Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06266


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Full Text
Anno XXVI.
Segunda-feira 0

PARTIDAS BOt OHMIO.
Golanna e Parahlba, segundas csextas feiras.
Rio-Grande-do-Horte, quintas feiras ao melo-
da.
Cabo, Serinhaem, Ro-Konnoso, Porto-Calvo
e Macri, nol.*, a II, e 21 de cadamez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Hoa-VIta e Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os das.
m-igag^a _"'"! 11|
XMOIMIDU.
MIng. a 4, 1 h.e24m.dat.
Nova a 12, s I0b.e27 m. dam.
Cretc. nIO, s 7h.e47ni.dam.
Chela a 2(5, s 9 h. e 1 m. da ui.
HtlMlB DE HOJI.
Prlmeira a 1 bora e 18 minutos da tarde.
Segunda a 1 horae 42 minutos da manbaa.
de Abril de 1850.
N. 78.
HJECOB DA ICBSCBIPglO
Por tres inc7.es (adaniarfof) 4/000
Por seis raezes 8/000
Por um anno 15/000] 1
das da umaha.
8 Seg. OsPrazcrcsde Noisa Scnhora. Feriado.
9 Terc.S, Demetrio. Aud. do chae, do J. dal.
v. do clv. e do dos l'eitos da fazeada.
10 Quart. S. Ezcquiel. Aud. do J. da 2. v. do civel.
11 Quint. S. Leo Magno. Aud. do J. dos or', e do
ni. da 1. v.
12 Seit. S. Vctor. Aud. do J. da I. v. do clv. c do
dos l'eitos da l'azenda.
13 Sab. S. Hermenegildo. Aud. da Chae, e do J.
da 2. v. do crime.
4 Doni. Ss.Tibnrcioe Valeriano.
CAMBIOS EM 6 DE ABIUI.
Sobre Londres, 28'/, d. por 1/000 rs. a 60 das.
Pars, 346.
Lisboa, 95 por cento. ....
Oaro.Oncas hespanhoes.........29/000 a 29/500
Moedas de W400 velhas.. 10/000 a 10/80..
de 6/400 aovas.- 10/100 a 10? ino
w l 4/000........... 9/100 a 9/300
PraU.-PaUcoesbrasileiros...... J/M0 a 1/80
Pesos cotumnarios....... J/W a 1/860
Ditos mexicanos.......... 1/8W a i/
-----------na "* -----
PARTE OFFtCIAU
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 5 DE MARCO.
omcio.--Aoconinisn lanle da prnca.com-
municando que, segundo fo declarado em
aviso da guerra de 5 de fevereko ullimo.lem
devirpara a.qui, fim de sera empreados
no servicp dest provincia, por assim o ha-
ver pedido, o alferes da companhia (xa de
primeira linha de Sergine, Jos da fruz Vi-
eira SeipiSo Castro Queiroz de Macedo In-
telligenciou-se ao inspector da pagadorii
militar.
Dito.Ao mesmo, para que mande postar
uma guarda de honra em frente da igreja
do Senhor Hom Jess dos Marlyrios, no da
8 do ro rento, as 3 horas da tarde, sfim de
acompanhara procissSo do mesmo Senhor.
Dito.Ao inspector da pagadura militar,
intelrando-o de ter arbitrado a giatifirscfio
de 100,000 rs.ao partcula'' primeiro sargen-
to almojarife da fortaleza de I ta marac, joo
Antunes de Menezes, visto ter-seofferecido
para continuar a servir no exercito.
DitoAo mesmo, para que manda pagar
a Antonio Dias da Silva Cardeal, avistada
ron!* que remelle por duplcala, aquanlia
do 111,000 ris, em que importaran) as ma-
deiras compradas para as obras do presidio
de Fernndo-de-Noronha.--Scientificou-se
ao inspector do arsenal de marinha.
Dito.Ao administrador das obras publi-
cas, remetiendo as conlas das tlespezas fei
tas de 10 a 23 de fevereiro uliimo, com os
trahalhus do dcimo sexto lauco da estrada
da Victoria, na importancia de 500,350 ris ;
bem como de 3 a 9 do citado mez, com os
esludns graphieos da mesma estrada, tam-
ben) na importancia do 49.180 ris, aliin d-
que faca acreditar o engenheii o Mct as
mencionadas quantias Inteirou-se ao re-
ferido engenheiro.
Hilo.--Ao provedor da ssile.llavendo-
me o Exm. ministro e secrelario de estado
dos negocios do imperio declarado,em aviso
de 8 do fevereiro ultimo, qu", de part'cipa
rjfles offlciaes dos cnsules.consta ler desap-
arecido da cidade de Trieste o chnlera-
morbus, e haver eflVctivarrent apparecido
essa enfermidado na communa de Suravale,
provincia'de Novi ; assim o communicoa
Vmc, para sua intelhgencia.e afimdeque
faga observar acerca das embarcarles, pro-
cedentes do porto de C- nova, qu vierem
esta provincia, as medidas de cautella, qui
se tem adoptado para evitar a it.lroducc5i'
da referida epidemia.
Portara.-Removendo dulugar do primeiro
supplente do subdelegado da fregnezia de
Culmina para o de terceiro a Francisco d
Albuquerque Maranhfio, e do lugar de ter-
ceiro supplente para o de primeiro a Joa-
Suim Itaphael de Araujo Jnior.-Scienti-
cou-se o chele de polica.
Dita.Horneando o coronel Antonio Fran-
cisco Pcireira primeiro supplente do del
gutto do termo de Goianna.-- lntelligenci
ou-se ao chefe de polica.
DiU.-Concedendo a dispensa que pedir o
bacharel Antonio de Vusconcellos Menezes
de Drumoiid do lugar de promotor publico
da comarca de Goianna, e nomeando para
o referido lugar o bacharel Joaquim de Sou-
za Reis.Fizeram-se as convenientes com-
muuicaQes. _____ ____________
INTERIOR.
A LAGO AS.
Extracto do expediente do Exm.Sr. preti-
dentt Dr. Jos Bentoda Cvnha igueiredo.
5 DE MARCO.
Officio. Ao inspector da thesouraria, para
mandar satisfazera Jos Alves de Souza e Tho-
niaz de Aifii i ii" a quanlia de 125,000 rs prove-
niente do alugurl de cinco .-.-.-.::..., que con-
Juziraui armainento c carluebaine para Gara-
.ihuns.
Dito. Ao thesoureiro da obra da matriz
tiesta cidade, diaeudo-lbe que a referida obra
deve continuar al ao estado de flearem con-
cluidos os materiacs que ora existem juntos,
parando-se cun ella de modo que soflra espe-
a, sem que otempo possa estragar oque est
Mo.
IDEM DO DA 6.
Ollcio. A o Dr. juiz municipal e de orphos
deste leiiiiu, dizondo-lhc que approva a distri-
buirao por elle (cita dos Africanos, deveudo
mandar logo entrega-Ios depois de preeucbi-
das todas as formalidades legaes.
Dito. Ao coininantlanic dn brigue Caliope,
para receber a seu bordo, e cnnduzir para a
provincia de Pernambuco o teucnte Antonio
de Hollanda Cavalcante.
Dito. Ao mesmo con.mandante, para que
receba a seu bordo, c couduza para Pernambu-
co a escolla de guardas nacionaei ao niaudn du
capitiio Joo I.< rite Rodovalho, bcui cuino os
presos constantes da rrlacfio que se Ihe enva,
os tinaos teem de ser entregue ao Exm. presi-
dente daquella provincia, na forma de sua re-
quisita.
DEM DO DA 7.
Portarla. Ordenando as autoridades da pro-
vincia, que prestem ao alferes Rosendo Mon-
teiro de Mina o auxilio que requisitar, aHm de
bem desempenliar a coininissao de que val in-
cumbidos. ,
Oflicio. 4- Ao chefe de polica, para que faca
recollier aixadrcz militar, como recruta, a Ve-
liciano Joiquim de Moraes.remctlido pelo sub-
delegado este dlslrlclo.
Dito. Ao conimandante do vapor t'rania,
para t|iic receba a seu bordo e conduia para
Pernambuco a Eliio de Olveira liorgcs, que
vai ser dispenseiro do biigue escuna Legalida-
di, sin o. uaquelle porto.
Dito. Ans membros da commissao de salu-
bridado publica, dizendo-lbrs que de aecrdo
com o engenheiro inspector das obras publicas,
designen) um lugar apropriado fra desta ci
dade, em que se deve estabelecer um cemite-
rio, c do resultado dm parte acamara muni-
cipal respectiva. Cormnunlcou-se .i cmara
municipal desta cidade.
Dito. Ao engenheiro inspector das obras
publicas, para que se entenda com a commis-
sao de talubrldadc publica, afnn de designa-
ren) um lugar apropriado fra desta cidade,
em que se deve estabelecer um cemiterio.
Dito. Ao director gernl dos Indios, para
que, a bem do servico publica, venba a esta ca-
pital deixando o caplo Jos Apollnario de Fa
ria commandando o ponto de Jacuipe em que
devem ficar pelo menos essenta (tracal de guar-
das nacionaes al segunda ordem, e fazendo
marchar logo para esta cidade as paacas de po-
lica que all se acharem, remetiendo para o de-
potito o armamento e uinnico que nao frem
all necestaros.
Dito. Ao coronel Jaciotho Paes de Mendon-
ca, para que disperse gente da guarda nacio-
nal que debaixo do seu coimnando se acha reu-
nida no ponto de Jundi, faiendo marchar logo
para esta capital as pracas de polica quealli
se acharem, ou em Porto-Calvo, onde por ora
conservar nm destacamento de 00 pracas da
iiiesma guarda nacional at segunda ordem.
Dilo. Aocapitao do porto interino, diten-
do-lhe que no carregameoto dacliairua Cario-
ca observe quanto he recommeodado pelo avi-
so de 7 de fevereiro prximo passado, e pelo
oflicin que oacompanfiou do inspector do arse-
nal de marinha da cflrte, os quaes inclusos se
Ihe remellen) por copia.
Dito. Ao inspector da thesouraria de faten-
da. para remetter a este governo a nforinacno
exigida pelo aviso do ministro da marinha de 0
de fevereiro ultimo, acerca da madeira sb cu-
ja Importancia se passou a letlra de 4:951,757
ris a l iv' i ile I .mu ene i' Cavalcante de Albu-
querque Maianliao.___________________
PEi\NAWBUCO
ASSEMRLEA PROVINCIAL.
3.'1 SESSlG PRF.PAnlTnBIA, EM 6 DE AimiL
de 1850.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcante.
stiMMARin.Eleicno das cnmtnistfiei de verifi-
cncin dos poderes.Apreientacio e approva-
p'lo do parecer da 1 commissao de verifi-
caca" e podiris, exclusite a parle relativa
ao Sr. Lourcnco Bezerra Carneiro da Cu-
nta, a qual ficou adiada por tres das, a
reqnerimento do Sr. Francisco Jn.lo.~Ap-
proraco do parecer da 2.' cmmisido de
verificacdo de poderes.
Ao meio-da rham-se reun los as
sala das scssocs osSrs. Jos Cardozo de Quei-
roz Fnnseca. Antonio Carneiro Machado
Ros, Florianno Correa de Rrillo. Luizpau
lino Cavalcante Vellez de Guevara, Pedro
Guadiano de Ralis e Silva, Jon Floripes Dias
R'rreto, Jos Pedro dn Silva, Francisco do
Rgo Barros B rrelo, Umhelino Guedis de
Mello, Antonio Jos de Oliveira, Cosme de
S Pcrcra, Jos Quinlno d Castro Lalo,
Francisco Raphael de Mello llego, Augurio
i ic lenco d'Oliveira, Antonio Uaptista Gi-
tirsna, Francisco Jolo Carneiro da Cunha,
Manoel Joaquim Carneiro da Cunha, bar.lo
de Suassuna, Antonio de Vasconcollos de
Mentas Dru-mont.
O Sr. Presidente declara que se vai proce-
der a oleigiio das commisses de verilcaco
de poires, do que trata o art. 4.*.do regi-
monto.
Corrido o escrutinio para a primeira com-
missilo, e tendo entrado na urna 19 lisias,
sahem eleilns os Srs. Mello Reg, Barros
Brrelo e Dias Brrelo, cada um com 18
votos.
Para a segunda commissflo, observadas
ss formalidades do regiment, sahem elei-
los os Srs ,Vellez com 16 votos, Carneiro di
Cunha (Manoel Joaquim) com 14 e Quei-
roz Fnnseca com 13
O Sr. Presidente :--Como boje he o uliimo
da do srssflo preparatoria reconimendo
as commisses toda a urgencia na apresen-
lacllo dos seus pareceres, a ver se he pos-
sivel diseoli-los hojo mesmo, para se fszer
a devida participlo ao Sr. Presidente da
provincia Entretanto suspendo a sessilo
at que as commisses volteo com o resul-
tado de seus trabalhos.
Suspende-se a sessilo
Passada urna hora, contina a sessilo.
O Sr. NeJto llego 10 e manda mesa o se-
guate parecer :
A comniiss3oileverificBC.no de poderes,
a quem fram presentes os diplomas dos
membros eleitos, os Srs. Dr. Pedro Fran-
cisco de Paula Cavalcante de Albuquerque,
bardo de Suassuna, Jos Pedro da Silva,
Antonio Carneiro Machado Itins, Lttil Pau-
lino Cavalcante Vellez de Guevara, Dr. Ma-
noel Francisco do Paula Cavalcante de Albti -
querque, Jos Ignacio Soares de Mtcedo,
Jos Quintinn de Castro Lefio, Florianno
Correa de Britto, Pedro Guadiano de Ratis
e Silva, Domingos Malaquias do Aguiar Pi
res Ferreira, Jos Cardozu de Queiroz Fon-
sera, Manoel Joaquim Carneiro da Cunha,
Antonio liaplisla GiUrana, Francisco JoHo
Carneiro da Cunha, Antonio Jos de Olivei-
ra; e dos supplentes, os Srs. Umhelino
Guedes de Mello, Augusto Frederico de Oli-
veira, Anlomo de Vasconcellos alo Menezes
de Drutrond, Cosme de S Pereira.tendo
procedido com a mais cautelosa attengfioa
sppuragfio dos votos consignados as actas
tic todos os rollegioa da provincia, cx-
cepc.1o do de Salgueiro onde tifio houve elei-
cf.o, para ver se se achavam d aecrdo
com a apuraefio geral feita pela cmara mu-
nicipal desta cidade, Um a honra du sub
melier a consideraco da casi o resultado
do seu Irahallio, coniiando merecer lola a
indulgencia, atiento o curto espsgo de toui-
po tic que pede dispr.
Do exame que ella procedeu resulla
que fram votados na ordem seguinle os Srs.
Dr. Pedro Francisco de Paula Cavalcante de
A'buquorque, 793 votos ; barSo de Capiba-
ribe, 741 ; barfio de Suassuna. 715; Jos
Pedro ta Silva, 615 ; Antonio Carneiro Ma-
chado Ros, 592; Francisco do Reg Bar-
reto, 560 ; Joaquim Manel Vieira de Mello.
535; Luiz Paulino Cavalcanto Vellez de
Guevara, 530; Fabio Vellozo da Sijveira,
528 ; Jos Nicalo Rigueira Costa, 522 ; Dr.
Manoel Francisco de Paula Cavalcante de
Albubucrqne, 522 ; Jos Ignacio Soares de
Macado, 515; Francisco Itaphael de Mello
(lego, 505, Joito de Caldas Bibeiro Cam-
pos, 492; Jos Quintino de Castro Lefio,
164 ; Florianno Correa de Britto, 455 ; JoSo
do llego Barros l'alcfio, 454; l)r. Francisco
de Paula I1.11 lisia, 453; Lourencb Francis-
co de Almeida Catanho, 453 ; Antonio lian
lisia 1.1 tirana, 444; Leonardo Bezerra de
Siqueira Cavalcante, 439; Pedro Guadiano
de Batse Silva, 438; Ignacio Joaquim de
Souza Lefio, 424; Jos Antonio Lopes, 420:
Joaquim Pinto de Campos, 418; Jofio de
Souza Beis, 416; Jos Filippe de Souza
L-fio, 400; Domingos Malaquias de Aguiar
Pires Ferreira, 406 ; Jofio Tloripes Dias Bar-
reto, 403 ; Rodrigo Castor de Albuquer-
que Maranhfio, 393 ; Francisco Xavier Paes
Brrelo, 378; Jos Cardozo de Queiroz
Konseca. 372; Francisco Jofio Carneiro da
Cunha, 370; Manoel Joaquim Carnero da
Cunda, 368: Antonio Jos le Oliveira, 364;
Francisco Bodrigues Selle, 359 ; supplen-
tes, JoSo Jt s Ferreira do Aguiar, 356 ;
Alexandre Bernardino dos Reis e Silva. 350.
Umhelino Guedes de Mello, 313 ; Francis-
co de Paula Rodrigues de Almeida, 337
au.mis'o Frederico de Oliveira, 333; Jos
Randeira de Mello, 331 ; Antonio de Vas-
concellos de Menezes Drumond, 316; padr-
Nemesio de San-Jofio Cualberto, 315; Sil-
vestre Antonio de Oliveira c Mello,310 ; Jos
Francisco da Cosa Gomes, 310; Dr. Cos-
me de S Pe eir, 309 ; Itodolpho Jofio. Ba
rala de Almeida, 305 ; Miguel Atchanjn d-
Silva Cosa, 303; Joaquim de Aquino Fon
sca, 299; Jos Pedro Vellozo daSilveirn
299 ; Miguel Filippe de Souza L'fio, 98 :
llerciilano Goncalves da Bocha, 296; Jnffo
Antonio Cavalcante d'Albuquerque, 279;
Firmino Pereira Monteiro, 27S ; Amaro Car-
nei'o Bezerra Cavalcante, 271, Victoria-
no do Sa e Albuquerque, 267; Mano d Coe
Uto Cintra, 267 ; liento Jos Fernn les Bar-
ros, 267 ; Antonio de S Cavalcanic Lins
262; Domingos de Son/a Leo, 259j Dr
Simplicio Antonio Mavign:er 255; Affons
Peres de Albuquerque Maranhfio, 252 ; Jo i
Francisco de l'aiva, 251 ; Alvaro Barba I tic
l'choa Csv.ile.iii'i', 250 ; Antonio Fra cisco
Pereira de Carvalho, 249; Florencio Jos
Ca io no Monteiro, 219; padie Antonio
FranciscoGotiQhlvcs GuimarBes, 246; Joa
quim Villela de Castro Tavares, 241 ; Fran-
cisco de Alliuqucrque Marabfio Cavalcante,
?40; Jos Antonio Pessoa do Mello, 239;
Antonio Coelho de Su Albuquerque, 237 ;
Lourenco Bezerra Carneiro da Cunha, 930 :
Manoel Porfiro de Castro Araujo, 2:16 : Joa-
quim de Souza Res, 231 : Francisco Ja
ointlio Pereira, 233.
E porque liajam fallecido dous mem-
hros proprielarios, os Srs. Fabio Vellozo tic
Silveira e Jofio Caldas Bibeiro Campos, he t
commissfio de parecer, que sejam conside
rados como taes os supplentes que oc-cunam
os dous piimeiros lugares, os Srs. Joo
Jos Ferreira de Aguiar e Alexandre Ber-
msrdino dos Reis e Silva.
E tamben) porque se achem atisente>
desta provincia o primeiro destes, e oais
duus proprietarios, entende ella que deven
ser approvados os diplomas, que te.rn pre-
sentes, dos membros que os devem substi-
tuir, e bem assim osdaquelles que em vir
lude da requsiefio desta assembln Coran
mandados expedir pela presidencia da p o
vinca, menos o do Sr. Lourenco Be/erra
Carneiro da Cunha, pela rasfio de ter ell
smente 236-votos, e nfio 326 com os quae,
figura na acta da apuraeo gural feiti i>.-:.
a i mar municipal, oceupando sssim.0 lu-
gar de stimo supplente, quandooque 11a-
compete he o de trigesimo-setimo ; cir-
cumstanca etta que cortamente pirro ser
devi la a haver a dila cmara, por equivo
co, contado como delle os volos que fdrao>
lados Lourcnco Bezerra Cavalcante de
Albuquerque.
Releva ainda observar que a apuraefio
que procedeu a commissfio altera a orden
da votaefio que se observa na acta da apura-
rlo, feita pela cmara municipal.
Primeiramente.porquejulgoua commis-
sfio nfio dever apurar os volos dos elritoros
Francisco Bodrigues Selle ( do collegio do
Bio-Formozo) e Jofio Marlins Ferreira Lim
do de Bonito), por nfio se acharem qualif
cados na parochia om que fram eleitos, po
cujo motivo mui acisadamenle fram o
seus votos tomados em separado nos res-
pectivos collegiosclcltoracs.
Km segundo lugar cor haver sido om i
iiiin sem liovida involuntariamente) na 0 pia da apuraffio gcral, enviada pela camar
secretaria desta assembla, o nome d
Sr. Miguel Arciianji da Silva Cosa, qm
pela ipniMco feita pela coinmissfio obtevi
303 volos, os quaes o'collocam no lugar de
decimo-terceiro supplente.
Em conclusfio, nfio lendo a commissfii
nenhuma observaefio mais a faz"r, e non
Iho parecendo que baja motivo para ohjec-
tar-se sobre a legalidade da elciefio que poi
delibeiagito da casa lu suhmellida a sei
exame, he de parecer que sejam declarado
membros desta assembla os seguimos se
nhores, cujos diplomas acha em ordm :
Dr. Pedro Francisco de Paula Cavalcant
de Alquerquo, Barfio de Suassuna, Josi
Pedro daSilva, Antonio Carneiro Machad'
Ros, Luiz Paulino Cavalcante Vellez de
Guevara, Dr. Manoel Francisco de Paula Ca-
valcante de Albuquerque, Jos Ignacio.Soa-
res de Macedo, Jos Quintino de Castro
Lefio. Florianno Correa de Brillo, Pedro
Gautliano de Ratis e Silva, Domingo* Mala-
quias de Aguiar Pires Ferreira, Jos Cardo-
zo de Queiroz Fonseca, Manoel Joaquim
Carneiro da Cunha, Francisco Jofio Carnei-
ro "la Cunha, Antonio Baplisla Cilirana,
Anlonio Jos de Oliveira, Umhelino Guadas
de Mello, Augusto Frederico de Oliveira,
Dr. Cosme do S Pereira e Antonio de Vas-
concelos de Menezes Drumond.
Sala das commisstVs. 6 do abril de
1850Francisco Raphael de Mello llego, -r
lodo Floripe Dial Brrelo.Francitco do
Htqo Barras Brrelo.
O Sr. Presidente :--Est em discussfio o
parecer.
O Sr. Francitco Joo :Pccpa palavra.
O Sr Presidente :Na forma do regimen-
t, a discussfio do psrecer lica adiada ; mas
0 negocio he urgente, e uestes casos o re-
giment conven etn que se discuta iininc-
iliatamenle.
O Sr. Francitco Joo :--Sr. presidente, ten-
do de fallar sobre o parecer que se acha en
liscussfio.peco aos seus Ilustres autores me
disculpen) de nfio estar iiiteirainente Dor
todas as suas conclus-s, ou para melhor
lizer, de nfio estar por uma tiestas c mclu-
ses, a qual he a que se refere ao Sr. Dr,
Liurenco Bezerra Carneiro da Cunha.
A commissfio procurou firmar que tinba
havido eng8no, quanto a este senhor, na
tpuracfio feita pela cmara municipal, por
Ihe haver osla contado os votos dados ao
Dr. Lourcnco Bezerra Cavalcante de Albu-
querque
O Sr. Barros Brrelo :Ao commendador
i.ourencp Bezerra Cavalcante de Albuquer-
que.
O Sr. Francitco Joo :.....Bem. Entendo
que (loando adiada a parte do parecer que
diz respeito no Sr. LourenQO Bezerra Car-
n dro da Cunta, nfio se prejudica em cousa
a I 11 11 a o andamento dos nossos trabalhos,e
melhor se p le conhecer se houve ou nfio
esse equivoco na apurarlo feita pela com-
missfio ; tanto mais quanto he possivol que
a commissfio, com as mclhores inten^es, o
com toda a boa f he que pdc estar equi-
vocada, mxime alteiulendo-se ao pouco
lempo que leve para dr conta de seu tra-
halho. Ora, n que cu pretendo he apenas
le se adi esla parte do parecer, pura que
ada um dos membros da casa possa fazer o
"Same a que a commissfio procedeu. Este
meu pedido he lao simples c tfio justo, que
creio nfio ser desatendido pela nobre com-
rnissdo, e que porconsequencia sera appro-
vado o adiamenlo que proponho
0 Sr. Barros Brrelo :Sr. presidonte,
'orno membro da commissfio julgo-me n
obrigac,fio de dar algumas explica?es acer-
ca do ubjeclo em ques'fio.
