Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06278


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno XXVI.
Segonda-fefr 22
PA&TIDAJ DOI OOBBB10I.
Goiannac Parahiba, segundase sextas feiras.
Hio-Grande-do-Norte, quimas feiras aomcio-
dia.
Cabo, Serinhaem, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macci, no I.', a II, e 21 de cadaiuez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Hoa-Vista e Flore, a 13 e 28.
Victoria, squintas feiras.
Olinda, todos os dias.
Plf ASES DI LOA.
imarama.
/Ming. a 4, 1 n. e 24 ra. da t.
(Nova a 12, s IOb.eS7iu. dam.
ICresc. al, as 7h.e47 m.dain.
ICheia a 21S, s 9 b. e 1 ni. da m.
MtiMAR SE HOJI.
Primeira aos 30 minutosda tarde.
Segunda aos 54 minutos da manba.
de Abril de 18,10.
N. 90.
DAS DA XMJlWA
22 Seg. S. Soler, Aud. do J. dos orf. e do m. 1 v.
23 Tere. S, Jorge. Aud. do chae, doJ. da 1. v.
do civ. e do dos feitot da fa/enda.
25 Quart. S. Honorio. Aud. do J. da 2. v. do civel.
24 Quint. S. Marcos Kvangclista. Aud. J. dos do
orf. cdo ni. da I. v.
,20 Sext. S. Pedro de Ralis. Aud. do J. da 1. v. do
fbecjos da auBSCHippio I civ. cdo dos Hitos da l'azenda.
Portresmezes(adianfdo) 4/000127 Sab. S. Tertuliano. Aud. da Cli. e do J. da 2. v.
[Porseismezes 8/000j do crime.
1 Por um anno 15/000 J28 Uoin. A Fgida de Nossa Senhora.
-sr-ini irsnrira'ariin
mv-*-j n1 x.
OA*
IOSEBS 20 DEABRIV
Sobre Londres, 28 d. por 1/000 rs, a 60 dias.
. Paria, 346.
Lisboa, 95 por cento.
Ouro. Oncas hespanhoes......... 29/000 a 29/500
Mocdas de 6/400 velhas.. 10/KuO a 17/lMiO
de 6/400 novas .. 16/400 a lf'ltl
de 4/000........... U/2110 a U/400
PraUt.Palacoes brasileiros...... 1/980 a 1/000
Pesos columnarioa....... 1/W0 a l/9Si)
Ditos mexicanos.......... 1/800 a 1/80
PARTE OFFICIAL.
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 13 DE MARCO.
rnelo. Ao Exm. hispo diocesano, rogan
do digne-se de remetlcr urna caia cora Sanios
leos, para ser enviada ao coiniiiaiidante da
ilha de Fernando, que a requisita.
Circular. Aos cnsules. Constando a es-
ta presidencia que ein alguna consulados se
teiu matriculado varios marinheiros sem se
mostraren! desembarcados do lervico dos na-
vios de guerra brasileiros, c podendo acontecer
que alguna driles sejam desertores dos mes-
moa navios, ou que com riles tenham engaja-
inentos, como acontece coin varios estrangei-
roa, conven! que V. S. para evitar os inconve-
nientes, que ra que nao tenham lugar essea engajainenlos
oa navios de su i iu.;iu, sem que os marinhei-
ros se inostrem desembaracados pela capitana
do porto, na certexa de que tem de ser desem-
barcados pelo registro do porto na occasiao da
vizitaaquelles marinheiros, que ou frem de-
sertores dos navios de guerraou livcremnelles
jengajamenlos nao ciiniprldos. Neslc sentido
mciou-se ao capito do porto e ao coinmau-
ante do registro.
. ()l!cio. Ao inapector da thesouraria da fa-
zenda, transmillindo o aviso de urna lellra da
nuanlia de 257,000 rs. saccada pela thesouraria
flu nio-Grande do norte sobre essa a cargo de
B. S e a favor de Joo Chrisoslomo de Olivei-
ra. Participou-se ao presidente da dita pro-
vincia.
Dito. Ao ineamo, enviando o aviso de urna
lettra ua importancia de 500,000 rs. sacada pela
thesouraria do Rio-Grande do norte sobre essa,
e a favor de Antonio liento da Costa.Comniu-
nicou-ac ao presidente da referida provincia.
Dito. Aocbcfe de polica, remetiendo atiiu
de que expeca suas ordens aos delegados c sub-
delegados, eujo districlo com prebende parte
do litoral da provincia, copia do aviso de 7 de
feverelro ultimo, em que o Kxm. Sr. ministro
da fazenda, para evitar que as embarcares es-
trangeiras cons igam contrabandear nos portos
do imperio, recainmenda o exacto cumprimen-
to dos captulos 17 e 18 do regulami'iito de 22
ile jiilhn de is:u i e artigo 177 do cdigo crimi-
nal. Neste sentido oiTiciou-.se aosjuirs mu-
nicipaes de Olin da, Iguarass, Goiauna, Cabo e
Rio-Formoso.
Dito. Ad ln.spector_ da pagadoria militar,
para que mande pagar i vista da conta, que re-
melle, a Franca1 u Irmao a quantia de
em que importar am 3,720 teihas e 1,247 tijollos
de ladrilbo, que elles veuderam para as obras
do presidio da i lia a de Fernando. Inleirou-se
o inspector do ars enal de mariiiha.
Dito. Ao dir clor do arsenal de guerra, or-
denando que, vista do pedido que remelle,
forneca os talabartes de couro de lustro e cr-
relas de cinto, de <|ue precisa a msica do quar-
to batalho de arlilharia a p, c preveniudo-o
da que deve coin.- ir do respectivo coinniaiid.iii-
te o excesso do preco marcado pela tabella de
8 de Janeiro de 1848. Scieutificou-se o eom-
inandante da praca.
Dito. Ao inspector do arsenal de marinha,
lnteirando-o de baver, de conformidade com a
sus resposta, nomeado o mestre de apparclbo
evellasdo inesino arsenal, Jos Faustino Porto,
para 8ervlr iiterinair. ente o lugar, de pairan-
mor do porto e barra desla cidade, durante o
impedimento do ell'ectivo, Joaquim Rodrigues
de Almeida.
Dito. Ao administrador das obras publicas,
remetiendo as comas das despezas feitas coin a
obra do 12." lauco da estrada do Po-d'Alho de
17 de fevereiro prximo passadn a 2 de marco
eorrente, na importancia de 86,720 rs e a ou-
tra de 103,120 rs. alim de que mande acreditar
o engenlieiro Milet as mencionadas quautias.
Iuteirou-se o utesmo engenheiro.
desembargador Souza as seguintes appcllacd'es
ein que sao:
Appellante, o juizo; appellados, Jos Fclj de
Mello e sua mulher.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr.
desembargador Rcbello as seguintes appella-
ces em que sao
Appellante, o juio ; appellados, Jos Vctor
Madeira e outros.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Ro-
drigues \ i.iin:i.
Passaram do Sr. desembargador Rcbello ao
Sr. desembargador Luna Freir as seguintes
appcllacocs ein que sao :
Appellante, Mara Helena Pessoa de Mello ; ap-
pellada, Catharina Mara do F.spirlo Santo.
Appellante, o hachare! Jos Flix de Brillo Ala-
cedo ; appellado, o juizo.
Passaram do Sr. desembargador Luna Freir
ao Sr. desembargador Telles as seguintes ap-
pellaces em que sao:
Appellante,Bento Jos da Cosa; appellado, Jo-
s Joaquim Bezerra Cavalcanti.
Appellante, Francisco Jos de Albuquerquc
Pinto ; appellado, Luiz de Albuquerquc
Pinto.
Levantou-se a scsso s 2 horas da larde.
PEhNAMBUC
TRIBUNAL DA UELACAO.
SESSAO Dli 20 DE ABRIL DE 1850.
A-flO
paasiDENCfi do SENon ui-skm-
HARGADOH RAMOS,
10 horas da manha, achando-se pre-
sentes oa Srs. deaembargadores Villares, Bas-
tos, l.eao, Son/.a, Itebelln,!.mu Freir e Telles,
faltando com causa o Sr. desembargador Pon-
ce, o Sr. presidente declara abena a sessao.
JULOAMKNTOS.
ppellafoes erimes.
Appellante, o juizo; appellado. Theodoro Mar-
ques Vieira.Vollam ao juiso u quo para n-
i em preparados com o traslado da formaco
da culpa.
Appellaute, o juizo ; appellado,CosiiieDainio.
Procedente a appcllaco.
Appellante, Joo do llego; appellado, o juizo.
Improcedente.
AppeUn;Ses ticis.
Appcllanles, Joao Francisco Regs e sua mu-
lher ; appellado, Joo Filippe de Souza Lco.
Ao curador geral.
Appellante, Jos Joaquim Bezerra Cavalcante;
appellado, Lento Jos da Costa.Confir-
in ida.
Appcllanjf. o Dr promotor publico; appella-
do, S^Blio Pereira da Silva. Improce-
dente.
Appellante, Joo de Souza Lima ; appellado,
Jos Antonio de Souza Queiroz. Confir-
mada.
Denuncia de Josefa Epifana da Fonseca con.
Ira o juiz de direlto Custodio Manoel da Sil-
va Gulmaraes.--Mandou-se sellar os autos.
aEviec-ES.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao
Sr. desembargador Bastos as seguintes appel-
laces em que siio :
Appellante, Alexandrc Jos Gomes; appellado,
Jos Ani,uno Comes Jnior.
Appellante, Jos Pereira ; appellado, Marliuho
Borges.
Passaram doSr. desembargador Bastos aoSr.
desembargador Leao as seguintes appcilacoes
em que sao :
Apellante, Jos Vieira Brasil e oulros ; appel-
lado, Jos Fernando daCri'z.
Appt liantes, Filippe Francisco Cavalcante e
sua mulher; appellado, Francisco Rodri-
gues Aleixo.
Appellante, Manoel de Almeida Ferreira ; ap-
pellado, joo I i i rcua dos Sanios.
ASSEMBLA PROVINCIAL
8." sestdo ordinaria em 19 de abril de 1850,
Presidentado Sr. Pedro Cavalcanti.
(Conclusfio.--Vide o Diario n. 89.)
He li Iii eapoiada para entrar em discus-
sfio a seguinte onicnda :
Suppi ima-SH o artigo 5 Mello liego,
O Sr. Jos l'eilro combate a emenda apre-
sentada, sustentando o artigo com diversos
argumentos.
O Sr. Manuel Cavalcanti:Sr. presidente,
eu nfio tome apontiitnenlo, e porisso talvez
mo iiilo seja possivel responder a todos os
tpicos do discurso do nolire depulado.
Portanto, se eu nSo tocar em algum dellei,
rogo-llie m'os aponte, porque desejo res-
ponder-lhe.....
O Sr. Jos Pedro : Jjt me n.lo lembro.
O Sr. Manoel Cavalcanti:Eu digo, Sr.
presidente, que o artigo he inconstitucio-
nal ; porque, se o governo recebe urna ren-
da destss loteras extrahidas no Rio-de-
Janeiro...
O Sr. os Pedro :--Assim como recobe
das daqu.
O Sr lManoel Cavalcanti:--.....se o gover-
no recebo esta renda, se ella he geral, nao
podemos nos restringi-la, anda que, como
diz o nobre deputado, venha o cofre geral a
receber utn imposto maior i lie un benefi-
cio que nfio podemos fazer. Embora cor-
ram mais lolerias, embora as rendas do es-
tado augnientem, nos nSo o podemos fazer ;
porque nilo estamos aulorisados para isso.
O nobre deputado disse que nos todos de-
vemos cumprir a constituieo; bem se sabe
que nos todos temos obrignc^lo de observar
a constituic.lo ; mas as assemblas provin-
ciaes, s pdem legislar para os casos es-
pecilicados no acto adJicinnal. [Apoiadot.)
0$ Srs.'Jos Pedro c (iuedes de Mello do al-
guns apartes.
O Sr, Manoel Cavalcanti :Sr. presidente,
JJJl I,3osepense que todas as loteras extrahi-,
das no Rio-dc-Janciro sSo em sen beneficio;
tambom se extrahem all lolerias em bene-
ficio do outras provincias, que, |or seren
pobres, as mo poderiam extrabir : mas
para quo isso se de, be necessario que assim
o decrete a assembla geral; e he esto o mo-
tivo porque nos nlo podemos prohibir a
venda dos bilheles do lio-de-Janeiro.
de votar contra o projecto, lalvez me con-
venba mais que elle passe, porque he bem
possivel que ocftsione a morte do pro-
jecto.
Me parece, |Sr. presidente, que este ppo-
jecto tem tambern porfini acommodar ali-
lliados, visto que cria lugares.
Vm Sr. Deputado :Independento do pro-
jecto, ja ha esses lugares.
O Sr. Manoel Cavalcanti:Mas nlo sao
tuo rendosos.
Concluo votando contra o projecto.
O Sr. Mello llego :-Sr. presidente, o no-
bre deputado, que combate a minhaemen-
d, principiou por protestar a pureza do
suas intcngOes, eaboa f cotn que propoz
i projecto que se discute; boa fqueeu
sou o primeiro a reconhecer e confessar. E
se acaso]no meu discurso houve algtima cx-
pressHo que podesse offender ao nobre de-
putado, eu a retiro, porque gosto de res-
peitar as conviertes dos outros, no interes-
se de que respeilem tambern as minbas.
O Sr. Jos Pedro fot modo nenlium me
offendeu.
O Sr. Mello llego :Eu j fui em parte pre-
venido pelo nobre membro que acaba de
fallar; mas anda assim direi alguma cousa,
equasi que sou forjado a repetiros mesmosj
argumentos que apresentei casa quando
aos outros oque nilo queremos que so nos
faca.
Concluo, votando contra o artigo.
O Sr. os Pedro insiste na suslcntaco
das suas ideias : responde s ohservacOes
em contrario produsidas, e reforja sua opi-
nilo com novos argumentos.
O Sr. GuetUs de Mello:Sr. presidente,
pedi a palavra, nfio para entrar na questao,
mas para fa/.cr pequeas observaces ; e
mo entro na discuasSo, porque felizmente
ella tem sido elucidada pelo Sr.deputado
que acaba de sentar-se de forma tal, que
s sintn, nlo seja o seu discurso escrito d
verbo ad verbum nosjornaes. Lamento isto
o mais possival, porque quizera que o pu-
blico avaliasso e apreciasso os argumemos
coin que o projecto tem sido sustentado.
Como, porin, o discurso do nobre depu-
tado tem do servir immcdialamente para o
juizo da casa, eu dispenso-me de.usar da
palavra por mais tempo.
O Sr. Manoel Cavalcanti :--0 Sr. deputado
diSBO que lintia apontado tres arligos cons-
lituciouses em favor do projecto: os artigos
da C0nstituir;u0 s') numerados, desejiva
que o nobre deputaJo m'os aponlassc |iara
u poder convcncer-ine.
OS
da oo
oder convencer-mo. loja*Uc la,p"
Sr. Jos Pedro :-SSo o 2 do art. 179 .tw^'p'f: "M ?'"'!
combat o projecto em primeira discuss.lo. t 9 ('o ari. II do aclo addicioua
A que^tao, senhores, be muito simples, el ^ Sr- Manoel Cavalcanti:OSr. depulado
porisso eu no acn panbarei o nobre de-j "isse quo eu e oulr.) deputado sotinhsmos
pillado o Sr, Jos Pedro em toda a sua argn-| m alteucnu u:n artigo 0onsjituciodal,e n3o
mentaeSo: lerei simplcsmente casa o (j5alle"diainos aos tres que agoiu cituu ;
do art. 10 do acto addicional, o qual diz o! "ias eu observo que o primeiro desses arti-
seguinte. (I.t!.)
E pergunto eu, as loteras decretadas pela
asseinbla geral do um imposto aos cofres
geraes?.....
' m Sr. Deputado :Assim como as daqui.
