Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06251


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Full Text
Aiino XXV
Ter^a-fcira 21
PARTIDA DOS C0BHI1OS.
Golanna e Parahiba.aegunda e scxlas-feiras.
pj0.Grandc-do-Norte,qulnla-felrasao mel-
Cabo. Serlnhiem, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
Macelo, oo 1.*, a II e 31 de cada ni ex.
Garnnhuoi e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feirai.
Olinda, todo* oa das.
zcHcnmiDis.
r>Ans :.o. Chela 4, as 1 h. e 32 m. da m.
Miog. a II, i II h. e 13 m. dam.
Nova a 18, s 3h. cl3m.da t.
Cresc. a 25, t 2 h. e 30 m. da l
pnilKAA DE BOJE.
Primelra ai 7 hora* e 42 minutos da manb.
Segunda as 8 horas e (i tninutoi da larde.
de Agosto de 1849.
N. 184.
rasos da sbschipcao.
Por tres mezes(adanla Por seis mezes 000
Por um anno 15/000
lesa'
das da simas.
20 Seg. S. Bernardo. Aud. do J.dos orf. e do m. 1..
21 Tere. S.Joaona Francisca. Aud. da chae, do
J. dal. v. do*iv. e do dos feitos da faienda.
22 Quart. S. Themoteo. Aud. do J. da 2. v. do clv.
23 guiot. S. Killppe Benicio. Aud. do J. dos orf\ c
do in. da 1. v.
24 Sext. S. Bartbolomeu.
25 Sab. S. Lula Rci de Franca. Aud. da Chae, e
do J.da 2. vara do crime.
26 Dom. O Sagrado Coraciio de Mara Sanllsslma. _
CAMBIOS KM SO DE AGOSTO.
Sobre Londres. 26 d. por 1/000 ft. a 00 dias.
. Parts, 380.
O.'ro -OnTaVbfprnh"^:..... 3./D0O a 3I/M0
0"- Moeaa.deV00ve.ha... JWOO J*00
de 0/400 novas .. 10/iOO a 16/400
, de 4/000........... 9/200 a 0/400
,U._Parfe.braXros...... l/go *M
Peaoscolumnarlo........ /MO a 2/m
Ditos mexicano.......... l/OOO a_ 1JW
DIARIO DE PEMAMBUCO.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JUSTIGA.
Rio-de-Janeird. Ministerio dos nag-
etas da juslica, em 7 de agosto de 18*9.
Illa, e Exm. Sf. Tenho o prazer de coro-
municsr V. Exc. que o processo eleitoral
eomecou no di 5 do corrente, e tem at ho-
ja continuado com urna tranquillidade per-
feita, ilispuUndo os partidos o triumpho
com a maior liberdade possivel. Dos guar-
de a V. Exc. Euzebio de Queiroz Coutinho
Maltosa da Cmara. Sr. presidente da
provincia de Pernambtico.________________
"pEriNAMBUCO.
JURY DORECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA.
iu O JOUMMISTO DOS CA.KCA8 DA nkbax-
il a0, BM 17 DE AGOSTO DE 1849.
Preiidnte o Sr. Dr. Nabuco de Arajo.
Promotor o Sr. Dr Pees Parreto.
Escrictes os Srs. Alcanforado eAthayde.
As galeras eslo.pinlioadas de especia-
les. .,
. Noa lugares reservados para os advogados
molam-se os Srs. J. A. de Figueiredo, Joa-
qun) Elviro de Moraos C.rvalho, Manoel
Jos Pereirs de Mello,Beltr3o, Monte-Negro
e outros
As 11 horas da manbSa comparecen! na
sila do tribunal os reos Antonio Boiges da
Fonstc, Dr. Filippe Lopes Nelto, r. Jero-
nymo Villela de Castro Tavare, Feliciano
Joaquim dos Santos, lleurique Pereira de
l.ucena, Francisco llorges Mendos1, Leand'o
Cezur l'aes Brrelo, Antonio Correa l'essoa
do Mello, Antonio Feitosa de Mello e Jos
Ignacio de Abieu lima
A galera denota anxiedade ; mas faz es-
ta demonsiracjto com muila ordem
Numerosa frca policial oceupa as portas
do tribunal.
O Sr. Presidente manda proceder a chama-
da ; e, vericando-fO estarem presentes 30
senliores jurados, convida a estes para pro-
porem seis juizes de factos aftm de se com-
pletar o numero legal.
Propsitos alguns senliores, e approvados
pelo tribunal, rhegam immediatamente os
seis juizes de fado que Talla va m ; cooiple-
ta-se, | 01 Unto o numero legal, e abre-se a
sessfio.
O tribunal, pois, fica com posto dos se-
guales senliores jurados:
Sorteados.
Joaquim Jos de Santa Anna Barros.
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcanforado.
Candido Jos de Salles.
Joaquim Francisco de Mello Santos.
Dr. Joflo l.ins Cavalcante de Albuquerque.
Frincisco Jos Arantes
Rufino Jos Fernandes de Figueiredo.
Antonio de Souza Rangel.
Bernardino de Sena o Silva.
Bonifacio Maxmano de Mattos. '
Cuilherme dos Santos Sazes.
Joaquim JosFerreira da Rocha.
Francisco Antonio da Silva.
Antonio Ferreira da Costa Braga.
Antonio de Uliveira o Mello.
Joflo Carneiro liodrigues Campello.
Flix da Cunha Navarro Lins.
Antonio Pereira de Souza.
Jos Benlo da Costa.
Joaquim Correa da Costa.
Joilu Jos de Moraes.
Ignacio Jos da Silva.
ItomSo Antonio de Sa Alcntara.
Jos Lopes Rosa.
Chamados.
Luiz Antonio Rodrigues de Almei Ja.
Joaquim Antonio Carneiro.
Jlo Pinto de l.cmos Jnior.
Bernardo Jos Marlos Pereira.
An.cleto Jos de Mendonca.
Caelano Gomes de S.
CaotanoJos Menies.
Antonio Francisco Xavier.
Mtnoel Ferreira Accioly.
Caelano Aureliano de Carvalho Couto.
Joflo Antonio de Paula Rodrigues.
JoSo Mureira de Mendonca.
Francisco Mamede de Almeida Jnior.
Vinie qualro sorteados, 13 chamados:
tolal37.
O Sr. Presidente : Advrlo aos senho-
resespectadores que nao lhes he licito da-
rem o menor signal de approva;3o ou re-
provacflo, mas devem guardar o respeito
que exigom o decoro do tribunal e a so-
Icmuidade deste acto; e para que se n.lo
chaniem Ignorancia vou lr os seguinies
artigosdo cdigo do processo criminal.
Ari 98 do cdigo criminal. Levantar
molim ou excitar desordem durante a ses-
sSo de um tribunal de jutliga, ou audiencia
de qualquer juiz, de maneira que se impela
uu perturbe o acto.
Penaa de prisflo. por dous a seis mezes
flm das nais em que incorrer.
Ar|. 46 4 do cdigo do processo. Com-
tete au juiz de direilu. Regular a polica
Vs sessfles clianian.io ordem os que della
M desvisrem, impondo silencio aos espec-
tadores, fazeudu sabir para fia os que nao
*e acomroodarem, prender os desobedien-
tes, ou que injuria rem os jurados, e puni-
los na forma das leis
O Sr. I>r. Nelto requer que Iheaeja entre'
guo o processo para o poder lr.
O Sr, Juiz presidente defere ao requer-
anlo Uo acuaado.
Os autos sao entregues.
Procede-se chamada dos reos, e em se
guida das seguales testomunhas da accu
shc'io :
Antonio de Albuquerque MamnliaV.
Jos de Brilo Salgueiro.
Maximiano Francisco Duarlo.
Francisco Carneiro da Silva.
Joflo Arccno Barboza.
Coronel Cypriano Jos do Almeida.
Rufino Jos Correa de Almeida,
Joflo Athanasio Botelho.
Firmino Thcotonioda Cmara S.-Thiago.
Anacleto Antonio de Moraes.
Manoel da Fonseca Carvalho.
Augusto Frederico de Oliveira.
Francisco Xavier Carneiro Lins.
Joaquim Lucio Monteiro da Franca.
Pedro Jos Cantazo.
Jos Roncalves da Silva.
Claudino Benicio Machado.
Joaquim Pedro dos Santos Bezerra.
Cactano Pinto de Veras.
OSr. Dr.. Lopes Netlo :Occorrc, Sr. Dr.
juiz de direto, urna quesillo incidente, que
peco licenca para submelter consideradlo
de V. S.
OSr. luis Presidente :--0 tribunal anda
no est constituido. Em sessflo pode re-
querer.
OSr. Dr. Lopes Netto :--Perdc-mc V. S.:
cuido que, mesmo sem ser em sessflo, posso
requerer-lhn o que so fizer a bem de nossa
defesa, salvo o direto de V. S. tomar o mou
requerimenlo na consideraeflo que me-
recer.
OSr. luiz Presidente :Podo requerer.
O Sr. Dr. Lopes Nelto: --Occorre, como
disse, urna questilo incidente da qual de-
pende a delheracio linal do jury, e cuja de-
cislo compete V. S.
Diz o art. 93 da le de 3 de dezembro de
1841 quese emuin termo, ou em urna co-
marca, ou om umaprovincia tiverapparecido
scdciio ou rebelliilo, odelnquentescrjul-
gado ou no termo, ou na comarca,ou na pro-
vincia mas vizinha.
Da simples letura deste artigo resulta a
convicio de que os processos organisado*
em consequenca de sedt^ilo ou rebelliilo
n1o p'dcm ser submetlidos ao jury dos ter-
mos, comarcas, ou provincias,
belliiloousediciosa tiveroste
Como consta do libello accu:
volta de Pcrnambuco comeQou
doltecifo. Fui no termo de Olinda que se
organisou aprimeira frc;a revoltosa que
marchou- para Igunrass, o deu cmbale
em Maricota s tropas do govemo ao man-
do do coronel Bezerra em 11 de novembro
do anno passado. Ambos estes termos sao
parte da comarca do ftecife.
Nclles liverm tambem lugar os dous as-
saltos da povoaQno de Beberibe, o os re-
nhidos combales do Maricota a 30 de no-
vembro, e o de UtingaaS de Janeiro, que
duraram muitas llorase custaram grande
numero do victimas sacrificadas no campo
da batalha.
Msmo no termo do Recita, os revoltosos
mediiam suas forjas com as do governo na
poToaoflo do Monicroem 15, no engenho
Dous-lnnfios a 30 de novembro, e alm do
outros lugares as proprias ras d'osta ci-
dade, onde testemunhmos o combate mais
sanguinolento que hotive durante a rcvol
ta, como reconheco o Sr. promotor.
Tacs relos, cuja roalidade ninguem 00-
sar contestar, acham-se boje no dominio
do publico, eprovam com a evidencia do
da que a comarca do Itecita, e principal-
mente o termo da capital, tai o tlicatro das
maisimpoiUntes operacoes militares dos
revoltosos, e o lugar onde mais lempo per*
maneccram, e mas terriveis se mostraran!
ao governo da provincia.
Est impresso na memoria de todos, e
consta do documentos irrecusaves quo to-
no mo, que desde 14 de novembro at
da 10 de dezembro, em que tevelugaro
- de tes materias, o indicar as provas que tor parece "?o me aver comprendido jsempre impero,, ^^^g^
Odia 10 de tiezemoro.em qu ib"' ,.., .(A Sun-Beiito
grande ataque do Caluca, dado em pessoa voacaodo San lleno
- nos aproveitam.
Do que tenho dito cuido ser necessaria
consequenca que tai precisamente na co-
marca do Recita que a revolta se ostentou
mais poderosa e amoacadora, onde realsou
maior numero de operacoes importantes,
e por sto mesmo onde seus crfeitos causa-
ram maior impresso nos nimos, qur dos
particulares, qur dos agentes do governo.
Ora, sn a le de 3 de dezembro, como monstrei, nloconsent- que os reos de se-
diclo ou rebelliilo sejam julgados nos ter-
mos, comarcas on provincias em quetaes
delictos cominelteram, he tara de llovida
que sem grande oftansa della nio podemos
licar suhjctos competencia deste tribu-
nal.
Esta intelligcncia da citada lei de 3 de
dezembro he de cerloa nica que se podo
dar, segundo os principios da hermenuti-
ca jurdica, ao artigo 93, cujas palavras,sen-
do claras como silo, e achando-seem per-
feita harmona com as conveniencias so-
caes, devem ser tomadas assim lateral-
mente.
Sem por falta de tanta clareza cumpria
subjoitar-nos ao jury do Recita, nina vez
que a jurisdiccjlo deste proviesse de inter-
pretaces mas ou menos tanjadas ; por-
quanto jamis seria de suppr que n le
quizesse confiar a apreciaclo de nossos ac-
tos; em circunstancias tilo melindrosas,
aos individuos que se armaram contra nos,
ou soffreram immcdiatamcnte as conse-
quencias da lula, ou por sua condiego in-
teressam em denegrir econdemnar o mo-
vimento da provincia.
Appclta mesmo para a consciencis do V.
S. neste momento solemne: diga.com a
mfloem sua consciencia, peranto o paiz que
nos ouv o nos conhecc, pode V. S. ser
mcu juiz nesta causa ?
O sr. Juiz Presidente: Aos reos he per-
mettido propr os artigos de suspeisao que
ontenderem, c vista delles delinini o res-
ponderc ao appello quo me dirigem.
O Sr. Dr. Lopes Netto ( continuando) :
Sei quo lenho esse dircito; porm, repito,
appello para a consciencia de V. S. : per-
gunto, so seria'possvel que a leoconsti-
tuisse mcu juiz em rasos scmelhantcs i l>i-
gam os senliores juizes de ficto, que nos
combateram durante a revolta, ou sofrie-
ram as conscqucncias della, so pdenijul-
garcom imparcialidad!! os supposlos cabe-
cas dessa niesma revolta?
Terminara nqui, Sr. Dr. juiz de dircito, o
que tenho a dzer em abono do que vou rc-
querer, deixando llustracio do V. S. sup-
prir o quo omiti por brevidade, se nflo
eiitendesse necessario indicar os ducumen-
losem que basee as mesmas allegacOes,
alim deV. S. os poder reclamar, se litigar
conveniente aprecia-tas antes do proferir a
sua decisilo. .....
He um delles o propno libello aecusata-
ro, cm que o Sr. promotor publico contas-
sa que a revolta nasecuem Olinda, c d'alu
soestendeu pelo resto da provincia, sus-
tentada nos seus diltarentes termos por
grupos ai mados. *
O outro he o relatono quo o Sr. Tosa,
ex-piesidcnte de Pernambuco, leu nesta
casa em marco ou abril do corrente au-
no, quando nella so devra ter reunido a
assembla legislativa provincial. Nesso do-
cumento necusavel so declara formal-
mente que todas as comarcas da provin-
cia prticiparam da revolta, excepto a do (.a-
ranhuns, onde entilse pretenda quo Tos-
semos julgados.
Tenho tambem por certidito o offieo do
27 do fevcrero do corrente anno, dirigido a
presidencia pelo Sr. tencnte-coroncl Joo
l.cte de Torres Gallindo, o qual prova que
n'essa mesma comarca tambem tai bas-
teado o estandarte da revolt, o se derra-
mou sangue brasilero no combate da po-
.-'lllj ii iiuiri i un .m uua ip,ii"' "*- ..w prn-w
talvez"or defeilo meu. I di?er que as povoacoes do Poijo-da-Panella,
A qestiio quo acabo de aventar o sub- Jabontlo, S -Lournco-a-Matta eMunbeca,
melter consideraclo de V. S., no he no que compoem o termo do Recita, se rewai-
ri"or de direto urna excepto, visto como ram ou adheriram, quando essas povoacoes
esta nao podera ser apresentada antes do
aborta a sessfio do jury, e sorteados os mem-
bros ilo concelho do sentones.