O hnniadn membro iu end-i que a com-
missfio de li i t lalvez.....
O Sr. Irinicisohdo :- Scgu-amenlo. ..
O.Sr. Barros Brrelo :.. .seguramente
le boa (c nfio uni aos votos do Sr Dr. Lou-
enco Bezerra Carneiro da Cunha os que
diiivera rom o nome de Lourcnco Bezerra
C ivalrante de AlDnbusrquj A Commissfio
nao poda de molo algum fazer tal junc-
t;fio, pelas rases que passo a espr.
l'i-iiii'ii inii-iin-, no collegio de lloa-Visti, ao
uiai comparecern] tOeleitoret, obteveoSr
Lourenco Uezerra Cavalcante de Albuquerque
19 votos, e o Sr. Lourenco Bezerra Carneiic d.
1 'mili i 17. Ora, se se unieni aos volos do Sr
Carneiro da Cunha os que fram dados ao Sr.
L nirenco l'czerra t avaleanle, dai-se-lia o caso
le reunir aqu lleSr. nesse collegio uma pnrc.o
de votos superior ao numero de eleitoret que a
He coiiiparrcerain. Deniais, senhores, na acta
do collrgio de iaraiihiins est contemplado o
Sr. coniiiienitador Lourenco Uezerra Cavalcante
de AlhuqiicrqilVcoiu 90 volos, eiilretaiilii que
alii nao ligura o nome do Sr. Lourenco Peier
ri Carneiro da Cunlia. F. seria justo ame
cummlssAo tirasse os votosaoSr.couimcndador
Lourenco Cavalcante pra oa dar aoontro Sr
le quem se tem tratado ? De certa que nao. r.
tudo isto o que prora prova que nao tlcvein
Liurcnco bezerra Carneiro da Cunha aquelles
i ue obt vera o Sr. coinuiendador Lourenco e-
erra Cava cante de Albuquerque.
Ainda a isto accresse que, na appura(ao feita
pela cmara, nao vem declarados os votos
|ue leve o Sr. commendador Lourcnco Caval-
cante, o que mostra bem evidentemente que
taes votos fram reunidos aos do Sr. Lourcncu
arncir da Cunha.
Sr. presidente, o meu acanbameuio nao me
neruiilte dar maiordesenvolvineoloas inlnhas
ideias ; e, pois, peco casa que me dcsculpe o
liaver oceupado por esse mesmo pouco lempo
a sua Ilustrada silencio.
Vai i mesa e he appoado o seguinle requer-
ment:
a llequeiro o adiamenlo por tres dias da dis-
, ns>,io do parecer da coiniiiissin na parle que
lie respeito ao Sr. Dr. Lourenco Bcicrra car-
iieiro tia Cuilba. I iuihim jui ''
Fazem ainda bit vissimas rellcuics os senbo-
es Fiancisco Joo, Floripes c Mella Reg.
Encerrada a diteussao, he o parecer appro-
vadocom a rinenda do Sr. Francisco Joo
Km srguida sao proclamados debutados O
.....hoics coutlantcs do parecer que foi appro-
vado.
O Sr. Vellez manda i mesa o seguinle pa-
recer:
A commissao encaregada de verificaros
liplumas dos (res ineinbrus da commissao no-
meada para verificacaodos diplomas dos mem-
iirot drsla casa, isto lie, os senhores Francisco
lo Itego burros Brrelo, Francisco K.ipli u I de
tlello llego e Dr. Joo Floripes Dias isarrelo,
onfenndo os seus diplomas com as authenli-
;as de todos os collegios, achou-nt conformes
toiii as delerminacOcs legaes, mostrando seha-
,'er obtitlo o primeiro dos referidos tres senho-
i-es WiO votos, 503 o segundo e 403 o leraeiro,
estando todos em o numero des deputados, c
por isto be de parecer qucelles sejam reconbe-
cidos deputados e .como taes (oiiieni atsenlo
nesla assembla.
a Sala das commisses, t de abril de 1850.
Vellez de Huevara. Carneiro da Cunha. Quei-
roz Fonteca.
rio havendo quem acerca deste parecer pe-
dase a palavra, ful elle tubmetiido i votacaoe
approvado.
O Si. Preildenle declara que vai parlieipar-ae
ao Sr. presidente da provincia tercm compare-
cido deputados cin numero sunViente para lla-
ve i testao; e que, tendo-se verificado seus po-
deres, pode un mlia i ler lugar a sessao da
abertura : e. depois de ler convidado os senho-
res deputados a roiiipareccrein nesse dia na
sala das sesses hora do cosiume para rem
onvir a missa votiva ao F.sprilo-Santo, e ao de-
pois .i.-i.i 11 e ni refer la sessao, levanta a de
hoje. (Erara 2 horas da tarde.)
-
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SCSStfl DE ADKUTCR, F.U 7 DE ABRIL M 1850.
Pretidencia do Sr. Pedro Cavaealcante.
A's 10 horas da manha acliam-se reunidos
oa sala das sessoes os sei>ulntes senhores :
Jos Cardo/.o de Queiroz Foii9eca, Jos Quin-
tino de Castro Leo, Pedro Gaudiann de Italia e
Silva, Umhelino Guedes de Mello. Luiz Pauli-
no Cavalcante Vellez de Guevara, Joo Floripes
Dias Karreto, Francisco do Reg Rarros llarre-
to, Francisco Rapharl de Mello llego, Manoel
Francisco de Paula Cavalcante, Antonio Bap-
tista Gilirana, Francisco Joo Carneiro da Cu-
nta, Manoel Joaquim Carneiro da Cunha, Cos-
me de S.i Pereira, Antonio Carneiro Machado
IIios e Jos Ignacio Soares de Macedo.
O Sr. Pretidenle convida aos mencionados
senhores para assislirein namalrii de San-Fr.-
i'cdro-Goiicalvcs < missa votiva ao Espirito- ;
Santo.
Os senhores deputados sahem da sala.
Ao meio-dia, voltando estes senhores depu-
tados sala das sessoes, prestan) juramento por
o uo haverem anda feilo na matriz, os senho-
res Anlonio Jos de Oliveira. Jos Pedro da
Silva, l'loi launa Correa de tlrilto c Antonio Me-
nezes de Vasconcellos Drutnont.
He rcnieltidn commissfio de poderes o di-
ploma do Sr. deputado Alexandre Bcrnardino
dos Reis e Silva.
A commissao sane da sala.
Tendo o Sr. Augusto Frederico de Oliveira
participado achar-se doentc. lie nomeado para
oaubstiluir no lugar de primeiro secretario
interino o Sr. Jos Ignacio Soares de Macedo.
L-se a acia da sessao anterior que he appro-
vada sem discussao.
Sfio nomeado para comporcm a deputa-
Cfio que tem de receber na sala a S. F,xc. o
Sr. presidente da provincia os Srs. Manoel
Joaquim Carneiro da Cunha, Francisco do
Rogo Barros Brrelo e Jos Quintino de Cas-
tro Lefio
Em seguida he lido e approvado o seguin-
le parecer.
a Foi prsenle commissfio de verifica-
efio do poderes o diploma do Sr. Alexandro
Bernardino dos Reis e Silva como membro
elVeclivo na vaga de um dos membros falle-
eidos j e, como do exame e comparaefio das
ic a parciaes com a geral nenhuma objec-
e,3o lentia a commissfio de fazer, como j
observou na sessfio de hontem he de pare-
cer que lome tssento.
Sala tas commisses, 7 de abril da
1850. Mello Bego. Reg Barros Brrelo.
Dias Brrelo.
O Sr. deputado he a isto obrigado e tonji
.issenio.
U Sr. Presidente declara suspensa a ses-
sfio ate a chegada do Sr. presidente da pro-
viucia.
A' uma horada tardo con'iua a sessfio;
. tendo comparecido S. Kxc., he introdu-
'iilu iMiii as formalidades do regiment e,
tomando assenlo direila do Sr. presiden-
te da assembla, l a casa o seguinto
KKL ATlltlO.
Srs. deputados provinciaes. Nomeado
presidente desta provincia por carta impe-
rial tle :il do mam do anuo passado, tomoi
nosse em -2 do julho do mesmo anno. Mi-
nlia admiuistracfio nfio era destinada a
durar al hojo mas a renovatjfio da guer-
ra civil me moveti a preslar-mc ao desojo
que nianifestou o governo imperial dea
prolongar al o rcslabeleciinouto da tran-
quillidade publica.
ti O sonado h.ibilitou ao governo com a
necessaria permissfio para continuar a em-
pregar-me nesta provincia ; e por isso mo
COUD0 a honra de abrir hoje a vossa presen-
te sessfio, e tenho a preencher o dever do
instruir-vos do estado dos negocios p-
blicos, c das providencias qtto no meu coq-
ceito mais precisa a provincia para seu
melhoramenlo.
Nfio possivel que eu d conta satis-
fatoria desta larefa. A seguranca publica
abiorveu toda a minha attenQfio, o os exa-
mes dos prels da frca da guarda nacional
empregada contra a cebollino do 1818, e os
novos movimetilos de tropa, qur da guarda
nacional, qur do primeira linha, oceupa-
ram o meu espirito durante os nove mezes
tlecnrridos depois de minha possa, do tal
surte que pouos intmenlos me restaram
para esttidar os outros ramos da adminis-
traefio da provincia, e dar-lhes o desin-
volvimcnto quomereciam. Com tudo, ab-
sorvido pelos cuidados da guerra, nfio mo
esqueci totalmente dos outros ohjectos.
IMPERIAL FAMILIA.
n Ue dever doloroso o de informar-vos
lo fallec ment do Principe Imperial D.
Pedro All'onso, occorrido em 10 de Janei-
ro do corrente anno. Por segunda vez
perdemos o herdeiro presumptivo da co-
rea.
Sirva-nos do consolacfio a certeza da
saiide de S. M.o Imperador o do sua au-
gusta esposa. Ambos na flor dos anuos,
c cheios de vida, promettem ainda nume-
rosos inicios do seu tbalamo, e cora
urna successfio masculina, tal como a con-
LAR ENCONTRADO


w
soldacjlo de nossas ainda recentes inslitui-
efica, e o espirito agitado do seculo o exi-
gen),
TRANQlill.LIDADE E SEGURANCA
PUBLICA.
Rccebondo das mfios de meu digno
antecessor a adminstraeflo desta provin-
cia, devia compartilhar a opttiiao deque
ullQ se achava possuido e quo emittio em
seu rclalorio, de (|uo havendo os desor-
deiros perdido as posiefles olliciaes de
(|iie so serviram para chamar s armas
urna |iarto da populado incauta, estan-
do desiertos os embustes com que a il-
liidiim, e conhecido que a grande matara
do povo pernambucano s quera or-
dem, e com esta a monarcliia constitu-
cionaj, difficil, se nilo impossivel, era que
os inimigos do paiz procurassein tentar
ainda contra a paz publica.
IMa esperanca desvaneceu-se bem
doprwsa.
O mesmo meu antecessor cm relatorio
reservado me liavia declarado tor mandado
postar cm Agoa-I'rcta e Verde o oitavo ba-
ta 1 hilo do oacadores, com o fin de conler
a Caetano AI vea que se apresentava como
suecessor de Vicente de l'aula, c tamben)
a Pedro Ivo, com ello intimamente liga-
do ; e oulro sini para capturar a este reo
que nflo eslava amnistiado como aquello.
A occupac.lo do Verde, determinada
pelo meu antecessor, nflo se cITectuou so-
nao cm 13 tic julho do auno passado geni
que 00 expedisse nova ordem.
Foi ella retardada em consequencia de
obstculos postos por Pedro Ivo o Caeta-
no Alves. Pretenden aquello prescrever
legras a observar pelo commandante do
ponto, o limitar a oceupaeflo do Verde a
tcmpn determinado. Em urna palavia,
seu sequilo aprcsenlnu-se desde logo em
altitudo hostil e ameacadrn ; e, coinpre-
liendendo eu a importancia que este inci-
dente podia ter para alterar a tranqulli
dade publica, liz partir para a Ago'a-Preta,
acompanhado do primeiro bafalhiio do
iiigadoies, ao digno commandante das ar
inas, o benemrito mare.li.il Jos Joaqun)
Coelho, a quem dei instruccoes.
Cerra de tres mezes se consumiram
em tentativas de conefliaeflo. Todos os es-
Coraos fram em progados no intuito de
evitar mu rompimento c o rcapparccimenlo
da guerra civil.
Nao obstante ser Pedro Ivo um dos
principaes reos da rebclliflo de novembro
de !8tK, nao obstante ser o seucrimedo
maior gravdade pela sua qualidade de olli
cial militar e desertor, o meu desejo de
evitar a esta provincia novas calamidades,
resultantes do nova guerra civil, me leva-
ran) ao ponto de garantir-lhe a concessilo
da amnista, deliaixo da conlicitado entre
gar-sc preso, c de ir sorvir durante cinco
annos na provincia do Para. Esta conces-
siio tinha sido fe i la a solicitac/io sua; eseiii
embargo, o excilamento dos seos correos
presos na l'orti'lez.i do llriim, co sen pro-
jirio orgulho oemperramento, o induziram
u recusa-la, ameacando decidir a quesillo
pelas armas, se o governo uo annuissea
lodas as suas exigencias.
I-*oi forense romper toda a conlcnipo-
risaeflo, o preparar para novos cmbales.
Apezardesle incidente, appareoido logo
'no principio de minlia a Iministracflo, conli-
uuei alazor largas applcaces do decreto
ile II de Janeiro do anuo passado, conce-
dcnJo, conforme as benvolas ntoncOes do
Monarch, amnislia a rouilos reos pronun
eiados pela rebclliflo de novembro de 18.S.
e a alguns cdadflos que, cinnquanto nao
se acliassem comprehendidos em nenlium
dos processos instaurados por essa occasiao
comiudo receiavam ser presos, eseachavam
foragidos por tercm mais ou menos inlluido
as oceurrencias daquella rebclliflo.
Noventa c tantas pessoas fram assim
amnistiadas, sem Iimitacto ou condiefloj e
cabe-mu aqui a satisfaeflo de memorar que
' esses cidadaos, recolhidos a suas casas, e
tratando deseus inleresses, senilo coadju-
varain a autoridado publica na repressflo da
nova re volts, c comiudo certo que aelli
se conservaram tslranbos. Hecolnm esses
cidadaos os meus louvores e agradec-
inenlos.
Em respelo verdado duas exceptos
devela eu fazer; mas esse pequeo numero,
em relacfln ao de noventa e tantos que a
proveilaram da applicacflo que fiz do decrete
de 11 de Janeiro do anuo passado, prava qui
em geral essa applcaQio nao foi indiscreta
Os principaes autores e promotores di.
nova revolta fram, alm de capitflo Pedro
Ivo Vellozo daSilveira, os amnistiados do
mez de abril do auno passado; aquellos qui
receberam amnista ao terminar da rebcl-
liflo de. 18*8, ainda com as armas na milu
Taes sao Caetano Alves e sen bando
Bernardo Jos da Cmara, Domingos AlTons
Ferreira, Miguel Alfonso Ferreira, Jos Ga-
briel e outras pe-soas pertcucenles i esta
familia, ou com ella eslreitaiiiente ligadas
Estes homens, estimulados pelos reos
polticos retidos na fortaleza do llrum que
acabaran) de ser condemnados pelo jury,
e porventura pelo cx-ebefe de polica An-
tonio Alfonso Ferreira, que se achava fo-
ragido entre elles, conspiravam iberia-
mente para una nova revolta, ao temp
em que, por actos de justica, tolerancia
imparcialidade, eu me esfor^ava por con-
ciliar os nimos, rcslabelecer a segurante
o ConOanca, o reparar os males causados
pela rebelliao terminada ; ao lempo em que,
crendo que, fazendo parto de um partido
poltico, desojaran) disputar a scus adver-
sarios o liiumpho na ejeicflo que se ja fa-
zer, ou tom iva lodas as medidas de pro-
ra uoflo que me parecan) necessarias para
estimular o partido vencido a concorrer s
urnas, e para que o podesse fazer chciode
segu idade, o em plena liberdade.
. O campo legal, poiem, foi desprezado
e abandnalo; porque esse pan ido violen-
to pn feria continuar a conspirar, o cogitava
tic recorrer de novo as armas.
llcsde 10 du oulubio do auno passado
convencido de que lodos os esl'urcos para
evitar um rompimento, e nova conflagra-
gao da guerra civ.l, era ni inuteis, e quo as
medidas du blandura e de Conclac,fio, at
lilao tentadas nesse inluito, eram mal
interpretadas pelos apostlos da guerra civil,
que as apregoavam como emanadas da fra-
queza c impotencia da uutoridade, tratei de
tomar algumas medidas de prevengo que
premuniesen) aquelles que anda nflo esta-
\ain compromoltidos de que a auloridade
publica eslava decidida a reprimir cnergi-
camenlo novas tentalivas de guerra civil
Os presos polticos, delidos na fortaleza
do Brum o nos navios do guerra, fram re-
movidos para Fernando de Noronha. Hci
ordem para a prisflo de Bornardo Jos da
Cmara o Miguel Affonso Ferreira, que om
um concilibulo, feito no engenbo Uniflo,
haviflo induzdoo capitflo Pedro Ivo a vol-
tar s matas, c a persistir em sua resistencia
o rebollifio, prometiendo ajuda-lo indvidu-
ilmente, e com soccorros de todo o gene-
ro. A prisflo de Bernardo Jos da Cmara
cffecluou-se, e ordenoi que licasso dolido
no presidio de Fernando de Noronha. A pri-
sflo de Miguel Alfonso Ferreira mallogrou-
se. Oloneiile-coroncl Hygino Jos Coclho,
piulido daqui com o segundo batalhflo de
arlilharia para a clfectuar no engenbo Cui-
no, o nao enconlrou : liavia elle nesse da
viudo esta cdade para conferir com os
presos; c, informado em caminho das no
vasoccurrcncias, pz-sc em caulella.
Otcrcciro batalhflo de arlilharia a p
rerolhido i provincia da Babia, e o quinto
de fuzileirns recolhido a do Maranbilo, re-
gressaram immcdiatamenlc esta provin-
cia, logo que os recia me i, oHiciando nos
Excellenlissimos presidentes
0 governo imperial augmentou a guar-
iiii;'ei desta provincia com segundo de
fuzloiros, e com 0 quinto de caladores
Chainci a servico diversos contingentes de
uarda nacional.
'i A nova revolta nflo acbou a sympalhia
com que pareca contar na provincia ; parte
da propria opposigflo amaldicoava os loncos
furiosos, que a quizeram precipitar em no-
vas calamidades da guerra civil. A in-
mensa maioria da provincia coadjuvou, ou
estove prompta a coadjuvar leslmento o go-
verno. A nova revolta so era forte pela.sua
conccnlracjflo as czpessas matas do su I,
ondea immensa torea do governo nao po-
da ser desiuvolvida e cnipregada, 0 onde
as i"! i a- 11 .< se querein limitar a defensiva
se decuplan, e a guerra toma fec,0es espe-
ciaos e tracoeiras, capazos de aterrar os sol-
dados ainda oais valentes
Sem embargo dos obstculos da locali-
dades guerra civil estara terminada, e
provincia completamente pacificada eni Qns
de dezembro do auno passado, se desde o
cmbale de 14 de novembro desse anuo, elmuiiifjdes para organisor urna columna, que
tornada dos inlruchcirainenli.s do Coussei- devia operar sobre o norte da provincia
Li________2!
aaW
lilho do Domingos Affonso Ferreira, dirigi-
da cm principio do dezembro a Eaurindo
Jusliniano de Alexandria e Mello, um dos
intitulados odiciaos s ordens do capitflo
Pedro Ivo
Diz essa carta Deide que Vme. saino
<> ilai/ul qui nOo tein censado mais tropas nesles
eni/enhos Sebir e llnilo ; e a perseguido he
demasiada por aqui : fzetaos urna accommo-
dardo falsa, para elles soltarem os escravos
* e sahirem daqui, para nos /aseemos nosios
arranjos de guerra........porm j ha quem
t diga que torna a vir tropa para este engenho
outra ves por causa dos desertores que nt
temos.......i)
Em tins de novembro, como j notei,
fui informado que nos engenhos Mossaiba e
Mamueaia so reuma gente e armamento com
o lim de organisar una columna, cujo des-
tino era ainda ignorado. Mandando fazer
exploracoes para verificar a existencia dessa
rouiiiilo, fui informado de haverem os reuni-
dos em numero de 30 a 40 pessoas levanta-
do o campo na madrugada de 4 de dezem-
bro, e seguido pelas matas na direcgflo da
eul ,de da Victoria Fiz pcrsegui-los por um
contingento do quinto batalhflo defuzilei-
ros; mas, ca m i hilando elles sempro por ver
das desconhecidas, nao pnderam ser apa-
nhados ; constando alinal haverem relroce-
lido do engenho Pacas, onde fram tor cm
busca do soccorros que lhe tinham sido
prometalos.
Em marcha para o Catuc, este grupo
alacou cm Morenos aos trabalhadores da
estrada da Victoria, procurando scduzi-los;
mas, nflo consoguindo que so lhe rcunisseni
senao dous desses trabalhadores atacou em
JaboatflO a um inspector de quarleiiflu, to-
iiiando-lhc o armamenlo do polica que
tinlia em sua casa, e auieaeau lo-o de morle ;
conimctteu alguns outros actos de violencia ;
roubou alguns cavallos, c conseguio reco-
Iher-se as matas do Catuc.
A volta deste grupo do engenho Pacas,
com o lim de recolher-se as matas do Catuc,
como depois declarou o seu principal chefe,
iroso na provincia da Parabiba ) foi delibe-
rada insligacjBo do intitulado directorio,
quo o chamou para essas malas, assegu-
rando-lhe quuahi.se lhe reunira grande
numero de gente, e adiara armamento e
ro, as operuces tivessein sido continuadas
vigorosa e incessantemenle Infelizmente
0 benemrito ex-coinniandante das armas o
marocha! Jos Joaquim Coelho, queja entilo
nC achava molesto, se vio foreado pela on-
l'erinidade a recolher-se esta cidade, e as
operaces cslivoram eslaguadas o paradas
luranie dous mezes
ii A inatividade das frejas do governo, a-
lm de acaroQoar os revoltosos da inulta,
acaroi;oava tainliein aos seus socios de diver-
jas localidad- s, quo trataran! de cnviar-llics
soccorros, e fazer diversocs (|ue iilipedisscm
a concenlra<;flo das torcas do governo so
bre os pontos principaes da malla em que a
revolta eslava concentrada.
Miguel Alfonso Ferreira, em II ou 12 de
novembro, parti de engenho Uniflo com
cerca do GO homens armados, cm demamb
das malas, o em auxilio de Pedro Ivo. O
coronel Muniz lavares, mandado para l.ages
o Amarug com o segundo de fuzileiros,
aflrn de impedir a passagein de viveros e
mullicos para as malas, que sahiam dos en-
genlios L'nflO e Sebin'i, e de alguns da Esca-
5, nao conseguio apanhar este caudilho, e
i freja que n aeoinpanhava. (i coronel Aze-
vedo que enlflo se achava no Bonito, o tam-
ben) ludia insliuoces para policiar as ostra
das, euviou debaldo una rrca em seu
o. calce.
Ja informado da marcha de Miguel
Affonso, o de poesode sua carta dirigida ao
capitao Pedro Ivoem 8 deouluhro, na qual,
concitando-o revolta, lhe declarava que os
engenhos eslava ni trabalhando, e por laso
nada lhe liavia de faltar; resolv fazer oc-
cupar os ong'inhosUniflo e Sebir, e evitar
que trabalbassein para manter e alimentar
a guerra civil.
O referidos engenhos fram oceupa-
Jos pelo lenente-coronel commandante do
coipo de polieia com una frca de Ol pra-
vas doste corpo e do segundo do fuzileiros
em I" de novembro ; o em '-1 ilo mesmo mez
Miguel Alfonso, ja de volta das matas,
conservando-se occullO as viziuhaucas dos
Jilos engenhos, escreveu urna longa ca la
io lenente-coronel commandante de polica,
fizendo alarde de sua revolta, injuriando e
doestando a linios o agentes do governo, <
principiando por confessar que acabava de
chegar do acampamento do bravo capildo
l'edro Ivo, vara onde se liavia dirigido aun
tresenos cidados, dispostos a derramar seu
ngne pela liberdade.
A oceupaeflo dos engenhos Sebir e
UniflO foi continuada at o lim de novom-
bro. NeSaa epuca Doiuiugos Allonso Fer-
reira, commiiuicando-se com o tenento-
coronel commandante do corpo de polica,
ir.ilou de recriminar o proceilimento de seu
irmflo Miguel Alfonso, protestando ilesappro
va-lo, pedindo a desoecupaeflo do seu enge
nho, para que podesse progrelr em seus
trabalhos, e prometiendo abster-se do toda
a ooadjuvacflo, qur dada a seu irmfio, qur
aos bandidos das malas.
