Diario de Pernambuco

ir iiWM) rs por quirtel, jUfos aditnlaio: Ol
annnncioi dos asignantes alo Inseridos
rauo de 20 rs. por liaba, 40 r. ein typo dlf-
fireulo, c m repellce pela metade. Oa nao
as.iu;uaiites paganio 80 n. por llnha e UW r$
ein typo dllfereu'e, por cadapuulicacao.
Pll ASKS DA LA NO HEZ DE DEZEMBRO.
Crtictnti, a 3, a hora* e 47 inln. da Urde.
Luachtia, a 10, ai 0 tiora 25 inin.da inauh.
MinfoanU,*l7,as 8 horas ea.'hiiiu.dainaiili.
L*t aova, a %>, a 2 horai e3 olla, da Urde.
PARTIDA DOS OORHEiOS.
Goianna e Parahiba, 4i iegi. e sxtas-feiras.
Rlo-G.-do-Norte, Cabo, Serlnhein, lUo-Formoso, l'orlo-Oalvo
e Macelo, no I.", a II e 21 de cada me/.
Caranhiins e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quiilai-felras.
Oliuda, todos os dial.
PREAMAR DE IIOJK.
Primelra, l2 horas?.VI minutos da tarde.
Segunda, i 3 horas e 18 minutos da inaob.
DIARIO DE
le Dezembro de 1849.
!f. 80.
das da semana.
S.'i Secunda, fr-t Nascimeiilo de NoMS le-
nhor Jeu Chriiti.
Sli Terca. + + '" oitava. S. KitrvAo Protu-
iuarl>r.
27 llu.iria. fc 2." oitara. S. lofal Apostlo
Evaugelula.
28 Quinta. 3.* oitava. Os Santos Innocrn-
lei.
2.1 Sexta. S. Thoma/.
30 Sabbado. S. Sabino.
31 Domingo. S. Silvestre.
ClMuIuS NO DA 21 DE DK/KMIIRO.
Sobre Londres a V> d. por 1/000 ri. a60 das.
Parli
Lisboa 120 por remo de >i*.ulo.
lli i-dr-.linclro ao par.
IVic. de leu. de boas lirnni al' % ao mes
Acciieida comp. de llebcrilte, a.'Wlfrs. ao|>.
Muro. Oncas hospaiihol.i 31*000 a 3I/I(iii
Moda de (W400 v. 17#UU0 a 17/200
. deU/lOOn. 16/200 a 18/41 x.
. de 4/K>0... 9/200 a !>/30<>
fValaPatacei braiilelroa 1/9' a l/So
Peoi columnarioi. 1/9U0 a 1/SHU
Ditos mexicanos..... 1/W0 a 1/920
________i ------
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Rio-de-Jaueiro.Ministerio dos negocios do im-
perio, eni 5 do dezembro de 1818.lllm, o Exm.
Sr.Picando Sua Magostado o Imperador ihteirado.
pela leilura do seu odieio n. 7 do 13 do mez lindo,
da delibcragilo que V. Exc. tomara do adiar, cm
varios municipios dessa provincia, a eleigaodas ca-
ntaras municipaes o juizes de paz para o dia 17 do
correntc, pelas rasoes constantes da porlaria que
por copia acompantiuti o dito odlcio: assim ocom-
inunico a V. Exc. para seu conliecimenlo.
hfOS {mani a V. F*e. f>-niif> ilp Mnntr-Alenre.
Sr. presidente da provincia de Pernarrrburo.- Ite-
gistre-se. Palacio do governo de Pernambuco, 23
de dezembro de 18*8.Ferreira Penna.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Ilei por bem demittir a Francisco Honorio Bezerra
do Menczes do posto de commandante superior da
guarda nacional dos municipios de Iguarass c ((lin-
da da provincia do Pernambuco. Eusebio do Quei-
rfis Coilinho Matloso da Cmara, do meo. concclbo,
ministro o secretario de estado dos nogocios da jns-
lica o lenlia assim entendido o faga excrutar. Pala-
cio do Uio-de-Janeiro, ein 11 de dezembro de 1818,
vigesimo-selimo da independencia o do imperio.
Com a rubrica de Soa Magostado o Imperador.Eu-
stbh diQueirs Coilinho lUaUoto da Camama.
do exercito. em conformidado do regulamonto ap-lcluido ocipSo J0I0 dos Passos !\'epomu-enb, ecin- organsagilo do actual ministerio, so esliibelleccu
provado pelo decreto n. >02 do 18 de novembro ulli- Ico contusos, sendo mais consderavel a do inimign,
mo, inclusos por copia, determina S. M. o Impera-1 que protegido pelas trevas fugio om deban la.la, dei-
xando no campo dez mortos o treze prisioneiros,
alm dos torillos que consta terem sido transporta-
MINISTERIO DA GUERRA.
lllm. e Exm. Sr.Sua Magestade o imperador,
querendo dar urna 'prova de quanlo llie foi agrada-
Te! o conhecimento da mancha distincta com que
no combate deMusi'upinho se portaran) o coronel
graduado Jos Vicente do a mor i m Bezcrm, o cnpi-
to Izidoro Jos (la ilocha do Brasil, o tenente Munool
Amancio de Almeida, e o cadete Luiz d'Albuqucr-
que Maranho, bou ve por bem condecorar o primei-
ro com a commenda da ordem da llosa, o segundo
com a insignia de olllcial da mesma ordem,e o tercei-
ro com a de cavallttiro da de Christo, e promover
o ultimo an posto de alteres Felicilo-tne por ler
de communicar a V. Exc. esta imperial resolucSo,
e espero que V. Exc. faga sentir aos agraciados que
agora anda mais se devem esforzar por correspon-
der ao apreso em que sao tidos pelo soberano os
seus serviros cm prol do rcstabclccimento da tran-
quillidade publica, infelizmente altorada nessa pro-
vincia.
Dos guardo a V. Exc. Palacio do Rin-de-Janei-
ro, 11 de dezembro do 18*8. Slanoel l'tlitario de
Soma e Mello. Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco. Cumpra-so o registre-so. I'alaoio do gos-
vernn do Pernambuco, 23 do dezombro de 18*8.
Fernira l'eima.
lllm. e Exm. Sr.-f.onvindo que o governo impe-
rial esteja habilitado para galsrdoar aquoljes indivi-
duos do exercito, armado, guara nacional, ou
quaesquer outros, que mais se dislingoin em coope-
rar com rhesmo governo nos esforcos empregados
para que a cssa provincia seja restituida a trauquil-
liilade deque so acl:a privada ; compre quo V. Kxc.
leulia a seu cuidado informar sobretodos aquellos
queso fizerem dignos da alta considerac^io de Su
Magostado o Imperador.
Dos guardo a V. Exc. Polacio do Rio-do-Janci-
ro, em II do dezembro de 18*8. -Manotl-Felitardo de
Soma e MelloSr. presidente da provincia de Per-
nambuco.Cumpra-se o rcgislrc-so. Palacio do go-
verno da provincia de Pernatnbuco, 23 do dezembro
de 18*8. Ferrtlral cuna.
. secc-io.lllm. e Exm. Sr.Sua Magestado o
Imperador, a quem foi prccnlo oolllciode V. Esc.
n. *9 de 29 de novembro lindo, lia por bem appro-
var a nomeacHo por V. Exc. fcita do bi igadeiro com-
mandante das armas Jos Joaquim Coelbo para com-
mandante cm chele das I oreas em operaces nessa
provincia. Oquccoininunicoa V. Esc. para sua in-
tclligencia.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio-de-Janei-
ro, cm II de dezembro do \%\H.Manocl Pelitardo
de Souta e Helio.Sr. presidento da provincia do
Prnambuco.t-Cumpra-so e registre-so. Palacio do
gevorno de Pernambuco, 23 de dezembro do de 1818.
Ferreira I'enna.
|> secc.tu.Ulni. o Kxm. Sr.-Sua Magestado o
Imperador, a quem fot presente o ollicio de V. Exc.
sb n. 52, de 29 de novembro ultimo, lia por bem
approvnr a nome'acjfto por V. Kxc fcita do capitao
do 2 balalbao do aitilharia a pe Joiiodo llego Bar-
ros FalcSo pira commanJar o corpo de polica des-
sa provincia. O que commuuico a V. Kxc. para sua
intelligcncia.
Dcos guarde a V. Exc. Palacio do Uio-de-Janciro,
enill do dezembro de 18*8.Manoel FelUurJo de
Souia e Mello. Sr. presidente da provincia do Per-
nambuco. Cumpra-su c registio-sc. Palacio do go-
verno de Pernambuco, 23 do dezembro de 18*8..
Fernira Penna.
dorque V. Exc. o ponba desde ja em execuejo nessi
provincia, dandn-lbes para osse lim a maior publi-
Oldade para conhecimento dos individuos qu esli-
verem nas circumslancias do contratir-se, (icaiido
V. Exc. prevenido de que se pfle sua dbpoaiolo
pelo ministerio dafazenda a quantia de 10:060,000 de
rs.. e que, em estando ella a esgotar-se, devora par-
ticipar a osla secretaria de estado para se providen-
ciar cm lempo como melbor convior, o no tanlo
V. Exc. ir remetiendo para a corle os individuos
assim contratados.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio-dn-Janeiro
om 9 do dezembro de 18*8. Manoel Feliiardo i* Sou-
u c titilo.Si. presidente provincia de 'erv::
buco.- Cumpra-se e registre-so. Palacio do governo
de Pernambuco, 23 de dezembro de 1848. -terreira
Penna.
DECRETO N. 562 DE 18 DE NOVEMBRO DE 18*8.
.tpprova o rcgulamento para o contrato de voluntarios
para os cor pos do exercito.
Ilei por bem approvar o regulamento para o con-
trato de voluntarios para os corpos do exercito,
cm conformidade do art. fi.2l da lei n. 51* de 28
de outubro (Indo, que com esto ba xa, assignado pelo
l)r. Manoel Fclisardo de Souza e Mello, do met con-
celbo, ministro c secretario d'estado dos negocios da
marinliB, encarregsdo interinamente dos da guerra,
que assjm o lenlia entendido o faca execular com os
despachos nceessarios. Palacio do llio-de-Janciro,
em 18 de novembro de 18*8. Vigesimo-selimo da
independencia o do imperio.Com a rubrica' do
Sua Magestade o Imperador. Manoel Felisardo de
Souza e Mello.Conforme.--Francisco de Paula Yiei-
ra de Azeredo.
Regulamento para o contrato de voluntarios para os
corpos do exercito em conformidade do art. 6.* 21
Artigo 1. Oj presidentes nas provincias, o o com-
mandanto das armas na corle, contratarflo volunta-
rios para servirem nos corpos do exercito por lempo
de seis anuos, leudo, alm das vanlagens concedi-
das pelas lcis anteriores, o premio nunca maior de
200,000 ris aquellos quo bouvercni ja servido
om qualqucr corpo militar pago, e al 150,000
ris os que nao esliverum nestas circunstancias.
Ait. 2.* Motade do promio cima determinado po-
der ser pago a vista, e o reslo em prestaces de
20,000 mil ris mensaes.
Art. 3. Para cxecu'cflo do disposto no artigo an-
tecedente, augmentar-se-ha na relatjiio de moslra
inensal urna casa com o Ululo GratillcaijOes docn-
gajamento-para nella se laucar a quantia quoliou-
ver de tirar-se no mez para cada praca.
Art. *." Os contratados, omquanto (verem praca
cfTecliva nos corpos do cxeicito, terflo dircito ao
ro.ipeclivo premio; mas, commetten lo o r-rime de
descrco pelo qual frem sentenciados, anda quo
depois tornein a continuar no servigo, ou leudo
Jos. Ftcando scionto dequanto V. Ex. me refere, cu
me congratulo com V. Ex. por esta nova vantagem
alcatiQRda em favor da causa da legalidade e da or-
dem, e apreciando quanto devo a certeza que me d
V. Ex. do haver-se a tropa portado com a sua eostu-
mada coragem c galhardia, ou espero que V. Ex.
cm oceasiao oppoiluna bajado dar-mc circunstan-
ciada informaOo dos olliciacs e praoas (|iie mais se
distinguirn), alim lie que cu tenha a sulisl'uc.io de
fazerchegar seus servigos ao conhecimento do go-
verno imperial, que nao dcixar certamciite do lo-
Qjs-lna mi coiisidorac'! de que sito dignos.