Nlo sendo conhecidos os juizes, nem pos-
ta perante ellos a accilo conlra nos, como
resistirn) victoriosas, o taram o assento Jas
tarcas da logalidade, e ahi sempre imperou
a auloridade legal, o dessas povoscOes vie-
ram auxilios em favor do governo como
consta das parles offlciaes: allendendo que.
la peraiiio cnua a uv"" ." -.....-i- _-- --------.-----------,___. .__jLj
allegaramos excepeO'S, cuja decisilo com- se n.lo temi reunido ou adherido a cidaue
noto" a clles, Via opiniio do Sr. promotor do Recita e demais povoacfl-s quecompo>m
^ul,ljC0? | o termo do ftecife, lio visto quo nao honve
Foi apenas um requerimenlo, fundado
no art. 351 do rogulamento de 31 de Ja-
neiro de 1842, que passo a lr :
Seo juizdedireito, nos autos quo &>-
rem presentados para o julgamento do ju-
ry, achar alguns que nflo -sejam da compo-
lonea desso tribunal, os far por seu des-
pacho remetter ao juzo donde tiverom
vindo,comas explcitas rasos da incom-
rebelUOo no termo do Recita; porque, tor-
no a repetir, rebelliilo nilo he um ajunta-
mento mais ou menos numeroso do pessoaa
physicas armadas, mas a reuniiloou adhe-
s.lo de urna ou mi* povoacOes conten.lo
20 mlrpessoas, porque alias qualquer ajun-
taraento seria qualificado como rebelliilo,
dando-se assim um arbitrio antiennomco,
e incompalivel com a precisSo e restriccllo
viudo comas explcitas rasos ua incom- o inoumiwiiTw w w"-- -.------.
petcntencia e indicac;.o dos termos quo se que earaclerisam o WitOpeiM I,JWIWl
ueverem seguir. | m's^um,nJun.lflil:0:^,pS,iOm*',
VfpoisToUnobre promotor qne nilo pro-1 que tornara esle crime impossvel ^ impu-
puz xccpQilo, nem mo dirig ao concelho
pelo comman'lantc das armas da provincia,
conservou-sc all urna fArca revoltosa, fa-
zendo gortidas frcquenles s porlas d'esta testado,
capital.
Essa mesma tarca, desalojada d'aquello
ponto pela tropa de lnha, reunio-so a do
Iguarass, e com ella atravessou a comar-
ca do Recita de norle a sul, e, em sua mar-
cha para Agoa-Preta, bateu a do ungculio
Garana, silo na rregm-zadoSanto-Amaro-
de-Jaboatilo, termo d!esta comarca.
Tambem provarei, se tar mister, com os
officios do coronel Agostinho Bezerra, sub-
delegado da Muribeca, quo de 8de dezembro
a 2 de Janeiro houveram n'essa freguezia
reuniOcs armadas de pessoas quo seguiam
a causa dos revoltosos, as quaes se bateram
no engenho ConcciciVo com a tropa que
os perseguio s ordons do altares Jorge Ro-
drigues Sidreira. .
Hemuito provavel, Sr. Dr. juiz do dirci-
! roito, quo estes documentos eslejam ontra-
!nhados no processo : nilo allrmo, porque
noasssti rortnaeBo deminha culpa, nem
.pude verifica-lo nos poneos minutos que
V. S. me concedeu pjara examinar os au-
,tos... '.
O Sr. Juiz de Direto: Se quer mais
tempo, co lh'o concod/o.
i OSr. Dr. Upes Netip : V. S. me esma-
ga com o peso de tt?la/bondade... Como
poderoi nesta sessilo escudar um processo
como esle, que tem qunlhentase tantas fa-
llas, encerra mais de trejsentos documentos
e.involve numerosas quests dff facto o de
dljeilo, relalivasa tflo crescidojnumeroao
.inda me querenfdo aprovoilfar dasum-
londadede V. S.,oprazo que me hou-
Esses documentos, alm de outros mui-
tos que deixo de indicar, e lerei se tar con-
provam que nflo so nesti
1..-.UIUI', |"^'n". ^ ------ ,,
marca, berco do movimento revoltoso, ou
rebelde como o qualficaram, mas ate cm
qualquer oulra da provincia nflo podemos
ser julgados sem manisfesta offensa do
art. 93 da le de 3 dezembro de 1841, cujo
litteral sentido devescr de prefe;enca se-
guido no foro, na firma da le de 18 de
agosto de 1769 10.
Ajustica, como V. S. pertaitamente co-
nhece, nao tem paixcs ; nem ha prosea cm
sermos jacondemnados: lauto maior escru-
pl houver no julgamento desta causa im-
portante, quanto mais imparcial sera a sen-
tenca, cujo eftato moral sera sempre gra-
duado pela independencia de opiniflo dos
que a assignarem.
Rcqueiro, portanto, que o processo soja
devolvido ao juiz municipal que o apresen-
lou a este tribunal, afirn de ser remetlido pa-
ra o jury da provincia mais vizinha, na tar-
ma da lei.
O Sr. Dr. Promotor : Sr. juiz presiden-
te, creio que a excepto que acabam de
.presentar os acusados, involve duas ques-
tes, urna quAtlo de f.clo.outra de direto;
he preciso, pois, em primeiro lugar exami-
nar a questilo de facto ; islo he, cumpre
examinar-se primeramente se houve rebel-
lflo no termo do Itecita ; mas para verifi-
car-so estafado, me parece competente o
tribunal do jury, aoqual V. S. osubmelte-
ra logo depois de constituido : nessa occa-
iSo expenderei alguroas rasOcs tenden-
tes i mostrar a improcedencia daexcep-
Se, porm, V. S. julgarqu
eflo allegada. Se, porm, V. S. J'ilgar que
quesUo he ameiile de direto, eu Talla-
^l?u5o^eojSr. Dr. Lopes Naft*.- O nobre promo-
dos jurados, quoainda nflo esta formado,
o ot non podar tarmar-sc, se o Sr. T)r.
juiz de dircito deferir o mcu requeri-
mento.
Nflo ha lugar submetter-so ao jury a parte
do requermento relativa aos factos : nada
tenho com elles, c ludo depende do Sr. Dr.
juiz do direto, a quem o regiilamento ci-
tado exclusivamente confia a decisilo do
qucslei semclhantcs.
Se dos documentos cntranliados nos au
tos, ou dos que oft'ereco agora u considera-
clo doSr. Dr. juiz de direto, so conclue
que de facto a pretendida rebelliilo esten-
deu-soacsla comarca, o ao rosto da pro-
vincia, o seu ilever est marcado no artigo
citado do regulamcnto de SI do Janeiro.
Bstou que o nobro promotor, segundo
colhi doseu discurso, nflo d grande im-
portancia materia quo so discute ; e do
facto tanto interessa ao paiz que sejamos
julgados aqui na ou na cidade da Parahyba.
O que, como orgflo dajuslca, deve ell_\
querercommigoe com todos os Brasilei-
roa honestos, lio que as leis sejam entre nos
fielmente observadas : e foi para requerer
essa mesma observarlo Del que mo le-
vanlei.
Para concluir po Jimio odesprezodo re-
querimenlo a presentado, cumpria-llio inos-
Irar primeiramenlequo o movimento, bem
ou mal qualificado do rebclliflo pelo JUIZ
processantc e pela relacffodo distrioto, nflo
se entcndeti ao termo ou comarca do
Recita: mas, se nos autos confessou elle
solemnemente o facto cm quo mo apoio, do-
clarando a capital da provincia como o cen-
tro ila revolta e o theatro de suas principaes
operacoes miritares, e cliegou mesmo a
indicar o combate do ilia 2 de fevcrero
como o mas notavel de toda o lula, tar-
coso he que roconheca agora comnosco
que nem esta habilitado para pedir nossa
condemnaeflo por parte da juslica, nem es-
te tribunal lio competente para reali-
sa-la.
Termino aqui, Sr. Dr. juiz do dircito, as
rcftexM que julguci conveniente fazer
confio na illustracflo de V. S. c na tarca da
lei de 3 de dezembro de 1841, que o meu
requerimenlo sera deferido dando-se-nos
por juizes aquellos que ella desisgna como
taes.
O Sr. luiz Presidente : Os reos presen-
tes eonsttuem advngado, ou louvam-so no
Sr. Hr. l.opes.Netto ?
Os Reos : -- Sim, louvamo-nos.
O Sr. Borges Hiendes: Menos eu, que
constiluo meu advogado ao Sr. Dr. Alcanfo-
rado.
O Sr. Juiz Presidente: Visto o arligo 353
do regulamento n 120que diz assim : Se
o juiz de dircito, nos autos que tareni apre-
sentados para o julgamento do jury, adiar
alguns quo nflo sejam da competencia des-
te tribunal, os fara por seu despacho remet-
ter ao juizo donde tiverem viudo com as ex-
plcitas rasOes da incompetencia o n lica-
rio dos termos quo se deverom seguir e
atteudendo que delle resulta a altnbuicflo
que tem o juiz dedireilo para decidir as
questOes de competencia do jury : visto o
arligo 110 do cdigo criminal, que diz as-
sim: Julgar-sc-ba commettido este crime,
reumndo-se urna ou mait pavoaqO'S que com-
prehendam todas mais de 20 mil pessoas pa-
ra se prepetrar alguns dos crimes mencio-
nados nos aitigos 68, 69, 85, 86, 87, 88, 89,
91 e 92, e atteudendo que, conformo a let-
tra deste arligo, um do." requisitos esson-
ciaes que constiluo o crime de rebelliilo nflo
lie um ajuiitaniento mais ou menos nume-
roso de pessoas physicas armadas, o que
alias caract risa os outros crimes de so li-
eflo e robelliSo, mas a reuniflo de urna po-
voac,3o contend) mais de 20 mil pessoas,
sto he, a odliesflo do ente moral povoaQflo :
atteudendo quo nos preciso termos dote
artigo nflo se pode dzer quo urna povoacflo
se reuni quando ella resisti, o a aulorida-
de legal ahi i jiperou, ou quando parle della
se revolta, e parte resiste victoriosa ; sendo
que, por exemplo, da-se rebelliilo se urna
centona de pessoas physicas armadas corise-
gue sorprebender e substituir a autoi idade
legal em urna puvoagao contando mais de
20 mil pessoas. "essa povoacSo nBo resiste,
mas nflo se df rebelliilo, sa milharesde pes-
soas physica* armadas se revoUam contra
urna povoacota20ml pessoas que resis-
te conlra a auloridade legal que ahi impe-
ra : attendeiido que, contarme os princi-
pios expostos e na hypolhese dos autos, ta-
ra absurdo dfzer que a cidade do Hesita se
reuni ou alherio, -- quando ella resisti
victoriosa, auaudo a auloridade legal aqu
ne no nosso paiz, quaesquor qoe fossem O
seu perigo e gravitada: atteudendo que
nflo procede o argumento de ter havido re-
belliilo no Beata porque do Becfe iam mu-
ni^ilo e armamento para os rebeldes, por-
quanto essa munictoe armamento bempo-
diamvirdo Kio-de-Janeiro, e de qualquer
p iiz eatrangeiro; que nflo lio incompali-
vel que a compiraeflo fsse no Recita ea
execueflo e rebelllo livessem luaar em nu-
tras povoacO-s; quo o ataquo do da 2 tai
um acto da reb.'lhflo, procedente das po-
vnacOes rebelladas, mas nflo ho a rebelliilo
da cidade do Recita, que, invadida, resisti
victoriosa: iulgo improcedente a questflo
proposta, o manilo proseguir o processo.
O Sr. r. Lopes SVtlto :Requelro que se
mande laucar ni acta o meu requeriinent'i,
pa me servir dclle na uccaslao que julgar con-
vcuicntf.
Mandou-se lancar.
OSr. r. Lopes Sr lio ::Peco licenca para pro-
testar do jury que val intervir no nossoproce-
so e declararaa rasoc porque no. abstemos de
produiir nossa defesa, c lomar parle no dba-
le : be um .Imples protesto, que tem de ser
juntado aos autos...
O Sr. Vu l'resi.'Mte -.Pode protestar.
O Sr. Dr. Lope* Sello n a leilurado legInU
protesto :
Coniprehendidos nos ltimos acontrclmen-
los polticos que liverain lunar nesta provin-
cia, os abaixo asiignadoi devem a sie a i pai7,
a raso de seus procrdhnf ntns, que> hoiives-
sein tomado parle acliva nelles, qur fossem
involvidos, por insidiosas tramas do poder, no
s.........n iusiaurado pelo Dr. ebefe de poli-
ca ; era.porlaulo.do seu dever juslillcarcin-se
de lodas as iniputacocs que Ibes loram aecu-
muladas, mais par espirito de vingan(as e de
mesquinhas animnsidades, do que por amor
da verdades da justica; e aobreludo era de
sua honra patcntear provincia, e mesmo u
naci brasileira, os motivos ponderosos em
que fundan) suas defesas, nao s pelas causas
que produziram a resistencia armada, nico
delicio de que somos aecusados, como pela
lon(a serla de fados que convlnha expr ao
paii. Kra tanto o desejo de jusiillcar-nosipc-
raule os nossos concidadaos.que, tendo sahido
no {fiarle iVoeo de s4 de abril do corrente an-
no um arligo implorando a clemencia impe-
rial para os compromellidos nos ltimos acon-
lecimcnlos dcsta provincia, algnns de mis se
.-i [rr--.-i.ii .-mi a declarar pelo Mercantil do Rlo-
de-J.ineiro, vlslo estarmos privados cm Per-
iiaubucoda garanta da imprensa, que, com
quanto nao jiilgassem indecoroso ao reo con
deinuado recorrer clemencia imperial para
inrlborar a condicfiu, todava enlendlain que
deviaui preferir, as circunstancias em que
se acliavam, os ineios ordinarios de defesa para
responderis nos iribunaes compeienlcs, e
jusliruaiem-se dcst'arte perante aeus legti-
mos juizes.
(i Serla mister, na actualidade, mulla frca
d'alma. muita presenta de espirito para aBron-
tar os odios dos nossos nimlgos, e apresen-
mo-nos diantc delles para exprobra-los como
os nicos cau*adorcs de tantas desgracas, e
para fjzer ao pai as revelacoes de tantos escn-
dalos conuncltidos contra as leis e conlra a
constllulcfio, quando at nao podemos plet-
tearaeansa das elcicoes, fuglndo das urnas o
que nao podamos approfimar-nos sem pro-
vocar novos rxcessos, e talvci proporcionar
molivos para outras tantas calumnias e perse-
guicoes. Como nao seriain exactas as notsaa
previsrs, quando na vespera de uina elelcao
e do nosso julgaineuto, movem-sc grandes tor-
cas de linha, e apregasede novo que a revol-
ia est em campo, sem embargo das repelidas
asseveracries.ein documentos offlciaes, de estar
a provincia tranquilla e inteiramente pacilica-
da ? Ainda assim as clrcumstancias melindro-
sas da provincia no aconselbariam uina pru-
dente reserva, e calcando uo tundo dos nossos
coracor. todos os motivos de justo resenlunen-
to. e al de publica conveniencia, nos apre-
scnlariamos diantc dos nossos juijes, chelos
de resiznacao, tao smente para derender- nos,
appellaudo para Deo. emquanl a pureza das
nossas intcncOes. c para a consciencia publi-
ca na parte relaliva a nossa conduca. Antes
de tudo, porm, convlnha que livessemos un
iribuual competente, onde podessemos defen-
der-nos. ainda que s nos limltassemos sim-
ples apreciaran dos factos ; um tribunal que
Jupnrisse pe'li sua imparcialldade a deHcien-
cia de nossas provas. nao por falla de docu-
mentos que nos aobrain, mas pela melindrosa
siiuacao em que nos achamo. quando somos
aecusados, julgados e condemnados pela im-
prensa dos nossos inunigos, quando todos os
dias propalam a sentenca d'antes proferida,
c nos aineaeam com toda a sua colerai e vln-
canca, quando ousain escrever que nos nada
temos a esperar de.te tribunal; para elles o
nosso julgamento he uina nece.sidrde das sua
paixocs, de seus odios mesquinhns, de su.s
vineancas pessoacs ; he a nossa condeinnacao
um faci consuinmado. Nem o que aqu al-
iemos he leve .upposlcSo, nem pode escapar a
mais curta lntclligencla, visto que temo pre-
sente todo o escndalo d'assemblea provincial,
onde nenliuin deputado poda .equer apreci-
aros fados da revolta, nem fallar a favor de
uinsdoscoinpioiuelUdos, nem reclamar coa
Ann


tra ai mais flagrantes violaces das leis e da
constitulcao, sein cxpdr-ae a docstos, sarcas-
mos c ameacat dentro e fra do recinto da as-
Minlili i ; tendo sido presos varios depiitadns,
e deudos durante a sesso. Como, pois, nn
aprrs'-nlariamos hoje para defender-nos como
reos, quandoforam insultados e presos aqucl-
lesque, alm de suas posircs ofHciaes, ti-
nliain a parantia que llies dava o sen carcter
de representantes da provincia? Quein se atre-
vera a prestar-sc como listeinuiina para jurar
n nosso favor por Tactos <|iie conipromeltcm
os nossos contrarios 1 Qneni ousaria depflr
contra hoincns senhores do poder c dos des-
tinos da provincia ? Como ousariamos nos
inesnms apresentar documentos que compro-
netlcni a autoridade desde a inais pequea cs-
phera ate ao proprlo governo supremo, lioje
principalmente que fai parte do ministerio o
liomcm sobre quein recabe a parte mais victo-
riosa da nossa defesa ?