Informado de taes prolostafjOes c pro-
messas promplo sempre a preferir os meios
brandos para impedir que os bandidos fs-
sem soccorridos, e por outra parlo necessi-
laiiilo da l'i'irea que entfio oceupava aquelles
engenhos para guarnecer esta cidade,
fazer perseguir chamada columna do norte
que entBo se comeQava a organisar nos en-
genhos Mossaiba, Mamueaia, e oulros da
viziuhaiiQa desta cidade, fiz aceitar aquellas
promess s, edesoecupar os engenhos Sebir
uniflo.
'Idilio o desgoslo de informar-vos, qu
lodas estas promessas e protestos nao eram
senao estratagemas, eom que taes homens
fementidos nao se pejam do Mmi^oar ao go-
verno, edos quaesounm mesmo gloriai-se
Factos posteriores mostraram que dos en-
genhos Sebir e Uniflo, o outros da familia
ile Alfonsos, continuaran! a sabir soccorros
o niunieoes do guerra destinadas aos li.ndi-
los ilas matas, aloque a revolta foi filial
mente atacada o destruida nesse centro,
onde ella lirava seu alimento.
Se faltassem pravas que consignasseni
estes lacios, os documentos apandados aos
bandidos da mala forneccriam urna cabal,
que aqui transcreverci em parto, para mar
car o carcter fementido dos principaes
agentes da nova revolta.
urna carta le Joo Affonso Ferreira,
Ett'ectivamcnle esses grupos se reunirn)
as malas do Catuc ; mas Antonio Joaquim
llenriques do Miranda, chelo do grupo or-
ganisado em Mossaiba, queizando-so da
anarchia c insubordiuacjao dos conipanhei-
ros que estavao debaixo das ordens do
intitulado major Nascimenlo, que dcclirou
ter oilenta o tantos homens, pela mor parte
desertores e malfeitores, separou-se desles
que doixou as malas do Catuc, e SCgUO
jara o norte, dando mu i las voltas, quasi
sempre por matas, cometiendo alguns actos
do violencia, mas sempre perseguido de por-
to pelo lenle Coronel lunocencio Eusta-
quio Ferreira de Araujo, commandante inte-
rino do 4." batalhflo de arlilharia a p, que
naliiienle dOSlrofOU e dehandou este grupo
na puvoacao da Barra de Natuba, provincia
la l'aralnba, onde, lendo-sc reunido a al-
guns desordeiros .lo lugar, ousara resistirs
torcas do governo
Sou chele o varios oulros individuos
que assisliram ao combato de Natuba, ja
dobaudados, e em pequenos grupos, fram
resos pela columna do guarda nacional ao
mando do coronel Ismael da Cunha Goveia,
quo presin relevantes servc,os naquella
provincia, clfccluaudo essas plisos o des-
iruiido e debaudaudo todos os grupos hoslis
queso pretenderamurganisar cm apoio da
revolta desta provincia.
Os deso toroso malfeitores que lic.iram
mis malas do Catuc dirigidos pelo intitula-
do major Nascimenlo, sendo perseguido
por continuadas exploracoes feilas .uestas
malas polos destacamentos do guardas naci
naos, postados nas pov.iaeo > do Mouleiro,
Var/.ea o lloberibe, reforjados por contin-
gentes do i.' linlia, fram lanibem disper-
sados, concorrendo inuito para se obier
esto resultado os esforcos dos subdelegados
das freguezias do Poco da Panel la u Varzea,
o os do commandante superior das guardas
nacionaes de Oliuda e Iguaiassi'i.
No mez de Janeiro do crrante auno
o benemrito ex commandante das armas, ja
restabelocdo, pode tomar de novo a direccao
das operafOes sobre as matas do sul, em que
o ioiiiiigoconiinuavaa estar nlrincheirado
Orgiinisou-so o corpo de batedures sb i
commando do major do 5." batalhflo de ca-
i,adoros, Francisco Vctor de Albuquerque e
O coreo dos rebeldes foi aperlado,
Mello
co! locando-so frcas o.p Itebngudo,1' Pende-
ac e Calende. Os soccorros o fornuci-
mentosnflo poleram mais chegar smalas
(J bravo capitflo de commissao Fabio Vel-
lozo da Slveira, commandante de urna d is
compauhias de guarda nacional destacadas
na Ircgueziada Escada para policiar as es-
tradas dessa freguozia, intflrcoptava os soc-
corros e commuiiicacOo que al entfio eram
frequenles entre us engenhos Sebir, Uiilo
Collgl e Jatoba, o os b uididoi ul Esle dislincto cidadao oi assassinado
em -23 desse mez por urna embusca la dirigi-
da por Jos Gabriel Pcreirade Lira e ou ros
da familia Allonsos Ferreiras, cujos predec-
ios e intentos criminosos eram contrariados
pelas diligencias, que com zelo, actividade
e coragom CSOCUUva.
Esta peda, lias sen.-ivcl, nflo aprovei-
tou aos que dirigirn) ease assassinato; por-
que desde logo organisoi una columna de
quinhontas pracas de guarda nacional pa-
ra operar nas comaics do Santo-Anillo,
Cabo e Ito-Formoso, confiando o seu com-
mando ao coronel Jos Pedro Vellozo da Sil-
veia.
Os bandidos das malas, aperlados pelas
huas collocadas em llebingudo, Calende e
Pcndeaca, alacaiam este ultimo ponto na
madrugada do da 17 de Janeiro, o pagaram
a ousadia com a peda de 10 morios, 10 fo-
ndos e 1 prisioneuo ; entrando no numere
dos morios cinco intitulados olliciaes, c dous
cliclcs nolaveis, Joflo Theota de Omena e
Joflo Flix di Silva. Oulros combates par-
caos prepararam os successos do da a de
Janeiro.
liiiba o ex-commandanto das arm
expedido suas ordens para um al.que geral
nesse dia, quaudo no da U3 se lhe aprc-
seiiluu no |(. bingiMo o lenle coronel l'e-
dro Antonio Vellozo da Silver-, pai do ca-
pitao Pedro Ivo, e, dizendo que 'iera da
ilahia no intuito de arredar sen lilho do
llicatro da guerra civil, sendo sua resolucao
approvada particularmente pelo Exm. pre-
sidenlo daquella provincia, declarou quo,
tendo estado em Jacuipe, d'ahi se dirigir
por carta a seu lilho que lhe tinha assigna-
ado o ponto de Japaranduha para urna con-
ferencia, que devia ter lugar no da seguin-
to, seo commandante das armas o permit-
tisse.
Obi iila essa permissflo voltou o tcnente-
coronel Pedro Antonio do llebingudo para
o engenho Cravat, onde cstava a familia
do Pedro Ivo, para dahi buscar Japaranduba,
ponto assignalado para a conferencia. Da
caminho para o Grvala, foi acommettido de
emboscada com varios tiros, recebciido duas
balas em urna das pernas
Mallograda iissim sua tentativa, que
alias me pareca intil cmquanto Pedro Ivo
nflo estivesse vencido, o perniciosa depois
de vencido, deu o commandante das armas
o ataque geral, j precedentemente ordo-
nado para o dia 20.
O successo nflo foi um s momento
duvidoso : as trincheiras de Cousseiro, Ja-
paranduba, Capm, Pirangi e Piala fram
lomadas, os inimigos batidos e dispersados
O corpo de batedores, partido do Caten-
de, sotfreu grande resistencia desdo o lla-
chflo at ganhar o Pratnha, onde clicgou
no lim do dia, vencidos todos os obstculos,
gaulias todas as trincheiras, debandados c
destrocados todos os inimigos que as defen-
dan).
A perda do inmigo nesse dit, a sua
disucrsio o ilr-rn oi;nameiiio lumou-so pa-
tente a todos. Os chelos mais experimen-
tados declararan! que a guerra civil se devia
considerar acabada, e que a conlinuaeflo da
resistencia dos bandidos toriiava-se impossi-
vel.
Nesse sentido me escreveu o lenente-
coronel Feliciano Antonio Fulco, cuja pru-
dencia e sisudez he reconbecida, e por isso
nflo duvide comniunicar a noticia ao go-
verno imperial.
Depois da dispersflo e debandamen-
to dos bandidos e.a 2G de Janeiro, o maior
grupo, que pouco excedera do 120 homens,
recolheu-se em Dous-Bracos. Buscados
uessas matas, quo fram logo exploradas,
nflo fram encontrados por terem seguido
sb o mando do Caetano Alves para Panel-
las de Miranda.
* Procurados ahi, voltaram para Dous-
Bracos, j rcduzidos a cerca de mcladc da-
quellc numero por causa das mudas deser-
QCS oeeorridas ilevem em despeitodos esfor-
cosde Caetano Alves para os conservar reu-
nidos e para rennii nova gente em Maraa,
Fervedor, l'imenteirasc Cajucirn.
> No dia 11 do feverero o lenente-coro-
nel liruce, commandante intci iuo do 8.* de
caga dores, acompanhado do 2 de arlilharia
a p, perseguio aos grupos reunidos em San-
Renediclo, arrojaudo-ossobreo Brejflo, don
do os desalojou e dispersou com grande
perda. Ao mesmo lempo o corpo de bate-
dores explorara as malas de Capociras, Ser-
rote-Liso, Perypery, l.aga de Calos, Uruss
o Barra das Jangadas, e por loda a parle
verillcava a dispersflo dos bandidos, e im-
peda sua junecao
NoilialGel" de feverero, o lencntc-
coronel Antonio Maria de Souza cffcluo
novas exploracoes nas malas do Piala, Itia-
chflo e Dous-Bracos, e uestas ultimas car-
regou sobre o pequeo numero de rebel-
des que so achavam reunidos, acossandu-
os e dispersaudo-os.
A columna do commando do coronel
Jos Pedro Vellozo da Slveira, reforcada
com 100 homens de primera linha, bata
desde 15 al 18 do mesmo mez de feverero
as matas dos engenhos Uniflo, Sebir, C.otegy
Garaugunza, c liualmeute os intrinchera-
montos de Jaluba, dispersando e dehan-
dando os inimigos que exisliain nas malas
desses engenhos, quo eram os arsenaes dos
bandidos das matas do sul.
a Nesto oslado de cousas a guerra civil
das malas se deveria considerar terminada
restava a prisflo dos cliefes foragdos, e ja
reduzidos a pequeos grupos de homens
intimidados o deamoraliaados ; restava con-
cluir o dcsaruiainento dos dispersos que ti-
nham feito parte das frcas do Caetano Al-
ves e do capitflo Pedro Ivo ; o que se ia effei-
tuando. Em taes circumslancias o mare-
chal Antonio Corroa Seara, que se acha-
va na Agua-Prela, e segua para o Bonito
para receber do niarecbal Jos Joaquim Coo-
Iho o Coinniando das armas da provincia,
receban um* caria do lenente-coronel l'e-
dro Antonio Vellozo da Silveira, datada de
Jacuipe em 21 do fevereiio, na qual lliu de-
clarava que tudu se achava acabado, as
mente desojado que ordens precisas me l-
vessem sido dadas em lempo de prevenir
conflictos, sempre damnosos ao servico nn.
blico. F
Como qur que seja, congratulo-me
convosco pela terminaeflo da guerra das
malas : o desarmamenlo de scus habitantes
continua a ser feito ; e espero, ajudado da
energa do digno marechal Scra, actual
commandante das armas, que seja com-
pleto, e que a aeco do governo se faca< om-
im sentir nessas matas do sul, que desde
longos annos teem sido o receptculo de
todos os enmes, que ahi ficavam impunes.
l\o terminarei este artigo sem referir
as ocurrencias das comarcas de Flores,
Boa-V isla e Brejo, quo de alguma sortc com-
plicaran) a situacflo.
o dia 5 do agosto do anno passado.
que era o marcado para as eleices prima-
rias de eletores, foi assassinado o Roveren-
do Joaquim Jos de Veras, juiz de paz, e ao-
vernisla notavel, quando so diriga da sorra
daBaixa-Verde com outros cidadaos c com
oescrivflo do juiz de paz para votar na
freguezia da villa de Flores. Fram elles
aggredidos no lugar do Brocot, distante
do Flores tres legoas, com tiros de em-
boscada, do que resultou a morle do juiz
de paz e o fenmento do escrvflo.
As parta rocebidas davam por execu-
tor deste aftsasinato a Jos Antonio Pe-
reira, pronunciado pela rebclliflo de 1848
frcas rebeldes completamente debanda-
da, o que uaquelle inosmo da as pessoas
' du mais influencia se retiravam das ma-
l tas, restandoi smenle seu filho e Caetano
Alves, que anda iicavain observando que
t so cuinprissoin exaclamenlu as ordens a
respeitu da retirada o socego, para enlflo
< se juntarem cun elle e seguirem para a
- capital d is Alagas. >
No sentido da fsrea que se representa
nesla caita, corren por varas mflos, em
bus do mez de fevereiro, urna circular aos
amibos, assignadl por Pedro Ivo, Miguel
AHouso e Caetano Alves, em que declaia-
vam que haviain largado as armas e deban-
dado as frcas, o quo am partir para Ja-
cuipe, o dahi para a Babia, por ter o tcnente-
coronel Pedro Antonio vindo tratar de urna
acomniodariio a pedido dos presidentes da
l..li a e Alagas, quo se cncarregavam de
apresentar-lhes amnislia geral; a visla do
que dmam aos amigos que cedessom sem
demora as armas, sem o menor receio, re-
coinmendando-lhes quu se acautelassem e
aguardassem a amnista, quecbegaria breve
Nenhuina coinmuiiicaco Uve anda do
governo imperial, que me lizesso conside-
rar a niissflo do lenente-coronel l'edro An-
tonio com oulro carcter que nao fosse o
de meramente particular ; o julgava que
essa inissflo teria por si caducado depois
do seu feriment, e dos successos de 20 de
Janeiro e posteriores
He comiudo certo quo o capitflo Pedro
Ivo, Miguel Alfonso Ferreira, Pedro Jos
Alves Concia, Laurindo Jusliniano de Ale-
xandria e Mello, Manuel do Nascimcnto
Porto, Bernardo de Almeida Coelho, Agos-
tinho da Silva Gumaraes, Joflo dos Santos
Uma, Jos Cordeito Leal llatinga, o mais
cinco individuos, depois de terem estado
algum lempo nas Alagas, na vizinhanca da
capital, embacaram-so na charra Carioca,
e teguiram viagem para a provincia da Baha.
.vio permita Heos que cu nunca sirva
e por outros crimes, o indicavam coioo
mandantes c protectores do dito as-assino
Serafn) de Souza Ferraz, Francisco
llar boza Nogueira Paz e Jos Rodrigues do
Moraes, que se achavam homisiados no
termo de Floresta, hoje Tacarat.
Beforcei o destacamento de polica, j
existente n'aquella comarca, e dei ordem
para que fosso chamado a servico de des-
tacamento um contingente de guardas na-
cionaes, ilim de se effeituar a prisflo do
principal assassino, e scus mandantes.
O capitflo de polica Jos Concalves
da Silva, tendo marchado sobre a Serra-
Negra, onde o dito assassino o seus man-
dantes se achavam intrincheirados, alacou
s trincheiras no dia 23 do setembro do
auno passado ; e, comquanlo tivesse ganho
a primera c segunda, encontrando a ter-
ceira mcllior fortificada edodiflicil accesso,
leve de retroceder com a perda de dous
mortosc alguns feridos.
Emapoio da frca de polica, J exis-
tente na comarca de Flores, o da guarda
nacional que fiz destacar, fiz marchar desta
capital o capitflo do quarlo balalhfio d'ar-
tilhara a pe Isidoro Jos Bocha do Brazl,
acompanhado de um pequeo contingento
de primera linha, cncarregado do com-
mando geral de toda a frca.
A villa de Tacarat foi oceupada por
urna frca de linha e guardas nacionaes,
que niinlia requiseflo foi mandada pelo
Exm. Presidente da provincia das Alagas.
0 capitflo do quarlo batalhflo d'artilha-
ria a p Aflouso do Almeida e Albuquer-
que seguio para a provincia do Ccar,
para ii'alli conduzr villa de Flores um
contingento do corpo fixo da dita provin-
cia, que o governo imperial ordenara so
pozessea minha disposieflo.
Nflo obstante nflo ter comparecido no
poni marcado a frca estacionada em
l'acaral, sem duvda por ler sido interce-
ptada a ordem do commandante geral, que
prescrevera sua maicba ; nflo obstante nflo
ter chegado comarca de Flores o cspitflo
Alfonso de Almeida e Albuquerque com o
contingente do corpo fixo doCear, fram
comiudo atacados os intrincheiramentos
da Serra-Negra pelo capitflo Rocha do
llrazil com a loica do linha, polica aguar-
da nacional sua disposieflo, e os bandi-
dos ahi acoitados fram desalojados e dis-
persos em 11 de dezembro do auno passado.
Nflo se tirou todo o partido da victoria,
porquo o poni nflo licou oceupado, sem
llovida pela falta do comparecimento do
contingente do corpo fixo do Ccar.
* Os bandidos disseminados pela comarca
teem commctlido diversos assassinatos, o
roubado algumas fazendas de gados, e
con-ta estarem de novo intrincheirados na
Serra-Negra.
No dia 28 de novembro do anno passa-
do, dirigindo-se os elcitores do Ouricury
para a freguezia do Exu afim de ah votaren
na olecao de dous senadores, sendo acom-
pauhailos pelo delegado suppleute Alvaro
Ernesto do Carvalho Granja, viram-sc obri-
gados a retroceder, por acharom all reu-
nida uma frca que o dito delegado ava-
liava em tresentas pessoas, em parte viu-
das do Ceai a, declarando que essa reuniao
de frca se destinava nao s a obstar que
votassein no Ex os eloilores do Ouricury,
mas tambein a apoiar os bandidos da Ser-
ia-Negra.
O capitflo Affonso de Almeida e Albu-
querque requiseflo do delegado mar-
chou para a freguezia do Ex com o con-
tingento do corpo fixo do Ccai, deixando
por isso de api c-.enlar-.se em Flores ; e,
sem embargo do se ter j dissolvido a rcu-
niao, e de haverem fgido para o (Vara os
autores dola, que sao os mesmos compro-
ineiiidos na rebclliflo de 1848, continuou
a permanecer all, dei xa ndo de executar as
ordens que tinha de marchar para aco-
rnaren de Flores. Convencido de se achar
completamente pacificada a freguezia do
Ex, c persuadido que para os movhnenlos
dessa freguezia omito teem influido odios
particulares o desavengas de familias, appli-
quei aos compromoltidos o decreto de 11
de Janeiro do anno passado, o nomoci in-
terinamente um juiz municipal, a quem dei
instruccoes adequadas ; e espero que, sendo
elle cslranlio a todos os inloi esses loeaes o
odios que teem dilacerado a dita freguezia,
conseguir consolidar a pacicacflo dola, e
restabelecer aseguridadee conliauca.
O lenente-coronel commandante do
corpo de polica Joflo do Reg Barros fal-
can se acli.i boje cucairegado do enlo-
mando geral das frcas estacionadas cm
Flores, e da pacfica^flo desta comarca.
Ordens precisa fram dadas ao capilflo
Alfonso de Almeida e Albuquerque para
que o contingente do corpo fixo seju con-
duzido para Flores, recolhendo-se elle a
esta cidade para responder pela falla do
cumplimento das ordens que Iho tinham
sido dadas.
u Acham-se organisadas duas companhias
do batedores da guarda nacional, o alem
listo fiz marchar para a dita comaica O
do obstculo para quet'slesou quaesquorlquinlo batalhflo du fuzileiros, o espero
outros reos recebam as grabas quo solici- portento que a comarca de Flores, nica
tam do poder moderador. Teria siinples-|que nflo se ada ainda complctamonte
MFI HOR FXEMP


pacificada, o estoja em ^VlVoo"
eTfeito do desanimo causado pe la cierro u
dos bandidos das matas do sul, quer pela
?no dasfrcas respc.taves com que va,
ser guarnecida ^ c^fAram enviad
, comarca do Orejo fram
dos Vos andidos das matas do sul, es-
pecialmente do lugar da Jurem.i, vanos
occorros de gente armada e de gado, e em
"0 de ianeiro do corrente anno, transitando
por all urna escolta de 20 pracas de polica,
commandadas pelo alferes Manoel Joa-
quim de Castro Madeira, conduzindo seis
desertores e quatro recrutas, foi acommet-
lida por cerca de COhomens armados, que
t surpreenderam o ccrcaram no lugar de
Santa-Mara, soltando os recrutas o deser-
tores, eroubando o armamento e muni-
caes da escolta. O delegado do termo
do Brejo, Antonio- Francisco Cordciro ae
Carvalho, participando o acontccimenlo,
om que dizia terem tomado parte dous p-
renles seus, e declarando reconheccr que
urna parte dos habitantes do termo tinham
decidida propensBo.a favor do capilao Pe-
dro lvo, pedio-me sua demissiio.
Persuadido que taes aconteclmentos
tiveram lugar com consentimento do d>to
delegado, concedi-lhe a demissHo pedi-
da : e, nomeando novo delegado, o fiz se-
guir para aquella comarca com urna co-
lumna composta de guardas nacionaes o do
oitavo batalhflo de cacadores, commanda-
de pelo eommandante superior Francisco
Antonio de Barros e Silva.
Esta columna chegou villa do Brejo
sem encontrar resistencia, c sen ser neces-
sario dar un tiro ; e tanto o eommandan-
te superior como o delegado tesloniiinbam
o espirito de ordem o amor ao trabalho
3ue reina entre os habitantes, o a falsida-
edaimputacSodopropensflo para o capi-
tflo Pedro lvo, le que os arga ocx-delega-
do. Vagam por cssa comaica alguns dos
bandidosd ispersos das mal do sul ; mas
a presenca da Torca, alli destacada, chama;
r brevemente esses dscolos a ordem e a
obediencia s leis.
i< CULTO PUBLICO.
" Lamento o estado de muitas matrizes do
interior da provincia, que nilo teem a pre-
cisa decencia, e se acham em ruinas, c rc-
eonhego que o culto externo e publico mili-
to nftue sobre o interno; mas, recouhecen-
o igualmente que nilo cabe as facilidades
da provincia salisfazera todas as necessi-
dades deste genero, limito-mc a pedir a
mesma somma destinada pela le vigente
para os reparos das capellas-mrcs das
matrizes.
" INSTRUCCO [-UBL1CA.
"Nao pude ainda usar da faculdade per-
mitida pelo art. 4.da lei n. 244 para reor-
ganisaro lyceu e a instrucg.lo publica da
provincia.
41 Difliculdades se me anlolham que devem
impedir os bons effeitos d'uma nova orga-
nsaco ainda nilo tive o tempo neces-
ario para estudar os meios de vencer estas
difliculdades.
'As diversas aulas dolycu fram Tre-
quentadas durante o anno lectivo passado
por oitcnla e sete alumnos.
" O decresc ment do numero em compa-
rado com osannus transactos lio notavel;
mas nflo he de eslranhar, sabendo-se quo os
professon-sdocollegio das artes de Olinda
do licOes particulares, quo he natural que
sejam ouvidas com preferencia s do lyceu
por aquelles esludanles que se destinam
a frequentar a academia de Olinda.
" Asaul'Sdelatim da provincia fram
frequentadas por 109 alumnos; as de primei-
ras lettras do sexo masculino por \'M, e as
do sexo feminino por 432alumnas.
" A aula do obstrecticia foi frequentada
por sete alumnas.
" He para lamentar que, fazendo a pro-
vincia tilo grande despeza com a inslrucgilo
primara, soja tflo diminuto cm relacflo
sua populago o numero de discpulos que
frequentam as respectivas aulas
" N3o tenho toda a confianca de que esse
mesmo numero seja exacto, porque os mei-
os do liscalisagao mo parecem insuh'cien-
tcs para inspra-la.
" A cadeira de pnmeras lettras de Itapis-
suma foi supprimda por nilo ser frequenta-
da pelo numero legal.
" Seu professor foi transferido para a de
Goianna que se achava vaga
F.STABELECIMKNTOS DE CARIDADE.
" O grande hospital contina a existir no
mesmo edificio particular, alugado no lugar
dos Coelhos, o a sua falta de commodidadc
nem permiti o cstabclccimento de una
eapella indispensavel em casas desta ordem,
nem peimitteque se recebam todos aquelles
doentcs necessitados, que a candado pu-
blica exigira que fossem recebidos e cu-
dDuranlc o presente fiagello da febre
narella mais se tcm sentidla urgencia^
ca o" do novo hospital Pedio ... Pa-
ra continuar esta obra, que cstivc.a parada,
sicnci a quantia de dzc contos do ris,
forme a autorsacilo do art. 14 da le n.
