Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06210


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Full Text
Auno XXV.-..;
.:___.____ O DIARIO pub|lca.-ae todo os dlat que na
orrm de gaarda. 0 preco da assignaturo, Ir
-> -

Terya-Wra 2
liiiimfioP
nubllMOS*
MIASES DA LA NO MEZ DE JSELO.
Oeaora*/, a 2, s 5 horas e 19 mln. ilajiaiib.
Lua cliia, a 8,'s 8 l.orat e 31 mln. d*ar*.
Mlngointe, a 16, a 4 h orate: mu. dafnan.
Lua nova, a 24, s 7 horma e 4$iud- dir
"
PARTIDA DQfi
Goianna e Parahlba.Altas, e .tas-felras.
RIo-G.-do-Norlc, quirffat-feiras ao meloda.
Uibo.Serlnliaein, RI-Pormoso, Porto-Calvo
cel, no I. a II e 21 de cada meil
Garanhuns e Bnnllo, a 8 e 23. ^
lloa-Visla e Flores, a 13 e 28.
Victoria, Olinda, iodos os das.
' PllEAMAR DE HOJE.
PrlmelrTas 10 horas e 54 minutos da manli
Segunda, as II horas C18 minutos da tarde.
de, Janeiro de 18*9.
- i i.......i

N. I
das da semana..
1 Segunda. %* Clrcumclsa* lo Srnlior.
I-criado par* os negocios forenses poi
toda a semana.
2 Terca. S. Itldoro.
3 (Juana. S. Aprigio.
0 Quinta. S. Tito. ^
5 Sexta. S. SlmeSo F.stelllta.
abbado. >* Dia de Res. Sa. fiaaajr
Malthasar e Belehlor '
7 Domingo. S. Thcod JL
CAMBIOS NO DIA 30 DE DEZBMBItO.
Sobre Londres a 25 d. par/000 r. a (Odias.
" Pars
Lisboa 120 |"ibr cenlo de prrmio. .
no-dc-Janeiro au par
Dse, de lote, de boas firma. /, Z a luez.
Acccs da eoinp. de Deberlbe, a 501 rs. ao p.
(Juro.Oncas hcspanraalas. SlfOOO a .71/000
nlocdas dcti/400v. 17/1)00 a 17/200
> de 8/400 n. 16/200 a 1(1/400
de4/00... ti/:>00 a 9/300
Prn Vetos coluinnarios. 1/960 a 1/980
Ditos mexicanos..... 1/9O0 a 1/90
PARTE 0FFIC51,
HELA
?RIO
i-naiio Feriria
tionavequo repartido da opposglp, animado e di- ,j detorminada pelo ministerio da guerra, n aodas
runo por aquqlles deputados, o dosprifznndo intei- Alagoas urna parte do 2. batalliilo de artilharia a
ramenteos meios egaes. que Uie nilo fallavam pira p, que all se chava destacada, toquisigocs estas
ornar a reparago de qualquor injustiga que porven- quotoram satseitasci
tura sollrcss*,.so preparava para um movfmerito ar-
mado, e os fapte* que successivamete occorreram,
i provam^que em muitos Jugares da provincia
OOJll Q.HC U -*w US. ^ \ ."i '---------y,-- y.,, uiuiii's m^tn:. (la provincia
' PeniMentregoniiidinlTiistr^6o testa- esuvam as causa* dispo.stas para cssoflm. Oprimel-
provlncin un Ex Srv rtesemba gai,lor ,nd.,c! Ppareceu na villa dol'o-d'AIo. em llns
Mnnocl Vleira Tfstn.
Jllm. e E.vm; Sff- llavendo eu feto entrega
i V. Ex: da presidencdrsla provincia no da 25 do
correte mez, por terlldo removido para adoMa-
ranli'So, cmpro agorl do modo possivcl o dever
queme impe o avisada secretaria de estadqrdos
negociossln imperio cr II de marco ultimo, jando
a V. F.t. algumas infkrmiges sobre o estado dos
negocios pblicos, aljm diquollas que V. Ex. acha-
ra na corresponden* ofllcial e documentos que
rVvn em sen oodr. /
Eu julgar-mc-hia muitfjfcliz, se, rcaiisaiias as vis-
tas pitvnaes do govera imperial, tjNre tanto me
honra Com a sua confales, assim como as sinceras
intonges com que aceln esto cargo, consislisse a
minha actual tarera em.M.r conla a V. Ex. de nave."
promovjdo alguns dos helhoranientos que a pro-
vincia reclama, o que si pilem ser empreliendidos
em teinpos regulares obacillcos; mas os Rnccessos
quo oceorreram dura re o curto espen de minha
adminislroeBo, obrigair-me a ocCupar quasi elu-
sivamente a attecn *3 V. Ex. com o que diz res-
peitoatranquillUfadeflscguranQa publica.
Verificada a tninlia posso no dia 17 de outnbro,
apresentou-me o mot jllusLroantecessor o reluto-
r*!" de 22 desse mez, quo agora tenho a horjra de
m ssr s misos de V. Ex. e posto que a- profincia
eceste gozar entfl j de spcego, excepto a coparca
do I'aja-de-Flores, cu n(Io livea fortuna de nutrir
por multo lempo s Sesms convicios que elle ma-
nifestara a respeitode sa conservadlo, o que bam
se explica reta divtrsidade das circumstanciils e da
sllua^llo em que cada um de nos se ochava enlloca-
do. NSo era anda cjiegado o dia 10 de noveml h via sido dosignado para a eleicfio das cariaras e
' ji.,j!cs de paz, e j se manifestava o geral pfesentl-
mento de que por essa occasiio, o.principtlmente
V na capital, poderia ser compromettida a orem pu-
lilica na lula dos pirtidos aqui existentes, eja mili-
to irritados por onlras lucias anteriores,^ iiudancn
da poltica operada em 29 de setembrn vinha dar
necessariamente urna nova dlrorrjao marcha do
cada um d'cllcs, e o que at entilo havia fzado c
exnrciili toda a iafluencia das posices Ofllciaes,
comquantp annuiiciaasc logo depois da milha posso
a ifltencBo* de proceder segundo q niereciriento dos
mous actos, privou-me cm poneos dias di esperan-
za de ver cumprida cssa promessn, porgu observe!
que o simples fado da organisflcio do nvo minis-
terio, oujp pensamenlo poltico devia euiscguir na
provincia, j servia de them aos escritos desso
mesmo partido, im; tanto lnhain de calumniosos e
injustos," quaulo de prjudicfacs a ordim publica.
Istn seria bstanle para convenrer-me de que por
maie justos e moderados que l'ossem os acles 4o
goVerno, n'io desistira a ojiposiqo dps projectos
que havia formado, e.que um s meiohlveria de evi-
tar por algum lempo a% suas aggressOes, isto ho,
conservar nos einpregos, particularmetle da polica
c da guarda nacional as pessoas da s*a intima con-
fianza, einbura so a presen tassem man'fe.slamcnto in-
fensas aos'principios polticos o aos actos da nova
administracSo.
Os Iromons sensatos recouliecerao tecilmente que,
se eu mn suhjeilasse a tal comlie.o para obter o
apoio de um partido semprc exagerado em suas pre-
teiigOes, teria trahid os mens uns sagrados de-
veles, teria oxposlo a provincia s funestas conse-
qucr.cias dg,,um estado verdaderamente anormal
o anarchicn, conservando-sc depositada toda a au-
lorWi de o toda a fdrea as rollos dos adversarios do
governo, o os sous amigos opprimidos 6 cxposlosa
vexacOesde todo o genere. Noobstanlo, porm. os-
las c nsideracOfa,*' procura va anda convencer
oppotc3o.de O/ues vistas c iittencOes do enverno
eram bem diversos das quo ella Ihe attnbuia, e no
vagar com que resolva a dcstitioSe, alias ncesa-
lia.de alguna fuiccioiiarios, julgav dar-lhe nina
provatjtfie, bem longo de pertender persegu-la o
-la, > quena oblcr as necessarias infor-
lora nomaar boinens dignos de conlianca
>or'SpU carador e pos'icao, cc-pazede administrar^
jusitya a lotfoa os partidos. A nada disto Ihe convi-
iha nltender.taiilojue no dia 3 de novembro, sen-
to anda inuito diminuto o numero, das demissoos
1 esolvidas, e muilo menor o das que so haviadi pu-
blicado, vie.raint.tercomuiigo alguns dos deputados
da provincia fice declarar-mc que, voriiidada a
jubttituijiio ile coi tos empregados, eiles nilo res*
WtUderiaui pela liahquillidade publica .' Itepellindo,
'nufjaBe cumprio, a u/neaca quo me pareeeu desco-
11 ir e S^uss psIsV.'as, s;r,ds iralci de naostrar-lbos
o- Mn que laboravarj), o #do fazcr-lhes sen-
e o governo dsejav ser tolerante, a
'oios, mas quo ilisso niln se segua
o do direito.de cscolhcr bomons
aa inc.'fa conlianga para aquel-
exefejj^o-jodesii influir sobre
leragniHWifeego publico: 2.0
*a que o simples exercicio desto
molivo ou de pretexto para uuiu
se ella iufelizniento apparecesse,
o meu dfever, empregando lodos
odessedispr para o rcstabeleci-
dn outubro, tentando o proprio commandanto de
um diHjtacaniento do corpo de polica revolta-lo con-
tra a legitima autoridade, para incorporar-se eom
c a um-ajuntamento sedicioso, que j comec^va
a-rormar-se no engenho Lavagom; e no dia 5 de no-
v,embro recebi um oftlciO do djblegado de Naxarelb,
com d>ta do 4, repetindo pouco mais ou menos a-
quillo mesmo que os eputadOs me haviam dito no
dia 3. Anda all nilo havia chegado urna srportaria
de demissSo, mas a oxetu^flo do plarro comecou no
mesmo da 5, sendo a villa invadida por gnnde nu-
mero de revoltosos, quo por sq/prezase apoderoram
tas a-mas do destacamento que-a guarnocin. No mu-
nicipio de Olind, onde no havia sido mudado um
so empregado, cq4ne?ou o movimenlo no dia 7, mar-
cuando para fra da cidade urna parlo da guarda
nacional alllclnda ecommanJada pelos propriosehn
es que eu anda eons-rvava, o depoisdo rCforcaila
por diversos contingentes Jo outrqs pontos, foi oc-
cupara villa de Iguarass.
A todos os momentos chogavam-T>c noticias do
rcuniOes mais ou mono iwmorosas de gente armada
em outros dislriclos, e ai autoridades pulciaos, quo
eu-inda nlm havia mudaMQ,so asnUoa'nimavam.e
l'ngiam abertamenlo, mostrajiui-tnntventes,
ueixainlo do fazer ao governe as participados a
que eram obrlga'Jas. Entretanto os directores da re-
yolta procuravam acoroQoa-la por todo os meios
linagmavois, levando a audacia a ponto de apregoar
quo. apenas organisadas as suas Torgas nos dislriclos
uoiora, viriam da> combata ao governo nxs ras da
Propra capital, oudo lambem nilo fallavsm elemen-
tos de desordem.
Logo que Uve novicia da rouniiTo do Iguarass, fiz
daquinwrchar para dispersa-la cein pracas do linha
ao manJo do valente capt.lo Rocha Brasil, e porque
lito ptwceaae insuficiente orta forca vista da quo
ja*tinhamos revoltososjinandai organisar immoJia-
lameutrt una columna de operages, oomman lada
pelo distincto coronel Uezerra, que parti na ma-
nbam de 10.
"i revoltosos, furtando-so entilo ao encontr, fo-
nm atacar a trilla guarnocida, e como se-lhe apprpxmassiia columna,
tiveram de abandona-la inmediatamente, o contra-
marchando para Iguarass foram alcanzados em
Alussupinho, onde se deu o assignalado combate de
14 do novembro, quo dcsbaralando-os desconcorlnu
os sous planos de um prximo ataque a capital. Por
csse mesmo lempo iam-se augmentando as reunidos
ddf revoltosos cm outros lugares mais distante, o
como sahissem tambem a campo alguinas autorida-
des o cheles de torgas, que eram liis au sen dever,
dalii se originaran) diversos conflictos, sem quo o
governo da' provincia podosso de mancira alguma
l'ievoni-los. Estes conflictos, que faziam parte do'
plano tragado para anarchisar a provincia, o que
eram tristes MettoS das proclamagOes que a propria
