailos
pelo nobre deputado, aulor do projeclo na
ultima sessflo ; poim, antes que Li che-
gue, peco liccnga a V. Exc. para explicar
um pensamenlo met, expendido nesta casa
em satisfaefloa um aparte que rocebi.
Querendo comparar o ilamnu, o prejui-
soque liavia com a intriga e ciume, que
P'omove o artigo en discussflo, de todas
as provincias com os Pernnmbncanos, com
o perigo que resolta da all.-naran do ter-
ritorio ou de parte do territorio do Brasil,
en disso quo achava Iflo Dengosa a divisSo
moral quanlo era damnosa a divisSo mate-
rial, a divislio do territorio brasileiro Quan-
ilo digo divisflo material, divisa) do terri-
torio, eu SO comprobando aquella que he
attcntaloria da ntegridailo a urna allicna-
(.flo eii proveito de na;0es estrangeiras.
EU quiz estahelecer um simile quedesjn-
volvo da ni: neir.i seguidle.Assim como
lie perigosa a allicnaQflo de partrt do nosso
territorio, porque affecta consideravelmen-
te as rendas Jo estado, segrega da r 0181
COmmunhSo poltica urna parte de llrasilei-
ros. quo residiran! no poleriam residir
no terreno cedi lo, obrigando-os a so- sub-
ditos de um i potencia estrangelra ,- alliena-
flo tanto mais perigosa, quanto o reconhe-
ce nvs no a constituii,-.1o, que dando ao go-
verno n i a lili.o dad.' f anca de fazer trata-
dos, s na parto em que osles tratados
offeiiilem a integrida.de do imrcrin sujei-
ta-os approvafiio da assembla geral, para
que teir.m execueflo ; da mesma maneira
adivisflo moral dos BraaiUir.Ol, essa intri-
ga, esse ciume ouolio promovido porum
acto legislativo era perigoso, porqi:e allie-
nava a cooperar em prol dos uossos inleres
ses, segregava de nossa rominunhflo estas
provincias, assim desavindas comnosco. Se,
apezar desla cx| lica;flo, o simile nfo agra-
la, seja elle ernbora posto de paite; nlto
me esforr;arei mais om desenvolve-lo. Para
provar que o artigo e:n questflo, promoven-
do um ciume, um odio das mais provin-
cias para comnosco, he em corto soplido
inconstitucional) basts-mo dizer que nio
podemos legislar seoflo con vistas da uti-
lidade publica, e ninguem dir, sem grave
reparo, que ha utilidade as deaivencas,
nosoJios dosBrasileiros una com ouiros.
Sr. presidente, vou agora aos argumen-
tos apresiMita.los na cisa pelo nobre depu-
tado, autor do piojecto. Eu dase que o
uligo em discussflo se oppunha plena
execueo de urna lei geral ; respondeu-se
que nflo so oppunha, porque taes le'S ge-
raes lee n urna applicacflo especial, lim ta-
da aos lugares para onde as lolenss sao
concedidas. A lei geral nflo manda cjrrer
om todo o im; crin as loterias, man.li qn
rorram nos lugares a que quer benedeiar,
nflo leai) tte para aqu nem pira all bilh -
'es ; nem os Ihesoureiros o pdem fazer,
sem prpjuiso de urna bila liscalisaeflo e das
cotilas. Assim ser em parle, sem qm
alias lambem asleisgeracs tc.iham prohi-
bido a venda de bilhetes em qualqoer parte
lo imperio ; mas esta desIribuiQo esi .
cargo dos agiotas, silo elles quesenciim-
bem, pela liherda le do commrcio, de es-
tender, de alargar o circulo da ven la dos
hilhetes, e nisto consent; o governo ; por-
que, como disse o nobre]deputadOj poden-
do l'a/cr correr logo no primeiro da da ven-
ia dos bilhetes ns rodas da lolcria, o nflo
faz como dando lempo aos agiotas a extra-
hirein os hilhetes 'om prados.
Mas disse-s4 qn.: o interesse dos agiotas
o interesse do 4ou6 individuo* nflo deve so-
brepujar aosintoressesda provincia. Ilevei-
dade islo em these ; mas entilo ondo (Icaria
a liberdado do commercio ? Sr. prcsidenlo,
baver cousa mais damno os interesses dos Pernanibucan >s, o iuto
resse de todos os brasileiros, do que esa
importaeflo do lodos os dias de obras feitas,
desapatos.de obras dcourives, de marce-
naria e ruis artefactos, que pela sua co r.-
petencia arruinam osnossos artistase os de-
precia ? E por que nflo se prohibe essa i ni
portaeflo? Nflo temos a telar interesses
de uina inaior importancia, que lie o tra-
badlo dos nossos, constituindo para os nos-
sos artistas urna aorta mais lis ingeira? M.u.
se prohibe, por que nflo so pode, lio preciso
sobretudo respeitar a conslituieflo. Esaea
objeclos de i|iic fallei, e que Silo importa-
dos, nflo oITcndein ios bous costumes, a
seguranca esaudo dos cidadflos. das oque
faz em tal caso a assembla geral ? Solici-
ta pelo beneficio dos brasileiros, no emp-
nho de melhorar a sortc dos nossos patri-
los, procura indirectamente arroda i
essa importaeo i mpoa l'oi I nn-nli' sobre
taes objectos.
Sr. presidente, os bilhetes de loteras
nflo se oppoem aos bous costumes, nflo po-
demos prohibir o commercio dedos ; e, se
isto ho conveniente como quero nobre de-
putado, o fagamos sem transgrossflo da
couslituiciio: imionhainos, em tal caso,
sobre todos os vendedores de bilhetes 08-
tranhos da provincia : noslc sentido cu vou
l'azor urna emenda substitutiva ao artigo
em discussflo.
Eu lembrei, Sr. presidente, que llova-
mos fazer com que as nossa loterias apresen
lasscm o estimulo dcatnbQflo que apreson-
lam as lolurias da corlo ; quo deviamos
fazer loterias com premios do aO;000,oo
de rs., e na mesma escala de premios, con-
forme om tudo ao plano das loterias do Rio*
de-Janeiro ; mas me objectario. Nflo he
possivel isto, porque a provincia nflo tem
capitacs quo possu empatar cin grandes lo-
teras. O nobre deputado he financeiro.to-
r rasflo do assim dizer, masen julgique
na provincia pdem correr loterias confor-
mes em ludo no plano das loterjas da corte.
Quo numero de bilhetes se extrao em taes
loteras? Suppoubo que seis mil : ora, sois
mil bilhetes n 20,000 rs. Iflo em resulta-
do 1-20,000:000 de rs c esle dinheiro pode
sor empatado na provincia por momentos,
o por lauto tempo, quanlo lie preciso pura
que corra urna lotera. A provincia he ex-
tensa, tem una grande populacflo, e os
nossos bilhetes tanibein se extra bem fura
della. Toda a gente jogn e gosta do arriscar
mrmenle em loleriss, onde com ridicu-
los dinheiros se pode adquirir talvez gran-
de fortuna. DaqUl he que provni a grande
concurrencia, que ser espantosa, so houver
uin.i divisflo o subdiviso ncllcs ao alcan-
ce de todas as fortunas.
Objeitarain aiuda, que esta lubdvisiio era
damnosa .- como o jogo he immortl, para evitar
a classe pobre de desvarios, bous autores tee.n
finado que os hilhetes devem ser de grande
valor, de valor que arrede a concurrencia des-
ta classe. Nao me satisfaz esta argumentaban
Penis, V. Esc Sr. presidente, que essa medi-
da de seren os bilhetes lodos de grande valor
arreda a classe pobre de cmpralos ? Nao ar-
reda Em lal caso o que faieni os pobres, he o
que n observamos todos os dias: reunem-se
om sociedade de 4, 8 nn 20, e coinpram um bi-
lliele. O mal nflo lica remediad..; aules des-
cubro na medida urna inininr.ildid.' inaior do
que a que se quer evitar. D-se aso tripas-
ia, porque este bilhetc lein i\r licar em deposi-
to na nnio de un d"S aneciados, c esle vira a
-ohir iln-lo. como unta c mais vezes leem acon-
tecido. Subdiviilam-sc os bilhetes ; e o pobre,
isenlo deslaassociacao perigosa a que o forca*
rain, porque tem interesse de tentar fortuna e
de melhorar de sorte, ser o guarda, o deposi-
tario de seu propiio Inlli i Em coiiclusao.
Sr. presidente, os interesses da provincia, ein-
quantoa loterias, licain realisados, nao s.i pelo
augmento no quaiilitalivo em nossa loteras e
subdiviso de bilhetes, como por una iuipnsi-
cao aos vendedores de bilhetes estranhos.
A emenda que fafo ao artigo he esta. (/Vi
Esta emenda substitutiva est jiistilicada,
pelo que aeabei de expender. I'asso a justifi-
cada emquauto quantia imposta.
Eu, Sr. presidente, nao quero que ns nossos
cambistas liquem privados em tudo do interes-
se que Ibes proporciona a venda de bilhetes
estranhos .- as miuliis vistas no qiiantitalivo da
mposiro venia ser,fazer comque elles repar-
tan! COIII a provincia esses interesses que tiram
em taes vendas, (."alelo que cada cambista
vende pelo menos 100 bilhetes, c que em um
anuo vendendo bilhetes de 4 loterias nao ex-
trae menos de 4110 liilhelos. Toulio reparad.,
que o interesse dos cambistas em ties vendas
de bilbet.-s he de 10 a II por 101). Ora, snp-
pondo o seu menor interesse, o interesse de 10
por lOd, temos pie g.inliam elles 80U.000 rs.
por anno com osla espoeulaeo. Dando os
cambial para a provincia 500,000 rs., corros-
pondenle a urna inipusicao dcO por 100 pini-
co mais Ibes licain de 800,000 rs seguro! d'ahi
para cima, lia nisto a dupla vanlage.n de ga-
uliarem elle, e de se aiigii.cnt.irein os inte
resses da provincia.
A segunda parte ou o legundo artigo da
emenda leude a impedir a venda clandestina
para que nao fique burlada a illipOilcao Clla-
belecida.
Vai i mesa e lie pola !a a seguinte
emenda:
Supprima-sc o art. 5 c S.ubstitua-se pelo
seguinte :
Ait 5. Os vandoJores do bilhetes do lo-
teras estranhaa a provincia licarfio a'ubjei-
tos a una itnposicflo annuiil de 500,000 rs.,
applica los as obras do hospital redro II.
Ait 6 ptinguem po lera vender taes bi-
lhetes, sem que o faca constar pelos lornacs,
sb pena da multa de 200,000 rs., e seren
prof.essados como coutraban lslis.--Han
titira.
O Sr. Mello Reg :Sr. (residente, eu nflo
posso prestar 0 meu voto as duas emendas
quo foram apreaentadaa na caaa sem ouvii
.ligninas explicacoes de seus nobles auto-
res | parece-mo nies.iio quo al vuian-i
cont-a ambas.
A primeira est assignada pelo Sr. Eran-
cisco Joflo, mas mo parece quo ello haviu
pedido licenca pra retira-la...
O Sr. Presidente i Nflo reqqereu ; e por-
tadlo embora livesse inlengflo, do nada
serve.
O Sr. Mello Kego:Acho as disposjcOes
lessa emenda Iflo exlraorJinaras, que creio
que o sen autor a ha de retirar ; como* pu-
r n, elle se nflo ucha na casa, eu dex*> de
fallar sobre ella
Existe una optra do nobre membro que
se sonta minlia direita, ( O Sr. Ilandeira di
Millo ) impondo a multa de 500,000 rs. so-
bre as casas de cambio que veiidercm bi-
lhetes de loteras estianhus. Sr presidente,
me parece que esta emenda est em cotilra-
dicc3o com os principios do nobre deputa-
do ; elle SUStentou ComlgO, que nos nflo
devenios irjnpr sobre objeetos quo dem ao
tbesourn um imposto geral ..
O Sr. Ilundeira de Mello :- Nao apicsenlci
este argumento.
O Sr. Mello Reg :Concoi'dou D nobre
dcpulado (|ue nflo devenios promulgar le
alguma do contribuirlo que ofTenda-a urna
lei geral ; maso nohro deputado, Irjlpondo
sobre bilhetes do outras provincias*, hade
reconhecer comig.i que vai de accordo com
as ideias do aulordo projeclo, o qual quei
que seja prohibida a venda dos bilhetes.....
U Sr. Ilandeira de Mello :Mas ou nflo
prohibo.
O Sr Mello Ri-go :Nlo prohib, mas os-
tabelece um imposto que ho prohibitivo.
Um Sr. Deputado :Toda a mulla he pro-
hibitiva.
mar.: "
O .Sr. Mello Reg :O nobre deputado es-
tablece mais urna multa de 200,000 ris,
e diz quo os que iufringirem serSo consi-
derados contrabandistas. Eu creio quo esta
ass'mb'.a nflo pule qualilicar crimas, do
modo a dizer-lal crime he contrabando,
tal crimo he isto, ou aquillo, ele. Mo
pan ce, porlanto, que a emenda do nobre
lepuladn est c:n OppoaifSo aos sus prin-
cipios; acho mesmo que favorece muito a
ideia do aulor do projeclo.
Nflo voto pela emenda substitutiva, por-
que desconfi que aqui ha pensa ment oc-
culto ; me lemhrn de ter envido o nohro
Jeputado sustentar quo os bilhetes das lote-
oras do llio-dc-Janeiro 80 deviain ser ve-
udos na ciirte ; mas agora, ja o nobre de-
putado reconbece que elles pdem ser ven-
didos aqui; ja diz que os bilhetes pode n
sor vend Jos pelos agentes das adminislr.i-
?^es; logo o nobre doputado reconheci
que os bilhetes pdem ler livre creulaeflo
por to las as provincias, o quo ha poticos
dias negara ; es'a em contradice!.) OOdl 0
que disso antes ; pois dizondo que os bi
ilutes s po-liam ser vcnldos na corte,
agurajconced que possam ser vendidos
aqui, comanlo que soja pelos agentes das
a.liriinistreeii's ..
O Sr. Jo' Pedro :--l.ogo est do cenfor-
mida.le com as ideias lio nobre deputado.
U Sr. Mello Ran : l'os mesmo por me
parecer quo a emenda favorece do algum
modo ns minhas ideias, desconfi dell, dcs-
Conlio do favor; piis o nobre deputado,
tiolirmocm suasconviecas, que com tan-
ta tenacidadc e esl'orto tem ilef mdido o ar-
tigo, hoja quer concordar com a minlia op-
iiiflo? Eu iL-vo descnuiiar ; desconlio un
pino desta l'aeilid i.le dn nobre deputado
en querer nhraciras minhas ideias.