244 de 16 de junho de 1849, e com esta quan-
tia vai a obra progrodindo debaixo das vis-
tas da adminstralo dos eslaliclecimentos
de caridade.
" A obra acha-se orgada na quantia de
quatrocentos contos de res ; c, comquanlo
o acabamenlo de todo o edificio projectado
possa e deva ser demorado, visto a falta de
renda dos estabelecmentos de caridade, e
attcndenilo a outras ndispcnsaveis despe-
gas do servgo publico, com quo os co-
fres provinciacs se acham oncrados, comln-
do me parece que se deve dar maior im-
pulso edificoslo de una das alas desse
edificio, para que, concluida, possa receber
logo um maior numero de enfermos do que
os qucso boje recebidos no edificio par-
ticular, para csse lim alugado.
" Ser, pos, conveniente que alem da
continuoslo da consignagao para a manu-
tcng3o dos cstabclecimenlos de caridade,
dada nos arts. 19, 20, 21 e 22 da le vigente
do oroamento, soja consignada para con-
lnuagoda ediCatjfiO do hospital Pedro II
a quola de trinta e seis contos de res no
prximo anno financeiio.e continuada nos
seguintes*, para que a ala principal do edifi-
cio possa ser terminada em cinco annos.
" As loteras concedidas em beneficio
dessa obra llie n.lo teem aproveitado, por-
que apenas se exlrahio una.
" Se novas concessesde loteras deixa-
rem de ser fcilas, c mo se derem mais pre-
ferencias a outras concedidas, csse auxi-
lio, ainda que mdico e tardio, poder ser
proveitoso.
" Cabe aqu Icmbrar-vos a conveniencia
de solctardesdi asscmbla geral legisla-
tiva em favor dos hospilaes de caridade
desta provincia urna imposto sobre os
navios entrados nos portos dclla, corres-
pondente que pagamos navios entrados
no porto do Riu-de-Janciro em favor da
Santa Casa do. Misericordia da corte, liean-
,1o os hospilaes de caridade com as mes-
mas obrigages que lem a respeito dos
marinlicros a Santa Cusa da Misericordia.
" A lei geral de 13 de outubro de 1831,
que mandou reunir debaixo deumasad-
ministragao todos os bens palrimoniaes, e
oulros quaesquer rendimentos peitciiccnles
aos hospilaes ila misericordia de Olinda, de
San Pedro de Alcntara, da cidade do Uccife,
de Nossa Senhora do l'araizo, dos Lazaros,
e da casa dos exposlos, foi modificada de
facto pelas leis provinciaes n. 16 do 7 de
mao de 1836, en 55 de 18 de abril de
a sua transferencia pma a casa .lana da Au-
rora, nao obstante nao ler o edificio toda
as precisas aconunodage -
" Os predios do patrimonio dos cstabe-
Iccimentos de caridade esl3o arruinados,
principalmente os do bairro do Snn-Frei-
Pedro Congalvcs, que quas toilos estao ina-
bitaveis ; por isso indispensavel he que esta
fsombla continu a votar crditos para o
seu reparo; e, para melhoresclarecimento,
offerego junto a este relatorio aquello que
mo foi feto pela commissao cncarregada
da admnislragao destes estabelecmentos.
" FORCA PUBLICA.
" Guarda nacional. A guarda nacional
n3o presta todos aquelles servigos que lie
destinada, pela desorgani-ag3o em que se
acha, c cousequente re.axagao da discipli-
na, effeitos necessarios das frequontes de-
mssos e reformas dos ofllciacs mais bene-
mritos e importantes dos lugares.
" Nao obstante ossa desorgauisagao, ella
prestou servigos relevantes durante a guerra
civil que acaba de terminar, e ainda hnje
conservo destacamentos della na povoagao
do Monteiro, em JaboatHo, na Escada, e
operando em Ipojuca, Cabo, Santo-Antao e
no Bonito, Brejo, Caranhuns e Flores. Te-
nho-me esforgado por dar frga da guarda
nacional a organisagao precisa, para que
Jossa preslar lodos os servigos quo he
estinada, mas nao he possivel que o mcu
desojo se satisfaga som que a asscmbla ge-
ral, a qucni compete, reforme a disciplina
e a organisago dos corpos da guarda
nacional.
" Carpo de polica. Este corpo tem pres-
tado regularmente os servigos quedellese
devia esperar.
" a maior parte delle se acha dividido em
destacamentos collocados na Boa-Vista, Rio-
Kormoso, Fiores, Pao d'Aiho, Limociro, Vic-
toria, Olinda, Caranhuns, Taquarilinga,
(.cuaima, Nazareth, Iguartss e Cania ni.
" Nao posso deixai de reclamar a conser-
vaguo do estado completo actual, que he
indispensavel, atientas as recentes oceur
renciuda guerra civil.
' Visto o pequeo numero de pragas a-
quartelladas nesla cidade, crcio que seria
medida econmica fazer curar as pragas do-
entes no hospilal militar, mediante m-
demnisagflo, exlinguindo-se o hospital do
corpo. .
" Cumpre que consignis alguma qm.la
para armameuto, visto que parto do arma-
mento foi arruinado durante a rebelliao
passada, e una parle tem sido perdida por
alguna destacamentos que fram desarma-
dos nos mezes de dezembro do anno passa-
do, e Janeiro do correule anuo.
1838.
A disposigao deslas leis, quemandava
continuar a ailministragao dos bonsperten-
centes ao patrimonio do hospital do l'araizo
do modo que era antes da lei geral de 13 de
outubiode 1831, era transitoria por depen-
der da vida do iimrquez doltecife, falleci-
do o qual licava em vigor a sobredta le
geral, e devra a administragao dos esla-
belecimenlos de caridade reentrar na posso
c administragao dos mencionados bens, de
que Mn privada temporariamente por vr-
lude das referidas leis provinciaes.
Sem embargo da evidencia administiago dos estabelecmentos de ca-
ridade, fallecido o marquez do llecife, seus
lierdciros, dando por exmelo o hospital
do l'araizo, o a obrigac^o da cura de enfer-
mos imposta no alvara de conlirmagao des
te hospital, c na InStltllicBo do vinculo, pas-
saram a apodear-se dos bens, querendo dis-
prdelles como bens particulares.
Urna inqualificavel cobiga de gozar des-
ses bens, cujos rendimentos era o patri-
monio dos pobres e enfermos, fez com que
os herdeiros do marquez do Recife enteii-
dessem que esse vinculo era do numero dos
que rram exmelos pela lei de 6 do outubro
de 1835.
" N3o obstante ter o art. 3. dessa lei de-
clarado que asdisposigOesdoart. I. e 2.
s comprehendiam os vnculos perlcnccn-
tesa familias, eadministrados por indivi-
duos della; nao obstante constar da insl-
tugao e do alvar de conlirmagao que este
vrculi constitua um hospital de caridade,
que como tal tinha recebdo doagOes do pes-
soas eslranhas familia do instituidor; nao
obstante haverem subsistido em todas as
outras provincias do imperio, depois da lei
de 6 de outubro de 1835, estabelecmentos
de igual natureza, como prova a lei geral de
14 de outubro de 1836, a posso dos bens do
hospital do Paiaizo eslava om poder dos
herdeiros do maiquez do Recife.
Informado disso, ordenei a administra
g3o que tratasse de haver a si essa posse
pelos moiosjuilicaes, aulorisando-a a no-
mear advogado hbil que propozesse as ac-
gCcs competentes.
" Essas aegoes fram efectivamente ten-
tadas, e espero do zelo da administragao dos
eslabelecimcntos de caridade, da rectidao
dos tribunacsc da vossa vigilancia, que os
hospilaes de caridade desta cidade nao sof-
fi.iiii a usurpagfio que contra ellesse me-
dilava.
t HOSPITAL DOS LAZAROS.
" 0 edificio em que se acha collocado
este hospital tem as acommodages precisas
para os enfermos de um eoutrosexo
" Estos sHo liem tratados, mas neuhuma
esperanga ha de curar seu mal. O guano e o
assac (13o preconisados para o curativo
da clephantiasis ) neiihum resultado favo-
ravcl produziram as experiencias Teilas.
" A capeila mandada construir ueste hos-
pital nao o foi ainda, apezar de ter a res-
pectiva administragao recebdo a quota
para isso volada na lei do orga ment do
anno prximo lindo, o parle da do corrente
" A divida legada pela administragao tran-
sada a actual, cujo pagamento foi pre-
ciso occorrer, tem dado causa ao retarda-
mento da eiiificagao dessa capeila, que sera
roalisada quando a arrocadagao das ren-
das do patrimonio o ncrmiitir.
CASA DOS EXPOSTOS.
" Este establecimculo foi molhorado com
PATRIMONIO DE ORPHAOS.
O patrimonio dos orphaos rende annu-
almcnte 26:249,600 rs. A despeza annual
dos estabelecmentos a seu cargo importa
em 29:692,770 rs.; resultando um dclicil
de 3:443,170 res.
" A commissao administrativa, nomeaila
pelo meu antecessor, fez todas as possiyeis
reduegesna despeza, e elevou a renda a
mais 1:804,534 rs. annuaes, ficando por isso
redu/ido o dficit, que em dezembro de
1848 era de 7:899,006 rs., somma ja indi-
cada de 3:443,170 rs. ...
" O rendimento actual nao he suscei li-
vcl de augmento scn3o do 1. do julho de
1852 em (liante, visto acliar-se arrematado
al "cssa poca ; e mesmo do cntao om di-
ante, o augmento nffo piule ser considera-
vel, porque a renda dos predios ja esta ele-
vada, e corresponde em geral a que do
iguaes predios particulares.
" Para que, pois, o dficit nao va em aug
ment, e nao soja obrgada a adininistiagao
a fazer urna reduegao perniciosa as des-
pezas, convina que esta assemblea quilasse
o emprestimo de dous contos de res, que
mcu antecessor mandou azer ao patrimo-
nio dos orphaos, eqiicno tem podido ser
pago, c que consignasso annualmente em
favor do dito patrimonio urna quantia equi-
valente ao dficit apontado.
.SAUDE PUBLICA E CONCEDI DK
SALUBBIDADE.
" A febre amarella, que,'comquanlo seja
enfermidade propra do Novo Mundo, tcm
comtudo raras vezes invadido nossas lati-
tudes mei dionacs, apparcceu nos ullimos
mezes do anno passado na provincia da Ba-
bia, e ahi fez grandes estragos; sondo par-
ticularmente fatal aos estrangeiros recen-
temente chegados. Em principio do cor-
rente anno.roi constante que este flagcllu
havia tambem invadido osla provincia. A
enfermidade manifestou-sc primeiramente
nos navios ancorados no porto, e logo de-
pois no bairro da Ha-Vista, caltnbuio-se
este facto n existencia de urna casa de sau-
de ueste bairro, onde foram tratados alguns
Ingle/es iffecUdOS do mal.
" Aprovcdoriadesaude tem sidoarguida
de haver negligenciado as quarentenas dos
navios procedentes da Babia, e assim lia-
ver facilitado a invasSo da febre. Sem ave-
guar os fundamentos da arguigao, lenlio
que diflicil, scno impossivcl era vedar a
invaaSO por va das quarentenas.
" He Tacto que sem emba go de todas as
providencias e quarentenas a febre invadi
a corte e a provincia do Rto-de-Janeiro,
qus ao mesmo lempo em que invadi a
esta, c a Parahibu do norte, e ja antes ha-
via apparecdo na provincia das Alagas.
" Informado da invasSo nesta capital,
nslilui em 14 de Janeiro um lazan lo na
ilhadoNoguera, ordenando que ahi fossem
tratadas lodas as pessoas peiteiicentes >
guarniges dos navios nacionaes e estran-
geiros, que fossem alecladas da febre ama-
relia ; c incumbndo a direccao do hospital
trataniento dos enfermos nelle recolhi-
dos ao presidente e mais mtmbros do con-
celho de salulmdade. Igualmente ordenei
lei n. 91 do 7 de mao do referido anno, en-
carregou a cmara municipal desta cidade,
ejuntamdileadminislragno dos cstabcle-
cimenlos de caridade, de proeederem im-
me.lalamcnte edificagao de um ccmiterio
'' O local, plano, Annl, detalhee mais
condiges dessa obra, deviam ser indicados
edesinvolvidos por urna commissao do tres
facultativos em medicina, c um engenheiro.
" Effcctvamcnle a presidencia nomcou
no anno 1841 essa commissao, que foi com-
oosta dos doulores om medicina Joaquim
de AquinoKonseca, Jos Eustaquio (jomes,
JosJoaqum de Moraes Sarniento e do en-
genheiro civil Vauthicr. Esta commissao
organisou o seu trabalho, c o apresentou a
presidencia, quejulgo havO lo approvado
o entretanto, querendo por occas.ao da epi-
demia actual dar andamento o impulso a
esta obra, nfio achei o projecto nem na
secretaria nem nos archivos da cmara mu-
icipal.cropartigaodas obras publicas.
" Occorrendo que o engenheiro Jos Ma-
medo Alvos Fcrreira possuisse um esbogo c
borrf.o do projecto primitivamente organi-
sado pela commissao,nomeei-o para subs-
tituir ao engenheiro Vauthicr ausente e To-
ra do servigoda provincia, o o dito enge-
nheiro com os mcsinos facultativos ja pre-
cedentemente nomcados, rcprodiiziram o
mesmo projecto com pequeas alteracoes
que foram pormim approvadas, ordenanao
acamara municipal a sua cxccugr.o na fur-
nia da mencionada lein 91.
" O art 8 u da referida le, na falla de
fundos a dispr pela camina municipal e
eslabelecimcntos de candado para a ediii-
eacflo docemlerio, autorisa a conlrahir um
emprestimo com as condiges mais favora-
veis, ehyputhcca das rendas dalle.
" O art. 12 reconhece como divida pro-
vincial a que resultar desto emprestimo,
quando insullicenles sejam os fundos da
cmara c estabelecmentos de candade.
" Combinando estes dous artigos, e sen-
do certo que nem acamara municipal nem
os'-stabelecimenlosde caridade ti nbam uni-
dos n seu dispr, e parecendo nnpossivel
que podessem obterde particulares um em-
prestimo sb condiges favoraveis, nesta
provincia em que os cpitaes sao raros e
o juro do dinlieiro excessivo, julguoi de-
er autonsar a thesouraria da fazenda pro-
a segunda parte do 9." lango da mesma es-
irada da Victoria. Esla obra, que fra ar-
rematada por Joaquim da Fonceca Soares
do Ficueiredo, com nanga do Jos Duarto
Rangel, n3o tendo sido concluida em tem-
po, nao obstante diversas prorogagoesde
brizos, oslando parada desde muito^ maii-
,lei-a concluir poradmin.stragac^.multan-
do o arrematante na decima parte do valor
do lango, de conformidade cum o regula-
mrito das arrematages. ,
' Algumas allerages fc.tas no projct"
i ..ormiiiiram a economa de :0OO#
vincial a emprestar cmara municipal a
quantia de 11:000,000 de rs.
" Esla quantia destinada ao pagamento
do sitio piincipal cm que deve ser edifica-
do o ceniterio ; mas, alm deste sitio, nc-
cessaria para completa execuglJO do proje-
cto a acquisigao de sete pequeas porgues
dos sitios viznhos que devem ser desap-
piopriados nos termos da le n. 9 de 10 de
junho de 1835, e conforme a disposigao do
art. V .l.i lei u. 91.
" Para estas acquisiges e para a cons-
truegao da muralha e pequea capeila pro-
jectada, sea necessai io que o emprestimo
se eleve pelo menos a mais setenta contos
de ls. .
" A obra be neccssaria e urgentissima,
essa necessidade c urgencia mais se tcm
sentido duraiile a epidemia actual.
Minlia intencOo he por cm execugao a
lei n. 91 na parte cm que veda os cnlcria-
nenlos emoulro qualquer local dentro da
cidade, sem para isso esperar o acaliamcn-
to da obra que demanda anda longo lem-
po, qualquer que seja a diligencia e cslor-
gos empiegados. Espero que me coadjn-
veis nesta empieza ; que aj.piovis a medi-
da de ajer realisar o emprestimo que lur
necessario pelos eolios provinciaes, e final-
mente qu-j, dignandu-vos rever a mencio-
nada lei n.9l, prestis a vossa atlengaoao
ra rovogardes as cxcepgOcs ahi em
art. 5, pa
labelecidas em favor dos parochos, cone-
que na mesm
cadveres dos
cionada febre.
enviados pura a referida illia p
tratados por mdicos de sua nagao, o os ln-
iina ilha fossem sepultados os|0. re||g0sos profesaos, padioeiroso dota-
os que fallcccssem da men- Jor*,g Uc CB|ielta, se ellas vos parcoerem,
e. Permitli que os eslrangeiios Cll|0 a un, porniciosas e de mao exoinplo
ra a referida ilha podessem ser ..........
OBRAS PUSUCAS.
" Ainda nao usci da aulorisagao conce-
Reconho-
glezes particularmente usaram da per-
missao.
Estas medidas nao produziram todos
os bons effeitos que dellas se deveriam
esperar. .
" Em vez de serem remetlidos os ten-
les logo que eram affcclados da febre, os
captaes dos navios os relinham a bordo,
em despeito das ordens expedidas a re
peito c do convite feito aos cnsules.
" Os docnles, ou Talleciam a bordo, ou
am para o lazareto j moribundos.
A medida para o cnterramento dosca- "^"iii,,, ,,or necessitar para poque-
dave.es na ilha do Nogue.ra tem sido il-," empregO de um grande
ludida cm parle pela lac.l.dade com que; *co, \ c Je homen| cvlJen-
mutos mdicos d3o as lamillas de pes- "umeJr' a
soas Tallecidas da febre amarella altestados'11
ile
dades
bla a seniollianlo respeito.
" Has obras publicas as que sao mais
necessarias, e que devem merecer preferen-
cia, si'io sem duvida as estradas.
cido que o meio de transporte por animaes
ido carga, usado nesla provincia, sobrecar-
'reca os gneros de cxporlago com despe-
Mil."" ~ -- ----- .
conveniencia de se prolonga-
as fallecidas da febre amarella altestados i' ,.stradas comegadas, ao menos al a
terem estas fallecido de outras '-"," (|uese acham cstabelccidos os eli-
des. Ucnlios de assucar, para facilitar o Irans-
" Em 15 de fevereiro, havendo a febic |j .[Q prncpa| genero de produeguo
..-.l;.ln tn.ino t\e li:tlinis t\:\ eidllde. IlO- l"'*^- r ___: .. u ,\n niri-nc
nvadido todos os barros da cidade, no-
meei um facultativo para cada una das fre-
guezias della, incumbindo-os de visitarem
gratuitamente os doentcs pobres, e desig-
ne! as boticas que deviam Tornccer tam-
bem gratuitamente os medicamentos ne-
cessarios ao tralamcnto dosses enfermos.
" Todas as despezas occasionadas por
estas medidas le-m de ser pagas pelos co-
fres geraes, a titulo de soccorros pblicos.
" Infelizmente este flagcllo u3o lem ain-
da cessado, nas parece haver declinado al-
gum tanto, talvez porque a maior parle da
populr.g3oj foi atacada; e, bem que as
recabidas sejam icqucnte, espera-seque
o flagcllo desapparegu ou se modifique mul-
to cun a poca prxima em que roinam os
venios do sul.
" A febre amarella tem aqu, como na
Babia e oulros lugares do imperio, sido
mais fatal aos estrangeiros recenlementc
chegados e nao aclimatados. Para os na-
cionaes e estrangeiros aclimatados, que nao
sonrem enfermidades chronicas c se nOo
deixam all'eclar de terrores, ella tcm sido
cm geral mais benigna, e todava tem causa-
do perdas dolorosas que muito devem afi'e-
ctarauma provincia que acaba de soffrer
outro borrivel Tlagello, oda guerra civil
Queira a Providencia Divina lembrar-se
desta btlla provincia cm sua misericordia,
e livrar-nos de um e outro llagello.
" o concelho de salubridad Tuncciona
regularmente; e pelo seu intermedio se con-
tina a propagara vaccina 13o satisTatoria-
ii,ente quanto permillem os preconecitos
que llie s3o oppostos.
" Sou de opimo que esta insltuigao de-
ve ser conservada e mantida.
" CEM1TERIO PUBLICO
" A legislatura provincial do 1841, pela
ior va de carros
ni essas as vistas da
do arl. 14 da lei n.
agrcola da provincia, p
' Convencido pesero
assemblea pelo tcor de
244 em que so manda applicar ciiicoenl.i
con'tos s estradas do noite c sul, e pelo
do art. 41 da mesma lei em que seauloiisa
ao presidente a empregar o restanle do em-
prestimo Teilo pelos cofres geraes na fac-
tura das estradas de Santo-Anlilo e I'ao-do-
Allio. e compartilbando as mesmas ideas e
vistas, en teria dado grande augmento a
taes estradas, se nilo fosse embaragado quer
pela Taita de estudos graplncos dellas, que
me podessem habilitar, oo para por em ar-
rcniatagao ou para mandar Tazer por ad-
m isirag3o...as alguns angos, quer pela
existencia da guerra civil que impeda to-
do o sorvigo regular na marcha da adminis-
tradlo, especialmente nesle ramo que mais
particularmente exige paz e confianza. .
" Da parte nao feila da estrada do Mil SO
axistem estudos maphicos do stimo lango,
e esses meamos nao pdem ser boje execu-
tados som que sejam ralilioados por novas
explorages. .
' Ncnliuns estudos graplncos exisliam da
estrada do norte, e nem das parles nao el-
las das estradas da Victoria e Pao-d Allio.
" Por Talla de engenheiros habis, aquem
podesse encarregar scmelhantcs ttabalhcis,
s poderam at agora ser felos os estudos
dos 16., 17." e 25." ltigos da estrada da \ ic-
loria. Hcsles langos os dous primeros estfiO
e executando por administragao, medida
que tomei no intuito do dar emprego bra-
coi livres.
" O ultimo ser execulado do mesmo mo-
lo, por isso que sua contiguidade com a ci-
dade da Victoria da esperanzas de se oble-
reni facilmenle trubalhadores livres.
" Tambem se oxocula por administragao
original pcrmitliram a cconor ...
rs. no prego primitivo : esta obra esta adi-
anuda, e pode ser concluida brwmento.
"O Io lango da estrada de pao-u Aino,
que tinha sido arrematado a Jos Patricio
Fernandos, est se excoriando por adminis-
tragao, tendo sido multado o arrematante,
por mo ter tambem concluido a obra no
prazo do contracto e estar parada por longo
lempo.
" Do mesmo modo se vai proceder a con-
clusao da ponte de Tapacur na cidade ila
Victoria, cujo arrematante foi multado pelo
mesmo motivo. Por administragao se deu
nova dircegoao riacho da Caxaga, cortan-
do-llie urna volta que podia dar lugar a inun-
dages no 12. lango da estrada do Pao do
Albo. Nesta mesma estrada ordenei tambem
que se Uzease por administragao um valado
para dar cscoamonto as agoas empossadaa
no lugar denominadoAgoa-Ja-materia.
" Por mu'tas vezes se teem arruinado, e
quasi totalmente submergido os aterros
Fritos no mencionado lugar, e aquelle quo
ltimamente fui foito ameaga a mesma rui-
na ; o que c pretende prevenir com o dito
valado. ,
" Por arremalagao estao se executando as
seguintes obras:
" Conccrtos na estrada do sul, arremata-
dos em 5 do julho do anno passado com
qualro mezes do prazo.
" Ditos da estrada do Pao d'Alho desde a
Magdalena at o oitavo lango, arrematados
na mesma dala com tres mezes de prazo.
" Dilos da ponte do Motocolomb, do
Checheo, do Po-Secco, e seis bombas na
estrada do sul, arrematados em 12 de julho
com sois mozes de prazo.
" Caes o passeio publico da ra da Auro-
ra, e continuado do mesmo caes at unir a
dila ra com a parte della colloeada cm San-
lo-Amaro, arrematados em 20 de julho e
25 de outubro, o primeiro com seis mezes de
prazo, o o segundo com oilo i o primeiro
lem dous lergos executados, o segundo um
terco.
" Concert da varauda da ponto da Ba-
Vista, arrematado em 25 de julho com qua-
tro mezes de prazo c prorogag.lo.
" Concert da ponte dos Carvalhos, ar-
rematado em 9 de agosto com quatro me-
zes de prazo c tres de prorogagao.
" Pintura da ponte de Jaboato, arre-
matada em :> de agosto c concluida.
" Conccrtos das pontos dos Afogados o da
Magdalena, arrematados em t de outubro
e concluidos.
" Ponte dn passeio publico da ra da Au-
rora, arrematada cm 25 de outubro.
" Conccrtos da ponte suspensa do Caxan-
g, arrematados cm IU de Janeiro do corren-
te auno c concluidos.