Dcos guarde a V. Ex. Palacio do governo do Per-
nambuco, 23 de dezembro de 8*8. Herculano Fer-
reira Penna. lllm. e Exm. Sr. brigadeiro Jos
Joaquim Coellio, oominandanlc das armas da pro-
vincia.
Itcp.rtQao da policia.
EXTRACTO DIARIO DO l)l.\ 23 1(0 COURENTE.
Fram presos: ordem do Sr. desembargador
chelo de polica, o prclo Faustino, escravo de Basi-
lio Baplista Blanco, por ferimento fcito no escravo
de D. Mara l.emos de Almeida ; o pardo Jos Lean-
dro Barboza, por so adiar pronunciado cm crinie de
inorto na pes dro Antonio da Silva, Francisco Jos Lourenco, Ru-
fino Pereira de Oliveir.i, Manoel Martina Santiago,
Estevlo Paes Brrelo o Vicente Ferreira do Nasci-
mento, por desobediencia, c Conrado Jos Vas, para
recruta :do subdelegado do S.-Jos, o paisano
Constantino Jos do Nascitnenlo, do qnal nao cons-
ta o motivo da priso.
O 1. Amanuense,
Aprigio Jos da Silva
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO OIWIIO DE PERNAMBUCO
Ro-dc-Janeiro 12 de dezombro.
* icc ceder ao cngajaincnlo do voluntarios para os corpos
baixa por qualquer causa que nao seja desastre
adquirido om achilo do servido ou molestia, perde-
rlo o dreilo peiccpsSo da parte do premio nao ro-
cebida, desde o dia da baixa em dianlo.
Art. 5.* Os contratados no assentai ao praga sem
que urna junta sanitaria declare terem elies a sade
e robustez necessaria para bem servirem. Palacio
do Uio-de-Janeiro, em 18 de novembro de 1818.
Manuel 'elisardo de'Souza e Mello. Conforme.
Frencicj de Paula Vieira.do Azcvedu.
GOVERNO DA PROVINCIA.
O presidente da provincia, attcnJondo ao mereci-
mcnlo, e mais partes quo concurren) na pessoa do
coronel reformado Joilo Joaquim da Cunha llego
Barros, e usando do direito que Iho confere o arti-
go *.' do decreto de 5 de julho do 1830, lia por bem
no.nea-lo commandante superior interino da guarda
nacional do municipio de Goianna.
Palacio do governo de Pernambuco, 23 de dezem-
bro de 1818.
Herculano Ferreira Penna.
O presidente da provincia tem resolvido remover
para ocommando do I.* balalbSo da guarda nacio-
nal do municipio doCoianna, que se aclia vago, o
tenentc-coronel commandante do I batalhilo do
mesmo municipio, llenrique Luiz da Cunba o Mello.
Palacio do governo de Pernaoibuco, 23 de dezem-
bro de 18*8.
Herculano Ferreira Penna.
O presidente da provincia tem resolv lo reintegrar
no cominando do 1" batalliio da guarda nacional do
municipio dcCoianuao tenentc-coronel reformado
Francisco de Albuquerquc Maranho Cavalcanli.
Palacio do governo do Pernambuco, 23 do dezom-
bro de 1818.
Heiculano Ferreira Penna.
lllm. e Exm. Sr. Rccebi o ollicio quo V. Ex. d-
rigio-me com data do 21 do correle dando-mo parte
debaver alacado com as frcas sob seu com mando
as dos revoltosos que oceupavam a povoagilo do Cru-
angy, cm n. de 1200, sogu..do as noticias dadas pelos
moradores, tomando-Ibes as posigOes depois de 81/2
O Tndns-os-Sanos, entrado na noite de 9 para 10,
Irouxenus datas de Pernambuco al 29 do passado.
Nao "admira ogoral interosso que liouvc cm colher-
se noticias, atienta a narragflO do estado da provin-
cia feita pelo Mercantil, que, alm das lrancripg'"'cs
tiradas do Diario Novo, fazia os mais negros cooi-
menlarios sobro n stluagto em queso havia enlloca-
(lo o monstro Penna. O parti.lo liberal, no dizer di He,
triumpbava por toda a parle, a descrgflo da tropa de
liulia era nutavel, e.a poni tal, espalliavam os agen-
tes, que todo o fi." lialalhao se achava nas fileiras li-
heraes; a pnpulagito, por un movimento ge ral e ns-
pontanon, corra s armas com cnthusiasmo didiril
dodoscrevjr-so ; o presidente, assust'ado por un la-
do, e loroiitroardcndo em vinganga, conliuuava a
sua obra, mas tintn um p no palacio o o or.tro a
bordo. Quem lia tacs artigo* dava os dcsconlos nc-
eessarios; porm iimii ou outra vez dcixava o espi-
rito pronder-so por un ou oulro laclo quo nao es-
lava longo da verosiinillianga Alii ebega O vapor, c
todosquoremlinda una vez cerlificar-se di Hinca-
ridadedo Mercantil, cujoi artigo, ao quo mo dizcm,
sahem da penna do deputado l'rbano : o Jornal do
Commercio transcreve as noticias do l'iaiio Velho, os
quaes sao tranquillisadoras ; o Mercantil vai ao Dia-
rio Hoco, onte limpa para elle, o diz que os revol-
tosos se acham vencedores por toda a parte. Aqu
transcrevo as palavras com quo da conta das noti-
cias do norto: Na provincia do Pernambuco o mo-
vimento progredia do urna tnancira espantosa ; a
guerra civil lavrava j por toja a parte; o governo
sooccupavaacapilaloiide.se achava encorralado
protegido uiiicanient pela tropa de linda, a gu.ir-
da nacional o hoslilisava ou pelo menos oaban-
donava. O governo tem sido balido om todos os
OHConlros, o lein soffrido tremendas derrotas,...
as frgas liberaos marehavain sobre a capital, o
movimento ja lilil* tido forinidavel repercusslo
at cm Paja.
Isso quo lica dilo be relativo ao interior; polo quo
diz respeito cidade, contina elle : a populando
eslava om desespero, e o governo nao confava
mesmo na tropa de linha, de quo tinham sido rc-
baixados inuilos inferiores, eaq'ui cliogaram dous
a capilScs de linlia que fram agarrados na ra no
momento da sabida do vapor, e embarcados im-
mediatamente. Esto fado o outros dessa nalureza
tinham j inuilo desgoslado e desmoralisado a
i. tropa, que tem SoflTfilo considoravol dcsergilo. As
persiguiges, allenlados e depredag<5es oram hor-
u rorosos o iucriveis.
Qual o lim que linha o Mercantil com taesexge-
ragOes nSo o posso cu penetrar ; quero smenle crer
que por condescendencia com o deputado Urbano so
preste a publicar ludo quanto osle quer. Sei que
muilos luzias puros e sinceros lamentan) do fundo
d'alma o proceder da follia orgo do partido ; c o
mesmo padre Marinbo, propriotano della, pOo as
inHos na cabuca. e diz quo o cstao comprometiendo,
que lio loucui querer-so sustontar o tnovimoulo
quo em caso algum se tentara o recurso das armas
para dar a queda no gabinete. Aquelles cujas vistas
alean ;am um pouco mais longo, e que, conhocedo-
ros (|c nossas cousas, sabem a fu i zar dellas, reconhe-
cem que be csse precisamente o mco mais efficaz do
firmar por longo tenpo o partido saquarema no po-
der : as revoluges entre nos s servein para dar fr-
ga ao governo: convengam-so disso, o para sempro
renuncien) a um tfo desgragado recurso.
O governo esl na firme resolugo do suflorar
quanto antes o movimento praeiro, caso anda elle
continuo ; para ndoeisoes o expectativas basta o
lempo que ja se lem perdido. Neste intuito deve em-
barcar boje no Imperalrit, que deve sabir tarde
para o norte, um contingente do Irescntas o quatro
praoas, commandadas polo capilfio d'artilharia Tris-
lila Po dos santos, sendo duzoutas c sessenia e qua-
Iro de artilh.iria.o quarenta de cavallaria. Vai lam-
bem armamento e bastante muniglo. As pragas de
cavallaria levflni al scllins, c chegando la s pre-
cisan) oavallos. lieos queira que nilo sojaj preciso
o loceorro que vai, e que ao chogar la ache ludo em
paz, como he para desojar por aquelles que amam
cssa provincia, digna por lautos ttulos do molhor
ventura.
Talvez j ah se sailia que, leudo o presidente do
MaranliHo, Amaral, pedido demissno por motivos
particulares c inloiraiicnte do familia, foi nomeado
para suhslliii-loo de.semliargaJOr Tosts, bem conbo
cido pelos seos preceilonlos. o anda mais pela po-
sigilo lirllianto que ullimamcnlo oceupou na cma-
ra, cnipenliando-se nas discusses mais importan-
tes, principalmentn na das incompatibilidades, do
que foi uni dos mais acerrini >s inimigos. He mogo
de reconbecida habilidade. e goralmente conceitu-
ado pelos principios do rigida probidado que pro-
fessa. Por ora as ftllhas da opposig3o ainda nada di-
ceram sobro a noncaefo, o que faz crer que no a
acham m. He natural quo S. Ex. siga no Imptra-
triz para o seu destino, pois me consta que o go-
verno Iheescreve agora rceominendando que o faga
com a maior presteza que-lhc fr possivel.
O nosso corpo diplomtico acaba de solTrer urna
pequea alferagao, que talvez ainda se estenda a
mais por nao haver dinheiro para conserva-.'^ no
pem quo anteriormente eslava. Resumido como he
sempre, o orgamento de eslrangeiros soTreu peste
auno, do corpo legislativo, um corte de quarenta e
tantos contos, nao obstante haver-se augmentado a
verba de cada um dos outros, a ponto de dar-sc no
(m um excesso, como j notei, de 800 o tantos con-
tos. Para que a consa so nio torno inintelligivel
para aquelles que naoacompanharam as discussfios
da cunara dos deputados, explicares a causa da falta
do equidade que cima lica notada. Sendo aquella
ogamento o primeiro que foi discutido o votado,
quando se eslava anda impressionado pelo seductor
progrmala de Paula Souza, 0 a cmara se moslrava
disposla a lovar-so polas exageradas ideias de econo-
mas nTo rea lisa veis, Souza Franco, aceitando as
Inspirares daquellc, acquiesceu e concordou em re-
dueges no bem pensadas, que deram em resultado
0 que cima disse.
Nao assim dalii por diante, pois entilo ja a maioria
sa linha mostrado insovernavel, o o presidento do
concelbo, no leudo frgas para levar ao cabo a .sua
obra, vio-sc na necessidade do dar parte de doonte;
u linaloionin l do seu ll v talvez com olhos de ildr
o caminho differento quo tomaram as cousas.
Do que lica dilo, porlanto, resultou a necessidade
do modificar o roduzir o corpo diplomtico ; e ainda
assim o viscoudo de Olnda ha de dar-sc a perros pa-
ra ler o dinheiro preciso a satUfazer as necessida-
des do sorvigo publico. Como Jos d'AraujO Ribeirc
linha de vir lomar asscnlo no senado, foi exonerado
de ministro residente, e loi nomeado Jos'Mara do
Amaral, que est na Blgica, encarregado de nego-
cios em Pars ; o secretario do legagao da Blgica no
mandado para Vieni, onde nao lomos ministro, por-
que o que l eslava fui mandado para outra parle;
Luiz Pereira de Sudr foi nomeado secretario para
os Estados Unidos ; mas, esciisando-so aceitar, por
nilo querer servir sob a direcgilo do Micedo que
quando cntrou para acarroiraj elle era cnsul cm
Paris, foi nomeado cm seu lugar o Godinho, adddo
de legagaoem Portugal. As vagas queexislem nSo
scrito naturalmente preenchidas agora.
A Blgica tamben) est no sysluma das econom-
as, o acaba do reduzir o sou corpo diplomtico a
tres encarregados do negocios nicamente ; em vir-
tude do que foi suppriinida a legagao do Brasil, e o
encarregado de negocios Pritz ja fez o seu leillo pa-
ra relirar-se por qualqucr desses dias.
