Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06238


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Full Text
T"
Auno XXV.
Sabbado A
TAIITIBAS SOS CORBEIOB.
rolanna t Parahiba, segundas e sextai-felra.
Bo-Grande-do-Horle, qutntaa-felra ao melo-
r.i.^Serinhcin, Rio-Formoso, Porto-Calvo
Macet. no I., a II c 21 de cada me.
C.raiihup e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flore, a 13 e 28.
victoria, s quintas-felras.
Olinda, todos o dias.
EPHZKXRIDK9.
Phsesd> ;xa. Cheia a 4, 1 h. e32m.dam.
Mine, a 11, sil h. e ISm.dam.
Nova a 18, s 3h. cl3m.da t.
Cresa a 25, s 2 h. e 3li ui. da u
FBIlUB BE HOJE.
Prlmeira s5 horas e 18 minutos da manh.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da tarde.
de Agosto de 1849.
N. 171.
PRESOS DA STJSCRIP Por1 tres raezes (adianlado) 4/000
Por seis mezes 8^000
Por un anuo 15/000
das xa smiaka.
30 Sea. S.Rufino. Aud. do J.dos orf. e do m.da l.v.
31 Tere. S. Ignacio de Loyolla. Aud da chae, do
J. da 1. v. do civ. e do dos fellos da fazeuda.
1 Ouart. S. PedrodeinfuM. Aud. do J.da 2 y. clr.
2 Quint. N. S. dos Anjos. Aud. do J. dos orf. c do
3 Sext.Vl'.ydio. Aud. do J. da 1. v. do civ. c
do dos fcilos da fazenda.
4 Sab. S. Domingos de Gunnuo. Aud. da unan
e do J. da 2. vara do crime.
5 Dom. N.S.dasNeves.
cambios BK
Uf
S BB
Sobre Londres. 25 d. por 1/000
. Pars. 380.
. Lisboa, 115 por cento.
Otro.Oucas hespanhoe........
Moedas de 6*400 velhas.
de 6/4O0 novas.
de 4/000.........
'rala.Palacoes brasilelro.....
Pesos columnarlos.
ni tos mexicanos ...
AOOSTO.
rs. a 60 dias.
31/000 a 31/500
17/200 a 17/400
1(^200 a 161400
9/200 a 9/400
1/990 a 2/010
1/990 a 2/010
1/900 a 1/920
PARTE OFFICIAl
[governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 1 DE AGOSTO.
. Olcio. Ao chefe de polica, declaran
o oue n3o pode lar lugar o destacamento
jue requisita para a freguezia dos Afa-
DUo Ao presidente do concelho geral
i salubridade, scientificando-o de que llct
expedid a conveniente ordein ao inspec-
ur ds thesouraria d fazenda provincial
Ifim da que mande salisfazer a conta da
espeza feita com as preparaces do uassa-
fu, e bem aasim para que mande entregar-
le a quantia de 120,000 rs. para compra
los objectos, porS. me. mencionados.Ex-
bedio-se ordem i thesouraria.
Dita. Ao director do arsenal de guer-
ra, communicando haver o commandante
kupeiior interino da guarda nacional de O-
inda e "Iguarass participado ter enviado
J>r aquelle arsenal no da 26 de junho ul-
Kimo o armamento que se farneceu a refer-
Ida guarda nacional antes da revolta e du-
[rante ella, faltando sois armas que fram
pprehendidas pelos rebeldes no ataque do
a 2 de fevereiro do crrante anno.
LDito. Ao mesmo, ordenando mande
anufactur.r naquelle arsenal o f.rdamen-
i que deve substituir o que foi fornecido
(quinto htalh3o de fuzileiros, cuja im-
hrlaneia 8. me. receben do respectivo
mmandante
I Dito. Ao inspector do a'senal de mari-
Jia, para que ordene ao engenheiro me-
Jianico Andr Manrique Wilmer que se a-
Ireserjte o inspector da alf.ndoga desta ci-
lade, afim de examinar o estado/das pre-
les do armazem n. 1 da mesma alfandeg,
kropondo os reparos que nelle se devem fa-
er. Inteirou-se o inspector da thesoura-
ria da fazenda. .
[ Dito. Ao inspector da thesouraria da
hienda provincial, remllenlo a conta da
Jespeaa feita com o sustento dos presos po-
bres da cadeio do Po-d'Alho, afim de que
|a mande atiafazer a Antonio Joaquim de
FigueiredoSoabra, ou a seu procurador
Dito. Ao administrador das obras pu-
ilicas, autorisndo-o a mandar avaliar e
lrdisposicflo da thesouraria d faienda
krovincial-para ser aijremalado o ferro das
Jfadea velhas que se rem tirando da no ir-
le da Boa-Vista. (.irnmicou-.su ao ins-
pector da referida (herrara.
Dito. A cmara de Iguarassti, declaran-
Jo que ao supplente mais votado do qua-
llriennio passado compete, no impedimento
Ido respectivo juiz de paz, presidir os traba-
llhos da qualincaeflo i que seteem de proce-
[der prximamente naquella freguezia.
Dito. A mesma. Acensando recebido
lo olcio que Vmcs. me dirigiram com data
[de 26 de julho lindo, participando que an-
da aenBo proceleu nesse municipio elei-
l'fio de vereadores e juizes de paz para o
quatrlennio eorrente, lenho a declarar-Ibes
emresposla que devem Vmcs. expedirs
convenientes ordens para que a referid e-
leicflo lenha lugar na terceira dominga, 16
de setembro prximo futuro.
Dito.--A cmara municipal Jo Rio-Formoso.
-Fot-me hoje presente o ofllcio que Vmcs. me
Idirigiram em dala de 27 de julho prximo pas-
pado, pediudo esclarcciiiientos s seguintes
Iduvidas :
1.* Se, WWo-e augmentado pela lei provin-
Icial n. 238 o territorio, e por couseguinte a
[populaco ifreguezia do Bio-Formoao, de-
vem os novo fiegurzes votar na mesma fre-
uezla. ou naquella a que perlenciam antes da
ri, pi rilando alllqualifioados ?
i'..' Se, augmentada a populaco com o ac-
cifsimrdo territorio, deve tambem augmen-
tar-* o numero de eleltores deminuindo-se na
I frrguezla-doude foi desmembrado o territorio .'
' 3.' Se 8s votantes que em virtude da allera-
| cao de lAiites llcaram perlencnido a esta fre-
uezia4devein ser chamados pela qua!ifica9ao
feita na de Una ? .
4.' Se, coi o augmento e dlminuican do ter-
riiurio das freBurzii nao se havendo feito no-
[ vos juizes de paz, podem as eleicAes ser relias
com os actuae julze de pas elellos para as
incurias freguezia no estado em que anterlor-
I mente se achavaui ?
6* Se, restaurada a freguezia de Parreiros
qne at o presente ni* se acha cannicamente
prvida, pode-sealli proceder s eleicoes, u
le.ealas devem aer feius na freguezia de Una,
tiende foi aquella desmembrada, sendo que
]*:. ella nao se procedeu elelcao de juies
de paz em lempo competente por nao se acbar
I eolio restaurada ?
B em solucao s mesma duvidas lenho a de-
clarar-lhe :
U* Que os roanles que em cooseqnencla da
allrrafo feita pela le provincial n.238ficaram
perleucendo parochia do io-Formoso, de-
vem asi votar, visio que a elelcao be feita
por parochla, e nao pdem os habitantes de
urna vetar em outra: cuinprlndo, porm, ad-
virllr que, se elles nao tlvercm sido qualirica-
do nesia freguezia nein naquella que dan-
te perteiicliai, nao podan er admillidos a
votar, pols nue so vola quem l,c qualificado.
2. Que alm do numero de eleltores que em
onforwldade d art M da lei regulamentar
BS elfice compete dar i csaa parochla, de-
re dar inais lautos quantos forem o mltiplo
de 40 volante, que se compreheoderem noao-
lo.que Ihe foi annexado; diminuindo-se na
kiiiesina prnporco o numero de eleltores da
Tp-rochia de Ua, de culo territorio e det-
luieinbrou a parte que hoje pertence eisa,
'como fbl ltimamente declarado pelo governo
imperial em aviso de 8 de juanero eorrente
anno. >-^. .
1-* Que os volante que em virtude da alte-
ico de limite ncaram pertencendo essa
"r>guesia devem ser chamados pela qualifica-
(2o feita na de Una, requisitando-sc do juiz de
paz reipectivo una fdpia da lista dequalifica-
cao na parte queco/nprchenile esses votante
freguezias do Rio-Formoso e Una sao os com-
petentes para presidir sclelcocs, nao obstan-
te haverem aido eleltot antes da alinelo de
limites feita pela lei provincial n. ?38.
5." Que a freguciia de llarreiros, restaurada
pela citada lei, deve estar cannicamente pro-
vida de parocho, visto que em 54 de julho
prximo passado se expedio por esta presiden-
cia a conveniente communicacao ao Exin. bis-
|K> diocesano, recommendando-lhe que tizesse
entrar logo em exercicin o antigo parocho col-
lado, que servia antes da sua cxtlnccao e In-
corporado freguezia de Una, devendo con-
segulntemente proceder-se all elelcao, nao
obstante a falta de juizes de paz, pols que nes-
te caso deve presidir o do dislricto inais vizi-
nho O que coinmunicn a Vmcs. para a devida
inlelligencia e execuco, recommendando-
Ihes que sem demora expecam M precisas
communicafCies aos juizes de paz a quem se
refere esta ordem. .
Poitaria. 0 presidente da provincia,
usando da attribuic.loque Ihe foi conferida
pelo decreto de 11 de Janeiro do eorrente
anno, tem resolvido concedor amnista em
nomo do S. M. o Imperador ao capitSo Ma-
thias Fernandos de Souza Le.tn, morador
emNazareth, pelo crime de rebollifio lti-
mamente commettido neste provincia.
E para su resalva se Ihe passe a presen-
te, em virtude da qual jamis ser processa-
do pelo dito crime. guacs a Antonio Jos
Tampelloe Antonio do Albuquerque Cam-
pello, moradores em Nazarelh.
Dita. O presidente da provincia em con-
formidade do artigo 19 da lei provincial n.
914, ha por bem dispensar o Dr. Pedro de
Alhaydo Lobo Moscoso do exercicio do me-
dico do hospital de caridad*, visto q"e se
acha empregadono do quarto batalh.lo de
arlilharia a p : e ordena que pela secreta-
ria se fagam as convonientes commiinira-
gflj. Scientificou-se a administradlo dos
estabelecimentos decaridado.
Dita. Mandando passar titulo de dele-
gado interino do concelho geral le salubri-
dade no municipio do Brejo a Quintino llar-
culino Monteiro de Andrade. Communi-
cou-se ao presidente do referido concelho.
Dita. Demittindo do cargo de quarto
supplente ilo subdelegado da freguezia d
Varzea a Jos Duarte llangel, e nomeando
para o substituir a Jos Januario deC.arv-
Iho Paes de AndraJe. Inteirou-se o chefe
de polica.
Dita. Mandando passar ttulos do ins-
tructores da guarda nacional do municipio
de Olinda ao major Joilo Baptista da Silva
Manguinho para o primeiro batalhao e a An-
tonio Sebastlo de Mello Reg para o se-
gundo. Communicou-se thesouraria de
fazenda.
CONCLUSAO' DAS POSTURAS DA CMARA
MUNICIPAL DO RECIPE.
(ContinuacHo do n. 170.J
TITULO VIH,
5o6re edifi ioi minotns, eicavacSes, urmofSti,
e quat'qutr preeipicio$ de tarandos, ou
ruai, qut prtjudiqum ao publico.
Art. 1. Todo o edificio, muros e tapa-
menlos, de qualqucr natureza, que se aclia-
rem em estado de ameacar ruina, aerflo de-
molidos cusa do propietario, proceden-
do o fiscal* prompto exame por dous peri-
tos afim de conhecer, se cumpro demoli-
los, ou repara-los, e.feitO o termo do oame
I i cusa do mesmo proprn-tario, avisaras
! este para proceder logo a domoUcao, ou re-
paro no prazo determinado no mesmo ter-
i mo ; 0, lindo este, sera o dito dono, procu-
rador.ou depositario multado em 10,000 rs.,
e o mesmo fiscal avisar ao procurador da
'cmara para mandar fazera deinolif.no, ou
i reparo cuita do propietario.
Art. 2. Todo o mestre do obra, que tra-
Ihalhar em qualqucr edificio, que fique
anieacando ruina por mal aprumado e cons-
truido, ou por falta de bons maleriaes,
I profundidade e largura dos aliccrccs, co-
' nhecido isto por exame de peritos, na con-
formidade do artigo anteced.-nle, ser mul-
tado em 15,000 rs.,alm ila indtmoiMfSo do
proprieterio pelo prejuizo que Ihe causar.
Art- 3. Ninguom poder abrir buracos,
fazer escavaces as ras, ou em paredes
de edificios pblicos, sem lironca da cmara
municpal.quando r para objectos de fes-
tejos, podendo a licenga ser concedida tb
a obrigac3o de se conservar luz cin lampeBo
nas noites de escoro, para balisa do publi-
acabado o festejo dover3o ser tapados
os buracos de modo que a ra ou paredes
liquem como dantes estavim : sb pena de
2,000 rs. de multa por cada urna das infrac-
cos, o de se fazerem os reparos custa do
dono do festejo.
Da mesma maneira n3o se pode/a abrir
valas nas ras psra esgoto das aguas cm-
pocads. sem que os abridores das ditas val-
las nao as fechem logo que ellas se tenham
escoado; fanibem n3o ser permiltido
abrir buracos para andamies de predos.sem
que os mestres se ohriguem a lapa-losim-
mediatamenle depois da obra lenninada :
os infractores licun subjeilos s penas ja in-
dicadas no presente artigo.
Art. 4. Ninguem poder fazer escavacOes
nos arrecifes, tirando pedras, sOb pena de
ser multado em 30,000 rs., e de solTrer oito
diasdeprisao. Sendo permiltido smenle
ao arsenal de marinha lirar dos arrecies
nos lugares que frem designados por urna
commisssao de engenheiros as pedras preci-
sas para as obras do porto.
i^Art. 5. He prohibido fazer escavages o ti-
raTlferro ou areia us pracas, ras, estra-
das oq\quaesquer outro lugares de tranzito
tro da cidade : os infractores ser3o multa-
dos em 2,000 rs. A cmara municipal desig-
nar nos arrabaldes ou mmediaQes da
mesma cidade os lugares ondo deve ser
vendida a plvora, e fabricar-so fagos arti-
liciaes. ....
Art. 7. Ninguem poder ter sobro janellas
o vnrandas vasos ou caixOes com flores,
plantas, ou outros quaesquer objectos que
possam cahir ra, e prejudicar ao publi-
co ; sol pena de pagar 2,000 rs. de multa, e
ndemnisagao do damno causado.
Art. 8 Ficam prohibidas s empanadas de
madeiras fixas sobre as portas das lojas, f-
cando smenle permiltido o uso de empa-
nadas volantes quando houver sol ou chtiva,
as quaes n80 ser3o baixas de modo que cm-
haracem o tranzito publico: os infractores
serSo multados em 4.000 ris.
TITULO IX.
Do descmpaeliamenlo dos lugares pblicos da
cidade, e providencias contra o abuso na
conducido dos carros e animaes.
Art. 1. Toda a pessoa que sem liecnca da
cmara municipal depositar nas ras, pra-
vas, c outros lugares pblicos do seu termo
qualqucr objecto que embarace o tranzito
publico, sera multado em 2/ris, por cada
objecto que ser removido a sua cusa pa-
ra o lugar que pelo fiscal for designado; sal-
vo os objectos mercantes desembarrados e
sabidos da alfundcga, ou os que tivcrem do
ser embarcados, e que frem volumosos,
devendo ser ASCOlhidos iminediatamentc.
