Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06201


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Full Text
tino XXIV.
Segunda-fe ira 18
0 DIAR10 publica-ie todo o diasque nSo
ni d<'K";,r,,a: Pre da asignatura he
,-"ijOOll lor P*fl* adianlaai. Os
.uncios dos asslgnanlcs sao. inseridos
'"L de 20 rs. por linha, 40 rs.em typo dif-
!a,iiip c a repptifes pela metade. Os nao
Tenantes pagarte 80 rs. por linha e IfiO rs
"n i)P uillereolc, por cada publicas ao.
pHASES DA LA NO MEZ UE DEZEMBUO.
a...|{. a 3, s 5 hora e 47 min. da arde.
i ickti', alO.sDhora e25min.damanh.
i" oa,al7,i8 horas e53 miu.dainanli.
lZ ""a> a 25. s 2 hora* e 3 mln. da urde.

PARTIDA DOS CORREIOS.
Golanna e Parahiba, i sega, e sextas-reirs.
Rio-G.-do-Norte, qulntas-feiras ao meio-dia.
Cabo, Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.a, a II e 21 de cada raez.
Caranbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, a quinlas-feiras.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJK.
Prlmeira, s 10 horas c 54 minutos da manh,
Segunda, s 11 horas e 18 minutos da tarde,
de Dezembro de I8i*.
N. 285.
das da semana.
18 Segunda. Nossa Senhora do O'. Aud. doJ.
dos orphaos.do J. civ. c do J. M. da 2. v.
19 Ter^a. S. Fausta. Aud. do J. do c. da 1.
da 2. v. c do .1. de pal do 2. ilist. de t.
2P Qunrln. S. Domingos de Silos. Feriado pa-
ra os negocios forenses a ti: o lien do mcz.
21 Quinta. >i> S. Thomc.
22 Sexta. S. Honorato.
23 Sabuado. S. Scrvulo.
24 Domingo. S. Gregorio.
CAMBIOS NO DA l DE DEZEMBRO.
Sobre Londres a25 d. por If000 rs. a60 diai.
-. Pars
Lisboa 120 por cento de piamio.
Rlo-do-.Iio.Mro ao par.
Dcsc. de leu. de boas firmal a 1 / % ao mer.
Accflesda como, de Keberibe. *M#r*. ao p.
Ouro,Oncas hespanholas 31*0(10 a 31/100
Moedas de 6/400 v. 17^000 a 17/20O
de 6fi00 n. 16/200 a lbfiOO
. de 4/000... 9/200 a 9/500
PralaPatacaes brasilclros 1/KK1 a 1/980
Pesos coluiunarios. 1/960 a '/=*'
> Ditos mexicanos..... l/'JOO a l|W
__ PAUTE OFFICIAl.
MINISTERIO DA JUSTICrV.
% SEC('.O. nie-de-Janero. Ministerio dos ne-
gocios da juslica, Drpai.de novembro de 1848. .
para queeessem os abusos mencionados na repre-
- nin'1"' Que Vm. Irouxe minlia prosenca, com da-
la de 18 do corrente, deenvar-se para essa casa do
enrreccao Africanos livres eom o lint de seren cor-
rillos nos irabalhos delta, e depois do ah eslarcm
mezes camos, e alguns fallecerem, negarem-se os
respectivos arrematantes de seus servieos, com dif-
fercnles pretextos, ao pagamento das avultadas dcs-
neiaS que flzeram ; compr que, quando qnalquer
petsoa os tiver do rocolner na referida cjtsa de cor-
recebo, Vm. ihe Taca constar que, se os demorar
111,1 i's do um mez, entender-se-ha que tem renuncia-
o a seus servieos, para delles se dspr como paro-
tr mais conveniente, e, verifcuda quosejaesta hy-
polhese, Vm. dar logo parlo ao juiz dos orpliflos,
pondo o Africano ou Africanos sus disposcflo ; na
inlelligeiici, porm, de que 8 dcverrcccb6-los em
estado de saude, e nunca em circumstancias de irem
logo para a enfermara. Igual participado far Vm.
ao referido juiz dos orplulos quando quaesquer Afri-
canos forera rccolhiilos a essa casa por fgidos ou
poralgum outro motivo, afim de que elle faca noli-
licar o prazo aqu marcado aos respectivos arrema-
tlos.
lieos guarde a Vm. Eusebia di Queiti Coitinho
Muiluso da Cantara. Sr. administrador das obras
da casa de corrcccSo.
MINISTERIO DA FAZENDA. j
DECRETO N. Sol DE 18 DE NOVEMRRO E 1848.
Adunndoos rtgulnmentoi de 9 demaio de 1842 e 27
Jejunho de 1846, para arrecadacio doi ben$ de de-
futios e ausente*,
Tendo ouvidn a scelo de fazenda do eoncclho do
eslado, hci por bem decretar, o seguinte :
Art. !.* FIcam consideradas como incorporadas
noregulamento de 9 de malo de 1842 para arreca-
dacao dos bous de defunlos o ausontes as disposi-
.-".i--. 1 ;* provisto do tribunal do thesouro publico
nacional de 12 de seternbro do 1846, quo declarou :
1.', que na arrecadaeno dos bens movis e semoven-
tes lleve proceder-so de conformidade com o art. 29
do citado regulamento ; o quanlo aos bons de raz,
olisorvar-se o art. 3. do regulamento de 97 do ju-
nlio de 1845; 2.*, que os cofres de que trata o art.
S9do regulamontode 9 de maio de 1842s!Ioos das
Uicsoiirarias as provincias, devendo para elh'S en-
trar directamente todo o dinheiro, ouro, prala o
pedns preciosas; e 3., quo as porcenlagens de
que trata o art. 26domesmo legulamonlu de 1842
sseileduzern do dinheiro liquido que produzirem
os bens arrematados, ou que lr adiado em especie
no espolio do intestado.
Arl. 2. Os cuiadores das herancas, bens de de-
tontos e ausentes, alm da porecntagem que Ibes
cabeem commum com os empregndos do juio, se-
Rundo as disposicow em vigor, .percebero mais
i por cento do valor dos bens movis o semoventes
que nio foiem arrematados e licarom conliados
sua guarda, por ser esleo premio concedido ponJei
as depositarios pblicos: por cento do vulordos
olijeclos de ouro "piala e podras preciosa que fOrom
anccadtlos e recolhidus aos cofres pblicos, como
coininlssilo por seu trabalbo ; o 5 por cenlo do ren-
'lmenlo liquido dos bens de mi/, quo flcarem de-
l'nixodesua guarda cadmini>tracno, comanlo que
o total dcsia porcenlagem no exceda somma an-
imal de 400/, por ser esso o premio que a ord. I. 1.
1C. 88 33 concede aos curadores dos orphuos, com
o limite equivalente quanlia de 50/que a citada
fd- prescrovia cm tal caso.
JoBquimJos Rodrigues Torres, do meu concelho,
- iin- do imperio, ministro e secretario de estado
nos negocios da fazenda e presidente do tribunal
o Utesuuro publico nacional, o tenlta assiin enten-
diduefa^a executar. Palacio do Itio-de-Jauciro, em
18denovembro|de 1848, vigesimo-selimo da indo-
Pendencia o do imperio. Com a rubrica de S. al.
o Imperador. Joaquim Jos Rodrigues Torres.
MIMSTEIUO DA GUEHUA. .
MINISTERIO |>A CUF.IMU.
EXTRACTO 1)0 tXl'EUlKNTE DO IIIA 24 DE S0VEMDH0.
(Circular aos presidentes das provincias do loor se-
Ruinio: Tendo o governo do dar inleiro cumpri-
'iieiilo ao artigo 52 da le n. 514 de 28 de outubro
"este anno, quo Ihe determina quo no applique as
cunsign'a^osde urna a oulras vorbas do ornamento,
"em i servicos no designados na lei, acliar-se-ha
cfn serios embarazos so os presidentes dasprovin-
('!s, deixandode observar suidamente, esta dispo-
'".''o, no limitarem as despegas ao qiianiitalivu li-
bado na dislribuicflo, rcpresonlando om lempo op-
, porluno quando cm raso da niobilidade d'o exer-
cito Se couhecer deficiencia em alguma das rubri-
cs. Fique, portanlo, V. Ex. na inlelligencia do quo
,ie|o ministerio da guerra n.loscr upprovadoncm
levado cmconla qualquerexcesso dodespeza, embo
'utorisado por V. Ex. nos lerjnos du decreto de 7
Y iiiaio de 1842, salvo om caso urgentissimo de que
ui'iipii.l a nesurancji nublica.
THESOUKARIA PROVINCIAL.
1847 a 1848.
Demonttrteo to saldo existente na eaixa do extreiclo
findo evi 30 de novembro de 18<8.
Reccita do c'orrenle mcz...........16:433,352
Despczis....................... 6:294,715
Saldo.........10:140,637
Eellras entradas no corrento
mez............... 4:413,319
Ditas sahidas no corrente mcz 4:413,319 #
R9..........10:140,637
Em cobre. ............. 2,637
Em notas..............10:138,000 10:140,637
ThomsJosr da Silva Gusmdo Jnior.
Luis de l'tuho Ilorgls.
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Rcpartipao da polici:i.
EXTRACTO DIA&IO DO DA 16 DO CORRENTE.
Fram presos: ordem do Sr. desembargador
chele de polica, Carlos Sclimrl, Sueco, o Daniel
Sinclair, Inglcz, a requisicHo d seus respectivos
cnsules; o pirto Eilippc, por ler ferido a Joo Jos
do Nascimento, soldado dn5." balalh:1o do fuzlci-
ros; a preta l.uiza, por insultos; a parda francolina
Mara da Conceco, por briga; o proto Paulino,
escravo detinbricl Alfonso Itrgueira, e a preta Joa-
quina, escrava do l)r. Itorpes I.eal:do subdelega-
do do lente, os Inglezes Francisco May, Sil Roy,
e os paisanos Jacnlho dos l'assus Guades e Mauoe'
Jos Francisco.Destos seis uQo consta o motivo da:
prises.
O.8 Amanuense,
Apriglo Jos" da Silva
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
Lisboa, 12 de novtmbru de IH.S.
Falla-se de que o mareohal Saldanba quer tirar o
coinmando do baialhSo de caladores n. 1 o do re-
g monto n. 1G aos Srs. Joaquim liento l'ereira e Ta-
liorda, por pticrrearem alguns dos seus actos e esta-
reni do lado do rv<(jBrf(iri,que contina a fazer guer-
ra de morte ao mareclial, chamando-Ihe todos os
das, no s verstil, mas at imbcil.
A dt'slituicia's daquelles olliciaes dos respectivos
commandos seria molivo bastante para alguma es-
candescencia militar, porque osditos commandan-
tes tcem prestigio o influencia entre os seus, e hilo
prestado muitos servigos cans da rainha o da cai-
ta, sobreludo na ultima lula cm 18.46 1847. Demais,
a admissfo de alguns olliciaes setcinbristas, que ser-
virnm junta do l'orlo np. excrcito, exacerba os
nimos dos carlistas ferrenhos, ou cabralistas puros, c
urna cousa junta oulra da motivo a graves discus-
sOes.
A dcsinlelligencia entro o marquez de Frouteira o
ovenio contina, nilo obstante os amigos com-
muns*le ambos se terem empenhado n'uina rocon-
ciliaeao; pois quo ateo l'opular, peridico do go-
verno, snhio ha dias com um artigo commemorando
os sci vicos do marquez, e dizendo quetio ho do
esperar que ello abandone os seus amigos, &c &c.
I Auezar dn tudo islo. narecc que riada se tem consa-
I guido, o nSo se duwda que baja aigum nodilica-
cilo ministerial por este molivo, sahindo provavcl-
menle o ministro da guerra, que foi com quem hou-
vo as dcsintelligencias.