Sr. presidente.' loearei en outro ponto que
ahile nflo foi discut I nacas. Ku creio
que nos nflo podemos prohibir a venda de
loterias estrangeiras, porqtia nflo sei so
axislein alguna compromisso entre o Bra-
sil e outra qualquer nacSo a este respailo :
so mis nflo podemos prohibir a entrada do
cortos e determinados ramos de commer-
cio, nflo sei se obraremos muito bem prohi-
bi lo a venda de loteras estrangeiras sem
que os poderos guiaos tomem alguma re-
soluc.io neHe sentido; o nflo sei se a ini-
ciativa nesta parle poder exercor alguma
influencia em as nossas relaeocs diplom-
ticas Eu chamo a altencflo do nobre de-
pulado para um lacio bom moderno quede
vo eslarlhe bem gravado na memoria. A
assembla geral impo/. a quantia do cem mil
reis sobro as casas de commercio que li-
vessem mais de dous eaixeiroi eslrang :iros.
Nos vimos que esta lei nflu leve excueflo
em rasflo das immensas reclamagOes dos re-
presentantes de nafOes eatrangeirasi o nosso
governo foi obrigado a nflo dar execuQflo
lei. Allegou-so as disposices do tratado
perpetuo com a Franca ; c cu nflo sei at
que ponto i, I ern chegar ns disposcOes ties-
to tialado ; nos devenios ler muila cautela
pelo que diz respeito a diplomacia ; ignoro
que lonjas tem esses tratados, e at onde
nos pdem compellir ; po le ser que alguma
de suas disposices faca com que se no pos-
sa prohibir a venda desses bilhetes ; nflo sei
al so podem evitar a introducc.lo desse ra-
mo do commercio no nosso paiz.
O Sr. Jote Pedro :Ah he que est a ques-
tflo ; prove em como ho urna industria.
OSr. Mello llego :Eu tambem nflo qua-
ro que seja urna industria serutn mcio
.le viver. Mas para que havemos fazer tima
I'i para acontecer como com a lei queim-
piiuh.1 sobro as casas de commercio quo ti-
vessem caieiroi estrangeiros, da qual no
auno immediato o ministro da fazenda,
creio que o Sr. Holanda Cavalcanti) pe lio
a revogaeflo?
Nos j temos um exemplo, e cu nflo sei so
urna dcliherac3o tomada nesto sentido po-
der influir sobre algum tratado existente,
ou sobre alguma quesillo pendente. Silo
negocios esses que existen) sb os segredos
da diplomacia, 8 nos nflo cninple descobri-
ios. Eu nflo sei quaes os tratados que
existem entre o Brasil c a Austria, para po-
drmos volar urna semelhante lei. Eu vejo
que no Bio-de-Janeirose vendem bilhetes
da Austria, de Portugal, da Alemanh, etc.:
eu devosuppr que para essa venda ha mo-
tivos poderosos, tanto quo ogqverno as tem
tolerudo ; e quando se lenha de lomar me-
didas tiesse sentido, nflo somos nos o poder
competente. ...
Im Sr. Deputido d um aparte.
O Sr. Mello llego :E.sa quesLJo est en-
volvida nos mysterios diplomticos, repito ;
e nos devenios rcspeila-los. I'or todas es-
tas rasos, eu voto contra a emenda.
O Sr. Jos Pedro sustenta a sua emenda,
combalendo as npin. -s contrarias.
OSr. Mello ffcgo :Sr. presidente, o no-
bre deputado parece-me que me nflo perce-
beu quando me refer dependencia quo
esso ai ligo poda ler das nossas retar-Oes di-
plomticas. Eu disse que nflo sabi al que
ponto poda isin i iiil ii 11- as nossas relacies
diplomticas; edisse islo porque sei que
miuamonto as loteiias eslrahiam-se em
I-ranea por cotila do governo, que linha
nellasuma Cunte da renda publica.. Alni
disto sei que existetn tratados cu disposi-
ces quo sflo permanentes, e bem pode ser
que nesses tratados se diga alguma cousa a
respeito de loteras; ao menos a respeito
duquellas que frem fonte de renda publi-
ca : he mesmo tnuilo nulural que alguma
cousa se li esso a esto respeito; quero di-
zer, que alguma cousa livesse sido estipu-
lada : otnlim nSo sei do que dispOem esses
tratados, nem mesmo nada sei quanto a
actualidade ; nflo sei so o governo do Brasil
est actualmente em nogociaces com o go-
LAR ENCONTRADO


verno de algum pBiz, se lora ou no estipu-
lado condi^Oes a este respeito, se o nobre
deputado tem a certeza disto; islo he.se elle
podo estar ao Tacto do que so passa no gabi-
nete do ministro dos negocios eslrangeiros,
pode lazcr o quo quer; mas eu n.to; che
por isso que lenho o escrpulo, eni votar a
favor do artigo.
Julga-se a materia discutida.
O Sr. Francisco Joo pede licenca pira re-
tirar i sua emenda.
A assemWa accede ao pedido.
Submettida a emenda do Sr. Jos Pedro
votaeflo, fica empatada por haver tido 12
votos pro, e 1-2 contra.
A esta votaeflo segue-sa urna breve dis-
cussflo de ordem em que tomam pateos
Srs. Mello Reg, Francisco Joflo, e Jos
Pedro.
O Sr. prtsidcnle suhmette i votaeflo a
emenda do Sr. Moli llego, com a declara-
rlo do que nflo prejudica a emenJa erara
tada.
Consultada a casa a respeito, venfica-se
ter approvado a dita emenda.
O restante do projecto, como dependente
do artigo empatado, dea adiado na forma do
regiment.
Contina a segunda discussflo do projecto
u. l,queautorisa o governoa trasladar para
a igreja de V S. da Madre de Dos a imagem
do Senhor Bom Jess das Portas.
O Sr. Presidente derlara cm discussflo o
artigo segundo.
Nflo havendo quem cerca delle tome a
palavra, he subnuttido votaeflo ca,| in-
vado.
Segunda discussflo do projeelo n. 4, aulo-
lisando o governo a mandar construir un)
acude na villa do l.imoeiro, o nutro na de
Cmara.
Vai mesa, e he apoiada a seguinte
emenda :
Depois da palavra -oulurisadodga-se
precedendo a competente planta e orna-
mento.S. \\Gittrava
Entra ein segunda discussao o projecto n. 6,
approvaudo o coinpromisso da irmandade de
ftosa-Senhora-do-U' do Altiuho.
O Sr. Mello llega :(Pela ordem.J Eu qui-
?era pergunlpr aos roemhros da commissflo
de negocios eclesisticos a rusflo de nina
conlradiccfloque me parece haver entre este
artigo e o primeiro de un projecto que se
votou aqui ha pourosdias.
Nos, ha ha poucos das, volamos o pro-
jecto o. 20 do auno passado revogandoa lei
provincial de 1-2 de abril de 1847, e restau-
rando o ai tipo compromisso da irmandade
do SS. Sacramento de Coiaiina ; islo he,
tirou-se ao parodio a inspereflo que deu a
lei citada n. 194, que diz :
Artigo nico. O compromi-so da ir-
mandade do SS. Sacramento da cidade de
Coianna contina ein sen vigor com as se-
guidles alterantes :
1. O parodio tem inspeccio esuperi-
tendenria sobie a iimandada em tudo o
que respeila imniediatamerile ao culto, e
mais deveres religiosos da rnesma rniamla-
de ; tendo esta obrigaco de respeitar em
toda a sua plenilude, os direitos parochiacs
eogda fabrica
Ora, volando agora o projecto em discus-
sflo, a casa parece contrariar aquillo quo ha
dias votou, |orquctirou toda a inlervencflo
do parodio queIhe liuha dado esta lei que
acabo de ler. Islo he uu.a conlradiccflo ;
e, sendo-o, no quero foncorrer (ara ella.
Porisso i eco aos nobles membros da co-
msalo que me deeni algunas informa-
ees a respailo.
O Sr. Uiliram : Sr. presidente cirio, que
da parle do nobre deputado que acaba de tal
lar nao lia relo algiima para que elle Impug-
ne o projecto que se ada cm dllcUM&O. V.
Exc. sabe que os compromisos, na parle reli-
giosa, sao approvados pelo prelado diocesano :
sobre o coinpromisso deque se Hala fui ouvido
s prelado, e deu o seu parecer glozando algu-
lim disposices do mesnio compromiso ; islo
lie, aquellas que se oppiiuliMiu aos caones rin
vigor: a conimisso uo fea mais do que redil-
/ir a disposices legislativas estas glozas que
fez o prelado: e o fez porque achou que tai-s
glozas craiu bazendas ein dirrito cannico, t
tem conviccao de que nao pode legislar de en-
contr a elle. Poitanto a duvidado nobre de-
putado no pode prevalecer
A lei que lia pouco votamos manda vigorar o
comproinisso amigo, o q .al he de suppr que
consigne essas idetas.
U Sr. Mello /lijo : Ku nao quero volar poi
supposicoes...
( Sr. Uilirana : A assembla, quando as-
.sim procedeu, sabia que exisliain caones, e
tainbem sabia que nao podia legislar cm con-
trario n riles ; logo he de suppr que no coin-
promisso que se uiandou vigorar eslejam con-
signadas estas doutrinas. l'orlanlo nlo vejo
raso para lano escruplo rm votar pelo pro-
jecto que esl eui discussao.
OSr. Mello llego : -Sr. \ residente, as ex
I licacifs do honrado niembro nao me sa-
tislzeram em nada ; pelo contrario, (ze-
ram-me licar mais uvidoso : o nuire de
putado disse apenas que a roimnlttBo tiuhi
((ii Minio com a opiniflo do Sr. bispo ; mas
islo nflo JcsWo as duvidas que cu apresen
tei na casa ; isto lie, que he urna especie de
conlradiccflo o lirar-te a inspcccfio do pa-
rodio na irmandade de coianna, e dar-te-
Ih'a sobre a do Altinlio ; c mesmo nflo sei
se o autor do projecto que servio de base a
lei n. 194 lulo se conformou tambera com a
opiniflo do Sr. hispo; entretanto quo he
certo que a casa revogou essa lei.
A lasflo deque islo he conforme com a
opiniflo do Sr. hispo, nflo rae parece baslan-
te ; pode inlluir rauito na opiniflo de lodos
nos, mas nflo he bastante para nos levar a
urna conlradiccflo. Ora deludo islo, e do
que disse o nobre deputado, eu concluo que
he falla de esclarecimenlos na ma'eiia, e
por isso me atrevo a propr oadiamento a
fim de que tenhamos espado para lomar co-
nlunonuto do negocio.
Vou inundar a mesa o meu rcqucrmeiilo
Vai mesa e he apoiado o seguinte reque
rmenlo de adianiento:
Ilrqueiro o adiameato da discussao do pro-
jecto por oilo das, c que pelo emes coinpc-
tentcs se peca una copia do coinpromisso d..
irmandade do SS. Sacramento de oianna, res
lauradu pela votacaohavida ha das nona casa.
_ Mrllo llego.
O Sr. 'residente: Considcre-ie o adiamen-
to como emenda; entra, pois, em discussao
conjunclamente com o artigo do projecio.
O Sr. Fliirifei suslenta o projecto.
( Continuarse ha
CAMAI1A MUNICIPAL DUBECIFE.
C." SSSA OSDINARIA DE 22 DE MAHCO
DE 1850.
Presidencia do Sr. Oliveira.
Presentes os Srs. Barros, Mamede, Car-
ciro .Monten o, Jlenriques da Silva, lailn-
lo com causa os mais Srs., abrio-se a ses-
so, e foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
Foi lido o seguinto expediente:
Um olllcio do Exm. Presidente da pro-
vincia, respondendo ao que lho dirigi a
cmara, aCompanhado das contes de sua
reccita o despeza, pertencentes ao anno
financeiro, queexpirou cm 30 de setetnhro
uitimo, do orcamento para o futuro do
1850 a 1851, e dus respectivos documentos.
- lnteirada.
Ojilro do chefe de polica interino, dizen-
do, que a cmara dssu ordem ao procura-
dor para receber na secretaria de polica a
quantia do 110,000 rs., que pagaram o ca-
pitfio o Ires passageiros do briguc sueco
Freheten,, de multa era qcforam condom-
nados por se haver verilicado o caso do
art. 80 do rcgulamento n. 120 do 31 de Ja-
neiro de 1842. ~ Quescexpedisse s conve-
nientes ordens ao procurador.
Outro do 2. lente Antonio Egidio da
Silva encarregadoda mediefo dos terrenos
de marinlia, respondendo quo o terreno
que possue, e em quo quer edilicar los
Dias da Silva, sito na ra da Praia de Santa
Hita, junto ao deposito de carvflo; he de
mantilla ; assitn como todos os que ficam
dura c outro lado, c que formara a exten-
sio da referida ra, desde o arsenal de
guerra at era frente da ra dos pescado-
res. Que se negasse ao icqucrento a li-
cenca pedida para edificar, at que apr-
sente o competente titulo d'aforamcnto do
mencionado terreno.
Outro da irmandade das Cliagas, commu-
nicaudo nflo poder assistir bi-nciio docc-
milcrio publico, por se adiar oceupada
com os tiabalhosda respectiva prociss&o.
Intcirada.
Outro do fiscal da Ba-Vista, participan-
do ler sido aconimeltido das febres reinan-
e achar-se ainda em estado de nflo poder
exercer as suas l'unccoes Que se ohlcias-
se ao fiscal dos Afogados para funccioiiar
naquollo bairro durante o impedinicntu do
liscal doenle.
Oulro do cordeador, apresentando os i is-
cos e ornamentos do cano a fazer-se na ra
do Nogucira da freguezia de San-Jos. ln-
teirada.
dutro do fiscal da freguezia da Varzea,
aecusaudo o ri'cebiuienlo do que i cmara
Ihe dirigi ein 11 do corrento. lnteirada.
Uandou-se ordem eu procurador para
que recebesse da llicsouraria da lazenda
provincial, a'quantia do ii:t>oo,ooo de rs.
que a cmara pedir ao governo da provin-
cia para a compra do terreno destinado
para o ceniiterio publico, pagamento de
siza, o mais despezas fallas e porfazer, lo-
go que ebegasse parlicipacSo do mesnio
governo do haver autorisado ao respectivo
inspector a dar dita quantia.
liespacharam-so as pelices de Thomaz
to Aquino l'onseca, do Jos Dias da Silva,
de Antonio Procopio de Souza Barccllos, de
Victorino Francisco dos Sanios, e Icvanlou-
se a scsso.
Eu, Manuel Fcrrcira Acchli, secretario in-
terino, a cscrevi.
