Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06218


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Full Text
Auno XXV.
0'n/J/I/OpublIca-setodos os diasque nao
forcm de guarda. O prefo da assignatura he
deSOOOrs. porquarkl, pagoiaJmnlado: O
a.ininclos dos asslgnnutca sao inseridos
raso de 0 rs. por duba, 40 rs. cm tvpo di_t-
lerente, e as repetios pela uietade Osidi
nsslgnantcs pagaran 80 rs. por linha e 100 .
eni typodlllcrenlc, por cada pubhc-cao.
PHASES DA LA NO MEZ DE JANEIRO.
Cc.eer.lr, .2. s5boras e llorial d*'"<
La clieia, a 8, s, 8 liorar 31 mhi. da tarde.
MiitgMnle,t16>horaeiiini.ilnianh.
La nova, a 24, s 7 bofa* c 4Jiuin. <|a man).
Sexta-fefra 19
PARTIDA DOS CORREIOS.
uianna r Parabibo, s segs.e srxtas-feiras.
Kio-G.-do-Norte, quintas feiras ao nnio-dia.
Cali, Sorinlifiem, Rio-Fortnoso, Porto-Calvo
Macelo, no I." a 11 c 21 de cada mcz.
(iaranliuo* e Bonito, n 8 e 23.
Iloa-Vlsta e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-reirs.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s6 horas e M minutos da tnaiih.
Segunda, s 7 horas e 18 minutos da Urde.
de Janeiro de 1849.
N. 9-
das da semana.
8 Segunda. S. Lourenco Jusliniano. Aud.
dcij.dosorph., doJ. duciv.cdoM. da2.v.
0 Terca. S. JullSo. Aud. do J. do c. da 1. v.
edoj. de pu'doS.dist. de t.
10 Quarta. S.Vaulol.eremita Aud. doJ.do
c. dalr. edoJ. de pa7.do2. dist. det.
11 QuinU. S. Hygino. Aud. do J. dos orph.
e do J.M.da 1. v.
12 Sexta. S. Satyro. Aud. do J. do civ. e do
J. de patdo 1. dlst.de t.
13 Sabbado. S. Hilario. Aud. do J. doc. da
1. v. e do J. de paz do 2. dist. de I.
14 Domingo. O Santissiino Nonio de Jess.
CAMBIOS NO DA 11 DF. JANEIRO.
Sobre I-ondres a 25 '/- d. por 1/rs. a Odias.
Paris
. Lisboa 110 por cento de premio.
Rlo-de-Janeiro .10 par.
Desc.de lclt.de boas firmal a I'/i #ao mez.
AccOes da coiii p. de lleberibe, a 5011 rs. ao p.
Ouro.-Ooca liespanholas. 2H#MiO a 30/01)0
Hodas de (#00 v. 17/1)00 a 17/200
, de /400 n. 16/200 a 1(5/100
de4/000.... SI/200 a 9/400
Prala-Patacdebraiilclros 1/0-10 a l/!alo
> Pesos coluninarios. 1/940 a l./Ofi'
Ditos mcileanos..... 1/900 a 1/920
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 10 DE JANEIRO.
OITicio. Ao Dr. Joronymo Marti niano Figueira de
[Mello. Accusando receido o offlcio de hontcm,
cm que V. S. participa lr tomado posso do cargo
de chcfo de polica pnra queon o nomera, lenho
de signifcar-lho em respost que conll.o que no
eserciciode semelhanlo emprego se haver V.'S.
coma necesaria prudencia e energa.
Hilo. Ao mesmo. Accuso receido o cilicio
do 8 do eorrente, om quo o antecossor deV. S., ao
dar-me conla do extracto das partes enderezadas a
f-essa repartiefio, diz q.ue se ignora o motivo da pri-
sfiu de nove individuos ; o em respost tenho do sijr-
nficar-lhe que deye V. S. ordenar aos agentes poli-
I caos que effecliiaram to.es prsfles, declarem em
continente ag causas.por que as fizcram.e, caso recn-
[ulieca que nfio loram ollas justas, mandar prem li-
Iberdade os detidos.
Dito. Ao agente da compsnhia das barcas de va-
[por, rccommendanilo a expodiguo das convenientes
(ordens, afim deque no primeiro vapor que passar
[para osul soiam transpoi lados al a corte, como
passageiros d'estado, ou por conla do governo, se
nfio esliverem vagos os lugares desuados a taes pas-
sagoiros, ocommissario ooescivfio do brigue Ca-
Iw/ii, Anlonio Jos da Silva Guimarfics e Fornanda
Jos Claudio de Mello, que acnham de sor substitui-
dos por outros, epara all seguemafim deprestarern
suas cootas. Parlcipou-se ao commandanto das
frcas navaes.
Dita. Ao inspector da Ihesouraria da fazenda
provincial, ordenando mande pagar a Manoel Mar-
ques ilo A mu al, ajudaote da'fortaleza do II ruin, a
quaiiiin de 29,180 rs., que elle despem>*i coni o. for-
necimento tl'agoa c luz aos presos dejustica reco-
lliidos a mesma fortaleza, de 29 do jullio al 31 de
i dezcmliro do anuo prximo passado. Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria da fazenda,
[recommendando d suas ordens, para que se abra
Lssentameuto do praca aos cometas Jos Marques,
[Miguel Antonio do Nascimento, Joaquina Theotonio
do lastmenlo, Angelo Ferreia da Silva Tatajuba,
Marcos Malillas Rodrigues e ConsUlino Jos do Mas-
cimento, que foram engajados para os hatalhOcs se-
Igundo e torceiro da guarda nacional desle munici-
[pin, i; cujas filincOes remclte. Sciculilicou-se o
[commandanto superior respectivo.
Dito. Ao commissario-pagador, ordenando pa-
Igiieao lenle Jos Guillicrme Lisboa eabalferos
[Joaquim Francisco Ramos, pertenecidos no primei-
ro regiment decavallaria ligeira, e ora addidos
companhia di mesma arma nesta provincia, os si-
dos vencidos no mez dedezombro ultimo, in,dopen-
denle de apresenlacflo das respectivas guias, quo S.
1 me. se apressari em exigir da pngadoria-mililar da
I corle, caso novenham ellas no vapor que dalli se
I espera. Particpou-se ao commandanto das armas.
Dilo. A' administrador das obras publicas, or-
denando d suas ordens para quo seja posto dis-
posieflo do msjor director das obras militares um
dos sriiiazens que ficam por tras do palacio da pre-
sidencia, alim deque possa elle fazer rccollier all
os ulensiscas madeiras a sen cargo. lutelligon-
ciou-so o najor director das referidas obras.
Dito. Ao commissario-pagador, declarando que
o segundo teuente do segundo batalbilo de arlilliarin
a |, Francisco Rafael de Mello llego, deve de ser
considerado como em coiumissfio militar junto
presidencia.
Dito.Ao mnsmo.-Altendendo ao quo represen.
I lou o general commandanto das armas acerca das
FOLHETIIH.
MEMORIAS DE UM MEDICO, (*)
pon aiejcannre ^uma*.
TERCEIRA PARTE.
XXXI.
U, o'aiociixov xsroHRA-si:.
Ao amanhecor do da que se sepili aquello un) que
F5 a lerrivel sentones do parlamento poz em movimen-
. to Pars o.Versaille*, quando todos anciavam saber
| qual seria o sen resultad, o duque de.Iliclielieu que,
mudado para Verstiles, tornara a lomar sua vida re-
Ciilarmente irregular, vio entrar em seu aposento
| Hall Irazendo urna carta na inflo, o secretario eliei-
' rava esta carta e tomaa-lhe o peso eom um ar do
inqietacQo que promplamenle se coaamonicou a
seu amo.
O quo ha de novo, Rafia ? pergunlou o mi-
reclu.
(; Vid Diario n. 8.
EXTERIOR.
prnlificacaes, que devem competir a torca de 1." li-!
nha em opera^Oes.nesta provjnca, coniinunico a
Vme. que em conformidade do seu parecer tenho re-.-----------------------------^----------------------- ;
olvido que sa I he abono do 1. do eorrente om di- .... j upmill
anloas gratncagflos do campanhn, como tom sido'Uauagtm dirigida pelo congratn de pat aot goiernos
uso oin casos scinelhanles; e oulro sim que aos of- da Europa i da A a trida.
ficaes comra.ndantes de. torcas se abone a Bn- E, 0 mez ,, sl,lcm|,ro prximo passado rennio-
codecoinmanilodecorpo at que o governo-dos. de llruxcllas um congresso numeroso
i. o Imperador determine o quefr ma.s acertado. | c> fl promow 0 asscgnrar urna paz per-
para
Sousa Lefiocapitiio, Jo.1o L'iz Mbero de Farias le-do>_8^[0/,JLTlvf.:Lu.!.
substituto Suflicenlo para o
o dispendioso arbitrio da
no froguezia do Jalioatilo.~Scicntificou-se o com-
mandanledo referido corpo.
TIIKSOUIIARIA DA FAZENDA PliOVINC.IAI..
1847 1848
Demonstratio do toldo exilenle na caixa do exercicio
findo ein'M do dtztmbro de 1848.
Saldo em 30 de novembro pr-
ximo passado '.........10:140.637
Reeoita do eorrente mcz .. -9:399,173 19:539,810
Despeza do eorrente mez
Saldo..
Em cobre ....
notas
28,146
6:612,000
12.899,646
6:640,164
6:640,164
Thomas Jt da Silva Gubijo Jnior.
I.uit de Pinho Borget.
Portaras. Nomoan
eflocapitilo, Joiio
nenie, c o bach.rel JoSo Augusto da Souza -c3o ^ '"orme'mb os leste congresso. hom que fal-
alfores, da 1." compar.hu do cavallana do corpo ^,0 llivorsa8 |ng0.s, vivemh) dobaixo de diversas
do.voluntar.os_. mandado organiurfrovisoriiimeiite -^^s',, gOVerno, o enlretc.do diversas opiniOcs
polticas e convcefles religiosas, achnvam-se todos
animados por umsonlimento commum de bumani-
dade, o um desejo ardenlo de promover o bom.do
genero humano, removendo as cousas o os incenti-
vos da guerra.
A pnsicfo omnenle que vos, Srs., occnpais nos
concellios das nacOcs da Cur.opa o da America, indnz
o congresso, cnjns representantes somos, no so a
submclter vossa seria consideracfto as grandes e
importantes quostOes quo formaram o objecto de
suns anciosas deliberacOes ; senfio ta-aibom a cha-
mar respeilosa, posto quo ardentemente, a vossa at-
lencfio para as conclusfles, que elle allnal chegara.
Eslas conclusfles, Srs., vos as ochareis juntas as se-
guinles resolucoes :
t V. Que, no juizo do congresso, o appollar para as
armas a fin de decidir as disputas quo as diversas
nacocs leom urnas com ns outras, ho um coslume
condemnadi) nflo s pela religifio, pela rasflo, pela
justica c pola humanidade, seno lambem pelos me-
Ihoros interesses rtopovo; e quo portanto elle con-
sidera como um deyer do inundo civilisado o adop-
tar medidas calculadas para conseguir sua inloira
abolicffo.
2." Que he da mas alia importancia convencer
aos diversos governos da Europa e da America da
necessidade de inlraduzir em lodosos tratados in-
tornacionaes um artigo que providencoie pela do-
cisffo de todas, as disputas por meio de arbitrio do
urna maneira migavel, e segundo as regras da jus-
tica e equidade a,cndo esta docsflo dada ou por arbi
tros especiaes, ou por um tribunal supremo interna-
cional.
3/ Que he da maor importancia a prompla
convocaefio do um congresso de nacOes, composto
de representantes devida mente nomeados plira o IIm
de fabricar um cdigo internacional que seja liem
elaborado, por isso quo a organisaco de um tal cor-
po e a unnime adopefio de um tal cdigo sor um
meio eflieai de promover o paz universal.
4.* Quo este congresso respeitosamenle chaina
a altencilo dos governos civilisados para a necessi-
dade de um desarmamento geral o simultaneo, por-
quohe este, um meio pelo qual elles podero nfio
smenle diminuir milito a carga linanouiru que os
opprimo; senflo lambem remover urna causa frtil
dd irrtacio einquieUcflo, inspirar mutua conn-
anea.o favorecer i troca dos bnns olllcios, a qual,
entretanto que promove os interesses de cada esta-
do cm particular, conlribuo grandemente-para a
manutencflo da paz geral, e para a prospendado per-
manente das nacOes.