opposg'io diriga diariamente ao povo para cha rfa-
lo as armas, leem sido doscrplos nos scus jornacs,
j) al mesmo om um papel que corre impressocom
a assignalura de alguns diputados, como cousequen -
cas immediatas da nomcago das novas autorida-
des, ou como actos de legitima resistencia a injus-
lieas por ollas pralicadas; mas a simples comparagilo
das djMas de tacs nomeages com as dos sucessus a
que mo rellro, ser bastante para conhecer-sc que
os interessados na revolta muilo de proposito con-
funden! os fictos do mudo que Ibes convein para
attenuar sous* crtmes, e fazer odioso o governo, illu-
dindu sempre O povo.
Os bem fundados recoiosque.eu linha de que Ios-
so seriamente perturbada a clolcilo das cunaras e
juizes de paz, o o immediolorompi ment da revol-
ta obrigaram-me a applicar toda a miubaaltengfio
aos lucios de manter a seguranza publica, e nflo
sendo sullcienles as fdrcaa de que entno dispunha
para guarnecer capital e acudir todos os pontos
amoacados, poisque se dava tambem o facto de 10-
rcm sido sorpreniios piunulilisatlos para o servi-
go do governo alguns destacamentos existentes om
lugares dominados pelos revoltosos, tratei'logo do
augmentar a dita loica pelos meios que passo
ex, r.
A
pod
y
m^rm^mmnw-
1. Elevando provisoriamente ao numero de 100
as inaeas da companhia fixa decavallaria, cujo esta-
co completo devia censtar de 78.
2> Mandando alistar no corpo do polica, para
o qual numeei um coramandanie e ofllciaes couhe-
cidos por sua fidelidade e adlieso causa da ordem,
at 150 voluntarios como pragasaggregadas, com a
j^encao de suUtaTotler opportunamento fto conheci-
fflrotp da asscinbla legislativa provincial s rasOes
ilo meu procediiiiei'to. Alguma praeas assim se
nlisiai-am, mas cm numero muilo inferior ao queuu
navia marcado, sendo, poii^o pouco considcravcl
D aecrescimo do despozaSf .
3. Eazondo demorar nesto porto a fragata ron*s/i-
ufS'', que havia sabido da llabia a cruzar, e pondo
kb a direccSo de seu digno cothmandanlo o capiUo
le fragata Joaquim Jos Ignacio lodos os navios da
armada aqui estacionado*.
. Esta providencia produzo *}fso outros bons re-
sultados o do ser 1 tropa de/,nria efficzmente coad-
juvada pela Mrga naval noorvigo da^uarnigao.
4.' Roquisitando ao af. presdente\do Ceara a
com a possivol promplidilo
5."Mandando chamar a scrvqo de destacamento
em varios municipios da provincia o numero de pra-
vas da guara nacional, quo* parecen siifflcicnte cm
relagflo s circunstancias peculiares do cada um
ilclles. Esta molida nao produzin o desojado efleito
om todos os lugares, porque ain la faltavam-nos ar-
mas jj mungAos, achando-se entretanto os revolto-
sos do posso do quasi todas as quo haviam sido ari-
leriormcnle entregues aos commandantes; mas om
alguns reAio-se um numero de pragas maior do que
seTiavia dosigna lo. Eu tratava ltimamente da re
WTtoJas as orJens expelidas para de accordo con
o commandanle das armas re.Itpir ou augmentar a
frg doca la um dsssos destacamentos, conformo o
actual estado dos lugares onde se actianf collocados,
assim com) do prescrever certas regras indicad is
pelo coronel cmmissario-pagador militar, lano
para o promplo fornecimento de vveres s frgas
que se rounem, como para a organisagro dos pros
qiiedevnm sor pagos pola Tazcnda publica, no que
lom liavdo alguma confusfio, porserom feitas as
dospozas em uns lugares pelas autoridades policiacs,
e om oulros pelos clicfes das mesmas torgas, quando
nao Silo remetlidos os vveres desta capital.
C R'ilendondo-ino con o presidenta da Par.iliyba
pora rjue(izossocollocar na divsi das duas provin-
cias alguma roroo. fjSr. Dr- JoIo Antonio do Vas-
concelos mostrou-seTBIimitio.lqsdo o recebimento
das prmeras noticias do mais vivo dosejo do aux-
liar-mo no restaboleciment da ordom publica ,
como eu esperava do scu esclarecido patriotismo, e
fez log marchar para Pedras-de-Fgo mais do 150
pragas, quotecm nilo s guirnecido a cidadod anna, mas lambona tomado gloriosa parle cm alguns
combates.
. -7.0 Einolmento requisilandoao prosidento da Ba-
ha a tropa e armamento de que podosso dispr.
0 Sr. Dr. Francisco Gongalves Martins satisfez a
este pedido d modo que muto ponhorou o meu fo-
Conliccimcnto e o de lodos os bons Poniainbucanos,
pois aue ileui do Tazcr embarrar sem perda do um
momento o I.* hala!li?li> de cagadores, e gi-amle
quaulidade do armauento, resol ven quo viesso pura
esta provincia o brigadeiro Jos Joaquim Cnellio,
que, sendo entilo commandanle das armas da Itahia,
Ercstou-so a osla importante CQOmissao com a
a voolade quo sempre.o anima para o servigo pu-
erco.
1 a/endo o 'ilt vido aprego da coadjuvago de um
general lao ennhecido pela sua bravura, como pelo
seu afierro e Icaldadc causa da ordem e la mouar-
chia constitucional, jnlguci da maior conveniencia
cncarresa-dviio commando em chelo do todas as
frgas 6*tV opcragOes, c passadoa poucos dias Uve o
pruzerde vi'-lo nomeado para o lugar, quo se achava
Vago, de commandanlo das armas ; dgnando-se
tambem o governo imperial opprovar aquella ninha
deliberago provisoria, como confla de aviso da se-
cretaria d estado dos negocios da guerra do. 11 do
correte.
Aceitando o generoso ofTcrcrimento quo de seus
sorvigos fizeram muitos cidadflos residentes nesla
capital, deiormnei a organisagfio de um corpo de
voluntarios com 8 cnmpinhias de infamara, c 1 de
cavallnria, que ullimumcnto soaddio outru do dis-
tricto da Varzea, nomeando para seu commandanle
o tenentc-coronel Sebastao do Mego Barros, que,
cucarrn nido-so com prazer desta commissilo, den
urna nova prova dos nobres.aenlinientos quo o ani-
niam. Esto corp que j npresenton eiji parada mais
de 00 pragas fardadas o armadas, como V. Ex. ob-
en-ou noda2,f. do cor rente, tem pxir vezes auxilia-
do a (ropa quo guarnece o capital, e cstou cerlo de
que .os cdados qui^ o rompAem, prostar-sa-hilo con-
tentes a lodo o servigo quo as crcumslancias pos-
sam exigir do scu patriotismo.
Anzolo c acllvidade do majnr director do arsenol|
Jo guerra, JoSo Podro de Araujo Aguar, tambem se
deve a jirompla Voluntarios operarios, que se npresento naquclle
mesmo dia conpletamonle fardada, armada, aben)
dispona para todo o servigo.
A presenga dcslas frgas ; as provideucias do go-
verno imperial ; o enthusiasino com que os t)0M
l'ti nambucanos corrom as armas em dele-a da or-
dem publica ; a inabalavel fidelidade da briosa Ho-
pa de linha, no meio de todas as sedcenos: as suc-
cessivas victorias que a Iegalidode toin alcancado ;
a direcgfo ltimamente dada s operagOos-m litares
polo general Roelho, ludo tem concorrido para o m-
tadodoabalimento, a que ss aeham rMuzidosos
revollosos, nilo obslanto a aclivdade com que
procuravam executar osen plano coi quasi toda a
provincia, e a audacia quo ainda hojoosicnlam os
(cuschefes.
Aosque seapresentoram cm iliversos pontos das
cmarcas.do sol foi sempre fatal o encontr com ns
frgas legalistas, como anda ltimamente se obser-
vou no ataque do Camoriin, dundo for.nii desaloja-
dos apezar da supei.ioridade do numero, o do ler si-
do ah forillo ovlenle major Ignacio tas Si<;ueir*
Leilo Silva Crur que ascommandava, vendo-so al*
guns delles na nocessidado do passar-se para a pro-
vincia das Alagas, onde lio do esperar que as com-
petentes autoridades procedam com o rigor da le,
se continuaren! a conspirar, comb so afirma; eos
que no da 27 de novembro liaviam-uccupado de ho-
to a villa do Nazaretb tiveram de ceder logo o posto
Os chejes do liando quo a principio so reunir ern
Iguarass, como j refer, anda depois do combate''
do Mussupinho, trataran! de roorganisa-lo, e obran-
do decombinagao com os outros revoltosos oxis-
tcntns as maltas do ilaluc, conlinuavam amea-
Qir a capital o dislriclos vsinhos.. De novo mar.-.hou
contra ellos urna columna c.immandada pelo coro-
nel lie/erra.que, encoiiiraudo-os no sitio da Maricp-
ia, tacou-os vigorosamente, nilo obstante a sup>.
roridado das posigeaque oceupavam. ohrgando-
os abandona-las.
Daquellodia omdianlo dzia-so goralmentc, que
os revollosos haviam concentrado no Cntuca (odas
e as suas fisgas dos municipios do l.imoeiro, ISazarclh,
- l'ao-J'Allii, Iguarass c Olin la, oapersuasao em
quo oslavam do seren i m penetra veis os seus inlrin-
clieiamonlos no interior das mallas, augmentava
ain la mais a ousadia com quo nsorgilos do partido
ameagavam capital, designando at odia em que
olla teria de sor asaltada. Niloconsentio, porm,
o general C.oelhn quo clles se cunsr-rvassem por mui-
lo tumponessa illusilo,o, atacando-os 110da lOdes-
le mez, oceupou cm puncas horas o scu propno
acampamento* fez Aestruir as lio filiadas trincbei-
ras, e obrigou-ns a fugr em diversas .lireeges, de-
pois de haverem soll'ii'lo considoravcl perda.
Anda nno desengaados reunirtn-sn de nov na
villa de Iguarass, e silion lo quo a cidado de lioian-
na se ochava pouco guarnecida, para all marclu-
iam, o a oecuparam no da 13 depois de um rendido
combato, em quo os legalistas tiveram de ceder
superioridad!) do numero, e falta da mu niguas,
causando todava mo pequeo estrago aos aggres-
aores.
Do posso da cidado, fazernm ,elles soltar logo os
pi'CSos que Cxisliam \n e-a lera, e roiT>::njlloi a'li, co -
mo era de prever, muitos oulros allantados contra
a scguranra individual o do propriedade ; mas a sim-
l'le.s noticia de quo se Ihos approximava urna colum-
na oominandala polo general, quo com efleito al-
l onlrou no dia l, obrigou-os a fugir na tardo
de 14.
Correo logo o boalo de que urna parte de suas fr-
cas appareccra em I'edras-de-Fogo, suspeilando-so
por isso que prctendiain fazer exlcnsivo provincia
da Parahusa o sen plano de anarchia, masdrigi-
tani-se para a comarca do Nazaretb, e marchando
o general em scu seguimenlo, pode finalmente al-
canca-los na povoagilo do Criingy, ondo se conside-
ravam forlissimns, tanto pelo n uero que se havia I

s frgas coinmartdadas pelo brioso tencnle-coroifel
Jos ilaria Ildefonso Jacome da Veiga ivssoa, depois
de um combate, emqua, alcm dos morios uferidos.
)>Winpta repissa dp cofpo luo daquelia provincia, douxaram 5 priiiooeiros.
1
w-