Declaro ein lempo que mandou-se expe-
dir ordem r.os clavicularos para tiraron do
cofre o entregaren) ao procurador urna le-
da acceita por Joaquim Fernandos de Aze-
vedo. da quantia de 205,000 rs. c vencida
cm 31 de feverciro ultimo, outra aceita por
Antonio fioncalvcs do Alomes, do valor de
2:900,500 rs. que se ha de vencer no ultimo
do corren le); o outra acceita por Bclarmiiio
Alvos da lloclla, do valor de 200,000 rs a
vencer-se lamben) no ultimo do corren le.
iccioli, o declare!, llanos.-- pro-presiden-
te.lltnriques da Silva. CarMiro Uonlei-
ro. Mamede. -- Fttteira,
DIARIO DE PERNAMBCO.
EECIFE, 33 DE ABRIL DS ISSO.
A assembla approvou boje em primeira
discussao o projecto n. 9, quo eleva cate-
gora de cidade a villa do Rio-Formoso ;
em sogunda o de u. 5, que approva, com al-
torac,o.s, ocompromisso da irmandade do
Ssntissimo Sacramento de Nossa Senhora
lo O' do Allinho; e bem assitn o de n. 3, re-
lativo As loteras, adoptando, em lugar do
r(igo5.*, asegunda parte da emenda do
Sr. Jos Pedro ; em lerceira, finalmente,
o de n. 2, que extingue o olllcio do escrivflo
privativo das hypothecas, creado pela lei
provincial n. 40, de 9 de junho do 1837.
A ordem do da para amanhfla he conti
nuaeflo ;primeira discussflo do projecto
n. 10, o lerceira dos de ns. 1 e 4.
O paquete inglez Express, chegado hojoa
esle porto, procedente dos do Rio-de-Ja-
ero o Uahia, Irouxe-nos jornaes desla ul-
tima provincia, que a lea tica m a 13 do cor-
rente.
A provincia eslava tranquilla.
O cambio sobro Londres llucluiva entre
28 1/2 6 28 3/4.
Communicado.
HOMEO.'ATIilV PUKA.
IJrgnnlissimo lien trnlivn que me obriga
a ausrntar-me desla capital | or espaco de
oilo dias. Um lioniem Je aclia em KoiaiiB>
cora tira p na estrada 'da vida e oulro na
sepultura. Elle invoca ineu ministerio, eii
ge os meussoceorros, quer ver se na lio-
mooopathia enconlra o alivio dosseus ma-
i, vi lo que na me liorna ordinaria s en-
contra tormentos morlaes, que o lera redu-
cido ao ultimo extremo .' E eu paito a acu-
di-lo, e vou ver se ainda lio possivel arre-
batar das garras da mollea sua preza ; vou
verse con os meios hoinre ipatbicos pude
rei restituir humanidade utnale seus mem
hros, palria un cidadflo e a familia um
pai querido !
Durante minba curia ausencia ficam. to-
dos os Irabalnos do consultorio soba ni-
ca direceflo do meu Ilustre amig'i e cum-
panheiro Dr. luz cm quera deposito a rnaioi
confia*nca c com quem deverflo entender-si
lodos os iloi'iii's que se achara em ir.tu-
rnelo e os que bouverem de recorrer bo-
moeonalhia.
Consultorio homreop*llico, Hotel-Fran-
cisco, 21 de abril de 1850.
Dr-.Sb.hino Olegario Ludgero Piho
P. S.G $r.-Ccu>
annuiicios de dses a 5 e 2,000 rs c vizi
Instlos es dias, ele que deste modo dai
makjr exlraci;flo a > sen (entro de commercio
aproveilando algum imbcil, que ainda Ihe
nflo contiena as manilas, puripie o brulu
convida comprar : poim espere pela mi
nba volta que eu jamis consentir! quede-
baixo da cana de bomucopalbia s; Iraliqui
cen asalce vidaallui', e como ella he
obra minba oni Pcrnambuco, eudevo com
bom pai velar sobre seu crdito e del'ende-
la dessas harpas que a querom devorar. 0
Sr. Casanova al boje, nflo se i anida o que
eJIe lie. Elle da remedios qu chama iosit
hommopal/iicas e n coila ao mesnio lempo
lombriguciras, sanpisinos, purgantes c ludo
|iie el o ignora, e diz que he para ajudar a
acQflo das ds.'s I.'.'
Elle consulla ao doenle se qupr alloputhia,
ou liama'opatlna, e lera tanta conscieiicia
doquD fax que se nflo iinpoitade compro-
metter a vida dos doeutes com essas mislii
ras de remedios opposlos, comanlo qua
d'aln Ihe venham os seus 5 ou 2,000 rs. !!!
Fique pulanlo o publico de obreaviso
quo iicn a homu)opatbia e uem os hon.uio-
pathas lolein ser re.-pousaveis pelo> uno.-
de' qualqmr especulador ; e conbei,ara os
Srs. alliipathas que se eu pateco imperti-
nente paia com elies, sou inexoravel par
com essea intitulados liomaeopalhas da clas-
se bastarda doSr, Casanova.
l)r. Sabino.
MIMIAS DUVIDAS ItESPEITOSAS A'CERCA
DA ENIGMTICA HOMOF.OPATHIA.
Posto me reconheca por ignorante relati-
vamente medicina, todava havendo rae
lado algum tanto a lijflo relleclida dessas
materias, nflo me considero tito i xlranho a
das, que nflo possa pelo menos duvidar de
(aes e taes principios, e aventurar as m-
nima humildes e respeitosas ohjercdes.
v.i i imagine algiiem desde j, queconcide-
ro o systliema allopatico por cousa infalli-
vel; antes entendo, que a arte de curar foi,
lie, e ser sempie dillcullosissima, o mui-
las vezes Iflo ncerla, que mal se llic poder
dar a catbegoria de sciencia.
Mus quando leio os evangelbos homoco-
palhicos, coufesso, que me parecem myste-
ios Eleusinns : e taes duvidas se merevol-
vem no espirito, quo desejra velas dissi-
pidas pelos Srs. apotnlosda verdado, como
elles se baulisam. He porm de adve-tir,
que de nenhuma sorle pretendo entrar em
lo; i a este respeito com os Srs. facultati-
vos; pois fra impordoavel ousadia em
mira pobre leigo e mero curioso mu liras
armas cora homens professionaes, que tcem
em seu f.vor a honorfica patente d) urna
academia, e que alera disto dispondo a seu
talante de urna balaria do romes gregos
cada qual mais extico, estridente,| ou re-
tumbante, lian pi'i lera reduzir-me a dopor
i mi nba cspiigardinha, e entregarme
discripeflo. As minhas duvidas, os meus
l'racos argumentos s se dirigem a estes se
nbores/que nflo havendoesludado os princi-
pios da scicncia, todava trazcm urna boti-
ca inteira na algibeira, cfazcm pro ligios
curando moribundos desamparados, e re-
suscitindo defunctos! Com estes poderei
justar; porque combatemos com largase
com frcas iguacs.
Declaro de primas cm primeiras, que ne-
nhuma sympalliia ou antipalliia consagro a
sy-temas de medicina, quo sendo meras
concepQOes do espirito humano, jamis tc-
rflopara mira, como tem |ara certsen
thusastas, o i interesados, o dom da in-
delTeciibilidade : uem sou eu j velho u re-
Iho, hornera, que me deixe embar e aluci-
nar dessesgabos extraordinarios de curas
prodigiosas de laes e taes syslooias de me-
dicina, de taes e taes panaceas para to la a
laia deenlermidides. Oh! que louvo es,
que aplausos, que fanticos nflo liveratuos
syslornas de Ilrown e o de liroussais Que
vga es anlosa nflo logrou o Leroi Mas
boje esses dolos jazem quasi porteira, c
nevos abares se vfl-i erguendo a oulr s,
jueterflo de passar pela nissina sorlc das
vicissiludes das colisas liuraanas.
Hasta de cabecallioou cavaco, e vamos
materia. O tuaior ncunveniente dos sys-
lemaa eal no seu absolutismo ou exclusi
vismo. O principio de llaiiemmaii, base
de toda sua Tlierapeulica he o simitia timili-
bus curanlur. Mas ser tal principio Iflo ab-
soluto.como o apregoam os senhores da es-
cola lioinw ipalhica ? I',rece-uie, que nflo:
pois nflo i..liam inuurarravcs experiencia
para provar, quo se era vai ios casos he ver-
ladeira esla maxnn (oque alias boreco-
nbecido de muilos mdicos des le lli-ocra
les); em oulros muilos prevalece o outro
ortucioiocontraria contrariitcuranlur. Quin-
tas irritacOes, quanlas iullain icties, quan-
tas fleugraasias nflo estflo cedeudo todos os
das applicagSo dos calmantes, dos refri-
gerantes, dos anlo-llogisticos He porque
i nal o reza nflo est subjeila aos lonhoi e
preeonceilOH do espirito humano, o qual
como limitado, que he, folga de engendrar
avlenlas sempre absolutos, se ni pro exclu-
sivos.
O citado Ilrown disso. -- Todas as moles-
tias proven) d'alonia; slo be, do debilida
de, de fraque/a, o couseguntcmente que-
na que fi'i-sem tratadas cora tnicos, e es-
timulantes, liroussais pelo contraro fun-
dou o seu systetna no principio exclusivo
das flegmasas, sustcnlandu que toda a
qualquer molestia nflo lio, senflo uma Ir-
ntaco da membrana mucosa, Coiiscguin-
lemente os seus meios palhoiogcos, erara
sangras, bichas u mais bichas, colbercs d'a-
goa cora assucar, caldiulios de passarinho,
de E quanlos infelizes, escapando da mo-
lestia, nflo podiara escapar da cura e da die-
ta As victimas do Sr. Urown morriam a-
rusadaa; as do Sr. liroussais, depois de
reducidas a taliinhos de alface, acabavaiu
exanges, cxininidas equasi cri-lalisadas.
Vel o iiiagano do l.eroi, o disse. Te-
uho descobcrlo u verdado : todas as moles-
tias provem da serosidade humoral, e os
nicos remedios sSo os vomitorios, e pur-
gantes de minba coraposieflo ; osquaes sao
oulras lanas varrellas dos raaoi humo-
res. Appareccu, nflo ha rauitus anuos, um
tal Allor.iflo l'rieynitz, o qual havendo ca-
bido de uma alia inontauha, o quebrado
bagatella ; Ires coslellas, inveniou a hy- rc
dropalbia; islo lie, a arle do curar a gonlo Irdiglie
do toda e qualquer enfermdade com agoa
Cria bebida s caadas ensopada oin pauos
por lodo o corpo; em emborcacos, em
disteis, reduzimlo a misera especio huma-
na quasi a natureza de marreco, de pato ou
de rfl.
Ultimamonto surgi o Sr. Dr. Raspad, e
disse Alto l : ou fui o doscobridor da
vordade. Todas as molestias nflo provm se-
nflo d'unsbichinhos, quo so geram no cor-
po humano ; e a canfora he o tnico reme-
dio; porque tem ai rinde de dar cabo do
toda essa bichara.
Chegou tambem a vez do Sr. Ilanehmman,
c dse : O mundo lia tantos mil anuos des
de lly porrales al boje tem estado em erro,
e em trevas a respeito da medicina. Eu he,
queachei a venia de : similia limilibus cu-
ranlur. A febes cura-se com aquillo mes-
rao, que a causara, se se applicasse a qual-
quer no estado de sade. A clica sara com
o mesnio remedio, que a proluzira, se o
tomasse o homem no seu estado normal.
I.ogo quem quizer experimentar oque be
dor de dente, nflo lom mais do que gramir
a dse liomi i'ipath ica applicayel cura d'es-
sa dr. Quem desejar experimentar em si
o que be um estupor, um pleuriz, uma
apoplexia ; recorra aos vidrinhot dos estu-
pores, dos pleuti/es, das apoplexias. Mas
a experiencia h i constantemente desmenti-
do tal principio ; porque muilos sujetos
em e.-i ido de sado quizeraoi ter febre ; e
por mais dses homocopalhicaa de quina,
que loma rain, nunca Ibes veo a febre.
Outro principio deste syslerra, e que me
poe em grandes embaracos, he o da Patho-
logia dossymptomas Bem sei eu, que nflo
poucas vezes o facultativo v se reduzido a
apreciar nicamente symplhomas, atienta
a nossa ignorancia das causis da maior par-
te das doencas: mas todo o medico deve
sempre cil'imar por descobrir a ongem, e
natureza d rturbacflo, que por elfeito da
connexflo, da ependenca e da associacflo
dos orgflos produz uma mulliplicidade de
phenoinenos a; pa rentes em lugares mais ou
menos remotos do foco da enfermdade ; e
innmeras autopsias tem mostrado, que
militas veies nflo se engaa rain os fucuhali-
vos sobre as causas dos males, qne tiraram
a vida ao paciente Alm disto quem ha,
que ignore a uinumeravel diversidado de
alfeices, que as simples alternativas da
temperatura o da buiniJadc almospherica
sflo'suscepliveis de proJuzir em pessoag,que
estflo gozando de permita sade ?
lie uma verdade manifesta que uma .olee
cao primitiva d succcssivaineiite origem a fe-
nmenos diversos, que em minias doeucas se
segiieiii ein urdi'iii regular, e al se reprodu-
zeui nesla inesma ordem, como acontece s fe-
bres inirriiiitlentei, ca todas as modestias sub-
jeitas a accessoa : donde bem se conclue que,
se o> fenmenos apparentes foruiam parle da
doenca, nao a coustiluein iuieiramente ; ca
mais leve altenco basta ao observador para
eoiivenccr-se de que nimias vezes a parle, que
nos nao causa dor ou lucommodo, be o foco
da fule iniidade, por eiemplo.o figado, o ba;o.
Os fcnonienoa exteriores de uma enfermdade
ou os seui srtnptonias podem desvaneccr-se
ule ir. iiiienle ; e todava o mal prosegue, ag-
giava-ie; e depois de iulervalios de saude s
vezct mui longos, como as arzocs quartiis,
apparece subilainenle e auiiuncia-se por fe.
uoinenOs que de certo no soc ausa. senao < I-
fcito da- perlurbaciio anterior do organismo.
C com el'fito o priinciro ealafro da seao
nao be a causa nem da renovacao do accesso,
uem dos fenmenos, que o conslituem: e
nao exislindo estes simultanea, mas s succes-
sivamenle, uo podem cousliluir a essencia
di .lien, i e sao elleitos ou mauileslaces
externas, ou sensiveis, e apparentes de mo-
vinieulos c i'oniilonirs oceultas e interio-
ra. Para prova cabal desla verdade basta
alte litar para o que se enconlra lodos os dias
nal doencas que simulam asmis complexas
febres, c comtudo proceden! nicamente de
una Irritacao local multas vetes causada por
um corpo extranho, que apeuas removido,
faz cessar todo o apparato dos syinpto mas
geracs. Parece-me, porlanlo, que cslabelecer
iidi-i medicina dogmalica na mera observacao
dos m oiptdin.c. lie marchar pela estrada do
empirismo, e reducir agrande arte de curar a
bordoadasde ceg.
