Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06273


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Full Text
Anno XXVI.
Ter^a-feira 10
PARTIDA DOB 0 Golanna c Parahiba. segunda eextas felra*
RIo-Grahde-do-Norte, quinU feirai ao meio-
Cabo, riohfiM, Rlo-Form c Macelo, nol.*, a 11. e2l rlecadamez.
Garanbuns e Bonito, a 8 23.
Hoa-Viau e Flore, 13 e 28.
Vicloria. quinta fcira.
Ollnda, lodo o da.
Chasis da lu.
U>M.
MIng. a 4, lh.ciMm.dat.
Nova a 12, i 10h.e27 in. dam.
Cresc. a 19, as 7h. e47 m.dam.
Cheia a '(i, as 9 h. e 1 m. da m.
PBEAHAB DI BOJE.
Primelra a 7 horas e 42 raiautos da manhaa.
Segunda as 8 horas e 6 minuto da tarde.
de Abril de 1850.
das da son.
15 Seg. S.Baillissa. Aud. do I. dos or. c m. v.
16 Tere.S, Engracia. Aud. do chae, doJ. dal.
v. do civ. c do dos lalos da IV/.onda.
17 Quart. S. Aniceto. Aud. do I. da 2. v. do civel.
18 Quine. S. Galdino. Aud. do J. dos or', c do m.
da I. v.
19 Sext. S. Hermogenes. Aud. do J. da 1. v. do
civ. e do dos feitos da lazenda.
Portreineze(aiiinloVM) 4/000120 Sab. S. Igne. de Monte Policiano. Aud. da Ch.
Por seis mezei 8/0001 e do J.,da 2. v. do crlme.
IPorumanno 15#UO0l21 Dora. S. Anselmo.
pheqos da auBsoaivolo.
ClKMOlUt 1S DE
Sobre Londres. 28 e 28/i < por
. Pars, 346.
. Lisboa, 95 por cento.
Ouro.Onca hespanhoe.........
Moeda de 64O0 velbaa..
de 6/4o novas ..
de 4/000...........
Prata.PatacSes brasileiro......
Pesos coluinnario.......
Ditos mexicanos
ABRIL
1/000 rs. a 60 das.
20/000 a 29/800
1600 a 16/800
16/100 a 1600
9/11)0 a 9/300
I/H40 a 1/W50
|/)40 a 1/900
1/800 a 1/820
PE&NAMBUC
ASSEMBLEA
4.' ws0
PROVINCIAL.
0*DHIA*IA, IM 12 DB lll.
di 1850.
Prtiidcncia do Sr. Ptdro Cavaleauli.
(Cenelus3o.--Vide o Diario n. 84.)
ORDEM DO DA.
P'imeiran'tSculto do projecto n. 1 dcste
anno, qne obrig irmandade de Santa-
Aiina a ceder um altar na igreja da Madre de
Peni do Senhor Bom Jess das Portas.
O Sr. Floripe :Sr. presidente, tenho
multa disposicSo para votar a favor do pro-
jecto, que ora se discute ; mas tenho algu-
mas duvidas que desejava que a nobre co-
inisslo que o formulou meexplicasse...
fosee: Nio he a commissSo.
O Sr. Floripes:Pois seja como quise-
rem, sejam os nobres signatarios. Quera
que me repondessem k aegunle pergunta :
Hanle-se um doa aliares da igreja para
nelle se enllocar o Senhor Bom Jesos das
portas, sonde se devtrm arranjar os santos
que eslo nesse altar t He sto um incon-
venienle que que convem que se remuva,
e que peco aos nobres deputados declarem
o como ha de desapparecer. Foi para isto
nicamente que ped a palavra ; declaran-
do simia outra vez que tenho milito boas
ilisT'O'aieoes para votar a favor do' projecto.
O Sr. los Pedro diz que se quera guardar
para a segunda discussao do projeclo, alim
de tazar algumas observscoes acerca delle,
nilo con proposito de impugna-lo; mas,
sim, com o de ver se consegue que os no-
bres deputados que o assignaram, ou a c o ponham em estado de se tornar exequivol,
para que nSo socceda o que se tem dado
cun multas leis, que, leo lo sido votadas
pela casa, ficam sem execucao pela impos-
sibilidade de cumpri-les.
Hecouhece a ulilidade da demolilo do
arco do Senhor Bom Jess, nSos oorquo
ella concorrer para oaformoseamento da
ra da Crin, aenfio tumbem porque tornar
mais livre a communicacilo do ar; mas nota
que para consegui-la nilo sSo adoptados os
meio que d o projeclo ; visto que, orde-
nando elle que a rmandade de Santa-Anua
ceda um altar do Senhor Hom Jess, nSo
pmlr-r ella cumprir semelhanle ordem,
porque nSo tem altar algum vago, segundo
elle o'alor observou hoja mestno, estando
naquell* igreja.
Aleo dcsta ciroumstancin.quo muito mu-
corre para o inexequibili4ade do projecto,
o orador enxerga outra n.lo menos atlendi-
vel, e que o rendimentn dos quarlos de que
tr.-H o art 8,n8o he sulcionto para indeni-
nisac/io do prejuizo que solfrera a irmanda-
ile com a peda das casinlias que estilo an-
nex>s ao aicu do Si'nimr Bom Jess, e que
sBo alegadas pela espectva rmandade.
O Sr Augmo F. de Oliveira :Os signa-
tarios do projeclo s liveram em vista salis-
faier reclaoiac3o feila peloKxm. Sr. pre-
niBo, o projecto nflo tem nada de inexe
quivel. A igreja da Madre-de-Deos he um
proprio nacional; o governo poda alser-
vir-se da igreja toda, quanto mais de um
altar ; podia fazer o memo que fez com a-
quella igreja, que fui dos jesutas, chamada
da congregacHo, quandoalli se quiz fazer
urna aula. Eu nilo sei para onde fram os
santos, o certo he que ellos se arranjaram,
ou por urna igreja, ou por outra ; o certo
he que hoj" nlu ha all santos, e que a igre-
ja servio de reparticn, servio at de thea-
tro portanto n3o vejo esse inconveniente ;
nSo, Sr.: os santos arranjam-se em um ou
outro altar, ou mesmo talvez que algum
piedoso os queror levar para casa. Pulo h,
pois, nisso inconveniente. A medida que o
projeclo tem em lim realisar ho de muila
ulilidade, porque he muito conveniente ti-
rar dall aquella ohstrucc/io, cjuo rsta enn-
correndo para o desalormoseamento da ra,
e impedindo a ventilado, e nos todos de-
vemos querer que a nossa provincia va em
augmento no seu aformoseamento, conenr-
rendo assim para que ella mereja, nflo so o
nome le nova Veneza, como alguma cousa
melhor, so for possivel.
Quanto indeinnsac3o, est entendido
que, seo remmnento dos quarlos mo che-
ga, oulra cous se ha de dar para o pr.'en-
cher. Os quartos sfOram consignados aqu
como urna parte para a indemnisacao, urna
ajuda para ella.
j'ortanto voto contra o adiamentn, ees-
pero que o projecto passe. A necussidade
he urgente.
O Sr. Mello Reg :Sr. presidente, para
salvar a casa de urna contradicQSo, eu hei
de votar contra o adiamento proposto pelo
nobre deputado.
A casa honlein decidiu, ou declarou, que
a materia era urgente, tanto que dispensou
a impress.1o ; e, se hoje votar que seja adia-
do, paroce considerar nSo urgente o que
hoiilem enlendeii diversamente
vutare contra o adiamentn.
desaformosca a cdade; mas, como creio
que ninguem pode dar o scu voto sem es-
tar fundado en informarles stiflicienles,
como ouvisse dizer que os altares da igrej
da Madre-de-Deos est3o lodos oceupados,
como n3o saiha qual a manelra de desnecu-
pa-los, e como mesmo entendo, que nBo se
deve tirar urna imasem de um aliar para alii
collocar-se outra,pndi o adiamenio para ver
se, durante elle, poda ob'er os esclarcci-
mentos de que careQo; como, porm, o
nobre deputado j lembrou o meio de ac-
commodarem-se n'um s kllar duas ma-
ger.s. e uo me parece possivel, codo do
ilion adiamento; e voto pelo projecto.
O Sr. Jos Pedro procura provar com mais
algumas observarles a inexeiiuibilidade do
projecto, redigidn, ou formulado como se
acha : responde s observarles em sentido
contrario, e faz divorsHS considerarles ten-
dentes a demonstraren: que as despezas
com o aformoseamento da cidade devem
correr por conla dos cofres municipaes, e
nao dos provinciaes.
O Sr. Mello Hago : -Sr. presidente, eu nao
discorilo da opiniSo do nobre deputado, de
que o aformoseamento das ras deve ser
feito a expensas do cofre municipal ; mas
na deficiencia de meios em que se acha es-
ta, nilo sei qunl o meio de levar isso a effei-
to sendo carregando a provincia com es-;i
desp'za ; e me parece que, nao sendo ella
demasiada, n.lo vira d.iln um grande grva-
me aos cofres da provincia. Os signatarios
do projeclo s o que tiveram em vista fo
dar ao governo meio de trasladar a iniagem
do Senhor Bom Jess, no caso que quizesse
demolir o arco, por isso que elle cirecia au-
lonsiicao para indemnisar a irman lade,
c mesmo ter lugar aonde collocar-se a ma-
gnm. Ora a ipdtnisciao, segundo seex-
primeo nobre presidente em seu relatorio,
pode ser feila p1 la cessao desses quartos.
Se, porm isso he insun>'ienle, mnde-se
por isso | urna emenda autorisan lo o governo a des-
I pender a quan'ia que fr necosssria. Seo
Agora darei algumas rasoes que parecem nobre deputado ach ulilidade no projeclo
justificar o projecto que est em discussao j que se discute, n3o vote contra elle na pri-
Primeramente eu noto que discussao meira diseuxSn,deixe-O passar.
aventada pelo Ilustre membroo Sr. Jos O .Sr. ^ose Pedro :-Eu ndo disseque vota-
Pedro lie um poucu precipitada actualmen- ^ va contra.
te, porquanto na primeira discussao tra-| O Sr. Vello Reg :--Quem julga um projec-
tou-se da conveniencia, ou ulilidade do to inexequivel, Vota cintra ella...
projecto. Entrar nesses detalhes he encelar I O Sr. Jos Pedro : Eu s ped explr-
uma quesillo, quesera muito bom cabilla' cacO s.
na segunda discussao. Por emqiianto pare- j O Sr. Mello llego :--O nobre deputado dis-
ceme extenn oranea;ecomo o nobredeputa- se que o projecto era inexequivel; conlie-
do tacha os signatarios do projeclo de levia-!ce, porm, asua ulilidade. vote na primeira
nos (nilo lauto) de... que tiveram muila fa- iscusso, e na segn la nju le-nos a omen-
clidade em ter assignado um projecto sem da-lo. Os signatarios do projeclo nao leem
ter considerado os inconvenientes que na a presumpr3o de s persua lir ,iue apresen-
pratica podesse apresenlar-se, lio do meu laram um traballio perfeito ; apresen tara ra
dever dizer algumas poucas palavras mais, j um Irabalho que ellesjulgam qu, se pas-
para justificar a WSignaturi que dei uo pro- sar, pode f-cilitar ao governo os meios de
jacto. demolir o arco. So elle mo satisfaz a es>e
l'rimeiramente j se notou que a igreja lim, emendo-so ; que do bom grado a isso
da Madre-de-Deos lie um proprio nacional I anuuimos.
nos pdenos n3o s dispr de um altar, | Encerrada a discussao, lie retirado, a pe-
como de toda a igreja ; nos a cedemos por dido do seu autor, o requerimento de ada-
favor, fizemos um beneficio condicional. I ment e o projecto approvadn em primeira
Masdiz-se: Aode'se por3o os santos? a discussao para passar i segunda,
sidenle no seu rclatoiio presentado a s-i l>i'"ei : Em outro lugtr, ou mesmo dausj DiscussSu do parecer Ja comraissfio de
s mbl. Parece-me, pois, que o Sr. pre- santos em um aliar. Edaqui n:1o yira li'ta polica, acerca de iiomeacilo para olugnr
sidenle j deve ealar informado sea igreja entre ellos. Logo n;1o he islo aiotivo para de porleiro dacisa, adiado de urna dassos-
j tem, ou nHo altar disponivel, eque por,que se rejeileo projecto
isso he que o pede em seu relatorio.
OSr. us Pedro Eu vi lodos oceupados.
O Sr. A. F. ii Oliveira .-Era natural que,
estando a iircandsdc de posse da igreja,
IraUutse de ornar os seus altares, tanto
mais quanto a igreja he muito grande; e,
sendo ella um proprio nacional, nos po-
demos disprde um altar em beneficio de
outra rmaudade
Um Sr. Depvlado .Mas nflo se deve lirar
um santo par se collocar outro.
OSr. A. F. de Oliveira:\Ro se diz issojo
que se diz be que a tiasladacao se faca. O
quesupouho fcil, e sobretudo inquosiio-
navel he que a assembla pJe dispr
taquillo do que essa irmsndadc n.lo leni
senSoo uso fruco E, repilo, quando o pre-
sidente fez essa embranca assembla, pa-
rrce-me queja eslava cabalmente informa-
do a este espeito; por isso eu, pela minha
parle, d0o live duvida era assignar o pro-
jeclo.
O Sr. Ralle Silva :Sr. presidente,
visla das i asos que se teem produzdo na
casa, eu vou requerer o adiamento do pro-
jecto,paia que sobre elle se possa votar com
niais maditacao, e por conseguinte com
niais acert.
He lido, mandado mesa, e apoiado para
entrar em discussao, o seguinle requeri-
mento :
Requeiro o adiamento da discussao por
ti es illas. /filil Silva.
OSr. A. F. de Oliveira :-Sr. presidente,
ni, como juigo que a demolicao do arco he
urna obra de ulilidade, entendo que todo o
qualquer adiamento he prejudicial, c voto
conlra o que acaba de propr o illustie de-
putado.
Quanto i duvida presentada pelo outro
Sr. debutado que impugna o projeclo, eu s
llie pedirei licen^a para lroart. da lei n. 8
de II de junho de 1835, que diz assim :
A irmandade franqueara o saino para a
aula da lingoa latina, e ceder os quarlos
existentes na mesma igreja, logo que assim
o exija o servico publico.
Pelo disposto neste artigo a irmandade he
obrigada a ceder qualquer desles quarlos,
quando assim o exige o governo; hoje nSo
ha duvida nesta parte da lei.
O Sr. Floripee : Sr presidente, nflo en-
xergo nenhun inconveniente no projecto ;
eu apenas ped a palavra para suscitar urna
discussao; estavamos calados, e era bom
dizer alguma cousa: mas, na minha opi-
Ouanto obscrvacilo do nobre membro,
relat.va aos quarlos; isto he, daqueelles
sOos passadas, por lia ver pedido a palavra o
Sr. Municl Cavaleauli.
O Sr. Manuel Cavalcanli :0 parecer a que
seriam s> lucientes para ndemnisar a ir-'eume oppoulio, parece-mu que mereci.i as
mandado; eu nntarei que lam bom o nobre j honras da approvafao da casi, se nao liou-
deputado teve a facildade de avancar pro-; vessem algumas antecedencias. Parece-me
posifOes de que nilo tem cerlesa ; porqutn-1 de fado muito justo que, vagando o lugar
tome consta que o rendimento dessos quar- de porteiro, seja o ajulsnte nomeado pa-
los n3o he (So diminuto como se qur fazer | ra ol i' ; mis me parece que umn grande
crer. Mas nSo he smente est< rendimento parlo dos nobres deputados sj bao de
o que deve servir para a indemnisacao : os lemb'ar, ou tcrSo conhecimentn, ( n3o sei
inaleriaes que se tirarem do arco, e que p- se tenlo todos ) que desta casa foi exclui-
dem ser aproveilados para as obras do me- do o lerceiro ollicial da secretaria, sem mo-
Ihoramento do porto, servein lambem para tivo algum, nicamente porgue nao porten-
a inileuiinsaculo. [cia ao partido que preponderava na assem-
Poder dizer-sa que o projeclo he incom- bla^ l.einbro-ine bem de ter lido urna dis-
plotu; mas para isso he que elle be sub-lcussao desta casa, quando se propoz a de-
meitido a discussao. ImissSodo ollicial-maior, um discurso em
Eu espero que o nobre deputado nosaju- jque corlo deputado disse com toda a grvi-
do com as suas luzes, o com a prtica que dado : F.sle nio esl nocaio ; o outro sim, por
tem denlas cousas ; e faca com que passe
um projecto completo ; que trate de emen-
dar o que nos apresenlamos, e mo smente
de crear duvidas, e duvidas de t3o pouco
peso.
