Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06261


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Full Text
Anuo XXVI.
u g
Terca-feiTa 2
fAtidas do* comnxioa.
Goiannae Parablba, segundas eieitas feiras.
'Rio-Grande-do-Norte, quintas feiras aomeio-
dia.
Cabo, Serlnbaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macei, no 1 ., a 11, e 21 de cada mez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, as quintas feiras,
Olinda, todos os dias.
Ming. a 4, 1 h.e24m.da t.
Nova a 12, s 10 h.e27 m. dam.
Cresc. a 19, i* 7 h. e 47 m. da in.
Cbeia a 26, s 9 h. e 1 in. da m.
PBEAMAn DI HOJr.
Primeira as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda a**hpra* c 54 ni0* aa larde-
de Abril de 1850.
N. 75.
vuelos da SDBiomrgAo.
Por tres mezes (adismtsdas) 4/000
Por seis mezes 8/000
Por uta an.no 15/000
da da sjcmama.
1 Seg. >BSc Primeira oitava. S.Macario.
2 Tere.* Segiuida oitava. S. Francisco de Paula.
3 Quart. S. Ricardo. Feriado para os uegocios fo-
renses pelo resto da semana.
4 Quint. S. Iildoro.
5 Sext. S. Vicente Ferrer.
0 Sab. S. Marcellino.
7 Dora, da Pascoella. S. Epifanio.
CiIOSUl31DlMiBvO.
rs. a 60 dias.
Sobre Londres.'/, d. por 1/000
. Paria, 346.
Lisboa, 95 por cento.
0ro. Oncas bespanhoes.........
Moedas de 6/400 velhas..
de 6/400 novas..
de 4/000...........
PrtU.Patacfles braslleiros......
Pesos columnarios.......
Ditos meilcanoa
29/000 a
16/600 a Ifl
16/100 a 16|300
9/100 a 9/300
1/940 a 1/960
1/940 /?60
.1/800 a 1/820
"
PARTE
orna
da k i
GOVEWM>A -PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO 01V 27 DE FEVERERO
Ofllcio. Ao Inspector da thesouraria da
fazenda provincial.Tendo lomado cunta
da administrado da obra do thealro desla
cidada o engenhelro, Jos Mamede Al-
ves Perrera, por fallecimento de Joa-
quim Jos da Costa, cumpre que Voic.
concluindo o nojo, ajuste as devidascontaa
com a viuva do mesmo ; e outro sim orde-
im-llii', que adianto ao mencionado enge-
nheiro a quantla de um cont de ris rara
o pagamento das ferias vencidas a 23 do
correnU, o qual se nao fez por ter falleci-
do o administrador; e bem assim para as
ferias correntcs, e continuado da referida
obra. Inteirou-s? o mesmo engenheiro.
Dito. Ao provedor da sade, declaran-
do que hedesnecessarioque os navios vin-
dos da Babia estejam sobjeitos aqui a urna
Ido longa quarentena como a%aue sofl'ieram
os dotis ltimos procedentes daquella pro-
vincia Emilie e Julif, visto que a febra que
grasta nadita provincia, reina hojeneata
capital. ~Scientiflcou-se ao cnsul trance/.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMhTJCO.
Porii, 9 de fettreiro de 1850.
Empregou a nossa sssembla legislati-
va esta ultima quinzena em Irabalhos
que teem um interesse exclusivamente
francez, e dos quaes eu nSo fallarei min-
io a V. me. Discuta ella'um projecto do
lei relativo aoensino, o qual devera sof-
frer a prova de outrss duas deliberaces,
quegaataram muito lempo; pois as pro-
postas da commissflo silo muito contesta-
das. Ella f.doptou mais, dopois de ruido-
sas debates, nos quaesa montanba desen-
volveu todaa as suas violencias, urna lei
que autorisa o governo a mandar transferir
para o territorio argelino 468 individuos que
fram presse anda o esta o, por haverem
tomado parlo na insurreicSo de junho de
18(8.
O mais importante successo parlamen-
tar; he a piesenlacfio do relatoro do Sr.
Thiers cerca da ssistenoia publica. Meo
Sr. Thiers, como V. me. "bem sabe, um dos
mais consideraveia homensde estado de nos-
so paiz ; e esais questes de assisloncia, que
elle tratou silo aquellas sobre as quaes
os adeptos do socialismo fundam mais es-
peranzas para realizar suas doutrinsa. Com
seu admiravel bom senso.ea lucidez de esty-
lo, que exclusivamente Ihe pertence, o h-
bil escriplor provou al evidencia ovasia
das doutrinas social islas, e demonstrou que
os governo* mnnarchcos, haviam (entrado,
no tocante beneficencia social, as nicas
vas ptaticas,e querepblica nao tinha na-
damelhorafazerdoqueimiti-los. Orelato-
rioque forma um grosso volume,lem|causa-
do vivissima sensaefio. As concluses do
relatorserSo prximamente submettidas a
urna di.-cussfio solemno.
O presidente da repblica se conserva em
descanco ha alguna das. Nfio po*so dizer
se he elle que se chega maioria, ou se be
esla que dellc se vai npproximando ; mas
agora existe urna especie de tregua; eos \\fa
bkvdot da assembla deium respirar o mi-
nisterio.
A Franca aprivenlemente, est mui
tranquilla; toJavia eu 'nao me fio nisao;
e, sein embargo do saudatel terror que ins-
pira ao8 anarchistaa a f atriotica disciplina
do exercito, nflo me admirar se, no mo-
mento dos anniversarios dos (lias da fe-ve-
reiro o partido da desorden) tentar anda
algum alvoroto. I.eo d que terror, esta
segunda cidadede Franca, cuja populacho
obreira he mui compacta c est gangrena-
da de socialismo. Lefio he astas prxima de
Cenebra, onde se refugiaran) alguns Monta-
nliezes, condemnados por sua contumacia,
Sflo esses houiens que querem, com os mais
abominaveis meios, perturbar a paz de seu
paiz. Un delles, o sargento Doichot, oc-
cupa-se especialmente de desorganisar nos-
so valeroso exercito, e o governo acaba de
apoderar-ae d'uma proclamarlo que eate
furioso dirigs aos soldados, e que nada
menos era que urna chamada revolts.
Creio que todas esaas manobras falharam;
pois o nosso exercito he fiel, e o governo
asta cautelado.
O socftgo reina em Pariz.e os!socialiaaps-
tnodesanir.adissimos. O prefeito de polica
mandOQ cortar quasi todas as arvores da li-
herdade que fram plantadas profusamente
em 1848; e a gentalha deixou-as corlar
com perfeita indiflerenca. As Testasd'in-
verno silo numerosas e brilhaules. O pre-
sidente da assembla n..oiial, o Sr. Du*
pin, acaba de dar um bsi'.e magnifico : o
prifeito do Seua, que goza dos mais res-
plandecenles sales de Parisvlom, na Casa-
da-Cmara, recepces peridicas, mas a-
miudadas. Todo esse moylmento de prazer
e luxo restitua o necossario alent indus-
tria o oocommercio, que se acliam agora
no devido i e o rdito subi singularmente:
elle excede a 96 ; e esperamos vc-lo bre-
vemenle chegaraopar.
tura do parlamento. Bem que esse docu-
mento talvez ji ehegasse as nasos de Vino.
[poroutras vias, eu, quiz traduzi-lo, e en-
viar-Ih'o, a fin que a minha porresponlen-
cia seja completa.
Eia como se exprime o lord chanceller,
em nome da rainha :
Itlilords e SrsRecebemos de 1. M
a ordem de assrgarar.-vos que he com gran-
de satisfago que ella recorre de novo aos
conselhos e i coadjuvacSo do seu parla-
mento.
A morte de S. M. a rainha Adelaide
causou profunda nlllccflo a S. M. A infi-
nita raridade e as exemplarss virluJes da
defunta rairttia farSo que sua memoria sejn
sempre chara naqflo.
S. M. tem a felicidade de conservar re-
lagOes pacificas o amigaveis com as poten-
cias estranga^ras.
No corrento do ultimo anno debates de
um carcter serio rebentaram entre os go-
vernos do Austria e Russin, d'uma parte, e
da Sublime-Poita, da outra, acerca da po-
siQflu d'um numero consideravcl de pessias
que, finda a guerra civil na Hungra, so
linliam refugiado no territorio turro.
CacOea que ti-veram lugar entro
o governo turco c os governos imperiaes,
afastaram felizmente os perigos com que os
taes debates Rnliam ameacado a paz da Eu-
ropa.
Tendoosultflo recorrido a S. M., ella
uni scus esforcos aos do governo francez,
cuja meilsrjfo tambem frtra reclamada, a
lim de chegar por seus bons omcios, a um
arranjo amigavel da quesISo, o qual esti-
vesse do ramio com a dignidad* e inde-
pendencia da Porta.
S. M. abri negociarles com as poten-
cias eslrangeiras para as metidas quo so
lomam necessariss reforma das reslric-
COes, precedentemente existentes em virtu-
de do acto de navegacno.
Os governos dos Estado-Unidos da Ame-
rica e Suecia fixaram immediatamento as
medidas quo deviam assegurar aos navios
inglezes, nos portos dessas regiOes, vanta-
gens iguses s de que gozam agora seus na-
vios nos portos britanmeos.
A respeito das potencias eslrangeiras,
cujas leisde navegado ainda teem um ca-
rcter restrictivo, S. ftf. receheu quasi ge-
ralmente seguranzas quo Ihe permttem es-
perar que nosso exem.ilo dever promplis-
simamento produzir urna grande e gerai
diminuidlo Ms obstculos quo at agora
exisliam as rclacOes martimas enlre todas
as nacOos do mundo
Durante u esto e o oulono do anno
psssadn, o Reino-Unido ainda urna vez es-
teve exposto aos estragos do cholera ; mas
a Divina Providencia, cm sua misericordia,
quiz por termo aos progressos doflagello.
S. M. est convencida que onvlhor meio
de testemunhar-lhe nossa gratido consiste
em vigilantes prccau^Oes contra aspropri.os
causas do mal, c n'uma solicitudo esclare-
cida acerca da surte dos que estilo mais ex-
postos a seus ataques.
S. M., em sua ultima visita Irlanda,
licou altamente penhorada da lealdadee
adheso que Ihe manifosUram todas as
lasses deseos vassallos. Posto queosef-
feitos da caresta dos annos precedentes
ainda infelizmente molesten) esta parlo do
Reino-Unido, sfio todava metigados pela
actual abundancia e pela vulta da tranquil-
verdadelro conflicto eassajKo, se o parlameu-
to Inglez e a prudente moderacao de lord John
Russrl em pessoa nao contlvesseui a louca e
injusta empresa de lord Palinerston. Eis a que
aconteceu:
Oalmlrante Parker,commnndante das frcas
ins-lezas no Mediterrneo, apresentou-se ante
p Pyreo, (port de Athenas) e convidou inme-
diatamente o ministro dos negocios estrangei-
ros grego a ir a seu burdo, para ah inteirar-
se das queixas da Inglaterra contra o governo
do rei Othon. As quelias jazem ha 10 annos
lias pastas das chance Heras; e todos os dipl-
malas reeonbecerain que ellas sao exageradas
ou sein fundamento- Primeiramente he una
recia nai,-io de 800 mil francos por certo Judeu
Portuguez chamado Pacifico, que se liavia col-
locado sb a protecvao da Inglaterra, e cuja ca-
sa foi espoliada no meio de um motim. Esse
Judeu tinha estimado em 8,000 francos a per-
da que toBrra ; e essa estiiiiacao, escripia por
aeu proprio punho, est as mana do ministro
das financas da Grecia! He, alm disto, um
pedido de indemnisacao por um navio jonio
que se perdeu as costas da Grecia, nao se sa-
be quando. He tambem urna indemnisacao pa-
ra certos sugeitos Jonios condemnados pela
juslica grega. He emiim (e isto he apresenta-
do como a queia mais siria) a reclamaco que
faz a Inglaterra de certas libas desertas, pro-
pinquas ao Pelopnneso, e que sempre delle
formaram partes, as quaes lord Palmeraton
quer (nao se sabe porque) fazer dependentes
das illl s jo.iiai
Essas reclamacdes fram enrgicamente re-
pelilas pelo governo de Alhenas O almiran-
te Parker envioii seu ultimtum, que nao foi a-
colhido e houve lugar a ruptura. Entretan-
to ale hoje nao rebentou a guerra, e o almiran-
te liinitou-se a declarar o bloqucio dos portos
gregos. Elle applicar-sc-ha smente aos na-
vios de guerra, os quaes serio tomados c con-
fiscados pelos coi sarus.
Os ministros de Franca e Rusta em Athenas
apoiaiam enrgicamente o gabinete e o povo
grego cm sua resistencia s iniquas prctences
de lord Palmerston. Este negocio est parau-
sado j e brevemente o veremos resurgir, por
via de interpellaces, nos duus parlamentos de
Franca e Inglaterra. Nao duvido que todas as
pessoas honradas condemnem o proceder do
ministro inglez: o aclo>dualmirante Parker he
um i o Hileras-eI abuso da frca.
Suiua. Els outra complicacao europea,
anda mais grave : ha das fez-se urna coiumu-
nicacao diplomtica ao nosso ministro dos ne-
gocios estrangeiros pelos gabinetes de Vienna
e llerliin, a qual diz respeito aos negocios da
Suissa. Os grandes gabinetes allemes nao
mencionar, o quadrado doSan-Martinho, e
o baluarte deSan-Dinz,fdram theatro das
mesmas manifestacOes e das mesmas des-
ordena Emfim a autoridade superior jul-
gou necessario por termo a esses caprichos
criminosos de alguns miseraveis. O minis-
tro do interior mando afilxar por toda a
cidade urna proclamado, na qual declarava
que as arvores que flngiam defender, nem
sequr eram ameaQadas ; masque, se ellas
servissem ainda dt pretexto a desordens,
seriam immediatamente cortadas. Os anar-
chistas cirio fizeram caso deste aviso ; agru-
para m-se outra vez em torno dessas arvo-
res, ameafando a polica e obrigando os ca-
miolanles a tiraren) o chapeo a seus feti-
chei; nal esta orgia do motim nodurou
muito : nessa mesma tarde um batalhSo de
iiifo litara chegou i marcha Toreada aos si-
tios onde os perturbadores se achavam jun-
tos expelllo-os, o immediatamente alguns
sapadores derribaram as arvores. Esta
prompta e enrgica medida terminou, como
por incanto, a desoedem ; na qual, podemos
dizer, o povo n1o tomou a menor parte. Dos-
de esse momento Pars goza de perfeito
socego ; e eu pens que elle nilo ser per-
turbado, nem mesmo nesse triste anu ver-
sarlo de 24 de feverero, que vio baquear a
monarchia.