Os presos polticos saliram elTccti va mente no da
5, posqiic o juiz, apenas recobou o ollicio da rcla-
caocommuncahdo-lheo accordnm, passou logo or-
dem de soltura. Alguns amigos os fram esperar;
mas pncilicamento sem tumulto, do mancira que
n1o houve novdade. No da seguintc jantaram lo-
dos o varios dos seus amigos no llotel-da-I'eninsiila,
e noite esliveram no theatro, onde foram congra-
tulados por mutaspessoas.
Com os presos paisanos nao houvo difliculdado al-
guma na soltura ; mas com os militares houvo algu-
ma clicana, porque o general de provincia nao cum.
prio logo a ordem, pretextando ser preciso ordem
do ajudante-general, ou do commandanto cm enere
do excrcito. Islo deu algum trabalbo ao advogado
Leonel Tavsres que arvlou por essas repartices so-
licitando" a soltura, que afinal conseguio no rhesmo
da a noite. Fram sollos, porero, os Srs. Diogo l.ui-
te o Samora, Picando comludo preso o Sr. Hurla,
para responder a concelho de guerra como desertor.
Isto ho mais Un meio de | ciseguiqo contra esle
oflicial, porque se funda em que, quando o procura-
ran, para ser preso pela segunda vez, nao o euroii-
Iraram. Nessa occasiSo tnha-lhe morrido urna hlha
que muito cstmava, e estando entregue a sua dr,
o Sr. Mora negou-se; mas dias depois o elle
mesmo metlcr-so na" prisilo. Me provavel que no
concelho saia lambem absolvido. Entretanto, lal-
vez que com ssono cessom os seus Irabalhos ; por-
que o Sr. Diogo l.eite que nao linha nota de deser-
tor, apenas sabio sollo, recobcu logo ordem para
partir immedatarnento para a i!ha Terceira.
lio isto um systcina de deportaco, importado le
M>Kpaiiha, que 0 governo quer adoptar; nois que
alm doSr. Diogo l.cte ha mais alguns olliciaes, e
at sargentos que tcem recebdo igual ordem, por
meras suspeilns. lima tal medula augmenta anula
mais os. descontentes e inmigos do governo, sobre-
todo mostrando-se inconsequentc, pois que admit-
i por um lado no exercto olliciaes sclcmbristas, c
pelo outro persegue individuos da mesma cathego
ria e da mesma opiniito poltica !
A imprrnsa ministerial e cabralsta tem gritado
omito contra o accordam que mandou soltar os pre-
sos polticos, dizendo que foi dado por espirito de
partido ; a Imprensa progressita sustenta o contra-
ro, e diz que espercm pela publicacfto do mesmo
accordam para se conbeccr a verdade ; mas este ac-
cprdam anda n3o se publcou, ncm se publicara tilo
cedo'; porque, iuterpondo o ministerio publico re-
curso de revista ao accordam para o supremo tnbu-
qnl, acha-se embaraqada a publicaclio do mesmo
accordam porquo o escrv.lo anda nao deu a certi-
d.lo. Como no accordam se dcixa aos presos o direi-
lo salvo contra as testeniunhas, siispeita-sc que he
para poupar os Araujos, Candidos e outros quejan-
dos, que u procura espadar a publicacSo do acoor-
Bflo. ilas afinal ha de vir a saher-se, porque os
abusos lambem leem fim.
Tcem corrido rumores de bernardos, e parece quo
teem sido removidos alguns sargentos dos corpos da
capital,.sobretodo do regiment n. dez. Diz-sequo
o nrao de Ourcm, hojoajudanlc-guneral, promet-
iera aos soldados do regiment do artilliana n. I,
de que ho commandanto, tres moedas de ouro, o a
baxa, a lodo aquello que Ihe ilescohrr una bernar-
da. Isto ho inica-los no mster de denunciantes.
' 0 Sr. Antonio ('.czar do Vasconcellos chegou ha
poucos dias a Lisboa, c recebcu logo ordem para so
apresenlarnoquarlel-gencral. O Sr. Cczarfoi, eo
Yominandanto da 1.' diviso nslou muilocom oSr.
Cezar para quo lizesse a sua apresentaefio. O Sr.
Cezar respoqdeu que, nflo so leudo apresenlado des-
de que acabou a lula cm 1847, ncm tendo notado os
eus recibos, se devia considerar paisano. Persisti
nislo, e nada se conseguio ilclle. Dz-sc quo so pre-
tenda a apresenlacilo desle chcfo das tropas da jun-
ta do Porto, para lambem o deportaren), ou nianda-
rem com alguma commissao para a costa d frica, o
que elle soubo evitar dclarando-se paisano. Allir-
ma-se lambem quo o Sr. Diogo l.eite pedir a sua
domisso, para nao ir deportado para as i I has.
Contina a polmica entre a Nacdo o osjornaes
liberaos. 0 conde de llarbacena dirigi a AVcno urna
carta, dizendo ser estratrho ao allicamento que so
tem feito em scu nume paratra cerlos batalbOes que
se prctendem formar. A imprensa liberal, julgando
ver nisto urna allusao, diz que a publIcacSO da car-
ta do conde do Uarbaccna.he una imprudencia.
As suspeitas contra as tentativas migiiclistas con-
lnuam, e tcem sido presos alguns individuos as
tirovncias, entre os quaes figura um brigadeiro
lespanhol chamado D. (Jarcia de Mcudonca, casado
com urna senbora da casa de Azenha. Foi preso em
Viaima, e vco para o Porto. Tambem se diz quo
eslivera em Portugal o alem Lisboa o celebre gene-
ral hespanhol Cornos, que viera oncarregado por I.
Miguel para tratar com os'seus paitidistas dos meios
do urna sublevadlo, e parece que fura preso om Lou-
l no Algarvo.
Falla-se lambem de que P. Miguel tem feito ttu-
los e mcrcs a muitos dos seus partidistas; e que
elevar o conde das Antas ao titulo de duque do
Porto, se o quizer ajudar na empreza quo os seus
partidistas trazcm cm mito. Parece quo rcconheccu
os ttulos dados pola junta do Porto. Porm oslo
homem que faz condes, viscondes, marquezes o du-
ques, manda pedir, segundo dizcm, o dinheiro que
ascommissoes leglimislas leom dado para pagar a
mullas em que fr condemnado o jornal A Ciaf&o.
O governo tulo perde de vista as tontativas migue-
listas ; pvisqUv, quccndo-be eslus luuiii;-er.: ^s'-'-
cilcSo phlanlropca, segundo diziam, para se au-
xiliare mutuamente, o governo no 1 ti o consenlio.
Vai fa/endo progressos a liga promotora dos in-
teresaos materiaes do paiz. Ja lem tido varias reu-
nioes, e nomearam-so na ultima as necessanas com-
missOes para os dilTcrcntcs ramos que abrange. As
pessoas mais podcrosis e qtialilicadas de tonos os
partidos fazem parte dcstas commissOes, 0 achani-
sc filiadas na junta.
No dia 6 comparcccu pcranlc o jury a matricidu
Maria Jos. Os debates comecaram s 10 horas, o du-
raram at meia-noite, Arconscrvou sempre o
maior descaramento e iidiffronc, tanto quando
foi interrogada, orno quando se Ihe leu a santones;
mas contradsse-se continuamente ; porquo ora Mra
ella quem assasinra sua m:li ea esquartejra; ora
era un tal Jos Mara, seu amante. O jury julgou
provados todos os quesitos quo o juiz Ihe propoz so-
bre sor a r a autora o oxecutora da morte e esquar-
tejamentodu sua ni.. O juiz condciiiuuu-a a morte
na lrca, no campo de Santa-Clara, prximo ao lugar
do crime ; passando, quaiulo fr para o patbulo, pe-
los sitios onde espoz os pedacos do corpo da sua
ma. Houvo grande concurrencia na audiencia, e os
debates quo osjornaes tcem publicado leem-se ven-
dido muito bem, porque todos desoja saber as
particularidades de tilo horroroso o inaudito crime,
que no tem precedente na historia do mundo.
O collegio militar, quo eslava no extincto conven-
to de Itilhafolles, va ser transferido, segundo dizem,
para Mafra ; para se estabelerer naquelle convento
um hospital do allienados. Esta transferencia tem
levantado altos clamores da parte das familias dos
collegiaes, pelo incommodoquel bes causara ler seus
lilhos a quasi seis logoas de distancia da capital, e
n'uma Ierra agreste. O governo julga til csU trans-
ferencia educarlo dos collegiaes, trando-osda a-
pilal, centro dos prazeres o dvertimenlos. A Im-
prensa lem lomado parle na quesillo, o em goral o-
pina porque se estabeleca no mosteiro de Saii-Vicen-
le-de-I'ra o collegio militar, a escola do exoscito,
c a polychtcnica, pois ha campo para tudo, dando
ao palriarchado a igreja c palacio da Hemposta.
No ultimo paquete vco o principe Adalberto, ir-
mlto do re de llavera. Como S. A. R. vnha de In-
glaterra, desembarcou no l.ozareto, onde se demo-
ro u os dias marcados pelas providencias sanitarias.
Agora j se acha nesla corte.
Lspachou-se que o regiment de importeria en.
12, retinha enblevado na guarda, por faltar de paga-
mento, matando o coronel o navios olliciaes. Esta
noticia caroco do conrmae.lo.
A descompostura- entre o Estandarte, a I'nido o O Po-
pulur contina cada vez mais acrimoniosa, sorvindo
do diverlmenlo aos seus inmigos.
dem, 14 de novembro de 1848.
Corren liontem a noticia de que em consequencia
das dosintcllgencias havidas enlre o governo e o
marquez de Fronlcira, o ministerio havia pedido to-
do a sua demissao, e que fra aceita, pedindo-se-lho
comludo, quo consaevasse o scu posto por mais oito
dias, emquantose mandava chamar o conde de Tho-
mar! Imediatamenle apnareceram listas do ministe-
rios mais ou menos cabralistas, onde figuravam o
duque da Terceira, Jos BernarJo da Silva Cabral, o
outros cabralistas puros.
Mojo, poiin, ja a cousa nnidou de aspecto. i)iz-so
que o ministerio nBo s contina, mas que nilo pedi-
r a sua demissao. No meio de noticias tao contra-
rias lodos fazem mil conjcctiiras ; o os que parecem
anproximi'--se. mais verdade silo os que dizcm quo
houvo o quer que fosse de deintelligencia, mas que
se spaaiguou, e que o ministerio continuar no po-
der al abertura das cortes, quo esta prxima, e
enllo so decidir da sua sorle. A situacao he por em-
quanlo dos cabraslas, c estes mais da menos da
Vilo ao poder. ....
O governo j fez a vonlade aos cabralistas trans-
ferinuo uns poucos de juizes; mas parece quo a-
inda nSo esto salisfetas todas a* prctences da-
quclles, pelo menos aquellas, por que elles mais gri-
ta va m. .. ,
Corre um boato, do que nSo afianco a vcraculado.
Di/.-so que o ministro da fazenda, Falc3o, nao paga
os servidores do estado, porque tem em col re os fun-
dos para os entregar ao condo de Thomar, logo quo
este suba ao poder, para que comece a pagar do
prompto, e assim adquira nova frca e prestigio, di-
zen'do-se : J os cabraes esUlo no poder, ja ha di-
nheiro .'
'DABT di pbkkaibugo.
BECirX, 17 DE DEZEMBRO DE 1848.
O Sn, FRnUUin* EOS REVOLTOSOS.