(i Todava nao nos faltarla enragem para ar-
rostrrmela todos esses inconvenientes, todas
essas ililliciildades, al mestno a indisposic
dos jiii.cs e suas prevenfcs ; a ludo nos sub-
jeitaiiamos resignados par esclarecer o palt,
para revendicar nossos di re i ios violados, para
salvar a nossa honra do serio coiiiprmnisso rin
que nos collocaram os nossos iniuiigos, e fi-
lialmente para inostrarmo nos linmens de un
pai lido, bonicos de principios, liomens de (6 c
dceoiiviccan, at iiiarlyres de una ideia, sea
tanto fosseiuos levados pela ferocidade de nos-
ios Inlmlgoi ; mas seriamos os algozes de nos
un -n US. nossos proprios verdugos, se, prrs-
cindindo das regras de direito, nos subjeitas-
semos i mu tribunal incompetente, a urna
ii.miiiisi.aii especial, a juizes que nao siio nein
pdem ser os que a Iri nos da, c os nicos que
pudeni julgar-nos sein offeua do direitos os
mais .-.igr.i.lus, garantidos pelo ;. 17 doart, 179
da coiistituicao.
Nao pareca estranlia a qualificacao que
damos o este tribunal, cliainaudo-lbe commis-
/- i;', nein outra pode ser a sua deno-
suloacao, visto que foi tao smente convocado
liara nos julgar, sein motivo legitimo, nein
causa que o justifique; porquauto, estando
pacificada provincia desde marco do coi ren-
te anuo, iicnhuiu caso extraordinario se den
que, por 6c nao tratar iiuinediatamenie, po-
desse comprometo r a seguranea publica, na
forma doart. 3:9 do cdigo do processo cri-
minal.
i Rale caso extraordinario, de que falla
lei, nao se deu nein se poda dar at o mo-
mento da convocado do jury extraordinario,
porque al cnto, e ainda depois (pelo relalo-
rio do ex-presidentc Tosa na occasiao de en-
tregaras redeas da administraco ao actual
presidente) foi olrtcialiuente assegurado que a
provincia eslava ein perfeita Iranqiiillidade;
logo nao foi caso extraordinario, que o nao
liouve, nein motivo legiiinin, que dru tugar
semclhaute convocaco; mas a iiecessidaile de
farer presidir o jury por cerlo e dclermiiiado
juiz, o qual sein este caro rxlraordinario nao pre-
sidirla por certo este tribunal.
ii Para cliegar a este deiidirclum fui mJster
convocar neste anuo nina s vez a sessao ordi-
naria no termo do Recife ; mas, como pelo
ait. 318 do inesmo cdigo do processo nao po-
de haver segunda sessao orilin.'iiia eniijuanto
em cada un dos outros termos da comarca nao
lenlia liavido a primeira, multo de proposito
deu-se o escndalo de se nao ter convacado a
primeira nos termos de Olinda e de Iguarassii,
na qual devla ofliciar o juiz da piiuieira vara
crime, afini de que nao se pdense convocar
mi Recife asegunda sessao ordinaria que t-
nlia de ser presidida pelo juiz da segunda va-
ra. K tanto tul este o motivo da convocacio
que, estandu desoeiupado o juiz da segunda
vara, nao fui elle a quein se dielgio o promotor,
mas ao da primeira que devla oceupar-sc antes
da convocaco do jorj em Olinda elguarasi,
piir I he pertcncer a presidencia das respecti-
vas sessoes, visto que ainda csla pni julgar
nesers tenues os reos pronunciados desde a
ultima sessao do auno passado.
ii Mo s he este tribunal urna commitio es.
jircial pela sua convocaco extraordinaria c
contra a le, mas lanibrm pela qiiallicacn es-
ftetal que a preceden, frita tainbeni illi gal-
mente em fins de maio do corrente anuo, c
depois da ]irin.rir.. sessao ordinaria; porquau-
to a qualicaro dos jurados, que Icein de ser-
vir no coi rente auno, devla estar concluida a
Id de Janeiro, na conibrmidade dos arti. 227,
258, 2 9 e 236 do rrgnlaiueuto de 31 de Janeiro
'!- I I '. Vi" su foi sla qualificacao ad Itoc ope-
rada, mas como que SO por ella se esperara
para rouvucar-sc ojuiy extraordinario, dan-
do-sc nrlla o escndalo de se cxcluirrin 275 ei-
dados conliecidns, entre os quaes se acliam
inultos proprietariol r at cmpiegados pbli-
cos que nao podiain ter perdido sas habilita-
ties, i un.i. q ni-ni ira i.un-.'U pessoaa que nun-
ca linliam sido conti-mplailas al rntfio, a mor
parle das quaes de habililaedes duvidosas.
o I'rovndo, pois, exubcianlcnicnto que
este tribunal, (.el mmieira por que foi for-
mado, tifio lie nuil,i cousa senfio una com-
minao especial, resta-nos provar igualmen-
te que,minia no caso de liuver sido a qualifi-
caefio legal, edese liaver convocado nina
st's.-flq ordinaria, ainda nssim o juiy o Re-
cife era incompetente para jnlgar-iitis; por-
quauto, sendo o delicio, | to qual rumos
pronunc.adus.hem ou mal qualilicado to re-
bellifio pelo cliefe de polica que nos pro-
Diincipu, e pelo superior tribunal da rela-
efioque sustenlou algumas prouuncias.e al
pelo poder moderador no decreto do II de
Janeiro, nfio poda este processo ser sub-
mt ttido ao julgamenlo do jury de qualquer
leimo al onde liouvesse cicgado a re-
bellilo.
Diz a lei de 3 de dezembro de 1841, art.
93 : Se em um termo, ou em utua comarca
ou em um provincia tiver apparecido sedi-
fio, ou rebellifio, o delnqueme ser jnlga-
do, ou no termo ou na comarca ou na pro-
tita mais vizinba. III sta-nos agora pro-
var que foi no tcrn-'O e i.a comarca do llcci-
le;oml a rebellio, s a liouve, nasceu,
ctesceu, permaneceu, e, |de-sedzer, aca-
bou pelo desgmeado aconleeimento do da
2 de fevereiro ; do mam-ira que, so liouve
rebellijlo, foi a comarca do lenle a que a
produzio e sustenlou; e se nela nflo houvc
'el eliifio, ueste caso tifio a liouve em ne-
nliiiiii mili o termo ou comarca da provincia.
O primeiro movimenlo de Coreas revol-
tosas o| erou-se na cidade de Olinda, donde
paite da guurda rftcional marctiou para
Itiiniras no dia 7 de novembro, e all se
reuni a outras Coreas daquelle termo; e
logo perseguidas pelas frcas do governo
liouve mu pequeo conlliclo no lugar da
ilarcola, como consta das paites olliciaes
do coronel Bezeira, publicadas no Diario de
I'ernambuco.
Popois deste conflicto retirsram-se os re-
voltosos i ara Pjzarelh, e no dia 14 do mes-
mo mez, houve o encontr de Alussupinho,
donde regressaram pura as maltas do Calu-
ca no da 16, e successivamente all se con-
servaraui, qur no lermo do llecife, quer no
delguatassu, al que se encoutiaram coa.
as tropas do governo por segunda vez em
Maneota no da 30 de novembro.
Ao mesmo lempo conservatam-se ou-
tras lrcas revoltosas no Catuca, donde li-
zeram vanas sot tidassobre o engenho Dous-
iruuos, nos Aptpucos, povoasao o Montei-
ro, Casn-Amarella do Arraial, Campo-Gran-
de, c outros lugares deste termo ; desorle
que al n din 10 de tlczetnbro em que liou-
ve o grande ataque do Catuc,comrqjsndado
em pessoa pelo proprio commantlante das
armas, foi este lermo do Recife o nico
tbeatro das operarles militares tos revol-
tosos.
Eis-ahi, portanto, a revolta comecada
nos termos de Olinda o lgoarass, susten-
ta da nos mesnos termos e no do Recife por
mais de um mez; todos da mesma comarca
doReciTe, o (inalmente levada a outros ter-
mos o comarcas al a sua volta esta capi-
tal no asiago dia 2 de fevereiro, tlando-sc
as mas tiesta cidade o maior o mais san-
guinolento combato que houve durante a
hita, como confessa o proprio promotor
publico no seu lihelio aecusatnrio.
Desles fados ninguem haver quo nfio
concl'ia que, visla da lollra express da
lei, a dar-se a rehellfo na provincia, fra
justamente na comarca do Recife onde ella
enmecou, progredio e flnalisou, e milito
i rincipalmcnte no tarmo do Recife, onde o
promoior assegura que residan) os chefes c
os principaes autores do movimento.
Seda leilra da lei passarmos ao seu es-
pirito, veremos que, segundo as regras da
hermenutica jurdica, sanecionadas pelas
leis du 9 de setembro do 1709, e le 3 de
agoslo de 1770 18, e asscnlo do 23 de no-
vembro de 17fi9, o legislador nio leve em
vista outra eousa na da lei de 3 de dezembro senlo dar aos de-
linquenles nos crimes de seditjfo e ro-
belliito juizes iniparriaes, qur sejam da
opiniSa conlririi, qur de suas proprias
i luas, all'aslando de>le modo dos tribu-
ntes, ou a mi._-.im; i dos v.-in-i'il res, ou
o int'resse dos vencidos Ainda quan-
do a disposQiio do direilo nfio fosso de
acordo eom o espirito .la lei de 3 bro,bastara o faeto notoriamente sabido que
den lugar ao art.93 para quo no se pdesse
duvidar dessa inlelligencia, e fui a condeni-
nacHo pena de morlc pelo jury da llahia que
julgoii os implicados na revolta do novem-
bro de 1837, quamlo o nosso cdigo crimi-
nar niio da a pena de morto para os crimes
polilicos. Ksta violaQfio da letlra e do es-
pirito do nosso direilo patrio parti s do
espirilodo partido, do odio dos juizes con-
tra os rns, e dodefeilo do nosso cdigo de
processo ; defeito que muito bem remedin
a cilada lei de 3 de dezemb'O, mandando
quo taos reos ou delinquentes nao Cossem
julgados floJ termos, comarcas ou provin-
cias, onde tivesso apparecido snlicfrj ou re-
bol I o.
V.m que circunstancias, pois, nos adia-
mos agora* Quein siio os nossos juizes i'
Qltem os nossos aeciisadorcs ? Quem presi-
de a esle tribunal ? Quem o convocou ille-
galmenlo?' Quem va deciilir boje dos nos-
sos deslinos, da nossa liberdade, da nossa
honra, do futuro de nnssas familias, de tudo
qtianto ha le sagrado sobre a Ierra ? Quem
pedo em nomo da juslica publica a nossa
condcmnaco ?Vergonlia he, c anda mais
do que vergonha, escndalo inaudiio, ver-
nos obligados a comparecer diante de jui-
zes, prc|arados d'anle mfiu para cerraros
otividos toda e qualquer defesa. Sim,
nos grita a l'ni : nada leudes que esperar
dos juroilns, a vessa condeninacao be certa ;
sulimellei vos vossa sorle de vencidos
re lcl! Quem sHo os nossos juizes? Os
tnosmosque lomaran, paite no conlliclo du
capital, ou que snllreram as conseqtiencias
delle; os chefes desse partido que susten-
lou a lula do lado opi'osto; osempregados
pblicos subjeitos sua influencia ; os re-
dactores do inesmo jornal quuj nos con-
demnou d'anlenifio; os aspirantes aos luga-
res da representaban nacional, queoecupa
vam alguna dos nossos companheirosiiein-
iifin Minio, que os perderam em consequen-
cia da revolta, oque anda poder ia m leha-
ver se l'ossem absolvidos. Sero, pois, es-
tes os juizes imparciaes, os no.-sos pri-s,
os nossos julg;idnres Icgilimos, os ver-
dadeiros sacerdotes da le ? Ninguem o di-
r por cerio, SOOi grande ofleosa de luda a
moraliiladc, de lodo u criterio, e al do
mais mediano sonso cominum.lima reu-
niflodehomens ta quizer chamar, menos um tribunal de jus-
tica.
o Os nossos contrarios, potin, suslcntam
a pri-lindida competencia dos jurados com
a disposicOo do art. 243 do regulameulo de
.11 de Janeiro de 1842, concebida desle
modo :
Quando em um lermo Ufer apparecido e
nlirer em acto scdicilo ou rebellio, ser o
fro rompelentn para conhecimcnlo de
i/uali/utr delicio comedido ah o do subde-
legado, ou delegado mais prximo do termo
Oais vizinbo, ou o juiz municipal, e o jury
do mesmo lermo, segundo l'r a nalureza do
delicio, e o tribunal ao qual deva pertuncer
o seu conhecimento.
a Vejamos, pois, se esl oun.no em bar-
mnlna com a doaii 93da lei novissima da
reforma judicariu. O regulamenlo previue
o caso, nflo especilica-.io na le, de einr cm
ari i a ie!i, lliao on sedijBo cm um termo,
e manda subn:itl-r o conhecimento de
(uaetquer ieltctoi nclle coinmetlidos s Jus-
tinas mais prximas do tormo dominado pe-
la rebellifio ou si d:(flo. Km que, pois, dilTe-
recsla dispOaicSo salular ilo legulamento
da leltra expresas e explcita do artigo 93
da citada lei de 3 de dezembro ? Em que se
oppOe ao .-eu genuino sentido? A le quer
que os delinquentes de rebellifio ou sedr-
tilo sejam julgailoi em outra termo, comarca
ou provincia que nfio tenha sido olliealro
do seu crime, c o regulamenlo previno o ca-
so de poder serjulgado o ico de quaeiquer
ilelirliis lora do seo ominlio, ou do lugar
da culpa, visto que, sedurasso a rebclhao
dez annos como durou a do Rio-Grande- o-
Sul, pudeiiam taes delirios ser absolvidos,
terem presoripto, ou os con 'emnados a pe-
nas pequenas peimanecerem muilo mais
lempo presos espera de julgamento, como
acontecen realmente no Kio-Gronde-do-
Sul.