Esses tumultos fram assignalados por
um deplorav.-I, mas instructivo incidente :
um de nossos mais brilhantes generaes do
exercito em frica, o senhor Lamoricicre,
achou-se, por singular acaso, no meio do
tumulto quando este comee/iva. Elle vinha
em carruagem ; e ainda que estivesse vesti-
do a paisana, alguns perturbadores o co-
nheceram : era id insurgentes de junho de
18(8,e Vmc. nilo ignara que o general Lamo-
riciore commandou, durante esses sangui-
nolentos dias, parle das tropas, e valente-
mente conlribuio para a victoria da ordem
contra a anarohia. Por issoess^s bandidos
quizeram tomar sua desforra ellesobnga-
ram o general a apeiar-se, e o maltrataran)
indignamente. Alguns homens honrados,
que ahi se achavam voaram em seu soccor-
ro o meiteramno em urna loja cuja porto
enlupiram ; mas o perigo era ainda gravo :
os miseravois que acocaram o general iam
arrombar a porta, e o senhor l.amoricre
vio-so constrangido a fugir pelo telhado,
f&ZZ^tt3igSESZ de ;'"'"-"- casi contigua, onde
da Europa, e sirva de foco permanente sem-| lhe empteslaram um Cavallo, no qual es-
prezas da demagogia. Kcsolveram exigir do Capou.
governo helvtico serias garantas; e he are-j Este surcesso proiluzio no publico pono-
visao, em sentido conservador, da consttulfao sissima sensa e.oi : provou-nos anda que
que rege a Suissa. A noth communicada ao barbara rel nos exponamos, se a repblica
governo francez tinha por fim interessar a verme4ha Iriumphasse. O mais curioso em
Franca por urna que diz respeito ao interesse luJo st goneral Lamoricire, que
da ordem europea. Creto que defnilivamen-l u-___:.____":---- -.._.- ..... ". "
Igltittrra Ao lado do nosso parlamen-
to, que falla muito sem quasi nada fazer
de bom, acaba de reinstallar-se a tribuna
do parlamento inglez ; a rainha Victoria,
muito adiantad em sua prenhez, nilo po-
de assistir a esta ceremonia, e foi o lord
chanceller que, por ordqm sua, protiun-
eiou, em seu-nomo, o discurso da aber-
5. M. experimenta grande satisfazlo em
vosfelcitar pelos progressos o do comtner-
coe das manufacturas. Com d)Ssaborella
:yio apparecerem queixas em algumas par-
tes do reino, em nome dos proprietarios c
fizendeiros do solo. S. M. deplora que
urna porcSo de seus vassallus estejam en-
tregues penuria ; mas causa-lhe sincero
prazer o observar a felicidade que a seu
povo resulta da barsteza e abundancia dos
nveres de primeira neoessidade.
Srs. da cmara dos communs.Orde-
nou-hosS M que Ihe pozessemos ante vos
o oroainenlo deste anno : elle tem por base
a uiais estricta economa,som nada prejudi-
carobom andamento dos varios annos do
publico servico.
Milords e Srs.--De novo serBo submet-
tidas i vossa consiiteracflo varias medidas
que, no (im da ultima sessao, foi preciso
adiar pela falta de lempo. Entre as mais
importantes dessas me lidas figura a ,'quo
Um por objecto dar melhor forma ao gover-
no d*s colonias da Australia.
S. M. mandou preparar diflerentes me-
dida que lendem a melliorar a condigno da
Irlanda : oaiinconvenientes que resultaran)
das manifflelacfes populares; o defeito das
leis que regulam as relacOes enlre o proprie-
tario o fazendeiro; as imperfeices dos
actos do grande jury ; a diiniiiuicao do
numero dos eleitores paca noniear os noeni
broa do parlamento jetado isto sera, com
outras materias, subnleltido vo>sa medi-
tacllo.
S. M. vio com salisiaco que as medidas
por ella sanecionadas acerca do raelborainen-
to da salubridade publica, eslavatn eiu va de
ezecuco e tem a cerina de que, lauto na ca-
pital, como no resto do reino, vos ebegareis
mediante novos progressos a aflaslar cada vez
mais. de seus vassallus, os lligellus que efl'ec-
taui a sua sade e o bem-eslar.
te o presidente da repblica vira a concordar
com a Allemanha c a Prussia em semclhanle
questao ; mas trala-se de dar urna interpreta-
cao aos tratados de Vienna, em que a Inglater-
ra era parte contratante ; c antes depronun-
ciar-se o nosso governo quiz saber a opinio
do gabinete ingles. Reste sentido, dlrigirani-
ae inslrucces ao nosso encarregado de nego-
cios em Londres.
Ilalia, l'iemonte c Roma. A cmara dos de-
putadpsde Turini caminba deaecrdo como
governo: ella adinittio oemprestimo de qua-
tro milboes, que a ultima guerra tornou ne-
cessario, e que de ve servir para pagar-se Aus-
tria o resgate do Piemonle.
O papa contralou tambem aeu emprestiino.
He o Sr. Rotschiid que acaba de o subscrever
ho muito ambicioso, eslava entilo desavia-
do com os homens de ordem, e que pareca
disposto a inclinar-so aos vrrmellios. A li-
eoo qua delles recebeu o estriara singular-
mente a seu respeito.
Almdisso, se os anarchistas anda ten-
tarem- algum mo golpe, seja em Paris,
seja nos departamentos, alfirmo a Vmc. quo
serSo bemrecebidos. Todas as medidas a-
cham-se tomadas com a inteiligencia e vi-
elles perderSo a vasa ; pois que no campo
de nossos inimigos ninguem se ontende,
os mais violentos repellem os mais tmidos.
Em suas rouniOes fazem-se mutua guerra,
na qual os insurgentes de junho ohtm
vantagem.
negocien da Grecia.Essa questao que ac
ba de surgir era rasffo d'uma oabecada do
lord Palmerston, preocupa muito ao pu-
blico em Franca e Inglaterra. Ainda nSo
est acabada ; mas deu um passo conside-
ravel depois da minha ultima carta. A
Franca, solicitada polo governo grego. ufTei
receu ao gabinete inglez seus bons olticio-
como mediadora, e o seu offericimento fos
aceito. Debates vivissimos tveram lugar
no parlamento inglez a respeito dwsa re-
pentina ruptura com o rei Othon. lord
Aberdeen, isto he, o liomem mais compe-
tente em taes materias, censurou enrgi-
camente o que se praticou : elle at acha
asreclamacOesmui contestaves e destitui-
das de relarjSo, por causa de sua pouca gra-
vidade, com as medidas tomadas. A im-
prensa ingleza he quasi unanimo em con-
demnar lord Palmerston ; e o mais conai-
deravel dos jornaas de Londres, o rimes,
ptosegue o ministro com seus amarissimos
sarcasmos
Em Pars a opiniilo nSo he menos viva-
mente pronunciada. Interessa muito a
Franga a mantenca de ordem e paz na Gre-
cia : com esse louvavel titulo he que allan-
amos a independencia e integrdade desse
reino, e caucionamos o emprestimo que
os banqueiros Ihe fizeram : por isso a as-
seirbla nacional S9 deu pressa em pronuu-
cisr sua adheso enrgica conducta do
rei Othon. Um dos homens mala distinctos
da assembla, o Sr Piscalory, o qual W mul-
los annos ministro na Grecia, esclareceu seus
collcgas, em um discurso inuilo applaudido.
acerca das avarias que lord Palmerston e
seu diguo ministro,"Sir Edmund Lyons, sub-
jeitaram a Grecia. A cmara eslava mui rr-
tadae prompta a votar por todas as medidas ;
mas o ministro dos negocios estrangeiros apres-
sou-sc em annunciar que a nossa inediaco
fura aceita, e que um correio tlnba sido expe-
dido de Londres ao almirante Parker e ao Sr.
Wyse, residente inglez em Alhenas, para Ibes
prescrever a immediate auspenso das hostili-
dades.
Efs o p em que se acha este negocio. As ul-
timas noticias de Athenas annunciaui o sc-
questro de 70 navios de cominercio gregos, e
ao mesmo lempo a firme resolucao em que
eslo o governo e o povo de resistirn s in-
justas pretcnces da Iuglalerra.
Pruuia. El-rei Frederico Guilbermc deci-
dio-te finalmente a prestar jurameoto cons-
iiluivau que acaba de ser votada pelas cma-
ras prussiauas Em feverero be que essa ce-
remonia teve lugar na sala dos cavallelrosdo
real castello. Assistiram ella os inembros
de ambas as cmaras, toda a familia real, os
randea dignatarios do estado e oa ministros.
El-rei prsuuncou um longo discurso, no qual
se acliam expressos amargos pesares do pasca-
do e ardentes votos acerca do futuro. Depois
do real juramento os ministros e inembros das
duaa cmaras foram chamados, por seu turno,
a prestar juramento as unios de el-rei.
Ha tao forte ivpu de senluiento leligoso
as p il.ivras de Frederico Guilherme, que nao
gor de que o presidente j tem dado sulfi-Huvidamos da sincerldade de seu juramento.
cientos provas. Paramelhorcentralisar, em
caso urgente,as forras nos departamentos,
e leva-las em massa aos pontos anteaba-
dos, acaba de promulgar um decreto, o
qual reno no oeste e meio-dia um grandis-
ao nreco de 78 francos pdr 5 francos de rdito. -
Trata-ie sempre da prxima entrada do Santo- mo numero de departamentos Sb o com-
PadreemRoiua. mando de dous generaes conhecidos por
Nuda de novo e nteressaiite ha em Russia e sua energa ; o general Gemeau que com-
Ausiria. O parlamento de Erlurth deve reu- man la em Ly5o, receheu tambem um aug-
nir-seaiOdomez de marco. O rei Frederico! ment de poderes. Eu n3o fallo a Vine, do
Guilherme ainda nao pode por se de accordo i genaral Changarni
ag
O favor da Divina Providencia tem, al
jora, preservado este reluo das convulsdes
que, durante os dui ltimos annos, agitaran)
tantos estados no continente europeo. S. M.
er e espera que, combinando a llberdade com
a ordem, conservando p que he bom, e corre-
gindo o que ha defeituoso, tos conservareis o
edificio de nossas inslltul(dea coui o refugio e
o abriga de uin povo livre e feliz.
6cio..r-uz Alhenas acaba de dai-tc um
facto grayissimo, t que poderla produzir um
com suas cmaras acerca das modificares que
devem fater-se i constituico.
dem, 19 de feverero de 1850.
Os vermelhoe que nao querem deixir a
Franca em paz, prometteram-nos desorden)
para o mez de feverero, e quem sabe ? Urna
nova revoluco que, d'esla vez, revolvera
a Franca deba i xo para cima! A commis-
sBodireeloria, composta de proscriptos, re-
fugiados em Londres, tinha escripto aos
seus de Paria, recommundaodo-lhes que nfio
deixsssem passar o atiniversario da rep-
blica sem tentarem um grande golpe que
derribasse LuizNapolelo. Os concelhos dos
senhoi'i'.s Luiz Blsnc e Ledru-Kullin fram
fielmente seguidos ; mas os anarchistas a-
pressaram-se muito. Elles comecaram an-
tes da hora e dera m em secco. Eis o que se
passou:
O prefeito de polica tinha, nos primeiros
das d'esto mez, tomado urna medida asss
prudente: havia ordenado o abatimento de
todas as arvores da liberdade plantadas em
1x48, e as que haviam fenecido. Prescre-
veu igualmente se desembaracassem ag ras
das que, inda que vicosas^ embaraza van a
circulaclo dos peoes e dn/ruagens. Essas
ordensda polica estava^Jm plena via de
execuc-lo, quando ciiegaram de Londres as
instruesfies aos agentes s: sociedades se-
cretas. Klles julgaram ptima a occasiao ;
e formaram logo um motim. Homens de
cataduras sinistras, taes como apparecem
sempre que ha desordens na ra, reuniram-
se em duus pontos, no centro dos bairros
mais populosos, roda de duas arvores da
liberdade, que a polica nSoinlenlava fazer
abaler. Elles circumdaram taes arvores sb
o pretexto de as defender, vociferando mil
injurias contra o governo. A-turba dos pa-
palvos juntou-se para ver esse espectculo;
e a polica, avisada a lempo, acudi para
restabeteeer a ordem. Os pertnrbadores ti-
nham por armas machados e mar tollos : en-
tilo travou-se orna luta, na qual alguns sar-
gentos da cidade fram maltratados, eum
dos perturbadores gravemente ferido. Du-
rante tres das, os pontos, que acabo de
II F^X/FI
igarnier que tem s suasor-
dens, em Pars, mais do eni mil milita-
res, e que estendo seu mando a um raio de
mais.de 50 leguas em tomo da capital. As-
sim, em todos os pontos do territorio, a
defensa acha-se vigorosamente organisada,
e ha certeza de prompto'c completo succes-
so, caso a anarchia ouse mecher-se.
Esta medida da concentradlo nos cora-
mandos militares provocou interpellaces
na assembla. A montanba, que seria fe-
licssima seo poder executvo se deixasse
sorprender, exprobou com violencia ao go-
verno as medidas que toma para nilo ser
sorprendido. O ministro da guerra limi-
tou-se a responder s interpellaces dizen-
doque, se llio coiiyiesse descer a ra e co-
mecar a batalha, o governo e.-tava disposto
a recb-loa bem. Esta fulminante apos-
trophe enfureceu a montanha, mas a as-
sembla, em graudissima maioria, deu ra-
silo ao ministro, repellindo as interpella-
cespor 437 votos contra 183.
Os Irabalhos da assembla s leem tido
intere.-se lucal. Occuparam-se especial-
mente nesta quinzona da lei da inslrucQo
publica, a qual he mui extensa, eoceupa-
r a assembla por mais algumas semanas.
Agora o grande negocio du publico s3o as
elcices. Vmc. bem sabe que o aresto do
supremo tribunal de Vorsalhos ferio a uus
trinta representantes, cuja expuls3o foi de-
cretada pela assembla. Esses represen-
tantes foram eleitos por 16 departa atentos,
os quaes fram convocados para 16 de mar-
co proiimo. Pars tem que nomear tres
representantes, e j comecaram as reu-
nies preparatorias : ambos Os partidos
mostram zelo; pois que us resultados do
ensato pdem ter grande inilueucia na se-
guranza publica. Trala-se, quanlo a n*,
do desanimar por muilo lempo os serme-
Ihos, provsndo-lhes que Pars esta decidi-
damente contra elles. Os vermelJw* s cui-
dan em metler medo aos ciJadSos, pro-
vaudo-lhes que estSo em maioria e man-
iendo assim seu exercito de ignorantes e
imbeceis, queja cumocara a debandar-se.
Entretanto, lenbo experanfas' de que
i'ossa, pois, o rgimen constitucional dar .
imprensa algum pouco dessa grandeza e pros-
peridade que to rpidas se teem desenvolvido
depois do reinado absoluto do grande Frede-
rico !
Suitia. J falle! a Vmc. da nota dirigida
pelas cortea de Berliin e Vienna ao concelho
federal da repblica Helvtica. Esaa nota ti-
nha especialmente por fim exigir, com amear o
de intervenco armada, que ae expellisseiu da
Suissa os clu-les dos refugiados alleiuea e aus-
tracos que, desse ponto vizinho do amigo
theatro de suas l'ayaiihns, se esforcaram por
manter a miara,> na Allemanha e na llalla
para ah fazerem urna incessanto propaganda.
Segundo as ultimas noticias de Herua, os pedi-
dos da Prussia e Austria fram acolhidos. Maz-
zini, chefe dos revolucionarios italianos, rece-
beu ordem para partir e obedeceu. As mes-
mas medidas furam tomadas acerca dos outras
chefes da Insurreico que haviam abusado da
hospitalidade helvtica.
Roma. Anda se annuncia para os primei-
ros dias da quaresma a entrada do papa em
Roma. Esta noticia tem sido lantis vezes da-
da e desmentida, que nao me responsabeliso
por ella. :r
Biogrtphia. Nao nosso deixar de fallar a
Vmc. cere* de um livro que muita voga vai
lendo em Pars, bem que seu autor seja pouco
oonhecido. Tem por Ululo 0$ onipiradorn
e o nome de quein o escreveu be C lense,
aotigo sapa teiro ; mas que se condecora com o
appellido de ex-capilSit dea guardat do cidadio
Cmiidiere. Kssa obra fornece, reveUcea cu-
rlosisslmas acerca da parte que, ha 18 annos,
as sociedades secretas tem tomado em todos o*
acontecimentos que hourerain lugar. Nada
ha tao vergonhoso para a Franca como essas
revelafOes, pois nos provaiu termo-nos posto
ein Franca a discrico dos mais deiambidos e
immoraes individuos. Esse t-auaaidiere, que
fui prefeito da policia, e que fazla tremer os
colad.ms, he um bumem de sacco e corda; que
gastava os diaa a einbebedar-se e as noltes a
coser a vinbaca. Chenco, que asaazo coubece,
partlcularisa as oojenu scena* que se passs-
vam na prefeitura, e a* quaes Caussidlere pre-
sidia; era um orgia continua. Publicacao tal
he t-xcrlleute, pois nos da a coabecer nossos
eternos adversarios : ella dar coragem a to-
dos os homens honrado*, os quaes se indigna-
ro de se haverera entregue* de pese mo*
atados, a seuielhantes bandidos.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
' l'ERNAMBUCO.