MUTILADO
augmentado depois da orcupag.lo deCoianna, acom
pauhando-os dulii muila gente, porvonlade, on por
coaeglo, (*omo pela vantagem das posigrtes. Entilo
Iravou-so um combato quedurou das 11 horas da
uionbla al s 7 1 2da tarde de 20 do correte, e_
roconhecido valor dos nossos ofliciac.s e soldados al^/
cangou um novo trfumpbo para a sagrada_e^sa
que defeiidom, fazendo-os sonliores da ^ovoagto,
emquanto os revoltosos fugiam protegidos pelas
trevas. I
Agora consta quo aquellos que ainda nao abando-
naram de todo o partido da rovolla percorrarrvaros
lugares em grupos mais ou menos numerosos, safo
leudo ilirecgno certa. A funesta ceguera e pertina-
cia, que riles leem ostentado na pcrpelragilo do lan-
os altcntados, poder ainda leva-losa reunir-seem
aIgiiji oulro ponto, mas ja rednzidos em numero.
dis|frovdos do muugoos, n.lo oceupando urna t
das povuages da provincia, excepto a da Ago,a-Pra-
ta, onde talvcz Icnham ja sido lambem batidos, aa-
gunlo as-ultimas notici is, opprimidos einlim pala
peso da indignago de toda n genio pacifica, quo se
Consterna, c so borrorisa na presenga de tantas dea*
gragas por clles promovidas, nilo poderao certamen-
lo resisiir bravura das iropas que os porsegusm.
Qiiciii indagar a 01 igem o a ilirecgao quo toin tido I
a revolta,conhecer fcilmente que, se ella nflo est
ainda de todo exlincta, he poique aquellos mosmos
quo devciiaui ser oa prinieiros a dar ooxemplo de
amor ordem, e de obediencia constiluigilo e s
les, abusando por lajjir ncrivol da sua prisigo
e da eiv.luhl.nlc do povf>, se esl'orgaui cada ve/ mais
por anima-la, scfti aHtmgflo alguma ao numero de
victimas do tivo a satisfago do entregar a presidencia a V,
Ex. achando-se tranquilla esegura a capital, cuja
posso tem sido o rrincpal objecto das loneas espo-
rangase tentativas dos revoltosos, e aindamis mo
regosjo com a convicgo do quo o scu actual estado
nflo se> a alterado, poia que para levar a efleito as.
providepciaa^uo V. Ex. julgarconvenieutes a ma-
nulengno da ordem publica, pJ)conlar com a mais
leal O decidida coadjuvacao, alio S dos uctuses
commaodaules c olliciaes du iios*sas frgas de mar
de le/a, e dos chelos c empregaijos das diversos re-
partigOes militares e civis, mas lambem de todos os
l'eriianibucauos quo .sinceramente desejam ver a
provincia livre das calamidades da guerra civil.
Euleriu muito prazer em mencionar nesle docu-
mento o nomo do cada um dos.cidadios, a quem me
rclro, para dar-Ibes assim unta fraca demonstrag3o
do nprego cm quo tenlio os seus servigos, o do quan-
to Ibes sou grato, mas recelo cotnmciter alguma
oiissio injusta, posto que involuntaria, a tranquil'
liso-uio co'm a certeza de que V. Ex. e o governo de
S. U. o Imperador saberiio apreciar igualmente o seu
mrito. ./
O estado em que so achava a capital e vanos mu-
nicipios vizinbos no-principio de novembro, nao
permitlia quo no dia 19, designado pelo meu ante-
cessor, se fizesse n cleiglo das cmaras e juizes de
pazcomsocegooliberildde, o por isso toinei a de-
liticragflo de adia-la para 17 do corrontet como se
ve di inmiia portara do 13, quo merecou o assenli-
monlo do governo imperial. Quano>, porum, seap-
proxiniaun o dia por miiii designado, subsistan! as
lasoes'doudiaincnlo, e por oqtTa portara de 9 do


1
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1 1 H i"1
aas-
USTJJt>r


r
v
V,
1


\



eorrente determinei que llcasse referida elcicSo
demorada para O da quo se hnuvesso de marcar lo-
go it-pois t!o restabelecida a tranquillidade publica,
continuando em exerjjcio os actuaos vereadores o
juizes de paz, al quo podessein ser legalmente
substituidos.
Psrcccu-mc que.em taescircumslancias.nenhuma
outia providencia Jiodcria eu dar, e havendo igual*
monte submetlido osla quesillo ao conhecimenlo do
governo, como era de mou dever, ajjuardava as suas
ordens quando entreguei a administrarlo V. Ex-
Quanlu o estado das repartieres publica? pouco
poderia eu accresccntar ao que consta do relatorio
do meu antecessor, poli que, nilo tcn-'o tido lompo
de inspecciona-las, como lcnciona dar algunias providencias mais urgentemente recla-
madas pela conveniencia df servico.dentreasquaes
farei apenas especial ni'-'",'1"'1 da deliboracilo que lo-
mei, om vfrtude de -aiorisaqo do Exin. Sr. ministro
da fazenda, de andar paitar da llieaouraria geral
para a provin-'sl, afim de serapplicada ao paga-
mento de o-iiMiadcis o outras despezas que se acha-
van, tnui,'o-lras>das, a quanlia dccincoonla contos
do re' i"11' cunta do enipiestimo de treseutos cotilos
coivedido 11 provincia pela uuvissima lei do orca-
-lenlo geral.
Algumasdcssas repaitiges carcccm de reformas,
peraasquacs se acha a presidencia autorisada pela
legislarlo provincial: V. Ex cabera a meritoria
taiel'a de leva-las a elTeito, seforem mais serenos os
dias desua adminisiraQflo, como bode esperar, e
eu cordialmrnte desojo.
Ausentando-mo da provincia, e stibmeltendo os
niciis actos aojuizo dos liomons imparciaes, eu n_o
cessaiei de fazer fervorosos votos para que se resta-
beli'ca a paz e a harmona entre os Pcrnambucanos,
como condados essenciacs do sou engrandecinionlo
e prosperidade.
Heos guarde a V. Ex. muitos annos. Cidade do lie -
(ilo du Pernambuco, 29 do dezombro de 1848.
11 ha. eExm. Sr. desembargador Manoel Vieira Tos-
la, presidente da provincia do l'ernambuco.
Hbhcdlako Ferreira Pinna.
icparI9-I0 da pocia.
EXTRACTO DIARIO DOS DAS 28 E 29 DO PASSADO.
Fram presos:* ordem do Sr. desembsrgador
ebefo de polica, o ci ionio Maximiano, por dar um
tiro no piquete quo se acha no Ro-Tapado ; Manoel
Thomai e a preta l.uiza Mara, por se cstarem cs-
paucando ; Jos Luiz do Franca, Miguel Francisco,
o escravo Vicente, Antonio Nones, Joflo Correa do
Espritu-Santo e Jalo Antonio Flix :do delegado
ilol.' distrelo, os Sardos Jos Caseley e Francisco
Fontana, por ofTeusas physicls; Martimano Fran-
cisco de Jesut e Amaro Comes, por inliciados em
enme de se-licfio : do Subdelegado de S.-Antonio,
Joto llaplista Fuado e Antonio Manoel Sabino do
Espirito-Santo, pura remitas; os marujos d'armada
biasileira Berna rd i no o Joo Theodoro deAlmeida,
e o da portugueza Caelano Mari* de Almcida, por
seren encontrados cm desorden!. N.lo consta o
motivo das pritOes dos V, 5o, 6", 7o, 8o o 9.
01.* Amanuense,
Aprigio Jos da Uva.
DEM DE 30.
f From presos :- ordem do Sr. desembargador
vliefo de rolcia, os paisanos Antonio Francisco, Ale-
jandre Marques da Silva, Jono uaptista Nogueira e
'anoel Rodrigues Segundo, para recrulas; Antonio
aneisco Macota e Apolouia Mara dos Passos, por
riga; Geraldo Machado, Valentim Lopes, llaymun-
b.leSouzaJsoares e Marcos deSouza Soares. Des-
tes quatrt.ultimos nflo consla o roolivo das prises.
O I. Amanuense,
honra e a propriedado de todos est s merc d qual-
quer que (em bstanle ardil para constituir-se em
circunstancias de dispr de algumas centenas de in-
dividuos que oacompanhem s pracas publicas, e
com vozerias e Insultos, ou, em ultimo caso, ao som
iloamosquetes ocanhOes, instem pela adopcflo de
certos alvilres que do ante-nio se I lies leem des-
crilo romo os nicos capazos do Ihcs trazerem o
heni-estar queanhelam.
Este anno, pois, se aprsenla toda a gente sensa-
ta e pensadora como aquello em que o imperio prin-
cipiar a gozar de vantagens de que desde muito se
acha privado; mas, ao passo que he este o pensa-
mento unnime o geral, apenas contradictado por
pequeas Iraccocs da sociedade brasileira, tilo des-
moralisadas, que tcem intima convicio do que s
poderlo figurar no meio das desordens, todos sen-
lem, todos reconhecem quo, cynicas como silo, essas
fraccOcs hilo de pracurar incommodar os directores
da machina governativa, ho de afanar-se por emba-
razar a marcha dos negocios, e nilo recua rilo ante o
maior dos orlmes para conseguirem retardar o mais
possivel o complemento da regcneracilo do paiz, que
0 actual gabinete, forte pela confianca do monar-
cha, o apoiado pela maioria da naco, tilo nobro-
menlo ha emprehenddo.
Esta consideracSo, porm, nada desanimar os ver-
daderos monarchistas ; ao contrario, como que os
provocar a envidaren) todos os osforcos por coadju-
varem o governo nasua gigantesca empieza; osforcos
que corto serfo cordados de bom succosso, porque
tendero a proporcionar ao povo os beneficios a que
elle lem indisputavel direito, eque detempos para
c I lie hilo sido denegados por aquellos que so jacta m
de scus extrenuos defensores, e que, no enlardo que
arraslram ao matadouro muitas dezenas de irmios,
e procuram elevar-se sobre os scus cadavares, bra-
dnm-llios (jue llies estilo preparando um futuro pre-
nhe de felicidades !.....
1 sini, rrementodo agona, a bracos com incalcula-
veis privacOes, cercado de mmensas necessidades,
sem ter mesmo um pilo que ponha sobro a milodo fi-
Ihinho, que, extenuado pela fomc, lh'a cstende sup-
plicante e lacrimoso, ohomom do povo, no cumulo
do desespero, amaldcoando a propria existencia, e
sem que se nclie em estado de conbeccr a verdadei-
ra causa dos males quo o adligem, corre presuroso
para o lado daquelles que Ihe promettem, que Ihe ju-
ram melhorar-lhe acondicffo, que Ihedesdobram
anto os olhos um porvir cheio de prosperidades ;
mas, quando chegado ao lugar para 'que o convoca-
ran), om vez do trabalho quieto e pacifico donde de-
ve de colher os meios de que precisa parar mautar^n
si e a sua familia, encontra os horrores da guerra, e o
tantos sacrificios ha custado esta provincia, volta-
r-raso.oii, confundida polosfactos, iiJrrerem
geral desprzo, e no mais podor Iludir a niguem
He assim que o Diario de Pernambuco deseja queso
passe o annp de 184, om que elle encela q decimo-
quinto tic existencia:todos os seus votos tecm
por fim assegurar ao paiz um futuro venturoso, o es-
pancardcllc esc maldito duende quo opersegue, e
ha sido cau j-, para que^nSo tenhamos chegado ao
grao de prosperidade a que nos d|&tinou o CREA-
DOR DE TTJDO, quando nos fez habitadores do urna
trra mais rica de recursos naturaes do que outraa
muitas que se acham mais adiantadas do que ella.
Aprigio Jos* da Silva
IIRI!) IIEPKRMJIircil.
OECirr, 1 Bl JANEIRO DE 18<8.