< Vem tfio pouco podo valer, para suslen-
lar-se a competencia do jury do llecife, o
Tacto de uSo ter prevalecido a nbeliao no
termo desta capital; porquanto, alm de
Importar unta ilistincco quo a lei nfio faz,
sera necessaria consequencia da tal prin-
cipio o n3o Itr havido rebellifio na provin-
cia, visto que dos autos consta que, duran-
te revolla.semprc funecionaram as autu-
ndadeslocaes de lucos os outros dislnctos
da piovincia, e o promoior no libello iccu-
salorio confessa que o moviilenlo fdra ape-
nas sustentado por grupm armadoi, mais ou
niei.os numerosos ; ciicuuislaiicia que lam-
beni se deu aesla capiUi, omfc esges mes- sados.
mos grupos esliveram duranto 'treze horas,
e oceuparam a mor parte della. Temos, por-
tanto, provado que a lei e o regula ment sfio
claros e terminantes, o que suas palavras,
sendo conformes com a sfia rasno, devem
ser tomadas no sentido litteral, segundo o
qual o crime do rebellifio ou de sediefio
nunca pode serjulgado nos termos, comar-
cas ou provincias onde fura commeltido, e
quaeiqtier outros delictos, commeltidos JO-
MO nesses lugares, s pdem ser julgsdos
no termo, comarca ou provincia mais vtzi-
nha, emquanto a rebellifio ou sedicao e Vtr em acto.
Da interprclaQfio contraria, excntrica
das regras da boa hermenutica, seguir-se-
bia necessariamente ; i., que o poder exe-
culvo, ao qual s he permitido estaheleccr
as regras para a boa execueao da le, tena
pelo seu regulamenlo destruido nfio so o
sentido obvio du mesma lei como a sua pro-
pria disposico, restringintlo-a ao caso de
atar em acto de rebellido ouiedicd, quando
o artigo 93 da lei de 3 da dezembro lie .ge-
nrico, e comprehende n3o s a durarjao
tlesses crimes, mas ainda depois que elles
liveram cessado : 2 que, se o artigo 93 da
citada lei de 3 de dezembro nfio se refere
Ido tmente aos caberas de sedicao e rebel-
lifio, seguir-se-ha naturalmente que seme-
jantes crimes s po'lcriam ser julgados no
distrcto mais vizinbo emquanto a rebellido
esliietseemaclo por frtja do artigo 243 do
regulamenlo citado ; o que nvobveria a im-
possibilidade de processarrosqueseacha-
vam armados e fra do alcance das autori-
dades, e impedira a justca do proceder
contra aquellos que ao depois se tornassem
cabecas, o nfio livessem sido comprehondi-
dos no processo.
i Conhecido como est o espirito do ar-
tigo noventa tres da lei de 3 de dezembro,
que s se refere aos cabeca de rebellido- ou $e-
diedo, parece inconcebivel quesejatnos ar-
rastra los perante um tribunal contra o
qual ella he tfio clara e terminante ; esta
observarlo, porm, desapparecc logo que
se adverte que s um tribunal composto
por semelbaute maneira poderia lomar co-
nhccmenlo de um processo tfio monstruo-
so, em que se preterirn) todas ss formali-
dades, se nverteram todas a* regras de di-
reilo, se violaran) todas as leis e al a cons-
lituicilo, e filialmente se calcaran) aosps
>s mais sagra >as garandas de defesa.
F, na verdade espantara a qualquer pes-
soa, alhea s nossas dissengoes civis, lan-
o escndalo por parlo dos nossos ini-
migos, porm a nos que os conhecemos,
que os avadarnos em loda a sus vida publi-
ca, e que podemos julgar do quanlo sao ca-
pazes, nos parece mu natural, e at de una
consequencia lgica todo este procedimen-
to ; isto he, que um processo instaurado
em segretlo peloSr Figueira de Mello con-
tra os membros do pai tido praieiro cm Per-
nambuen, s poda ser sentenciado pelo
Sr. Jos Thomaz Nabuco de Araujo I!
Km n.-i i, pois, do .|iie acabamos de
expr, de tantas violaccs da lei, do despre-
zo da consliluigao e de todas as garantas
sociaes, em face de um ttibunal que nio rc-
conhecemos competente, netn podemos re-
conhecer sem renuncia ao proprio direilo
de defesa, direito que invocamos neste nio-
menlosolemnepara quando tivermos nossos
juizes naluraes ; o que nes cumpre fazer ?
I.egiti'nar com a nossa acquiescencia tojas
as nullidades, todas as violencias, lodos os
arbitrios, todos os escan latos (ralicados
contra nos com nolavel abuso da forja oda
nulondado publica f Goncorror com a nos-
sa submissio servil para tslabelecer um
precedente que v-le sei funesto s liberda-
des publicas, sulorisando deste modo o go-
verno a crear em outros casos fiimuii.sM'ie-
semelhairles, vlsloquea mais inniportavel
tyrannia he a que se ejerce em nome da lei,
o sb as fotmulas protectoras da justca ?
Nfio, mil vtzes nfio; intrincheirados, per-
ianto, em urna resistencia psssiva, garantida
pelo cdigo criminal, protestamos contra
todos os artos deste tribunal no nosso jul-
gamento, qualquer que seja a consequencia
a que nos exponhamos pelo nosso silencio.
A sorle que nos espera, por mais acerba
que partea, ser semj ro menos intoleravel
do que a piostiluif.lo da nossa propria dig-
niii.de romo hoinens ecomu cidadfios, pois
que tanto Importarla agora o sacrilicio da
no.ssa defesa.
Sala do jury do Recife, 17 de agoslo de
1849. Dr. lilippe Lopet Netto. r. Je-
roni/mo i lleta de Castro Tavares. os Ig-
nacio de Abreu e Lima.Henriqne l'ereira
de Luiena. Antonio Crrela- 'euoa de Mel-
lo. Leandro te zar Pac Brrelo, Felicia-
no Joaquim dos Simios. Antonio Feitota de
Jeito. Antonio llorges da l-'onieca.
O Sr. iuiz Presidente : Todos os reos con-
vcm no protesto.?
Os lieos :Sim.
O Sr. llorges tiendes :Ku nfio convenho'
O Sr. Dr. Lopes yeito requer, vislo nfio to-
mar parte no julgamento, rctirar-.-e para ai
priso, aliento o seu estado de saude.
Igual pedido fazem os Srs. Vilella Tava-
res, Abreu Lima, Mello e Fe'iciano Joaquim
dos Santos, allegando tambem estar do-
entes.
O Sr luis Preiidtnl smente defero
ao requerimento do Sr. Vilella e AbrW
e Lima.
Sahom os tres reos.
Procede.se ao sorteto do concomo, sal'.e-
em aorteados os seguintes senhores:
Guilherme dos Santos Sazcs.
Jofio Moreira de Mendonca.
Anacido Jos do Mondonca.
Caetano Aureliajio do Urvalho Coutr,.
Francisco Aurelia.ioda Silva.
Ignacio Jos da Silva.
Jos Lopes Roza.
Antonio Pcroira de Souza..
Caetano Gomes de S.
Manoel Forreira Accioly.
Antonio de Oliveira e Mello.
Caetano Jos Mendes.
Fraro recusados pebSr. IV. promoior os
senhores:
Antonio Ferreira da Costa Bra,?a.
Rufino Jos Fernandos de Figue iredo.
Dr. Jofio Lns Cavalcante d'Albt-'querque.-
Antonio de Souza Rangel.
Joaquim Francisco de Mello Santos,
Joaquim Jos Ferreira da Rocha.
Foi despensado por doente o Sr. I-uiz An-
tonio Rodrigues de Alinela.
O Sr. llorges Vendes retira-se por ordem
do presidente, visto que o seu julga-
mento nao tem lugar na sessfio de hoje.
0 conselho presta juramento na forma da
lei.
Os reos recusan responder aos interro-
gatorios.
Faz-se a Ieitura do processo, no que se
gaslatn quatro horas.
Em seguida rom a palavra o Sr, doutor
promotor, cujo discurso ser publicado em
ihiIii) numero deste Diario.
O Sr. luis Presidente : Entrega aq conce-
di os seguintes
QUESITOS.
I.
As povnacoes de Iguarass, llamaran.
Pasmado, Maricotn, Cruangy. Goianna, Na-
zarelh, Caruar, Bezerros, Tracunhfiem e
Agoa-Preta se reuniram successivamente
nos mozes de novembro e dezembro do
auno passado, Janeiro, fevereiro e murco
desle anuo, para se perpetrar o crime de
destruir a inlegridade do imperio?
2.
As sohreditas povoaro>s se reuniram para
se perpetrar o crime de destruir consli-
tuieflo do imperio, ou a forma de governo
eslabelectda ?
3.
As sohreditas povoacOesse reuniram para
perpetrar o crime de privar S M o Impera-
dor, em todo, ou parte, da sua autoridade
constitucional ?
*.*
As sohreditas povoaedes se reuniram para
se perpetrar o crime de dostruir o art. 40 da
constituirlo ?
5.0
As sobreditas povoaQdesse reuniram para
se perpetrar o crime de destruir os arts. 90 e
100 da consliluiefio?
6.
As sobredilas povoacOes se reuniram para
se perpetrar o crime de destruir o art. 92 da
constituidlo t
7."
As sohreditas povoaces se reuniram para
se perpetrar o crime de destruir o arl.98 da
consliluiefio ?
8.
As sobreditas povoacGes se reuniram para
se perpetrar o crime de destruir o art. 101
e 8 da constituidlo ?
9.'
As sohreditas povoaces se reuniram para
se perpetrar o crime do destruir o art. 174
e seguidles da constituirn ?
10.
O referido crime foi perpetrado com a
circunstancia aggravanlo de incendio.'
11.
0 referido crime foi commetido com a
ci i rn instancia aggravante de premedita-
cao i'
12.
O reo dr. Filippe Lopes Neto praticou o
fado de dirigir e proclamar a rebellifio i'
13.
Existen) crrumstanrias atlcniBiites a fa-
vor do reo Dr. Filippe Lopes Nelo?
14.
O reo Dr. Jeionyn o Villela de Castro Ta-
vares pratictu o facto de dirigir e procla-
mar a rebellifio ?
15.
Existem circumstanciasatlenuantasa fa-
30
Dfio-se ctreumstancias attenuantes em f.
vor deste reo ?
31
O reo Jos Ignacio do Abreu Lima alliciou
e reuni gente para a rebellifio ?
32
Existem circunstancias attenuantoiaJa-
vor desle roo T
Sala das seseos, 17 de agosto da Igiij
Nabuco de Kraujo.
O jury recolhe-se sala das conferencia
(Eram 6 horas di tarde;.
O Sr luis Pmidenle dispensa o tin,
de conlinuarem a permanecer n0 i.
bunal. "*
A' meia-noile o jury volta com asseguin.
tes respostas: ID"
Quanto ao 1. quesito, o jury repond*u.,
sim -- por 10 votos.As povoa(oes de |gn,"
rass, Itamarac, Pasmado, Maricela,Ouin
gy, Goianna, Nazareth, Caruar, Bezerroi
Tracunhfiem e Aga-Preta se reuniram aoi
mezes de novembro e dezembro do anno
passado, Janeiro, fevereiro e marco ds|e
anno, para se perpetrar o erlme de se drs-
truira inlegridade do imperio.
Quanto ao 2. quesito, o jury respon.
deu sim por nove votos. As sobre.
ditas povoacOes se reuniram para se Mr!
petrar o crime de destruir a.constituirlo
do imperio, ou a forma de governoestab.
lecida.
Quanto ao 3.0 quesito, o jury respondea.
nfio. As sobrodlas "PovoacOes nfio serta-
niram para se perpetrar o crime de privar,
S. M. o Imperador, em todo.ou parte, da ni
autoridade constitucional.
Quanlo ao 4." quesito, o jury reapoi).
deu sim por nove votos As sobre.
ditas povoacOes se reuniram para perpetrar
o crime de destruir o artigo 40 ta coniti.
tuiefo.
Quanto ao 5.0 quesito, o jury respoa-
deu nfio. As sobreditas povoacOes nao
se reuniram para se perpetrar o crime de
destruir o artigo.91 d* CoiislittiiqAo.
Quanto ao 6 quesito, o jury resnomiru
sim por sete votos, As sobreditas
povoacOes se retrniram para se perpetrar o
erime de destruir o artigo 92 da const
tuiefio.
Quanto ao 7. quesito, o jury responder
sim por 10 votos. Ai sobreditas pfe.
voacOes se reuniram para se perpetrar ?'
crime de destruir o artigo 98 da coniii
tuico.
Quanto ao 8*quesito, o jury responden.
sim por 11 votos. As subredilai po-
voa(0esso reuniram parase perpetrar o cri-
me de destruir o artigo 101 paragraho 8 di
constltufcfio,
Quanlo ao 9 quesito, o Jury respondeu
sim por seis votos. As sobreditas po-
voacOes ss reuniram para sq perpetrara
crime do destruir o artigo 174 e seguales
da constitujtgfio.
Quanlo ao quesito 10, o jury responden
sim -- po^r nove volos O referido crfme
foi perpetrado com a circunstancia sggn
vante de incendio.
Quanto ao quesito II, o jury respondeu -
sim por 10 votos. O referido crime foi
commeltido com a circumstansia aggravan-
te de premeditaefio
Quanlo ao quesito 13, o jury respondeu -
sim por nove votos. O roo Dr. Filippe
Lopes Netto praticou o facto de dirigir e
proclamar a rebellifio.
Quanto ao quesito 13, o jury respondeu
-- nao por sete vptos. Nao existem cir-
cuuistancias attenuantes a favor do reo o
Dr. Filippe Lopes Nodo;
Quanto ao quesito 14, o Jury respondeu -
sim por novo votos. O reo lir. Jerony-
no Villela de Castro Tavares praticou o fe-
lo de dirigir o proclamar a rebellifio.
Quanlo ao quesilo 15, o jury respondeu -
tifio -- por nove volos. Nfio existem cir-
cumstancias attenuantes a favor do reo s
Dr. Jeronymo Villola de Castro Tavares.
Quanlo ao quesilo 16, o jury responileu-
sm por 10 votos. -- O reo Antonio Bor-
gas da Fonseca praticou o Cacto de dirigir
e proclamar a rebellifio.
Quanlo ao quesito 17, o jury respondeu
nfio- por 8 votos.-.Nfio existem ciicum-
tancias attenuantes a favor do reo Ai.Ionio
llorges da Fonseca.
Quanto ao quesito 18, o jury respondeu-
siuipor nove volos.O reo Feliciano Joa-
quim dos Santos pralirou o facto de excr-
cer postos e commandar frcas rebeldes.
Quanto ao quesito 19, o jury respondeu-
nfio ior oito votos.Nfio existem cir-
vos do reo Dr. Jeronymo Villela de Castro cumstancias attenuantes a Cavordo roo F-
Tavares ? j liciatio Joaquim dos Santos.
16, i Quanto ao quesito 20, o jury rospondM
O reo Antonio Borges da Fonseca prati-! sim-por nov votus.-O roo Leandro
cou o facto de dirigir e proclamar a rebel- Cezar Paes a/reto praticou o facto deexer-
lifio?
17.
cer postos e commBndar forjas rebeldes.
Quanlo ao quesilo 21, o jury respondeu
Existem circunstancias attenuantes a fa- nfior-por oito votos.No existem
O Sr. lu; Prndente manda pelo cscr-
'fio lavrar o termo de desistencia da defesa
peante o tribunal na forma requerida pelos
aecusados, e juntaran autos o protesto :
em seguida diz :
Vou proceder no sorteamente do jury
que tem le julgar esse processo; e nfio
posso deferir aos aecusados na parto em
que pedem para se relirarem.
OSr. Dr. Lopes Netto: Tendo assignado o
termo de tlesistencia da defeza, a nossa pre-
senca torna-so intil: demais ha urna itn-
possibidade phj sica: V. S. sabe quo porduas
vezesestivea morrer a bordoda fragata; sabe
querepresentar;csse fizeram ollicialmente a
esto respelo, mas que nunca se tratou da
minha mudauca, porque se me impunha
como con diques que a pedsse por carta ao
presidente dn piovincia, o que eu tifio liz ;
depois da chegada do actual presidente eu
fui removido cm consoqueajeiu das parli-
cipagOes officiacs, sem que o pedisse,
porque constava a minha molestia : a vista
disto V. S. podo determinar o quo enten-
der, pudendo mandar-mc examinar se qui-
zer ; mas, rcconhccido o meu incommodo,
no sei para .que'so exige o meu sacrificio,
urna vez quo declaro solemnemente que
nfio quero intcrvir neste processo....
