Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06226


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Full Text
\ nno XXV.
Sesunda-feira M
O DMUJOpiiblIci-se todos os da. que nao
forem de guarda. O prevo da asiignalura he
de 43000 rs. porquartrl, pg annuncios dos aigiiantes sao Inseridos a
rasao deUI rs. por linlia, 40 ri. ein typo dil-
ferente. eas repetlcoes pela luctade. OjM
assignanlPS pagarao 80 rs. por luitia e iou r.
en typodiU'crentc, por cada publicajau.
PHASES DA I.UA NO MEZ DE JANEIRO.
Cre.eei.lf, .2. .5hora, e Wmjfr da ma-vh.
La chela, .8. 8 hora, e 31 inlo. da arae.
Mingoante,l6,s4horase35 ".da an .
Lnimi, H.7 hora,emi*, da .nann.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna c Parahiba, as ees. e exta.-felra.
Rio-G.-do-NoHc, quinlat-felraa ao nielo-da.
Cabo. Serlnhem, Rlo-Formo.o, Porto-Calvo
Macelo, no 1 a 11 e 21 de cada raez.
Gsranhuns e Bonito, a 8 e 23.
Iloa-Vi.ta e Flores, a 13 e 28.
Victoria, n. quintas-feira.
Olinda, (odos o. (lias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, 2 horas e 54 minutos da tarde.
Segunda, as 3 boras e 18 minuto, da maiihia.
de Janeiro d 1849.
n. iy.
das da semana.
. 22 Segunda. S. Vicente. Aud. do J. dos
V7S orph.,doJ.doclv.edoI. M. da2. v.
23 Terca. S. Ildefonso. Aud. doj.doc. da i.
v. edoJ. de pat t. > -. dist. de t.
24 Quarta. No.saSenhorada Paz. Aud. doJ.
doc. da 2. c do J. de.pat do 2. dist. de t.
25 Quinta. S. Anania*. Aud. do J. doaorph.
e do J. iM. da 1. v.
26 Sexta. S. Polycarpo. Aud. do J. do cir. e
do J. de pat do 1. dist. de t.
27 Sabbado. S. JoaoChrysostomo. Aud.doJ.
doc. da I. v. e do J. de paz do 2. dist. de t.
28 Domingo. S. Cyrillo.
CAMBIOS .NO DA 20 DE JANEIRO.
Sobre Londres a 25 '/, d. por 1/ rs. a 00 dia-
Paris
Lisboa 110 por cento de premio.
Kio-de-Janeiro ao par.
Dcsc. de lett. de hoas lirmi. a I' X ao inez.
Acce. da coinp. de llcberibe, a oOf r. ao p.
Ouro.Oncas hcspanhlas. 29#0O0 a 29/500
Moda dcG/4(H)v. 1W800 a I7/M0
> de 6/400 n. 16/100 a 104300
d4/000... U/200 a 9/41*
Praa-Patace.bra.lleiro 1/940 a 1/960
Pesos culuinnarios. 1/940 a 1/9
Dito, mexicanos..... 1/880 a 1/U0O
PARTE OFFICIA!
COMMANDO DA PRACA.
(tuartel de tommando da pracn a eidade do fteife,
V 18tfi|Mfr ORDEM DO DA N." 1.
Publico para conhecimenlo da guan (fio a orilcm
do dia do Exm. Sr. general commandante das armas,
que abaxo se Iranscreve :
> Quartel-general do commando das armas do I er-
nambuco, 18 de Janeiro de 1849.
c ORDEM DO DIA.
Tundo de seguir para o sul da provincia, afim de
all lomar a direccflo das operares militares contra
os revoltosos, lca no commnndo da praca o Sr. co-
ronel graduado Jos Vicente do Amorim llezerra,
que me dever remoller toda n correspondencia,
cuja solu?no julgar nfloesiar sol. sua aleada.As-
signado/ca- Joaquim Cotlho.
Emcumprimento da cilada ordem tenho plena sa-
tislacn de declarar aosSrs.. commandantcs dos cor-
nos, ofliciaes c mais pracas da guarniQflo, que mul-
to mo honra a oommissflo de que tnrnoi a ser enoar-
regailo, lano mala quando da primeira vez lu los-
temunh do sua disciplina e regular comporlamen-
to, dcvidos-semduvdaa inlelligencia, zeloeaolm-
dade dos Srs. commandantes e olliciaes, aos quaes
nesla orcasflo agradeco a eicaz cooperario quo me
preslaram ; pelo quo espero o confio que todas as
pracas se esmerem cada vez mais no exacto cumpri-
menlo de seus respectivos deveres. .
O servico contina sem Iteracflo em conformida-
desordensdo mesmo Exm. Sr. general.
Nomeio para servir s minhas ordena, e encrre-
g.dn do delalhe. o Sr 1. lenlo do 4. batalhflo de
artilharia a p Francisco Carlos Boeno Descliamps.
que servio a primeira ve/, bem como para secreta-
rio o mesmo Sr. 2. tenento-secrelarlo do referido
batalhflo Joaquim Fabricio de Mallos.
Tendo-sc presentado a eslo commnndo como
prnmpto oSr. capit-lodo 6.* batalhflo do caradores
Francisco Antonio da Fonsorn Galvfio, assim o faco
constar.Jos Vicente de Amorim Beserra,' coronel
graduado commandante.
COMMANDO DO 4.' BATALIIAO DE ARII.IIARIA.
Quartcl do A.' balalhdo de arlilharia a p de 1." linha
em Pernambuco, 10 de Janeiro de 1849.
ORDEM N. 1.
O coronel commandante,'voltando#o sciodeseus
enmaradas depois que durnnto dous mezes deixou
de exercer o commnndo immediato do hainlhilo, por
ler sido encarregndo da columna em npcracOes ao
norte da provincia, e ltimamente do commnndo
desta praca, lem a maior salisfacflo de rer-sn rodea-
do do seus lenes ovlenles cornpntilieirns d'nrmas,
que o encheram de gloria c do un nobro orgullio
pela briosa conducta que ostenlaram nos campos de
Mussupinlio e Maricola, ronibatendo com enthusias-
mo o denodo para o restabeleeimenlo da ordem nes-
la rica poreflo do imperio. Vio o coronel comman-
dante realisado o seu pensauenlo : a sabervio rea-
Ilsadas suas esperances e prodicefles,'quando allir-
mou perante varias pessoas destn capital quo o 4."
batalhflo de artilharia, por seu distincto comporla-
mento, confundira scus zoilos, o provaria sua dis-
ciplina o bravura, sua Icaldade ao governo, o sua
dedicaeflo ordem publica.
Foi nos campos do MuMiupinhn o Maricola que o
4.' batalhflo, na vanguarda da columna, recebou as
primeiras descargas do inimigo, c pode por sua
constancia o valor alcancar a palma da victoria, em-
penhando suas vidas e seu sangue para salvar o paiz
contra a anarchia que pretendo devnsta-lo, o para
sustentar Ilesa a constituido e a integridade do im-
perio.
Foi justamente o assignalado combate do Mussu-
pinho, naphrase do Exm. Sr. Ilcrculano Fcrrcini
Penna.ex-presldente da provincia.que desassomlirou
a capital de um prximo ataque, conforme S. Exc.
o declarou no seu rehUorio : u que de fado nos deve
encuerde um nohre orgullio '
Na respectiva O'dem do dia da columna, o em re-
lacilo particular dirigida ao mesnio Exm. presiden-
te, o coronel commandante ja foz honrosa mencSo
dos heroicos feitos d'armas pralicados por diversas
pracas do balalhito em um e outro eonibate, as quaes
devem ter sido rccommcndadj(i8 munificencia de
S. M. o Imperador.
O coronal commandante desejaria poder designar
o premio cada unin, como galardo do ment, e
para servir de nobro ncenlWo a oulras que uflo f-
ram mencionadas sem duviQa porauea sorte as nilo
collocou na posic,fln de so disliuguirem, por isso que
na guerra a importancia dos servicos he relativa s
eventualidades dos successos O dos postos eiu que o
individuse aclia colloeado. tnuitas vezes por cir-
?uuislaiicias exlraordinaiias o imprevistas, a pardo
esforco que faz o militar brioso, o do enlliusiasnio
rom que se porta. O' coronel commandanto. eslo
conveucjdo que todas as pracas do balalhfio leem
bastante conscienria de scus deveres, dignidade e
pondonor, e aquella que em urna aceflo nao pode
reslcar porque o seu posto o no permitlio, em ou-
tra procura e aspira a occasiao do dislinguir-se.
O coronel comuiaiidaiile deplora a perda de vida
dos bravos que suecumbiram na luta. lima Ingrima
pungente de saudade vertamos sobre seus tmulos,
e sua memoria nos seja de grata reeordacao. A seus
manes Taremos as devidas honras fnebres, logo que
as circunstancias o permit rom, alrhi de darmos
solemne tostemunho do aproco em quo temos Q sa-
crificio de sangue quo fizoram. A morto e rerimen-
(o dos nossos benemritos camaradas seja o padrilo
Ue gloria para o 4. batalho de artilharia, cuja
handeira trcmulou nos combates, o foi passada por
alguns mosquetes do inimigo.
coronel commandante em summa agradece a
seus dignos camaradas os bons servicos quo presta-
ra ni, o espera que, affronUndo os pengos.conlinuem
por sua briosa conducta a merecer conlianca do go-
verno e a eslima publica.Jos Vicenle de mor
Beurra, coronel graduado commandanie.
TRIBUNAL DA RELACAO.
SESSAO EM 20 DE JANEIRO DE 1849.
MF81DBNCU DO EXM. SS. COttCBLHeiBO AZEVEDO.
Arhando-so presentes os Snrs. desembargndores
Ponce, Ramos, Bastos, l.eflo eSouza, faltando os Srs.
desembargadores Villares, Ayres e Nunes Machado,
OSr. presidente abri a scsso.
Tomando posso e assento o Sur. desembargador
Bernardo RabelLo da Silva Poreira, o Sr. presidente
apresentou em mesa um nlflcio do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, commtinicando-lhc havor S; M
o Imperador nomeado o haeharcl Antonio Jos Al-
ves Forrcira, juiz municipal o de orphiios dos termos
reunidos do Rio-Formoso c Sernhem, para o do
Alto-Amazonas n* provincia do Para, e o baeharol
Antonio Trislo do Serpa Brandao do lugar dejuiz
municipal o de orphos do termo de lguarassu para
o da Ega na referida provincia.
Julgamtnloe.
Fram pro postos o julgados os sguintcs feitos:
Peticflo para h/ibtai-corput de Jos Eugenio doMo-
. raes Silva o Alvaro Joflo. Fui deferida, mandan-
do-se informar o Snr. doulo ol*le de polica o
eareereiro para apresentar os pacientes na pri-
meira sessfio de23 do torrente.
Os aggravos do petigao em que sflo:
Aggravante, Jos Francisco Pinto Guimariles ; ag-
gravados, Guerra Silva & Companhia. Nao do-
ram provimento.
Aggravante, Joflo Evangelista da Costa Sjlva ; aggra-
vado, Joflo Alves de Carvalho Porlo. Nogaram
provimento.
Aggravanle, Joflo Ignacio d'Avila ; aggrava.la, D. Ma-
noela Francisca Monteiro llegadas. Foi prvido.
Os recursos crimes em que sflo:
Recorrente, o juizo ; recorrido, Antonio Francisco
Honorato. Reformaran o despacho de quo so
recorreu. ,,..-
Recoircntc, o juizo; recorrido, Manoel Jos llodri-
gucs flaliia. lleforniaram o despacho recorrido.
Recorrente, a justic* ; recorrido, Elias Martins de
Soma Julgarain Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido. Bernardo Jos Lei-
tflo. Confinnaram o despacho.
A appellncflo civel em que sflo:
Appellante, o juizo de ausentes ; appellado, Jos An-
tonio da Cosa Guimariles.
Foi assignado o dia da primeira sessflo para seren
julgadas as seguintos appellaQes civeis em quo
sflo:
Appellante, o juuo; appeados, Joflo Keller & Com-
panlila. .,
Appellante, o juizo dos feitos da fazenda desta cilia-
do: appellado, Antonio Filippo de Barros.
Appellauto, o juizo dos feitos da fazenda do Sen-
nliflein;appcllada, Francisca Mana deJezus.
Appellante, Vicente Jos Gomos; appellado, JoseLs-
tanislao Feneira. ,
Appellante, Anlonio Pinto de Barros ; appellado*,
a viuva ehordoiros de Ignacio Francisco Pereua
Dutra.
Revieses.
Pass^ram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. dcs-
emb.rgador Lcflo:
A appellacflo crime em quo sflo :
Apnellanto, a juslica ; appellado, Antonio Baptista
do Oliveira.