Parece que o nobre deputado, longe de
nos animar, nos desacoroca ; isto quando
(se a expressilo he permiltida ) nos somos
calouros na casa, quero dizer novatos. (Ha
um aparte que nio ouvimos.) N3o, senhor;
ajude-nos, anime os nossos desejos, concor-
ra comnosco para o aformoseamento da nos-
sa cidade, para desaffrontarou desobstruir a
ra da Cruz daquelle arco que de nenhuma
ulilidade all sei ve, a nao ser para obstruir
a ra, e impedir a livre circulado do ar.
Outr'ora, quando a cidade se limitava all
naquelle ponto, quaudu liavi um sysUma
de edilicacao nipe leilo, o que hoje nao he
mais possivel seguir-se, bem ; quando
aquillo era urna portada cidade poda con-
sentir-se que assim permanecesse ; porm
hoje he mpossivel que se nSo desmanche.
Sr. presidente, eu peco ao nobre deputa-
do que nos ajude, que nao nos laca esmore-
cer, porque, se o nobre deputado que he
tfio autigo na casa coinbateu os projeclos
dos novatos, nio aposentaremos aquellas
ideias quejulgamus devem ser convertidas
em lei para bem da provincia quando
emendadas pela sabedoria da casa.
l'ecu-lhe, pois, que oos nao aterre.
OSr. Ralii e Silva :Eu oSo tenciono op-
pr-meao projecto, estou muito resolvido a
upprova-lo, por isso que reconhefo a sua
ulilidade; visto que o arco do Seuhur bom
Jess, aleo de ser boje desnecessario,
que trasia urna pi'ra. I'oi este o motivo, por-
que fui demillido rsse terceiro ollicial. Hoje
nilo sei porque nao se ha de reiniograr esse
empregado, queso por este motivo foi le-
on u ido. Tenho, porm, ouvido dizer que
isto se n3o pode fazer, sem que a proposta
da nomeacSo parta da mosa ; mas uu uolo
que nao se trata de nomeacSo, mas sim de
reintegracSo....
OSr. Feries 0 regiment n3o reconhe-
ce reint-gragOes; s condece nomoaQes....
OSr. Manuel Cavalcanli :--Bem, mas au
Stt quer fazer sen3o por as cousas no lugar
em quo eslavain dantos : trata-so de rein-
tegrar um empregado da secretaria da ca-
sa, que foi demittido por trazer pera.., .
O Sr. Cortea de Urilto : Como o foi um
outru da secretaria do governo ...
OSr. Uanoel Cavalcanti :Se u3o houves-
se isto, eu approvana o parecer, mas, lten-
la esta circuinstancia, nilo me he possivel.
Conveui primeiro que ludo fazer jusilla a-
quelle empregado.
Ouco dizer aqu: E qual a maneira de se
conseguir islie' hespuudo que eu a sei,ssim
a queiram approvar : he passar o lerceiro
ollicial para o lugar de porteiro que oceu-
pava, e entrar aquello empregado para o
que lhe pertencia e de quefoi expellido
sem motivo.
Ora, eis-aqui o meio. Querem approva-
lo ? Eu mando urna emenda nesle sentido.
Vai mesa, e he apoiada a seguiule
emenda :
Seja reintegrado no lugar de terceiro
ollicial o ciiia lau Francisco Xavier Carueiro
Hios, passuiido quein uceupa o seu lugar a
oceunaro lugar que denles oceupava.Mu-
noel Cavalcanli.
O Sr. Velles: Sr. presidente, perten-
cendo V. Exc. commissojde polica, de
que son membro, pnco-lbe permissSo para
aventurar algumas refiexes acercada ma-
teria que est em discussflo. Dividirei em
duas partes as considoracoes que tenho de
offorecer casa : na primeira mostrarei quo
0 parecer da commissilo he justo, e que so
acha nos termos do ser approvado ; na se-
gunda nrovarei que a emenda he oll'ensiva
do regiment, pelo quo n3o pode ser adop-
tada.
Sr. presidente, acha-so ha um anno vago
o lugar de porteiro desta assembla; mi-
niares de prolendentes se teem apresouta-
do requerendo esse lugar, e entre ellesfi-
ura o ajudanle de porteiro, que, lambem
iia un uno, o serve nterinamenie.
Pergunto, qual desles pretendentcs devia
ser o cscolhido pela commiSSAo ? Parece-me
muito fcil resposla : devia ser o ajudan-
le do porteiro, aquello que com honra o fi-
deli lade serve o dito lugar, e que tem pres-
tado a casa bous servidos por 12 anuos, ser-
vidos de que aprsenla documentos; ac-
icrescJido quo nenhun dos peticinenos
allega servicos tSo importantes. Por conse-
qunca he fra de toda a duvida, que o pa-
recer, que prope o dito ajudanle para ser-
vir de porteiro, hejuslo E, quanto pri-
meira parte, he o que tenho a dizer. Vamos
segunda.
Apresenta-se s emenda em discusso quo
Jiz. ( />. )
O Sr. Uanoel Cavalcanli: O parecer ei-
t m lito li un ; mas ha cousa melhor.
O Sr Fellez -- Como dizia, Sr. presiden-
le, apresenta-se urna emenda nomeando ou
reintegrando no lugar de terceiro ollicial o
Sr. Francisco Xavier Carneiro l.ins, e pas-
tando quem oceupa este lugar na secreta-
ria, para o de porteiro. Me parece que isto
n!lo pode ser Prinieiramenln porque a isso
claramente opp/Je-se a dtsoosic&n do artigo
30 S 8 lo regiment, o depois porque olTen-
deii dignidale desta casa. Pois ella, que
clevou o porteiro a terceiro uleial pelos
spus bons servicos, lia de ser a mesim que
ha de rebaiiar esse em-.tragado, fazondo
com quo de ollicial passe a porteiro? Qual
he etilao, seuhoros, a firmeza que emsuas
dclibei'.iQes mostra ? assembla? Que res-
iioilo p lein ellas merecer aos olllOS do pu-
blico i1 Nenhum absolutamente.
Quando mesmo podesse ser admissivel a
amen la, eu dira que isso era injusto, por-
que o nobre deputado entende que ncida-
dBo, que esl occupindo o'lugar de terceiro
ollicial, be capaz, ou n3o ?
O Sr. Manuel Cavalcanli: lie capaz e
muito.
O Sr Velles : Entilo deve snr conserva-
do no lugar, e a assembli deve continuar
a mesma marcha quo tem seguido, conser-
vando aquellos que lhe prestara bous ser-
vidos. Se, porm, esse in lividuo nSo ha ca-
paz, demitta-se; o nobre depulado seja o
primeiro a propr a sua demissflo, pravo
que elle nao be capaz, que cu volu pela sua
doinis-a i.....
O Sr. Manoel Cavalcanli : A quettSo
n3n he esta ; elle he muito capaz.
O Sr. Velle: : Sr. presidente, a ementa
pedo urna reintegrarlo, mas devo dizer que
o regiment nilo a reconhece ; s falla de
nomeaces. Assim, para que fique o Sr.
Cameiro l.ins no lugar de terceiro ollicial,
ser preciso quo primeiramente o nobre
deautadq nroponha a deinissao do aclual
lerceiro ollicial ; e porque esta se u3o da, e
mo existe proposta minha, como primeiro
secretario, ha pouco eu disso que a emenda
oppe-se ao regiment-----
O Sr. Manoel Cavalcanli : -- Mas as pro-
postas pdem ser emenda las.
O Sr. Velle: : Ora.....O nobre deputado
dscobrio niel de pao.....Ninguem duvida
disso ; mas eu quero que se me aprsente
um artigo do regiment que permita rein-
teuraces ; n3o ha, falla-se nicamente de
iinoiiMcoes da assembla depois de propos-
ta do primeiro secretario, e mais nada.
Pnrtanlo como he que o nobre deputado
pretende com a sua emenda que seja rein-
tegrado esse Sr. Lina ? N3o soi ; e, para
maor clareza, lerei o artigo do regiment
que falla das nomeacOes dos olliciaes da se-
cretaria, f Le o artigo 30 8 )
Nao ha duvida, pois, que s ha nomea-
ces, e nSo reinlegracfies ; por isso digo
que a assembla n3o pode reintegrar, alias
lica' prejudicado e nll'omlido o artigo do
regiment quo designa o individuo que
deve apresentar as propostas para a no-
meacSo.
Sr. presidente, seo parecer da commis-
sllo hejuslo, se o ajudanle de porleiro tem
servidos pelos quaes merece o lugar, o pa-
recer deve ser approvado, e retallada a
.unen la do nobre deputado, como olfensi-
va do regiment, segundo me parece ter de-
monstrado, como otlensiva de urna delibe-
radlo tmala na sessilo passada a favor do
terceiro ollicial, e como ofTensiva dos esti-
los da casa, porque at hoje anda nilo liuu-
ve taes reintegracOcs.
Oeeorc-me agora que alguns emprega-
Jos desta casa fram demitlidos no lempo
da poltica decahida, sendo entre elles o of-
ficial-maior, entretanto para esse lugar fui
nomeado o anno passado o mesmo indivi-
duo, depois de ser dcmitlido o outro, que
oceupava esse lugar, o precedendo propos-
la do primero secretario.
por lodos estes motivos, voto conlra a
emtii la.
O Sr. Manoel Cavalcanli: Eu principio
dizendo que o parecer esla muito bom ; mas
qao lia cousa melhor. Se n3o so desseui os
antecedentes que houve, eu approvaria o
parecer, porqun acho muito bom que o a-
judanle passe a porteiro ; gosto desses ac-
cessos ; mas nSo hodislo quo se trata; o
que cu impugno da proposiQ.lo do nobre
deputado re que as propostas da eomrnis-
silo de polica nSo pdem ser omcndadis ..
OSr. Yellez~Qii*m disse isso ?
O Sr. Manoel Cavalcanli: Isto n.lo con-
cebe, porque vejo que o eoverno geral faz
urna proposta, e a assembli inverte-i, re-
prova-a, emenda-a, etc. F. islo que succe-
ie com o governo n3o pode dir-se com a
commissao de polica ? Creio que pode, e
tenho descoberto o niel de pao. No execi-
to acontece o mesmo: o commandante faz a
sua proposta, o governo approva-a, repro-
va-a, noma outro, fazo que quer; porque
em verdade islo de proposta n3o ne sena i
Ullia f.ii inalida le.....
O Sr. Volita : Fc.a applicar;1o.
OSr. Manoel Cavalcanti: -- Pois n.lo tem
applicaQ.lo a mostrar que em casos anlo-
gos ha odireilo de emendar asoropostasi'...
Tem, sim, edhi se conclue quedo direito
de propr nflo dimana necessariamente a o-
hrigacao para aquelle a quem a proposla
he feila, do approva-lo inl'aliivclmente, e
que elle pode ser emndala admittindo-se
um in vidao por outro... .
O Sr. Velles : -- E o artigo do regiment ?
O Sr. Manoel Cavalcanti : Da o direito
de propr, e ja esse direilo foi exercido.
Sr. Velle: : E os eslylos da casa ?
O Sr. Manoel Cavalcanti: Os eslylos da
casa n.lo iSn tantos, quo possam cstabelocer
precedentes para lodos os casos ; creio mes-
mo que isso lie impossivel. Ni parlamento
inglez, que he to velho, creio que nio
deixir alguma vez de apnarecer um caso
novo, para que n3o baja precedentes, e, se
isto succede la, quanto mais nesta assem-
bla, quo in la lie nova. .
O Sr. Mello llego : F. eu n.lo sou escravo
dos precedentes.
O Sr Manoel Cavalcanli i Sim, sigam-
se os bous, e desprezem-se os moos. Se a
minha emenda fr apprnvada, he um pre-
cedente que lici establecido, e quo pude
ser seguido em outra occasio.
Kepito, nisto nao ha des louro para o em-
pregado, que actualmente ejerce esse lu-
gar ; elle lio muito capaz, mas o outro lam-
bem o lie, e tein mais direito.....
VmSr Deputado: Neg que seja bom
empregado.
O Sr. Manoel Cavalcanti: O que sei he
quo Me foi demiltido por Irazer pera, e
tem mais direito do que aquelle ; porque j
ara t-reciro ollicial,quando o outro era con-
tinuo ou porteiro. Para se mostrar isto,
n3o he preciso descubrir mel de pao ; por-
que todos reconbecem que o continuo n3o
tem direito igual ao do ollicial, mesmo em
numero igual e annos de servido.
Eis-aqui as ra- que live para apresen-
tir a minha emenda, que a assembla p-
Je muito bem approvar.
O Sr. Cueiles de Mello diz que contini a
votar pelo parecer da commiss.lo de poli-
ca, anezar de prestar a maior consilera-
cao ao testemunlio que d o nobre autor
d emenda pelos servicos allegados do can-
didato proposto para reentrar na secreta-
ria da assembla ; porquanto, sendo certo e
provado que o emprnga lo ora oxistento,
cujo rebaixameuto parao lugar de porlei-
ro a emenda pretende, exerco dignamente
as tunec") 's que lhe s.lo inherentes, cha
que precipitara o seu juizo, votando con-
lra o parecer. Accrescenta que acompanha
o nobre deputado no justo rosentimento
que expiimo pela denisslo que diz foi da-
da ao seu candidato pelo s motivo de tra-
zer elle urna | era ; mas entende. quo o vo-
to deve ter oulra base, que mloum rosen-
timento; e por isso vota pelo parecer da
commss3o de policia emquautn n.lo se pro-
var que o.ollicial existente n3o ho digno da
categora em que est.
OSr. A. F de Oliveira : Sr. presidente,
como membro da commissilo de policia,
entendo que a npprovac3o da emenda quo
se acha sobre a mesa nio importa o menor
des ir eoseu parecer, o qual nSo live a
honra de assignar, porque cnlilo fazia par-
te da referida commissao o meu digno
substituto.
O nobre primeiro secretario fez aqu un
elogio muito pomposo dos servicos do aju-
danle do porleiro; eu nao lh'o quero con-
testar, e mesmo. se n3o houvesse essa e-
menda, eu votara pelo parecer; mas en-
tendo que ha oulras circunstancias mas
altis que lemos de attender ; e que nos
devemos olhar, n3o s para os servigos
prestados na casa, e que fram notados pe-
lo Ilustre autor da emenda, mas anda pa-
ra outras consderaQes que pedirei lioca-
5a para apresentar.
O Sr. Francisco Xavier Carneiro l.ins fez
relevantes servicos na crisa porgosa por
que passou a provincia ; estes servigos sao
de muito ina ior monta do que os prestados
pelo ajudanl" do porleiro : entendo mesmo
que a casa seria muito ingrata se n.lo al-
lende-- a .'s-.es servicos. OSr. l.ins orga-
nisou 11 na coiupaniia de voluntarios, ba-
len -se com valor no da 9, durante dous an-
uos esleve sempre alerta, e prestando ser-
vidos ao governo, pelos quaes mereceu
honrosa monean no relatorio do governo ;
alm disto servio como empregado desta
casa, sean muito lempo, ao menos tanto
quanto o ajudanle de porteiro. ,
Por ludo isto entendo que a casa deveria
votar pela emenda do Sr. Manoel Cavalcan-
ti, porque os sBrvcos do Sr. Luis s3o mui-
to na 1 ores do que os de qualquer outro que
aqui se aprsente, porque os servicos da-
quelle que expoz o peito a bala sao mato-
LAR ENCONTRADO


SM

*u
BSj*
res do que aqucll squc presta quem, no
cst'Hco de dous mezfi em cida auno, bre
fecha um rerosteiro
Reconln r,o chic a materia da emenda no
lie mu.ito cnnscntanea com as rearas geral-
mente rstabcleridus e seguidas no provi-
mento dos emprcgos pblicos; mas entre
urna pequea irregularidade e um inluiro
esqii'Cimenlo de uma recompensa devida
a um benemrito servidor de estado, pre-
flro antes incorrer naquolla irregularida-
de, do que om una condemnavel ingra-
tidfo.