J.ibta, 28 de Janeiro sis 1850.
A resposta ao discurso da cora na cma-
ra dos deputados teve o mesmo xito que
na dos pares,isto be, foi approvada cog
rejeieau das emendas offerecidas pela u-
noria.
O deputado que mais hoslilisou o conde
do T homar foi Carlos Bento da Silva, antigo


-^
!*>!

redactor do Diario do Governo. Tendo al-
ludido, anda que com muita gravididee
dissmulaeflo. saecusages de peita que os
iornaes haviam feilo ao presidente do con-
reino, sii aullando que elle se nSo livesse
i nal lirado nos trihunaes.mas sim appellado
paira a cmara, onde cncava com a maio-
ria, deu isto motivo ou pretexto a que o de-
putado Silva Cabral (izesse una proposta,
para que Cors convidado o mesmo deputa-
do Carlos liento a fazer a accusacSu formal'
do ministro, pelos deliciosa que se linlia
i efer lo no seu discurso.
Esta proposta fui milito applaudida pela
comnra, p,en I raudo em discussBo, depois de
porfiado debate, em que o deputedo Carlos
lenlo declarou que nao fazia a accusagflo
por nfio ler as provas necessarias para sso.
seresolveu sb proposta dodeputado Jos
liara Eugenio, caixa geral do contralo do
tabaco, que se nSo fallasse mais neste ob-
j'Cto, vista da falla de provas que se ti-
nlia allegado para nflo podr liaver aecusa-
1.00 formal.
Assim lerminou esta famosa qveslSo do
calieh, que tanto deu que fazer iinprensa
peridica, e nflo poucos desgoslos a todos
os amigos do conde de Thomar.
Anda ha quem espere pelo resultado
da querella intentada contra o Uorning-
Post, que tambero versa sobre este assump-
tr ; mas todos dizem que o jornal inglez
te .11 menos provas do que os adversarios do
conde em Portugal. E todava a Aerofucdo
c ouiros peridicos de Lisboa e Porto insis-
ten! em que r.os tribunaes apresentariam
boas i('.-1111111 nhas que demonstraran! a
existencia da peita. Uuvi lo, porro, que pc-
dessem conseguir a prova plena que em
juizo se requer para taes casos.
Vio-se, portanto, que o ministerio tem
una poderosa maioria na cmara dosdepu-
tados, e na dos pares a que he bastante para
o sustentar.
O barflo de Ourcm declarou-se contra o
governo, mas nflo pode conseguir, nam
entre os militares depulados, engrosara
oppnsigo, aptzar dos esforgos quo para
isso fez.
A situagflo, pois, ou antes a permanencia
do conde de Thomar parece que ainJa pro-
mette mtis durarlo do que mullos sup-
pem.
O Estandarte (em modificado as hostili-
dades contra o ministerio ; porcm aggiede
cada vez mais o ministro da fazenda, Avila,
pelo que se suppOe que nflo o conservaran
se acaso houveralguma recomposigflo mi-
nisterial.
dem, 6 de fevenir o.
A opposicflo aprovetou-se agora de oulra
rircumslancia asss ^ i -. v. para renovar os
seus ataqurs contra o conde do Thomar. O
Morving-Post, chrgatlo i elo ultimo paquete,
traz o aulo de jurameutuaque o conde pres-
tou para poder seguir a querella que deu
em Londres contra aquella jornal. Neste
aulo se contesta a iii.inunc.ai, que o l'ost
fez, da rainha ser indiscretamente afTei-
coida ao conde de Thomar a Os jornaes
aecusaram o conde da leviandade ou mali-
cia, de ler involvjdo o neme da soberana
ii 'o ma cansa em que s elle se deven defen-
der, e nflo tocar om um poni tflo melin-
droso, porque o devis reputar iseto de
toda a suspeigflo de verdaile.
O conde de Lavradio inlerpellou o conde
na cmara dos pares, perguntando-lheso
era verdado ter elle assignado um docu-
mento em que o nome do chefe do estado
era levado temerariamente per*nte os tri-
bunaes inglezes. O conde pedio o jornal
.mu un' ul documentse linlta publrado,
e declarou que respondera na sessflo de
tercu-f ira, 4 do crrente. Ne-te da propoa
,i ramia se julg8va conveniente bnr-se
una riiscussflo a semclhanle respeit. Hnu-
ve sobro esta indcagflo utn acalorado deba-
te, a ponto de que, tendo o conde de Tho-
n.ar sollado algunas exp'esses vehemen-
tes e inconsideradas contra a opposigflo, as
galeras deram-lhe urna paleada, alguna
I ares o chamaran) ordem e o olirigaram a
explicaras phrasesde que nielhapiiorica-
li.' nte se liolui serviilo.
Em resultado, n cmara resolveu p la pc-
quena niairia de 5 votos, que nflo conscnla
na hMerpeHacflo, O conde de Lavradio fez
entilo oulra mogflo, para que a cmara ata-
fesiasse o f.'iilimiMilo que tinlia de ver
consignado, com irreverencia, o nome da
sagrada o virtuosa pessoa do chefe do esta-
do n'um documento oflerccido nos tiiltu-
naes Inglezes. Na segunda leilura que hoje
tove esta niogflo repelio-so o debato de
lionlcm, sendo rejeitada tamltem; e o con-
de de Lavradio, pedindo a palavra para ex-
plicages, dirigi to acres censuras ao
conUe de Thomar, que a sessflo lerminou
litmulluosau ente entre gritos de ordem !
ordem e toques da campaiuha da presi-
dencia.
Moje dizla-se quasi oirialmente que a
r.niili linlta exuneado o duque de Saida-
nha do cargo que exercia de mordomo-
tiii'ir da casa real, o que lem causado grande
sensacfio entre os carlistas moderados.
I'alla-se na demissflo c remogfo de varias
autoridades militares. Parece liaver inten-
gflo de tomar todas as providencias de ri-
;i.r, o que o Estandarte aconsellta todos os
das. A nova Ici sobre os delitos da i.-n-
I rensa assim no-lo faz cu r. Desta lei, cil-
las disiosiges principaes sflo monstruo-
sas, llie rallarei na seguiule com mais indi-
viduarlo.
O duque de Palinella contina doente em
casa, porisso nflo tem ido i cmara.
destns declarages, o advogado do conde de
Thomar concordou em que se dsse o pro-
cesso por lindo, visto que se nBo insista as
increpados feitas ao seu consttuinte, pa-
gando o proprietario do jornal as costas e
n ida mais. Alguna que sn dizem fabedon s
les prticas do foro inglez suppOem que
este resultado, de certo pouco satisfactorio
para o conde, anda assim, foi devido a es-
tipulares que se fi/.eram antes da discussflo
da causa. Est, pois, Anda esta quesillo, e a
Ir do caleche vai passando.
Agora o pomo da discordia he o projeclo
de le contra os abusos da liberdade deim-
prensa,presentado pelo governo. A actual
legislarlo sobre oslo assumpto necessitava
bem de ser revista e alterada, mas o projee
to conten taes disposiges, que a propria
commissfo tirada da maioria da cmara dos
depulado<, encarregada de dar o seu pare-
cer sobre elle, so nega a approva-lo como
quer o ministerio.
As principaes prescrpees do projecto
silo abolir o jury as causas dos delictos
da imprensa, osquaes serdojulgados por
um tribunal especial, composto do dous ju-
zes do crme, dous do civel e o do com mer-
ejo ascmaras, lano dos pares cmodos
depulados, julgam os processos que Ihes
disserera respeilo; as multas sflo de ris
500,000 at 1:000,000 rs, e prisflo de seis
mezes at dous anuos ;-o deposito ou cau-
co o para se publicar qualquer jornal poli ico
he de 12:000,000 rs. em litlos comvenci-
menln do juro, ou 4:000,000 is. em moda
metallca ;e no ultimo artigo se diz que os
processos pendentes serflo julgados por esta
nova lei I Alm deslas, lem nutras disposi-
ges monstruosas, princpalmenlen'um paiz
ondeos escriptores sflo tilo desfavorecidos
dos bens da fortuna; o as repetidas suspen-
ses que esta lei subjeta osjornaes, bas-
lav.tut para os matar a lodos.
Os principaes jornalistas e quas todos os
escriptores pblicos, mesmo os quo hoje
nflo estilo na poltica militante, taes como,
Alejandre llereulano, Almcida Carrett, etc.
etc., assiguaram um pioteslo contra a in-
( nsi ituciom lidiiilr desle projecto, visto
que ataca o ai t 145 da carta que dizo nflo
haver foro privilegiado, nem commissOea
especiaes as causas civeis ou crimes > e
sentenciado senflo
mantee a ordem, quo parece se t chava amca-
c ida. Ignoram-se todas as particulidades
relativas a esta alarma. Smente se afrma
que todos os militares que se nflo acnavam
em collocacflo elTecliva no ejercito haviam
rrcebdo ordem de sahir de Madrid e de sitas
vi / pilancas. Como qu-r que isto tenha si-
do,ha todas as probabilidades de que o par-
tido progressista hespanhol nSo consegui-
r, ao menos tflo cedo, supplaniar o parti-
do moderado, cuja frente se acha o duque
de Valencia l Narvaez).
O que nflo admilte duvida he que lem
hvido movtmentode tropasna drecgflo das
i'ronti'iras de Portugal; e, fundados nisso,
os peridicos de Lisboa e Porto fallan, sem
ate agora seren contiadictos, eru quese vai
formar um exeroito de obitreacao hespanhol,
destinado a conler em respeit os progres-
sistas porlugue/.es que tentaren] urna su-
bicvagflo. *^d
sur
DIARIO DE P8BS.HBC.
KXCIH, } DK ABBIZ. DX t.
Falleceue foi sepultado hoje o Sr. com-
mendador Caudino Agostinho de Barros.
S. S. era um dos mais acreditados nego-
ciantes desta praca, a mantinha relaeoes
com as mais importantes casas coinnier-
ciaes do Rrasl e da Europa.
Ilomem generoso, prestavel e de manei-
ras ni ii 11 ii urbanas, o Sr. Caudino deixou
saudosos a todos quautos liveram occasio
docommunica-lo.
A trra Ihe seja leve.
O vapor San-Sfiai/ido, chegado hoje dos
portos do norte, trouxe-nos jornaes do
Para at 14 de margo ultimo, do Maranhflo
at 19, do Cear at 21 a da Parahiba at
28 ; bem como cartas do Rio-Grande do nor-
te, as mais modernas das quaes foram es-
criptas a 25 do mez citado.
Para ficara tranquillo, e ha toda a rasSo
para crer que assim continuar, apezar da
malignidade, altamente criminosa, com
que algunsdescontentes buscam derramar
por entre a populacflo doutrinas subversi-
vas da ordem publica em um peridico
que ninguem sera sentenciado senao em
virtude de lei anterior. Parece que vista
deslas manirestaeflesa commissflo rrslabe-l<>u. deran! '""'''
lecer o jury uestes processos, com certas
ItabilitacAes e senso,tirando oefTcito re-
roacltvo queo projeclo propOe
0 E'tandarle tem guardado reserva a res-
peit desta proposta ministerial, quese at-
trbueaser feta pelo concrlheiro Rebello
Cabral, irmflo do conde de Thomar, e presi-
dente da cantara dos depulados.
Depois deste assumplo, o que tem causa-
do ii ais srns.ic.ao aos callistas modorados
be a demisso que a rainha deu ao duque
de Sahlanha do cargo de mordomo-mr,
por insinuacOes do conde de Thomar. E
ltimamente o duque, para nflo concorrer
com o conde, a quem nflo pode ver, pedio a
demissflo de concelheiro de estado, que Ihe
foi dada logo. Estes cargos, que sflo vita-
licios e da primeira categora poltica, fa-
zem que lacs dewssoes sejam rarissimas,
anda mesmu pedidas; mas o conde mostra-
se disp' sto a empregar todos os nieios pa
c inseivar o poder, e por sso acreditamos o
boato que so lem espalhado da remoeflo e
demissflo de varias auloiidades superiores
da i ai rialula ir do marechal Sal ihitha.
Desta situacao resulta qup, sendo o mi-
nisterio coinposto de pi'ssoas sem significa-
c.'io. excepto o conde de I homar, o vendo
o partido carlista moderado, isto he, lodos
os influentes que fram excluidos dsele
(Oes de 1847, que elle est exercendo urna,
influencia absoluta nos negocios publicos,
e que retardar a promulgado da nova le
de cleires, traiaui de u f'Z'T sabir do mi-
nisterio, para eslabelecermn um systema
mais conciliador o que possa encadear ou
sustar as tendencias do partido exaltado.
Estas sflo as ideias do duque de Saldanh', e
com as quaes vai fazendo minios prosrly-
tns. Minios dos que figuraram na revolu-
cflo de maio de 1846 estilo hoje accordes n>-s-
le poni,nflo s porque vi rain quflo fatal Ibes
foi o predominio da febre, ou como elles
mesmos Ihe chamam, da patulea, mas tam-
bero vista do que se tem passado em Fran-
ca
ile, ois de proclamada a repblica.
O conde de Thomar percbe isto perfecta-
mente, o por indceles tiradas do queou-
vimos dizer aos seus ntimos, parece que
elle com premedita(iio fe/, a proposla de lei
sobre a libertado de imprensa pelo modo
porque esl concebida, afim de que, nflo
sendo completamente adoptada pelas cor-
tes, declare que sem ella 'nflouuer co'nti-
nu> r no podr, e entilo relire-se para a sua
ombaxada.
Pouco lempo falla para que vejamos co-
mo se resolve esta especie de crise.
K-lflose cscreveinio vai os pamplileloi
contra o ; rojecto de lei da liberdade de im-
prensa. J sabio um .escripto virulentamen-
te por 1. M. do Casal Itibeiro. Fezpouca im-
piessflo, porque o assumpto nflo est bem
tratado,
O conde de Paraly, D. Joflo, sempre se re-
solvcu a requerer a sua cadeira na cmara
dos pares. A admissflo foi-lhe contestada
pela rasflo de que os seus bens eram situa-
dos cm reino cstrangeiro. e a lei exige que
os pares paguem de coniihuic/irs, pelo me-
nos, 160,000 rs. para o thesouro publico A
pretexto da que tambem aqu possue po
priedade rendosa da heranga de seus pas,
A tranquillldade publica nflo lem sido'foi admittido, mas por muito poucos votos
lia, porcm, quem receiealgum de maioria. Vola com a opposifflo mode-
0 duque da Terceira ; rada.
Aqu chegaram e estilo hospedados no Pa-
to das NecessidadcS o prncipe de Joinville,
sua esposa a princeza hrasileira I). Fran-
cisca s dous filhos. Ilontcm fram com a
rainha, el-rei e os infantes passar alguns
das ao palacio de Cintra, e de la ao con-
venio de Mafra. Os subditos brasileros
loem ido cumprimentar a princeza, que os
recebo com muito bom acolhiinento. Diz-
movmento militar.
nflo aceitou o enmurando das ai mas de Lis-
boa, que Ihe foi ofTerecido. .
dem, 18 de fevereiro.
