Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06223


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Full Text
Auno XXV.
linta-feira 18
m
O |>/.l/IfOpubllc.i-setodo diasqtte nao
forrui de guarda. O preco da asignatura he
tleHfOOOra. par piarte!, ptgoiffdiantadoi. Os
aununcios los assignaotcs sao inserido a
rasao de 20 rs. por linha, 40 r. ein typo ail-
fcrenle, c as repelieren pela metade- "''
asignantes pagarfio 80 rs. por Boba;tW rs.,
ein typodlliereulc, por cada publicacao.
PHASRS DA I.UA NOMEZ DK JANEIRO.
r. escrute, a 2. as 5 Uoras e 19 niln. da manll.
La ".ela a 8,Ta SVoras e 31 mi... da larde.
Mingoante. a l6,s4hor..etmln.dnH.anh.
La nova, a 24, s7 horas e M.nin. da luann.
PARTIDA DOS CORREIQS.
Gnlanna e Parahiba. is segs. e sextas-feiras.
Rio-G.-do-Norle, cji.ii.tns l'eira ao uielo-dia.
Caho, Serinheui, Rio-Formoso, l'orto-Calvo
Macelo, nol.'n 11 e 21 de cada mez.
Garanhu.is e Bonito, a 8 e 23.
Ila-Vlsla e Flores, a 13 c 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, mdus os das. .
PREAMAR DE 1IOJE.
Pri.nclra, sll horas e 42 minutos da inaiih.
Segunda, s.12 horas c 6 minutos da tarde.
de Janeiro de 1849.
N. 14.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Amaro. Aud. do J. dos orph.
do J. do clv.'cdo M. da2. v.
10 Terca. S. Berardo. And. do f. do e. da 1.
v. e do J. de pai do 2. dist. de t.
17 (liarla. S. Mito. Aud. do S. do c. da 1
v. edo J. de paz do 2. dist. do t.
18 Quinta. S. frisca. Aud. do J. dos orph.
e do J.M.da 1. v.
19 Sexta. S^Canuto. Aud. do J. du civ. e
do J. de pat do 1. dist. de t.
20 "Sabbado. "S. ScbastISo. Aud. do J. doc.
da I. v. e do J. de paz do 2. dist. de t.
21 Domingo. S. Igne/.
CAMBIOS NO DA 17 DE JANEIRO.
Sobre Londres a 25 /, d. por '/ alto das-
a Pars
Lisboa 110 por cenlo de premio.
> Bio-de-Jai.elro ao par.
Dse, dclctt.de hasliriuata I',', VT ao me.
ArriScs da coinp. de llcberibe. a fiUf rs. ao j>.
Ouro.-Oncas hcspanholas. 2ltf0ti0 a 29/500
Mocdas deB.fiOOv. 16/000 a 17/10
de (i/400... l/100 a 10206
de4>000... 'J/200 a 9/10,,
Piata-Patacesbrasileiros 1/930 a l/i._i0
Pesos culumnarlos. 1/930 a \0\k\,
Ditos mexicanos..... 1/880 a 1/M.
PARTE OFFICIAI-
GOVERNO DA PROVINCIA.
.EXPEDIENTE DO DA 16 DE JANEIRO.
Oflien. Ao bofe do polica, recommondando
ponhaa di.spoaicflo do oomniandnnto das armas o
soldado do qua'lo halalhflo de artilharia a p, que
fora preso para indagarles, afim do qufcVS. Exc. o
mande reter no respectivo quarlel, como hade di-
reito. ,.
Dito. -Ao commissano-pagadpr, dizendo que o
commandaiite das armas a quem ouvio a presiden-
cia acerca da ua represenlaciio, acaba de declnrar
que Ihe nareeem justas as rrfloxesahi feilas por 8.
Me. acerca do lenlo reformado Joflo de Siqucira
Campello, e do alfares do segundo balalho do cala-
dores, Jos Negroiros de Almeida Sarinhn, que sea-
chamaddidos i compan-hia fila de cavallaria desta
provincia ; bem como que providenciar devidamen-
te a senielhante respoilo.
Hito. Ao iiii'smo, declarando que a thesourana
da fazenda provincial lem ordem para prestar a S.
Me. todas as quantias que requisilar para fazor face
as despezase que esl obrigada a pogadoria a seu
cargo as circunstancias extraordinarias em que ac-
tualmente se acha esta provincia, segundo ja Ihe
enmmunicou a presidencia c que, sendo certo quo
entro essas despezas tambem se comprelicndcm as
do hospital reglmental a cargo do segundo balalho
de artilharia a p, lie desnecessaria a providencia quo
S Me. solicita..
Dito Ao mesmo, mandando entrce.ar a Joaquim
Aranba da Fonscca, dono da barcaca Santa-ita-de-
Cauia, a quantia do 120,000 rs. importancia do fro-
to das pracas do quinto balalhao do fuzileiros que
conduzio na mesilla barcada do porto doTamanda-
r para o do Rio-Formoso. o de 10 pracas lenles
quedalli se recolheram para eslac dado. Pariici-
pou-se ao inspector do arsenal de marinha.
Dito. Aocommandante superior da guarda na-
cional de Scrnhilcm, cummunicando que Joo do
liego Accioli foi .demitlido dQ posto de capililo do
terceiro bataUUjiio da guarda nacional da fregucza
de Una o nflo do de alferes, como por ongano se do-
clarou na rclacHo sb numero I, que acompanhou o
ofllcio que a presidencia Ihe dirigi.
Dito. Ao Dr. Jos Thomaz Nabuco de Araujo
Jnior, dizendo ficarscientodo baver S. Me. entra-
do no exercicio da vara dos feitos da fazenda nesta
provincia, por ter sido nomeado chele de polica in-
terino o Dr. Jeronymo Martiniano Figueira de Mello.
Dito. Ao inspector da thesouraria da fazenda,
declarando que pode Sua "Senhora mandar pa-
gar por conla da quota volada para as desperas da
polica a quantia de 11,860 rs. que o subdelegado da
hvguczia de Santo-Antonio gaslnu com a COlldiiCCffo.
para o arsenal do guerra do diversos arligos bellicos
quuapi'rclicndcr*.
Cortara. Demillindo o subdelegado da fregue-
zia de San-Jos do Recifc, Jos Fernandos da Cruz.
r*arlicpbu se o chele do polica.
Dila. DeiniUindo dos lugares do segundo o ter-
ceiro supplcntesilo delegado do termo do Serinnlcm
a Carlos Leitfio de Albuquerque o Manoel Porcira
Cu i maraes.
Dita. .Numenn.lo nrmeiro aupplcnle do delega-
do do termo de Seriuhilcm a Joflo Manoel de Barros
Wandcrley, sogundo a Caspar Cavalcauli do Albu-
querque Ucha, e lercoiro a Compilo Francisco Xa-
vier Cavalcanli Ucha. Parlicipou-se ao cliefo de.
polica.
Acampamento volante, no engenko Camaragie de Ser->
nhiem, da columna encarregada de bater os rebeldes
no interior da provincia, em 13 de Janeiro de li9.
ORDEM DO DA.
O coronel commandanle da columna,-tendo hoja
polas 11 horas do dia acampado nesto engenho da
Cumaragihe, cujo ponto Iho chnslav.i que' os rebel-
des proteo liam oceupor na sua marcha para a co-
marca do Rio-Formoso, conseguio qu a columna
marchas accel [eradas j nulos um quinto d'hora so
achasse no referido engenho, quan lo os rebeldes ncl-
Ic vinham entrando, c enllocados convenientemente
os corpos que frmam a columna, ctimprimenlaram
incontinente os rebeldes com o fogo que rompen
do C batalhflo de caga.'ores do linha que se ncha-
va no flanco droilo, o lo 1. balallio lo volunta-
rios do Cabo, que lic.iva a esquerda do 6.', do cor-
po provisorio do linha no flanco esquerdo, o da ca-
vatlaria quo acudi aos tlifl'erentos pontos, confor-
mo exigiam as circunstancias do cmbale.
O commsndanlo-gerl da columna so congratula
com os Srs. major Joaquim Francisco Ps llarrulo,
comniandaiiledol. balalho lo voluntarios do Ca-
bo, 'teucnle Antonio Januario Ps Darreto, comnian-
dantodacompannlade voluntarios do Cabo, major
Joan Guillierme de Bruce, commandanle interino
do 6." balalho do cacadores do linha, e D major
graduado Joaquim de Punios Ma'rinho, comniaiiduu-
lo do ror[K) provisorio de linha, pelo assignalado
tiiumpho que sobre os rebeldes levo a fun,-a do go-
vorno imperial.
O comrnandantc-geral louva o agradece a bravura
c distinccilo com que nao so os referidos Srs. com-
mandanles, como os mais Srs. ofllciacs o pracas dos1]
referidos corpos so houveram no fogo, qu durou
dus lloras e niela, contra seis a sotecoulos rebeldes
capitaneados pelos caudilhos Mocaos, Roma, Borges
da Fouseca, Joao Paulo, Joo 1-elix, Alfonsos de Ca-
pebres, I.ucena, Alecrins, Soares e outros sequa-
zes a elle reunido. DCpois de um renhido coh-
bale com os mesmos rebeldes, quo enguerrilha-
dos na malta faziam fogo vivissimo sobre os bra-
vos do governo, quo a poito descoberlo o no meio
dos vivas a S. al. o Imperador o Senlior D. Podro II,
syatema e autoridades logalmeftte eo'nslluidas, car-
rogavam sobre o nimigo, desalojaudo-o tanto da
malta, como de urna casa aondo ji se tinham inlrin-
cheirado uns scssenla rebeldes, e donde faziam fogo
vivo, obrigando a frca do meu commando os re-
belaos a urna vergonhosa fuga ein completa deban-
dada, ea deixarem dous rebeldes prisioneiros, seto
morios no campo, alm dos que na malta iufallvol-
menledeviain sentir o effeito do ogo das armas do
governo.; deixaram (nmbein um cavailo minio, dous
fondos e um com a ambulancia dos mesmos rebeldes,
dous hois a corda, oito pers, urna carga com agoa-
ardonte, trouxas cora diversas roupas de mulheres,
ancllOes e outros objectos roubados dos moradores
por on,ile aemelhantrs rebeldes faziam o seu transito
Ilcito e de eterna vergdnha ; lendo nos apenas de
lamentar o ferimoulo de um sargento do i.'bata-
Ihflo de voluntarios do Cabo, le nomo Manoel Jos
de Almeida, um cabo, um soldado particular, dous
soldados e um corneta, todos de artilharia a p.
O commandanle-geral, ao mesmo tompo que. faz
constar a columna o que cima tica referido, aflan-
ca a scus enmaradas que os feitos de cada individuo
serflodcvidameqte levados ao conhecimento do go-
vorno, logo que os Srs. commandantes dos corpos
remetlcrem as* relajos nominaos de suas pravas
com a declaragflo d'os feitos pelos quaos sa distn-
guiram na casa de obsorvacos do cada um ; o cujas
relagdcs nominaos exijo por meio desta ordem que<
quanto antes sejam remeltiilas este commando.
Joto do Reg Barro, coronel commandanle.
TRIBUNAL DA RELACAO.
i
SESSAO EM 16 DE JANEIRO DE 1849.
PRRSIDRNCU D0EXM.6KR. CUNCF.I.HKIKO AZEVEDO.
Achsnde-se prsenles os Snrs. desembnrgadores
Ponce, Ramos, Bastos, Lefio eSouza, fallando os Srs.
Villares, Ayres o Nones Machado, o Sr. presidente
ebrio a scssSo, as 10 horas, apresentando em mesa
o seguinte :
Officiot do Exm. Sr. presidente da provincia ao txtn.
Sr. concelheiro presidente da relacdo.
Ofllcio de 19 do dezembro, em que participa que
por portara desta data alterou a ordem numrica
los substitutos dos juizes municipacs e orphiius da
comarca do Goianna. ,
Dito de 20 do mosmo, em quo remolle o Diario de
l'ernambuco n. 285, conten.lo os avisos do Exm. Sr.
ministro do imperio de 16 de novembro ultimo, diri-
gidos sos presidentes le Minas c Espirito-Santo, sol-
vendo duvidas acerca da lei rcgulamenlar daselci-
;<5es.
Dito de 2 de Janeiro do 189, participando que u
governo do S. M. o Imperador concedeu ao juiz de
dirclo do l.iniooiro Alvaro Birbalho Ucha Cval-
cauti, a i; de de/.Miihro ultimo, 3 meszes dcliccncn
com vcnciincnlo do sou ordenado.