Julgando, pois, a emenda firmada nos
principios de Justina ooqudade, voto por
ella.
O Sr Mello Reg : Sr. presidente, tra-
ta-se primeiiarnente de saber se lio per-
mitido a qualquer meiubro da casa man-
dar uma emenda ao parecer da commissilo.
He esto o principio quo convin cslabclc-
cer e firmar. Eu enlcndo que, a vista do
regiment nfio 86 pode ailmitlir duvida
csse rcs|ieito. A' mesa compete apreciar o
merecimento daquellcs que pertenderem
os lugares da casa ; a ella, pon, compete a
iniciativa, licando a assembla com di-
reito deapprovar ou reprovar a sua uro-
posta, mas nlo eons-nte o regiment que
se atiere essa proposta, por isso que a
mesa, como eommissao de pulida, hn que
lem de haver-so com esses omprega os,
I'.1,loria o regiment ter sido ommisso
nesta parle; mas elle assim o dispc, c de-
venios obedcc-lo. Perianto, pareco-me
que, em vista disto, nao se 1 ote votar pela
emenda. Heais, nao consta que o Sr.
I.ins requeresse ou ivclamnsscactualmente
contra a dcliheracfio tomada pela casa no
anuo passado Ora, se, sendo elle o inters*
sado, abandona a sua causa, devenios mis
constituir-nos scu advogailo, quando pode
ser quo contrariemos seus dezejos ?
O prelondcnte como que ahandnnou a
sua causa, e nos devemos patrocina-laP
Voto pelo parecer da commissilo.
O .Sr. Manuel Canilcantc : K11 c ci que o
Sr. Lins, o auno passado, requeren. NflO sei
se o devo dizer, mas alguns membros da
c.sa me comniiinicaiam que por urna vo-
taco como que de sorpreza, foi indeflrido
enliio. Admittiram oulro cm seu lugar
elle esmorecen por islo; mas cu mo esmo-
reco.
Mas esta nao lie a questao, a tninha ques-
to agora he dizer-se que um parecer da
comniissao nao pode ser emendado e islo
lie que be extraordinario, lie um princi-
pio contra a rasflo...
O .Sr. Correa de liiiilo: Qucira ver o
5 8. do arl. 30 do regiment.
O Sr. Manuel Cavo/cante ( depois de ter
lido ) : Aqu nao vejo nada ; mas vejo que
lie permittido fazer emendas a todos os pa-
receres. Pois, senliures, tudo pode ser e-
men lado quando he submctlido discus-
s'io, c s o parecer da coniinssao de poli-
ca o nao pode ser P Islo he extraordina-
rio!
liissiMim Sr. depuladoquc era preciso
nilo procedermos como no lempo il'is rer-
tigens. He verdade ; mas islo nao lie verti-
gem, he liom sonso remediar os crios
romnicllidos lie liom senso.
Disse mais o mesmo nobre deputadoqtio
nilo eonhece o empregado a que a emenda
se refere; mas cu que, infelizmente para a
provincia, ten lio aqu viudo sempre, co-
nheco-o e estou por isso no caso de dar o
incu vol a favor dclle, lie o que fa$0.
OSr. (Jorrea de Brillo :Si. presidente,
nilo liesem grande ililliculdadc que entro
nesta disen-silo, a que se tem dado um ca-
rcter tudo pessoal Alian lonou-se, por as-
sim dizer, a quesillo de principios, ou a
quesillo dedireilo. e lem-sc tratado ape-
nas de pessoas. Alguns nobrel depulailos,
como que procurando faz> r esiuecer o con-
texto do ;. 8 ilo irt, 30 do regiment desla
casa, earredamlo a questao do poni em
que ella 'leve ter tratada, para o campo das
personalidades, Uem eatabclecido una
compamgio entre os sei vicos do Sr. Fran-
cisco Xavier Can eiro Linse os >ervicos do
por'ei o, en os do lerceiro (dlicial.pairf lla-
lli tirar urna conc'usao favoravel a emenda
que >e discute j mas, seiiiinres, nao se Ira-
la dislo. K.u son o piimeiro a reconliec. r
a ini|>0'lancia dos servicos prestados pelo
Sr. I.ins; sou o pumeiro a declarar que
nada deniorar-n e-liia em remuncra-!o, se
pcirvenlura podesse feze-lo ; sou o priuiei-
ro a coniessar que durante a ultima lula o
Sr. lins desenvolvu urna conducta toda
louvavel, tuda digna de um verdadeiro Per-
naoibue-no. Mas, senhores, este meu jui-
70 acerca do meiccimenle do Sr. Cirneiro
Lins jamis me forjar a postergar, semen-
t para favorecer una ptelencAu sua, o pre-
ceilo til terminante do $8doail 30 do
regiment da casa, o <| 1 tratando da-,
allr birices do primeiro secretario, diz as-
sim : {li)
Propr ti astemlila pessoas idneos para
af lugares de o/ficiae* da Mentarla que va-
garem, assim corno di'igi-los e regular
'lilos os seos I ralis I lo s
O Sr. baido de Suassuna E a assembla
baixara rah-Qa, e appiovara ?
O Sr, Correa de linio :So ; approvar,
ou rejeitara. E nem pode ser de outra
nii-ii'-ira ; porque, a passar a ideia de po-
der a proposta ser emendada, o primei-
ro secretar 10 perder esse limito do pio-
|r, que llie confere o regiment, li, de
f, ilo. genitores, se pnrventura passar a
emenda do nobe dc| ulado, quem Poique
i.ropczi.-ie anipiegsdu? primeiro s crc-
taiio, ou o nob'C diputado i' O nobre depu-
tado, sem duvida ; lauto mais quanto a
1 mi osla nada lem com o lugar de lerceiro
1 ilo-ial, e apenas se limita au de porleiro ; 1
circuu slaucia que de mais milita contra
a emenda, c que pruva quanio he ella in-
opj orlona.
Se poiveninra a ideia consagrada na
emenda pariisseda otras, talvez eu votas-
so por ella poique eiit'nda quo a mu
danca proposta em nada ofien e o bem
entendido amor | ropno do individuo, que
actualnn nte oceupa o lugar de t-rciro olli
cial. Nos llie diriamos : rollis de lerceiro
ollicial paia purleiio, nlo porque nilo te-
ndis capacidade para servir o prim iro des-
ses lugares, mas porque emendemos que
devenios resltui-lo a um ouiru cidadao
que, lao habilitado como vos, o exeiceu por
largos alios, c que, lendu sido desliuido
delle smenle por esi rito de partido, era
se ( rsenla reclaiiu-lo. Venha, pois, a
pruposta 110 sentido da eu.r-nda, mas na li-
11,a do regiment, que eu volaiei por ella :
apenas exijo que o negocio se nilo desvio
doslramilcs legacs. Eem apoio da minha
opinuio, senhores, Irarei eu alguns exer-
pos.
O regulamento de 3l|do Janeiro de 18^2
'a soschefes de polica odireito de propr
os delegados, e ios presidentes de provin-
cia o de nomea-los ; mas, di7ei-me, p'e
o presidente nono ar para o lugar de dele
es 'o a um cldariPo, cojonnme nBo figure
na proposta do rt.el'e de policia ? NSe ce tf
mente: podo rejeitara proposta ; mas nao
podo addita-la, nao podo emenda-la. Na
guarda nacional sucede outro tanto, e pilo
sei sp mesmo no exercito.. ..
Um Sr. Depvlado :No excrcito, nlo. '
O Sr. Correa de llrillo :--Bem : essa ma-
te'ia heeslranlia 'ara mim. Podo ser quo
alu se nao proceda assim mas no dous
casos que refer, sei que as colisas passam,
como ilisse.
Itecapitulando, pois, as minlias ideias,
declaro que reconliego os servics do Sr.
Lins, qoe mesmo tenho com eslo senhnr
algumas relaijfles: se mo fosse pos*ivpl re-
mnnera-lo, l'a-ln-ha com a melhor voli-
tado ; mas enlen lo qn no pnss, nem 'le-
vo dispensar na lei. Vcnlia o nesrocio pelos
caniaes competentes, que ue voto por e
Att"nilenilo s tendencias da casa, esion
convencido deoue o parecer ser rej-ilad-i ;
enllo dar-se-'ii opportuni'lide para urna
nova pro osta, a qual, se vier formulada de
accordo com a '-monda em discusso, vota-
re i por ella do contraro, nfin ; porque n.ln
POSIO dar aquillo que nilo lenlio, e nesla
casa s ienho 0 uso dasattrihuc,Oe.s que as
l's me facultam, o enlreessas attiliui^es
nilo figura a de pro; r individuos piraos
lugares ilo odiciaes da secretaria, como
supponlio haver derronstrailn.
O .Sr. Vtlla :Sr. presidente, lenho
muilo ponco a acerescentir a respelo da
materia em di-cnssflo V011 smenlo res-
pon ler a um nobre deputad, pnr(|iie os
oulros que fallaram me auxiliaran) snslen-
lan'o o par-ccr com ngumrntos muitn ve-
llosos : su um noliie depulado, repito, .fez
alguna esforcos aflm de fazer baquoar o
parecer da mesa.
Ku, S'. presidenle, eslabelec na minlia
primeira arnumenteejio que a emenda do
nobre depulado nflojinha lugar emeonse-
quencia de olT. nder o arligo expre regiment, mo-trei que para a nomeacilo
de tero-iro ollioial he preciso proposta do
primeiro secretario, que islo nilo existe ; e,
assim, qoe a emenda era ofTensiva do re-
gin nlo e dos precedentes.
Eu fugi, Sr. presidenle, da queslito pes-
soal, n.loquiz comparar os servicos do ter-
ceiio ollicial com os servicos do Sr, I.ins :
enlietanln os nob'os doputadoa procurara ni
trazer a quesillo para esle terreno, e tirar-
me daquelje em que eu me colloquei, pa'a
me laiiQarem n'outro inteiranunle pessoal,
um terreno de que cu quero fugr.
0 nobre segundo secretario, meu digno
eollega, aprescntnu os servicos do Sr. I.ins :
nao ll'go quo elle os telilla, reconlieco-o
como assas digno e capaz ; mas cumplo ad-
vertir que a nos nfio compele gahrdoar laes
serviQos : nos nao po lem OS nem temos an-
idis cao para isso; no governo O asem -
hla floral lifjque cuinpre renunorar os ser-
vicos feiius ao paiz ; e, so ge recoiiheee quo
o Sr. I.ins lem esses servicos. comoeure-ii-
nheco,o governo qu li o de io 'as as recom-
pensas possiveis. Se om niiulia nulo esti
vesse o oncoi rer para i-sn, podo estar c-r-
lo o nobre depulado que em pregara todos
os meus esfor^os pa'a que u Sr. I ins fosse
gratificado; mas na 1 se trata disto: !).-
Miis, nSr. Lins nao requeren cousa algu-
ma, no pedio sua reinlegnic.ao ; cuno he
que a assembla ha l reintegrar o Sr.
LillS? E em que occasifio, quando nfio se
(rata da nomeaclo deumterceiro ollicial,
mas, siin, da de por-eiro i
L'iivo nuitoos esfoic,os do nobre depu-
lado que se aprsenla, como procurador ilo
Sr. I.ins, e seculiv-'sse qualquer pertoo-
cOoqoerorio llosompre a meu lato.
O Sr Slanoet Curalcanti :--Se fosse tilo
justa como esta, einpreguva os mesinoses-
orco.s.
OSr. Vtlla :--Eslimaria ler um procu-
rador tilo zelosn e 18o inipo lante; mas
posso alTiriuar-lhc qoe d'-feudc na Causa.
Nesla uccasiao eu quizera que o nobre
depulado mo dissesse, se be multo justo,
muitn ooo-enlanri com os principios da
assembla rebanar o lerceiro offlcijil pira
porleiro... .
Vozei :Nao he.
Uutrui :Ha porque ha n"cessidade da
fazer juslica a oulro.
OSr Yelltz :~Sr. presidente, a asspm-
IiU'm nilo obrar com justica, nlo mostrar
a firmeza em seus actos, appiovando a re-
ferida emenda.
Tur tudo quanto lenho expendido c pelo
que disseram os nobres depiitnlos quo so-
guein a misma npiniijo, enlondo que o pa-
recer esta no o, so de ser approvado. I.em-
bre-se a casi que traa-so da iioineaQo de
porleiro, e nao da nomeacS) de um lereti
10 ollicial. Quem pretende o lugar lie dig-
no, esta provi tu de documentos que pro-
va m gua idoneidade ; logo dev^ ser prvido
o asiui se far aupruvaudo o parecer, e re-
jaltan 'o a emenda.
OSr. Guttle de Mello explicando an-
da o seu voto, sustenta que nao liatn a
materia no Urreiio pessoal, e quo est tilo
longe disto quanlo rilo conbece os indivi-
duos a quem se refero acten Ja e o pare-
cer.
nicamente a' lendenlo a servicos pres-
tados, diz que prefi-re as dedicaces por
principios, s d'dicaces por partidos, por
pessoas. Iliscarda, pulOI, do nobre de-
pulado que asaenla-se sua direila (0 .Sr.
Coniu de Brillo) emqu.nto inlclllgeiicia
quH.ia au 8 ail. 30 do regov-nto, quando
eutendd que a proposla suppoo uomea<;ao
definitiva: diz que O regin.eiltu apenas da
um diroilo que a eommissao ja exerceu. ...
Sr. Ilarrot Barreta :lio urna obriga-
efio que te o.pe ao secretario, cnilo um
oireilo.. .
OSr Guedes de Mello diz que-obriga-
cilo ou direito. nlo peenten.W que a as-
sembla esteja sempre na olingac3o de ap-
piovar as propostas da cominissfio de poli-
ca : accrescenta i|ue o que sedisse acerca
dos chafes de polica uo lem tanla applica-
ci'io, que se 1 ntoiida o legimanlo da casa
do meamo modo iiue os regulamcnlos poli-
ciaes. Continuando, diz quo esse princi-
pio invcalo seria niuito funesto para os
empregadosdeclasses, oujoa chefes, tendo
o dirello de fazer as propustas para os ac-
cessos, quizessem por paixOes caprichosas
reconhece o
Lins. e ac-
lilo valiosos
preterir candidatos dignos, so ao govfrno
nfio lic*! vre o direito do rejeilar as pro-
postas, e escollier com justiQa.
OSr. Correa de Briio :-- As leisteem pre-
venido estes casos. ..
q Sr. Guedei de Mello diz que sto prova
nuo as propostas nem sempre sSo justas,
ou rdem ser injustas ; e que convm tirar
semell)ante arbitrio.
onc'nin 'o agradece ao governoe o louvo
r0r haver. em um caso de proposta da repar
Urina qp pertence o orador, exercido o di-
eito de rejeic3o.por altender a merecimen-
los esouecidos pelo diere proponentc; o por
estas considerares vola pelo parecer, som
adoptar todava a inlolligencia que se tom
dado ao regiment.
OSr lote Pedro sustenta a opmilo dos
ano dfendem o parecer; faz diversas
consleraOes quanto a maneira por que
tm silo trtala a quesiS, notando que
ella Uem sido encarada por phasediv.r-
s da que a devora ser:
servicos |prestdos pelo Sr.
cresrenta que so elles sOo
romo se allega, esse senbor nlo deseara,
norcerlo lugar tilo insignificante, porque
os saos servidos I be dio direito a multo
mais. fundamenta esle seu juizo na cir-
cunstancia de uno haver o Sr. Lius reque-
rido!) Iugr de que so trata.