Art. 2. Fica prohibido ter, na i portas das
ruasou calcadas, bancos, coi\Oes o OUlras
quaesquer armacoes e taboletas deposita-
das, oudependuradas do portal para Tora :
sobrea de f ris de multa.
Art. 3. Fica prohibido ter valioso ou-
tros quaesquer animaos alados s portas,
janellas, ou argolas nos passeios : sb pena
de2/rs. de multa.
ArU *. Muguen) poder ter estribaras
de litigue!, ou pertencentei a eoclieiraa pu-
blicas dentro das casas, lojas, ou outro
qualqucr lugar, que por sua natureza deya
passar a noite trancado e abafado, sendo so-
monte permillidas nos quinlacs, e outros
lugares que possam ser continuadamente
lavados de ar: os infractores soffrerSO a mul-
ta de 20/rs. e na reincidencia o duplo da
multa e seis dias rioprisflo.
Art. 5. Os estnbelecimentos, queja cxis-
tirem conlra a determinaeno do artigo an-
tecedente, sero removidos no prazo de uin
mez, contado do dia da nlimacQo pelos res-
pectivos liscaes ; c, lindo 0 prazo, serHo re-
movidos pelos ditos scacs a custa dos in-
fractores, sendo imposta a estes as punas de
multa c priado do artigo antecedente.
Ait. 0. Ninguem a cavallo poder galopar
ou correr pelas mus e ponteada cidade ex-
cepto as ordenanzas montadas, c ofliciaes
em servico: sb penado pagar 8/rs. de
multa.
Art. 7. Nenlium carro sera conduzdoa
correr nas pontes, os cavallos deverSO ira
pequeo trote ; e nas ras nflo poderilo ir a
galopo : os infractores serao multados em
C/rs. .
Art. 8. A' noite nenlium carro dcixara de
trazer lantcrnas com luzes: os infractores
serao multados em 6/ rs.
Art. 9. Nas ras ou lugares da cidade on-
de houver lama, ou agua empopada, os ca-
vallos irflO 0 passo: us infractores serfio
multados em i# rs.
Art. 10. Os almocrcvcs nflo poderao en-
trar ou subir da cidade montados nos caval-
los que tiverein carga, o dever.lo con-
duzi-los pelos cahreslos : os infractores se-
rao multados cm2#rs.
Art. 11. lio prohibido cnsinar cavallos
destinados para a conduccao do carros, den-
tro da cidade : os infractores serao multa-
dos em 12/rs.
Art. 12. He prohibido lavar carros nas
ras, devendo este servico ser feito em
quintaos, ou dentro dos estabelecimentos :
os infractores serSo multados om 12jf por
cada carro.
Art. 13. Sobre os passeios ninguem po-
der carregar fardos, caixes, palanquins,
ou outra qualquei cousa que por seu volu-
me possa incommodar osque porelles tran-
siUm : os infractores serao multados em 2#
rs., sendo paga a dos escravos pelos sous se-
nbores.
Art. 14 Ninguem poder andar a cavallo
sobre os-passeios: [os infractores pagaraoa
multa de 5/rs. ...
Art. 15. Todos os lotes ou combois de ani-
maos de carga, que entrarem nesta cidade,
serao conduz'idos a passo, e atados um atrs
dos outros, e levados pelo meio da ra ate
o lugar de son deslino ; c, logo quo se hou-
ver feito a descarga ou novo carregamento,
aerflo reconduzidos para fra da mesma ma-
neira : os infractores serao multados em
1/rs., ese fr escravo. sen senbor ou cor-
respondente pagar multa, o deixanclo de
o fazer, o conductor dos animaes solviera
vinte e quatro horas de pris3o.
Art. 16. Tuda aquella pessoa, que tiver
gado vaceum e cavallar, ou outros animaes,
sollos em terrenos destinados para lavou-
ras, ser obrigada alero lugar cercado, e
pastores sulhcientes e com as devidas cau-
telas para que os scus animaos nao olfen-
dam as lavouras dos vizinhos : o contraven-
tor ser multado em 4/ rs. por cada ani-
mal ; Picando salvo ao preiudicado haver
pelos meios ordinarios a indemnisa^So do
daino causado.
publi .
dous di
Art. 6.
e Umb
sb pena de 4,000 rs. de multa, e
ole priso.
Art. 17. Os carros que servirem para con-
dcelo de quaesquer objectos puchados por
ieprisSo. bois, ou por cavallos, serfio guiados por
ica prohibida a venda Ue plvora I pessoas que iro a sua frente; salvo aquel-
ajobricode fogos ar^fficiaesdeu-lies que puchados por cavallos nao pode-1
_ at^fliciaesdeu-llcs que puchados por cavallos
miitii Ann
rem ser guiad s scn3o do dentro os infrac-
lores pagarfio a multa do 4f rs.
Art. 18. Fica prohibido conduzr dentro
da cidade carros que facam chiados em sua
marcha : os carreiros ou conductores dos
mes-nos carros pagarao a multa de MI rs. :
se frem escravos seus senhores ou corres-
pondentes a pagarao.
TITULO X.
Soore nesarlM, o6icni(fa(ie.c, indecencias que se
pralicam em lugares publicos.e polica acer-
ca dos escravos.
Artigo 1. Quem fizer pelas ras vozerias
e alaridos pagar a multa de 1,000 rs.
Arl. 2. A nenlium individuo livro ou es-
crav ser permiltido andar nas ras da ci-
dade e povoac,oes do municipio, sem calca
e camisa por dentro da calca ; as escravas
s poderao sabir ra estando honestamen-
te veslidas : os infractores pagar.lo a multa
de 2,000 rs., sendo a dos escravos paga pe-
los seus senhores.
Art. 3. Toda a pessoa que de dia fr adia-
da nua em heira de praia. ou tomando ba-
ndo com o corpo desroberto sem a devnla
decencia, ser multada em 2,000 rs., sendo
papa a dos escravos pelos seus senhores.
Art. 4. N3o ser permiltido scoitar escra-
vos nas casas particulares de modo que os
seus grilos ou estrpitos das chicotadas n-
eommodem a vizinhanca, ou os quo transi-
ta m pelas mas ; tambem n3o ser o castigo
do pilinaloadas ou pancadas dadas t3o a
Rlittdo nu em 13o grande numero que in-
eommodem a vizinhanca: os infractores
serao multados em 4,000 rs., e na reinci-
dencia no duplo da multa.
Art. 5. Fica prohibido nas casas particu-
lares o caslieo nos escravos desde o toque
de recolher at as seis horas da manh3a:
os infractores serflo multados em 4,000 rs ,
e na reincidencia no duplo da multa.
Art. 6. Toda a pessoa que der asylo a es-
cravos fgidos, alm da responsabilidade,
sera multada em 25,000 rs. e soffiera qua-
tro dias de prisflo, e na reincidencia alum
da molla solTrer doze dias de prisflo.
Art. 7. Ficam prohibidos os papangus,
BOrtea. figuras semelhanles nas procissOos,
c os judas nossabbados de alleluia : os in-
fraclo'es pagarflo a multa de 8,000 rs., e
soffrerfln dous dias de prisflo.
Art. 8. Ficam prohibidas as larcas publi-
cas em que se apreseiilem individuos orna-
dos com insignias ecclesiasticas, arreme-
dando as funecoes do sagrado ministerio:
os infractores serflo multados em 30.000 rs ,
se forem escravos solTrerflo quatro dias de
prisflo. ,
Art. 9. Fica prohibida neste municipio
a cnnstrucQflo do nichos fra das casas: os
infractores serfio multados em 90,000 rs., e
os ditos nidios tapados sua cusa.
Art. 10. Ficam prohibidas as brigas de
gallos: seus donos serflo multados em
10,000 rs.
TITULO XI.
Da polica dos mercados, casas de negocio
e porlos de embarque.
Artigo 1. As casas publicas do bebidas,
tavernas ou barracas, quo venderem inolha-
dos, ser3o fechadas as nove horas da mulo,
e no lempo em que esliverom aberlas de dia
ou de noite, o seu dono n3o consentir a-
juntainenlo de prelos evadios dentro del-
las, e logo que elles estiverem prvidos da
niercadoria, os fara inimediatamenle sahir :
sb pena de pagar o dono da taberna, luja
de bebidas ou barraca a multa de 6,000 rs.
Art. 2. Todos os que venderem gneros
ou fazendaa de qualquer natureza que seja,
quo deverem ser medidos ou pesados, serfio
obrigados a ter todas as medidas e pesos
aferidos dentro do anno financeiro, o que se
praticar nos mezes do outubro a dezembro;
sendo igualmente obrigados reviafio nos
mezes do abril a junho; sendo, porm, os
pesos de acougue, serflo revistos de tres em
tres mezes os contraventores pela falla do
aferieflo pagarflo 2,000 rs. de multa por ca-
da una medida ou peso nflo aferido, e 1,000
rs. por cada urna medida ou peso que nflo
tiver sido revisto. Se, poim, as medidas
ou pesos, antes ou depois de aferidos ou re-
vistos, se acharem falsificados, pagar o in-
fractor o ti po da multa cima declarada
no primeiro caso por cada urna medida ou
peso falsificado, e soffrer seis dias de pri-
sflo. Na mesma pena de 2,000 rs. incorrer
por cada peso ou medida o aferidor que afe-
rir pesos e medidas com menos do marcado
no padrflo da cmara, ou negar-sea prover
logo aferiefio que Ihe fr pedida ou deixar
de a documentar.
Art. 3. Fica prohibido nas afericOes de
pesos o uso de fazer-se accressiino por argo-
las ou ganchos, quo possam fcilmente ser
separados, devendo estes acrescimos ser
soldados, e cada pe; individualmente men-
cionada nos bilhelesde arerieflo ; sb pena
de pagar o aferidor 1,000 rs.^iela infracc.lo
por cada peso.
Arl 4. Ficam prohibidos os atravossado-
res e corretores defarinlia, legumes e ou-
tros gneros que s3o levados para os mer-
cados pblicos da cidado e povoadosdo mu-
nicipio: os infractores serflo multados em
30,000 rs., sendo esta multa commulada
em oito dias de prisflo aos quo nflo a pode-
rom satisfazer.
Art. 5. Os donos das balances e pesos,
que os falsificaren! coiu acrescimos, quer
sejam movis, qur fixos, serflo multados
em 10,000 rs.
Art. 6. Ninguem podor vender mel, lei-
te ou azeite falsificados : os infractores pa-
garflo 6,000 rs..de multa.
Ait. 7. Os/iadeiros s3o obrigados a ter
no maioras ,?io e limpeza a manufactura e
deposito di pflo, assiin como a fabrica-io
t-----
com
,. farinhas sflas: Hgfftjgi
multado* en, 12,000 e perderflo as rari-
nhas sa estiverem arruinadas. AaBar,
Art 8. Fica prohibida a venda de gare-
pas e de bebidas que poNm *:
de- os infractores serio multados em 30.ooo
r, en. reincidencia solTrerflo alem do du-
nlo da multa quinze dias de prisflo.
Art 9 Fica prohibid, a venda de agoaa-
arden'tes aos escravos, sem que apresentem
bilhetes de seus senhores, por elles als.g-
na los que autorisem a venda : oa infracto-
res ficam subjeilos s penas do artigo ante-
"rMO. Nenhum vendedor de couros po-
der mandar exp-los a o sol em outros lu-
gares que n3o sejam o nreTal do Brum. o da
Cinco-Ponlaa. a Cabanga e oortume dos
Cocino., emquanto nesses ug.res^nao hou-
ver edificaces: os infractores serflo mul-
tados em 12,000 rs.
Art Ti. onhum vendedor de carne aec-
c poder* expr ao sol as c.rnes, sen3o nos
lugares indicados no art.gcjanteced..^
os infractores incorrerfio n. mulU de ,000
rt 12. Os portos de embarques secon-
servarao limos e sem embsraco que m-
commodem.'concurrencia d.s I a"
se destin.rem aos embarques ; sb pena jde
pagar o administrador ou capataz do porto
a mult de 2,000 rs.
Art. 13. Fica prohibido a qualquer mes-
tre ou dono de navio, qualquer que naja sua
denominado, amarrar ou dar eapiaa nos es-
telo, da poni doRedfe: os infractores se-
rflo multados em 30,000 rs e na reinciden-
cia alm do duplo da mulla solTrerflo qua-
tro dias de prisflo,
TITULO XII.
5o6re diversos meios de commoiiiaite de man-
ter a stguranca e sade dos habitantes.
Artigo 1. Silo obrigados os administra-
dores dos depsitos d'agoa a prestar prome-
ta e gratuitamente toda a que lhes fr pedi-
da e se fizer necess.ria para apagar os in-
cendios ; aflo tambem obrigados lodos OS
moradores das casas, em que houver ca-
cimbas, nas immediacrs do qoarteirflo
onde se der o incendio, a franquear a entra-
da para tirar-se a agoa precis., requisitaodo
lodos aojuiz de paz, ou as autoridades po-
liciaes a medidas de precaucOes para nflo
serem prejudicados : os infractores do pre-
sente rligo pagarflo a multa de 4,000 re.
Arl. 2. A cmara municipal marcar os
lugares quo devoin servir de pracas doca-
pim, lenha, hort.lice, frutas e oulras espe-
cies decomestives que costumam vender
as quilandeiras : osque depositarem os re-
feridos objectos fra dos lugares que rrem
design.dos,ser3o multados om 1,000 rs., ou
solTrerSo 21 horas de prisflo.
Art. 3 Nflo ser permiltido a mendigos
chaga.los ou accommetlidos de qualquer af-
feceflo curavel, permanecerem nos lugares
pblicos, como sejam pontes, arcse mer-
cados, nem vagarem pelas ras desta cida-
de ; os que assim frem encontrados serflo
recolhidos ao hospital .le earidade e nelle
tratados convenientemente. E sendo cap-
tivos os mendigos, seus senhores alem de
serem multados em 30,000 rs flearfio sub-
jeilos s despezas quo se fuer com o trata-
mento, nao se admitlindo a allegedlo de
que os abandonaran!, nem mesmo a de que
lhes deram a liberdade, urna voz que se pro-
voque lal fizeram depois que os escravos
fram acommettidos do molestia.
Art. 4. Todo o mendigo acommettidode
afleceflo reputada incuravel, aue fr encon-
trado nos lugares pblicos cima mencio-
nados, ser recolhido ao hospital d mise-
ricordia de Olinda ou a qualquer estabele-
cimcnlo que fr m.is convenionte: oa ele-
phantiacos serflo recolhidoi ao hospital de
Nona Senhora da C.onceiQflo dos Lazaros.
Art. 5. Nenhum mendigo que nflo apre-
sentar alteslado de pobreza e bons costu-
mes, passado pelo vigarlo de sua fregue-
zia e subdelegado do dislricto onde morar,
poder andar as esmolas: os que frem en-
contrados sem attest.dos solTrerflo dous
dias de prisflo, sendo depoi. remettidos pa-
ra as olcinas ou estabelecimentos pbli-
cos, para nelles serem admittidos a traba-
Iho una vez que se reconheca que a elles
se podem dar.
TITULO XIII.
Da vaccna.
Artigo 1. Todas as pessoas que tiverem
mandado meninos para serem nccinados.
aquellas que o rrem, podendo por s. ser
responsavd, ficam obrigadas .. manda-los
outra vez reparlicao da vaccna nos das
Jue lhes indic.rem os facultativos enc.rre-
dosda innoculacflo : os infractores serflo
multado sem 6.000 rs. ,,nftii.
Art 2 Aquellas pessoas que, tendo volts-
do nos das designados, se ausentarem da
repartidlo antes que dellas ***
puz, e aquellas que deix.rem ^ compare-
cersemmda e terceira vez contra a ordem
do fafulutivo, serflo aubjeitaa s penas
artigo antecedente; servindo para aap-
pl.caC3o ds multas impostasen, umeou-
tro artigo, o m.pp. que .presentara cma-
ra o facultativo.
TITULO XIV.
DisposicOei geraes.