O resultado da querella, dada pelo conde
de Thomar contra o jornal inglez Norning
Volt, abona inteiramenle as considerares
que na minha anterior fiz a V. a respeit
da impossibilidade de exhibir provas que,
em juizo justifiquen! as accusacOes feitas ao se <|ue alguns mais poderosos tencionam fa-
conde. zer-lhe um presente.
Este nolavcl processo lerminou de um Os boatos que de vezem quando se espa-
modo muito singular. Opropiietarioe ns- Iham de tentativas revolucionarias nflo
ponsavel do jornal apresontou-se no tribu- toem nenhum fundamento. Hoje nflo ha re-
nal, e declarou que o artigo aecusado linha ceio de que viuguo nenhuma tentativa de-
sido publicado sem o seu consentimento ;'moeratica em Portugal,
que noaliancava nem negava o seu con-| Acaba dechegar ao governo participadlo
tedo, poique nflo linha os necessarios ele- lelegraphica de que nos dous ltimos das
inentos para o azer ; que Ihe repugnavam de entrudo o general Narvaez (actual presi-
semelhanles correspondencias, sobreludo dente do concelhoem Madrid ) nzera reunir
quando ee referame pessoasdo caractercm armas toda a guarnidlo daquella capi-
tasque involviaao artigo aecusado.A'vista i tal, e tomara todas as providencias paral
Maranhflogozava de paz.
Conquanto essa provincia anda esteja
sentada febre amarella, todava a presi-
dencia tomava todas as medidas de pre-
caueflo contra ella, r.a inteneflo sem duvi-
da de debellar o susto de quo se deixaram
apossar os Maranhenses depois das noti-
cias que acerca de semelhante peste Ibes f-
ram levadas pelo vapor quo ltimamente
para all parti, procedente dos nonos do
sul.
Segundo o Observador, a opposigflo mi-
ranhense falsilicra, nflo s as actas das
eleices municipaes que se proceder em
Itrejo, Itapicur, etc., mas tambem sdas
que houveram lugar em Tutoia e Muriliba.
0 collega, poru, acredita que o governo
nroviucial lulas r, quanlo a estas, menos
justiceiro do que foi a respeilo das oulras ;
sto he, er que os falsificadores serflo an-
da unta vez condemnados a perder seu tra-
badlo.
De I a 15 do passado, o thesouro publico
provincial maranhense arncadra ris
5655,412
A 15 de marco o cambio regulava, na pra-
i;a de San-Luiz, a 29 1/2 d. por 1,000 rs.
Em Cear nada occorrra de extraordina-
rio quanto a seguranca publict ; mas con-
tiniiava a lula entre os governistas, aqual
cada vez a toman lo mai calor
J emillimos nosso juizo a respeilo, e
por sso nos limitaremos agora a fazer vo-
tos para que cesse inteiramenle ess i anoma-
la, de que pode provir aquella provincia
males muilissimos graves.
Rio-l'.rando aciiava-se em estado regu-
lar: toda a gente sensata tinha conviceflo
de que o ex-presideute suecumbra com
eiTeito a um ataquedenpoplexia fulminn-
te ; e aquelles que, smente para crearem
embaracos administraeflo do Sr. Joflo
Carlos Wanderley, inventaram que amorte
do l)r. Araujo iN'eves fra consequencla de
envenenamenlo, nada lucraram com sso,
o vi> Exc vai governando de modo a merecer o
apoioda maioria da provincia.
Parahiba ia ficar inteiramenle livre dos
grupos de facciosos que anda nfestavam
algumas das respectivas mattas : ao menos
assim pensa'a quem ler o seguinte trecho
de um artigo da Ordem, publicado em o nu-
mero de 21 do passado :
a Os restos dos facciosos, que acompa-
nhavam os celebres caudilhos Ponteiro e
Antonio Joaquim, teem sido acossados nos
mallos onde se fram homisiar por peque-
as partidas dos respectivos delegados, que
os nflo deixam parar. Nilo curam ma'isde
resistencia e limllam-se a fugir para oulros
lugares. Um pequeo grupo, que existe
entre os termos de Arria o Bananeiraa, mul-
lo breve sei disperso pelo subdelegado da-
quelle lugar, e cntflo daremos circumstan-
ciada conta das occorrencias que tiverem
havido.
A grata esperanca que os collegas ah ma-
nifeslam, e da qual tambem nos participa-
mos, como que he justificada pelo quese
10 no seguinle Foit-criplum ao numero ci-
lado ;
Tivemos noticias, inda que nflo bem
verificadas, de que o grupo de facciosos
que cima dissemos estar entre Areia e Ba-
naneiras, acossado pelo subdelegado, fug-
ra deixando toda a bagagem e dous morios.
Por engao de ujjt dos guias nflo foi preso
Joaquim dos Santo o celebrrima hi/ena.
Em outro numero daremos mais ci.ci.uis-
lanciadas noticias.
A 17 de marco encanara a assembla pro-
vincial par.hibanu sua sessflo extraordina-
ria, depois do ter elevado a frca policial a
200 pracas, ou a 250 em caso de necessida-
de, edepois de liaver consignado urna quo-
ta pura quarlel dessa frca, bem como a
quanlia de 2:500,000 rs. para o principio de
um cemilerio publico.
Quanto as lebres, eisoque refere o pe-
ridico queja nos repollamos :
As rehres continan!, e vaoceifando al-
gumas victimas, anda que em pequeo nu-
mero : na mor parte dos casos os sympto-
mas sflo brandos ; porcm em algunsieui-se
pronunciado com carcter assustador. Ja
grasas om alguns oulros lugares da piovin-
cia.
O brigue portuguez Conceicio-de-Maria,
chegado a 30 de marco a este porto, proce-
dente do do Lisbda, trouxe-nos as tres car-
tas que o nosso correspondente naquella
corte nos escrevra de 28 de Janeiro a 18 de
fevereiro prximos lindos, o que inserimos
sb a rubrica competente.
Pelo patacho francez Eclipse e pelas bar-
cas inglozas Witliam-Runell e Stvord/ish,
Cliegados ltimamente, aquella do. Havre o
estas de Liverpool, recebemos com asduas
arlas do nosso correspondente do Paria
que cima ficam eslampad*, varios nme-
ros do Jourutiido Havrt o do 7'i'mei, os pri-
mearos datados de 1 a 18 de fevereiro, e os
ltimos, do 16 de fevereiro a 2 de merco
prximo passado.
Os acontecimeolos mais importantes que
.liveram lugar no velho muodo depois das
ultimas noticias que de ii publicamos,
constam das duas cartas, cuja recepeflo ci-
ma aocusmos ; todava para maiorconhe-
cimento de nossos leitores vamos sccres-
centar mal alguma cousa ao que ellas
contm.
Inglaterra, India e China. g|
Nada de extraordinario Uvera lugar no
priuteiro destes paizes, cujo parlamento
continua regularmente em leus trabadlos,
todo applicado a promover felicidtde pu-
blica ; mas se ai embargo disso, o actual
gabinete principalmente em sua poltica
exterior, nflo en-contra nelle um apoio
unnime.
Na casa dos communs duzentos e cincu-
enta representantes fazem-lhe vigorosa op-
pi sieflo debaixo da direceflo de Mr. Dismeli.
Na Irlanda reinava alguma agiiscflo, e
corra queo lugar de vice-rei daquella iiha
(scrsupprimido.
Em Londres os coniolt ficarama 95 1|8 ;
os'fundos brasileros a 89 l|2, osquatro
por cento portuguezes de 32 a 32 1(2.
A India e a China licaram tranquillas,
as difTereiiQs entre as autoridades china-
zas e portuguezas, pareciam prximas de
seren ajustadas. Comeffeito, posto que
a cabeca e mflos do infeliz governador de
Makau anda se achem em poder dos pri-
meiros, todava os ltimos ja linham posto
em liberdade os tres Chins que fizeram pri-
sioneiros depois do assassinato do mesmo,
o que era considerado como preludio de
urna melhor inlelligencia entre as referi-
das auloiidades.
Portugal e Hespanha.
Ambos estes paizes conservam-se em paz,
e rom quanto no primeiro a opposlcflo ao
actual ministerio seja mu grande, todava
cr-seque a ordem publica nflo ser per-
turbada.
O duque da Terceira recusou o comman-
doda primeira divisflo militar, para o qual
o nomera o governo, desejoso de tir-lo ao
viscoudc da Fonte-Nova, que, nflo obstan-
te serum dos pares novos e residir em Lis-
boa, nflo quiz comparecer na cmara alta
paradaro seu voto as rcenles q estes
relativas pessoa do conde de Thomar.
Sua Exc. rejetou tambem o lugardeca-
marista-mr, do qual fra recentemente
demiltido o duque deSaldanha.
Este ultimo ficara 18o indignado por esta
demissflo contra o conde de Thomar, que
parece disposto a renunciar tudo quanlo
possa p-lo era contacto com o meamo, ou
com aquelles que oapoiam. Com efTeilo S.
Exc. ja tinha dado a sua demiaaflo do car-
go de concelheiro de estado, e eslava al
inclinado a renunciar tambem o sou lugar
na cmara dos pares, se sto fosse apresen-
lado como um impedimento para nflo po-
der ser julgado por um concedi de guer-
ra, como requei era, vista das rasos em
que se fundara o governo para demitti-lo
do posto de camarista-mor que oceupava.
O principe e a princeza do Joinville ti-
nham chegado a Lisboa, e no da 7 de feve-
reiro fram comprimentados por todo o
corpo diplomtico all residente, inclusive
o proprio ministro da Franca, Mr. Uarrot, o
qual, assim obrando, couforiiira-se com
as ordens que havi lecebidodo presiden-
te da repblica.
No da 18 do mesmo mez o re e a rainha
de Portugal acompaoliaram o principe e a
princeza a Mafra e Cintra, onde elles ten-
cionam demorar-so por espago de dez das
No rime de 21 de levereiro achmos o
seguinte artigo a respeilo da Hespanha :
No da 13 do correte o r. Castalio, pri-
meiro medico da rainha, annunciou ofll-
cialmeiite ao niordomo do pago, o duque de
llijar, lauto em seu nome, como no de seus
collegas, e da maneira a mais cathegorica
e positiva, quo a raiuha Isabel tinha entra-
do no seu quinto mez. O duquo deu-se
pressa em levar esta noticia ao primeiro
ministro, quo inmediatamente convocou
um concedi do gabinete, no qual se deci-
di que as duas cmaras fossem convoca-
das un diasngiiinle, para receberem a coni-
municacflo do bolletim dos mdicos oV S.
Mageslade.
Pelas duas horas da tarde deste di os
ministros apresentaram-se primeramente
ao senado, e depois cmara dos depula-
dos. O presidente do concibo leu em cada
urna das cmaras a noliticacflo oflictal, a
qual produzioomaior eajtnusiasmo e pro-
vocou repetidos gritos de Viva a rainha
As duas cunaras nomearam depois de-
pulacoes, as quaes enearregarain de rem
ao pago felicitar Suas Magestades por tflo
reliz acontecimento. Os senadores e depu-
lados manifestaran! O dusejo de acompa-
nliara depulagflo, levando a frente os seus
respectivos presidentes. Esta noticia que
se espalhuu como um relmpago por toda
cidade de Madrid, excitou urna satisfagao
geral. *
O governo ordenou logo, por meio de um
decreto, que se llzessem oragOes pelo feliz
parlo du lanilla, aqual, alciu das congra-
Inlagoes das cortes, weebeii lambem a oon-
gratulago do corpo diplomtico, presidi-
do pelo nuncio do papa.
Esperava-se brevemente em Madrid o in-
fante II. Francisco de Paula, pal do re, e
ja eslavam sendo preparados para elle va-
rios quarlos no palacio da Sau-Joflo. Eram
tambem esperados iiaqueila cidade o du-
que e a duqueza do MontpMser, os quaes
com todos os oulros membros da familia
realdeviaai assistir ao parlo da raiuha.
O re inaiiifaslava a maior salisfagflo.
Eis-aqui a falla que o nuncio do papa di-
rigi rainha amonme do corpo diplo-
mtico eslrangeiro, e a resposta que a mes-
ma Ihe deu ;
er ndihVente ao corpo diplomatco es.
trangeiro, tilo bem recebdo por Vossi Ma-
geslade e seu governo. Dgne-se, portan-
to, Yossa Magestade e seu augusto esposo
de aceitar as oinceras congratulages que o
corpo diplomtico eslrangeiro se appressa
de dingir-lhes por tflo venturoso motivo,
como lambem o ardenle desejo que o ani-
ma, de que as esperancas bem fundadas de
vossas Magestades e da Hespanha sejam oo-
roadas de feliz succasso. Estes senlimen-
os, benhora, que sintio maior prazer em
trazer a presenga de Vossa Magestade em o
nome do corpo diplom.iico eslrangeiro,
sflo 8o sinceros a cerdeis quanto calorosa
L ii! -V amls"ie 1u >'g a Hespanha
sen qUe lea,osanonr* d ">pre-
Por minha parte, Senhora, como raore-
sentante do chefe supremo da igreja, folito
de poder assegurar a Vossa Magesta de que
o soberano pontifice.o qual tem um especial
mterease na felicidade da familia real da
Hespanha, ha de receber com viva satisfa-
gao esta feliz noticia, e se unir com todos
ts Hespshhoes para pedir Divina Provi-
dencia derrame sobre Vossas Magestades e
sobre (esta nagflo eminentemente catholica
seus f >vores e bengflos celrstiaes.
Resposla da rainha :
Em o momento em que a Divina Pro-
videncia te mostra propicia para coroar os
meus desejos e os de meu povo, dando ao
Ihrono e s instituigfles da Hespanha urna
garanta ad Jiconal de estabelidade e con-
lianga, he para mim, Penhor. um novo mo-
tivo de profunda satisfagflo ver que tim-
bem comparlilhais senlimentos ISo gratos
ao meu coragflo. Recebo por conseguinle
com estima e gratidflo as congratulages
sinceras do corpo diplomtico, e confio
que, se a Providencia, accedendo minha
ardenle supplica, coroar as doces esperan-
gas que neste momento me animam, um tal
feliz successo contribuir eflicasmente para
consolidar os lagos de estreita antizade que
ligam a Hespanha s iiaces que tflo digna-
mente representis. Smto tambem espe-
cial sslisfagflo em recebera expressflo de in-
leresse e sympalhia pela minha pessoa e
pela minha real familia, que o representan-
te do chefe supremo da igreja me dirige
em nome do mesmo, e espero firmemente
que o soberano pontfice unir suas orages
i do meu povo catholico para obter da
Divina Providencia o favor do qual ospera-
mos tirar tanta felicidade.
Senhora. o feliz successo que enche de
alegra a nubre nagflo liespinuola nflo pode
Franca.
0 dia 24 de fevereiro, aniversario da
pruclainagflo da repblica, passara-se em
Pars, Leflo, e na outras cidadesda Franca,
sem nonhuma alteragflo da ordem publica.
O ministro do interior, com o intuito de
regular as ceremonias que noste dia deve-
nam ter lugar, dirigi aos prefeitos de po-
lica a seguinte circular datada de 13 do
mesmo mez: .
Sr. Prefeito, o anniversario de 24 de fe-
vereiro he consagrado pela lei. Nos nflo
podemos melhor celcbra-lo do que convi-
dan lo o povo a igreja para orar pelas
almas daquolles que morreram no conflicto,
e invocar as bengflos de 1) -os sobre os des-
linos de Franga. V. S se entender com a
autoridades religiosas e militares cere i da
ceremonia conunemoralivs, que, como a
do auno passado, dever consislir em um
funeral, depois do qdal um Te-Dmm ser
cantado. A guarda nacional e o exercilo
serflo representados por deputagdes. V. S.
dever assistir pessoa I mente e couvidar os
differeiites funecionarios publicos
O povo francez acha-so inteiramenle oc-
cupado com s prximas eleigoes.