Estes substitutos para a guerra, adoptados pelo
congresso, nilo necessilam ser reforjados por mero
de argumentos, pois he evidente quo, so forem a-
doptados o applirados, este lerrivel ncoule da lut-
manidado deixar de allligir e degradar as nacoos-
Poucas das guerras quo nosscciilos passados de-
solara m a torrj, pdom ser juslillcados sobro o fon.
dainonto da equidade, ulilidade. ou necessidade ;
iienliuma pode ser citada, cujos temiveis resultados
nflo seiam altamontecondemnados pela voz da hu-
manidade e da religifio. O espirito de guerra das
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Alguma cousa pouco agradavel, segundo pen-
s, senhor, esl encerrada ahi dentro.
Porque suspeitas tu isso?
Porque a carta ho do senhor duque d Aiguillon.
Ah! ah! dssoduque, de meu sobrinho?
Sim, senhor marechal, ao sahir do conceibo do
rei, um porleiro da cmara veio e enlrcgou-mecsta
carta para V Excel|cncia ha 10 minutos que a volto cdhsclho produzio scus fructos : con-
c torno a voltar som poder dcixar de ver nella algo-
Oh oh I o que he entilo ?
I. lu mesmo, c commonta.
Ilafl leu a carta, a qual era escripia pola propria
mio do duque d'Aiguillon, econcobida nos tormos
seguinlcs :
c Jtlen charo tio.
geracOes passadas sobrecarregou a maor parle das
nacflos civilisadas, para nflo dizer a todas, de divi-
das enormes; elle paralisou sua industria, nter-
rompeu seu commercio, retardou o progresso das
sciencas, da litteralura e das arles, ncreou entro
ellas um espirito de ciume e de animosidadi; tal, quo
longos anuos de paz nflo teem podido completamen-
te desvanecer.
A Europa opresenla actualmente o melanclico
espectculo de urna paz armada Suas poderosas
hogiOes estilo promplas para sahir a campo ; e re-
ceia-so que debaixo iiicluncliolicas circumslan-
cias um s faisca do focha di guerra possa invol-
ver em chammas o mundo inloiro. Digne-so Dos
apartar tilo lerrivel cataslropho !
As grandes quesloes do paz e guerra eslfo confia-
das smilos daquellcs quo su acham enearregados
do governo das nacOes. a sua responsabildado lu
tilo grande, quanto o seu po lr ; o entretanto que o
congresso faz ardenles votos ao Dos da paz para
que so digne de presidir aosseus concelhos, supli-
ca -IIks em o nome dos mas charos interesses da
humanidade, da civilisaefio e da religifio, quo adop-
ten promptamento as medidas as inaiseflieazes pa-
ra, provenir a volla dos horrores da guerra, e pira
nssogurar a todas as nacos as boneflos de nina paz
solida c duradoura.
A substituic.lo da guerra pelo arbitrio ser um
passo immenso pira osle objecto o principio o os
moiospara cffeilua-lo p lem sor incorporados cm
tratados especiaos, porm o progresso do opnioes
polticas sflas con luz anda mas longe. A reuniilo
de um congresso composto dos hoinens mas Ilus-
trados c omnenles de todos os paizes para o lim do
fabricar um cdigo internacional quo colloque as
relacOes entro as diversas nacOes sobre urna base
solida c inlclligvel, o a iusltuir,fIo de um tribunal
supremo de nacOes para o julgamento final das ques-
lOos controversas do accrJocom os grandes e com-
prehensivos principios de um tal cdigo, nilo s re-
moveran as causas da guerra, senflo tambem ci-
mentariam urna nobre e sania allianca ntreos go-
vernos o os povos.
Em anlicipacilodo t.7o grande resultado, be pira
desejar quo tenlia lugar um desarmamento geral e
simultaneo, por isso que um tal acto, sem compro-* .
metlcr a dignidade, ncm diminuir a frca dos gover-
nos, ser a mas segura garanta para a preservaefio
da paz geral o o adlantamcnto da publica prosperi-
dade.
O congresso est plenamcnle convencido do que
a /Orea das circiimstancas,o progrosso da moder-
na industria ecommcrcio,-a maior facilniadc cfre-
quenca do coinmunicacflo entre as nacOes, a dif-
fusffodos conhccimenlos, e os mas elevados sen-
timenlos do humanidade o religifio, ludo tendera
para acabar com o uso da guerra; porctn elle tifio
esl menos persuaJido que toca aos governos do
mundo civilisado por lim a este fatal o sanguinario
cnstumo, adoptando sabas medidas quo conduzam
necessariamonlo a tilo feliz resultado.
Submcltondo aos cstadislos as recommendagOes
inclusas as resolucOos quo tomara, o congresso
entrelm urna justa o legitima conllanca do que ellas
nfio sorfo desatendidas, e que os governos do Eu-
ropa e da America, animados por um ardente e sin-
cero desejo do promover o bem da grande commu-
nlifio das nacOes, o conscios do quo, assm obrando,
ciimprcm um dever sagrado, procurado dar-lhes
una applicaclo practica, ajudando desl'artc aasse-
"iir.ir o paz do mundo.
Presidente, Augusto Visscbcrs, natural da Bl-
gica.
Vico presidentes, C.uilhorme Evrart, natural de In-
glaterra ; Kli.is lluiritt, natural dos EsUdos-Unidos;
Francisco Bouvcl, natural do Franca ; Suringar, na-
ifral de lollanda.
ma m noticia.
O duque, eslendendo a mfo, disse :
|) e ; cu tenho animo.
Previno a V. Excellcnca, inlerrompeii Ilafl,
que o porleiro, entregando-mo o papel, rio-se s
gargalhadas.
Isto Inquieta na verdado; porm daca sempre,
replicou o marcclial.
O porleiro accrescentou : o senhor duque d Air
guillon recommenda quo esta carta seja immcdiala-
r,c::'.c c!'.regu*ao senhor nmreelil.
Oh dorl lu nflo me taras dizer que s um mal,
cxclainou o velho marechal, o abrindo a carta com
mfo firme, poz-se a l-la.
Ah ah! V.Excellencia faz caretas, disse Maflc
tendo as nios cruzadas tras as costas, como obser-
vador.
Hepossivel! murmurou Richelieu, continuan-
do a ler.
A cousa lie seria, nfio lie assim?
Estas espantado ?
Por ceito, vejo que nflo me inha engaado.
O marechal conlinuou a ler, e um instante depos
exclamou :
O rei he bom bom I
Nomeou ministro a Mr. d'Aiguillon ?
Melbor do que isto.
.. meuspezares a esla excellento amiga do nossa
casa, a senhora condessa Dubarry, c ella tove a blin-
dado do depositar niinba conlidencio nopeitodcS.
Magestade. El-rci indignou-so das voleneios quo
me fazem ossenhores do parlamento, tendo-mc cu
empregado com tanla dodicaefio om seu real servi-
to, o na sessflo do conceibo de boje S. Magestade
houve por bem revogar a sentenca do parlamento,
o ordonou-me quecontinuasse einasminhas func-
tOos de par do Franca.
. Como sci que esta noticia Ibe lia do dar mu
grande prazer, cu he i-nvio, rric charo lio, o teor
da detso que S. Magestade tomou no concelho de
boje. Mandei-a copiar por um secretario, e\'m. lem
disso parlicpi(8o antes que ninguem.
Reitcrando-lbe, meu charo tio, as proteslacOos
do teruo respeito que consagro a pessoa de Ym., s
meresla pedr-llio continu a bonrar-mo cornos
scus favores esaudaveis conselhos.
0 Duque d'Aiouillok.
Elle escarnece de mim, por cima de tudo, dsse
lllchelieu.
Oreio que sim.
Kl-rei el-rci melter-se no negocio !
V. Excedencia nflo o quera acreditar hontcm.
Eu nfio dsse qu elle so nflo mettora. senhor
Rafl; o tj'uecu dsse foi que ello so sahiria.....e Vm.
bem v que com cffeito ello se sabio.
. o corto he quo o parlamento foi balido.
E eu tambem!
Por ora, he verdaflq.
Para sempre '. bontem cu bem o present, e tu
me consolaste tanto quo nfio poda dcixar do me
iconiccer algum desgosto.
Senhor, V. Excellcncia dcsanima-se muito ce-
do pelo qu me pareco.
Senhor Rafl, Vm. lio um tolo, cstou vencido
e bei de pagar os cusas. Talvez Vm. tifio comprehon-
ciennes; a esla hora o duque me cscarneco nos bra-
cos de madama Dubarry e mademoscllc f.hou e Joflo
Dubarry riem dumim. Aprel lenho boa ndole, po-
rm tudo islo me lem feilo licar furioso.
Furioso, senhor?
Furioso, sim.
Enlfio V. Excellcncia nfio devia f.izer o quo fez,
replicou philosopliicainente Rafl.
Vin.Toi quein me iinpcllio a isso, senhor se-
cretario.
Eu ?
Sim, Vm. mesmo.
Oh que mo importa, senhor, quo M. d'Aiguil-
lon seja ou nilo seja par de Franca ? Elle nunca mo
offondeu. :
Senhor Rafl, Vm. he um impertinente.
Ha ([lironla e nove anuos que V. Excedencia
me diz isso, senhor.
E bei de anda rcpeti-lo.
No maisquarenla e noveannos; be islo que
me tranquillisa.




-
numn hephnibbco.
UEC1. II DE JANEIRO DI 18*9.
NOTICIAS DB AMGdAS.
Os loilores ilevem de eslar Icmbrados de haver un
dos ('olios da revolla annunciado ncsli capital com o
s'.'u cuslumadodeslagamento, que os habitantes de
Porto-Calvo haviam-se agrupa lo om massa em der-
redor da bandcira anarcliica que para all quizeram
transplanlar aquelles que, acossados e batidos nes-
ta provincia por lodosos lados, toroaram a desespe-
rada o criminosa resoluto de rem perturbar a or-
den) na de Alagas, na esperanza tslvez de eolherem
alli mclhores resollados de seus planos tcnobrosos,
c so cabiveis em cahegas desorientadas.
Nao podendo capacitar-nos de quo os bons Ala-
Roanos houvcssem procedido por tal guisa, desmon-
tindo dcsl'arlc os seus nflo equvocos scnlinicnlos
de lealdade as instituigGcsque felizmente nos regem(
livomos desejos de contestar para logo tudo quanto
dissora a follia revoltosa; mas, a prudencia quo
nos caraclurisa Icvou-nos a suspender por um pou-
coa manil'cstago do uossojuizoa respeito, e a es-
perar pelas parlicipagGes ofticiaes.
Kssus parlicipagGes, tcn>o-las nos agora ante os
ollms, e lie guiados por ellas quo vamos iuteirar o
publico de quanto ha occorrido naquclla provincia.