Artigo 1. Todas as multas e penas serflo
duplicadas nas reincidencias quando nflo
frem prevenid, nos respectivos artigo.
Art <> Se algum scal, por suborno, pa-
tronato ou outro qualquer motira alojas-
ficavel, deix.r de impr as multas, e se
pozer condicoes ou onus a qualquer
abitante do municipio, sb qualquer pre-


M lilil ~-
tnslo, depois dcouvido pela cmara, ser
iiumediatarnento dcmittiilo alm da respon-
saliili lado que tere pclodamno ou projuizo
que causar mesma cmara.
Arl. 3. Ficam revogudas lodas as postu-
ras anteriores a presente.
Mando, portanto, a todas as autoridades
a qucm o conlicciincnto c cxecico da re-
ferida- lei pcrtcnrcr, quo a cumpram c fa-
tuo cumpnr tilo nteiramenlc com, no lu
su conten. O secretario desta provincia a
faca imprimir publicar o correr. Cidade do
Kecifo d Pernambuco, aos 30 de junho de
de 1849) vi^esitno-olavo da independencia
c do imperio.
I.. S. Ilanoel Fieira Tosa.
Carla de lei pela qual V. xc. manda pu-
blicar as posturas que a ussemlila legislativa
provincial decrelou sb proposta da cmara
municipal d Recife,
Para V. Exc. ver.
MunoelJoti Marlins Itibeiro a fez.
Sellada e publica.la nesla secretaria da
provincia de l'crnambuco, aos 30 de junho
de 18i9.
Honorio Ptreira ie Aseredo Coutinho.
Uefuslradn afl. 132 do livro segundo de
lois provinciaes. Secretaria da provincia
de l'crnambuco, aos ti de julho de 1849.
Joo Policarpo dos Sanios Campos.
Commurio da praga.
Quartel do commando da prara da cidade to
Recife, 31 de de julhoiSiO.
QllDEafQO DA N. 7.
Tondn de embarrar hoje pelas 4 horas da
faroe o sexto hnlalhro de rajadores que ora
rommanda o Sr. lenente-coroncl I.niz An-
tonio l''avilln, convido aos Srs. comniaudan-
tes do corpos mais olliciaes da glurniC/Bo
para que citada bora se acbem neste quar-
lel, alim deassistirem ao embarquenOoM
do i : 'ililn hatalho que ISo icvelantes
mi vicos re.sinu na recente lula contra a
rebi'Hia nesta provincia, batendo-se com
il Mioilo om tantos combales, como do men-
cionailo Sr. tenenl-'-coronel Favilla que
icuaes: servicos presin distnguindo-s-- rom
brflvUm na^iiceflo deMaricola, dada a 30 de
novctnbro do anuo prximo lindo, o no
memoravel dia 2 de fevereiro ilo curente
anuo contra oalaquo da capital dado pelos
rebordea, noqual o referido Sr. lenento-co-
ropel Favilla se porlou dignamente na pas-
ssge'm da ponte da lli-Vista. depois do ha-
ver reforciulo os pontos do norte quo eram
vivamente atacados. Testeinunlia oceular
deseos fi'i los de armas, ja como comiiianda li-
le da columnaem opcrtcAosao norte da pro-
viucia no ataque de Maricela, j como com-
mandMte da praca., que dirig cm chee o
combate do dia Sdelevoroiro antead, chega-
dadoExm.Sr. general comrriandan te das ar-
mas, rendo ao Sr. tenent-coronel Favilla o
devMo elogio e agrrflecimento, manifes-
tan dativ''"*
O inesmn Sr. tenonte-coroncl transmilti-
r aos bravos do sexto butalhflo de cueado-
res a xprasSo de meu reeonheoimentn pe-
lo sen denodo o |fafdade em rjefesa da or-
ileiii publica e sustentaran do liirono cons-
lilufcioh l, o dn liiiegndde do imperio.
.\s-i-na,l,i,foii Vicente de Amorim lltzsrra,
ci rotiel graduado couiniandaiile.
4RifllffifKBSSBlIC RICirE 3 DE AGOSTO BE 1849.
Acabamos de ler diversas gazotas portu-
guezas, algum.is das quaes alcancam al o
dia 3 de jnllio prximo passado. O seguin-
to lio quanto de sua leitura oolhcmos.
I'oitircal ficia tranquillo.
A r.tinl, de) os de ouvido o concelho do
esiad',! bouve por bem prorogar as cortes
goracs ,'a rnco al o dia selu de julho.
A Ilespanba toda gozava pleno socego.
. l'n.a nova i \j rilii'.Mi licava a partir
daqurlle reino para Honia.
O Frmenlo de Barcelona, diz o Diario do
Corerno, refere as seguinles particularida-
des icoica della :
As fr?as que novameute vilo embarcar
liara a Italia e incorporar-so i divisiio que
m' acba em Torracina comp0cti-so desles
corpos: -
(i Balalhffo do rajadores do liaza, que
vem di capital.
dem de caradores de Ciudad Rodrigo.
Hem de caradores de las Navas.
a Duas conipanliias do batalhflo de cala-
dores do Cbirland.
n Fina batera do montanlia.
L'm regiment de cavallaria da Lusi-
tana.
Todas islas frcas so confiadas ao
mando do maicchal decampo I). JiioZrlia-
|l que resida em Mailnd, e coja chegada
a esta capial so espora de um momento a
oulro.
Corria em Madrid quo a cmbaixala de Vi-
nna ia ser offerecda al). Salusliauo Olo-
zag. .
A Franca (cara em paz, e nrnhum aron-
lecimento exirnoriiinario linha orcorrido
naquelle paiz ilepois las recentes subleva-
i; jes de Parla e l.yo.
Oprocesso dos inviduos acensados de
li;i\e:ein tomado parte nesles movimentos
devia cumerar cm YcrsalhtS de 5 al 10 do
correnie mez.
O encariegado de negocios de Portugal
em Madiid communicou ao presidente do
roncclbo de ministros e ministro dos nego-
cios estrangiiros do mesmo reino que a as-
sembla Tiauceza decidi no da 19de ju-
nho a suppress3o dos clubs porespaco de
um auno.
Ao passoquea assembla francezs adop-
tavn esta medida de rigor, n'uma sesso
do cune-llio de estado i'oi lido^im [irotes-
lo cuntr o estailo do sitio. K.slo documen-
to i'i-odir/i') muita sensacflo em Paria.
O presidente da repblica havia recobido
congratlameos de inuias municipaliilades
pelo feliz resultado das providencias to-
madas para mallograr as tentativas revolu-
cionarias do mez de junho.
A Libert, seguinlo lmos no Harto do Co-
rerno, annunciou que -c recebOra em Parir.
nina caria de Lui Filippe com data de 18
de junlio, na qual oex*-rei dos Franc. / h
coiii-iatiila com a nacfiu que pe tence pe-
la victoria ufio manchada de sanguo, ulti-
mamenlo ganba pelo excrcito em Paris so-
bro os revolucionarios.
O numero das pessoas presas em conse-
quenca dos ltimos successos de Paris su-
ba ja a OO.
A gazmia portugunza que nos temos re-
ferido, citando o Statuto de Fion-nra, diz
quo na reslaurac.lo da Toscana se iam man-
tiNido as instlticfiea liberaos. O miois-
luo moderado, do acc<)rdo com o grio-
ilnque, publicou um manifest em que de-
clara estar resolvido n conservar as liberda-
des consttucionaes. Restabeleceu-seal-
l a guarda nacional. O grflo-duque pro-
metleu ao papa restabelecer plenamente a
liberdade da igrej, emancipando-a do toJo
da legislacJIo joscphina.
Segundo annunciam cartas de Turim com
data do 21 de junho, a praca de Alejandra
l'ni evacuada no dia antecedente pelos Aus-
tracos os quaes comtudo continuavam
a oceupar o territorio do Valenza, que n3o
est roiiiprehenddo no armisticio.
A heroica Venca anda resista : es Austra-
cos atacaraoi no dia l3 a ponte de Laguna pr-
xima aquella Oidade; mas forain rcpellidus,
sendo igualmente infructuoso o ataque que
No dia 20 recebcu-se cm Vicnna a parte te-
legrapliica ilr haverein as tropas impelaos oc-
cupailo a 18 a cidadella de Ancolia depois do
mais liorrivet boinliaideanienlo.
O concellio municipal de liolonba envin
nina depula(ao a Gacta para manifestar ao
santo padre os seniiuicntos de l'nlelidadc e af-
feican que I lie dedicam os habitantes daquella
cidade signilicando-lhc ao uiesino lempo o
mullo i]ue di si-j.iiii que mj un conservadas as
InitttuIcSo consiiliicioiines. A depiHacan coin-
pde-ae do marques de Uartighl, doex-sena-
li'i: /achini, e do advngado Ziinoliiii.--Qnasi
todas as cidades da Itoioana tencionain repre-
sentar a sua mu!.iilr no inesuio cernido.
No Diario do tioverno de 30 de junlio I,- ira.
as m : uii.li"> passagens :
i, Lina carta de Toulon de 10 di?, o seguintc :
A fragata de vapor Vontesana, que hon-
lem sabio de Civila-Vccrhia, entrou hoje
ueste porto as qualro horas da tardo. --
Consta por ella que, acbando-se termina-
dos no dia 12 os Ir.ibalhos necnssarios para
balerem brecha os muros de liorna, o gene-
ral Ondinol (izera introduzir na cidade pro-
clamacoi's, convidando os .sitiados a rende-
rem-se, que, tendo-se porin acidado ne-
gado entrega, principiara o higo no dia
13. A Inedia foi iberia com iniiiitavel vi-
gor, fiizendoos baluartes fraca resistencia.
~ No acampamento em frente de liorna
adixou-se o aeguiota impreaso oflicial, es-
cri|to em francez e Italiano :
O general em chefe antes do entrar om
Roma viva frca quer esgolar todos os
ii'oios do conciliac0o que estilo a sen alcan-
ce. Pelo quo dirigi ao presidente da as-
sembla nacional a caria que segu:
Quartel-general de Villa-l'amphili, om
12 do junho, as 5 horas da tarde,
ii Sr. presidente da assembla nacional
Os si'cessns du guerra troiixeiam o exer-
cito francez as portus de liorna. Se conli-
nuardesn impedir-rue a entrada na cidade
ver-me-he forcado a empregar desde logo
osmeiosquo a Franca poz a uiinha dispo-
siefio.
Antes de recorrer a tilo horrivel neces-
sidade, julgo do meu dever appellar pela
ultima ve/, ao povo, quo uo pilu abrigar
seiitimenlos hoss contra a Fianza.
A a.sseinbli nacional qnerera, Certo,
como uu, loriara capial do mundo chis-
i.'o sanguinolentas calamidades.
Nesta persuasSo vos rogo, Sr. presiden-
te, que deis a proclaniarOo junta immodia.
ta publieidade. Se ao mcio-dia nflo 11 ver-
des dado urna resposta a esto ollicio om
harmona com as iutcncOcs e honra da
FraiiQa, ver-me-bei obligado a atacara pra-
ga a viva frca. Itecebei, te Uudinvt.
Villa de Pam'phili, 12 de junho as 2 da
lardo :
i Habitantes de /lOmn-No vinhamosaqtii
trazer-vos a guerra, mas firmar entra vos a
ordemeapai. As iutencOes do nosso go-
verno nao fram por vos condecidas.
n As obras de ussdio collocrram-nos etn
frente das vossas forlilica^es Al agora
so raras vezes tomos respondido ao logo de
vossas baleras. Tocamos no iDomcnto ler-
rivel cm que as necessidades da guerra
produzein as mais lerriveis calamidades.
a F.vilai-as a urna cidade clieia de glorio-
sas recordares.
o Se teimares em nos repellir, sobro vos
pesara a responsaliilidadu de irreparaveis
desaslies. Uudinot.
t) triunvirato cerrou os ouvidos a todas
as proposlas.
Pelo que o general em chefo se vio
obrigado a comecar o ataque con lira a cida-
de no dia 13 de junho pelas 9 da manha.
Por superior.--O governador superior
le Lvi'a-V'ecchia, 6". de Yandrimed Ua-
voul.
--'As forcas e.-trangeiras nos estados ro-
manos eslflo do seguinto modo distribui-
das :
As tropss francezas sitiain Roma; as
bespanbulas occu|iam a provincia de.Ter-
racina, podeinlo estender-so at Albano;
as austracas ocoupam a Romana o a prar,a
le Ancolia, eujo assedio fazem ; e as napo-
litanas as provincias limitropbcs ao seu ter-
ritorio. A esquadra hesnanhoia tem 1 va-
por em aples, 4 fragatas em (laeta, 5 va-
pores, 1 berganlim, e 1 pailebot em Terra-
cina e um vapor em Civita-Vecchia.
U general Oudinot dirigi ao niiuislo da
guerra o seguinle olhcio :
n Quirlcl-gencraL '7 de junho de 1R19.
Sr, ministro.Xenboa boina de vos par-
ticipar que cui 3 de jiinbo occupainos Ponte-
Molle que o iniuign bavia cou.idoTc que nos
logo reparamos, col|ocando tres compaiihias
na lllirgem esquerda do l'ilire.
" No dia I .'i lembrou-se o iuiuiigo de nos dis-
putar a posse de l'oiilc-Molle, e repellir n
nnss.is tropas |..i .i;: iiiurgeiii dircita do Tibie,
asseslaudo uas alturas de Monlc-Pariolo algu-
iii is pecas de artilliaria, c se dirigindo para
Puiile-.Molle.
O general da divisiio GumwUler, com a
brigada bauvau (13. de ligeiros, e i3. de li-
nli.i ful aiiiinosanienle ao encontr do iniuii-
go O uossos soldados carregaraiu bayone-
ta, e repclliram as tropas romanas at as suas
baleras,
ii Sili olliciaes, e entre elles um ajudante
de campo do general Hoselli, liciirain prisio-
uciros, bem cuino -lu olliciaes iuferiores e sol-
dadas. Oinimigo ilrunu no campo de balilha
un centenar de mortos.
Na noile segulnlr, resolvendo o general
Gucsioillcr di salnjai iiileiraiiienle o iuimigo,
guaineceu todas as alturas de Monie-I'arioln,
que o iiiiuigo logo abaudosuiu, sondo, por
isso, so alai aprisionados algn* soldados.As
nossas tropas diriglrau-se, ]n adiar resis-
tencia, ate os muros de Villa uorrnese, aonda
os soldados romanos acabavam de. e refugiar.
Esto feito d'armas bonra s tropas qiie
nclle toiii.-ii.iiii parte ; dcixa-nos cm plena li-
fierdade de accan sobre o Tlbre, e produz ao
inimigo mui poderoso elt'clto moral.
ii Sou com respeito, senhor ministro.~0
general commandante em chefe, Oudino de
Regtjio.
O governo franrez recebeu tambem a se-
guinlo parte lelegraphica datada de Tou-
lon a 23 do jojiho pelas 7 e meia horas da
larde, a qual d cotila do ataquo de Roma
no dia antecedente pelas 11 horas da noite r
O almirante Tlirooiiart ao ministro de
maritiMa.
Cvita-Vecobin, 23 de junho.
0 general Oudinot diz o seguinto :
NoJ*entrinceiramonto3, em 22 de junho
s 2 horas da mandila. Verificou-soo as-
sallo esta noite pelas II horas. Penetra-
ram tres columnas pelos bastiOes ns. 6 e 7,
o pela cu: lina que os une. As tropas mar-
charam com firmeza, o tem ganhoas posi-
ces sem grande perda. Al agora s
teem os hospitaes recebido feridos 2 cap liles
e 8 ou 10 soldados. Os gabiOes postos as
gargantas dos bastiiies estilo milito achanta-
dos, e as posicOes achar-sc-ho seguras an-
tes do amanhecer. N'uma palavra, as
operar;0cs vflo o melbor possivel.
lima carta de Jlerlim de 14 do junho diz
Citar definitivamente ajustada a paz entro
a Allemanha e Dinamarca, sobas bases do
licar reservada a quesillo da successflo ; de
ser recnnliocida a independencia de Scbles-
wig, conservando comtudo el-rei de Dina-
marca odiicito de nomear tres governa-
doros do ducado cm lista triplico feta pela
assembla.