Dito de 3 do mesmo, participando quo por decre-
to de 19 de dezembro ultimo passaram a ter exer-
cicio na relaefio do Rio-de-Janciro os ileseinharga-
dores da desta provincia Antonio da Cusa Pinto e
Lourengo Jos Ribciro.
Dito de dito dito, participando que por decreto da
mesma data cima fra removido o bacharcl Alo-
xandre Bernardino dos Reis e Silva da com marca do
Bcejo no Maranhilo para a vara criminal do Bonito.
Dito do dito dito, participando quo por decreto da
mesma dala fram despachados pora deseinbarga-
dercs'destu relacSo os juizes do direilo Bernardo lia-
bello da Silva Pe reir e Francisco Congalves Martins.
Dito de dito dito, participando quo por decreto da
mesma dala fra removido do lugar do juiz dodi-
reitn docivel da comarca do Brojo desta provincia
para a primeiravara civol da curto D. alanoeJ do
Assia Masca re n has.
Dito lo 5 do mesmo. romeltend'o tres avisos da se-
cretaria do imperio de II e!3. dirigidos ao presi-
dente la proviheia lo Rio-de-Janeiro o ao juiz de
paz mais votado da freguezia de Paquet
Foram rcmettidos pelo Sr. desembargador Nones
Machado em 8 do correnle os seguintes leilos que se
ni-liiivan. em sua reviafio, oque visto oscu impedi-
mento fram ao Sr. desembargador Souza.
A api ellacos cives em que jo :
Appellahto, Marcelino Jos Upos; appollaJo, Mano-
el Elias deMoura.
Appc'llanle, Francisco Jos Barboza; appollads, An-
tonio Gomes Villar.
A'ppellanles, Francisco Jos Barbosa e outio ; appel-
lado, Antonio Comes Villar. .-JJ
Appellante, D. Auna Roymunda da Paz ; appcllalo,
Joaquim Flix da Silva
Appellantes, os administradores o nerdciros la ca-
'sa doJoSo Mara Svo; appellado, Elias CoelUo
Cintra.'.
Appellante, Antonio Manool do Moraes da Mesquita
Pimentcl; appellada, Anua Francisca dos Ruis Mi-
randa.
Appollentes, os administradores da casa fallida le
Francisco Jos d* Costa : appellado, Jo3o Vieira
da Cuitlia.
Appellantes, Jos Thom Rodrigues eoulro; appel-
lado, Anastacio Francisco Braga, como adminis-
trador dosbensdacapella de Nossa-Sonnora-da-
Concicilo daMoutada.
Appollantes, liento Jos da Cosa e sua mullicr; ap-
pellados, Jos Joaquim Bezeira Cavalcanli o
mullier. i _,.
Aprcllantcs, os herdoiros do padre Antonio Tlicrczo
doQlvcira Antuncs; appellada, a fazenda pro-
vincial-
Ao Sr. ilesembargador Bastos a appollacrio civel
cmquesio:
Appellante, o juizo le ausentes ; appellado, Jos A n-
tonio da Costa Cuhnaries.
/tiiyimwifo.
Fram propostosejulgadososseguiutos feilos:
Appellaces civeis em que silo :
Appellantes, D. Mara Elena Pessoa de Mello e Pedro
Cavalcanli de Albuquerquo l.ins; appellado, Joa-
-quim da Silva Pereira. Mandaran! deseer para o
carlorio afini do se tratar da habililacSo dos her-
deros do appellado. .
Appellante, LonoirPuget; appollado, Manoel lilippe
da Fonseca Candi. Confirmaran! a sentcnca de
que se appelluu.
AppellBiilo, Joo Perora Lago; appellado, Barlholo-
meu.Francisco do .Souza. Beccberam os aitigos
de babilitatao.
Recursos crimes om que silo i
Recorronte, ojuizo da prmeica vara criminal desla
cidade; recorriilo, Joaquim Martnianno Porcira
de Azevcdo. Conlirmaram o despacha de que so
recorreu. ,
Recorrcnte, o mosmo juizo recorrido, Antonio Joa-
quim da Annunciaflo. Bcronnaram o despacho
de que se recorren.
Recrreme, o promotor publico doAracaly; recor-
rido, Jos Cyprianno de Souza. Nflo tomaram
conhecimento.
Foi assignado o dia da prmeica sessilo para serem
julgadas as seg'uintes appellaqes civeis em quo
sfio:
Appellanto, Jolo Francisco deOliveira; appellado,
Manoel Joaquim Pereira.
Appellante, Manool Pereira Cu i maraes; appellado,
Agostinho llenriques da Silva.
Appellante, Antonio Joaquim Forreira de Souza ;
appellado, (.audino Agoslinho de Barros.
Appellantes, I). Maria Anglica Carneiro do Sam-
payoj appellto, Antonio de Santiago Paos de
Mello.
RevisBcs.
Passaram do Sr. losembargador Ponce ao Sr. des-
embargador llamos as seguintcs appellaqes civeis
em que Silo:
Appellante, a parda Roza .por seu curador; appel-
lada, a viuva D. Maria Carolina Forreira de Car-
Appller, Jos Roborto de Moraes Silva ; appella-
dos, Christovilo Starr Si Comnanliia.
Appellantes, Mendcs & Tarrozo como procurailores
de Elena Perpetua ; appellado, Francisco da Silva
Moleiros. ,,..,,,
Appellantes, a viuva eherJciros de Jo-e Vclho nr-
relo ; appellado, Jos Luiz Pereira Lima.
Appellante, Joaquim Francisco do Mello Cavalcanli ;
appellado, Manoel Elias deMoura.
Appellante, Jof.o Pinto de Lemos; appellado, Manoel
Elias deMoura. ,,,,,, ,
Appellante, o major Francisco Jos de Mello ; appul-
lada, l'ranciscd Anglica do Sacramento.
Appollaco crimo em quo so :
Appellante, o juizo do direito crimo; appellado, o
reo preso Jos Comes.
Passou do Snr. desembargador Damos ao Sr. des-
embargador Souza, por impedimento lo Sr. desem-
bargador Nunes Macliado.a seguinte appella^lo civel
em que silo :
Api olanle, Vicente Jos Cuines; appellado, Jos Es-
tanislao Feneira.
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. des-
embargador Lco as seguintes appellaces civeis
em quo silo :
Appellante, Manoel Antonio Ribciro ; appellado,
Luiz Bandeira Soares.
Appellanto, ojuizo lia fazenda J appellado, Manool
Joaquim do llego Albuquerque.
Appellante, o juizo de ausentes ; appellado, Anto-
nio V. Dantas.
Appellante, Jote Luiz do Callas; appollado, Juo
Baplista Pacs Barreto.
Passaram do mesmo Sr. desembargador Bastos ao
Sr. desembargador Souza assoguintcs appellaces
civeis em que so :
Appellantes, o juizo O oulros ; appellado, Joio Kel-
ler SiCuo.panhia. .
Appellanle, ojuizo; appellado, Antonio Filippo de
Barros. "
Apiiellante, a fazenda ; appellado, Francisca Mana
de Jezus.
Appellante, Antonio Pinto de Azeve.lo ; appollado?,
a viuva e herdoiros de Ignacio Francisco Pereira
Dutra ...
Appellante, Francisco Soares da Silva ; appellado,
Pedro Mollee.
Distribw'C'ies em 1< de Janeiro di11849.
AoSr. desembargador Ponce o aggravo civel em
que silo:
Aggravantes, Joo Evangelista da Cosa silva & Com-
pauhia; aggravndo, Jv.ao Alvos de Carvalho Porto.
O recurso crimo em quo Ido i
Recorrcnte, o juizo; recorrido, Antonio Francisco
Honorato.
A appcllac3o civel em que sfo :
Appelhnte, I). Francisca da Cimba Bindcira da Mol-
i; appellado, Bernardo Antonio de Miranda.
Ao Sr. desembargador Ramos o aggravo civel em
que sOo:
Aggravantc, Jos Francisco Piulo Guimoies ; ag-
gcavados,,Gucria Silva i Co:npanhia.
O recurso crimo do juizo de droilo da primeira
vara do Crato em quo silo
Recorrenle, a jusliga ; recorrido, Rufino do Alcn-
tara Muntezuma.
A appcllaclto civel em que sflo":
Appellante, Vicento Alvos Lindaros; appallado, Ma-
noel Pinlo BrandSo.
AoSr. desembargador Bastos o aggravo civel em
que s.'ni :
Aggravanle, Joilo Ignacio d'Avila ; aggravada, Ma-
noela Francisca Monto.io Regadas.
O recurso crime em quo silo :
Recorrcnto, ojuizo; rqcorrido, Manoel Jos Itodri-
gues Baha.
A appollacITo- crimo do jury do Baturiti om que
sito:
Apnellante, ajustija; appellado, Antonio Baplista
do Oliveira.
A appellaco civel om que silo :
Appellante, Joio Porfirio da Mota ; appellado, Jos
Antonio Bastos.
AoSr. desembargador Souza o recurso crime do
cliefo do polica da provincia do Cear em que silo :
Recorronte, a jusliga; recorrido, Elias Barlins do
Souza.
A appellacSO civel em que sfo :
Appellantes e appellados conjnnctamenle, Bernardo
Lasserre & Companhia e Bernardino Cornos do
Carvalho.
Ao Sr. desembargador Lefio o recurso crimo em
que sao :
Recorronte, o juizo ; recorrido, Bernardino Jos
Lei tilo.
A appellaco crime em que sfo :
Appellantes, Jofio Manoel Mendos da Cunlia A/eve-
io; appellado, ojuizo.
A appellacio cvol em quo sfo:
Appellante, Jos Rodrigues do l'asso; appellado,
Manoel Perora Magalhes.
No fram julgados os feitos |iio existan) com da
assisnado, por haverem faltado os Srs. desembarga-
dors cima ditos, lc>-ai.tou-so a sessfio as 2 horas
la tarde.
PORTUGAL.
Revista crime cm que sfio :
Recoircnle, Luiz Antonio dcScixas; recorrido, An-
tonio da Silva Castro.
Passaram do Sr. desombargador Lefio ao Sr. des-
embargador Souza s seguintes appellaces civeis
em que sao ;
TBIBL'NAL
MCNTO DA
CIDIO.
Juiz o Si
d
g
m
Callo.
No din
CRIMINAL DO 1 ODISTIIICTO.-JL'I.CA-
ACCUSADA UAlUAJOSIsr.-MATni-
. Manoel Joaquim do Almoi; a.-Uolega-
o sr. I) Jos Gabriel lloll.oehe.-Escr.v..o A -
nslo .'.osar Manoschi.-Advogado da acensa,, -
,cado ex-ollcio pelo juiz, o Sr. Jos Antonio l.u.z
c do correte mez de novembro, no Ufi-
Rna-llora na sala das audiencias, eom ur
accusala Mara Jos. Entrn com ptSSO lirmo
cu a
c milito animada.
He urna mulh
cr do estatura menos que rogular,
A entrada da re causn na sal.. "a,'a'cn, 2i osneetailores do lo.ias u> "=--'
rror-
au.encia polas 10
o
esta^'chc'ia "do -spectadores
jerarcl.ias) um murmurio de horror
pela le mando., o Sr. JH Jg na em reSu.no a
leilurado processo, cuja niawi ,
MGllM.:ida setembro proxi.no passado appare-
. .n iaobras do Santa-Engracia o tronco de
C"M S d mu I cr. c ao p do palacio lo Sr. mar-
""' 7o il" favessa das Monicas, as pernas e
*' i msm. corpo. A autocidade competente
"'ocedeu "o e^icpo 1, delicio, e conbece..-so por
i que o corpo morlo era de pessoa queja fura mi
.'unas vezo, e que inculcava ter uns qusrcnla o
uttos anuos, mas nao se podia saber quem era a




nssassinada, porque o corpo esteva som cabeza.