Vaim-sa e lie apoiado para entrar em
discuasflo o aegulntc reqgerimento
n fipquero que o parecer volto do novo a
cot.miss.1o de policia.A. Olivelra.
OSr. Vellez :Sr. presidente, eu ped a
palavra smenle para provocar o nobre se-
gundo secretario a dar as rasOes do seu re-
querimento, visto que eu as ignoro.
A eoninrsslo considerou tolos os reque-
rimenlns dos prelendentes, emlto o seu
voto ; nfio sei, pois, para que voltar de
novo esse parecer a commissilo ? .. sim.. .:
Existe orna rasflo, agora me record dola ;
e beque o nobre seguirlo secretario nao
assignandnn parecer, tulvez queira dar um
voto em separado, indo o parecer de novo
commissilo .
O Sr. Jlnnoel Cavalcanli :-Ha outra rasflo
e lio, ver se se reforma a proposta como a
eme .da quer.
O Sr. Yetlez 1 Comprehendo ; ms mo
parece que nunca so assignara uma propos-
la lemeilianle a essa de que o nobre depula-
do Irata na sua emenda. .
0 Sr. M 1 noel Cataleanti :--Eu at o es-
pero. .
0 Sr. Vcltei ;--Senhores,riilo vejo rasflo suf-
(ciente para volt-r o parecer a c m-nisslo ;
a commissilo lio composla do pesident-
e dos dous secretarios, sejam elles quaes
licm. Dos n.embros que compunbam e.-sa
eommissao na occasifio do parecer, o ni-
co sem talentoso luzes era eu : [noapoi-
do) todos os mais eram milito Superiores
a mim, assim como sao os acluaes : elles
emill'ram a sua opiniilo depots de bem exa-
mina las as rasOes ; por sto no vejo nores-
sidade de Ihe ser remellido o negocio outra
vez.
0 Sr. A /'. de Oliveira : Eu julgava
que as breves rellexoes que lz ha pouco
justlicavam plenamento a minlia emenda.
Eu 1 en lio una opiniao diversa da consigna-
da no parecer cui discnssao ; c, sendo eu
membro da commissilo do polica, paro-
cn-uio milito natural que eu poca licenca
casa para cmiltir as tiiiuhas opinies, e dar
um parecer separado. Esperava que o meu
nobre collega fosso mais generoso paia
commigo, e i'eixasse que cu lambem po-
desse ver esses requer ments c dar acerca
delles o meu parecer. Eu ain 'a os nao
vi, por isso acho quepequena concessaome
lana a assembla, se fosse adoptada a mi-
li ha emenda.
OSr. Meilo Reg: Como pretendo vo-
tar polo reifucrinieiilo do Sr. -2 secreta-
rio, quero dar as rasOes por que o faco.
Eu tendo que a proposla da mesa nao es-
l completa, por sso que nfio assignou um
mnmbroda mesa, o qual tem tambein sua
parto de respoiisabilidado nos arlos della.
Ora elle difiero da opiniao do seus rolle-
gas ; pudo ser que o negocio vollan.lo
eommissao, seus membros se conciliem o
veuliam a um feliz accordo. ( Ha um aparte;
Se o nobre !.' secretario lem uma parte
de rcspoiisabilidade moral as propostas
da eommissao ; nada mais justo du que elle
ser ouviilo.
Voto pois, pelo requer ment.
Encerrada a discussao, sao as emendas
do Sr. Manuel Cavalcanli e do Sr. A 1". de
Oliveira rejoiladas, e o parecer approvado
por 13 votos contra 10
0 Sr. I'resideuit designa a ordem do din
e levanta a sessiio. ( l.ram 2 horas da tarde.)
do porleiro da casa da assembla.-A' com-
missilo de policia.
He remettilo cammisslo de constilui-
tuiciio e poderes o diploma do Si. Jos Fi-
lippa'deSouza LeSo. .
A commissilo sabe da sala ; e, voltaudn
pouco depois manda mesa, o segunte
parecer:
< A eommissao de conslituicflo e poderes,
a quem foi presenta o diploma do Sr. deno-
tado Jos Filippn de Souz LeSo, passou a
verificar dito diploma, e achou-o conformo
com a apuraQffo geral, feita pela commissilo
nomeada por esta assembla em sessflo pre-
paratoria, e por isso julgaa commissilo que
dito senhor deve tomar ssento.
Sala das comniissOes, 15 e abril de
1850. Francisco JoSo. Cavalcanli de Alba-
querque. CuttroLeao.
Achando-se presente lambem na ante-
sala o Sr. depulado Souza Reis, heintro.lu-
zido com o outrojsennor a quem se refere o
parecer: e, prestando ambos juramento,
tomam assento.
He lida e approvada a ultima redaccto do
projeclo n. 20 do auno passado
Em seguida silo li los, julgados objectos
de deliberac,lo e mandados imprimir os se-
guidles projee.tos :
A commissilo de nogocos eccleslasli-
cns, altendendoqne a |e provincial n. 172
da 20 do novembro de 1846, em vez de prn-
duzr bem aos habittnUs do Riaxo-da-Cra-
ca annexando-os frpgueza doS.-Maria da
comarca da Ua-Vista, s tm produzido
males e incommodos, loma o accilr lo de
ipresentar a esta casa o segunte projeclo.
Art. nico.- Fica revogada a lei provin-
cial n. 17-2 de 20 de novembro de I8G, e em
vior a legislagao anterior, revogada por
esta lei.
l :o irn revogadas todas as disposices
em contrario.
Sala das seses, 15 de abril de 1850.
Gitirana. Q'ieiro* Fonseca.l'loripes.*
A asembla legisliva provincial re-
sol ve :
Art 1 'Fica revogado oarlieo 5." da lei
numero 91 de 7 de maio do 18*1, na parle
que eslabelece uma cxcepcHo Rn favor dos
paroohos, Riegos, religiosos e professos,
padroeiros e dotadores de capellas.
Art. 2* Ficam dorogadas tmla.v as ds-
posi(0es em contraro.
Passo da assembla legislativa provin-
cial, 15 de abril da i850.--lloripes.--Vellez
de Gilicara.
Em seguida, he ldo e approvado o se-
gunte parecer :
A eommissao de peticSo, examinando
a petQo deThomaz da Cunha Lima Can-
luana, prof-ssor de msica vocal e instru-
mental do eollegio dos orph.los, em que
pede ser equiparado os professores pbli-
cos, gozaudo das mesmas prerogativas que
elles. lie de parecer que a dita pencan seja
devulvida eommissao de logislacilo, por
versara pelicSo do peticionario sobre in-
li'l |.| rlara 1 do le.
a Sala das coinmissOes, 15 de abril de
1850.Gitirana.Oliveira.Ralis e Silva.
lio tambein approvadi, p r haver ced
do da palava oSr. Vellez que a liulia pe-
dido na Sessflo anterior o parecer da
commissilo de peticilo sobre o requerimeii-
to de Antonio da Silva Cusma acerca da
conalruccao do um maiadouro publico.
(Continuur-se-ha )
1AKIU nuiiuiiu.
BECirl, 15 DE AB111L DE ISSO.
0 vapor Paraense, chogado boje dos
portos do norte, trouxo-nos ornees do Para
at 30 do passado, do Maranliao al 4 do
correle e do Cear at 8.
Para nada sofTria 110 tocante tranquilli-
lade publica ; mas, pelo que respet 1 a sa-
lubrtdade, apresentava quadro bastante as-
suslador, pois que fura renvadido pela fe-
beo amarclla, a qual se apresentnra com ca-
acter milito mais maligno do que aquello
com que o accommcltra pela primera vez,
segundo consta dosartigos do Treze de Maio
da ultima data, quo agora copiamos :
Nilo podendo sabir a tulla de boje, por
enfennidado dos compositores e typogra-
pbos, entendemos supprir do alguuia ma-
neira esta falla, publicando as seguintcs no-
ticias, a
5." Jiio ordinaria em 15 de abril 1850.
(Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli. con-
tinuada pelo Sr. Domingos Malaquis 1 -
summamo. Acia. Expedient Approvaco
da ultima redacro do projeclo n 20 ri,
aun passado Leitura de projectos e pa-
reeeres. Admhto dos Srs. Souza Reis, e
Souzn lio.-Approvaco do parerer da com-
miMtto de pelifBes sobre o requerimento de
Antonio da Silva Gusmi acerca da cons-
trucc't do malail "iro publico, e dos projec-
tos Na. 2 e3. Adiamtnlo do dt n. 4, por
liater dado a hoia
A's II hoiasda manhaa, feta a chamada,
verifica-se eslarem presentes 23 Srs. depu-
ta los, fallando sem causa participada os
Srs. Machado llios, Alexandre llernardino,
Castor, e Correa de llrillo.
0 Sr. Presidente declara abarla a sessao.
0 Sr 2." Secretario l a acta da sessfio
antccolenie, que be approvada.
O Sr. \.i Secretario menciona o segilnta
EXPEDIENTE.
Um ofiiein do secretario interino da pro
vi nri, eu vianda as cootas da cmara muni-
cijal de Otilla, perleneenles ans anuos fi-
nauceiros de 1847 a 1819.- A' eommissao de
coilas muiiicipaes.
Um 1 equei i 1 unto cm que Afl'onso Jos de
Oliveira pede, que seu ordenado ceja outra
vez elevado a 450,0u0 rs com que fflra jubi-
lado na cadeira de geograplria e historia do
lyceu desla cidado, e que se Ibenjande pa-
gar o quo lem|deiiado de receber.A'coin
ruissao de orean coto.
Ootro em que tlarcolino Jeronymo Con-
(alvcsdos Sanios, continuo da assembla,
pede ser provi lo no lugar vago de ajudaute
do poiton.1 da mesaia assembla. A' corn-
1111 -~fai de polica.
nutro eui que l.ourenco Ferreira de Sou-
za p.do ser prvido no lugar de ajudante
1, A epidemia reinante da febro amarella,
que comeQra benignamente em princi-
pio de fevereiio prximo passado, compou-
eos casos funestos, tem recrescdo do um
modo assustador ha 15 das a esta parto, e
principalmente uestes ltimos 3 das tem
suecumbido grande numero do victimas,
entre as quaes se contam o inspector da the-
sniinriii Jo.io Jos de Dos o Silva, o abas-
tado negociante Jos Pes de Souza, o dis-
tinctu- estriograpbo tcnenlc-coronel refor-
mado Antonio Ladislao Munich o Baena, o
piolo cidadao Manoel Vicente do Carvalho
'cnna e inuitos outros menos conhecidos.
Aos casos fataesqueoecorreram ao princi-
pio acompaiiharam vmitos negros; mas
agora estes vmitos toem cessado, e s ap-
precc, no instante do passamonto, golf 1-
das de sanguc ennegrecido e corrupto. S
Exc. o Sr. presidenle da provincia procurou
prevenir a importadlo da epidemia, estabe-
cendo a mais rigorosa quarontena aos na-
vios entrados da ttahia o l'crnambuco, fa-
zendo cstabelecer um lazareto anda nao
concluido na Iba da Tutuca para as tripo-
lares dos navios do porto ; e, sob propos-
la da eommissao sanitaria de zelosos facul-
tativos por elle nomeados, mandou proce-
der s desinreccOes chloricas em todas as
ruase pracas da capital, assim como em to-
dos os navios existentes no porto. Acama-
ra da capital trata e prosegue na limpeza
das mesmas ras e pragas. Nada, porem,
foi bastante para impedir que o morillero
mal nos viesse tilo profundamente visitar.
Nesta quadra afllictiva o mesmo Exin. Sr.
presidente, d'accordo como venerando his-
po desla diocese, tem dado principio a
construcQilo de urna capella e cemilerio no
lugar j para esto fin destinado asinime-
diaQes do Campo-da-Poivora. Estilo pro-
hibidos os perniciosos cnterramenlos no in-
terior dos templos, tendo sido levados sem
dinlincSo ao referido cemtorio os indivi-
duos ullimameulo tallecidos. E 11 ais para
acudir ao promplo curativo de grande nu-
mero do enfermos pobres o dosvalidos, S.
Exc. o Sr. presidente nomeou i facultalivos
nos differeutes bairros para curarem a mui-
tos enfermos; bem como todos os facultati-
vos nilo contratados que lambem curam gra-
tuitamente o com louvaval zelo, receium
por conta da fazenda publica os medica-
mentos e dietas precisas. 0 numero de on-
fermos atacados do mal j se presumo exce-
der a mais do 2,000 as 3 freguezias da ca-
pital, e os enfermos elTectivos orcam diaria-
mente de 500 a 600.
Temos pezar de annunciar ao publico
quo canio desde hontem suhitain-nto da
epidemia reinnete o Exm. Sr. presidente da
provincia ; mas at a presente hora mo nos
consta que corra perigo. No logar compe-
tente transcrevemos os documentos oOl-
ciaes pelos quaes S Exc. entendeu dever
providenciar desde j para que mo solT a
prejuizo o sorvico publico, o mesmo prove-
nindo o caso do alguma oceurrencia impre-
vista.
Os documentos a que o collega se refere
so um olflcio ao secretario do governoe
outrp cmara municipal, romettendo-lhes
por cpia a portara infra :
OSr secretario d" governo, Miguel An-
tonio Nobre, fica autorisado por mim, em
consequencia da enfermidade de q* me
achn atacado, a assgnar a correspondencia
olTlcial e de expediente mais ndispensavol,
sb mnhas ordens e dctame, emquanto
eu o poder fazer; o, se o mal se aggravar
de modo quo o prohiba, e conforme as oc-
currencas, a cmara municipal da capital,
A quem ora ofilco, convocar o vice-presi-
dente quem competir, segundo a ordem
designada no decreto de sua nomeacSo : o
dcsta dcliberacSo, por mim tomada nesta
data, dou conta ao governo imperial.
Palacio do governo da provincia do Pa-
ra, 29 de marco de 1850. Jeronymo Fran-
cisco Coelho.
Dos preserve os das do Sr. Coelho, a
quem votamos estima o respeito pelo acor-
to com quo tem administrado aquella pro-
vincia desdo que ella llio foi confiada pelo
ministerio de tolerancia e juslica.
Maranhilo gozava de socego; e, grecas
Divina Providencia, anda eslava isento do
lerrivel Magollo da peste.
Durante todo o mez de marco ultimo, o
thesouro publico provincial maranhense
mo arrecadra sen.lo 24:973 086 rs.
Lmos na Revista o segunte :
No dia 22 do corrente de manhaa, foi
encontrada inorta as vznhancas da fonte
doMamoim dcsta ci lado, dentro do matto,
uma mulher parda, chamada Rosa Sapo-
caa, com a cabeca quasi separada docor-
po, e com um grando talho que a abria pe-
las costas de alto abaxo. Acha-so preso
como indiciado de ler commeltido o delicto
o sargento do corpo fixo Fulano Pessoa,
quem foram encontrados cortos vestigios
quo o denunciam, como caigas, camisa o
farda ensanguentadas. A inlelizlutoucom
o seu brbaro assassino, como indica o lu-
gar cm que se achou cabida ; o podo, sem
duvida as ancas da morto, rasgar-lhe a
roupa e quebrar-lhe o instrumento com que
foi assassinada, porquo foram encontrados
ao seu lado, e perto de uma de suas m.los, o
punho de urna camisa de homem e o cabo de
urna navalha. A policia, guiada por estes
vestigios, faz actualmente diligencias para
chegar ao conhecimento da verdade.
Cear (cara em paz.
Nada podemos dizer acerca da discordia
que reinara enlro as tilcuas governistasdes-
sa provincia ; porque nao recebemos desta
vez o Hedrn II nem o Saquarema, que ailo
os peridicos que tralam da questao agita,
da entre OS enrangueijas e OS fquitibrislnt-
nue all se dispniavam a honra e o direito de
liis sectarios da poltica dominante.