O EMBARQUE DO IXH. Sil. HIICCLANO FIRREIRA
PINNA.
No dia 81 de dezembro ultimo verificou-se o em-
barque do E xm. Sr. Ilorculano Ferrctra Pcnna. Este
acto houve I ugar de modo a testificar toda a gente,
que bem comr rehendaaios> nos os sentimentos do
povo pernambucano a respeito deS. Esc, quando
asseven vamos que elle Ihe votiva ympathiai e
atizada.
As 4 3/4 horas da tardo sabio S. Exc. de palacio,
acompanhado do Exm. Sr. presidente da provincia,
do Exm. Sr. general commandanle das armas, de
muitos odiciaes de liiflia e da guarda nacional, e de
numerosos paisanos que, em prova de sua dedica-
(So pessoa de S. Exc, nao quizeram deisarde le
va-lo at o caes do Coito gio, a cuja rampa esta va en-
costada a galeota que devii de conduzi-lo para bordo
do vapor Imperatri* que ia transpoi ta-lo ao Mara-
nhflo.
Chegado ao caes, S. Ese. recebeu a devida conti-
nencia do corpo de voluntarios, que, bem fardado
eem numero de mais de 300 pracas, ah se achava
pomo que para tostrmunkar s. Exc. a gratldSo em
que Ihe eslava m os cidadfiol de que elle se compoem
por haver S. Exc. aceitado o seu patritico ofiereci-
mento, proporci onando-lhes occasifio de prestaren)
valiosos servicos causa da ordem e da monarchia.
Ahi, na ponto do Recife, no caes da alfandega
observavam-se filas e filas do homens de todas as
classes que se di spulavam o Jugar di frente, aim de
podrcm ver anda urna voz o benemrito funciona-
rio, a quem tanto estimavam, o que ia separar-se
delles. -
Direitos de consumo........
RoesportacSo.................. Mg
RaldeacHo..................... ,,5,a
Expediente des gneros do paiz, j por c .' 78*775
Expediente dos gneros estrangeiros com '
carta de guii, 5 por cont......... 40 3g.
Armazonageme mercadorias^W;... 533'70J
Dita de plvora.........%.......
Premio dos assi;nados............ t:655*toa
Multas ....................... joaisej
ilumentos,deoertidOes......... 5i70
--._.
4 Its. .. 4M:840,798
O escrivuo da alfandega,
Jacorn Genrdo Mara Lamachide Mello.
Essas filas eram tSo compactas, que nfio foi sem
grande dilliculdade que os amigos de S. Exc, que
desejavam abraca-lo dentro da barca que o esperara
no ancoredouro, poderam abrir-se passagem para
alcaiicar os botos que devlam do conduzi-los at l
rtoehtaiito que a gallla caminhiva para o vapor,
povo que eslava apinhoado nos ponto que j indi-
v a morte correr de fila em fila, arreceiando a toteamos, e o que guarneca todo o caes do arsenal de
momento que urna bala venha arrancar-lhc a vida marinha, bem como o areal do mesmo arsenal,
de que depondem outras muitas, n3o pode deixar e tonlervava-se pe firme com os olhos cravados na
recuar espavorido, nao pode esquivar-se a analhem- embarcac.lo que lbe roubava o dislincto Mineiro, e s
tisaros falsarios ue com embustes e alicantinas o rrtirou dopoi que o vio passar para abarca,' on-
aliraramao abysmo. Entilo, combinando as antece-
dencias com o quadro assustador que presencia, rc-
conhecer que toda a sua desventura procede do cri-
minoso delcixo dos mesmos que ora se dizem seus
amigos ; reconhecor que sua sorte era melhor Da
poca emque elles assumiram o poder, que foi
dahi pordiante que paralisou a edificaco, o coni-
mei ci e a agricultura come^aram a.definhar, o nu-
merario principiou a desapparecer, eentraram asof-
frer todas as classes da communhio brasileira, e
o aovo ANXO.
Ainda no tendo plenamente cicatrizadas as cha-
gas que lbe abiiram estadistas negligentes, senflo
mal intencionados, e que liuscavam ageilar as cou-
sas do modo a convencer o paiz do que no syslemajmais que todas a dos artistas ; reconliecer que
monarchico roprosentalivo, aliistBo bello, t.lo beinjnilo he de tal bando deavcnlureiros que Ihe ha de
combinado, a vanlagem sempre est da parte dojprovii'o bem em cuja busca andu como o cansado
mais forte, daquelle que se ostenta mais audaz e in-J viajante em cata de um alvergueondo se recolha por
solente; oppresso de dOr polas recorda^Oes do alguns momentos para reanimar as frcaa-deqaiQBe-
um passado vergonhoso, e como que bcharisado. cessita afim de habilitar-se a continuar BJonga jor-
por homens que, em nomo da LIUERDADE, rasga- nada, e ceito os abandonrr immediatamente. Com-
ram urna urna as paginas do pacto fundamenta! da > pletadp este phenomeno, que, gracas a DOS, j se
n ico, e ofTenderam coro inqualificavcl rynismo os
direitos da maioria para accumular do gozos e com-
modidades una minora turbulenta e atrabiliaria,
que mesmo no recinto da representa^o nacional
appellava para as armas, sempre que dcsconfiava que
ia ser contrariada a mnima do suas vontades ;
dirigindo preces ao TODO-PODEROSO para que no
msisvolte ao.poder case colqsso egosta que dclle
foi apeado em setembro do 1846, o Brasil vai ver co-
niegur oanno de 1849, tendo a convierto de que o
iomeda nao do oslado se acba confiado a cidadaos
respeitavois, quo em eras alrazadas por mais de urna
vez salvaram a iiionurcbia dos desastres que lbe pre-'
paravam sujeitos 13o fementidos e trabidores, que,
agrupando-se em derredor do throno, o proclaman-
do-se dominados pelo desojo da sustenta-to a todo
o transe, slapavam-no arteiramente, cesforcavam-
se por fazc-lo baquear para elevarcm sobre suas rui-
nas osse simulacro da governo, em que a vida, a
vai verificando cm grande parbn eutnpreao governo,
cuinpre a quanlos o apoiam, envidar tudo para regu-
la] isar o trabalho; distribuir as trras devolutas
e insultas, em que o imperio abunda, por bracos ca-
pazos de rtoa-las; proteger ocommcrcio e a in-
dustria ; nada esquecer, omfim, que possa con-
correr para que o povo do Brasil paase a gozar de
vantagens iguaes a essas que teem os habitantes dos
mais benl administrados paizes do velho c novo
mundo.
de S. Exc. abracou um por um os amigos que nella
o aguardavam ou ebegaram depois; onde rece-
beu as despedidas da ofilcialidade dos navios da
armada, surtos no porto; onde, emfim, muitas la-
grimas da saudade se d eslisaram pelas faces dos cir.
cumstantes.
Procedan sempre assim os nossoa comprovincia-
nos, desmntam por suas iccOes aquellos que se nSo
pejain do dcscrev-los como um povo ingrato e in-
hospitaleiro, e fiquem cortos de que consolidado a
boa reputado doquogozain as outras provincias
e no exterior, mo grado os embustea dos que se
dflo ao nojonto trabalho do desnaturar pela impren-
ta o carcter que Ibes he proprio.

COMMERCIO.
ALFANDEGA.
RENDIMENTO DO DIA 30.......... 6:396,685
Dticarregam koje, 2 de Janeiro.
II igue Chanteche bscalho.
Rriguo Daino mercadorias.
Hiate Mary-Eleanor furinlia e mercadorias.
Barca laura mercadorias e Uixaa.
Brigue Coule-Corveti batatas e mercadorias.
PatachoAnglico farinha do trigo.
IMfOllTACAO*.
Daino, brigue sardt, viudo de Malaga, entrado no
mez p. passado, consonado a Oliveira lrmiios& Com-
panhia, manifestou osoguinte :
3caixas papel bran#> para escrovor, 170 barris vi-
nho branco, 10 ditos i'.eile, 100 potes uvas, 4S0ca.
xas, 200 meias ditas e 3*0 quartos de dita passas, 219
caixas maisas, 19 ditas japcl do machina, 14 balas
de dito, 8 ditas do dito f.ul, 4 saceos erva-doce, 1,
ditos alfazema, 100 balas ia pe de enibrulho, 29 cai
xas mana ; aos consigna brios.
Annalc, patacho americano, viado da Boston, en-
trado no mez p. passado, (Onsignado a Luiz Comei
Ferreira & Companhia, maiifestou o seguinle :
100 fardos dealgodfio, K5 barricas farinha, 103
saccas pimenta da India, 30oaixas queijos, 267 em-
brulhos cadeiras de pao, lalitos ditas de palbinln,
3 ditos ditas de balanco de po, 15 ditos ditas de di-
to de palhinba, 2 cadeiras pala, escriptorio, t barril
verniz, 18223 ps de taboado Ue pinbo, meio barril
fruta secca, 1 embrulho com ilivros, 2 caixas agoi
de Colonia, 414 barricas abatiias, 18 ditas com tam-
pos, 155 amarrado d'arcos daimosmas, 1 eifixa me-
dicina ; aos mesmos consigna lirios.
Rigentrationt, escuna sarda, vinda de Trapani, ou-
trda no mez p. passado, Consignada a N. O. iiieber
& Companhia, nianifeslou, to seguinle :
240 salmea de sal, 859 releas d'alho, 8 ca xas ma-
n ; aos mesmos consigna trios.
Anlonielta, barca siciliama, vinda de Trapani, en-
trada no mez p. passajlo, consignada a N. O. Bieber &
Companhia, manifestou o se^uinte :
300 saloies sal ; aos mesaos consignatarios.
S.-Anna, patacho inglez, v ndo de Caspa, entrado!
no mez.p. passado, consgnalo a l.e Bretou Schramirtl
& Companhia, manifestou o tguintc :
1611 linas com bacalho ; aos mesmos consig-
natarios.
Rdwri-Henry, brigue amercano, indo de Salen,
entrado no mez p. passado, coisignado a llenry Pos-
tor & Companhia, manifestou | seguinle :
110 toneladas da gelo, 452 batriquinhas e 50 meias,
ditas tnacUai, 1 caixa medicina, 50 barris pregas;
aos mejmos consignatarios.
Mary\Kltonor, hiate americano, vindo de Baltimo-
re, entrado no mez p. passado, coasignado a llenry
Fosicr 4Companhia, manifestou oseguinte:
99 fardos e 5 caixas algodes, 19 meias dias cha,
150 cai sis passas, 852 barricas farinha de trigo ; aos
mesmosiconsigtiirios.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 30.
Geral .\......................1:868,7091
D iversas provincias............... 50,413,
1:919,115
CONSULADO PROVINCIAL.
REISRIMENO DO DIA 30..'...,.. %. 3 060,151
Assucar-
Feilo isto. todos os Brasileiros viverao felizes;
todos bemdiriio o Sr. D. Pedro II por haver escomi-
do para os concelhos da corda os eminentes cidadSos
quo compOem o gabinete de 29 de setembro; to-
dos o considrenlo como seu pai eonimuni. toda vez
disposto a acolh-los sb o manto imperial, sempre
que algum virtiginoso tente oflend-los em qual-
quer de seus direilos : essa mesma porclo de desrii-- J",*?TsU.- l0^
rados, que promoveu a quas extincta molla que
tidas.
Brigue Edtoard barriquiuhas do-roacas.
Patacho -Fabiut bacal
Patacho Faliius bacalho.
Brigue Saltn idcii.4g
Escuna Frtderica laUbn de pinbo.
PatachoS.-Anna' bacalhio.
Barca Juana farinha de trigo.
RENDIMENTO Np JlEsDE DEZEMBRO DE 1848.
I..... 159:840,798
Rondimento to/l \.l
n,8,tUflM-'.....'*
PRACA DdRECIFE, 30 DEDEZEMBRt DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Reviila umanal.
Cambios Houve saques 1 251]2 d. p. 1,000
Algodfio Km consequencia dos dias fasti-
t vos apenas cntraram 12 saccas.
NSo solTreu altoraclo no prego.
Pelos mesmos motivos, as' entra-
das fram pequeas. Os pre-1
(os fdram os mesmos da semana
passada.
Con ros i -\- Venden ni-so a 90 rs. por libra.
Uacalhso -\- Vieram ao nosso porto seto car-1
i recmenlos dos quaes tros se-
guirn) para o sul, e quatro ven-'
deram-so aqu, variando o prece-
des barricas entre 11,000 el 1,500 j
rs. por cada urna. O deposito
eha-sesupprido com 16000 bar-
ricas.
Carne secca -.- Apenas ficaram por vender 8000
arrobas As vendas efectua-
das Uvera m por base 9,000 a I
4,000 rs. por arroba. y I
F amiba de trigo Tivomos dus caircgamenlobu(-S I
Estados-L'nidos da Amori Noile, e 500 sarcasdoChilk-, vin
das pelo llio-de-Janeiro. O de
psito orea por 500O barricas e |
500 saccas. Retalhou-so de
47,500 a 21,000 rs. por barrica.
Ficaram no porto 80 emharcacos, a saber : 1 aus-
traca, 8 americanas, 23 brasileirss, I belga, 1 chi-
lena, 2djnamarquezas, 3 francezas, 1 hollandeza,-10
Pslacho-^nnaA farinha, taboada,*barricas ahag inglezas, i lubcquenie, I orieital, 8 porlugu^zas, 1
prussiana, 1 siciliana, 12 sardas e O suecas.
Movi me nto do I*
Naviot entrado no c
Pareppitos intermedios ; 16 di
ultim porto 14 huras, vapor bi
de 240 toneladas, coramandanto
ata Manoel Francisco da Costa I
assageiros : para esta provincia
Corma, Joaquim Domingues da
escravo de Mendes Irmos, os All
Tapoubeck com um escravo e Ja
i %.
w
MUTILADO i
^


-a.