O Sr, Mello llego :--lepto. Sr. presiden-
te, dffo, ou n8o as loteras decretadas pela
assembla geral um imposto para os cofres l'rejudiqutm as imposices qrri.es do estado.
genes?... Dan; logo a assembla de Pernam-
gos nilo vem absolutamente para o caso;
queos'gundo he Justamente nquolle que
justifica as minhas opiuiGes; porque diz o '.
5 que as assenililas prnvinciaes pdem le-
gislar sobre a lixu^ilo das despezas muni-
Cipaes o provinciaes, e os impostos para
ellas necessario, com tanto ue estes nao
buco.approvando o artigo em discuss.lo, va.
de encontr a urna dsposicilo de Ici geral.
l-.sia ilisposiiSn he a meu favor;^loniue, ten-
do eu demonstrado (pie o artigo do projecto
prejudicaas iniposices geraes do estado, cieio
Embora venham os cofres "gerses a receber 'I"e lt'"ho provado que ns uao o podemos ap-
iis com a medida do nobre deputado, he Pl0Var
esse um favor que o nobre deputado Ibes
quer fazer, mas para o qual nao es' auto-
risado.
[Alguus Srs ilepulados ddo apartes )
OSr. Mello liego :O que eu quero pro-
var, he que o ai ligo do projecto vai erir .Crelo que absolutamente nao; tanto inalsquan-
una lei geral. i to nao se trata de una representado, mas slin
He um grande argumento para nos. o di- da derogracSo de leii nenes; quero dizer,
zero nobre deputado, que as loteras do ',l"a'ld se trata de cnibaraca aexecuvao de sas
irrer sem rcsolupln da a<-''''" ":' sc 'I1"'1'01"1" 'l"e "tralaiu aqu
.riers.iu nsoiucaoua a.s- |0|erlas deoretadas pela assembla geral....
O oulro paragra|iho tambern no vem para
o caso, porque dellc apenas se concluc (jue os
iuleresses da nossa provincia nao devem ser
prcjudlcados pela leglslacao das oulras, e que,
caso o sejam, cbenos representar a respeit
aos poderes genes. Ora, islo vem pan o caso ?
IO lian pdcill c
sembles geral, porque he esta a rasSo pela
qual nao podemos prohibir a venda dos
respectivos bilheles.
pela asseinnlra ge
OSr. Jos Ptiho'.Para o uiuuicllo da corte.
OSr. Mtnuitl Cavalvanle'. As leis nao di/.eni
que as lolerias sc extraan! nrsla ou naipiella
Mas, dizia o nonre deputado, o as lolerias parte ; por consequencia he claro que elas se
sSo em beneficio local, logo as imposfOeSIexlrabiro onde houver compradores para os
devem ser locaes. Eu neg, senhores, quelrefPeJ' bi.l!"'l1r,sj
o imposto sobre as loteras seja um beneficio
local; porque ello serve
Eu creio, Sr. presidente, que a mor parte
das loteras do Rio nilo sao em beneficio
local, mas sm em beneficio de cidades,
villas c malrizes de outras provincias...
Um Sr. Deputudo Mas correra no Itio-
de-Jaoeiro.
(Ha diversos apartes.)
O Sr. Manoel Cavalcanti: Sim ; mas,
quando a assembla geral decreta a extrac-
elo de urna loleria, he para ser exlrahida
cm todo o imperio. Se essas loteras fos-
sem decretadas por urna assembla provin-
cial, nos as podamos prohibir, porque ti-
nbamos direito para isso; mas, sendo de-
cretadas pelo poder geral, nSo ; porque, sc
podemos competir com qualquer assembla
provincial, oulrotanlo uo acontece a res-
poito da assembla geral: nos no pode-
mos contrariar o que ella houver decre-
tado.
Eu uo me record dos demais pontos da
argumentarlo do nobre deputado ; mas,
sendo o principal que o artigo do projec-
to nao fere a cunstluic,3o e leudo eu pro-
vado que a fere, porque restiinge a arreca-
darSo do um imposto geral, parece-meler
justificado o meu voto negativo.....
O Sr. Jos Pedro:--Tambern ferimos a
constituirlo, quando consentimos umjogo
immoral na provincia.
O Sr. Manoel Cavalcanti:Sea assembla
geral decretar urna lei qualquer que pareja
na assembla provincial, esta o mais que
pode fazer he representar a respeitoao po-
der geral; mas nao deve oppi-se a ella.
O nobre deputado disso que, a seren
exactos estes meus principios, nos nao po-
deriamos impr sobre objecto algum, por-
que lodos os impostos provinciaes ferem in-
directamente os geraes. Mas cu Ihe ob-
servare! que, no caso de que se trata, oflen-
do-se mu directamente a imposiffio geral.
eniais, em ultima analyse, o projecto om
discusso leude a prohibir a execueo de
nma lei geral.
OSr. os Pedio da um aparte.
OSr. Manoel Cavalcanti:Pouco me m-
para se pagar ao
nosso exercito, marinha, magistratura e
corpo legislativo.
Lu, Sr. presidente, ainda pondo em du-
vida o direito que us assomblas provin-
ciaes tem de conceder loteras.....
(lia immensos apartes que inlerrompemo
orador a cada mmenlo.)
O Sr. Mello liego :Se os nobres deputa-
dos quero m conversar com migo, aeho mc-
llior que nos retiremos pura a anlc-sala;
porque l estaremos mais a volitado.
Como dizia, Sr. presidente, eu entendo
que s assemblas provinciaes n3o pdem
conceder loteras; eemmeu favor,tenho opi-
nies mu rcspeilaveis, segundo as quaes
esse direito s pertence assembla gen"
E se assim pens, jamis concorrerci com
o meu voto para que vamos embarazara
execuQo de urna lei geral.
O nobre deputado diz que as loteras sao
umjogo immoral; porm nos nfio somos lis-
caes do poder geral ; e urna vez que as lo-
teras sSo concedidas pela assembla geral
nos nada podemos fazer.
Talvez, Sr. presidente, que por stas c
outras cousas eu me nflo possa declaiar par-
tidario das franquezas provinciaes. ( Ha
uparles.) Senhores, as assemblas provin-
ciaes sao corpos para os quaes u3o vejo cor-
rectivo ; e ellas tendem sempre a absorver
as all ibuiees dos poderes geraes.
Eu, Sr. presidente, ja disse e repito, voto
contra o artigo do piojecto, porque elle
leude a oppr-se a execuc^o de leis ge-
raes.
Ha leis particulares ou especiaes para un
ou oulro lugar ; mas cm geral as leis siio para
o Brasil Inleiro, O cdigo, por exemplo, di
ein algum de seus arlfgOS, que elle he decreta-
do para o brasil inleiro ? Nao ; mas lodos cn-
lendein que o he.
U Sr. Jnii Pedro : Nao tem paiidadc.
OSr Manoel Cavilcanti: Kn creio que tem.
Hespezas ha que, sendo decretadas para ulili-
dade local, podem milito bem ser sustentadas s
pela renda geral. Scno, perguntarei: <'|
le Peruaiiibiieo nao I.'
mcllionnieiilo do jiorlo de
.rsensTEMi.. -
diin inirt ni c digamos ao governo geral : Aos
fizemiit na Aiminaicao em tul imposta; mas com
eltt eos oanliaslci.il Isto nao be possivel, porque
us u.io podemos derogar mu Imposto geral,
para o .substituir por oulro.
Por todas estas raso>s, entendo que o artigo
nao pode pas9ar, e voto contra elle.
O Sr. Curies de Mello: Sr. presidente, a
questao lem silo Halada rom umita clareza,
mas tambern lem-sc desviado demasiadamente
do ponto em que sc podra ler ticado.
os. presidente, se cu nao enlcudcssc que o
projecto era de niuita milidade para a provin-
cia de Pernambuco, por cei ti nao volara por
elle nos seus artigo! constitutivos, arligos que
eslao em dependencia absoluta e rigorosa do
artigo 5 F.u entendo que, se o artigo 5." nao
for approvado pela assembla, o projeclo liea
sem utilidide, inni attlnge ao scu lim, eenlao
devenios nao votar por elle.
Nesla casa j se leiubraram, por apartes, al-
guus melospara que elle subsisiisse, anda que
fosse revogado o anigo 5.*, sendo mu delles o
impr sobre as casas de cambio, lalvez pciisan-
do-se que s as casas de cambio he que se
vendeiu os bilheles das loteras de oulras pro-
vincias. Esta medida seria hnproflcua, por-
que tenderla a carregar com um imposto novo
as casas de cambio, entretanto que os bilheles
nao se venilem sincnle ness.is casas, maslaiu-
Item as lojas de fazendas, pelas ras as maos
- tabernas, eiiifini em Inda a
bem nao digo que a pro-
cao que rslabelece o artigo 5 seja de lodo
i rflieai. IVo, eu nao o emendo assim.
O Si: francisco Jodo^-A elficacia estallo
arl. 6
OSr. Guales e .Vello: Tambern n5o ;
porque pode algueni mandar vir um bilheto
do Itio-de-Janeiro, o nao se poder mostrar
que foi elle comprado na mfio de um vende-
dor publico. Nflo, senhores, apelar di pro-
hibirn, anda se bao de vender bilheles do
ltio-de-Jancro em Pernambuco.....
Um Sr. Depulado :Isso prova quo a lei lio
Ilusoria.
OSr. Gvedest Vello :~Mas, comtndo, voto
pelo projecto, apezar mesmo da suainelll-
cacia quan'o aos meios em[iregadus para
produzir.o bem que sc quer, c pelo qual eu
faro votos.
Porm, Sr. presidente, os nobres impug-
nadores do art. 5." do projecto teem-se soc-
eorrido di excepeflo do 5. do art. 10 do
acto addicional ; os nobres deputados leem
luchado de inconstitucional o arl. 5. em dis-
cussao, jiorque elle se oppOe a disposces
geraes. OSr. deputado autor do projecto
tem (lemonstrado o contrario longamente;
por isso poupo-me ao iraballio de repetir os
seus argumentos, e SO direi aos nobres de-
potados qua clles combatem o artigo pela
intclligencia que dflo ao > constitucional,
mas uo porque ah acliem urna disposic.ao
expressa para que senopns^a prohibir a
venda de bilheles de loteras das outras pro-
vincias. Mo lia aitigo constitucional quo
lal prohiba.
Pee,') a casa que me desculpe o entrar nes-
la analyse. (Is nobres deputados dizem que
o pmjocto do inconstitucional, porque se
oppe a disposic.003 geraes ; mas pergunlo
eu : Quaes sao as disposic/ies geraes oll'en-
ddasi' Iiiz-seque, havendo por lei geral
um imposto sobre as loteras, toda a ve/,
que prohibirinos a venda dos respectivos
bilheles, temos restringido o producto des-
se imposto ; mas essa intelligencia que os
nobres deputados do ao E com que
Passaram do Sr. desembargador Lei'o ao Sr. porla que o artigo passe,ou nSo; como Uulio
O nobre deputado disse que pretenda
fazer que corressem as loteras da provin-
cia, o que nao aconteca por causa da venda
dos bilheles das do Itio; mas direi que
erram: ellas nfio correm por causa da rela-
xado a que tem chegado, pela m oigani-
saefio, que se Ibes da... .
Um Sr. Deputado --Pifio be s porisso.
O Sr. Mello llego :Como hfio de ter ex-
tracefio loteras em que o publico nfio tem
conlianca i
Sr. presidente, com o presente artigo,
alm de exercermos urna attnbuicfio que
nos compete, vamos crear-nos, por assim
dizer, indisposicSo nss oulras provincias,
vamos segregar-nos dellas, ( permitla-sc-
me a expressfio J porque vamos incita-las a
que tambern prolrham que os nostos bi-
lheles gyrem nos seus mercados.
A medida, senhores, oliendo urna lei ge-
ral, a menos que se pense como o nobre de-
putado.a menos que s'encaro a questao como
o nobre depulado a encarou. lie preciso
que demos um exemplo de equidade, que
mostremos sentimentos de rratornidade,
creando certa commundade de iuleresses
entre todas as provincias, convm aqu
lembrar opreceilo da igreja Mo fagamos
beiim beneficio local? a Ilesiin.
se faz a respectiva despeza ?
fin Sr. Depulado: (Join a reecila do cofre
geral.
O Sr. Correa de Brillo : O beneficio resul-
tante do inclboraiiieiito do porto nao he lao lo-
cal como o nobre depulado suppe; porque
di II resultar consideiavcl augmento na im-
portaciio, e por conseguinle sensivel aecresci-
nio as rendas geraes.
0 4'r. Manuel Cavalcunti: He verdade po-
rm, se as rendas geraes lucrilll, quem lucra
mais he a provincia....
O Sr. Cortea de Uriito : Para sc habilitar a
concorrer para o augmento das rendas geraes.
O Sr, Manoel Caratcanli lloje nao se pu-
blican) os motivos da confeccio das leis, como
se la/.ia em oulro lempo ; e, a meu ver, mu
acertadamente. Eu entendo que a assembla
geral, leudo de promover o bem de lodo o Bra-
sil, promove laubem o de Pernambuco, c una
das necessidadesde Pernambuco beque o por-
to seja liom ; e, se o governo tira dabi um lu-
cro, tainbcm o colhc de ludo quanto for a be-
neficio dos Brasileiros : o governo, ou o paiz
I ni ra com todas as vantagens de que gozaui os
Brasileiros ; mas notc-se que nao est bem de-
monstrado qual fui a inlenco do governo
quando mandn se iiiclhorassc o porto de Per-
nambuco : se elle leve principalmente cm vis-
tas o augmento da renda geral, ouo beneficio
da provincia he o que se nao sabe. F.u faco
justicaao governo geral, e digo que nao foi sua
primeira idcia o augmento da renda publica ;
mas, son, o uiellioramcnto do porto cm bene-
ficio da provincia.
Volcando, porm, ao projeclo, digo que nos
nao podemos, em beneficio mesura das rendas
geiacs, entrar na soblocacaio de urna para nu-
tras; porque nos he prohibido legislar acerca
do que be renda geral, ainda que seja em be-
neficio di II -; c he islo o que o Sr. depulado
qnr que Cacamos ; porque di/, se nns prohibi-
mos isto, damos outra Cauta ainda meihor.. .
U Sr. os Pedro : Ku disse isso para contra-
riar o que o nobre depulado dizia acerca da di-
ininuieao da renda.
O Sanoel Cavalcanti: Mas o meu principal
argumento nao lie a diiuinuicoda renda geral,
be a observancia do artigo da cODIlilulcao;
nao s pulque di vo guarda-la ; mas porque
nao posso infringido.
Nos, denlro desla casa, apenas podemos fa-
acr aquillo para que estamos aulorisados .- c
per isso nao podemos dizer ao governo geral:
Tiimo-vos islo que en vosso ; mas vos de-
mos cousa meihor Scno, diga-mc o nobre
depulado: fto ba enlre nos objectos que,
por i -tan ni ".uni sobrecarregadus de impos-
tos, nao i indi tu o que deveram rrnder ? lia,
e se por acaso a iiupotico osse menor, o pro-
ducto nao seria maior ? Kulo, segundo o prin-
cipio do iioju e depulado, facamos a uceessaria
ja foi convencida de erro pelo nobre autor
do projeclo ; porque, em vez de se restrin-
gir, amplia-so de laclo a arrceadacfio do im-
posto geral. Eu nao rre quero constituir
tambern procurador do imposto geral aqu,
porque do certo ninguem CODCOrre tiesta ca-
sa para o contrario.
Mas dizom os nobres deputnjos que nos
nfio podemos legislar senfio dentro dos li-
mites constitucionaes. Concordo com isso,
porm os artigos do acto addicional nada
dizem sobre esta materia, e devemos nolar
que as loteras alm de serem concedidas
para beneficios locaes, so o silo pela assem-
bla geral, em beneficio do municipio ncu-
Iro, .porque esse municipio nao esl ail a
uccSo das leis provinciaes do Itio-Je-Ja-
tieiro.
Voto pelo ai ligo.