Os ofliciacs d'artilharia que tiveram ordem de re-
eollier-se a seus corpos, como disse na niinlia pas-
sada, sahram daqui a G do crrante no transporte
Pavunu. Como a mongiio actualmente he contraria
para "o norte, crcio quo o Imperatriz ir chogar pri-
meiro, e foi por cssa rasSo que lhes nflo escrevi en-
tilo. Antes linha sabido a 'larca l'rania, pela qual
lambem uo escrevi, por quequasi nada linha a ac-
crcsccnlar ao que linha dilo pelo S.-Saloador.
Trata-se finalincnto de prem pratica o projecto
do illuminago a gaz, de que ha inuito se fallou,
mas que nilo J'oi avante. O ministro da justiga parece
disposto a levar ao cabo essa rcsolugo, e para isso
j so fez urna experiencia no largo do Bocio, onde
oito lampces mostraran) quanlo ganharia o publi-
co com urna illumnagio, quo sobro dar luz amito
mais brilhanto he inconleslavelmento de muito mais
asseio, pois quo entilo no correremos o risco de
voltar para casa leudo as casacas estragadas com al-
gumas pastas de azeite, quo acontece muilas vezes
moradores, tomando-besas posigoes de pois ue 1/2 que no mucura queier-au susiuuur u n,. miu (,y r"-- -----:- ->,,--.--,_"- "." "~
horas do 'ombate. no qual ti vemos a mui sensivel praeiro; tanto mais que nenhum compromisso ha pingaren, dos lampcOes. Ha anda urna outra r5o
perdade nov,e soldados mortos, ;viuto feridos, lu- para isso, visto .que nas rcuniOcs havidas depois da muito ponderosa pola qual devemos desojar, oogo-

i'
LAR ENCONTRADO


vareo ctforcWM para termos a HlumiMeSo gaz :
he Hit*, sendo todo o giz que aqu se fabrica do
ignardenle, lereninsquo essas fal>ricaa sorflo outros
tantos poderosos eonsumidoraa do um -ero pro
duzldocom abundancia no paiz, OanoMM lanhirw
da oogenho devcm azor mullos votos palo uso de
gaz, poisquc necoaaariaotonladevo elevar-seo pre-
V'o da agurdenle; o que nflo deixade tersua im-
portancia pura ellos. K>l os acumpanhare cm seus
votos.
O coronel l'imentol, quo fui commandanto da ex-
linda brigada 011 nrtilliari* do marinha, est no-
meado coiumandanlo do 2." batalhffo de artilharia ;
8.1, devo partir liojo, a lomar conta do (-ominando
do coreo, posto que me pareca que isso nflo seja
mojto dtnren agrade, porque alen de sabir das com-
m oil ida Jes ,|,i corte, perde urna boa eommisso om
lii.lRIO IIEPEIMiBliCO.
arciri, ST DI DKMnO BI ll.
queseaclia, qual a do director do exercicios urli-
cos de artilharia, vcr.ladeira sine cura.
Foi nomeado juiz municipal da axoera, na lla-
liia, um tul linchare! Paranagu.
O miuislro da justica orcupa-so actualmente cm
orginiaar um quadro da magistratura, competente-
inento classifioado, e regiatradaem um grande l-
vi'o-rilcslro. Pareen priincira vista que osse Ira bit
lbo be de ntlli pouca monta, c que nada cuitar ;
poim iiingucm imagina ai dillieiihladcs pom que
Kuxeblo lem lulailo, err. virludo do mfto calado em
quesa cha a secretaria, e pela rotifusflo e desorden)
que lia em ludo ; sendo que una das cousas quo
mala o embaraca he dar dcslino a trila e lanos
jiiizes dodireito avultos, que, leudo sido removidos
pelos minislerios anteriores, nao se Ibes deu co-
marcas. A mis outros, que nao sabemos o queso
p ism la pelo interior das secretarias, parece quo as
cousas vo milito beui, eque tudosnacba em seus
yerdedoiroa eixos; no unanlo nilo be assim, ese
-> na da Justina apparece isso, o que nao ii por to-
das seis! '
Denla ron-se no dia 4 o luto da corto, pola morto
dn rainha mili de N'opoles; deve durar 6 mezes, 3
pesados e :t aliviados. Ilontem bouve o cortejo do
eslylo.
(lonsla que S. S. M. M. ro passar os t-ns primei-
ro l inezes liira da ridade, nao se saliendo ainda ao
crio se ser cm l'clropolis, ou na imperial fazenda
de Saiila-Cru/.
Xilo sci coui que fon.lamento diz-se por abi que o
gnverno nflo esperar pela reuniflo das cmaras, c
quo as dissolver om foveroiro ; o que sei lie que a
revolla dessos genitores praieiros deram mais Irca
ao minisierio, e asscguraram-lhe mais diaa de vida,
ilo ] ne tal vez loria de viver so isso nao fra.
Parece que ten algum fundamento o boato de que
o Antero pedir demissfio de presidente deSanli-
Catharina ; mas croio que o govQino nio tem voli-
tado de ronccdcr-lh'a, e que antes Ihe dar urna l-
cenca de que elle precisa para vira corte tratar do
seus negocios, para depois vollar.
A airandcga da corle renden no moz passado
!il:l00,000 res, rc-n lmenlo de i|ue nllo lia exem-
plo, so exceptarmos o mez do outubro de 1845,
anlorior ao em que se. poz execucRo o novo regula-
nienlo. lie isso nao s devido a inspeccgO do l'enaz
romo a grande allluencia de navios que leve nossu
porto.
Algumas dilliculdades teem aquelle inspector en-
contrado na oxeCUQflb do imposto de oitenla por
nenio, pois que a lei nio explica o quo se deve en-
tender porobra fcita--; e neslo sentido tem pro-
poslo algumas llovidas ao ministro da fazenda ; isto
lie, se se deven considerar obra folla, por exemplo,
mu p.ir de luvas, um chapeo, um par de meias, um
diales incsnio, &r. lie fora de contestadlo que laes
nbjectos sfo obras feilas, pois que receido* do es-
trnngciro leem immediato uso, sein que passem pe-
las mitos de oiliciaes ou fabricantes nacionaes. Mas
calou convencido, c assim deve ser entendida a lei,
que, sendo a mente dos legisladores proteger as in-
dustrias nacionaes, nao se deve entender por obras
feilas sendo aquellas de que bajan no paiz lubricas
ou ollicinas ; do contirio a medida tocaria o extie-
mo do absurdo, e seria verdaderamente insup, or-
la vel, sobre vea toril.
Algumas demissi'S leen sido feilas na alfandrga,
por exigencias do Ferraz ; mas todas teem recabido
em mos empregados. Ha grande indisposico con-
tra elle.
Vai-se agora nlroduzir aqu o uso das casas de
banhos pelo verflo, para o que se esl construindo
una na fundicilo da l'onla d'Areia, de gigantescas
pioporcoes, a qual offerece todas as commodidades
que serian para desojar pelo publico. O empresa-
rio no seu nnnunciu prometi quanto-antes ler
promplo nsse estabelecmento, que Iflo necessario
se torna cm una capil.il tilo populosa, e onde o ca-
lor nos iros mozos de verlo lio de iisupportavel in-
tensidade. As familias que querem lomar banlios,
e nilo | liiiem oblcr casas na piaia do l'lamengo c
imn ediacOes, sao forradas a aluga-las cm Bota-KogO
por prec,os excossivos. I-. seja ililo de passagem quo
quem ten viajado pelo norle, ou estado em S -Pau-
lo, nflo pido deixar de achar fabuloso o proco por
que te iilugam ascasas no llio-de Janeiro: be real-
mente urna das nuil pesadas necessidades que aqu
temos.
Lcvou-se scena, no dia 2, no tbcnlro deS.-Po-
dro urna peca nova a Veslal; mas, nao tendo sido
surficieiitouienle ensaiada, leve una pessiiua exocu-
c.lo : aln de que uu distrhuicflo das partos fez-so-
llic un verdadeiro epigramma, por duren o papo I
deprotogonisla a Candan!, quesoachacm Iflo adi-
autado otado do gravidez, que tirou toda e qual-
quer illusflo que poderia baver em favor de urna
vestal.
A companhia franceza passou-se para o thcalro de
S -Jnuario, e ltimamente deu-nos La Muelle de
Porlici peta do muito mereciment, c que lem
causado muito furor; Tem sido primorosaiiicnlo
dosvm) enbada ; ea decoracfln secnica be nina das
itais completas que aqui temos visto: acrupcHodo
Visuvio, na scena lina I, be do causar a illusflo mais
completa, c do um effeito que se nao pode explicar.
No Imperatrii segu de passagem para o .Maianbflo,
alini de ver sua familia, o l>r. Joaqun Comes de
Souza, moco que com 20 anuos he buje lento de ma-
thematicas na esrola mililar. He um dos homens
mais prodigiosos que lenbo coiihccido : o seu tlen-
lo honra nflo s a provincia que o vio nascer como
o Brasil inleiro. O Imperador lem-ibo dado as maio-
res provas de estima, a ponto de rcee4l.e-Io em seu
gabinete, c consumir horas c horas conversando so-
bre sciencias exactas.
POSK l0 NOVO PHF.SIDIKTB l> PROTlKCIA, O EX*. SR.
MANUEL VIKIRA TOSTA.
No dia 85 do corrente, I hora da tardo, o Exm.
Sr. neroniano Ferreira Penna, a quem o governo de
S. M. o Imperador liouvo por bom remover para a
presidencia doMaranhflo, entregou a adminislracio
dcsta provincia de Pernambuco aoExm. Sr. desem-
bargadnr Manorl Vicira Testa, que o inesmo gover-
no dignara-se dn nomnar para subslitui-lo.
Comqiianto o acto da posse do Exm. Sr. Manool
Vicira Tinta tivessa lugar em o dia do Natal, que
justamente he aquelle em que menos gente ha na
capital, todava estove muito concorrido.
Iteservando para outro artigo a apreciadlo dos im-
portantes servicos quo o Exm. Sr. Ferreira Penna
fez provincia durante sua curta admiiiistraclo,
nio nos podemos furiar ao desojo do dizer alguma
cousa n rospeilo do seu surcossor.
O Exm. Sr. Manool Vicira Tosta lie bem conbeei-
do nao S aqui mas lamhem cm todo o imperio pe-
lo comporlamento sempro honroso que ha desenvol-
vido, j como magistrado, j como administrador de
provincia, ej finalmente como deputado assem-
bla geral -legislativa, onde por mais de urna vez ele-
vou sua voz forte e poderosa cm pro da poltica que
boje domina, aff'rontando os perigos de discusses
lUinuIlUOSSS, e q'e qtiaa wmnrn lerminnv.in ncr
ataques dirigidos a possoa dequom qur quo tinha
bstanle noragen para denunciar ao paiz do alto da
tribuna os males que o aflligiam, e clamar por me-
didas capazes de prcm termo a esses males.
Em qualquer dos elevados cargos a que S. Exc. ha
sido chamado pelo seu tlenlo c nstrucc/o, tem-se
porlado do moJo a convencer a todos que a energa
n a justica consttuein a melhor parte de seu carc-
ter ; nos, pois, des le ja nos congratulamos con os
nossos comprovincianos pelo (acto de estarcm seus
destinos confiados a um cidado do tito lisoqgeiros
precedenles, o nada arrecciamos em asseverar-lbes
que S. Exc. nfo poupar fadigas c esforgos para pro-
porcionar-lhes todos os beneficios a que elles teem
direito, eque empenhar-sc-ha por consolidar a or-
den ea tranquillidade, esmerando-se em aniquilar
a vergonhosi e injustilicavel revolt, quo supposto
esteja qussi extincta, o baja merecido a animad/cr-
silo do lodosos bons Pernambucanos, todava anda
flagclla algn* ponlos da provincia.
AsIouvavcisinlencOesdoS. Exc. sao mui termi-
nantemente manifestadas no documento que so
segu : (
l'trnamhucanat '. Encarrcgado pelo governo
imperial du adininstraoo desla heroica provin-
cia, eu nflo hesilei um momento em lomar sobre
mui a responsabildade de urna commissilo Iflo
dillicil as actuaes circumstaiicias, por mo perra-
adir de que a dolorosa experiencia das desgraQas
que em 13o curio espaco teem ja pesado s intcressanlc parto do imperio dever ter-vos con-
vencido do que o mais seguro meio de gozar da li-
lierdadc c promover a prosperidade do paiz he o
conter-se cada um nos limiltes de seus deveres,
prestando obediencia s leis o autoridades consli-
luidas.