.*
r Z *=
a
Kooman com um dilo; para o lUo-de-Jancro, Can-
dido M. dos Sanios Vianna, Francisco Julio de
Freitas Albuquerque, Asoldados, 2 recrutas, Vic-
torino, pardo, escravo de Antonio' Jos de Araujo.
Val-Paraizo; 60 das, galera Trncela Paltas. d 286
toneladas, capullo Pinson, equipagem 17, carga
salitre ;ao capilfio. Vem refrescar e segu para
llorJeaux. ,, ..
Mar-Pacifico, lendo anido de Ncw-Bedrord lia 41
mezes, galera americana Rouis-au, de soc tonela-
das, rapilflo juhn M Smllh, equipagem, carga
aceite do pcixe ; ao capiliio _'.-.. A^ a,
Terra-Nova ; 35 das, briguo inglez Cunlhta, de 21
tonela las, capilfio W. Coldswortny, equipagem
11 carea 2667 barricas com baca 1 nao ; a praem.
.Emcomm.sslio; vapor |e guerra braaileiro r/rama,
commandante o cpitao-tenente Jos Eduardo
Wandeoeolk. ,
! lli-de-Janeiro; 92 das, brigue inglez Ken-Neviij
do 318 toneladas, capilfio Paler llorward, equipt-
gem I1, m lastro;" a ordom.
Santos; 2* das, barca russiana Guslalf, de 28* tone-
ladas, capullo C. L. Fabricius, equipagem 14, era
lastro ; N. O. Biebor & Companhia.
Ai dio taludo no mesmo da.
pcw-nodford; galera americana ttaussiau, capilfio
John M. Smith, carga a incsma que trouxo.
Navios entrados no da 31.
ftio-de-Janeiro ; 23 das, polaca sarda NarlaEmt-
, de20l lonelaJas, capitao Nicolao ftaggio, e-
quipagom H, om lastro; a ordern.
lucnos-Ayre; 27 dias, bngue hespanhol Jmho. de
203 tonelada, capilfio Filippe Antonio, cquipa-
geo 13, earg carne ; a Nascimento Amorim.
Rio-de-Janeiro ; 25 dias, transporte brasileiro l'avu-
nas com mandante o primeiro-tenente Antonio Al-
Ves dos Santos. Conduz 12 olliciaes de tropa de
linha.
Beaurdeaux ; 42 dias, brigue austriaco Cont-Harltg,
do 274 toneladas, capilfio Antonio Perse.ich, equi-
pagem 13, em lastre; a Le Bretn Schramm.
Illia do Sal; 20 das, briguo hamburgus Courad, de
250 toneladas, capilfio J. II. lluras, equipagem II,
carga sal; ordem..
Natos tuhidot no mesmo dia.
Portosdo norte; vapor brasViro Imptratris,, com-
maodanle o capitfio-tenenle Jezuino l.amego Cos-
ta. Passageiros : para o Maranhfio o Exm. Sr. Iler-
culano Ferreira Penn com 2 criados e 2 oscravos,"
oalferes Manoel Bsplisla lliboiro de Paria ; para o
Cear, o capitao do corp llxo du Cear Manoel
Moreira da ocha, o ex-cabu de esquaJra do mes-
mo corpo, ooadele Vctor Moreira Braga do mes-
mo corpo.
Babia ; brigue belga Eugmi, capitao II. II, Schupre,
carga parte da que trouxe.
Itavana; brigue hespanhol Julio, capilfio Filippe
Antonio, carga a mesma-quo truuxc.
JVaciot entrados no dia i."de Janeiro.
Rio-de-Janeiro 26 dias, brigue inglez Lina, de 299
toneladas, capitn llenry Plain, equipagem 12, em
lastro ; a Dean Yuile & Companhia*
Maranhfio; 15 dias, briguc-escuna brWlleiro Laura,
de 163 toneladaa, capitao Antonio Ferreira da Sil-
va Santos, equipagem 16, carga gneros do paiz ;
a Novaes & Companhia. Passageiros, Jos Bautista
da Fonseca Jnior, Augusto Baplisla da Fonseca,
padre Instilo Car Jim de Oliveira e 4 esclavos a
entregar.
Parahiha ; 3 dias, liiate brasileiro Puresa-de-Maria,
de 16 toneladas, capitao Jofio Alves deFaria, e-
quipagem 4, carga loros de mangue ; ao capilfio.
Mar-Pacifico, lendo sabido de. New-Yoik lia 38 mo-
zos, galea americana She/Jield, de 578 toneladas,
capitao II. White, equipagem 28, carga azeite de
peixe; ao. capilfio.
Philadrlphia ; 36 dias, barca americana Natarre, do
242 toneladas, capilfio James Peacoek, equipagem
10, carga familia efazendas; a L. G. Ferreira &
Companhia.
Natos sakidos no mesmo dia.
Genova ; brigue sardo Columba, capilfio Vicente Lom-
bardo, carga assucar e couros.
Kio-de-Janeiro ; briguo brasileiro Leio, capilfio Jofio
Antonio Alves da Silva, carga assucar e ago'ar-
dento.
ceibo do administraefio nsval, 23 de-dczombro'de
1848. O secretario, Chn'slovdo Santiago de Oliveira.
U
THEATUDE Al'OLLO.
Muito inltrestante 1.* repretentacao da companhia fran-
cesa tb diricc do Mr. Dupi.
As represen lacfies constarao de dramas, cantigas,
operas dramticas o jocosas, pantomimas, dansas
roma uses e changonetas.
Quem quizer lomar bilhetes de galera o platea
para Jez represenlacoes dirija-se a- casa do director,
ra da SenaaMa n. 42, 3.*andar, ou livraria da praca
da Independencia ns. 6 e 8.
Avisos martimos.
dem; corveta deguorra portugueza Iris, comman-
dante o capilfio de mar e guerra Francisco Soarcs
Franco.
Porto dn sul; brigue hamburgus Courad, capilfio
J. H. Harns, carga inesma nue trouxe.
ortos do sul; vapor brasileitw Paraeme. comman-
dante o capitao de fragata Manoel Francisco da
(.osla Pereira. Alm dos passageiros que trouxo
dos poi tos do sul.para os do norte leva a seu bor-
do: para Baha, Domingos Alves Mathcoscom um
escravo, Aurelio Pereira F.apijioiro com um es-
cravo, Honorio Pereira do Azercdo Coitinho, o
pnoieiro teucntu Francisco da Costa llego Mon-
tairo.
I'liiladelpha ; brigue americano Lewits, capitao W.
F. Noitb, carga assucar.
Para Lisboa sahe com multa brevidde o bri-
guo porluguez Conceic/to-dt-Ataiia, por ter grande
parle de sua carga pro ni pa : quem no mesmo qui-
zer cartegarou ir do passagom, para oque offorocj
cxcetlenles convnodos, dirija-so aos seus consigna-
larios, Thomaz de Aquino Fonseca & Fillio, na roa
doVigario, n. 19, ou ao capitao na PraQa-do-Com-
mercio.
--Para a Baha sahe, por estes dias o hiato Exa-
t'icio : quem no mesmo quizer .carregar, ou ir do
passagem dirija-se a loja de ferragens junto a
Conceicao.
Para a Baha sahe, com a maior brevdado pns-
sivcl o hiato nacional S.-Hcnedicto : para o resto da
carga,trala-secom DomingosGoncalvos de Moracs
Jnior, ua ra da Cadeia do Recife, ormazem n.
64, ou com o mestre, Joaquim Jos da Silvcjra.
Para Lisboa sahe, com a maior brevidde pos-
si vcl a barca portugueza Tejo capilfio Manoel dos
Rcis, por ter parle de seu curragameulo prompta :
quem quiser carregar, ou ir do passagem para o
quo lera cxcellentes commudos, dirija-se aos seus
consignatarios, Oliveira Inultos & Companhia, na
ra da Cruz, n. 9,ou ao referido capilfio, na praca
do Comuiercio.
Para o Itio-de-Janeiro segu viagem, com bre-
vidde o brigue Asiomhro forrado de cobre de
primera marcha ; deixou de sabir no dia 15 por in-
convenientes : quem quizer carregar, ou ir de pas-
sagem, para o que lem ricos commodbs dii ija-so a
ra da Cadeia do llecife, n. 61, a fallar com Jofio Jos
Fernaudes Magalhfies.
Para o Rio-de-Janeiro segu, com brevidde,
brigue-escuna nacional Olinda: lem parto de sua
carga engajada para o resto, passageiros e oscra-
vos a fele, trata-se com Machado & Pinheiro, na ra
da Cadeia do Itecife, n. 37.
Para Lisboa partir, com a maior brevidde pos-
si vel, o liiule porluguez hipiculudor fabricado re-
cenlemente; tem parle de seu carregamento promp-
ta faltandn-lhe cerca de 3,000 arrobas quem nellc
quizer carregar a frete, dirija-se ao consignatario,
Firmino J V. da Rosa na ra do Trapiche, r.. 44.
Vende-se o patacho americano fabius, do pri-
ineira classe, rccenlemonte fabricado, forrado e on-
cavilhado de cobre, do superior marcha, o omito pro-
prio par o trafico cosleiro por demandar smente
17 palmos d'agoa, carregado que esteja de 16,000
arrobas : os pretendemos dirijam-se aos consigna-
tarios, Me. Calmonlci Companhia, praca do Corpo-
Santu, n. 11.
Leil&o.
Christphers & Donaldson, lendo de liquidar
certas con tas, farfio lelfio, por inlerven^fio do cor-
rotor Oliveira, do seu deposito de preciosos c hem
condecidos vinhos de Champsnha, excellento Ma-
deira, Porto, Xerez, Clarete, ago'ardente de Franca
branca o escura, e licor de ccrejas, tanto engarrafa-
dos, como alguns dos vinhos em barra, om lotes
grandes ou pequeos vontade-dos prelendenles :
quarta-feira, 3 de Janeiro, s 10 boros Ja manhfia,
no seu armazem, ra do Trapiche-Novo.
- Pcrdo'i-so una por<;!fo de valoS de charutos,
pe e do sement, da fabrica de Francisco Jos da
>sta Campello, assignados por diversas pessoas :
roga-soaos assignalarios do os pagarem somonte ao
labncanle, ouaseu fllho Vicente Licinio da Costa
Campello ; pois breve |so daui urna nota dos extra-
viados.
Os Srs. socios da sociedado llarmonico-Thoalral
quequizerem serassignantes das primeirasdez re-
presentaQOes que a enmoanhia francoza pretendo dar
no thcatro d'Apollo, sb a direcefio de Mr. Dupr,
acliarfiq no salfio do mesmo thoatro as competontes
listas para platea, o para priniira e segunda galera,
em que poderfio subserever seus nomes.
Francisco das Chagas Salgueiro, juiz do paz
supplenteda freguezia da So de Olinda, Ja audien-
cia em casa em as quartas-foiras o sabbados da to-
das as semanas, das qualro horas da tarde por dian-
te, e sendo dia santo, seguir-se-ha o dia immediato.
. IIOMCEOPATIIIA.
Tendo adquirido resultados magnficos pelo em-
prego dos medicamentos homcenpathicos.e tcn.lo do
mais a mais observado as excellontes curas feitas
pelo Sr.TIr. Sabino Olegario Lndgern Pinhn, direc-
tor do primeiro consultorio honiuiopath'Ico dosta ci-
dade, o sendo tstemnnha dos agradecimentos que
os pobres lodosos dias Ihe tifio pelos folizes resul-
tados dos remedios que lliesdistrihuo, fallara en a
um ilovor de liumanida le se nfio abracasse a ho-
mdeopalhia. F.lla cura com maisfacilidaJo e preste-
za doqueaallopatbia, ufio maltrata osdoentes, nfio
expe em rigorosa dieta, emfim be presentemente o
systema dn medicina, quo mais satisfaz. F.stou, por-
tanto, resolvido a seguir a sorte dos bonicna-
patbas; e peco aos nicus anligos collegas, que
nfio me jiilguem antes de csludarcm osla importante
scioncia. Seja lieos servido quo cu igualo em zelo
ao Sr. Dr. Sabino, a quem son muito agradecido por
me liaver explica lo todo o mcthulo de curar lio-
mrropalhicamente.
Recife, I." de Janeiro do 1849.
Camnova.
Offerece-so um rapaz brasileiro, de 2.0 annos,
para cnixeiro de ra, armazem do nssucar, prensa de
algodfio ou cobranza, o i|u.il Ja fiador a sua*condue-
la: quem precisar, proeure-o na ra das Tiinchoi-
ras, ii. 42.
O ah.iito assignado declara ao rcs|ieilnvul publi-
co que doifii de ser caixeiro de sua casa Jos Fran-
cisco dos Santos e Silva, c que nfio tem mais geron-
cia algurra desdo boje em dianle, licando autorisado
para receber suas con las o seu llho Jos l.uiz do a -
zovodo Maja. Itecife, 30 de dezembro de 1848.
Joo l.'Alc (le Aseado.
O lioliquim da Esperanca precisa
de um menino de le a i z anuos para cai-
xeiro, e de mu prcloou moleque diligen-
te para sciventia da casa.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 21 da
ra Nova, com duas salas, sendo u da frente com
todo assrio e forrada de papel, alcova, 3 bons quar-
tos e coziuha foro : a tratar na loja do mesmo so-
brado.
A leltra perdida no dia 18 do corrento, da quan-
lia de 500,009 rs. aceita no llio-Formoso pelo Snr.
Pedro Ignacio WanJerley j appareceu puitanto
licain sem vigor os avisos le tos a semeihanle res-
peito.
Precisa-so alugarum prolo que seja fiel o dili-
gente para o sorvico de una casa : no Passeio-I'u-
blico casa de buhar.
Precisa-sede um homem de idade, e que seja
capaz de tomar conta de um sitio na Capuuga o tra-
balhar no mesmo sitio sendo casado' molhor : na
ra do Ciildeiroiro n. 46, atrs dos Marlyrios.
' I.. G. Ferreira Ai C. declaram que F. A. Dosc nfio
he mais seu caixeiro.
Precisase de 500,000 rs. a premio sobro hypo-
llicca : quem quizer darannuncie.
Con(inta no mesmo evro o boli-