O governo linha resolv .lo reforgar com
30,000 bomens o exercilo de observagflo as
fronleiFas orientaos, em consequencia, di-
zem, das noticias que recebera da Prussia.
O correspondente do Times, porem. tra-
tando desle negocio escreve de Pars o se-
guinte, com dala de 26 de fevereiro :
Um paragrapho publcalo no Napolen
de domingo o que appareceu no r/"mf de
segunda-feira, relativo ao reforgo da guar-
oigflo das fronleiraa orientaes em conse-
quencia de ter a Prussia enllocado o seu
exercilo oo p de guerra, tem dado occa-
siflo a algum susto, porque o pnvo aqui re-
caa quo a questflo suisss dar lugar breve-
mente a hostilidades declaradas. Este sus-
to fra augmentado pela noticia datero
ministro prussiano dexido a Suissa em
consequencia da circular ofiicial dirigida
pelo concelho federal aos governos dos
cantees. Os especuladoresaproveilaram es-
tas circunstancias para estonJerem o alar-
ma, e bonteai pela tarJe circulou na praga
do commercio o boato de qu os Prussianos
tinham j entrado no territorio su isso To-
dava sei de boa autoridade que ha muita
exageragflolanto nos boatos espalhados.co-
mo no recciado prximas hostilidades He
verdade qu refbrgos teem sido mandados
para a frontaira oriental da Franga, porra
mais como urna medida do piecaugflo ne-
cessaria, pois o perigo de urna tentativa de
insurregflo da parte dos refugiados anda
nflo se acha inteiramenle desvanecido, do
que como urna anticipagflo de hostilidades
inmediatas.
Creo poder tamben declarar-lhe
quaes sflo actualmente as intencoes do go-
verno francoz, no caso de que a Prussia.
por meio de nma nlervenqflo armada, ten-
te obrigar a Suissa a satisfazer as suas exi-
gencias. Em um concelho de gabinole que
levo lugar, ha dous dias, deridio-se que as
medidas lomadas pelo governo federal da
Suissa, e a disposigflo manifestada por al-
guns dos cantes de respeitar o dreito n-
lernacional.ede, ou expedir do territorio
suisso, ou remover para longe das frontei-
ras aquelles dos refugiados que from
considerados perigosos a tranquilidade dos
estados viainhos, era ludo quanto rasoavol-
menie se poda esperar de um governo in-
aepeiidente. Posso lambem accrescentar
que se diz que esta opimflo coincide com a
que fra expressada pelo presidente da re-
publica sobre o mesmo objocto.
Se o governo suisso tiresse mostrado
urna falta de respeilo decidida s justas ro-
clamagOes das potencias, a Franga leria ti-
no, lano co no a Prussia e a Austria, um
dtretio de providenciar contra as conse-
quencias de tai pulilica, porquanto a trao-
quillidadedesuasproprias provincias nflo
seria menos ameagada; mas o governo
francez pensa que o concelho federal lem
feto ludo o quo esta ao seu alcance, e
creo que nflo lem neuhuma intengflo de ir
tao lofjfe como a Prussia, a qual pede ga-
Mi mi Ann


rantias para o fuluro. Estou curto que ello
nSo vera com indifferenct ou sem nlerfo-
renca quaesquer medidas ulteriora toma-
das por esta potencia. Comtudo, nflo obs-
tante a agglomeraclo de frcas na
fronteir.i oriental e a partida do ministro
prussinode Berne, as pessoas liem infor-
madas sao de opiniSo que tanto a questSo
dos refugiados suissos, como a do Noufeha-
tel serflo provavelmente reguladas sem
que seja necessario fazer-se urna appella-
cSos armas, e que Htn disso a conducta
do goTerno francez na primeira destas
quesiOes lem sido caracterisada pela pru-
dencia e bom senso.
No publico o susto quo fra hontem
expressado, acha-se hoje bastantemente
diminuido.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 30.... 16:401,395
Deuarreaam hoje 2.
Barca americana Conrad farinha e bola-
chinha.
Calera ingleza Seraphina mercadorias.
Patacho francez Eclipse idem.
Brigueaustraco Cond-Artig farinha.
Barca ingleza -- Jann-Gondie bacalho.
Escuna bratileira Mara-Firmina fa-
rinha.
Patacho nacional osepkina idem.
CONSULADO CERAL.
Rendimento do dia 30.....1:442,114
Diversas provincias...... 228,753
1:670,867
EXPOUTACAO.
Despachoi martimos no dia 30.
Mandile, barca Trncela Julis, de 244 tone-
lada! condui o seguate
3,300 saceos com 16,500 arrobas de aaiucar
Macelo, brlgue nacional ScmPar, de 393 to-
neladas : conduz o aeguinte :
100 calas de sabao nacional, ltcadelras, 1
coimtimla, I cartelra.l marqueta, 500 barrica
de farinha de trigo.
Rio-de-Janeiro, brlgue nacional Sem-Par, de
393 toneladas: condui o seguinte :
60 pipas de caiaca com 180 medidaa cada
urna, 1 caia gii, 97 saccaa coiu 561 arrobas e
10 libras de algodao, 1 aaqulnba com 2 arro-
bas de sement de algodao, 14 barra pregos, I
dito passadores, I caita serrotes, 1 barrica fer-
ragens, 1 fardo os, 2caitas dito, 1 dita nicr-
tiin. 3potes coloreto de cal, 300 barris breu.
Rio-Grande do aul, brlgue nacional Juno,
de 180 toneladas: conduz o seguinte
1,250 aiqueirea de sal medida geral, 300 bar-
ricas com 2,047 arrobas e 29 libras de astucar,
8 ditas com 20 arrobas c 23 libras de tamarin-
dos ein rama, 6 ditas com 40 arrobaa de assu-
car, 692 alqueires e 3|4 de aal medida* geral, 1
bala de papel almaco florete com 20 resmas,
175 anrorrtas deazritonat, 8 caltas com 1,200
corles de casia estampada.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 30.....
Da cominisao Vapor de guerra braalleiro
urania, cominandante o primelro teuente
Joo Joaqiiim da ^ilvaGuiuares.
Navios taidos no mesmo dia.
Macelo Hriguc brasileiro Sen-Par, capito
Jos, Joaquim da Costa, ein lastro.
Rio-Grande do sul Brigue brasileiro Juno, ca-
pito Jos Francisco dos Santos, carga varios
gneros.
Navios entrados no da 1.
Londres 70 das, barca ingleza I/ii .nii, de 216 toneladas, capltao W. Donaldson,
equipagem M, ein lastro a Jobnston Pater
M^r-Passilico, tendo hido de New-Bedford ha
31 metesBarca americana llrignlon, de 358
toneladas.capltfo C. .1, West, equipagem 31,
carga azeitc de pelte; ao capito. Vem
refrescar e segu para New-Bedford.
Rio-de-Janeiro 22 dlaa, briguc brasileiro
Joiephina, de 170 toneladas, capltao Onofre
Martina da Costa, equipagem 12, carga fu-
mo, farinha e inais gneros a D. R. de An-
drade.
Liverpool 32 das, barca Ingleza Welliam-
Ruutl, de 298 toneladas, capito James Shil-
ford equipagem 17, carga faendas a Rus-
sel Mello & C. S
fari e portos intermedios 16 das e do ulti-
mo porto 10 huras, paquete de vapor San-
Sebaillio, de 300 toneladas, commandantc o
primelro lente Antonio Xarler de Noro-
nha, Torrezao, equipagem 30. Passageiros:
para esta provincia, Francisco Fideles Bar-
rimi, sua senhora e 4 escravos, Hugolino
Aj res de Freltas e Atbquerquc, Jos Joa-
BarrosVaicoocelloa, Dr. Jos Viera llodri-
gues de Carvalho e Silva e 1 escravo, Jos
Marianno Alves Serrao e I escravo, Jos Sa-
mico, Henrlque Itacoluraiin Lopes, Joo
l.uiz dos Santos e uta escravo, 1 sargento, 4
soldados e 1 escravo entregar, para o sul,
Manoel Francisco, I sargento, 29 recrutas
para o exercito e 12 ditos para a marlnha.
EDITA L.
. 928,170
PRACA DO RECIFE, 30 DK MARCO DE
1850. AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios llouvo saques a 281|2 J.
por 1,000 rs.
Assucar- As entradas foram avulta-
das ; e o raneo inferior
soffreu algtima diminuicflo.
AlgodSo--------- Vieramao mercado 418 sac-
eos, e fui muito procurado
a 5,690 rs. a arroba do de
primeira sorle.
Couros > Continuaran) a 102 e 3|3 rs.
por libra dos salgados.
Bacalho Retaihou-se de 6.500a 7,500
rs a barrica.-E licaram ein
deposito dez mil barricas,
nao iticluiodo um carrega-
mento de 2,600que acaba
dechegarda Baha.
Carne secca A velha vendeu-se de 1,000
a 1,600 rs. por arroba.Fi-
caram ein ser 7,000arrobas.
Da nova vendeu-se de 2,000
a 2,700 rs,e existen) 25,000
arroba.
Farinha de trigo Chegaram tres carregamen-
L. tesdosEstados Unidos.eum
de Triestre ; um doa pri-
meirosseguiopara osul.eo
ultimo foi vendido aqu,
porm a preco oceulto.
Presuntos -- Veoderam se a is.000 rs.
por arroba doa de Portugal.
Exislem no porto 83 embarcacOes, sondo
6 americanas, 2 austracas, 48 brasileiras,
3 francezas, 1 hamburgueza, 9 ingleza,
portuguezas, 2 sardas e 5 suecas.
.to vintenio do orto.
De ordem do lllrti. Sr. inspector da the-
souraria do fazenda tiesta provincia ss faz
publico, que se vai preencher a vaga de car-
torario da masma theifouraria, e que no
dia 18 de abril prximo vindouro se ha de
proceder, na forma da lei, ao concurso dos
qoese propozerem a este lugar. Os pre-
tendentes devero presentar os seus re-
querimentos documentados com folha cor-
rida, cerlidlo de idade e estado, e os mais
documentos que julgarem precisos a bem
de sua pretencHo. Secretaria da thesours-
ria da fazenda de Pernambuco, 30 de mar-
co de 1850. No impedimento do ofUcial-
maior. Emilio Xavier Sohreirade Mello.
Para o Cetra gague viagem com muila
bravidade o lii^te Novo-Olmo, mestre An-
tonio Jos Visan*, por ler j hoa parte
do seu carregamenlo abordo, alrn di; mi-
tras cargas ja tratadas: quem nelle mais
3uizer carregar e ir de passagem, se enten-
ercom o mesmo mestre, ou na ra da
Cadeia-Volha, n. 17, segundo andar.
--Para o Rio-de-Janeiro sahe, impre-
jlerivelmente no dia 6 de abril prximo fu-
tafo, o brigue Brasileiro San-los, por ler
parte do seu carregamento a bordo, faltan-
do smente algum resto, para abarrotar:
quem tiverdecarregar, ir de passagem e
remetter escravos a froto, dirija-se ao
escriptorio de Caodino Agostinho de Bar-
ros, atrs do Corpo Santo, n. 66, ou ao
capito Jos Ramos de Souza.
Para e Alaranhao,
d bem condecido patacho nacional Jouph-
im, capito e pratico Jos Manoel Barboza,
segu vlagetn para o Para com escalla por
Maranhlo : tem a malor parte de seu earre-
gamento prompto: para o resto e passagei-
ros, trata-so com o capitSo na praca, ou
com Jos Baptisla da Fonceca Jnior, na
rut do Vigario, n. 23, segundo andar.
ParaoAss segu infallivelmente no
dia 4 de abril, o Brlgue Paquete-de-Pernam-
buco: recebe carga a frete muito barato:
quem quizer carregar, dirija-se a bordo do
mesmo, fondeado ao p do trapiche do al-
godflo, ou a ra da Moda, n. 7.
Magdalena, estrada.nova, primeiro sitio de
porto do ferro.
Na rus de Apollo, sobrado n. 9, desoja-
se saber aonde mora o Sr. Manoel Jos de
Azevedo Amorim, a negocio qie Ihe diz
respeito
II. D. Kalkmann nao tendo
ai-
podido despedir-se de pessoa
guma dos seus amigos etn conse-
quencia dos grandes incommodos
que em sua casa soTren, pela fe-
bre reinante, o laz por meio des-
te, olerecendo-lhes o seu diminu-
to presumo oa Europa.
Desoja-sefallar ao Sr. Francisco Alves
FurreiraGitirana a negocio de seu interes-
se : na ra Nova, n. 7, toja de louca.
Precisa-aa de um sitio com bastantes
fruteirase baixa para capim : quem o qui-
zer alugar, dirija-se ao pateo do Carmo,
n. 1, taberna.
A sbaixo assignada roga aos credores
de seu lidado marido, Francisco Jos de
Paula, hajam de apresentar suas contas, no
prazodeoito dias, para serem conferidas
Mara Rita de Ollveira Paula.
Perdeu-se, s 7 horas da noile de 29
de marco prximo passado, ao saln- da
igreja do Livrameuto, at o meio da ra do
mesmo nome, um lenco do cambraia de
, uu a iu u .uin-.i.i, o. mesmo nome, um lemju uo caiiiuraia
Para Lisboa sahe, no dia t2 do abril, a flinho bastante fino, com bordado largo
Decliiracdes.
Navios entrados no da 30.
Babia 8dias, barca Ingleza Jant-Gouii, de
233 toneladas, capltao W. Slabb, equipagem
12, carga bacalho ; ajames Crabtree &C.
Patagoola 34 dias, barca prusiiana PiptOu-
lanle, de 440 toneladas, capito E John,
equipagem 12, carga guano; ao capito.
Vem refrescar e egue para Falmuth.
Coquimbo 65 din, brigue ingle/. Orean, de
280 toneladas, capito W. Proudpoct, equi-
pagem, 14, carga cobre ao capito.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio-de-Janelro Barca brasileira Firmeza, ca-
pito Narciso Jos de Santa Auna, carga as
sucar e mais gneros Passageiro, Finuino
de Souza Luna, Brasileiro,
Navios entrados no dia 31.
Liverpool 95 das, galera Inglesa Sword-Fish
capitSo Richard Creen, equipagem 13, carea
lazemas ; a Me. CatmontiV C. Paisaeeiros
J. Golea, J. Deaoleur. Roberto Roberto.
sua familia, ingleses.
Lisboa 28 dias, brigue portugus Conciivao-
dc-Alaria, de 213 toneladas, capltao A. raz
de Mattos, equipagem 15, carga vluhoa e
mais gneros; a Thoniaz de Aquluo Fonseca.
Passageiros, Francisco Ancelino Luireiro,
Portuguca: Gregorio Garda, Hespanhol.
Fieucira 41 dias, escuna portuguesa Uaria-
h.'ibtl, de ICO toneladas, capito Antonio Ni-
colao Marques, equipagem 13, carga vinho e
niJdeira ; a F. S. Uabeilu & r ilho.