O Sr. Helio Hoyo :Sr. presidente, antes
de responder a algumas rases produzidas
pelo nobre deputado quo aclba de fallar, eu
me oceuparei ainda com as observac.os fei-
tas pelo aulor do projecto, o qual tem om-
pregado em sua defesa minia babilidade ; e
tanto mais admiro essa babilidade, quando
observo que elle a tem sabido empregnr pa-
ra evitara questao principal, cncarando-a
apenas pelo lado da utilidade c convenien-
cia. Aqu, porm, nfio so trata de conve-
niencia, ou (lu utilidade, puis, se assim fos-
se, eu nfio estara longo do votar pela ideiu
do nobre deputado : e, como entendo quo
nos aqu nao podemos fazer tudo quanlo lio
til, nfio posso votar pelo artigo que se dis-
cute. A vigorar esse principio, quando, por
exemplo, eu enlendesse que era til refor-
mar a alfandega, proporia aqu urna medi-
da, allegando que assim meihor se Dscalila-
ria a renda publica ; quando enlendesse que
a sociedade solTria, porque as penas impos-
tas aos falsilicadores de moda era branda,
proporia quo essas penas fossem elevadas a
de moite natural ; quando enlendesse quo
couvinlia impr penas mais severas aos em-
pregados prevaricadores, tambom o li-
ria, o....
O Sr. Jos Pedro : -- Nfio de possivel que
das minhas .observarlesse Dossam deduzir
conscienciosamenlo semeliantes absur-
dos...
OSr. Mello Reg :Allendondo-sesmente
conveniencia, sendo ella nico principio
que nos regesse, poderjnmos ser levados a
laes cunsequencias : mas tifio ; nos nfio po-
demos evocara conveniencia senfio no que
esliver dentro dos limites de nussas attri-
AR FNCONTRADO


bures; o mais pertenee aos poderes ge-
Taes. .
O nobre deputado, quando se soccorreu
a argumentarlo da utilidade local, 11B0 te-
fleclio o queimposto nflo aproveita suaomu-
nicipio da corle, e eu j nolei que a provin-
cia de Pernambuco tambem lucra com esse
imposto tirado das loteras, que todas as
provincias lucram igualmente com elle : a
porecntagem lirada era favor das localida-
des mo vem ao cuso de que se trata; as lote-
ras nflo sflo s concedidas parase tirar es-
sa porcentagem para as localidades, nflo
tambem delas o estado tira um provelto
que servo para soccorrer as despezas geraes
do paiz, que serve para sustentacao do exer-
cito, da marinha, do corpo legislativo, do
corpo diplomtico, &. por consequencia to-
das as provincias ganham com aquelle im-
posto, por que todas interessam em que
sejam maotidas essas cousas e no smen-
te o municipio da corte : e sendo corto, co-
mo ja disse um Sr. deputado, que neste
mundo todos jogam, o governo quiz tirar
um tal ou qual proveito dessa tendencia na-
tural que todos lem para jogar. Ha, pois,
um imposto geral as loteras, e esse nos
nao o podemos restringir, nem raesmo
augmentar, porque nflo nos compete legis-
lar a respeito de tal materia.
Diz, porm, o nobre deputado que com o
projeclo a renda geral tambem he augmen-
tada. Pondo de parte a inconstitucional! la-
do do piojecto, ora preciso que se podesse
provar que, sendo o artigo appruvado, tra-
ria esse augmento que compensa a diini-
nuieflo que so promove com a prohibidlo da
venda dos bilhetcs das loteras do Itio-de-
Ja.iero ; mas isso nflo se provou : a argu-
monlacflo do nobre deputado pecca, porque
funda-se em urna base falsa.
O nobre deputado quer que se faca urna
experiencia; mas urna experiencia que nos
leve a fazer urna invasflo as altrbuicoes
do poder geral.. .
OSr. JosPedro: --NSo tomemos medi-
da nenhuma, porque todas pdem sor fal-
lveis ...
O Sr. Vello Reg : A consequencia nflo
be essa : se se livesse dados seguros e posi-
tivos para crer que a maior venda dos bilhe-
tcs das loteras da provincia produziria para
a renda geral mais do que pJo produzir a
venda dos bilbetes das loteiias de outras
provincias, soria admissivel at certo ponto
a preteneflo do arrastrar a casa a votar esta
medida, porque as vantagens que da le re-
sultariam, seriam de tal conveniencia, que
a assembla geral, longe do revogar a DOS-
sa lei.conhtcendo que liiiham sido augmeu
tados os nteresses geraes; mandara mesnio
urna commissflo agradecer-lliu, mas nao he
disto que se trata, nSo he das vantagens que
do semelhante medida pule tirar o cofre
geral, he do diieito que nos assiste, da le-
gitimidade cora que esta assembla proce-
de no promulgado de urna le nesto sen-
tido.
nobre deputado o Sr. Embolino....
O Sr. Guedet e Vello : O relmenlo pro-
hibe que se nomeiem os deputados pelos
seus noaies {risadas).
O Sr. Vello llego .lie verdade. ... O
nobro deputado que fallou em ultimo lugar,
disse que n.lo reconhecia lotorias provin-
ciaes, que todas eram geraes.
Ora, se assim he, o projeclo nflo pode
passar, porque elle quer proteger as lote-
ras desta provincia rcstriiigiodo as da cor-
te ; se pore:n todas as loteras slo provn-
ciaes, a proviocia mais rica devo soccorrer
as suas irmScs que forem mais pobros. .
O Sr. francisco Joao :--lle preceito de ca-
ridade, quein tcm mais d a quera tem
menos. [Ha outro uparle )
O Sr. Mello Reg :NiJo levo a tanto o
ineudito, porque mesmo nao quero offen-
der as outras provincias, suppondo-as infe-
riores de Pernambuco.
O nobre deputado, cujo nome se nflo deve
dizer, disse que a lei nflo era inconstitucio-
nal, porque nlo olfendia expressamente
artigo algum da conslituicflo. Eu peco li-
renca aos nobres deputados que teem urna
carta de bacharel em sciencias jurdicas,
para dar urna resumida explicarlo do que
cntendo por lei inconstitucional.
Cntendo que, para se classilicar um lei
de constitucional, no ha necessidade de
que ella Tira directamente a um artigo da
constituidlo ; basta que ella se airaste do
pcnsameto queteve a nossa conslituicflo,
que ho o acto addicional, o qual diz que
iiHo podemos legislar sobre materias que
nflo estejam especificadas nos artigos queja
foram rilados. {Ha um aparte.)
Eu conheco que a conslituicflo nflo fallou
em loteras ; mas (como disse) a nossa cons-
tituidlo he o acto addicional, e elle nSo per-
mlteque se iniponham conlriuuicoes que
olfendamos impostos geraes, nemiflo pou-
co que legislemos a respeito deassumplos
quo no sflo designados nos sous artigos.
O nobre deputado me pcrmiltir que Ihe
diga que est de aecrdo commigo; mas
que, pelp dever natural quo os pas tem pa-
ra com os futios, por esse s. iitirnenlo de
paternidade que nunca abandona o homem,
sustenta anida o seu projeclo: o nobre di-
putado cumpre assim um dever muito lou-
vavel, c ningucm deixai de louvaros es-
forcis que elle tem lei tu para salvar o lilho
querido; mas agora me parece que deve
concordar commigo e coofessar que o arti-
go iiio deve passar.
Eu peco, pois, ao nobre deputado que,
aproveitando a occasiflo de dar um syste-
ma, urna ordem as loteras, retire comtu'o
o art. 5, que nada tem com esa organisa-
eflo. Estabelecida a rcgularidade, sobre-
vir a confiarles, eeniao a populacflo da
nossi provincia, mesmo por espirito de pa-
triotismo, preferir as loteras da provin-
cia s de fra : nflo quero fazer aos meus
comprovincianos a injusliga de suppr que
elles silo tilo (altos do patriotismo, que,
tendo as loteras da provincia a uiesnia
confianca que as de fra, prefiraai estas
aquellas, i lia um aparte.) N3o o supponho,
principalmente dcpois desta discussflo, na
qual muito me hooro em ter tomado par.
Eu linha votado contra o projeclo em pri-
mera discussflo; mas, retirado o art 5,
votarei por elle cin segunda discussflo, vis-
to que lalvez da legularidade daadmnis-
tracao nas loteras da provincia resulte o
bem que se deseja, e mesmo paia dar ao
nobre deputado urna prova da tendencia
que lenho por elle.
Sr. presidente, por todas estas rasOeso
nobre deputado me permitr que eu sus-
tente a miiiha emenda c vote coulru o >r-
tigo.
lawwwnwm
D a hora.
He lida e apioada para entrar em dis-
cussflo a seguinte emenda :
Art. 5. Hniis mezes logo tleoois da pro-
mulgarlo desta lei, fica prohibida a extra-
;So e venda de bilhetes e cautelas extran-
geiras sob as penas seguiotes :
1.* Aob que contravierem as preceden-
tes disposicOes vendendo pelas ras, mul-
ta de 2:000,000
< 2. Aos que contravierem veniendo
em casas particulares 1:006,000
3. Ali'in da multa incorrerSona per-
da de todos os bilhetes. Francisco iodo.
Sr. Presidente desigua a ordem do da,
e levanta a sesillo.
9.a SESSlG ORDINARIA, EM 20 DE ABRIL
de 1850.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Si MMiuio. ApprovacSo da acta.Expediente.
Discusso e approvacdo do parecer da com-
missdo de polica acerca do provimenlo do
lugar de ajudante de porteiro da assembla.
Suspensao da sess/to por haver saludo a
deputac&o que, na forma do parecer da com-
missao de constituidlo, foi congratularse
com S. Exc. o Sr. presidente da provincia
pelo restabelecimento da paz publica.-- In-
troducto do Sr. Selle.Continuac&o da ses-
sao.Leilura da allocurdo feita pela com-
misino ao Sr. presidente da provincia e da
resposla deS. Exc,Contnuacao da disem-
ino do art. 5." do projeclo das loteras.
Adiamentoda mesmn discusso, por ter da-
do i< hora, e haterem anda dous oradores
inscriptos para fallar.
A's 11 horas da manhfla, feita a chamada*
verifica-se estarem prsenles 28 Srs. depu-
tados, faltando com causa participada o
Sr. Quoiroz Fonseca, c som ella os Srs. Ma-
chado hios e Alexandre Dernardino.
O .Se. Presidente declara ahcrla a scsso.
O Sr. 2." Secretario lea acta da sussflo
anterior, que he approvada.
O Sr. 1.u Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secreta rio interino da provin-
cia, remetiendo vinte exomplares do relato-
rio do inspector da thesourana da fazenda
provincial.Inteirada.
utrodo mesmo, enviando a represenla-
eflo que dirige a assembla a cmara muni-
cipal desta cidade contra o requerimento de
Antonio da Silva Cusmo sobre o matadou-
ro,A' commissflo do negocios do cania-
ras.
utro do Sr. deputado Queiroz l'onseca,
participando nflo p oder comparecer a ses-
sflo du boje por achar-se molerlo.Intei-
rada.
I ii requerimento, de Januario Alexandri-
no Silva llabcllo Caneca professor de dese-
nlio no lycuu desta cidade, pedindo assem-
bla a approvacflo do compendio de gram-
matica portugueza, composto por elle.
utro de Salvador Hanriques de Albu-
querque, pedindo assembla autoriso o
governo da provincia a comprar urna poreflo
de exomplares da historia do Urasil, com-
posta pelo supplicaute, para ser destribuida
pelos collegios de orphflos do ambos os se-
xos.---A' coinmissiio de inslruci,'flo pu-
1)1 ira.
O Sr. Presidente: Nflo ha mais expedi-
ente. Va i entrar em discusso o parecer da
commissflo de polica acerca do provimentj
io lugar de ajudante do porteiro, adiado da
sessflo anterior, por so ter assignado venci-
lo o Sr. primeiro secretario Vellez de Gue-
vara, que tem a palavra.
O Sr. Vellez de Guevara : Sr. presiden-
te, a casa lio testcniunha de que no parecer
da commissflo de polica, que ora se discu-
te, cu nicu assignci vencido ; ella compre-
hendei pois, que me niioposso esquivar de
dar a rasflo porque nflo concordei com o
meu nobre collega.
Eu, senhores, nflo tenho preteneflo ilgu-
ma especial ; isto he, nflo tenho adulado
"gum...
U Sr. deputado : Ncm nos.
O Sr. Vellez de Guevara : .Nflo digo que
os nobres deputados a tenham, estou fallan-
do de niiin. Repito, portanto ; nflo tenho
alilhado algum. E, feita esta declaradlo,
tratarci de justificar meu procenimento.
Tendo-se apresentado 15 pretendentcs ao
lugar de ajudante do porteiro desa casa,
todos chcios de servicos importantes, pres-
tados provincia, entend que, nestas cir-
cunstancias, a commissflo de polica nflo
devia limitar sua proposta a unis indivi-
duo, mes org;uisa-la de modo que conti-
vesse os nonios de 3 ou 4 desses pretenden-
tes que mus servicos tvessem, aliin que
d'enlro elles a casa escolhcsse o mas dig-
no. Nesto sentido, fallei ao nobre 2." secre-
tario ; mas o meu rnllega nflo conveio com-
migo e jamis quiz acceder a quo so orga-
nizasse a proposta de modo diverso a este
porque foi submettido ao conbecimonto da
casa. Isto posto, assentei que bem proce-
da assignando-me vencido smenle.
I'm Sr. Deputado : Entflo foi vencido
quanto forma ..
O Sr. Vellez de Guevara : Os nobres de-
putados querem que eu v mais longe. O
que acabo de allegar foi um dos motivos
porque mo assignci vencido ; mas, alm
deile, ha outros quo nflo deelarei, poique
acho melhor que liquomos aqu. Se que-
rem que eu diga mais alguna cousa, cu os
satisfarei.
Um Sr. Deputado : Agora desafiou-nos
a vontade.
O Sr. Vellez de Guevara : Entenda, se-
nhores, que o Sr. Joaquim Clemente dos
Santos, comquanto tivesse servicos lalvez
muito valiosos, e quo mesmo devam sera-
preciados por esta casa, ( nflo faco disto
questflo ) nflo era o mico pertcndeiitn que,
a decidir pelos documentos que su acham
na pasta, mereca una recompensa, e que,
portanto, nflo deviamos limitar a elle a
nossa proposta. E, de curto, senhores, quein
podera negar que o Sr Ceraldo Correia Li-
ma, que foi outr'ora administrador de
urna typographia. ..
O Sr. A. Oliveira :Koi impressor, quo
nflo he o mesmo que administrador.
O Sr. fellez de Guevara : V que seja,
nflo entro nessa iudugacflo. Quein podera
negar, digo que cssu sciibor, que foi res-
ponsavcl por cssa typographia em crise ar-
riscadsima, tem muito bous servigos
Quem podera negar que o Sr.Schlk.queo Sr.
Soulo-Maior tambum tuem muito bous servi-
cos? Entretanto, apezur de. todas asiuinhas
rclluxos, iiuo foi possivul que u meu col-'
=2
lega chegasso a um occordo commigo ; e
entflo usei do ultimo direito que me resta-
va ; assigne-me voncido...
O Sr. 2. Secretario : Porque se nflo ro-
fero ao Sr. presidente tambem? Nflo fui
cu s quo nflo concordei com o nobre do-
putado.
O Sr. Velle* di GtcwrvjQuando digo que
me assignei vencido, porque o meu nobre
collega nSo concordou commigo deixo
aperceber mu claramente que oSr. presi-
dente tambero nflo pensou como eu ; por-
que, sendo a commissflo composta de tros
membros, nflo poderia eu ssgnar-me ven-
cido, senflo no caso de estar om opinito
contraria da maioria dola : e se nflo men-
cione! o nome do Sr. presidente, foi por-
que entend que, emrasflo do acatamento
que Ihe devemos, o nflo devia trazer para
a discussflo. Entend, Sr. presidente, que
era da miulia rigorosa obrigaco dar estas
explicacOes, e espero nflo tornar a fallar
sobre a materia, a menos que por algum
incidente me obriguea sahir do meu pro-
posito.