Conhecendo a magnilude da honrosa missio
que me foi confiada, estou decidido a empregar
lodos os esfarcos a ineu alcanco para o reslabete-
cimento da ordem publica, e mediante o auxilio
t da Divina l'rovidencia, e o apoio e coa dos Pernambucanos sensatos e verdaderamente
amigos do seu paiz, espiro consegu-lo, o que os
Iludidos depoiiliain as armas, confiando na pa-
a ternal clemencia do augusto monarcha brasileiro
en justica do seu governo; e, porm.desgracada-
<< mente a sucressflo dos aconltcimenlos o exigir
forte pela cousciencia do meu dever, o pira sus-
' tentar a causa da ordem eda iei, nao vacillarei pe-
u imite o uso das medidas as mais enrgicas para
extinguir os movimcnlos anarebicos que tantos
malos leem j causado, c lano excitado a indig-
nacflo da maioiia pacifica da populado.
Ltccuai, pois, Pernambucanos Iludidos, da car-
icira do crime, que vos teom airastrad homens
desvairados, depoude essas armas fratricidas com
que leudos cnsangucnlado o solo da vossa patria
eerrai os ouvidos ssugestOes e calumnias con
que ainda pretenden) Maquear vosso boa le, reu-
n-vos em torno da administracilo para lerunuar do
lodo a guerra civil quo dilacera alguns pontos
desta bella provincia ; e possuidos do enlhusiasmo
pela causa da ordem exciamai couimigo
Viva S. M. o ImperaJor !
a Viva a conslituic-lo poltica do imperio !
Vivam os leaes Pernambucanos/
Palacio do governo de Pernambuco, 23 dodc-
zembro de 1848.
Manuel Vieiha Tosta
dignos, abusando dellaa para conspiraren) contra o
governo que Ih'as conaervra at o momento em que
i'olheu provas irrefragavois de leu traicoeiro com-
porlamento.
Para nonvoncermos aquellos que nos leem da ra-
sao com quodissemoi cm principio quo os revolto-
sos jamis ao reaolveriam a dar combale s Torcas le-
galistas, refei ir-llies-beinos que ellos se lulo disper-
sado em pequeos grupos que, sempro por voredas
tortuosas o pouco conhecida, buscam lugares di-
versos procurando escapar-so s penas em quo In-
correram, e evitar o encontr das partidas de ordoi-
ros que os perseguem.
Os pormenorelUa cc3o conslam do documento
quo publicamos em seguida :
i.iCAIlTU.-r.BNEnAI. DO COMMAND0 DAS ARMA DR PBR-
KAMB0C0 NA POVOACiO DE CRCANGV, 21 DBDB-
(( ZEMBRO OE 188.
Ordem do dia.
n Ilontem as II i/2 horas do dia a columna do
< meu ciiniin.anilo em seguimento dos rebeldes pode
0 alcanca-los nosta povoacilo, onde intrincheirados
julgavam-so talvez invenciveis. Eu tive, porm, a
satisfacSo de verificar nessa parle do exercitobra-
< silciro o valor eaeoragem que o caracterisam.
Um fogo vivo o lerrivcl, que o iuimigo fez de suas
posicOes temiveis, nilo p6de abalar os nimos de
urna tropa disposta a plantar a ordem no meio da
desordem, o a fazer triumphar a lei ondo o espiri-
" to de partido ede vinganfa procura nutilisar sua
* benfica influencia.
Oilo horas e meia durou o combate, o s 9 horas
da noilejo fogodo iuimigo era nenlium, o seu
perigo era eminente, e s urna fuga favorecida pe-
la escuridflo os poda salvar : foi o que fizeram,
- .!,-ixiid.. nove morios e algn!! rn? viam roubado, diasantes, no engenho Canaviei-
ra. Essa, comtudo, nflo devia ser inteiramento a
sua perda ; poniue estando elles ( como geralmcn-
tc se diz) cm numero de 1200, e minio bem monta-
dos, hedcsuppor que conduzissem os primeiros
morios e feriaos, deixandos aquelles que fram
victimas nos ltimos liroteiros, quando ja trata-
va ni de so retirar.
x A columna do Sr. tcnenle-coronel Jos Mara Il-
defonso Jacomo da Vciga l'cssoa s as 4 horas da
tanii! pode uggredir o iuimigo; comtudo foi de
muila utilidade.
Nos livemos a perda do 9 morios, incluindo o
segundo cadete do primeiro batalhflo de cacado-
a res Jos da Silva Freir, que valerosamente mor-
reo avaiii;ando sobren iniuigo. Sua morte servio
do estimulo aos coracoes verdadeiramente milita-
ros. Tambem tivomos 25 feridos e contusos, en-
trando no numero dos primeiros o valento capitn
mandante do primeiro balalhflo de lacadores Joo
dos Passos Nepomuceno, que, avancando com a-
quclle valor ja (antas vezes conhecido, receben
una bala que Ihe quebrou o braco esquerdo, e no
" dos segundos o capitflo do mesmo batalhflo Luiz da
Franca Leito.
Os corpos quinto de fuzileiros, sexto de cacado-
res e primeiro da mesma arma quo faza a van-
guarda, e a artilharia ao mando do Sr. primeiro
tenente Jos Pedro Hditi/r, cobriram-se de gloria e
me penhoraram pela manoiradistincta porque se
portaran.
Eu, perianto, me congratulo com os Srs. oili-
ciaes e mais pracas, nflo mencionando individual-
almente aquelles que mais se distinguirn, por-
que pretendo no fin dessa luta reservar urna or-
dem do dia para tributar osdevidos encomios ao
> valor dos benemritos que com tanta galhardia
expOem sua vida a prol do nosso adorado rnonar-
cha o Sr. I). Pedro II, da patria, e do systema que
: rege.
u JOSE'JO'.UI'IM COEMIO.
felizmente nos
ULTIMAS NOTICIAS ACERCA DOS REVOLTOSOS.
Us revellosos, depois debatidos o desbaratados
en Cruangy, e depois de andarom dispersos por va-
rias maltas, conseguiram chegar a Pasmado, ondo se
acham em numero de (rescntoi, j sem chefes e na
mais completa desordem.
Eo) bem m situac&o, em verdado, j se acham os
vndalos : de mil e tantos que eram, csl&o reduzi-
dos a tresentos, e de mais a mais abandonados por
aquelles que os airastaram ao precipicio, o que u-
g0ra tratam de cscapir-.se, pouco se importando
com asorledos quesedeixaram Iludir por ellos, e
que devem de aproveitar esta lieflo para abandna-
los, c arrancar-so ao abysmo em que os submergi-'
ram homens fementidos, queso nflo cansam de abu-
sar do sua ba-f.
Entretanto, temos rasCes para crerquo esse grupo
ser dentro em pouco destrocaco pelas frgas lega-
listas.
MAIS UM TRUMPnO DAS ARMAS DA LEOALIDADE SOBI
AS HA RBVOLTA.
No din 20 do corrente o Exm. Sr. general Jos Joa-
qun Coelho desbaratou os revoltosos que pude al-
cancar em Cruangy. Achav'am-se elles en grande
numero, mas nio poderam resistir ao denodo das
frcas legalistas, o aps 8 1/2 horas de combate fu-
gira mem tio completa debandada, que ho de crer
jamis se resolvam a medir as armas fratricidas com
as dos bravos que, commandados pelo brioso gene-
ral, ah percorrem os ponlos da provincia que a re-
volla infesta, na louvavel e honrosa dsposieflo de
cortar pela raz osse mal promovido por homens fe-
mentidos, c que nflo trepidaran) ante o crime do
VAPOR DO SOL.
A 23 do corrente chegou a esto porto, procedente
dos do su I, o vapor Imperalriz, trazendo-nos a car-
ta do nosso correspondente na corle, que exaramos
ueste nmuero do Diario, bem como jomaes do Rio-
do-Janoiro al 12 e da llahia al 20 deslo mez.
tem quizeramos nos transmit ir inmediatamen-
te aos Icitores as noticias que recelemos pelo sobre-
dito vapor; mas, sendo das santificados e porcon-
seguiute nao dedicados ao trabalho aquelles que se
sngiiiram ao da sua chegada, livemos de retarda-las
at boje.
A carta, que j nos referimos, he come de cos-
to .no bstanle minuciosa; mas, isto nflo obstante,
Iho addicionaremos alguma cousa.
To las as provincias quo ficam alm do flio-de-Ja-
neiro estavain em plena paz, e nada induzia a re-
celar quo so mudasso tito prospera situaeflo ; pois
que, mais esclarecidos o conscionciosos do que os
opposicionistas daqui, apreciando mesmo melhor do
qno elies a nalureza do systema monarchico repre-
sentativo, aquelles dos habitantes dessas provincias,
que nao esposan as iJoias polticas que ora domi-
nan!, estavam determinados a manifestar o seu pen-
aa o pela tribuna, cortos deque ifloeasea os moiotl
de que pdem laucar wfio os partidos dignos drssj
nome, eque noquercm pnrtar-ie de modo a me-
recern) o triste epteto de factors egoiitas e ccl-
vagem.
OSr. Jos Pereira da Cimba subjeilra ao exame de
pessoas entendedoras urna poreflo do seda crua, fa-
bricada no seu fslabelecimento de llaguihy. O re-
sultado do exame fra inteiramento favoravel ao
emprehendedor pois que se reconhecra que a seda
nacional he igual melhor da Europa, e nada deixa
a desejar. Sirva isso de estimulo aos nossos capi-
talistas, e anime-os a applicar urna parte de leus
fundos a semelhsnle industria que, como est reco-
nbecido, pode ser mu ventajosamente txcrcida* u-
Brasil. 7 -
Joflo Machado de Lima, caixeiro do Joaquim da
Silva Torres, estabelecido na ra da Quitanda, sui-
cdra-so com um tiro de pistola disparado sobre a
caneca no mesmo dia em que completara 18 snnos
de idade, isto ho, a a do corrente !.... Quando, para
assim dizer, o infeliz comecavaa existir, e por cen-
seguinte poda appellar para o futuro, por mais a-
margurado que Ihe fsse o presento, tomou a deses-
perada resol ueflo de por termo propria vida !....
O que abi deixamos escripto, o conledo em a car-
ta do nosso c orrespondenle, e as pecas oiliciaes que
inserimos no lugar competente, he ludoquanto por
agora podemos dizer aos icitores acerca do que so
sabia e occorrera na corte al 12 de dezembro.
Entre essas pecas folgamos de ver o aviso que
oommunjea presidencia as condecorares o o ac-
cesso do quatro dos bravos que se distinguirn no
combaie de mussupiuio, Loi como qf!!s que pe-
de informaertes acerca de todos os individuos que
mais se esforcarem para o reslabelecimento da tran-
quillidade pu tilica nesta provincia, para que sejam
dignamente galardoados ; porque este passo do go-
verno mais que muilo prova que, apressando-se a
darum lestemunho da consideradlo em que lem os
legalistas do cujos- sci vicos tem conhecimento, est
disposto a agraciar todos quantos os imitaren coo-
perando para o I riumpho da santa causa da ordem,
Para terminarmos esta parto do nosso trabalho de
boje, apenas nos resta tratar da llahia, Alagnas e
Sergipe.
Essas tre provincias lamhem goznvam de socego :
seus administradores iam cada vez se tornando mais
dignos da admirado e respeitos da gente sensata
pelo comporlamento digno que desenvolvan).
SADAgXO A' TROPA CHKfiADA DA CORTE.
0 vapor Imptratrii trouxo estaciJade um con-
li ngento de tresentos e quatro pracas de lnha, com-
mandadas pelo capitflo Tristflo Pi d'.s Santos, se-
alo dus enlaa asstenla equat?o de artilharia e qus-
renla de cavallaria.
Seja bem vinda mais essa porcSo do exercilo bra-
sileiro : ajude ella seus irmfls na nobre empreza de
rosltui r a bella provincia de Pernambuco ao estado
de quietaeflo de que tanto carece para tocar ao grao
de prosperidade que Ihe anhelamos ; e cont com o
eterno rreonhecimento dos bons Pernambucanos,
be.n como com a considerado do governo, quo cer-
to apreciar devidameote os seus servicos.