Achava-e muilo povo presenciando horrorisado a-
piello quadro de dr, quando o regedor da fregue-
Zia do Santa-Engracia, o Sr. Antonio Ferreira do
Sul, tendo visto ntreos espectadores a acensada
Mara Jos, so lemhrou de que na vespora olla linda
ido pedir que mandasse sua tnfli para p hospital,
allegando que eslava douda, pois dizia continua-
mente que a queriam matar, o quo naquelle mesmo
dia da achada do ale entilo desconhecido cadver,
a mesma Mariu Jos I'. ;i dizer a ello regedor que
sua mili j eslava inullior, o que nilo tiavia prccisSo
dea mandar para o hospital.
liiiinedialameiite o mesmo regedor ordenou ao ca-
li de seguranea Joiquim Jos Gomes que conduzis-
se sua presenta a aecusada Maria Jos ; e, tendor
Uie o regedor perfumado por sua mai, ella respon-
deu que tinlia sabido de casa, e que iiDo sabia para
onde; oque, augmentando a desconliaiiQa do rege-
dor, luz coni que ello mandasse a aecusada cu cus-
todia para o quartel da compauhia dos Loyos.
O cabo de seguranza Joaqnim Jos Gomes, guiado
inda desconfianza do regedor o pela sua propria,
l'oi-sa ein procura de Mathilde do Rosario da Luz,
mai da aecusada ; e do muro do quintal de mu vizi-
nho dola, pude ver no quintal da assassinada algu-
nia loupa a enxugar, coin manchas do sangue. Cor-
ren, o cabo de seguranza a dar parte do que vira, e
incontinente a aiiloridade respectiva se dirigi
ncompanhada da aecusada casa cm quo ella habi-
ta VI coto sua mili, na travessa das Freirs, loja n.
17. Kulraram o viram na casa da entrada uma ni-
ca cama, e em redor delta o sobrado choio do san-
guo A aecusada conservava a maior presenca de
espirito, Conlinuou-so na busca, acbando-se roupa
ensanguentada, uma macbadinha tinta de sangue,
las lacas de sapateiro, coin ns folhas milito gastas
e agudas por dicho de conlinuada a mullican, cain-
itas com sangue, tendo uma dolas pegado urna por-
,-ao de treido rclltilar.
Malhilde do Itosario da l.uz nao apparecU ; a ac-
ensada sua filha dizia, muito seuhora de si, que nilo
sabia dclla ; aqucllcs vestigios indicavam-a morta
o naquelle local; mas niio apparecia a cabeca. Pro
curain-a por toda a parte, e quando quasi que es-
lavain perdidas as esperanzas do a adiar, o cabo de
segurauga Joaquim Jos (ornes, dando com o p
n'uin lijlo do ladrilbo da chamin, este saltou do
seu lugar e vio-se mechida a Ierra quo havia dcbaixo.
O cali coincciHi logo a escavacar com as suas pro-
prias in.uis -o deparou com uma cousa Tria. Era
cuna orelha Continiiou a escavacar e descubri a
catieca (|ue so procurava, a cabeza da desventurada
.Malhilde do Itosario da Luz. Eslava muilo mutila-
da, i o,lia os lados do nariz cortados, c tambom cor-
tados ambos os labios, cabello quoimadode todo e
in O i IOS golpes as faces Perguntou-se logo a ae-
cusada se condeca aquella cabeza, e respondeu mui-
lo ficscaque era de sua nri, e assentou-se pondo-
se a comer molaucia com pao '.!!
Fez-so o corpo de delicio, e a aecusada fui reco-
lluda ein segredo na cadeia do Aljube. .as pri met-
ras perguntas imputou o assassinio de sua mili a um
tal Jos Maria que venda fruta na praea da Figueira,
u do quuin niio dava a morada o nuis signaos de
idcolidade ; depois declarou-se nica r do lo bor-
roso crime.
I'ioccdeu-se nos termos do processo ; o ministe-
rio publico apresenlou o libello contra a aecusada
pelo crime da moite de sua mili, com as circunstan-
cias aggravantes de esquarlejamonto do cadver c
alcivosia; eoSr. Dr. Jos Antonio Luia Gallo, no-
meado, jielo Sr. juiz patrono oflicioso da aecusada,
reservou-M para contestar na audiencia.
Chcgado o processo aos termos de jhlgamento,
deu-se a pauta dos jurados aecusada, e fui esta in-
timada para comparecer cm juizo no referido dia C
do crranle.
Concluida a leitura do processo, passou-so in-
quirlcdJo das tosteiniinlias, que na uiaior paite eram
do accustCatto e poucas de defesa.
A 7.' leslemunhaAntonia Hita Carolina, prosa
na cadeia do Aljube, siislcnlou a aecnsaco por con-
lissSo que lile lizera a aecusada, ajuiilaudu quolho
dissera quo comuieltcra o ciinie do dia, porque ha-
via niais bulla o rumor, tanto por causa deunsvi-
ziuhos que fazain formas, como porque as meninas
da nieslra davam licito un voz alta aquella hora, e
quede noite podiain-su ouvir os gritos da victima,
A aecusada disso que aquillo nao era vordade,
masa lestemunha sustentuu com firmeza a acCu-
s*Z(Io.
Interrogatorio da aecusada.
Juiz :-Jura dizer a verda.de a respeito do que fr
perguntada quanlo a torceiro ?Aecusada.Sim,
senhor. fJuruu.J
Juiz :Como se chama .'Aecusada -Maria Jos.
Juiz :Como se chamava seu pai ?Aecusada :
Agostinho Jos.
Juiz :Como se chamava sua miii ? Aecusada :
Malhildo do Itosario da Luz.
Juiz :lio casada ou sollcira ? Aecusada :Sol-
teira.
Juiz : De que viva anles de ser presa ?Aecusa-
da Venda obras de esparto. .
Juiz -Aonde morava l1Aecusada :Na travessa
das Freirs n. 17.
Juiz Donde lie natural ? Aecusada :De Lis-
boa, freguezia do S.-Jos.
Juiz : Que idade tem ? Aecusada : Trinta
anuos.
Juiz Sabe, de que he aecusada ? Impula-sc-lhe
a mono de sua- mili. Que responde a islo .' Aecusa-
da Que fui cu 80 quo a matei. (Sigua:s de horror
na audiencia e yalerias.) .
Juiz E porque perpetrou tito horrivcl Crime?
Aecusada :Por causa do Jos Maria.
Juiz -Quoui he esse Jos Mana, e que relazos
tinha com elle?- Aecusada :Euconlrei-o na ra,
fallei com elle unas vezes.
Juiz Quando principiaram ossas rlagOes ?
Acensada : Ha qualorzo uiezcs.
Juiz Jqs Mana ia sua casa ? Aecusada :
Todas as semanas.
Juiz Durante quatorzc mezes de relacescom
esse homein, devia saber qunm ello ora, o onde vi-
va. Que diz a islo ? Accusaia : Nuuca me disso
queni era, nem onde morava.
Juiz o tal Jos Maria dissc-lhe quo matasse
sua mai i' Aecusada : .Nilo, senhor.
Juiz Que motivo tuve para malar sua mili
Aecusada Porque nao gostava do Jos Maria, o
ralliava commigo todas as vezes que elle la ia.
Juiz: Porque foiao regedor na manha do dia
13, quando a justiQ j tinha tomado conta do cada-
ver da assassinada ? Aecusada fui dizer-lhc
quoa minha mili j eslava boa, para quo elle ou al-
gun cabo nilo fosse minha casa.
."

*2
Juiz: Gonhece essas facas e essa mabadinhi,
ea aginado colchoeiro, e essa roupa onsanguen-
tada que ah v ? Aecusada i Coiihogo, sim,
senhor.
Juiz Com quaes dosses intrumenlos matou
sua m3i ? Aecusada : Com estas facas ( /'<) a
man nai faeat. Signaes de horror no auditorio.)
Juiz : Nilo senlio remorso quando ooinmoltou tilo
negro crime ? Aecusada Tive medq.
Juiz : Qnem esquartojou sua mili ? Aecusada:
Fui eu ( Signaes dje horrar no auditorio.)
Juiz: Porque fez isso? Aecusada: Porque
o corpo inteiro pesava muilo, e para mais fcilmen-
te o levar para lora de casa.
Juiz: Tambern foi quem mutilou o rosto de
sua mili ? Accusa la Sim, senhor .'
Juiz: Para que? Aecusada : Para a na"o
conhecerem.
Juiz : Com que cortou a cabeza de sua mili ?
Acensada Ao principio foi com a faca,e mo po-
dendo acabar por causa do osso, foi com esta ma-
chadinha. ( Signaes de horror no auditorio.)
Juiz : Mas, so cnterrou a cabeza om casa, para
quo a desfigurou ? Aecusada Tcncionava lva-
la depois para fura da casa.
Juiz : Porque perpetrou tal barbaridado ? Ac-
cusula : Nao foi baibaridade! (Signaes de espanto
gem |)
Juiz : Onde elTectiiou o assassinio do sua m.1i ?
Aecusada Na casa do fura.
Juiz: Qunm levou os pedazos de sua mili para
Tora de casa ? Aecusada : Eu mesmo por duas
vezes, debaixo desto capolo.
Juiz : Porque pz o tronco n'uma partee as
pernas cm nutra ? Aecusada Nilo sei.
Juiz Porque, foi ver o corpo morto de sua mili,
quando elle foi ach ido onde o pozora ?--Accusada :--
l'assei porali.
Juiz Quem ia mais a sua casa ? --Aecusada
Uina crianza do tres annos.
Juiz : Quem era, e donde era essa crianza ?
Aecusada : -r Nilo sei, vinha do fra da trra.
l'm Sr. jurado Pois uina crianza do tres an-
nos ia o vinha s de fra da Ierra ? Aecusada :
Sim, senhor. ( Signaes geraes de incredulidad. )
Mais alguns Srs. jurados dingiram aecusada
algumas perguntas, a que ella respondeu com es-
pantosa presenca de espirito, sempre na ulrmaliva
de ser ella a criminosa.
Acabados os interrogatorios da aecusada, o Sr.
juiz den a palavra ao representante do ministerio
publico.'
O Sr. Dr. Ilolbeche, delegado do procurador regio,
declarou quoa nccusazlo bavia de ser sempre ira-
ca, em presenca de l.lo grande crime, crime sui ge-
neris na historia de todos os alienta,los que loem ha-
vidono mundo. O parricidio, exelamou ello, anda
pule ler a desculpa da duvida da pateruidado ; mas
um I lio malar aquella quo o trouxe no seu venlre,
quo llie deu o seu proprio sangue para o animar na
vida, que lhe ensinou a daros scus primeiros pas-
sos, he o crime mais horroroso .' He a vergonha do
genero humano, e reclama o mais cxemplar castigo.
E quando so da a circumslancia de ser urna ilha
quo mata sua mili I? U Se delegado sustentou a ac-
cusazo do libello com lorza e clareza, e teninou
lie.lindo a |>iiuzio da aecusada.
Ein seguida o Sr. juil deu a palavra ao Sr. Dr.
Gallo, patrono da aecusada. o qual soube honrar a
nobre prolissilo de advogado. Seguio na defesa a
nica vereda que iho restava em tal circumslancia;
procurou commover; a sua eloquencia vou rpida-
mente pelas nuveus da sensibilidad.
Sustentou a ioipossipildade do ser a aecusada a
nica autora do crime que lhe imputavam ; proeu-
rou dciiionstrar que fra s cmplice, que a sua
conlissao niio dovia ser-lao acreditada contra ella,
como o Liiita sido a favor de um lal Jos Maria que
fra preso, o que baslou ella di/.u/ que nao era a-
quelle, e quo eslava innocente, para sor sollo. La-
mentou a pouca vigilancia o zelo da polica ii'uin
negocio lao gravg : e depois passou a demonstrar
que considerava a aecusada lora do uso das'suas
l'aculdados inlellccluaes.
Sr. advogado foi ouvido com gem e profunda
atleneao ; Incln louvaran OS SeUS e=l.iic;us para
salvar a sua cliente. .Mas nilo poda .era um objeclo
sobrehumano em presenza do faci. Uma filha ma-
tando sua mili e esquarlejando-a, eslava dianle dos
olhos de todos!
U Sr. delegado respondeu a alguns dos argumen-
tos do Sr. advogado, e este, triplicando, sustentou a
Justina dos scus arrsela los.
Tci,do acallado os dbales, O Sr. juiz pcrguiitou
aecusada so tinha mais alguina cousa a allegar em
sua defesa, e a aecusada disse que sim.
Juiz : l'de dizer. Aecusada : Quem matou
minha mai foi o Jos Maria.
Juiz Quem lio esse Jos Maria i' Acensada
He um homeui da Outra -lianda que vende na pra-
ga ; a multas vezes a nimba casa, e tinha quesios
com minha mili, porque Ihd liutia pedido mtadedo
heraiiQa ; e como ella recusasse, na nunha de \
deu-llie uina faccada com quu a matou, safou-se
Juiz Essa he a historia que Vine, me conloa no
principio, e quo esta em conlradicc.'o com o qu j
declarou depois, o boje mesmo ueste tribuual.