Tambem nao posso tragar o principio dos
senhores homreopatbas de que os medicamen-
tos curam (loica (fule por tereill I \ II lude (le
mover lodos, ou parte dos syinptomas predo
minantes ; porque una s bem simples, e vul
gar observacao basta para mostrar, que u ni re-
medio uo s pode curar lera imuiedialamenle
produzir allivio de symptomas, mas al sem
causar o menor elfeito appareme por espaco de
dias. As-un he, que o arsnico, as anieudoas
amargas uspendem, e curam rebeldes quar-
las, sendo administrados nos dias livres, quan-
du nao existe symploma algum de doenca. Po-
de, pois, um medicamento curar sem produ-
zir, pewaggravar syuplomas, e por conseguin-
tc nao he esie o principio fundamental da te-
raputica.
Quauto s dosel infinitcslmies da homceopa-
thia, e ao aegredo sybiliuo de que quanto me-
nor fr o alomo, ni.i jr virlude adquire por
ineio do vascolejo ou da tacodidella. coufesso,
quedireicoiu S. Paulo ere Jal judeus Apelli,
non eqo ; cmquanto nao houver i|uem m'o pro-
ve evidentemente ; porque de tal feititari.i li
nlia de seguir-se, que se se tizesse conduzir a
civallo sem onne i parar d'aqui a Pajeh-de-
Flores, por cxemplo ; um vidrinlio d'agoa com
um tomo de acnito, de belladona, eic, quan-
do l cliegaase a tal doaeiiaha, cstaria elevada
a un veneno tal, como o acido prussico A es-
las. outeas nbjcccocs M ouvi responder um
Sr. hdion dp.oh i, que sao iiiyslerios ou arcanos
impeiietravcis da natureza.' Sei que as causas
de mullas cousas naluraes nos sao escondidas,
e mysterioias ; mas os ell'eiloi, os fenomeuos
sin vitiyeis, sio palpaveis, sao evideutes. E
militar a inesma raso nesse principio das do-
ses iiilinilesiiiiaes? As boticas dos senhores
hoinreopalassao um segredo de abclha, que s
oaabeni os padrea mestres do quarlo voto : as
doses sao l arranjadat por lies no vidrinlio
d'agoa do pote, Quem mes pode afBaiicar que
esses senhores icio appllcain cm vez de um s,
dous, tres e muilos mais globo.iinhos das su-
bstancias medicamentosas ? Ku nicsino j vi a
um desses Dulcamaras tirar dovldrioho tete a
oilo ovlnlios de ranhacoin o nome de acnito,
laur.i-los n'agna, e applica-lo cerlo doenle
de febre. Nao se poder dlzcr com algum fun-
damento, que os senhores hoinuropalhas cu-
ram umitas vezea servindo-se di doses allopa-
lliicas, se I" o que em menor quantidade, e
|iie outraa ve/e uo be oulro o seu syslema,
seno a medicina especiante, conliecidj, por
issini dizer, dos proprios brutos .' Quando e-
SCS sen loo es sel \ ,111 se de Seis, oito, il.v e (nos
globos dos seus vidriulius, nao sao porvemura
allopalhas? (hundo. po:cm,lliniam-ie a urna
s lendea diluid) n'uin vidro d'agoa, dcixam a
muleslia entregue ao pode> di reaeao da na-
tureza, ajudada do grande presiono da diela .
e em tal caso a sua medicina, parece-iuc que
em ve de honiieopatliia, devera propriameute
eli iiii.o -se /.eropulhia.
Cruto-mc reverente aos myslerlos da nossa
augusta e s mi religio superiores, nunca, po-
rm, contrarios raso ; e nemeomprehendo
sem niyslcrios: mas medicina corpus-
cular ou alomisla, tlierapeulica de manadas de
Descarte e de niysterins, sao cousas que uo
admiltiici einquanlo tn'o n'oprovarem eviden-
temente, nao o frori, in verbo magiilri, senao
(i poilerorf, lito be, palpavelmente demonstra-
do pelas aeus effeitos ; poli como disse oBo-
cage
> Dos homens o pincel e a nio conheeo. i.
Nao imagine alguein, (uilnienle, que npa-
nhei a luva do Sr. Dr. Luz; porque eite Sr., a
quem multo respeito, dirigi pelo Diart o leu
cartel de desafio aos lenhores doutores leus
collegas, e nao a miin seguramente, que ape-
nas sou um pobre curlosp. Desejra sim ver
esie debate travado entre homens profissio-
uaei: mas peco venia ao referido Sr. Dr. Lu
para declarar-lhe. que mullo me adtnirou o
dizer S. S., que esta contestacio seria decidida
ein ultima instancia pela opln'io publica : opi-
uido publica iuiz competente em materias
scieiililieas 1 No capitco. Se essa senhora,
alias soberana absoluta em negocios polti-
cos, tivesse o mesnio imperio na repblica
das letlras, diramos, que o tol lie que gyra
e a trra esl parada: diramos que a la em
suas conjunce5es he causa lmmedlata de va-
rias eulf riiiiiladcs, etc etc. J foi opiniflo
publica na anllguidade que nao hara anti-
podas, e que a zona trrida era inhabitavel.
Al boje eslava persuadido, que taes quistaos
s podiain serresolvidas por pessoai euteudi-
dai, por lionieai conliecedores da materia em
discussao: mas lino pode ser, que tambem
nisid baja mysterio; e que eiteja em erro, at-
ienta a sua curteza de cntendiuiento e Igno-
rancia
O padre Lopsi dama.
;owwcio.
-
ALFANDEGA.
Ilendimento do da 23.....8:518,131
Detcarregam hoje 21.
Polaca verrier -- mercadorias.
Brigue -- Yolof dem.
Patacho Fortuna charutos e esleirs,
lale San-Jos sola.
CONSULADO cr.ltAL.
Ilendimento do da 23.....1:873,2-26
Diversas provincias...... 42,113
1:915,339
EXPOllTACAO.
Despachos martimos no dia 23.
Rio-de-Janeiro, patacho nacional Amisa-
de-Constante : conduz o seguinto :
62 harneas com 470 arrobas e7 libras de
assucar, 14 pipas ago'ardente, 53 barricas e
180 saceos com 1,295 arrobas el libra de
assucar, 200 saceos com J,000 arrobas,
dous caxOes com desasis mil charutos,
uma caixa com 54 libras do ra um (ca-
silo com 3 arrobase 26 libras de assucar, 8
barricas e 50 saceos com 462 arrobaa e 17
libras do assucar e 1 embrulho com 42 li-
bras de doce de caj.
HKCEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Ilendimento do dia 23......1:285,892
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilendimento do dia 23 ... 1:511,050
liovimcnio do Porto.
Navios entrados no dia 23.
Patagonia --42 das, barca sueca Familia, de
251 tonoladas, capilo C. A Gyllempetz,
equipa geni 12, carga guano; ao capitao.
Portosdo sul -- 15 dias e do ultimo porto
9, paquete inglez F.xprus, commandanle
o lente Lory.
Navios sahidos no mamo dia.
Levorna Itrigue inglez Ararata, capitSo
John liarlo, carga assucar
Genova -- Itrigue inglez Nagntt, capilSo
YV. Me. Car.lie, carga assucar.
liba dos Acores--Baica nacional Maria-ll,
capitilo Francisco Antonio de Santa Rita,
carga assucar e mais gneros. Alm dos
passageiros que trousn do hio-de-Janei-
ro leva a sen bordo Jos Vi rissinio da Ro-
cha com sua senhora.
EIHTAL
Olllm Sr. oilicial-maior, servndo de
inspector da ihesouraria da fazenda pro-
vincial, em cumplimento da rosolucilo do
tribunal administrativo de 18 do corrente,
man la fazer publico que, nos dias 30 do
mesnio, 1 e2de maio prximo futuro, ir
praca, perant o mesnio tribunal, para ser
arrematado a quem mais der o sitio d'Es-
ninhei'O, tomando-se por basa ooiroreci-
mento feito por Joflo Joaquim Rabello da
quantia de 1:200.000 rs.
As pessoas que se propozerem a esta arre-
malac.lo comparecam na sala das sesses do
subredito tribunal, nos das cima mencio-
nados, pelo meo-dia, competintemente
habilitadas.
E para constar se mandou allixar o [pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria da fliXeoda
provincial de Pcrnambuco, 22 de abril de
1850. 0 secretario, Antonio Ferrtira d An-
nunciaco. ^^___^__
Deca raejoes.
SECRETARIA DO TRIBUNAL OA RE-
LACAO.
Pe ordem do Exm. Sr. concelheiro presi-
dente da rclac-lo intimo aos Srs. advoga-
dos provizionados e solicitadores de causas,
apresentem, al o dia 30 do corrente mez,
pelas 9 horas do dia, na secretara da rcla-
eflo os ttulos com os quaesestSo servinlo,
>b pena de Ihe serem cacados, caso os niu
apresentem. Secretaria da relaco, 23 do
abril de 1850. O secretario da reaco,
Domingos A/fonto Ferreira.
I'az-se publico, pela segunda seccSo do
consulado provincial, que se esta fazendo
a culi.anca do imposto de 20 por cento do
consumo dasagoas-ardenles de produccao
brasileira, vencido no sojioslre de dezem-
bro do anuo prximo passado, e que, lindo
o presento mez, se piocedcr executivamen-
le contra lo ios os que dcixarem de ler pago
0 referido imposto.
Era virlude de ordem do lllm. Sr. le-
nente-coronel, commandanle do segundo
liiUlliao decaQadores, precisa-se contratar
para o rancho diar o de suas pragas o forne-
cinicnto dos gneros seguiules: carne verde,
diia secca, arroz, farinha, feij3o, bacalhao,
azeilo, vinagre, caf muido, assucar, pSuo
MFI HOR FyFMPI


-r~
%
\
lenlia : as possias que sojulgarem liiliIi-
tadas camparecam com auas propostas nn
lia 24 do corrente, *s 11 horas da manhfla,
na ecretarla do referido batalhSo, decla-
rando o menor pre^o por que pdem ven-
der ditos gneros, que deverflo ser do pri
mpira qualidade. Quartol no Hospicio, 20
do abril de 1850. Manoel Porfirio de Catiro
A r avio, a le res agente.
Pela subdelegada da freguezia de S.-
Fr.-Pedro-Concalvr do Recife, so faz.pu
bliro que foi apprehendida em mllo da un
jireto urna pelle de couro de lustro : quem
forseu dono comprela na niesma subde-
legad, que, dando os verdudeiros signaes,
Ihe ser entregue.
SABBADO, 27 DO CORRERTE.
vii i scena no theatro de S.-Francisco o
grande drainma, a
MORTE DO TENENTE GENERAL GOMES
FREIR DE ANDRADE,
por ser o mais completo (que recentemente
chegouaeste theatro; no referido dia o
Sr. Santa Roza, cantara a mui jocosa arla do
MSICO CIIARLATAO',
com oras o graciosas quadras, feitas pelo
Sr. redactor da Marmota.
Os bilhetes tanto de camarotes como de
platea, acham-se venJa na casa annexa ao
theatro, e no ra do Trapiche hotel Fran-
cisco, n. 9- l>esnccessario lio tecer elogios
ao mencionado dramma, porque por si
mesmo ae torna recommendavcl.
Avisos martimos.
Pira Lisboa si lie com a maior brevida-
de possivel a barca portugueza Flor de-Pan-
gue, a qual offereco eicellentcs commodos
para passageiros : quem na mesma quizei
carregar, ou ir de passagem, dirija-so ao-
seus consignatarios, Oliveira lrmSos& C,
ra da Cruz, n. 9, ou com o capitSo Vicente
Anastacio Rodrigues, na praca do Com-
mcrcio.
- Para Lisboa com escalla pela Parahiba,
pretendo sabir ale o dia 29 do corrent3 in-
faiivelmente o brigue portuguez Conctico-
de-Maria, por tor a maior parte de sua car-
ga prompta : para o resto e passageiros, pa
ra o quo offereco os melhores commodos,
trata-se rom os consignatarios. Thomnz de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Viga-
rio, n. 19, primeiro andar, ou com o capi-
tSo, Alexandre Rraz de Mattos, na praca do
Commercio. Adverte-seas pessoas quequi-
zerem carregar ou ir de passagem, quo o
dito brigue lera de demora na Parahilia 4
ouSdias, e daquelle porto seguir em d-
reitura para o de Lisboa.
- Para o Rio-dc-Janeiro segu viagem
com toda a brevidade possivel o bergan'.im
nacional Maria-Libaniao anda recebe car-
ga e escravns a frele : quem no mesmo qui -
zer carregar ou ir de Dsssagcm, pode en-
tender-so cmnocapitS Vicente J. AlmeiJa
ou na ra da Cadeia, ns. 12 e 14.
Para a Babia destina-se a sabir breve a
veleira polaca Ultrice, a qual recebe carga a
frete rasoavel o comino.lo, mrmente sendo
objectos de peso : quem na mesraa quizer
carregar, pJe enlcnder-se com o consig-
natarios, Amorim IrmSos, ra da Cadeia.
n. 39.
Para Marseille a milito ve-
leira barca franceza Pleiades pre-
tende seguir al o dia ib do cor-
rente, por ter o seu carregamento
prompto : recebe passageiros ni-
camente, para o que tem cxcellen-
tes commodos : os pretendentes,
dirijam-se ao escriptorio da con-
signataria da mesma barca, viuva
Lasserre, na rui da Senzalla-Ve-
ltia,t.. 138.
Para o Rio-de-Janeiro sane muito bre-
ve o patacho Sma -Trindade, forrado e enca-
vilhado de cobre, de superior marcha : re-
cebe carga a frele, passegeiros e escravns a
frele : a tratar com Francisco Alves da Cu-
nda, na ra do Vigario, n. 11, primeir
andar.
Segu para o Aracaly, ateo fin deste
mez, o hiale Flor-de-Cururipe, mnilo velei-
ro e forrado do cobre : quem no mesmo
quizer carregar ou ir de passagem, entenda-
se rom l.uiz Antonio de Siqueir, na ra
da Cadeia do Recife.
Segu para i Rabia, no dia 28 do cor-
rente, impreterivelmente, o ljate S.Joio,
e para o resto da carga, trta-so com o Sr.
Antonio Paula Fernandes Eiras : no arma-
zem do Sr. Das Ferreira, no Caes da al-
fandega.