Un vi-rdade que alguns dos promotores da revolla
l icsentaram-se em Porto-Calvo, e procuraram alli-
riar diversos individuos para Os coadjuvarcm na
excrugu de seus nefandos projectos ; mas, alm de
no acharen) o apoio com que sonbavam, poisquo
liram iinmcJiatamenie repellidos pola maioria da
pnpulacfto, eucoiitrarain forle e invencivcl barreira
as proinplas o enrgicas medidas do presidente das
Alagas, o Exm. Sr. JoSo Capistrano llandeira de
Mello, que, apenas informado do somcllianlc acon-
t (-cimento, fea logo seguir para alli 70 progas de 1.'
linli i c o corpo policial, bem como o chefo de poli-
ria, o Sr. jni/. de diroito Andr Coralito Pinto Chi-
i huero da fa011, que, a frente dessa forga o de al-
guns guardas uacionacs, se ha desvelado por neutra-
Ijsar os damas dos anarchislas, como so v do seu
ollirio infra :
" lllm. k Exm. Sr. Acho-me nesta villa por or-
< deiii do F.xm. Sr. presidente desta provincia. Che-
gando lioje, enconlrei a villa em tumulto pelo ap-
parreiment do deputado .Nones Machado, quo
nio, peilencenlo ao ex-tenente-coroncl Jos J.uiz
Berlro Mavigncr. Fiz prender logo a este, e vou
remelt-lo com seguranza para a capital da pro-
vinera com oulros suspeitos. No dito engenho II-
(inga, ou na inulta do Itiaclifio, contigua a este,
/ reiste) algiiM cabecilhas da revolla [ entre ellcs
" quatro ou cinco deputadosj, c corre como cerlo
que pretenden) com o armamento e munigOes que
trouxeram em urna barcaca dessa cidade e desem-
a hatearan) no i.amella da Barra-Grande passar pe*
(i ra Agoa-Prcla, fazendo junego com urna torca
i. aocommaiido do caudilho tutano Alves da Pra-
la, que vem doscondo, e ainda hoje alacou o pnn-
a todo Jicuipe, cujo destacamento composto de 30
pi. cas ihe fez vigorosa icsistcncia durante hora
c meia, nialando Ihe qualro- homens, mas teve
o do retirar-so. Tenho j reunidos cerca de treson-
tos homens entre forga du linba, de polica o
i. guardas nacionaes ; ha, porm, muita falta doar-
inameutoc mungoes, que ora peco aoExm. pre-
snienlo desta provincia, o quo V. Ex. poder tal-
vez ler a hondade de enviar-me, certo de que, oc-
u cupado esle importante ponto, podern delle mar-
i. char com muita vantagem ficas | ara rasa pro-
vincia, o nella bater por esle lado o grupo dos
ichildes do Agoa-Preta, perseguido pelo ouiro pe-
ii las torgas j a ti i ctu op. rages. Enlrothnlo maiidi
a en^iienilhar um lrga do inais ceiu pragaseja
obstara passjgciii de C ulano Afves para o enpe-
ii ti lio tilinga, e a esle valhacouto atacarei alini de
vor se consigo apprehenJer os petrechos bellicos
queahi lie fama acharem-se, bem como prender
a os cheles enarchistas : do aesultado de tudo i re
dando parto a V. Ex., que pode contar rom a m-
t nlia coadjuvago a bert dp rslabolecimenlo da
ordom e seguranga dessa bella provincia. Noslo
momento chega noticia de que os aelvagens se-
quazos de Caetano Alves acaban) de assassinar um
misoravel velho, inteiramente iuotensivo, no lu
a garPracinha.
Daos guarde a V. Ex. Villa do Porto-Calvo, 7 dtf
Janeiro do 1849. lllm. e Ex. Sr. desombargador
Manoel Vieira Tosa, dignissimo presidente da pro-
vincia de Pernambuco. Andri Cortina Pinto CAi-
c chorro da Gama, cliefe de polica da provincia das
Alagas.
lio para notar quo o Sr. Corsno est sondo coad-
yuvado polo nosso comprovinciano, o major Manoel
Muniz Tavares, a quem o Exm. Sr. Bandeira de Mello
confiou o commando em chefe da frga a quo nos
referimos em principio.
No terminaremos sem eslampar nesta pagina do
nosso Diario proclamagiioque o Exm. Sr. Bandeira
de Mello aecrdou em dirigir aos Alaganos, logo
que levo noticia do quo os promotores da revolla
em Pernambuco afanavam-se por perturbar tamhem
a Iranquillidade publica na provincia sb sua admi-
nistragilo.
Esso documento faz por si so o elogio a S. Ex por-
quo d a conheccr como so ello esmera em cumpli-
os pesados devores inherentes ao importante cargo
que I lio conliou o governo imperial; e, pois, limi-
lamo-nos a i-iseri-lo sem addicionar-lhe urna refle-
xito sequr.
Ei-lo:
Alaganos I fozava esta bella provincia de
completa Iranquillidade. O vossoamor ordem
< eao throno de S. M. o Imperador eram perfeitos
garantes do quo ella no seria alterada. Mas ho-
mens coberlos das maldigOes do orphoe da viu-
a va, cujo apoio roubaram na provincia de Pernam-
huco, homens dominados do mais torpe egosmo,
< api or Liini s iiossas praias.
Apostlos da mentira e da desordem, preten-
ii o ni clles illudir-vos, Maquear a vossa boa f,
lornar-vos passivos instrumentos da criminosa
ambiguo que oscega. Perdidos naopinio publi-
ca, c desesperados de recursos n'uma causa tam-
il bem perdida, na presenga dos continuos trium-
phos que as frgas da legalidado tecm obtido n'a-
quclla provincia, tenlaui ainda em seus clculos
do pervorsidado ensanguenlar entre nos o solo
(i da patria ; errantes e fugitivos, tenlam ainda em
seus clculos do odio preciplar-vos no abysmo
quoasdedo mando os arrastou. As mais ener-
u picas providencias eslio dadas para que elles se-
jam repellidos, balidos, e a Iranquillidade publi-
a ca inleiramenle se restaure onde qur quo tenha
ii sido perturbada. A vossa adhesSo ao mcllior dos
ii monarchas e a dedicagilo do vosso patriotismo
toriiar.K) essas providencias fructferas em am
pos resultados de paz e de ordem.
a Viva S. M. o Imperador .'
Viva a ronsliiuigao '.
Vi vam os Alaganos.'
Palacio do governo das Alagas em Macei,
de Janeiro de 1849. O presidente da provincia,
\ r
5
Jodo Capilrano liamleira de Slcli:
NOTICIAS ESTllNGRiaiS." ,
Ijiipi oslara in-iios o 7"imj do 16 de noveiYibrp, tra-
zido pelo byguo inglez Itroad-Axe, entrado InflUN
de I.ishi'ia ; e o que de sua leilura p^doios e9fer
be o seguidle: a -
Na Inglaterra nenhuma nnvidade havia ocetnrd*.
Os consoli ficarain a 86 5/8; as npolicas do Ipnieo,
jIc 188 a 190 os tres por cenlo redn/iiins, de 1,8
a 85 1/4 ; os tres e um quurlo por cont, de 85 9/4
a 85 7/8. '
A llanca eslava toda oceupada com t elcigSo de
seu presidente, e coinquanlo os animas so adas-
som imii excitados, todava neuhumu desordem H-
uha lido lugar. ^
Os prefoilos e os oulros empregados -do governo
leem desenvolvido lana energa, e lee* feito tan-
tos esfinges em fuvordo general CavaignaWl que, ooo
obstante sor a maioria do pnii affeignaiU I lluiz Na-
poleao, ja sejulga duvidoso'o resultado da lula.
Os socialistas accordaram em volar ho eidadSo
lias, ail para presidente da repblica, seuAe rejeta-
do Mr. Ledru Bol lin por nao ler querido sobscrover
s.coiidigos que Ihe i'orain propostas.
aawaaaaaaaaaaaaaaaiaaaaaaaaaaaaaaa
Raft, se lie assm que promove's os mcus inte-
ressoa?
Os inleresses desuas pequeas paixcs nlo,
sanhor duque, islo nunca./>. V. Excellencia, sem
embargo do ser judicioso '.'imo be, commelte lou-
i-uras (juecu nao perdoara a um pedante coniocu.
Kxpli(|iie-se, senil Or llHfl, que, se cu lulo liver
raso, francamente o confessarc.
liontem V. Excellcncia necessitava de urna vin-
gang, nio lio assim .* V. Excsllencia quizverseu
sohrinlio humilhadn, quiz levar do algum modo a
sentenga do parlamento, e contar os sobresaltos o
p.ilpiiin oes de sus victima, como disso M. dcfrebil-
lon lilho. Poissaiba, senhor marechal, taes espect-
culos, laos sali.ifages cusam caras.....V. Excellen-
ria he rico, pague, senhor marechal, pague !
Quo teria Vin. feito em meu lugar, senhor ali-
la-!o, vejamos ?
_ Nada..... (crin esperado sem dar signal de vi-
da ; ; i'i V. Excellencia linba couiichao de oppr
i pai l.niii'iiln Dubarry, desde quo a Uubarry a-
i-liou a M. d'Aiguillon mais mogo que V. Excel-
lencia.
lin pruuliido foi a resposla do maroclial
Pois hem rontinuou llafl, o parlamento foi
inulto, incitado por Vossa Excellencia para fazer o
que fez; dada a sentciiga; V. Excellencia deveria of-
lerecer- sous servgos a seu sobrinho, o qual de nada
teria desconfiado.
I em rasao, e confesso que errei, porm Vm.
devia ndvertir-mc.
Eu impedir a V. Excellencia de obrar mal! .. ..
V. Excellcncia nflo me conlicco entilo, senhor mare-
chal; V. Excellencia diz a lodos que aqu vem que
cu sou creatura sua, que V. Excellencia he quem me
lia douti inado, c quena que eu uiio ine.alegrasse de I
vi>-ki rommeller unta loucura, ou de su
ulna dosgraga 1..... Isto mo ho possivel !
Eio ha de acontecer urna desgrara, sanhor fei-
ticeiro ?
Cortamente. .
Qual?
lie que V. Excedencia leimaaa, cM. d'Aigltlon
secollocar entre o parlamento e madama Dubarry;
nesse da elle ser ministro, e V, Excellencia aera
desterrado.....ou mandado para a Baslilha.
O marechal, do enfunado, entornou sobre o tap-
le todo o tabaco que linha na raixa.
Para a Baslilha .'disso elle cncnlhendo osbaMn-
bros, porvcnlura i,uiz XV he l.uiz XIV ?
NSo ; porm madama Dubarry, junta a M. uV*i-
guillon, valora bem madama de Maintenoiu Tssc
V. Excellencia sentido, e veja que nio ha hoja piin-
ceza desangue, que so atreva a ir visita-loe a levvr-
Iho confeitos o rehugados.
- Isso he que silo prugnoslicos, repHcou o mar.
chai depois do longo silencio.....Vine, l no futuro,
senhor r.alt; diga alguma cousa do presente, eu
Ihe pego.
O senhor marechal he muito sabio, e nOo pre-
cisa do conselhos.
Insolente.' lambem lu queres cacoar-mo ?
llenare, senhor marechal, que V. Excellencia
est com u mi i nd o as datas; nao se chama patifo a um
lioineni niaior do quarent anuos, e hem COino V.
Excellencia sulie.eu tenho sessenta e seto.
No me jaiporta.....retira-te da iiiiuha preson-
ga !.... somete jdahi.
Tudo wto por amor de um conselho ? .
Seja pelo quo quiteres.
. Anda nio he lempo..
Uecididmneiile, estas cagoaudo.
Na poles ficra em soreg.
Carlas da Sicilia annunciam que Palermo e Mossi-
na estavam tranquillas, 6 que o armisticio era hon-
rosamente reapeitado por ambas as partes.
Em llespauha continuava ainda a guerra .civil.
Cartas de Madrid de 9 do novembro noticiam que em
Huesca linham sido oxeculados sete republicanos no
da 5 do mesmo mez.
Quanto Austria, sabemos que a cidade de Vicn-
na contina em estado de siti, e que muilos dos
individuos que tomaram parle na ultima rnsurrei-
gilo leem sido oxeculados.
Roberto Blum, niembro da assembla nacional
germnica em Franckforl, depois de julgado por u-
macommissSo militar, fra fuzilado no da 9 de no-
vembro.
Amesma sorte tevo em o da 10o coramandanle
da guarda nacional, Messenhauser.
O estado da Prussia oSo he satisfactorio : a assem-
bla est em guerra aberta com o ro, e espera-se a
cada da um conflicto entre a tropa de linha e a guar-
da cvica.
Em consequencia do grande excitamento de que
se schavaaaimaila a populacho do Berlim.oxcilamen-
to que ameagava submergir todo o paiz na vora-
gem da anarchia, o re de aecrdo com o parecer de
seus ministros resolvcu transferir assembla na-
cional para a cidade de Bra'ndeburgo, adiando-a
por esta causa para o dia 97 de novembro. Urna par-
te, porm, daquella corporag3o, apoiada pela guarda
civca, conlinuou a deliberar em Berlim em oppo-
sigiTo manifesla ao decreto roal.
O ro, logo que disso foi informado, decrelou a
dissolugfio da frga que apoiiva a assembla ; o es-
ta por sua parte, afiin do aparar o golpo, adoplou as
seguinlcsresolucfls:
I.* Que a dissolugilo da guarda cvica devia ser
considerada como urna modida Ilegal.
2." Que todo o ofJlcal civil ou militar que coo-
pensse para pOr osla medida em execugo fosso de-
clarado traidor ao paiz.