A asseuibla constitunte do Radon no-
meou um triunvirato composto dos obla-
dnos Brentano, Warner eolggcom pode-
res do dictadura. Fslo triunvirato s dar
cunta a assembla dos seus actos quando
bouver terminado a sua missflo.
Da Hungra as noticias recebiJas contra-
dizem-so reciprocamente, por isso julga-
mos mais acortado esperar quesejam con-
firmadas paia enlSo da-las aos nossoslei-
tores.
A Inglaterra ficra perfeitamente tran-
quilla.
Cuill mullicado.
UM CANDIDATO A' PROVINCIAL.
A quadra he mteiramente cleitoral; sof-
frem tolos, mais ou menos, da febre rei-
nante : qucm nilo he candidato tem polo
monos um amigo para quem pode votos. Pe-
la nossa parte nao pretendemos assemelhar-
nos nos meninos da fornalha de liahylonia,
querendo abir Ilesos dentro as cliammas,
temos i.-inih.'in um candidato, um amigo
por qucm temos milita rstima, cujo nome
esperamos ser bem aceito pelos elcitores
pernambucanos.
Queremqs fallar do Sr. teen te Francisco
liapliael de Mello llego. Nada pretendemos
di/.er das qualdades pessoaes desse nosso
amigo por desnecessario : suas tnanciras
pulidas, a ni Inunda.le. 0 delicadeza com
quo aludos liatn durante otempo que
servio como ajudante d'ordens do Exm. Sr.
Tosa, silo alteslados e fram debidamente
apreciados por qunnlus, nessa melindrosa
conjunrlura por quo pasou a provincia,
frequenlaram o palacio da presidencia : e
pois, por isso, e pelo reccio de offender sua
modestia, nada oiremos.
Pelo que toca s hahililares, temos a
observar que o Sr. Mello Reg, moro de
proveitosa intelligencia, tendo-se entrega-
do ao i' la lo, quo se acha concluindo no
Itio-de-Janeiro, das (.ciencias physicas e na-
turaes e das matliem'aticas, tem asque sao
necessarias para cuidar dos heos materiaes
desta bella provincia, que, to rica do re-
cursos cm si niesma, muilo precisa de re-
presentantes provinciaes quo tirorii delles o
devido proveito em bem daquella.
Se, porm, para a aclualidade julgarem
alguus quo spelo lado poltico devejul-
gai-so do mrito dos candidatos, dir-lhes-
liemos, se.n que reconhecamos a conveni-
encia disso, que mauifeslos e patentes silo
ossenlioientos do nosso amigo. Quando
mo baslasM a parle que na ultima lula,
em que nos adiamos, lomou, servindo com
dcdicac.oi e rigor militar a causa da ordem
e dos principios dominantes, ah corre im-
preaso um documento de seu punlio que,
subro fazer muita honra a seu carcter, fal-
la multo mais i.lio quo nos, exclue toda a
suspoila.
Sun, esso procedimento nobre do homem
verdadciraiuenle generoso, que, dominado
pelo svtitimeuto da verdade att'roiita as
iras e saulias de urna imprensa desrograda,
e laes a luva a um adversario poderoso pa-
ra defender a honra de seus comprovincia-
nos acolitada no poste da calumnia, ho por
corlo digno de um Pernambucauo, e uo
dexara do ser apreciado pelos Pernambu-
canos. Aos caracteres mus distinclos, (co-
me se exprima em sua carta) as reputa-
ces mais illibadas da nossa provincia ,
bocanhadus pela iiiaueira a mais revol-
lanle e cynica pelo Correio Mercantil, por-
tence a candidatura do Sr. Mello Reg : es-
ses sustcula-la-hiio. Sahorno elles na au-
sencia corresponder ao procedimento da-
quelle que na ausencia suuhe deleud-los.
F.ssa caudidalura lie um devor de giali-
dilo ; e sem quo jamis duvidemos que el-
la esteja no coraeo dos Pernambucanos,
s nos cabe a gloria do serillos o que pri-
meiro a Iiojxo a lume.
Itecife, 2 do agosto do 1819.
Juilus.
Correspouclencia.
irs.. redactores. Por curiosidade I i o
Diario-Noto n. 48, de ler^a-feira, 31 do pas-
sado, o de i ai vi com a Ueclariico do Sr.
.Manuel Thouiaz de Souza Magalhdes, na
qual refero esse Sr. que em das do mez do
junho eu o mandei mamar a uiinha casa, u
quo Un; en trege i urna carta para o Sr. che-
le de polica, a cuja casa lora no dia seguin-
to onde se passou o occorrido queielero.
Lomquatito essa historia do Sr. Magalhes,
que sem duvida mo be obra delle, em na-
da me possa molestar, cuinprc-iiie todava
diztr-lho que mo nao rocorda que tal carta
lite enlregasso, e quasi que posso iliriuar
,a falsldade dessa usieico. O que he, po-
rin, certo, be quo o Sr. Maguliifics fre-
quetltemeirto viidia a niinha casu contar-
me, o que so passava na typographia do
Didno-Novo, pedindo-mo iulioiro, visto
qud nOo trbihuv, o prulsUr que tile
nCo prestava os seus servicos a mesma ty-
pographia, e at me deelorou quaes as pes-
soas a quom se poda attrbuir a itnpressno
c publicarlo de qualquer folha que apparo-
cesse. Causa, porm, riso dizer o Sr. Maga-
IhScs que resisti s insinuacOes doSr. che-
fe de polica quanlo ao rocebimente /di-
nliciro! Ehaver quem isso acredite i' OSr.
Uagaihfies, sem titulo algum quo o reconi-
mende, que vinba minha casa pedir di-
nbe.iro, porque nilo trubalbava, eque nlo
linha com que sustentar a sua familia, re-
sistir a dinheiro, hesom duvida digno de
eterno riso .' Felizmente, porm, o Sr. Ma-
galhaes, logo no comeco de sua declara-
go se desarma o descohrc, quando diz que
mo pode vencer a resistencia, por sor po-
bre, casado, e com familia. Ora cnten-
dam-no l : de madeira que, quando o Sr.
chefe de polica llie fez a proposla, nilo se
lembrava elle que era casado, ecom fami-
lia ; mas depois conheceu i.-to, c cedeu.
Isto basta para provar que o Sr. Magalhe-
lie um pobro de senso, e que, sendo obriga-
assignou de cruz a tal declaradlo tilo mal
arranjada, que lbo nflo servio senn de tis-
na-lo, e de inulilisa-lo talvez para cousas
inelhores. Nilo sendo o meu proposito mo-
lestar O Sr. Magalhes, c sineulo defen-
der-u: o ao Sr. chefe, que na verdade ne-
iilnim caso podo fazer de tacs declaracOes,
comtudo aconselbo aoSr. Magalhes que
nilo soja 1.1o leviano, e saiba que rio he
seu amigo quom lbe dou conselhospara o
que le/.
Sou, Srs. redactores, ele.
Rodolpho Joan llanta de Almeida.
LQMtfiEMiQ.
ALFANDECA.
Rcndlmento do dia 3.....20:812,916
IMPORTAgAO.
Armoriqui, briguo francez, vindo do Ha-
vre, entrado no corrente mez, consignado
a N. O. Rieber & C, manifestou o seguinte :
60 barris e 30 meios ditos manteiga, i
barrica fio de lilao, 4 caixas drogas, 2 di-
tas chapeos de sol, 1 dita pellos ; a L. Ilru-
guiere.
1 fardo panno de la, 3 ditos vidros, 45
ditos vinbo cbami aulie, 100 barris e 50
meios ditos manteiga ; a ordem.
200 barris e80 meios ditos manteiga, 6
caixas conservas ecomestives, 5 ditas pel-
es ; a N. O liieher & C.
I caixa um piano; a i. Vigne.
3 caixas fazendas de algodiio, 3 ditas bo-
tos ; a J. Keller.
1 caixa fnzendas dealgodo; a C. As-
tley.
1 caixa estampas; a Thomaz de Aquino
Fonseca.
5 caixas fazendas de algodiio ; a S. & To-
bler.
8 barris e 40 meios ditos manteiga ; a i.
J. Monteiro.
2 caixas fazendas de lila, 1 dita obras de
selleiro ; a Avrial 11 nios.
10 ineas barricas vinlio, 1 fardo fazen-
das de algodiio, 1 caixa livros e papis em
branco ; a E. Bolli.
40 barris e 20 meios ditos manlega, 80
caixas queijos, 20 barris vnbo, 14 caixas
conservas ; a j Rotitier.
1 caixa obje.clos do moda; a Millochau.
2 caixas drogas, 1 dita ferragens, 1 dita
fazonda do lila e algodiio; a Cesar Krtiger.
3 volutnes drogas ; a II. F. de Souza.
1 pacole miudezas e roupa ; a J. Dubarry
3 caixas fazendas de lila, 1 dita fazonda de
seda e algodiio, 1 dita fazenda de algodiio ;
a Kalkmann lim is
1 caixa miudezas e drogrs ; a J. Soum.
I caixa chapeos, 1 dita razendas de seda e
quiucalharia; a Dedier Colombiez &C.
1 caixa livros; ao desombargador Bel-
monl.
3 caixas papel, 3 ditas vidros, 1 dita cal-
cados, duas ditas chapos de sol, 5 caixas e
um fardo perfumaras, 1 caixa violas, 1 di-
ta jogos, 5 ditas fazendas d algodSo e 13a,
Sdiaspelles, 3 ditas pertenres para bone-
tes, 1 dita chapeos de palha, 3 caixas objec-
tos de moda, 1 dita ful has de Flaudres, 2
ditas chapos, 1 dita rom pedras ie litogra-
pbia ; a J P. Adur&C.
Fulmoulli, brigue americano, entrado no
corrente mez, consignado a Dearie Voule &
C, manifestou o seguinte:
236 barris brru, 15 barris cera, 100 ba>-
ris carne de varea, 110 ditos de porco, 1781
presuntos, 38 caixas fumo, 500 barrilinhos
hanha do porco, 100 sacras pimenta, 216
caixas algo.toes azues, 19 fardos dito dito,
101 fardos de riscados de algodiio, 221 ditiis
algodeszinhus, 28 caixas algodiio enlrin-
cadn, 12 caixas amostras de fazendas, 300
remos, 5 quarlolas presuntos, 50 barriqui-
uhas bolachinha, 1 caixa chapeos de ISa, 3
caixas relogios, 22 jarros manteiga; aos
consignatarios.
CONSULADO CERAL.
Hendimento do dia 3....... 1:026,473
CONSULADO PROVINCIAL.
lien di ment do dia 2.......843,506
Idom do do dia 3.......... 265,694
rovimento do Porto.
Navios entrad s no dia 3.
Feunie 61 das, barca austraca l'idelita,
de 374 toneladas, capito Ceorgio Itico-
vicb, equipagem 12, carga facililla de tri-
go o papel ;a N. O. Rieber Cumpa ubis
Lisboa 29 das, hrigue porluguez Subli-
me, de 144 toneladas, capitn Joo Fran-
cisco de Amor, equi|igeui 16, carga vi-
nbo e mais gneros; a Oliveira Irm.los.
I'a.-sageii'o, Antonio Jos Sim 's, Por-
tuguez.
Navios sahidos no mesmo dia.
Para. Brigue francez Beaujeu, capito C.
F. l.ver.s, carga lastro ealgodo.
Ass Riigue- dinaniarqiiez iluria-M\
lumil, em lastro.
Rurnos-Ayres pelo Ass Hrigue dina._,
quez f'on-Brock, capito F. H. Jacobso
em lastro.
a bordo da barca po.rtugueza nor-fl-lfn.-
e por serem estes gerreos subjitiw a dm^
licago, so arrematados na cnnformldi!*
doart. 291 do regulamento de 23 de Ct
de 186, e'litros de direitos ao ,
tante. "rrami.
Alfandega de Pernambuco, 3 de zoair. ,u'
1849. -O inspector. Lute Antonio ie SaX
rianna.
- O Illm. Sr. inspector d. thesourari,
da fazenda provincial, em cuolprimentod
ordem do Exm. Sr. presidente da protinris
de 9 de maio prximo passado, manda h
zer publico que nos das 7, 8 e 9 do corren
te, peranto o tribunal administrativo d,
mesma thesourari, se ha de arrematan
quem por menos flzer o fornecimento dos
medicamentos e utensis para a enfermara
da cadea desta cidade, pelo lempo que de.
correr do da da arremtacflo a 30 de iu
nhode!850. '
As pessoas que se properzeretn A esta arre-
mataeo, comparecam na sala das sessOei
do sobredi lo tribunal, nos dits cima indi-
cado, pelo meo-dia, competentemente lu.
biliudas, que ah acharo o formulario e
condices da arromataqSo.
E para constar se mandn- iffixar o pn>
sent, e publicar pelo Diaria.
Thesouraria da fazenda provincial di Per-
namhuco, 1 de agosto de 1819. Oprimi
ro amanuense servindo de secretario, Frt,
cisco Antonio Cavaleante Covsteiro.
o lllm. Sr. inspector da thesounria di
fazenda provincial, em cumprimenlotla or-
dom do Exm. Sr. presidente da provitR
18 do junho prximo passado, manda finar
publico que no dia 9 de agost p. futuro,
iro praca perante o tribunal admini
tivo da mesma thesouraria, para sererrt ti
rematados a quem por menos flzer, OSttH.
certos da ponte dos Carvalhos, sb as clau-
sulas especiaes abaixo transcriptas, apela
proco de 1:699,500 rs.
As pessoas que se propozerem i esti
arremalacilo, comparecam na sala das ses-
ses do sobredito tribunal, no dia cima
mencionado, pelo meio-dia.
E para constar se mandou afflxaro pre-
sente, e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 97 de julho i
1849. O 1. amanuense, servindo de n-
cretario, Francisco Antonio Cavaleante C*w
teiro. r .(
Clausulas especiaes da arrematado.
al.' As obras dos concertos da ponte dot I
Carvalhos sero feitas de conformidade eo I
o ornamento apresenlado nesta dala ip.1
provaco do Exm. Sr. presidente da proyffl- F
da,>elo pre?o de 1:699,50O r. /
2." As obras priucipiarflo no p/azo del
um tnzT'swao concluidas nod quatroJ
ambos cortados m conlormidade noarlhj
go iodo rsfculamenlodas arremaUcOes.
os os materiaes sero previa*
linados pelo eogenheiro, e ap-1
lavrar um termo,
gamento do importe dasobnij
a depois de concluidos e exi-
..Xengenheiro. _,
5.* Para tuu'o o riiais que nilo esli des-
tinado pelas presentes clausulas seguir-se-
lia nteiramesle o que dispOe o regulames-
to das arrematares de II de julho de 1811.
n Obras publicas, 30 de maio de 1849. -'
O engenheiro, J. L. Viciar Limitar, s
Conforme. O 1." amanuense; servinde
do secretario, Franc f o Antonio CavalcaHH
Cousstiro. k
3* T
mente exa
provados s
4.a O
real isar-se
"minados pe
Jeranymo Marlyniano Flgutira de *'"
commendudor da ordem de Christo, of/feltl
da imperial ordem d Rosa, desembargaiot
honorario, i chefe de polica dula provincit,
etc, etc., etc. ,
Fac/) saber que cm consequencia de re-
quisiQos que me fram feitas pelos juizes
de paz das deferentes freguezias desta cid. |
de, o em observancia das ordeus do Exm,
presidente da provincia,a mim com/quiiics-
das em oflicio do priraeiro deste mez, serSo
tomados os cceles, bengalas grossas,
armw dofesas a todos os individuos, qns
com ellas se dirigirom para ss grojas etn
que se fizerem as eleicOes para eleitores; al
que sero proCessados e presos todos os I
que conduzirem comsigo ditas armas de-.|
fezas. ., .