-Segu viagem para MaranliSo, o mais
tardar al o lim do correlo m<>z, a escuna
Mara Firmina, s Ihe falta um quartoda
carga : quem quizer carregar ou ir de pas-
aagom, dirija-sea ra da Cadeia do Recife,
escriptorio do Jos Antonio Basto.
Para o Itio-de-Janeiro sabe,
com a maior brevidade possivel,
a escuna nacional Tentadora, com
a maior paite de seu diga promp-
ta : para o reste, passageiros c
escravos a frete, trata se com An-
tonio Alvos de Miranda Guima-
raes, ou com Novis & Compa
nbia, na ra do Trepicbe, n. 34-
Para a Rihia segu em pouros dias
biate nacional Ligtiro, de priaoira marcha
piegado e forrado do cobre: para o rest
da carga e passageiros, irata-se na ra do
Vigario, n. 5.
Para o Kio-de-Janeiro sabe,
com a maior brevidade possivel, o
biigue ii .tional Lizia : quem qui-
zer carregar, ou ir de passagem,
dii-ija-.se ao capitSo na praca do
Commercio, ou a Novaes & Coin-
punbia, na ra do Trapiche, n. 34
Vende-sc o patacbo ameri-
cano fomp, de lote de laG tone-
ladas americanas, forrado de co-
bie, muito velen o e prompto para
seguir qualquer viagem : os pre-
tendentes dirijam-se aos consig-
natarios, llenry Forster &C. na
ra do Trapiche, n. 8.
-- A veleira escuna nacional Emilia, de
que lio capitSo o pralico Antonio Silveira
Maciel Jnior, deve chegar do Par por
estes dias, para onde voltari com esca-
la pelo Maranh.lo, com a maior brevi-
dade : quem na mosma pretender carre-
gar, ou ir de passagem, dever enlender-se
com JoSo Carlos Augusto da Silva, na ra
di Cruz, no Recife, n. 13, armazem.
Para o Cear segu com toda a bre-
vidade o brigue nacional iottfina : quem
no mesmo quizer carregar ou ir de pas-
sagem, trato com Domingos Rodrigues
de Andrade, no Trapiche-Novo, n. 4, ou
com Jos Carlos Ferreira Soares Jnior, na
ra da Cadeia do Recife, ou com o capitSo
do mesmo, Marcos Jos da Silva.
PARA A CIPADE DO PORTO,
segu o brigue portuguez Bom-Pattor,rcce-
be carga a frete e passageiros,para osjquaes
oflerece excedentes commodos : os preten-
dentes dirijam-se ao cspitSo, Jos Gomes da
Silva, ou a Rallar & Oliveira, na rua da Cu -
deia-Velha, armazem, n. i 2.
Le loes.
--0 Sr. Heywood estando a relirar-se
para a nova morada do campo, far leilSo.
por intervencSo do corrclor Oliveira, da
mobilia quasi nova eem bom estado, deque
tem usado na sua casa da cidade, consistin-
do em ricos consolos, sof, mesa redonda
de meio do sala, cadeiras usuaes, ditas de
balanco e outras de braco, carleira port-
til com mesa de Jacaranda, marquezas, me-
sa do jantar, comino las, loucadores, mesas
diversas, lampeos de globo, lanternas, lin-
dos quadros, armario, ptimo guarda-vesti-
dos grande, relogio de cima de mesa, apa-
rador, Ieito de ferro e oulro de mogno, um
excellente piano inglez perpendicular com
caixa de Jacaranda do mais apurado gusto,
louc.-is, trom de cozinlia e muitos outros ob-
jectos, e, finalmente, um apparelho de pru-
la paia cha novamente importado e do fei
lio mais moderno, etc.: quinta-feira, 25 a<>
corrente, as 10 horas da manhSa, no segun-
do andar da casa, ra da Cruz, por cima do
armazem de fazendas do Sr. E. Bolli.
~ Tiloma/ de Faria far leilSo quinta-
feira, 25 do correnle, pelas 10 horas da uu
nhSa. no caos da Miau.lega, de 37 barricas
de bacalho muito novo, chegudo ltima-
mente de Lishui.
Avisos diversos.
Arrenda-se o grande s tio do Espl-
nheiro, na estrada du llelm, com casa de
lijollo e cal, i'cuii mmenlos para fazer
familia, e culi ionio de cobre : tambem
vende-seou permuta-so por casas terreas
na pra^a : quem Ihe convier fazer este ne-
gocio, dirija-se ao seu proprietario, Silves-
tre Antonio ile Lage, que se a cha moran-
do ao p do sitio do cirurgiSo Silva, para
tratar o negocio do qualquer dos modos,
no Poco-da-Panella.
O Sr. M. It. F. II. queira lera bondade
de ir satisfazer a quantia de 22.000 rs., na
ra da Cadeia, n. 24, alias tara do ver o sou
nome por extenso tiesta follia.
Quem quizer alugar urna escrava, qie
enguinine, lavo e cozuho o diario de urna
casa, dirija-se na da liman, segundo so-
brado.
-- O abaixo assignado, cslabolecido com
armazem do carne secca na ra da Praia,
avisa a lodos os seus devedores que quei-
ra ni ter a bondade de vir pagar suas cun-
tas, durante o prazo de quiuze dias: do
contrario, continuara com as suas cobran
C'is como al aqu. -- Jos Luis Martins Pe-
reir
--Pcrdeu-se urna carleira des le a ra
Nova al o Alerro-da-Uoa-Vista, contendu
algum dinheiro e varios papis : roga-.c
a quem a achou o favor de a entregar com
os ditos papis, Meando o dinheiro para
gratificarlo, no Aterro-da-Boa-Vista, co-
cheira do l.uiz Monier.
-- A requerimento dos administradores,
e herdeiros do finado JoSo Mura Seve tem
de ser arrematado nos dias 22, 25 0 99do
corrente, porta da casa do llr. Juj' de
orphSos, na ra do Itozario eslreita, urna
morada de casa terrea, sita airas do Ampa-
ro, na cidade deOlinda, para pagamento dcJ
um credor : os licitantes devoran compare-
cer nos dias indicados, s 4 horas da tarde.
Joaquim Ribeiro Pontes embarca para o
Rio-Grande do sul o escravo KomSo, per-
tencenleaoSr. Antonio Francisco Pereira
O abaixn assignado deixou de ser ci-
xeiro do Sr. Juito Alves de Carvalho Porto,
desde o dia 23 do corrente, e agradece ao
mesmo Sr. o bom Iratanienlo quo tevedu
ranle o lempo que esteva em sua casa.
Antonio Joaquim Limas.
Precisa-se de urna pessoa quo enteiida
de pharmacia, e que queira ir para urna bo-
tica fura da praca na ra do Rangel, n
46, primeiro andar.
hembra-se ao Sr. A. J. S A. o concluir
o negocio que nilo ignora.
Os abaixo assiguados, residentes e
commcrciautes na Parahiba do norte, por
Men ment de Domingos Jos Mirques
GmmarSes, fazem publico que, desde o 1.
do corrente mez, formaram sociedade legal
sb a rasSo de Viuva GuimarSes & Compa-
nhia, ficando a caigo desta firma a liquida-
dlo do activo e passivo, pertenceote ex-
tiiiclade Domingos Jos Marques Cuim.i-
riles & Coini.anhia. Parahiba, 20 de abril
de 1850. Mara Umbelina lernandes Gui-
marSes. Jos de Atevedu Silva.
Aiuga-sou aiiiiazem da la do Torres,
ii. 5, junio ao escriptorio do Sr. Joflo Piulo
de Lemos & Filho : Irala-se com l.uiz Jos
deSAraujo, na rua da Cruz, n. 33.
-- Pieclsi-se du urna ama para fazer to-
do o servico de urna casa : no becco do Sa-
rapalel, n. 5.
--Quem quizer comprar urna preta cri-
da, boa cozinheira. enuonimaJeira. mi,
p_
-- Antonio Val'nli'ii da Silva Barroei
emharc i para o sul do m erio o seu escra-
vo Domingos, preto, de naciJo Congo.
-- Roga-se ao governo da Marmota que
n3 i illuda ao publico com incartos annun-
cios, para passadas poupar aos que apre-
ciam easpirama leitura da Marmota.
OITereee-se urna mulher para ama de
casa de hometn solteiro, aliancando a boa
conduela : trala-se na ra larga do lloza-
rio, sobrado n. 8.
Offerece-so um rapaz para cixeiro de
venda, loja de miudezas ou mesmo para co-
branza : quem deseu prestimo se quizer
utilisar, annuncie. Adverle-se, porm, que
o mesmo he solteiro, n3o tem familia ed
fiador sua conducta.
A pessoa que aununciou ir empregado
para o Amazonas, sendo que queira levar
alguma pessoa empregada comsigo, annun-
cie, pois ha um rapaz brando que, dando fi-
anza de sua conducta, deseja transportar-se
para fra da provincia. Advcrte-se que he
ollouo e nao tem familia.
Precisa-se de serventes para
a obra da nova igrejamatriz de S.
Jos ; assim como compram-se cem
milheiros de tijolos de alvenaria
grossadeboa quabdade, c porcao
de areia em canoas os preten-
dentes, dirijam-se ra do Livra-
mento, n. 34, loja.
Iloje, 24 do correte, vSo praca, em
presenta do doulorjuiz de orphSos, no so-
brado junto ao arco de S.-Antonio, as f-
zendas pertenceutes a loja do finado Vicen-
te Jos Correia.
Precisa-se alugar urna preta que jai-
ba lavar, engommar, e que faca todo o ser-
vico interno e externo de urna casa ue fa-
milia : no largo das Cinco-Ponas, casa do
tenentc-coronel llruci", defronte da igreja.
Avisam-se a indos os devotos de san-
to mez de Mariano que no dia ultimo do
corrente, se far a abertura da mesma de-
vocSo na igreja da Madre-de-Deos, como os
mais anuos ; por isso pede-se aos devotos
que nilo deixem de assistir a esta santa de-
voqIo, qu muito interessa para o bem es-
piritual.
Temptte, alfaiate, avisa os seus fre-
gueses que mudou-se do Atcrro-da-Boa-
Vista para a ra Nova, loja do Sr. Caj, n
18, on le adiarlo os fregue/es um rico sor-
timento de casimiras c corles de colletes,
pannos de todas as qualidades, c qualquer
fuenda que fr preciso para homem ; bem
como um sortimeuto de roupa feila de to-
las as qualidades, Unto inferiores como su-
periores ; vestidos de montara, e bom vel-
ludo do ultimo goslo. O annuuciaiito pro-
inelle servir com promplido.
Felippe Jos de Figueiredo retira-se
para fra do imperio para tratar de sua
saude.
--Precisa-sede um feitor : no primeiro
sitio com portiio de ferro, na estrada que
v i i da Casa-Forte para o Poqo.
Aluga-se, vende-seou permuta-se por
alguma casa nesta prafa, recebendo-se ou
voltaudo-se o que se convencional-, um si-
tio na cidade de Olinda, denominado Man-
::'lien .(, i. .|i,.il lica defronte do jardim lio-
lanfco, e contin urna grande cas) sobrada-
la, com quatro salas, selequartos, co/iuha
i idep iidciile, um excellente po(o d'agoa
potavel, bastante terreno (chaos proprios ,
com um rico mangabeiral e outras militas
arvo es fructifeas, comosejam coqueiros,
cijueiros, mangueiras, pitoinlieiras, etc.,
etc.: quem o pretender, dirija-se ra lar-
it do lio/.aini, botica de Manoel Filippe da
l'\nseca Candi, n. 42.
D. W. Baynon cirurgiSo dentista, res-
pe! tosa mente informa ao publico desta ci-
dade que elle pretende brevemente retirar-
se desle imperio, e as pessoas que anda ne-
cessitam seus servidos durante este lempo,
serSoattendidos, procurando-o no seu do-
micilio, na ra doTrapixe-Novo, n. 14.
Augusto Cowper, cnsul Britnico,
si.indo jara paitir para Londres com algu-
na presteza, e nao Ihe sendo possivel des-
pedir-se em pessoa de lodos os seus amigos
e dos senbores com quem lem tido rela-
1,'i'ies, a prove la -se desle meio para dar suas
lesculpas ; agradecen lo-llies os obsequios
e altences que aqu lem recebido, oll'ere-
cen-lo seu prestimo naquella cid i.le.
-- Precisa-so de um senhora para casa de
muilo pouca familia, pura o scivigo de co-
zinhar, dando-se para slo sustento c algum
vestido : quem pretender dirija-so rua
da Cadeia de Santo-Antonio, n. 2, confron-
te o theatro.
- J.
la mez: na padaria, n. 100, na praca da
Santa Cruz.
O Sr. llr. Antonio Buarque de GusraSo,
(em cartas na rua da Cadeia, n. 40, lereiro
andar.
Jos Paroira de MagalhSes Bastos & Ma-
noel Comes da Silva, fazem sciante a quem
convier, que elles compraran a venda sita
no largo do Lvramento, n. 38, a Francisco
Dias Fortes, e nSo se responsabilisam por
qualquer divida que o mesmo esleja a de-
ver, para o quo fazem o presento annuncio.
Prccisa-se alugar urna preta para to-
do o servido do urna casa do pequona fa-
milia : na rua de S.-Thereza, n. 2.
Os Srs. Joaquim Pessoa Cezar da Cu-
nta e Francisco Bercngel de Almeida Cue-
les dirijam-so a rua do Passeio, n. 9, loja
nova de Albino Jos Leite, a negocio que
nSo ignoram.
Quem pretender urna parda do matto
para criada, dirija-se ao Aterro-da-Boa-Vis-
ta, n. 63, primeiro andar.
Quem tiver um moleque de 10 a 12 an-
uos para alugar a urna casa ingleza, di-
rija-se rua do Trapiche, n. 42.
O abaixo assignado tendo de ir a Lis-
boa, dei xa por seus bastantes procuradores
os Srs. Thomaz de Aquino Fonseca & Fi-
lho. Domingos Suriano Uoncaloes Ferreira.
Deseja-se alugar um primeiro andar,
ou um sobrado de um andar com quintal,
sendo no bnirro de S -Antonio : quem tiver
annuncie por esta folha, ou dirija-se la
da Cadeia do mesmo bairro, sobraiio n. 2,
confronte ao theatro.
Manoel Joaquim Lamas vai a Europa:
as pessoas que teem contas a receber ou a
satisfazer ao annuncianto, hajam de o fa-
zer al 30 do crrente.
Compras.
Conlina-se a vender boa manteiga in-
gleza, a 400 rs. ; caf moi lo, a 20U rs. ; ce-
vada nova, a 80 rs.; cha hysson, a 2,800 rs ;
arroz branco a 80 rs. a libra : no pateo do
Carmo, n. 2, venia nova.