3.' Que so exigase do governo a revogagilo im-
mediata do decreto polo qual a guarda cvica fra
dissolvida. *
Confoririando-se com estas resolugoes da assem-
bla, a maior parte da guarda civca nao quiz entre-
garas armas, om consequencia do que o ro decla-
rou a cidade em estado do sitio.
Todos os clubs e sociedades polticas fram dis-
solvidss. Todos os mcelingt publico^ acham-so pro-
hibidos. '
Correspondencia.
Sr$. Itcdaclorci.l.endo O Diario de Pernambuco ns.
7 8, nolle deparei com um annuncio assignado por
Cypriano l.uiz da paz, aoqual iiSo tencionava res-
ponder; mas, para que o publico me conhega, o ava-
le o bem conhecido boticario, forgoso lio que o
faga.
lia seis mozes quo moro na ra do Collegio em urna
casa contigua a do Cypriano, oparece-me que pes-
soa alguma daquella vizinhanga ser capaz de alllr-
mar, ou mesmo dizer quo sou mo vizinho, porque
cora o carador quo me ho proprio se respeitar a to-
dos que silo dignos de respeito -, mas vamos ao caao.
Logo depois que mudoi-mc para alli, exparmenlei
um grande desposto, e foi de se dirigir a mim a se-
nhora do mesmo Cypriano, dizendo-me que seu fi-
Iho andava entretengo amores com a minha escrava
(forlo miseria '.'.'), c me rogava dsse ou providencias
a tal respeito: colluque-se o leitor em meu lugar,
e com a franquoza quo le frpropria diga o que
deveria eu responder urna senhora casada, que em
vez de cuidar da boa educago de sua familia me di-
rijo urna queixa dcstSs ? Bespondi-lho que ignorava
tudo isto; masque licisse certa que eu doria pro
Videncias aln de que seus desgoslos cessassem, e
com elfeito sem descer da minhadjgndde Tiz quan-
to pudo alini de que nao continuasso urna seme-
Jlhanle palifaria j, porque na realidade lie.triste urna
senhora.casada halaigar-se em ir ter com um ra-
paz solteiro sobro lal assumpto, dispondo-se al a
'querer comprarme a negra para a castigar, e depois
vend-la; ecomo i escrava nao me merega urna lal
ingratidSo pelos servicos que me .presta, nSp'quizl
anuuil' a isso ; a entilo a s 'iihora toda cholenca cas-
tiga o lilho,o qual, vendo -se castigado, fugio de casa
{segundo ili/eurj em vrtudo da boa educago que
recebe, O Cypriano, longo de censurar o procedi-
ment de sua mulhoi om prallcar o quo lien expen-
dido, torna-se rcgatcro, e tojas as vozes aue mi-
nha escrava liaba do alli passar, ello o ella a descOm-
punham e aineacavam, at que por lim no dia 9 do
correle foi a negra assaltada por dous filbos, dous
prelQS o o proprio Cypriano com um ccete, esbor-
doaiam-na, rompcrain-llie aS roupas, deixandu-a
Oa no meiu da ra de surte que, a nao:ser *i id panno
da costa qufl'trazia, assim se conservara, e a mesma
senhora do boticario por talanteio levou um pedago
do vestido d minha escrava, e poz-so na veranda a
romp-lo em'tirinhas, para quo, nao se i : o que tudo
fui presencilo polos moradores daquclle lugar. (He
muita pancada na bola !!!]
Prouyea a Heos! ... Se cu cagoasso, sor a isto
um pi ova de que a circunstancia ho ridicula,...
porm infeliimonlo ella o no he.
Que escusa he entilo esta, ainda n.to he lempo ?
' Nnose'nhor, ainda no he lempo. Se o decreto
d'el-rei ja tivcsse.sijo promulgado cmPaiis, anda
bem..... Oyereis que mand uai coireo ao senhor
presidente de Aligre?
Par que seja mus mais deprossa escarnecidos.'..
Que ridiculo amor proprio senhor marenhal,
V. Excellencia lana emloudecer um santo..... Espe-
re, deixe-mc concluir o meu plano de desembarque
na Inglaterra, e d-so oulSo plenamente sua intri-
ga de pula, pois quo o Irabalho estar quasi aca-
bado.
II marechal ciinhecia OS mos humures de SOU se-
cretario, c sabia que, urna vez declarada e sua me-
lancola, no so Ihe poda tocar impunemente.
' Vejamos, nao mo afUijas, disse elle, o,so eu no
coinprCliendur, explica-t inolhor.
Enliio V. Excellencia quer quelhc Irace um
plano de conducta?
Collamente, pois pretendes que nao se con-
duZir-uie.
Pitii entilo, ouga-me.
Eslou ouviudo.
Vossa Exoallcncia onvar* a M. d'AKgro, disse
llaflpo) up lom enfadado, a carta deM. d'Aiguil-
lon, ajiiplar-'lhe-lia a deciso tomada por ol-rei em
sen conclho, esperar quo o parlamento se rena e
delibere, o que juccedera invineJiatomenle; depois
do que metier-s*-lu em sua carruagein, e ir fazer
unta pequea visita a seu procurador mestre Flageot.
(i que ho 1 disse Richelieu' quem esle nomo
fez estremecer <*>mo na vespera. Anda, mestre Fls-
Ultimomenle vem o incomparavel boticario com
um annuncio, em quo me dirige insultos, dizondo
quo eu coadjuvo o procedimenlo da minha escra-
va. Seria preciso quo eu livesso-rccebnlo a edu-
cago *desso mazombo paro tor o seu carador ; esso
ento despresvcl que no vivo, e so vegeta. E como
se atrevo um eiiorguineiio oestes a irisultar-mo ?
Faz muito bem Cypriano, continuo ; mes depois no
diga: ou no era capaz, illudiram-mc, no fui pu.
Veje que at boje nunca fui insultado por geni*,
quanto mais por um.......0 laclo pratlcndo por vosse
estaffeclo jusligo, ohdo vcremos.quein tem rasHu;
pelo que Hquo certo quo Ihe no daroi mais aveco
pelo Diario, pois que no quero chafurdar-me no
lamagal daigoominia com voss, porque Uto seria
descer de minha dignidade; certo de que, se Ihe res-
pond ao seu atrevido annuncio, foi mais em rasilo
do publico do quo porsqa pessoa.
Queirum, Srs, Redactores, por sua bondude, inse-
rir no seu conceiluado jornal estas liuhas tragadas
em abono da verdade, com o quo obrigara ao seu
constante leitor'
Jos C.oncaltet da Porciuncula.
g=?~ COWJWERCO,~~"
ALFANDEGA.
BENDIMENTO DO DIA II.......... 9:279,906
Deicarrcgam hoje, 12 tlcjanriro.
Patacho llope bacalho.
Briguo E.-D. idem. .
Barca ftavarre farinha e bolachioas.
lrigue Sem-Par pipas, barricas vasias, pasis
o ligos.
Brigue Flor-do-Tejo mercadorias.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTODO DIA II.
Geral .
Diversas
provincias.
3:210,388
160,463
3:370,851.
CONSULADO PROVINCIAL.
REINMMENTO HO DA II. .____.... 4:481,920
Vovimento do Porto.
JVaiifo mirado no iia 11.
Rio-de-ianeiro; 14 das, barca portugueza Flor-de-
Mara, de 356 toneladas, capilo Jos de Azevedo
Canario, equipagom t5, em lastro ; e Manoel Joa-
qun) Ramos e Silva Passageiros, Bernardino An-
tonio Ramos, Jofio da Silva Morclro, Portuguozes.
Navio tahidoi no memo dia.
Ballimore ; galera dinamarqueza H'irpye, cupilo E.
Beyson, carga a mesma que trouxo.
Costa-d'Afrca ; polaca sarda I lata, ca pililo Luiz
Chiglicizza, carga ago'ardente o mais gneros.
Em coiumisso do governo ; vapor de guerra nacio-
nal Urania, commaudaiito o capile-tenento Jos
Eduardo Wandencolk.
. Dcclarac.oes.
O lllm Sr. inspector da thesouraria da fazenda
provincial, em virludo da resolugo do tribunal ad-
ministrutivo, manda fazer publico quo continan) os
pagamentos da divida dos exercicios lindos. Ouiro
sim, que de 15 do corrento mez por diante pagam-
se os ordenados vencidos em dezembro, cmaisdes-
pezas proviooiaes.
Secrolnria da thesouraria da fazenda provincial do
Pernambuco, II do Janeiro do 1849.
O 2. escripturnrio,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
OSr. juizde direilo inleriuo de 2.* vara do cri-
ne da comarcado Recife, Antonio da Silva Noves,
faz vera todos aquelles a quem couver, quo no dia
15 do correte Janeiro, pelas 10 horas da mandila,
na casa dos jurados, comegam os trabalhos da junta
revisora na conformi dade do art 228 do rogulamenlo
de 31 de Janeiro de 1842
Pola segunda scegao do consulado,provincial se
fez publico que os Jodias uteis para a cuhrunga, u
bocea do cofre, da dcima uabana no primero se-
mestre de 1848a I8i9se ullmamnodia lido corren-
pool quo diabo tem feito mestre Flageot em ludo
isto e que irei eu fazer em casa de um mestre Fla-
geot ?
J tvo a honra da dizer a V. Excellcncia que
meslro Flageot era seu procurador.
Que mais '
, Pois bem, se elle he seu procurador, lom bol-
sas sois..... alguns processos.......V. Excellencia
ir saber noticias do suas demandas.
Amaiiha ?
^-Sim. senhor marechal, amanha.
Poim islo Ihe loca, senhor llafl.
No ; nao, senhor.....Quaudo mestre Flageot
era un simples rbula, ento cu poda tratar com
elle de igual para igual ; porm, como d'amanha
em diante mestre Flageot ser um Allilla, um IIapel-
lo dos reis, nem mais nan menos, ser preciso uin
duque e par, e marechal de Frailga, para conferir
cor, esto potentado. -
Vmc. osla fallando serio, souhor llafl, ou qsla
zombendo? ,
Amanha V. F.xcellencia ver se estou fallando
sorio'ou n9o.
Porm diga-mc o que he que me ha de-aconte-
cer em cas de mostr Fiegeol ?
Nada, no digo, para que amanha V. Excel-
lencia no queira ptovar-me que o linha adivinlia-
do.....Boasnoitos! senhor marochal. Nnoseesque-
ca : um correio hoja a II. J'Atlgre, amanha urna vi-
sita a meslro Flageot.
Al.'unde he q-elltfmora?
O coeheiro sabe, senhor. ello mo tem levado la
mullas vezea uestes oito das.
(Confiwar-W-As.)
*
II FGIVFL


'
r m i =
1A-
l<*. finitos os quacsficam subjcitos a multa do 3 por
centn todos aquellos que dcixarom de tcr pago' seus
dbitos.
~ Antonio Annes Jacomo Pires, ompregado do
consulado provincial eautorisado para procederao
luncanioiito da decima dos predios urbanos dos bair-
i os iloS.-Antonio-e Togados, -faz sciealc nos res-
pectivos prouieUi osquo tem dado cometo no re-
fui ido lancamento principiando pelas ras da Ca-
uda, Collogio, Crespo, Cruai, etc.
-- Carlos Francisco da Silva, subdito brasleiro,ioscraocrioulo, de nomePedro de SOannos pouco
vai i Angola. fmals'ou menos, bonito de corpo ; desconfia-so que
O abaixo assit/nado. com sitio no|8ndeom Serinhaem, oodefoi vistoo anno passado :
, ..,.., l Iquom o pegar lovn-o a ra do Vigario, escriptono
lugir do biquia, sabeudo que os ii-rema- 4, quo se gratificar com t50,ooo rs.
Anda resta para Vender urna porcfto do ptimo
vinho de llidir em garrafas : no cscriplorio do
Itotlie & liidoulac na ru do Vigario, n. 4.
CONSULADO DE PORTUGAL KM PER.YVMRUCO.
A chancellara deste consulado foi mudada para a
casa n. 6 dcfrouU do Trapiche-Novo.
AGRACIADA CO.MI'A.MIIA BRASII.EIRA DE PA-
QUETES A VAPOR EM PERN'AMBCO.
O escriptorio dests agencia foi mudado para o ca-
sa n. 6 dofrontodo Trapiche-Novo.