Aecusada : ti Jos Mari* foi quem a matou, e eu
esuuartojei-a levando ello parte do dnlleiro que eu
tuina ii'uiii p do uina meia, prometiendo depois
dar-m'o.
Juiz Se o Jos Maria foi quem matou sua mili
contra sua vonlade, porque no gi ilou Vine pedindo
soccorro para manifestar o crime ? Aecusada
.Na ia respondeu a islo ; c, instada para quo dissesse
quem era o tal Jos Maria, respondeu que nao sabia.'
I-, uo se pudendo conseguir nada dola a osle res-
pailo, .o juiz rclatou o fui lo e diclou os seguimos
quetilos :
i." aiiBodcquc a r Maria Jos he aecusada no
libello, de ter morto sua mar; esla ou nilo provado i'
2,o A ciiouinslancia aggravanle da re Mara Jos
ser quom esquartejou sua miiista ou nilo provada ?
3." A circunstancia aggravame de que lora a r
Mana Jos quem levara para lora do casa os peda-
zos do. corpo de sua mili esta ou no provada .*
4.* A circumslancia aggravanle de que fra ar
Mara Jos quem mutilara a cara de sua mai est ou
nilu provada f
5. A circuinstancia attenuanto de quo a r ajara
Jos se comporlou sempru bem est ou no provada ?
O advogado, patrono da r, obsorvouque ello na
defesa oral lizcra ineuc de que a r s fra cuii-
plicoe nilo autora dociimo, eque julga nilo estar
olla no uso pleno de suas facilidades intellecluaes,
e que estas duas circunstancias attenuantes deviam
r nos quesitos.
O Sr. juiz diz que estas circuinstancias uo fram
allegadas na defesa escripia, e que alm disso pare-
cia-lheque irium complicara decisflo do jury.
r x
OSr. novogado, citando os artigos da lei, mostrou
leosla pennitti* fazer-so uso de taos circumstan-
c|as na defesa oral, e em observancia da lei reque-
ra que ge fizessem os quesitos.
Nio se oppondo o Sr. delegado por parto do mi-
nisterio publico, o Sr juiz iloferio ao roqueriment,
e fez os dousseguintes quesitos subsidiarios.
6.a A circumslancia attenuante do que. a r Maria
Jos nao perpetrou de por i s o assassinio de sua
mili, mas que fui cumplice nelle, est ou nilo pro-
vada ?
7. A circumslancia attenuante de que a r nao
eslava no uso de todas as suas faculdades inlellec-
tuaes, est ou nilo provada f
Escriptos os quesitos, o Sr. juiz entregou so pri-
meiro dos Srs. jurados, dizendo-lhes que era o de-
signado pela lei para presidir; masque os jurados
podiam elegr, querendo, oulro presidente.
Itetirado o jury sala das suas deliberazes, este-
ve uma hora a deliberar, e voltando a sala da audi-
encia, o Sr. Francisco de Paula Santiago, presidente
eleito pelo jury, declarou que o primeiro quesilo f-
ra julgado prvido por maioria ; quo os segundo,
torceiro e quarto quesitos linham sido julgados pro-
vados por ununimidade; que o quinto quesilo fra
julgado nao provado por unanimidade; que o sexto
quesilo fra julgado prejudicado j o que o stimo
quesilo fra julgado nilo provado por unanimidade.
Tendo o Sr. juiz recebido estas declarazes, tor-
nou a pergunlar a r sa tinha mais que allegar, e
ella responded que nilo.
Logo depois o Sr. juiz publicou s santenga pela
qual, em cnformidado das leis e da deliberazilo do
jury, condemna a r Maria Jos, solteira, a sofTrer
norte natural para sempre na forca que se ha de
levantar no Campo-de-Santa-Clara, devendo a r ca-
minhar para aquella patbulo pela travessa das Mo-
meas, travessa das Freirs, e por junto das obras de
Santa-Engracia ; e mais a condemnou as cusas:
Era qusi mcia-noite.
Duranlocsta longa audienaia, a sala esteve sem-
pre cheia do gente do todas as classes, reinando
comiudo a melhor ordom. Dlz-se que durante os de-
bates esli vera na sala por varias vezes a irmSa da r,
chamada Malhilde.
Oxal que a condcmnacSo da r possa obstar a que
se repita um crime lao nefando.
( Do Patriota.)
tOMMERCIO.
ALFANDEGA.
IIENDIMENTO DO DIA 17........ 6:046,756
Descarregam hojt, Mdejatmro.
Brguo -'Velocifero farinha de trigo.
Brigue Andrew-AI .-Jones dem.
Briguo Putuam mercaduras.
CONSULADO GEBAL.
RENDIMENTO DO DIA 17.
Coral ,......................3:715,605
Diversas provincias............... 165,576
3:881,181
CONSULADO PROVINCIAL.
REPiDIMRNTO DO DA 17.......... 2:012,999
-..--,,
Mn.vimento do Porto
Navio 'entrado no Ha 17.
Halifax ; 30 das, brigue inglez Chailottte, de 238
toneladas, capito Itnbert Tilomas, equipagem 12,
om lastro; ancapito. Passageiros, George Car-
land Star, Inglez.
Navios sabidos no mesmo dia.
Maranbflo ; brigue-escuna brasiloiro Laura, capitflo
Antonio Ferreira da Silva Santos, carga assucar e
mais gaiteros. Passageiros, o Dr. F.leutero Augus-
to de Athaidc com I criado e 1 escravo, o 1 dito a
entregar.
Loan la por Benguella ; barca portugueza Inteja, ca-
pitao Antonio Domingos deCarvalho, carga assu-
car e ago'ardento.
Parkhiha ; hiato hrasileiro Pureza-de-SI aria, capililo
Jio Alves de Faria, carga varios gneros.
dem; hiate C.oneticao-Flar-das-Virtudes, capililo fi-
lias do Hozario, carga varios gneros.
dem ; hiate hrasileiro Tres-lrmos, capito Manoel
Ignacio da tamba, carga varios gneros.
New-Bedford; galera americana Caroline, capitflo
N. C. Carry, carga a mesma quo Irouxe.
Val-Paraizn; barca ingleza lloptioell, capitflo James
New ion, em lastro.
Parohiba ; hiate hrasileiro Espadarle, -capitflo Victo-
rino Jos Pcreira, carga varios gneros. Passagei-
ros, Francisco do llego Pontea, Manoel do Medci-
ros Carvalho, Francisco Carneiro.
KDITAGS.
O majar Mauoel Antonio Vitgn, juiz de paz do i.* dis-
tricto da fregueiia de S.-Antonio, &c.
Fazo saber a quem convier que de boje em diante
as au liencias deste juizo sern as quiltros horas da
tarde no lugar o dias do c islume, isto be, as lorzas
o sextas-fallas, que nao frein dias santos ou fe-
riados.
Recite, 16 de Janeiro do 1848. Eu, Joaquim da Silva
Reg, cscrivflo, escrevi.
Manuel Antonio Vitaos.
4
requerimentos que nflo apresenlarem nenhuma des-
sas certides serflo considerados como de quem
pretende fazer os seus primeiros exames no curso
jurdico.
Olinda 8 do Janeiro de 1849.
O director,
Padro Miguel do Sacramento Lopes Gama.
Declarares-
BISPADODE PERNAMBUCO.
Total idade da qusntia queS. Ex. Rvm.'
despendno, na forma abaito declarada,
desde outubro de 1833 at 31 de deznm-
brode 1847............. 178:729,705
Quanlia distribuida no anno de .1848
pelos pobres das quatro freguezias do Re-
cite, Ja S, e S -Pedro Martyr, pelos reeo-
Ihimentos d"Olinda, Boe-Vigta, Iguaress
e Coyanna, pelo seminario, em dispensas
matrimoniaes gratuitas, e para o culto di-
vino nesta capital e fra d'ella.....11:079,800
187:809,505
Its
Palacio di Soledade, 12 de jmoiro de 1849.
Antonio Teixtlra.
Mordomode S. Ex. Rm.
O arsenal de guerra compra seis duzias de la- ,
boas de assoalho de louro : quem tal genero tiyer e
quizer forneeer, pode comparecer na sala da direc-
tora no dia 20 do corrente com sua proposta em
carta fechada.
Arsenal de guerra, 17 de Janeiro de 1849.
O escripturario,
Francisco Serfico de Asiis Carvalho.
O vapor Pernambucana segu par o
portos do sul no dia 22 do corrente.
THEATRO DE SAN-FRANCISCO.
Mr. Dupr tem a honra de prevenir o pdblico que,
alm das ropresentazes por assignatura, dar no
thcatro cima dito, hoje, 18 do corrento, urna re-
presontazQo distribuida da maneira seguinte :
OS DOS ANJOS DA GUARDA,
Vaudeville novo em 1 acto por U. Carmouche.
DANCA
Um novo Pat de deux, danzado porMadame Camoiu
e Mr. Adolpho.'
Um romance novo cantado por Madame Nalhalie
Ef-LO AQUl O DOUDO
Romance cantado por M. Achule.
COMMIS E GIUSETTE
Vaudeville jocoso em 1 acto.
O PARASO DE MAHO.MET (por instancias geraes)
Vaudevillo em 1 acto, no qual Mdame Camoin
danzar valsa, polka, bolero.
- A VALSA DOS KANCIARS
Executada porMadames Camoin, Nalhalie, Broska.
Mr. Dupr tem a honra de prevenir o publico que
acaba de diminuir o proco das entradas no theatro
San-Francisco.A saber:
Camarotes de frente de 1* o 2.a ordem 12,000
Ditodo lado del.* ordem 8,000
Dito dilo de 2.a ordem 7,00o
Dito dilo de 3.* ordem 4,000
Cadeiras por pessoa 2,000
Plala # 1.000
Km pouc Icmj'.o sutir serna a pri-
men a rppresenlaco da Gnica de Dos,
pera c< mica em cinco actos, c a Tone,
de Nesle, drama Je grande espectculo,
em oito quadros
Avisos martimos.
CURSO JURDICO.
Fazo saber a quem convier, que desde o dia 3
do fevcreiroal 15 de marzo prximo os que schou-
verem de oxaminar em preparatorios se-lo-li3o na
raso dos osainesque j tivorem feito; pelo que os
requerimentos que para isso fizerein devorflo ser
instruidos com as certides dos exames ja feitos. Os
Para o Anraly sal ir impreterivelmente as
prximas agoas o hiate Novo-Olinda, mestre Anto-
nio Jos Vianna, por ter j quasi todo osen carre-
gamento tratado : quem nelle ainda quizer carregar,
ou ir de passagem, se oulender com o mesmo mes-
tre, no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Velhi, n.
17, segundo andar.
Para o Cear sahe, com muila brevidade, por
ter a maior parlo da carga prompta, a sumaca Car-
lota: para o resiento e passageiros, trata-so como
mostr, Jos Gonzalvrs Simas, ou com l.uiz Jos Je
S Araujo, na ra da Cruz do Recife, armazcm n,
26, ou no S. andar do sobrado n. 37.
-- O brigue-escuna nacional Olinda deixa de se-
guir para o ,11 io-de-Janeiro boje, 15 do corrente,
por inconvenientes mas subir mprelerivelmcnle
no domingo, 21 do corrate : para o resto da carga,
passageiros o escravos a freto lrala-se com Maclu-
do&Pinhciro, na ra do Vigario, n. 19, segundo
audar.
A barca Bella-Pernambucana pretende sabir pi-
ra a cidade do Porto com brevidado por ler a maior
parto de sua carga prompta : para o restante e pas-
sageiros para o que tem asseiados commodoa, f" |
tendam-se com o seu capililo na praz do Comrner-
ci, ou com o consignatario Antonio Francia0
de Moracs, na ra da Cruz, n 31, lercciro andar.
Para o Rio-de-Janeiro sah com 'a maior br(-
vidade possivel, brigue tala, por ter mais d
metade da carga engajada : para o resto, passagei-
ros e escravos a fretc trata-se com JufJo Francisco
da Cruz, na ra da Cruz, n. 3.
I'.na Lisboa sabe com milita brevidado o bri-
guo porluguez Conccicito-de-tlaiia, por tor gramH
parle de sua carga prompta : quem no mesmo qw-
zcr carregarou ir do passagem, pura oque orTorect
excellenles commodos, dirija-se aos scus consigna'
tarios, Thomaz de Aquiuo Fouseca & Filbo, na ra
do Vigario, n. 19, ou ao capililo na Praza-do-Com-
mercio.