Ce.r 19 das, biate nacional tfociro, de 78
toneladas, opilao Vicente Ferreira Passos,
equlpa);ein 9, carga varios gaeras ; a I.ni/
U. Cerqueira. Paisagelros, llogerio da Silva
Lorrea, Francisca (andida oe Almeida Es-
Pita, Maria do Espirito Santo, Joo Jos da
woita, Hiaslleiros;LourencoT. deMagaihaea
O escrivSo servinJo de administrador
da recebedoria das rendas internas geraes,
baixo assignado, avisa a tolos os conec-
tados reos diversos impostes quo sfio ar-
recadados pela mesma recebedoria, que
achando-se creados os dous cobradores de
que Irata o artigo 32 do regulamento de
15dejunhodel84n. 361, para receberem
amigavelmenle no domicilio dos devedo-
res a importancia dos seus dbitos, a ellos
poderffo pagar, dando por desobriga os re-
cibos caniliidos dos talOes para esle lio
organisados, assignados pelo thesoureiro,
Joaquim Mara de Carvalho, e osemprega-
dos que os passarem, cujns agentes recebe-
dores nomondose habilitados para este re-
cebimento, sfio: Jos Chrispim d'Assump-
cSo e l.uiz Gomes Silverio.
Manoel Antonio SimOcs Jo Amaral.
Convida-se a todos os individuos li-
vres que se queirara empregar como ser-
ventes as obras do arsenal de marinha, e
as do mel llora ment do porto, a se en ten-
derem com o respectivo inspector, o qual,
na conformldade dasordens do Exm. Sr.
presidente da provincia, lites garante a
isencio do recrutamento. Tambem se ad-
milte os escravos em taes obras, dando-se
tanto a estes como a aquelies individuos o
jornal de6t0rs. InspeccSo do arsenal de
marinha de Pernambuco, 30 de marco de
1850. O secretario, Tkom Ferhandes Ma-
deira de Castro.
i'A-0 arsenal de guerra precisa comprar
costados de pao d'oleo e taboas de pinito de
assoalho : a pessoa que semelhante taboa-
do quizer fornecer, trar sua proposta com
seos ltimos precosem carta fechada di-
rectora do mesmo arsenal, hoje, 2 do cor-
rente.
smalas que deve condu-
zir O vapor San-Sebastdo ra-
ra os porios do sul princi-
pian!-se a fechar hoje(9)ao
meio-dia, e at urna hora da tarde rece-
bem-se correspondencias coro o porte
duplo.
"S
barca porlugueza taeira.deque lie capililo
Antonio Joaquim Rodrigues: para o resto da
carga trata-sa com o mesmo capil.lo, ou
com Francisco Severiano ltahello& Fiiho.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, com mui-
la brevidade, o patacho nacional Curioso,
eapitao Domingos Antonio de Azevedo, por
se adiar com parte da carga prompta : para
o restante, passageiros e escravos a frete,
trata-so com O niesino capito, ou com l.uiz
Jos de Sa Araujo, na ra da Cruz, n. 33.
Vende-se o patacho ameri-
cano Romp, de lote de 126 tone-
ladas americanas, forrado de co-
bre, muito veleiro, e prompto pa-
ra seguir qualquer viagem : os
pretendentes, dirijim-se aos con
signatarios, Henry Forster &
Gompanbia, na ra do Trapiche,
n. 8.
--Para a ilha de S.-Miguel pretende sa-
hircom brevidade, por ter metade do car-
i- '(.amento prompta, o brigue nacional
Espirito-Santo, capito Alexandre Jos Al-
ves : para o resto da carga e passagejros,
trata-se com Francisco Martins Ferreira, no
largo do Terco, n. 139, ou com o mesmo
capitSo, na praca do Commercio.
o*
Leilo.
0 corretor Oliveira fara leilSo, por
conta e risco do quem pertencer, dos sal-
vados do brigue Sociedade, naufragado no
districtodeCaicara, consistindo em ferros
e amarras, mcame, veame, camarotes,
bombas, agoada, leme, cobre de forro, ver-
gas, paos, bolinete, cabrestante e varios
oulros objectos miudos : quinta-feira, 4 do
abril, s 10 horas da manhia, na pree 1 do
sr. M I. de O. Lobo. Forte-do Mattos.
Avisos diversos.
reir
--Caetanoda Costa Moreira, declarando
o antiuncio feito no Otario 11. 71, faz publi-
co que o hiate San-Joo se acha por elle
desernharacado, podendo sua proprielaria,: r
I). Anna Therezade Senna Couto, navega-
lo ou negocia-lo, conforme Ihe parecer.
No dia 28 de marco prximo passado
furlaram do engenho Sepoal um cavallo
alazilo de meio, bom carregador de poucoa
muito, de 9 a 10 annos, com os signaes so-
roda : quemotiver adiado, querendo res-
tituir, dirija-se ra do Collegio, n. 19,
primeiro andar, que ser gratificado com
4,000 rs., ou annuncie.
Sorvete.
No botiquim junto ao thealro ha muito
bom sorvete, e com asseio; e na quadra ac-
tual muito approveita, em rasSo das febres:
todos os dias das 6 e meias horas da tarde
em diante
Francisco da Cunha Freir remete para
o Rio-de-Janeiro o escravo Lzaro, cabra,
pertencente ao Sr. Manoel Francisco Xavier
do Reg, da Hahia.
Na rui do Itangel, n. 71. sobrado, pre-
cisa-se alugar urna casa, sendo nasfregue-
zias do S.-Antonio ou S.-Jos, e que o seu
aluguel seja de oito mil rs. por mez.
- Antonio Vaz da Silva Pinto, portu-
guez, relira-se para fra do imperio.
Carlos T. Astley retira-so para fra do
imperio.
O Sr. Ignacio de Souza LeHo tenha a
bondade de ,dirigir-se ra do Vigario, n.
25, segundo andar, ou annunoiar mu mora-
da por esta folha.
Jos Pereira faz sciente ao publico
que, de hoje em diante.se assignar Jos Pe-
reira de Almeida, por assim Ihe ser neces-
sario.
Deseja se fallar ao Sr. Jos
da Silva Alves que negociou na
cidade da Victoria, comarca de
S.-Anlao : na praca da Indepen-
dencia, ns. i3e I:").
Precisa-se alugar um escravo para ven-
der fazendas, pagando-se-lhe 14,000 rs.
mensaes : na rus Imperial, n. 49
Precisa-se de um moco brasileiro, ou
poMoguoz, para caixeiro no Passo-do-Ca-
maragibe : na praga do Commorcio, n. 2,
primeiro andar.
--Manoel Antonio de Barros Veigas vai
l.i/er uina viagem para tratar de sua sade,
o qual 11 fo lem cotilas senSo com seu ma-
no, e nada mais se julga a dever.
Avisa-se ao Sr. Antonio Pe-
Pinto de Faria para que
ao Aterro-da-Boa-Vista,
n. 10, concluir o negocio que sa-
be, porque nao se pode mais es-
perar.
N'o becco da Bomba, n. 6, casa torrea
ReparliQo da polica.
Ulm. e Exm. Sr.Segundo as partes rece-
blas tiesta repartico desde o dia 28 do
correte, fram presos: minhaordemo
escravo Jo.lo, por suspelto de andar fgido :
ordem do subdelegado da freguezia de
S.-Frei-Pedro Concalves do Recife, a preta
Luiza e a parda do mesmo, por briga : e
do subdelegado da freguezia de S.-Jos, o
soldado do quarto batalho de artilheria a
pe J0S0 Joaquim de Mallos, Leandro l.uiz
Bezerra e Constantino JosdoNascimento,
sem que s me tivfsse declarado o mo-
tivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretiria da
polica de Pernambuco, 30 de mareo de
1850.Illm. e Exm. Sr. Honorio Hermto
Carneiro Leilo, concelheiro de estado, pre-
sidente desta provincia.Jos Nicolao Re-
guerra Costa, chele de polica interino.
guintcs : o p esquerdo calcado at a junta,! defronte do nicho, existe urna' pessoa que
aqualtem ummalde besta, ea junta mais/ se offerece para urna ama de casa de um
Passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro e fra
do imperio, corrom-se fclhas, despacham-
se escravos e tiram-se litulos de residen-
cia para sempre : para este fim, procura-se
na praca da Independencia, livraria ns. 6 e
8, ena ra do Queimado, n. 25, loja de
mludezas, do Sr. Joaquim Monteiro da Cruz
-- Appareceu na ponto da Passagem-da-
Magdalena, e existe em poder do abaixo as-
signado, um cavallo ruco : qumseachar
com dirello a ello procure no sitio do mes-
mo abaixo assignado, na Torre, confronte o
sitio do Sr. Francisco Antonio de Oliveira,
que dando os signaes Ihe aera cntrsgue, de-
pois de pagar as despezas.
l.uiz Antonio Rodrigues do Almeida.
Precisa-sealogir urna, piala que sai-
ba lavar, engommar e coser, para urna casa
estrangeira: na ra do Torres, n. 34, tus
11 horas da mantilla s 3 da tarde. Na mes-
ma casa tambem se precita alugar um pre-
to que enlenda do servico interno e de tra-
tar de cavallo.
Precisa-se alugar um prelo para botar
sentido a urna pequea casa de campo ; em
casa de Jones Paln & Companhia, na ra
do Trapiche-Novo, n. 10.
Engenho Queluz.
Freguezia de Ipojuca.
Traspassa-se o arrendamento do dito en-
genho, o qual tem a presente safra a tirar,
e tres a criar. A tratar na ra da Aurora,
o. 26, ou no mesmo engenho com Miguel
Augusto de Oliveira.
N. B.O engenho tem excellente pasto,
he bom d'agoa, e tem lions cercados; e,
caso haja quem queira comprar a safra,
ser-lhe-ha ella vendida, entregando-se im-
mediatamente o estabelecimento.
O patrlo do caixeiro que foi dispeJt-
do, e que diz a seus amigos o mais a algu-
ni.is pessoas que, uo sabe o motivo ; e que
estimava muito fosse publicado pelas fo-
llias, esl de aecrdo salisfazer-lhc o dse
jo :--0 d'to Sr. foi meu caixeiro quatro an-
uos incompletos, durante este tempo, nun-
ca tive o que dizer : porm, ha seis mezes,
segundo mo informam, e estam promptos
para provar, quo, como livesse bom cora-
co, compadecia-se de urna familia dispon-
do para isso do meu estabelecimento, o quo
com effeito he fcil dispr dos bens alheios
para amparo dos que Dos he servido cas-
tiga-los com esses martyrios : no adiando
eti justo, dispedi-o, dizendo-lho: que os
bens do outrem nflo so para qualquer com-
padecido, valcndo-se delles, amparar aos do
mais; o quem tiver compaixo, disponha
antes do seu que do alheio: oque julgo
bastante ter salisfeito.
D. Anna Theresa de Senna Couto, viuva
do finado Manoel de Souza Couto, faz sci-
ente a todos os credores de seu casal, que se
acha proccdeq'do a inventario dos bens de
seu casal, pela primeira vara do civcl, es-
eiivo Santos, por onde devem legalisar
seus dehitos para serem attendidos, s que uo pille salisfazer debito algum em
quanto 11,01 forem para isso separados os
bens as partilbas ; o para quese nao cha-
mo m a ignorancia faz o presente.
Precisa-se de urna ama, forra ou cap-
tiva, que sai lu bem engommar ecozinhar,
para uuia casa de pouca familia, smpeo-
slo de meninos : na ra do Pilar, n. 72,
segundo andar, em Fra-de-portas.
Precisa-se lugar um preto : na ra da
Cadeia de Santo-Antonio, n. 13, na loja.
Compras.
Avisos martimos.
A veleira escuna nacional Emilia, de
que he capillo e pratico Antonio Silvelra
Msciel Jnior, deve chegar do Para por
estea diaa, para onde vollar com esca-
la pelo Maranhao, com a maior brevi-
dade : quem na mesma pretender carre-
gar, ou ir de passagem, dever entender-se
com J0B0 Carlos Augusto da SHva, na ru
di Cruz, no Recife, n. i8, armazem.
--Para Lisboa seauo viagem com muit
brevidade o bergantn. Tarujo-I. capito
Manoel de Oliveira Facera ; quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, pa-
ra o que tem exccllenles commodos, diri-
ja-se ao capitSo ou ao consignatario, Ma
noel Joaquim Ramos e Silva.
grossaque a outra ; tem tambem calcada
at a junta urna das mBos; tem no meio do
espinhaco, procurando o lado esquerdo,
urna marca de bexiga ; lem uns cabellos
brsncos nos peilos e urna estrella na testa.
Iloga-se as autoridades policiaes, ou mes-
mo a quaIquer pessoa que do dito animal ti-
ver noticia, queira por.-ua bondade emhar-
ga-lo, e mandar um proprio ao dito enge-
nho, ou no Recife, casa do Sr. Jos Comes
Leal, que se gratificara generosamente.
Em. Iiidoulac, tendo de fazer urna via-
gem a Europa, roga as pessoas que se jul-
garemsuas credoras de apresentar suas con-
tas, no pra/o de oito dias,
pagas.
-- Antonio Joaquim Vidal.'como procura-
dor de Antonio da Costa Ferreira, previne
aos devedores desle para que, qualquer
quantia que devam, vilo pagar, sem que
seja preciso procurar os meios que os o-
briguem.
ptimos sorvetes.
Rita Nova, n. 6g, casa de co-
niestivus.
Os amadores acharao neste estabeleci-
mento, todas as 11 o i tos, os apreciaveis sor-
vetes de boas e dilTerentes fructas ; assim
como tambem ha um completo sortimento
de conservas alimentares, conservas de
fructas em caldas, ditas de legumes em vi-
nagre, vinhos de todas as qualidadea, lico-
res muito finos, queijo suisso, chamado
gteiore ; assim como outros dilTerentes
gneros de comestiveis, renfMitemente che-
gados da Franca. Na mei alugar m moleque, que^k intelligente
e fiel.
O abaixo assignado declara por meio
destoque, durante a sua viagem a Portu-
gal, tem Horneado por seus bastantes pro-
curadores nesta praca aos Srs. Jos Pedro
de Alcntara, Antonio Alvea de Miranda
CuimarDes o Antonio Francisco dos Santos
e Silva. --Jodo Esperante.
--Tilomas C. Masn, subdito hritannico,
rolira-se para huropa.
5J Alugam-se e vendem-se as verda- ft
q deiras bixas de Hamburgo : na praca (L
Q da Independencia, n. lo, ao voltar n
n para a ra das Cruzes.
homem solleiro, ou viuvo, a qual cose, co-
zinhac faz o mais servico interno da urna
casa.
OSr. Jos Xavier Carneiro Rodrigues
Campcllo dirija-se i ra do Vigario, n 25,
segundo andar, a negocio de seu interesse.
Aluga-se um terceiro andar e sotUo,
com dous ricas salas forradas de papel o
outra 1 inlada a oleo para jantar, 14 quar-
tos, muito fresco e com riquissima vista da
praca da Boa-Vista e que tambem bota para
a ra do AragSo, e co.n o cbafariz na fren-
te, por prego commodo; tambem se alu-
gam os segundo c terceiro andaros, no s
para serem juntos como separados do sobrado da ra
I das Agoas-Verdes, quo faz esquina com a
Compram-se caixas de amarello,] anti-
gs : quem tiver annuncie.
Compram-se sapatos de todas as qua-
lidadea, para homem e senhora, feitos na
ierra : na ra larga do Rozarlo, n. 35,
loja.
Compra-se adragonas e bandas d can-
notilhos velhas, e do ollieiaes : na praca da
Independencia, n. 19.
Vendas.
Q"ra........"- o
Precisa-sede um feitor que traballic,
entenda de borla, arvoredos e vaccas : na
travessa do Amorim, ha pouco relificado,
lambem muitos fresco e com bonita vista e
bastautes commodos: a tratar na ra .\ova,
11. 67.
Na ra Nova, armazem n. 67, conli-
nuam-se alugar para festevidades, como
tambem enterres e para casas particulares,
como sempre foi cosame, moblliss e ca
deiras a vontade dos pretendentes, e pelo
tempo que convier, por preco mais commo-
do do que em outra qualquer parte.