O Sr. Correa de Brillo :~Sr. presidente,
tenho immensa confianca na commissflo de
polica ; respeito muitn as suas decisOes,
ou deliberacOes; e, pelo modo como pro-
ced na casa ha bem poucosdias, parece-me
ter demonstrado que estou disposto a con-
correr com todas as minhas loicas para que
ella seja acatada no uso das attribuicdes
quo o nosso regiment Ihe confere, quan-
do as exercer tendo somonte em vistas a
justica. Mas, isto nflo obstante, peco-ihe
tenlia a bondade de me permtlr que faca
algumas observaces acerca da proposta
que se discute.
Sr. presidente, 15 sflo os requerimentos
que ora tenho em inflo, e em que liguram
nomes de pretendontes ao lugar vago de
ajudante do porteiro desta assembla : en-
tre ellos est o do Marcolino Jeronymo Con-
calves dos Sanios, que, supposlo aprsen-
te sua petieflo despida de documentos me
parece digno de toda atteneflo.
Sim, senhores; a casa, por mais de um
precedente, tem estabelecido o direito de
accesso, e como que decretado que quer
que elle seja respeitado. O individuo, que
ectualmente oceupa o lugar de terceiro olll-
cial da nossa secretaria, principiou a servir
aqui como continuo, e, de degro em de-
gro, puriiiilta-au-inoa expressflo.) tove a
felicidade de cliegar ao emprego que hoje
exerce, e cuja cathegoria nada tem de bai-
xa : apenas ha 8 das, esta roesma inosa,
em atteneflo lmente aos anteriores servi-
cos do ajudante do porteiro, o propoz para
o lugar de porteiro, nos o approvmos e
em consequenoia disto acha-se elle um pou-
co maiselovado : hoje Marcolino Jeronymo
Couc.alves dos Santos, sendo continuo des-
ta assembla, e suppondo-se, como eu sup-
pilr-me-hia, apadrinhadu por semelliantes
precedentes, requer o lugar vago de aju-
dante de porteiro, o qual he inmediata-
mente superior ao que tem; mas nflo he
attendido, e fica margem. E nolai, se-
nhores, que, seCongalves dos Santos nflo
annexa um s documento sua petieflo, in-
voca, acerca de sua conducta, o teslemu-
nho da secretaria ; leslemuiiho ao qual se
nflo soccorrena certamente, se porventu-
ra nflo livesse a consciencia de ter procedi-
do aqui muito regularmente. A mesa, por-
tanto, para ser coherente coinsigo mesilla,
para moslrar-se respeitosa dos arestos da
casa, leven ter incluido om sua proposta
o nome de Marcolino Jeronymo Goncalves
dos Santos.
Mas deixemos de encarar a questflo por
este lado; e vejamos se, despresados os
precedentes, se, a queror-se ir buscar fra
da c -.a um individuo para o lugar vago de
ajudante do porteiro, devia a escolha reca-
lur em Joaquim Clemente dos Santos.
Dos quinze requerimentos a que me refe-
r em principio, quatro, exclusive o de Mar-
colino, nflo estilo acompanhados de docu-
mentos, e por isso nflo servom para a coro-
paraeflo, que pretendo eslabelecer. Eu
pois, mo nflo oceuparui delles, e passarei
aos demais, coraecaudo pelo de llaymundo
Nonato Schilk.
Itaymundo Nonato Schilk, senhores, of-
fereco nossa consideraeflo documentos
muito valiosos, os quaes cumprovam que
elle ha longos anuos serve a provincia como
praca do corpo de polica, j como praca
do corpo de voluntarios. Como praca do
corpo de polica, e j elevado a sargento,
deslacou para varias co vareas do interior,
inclusive a do ltio-1'ormoso, onde prestou
bous servicos causa publica: como lV/."ii
do parte do brioso batalhflo de voluntarios,
foi escolhdo para o imporlante]poslo de bri-
gada ; posto que desempenhou tflo digna-
mente, quo o nobre segn Jo secretario, que
tambem era do referido balalhSo, e cujo
testemunho ora invoco a favor do peticio-
nario, o encarregou de tola a escriptura-
eflo de semelhante corpo, inclusive a do II-
vro-tneslre, e poz sob sua guarda exclusivo
o archivo do batalhflo ; dtndo-lhe desl'arle
nina prova de Ilimitada confianca. E di-
z.i-mc,senhores; este peticionario nSoest
no caso do ser preferido a JoaquimlClemen-
te dos Santos ? Certo que sim. Joaquim Cle-
mente dos Santos servio tambem no valen-
te batalhflo de voluntarios, expoz com seus
nobres companheiros a vida em prol da in-
tegridado do imperio, em defasa dasinst-
tuu.'cM's juradas; mas Itaymundo Nonato
Schilk, alm de ter oxposto igualmente a
sua vida, alm de ter corrido todos estes
riscos e perigos a que se subjeitou Joaquim
Clemente, deu conta de trabalhos do gabi-
nete, que Ihe fram confiados por seus su-
periores, e por consoguinte devia ser prefe
rido ao oulro, visto ler mais vervieps do
que elle.
'
Supponhamos, porm, que a nobre com-
niissflo nflo quiz ler em allencSo estes ser-
vicos ; anda assim outros ha mais impor-
tantes que os de Joaquim Clemente dos
Santos, e quo ella de-Ora ter considerado
de preferencia, como vou demonstrar.
o si. Cunha Soulo-Maior foi sargento de
una companhia de callara de voluntarios
que se organisou na comarca de Nazareth :
todos os seus superiores, todas as autori-
dades do lugar, attestain que, no exerc-
cio desse posto, elle porlou-se denodada-
mente, quo concorreu em boa parte para
o restabelecimento, da ordem nessa comar-
ca, e que pelo seu procedimento so tornou
unidor dos elogios e da estima de todos.
Est's servicos sflo iguaes aos de Joaquim
Clemente dos Santos ? Nflo, de certo. Seus
documentos dizem que elle assistio o cerco
de urna casa na tua uaPraia, que por noi-1
tes successivas guarnoceu o palacio.da pre-
sidencia, quo n.lo deixou deconcorrer com
seus unaos d'armas no combate do dia 2
do fevereiro; mas os de Cunha Souto-Maor
fallam mais alto, dizem mais algum cou-
sa : dizem, porexemplo, que se elleem-
penhou em empresas arriscadsimas, que
algumas vetes se entranhou nas maltas em
cala do nimigo oceulto e embrenhado. e
que se encarregou de larefas taes, que, a
nfo surera contrariadas pelo mo fado, co-
mo fram as demais deum ollicial general,
teriara lalvez em resultado a paz de toda a
provincia.
Imaginemos, porm, por um momento
que a Ilustrada comraissuo nflo quera at-
tender a esses servicos frescos, a esses ser-
vicos de honlem, para assim dizer : aqui
esta um requerimento que Ihe devra cap-
livar muito a atteneflo. He elle feito por
l'lorianno Jos de Carvalho cidadSo co-
berto de efles como Joaquim Clemente dos
Santos; como esto digno da nossa consi-
deraeflo quanto idade: mas que Ihe he
superior em servicos prestados provincia e
ao paiz inleiro; porquanto, depois de ha-
ver servido em primeira linha per tanto
lempo quanto qualquer Brasilero lie obri-
gado a fazer parle do nosso exercito, exer-
ceu mu dignamente o lugar de collector da
fazenda geral na comarca do Kio-lformoso,
onde arrecadou para os cofres pblicos urna
qnantia superior a de ris 12:000,000; e,
prestadas suas contas de maneira a merecer
a approvacflo da thesouraria respectiva, re-
colheu-se a esta capital para desempenhar
as funeces de fiel da balanza da extincla
inspeceflo do assucar e algodflo, lugar que
servio bem at a oxtinceflo daquella repar-
tieflo, decretada por esta assembla. Eis,
pois, um pretendente que ha seis annos
est desempregado, e que a documentos de
servicos mililares,aonexa os de probidade
toda provn.
Tcnciouuva iradiaute; mas, haveado du a
honra de ouvir o Sr. Francisco Joao pedir a
palavra lia occasio em que cu fallava, para-
re! aqui, e reaervar-me-iiei para a replica.
O Sr. Francisco Joo : Sr, presidente, com
algum acanbameuto eu entro na discutso ,
massou lortadu de alguma maneira a faic-lo,
porque vista das observa(ea feitas pelo nu-
ble primeiro secretario, e da analyse feita pelo
orador que acaba de se sentar, parece-iue que
estamos em di9ousso aemelhantc a dos fradet
Uernardoi....
O Sr. Correa de Britlo : Por consequencia
somos [rada Hernardoi.
O Sr. Francisco loto : Deise-rae fallar. Em
verdade, nao he vista das observares de am-
bos os nobres deputados que podemos ebegar
a um accordo.
Eu live occasio de ouvir dizer ao nobre de-
putado primeiro secretario que linba-se oppos-
to ao parecer da commissao de que faz parte,
porque quera que se propoiesse varios indi-
viduos, para que dentre elles a casa escolhetse
um....
OSr. Vi tez de Huevara : Usava de um di-
n-no <|ue me confere o regiment.
O Sr. Francisco Joio : Mas o nobre orador
que fallou em ultimo lugar, faieado a analyse
do iiien riiiieniu de cada um dospretendentes,
poz o meu espirito em tal calado deduvida, e
lo pcrplexo, que fiquei se ni saber se devia es-
colher todos esses pretendentcs, ou apenas um.
Sr. presidente, tem sido estylo conatante
desta assembla, para evitar estas disuussoen
que tem um pouco de pessoaes....
Vm i'r. deputado : Muito.
ti i'r. Francisco Joio.. o confiara decisao da
mesa esses negocios que dizem respeito a poli-
cio da casa....
C Sr. felle: de Urevara : Aiada outro da
negaram isto.
O Sr. francisco loao': Eu nunca neguei
isto..,. Sempre enleodi c anda eutendo, que
os empregados devem aer da confianca da me-
sa, porque he ella que tem de dui^i-lus, de
inspecciona-loa.
Eu nao quero negar o direito que a casa tem
de approvaruu rrjeitar as propostas, mas qui-
te r a que ella deixaste a aprecia.;.o dos docu-
mentos commissao de polica....
O Sr. Correa de Uritto :~Eeu uao, porque
tenho direito de examinados.
O Sr. Man,,.l Cavalcanti Apoiado: hoje.
O Sr. Correa de liriuo : E sempre-
O Sr. francisco Joao: Mas, Sr presidente,
en disse que a presente discusso se assemelha-
va dos frailes llernardos, porque me record
de ter lido que esses fradres, depois de larga
discusso sobre a localidad.: a escolher para
um convento que tiuham de edificar, acaba-
ran! por decidir que a cditica(o se elleituasse
no lugar mais conveniente ,- e, depois de te-
mo fallado o uobre secretarlo e o outro no-
bre deputado como que nao iudictram casa
seno que litesie o que I lie parecesse mais con-
veniente....
[Ha um aparte.)
O Sr. Francisco Joo: Coniprehendam-me
por favor I fallo da maneira por que ehegainos
ao Um da discusso sem sabermos qual dos pre-
tendentcs devemos escolher. Quanto a mim,
nao quero dizer que taes ou taes petsos de-
ven! ler escolbldas ; supponho mesmo que
minios dentre elles lem lodo o inerecimeuto ;
mas pergunto: acaso nao temos conliauca na
commissao de polica?
l'jum senhores Deputados : Toda, toda.
II Sr. Francisco Joao: Bem : cssa commis-
sao be que tem de inspeccionar os empregados
da casa, beque tem de corregidos, he que car-
rega com a responsabilidade dos trabalhos
que Ibes to Incumbidos ; logo devenios dei-
xar-lhe lada a llberdade na noineacao, e mes-
mo da destituico. E dlga-me o nobre depu-
tado, te a commiito propoxer a demitso de
um dos referido* empregados, allegaudo que
uao deposita cootUnca nelle, devemos obriga-
la a icspousabilisar-se com seu-clhante ciupre-
gado?
O Sr. Corris de Urillto: Entflo a commissao
he inl'ali vel em seus juios.
O Sr. Francisco Joao : Mas o nobre deputa-
do u.'ni pode deixar de concordar commigo que
isto seria muito desairoso.
O Sr. Correa de Uritto : --Ao contrario, cnten-
do que nao ; s votarla pela demitso te, em
iiiinba consciencia, achasse justos os motivos
que se apreseulassem como causal d. lia.
O Sr. Francisco loiio : Eu supponho que
uesta parte t.u convencido esl o uobre depu-
tado da iuiportaucia de sua initto como eu
que agora fabo muito humildemente.
Concluindo direi que tcm sido rttylo da ca-
sa o louvar-se iiacominissao de polica quauto
escolba de seus empregados....
Q Sr. Correa de Uritto: Eutao, para que
apreciannos as proposCas ?
o Sr. Francisco Joo:-- Eu detejo que a casa
tome a direcjo que sempre lem tomado ; e o
nobre deputado nao me podet citar excmplo
algum em conlrrlo.
Eu, Sr. picsidente, n.io quii, neinquero pro-
hibir a discusso, tanto que (omei parle m lia.
mas observo que, se nos queremos conformar
com os etlylot da casa, se qutennos dar provat
da confianca que depositamos na commissao
de polica, nao podemos deixar de louvanuo-
nos iuieiranienic nella quanto escolha de
emprcgvdos.
OSr. Correado Uritto :Sr. presidente, se
eu me nflo houvesse compromeltido a re-
plicar, se eu nflo houvesse solicitado o ob-
guor-me desta cadeira, para fallar depois
uo tor orado o nobro doputado, cuja elo-
quencia como que arrebata....
O Sr. Francisco odo :Isso he cacoada.
O Sr. Correa de Brillo :Nflo, senlior ; sou
multo sincero : nflo Taco cacoadas a pessoa
alguma.o muito menos a ciJadflos lo res-
peitaveis como a do nobre deputado.
Mas, como ia dizeodo, forcado por mim
mesmo a usar da palavra que me foi conce-
dida, nflo posso deixar de o fazer.
De ludo quanto disse o nobre deputado
quasi quo sou levado a concluir que elle
quernullilicaro direito de approvarou ro-
jeilar as propostas da mesa, conferido a esta
casa por seu regiment. Se o regiment
quizesse que as nomeaedes dos empregados
desta assembla estivessem ntoiranfente, o i
apenas dependentes da commissSo de poli-
ca, nflo nos dara o direito de apjrovar ou
rejeilar as suas propostas ; dira simples-
mente : A commissflo de polica nomear
taes e taes empregados. Mas nflo he isto o
que eu vejo nesse guia de nossos trabalhos ,-
o que vejo he que, sea commissflo temo
direito do propr, nos temos o de approvar
ou rejeitar a proposta. Comprehenda-se bem
isto, e nflo se nos quera constrangera es-
tar por tudo quanto quizara commissSo de
polica ; qual voto muito respeito e muito
ac la ment, mas ndo al ao ponto de sacri-
llcar-lhe um direito que he meu, e do qual
nflo quoro nem devo privar-ni.....
O Sr. Hanoel Cavalcanti :lao sempre he
que eu quero....
O Sr. Correa de Britlo : Comprehenda-
mo bem o nobre deputado : eu nSo quero
dizer q Uu temos o direito de additar ou emen-
dar as propostas, mas sim o de rejeila-las;
para que a commissflo prudente como he,
discreta, como he, tendo em atteneflo a dis-
cussflo havida na casa, reforme a sua pro-
posta do accordo com a opiniflo da maioria
da mesma casa.