A appellacflo civel em que sflo:
Appellante, Joflo Porfirio da Mota; apellado, Jos
Anlonio de Barros.
Passaram do Sr. desembargador I.eSo ao Sr. des-
embargador Souza as seguimos appellacOcs civois
em que sflo :
Appellante, o juizo; appellado, Jo Anlonio da Cos-
a Guimariles.
Appellante, I). Anna Joaquina do Nascimcnto ; ap-
pellado, Diuiz Antonio do Moracs Silva.
Passaram do Sr. deserrihargador Souza ao Sr. des-
embargador Rebello as seguintos appellacOes civeis
em que sflo :
Appellauto, Francisco Soares da Silva; appellado,
Pedro Muller. __
Appellajites, os administradores e.herdeiros da ca-
sa de Joflo Maria Svo; appellado, Elias CoelMo
Cintra. I
Appellantes, Jos Thom Rodrigues e Joflo Thoml
Rodrigues; appellado, Anastacio Francisco Braga, I
como administrador dos bons da capella de Nos- os dous e meio por cento holbndezes, de 48 3, 4 a
como aiiniiiiisuo'iui u. __ r ponto nnrtnaTIIMM. da M 47!
a-Scnhora-da-ConceiQflo da Motilada.
Appellante, D. Anna Raymunda da Paz ; appellado,
Joaquim Flix da Silva
Appellante, Marcolino Jos Lopes; appellado, Mano-
el Elias de Moura. _,
Appellantes, os berdeiros do padre Antonio Thcrczo
de Oliveira Antunes ; appellada, a fazenda pro-
vincial.
Nflo so julgara m os feitos que so achavam com da
assignado na ultima sessflo por fallar o Sr. desem-
bargador Villares. ^
Levantou-se a sessflo.
PEKNAWIBUC0.
do
PROPAGANDA HOS|rjBOPTICA.
Um tributo de saudade a Pernambuco.
Um momento esperava cu, em que, segnindo o cur-
ando minhas viagens loria dcdoixnr esta bellissima
eidade, onde em 7 mozos adquir immensas rela-
crtes onde numerossimos alTeicoados me tcem
honrado com suas attencOos ondeemfim um corlo
numero de amigos sinceros me toemprodignlizmloas
mais exuberanles provas da mais fiel amizade. Este
momento he para mim de muito doloroso sentimen -
to porque amo cordialmenlo Pernimbiico como
se houvera nascido em Seu torrflo. Sua belleza mo
encanta, seus habitantes me captivam ; porque su
bondade he superior ideia quo em oulras provui
cias se faz (losen genio. Ao deisar a Veneza ame
riana urna lagrima de saudade mo corre pela Taco
um senlimento de tristeza-mc enluta o coraeflo, no"
nadalia mais doloroso rara o hornera sonsivel d
quo a nuser.cia da trra que ama dos prente qu
idolatra e dos amigos que que proza. RUI mfnha pe
regrinacflo mo acompanhar sompro urna grata re
cordaeflo das bellas qualidades quo onnobreecm es
to povo magnnimo ; o esta rccordaclo saudosa fa
r parte das delicias de toda minlia vida.' i
Aqu vim cu oncotar os mcu* t/abalhos de propa
ganda de urna sciencin que no futuro trar a rogo-
neracHo physlca do genero humano. Vim encontrar
da parto dos mdicos urna opposicflo forte que me
faria succumbirsenflolivessoaomcu favor a justi-
ca da minha causa urna perseveranen a toda prova,
o seguidamente o apoio de todo o povo. Mas gracns
Providencia .' os mdicos so calaram, porque uflo
tinham rasflo, e o povo so convenceu da verda lo da
doulrina que propago. Esta verdade he um presen-
to precioso que nos envin a Divindado. Heme cor-
rer o lempo ; c quando a medicina nflofor mais um
meio de vida, quando ella perder esses foros que a
tornamlfloorgulhosa, quando nflo for ontra eousa
mais que um ejercicio honesto o til de todo pal de
familia, islohe, quando a liomovqialhia houverdes-
truido completamente sua rival com as armas podn-
losissimas dos factos ,' ninguem donara de olliar
com desprozo para os nossos persguidores, e enlflo
nlgum Pernambucano agradecido bcmdira mi.....
constancia louvar os meus eslorcos e inclliormen-
lemecomprchender?!
Ahideixo, pois, ao povo pernambucano esta arca
santa que o ha do por ao abrigo das tempestados da
vida o salva-lo dos cachopos das enormidades. K mu
dia, quando cu houver terminado nimbas viagens ,
lerei do vor outra voz este delicioso paiz abracar
ismeus amigos o dar maior vigor a liomwopallua
se ella por alguaia imprevista circumstauciu hou-
ver decahido do seu antigo esplendor.
Dirijo meus agrndecimentos quelles que me pres-
taran, sua coadjuvaco e um adeus do despedida
aos amigos, aos alTeicoados, aos eoniieiuOa aos
grandes e aos pequeos, os ricos e aos pobres a lo-
dos conjunclainenleo a cada um en. particular. Ago-
ra i no leiiho inimigos, porque a todos perdoel e
me nao leinbto mais de suas ofTensas ; o, so algueni
iulear-sopormimoirendido. persuada-se que mi-
lita inlencflo nunca foi essa ; porqoe, combalendo
principios, quasi nunca me importel com as pes-
soas. Seja sompro feliz o povo pernambucano! To-
das as vorilmasreeaiam sobre elle ..
Recife, 18 de Janeiro de 1849.
Or, Sabino Olegario I.udgero Pinho.
BECirE, al DX jakeiho x 1849.
NOTICIAS U* EUROPA.
Inglaterra. Portugal. Heipanha Franca.
Italia e Austria.
Pelas barras Seraphlna o Itonita, entradas lionlcm
neste porlo. recebemos mais alguns nmeros do jor- t
nal inglez The Thimes
A Inglaterra contina em paz.
O parlamento, devendo reun.r-se no da ***
wnibro, forado novo adiado p.ra o I "do feNereiro
p. futuro. .... ,
A rainl.a ael.a-se anda na ilha de \Vtght.
A rain .a aeba-se ainua na ><- ^ h,h. estima o na de loda a nacao. i'iuuu a n--
Os comis liraram, de 88 1/8 a 88 1/4 ; as apo Ices (rilnblM wm Jooaogudo fazer com que nos
do banco, de 189 a 191 j os ires por cent redi.z.- da aciji^. Africa le.d.am sido rospctlad.s pe-
dosa88l/8;oslreseumquarto por ccntode8l,2 sas |iM, indisciplinadas; o na Asia elle
a 88 5/8. r .. "''cXdo com os piratas quo infestavam aquellos
O fundos brasileiros, ds pequeos, "carum a 75 un ac tfo 8(JUS eb.auo|eciuientos e fortiQ-
1/2; os cinco por cento hespanhos, do 12 3/4 a 13; mares, ue*
48 1/2; os cinco por cento portiiRiiezes, de .46 a 47;
os quatro por cento ditos, de 38 a 40.
As noticias de Portugal alcancam a 10 de de-
zembro.
O paiz permaneca perfoilnmente tranquillo.
As desgrajas do papa tinham causado alli urna
grande sensncfln. O governo dra ordo-n para que
em todas as igrejas da capital se colehrassem mssas
por teneflo desto nclito varflo, e Azora inmediata-
mente sabir para aples o vapor do guerra Mindtlln
em procura do mesmo augusto Sr., afim deolTrro-
cer-lhe um asylo em Portugal. O conde do Penalel,
camarista di rainba, fura o encarrogadp desta missflo.
O palacio do Maff'O eslava sendo preparado para a
residencia do pontifico, caso ello so resolvesse a ir
para aquello reino.
A alfandogadc l.isboi rendra no mez de novem-
1G1 contos de rs, o as seto casas 08 eolitos, exclu-
sive os 10 por cont para a amortisaeflo das notas
do banco.
O cambio sobre Londres tinha ficado de 59 7/8 a
5-2 3/4 por letlras a 3 me/.es ; as apolices do banco do
Portugal tinham declina lo de 20 a 30 mil rs, do des-
cont por apoliCO do 500 mil rs. ; entretanto que as
do banco do Porto linhim de 24 a 2S mil rs. do pre-
mio por apolirc de 2>0 mil rs.
Da Hespanha tive nos noticias at 15 do dozembro.
Em Madrid lizerain-se preces publicas nos das
10, 11, e 12 do mesmo mez pela slvacflo do papa.
O governo nomeaia presidento do sena lo o mar-
que/ do Miradores, o vico-presidentes o prncipe de
Anglona e o duque de Veragua.
Po dia 15 fdram libertas M corles daquello paiz
pela rainha e.m pesso, ncompanhada do seu augus-
to esposo oSr. D. Francisco. S Magostado, tomando
assento sobre o llirono, leu co:n voz firmo a seguin-
te falla :
Nobres senadores o deputados,
Nada me causou jamis urna satsfareflo Iflo gran-
de como a que boje sinto, ao ver-mo no meio do
i. vos depois dosdias de provacio por quo havemos
passado; e espero confiadamente que estaris mais
que nunca resolvidos a consagraros vossos esforcos
. e trabalhos cousolidacao do llirono e da monar-
chia constitucional.
A santa s, bom como era de esperar da sua pa-
ternal sollictude tom completamente restnbeloci-
do suas aulgas relaces com a catholica Hespanha ;
poim, annuncando-vos um tflo feliz a enntecimen -
lo, nao posso deixarde fazer inonsilo de outro que
lie grandemente trslc e doloroso. 0 aummo pont-
fice foi obrigadoa abandonara capital do muiilo ca-
llielco. e a procurar refugio em una ierra eslran-
geira. Debaixo de tilo afflictivas eircumsUncias, a-
prosse-me, o islo sem perda do um s momento, a offe-
recer-lhe o apoio da Hespanha, o um asylo seguro e
cordial neslu uacflo quo lem sompro sido catholica
o pia.
As nossas rdacors com as oulras potencias es-
trangeiras, folgo deannunciar-vo-lo, loom sido cou-
sideravelmente estrndidas ; os governos da Prussia,
da Sardenlia, da Austria 0 da Tosrana me leem suc-
cessivamenlo enviado bous representantes. Quanto
a nova repblica francesa, as relacOos nmigavoi*
que devem existir entre Unas nacOes vizinhas, uni-
das por tantos e tflo antigos lacos, acham-so firme-
mente estabelecidas.
c Circiinistancias desagradaveis, que nflo eslava
em poder do meu governo evitar, fizeram com que
losseui intei rompidas as nossas relacOes diplomti-
cas com a Inglaterra; potm espero que serio roe.
labelecidas, como convm a duas nages amigas,
logo que OS actos o as intencoes do governo hespa-
ni.ol rdrom justamente apreciados. Apczar das inos-
lioradas o grandes desordena que toem agitado a Eu-
ropa, a Hespanha tom permanecido liel ao llirono e
s HlStituicdoS quo jurara. Todava a sedico ieiu
por dill'eientcs vezes levntalo a cabeca, fazendo
que correase o sangue liespanliol as propriai mas
da capital c nascidados o campos da pennsula ; po-
rm, comquanlo as mais oppostas faccoos tenham
concluido entro si urna tbotninavel allanca, ellas
leem sido obrigadaa a succumliir em todas as partes,
permite a firmeza e ealdade do povo, porania o va-
lor o a disciplina do exorcilo, e a docsflo enrgica
do governo e Jas auloridados ronslituidas. Smente
naCaslaluuha poiniaiiecoui IViixis rebeldes, o espe-
ro que muito breve serflo aniquiladas. Para .este
feliz resultado leem contribuidoojlicazoiopte as me-
didas adoptadas pelo nicu goveriM* pondo em oxer-
cicio os poderos extraordinarios que llio foram can-
roridos pela passada legislatura, i qual, concedendo
esta aulorisagflo, deu urna prova plena do sua experi-
encia, previsflo c prudencia.
( As colonias, tanto da America como da Asia, de-
liaixoda sombra protectora da metrpoli gozam de
urna pro'speridado que va constantemente crescen-
do. A sua invariavcl o reconhocida Qdolidadfl teem-
naa illo smenle conservado sontas dos desastros
UO bao allligdo as colonias dos outro* W"
anucllas regies, lenflo tambem Ibes teein perma-
las nacOes que en, seus DOrigOS 0 inM'4^* redi
taran, com raso que nao aprellar.a.n em vflo para a
ucnerosidade bcspanhola.