Outro sim, que oo ser permiltido qeor |
tro ou fra do recinto destinado para a a-
eo darem-se brados do-fra rebelde-oa
uuaesquer outros capazos de intimidar,o
injuriar os votantes, sb pena de seremos
que os derem presos e procesados, como
desobedientes e perturbadores da ordB.I
PE para que ebegue noticia df todos
mandei Uvrar o presente que seralDMd<>
tas portas das matrizes e lugares mi
pblicos desta cidade, e publicado pela isv
prensa. f
Secretaria da polica de Pernambuco, r |
do agosto de 1849.
Jeranymo Uatlyniano Flgueira ** mtu
Avisos martimos.
brigue
-===
lTAt^.
Freta-se para qualquer porto a exesi
lente polaca sarda Dinm, de primeira mey
cha e de loje de 3,000 a 4,000 sicoi
quem a pretender, dirija-se aos seus coa-
signatarios, W. O. Uieber na ra da cruz,
de^se J> Ijem conhecW
aineHcmo R -?'
Loper, encavilhado e forrado t
ct.b.e,de superior marcha e promp*.
a seguir viagem para qualqu^
aarle : os prelendenlf dirija"'*
ra do Trapiche, n. 36, ird"
com Malliens Austiri &0. .
-Par. ucear sabe impralen^eDU
no di. 15 do crrele o br.8*-*^oinp
Us-VMfsm, por ter parte da es b V
U-. par. o restante p.ssage ''",,,s
na ra da Cruz, n. 83, com Luiz *>
Ar.ujo. hriauV
- Freta-se psrs qualquer porto o m g ^
francez ilrmarfHs, ^{^.-se .os *']
cas : quem o pretender dirij |U
consignataju,*. ^..Bieber & c.,


Avisos diversos*
-A pessoa que quizer comprar urna di-
vida de 1:377,000 rs. proveniente de ren-
das do engenho Ilnaem S.-Anillo, ja ven-
cidas, cujo rendeiro anda seacha no mes-
hqio engenho o esta cobranca nflo se elTei-
lua por impossibilidade physica do proprie-
lario, di rija-se ao palco do Carmo n. 18 ,
primeiro andar, do sobrado do fallecido
Poixe.
Domingos Alvcs Mathcus, agente da fa-
brica de rape superior areia preta da Ba-
bia, tem aberlo sou deposito na ra da
Cruz do Recite, primeiro andar da casa n.
38, onde se achara sempre desto oxcellonte
o uais acreditado rap que al o presente
ae tem fabricado no Brasil: vende-so em
botes de urna o do meia libra por preco
mais commodo doqueem outra qualquer
parte.
--Oh l Sr. correspondente do Neves!
NIo ha duvida em ir a Parahiba ou Cea-
i busoar-o Brinco das Dems; mas, como
lo posso ir embarcado por milito enjoar,
rogo-Me a S. S. queme leve al li mesino
em carne e osso. O Macarit.
O ministro da veneravel ordem lerceira
do S.-Francisco du cidade de Olinda roga a
todos os irmitos da mesma ordem que com-
pargmno (lia sexta-feira, 10do corrente,
n'JCiWsiilorio da mesma ordem, pelas 9
horas da manh.ta para assistirem a missa
do Espirito ISinto e proceder-se a eleicflo
da nova mesa.
I'recisa-se alugar urna preta para o ser-
vico de urna casa de pequea familia, e que
aaiha cozinhar : na ra da Trempe para o
Mondego, no sitio que tem a casa com a
frente cor de chumbo.
Na 'ua da Senmlla-Velha, n. 91, exis-
te urna carta para o Sr. Francisco Perejra da
Corta, que Ihe ser entregue, psgandoas
despezas.
Aluga-se urna casa em Fra-de-Portas,
ruado Pilar, lado do poente, com com-
morios pira pouca familia : a tratar na ra
da Cadeia do Recife, n.24, loja de cambio
da viuva de Vieira & Filhos.
Pergunta-se ao Joflo Cesar Cavalcante
1>, Albuquorque se S. S. anda se conserva
na sua opiniflo poliUca.
Ao publico.
Q abaixo assignado, tendo comprado *
meios bflhetesda segunda parte da tereeira
lotera de N. S. do Guadalupe, por ordem
cidadeda Parahiba, succedeque na noite
dia 2t para 82 do prximo paseado foi
roubada a casa de negocio do mesmo Sr.
naqoelia cidade e juntamente os quatro
meios bilhetes de nmeros 2,917, 1,951,
2,908'e 1,583, e assignados por fos Con-
exivos do Reis Para, Manoel da Tosa Ha-1
mos Compriito e Remigio Jos Dias. Roga-
se aolllm.Sr. major Gusmito, tbesoureiro
desla lotera, que, sendo saia premiado os
ditos* hilheles e Ihe sejam apresentados os
naI PSgue, e faca o favor de avisar as
Cinco-Pontas n. 68 Franciieo Tarares
Crrela.
-- O tenenle-coronel Liz Antonio Favil-
la, nflo Ihe sendo possivel despedir-se de
todas as pessoas de sua amizade pela pre-
cx rom que embarenu para corto o faz
por este jornal, oflfereeendo naquelle cor-
te o sea pequeo isresllino nos seus iiuii-
gon, no caso que dille s queirm utilisar;
d4'ue tora muita satisfaclto.
-- Quem pretende alugar urna casa de S
andares no bairro do lucilo as ras que
declara querendo una na ruada Cadeia,
n. 40, com lions commodus e asseiada ,
dirija-se a loja da mesma casa ou na pra-
ca do Commerrio, n. 6, primeiro andar.
A pessoa que deseja saber quem re-
presenta nestn cidade pelos herdeiros de
Domingos Antonio Fernandos fallecido na
cidade du Porto pode dirigir-.se a praca do
Commerci, n,6, primeiro andar, que ah
uchai pessoa competontemenle habilita
das pira tratar qualquer negocio tendente
ao fallecido.
--Arrenda-se um grande sitio com casa
do vivenda, terreno para plautacOes pasto
;>ermanc-nle para doas vaccos de leite: a
.tratar na ra do Cllegio, n. 3, segundo
near.
Na ra das l.sranjreiras ,n. 15, engom-
a-serriupa de Itomem o senhora : tam-
em se lava de sabflo e varrella : ludo com
erfeicBo o por preco commodo.
Jos Uonteiro de Sequeira
deixou de ser caixeiro do Sr Jos
l'creira Vianna desde o dia ido
corrente, e declara nada dever a
pessoa 'algiima.
O Sr. Manoel Augusto de Figueiredo
Iqueira quanlo anles dirigir-se ra do
[Amorin, o. 13, a negocio que Ibe diz res-
peito.
I'recisa-se de um hon em que soja
|n>eslr (veedor do Porto, ou que entemla
de lerer variasfazendas que se fazem na-
fiueila cidade : na praca da Independencia,
(livrarians. Sen.
Sociedade Harmnico-
Theatral.
O primeiro secretario avisa aos Srs. ao-
rtas que os bilhelrs para a recila^lo dia 4
Jo Corrente ae isuibucra nos das 2, 3 e
,oo salilodomesroo liieatro: lembiando
oSSrs. socios, que doverflo rubricar no
Kerso os billetes de galera { e que adirec-
fcfio se reunir no dia 3, s 4 horas da tarde,
[para tpprovaco de convidados, uflo sendo
[depoia admiliidas mais propostas.
- Dto-se 600,000 rs. a premio sobre pe-
Inhores de ouro e piala ou boas firmas:
fia ra larga do Rozario, n. 28, primeiro
V triar.
Arrenda-se, ou
bulado, em Bebenbe-de-Uaixo, con boa
casa;
vende-se o sitio En-
L
a fallar com o padre
rop oreaba c
Ibalho.
F Urna pessoa da conducta regular o ac-
liva, aqui condecida, ae oflerece aoa nego-
Yanles deata praca para cobrar dividas (do
lie tem, jiratica) para os aertoea do leo,
Prra-au-feixeira, Rio-du-f'eixe, e antros
Biuexos : quem do seu presumo ae quizar
Kilisar aiMuucia por este Diario.
-Ha 8 dias furlararo do porto do Sr. JoSo
i tirilqCoyeia.por detrs da Ribeira, um
noa berta e curta, e quo pega 600 lijlos
lalvi'narittj eslava all uiimnadii lia quiltro
l^zea, com grossa corda o"e passaba, tem
: poupa a bei tas a forma o as letras V.K.S.:
quemdella souber avise ao dito Sr. Ilrito,
ou ao dono da canoa, najrua do Rangel', n.
54, Victorino Francisco do Santos, que
bem recompesar.
Sanio a luz o PttliUt&oOlindenie, idyl-
lio offerecldo ao Exm. presidente da pro-
vincia; vende-sena praca da Independen-
cia n. 6 e 8 a 240 rs. cada exemplsr.
Precisa-se mandar fazer urna saia de
bordado de susto : quem se quizer encar-
roar deste trabalho annuncin.
Precisa-se de um bom feitor para om
engenho distante desta cidade; preferin-
do-so porluguez, e quo do fiador, ao menos
informarlo idnea de sua capacidade : na
ra do Rangel, n. 11, segundo andar. .
AVISO IMPORTANTE.
Acaba-so de tersria noticia, de os escra-
vos abaixo mencionados andarem pelos
suburbios desta cidade commellemlo ron*
bos e sendo a noito lecolhidos em diversos
sitio,' por conaentimento dos escravos;
poitanlo previne-so a qualquer que nisto
possa interessar-.se, e para que melhor pos-
sam ser capturados. Adverte-se que, po-
dando conslar-lhes deste-aviso, queiram
evadir-se para mais longo, eassim pois, pe-
de-se toda vigilancia as estradas e lugares
suspeitos, para poderem ser apprehendidos.
NSo ohstante darom a cerleaa do estarem
18 o perto, pcilc-se encarecidamente) s au-
toridades e a todas oulras pessoas dos luga-
res longincuos, do continuaren) na inces-
sante diligencia para os aprisionar, para o
que segu este oulro aununcio:
200,000 rs.
D-se esta quantia de gratificacSo a quem
levar ao engenho Agoas-Claras, de Uruc,
da viuva do Burgos, ou nesta praca, no
pateo do Carmo, n. 18, segundo andar, a
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
I .pon, os dims escravos seguintes que fu-
giram nos dias sabhado para domingo, 26
a 27 do corrente : Vicente, pardo de 26 an-
nos, de altura regular, cabellos crescidos e
carapinhados testa sobresahida ollios pe-
queos, nariz chato, tomador de tabaco de
caco rosto descarnado e com espinhas,
som nenhuma barba; levou 1 camisa do rai-
dapolSo, urna calca de casimira usada, urna
jaqueta debretanlia, um bonete de velludo
azul ja usado, um chapeo de palha, um
dito de pello preto : Joaquim, crioulo bs-
tanle preto, de 38 ulitis, alto, secco, cara
pequea bem barbado ; tem o coslume de
levar a inflo a barba ; he gago ; ailar com-
passado; dizem ter rnti em Pajah-ile-Flo-
res ; foi escravo do capitflo Leandro Randei-
ra de Moura do Apody o qual se aoha pre-
sentemente na comarca deS.-Anillo, e tem
um sitio em Craval; presume-se terem
partido para o Apody ondo ha muilos pa-
remos do dito Moura; comquauto o primei-
ro andasso sempre em viagens dos serios
dosulao poente, cotn os cobradores desla
casa ; este ultimo escravo levou um chapeo
preto de pello e oulro de couro duas ja-
quetas brancas, t calca de brim pardo t di-
ta de rispado, 1 camisa de madapohlo,
duas ditas de algodflo da trra e ceroulas.
Roga-se a vigilancia uestes don* escravos,
que vindo com muila brevidade, serio
gratificados ainda com mais Jo que se offe-
rece.
Precisa-se de urna ama paro todo o ser-
vico de una casa de pequea familia: no
Para izo.
A pess3a que no dia 13 de abril p. p
comprou |uma lacea com feljfo na porta do
armazem do Sr. Dias Ferreira,querendo res-
tituir o seu imporle, dirija-so ao mesmo,
faz-so o presente aununcio por haver equi-
voco de no mes.
Dflo-se 400,000 rs. a premio com hy-
pojheca em urna casa nesta inaca: quem
pietender annuneie.
Aluga-se um sitio em Beberibe-de-
Baixo, com casa de vivenda, baixa e um
pedaco de malla, contend) mais alguns ar-
voredos fructferos, e urna boa excimlia com
'agoa polavel: quem quizer dirija-se a llda-
Visla, n. 37, no terceiro andar.
Precisa-se de urna ama para casa de
urna s pessoa : a tratar na ra da Pcnlia
n. 9.
Anna Rita Caelana da Silveira, viuva de
Joflo Marinho Falcflo, doclara que ha feito
inventario amigavcl dos bens deixados pe-
lo dito seu mando com sua sogra I). Paula
Cavalcanle de Albuquerque unica herdeirn.
Aluga-se o sobrado na ra da Uuiflo
ondo morn ltimamente o secretario da
presidencia o Sr. Honorio : quem o pre-
tender dirija-se a ra da Aurora, n. 4, a en-
lender-se com Manoel Alves Guerra.
Roga-se ao Sr. Jos Joaquim do 01 i -
veira ttadtiem queira quanlo untos dirigir-
se ra do Amoriin n. 17, a negocio que
ihe diz respeito.
Precisa-se de um feitor para o sitio da
viuva Ainorim na Punle-de-Ucha.
Precisa-so de urna escrava que engom-
le e lave, soffrivel : na" ra do Vigario ,
n. 20.
Precisa-se de urna 'ama forra, ou es-
crava para urna casa do pouca familia a
qualsaiba engoinmar, cozinhar e fazer o
mtis servico : em Fra-de-Portas, roa do
Pilar, n. 72, segundo undar.
-- Constando ao Ihesourero da irmandn-
de deN. S. do Terco que o S^padre Benlo
Manoel de Souza Castro tem Jilo que Iota
despedido de capeliflo da mesma irmanda-
de por sua causa e que se Ihe flcaram de-
vendo soismezes de seu ordonuJo decla-
ra o mesmo*lhesoureiro que nada su deve
ao Sr. padre Bento, |ois eiiste recibo de
saldo de conlas al odia do sua sabida e
quo se foi despedido pela mesa regedora ,
foi por ser omisso no cumprimenlo de seus
deveres, como he publico.
Aluga se o segundo andar o solSo do
sobrado da ra da ivnha n. 9, com os fun-
dos para a ra Dircita com 9 quarlos e 4
salas, por barato preco : a tratar na ra Di-
reita, n. 9.
-- Prrcisa-se alugar um cavallo para ir
de sella em S.-A maro-Ja boa 12o : quem o li-
ver annuneie.
s
e2, dirija-se ao Cear na ra do Rato ,
n. 104, ou entilo na Parahiba em casa do
Neves, pue os achara.
Fidelis Jos Cotreia participa ao publi-
co que tem mudado sua loja de selleiro pa-
ra a ra larga do Itozario n. 30, aonde se
acha prompto a servir aos seus freguezes e
a qualquor pessoa quede seu presumo se
quizer utilisar.
Quem precisar de um administrador
para engenho, o qual enlende de lodo o tra-
balho dirija-se a praca da Independencia,
Joja de relojeiro doSr. Meroz, que se dir
quem he.
D. Francisca Michaella de Moraes mnr-
rendo deixou seto filhos, e entro estes he o
padre Jcronymo Barreiros Rangel, e lendo
aquella finada deixado um engenho deno-
minado Alto-de-Joao-Femarideg nflo e
lem feito inventario e apenas houve a dcs-
cripivflo dos bens e avaliacflo ; mas acon-
tece que, tendo a finada dado um papel de
arrendamento aquello seu fillio padre este
contina no mesmo engenho a fazer bem-
feitoriasn levantar casa, sem que para isso
fosse autorisn lo pelos mais herdeiros ; e
porque a abaixo assignada he lambem her-
tlelra daquelle engenho faz ver ao referi-
do padre Jeronymo seu irmao, que nflo
concorda embaes bemfeitorias e protesta
nflo levar em conta essas bemfeitorias, vis-
to que os herdeiros o nflo aulorisaram par
scmelhante cousa. Briles Scbattiana de
Voratt.