" Conoc los do jardim botnico de Olin-
da, arrematados em 7 de fevereiro com qua-
tro mezes de prazo.
" Conccrtos da ponte do Varaouro em
Olinda, arrematados em 2K de fevereiro
com Iros niezesde prazo.
" Continuado do caes do Ramos, arre-
matada cm 21 de marco com setc mezes de
prazo. ,,.
'Concerlos da caes do passeio publico,
arrematados na mesma dala com cinco rae.
I zes do prazo.
" Cabo aqu informar vos quo a pona
dos Afogados acliar-se bastantemente arrui-
nada, o j nao admiti concerlos : sera no-
cessario substitul-la por urna outra nova,
cuja obra nao pode custar menos de cinco-
enia cotilos de ris.
" Os eslcios da ponte da Magdalena tam-
bem se acham nimio arruinados, o devoro,
ser substituidos.
" O orgamento da ponte e camboa dos
Remedios acha-se promplo; c, prevenindo a
necessidade que llavera deste caminho para
a communicagao dos Afogados com esta
cidade, se vicr a faltar a ponto quo se
acha arruinada, tenciono Tazer arrematar o
executar ossa obra brevemente.
" A Taita de seguranga as estradas du-
rante a guerra civil n3o permittio que dsse
mais ampio desinvolviniento aos traballios
que nellas se devem executar; hoje, porm,
que existe essa seguranga, preslarei a esto
ramudo rervigo publico a minha maiorat-
lengao.
" A obra do tbcalro se acha muito adi-
anlada, c brevemente poder ser concluida.
" CADEIAS.
" A provincia esl em geral mal servi-
da de cadeias, e as casas que teem esto nomo
nilooflerecem nem seguranga, nem coimno-
didade para os presos, e impossivcl be, com
os recursos que lem a provincia, dar satisla-
Cfio a todas as necossidades que existein a
semelb nte rcspeilo. Esta capital lie o lugar
onde a necessidade de urna boa cadoia se
Taz mais senlir; por ella, pois, se deve
comecar.
" O edificio quo actualmente serve do ca-
deia, alm de mo offerecer as commodida-
des precisas, e de ter oulros muitos deTcitos,
n3o oHcrece seguranga alguma.
11 As tentativas de arrombamentos sao ahi
as mais Trequentcs, e n3o ha concerlos e re-
parages que as possatn prevenir.
" Convencido da necessidade urgente
d'uma nova cadeia, cncarreguei ao enge-
nheiro Jos Mamede Alves Ferreira da or-
ganisagao d'um projecto, e o submelti ao r-
ame do uiiiu COrriiriissao C.MipOSU CU-
COS, jurisconsultos e engenheiros, em con-
lormidade da lei n. 313 de 16 de agosto de
1848; e, ouvido o parecer dessa commissao,
approvei o projecto, ordenando quo o andar
terreo do edificio fosse dividido em celias
que contivesseni um.s preso, na forma pro-
jectada; e que os oulros andares fossem di-
vididos em celias do dObro o do triplo do es-
pago das do andar terreo ; mandando que
a obra fosse executada por administragao
sb a direcefio do ongenheiro que apro-
jedra. .. ,
" Esta obra foi orgada na quantia de
237:903/731 ris.
" Muito convm que esla obra tenha urna
consignagao tal, que sua conclusSo se reall-
se no espaco de quatro a cinco annos.
> O local escolhido foi cm frente da ra
^LAR ENCONTRADO


! HIIIMIIBIII IBI.IWIJ IMIJ H_I!IIU,.I
da Concordia, onde existe anda terreno que
podo ser reservado para nello se edificar
nina casa para a cmara municipal e jury.
" Tiir.souiuniA provincial.
" O estado fasta reparticSo, o andamen-
to que tem lido a admnistra^o a seu cargo,
a cobranca dos impo.stos, as arrcuiataQcs
feilas,-os embarazos quo encontra, expoem-
se no rotatorio que me apresenlou o digno
inspector no 1." de fevereiro do corrente
auno, c que ollcreco vossa oonsidcraijSo.
" l'arece-mc digna da vossa alleiico a
opinifio do inspector, constante do son cili-
cio de 30 de marc/j, que tamben) oITcreco, cm
i|nn pondera a conveniencia da creacSo de
nina secc.no do contas, destinada a dar
niais regular andamento aos trabalhos in-
cumbidos s duas primeiras secesos, que se
acbam em atraso.
" A recolta do mino inanceiro futuro de
1S50 a 1851 .' oreada eni 659:33^000 rs
" No mosmo algarismo mporlam as dos
pe/as calculadas para o dito auno. Algu-
inas sflo susceptiveis de rcducc/ies que confo
serijo faltas discretamente por esta nssem-
bla. Estas redueles, o a suppressflo de
alguna empregos do consulado, cujas fue-
mecada leria de parar por falta do dinlieiro,
oque dalii resultara ruina e prejui/o, cm
razSoda proximidado do invern ; solici-
tando consequcntcmentc que pela thesou-
raria se Ibe uzease um emprestimo de
s:000000 rs para ser applicado essa obra
" Parccendo-me atlendiveis as rasOes
produ/idas pela cmara municipal, e jul-
gaudoque nSo resultara prejuizo a fazen-
da, c quo baveria vanlagcm em adan lar e
concluir obra corneada, ordenui em 12 do
referido mez, que o emprestiamo se lizesse,
estabelecendo que fsse pago em presla-
ces mensaes de (i6C/6(0 rs., a contar do 1."
de jtillio futuro em diante.
" Espero que approveis esta medida,
consignando no orcamento municipal os
fundos para indemnsaco da fazenda pro-
vincial.
"A lei provincial n. 172 de 20 de no-
vcml.ro do lNlfi, que desmenibrou da fre-
guezia do San-Sebastiflo do Ooricury
parto denominada lliachn-da (Jarea "or-
'4
donando que passasse a pertencer a frcue-
zia do Santa-Maria da lia-Vista, deu lo-
ar a conlliclos, quo procure! evitar com
as cxplicac/ics que dei cm 11 de oiitubrn
ff por tem demonstrado- se"rom L^V^t *0ZfiJ!X&
nute.s c sen prestio, permittlr que se da luriicVeccIeslaslicaos rtarisda
ZJelalSU"S PP cahem sobro impoiusap, contra oprecoi-!le. dainos..., bem espiritual dos ha-
bitantes do Riacho-da (arca.
" As OpiniOes dos prelados sobre seme-
Ibanlo ponto me parocem semine attandi-
veis; por isso, o erando que os interesses
que dictara... essa o lleraeflo nos limites das
duas froguezias desappareceram, e nSo
ei'jn sustentados em boa raso, nao duvido
pedir sua rovogngSo.
" Tendo fallecido o labclliilo das hy-
potheoas, Jos Alcxandrc Ferreira, deixei
de prover o lugar interinamente, e de pro-
pr ao governo imperial a conurmacJio do
nomeado, alin.de facilitara revogaejio da
lei i rovincial que creou este ofllcio.
" Duvidas teem apparocido sobie n legiti-
midade das escripluras feitas por esse ta-
belliiio especial; essas duvidas,porm, des-
a opa rece m em face do ar(. s.' da lei de 12
de maiode IfiO ; niio obstante, solicito a
nbolicflo do scinelhante ollieio, quo so (um
tornado desnecessario depois da lei gcral
eiegulamentodo governo, que estalieleccu
um registro de hypotbecas.
Senhorcs depntndos provincioes.--
Tenbo concluido quanto tinlia a ex por-vos
sobro os diversos ramos da administraco
publica da provincia, e sbreos niclhora-
mentos niara urgentes de que necessita.
foco desculpa do incompleto dcsle traba-
llio, que seria difTercnlc se um estado
pacifico da provincia me livosso permiltido
um esludo e npplicaclo mais assidua a
objectos pertencenles a odminislracflo civil
o flnanceira. Estou promploa fornecer-vos
lodos os esclarecineulos especiaos quo exi-
girdes ; e cunto que a maior barmonia in-
dicativa de nina reciproca conlianca exis-
a entre os actos dcsta assenibla o os da
iresidencia,
" Palacio do governo da provincia de
'ornambuco, em 7 do Abril de ino.
Honorio IIkriieto Carkemo I.eIo.
j prcu
lo do art. 12 da lei de 12 do agosto de 1831.
" Dcssa nalureza he lamben) o imposto so-
bre a carne secca, indicado no relatorio da
thesouraria, que por esse motivo julgo in-
admissivel.
" l"m dos impostos que deve cessar, por
ser contrario ao preccito do mencionado art.
12 da lei citada, o que recabe sobro o
salino.
" Os dircilos de imporlacao, que a tarifa
foz receir sobre este genero, me parecen)
sullicientes para proteger a industria naci
nal, favorecida tambern pela senecio de
direilos sobre a materia prima. Como, po-
rem, outras provincias precederm a esta no
oslabelecimenlode fabricas desle genero, e o
ssu maior dcsinvolvimento, um menor juro
iloscapilaps, eporventuraa precedencia no
gozo dos favores concedidos, talvoz anda
poralgnm lempo produzam urna concurren-
cia dcsfavoravel a fabrica eslabelecida nesta
provincia, a equidade parece exigir que, pelo
favor de um emprestimo, se sustento esta
fabrica nascida lb a protecefio do im-
posto provincial do sabio, que deve cessar,
romo contrario roustiluicao.
" OBJECTOS DIVERSOS.
" O arco quo se acba collocado na extre-
mdade da ra da Cruz do bairro do Heci-
fc, niio o boje urna porta da cidade, visto
que ella se prolonga alm do dito arco, que
nao serve seniio para obstruir a menciona-
da ra da Cruz, impodindo seu aformosea-
iricnto, o livre cominunicaco com a ra do
J'illar.
" Sobre o dito arco est edificada o capel-
la do Senbor Itom Jess das Portas, que pa-
rece existir desde o auno de 1667, o ler sido
edificada por concenso do governador e ca-
pitiTo-general dcsta provincia Andr Vida
de Negreiros. Esta capella administrada
pola iirrandade do Senbor Rom Jess das
Portas, que nao duvda consentir em sua dc-
molicilo urna vez que llie soja facultado um
dos altares da igreja da Madre de Reos, e
seja indemnisada da perda que soflre com
a dcmoliciio dos pequeos predios ipie es-
tilo contiguos ao arco, e que sao alagados
em proveito seu.
" A igreja da Madre de Dos e um proprio
nacional ; entretanto o art. 7 da lei geral
de 0 de dezembro do 1830, que mandava
entregar essa igreja ao ordinario, para ser
administrada por um sacerdote, acha-sc
modificado pela lei provincial n.Sdclodo
iiinlio ilo 1835, que Tez passar essa admi-
nislracjlo para a irmamladc de Santa Anua
erecta na inesma igreja. O art. 30 dcssa le
provincial ordena que os quartos existentes
na dita igreja sejam cedidos, logo que assim
exija o .servido publico.
" Nada, pois, pode obstara que esla as-
sembla, alterando a lei n. 8, autoriso a pre-
sidencia a conceder a rmandade do .Senbor
Rom Jess das Ponas un dos altares da
.greja da Madre de lieos, e a cvdcr-lbe dos
quartos de que lala o art. 3.aqueliesque
orcm Bufllcenles para indemnisa-la do
rendioienlo dos predios que devein ser
demolidos.
" A adminislracSo das obras do porto,
comprando os materiaos de que pie. isa, e
que resultarem da deinolicjlo, completara
i iu.leiniiisaco a fazer.
_ Varas povoaQoes da provincia es-
tilo collocadas em terrenos pertoncenies
a particulares, e Infelizmente a posse que
nessos terrenos teem os arrendatarios que
nellos edilieam precaria, om rasilo do ar-
bitrario costme, quo se tem introduzido
Srs. coronel l.amenba c Joaquim Elias de
Concluida a leilura, S. Exc sabe da sala
coni as mesillas formalidades com que en-
trara.
Prosegue a sesflo.
OSr. Prttidtnttdeclara que se vai proce-
der a eleicflo da mesa.
Curi ido 0 escrutinio para a eleic.no do re-
sidente, e leudo entrado na urna 21 cdulas,
aheeleito com 15 votos o Sr. Pedro fran-
cisco de Paula Cavalcante .le Albuquer-
que.
p,issa-se i eleicflo de viee-prpsidenlc e
(en 'o ntralo na urna 21 cdulas salle el'ei-'
looSr, llimingns Malaquias de Aguiar Pi-
res l'Vrroiia com 15 votos.
Vai-se proceder a elei(3o para secreta-
rios.
Cundo o escrulinioeoni as formalidades
do (si vio ; e, ten 10 entrado i-a urna 21 ce-
dulas,saliin elidios paia primeiro secretario
oSr. i.uiz Paulino Vellez de Guevara e para
segn lo o Sr. Augusto Krederico deli-
v.ira.
Silo iiimediatns em votos os Srs. Pedro
Ralis com 8 c Umbclino Cuedes o Mello
com .
O Sr. Prnidenli designa para orden) do
lia da sossflode lerca-feira eleicflo .le com-
missao.e levanta a sess&o. ( Eram 2 horas
la larde. )
huno m nnuiGco.
UICITE 7 DE AimiL DE 1850,
contra a legislacHo vigenif
os propnetarios fra de suas W,^TuXT] ^ "'""'."f'*'
arrendatarios, sen. rocorrerem juslica c ? asos leliores a.
sem precederem a justa avnliaciio o in lom- ",r'\C01" 'riodoEwn. Sr.
liac,
nisaco.
" Esse estado precario niio Inspira segu-
ridado aos que pretenden! edificar em taes
povoacOcs ; no permiti queso construan
predios solidos c commodos; afugcnla o
commercio dessas povoac,oes, e concentra-o
na cidade do Recife, com dainno e incom-
niodo do publico.
" Uma lei provincial poderla decretara
desapproprlacBo de taes terrenos em pro-
veito das tmaras municipaes, para os alo
rarem perpetuamente aos que perlendessom
edilicar, impondo un foro mdico, e lau
demio da qiiarenlena as allienacOes.
" As cmaras municipaes nflo teem os
nicios para a indemnisacOo, o a provincia
nao tem grandes recursos, attendendo sua
avullada despeza enm o pessoal ; nu s-
poderia, pois, fazer uma desappronriacflo
....mediata de lodosos terrenos particulares,
em que se acl.am collocadas as povoacOes
porein, consignando-se aniiualmenlo para
esse lim urna somma proporcionada aos
recursos da provincia, com al-uns anuos
de demora se obteria o fin. dseiado e
lai-so-hia um grande beneficio ao publico,
coucorrendo-se para o crescimento dessas
pOVO^OS.
"Tendo aulorisado a cmara munici-
pal (Jesla cidade para despender com o cal
Camentodos pateos lo Carino c San-Pedro
aqua.itia de 8:i77#135 rs., equivalente as
.plantas votadas as leis do orcamento
municipal do anuo passado e do corrente
ivpresontou-nie ella em 9 de fevereiro do
frrenle auno, que a obra quo eslava co-
Tevc hoje lugar a abrrlura di asiembla le-
o lugar co.npe
sesi. > da abei-
euuccllieiin de
eslado preside.,lo desta provincia.
Mourn, sedirigirama mim e mo isseram
lite o Sr. bispo eslava muitissimo mal, que
ja llie tinliam administrado uma dss da
aronitum, eque o Sr. cirurgiilo Rodrigues
i ni lia dado ao Sr. bispo, logo quo cabio do-
enteno da anterior, um purgante de citrate
de magnesia, sinapismos e clisteres ; e que
quando chegaram cm palacio acharan, o
Sr. bispo n'um eslado deploravel, do hrucos
sobre osjoiMhos, com o corpo cabido para
diante, a cabec" sobre as mitos em um tra-
vossHro, com o rosto todo roso, em ancias,
vmitos o diarrbea, que o julgaram quasi
morto ; e que vista de um eslado snme-
II.ante, foi quo deliberaran) mandarem-me
chamar como nico .ncio que devisaran.,
para salvar o Sr. bispo, no que n3o se enga-
aran) ; porque s a pura e santa liomceo-
pathia pido fazer destes milagros, como fez,
tem feilo e vai fazendo ; foi-mo entilo pre-
ciso observar o Sr. hispo, e sto o fiz com lo-
do cuidado e allencflo ; e vi quo o Sr. bispo
estava n'um eslulo muilo gravo e milin-
droso, e que eram bem fundados os sustos
e receios, que os seus amigos tinliam pelo
risco de sua existencia. S. Exc. tinba sido
accommetlido da febre, mas o citrate de
magnesia, com os clisteres purgativos que
liimou atacaran a cabeca eorgfios digesti-
vos e deelarou-se entno urna congesliio Ce-
rebral ; observei os symptomas seguinles :
somnolencia, perda da falla, perda dos sen-
tidos, roslo a7ulado-vern)elho, queixo in-
ferior cabido, olhos vermelhos, lingoa ru-
bra e rohcrlo de uma carnada amarclla ,
moalitnda bocea, respiraQO curta e an-
eiosa com estertor, pulso muilo cheio, for-
te e accelerado, grande calor febril, estoma-
go intu'iiecido. ventre crescido e tynipani-
co, o anuz innominado e de fora ; consul-
tei e administra! 9 glbulos de aeonilum em
6 onc,s d'agoa pu.a e cristalina, c mandei
dar a S. Exc. de deas em duas horas uma
colher de sopa ; s cinco horas da tarde, es-
taya o Sr. hispo salvo, lornou a si, teve
grande e coi iosa transpiraeflo. S. Exc.
como que acordava d'um longo som-
no, com (odos os seus sentidos, admirava-
se doquevia, pergunlnu s inda niio tinha
amanhecido o di, julgando ser madru-
gada ; ludo que se Ihedizia do seu estado,
do como esleve, o que se fi>z, quem l este-
ve, servia-ll.e .le aumiraQIo ; entilo loma-
va algumas lid-i--, que inda se llie den,- com
o maior prazer, d.zendo. venrnoste sanio
remedio : o Sr. bispo passou a noito de sb-
bado para o domingo 24 optimamen'e, nes-
sedia ouvio misas, quiz resar oofliciodi-
vino, niio consent, lomou algum calilo sim-
ples ; do domingo para a segunda-feira 25,
S. Exc. passou bem esem nnvidade da s>-
gunda para lerca-feira,continuara bem; mas
nesso .lia logo de manha deram a S Exc.
um c*ldosubstancioso, e inda nosatisfei-
lo com isto ao meio dia Ibe deram no,a so-
pa feita n'um pfio de dous vintens, que pro-
duzo o que era do esperar uma recahida, e
logo rom dilirios ; e os que a deram para s
livrarem de toda responsabilidade disseram
quo fui eu que man lei dar aoSr. bispo es-
sa sopa, e entilo cl.amaramo lllm. Sr. |)r.
Sabino o que multo estime! j e porque entno
o mal era mais serio, e o trata ment dirigi-
do polo meu Ilustre mestra (inl.a de ser
mais seguro e vanlajoso, romo muilo bem
acontecvu Quaolo a cu mandar dar ao Sr.
bispo um pao de dous vinlens em sopa, sen-
do o estado dos orgiios abdomioaes do Sr.
hispo o n ais desgiaQado ; nada digo, por-
que quem diz isto be tilo miseravel e est-
pido, que niio me merece respnsta, o lomen-
e digo que aln eslilo mais de mil teslo.nu-
nlias aqun, tel.l.o salvo das fehres, para
desmenlirem a esses miseravois quem qutr
que l.iram.
Ora, agora perpunlo eu ao lllm.Sr. Dr.
Sarment, como he que S S. Minina un.
focto que uo vio, no i liieou eo que he
mais, vai buscar a assignalura do Exm. Sr.
hispo, abuzando assim de sua bondade e
candura para sellar semelbaue falsidade?
Quem isto faz do que be capaz ? EnISo fui
o citte de magnesia, com seus suadouros,
que restabeleceram ao Sr. bispo e o |z cm
convalescenfa ? Nflo, e mil vezes no, esses
punhaess(') ervirau. de agravar mais e mais
os males de S. Exc ,foi o grande, o poderoso
aeonilum quem dessa vez salvou ao Exm.
Sr. hispo, adminjsliado por este seu muito
humilde criado.
Tenham, senbores redactores, na parte
que n.e tocou dito o que co.nmigo se pas-
sou, pedindo ao Sr. Joaquim Elias de Moura
que, como amigo do Sr. hispo que nunca o
desamparou, cunte a historia da sopa, e at
me dizem quede uma galiuha assada, e que
lauto quo fazer leu. dado a um Sr. Abb .
Talv.-z que inda me v.ja na dura necessi-
dade do dizer alguma cous, e entflo direi
conforme a lei dos semelbanles
Sou, senbores redactores, etc., etc.
francisco de l'aula Carneiro Ledo.
S. <;., 5 de abril de 1850.
1 caixa metal amarello, 1 sacco pregos, 2
barricas ferragens, 10 foixos folhas de fer-
ro, 1 caix drogas ; a S. P. Jolinsion & C.
50 barricas ferragens ; a Deanc Voule&
Conipanhia.
18 fardos e 37 caixas fazendas de algodSo;
a R. Jamioson.
5 caixas e f fardos fazendas de algodSo ;
a J. Paler& Companbia.
3 fardos cobertores de algodSo; allozas
Draga & Companhia.
1 caixa roupa, 5 ditas e 2 fardos fazendas
de algodSo, 1 caixa meias de seda, 4 ditas
la/en !:.s de linlio a Janes Cralitree i ('.."
12 barricas e 2 caixas objectos para boti-
ca ; a V. Bravo & Companhia.
Leven-Lan, brgue inglcz, vindo de Li-
verpool, entrado no corrente mez, consig-
nado a Rozas Draga & C, manifeslou o se-
guinte:
1 iialm los ; a J. J. Monteiro.
40 gigos, 90 meios ditos e 1 barrica lou-
Qa, 5) toneladas carvo de pedre, 5 cai-
xoes fazendas d'algodo; a Rozas Draga & C.
0 barricas ferragens; a Rrender a Bran-
ds & Companhia.
4 caixas e 2 fardos lencos de algodSo, 33
fardos fazendas de algodo, 1 dito ditas de
lila, C ditos ditas de linho, 1 barrica martul-
lus ; a Joos Paln & Companhia.
55 caldeiras de ferro, 12 barricas drogas,
1 dita tinta, 9 ditas ferragens, i caixa fitas
de algodSo; a S. I. lolinslon& Companhia.
1 cesto raizes de llores ; a F. VV. Nash.
25 gigos, 25 meios ditos c 2 caixas louca,
100 barrilinhos chumbo de municSo, 2cai-
xas ili.i, cus de sol de seda ; a Eox Rrothers
& Companhia.
3 caixas fazendas de algodSo ; a Admson
llowie & Companhia.
1 fardo c 4 caixas fazendas de algodSo; a
II. Cibbson.
7 toneladas, 1 quintal, 1 quarta e 9 libras
de arcos, verguinhas e bar as de ferro, 72
enibrulnos de ferro, 7 chapas de dito, 1 eni-
brulho rame de ferro ; a F. II l.uttkens.
8 barricas e 18 gigos louca, 1 caixa e6
barricas ferragens, 1 embrulho perlences
para esciiplor.u, 1 dito 6 relogius deou.op
4 oncas de vidro corlado; a C. Kenworthv
& Companhia.
10 fardos fazendas de algodSo, 1 em-
brulho amostras de lona ; a Jair.es Crabtree
& Companhia.
CONSULADO GERAL.
Rondimenlo do dia 6.....2413.727
Diversas provincias...... 244,688
2:658,415
Goll.cmburgo Barca meca Uarmont, capitao
J.G.Lagos, carga a mea.na que (rouxe do
Rio-Grande do sul,
Atavias entrado' no dia 7.
Duden 4> dias, brlgue ingtei Onija, de 213
tonelada*, capitao J. Mellors, rquipagem 10,
carga carvo de pedra ; ao caplto.
Cdiz 33 dias, barca trancen Pltctdei, de
2U toneladas, copito Andr^ Leus Car/.,
equipagc.n 12, em lastro ; a II Lisser K C.
Parahiba 3dias, hiale nacional f-'idr-do-Awi-
fe.de 37 toneladas, capitao Antonio Manoel
AUunio, carga toros de mangue; a T.ui/. t.
de Cerquelra.
Naeioi iahido no memo dia.
Macelo Galerainglea Serafina, capitao J. Go-
tbing, em laslio de assucar.
Ri-Grande do sul Escuna nacional Sana-
Crut, cap lo Manoel Pereira de Si, carea va-
rios gneros.
Ass Brigue nacional Paqtule-de-Ptrambuco,
capitao A Jos Alve, e.n lastro. Passagei-
ros, Jos Joaquim Ferrelra e sua familia, Joo
Alves Ferreira, Krasileiros.
New-York pelo Para //rigne americano Lau-
reta, capitao C, Coggino, e.u lastro de as-
sucar.