Avisos diversos.
Ueclara^es.
0 arsenal de guerra compra azeite de carrapa-
o. Jilo de coco, velas de carnauba, lio de algodfio
pavios : quem laes gneros so propozer vender,
ii'Pareca na sala da drecloria do mesmo arsenal
o aia 4 de Janeiro do prximo futuro anno, com
u<> proposla em caria fechada e as amostras.
Arsenal de guorra, 28 de dezembro de 1848.
O escripturario,
Fiunciito Seiufiai di Astil Cftrvalho.
I'erantoo concclho do adminislracfo naval lem
e conlratar-se em arremalacfio, para o fornecl-
lenio dos navios da armada e enfermara de mari-
ca, pelo lempo que eonvencionar-se, o seguinte
loce, bacalho, bolacha, c.fe inoido, carne socca
arne verde, carne do porco o de vacca salgada fa-
ino!,'fe',j?0,TbKin.aCh*",l.,,ao' "W"" docspo,-
naccuj, diUa de subo, toucmho e vinagre ; para o
eeonvid-se a quem convior Tazar laes fornecl-
'alea presentar suas propofla 0 mesmo
cdlia i. 12 horas do dia Sdo'vindouro ZSX
aeiro, declarando o menor preco e o nome do fia-,
'or, que sera pessoa para esso Din habilitada ; bem-
I 'MWaaadoiil(em-se propostas que oflerecam aba-
^*X.br quaesquer ouUas Sai. aeeaoes do oon-
1
Tbomaz de Aquino Fonseca participa ao respei-
tavel corpo de commerci desla cidade, que dol."
de Janeiro do crrante anno admiiiio como socio de
sua casa comniercial a seu filho Thomaz do Aquino
Fenseca Jnior, cyrando a mesma casa debaixoda
firma social do Thomaz de Aquino Fonseca & Filli-,
(cando na rosponsabilidade das transarcOcs ante-
riores firma cxlincla.
Perdeu-se ou furlarsm daalgibeira da sobre-
casaca de um moco na anle-vesper do Cesta um
par de brincos deouro matizado, com folhas lin-
gindo tres rosas de ouro esverdeado com quasi tres
pollogadas de comprido : quem os livor ochado, ou
liver lomado de alguem que os anJasso vendendo ,
leve-os a ra do Encantamento armazem do mo-
ldados, por baixo do reverendo vigario do llecife,
quesera recompensado.
A pessoa que precisar do um criado para fra
desta provincia, dirija-se a ra larga do Rozario ,
n. 28.
Precisa-so de urna uiuium psrds ou preta para
o servico de una casa do pouca familia sendo pe-
lo sustento o vestuario : ama do Queimado, n. 57.
Aluga-se urna grande iropriedado na povon^fio
do Monteiro que foi do fallecido Francisco da Silva:
a WaUr na ra da Cadeia do Recife, n. 55.
Deposito de rap andarahy
e imperial.
Na ru da Cruz, n. 63, primero andar, escriplo-
rio de Jos de Almeida Rarreto Raslos. vende-se o
bem acreditado rap andarahy e imperial, fabricado
no Ro-de-Janeiro, sendo o nico deposito nesta
provincia ; assim comosempre se achara no mesmo
doposilo o molhor cha nacional brasileiro, emeai-
xintias de 5, 8 e 46 libras, ppr proco commodo. O
rap vende-so a rotalho as eguintes casas : ra da
Gru, n. 62; ra da Cadeia do Itecife, n. 17 ; ra do
Encantamento, n. 4 ; ra do Vigario, n 14; ruada
Cacimba, n. 2; ra do Cordonz, n. II ; ra doCol-
leglo, n. 9 ; praca da Independencia, ns. 4 e 39 ; ra
do Queimado, ns. 10, 16 e 33; ra do l.ivramento,
ns. 4, 5e38 ; ra da Penha, venda da esquina, por
baxaJo coronel Joaquim Bernardo de Figuciredu ;
ruaRireita, ns 6, 16, 53 e 141 ; ra dai >tJinco-Pon-
ta, n. 50; pateo do Carmo. n. 2; ra largado lia~
ro, ni. 29 q 35 ; ra do Cabug, n. 7 ;1(aFNoT' "
5O;Aierrc-da-B0-VrtP, o*. 4, 46 e 5*. -*
^ r*-
Scniencs (!e flores as mais bel-
las da Europa.
Ilechcgndo roa larga do Rozario, n.
i4 o niais bello sorlimento de sement*
de llores das Lefias damas, como sejam :
era vos c cravinas, rainuciilns de diversas
COrfa, borboletasde lloll.inila, goiv.s de
cores singelos edoiirados, Jacintas, topes
de llamas,jniupiillios, sccias dobradas,as-
sim como a verdadeira sement de cve-
flor. Us amadores d i natureza encontra-
do ah com que, em ponco tempo, pos-
sam tornar a admiracao da Europa no
Brasil.
-- .Na casa de modas franeezas de madama Millo-
cha u na esquinado Aterro-da-lloa-Vvisla, dofron
te Jo chafariz Ja ponte recebcu-se pelo ultimo na-
vio vin lo do Franca um muito lindo eseolhi-
mento de camisinhas bordadas para senhora ; cam-
hraias brancas e de efires para vestidos ; lindas man-
tas de la i e sc>la de milito ricas cOres ; IfanQas
branrns o de cores para enfeiles de vestidos ; luvas
de pellica, corlas ccompridas com enfeiles e sem
ellos ; chapos de palha aberla muito alva a da ul-
tima moja ; capcllas Je lloros de larongeiras ; ditas
de cores e ramos de liles finas ; ricas plumas para
chapeos e cnbec.ii; chapeos de seda c tuuras para
souhura ; manteletes-palitos, e aventacs p:ira se-
nhoi ; bonetes do montara ricamente bordados ;
bicos de blondo e de linlio; lencos Je mo ; cam-
brnia je linho puro j gravaiuilias de fita par mon-
tara ; ninas de seda lisas e bordadas para senhora.
Na mesma caso so fazcni edeclivamenlo chapeos ,
tuucas e vestidos de senhora por preco commodu,
com pi um piulan e gesto.
2r** #* *>???????<>
W ?
A se um pequeo sitio na Cipunga com rasa #
'-' de pedia c cal, concertada e pintada de novo, #
ft l-T|in cacimba de boa agua de beber bastan- ?
# tesarvoredos de fruclo, c ludo cerrado de li- 4
'> o a i : queiu o prclumler Jirija-so a rasa do ?
? Br. Jos Antonio del.ima morador no mes- ?
(fi mo lugar. ?
Nf ? nmmmmmm
30,000 rs. de^gratilicaQfio
a quem louxcra escrava crinula, donme Calhar-
na com urna (Iba cabrfnha de 3 anuos SUJOS sig.
naes ochain-so neste Diario nos ns. 210 a 250: a es-
crava foi seJu/iJa por o pai da rnbrnha oqual hit
pescador, ou pombeiro o mora em una dostas
praias ate. Pao-Amarello.
Alerro-daBoa-Visla, n. 16,
l'ommateau cutilciro e
armeiro.
no mesmo gyro
quim da Kspcranca na casa n i2(>dai!in
da Senzalla-Velli, confronte a travessa
do Campello, no bairro do Hecife,noqual
acbarao os freguezescomiJase bebidas de
diversas qualidades, assim como apromp-
tam-se pura fra quaesqtier comidas de
todas as qualidadcs, com o maior asseio e
perfeico :. ludo por preco commodo.
~ Dcsoparcccu ou furlou-se do consulado britan-
nico, na ra do Trapiche-Novo, no da 23 do crlen-
te, ao meio-dia, urna mala de tapeto do cor encarna-
da c com ramagem de cor, conlendo comizas, cal-
la, etc.,,sojas : roga-sc a possoa a quem fr ofTere-
cida para comprar, ou soiiherondn existe, de u op-
prehender e leva-la ao dito consulado*, que ser gra-
tificada com 20,000 rs.
Precrsa-se alugar um prcto que saib tratar do
um sitio muito porto da praca : quem o livor o qui-
zer alugar por mez, dirija-se a ra da Cadeia do
Recife, venda n. 25.
. O botiquim da Esperanca recebe
molequspara ensinar ou aperfeicoa-los
a seren bons cozinbeiros, tanto em pas-
telaria como em masseira, em potico
tempo.
Precsa-sealugar dousprelos para o servico de
urna casa eslrangeira : na ra Velba, n. 92.
Na ra da Cruz, n. 21, precss-se de um bOm co-
ziuheiro.
Lotera do thcatro publico.
Olhcsourciro desta loteria, mpossbiltado ainda
de poder marcar o dia para o andamento das respec-
tivas rodas, por isso que a venda dos bilhetes tem
sido fracs, osem neahum adiantamenlo, julgode-
ver declarar ao respeitavcl publico, que, logo que a
mesma venda se adatilo mais alguma cousa, sera
designado o dio definitivo para o aiidaiiicutjl
las ; e para quo isto so verifique com brovi-
raa aos a madores dcslojogo, queso pressem
m.'pffr os bilhetes que oxistein om ar.
*Precisa-sealugar um moleque que cozuibe o
diario dejara casa : na ra larga do Rozario, n. 26.
AluBPRma casa terrea na ra Helia com 'J
salas, 3llcovW, cozinba fra, quintal e cacimba :
a tratar a ra do Collugio, u. 15, segundo andar.
l>reoisa-se de urna ama de leile: narua da Moc-
Aeaha-sc de receber, pelo ultimo navio chegado da
Cianea, um sorlimento do entilara fina, bem co-
mo : tesouras grandes para alfoiatc ; ditas para cos-
tura Jo senhora, molde riro e do ultimo gnslo;
ditas Je ja i ilim para cortar flores ; ferros de varios
moldes para o asseio das unhas ; caivetes de mo-
la ; ditos para aparar peonas estnjos de viagem pa-
ra homem ; espingardas; brides ; eabecadas ; chi-
cotes para carros; fundas; navalhas para barba,
etc. : ludo de superior qualidade.
Sorvclc.
Na ra d Jlangcl, deronte do becco
doTrcm, est prompla tima sala para re-
ceber aquellas familias que gostam de to-
mar o bao sorvete das fructas do tempo
presente lendo mesas para bomens, se-
paradas das senboras; ter tambem se-
nliorns para servir: principiar, domin-
go, 31 do corrcnle, de seis horas em di-
ante.
Vendas.
ie fallar um carn
fl. 10, que, Jaiid
ue, pagando os
leiio.
, dirija-se a ra de
gnaes certos I be
e a despeza*1
/
I ILEGVEL^
A
Folhinhas ara escriplorio.
Vcndem-so folhinhas para escriplorio, encarloua-
Jasoin papolfio, a 320 rs. cada una. Estas folhi-
nhas mostram a primora visto os dias santos de
guarda os dispensado, os reliados na jusliQa e nos
tribunaes,semrccorrer-se a tabella dos feriados,
e apenas toman um expaco de um.palmo : na praca,
da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Vende-se a venda da rua do Apollo, n. 21, com
poucos undos : quom a pretender, dirija-se a rua da
Madre-de-Deos, tratar com Vicente Ferreira dt
Costa.
Vendem-ie duas escravas, de 15 annos cada
urna, proprias para todo o servad; um moleque, de
12 anno ; urna mulatinha, de 7 annos : na rua do
logo, n. 23, so dr quem vende.
Vndese salde Lisbda-a bordo do
patacho porluguez D^-Anna: no escrip-
lorio de Francisco vveriano Kabello &
Filho.
CBRK.
Vcnde-sc cobre para fonW caldeirei-
ro : na rua da Cruz do llecife, n. 17.
No armuzcui daJfaquim J Silva
Lopes'vendcm-sc sacca com caf de es-
colha de primera qualidade. a 1,700 rs.
rfoba ; barricas com bacalho de esca-
, a d,ooo rs ; ditas com farelos a
Hje, i do conente, estar a ven-
da o largo da cadeia nina vacca prenhe,
prxima a parir, a qual se vende pelo do-
no nao ter onde a tenha.
a a
na
.',,0
wr-
MUTILADO
j
I