O brigue Ugairo recobo & mala para o llio-de-
Jaoeiroamanlina, I3,.s II horas do diJ.
(antes do di zimo do capim de planta
tem collectado, e pretendem liaver delle
o importe da collccta, avisa aos mesmos
que protesta nao pagar a injusta e arbi-
traria collectn ; poc quanto, estando pela
lei smente obrigados a este onus os que
negociam neste producto, oabaixo as.signa-
dotein cm sen sitio apenas urna pequea
planta para o gasto dos seus cavados,I

9?
:
ai
X
Sor ve les.
O reapeitave! publico achara no
} botequim francez da ra Nova, n.
31 69, um_ lugar muito agradavel e,
* fresco para tomar sorvetes ; todos
que ale mesmo nao he sumcienic, pois| \ 0s dWdas 6 horas da tarde em di-
ante.
se
:s
se
Avisos martimos.
A barca litlUt-Pernoinbu-.nna pretende sabir pa-
ra a cilla lo ito Porto com brevida Jo por ter a maior*
parle de sua carga prompt : para o restante e pn.s-,
sagoros para o que.teui asgeiados commodoi, en-'
tendam->e com o sen capidlo na praca do Cnmmer-
cio, ou com o consignatario Antonio Francisco
du Muraos, na ru da Cruz, n 31, teredro andar..
--Para o Maranhilo sali, com a maior tirevidade
possivol o hriguc-espuna nacional Laura, do et-
cejlento marcha ; quem no rhesmo quizer carregar,
ou ir de passagem drija-se ao.cantno na pra'ca, ou
a Novaos & Companbia na ra do Trapiche, 11. 34.
--Para o Ro-dg-Jauciro sube por toda a presen -
le sen:.,ni sem Talla, o brigue Liqciro : para o resto
du carga, passageiros, ou escravos a frele, trata -
so com Manoel Jo.irjuiin Soares na loja do ferra-
gens 00 pe doarcu.d Cnncajcflo, ou com Novaos
& Ciunpanliia, na ra do Trapiche, n. 34
Para o A rara (y tem de sabir no dia t8 do cor-
rento o hin.te Novo-Olinda, por tcr j tratada gran-
de parte de sua carga : quem nelle prolondor anda
carregar ou ir do passagem dirija-se ao mostr
do mesmo, Antonio Jos Viannu no trapiche novo,
ou na 1111 da Cadoia-Velha, 11. 17, segundo andar.
-- Vende-so o pnlnclio nacin,il Anglica do lote
de 154 o meia tondadas, rccenlcmcnle forrado de
-cohrocpromplo.de um ludo para seguir viagem :
u tratar na rua.da Cruz, n 37, segundo ailar, ou
com o ca|iito, Manuel Aiiluncs do Oliveira, ou com
l.u'iz Jos do S Araujo.
O Inigne-eseuna nacional Olinda segu para o
llio-dc-Janeifo impictcrivclmcnte-nodia 15do cur-
enlo : 4'ara o rest da carga escnwos n frote o pas-
sageiros Irala-so enm Machado & l'inheiro, na run
da Cadeia 11. 37.
Para o lliu-dc-Janeiro sahc.com a maior bre-
en) militas occasioes v-se na precisao de
coriipra-lo, nao est por cerlo obrigado
a pagar o dizimo daquillo que nao vende:
e-para que osSenhores arrematantes i-
quem entendidos, faz a presente declara-
dlo Jntonio Joaquim de Mello. '
Precisa-ie singar um preto para o servico ordi-
nario de padaria pagando-se todos os mezes o que
Seajustar : na padaria de urna s porta, na praca da
S.-Cruz.
Jos Morcira Cornosfaz saber ao respeitavel pu-
blico e principalmente aus Srs. negociantes s reta-
llio qu tteixou do scrcixero do Sr." Joaquim F-
lix da Rosa desde o dia 10 do- corrento pur assim
Ihe convir, o muito agradece ao mesmo Sr. Rosa o
bom tralamcnlo quo Ihe deu duranto o lempo que es-
levo cm sus casa.
Antonio Cordeiro da Cunlia embarca para o llio-
de-Jaiioiro o seu escravo Francisco, cabra.
O aliaixo assignado, tendo sido Horneado pro-
curador ds cmara municipal da cidade de Olinda
em cujo exercrcio entrou no dia 8 do corrento.
vidade possivel, o brigue Mala por ter mais da
motado da carga engajada : para o resto passagei-
ros e cscra vos a felo, trala-se com Joo Francisco
da Cruz, na ra da Cruz, n. 3.
Pain Lisboa sahe com muila brevidada o bri-
gue porluguez Couceierlo.-de-ilaiia, por tcr grande
parte do sua carga prompla : quem no mesmo qui-
zcr carregar ou ir do passagem, para o que otForeco
'exeeltentcs commodos, dirija-se as seus consigna-
tarios, Thoniaz ilc Aquiuo Fonseca & Filho, na ra
do Vigario, n. 19, ou au capildo na Praca-do-Com-
incrcio.
-Para l.isbiia s:ibir, com n maior brovidado pos-
sivd, o bem conhecid o brigue porluguez Tarujo-
Primeiro, capilo Mnnocl du Oliveira Fauccu: tem
parte do sua carga engajada; para o restante e pas-
sageiros para o quo oflerece asseiados commodos ,
trala-se com o capitn na prac,', ou coip o consig-
oalariofirminoJ.. F.da llosa na ra do Trapicho,
n.44..
m
3'.
--Alugam-se os prmero e segundo andares do
sobrado da rus do Caldeireiro : a tratar no pateo do
Carmo, n. 9, segundo andar.
Avisos diversos.
OSr. Venancio llilioiro de Aguiar procuro urna car-
ta vinda do Lisboa a bordo de brigue huro, em inflo
de Jos Maria Concalves; do contrario, annuncio sua
morada paralho ser entregue.
O propriolario da venda 11. 47 ds roa estreita do
llozuriu adverle aoSr. que o foi colleclar em 8,000
rs. nao obstante dizcr-bo-lho quo nflo venda tal ge-
nero, que inda contina pin nteiro \igor o sen an-
nuncio nesle Diario n. 255 do annu prximo pas-
sado.
-* O srrivao da irniandade de Nossa
Scnhora da Conceic.ao da Gongregacao
prlo presente convida a lodos os irmSos
paraque se reunam no consistorio da igre
ja, 110 domingo 1/, do curenle, pelas gi
horas da manhSa, afim de se proceder
eleicao da nova mesa ;icando cortos que,
cm sendo 11 horas, se proceder elci-
ciio com os irnios -que estiverem presen-
outro sini, roga aosirnrSosque com-.
tes
se digiiem
p5em aclualnienle a mesa,
comparecer logos 9 horus, para.poder,
antes da elcicSo trabalhar e ultimar al-
.guias cousas que ha a fazer.
Qucui Ihe fallar una tiesta,' dirija-se a ra do
Arag.lo, n. 19, quedando os signaes II10 ser entre-
gue, pagando as despezas. .
Jos Pereira do Cunh embarca para o Itio-de-
Jaiiuiu au i osera va criotil", il nomaJoscjiha.
Vcudcm-so 5 bonitos moloques do i-2 a 48 1111-
' nos sem vicios i SJioniUs esclavas com habilida-
tdcs tendo urna dolas parido ha 4 me/es, com mui-
Jtohoin oabundanlaloilo, u a cra luulalinlni : una
; parda de bonita figura de -20 anuos o com habili-
ilads ; 4 prclos, sendo um dollcs bom carroiro ; um
I'dito pescador do alio e bum canooirO da-so muio
em cunta ; um mulalinho do 11 anuos ptimo para
pagem : na ra do Vigario, n. 21,
No oitHo da matriz de S.-Antonio, n. ti, lava-so
c ongoinma-se com muila -perfoico o porpreeo
cominodo.
Ajuga-se um dosdous andaros do sobrado 11.
34 da ra da Aurora : a tratar no mesmo sobrado.
. Apcssoaqao annunciou querer omprar um
tiolao dirija-se a ra do Itangel, 11.9.
faz publico para que nheguo ao conhocimenlo de
lodos devendo se dirigir a elle os devedores a mes-
ma cmara no liuril'o em todos os sabbados-, in
ra du Itangel, n. co e em Olinda em sua casa no
Arrombdo us mais das da seinsna.
Jote tltrMello Cesar Anillada.
Francisco Ignacio de Ataliide scinlifica a quem
convier que boje apparecu em sua casa da qual ja
linha conhocimenlo o mulequo Manoel, de nacilo,
solicitando para quo elle o enmprasse a sen senhor,
quo diz ser actualmente o Snr. Viconte da Cunha ,
morador no ongcnho Cracuipc, que o aulorisar'a pa-
ra procurar quem o comprasse : e por isso podo o
dito Sr. Cunha mandar tratar a venda do oscravo ,
ou tomar conla delleno caso de nao se realisar a
venda. -- Recife, 10 de Janeiro de 1849.
-- Aluga-so urna preta para ama de leile as Cin-
Pontas, n 120. Na mesma casa ha unta mulher que
se ollereco para criar algum menino impedido.
-- O Sor. alferes do sexto halalho do cacidores
Fras Villar baja de annunciar a sua inorada para se
Ihe entregar urna caria, viuda do Kio-de-Janeiro.
-- Aluga-se una casa torrea sita na ruada Moren-
tina n. 9 com bons commodos para familia : a tra-
tar na ra da Cruz, no Rccifo, n. 30.
Quem precisar deuma mulher crioula e livre
para ama de urna casa de homem soltciro, ou casado
cm pouca familia, a qual lio do bons cnslumcs ,
j 1IV01U s e>to gouaro da Vida e sabe fazer lodo o
servico interno de urna casa excepto engommado ,
dirija sea ra da Uniilo na llo-Vista casa terrea
sem numero do lado do pculo e com lampeflo
na porla ou annuncie.
Augusto Tappanbeck cidadflo brmense, reti-
ra-so para o Para. .
Jos Antonio de Souza Machado embarca para o
Rio-de-Janeiro urna escrov de sua propriedade do-
nme Dcllina crioula e o crioulo Francisco da
Cruz que se aclia preso na cadeia dcsla cidade, jur
mandado de scu senhor o tencnle-coronol Francisco
de Paula Souza l.o.lo.porordcm de quem so embarca.
Manoel Lujz Concalves embarca para o llio-de-
laneiroo escravo crioulo de nome Domingos por
orden: de Ismael da Cruz Couveia.
A casada Capuga do Manoel Gomes da Silva
esta embargada polo abaixo assignado paiu paga-
mento da quatro Ictlras no valor de 189,756.
Antonio ferreira da Cotia traga.
Manool Antonio Viira Martfits subdito portu-
guez, retira-so para fra do imperio o declara nada
devera pessna nlguina, d dxando eucarrogaJo de re-
celicrsuas dividas aoSr. Joo Antonio de Muraos. O
annunciantoofferecoaos sous amigos e patricios o
seu diminuto preslimo 111 cidade da Loanda para oli-
do seguc.
Jos da Jtocha subdito de S. M. I'idelissima,
faz sciente aO publico que 'ora om liante se ussig-
uaia Jos llodrigues da Silva Hacha.
Precisa-so de urna am 1 para todo o servico de
uuia casa de pouca familia, e junlameiite de urna
liessoa para Ira lar de um sitio ,'e fazer lodo o mais
servico que se oll'orecer : 11a ra da Cade';a de S.-A11-
tono, n 21. ,
-* Hoje,' 12 do correnle linda a audiencia do llim-
Sr. Dr. Juiz da primeira vara do civel, e naaala das
audiencias se hilo de ana-matar dous escravos, urna
preta e um prelo penherados por execueflo do Sa-
ra liui do Itesende llego contra os Injrdoiros do hila-
do Jos de Oliveira : he a ultima praca.
No Alerro-da-lloa-VisU no dia II do correnle,
la porta da loja da padaria poruaixo do Snr. doutor
Na buco furlaram urna porcilodo rouea lavad1, con-
tendo os pecasaeguiito : I calca branca 2 casaeus
brancas I collcte do fuslllo 1 calca parda de moni-
llo, 3 loncos, 1, saia branca 7 pannos do menino.