Sahornos quo muilos de nossos leilores, c princi-
palmente aquelles quo mais vivo interesse teem mos-
trado polo triumpho da causa da legalidade, notam
quo nao acompanhomos passo a passo os jornalislas
da rcvolta para defenlermos o Sr. Ferreira Penna
das atrozes calumnias e injurias que diariamente
lite dirg puras nlences, porquo nos mesiuos somos os pri-
morosa rcconhccer a obrigacao que nos corre de
defender o dislinclo Minciro, que tilo incansavol so
!:2 .'.-.estrado cm rcsUbelccer o nperi'.' !i| an.t-
ILADO


^ ;

"Ss_____________________________"___________________=
. quilando a revolta que aclualmento lagella anossa
provincia. Cumpre, pois, que expliquemos o si-
lencio que at hoja temos guardado em alguns casos.
Quandu a opposigto propramcnte dita accusa o
govcrno por quaesijuer actos que lenha praticado,
provando primeiro que tudo a existencia dclles,
torna-so a discussflo no s fcil, mas at agradavel
ao jonialista que conscienciosamento o defende ;
mas, quando os directores do urna raccio que so in-
surge armada contra as autoridades legitimas, re-
corre a imprensa smenle para altenuar sous crimes,
inventando factos que nunca existirn), oaltribuin-
do-os ao govcrno, niio sabemos de todo que resposta
se possa dar-lhes em toni serio, nico que he pro-
prio do Diario, nico que nos convem as actuacs
circumstaiicias. lie esto ocaso em que nos temos
adiado por muilas vezes ; e quando guardamos si-
lencio he porque estamos ceitos de que os habitantes
da capital, que tcstemunhm os factos, que obser-
vam o comportamento, que ouvem as palavras do
ictual presidente, saberito (azer-lhe juslica, tendo
na merecida conta as declamares dos seus adversa-
rios. Talvez que por ellas se deixe Iludir um ou
outro leitor do Diario Rovo, do Guarda Nacionat, ou
da Vos do Brasil, que nilo resida na capital de'Per-
uambuco, mas temos a profunda convegito de que
cutre todas as pessoas que conhece.om o Sr. l'crroi-
ra I'enna, ou que tiverem observado o seu procedi-
inenlo nos diversos o eminentes cargos que ha excr-
eido, ncnhuina baver quo o ju!gue capaz de com-
Kii'ller ncm de autorisar um so dos militares do at-
tenlados que os revoltosos I he imputam a cada mo-
mento.
Se para jnslifiea-lo no conceilo doshomenn im-
parciaes lOsse anda necessaria alguma explica cfto
de nossa parle, nos a daramos com muita facilida-
de, observando: 1., quo a primeira necessidade
dos revoltosos he Jesconceituar, seja porque meios
fr, o presidente da provincia, que com tanta digni-
dadolem sabido cumprir o seu dever na criso ac-
tual ; >.", que esses mesmos revoltosos, na cegucira
de seu odio conlra a poltica que triumphou em 29
de setembro, dcscrevem em horroroso estado de
oppressflo oulras provincias, que alias se conservam
pacificasesatsfeitas com a adminstracTb dos res-
pectivos presidentes ; 3., finalmente, que elles pro-
priosleema franqueza dn confessar que os seus jor-
naes mentem como CINCOENTA para serem acredi-
tados ao menos como CINCO fra dcl'ernambiico.
Assim, v-se, quesera sempre muito dcsvanlajo-
sa a posico de quem entrar em polmica com d-
meos que seguem tal systema, c nflio devem por isso
admiraros nossos Icilores que muilas vezes deixe-
mos de faze-lo. A defesa do Sr. Ferreira I'enna re-
sume-senas proprias palavras que muita gente lite
tem ouvdo, sto he, que de todas as calumnias e in-
jurias que lhe dirigcm os revoltosos, de lodos os sa-
crificios que houver de fazer durante a sua adminis-
Iragio, dar-se-ha ello por bem indemnisado, cum-
prindo fielmente os devores da honrosa misso que
lite est confiada, c conseguindo o completo resta bc-
lecimenlo da tranquillidado da provincia, que he
hoje o nico objecto desuas atlengOcs e dcvelos.
o sr. coronel iose' r-Eono VELLOSO Dk sii.veira.
Desde que a oprosigio tomou a criminosa reso-
lucao de armar-sc contra o govcrno, os period eos
que lhe serven de echo nesta cidade quasi que an-
da no dcxaram do procurar dcsconceiluar ante
os olhos do publico o Sr. coronel Jos Pedro Velloso
ila Slvera. A principio entendemos que nada
deviamosdizer a respeito desto dislincto cdado;
porque criamos que, sendo ello bem conheeido na
provincia, nada poderiam conlra a sua repulaciio as
calumnias da opposicfo : mas, como chegamos
persuadir-nos deque essas calumnias talvez fogam
alguma impressilo fra daqui, assenlmos do oceu-
parmo-nos anda urna vezjo nosso dislincto conoide-
d!to, de quem ja fallamos quando, tendocm frente do
seu cngcnbo o iumigo que busrava viugar-se de
offensas particulares abusando da torga publica
elle se esforcou por garantir sua vida e a sua pro-
priedade, asseverando as primeiras autoridades que
cederia da legal c justa resistencia, logo quo o vare-
jo de sua casa fsse commellido a outro agente po-
licial que nio o Sr. Fcij de Mello, pois que era este
o inimigo do Sr. Jos Pedro, a quem nos referimos
mais cima.
Insiste a opposgio em apresontar o Sr. Jos Po-
dro como um homem cobcrlo de ciinies, como um
individuo incapaz do ser revestido de carcter offi-
cial; e, partindo d'ahi, faz mil accusaccs ao Exm.
presidente da provincia por lhe ha ver conferido a no-
uicago de delegado do polica.
Antes de ludo, asseveramos com perfeto conhc-
cimento de causa, quo tal nomeagiio nuncj existi,
nem existe, nilo porque o Exm. presidente dexe de
reconhecor o mrito do Sr. Jos Pedro, mas porque
noso deu a necessidade de aproveta-lo-paraso-
melhanle cargo.
Esta asseverac3o nos dispensara de qualquerar-
gumentaco ; se, como decarmds em principio,
n8o tlvoramosem vistas lavar as nodoasque os op-l
posiciotistas hito buscado lancar sobre a vida do Sr. I
Jos Pedro: mas. sendo Mi*o noso principa! .ropo-}
sito, proseguiremos, certos de que nao nos ser JifTi-1
cil demonstrar quo a opposicio nio he menos injus-
ta para com esto Ilustro Pernambucano do que o
tem sido para com outros cidad.los que lodos os dias
sito vituperados pelas folhas quo a representatn.
Proprietario abastado e tenente-coronel das ex-
tinctas milicias, oSr. Jos Pedro j era bem conhe-
eido de sous patricios quando desgraciadamente re-
bentou em Pernambuco a sanguinole:ila guerra ci-
vil, quo ao depos se deu a denominadlo de caba-
nada;que taas vidas preciosas custou provincia,
inclusive a do benemorito Carapeba; cquo vai
sendo admiravelmenle arremedada por cssa revolta
que a opposicio promoveu, quo est aleando, mas
que, merco de DOS, ha de ser suffocada com menos
sacrilcicios do que o foi aquella qua lhe serve de
modelo.
Entilo, o Sr. Jos Pedro abandonou osseusesta-
bclecimentos, esqueceu o futuro da esposa o
dos lilhos, eprossuroso voou cm soccorro da patria
ameagada, apresentando-se no acampamento dcPa-
ncllas-Jc-Miranda, acompanltado de numerosos ami-
gos quo se ostentavam disposlos a perder com elle
as vidas em pi da oidem e da tranquillidade publi-
ca ; a favor da inlcgridade do imperio -em defen-
sa dos sagrad os dircitos do Sr. D. Pedro II, quo uessa
poca tambe ni cram atacados, se bem que com
menos bypocrisia do que agora.
Chegado ao acampamento, S. S. porlou-se com tal
bravurc c denodo, distinguile sempre tanto,
se lornou notavel, e, terminada lula fratricida, fi-
cou sendo conheeido como um dos mais fortes ba-
luartes da eonsttuc,3o e do llirouo; tanto que dos-
de esse lempo comecou a ser considerado por todos
0s presidentes que aqui se teem succedido, excepto
smenle, aqucllecuja misso findou em abril do ca-
dente anuo ; fui nomeado coronel chefe de legiiio
da guarda nacional de Santo-Aulilo;caconas se
abri o cofre de grabas com que os monarchas cos-
tumam reniuuorar os liis servidores do estado, que-
remos dizer, logo que cessou a menoridado do Sr.
1). Pedro II, o nossocomprovinciano foi condecora-
do com o oDlcialato da Rosa.
Sempre ordeiro; sompre legalista ; sempro
obediente ao governo ; sempre respeitador da au-
loridade constituida ; justificado anlo o publico,
o ante o proprio Sr. Paula Souza, quando presi-
dente do concclho, dessa resistencia de I.ages, qqe
he boje o cavallo de balalha da opposicHo, pois
quo se correspondeu com S. Excedencia a seme-
hanlo respeito; nao processado por esseaelo,!
o Scn/tor Jos Pedro Velloso da Silveira foi um
dos primeiros cidadilos quo se ergucram nns bandas
do sul para inutilisar os planos dos revoltosos, lo^o
quo estes hastearam sua esfarrapada buudeira as
praias do Iti-Docc, encelando sua carreira de cri-
mes pelo assassinato do decrepito o innocente pes-
cador que os vndalos sacrificaram ao furor brutal
que os domina, e cuja morle ahi est sendo carpi-
da por urna familia numerosa que, a bracos com a
miseria, soffre de mais a mais a drdo ter visto ar-
rancar brbaramente a vida ao seu pobre e inoflen-
sivo chefe.
Nesta nova missdo, o Sr. Jos Pedro se ha porta-
do de modo quolem conseguido ncutralisar os ne-
gregados projeetos dos revoltosos naquclle lado da
provincia, ganhando ao mesmo lempo por seu com-
portamento nobre e gcne'roso as sympathias dos
proprios adversarios; e sous servicos leem sido do
tal quilate, que o Exm. Sr. general commandante
das armas quem elle esl inmediatamente subjei-
lo como lenle-coronel dascxtinclas milicias, ro-
solveu nomca-lo commandante em ttuft dai forras em
operacOes em a'gumas comarcas do suida provincia.
Eis, pois, o carcter official do Sr. Jos Pedro,
que, I cm longo dcscresso homem coberlo de cri-
mes, figurado pela opposicno, he um cidadfio pres-
tante, accumulado de mui valiosos lilulos de glo-
ria, segundo temos dpmonstrado. Elle est, por-
tadlo, no mesmo caso que lodosos outros a quem
as gazetas opposicionislas ahi incessanteineiile in-
sultan! ; islo be, lorna-so dislincto pelos seus nilo
equivoco! senlmentos de orJein,pela sua dedica-
co monarchia,pelo muito que so interessa pela
sorle do paiz ; e por sso nilo pode deixar de ncor->
rer as ras da oppbsico, no pJc escapar ao fe I
que jorra das venenosas penn&s cujas pro luccflcs
cnclie.ii as columnas dos jornaes que pigama re-
volta, c se interessam pelo seu triumpho.
Console-se, entrclanlo, o nosso dislincto compro-
vinciano, pois que tem por companheiros de mar-
tyrio os mais conspicuos cidadilos; o fique na
certeza de quo quanlo mais a opposicio se esforcar
por obscurecer o seu mrito, tanto mais o rcalcar
no conceilo dos liomcns justos.
OTICUS DB OOlANN.
Temos vista as parlcipagcs ofllciaes do Exm.
Sr. general commandante das armas, e do Sr. dolo-
gado da comarca de Coianna, acerca do assaltoque
dera cidade deste nome urna malla do revoltosos
sobo commando de Joflo liorna, Moraes, Joflo Paulo,
e outros. Guiados, pois, por ellas vamos iuteirar o
publico do que ha orcorrido all.