Compram-se garrafas e meias ditas, a
6,000 rs. o cento : no pateo do Carmo, n. 2,
venda nova.
Compram-se seis ps de sa-
potis, seis diles de mangabis, j
pegados, para irem para fra da
provincia : na rua do Vigario,
n. 19, segn'lo andar.
Compra-se vinho do caj em porfo :
na rua da Cadeia, n. 3i, ou annuncie.
Compra-se o dcimo volumo dos Mys-
terios de Pars, mpresso do Marauhao : na
botica de lodo Moreira Marques.
--Compra-se um sobrado que seja bom,
na Boa-Vista, OU emS.-Anlouio, as ras
Nova, Cubug, Queimado, Cadeia ,e dita do
Recife : na rua da S -Cruz, n. 76, se dir
quem compra.
Compra-se um escravo carpios e outro
uedreiro : a fallar com o aferidor, Antonio
Connives de Moraes, e nos Afogados, com o
tenente-c.n-onel Manoel Joiquim.
--Compra-se urna estanto para livros, que
esleja em bom estado : quem tiver an-
nuncie.
Srs. Carnoiros, com grande casa de viven-
da, de quatro agoas, grande scnzalla, co-
(vicini, estribara, baixa de capim que sus-
tenta 3 a 4 cavados, grande cacimba com
bomba e tanque cubarlo para banho, bs-
tanles arvortdos de fructo : na rua da Con-
cordia, primeiro sobrado novo de um andar
g F. II. Ltitlkons vender por conta ft
O de urna viuva as obras seguinles: q
q Byron, 12 v.; Schiller, 7 v ; Goethe, n
X 2t. ; Viagens de rlumbold, 6 v.; fJ
Steins, geographia, 3 v.; Majors nni-
z pjiim 1 .M,,i,ii. numero de ca Jer- -
versum ( grande
.
Vendas.
--Vende-se um bom cavallo, bem algu-
r.ido e gordo, muito novo, e que carreg do
baixo a mio : na rua Nova, armazem n. 67.
I'eclimclia.
Vende-se um bonito relogio dourado, de
patente orizonlal, com corrente de bonito
go rua do Queimado, n. 17, loja
Vende-se um piano inglez, em muilo
bom estado : na rua do Trapiche, n. 17, ar-
mazem de Jos Teixeira Basto.
-- Vende-se rap de Lisboa, em fiascos:
no largo da Assembla, 11. 4.
Vende-se ur.i riquissimo guarda-vesli-
dos de jacaran l nnvo, pelo diminuto preco
de 180,000 rs. : na rua da Cadeia de S.-Anto-
nos com vistas.) Todas estas obras
em allemSo. Voyage hstorique au- X
lour du monde, 1 v.; I* mecanicien ?*
anglais, 3 v. ; L'art de la feche, I v. v
llecueil amusans do voyage par dif- V
O ferents auteurs, 7 v. ; e muitos ou- 0
<5 tros livros em franceze allemSo. O
-Na ruadasCruzes, 11. 22, segundo an-
dar, vende-so urna escrava crioula de 18
anuos, que engomma, cose chSo. cozmha e
lava de sabSo ; urna dila de 20 a unos, de
Je bonita figura, o com um defeito em um
111 lio ; urna dita de nacSo Costa, que ho
ptima quitandeira ; una dita de naca"
Angola, quo cozinha lava de sabSo, o he
ptima quitandeira ; urna parda de 30 an-
uos, que engomma bem, cozmba lava, co-
se, az renda, e he propria para servir a urna
casa.
Vende-se urna escrava de 17 annos, de
nacJjoQuicam, |sern vicios nem defeitos,
por sso propria para lo lo o servico de urna
casa : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 14.
Vende-se na cavalarice por tras do
Theatro-Velbo, urna parelhade emitios pe-
drezes, e mais tros quarlos grandes e gor-
dos, proprios para carro, sella, ou canga-
Un. Na mesma, ha outros muitos que so
alugam pura passeio o viagem, o al para
carro.
-- Na rua Nova, n. 18, loja de M. A. Caj,
ha um grande sortimento de obras Taitas de
todas as qualidades, tanto superiores como
inferiores; bem como um sortimento de
pannos, casimiras de diflerentes qualida-
des, e toda e qualquer fazenda para ho-
mem. Na mesma Inja Umhem se vende um
liar de a tragonas parj ofiicial da guarda
nacional, urna barretina, um bonete com
galSo Mno : tudo por preco commodo.
Vende-se urna linda mulalinha de 18
anuos, que engomma o cose bem ; urna
moler de 16 anuos, que cose solTrive; urna
preta de 30 anuos, que engomma e cjzinha
com perlcicao ; duas pretas para o servio
le casa, e que lavam bem de sabSo; 3 mo-
leques ; um pardo bom pngnm, por ser de
bonita figura e muilo diligente; 2 pretos
de meia idade, ptimos para o servico de
casa ;< mais ilgiins escravos: na rua das
Larangoiras, n. 14, segundo andar.
Vende s btralo.
Na rua do Queimado, loja n. 19, alm do
nutras militas fazendas, vendem-se lencos
le lavarillto, a 360 rs. ; de seda de coras, a
1160 18.5 e com franjas a 400 e 560 rs.; de
cass.i com cercadura dec>, a 240 rs. ; ris-
cnlos fraocezesa 140, e largos a 160 rs. o
covado, cambraia lisa irans; renle para 400
s. a vara ; chales escoeczei de quadros,! a
2,000 rs.; meias de senhora, a 240 rs. o par;
'itas do menina, a 180 rs. e de menino, a 140
rs., sendo em maco vende-sc por menos.
Na mesma bija vende-so
Ciistorim para calcas
0 corte de 4 covados a 640 rs., c luvas bran-
cas de algodo para homem a 120 ris o
par.
Doa 'irinha.
Vende-sc familia de mandioca de muito
boa quali lade, sacca de alqueire, medida
de bordo, por preco mais barato do que em
nutra qualquer parto: lia rua do Lvramen-
to, loja, n. 14.
Algodlo da trra-
Na rua do Queimddo, n. 20, se recabeu
novamente una porc&o do superior algo-
19o da Ierra, que se contina a vender pelo
Falque partiera ao rcspcitavel
blco desta cidade, c,te elle vai abrir u
pu
ouia, Uoa cozinheira, engomma Jira, e que
cozcsoffivelineute. dinia-se rua >'ova,
11. 52, segundo andar.
--Joflo Alves de Carvalho Porto faz sri
ente que deixou de ser seu cixeiro, desde
o da 22 do corrente. o Sr. Antonio Joaquim
Lamas.
Precisase de um homem, que saiba
mugir leile etrabalhar em sitio : na Mag-
dalena, estrada nova, primeira casa azul.
abrica de chapeos do sol, onde se encontra-
r sempre um grande e bonito sortimento
de tolas as qualidadesdestesobjectos, tan-
to de seda como de panno para homens e
senderas ; assim como um grande sortimen-
to de bengalas de todos os gostos, baleias
para vesti tos, colletes e esparlilhos para
senhoras: tambem cobre-se e concerta-se
qualquer qualidadede chapeos de sol e ben-
galas, leudo boas sedase pannos em peca :
tudo mais em conta do que em outra qual-
quer parte : na rua do Collegio, 11. 4.
-- A viuva de JoSo Baptisla llerbster, que-
ren lo pagar melade das dividas do seu ca-
sal, pela qual smente he r. si oiisav I, VS
to estarem julgadas as parlilhas, vendo a
sua propiiedade cm que ti 111 estabeleci-
mento de marceneria, no Aterro-da-ltOa-
Visla : quem quizer ver o predio, poder a
elledirigir-se a qualquer hora.
- Precisa-se fallar ao Sr. JoSo Rodrigues
Cardoso, chegado ou a chegar do Rio-Gran
de do sul, para se Ihe entregar urna ca ti
vnda do Rio-dc-Janeiro : annuncie, ou pro-
cure na rua do Amorim, n. 15.
Quem precisar comprar um elegante
bote, de 13 ps de coniprtinento, novo e
bem construido, com velas, mastros, etc. ,
dirjase Fra-de-Porlas, casa de Bernar-
do estivador, ou na rua do Trapiche, n. 12.
O abaixo assignado fazscienlc ao res-
pelavel publico que comprou a venda do
Sr. Jus Virissimo da Rocha, sita na rua do
Trapiche-Novo, n. 26, desde o dia 19 de a-
bril de 1850. Judo Gomes lardim.
Aluga-se o segundo andar dosobrudo
airas da matriz da Boa-Vista, 11. 26, muilo
fresco e com bastantes commodos : a traUr
na niesma rua, n. 22.
--Precisa-se joraluguel mensal de um
escravo, que 11S0 seja muito afeito a bebi-
das, para o servico ordinario de padaria,
dando-sc-llie o sustento o doze mil lis ca-
rua da A'irora, n. 24, segundo andar
Vende-se a meiaco do engenbo To-
dos os Santos, moeiite o corrente, com a
safra, silo no lermo de Ipojuca, com encl-
lente casa de vivenda, com os melhores
commodos possiveil, sen/alia logo annexa,
cercados proprios iara bois e cavallos, e
[quiuti a produccTo nao pode haver me-
Ihor : na rua da Cadeia do Recife, sobrado
do Sr. Jo Peieira da Cimba.
--Vende-se, ou permuta-s-t por alguma
casa, s-ta desde a rua do Lvramento al o
Alo ro-dos-Afngailos. ou a troco de fazen-
das, a niiacjo da loja de fazendas, n. 17,
do Passeio-I'ublico, propria para qualquer
pessoa se estabelecer, vislo achar-se em
boa localidade : : a tratar em dita loja.
Chegueit ao barato.
Ainlase contina a vender na rua No-
va, defronteda CnireicSo, n. 42, chitas a
140, 160, 180 e 200 rs. o cova lo, riseado
monslro, a 300 is de quasi vara de largu-
ra ; riseado franeez, a 180rs. ; lencos de
seda de lindos padrOes, para algiheira, 011
hombros de senhora, a 800 rs ; ditos de
chita, a 120, 160, 240 e 320 rs. ; fazenda pa-
ra calcas, a 200, 240, 280 c 320 rs. ; cam-
In aias de cures mullo linas, a 560 rs. a va-
ra ; e outras muilas fazendas por preco ba-
ratissimo, por ter o dono da loja de relirar-
se para a I 11 upa.
Alt, 800 rs.
No armazem da rua do liangel, n. 30, ven-
de-so Lunilla de mandioca, a 2.800 rs. a I
sacca, e tambem a relalbo ; arroz pilado e
de csea feljfio, esleirs, epalha psra cha-
peos : tudo por preco com modo.
AR FNCONTRADO
nto, armazem por bixo do escriplo:o do
advogado Jos Narciso Camello.
Vende-se urna cadeira nova da Baha, j burato preco' 001 carlinas bordadas, [or 140,000 rs. : na relalho a 220 rs.
He la o b;t rato.
Cortes de lirni de linho, pelo diminuto
preco de 1,400 rs. o corte, a elles que a fa-
zenda va : no passeio publico, n. 9, loja
de Lemos Amaral & <;.
Lanternas para carros.
Vendem-se lanternas para carros, recen-
tementc recebdasde Inglaterra, dn ultimo
gnsto e excellente quilidade; assim como
litas para mSo, de diversos feilios, candi-
ejros para cima de mesa, proprios para es-
ludantes; bules ecafeteira de metal, oculos
de alcjnco, caixinhas de folha envernisada,
o outros diversos artigns de bom gnsto e
superior qualidade; encasa de Eduardo
II. Wyalt, rua do Trapiche-Novo, n. 18, pri-
meiro andar.
Vendem-se boas uvas musca le e lin-
dos mergulhos de parreiras com cachos e
sem elles, e da mesma qualidade em cai-
xOes para poderem ser levados para ondo se
quizer : na padaria por baixo do sobrado
da esquina da rua Velha, n. 106.
~ Vendo-so urna duzia de cadeiras de ja-
caranda, l jogo de mesas, 1 dita de meio de
sala e I sof : tudo em bom estado ; tam-
bem se vende junco superior : tudo por pre-
co commodo :.na rua da Cadeia de Santo-
Antonio, casa que faz esquina para o becco
do Ouvidor, n. iL
ela
V.. tujl.l.. A. ..... .
-.....- 55 imu uu .ii-.i|in, 11.11, ven-
le-se, a quem tiver bom goslo e queira re-
galar o pe tu cu ni urna boa quartinha d'a-
-oa, e mesmo fazer um bonito presente
lindas boctas da superior marmelada pei-
toial, (So recommendavel a todas as pes-
soas que liveram fe brea.
-- Vende-so urna heranca na ilha deSan-
Mignel, tambem se trocam por predios ou
oulrosquaesquerbens nesta praca: quem
os Pretender, dirija-se 110 Recife aoSr? Ma-
noel Concalves da Silva, ou no engenbo
liueimadas, da freguezia de Una, comarca
do Rio-Foraioso, quo acbarSo com que
Iralar.
Vende-se urna bonita escrava engom-
nadeira. cozinheira, coze chito, de idade 20
innos e de boa conducta ; na rua do Ran-
gel, 11. 57.
A (fe-ncao.
No armazem da rua do Rangel, vendem-
se 190 mullios do palha de carnauba, para
chapeos, a 160 rs. o nilho.
Aluta.
NenJe-sc um pardo do bonita figura, de
18 annos. e com principios de sapateiro, por
preco commodo : naiuado Rangel, n. 36.
-- Vende-se um lelogio de ouro com
corrente tambem do ouro : na rua eslreita
do Ituzario, n. 16.
~ Vende-se umgrando sitio no lugar do
Manguind, que lica defronto dos sitios dos
Marmelada peitoral.
. Am ... -I- r -
......... 1.1 rapo, 11.


Folha de Flandres.
Km casa de J. J. Tasso Jnior, na ra do
Amorim, n. 35. ha um ptimo sortimento
a reuni cor prego mais barato do queem
outra qualrper parte.
Arroz e tasca a 5,1800
rs. a sacca
vendo-seos ra do Amorim, n- 35, arma-
zn) de Tasso Jnior.
Potassa da Russia.
Vende-se superior potasa* da Itussia, da
mais nova que ha no mercado, por prego
commodo : na ra do Trapiche, n. 17.
Farinha de mandioca.
eode-se farinha do Cear, em saccas
por proco couimodo : na ra da Cruz, no
Kecife. n. 43.
Vende-se cobro e metal amrrello para
forro de navios, por prego commodo: na
ra da Madre-de-Ueos, arma/em de A. V
da Silva Barroca.
Cal virgen) de Lisboa.
Vendc-se cal vlrgem de Lisboa, por com-
modissimo prego : na ra da Cadeia do Ite-
cife, n. 50, loja de Cunha & Amorim.