3 presenra da crise quo pasta pe a Luropa, o
TercllO tem prese, vado sua severa aubordmaSao e
LmSM. e a esta disciplii'., ao mesmo lempo que
ua 1 era, deve elle o alio lugar quo oecup. ...
na de toda a naQflo. Unido a arma-
M'-


2
=9=
caces, aprizionando sr-us navios e sua nmeros
y'"nana, e dundo liberdade a um grande numero
lo cnristBos captivos Na pennsula elle tom susten-
tado o throno e a constituido contra todas as sorlcs
desedices
Nobres senadores e diputados, tai he o'aspeeto
geral do estado do paiz. Nunca foi preciso maisco-
ragemeresolugao para continuar aolira comecadn,
e para consolidar o llirono e a constituido contra
os reiterados ataques da rebelli.to e da anarchia; po-
rm en tenho f em vossa decisSo e firmeza, no pa-
triotismo e loaldade de que tantas provas haveis
dado, e cont sobre linio com a assistenca da Di-
vina Providencia, para a qual esta grande e gene-
rosa nacilo nunca tem appeMadoem vilo
Esta falla foi seguida de estrondosos gritos de
Viva a rainha '.
A poca, jornal de Cdiz, annuncia que em exe-
eucflo ile urna ordem recebida do Madrid se ia a-
promptar a toda pressa os navios de guerra surtos
naquelle porto para o fim do seren enviados para a
costa da Italia.
O general Zarco del Va||p, enviado hespanhol em
S.-I'elersburgo, nilo pode conseguir do imperador
da Itussia o reconhccimcnto da rainha, sua sobera-
na, o preparava-sc para vollar Madrid.
S. M. calbolica, no din da sania de seu nome, (19
do novembro ) houve por bem perdoar todos os di-
mes civis a que nflo eslivesse imposta pena maiur
que a dn nm anuo de pris.lo, assim como tudus os
crimos polticos, aquenliu estivesse imposta pena
maior que a de prisflo por dous annos.
O colera linha appsreridoem Cilbraltar.
Da Franca tivemos noticias al 20 de dezembro.
Todo o paiz go/ava perfeila lianquillidado.
O governo fiancez, logo que fra iiiformado que o
papa se chava dtenlo pelos scus proprios' vassallos
no palacio quirinal, fez sabir para Civila-Vccrhia
qualro fragatas de vapnr.com 3.5u0 homens de des*
embarque afim de provercm emqualqiier aronteci-
mpnto ferio que porvenlura orcorrosse na Italia.
Esta expedierto foi acompanhi'da por Mr Corcel-
lea, representante do povo, no qual o govrrno da re-
pblica encarregou de urna misso Ruma, e deu as
seguidles instrucres :
lUeu charo collega. Vos hem sabis os deplo-
raveis aroiilecimentos que Icom lidu lugar em lio-
rna, e hilo reduzido o sanio padre a urna especie de
cartiveiro. Em conseqnrncia desles acontecmentoa
o governo da repblica tem resolvnlo enviar a Civi-
ta-Vccchia quatro fragatas de vapor, com umu bri-
gada de 3,500 homens; elle resolveu tambero que par-
tissi-is para Roma na qualidadn de seu enviado ex-
traordinario. A vossa missflo tem por olelo inlcr-
vir, em 11 nomo da repblica franC'-za, para que o
ebefe da groja calbolica seja resiaurado no pleno I
gnzo de sua liberdade pessoal, dado ocaso que del-1
In tenlia sido privado. Se, alientas as crcuinstan-|
cas, fr de su inlencnn ietirar-se por algum tem-
po para o territorio da repblica, devereis fazer lu-
do quinto podrdes. para que esto desejo seja rea-
lisado, e asM'gnrareis ao inesnio augusto senlior que
naiiio franceza Ihe picstar um aculhimentu dig-
no .'ella, e digno tamliem das vil ludes de que elle
leni dado tilo innmeras provas.
Vos nlo soisautoiisado a intervir em nenbuma
questflo poltica pendente em liorna. Perlence aas-
sembla nacional snipnte o determinar as medidas
que o governo da. repblica llever adoptar para o
restaheleciment de um estado de cousas regular
nnquella occasiflo ; que a Europa admirara aquelle
grando o magnifico espectculo, assim como a cal-
ma e a liherdado que tir.ham reinado en) toda a elei-
cBn; que cerlo nilo houvera victoria nem derrua,
vencedores nem vencidos; que depos de urna tilo
calma, tflo religiosa e 1.1o patritica manifestado,
nenhum homem poderia atrever-se a procurar subs-
tituir a'vontade de aiguns vontado de lodos.
0 orador, lendo recommendado um inteiro es-
quecimento de todos os odios c oITcnsus polticas,
disse que, visto o numero de votos e a regularidade
da clecflo, Mr. l.uiz Napoleflo era realmente o eleito
da naci e a assembla nao linha mais que orde-
nar que o poder execulivo fsse transferido para
suas mnos.
Depols de pagar um tributo dn louvor e gratidflo
ao general Cavaignac, o qual foi melificado por es-
Irondosas acclamaces de toda a assombla, Mr.
Rousseau eoncluio, ronvidundo esta a proclamar o
presidente da repblica, o oxclamou : Tonde cun-
fianca, cidadSos ; Dos protege a Franca
0 general Cavaignac, leudo subido depois tri-
buna, disse : Ku tenho a honra de com mu nicar
assembla nacional que os membros do gabinple
acabam de enviar-nao todos colleclivamcnto a sua
resignarlo, 0 que eu venho dopr em uas mfloa os
poderes com que ella houve por bem investir-mc.
Vos comprehendereis, Srs melhordo que ou pode-
iei expressar-vos, os sciitimcntos de gratuito que a
lemhranca da confianca que a assembla em mim
depositara, assim-comn da bnnigniriade com que
sempre me tratara, de i xa rain em uieu corceo.
Esta cuita falla foi recebida com alroadores grilos
do Viva a repblica
Er. Marrast levantou-se entao, e disse :
11 Em o nome do povo frailee/.
Visto que o eidadflo Ca los l.uiz NapoleiTo Dona-
parle, nascido cm l'.iris, tem todas as qualillcacAes
de elegibilidad.1, requeridas pelo artigo 44 da consti-
luicB da repblica ; vislo que a urna Ihc deu a
maioria absoluta dos suflragios para a presidencia;
cu, em virludc dos dos poderes conferidos fsln as-
sembla pelos,artigos 47 e48 da mesma constitu
cao, o proclamo presidente da repblica franceza
desde o presente diatd o segundo domingo do me/
de maio do nnno de 1859, o o convido agora a subir
tribuna para dar o juramento que exige a lu fun-
damental dn paiz.
Mr. l.uiz Napoleflo, o qual eslava sentado ao p de
Mr. (huilln Darrot, ergueu-se entilo e dirlgio-se pa-
ra a tribuna. Tendo alii rbegado, o presidente leu-
Ibe o juramento de lidelidade coosliloiciTo da re-
pblica, o que elle com voz firme respondeu : As-
sim o juro.
linda que foi a ceremonia,o novo presidente pedio
lirenca para dirigir algumas palavras assembla.
Os suffragios da nac,flo e os mcus proprios senli-
ineutos pessoiics, dUse elle, impOeni-mc deveres pe-
nosos, usqaes todava aberei enmprir como ho-
mem de honra. Eu considerare) inimigo do paiz a
torio aquelle que tentar subverler a constituicao da
repblica,e dcsvellar-ine-hei por conseguir que.rei-
ne entre mim e a assembla a mais pe feila harmo-
na. Eu empregare.toaos os n.cusosforcos, nlo so-
monte pura firmar a sociedad sobre sua verdadeira
base, seuflo tambem para alliviar ossofTrimeutus de
11 m povo que acaba dedar-me um to espontaneo
e tilo pleno tcatemunho d'c afe ic3o. a
Mi. Luiz Uouapartc deelarou depois que, no firmo
proposito de restituir ao governo a torca moral de
nos'domlulo*da~grVV7'0^^ ^ '?* Un\ V^h lem como no do manler a
leque asseguarrcm o nome do governo que vos
envaa liberdade do papa eorespeito su sa-
grad pessoa. Quandocliegardes dimito do Cevila-
Vecchia desembarcareis inimcdinlamente oiris at
paz c boa ordem, linha chamado para junio de si a
homens disliiielos, assim pelos seus talentos, como
pelo seu patriotismo, osquaes, nflo obstante as dif-
ferencas desua origcm poltica, elleesperava que o
Rom., para o fim de cooferrdf com Mr. d'llar- av,ain dc' J"''"r c/' 1 "'Oes
courl, o ambos obrareis depois de C0l.formld.de I do '""'> >' "8'ndo f.nalmeiito a conduela decenio
com as insiruecoes que nesl vos sflo dadas. Paris \ f a eal'lal.e de V>1 e"e,al <-aVillK''^ linli. dado
desembarcar as tropas vossa disposieflo, ou en. Ce- ,S .? W M,I,,,"a" ^,rov,,!,' m_promeUeu-se
vila-Vecchia mesmo, ou onde qur que esta frcu! a Uabalhar ,or completar agrande nussfio de lun-
possa cooperar edicaznienle para o bou, resultado da dr a -epubliC, sem reeorrer a medidas reaccioua-
vossa missao. governo tem adoptado medidas pa- ""* "cm e"ll";rlc's-
ra reforcar esta brigada, caso isio seja necessnrio, o Esln falla foi recebida com unnimes gritos de
vos recebercs sem duvida ulteriores e minuciosas; F instruccOesso a assembla nacional as considerar, cido da tribuna, dirigio-so 00 general Cavaignac, e
iudispensaveis. i affecluosanienle Ibe aperlou a mo.
Eu nflo possodeixar de repotir-vos que a vossa O novo ministerio liancez aeha-sc organisado da
missao nao leu. presentemente nenhum oulro lim j maneira seguinlo :
que o de prover em a seguranca pessoal do papa, e, (Milln Darrot Presidente do coucelho o rniuis-
i'in caso extremo, na sua temporaria retirada para ol tro da justiga.
territorio da repblica. Vos tereis o cuidado de pro- General RulliOrdsMinistro da guorra.
clamar altamente que nflo ides intervir, em nenhum ,-,.OJ, ,i:..:... a t 1 -
respeilo, uas dillerincas actualmente existentes en- "> Pol,l *" Mlmslr da faze"da- .
tro o santo padree o povo que elle goverua. lie so- Drouyn de Lhnys Ministro dos negocios estran-
mente animada por um seulimento de autiga trad-
<;no paia'a nacflo franceza, que a repblica seapres-
sur em soccorro da posso sagrad, do papa, o nflo
porque enlretenha Blguma nutra inlencflo. A vossa
n.issflo lie una missflo delicada ; ella exige muila
perspicacia o minia sagacidado. O governo da re-
publica deposita toda a confanca nos son tmenlos
que vos lio de dirigir.
Eu devo tambem chamar a vossa atlencflo para
o uso que lalvez sejais obligado a fazer das tropas
confiadas vossa superior dneccffo. 0 seu desem-
barque dever efiectuai-sc smenle cm aquelle
ponto em que ellas lenliain de obrar com ellicacia
paia que possais obler o nico objecto de vossa mis-
sflo,a seguranca du pap.
He postifel que pela frca dos acontecimeiilus
vos adiis em enibaracos que nao me be dudo pre-
ver. Nesle caso deveieis recorrer immedialameiite
a"o governo da repblica, o qual, segundo as cir-
cumslanci.s e as proposlas que submeiterdes sua
consider.cflo, obrara qur do seu moto proprio,
quer depois de nevar consultado a assembla.
ministro dos negocios estrangeiros,'
Julio lluslide. a
O principe Luiz NapoleSo, bem como j publica-
mos em o piecedenlc numero deste Diario, fora
< cito presidente da repblica franceza pelo extra-
ordinario numero de5,434.226 vlos, obleudo assim
1,500,000 votos mais o que oblivera seu lio o im-
perado! i\aioleo no principio do | resonle seculo.
O goveino, sendo iuforiuadodeque, por occasiao
dn pruclamaviio do plincipe, se inleiilava urna do-
iiionsii ,,cJo, e que elle sena saudado pola plebe com
grilos de Viva o imperador \ resolveu anticipar por
alguna dias a sua investidura, a lim de evitar urna
oiiisao sanguinolenta, com o que elle de bom gra-
do se conformou.
No da 20de dezembro, portanto, reunida a assem-
bla nacional i el.s 3 i/- horas da larde, depois de
aiguns picccssos preliminares, Mr. Mrrast, seu
piesid.nte, couvidou a Mr. Waldeck Rousseau, re-
lator da oomii issflo cnc.rregada da apuraclio gcral
dos votos, a subir a tribuna.
genos
Len de Maleville Ministro do i nlerior.
DoTracy Ministro da marYhhs.]
LeonFauchcr Ministro das obras publicas.
lixio Ministro'da aerieultura e comuicrcio.
De Kalloux Ministro da instruceflo publica.