. No dia 13 do correle, pelas seis horas da manilla,
os revoltosos carregaram de sorpreza sobre aquella'
cidade; alguns piquetes da rrca da tegaidade, ali-
as diminutas, que primeramente frain atacados,
Iravaram com elles renhido combale, emquanto o
resto da mesma frga e toda a gente legalista inlrio-
cheiravam-so no conventa do Carmo.
Reunidos assim todos os cidadilos prestantes do
tugare a frca que os protega a um ponto que mais
soguro lites pareceu, e j se Ibes tendo juntado os
pi(|uotes, encelou-so um fogo activo quo durou at
as 2 1/2 horas da tarde do sobredilo dia, e quo s
cessoudepois quo os legalistas, havendo acabado as
muncOes, viram-se toreados a abandonar o seu
posto de honra.
Entilo, os revoltosos ficaram sonbores da cidade ;
mas lioham doze morloa inclusive um dos seus de-
nominados officaes, o muitos feridos gravemente,
onlrando no numero deslcs o boin conheeido Fran-
cisco Heanlo, de N.izarelh; ao passo que aquellos
que s llios cederam o campo depois de no torem
um cartuxo toqur, apenas lamentavam o passamen-
to de seis dos seus denodados irm.los, e o ferimenlo
leve de cinco.
Neste estado se achavam as cousas, quando, s 6
...ras da '.arde de ', fro u revoltosos iiorua.
dos do quo o Exm. Sr. brigadeiro Jos Joaquim Coe-
Iho, .frente da valonte columna quo daqui sahra
na noite antecedente, se approximava da cidade, e
inmediatamente levantaram o campo depois de ha.
verem saqueado mutas casas de negocio e as pro-
prias rejas, bem como arrombado a cadeia e sol-
tado os presos.'!..
Carrejados do pro duelo ds tilo vergonhoso quan-
tosacrgclo saque, acompanhados dos criminosos
quo haviam arrancado ao pdenla juslica, o levan-
do ao mesmo lempo algum gado vaceum e cavallos
que linhdm roubado sos governistas, dirigiram-se
os vndalos para o engenho Po-Amarello ; no alim
do se fazercm fortes ahi, mas sim e smente para
descansari'iii um pinico, eseguirem para Pedras-de-
Fogo, onde entraram ao amanhecer do dia 16.
Poneos mementos depois de torem elles abando-
nado a cidade, chogou a ella o Exm. Sr. Cnclbo com
toda a Torga a seu mando, qual se reuni i inmedia-
tamente a deque dispoe o delegado do termo, o que
n.lo he outra seno a mesma que tilo bem soporta
ra no ataque do quo fallamos a principio, e que cor-
to houvera obligado os rovoltosos a rctrocederem
seestivesso melliur municiada.
Estasduas fdreas combin adas o soba direcgilo em
chefe do Exm. Sr. Coelho preparavam-sea ir encon-
trar os revoltosos em qualquer ponto em que elles
pararem por um pouco.
laxemos votos aos Co s para que ellas os alean-
cen; pois cromos firmemente que, se assim aconte-
cer, o resultado da acgilo sera decisivo, e a provincia
(cara inleiramenlo livre desses desalmados que por
ahi correin desbridados, commcltcndb roubos, as-
sassinatos e Incendios ; evitando, sempro qu p-
dem, o encontr com as forcas ihi legaldade, e cor-
rendo de villa cm villa, de povoacSo em povoacSo,
sempro disposlos a fazer depredaces iguacs a ossas
de que acaba do ser victima a cidade de Goianna, e
deque j olinh sido Roboribe, cujo subdelegado
levo do ver sua casa saquea la pelos bandidos do Ca-
luc.
Anda sol) o peso do opprobro quo tilo feio quan-
lo criminoso procedimento trar a nossa provincia ;
anda pezarosos ao consido ramios no ndelevel
bonilo que meia duzia de degenerados e ambiciosos
estilo lancando as paginas da historia pernambu-
cana;anda opprimidos pela dr que-sentimos
ao pensarmos nos estragos que cssa borda de sclva-
gens tem feilo, e sem duvida se dispOe a fazer cm
lodos os lugares que conseguirem sorprender, n3o
podemos furtar-nos a corlas rellexOes, mais que
muito justificativas do nosso juizo cerca da revol-
ta, desde quo ella se manifestou.
Sim, qual a bandera poltica dessa gente, quaes
os sous principios ? O que quer eila ? Qual o lim a
que se dirige, e por que tem provocado tantas mor-
ls, lano derraraamento do sangue ? Tudo isso he
para nos um enigma indecifravel. Ora proclamam-se
amigos da'monarcbia, e cntoam vivas a S. M. o Im-
perador ; ora unem-so com o Sr. Rorges da Fonseca,
o mais exaltado dos demcratas de nosso lempo, en-
trcgam-llic o commando de um dos grupos que os
coadjuvam, ouvem-no em tudo, eobram de com-
iiiuiii accordo com elle, dando assim urna prova irre-
fragavcl de que o seu monarchismo bejma mentira,
c ite que esses vivas IO una nova estrategia para il-
ludiros incautos quo os seguem, o at mesmo a pro-
pria corto : orajiesafiam pelos scus.orgos as for-
cas da legalidado a entraren) com elles em combate
serio o renhido ; ora deilam a con er logo que aper-
cebem que essas frgas so lhe approximam, e s se
hatem quando cercados do modo que nilo pdem
abrir enminho scno por entre as balas, como acon-
teceu em Mussupinho, Nazarelb, Rio-1'ormoso, Una,
tlaricola c Catucn; ora grlam que quercm repffsen-
tar, quo querem expr ao goveruo quaos os motivos
sassinatos, comn succedou. nesse mesmo Catue
o nilo fazem urna s representaco, e nilo encamu
nham presidencias mais brovo e succinla oxpo%
sicOo de seus desejos, contentando-se com dcs-
comporem e insullarein pelos sous jornaes a l0(j0
os homons honestos o sisudos, que reprovam o!
seus crimes, sem comludo deixarem de la.stinir
a sua loucura : ora finalmente vangloriam-so das
derrotas que leem dedo s forcas legalistas e >(,
mesmo lempo bradam que o presidente da pro-
vincia he que os manda ospngardoar. E o qu
concluir do tudo isso? Certo que a nica ||a.
(So a tirar dessa en fiada de eontradiccoes o despro-
psitos, he que semelhanle gente nolem princi-
pios, nio segu urna bandera poltica, e todos os
sous esforcos lendam hoje a escapar s penas em
que tem incurrido, anda mesmo qua para conse-
gui-lo baja de transformar-se em quadrilhas da
salteadores, e figurar em scens iguaes a essas
quo leem servido do tbeatro Goianna e Beberibe.
DOS os aparte de tilo criminosa vereda, e queira
iilumna-los para que nilo vilo manchar o nome
pernambucano em alguma das provincias limiirq.
phes com torpezas e attentados semelhantes a estes
do que acabamos de tratar.
VASOt DO .SCI.
Enlrou hontein este porto, procedente dos do
s\, 0 vapol| Urania, trazende-nos jornass fluminen-
ses at 2, ella Baha at ti do crrante.
A corte ficra em plena paz.
O ministerio continuava as boas gracas de S. M.
o Imperador : seus membros trabalhavam de com-
mum acordo, e dominados por urna s vontade,
a de proporcionar ao paiz todos os beneficios que
ello lem direito.
O Jornal do Commtrci de 29 de novembro ultimo
annunca a nomcagSo doSr. desembargador Manoel
Vieira To;ta para presidente da provincia do Ma-
ranhilo.
OSr. Jos de Aranjo Rbero fra exonerado do
cargo do enviado extraordinario e ministro plenipo-
tenciario do Rrasil em Franca, por ter de ir lomar
assenlo no senado. S. Exc. ser substituido peloSr.
Jos Mara do Amaral, que vai residir em Pars com
o carcter de encarregado do negocios.
Por decreto de 23 do novembro concedera-so
viscondessa de San-Leopoldo, em plena remunert-
cilo dos servigos prestados por seu fallecido marido,
o concelheiro de estado visconde de San-l.oopoldo, e
s suas quatro filhas solteiras, a penso annuai do
1:600,000 ruis reparadamente; (cando, porm, esta
merc dependente da approvagao da assembla ge-
ral legislativa.
Tiiiham sido nomeados: primeiro oflicial da
paga .loria das tropas da corte o segundo oflicial da
mesma ropartigfio, Jo3o Antonio Ribeiro; segun-
do oflicial, o tercero dito Antonio Carlos de Vascon-
cellos Coimbra ; tercoiro, o amanuense JoSo Jos
de Oliveira Couto ; amanuense, oaddidoJos A-
pollinario de Mallos Jnior.
A Baha gozava de tranquillidade, o ludo induza
a crer que se conservara em tilo feliz estado. O
Exm. Sr. Concalves Martins ia conquistando as sym-
pathias da maiora dos Habanos.
A 7 deste mez procedra-so ahi eleigil da direc-
tora di) banco hypothecario. Es o resultado dells:
Presidenlo da assembla geral, o Sr. Dr. Theodoro
Prxedes Froes.
Secretarios da sobre Jila assembla, osSrs. I.uiz
Manoel do Oliveira Mendos o Justino Nones do Sent-
se.
Directores, os Srs. Jos de Souza Leite, Joaquim
Alvos da Cruz Ros, Francisco Muniz Brrelo de Ara-
gao, Francisco Gjnius Mascarenlias, I.uiz de Souza
Comes, JoUo Vaz de Carvalho, visconde do Rio-Ver-
melho, Fancisco Vicente Viauna e visconde da Torre.
Membros da conimissiio de exame, os Srs. Jos Af-
fonso de Carvalho, Fraucisco Pinto Lima e Custodio
Joaquim da Costa.
NOTICIAS DE 1'OIITUAL
Pelo brgue D.-Anna, chegado hontcm de .isbi,
recebemos cartas do noss corresponde nessa rrt.
que alcangam a 14 de novembro prximo finJo, bem
como diversos oxemplares da Jlevoluca de Setembro,
dos quaes o ultimo fra publicado a 15 dessa mez.
Das sobreditas cartas, exarareinos neste numero
do Diario as do dala mais moderna, reservando as
oulras para os seguidles.
Reinava socego cm lodo o roino; c, supposto cous-
lassc que so tramava contra a actual ordem de cou-
sas, eria-se todava que o governo conseguira iuu-
tilisar os planos dos desordeiros.
A situaflo linanceira do Portugal nada tinha dali-
songeira; tanto que foi smeute nomez deoolu-
bro que so comecou a pagar aos empregadoe publi-
poniuc eslo reunido*; ora conservam-sc diasedias
embrenhaJbs, sem que sejam moommodados senflojcos os ordenados dejulho.
| quando se apresentam a commettor roubos e as-1 Havia noticias do Porto at 4 de novembro


(:onlinuavira osassauinatoi neisa provincia. Jlo
do Campos Cancllds, rclho Je 70 annoi, lnvcndo i-
,l acrommcltirio e forido por um assassino ao enea-
ininhir-so para casa, mor,cra puncas horas depois
nosbrigos da mulhcr e dos lillios.
Ilavi* sido preso como implicado cm trama* favo-
mreiao principe proscripto, o eslava no castello da
H, o Sr. I. Garca de Mendonga Sua esposa, a Sra.
n, Emili Crrela, fazia-lho companhia, provindo
distarte quinto Ihe he dedicada.
I'rocedia-se alli urna subscripto, para com o
tu producto comprar-se urna espada quodevia do
(er ofTerccida ao Sr. duque de Saldanha.
Tinham sido I aneados as agoas doDouro a escuna
Alipile, e os brigues Oous-Amigos e Improviso.
Correspondencia.