O Sr. Iuiz Presidente defere ao requeri-
mento do Sr. Netto.
O Sr. Dr. Vilella Tavares allega tambem
sen estado milindroso de saude.
Igual rcclatnaco fazem os outros accu-l
vor do reo Antonio Rorges da Fonseca?
18.
O leo Feliciano Joaquim dos Santos pra-
tirn o Cueto de excrcor postos o comman- |
dar forras rebeldes?
19.
Existem circunstancias attenuantes a fa-
vor do reo Felicia un Joaquim dos Santos?
!0.
Oreo Leandro Cez r Paes Brrelo praticou
o facto de exercer p stos e commandar fr-
Qas rebeldes ?
Ma
Existem circumsta icias attenuantes a fa-
vor do reo Leandro t ezar Paes Brrelo ?
22.
O reo llenrquo IVreira de Lucena prati-
cou o facto de exercer postos e commandar
frtjas reboldes ?
23.
O dito reo alliciou e reuni gente para a
rebellifio?
24.
Existem circumstaucias attenuantes a fa-
vor do dito reo?
.25.
O reo Antonio Feitosa de Mello praticou
o Tacto de exercer postse commandar fr-
cas rebeldes ?
26.
O dito reo alliciou e reuni gente para a
rebellifio ? \
27.
Existem circumslanciaa attenuantes a fa-
vor deste lqj
f 28
O leo Antonio Correa Pessoa de Mello r
ticou o facto de eicrcer postea, e coinrr
dar frcas rebeldes?
29
Dito reo alliciou ou reuni p
I rebellifio?
ce
cumstancias attenuantes a favor do rea Le-
andro Cezar l'aes Barreto.
Quanto ao quesilo 22, o jury responden
simpor nove votos. O rolionrqoe
Pereira do Lucelia praticou o facto iieexm-
cer postos e commandar frcaa rebeldes.
Quanto ao quesilo 23, o jury rrs.'Ondeu
sim -por nove votos.o dito rao allici-
ou c reuni gente para a rebellifio.
Quanto ao quesito 24, o jury respondeu
nfiopor nove votos.Nfio existem cir-
cumstaucias adenuaoies a favor do dito
reo.
Quanto ao quesito 25, o jury responde
sim-por nove votos.-O reo Antonio
Feitosa Jo Mello praiicou o Cacto de exer-
cer postos e commandar Coreas rebeldes.
Quanlo ao quesilo 26, o ury respo deu
simpor nove voto* 0 dito reo alliciou
e reuni gente para a rebelbao.
Quanto ao quesilo 27, o jury respondeu
nao-por nove votos. frfio existen) cir-
cumala-ncias allenuanles a favor.desJoree.
Quantu aoq esito 28, o jury responde*
sun por oito votos.-O rio Antonio
Correia Pessoa do Mello praticou 0 Catu J|
exercer postos o commandar frcas reb
des.
Quanto ao quesito 29, o jury resoooile
simpor oito votos, O dito rttoaleiol
e reuni gente para a rebellifio.
Quanto ao queailo 30< o jury respondes
simpor seis votos.fio-se oircoin*-
tanciaaa favor deste to.
Quanto ao quesit SI, ojurv raspondeu
simpor 10 votos Qro Jos Ignacio d
Abreu Lima alliciou e reuni genio para a
rebellifio,
Quanlo ao queailo 33, o jury repondeii
sim-por seis volos.Existem crcum
'a al tancias alleuuantea favor deste reo-
/
P>a-
fin) ii-
,i- ._.-.-
MI ITII


i
de 1849.Jos Lopes Roza,"presidenle.--1 O lllm. Sr. inspector d thesouraria
.Manoel Ferreira Arcioly, secretario.--Anlo-1 da fazenda provincial, em cumprimenloda
nio Pereira de Souia.Caetano Jos. Mon-
de,, .-Francisco Antonio da Silva. --Jo3o
Moreira de Mendonga.--Anaclelo Jos de
Mendonca.Caetano Aurelianode Carvalho
Couto.Ipnocio Jos da Silva.Antonio de
Oliveira Mello. C.uilherme dos Santos
Sazes.Caetano Comes de S.
OSr.Jui* Presidente profere o seguinte
despacho:
torne o jury a recolher-se para declarar
quaes sSo as circunstancias atlenuaiites
que se dio a respeito dos reos Antonio Cor-
reia Pessoa de Mello, e Jos Ignacio de
A breo e Lima.
Sala das sessoes, t7 de agosto de 1819.
Nabucoie Araujo.
Recolhido o concedi, pela segunda vez
a sala das conferencias, volta pouco de-
pois rom a resposta infra.
O jory. sendo proposlas as circums-
tanciasatlcnuintes do artigo 18 do cdigo
criminal, decide, por unanimidade, que
nenhuma deltas existe a favor dos reos An-
tonio Correa Pessoa de Mello e Jos Ignacio
de Abreu e Lima.
f Sala das sessoes, 17 de agosto do 1849.--
Asssignadnos meemos.*
O Sr ui~ Prndente lavra e pronuncia a
seguinte sentenca:
A' vista da derisfto do jury condemno
os reos I)r. Firpe Lopes Netto, Dr. Jerony-
mo Villela de Castro Tavarcs, Antonio Ror-I
gosda Fonseca, Feliciano Joaquina dos San-
tos, Antonio Feilosa de Mello, Leandro Cezar
Paes Brrelo, llenriqoe Pereira de Lucena,
Antonio Corre Pessoa de Mello, general
Jos Ignacio de Abreu e Lima, como ca-
breas de rehcllio, a rena de priso per-
petua simples, grao mximo do artigo 110
do cdigo criminal, combinado com o arti-
go 49 do mesmo cdigo, enascustas: ap-
pello, porcm, na forma rio artigo 79, !.
da lei de 3 dedezembro de 1841, quanto ao
reo general Jos Ignacio de Abreu Lima.
Sala itaa sessoes, 17 di agosto de 1819.
JosiThomaz yatmeu de Araujo Jnior..
mmmm
ordem do Exm. Sr. presidenle da provincia,
desta data, manda fazer publico que nos
dias 91,82 o 23 do corrente, ir a praga,
perante o trbuml administrativo da mesma
thesouraria, para ser arrematada a qu -m
por menos fizer, a pintura da ponte de San-
to-Amaro-Jaboalflo, sdb as clausulas espe-
riaesabaixo transcriptas e pelo prego de
290,000 rs.
As pessoas que se propozerem esta arre-
matado, comparegam na sala das sessoes
do sobredi to tribunal, nos dias cima men-
cionados, pelo meio-dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o pre-
sente, e publicar pelo Diario.
Thesouraria da fazenda provincial de Per-
nambuco, 8 de agosto de 1849. O segundo
escriturario servindo de secretario, Fran-
cisco Antonio Cavalcante Cuusseiro.
Correspondencia.
PARAIIIRA.
Snn redactores O Diario Novo de 17 do
correte diz que receben cartas da Parahi-
ba annunciando que o partido liberal alii
gndara completamente a eleigo as fre-
guezes da cidad<, Livramenlo, Jococa, Ma-
manguape e s.- Rila. Diz mais que havia to-
da esperanga de vencer no Brejo, II unan ti-
ras, CanYpina. Pombal e Rio-do-Peixe. Cum-
ure me protestar contra esta faladadc do
Diario-Noto : o partido constitucional obte-
ve completo triompho sobre os Ubtraes-cons-
tiluintei en\ todas as freRuezias da Para lu-
a,excepto na da capital e Pianc.e em mui-
Us deltas os liberan, conscios de sua milli-
dade, _nem aeapresenlaraui para disputara.
victoria como em Mamanguape, Cnrabita,
Dananelras, etc. O Diario Novo que chame o
leslemunho de alguns dos seu que ja sa-
lomo resultado da eleiclo na Parahiba e
n9o seja tilo fcil em dar pliantaslicas no-
ticias aos seus leitoies.
Sou seu constante leilor
O saquartma parahibano.
ALFANDEGA.
lendlmento do dia 20.....
CONSULADO (ERAL.
Rendimento do dia 20.....-..
Diversas provincias........
5:730,756
1:232,222
25,001
1-257,223
CONSULADO PROVINCIAL.
endimenlo do dia 20...... 1:221,129
Movimento do 'orto.
Navios entrados no dia 20.
Rio-Crande-do-Norie 19 dias, brigue bra-
silefro Sociedad, de 222 toneladas, capi-
l.to Joo Martina dos Santos, cquipaeem
11, carga loros de mangue; a Jos Mar-
cellino da Roza.
Acaraefi 27 dias, biate brasileiro Aomia,
do 50 toneladas, capililo Francisco Josc
da Silva Bastos, cquipageni 5, carga sola
emais gneros; a Mnnoel Gongalves da
Silva. Passageiro, Antonio Jos da Silva
Chrispiniano, Portuguez.
Macei 20 horas, barca ingleza William-
t Runell, de 298 toneladas, capito John
Could, eqnipagem 16, carga assucar o al-
godo; a Russ-ll Mellors \ Companhia.
Natos ahnlo no mesma dia.
Portos do SUl vapor brasileiro fakiana.
rommandlnle o primeiro-tenente Jos
Secundino Comensoro. Alm dos pas-
sageiros que Irouxp dos porlos do norte
Para osdosul leva a seu bordo : para A-
lagas, 1 eacravo a entregar, Fr. Antonio
de Santa Roza, Miguel Francisco doMon-
tncum 1 escravo, 3 pravas do prct com
baixa, Joflo Baplisla Pedroso : para a Ba-
bia, Adolfo Schafheillen, 2 pragas de
pret eom baixa, Rafael Jos Machado ; pa-
ra o ItlO-de-Janeiro, 2 imperiaes mari-
nheiroa, oc deade Moraes e Valle o urna praga de pret
com baixa. *
Krtjt Bare. franceza tune-Nelly, capito
Tombanl, carga fazendaa. p,,ssageiro
Joflo Levferc-Z, Suisso.
Rio-de-Janeiro -- Brigue brasileiro Bom-
isus, capito Joo Ventura da Silva, car-
ga assuoar, ago'ardente e mais gneros a
entregar.
EDITA ES.
.II- ,r,sP*cforra da airndega se faz
publico que no dia SI do corrente, ao meio-
"n, embasta publica, se hilo do arrematar
k .Mojos para costura um 10,000 rs., lo-
1* 40,000 rs.; 22 estojos para barba, um
,-00 rs., total 147,40 rs., SI jogos de
wspon.um-1,000 rs. total 81,000 rs.; 12
uujiasde vidroscomebeiro para cabello
duz>ai,M*n total 54,090, impugnado"
Por rotura pelo guarda Dent Borges Leal,
no d.paChon. 4U nd0 dju ;
Wosubjeila aosdireitos.
io"L"L nspector'lMi* nt0H0 *
Clausulas esptciaes da arremataran.
t 1.' A pintura da ponte de. Santo-Amaro-
Jaboalpo ser* feita sb as condi^fles e do
modo indicado no orcamenlo presentado
a approvacHo do Exm. Sr. presidente da
provincia, pelo preco de 290,000 r.
2.* As obras principiaro no prazo de
quinze dias, e acabarSo no de um mez, am-
bos contados em conformidade do artigo
lOdo regulamentodas arrematares.
, 3." O pagamento da arremalaciJo reali-
zar-se-ha depois de concluidas as obras e re-
cebidas pelo engenheiro.
4. Para tudo o mais que nao esl de-
terminado pelas presentes clausulas seguir-
se-lia inleiranienle o que dispOe o regula-
mento mencionado delldejulho de 1843
* Cahineto do engenheiro, 19 dejulho de
1849. O engenheiro, J. /.. ficlor Litu-
Ihier. a
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da
fazenda provincial, em cumprimento das
ordons do Exm. Sr. presidente da provin-
cia,de 7 e8 do corrente, e em virtude da lei
do orcamenlo vigente,artigo42, manda fa-
zer publico que, i cunte o tribunal admi-
nistrativo da mesma thesouraria, se hito de
arrematar nos dias 21, 22 e 23 do correlo
por venda, a quem mais der, os proprios
provinciaes abaixo declarados:
<> sitio na estrada do Espinheiro que fui
de Sehasliiio Jos da Silva Braga, avallado
em 3:000,000 rs.
Osilio dojardiro botnico na cidade de
Olinda, avahado em 2 000,000 rs.
As pessoas que se propozerem esta
arremalac9o,comparecam na sala das ses-
sOes do referido tribunal, nos dias cima in-
dicado, pelo meio-dia, competentemente
habilitadas. *
E para constar se mandn aflixar o pre-
.lenttt publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 16 do agoslo de
1819. O secretario, Antonio. Ferreira da
\niiunciara0.
- o lllm. Sr. inspector da thesourariada
fazenda provincial, em virtude da resolucSo
do tribunal administrativo, manda fazer
publico que, perante o mesmo tribunal, se
hade arrematarnos dias 21, 22 e 23 do cr-
rente por venda, a quem maior prc^o ofle-
recer, o ferro da grade velha da ponte da
Boa-Vista, avahado a 3,600 rs. o quintal, c
e si'di as cundieres abaixo transcriptas.
As pessoas que se propozerem esta
arrematadlo, comparecen na sala das ses-
sOes do sobredito tiibunal, nos dias cima
mencionados, pelo meio-dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se maodou alxaro pre-
sente, e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 16 de agosto de
1849. O secretario, Antonio Ftrrtira da
Annunciuco.
n CondicBes especiis.
1 A base da ai remala cao do ferro da
grade velha da ponte da Ba-Vista ser o
pieQo da avaliaeflo, segundo o teimo res-
pectivo, a tres mil eseiserntos ris o quin-
tal, livre de despeza do renioc.no e de peso.
2.' O ann.atante se apresentara no lu-
gar indicado para recebar o ferro que for
exlrabido, sendo previamente avisado pelo
arrematante da nova grade, ou por esla ad-
miuistrecBo.
r 3.a A remocho e peso do ferro ser feita
empresenta de um agente nomeado pela
adminislracAo das obras publicas.
Administrarlo Keral das obras publi-
cas, 4 de agosto de 1819. Jos de llanas
l'ulccio de lacerda, administrador.
-- O patacho Emulaco seguo imnreteri-
velmento para o Acarac no dia 26 do cor-
rente : quem houver do carregar ou ir de
passagem deve-o fazer com antecedencia.
ParaoRio-Crande e Porlo-Alegre pre-
tende sabir breve o bi iriio Flor-do-Sul, ca-
pito Jos Ignacio Pntenla, o qual tem bons
commodos para recebar a frele alguns es-
cravos, e tambam levar alguns passageiros :
quem pretender pode entender-se com o
sobredito capililo, ou com Amorim Irmflos,
ra da Cadeia, n. 39.
Para o Rio-de-Janelro sahe com brevi-
dade a polaca N.S.-do-Carmo : para carga
ou passageiros, trata-se com o seu consig-
natario, Francisco Alves da Cunha, na ra
do Vigario, n. 11.
Para a Baha pretende seguir viagem
com brevidade,ror ter ja alguma carga tra-
tada, a sumaca fYor-do-AHff'IYm.meslre Ber-
nardo deSouza, para o restante da carga e
passageiros, trata-se com o mesmo mestre,
ou com Luiz Jos deSAraujo, na ruada
Cruz, n. 33.
Para o Rio-de-Janeiro pretende sabir
com muila brevidade a mnilo veleira e qi-
nhecida barca nacional Firmeza : para car-
ca e passageiros,. ou escravos a freto, Ira-
la-se com o capito na pra?a do Commer-
cio, ou na ra da Madre-de-Dcos, n. 3, ter-
ceiro andar.