Ogeneral Ilugeaud fra nomeado commandantc
do exercito dos Alpes.
As noticias que recebamos de Roma ajeangam i tfl
de dezembro
No da 15 de novembro, Mr. Rossi, presidente do
conceibo de ministros, ao dcsccr do sua car uagem
junto portada casada cmara dos deput.dos em
aquella cnlade, fijia-apupado pelo povo, oqual acba-
va-sc contra elle indignado or ter determinado
que nao mais decem pessoas lossom admittid.S as
galenas publicas; entretanto que no lempo do mi-
nisterio Mamiani era livre a qoalquer issletir as
scsscs do corpo legislativo, reuuindo-se muitas vo-
zes para este fim porto de 20(;0 1 essoas; e como qur
que o infeliz sesoriisso daquelle desahafo popular,
um scelerado precipitou-se sobre elle com urna faca
na mflo, p, dando-llie um golpe na garganta, o lan-
gou moi to por trra, s.
' No da scguinle, pelas onze horas da manha, urna
multidflo do povo immensa se reuni na pra;a del
l'opplo.eproredeu dalli para a cumaia dosdeputados,
a lim Jo exigir que estes insislissem em que o papa
iiomcassu um ministerio democrtico, o lizesse as
seguinlcs cojicessoes : 1 ',0 recoiibecimimto da
uacionalidsde italiana; .4.*, a couvocacao do urna
assombla constiluinfe, e a deliber.^ao do um pacto
federal; 3.*, quu as resolucues da cmara doadepu-
tados, relativamente guerra da independencia,
lossom levadas a ofleito ; 4.a, que o programma de
Signior Mamiani, publicado a 5 de junho, f6sao posto
em execuc.lo, o os individuos seguintes fossem Ho-
rneados ministros: Mamiani, llerbini, Campello,
Saliceli, Fusconi, Lunati e Gallelti.
o enlfio o pspa.respnndeu-lhe em pessoa que vio-
lentado nada concedera.
Enlrctanlo a guarda suissaea guarda papal repel-
lindo a multdflo> esta lancou-se sobre as sentinellas
o as desarrhou. Os Suissos reliraram-se depois disto
para o interior do palacio, amea^andfl de atirar so-
bre o povo ,e sobro as tropas que avancavam desar-
mados. 0 povo amoacou entBo de por fogo as por-
tas do palacio, o os Suissos tirando sobre elle, im-
medialamente ou.vo-se o grito de At'armat! Pelas
3 horas da tarde locou-se a rebate em toda a cida-
dc, e a tropa reun.a guarda cvica rombaleu con-
tra os Suissos por espaco do duas horas. A's 6 horas
da tarde foi o Quirinal completamente investido por
6,000 homens da guarda civica e da Iropa de linha,
o ppQas de arlilharia fram assestadas contra a por-
ta principal.
Urna ilepulacflo foi oulra vez enviada ao papa com
u ultimtum do povo, dando-lhe urna hora pura res-
ponder, o declarando-lhe que, no caso do recusa, o
palacio seria escalado, elodos os individuos que den-
tro lossom encontrados, exclusive smente a sua
pessoa, seriam passados espada.
O papa mandou chamar finalmente o advogado
Gallelti, e annunciou-lhe que consenta em aceitar
o seguinlo ministerio.
Mamiani, negocios estrangeiros ; Gallelti, inte-
rior; l.unati, a/endfl; Herbini, commercio e obras
publicas; Campello, guerra ; Rosmini, instruceflo
publica, com a presidencia do coucelho ; Serini,
justica.
A respeilo das onl ras exigencias do povo, O papa
submclteu-se decisfloda cmara dos depulados.
O cardeal Palma, secretario do papa, Tora morto
com urna bala na cabera.
No din IT, logo ao amanhecer, o povo destruioss
barricadas que lnbam sido construidas junio de
Monte-Cavallo. Pelas oito horas rcunio-se a guarda
civica, e resolveu prender a guarda suissa ea papal.
Una dppulacflo foi ter com o pontifice, o qual epi-
lobio em o nome dos Suissos, com a comlc.io de Ibes
serem garantidas as vidas. Esta condigflo tendo
sido aceita pelo povo, os Suissos fram desarmados
Pelas 9 horas a guarda civica tomou ppsse de todos
os postos oceupados anles pelus Suissos, e o papa
licou guardado por ella.
As autoridades, militares submelteram-se ao club
popular. O cardeal Ambruschni, quo lora mu pro-
curado pelo povo, couseguio felizmente fugir des-
fajado em dragflo. Romini e Sorni recusaram pe-
remploriainento fazor parte do ministerio democr-
tico. -
Neste mesmo da pola manliSa reunio-se a cmara
dos depulados, mas nao om numero sulDciento para
poder deliberar ; o presidento ameapnii os membros
resllenles em Roma do mandar inserir sous nomes
na Gatelle, se porventuia nflo comparecessem.
Urna deputaeflo co;nposla de ofDciaes superiores
dirigio-se ao club popular, e deelarou que as autori-
dades militares estavam dispost.s a execular a von-
tade do povo e a dcfcmler seus direilos, garantindo
todava a inviolabilidade da pessoa sagrada do pon-
tifice. Os cid.nlaos Slerbini, Vinaguerra, Spini
Piulo respondern) a denutac.a'o, agradecendo os
senlimentos do quo os militares seachavam anima-
dos- eiles Ibe asseguraram que a pessoa do papa era
objecto da veneracAo do todos, e que o governo
ecclcsiastico sera plenamente garantido.
0 abbado Romini, tendo recusado a presidencia
do concelho, fdra substituido pelo cardeal Muzza-
relli, o qual de acedrdo com seus collegas publicara o
programma segunde :
Convidados para formar um ministerio no mrio
do circumstaucias extraordinarias, o em um mo-
mento em que urna recusa de nossa porte poderia
pin om pergo a actual forma constitucional do go-
verno do estado, nos loriamos sido aterrados pela
gravidado das circumstaucias o do periodo, se nflo
hiramos sustentados pela conscicncia de que o nos-
so programma poltico est cm perfeila harmona,
nflo somentu com os principios proclamados pelo
povo, sendo tambem com aquellos que depois de
madura doliberacao fram aceitados por nossas c-
maras legislativas,principios que servirilo como
de regra para tojas as nossas acedes, emquinto
conseivarmos o poder.
Entre estes principios um ha quo tem recebido
por um acto solemne a approvaco do principe; e
emquunlo aos oulros, lemos a promessa de que elle
concertar com o novo ministerio, alim.de que pro-
logas anlogas sejam .presentadas considerado
das can aras legislativas. 0 principio da nacionali-
dad o, proclamada cen vezes pelo nosso povo e pela
cmara, e por nos aceito, fra sanecionado sem re-
serva algum pelopiincipo, quando, com zelo ver-
daderoinenlc paternal, o lembrara ao imperador da
Austria na carta que a osle potentado dirigir. Para
realisar, portanto, esta ventura.crmos que lie iodis-
pensavel execular as dehberaces adoptadas pela
cmara dos depulados, relativamente independen-
cia da lllia : a firme resolucflo em que estamos de
lovar a elle i lo estas deliberarles nada mais he que
una sinccia adbesflo aos desejosdos representantes
do povo
A convocacBo de urna assembla consliluluinte
em Roma ea preparaeflo de um acto federal,silo os
principise as mximas que arriamos incorporados
nos desejos expressadus pelas nossas cmaras para a
convocaran de una diela em Roma, destinada a dis-
cutir os interesses geraes da patria commum. Pio-
senlemeule que o papa, este principe a quem toda a
Italia saudra como aquelle que deu principio ao
eslabelecimento do sua liberdade e de sua indepen-
dencia, leni dado o seu assentimento a este desejoe
1 esta mxima fundan, cu tal, o nosso espirito exta-
todooapoio me falta, he baseada sobre o principio
de evitar a effusflo rio sangue fraternal. Eu faco tu.
dn ceder a este principio; mas ssbei, senhores,
salba toda a Europa, e saibs-o igualmente todo o
mundo, que eu nflo tomo, nem mesmo nominal.
mente, nenhuma parle nos actos do novo governo,
para o qual me considero perfectamente oomo um
estrangelro. Todava j podi que nao seabusassede
meu nome, e desejiria at que elles nem sequr
empregassem as formalidades ordinarias.
A' vista deale protesto, os membros do corpo du
plomalico concertaram entre si um projecto para
poro papa em liberdade ; o conde doSpaur, mini.
tro da Baviera, Toi enesrregado de por asta projecto
immediamente em execueflo.
Chegada a hora previamente ajustada, o papa rv>
tirra-se a um gabinete particular para o fim, pp..
rentemente, de conferenciar com o dito conde de
Spnur, enlli se disfarcra, vestindo-se com a libr
da legaeflo bavara. lmmediatamente depois o mi-
nistro, acompanhado do papa disfarcado om criado
do mesmo, desceu a oseada e enlrou para a sua cir-
ruagem, sem que ninguem de nada desconflasse, in.
do o papa sentar-se ao lado do cocheiro. Em ctsi
do ministro operou-se urna outra metamorphose.
O papa deixou a libr com que se tinha disfarcado,
e tomou o trage ordinario do capelln do mesmo
ministro; e este, tondo doantemflo publicado a sua
inlencflo de ir a aples, e recebido pasaportes do
governo, metleu-socom o seu supposto capellfloem \]
un. carruagem de posta, e, atravessando a fronlei-
ra, ebegaram ambos no oulro dia ( 85- de novembro)
a Carta, em aples, sem encontrarem nenhum ac-
cidente sinistrOi.
Nossos leitores nos permlttirSo parar aqu, para
continuarmos no segunle numero ; todava nao
concluiremos este artigo sem comrnunicar-lbes que
o imperador da Austria, pelos flus do mez de no-
vembro prximo passado, houvera por bem abdicar
a cora daquelle paiz na pessoa de sed sobrinho, de
nome Francisco ios, o qual entrara logo no exer-
cicio de suas al tas fu nrces.
Bia-se|au considerar que se approxima o momento em
quo podemos esperar ver completo este pacto fede-
ral, o qual, respeilando a existencia dos diflurenles
estados, e deixando intacta sua forma de governo,
servir para assegurar a liberdade, a uniflu c a inde-
pendencia da Italia.. Esta obra, em nossa opinifio, so
tornar perfeila quando a gloria do Roma e o nomo
venerado de um pontifico frem com ella asso-
ciados
Nos nos apresenlamos com este programma pe-
fdiiie o |ioo a as cmaras. So o povo nos outorgar a
sua ouulianca, nos om prega remos lodos os nossos
esforcos para continuar a n.erec-la.
a Asesinaras vo ser convocadas, celias declara-
iflo se nos C(Micodem a sua conlianca, o que nos he
pvrmitlido esperar, ltenlos, os principios polticos
que aleo presento bflo sustentado.
C. E. Muzzarelli, presidente.
S. Gallelti.
t Pelro Slerbini.
1NCBKDIO.
Ilontem i hora da noite minfestou-se incendio
em urna casinha de taboas, coberta de telhas, sita
na travessa da Concordia, e onde resida urna fami-
lia pobre, cuja mor parte se .chava atacada de va-
rilas.
A nao ser a presteza com que sedlrigiram para
ah o respectivo inspector do quarteirSo, o coronel
commandante da praca, 0 major director do arsenal
de guerra, as patrulhas rondantes do bata I US o de
voluntarios, o major commandante e dous oIDciees
do corpo de polica, bem como diversas pessoas do
povo que, a chamado do sobredito inspector, promp-
ts mente se prestaran) so servico que as circunstan-
cias exigiera;a nSoser ludo islo, dizemos nos, o
incendio sera de desastrosas consecuencias, pois
que a mencionada casinha eslava cercada de madel-
rasede avultada poreflo de palhas de roqueiro; ma-
terias combustiveis por domis, e que cerlo trans-
mitliri.m o fogo a todas as casas da eircumvizinlian-
ca, se elle nao fra inmediatamente apagado medi-
ante os esforcos daquelles a quem j nos referimos,
ede aiguns soldados das companhias de artfices e
voluntarios do precitado arsenal, que, dirigidos por
seus commandantes, e guarnecendo urna bomba,
tambem concorroram ao lugar do perigo.
IGfMERCIO.
ALFANDEGA.
RENDIMENTO DO DIA 20.......... 4:404,190
Dtiearregam hoje, iidejannro.
Iiriguo l'utuiin farinba e bol.chinlta.
Escuna alante-)!aria barricas vasias efumo,
lale Gil-Brai subiio e fumo.
Galera Columbas mercaduras.
CONSULADO GEBAL.
RENDIMENTO DO DIA O.
Coral........................3:414,937
Diversa* provincias............... 29,411
""3;444,348
li i.iiW
CNSULADU PROVINCIAL.