O nobre deputado queixou-se do algum
modo da minha analyse; disseque ella o dei-
xou em um estado de perploxidade tal, que
enire os prelendentes nflo sabia escolher o
mus digno. Eu, muito de prepsito, nflo
deCTarei'Trniil dos peticionarios me pareca
estar em circumstancias de merecer a pre-
ferencia da mesa ; porque nSo quera quo
slguem se persuadisso queeu mearrojava a
pretenJer arrastar a casa a acompanhar-me
om m ni pens,miento : limitei-me a analyse,
ou, para melhor dizer, compare! documen-
tos com documentos.servicos com servicos.
para que em visla desta comparaeflo a maio-
ria adquirisse a conviceo de que o propos-
to nflo tem direito preferencia que logrou
obter, e, se Ihe parecesse acertado, rejeilas-
se a proposta, como eu pretendo fazer.
E nflo foi s por isto, Sr. presidente, que
proced assim : se eu indicasse qual dos pre-
tendenles devia ser escolhdo, usurpara 4
mesa urna de suas atirbuices ; isto lie, ar-
rogar-mo-hia o direito de proposta, que, no
caso de quo se trata, smenlo a ella com-
peto.
Qjauto paridadeque o nobre deputado
enxergou entre a presente discussflo e a quo
houve lugar entre os fradet Bernardos quan-
do trata va ni da uscollia de local- para a edi-
ficaeflo do respectivo convent; eu j disse
em aparte, e agora repito, que, a suppr-se
ella bem cabida, nos constantemente somos
ai|in frudet Bernardos, porque alinal sempre
resolvemos que se faca o mais til, o mais
conveniente.....
Um Sr. Deputado :Mas formula-se o pen-
samento....
O Sr. Corra de Brillo :Tambem aqui el-
e se ha de formular ; porque, se rejeitarmos
a proposla resolveremos que o indivi-
duo, cujo nome uella figura, no he o mais
digno do emprego que se quer prover; se,
ao contrario, a approvarmos, decidiremos
que a commissflo procedeu mu acurada-
mente, e que eslflo em erro aquellas que
combatem a mencionada proposta. Portan-
to, repito, desta discussflo ba de resultar a
expressflo de um pensa ment; eque, se ago-
ra p le dar lugar a paridade que se soccor-
reu o uohre deputado,ueuhuni motivo ha pa-
ra que a rejeitemos para qualquer discussflo
que se agite na casa, e para que digamos,
por conseguidle, queeu, o nobre deputado
e lodosos outros nossos collegas temos si-
do fradet Bernardo!, o estamos sendo e an-
da o soremos.
Concluo, aqui, votando contra o pare-
cer.
O Sr. Manoel Cavalcanti: Creio que um
Sr. deputado quz*notar que ha va contradic-
(3o da parte de alguns outros deputados
que lindam votado em urna sessflo passada
para que se emendassa um parecer da com-
missSo de polica, e agora pugnam pelo que
esl om discussflo. Pela minha parte, em
nada disse, por consequencia nflo poda es-
tar em conlradicc>lo. Eu anda estou firme
na opiniflo deque a assembla podo emen-
dar qualquer proposta da commissflo, por
conseguidla estou de accordo commigo mes-
mo, e nflo me contradigo.
Agora o que uu aei he donde velo o direito
de l'aier proposta em lista trplice: s se foi
nova descooerta de niel de po. Se he uovi-
dade repilo he a da proposla dot tres. Tai-
vez o nobre deput.do eutendcise que devia
propor todos ot 15 pretendeuies, para nos de-
cidirmos da escolha ; mas isto dara lugar a
uina discusso, como a de hoje, a qual pode-
mos qualiricar de pessoal, nao gratuitamente
como fizeram a rctpeiio da que houve lugar ha
poucot das, mascoiu toda arasio; porque
naquella apenas fallou-tc de um individuo que
aqui linha ja servido, e boje csnieriUjaui-se ot
servicos de mis puncos de individurfjBompa-
raram-te estes servicos com os do pHposto, e
cooclue-se rcbaixando-se ot desse nieimo pro-
posto.
OSr. Velletdi Guevara: Eu nao.
O Sr. Manoel Cavalcanti: Um nobre depu-
taOo, referindo-se opiuio de outro uobre
deputado que disse que nos uesta discusta
pareclamo-iios com (cades Bernardos, disse que
quando legislamos, acabamos por deci-
dir que se laca melhor: he verdade; mas afi-
nal damos una deciso definitiva, ene islo o
que se uao fet.
O Sr. Correa d Britlo: Mas he o que te val
fjier ai ni.i.
OSr. Manoel Cavalcanti; Nflo sci oque so
quen r fazer; mas o que se faz ordinal in-
mune aqui, quando se discute urna loi,
nflo he o mesmo quo os Bernardos lizoram ;
porque diz-so : (Kaca-se tal cousa ) Natu-
ralmente a escolha recabe sobre o queso
acha melhor; mas determina-so o que so
ha de fazer.
Sr. Vellez de Guevara : Sr. presidente,
3uando fallei pela primeira vez explican-
o o negocio em si, prometti que nflo ral-
lara inis, salvo so algum inculcle me
f i.... r ... u hu/ ift/uvcaai; auiiti.ouu u na- luiin lllt'3, -i.it. w .... algum n un rit. ni.:
11 do u palavra, corto me nflo animara a er-lobrigasso laz-lo. E, Sr. preside ule, cu es-
._ MFI HOR FXFMPI A


tou ncsle accrdo o proposito : nilo quero
dizer nada sobro o parecer da commisso a
que pertinQo, pelo que devo a V. Exc. o
o muu nobro colloga o Sr. 2. secretario.
Eu, pois, n!Jo impugnarei o parecer, nada
direi sobre elle: entro na discusso para
responder a um nobro deputado que por
ultimo fallou,b qual pareca como que an-
cioso por entrar nosta discusso, depois
que dei um aparto quo nein de leve se refe-
ra sua pessoa, equecointudo lho servio
de pretexto para envolver-so na queslio.
i; eu disse, Sr. presidente, que hoje se sus-
tentara aquijlo que um urna das sosses
passadas se tinha negado completamente.
O nobre deputado lia do lembrar se quo em
urna das sessCes passadas se negou o di-
reito de proposta ao 1. secretario e oorn-
misso. O nobre deputado, a quom mo re-
tiro, disse entilo quo o t.* secretario pode
propor individuos para os lugares de olli-
ciaes da secretaria ; mas que, rejuitada a
proposta, hilo liaba o direito de propr du
novo.
O Sr. Manoel Cavalcanti : NSo disso
tal; he um falso testemunbo que mo le-
vanta.
OSr. felle: de Guevara : Quando V. S.
aflirma que no disse, ou nao devo insistir
om certificar o contrario; mas pareca-me
que o nobre deputado se exprimir assm.
Entretanto, nilo insistire.
Sr. presidente, argue-se-me de urna in-, norrivel do vulco que, ntrenos, abrindo
nnvacilo ; argue-se-mo do querer introilu-l sua cratera> fez terrivel eiploso, nflo me-
ta o franqueza por que, nos dando conta
dos vossos trabalhos administrativos. 09
collocasles debaixo da sua verdadeira luz,
se por um s momento hesitasse em vir ex-
pr-vos todas as suas convic^flos, commu-
nicar-vos todos os seus pensamentos, urna
a urna confar-vos todas as suas esperan
Cas, todas as suas apprehensOespara o fu-
turo.
A ngoagem dos tactos falla muialto,
para queso ufo julgue a comraissSo dispen-
sada de fazer comtneutaros, que au silo
precisos para provar a esta provincia e ao
Brasil inteiro o perigo que correram de nau-
fragar no abysmo da anarchia os sagrados
penhores da nossa felicidade poltica p pu-
blica, de morte ameacados pelo movimento
armado que entre nos surgi, levantando
seus negros 9 ensanguentados estandartes,
e nelles inscrevendo a destruido desses sa-
grados dogmas, e delles fazendo desgrana-
da substituido pelas doutrinas annuncia-
doras da nossa desorganisaco poltica, e
da destrucSo do nosso futuro.
a Resultado triste do desgranado implan--
tamento das ideas subversivas que no ve-
lho mundo surgiram, e que rara alm do
Atblantico fram aliradas pelos ventos
desencadeados das revolucOcs, ellas tam-
beui entre nos despontaram dando-nos co-
mo fructos o estremecimento em varios
pontos do nosso imperio, ea sacudidura
pJ!
zr una novdade na casa : nlonde o no-
bre deputado, que por ultimo fallou, que a
mesa nflo podia fazer urna proposta do trez
individuos. Eu, quando elle enunciava
esse seu pensamenlo, indquei-lbe daqu o
regiment, para provar-ihe que isso era
permit ido; agora lho pedirei que me ouca
o art. 180 do regiment, o qual he o que
passo a 1er:
Art. 180. O porleiro, continuoi, e mais
rmpregados tubalternai, que fortn necesarios
para a guarda e ttrvico da caa, serdo propos-
os approcacdo da assembla pela commiisaO
de policio, ele.
O nobre deputado ha de reconbecer quo
esta dispnsieHo nilo limita o numero dos no-
mes que a proposta deve conter, pois que
apenas estatu que os empregados sejam
propostos pela commisso de polica, mas
nilo se limita o numero dos propostos...
O Sr. A. F. de Oliveira: = E os prece-
dentes da casa nilo valem nada ?
O Sr. Velles de Guevara o nobre deputa-
do nao pode invocar precedentes, porque o
- nobre doputado j emittio a ideia de que s
quer o que est na leltra do regiment:
lora dalii o nobre deputado nio quer nada.
O regiment nfio prescrevo alista trpli-
ce, mas tambem nao limita o numero dos
propostos ; o, nao o limitando, parece-me
que a commiso de polica podia apresen-
tar mais* de um nome consideraco da
casa, para que ella faga a escolha.
Ora, eu lixei em 3 o numero dos indivi-
duos que mo pareciam dever entrar na pro-
posta, porque entend que dos 15 preton-
dentes apenas tros estavam as circuns-
tancias de seren attendidos ; aprosenlados
files, a casa votasse como quizesso, mani-
festando o seujuizo sobre cada um dellus
separadamente...
l'm Sr. deputado :--() rcsulla.lo seria se-
ren todos rejeitados.
O Sr. Villes de Guevara :E talvez s pela
lasSo de sor minha a ideia.
L'm Sr. depulado :--Nada..... Pela o
dam natural das cnusas.
OSr. Vellc* de Guevara :Os nobres de-
putados querem levar-me rara um terreno
em que eu niio quero (collocar-me : os no-
bres deputados cnin os seus apartes, cha-
mam-nie para onde eu nilo quero ir.
O Sr. Mello Reg Salte fra....
O Sr. felle* de Guevara Salto ; mas nilo
pelo convite do nobro deputado, e sim pelo
motivo, quo ja adeguci; da nilo aohar
proprio que um membro da commisso de
polica (acerca do qual um nobre deputado
disse tilo bellas cousasj esteja fallando con-
tra a opiniSo da maioria dessa mesma com-
misslo. O nobre deputado disse tambem
da cnmmissTo de polieia.que eu fiquei mul-
to satisfeito de fazer parte del la : depois que
o nobre depulado fallou, fque entenden-
do que ser membro da commissSo de poli-
ca era urna grande cousa. E, pois, nilo
s pbr isto, mas tambem pelo queja disse,
nilo continuare!.
Encerrada a discusso, he o parocer sub-
metliilo votaco, e approvado por 15 vo-
tos contra 1 I.
lie meia hora depois do meio-dia.
OSr. Francisco ioao :Peco a V. Ex. li-
cenga para me retirar com os me libros da
commissfio que tem de ir a palacio.
A commisso sahe da sala.
O Sr. Pruidente suspende a sessSo at a
volta da commisso.
A I i|-2 liora contina a sessSo.
Me ido e approvado seguinte parecer,
a A oommisso de constituidlo e poderes,
a quem fui presente o diploma do Sr. depu-
lado Francisco Rodrigues Selle, passou a
vcrilicar dito diploma, eachou-o conforme
com aapurucfto feita pola commisso no-
meada por esta assembla. E. pois, he a
commiss.to de parecer queomesmo tome
assenlo como deputado proprietario.
Sala das commissOes da assembla le-
gislativa provincial, 20 de abril de 1850.--
f. J. Curneiro da Cunta Cttvatcanll d'Al-
buquerque.Castro Lea'o.
Introdujo o Sr. deputado com as formali-
dades do^ljlu, pieila juramento e toma as-
ento.
O Sr. Francisco Juan : Sr. presidente, dan-
do conta do resultado da trela da coimnissao
especial que foi por esta casa Horneada para
com o presidente esta proviucia te congratu-
lar pelo reslabeleciiiienlo da paz da mesma
provincia, devo participar causa que, em
desempenho da nossa unssao, depois de rece-
bidos com as formalidades do eslylo, Uve eu,
como relator, occasiao de recitar a seguinte
falla :
Um. e Fxm. Sr. Fiis interpretes dos
sentinentosde que seacba animada a as-
sembla legislativa provincial, nos viomos
em commisso cumprir a honrosa tarefa,
que nos foi incumbida, a do fazermos a
inanifestaco delles da maneira a mais de-
cididamente franca, sincera e leal.
u A assembla legislativa provincial mal
comprehenderia a verdadeira apreciado
dos importantes eventos, que nesla provin-
cia se succedram; mal cumprria a mais
importante de suas funeces. a da guar-
nos preparada por aquellos grandes aconte-
cimentos polticos, que facilitada pelo in-
undo compendiarlo de desalios de antorio-
res adoiinistracoes, menos onscieucosas
de sua augusta misso..
No campo dos combates que havia es-
collado a lai-cau para a discusso das suis
ideas, com as armas em punho com que
eram recebidas as proclamacOes de paz do
governo, e estragadas as promessas de per-
doemnomedo nosso augusto monarcha
ouiorgadas, procurou a desorden despeda-
zar urna a urna toilas as pecas do nosso e Mi-
co social ; batida, acossada em todas as
suas perigrnages, assgnaladas poroutras
tantas derrotas, ten tou acto de desespera-
do ou insania, 'ezdesci Ja sobreest cipi-
tal, deposito de nossas riquezas a illustra-
co, objecto do suas cobicosas vistas. Era a
nvaso dos barbaros do norto sobro o
meo-da da Europa ; era o ataque da selva-
goria contra a civilisacjio. Ite^elliJj de nos-
sas pravas, regadas com osangue precioso
dos nossos bravo, soldados o ciJados, so-
bro cu jos tmulos vertemos anda esta vez,
como justo tributo, lagriaas de sauJades,
deplorando tambem a sorte destes nossos
irmSos que, desvaraJos pela cegueira. pos-
ta em proveto pela malvaJeza, nos l'orca-
ram dura sorte dos combates; atirada pa-
ra longo, fugio a faceto espavorida de sua
propra sombra; e, procurando escapar-
se as frcas do governo que a saguam, de-
mandou precipitadamente como asylo as
sombras das nossas florestas, impenelraveis
a luz du da.
Neste estado de cousas, quando anda o
mysterio envolva em suas dobras o sogre-
do das frcas reaes da desorden!, seus re-
cursos, suas esperanzas ; quando as victo-
rias alcanzadas prometliam a paz que se
noachava assegurada ; (liando o presan-
te era incerlo, e mais duvidoso anda o fu-
turo, a niio ser preparado por mo firme e
prudente; nesla situadlo critica, que se se-
gu grande tempestado, o que no he o
mais das vezes mais que fallaz indicio de
bonanza, om nossas plagas aportastes pon-
do o pe em o nosso territorio estremecido e
volcanisado.