-- Para Lisboa sahir, com a maior brevidade po>-
sivel, o bem conhecid o brigue porluguez Taruo-
Primeiro, capilflb Manoel do Oliveira Faneco: te1"
parte de sua carga engajada: para o restante e l1"*'
sageros pa.ra o que olfereco asseiados commodos
trata-se com o capilo na praza ou com o consig-
natario FirminoJ. F. da llosi na ra do Trapicha!
n.44.


*
Avisos diversos.
Antonio Joaquim Rodrigues prpOe-so o fozer
qualquer especie de escripturagflo, exclusive morcan-
til, que por ventura llie queiram confiar. O annunci-
anto uppfle-se habiliudo para o mistor a que so,
dedica, visto que tem urna longo prallca, adquirida
enimais de 16annos que trabalhoii nocarloriode
orphflos, donde acaba de ser oxpellido, rnenle por-
quo assim approuvo a pessoa a quem se aoha con-
fiado o meimo carlorio, ou ao respectivo juiz, quo
corlo nflo poder aproseotar um nico Tacto que de-
sabone a conducta do anunciante. Ello reside na
ra das Flores, casa terrea deduas portas, n. 31, junto
a rocheira de los Mara ; e espera que seus patricios
o procurem, para forneeer-lhe traballio quo a habi-
lite a mantera si e a sus familia, concorrendo dest-
arte para queseja reparada em parte a clamorosa
injustica de que acaba de ser victimv
Pela segunda vara to civel escrlvao Molla
acbam-sn em praga os trastea penhorados a Jofi
Haptisla iierbst, por execueflo quo contra o mesmo
niove Manoel Joaquini Congalvrs e Silva.
|>recisa-se da urna ama para urna casa de pou-
ca familia, que soja capaz para o servigo de portas a
dentro, e d fiador a sua conducta : na ra da Santa-
Cruz, casan. 24.
Precisa-sn dftum caixeiro portuguez oubrasi-
Iciropara o servico de padaria, e entregar p"io com
um prelo na ra, o i|tial ae recebe, niiiUa au sa-
liendo o mesmo officio : no paleo da Santa-Cruz,
padaria n. 6
--Aluga-se un escravo para vender po na ra
com um caixeiro : na ra da doria, padaria n. 55.
Precisa comprar una mesa ilojogo la : na ra do Trapiche, a'rinazcm n. 31, a fallar
com o cspitflo Haymond.
Hotel-iOmmerch, na da Ca-
tlcia de S.-.\iilouio, 15.
O Francez Simio l.uiz participa ao publico que
ainda so demora por algunsdias a sua viagem para
Baha : por isso avisa a lodosos seus fre^uezos e
mais pessoas em particular quo tencionarem com-
prar obras de ouroe brilhunles e quizerem apro-
veitar esta oceasiflo, dirijain-se ao lugar cima men-
cionado at s'10 horas da manhfla, e das 3 da tardo.
em diante.
-- Qucm quizer sor ama de urna casa do pouca
familia para o servico interno dirija-so a ra es-j
treita du Rozarlo no primeiru andar do sobrado
defronte da livraria doSr. Pinlo.
Offeroce-se um rapaz- portuguez para caixeiro
de loja de fazeudas do que tem bstanlo pratica ,
o qual d fiador a sua conducta ': quem de seu pres-
t mo se quizer utilisar annuncle.
Na ra do Vigrio, n. 19, primoiro andar, pre-
cisa-se fallar com os Srs. Manoel do Reg Lima o
Joiio Jos da Cuuha Lage, a negocio de seus inleres-
ses.
Aluga-so urna escrava ou moleque para o ser-
vico de una casa de pouca fumilia : quem livor di-
rija-so a ra do Queimado, n. 37, piimeiro andar.
Sabbado, 20 do crrente, se pretende, na ma-
triz do S.-Antonio solemnisar com mis-a canta-
da' e ladainha a noite ao glorioso B. SehastiSo, ad-
vogado contra apeste que hoja lano nos voixa ,
licando o mesmo santo a venerarlo dos fiis por cs-
pagode oito das, que linalisar no dia 28, com
oulra ladainha a noie.
Os credores de Couto Vianna & Filho teem au-
lorisado a Geo : Konworlhy & Compannia credores
lambem dos mesmos para ven'derem a casa do so-
brado de dous andares n. 33, na ra do A mor i m ,
bairro do Recifo. a melado do sobrado da ra da
Cadeia, n. 27, que Ibes fram adjudicadas por sen-
tenca para seu pagamento : quem quizer comprar
um eoulro predio, ciitcnda-se com os cima men-
cionados que eslflo aulorisados para cssa venda.
Ollorecc-se um rapaz para caixeiro de qualquer
arrumcelo iicsta praga o qual -he hbil para des-
empenhar qualquer dolas : quem o precisar an-
nuncie.
-- Aluga-se urna grande casa terrea com duassa-
las, 7 qnarlos, cozinhn fra .quintal murado e ca-
cimba sita na ra Imperial : a tratar no theatro
novo.
Alugam-sedouscanoeiros forros ou captivos ,
mentalmente, para conducgflo do lijlos : na ra
dos Quarleia, n. 18. .
Eu, abaixoassignado, declaro ao respoitavel
publico e particularmente a meu's freguezes, quo me
consta andareni algunscigarrelros a oflbrecereni pe-
las portas cigarros do fumo pojrecom a minlia mar-
ca 1). F. C. i e como cu uo costumo vender cigarros
podres nem ir ou mandar ofTereccr a porta des
compradores, por isso fuco esla doclnragflo.
Domingo! francisco da Crvs.
Oabaixo assignado, por aulorisagflo que tem,
faz sciente ao respeilavel publico que passa a ven-
der todo o peixe dos curraes do norte que Ihc be
remelliilo pe os mesmos donos dos currnes, para ( s-
to ser vendido, por conla dos mesmos Srs. ao povo:
e para que lodos liquen, cerlos, pJein man lar seus
escravos na casa doaiinuiiciante na ra do Pilar,
n. 95, que prum pa ment se vender, ha vendo.
Domingos da tosa.
AOS PAIS DE FAMILIA.
Urna sonhora que tem lunga pratica do ensinar
primeiras lettrns, offereco-se nos pas de familia quo
lueiram delia confiar o ensiuo de suas lilhas, pro-
melleud) dosvelai-se em dar-llie* as precisas ins-
truegos, uno s no Icr, escrever grainmalicalmenlo,
como nos principios de rillimeliea e doulrina chris-
liil: qUqm do son prcslimo so quizer utilisar, di-
rija-se a ra da llibeira da Roa-Vista n. 86.
L. Hela hayo, ourives francez,
clicgado recentemehicde Franca,avisa ao respeila-
vel publico desta cirtaJe, que faz e concerla todas
as qualidades de obra* do ouro; igualmente avisa aos
ourives que tem um laminador cm u qual trabalha
| mais barato que outro qualquer : quem se quizer
. ulilisar do seu presumo, dirija-se a sua residencia
na Iravessa da Matriz, n. IC.
Iloga-sc ao cadete L, A. G. V., que naja. je r
pagar o quedeve na ra das Cinco-I'ontas, n.aj;
do contrario se usar dos meios competentes.
Antonio Moreira Itois faz sciente a todas as nes-
soas quo liverem penhores em seu poder lujani de
os ir resgalar no prazo de.8 das pois tem do so "o-
tirar para fra da provincia ': por isso fazo presente
aunuucio, pari que nflo se cliamom a ignorancia :
lambem faz o mesmo aviso a todas as possoas que
Ihe devem, para que no dito prazo hajam de Ino ir
pagar; do contrario, usar dos meios competentes
que o lei Ihe faculta.
Porexecugflodus herdeiros do finado Manoel
Jos Vieira contra os herdeiros da finada. D. Auna
Joaquim Dutra vai a praga no dia 20 do crrante,
moz, por ser ultima praga doDr. juiz da segunda
vara municipal desta cidade um sitio do Ierras pro-
prias, com casa grande de vivenda de pedia o cal,
no principio do Arraia!.
83* Grande descoberta -a
Est* doscoberto o remedio que tantos chimicos e
mdicos teem perdidp das, noites, semanas', mezes
e aimos sem neiilium resultado terem obliJo; em-
lini pde-se dizer que estilo acabados Os calos dos
ps que tanto upoqueiilam a humanidado. Esto ell-
caz e nico remedio para os calos he inconteslavel,
perde-se al a vida se ralbar, heinfallivel mesmo
porque j est muito experimentado not paizes da
Europa, e mesmo da Amrica do norlo o &ul. Para
curar esla maldita molestia nao precisa gaslar-se
cosa alguma do contrario ainda se pode poupar
alguma cousa do que so gasta, antes de usar do re-
medio. Este remedi para beni e ulllidade do publi-
co ciisina-.se gratis para os que quizerem usar de! lo.
Ei-lo Para nao lor mais calos basta andar descal-
co e de-te modo acabar-se-ho os que enislem o
nflo se criarflo mais e entilo poupa-se o dinheiro
das botas ou sapalos, o aniiunciaiite nflo usa desto
remedio,porque nflo tem-calos.
( Do oorrtio das pttas )
Precisa-se de urna ama parda ou prcta para
urna casa estiangeira de pouca familia, que siiba
bem engommar o f.izcro mais servico : adverte-so
que nflo precisa de cozinar na ra da Cruz, arma-
zein, n. 48..
Para as pessoas que tencio-
nam seguir viagem.
Ns ruado Rango!, n. 9, conliiiuam-so a tirar passa-
porles para dentro o fra co imperio, despacham-so
cscravos o corrom-so folliaa, ludo oin brevidade o
pive.o commodo, como se teem dado provas ha oito
annos.
Alugam-se mohilias para casa conforme o lem-
po que convier aos prelen Ionios, por preco coinino-
do : ne armazem da ra Nova, n. 67.
I'erdeu-so urna carleira, no dia 15 de Janeiro
do 181!), leudo dentro da dila carleira algunias sc-
dulas miudase varios papis assim como urna lel-
tra passada em 15 desmembro, de 1848, sacada por
Jos Francisco dos Santos e Silva, o aceita peloSr.
Joao Leite de Azcvedo, da quantia de 141,700, a seis
mozos : porlanto o mesmo sacante faz sciente ao
respeilavel publico que ninguem faca negocio com
a dita lolti, e se nlgucm achou.a dila cartoiraua
quizer rostituir, dirija-se a ra Direita, n. 18, quo
ser recompensado.
-- Manoel Tosa Vieira, Portuguez, relira-se para
o Rio-de-Jaueiro.
Pcrdeu-se um quaderno pequeo, imitando a
ca tona, contendo una conla, tuna relacflo de di-
vidas o um titulo de residencia: em virtudedos ob-
jectos mencionados nada pode interessar a quem
adiar; por isso, querondo entregar na ra larga do
llozario, h. 29, se gratificar.
Cuilherme Augusto Rodrigues Set-
te vai ao Kio-e-Janciro.
Preoisa-se alugarum a dousescravos para ser-
vido do armazem u'assucar : na ra da Ciuz, arma-
zem n. 27, de Seve.
Joo Costn abridor contina a abrir firmas
em sineles, faqueiros salvas e oulros quaesquer
objectos tanto de ouro como do prata eom mui-
ta presteza e pre^o commodo: na ra da Cadeia do
s.-Antonio n. 26 segundo andar. O mesmo tem
umsorlimonlode sineles promplos para abrir fir-
mas. '
Joaquim Rodrigues Vieira retira-sc para o Rio-
dc-Janciro.
Roga-se ao Sr. Dr. procurador fiscal interino da
llu soui aria, da l'azenda que leulia a honda.lo de
de dar andamento a causa que contra a fazenda go-
ral inovem os herdeiros do finado Manoel l.uiz da
Veiga relativa ao terreno perlencente a mesma fa-
zenda lia estrada nova de S.-Amaro, Um dos in-
teretsado*.
Precisa-so, de urna ama com bom o bastante
leite : no Aler'ro-d-Boa-Visla, loja n. 78.
-- Precisa-so alugarum molequoque saiba cozi-
nhar o diario do una casa de pouca familia: na ra
larga do llozario, n. 26.
S<:ciedade larmonico-
Theatral.