Km um engenho perto de S.-Anllo
precisa-se de urna pessoa que enlenda de
tocar piano para ensinar a duas seohorat,
ose tiveralguns preparatorios para onsinar
a um menino ser melhor por isso que
maior o donado se ofTerecer : a tratar com
o Burgos no segundo andar do sobrado
n. 18 do paleo do Carmo.
-OSr. L A. A. M. F. baja de vir, ou
mandar pagar a quantia do 20,040 rs. im-
porte de effeilos ornis 5,000 rs. em di-
nheiro na ra Direita, n. 18 ; Jo contrario,
ver o seu nome publicado poroxtenso nes-
la tulla.
Aluga-so urna casa terrea em Olind
na ra do Amraro, n. 31: a tratar na ra
da Cadeia do Recife n. 52.
Quinto hatalhao de
ftizileiros.
O msico da primeira companhia do 5.
Iiatallifl.i ilo fuzileiros Adriano Jos Perei-
ra de Azevedo destacado DMU cidade do
liedle de pois de pago de la i Jmenlo al
0 dia 6 do passiidn Julio, o de sol lo e ela-
peat3 du junho laltou a revista desde
7 Je julho foi considerado deserlor no dia
15; consta ter-se evadido na fragata Vara-
guati quedaqui sabio para a ISahia.
Sociedade Apolliuea.
A direceflo avisa aos Srs. socios que tem
marcado o dia 25 do coirenle para a par-
tida deste mez erecebr as proposlas pa-
ra convidados mesma no da 7, pelas ti
lloras da tarde, na casa da mesma socie-
dade.
-- B. Didier retira-se'para a Europa.
Precisa-se de urna nina para una casa
de pouca familia a qual faca as compras e
enzinhe: na ra da Cadeia-Vclha n. 41 ,
primeiro andar.
u
4 Na praca da independencia, y
l n. lo, ao voltar para a rua J
1 das Crnzes, alnganise, ven- a
| dein-se e tamliem se appli
t iaid as mclliorcs bixas que :g
I lie possivel haviirem no mer- |t
^ cado ; limpam-sc e liram-se denles $
S! com toda a perfeicSo : lambem so ap I
I plicam ventosas com a maior dclica- %i
*$ desa que he possivel e la/-a ludo j
. o mais que pe tonco a arle du sangra- %
5 dor : ludo por preco muilorasoavel. i}5
!S
AO PUBLICO.
Em mui crescid.) numero conlavam os
mdicos al agora molestias incuraveis,
contra as quaes s era pcrmitlido ao paci-
ente resignaeflo para solfrer um mal de quo
j nflo havia os erancas do poder librta-
lo, e ao medico philantropico a dCir dever
muilos de seus semclliantcs victimas de
enl'i rinidiidos, contra as quaes se declnrava
impotente, podendo apenas lamentar a fra-
queza da ntclligencia humana. Mas, gra-
tas sos progressns da medicina, gtacas ao
zelo de homens incansaveis, que, nflo des-
esperando da perfectibilidade da scieucia,
sn teem dedicado investigaeflo do re i o-
diosque possam alliviar humanidade de
alguns males quo a affligem, o numero das
molestias reputadas incuraveis vai de dia
em dia dimiuuindo. Assim, adiar ilepois
de longos trahalhos, do profunda mcdila-
Cflo reiteradas experiencias, medicamen-
tos que tu s ii siiinarn o uso dos dous mais
importantes sencidos do que lio dolado o
hornero, quando estes j se achavam no sup-
posto estado de incurabilidade e inteira-
quando esta esliver fracs Ou quasi te-
la ; comanlo, porm.que nflo baja cegtiei-
ra absoluta com desorganisac.lo das partes ;
nflo menos^itil e enrgico he para desfazer
as cataratas, destruir as nevoas ede prom-
pto debellar qualquer inflammacSo ou ver-
melhidflo dos olhos." NIo causa dr, nem
estimulo na parte.
Oulro liquido restitue a faculdade de ou-
vir os sons ao ouvido tocado de surdez, ifl-
da que inveterada, urna vez que o mal nflo
seja de nascenca, sem causar em tompo al-
giun o menor incommodo ao doente, e sem
priva-lo de cuidaren) seus negocios.
INSTRUCfES PABA O USO DOS RE-
MEDIOS.
O dos olhos imprega-se do modo srguinls :
O doente pela manhfla, omjojum, urna
llora pouco mais ou menos depois quo or-
guer-se do leito, tomar sobro a palma da
inflo pequea poreflo daquella agoa ; o com
ella molhar bem os olhos, fazendo que al-
gumas guitas caiam sobre o tJoho oceular :
semosiimpar, os conservara molhadosat
que naturalmente enxuguom : ao deitar-
se a noite pralicar o mesmo : durante o
tempo quo usar to arme.lio evitar o calor,
aceflo de fumaca eo vento ; far abstinen-
cia de comidas salgadas, azedas, o ad lila-
ilas com especiaras.
0 remedio dos ouvidot ser appcado do modo
que itgue :
O doente pela manhfla, urna hora pouco
mais ou menos depois de crguer-so, ainda
ni jejum, far derramar dentro dosouvi-
dosqualro ou cinco godas do liquido, (a-
pando-os depois com algodflo em rama ; a
noile ao deitar-se repetir a mesma opera-
eflo. Durante o uso do remedio evitar ex-
por, os ouvidos principalmente, a aceflo do
calor e do vento, afim de evitar grande
transpirado, ha ven Jo cuidado om nflo mo-
lliar ospsemagoa fria ; finalmente deve
abster-se de comidas salgadas, azedas e
adobadas.
Estes remedios estflo venda na botica de
Barlholomcu Francisco do Souza, na rua
larga do BosBrio, n. 36, unico deposHo em
Pornambuca, pelo preco de 2,240 ris cada
vidro.
O abaixo assignado, vendo no Diario
di Pernambuco n. 161, um aununcio leito
pelos Srs. Jos Vicente Dias Torres o Rober-
to i'ias Toires, respeito a urna vinculo que
dizem herdaram descuellado a ni na ilha
de S-Miguel, derlarandoque ven lem o va-
lor do arrenJomenlo venc Jo, e farflo novo,
Jeclara o abaixo assignado que ninguem
faC" negocio rom. tal arrcndamenlo e mes-
mo com os vencidos que dizem; pois qiin
este vinculo foi vendido a Francisco Manoel
Tavares, pai do nbaixu assignado de cuja
venda se sucilou haver urna grande doinau-
Ja c] no Jurn muilos anuos, e a fina I foi de-
cebido em l.isba a favor do mesmo Tava-
res, como so | Je ver da sentenca quo exis-
to em poder dos herdeiros, que exisleni
ainda na ilha de S.-Miguel.
Hanoi I Ferreira Tavares.
Para a pessoas que tenciunam
seguir viugem.
_ No pateo do S.-Pedro, cssa terrea n. 8 ,
tiram-sopassaporlespara dentro e ftira do
imperio enrrem-so folliase dospacliam-se
escravos e pata este lim liimliem pde-se
procurar na piara da IndcpcnJencia li-
vraria na. 6 e 6.
Precisa-se alugar um primeiro e se-
gundo mulares no bairro do Recife, sondo
as ras da Cruz. Cadeia, Vigario, Trapi-
che-Novo Alfanilcga-Velha ou piafa do
Comn.o om : quem tiver annuneie.
O doulnr I.niiieiicn Trigo de Loureiro
reside icinaltnot te as lojas da casa do
lllm. Sr. desembargador Bastos,-na rito da
Aurora .entrada pelo lati da mesma rua ;
e ahi se oll'erecc para mlvogar, lauto no
civcl romo no crime e para ensinar as lin-
goas latina e franceza a quem se quizer
utilisar de seu pieslimo.
Denles arlifciacs.
J. A. S. Jane, dentista participa ao res-
peitavel publico que ronlina a exercer a
sua prolissflo na rua eslreila do Rozario ,
n. 16, primeiro andar.
Compra-seum casal de coelhos bran-
cos : na rua Cruz, n. 64.
Vendas.
No pateo da mal i i/ de
S.-A = Ionio, sobrado n. 4,
tritm-so passaportes para dentro e lora do
imierio, dospacbam-se escravos e corrom-
so Lilias por proco o mais commodo pos-
sivel.
ftrecisa-so do um feitor que trabalho,
enteria> de arvoredos de borla e do vaccas:
na M ->lalena erlrada nova, primeiro por-
tfio de ftrro.
~ A pessoa qae innunriou, no Diario e
hontem tuierer comprar, no Alerro-da-
Boa-Vista jh. 58, o Brinco das Damas ns. 1
mente perdidos, he por corto um dos mani-
los sorvicos que se poda prestar huma-
nidade; cis o que eslava reservado um
homem philantrnpn da cidade de Braga, em
Portugal, cuja sciencia, cujo amor deseos
semelhantes se teem feilo geralmente co-
nhecer Os remedios que ora ofTerecomos
ao publico, nflo enlram na classe daquelles
que o vido 0 ousado charlatanismo incul-
ca com roncos n descompassa los brados, e
que o crdulo vulgo por ignorancia recebe
na boa f esem iliscernimenlo, achando-se
depois illmliJo ; tem, porm, de oceupar
miri dislinclo lugar enlro os medicamentos
que minores beneficios pi islam ao homem :
consta m olios da tlissoliicflo aquosa de ex-
tractos de plantas medicinaes, de virtudes
mui reconheeiJas e verificadas. O longo
uso, as continuadas e scvo.as experiencias,
a que por toda a parte teem ellos sido sub-
meltidos, sem que urna s vez hajam falha-
do em seus bous effeitos, e desmentido as
esperancas quo sobre elles havia fundado
o sou inventor, liie teem grangeado cons-
tantes e repelidos elogios dos mais sabios e
respeiloveis mdicos, assim da Europa, co-
mo da America, que unisono* abonam e
proelamam sua accjlo sompre corla e beni-
gna. Um destes licores he destinado a
comba ter as molestias de olhoa, e tem por
virirjcipal virlu.le restituir aos yrgao da vi-
sSo sas funccOes ; reanimar elazerreap-
pareccr em sua natural perfeifflo a vista,
I.olera do Guadalupe.
As rodas desla lotcria andam in-
faMivelmenleno da i3 Ao corren-
te mez, e os bilhcle- que restam
acliam-se venda nos lugares an-
nunciados.
Aluga-se o sobrado de um andar com
lojas na ru dos Quarleis n. 10: a tratar
com l.uiz Comes Ferreira no Mondego.
0 Dr. Lobo Mostoso conti-
na a receber doentes em sua ca-
sa, no Aterro-da-Ba-Vista, n. 4">
onde lia commodos sullicicnlcs,
nao s para se tratarcm de suas en-
fermidades, como para se Ibes fa-
zer qualquer operacao : as pessoas,
porta uto, que se quizerem curar ou
mandar algum escravo, pdein di-
rigir-se aoannunciante em dita ca-
sa, certos de que s-rao tratados
com todo r> desvelo.
Engomma-secom perfecto loda a qua-
lidade de roupa para homem e senhora, as-
sim como tam lioni se cusa lula por commo-
do preco : na rua da Senzalla-Nova, na loja
da cusa n. 18.
Na livrarians. 6e8 da praca da Inde-
pendencia vende-so o seguinte:
Manual eleitoral
contendo a loi reglamentar daa eleicflos n
os decretos e decises do governo que iiao
esclarecimentos sobro sua execueflo.
Vendem-se 3 mulatinhos do 13 a i
annos; 5 ditos do bonitas figuras; urna nc-
grinha de iSanoos ; a ditas de 20 annos ,
quo cozinham e engommam ; ditas de to-
do o servico:" todos por preco commodo:
na roa Diroita, n. 3. -.,
Qtfrff vv^vVf VWf f f f f Wg
* Vende-se superior farinlia de nn- J
*" dioca, muito nova por preco mais ^
*" commodo do quo em outra qualquer ^
*> parte: a bordo da sumaca Bella-Krge- 41
a> lina, Tundeada defronto do caes do ^
? Ramos ou na rua do Vigario, n. 19, _
5 segundo andar, casa do Machado & ^
^. l'inlioii o. **
Vendo-se urna loja de couros e sola,
na rua do Livramcnto, n. 37 : a tratar na
mesma loja.
Vende-so um bom cavallo carregador
baixo a meio, por preco commodo : na rua
Direita, 11. 17.
Vondem-se cadeiras, marquezas, sofas
e algumas mesas 1 na rua das Cruzes, n. 37.
I.IVROS.
Vendem-se, na rua Nova, n. 6, os seguin
tosimos: Jauffroy, cours de droit natu-
rel; Lacroix, arithmetica ; Gerousez phi-
losophia ; Coldsmith's, history ofEngiand;
Homero liada ; Thompson, seasoos; His-
toria romana ; dita anliga ; Lopes Gama .
eloquencia nacional; Ovidio; Gaultier, geo-
graphia Novo melhodo latino; Saluatio :
tutlo em muito bom estado, e muito ba-
rato.
Vende-se um sitio do coqueiros, no
lugar do Rio-Doce denominado sitio da
Bocca-do-Bio, um dos melhores que ha
no tlito lugar, j pela localidade em que se
acha e mesmo por outras vantagens que
offerece como bons lugares de vivelrosjei-
los pela natureza e juntamente para sali-
nas coqueiral todo novo e que carregam
lodo auno oulra planta nova casa de vi-
venda de taina o robera de palha mas re-
bocada e o. na Ja, com commodos para urna
familia : este sitio tem duas posses de curral
que se inrluem na mesma venda, as \m co-
mo cinco portas de cmarello paVa urna boa
casa ; tem mangues para so tirar lentia; em
lim. s a vista do pretendente podr-se-ha
mostrar tutlo quanlo lica dito: na rua es-
lreila do Rozario, {loja de encadernacSo ,
n. 2, se dir quem vende.
Vende-se urna preta da Costa, muito
moca de bonita figura e sem vicios nem
achaques: o motivo por Que in vende so
dir ao comprador : no Aterro-da-Boa-Vis-
la, n. 17, fabrica do licores, de Frederico
Chaves.
Vende-se um alambique francez e de
cobro com pouco uso, que leva a raldeira
50 caadas com muito boa serpentina de
estanto fino que pesa 300 libras : este
Compras.
--Compra-seo primeiro e segundo nu-
mero do Arinco dos Damas em bom esta-
do : no Alerro-da-Boa-Vista n. 58.
Paga-se bem.
Comprase eal$ado feito na trra, de
toda a qualidade : na praca da Independen-
cia, n. 33.
Compram-se 30 ps de larangeiras e
limeiras pequeas: na rua do Livramento,
n. U.
Compram-se palacoes mexicanos a
,900 r : na esquina do l.ivramealp, loja
de 6 portas.
., --Compra-sea opera da Norma, traduii-
tia em verso pirtuguez com o original ita-
liano i frenlMem um folheto impresso no
Rio-de-Janejto: quem tiver annuneie.
lambiquo trabaiha por dous systcmas, um
que serve para destilar garapa o oulro pa-
ra restilar ago'urdenle ; para este tem tres
calificadores, osqunes fazem com quo o
alcool saia sem clieiro muito superior em
grao e muilo simples para qualquer pessoa
poder Irabalhar: acha -se montado e promp-
to a trabalhar para o comprador ver : lam-
bem se vendo urna machina do fazer limo-
nada gazosa, agoas minoraos e vinho
champanha : ludo por preco commodo : no
Alerro-da-Boa-Vista n. 17 fabrica de li-
cores, de Frederico Chaves
Vendem-se escravas com habilida-
des; urna parda de 30 annos que entende
tic lodo o servico de urna casa por 300/
rs. ; um pardo de 18 anuos, de bonita fi-
gura, que he de boa conducta, e por isso
proprio para pagem ; um molecflo de naci,
Je 18 a 20 annos bem robusto sem vicios
nem achaques e que he prop lo para todo
o servico: no paleo da matriz de S.-Anto-
nio, n. 4, se dir quem vende.