O Sj l)r. Theophlo Caspar aflancava ter
encontrado, lias praias da Granja daquella
provincia, o marisco que d a tinta escara-
te de que se faz a purpura, c assegurava ser
lan viva e brilbante a mesma tinta, que fica
iuilelevel em qualquer panno que com ella
so Unja.
Dando conta dcsta dascoberta, accrescen-
ta a redaccHo do Ceartns que no referido
igar ha uma arvore ( talvez -Gratan Sebl-
ferum da China ) que d sebo lao puro co-
mo o animal, seiulo superior a elle; e diz
ja ter visto um pao de tal sebo, bem como
constar-lhe que o povo costuina a servir-se
dclle para luz, e para o fabrico do sabao.
O citado peridico noticia que, em Ma-
ranguaqe, um escravo do respectivo subde-
legado Jera um tiron'uma menina de 6 pa-
ra 7 anuos de idade ; e publica a seguinte
carta escripia em Sobral a 1 do crreme :
................... Estamos bem mal de in-
vern, 011 antes seriamente amea^ados do
secea ; e para maior desgrana chega agora
a Emulara 1 de Pernambuco no Acarae com
toda a tripolacao doente, ou convalescente
das febies. Est em quarentena por 8 das :
mas esta de nada podo valer porque he
denlro do porto, onde esta cm communica-
(,'iin nao s com os pescadores, como com os
moradores de trra.
Fugiram da cadeia desta cidade 5 pre-
sos, na noite de quarta para quinta-feira
santa ; entre estes presos tres criminosos
de morto ej sentenciados, e um delles, o
tal Vicha que tinha de ir ao Ip responder
por uma morle que all fizera indo em com-
panhia do Braga, do quem suppOe-se ter
parldo a milagrosa fgida por um buraco
em que mo cabo a cabera de urna enanca,
e as t 'os autoridades policiaes, que o povo
ni al.11 /cute a preg.1 conniventes, apenas
contentaram-se em mandar fazer urna vis-
toria com sobras de pollegadas para oque
dero vier......
A assembla oceupar-se-ha amanhua (16J
com 1 continuadlo da ordem do dia de ho-
ja ; com a 1.* discussilodnprojccto n. 6, e
coma 2.'do den. I.
co^anEftcio.
ALFANDECA.
Rendimentodo dia 15.....13578,868
btscarregam hoje 16.
BriguebrasileiroLedo.sabilo, fumo, &c.
Brigue porluguez Conceicdo-de-Maria
uiercadorias
Barcaeza \V.-Rastel dem e manteiga.
Brigue porluguez -- felos vinbo e vina-
gre.
Brigue inglez Leeen-Lass mercaduras
IMPORTACAO.
Veloz, brigue portuguc, vi-ido de I.iibai
N/ltTI unR FYFIV/1P


entrado no corrate me, contlgnado Olivei-
ra Irmaoi C, manlfralou o srguintc:
1 barril vinho ; a Vicente Alvos de >ouza
Carvnlho. ..... ...
'1,180 lages; a Antonio Valentlm da Silva Bar
"20'plpaiTtnho. 6ditas vinagre; a Francisco
SevctianoRabello.
1 picote ltnnreo ; a Miguel Jos Alves.
1 barril vlnho; a Manoel Goncalves da Silva
5 barril ateile-doce; a Miguel Joaqun) da
Coala ,
1 calilelmpressos; a Joaquiui Ferreira Men-
dea Gulmaraes.
2 Barricas cera em grumo, Gcaiiotes velas
de cera ; a Antonio Pedro de Piguciredo.
1 caixotr agoalngleza, 1 dito mercurio doce;
aMorelrae Pingoso.
I barril vinhu ; a Antonio Dias da Silva Car-
dial.
I barril vinagre, 1 dito azeile-doce, 10 pipas
vinha ; a Jos Prrelra da Cunta.
30 pipas vinagre, 90 ditas e 75 barrls vinho,
30 ditos touclnho, 80 ditos cevada. 10 ditos
palos, 10 ditos chouricos ; a Oliveira Irmos
ll C.
3 caitas chapeos e 12 tetouraa, I cala mer-
curio doce; a Augusto Cexarde Abreu.
1 barril baaba de porco; a Feliciano Jos
Comes.
7 saccas semeas, 1 dito folhas de louro, 500
mollios de cebollas, 3 calzle, 2 latas, I fardo,
e I barriliulio ignora-se, caiiote plantas, I
vldro peinen, 10 saceos dinheiro de prata, I
dito dinheiro de ouro ; ordem.
CONSULADO CF.RAL.
Rendimeoto do dia 15.....5:988,938
Diversas provincias...... 17,303
6,016,941
EXPORTACAO.
Despachos mar i limos no dia 15.
Constantiiiopla, escuna ingleza iadim, de
toneladas: conduz o seguinte .
2,800 aacco enm 14,000 arrobas de assucar.
HF.CKBEDURI V HE RENDAS GERAKS
INTERNAS.
Rendimento do dia 15......2:954,816
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento do dia 15..... 2 997,160
Movimemo do 'orlo.
Navio entrados no dia 15.
Para e portn intermedios 14 dias edo ulti-
mo porto 12 horas, vapor nacional Pnrainn,
coimnandantc o capilao de fragata Costa Pe-
reia. Passagriros, o segundo lenle da
armada Joao Travasso da Costa, o alferes Pi-
na Kangel, Antonio Krito de Souia Ga/.ejo,
Jos de Almelda Munii Cosa, Antonio San-
Eaio Almand e I escravo, Joaquim iiiunit,
ibeiro e I escravo, Antonio r. Figurira de
Mello, Jos Antonio Pcreira, Luiz Ribciro
da (imilla, Mauoel Jos Pereira Pacheco, l.i -
nesto Facundo C. Menear, Jrronymo M, le
Mello, Gabriel Soares Rapozo da Cmara e
1 eteravo, Fr. Tiento de Santa Thereza, Fr.
Antonio de Santo F.lias e 1 escravo. Antonio
Camello de Holanda, Francisco Jos de iM.
Jnior el escravo, Francisco l.uizde Souza
Rangel e urna creada, Manorl l.uii Perelia
Lima, Joaquim Luiz Pereira Luna, Francis-
co ter reir Tavares, Antonio Alrxandilno
Lima, Fr. Filippc da Aununciacno Cabial r
1 escravo, 8recrutas para o exerclto, ditos
para a maiiuha, 1 desertor c I escravo a en-
tregar.
Riu-ilr-Janeiro 18 das, brigue portuguez
Taruju-lll, de 33'J toneladas, t-apitilu Fran-
cisco Antonio de Almrida, equipagem 13,
em lastro ; a Manoel Joaquim llamos cSilva.
Palagoiiia 39 dias, brigue uiglrz Crin, ilr
248 toneladas, capitu W. VWliians, equipa-
geni 10, carga guano ; ao capito.
Blicnos-Ayres Urigne hrspanhol Eiptrnnca,
de IGO loiieladas, capliao Pedro Guar.liol.i,
equipagem 12, cargv carne; a Joo l'inlu de
Lemot & Filho.
TUu.de Janeiro 18 dias, brigue Americano
Ida. de la,') toneladas, capitao W. Cullins,
equipagem 9, em lastro; a Deane Youlr
& C.
Baha 13 dias, polaca franceza l.ectrritr, 160 toneladas, capitn Villa Nova, equipa
geni 10,em lastro; a Cr"co&L.
Rio-dr-Jaurlro 23 dias barca brasilera Afo-
no-//, de 246 toneladas, capllo Francisco
Antonio de Santa Hita, equipagem 21, carga
gneros do paiz ; a livria Irmaot.
Rio-Granda do sul35dias, bi igue nacional
//lino; de I!',') toneladas, Cjpilo Antonii
Goncalves dos Sanios, equipagem 14, carg-
carne | it, Jos da C. Araujo.
Rio-Grande do sul 54 Emiliana, de 120 toneladas, capitao V. Ribei-
ro dos dantos, equipagem l2, carga carne ; 1
A.uoiiin Irmaos.
Navios sabidos no mismo dia.
Falmouth Escuna ingina Agtnoria, capitao
Carlos DeGiathv, caiga a iiicsma que liou
xe de Montevideo {couro.)
ltiii-de-Janrii-o brigue uai-ion.il Condesctn
dtneia, capiloJ. Jo> Martins, carga a mes-
na que trouxe do ai> (sal.)
Bostou hiigue-esttin* amriicano Syhania,
capitao Tliomaz Ellos, caiga assucar.
Obsirvacso.
Rordeja no Lamriro uina barca porlugueza,
a qual aiuda nao foi visitada.
EDITAES.
Prla Inspectora da alfaudega se faz pu
blico que se ha de arrematar em basta publica,
no dia 16 do corrrnte, depois do meio dia, i
porta da mesma seis cadriras de pao do 1 leo,
apprehendidas por accrescimo do manifest
do brigue portuguez San-ltanoel-l. e avalladas
em Ifl.UOii ts., sendo a arrematado livre de
dlreit.n.
Alfandega de Pernambuco, 12 de abril de
1850. 0 inspector, Luis Antonio di Sam-
paio Xianna.
Pela inspectora da alfandega se faz pu
blico que se lia de arrematar em hasta publica,
10 dia 16 do corrente, depois do Ineio-dla, i
pona da u-Hua, mu inaslaren de pinho ava
liado riu 29.200 ra., qoalrn vergas de pinho
avalladas em 10.600 rs., total 42,400 e um bolr
avallado em 25,000 rs apprehendidn* no mar
pelo guarda Gonzalo Lopes Lima, sendo a ar-
remato livre de direitos.
Alfandega de Pernambuco, 12 de abril
de 1850. 0 inspector, Lu* Antonio de
Sampaio Vianna.
. Prla Inspectora da alfandrga se fas publi-
co, que no dia 16 do correute, depuit do uieio-
dla e ua porta da mesma, se ha de arrcmalai
em hasta publica tres oalxas da marca O. T. L.
ns 121, 122 e 123 rom 174 pecas de chitas com
avariageral, a requerimenlo de Deane Youlr
& C, na conformidade do artigo 283 do regu-
lamento, sendo a arrematado livre de direitos.
Alfandega de Pernambuco, 13 de abril il.
1850. O inspector, Luis Antonio ds Sampah
Vianna.
Pela insprctoria da alfandega se faz pu
blico que se ha de arremetar em hasta publi-
ca, 110 dia 16 do crreme, depois do mclu dia
porta da mesma,uina conde. com castanhas
pelladas, abandonadas por Antonio Marques
Rodrigues, e avalladas em 1,000 rs. sendo a
arreinalaciTo livre de direitos.
Alfandega de Pernambuco,13 de abril
de 1850.--O inspector, f.uiz Antonio de Sam-
paio Vianna.
Pela a lministrac.3o da irosa do consu-
lado de Pernambuco se faz saber que, no
dia 17 docoirente.se lio de ai rematar em
hasta publica, porta da mesma, 220 1/2
alqueiresde arroz com casca no valor de
176,-lOOrs., vinJos das Alagas na baruca
Bemitvi, e apprelicndidos pelo guarda Joao
Baptista do Araujo: sendo a arrematarlo
livro do dheitos ao arroTiatinte-
Mes do consulado de P.rnsmbuco, U de
abril de 1850. 0 administrador, cao Xa-
vier Carneiro da Cunta.
Pela administrarlo da mesa do consu-
lado de Pernambucu se faz saber que, no
dia 17 do rorrete, se hilo de arrematar em
hasla publica, porta da mesm, cinco sac-
eos de assuear.sen dodousde branen com 10
arrobas e 8 libras no valor do 25,625 rs ,e
3 ditos de mascavidn com 15 arrobas 0 9 li-
bras, no valor de 25,213 rs. viudos da pro-
vincia das Maguas US barraca Son nlo-Valeroto, aprehendidos pelo gusrJa
Francisco de Paula Machado : sendo a arre-
mataeflo livre de direitos ao arrematante.
Mesa di> consulado de Pernambuco. 13 de
abril de 1850. 0 administrador, iodo Xa-
vier Carneiro da Cunha.
Decl rayad.
No dia 16 do correle porta da resi-
dencia do Hlm. Sr. Dr. juiz dos fetos da fa-
zenda, na ra das Flores, vSo a praca para
aeremarremat-djsni formada lei, os bens
abaixo declarados, penhorados por execu-
cilo da fazriida nacional :
A metadeda renda de urna casa na ra
das Cruzas, avahada em 60,000 rs. annuaes
e penhorada a viuva de J0S0 da Silva San-
tos.
A renda de um sobrado de ilous andares
na ra do Padre-Floriano, avaliada em 216/
animaos perlencenle :i Meram;a do abintes-
tado frei Caetano de S.-F.ngmra Muniz
Do venda a quinta parte de um sobrado
dedous andares ua ra da Penha, n. 19, pe-
ntiorada ao coronel Francisco Jos da Cos-
ta, avaliada em 4.500.U00 rs.
Urna escrava de nome l.ucianna, de ida-
de de 30 annos, avaliada em 400,000 rs, ,
pcnliorada a Jo9o Itiptisla Pereira Lobo;
outra dita de nome Juliana, de idade de 40
annos, avaliada em 300,001) rs., o penlio-
ra-'a ao masino Lobo.
Um escravo de idade de 50 annos, avalla-
do em 150,000 rs. e penhorado a Mau-
vernay
I n dito de nome Antonio, de idade de 16
annos, avahado em 400,000 rs., e peiiho-
radoa Chrispim Marques Noguera.
Duas portad is de pedra avahadas em
26,-240 rs., penlioraJas a Manoel Ue Alinei-
de Lima.
huas bancas de Jacaranda e 6 cadeirasde
angiro, avahadas em 36,000 rs. e penho-
radisa F B. C.
Uina prensa de llgodfio com srus fuzos e
mai.s nrrlcnces, avahada em 120,000 rs. e
peuli ri la a Mano -I Antn o Itibeiro.
33 cuidieiios oouraiios e de oorcellana,
avalia loa em 158,000 rs e peniioradosa
J. 1, Chaidon.
Div'rsos movis em tno estado, avalia-
los em 18,000 rs. o penhorados a M Jos
SoaieS.
Os pretm lentes se informarlo mi-lhor a
vi-la dosescriptos em podAr do porteiro do
juizo,
Pela s-gunila ser^Ho da mesa do con-
sulado provincial .*-e passa chamar as pea*
soas aballo mencionadas, fin de pagaren)
> ini| oslo provincial do 12,800 is. no anuo
liiianceiro de 1H49 a 1850, a saber :
Itairro da Ittc'fe.
Joaquim da Silva Moirflo, Anlonio Tei-
xei'a Bacrllar. Anlonio Aunes Jacnme Pi-
res, Costa & Brito, JoOo Gnnijalves dos San-
tos, Jci;iii Raplista Fragoso Jnior, Jos Al-
ves Xavier, Vieira & Hallar, JuSo Dunuells,
Viciorino de Castro Moura. Miguel Arcbau-
jo de Figuiredo, Campos & Moreira, Bas-
tos & Goncalves, Jos Gomes Moreira, J. sr
Ferreira da Silva l.eite, Francisco Goncal-
ves da Silva Porei-a, Candido Jos desal-
es, Narciso Maiia Carneiro, Francisco Seve-
riannoltabello Jnior, Antonio C01.es da
Cunha e Silva, Joaquim Itibeiro Ponles,
l'onl Joao Antonio da Rucha, Jos Itodriguei Pe-
reira, Azevedo & Cardoso, Amonio Joa-
quim Tavares, Salvador Pereira Biaga, An-
tonio Jos Pimenla da Conceicflo, Antonio
Bernardo Vaz de Carvalbo, Antonio l.on-s
Pereira de Mello, Manoel Moreira Campos.
Chrisiianne rcira Ponles, Pinto & limaos Antonio J0S0
da Silva, Manoel Jos do NabCinu'fito e Sil-
va, Placido Jos do Reg Araujo. J. Oelster,
Csrdoso Ayres, Feneia Araujo & Com pa-
ulla, Julio Cardoso Ayies, Lima Soares &
Companhia, Jofio da Cunha MagalliSes, Luiz
de Oliveira I.una, Jos Das da Silva.