COMMERGIO.
ALFANDEGA.
IENDI.MENTO DO DIA 23........
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTODO DIA 23.
2769,388
SeMl.................'..... D.versis provincias.......,._____ .. 1:845,364 74,773
DEM DO DIA 27. 1920,137

3:357,292
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 3.......... 1:7W,I2
DEM DO DIA 27 .................1:770,222
conflagrar a patria,de cxp-Ia aos horrores da
guerra civil, smente com o fin do se manieren) smenlo, e buscar o triumplio de suasopinies/nflo
as p^i-oes officiaes de que se liaviam tornado in-1 por via das armas, mis sim e smente pela impren-
PRAfA DORECIFE, 23 DE DEZEMBRO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Reviila eemanal.
Cambios ----- Uouve transacc^es a 25 d. por
1,000 rs.
Algodflo ..... Eutraram 294saccas. 0 de pri-
meira sorlo vendeu-se a 4,000 rs.
por arroba, e o de segunda a
3,600 rs.
Assucar......As entradas fram avulladas tan-
to em saceos como em caixas.
As vendas regularan) de 700 a
750 rs. por arroba obre o ferro
do eiicaixalo; de 1,800 a 2,200
do emba ricado o ensaccado ; e
de 1,400 a 1,440 rs. do mascava-
do dito,
f.oiiros ------ Venderin-se a 90 rs. por libra.
fiacalho .... o deposito foi elevado a 7000
barricas, por ler entrado um Car-
rogamonto. Retaihou-se dors.
11,000 a i 1,300 por barrica.
olachinha Vendeu-se por 4,200 rs. a barri-
qumhi.
Carne secca Ficaram per vender 12000 arro-
MELHOR EXEMP


I_
(^r\ Ins. O preco regularam de
^ ... 2,000 3,900r. arroba.
** tha hysson ------Vendeu-ae de 1,500 a 1,600 res
Wl .. por libra.
I rannha do trigo F.xiilem no mercado 400 bsrri-
.1 ras, por ter entrado tim carre-
gamento do Iticliemond. A
francoza vendeu-se de 90,000 a
91,000 ra. ; a de Itallimore do
17,500 a 18,000 n.; a de Riche-
monil a 91,000 ri.; a de Philadel-
phia a 18,500 rs. ; e a de Trieste
, SSSFa 21,000 ra.
Vinlios ...... Vendeu-ae o de Lisboa PRR a ra.
110,000 a pipa.
Ficaram no porto 81 cmharcages, a aabcr: 5 a-
mcricana*, 1 austraca, >'i hrasileiras, t bclca, 4
namarquezas, 3 francoza*, 1 nollandeza, 1* ingle-
**%-, tfhcquense, 1 oriental, 1 prussam, 7 porlu*
guczas, 9 sardas, 8 suecas o I siciliana.
f
Navios entrados no dia 26.
Babia; lOdiaa, polaca aina Italia, de 191 tonela-
das, capitfio l.uia Cnlghana, oqurpapi 10, car-
ga varios gneros e lastro ; i Jos Saporile.
Itio-dr- Janeiro ; 96 das, barca chilena Joana-J.-
Funt, de 246 toneladas, capitfio Martin Hundan, e-
quipagem 19. carga lamina do trigo e lastro ; a
Nasrimento o Amoriin.
A'atioisahidos no nt'smo Ha.
Jo-
Movimento do Porto.
Navios tntradot no dia 23.
Cenova o Malaga ; 44 dase do ultimo porto 23, bu-
gue aurdo Daino, de 177 toneladas, capitfio Manuel
Uozuno, equipagem II, carga vinlio, pastas, papel
e mais gneros do paiz; a Oliveira & Irmilos.
Genova; 38 das, brigue sardo la-llose, de 206 tone-
ladas, capilfio l.ourcnco Mrquez, equipagem 113,
em lastro ; a N. O. Biebcr & Companha.
Terra-Nova ;36 dias. hriguo inglez Cordtlia, de 184
toneladas, capitfio James Walace, equipagem 12,
carga 2198 barricas com bacalhao ; a Me. Calmont
& Companhia.
dem ; 34 dias, patacho americano Vabius, do 188 to-
neladas, capitfio Samuel Munson, equipagem 7,
carga 2044 barricas com bacalhao ; a Me. Calmont
& Companhia.
Salem ; 33 dias, patacho brasileiro Anglica, de 151
toneladas, capitfio Manocl Antunes de oliveira, c-
quipagem9, carga farinha ; ao capitfio.
Lisboa pela ilha da Madcira ; 36 dias e do "ultimo
porto 19 dias, brigue portuguez Trujo-Pri-
meiro, de 233 toneladas, ca Uo Manoel de 0-
lveira Faneca, equipagem 16, jem lastro; a Fer-
mino Jos Fclix da Boza. Passageiros, Manoel
Caetano Pereira de Mondonga, Joaquim Ignacio
Comes Fcrreir.1. .
Itio-de-Janeiro e portos intermedios; lidias e do
ultimo porto 18 horas, vapor brasileiro Impiralrit,
de 450 toneladas, commandanteocapilfio-tenente
Jezuino l.amego Costa, equipagem 30. Passagei-
ros : para esta provincia, o \.\m. Sr. presidente
Manoel Vieira Tosta com 9 criados, o Kxm. concu-
Iheiro Jos Pereira Pinto com 1 escravo, Jofio Con-
calves de Miranda, Manocl dos Santos Muniz de O-
liveira com I escravo, l)r. Cazemiro Jos de Mo-
raes Sarment com I escravo, Melchior Jos Co-
mes, o al furos Leandro Jos Cavalcanto, Fr. Fran-
cisco de Sania Marianna Duarte, o conego Joaquim
Cajuero de Campos, o segundo-tcnentode armada
Jos A. do S. Jacqucs com 1 escravo, o capitfio A-
lexandre C. 'Argola Ferrfio, o segundo-lenente
de armada Francisco II. M, llego, 4 olliciaes e 380
pragas de prct, o segundo-lcncnte do arlilharia
. justo de llarros Torrllo, o primeiro-lenerUo dor-
biliaria Jofio E. Nery da Fonseca com sua senhora,
3 lilhos e 1 camarada ; para o norte, o l)r. Crego-
iio Tavares Ozono Maciel da Costa, l)r. Joaquim
Gomes de Souza, o Inglez Frederico Nione.
Navios sabidos no mamo dia.
Rio-Grande-do-Sul; patacho brasileiro Dous-de-Mar-
(i, capitfio Antonio Mouloiro de Aducida, carga
assuear, ago'ardente c sal. l'assageiro, 1 escravo a
entregar.
Marseilles; brigue francez Armorique, capitfio Narci-
70 Billar.I, carga asquear.
Liverpool; galera ingleza Sword-Fish, capitfio Ri-
chard Creen, carga assuear ealgodfio.
I'oilo ; brigue portugus Uaria-Feliz, capitfio Lou-
reuc) Fernamles do Carmo, carga assuear, couros
o madcira. Passageiros, Bernardo do Mello l'i-
gueiredo, Joaquim Pereira Molla, Jos Nunes de
Karia, Porluguezes.
Navios entrados no dia 24.
Bostoo ; 51 dias, patacho americano Annah, de 170
toneladas, capitfio Charles II. Fowler, equipagem
8, carga farinha, cadeiras, laboado o fazendas; a
I. G. Ferreira& Companhia.
dem ; 35 dias, barca americana Caroline, de 192 to-
neladas, capitfio Oliver P. Lae, equipagem 10,
carga farinha, bacalhao e batatas; a llonry Fostcr
fi Companhia.
Navios saludos no mesmo dia.
Gibrallar ; barca americana fomio, capitfio Williao
G. Nulting, carga a mesma quetrouxe.
lialiia ; brigue ingle Cordsiia, capitfio James Wal
lac, carga a mesma que trouxo.
Gibraltar ; brigue sueco llindo, capitfio L. M. Wes-
terberg, carga assuear. *
I Jem ; brigue inglez Nanay, capitfio 1 liornas Pardy,
carga assuear.
Ilha de Fernando ; patacho brasileiro Pirapanta, ca-
pitfio Gamillo de l.ellis Fonseca. Leva a seu bordo
1 presos dejustiga.
Baha ; burea americana Caroline, capitfio Oliver P.
I.ane, carga a mesma que trouxe.
Navios entrados no dia 3i.
Val-Paraizo ; galera americana Seaman, de 240 tone-
ladas, capitfio Joscpb Myrick, equipagem 12, car-
* ga Ifia, quina, madcira le tingir o mais gneros do
- paiz ; ao capitfio. Vem refroscar e seguo para
Baltimore.
^Genova ; 39 dias, poLca sarda Conde-Corvttlo, dc547
toneladas, foitfio Marco llevello, equipagem 13,
carga varios gneros ; a N. O. Biober & C*
l.ive i ool ; 40 dias, barca ingleza L'iura, de 329 to-
I neladds, capitfio R Camphell, equipagem 16, car-
ga fazendas o carvo; a lledegway Jamison& C."
Cospe ; 51 das, patacho inglez s -Aun, de 139 tone-
ladas, capitfio Philip l.e lianiillitr, equipagom 10,
carga lOI linas com bacalhao ; a l.u Bretn Sch-
ramm & Companhii.
Boston ; 48d.-a, briguo americano Edwaid-lltnry,
de 152 toneladas, capitfio David F.llis, equipagem
8, carga gclo ; a II. Fostcr & Companhia.
F.m rommissSo ; vapor de guerra brasileiro Urania,
commaudante o capilfio-lenentc Jos Kduardu
Vaudcncolk.
QhtiiiKar.So.
Fundiou noUmeirfio, para acabar de earregar,
a barca ingleza/oAfl-/,aiffr, capitfio Johnllumphry.
Baltimore; galera americana Staman, capitfio
supl Myrick, carga a mesma que trouxe.
Trieste; barca ingleza b.sk, capilSo Ccorge Wese,
carga assuear.
Canal; brigue inglez Magnolia, capitfio James Crass-
~man, carga asstteaf.
Navio entrado no dia 27.
Baltimore; 60 dias, palhabole americano Mary-F.lea-
nore, de 138 toneladas, captilfio Dennis French, c-
pagem 7, carga farinha e mais gaeres ; a II. Fos-
tcr & Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Canal; barca ingleza JuhH-Panler, capitfio John Un
ruplires, carga assuear.
Km commissfio do governo ; vapor brasileiro de
guerra l'rania, commandanle o capilfio-tenente
Jos Eduardo Wandcncolk.
EDITA L.
A cmara municipal dcsla cidade faz publico que
perante ella prestou juramento em o dia 25 do cor-
rcnlc ,a urna hora da larde, o Exm. Sr. desemhar-
gador Manocl Vieira Tosa, presidente, nomcado pa-
ra esta piovincia por carta imperial de II do cor-
rente ; u o quario vice-presiiiciiU da provincia o
comme^dador Francisco do Carvalho Paos de An-
drade.
Paco da cmara municipal, do Recife, cm 25 i|p de-
zembro de 1848.
M. J. do Rtijoe Albuquerqut.
Presidente.
Jodo JosFerreira de Ayuiar,
Secretario.
Avisos martimos.
~ Para Lisboa subo, com a maior hrevidalo pos-
aivel a barca porluguezu Tejo capitfip Manoel dos
Rcis, por ter paite de seu carregamehto proinpta :
quem quizer earregar, ou ir do passagem para o
que tero excellenlcscommodos, dirija-se aos seus
consignatarios Oliveira Irmfios & Companhia, na
ra da Cruz,n. 9,ou ao refer lo capitfio, na praca
do Cnmmercio.
Para oAracaty segu com brevidade o hiatc
Noot-Oliuda mestre Antonio Jos ,Vianna : quem
nelle quizer earregar, dirija-se ao mesmo mestre, no
trapiche Novo, ou na ra da Cadeia-Vclha, n. 17, se-
gundo andar.
-- Para o hio-de-Janeiro seguo viaeem. enm i>r.
iila primeira marcha ; dexou de sabir no dia 15 por, in-
convenientes : quem quizer earregar, ouirdepas-
sagem, para o que lem reos commodos dbija-soa
ra da Cadoia do Recife, n. 61, a fallar com Joflo Jos
Fernandes Magalhfies.