Hoga-sea ij cm suuher aonde existo osla roupa, que.
participe na ruaestreita d<* ilo/.ario, 11. 30, segun-
do andar, i| ne sera recompensado.
.\a ra uo Trapiehe-rtovu, 11. priiiicif andar,
precisa-so alugar urna mullier que saiba cozinliar ,
quer seja fo>ra ou cscrava.
Um homem habilitado a ensillar primeiraa le-
Iras o grinimalica porlugueza cm casas paiticula-
res, contina.no mesmo nso e promolle o cumpri-
monlo do tacs devores com aplidu : quemo preci-
sar annuncio.
HOTEL COMMKRCIO, RA DA CADEIA DE S.-AN-
TOMO, N (.3.
'fondo do retirar-se para a provincia da llahia o
francezSimo l.uiz partiera ao respeilavel publico,
que linda letn um novo sortimento de obras de ou-
ro ; brlhnntes de varias qualiilades chegadas l-
timamente do Franca do melhor gosto o delicade-
za adorecos proprios para casamento: tulo por
preco aninmodo por sor para ama liqidaQflo de
coritas : as pessous que se quizorom aproveitar ties-
ta oreasiflo drijam-sa ao lugar ncims indicado at
as 10 horas da manlifla, e das 4 da l->rde om liante.
Antonio do Souza Ramos Torres faz sciente ao
respeitavol publico que comprou os perlences do
armazn da ra da Praia 11. 62, que perlencia a
Antonio Francisco Alves : e como nada mais lenha
em dito armazem o Sr. Alves, faz o presento an-
nuncio.
'Acha-se nesta cidado urna pessoa que possuo
theorica e praticamente os necessarios conhecimen-
tos para he ni dirigir qualquer estabelecimenlo,
como fiindiciio de ferro, etc. e toda a qualiladc de
inachiiiismns delineando e executandn quabjuer
modelo em madora metal, etc. seja qual for a
n sua complicacilo. EsN pessoa tambem se subjeila
ao trabalhodo tornoe lima, exocut'in lo neste mis-
tar qualquer traballio com a perfoieflo necessaria. 0
emprezario do qualquer estabelecimenlo a quem
possa fazer cunta o seu preslimo, o qizcr vor nl-
guns do seus trahalhos ou contratsr-so poder di-
rigr-se a ra do Crespo, n. 9, onde obter as neces-
saras nformacfles.
O proprietario da venda n. 23 da ra (Direita
advorto ao Sr. que o foi colleclar em 6,400 rs., para
vender agurdente que foi um dos primniros que
annunciou que deixava do vender este genero por
iio estar autorisado para reconher firmas e noni
examinar quem lio escruvo nem forro por isso que
muitos ha quo nflo scconhecein : e para conhoci-
menlo du novo colleclor faz o presento annuncio ,
certo do que nada paga salvo so S. S. revogar a pos-
tura da cmara.
Domingos Jos Sos res, subdito porluguez, reti-
ra-so para .a Babia.
Mainel Jos Cqncalvoi de Almeida relira-se
para fra da provincia.
O abaixo assignado faz sciente os seus deve-
dores que o Sr. Jus Juliao Camello l.ins est encar-
iado do receber us suas dividas amigavel ou judi-
cialmente.
Anlonio Ferreira da Cosa liraga.
-- Na ra da Cruz, n. 21, perdeu-so um cachorro
do fila novo .grande o com as orclhas cortadas :
da-so bou gralilicacilo a quem o levar.
Aluga-se a casa da esquina da ra do Caldei-
reiro para, o -porto do embarque com armadlo pa-
ra venda e commodos para morar familia : na pla-
ca da Independencia livrarla ns 608.
Fr. Joo Capislrano do Mendouea tem aberlo
no convenio do S.-Anlonio dcsta cidade um curso
ile phitosophiae nutro de gcographia : as pessoas
que o quizorom froquentar, |ioderilo dirigirse au
mencionado convenio a qualquer hora.

de flores das bellas damas, como sejam :
cravos e cravinas, rainuculos de diversas
cores, borbollas de Mollanda, goivos de
cores singelos e dohrados, Jacintas, topes
de dainaijunquillios, seciasdobrutlas,as-
sim como a vcidadeira.semenlc de cov<-
flor. s amadores di. oatureza cnconlra-
rao ah com que, em pouco lempo, pos-
ta m tornar a admiracSo da Europa no
Brasil.
Deposito de rap andarahv
c imperial,
. Na roa da Cruz, n. 63, primeiro anlar, cscriplo-
rio de Jos de Almeida llarreto Uaslos, vende-so o
bem acreditado rap nndaraliy e imperial, fabricado
no Rio-di'-Janciro, sendo o nico deposito nesla
provincia ; assim como semprc so achara no mesmo
deposito o mellior cha nacional brasileiro, emeai-
xinhas de 5, 8 e 16 libras, por preco commodo. O
rap vende-so a rolalho nas seguimos casis ra d
Cruz, n. 62 ; ra da Cadeia do Recife, n. 17 ; ra do
Encantamento, n. 4; ra do Vigario, 11 14; ruada
Cacimba, n. 2; ra do Cord'oniz, n. II ; ra do Col-
legio, n. 9 ; prsca da Independencia, r.s. 4 e 39 ; rui
do Queimado, ns. 10, 16 e 33; ra do l.ivrainenl -,
ns. 4, 5 o 38 ; ra da Penha, venda da esquina, por
bnix'o do corono! Joaquim ISernardo do Figucirelo ;
ra Direita, ns 6, 16, 53 e 141 ; ra das Cinco-P.Hi-
tas, n. 50"; paleo do Carmo, n. 2; ra larga do Roza-
rio, ns. 29 e 35 ; ra do Cabug, n. 7 ; na Nova, 11
50; Alerro-da-Ba-Visto, ns. 2, 4G o 56.
Compras.
Compra-se urna duzia de cadeiras co:n assenlo
de iialii 111 ha: na ra Imperial, n. 03.
Compra-se una imagem do \. S. das Dores, que
tenha 3 palmos do comprmanlo e quo seja peifei-
la : na ra da Cadeia do RcCifo, loja do Joan Jos Jj
Carvalho Moraes ou annuncio pan so ir ver.
Vendas.
INFORMACOESSEMESTRES.
Vendem-se iiiforinarilessemestres para o; norpos
le primeira linha : ni praca da In lepo.idcnci.i, II
vraria ns. 6 e8.
FOLIII.NIIAS
para sacerdotes para algihoira, para escri|>loro e
liara porta vondom-se na praca da UdepenJenria,
I i vraria ns 6 o 8.
Vndese umi bonita acarla
-r O abaixo assignado faz sciento aos Srs. proprie-
larios ilus piodius urbanos dos bairros doS.-Frei-
Pcdro-Conijalves e ifoa-Vista. quo, na qualidade de
omprogado da mesa do consolado provincial, fra
nomodo pelo lllui. Sr. administrador da respectiva
mesa para proceder ao lancamonto da dcima dos re-
feridos bairros o qual lera cumeco amauha, 11 do
correnle, principiando pelo bairro da Uoa-Visla.
Recife, 10 do jaueji'o de 1849. Uaximiano Francit-
co Ovarle. -
- Anda est fgido, desde dezembro do 1847, o
AI'I.A DE PRIMEIItAS LETTRAS.
Oabaixo assignado, tendo determinado dar prin-
cipio aos trabalhos do sua aula de primeiras leitras
e graininatica portugueza no dia 8 do correnle, avi-
sa aos |iais de seus alumnos, e em particular aos
Srs. pais de familia que quizorcm matricular os
seus liliios, que o pdenlo procurar na casa do sua re-
sidencia na ra Velha, n. 3. Tuuihem so onsina mo-
llinas a ler e a lodas as qualidades do costuras por
urna inensalidauemais com nimia, do quo em oulia
qualquer parle. Vicente Fer/fra da Cruz.
IIOTEI.-COMMERCIO.
Ra da Cadeia di Sanio-Antonio, n. 13.
Contina a tcr sorveto lodos os das de varias' qua-
lidade, assim como aobarilo quatro salas decente-
mente moliiliadas, sendo duas para senhoras o duas
parajiomeus. .
Precisa-sedcum trabalhador de masseira : na
ra larga do Itozario, padaria n. 48.
D-se pilo de vendagem de bom tamanbo o
com mairores vanlagoiis que em oulra qualquer par-
le : na ra larga do itozario, n. 48.
Precisa-se alugar um prolo para condtizir pflo
para a ra com um caixeiru, dando-se-dhe o susten-
to e bom pagamento sendo o proto possanie : na
ra larga do Rozarlo padaria 11. 48.
Agencia de passaporlcs.
Na ra do i:nlli*pin| n. 10 o no Atcrro-da-nna-VIs-
ta lujas ns. 48 o 78, continuam-se a tirar passapor-
lcs tanto para dentro como para fra do imperio,
assim como dcspachnm-se escravos tudo com bre-
vidude.
-- Precisa-so alugar um prelo, ou moleque, quo
cozinhe o diario do urna casa de pouca familia : na
ra Nova. n. 20.
Preeisa-se alugar urna preta para o servido de
urna casa eslrangeira : na ra Velha, n. 98.
Na ra das Cruzes, n. 19 precisa-M.de urna
ama para o servico interno e externo da casa de urna
pessoa solteira e sem lilhos.
Senientes de flures as mais bel-
las da Europa.
Jiechcgado mi ItTga do Itozario, n.
a4> o mais bello sortimento de sementesl
ue
nacSo, que engomina e cozinha ; um dila
crioula ;trcs molcqucs de bonita figura ;
um molecSo de nacao, bom cozinheiro;
um dito muito forte, bom para trabalhar
em armazem de ossucar;um prelo de
meia idade, por 'i>.o,uoo rs., c mais al-
guns escravos que se mostraro aos com
pradores: na ra das Larangeiras, n. 14,
segundo andar.
-- Acaba dechegar pola barca franceza Ju'e.< mui-
to superior vinho do Bordeaux, tanto em quarlolas,
como engarrafado, om caixas de I duzia, assim romo
tiiiiihem sanli lillas cm latas do 1/4 0 I 2, a .vi te In
ce em caixas do urna duzia de garrafas, escolenlo
vinho de liorgonha em cosas do 1 duzia, agoardenlo
de Franca, Cbaaipanha en garrafas, e meiaa ditas da
verdadeira marca Cometa; o quo tudo so vende por
procos rasoaveis, em cazado Frederico Robilliard,
ra do Trapiche-Novo, n. 18.
Na ra cstroita do Itozario, loja de eiicaderiiu-
cilo, n. 34, vendem-so os seguinli-s livros : Musen
Pittoresco, jornal publicado em Lisboa, 1 v. com
4ricis estampas, por 12,000 rs. ; (lilhrui, 4 v. por
3,000 rs.; o Espillo do campo neutral, 4 v., por 3/
rs. ; Evaristo e Theodora, 4 v. por 3,000 rs. ; a For-
mo* Donzela do Porlh, 2 v. por l,GUo rs. ; a Philo-
sopha por amor, 2 v., por 1,600 rs. ; Manual do
chimica, 1 v., por 2,500 rs. ; Carda serfica, 1 v. ,
por 2,000 rs. ; ObscrvacOesa caria constitucional 1
v. por 1,500 rs. ; Historia da revolueflo de Pernani-
buco, 1 v, porl.OOrs. j I). Joo do Castro, 1 v. .
por l.ooo ri ; Kovo loslamoulo, I v. por 1,500 rs. ;
Arilbinotica do llesoul, 1 v. por 1,200 rs. Itoeicu-
edes do homem do bem, I v., por 1,000 rs.; As
3ualro estacoesdo dia 1 v., por l,6e0 rs.; ditas
o anno, poema, 1 V. por 1,600 rs. ; a Meditaco ,
poema 1 v,, por 2.0J0 rs. ; Ceorgicas purlngue-
zas, poema, 1 v. por 1,600 rs ; Poesas de 'aisla o
Silva, 2 v. por 3,000 rs.; Crammalica portugueza ,
por Constancio, I v por l,50ori. j llego, dita in-
glcza, 1 v., por 3,000 rs. ; dita por Constancio por
1,600 rs ; Virgilio. 3 v. por 3.000 rs. ; Tito l.ivio .