~ Para o Maranho e Para sabe, em pou-
eosdias, o brigue-escuna Ijtura: recebe
carga afrete e passageiros: trata-so com
o capito na prafa do Commercio ou com
Novaes & Companhia na tua do Trapiche,
n. 34.
alazo; edous taixos grandes do rodnaco.
Iloga-so as autoridades qua lia ja m de dar
as providencias que estiverem em seu al-
cance
Cralifica-se generosamente a quem
levar no Mondego casa defronle do sitio
do Sr. Luiz Comes Ferreira um viado que
desappareceu na larde do dia 19 do cor-
rente tendo tomado para os sitios annexos
aos fundos da dita casa levando urna cor-
dinha amarrada no pescoco; he muito man-
so, ror ter sido criado desde pequeo, por
isso julga-se que ello mesmo procurara al-
guma cusa, por ser muito domestico: quem
o levar a dita casa cima ou der noticias ,
ser gratilicado.
a>
>
>
fe-
Avisos diversos.
Lotera do Guadalupe.
He anda transferido para odia 31 do cor-
rente o andamento das rodas desta lotera,
visto que estese no pode realisar no dia
13 annunciado por existir ainda por ven-
der um numero lal de bilbetes, que no ba-
bilitou o respectivo tbesoureiro para elTei-
luaro dito andamento, que s depenle da
prompla venda dos mesmos bilhetes
-- Quem liver dividas para oalugarcs Ca-
ruar, Allinltoe Panellas, o quizer que se
cobre, annunrie dumanhita para ao depois.
O Sr. Targino, rsludante de Ohnda,
queira vir pagar o que deve na ra do Quei-
mado, n. 30, poisquu com oalbeio no so
luxa.
BRINCO DAS DAMAS
Jseacham rcimpressos os ns. 1., 2.* e
3." ileste peridico o estilo venda na pra-
(a da Independencia, ns. 6 o 8, e no pateo
do Collegio, luja do Sr. Dourado, onde tam-
bom existem ascolIercOes de lodosos n-
meros que teem sabido.
-- Fui furtado do sitio da viuva de Vieira
& Filhos, residentes na Soledado, um tran-
celn! de ouro, redondo, com o peso de 14
oilavas, sendo ouro de lei : roga-sc a quem
fdr offereci lo por pessoa suspoila, de o ap-
prehender e levar ao dito Sitio, uu em sua
luja da ra da Cadeia do Recifc, n.24, que
ser generosamente recompensado.
Dcseja-se fallar com o Sr.
Dr. Honorio Fiel Signinringa Vns
Curado : na na Nova, n. 65, ou
queira annunciar a sua morada.
JoscMartins de Amorim, eidadd por-
luguez, vai a cidade da Parahiba a negocio.
Nos abaixo assignados, Delirad & Com-
panhia, fazeinos acienle a esta praca que,
tendo (o,lado a convenci que. liiibamos
com o Sr. Fernando de Lucra, a datar do dia
18 do corrente, o mesmo Sr. Fernando do
l ucea no he mais empregado de nossa ca-
sa. Hebrad & Cumpjnhia.
Precisa-se de um caxciro portuguez
ou brasileiro para entregar po em urna
freguezia com um preto, e que d fiador
sua conducta : na padaria do paleo da San-
ta-Cruz, n. 6.
-- Jos Rodrigues de Araujo Porto em-
barca' parvo sul o seu escravo Laurentino.
Aluga-se um sobrado de um andar, si-
to na ra do Amorrin no Foite-do-Maltos,
muito fresco e com enmmodos para grande
familia: a tratar na ra da Ouz, n. 64.

Deciarayes.
O cmti va o servindo de administrador da
recebedoria de rundas geraes ioternas, abai-
xo assKnado,-avisa a lodos os devedores de
imposto de lojai abertas do bairro d Santo-
Antonio, relativo ao anno de 1848 a 1849,
que compare^am al oiiia 22 do corente,
alim depagarem o que estiverem a dever,
sOb pena de ser remedida a relago para
juizo. Recife, 17 de agoslo de 1849. Ma-
nuel Antonio Simes do Amoral.
Cartas seguras existentes na adminis-
tradlo do correio para os Srs. cadete do oi-
i.ivo batalho Francisco Manoel de Faria,
Joo Peixoto da Silveira e Jos Dias Cui-
mares.
Quem quizer urna ama de leile sendo
escrava, dirija-se ra do Queimado, n. 13.
O abaixo assignado, tendo de
proceder a inventario por l'alleci-
mento de sua ninlher, roga a todas eivel como no crime, e para eWnar as lin-
1 "oas latina e franceza a quem so quizer
E Fabrica especial de
"adeiras na rua
largado Rozarlo,
n. 10.
% Henry Doman et Jules Imai
teem a honra de avisirom ao
11 s| ei'avel publico quesea- ^
bam de abrir sua tenda de
marceneria omlo hno de
fabricar especialmente ca-
^ deirns francozas americanas e al-
5> lemas anphii e marquezas. Os an-
5>- nunclanles, chegados hapouco tcm-
g pode Franca, trazem os modelos os "JJ
? mais lindos e mais commodos que J
^ se fazem agora, e por isso seacham 5
'y habilitados para salisfazer as pessoas ^g
>A- Que quizerem honra-Ios com sua ^
!> connanea. Os mismos tambem se en- ^
carregam do concert do qualquer 4t
& mobilia de assento que se apresen-
ft lar e os seus freguezes ficaro con- *
f lentes ilo modo que sero servidos, J
ff tanto em promplidflo como em soli- J
^ dez o prc?o barato. ^
i> Previne-se no publico que o siliu de
Elias Cnelho Cintra que tem de ir a pi.ie.i ,
segundo o unnuncro ftito pelo Diario de
Pernambuco, a reqiierimentn do Agostiubo
llenriquesda Silva, se acha liypotheoado,
como consta da escpiplura publica muito |
anterior a penhora : e para que no baja
duvida para o futuro faz-so a presente de-
claradlo.
a rua de Agoas-Vcrdes casa terrea
n. 26, engomma-se e lava-se toda a quali-
dade de ronpa, por preco mais coniinodo
doqueeai oulra qualquer parte.
AgenciH de passaportes.
Na rua do Collegio, n. 10, o no Alerro-
da-lloa-Vista, loja n. 48, conlinuam-se ati-
rar paisa portes para dentro e fra do im-
perio, assim romo despacharr.-se escravos.
0> contratadores do contrato de 2,500
rs. do municipio do Becife vendem os anuos
la freguezia de S.-Amaro,Muribeca, S.-I.ou-
reiiQo e Luz : os prelendcnles fallem ao
coronel Manoel Cav..lanlo de Albiiqucr-
que Mello socio caixi do mesmo conlra-
to no seo eugeiiho Gigui.
O. Stdrrck Companhia, con-
vencidos de que a condueco das
formas de assucar pura a casa de
purgar lie sem duvida o servico
que mais moi tilica a escravalura
de um fiigenlio, e desejando quan-
to possivcl lie o melhoramenlo dos
senliores agricultores, leem inven-
tado e conseguido construir varios
cairos de ferro que facilitar de
urna maneira admiravel este pesa-
dissimo trahallio. As pessoas inte-
ressadas m"ki convidadas a inspec-
cionar, u,i fndieo d'Aurora em
Santo-Amaro, esta nnii ulil in-
venrao.
O doulor Lourenco Trigo de Loureiro
reside actualmente as tojas da cusa do
lllm. Sr. ilesembargador Bastos, na rua da
Aurora entrada pelo lado da mesma rua ;
e u ti i se ollerrce para advogar, tanto no
Horacio por J. A. da Molta e a IradueQo
em francez do toda obra de T. Livio : quem
liver annunci".
. Compram-sc ao a 3o acc5es
da companhia de Beberibe : quem
as liver snnuncie para ser pro-
curado._______________________
Vendas.
Para presente.
As venturas de Telemaco n
francez, em a volumes pequeni-
nos, ricamente encadernados em
peau de chagrn, proprios para
presente.
O Judeu Errante, por Eugenio
Sue, traduzido em portuguez em
to voluntes brochrdos.
Vende-secada urna destasobras
separadamente por 10,000 rs., na
rua do Hozario larga, loja de J. J.
Lody.
Vendem-se 2 moloques do 12 a 1 an-
nos; 2 mulatinhos de 14 annos, ptimos
para pagem ; 3 cscravas mogas com habi-
lidades : na rua Ilireita, n. 3.
Na rua da S.-C.ruz, taberna 11. 1, venda-
se carnauba a rctalho e em porgo.
#tf Si?" ?###**
^ Vendem-se escravos baratos, na rua #
1' das Larangeiras/** 14, segundo an- &
O dar, como sejam: moleques mole- r<#
, cas, niohcfles, negras e negros do to- m
& do o servido. (9
f) *
Vende-so urna prela do naeno de meia
idada por preco coii-modo : quem a preten-
der diiija-se a Fra-de-Poitis, n, 135, oudo
se dir quem vende.
Bom gosto.
Na rua do Queimado, viudo do Itozario,
segunda loja, n 18, vendem-se lindos eiu-
periores cortes de enmbraia do seda com
horra, ricos chales de seda matizados do co-
res, ca 111 liraias brancas com barras, lencos
de cambraiadelinlio, e oulras umitas fa-
zendas por menos do que om outra paite.
Na livmrians. OeSda praga da Inde-
pendencia vende-sc o seguinte :
liamial eleitoral
contendo a lei regulamenlar das eloigOese
os decretos e decises do governo que dflO
esclarccimenlos sobre sua eiecuc,"o.
as pessoas que se julgarem seus
credores, que.se apresentem aleo
dia 15 do prximo futuro mez de
selembro. T.eai, 11 de agosto de
18^9. Victoriano Augusto
ulilisar de seu prespmo.
Denles arlificiae-t.
J. A. S. Jane, dentista participa ao res-
peilavel publico que contina a exercer a
sua profissSo na rua estrella do Itozario ,
n 16, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama leits; nasCin-
co-Pontrs, h. 69.
Precisa-so alugar um preto para carre-
gar um taboleiro de fazendas na ron : a lia-
na I tar na rua da Cadeia do Itecife, n. 25.
Na rua de Agoas-Vcrdes, 11. 96, ha um
Borges.
--Precisa-se alugar um preto para car-
regar um taboleiro de fazendas na rua: ua
rua da Cadeia do Itecife, n. 25.
-- Precisa-se de urna ama de leile
rua.da Cadeia de S.-Antonio, n 13,
Por se estar liquidando cuntas pede-se tintn en o que aceita toda quahdade. de fa-
aos abaixo declaiado* que queiram satis- zenda, tanto de la como de seda, para tin-
Avisos uiantimos.
Para a Parahiba sahir mprelerivel-
mente no dia sa libado o biate Espadarte:
quem ne mesmo quizer ca regar ou ir de
passagem, trate.na rua do Amorim, numero
36, ou no trapiche d'algodo com o mestre
a bordo.
Para o Bio-de-Janeiro segu viagem im-
prelerivelmente no dia 26 do correte o
brigue asombro : os Srs. que Iralaram em-
barcar escravos a frete, queiram embrca-
los al o referido dia, para o que trala-se
com Joo Jos Feroandes MagaltiSes, ua rua
da Cadeia do Becife, n.6I,
Para o ('.cara sali, no dia 25 do corren-
te,o brigue-escuna Felii-Fenlura por ter
parte da carga prnmpta : para o restante e
passageiros, trata-se na rua da Cruz, n. 31,
~ti Luiz Jos de S Araujo.
- I'ara Lisboa o brigue portuguez Sao/-
. capito Joo Francisco de Amor, s-
om a maior brevidade posslvel, por ler
u carregamento quasi prompto : quem
esmo quizer carregar, ou ir de passa-
dirija-so aos consignatarios, OiWei-
& C., ua rua da Cruz. 11. 9, ou ao
Ano
fazer os seus dbitos, |ivrando_assm do ser
uecessario declarar seus nomes por exten-
so : P. E. S. I. M do L., A. do A M., S.
J. do T., J. A. do M J. F. M. de A.
Oannuncio da venda de um escravo
crioulo perito oflicial de sapaleiro, na
rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 22, be fal-
so : osenhor desso escravo no esta dispos-
lo a vende-lo por motivo algum o adver-
te ao autor do supradilo aniiuuc o que, se
tcm algum para vender repare bem no nu-
mero de sua casa para evitar engaos e
se quer divertir-so procure outro passalem-
po mais agradavcl.
Urna pessoa habilitada se propOe a re-
ceber alumnos internos e externos para en-
sillar primeiras ledras hngoa nacional
franceza, geometra e rbetorica, prometien-
do o mais desvelado tralamento mediante
um mdico eslipendio : as pessoas que o
quizerem frequenlar podero dirigir-se
rua das Flores, sobrado u. 1, das duas ho-
ras da larde em dianle.
-- Aluga-se a loja do sobrado n. 24 da
rua da Aurora.
Quem annunciou querer comprar urna
cadeira quasi nova dirija-se ao paleo do
Carmo, sobrado de Gabriel Antonio.
0 Sr. Dr. Vascuradu queira ler a bon-
dade de ir ao liotul-Commerciu, ou annun-
Cie sua uioraJa que se Ibe desoja fallar.
c- Ao amanhecer do dia 20 do corrente ,
Cuflaram, do quintal do sobrado da rua do
-Hospicio, d. 15, um cavallo capado, de cor
gir de todas as cores, assim como chapeos
de palha para p-los pretos : tuduror pre-
sos commodos. Na mesma tambem ha urna
senhora que se propOe a receber om sua ca-
sa roupa para I vai-, engommar, e fazerco-
midnspara homens solteiros tudo por pre-
sos commodos.
Precisa-se, para a morada de un ho-
mem soltciro no bairro de S.-Anlonio ou
Itecife um sot.lo ou una sala com alcova,
tudo decente : quem liver annuncie.
Quem annunciou querer comprar ac-
cOes da companhia do Beberibe, querendo
20, podo dirigir-se a rua do Livramenlo,
n. 26.
Precisa-se fallar aos Snrs. Francisco
Antonio Cavalcante Cousseiro e Dr. Vascu-
rado : na ma do Amorim n. 13, primeiro
andar.
Quem annunciou querer comprar ac-
c/iej da companhia do Beberibe, querendo
20 a 22 accOes dirija-se a rua da Cadeia de
S.-Antonio, n. 20.
Quem Ibe Ja I tar um cavallo ruco, de
eslri baria, dirija-se* rua do Collegio, n.
6, que, dando os siguacs, Ihe sera entre-
gue.
--Alugam-se o vendem-se superiores bi-
xas de Hamburgo: na rua das Cruzcs,
n. 40.
jonunr .s.
-- CompraJ-se a traducqo das odes de
9
$1 Para liquidar-se." ffi
Q) Vendem se, por barato preQo cor- j
v tes il vestido de cambraia com barra )
2 branca o decores, a 1,440 rs. ; meias
(! decAicspara senhora, a 1,800 rs. a >
5* duzia ; ditas para meninas, a 1,000 (!)
<> rs. ; suspensorios de meia, a 1,000 t
j rs. a duzia ; l ot.ies do duranue a 1*
^y 240 rs. a grosa ; lencos de so.la para 4
v> algibeira c hombros de senhora, a -^
( 400. 500. 80, 1,000, 1.200, 1,400 **,
(f 1,600 e 2.240 rs. : no paleo do Car- )
^ mu, n. 18, segundo andar. 4
Vende-se um quarto de carga, muito
bom e sem achaques por prego commodo :
na rua do Seve, casa encostada a otaria ,
11. 8.
A '2,000 rs. a eaka de
cen charutos.
Vendem-se charutos regala de S.-Felix ;
ditos caladores, cavalheiros, regalos de lia-
valia e cutios, todos de superior quahda-
de, pelo mdico preco de 2,000 rs. a caita
de cen : na rua Nova casa de comestives,
n 69.
Superiores car tan de
jgar.