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que
recita transferida dq dia 2 dedezembro lera lugar
no dia 20do correle. A dlstribuiclo dos bilheles
ser foila no saino do theatro nos das 17, 18 e 19 ,
eneste ultimo dia a direcQlo reunir-se-ha para a
approvacflo dos convidados.
Aluga-se um sitio no pjincipio da eslrada do
Arraial com granito casa pintada o concertada ,
toditos arvordos de fruclo riacho corronle no fun-
do (xcellcnteagra do beber, por prego commodo :
a tratar na ra da Alegra, n. 31.
Jos Gomes dos Santos Pereira do Bastos em-
barca para o Rio-de-Janeiro a sua escrava crioula ,
de nomo tilma.
Precisa-so de dous ofilclaes charuteiros para o
Rio-Grando-do-Norle: quem estiver nestas circuns-
tancias dirija-se a ra larga do llozario, n 50.
OlTcrece-se um mogo hospauhol, viudo ha pou-
co do porto para caixeiro do qualquer casa ou pa-
ra eozinlieiro : quem o pretender annuncie.
Acba-se nesta lypographia urna carta para Ro-
dipiio Gomes da Silva.
Semenes las du Europa.
liechegado ra 1 irga du Hozario, ti.
J, o mais bello sorlimento de sementes
de flores das bellas damas, como sejam :
cravos c cravinas, rainuculo9 de diversas
cores, borboletasde Moiianda, goivs de
cores singeios e dobrados, Jacintas, topes
de daina,junquilbos, sectas dobradas,as-
sim como a verdadeira sement de cve-
flor. Us amadores di natureza encontra-
rlo oluoom que, em pouco lempo, pos-
sam tornar a adtniracao da Europa no
Brasi
' --Alugam-se os primoiro e segundo andares do
sobrado da ra do Caldeireiro: a tratar no pateo do
Carmo, n. 9, segundo andar.
--Na ruada Cruz, n.-21, perdou-so um cachorro
do fila novo,grande e com as orelhas corladas :
da-so boa gratificarlo a quem o levar.
Na ra Augusta, n. 94, seacha um candieiro
francez, que um preto foi ofTerecor, dizendb uuc o
tinha adiado.na ribeira : quem fr seu dono, dando
os signaes, Ihe ser entregue.
ffjp* A pessoa queannunciou no Diario de quinla
felra querer comprar um violflo, sendo "ainda queira,
dirija-se a ra de Hurtas, loja de larlarugueiro, n.
30, que achara um de Jacaranda com excellente voz.
Quem annunciou querer cobrar dividas no nor-
te querendo prestar fiador idneo pola sua boa
conducta dar-sc-lhe-h diversas dividas quo mon-
tan) em urna quanlia bem avullada, da qual, cobran-
do mesmo a quarta parte, tirar bastante vantagem:
bem como a pessoa que, com igual cndilo quei-
ra cobrar nos sortoesd* parto do sul, com que so
dilo as mesmas circumstancias dirijam-so ao palco
do Carmo n. 18 segundo andar.
Precisa-se de um preto cuzinbciro,
que seja fiel e diligente no servico, c pa-
ga-se bem : na ra Nova, armazem
u. 67, ou na praca do Commercio, loja
de cabos, de J0S0 Leite de Azevedo.
No dia 18 do correnle, pcranle o Sr. Dr. juiz de
orphflos eausentes, so lia de arrematar, pelas 4 ho-
ras da larde, a taberna sita no Aterro-da-Ra-Vista,
pertcnconlo a heranca do finado Jos Vicente da
Cruz. Os prelondenles comparocam na porta da
mesma venda.
Aos pas de familias.
Josepha llenriqucta do Miranda Barros, professora
particular de primeiras lellras avisa aos pas de
suas alumnas quo abri a sua aula no dia t6 do cor-
renle ; e a mais alguus pais do familia quo quizerem
mandar educar suas lilhas, quo ella est prompta
para ensinar a ler, escrever contar, aritlimelira ,
doulrina Chrislfla grammalica nacional, marcar,
bordar o fazer lavarinto : quem do seu prostimo se
quizer ulilisar, dirija-se a Boa-Vista ra da Ale-
gra, n. 42.
-- Precisa-se para urna encommonda de duas
escravas que saibam perfeitamente cngoiniiiar o co-
ser e quo nflo sejam viciosas : pagam-se con gene-
rosidado : na ra de Agoas-Verdes, 11. 46.
Aluga-se um moleque para o servico do casa ,
o qual tem alguma pralica de coziulia preforiudo-
se para casa cstrangeira : a tratar na ra do Cres-
po n. 19, loja dos Srs. Carvalho &Maya.
|Urna parda de bons costumes, livroe desemba-
razada, por ter vindo do malto se offorece para o
servico do qualquer casa de familia : quem a preton-
ter dirija-se a ra du Scnzalla-Vclha, n. 24.
Precisa-sede um feilor para um silio perto da
praca : no Forte-Mallos casa de Jos Francis-.o Be-
lm.
Aula de primeiras le tras.
Jos Xavier Faustino Ramos partici-
pa aos seus amigos, e particularmente aos
pais de seus alumnos, que os exercicios
da aula que elle dirige, tiveram comeco no
dia 8 do correntc mez na mesma casa em
que reside, no'principio do Alerro-da-
sobrado n.
5
prximo o
Boa-Vista .
ponte.
Mara Francisca da Paz annuncia quo nin-
fucm faca negocio algum com seu marido Jacintl
os da Costa, relativamente as duas crias do casa
Joiio e Juliana esta de 5 anuos o aquello do 7, vis-
to quo oblcvo a a un unca n lo mandado para seren
ellas depositadas, em consoquencia da acc,io que
move a sen marido, o qual as tem oceultas.
Precisa-se alugar urna escrava para o servico
do casa do pouca familia : na ra larga do llozario,
n. 48.
--Quem tiver dividas para cobrarem-se pelos ser-
ios do Rio-do-Peixe, Ico, Pombal, Cariry, Aracaty,
Abrflo.lnhamuns,Sobral,Kio-Graiule-do-Norte e Cea-
r.i,uma pessoa casada, moradora nesta praca,basta li-
te activa e capaz so offerece para cobra-las : quem
do seu presumo se quizer ulilisar, annuncie, e po-
der informar-so.de sua capacidade dos Snrs Fi-
gueira Manoel Jos Goncalvcs e Jos Joaquim di
Costa Leite.
Aluga-se urna grande propriednde, na povoa
tilo doMonleiio que foi do fallecido Francisco da
ilva : a tratar na ra da Cadeia do Recifo, 11. 55,
com J. J do Carv:.'lho Moraes.
--Alu^am-se os segundo e tereciro andares da
propriedade da Iravessa da Madre-de-l)eos n. 16
^no Recifo.
-- No pateo da matriz de S.-Antonio, n. 4, segundo
andar, liram-se passaportes para dentro e forado
imperio e para escravos : lambem correm-se fo-
lhascom a niaior brevidade |0ssivel o por preco
muito commodo.
Precisa-se de urna ama para todo o servic.0 do
urna casa de pouca familia, e juntamente de urna
pessoa para tratar de um sitio, e fazer todo o mais
servico, que se offerecor : naf/ua da Caileia de S.-An-
tonio, n. 21.
OSr. J.M. C. A. queira mandar pagar 46,000
rs. que devo ha mais do um anuo do subscripcflo
de um peridico cuja quanlia receheu de Goianua ;
do contrario se publicara seu noine por oxtenso.
Gompras.
Compra-se um oratorio pequeo, de quatro a
cinco palmos, sendo novo ou usado : na ra Augus-
ta, n, 94.
-- Compram-se garrafas pretas sendo limpas n
80 rs. cada urna : na rna da Madre-de-Deos, n. 36.
Compra-so urna armagflo que sirva para loja do
miude7as: nAtorro-da-lla-Vista, B. 21.
Compram-se, ol. oliva mente, garrafas e botijas
vasias: noAterro-da-Boa-Vista, fabricado licores,
n. 17.
Vendas.
Compra-seum bonito cavallo, que seja bom
anJador, sem achaques a novo: paga-so bem: na
raga da Independencia, n. 19,
___ Vende-se gomma de mandioca, em
saccas e meias saccas : na ra da Cadeia
do Recite, n. 9. .
Vondem-se saccas com farinba de mandioca;
cera oai velas muito alva ; meias de algodflo dobla-
do fetas em Portugal, por prego commodo: na
ra da Praia, armazem n. 37.
-- Vcndern-sc duas moradas de casas, sitas na ra
da Boa-llora, em linda em chflos proprios, li-
vrese desembaragadas : na ra da Senzalla-veina ,
n. 110. so dir qucm vende: tambem so faz negocio
para se receber no Porto, ou Braga.
Vendem-sedous molequos do 18 annos de na-
giio ; 3 pardos soi.do um carpina o o outro bom
carreiro; nm ptimo pagem ; doim eseravos de meia
idado sendo um dellcs cozinhoiro ; 2 negrjnnas ; 8
escravas de bonitas figuras : na nra Direila, n. 3.
--Vondd-seuma harcaga nova], que carrega 20
caixas, e que so echa prompta a viajar: na ruada
Cadeia, botica n. 3.
Moda de Luis JL Bouaparle.
Vendom-se superiores chapeos francezes ao gosto
mais apurada de Paris, chegados ltimamente de
Franca na barca Julet; bem como chapeos de pallia
a napolitana, aodimiiWflo prego de 1,200 rs.; bonetes
de palhinha a parisiense a 200 rs. : na ra do Quei-
mado loja de chapeos, n. 38.
Monhos
grandes de moer caf : na ra Nova loja do ferra-
gens, n. 25.
-- Vendo-se urna casa terrea no bairro do Recile :
na ra das Trincheiras, n. 29, so dir qucm vende.
n Vende-so um selli 111 em bom uso: na ruado
Queimado, n. 17.
Vende-sc urna preta moca, de boa
figura, lavadeira e costurcira, e propria
de lodo o servico de casa : na ra do
Crespo, lojan. a A, se dir quem vende.
Vendem-so muito boas sementes de couvo niau-
leiga : na Capunga, indo-so pela estrada para o rio,
voliando-soaesqiierdaantes de se chegar as casas
do Sr. Lasserro 110 lorceiro portflo.
Na padaria da ra da Guia, no Recife baver
todos os dias a venda o novopflo de Provenga fa-
bricado por outro modo quo o actual e da melhor
farinlia que ha no mercado : por este motivo nflo se
pode fazer senflo a 40, 80 e 160 rs.
Vendom-se 5 moloques do 12 a 16 annos ; 3 pre-
tos de 25 annos ; 4 pardos do 16 a 25 annos ; una
pardinha do 16 anuos s 5 pretas do 12 a 20 annos,
leudo algumas dolas habilidades : na ra do Colle-
io n. 3, se dir quom vende.
Vendem-sequoijos londrinos muito frseles;
irascos com mostarda ; ditos eom fructas para pas-
tis ; ditos com conservas; latas com sardinlias ; di-
tas com homilas ; ditas com lagosta guizada ; ditas
com leite em conserva ; garrafas com ago'ardonto de
Frang ; ditas com rinho do Porto; Sherry Madei-
ra Constancia llock ; cha hysson e preto ; sobre-
casacas o palitos do brim pardo, a 3,500 rs. cada um ;
camisas brancas com peilos de bretanha ; ditas de
riscado; ditas para prctos ; dilas de bala : na ra
do Trapiche, armazem n. 44.
A pechineha, freguezes.
Na loja da ra do Queimado, n. 51, de Manoel Flo-
rencio Alves de Moraes, vendem-sc chapos de cas-
tor branco pelo baratissimo prego do 2560 ris ca-
da um.
Vende-se um grande sorliment de movis, com-
prebendendocadeiras do palhinha a 24,000, 32,000,
46,000, 50,000, 72,000 c 8-4,000, rs, a duzia ; bancas,
mesas de mcio de sala redondas, sofs, camas, lano
para solteiro com laslro de palhinha, como para ca-
sado, estantes para livros, guarda-vestidos, excel-
entes bergos de diiTerentes modas, carteiras para
cscriptorio, dilas do viagem com todos os seus per-
tenec, ospclhos para sala, mesas elsticas para 20 o
30 pessoas, um palinquim, e outros inultos objectos
quo vista do comprador so farflopatcntes, por
prego muilo em cunta : no armazem da ra Nova,
II. 67.
-- Vende-se urna escrava de 12annos, com prin-
cipios de costuras, faz renda, he sadia e robusta,
veiodo Aracaty para ser vendida nesta praga, por
prego commodo : na pracinha do Livramcnto n. 45.