HENOIMENTO DO DIA 20........... I:SS7,38^
J. l.unati.
Os dcpiitados dirigiram-se em procissflo, acom- O popa dirigir ao corpo diplomtico estrangero
par.hados do povo, ao palacio do papa. Sua sant- o seguidle protesto, cscrpto por sua propria nao:
u. ,tr.ns I dade respondeu, por intermedio do cardeal Sugha.l Senhores, eu me acho em pristi. Elles mu leuui
in.tairmmMnm.nrrSlda poda exceder a-dig-lquo tom.na em coi.siderac.3o o pedido do povo ; [tirado os meus guardas, e eu rae vejo cercado por
indadecom que o povo francezse havia comportado I este, porm, nao satisfeito, fez vollar os depulados, roUtras.pessoas. A mipha conduU, actualmente que l
IRAQA 1)0 RECIPE, 20 DE JANEIRO DR I8W1
AS 3 HORAS DA TARDE.
Reviila temanal.
Cambios Fizeram-se transseces regue-
ros a 2 1/2 d. por 1,000 rs.
AlgodBo ----- Vieram ao mercado 4TT saccas.
O de primaira sorte vondeu-e
a 4,000 rs. por arroba, e o de se-
gunda a 3,600 rs.
Assucar- ----- Oensaccado leve entradas regu-
lares e vendeu-se de 1,720 a 1.7M
rs. por arroba do bronco, e oe
1,450 a 1,500 rs. do mascavado.
Vieram ao morcado310 caixasX
cujo preco regulou de 700 a 750
r. por arroba sobre o ferro.
0 emberrieado foi vendido como
o ensaccado.
Couros ------ Conlinuaram-so a vender de w
a 95 rs. por libra.
Azete-doco-------Vendeu so s 2,400 rs. por galfio.
Uacalhao ----- Exxislem800 a 60U0 barricas.
Venderam-se, durante a se-
mana, cerca de 000 barric


*_-_!_-__.rrr-_"
aos prego de 11,500 a 12,500 n.
cada urna, m consequencia ua
falta do carne secca.
Canella------------Vendeu-ae a 550 ra. por libra.
Carne secca------Chegaram dous carrogamciilos
Apenas lia no .mercado 13000
arrobas.
Cra *---------Vcodeu-s de 700 iTMn. por
libra ift amarolla, e de 750 a 820
ra. da branca.
Farinha de Irigo Tivoroos dous cawegamentos es-
la semana. Os presos Tram
os meamos de que demos conta
na revista anterior.
DiU de mandioca Vendeu-se de4,500 a 5,000 ri
Sor sacca.
fl0.h"-
Fio ---------Vendeu-ae a 480 rs. por libra do
de vela, e de 12,000 a 13.030 ris
por arroba do de porreto.
Vieram ao nosso porto 1* emharcagoes o sahiram
10. Eslfio ancoradas 86, a saber : 5 americanas,
2 austracas, 83 brasileiras, I chilena, 2 dinamar-
quesas, S franrezas, 1 hollandeza, 1 lumburgueza,
15 inglezas, 1 lubequense, 1 oriental, 9 portuguesas,
1 prussian, 1 russiana, 3 sicilianas, ID sardas o 7
sueca.
Secretaria da trrsouraria da fazenda provincial de
Pernambuco, J9 de Janeiro de 1849.
0 2." escripturario,
Antonio Ferreira a" AnnuncincSo.
Movimento do Porto.
Miguel Archanjo Monttiro de Andrade oficial da im-
perial ordem da Rota, eavalleiro da de Ckritto e int-
peclor da alfandega de Pernambuco, por S. ti, o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz saber que, no dis 24 do crranle, ao meio-dia,
n porta da alfandega se hilo de arrematar em hasta
publica-dous cartees com flores, no valor, de
75.000 ra. e 4 pendults com globo, no valor de
48,000 rs., impugnados pelo guarda Antonio Lopes
l'ercira de Carvaho no despacho por factura sb
n. 2.972 : sendo dita srrematagflosubjeita a ni re tos.
Alfandega, 20 de Janeiro do 1849.
Miguel Archanio Uonleiro de Andrade.
Naviot entrado no Ha 20.
Karlcandy j 68 diaa, brigue ingles hli*a, do 196 to-
neladas, capullo *. B. Olipbanl, eqmpagan 10,
carga carvflo de pedra ; ordem.
Liverpool; 41 das, galera ingleza Serafina, de 300
toneladas, capitflo Richard Goble, equipagom 18,
carga fazendas ; a Johnson Paler & Companma.
dem ;42 dia, galera ingleza Bonita, do 299 tonela-
das, oapitflo W. Kelly, equipagem 17, carga fazen-
das ; a Itnane Yulle & Companhia.
lllia da Assumpgflo ; 10 dias, brigue inglez Uidue, de
255 tonelada, capitflo Charles Lew, equipsgem
13, em lastro; ao capitao.
Naviot sabidos no metmo da.
Canal por Parahiba ; brigue C.T.-Sutton, capilflo
John U Brn, carga assucar.
Babia liiata brasileiro San-Bentdioto, capilflo Joa-
quim Joae de Olivoira, carga varios gonaros,
Naviot enlradot no dia 21.
Mirseilles; 40 dia, galera sueca InduttrU, do 300
toneladas, capilo A. C. Hamstrong, equipagem
16, em lastro.
Rio-d-Janeixo ; 24 da, brigue dinamarqus t/tfin,
de I94tonelada,,oapitflo II. II. Lund, equipagem
10, em lastro ; a Le Bretn Schrmm.
ltio-Craode-lo-Sul; 83 dias, brigue sueco George, .le
186 toneladas, capitflot). F. Roeirpk, om lastro; a
N. 0. Biebor.
Buenos-Ayres ; 30 dia, briguo sardo Revoco, do 180
toneladas, capilflo Jofto Baptista San-Miguel, equi-
pagem 11, carga carne; a Amoriin Irmflos.
Ponta-de-Pedra ; 19 dias, hiate brasileiro Sanlo^An-
ionio-Flor-do-Rio, capilflo Joflo Jos Forreira, e-
quipagem 4, carga taboado ; ao capitflo. Passagei-
ros, Januario Alejandrino Caneca com uma fillia,
Ernesto Augusto Manguabii o Silva com sua se-
nhora, Elia Tuda de Carvaho. Braslleiros ; Ber-
nardino nomingosMoreira, Portugus.
Emcommissflo; vapor de guerra brasileiro Urania,
commandaiite o capitflo-tenente Jos Eduardo
Wandencolk. ,
Navios tahidot no metmo dia.
Parahiba ; barca ingleza Cumberland, capitflo James
Aitken, carga a mosma que Irouxe..
Rio- Par, capitfloThiago Anhosa, carga paito da que
Irouxe e lastro do podra. Passageiros, Jos Paulo
dos Jteis,'Brasileiro, Joflo Diogo de Mello, Portu-
guez.
Rio-de-Janeiro; escuna brasileira Sanla-Ciut, ca-
pilflo Manoel Pereira de Sa ; em lastro.
Malta por Parahiba ; polaca sarda Chanttl, capitflo
Jos Brizoleze, em lastro.
Genova brigue sardo Oaino, capitflo Emnnuel Bu-
zano, carga assucar.
Ruenoa-Ayres; brigue oriental Mentor, capilflo L.
C. Neilson, carga assucar e ago'arJente.
Ceiimey ; biigue inglez Lightning, capitflo W. Uu
Frocq, carga assucar.
EDITA*
Miguel Archanjo Uonteiro de Andrade, etc.
Faz saber que, no dia 25 do corrente se hflo de
arrematar, em hasta publica, porta da mesma
alfandega, ao meio-dia II caixinhascom mana de
lagrimas,, com 176,libras, no valor de 1,600 rs. a
libra apprehendidas no mar, semdespacho, pelo
furriel da polica Luiz Jos de-Franca : sendo a ar-
rematado livrn de direitos.
Alfandega, 20 de Janeiro de 1849.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Declarares.
O vapor /'ernamaveana, que lem de
seguir para os porlos dosul, fecha as
malas boje, 22, ao meio-dia om ponto,
. a as correspondencias auoyicrem de-
poisdesta Imra pagarfloo pe te duplo at uma hora,
o desta em diante nflo se receberflo mais.
O escrivflo da subdolegacia do S.-Jos tem o seu
csrtorio na ra do Nogueira n. 41, onde podar ser
procurado.
Avisos martimos.
u, -----
. Francisco Jos de Araujo, Portuguez, val a Por-
tugal tratar do seu negocio, dcixando por seil pro-
curador bstanlo Bernardo da Silva Lopes, nesta ci-
dade ; da mesma forma avisa a tolas as pessoas com
quem temtldo negocio.cse consideraren suns credo-
ras, hajamdc, no prazo do Ires dias, presentar suas
contas parasercm pagas, apenar do annuncianle jul-
garnflodever nada a pessna elguma.
Precisa-se de" un: Irabalhadur do masseira : na
ra larga do Itozsrio, n. 48.
--Precisa-ge alugar uma preta para o servigo de
casa o ra : na ra larga do Itozario, n. 48.
No Alerro-da-Ba-\ista, sobrado n. 5. precisa-
se de uma ama do leite, que, sobre ser sadia, 'tonha
borne abundante leite.
-- Precisi-se alugar urri preto para o sorvigo ordi-
nario de padaria, pagando-se por mez o que se ajus-
tar: na praga da Santa-Cruz, padaria de uma s
porta.
O prioste dase do Olinda faz scienlo a quem
convier,que a.casa terrea da ra das Cruzes dosla
cidade do Itccife, n. 12, que se acha em praga para
ser arrematada, est hypolhecada a mosma s pila
quantia de 1:000,000 rs. vencendo os juros do 5 por
canto ao anuo, estando a dever dous unos pouco
maisou menos.
Precisa-se do um caixcirO para padaria ,'qne tc-
nha pralica de negocio, eseja maior de 20 anuos ,
abonando sua conduela : na (iraca da S.-Cruz, pa-
daria de uma mi porta.
Pol Poldenot avisa ao respeilayel publico que
lem de retirar-se para o Rio-de-Janeiro.'
Aluga-seuma loja bem repartida e nova na
rua da (Iniflo por detrs da casa do Manoel Alvos
Guerra : a tratar com o mesmo Guerra.
Umacrioula livre que sabe fazer todo o servico
de una casa e de costumes rreprehensiveis se
offerece para servir om casa de homem solteiro ou
casado com pouca familia para fazer todo servigo
interior menos cng"mmar: quem de seu prestmo
se quizer ulilisar dirija-se a rua da Uniflo ta Roa-
Visln casa terrea sem numero, do lado do poen-
te coiii lampeflo na porla.
Manoel Jos Monloiro declara, ao pnblico que,
havendo nesta provincia oulro de igual nonio, se
assignar de boje em diante Manoel Mcntciro de
Azevedo.
Precisa-se de uma ama que lenlia boni leite :
na rua Direita, n. C9.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da fazenda
provincial, em virtude aa resolugflo do tribunal ad-
ministractivo, manda fazer publico que, porania o
mesmo tribunal, se ha de arrematar no da 25 do cor-
rete, quem por menos llzer, asimpresses dos
trabalhos das diversas roparligOes publicas provin-
ciae, avadadas em dous cont e Joitocentos mil rs,
.or anno.
A arrema tagflo ser feita por lempo de 5 mezes
acontar do primen o de fovereiro ao ultimo deju-
nho de 1819. '
As pessoas que se propozerem o.-ta arrematagflo
comparegam na sala dassessOes do sobredito tribu-
nal no dia cima indicado polo meio dia, competen-
temente habilitadas.-
E para constar so mandou alllxar o presente a pu-
blicar pelos Diarios. ,
Secretaria da thesouraria da fazenda provincial de
Pernambuco, 19 de Janeiro de 1849.
O 2. escripturario,
Jntonio Ferreira d'AnnmciacAo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria uafazendu
i provincial, em virtudo da resolugflo do tribunal ad-
. minislratiyo, oanda fazer publico que, perant" "
mesmo tribunal se lia de arrematar a quem mais
der, no di 25 docorrenta, renda dosillo que foi
de.Sebastiflo Jo.-e dos Santos Braga, no becco do Es-
pinheiro, com cas* de vivenda, cacimba o arvres de
fructo, avaliado annualmeiilo em iso.ooo rs. A ar-
rematagflo ser feita por lempo ile 2annos a 5 me
zas a contardo 1.* de fevorciro do corrente anno at
30dejunbo de 1851.
As pessoas que se propozerem esta arremataeflo,
comparegam na tala das sesses do sobredilo tribu-
nal, no dia cima indicado, pelo meio-dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar sa mandou (litar o presente a pu-
blicar pelos Diarios.