Vendem-se superiores cartas de jogar,
em 1 miau o a relalho, por prego muito
commodo: na rua Nova,' casa de comestives,
n.69
Vende-se urna porgo de bolacha or-
dinaria, por prego commodo: na rua l)i-
reita padaria 11. 26
Vendem-so duas pretas, sendo urna
deltas boa lavadeira : na rua do Collegio,
n. 15, primeiro andar.
Vende-so urna prela sadia : no paleo
da Penda, sobrado n. 4.
Vende-so um bom preto mogo e ro-
busto : na rua da Cadeia do Becife, n. 39.
Conlinua-se a vender manteiga ingle-
za pelo diminuto prego do 600 rs. a libra :
no Aterro di-Boa-Vista, venda n. 54.
ltua larga do Rozario,
n.l4.
Pradenis,cutileiro e
armeiro,
tem a honra de prevenir ao respoilavel pu-
blico e principalmente aos seus freguezes
que ello acaba de receber um rico sorti-
inenlo do espingardas de caga de um o
dous canos li unchados e adamasquinados ;
osle sorliinento ha tambem algumas mui-
to curtai para cagar na mallas e lagas.
Seus freguezes acharo tambem um rico
soi-lmenlo de pistolas tanto de montara
como de tiro edealglboira muito peque-
as ; bolgos de cagadores, entrancados ;
formas de fazer balas de todas as hitlas:
bem romo concerta o faz qualquer obra
peitcncenle ao seu oflicio; amla sempre
as tergas, quarias e sabbados coro perfei-
goe brevidade.
Vende-se um superior cavallo de carro,
muito proprio para cabriolel: na praga do
Commercio n. 2, primeiro andar.
- Vende-se urna preta de 18 annos, sem
vicios e com todas as habilidades : na rua
do (tange!, n. 77, segundo andar a qual-
quer hora do da.
Vende-se a taberna do pateo da S.-
Cruz, ao p da padaria de urna ao porta,
que vende vinte mil rs. diarios; a dluheiro
uudesobrigaa praga : a tratar na mesma
taberna,


Vendem-se cortes de cambraias da-
mascadas proprias para vestidos, a 3,000
rs. ; ditos de talagarga, a 1,600 e 2,500 rs. ;
cassa-chita decores fixas a 300 rs. ; lan-
7inhas p-ra vestidos, caigas e ronpa de me-
ninos a 320 rs. o covado ; fazenda de lila
comlistrasde soda, propria para vestido
do senhora a 640 rs.; ISas para caigas, de
muilo bom Rosto c de superior qualidade ,
a 2,200 rs. o corte ; cortes de cassa, a i,400
rs. cada nm; panninhocom vara de lar-
gura a 240 rs. a vara, e a 2,500 rs. a pega
com 10 varas e meia ; chales de pura lila,
a 2,000 rs. cada um ; fustOes para colletes;
a 500 rs. o corte ; e outras muitas fazendas
por barato prego : na ra do Crespo, loja
n. 15, de Cunha CuimarSes & Companhia.
A 640 rs. a libra.
Que'jos I o lid: i nos.
Vcndem-sn, pelo barato prego de 640 rs. a
libra qucijos londrinos chegados recen-
temente : na ra do Amorim, n. 36.
Vende-so um cachorro da ilha muilo
novo brabo e do bonita (gura por proco
commodo : na ra da Concordia passando
a pontpzinha direita, primeira casa.
Vende-so urna pedra de filtrar agna ,
nSo pequea com a sua competente calxa,
por 16,010 rs.: no armazem do assucar de
Domingos Soriano f.oncalves Ferrcira.
Vende-se superior cal virgem de Lis-
boa ,em barrls pequeos; feches de arcos
de pao e rodas de dito para barricas; c-
ndeles do pinho abatidos para assucar ;
pregos caixaes do Porto, em harris de 10
milbeiros; ditos de estuque cm barris de
32 a 45 milheiros ; marmelada de l.islia ,
em latas de 1 e 2 libras ; pilulas de familia :
na ra da Cruz, n. 49, primeiro andar a
fallar com Joaquim Ferrcira Mendes Gui-
marfes.
-- Nos armazens de Francisco Das Fer-
reira e no de Leopoldo Jos da Cosa Aran-
jo ha para vender o mais superior vinho
do Pono que tem vindo a este mercado, em
barris de 4.*, 5." 7. e 8.* Os apreciadores
I odem sortir-se porque poticas vezes c
vem fazenda igual.
Cortes de brlm de puro
linho, a 1,<80.
Vendem-se cortes de brim trancado
pardo de puro linho, pelo diminuto preco
de quatro patacas : na ra do Crespo, loja
da esquina que volta para a cadeia.
Vendem-se relogios de ouro e prata,
patentes inglezes: na ruada Senzalla-No-
va, n. 42.
Rap roiofranccz.
Vende-se o superior rap rolSo francez ,
nicamente as lojas dos Srs. Caelano Luis
Ferreira no Alerro-da-ltoa-V'ista n. 46 ;
Tliomaz de Mallos Fstima na mesma ra,
n. 54 ; Francisco Joaquim Duarto, ruado
CabugA ; Pinlo &lrmSo na ra da Cadeia
doReeifc, n. 19.
Vendt-se cal virgem de Lisboa de
superior qualidade, em barris de 4 arrobas,
chegada neste mez pelo brigue Haria-Joi :
a tratar na ra do Rrum, armazem de
Antonio Augusto da Fonseca, ou na ra do
Vigario. n. 19.
'*> 9
P Vende-se superior farinha de man- J
* dioca, muilo nova por preco mais Jf
*~ coniniodo do queem uulra qualquer ^
*> parle: a bordo da sumaca Bella-Arge- ^
" lina, fondeada del'ronle do caes do ^,
W llamos ou na ra do Vigario, n. 19,
5 segundo andar, casa
^ I'inheiro.
de Machado &
-- Vcndem se presuntos inglezes para
fiambre ; latas com holachinhas de Lisboa ;
ditas de araruta ; ditas de marmelada de
1, 2 e 4 libras ; ditas de sardinhas ; ditas de
hervilhas ; ditas de chocolate de Lisboa ;
frascos de conservas ; ditos d'agoa de flor
de laranja; barris com azeitonas brancas de
Klvas ; garrafas com vinho moscatel de Se-
tuhal e da Madeira ; queijos de prato ,
frescaes : ludo novo e chegado ultima-
mente de Lisboa : na ra da Cruz, no
ltecife, n. 46.
~ Vene-se champanha da mais superior
qualidade que tem vindo este mercado :
Ta ra da Cruz, n. 27, armazem de Crocco
f. Companhia.
Vendem-se sellins inglezes e
camas de ferro: na ra da Senzalla-
nova, n. 4*.
Chd brasileiro.
Vende-se cha brasileiro no armazem de
moldados, atrs do Corro-Santo, n. 66, o
mais excellente cha produzido em S.-Pau-
lo que tem vindo a este mercado, por
preco muilo commodo.
AGIDNCIA
da fundicao Low-Moor,
BA DA SKZALT A-NOVA, N. l\1.
Neste estabelecimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenbo ; machinas de
vapor, e taclias de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos,
para dito.
A 640 rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodSo ameri-
cano, encorpadose'grandes, a duas pata-
cas ; chitas escuras de hons padroes e co-
res seguras, a meia palaca o covado: na
ra do Crespo, na loja da esquina que vol-
ta para a cadeia.
Vcnde-se algodSo trancado
da fabrica de Todos-os-Sanlos a
370 e a 3oo rs. a vara : na ra da
Cadeia, n. 5a.
Taixas para engenho.
Na fundiefio de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sorlimen-
lode taixas de4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promplidSo. embarcam-se,
ou carregam-seem carrossem despezas ao
omprador.
Vonde-se.'dor 350,000 rs., um escravo
com officio de sapateiro e que he proprio
para todo o servigo, por ser mullo robusto
e sadio na ra do Queimado, n. 14.
Cadciras de palhinba e
de balando,
bom com outros muitos trastes .* vendem-se
em casa de Kalkmann lrmfios, na ra da
Cruz, n.10.
Superior cha brasileiro.
Vende-se superior cha de S.-Paulo em
caixinhas de urna e duas libras: na ruada
Cadeia do Ilecife, n. 51.
f> o
Na loja da ra do Crespo,
9 n. G, ao p do lampe3o, ven- 9
q dem-se os acreditados brins
O trancados de puro linho. O
fa Cortes de brim trancado pardo, a O
O 1,280 rs. ; dito cor do ganga, a 1,440 O
O rs.; dilo muilo fino, a 1,600 rs.; di- Q lo branco listrado a 1,500rs. ; pico- <-J
'', te, a 180 rs. o covado; chitas escuras i}}
q e de cores fixas a 1f 0 o 180 rs.; co- .?, bertores americanos, muilo encor- q
j? pados a 640 rs. o corte ; cortes de ,
f cassa branca para vestidos, a 2,000 -J
'2, rs. pecas de ditas para ba hados a Z?
J? 9,100 rs. c a 32o rs. a vara ; chapeos 2
de massa a 1,600 rs. ; ditos de seda 9
G* a 640 rs. ; ditos a 400 rs. ; fustOes pa- O
O ra collete a 480 rs.; ,dito superior a O
0 OlOris. >
FARINHA DE MANDIOCA.
A melhor farinha de mandioca que tem
venda he a bordo do brigue Minerva, chega-
do de Santa-Catliarina, e fondeado na praia
do Collegio, onde se vende a preco mais
commodo que em qualquer outro barco ; e
lambem se pode tratar na praga do Coin-
mercio, n. 6, primeiro andar,
llameas.
Vcndcm-se barricas vasias que fram de
farinha em p e bem accoodicionadas :
na ra do Amorim n. 35 casa de 1. J.
Tasso Jnior.
A GAO rs.
Vendem-se cobertores de algodSo, muito
encorpados, proprios para cscravos a iluas
patacas cada um : na ra da Cadcia-Vrllia,
n.33.
Deposito da fabrica de
rodos-oS'Santos na linhia
Vende-se em casa de N. O. Iticber & C.
11 roa da Cruz, n. 4, algodSo trancado
aquella fabrica, muilo proprio para saceos
de assucar c roupa de escravos.
i,a8o rcis.
Vendem-se superiores cortes de brim
trancado de puro linbo cor de lama de Pa-
rs pelo barato preco de 1,280 rs. : na ra
do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Das.
Fnlha de Flandres.
Vendem-sn caixas com folha de Flan-
dres : em casa de J. J. Tasso Jnior : na ra
do Amorim. n. 35.
Bombas de ferro.
Na fundieSo de ferro da ra do Brum ,
vendem-se superiores bombas para cacim-
ba assim como de repudio para fazer su-
bir agoa casas at altura de 4 a 5 andares:
Pecas deesguiao com 10
varas, a 5,1200 rs.
Vendem-se peces de e?guSo de algodSo,
com 10 varas a 3,200 rs., e a 360 rs. a va-
ra : na ra do Queimado, luja n. 8.
Vende-se um cavallo assa de estriba-
ra : no pateo do Carmo, n. 16.
A o bom c barato.
Na ra do Queimado, vindo do Itozario ,
segunda loja n. 18, conlna-se a vender
panno fino prelo e verde i 2,000 rs. o co-
wdo ; suspensorios de seda a 500 r. o
par ; longos prelos de seda, a 200 rs. ; len-
gos lira neos de cassa a 160 rs. ; pegas de
1 >: ii ii 1111 > com 10 vai as o meia a 2,000 rs. ;
chapeos de sol, de seda para meninas a
2,580 rs. ; e outras nimias fazendas por
prego commodo.
Cbarutos de Havana
verdaderos: em casa de Kalkmann Ir-
ruios na ra da Cruz n. 10.
N. 9.
Ruada Madre-ile-Deos.
Puro vinho da Figueira.
O novo armazem desla pinga deliciosa
acaba de se abrir nesta ra, defronte do ex-
tinclo armazem ao mesmo preco de 180
rs. a garrafa e a 1,360 rs. a caada. Os
amantes diste licor all encontrarlo garra-
fas promplamenlc lacradas e com o seu
competente rotulo para trocarem por outras
promptamente ; assim como tanibem en-
contrado barris de diversos tamanhos,
por precos bem rasoaveis ; bem como vinho
branco de Lisboa a 1,600 rs a caada o a
220 rs. a garrafa. O proprietario desle esta-
belecimento pedeexame para poderem ava-
har a pureza de sua qualidade e asseo, e
que em nada desagradar aos concur-
rentes.
Vende-se um alambique francez e de
cobro com pouco uso que leva a caldeira
50 caadas com muilo boa serpentina de
estanto fino que pesa 300 libras : esle
alambiquo trabalha por dous syslemas, um
que serve para destilar ga'apa c outro pa-
ra resillar ago'ardenle ; para esle tem tres
ratificadores os quaes fazem com que o
alcoolsaia sem chairo, muilo superior em
grao e muito simples para qualquer pessoa
poder trabalhar: achase montado e promp-
lo a trabalhar para o comprador ver : lam-
bem se vende urna machina do fazer limo-
nada gazosa, agoas mineraes e vinho
champanha : ludo por prego commodo : no
Alerro-da-Boa-Vista,n. 17 fabrica de li-
cores, de Frederco Chaves.
4cs fumantes de% bom gosto.
No armazem de molhados atrs do Cor-
po-Ssnto, n. 66, ha para vender, chegados
pelo ultimo vapor vindo d sul superio-
res charutos S.-Felix, e de outras muitas
qualidades que se venderSo mais barato do
que em outra qualquer parle : bem como
clgarrilhos hespanhes ditos de palha de
milho, que so estilo vendendo pelo diminu-
to prego de 500 rs. o cento.
llarmeladanova.
ohegada ltimamente do nio-de-Janeiro,
vende-se por prego commodo: rfs do Cor-
po-Santo armazem de molhados, n. 66.
Vende-se um pardo robus-
to, de il\ annos, perfeitamen te en-
tendido no servico de campo e sem
vicios : na loja da ra (J Crespo,
n. i5, de Cunha Guimares &
Companhia;
MadapolOes muito finos.
Vendem-se pegas de madapoles muilo
finos largos e encorpados proprios para
camisas de homeme senhora com 20 va-
ras a 4,500, 5,000,5,200 e 5,500 rs. ; dito
ordinario com 20 varas a 3,000 rs.; len-
gos de toquim com franja proprios para
meninas, a 640 rs.; luvas de pellica, peque-
as, a 500 rs. ; chitas de cores muito fixas,
a i 40 rs. o covado e a 5,000 rs. a pega : na
ra do Passeio, loja n. 17.
Na ruado Queimado,n. 8,
vendem-se chitas de cores bons padrOes
a 140 rs. o covado ; cassas de quadros para
bahados a 2,000 rs. a pega, com sete varas ;
algodo muito azul emeselado para roupa
de escravos a 200 rs. o covado ; cortes de
fusIKo alcochoado para collete a 320 rs; lon-
gos de cassa grandes, com cercadura a 240
rs.; meias finas para meninas a 320 rs, o
par; brim pardo liso de linho a 800 rs. o
corle de caiga, e outras fazendas por prego
commodo.
> iai
v V
A Vendem-se atoalhados de puro Ii- ^
nho com 9 palmos de largura a
f a 2,800 rs. a vara ; dito muito supe- T
9 rior e com a mesma largura, a 3,200 ;
? guardanapos, a 3.000 rs. a duzia ; di- J
A tos superiores, a 9,600 rs. ; loalhasda M
V mesma fazenda, e de varios tamanho. V
j| por prego commodo : na ra do Quei- fl
^ nado, loja do sobrado amarello, n. 29. tp
A 4oo ris.
Vende-se superior esguDo de algodSo de
quatro palmos emeio de largura', proprio
para camisas de senhora e jaquetasi pelo
barato prego de 400 rs. a vara ; bretanhas
do rolo com 10 varas, a 1,600 rs. ; supe-
riores cuites de fustOes alcochoado a
1,28o rs. ; ditos miudos a 400 rs. o corte :
na ra do Crespo, n. 14, loja da Jos Fran-
cisco Dias
Vende-se urna parda de bonita figura ,
com algumas habilidades : na ra da Ca-
deia do ltecife, n. 39.