Vende-se a loja de couros da ra Direita n. 49:
a tratar na mesma loja.
Vende-se a armagao de urna loja de fazenda, que
lambem serve para miu lezas no melhor lugar do
Atcrro-da-lloa-Vist.i fuila do amarcllo envorniza-
da e envidragada a moda, o he nova : tambom tras-
passa-sc a chave da dita casa: no Atoiro-da-Boa-
Vista, ii.2l. .
Na ra do Crespo, loja de 4 portas n. 12, ven-
dem-sn chapos do castor preto do muito boa quali-
dado a 4,000 rs.
-- Vende-se bolacha para escravos, pelo uaralo
prego de 2,560 rs a arroba : na ra Direitn pada-
ria n. 24.
Vende-se champanha, marca C & C o vende-
so boje este superior vinho ao roduzido prego da
24,000 rs. a duzia, em porgOes de 5 cestos para mais,
o a 25.000 rs. a retalho ; dito Xerez engarrafado o
melhor que ha ueste mercado a 11,000 rs a duzia ;
dilo de Rordeaux em barril o engarrafado de boa
qualdade,adive*s.ospregoi: na praga do Corpo-
Sanlo, n. 11 casa de Me. Calmonl C.
Vendem-so, na ra do Crespo, loja n. II, caixas
lo Imlias com 8 nvelos a 80 rs ; urna cabelleira
para scnhnra ehegada no ultimo navio ; urna ca-
saca nova que so vende por nflo servir ao dono ; 2
colchos de Ifla hespanhola para passageiros, por
prego commodo; urna obra de Magasin universal,
7 volumos novos e encadernados, por 18,000 rs.; o
Capibarib a 80 rs. avulso.
CHA' BARATO.
Na .-a do Crespo h'ja n. 23, vende-se cha em la-
tas e em caixas a 500 rs. : quem WJierproeW na
referida loja, aonde ha lambem Cha preto que se
vender mais barato. rii.,i.i. .
-Vende-se urna armagflo de loja, envidragada .
o Aterro-da-Ra-Vista, n. 72.
Na ra de Agoas-Verdes, 11. 46, vendem-sc 4 es-
cravas mogas com habilidades ; urna "O.i.t. mula-
tiuba para todo o lorvico ; urna escrava quitande.ra
lavadeira, por 280,000 rs,; urna bonita osen va ,
m lindo mulalinho; um escravo padeiro : ludo por
icnos prego do que em oulra qualquer parte.
Vende-se urna venda com poucos fundos, na
travessa do Marisco, n. 24 : a tratar na mesma venda.
Vende-so urna casa terrea sita na ra de S.-
Ilom-Jesiis-das-CriouIas, 11. 35: a tratar na mesma
Vendem-so bules o cafoloiras de metal, de rico
padrees ; na ra Nova, loja do Jos Luiz Pereira.
'



, continuarse a
101 pinga da Figueira a 160 rs. a garra-
rs. a
fczr-ZZZrrn ,t-------------na
"" JJ -ndem-se doQs cava los mellados, novos >
com bous andares o que silo proprios para carro,
por sercm muito iguaes : na ra Direita, n. 88.
-- Nn ra da Ribeira da lloa-Visia n. 8, ventfe-so
0 tnila; roso oleo de curar glndulas j experimen-
tado p ir militas pessoas dest" aiz.
Vende-se urna casa terrea :ssobradada e junto
a me&.'na um terrenocom 30 o Untos palmos de fren-
te, com muro o portilo em chito* proprios, sita
nos Afogados, no becco do Quiabo : na ra do S.-
Aiuaro, tenda deserralheiro, n. S..
- Vende-se um ptimo candiciro francoz por
preco commodo : na ra Nova, loj de runilciip,
defroule da Conceico dos militare*.
Na Livraria nova do pateo do
Collegio, n. (,
acaba-se de receber o. mais excellenle cha hysson,
que ven<1e-se de quarta para cima por muito commo-
do preco.
-- Vende-se familia de man-
dioca ero saccas : na ra da Madre-de-Dcos ao la-
do da alfamlega n. 3t.
Vende-se na na da Cadeia do Recife loja de
Joito da CiinhaMagalhles.o primoro volunte dos So-
te Ceceados Mortaes, por Eugenio Sue tradiizido
em nnrtuguez por 1,600 rs.; o Mendigo negro de
Paulo Fetal, Iraduzidoem portuguez por A. llego,
1 v. por 1,000 rs ; s poesias de Joilo de l.emos Sei-
xas Castcllo-Itranco ; Amore Melancola, por Cas-
tilho ; o jitinieiro, segundo o torceiro voluntes da
Lilia Potica.
Vende-se caf moido para as tabernas muito
ltom, e mais harnlo do que em outra qualqucr parte:
Umbem serec.be caf parase moer, por preco
commodo : atrs da matriz da Uoa-Vista n. 26.
no pateo do Terca, venda n.
7, farinha
em saceos de alqueireda;medida velha, e em cuias '
a ICO rs.
Vcndcm-se ditas camas, urna de angico, e a
outra de Jacaranda, usadas : no Alorro-da-lloa-Visla,
Inja de trastes db Leal, junio a matriz.
FREGEZA.
No pateo do Terco, venda n.
7
a vcrtdra
Ti, e de Lisboa a 1,120 rs. a caada e a 140
gai rafa.
Vendc-se um pequeo sitio com casa de viven-
ilit na estrada do Rui, junto do sitio do finado Jos
Cubarlo na Soledade em chitos proprios tem co-
t.." os foros do uns terrenos na ra do Joo-Feman-
ili s Vicira: a tratar com Jos Antonio Concia Jnior,
i,.i mu da Concordia quo se cha autorisado para
vender.
Vende-se a verdadeira e muito superior fan-
iilia -S.SK, a relalho e em porco ; dita de outros au-
tores : na ra do Vigario, armazem de Francisco Al-
ves da Cunta, 11. 11.
Vende-se t tradcelo de Tilo l.ivio em portu-
guez : na ra Nova loja de funiteiio, defrouleda
Conceico dos militares.
Soivele, a 200 rs.
Vende-se sorvetc bem feito e com lodo asseio : na
rita da Cadeia loja que faz esquina para a ra da
Madre-de-Deos, das 6 horas da tarde em dianle.
Contina-sc a vender espirito re
3G a 4.1 graos: na reslilaciloda travessa da Concordia.
Madcira de pitillo:
Vendc-se a melhor madeira de pinho que tcm
viudo a esto mercado: na ra da Madrp-de-Dcos ,
armazem de Vicente Ferreira da Cosa.
Algodao trancado da fabrica
de Todos-os-Santos da
lan i a ,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
era vos: vende-se em casa de N. O. Bicber & Com-
panliia n.vrtia da Cruz, n. 4.
Vende-se, por preco commodo um lindo car-
ro de duas rodas, que os Froncczes cliAntam lilbury,
com os seus compolcnles arreios : na ra da Cadeia
do Recife, n. 52.
No deposito de Me. Calmonl & Companhia na
ra de Apollo, aiuiazem n. G, acba-so constante-
mente grande sortimenU) de ferragens inglezas para
cngcithos de assucar corro.soja ni : laixas do ferro
ruado de didercnlcs modelos, os mais modernos;
ditas de. ferro balido ; uiuemlus de ferro do mode-
lo adoptado, para armar em madcira; ditas todas
de ferro, lano para agoa como para animaes; ma-
chinas de vapor de frca du qualro cavallos o de al-
ta pressito o mala moderno c simples que he poss-
vel ; repartideras ; espumadeiras ; rcsl'riadeiras de
ferro cslauhado; formas de ferro : ludo por preco
commodo.
Vendem-sc ricos apparelhos de metal para cha,
do elegantes modelos ; bem como ricas macliinuspa-
ra se ezer caf ; panellas Ifrigideiras c chaleiras
forradas de porcellana para cozinhar as quaes se
tornam recommondaveis pelo seu asseio: na ra
Nova loja de ferragens 20, de Joo Fernandes
Prente Viauna.
Vinho barato.
Acba-se eslabelecido na ra da Madre-de-bcos,
n. 36, um armazem de
Vinlios da Figueira,
de ptima qualidade, a preco de 1,200 rs. a caada,
o a 160 rs a garrafa ; e para n3o havor dolo do com-
ir.idor serSo lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasia, e dando-se inmediata-
mente a outra cheia : tambem ha barra, muito pe-
queos proprios para'quem passa a fd'sta. O pro-
i rietari deste estabelecimento pede encarecida-
h
H
Jelros amantes da boa pinga. Elle conta que quem
urna vez provar, continuara com goslo e sem arre-
peudimento. Eo boni preco!!? A todo o exposto
aceresco o asseio e boro acondicionamento, o que
tudo se poder verificar em dito estabelecimento.
Vende-se vinho do Porto, muito superior o
do oulras qualidades, embarris de quurlo, quinto,
soito, stimo, ojtavo enm pipas, por preco muito
commodo: na ra do Vigario, armazem do Fran-
cisco Alves da Cunha, n, 11.
Agencia da fundico
Low-Ioor, ra da SenzaHa-
nova, n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de mocadas
e lucias mocadas, para engenho ; ma-
chinas de vapor,e tachas de ferro Latido e
coado, de todos os tamaitos, para dito.
Taboado de pinito da Succia,
de 10 a 55 palmos
decomprimento, o melhor que tem chflgado a este
mercado, em razffo de se poder envernizarem qual-
qner obra por nlo ter nos e ser muilo alvo sen-
do costado, costad i n lio, assoalho, forro o para fun-
dos do barricas : vende-se a proco que o comprador
far todo o negocio: atrs do Ihcatro, armazem de
Joaquim Lopes de Almeida.
FARELO EM SACCAS 1)F. 00 LIBRAS :
vendo-so no armazem de Vicente Ferreira da Costa t
na ra da Madre-do-Deos, a 3,500 rs.
Vinho barato.
Vende-se. na vendan. 88,'defronte da matriz da
Roa-Vista .junto a botica vinho de Lisboa a 1,120
rs. ; dito do Porto, a 1,200 rs. a caada, o a garrafa a
160 rs.; letria a 260 rs.; presuntos a 320 rs. a
libra ; arroz de vapor, a 100 rs. a libra ; e todos os
mais gneros de venda por proco commodo.
Vende-se ca.' virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, cm Larris pe-
queos, por menos do que em outra qul-
quer parte: na ruado Trapiche, arma-
zem n \n.
Vendem-sc semeas cm saccas muito grandes ,
a 4,500 rs.: na ra da Madrc-de-Deos, armazem de
Vicente Ferreira da Cosa.
vIDEfeROfVPASN^i
Nesla loja ha urna grande porco de chita
finas e de cores fixas, que para so acabarem
com brevidade, vendem-sc, as pecas a 5,800
rs., o o covado a 160 rs.; bem como um res-
to de riscado monstro a 240 rs..
preco eda qualidade, que por algum tetn-
po c nao vera mais : tambem se vende
na ra do Vigario, armazem do Cunha.
Extracto de salsa-parriiha con-
centrado do Dr. Mead.
Ha qualro annos, desde que esta superior prepa-
radlo de "salsa-parrilha f<> conhecida no Brasil ,
principalmente ao sul onde est conhecida como
um dos remedios mis eflicazes para todas as moles-
tias producidas pela impureza do sanguo como
sejam escrfulas, ou alporcas, molestias syphlli-'
case mercuriaes rbeumalismo, chagas ulcerosas,
tumores brancos, doencas do ligado e da cutis,
debildadegcral, etc.; he tambem recommendada
para as molestias interiores, em que se suppOem
os bofes e peilo atacados, e bem assim naquellasem
que a constitucoestver arruinada pelo uso exage-
rado de preparares mercuriaes. As curas quo tem
offectuado nestas molestias silo 19o numerosas e
completas, que all tem ganho o titulo de verdadeiro
restaurador da sade. Vende-se na ra da Cadeia do
Recifo, botica n. 3, de Pimenla & Cruz.
Vendem-se saccas com arroz de va-
por, de superior qualidade, a a'ioo rs. a
arroba, editas do mais ordinario, a i s'6oo
rs. : no armazem do fallecido Braguez.
CHARUTOS DA RAIHA.
Vendem-sc os melhores charutos da Baha : na
ra da Cadeia do Recife, n. 48, primeiro andar.
Pao de milho.