Srt. Redactores. Tendo-me viudo a inflo o Ufano
Rovo do 12 do corren le, nelle doparei com urna nar-
radlo de un lira que levou Jos-Presbiteio, lavra-
dor do engento o AlgoJoaos.proprieJade de meu ma-
nn Domingos Mabiquias de Aguiar Piros Ferreira,
ecomo encontrase; aquella narradlo exagerada, o
Vn L'ndo ser qucalgum mal intencionado queira at-
iribuir aalgum individuodeste engenho, pulso.lem-
po para issode proprio, rogo a Vms. queiram publi-
car estas quatre Hullas, as quses exponho o Tacto
tal qual acoilteeou.
So da 3 ilo correntc, Jos Presbtero, Felicianno
da Costa Martina e Antonio Jos Joaquim, sendo os
dous primeiros lavradores, estiveram om ininlia casa
at as 10 horas da noile, e quando iam recolher-se
i suas casas, recebeu b Jos Prcsbitero um tiro dado
u emboscada, uns CGC pssos distante da mintia ca-
sa, c ni lo com o braco chumbado, e varado de urna
bala na p, a qual sahio no pesclo, e como nSo ca-
liisse do cavallo, chegou a sua casa onde se opeou,
| tendo-o seguido um dos assasslnos, que eram dous,
o qual ven lo que no o alcancava fugio; nilo s ha
lodos os indicios de quem foram os ussassinos, co-
mo tambem ha certeza deque nilo parti de quem
diz o Diario Novo porque este Sr. achava-se no on-
genh Galp, e quando dalli regressou nflo passou
por esso engenho, e nem morador desto engenho
tem solTrido al o presente cousa algutna.
F.ngcnlio Algodoacs, 14 de dezembro de 1848.
Jos" Thimaz de Aguiar Pires Ferrtira.
Algo.lflo.....Enlriram 907 saccas, foi pouco *} **/ de fonformdade com o diapoUo no
Couros ------
Uacalhio
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
BE.VDIMENTO DO DA 16
1:3*9,147
Brigue*
1 -ue
Desear regan hoje, 18 iledezembro.
o-de-Maria cebollas e batatas.
el-I ceblas, frutas, batatas e
Birca Taimas- Mellort podra.
barca Jules batatas e queijos.
I'alachoAlert masa reos.
Hiato San-Jos mcrcadorias.
Briguo Itwis dem.
CONSULADO CKRAI..
RENDIMENTODO DA 16.
Cera)........................1:815,921
D/rersas provincias............... ,
1:315,821
CONSULADO PROVINCIAL.
^niMENTO DO DA 16 .... ,..... 1:135,481
procurado. O da primeira lor-
ie vcndeu-ie a 4,000 n. por ar-
roba, o o de segunda a 3,600 rs.
Assucar- Os presos frtnm os mcsmoi semana inlecedenle. Ai entra-
das do eiisaccado fram regula-
rci; mas apenas vieram ao mor-
cado 66 caixas.
Ilouveram vendn a 90 ris por
libra.
..... O deposito lio de 4800 barricas.
Iletalhou-so do 11,000 a 11,500
rs. por barrica.
Carne secca Picaram por vender 15000 arro-
bas. .Vio soffreu alterarlo nos
regos.
endou-se 10,000 rs. por to-
nelada.
Cerveja ------ dem do 4,350 a 4,400 rs. a duzia
de garrafas.
Farinba de trigo Enlrarain dous eirregamentos,
um do Philadclphia com 1,400
barricas e outro de Marselh com
600; com ellos o deposito licou
elevado a 3500 barricas. As
vendas reguluram do 18,000 a
21,000 rs.
Manteiga ---------Vendeu-se a 530 rs. a libra da in-
grata;
Exislem no porto 75 embarcagoes, a saber : 4 a-
mericanas, 1 austraca, 25 brasileiras, 3 dinamar-
quezas, i francezas, 1 hollatidezs, 13 inglezas, Mu-
baquunse, I oriental, 8 portuguezas, 1 prussiana, 1
siciliana, 5 sardas e 7 suecas.
Mov meato do Porto.
RIC-DE-JANEIBO.
CAMBIOS SO DI* 1." DF DEZEIB>0 DB 1848.
Cambios sobre Londres.......24 1/2
Paris.........390
, llamhtirgn......720
"claes. Ongas hesnanholas.....31,200 i 31,500
da patria.......31,200 a 31,500
Pcc.a de6,400, velhas 18,000a 18.500
Pesos hespanhes......2,020 a 2.040
v do patria.......2,020 a 2,040
Patacoes...........2,020 a 2,040
apolcesde 6 por cento......88
provinciaes.........87 1|2a88
( Jornal do Commercio. )
baha.
camiios no oa 10 de dezembro de 1848.
Londres.............24 1|2 a 24 3|4
Paria................385
..........nominal
......., 120 p. c.
hletaet.
'" hesponhlas........31,500 a 31,800
'limburgo
Lisboa .
mexicanas .
fe?as de 6,400 .
"das de 4,000 .
'tacos hrasileiros. .
hospanhes.
mexicanos .
31,000a 31,390
. 17,200 a 17,500
, 9.300 a 9,500
. 2,000 a 2,020
. 2.000 a 2,020
. 2,000
{ Mercantil.)
''"AC DOHECIFE, 16 DE DEZEMBRO DR 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE,
Revista semanal.
ft.r
''iiiUius
Navios entrados no da 16.
Cenova ; 50 das, brgue hollandcz Paulina, do 187
ioneiadas, caplflo P. E. Vandergrein, equipagem
8, em lastro ; a l.e Bretn Schramm & Companhia.
Anvers; 36 dias, barca prussiana Wilhemina, do 408
toneladas, cap tilo Francia Schmidt, equipagem
17, em lastro ; a N.O. Bieber & Companhia.
Lisboa ; 29 dias, brigue portuguoz Conretclo-de-Na-
lia, de 180 toneladas, capillo Antonio Percira Bur-
gos, equipagem 16, carga vinho c mais genaros ;
a Thnmaz de Aquino Fonseca. Passagciros, Anto-
nio Pes da Cnnha Maroede com suasenhora e 2
filhos menores, Alberto da Fonseca Abreu o Costa.
Genova ; 62 dias, brigue sardo Giusiapptno, de 213
toneladas, capilflo Joflo Chiaffo, equipagom 14,
em lastro ; a S. O. Bieber.
Porto ; 32 dias, brigue porluguez San-Uanoel-I, de
168 toneladas, captflo Jos Francisco Carnoiro,
equipagom 19, carga vlnho e mais gneros; a Ma-
nool Joaquim Humos e Silva.
Philadelphia ; 19 dias, biigue americano Luis, de
183 toneladas, capilflo William North, equipagem
9, carga familia do trigo c mais gneros; a Ma-
Uieus Austain & Companhia. i
Havre ; 50 dias, briguo francez Jii//e, do 176 tonela-
das, ca pililo Beduchaud, equipagem 12, carga fa-
zendas ; a B. Lasserre & Companhia. Passagciros,
Jos Lazari, Clariboul Dupre com sua senhora,
mdame Claudine Baveau Mario, madame Amale
Camoens, M. Bonneol, M. Adolph Meleliu, l.am-
berlz Esemblay, Alejandre lleps com sua senho-
ra, Edwrd Raquel com una fiilia, mademoisella
Nalhalie Canlier, M. Comct Gabriel, M. do Sabayo,
M. Schacler.
Lisboa ; 27 dias, patacho porluguez D.-Anna, de 93
toneladas, capitflo J. Guerrciro do Mondones, equi-
pagem 13, carga sal; a Francisco Sevcriano Ra-
billo.
Navio sahido no mismo dia.
Ponlc-Arca ; luger ingle/, l/ivina, capilo John Le
Lacheur, carga a mesmi que trouxe.
Navios entrados no dia 17.
Terra-Nova ; 43 dias, brigue inglez Lidy-Faulkland,
de 159 toneladas, capit.lo John Faller, ci|uipagem
II, carga 2139 1,2 quinlaes do bacalliao; a Me.
Calmont & Companhii.
Trapani; 70 dias, barca siciliana Gabriel, de 313 to-
neladas, capit.lo Antonio Boloena, equipa geni 15,
carga sal; a .\. O. Bieber & Companhia.
Lisboa ; 28 ilias, barca portugueza Tita, do 280 to-
neladas, oapitSo Silverio Manool dos Iteis, equipa-
gem 22, carga vinho, vinagro e mais. gneros ; a
Olivira Innflos & Companhia. Passageiros, Jos
Aniones Cuimarilcs, Brasileiro"; Antonio Rodri-
gues Fernandos Vieira, Miguel Mara Goder do Oli-
vira, Porluguozes; Jos Mara Sampaio, lles-
panhol.
Loanda por Santa-Helena e i I ha de Assumpc3o ; 47
dase do ultimo porto 7, patacho americano Lou-
sa-Urelon, de 168 Ioneiadas, capit.lo Josiah Clies-
ter, equipagem 9, carga azeile de peixe, fazendas
e lastro ; a Francisco Scveriano Rabeln.
Lisboa ; 44 dias, brigue do guerra porluguez Douro,
coinniandanle o capilfio de fragata Vicente Jos
dos Santos.
Navios sa/iidof no mesmo dia.
Gibraltar ; patacho sueco Brave, capitSo S. N. Ligth,
carga assucar. i
Bio-de-Janeiro; | alacho brasileiro Alfredo, ca-
pitSo Candido Severino Avila, carga assucar,
ago'ardcnlc e mais gneros. Passageiros, Joflo Ber-
. mnimo de Sena, Francisco Lius do Olivira, Bra-
sileiros; Jos Rodrigues do Corlo, Porluguez e 8
escravos a entregar.
Biienos-Ayrcs; patacho brasileiro Douio, caplflo
Joflo Cavlano Vieia e Silva, carga assucar o agoa-
ardentc.
Parahiba; hiate brasileiro Tres-lnnJos, capilfio Ma-
nuel Ignacio da Cunta, carga varios gneros.
dem ; hiato brasileiro l'arahihnno, caplflo Nicolao
Francisco da Cesta, carga varios gneros. Passa-
geiro, Antonio Uiilino Amiba, Brasileiro.
Porlos do norte, vapor Haitiana, fommanilante J.
II. tten. Alm dos passageiros quo Irouxe dos
porlos do sul para os do norte leva a sen bordo":
para Parahiba, Manool dn Cunha Guimarflcs Fer-
r ira com suasenhora e 1 escrvo ; pura o Ceari,
l.uiz dellollander.
artigo 24 da (el do ornamento municipal rifante ,
ristolera mesina cantara, en lirtude do litada
artigo o dos parocoic< de sou advocado, o ila)Umi
commiiaflo deseus me:u!ir o contra-
toda arremata(*io do referido imposto celebrado
com Rcllarmino Alvesd'Vroeha. (is prelendantai de-
verflo comparecer munido! do liam;i idnea lom o
que n.loserfloadmitliJ.ua lajigar.
1'ao.o di cmara municipal do Recife, om sessflo
ordinaria cm 16 de dezomhro do 1818.
81. J. do Reg i Albuqtierquf.
Presidente.
Manoel Ftrrta Acetle,
Secretario interino.
Declaracoe.
-- A sabida do vapor San-Salvador para os porto
do sul foi transferida para boje, 18, recbenlo as
malas as Iroi horas da tarde.
Avisos martimos.
~ Para o Aracaty sahir rom brevidade o hiato
Novo-Olinda, por ter ja tratada parle doseu carrega-
mento quom nello anda quizer carresar, ou ir de
passagem, se entender com o mostr do mesmo.
Antonio Jos Vianna, ou na ra da, Cadeia-Velha,
n. 17, segundo andar.
Para o Maranhflo segu, com a msor brevidade
pnssivel, o veleiro hiate nacional San-Jos : pode re-
ceber anda alguma carga miuda: os pertendentes
quei'am dirigir-se ao consignatario, Antonio d'Al-
meida Gomes, na ra do Trapiche-Novo, n. 16.