1 Conscienciosn da importancia de vossa
nobre missSo, disposlo para o perdo, ar-
mado para a guerra, despendentes em no-
me de nosso augusto mona relia palavras de
paz e de braudura, procurastes com mo
benfica cicalrisar as feridas que as nossas
dissences intestinas haviam aberto, urna
por urna desvanecestes todas as illuscs
que entretinham a populago inexperi-
ente, e por Ierra laneastcs toda essa contex-
tura de embustes, que, servindo deapadri-
nhar mal-teitorias, davam asna seren des-
naturadas as mleneoes patennes do gover-
no. Ento, j escondida a fuczflo nos seus
ltimos enlrincbeiramentos, acantonada
em as florestas do lu, vendo mal logradas
as suas tentativas do norte, rcpellida ie!a
populaco desses lugares, corladas asjsuas
communicaces, inulilisados os seus recur-
sos, atacada em a sua moralidade, comba-
tida sem descanso pelas numerosas frzas
'lo governo, aterrada pela attiltide hostil
do povo pernambucano, condemnad apela
opinio publica, reduzida a grupos de ban-
didos e reprobos, por si mesma se aniqui-
lou. Ento anda mais urna vez, como in-
felizmente tantas outras, esses homens que,
ensordecidos voz da raso,desvairados por
sentimentos gnobeis, abuzaram da santi-
dade dos juramentos, quebrantando a sua
fe sagra-la ; esses homens quo viviam fra
das leis, e se suppunliam cima dallas, esses
que em nenhuma conta tinham os senti-
mentos de bonostidade e lealdade, viram-
se forzados, rotas e rarefeilas as suas flei-
ras, batidos por toda a parte noile e da, a
alliviar a nossa provincia do peso das suas
presencas, demandando fugitivos as provin-
cias vizinhas, em busca nao de asylo quo o
crime no deve encontrar junto as autori-
dades publicas, sim de falsos pretextos que
servissoma corear de illusOes as suas apre-
scntaces, que faziam por loica do seu ani-
quliamento de iiluse, que servissem a
desfargara gravidada de seu crime.
E agora que grazas ao mpenho que li-
zestes de toda a vossa devotazo cvica,
gragas ao valor o fideiidadedo nosso exer-
cilo e do seu benemrito general, grazas ao
espirito da valente e briosa populacho per-
nambucana, vemos sulfocada a pertinaz,sel-
vagem eexlermiuadra guerra das mallas,
e restituida a paz aos nossos lares de que
parecia se haver afugeutado para sempre,
elicios do jubilo, vientos applaudir com vos-
co liio grandioso successo publico, impor-
tante no presente, e inmenso no futuro.
Penetrados de gratido, ao Todo Poderoso
rendomos grazas por se haver de nos apie-
dado, e sinceramente cotnvosco nos con-
gratulamos por descobrir inteira e comple-
tamente pacilicada esta iutereasante pro-
vincia que temos a honra de representar
a Possa esse triumpho que he nos-o, e
tambera vossoem tflo grande parte, no tei
o seu brilbo desbotado pelo bafo da inveja ;
possam lodos os importantes corollano-
suas leis acatadas; possam nunca mais 011-
tre nos rcapparecer 13o hnnentaveis e san-
guinosas scenas que infelizmente se reno-
varSo, se o governo onfraquecer no senti-
mento de sua dignidade, compromeltendo a
inissao que Ihe foi confiada.
a Taes sito os fervorosos e ardentes votos
que forma a assembla legislativa provin-
cial em cujo nome fallamos; taessSoos
sentimentos deque ella abunda, e que fol-
gari de ver compartilbados pelo primeiro
magistrado da provincia, a quem protesta a
mais nobre o desinteressada cooperucilo, e
em cujas luzes, patriotismo, e energa ludo
confia.
0 5r. Francisco -todo : -- Ouvida a ullocu-
Zo que em nome da assembla Ihe dirigi
a commisso, S. Exc. sedignou de respon-
der da maneira seguinte:
c Mnito aprecio a manifestazo que me
acabis do fazer em nome da assembla
provincial. Eu desojara que minha admi-
nistrago tivesse terminado como come-
cou; e tenho a consciencia de baver empre-
gado todos os esorcos, no intuito de livrar
osta provincia do novas calamidades da
guerra civil.
Comprimndo a revolta que homens
endurecidos no crime lentaram de novo
contra nossas instiluices, eu no liz seno
o meu dever; e muito mo comprazo de
commemorar a decidida coadjuvazo que
encontrei na confianza do governo impe-
rial, no valor e (delidade do exercilo e do
benemrito commandante das armas, e na
dedicacilo da valente o briosa populazo
pernambucana.
A resistencia cessou, a pa e a ordem
ronasceram em toda a provincia, o estou
cerlo de que o governo imperial, as me-'
didas n no bouver de tomar, concillar as
exigencias de sua consolidazo e inauuten-
Zo, nosta e as outras provincias do impe-
rio, com as da humanidade e clemencia.
Possa dolas resultar a concordia,que be
a lre-i das nacOes.
Stnhorediputados. A cooperazo, que
me prometteis em nome da assembla pro-
vincial, mo anche de doce emozo : anima-
do de iguaes sentimentos e confianza para
com ella, eu vos rogo lbea;iresentois com
os meus agradecimenlos os votos que fazo
pela prosperidade tiesta provincia, o pola
c incordia de seus habitantes.
OSr. Presidente : lie receblda a respos-
ta de S. Exc. com especial agrado,
(Continuar-se-ha.)
I
fizoram-se a 28 dinheiros
por 1,000 rs.
Assucar- Vendeu-se a 1,000 rs. por
arroba sobre o ferro do en-
caixado ; de 1,950 a 2,500
rs. o ombarricado e ensac-
cado branco dequalidades
baixas ; de 2,560 a 2,700 rs.
os superiores, sendo estes
mais procurados ; e de rs.
1,600 a 1,650 rs. o masca-
vado.
AlgodSo----------Vieran ao mercado655sac-
cas. As vendas regula-
ran! a 5,300 rs. por arroba
do de primeira sorte.
Couros----------Venderam-se a 102 2/3 rs.
por libra.
Bacallio--------Ketalbou-se de rs. 4,000
a 7,500 por barrica. -- Fi-
carampor vender cerca de
6,800.
Carite secca O mercado foi supprido
com tres carregamentos en-
trados esta semana, com
os quaes o deposito ficou
elevado a 30,000 arrobas.
As vendas continuaran^
de 2,000 a 2,700 rs. por ar-
roba.
Farinha de trigo A existente monta a 13,000
barricas. As vendas re-
gularam de 11,000 a 19,000
rs. por barrica.
Fcaram no porlo 67 embarcazes, a sa-
ber : 3 americanas, 2 austracas. 39 brasi-
leras, 4 francozas, 7 inglezas, 10 portugue-
zas, 1 sarda e1 sueca.
i ----1~r~ i^^SjjSjj
Movimento do Porto.
para a nova morada do campo, r 1"iTBfftTT*f 1,
por intervencSo do corretor Oliveira, da
moblia quasi nova eem bom esUdo, de que
tem usado ua sua casa da cidade, cousistin-
do om ricos consolos, sof, mesa redonda
de meio de sala, cadeiras usuaes, ditas do
balanzo e outras de brazo, carleira porta-
til com mesa de Jacaranda, marquezas, me-
sa do jantar, commoJas, toucadoros, mosas
liversas, lampeesde globo, lanternas, lin-
dos quadros, armario, ptimo guarda-vesti-
dos grande, relogio de cima do mesa, apa-
rador, leito do ferro eoutro demogno, um
excellenle piano inglez perpendicular com
caixa de Jacaranda do mais apurado gosto,
loucas, trem de cozinha e muitos outros ob-
jectos, e, finaln\enle, um apparelho de pra-
ta paia cha novamento importado e do fei-
tio mais moderno, etc. : quinta-feira, 25 do
correnle, as 10 horas da menliSa, no segun-
do andar da cas, ruada Cruz, por cima do
armazem de fazendasdo Sr. E. Bolli.
;C
ALFANUEGA.
lien 11 iiienlo do da -' '.....10:402,811
Deicarreqam hoje 2-2.
Patacho nacional Fortuna charutos.
Briguefrancez Yolof mercadorias.
Brigue nacional Ledo -- pipas vasias.
Brigue portuguoz Veloz lago Jo.
Patacho americano Chatowartluj pipas
vasias.
Polaca franceza -- Inwritr mercadorias.
IJIPOUTACAO.
Levtrrier, polaca franceza, vinda de Ataru-
gues, entrada neste mez,consignada-a (.'ruc-
eo & Companhia, manifestou o seguinte :
74 pipas. 10 meias e 200 caixas vinho, 25
barris e 50 caixas azeite doco, 50 caixas e
50 barras de chumbo, 19 caixas conservas,
150 barricas familia de trigo, 200 caixas
massas, 10 ditas queijos, 3 ditas chapos,
20 saccas alfazema, 130 balas de papel de
Navio entrado no dia 20.
Macei 36 horas, galera ingleza Serafina,
de 299 toneladas, capital John Cotbing,
equipagem 16, carga assucar; aJolins-
ton Pater & Companhia.
Navio sahido no mismo dia.
Liverpool -- Brigue ingle/, (-'eres, cpilo J,
Williams, carga a mesma que trouxe da
Patagonia.
Navios entrados no dia 21.
Ilha de Fernando 3 dias, brigue-escuna
de guerra nacional I.egalidade, comman-
danle o capilo-teuente l.ouiunco da Sil-
va Araujo Amazonas.
llavro-- 41 dias, brigue francez llcaujev,
de 235 toneladas, capito Surmant, equi-
pagein 11, carga fazondas ; viuvaLas-
serre.
Ilarlinger -41 dias, escuna hollandeza Ant-
je, de 106 toneladas, capito C. A. Itutin,
uquipagem 9, carga queijos o mais gene-
ros ; a BranJera Brandis.
Navio saHido no mismo dia.
Liverpool Galera franceza Serafina, capi-
lo John Gothing, carga assucar e al-
godo.
Declaraijoes.
I O arsenal do guerra precisa do dous
ofliciacs do funileiro : a Untar no mesmo ar-
1 seal com oajudantedo mesmo.
Em virtude de ordem do lllm. Sr. te-
nente-coronel, commandanle do scgumlo
batalhao do cazadores, precisa-se contratar
para o rancho diario de suas praeil o forne-
cimento dos gneros spguinles: carne verde,
dita secca, arroz, farinlia, feijo, bacalho,
azeilc, vinagre, caf moido, assucar, po e
lenba : as pessoas que sojulgarem habili-
tadas cainparecam c un suas proposlas no
dia 24 do crreme, s 11 horas da cnanha.
embmlho, 80 caixas velas, 1 dila perfuma-: na secretaria do referido batulho, decla-
rias, 26 ditas papol para escrever ; a Crocco
i Companhia.
1 cuixo perfumaras, 6 ditas agoa de Co-
lonia, 6 ditas agoa de Lavando, 20 ditas ab-
sintho, 20 ditas cognak, 12 ditas vermo-
retlo, 14 ditas hirch, 1 dila ferragens, 2
dlasespelhos e quadros, 1 bahul calzado,;
5 caixas filelas om vinagre ; ao capito.
CONSULADO GERAL.
fteudimento do dia 20.....1:727,006
Diversas provincias...... 96,805
rando o menor \ireto por que pdem ven-
der ditos gneros, que devero ser de pri-
meira qualidade. Quartel no Hospicio, 20
de abril de 1850. -- Vanotl Porfirio de Castro
Arauio, alferes agente.
EXPOItTACAO.
Despacho martimos no dia 20.
Rio-de-Janeiro, patacho nacional Curio-
so, do 116 toneladas: conduz o seguinte :
200 barricas e 461 saccas com 2,443 arro-
bas de assucar, 2 caixas com 147 libras de
assucar, 700 couros de cabra, 1,873 meios
de sola, 94 saccas com 555 arrobas e 18 li-
bras dealgodflo.
Rio-da-Prata, briguo inglez Eliza, de 247
toneladas : conduz o seguinte :
1,850 barricas e 300 meias ditas com
15,341 arrobas e 27 libras de assucar.
Paraluba, hiale nacional Flor-do-Recife :
conduz O seguinte :
8 barricas farinha de trigo, 6 caixas cha,
4 saceos pimenta, 6 pipas vinho, 1 dita vi-
nagre, 1 barril azeite, 2 ditos genebra, 8 di-
tos bolachinha, 1 bala papel, 7 lianas man-
leiga, 2 ditos breu, 2 caixas aletria e sebo,
2 arrobas crva-doce, 1 dita cravo, 1 garrafa
essencia de aniz, 1 caixa miudezas, 1 ca-
naslra albos, ipeca.-, de lona, 6 sr0M de
silliOos, 4 prosas livelas, 2 caixas lone.i, 9
fardos, 2carl0es, 6 pacotes, 21 caixas e 15
embrulbos fuzendas, 70 caixas sabSo, 23
saceos bolacha, 6 rolos de fumo, 6 caixas
com 600 libras de rap, 8 saccas arroz, 200
a rrobas de carne secca, 36 chapos, 3t cai-
xotes doce.
Ilha Terceira e San-Miguel, brigue portu-
guez Oliveira : conduz o seguidle :
5i2 barricas e 3 CUDbetes com 3,821 arro-
bas e'25 libras de assucar, 10 caixas, 13 bar-
ris o 2 iiocet-is doce, 3,000 pelles de cabra,
710 meios de sola, 7 barricas farinha de
mandioca, 40 barris mel, 5 ditos azeite de
carrapato, 1 pedra de amolar, 2 esleirs, 45
duzias de varas, 51 paos desicupira, 28 ei-
xos de carro, 1 caixa com roupa.
11ECEBED0RIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
lletidimento do dia 20......749,71
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudluiento do dia 20..... 1:270,055
SABBADO, 27 DO (JRRENTE,
vai [ scena no theatro do S.-Francisco o
grande dramma, a
BIORTE DO TEN'E.VTE GENERAL COMES
FREIR DE ANDRADK,
------------por ser o mais completo que recentemente
1:823,811 chegouaaste theatro; no referido dia o
Sr. Sania Roza, cantara a mui jocosa aria do
MSICO CHARLATAO',
com novas c graciosas quadras, feitaspelo
Sr. redactor da Marmota.
Os bilhetes tanto do camaroles como de
platea, acbam-sa venda na casa aiinexa ao
theatro, e no roa do Trapiche hotel Fran-
cisco, n. 9. Desnccessarin he tecer elogios
ao mencionado dramma, porque por si
.iiesino se torna recommendavcl.
da do nosso pacto fundamental; faltara ao ser aproveilados ; possa nao flcar perdida
que deve a sua propra diguidado ; deixaria lizo severa que duu a socieJadu de qu
de corresponder a maneira cheia de modes-l tem ella o di ro lo de sor respeitads, o a.-
R FNCONTRADO
PRAgA DO HF.CIFE, 20 DE ABRIL DE
1850. AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios As transai-cus da semana
Avisos marittsiios.
Para o Itio-de-Janeiro segu no dia 24
do crrente o briguo nacional Fmim : para
pas^ageiros, para o que tem excellentes
commodds, trata-se com o capito a bordo,
ou no escriptorio da viuva Gaudinodi Filho.
Para a Baha destina-se a sabir breve a
veleira polaca Vllrice, a qual recebe carga a
frete rasoavel e commodo, mrmente sendo
objeclos de peso : quem ua mesma quizer
carregar, pode enlonder-se com os consig-
natarios, Amorim IrmSos, rus da Cadeia,
n. 39.
Para Marseille a muito ve-
leirn Larca franceza Pliaties pre-
tende seguir a t o da a5 do cor-
rente, por ter o seu carregamento
promplo : recebe passageiros ni-
camente, para c que
tes coiiiiiiodii-,
a tic
US
'iiiu im nuil-
pretendentcs.
Avisos diversos.
Altciidam.
He com pesar que nos abaixo assigna-
dos, olTicaesdo quarto batalho do arti-
lliana a p, vamos referir o fado seguin-
te ; mas a honra a tal nos frza. Tendo nos
alug-tdo urna casa, sita na ra da i; nilo, de
que he proprietario o Sr. Francisco Anto-
nio de Oliveira, e lendo-nos mudado no dia
17 do corrente, mandamos entregar as cha-
ves da dita casa no dia 18, com os venci-
mentos decorridos de 6 at esta dala, e co-
mo no a quizesse receber sem ser o o
aluguel do mez inteiro, no obstante no
"aver contrato algum entro nos que Iba re-
vestiste de tal dircito, requeralos ao Sr.
doutor juiz municipal, para mandar pilr
em deposito, no s a dita chave, como o
aluguel vencido, sendo por esta forma ole 1 -
gados a recorrer a justii; i, para obter o que
de dircito nos perlencia, o que s o Sr. Oli-
veira, com grande admiradlo nossa o des-
conheceu, exigiudode nos um pagamento
contrario le, a Justina e boa raso !. ..