-- Para o Bo-de-Janeiro sabe, com a maior bre-
vidade possivel, o briguo nacional Ligeiro : para car-
ga, passageiros e escravos a fete, Irata-se com Ma-
noel Joaquim Soares, na loja de ferragens ao p do
arco da ConcoQfio ou com Novis & Companhiu, na
ra do Trapicho, n. 34.
Para o Bio-de-Janciro segu, com brevidade, o
briguc-escuna nacional Olinda : tem pulo de sua
carga engajada para o resto, passageiros e escra-
vos a frele, Irata-so com Machado & PinheirO, na ra
da Cadeia do Recife, n. 37.
Para Lisboa partir, com a maior brevidade pos-
sivel .o hlate portuguez Especulador, fabricado re-
centcmente; tem parte do seu carregamunlo promp-
ta raltando-lhc cerca de 3,000 arrobas : quem nelle
quizer earregar a frete, dirija-so ao consignatario,
Firmino J F. da Rosa na ra do Trapiche, r.. 44.
--A barca nacional Tentativa-Felit segu para o
Ro-de-Janeiro com muita brevidade, por ter gran-
de parte de seu canegamenlo prompta : para o res-
lo o passageiros para o que ulerece os mais ricos o
asseiados commodes, ussim como para oscravos,
trata-so na ra da Moda, n. II, com Silva U Grillo.
Avisos diversos.
Precisa-so de um distribuidor para distribuir
este Diario em Olinda, o qual dove sabor ler n pres-
tar lianza nesta typographia.
- Cicilia Roza da Costa de
clara que, (endo fallecido sv^u ma-
rido, Joaquim Jos Lourenco da
Costa, e tendo deixado tres filhos
de iigiltmas nupcias com a an-
nunciante, nao tem ella de fazer
inventario, porque nao ha no seu
casal outros bens alm dos que o
seu fallecido lo, Joaquim Jos
Lourenco Carlaxo, em disposico
testamentaria dexou para os le-
gtimos lilhos da aunuucianlc, e
em uso frueto smente a esta.
-- M.|! Paulino de Croubele, subdita franceza, icti-
ra-se para fra da provincia.
Jos Ja Maya subdito britannico, val fazer ama
viagem por poucos dias fra da provincia
SicarJ, relojoeiro, ra Nova, n. 15, acaba de re-
ceber um sortimento de relogros patentes, sabonc-
les de ouro o de vrias oulras qualidades.
I'recisa-se de um feitor para eiigenho, o qual d
fia lor doeo a sua conducta e qu
mida : serve pessoa idosa pois nfio
po : no engenho Novo de Muribeca,
A poitoa que annuneiou, no flnrio i* Pernim-
Imro n. 2M, querer comprar um vestido de crianca
dodouamc7.es, para b.iplisado, dirija-se a ra da
Cruz, n. 49.
-- Precisa-se doum caixeirocom pratlea de ven-
da e quo d fiador a sua conducta : na ra larga do
Itozario, n. 52.
Prccisa-iedo um caixeiro de 12 a 14 annos ,
para urna venda o que d fiador a sua conducta :
no Bcccoljrgo, n. 1.
O ministro da veneravol ordem tercoira de S.
Francisco, da cidade de Olinda, roga aos seus irmfios
e rmfiasda mesma ordem quecomparecam no pri-
meiro de Janeiro do annovinilouro de 1849, pelas 4
horas da tarde na igreja da mesma ordem, para as-
sisterem o acto da sorle do registro quo se faz na
mesma ordem.
-- O abixo assignao nflo podeirdo tcstemunbar
do um modo mais solemne asna tralidfio para com
os lllms. Srs. ofllciaes do corpo de polica pelo bom
tratamenlo o delicadeza com quo sempre o honra-
rain, durante a sua prisfio, e du mesma sorte os Srs.
ollieiaes inferiores e soldados o fa2 por meio deste,
convencido cabalmente de que um igual procedi-
menlo nfio poda deixar de encontrar em pessoas
mui hem conhecidas pelos seus actos e apreeiaveis
mereementns. Penhorado por tilo dislinclos favores
almeja acbaroecasifio emque particularmento mos-
Ine o seu s'necro agradcimonto. Olinda, 26 do
dezembrode1848. Antonio Synfronio Rodrigues d
Luna.
Dcsappareceu, no dia 2i do corrento do Forle-
do-Mattos urna canoa do carreira, de um pao, de
madcira bordfiozinho de 30 palmos de comprimen-
loe dous ditos de largura pouco mais ou menos,
sem rombo alguin ; tem ao p ila proa em cima da
borda urna taclia pregada com prego*, e anda nflo
foi servida : quem delta souber dirija-sea Fra-de-
Porlas, eslaleiro dcThomaz Jos das Neves que
gratificar.
Perdeu-se, no da 18 do corrente, urna Iclt'a de
nuiiheiitos mil lis sacada na villa do Bio-Formoso,
em 2 de maio del8*8, a favor da Bortto Jos da Cos-
ta c aceita pelo Sr. Pedro Ignacio Wanderlcy, leudo
j as costas o nome do dito Rento Jos da Costa: o
como j se tenha feito aviso ao aceitante para nfio
pagar senfio a favor de quem ella foi sacada, por
isso roga-so a quem a acliou o favor de entregar em
casa da viuva Costa & Fhos, na ra da Cadeia do
Recife, quo ficaro obrigndos, ou recompensarfio
caso o exijam.
-- Trecisa-so de um bom padero branro que en-
lenda perfeitamenteda arle, para administrar un
poucos de escravos, e ajuda-los naquellu servido
que estiver em seu alcance : na ra larga do Itozario,
ti. 18, padaria junto ao quartel de polica.
oerece-se cem mil lijlos de alvonaria, j bom
conheeidos pela sua qualidade e tamanho por
1:400,000 rs postos no porto mais perlo da obra do
comprador, com o prazo de 4 a 8 mezes os preten-
Stntcs dirjam-se a ra larga >ln Rozario n. 18.
O abaixo assignado faz publico que abri asna
taberna, no dia 22 do corrente, na ra do Codorniz,
n 9 e nella principia a vender bebidas de prodc-
elo brasileira. Antonio Mariins Duarte.
(ill'eivce-sc urna mullier ja do idade o de boa
conducta para ama de urna casa de pouca familia,
para todo o servico de portas a dentro : quein de.seuJ
L.i:______-,_._X _...'..-. U...J.-3CO iua a \,(F
ra, n. 25.
~ Pre isa-so de urna ama para cozinhar o fazer o
mais scrviQO do urna casa : na ra da Cruz, no Reci-
te n. 43.
Dcsappareceu, do quintal da casa n. 74 dama
Augusta, na noitedo dia 21 para 22 do corrente,
um cavallo pedrez de meio, descarnado e novo :
quem o liverapanhado, ou dello livor noticia, di-
rija-sea dita casa, quesera recompensado.
--Na casa de modas fraueczas de madama Millo-
chau na esquinado Aterro-da-!loa-Vvista defron-
tedochafarizda ponto recebeu-se pelo ultimo na-
vio virido de Franga um muito lindo cscolhi-
mento de camisinbas bordadas para senhora; ca in-
ralas brancas c de cores para vestidos; lindas man-
tas de Ifia e seda do muito ricas cores; trancas
brancas e de cores para enfeitesde vestidos ; luvas
de pellica, curtas ecompridas com enfeiles e sem
ellos ; chapeos de palha aberla muito alva o da ul-
tima moda capelina de llores de larangeiras ; ditas
do cies c ramos de llores finas ; ricas plumas para
chapeos e cabeca ; chapeos de seda c toucas para
senhora ; manleletcs-palils, e aventaes para so-
nboia ; bonetes de montara ricamente bordaJos;
bicos de blonde edo linho ; lencos de mfio ; cam-
braiadelinho puro; gravatinhas de lita para mon-
tara ; metas de seda lisas e bordadas para senhora.
Na mesma casa so fazom efTeclivamenle chapeos ,
toucas e vestidos de senhora por prego commodo,
com pro'mptidflo e gesto.
Fugio, no dia 20 do corrente, as 7 horas da noi-
le, um moleque de 8a 9 anuos, com os olhos par-
dos ; sabio com ceroulas de estopa e n da cintura
para cima ; tem alguns sgnaos do rclho pelas cos-
as : quem o pegar leve-o a ra da Praia n. 60, casa
onde se fazem anzes que ser gratificado
Jofio Malheus embarca para os portos do sul o
leu csciavo Benedicto de nr;fio Costa.
Os Srs. que teem fallado paia arrendaren) a pro-
priedade da travessa da ra da Madre-dc-l)eos, n.
16 pdem apparecer que j so ultimaran) as obras
queseestavam fazendo cm dita casa: na loja dos
Sis. Jos Antonio da Cunta 6c Irmfios, [se dir quem
aluga.
I.olera do liicatro publico.
A venda dos respectivos blhetesest quasi para-
usada, c por esta rasfio deixaram anda as rodas de
ler andamento no dia a do corrente, segunda vez
para este fin marca Jo. A vista, pois, disto o thesou-
reiro se escusa por ora du marcar novo dia, o que
far brevomenle, visto que est disposto a empregar
todas as diligencias para que as ditas rodas anJem
antes dafesla.
Vignes, fabricante de pianos,
na ra doQueimado, .t,
tem planos de novo modelo feitos depreposito para
esto paiz; sfio riquissimos o do machinismo e vo-
zcs superiores, o quo se afianza ao comprador : tam-
hem tem pianos inglezes, quo sfio pouco usados;
concerla e afina panos com toda a peffeitfio ; vende
cordas ca mu reas e todos os aviamenlos necessarios
paradilos instrumentos : tudo por preco commodo.
Contina a estar fgido, desde 13 do corrente,
pelas 9 Doras da noilo do lugar de S -Amaro, pro-
ximo a fundi^fiodo Sr. Starr, um cavallo rodado,
quem o pi-car levo o
Alu-nm-e o legundo e terceiro andar Ja casa
da ra d Vitarlo, n. I tratar na mesma caa.
preciaa-se de urna ama para o scrUco interno b
externo do urna casa de pouca familia : na lloa-Vis-
la, ra ll'Alegri*, B. II.
""S^WS1
Compras.
Compra-se um candoiro frincez, gran le, em
bom uso: quem tiver aniuincie.
Compram-se 12 c.adciras de oleo en meio uso :
na praca da Independencia n. 19.
-- Compra-se um vestido para crianza de dous me-
zas, proprio para baptsado e que seja ologante ;
quem tiver annunrie.
Vendas
Folliinhas rara cscriptorio.
Vcndem-so folliinhas para escriptono, encarloua-
dasom papclfio a 320 rs. cada unm. IMas folh-
nhas mostram a primeira vista os dias santos de
guarda os dispensados, os feriados na Justina e nos
tribiinaes.sein recorrer-se a tabella dos feriados,
e apenas toninm um expago de um palmo : na praca
da Independencia, liviana ns. 6 e 8.
Vendein-se ceiras com (gosa 1,000
rs.: no armazem n. 20, defronte da goar
da da alfandega.
Vende-se o bello e crilico romance'de Frede-
rico Soul, as memorias do.Diabo, em 8 v. lti-
mamente publicadas em Lisboa por preco commo-
do : na ra do Qucimado loja n. 3.
Vendo-se superior farinha galega em meias
irricas : no armazem Ja ra da Senzalla-Velha,
de Malheus Ausliu & C.
e aigaiii-se as verds-
deiras bichas de Uamburgo, no deposito
de Joaquim Antonio Carneo o, na na da
Cruz, n. '|3.
Snalos para Senhoras.
Ni praca do Coroo-Santo, n. 6, se diz quem lem
para vender sapatos de Senhora, de couro de lustro,
coiirinho do duraque, e alguma obra de hornern
poucas, por grossoe meudo chegado 8 dias; obra
superior em qualidade, e ultima moda.
Vende-se a verdadeira e muito superior fari-
nha SSSF, a rclalhoe em porefio ; dita de outros au-
tores na ra do Vigaro, armazem de Francisco Al-
ves da Cunha, n. II.
Vendem-so bairiquinhas com cal virgem do
Lisboat muito nova; fechaduras para portas de
armazem ; retroz do Porto ; barris com iilcatrfio da
Suecia ; pilulas da familia ; ancorel.is com azeto-
nas, por preco commodo : na ra do Vigaro 11. 11,
armazem de Francisco Alvesda Cunha.