.Para Lisboa sabe, impreterivelmente no dia 22
do corrente o brigue nacional Viriato ; anda rece-
be alguma carga a l'reto r passageiros, paraoquef.
offerece bonscommodos : a tratar com o consigna-
tario T. do Aquino Fonseca na rus do Vigaro n.
19, ou com o capilflo, na praca
Avisos diversos.
EDITA L.
Pennte a cmara municipal desla ciJaVlo anJar
G. Hanrot, subdito franco/., retira-sc para o
Rio-dc-Jnneiro.
Luir Jos de S Araujo ombarca para o Rio-Gran-
de-do-Sul o seu cscravo, de nomo Jos.
Rodolfo Sickmann, natural de Allemanha, va
para a Babia.
TIIKATBO NACIONAL DA RIJA DA PRAIA.
Podro ll.iptista de Santa Boza, director do mesmo,
avisa ao publico, que em vrtudo das machinas de
rodii/ir viuvas e orpliflos que teem apparecido cm
diversos pontos da provincia, c existirein as f nnilias
a capital assusladas ; o mesmo porque levo ordem
doSr. desembargador chefo .lo polica para nflo a-
prcsenlar espectculo algum cmquanto nflo houves-
so tranqiiillidade publica, deixa de ter lugar odi-
vertimento pastoril j annunciado, e que j se ocha-
va cnsaiado. As pessoas que j tinham pago as suas
assignaturas liajam de recebor scus dinbeiros do di-
to dirrelor.
O Sr. Frankiim Pinto de Surbona queira man-
dar recebor urna carta, vinda da Parahiba: na pra-
ca da Independencia liviana ns. 6 e 8.
-- O Sr. Miguel de Olivira Carduzo lem urna car-
la na ra da Cadeia do Itccifo n. 37, oscrploriu do
Machado & l'inheiro.
Quem oniiunciou quorer comprar um braco de
balanza grande com pesos dirija-so ao p do ar-
co da Concegflo, no itecife, loja de ferragons de
Joflo Jds de Muraos, ou na alfandega a fallar com
o porteiro quo nem s lem um Draco do batanea
grande usada como tambem as conchas lo las cha-
peadas de ferro, com as suas competentes coi rentes
le ferro o pesos do bronze.
Vignes, fitbricanle de pianos,
na riiri (oQueiiiiado, il.l,
lem pianos do novo modelo felios dopreposilo para
esle paiz ; sflo riquissimos o do machinisinn e vo-
zcs superiores, o quo so ufanea ao cjmprador tam-
bem lem pianos mglezcs, quo s.To pouco usados;
concerla calina pianos com toda a porfeigflo ; vendo
cordas camurcas e todos os aviamentos necessarios
paradilos instrumentos : ludo por prego commoJo.
O Sur. alferos Benlo Forreira Marques Brasil
queira mandar entregar os papois que Irouxo do
C'car para o Sr. Jos- Goncalves Torres na ra da
Cadeia-Velha, n, 1.
Na ruada Cruz, n. 21, precisa-se de um bom
cozinbeiro.
Mara Rilada Concoic.flo embarca para o Bio-
do-Janeiro o seu oscravo pardo de nome Manool.
Aluga-seo primero andar do sobrado da ra
Nova, n. 5 : a tratar na loja do mesmo sobrado.
No sobrado n. 8 da rua larga do Rosario, pre-
cisa-se alugar pessoa capaz nina cscrava quclc-
nha figura c sem vicios, isto para pouco servigo,
mas deve ter confianca a deixar s junto com una
menina dn 5 annos.
Mara da Luz Araujo, parleira approvada, mu-
dou a sua residencia para a rua das Ti nelieiras, n.
42, primero andar, onde se ficha sempre prompta a
exercer as funccOcs de sua irte.
Joaquim l'inheiro Jacome mudou a sun resi-
dencia para a casa n. 5, na rua do Vigario, da viuva
do Silva & Companhia.
Desapparcceu, da Piranga um boi grande la-
vrado, j voltio : quem o adiar leve-o ao caixeiro do
chafariz da ponte da Boa-Vista, que recompensara.
Um moco, lillio das Alagoas o de excellcnto
conduela se offerece para caixeiro de escripia, por
ter ptima lottra, ou mesmo para cobranzas do qual-
quor casa de negocio, anda mesmo por mdico or-
denado por isso que desoja arrumar-so o qual da
fiador a sua reputaeflo : a fallar na praca do Com-
mercio n. 2, primero andar, ou annuncie. '
Aluga-se o Icrceiro andar do sobrado da rua do
Torres, pegadoaoescriptorlo do Sr. Joflo Piulo de
Lemos com una boa cozmha o sotflo : a tratar na
rua da Cruz armazcm n. 26..
Odoulor Casanova medico Trance/, mudou a
sua residencia da rua Nova para a ruado Crespo, n.
8, segundo andar, onde contina a receilar desdo
7 horas da manhfla al s 9 e de 1 at s 3 horas da
tar.io a pobreza gratuitamente : quem de sou pros-
limo se quizer utilisar, dirija-sc a uiesinu casa.
O ibaixo assignadu declara ao respeitavcl pu-
blico que o importo da lotlrj, por elle aceita, om
14do selembro ultimo a 3niez.es, pela quantia
de 120,000 rs., a favor do Joflo Leito do Azcvedo o
do poder deste dosencamnhada, como do aiinuncio
publicado nosto mosmo Diario n. 245, so acha debi-
damente pago no voncimento da mesma como '
srrvi-
:-Preriii-io de urna pr.taeirnva, para o |%in.
go de unii rasa de peqiieua familia i na na .t
C.'. OSr.'Joiqoim da Konscca Soiroi de Fig icriedo
dlrija-io a rua do Qiielma lo, n. 14, para oque M
- lu'gio, no dia 13 do coi rento peln 9 hora d
nolto da S.-Ainaro-da-CaUruiia, um oivallo rO'ia-
d i -eadocim u ii S3lliin inglnz : quem o aciiou
podo entregar na rua de Apollo u. 25, que sora gt-
nerosimeiito rerompensido.
- No paleo da matriz de S.-Anlonio, n. 4. R"n"
do andar liram-sc passaportes para dentro e lora,
do imperio, tambem para escravos, e correm-e
follias oor prego muito rasoavel.
-- O Sr. Martinho da Silva Costa Jnior, prorassor
de Baixa-Vcrde, queira dirigr-se a Jrua estreitado
notario, D. 8, a negocio de s?u ulerease, ou annun-
cie sua morada.
- Na rua do Trapiche, casa n. 8, precisa-se alugar
um piolo para tratar do cavallo.
- Fugio, no dia 8 do correle, um moleque, u
18 annos, por nome Lino, crioulo, cor fula, com urna
marca no meo da testa e oulra em unidos olhos, o
qual lom as pernas um pouco arqueadas : quem o
pegar, leve-o a rua Augusta, sobrado do Colares, pri-
mero andar, que ser generosamente recompen-
sado. Caso alguem o queirii comprar pode fazo-lo
recolber a cadeia c dirigir-s a casa a cima indica-
da para tratar do ajuste, ou annuuciar por esle
Diario.
Compras.
Compra-se um oculo de ver ao longe : na rua
Nova, n. 16
Compra-se un pardo brincos do ouro : na rua
Nova, n. 16.
Compra-so um aderego, volta ou cordflo gros-
soe alguns transolins usados : na rua do Torres, n.
46, segundo andar.
Compra-so6segundo diccionario Inglez epor-
tuguez denovacdigflo de 1817, por Vieirj : quem
tiver annuncie.
Compram-se 10 a 12 quartolas vasias : na rua
da Scnzalla-Nova, n. 7.
Compra-se um cavallo bom sem achiques : na
prar.i da Independencia, n. 19.
Compram-so escravos que sejam ofllcias de car-
pina, de 18 a 25 annos e de boas liguras ; pagam-sa
bem sendo de bons costumes e peritos no seu offi-
', poissflo para urna eiicoinnionda do Uio-do-Ja-
uoiro: na rua do Amorim,n. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior.
Compram-se effeclivamenle, botijas e garrafas
vasias: no Alerro-da-Boa-Visla fabrica de licores,
n. 17. _
Vendas.
do
Fzcram-se transirgOes
por 1,000 rs.
empracanosdiisJehoie(18),19e. 20 do correnlo recibo^fn poder do mosmo abaixoassignado o por
para serarrematado, por quem mais der o impos- isso drnennum valor a referida lellra.
todas medidas do farinha dos mercados pblicos, HanoilLardn da lonstca.
-Na Jin daCrnz, no Recife, n. 21, vendom-se
velas do carnaln do prim sir.i quilidido do fi o 8
em libja cm caixas do arroba a moia ; esleirs do
carnauba, milito baratas; eourinlios miudos supe-
riores charutos superiores de Havana regalos o
regala; chapeos de palha, feitos no Arar.aty.
Continila-sc a vender manteiga nova, n 400,
500, C00 e 800 rs a libra ; caf om grflo a 120 rs. ;
dito mol lo, a 16) rs. ; bom cha a 2,000 rs. ; bo-
lacha Ingleza, a 200 rs.; cevada nova, a 100 rs. ; car-
nauba d" 6, 7 e 9 em libra a 280 rs. ; espermacete
do 6 cm libra a 880 rs ; micarrflo o talliarim a
200 rs ; letrls, a 280 rs. ; farjnha do Maranfvflo, a
f00 rs. ; queijos novos, a 1,600 rs. : no pateo do
Carmo loja do sobrado de Gabriel Antonio, n. 17
-- Vondo-se urna bomba de despejar pipas ; ti ni
bra(0 de balanga do autor Romflo ; nm peso de 4 ar-
robas e outro de moia arroba : na rua di Senzalla-
Vova, n 4
Vndese um moleque de 13 annos, bem ro-
busto; urna mulalinha de II annos, com principios
de costura e de engommar; urna prota boa cozinhei-
ra, oque voiiilena rua ; urna dita boa costuroira
ronJeira de 18 anuos; urna dita do 18 annos quo
ciigoinma e cose ; um parda, quo ongomma cose,
faz lavarmtoecozinha: na rua Nova, n. 21, segun-
do andar.
Veudo-se um sobrado do um andar, com inul-
tos commoJos'. quintal o cacimba, em chffos pro-
prios na rua das Trinclioiras ; um violo de multo
boas vozes : naruada Caloia do Recifo, n. 25, se-
gundo andar.
Na casa de modas francezas de Madama Millo-
cliau esquina do Aterro-da-Boa-Vista defronte do
chafariz, ha para luto corles de vestidos mantas de>
lia rege c chapos do senhora da ultima mola a
gesto.
Peonas de palo.
Na loja de qtiatto portas da rua do
Cabuq, do Duarle, vendem-se pennas
de pato a 4000 e 5,ooo rs. o milheiro,
proprias para reparlii;5es publicas e es-
criptorios.
Na rua do Crespo loja de 4 portas n. 12, ven-
dem-se chapeos de castor pretos, do muito boa qua-
I dado, a 4,400 rs.
Vende-sc cha brasileiro a 1,100
rs. a libra : na rua do Rosario, n. i3, e
na rua do Vigario, n. n.
Na casa de modas francezas, no Aterro-da-Boa-
Vista ,0.1, primero andar, lia para vender llores
do todas as qualidades ; chapos do palha enrollados
para senhora ; plumas com passarinhos brancas e
de cores para chapos e cabega ; capollas do laran-
geiras ,'por prego mais barato do que em oulra flual-
quer parte.
Vende-se um relogio de ouro, pequeo pa-
tente inglez, do autor J. llornby&C., anida novo
muito moderno e bom regulador, pelo prego
100,000 rs. : na rua larga do Rozario, ns. 6 o 8. -
Vendem-se bairis com mel : na rua da Cadeia
do Recife, n.8. Na mesma casa aluga-se.um prcto
aue entonda do servigo de casa e decozmlia.