Par o Aracaly seguir imp'eterivelmente as
prximas agoas o hiate Novo-Olinda, mestro Antonio
Jos Vianna, por. ter quasi complata a sua carga :
quem nclle anda pretender carregar ou ir do passa-
gem, se entender com o mesmo mestre, ou na rua
da Cadeia-Velha, n. 17, sogundo andar
Para a Babia sabe, com a maiorbravidade pos-
sivel o hiate nacional S.-JoUo : quem no mesmo
qizer carregar, ou ir de passagem dinja-sea No-
vaes& Companhia na rua do Trapiche, n. 34.
Vendc-86 o patacho nacional S'-Joio-Vencidor,
forrado a encavilhado de cobre, 1ions apparethos ,
edeloto.de 143 toneladas, promptoa Seguir via-
gem com 7 escravo msrinheiros : tambem se ven-
de sem os escravos : a tratar na rua doVigeno, com
Francisco Alves da Cunha.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, cm poucos dias, a
barca nacional Tentaliva-Felis, por j se achr com
grande parte da carga a seu borJo : pora o resto, es-
cravo a frele e passageiros, para que offerece os
mais ricos a asseiidos commodos : trata-so na rua
da Mor.la,41 II.
Para o Cear sahe, com muila brevidade, por
ter a maior parle da carga prompta, a sumaca C'ar-
lota : par o rstanlo o passageiros, trala-se como
mestre, Jos Gongalves Simas, ou com Luis Jos de
S Araujo, na rua da Cruz do Itecife, armazom n.
, ou no 2. andar do sobrado 11. 37.
A barca Helia-Pcrnambucana pretende sabir pa-
ra a cidade do Porto com brevidado por ter a maior
parle de sua carga prompta : para o rcstanlo a pas-
sageiros para o que tem asseiados commodos, en-
tendam-so com o seu capitflo na praga do Commer-
cio, ou com o consignatario Antonio Francisco
deMoraes, na rua da Cruz, n 34, terceiro andar.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, com a maior bre-
vidade possivel, o brigue tala por ter mais da
melade da carga engajada : para o resto, passagei-
ros o escravos a frete Irata-se com Joflo Francisco
da Cruz, na rua da Cruz, n. 3.
paia LisbOa sahe com muita brevidade o bri-
gue porluguez Conceifdo-de-Matia, por ter grande
parle de sua carga prompta : quem no mesmo qui-
zer carregar ou ir de passagem, para oque offeiece
exccllentes commodos, dirija-se aos scus consigna-
tarios, Tilomas de Aquino Fonseca a Filho, na rua
do Vigario, n. 19, ou ao capilflo.na Praga-de-Com-
rnercio.
Para Lisboa sal ir, com a maior brevidade pos-
Compram-se garrafas e botijas vasias: ppgr.m
so bem 1 na rua Direila 11. 17.
Compra-so uma armagflo que sirva para loja do
miudosas: no Alerro-da-Pa-Vists, n. 21.
Compram-se, afectivamente, garrafas e botijas
vasias: no Aterro-da-Boa-Visla, fabrica de licores,
n. 17.
-- Compra-se um bonito cavallo. que sejn non
anJador,, sem achaques a novo : paga-so bem : na
praga da Independencia n. 19,
m^m^mmmmmmmmmm^mm^^^^mammmw
' Vendas.
------------------------------r--------w
-- Vemle-sea venda da rua de S.-Thereza,' n. 60'
com os fundos de 300 a 400,000 r. e depois da ba-
lanceada pelas entradas se fsr algum descont
conforme se convencionar, por seu dono estar mui-
to bravo a sahir para Portugal': a tratar na mesma
venda.
Tapioca do llaranhao.
Vende-se, no armazom de farinha, na rua do Col-
legio n. 21, tapioca do M.u anio muito alva por
prego menor do quo o do cortme. No mesmo ar-
nia/em lia millio novo em saccas,e lambom fari-
nlia.
Dentista.
M. S. ftlawson, cirtirgiao dentista, lem
a honra de participar a seus freguezi s, c
emgeialo respeitavel publico, que tem
mudado sua residencia para a rua Nova
n. 21-, primeiro-ondar. Espera que todas
as pessoas que precisarcm de seu prest*
mobem reconliccido nesta cidade por niui-
los anuos, continucm com a sua protecco ; I
esmeratldo-se elle no desempenho da sua
arle, c remunerando-as coma sua prom-
ptido ecommodidade nos precos.
O abaixo assignado, ten.Io deparado, no Diario
de Pernambuco n. 15, com um annuncio em que se
pede encarecidamente aos Srs. J. S. e A.J. T. B. ,
que Majain de ir pagar o que devem quanto anles ,
no sitio do Hospicio c como o meamo abaixo assig-
nado se nflo lembra dever nada 110 dito sitio rede
ao autor do mencionado annuncio, que baja do de-
clarar se as iniciaos J. S. entendem-se com elle.
J. Saporiti.
Perdeu-se o meio bilhele n. 373 da lotera do
theatro, a mais prxima a correr, temi no verso do
mesmo o seeuinte melade de Chrislovflo Cuillicr-
me Itrekmfelde o reslo de Manoel Joaquim da Ro-
cha : previne-se, por lano, ao lllm. Sr. tlicsou-
rciroda mesma lotera, quo o nflo pague, caso sai.i
premiado, senflo a aktun dos dous assiunados.
Aluga-se o sgumlo andar J-j sobrado da rua do
Rangel, n. 77 com commodos para.uma grande fa-
milia : a tratar na rua da Aurora, n. 58.
OjTerece'-se uma pesst'a para caixefro de loja de
fazenda, a qual tem algum principio : quem de seu
picslimo se quwe'r ulilisar dirija-se a rua do Pa-
sivel, o bem conhecid o brigue portugus Toru/o-
Primeiro, capilflo Manoel de Oliveira Faneco 1 lem
parto de sua carga engajada : puia u reslanlo e pas-
sageiros para o que oll'erecc asseiados commodos,
Irala-se com o capilo na pruga ou coro o consig-
natario FirminoJ. F. da Rosa na rua do Trapicho,
n.44.
Avisos diversos.
Joaquim Freir de Almeida subdito portu-
gus relira-se para a cidade da llahia.
Iielfina Rodrigues Ferreira casada, rellra-se
para Tora do imperio a Iralardesua sade.
~ Jo. Joaquim Lopes Moreira vai a Portugal tra-
tar de sua sade Meando encarregado de todos os
negocios seu ir.Tifloesocio Dionisio llelario Lopes.
OSr, V. C. Moura queira mandar pagar o im-
porte das obras de nuro que comprou na rua da Ca-
deiado Recife, d. 84, porque/comprou a dinheiroe
ja faz um anuo quo o annuncianle osla no desem-
Imlgo dodinheiro, por mais diligencias quo tenha
feilo para o receber.
c:n atininiciou quorer comprar uma balanga
grande com conchas, dirija-se a rua da Gloria n.
87 que se dir com qem se deve tratar do ajuste.
Terga-foira depois da audiencia he arrema-
tagflo do uma cscrava, por venda.
Uoga-se a quem achou um periquito,
que (ngio da rua do Queiaiado n. ai,
que, sendo o queira entregar, o leve
mesma casa cima, que se recompen-
sar generosamente.
Pedc-se ao aulor do annuncio inserido neste
Diario n. 16, QomaaletlrasJ. S. o A. 1. T. B., que
baja de declarar se se enteuda com Anlonio Jos Tei-
xeira Bastos, caixeiro dos Srs. Joflo Pinto de Lemos
& Filho.
die-Florianno, n. 40.
Quem precisar de um caixeiro brasileiro para
qualqucr casa de negocio 011 mesmo venda, o qual
escreve bem e lem pralica de negocio e de escripia ,
dirija-se a rua das Cruzes n. 41 ou aiiiiuncic.
Deseja-sc saber aonde mora a Snra. Ii. Francis-
ca[Senliorinha viuva do Sr. Jos Urbano de tal, pa -
ra so Ihe entregar urna carta de interesse : annun-
cie sua morada.
Quem precisar de 800,000 rs. a juros com se-
guranga em una prop'riedadofem boa rua livre de
rcnliora ou hypolheca dirja-sea rua cslrei.la do
Rosario, ioja .o marceneiro, 11. 12, que e dir com
quem se deve tratar.
precisa-se alugar uma escrava : tambem preci-
sa-se de uma ama parda ou preln para tratar de me-
ninos: na ruada Uniflo, 11. 1, ouannuncie.
A abaixo asslgnada, viuva de Joaquim Au/onio
daSilveira, fasscienleaa pessoas qu linbam po-
nliores em poder do seu fallecido marido, quo os
vflo resgatar no prazo de 30 das pois que tem do
dar cuntas, c com os que nflo o fzcrem so usar dos
rucios que a lei concede.
Francisca de Siles Ferreira.
Precisa-se do uma ama do meia idade que CO-
zinhe o diario do uma casa de um homem solteiro :
na rua Augusta, n. 94, au pe do vivoiro do Muniz.
Alugam-se os segundo e terceiro andares da
propriedade da Iravcssa da Madre-de-l>eos 11. 16 ,
110 i'.ecifo.
No pateo da matriz de S.-Antonio, n. 4, segundo
andar, tiram-se passaportes para dentro e fora do
imperio a para escravos : tambem correm-so fo-
Ihas com a maior breviJade possivel o por prego
muito commodo.
precisa-se de uma ama para todo o servigo de
u 111a casa do pouca familia, e juntamente do uma
pessoa para tratar do um sitio, e lser lodo o mais
servigo que se offerecer : na rua da Cadeia de S.-An-
tonio, n 21.
Vende-se sarja de sed,) hespa- S
ea nliola muilosuperior, setimde Ma- B
ej cao proprio para rostidos, los de B
{^ linlio prelos I)ordndosaseda,meias ^
}|S pelas de seda de peso, panno pre- %
\ to muito Hnoe prova de luno, \
\ caz mira preta elstica, sirja de I
* listras.selim proprio de collete, as- s
I sim como mitras militas fazendus
j finas, proprias para a quaresma :
f ludo mais barato a qualqucr parle : na loja de Jos
m Moreira Lopes & Cotnpanbia, r.ia
ja do Qucimado, qualro cantos, ca-
Si sa amarella, n. 39.
Vende-se uma venda confronte ribeira do pei-
xe, n. I, com poucos fundos, e rom commodos para
urna pequena familia : quem a pretender, dirija-so a
mesma casa.
-- Vcnde-sc farinha de man-
dioca medida em alquuire vellio ; saccas com fei-
jfln mulatinho : no armazem defronte do caes da
Alfandega, do Dias Ferreira.
Presuntos.
Vendom-se superiores presuntos ingleses para
Hambre chegados no ultimo navio.- no arinasem
do Uraguos ao p do arco da Conceigflo.
Vi dios.
Vendem-se viJros para vidragns, de todos os ta-
maitos : na rua Nova, loja de caldeireiro, n. 27.
Vende-se una mulutinha de 7 a 8 anuos, com
principios de costura : na roa do Livraitiento por
cima du vendan. 3 com a entrada pata rua do Ran-
I.
DEPOSITO DA ESTRELLA.
KualN'ova, n. S6.
Neste deposito acharflo os fumantes as melhores
qualidades do charutos que veom a esto mercado e
pelo menos prego possivel, como sejam : quem-fu-
mar-saher depulnlos, sonadores, melindre, a-vis-
ta-fas-f famos-ennelios, regalos do llavana via-
janle-cavallciro regala do diversas qualidades e
nutras muilas qualidades do charutos que so farflo
pateles aos compradores, c de que se aliangara as
boas qualidades.
Vende-se uma casaca nova de panno asul, por
prego commodo : na rua das Cinco-Pontas, n. 25.
LNFORMACES SEMESTRES.
Vendem-se informngocs semestres para os corpos
de primeira linlia : na praga da Independencia, 11-
vraria ns. 6 e 8.
FOLIII.NIIAS
para sacerdotes, para alpibrira, para escriptorioe
para polla : vendem-se na praga da Independencia
livrria ns 6 e 8.
Vinlio barato.
Acha-se estabelecido na rua da Madre-de-Deo ,
n. 36, uin armazem de
Vinhos da Figueira,
a qualidade, a prego de 1,200 rs. a caad,
, .j-a garrafa; e par nflo liaver dolo do com-
prador serflo lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-so a garrafa vasia, o dando-se immediata-
mente a oulra chcia : tambem ha barris muito pe-
queos proprios para quem passa a festa. 0
metano deste eslalielecimento pedo
encarecida-
Compras.
Compra-so um Atlas do geographia por Si-
mencourt, que esteja em. bom uso: na rua Nova,
loja n. 38.