Ilha de Fernando //rigae-cscuna de guerra
nacional Canopo, co.nmandante o priineiro-
tenenti Jos de Mello C'hrista d'Ouro,
llio-de-Jaaelro .oca turca Loanti, ca-
pitao Josephus Sillo, carga a inesma que
trouxc de llull.
EDITAES.
COrflMfl^la,
^orrespoiideneia.
Srs. redactara.--Tendo eu lido nesie Dia-
rio do Pernamhuco una respnsta do Sr. Dr
Sarniento ao Ilustre Sr. Dr. Sabino, allir-
mando cousas que no vio, e n m presen-
cio!], edebaixo.lcs.il palavra.alTirma como
'le o Etm. Sr, bispo I). JoSof.Va curado
le dous ataques que t ve das f.dires reinan-
tes por administrado 'S allopalllicas; eu, que
curci.S. Exc do seu primeiro alaque, uo
tosodeixar correr urna tal falsidade im-
punemente s-ni dem.ilustrar a Verdade.
Em o di.. 22 de fevereiro ( sexla-feira ) o
Exm. Sr. bispo diocesano foi atacado >ii
l'ehres tarde depois de ler janlado, o im-
mediatamento fram chamados u Srs. Dr.
Sarniento, como medico da casa de S. Exc ,
ue nao pudendo comparecer por se adiar
atacado das mesmss fehres, foi chamado o
Sr. cirurgiilo T.ixeira, que lau.bem no
pode comparecer por estar doente ; no dia
iuiinediato ( sabhado 23 ; receto um hilliete
por um eseravo do lllm. Sr. coronel l.amo-
nha, e.-criplo pelo Sr. Joaquim Elias de Muu-
ra, que muilo me pedia que acudisso quan-
to untes ao Sr. bispo, que est.va muilo mal,
esem falla: a vi>ta do um tal chamado,
parli sem perda .le lempo, e cm um .numen
lo mo presentid no palacio do Exm. Sr.
bis, o, onde cncuntiei os lllins. Srs, coronois
Ldiiieulia Joaquim Elias de Moura, o ri-
rurgifio Rodrigues, e tambein os Srs padr. s
ompregu.lus na casa do Sr. bispo. EnlSu os
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 6.....15332,669
beicarregam hoje 9.
Patacho nacional usephina vinho c
carnauba.
Barca ingleza Janes-ondie bacalho.
Barca inglesa Sword-l'ich mercadonas.
P.laca brasileira Sociedade-Fcti* sabSo
o barricas vazias.
Brigue austriaco Coul-Uardiy farinba-
Patacho franc 'z Eclipse mercadorias.
Barca americana Conrad farinba.
BrigueMagnet Ierro.
IMPORTACAO.
Wiiiiam-Hvisell, barca ingleza, viuda de
Liverpool, entrada no corrente mez, con-
signada a l'.ussell Mellors & Companhia,
manifeslou i seguinle :
20 fardse 20caixas fazendas de algodSo,
2 gigos garrafas de vidro, 5 fardoi fazendas
de laia, 3 ditos miudezas, 2 gigos luue," ;
a 0. Keuworlby & Companhia.
28 far.los fazendas de algodSo, 1 fardo
lencos de algodSo, 28 caixas chales de algo-
dao ; a Jones Pato & Companhia.
100 harria chumbo de munigSo : a James
Ryder v Comi>anbia.
105 far.los c 12 caisas fazendas do algo-
dSu, I caixa o 4 fardos ditas de 13a, 5 cai-
xas lencos de seda, 150 barris manteiga, 1
embrulho objectos paraescriptorio, 150 la
boas ; a Itussell Mellors & Compauhia.
EXPORTACAO.
Despachol martimos no dia 6.
Assii, brigue brasileiro Paquele-dt-Ptrnambu-
eo, .e 104 toneladas : coudu o srguinte:
2 caitas e dous fardos telendas, 2 pipas vinho
tinto, 2 barril dilo, I (jigo < 1 caisa louca, 3
barris vinho branco, 4 barricas cerveja e louca,
4 garrafOei aieite-docc, 1 rauaslra albos, 1 sac-
ca .iir.i.-ni i, 1 barrica bolacha, 1 gigo batatas,
1 barril manteiga, 1 caita illa, I dita especia-
ras e iniud. zas, 2 barricas bacalho, 1 caixa
drogas, 1 lata oleo, I caixa miudezas, I barrica
farinh* de trigo, 1 a..crela vinagre, 4 barris
bren, 2 diis pise, 2 dilos ilcatro, 1 peca d>-
lona, 1 caixo luuca, 4 chapeos do Chile. 2 di-
los francezrs, I cnixn miudezas, I barrica IV. -
rseos, I caixa oilas, I barrica ferragens e bar
bao le, 1 pacote barban.e, 2 caixe-. fazendas, 3
fardos dilas, niduz.as laboas de pinho. 32 li-
bras de touciubo, 10pipas ago'arde.ae branca
con. 180 medidas cada uma, 30 laboas de louro,
20 duzas de cocos de po,2 saceos arroz, 18chi-
pos de ...asss, 4 dusias de cocos de Iblha, 2 di-
tas de canecos de folha, 12 calxes de doce, 8
caixas sabao, 2 laxas de cubre, 150 mullios Ue
piassava, 5 rolos con. 10 arrobas de fumo.
Vew-York pelo Para, brigue americana Lau
rrla. de 181 toneladas: couduz o seguiute:
150 saceos com 750 arrobas de alinear, 100
barricas dito.
Kio-Crande do sul com destino aGotembur-
go, Larca sueca Harmona, de 446 toneladas :
i un ilu: o seguiute .
O constante do manifest original que con-
duz do ltio-Gr.i..dc do tul para Goiheuiburgo.
Canal, brigue surcho t'rty, de 448 toneladas:
...ido/ o seguinle :
4,570 saceos com 22,850 arrobas de assucar,
1,000 i.uru. co.n 31.73X libras.
Liverpool por Macri, galera ingleza Serafi-
na, de 430 1|2 toneladas: condut o seguinle:
2,200 saceos con. 11,000 arrobas de assucar-
RECEBEDORIA DE RENDAS CERAES
EXTERNAS.
Rendimento do dia 6...... 9C9,233
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia C. .
--Pela inspectora da alfanleg so faz
publico que, nodi 9 do corrente, depois
do meio-di, na porta da inesma se ha de
arremata em basta publica 10 malas de
co.ir.i, urna 7,000, total 112,000 rs. im-
pugnadas pelo amanuense ,;oncalo Jos da
Costa e S, no despacho por factura sOb n.
79 de 5 do corrente: sendo a arrematarse
subjeita ao pagamento doa direilos.
Alfandega de Pernambuco, S de abril
do 1850. O inspector, t.ui- Kntonio di
Sampaio Vianna.
Pela inspectora da alfandega se faz
publico que, i.Sose tendo effeetuado no dia
9 do passado a arren.alac,So de diversas dro-
gas apprehendidas pelo feitor econferenle
Manoel Ephigenio da Silva, na ennformida-
de da segunda parte do artigo 203 do regu-
larnento, vSo novamente a praga, r serflo
arrematadas e.n hasta publica no dia 9 do
corrente : sendo a arretnatacSo livre de di-
reitos.
Alfandega de Pernambuco, 6 de abril de
1850. 0 inspector, Luit Antonio de Sam-
paio Vianna.
Deca raides.
1:289,926
28
PRAQA DO RECITE, 6 DE ABRIL DE
1850. AS 3 HURAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Pequeas transareis a
1|2 .1. por 1.000 rs.
AlgodSo---------- Entraran. 193 saccas.Con-
tinuare a vender-se a 5,600
rs. por ai roba do de p.i-
meira sorte.
Assucar- NSo levo alterarSo no pre-
co-
Arroz Vendou-se a 8,000 rs. por
quinial do pilado a vapor.
Azeite-doco- dem a 2.600 rs. por galSo
do de Portugal.
Bacalho--------IJem de 5,000 a 7,500 rs.
por barrica a retalho'
Cha llyson- dem de 1,200 a 1,800 ris
por libra.
Cerveja dem a 4,000 rs. por duzia
de garrafas.
Manleiga dem de 180 400 ris
porlib a da de vaeca, fr.n-
ceza; e de 230 a 2)0 rs.da de
porco.
Papel------------- dem de 750 a 780 rs. por
cada resma do de embrulho
marca pequea.
I'im. da India dem a i no rs. por libra.
Toucinho dem de 5,500 a 6,000 rs
por arroba .lo d>- Lisboa.
Coi alenle fallando as Iransuccoes da se-
mana fram de pequea monta, em conse-
qi enca das chovas.
Ficam no porto 73 embarcacOes, a saber :
3 americanas, 2 austracas, 38 brasileiris
1 'nglaaas, i taese*, u purtuguezas,
14
sard
2 suecas el turca.
jxznw- i
>Jovimeiito do "orto.
"
Navios iahido nu da 6.
Ilio -Grande do sul Patacho nacional Astrea,
capitao Joo Ignacio Ferreira, carga assucar
e mais generso,
--OescrivSoservindo de administrador d
recebedoria do rendas internas geraes, con-
vida as pessoas ahaixo declaradas, .funde
comparecerem na mesma recebedoria para
liqudarem seus dbitos, relativos ao im-
posto do sello sobre os baralhos decirlas
dejogar, e isto pelo es'ac de 15 dias con-
tados da data deste, lindo o qual, se pro-
ceder cxecutivamenle contra os Srs. de-
ve lores. Itecebedoria, 4 de abrilde'1850 --
Manoel Antonio SimOes do Amara!.
Oliveira & IrmSos, Joaqui-nMonteiro da
Cruz, Kalkemam & Rosseniuv.^ Carlos
Ferreira Soares & Firmino Jos Flix da
llosa. Tiloma v I nina mies da Cunts, J. Kel-
ler & C., Jos Sapnrily, Araujo & Soares
Victorino Castro Moura, Jos Domingues
Codeceira, Antonio Joaquim Vital, Hnri-
quc& C, ChrstovSoCuilhennfl Rckenfield,
rrancisco Jos Ruarte, Manoel Rodrigues
da Silva Figueiredo, SimOes & Caslro, An-
tonio Pereira da Costa Cama, Costa & Gui-
marSes, Manoel da Silva Santos, Augusto
Ferreira Pinto Guimarfles, Jos Joaquim de
Carvalbo.
OescrivSo servindo de administrador
da recebedoria das rendas internas geraes,
ahaixo assignado, avisa a lo los os conec-
tados reos diversos impostos que sSo sr-
recadados pela mesma recebedoria, que
achando-se creados os dous cobradores de
que trata o artigo 32 do reclmenlo de
15 de junho de 1844 n. 361, para receberem
amigavelmenle no domicilio dos devedo-
resa importancia dos seus dbitos, a elle*
poderSo pagar, dando por desobriga os re-
cibos exiral.idos dos talOes para este fm
orgariisa.los, assignados pelo tlinsnureiro,
Joaquim Mara de Carvalho, e os einprega-
dos que os passarem, cujos agentes recebe-
dores ..orneados e nal.Hitados para este re-
cebimento, sSo : Jos Chrispm d'Assump-
cSoe Luiz Comes Silverio.
Manoel Antonio SitnSes do Amaral.
Faz-se publico, pela segunda seccSo do
consulado provincial, que se est fazendo
a cobranca do imposto de 20 por cento do
consumo das goas-ardenles de produccSo
brasileira, vencido no sei eslre de dezem-
b"0 do anno prximo passiilc,.- que, lindo
o presente mez, se proceder electivamen-
te contra lodos os que deixarem de ler pago
o referido imposto.
Coi.vi.la-se a todos os individuos li-
vres que se queiram empregar como er-
ventes ..as obras do arsenal de marnhs, e
nasdo melhoramento do porto, a seenten-
derem com o respeclivo inspector, n qnal,
na conformidade das ordena do Exm. Sr.
presidente da provincia, Ihes garante a
isoneo do recrulamento. Tambern so ad-
miti os escravos em taes obras, dando-se
tanto i estes como a aquelies individoos o
jornal de 640 rs. Inspeccflo do arsenal de
marinha de Pernimbuco, 30 de marco de
1850 O secretario, Thom Fernanda Ma-
rltira de Catiro.
Pela subdelegada de San-JosC do Recife
r.'. rao i appri-iieiiiii.hu, em os dial 31 de marco
prximo pus .do e 4 do corrente, os diflerentes
objectos roubadns aba i., designados : quem se
achar com direiio a elles apresenle-se a esta
subdelegada para... vista dasprovas,Ibes serein
rnlregpM.
Subdelegacia de San-Jos do Recife, 6 de
abril de l850.->ar;co Carnriro da Siea.iub-
elrgado.
I'n. .iH'ni.'le de ourn grande co.n un dia-
mante; 4 c.ilberrs douradas de cha ; 10 ditas
de pr.i.i, pequeas; 6 ditas dilas de sopa ; 1
dita dita de arroz ; 3facaa co.n esbos de pr-i.i;
uma coll.cr de prati de tirar assucar; 3 cardas
de prala pequeas; resplandores ditos ; uin
titulo de pai.i de imagen, do Crucificado ; uin
marac de prala ; I dito dita con. cabo de mar-
liin ; uin canudo de di.a ; um dula! dito ; nina
barradepratacom 80 oltavas; u.na crreme
de dila pequea; una pequea iuiage.n da
Cinic.-ie.aii de prata ; u.na correute de prat
mais |ie.|.....ia ; l. i s ..nneli.es pequen. de mi
ro; u.na liga de prata dourada ; pequeos ob-
jectos de ouro co.n duas oitavas ; um relugio
com tranceli m de ouro;.dous a un.Toes cp.n
diamantes; dous ditos pequeo! ; douipeaue-
MELHOR EXEMPL


nos pare Be brincos urna hnageni da Senlio-
t- Mai dos-Homens; dua Imagen do Senlior
Crucificado, urna pequen e outra grande ;
uin Santo Anloulo com o menino Dos; outru
dito pequeo sem dito doui partjj de fivella,
de pralal porco de reglttoi; urna porco de
clilia amarclla ; I corte de collcle de letim j
feito; 1 cabaclnho com chumbo; I guarda sel
de seda nova; duas mantas, una porco de
hlcose rendas eni retalhos; umapecade ma-
dapolao; "' resplandor de prala pequeo,
mu santonofre pequeo; un menino Deo
pequeo ; um par de pentes de travessa de xi-
fres; tres pente de cabeca paraacnliora ; tres
pentes de pentear cabellos, um alfincte peque-
no com diamante.
CONSULADO DE FiiANCa.
previno-se as pessoasque liverem penho-
res vencidos, na liquidacao dt casado de-
funio Duliuis, hajam de os resgalaratco
di* 10 do corrente mez, do contrario, os di-
tos penhores serSo vendidos.
Tambem silo provenidas jis pessnas que
tinliam contas com o defunlo Herbaut, o
qual niorreu na Capunga, ou algumas re-
clamacOes a fazer, de sh apresentar na chan-
cellarla desto consulado at terca-feira, 8
do corrente, do contra'io, as suas reclama-
ces n9o serilo mais aceitas.
O cnsul de S. II. Rrilannica convida o
tjuntamenlo dos subditos residentes nesta
culada e qualificauos para comparecern)
no dia terca-feira, 9 do corrente, a tratar
sobre as meJidas para oestabelecimentodo
novo hospital. Consulado britannico, 2 de
abril de 1850. --//. A. C.
Keparlico da polica.
lllm.eKim Sr. Segundo as partes hoje
dirigidas a esta repartidlo, fram honlem
presos : i minlia ordem, o porluguez Juse
Moreira Lopes, como suspeito de introduz<
notas falsas ta circuladlo ; e n preln o-cra
vo Anastacio, por desorden! : ordem du
subdelegado do freguezia deS.-Fre-PoJro-
Cuucalves do Recita, o purluguez Manuel
Coelho l'iniieii'o, por infracto de postura
municipal; e o pardo Itaymundo, escravo de
Lulz Antonio Vieire,por'estar armado de urna
laca : a ordem do subdelegado da fregi.ezia
de S.-Antonio, o porluguez Francisco Jos
ias, por furto ; e a parda Kufrazina, escra-
vii de Antonio Marinho, a disposic,iio du res
poctvo senlior : e do subdelegado do pri-
intiio districto dos Afogados, Antuniu
Maiquesdo Ollveira, por suspeito.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da
polica de Pernambuco, 6 de abril de
I850.-Illm. e Eim. Sr. Honorio liermto
Carnciro LeSo, concelheiro de estado, pre-
sidente desta provincia. Jos Nicolao Re-
gueira Cuta, ebefe de polica interino.
Vende-se o patacho ameri-
cano Romp, de lote de 126 tone-
ladas americanas, forrado de co-
b:e, muitn veleiro e promptopara
seguir qualquer viagem : os pre-
tendentes dirijam-se sos consig-
nalarios, Henry Forster &C. na
rna do Trapiche, n. 8.
Para o Itio-de-Janeiro sahe,-por estes
dias, a barca portugueza Braoharente: eon-
duz passageiros, para o que tem expelien-
tes commodos : a tratar na ra do Crespo,
n. 11.
PARA A CIOADE 00 PORTO,
segu o brigue porluguez Bom-Pintor,rece-
be carga a lete e passageiros,pura os quaes
oflerece excedientes commodos : os pretn-
danles dirijam-se ao capitlo, Jos Comes da
Silva, ou a Rallar! Oliveira, na ra da Ca-
deia-Velha, armazem, n. 12.
Para a Baha
sabe o hiatc fJgeiro, forrado e pregado de
cobre, e de primeira marcha : para carga e
passageiros, trata-so na ra do Vigario,
n.5.
Precisa-se de 2:500,000 a S:OO0,OO0 rs.
sobre o casco e quillia da escuna ingle/a
Aqenoria, carroada e prompta a seguir pa-
ra o Canal Britannico : as proposlas sella-
das pdenlo ser enviadas ao consulado bri-
tannico, no dia ou antes da segunda-feira,
8 do corrente.
Le i loes.
Publicaca littcrar.
1.
Chegou do Rio-de-Janeiro recentemente
a inleiessaiite obra de Mr. de Lamartine,
llaphsel, Paginas da Juventude, traduzida
em porluguez, preco 3,000 rs. : adiase
venda na ra da Cudeia do Recife, n. 38,
pnmeiro andar.
Avisos martimos.
--A veleira escuna nacional Emilia, di
que he capitlo e pratico Antunio Silver*
Maciel Jnior, devo chegar do Para poi
estes das, para onde vollar com esca-
la pelo Maranho, com a niaior lirevi-
dade: quem na mesma pretender carre-
gar, ou ir de pessagem, dever entender-se
com Jo9o Carlos AujyiM't, di Cruz, no Reo/fe, n. 13, armazem.
O biatvTVoto-O/in/o seguir paia c
Cear a 'Jj-afo corrente, por ter quasi prome-
to o seu/earrcganient'i : para o reslo e pas
Bagajes Irata-se com o mestre do mesnio,
Antonio Jos Visima, ou na ra da Cadeia-
Velha, n. 17, segundo andar.
Para a Rabia sabe em poucos dias o
hiate nacional San-Joto, por ter parte d
sua carga prompta : para o resto trata-se na
ra da Cadeia, armazem do (nado Rngucz,
ou com o mustie 110 trapiche do algudlo
--Para Rio-de-Janeiro sabe, impre-
teiivelmente no dia 6 de abiil prximo fu-
turo, o brigue RrasleiroSan-./oie', por le
paite do scu rarregamento abordo, fallan
do gmenle algum resto, para abarrotar:
quem liver decarregar, ir de passagem t
remet" r iscravns a frele, dirija-so ao
escriploriode CaU'lino Agustinho de Bar-
ros, atrs do Corpo Santo, n. C6, ou au
capitlo Jos Ramos de Suuza.
Para o Itio-de-Janeiro sabe com maioi
brevdaile posMvel, por te melude de seu
carregamenlo engxjado, a escuna nacional
Talladora : para cara, 1 assagairos e escra--
vus a frele, dirija-se a Antonio Alves de Mi
randa CuimarSesou a NOVMI & C, na ra
do Trapiche, n. 34.
Para o Kio-de-Janejio segu com toda
a brevilade o brigue nacional otrfina :
quem no mrsnio quizer carregar ou r de
passgem, trate com Oomingos Rodrigues
de Audrade, no Tiai iche-IVovo, 11. 4, ou
Com Jos Carlos Fenoira Soares Jnior, na
ra da Cadeia do Recife, ou com o capitSu
do mesmo, Marcos Jos da Silva.
-- Para a illu de San-Miguel tem de se-
guir viagem nestes 15 dias, cum a caiga que
Uvera bordo, o hergaintim poiluguez OU
vera, quejado Rio-de-Janeiio conduz par-
le de seu carregamenlo para o mesmo des-
tino : quem nelle pretender canegar ou ir
de passagem ae entender com u respec-
tivo capitlo na praca do Conimercio, ou
com Jnio Tavares Cordeiro, na ra do Vi-
gario, n 8. O mesmo navio tambem pode
recebor carga e passageiros para as ilhas de
Faial e Terceira, appaiecendo em forma que
convide s escalas.
Para o Itio-de-Janeiro sahe, com omi-
ta hrevnlade. o patacho nacional Curiovo
capitlo Domingo* Antonio de Azevedo, por
se adiar cum parlo da carga proinpla : para
o restante, passageiros e escravos a fete,
trata-se com o mesmo capil3o, ou com l.uiz
Jus de S Araujo, na ra da Cruz, n. 33.
Para o Uio-de-Janeiro
segu em poucos dias o patacho
nacional Amizaile-Constante, poi
ter parle de sua carga prompta :
para o resto da carga, escravos <
passageiros, Irala-se com Alacha-
do & l'itiheiro, na ra do Vigario.
n. 19, ou com o capito a borJc
do mesmo patacho
-- Leillo que faz Vicente Ferroira da Col
ta de 200 barricas de bicalho, em lotes de
1.0 barricas, 110 caes da Alfandoga, boje, as
10 horas.
Em consequencia do lllm. Sr. desemhar-
gador Gregorio da Cusa l.ima Relrooiit se
ha ver retira lo para o Maranho, o correlor
Olivera far leillo de toda a mohilia de
que usava em sua casa, inclusive trem de
cozinha, Picando os pretndanles na cerle-
sa de que ludo ser vendido sin limites
em preco, confu me a ordem do referido
lllm Sr.,aos quaes fui resignado a subjeitar-
f, emboia o grave prejuizo : terca-feira,
9 do coirente, s 10 horas do manlia, na
bem conheci la casa, que habitou por des-
sele annos, no principio da rua da Aurora.
O leillo dos salvados do brigue Socie-
ilade. naufragado no districto de Calcan,
lira transferido, por causa da clinvn, para
quarla-fera, 10 do crrenle, as 10 horas da
manha, na prenda do Sr. M. I. de O. Lobo,
Forte-do-Mattos.
- ty v
i-
la, muito boa cozinluira, engommadera,
e que cose soHnvelmeiilo, dirija-se rua
Nova, n. 52, segundo andar.
Joio Vieira llutelhi), Porluguez, vai a
Europa.
No se entemlo com o lllm. Sr. Tho-
m Fernandes Madeira do Castro e nem com
o seu mano o Sr. Manoel Joaquim Madeira
de Castro o annuncio inserto no Diario de 5
do corrente. O publico conhece bem esses
seiihures e sabe que nao S30 capa/es de
commetter taes infamias. A pessoa que se
chamava he alferes, he verdade, po m j
pagou, epor isso nada mais ha a esto res-
peito.
-- No dia do corrente ausentou-se da
casa de Jos Pedro do Reg um Africano li-
vre, de nomo Manoel, de 11 annos pouco
mais ou menos ; levou camisa de algodSo
trancado con listras azues, anda nova, o
calca j usada de casimira escura dealgo-
dilo e lila, falla muito esplicado que pareco
crioulo ; tem olhos grandes e abotua los pa-
ra fura e um tanto cambado dos ps ; cos-
luma trocar o nomo pelo de Joo e tem um
signal no peilo direito que parece do alga-
rismo 2 : quem o apprehendcr, leve-o a rua
do Apollo, n. 16, pnmeiro andar, ou na rua
do Trapiche, armazem de assucar, n. 13
O abaixo assignado roga ao Ibesourei-
ro actual da irmamlada do Sr. Rom Jess
das Chagas, que baja d declarar por esta
folha, se do livro de recibo da mesma ir-
mandade consta eslarem |iagas tudas as des-
pezasda festa noannoem que era provedor ril, proprclo el des prix tres moderes.
agora, sem interrupcn alguma om suas | VCHClaK.
transaeges, tendo constituido porseus bas-
tantes procuradores, durante a .usencia d'a-
quelle, em pnmeiro lugar o Sr. Juaquim
Pereira Rosas, em segundo o Sr. Jos La-
tham, em terceiro o Sr. Jos Jaronymo Mon-
teiro e em quarto o Sr. Francisco Ra-
dch-
Aluga-se um molequo de 18 annos, de
muito boa conducta o proprio para qual-
quer servco : na Boa-Vista, rua do Arag.lo,
n. 40. ou na rua da Madre-de-Ucos, n. 3.