Batatas do Itio-dc-
ffanciro.
Vendem-se jacaes com batatas de 2 a 3 ar-
robas cada um a 1,280 rs. a arroba : no
caes da Allandega armazem do Bacelar.
ilarmelada nova.
chegada ltimamente do Rio-de-Janeiro,
vende-so por preco commodo: atrs do Cor-
po-Sanlo armazem de molhados, n. 66.
rta loja de selleiro da
rua do Queimado, n. 9,
vendem-se sellins do todas as qualidades,
tanto para n untara de homem como para
a de senhora ; enllocadas inglezas rolicas
e chatas; ditas de couro de lustro bran-
cas e pretss ; talinse cananas de todas as
qualidades ; correiames de lustro ; barreti-
nas para ofliciaes e soldados do c.i vallara e
infanta ra; banJas, etc.; peroeiras e guar-
da-lamas de todos tis.l'l'i itios ; calillos le
couro de lustro, branco e amarello, para
botas de criados; fundas inglezas de ,uma e
duas vei i luis ; colchos'de lodos OS lama-
nhos e fetios. Na mesma loja se forran sel-
lins com couro de porco inglez ficando
cnnionovos, o so faz toda qualidade de
concert : ludo por pioco commodo.
A Henean aos premios vendidos.
Na loja de cambio da viuva Vieira & fi-
lhos, na rua da Cadeia do Bccife, n. 21,
iiV.'im v endi Jo> da lotera a beneficio das
mal i/os do Itio-de-Jaiieiri), os nmeros se-
guintes : 3,605, 10000,000 de ris ; 820,
200,000 rs. ;" 4,069 o 875,100,000 rs. ; 4,873.
1,874 e 5,310 40,000 rs. ; e immensos do
20,000 fs.
Vende-se, na rua da Praia, n. 24, umt
parelha de embonos de seJro, muito bons
para fia iraca ; urna canoa de carreira, a
algumas jangadas.
Vende-se a taberna da Passagem-da-
Magdalona n. 60 com OS fundos de 300/
rs. : a tratar na meama taberna.
- No Alerro-da-Boa-Vista, taberna n. 20 ,
ven lem-se excedentes uueijos de prensa ,
fabricados com loda delicadeza na provin-
cia do Cear, bastanto volumosos e muilo
l'rescaes, por terem vindo no ultimo vapor.
A all I'
II
/


Vende-se farinha de mandio-
ca, limito superior e por prero
commodo, a bordo da sumaca
Filia-Carolina, entrada de San-
Mathens, a qual se acha Tundeada
defronte do caes do Collegio : tra-
tarse rom o capito a bordo, ou
com Machado & Pinbeiro, na ra
do Yigario, n. 19, segundo andar.
4cs fumantes de bom gosto.
No armazem de molhados atrs do f.nr-
po-Sanlo, n. 66, ha para vender, cbcgados
pelo ultimo vapor vindo do sul, superio-
res charutos S.-Flix, e de outras minias-
qualidades que se venderSo mais barato do
que cin outra qualquer parte : bem como
ciparrilhos hespanhes ditos de palha de
ir.ilho, que seestSo vendendo pelo diminu-
to preco de 500 rs. o eento.
Cha barato.
Vende-se milito bom cha, pelo preco de
500 rs. a libra : na ra do Crespo, n. 23.
Direito das mulheres
e injuslica dos homens traduzido por urna
Brasileira : vende-se a 640 rs., na praca
da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Cortes de brim de puro
tinlio, a 1,280.
-- Vendem-se corles de brim trancado
pardo de puro linho, pelo diminuto preco
le quatro patacas : na ra do Crespo, loja
da esquina que volla para a cadeia.
Atlenco.
Na ra do Crespo, loja n. 5 A, junto ao
arco de S.-Antonio, vendem-se ricas man-,
Us de seda de novos lavrores a 6 e 8,000
rs., tanto para senhora como para meni-
nas ; alm deslas fsxendas ha u.n rico sor-
timento de leques com enfeiles inteira-
mente novos, e que se vendem maisem
conta do que em outra qualquer parte.
Vendem-se, no armazem de Francis-
co Dias Ferreira, ao po da alfandega ceb-
las novas do Porto, em resteas ; fumo de ca-
pa superior; charutos regala, muito em
cunta.
Vende-se a casa terrea de pedra e cal
n. 136 da ra Imperial ; um terreno junio a
mesma para outra casa j aterrado, tudo
al o rio, e em chSos proprios : na ra do
Collegio, n. 6.
para curar da phtysica em todos os seus
difieren tes graos, ou motivada por al-
guma das seguintes molestias: constipa-
res, tosse, aslhma, pleuriz escarros de
sangue, coquelucho, drde costase pe-
tos bronchites dOr na garganta e todas as
molestias dos orgSos pulmonares. Este ex-
relente remedio que tem gozado de tSo boa
reputagSo nos Estados-Unidos da America
do Norte, pelos seus bons effeitos na cura
das varias molestias acioia'mencionadas, 10-
luzio os propietarios deHe a manda-lo pa-
ra o Brasil, ondea espera nc de suas virtu-
des no lram sem fiiiulamenlo como a
experiencia tm mostrado desde a sua in-
troduccSo poisos admira veis effeitos que
i' ni produzido aqu sfio iguaes nos mellio-
res que all tem feito e que sSo bem attes-
tado pelos varios testemunhos e certifica-
dos daa pessoas que teem sido curadas por
este medicamento sem igual, particular-
mente ao sul de.ste imperio onde foi pri-
meramente introduzido, e j nesta mesma
provincia receitado pelos mdicos e sem-
pre com bom sucesso. Novaes & Compa-
nliin, os nicos agentes nesta cidade e pro-
vincia, normados pelos agentes geraea do
l\io-de-Janeiro os Srs. K. C. Yates & Com-
panhia, mudaram o deposito deste xarope
para a botica do Sr. Jos Mara Ramos, na
ra dosQuarleis, n. 13, junto ao quartol de
polica onde sempre acharSo o nico ver-
dadero, vindo daquelle deposito, a 5,500
rs. cada garrafa.
-- A bordo do hiate S.-JoUo, fundeado
defronte do l'asseo-I'uhlico vende-se boa
faiinhs de mandioca por preco rasoavel: a
tratar com o mestre du mesmo hiate, ou
com Amorim IrmSos, na ra da Cadeia ,
n. 39.
Rap roldofranee?,
Vende-se o superior rap rolSo francez ,
nicamente as lujas dos Srs. Caetano Luiz
Ferreira no Aterro-da-fioa-Vista n. (6 ;
Thomaz de Mallos Kstima na mesma ra)
n54; Francisco Joaquim Duarte, ruado
Cabugi
doBecifc, n. 19.
Vende-se a muito acredita-
da firinha franceza fiaron, chega-
da ltimamente, e por preco rasoa-
vel : na ma da Senzalla-Velha,
138.
esquina da ra do Crespo, que volta para a
cadeia.
Vende-se cal virgen de Lisboa de
superior qualidade, em Larris de 4 arrobas,
chegada neste mez pelo brigue tlaria-Joi:
a tratar na ra do Brum armazem de
Antonio Augusto da Fonseca, ou na roa do
Vigario, n. 19.
Na loja da ra do Crespo, n. 6, ao
p do lampe-So continuam-se
a vender azendas baratas.
Cortes de brim trancado amarello, a 1,440
rs.; ditos de dito escuro, da melhor qua-
lidade que tem vindo a este mercado, a
1,280 rs.; dito branco strado a 1,500 rs. ;
cobertores de algodSo mais encorpados
dos que os de outra parte, a 640 rs.; chitas
para coberta a 200 rs. ocovado ; chitas es-
curas com cores (xas, a 160 e 180 rs.; cha-
peos do massa a 1,600 rs. : ditos de seda ,
a 64o rs.; cassa para ha hados e cortinados,
a 2,400 rs, a peca e a 320 rs. a vara.
Vendem se presuntos inglezes para
fiambre ; latas com bolachinhas de Lisboa ;
ditas de aramia ; ditas de mermelada de
1,2 e 4 libras ; ditas da, sardinhas ; ditas de
hervilhas ; ditas de chocolate de Lisboa ;
frascos de conservas ; ditos d'agoa de flor
de. laranja; barris com azeitonas brancas de
F.lvas ; garrafas com viudo moscatel de Se-
tubal i e da Madeira; queijos de prato ,
frescaes: tudo novo e chegado ultima-
mente de Lisboa: na ra da Cruz, no
ilecife, n. 46.
Vende-se vime, chegada ltimamente
no brigue Novo-Vencedor: na ra do Apol-
lo armazem de Antonio Augusto da Fon-
seca.
Vendem-se sellins inglezes e
camas de ferro: na ra da Senzalla-
nova, n. ,\i.
Chd brasileiro.
Vende-se cha brasileiro no armazem de
molhados, atrs do C.orpo-Sanlo, n. 66, o
mais excellente cha produzido em s.-Pau-
lo que tem vindo a este mercado, por
preco muito commodo.
AGINClA
da fundicao Low-foor,
BA DA SENZALTA-NOVA, N. [fl.
Neste estabelecimento conti-
na a ha ver um completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido e
coado, de todos os tamaitos,
para dito.
~ Vende-se champanha da mais superior
qualidade que tem vindo este mercado :
na ra da Cruz, n 27, armazem de Crocco
& Compendia.
A 640 rs. cada um.
.4
6, ao p do lampe2o, vendem-se
pecas de cassa de quadros, muito
finas, por a,ooo rs. a peca e a 3ao
rs. a vara.
A Farinha de S-Matheus A
A Vende-se farinha muito superior, por A
V preco commodo, a bordo da sumaca <>
Feliz-Aurora, fundeada em frente do aft
% caes do Collegio : a tratar com o ca- ay
A pilSo a bordo ou com Machado & Pi-
3; nheiro na ra do Vigario, n. 19, se- ^
X gundo andar. a
engenho.
Pinto & Irmflo na ra da Cadeia
n.
A 4oo fis.
Vende-se superior esguiflo de algodSo de
quatro palmos e meio de largura, proprio
para camisas de senhora e jaquetas. pelo
barato preco de 400 rs. a vara ; betanhas
de rolo com 10 varas, a 1,600 rs. ; supe-
riores cortes de fuslOes alcochoado a
1,28o ra.; ditos miudos a 400 ra. o corto
na roa do Crespo, n. 14, loja da Jos Fran-
cisco DiaS
A a00 rs. o covado.
Vende-se marte azul trancado, muito en-
corpado e com 4 palmos e mel de largura ,
a melhor fazenda para vestir escravo peloi"" v"i"":an.uradP
barato preco de 200 rs. o covado: na loja da 1 Ni ra do tires
Vendem-se cobertores de algodSo ameri-
cano, encorpadose grandes a duas pata-
cas ; chitas escuras de hons psdres e co-
res seguras, a meia pataca o covado : na
ra do Crespo, na loja da esquina que vol-
ta para a cadeia.
Vcnde-se algodSo trancado
da fabrica de Todos-os-Santos a
370 e a 3oo rs. a vara : na ra da
Cadeia, n. 5a.
Taixas para
Na fundicSo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo soi'lmen-
lo de taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptdSo embarcam-se,
ou carrngani-se em carros sem despezas ao
(omprador.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santosna Baha.
Vende-se em casa deN.O. Reber & C.
ia ra da Cruz, n. 4, algodo trancado
aquella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar e roupa de escravos.
1,28o ris.
Vendem-se superiores cortes de brim
trancado de puro linho cor de lama de Pa-
ria pelo barato preco de 1,280 rs. : na rus
do Crespo, n. 14, loja de Jos Francisco
Dias. .
Folha de 1 landres.
Vendem-se caixas com folha de Flan-
dres : em casa de J. J. Tasso Jnior: na ra
alo Amorim, n. 35.
Barricas.
Vendem-se barricas vasias que foram de
farinha, em p e bem accoudicionadas:
na ra do Amorim, n. 35, casa de J. J.
Tasso Jnior.
VendeMjVse pannos finissi-
mos cor de caf, verde, preto, azul
c cor de vinbo,a 4,8oo rs. o cova-
do ; dilo mais abaixo e das mes-
mas cores a 3.700 e 3,6oo rs. ;
dilo encarnado muito fino, a 3,5oo
rs. : tudo para liquidar contas .* na
roa do Queimado, loja n. 5i.
slttcnco ao xucitii.
Na ra dol.ivramenlo, n. 14, vendem-se
corles de 13a de bonitos padres,a 9,100
rs. o rrte; riscados ministros a 260 rs. o
covado ; lencos decambraia do linho, mui-
to linos, para senhora :. pepa de madapo-
18o fino, a 2,800, 3,800, 4,000 e 4,500 rs. ;
cliilaSHscuras de cores lixas.a 160, 180 o
200 rs., e muito finas, a 240 rs.; cortes de
cambraia para vestidos, de ricos padrOes ;
outras mutas fazendas baratas.
A 640 rs.
Vendem-se cobertores deafgodflo, muito
encorpados, proprios para escravos a duas
petacas cada um : na ra da Cadeia-Velha,
n.33.
Bombas de ferro.
Na fundicSo de ferro da ra do Brum ,
vendem-se tuperiores binabas para cacim-
ba assim como de repuerhp para fazer su-
bir agoa.casas al altura d<-* a 5 andares.
Vendem-se relogios de ouro e prata ,
patente inglez: na ra da Senzalla-Nova ,
n.42.
Vende-se um relogio de ouro, moder-
no e horizontal, que trahalha sobre dous
diamantes : na ra do Rangel n. 54, a fal-
lar com Victorino Francisco dos Santos.
Vendem-se cortes de cambraias ada-
mascadas propraspara vestidos, a 3,000
rs. ditos de talagarca, a 1,600 e 2,500 rs.
cassa-chita de cores (xas a 300 rs.; lan-
y nlias para vestidos, calcas e roupa de me-
ninos a 320 rs. o covado ; fazenda de lila
com lislrs de seda, propna para vestido
de senhora a 640 rs.; ifias para calcas, de
muito bom gosto e de superior qualidade ,
a 2,200 rs. o corte; cortes de cassa, a 1,400
rs. cada um; panninhocom vara de lar-
gura a 240 rs. a vara, e a 2,500 rs. a ppca
com 10varase meia; chales de pura lila,
a 2,000 ra. cada um; fustoes para colletes,
a 500 rs. o corle ; e outras multas fazendaa
por barato preco: na ra do Crespo, loja
n. 15, de Cunha GuimarSes & Companbia.
Vendem-se resmas de papel de peso
branco, de superior qualidade ; ditas de pe-
so azul ; ditas de slmaco, por preco bara-
to : na praca da Independencia, n. 4,
lie chegada
nova remessa dos superiores queijos de
qualha iguaes aos que fieram pela pri-
meira vez muito frescaes e grandes : na
ra do Queimado, loja de miudezas, n. 25.
Para liquidaeao.
Na loja n. 5 A, da ra do Crespo, ao p do
arco de S.-Antonio, continuam-se a vender
muito bons corles de cambraia de cores
com 6 varas e meia a 9,500 e 3,000 rs; pe-
Cas de madapolSo infestado, a 5,500 ra.
muito boa fazenda;!encos de cassa para gr-
vala al60 rs.; casimira elstica preta a
2,500 rs. o covado ; casimiras de cOres para
calcas a 4,000 rs. o corte ; cortes de col-
letes de gorgurSo de seda a 2,500 e 3,200
rs.; chales de chita grandes a 800 rs., e
pequeos a 500 rs.; e anda restam alguna
chapeos de crep para senhora a 9,000 rs.