( Continuar-se-ha.)
RelacBo dos seguros vindos do sul pelo vapor
Imperador, em 14 de Abril de 1850.
Amorim & im no ij.
Anlonio Concia Cabial (i).
Anlonio de Souza Martins, em Olinda (1).
Deocleciann Augusto Cocino dos Santos (1).
Domingos Jos da Costa GuimarSes (1).
Francisco Joflo Cardo?o (1)
Francisco Joilo da Costa 1).
Gabriel Moreira Rangel (1).
llerculauoDeodalo dos Sanios 1).
Joo llaptista de Souza Braga I..
Nascimcnlo & Amorim (\)t
Viuva Vieira & Filhos 11;.
Correio do Pernambuco, 15 do abril de
1850.
O administrador,
A. J. Gomes do Correio.
As malas que deve conduzir
o vapor Imperador paia os por-
tos do norte, principiam-se a
- fechar hoje (16j a urna hora da
tarde, recebendo-se correspondencias com
o porte duplo at as duas horas.
As malas que deve conduzir.
o vapor Paraenie para os por-'
los do sul, princii iam-se a fe-!
_ char amauhiia (17) ao meio
dia, recebendo-so correspondencias.com o'
porto duplo at urna hora da tarde. |
Publicacao litterarii.
*
Saliio a luz
o filmo natural
ou
AS PROVAS DA VIUTUDE,
comedia om 5 actos em prosa, por Diderot,
traduzida do francez por urna soiihora na-
tural desla cidade: vende-se na praca da
Independencia, llvraria ns. 6 e 8. por 1,000.
Avisos martimos.
O brigue portuguez Oliveira sabe imprr-
lerivelmenle pariilha de S.-Miguel com
escala pela Terceira, no dia 21 do correle:
os Srs. rairi'pi loros queiram levar osco-
nliecimpntos aleo dia 19, na ra do Viga-
rio, n.8; boni como os Srs. passageiros
pagaren! sitas tassagens al o dia 17
Para o Rio-de-Janeiro she muito bre-
va o patacho Sma -Trindade, forrado e enca-
vilhado de cobre, do superior march : re-
cebe Carga a frete, passageiros o escravos a
frele : a tratar rom Francisco Alves da Cu-
nda, na ra larga do Ruzario, n. 11, pri-
ni 11 o andar.
--Segu para o Aracaty, atoo fim deste
mez, o Inate l'lor-de-Cururipe, mnilo velei-
ro e forrado de cobre: q> quizercarregar ou ir depassagem, eulenda-
secomLui Antonio de Siqucira, na ra
daCadeia do Itecifo.

lat'iiao.
0 corrotor Oliveira far leilio, por
ordem e em presenta do Sr. cnsul da re-
publica franceza, de 8espigardas francezs
de 2 canos, de um escravo moto, bom car-
niceiro e com oulrs habilidades, perlen-
cente a liquidarilo do lina lo Joao hubois,
subdito franrez ; assim romo de urna es-
pingaida, urna caleira, um relogio paten-
te de ouro, de porc^o de ro 'pu, e ouDo
escravo cslropciado denma nulo,pelenceu-
'e ao finado Jouane, tamhem subdito fian-
cez : terca-feira, 16 do crrente, ao ineio-
dia em poni, no respectivo consulado,
ra do Trapiche-Novo.
Quarts-feira, 17 do corrente, havera
leililo de 15 caixas com queijos por conla
ile quem perlencer, em lotes a volitada do
comprador: no armazn dej. J Tas nior, ra do Amorim, n. 35, as 10 horas da
mantilla.
Tbomaz de Faria fara leililo, no dia
quinla-feira, 18 do corrente, pe|?s 10 horat
da manhfla, no caes da alfandega, de 37
barricas com bacalhao muiissimo novo e
em 1)001 estado, vin las de Lisboa pelo na-
vio poituguez Abrttt-I.
Jolo Keller & C. fafo leililo, por in-
lervenc.80 do corn-lor Oliveira, porconiae
risco de quem peileneer, e em presenra do
delegado do Sr, cnsul da repblica rian-
cez, de P. r. 182, una eaixa comendo c re
de lo Juzas de chales le cambra!* a ia-
mascad, variados a bordo do navio fran-
cez Franrois-Xavier, Capitfio Moisanl, na sua
recente viagem do II vra a este porto, oiuIh
aporlou ao 5 de margo prximo passido:
quinta-feira, 18 do corrente, no meio-dia
em .ionio, no seu armatein d- ma da Cruz.
Avisos diversos.
-- Urna criada branca, vinda ultimaoien
te de Portugal, para una pessoa Tora da
praQa, nlin querendo subjoilar-se estar no
mallo, offerece se a qualqner pessoa nes-
la praca : a Iralar no Mondego, em casa do
l.uiz Comes Ferreira.
-- Jo-e lu/, .la Silva Guimarfes, (endo-
se propoaio a procurar em particular quaes-
qurr negocios forttises de sua prolissfio,
oiren ce ao publico o seu diminuto presli-
mo, poden lo ser procurado em seu escrip-
lorio, na ra larga do liozario, 11. 33, pri
meiro andar, da 8 horas da inuha as \ da
tarde, nos dias olis.
-- (I testiinieut'iro do fallecido Jos Fer-
reira da Silva L iie derlsia aos credores do
n'Csmo, que se aclia fa/cnlo o inventario
pelo juizo do rivel, escriv.lo Sanios, por
ondedevem realisar seus dehitos para se-
rem alten lides, islo 110 prazo deoilodias;
do contrajo, tillo seiilo aitendidus, elicu-
r o aiiun 1 nadir desonerado.
Os abaixoassignados l'azem scirnleao
pubhco que compraram a venda de Anto-
nio Joaquim de Mello, sita na na do l.i-
vrarricii'o, n 38 Jos l.ui: de Mullos An-
tonio l'into lagalhaet.
-- Aluga-se o segundo andar e slito de
om sobiado na ra Bella, rom bous coni-
modos -. a tratar na ra de S.-Francisco,
casa apalarada.
-- Joaquim Feneira da Silva, nlo tendo
lempo para se despedir pcssoslmente de
lo los os seus amigos o faz por meio deste,
ofTereceudo-lhes seus serviros na cida le do
Porto, edeixa por seus bastantes prncura-
doresnesla cidade aos Srs. los Joaquim
Dias Fernandos e Antonio de Sa Lope Fer-
nandos.
-- Ignacio de Si Lopes Fernandos, nao
tendo lempo parase despedir pessualmen-
te de lodosos seus amigos, o faz por meio
deste, offerecendo-llies seus servidos na ci-
dade do Porto.
Os Srs. Joaquim Pessoa Cezar da Cu-
nha e Francisco Bringer de Almeida Gue-
des hajam de dingir-se ra do Passeio-'
Publico, loj.i de l'.i/endas, de Albino Jos
I.0110, que se I lie deseja fallar a negocio'
que nito ignoram. )
Tilomas C. Masn, socio da casa e firma
de lliogo Cockshott & Companhia nesta [
cidade, retnndo-se, uoixa os seus poderes, '
para continuara HquidatjSo da mesma ur-
ina, aos Srs. Samuel Puwcr Johnston <\
Companhia.
-- Na ra do Crespo, n 6. desejg-se fallar
cora a Snra I). Joaquina Antonia 1'iorencia
Ressone,ou com seu filho, a negocio que
Um diz rcspeilo, ou entSo aunuucie sua
motada*
Precisa-se de um caixeiro para entre-
gar pao a uina firgurzia com um preto : no '
paleo da S -Cruz, n. 6, padaria.
Ignez Francisca de Moura, com venda
no Varadouro de Olinda, faz scienle ao rrs-
peitavel publico, que do dia 15 do corren-
te em dame, nilo se rosnos bil,a por
qua Iqucr divida que faga em seu nome, An-
lonio Jos Je S Arujo : epara que conste, ]
faz o prsenle annuiicio ; e lamben) porque |
o dito Araujo recebia o dinheiro da anuun-i
cate para as compras, e ia lomar fiado em I
seu nome. A annunciante tambera roga as
nessoas a quem dever de dirigirem-se ra
da Senzalla-V'elha, n. 46, a rasa do Bernar-
dino do Souza Pinto,para se tomar conheci-
menlo dolas,com acondifoae declararcm
de quem lram.
Cessppareccu, no da 12 do corrente,
da ra Dircita ato o Aterro-dos-Xfogados,
um ca -alio ru?o, capa lo, rom cangalha, 2
arrobas de carne do Coar, 20 libras de ba-
calhao, 3 cauros seceos, 2 pires do saceos
vasios. Roga-se as autoridades policiaes
equarsquer pessoas, que o pegucm e le-
vem-noa rna Direila, (taberna n. 76, ou ao
engenho lllruc, do Sur. Dr. Jo5o da Ro-
cha, que serilo recompnsalas.
O aliaixo assignaJo retira-se para Por-
tugal a tratar do sua sa le, e leva em IOi
companhia sua mulhcr, Mara de Jess Soa-
res, e seus filhos menores, Joilo Baplista
Soares, Antonio de Oliveira Soares, Manoel
llenrique Soares, Domingos Augusto Soa-
res, e Luiz le Franca Soares.
Domingos Jos de Oliveira Soores.
--No da 14 do correte, pelas 6 horas
da tarde, voou para osquintaes da roa dos
Quartois om papagaio novo : quem o lver
adiado o oquizer restituir, leve-o ra do
Cabug, loja de quatro portas, n. 1 ('..
Frontispicio do Carmo.
Tendo-se de festejar a SKMI0I1A UO
CARMO DO FRONTISPICIO, no dia 21 de
maio prximo vinilouro, convda-sc, por-
tanto, aos Srs. procuradores da actual elei-
cilo, abaixo declarados, a compartcerem
no mesmo convento, no dia 16 do coiren-
te, pela- 4 horas da larde, aura de se tra-
tar da ilislrihuiqio das cartas o arrecada-
cilo das esmolas. Kzeqoiel Jos de Carva-
lh", Tliomaz Ignacio Carrol, Manoel Jos de
Oliveira, Jo:lo Pereira da Silveira, llomo
de Souza Lisboa e Antonio Vicente Breken
fiold.
Precisa-se de um caixeiro para venda,
que lenlia prat'ca e d fiadora sua conduc-
ta : quero estver nrslas circumslancias,
dirja-se ruada Cadeia do Itecifo, n. 43.
Avisa-se ao Sr. M de C. K de A. G que
venha tirar o seu penhor, que se acba n<
ra .Nova empenbado pela quantia ile res
90,000 ; do contrario, se psssara a Vender:
espera-se at o dia 20 do correte.
*J se abri a loja de seis
portas.
O novo administrador da Inja sita em
frente da igreja do Nos vramenln, querendo trocar por sedlas os
inuilos alcaides qua arhou na dita loja,
lem resolv lo vend los por lodo o preco,
e desla lrma offerere vantagens aos che-
fes de familias e srnhores do engenho a re-
fazercm-se de vestuarios por commodo
prego, pudendo dirigir-se dita loja a exa-
minar a boa quahda lo das I izendas, e esco-
lliereui as que mellior Cuptn Ib lizerem,
achan lc-a* esta loja abeita das 6 horas da
niauhUa a' as nove da noite, oir-rrcndo
assim 11,11111 n ii ia ir. a algumas senhoras,
q ie de passeio queiram ir pessoalmenle es-
C Iber econn rar a seu goslo eioitade: a
I vi-la, pois, de alguna prrCOS que aqu men-
' c ona, ronhecea oleitorque he exudo o
que Iho manifeslt, cuno sejm chitas de
bous pannos escuras, a lio, 1i0, iso e 200
ts ; chales de re le, a 3)0 rs. ; lenros da
m sma rede, a 160 rs ; ditos brancos do
in.lo 1 ai a S'nhora, a ?40rs ; panno da Cos-
ta com 8 palmos de largor, a 3J0 rs. ; bre-
tan!i< de rolo com 10 varas, a l,00 rs.;
lencos de seda par aliibooa e hombros de
senhoi,a 800 rs. ; c'tes d-1 cass.-chita de
bonitos padr6es, a > 000, 2,400 e 3,000 rs. ;
e ludo o inais so vendo muito em cunta por
se queier ai urar dinheiro esoitir a loja de
fa/eudas novas
N. Pommatea", culileiro, ele, com
a loja n. 16 no Mcrro-da-Boa-Visla, recom-
niciida a seus amigse freituezes o seu no-
vo soilimrnto de obj'Clos de melhor (oslo,
cheu'ados pelos ltimos navios do Havre,
entre os qoaes lia eslojos da*maior elegan-
cia pa a senhora o hoinein, em gran le es-
colli ; eslojos para viagem, contendo co-
Iher, garfil) faca, sacu-iolha e om copo para
beber, ludj islo f iiinan lo o menor volunte
lossivel ; um lindo soriimentii de tesouras,
taino para costura e bordar, como para
unhas, cirurgia, jardineiros, cahrllcreiros
e balenos ; uavalhasda melhor qualiJadi-
possivel e com os competentes aliadores de
couro de anta ; facas de algibi-ira ; facas ro-
manas pura caga ; caivetes com tesouras ;
ditos para cortar cal os ; instruir enlos para
limpar as unhas ; faquiuhas para costuras ;
eslojos para mdicos o dnoslas; espin-
gardas u'e eir de todas as quahdades com
os competentes porieoces, com s-jain
rbil i.l eiras, polvarullOS e bal 'lia- de (o-
dos OS Calibres cabezadas de pita (se la
vegetal ); brides para montara c caTos;
fundas do lodos os moldes ; est 'jos mathe
inalicos; bengalas 1 ara lnhpar esidpgardui
e para passeio ; e ouiros mullos objeclos de
uiiii lado : ludo pelos precos mais cumiuo-
dos possiveis.
- Pela prafa do juizo da primeira vara
do civel desla cidade, no dia terca-feira, 16
do coireute, se ha de artematar de rende, a
casa terrea na ra de lloiUs, n 39, perten-
centc a beianca do fallecido Francisco
(lo. i;alvrs Rodrigues.
AlfreJo Rocca, subdito sardo, retra-
se |'.i a a Baha a Iratarde seu negocio.
Manoel Joaquim da Silva, cidalo Bra-
sileiro, vi ao Aracaly, levando em sua
cumpaiihia seu fllho, Antonio Cesario de
Silva, srusobriubo, Toriano Calisio Juca,
ambos mmoies, e o seu escravo Francisco,
e 11 leao Costa.
Quurla-feira, 17 do corrente, se lia de
arrematar, por sor a ultima pracs, na porta
do Hlm. Sr. Dr. juiz municipal ua segunda
vara, Jos Raymundo da Costa Mem-zes, na
ra da Madre-do-Dos, pelas quatro horas
da tarde, um sobrado de um andar com so-
tilo deb i\o de cubr 1.1. na rila da Roda, 11
48, avaliadu em 3 UOO.OOO rs. ; uina casa
tern a em armnzem, na mesma ra 11, 52,
avahada em 500,000 ts ; nielado de uulia
ma, tambero em rmazem, 11. 54, avaha-
da na misma quai,ta t iodos estes bens vflo
praca por ordem do mesmo juiz, para pa-
gamento dos legados e dividas que deixou o
tinado Antonio dos Santos Serpa.
Ignacio Jos Rodrigues, subdito por-
tugiie/, retira-se para fra do imperio.
--I). J 1). Oe Oliveira embarca para o Bo-
de-Jaueiro a pela Cblliarina, de uaciio An-
gola.
-- Bernardino Jos Ferreira Cuimarfics
retira-se pata fra do imperio.
Oliveira IrmSos & Companhia fazom
sciente que deixou de ser seu caixeiro Luiz
de Oliveira Mello.
Luiz de Oliveira Mello retira-se para
forado impnrio : quem se julgar seu ere-
dor, de objectos paro elle, ou em nome delle
comprados, dirja-se, no prazo de oilo dias,
ra dr Cruz, n. 9.
Compras.
Compra-seum quarlo gordo que sir-
va para vingein : na ra do Queimado, n.
27. se diraqoem compra.