O publico sensato nos ajuize.....
Jos Ignacio Coimbra, 2 "itenente e bacba-
rel em mathemalicas ; Feliciano de Souza
e Agujar, segn lo lente e bacharel em
mathemalicas ; Rene lito Mariano de Cam-
pos, primeiro lenle; Jos Angelo de Mo-
raes Itego, segundo lente ; Caetano da
Silva Prannos, segundo lente.
Em Olinda, na ladeira do Varadouro,
junio a igreja, acba-se aberta a cochoira
que foi do Hespanliol Diogo, na qual se re-
cebem cavados, e se prometa dar bom tra-
tamento : tambem se reculliem carros.
(Juem tiver um inoleque de 10 a \- an-
uos para alugar a urna casa ingleza, di-
rija-se ra do Trapiche, 11. 4-2.
Aluga-se una ama para casa do pouca
familia, obrigando-se a fazer toio o servi-
co : na ra das Flores, n. 7.
O abaixo assignado tendo de ir a Lis-
boa, deixa por seus bastantes procuradores
os Srs. Tiloma/, do Aqumo Fonseca & Fi-
lho. Domingos S01 iano Gonralces Fcrreiru.
Deseja-se alugar um primeiro andar,
ou um sobrado de um andar com quintal,
sendo no bairro de S -Antonio : quem tiver
a un unci por esta folha, ou dirija-te ra
da Cadeia do mesmo bairro, sobrado n. 2,
confronte ao theatro.
.Muuoel Joaquim Lamas vai a Europa:
as pessoas que tecni cintas a receber ou a
salisfazer ao annunciaiitc, bajam do o fa-
zer at 30 do corrente.
.No dia 23 do corrente, se ha de arre-
matar em hasta pubhci do Sr. Dr. juiz do
civel da primeira vara, urna escrava com 1
cria, por execuzo contra os herdeiros do
fallecido Mindello.
D-se dinbeiro a premio sobre penho-
res de ouro e prata, OU mesmo sobre hypo-
tlieca em alguin predio que csteja desem-
barazado na ra da Sciizalla-Velha, n. 68,
ou 94, se dir que da
Cobre para forro de
navios,
de lodas as grossuras, em grandes porzese
a retalbo, vende-so pelo barato preco de 560
rs. a libra : no deposito da ra Nova, n. 07^
onde sempre llavera um completo toril-
ment d'St-'arh-o ; li.'iii c 1 11.) d; luii 1 do
I-Tan.Ii es, vidros, etc.
-.Na ra do Vigario, n. 7, primeiro an-
dar, exisle urna carta para o Sr. Joo Fran-
cisco Marques, natural do Lisboa, irmo de
Antonio Lourenzo do Patrocinio Marques,
boje no Itio-de-Janeiro
--OSr. Joo Ricardo Caelano de Mello,
que foi oommcrcianto na Estancia, provin-
cia de Sorgipe, actualmente nesta cidade,
tenha a blindaje do drigir-se ra do Vi-
gario^u. 7, primeiro au Jar, a negocio que
Ihe diz respeito.
l'i- preco muito commodo.
Tiram-se passsporles para dentro e fra
do imperio, despacbam-so escravos e cor-
rem-se fulhas com a maior brevidade pos-
sivel: no paleo da matriz de S.-Anlonio,
n. 4 sobrado.
- Na loja de sapateiro, na ra larga do
Rozario, n. 44, precisa-se de aprendizes,
mesmo j saliendo algumi cousa, pagando-
so-lhes o que se ajustar, qur sejam forros,
qur captivos.
Na ra do Santa-Rita, n. 92, ha urna
ama com muito bom leile : quem a quizer
pode procurar.
Vendas.
Vende-se urna linda
mulalinba de 18
cose bem ; urna
djrijam-se ao escriptorio da con-
flgnataria da mesma barca, viuva
Lasserre, na rtia da Senzalla-Ve-
lha,n. 138.
Leiloes.
Aslley & Companhia faro leilo
por intervenzo do corretor Oliveira, de
um completo sortimeulo de fazendas in-
glezas, suissase allemas, de algodo li-
nho, 13a e de seda 1 terza-feira, 23 do cor-
renle, s 10 horas da niauha, no seu ar-
mazem da ra do Trapiche-Novo.
O Sr. Ileywood estando a relirar-se
annos, que engomma e
necea acto sanos, que cuse soffrivei; urna
pretade30annos,que engomma e cozinha
com perreisao; duas pretas para o servico
de casa, equelavam bemde sabSo; 3 mo-
leques; um pardo bom pagem, por ser da
bonita figura e muito diligente; 2 pretos
de meia idade, ptimos para o serrigo da
casa ; e mais alguna escravos : na ra das
Lirangciras, n. 14, segundo andar.
O barato convida a comprar.
Na ra do Queimado, loja n. 19, ven-
dem-se lenjos de seda de cores, a 960 rs. e
com ranja, a 400 e 560 rs. ; ditos de cassa
com cercadura de cor, a 240 rs.; riscados
rancezes, a 140 rs, o covado, e largos, a 160
rs.; cainbraia lisa transparente, a 400 rs. a
vara ; chales escocezes, a 2,000 rs.; cor-
tes de cambraia de seda de novos padres ;
luvas brancas para homem, a 120 rs. o par ;
cortes de castorim para calzas, a 6io rs. ; o
outras muilas fazendas baratas.


Folha de Flandres.
Em casa de J. J. Tasso Jnior, na ra do
Amorim, n. 35. ha un ptimo sortimento
de folha de Flandres, de todas as marcas, c
a relalho por prego mais barato do que em
outr qualquer parte.
Arroz te casca a 5,200
rs. a sacca
vende-se na ra do Amorim, n- 35, arma-
zemde Tasso Jnior.
Potassa da Russia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais nova que ha no mercado, por prego
commodo : na ra do Trapiche, n. 17.
Farinlia de mandioca.
Teode-se farinha do Cear, em saccas,
por prego commodo : na ra da Cruz, no
Recife. n. 43.
Vende-se cobre e metal amrrello para
forro de navios, por prego commodo: na
ra da Madre-de-Deos, arma/era de A. V.
da Silra Barroca.
Cal \irgem de Lisboa.
Vende-se cal virgem de Lisboa, por com-
modissimo prego : na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 50, loja de Cunha & Amorim.
Vende-se a taberna da esquina da ra
Nova, junto a ponte da Boa-Vista, n. 71:
faz-se lodo o negocio, urna vez que o com-
prador dcsonereao vendedor do que deve
aos Srs. da alfandega.
Linhas de iOtt jardas o
carretel.
Vende-se nimio superior qualidade de
linhaem carretel de200jardas.de ns. 16
a 130 : na ra do Queimado, n. 16, loja, de
Jos Dias SimOes.
Farinha de mandioca -
Vende-se muilo nova farinha de mandio-
ca, em saccas grandes, por prego commodo:
na ra do Queimado, n. 14.
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
e o mellior que tem vindo a este mercado
na ra da Madre-de-l>eos, armazem de Vi-
cente Fcrreira da Costa.
Chegaram novamente ra da Sen-
zalla-Nov, n. 42, relogios de ouro e prala
patente inglez, para homem e senhora.
Vendem-se, por prego commodo, os
seguintes objectos em bom estado, que so
podemverno Forte-do-Mattos,prensa do Sr.
Manoel Ignacio de liveira Lobo, e tratar
na mesma, ou na ra do Azeite-de-l'eixe,
armazem n. 13, da 9 horas da rua:ili.a as
2 da tarde :
2 vergas de gavia ;
2 ditas dejoanete;
2 ditas de sobre;
Pannos de cutello, carangueija, suriolla,
juba e fuzo, masteros do joanele e moxo;
2 camarotes com 4 bolixos ;
1 escada de madeira e ferros de bronze
para porlol;
1 signo pequeo;
1 roda de leme com chapas do lalo ;
1 cabrestante de patente ;
1 bolinete ;
120 bragas de correte, juntas ou sepa-
radas,
2 ferros de muito bom tamaito ;
1 ancorte ;
ajoanoles;
1 gavia;
1 bujarrona;
1 giba;
1 vela de cstaes ;
Cobre velho de forro ;
Cabos alcatroados para trogo, que, pelo
bom estado em que estilo, pdem anda ser-
vir;
Panno velho de velas para forro, moitGes,
cardenaes, patollas para ferro, e outros
objectos miudos.
Arados de ferro.
Na fundigSo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
Novidade.
--Vende-se urna preta de 20 annos, de
bonita figura, que engomma.cozinha e la-
va : urna dita muito boa vende Jcirn de um
ludo; ummolequede 20 annos, bom co-
zinheiro do diario de urna casa na ra do
Collegio, o. 21, primeiro andar.
Na ra do Crespo, n. 14,
loja de Jos Francisco
Das,
vende-se esguiao de algodSo, fa-
zenda dequatro palmos e meio de
largura e fina, pelo barato preco
de u2o rs. a vara ; brim tranca-
do Liaiico muito encorpado e de
listraao lado,a 1,280rs. o corte;
dito de puro linho cor de ganga, a
1,600 rs. o corte ; eum completo
sortimento de faiendas por barato
preco.
Vende-se um preto perito cozinheiro
de massas, forno e fogflo : nSo havendo du
vida, dar-se-ha a contento para fazer um
jantar : na ra' do Collegio, n. 21, aonde
tambem se vende um outro preto bom re-
mador de escaler, e que he mogo.
Vendem-se pegas de madapolSo, mul-
to largo, com 20 varas e com algum toque
de molo, a 2,500 e 2,800 rs. e a sele vin-
tens a retallio ; assim como chitas a seis
vintens o covado : por tras do theatro ve-
lho, n. 20, primeiro andar.
Na casa de modas francezas de Mada-
ma Buessard Millochau, no Aterro-da-Boa-
Vista. n. 1, ha para o escolhimento das se-
nlioras um grande sortimento de chapeos;
manteletes, capolinhos, lengos, fitas, ca-
misinhas, cabeges, luvas e dores, que se
vendem por prego muito em conta.
-- Vendem-se amarras un itrro: na ra
da Senzalla-Nova, n. 42.
Na ra do Queimado,
4'
Vende-se, por preco muito
commodo, superior potassa em
barricas pequeas, chegadas em
io do rorrete do Rio-de-Janei-
ro no brigue nacional Leo: no
armazem de Dias Ferreira, no
caes da Alfandega, ou a tratar
com JNovaes & Gompanhia, na
ra do Trapiche, n. 34.
Taixas para engenho.
Na fundigSo de ferro da roa do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Farinha nova de S.-Ma-
thetis, por preco mui-
to commodo:
vende-se a bordo do patacho na-
cional J mizade-Constante, entra-
do recentemente daquelle porto,
e Tundeado em frente da escadi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado & Pinheiro, na ra do
Vigario, n. 19, segundo andar.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
Cassas prelas a 140 rs. o
covado.
vindo do Kozario, segunda luja, n. 18, ven-
dem-se pegas de panno de linho com 25
varas, a 6,400 rs. a pega ; meias de seda de lio a uors. o covado : na ra do Crespo
cores e brancas, a 640 rs o par; luvas bran-Jloja da esquina, que volta para a cadeia
cas de seda para homem, a 400 rs.; suspeu- OQO9QQQQOQ90&QQQQQ
Vendem-se os seguintes livros, na ra
estreita do Rozario, n. 8: Magnum Lexicn;
Diccionario de composigSo latina ; dito da
fbula ; dito potico ; Selecta ; Fbulas;
Virgilio; Horacio; Tito Livio; Terencio ;
OragOes de Cicero; Ouvidio ; Metnamorpho-
zes de Ouvidio; Espositor de Salustio ; Bur-
ro de Salustio; dito de Horacio; dito le
Virgilio ; Tratado das partculas por J. J.
da Costa e Sa; Horacio latino e portuguez
pelo mesmo ; Resumo da Historia Sagrada;
e outros muitos livros latinos, que para se
nao fazer extenso o annuncio se nao pu-
blican!.
Cheguem ao barateiro.
Na loja nova do Passoio-Publico, n. 19,
de Lentos Amaral & Companhia, vendem-
se pegas de chitas muito finase cOres fixas,
denominadas D. Isabel, pelo baralissimo
prego de 8,50o rs. e a 240 rs. o covado;
ditas de madapolo de jardas muito fino e
com 25 varas, polo baratissimo prego de
4,700 rs. ; e outras muitas fazendas que por
baratas nfio se annunciam. Uilo-se amos-
tras com penhores.
Vende-se um pardo de 27 annos, que
engomma perfeilamente, tanto roupa de
homem como vestidos de senhora, he bom
ofilcial de alfaiate, cozinba, faz doces, he
hom pagem e muito desembaragado: na ra
da Cadeia do Recife, n. 39.
Voltarcte.
Caixinhas com fixas e lentos para jogo de
voltarete, recentemente chegadas de Fran-
ga, por prego commodo : vendem-se na ra
do Crespo, ao p do arco, loja de miudezas.
Corram ao barato-
Na nova loja do Passeio-Publico, n. 19,
de l.emos Amaral & Companhia, acha-se
um completo sortimento de fazendas, co-
mo sejam : pegas de chitas finas e cores fi-
xas, a 6,000 rs. e a 160 rs. o covado; ditas
muito filias, a 7,000 rs., e a 200 rs. o cova-
do ; ditas de madapolSo muito fino, a 3,800
e 4,400 rs.; crtesele meias casimiras, a
1,600 rs.; ditos do cassa para vestidos, a
1,280, 2,240 e 3,000 rs.; chales de 13a,
9
Vendem-se cabegadas inglezas, roliga
e chatas ditas de couro de lustro; sellin
muito superiores; ditos mais ordinarios;
estribos de metal branco o amarello; e tud o
mais que pertence a loja de selleiro, muito
moderno e de muito b"om gosto, por prego
mais commodo do que em outra qualquer
parte : na ra Novo, n. 28, loja de Antonio
Ferreira da Costa Braga, confronte a Con-
ceigSo.
Aviso aos ourives.
Vendem-se limas de agulhas sortidas,
por metade de seu preco, das que ltima-
mente chegaraui : na ra Direita, n. 50, lo-
ja de calcado.
Vende-se um pardo de bonita figura,
por barato prego: na travessa da ra da
Conaordia, n. 5.
A 560 rs. a libra
Cobre para forro de
navios,
de todas as grossuras, em grandes porgoes
e a relalho : no deposito da ra Nova n. 27,
onde sempre haver um completo sorti-
mento deste artigo ; bem como de folha do
Flandres, vidros, etc.
-- Vendem-se presuntos nglezes, bons e
por barato prego : na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 64, armazem que foi do fallecido
Braguez, junto a botica.
Vende-se cha
5oo rs. a libra
n. a3.
superior, a
na ra do Crespo,
sorios de seda a 200 rs. o par ; leugos pre-
tos de seda, com algum molo, a 1,200 rs. a
duzia ; c outras muitas fazendas por bara-
lissimo prego.
A 1,000 rs. o covado.
Na loja dos luirateiros da ra do Queima-
do, n. 17, vendem-se casemiretas de 13a,
prelas e de cores, proprias para caigas e
palitos para homem e meninos, a 1,000 rs.
o covado.
Vendem-se sapatSes do Ara-
caty, feitos a capricho, a l,ooo rs.
o par f na ra da Cadeia do Re-
cife, n. g.
Vende-se um sitio, na Capunga, com
diversos arvoredos ; um (erreno na ra dos
prazeres ; um sobrado de 2 andares no pa-
teo dol'araizo; 3escravas queengommam,
lavara e cozinham optimamento ; e unas
poucas de gaiolas de rame : no Alerro-da-
Boa-Visla, n. 81, loja de ourives.