Vende-se a taberna da esquina da ra
Nova, junto a ponte da Boa-Vista, n. 71:
faz-se todo o negocio, urna vez que o com-
prador desonercao vendedor do quo deve
os Sis. da alfandega.
Farinha de mandioca *
Vende-se muito nova farinha Je mandio-
ca, em saccas grandes, por prego commodo:
na ra do Queimado, n. 14.
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
- Vende-se urna prela do 20 annos, de
bonita figura, que engomma, cozinha e la-
va ; urna dita muito boa vendedeira de um
ludo; um molequede 20 annos, bom co-
zinliciro do diario de urna casa: na ruado
Collegio, n.91, primeiro andar.
Vende-se um prcto perito cozinheiro
de massas, forno e foglo : nSo havendo du -
vida, dar-se-ha a contento para fazer um
janlartnarua do Collegio, n. 21, aonde
tambem se vende um outro preto bom re
mador de escaler, e que he mogo.
Na casa de modas francezas de Mada-
ma Buossard Millochau, no Aterrc-da-Boa
Vista, n. 1, ha para o escolhimento das se-
nhorasum grande sortimento de chapeos;
manteletes, capotinhos, lencos, fitas, ca-
misinhas, cabeges, luvas e flores, que se
venden) por prego muito em conta.
Vendem-se amarras ae ierro: na ra
da Senzalla-Nova, n 42.
Xa ra do Queimado,
vindo do Rozario, segunda loj, n. 18, ven-
dem-se pegas de panno de linho com 25
varas, a C,400 rs. a pega ; meiasde seda de
cures e brancas, a 640 rs o par ; luvas bran-
cas de seda para horneo), a 400 rs.; suspen-
sorios de seda a 200 rs. o par ; leugos pre-
tos de seda, com algum mofo, a 1,200 rs. a
duzia ; e ontras muilas fazendas por bara-
tissimo prego.
Vende-se, por preco muito
commodo, superior potassa em
barricas pequeas, chpgadas em
lodocorrente do Hio-de-Janei
~~~-'7PrT."rl||n' h ai i
e amelhorque lem vindo a este mercado .
na ra da Madre-dc-Iieos, armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa.
Cheparam novamente rua da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prala
patente inglez, para homem e senhora.
Vendem-se, por prego commodo, os
segiiinles objcclos em bom estado, que se
pdeni ver no Foiie-do-Mattos,prcnsa do Sr.
Manoel Ignacio do Oliveira Lobo, e tratar
na mpsina, ou na rua do Azeile-de-l'eixe,
armazem n. 13, das 9 horas da ua:ili."ia s
2 da larde :
2 vergas de gavia ;
2 ditas de joanete ;
2 ditas de sobre ;
Pannos de cotillo, caranpueija, suriolla,
juba e fuzo, masterns do joanete e moxo ;
2 camaiolcs com 4 belixog ;
1 escada de niadeira e ferros de I ronzo
para portlo ;
1 signo pequeo ;
1 roda de lemo com chapas do lato ;
l cabrestante du patele ;
1 bolinele ;
120 bragas decorrenlp, juntas ou sr pa-
radas,
2 ferros do mui'o bom tamanho :
1 ancorte ;
2 joaneles ;
1 pava ;
1 bujarrona;
1 giba ;
1 vela de rstaes ;
Cobre vellio de forro
Cabos a leal roailos para Irogo, que, pelo
bom estado em que estSo, pdem aiuda ser-
vir;
Panno velho de velas para forro, nioilcs,
cardenses, palollas para ferro, e outros
objectos miudos.
Arados de ferro.
Na fundigiTo da Aurora, em S.-Amaro,
vendem-sc arados de ferro diversos mo-
delos.
iS'ividadc.
A 1,000 rs. o covado.
Na loja dos barateiros da rua do Queima-
do, n. 17, vendem-se cusemirelas de la,
pretas c de cores, proprias para calgis
palitos para boniem e meninos, a 1 000 rs.
o covado.
Vendem-sesapaloes do Ara-
caty, ieitos a capricho, a 1 ,ooo rs.
o par : na rua da Cadeia do Re-
cife, n. y.
Pechincha para os bahu-
leiros.
Vendem-se chitas proprias para forros de
babs por estarem fiaras, a 3,500, 4,000 e
5,510 is. : na rua do Crespo, loja da esqui-
quina que volta para a cadeia.
Vendem-se lelhas de vidro, prxima-
mente ebegadas, em grandes e pequeas
porgOes, por prego commodo : na rua da
Cruz, n. 48, armazem.
--Vendem-se pianos de excellenlcs vo-
zes, o leceiitcminle chegados : na rua du
Cruz, n. 48, arn azem.
Vende-se um preto Ijoni pa-
deiro, por preco commodo : na
i na das Larangeiras, n. i/|, se-
gundo andor.
Al a vi I lias de Gu maraes.
Vcndc-c a suferior qualidade de iiBva-
Ibas para barba, Fabricadas en CuimarHes,
pt lo mdico prego de 3,000 rs. o estojo de
duas navalhas : na rua do Queimado, u. 16,
loja de miudezas, du Jos Dias Simes.
ro no brigue nacional Leo : no
armazem de Dias Ferreira, no
caes da Alfandega, ou a tratar
com INovaes & Companhia, na
ruado Trapiche, n. 34-
Vende-se urna prela que cozinha o dia-
rio de una casa, lava, engomma, c he qui-
landcia : na rua do Livramenlo, n. 1, pri-
meiro andar.
Vende-se um checheo, muilo Lom can-
tador, por prego commodo : na rua da Ale-
gra, n. 8.
A ?,$00rs a pe^a.
Na rua do Queimado, n. 16, loja de miu-
dezas, de Jos Dias SimOes, vendem-se
mojas brancas para cortinados ou para
losillas, pelo mdico prego de 3,500 rs. a
pega com 15 varas.
Vendem-se caceas com farinha de man-
dioca, viudas do llio-de-Jaueiro no brigue
losefim, | or prego commodo : no armazem
de Dias Ferreira, delimite da escadinha, ou
a tratar com Domingos Itodrigues de An-
drade, na rus do Trapiche-Novo, n. 4. Ad-
verte-sc que as saccas silo grandes.
Vende-se, ou permuta-sc por escravos,
um sitio de tei reas ao entrar da estrada du
Ai i .ii.ii, c. ni niuila larguia e fundo, bs-
tanles ai voredos de fruclo, e boa casa de
vi vetilla de pudra e cal : na rua Dircila, n.
40, segundo andar.
lua.
Itua du Queimado, sobrado n. 19.
Vende uniformes militares para todas as
patentes de ofliciaes do xercito e guarda
nacional, inclusive ofliciaes generaes u
commandanles superiores ; tendo o me-
Uior galflo deouro para devisas do padrilo,
boje um uso na edite ; espada de metal do
piincipe, c ludo quanto pertence aos ditos
uniformes, qur de grande ou pequea
galla, estando habilitado (ara promptifi-
caro iinil'iii un- completo i ara qualquer lia -
tullido, a.-siin como tara miisicas para o
que aprcsciilar diflerontes (igurinos. Em
sua casa se | dem ver os (Igurinos com as
ilti'iages que rercnlemeiitc sofTiciain os
corpoi da gusrnicBo ua rorle.cqueteemdc
ser imitados por todos os do eieicilo.
Casimiras a 3.000 rs o
ciic.
Na rua do l.iviumenlo, n. 14, vendem-sc
corles de casimiras de cores c de bonitos
padroes, com 3 covados c nielo, pelo bara-
to prego de 3,000 rs. A elles que he pichin-
cha.
Superiores navalhas de barba.
Mechegado aestapraga um novo sorti-
mento de estojos de navalhas de verdadei-
roagoinglez, as amostras silo francas : na
i ua do Queimado, loja de miudezas, n. 16,
de Joso Dias SimOes.
Loja de seis por las.
O novo administrador desta loja, tendo
examinado os alcaides que enconlrou em
dita loja, reconheceu serem femeninos, o
nesto caso tem feito produzi-los, para en-
contrar os padrastos em alguns armazens1
desta pracas, e por isso contina o sortiJ
ment completo de fazendas baratas.
Vendem-se os trastes seguin-
tes : duas mobilias de Jacaran-
da, urna dita de oleo, urna car-
t ira de amarello de urna face,
n.Has commodas de amarello,
camas de amarello, marquezasdeoleo, me
sas de meio de sala de dito, bancas de jogo
de dito, urna cama propria para menino,
tocadores de Jacaranda e de amarello o
mais diversos trastes : na rua da Cadeia de
S.-Antonio, n. 18.
Vendem-se cigarros de palha de milho,
bons, por prego commodo : na rua das Cru-
zes, n. 40.
A o barato*
Vende-se umaarmagfloe pertences muitd
commodo em bom lugar para negocio, oa
venda da rua da Senzalla-Velha, n. 48 : a
tratar na mesma.
~ Vendem-se 2 moleques de muito boas
figuras, um de 20 annos, e outro de 16, sen-
do um alfaiatee outro sapaleiro, ambos de
bonitas figuras para pagens; 3 cscravas
mogas, que cozinham, engommam o co-
sen); urna dita que cose e faz lavarinto, e
que he ptima para nina senhora acaba-la
de educar ; urna dita cun urna cria de oito
mezes, e que cozinha e lava muito bem ;
un preto muito bom para todo o trabalho
lo campo e da praga ; um mulalinbo de
12 anuos, ptimo para aprender oflicio, ou
para seivir a urna casa : na rua do Collegio,
ii. 21, primeiro andar, se dir quem vudc.
Novo sortimento de fa.
zendas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao p
do lampean.
Vende-se casss-chita muilo fina, de bo-
nitos padrOes, cores lisas e com 4 palmos
de largura, a 320 rs. o covsdo; cortes da
dita a 2,000 rs.; riscado do Ilstras de li-
nho, a 240 rs. o covado ; dito de algodSo, a
140 e 160 rs. o covado ; cortes do brim psr-
do clsro, com duas varas e urna quarta, e
1,600 rs.; riscados monstros, a 200 rs. o
covado i xoarte azul, a 200 rs. o covado;
chitas, a 160 e 180 rs. o covado ; fustfo,
9
l'recos nunca vistos. C
Vendem-se casis de cores lixas, a k-
240 is o covado ; cambraia de seda, Q
a 200 rs. o covado ; chili s pritas <1
lias, a 160 is. ; chales de lila, a 1,000 y
Q5 rs.; lencos de seda, a 1,000 rs. ; di- ;
(rj los com' franja, a 1 000 rs. ; ditos
humos chales, a l,280rs ; mcias pa-
Pechincha de feijao
barato.
Vendem-se saccas com feijo, a
/,ooors. ; ditas com dilo turado,
a 1,000 rs. : no armazem del ron-
te da escadinha da aliandega.
I um em folha.
No armazem de Idas Ferreira vende-se
fumo em folha de primeira e segunda qua-
Jjdadcs, por prego commodo, para acallar.
Vendem-se presuntos inglezcs, bons e
por barato prego : na rua da Cadeia do lie-
dle, ii 64, armazem que fui do fallecido
Uraguez, junto a botica.
j^ r.i meninas, a 120 rs. o par; franklin r:
>* I re lo e de cies, a 500 rs. o covado ; ?
0 luvas de seda para senhora, a 320 e jT
Q 500 rs. o par : dilas de pellica para
O homem,a 160rs. o par; lengos de
0 sedaedegetim para grvala, a 500 e
n (110 rs cada um ; bicos de seda o do
Q linho, largos, a 320 e 500 rs. a vara;
-. chapeos ra adose des castor, 1,600, X 2,000 e 3,000 rs. cada um ; ditos do -
<> sol, a 2,80(1 e 3,000 rs. ; rolletes do
X gorgurSo, selim e velludo, a 1,600,
V 2,000 e 2,500 rs cada corle ; e oulras
' O n. '.1, loja amaiella.
3
9
. o
Ven.:e-se urna linda esrrava de 14 an-
nos, com habilidades ; 2 it(rs de 25 a 30
anuos, boas quilandeiras ; 2 moleques de
18 a 20 annos ; 11111 preto para lodo o ser-
vigo : no pateo da matriz de S -Antonio,
obrado 11. 4, se dir quem vende.
Navalhas de barba.
Vendem-se navalhas uara barba, dos mui
superiores autores Joseph Eiiiot e s llright
& 1 oii.|'i nlii;i, sendo da un II.01 qualidade
possivel, por preco mais coninindo do que
em oulia qual.|uer paite : na rua doQuei-
mado, 11 16, loja de miudezas, du Jos Dius
SimOes.
Vende-se un pardo de bonita (gura,
por barato prego : na travesa du rua da
Concordia, 11. 5.
Vunde-se urna meia commoda demog-
110 rom 3 gaveloes, por prego commodo :
na rua do Queimado, vindo do Itozario, 11.
18, segunda loja.
rt<*gio cozinheiro.
Vende-se um excedente negro cozinhei-
ro e canoeiro, mogo u do bonita figura : na
rua do Ciuspu, 11. '<
*i *
Sapa loes do Aracaty,
'cii' s de cncomnienda.
Acaba de cliegar do Aracaty urna gran
de porcto de sapates feitos a capricho, is-
lo por clfeilo de novas recomn.endngOes
que para l se lem feito ; porque os que al
agina tinham viudo, nulavam-se-llies im-
perfeig&o, ja 00 cosido, ja eoi formas anti-
gs e iiiesoioem corte : estes sapates de-
iois de tintos e acostumadosa boa graxa,
chegam a confuudir-se com os de cou-
ro de lustro ; o seu prego he de mil rs. o
par, clii.li. ir.> vista na rua larga do Ito-
zario, n 35, loja de miudezas.
Vende-se urna muala, que sabe en-
gommar, cozer, lavar e cozinhar : na rua
da Cadeia de Santo-Antonio, n. 21, segun-
do andar.
-- Vendem-se um jogo de Breviarios ro-
manos em muito bom uso ; Oragio de Ci-
cero, Metarrorphoses de Ovidio, Saluslioe
a obra de Horacio com a traducgilo francesa
ao lado ; OragOes de Cicero traduzida ao pi
da letlra ; lofcica de Condillac e de Du Mar-
sais : na rua Augusta, 11. 54.
Na loja francuza na rua Nova atraz da
matriz, lem bonitos jarios de porcellana,
lanteinas de pe do vidro, ditas de casqui-
nha inglezas, ditas fracnezas, candieiros
rara sala, ditos de lalilo paia estudanles,
bengalas de rana, bandejas finas, chapeos
de sol de seda de cores para homem, fundas
para os quebrados, chapeos francezes de bo-
nitas formas, lengos de seda de 1,000 rs. al
5,000 rs. para senhora e born ns, ditos de
morsulin.i, e ontras muitas fazendas sa-
patos de diiraquc de cores para senhora a
800 rs., ditos de coro de lustro a 2.000 rs.