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-


i
I
p
Na Ioja n. 5 A da-ru-i do Crespo, ao
pedo arco de Santo-Antonio, vendem-se
mantas de lita eseda, mnito bonitas, pro-
priaspara meninas, a 1,600 rs. cada niua ;
ditas de tarlatana, para senhora, a 1,000
rs. ; assim como chapeos de sol de seda,
astea de ferro, os mais superiores que ha
lio mercado, a 5,000 rs.

Lonas inglezas.
Vendem-se pecas de lona ingleza, de
hda qualidade, e por preco mais barato
do que ein outra qualquer parte : na ra
da Cadeia do Uecife, armazem n. ia.
FOUIIMAS PARA 1849.
POI.IIINHA DE PORTA, a 160 rs.
-Dita de Al.ClllKirtA, contundo, alm do kalenda-
rio, urna collecgno desegrodos e remedios para uso
domestico, a 320 rs.
Dita a que se reuni o ALMANAK administrativo,
wrcantil e industrial da provincia : este al mana k es-
t accrcscentado coro todos os estabelecinientos de
porta a berta, a 320 rs.
Vendem-se na praca da Independencia, livraria
ns. 6^5 8; no Atorro-da-Ua-Vista, botica doSenhor
Moreira ; eem Olinda, botica do Senhor Rapozo, ra
do Amparo.
Vendem-se saceos com fardo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
preco de 3,4oo r>.) na ra di Sanzlla-
Velia, n. i38.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, desembarcada hontem, por pre-
co muilo rasoaVel, vista de sua milito
superior qualidade : na ra do Trapiche,
n. 17, e ra da Gadeia, n. 3$.

CHA' BRASII.F.IRO.
Vende-se, no armazem de molhados, atrs do
Corpo-Santo n. 66, O mais expeliente! cll a produzi-
lo emS.-Paulo, que tcm viudo a esto mercado ,
por proco muilocommodo.
Sapa los para Senhoras.
--Vendem-se semeas era aaccas muito grandes ,
a 4,500 rs. : na ra da Madre-de-Deos, armazem
Vicente Forreira da Costa.
mostarda *; potes com sal fino : latas com marmela-
1_______ ____-ii___. .-:_:_!___-_ .,.-
Na praca do Corpo-Sanlo, n. 6, se diz quem tem
para Vender spalos de Senhora, de cnuro de lustro,
courinho de duraquo, e alguma obra de homum
poucas, por grosso e meudo chegado 8 das; obra
superior em qualidade, e ultima moda.
Vende-se a verdadeira e muito superior fari-
nha SSSF, a retalho e em porgSo ; dita de outros au-
tores na ra do Vigario, armazem de Francisco Ai-
ves da Cunta, n. 11.
Vende-se superior farinha galega em meias
barricas: no armazem Ja ra da Senzalla-Velha,
de Matheus A listn & C.
Lisboa, muilo nova ; Techadoras
armazem ; retroz do Porto ; barra com alcalrilo da
Suecia ; pilulas da familia ; ancoretas com azeitn-
nas, por prego commodo : na ra do Vigario ,> n. II,
armuznroe Francisco Alvesda Cunha.
Vende-so algod.to da ierra de superior qualida-
de : na run do Queimado, n. 20.
Ven le-sc vinho do Porto, muito superior e
de oulras qualulade-, em barris do quarto, quinto,
suito, setinio, oilavo eom pipas, por preco muito
commodo > na ra do Vigario, armazem do Frao-
- cisco A)ves da Cunha, IU|.
A irdo do patacho Alagme, ancorado mi
Crete do trapiche do algodOo, vende-se farinha do
mandioca de boa qualidade.
Rap novo Lisboa.
A elle antes que se acabe.
Quem nflo tomar urna pitada desto rap, certamen-
te nilo saliera apreciar os deleites da vida contem-
pornea. Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro, e ven-
de-se no deposito do mesmo, na ra dos Quartois,
11. 24. '
Acaba de chegar um completo sortimento para
os Srs. armadores, bem como tHna, volantes lar-
gos e cstrcitos, gal.lo de todas as qualidades finos
e Ordinarios; c outros muitos objectos que se acham
a Venda na mi larga do lio/ario, n. 2.
Vende-se um ponche de panno azul com 32
palmos'de ruda ftisi novo : na ra de S.-Rila ,
n 91.
Vende-se muilo superior lagedo de Lisboa, e
cal virgem em barris d arrobas, por mdico prego:
ha roa do Vigario, n. 19.
Na padaria da ra da Guia, no Ilecife haver
cos-05 dss'yeadS o novo pilo de l'rovengs', '*"
tricado por outra modo que o actual e da melhor
l'.-irinlia que ha no mercado : por este motivo nao te
pido fazer sen3o a 40, 80 e 160 rs.
Venle-se g'eio, na ra da Scnzalla-
Velba n. 1 i%, aj^ooo rj.jrte una arrobi
pira cuna, e a meia jiataca por libra. O
^deposito sojesiar aborto s 11 horas e
meia da inattbaa e depois das'horas da
arroba, chegada
do : a tratar cora
'JfiX0.
Konseca,na ra do Apollo.
- HTROVINUODAFIGUEIRA..
"- OaW *
Existe no armazom de mol<)aajpV atra do Cor-
po-Santo n. 6 urna grande portoNt)-te genui-
no viudo que se esta vendendo pelo diiM^o pro-
codo 1,120 fs ^ caada a 160 ra. a garra nr-jjam-
bem ha em pipas que se vender mais ifm eon> : he
esto o melhor de todos os vi 11 hoj que se te#m _an-
nunciado pela sua simplicidado o ptimo pal
quem una Vez o beber lamis deixar de o co
prar. 1 >.