Vende-se a venda da ra do Apollo, n.2t, com
poucos fondos : quem a pretender, dirija-se a ra du
Madre-de-I>eos, Iralar com Vicenta Ferreira da
Costa.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de
arrobas chegada pelo ultimo navio, por pre;o commo-
do : a Iralar com Almeida & Fonseca,na ra do Apollo.
PURO VINHO DA FICUFJRA.
Existe no armazem de molhados, atrs do Cor-
po-Sanlo n. 66 urna grande porco deste genui-
no vinho que se est vendendo pelo diminuto pre-
co do 1,120 rs a caada e a 160 rs. a garrafa ; lam-
bem ha em pipas que se vender mais cm conla : he
este o melhor do todos os violtos que so teem an-
nunciado pela sua simplicidade o oplimo paladar :
quem urna vez o beber jamis deixar de o com-
prar.
Vende-se muito superior lagedo de Lisboa, e
cal virgem em barris de 4 arrobas, por mdico preco:
na ra do Vigario, n. 19.
Na ra do Crespo, loja de 4 portas, n. 12, ven-
dcm-se chapeos de castor pretos, do muito boa qua-
lidade a 4,400 rs.
Chcgou da Franca na Jules e acha-se a venda no
seu nico deposito em casa de Kalkmaun Irmos, na
ra da Cruz, n. 10, o vinho de
Cliampanha marca estrella
da fabrica de ,\loet & Chandon cm F.pornay cujO Vi-
nho ullimumenlc acliou a inaior approvac,5u na Fu-
ropa.
A bordo do patacho flagoense, em
frente do'lrnpicbe do algbdo, vende-se
farinha de mandioca delimito boa quali-
dade, em grandes c pequeas poires
por preco commodo.
-- Vendem-se charutos da Baha, os melhres qus
teem appurecldo : vendem-se. nfio s em grandee
porcOes como em pequeas al (lina Caixa, por pre-
co ni ii i lo cm conta ; na ra da Madre-dc-Dcos, loja
du chapeos, n. 32.
No armazem de Joaquim da Silva
Lopes, na ra da Madre-de-Deos, n. 10,
vendem-se sacras com 6 arrobas e 8 li-
bras de superior farinha de trigo, da me-
lhor qualidade que vem'a este mercado,
e chegada ltimamente, pelo barato pre-
co de iG,ooo rs. a sacca.
Na ra dos Cuararapcs, n. 5, em Fra-de-Porlas,
ha todos os das excellenle pito de milho a venda,
feito com o maior asseio possvel; e igualmente
qutro differentes sortesde rarinha de niiUto, sen-
dos primera finissima e propria para cangica e
as oulras mais grossas para ang pilo-de t e pa-
ra sustentada passarinhoa. 0 proprietario desle es-
tabelecimento, tendo um bom moinho de vento com
que faz esta farinha, se compromette a fornecer
qOalquer padaria com a porco que quier diaria-
mente. O mesmo proprietario chama a atlonclo dos
Srs. commandanles dos corpos de primeira linha
para sto pilo, que, nao sendo no paladar inferior ao
do trigo e sendo mais nutriente e baralo que esto ,
parece por isso mu proprio para a tropa.
-- Acaba dechegarpela barca franceza Julci mul-
to superior vinho de Bordeaux, tanto em quarlolas,
como engarrafado, cm caixas de I duza, assim como
tambem sardinhas em lalasde 1/4 e 1/2, azeite do-
ce em caixas de urna duzia de garrafas, excellenle
vinho de Borgonha em cestas de 1 duzia, ago'ardentoj
de Franca, Champanha en garrafas, e meias ditas da1*
verdadeira marca Cmela; o que tudo se vende por
procos rasoaveis, em caza de Frederico Robilliard,
ra do Trapiche-Novo, n. 18.
- Vendem-se presuntos para fiambre; queijos
londrinos; ditos de pralo ; latas com bolachinha
fina de Lisboa ; ditas de aramia ; conservas novas ;
mostarda ; potes com sal fino ; latas com mermela-
da nova ; ditas com hervilhas; caixinlias cora mae-
sas linas ; vinho moscatel de Setubal; dito Sherry ;
licoros linos ; e outros mais genero, por preco com-
modo : na ra da Cruz, no Recite, n. 46.
FARELO
em saccas muilo grandes,
a 3s6oo rs. a sacca:
no armazem do Braguez ao p do arco d a Conceico
Vendem-se saceos com farelo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
precode 3,4oo rs.: na ra da Sanzalla-
Velha, n. i38.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, desembarcada hontem, por pre-
co muilo rasoavel, vista de sua muito
superior qualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, e ra da Cadeia, n. 34.
CIIA'BRASILEIRO.
Vende-se, no armazem de molhados, atrs do
Corpo-Santo, n. 66, o mais excellente cli produzi-
do emS.-Paulo, que tem vindo a este mercado ,
por preco muito commodo.
Vende-se um moleque de 7 annos; .urna escra-
va com cria muito boa costureira e que faz cha-
peos e toncas c engomma bem ; 3 prtas de 16 a 20
annos com habilidades, e que sao boas quilan-
deiras ; um pardo de 18 annos, de muilo boa con-
ducta, e lio oplimo para pagem : de lodos estes es-
clavos se (anca a conduela : nn paleo da matriz de
S^-Aiilonio, sobrado n. i, se dir quem vende.
tamaitos, entre ellas a bolachinha d'agoa e sal de
30 em libra, furadinha, torradinha e tudo o maisque
he proprio desteseatabelccimenlos, empregando-88
sempra as melhores e mais novas farinhas que |la
no mercado : o mesmo se aclta a venda na travessa
da Madre-de-Deos, n. 13, deposito da tnesma pada-
ria ; o na esquina da ra do Collegio, vonda do So-
bral, tilo smenle a bolachinha*regala doce.
Vende-se urna casa terrea de podra cal, na
estrada de S.-Jos do Munguiulto por barato preco -
na ra da Cadeia de S.-Antonio 11. 21.
Rap princeza de Lisboa, a
8,000 rs. a libra !
Vende-se rap fino princeza de Lisboa a donmd
rs. a libra : nadaba mais baralo, a elle: na ra No-
va ,p. 30, loja de domingos Antonio de Olivcira.
Vende-6e um piano .perpendicular de lacarin-
d muito commodo, por nlto uccu'par muito es-
paco de sala em bom uso: na ruada Cadeia des -
Antonio, n. 17, por cima do armazem de lijlo, do
lado da cadeia.
Vendem-se navalhas de ac da China, pira
barba ; oculo para todas as idades; teso'arat pira
unhas ; lonetas : e oulras omitas miudezas barattt
na ra larga do'llozario o. 35.
_ Vendem-sc burriquinhas rom cal irgnm i|e
Lisboa, muito nova ; techadoras para portas de
armazem ; relroz do Porto.; barris conj lcalrilo di
Suecia; pilulas da familia ; ancorelna com azeito-
nos, por preco commodo : na ra do Vigario, n. 11
armazem do Francisco Alves da Ciinha. '
Vciiilinsc lahoas america^
as aleo palmos de largura
e de lodos os comprimcntos.quo ha muilo lempo nao
teem vindo e os freguczesexperncnlaiido a taU
desla excellenle qualidade. A ellas que s8o poucas e
o preco he barato. Atrs do theatro, armazem jun-
to a mar, de Joaquim Lopes de Almeida.
Lonas inglezas.
Vendem-se pecas de lona ngleza, de
boa qualidade, e por preco mais' barato
do que em outra qualquer parte: na ra
da Cadeia do Iteclfe, armazem n. 1a.
Farelo,
embarrices a 4,000 rs.; sacras grandes, a 3,50o
ra., ditas pequeas, a 2,800 rs : no armazem de J.
J. Tasso Jnior, na ra do Amorint; n. 3.
Cal de Lisboa.
^ Vende-se muito nova e superior cal
virgem de pedia, desembarcada ha pon-
eos das, e em barris pequeos de qualro
arrobas e mcia : na ra da Cadein-Velha,
armazemn. 13.
--Vendem-se pecas de madapollo muito lar^o,
com 20 varas proprio para forro e roupa da escra-
voa, a 2,800 o a 3,000 rs.: na ra do Caes, n. 17.
Cha nacional de S.-Paulo.
Vende-so o muito superior cha de S.-Paulo em
caixas de 1, 2,6 e 13 libras : na ruada Cadeia do
Recifo loja do Joflo da Cunta Magalhics.
No armazem de Joaquim da Silva
Lopes vendem-se saccas com cafe* de es-
colha de primeira qualidade, a 1,700 rs.
a anoba ; barricas com bucalho de esca-
ma a 9,000 rs. ; ditas com fardos a
4,ooo rs.
-. Vendem-ie barris pequeos com cal virgem de L<-
ba, a mal r.ova que ha no mercado, por preco co-tu
modo : na ra da Molda armazem n. 17.
Potassa.
Desembarcou ha poucos das urna por-
9S0.de barris pequeos, com muilo nova
e superior potassa, e se acham venda,
por pre9o mais barato do qoe ultima-
mente se venda, na ra da Cadeia-Velha,
armazem de Bailar &liyeira, n. 11.
Macaas e castanhas.
Iloje es'.ao a venda, no ateo da t.'oncei-
nthte que se nao illudam avahando, pelo diminuto|cg0 0 re6taute das barrioUnhas com ma-
preco e sem conhecimento de causa a qualidade del ,. *^'"^ 'vr ***"
suaazenda, digna por corto da estima dos verda-'caas, viudas no gello. Aproveitcm-sc do
Novos riscados njonslros chi-
nczes, a 500 rs o covado.
Na loja deCuimariies & Companhia, na ra do
Crespo n. 5, vendem-sc os novos riscados cbine-
zcs, finos, de padres muito lindos, e os mais mo-
dernos que teem apparecido tiesta cidade, do vara
de largura pelo baralo preco de 36o rs. o covado.
As novas casimiras de algo-
da o, a ,1<0 rs. o covado.
Na loja n. 5 da ra do Crespo, vendem-sc as novas
casimiios de algodo de padrOes os mais ricos que
leem apparecido nesle mercado pelo barato preco
de 560 rs. o covado.
Vendem-se chapeos do castor branco, a
4,000rs.: na ra do Qneimudo, 11. 22.
Vende-se na loja de qualro porlas
da ra do Cal;ug, sortimento de b-
cos fcilos as ilhas, de lialio puro ; e li-
nas de linhp, proprias pora lavarintos,
os mais finas que leem apparecido.
NOVO PAO A PROVENGA E R0LACHLMIA
IILCALIA.
Fabrca-se na Sanla-Cruz, padaria de urna s por-
ta, com a frente para a ra do Sebo ; assim come
tambem toda a qualidade de bolacha de differentes
Escravos Fgidos
Fugiram, no dia 15 do correte dous molc-
ques canoeiros deixaudo as canoas carregadas de
lijlo nos portos de seu destino, unta na Fslancia a
e outra no Mundo-Novo e como no voltassem mais
as canoas al n nutro dia suppoe-ae lerem ellos se
ausentado o que nlo tnham por costme : Jo-
quim, do naco ; representa 18 a 20 annos, com pon-
la de barba cara redonda, nariz bstanlo ctalo,
o em volts do niesoio tema pello transida quo pa-
rece ler srdoqueimadura heicos grosaos cabello
grande, mflos e ps bastante grandes ; he oleiro e
padero ; levou camisa c ceroulas de algodo cha-
peo do palha : Caetano de naco ; representa 20 a
anuos, sempontade barba, estatura regular,
Jiaslanto fula, picado das bexigas; tem no ladodi-
reiloe esquerdu signaes dedous custicos; ambo
so ifnnl>r* quem os pegar lve-os a ra dos Quailcis n. i>,
que ser recompensado.
Contina a estar fgido, desde dezembro de
1848, o pardo Jacob de 18 annos, secco do corpo ,
cabellos estirados ; tem falta de um denle na frente,
e a marca do um caustico as cosas: quem o pegr
leve-o a ra Nova a Jos Luiz Pcreira que gralili-
cara.
Fugio, no dia 8 do corrento um moleque de)
norne Luiz, ciionio, do 19 annos; levou camisa de
riscado de algodo ceroulas do algodo da Ierra,
chapeo de palha e tambem levou oulras raleas do
riscado de algodo, e porisso lalvcz as Iragacalcadss;
leui andar vagaroso, fulla mansa; ha risonho :
quem o pegar leve-o ao Aterro-da-loa-Visla, n. 60,
quesera recompensado.
Pon.: na Tiv.'ixu.T. oe rmu, i*?1!
II FfilVFI


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