1 v,, ior2,000rs. ; Conidio, 1 v. por 2,000 rs. ;
Homero, llliad.i,. I v. por 1,600 rs.; Phedro, 1 v. r
por 1,000 rs ; Cicero, I v. por 1,000 rs. ; Salustio,
burro, 1 v por fc.OOO rs. dito em latim I. v. ,
por 1,000 rs ; Seleta, 1 v., por 800 rs.; Historia .lo
Inglaterra cm inglez 1 v. por 1,000 r.s. ; Arle po-
tica 1 v.., ror 1,600 rs, ; o Sino das duas inuas 1
v. por 1,000 rs.; Rrito, tragedia, 1 v. por 800 rs. ;
biblia em latim, muito til para os sacerdotes, 1
?., por 6,000 rs. N'a mesma loja continua-se .1
trocar obras
Vende e,> ,n rt,n do llancel. sobra-
do n. Si, cera para limasdeclieiro de co-
res, a 1,000 rs. o libra.
Na tua de Agoas-Verdes 11. 46 vendoni-se ::
cscravas do nagao com habilidades e que nflo silo
viciosas; urna dila boa quitandeira, por 300,000 rs. ;
um famoso e oplimo escravo oflirial do pedreiro ; m
ditos para todo o servico ; umdilo sem vicios nem
achaques de 25 annos ; 2 bonitos moloques; umu
bonita mulalinha prenhe, motivo pur que se vende.
Vendem-sc saccas com arroz de va-
por, de superior qualidade, a asaoo rs. a
arroba, editas do mais ordinario, a isooo
rs. : no armazem do fallecido Braguez-
Vende-se no paleo do TeYco* venda
11. 7 ,1'uriulia muito superior, em saccas,:
aj


.
1
.*

sas
, T Vcndem-se barriquin'.ias corneal virgem de] Vcnde-se a verdadeira e muito superior fari-
>a muito nova : techadoras para portas de nha SSSF, a retalho e em porcSb ; dita deoutros iu-
rmazem ; relroz do Porto ; barr com alcatrito da
huecia ; pilulas da familia' ; ancorlas com azeito-
as, por prego commodo : na ra do Vigario n. II,
armazn] de Francisco Alvcsda Cunha.
Na loja de cambio da ra da
Cadeia do Recife, o. 58,
vendem-se meiosbilhetes da 4? lotera do llioalro
de S.-Pedro. A cllcs anlos qo se acaben) certos de
que nesta casa cstevoa venda o meio bilbele n. 5,243
quo sabio premiado com 10:000/do rrs na ultima
lotera quo correu no Ho-de-Janeiro, e veio a lista
pelo ultimo vapor, cliegido em 2 do corrente.
Vendcm-se taimas america>
ias aleo palmos de largura
e de todos os comprimcnlos.quo lia niuilolempo nflo
locm viudo e os frceuczes experimentando a falla
ilesla excedente qualidade. A ellas que silo poucas e
o proco he barato. Atrs do tbeatro, armazenv jun-
to j\ maro, de Joaquim Lopes de Almeida.
Vendcm-se poca* de madapollo muito largo,
rom 20 varas proprio para lorio e roupa de escra-
vos a 2,800 e a 3,000 rs.: na ra do Caes, ir. 17.
Yciidc-setima porgio de bolacha ordinaria,
propria para escravos, por precio commodo : na rua
Dircita, padaria n. 26.
)
Vcnde-se na ra da Cadeia do
Recife, n. 3;, cera cm velas, fabri-
cadas no Itio-de-Janeiro, em urna
das mcliiores fabricas, e em caixas
pequea*, muito bem sorlidas, por
^ ser de 3 ate 16 em libra; e tnm-
bem lia velas de urna c de mcia Iibra>
|j brandos, por preco mais barato do
# que em outra qualqucr paite.
Vende-se, na rua do Trapiche, n. 44, um prc-
to crioulo bom vaqueiro c <|uo entende perfeita-
iiicnle de agricultura ; 2 prolas urna de 10 anuos,
e a outra de 24 a 25; de todos estos escravos se
aflanca a conducta o perfeito estado desau.de.
Cha nacional de S.-Paulo.
Vende-seo muilo superior cb de S.-Paulo em
caixas do 1, 2, 6 c 13 libras : na ra da Cadcia do
liedlo loja do Ju.'io da Cunha Magalhilcs.
No armazcm de Joaquim da Silva
Lopes vendcm-se saccas com caf de es-
culla de primeira qualidade. a 1,700 rs.
a arroba ; barricas com bacalbo de esca-
ma a 9,000 rs. ; ditas com farclos a
4,ooo rs.
Vendein-ie barril pequeos com cal virgem de Lis-
boa, a mal nova que ha no mercado, por preco co-ui
modo : na ra da Moda armazem n. 17.
Potassa.
Dcsembarcou La poucos das urna por-
cao de barris pequeos, com muito nova
e superior potasse, e se acbam venda,
por preco mais barato do que ultima-
mente se venda, na ra da Cadcia-Velba,
armazem de Baltar&Uliveira, n. 12.
Vinlio barato.
Acha-sc eslabelecdo na ra da Madre-dc-Deos,
n. 36, um armazem de
Yiulios da Figtieira,
do ptima qualidade, a prego de 1,200 rs. a caada,
e a 16 rs- a garrafa ; e para n3o liaver dolo do com-
prador serflo lacrados as garrafas e com rotulo,, re-
oebendo-so a garrafa vasia, e dando-se immedijta-
mente a outra ebeia : lambem ha barris muito pe-
queos proprios para quem passa a fesla. O pro-
pietario desto estabelecimento pede encarecida-
monte que se nSo illudam avaliando, pelo diminuto
I 1 go o si'tu conbeciniento de causa a qualidade de
sna fazonda digna por corto da estima dos verda-
ilolrns amantes da boa pinga. Elle conta que quem
urna vez provar continuar com goslo e sem arre-
peiulimenlo. K o bom preco! !.' A todo .0 exposlo
ecreseo o nssoio e hom acondicionronlo o que
ludo se poder verificar em dito estabelecimento.
Farclo,
em barricas a 4/00 rs. ; saccas grandes, a 3,50o
rs., ditas pequeas n 2,800 rs : no armazem do J.
J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 3.
Cal de Lisboa.
Vcnde-se muito nova e superior cal
virgem de pedra, desembarcada lia pou-
cos (lias, e cm bairi.s pequeos de quatro
arrobas e mcia : na ra da Cadeia-Yclba,
armazem n. 12.
Vende-se cal .virgem de Lisboa,
ebegada no ultima navio, cm barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
qucr parte: na ra do Trapiche, arma-
zem n I7.
Vende-so urna armagilo que se vaj desmanchar,
propria para quem quizer por algu-ma venda de no-
vo ou mesino para qualqucr oulro estabelecimen-
to por ser de madeira muil grossa ; um bom bal-
do e mais pertences : ni ra da Cruz, no Recite, ar-
mazem n. 9A.
Na ra da Cruz, armazem n. 26, vendem-ae os
seguintes objectos para liquidadlo do coritas: sola ,
couros miudos, chapos ile ralba esleirs ,' cera de
carnauba saccas com farinha, o outros objectos.
tores : na ra do Vigario, armat.em de Francisco Al-
ves da Cunha, n. 11.
Na padaria da ra da Guia, no Rcclfo haver
todos os das a venda o novo pilo de Proveneja fa-
bricado por oulro modo que o aclual e da melhor
farinha que ha no mercado : por este motivo nSo se
pode fazer senfloa 40.80 e 160 ra.
Vende-se vinbo do Porto, muito superior, e
do oulras qualidades', em barris de quorlo, quinto,
seito, stimo oitavo ecm pipas, por preco milito
commodo : na ra do Vigario armazem de Fran-
cisco Alves da Cunha, n. II.
-- Vendem-se muilb boas nozes, chegadas lti-
mamente por preco commodo: no caes da Alfan de-
ga armazem do Das Ferreira.
Agencia da fundicao
Low-llor, ra da Senzalla-
nova, 11. 42.
Neste estabelecimento contina a lia-
ver um complete sortimento de moendas
c mcias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor,e taclias de ferro batido e
coado, de todos os tainanhos, para dito.
Vende-se um lindo moleque de 12annos; urna
bonita mulatnhadc7 annos: todos em. conta por
seren do pessoa que se relira : na ra larga do 1(0-
zario loja 11. 35, se dir quem vende.
Taboado de pinho da Suecia,
de 10 a 35 palmos
dcoomprimento o melhor quetem chegado a este
mercado, em razo do se poder envernizarem qual-
qucr obra por nilo ter nos e ser muito alvo son-
do costado, costadinho, assoalho, forro o para fun-
dos de barricas : vende-se a prego que o comprador
far todo o negocio : atrs do llieatro, armazem de
Joaquim Lopes de Almeida.
FARKLO EM SACCAS DE 90 UBRAS :
vende-so no armazem de Vicente Forrcira da Costa ,
na ra da Madre-de-Deos, a 3,500 rs.
Vcndem-se semeas cm saccas muito grandes,
a 4,500 rs. : na ra da Madre-de-Deos, armazem de
Vicente Forrcira da Costa.
Vende-so, por preco commodo, para se fechar
conlas bom fumo em folha para fazer charutos,
cm fardinhos pequeos: no armazem de Joaquim
Felix.da Rosa, na ra da Madre-de-lleos.
Vcnde-se a venda da ra do Apollo, n. 21, com
poucos fundos : quem a pretender, dirja-se a ra da
Madre-de-Deos, tralar com Vicente Ferreira da
Cosa.
. Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almeida & Fonseca,narua do Apollo.
tilho ; o primeiro, segundo e trceiro voluntes da
Lizia-Poetica.
Vendcm-se muito superiores batatas a granel ,
chegadas no primeiro do corrente moz a 720 ra, a
arroba, porgflo de'10 arrobas para cima e menos a
800 rs.: na trivessa da Madre-de-Deos, armazom
n, 16.
' Vendem-se 5 lindos molequesde 12 a 16 annos;
3 pretoa de 25 > 30 annos ; 4 pardos de 16 a 25 an-
nos ; duas mulalinbas de Ifi annos, com habilida-
des ; 5 pretas de 12 a 20 annos, algumas dolas com
habilidades : na ra do Collegio, n. 8, se dir quem
vende. 1 }
-"Vendem-so duas pretas, urna de nacflo de 16.
a 18 annos, que cose alguma cousa cozmtia e faz
todo o servigo de urna casa e a outra crioula ,
e vendedeVa de ra; vendem-se por seu senhorre-
tirar-se para fra com brevidada : na ra da Trom-
pe sobrado n. 1.
No deposito do Me. Calmont & Companhia, na
ra de Apollo, armazem n. 6, acha-so constante-
mente grando sortimento de ferragens inglezas para
engenhos do ossucar como sejam : taixas do ferro
coado do dilToronlea modelos-, os mais modernos;
ditas de ferro balido ; moendas de ferro do mode-
lo adoptado para armar em madeira ; ditos todas
do ferro, tanto para agoa como para animaes: ma-
chinas de vapor do frca do quatro cavallos o de al-
ta pressiio o mais moderno o simples quo lie possi-
vcl ; repartideiras ; espumaderas ; resfriadeiras de
ferro estanhado; formas de ferro: ludo por preco
commodo.
PUnOVINIIO.DA FICUEIRA.
Existe no armazem de moldados, atrs do Cor-
po Sanio n. 66 urna grande porc.lo deste genui-
no vinbo que se est vendendo pelo diminuto pre-
co de 1,120 rs a caada e a 160 rs. a garrafa ; lam-
bem ha em pipas que se vender mais em conta : be
eslo o melhor de todos os vinbos que se teem an-
nunciado pela sua simplicidade e ptimo paladar:
quem urna vez o beber jamis deixar de o com-
prar.
Vende-se muito superior lagedo de .Lisboa, e
cal virgem em barris de 4 arrobas, por mdico prego:
na ra do Vigario, n. 19.
Chcgoii da Franca na Julei e acha-se a venda no
seu nico deposilo cm casa de Kalkmann IrmSos, na
ra da Cruz, n. 10, o vinbo de
Champanlia marca estrella
da fabrica de Moet & Chandon em Epernay cujo vi-
nbo ltimamente achou a maior approvagflu na Eu-
ropa.