-Vendem-se 6 pranchOcsdosicupira d-> 26a 30
palmos do comprimentoc muito grossos, por prego
commodo na rua da Cruz, n. 46.
Vendem-se os seguintes livros muilo em conli:
missacscm segunda inflo em bom estado ; Histo-
ria da antiguiJndc do Kvora, 1 v. ; Rhetonca de Quin-
tiliano, 1 v.; Caramuru, poema, 1 v. ; Almocrevo
do petas 3 v. ; Bcvolngflo de 1817 ,1 v. ; Cmara o-
thica, l v.; I). Sobasliflo romance, I v.; Virgilio ,
3 v. ; Piloto do Brasil I v.: na praga di Indepen-
dencia, loja de encadernagflo, n. 12.
Vende-se um rico piano com cicellentes vozes ;
na rua do Queituado, n. 17.
do
MUTILADO I ILEGVEL
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A
La
^


a
?i
i
--- Vendo-so par pagamento dos redore*
venda iIm Mquint l"frnnle dt groja dos Mari) i le ,
'"'> >> finlos de (iO.OOH n 400,00" i*, i quem a |>re-
umi'Iit lini:i-so na Ja Madre de-1 icos tratar
'irn Vi cauto Cerrai* da Coala, o qtial prometa fa-
MTIicg'')"" vender lualo para i< alisar.
TIRO VINHO liAFIOJF.IRA.
Rlate no armazem do moldados atrs do Cor-
po-Kanto ii. (ti nina grande poreo desto Ranal-
iio viiiIiii ijuo t>e ota veiideudo pelo dimioulo prc-
co do I,IdO rs a ranada o a 160 rs. a parral ; lam-
n-m ha oin pipas que se vender oais em corita : he
Olio o meldor do lodos os viudos que se leem au-
imnciado pela sua simplicidade o ptimo paladar :
quem urna vez o beber jamis deixar do o com-
prar.

Vende-se na rua da Cadeia do j|
J Recife, n. 37, cera cm velas, faliri-
f cadas no Hio-de-Janoiro, em urna &
das mclliores fabricas, e cm caixas $

v> pequeas, muiio bein sortijas, por
:' ser de 3 al iG em libra
0
tana- ?-
t& bein ba velas de urna e de meia libra, ^
jj brandoes, por preco niaU barato do jj
; que em outra qualqucr parte.
$ 9
-- Vendc-sc nina mnbilia de Jacaranda o caileiras
de oleo cm milito bum estado : na roa dasCruzes,
n. 31.
V endem-se saceos com farelo,
ebegados ltimamente, pelo diminulo
precode 3,'(oo rs.: na rua da Sanzalla-
V
cina, n. ij.
Farelo,
em barricas a 4,000 rs. ; snrras grandes, a 3.50o
rs., ditas pequeas, a 2,800rs :noarmazemdo J.
i. Tasso Jnior, na ruado Amorim, n. 3.
fndeira de pitillo.
Vende-se a meldor madeira de pind que lom
vindoa oslo mercado: na rua da Madre-de-Deos,.
armazem de Vicenlo Ferreira da Costa.
Vende-so um bonito molequc de 13 annos ; um
dito de 1 ; nina iiuilatinha do 7 annos, mu linda ,
e que cose ludo para fechar rontas do venda este
uno : iia ma largado Rozario, luja do miudezas ,
n. 33.
Veiuleni-se saccas de gomma de
mandioca ; esleirs de pollia de carnauba
chapeos de palba de dilu, por preco com-
modo : na rua da Cadeia do ecile, n. 9.
Novas pechinchas.
Vendem-se sircas com farinda lina da Muriheca ;
ditas do feijflo mulalinho c branco; ditas do airo/,
pilado; dilas do mildoo de arroz do casca ; bilaios
econdesaas do vcrguinlia, do todos os laniandos ;
baldes para compras ; esleirs finas da India; dilas
do Angola, grandes e pequeas ; dilas do Aracaty I
na rua da Cadeia do Hecilo, armazem, n. 8.
Cal de Lisboa.
Vcnde-se muilo nova c superior cal
virgem de pedia, desembarcada ba pon-
eos das, e cm barris pequeos de quatro
arrobas c meia ; na rua da CadeU-Yelha,
armazem 11. 12.
FARELO
em saccas multo giandes,
a 3s'6oo rs. a sacca:
no armazem do Rraguez ao p do arco da Conccigilo.
Vende-so una parda do 17 annos engomma-
deii'j 0 eostureira ; urna piola cozinheira engom-
nadeira, c com una cria de 6 mc/.es ; urna dita com
as nicsmas liabilidadcs ; 1 .preto de elegante ligura ,
muilo liom canociro ; 1 moleque do 18 anuos, do
ncelo : todos estes oseravos so vendem por seo dono
lerdo reliiar-so : no palco da matriz do S.-Antonio,
sobiado n. 4 se dir quem ven le.
Vcndcm-sc sapaloes de couro de
lustro, pelo baratissimo preco de 2,56o rs. ;
ditos de lustro para scnbora a 1,000 rs. ;
ditos pira menina a 800 rs. ; sapatoes
brancospara bomeni a 1,000 c 1,200 rs. ;
ditos para menino a 1,000 rs. : na na da
Cadeia do Kecife, n. 9.
Acaba do cliegarum completo sedimento para
os Srs. armadores bem como Uina volantes lar-
gos c cslrcitos, galflo de todas as qualidades linos
o ordinarios ; o oulros muitos objectos que se acliam
a venda na rua larga do Itozario, u. 24.
c novo Lisboa.
A elle antes que se acabe.
Quem nio tomar una pitada dcslorap, certamen-
te nilo saliera apreciar os deleites da vida contem-
pornea. Acaba doedegardo Itio-de-Janeiro, c ven-
de-seno deposito do mesmo, na rua dos Quarleis,
11 24.
Veiidcin-se barris com quatro ar-
robas de superior cal virgem de Lisboa,
por preco mullo commodo: na rua da
Cadeia do Recife, loja n. 5o, de Cunba
& Amorim.
Vcndem-se presuntos para fiambre; queijos
londrinos ; ditos do pralo ; latas com bolachinlia
lina de Lisboa ; ditas de araruta ; conservas novas
moslarda ; potra com sal fino ; lalas cora niarmela-
da nova ; dilas com licrvilbas ; caixinhaa com n:as-
sas unas; vifibo moscatel do Setubal; dito Slierry ;
licores lino, ;e nutro* mais gneros, pni prc^o com-
modo : na 1 na da Cru/, 110 Itecife, 11. 4C.
A 1,000 rs. apeffl de 20
Jardas.
Na loja 1I0 Cuimarilcs & Companbia rua do Cres-
po 11. 5, vendem-sc pegas do algodaozinbo do boa
qualidade eom um pequeo loque do avaria ,
pelo barato preco de 1,800 rs. a peca de o jardas.
Cobre
para forro do navios o paro caldcireiro: na rua da
Cruz, no Itecife, n. 17.
Vende-se lanuda 0 mildoem saccas, por pre-
co'comniodo : na rua larga do Rozario, 11. 27.
.- Vende-so algodao da Jorra do superior qualida-
do : na rua do Queimado, n. 20.
VeDde-se cal virgem de Lisboa, em barris de i
ti 1 cili i' chegada pelo ultimo uavio, por pn'v" commo-
do : a tratar com Aliuelda & Fomeca.narua do Apollo.
Algodflo trancado da fabrica
de Tods-os~Sanlos da
Baha ,
muilo proprio para sarcos deassucar e roupa de cs-
cravos : vende-se em casa d N. O. FJicber & Com-
panbia na rua da Cruz, n. 4.
Chapeos do Chali.
Na ai-a da Independencia, n. 37 ba superioesr
chapos do Cbili edegados no ultimo vapor.
Cigarrilhos hespanhes.
O proprietario do armazem n. 66, atrs da igreja
do Corpo-Santo no Itecife, faz sciente aos fuman-
tes do hom lom que elle recebe por lodos os vapo-
res viudos do sul, esles deliciosos cigarrilhos que
sao do nico deposito despandol que ha no liio-ilu-
Janeiro.
Vende-se um lindo molecote, de
17 a 18 annos de idade, que sabe cozi-
nbar : na rua da Cadeia do Recife, n.- 3-j.
RUA DO CRESPO, N. 5.
IXovos riscados indianna, a
280 rs. o covado.
Na iojade (uimariles & Companhia vendem-se
os novos riscados indianos, de quatro palmos de
largura crires lixas e padrOes muilo modernos pelo
barato preco de 280 rs. o covado.
Vendem-se aegoes da ex-
mela companhia de Pernambuco
c Parahiba: no escriptorio de O-
liveira lrmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Vcnde-se ca.' virgem de Lisboa,
ebegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outn qual-
qucr parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n. 17.
Conlina-sc a vender, na rua da
Cruz, n. (io, caixas com cera de Lisboa,
sorlimcnto vontadedo comprador.
A q na nas andas ?
Vende-se um relogio do ouro, patente inglez o
ipcldor ,sem duvida, que lem apparecido porque,
alm de ser moderno bem formado o de boa ma-
china, de o meldor regulador possivel : a vista lie
que decide : na rua MoJa, n. 13, primeiro andar.
Vendcn-se urna negra moca, de boa
gura, lavadeira, cozinheira e eostureira,
re. a garrafa e a caada a 1,480 rs. no largo do
Carmo, venda I.
Vende-sc um lindo presepe, por
barato preco : na rua d Alegra, n. !\i.
FcijAo barato
'o,
Porto, cm caixas de urna duzia de garra-
fas, a preco commodo : na rua da Cruz
n. 4- -
Mcias de seda, de Lisboa.
Na rua do Cabug, loja do Duartc
ha um soi lmenlo de meias de seda, tic
Lisboa, proprias para os Srs. sacerdotes
as melhores que aqu tcem opparecido c
se vendem a 4,000 e 5,000 rs.
Aos Srs. armadores.
Vende-se trina, volantes de diversas
larguras, egalSes entrefinos e falsos ; ren-
/Je- das domadas e prateadas ; espiguillas de
Milo; setins de cores a 800 rs. o covado
^"JZL do c.i4"a rufdo Cab,,s' ,0Ja de iatro prlas. do
qualidades, tanto para ho- l'tiarte.
Tapetes oleados.
Vendem-se na rua do Cabng, loja do
Hilarte, tapetes de oleado, para mesas de
mcio de sala, consolos, cominodas, e me-
sas de jogo ; proprios para ornamento de
salas.
um saccas de 3 quarlas, pelo diminuto proco de
rs : no caes da Alfandvga armazem '>.
Lonas inglezas.
Vendem-se pecas de lona ngleza, de
boa qualidade, e por preco mais barato
do que em outra qualquer parte; na rua
da Cadeia do Recife, armazem 11. 12.
No Atcrro~da-Boa-\ i-la ,
fronte da bonecra,
ba edegado um novo e co
cado francez de todas as
mem como para sonhora e meninas : bem como os
bein condecidos sapalosdo Ntntcs, e do Aracaty ,
por prego commodo.
Vende-se, na rua do Trapicde, armazem de
Itaymond & Companhia, n. 34, defronte do hotel
l'istor, queijos de Minas de sy perior qualidade, avul-
sos ou em latas de 12 cada urna, por prego commo-
do, vindas do llio-de-Jaueiro no briguo hrasileiro
Ligtiro, em 20 do passado, com urna viagem de 8
(lias.
Charutos hons e baratos.
No antigo deposito de charutos da rua larga do
Rozario n. 32, acha-se um sorrimnnto de superio-
res charutos da Babia pelo mais barato [irego pos-
sivel ; pois ja da muilo que so conserva ueste depo-
sito as melhores qualidades que leem viudo a este
mercado.