Pecbincba.
Vende-se cha hysson de superior quali-
dade pelo prego de 500 rs. a libra : na ra
do Crespo, n. 23.
Nos armazens ao p da Alfandega, de
Dias Ferreira e BacelUr, vendom-se saccas
com farinha do mandioca a 2,000 rs. cada
urna.
A bordo do brigue ero vende-se bom
sebo em rama, por prego commodo.
Vendem-se,por prego commodo, no ar-
mazem de Dias Ferreira no caos da Alfun-
doga, saccas grandes com farinha de man-
dioca vindas do Maranhfio no brigue-escu-
na l.uwa ou a lialar com Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche, n. 34.
& o
9 O
* loja da esquina que volta g
q para a cadeia, vendem-se q
Q os acreditados brins trancados bran- 0
q eos lisos, de lislras e de linTio puro, q
q a 1,500 rs. o corte; dilo amarello a j%
''. 1,440 rs. ; dito muito superior, a j
pf 1,600 rs. ; picote muilo encorpado
jjf proprio para escravos a 180 rs. o JC
J* covado; panno preto muito fino, a *
w 3,200 rs. o covado ; cassa de quadros Jjl
O para bahados, a 2,000 rs. a peca ; lu- O
O vas de algodSo de cor, muilo linas, a O
Q 240 rs o par ; chitas rouxas com fio- 0
i > i i'v encarnadas, de tintas seguras, a Q
jj 180 rs. o covado ; cassas pretas, pro- Q
fo prias para lulo, a 160 rs. o covado; q
f\ pecas de plalilha de algodSo com 25 ,-;.,
)x varas, a 4,200 rs.; e'outras muitas jL
fronte da ra de Santo-Amaro,
n. 69.
--. Taias a ,,*w la. o uuu.9 muuaj ^
g fazendas por prego commodo. as
ooe-oo^Goooooc <&<&&
Vendem-se riscados escocezos com
vara de largura, a 290 rs. o covado ; cassas
pintadas do cores fixas, a 240 rs. o covado;
pegas de panninho de vara de largura, com
12 jardas, a 2,000 rs. : na ra do Crespo,
loja n.10.
Vende-se urna prela e um moleque de
bonitas figuras e mogos, por prego commo-
do por seu dono relirar-se para fra da
provinciana ra da Cadeia do Recife,
n. 39.
A ellas antes que se acabem.
Vendem-se ricas luvas de pellica para
homem e senhora pelo diminuto prego do
1,000 rs. o par : na ra do Queimado, n. 17.
Dfio-ae as amostras.
Vendem-se 8 lindos moleques de 12 a
20 annos ; 10 pretos de 25 a 30 annos sen-
do um delles ptimo cozinbeiro, outro car-
reiro, outro oflicial de alfaiate, e outro ca-
noeiro ; 2 negrinbas de 9 a 12 annos ; 3 par-
das de 20 a 24 annos com algumas habili-
dades ; 3 pret'S de 20 a 30 annos, sendo
urna ptima cozinheira : na ra do Colle-
gio, n. 3, se dir quem vendo.
Vende-se mantoiga inglcza, muilo boa,
a 480, 640, 800 c 1,000 rs. a libra ; bolachi-
iilia muito fina e quadrada a 320 rs. a li-
bra ; dita de soda a 200 rs. a libra ; dita de
araruta a 200 rs. ; dita ingleza, a 200 rs ;
batatas muito boas a 60rs.; azeite doce
chegado ltimamente de Lisboa a 640 rs.
a garrafa ; e todos os maia gneros por pre-
go commodo ; na ra estreita do Itozario ,
venda da esquina que volta para o pateo do
Carmo, n. 47.
Vende se cera de carnauba
muito superior e por preco com-
modo,-em arrobas e a retalho: na
ra Nova, armazem de trastes, tle-
Na loja do sobrado amarello, na ra
do Queimado, n. 29, vendem-se
cortes de vestido de cambraia de se-
da de moderno gosto, proprios pa-
ra baile a 15,000 rs. ; ditos de cam-
braia com listras do edres imitando
seda a 4,000 rs.; chitas largas fran-
cezas padrOes modernos e de cOres
fixas a 360 rs. o covado ; lencos de
seda da India, para hombros, a 1,800,
2,000 e 2,240 rs.; ditos brancos de
cambraia de linho, a 800 e 1,000 rs. ;
e outras fazendas de gosto a prego
commodo.
Vende-se urna mulata ainda moga com
urna cria do oito moyos : he prendada, e a
dona vende-a por se retirar para fra da pro-
vincia: quem a quizer comprar dirija-sea
ra da Moda,*n. 7, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ou-
ro inglezes e sellins inglezes cls-
ticos : em casa de Geo: Kenwor-
thy & Companhia, ra da Cruz,
n. i.
Na loja da modas francezas, na esquina
do A(erro-da-Boa-Visla, n. I.recebeu-sepe-
lo ultimo navio vindo do Havre um lindo
sorlimenlo de chapos de seda e de palha
fina da nova moda ; ricos manteletes de se-
da e de bico ; flores de todas as qualidades;
luvas de pellica curtas e compridas : ricas
fitas, plumas, bicos cambraias de linho,
camisinhas : ludo vende-se por prego mui-
to em conta.
Pichincha.
No Aterro-da-Roa-Vista, loja n. 78, ven-
dem-se pelles de couro de lustro, a 1,000
c 2,000 rs EslSo se acabando,
Na ra da Cri/2, n. 3, vende-se cera de
carnauba de boa qualidade.
Para escravos.
Vendem-se cobertores de algodSo ameri-
cano a 560 rs. cada um; zuarte de chadrez,
aic.ors. o covado; dito trancado, a 200
rs. o covado ; pegas de ganga azul da India,
com 4 palmos do largura e 12 covados a
2,400 rs.: na ra do Crespo, loja n. 10.
Vendem-se chapeos de senhora lanto
de palha como do seda, manteletes de bico
ede seda .chegados pelo ultimo navio de
Franga : no Aterro-da-Boa-Visla, loja da es-
quina n. 1.
O O
0 Cortes de caigas ejaquetas. )
<;' Na ra do Queimado, loja do sobra- &
0 do amarello n 29. vendem-se cortes 0
*.1: de cagase jaquetas de brim liso par- Q
0 do. a 1,000 rs.; dilos de dito de qua- gv
(', drinhos, a 1.120 rs. ; ditos de brim \
a trangado branco e de Jistras, a 1.280 -.
S rs. ; dilos de dito amarello, a 1,500 J?
X '8. ; dilos de casimira encorpada de 5
algodSo, a 2,000 rs. ; dilos de ISa a J*
O 2,000 rs. ; dilos de casimira elstica O
2 o do cores, a 4, 5, 5,500, 6 o 7,000 rs., O
O tendo muito sonde escolhor. O
O O
oooooqooo qooooooo
Vende-se urna loja com ar-
madlo ( nicamente), propria pa-
ra qualquer eslabelecimento, sita
na ra Nova, n. 19 : quem a pre-
tender, dirija-se a mesma l.ija,
que achara rom quem tratar.
Vendem-se 6 lindos moleques de nagSo
e crioulos sendo um delles bom olliei. I de
alfaiate,e ptimo para pagem um mua-
tinlio de 15 annos ; 6 pretos muilo mogos ,
sendo um delles perfeito cozinheiro ; urna
negrinhade 11 annos, com principios de
costura ; urna prela de meia idade, que co-
zinlia, engomma faz doces e d-se acon-
tento ; una dita do 18annos perfeita cos-
turera engommadeira faz lavarinlo co-
zinh, he recolhida e de muilo boa con-
duela; 3muliilnhasde 16 a 20 annos, com
algumas habilidades ; um cabra muilo ro-
busto, proprio para campo; e outros mui-
tos escravos: na ra da Cadeia do ltecife,
n. 40.
Chocolate.
Vcnde-se chocolate de varias qualidades,
como sujam amargo e inglez ; e caf moido:
ludo superior, por prego commodo: no
Aterro-da-Roa-Visla, n. 60.
~ Vcnde-se caf modo em latas de 24
libras ; cbocolatoem latas de 8 libras, vin-
do de Lisboa : no becco do Azeite de-l'eixe,
armazem n. 16.
Vende-se um escravo rrioulo de 24 an-
nos perito oflicial de sapateiro, sem vi-
cios nem achaques de linda figura para
pagem por isso ptimo para alguma cn-
commenda para fra da provincia : o mo-
tivo por que se vende se dir ao compra-
dor : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 22.
Para senhoras c me-
ninas.
Acabamde chegarde Franga urnas bol-
gas de conlas, com os competentes feches
dourapos, a cousa mais bonita que tem ap-
parecido no mercado, e emquanto o prego
he o mais barato possivel : na ra do Quei-
mado n. 22, loja de cbapeleiro vindo do
Itozario. D-se amostra com penhores.
Vende-se um bonito cabriolet; um
bom cavallo : um preto proprio para o scr-
vigode enxada : na ra do Pires, n. 19.
Hoje, das oito huras do dia
em diante, estarao expostosa ven-
da dous bons cavnllos de sella, na
ra do Crespo para a da Cadeia
No trapiche do Ramos existe um resto
do saccas de farinha de mandioca fabrica-
da perto deala cidade, por prego commo-
do, e ptima por ser muito nova e nSo ter
cheiro de porSo de navio como todas as
outras que veem do sul.
Farinha superior. '
Vende-se a bordo da sumaca
Feliz-Aurora, fundeadaem fian-
te do caes do Collegio, a farinha
mais superior que ba no ado
e por mais barato preco : a tratar
com Machado & Pinheiro, na ra
do Vigrio, n. 19, segundo oodar.
ou com o mestre a bordo.
Galo de ouro.
Vendo-sedo todas as qualidades elire-'
ras por prego commodo : na prtca da Inde-
pendencia, n. 19.
- He reconhecido hoje umversalmente
3U9 na presenga de um par de oculos adapu.
os ao grao da vista do paciente eai lu-
do quanlo os diversos autorea qur ami-
gos qur modernos leem escripto em me.
dicina tendente a curar vista curta, oo
oansada; e tanto isto he corto, que ellas
meamos usam delles, e por isso quera os
quizer bonse baratos, dirja-sea ra Urg
do Rozario, loja de miudezas, n- S5.
Amantes da boa pinga!
He na ra do Collegio, n. 13, que ge ven-
de superior vinho da Figueira aoa preo
de 1,280 rs. a caada e a 160 rs, a garrifi"
este bom liquido tem merecido a approri-
gSo dos concurrentes.
Vendem-se muito bonico
bertores de algodSo brancos, ti-
sim como escuros, proprios par
cscravos, e por precos muito coro,
modos : na ra da Senialla-Ve-
Iba, n. i38.
a
Na loja do sobrado amarello, na rae |
do Queimado, n. 29, continuam-se a
vender os bem acreditados pannos fi-
nos cOr de caf, de vinho e verde a 1
4,000 rs. o covado ; princeza preta
I infestada ,I fazenda igual a merino,
2 a 1,000 rs. o covado; sarja de ISa pre- ^
s ta lavrada propria para forro de
S obras, a 600 rs o covado ; merino T
S preto, a 3,500 rs.; dito muito supe-
% riir, a 3,000 el,500 rs.; e um eom-
pelo sorlimenlo de panno preto pi-
% ra todo o prego.
*wmwm*m-m**m*wm wvw+\
Cortes de brim enfranja.
1,280 rs.
Vende-se brim pardo de linho a 1,280 n.
o coi te, e cor de ganga mulio fino a I,M
rs.: na ra do Queimado, n. 8.
fcscrnvos fnirioofi
V V
ATTENgAO:
Um pardo claro,de alia estatura, cabel-
lo torcido; representa 40 annos pouco mita
ou menos e he escravo do reverendo visara
de Una tendo sido preso em Barrelros pin
se Ihe tomar um bahuzinho com roupa ; em
o mez de novembro prximo passado, foi
ao depois vislo nesta praga em fevereiro,
em companhia de um moco de nome alo-
raos e romo at o presente nfln ten ha ap-
parecido dito pardo roga-se as autorida-
des policiaes e eapitSes de campo, que o
apprenendam e-levem-no a ra das Cruz*
n. 30, 011 na ra da Cadeia do Recife,
36, ou em Una nos engenho* PamintoJ
Bom-Dia e Serra-d'Agoa que serflo gene-
rosamente gratificados, e se pagarlo todas
as despezas.
Do sitio de Pedra-Molle, engenho Apl
pucos desrppareceram, na noiledo itisH
do correnle 4 escravos alaria Camund,
de altura regular, ebeia do rorpo.de S
annos pouco mais ou menos olhos sbugs
Miados : Pedro, da mesma nagfin, de altan
regular, bem preto, mogo, ardo de un
ouvido : Francisco Paz alto, aecco, mogo,
bem esperto, e los Rolacha ambos 6
mesma nagSo preto mogo bem fallante;
lem urna cicatriz no tornazello de um fi:
todos fram vestidos de roupa branca. Ui
toda preaumpgSo que estes escravos qui
pertencem a Mara Candida de MagalhDrs,
fram furlados e seduzidos por um escran
de D. Maria Lucia li I lita do fallecido leen-
te-coronel Francisco da Rocha Paz Brrela
Roga-se as autoridades policiaes e capitte
decampolodaa vigilancia para oa appre-
hender, e ha toda a probabilidade que es-
tos escravos sejam vendidos para o aul del-
ta provincia: ser portanlo bem gratifi-
cado quem osapprehender.
Fugiram, em principios de agosto do
correnle anno, dous escravoa: Antonio,
de 22 annos, reforgadn do corpo eatatun
regular, rosto redondo, mos e ps bem
feitos : J0S0, de 26 a 28 annos, alto, corpo
regular, cor fula ; he oflicial de pedreiro;
custuiia trabalhar nesta praga: quem 01
pegar ou der noticias certas, aera bem ra-
compensado na ruadas Larangeiras, n. IL
segundo andar onde se informar a qaaa
pertencem, ou na ra da Aurora, n. 1, ter*
coi 1 o andar.
Desappareceu, no dia 14 do correnlti
da casadoabaxo assignado no lugar di
Agoa-Fria, um escravo de nome Joia, *
nagSo Angola de estatura alta, ollios rau-
dos ; tem um dos ps inchado com urna fe-
rida em cima do mesmo ; representa irinU
annos pouco mais ou menos; levou cami-
sa e c.11 gas de algodSo da trra : quem o pe-
gar leve-oao Alerro-da-Boa-Vitta, leja de
bab8 ou n'Agoa-Fria em casa do aunun-
cianle. Jaciutho Affonto Bailo*.
- Fugio, no dia 18 do crrante, a prela
crioula de nome Mara do trintae Un-
ios annos estatura regular, bastante cnea
do corpo, com falla de denles, ouquasi
sem mnlium na frente; levou chale
de seda escuro ja usado. Ruga-ceas auluri-
dades loliiiaesecapitSesde campo, q '
apprehondam e levem-na a ra de Hurla,
em um sobrado coittiguo a relingSo.
-- Fugio, no dia 17 do corrent, o moie-
qne Jos, de nacilo Benguela de 94 aniioj^
poucu mais ou menos, de estatura '^lj
lar, pouca baiba e asa crescida, bnj
grosso6 cara um pouco comprida caif
lo grande; he um pouco bisonho e ue9
muilo ; tem os ps bastante grandes; w
padeiio, oque musir pelas mflo e f<,uP*i
levou camisa de algodfiozinho e calcas11
riscado, mas como tem roupa fra la I*1
ja teiil.a mudado de traje. Roga-e as auto-
ridades policiaes e pessoas particulares, q"
o appieliemiam e levem-no a ra larga ao
Rozario, padaria n. 18, que serSo gratifica-
dos.
Pb*n. : na ttp. dr m de f*u*
i


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