-- Compra-se lariaruga : paga-se por mais
do que coi outra qualquer parte : na ra das
Truclieiras, n. 5, loja de tartarugueiro.
Compra-seum armario usado, mascm
bom estado, proprio para cozinha: quem
tiver, annuncie
Compra-se una C8sa terroa, com pre-
ferencia em s.-Anlonio : na ra de Apol-
lo, n 8, se dir quem compra.
-- Compra-se urna cabra ( bicho ) que d
bstanlo leite, e que soja mansa : quem
tiver annuncie
Compra-se urna preta de liaran, moca,
bonita figura, boa engommadeira e costu-
re ira : na ra Dircita. 11. g-2.
Compra-se um cordflo de ouro de lei,
sem feitio, eque tenha 12 a 16 oitavas : na
ra do Vigario, n. 14, taberna.
-- Compram-se os Jornaes do Commercio
do Rio-de-Janeiro, do mez de fevereiro pr-
ximo passado : as Cinco-Puntas, n. 9t,
ou annuncie.
Vendas.
Piteiros.
Na loja 11. 48, do Aterro-'la-Boa-Vista,
vemdeui-s tres fileiros, a 3,000 rs. cada
um.
Ven le-so leite purissimo, a 200 rs. a
garraft : na ra estreita do Ruzario, na por-
ta da venda que volia para o Carmo, das 6
s 7 horas da man'i.la.
Vende n-se ancoras, correntes de fer-
ro, etaixas do cobre: na ra do Trapiche,
11. 12, pri meiro andar, em casa de Itidgway
Ja miso 11 & C.
Vende-se tima morada de casa terrea
em Fra-t-Purtas, defronte do Pillar, n. 11,
rom grande quintal que bula para a maro
grande : na da Praia, n. 15.
Vende-se um pequeo resto defarinh
de Pbiladelp'iia, a 8,000 rs. a barrica, para
liquidar: na roa do Vigirio, n. 8, ou na
traversa da Madre-de-Doos, n. 9.
-- Vende-se uina escrava cabra, vinda do
Herido do Cear,sadis e robusta, que cozi-
nha c lava : na ra do Queima lo, lado do
becco da CongregacSo, n. 45. loja.
Vende-se um terreno, ptimo para se
edificar, por sor de esquina c ficarperto do
rio. tendo urna casi de tai a. sito na baixa-
verde do Manguind; assim como urna pe-
quena oasa rectificada de novo, confronte
ao mesaiii terreno, com camboi no funloe
pelo do embarque : na ra da Penha, n. 1,
primeiio andar.
Yi'nde-se,pnr preco comino lo, urna es-
crava de n eia idade, cujas habilidades se
di'io ao comprador: na ra Velha, n. 71.
-- Vendem-se, no atnro da Boa-Vista,
loja n. 5S, sspatoea de c turo de lustro ; di-
tos do Aracaly, brancos o pretos, sapttos
envrrnisados para senhora a 2,000 rs. o p-ir;
dit >s de cordavilo, a 1,440 rs ; ptimo couro
de lustro. 4.0.10 rs a pello ; pello* de be-
Zrro francez,a 3,!)0 ts. ; grasa ingleza em
poles.a 200 rs ; e coi lata, a 120 rs.; mar-
roqilim.a 2,000 is. a pelle ; bonetes france-
zes para meninos, a 500 rs. ; ditos de meri-
no,a 2,000 rs.
Voltarete.
Caixinhas com (isas e lentos para jogo de
voltarete, rocentemente chegadas de Fran-
ca, por preto commodo : vendem-se na ra
1I0 Crespo, ao pr. do arco, loja de miudezaa.
Vende-se um molequo bonita flgiira.de
de 12 anuos, proario para aprender oflicio,
011 para qualquer outro servido : na ra do
Crespo, ao p Jo arco, loja de miudezas.
Vende um veado bastante grande a
manso, por p da ra Nova, n. 67.
- Vendem-se costillas de diroito [crimi-
nal o do di'eilo comuicicial, bem copiadas:
na ra do Passeio, loja 11. 21.
~ Vende-se urna armaran envidrac.ada-
propria para sapalriro, charuteiro, deposi,
lo de assucar ou oulro qualquer eslabeleci-
inonto ; a junla'i.cnte se aluga a casa on-
de existe a mesma, na ra do Amorim: a
tratar no Foi te-do-Mallos, ra do Codorniz,
n. r:.
Vende-se un linda escrava de 20annos,
de nacdlo Baca, que cozinha o diario de urna
ca, e he engommadeira : na ru do Rangel,
n. 57.
-- Na casa do molas francezas de Mada-
ma Bossard Millochau, no Aterro-da-Boa-
Vista. n I, ha para o escolhimento das se-
nhora.* um grande sorlimento de chapeos;
manteletes, capotinhos, lencos, fitas, ca-
misinhas, cabeces, luvas e flores, que se
venden) por precio muilo em conta.
Vendcm-sc dous pares de mangas de
vidro bordadas de cores e de bom gosto ;
um par de jarros dourados, omito lindos;
um lindo 1 elogio do cima de mesa, de pedra:
na ra oo llaugel, 11. 57
Vende-se urna linda mulalinha reco-
Ibida, de 18 anuos, com todas as habilida-
des precisas para servir uina familia : na ra
do Rangel, n. 57.
Vende-se um bonito moleque de 18 an-
nos. de boa conducta : na ra do Rangel ,
n. 57
-- Vendem-se 3 moradas de casas meia-
agnas, por detis de S.-Tlieresa : na ra
Imperial, o 34.
Vende-se banha de porco derretida a
da Ierra, a 360 r. a libra I na ra do Ran-
gel, n. 21.
-- Vcnde-se a loja de ferragens do falle-
cido Caetano Luiz Ferreira, sita no At-rro-
da-Boa-Visla, por baixo do sobrado onde
mora o Sr. coronel Chaby : na praca da
Boa-Vista, n. 1, segundo andar, por cima
da botica da viuva Cunha.
-- Vrndcm-se lijlos para hmpsr facas, a
14.000 rs. a duzia ; conservas inglezag, a
N.oro rs. a duzia : no armazem que foi do
fallecido Braguez, perto do arco Ja Con-
ceicfio.
-- Vendem-se amarras ue ierro : na ra,
Ja Senzalla-Nova, n. 42.
AR FNCONTRADO


Vendem-se amarras de ferro de meia
pnllegada a sete (itavas ; ferro inglez sorti-
do ; arcos de f -ro; cabegadas rolicas e
chatas ; lrns ; fie lvela e de sapaldro ;
ancora; fatexas; o mais ferragens: na
ra do Trapiche-Novo, n. 16, casa de .'ones
Patn & C.
--Vende-se resina |deangico, as librase
ni norgSo : na ra da Cadeia, loja de Joflo
Jos de Carvalho Moraes.
Bom c barato.
Na ra do Passeio, loja nova n. 9, de Al-
bino Jos Leite, vende-se madapolfio fino,
com 4 palmos de larguri e com pequeo lo-
que de mofo, ao barato prego de 2,800 rs. a
peca, ea rctalho a 160 rs. cortes de cassa-
chita, padrfies modernos, a 2,800 rs. o cor-
le ; riscadinho de linho, a 440 rs o eova-
do ; dito de algod.lo, a 200 rs.; pelle do dia-
bo muito encorpada, pelo barato prego de
360 rs. o covado ; chitas de cor seguras, a
160,180. 200 e 2*0 o covado ; chapeos de
sol de panninho, a 2,800 rs.; e nutras mili-
tas fazendas por preco mais commodo do
queem outra qualquer loja.
Gaz.
Contina-so a vender na dcslilaco fran-
ecza na Iravessa da Concordia, gaz e pa-
vios para candieiros de dito: tamhem se
concerlam e limpam-se ditos candieiros.
Moenctas superiores.
NafnndigSode C. Starr & CompanhiaF,
ein S.-Amaro acham-se venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construceflo muito superior.
A ellas, a ellas.
Vondem-se riquissimss golas c peseoci-
nhos par senhora, pelo dimitidlo preco de
2,000 rs. cada um : na ra do Queimado,
n. 9.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de d(Te-
rentes modelos : na fabrica de machinas e
funriicSo de ferro, na ra do Bru ,
ns. 6, 8el0.
Tecdos de algodao tran-
cado da fabrica deTo-!
dos-os-Santos.
Na rua da Cadeia, n. >42,
vendem-se por atacado duas qualidadrs,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
'<**??*** MMttNI

i
m
m
m
*
m
Vende-se, por preco com- J
modo, cera em velas lubrica- ^
ras no ftio-de-Janeiro ; fei- G*
jao mulatinbo em saccas
grandes, muilonovo; fumo
"....."........" ..-.~ i
em folha para capas de cba-
I rtitos ; dilo mais inferior pa-
iollo
m
m
m
ra miolio ; chapeos do Chi-
le finos e entre-finos : nos
armazens de Uias Ferrara
e fallecido Brpguez, no caes
"2 da Aifandcga, on a tralar
com Novaes & Companbin,
na rua do Trapiche, n. 3^.

Deposito da fabrica de
Todos-os-Satitos na Rabia
Vende-se em casa de M. O. Dieber & C.
a rua da Cruz, n. 4, aleodo trancado
daquella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar, roupa de escravos efioironrio
para redes de pescar, por prego muito com-
modo.
AGENCIA
da fundicao Low-lloor,
RUA DA SI'NZALT.A-NOVA, H. l\1.
Neste estabelecimento conti-
na a haverum completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido e
co^do, de todos os taannos,
para dito. ^
Novo sorlimento de fa-
zendas baratas,
Vondcm-se cortes de cassa-chita muito
bonitos, a 2,000, 2.400 c 2,800 rs. ; riscadi-
Potassa da Russia.
Vende-se superior potassa da Itussia, da
mais nova que ha no mercado, por prego
commodo : na rua do Trapiche, n. 17.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa
re boa qualidade, em barriszinbot.
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
lempo se nSo vende: nc ecile,
rua da Cadeia, armazemn. 12.
Vende-se superior farinha de
trigo da marca SSSF, chegada ul-
limamente a este mercado : a tra-
lar com Manoel da Silva S no ar-
mazem do Atines, no caes da Al-
fandega.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamhurgo : na rua do Amorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Ovas do serlao.
Vende-se este exeellenlo pelisco: na rua
do Queimado. n. 14, loja ,dc ferragens.
Novo sor lmenlo de fa-
zendas baratas, na roa
do Crespo, n. 6. ao pe
do lampen'.
Vende-se cassa-chita muilo lina, de bo-
nitos padrees, ccires lisas e com 4 palmos
de largura, a 320 rs. o covado; corles da
dita a 2,000 rs. ; riscado d> listras de l-
nlio, a 240 rs. o covado ; dilo de llgodfio, a
140 e 160 rs o covado ; corles de brim par-
do claro, com duas varas e una quaila, e
1,600 rs.; risrados nwnslroa, a 200 rs. o
covado ; zuaile azul, a 200 rs. o covado;
chitas, a 160 e 180 rs. o covado ; fusl.lo, a
640 rs. o corte ; chales de tarlalana, a 50o
rs cobertores de algodo americano, a
610 rs. ; e oulras muitas fazendas por bara-
to preco.
Farinha de mandioca.
Vende-se fa'inha do Ceari, em saccas,
por preco commodo : na rua da Cruz, no
RenTe. n. 43.
--Vende se cobre e metal hurollo para
forro de navios, por pieco commodo : na
roa ii4 Madre-de-Doos, arma/em de J. V.
da Silva barroca.
Cal virgen dcIJsba.
Vende-se cal virgem de Lisboa, por eom-
modissirno prego : na rua da Cadeia do Ite-
cife, n. 50, luja de Cunha & Amorim.
Sapatos do Araraty feilos a ca-
pricho.
Acabam de cliegar do Aracaly urna gran-
de poreflo de sapalOS lejos do eucoitmon-
da, isto por elleilo de novas recommenda-
cos que para la se leni foilo ; porque os
que al apura lioham vindo, nolavnm-se-
Ibes mpe feicio, ja no cosido, j i ni for-
mas antigs e niesmo em cite : osles tapa*
los depois de linios e aoostiimados a boa
grasa chegam a rnnfudirem-se oom os de
de rnuro de luslio; o seu pngo silo de
1,200 e 1,280 rs. o par ( dinheiro a vista):
nn rua larga do Rozarlo, n. 35, loja de nnu-
dezas.
Vende-se a taberna da esquina da rua
Nova, junto a ponte da Boa Vista, n. 71:
faz-se lodo o negocio, urna vez que o com-
prador desonere no vendedor do que deve
aos Sis. da alfandega.
Vende-se, por preco muito
commodo, superior potassa em
dnicas pequeas
to do correte do
4
Taixas para engenho. |n
Vende-se urna bonita preta de 20 an-
os, que engomma muito bem, cozinha o
Na fundigSo ile ferro da rua do Bruta, | diario de urna casa e coso, sem vicios nem
acaba-sede receberum completosortimen- molestias, o que se nfianca : defronte da
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezasao
comprador.
Farinha nova de S.-Ma-
theus, por preco mui-
to commodo :
vende-se a bordo do patacho na-
cional J miza de-Constante, entra-
do recentemente daquelle porto,
e fundeado em frente da escadi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado &c Pinheiro, na rua do
Vigario, n. 19, segundo andar.
O verdadeiro oleo de
Rissino,
em meias garrafas, para commo-
didade das familias, por preco
mais commodo do que em outra
qualquer parte : vende-se na rua
do Trapiche, n. 44, armazem de
Dowsley & C.
Anttgo deposito de cal
vireem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
A rados de ferro.
Na fundicSo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
eomelhorque lem vindo a este mercado :
na rua da Madre-de-Deos, armazem do Vi-
cente Ferr'ra da Costa.
Aviso aos f maules que
dao valor ao que he bom.
Na rua Nova, n. 56, fabrica de charutos,
acharo sempre os fumantes um rico e vi-
ria!" mu I iinoiiln das melhores qualidades
de charutos que toem vindo a este morca.-
do, contendo as seguintu qualidades:
Defensores-da-l'alria,
Liberaos,
I'atusco,
Cavalleiros-do-llaviia,
Venus-de-llavana,
Venus,
Senadores,
Ilopulados,
Snquaromas,
S.-Fellz-Verdadelro,
Arcbei'OS,
llgalos,
Suiierior-ltegalia,
Cafadores-da-llahia,
Tamas,
Cigarros-de-llavana,
Cgarros-do-.Manilha,
Ahima-Va,
e oulras muitas qualidades que sorilo (a-
lenl's aos freguozos e se venderSo pelo
monos proco possivel.
Fumo para charutos.
Na fabrica de charutos da rua Nova. n.
56, vende-se tumo de primeira, segunda e
torreira qualidades, por proc,o commodo,
lano em porcao como aretalho.
Chegarbm novamenle a rua da Sen-
, chegadas em zalla-Nova, n. 42, relogiosde ouro eprata
Itio-de-Janei- n8leille'"K,ez P"ra homem e senhora.
ribeira dopeixe, u. 3.
Vendo-se um relogio patente, que lem
corda para 20 e tantos das, para cima de
mesa, peca esta mais rica que teni appt-
ricido no Brasil, tendo um dansarjno de
corda e 4 msicos a tocaren differentes ins-
trumentos, com tantas pecas de msica
quanlas horas lem um dia : o dansarino
dansa anlea de repetir as horas, e tem mais
um resisto que o faz dansar em qualquer
eccasino, e lem mais outro resisto que o faz
parar inesmo as horas : na rua do Cabug,
loja de quatro portas, n. 1 C.
Novidate.
A 1,000 rs. o covado.
Na loja dos barateiros da rua do Queima-
do, n. 17, vendem-se casemiretas de ISa,
pretas e de cores, proprias para calcas e
palitos para homem e meninos, a 1,000 rs.
o covado.
Vende-se urna espingarda de dous ca-
nos, obra muito bem feila: na rua Nova,
n. 16, loja.
INovo Irem de cozinba.