A 1,800 rs. a peca de 50
jardas.
Na toja do (iu i maraes & Companhia ra do Cres-
po n. 5, vendem-se pecas de algodozinho de boa
qualidade com um pequeo toque de avaria ,
pelo barato prego de 1,800 rs. a pega de 20 jardas.
Taboado de pinito da Suecia,
de 10 a 55 palmos
de comprmanlo, o melhor que tem ebegado a este
mercado, em razito do se poder envernizar em qual
3uer obra por nflo ter nos e ser muito alvo sen-
o costado, costadinho, assoalho, forro o para fun-
dos de barricas : vende-se a prego que o comprador
far todo o negocio: atrs do theatro, armazem de
Joaquint Lopes de Almeda.
I ARELO EM SACCAS DE 90 MURAS :
vende-se no armazom de Vicente Ferreira da Costa ,
na ra da Madre-do-lieos, a 3,500 rs.
No deposito de Me. Calmont & Companhia na
ra do Apollo, armazem n. 6 acha-su constante-
mente grande sortimento de ferragens ingleza* para
engenhos doassucar coirosejam : taixas do ferro
rnado de dulcientes modelos, os mais modernos;
ditas de ferro balido ; moendas le ferro do mode-
lo adoptado para armar em madeira ; ditas todas
de ferro, lano para agoa como pira animaos; ma-
chinas do vapor defrga de qualro cavallos e de al-
ta pressflo o mais moderno o simples que he possi-
vel ; repartideras ; ospumaduiras ; resfriadeiras do
ferro estanhado; formas de ferro: todo por preco
commodo. '
Vende-se caJ virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n 17.
iManoel da Silva Santos vende su-
perior farinha de trigo franceza denomi-
nada Barn.
Vendem-ie barril pequeos com cal virgem de Li
boa, a iiki nova que ha no mercado, por preco co-ui
modo : na ra da Molda, armazem n. 17. .
Potassa.
Desembarcou lia poneos das urna por-
cao de barris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham venda,
por preco mais barato do que ltima-
mente se vendia, na ra da Cadeia- Vellia,
armazem de. Bailar &Uliveira, n. ia.
Vinho-barato.
Acha-se estabelecido na ra da Madre-de-Deos,
n. 36, um armazem da
Yinhos da Figueira,
de ptima qualidade, a prego de 1,300 rs. a caada,
de da nova ; ditaSVcom hervidlas; caixinhas com mas-
cas linas; vinho moscatel de Setubal; dito Sherry ;
licores linos ; e outros mais gneros, por preco com-
modo : na ra da Cruz, no Recife, n. 46.
,Vendem-so barriquinhas com cal virgem u> aa l6Qrs- a garrafa ; e para nSo haver dolo do com-
para pui-taT* Tirador serflo lacradas as garrafas o com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasia, e dando-se immediata-
mente a outra chela : tambem ha barris milito pe-
queos proprios para quem passa a fesla. O pro-
pietario deste eslabelecimento pede encarecida-
mente que se n9o lludam avallando, pelo diminuto
preco e sem cohecimento de causa a qualidade de
sua tszenda digna por corto da, estima doa verda-
dolros amantes da boa pinga. Elle.conla que quem
urna vez provar, continuar com goslo e sem arre-
pendimento. Eobom preco!!/ A todo o exposto
accresco o asseio e bom acondicionamento o que
tudo se poder verificar em dito estabulen monto.
I arelo ,
em barricas a 4,000 rs.; saccas grandes, a 3,50o
rs., ditas pequeas a 2,800 rs. : 110 armazem do J.
J. Tasso Jnior, na ruado Amorim, n. 3.
Cal de Lisboa.
Vende-se muito nova e superior cal
virgem de pedra, desembarcada Aa pou-
cos dias, e em barris pequeos de qualro
arrobas e niela : na ra 4a Cadei 1-Yellia,
armazem n. la.
Vende-se na ra da Cadeia do g
Recife, n. 37, cero em velas, fabri- ^
cadas po Hio-de-Janeiro, e.m nina
das melhores fabricas, e em caixa* 9
ena, muito bem sorlidas, por Q
ser de 3 al 16 em libra; e tain-
beffl ha velas de urna e de "meia libra, q
brandoes, por preco mais barato do \
que em outra qualquer paite. S
- Vendem-se aeces da ex-
tarde. .,
-Veode-ae cat^rgem de Lisboa.gem bavria de i (meta CORipanha PematTlbuCO
poulllmo navio, por^rreo coimno- | t ^a^
c Parahiba: no escrjptorto d^P-
liveira Irmos & C, ra da
oleira. onsal
r uyn<
io, Cr%
Q. 9.
-Vnje-se urna prela de qaclo, pBftiiaf engom-
madiMia.^o/.inheira, liolt'ra, onsaboadeira'o oopci-
iiem defihps o que se garante
ou Iroca-se pofuajiiolequo de nai,no
na ra da L'niflo, u!%iia casa do lado us
Vendem-se, prjimntos para lia
londryjos ; j^^f%lo ; latas com
Re. araruta ; COQSB
RA DO CRESPO, N.5.
I\oVi)S riscados indianna, a
280 rs. q. covado.
Na ioja de CuimarUes TCompanhia vendem-se
osnovos riscados Indianos, de qualro palmos de
largura cores fixas e padroes muilo modernos, pelo
barato prego de 280 rs. o corado.
FARELO
em saccas muito grandes,
a 3s'Goo rs. a sacca:
no armazem do Braguez ao p do arco da Coneeicfio.
Na ra do Crespo, Ioja de 4 portas, n. 18, ven-
dem-se chapeos do castor pretos, de muito boa qua
lidade, a 4,400 rs.
Vende-so urna carroca muito bem frita e com
todos os scus pertences; um lampean grande;
mesas; um cavallo melado bom andador debaixo a
mcio ; um dito alazlo tambem andador baixo e
muito bonito : na ra da Florentina 11. 16.
ma<;/ias.
Quarlos de barriquinhas coin
eicellcnles maclas, viu-
das no gelo o desembarcadas hojo estilo fresqui-
nhas proprias para prasent-s : na ruada Scnzalla-
Velha deposito de gelo, ou na ra do Vigario, ar-
mazcm n. II, do Cunha.
Attencao.
N^ ra Nova n. 14, Ioja de aKaiale, acha-se um
completo sortimento de Obras feitas de todas as
qualidades assim como um esplendido sortimento
de fnzendas do melhor goslo possivel como sejam :
panno fino prelo de muito superior qualidade, pe-
lo barato preco de 4,000, 5,000 e 5,500 rs. o covado,
e muito lino da mellior qualidade que existe no
qiercado a 6.000 o 8,400 rs. o covado ; dito azul, a
3,200 e 4,000 rs. ; dito de outras cores pelo barato
proco de 5,500 rs. o covado; riquissimos cortes do
collntcs do gorgurflo, a 1,380 e 8,500 rs. o corle; di-
tos de instilo a Cavaignao a 8,000 rs. o corte ; se-
ti ni maco, muito superior, a 3,000 e 4,000 rs. o co-
vado ; cortes de casimira elstica a 6,300 rs. o cor-
te ; panno lino mesclado, a 3.800 rs. o covado ; me-
rino preto lino, a 3,000 e 3,500 rs. ; dito muito fino,
a 4,000 rs. ; e outras muitas fa/.endas por preco com-
modo.
Contina-se a vender, na ra da
Cruz, n. Go,caixas com cera de Lisboa,
sortimento vontade do comprador.
Madeira de pinito.
Vende-se a melhor madeira de pinlio que tem
vindo a esto mercado: na ra da Madre-de-Deos ,
armazem de Vicente Ferreira da Costa.
Algodo trancado da fabrica
de Todos-os-Santos da
Babia ,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de os-
era vos : vende-se em casa de N. O. Bicber i Com-
panhia na ra da Cruz, n. 4.
Agencia da iindicio
Low-Moor, ra da Senzalla-
110va, n. 43.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moendas
e meias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor,e tachas de ferro batido e
coado, de todos os tamaitos, para dito.
Vende-se um lindo molecote, de
17 a 18 annos de idade, que sabe coz->
nliar : na ra da Cadeia do Recife, n. 37.
Cigarrilhos hcspanlies.
O propietario do armazem n. 66, atrs da igreja
do Corpo-Santo no Recife, faz sciente aos fuman-
tes do bom tom que elle recebe por todos os vapo-
res vindos do sul, estes delieiosos cigarrilhos que
So do nico deposito hespanhot qua ha no llio-de-
Janeiro.
Vendem-se 326 mcios de sola : na ra da Praia-
de-S.-ltita n. 3, defronte da riheira do peixe. '
Vendem-se saccas com arroz pilado muito su-
perior : na ra do Queimado, n. 19.
Vende-se o ptimo e escolente liacalhio de Lis-
hoa acaba de chegar por amostra pela barca Tejo ;
he tilo superior que so quem comprar e provar-co-
uhecer da sua bondado ; basta sor demolhado por
seis lloras, edepois deilando-so-lhe agoa a fervor
em vasilha propria onde fique abafado por urna a
duas horas, torna-so tito enfullado, alvo, perfoito e
tilo saborosocomo o riais estimado peixe fresco, e
he sohremaneira barato, porque apenas se vende i
raso do 11,500 rs. por barrica, contundo quintal
cada urna: aquellas pessois que sabeip apreciar o que
he verdadeira ment boiu ( n.'io so oncaroco O genero,
vindo t.io souienlo para experiencia) dirijam-so ao
armazem do Sr. Ilacollar, defronte da escadinha da
alfandega ou ao corretor Oiiveira.
Vende-se urna escrava moca com algumas
habilidades : na ra Dircita, n. 30, primeiro andar.'
Aos 30:000,000 de ris.
Vendem-se bilheles da lotera do Rio-de-Janeiro
a favor da S.-Casa da Misericordia cuja rodas an-
darlo 110 dia 15 do corrento e a lista so espVa por
estes dias na primeiro vapor quo chegar: na ra da
Cadeia ifmtme, Ioja 11. 51.
VsndHvpma casa terrea na ra do Nogueira :
na |-ua daWruzy n. 64,M dlrjjiem vende,
- r~"~=z=rJ>H*.
Contrata-seja venda de'200 a 300 fbarris do ex- '
cellcnto mel de furo : quem os pretender diriia-se
a praca do Commercio n. 2, primeiro andar.
Livros em brancos pautados
e borradores.
Vendem-se livros em branco, pautados, de 50 a 40o
follias, de muilo "boro papel, sasjm como borradores
de500 rolhas de papel almasso, t.'sortc, por preco
commodona Ioja U pateo do Coltegio, 11. 6 de Jo3o
da Costa ftourado.
Vende-se um molecote de 30 annos, de boa
figura: na ra Nova, n. 16,
VenJem-se 3 libras do sebo de rim decmetro
multo novo: na ra larga doRozario, n. 11.
Casimira elstica.
Vendem-se riqusimos cortes de casimira elas.
tica do melhor goslo que existe no mercado, por
8/0 corte : na ra Nova, Ioja dealfaiate, o. ti.
Vendem-so espadas com bainha de ac, muito
em conla; na ra Nova, n. 16.
Vende-se um molequo de nagito, de 18 annos,
de bonita ligura; na ra do Queimado, Ioja de ferra-
gens, n. 38.
Papel almasso primeira sorte
muilo bom.
Vende-se na Ioja do livros do paleo do Collegio, n,
6, de Joao da Costa Dourado. <
--.Vendem-se, na Ioja de Augusto Colombiez, na
ra Nova, n. 3, tecidos de metlico, proprios para
armarlos da dispensa, ou para peneiros.
SAI.SA-1'ARI11I.IIA DE SANDS.
Este encllente remedio cura todas as. enfarsai-
dades, as quaes silo originadas pela impureza do
sanguc, ou do systeraa; a saber:
Escrfulas, rheumalismo erupcoes cutneas,
brebuthas na cara, hemorrhoides, dooncas chroni-
cas, brebulhas, berloeija, tinha, inchagOes, dores
nos ossos e junlas.ulcaras, doencas venreas,citica,
enfermidades que atacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropisia exposlos a urna vida extrava-
gante Assim como chronicas desordena da cons-
tituico serffo curadas por esta tSo til e appro-
vada medicina.
Itio-de-Janero, 14 de dezembro de tg47.
St. Freitrie H. Soulhworth.
Tendo eu lido no Jornal do \Commercio e nn Diario
4o lio de Janeiro por diversas vezas annuncios da sal-
sa-parrilha deA. B e I). Sands, que so vende na
ra do Hozarlo, n. 79, por Frederieo H. Soulhworlh,
a esteme dirig oIhecompre! urna caixa com 13 vi-
dros do dito extracto c achando-mo com um gran-
de tumor no sovaco do braco diroito e parte do pai-
to, solTrendo immensas dores por todo o corpo me
delibere! a tomar o extracto da dita salsa ; e tendo
tomado dous vidj-os e usando delle, lo^o ao segun-
do vidro conheci immensjs melliores, e continuan-
do (iquei perfeitamente bom ; e tendo alguns
amigos meus feito uso do dito extracto para rheu-
malismo, tem no uso delle por fin do terem tomado
8 a 10 vidros Meado bons. do que lera resultado man-
dare m-me de difidentes partes cncommendas di
dita salsa para fra dcsla edrte a diversos qoe Icem
eiflo uso dcllage se teem reatabelecido perfeitamente;
e manUando-me agradecer, assim considero sor um
aclo de humanidade e obrigaeflo mnha fazer publi-
co tilo efllcaz e salutar remedi. Joaqun Ferreir
ie Sonta Floree.
Reconheco verdadeiro o signal supra. Rio, 15
de dezembro de 1847. Em teslemunho de verda-
de, JoaquimJoei de Catiro.
Vende-se nicamente em Pernambuco na bolica
de Vicente Jos do Brilo, na ra da Cadeia do lio
cife
Escravos fgidos
Fugio, no dia 3 do passado um everavo, de no
me Manoel de altura regular, chelo do corpo
tem bstanle marcas de bexigas; levou calcas de
riscado velhas e camisa de algodozinho: qurm o
pegar leve-no a seu senhor, Miguel Jos Harbou
Cui marSes, na ra do Crespo, n. 5, que ser grati-
ficado.
Fugio, no dia 18 de outubro, do engenho S.-
Joflo, no Cabo, Marcolino, pardo trigueiro, de 19 an-
nos, estatura regular, cara redonda, olhos pepuenos,
denlos limados ;' levou -duas caigas urna de briui
pardo e outra do riscado azul; quem o pegar leve-o
ao referido engenho ou a casa de Lulz Comes Fer-
reira no Mondcgo, que ser generosamente recom-
pensado.
Fugio, de bordo do brigue Ser torio, na manhili
do dia 5 de julho prximo paseado, umescravo mi-
rinheiro de nomc Francisco do naclo Jang; re-
resenta ter 30 a 35 annos ; tem um signal na fuce ti-
querda, falla muito descansada ; levou caigas e ca-
misa do algodiio azul chapeo de palha piulado de
branco, o balde de IrazerragOes e 7,000 rs. em c-
dulas; falla hespanhol; quem o pegar leve-no 1
ra da Moeda n. 7, que ser bom recompensado.
Fugio, no dia 83 do passado, a escrava Joanni,
representa ter \0 annos; tem o rosto comprido
mato faenado; sanio com (engffo de procurar se-
nhor ; levou vestido de chita azul e outro branco
com dous babados contas azues no pescoco brin-
cos encarnados e ouiros de ouru frauc-o/., panr.s us
Costa : quem a'pegar leve-a ao Alerro-da-Uua-Visli,
n. 14, que ser gratificado.
Fugio, no dia 34 dopassado o escravo Msnui-
no, do nagilo, alto, magro, cara descarnada, des-
dentado na frente, beicudo, embigo grande, pe*
grossos : quem o pesor leve-o a ra larga do Roze-
1 o n. 48, ou ao ailio qoe foi do Paulino na s*
Irada que sabe da Casa-Forte para o Arraial, ao 51.
I.uizdoRego barros, quesereconjpensara. /
--Pugio,no dia 37 do (passado do sitic/do Di-
burque, uina prela crioula doSertao, dolime Joan
no, de 20 anuos, ostalura regular, cara aciiaUce
cor um tanto fula t> levou vestido de chita prcli
com pintas brancas ja usado; cosluma traxcr tem
um dds dedos um auucl de metal amarello, Dl
braco esquerdo urna marca, pur ter sido saugrauei
ha poucos dias. Esta prela j tinha fgido no da -*
do crrenle, aondtiziudo um par de aapalOes da.
couro de lustr e outraa obras para senhora y o mil
pegada no dia 86 na ru larga do Rozarlo. d|ZC"'l
doque andava "Vendendo pastis, n trazendo J
obras que conduzia ; quem a pegar leve-a ao fe"
do sitio, ou no Paaseio-Publico, casado billwrj
que ser recompensado.
P
I*aN, } NA Vt*, DI af. r. ntja*tftf. iW
* ..--
W


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