Vcndcm-se oito molecoles de na-
inu uc !,.: ii-icj
moco,
al", ninas
P
11 m pardo
bom cozinheiro ; tres molecas com
labilidades, tudo muito barato,
pois deseja-se lechar as cenias deste an-
no: na ra das Larangeiras, n. 14. se-
gundo andar.
Vende-so algodfio da trra de superior qualida-
de : na rua do Qucimado, n. 20.
VenJc-sc vinho do Porto, muito superior, e
do OU...S qualidades, em barris de quarlo, quinto,
sonto, stimo oilavo e cm pipas, por prego muito
commodo : na rua do Vigaro armazem de Fran-
cisco Al ves da Cunha, n. 11.
Vendem-se, lia rua do Trapiche, n. 44, duas
negras sendo una de 30 annos que engomma e
coso nrfeilament ; est criando, porm nao tem
cria ; oa oulra de 16 a 17anaos, ptima para lodo
o servico de casa o melhor para andar com meninos.
Vendem-se bules e cafeleiras de metal, cem ri-
cos modelos: na rua Nova loja de Jos Luiz Pe-
reira.
Abordo do patacho Alago:nse, ancorado ffn
frentedo trapiche do algodfio, vende-so farinha do
mandioca de boa qualidade.
Rap novo Lisboa.
A elle antes quo se acabe.
Quem nfio tomar urna pitada desto rap, certamen-
le nfio saliera apreciaros deleites da vida contem-
pornea. Acaba de chegar do Rio-de-Janero, e ven-
de-se no deposito do mesmo, na rua dos Quarteis,
n. 24
Acaba de chegar um completo sortimento para
os Srs armadores, bem como trina, volantes lar-
gos o estreilos galfio de todas as qualidades finos
o ordinarios; o outros muitos objeclos que se acham
a venda na rua larga do Rozario, n. 24.
^ Ycnde-sc no pateo do Terco, ven-
da n. 7, vjnho de Lisboa, a caada a
t,iao rs. ; e a garrafa a 160 rs.
Vendom-se chapeos do palhinha da Italia, mui-
to delicados o bem feitos tanto para hornern como
para meninos pelo barato preco de 1.2S0 rs. cada
um ; bem como coeiros bordados para enancas: na
rua das Cinco-Pontas, ns. 60 o 82.
Vende-se sal de Lisboa, a bordo do patacho por-
tuguez D.-Anna : no esejiptorio de Francisco Seve-
rianollabello&Filho.
Vendo-se um ponche de panno azul, com 32
palmos do roda quasi novo : na rua de S.-Rita r
n 91.
Vende-se muito superior lagedo de Lisboa e
cal virgem era barris de 4 arrobas, por mdico prego:
na rua do Vigaro, 11. 19.
-- Na padaria da rua da Guia, no Recife havera
todos os dias a venia o novo pfio de Provenga fa-
bricado poroutro modo que o actual e da melhor
farinha que ha no mercado : por este motivo nfio se
ptle azer senfio a 40, 80 e 160 rs.
Vende-se-gelo^-na rua da Sensalla-
Vclba n. 113, a 4,000 rs. de urna arroba
para cima, e a meia pataca por libra. O
deposito s e.sUr aberto s 11 horas e
5o'tenha fa-1 sellado cm*scllim inglez : quemo pi-gar levo o a|mea Ja manha e depois das a horas da
ho para cam-lrua de Apollo, n. 25, que sera gratificado genosa-| ,
I mente, |tarue.
3LAR ENCONTRADO


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PalA 1849.
FOI.IIINIIA DF. PORTA, a 60rs.
Dita do ALT.IBEIRA, conlcndo, alm do kalenda-
rio, urna eollecgilo de segrodos o remedios para uso
'Jome '.ico, a 320 rs.
Dita a quo se reuni o ALMANAK administrativo,
tntreantite industrial da provincia : esle almanak es-
t accrcspcnlado com todos os estabelecimontos de
]>orta aborta, a 320 rs.
Vendem-se na praca da Independencia, livraria
Jis. 6elT o Aterro-da-Boa-Vsta, botica do Senhor
Moreira ; o em Olinda, botica do Scnbor Rapozo, ra
fio Amparo.
__ Y,, idem-sei pares de brincos de bom ouro de
diferentes u'manhns; un trem com espellio, de Ja-
caranda- urna L'vncx redonda; dita para meio do sala;
um relogio patentle prata; jpgos nas o grandes, com duas gavetas ; sora d' oleo : ludo
por barato prego:.na rua da Cadea de S.-Anlo-
- Na ra do Sol, n 13, vendem-se os seguintes
livros :
Actas de lodosos concilios geraes e particulares
.Na ra do Crespo, toja de 4 portal, n. 19, ven-
loiii-se chapoa de castor pretoi, de muito boa qua-
I i dada a 4,400 rs.
Veode-M cal virgem de Lisboa em barril de i
irroba chegada pelo ultimo navio, por preco comino-
PURO VINHO DA FICUEIRA.
Existe no armazom de molhados, (atrs ido Cor-
po-Santo n. 66 urna grande porclto dcste genui-
no viiilio que se est vendendo pelo dimitiuto pro-
co do 1,120 rs a caada o a 160 rs. a garrafa ; tam-
!>em ha em pipas que se vender mais em conta : he
esto o mellior de todos os vinhos que se teem an-
nunciado pela sua simplicidade o ptimo paladar:
luem urna vez o beber jamis dcixar de o com-
prar.
--Vendem-se semeas cm saccas muilo grandes ,
a 4,500 rs.: na ra da Madrc-de-Deos, armazcm de
Vicente Forreira da Costa.
Vendem-se calungas para presepe, de todas as
qualidades por prego commodo i bem como bisas
chegadas ultimamnnte, grandes, a 800 rs. cada urna,
n tainbeiii sealugam a 'o rs. cada urna : na i ua do
Collegio, n. 9.
lali-
desdeo lempo dos apostloale boje.
Arte explicada de Maduroira, ^ v.
Biblia sagrada, por Sarment, com texto
no em frent.
Tribunal de ordinandos.
F.sludo curioso de llicologia moral.
Panegricos recopilados dos nieltiorcs autores
l'rancezes e italianos 3 v.
i-.scola paliogra,.hica, ou de ler leltras anti-
gs desde a entrad.! dos (iodos em lles^an-
ha s! os >>nsos das.
(.eographia da Luropa-
Flores de llespanlia e excellonciasde Portu-
gal, em que brevemente se trata o melhor
de suas historias e as de todo o mundo,
desde o seu principio ate os nossos dias.
Theologia de Cimiliati, 3 v.
Historia da revolucfio franceza, por Minhe.
Atlas elementar que coiitcm'33 callas il!u-
m i nudas, oplima cncadernago.
Dous breviarios.
I'm caderno de santos ROVOS.
Outro dilo maior.
Esame de confessores.
Sermocs do padre Vieira 12 tomos.
Sol nascido uoocci tiente ou vida de Santo
Antonio.
Arto de pregar.
.Noticia succinta dos monumentos anligos la
lingoa latina c dos subsidios necessanos
para o estudo da mosma, | or Jos Vicente
ds.Moura.J. V.
Saluslio.
licduccii) clironologica aonde se ve qual o
motivo da cxtingAo dos jesutas.
Oulros muilos livros ja annunciados os quaes
mine "f vendem muito em conta.
A 1,800 rs.
n.noo
2,400
6,400
160
2,000
1,800
"1.000
1,200
6,000
3,000
3,600
2,.">0O
5,000
3,000
3 20O
1,600
10,000
2,560
3,000
8,000
960
2.000
a peca
jardas.
dcQO
Na loja do Cuimarfes & Companhia rua do Cres-
po n. 5, vendem-se pegas de algodilozinho de boa
qualidade com um pequeo toquo de avaria,
pelo barato prego de 1,800 rs. a peca de 20 jardas.
Taboado de pinlip da Suecia,
de 10 a 55 palmos
de comprimcnlo o mellior que lem chegado a este
mercado, em razO de se poder envernizarem qual-
querolua por nilo ter nos e ser muito alvo, sen-
do costado, costadinho, assoalho, Torro e para fun-
dos de barricas : vende-se a prego que o comprador
l'arii lo Jo o negocio : atrs do llteatro, armazem de
Joaquim Lopes de Almeida.
Vende-se um rico trem' do Jacaranda, com
muito pouco uso, por prego c<>mmodo : na rua atrs
da matru de S.-Antonio, n. 16.
FARF.I.O EM SACCAS DE 90 LIBRAS :
v>ndc-so no armazcm de Viconte Ferreira da Costa ,
na rua da Madre-do-Deos, a 3,500 rs.
Nova rcGnacao Franco-
Braseira,
Na ruada Concordia, n. 8, por
detrs do Carino.
O respeitavcl publico achara em dita re-
flnagno assucar de qualidade superior, re-
tinado a moda de Franga devendo mere-
cer a preferenga tanto pelo asscio da sua
fabricagfio, com pela clareza, pureza o bom
gosto (cando dito assucar refinado re-
coinmcndavcl por suas qualidades hygio-
nica sendo desembaragado de mo chci-
ro, polassa, niel, assidos e outras subs-
tancias mili nocivas a sailc.
U* prrfos ido o seguales :
Refinado em paos ou Ion Oes, primeira
qualidade, a 160 rs. a libra ; dito de se-
gunda qualidade, a 110 rs. a libra ; refina-
do em p, primeira qualidade a lio rs. a
libra;dito de segunda qualidaJo, a 120
rs. a libra.

Vendc-sc um piano forte, vertical o de Jacaran-
da, chegado ltimamente com muito boas vozes,
e de um machinisinu de nova invengilo para por as
vozes mais baixas al dous lons, o que (orna este
instrumento muito vaulajoso para cantona ; cha-
rutos de llavana por prego mais commodo do que
em oulraqualquor parte ; un completo sorlimenlo
de instrumentos de msica, tanto de metal como
do madeira ; bustos de gesso representando muito
lielmeiilo a rainha Victoria e o principo Alberto ;
relogiosdeouroe de prata, ebegados ltimamente
bados se lornam muito recommendaveis a qual-
quer parlicuiui c _advcle-ao que ha entro cllcs
alguns que andam oito dias aom precisarera de cor-
da : na rua da Cruz, no Recite, n. 55.
r
Yende-se tima loja de calcado,
ou s a armaran, cm urna das
me I hores ras, para qualquer es.
labelecimento : na rua da Cadeia
do Recre, n. 35.
- Vende-so urna parda, de ISannos, do bonita fi-
gura, lavadeira, cozinheira, cosliircira e propria pa-
ra qualquer servigo de casa: na rua da Cadeia do
Recife, loja n. 51.
Calcado.
Vendem-se, pelo barato prego de 3,000 rs. o par ,
borzeguins para senhora ; ditos para homeni a
3,600 rs. ; botina francezes a 5,500 rs. ; sapatos de
lustro francezes para meninas a 1,300 rs. ; ditos de
Lisboa, a 1,000 rs.; sapatos inglezcs, a 3,2oo rs.;
dilosde setim branco para senhora a 1.600 is. ;
botins de Lisboa a 2,500 rs.; sapatos de lustro de
entrada baixa e de urna sola para homem, a 2,000
rs. ; ditos do duraque para meninas, a 500 '; ditos de
lustro com clcheles, a 500 o 640 rs. : na rua da Ca-
deia do Recife, n. 35. Adveite-sequoho a diriheiro.
Cal de Lisboa.
Vende-se inuito nova e superior cal-
virgem de pedra, desembarcada ha pou-
cos dias, e em liarris pequeos de quatro
arrotas e mcia : na rua da Cadeia-Yellia,
armazem n. ia.
-- .No deposito do Me. Calmont & Companhia na
fc ; u. agf'T f j elm-sji cjinstaiie-
mente grande sortimento de lerragens inglezas para
engenhos do assucar corro sejam : taixas do ferro
coado de diflerontes modelos, os mais modernos;
ditas de ferro balido ; moendas de ferro do mode-
lo adoptado para armar em madeira ; ilas todas
de ferro, tanto para agoa como para animaos; ma-
chinas de vapor de frga de quatro cavallos o de al-
ta pressfio o mais moderno e simples que he possi-
vel ; repartideiras ; espumadeiras ; resfriadeiras de
ferro eslanhado; formas da ferro : tu Jo por prego
commodo.