Vendeni se chaleiras, fregideiras, cassa-
rolasepanellas de ferro forradas de por-
cellana ; cafeteiras c bules do metal: na rua
Nova, n. 16, loja de fenagens, de Jos Luiz
l'ereira.
Vendem-se duas lindas roo-
lecas, proprias para se educarem ;
na rua das Larangeiras, n. 14,
segundo andar.
Pechinchas novas.
Vende-se madapolo Tino, com nm pe-
queo toque de mofo, ao barato preco de
3,51)11 rs ; cortes de cassa-chila com 5 va-
ras, cor segura, a 1,400 rs.: no I'asscio-Pu-
bllco, n.ll, loja de Firmiano Jos Rodri-
gues F' rreira.
-- Vendem-se, nos Arromhados, as ma-
brh
ro no brigue nacional Ledo : no
armazem de Dies Ferreira, no
caes da Alfandega, ou a tratar
com Novaes & Companhia, na
ruado Trapiche, n.3 Linbas de OW jardas o
carretel.
Vcnde-se muito superior qualidade de
linlia em csrretcl (ie200jardas.de ns. 16
a 130 : na rua do Queimado, n. 16, loja.de
Jos Ibas Slmocs.
Vendcm-se 5 escravos, sendo dous de
15 annos, um upliino cozinheiro e 2 carrei-
ros; 3 negrolis de 14 anuos ; 4 escravas
mocas, de bonitas (guras : na rua Direita,
o. 3.
Vcnde-se urna parda muilo sad a c
Cseas pretas a 140 rs. o
covado.
Vende-se cassas p'etas de muito bom gos-
loa 140 rs. o covado : na rua do Crespo,
loja da esquina, que volta para a cadeia.
Vendem-se sapatSes decou-
ro de lustro, de ponto fixo, a
4.000 rs. ; ditos de differentes
qualidades para homem ; sapa-
toes (lecmiro de lustro e brancos
para meninos: na rua da Cadeia
do Kccife, n. 9.
O
^.Cera em velas do Hio-f
o
O
rs. o covado ; riscados monslios com qua-
tro palmse molo do largura, a 260 rs. o
covado ; zuarle furia- coi es, a 200 is. o co-
vado ; pocas de canil.r-ia lisa com 8 varas
e meia, a 2,720 rs. ; chitas de bonitos pa-
dies, a 160 rs. o covado; (lilas muilo fi-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 280 rs. ; lencos
de soda para algibeira. a 1,000 e 1,280 rs. ;
ditos para gravita, 1,280 rs.; eoutras mui-
tas fazendas por proco commodo : na rua
do Ciespo, loja da esquina que volta pura
a cadeia.
Folha de Flandres.
Em casa de J. J. Tasso Jnior, na rua do
Amorim, n. 35. ha um ptimo sorlimenlo
de folha do Flandres, de todas as marcas, e
a retalho ror prego mais barato do que om
ui.tra qualqutr parte.
Arroz ue casca a 5,00
rs. a sacca *
vende-se na rua do Amorim, n 35, arma-
zem do Tasso Jnior.
Vende-se, na rua do Crespo, n. II, a
obra doJudeu Errante, por Eugenio Suo,
traduzido cm porluguez por Casullio, :>0
. o. i.ii.i s noviis, enea domados em '.), e ou-
lras mu i las obras por proco commod.
de-Jancro.
dem-se caixas com ce- |j
velas fabricadas em das melhores fabricas ^
io-de-Janeiro ; soiti-
ment a vontade do com- O
-2 prador,por preco DmL .- _
gallo, por 80 is. dilo da gallinhi.,| por 80 ral que em outra qual- (vj
rs.: cartas para enterro, por 20 is.; livros O quer parte : amado Vi- O
gario, n. 19,
veiitJem-se Can los sagrados, por s00 rs :. X
lrJ prador,por preco mais ha-
para aulas, por prego muito commodo.
I 11 inha de mandioca -
Vende-se muilo nova farinha ,le mandio-
ca, em saccas grandes, por prego commodo:
na rua do Queimado, n. 14.
Tccb incita.
|) giiio, n. g, a tratar com S

O
t orram ao barato
Na nova loja do Passoio-I'ublico, n. 19,
de l.omos Amaral & Companhia, acha-se
Na rua do Queimado, viudo do llozario,
segunia loja, n. 18, veidtni-se chapos de! um Completo soi timento de fazendas, co-
miI, de seda, para meninas, com um peque- mo soja.nj pgas de chilas linas ecdies li-
no loquo de molo, pelo prego de 1,600 rs,
A 9,800 rs.
xs, a 6,000 is e a 160 is. o covado ; ditas
muito linas, a 7,000 rs. e a 200 is. o cova-
do ; ditas e madapulo muilo lino, a 3,800
No armazem da rua do Itangel, n. 36, ven- e4,40i)rs. ; corles de meias casimiras, a
dse farinha de mandioca, a 2,800 rs. a!5rs-! ditos de casta para vestidos, a
sacra, e lamhein a relalho; arroz pilado e'*.280, 2,240 e 3,000 rs.; chales de 13a, a
de casca, fcijilo, esleirs, e palha p;ra cha- 1,800 rs.; lengos de seda para senhora, a
neos : ludo por prego commodo.
A 2,800 rs.
1,000 rs.; e oulras multas fazendas que se
mostr.lo aos compradores.
-- Vendo-se, por preciso, um escravo
deiras seguintes : caibros de 30 palmos, en-
charnela de 22 a 36 travs de 25 a 40, nulos
travessas de 30 : ludo madeiras de quali-
dades, por prego muito commodo: tam-
hemsebolam em qualquer porto que os
|u cien.Icoles queiram.
Vendem-se espadas prateadas para
ofliciaes da guarda nacional : na rua Nova,
n. 16, loja de ferragens, de Jos Luir Pe-
reira.
Atlencao.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50,
vendem-se coi tos de cambraia superiores, a
2,000 rs.; rassa pintada, superior fazenda
nm qualidade, a 2,000 rs.; cortes de casimi-
ras de algodao, de muito bous padrOes, a
360 rs. o covado ; bom lom, fazenda pro-
pria para vestidos de senhora, a 320 rs. o
covado; chai eos de ctstor preto, a 4,000
rs. ; chapos francezos superiores, a 6,800
rs.; eoulas multas fazendas que a vista
do comprador se mostrar3o, por prego com-
modo.
Vende-se a taberna da rua larga do
llozario, 11. 40, com poucos huidos o sem
alcaides: a tratar na mesma taberna.
Na rua do Crespo, n. 14,
loja de Jos Francisco
Dias,
vende-se esguiao de algodo, fa-
zenda de quatro palmo? e meio de
bu orna e fina, pelo barato preco
de 'dio rs. a vara ; brim tianca-
do Lranco muito encorpado e de
listra ao lado, a i ,28o rs. o corte ;
dito de puro linho cor de ganga, a
1,600 is. o corte ; e um completo
sorlimento de fazendas por borato
preco.
Faz mnita conta.
Na rua do Queimado, vindo do llozario,
n. 18, segunda loja, vendem-se pegas de
niel i 111 verde, azul e cor de efe, com 20
covados, pelo commodo prego de 2,200 rs.
a pega ; meias de cores para meninas, a 160
rs. chapos de massa para meninos, a 500
rs.; eoutras muitas fazendas.
Vendem-se, por prego commodo, os
seguintes objectos em bom estado, que se
pdem ver no fei ic-dn-Matios,, 1. .. do Sr.
Uanoel Ignacio de liveira Lobo, e tratar
na mesma, ou na rua do Azeile-de-Peize,
armazem n. 13, das 9 horas da ma:ihSa a
2 da larde :
2 vergas de gavia ;
2 ditas de joanete
2 ditas de sobre ;
Pannos de cutello, carangueija, suriolla,
juba e hizo, masteros do joanete e moxo ;
2 camarotes com 4 belixus ;
1 escada de madeira e ferros de bronze
para portlo;
I signo pequeo ;
1 roda de lima com chapas de lalo ;
1 cabrestante de patente ;
1 bolinele ;
120brag*s decorrente, juntas ou sepa-
radas,
2 ferros de muKo bom tamanho ;
1 ancorte;
2 joaneles;
1 gavia;
1 lujanona ;
1 giDa ;
1 veladeeslaes ;',
Cobie volho de forro ;
Cabosalcalroados para irogo, que pelo.
bom estado emqueesUo puein anda sor-'?" e Camisa
--Vende-se um prelo perito cozinheiro
de massas, forno e fogo : nao havendo du -
vida, dar-ae-ha a contento para fazer um
jamar: na rua do Collegio, n. 21, aonde
lamuem se vende um outro preto bom re-
iMiiiiiwiMe fescravos Fgidos
riisl.Jr-^22 no dia 31 de mrC. o preto
Filippe, de nagao Mogambique, baixo,
che.o do corno; costum. a embr.gar-,e
!rt Le"Cen,,.e ". ""'dofinado Jos Ma-
ra de Jess Muniz: quem o negar leve-o
a rua do Brum, n, 22:fUndigaoPdf Mi quita
& Dutra, que ser recompensado
- Fugio do bordo do paueho Ailhrtm.
no da 13de margo prximo pasaado. um
escravo marmhelro, de nome Joaouim
cnoulo, alto, com barba por baixo Uo que-
vo, bexigoso, cheio do corro, repres-nla
40 annos pouco mais ou menoa; be natu-
ral desta provincia ; descontla-se que este-
ja pela cidade de Olinda. Roga-se as auto-
ridades policiaes e capilfies de campo, que
o apprehendam e levem-no a rua da Cadeia
do Recife, n. 39, casa de Amorim Irmfioi
que gratificara com 100,000 rs conforme
a longitudeem que fr pegado.
-- Fugio, no dia 11 do correte, a criou-
la Benedicta, de estatura ordinaria, de 16
annos; levou vestido azul com floreama-
relias: quem* pegar leve-a a rua da Cruz,
? 43, que ser recompensado.
-- Fugio, no dia 7 do correnle, o cabra
Leandro : levou caigas de riscado de algo-
dSo, camisa de madapoIBo e bonete velho
na caneca ; tem os denles limados, e as
pernasalgumacousa arqueadas para tras;
consta ter apparecido pela Estancia, Ponte-
de-1 cIim.i, MoDteiro e Capunga: quem o pe-
gar leve o ao Atorro-da-Boa-Visla, a. 66,
padaria de Andr Nauzer, que recompeu-
sar.
Fugio.no dia 12 do passado, pelas 9
horas da noite, o prelo Benedicto, cnoulo,
que representa ter 24 annos, de altura re-
gular, sem barba, cara redonda, olhos car-
rancudos; lem os ps torios, e lie cambado
de urna perna ; levou caigas camisa de
riscado eeslaj rota, e bonete; quem o
pegar leve-o rua da Cadeia do Recie, n.
51, que ser bem recompensado.
200,000 rs.
Fugiram, no dia 13 de Janeiro do corren-
te, do engenhn Novo de Sermhiten, os es-
cravos seguintes: Thomaz, cabra-escuro;
tem os olhos e palmas das mflos amarella-
das, cor fula, representa ter 25 a 30 annos,
com cilicio de pedreiro, pescador e de cor-
ta r carne; he muito rogrista : Amaro, ca-
bra claro, de 45 a 50 annos, com bastantes
cabellos brancos, pernea finas, ps apelil-
lados ; he nuito preguigoso para qualquer
servigo ; he canoeiro; cosluma andar sem-
pre ebrio : estes escravos quando fugiram
foram a praia do Camella, do Itio-Formoso,
onde compraram urna jangada e aeguiram
na niesnia para a provincia das Alagoas, de
onde o dilo Amaro he natural, e que tem
prenles para o centro : quem os pegar le-
ve-osao dilo engerido, ou neta praga, em
rasa de Silverio Joaquim doa Santos, na
Camboa-do-Carmo, n. 33, que ser gratifi-
cado com 200,000 rs.
Desappareceu, da rasa de Prxedes da
Fonsera Coilinho, no da 20 do passado
niez. um pardo claro, de nome Eustaquio,
de estatura regular, secco do cor|0, bem
parecido, repiesenta ler 24 annos ; he ofli-
cial de sapvleiro; quando anda arrebita
os dedos dos ps; traz sempre as ventas
cheias de tabaco: quem o pegar leve-o a
praga da Boa-Visla, n. 6, botica, que teri
recompensado.
Fugio, no dia 5 do correnle, o preo|
Joaqun, de uaclo Angola, de 45 annos;
levou c..leas o camisa do algodflo ameri-
cano azul, chapeo de palha ; tem urna fe-
n )a na perna esquerda, e outra na direita ;
he alto, e lom os olhos grandes: quem o
pegar leve-o a rua da Cruz, n. 31, que ser
generosamente recompensado.
Fugio, no dia II do correnle, o pardo
Manoel, de 18 annos pouco mais ou menos,
de estatura baixa ; tem um pequeo signa!
na bocea ; levou caigas brancas vrlhas, ca-
msi de algodao de listras miudas; veiq
u limamenie do Rio-Grande do norle, por
isso he de suppr que se tenha cucan.j-
nliadu para o oito lugar : quem o pegar
leve-0 a rua do Crespo, n. 11, que ser
recompensado.
--Em a noite de 28 do rnximo jarn'O
fugio, da povoagBo do Monteiro, da casa da
residencia de Manoel Antonio da Silva An-
lunes, a prela Maiia, do genlio de Angela,
moga, de estatua e corpo lecularea, cor
prela, tost aboceiUdo, falla bom o vulgar;
lem os ps um Unto gro>sos: quem a pe-
gar leve- la da Cadeia-Vollia, n. 24,
que si'ni gratificado.
Fugio, do engenho de Tres-Rocca?, no
dia 17 do fevereiro passado, um pardo com
os signaos seguintes : baixo, grosso, sem
barba, de 20 annos pouco mala ou menos,
cabellos enroscados, olhos grandes e a ja-
ropados, bem feito de corpo, pomas e ps,
nariz chato, beigos grossos, bocea regular e
com lodosos denles; inlitula-se forro, e
como tal \ em monillo de um passaporle fal-
so com o qual Iludi as sutoiidades de
Barra-Grande: quem o pegar leve-o ao di-
to engenho, ou ao Recife, em casa de Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva que em qual-
quer das partes ser generosamente recom-
pensado.
Fugiram, de bordo do bri-
gue nacional Sem-Par, vindo do
Itio-de-Janeiro, tres escravos, sen-
do : Sabino, pardo, de 20 annos
pouco mais ou menos ; levou cl-
ezues,e bonete en-
ve
carnado
l'anno velho de velas para forro, moilCes, I _^m
cardemes, patullas para ferro, e oulros,"mes tuzebio e Antonio, qne re-
1 Iiji dos iniudos.
Vende-se superior cha hysson, a
No armazem da ruado Itangel, n. 36, com ollicio de canoeiro, pescador, e com
v ndo-so milho, a 2,800 rs. a sacca, chegado'piincipiosdc padaria: na rua do Jardim,
' ullimameute do.Ceai. I n. 43.
dous ditos crioulos, de
e
Ipresenlam ter ?5 annos cada um,
ra. ; manleiga inglez, a 400 "rs ; Cef moi- de eftaluras 6,,as i 'evaram calcas,
do, a 200 rs, arroz branco nuvo, a 80 is. a camisas e bonetes azues. Hopra-se
libra: no paleo do C.rmo, n. 2, venda as autoridades policiaes capiles
Vende-se urna grande tina nova epin-'de campo, que os opprehendam e
lada para banho.e que lev 3 baldes d'agoa; levem nos a Novaes & Comna-
cylinro de cobro quecsqueutaa dilaagoai ,. i t i_ !,,
em urna hora, rom a diminuta despeza de "llia> na rua do lrapicbe, n. J4.
40 rs. de Carvflo; urna gamella grande j (
comprid, la mlieiii para banlio, nova e pin- j 1 1 .o
lada ; um bergo novo, por ter so servido 5
mezes: tu ruada Alegra, n. 9. j f. :itt! n'\ ue h. r. uk mu.- 1860
_ MFI HOR FXFMPI


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