Compra-so um folio para matar formigas : na
rua da Cruz, n. 21.
Compram-se garrafas pretas sendo limpas a
80 rs. cada uma : na rna da Madro-de-Deos, n. 36.
mente que senflo illudam avahando, pelo diminuto
prego e sem conhccimenlo de causa a qualidade de
sua fazenda digna por certo da estima dos verda-
delros amanto da boa pinga. Elle conta que quon
uma vez provar, continuar* com gosloe sem1 Iir re-
pend ment. K o bom prego !! A todo o exposio
accrescooasseio o boro coiidicionamento, que
ludo se poder* verilicar em dito cstabelec mento.
Vende-se vinno do l'orlo, muito..uperio ^. e
de oulra qualidades, e.n barns da seUo. stimo oitavo oem ^A^
commodo 1 na rua do Vigario armazem ue rran
cisco Alves da Cunha, 11. II.
FARELO EM SACCAS )K 90 LIBRAS :
vendo-se no armazem de Vicente Ferreira da Co.t. .
na rua da Madrc-da-Dcoa,a3,500ra.
__ Vende-se ca.' vtrgem de Lisboa,
ebegada no ullima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer paite : oa rua do Trapiche, arma-
zem n. lj.

ILEGIVFI


N=
k .'Lj"i-ajiin
'-''-'- 'i?........
.A
R
Vendem-se saceos com arelo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
prec> Je 3,4oo rs.: na ra do Sanzalla-
Velha, n. i38.
Vende-se a verdudcira potassa da
Russin, desembarcada iiontem, por pre-
co muito rasoavel, vista de sita muito
superiorqualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, e ra da Gadeia, n. 3q.
CHA' BRASII.EIRO.
Vende-se, no armazem de moldados, atrs do
Corpo-Santo, 11. 66, o mais excedente cha produzi-
do em S.-Paulo, que tem vjndo a este mercado ,
por prego muito co ni modo.
~ Vcnde-te um moleque de 7 anuos; una escra-
va com cria muito boa costureira e que faz cha-
pese toncase engomma bem ; 3 prelas de 16 a 20
anuos com habilidades, e que sao boas quitan-
deiras ; um pardo de 18 muios, de muito boa con-
ducta, e he ptimo para pagem : de todos esles es-
cravos se .nanea a conducta : no patoo da matriz do
S -Antonio, sobrado n. 4, se dir quem vende.
INovosriscadns iDonslros chi-
nezes, a 560 rs ocovado.
Na loja deGuimarflos & Companhia, na ra do
Crespo n. 5, vendem-se os novo* riscados edine-
zcs finos de padrocs muito lindos e os mais mo-
dernos quo leem oppnrecido nest cidade, de vara
de largura pelo barato prego de 360 rs. o dorado.
algo-
As novas casimiras de
dao, a 800 rs. o covado.
Na loj n. 5 da ra lo Crespo, vendom-so as novas
casimiras de algodflo de padrOes os mais ricos que
teem ai parecido ueste mercado pelo barato prego
de 560 rs. o covado.
Vende-se urna casa terrea de pe.lra e cal, na
estrada doS.-Jos do Manguinlio por barato prego :.
na ra da Cadeia de S.-Antonio n. 21.
Vendem-se barriquinhas com cal virgem do
Lisboa muito nova ; ("echaduras para portas de
armazem ; relroz do Porto ; barra com nlcalrilo da
Suecia ; pilulas da familia ; ancorlas com azeito-
nas, por prego commodo : na roa do \ i gario n. 11,
armazem de Francisco Alvcsda Cunta.
Vendem-se tahoaw america-
nas ateo palmos de largura
e de todos os comprimentos.que ha nuiilolempo ndo
trem vindo c os fieenezescxporin enlando a fulla
desla excellente qualidade. A ellas que silo poucas e
o prego he barato. Atrs do llicalro, armazem jun-
to a maro, de Joaqun) Lopes de Almeida.
1 I.onas inglczas.
Vendem-se pecas de lona ingleza, de
boa qualidade, e por prego mais barato
do que em oulra qualquer parte; na ra
da Cadeia do Kecife, armazem n. I.
Farelo,
em barricas a%000 rs. ; saccas grandes, a 3,50o
rs., ditas pequeas a 2,800 rs : no armazem de J.
J. Tasso Jnior, na ra do Amurim, n. 3.
Cal de Lisboa.
Vcnde-sc muito nova e superior cal
virgem de pedra, desembarcada lia pou-
cos dias, e em Larris pequeos arrobas e rucia : na ra da Cadcia-Yelba,
armazem p. ia.
Vendem-se navalhas do ago da China, para
barba ; oculo para Indas as idudes ; ternuras para
unhas ; lonetas ; e outras militas miudezas baratas
na ra larga do Rozario n. 35.
Cha nacional de S.-Panlo.
toPeccadosMortaes, por Eugenio Sue, traduzido
em portugnez porl 000 rs.; o Mendigo negro de
Paulo Fevsl, traduzido em poTtuguez por A. Reg,
1 v., por l.OOOrs ; a poesas de JofSo de I.emos Sei-
xas Castello-Branco ; Amor e Melancola. por Cas-
tilho ; o primeiro, sogundo e terceiro volumes da
l.izia Potica.
fa, o de l.isbda, a 1,120 rs. a caada, e a 1*0 rs. a
arrafa.
Vende-se a verdadeira e muito superior in-
nha SSSF, a retalho e em porgito ; dita do outros au-
tores na ra do Vigario, armazem do Francisco Al-
ves da Cunlia, n. 11.
- No deposito de Me. Calmont & Companhia na
ruado Apollo, armazem n. 6, jcha-se constante-
mente grande sortimento de ferragens inglezas para
engenhos de assucar coreo sejam : taixas de ferro
coado de dilTeronles modelos os mais modernos ;
ditas de ferro balido ; moendas de ferro do mode-
lo adoptado, para armar em madeira ; Ollas todas
de ferro, lauto para agoa como para animaes; ma-
chinas de vapor de frga de qualro cavallos o de al-
la pressilo o mais moderno e simples que he possi-
vel ; repartideras; espumadeiras ; resfriaderas de
rerrocstanhado; formas de ferro: ludo por prego
commodo. -
Vende-se urna prcta moca, de boa
figura, lavadeira e costureira, e propria
de todo o servico de cesa : na ra do
Crespo, tajan, a A, se dir quein vende.
lladeira de pinhor
Vende-se a melhor madeira de pinho que tem
vindo a esto mercado: na ra da Madrc-de-l>cos ,
armazem do Vicenlo Ferreira da Costa.
Algodao trancado da fabrica
de Todos-os-Sanios da
ltahia ,
muito propro para saceos de assucar e roupa de es-
cravos : vonde-so em casa de N. 0. Biober & Com-
panhia na ra da Cruz, n. 4.
VENDE-SE,
no pateo do Terco, venda n.
7, farinha
em saccas de alqueirc da medida velha e em cuias,
teis ; ditos com conservas; latas com snrdinhas di-
las com hervilhas ; ditas com lagosta gq izada ; ditas
com leiteem eonserva: garrfascom ago'ardente de
Franca ; ditas com vinho do Porto; Sherry Madei-
ra Constancia Rock; cha hysson e preto; sobre-
casacaS e palitos do brim pardo, a 3,500 rs. cada um ;
camisas brancas com peitos de brelanha ; ditas de
riscado; ditas psrs pretos : ditas de baeta : na ra
do Trapiche, armazem n. 44.
Vende-se um grande sortimento de movis, com-
.prehendendocadeiras de palhinha a 24,000, 32,000,
46,000, 50,000, 72,000 o 84,000, rs, a duzia ; bancas,
mesas de meio desala redondas, sofs, camal, tanto
para sojtoiro com lastro de palhinha, como para ca-
sado, estantes para linos, guarda-vestidos, excel-
entes horcos de diflerentes modas, carteiras para
escriplorio, ditas de viagem com todos os seus per-
tences, espetaos para sala, masas elsticas para 20 e
30 pessoas, um palanqun, e outros muitns ohjectos
que vista do comprador se fardo patentes, por
prego muito em conta : no armazem da ra Nova,
n. 67.
Vende-se a armagffo de urna loja de fazenda, que
tambem servo para miudezas no melhor lugar do
Aterro-da-Boa-Visla feita de amarello enverniza-
da, e envidragad a moda e he nova : tambem tras-
passa-se a chave da dita oasa : no Ater ro-da-Boa-
Vista, n. 21.
pareen pu
Srs. com mandantes dos corpos do primeira linha
para este pilo, que, nflo sendo no paladar inferior 0
do trigo e sendo mais nutriente, c barato que esta,
parece por isso mu proprio para ja tropa.
Vendem-se chapos de castor branco, i
4,000 rs.: na ra do Qneimado, n. 32,
Voiidem-se presuntos para Oambre; queijoi
londrinos; ditos de 41ralo ; latas com bolachinhi
finado Lisboa ditas de araruta ; conservas novas
mostarda ; potes com sal fino ; latas cura mermela-
da nova ; ditas com hervilhas; oaixinhas com nas-
sas linas; vinho moscatel de Setubal; dito Sherry
licores linos; e oulrog mais gneros, por prego coni-
modo : na ra da Cruz, no Recifo, n. 46.
FABELO
* *
em saccas n}uito grandes,
a 3*6oo rs. a aaccaj
no armazem do Braguez ao pe do arco da Conceigo.
Vende-so gomma demandioca, em
saccas e meias saccas: na ra da Cadeia
do Recife, n. 9.
Vendem-se II travs de muito boa madeira :
Vende-se, ou hypolheca-se um terco de um |na priC, d0 Commorcio, n. a, primeiro andar,
sobrado de um andar no bairro do S.-Antonio, por
prego comrtodo: quem quizer annunr-io.
Gangas da India,
amrellas a peca
deduas larguras pelo barato prego de dez tusles,
para roalisar contas : no armazem do fazondas de
liaymuudo Carlos Lete, na ra do Qucimado, n. 27.
Golas egypcias
em
do
Vende-se o muito superior cha de S.-Paulo ,
caixasdc 1, 2, 6e 13 libras .- na ra da Cadeia
llccife loja de Joflo da Cunha M a guillaos.
FREGEZIA.
No pateo *do Terco, venda n.
7 continuarse a
a vender a boa pinga da Figucira a 160 rs a garra-
No armazem de Joaquim da Silva
Lopes vendein-se saccas com caf de cs-
cullia de piinieira qu.ilididr. a 1,700 rs.
a arioba ; barricas com bactlbo de esca-
ma a 9,000 rs. ; ditas com fardos a
4,000 rs.
__ Vendtm-ie barra pcquenoi com cal virgem de Lis-
boa, a mala co va'|"e ha no mercado, por prejo coin-
modo : na ra da Moda aruiazem o. 17.
Poiassa.
Desembarcou lia poneos das urna por-
cao de barris pequeos, com muito nova
e superior potassa, c se achata venda,
por preco mais barato do que ltima-
mente se venda, na ra da Cadeia-Velha,
armazem de Batar&Oliveira, n. 12.
Na Livraria nova do pateo do
Collegio, n. 6,
acaba-so de receber o mais excedente cha hysson,
que vende-se de quarta para cima por muito commo-
do prego. .
Vende-se na ra da Cadeia do Recife, loja de
Joflo da Cunha MagalhSes,o primeiro volume dosSe-
a 160 rs.
-r- Vendem-se saccas com farinha de mandioca
cera em velas muito alva ; meias do algodAo dobra-
do feitas em Portugal, por prego commodo : na
ra da Praia, armazem n. 37.
Vende-se champanha, marca C & C e vnde-
se boje este superior vinho ao reduzido prego de
24,000 rs. a duzia, om porgOes de 5 cestos para mais,
e a 25,000 rs. a retalho; dito Xerez engarrafado e
melhor que ha neste mercado a 14,000 rs a duzia ;
dito de Bordcaux em barris e engarrafado de boa
qualidade a diversos prego: na praga do Corpo-
Sanlo, n. 11, cosa de Me. Calmont & C.
A elle!
Yende-se um relogio d'ouro patente inglcz, muito
I superior : na ra do Amorim n. 13, at as 9 horas do
dia o das'2 da tarde em dianle.
Vendo-se um escravo croulo, de 20 a 25 annos,
que he ptimo irahalhador de campo por estar a
isto acostumado ; 3 prelas com algumas habilida-
des as quaes se vendem por'precisfio : na ra do
Fogo. n. 23, Se dir quem vonde.
- Vende-se um trem de Jacaranda em muito
bom uso por prego commodo : na ra atrs da ma-
l iz de S. -Antonio, n. 16.