-amadas Cn.zes, n. 40, ven la de Dn-j pcd|-o.(Je-.\!cantara
mingos da Silva Campos, ha bichas bam-
burguezaspara alugar e vender, tanto a
rctalho como em porc/5o : por preijo com-
modo.
Loleria do Rio-de-
Janeiro.
Vendem-se, na prara da In-
dependencia, loja ti. /), bilhetes e
cautelas da muito acre.iilada nona
I >leria a beneficio do theatro S.-
do I\io-de-
Janeiro, sendo os maicres pre-
mios 2o:ooosooo e io;ooo'ooo.
Vrndem-sedous sobrados de um andar
jcadaum, no largo das Cinco-Puntas, de-
, fronte ila fortaleza do mesmo nome : faz-se
Uebrard, ruedu Trapiche-Ncul, a I hon-, tn,|0 n negc0 por ter seu dono de relirar-
neur de prevenir le public, qu a daler de sc pala fora (la [irovillcia na rua da (;,deia
dimancheprochain, 7ducourant, son res- je Sunlo-Antonio, no segundo andar do so-
taurant sera dispos pour rerevoir les per-; |,rHlio da esquiua do Ouvidor.
sonnes qui vnudronl 1'bonorer de leursi
pratqaes. A toutes les heures du jnur on i* rlf Sil fjrcSpO, IOJU
trouvera de quo se resta urcr. II sera U-' ,1^ rtrrinitn ma i<>lf Restatirant franjis.
blie une lable spciale pour recevoir des
pensiunaires, comme aussi les personnes,
qui dsirernnt se faire seivir domicile, i
pourrunt s'adresserau lunlit Uebrard. Si
quelques amis veullunl so runir pour lre'
bien trails, ils auront soin decommnJer|
la veille. Sosieur Uebrard se recomuiande
da ccjuina (|iie volia
para a cadeia,
vendom-so cortes de casimira prcta. muito
boa, a 5,500 e 10,000 rs ; panno prolo, mui
ln hom, a 3,200, 3.800 c 5,500 rs. O covado ;
corles de collelo de fustfio, a 610 rs. ; ditos
lux amateur, Isscronl servia avec ct.!'losetim decores, a 2,000 rs.; dilos de gor-
!t
Avisos d1 versos^
o augoienlo no
hm de seu presti-
Ija-se a rua prin-
V 38, para ns 111a-
i numero luiOeien-
|r o dia da aber-
--Precisa-so de um flor para um sitio
perloda prr;a : na rua de S -Amaro, n. 10.
Antonio Jos Vieira de Souza mudou-
se da la Nova para o pateo do Collegio,
n. 1, segundo andar, aonde Contina a re-
eeber escravos por cominissiio para serem
vendidos por conta do seus senhores.
lima pessoa que, ha I anuos, tem da-
lo provas do seu ensillo dk< priineras let-
iras, como lie pulilico, leiicioua abrir 110-
vamenie sua aula 0111 FraLje-Portas, e por
isso soientiflea a todas osjpbs de familia
que desejam o hom desve"
er.sino de seus filhos : q
mo se quizer utlisar. di
cipal de Fra-dc-Poitas,
Iricular, pois havendo u
le de alumnos, se public
'tura.
A pessoa queannuncou querer cobrar
dividas, dirija-se a rua do Collegio, n. 14.
Amassndor
Prccisa-se de uin bom amassador: na rua
da Senzalla-Vellia, 11 81. padaria.
-Tr*s;vssa-se o airendaiiiento de um
engenho de bas trras do pruduclo, por
preco rasoavel: tambem se vendem os per-
lances do renden o, sendo animaes do roda,
muito bons c gordo", poldros, lavnuras c
safra a colher: os pretendeules, diiijam-se
rua eslreila do Ro7ar r quem faz este negocio e su dar'io todas
hs iiformsc s.
O Sr. reverendo Joilo llerculano Go-
mes do Rapo, morador no termo de S.-An-
tonio, quera mandar liu.-carum seu escla-
vo crioulo que appareceu no engenho Pau-
lista a procura de quem u comprasse, ficau-
do cario que o propretario do mesmo en
gento, nlo S responsahilisa pei fuga.
-Manoel Ruarle Rodrigues, legalmente
autnrisado por Manoel Jos Francisco e
Quitara Mara, residentes em Portugal,
pai e nili, universaes herdeirus do falleci-
do Antonio Jos Francisco Veiga, para pro-
mover a arrecadaeo dos bens deixados,
convida aos cicduros a apresentarem suas
cuntas na rua do Trapiche, n. 26, para se-
rem a Hendidos ; e roga a todos os deveJores
le mandaren) pagar seus dbitos, no mais
curio esspaco de tem^o, para poder dar
contas aos ditos berdeiros.
Alleiiv".
Agencia de passaportes
A antiga agencia da rua do Rangel, so-
brado n. 9, contina a tirar passaportes
par. dentru e fura do imperio, e desp-
chala se escravos, por maia cuminodo pre-
co quu be possivel.
Antonio Fiancisco Maya vai a Europa,
por isso quem se julgar se.u endor, apr-
sente sua conta para ser satisfeita.
Dellino dos Anjos Teneira vai a Por-
tugal : quem liver contas com o mesmo,
queira apresenta-la al o da 20 do Corren-
te, paia seren pagas.
Anna Joaquina de Faria retira-se para
Portugal.
Prccisa-se de um bom forneiro, para
Ira balhar em una padaria, distante desta
praca urna lego : as Cinco-Puntas, a fal-
lar com l.uiz Comes Silvario.
-- Ao depois de festa perdeu-se um relo-
gio desdro, de escapamenlo e cylind o,
irahalhando sobre quatro diamantes, na al-
tura da ponte da Magdalena ao Chora-Me-
nino : quem o achou leve-o a rua do Tra-
picue, 11. II.
Prccisa-se de bons ofliciaes charutei-
ros, pagan lo-se-lhes a 200 rs. o centu: tam-
iieinnepiccHade um aprendiz : na rua da
Senzalla-Nova, n 26
-- Quem annunciuu querer comprar um<
caixa amiga de amarello, dirija-so a rua du
Vigario, sobrado n. 18, se dir quem
venda.
Quem quizer comprar urna prela criou-
0 exacto irmilo Manoel Goncalve Camb
--Lino Joaquim de Satit'Anna, ex-lhesou-
reiro.
Quem pncisar deumi ama de leito,
dirija-se rua de Santa-Thereza, no becco
doFalcSo, n.6.
-- O i-rremalante das aferi(0es desle mu-
nicipio faz scienle quo ho chegado o lem-
po de se rever as mesmas aferices, desde
ni." do abril em dianie ; cssim como de-
clara a quem possa interessai', que se tem
dado ao Ir.ihalho de fazer um alislamento
dos donos dos escravos, e dos forros que sn-
dam vendendo pelas ras desta cidade e
seus suburbios com medidas sem a compe-
tente sfericSo ; bem como as ancoras e
mitras militas cousas que daivam j sc
acharen) ateridas, pois que os mesmas do-
nos nio gnoram esta resl'icta obrigar;lo,
que a mesma le Me impOa ; outrosim.a
respeito dos mrslres de carpioal e pedrei-
ros, vendedores de ma leiras, c assim tem
de empregar os meios qua a niesma lei I lio
faculta Mim de nfiu ser prejudicado em
dita arreinalacao.Antonio Goiicahes de Mo-
rad.
Casa de commisao de
escravos.
Na rua Direila, n. 3, sobrado de 3 anda-
res, defronte do becco de S.-Pedro, recc-
bem escravos de ambos os sexos para se
venderem de commissilo, nlo se levando
jioreste [lali.lii.i mais do que dous por
canto, sem se levar cuusa alguma de co-
mednrias, olferecendo-se pata isto toda a
seguranca precisa para os ditos escravos.
Acha-se urna carta, viuda do Aracaly,
para o Sr Licurgo Itrasil o Maya, na rua do
Collegio, n. 10, primeiro andar.
Aluga-se, pelo preco de 10,000 rs. o
segundo andar uo sobra lo da rua das Trin-
aheirxs, n. 46 : a liatar no prmeiro andar
do mesmo sobrado.
Ollerece-se um sacerdote para cele-
brar nos domingos c das santos em algum
sitio, ou capclla IV11.1 ou denio da cidade :
quem quizer, dirija se rua Nova, loja do
Sr. Caj.
Quem liver escravos ou esciavas que
tsiban vender horlalice a fruetns, e quizer
lluga-log, dinja-se ao largo da Trempe, so-
brado n. I. que lem venda por bailo. No
mesmo sobrado anda tem para vender bo-
nitos ps de pan eir moscatel i!e cheiro,
ditos desapoty e deoutros arvuredos deli-
cados^
O Sr. Jos Carlos de Mandones Vascon-
celos, lavrador do engenho S-Elias, (| un-
a vir mi mandar 1 rua da Praia, armazem
n. 2-, para concluir o negocio que nSo igno-
ra ; pos parece que 3 para 4 anuos he lem-
po suflicienle para ter cumprido o seu de-
ver, oque nlo tem feito, nem ao menos
tem respondido as cartas que selhe tem di-
rigido
-- A pessoa que na sexta-fcia da semana
panada fui a rua do Crespo, lujan. 9, fal-
lar respeito a diversas fructairas, e que le-
vou um lulli. te para ir ao Caldeireiro, que-
ra Ira bondnde deir na mesma loja,para la
se ultimar tal negocio, ou annunciar sua
morada pira ser procurada.
Aluga-se
um bom cozinhero forro ou captivo : a tra-
tar na rua d.i Aurora, 11. 26, ou na ponto de
l'i ln'1.1, em casa de Francisco Antonio de
Oliveira Jnior.
Alugam-se as seguintes casas: o 1 rimei-
ro andar do sobrado 11. 4, no Aterro-da-Uoa-
Vista, tendo grandes commodos para fami-
lia, por 300,000 mil rs. anuuaes ; o tercei-
ro andar do sobrado n. 6, da mesma rua,
coro grande sol3o a muito bons commodos
para familia por 240.000 rs. nnnuaes ;
urna casa terrea, na rua Formosa, 11. 6, com
uxcellcntes commodos, tendo doas salas
grandes, c neo quarios, um gabinete, co-
zinha fura, quarto para escravos, quintal a
cacimba, por 200,000 rs. anuuaes; uutra
dita,na rua da I ni.'io, com duas salas, cinco
quartos, cozinha e quintal, por 14,000 rs
mensaes; outra dita pequea, na rua da
Saudade, por 10,000 rs. mensaes e urna
loja do sobrado n. 14, pateo da Santa-Cruz,
por 5,000 rs. mensaes : os pretendeules di-
rijam-se a rua da Aurora, 11. '26, escripto-
lio de Francisco Augusto de Olivoira.
-- Precisa-se de urna pessoa para cobrar
urna divida distante desla praca 6 legoas,
daudo-se-lhe bom pagamento no caso de cu-
lna dita divida: ha documentos; a lettra ha
endosSda,e tanto O UCOtanle COOIO O eudos-
sanlo tem bastante com que paguein : tra-
ta-se na ruada l'raia, n. 15, com Antonio
Dias da Silva Cardeal.
SOR VETES.
A casa de sorvetes no Passeio-Publico,
principia a trabaihar domingo, 7 do corren-
e, das 6 huras da tarde em Oanle: cuntinu'a
todos dias, al acabar o gi lo, nlo sendo tar-
des de chovas o havendo boa concurrencia
com seus 200 rs. a copo.
-- Rosas Rraga & Companbia fazem pu-
blico que, leudo de fazer urna viagem a Eu-
rop o seu socio Manoel Pereira Rusas, para
tratar de sua sade, tica a sua casa coni-
mercial gyraudo da mesma forma, que at
Agncia de passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro a fra
do imperio, com presteza o cummodo pre-
i,o : na rua do Rangel, n. 57.
Ilumphey II. Senfl retira-se rom sua
familia para os Estados-luidos.
Roga-se ao Sr. Antonio Jos Vieira du
Souza o favor de ir rua da Ruda, n. 15,
concluir o negocio que nSo ignora : isto no
prazodeSdias.
-- Precisa-se nlugar urna preta para o ser-
vico ile urna casa de pouca familia: no Aler-
ro-da-Roa-Vista, n. 1, loja.
Prccisi-so deum leitor que saiba Ira-
tarde borla, pomar e enclicrtar : na Mag-
dalena, estrada da Torre, n. 78.
Antonio Jos Dias Rraga, subdito por-
luguez, retira-se para fra da provincia.
jgorlo, a 1,600 rs. esguifiodlinho, muito
lino, a 1,280 rs. a vara.
Acha-se,em casa de Meroz rclojoeiro.na
praca da Independencia, um sortiiuento do
ierramentas para relojocirosc ourives, cha-
gado novamante.
Vende-so urna lenda de ferreirocou
todusosseus iccessorios: dinjaie na
do Codorniz, no Forlu-do-Mallos, loja do
relojoeiro.
~ Veude-se um carrinho de 4 rodas c *
assentos, tendo lodo o necessario para ser
puxado por um ou diyus cavillos: tambem
se vendo um escravo crioulo, alfaiale e bo-
lieiro, de20unnos : na rua do l.ivramento,
n. 33.
Vende-so um alambique de cobre, em
meio uso, com serpentina de estanto fino,
levando ,1 caldeira 50 canadns, e elevando a
ago'aidente a 36 graos na primeira deslila-
--Prccisa-se de homens lvies, ou cscra- c;-l0 a(,lln_se I110ntado para o comprador
vos para o servieo de campo : lia estiada do | veri e (ia.se pr |lieco cr)inmdo : no Aler-
O distribuidor e contldoi Oliveira oplimo ct.zinlieiro do diario de urna casa, e
transfeno I sua residencia da la do Colle-;quc ne ei i,0;1 conducta ; urna negrinha de
gio para n de Hurlas, sobrado de 2 andares, ig anuos, que cozinha e lava: na ruado
n 48, que bea antes do pnmeiro becco da Collegio, n. ai. prmeiro andar.
entrada para a rua de Santa-Thereza. 1 ..Vende-se rap de l.ishua, em frascos :
Joilo Richardson Armslrung. Inglez, re- no 13,^0 ja AsBembla, n. 4.
lira-se para lora do imperio. .. Venue-se um imilalinho de 16 annos,
--VicenteTeixeira Cuimbra, subdito lira-1 viudo de fra da provincii ; he de bonita
sleiro. retira-so para Poitugal, a tratar de j finura, e nlo lem vicios nem achaques, por
sua sade isso proprio para pagem : na rua da Cadeia
Quem liver rara arrendar um engenho, do Recife, 11. 41, loja.
com alguma fabrica, e que lenha porto de; Vendem-se 3 sellins usados, por preco
embarque perto, procure na rua Nova, loja | commodo : 110 paleo do Terco, n. 7, taberna.
11.19. ou no engenho Novo da Muiibeca.
-- Antonio Joaquim Vidal, romo procura-
dor de Antunio da Costa Fcrreira, previne
aos devedores tiesto iara que, qualijuer
qUIOtia que devam, VfiO pagar, sem que
seja preciso procurar os pelos que os o-
briguem.
Kngeiilio Qucliiz
Fnguezia de Ipojttca.
Traspassa-se o arrendamenio do dito en-
genllo, o qual lem a presente safra a tirar,
e tres a criar. A tratar na rua da Aurora,
n. 26, ou nu mesmo enguuhu com Migue
Augusto de Oliveira.
.\ R.O engenho tem excdlente pasto,
he bom d'agiia, o lem bous cercados; e
caso baja quem queira comprar a sala,
ser-lhe-ha ella vendida,entregando-soiiD-
uiediutameiite o estabeleciiiiaulo.
R nubo.
Na nole de 6 para 7 do paisa lo, foi fur-
tado a um preto que venda fazendas, urna
gran le lala c um cartSo com diversas fa-
zendas finas; pois tendo o mesnio prelo,
por motivos da embriaguez, chamado um
ganhador para carrregar a fa/en la, o mes-
mo se evadir com todas as fazendas e al-
gum dinheiru que rarregava. Roga-se, por-
lanto, a polica 011 a qualquer pessoa que
ten ha noticia do occorrido, da dirigir-so
rua da Cideia-Velha 11. 21, easi de Manoel
Antonio da Silva Anlunes, que sera gratifi-
cado com 100.000 rs.
Precisa-sede um feitor que trahalhe,
entemla de borla, arvoredos e vaccas : na
Magdalena, estrada nova, prmeiro sitio de
porlilo de ferro.
Precisa-se alugir nina preta que sai-
ha lavar, engommar e cosor, p 0,1 uma casa
aslrangeira : na rua do Torres, 11. 34, das
II horas da man lia a s 3 da larde. Na mes-
ma casa tambem se precisa alugar um pre-
to que enteiida do sei vico interno e de tra-
tar de cavallos.
Precisa-se nlugar um preto : na rua da
Cadeia de Sanio Antonio, n 13, na loja.
Compra-se uma taberna que saja em
bomlug'.rdo bamo da Roa-Vista, nu S.-
Autouio: na praca da Roa-Vista, taberna
n. 13, se dir quem compra.
Comprase urna casa terrea, com pre-
ferencia em S.-Antuniu : na rua de Apol-
lo, 11. 8, se dir quem com ra.
Compra-se nina esa terrea, sendo bas-
tante glande, 011 sobrado de um andar: pa-
ga-ie bem, sendo as mas das Tiiucheiras,
l.arang' iras, ou por detras da matriz de S.-
Anloino, ou palco do l'araizo : quem qui-
zer vender ou trocar por outra, annuncie:
tambem se compra uma porc.lode lagedo,
anda que seja servido.
-Compra-se uma espada, uma banda, e
mais alguna pertences deofilcial da guarda
nacional a pe, quo poueo uso tenha tido :
quem liver annuncie, ou va ao Aterro-da-
Boa-Vista, fabiira de chaiutos, junto a
matriz.
Fnicteiras.
Compram-se todas as qualidadesde freu-
leiras : na rua do Crespo, loja, n. 9.
Compra-se para uma enrommenda es-
cravos de ambos os sexos, de 10a40annos
do idade na rua do Rangel, ti. 57.
LAR ENCONTRADO
Xarope do bosque.
GRANDE CIRA.
\M podendo de oulra maneira fazer mais pu
blica a iiiinba gralidao pelo bom resultado que
oblive de em pouco lempo e dcbaixo sempre
de uma in csl.ii.ao, como a que (em sido esles
ltimos ine/rs, tenipo eui que principiei a cu-
rar-me de urna enrermidade bstanle grave
que ja a mais de nove nieies a sollria.
I ni 1 impertinente (osse que fez-me passar
b islantei uoiles sem quasi poder reconciliar o
suiniio ; nao obstante que sempre eslivesse em
uso ile remedios iiiuica pude ver-me livre de
lio alBicliva molestia, a conliuuacao da tosse
acarreloii-nie outra molestia, que juntas cau-
savam-uie tantosioll'riuiealos, a tal ponto que
jol-iii i mulla* vates o fatal termo de mluha
existencia, que era lia occasiao da tosse vl-
reui-iue vomitol de saugue ; vendo-me nrssa
diste siluatao pouco esperan(osa, ouvi fallar,
e lu acuiiseld.jiii 1 que lomasse o xnrope do hns-
qiie que se vende na rua do Hospicio, 11 40,
nao live lugo muito desejo de o tomar, quiz
primeiro uuvir o couselbu de algum professnr,
dirigi-mc a um bem acreditado nesi.i corle,
expui-lhe o estado de miaba molesiia, ouvio-
nii-, e disse-me que o ineu mal iiecessitava ser
curado com bstanle cuidado, porque era mo-
lestia que de em pouco lempo se (oruaria inui-
(0 mais grave, pcrguiilei-llie o que dizia do xa-
rope 1I0 bosque se seria bom, respoudeu-iiie
que liesse uso dellc, pois quejulgava-o muilo
conveniente para nuilia cura ; dirigi-me iin-
mi-diatamenle sobredita casa da rua du Hos-
picio, n. -10, cnuipri i nina garrafa do dito xa-
rope, assim que cheguei miaba casa tomes
urna lile des(e sempre precioso remedio, por
incsiiio na casa do professor 1er deitado em sua
;>rc-cuta una purco de saugue, c mimas ve-
ses live estes ataques nas ras e em casas de
algiins dos meiis amigos que se aduiiravaii)
como cu aiuda poda viver com scinelhanle
nolestia ; coiuinuri a tomar com a graca de
Dos, e o bom elleilo que produsio o xarope
do busque, em menos de oilo dias ja nao dei-
lava mais saugue pela bocea, .1 lusse j era
muito menos, j jiodia dormir soll'rivelmente.
Continu! senqnc a usar do xarupe, nao preci-
sei mais do que duas garrafas drsle precioso
remedio para ver-mc perfeitamente bom sem
o menor incominodo, c restabelecido ao ineu
anligo estado de sade do que poucas esperan-
casjiiuha da recuperacao della, o que agora
posso di.er sem lisonja, que o xarope do bus-
que he um insigne remedio contra as moles-
tias do peilo, pois que antes do uso dellc cora
nciihuirl dos que loinei achet o menor allivio,
pureiu cun o virnpc do bosque achei o que
julgava perdido, que era minlia sade.
Esta nimba declaraco foi feila de ininha
muilo livre vontade, e oflerecida aos Srs. pos-
suidores do xarope do bosque,para ser publica-
da da maneira que Ibes couvier.para que lodas
as pessoas que liverem a iufelidade de sull're-
rem o que eu sull'ri, saberem aoude hao de
adiar o allivio de seus males assim como eu.
achei.
Um de-ianeiro, de oulubru de 1S-S. Rua
de M n 1 1. iv.-illin, n. 104. I. J. Podeita.
Vende-se na rua dos Quarteii,'Jn. 12.
(Jico de luamona.
Veude-se oleo de mamona ,
a l,a8o rs. agarrafa, e em porco
a 1,1 1 (i rs. : na rua das Flores,
n. ai.
-- Vendem-se amarras ae ierro: na rua
la Srnzalla-Nova, n. 43.
Vendem-se saccascom familia de man-
dioca, viudas do Hio-de-Janeiro no brigue
Jiiv.'-.o, por preco commodo : no armazem
de Dias Kerreira, defronte da escadinha, ou
a tratar com Domingos Rodrigues de Au
drade, na rua do Trapiche-Movu, 11. 4. Ad-
verle-so quo as saccas sao grandes.
mi mi Ano


'"
r* -.^y^n~^**^iGftettt*x*Xi&<0>ttiiit>.-ot**v
ummr. w%
A ellas, a ellas.
Vendem-se riqoissimas golas o pescoci-
nhos par senhora, pelo diminuto prego de
J.noo rs. cada um : na ra do Queimado,
n. !).
Vende-se urna preta de 20 annos, de
bonita figura, que engomma, cozinha o
diario de urna casa, cose alguma cousa, la-
va de salulo e varrella, nSo tem vicios nem
achaques : o motivo por que se vende be
nilo querer servir a sua senhora : na ra da
oncordia, passando a pontezinha, a es-
querda, segunda casa terrea.
Vendem-sc
e alugam-se bichas as oais superiores, che-
gadas ltimamente de llambirgo : no Atcr-
ro-da-Boa-Vista, n. 66, padaria.
Superior fumo.
Joaqulm Ucrnardo do Reis. na sua fabri-
ca de charutos da ra larga do Itozario, n.
32, tem para vender superior fumo para
charutos, de primeira, seguoda e terecira
sorle, tanto era porgSo como a retalho
vontado do comprador, por prego rasoavel.
g ptimo arroz rilado
branco,
C? vende-se por prego commodo, em
& saccas ou a retalho : na ra da Cadeia
O do Recife, n. 1, armazem de mo-
O Ihados.
O
IV a i ua do Crespo, u. 9,
lo,ja nmarclla,
vendem-se varias finalidades de
fazendas, comosejoni: cassas; cor-
tes de vestidos de lia ; diales de
seda e de laa ; lencos de seda ;
cortes de colletes de velludo e de
gorgurao; casimiras de cores ;
pannos pretos ; chapeos de castor
brancos e prelos ; e outras mili-
tas fazendas que por seren de gos-
tos antigos, c pelo preco por que
se vendem naodeixai de agradar
ao comprador.
Arados de ferro.
Vendem-se arados do ferro de di (Te-
rentes modelos : na fabiica do machinas e
fundiefio de ferio, na ra do linim,
ns. 6,8e10.
Tecidos de algodao tran*
da fabrica deTo-
dos-os-Sanlos.