Vende-r.s boa msrrnoiada; liiuiiu inuii doce 'de
gioja a 320 rs. a libra : no largo do Carmo, venda
11. I.
Vende-se espirito de 36 graos, em pipas e a re-
lalho : na dcstilaclo da travessa da Concordia.
boui sapateiro, sem vicios, nem
ques : na rua do Crespo, loja n. 1
Rap
f.
c propria de lodo o servico de casa e cam-
po ; um mulato moco, de bva figura c
acha-
A, se
dir quem vende.
-J0i|uod ;i)iiod
-moa o qo* saiuaied orib)so sbjisoiub sy "ajii a sj
0V9 a-' sojpunb o se.i i B OI|ll|| Op B0Bd(H oi.ioo o si 0'05 sopBp||anb
o soojpBd sounssmbu np SBzaoiusa sapas '. w oo'6
e ep||oa Bjsd opnpiiunb joijodus o|inui ap onjn
-jo op s.iijod -sj ooo'C 'opas o Be| op so|t|o '. -s-j
000' 1 BpUOZBJ 18llS| op SB)IIBIU1 SJ OOO'fi 0JIO5
-0.1 I OpOlUVUOO O|0d SBpuU|psSB SJJOU SOpUBjS UlOJ
o s.iojpBd oiUBoja op Bpos op so|bi|o : sj OOS'8 b
jojjo.Iiis o 1!n 111 BptiozBj bui op BiBjquiBoap soiip
'sj 000'r-l b *pas-BSSB3 opsouojsom!ssinb|j p
-BAU3 O "SJ 00t B i: 1 liri J i: Op S.mi|lM 1 UlOJ O BSSBO
op sogjpBd 'SBzaouBjj seiiqo sj o?-5 b souij ou.nu
sjzjjubjj sopeosu opBAoo o -sj oiSV 091' b sjOJI1
-d roijuoq op serosa ooo'c b opbjj.hu ou bi| oub
sa.ioq|0iu sop o sj 00';'t eooil'V *O0S' b bjbji
-meo op sajjoa : soJopBjdmoo sup ue5ua)iB b apo)
iiiojojoiii odjjiI oicjaq o upi!p![Bnd Boq BiiSB|adunb
'SalllHlUjS SB 'l.'JI.'jd B BJBd o UlOJ >111! t (I O IIJBll 0|UB)
' sopBpi|Bnb s supo) op sspuazej op oiuomjos op
-ll||().IS.i 0 OJII mil Op Ul.i|B 'j.lpllA o.ntil Ll| (r:ill i|
y joiiinf ouiiisn;) ap oeoBSojuoj Bp uajaq o BJBd
emiibsj zwj unb 'ge 'U ufoj' opeujjanO op biu i:\;
'oetiaii y
Vendem-se C lindo> moloques de 12 a 18 annos;
4prelosde25a30aniios; pardos do 12 a 20 anuos;
urna mulatlnha de7 anuos ; 3 ncgruilias do i I a ti;
anuos; 2 pardas com habilidades, de 10 anuos : 4
pelas de 16 a 20 anuos com habilidades : na rua do
(Jollegio, u. 3 se dir quem vende.
Vende-se, no armazem do Vianna no
Forte-do-Mattos,
um completo sorlimcnto de taboas de pind da Sue-
na rliegado prximamente, ludo serrado a vapor,
sendo taboas de 10 a 30 palmos de comprido, sem
nos proprias para se enverriisar e pind do riga :
os entendedoresdirijam-se para ver, queso agrada-
rito da qualidade e preco barato.
Saccas com milho novo,
a 'if90 ris.
No Passeio-'ubco, n. 15, vendem-se saccas gran-
:les com milho omito superior, pelo barato prego
de 2,800 rs. a sacca.
Baleias.
Vendem-se baleias para esparlilhos e vestido de
senhora : na rua do Passeio, fabrica do chapeos de
sol, n. 5.
Vende-sc a verdadeira potassa da
llussia, desembarcada hontem, por pre-
co muilo rasoavel, vista de sua limito
superior qualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, c rua da Cadeia, n. ,'Vj.
Agencia da fundicao
Low-Moor, rua da Scnzalla-
nova, n. 42.
Ncstc estabelecimento contina a ha-
ver tun completo sortimenlo de moendas
e mcias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor,e tachas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, para dito.
fc'o Aterro-da-Boa-Vista de-
fronte da bonecra,
da sapalos francezes de couro de luslro para senho-
ra a 1,900 rs. o par. Cdcguem f'eguezesquo o tem
po de proprio. A ellos, que se estilo acabando.
Superiores charutos baratos.
Na rua Nova, n. 56, deposito
dacsliella ,
Bohn-scum sortimenlo de superiores charutos da
Dadia de diversas qualiJades pelo mais barato
prego possivel caang.inJo-se pelas qualidades aos
compradores.
Saccas com milho ,
a 5/200 rs.:
vendem-ss no armazem do Bacelar, no caes da Al-
fa mlega. .
Vcnde-se muilo superior fagedo de Lisboa o
cal virgem em barris de 4 arrobas, por mdico prec:
na rua do Vigario, n. 19.
Na padaria da rua da Guia, no Recife liaver
lodos os dias a venda o novo p3o de l'rovenca fa-
bricado poroulro modo que o actual e da meldor
lanuda que ha no mercado : por oslo motivo ua"o se.
pode l'azcr senDo a 40, 80e 160 rs.
Linhas
Na
,de no-
corpo ;
loas de
uem o
M Gui-
car.
rua
liatatas,
chegadas ltimamente, cm canastras de arrobar
meia, pelo diminulo prego de 1,200 rs, cada can as-
ir : no caes da Alfandcga, armazom u. 1.
-- Vnndc-sn minio bom vinho verde
de carretel.
do Cabug, loja do Duartc,
vendem-se linhas de 200 y e de 100 yds a 180 rs. A' ellas, antes
antes que se acajem.
CHA' BRASILKIRO.
Vcnde-se, no .armazem de moldados atrs do
Corpo-SanfJ, n. 66, o mais excellento ciU produzi-
do em S.-Paulo quo tem vindo a este mercado ,
tu COimGO.
Escravos Fgidos
Fugio, no dia II do corrento, um molequc
crioulo de 18 a 20 annos pouco mais ou menos, de
no me Francisco secco do corpo, rosto um pouco
descarnado alguma cousa vesgo Um noiico non
quaiuio talla mais apressado muilo regr'isla ; levou
caigas brancas camisa de madapolo de pregas e
J-chapo. Este moleque consta ler siJo encontrado
em urna casa de jogo na rua do Rangel, cm uns fun- TI
dos de um agouguo, amulo tiuha isso por costume, \
mas agora foi queo senhorsoube. Roga-se as auto-
ridades policiaes e capitfies de campo que o appro-
hendam e levem-no naantiga rua dos Quarleis, n.
18, que serSo recompensados.
Fugio a escrava Joaquina, Mogambique de al-
tura extraordinaria cor fula, cara redonda e com
algumas marcas de bexigas-, denles abortos ; tem o
boigo superior furado ; lie bem parecida ; tem sido
vista no Recife : quem a pegar leve-a ao Manguind ,
siti defronte do Snr. Horculano que sor recom-
pensado.
Contina a estar fgido o pardo Antonio, de
30 a 40 anuos ; he nfllcial de sapateiro; foi escravo
do fallecido Fi. Caetano e depois de neroniano Jo-
s do Freilas ; consta que anda pelo sul desta pro- ,
vincia. Roga-se as autoridades policiaes que o np-
prehondam o levem-no a rua Direila, a Joaquim Ber-
nardo de Figueiredo, que satisfar todo o qualquer
despeza.
Fugio, no dia 3 do corronte, ui
me Manuel, de esUlura regular 1
tem bstanles marras de bexigas
risrado j veldas camisa do algodSol
pegar leve-o a seu senhor, Miguel Jos
manes na rua do Crespo, 11. S, qu 1
Fugio, de bordo do brigue Serlorio, na mantilla
do dia 5 de julho prximo passado, um escravo ma-
rindeiro, de nomo Francisco de nagflo Jang; re-
resenla ter 30 a 35 annos ; tem um signal na face es-
querda, falla muilo descansada ; levou caigas era-
misa de algodfo azul chapeo de palha pintado de
branco, o balde de trazer rages e 7,000 rs. em ce-
dulas ; falla despandol: quem o pegar love-noa
rua da Moda n. 7, que ser bem recompensado.
Fugio, no dia 18 de outubro do engenho S.-
Joio, no Cabo, Marcolino, pardo trigueiro, de 19 an-
nos, estatura regular, cara redonda, odos pepuenos,
denles limados ; levou duas caigas, unta de brim
pardo e outra do riscado azul; quem o pegar leve-o
ao referido engenho ou a casa de Lulz Cornos Fer-
reira no Mondego, que ser generosamente recom-
pensado.
Fugio, no dia 10 do corronte, a tarde, o proto
Antonio de nagflo Angola quo representa ler 40
annos pouco mais oii menos, porm lem anda o
cabello preto ; lio de estatura regular ; levou caigas
de algodo branco um tanto curtas, camisa e cha-
peo do palha ; tem os ps em baixo um tanto gros-
sos o o meldor signal que lem he ter urna ferida
pequea em urna pema d muitas rholoricus, ou
para niel bor de esperta linio ; do do suppr quo lo-
masse a estrada ile (Uinda por Ihedizcrem que por
oslo ca m i olio se vai para o serUI ; veio do Ceaia 110
vapor passado. Roga-so as autoridades policiaes,
nessoas do povo e capilfles de campo que o appre-
dendam e levem-no a rua da Cruz, no Recife, D. 37,
segundo andar, que serSo gratificados generosa-
mente.
Fugiram, no dia 8 do corrente, do engenho
Ramos freguezia do l'ao-do-Aldo dous escravos
01 mulos, um de nonie Angelo, alto, preto, um pou-
co vesgo desdentado na frente bem ladino, de 30
o tantos anuos : lliogo, de estatura, mediana pi
alguma cousa apalhetados,gago, do 20 e tantos an-
nos; suppOc-se que o primeiro lea ido para o ta-
tuca reunir-so aos rebeldes c o segundo estar acei-
tado por certa ressoa nesta cidade Quero os pegar
love-os ao mesmo engenho ou na rua do Collegio ,
n. 5, que se recompensar : bem como se protesta
contra quem os tiverocculto.
Fugio, na imite do dia 12 do corrcnle o |cabra
acaboclado de nomc Kaymundo, do 30 annos pou-
co mais ou menos do estatura regular, edeio do
corpo, cara larga, pos grandes ; levou caigas de brim
branco, camisa do madapoln chapeo de pallia ,
um surrio com alguma roupa che pro'vavelmii;
de de trajes. Este escravo portenco a Mauorl Jos
l'creira l'acdeco, do Aracaty. Iloga-se as auloridados
policiaes ecapitaosdo campo, que o apprebendam
o lo ve ni- no a rua da Cadeia do Recifo n. 3t, casa de
Jos Antonio Raslos quo so recompensar.
Anda contina a eslar fgido o escravo crioulo,
de nomo Miguel, de estatura regular', ebeio do cor-
po bem preto, de bonita ligura bous denles, le
25 a 30 anuos, com ollieio do alfaiale e bolieiro ; m>
muilo ladino ; consta que fra para as partes do sul,
o quo passara pelo Cabo, com urna Ungida carta, |"e
dizia |seu senbor mandava : quem o pegar levo-o a
seu senhor, o coronel Lemenha nesta prac* /j
no etigenlioJuripaca, ao Sr. JoSo Xavier Mondes ua
Silva.
ra refigerai o calor, por uQo ter confeigao, a 200' Vende-8e muilo superior vinho do' 1'ebn.: ni tvp. DEM. r. DK r*BU.J04o
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
sj*
sa
-...


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