O abaixo assignado previne aos Srs. lo-
g islas,e em geral a todas as pessoas do com-
mercio que nao.fiem quaesquer valores.qur
em dinheiro, qur em fazendas, a quem
quer que seja, sem excepcBo de pessoa al-
guma, que em seu nome os Mr pedir ; e que
s se julgar responsavel a vista de ordem
sua expressa, e escripia de seu proprio pu-
nho. ~ los Roberto de Maraes e Silva.
Desappareceu, no dia 20 do corrente,
um pardo de nome Eustaquio, de estatura
regular, secco do corpo, representa ler 94
annos; ho ollicial de sapateirn; quando
anda arrebila os dedos dos ps e traz sem-
pre as venias cheias do tabaco.- quemo
pegar leve-o a botica da praca da Boa-Vis-
ta, n. 6, que ser bem recompensado.
Precisa-se de um feitor para um sitio
perto dcsta praca ; a fallar no Forte-do-
Mattos, com Jos Francisco Belm.
-Precisa-sede urna ama de leite, forra
ou captiva : na ra do Itangel, n. 36, pri-
meiro andar.
Precisa-se de um forneiro : na ra lar-
ga do Rosario, n. 48, padaria.
Precisa-se de um feitor para um sitio,
que saiba tirar leite, e d fiador a sua con-
ducta : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 17.
Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem
d a juros quanlias de 300, 400, 500 e 600/
rs. sobre bypotheca em casas terreas. Na
mesma luja vende-so um carro para boi.
Oleo de mamona.
Vende-se oleo de mamona ,
a 1,380 rs. a garrafa, e em porcSo
a x,iao rs. : na ra das Flores,
n. 31.
Contina-se a vender o superior algo-
dao da Ierra, a 200 rs. a vara, em porcio, e
a retalho a 220 rs.; bem como cobertores
de lila trane idos, pelo barato preco de 1,600
rs.: na ra do Queimado, n. 20, loja de 1.
J. Pereira de Mendonca.
Vende-se um psrdo claro de 12 annos:
na ra Veilia, n.80.
Vendem-se pecas de madapolSo com 20
varas, muito largo, e com algum toque, a
2,500 e 2,600 rs .limpoa 2,800 rs. ; pecas
de chitas, a 4,200rs., proprias para escra-
vos por Irs do llieatro velho, n. 30, pri-
meiro andar.
Vendem-s*dous escravos de bonitas
liguras, ptimos carreiros; 8 escravascom
habilidades; ummolequade lOannos: na
rus Direita, n. 3.
Vendem-se duas marcas de sola de
muito boa qualidadee bem curtidas vinda
pelo ultimo navio de Acarac, por prego
commodo : na ra do Queimado, n- 46.
Lnvas de pelica a 1,000 n'-is.
Vendem-se luvas de pelica para senhora,
de superior qualidade, a 1,000 rs. o par:
na ra do Queimado, n. 16, loja de miude-
zas, de Jos Dias SimOe.s.
Ven ie-se um moleque crioulo de ida-
de de 19a 20annos para fra da provincia:
quem o pretender, dirija-se a ra Augusta,
casa, n. 72.
Luvas de pelica.
Vendem-se luvas de pelica para senhora,
e igu-lmente para homem,da melhor qua-
lidade possivel, sendo da corta brancas e da
cana : na ra do Queimado, n. 16, loja do
miudezas, de Jos Dias SimOes.
Linha de carretel fc aoo jirdas.
Vende-se a superior qualidade de linha
em carretel de 200 jardas, de o. 90 a 130:
na ra do Queimado, n. 16, loja de miude-
zas, de Jos Das Simoes.
Vende-se em conta urna armaclo no-
va que serve para armazem de molhadoa
ou de charutos, e tambem se vende urna
porcBo de telhaa novas ealgunscaibros : a
tratar na ra da Cruz, n. 7.


' "
i
VenJem-se relogios patentes, Unto de
curo como de prata ; trancelins de ouro e
prata ; atinis de ouro ; pennas de onro
rom caetas de prata ; abotoaduras de ou-
ro ; canelas de prata : tudopor preco com-
modo: na ra do Trapiche, n. 44, arma-
7om.
Vendem-seamarras de mito: na ru
da Senzalla-Nova, n. 42.
Vendem-e veos pretos de todos os ta-
annos, nfianca-se aos compradores serem
a melhor fazenda que existe no mercado;
sarja preta hespauhola, muito superior;
luvas de seda preta, abertas, com dedos e
sem alies, para senhora ; sapa tos de lustro
e borzeguins para senhora ; meias de seda
preta pura senhora ; bicos de blonde pre-
to para enfeites de vestidos ; ricos leques
de madre-perola para senhora ; lindas Titas
lavradaspara enfeites; meiis de laia para
padres : pentes de tartaruga para prender
cabello ; ditos para mar rafa ; luvas de seda
preta e de cores para homem ; ditas de pel-
lica para homem ; chapeos pretos francezes
para homem ; eoutras minias fazendas de
g.islo : tudo por preQO muito commododo,
pela circunstancias do lempo, o pela gran-
de falta de dinheiro que ha : na esquina da
.na do Calinga, loja junto a bolica do Sr.
Joilo Morara Marques.
Vende-se superior fio de al-
godo, proprio para pavios de ve-
los, assim como para redes de pes-
car : em casa de Geo : Kemvor-
ihy & Companliia, na ra da Cruz, J 3
n. q.
Vendem-se superiores sel-
lins elsticos e de couro de por-
qualidade, presuntos ingle/es para fiam-
bre, ditosportuguezes paca panella, Utas
com 2e libras de marmelada, ditas com
bolachinha de Lisboa, ditas de sardinha, di-
tas com homila:;, frascos com conservas
inglezas, queijos de qualha viados do Cea-
r, por barato preco, mantas de toucinho
inglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma.e
outros inultos gneros de boa qualidade :
na ra da Cruz, do Hecifo, n..46.
Potassa da Russia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais nova que ha no mercado, por prego
commodo : na ruado Trapiche, n. 17.
Deposito de Potassa.
Yende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, embarnszinho!>
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
tempo se n5o vende: nc flecife,
ra da Cadeia, armazemn. 12.
4
co, chegados ha pouco : em casa
de Geo: Kenworlhy & Gompa-
nhia, na ra da Cruz, n. a.
Vendem-se arados de ferro de difTe-
rentes modelos : na fabrica de machinase
fundicSo de ferro, na ra do Bium,
ns. 6, 8e10.
Vende-se arroz, a 50rs. a libra ; agoa-
ardente do reino a 700 rs. a caada ; espi-
rito de 36 graos, a 1,000 rs. a caada 1 no
pateo do l'araizo, n. 20.
Vende-se urna preta de ntCflO, do 20
annos, com urna cria de G annos, de bonita
figura e sem vicios : na ra Direita, n. 55.
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Na praca da Indepen-
dencia, n. 59.
Vendem-se h lteles, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos da 9." lotera a beneli-
ciodo lliealro de S.-l'edro-de-Alcantara.
Na mesma loja existe a lista da 2.a da fa-
brica de tecidos.
MECOS.
Bilhcles 22.000
Meios 11,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
Vende-sa fumo em folha para capa e
milo de charutos, muito boa fazenda, por
pre<;o commodo nos armazeDS do falle-
cido Hraguez e Das Ferreira, no caes da
Alfandega, ou a tratar com Novaes & Coni-
panhia, na ra do Trapiche, n. 3*.
Tecidos de algodo tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-San tos.
Na rua da Cadeia, n. 5*1,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar o roupa de
escravos.
-- Vendem-se 60 enxameis de ledro, pro-
prios para obras de casas, por pre;o com-
modo : na rua do Vigario, n. 5.
A dinheiro ona prszo.
Vendem-se quatro moradas de casas na
villa do l.imoeiro. sendo duas muito boas,
depedra e cal na rua da Matriz, e nutras
duas de taipa, na rua do Fogo: d-se em
con I a*, e troca-se por ecravos, casas no rte-
Cife. ou outra qualqucr cousa : no Atcr-
ro-da-ltoa-Vista. n. 10, sobrado.
Beposilo da fabrica de
Todos-os-Santos na Babia
Vende-se em casa de N. O. Bieber & C.
a rua da Cruz, n. 4, aleodSo trancado
daquella rabrica, muito proprio parafsaccos
de assucar, roupa de escravos e fio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
AGENCIA
da fundicSo Low-Moor,
BA DA SKNZALI.A-UOVA, N. 4a.
Neste estabelecimento conti-
na a haverum completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho; machinas de
vapor, e tacha de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos,
para dito.
-- Vende-se, no flm da rua da Aurora
n. 4, um preto cnoulo, de me a idade, por-
pno para armazem de assucar, serrara ou
engenho, por ser muito forte esadio.
Vende-se peixe salpreso de
Lisboa, rtiivo, pescada e atum,
por preco commodo : na rua No-
va, n. 5o, esquinado beccode $..
Amaro.
--Vendem-se bons queijos londrnos
ditos de prato muito frescaes e de superior
Bilhetes do itio-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de ris.
NA PIJA DACADF.IA 1)0 ItF.CIFE, N 24,
LOJA DECAMIIKI DA VIL'VA VIEIHA
& FILIIOS.
Telo vapor entrado neste porto no da 26
do corrente, dos poitos do sul, recebmosos
muito afortunados bilhetes, e cautelas da
9 lotera a benclicio do thcalro do S.-
Pedro-de-Alcanlara : bem como a lista da
2.a da fabrica de tecidos de Frucluozo
l.uiz da .Motta, orle se veos premios ven-
didos na mesma casa. ,
1'HE.MIOS
3,840 10:000,000
512 400,000
1,578 200,000
1,310 2CO.O0O
5,146 100,000
3,:t'J0 160,000
1,629 40,000
5,^66 40,000
3,946 40,000
Acham-se a venda sempre os bilhetes
Moendas superiores.
Na fundicSode C. Starr & Companhiaf,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, todas de ^rro, de um modelo e
construccao muito superior.
Taixas para engenho.
Na rundicSo de ferro da roa do Brum,
oaba-se de recebar um completo sortimen-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezas ao
eomprador.
Farinha nova de S.-Ma-
llieus, por preco mu-
to commodo
vende-se a bordo do patacho na-
cional J mizade-Constante, entra-
do recentemente daquelle porto,
e undeado em frente da escadi-
nha do Gollegio, ou a tratar com
Machado & Pinheiro,'na rua do
Vigario, n. 19, segundo andar.
O verdadeiro oleo de
Itissino,
cm meias garrafas, para commo-
didade das familias, por preco
mais commodo do que em outra
qualquer parte : vende-se na rua
do Trapiche, n. 44, armazem de
Dowsley & C,
Lotera do Rio-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na praca da Independencia, n. 3, que
deita para as ras do Queimado e Crespo,
estilo a venda bilhetes, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos da nona lotera a benefi-
cio do lliealro de S.-Pedro daquella pro-
vincia. Na mesma loja est patente a lista
da 2.' lotera da fabrica de tecidos daquella
provincia.
cautelas pelos presos seguales :
llilhetes 22,000
Meios 11,000
(Mario- 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
Vcndeni-se, na praca da In-
dependencia, loja n. 4) bilhetes e
cautelas da muito acreditada nona
latera a beneficio do theatro S.-
Pedro-de-Alcantara do Hio-de-
Jaueiro, sendo os maicres pre-
mios 2o:oons000 e 10:000x000.
Vendem-se, ns praca da Independen-
cia, n. 12, os seguinti's livtos : Digeslo por-
tugnez ; Uictionary cnglish, por Vieira, em
formato grande ; dito porttil ; Tratado da
religino, 3 v.; Suspiros poelicos e sauda-
des ; Walker dictionary de pronouncinc ;
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
\ rados de ferro.
Na fundirlo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
Na rua Nova, n. 6, loja
de Maya Ramos^C.',
acham-se venda duas ricas salas do papel
com paizagens, a tomada do liorna pelos
Francezesem 1849, e a baialha de Isliy ;
ricos papis para forrar salas; ricas guar-
nicOes e barras, lano avelludadas como as-
satinadas ; ricos jarros para llores naturaes;
serpentinas com 5 luzes ; lanternas com pe
de vidro, de metal e de casquinha : tudo o
mais barato possivel.
Vendeni-se telhas de vidro de supe-
rior qualidade, em grandes e pequeas por-
rees, por prego comino Jo : na rua da Cruz,
n. 48, armazem,
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
Magnum LexicnOflicio da semana santa :
Thompsons; Oflicio de Mara Virgem; l.i- e o melhor que lem yindo a este mercado .
cOesde ltteraturaede moral; Cuarda-I.i-i n* rua da Madre-de-ueos, armazem de Vi-
vros modernos, 3 v.; Macare!, direito po-,ce"te "-erreira da Costa.
liiico. I Vendem-se relogios de ou-
A. dinheiro OU a prazo. ro' Palente inglez, do mais supe-
Vende-seum terreno com 80 palmos denor fabricante, chegados ha pon-
frente e 50de fundo,j com alicerces feito- CO : rni casa de (.co : Kenworthy,
para una grande armazem, no caes do lia-' Comnanhia na rua ,[(',,',,
.nos que faz esquina confronte ao armas l'Oinpaniiia, na rua da L,rilZ,
zem de farinha do Sr. JnSo Matheus : d-so U. 3.
em conla com a condigno de. edificar-se lo-j Vende-se urna escrava de Angola, de
ro : no Aterro-da-Bua-Vista, n. 10, so- 29 annos, sem vicios, e queengomma sof-
brado. frivelmente c cozinha o diario de urna casa:
- Vende-se resina de angieo, as librase cmlnda, rua do Amparo, n. 4, junto a
em porgflo : na ruada Cadeia, loja de Jofloi botica.
8eme ntes de hortalicc.
Vendem-se sejnentes de hortalce de to-
Jos de Carvallio Moraes.
Novo sortimcnlo de fa-
_.._ i u ._ das s qualidades, muito novase enriadas
ZCndaS baratas na rua deLMfta na barcaUttn na ruada Cruz
do Crespo, n. 6, ao p n
do lampen .
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padres, cores Tizas e com 4 palmos
de largura, pelo barato prego de 320 rs. o
covado ; eassa franceza de quadros, muito
fina, a 260 rs. o covado ; riscadinbo de lis-
Iras de linho, a 240 rs.o covado; brim de
algodflo de cores com lialra aoladoe de bo-
nitos padres, a 320 rs.o covado; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 rs. o corte de
duas varase urna quarta ; cassa preta com
ramagem branci. para luto, a 140 rs. o co-
vado ; zuarle de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risca-
do monstro, a 220 rs. o covado; chitas de
bonitos padrees e cores fixas, a 160 e 180
rs. o covado ; chales de tarlatana, a 500 e
800 rs,; cobertores de algodSo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
A i.yooo o corte.
Vendem-se cortes de cassa-chita, lina, de
bonitos padrOcs e com 6 varas e meia, pelo
diminuid prego de 2,000 rs. o corle | na
rua do Crespo, n. 6, lojaao p do lampeSo.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se sacras grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na rua do Amorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Ovas do serlo.
Vendu-seeste excellcnte petisco: na rua
do Queimado, n. 14, loja ;de ferragens.
Vendem-se queijos londrino, chegados
na Seruphina, muito frescos e por prego
commodo : na rua da Cruz, armazem n. 62.
Vende-se um escravo da Costa mogo,
de bonita figura : na rua do Fogo, n. 14.
Acha-se na cadeia desta cidade um es-
cravo pardo, do nome Joaquim, bonita fi-
gura para ser vendido : quemo pretender,
dlrja-sc ao armazem da rua da Cadeia de
Santo-Antonio, n. 17, que achara com quem
tratar.