Assim como loga aos seus devedores que
Ihe v; i ni pagar, para nilo mandar t .nas
vezes os seus caixeiios em suas casas.
Vende-se hanba de porco derretida e
da trra, a 360 rs. a libra : na rua do Itan-
gel.n. 21.
Vende-se urna cabra (bicho) muito
mansa, e queda mais de meia garrafa de
leile : na rua de S.-Thercza, n. 2.
Na rua do Queimado,
n. 9,
acha se venda um completo sortimento
du manteletes e capotinhos para senhora,
de chamalolc ondeado e de listras ; bem co-
mo de seda furta-cores, os quaes vendem-
se por menos prego do que em nutra quali
quer parte. l)!io-se amostras aos compra-
dores.
--.\ende-se um pardo de 27 annos, que
engomma perfeilan, nte, tanto loupa de
homem como vestidos de senhora, he bom
rifhcial dealfaiale, cozinha, faz doces he
bom pagem e muito desembarazado : na'rua
da Cadeia do Itccife, n. 39.
Voltarete.
Caixinbas com (xas e lentos para jogo de
voltarete, n centemente ebegadas du Fran-
ge, pi rprec.0 commodo : vendem-sc na rua
do Crespo, ao p do arco, loja de miudezas.
Corram ao barato
Na nova loja do l'asselo-l'ublico, n. 19
de l.emos Amaral & Companhi, acha-se
um completo soi ti liento de fazendas, co-
mo sejam : pegas de chitas linas e cores li-
xas, a 0,000 rs. e a 160 rs. o covado ; ditas
muito linas, 1 7,000 rs. e a 200 rs. o cova-
do ; ditas de madapoln muito lino, a 3,800
e 4,409 rs.; edites do nieias casimiras, a
1,600 rs.; ditos do cassa para vestidos, a
1,2X0, 2,240 e 3,000 rs.; chales de lila, a
I.NOOrs. ; lengos de seda para senhora, a
1,000 rs. ;u oulras multas fazendas que se
moslrflo aos compradores ; bem como cor*
les de casimira, a 5,000 rs.
Kstao-se acabando.
Vendem-sc cortes de lina casimira preta
e decores, pelo diminuto prego de 5,000
rs. : na rua do Queimado, n. 9.
Vendem-se cabegadas inglezas, roligas
c chatas ; ditas de couro de lustro; sellins
muilo superiores; dilos mais ordinarios,
estribos de metal branco e amarello ; elude
mais que pe lenco a loja de selleiro, muilo
moderno e de muito bom gosto, por prego
mais commodo do que em outra qualquer
paite : na la Nova, 11. 28, loja de Antonio
Ferreira da Costa liraga, confronte a Con-
ceicfio.
Vendem-se caixas paia assucar, j ser-
vidas, 1 2,000 rs. cada uina : na praga do
Coniinercio, n. 2.
640 rs. o corte chales de tailatana, a 500
rs. ; cobertores de algod.lo americano, a
640 rs.; e oulras muitas fazendas por bara-
to prego.
Moendus superiores.
NafundigSode C. Starr & Companhia!,
.un S.-Amaro, acham-se venda moendas
de i-anna, todas de ferro, de um modelo e
coiislrucgo muito superior.
A ellas, a ellas.
Vendem-se riquissimas golas c pescoci-
nlios para senhora, pelo dimiuuto prego de
2,000 rs. cada um : na rua do Queimado,
11. 9.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de diffe-
renles modelos : na fabiica de machinas e
fundigSo de ferro, na rua do Brum
ns. 6,8 e 10.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vende- em casa de N. O. liieber & C.
(aquella fal.iica, muito propriu para saceos
Ja assucar, roupa de esclavos e fio proprio
para redes de pescar, por prego muito com-
modo.
.Novo sortimento de fa-
zendas baratas.
Vendem-se cortes de cassa-chita muito
bonitos, a 2,000, 2,400 e 2,800 rs. ; riscadi-
nlios de linho, a 210 rs. o covado ; dilo de
algodo muilo encorpado, prnprio para
roupa de escravos, a 140 rs. o covado ; cor-
tes de brim branco de linho, a 1,500 rs. ;
dito muilo bom, a 1,700 rs. ; dito amarello,
a 1,600 rs. ; dito com listra ao lado, a 1,280
rs. ; cassas de cores muito bonitas, a 320
rs. o covado ; riscados moostios com qua-
tro palmse meio de largura, a 200 rs. o
covado; zuarte furta-ries, a 200 rs. o co-
vado ; pegas de cambraia lisa com 8 varas
e meia, a 2,720 rs.; chitas de bonitos pa-
drdes, a 160 rs. o covado ; dilas muito fi-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 280 rs. ; lengos
de seda para algibeira, a 1,000 e 1,280 rs. ;
titos para grvate, 1,280 rs. ; e oulras mui-
tas fazendas por prego commodo : na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia.
Vendc-se.^para lora da provincia, ou
para engenho, um escravo criculo, de bo-
n'ti figura, de 20 annos: na rua larga do
Itozario, n. 21, fabrica de cigarros.
Garrafas vasias.
No armazem da rua do Amo-
rim, ns. "6 e 58, vendem-se gi-
gos com ti mi groza de garrafas ca-
da mu .* tamhem se vendeni sac-
cas com Trelo com 3 arrohas ca-
la urna, a 3,joo rs. a sacca.
-Vende-se a casa terrea do lijlo na rua
Imperial, n 136, em chSos proprios, e mais
26 palmos de terrrenoao lado, ludo aterra-
jo ato o rio : na rua do Collegio, n. 6.
He cozinbeiro e moco de
navio.
* m??i"S" .Um prel mo*0> d0 boa "gura, i
ni nunUa om'-cado h. 2 annos: na '
o",!'!. "' "' 93' Pr'meiro andar, das 6as
farde88 da m*'"'aa, e das duas s 4 da
Chales de seda a 3,300.
Na rua do Livramenlo, n. M, Vendem-se
chiles de seua, a 5 500 rs.; ctes de casi-
miras do con, a 3,000 rs. ; ditos de cassa.-
ch.ta linas, a 2,406 rs.; cambraia de seda,
i 5,500rs. o corte; sarja preta muilo boa
a 1,600 rs. o covado ; chales de cambraia
com toque de avaria, a 640 rs. cada um I
panno fino prnto de boa qualidade, a 3 oo
o 3,500 rs. ; dito muilo fino, a 5,000 rs. di-
to azul para fardamento da guarda nacio-
nal, a 3,000 rs. o covado ; e oulras muitas
fazendas por haralo prego.
A 360rs. a libia
Cobre para forro de
navios,
de todas as grosuras, em grandes porgfles
e a retalho :jno deposito da rua Nova n. 27,
onde sen.pre haveni um completo sorti-
mento deste artigo ; bem como de folha de
flandres videos, etc.
Kralijas para cortinados
Vende-se, por prego mais commodo do
quo em outra qualquer paite, franja Lran-
ca e de cores para colimados, do melhor
gosto possivel : na rua do Queimado, n tS>,
loja de miudezas, de Jos Dias SimOes.
-- Vendem-se 4 escravos de bonitas figu-
ras, sendo um del les bom cozinheiro, o ou-
tro carreiro ; 2 molecoles de 10 a 16 anuos;
3 negrotas de 14 annos, ptimas paia lodo o
servigo; duas esrravas de bonitas figuras,
que cosum clifioc engommam bem : na rua
Du. ila, n. 3.
Aviso aos ourives.
Vendem-sc limas do agulhas sorlidas,
por metade de seu prego, das que ltima-
mente rhegaraiu : na rua Direita, n. 50, lo-
ja de calgado.
|MM
Maulas
I
Kfcravos Fgidos
^^ ^."^
-- Fugio, a semana passada, da rua da
Uniilo, um cavallocom os signaos seguin-
tes: castanho, magro, com os quatro ps
calgados ; lem urna grande marca do feri-
la as costas e urna semi-aberta ; tomou a
direegio paia o silio do rombal : quemo
pegar leve-o a Jos Jacome Araujo Bezer-
ra, quo gratificar.
Fugio, do eogenho Cumbe-de-Cima,
o pardo Jos, sapaleiro, rom as pernas gros-
ses, desdentado, cabellos de negro.- quem
o pegar leve-o a Fra-de-l'ortas, casa de F-
lix da Cunha Teixeira, ou no diloengedho,
que gratificar.
Fugio, no dil 20 do correle, pelas 7
horas da noite, um prelo crioulo. de nome
Joaqun, de 20 amos pouco mais ou me-
nos; levou caigas de algodilo, brancas e j
rotas, camisa de aigodSo trangado riscado;
tem as pernas finase os ps um tanto in-
chados por baixo ; rostuma beber e d para
fallar, por ser muilo Tallador; he escravo
dejse Camello l'essoa de Albuquerque, do
engenho Matory, comprado aqui por Ale-
xandre Correia de CaslrooSr. Antonio Ri-
cardo do llego : quem o pegar leve-o a rua
da Cruz, n. 33. a Luiz Jos de S Araujo, o-
ao engenho Matory.
-- Fugiram do engenho Queimadas da
proprietaria 1). Amia Vietorina de Mello, na
freguezia de Una, comarca do Rio-Formoso,
os escravos seguintcs ; Antonio, Angola, of-
licial de sapaleiro; fugio no principio do
anuo prximo passado com as torgas re-
beldes, qiiecstiveran acampadas no enge-
nho Tcntugal, e dizem que tora conduzido
pelo es-delegado do Itecife, Feliciano Joa-
quin dos Santos ; e no principio deste an-
uo o escravo Francisco, tambem Angola,
vistoso o mogo ; dizem tersido vendido a
um vendedor de gados, que mor para C-
maro : roga-se, (oriento, a quaesquer au-
toridades policiaes, capules de campo,
etc que os prgucm e levem-os no Itecie
o Sr. Manoel Congalves da Silva, ou no
referido engenho, quo sero geneosamen-
te recompensados.
Una recompensa.
Acha-se fug:da, desde o primeiro do cor-
rento anuo, a prela Mara da Cruz, de 40 e
tantos annos, cara redonda e enrugada ;
lem um dente fallo na frente; he baixa e
mu tanto co i i do corpo, mflos u ps pe-
queos ; tem as unhas dos ps retroclas e
n)uitogross8s, tendo nos mesmos slguns
cravosc urna marca de ferida em um dos
tornozelos; tem urna canella quasi toda
foveira proveniente de outra grande ftida
que leve; d muito cavaco quando Ihe fa-
zem cuz; he muito conhecida de alguns
ofliciaes do pedreiro, por ter trabalhado de
srvenle em algumas obras, e em algum
lempo que venda agoa ; tem sido vista em
Olinda e nesta enlacie a vender agoa : quem
a pegar leve-a so Alerro-da-Boa-Vista, n.
17, fabrica de licores, que ser generosa-
mente recompensado
Fugiram, de bordo do bri-
gue nacional Sem-Par, vindo do
i\ io-de-J aneiro, tres escravos, sen-
do : Sabino, pardo, de 20 annos
pouco mais ou menos ; levou cal-
cal e camisa eznes, e bonete en-
carnado : dous ditos crioulos, de
nonie.s Euzebio e Antonio, que re-
presentam ter i5 annos cada um,
de estaturas <>ltas
camisase bonetes azues.
; leveram calcas,
*
pretas de fino crep, e tambem de #
cores paia senhora e meninas, pelo 9
barato prego de 800 rs. : na rua do
Crespo, n. 11, loja de Antonio Luiz fr
dos Santos <\ C
Ao bom e barato.
No rasseio-Publico, loja nova n. 9, de
Albino Jos Lrite, vendem-se pegas de mn-
dspol.lo com 4 palmos de largura, a 3,000
rs. ; dilas de riscados da moda, a 6,000 is
a pega, e a 160 rs. o covado: corles de cas
sa-ebita, de bonitos padrOcs e com 7 varas,
x 2,800 rs ; lengos do seda decores, a 1,000
rs.; chapeos de sol, de panninho, a 2,800
rs. ; rollos de caigas de castores, a 610 rs. ,
e a 160 rs. o covado ; riscadinhos de 4 pal-
mos de largura iii.ii.cii.lo aos do linho, a
160 rs. o (ovado ; chales de larlataua, a
1,000 rs.; lengos de ca.-sa lina com Ictiei
ros e bico a 10.la, a 320 rs. cada um ; e ou-
lras muitas fazendas por menos prego do
jue em outra quabjuer luja.
Aos lenhorej de engenho.
Potassa superior, de primeira e segunda
luali.ladus, vende-se por prego mais coin-j
modo do qiiecm oulra qualquer parte : na
iravessa da Madre-de-Deos, arinazein n. 4,
cu na rua do Itangel, 11. 46, primeiro audar. I
Hoga-se
as autoridades policiaes c capitaes
de campo, que os apprehendam e
evem-nos a Movaes & Compa-
nhia, na rua do Trapiche, 11. 34.
Km a noite de 98 do pono riflero
fugio, da povoagSo do Monteiro, da cesa da
residencia de Manoel Antonio da Silva A11-
lunes, a preta alalia, do grntio de Angela,
moga, de cslaiure e corpo legularcs, crtr
prela, rosto aboceitodo, falla bunio \|llgar;
lem os ps um lano gio.'sos : quem a pe-
gar leve-a na da Cadeia-Velba, 11. 24,
que ser gratificado.
-- Fugio, de bordo do patacho Aslhrea,
no da 13 de margo prximo passado. um
escravo maiinheiro. de nome Joaquini,
crioulo, alto, com barba por laxodo quei-
vo, besigoso, cheio do corpo, lepruscnla
40 anuos uouco mais ou menos; he natu-
ral desla provincia ; desconlia-se que esle-
j pela cicloe du linda, Itoga-sn s auto-
ridades policiaes e capites de campo, que
o apprehendam e levcm-no a rua da Cadeia
do Itccife, n. 39, casa de Amorim IrmAos,
quo gratificara com 100,000 rs. conforme
longitudo en que fr pegado.
Fugio. no da 19 do passado, pelas 9
horas da noite, o prelo benedicto, crioulo,
que representa ter 24 anuos, de altura re-
gular, sem barba, cura redonda, olhos car-
rancudos; lem os ps torios, e he cambado
de uina perna ; levou calcas e camisa de
riscado e est ja rota, e bonete: quem o
pegar leve-o a rua da Cadeia do Itecife, n.
51, que ser bem recompensado.
(UN. :na rrc ue h. i. ue fama. 1850
MFLHOR EXEMPL


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