Vcndem-se cassasbordadas, brancase decores,
a 390 rs. a vara ; cassa-cbila muilo lina a 500 rs. a
vara ; los prctos para senhora a 2,000 rs. ; ineias
de soda para homcm a 900 rs. o par ; ganga azul ,
a 80 rs. o covado ; meias para meninas, a 200 rs o
par ; ditas pretas poro senhora a 200 rs. o par; o
outrssmuitas fazendas por prego commodo: ua ra
doQueimado, 11. 47, luja de duas portas.
Aiuda existe um icsto de chocolate do musgo
eslandico 011 thesouro do peilo para losse e do-
res de peilo : vende-so nicamente na ra do Quei-
niado, ns. 16 o 17.
Vende-se um_ piano pelo diminuto prego de
200,000 rs. : na rudj Queimado, n. 17.
Silo chegadosos nielhores charutos de S.-Fclix :
vetidcm-se na ru.-i do Queimado, 11. 17. Do-se amos-
tras nos compradores.
Vende-se unta escrava crioula de 30 annos
pouco mais ou menos o de bonita lignra : em F-
ra-de-Porlas, n 145, se dir quem vende.
A bordo do patacho tlagoeiise, em
frente do trapiche do algodao, vende-se
farinha de mandioca de muito boa quali-
dade, em grandes c pequeas porces,
por preco commodo.
Vende-se a muilo superior linha do roriz, cm
caixas : na ra do Vigario, n. 19.
-- Vendem-se aeces da ex-
ttncta companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vendem-ae presuntos para fiambre; quoijos
londrinos ,-'ditos de pralo ; latas com bolachinha
finado Lisboa ; ditas de araruta ; conservas novas ;
moslarda ; potes com sal fino ; latas com marmela-
da nova ; ditas com hervidlas; caixinbas com mas-
sas linas ; vinbo moscatel de Setubal; dito Slterry ;.
licores linos ;e outros mais gneros, por prego com-
modo : na ra da Cruz, no Recife, n. 46.
FRELO
cm saccas muito grandes,
a 3/6oo rs. a sacca:
no armazem do Braguez ao pe do arco da Conccigilo.
Na ra do Crespo, loja de 4 portas, n. 12, ven-
dom-se chapeos de castor prctos, de muito boa qua-
lidade a 4,400 ra.
Vendem-se saceos com farclo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
preco de 3,4oo rs.: na ra da Sansalla-
Velha, n. i38.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, desembarcada hontem, por pre-
co muilo rasoavei, vista de sua muito
superior qualidade : na ra do Trapiche,
n. 17, e ra da Cadcia, n. 34.
CHA' BRASII.EIRO.
Vcndo-se, no armazem de mulhados, atrs do
Corpo-Santo n. 66, o mais excedente ch produzi-
do emS.-Paulo, que tem vindo a este morcado ,
por prego-muito commodo.*
--Vcnde-se ago do Milito, dilo grosso em barras
largas, por prego commodo : na ra do Vigario n.
4, escriptorio de liolh & Ridoulac.
. Vcnde-se panno de algod.lo da lejra de mui-
to boa qualidado, a 220 rs. a vara : na la do
Queimado, n. 57.
Vendem-se 8 compoteiras 8 garrafas, 8 co-
pos de vidro fundido urna porgflo do palos de lo-
dos os (amanhns ; ganga azul trangada a 160 rs. ;
dita lisa a 120 rs., propria para caigas e camisa do
escravos do engenho : na ra das Larangeirss, n. 29.
Notos riscados monstros ch-
nozes, a 560 rs o covado.
Na loja deCuimarfles & Companhia, na ra do
Crespo 11. 5, veudem-seos novos riscados chine-
zcs finos de padrOes muilo lindos, e os mais mo-
dernos que teem apparecido nesla ci'dadc, de vara
de largura pelo barato prego de 360 rs. o covado.
As novas casimiras de algo-
dao, a tftiOrs. o covado.
Na loj n. 5 da ra to Crespo, vendem-so as novas
casimiros do algodito de padrOes os mais ricos quo
leem apparecido ueste mercado pelo barato preco
de 560 rs. o covado.
o tambem livros para aulas do lalim e francez, tuda
por barato prego.
Vende-so umesoravo pardo, bom odlcial de car-
i'inn: quem o 'pretender dirijn-sc a ra da-Cadeia
do Recife, n. 38.
,'DE 6 RORTASNJ2
Nesla loja ha urna grande porgSo de chitas
finase de coros li xas, que para se acabarem
Com brovidade, vendem-se, as peca! a 5,800
ra., o o covado a 160 ra.; bem como um res-
to do riscado monstro, a 240r$..
M
Madeira de pinito
Vende-so a melhor madeira de pinho quo tcm
vindo a esto mercado: na ra da Madre-de-Deos,
arma/om de Vicente r'erreira da Costa.
lgodio trancado da fabrica
de Todos-os~Santos da
laliia ,
muito proprio para saceos deassucar e roupa de es-
cravos : vondo-se em casa de N. O. Biober & Com-
panhia na ra da Cruz, n. 4.
Vende-se na rua rta Cadcia do Recife loja de
iqln da Cunha Mugalhiles.o primeiro Totume dos Se-
to Pcccados Morlaes, por Eugenio Sue, -traduzido
em portuguez por 1.600 ra.; o Mendigo negro de
Paulo Feval, traduzidoem portugiiei por A. Rogo,
1 v. por 1,000 rs ; as poesas de iollo de Lomos Sel-
las Castello-Branco; Amor e Melancola, por Cas-
Vendcm-se chapeos do castor branco, a
4,000 rs.: na rua do Qncimado, n. 22. ,
fOBUK.
Vende-se cobre para forro e caldcirei-
ro : na rua da Cruz do Recife, n. 17.
Vcndem-se superiores lonas americanas, de
todos os nmeros ; chapeos do Chili, linos e de' cor
muito alva, como teem vindo poucos ; potassa nova,
superior, por proco muilo commodo : na Praga-do-
Commcrco, 11. 6, a tralar com Manoel Ignacio de
QVOr.
NOVO PAO A PROVENGA K BOLACHIMIA
REGALA.
Fabrica-se na Santa-Cruz, padaria de urna sopor-
ta, com a frento para a rua do Sebo; as'sim como
tambem toda a qualidade de bolacha de diOcrcnles
tamaitos, entre ellas a bolachinha d'agoa o sal de
30 cm libra, furadintia, lorradinha eludo o mais quo
he proprio deslCs estabelecimritos, empregando-se
sempro as mclhnres e mais novas familias quo ba-
o mercado : o mesmo se aclia, a venda na travessa
da Madre-do-Iieos, n. 13, deposilo da rnesma pada-
ria ; o-na esquina da rua do Collegio, venda do So-
bral, tfio lmenle a bolachinha regala doce.
HYMNODOPAPAPI0IX.
Na ruadoCreapp, n. II, vende-M o resto da bel-
la composIgiTo musical a 1,000 ria cada um; o Ca-
pibaribe esta a venda na mesria loja avulso a 80 ra.,
-- Vende-se urna boa casa de um andar e solffo ,
com quintal o cacimba de excedente agoa de beber,
na rua do Hospicio por preco commodo por sen
dono ler de sabir da provincia : a tratar no Aterro-
da-Boa-Vista, loja da esquina do boceo.
Vende-se urna casa terrea de poJra e cal, na
estrada de S.-Jos do Mamguinho, por barato prego
na rua da Cadcia de S.-Antonio n. 91.
Lonas inglezas.
Vcndem-se pocas de lona Jngleza, de
boa qualidade, e por preco mais barato
do que em outra qualqucr parte: na rua
da Cadeia do I'.ecife, armazem n. 1a.
Vende-se urna imagem de S. Joflo.Baptisla
muito perfeita na rua da Cadeia do lleoife, loja de'
inflo Jos de Cirvalho Moraes.
Vende-se, por precisilo, urna escrava de habi-
lidades, sem vicio algum de bonita figura o quo
lie bem educada; na rua do Rozario da Roa-Vista
sobrado do um andar com a vramla pintada de en-
carnado. '
Vendem-se charutos chegados ltimamente di
Baha bem como : populares, bom-gosto, regalia:
dizem que os populares silo os mcliiores que tecni
apparecido neste mercado: na rus Nova, p. 18. Na
iiiesmalojataiiilieinse vende um par de'dragonas
novas para odlcial subalterno urna barretina um
barredlo, urna canana : ludo por prego commodo.
Vcnde-se um cscravo muilo bom para quem li-
vor sitio por cslar.acostumado ha annos em sitio
be bom vendedor de nudas, sabe bem compraros
arranjos do urna cisa entende de todo, o servigo
lava mui bem urna casa de sobrado com lodo asscio',
por prego commodo : na rua Formosa, na terecir
casa-
Na rua Nova, n. 18, loja do M. A. Caj, lia um
completo sortimento de roupa fcita do todas as qua-
lidades, tanto superior como mais inferior; hem
como fazendas de todas as qualidades temientes 1
homcm para se fazer qualqucr obra de encommen-
da. Na rnesma loja vcnde-se um moleque do 15 an-
nos pouco mais ou menos.
Vendem-se tres partes de tres hordeiras da fal-
lecida D. Maria do Nascimento Tcixeira, no sobra-
do que fica defronledo Becco-Largo na rua da Ca-
deia do Recife por preco commodo : a fallar com
as ditas herdeiras no sobrado da esquina do becco
da l'ol que vira para a rua das Crufea.
Vende-se um elegante pardo de 18 annos : pro-
prio para pagem : na rua da S.-Cruz vend n. 8
se dir quem vende.
Vendem-se 50 palmos do frente do terreno que
linda a estrada da Capunga indo para o porto da
Madeira em lleberibe ,t tendo .fundos al o rio : na
rua Imperial, n. 21.
'Vcnde-se um piano perpendicular, do Jacaran-
da muito commodo, por nflo oceupar muito es-
pago do sala eiu bom uso: na rua da Cadeia de S.-
Anlonio, n. 17, por cima doarmazem do lijlo, do
lado da cadcia.
Vende-se farinha do reino muito nova assu-
car leliia, maiarrflo, passas, farinha, araruta, ta-
pioca, genebra di llollanda superiores vinhos en-
garrafados o a relallio superior cerveja branca o
preta, manteiga franeczao inglezii, cha, rap, ar-
roz, breu .esleirs do sul; ludo do melhor e por
mais barato prego do que em outra qualqucr parte :
na rua de dorias, venda 11. 52, na esquina que volts
para a rua deS.-Therezs.
Vendo-so a vnda da rua do Mondego, n. 64 ,
com commodos para pequea familia o com pou-
cos fundos : a tntar na rnesma venda.
Nadeslilagaoda Ribeira, n. 17, vendcm-se 3
escaleresdo quatro remos, um com 90 palmos de
qiiilha, o o oulro de 30 todos novos feitos de se-
dro e bem construidos. .
Escravos Fgidos
Fitgio, no dia 3 do passado um cscravo, de ne-
me Manoel de altura regular, cheio do corpo,
tcm bstanle marcas do bexigas; levou caigas de
riscado velhase camisa do algodfozinho -. quem o
pogar leve-no a seu senhor, Miguel ios llarboza
GuimarKes na rua do Crespo n.5, quo ser grati-
ficado.
Ftfgio, no dia 18 de outubro do engenho S.-
ioilo, no Cabo, MarcolinO, pardo Iriguciro, do 19 an-
nos, estatura regular, cara redonda, olhos pepuenos,
denles limados ; lovou duas caigas, unta de brim
pardo e outra do'rlscado azul; quem o pegar leve-o
o referido engenho ou a casa do Lu*: Gomos Fer-
reira no Mondego, que ser generosamente recom-
pensado.
Boa recompensa.
Fugio, do engenho Taquary, comarca de S.-Anllo,
110 domingo, vespera do Testa do Natal, o crioulo
Manoel, natural do sertflo do Sirid: lio alto, da
bom corpo cf fula cabello pouco pichaim al-
guma cousa barbado pese mflos seccas, o em una %
das mflos junto a munheca urna cicatriz bem visi-
vel proveniente de tallio o no peilo do p oposto
oulro igual ; tem 20 e tantos, annos : quom o pegar
levo-o ao dilo engenho ou na rua do Queimado ,
n. 27, que aera recompensado.
P-5N. : NA TTP. DI M. P. DE FAMA.----lH4<)


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