NOVO TREM PARA COSINHA.
Chaleiras, fregideiras. cassarollas, pa-
nellas de fero forradas de porcellana, bules
e cafeteiras de metal, machina para caf :
na rua Nova, loja de ferrageus, n. 16, de
Jos l.uiz Pereira.
-- Chegou mente gelo e se vender
hoje, 2S de ma^B, pelo mesmo preco, ad-
verte-se as pessoas, que mandavam bus-
car com bilhetes, que tendo o vendedor
perdido alguns, nao Ihc convm mais ven-
der assim; e os portadores liaro o impor-
te do gelo que quizerem.
~ Chegara m nova mente rua da Sen-
zalla-Nova, n.42, relogios de ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
Vende-ce um lido casal de inoleque,
de 9 a 40 annos, por barato prego, por seu
dono retirarse para fra : na rua do Tor-
res, n. 6.
~ Vende-se urna preta moga, que en-
gomma, cose, cozinha e faz com perfeigao
o mais servigo de urna casa ; urna dita que
he muito boa cozinheira, e que engomma
soffrivel, lava bem, e he muito propria para
ama de casa, mesmo de homem solteiro,
I por ler excedente conducta, oque se alian-
ga ; um bonilopardinho de 11 anuos, pro-
prio para qualquer oflicio ; um dito de 16
annos : na rua larga do Rozrio, n. 35,
loja.
Pechincha.
Vendo urna porgflo de madapoldes com
pequeo toque de mofo, muito largo e fino,
3,000 rs. a pega ; e outras muitas fazen-
das por preco commodo : no Passeio-Pu-
blico, n, 11, toja de Firmiano Joaquim lio
drigues Ferreira.
Nos engenhos Miguahipe
Jurissaca, vendem se animaesca-
vallarde roda, novse experimen
tados, por pre5o commodo.
Vende-se urna morada de casa no Ater-
ro-dos-Afogados, da parte da mar peque-
a, de (aipa, com frente de peora e cal,
com 95 palmos de fronte e 160 de fundo,
com 2 portas de frente e dous quartos: a
tratar m mesma casa, n. 186.
-- Na rua das Agoas-Verdes, n. 37. casa
Ierras, existe urna peasoa que se olterece
para ama de casa de um homem solteiro,
011 viuvo, a qual cose, cozinha e faz o ser-
vrco interno de urna casa.
Vendem-se meias barricas de farinha
gallega, a mais nova que ha presentemen-
te no mercado; canas de volas de esper-
macele : na rua da Alfandega-Velha, n.
36, casa de Matheus Austin & Compaohia.
Vende-se superior farinha de
trigo da marca SSSF, chegada l-
timamente a este mercado : a tra-
tar com Alanoel da Silva S no ar-
mazem do Annes, no caes da Al-
fandega.
Xarope do bosque
para cura de phlhisica em todos os seus dill'e-
renlcs groa, qur motivada por constipa-
res, toase, aithuia, pleurls, eacarros de aan-
gue, dr de costado e pello, palpitajo no
(nr.ii,;in, coqueluche, bronebite, dar na gar-
ganta e todas as molestias dos orgaos pulmo-
nares.
De todas as moles lias que pot beranja ficam
ao corpo humano, uriituinia ha que mala des-
tructiva lenha aido, ou que toaba combado dos
e-i'iT;os dos.homens mala eminentes em medi-
cina do que aquella que he geralmcnte ronlir-
cida por., mclesiin no lioft. > Km varias pocas
lo secuto pascado lem ie oflerecido ao publico
dillercoles remedios com alicatados das extra-
ordinarias curas que cites leem feilo, porni
quasi queem todos os casos a illuso lem sido
apenas passageira, eo doente torna a recahir
em peior estado do que se achava antea de ap-
plicaroremrdio lao recommendado : oulro-
tanto nao acontece com este extraordinarioira-
rop do basque.
O proprietario ao principio foi induzido a of-
ferecer este xarope ao publico, depois de ler
ell'ectuado tm 11 metmo una cura permanente,
e depois de ter a opinio dos primeiros mdi-
cos da Europa e dos Estados-Unidos, dr que
seu estado j nao da va esperan cas di' melhora,
e era como segu. No anno de 1837 apanhei
urna gi mide constipado que me atacou o pel-
lo, e todos os symplomas de phlhisica pulmo-
nar logo se seguiram. Eu liaba una loase con-
tinuada com dor no peito, aalivava uina lleu-
01.1 dura e algumas vetea inlalurada com san-
gue, urna febre tica, tuorea de uoite, ema-
greci rpidamente, e em pouco tempo iiquei
reduzido extrema dcbilidade.
Os niriis mdicos (entre os quaes havia al-
guns dos principaes dos Estados-Unidos) junta-
mente com meus amigos perderain toda a es-
pi-ranf a de ineu uielhoramento, c esperavam
que eu brevemente succuinbiria.
Neste estado de molestia por casualldade en-
contr! com orna antiga recelta dos Indios, t
resolvi-ihe com o consentimcnlo dos meus m-
dicos a cxpri mu -n-la, visto o estado deses-
perado do inen caso.
Qual nao seria a adinirafao dos meus mdi-
cos, e n nuil cootenlamcnto vendo que desde
que principici a tomar o xarope, con!.re logo
uina niudanc.i no meu systema, e pela conti-
no.n.-aii do uso a molestia inadurou, os tumo-
res |lui maraiii cali, i, a e ai i ili.i, l.u a m lam, an-
do grande poreo de sangue e materia. Depois
de ter continuado pelo esparo de 3 niezescoui
o remedio, a uiinha molestia cessou inleira-
mente, e achel-me reslabelecido de perfcila
Mude, o bofe desde aquelle lempo lem conti-
nuado sem a menor allectaco de enfermida-
de. Mesas circumstancias he que me resolv
ao principio a oflereci'-lo ao publico, firme-
mente convencido de que he o nico remedio
que se lem desenlie 1 -tu, no qual se pode ter
confanca para a cura de phlhisica pulmonar.
('urnii onde todos os mais remedios linbara fa-
Ihado, e, se fur tomado e applicadosegundoas
direcedes, poucas vezes deixar de produzir
una cura radical.
O seu principio de operar he fcil de expli-
car : suavisa e acalma a incmiuoda loase,
ainadurecc o abscesso, facilita a salivacao, e
em pouco lempo livra os bofes da materia que
se rene nos tubos de ar. Regula as funcedes
usuaes sem oecessidade de outra qualquer me-
dicina, fortifica o systema e purifica o sangue.
Nao conten, nem mercurio, opio, ou ouiro
qualquer ingrediente venenoso, e be feito uni
cainenle de raiiet 1
mais d nove anuos
soasleem recorrido a este Infalllvel remedio e
com prater e regosljo continuam desfructando
ande neste secuto que produiio tal beneficio
a rara humana.
Lembrem-se todos aquelles que te acbam to
cados de molestia pulmonar, qur por tosse-
consilpnces, attbuia, bronehltet, pleurls. es-
cirros de sangue, dr de costado e no pello,
palpitaran no coraeo, dr de garganta, e to^
datat mais molestias dos orgaos pulmonares,
que o nico remedio seguro be o xarope do
bosque. ,
Lembrar-se-ha o publico que cada garrafa
l 111 dous papis coro a propria asslgnalura dos
agentes R. C. Yatet e Comp.. um na garrafa
com urna perfeila dlreccao tobre o methodo
de usardelle, e outro no papel invollo.
Pode ser mandado com toda a te'uridade
para qualquer parte do imperio. At orden!
executam se puntualmente.
Vende-te na rua dos Quarlelt. n. 1S.
mmmmmsemmmmmmm
Escravog Fgidos
Fugio, no da 38 do prximo passado,
um moleque de nome Joilo, cnoulo, de 14
annos, dentes limados ; tem um talho em
cima do olho esquerdo, pernas finas, mui-
to ladino; desconfia-se que fra para o la-
do de Pedras-de-Fogo. F.ste moleqae per-
tence so casal da Tallecida Rita Rosa de Ma-
cado, e que se achava em poder do testa-
menteiro, Manoel Pereira l.amego, Quem o
pegar levi-o rua do Queimado, n. 7, loja,
que ser gratilicado.
-- Fugio prelo J0S0, cr ionio, fulo, altu-
ra regular, sem barbs, com espinhss pelo
rosto; lem um signal no peito ; levou cal-
cas e camisa azul, com ferro no p : quem
o pegar leve-o rua larga do Rozario, n.
21, fabrica de sigaros, que ser gratificado.
-- Fugio, no da 38 do prximo passado,
um moleque de nome Joaquim, de nac3o
Benguella, de 18 annos, de altura regular,
orelhas pequeas ; tem um signal de quei-
madura bem visivel|no lado direito do roslo,
he parlenlo; Ic-vou camisa de algodSozinho
calcas braneas com stras cor de rosa. r.s-
te rroleque foi escravo de um ciruigio em
Nazareth. Iloga-se ss autoridades policaca e
capitfies de campo, que o apprebendam e
levem-no ao sitio que foi de Jos Rodrigues
de Mello, indo pelo Monteiro e entrando no
becco do Quiaboato a ladeira do Mudo, que
serSo gratificados; assim como se protesta
com todo o rigor da lei contra quem o tiver
oceulto.
Fugiram, do engenho Cuarsrapes, fre-
guezia daMoribeca, ao amanheoer do da
26 de marco, tres escravos com os signaes
seguinles : l.uiz, alio, cheio do corpo, ps
apalhelados, rosto bonito, de 22 annos pou-
co mais ou menos, eflr pouco fula, dentes
aberlos : Paulo, alto, secco do corpo, ps
seceos e oom os dedos rompridos, de 18 an-
nos pouco mais ou menos, cor preta : Job,
alto, corpo espigado o um pouco cheio,
com falta de um dedo em um dos res, cor
algum lano fula : todos sSo da Costa, e he
de crer que andem juntos : quem os pegar
leve-os ao dito engenho, que sr recom-
pensado generosamente.
Fugio, no dia 13 do corrente, do enge-
nho Penedinho, freguezia de Coianna, o
prelo Manoel, de 25 a 30 annos, alio espa-
da udo, ps e mSosgrossas, olhos fundos e
pequeos, nariz chato, testa ovada, com
um cicatriz pequea em cima do olho es-
querdo : quem o pegar leve- o ao dito en-
genho, e sendo Desta cidade na livraria da
(iraca da Independencia, 11. 6 e 8, que ser
recompensado com generosidade Este pre-
lo foi do Para, e usa do sobre-nome da di-
la provincia.
Fugio, do engenho Guararapes, fre-
guezia da Moribeca, ao amanheccr do dia
20 do correte, o escravo Julio, de 26 an-
nos pouco mais ou menos, crioulo, de altu-
ra regular, cor(>o proporcional, cor algum
tanto fula, rosto descarnado e com passa
piolho; levou chapeo de couro, calcas
azucs, camisa de riscado; sabio montado
em um cavallo 1 uco, magro, cauda rapada a
faca al o sabugo. Em companhia deste es-
cravo vai urna mulher forro de nome Rita,
de 40 e lanos annos, baixa, cor clara, ca-
bellos curtos, e para maior signal tem um
talho na testa : quem o pegar leve-o ao di-
to engenho, que ser recompensado.
i ugio, no dia ao do corren-
le, de bordo do brigue nacional
Sem-Par, o prelo Euzebio, criou-
lo, representa ter uf> annos pouco
inaif- 011 menos, de estatura alta,
sem barba ; levou ralease camisa
de algodSo azul,ebonete de panno
azul na cabrea. Bogase as auto-
ridades policiaes e rapitSes de
campo, que o apprebendam e le-
at-rmi. Tem-se u.ado ba|,vem.n0 rua 0 TrBpicbe, n. 3q\
5, eheunlverialmentc con-l .. n'
icasa oe novaes Companhia, que
serao bem recompensados.
Em a noile de 28 do prximo passado,
fugio, da povoaeSo do Monteiro, da osa da
residencia de Manoel Antonio da Silva An-
tones, 11 preta Maia, do gento de Angola,
mora, de estatura e corpo regulares, cor
preta, rosto aboceitado, falla bem o vulgar;
tem os pos um tanto gresos : quem a pe-
gar leve-a rua da Cadeia- Velha, n. 24,
que ser gratificado.
Fugio. no dia 12 do ; corrente, pelas 9
horas da noile, o preto llenedicto, crioulo,
que representa ter 24 annos, de altura re-
gular, sem barba, cara redonda, olhos car-
rancudos; lem os ps torios, e he cambado
de urna perna ; levou cuicas e camisa de
riscado e est j rota, e bonelo : quem o
pegar leve-o a rua da Cadeia do Recife, n.
51, que ser bem recompensado.
Fugio, em dias. do mez de fevereiro,
uina inulalinha do non o Marcellina, mas
talvez lenha mudado de nome, cerno cos-
luma, de 13 a 14 annos pouco mais ou me-
nos; he secca do corpo, cabello corrido;
tem urna quebradura no braco esquerdo
que icou muito Tino, por ser mal encana-
do, todo esforado e com a pella foveira no
lugar da quebradura ; levou saia do dula
branca com palmas encarnadas, e urna sua
mana de9 annos, de nome Antonia, vesti-
da com camisa de riscado azul : quem a
pegar leve-a rua do JarJim, n. 43, que
ser recompensado : assim como se pro-
testa com todo o cigor da lei contra quem
a liver occulla.
11 rr:\/ri
siderado como o grande e nico remedio para
ella horrorosa molestia. Ot teut elidios sao
em todot ot lugares o mesmo, admiro*"* tri-
umphanlcs .' .'
Como medicamento preventivo e antidolo
contra as tendencias do clima para a phlhisica,
he de grande valor, e nao da,segundo fax qual-
quer medico ou conhecedor de drogas, porm
emquanto se est paliando com eslat ma/iiioia*
miiurdi.o doente vi rpidamente empeioran-
do, c cada dia mal e mais enlloca o teu cato
fura do alcance di itfira*(o$ '. '. Nao tuccede as-
sini com esta preciosa medicina. He sempre
iluiar, e scui etleiios nunca lo damnoiot.
Nao he opitica, nao he tnica, nao he um me-
ro expectorante, nao lem por objeclo afagar o
doral* para ter urna /alai iryut an a. lie um gran-
de remedio, una grande composicao curativa,
o grande e nico remedio que a sciencla e o
coulieciinenlo medico trem al boje produsido
para o tralamenlo delta molestia, at boje In-
canquislavel.
Em uina palavra be o melhor remedio no
mundo, e nrnhuma peisoa locada com este fia.
gello da familia humana *ct ajusto para si c para
seu. amigos, se deteer a lepullura sem altes-
;... suas qualidades virtuosas. Urna nica gar-
rafa quasi que em todot ot caiot produzir
urna consideravcl niudaiica oo citado de qual-
quer d enea, tija ella qual fr.
Tem curado casos que te tuppunhan supe-
riores ao poder medico. Tem levantado doen-
te* como que da lepullura. Tem curado de-
pois que j lodos os ou:ros systemas, medica-
mentos e meihodot de tralaiuento tcetn ralba-
do. Cm una palavra, deicobrio-ie o agredo, a
ftiifl'ca uura-sc.
A anliga opinio dt que phlhisica nao po-
da curar-te lein desapparecldo desde a inlro-
(lucco deita milagrosa medicina. A phlhisica
pela detcoberta desle medicamento adiase
despida de inetade dos horrores que causava.
Km lugar de se entregaren! ao desespero quan-
do estavam seguros de que a phlhisica Ihc ti-
uha lineado as suas garras, milbares de pes-
PlSR. m TTf. DEM. PE PABIA.1850


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