__Vondem-so cassas bordadas brancas c deco-
res a 320 rs. a vara ; ditas de cores muito finas a
500 rs. a vara meias para meninas a 200 rs. o par ;
lengos de soda para ditas, a 360 rs.; luvas do soda
para ditas a 200 rs.; corles do colletes de fustflo, a
560 rs. ; ditos de go'guio do seda a 3,000 rs. ; se-
lins pretos e do coies a 600 rs ; ganga azul a 80
rs. ocovado: na ra do Qucimado, loja deduas
portas, n. 47.
Livros baratos para aulas.
Na ra do Crespo loja n. 11 vendom-so os so-
guiilcs livros : Diccionario portng-uoz-francez e
francez-portuguez, por Jos Joaquim da Costee
S 2v. por 25,000 rs. ; Diccionario Magnum Le-
xicn por 5,000 rs.; dito de cumposigo por 5/
rs. dito francez de Constancio por 3,000 rs.; dito
ingle/, de Vieira, por 3,0U0rs ; Atlas de Simcncourt,
por 10,000 rs. ; melhodo do piano por 4,000 rs. ;
Gramniatica franceza do Sevenc, por 5,000 rs.; dita
de Constancio, por 1,200 rs. ; dita do Lhoihond, por
1,600 rs.; dita do Monlevrrdc. por 1,600 rs".; Coo-
metria do l.arroix por 5,000 rs ; Algebra por
4,000 rs.; Arilhmelica por 1,600 rs. ; Trgnome-
tra, por 1,600rs ; Diccionario geographiro por
5.000 rs. ; Philosophia por Cousin por 6,000 rs.;
Trallfllo da religiilo, por 4,000 rs. ; Biblia purlugue-
za, por 4,000 rs. ; Atlas do gcogaphia por de. L-
marcho el Balbi por 3,000 rs. ; los sepl codcs, 1 v
por 1,600 rs. I'ractical navegalon, 1 v., por 4,000
rs. ; Memorias histricas do ttio-de-Janeiro por
8.0001 s. ; Tratado da fiavegagfln, por K.. X. do lle-
go por 3,000 rs.; Memoria sobre a litteralura por-
lugueza ,7 v., por4,000 rs.; Tn-lado d rhetorica
goral romanceada, por J. II Cordeiro, por 1,000 rs.
Tito Livio 1 v. por 2,500 rs. ; Horacio, 2 v., por
3,000 rs.; Virgilio por 3,000 rs. .Saluslio por
rs. ; Cornelio, por 1,000 rs. ; Fbulas, por 800 rs.
Eulropio por 1,000 rs. OracOes de Cicero em por-
tuguez, por 3,000 rs. jCramnialicalatina, por Anto-
nio Pcrcira, por 600 rs Resposta do general Abrou
e Lima, por 1.000 r.; IlistOiia goral da Blgica,
v 'por 4,000" rs.; excrcicios sobro os participios da
lingos franceza, por 5,000 rs. ; Cliefs d'ceuvro de
Voltaire, por2.O0O rs. ; livros]de dlreito; e outras
muitas obras que se vendem com viole e trinla por
cento de rebate. .
Na padara da ra da Guia, no Recie havera
todos os das a venda o novopSo de Provenga fa-
bricado por mitro modo que o actual, e da melhor
farinha que ha no mercado : por este motivo nSo se
podo fazer senao a 40, 80 e 160 rs.
Remedio sem igual para dor de denles, j bem co-
nhecido no Rio^le-Janeiro provincias do sul e ulli-
manrenlo nesta provincia, pela sua cfllcacia em alli-
viar a dor mais tenaz qur seja motivada pela ca-
rie, qur por iuflammagflo ; mas s a experiencia de
urna prova lhndar o ifev'ulo merecimento. Vendo-
se na 1 na da Cadeia do llocife, botica 11. 3 de r-
menla & Cruz.
Vende-se a venda da ra do Apollo, n.21, com
poucos fundos: quem a pretender, dirija-se a rus da
Madre-de-Dcos, a tralar com Vicente Ferreira- da
Costa.
Vende-se cal vlrf em de Lisboa em barra de 4
arroba chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almeida a Fonscca,narua do Apollo.
PURO VINHO DA FICUEIRA.
Existo, no armazem de moldados, atrs do Cor-
pa-Sanio n. 66 urna grande porgSo deste genui-
no vinho que se est vendendo pelo diminuto pre-
go de 1,120 rs a caada o a 160 rs. a garrafa ; tam-
bem lia erri pipas que se vender mais em conla : he
esto o melhor de todos os viudos que se teem an-
niinciado pela sua simpticidade e ptimo paladar :
quem urna vez o beber jamis deixar de o com-
prar.
Na ra do Crespo loja de 4 portas, n. 12, ven-
de m-se chapeos de castor pretos, de muito boa qua-
lidade a 4,400 rs.
Chcgou da Franga na l*\t% e acha-se a venda no
seu nico deposito em casa do Kalkniann IrmSos, na
ra da Cruz, n. 10, o vinho de
Monhos
ra Nova
loja do ferra-
grandes de nioor caf :
gens, n. 25.
Vendem-sequeijos londrinos muilo frescaes
frascos com mostarda; ditos cora (ruetas para pas-
Champanha marca estrella
da fabrica do Moet & Chandon cm Epcrnay cujo vi-
nho ltimamente achou a maior approvagad na Eu-
ropa.
A bordo do patacho dlaganse, em
frente do trapiche do algodao, vende-se
farinha de mandioca de muito boa quali-
dade, em grandes e pequeas porcoes,
por preco commodo.
Vende-se muito superior lagedo de Lisboa, e
cal virgem em barris de 4 arrobas, por mdico prego:
11a ra do Vigario, n. 19.
1 No armazem de Joaquim da Silva
Lopes, na ra da Madre-de-Oeos, n. 10,
vendein-se sacras com 6 arrobas e 8 li-
brasde superior farinha de trigo, da me-
lhor qualidade que vem a este mercado,
e chegada ltimamente, pelo barato pre-
co de 16,000 rs. a sacca.
Extracto de salsa-par r i I lia con-
centrado do I)r. Mead.
Ha quatro annos, desde que esta superior prepa-
rago de salsa-parrilha foi conhecida no Brasil
principalmente ao sul onde est conhecida como
um dos remedios mais efflcazes para todas as moles-
lias produzidas pela impureza do sangue como
sejam escrophulas ou alporcas, molestias syphili-
case mrreuriaes rheumalismo, chagas.ulcerosas,
tumores brancos, doengas do ligado e da culis,
debi I dado geral, etc. ; he tambem recominendada
para as molestias interiores, em que se suppflem
os bofes e peiln atacados, e bem assim naqucllas em
que a colistituigflo esliver ai ruinada pelo uso exage-
rado de preparagOes mercuriaes. As curas que tem
effectuado postas molestias silo tSo numerosas e
completas, que alli tem gando o titulo de verdadeiro
restaurador da sade. Vende-se na ra da Cadeia do
Recife, botica n. 3, de l'imenta & Cruz.
Vendem-se saccas com arroz de va-
por, de superior qualidade, a l'aoo rs. a
arroba, editas do mais ordinario, a is'Goo
rs. : no armazem do fallecido Braguez
Pao de 111 i I lio.
Na ra dps Cuararapes, n, 5, em Fra-de-Portas,
ha todos 98 dias excellente pilo de roilho a venda
fcito com o maior sseio possivel ; e igualniento
qualro diflerentes sortes de farinha de niildo, sen-
do primeira (inssima o propria para cangica e
as outras mais grossas para ang pilo-de l e pa-
ra sustento de passarinhos. O proprielario deste es-
tabelecimetilo, lendo um bom molnho de vento com
que faz esta fui-Inda, se compromette a fornecer
qualquer padaria com a porglo que quizer diaria- c
ment. Omesmo proprietario chama a attengaodos "C*. t w* ttf.
Vende-se fumo em folha, para fa-
zer charutos, por pre50 commodo : no ar-
mazem de Joaquim Feliz da Roza, na ra
da Madre-de-Deos.
-Vende-se urna rica armagffo de amarello, toda
envidragad, por prego commodo : no Alerro-da-
Boa-Vista, loja da esquina do hecco.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda, nova edo
muito bom gosto; urna mesa elstica para 16 pes-
soas ; urna marqueza de condur ; um armario en-
vidracadopara louga urna carteirade amarello de
urna face en vem izada e com ps torneados ; uma
commoda de amarello; um hergo do armago: to-
dos estes trastes se vendem por prego commodo,
por seu dono se retirar: para ver, no Aterro-da-Boa-
Vista, loja da osquinado hecco
Vndese um preto de meia idade dem ro-
busto por proco muilo em cunta ; um pardo de20
anuos, homalfaiate proprio para pagem: no pa-
teo da matriz de S.-Antonio sobrado n. 4, se dir
quem veide.
{ Vende-se uma preta de nagSo, moga bem pa-
recida ptima para todo o servico principalmen-
te para mucama de qualquer senhorn : vende-se por
p'recisilo : na ra do Paginlos, sobrado n. 5.
Na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar, von-
de-so moa escravade nacflo Angica de 40 annos ,
que cozinha, lava e vende na ra, com um filbo mo-
leque de 10 annos, muito lindo j com principios
de marceoeiro ; um lindo escravo de 22 annos, pro-
firi psra todo o servigo; uma linda parda de 18
annos que engomma, cose faz renda e lava de
salino.
Vende-se um cavallo mellado, bom cirrega-
dordebaixo a nieio, de muito bonita'figura e em
boaa carnes ; na rus da Florentina, n. 16.
Ka ra de Agoas-Verdes-,
n. 46,
vende-se um escravo de nagio, de 25 annos, de bo-
nita figura ; he meslre podreiro o com boa conduc-
ta-; 3 ditos edous molecotes de 13 a 16 annos; i
escravas com lodas as habilidades e que sfio reco-
Ihidas ; 2 lindas mulatinhas ; 3 escravas para o ser-
ugo de casa e ra uma dita por 260,000 rs., ptima
quitandeira o lavadeira
Vendem-se 3escravos de bonitas figuras, pro-
prios para todo oservico por prego commodo : ni
ra do Trapiche, n. 34.
Vende-se um piano inglez horizontal, eo
muito bom estado, por prego commodo : na rui
Nova, n. 14, segundo andar.
,' Vcndem-se dous faqueiros de prsta, obra do
Porto novos do ultimo gosio e sem uso algum ,
por prego commodo :' na ra do Vigalo n. 25, se-
gundo andar.
Vende-se um lindo preto de 20 a 22 annos ,com
offlciode ferreiro : na ra do Vigario, n. 25, pri-
meiro andar.
Vende-se por commodo peego, um relogio de
ouro patente inglez excellente regulador, e mais
algunsde prala : na praga da Independencia lj*
de retojoeiro do Sr. Verissimo.
Vendem-se sem.eas em saccas muito grandes,
a 14,500 rs.: na ra da Madre-de-Deoa, armazem de
Vicente Ferreira da Costa. -
Escravos Fgidos
Contina a estar fgido., desde dezembro de
1848. o pardo Jacob, de 18 annos, secco do rorpo,
cabellos estirados ; tem falta de um dente na frente,
e a marga de um caustico as costas : quem o pecar
leve-o a ra Nova a Jos Luiz l'ereira que gratifi-
car.
Auscntou-se de casa do seu senhor o escrao
Manuel, de nagio Angola de 45 a 50 annos; levou
caigas prelas camisa de algodao americano, sera
chapeo; he baixo, barba um lano branca com uta
lalho no nariz do lado esquerdo beigos grossos,
olhosalguma cousa afogueados : quem o pegar le-
ve-o a na das Cinrii-Pontas n. 38, quesera grati-
ficado generosa monte.
Fugiram, no da 15 do corronte dous roole-
ques cauociros dcixaudo as canoas carregadas de
lijlo nos portos de seu destino, urna na Kstancia *
e oulra no Mundo-Novo o como mo voltassem man
as canoas at n'oulro dia sppde-se terem ellos se
ausentado o que nflo linham por costumo : Joa-
qun), do nagflo ; representa 18 a 20 annos, com I10"'
ta de barda cara redonda, nariz bastante chato ,
e em volla do mesmo tem a pelle franzida que pa-
rece ler sido queimadura beigos grossos cabe"0
grande, mflos e ps hsstante grandes ; he olcir"
padeiro ; levou camisa e ceroulas de algodfio cha-
peo Jo palha : Caetano de nagSo ; representa 2 *
22 annos, sem pona de barba, estatura regula'/
bastante firla picado das hexigas ; tem no lado di-
mito e esquerdo signaes de dou* causticas; nniu
silo quobrados; levou o mesmo lraje do oalr0'
quem os pegar lovo-os a ra dos ijuaileis, n. i"
que ser recompensado^.
m a. r. nt
fabu. i*p9
.-i\ ..
11 Fr:i\/Fi


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