Camisas francezas
Na ra Nova, n. 14, loja de atraate he
chegado um riquissmo sorlimenlo de ca-
misas brancas e de riscados os mais lindoa
padrfics e cores fixas, por preco commodo.
Taboas de sedro.
Vendem-se 3 duziss de taboas de sedro,
por preco commodo : atrs do thealro, ar-
mazens ns. 16 e 18.
Pechincha.
Vende-se urna porciio de bolacha para
embarque por preco muito em conta: na
ra Direita padaria n. 26.
Ainda est por vender a venda doAter-
ro-da-Boa-Vista ,n. 22, com poucos fun-
dos, e com bons commodos para morar
familia : a tratar na mesma venda : bem
como um braco do balanco grrnde, com 9
arrobas cm pesos proprio para armatem
do assucar, ou carne do Cear.
Vendem-se 8 lindos moleques de 16 a
20annos; 3pretosde20a 30 annos, pro-
prios para todo o servico; um preto de 22
annos perfeito cosinheiro, e que nlloteni
vicios; um lindo niulalinlio de 15 annos,
de boa conducta, oque se alianca ; > ne-
grinha de 10 a 15 annos com principios de
habilidades ; 2 pardas de 20 annos urna
das quaes he perfeita engommadeira que
cose bem chfio, cozinha e faz o mais o ar-
ranjode urna casa;9 pretas com algumas
habilidades; e outros muitos escravos : na
ruado Vigario, n. 24.
-- Nada tilo bom al boje se lia descober-
to para curar vista caneada ou curta como
sejam oculos apropriados, os quaes se
vendem por diversos precos e muito em
conta, por haver sortrmento : na ra larga
do llo/.aiio, loja de iniuJczas n. 35.
A 1,000 rs. o corte.
Vende-se brim liso escuro muito fino,
proprio para jaqueta a 1,000 rs. o corte ;
dito trancado escuro e muito fino, a 1,280
rs. o corle de caigas; dito cor de ganga, a
1,500 rs. o corte, sendo todos de puro linho;
cortes de cassa do cordfiozinho com 7 va-
ras a 2,000 rs.; fustflo alcochoado para
collete, a 480 rs. o corte ; meisi Anas para
meninas do varios tamanhos, a 320 rs o
par: na ra do Queimado, n. 8.
N.9.
Ra da Madre-de-Deos.
lambem s pode tratar na praca do Qpra-
merclo, n. 6, primeiro andar. ^
Cal virgem de Lisboa,
Na ra da Cadeia do Recife, loja-n. 90,
vende-se cal virgem por prego mais com-
modo do que em outra qualquer parte.
___ Ycnde-se superior fio de al-
godSo para velas : na ra da Cruz,
n. a, casa de Geo: Kenworthy &
Companbia.
Vende-se um pardo robus-
to, de a4 annos, perfeitamente en-
tendido no servico de compo sem
vicios : na loja da ra do Crespo,
n. 15, de Cunha GuimarSes &
Companbia.
Superior cha brasileiro.
Vende-se superior cha. de S.-Paulo em
caixinhas de urna e duas libras: na ruada
Cadeia do Recife, n. 51.
Vendem-se 6 lindos moleques de 19 a
20 annos ; 8 pretos de 25 a 30 annos sen-
do um delles cozinheiro, outro carreiro
oulro canoeiro ; duas negrinhas de 9 a 19
annos; 3 pardos de 20 a 25 nnos, com al-
gumas habilidades ; 5 pretas de 20 a 25 an-
nos com algumas habilidades: na ra do
Collegio, n. 3, se dir quera vende.
Vende-se por preco commodo ou
permuta-se por casas terreas, ou escravos ,
urna terga parte de um ptimo sobrado de
dous andares e sotSo, com bom quintal e
cacimba, no Aterro-da-Boa-Vista, n. 94,0
qual rende 700,000 rs. annuaes : no Atet-
ro-da-Boa-Vista, n.lT, fabrica de licores,
de Frederico Chaves.
Vende-se um sobrado de dous anda-
res e sotSo, sito na ras de Agoas-Verdes:
no paleo do Carmo, n. 9. segundo andar,
das 6 horas da manbSa s 9 e das 2 da
tarde cm dianta.
Vende-se um bonito moloque de na-
coMocambique, de 18 annos, que cozi-
nha muito bem nBo tem vicios nem acha-
ques oque se afianca ao comprador : na
ra da Concordia, passando a ponlezinha,
direita, segunda casa terrea.
Na ra da Cruz armazem n. 33, de S
Araujo vendem-se superiores queijos de
qualha, chegados pelo ultimo vapor do
Cear, de todos os tamanhos al meia ar-
roba muito frescaes, e de superior massa,
por serem feitos de encommenda.
Na ra daa Cruzes n. 29, segundo an-
dar vendem-se 4 escravos,' sendo : ufl mo-
leque de nacAo de 18 annos; a*uas pretas
de 40 anuos que ftBrfrrham lavam de sa-
Ii.loe silo ptimas quitandeirss ; urna pre-
ta de 18 annos que engomma, cozinha e
lava.
. Vendem-se no armazem, n.
i, do Calaia, no caes da Alfande-
ga, por preco commodo, barricas
com farinha de mandioca, muito
fina, i soruhy ) assim como saccas
com feijo novo, muito grandes e
baratas : trata-se no mesmo arma-
zem, ou com Novaes & (J.*
K f
S^" Na ra do Crespo, _fc? O
g loja da esquina que volta fi
q para a cadeia, vender-se
0 os acreditados brins trancados bran- q
0 eos lisos, de listras e de linho puro, j
0 a 1,500 rs. o corte ; dito amarello a
q 1,440 rs. ; dito muito superior, a ~
1,600 rs. ; picote muito encorpado zj
*" nrnnrin nm aenravAa 4 A a** i\ ^Cr
.9
na ru
1,440 rs. ; dito muito
1,600 rs. ; picote muito encorpado ,
j- proprio para escravos a 180 rs. o
J* covado; panno preto muito fino, a A
V 3,200 rs. o covado ; cassa de quadroa 9
0 para bahados, a 2,000 rs. a peca ; u- O
0 vas de algodSo de cor, muito finas, a O
0 240 rs o par ; chitas rouxas com fio- *
0 lev encamadas, de tintas seguras, a 0
0 180rs. ocovado; cassas pretas, pro- Q
0 priaspara luto, a. 160 rs. o coMdo; r
q pecas de platilha de algodSo com 25 Y.
^ varas, a 4,900 rs.; e oulras mutas V
i fazendas por preco commodo.
Vende-se sal do Ass, em grandes e pe-
quenas porcOes : a bordo do patacho F.hik-
lacio, fundeado no Forle-do-Mallos.
Espadas.
Vendem-se espadas de roca, baiiiha de
ferro e prateada : na ra Nova, n. 37.
Vende-se um sobrado de um andar,
sito na cidade da Victoria na ra da Paz,
que foi do fallecido Jos Ignacio do Tem-
plo e boje pertence a (ilha do meamo,
1). Josepha Mara da ConceicSo : a tratar no
engenho S.-Jos, com Luiz Barbalbo de
Vascencellos que est aulorisado a fazer
dita venda.
Vendc-se, por preco muito
commodo, no armazem de Dias
agoa com meia legos de trra da N.
com outra tanta de loado : a tratar n l
do Crespo, loja n. 17. Ur n
Charutos de Ha vana
verdadeiros: em casa de Kaltm."
mSos, na roa da Cruz n. io. *"
molduras douradas
de todas as larguras : vendem-s ~
de Kalkmann Irmaos, na ra da 3" ^*
Cadeiras de pa.hinha
de balanco,
bem com outros muitos traates- vaad.
em casa de Kalkmann lrlIos."||aT!?,?,
Ctu, n.10. rui 4
--Vendem-se saccas grande com Mu
mulatinho, fradinho.grugutoU eaX
gar a 1,500e4,000rs.. ect ai.^Jfc
raso : na na do Vigario, armazem
de Francisco A'ves da Cuoha. >
Barris com azeite de peixe
vendem-ae na ruado Vigario, %, n.
Vinho de Bordeaux e de
Champanha,
de superior qualidade : vende-se mb
de Kalkmann lrmflos, na ra d cr
o. 10.
"f."wvfJvv
$ Vendem-se escravoa baratos, ai ra
das Larangeiras, n. 14, aegnnA
8 dar ; um lindo molecSo de oiefl
preta de afio de 16 annos, con ,
tj principios de habilidades; um prela |
fde 20 annos, de bonita figura ; nasa I
dita de 26 annos, ptima engetama-1
deira e cozinheira; urna bonita am- [
aj latinha de 13 annos, que cose e mar-1
# ca muilo soffrivel; ()uus pretos pan
^ o servico de campo ; um molequa |
0 de 19 annos.
Vende-se a historia do can del
em 2 grossos volumes com uta niappa i
linhaSde defesa que oceupavam os parlk
nessa poca : na ra do Queimado, 41..
Vende-se por 1,000 rs., urna i
( bicho ) com um cabrito sendo a
boa. leitera : na ra Bella n. 15.
Escravos Fgidos
Puro vinho da- Figueira.
lV>
loja n.
O novo armazem desla pinga deliciosa
acaba de se abrir nesta ra, defronte do ex-
melo armazem ao mesmo preco de 180
rs. a garrafa ,e.a 1,360 rs. a caada. Os
amantes deste licor all encontrarSo garra-
fas promplamenle lacradas e com o seu
competente rotulo psra trocarcm por outras
promplamenle ; assim como tambem en-
contrarSo barris de diversos tamanhos,
por precos bem rasoaveis ; bem como vinho
branco de Lisboa. a 1,600 rs a caada e a
220 rs. a garrafa. O proprietario deste esta-
belecimento pedeexame para poderem ava-
har a pureza de sua qualidade easselo, e
que em nada desagradar aos concur-
rentes.
--No armazem da ra da Moda, n. 7, con-
liiiua-se a vender auperior colla das fabri-
cas do Rio-Crande-do-Sul, por preco ba-
rato.
FARINHA DE MANDIOCA.
A melhor farinha de mandioca que tem '
venda he a bordo do brigue Minerva, chega-
do de Siinla-Catharina, e fundeado na praia
do Collegio, onde aa vende a preco mais
commodo que em qualquer outro barco; e
Mi mi Anri
Ferreira,. no caes da Alfandega,
farinha de Santa-Catharina, em
saccas grandes,e barriqttinhas com
polassa, muito superior : trata-se
no mesmo armazem, ou'com No-
vaes & Companbia.
Vende-ae urna mulatinha do 20 anuo,
com algumas habilidades: na ra da Mo-
da n. 9, segundo andar de manhSa at as
8 horas e de tarde at as 4.
Vende-se um escravo proprio para todo
o servio, principalmente para trahalhar do
enxada : na ra do Queimado loja de fer-
ragens, n. 14.
Vende-se urna parda de boa conducU,
com algumas habilidades, por preco com-
modo ; um moleque de nacAo, de 18 a 90
anuos ue boa conducta, lambem- por
Cu commodo: na ra das Cruzes, n. 20
toja*.
--Vendem-se superiores queijos Q
gosa 1,280 iis, dilosa 1,000rea, I
240 ris, dita a 180 ris, talhanm a I
macarrSoa 100 ris, vinho verdea le
a garrafa, servis, branca muilo au
360 ria a garrafa ; tudo por menos
em mitra qualquer parle: na ra
numero 18.
le-seum engenho silo nr
ziadeSer.nl.Sem, 4 leguas d.su^d*ge.
b/rqoe, com muilo boas ^tTakwSm
an-
ua a
is>
ria
rora
loque
fraila,
Fugio, no dia 25 do prximo passaiaj
o ir-"eque Miguel escravo do Sr. Joo^
faz Mgarros na ra dos Quarteis n. 15, i
voucalcas e camisa brancas, chapeo |
reprVz. it# AS a 20 annos; tem ni bce,
las footea ; falfK bem 4tesef_nbaraca1en
da bastante apresando ; tem1, cara rede
he secco do corpo e baixe ; leun un C i
peito esqaerdo .' quem o pegar Ukvs-oidj
casa quesera gratificado. >
Fugio, ha dias, um preto de
Patricio, crioulo de SOannos poucoi
ou menos ;hebastante preto, magro,i
dentado com urna listula em um
levou calcas Jde riseadoja usadas,"jaq
preta; anda limito de vagar por ter Mil
do dtiente ; consta andar noa arrabili'
desta ciilode, com urna mochila pedin
esmolas como pobre ; tem um p um Uoli
incitado : quem o pegar leve-o ra
Cruz o. 33, quesera gratificado.
Fugio, no de um escravo psirdo de nbme Vveaja|
de cor muito clara bello um tinto
chaira; levou calcas de riscado,
branca ,jaqueta de riscado, deixando
chapeo, porrfi elle hsvia ter cuidado
comprar outro ; tem no roato algumas
das; lieollicial de alfaiale, e tambem t
leude de carpina ; he muito de suppr, |
ser muito alvo-, que se inculque forro, f
diz ter mSi forra as Bauaneiras, provia
da Parahiba ; he muilo baquiano, por i
andado com o enligo senhor por S -Anlio
lodo o serlSo com gados, em que o
negociava ; foi vendido no Cear, a I
rio, Antonio de Miranda, que o trouiil
com sigo no vapor. Boga-so aa uloridadMl
policiaes, pessoas do povo e capiUes di|
campo que o apprehendam e levam-nol
ra da Cruz, no Kecife, n. 33. que ae |ra>
tilicar com 50,000 rs.
Fugio, no dia 26 do prximo peaaa^k
urna prelada Costa alta e groaaa dotar-1
po; lem por coslume fszer suas fuajidafiJ
e quasi sempre anda pela ra da Guia, I
agora desaonfia-se que esleja guardada I
perto da casa de seu senhor; porqaa, I
vando ferro'no pescocoe correte con)
po no | foi vista no dia 29 no mesmo* ]
tado ; chama-ae Eva mas muda de OoaMif
e quasi sempre d o nome de Joaepba: qft
a pegar leve-a ao Hospicio, n. 4, a A
Fortunato da Silva.
Fugio, no dia 90 de abril do
anno um moleque ciioulo, de 18 a
de nome Joaquim de cor pela rosto i
dondo, olhos pequeos, ps emSo graa'
tem as rostas de cima at as nade gas
encalombadaa de chicote ; foi comp 1
no dia 16 do mesmo mez a Antonio e*t til1
va Pe re ira Portuguez, caixeiro, ou el
crelario do Sr. Vicente Ferreira de Paul|
qunndo fugio foi preso em Capoeiras p* |
capitSo de campo Manduca', onde con
sara que dito Portuguez o tinha seduii*>|
para que depois de o vender lornissaHjJfl
o prorunajise sus corapanhia e torna"l
fugr das mSos do capliSo de campo, w
se dentro da n>iua de S.-Benedicto. ROtTf
se a tods^as autoridades p>Mciaes e c |
ISes de camp"o, qne deen. lois-*ftov"
cas que estiverem em seu alcance, |
de ser capturado dito moleque, po>* o
xoassignado gratificar com cem nutr*- I
quulquer pessoa que o apprehender.
JoidaFoiuecaStU*-
- Fugio, na dra primeiro do corre-
o crioulo Itaymundo ,de 18 anuos; HJ I
caljjajule riscado usado, camlaa de
o, chapeo de palba velbotlie MJ
de corpo regular, cor preta, olhos.
noa, vista baixe, macSea do rosto '
nariz chalo, bem explicado no ""'
signal mais visiva! que lem he o dad gran-
de de um p muito aberlo, para fora- **
escravoo compradoaflfvigario da irse.
nbfiem Bazilio (Jonealvea ala Lu: que" |
pegar leve-o ao paleo do 1a*|0, J
ser bem
ra s partes
Paulo, pois tem
mfloa.
reeomperuado. W**>*X.
es da Vane. Traeunhienii ou ^
nestea tugare! P'
PBaM. ; ( IIP. DI M.


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