Vende-se caj virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte: na rua do Trapiche, arma-
zem n. 17.
Vende-se um lindo molecole, de
17818 annos de idade, que sabe coii-
nhar : na rua da Cadeia do Recife, n. 37.
Contina-se a vender, na rua da
Cruz, n. Go, caixas com cera de Lisboa,
sorlimenlo vonlatle do comprador.
ROA DO CRESPO, N. 5.
Novos riscados indianna, a
280 rs. o covado.
Na ioja do Cu manes & Companhia vendem-se
osnovos riscados indianos, do quatro palmos de
largura cores (xas e padrOes muilo modernos pelo
barato prego de 280 rs. o covado.
FARELO
cm saccas muilo grandes,
a 3s'6oo rs. a sacca:
no armazem do Braguoz ao pe do arco da Conccigo,
Vende-se no pateo do Terco, ven-
da n. 7, vinlio da Figueira, muilo supe
rior, a 160 rs.ngarrjfa.
Cigarrilhos Iiespanhes.
O proprietario do armazem n.66, atrs da igreja
do Corpo-Santo no Recife, faz scionto aos fuman-
tes do bom tniii que elle recebe por lodos os vapo-
res vindos do sul, estes deliciosos cigarrilhos que
s o do nico deposito hcspanhol que ha no Rio-de-
Janeiro.
Vendem-ss saceos com fardo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
preco de 3,4oo rs.: na rua da Samalla-
Vclha, n. i38.
lo : no armazem n. 31, na rua da Madre-de-Deos, do
lado da alfandega.
Manuel da Silva Santos vende su-
perior Inrinlia de trigo franceza denomi-
nada liaron.
Vcndciii-ie barril pequeos com cal virgem da Lia-
boa a mais nova que ha no mercado, por preco co-m
modo : ua rua da Uoda armazem o. 17.
Polassa.
Desembarcou lia poneos dias ama por-
cao de barris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham venda,
por preco mais barato do que ultima-
mente se vendia, na rua da Cadeia-Velha,
armazem de Baltar&Oveira, n. 12.
Vinho barato.
da Madre-de-Deos,
Acha-se estabelecido na
n. 36, um armazem de
rua
Vinhos da Figueira,
de ptima qualidade, a prego de 1,200 rs. a caada,
e a 160 rs a garrafa ; e para n3o ha ver dolo do com-
prador serio lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasia, e dando-se inmediata-
mente a outra cheia : tambem ha barris muito pe-
queos, pnprios para quem passa a festa. O pro-
prietario desto eslabclccimento pede encarecida-
mente que se nSo illudam avallando, pelo diminuto
prego e sem conhecimenlo de causa a qualidade de
sua fazenda, digna por certo da eslima dos verda-
deros amanles da boa pinga. Elle cunta que quem
urna vez provar, conlinuar com gosto e sem arre-
pendimento. Eo bom prego !!.' A todo o exposto
accreseo o asseio o boro acondicionsFnentn o cu?
ludo se poder verificar em dito estabelecimento.
Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahba: no escriptorio de O-
liveira lrmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Vendem-se presuntos para fiambre; queijos
londrinos ; ditos de pralo ; latas com bolachinba
fina de Lisboa ; ditas do araruta ; conservas novas :
inostarda ; potos com sal fino ; latas com mermela-
da nova ; ditas com hervilhas; caixinbas com mas-
sas linas ; vinho moscatel de Setubal; dito Sherry ;
iCulSlinos ; e uiiiiu.i nais guuoro.;, par prego com-
modo : na rua da Cruz, no Recife, n. 46.
iladeira de pinito.
Vende-so a melhor madeira de pinho que tcm
vindoa este mercado: na rua da Madrc-de-Deos,
armazem de Vicente Ferreira da Costa.
Cuiji c
para forro de navios e para caldeireiro: na rua da
Cruz, no Recife, n. 17.
Algodao trancado da fabrica
de Todos-os-Santos da
Bahia ,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos: vende-se cm casa de N. O. Biober & Com-
panhia na rua da Cruz, n. 4.
gado francez de todas as qualidades, tanto para lio- *J
ineni como para senhora e meninas : bem como os W '
bem condecidos sapatos de Naotes, e do Aracaly f>
por prego commodo.
Na loja n. "1 A da rua do Crespo, ao
[>(' do arco de Santo-Antonio, vendem-se
mantas de laa eseda, muito bonitas, pro-
priaspara meninas, a 1,600 rs. cada nina ;
ditas de tarlatana, para senhora, a 1,000
rs. ; assim como chapeos de sol de seda,
astea de ferro, os mais superiores que ha
no mercado, a 5,ooo rs.
Vende-se na rua da Cadeia do ^
S Recife, n. 37, cera em velas, fabri- &
^ cadas no Hio-de-Jaueiro, em urna ?
das melhores fabricas, e em caixas 3
0 pequeas, muito bem sortidas, por ft
ser de 3 at 16 em libra: e tam-
bem ha velas de urna e de meia libra, &
hrandes, por preco mais barato do J}
p que em outra qualquer paite. ^
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, desembarcada hontem, por pre-
co muilo rasoavel, vista de sua muito
superior qualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, c rua da Cadeia, n. 34.
CHA'BRASILEIRO.
Vende-se, no armazom d molhados atrs do
Corpo-Santo, n. 66, o mais excedente cli produci-
do emS.-Paulo, que tem vindo a este mercado ,
por prego muilo commodo.
Escravos Fgidos
m

9
'?
C^S* Aos amantes do muito -a*
superior e
Puro vi 11 ho da Figueira
No Aterro-da-Boa-Vista, n. 4^,
ha urna grande porgo desto superior vi- ^))
nho quo se esl vendendo a 1,120 rs. a ca- \
nada, e a 160 rs a garrafa e para nSo ha- ()
ver dolo do comprador, serSo lacradas as ,
garrafas c com rotulo, recebend-se a gar- $
rafa vasia e dando-so inmediatamente
oulra cheia : tambem ha em barris quo se
vender mais em conta. lie este o melhor
do todos os vinhos quo se teem annuncia-
do, pela sua simplicidade e ptimo pa-
ladar.
rtV
Agencia da ftmdico
Low-Moor, rua da Scnzalla-
nova, n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver tira completo sortimento de moendas
e mcias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor.e tachas de ferro batido e
coado, de todos os taannos, para dilo.
i\o Atcrro-da-Boa-Visla de-
fronte da bonecra,
ha sapatos francezes do couro de lustro para senho-
ra a 1,900 rs. o par. Chcguem freguezes que o tem
po he proprio. A ellos, que se estao acabando.
lonas inglezas.
^ Vendem-se pe?as de lona ingleza, de
boa qualidade, e por preco mais barato
do que em oulra qualquer parte; na rua
da Cadeia do Recife, armazcm n. 14.
em barricas a 4,C00 rs.; saccas grandes, a 3,50o
rs., ditas pequeas a 2,800 rs : no armazcm do J.ltAO l\ lCfl'0-(Ia-I Ol- \ t L'l dC-
J. Tasso juiiur, un na uo Amorini, n. 3. Til
Vendem-se hlalas c ceblas, ullimamenlcche-1 IrOlllCUa IJOllfCril,
gaJas ede muito boa qualidade, por prego commo-1 ba chegado um novo e completo sortimento de cl-
Farelo,
Desappareceu, do palacete da rua da Aurora ,
no dia 16 do correte moz, um cabrinha escuro do
15 a 16 .unos; Icvou caigas e camisa de riscado
azul ; tem os olhos pequeos o os beigos grossos ;
he lilho do Cear ; chama-se Jos : quem o pegar
leve-o ao lugar cima dito.
Fugirsm, no di 18 de setembro, do Camaragi,
urna parda, donme Paula de 20 annos, de boni-
ta figura com uns pannos na pelle do pescogo ; an-
da calcada : um prelo de nome redro, de nagflo An-
gola de 40 annos baixo, quebrado da verilba ;
consta que tomn seduzidos por uro tal Cosme (i
lho da Parahiba, acaboclado : quem os pegar le-
ve-osa rua da Cadeia do Recife, n. 28, quo ser re-
compeusodo.
Kugio, nodia 18 de outubro do engenho S.-
Joio, no Cabo, Marcolino, pardo trigueiro, de 19 an-
nos, estatura regular, cara redonda, olhos pepuenos,
denlos limados ; lovou duas caigas, una de brim
pardo e oulra de riscado azul; quem o pegar leve-o
ao referido engenho ou a casa de Lulz Gomos Fer-
reira no Mondego, quesera generosamente recom-
pensado.
Fugio, de bordo do brigue Strlorto, na manh.la
dodia 5 de juiiio prximo passado, um escravo ma-
rniheiro do nome Francisco do nagilo Jang; re-
resenta ter 30a 35 annos; tem um signal na face es-
querda, falla muito descangada ; levou caigas e ca-
misa de algod.lo azul, chapeo de palha pintado de
branco o balde de trazer ragOes e 7,000 rs. em ce-
dulas ; falla hespanhol: quem o pegar leve-no a
rua da Moda n. 7, que ser bem recompensado.
-- Desappareceu, no dia 21 do corrcnle, da casa
de seu senhor o crioulo de nomo Joaquim de al-
tura icgular, grosso do corpo cor preta, bem bar-
bado o cabelludu ; falla fina o baixa : be official do
sapateiro : quem o pegar leve-o a sou senhor, Juliflo
Portclla da Silva, na rua do Livraiiieiito n. 37, quo
ser generosamoTile recompensado.
Fugio de Serinhncm, ha um mez o crioulo
Gregorio decaa redonda chcio do corpo peruas
arqueadas para fra bons denles e limados : levou
camisa o ceroulas dcalgodjiu azul, o oulras do al-
godaodo lislras, jaqWa de linho azul com qua-
dros o chapeo de palha usado : quem o pegar levo-
oa ruado Vigario .venda 11.14, quo sera generosa-
mente recompensado.
Fugio, no dia 3 do coi rente, um escravo, de no-
mo Manoel de altura regular, cheio do corro
tem bstanle marcas do bexigas; levou caigas do'
riscado vellias e camisa de algodilozinho : quem o
pegar leve-no a seu senhor, Miguel Jos Itarboza
Cumiarnos, na rua do Crespo, n. 5, quo sei grati-
ficado.
Fugio, no dia 19 do corrente, o escravo, de no-
me Simflo de 35 almos, crioulo, edr fula, cheio do
corpo com urna fstula lio rosto do lado direilo ;
levou caigas de riscado, cartisa de slgoitito branco ,
chapeo de palha ; julga-sc ler seguido a direegilodo
O.inda. Itogn-so bs autoridades policiaos o capititcs
do campo que o apprehcnJam e levcm-no a rua do
Trapiche-Novo, n. 6 ou na Soledadc, n. 38, qiio
serSo recompensados.
Fugio, em dias do corronto mz a preta An-
na, crioula, de 35 au nos altura regular, secca do
corpo, beigos grossos, olhos granJes 5 tem algumas
sarnas as costellas e cm urna perna urna cicatiiz
de urna grande ferida ; lem urna das orellias rasga-
das no lugar onde se bola o brinco ; quando falla lio
sempro baixo o uno nial se po:cebo ; nilo parece
crioula por fallar alguina cousa lingoa do uagilo ;
levou vestido do chita o panno da Costa j usado.'
Hoga-se as autoridades policiaes o capitfles de cam-
po, que a apprchcitdain e levom-ua a rua -Nova, o.
41, quo serilo gratificados.
Kugi, 110 dia 2J po corrente, a escrava Joanna
representa ter 40 anuos; lem o rosto comprido
meio fechado; sabio com lenc.lo do procurar se-
nhur ; Icvou vestido de chita azul e outro branco
Com dous babados cotilas azues 110 pescogo brin- '
cosoncarnadosooutros de ouro francez panno da
tosa : quom a pegar leve-a ao Aterro-da-Uoa-Vita
n. 14, que ser gratificado. '
. ... _.
Pebn.: Ni TTP. DI M.*F, DI FAHU.1848

MELHOR EXEP


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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06207


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Quinta-feira 98
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