Na rua da Cadeia, n. >'2,
vendem-se por atacado duas qualitladcs,
proprias para sacros de assucar e roupa de
escravos.
cado
N.39.
Praca-da-Inclc-
#
pendencia.
li I leles do hio-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Vendem-sc bilhetes, i::o:os, luartos. oi
tavos e vigsimo* da 5' !otria a benefi-
cioso Iheatro de S.-Pedro-de-Alcantara.
Na niesina loja existe a lista da 2." da fa-
brica de tecidos.
MECOS.
Bilhetes 22.000
Meios 11,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
Deposilo da fabrica de
Todos-os-Santos naBahia
Vende-se em casa de "i. O. Hieber & C.
a rua da Cruz, n. 4, aleodiio tramado
daquella fabrica, muito proprio para'sacros
de assucar, roupa de escravos e fio pror>ro
para rcdfs de pescar, por prego muito com-
modo.
da fundicao Low-Moor,
hua da sknzalt.a-kova, n. l\i.
Neste estabelecimento conti-
na a havemm completo sorti-
mento de moendas t meias moen-
das, para engenho; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido
cedo, de todos os tamanhos,
para dito.
Novo sortimeuto de fa-
zendas baratas.
Vcndcm-se cortes de cassa-chila muito
bonitos, a 2,000, 2.400 e 2,800 rs. ; riscadi-
nhos de linho, a 240 rs. o covado ; dito de
algodo muilo encorpado, proprio para
roupa de esersvos, a 1*0 rs. o co\ado ; cor-
tes de I i mu luaoco de linho, a 1,500 rs. ;
dito muito bom, a 1,700 rs. ; dito amarello,
a 1,600 rs. ; dito com lislra ao ludo, a 1,280
rs. ; cassas de cores muito bonitas, a ;i_o
rs. o rovado j riscados monstios com qua-
tro palmse majo de largura, a 2G0 rs. o
covado ; zurlerurta-cres, a 200 is. o co-
vado ; pegas de cambraia lisa com 8 varas
e meia, a 2,720 rs. ; chitas de bonitos pa-
bre, ditos porluguezes para panella, latas
com 2e4 libras de marmelada, ditas com
holachinha de Lisboa, ditas de sardinha, di-
tas com hervilhas, frascos com conservas
inglezas, queijosde qualha vindos do Cea-
r, por barato prego,' mantas de toucinho
inglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma,e
outros muitos gneros de boa qualidade :
na rua da Cruz, no llccifc, n.,46.
Potassa da Bussa.
Vende-se superior potassa da Ilussis, da
mais nova que ha no mercado, por prego
commodo : na rua do Trapiche, n..l7.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhot
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
lempo se nao vende: nc Recife,
rua da Cadeia, armazem n. 12.
Vendem-se meias barricas de farinba
gallega, a mais nova que ha presentemen-
te 110 mercado ; caixas de velas de esper-
macete : na rua da Alfandega-Velha, n.
86, casa de Matheus Auslin & Compaohia.
Vende-se superior lariuha de
trigo da marca SSSF, chegada va I
timamente a este mercado : a tra-
tar com Manoel da Silva S no ar-
mazem do Aunes, no caes da Al-
fdiidega.
Vende-se resina de angico, ns librase
om porgan : na roa da Cadeia, leja de I080
Jos de Carvalho Moracs.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegailas no ullimo navio
de llamburgo : na rua do Aniorim, n. 35,
casa de J. J- Tasso Jnior.
Ovas do serian.
Vende-se este exccllente petisco: na rua
do Queimado. n. 14, loja de ferragens.
Novo sortimeuto de fa-
zendas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao p
do lampeao.
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padrOes, cores lixas e c<>m 4 palmos
de largura, a 320 rs. o covado; corles da
dita a 2,000 rs. ; riscado > listras lo li-
nho, a 240 rs. o covado ; dito de algodo, a
140 e ICO rs. o covado ; corles de brim par-
do claro, com duas varas e una quaila, e
1,600 rs.; riscados nmnstros, a 200rs.o
covado ; ziiatti'azul, a 200 rs. o covado;
chitas, a IfOe 180 rs. o covado ; fustflo, a
640 rs. o corte ; chales de tarlatana, a 500
rs. ; cobertores ile algodflo americano, a
640 rs.; e outras muitas fazendas por bara-
to prego.
Farinha de mandioca.
Vende-se fannha do Cear, em sacras,
por piego commodo : ua rua da Cruz, no
llecif.-, n. 13.
-- Vcndem-se 60 encharreis de sedro,
prop ios para conslrurco de casas; bem
como cavernas ile sicupira de 14 a 16 pnl
mos do comprimento : na rua doVigario,
n. 5.
--Vende se cobre e nidal amr-rello para
forro de navios, pirV prego commodo : na
roa da Madre-de-l)eos, armazem de J. V.
da Silva barroca.
Cal virgem de Lisboa.
Vende-se cal virgem de Lisboa, por com-
modissimo prego : na ruada Cadeia do Re-
cife, n. 50, loja de Cunha & Aniorim.
Na rua da Cruz, armazem n. 33, de Sa
Araojo, venda-se sola, couros muidos, sa-
paios de couro de lustro, chapeos de pa-
ha, esleirs, velas do carnauba pura do
Aracaty.
Sapatosdo Araraly feitos a ca-
pricho
Acabam de chegar do Aracaty urna gran-
de porglo de sapillos feitos de encommeti-
da, isto por elTeilo de novas recummenda-
goes que paia la se tem feilo ; poique os
que at agora tinham viudo, notavam-se-
llies imperfeigflo, ja no cosido, j em for-
mas antigs e inesino em corle : estes sa pa-
tos de pois de tintes e acostumailos u boa
giaxa chegam a confudirem-se oom os do
de couro de luslro; o seu prego sBo de
1,200 e 1,280 rs. o par ( dinheiro a vi>la ) :
na rua larga do Rozario, n. 35, loja do miu-
Vende-se um prclo mogo, muito ro-
busto, sem vicios nem achaques, e que be
proprio para qualquer servigo ; urna preta
cozinbeira, engommaileira e coslureira
ChSa na rua da Cadeia do Recife, n 34.
Vende-se, por prerisio, urna linda
mulalinlia recolhida.de 17 anuos, que en-
gomma, cose e com oulras mais habilida-
des, propria para muraca, por ser de boa
conducta : na rua do Rangel, n 57, so-
brado.
Vende-se um bonito molequeda 18an
nes, crioulo, ptimo para lodo o seivigo
na ruado Rangel, n 57.
Vende-se um sitio a beira do rio, com
mais de mil palmos de fronte e baixa com
capim para mais de 3o feixes por dia, com
grande casa modeina, contendo duas salas
grandes, 2 gabinetes, duas alcovas, 3 quar-
tos e cozinlia ; be perto da praga, pois lie
antes de chegar ao l'ogo-da-i'anella ; o ar
be muito saudavel, pois ainila abi nfiO levo
ingresso epidemia actual: na rua de 5.-
Ainaro, n. 16.
>a coclieirada na da Florentina, ven-
de-se urna buira nova, bastante gorda, | or
prego commodo.
1 ortepiauo.
O lempo nao convidando pare
fazer j o leilao da mobilia do Sr.
drOes, a1G0 rs. ocovado; dilas minio fi-.H. J). Ka klltann, roea-SC aos Pre-
as, a 200, 220,240, 260 e 280 rs. ; lengos, i '
de seda para algibeira, a 1,000 e 1,280 rs. ; tendentes do lorte piano do mes-
dilos para gravata, 1,280rs.; e outras mui-'mo, a entenderem se particular-
las fazendas por prego commodo: na rua1 u i ii
lo Crispo, loja da esquina que volta para men,e com ^nlior Henrique
a cadeia. Kalkmann, na rua da Cruz, n. io
Moendas superiores.
NafundigSode C. Starr & Companhia',1
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
conslrucgio muito 'superior.
Taixas para* engenho.
Na fundigflo de ferro da rua do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimeu-
to de taixas de a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Farinba nova de S.-Ma-
fbeus, por preco mul-
lo commodo :
vende-se a bordo do patacho na-
cional Amizade-Constante, entra-
do recentemente daquelle porto,
e fundeado em frente da escadi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado &c 1'inheiro, na rua do
Vigario, n 19, segundo andar.
o verdadeiro oleo de
jKissino,
em meias garrafas, para commo-
didade das familias, por preco
mais commodo do que em otitra
qualquer parte : vende-se na rua
doTrapiche. 11. 44, armazem de
Dowsley ck C.
1.olera do Rio-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 ders.
Na praga da Independencia, n. 3, que
deila para as roas do Queimado e Crespo,
estilo a venda bilbetes, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos da nona loleria a benefi-
cio do Iheatro de S.-Pedro daquella pro-
vincia. Na mesma loja esl patente a lista
da 2.' lotera da fabrica de tecidos daquella
provincia.
Antigo deposito de cal
vireem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
muilo superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muilo commodo.
A rados de ferro.
Na fundigSo da Aurora em S.-Amaro ,
vondem-so arados de ferro diversos mo-
delos.
Na rua Nova, n. 6, loja
de Mava lirnosle.
acbani-sa a venda duas ricas salas de papel
com paizagens, a tomada de Roma pelos
Francezesem 1819, c a balalha de Isiiy ;
ricos papis para forrar salas; ricas guar-
nigoes e barras, tanto avelludadas como as-
satinadas ; ricos jarros para llores naturaes;
serpentinas com 5 luzes ; lantemas com p
de vidro, de melal e de casquinha : ludo o
mais baralo possivel.
Vendem-se lelhas de vidro de supe-
rior qualidade, em grandes e pequeas por-
gues, por prego commodo: na rua da Cruz,
n. 48, armazem.
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
e o melhor que tem vindo a este mercado
na rua da Madre-de-Deos, armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa.
Vende-se urna cabra (bicho) muito boa
de leile nhsCiuco-l'ontas, n. 82.
Billielesdo Rio-
clo-Janeiro.
Aos 20:000,000 de ris.
NARliA DA CADEIA DO RECIFE, N 34,
LOJA DECAMHIO DA VIUVA VIEIRA
.. MI llilS.
Pelo vapor entrado ueste porto no dia 26
do passado dos portos do sul, recebmosos
muito afoilunados bilhetes, e cautelas da
9 loleiia a beneficio do Iheatro do S.-
Pcdro-uO-A'.esn'-ara i bem como a lista d
2.' da fabrica de tecidos de Fructuozo
Luiz da Molla.
Acham-se a venda sempre os bilhetes e
cautelas pelos pregos seguintes :
llillieles 22,000
Meios 11,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
Vendem-se dous pardos, um de 40 an-
nos, e o outro de 24 anuos pouco mais ou
menos, e ambos sem molestias, sendo o
primeiro bomsopateiroe bolieiro, e o se-
gundo ourives e tamben) bolieiro : o moti-
vo por que se vende se dir ao comprador,
com preferencia e por menos para fra da
provincia : na rua de Joo-Fernandes-Viei-
ra, aosaliii da Soledade. em um sitio que
tem dous Icoes nos porlc s, a qualquer hora
do dia.
^Chcgou novamcnlc gelo c se vender
boje, 28 de margo, pelo inesmo prego, ad-
verle-aa as pessoas, que mandavam bus-
car com bilbetes, que tendo o vendedor
perdido alguns, nao Ihc convm mais von-
derassim; o os portadores trarlo oimpor
te do gelo que quizerem.
Chegaram novamente rua da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prala
patente intlez, para homem e senhora.
Vende-se a taberna do pateo de S.-Pe-
dro, n. 1, com poucos fundos: vende-se
por seu dono querer tratar da sade de sua
familia : a tratar na mesma taberna.
Vende-se urna preta moga, que en-
gomma, cose, cozinha e faz com perfeicSo
o mais servigo de urna casa ; urna dita que
he minio bo cozinbeira, e que engomma
sofl'rivel, lava bem, e he muito propria para
dori para qualquer oflicio ; um dito de 6
annos : na rua larga do Hozarlo, n. 35,
loja.
d
qua
-Vendem-se bons queijos londrinos' ... ciiia.loc Alllirlns nnnHp .'ama deesa, mesmo de homem solte.ro,
ilos de prato muilo frascaes e de superior.0" c,,,0(,os Alllicips, aonde se,por Ur exccllenle conduela, oque se afian-
ualidudc, prc.sunlos inglezes para fiam- acha o mesmo forte piano, Iga ; um bonitopardinho do 11 annos, pro-
Pechincha.
Vende urna porglo de madapoloos com
pequeo toque de mofo, muilo largo e fino,
a 3 000 rs. a peca ; e outras muilas razon-
das por prego commodo : no Passeo-Pu-
blico.n.ll.lojade Firmiano Joaquim Ro-
drigues Ferreira.
Na rua do Crespo* n. 9,
loja ama relia,
vendem-se cortes de parisienses,'
a 8,000 rs. o crte ; cassa muito
fina e de cores, a 800 rs. a vara;
dita franceza, a 4oo rs. o covado ;
dita ingleza ; cortea de vestidos
de seda branca e de cores ; cha-
les de seda e de la e seda ; min-
ias de seda ; pannos pretos finos ;
merino prelo ; alpaca preta muito
fina; chapeos de massi francezes;
e outras muitas fazends, sendo
todas de muito bom goslo e mui-
lo modernas.
Massas de vapor.
No paleo do Terco, n 10, ha diariamente
um completo sorlimento de massas finas,
proprias para cha, ou doentes, como sejam:
bolachinhas de ararula. nova regala de di-
la, e oulras muitas qualidades de massas.
Livros de ^ ireito.
Vendem-s* os seguintes livros, por pre-
go commodo, na livraria da rua do Collegio,
n. 9 :1.'Z Teixeira, ou comentario a P. J. de
Mello ; Rentham, legislaco civil o penal;
tratado das provas judiciarias : obras estas
da maior importancia para os terceiro e
quarto annos da academia.
--Vende-se urna parda anda moga, bem
parecida, boa cozmheira, e que cose muito
bom, boa para tratar de urna casa, por ser
muito carin/iosa para criangas : o motivo
por que se vende se dir ao comprador : no
Manguinho, n. 51.
Vende-so, na rua do Crespo, n 11, Mag-
num Lexicn, por 5.500 rs ; Horacio, por
2,000 e 2,500 rs. ; Tito Litio, encadernado
de novo, por 2 000 rs.; Virgilio, novos, por
4,000 rs ; Selecta, por 640 e 800 rs. ; Salus-
tio, por 800 e 1,200 rs.; Charro!, novo, por
4.000 e 4,500 rs.; llisto-ia Sagrada, nova,
por 3,000rs.; GrstS'sMttCa franceza e in-
gleza ; Geometra (iGeographia ; Dicciona-
rio de Vieira, por 4,0 '0 rs.; dito de Roque-
te, porluguez e fra*ez, por 3,000 rs.; lito
brasileiro, novo, com spu mappa, por 7,000
rs.; Cousin, por 6,000 rs ; Atlas de Simen -
coiirle, por 9,000 rs.; Tolemaco, por varios
pregos Fbulasde 1.a Fontaine; um mis-
sal, por 8,000 rs.; Memorias de Pernambu-
co, novas, 4 v. por 6,400 rs ; Cdigo com-
mercial porluguez, por 6,000 rs. ; Synoni-
mos, por 5,000 rs. ; N. S. do Guararapes,
novo, por 2.000 rs.; Historia do Brasil, por
3,000 rs. ; Euclides, por 4,000 rs. ; a Mytio-
logia da mocidade por 3,000 rs. ; e ou-
tros muitos livros por prego mais baralo
possivel.
-- Vende-se um prelo bom forneiro : na
rua das I.arangeiras, n. 14, segundo andar.
__Vende-se um bom cavallo andador de
baixoa meio, muito novo e som achaque
algum : na rua do Queimado, n 10, loja.
Vendem-se dous relogios sa bonetes de
patente, sendo um de ouioeo outro de pra-
la dourada : na rua do Queimado, n. 10,
loja.
Vende-se um escravo bom carreiro ;
um moleque de 10 annos; nma ptima par-
da moga ; 6 escravas de bonitas figuras,
entre as quaes algumas com habilidades:
na rua Direila, n. 3.
Vendem-se, de urna pessoa que se re-
tira para fra da provincia, duas pretas
mocas, bem parecidas e de boa conducta:
na rut Nova, n. 39, segundo andan^------
Vendem-se lonas e brins americanos ;
fio de algodo, proprio para redes de pes-
car, coser velas e saceos de assucar; ence-
rados alcatroados para cobrir cargas de as-
sucar : tudo por prego mais commodo do
que em outra qualquer paite : na rua do
Trapiche, n. 18.
Xo paleo do Collegio, n.
1, parta larga, segundo
andar, vende-se
um casal de escravos, com urna cria a pre-
ta engomla bem, cose o faz lavarinln, o
prelo he mogo e robusto ; dous mulatinbos
do 9 a 10 annos ; um moleque de 9 annos;
urna preta do 15 anuos ; um prelo de nagilo,
pega, proprio para campo ; urna preta OO-
ga, por barato prego, por ter um deleito.
No Aterro-da-Boa-Visla,
taberna n. 78, de
Antomio Per i: ira da Costa Gama,
vende-se manteiga ingleza, a 400 e 560 rs.,
muilo boa ; paios, a 280 rs. ; chourigos, a
400 rs ; assuca de carogo, muilo alvo e
seceo, a 80 e 90 rs. e sumeno a 70 rs. ; cha
muito superior, a 2 e 2,400 rs. Na mesma
taberna vcndem-se ou alugam-se bichas de
llamburgo, niuito baratas, isto he, vendidas
a 800 rs. ealugadas a 400 rs.: tudo isto
he com os cobres a vista para queai preci-
sar.
Vendem-se licas loucaa pata baptisa-
dos, ou passeios de criangas, por prego
muilo em conla, pela riqueza das touens e
dilTerentes cores; bem como rapotinhos
de blondeseseda por prego mais em ton-
ta do que em outra qualquer parte: na rua
do Cabug. loja de qualro portas, de Fran-
cisco Joaquim Duarte.
Vende-se una linda mulalinlia de 14
annos, com muilo bons principios de cos-
tura e engommado, ptima para se fazer
urna dadiva a algumv menina, por ser don-
zela ; urna dita de 18 anuos, que cose mui-
lo bem e engomma ; una moleca de 15 an-
uos, que cose solfnvel ; una preta de 25
annos, que engomma o cozinha o diario de
urna casa ptimamente ; dous molecoles de
nagflo ; um preto de 30 annos, por 420,000
rs. ; e outros escravos: na rua das Larin-
'geiras, n. 14, segundo andar.
J Conlina-se a vender o superior algo-
dflo da Ierra, a 200 rs. a vara, era porgo, o
a retalho a 220 rs.; bem como cobertores
de Iflatrangdos, pelo barato preco de 1,600
rs.: na rua do Queimado, n. 20, loja de j.
J. PereiUbdeMeudonga.
Venva-ao urna porgflo de sapatos em
branr.o, chegados ltimamente do Aracaty :
na rua da Cadeia do bairro do Recife, loja
de miudezas, n. 9, de Antonio Lopes reren a
de Mello.
Cassas pretas a 1/50 rs. o
covado.
Vende-se cassas pretas do muito bom gos-
lo a 140rs. o covado : na rua do Crespo,
loja da esquina, que volta para a cadeia.
Vendem-se sapat6cs de cou-
ro de lustro, de ponto lixo, a
4.000 rs. ; ditos de dilTerentes
qualidades para hometn ; sapa-
les de couro de lustro e broncos
para meninos: na rua da Cadeia
do Uecile, n. 9.
Vende-se urna bonita preta de 20 an-
nos, que engomma, cose e cozinha o dia-
rio de urna casa ; nflo tem molestia alguma;
defronte da ribeira do peixe, n. 3.
Seliim para senhora.
Vende-ae, por seu dono se ter
retirado, um sellim para senhora,
quasi novo : na rua da Cruz,, n.
10, armozcm de Kalkmann Ir-
mfioe.
Vende-se urna porgflo de sola muito
superior, chegada agora do Aracaty ; um ca-
biinlia de 11 a 12 annos, sem defeitos nem
achaques, e que he proprio para pagen ou
para aprender oflicio; velas de carnauba
sem mistura alguma iludo por prego com.
molo para liquidar conlas: no Recife, Dea-
co-i.argo, n. 2, segundo andar, a qualquer
bora.
Oh! que pechincha!
Vendem-se lengos de seda, tanto pira
homem como para senhora, pelo diminuto
prego de dous cruzados : no Alerro-da-Boa-
Vista, n. 18, loja.
Aos Srs. de engenho
Na roa Nova, loja de ferrogens, n. 20. de
Jo9o Fernandos Prenle Vianna, vondem-se
enxadas calgadas deago : estas enxadas se
tornan) recommendaveis pela sua boa qua-
lidade : a ellas, freguezes, pois estilo se aca-
bando. Tambem chegaram a mesma loja as
verdadeiras colheres de metal de principe,
tanto para sopa, como para cha, terrina e
arroz.
Vcndem-se dous palanquins em bom
estado : na rua do Caldeireiro, atrs dos
Miri vi ios. sobrado n. 4.
CCiavos Fgidos
Fugiram, da cidade do llio-de-Janei-
ro, na noite de 24 para 25 de fevereiro pio-
ximo passado, da casa da rua de Calum-
by, n. 2, cinco escravos pardos, a saber :
Luiza Francisca, de 30 annos, cabello liso
acaboclado, com mullas fia cara; levou
urna trouxa do roupa com 3 vestidos, um
de chita de xadrez branco, rouxo e encar-
nado, outro cor de rosa, e outro de riscado
azul americano, estes dous cortados e por
fazer : Manoel,alto, physionomia carrega-
da, de 30 naas, com urna ferida no dedo da
m"10 direila ; levou chapeo preto de se-
da ou de palha, caigas brancas ui do azul e branco : Ezequiel, de cabello cor-
rido, olhos grandes e espantados, vestin-
do riscado americano, de 20 24 annos;
tem o no do pescogo saliente, descamado
do roslo, alto e com principio de barba :
Francisco, pardo-escuro, de 20 annos, alto,
sem barba, vestuario de riscado americano;
tem o dedo grande do p rachado de golpe :
Andr, alto, cheio da cara, cabello crespo;
tem um dedo de um p corlado qua nflo Um
unha, levou caigas e camisa de riscado
azul americano ; usa de um cinto de 18a de
tapete : suspeila-se terem-se transportado
a titulo de forros para qualquer provincia
do norte, principalmente do Coara, donde
tinham ido para aquella mesma cidade do
Rio-le-Janeiro. Roga-se as autoridades po-
liciaes o oulras quaesquer pessoas, toda a
vigilancia sobre a captura dos menciona-
d is escravos, gratificndose generosamen-
te a quem os mesmos escravos descobrire
coudiizir a esta cidade, na rua Cideia de
S -Antonio, n. 25, e naquella corle do Itio-
de-Janeiro, na chcara do Catumby, na in-
dicada csa cima, ou na rua da AlfaniievA,
n. 39, o Sr. commeudador Jo9o Ventura
Itodrigues.
-- Fugio, na madrugada do da G do cor-
rente, urna escrava crioula, de uome Feli-
ciana, que representa 30 annos, de altura
regular, bem parecida ; lera alguns signaos
de chicote pelas cosas e urna queimadurm
de fogo na mSo esquerda ; levou vestido
urna saia de ganga azul porbaixodo vesti-
do da mesma ganga o camisa de algodSo-
zinho com a lellra F junto ao talho: quem
o pegar leva-a ao coilurae das Ciuco-I'ou-
las n. 13, quesera bem recompensado.
Fugio, no dia 12 do passado, pelase
horas da noile, o preto benedicto, crioulo,
que representa ter 24 annos, de altura re
guiar, sem barba, cara redonda, olhos car-
rancudos; tem os ps torios, e he cambado
de urna perna ; levou caigas e camisa da
riscado e estj rota, e bonete: qui-m o
pegar leve-o a rua da Cadeia do llecife, n.
51, quesera bem recompensado.
Fugio, em das do mez de fevereiro,
una mulalinha de non e tlarcellina, mas
talvez tenba mudado de nome, como cos-
luma, de 13 a 14 annos pouco mais ou me-
nos ; he serca do corpo, cabello corrido;
tem urna quebradura no brago esquerdu
que'licou muilo fino, por ser mal encana-
do, todo esfolado e com a pclle foveira no
lugar da quebradura ; levou saia de chita
branca com palmas encarnadas, e urna sua
mana de 9 annos, de nome Antonia, vesti-
da com camisa de riscado azul : quem a
pegar leve-a rua do Jardim, 11. 42, que
ser recompensido : assim como se pro-
testa com lodo o rigor da lei contra quem
a tiver oceulta.
PbN. : Ni rre. DEM. l. DB mu. 1860
MFI WHR PYFMPI


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