Vende-se a casa lerrea n. ti da ra de
S.-Miguel, nos Afogados, em cliSos pro-
prios, cozinha fra, cacimba, muro s, di-
versos arvoredos de fructo, por commodo
prego, por seu dono ter de relirar-se para
o serl3o: na ra do Collegio, tuberua n, 12,
sa dir quem vende.
Pechincha para os I) bu
leros.
Vendem-se chitas proprias para forros de
bahsporestarem liaras, a 3,500, 4,000 c
5,500 rs. : na ra do Crespo, loja da nsnni-
quina que volta para a cadeia.
Vende-se um pequeo resto de farinbi
de Philadelphia, a 8,000 rs. a barrica, para
liquidar : na ra do Vigario, n. 8, ou na
travessa da Madro-de-I)eos,n. 9.
Vendem-se telhas de vidro, prxima-
mente chegadas, em grandes e pequeas
porges, por prego commodo : na ra da
Cruz, n. 48, armazem.
-Vendem-se pianos de excedentes vo-
zes, o recentemente ebegados : na ra da
Cruz, n. 48, armazem.
Vende-se um preto bom pa-
deiro, por preco commodo : na
ra das Larangeiras, n. 14, se-
gundo andar.
Na ra do Crespo, loja
da esquina que volta
para a cadeia,
vendem-se cortes de casimira preta, muito
boa, a 5,500 c 10,000 rs.; panno preto, mui-
to bom, a 3,200, 3,800 e 5,500 rs. o covado ;
corles de collctc de fusl3o, a 640 rs. ; ditos
deselim decores, a 2,000 rs.; ditos de gor-
gorSo, a 1,600 rs. ; esguifio de linho, muito
lino, a 1,280 rs. a vara.
Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca, vindas do Itio-de-Janeiro no brigue
Josefina, por prego commodo : no armazem
de Dias Ferreira, defronte da escadinha, ou
a tratar com Domingos Rodrigues de An-
drade, na ra do Trapiche-Novo, n. 4. Ad-
verte-sequeas.'accassSo grandes.
Vende-se, ou permuta-se por escravos,
um sitio de terreas ao entrar da estrada do
Arraial, com muita largura e fundo, bas-
tantes arvoredos de fructo, e boa casa de
vivenda depedraecal: na ra ireita, n.
40, segundo andar.
LIMA.
Ra do Queimado, tobrado n. 19.
Vende uniformes militares para todas as
patentes de olliciaes do exercito e guarda
nacional, inclusivo olliciaes generaes e
commandanles superiores ; lendo o me-
llior galao de ouro para devisas do padrflo,
boje em uso na corle; espada de metal do
principe, e tudoquanlo perlence aos ditos
uniformes, qur de grande ou pequea
galla, estando habilitado para prompti-
caro uniforme completo para qualquer ba-
talliio, assim como para msicas psra o
que aprcsenlar differenles figurinos. Em
sua casa se pdem ver os figurinos com as
alteragOes que recentemenlo solTreram os
corposdaguarnigSo da crle.cque teem do
ser imitados por todos os do eiercito.
Casimiras a 3.000 rs. o
corte.
Na ra do Livramcnto, n. 14, vendem-se
corles de casimiras de cores e do bonitos
padres, com 3 covados c meio, pelo bara-
to prego de 3,000 rs. A clles que he pichin-
cha.
% u .O
Precos nunca vistos.
jj* Vendem-se cassas de cores fixas,' a J
V 240 rs. o covado cambraia de seda, <> a 200 rs. o covado ; chitas prelas i-
O as, a 160 rs.; chales de 13a, a 1,000
Q rs.; lencos de seda, a 1,000 rs. ; di- $
Q tos com franja, a 1 000 rs. ; ditos
meioschales, a l,280rs ; meias pa- q
jg ra meninas, a 120 rs. o par ; franklin /
V preto e de cores, a 500 rs. o covado ; }?
O luvas de seda para senhora, a 320 e J
O 500 rs. o par : ditas de pellica para J?
0 homem, a 160 rs. o par; lengos de^
O seda c deselim para grvala, a 500 e C>
n 640 rs. cada um ; bicos de seda oda O
X linho, largos, a 320 e 500 rs. a vara ; O
chapeos rajisdose de castor, e 1,600, v o non n 3 non rs. r-nila um ililne O g
Cera em velas do Rio-
Vende-se cassas prelas de muito bom gos- ].800.; lengos de seda para senhora, a
loa 140 rs. o covado : na ra do Cresoo ."00 rs.; eoulras muitas fazendas que se
mostr3o aos compradores ; bem como cor-
tes de casimira, a 5,000 rs.
Estao-sc acabando.
Vendem-se cortes de fina casimira preta
e de cores, pelo diminuto prego de 5,000
rs.: na ra do Queimado, n. 9.
Vende-se um cavado melado-apataca-
do, proprio para um cabriolet, por ser bas-
tante grande : na ra larga do Rozario, n.
26, loja de miudezas, se dir quem vendo.
Luvas de pellica a OO
rs.o par.
Ainda exista na loja de fazendas da ra
da Cadeia, n. 32, um resto destas luvas; as-
sim como outras de todas as cores e pro-
prias para montar a cavado, a 320 rs.; di-
tas prelas para homem e senhora, a 200 rs.
o par.
Ka ra do Crespo, n. 14,
oj* de Jos Francisco
Dias, vende-se
riscado francez de quadros escuros, fazen-
da muito fina e (xa, pelo barato prego de
200 rs. o covado; pegas do esguiSo de al-
godfio de 5 palmos de largura e com 10 va-
ras e meia, a 3,200 rs. a pega, e a 320 rs. a
vara.
Escravos Fgidos
2,000 e 3.000 rs. cada um ; ditos d
'' sol, a 2,800 e 3,000 rs. ; colletes de
gorgurSo, selim e velludo, a 1,600,
2,000 o 2,500 rs. cada corte ; e outras
muitas fazzeudas : na ra do Crespo,
n. 9, loja aman lia.
0000000000
Vende-se urna negrioha de bonita figu-
ra, que cose bem, cozinha o diario do urna
casa; urna dita > m habilidades; um mo-
leque : na ra Nova, n. 39, segundo andar.
Vende-se um sitio margem do rio,
com mais de mil palmos de frente e baixa
decapim para mais de 30 feixes por da,
com grande casa moderna, conlendo2 salas
grandes, 2 gabinetes, 2alcovas, 3 quarlos
e cozinha, heperlo da praga por ser antes
decbegar aoPogoda Panella, o ar he mui-
to saudavel, pois nunca ahi teve ingresso a
fulire epidmica : a fallar na ra de Santo-
Amaro, u. 16,
de Janeiro.
Vendem-se caixas com ce-
ra em velas fabricadas em
urna das melhores fabricas
do Kio-dc-Janeiro ; sorti-
mento a vontade do com-
^ prador, por preco mais ba- S
rato do que em outra qual-
quer parte : na ra do Vi- O
gario, n. 19, a tratar com %
0 Machado &: Pinheiro.
I
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhob
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
lempo se n2o vene : nc Recife,
ra da Cadeia, armazem n. 13.
Vende-se superior farinha de
trigo da marca SSSF, chegada l-
timamente a este mercado : a tra-
tar com Manoel da Silva S no ar-
mazem do Annes, no caes da Al-
fandega.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llaniburgo : na ra do Amorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Ovas do serto.
Vende-se este excedente petisco: na ra
do Queimado. n. 14, loja 'de ferragens.
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Sanlos.
Sa ra da Cadeia, n. 54,
endem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor,
RA DA SKNZALLA-NOVA, H. fo,
Neste estabelecimento conti-
na a ha ver 1 un completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho; macbinasde
vapor, e tachas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos,
para dito.
Vende-se urna preta de 16 annos, mui-
losadiae sem vicios, com urna cria de 8
mczs.equehe rendeira, coso ch3o faz
hvarinto, engomma liso e lom principios
de cozinha e fazer doces : na ra de S.-
Francisco, sobrado de um andar, confron-
to ao theatro.
Vende-se urna linda escrava de 14 an-
nos, com habilidades ; 2 ditas de 25 a 30
annos, boas quitandeiras; 2 moleques de
18 a 20 annos ; um preto para todo o ser-
vigo: no pateo da matriz de S.-Antonio,
sobrado n. 4, se dir quem vende.
Vende-se urna ptima escrava moga,
propria para tolo o servigo : na travessa do
Peiioto, a tratar com Ignacio de Souza
Le3o
Vende-se urna preta moga, ptima'
quitandeira, e que he propria para lodo o
servigo de urna casa, por nSo ter molestias-
H
?

Vende-se, por pre5o com-
modo, cera em velas fabrica-
das no Rio-de-Janeiro ; fei- #
jao mulatinho em saccas 2
grandes, muito novo ; fumo
9 em folha para capas de cha-
j. rulos ; dito mais inferior pa- ?
* ra miollo ; chapeos do Obi- #
J le finos e entre-finos : nos S
% armazens de Dias Ferreira 9
W e fallecido BrBgucz, no caes 5
da Alfandega, ou a tratar f
com Novaes &c Companhia, O
na ra do Trapiche, n. 34. S
*
Vende-se a mais perfeita carta choro-
graphica de Alagas, Pernamhuco, Parahi-
ba, fio-Grande do norte c Cear, por Con-
rado & Bellegarde : na praga da Boa-Vista,
botica do Sr. Cameiro.
Vende-se um boi manso, crioulo e
acoslumado a carroga t um tnoinho com os
seus apparclhos para animal moer ; 4 sim-
ples feitos a moderna e arquiados: ludo
por prego commodo: as Cinco-Pontas,
n. 152, taberna defronleda fortaleza.
-- Vende-se um elegante cavado rodado,
muito gordo, e que he muito bom andador,,
por prego commodo : na coclieira do Pes-
soa.
N. 13.
Na ra da Cruz, no Kecife, armazem n."
13, vendem-se cabos da Ilussia patente e de
lodas as grossuras ; lonas da Russia ; ditas
de llamburgo e Inglezas conhecidas por im-
periaes ; brins da Ilussia ; flele de cores ;
barrete para marojos ; e outros muitos
objectos a precos rasoaveis.
Fugio de bordo do patacho Aitria em
13 de fevereiro prximo passado um escri-
to marinheiro, de nome Joaquim, crioulo,
he alto, tem barba por baixo do queixo,
bexigoso, cheio do corpo e representa ter
40 annos, o qual consta que tem mfii na
cidade deOlinda : tambem fugio de bordo
do patacho Doui-de-Marco em 16 de abril
correle, um escravo marinheiro de nome
Miguel, nag3o Mina, cor preta, estatura
regulare cheio do corpo, representa ter 30
annos, levou vestido roupa de algodSo usa-
da e inculca-se ser forro, os quaes sfio de
propriedade doSr. Francisco d Silva Flo-
res, negociante do Rio-Crandrt do sul. Pe-
de-sea todas as autoridades policiaes a ve-
rilicacilo de quaosquer escravos, que sejam
capturados, e aos cap tiles de campo muito
se recommenda sua captura, gratificando-se
a quem os trouxer, na ra da Cadeia, n. 39,
casa de Amorim Irmos, reconhecendo-so
os propris. pelo primeiro com 100,000 rs. e
pelo segundo com 50,000 rs-, oque se ga-
rante pelo presente.
Fugio no dia 3 de abril de 1850, do
brejo Cangah do engenho Coieana do nor-
te, um escravo creoulo,,de nome Malheus,
carreiro e meslre de assucar, comossig-
naes seguintes: 28annos de idade, altura
regular, denles abertos e.podres, beigos
bicudos, pouca barba, pos muito apalhe-
tados, os dedos mnimos dos oes muito tor-
ios, tem o andar remando, as aps al-
ias, que representan! meia corcunda, as
nadegas com marra de agoute : quem o pe-
gar e trouxer ao mesmo engenho d-so cem
mil iris de luvas, e nSo.o podando pegar
denunciando delle em lugar certo d-se cin-
coenla mil ris.
Fugio na noite de 11 do correnteuma
escrava de nomo alaria, nagflo Costa,
baixa, gorda, cor retinta, com marcas de
bexigas no rosto, tendo era una das faces
um signal de carne ; figura ter 35 annos de
idade, bem fallante, e o andar he pro( rio
de negra trabalhadora de enxada ; foi escra-
va de Manoel Antonio Pereira, morador em
Ierras do engenho de Santa-Anna, para
ondesesuppe ter fgido, por j ter sido
a pegada em outra fuga que fez ha pouco
lempo ; leva va vestido de chilla asul com
islras brancas, sendo o roupinho mais cla-
ro do que a saia, panno da cosa e mais urna
trouxa com um vestido de chita amarella,
outro branco, duas saias de lila preta e
um panno preto j velho, tres camisas e
um frasco de agoa do Colonia : roga-se, por-
(anlo, nDos as autoridades policiaes, co-
mo aos capitSes de campo e mais pessoaa
que virem dita preta, de a pegarem e levar
ruadosQuarteis, loja de miudeza, n.que
serio bem recompensa do de seu trabadlo:
pro(esla-se contra qualquer pessoa que a
oceulte em sua casa.
Fugio.'.do engenho de Tres-Boceas, no
dia 17 de fevereiro passado, um pardo com
" signaes seguintes: baixo, grosso, sem
Alantas
barba, de 20 annos pouco mais ou menos,
cabellos enroscados, olhos grandes e aga-
ropados, bem feilo de corpo, pernas e ps,
nariz chalo, beigos grossos, bocea regular a
com todos os denles ; inlitula-se forro, e
como tal vem monido de um passaporto fui-
so com o qual illudio as autoridades de
Barra-Grande: quem o pegar leve-oao di-
to engenho, ou ao Recife, em casa de Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva que em qual-
quer das parles ser generosamente recom-
pensado.
Em a noile de S8 do proxino ra.'ado
fugio, da povoagSo do Monteiro, da casa da
residencia de Manoel Antonio da Silva An-
tunes, a preta Maiia, do genlio de Angola,
moga, de estatura e corpo regulares, cor
preta, rosto aboceilado, falla bem o vulgar;
tem os ps um tanlo grossos : quem a pe-
gar leve-a ra da Cadeia-Vclhe, n. 24,
que ser gratificado.
Fugio, de bordo do pataW Asthrea,
no dia 13 de margo prximo passado, uro.
escravo marinheiro. de nome Joaquim,
crioulo, alto, com barba por baixo do quei-
vo, bexigoso, cheio do corpo, reprsenla
40 annos pouco mais ou menos; he natu-
ral desta provincia ; desconfla-se que este-
ja pela cidado de Olinda. Roga-se as auto-
ridades policiaes e capililps de campo.
prctasdefino crep, e tambem de #|o apprelendam elevem-no a'ruadFCade
cores para senhora e meninas, pelo
barato prego de 800 rs. : na ra do
Crespo, n. II, loja de Antonio Luiz
dos Santos & C. 1
*
a tratar com Jos Estayes Vianua.
Vende-se, por prego commodo, urna
carroga nova muito forte, para dous bois, e
juntamente um boi manso de carro, muilo
bom: na estrada de Beheribe, no sitio quo
foi do Sr. Joaquim Carneiro.
Negro cozinheiro.
Vende-se um excedente negro cozinhei-
ro e canoeiro, mogo e de bonita figura ; na
ra do Crespo, u. 9.
do Recife, n. 39, casa de Amorim lrm3os,
que gratificar com 100,000 rs. conforma
a longilude era que fr pegado.
Fugio, no dia 12 do passado, pelas 9
horas da noite, o preto Benedicto, crioulo,
que representa ter 24 annos, de altura re-
gular, sem barba, cara redonda, olhos car-
rancudos; tem os pos lortos, e he cambado
de urna perita ; levou caigas e camisa de
riscado e est j rota, e bonete: quem o
pegar leve-o a ra da Cadeia do Recife, n.
51, que ser bem recompensado.
l'nN. : ru m. dk a. *. i>g mu.1850
MFI HHR FYFMPI i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EOSL0AMEH_N0HFK5 INGEST_TIME 2013-04-13T00:11:41Z PACKAGE AA00011611_06278
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES