Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06198


This item is only available as the following downloads:


Full Text


P.n* XXIT.
Qimita-c.rn
. n ii/flpublica-te todo aidiaque nSo
. Ar Wrtt: o preco da anignalura he
Sm i* Pr de -mn. dos aMgnaiilci sao li.srldo a
M"-U 0 r. por linha, 40 rs. em typo dir-
igir e ai rrpetic*- P' meude. O nao
^"-e* pagarlo80 r. por linha e KM r.
.''fyl^dillereDt.-, por cadapubllcacao.
MIASES DA LA WO MEZ UE DF./.EMBRO.
^-K, a 3. 5 hora e 47 mi. da Urde.
EESS, a 10, as 9 horaa cm p.da manh.
u*om((,a 17, A 8 hora e 53 inln. damanh.
CCm a 25, 2 hora, e 3 min. da Urde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
f.olanna e Parablba, At ef. e extas-relra.
Rlc-G.-do-[orte, qtilntas-fclras ao melo-di.
Cabo, Sernhein. lo-Formoso, Porto-Cairo
e Macelo, no I.*, a II e 21 de cada mea.
Cai'.iiiliuiu r Ifonilo, a 8 e 23.
Boa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, ia quintas-felra.
Olinda, todo os das.
PARTE OFFICIAL.
PREAMAR DE HOJE.
Prlmelra, i hora c 42 minuto da manh
Segunda, A 8 hora e (J minuto da tarde
de Dozcmhro do 184?.
mu da nmttki
ii kawih s- *"';' '"or-
phJwda J. ri. do J. al. da 1. r.
|| Terca. S. Justino. And. d<> I. .'i e. da
| y r do J.dat di.9 disl .1. I.
i! owaru. S. Lula. *. do J. doc. da .
v. nio i- il.pi/. do dial, iw t.
M Qsiatt. 8. imiell*. Aud. do J. da ar*
phSosrdn J. M.da I v.
i-, sexta. S. Evaabto Vertflaee*. And. d J.
.loelv. ,-doJ.d.-pidoldi,(.de t.
l Sabbado. S. Anania.. Alad. O J. do c.
da I v. edoJ.d.pa/. do 1 dnt de t.
17 Domingo. S. liarlhulouicode.S.eniiniano
s. ao.
1"
CAMlVi NO 1)1 V 13HK DK/.RMIHIO.
Sobre l.ondrr, a d. por I fOOO r. W din.
Par
, i V i 1 I |.ir <.....lo de pu.iii.
Rio-de-1 iiii-itn i ar.
D0.deleU ,W-.....:r.......I' .ja7
< UoVda.d.-'toov. r.;<' a l/oti
I deli-4non. 1U/2IXI a IW400
. d.*M?... gg !gg
Prala-Palarfle. brasilelros 40 a 1/M
. Peto eolumnarioi. Me *"
. Ditos mexicano..... l/oh" a T-*
COVERNO. DA PROVINCIA.
circular a todos os 'chotes das repar-
tices da provincia.
TcdiIocu, entsessfio do tribunal administrativo
da thesouraria da fazenda provincial", resolvido res-
cindir o contrato celebrado entre a mesma thesou-
raria e o proprietario da typographia Imparcial pa-
ra a mpresso dos trabalhos das diversas reparti-
ccs publicas provinciaes; assim o cohimunco a
Vine., rar* SPU ennhec ment, anm j0 qu0 naia **e
dar as precisas providencias para que o Diario Novo
que, na forma da primeira cndilo do mencionado
contrato, devia s mettdo s mesmas repartiefics,
nllo seja maii recebido no carcter de jornal ofll-
cial nessa que Vmc. dirige, visto que ha perdido es-
sc carcter, nSo s cm virtude da rescisSo do dito
contrato, mas tambem da portara da presidencia,
datada de (1 de novembro ultimo.
Dos guarde a Vmc. Palacio do governo de Per-
nambuco, 13 de dezembro de 1848.
IIkrculano Fbbriiiu Perita.
EXPEDIENTE DO DA 11 DE DEZEMBRO.
Ofllcio."Ao nspector'da Ihesonraria da fazenda,
transmit indo na aviso de duas letlras da qnantia
e aninhenlog mil res cada urna, sacadas pela tho-
smiraria do Rio-O.rande-do-Norte sobre essa a cargo
de ?. S., e a favor do negociante Domingos llcnri-
ques de Oliveira.Participou-se ao presidente da
mforida provincia.
'mw i --
Ouloio.--Ao inspector da theaouraria da Tazcnda,
rorommendando a exnedicRo de sitas orden para
qtiR seja entregue ao Ihosoureiro da thesouraria pro-
vincial a quanlia de 50:000,000 de ris por conla do
empreatimo decretado pelo art. 7.* 33 a le de
28 de outubrodo corrente anno Scientiucou-se o
inspector da thesouraria da fayenda provincial.
Dito.Ao commandnnte ds armas, participnndo
li.ivprqoncedido a dcmisso que pedio o cadele do
2 o naialho de artilharia a p Jos Mara Moscoso do
Mello Veiga Pessoa, vislo ter servido masdo tempo
do sen ensajamenlo o niln querer continuar na car-
reira militar por ler recebido o grao do hachare!.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, conce-
dcmlo a aulorlsacilo que pedio par despender s
quanlia de seiscentos mil ris com a compra do 300
rUeios desoa para coniinu?fn do fabrico de correia-
me as oflcinas respectivas d'aquelle arsenal.--Com-
niunicou-se ao commissario-pagador.
Dito.Ao commisaario-pagador, participando lia-
ver o director do arsenal de guorra comprado a agn
precisa para o consumo diario d'aquelle arsenal por
nflo ter o fornecedorMella, Francisco Jos Martins
da Cosa, mandado al aquella data a necessaria
para o dito consumo, infringindo assim o art. 5. do
contrato que colehrou com essa pagadoria.lulel-
ligenciou-se o director do referido arsenal.
Portaria.-Nomeando para o lugar do subdelegado
da froguezia do Bonito, que so acha vago, olenenle-
ooronM JnsJoaquim Hezerra do Mello ; declarando
som cffcilo a portara que o nomeou 1. supplonlc do
delegado do referido termo ; o nomeado paroste
cargo a Zefeiino Velloso daSilveira.- Fizcram-se as
particinaeOes do eslylo.
Dita.Exonerando dos cargos de supplontes do
delegado do tormo do l.imooiro a Jofio Itibeiro Pes-
soa de Lcenla, Jos Rufino Possoa de Laccrda e
Joaquim Theodoro do Vasconccllos Araglo, e nomo-
ando para 2. anpplente do referido delegado a Fran-
cisco Jos do Figuoiredo o para 3. a Francisco Lopes
deVasconcello Galvo.Expediram-so as conveni-
entes pai ticipa^Oes.
Appellanle, Josefa Epifana daFonseca; appellado,
Manoel da Fonseca Silva. Confirmaram a son-
ApelUnte, Antonio Ribeiro Gumares ; appellado,
ojuizo. Reformaran) a sentenca.
Appellanle, Jos Estanislao Fcrro.ra ; appellado,, V c-
YorinoPoreira Maia. Desp.ozaram os embargos.
Appellanle, I). Anna da Paz Pcrtella ; appellado, Ma-
noel Antonio dos Santos. Recebcram os em-
bargos.
Fram mandados a diligencias as seguimos ap-
pellacOcsciveis:
Anocllante, a fazenda publica geral; appellada, a ea-
Tare municipal desta cidade. Mandaram ouv.r
o desembargador procurador da corOa.
ADPellanle, Jos Cyprianno Lopes da Silva ; appella-
do, Jos Antonio de Oliveira. Mandaran, ouviro
doutor curador geral.
BneUaBle. Manoel Elias de Moura ; appellado, Cau-
dillo Agostinho de Barros.-Mandan...) cunipnr
o despacho a L 5*.
Foi assignado o dia da primeira scssHo para sercm
julgad.s as seguintes appellaqOes civeis em que
Amellantes, D. Mara Elena Pessoa de Mello o Pedro
avalcanti de Albuquerquo Lins; appellado, Joa-
qun) da Silva Pereira.
Appellanle. Bernardo Jos de Barros; appellado, Mo-
Appcnilante.Cp>mmaleau ; appellado, F. Poiricr.
Appellante. Manoel Caotano de Gouva ; appellados,
Coterwort Powcl e Trior e oulros.
RevitSes.
Passou do Sr. desembargador Ponce ao Sr. des-
embargador Ramosaseguinleappella?i)o :
Anpellantes, Amador de Araujo Fercira c Pedro Goo-
To Pinto Lobo; appellado, JosLu.z l-.noceuc.o
l'ogge.
Passaram do Sr. desembargador Ramos aoSr. des-
embargador Villares as soguinles appellaqOes :
Appellanle, Jos Joaquim Gomos uarle ; appellado
TRIBUNAL DA RELACAO.
SESSAO DE 19 DE DEZEMBRO DE 1848.
raRSIDEKCI DOUI. OF.SeM0lRCD0r. AZEVEDO.
. Acbando-se presentes os Srs. desembargadores
Ponce, Ramos, Villares, Bastos, U3o, e oSr. juiz de
direilo Pereira Montcro. abrio-so a sessflo as 10 Ho-
ras do dia. 0 Sr. desembargador Nunes Machado
compareceu as 10 hores e un quarlo.
Julgnmenloi.
Fram propostas ejulgadas as seguintes appella-
(cs civeis cm que sdo :
Appellanle, Antonio Pedro doMondonca Corlo Roal;
appellada, Mara Candida duMagalhilos. Conlir-
marain a sentonra.
Appellante, Manoel da Costa Prazeres; appellada,
Josefa Mari do Sacramento Costa. Reformaran)
a sentenca.
Appellante, Jos Gomes Villar; appellado, Leopoldo
Jos da Costa e Araujo. Confirmaram a sen-
tenga.
Appellante, Schalen tTobler; appellado, Chaves
Ain. Confirmaram asentenga.
Aggravanle, Antonio da Costa Bogo Montciro ;
gravada, fazenda.
A appellac.no crime em que silo :
Annellantes, a viuva o borde ros de OsVolliO Bar-
'rolo; appellado, Jos Lul*Proira Luna.
Ao Sr. desembargador Ponce o recurso crime en.
Relente, o juizo de dircito ; recorridos, Manoel
Ferreira Das o outros.
A appellac.no civel cm que s.lo:
Annel ante, o preto Antonio da Costa como admi.us
uador de sus Riba Mara ; appellada, ignacia Joa-.
quina Accioli de Vasconcellos.
Ao Sr. desembargar Ramos a appellac.-.o civel
om que sao:
Appellante, Manoel Jos Soares de Ave ar ; appella-
da, 1>. Manoella Francisca Montera llegada*.
Ao Sr. desembargador Villares a appcllac.no crimo
em que s1o:
Appellante, o juizo do jury da Parahiba ; appellado,
Jos Antonio Muricoca.
A appcllaoao civel cm que silo :
Appellanle, Francisco do Salles d o Moraes ; appella-
do, Antonio Francisco Pereua.
Levantou-so a sessno s 2 horas da tarde.
Rcparticao da polica.
EXTRACTO DIARIO DO DIA 13 DO CBRENTE.
Fram presos :- ordem do Sr. desembargador
befa de polica, os prctos, Paulo escravo de Han-
cisco da Silva, por never roubado urna wUte
ra doQueimado, Damino escravo de Manoel Antonio
Viegas, por ter maltra.lo a um menino b/anco, e
Manoel escravo de Jos Rodrigues de Araujo Po lo.
di. Barros.
cisco do Paula Pires Ramos.
Appellante, Jos Joaquim da Silva Maia ; appellado,
Antonio Ignacio da Roz8.
Appellante, Agostinho Fernandos Catanho do Vas-
concellos ; appellado, Joflo Frodcnco de Abreu
Rogo.
Appellante, Anna Elisabet Adelle Poirson ; appella-
do, A (Ton so Saint-Martn.
Appellantes, Francisco Jos Meira e sun mulher ; ap-
pellados, Antonio Fernandes Luna e sua mulher.
Passaram do Sr. desembargador Villares o Sr.
desembargador Bastos as seguintes appellaccs :
Appellanle, Manofll Pereira Guimares; appellado,
Agoslinho.llcurique da Silva.
Apptllanto, Anua Joaquina do Nascmcnto ; appella-
do, DinizAnlhnio de Moraes Silva.
Appellante, ojuizo de ausentes ; appellado, Jos An-
tonio da Costa Guimarios.
Appellante, Antonio Joaquim Ferreira de Souza;
appellado, i.audino Agostinho de Barros.
Appellante, Vicente da Silva Ramos; appellado, o
juizo.
Appellantes, I). Mara Anglica Cameiro deSampayo
o Jos Nicolao Bezerra ; appellado, Antonio do
Sanliago Paes 'o Mello.
Appellanle, Antonio Pinto de Azovcdo ; appellados,
a viuva cherdeiros de Ignacio Francisco Pi reir
Dutra.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao Sr.
desembargador Nunes Machado as seguinles appel-
laccs :
Appellanle, a fazenda; appellada, Francisca llaril
deJczus. .
Appellantes, o juizo ex-officio, os reos, o doutor
procura.lor-fiscal da fazenda e oulros; appellado,
Joflo Koller&Companhia.
Appellante, ojuizo; appellado, Antonio Fillippe de
Barros
Passaram do Sr. descimargador Bastos ao Sr. des-
embargador Lco as seguintes appollacos:
Appellanle, Francisco Jos Barboza; appellado, An-
tonio Gomes Villar. ....
Appellanle, Antonio Manoel de Moraes da Mosquita
Pinienlel; appellada, Anna Francisca dos Res Ma-
chado. ,'
Appellantes, os administradores da casa de Joflo Ma-
na Svc ; appellado, Elias Coelho Cintra.
Passou do Sr. desembargador Leflo ao Sr. desem-
bargador Nunes Machado a soguinte appellagflo:
Appellante, Laz Pires Ferreira; appellados, Manoel
Pires Ferreira e oulros.
Passou igualmente ao mesmo Sr. desembargador
a revista em que sao :
Recoirente, l.uiz Antonio deScixas; recorrido, An-
tonio da Silva Caslro.
Passou do Snr. desembargador Nunos Machado
aoSr. desembargador Ponco a seguinlo appellaQflo
crime :
Annellantes, Joflo Manoel Mendos da Cunha AzeveJo
e Evaristo Mendes da Cunha Azovedo ; appellado,
ojuizo.
DittribuiQitt.
por se ter rehollado contra scu Sr., e os paisanos Joa-
quim Jos de Oliveira. Jos Francisco da Silva, An-
tonio Situfronlo Rodrigues Lima, Eduardo Jos. Mo-
....j.ii..)o. Krnn.---------.. ai^.,,,1 \r$ Meuezcs. Domingos do (.armo.
SovoriaiioNunes VTanna e /or ipfn.. ..i_ i,,a_ nara
em que sHo :
__ 'tsrmnxv-a^i^_ narn
rocrutas, (cando logo A dispnsicflo do hxm. Sf. pre-
sidcnie;do delegado do t. districto, Joflo Iran-
cisco Eustaquio, do qual nflo consta o motivo da
prisflo.
0 t. Amanuense,
A frigio Jos da Silva
;v-1 sosente das se bouvesso necesdsde, a sua liqni
" dacao seria (armiada dentro de cfncoonudUs
Ignpponhamna que ello tem em eircolacao 200 m
lliois de bilhetea ; para fazer lace a esta snmma. < I o
tem too mllhooaem escudos, e oo millu.es do ca -
leira. Assim, elle tem por da : eerlelro,,4.milhOei;
reserva meUllica, B milhes; total, 6 m.llioes; o en-
tretanto algunms vezes elle heohrigado pola Mrca
das colisas a suspender os s.mis pagamonlos, su-
nonde agora que um banco territorial lenha empres-
faToacino.-, 0U seis unos, em lugar diic.ncoeni*
ou sessenta dias, quanlo tora elle por da Ter, ...
maisC milhes, porffl 154,000 frs. Com taes re ai -
sos ello devpra iiecessaiiaiiienle perecer.
"lie, porlanto, manifest pare lodo o mundo, que
sem papel toreado o banco territorial nao po lera
"tima eos rfo */-. -Sim! he preeisn o papel
{0T.'fhiers: Multoobrgado. Vejo que estamos
perfeitamento concordes. {Hilartiadt).
Vos o vedes. Senliores, os lnincos de descont mes-
mo nllo pndem crear valores, ellos apenas pres.am
as tres especies de servias que tenho indica^, c es-
tes serviros s^o immensos. Os bancos Icmtonacs
oslarian na pnsic.no de um banqueiro quo livrsso
eropregado todos os sous fundos em liypothcoas.
Tem-so fallado do banco da Escocia ; porein nflo lia
banco territorial na Escocia. Ha, sim, bancos de des-
cont que por urna somma Infinitamente pequea
emprestan) sobre hvpotheca. Os bancos da Escocia
exgein urna procura'cflo, que a legislac.no_ do paz
pennitte tornar irrevognvel. Esta procuradlo Ha po-
der do vender o predio a todo o momonlo. Os ban-
cos, posto quo possam vender o predio no momento
em que quizerem, todava nflo emprestan) senflo
nina peoiicna parte do sen valor. Repito ; os bancos
da Escocia nflo fazom estas sortes do cmprestimos
senfio por urna porgflo insensivel de son capital, o
disso s poucos inconvenientes tocio resultado, lie,
porlanto, evidente que-no ha meios de crear bal-
eos bvpolhccarios; quando milito nfloba maisque
um. A commissflo do crdito territorial 0 descobnn.
e eu Ihe rendo por isso urna inteira homenagem. (i-
laridade prolongada). Ella achou o papel-mooda.
Oh 1 com esse ineio, com o papel toreado, podo-so
muito, eu o reconbcc.0. Vos crois -2 mil milhes do
' valor, poderieis crear mil milhes. o nielo he rr-
L ir-............. r~<-_. v'" i'"",'loe por vos n le,
quando ella disser : Recebei o papel, elle ser rece-
bido. Ouoro agora comparar os bilhclcshypothcra-
lios con. os assignadns.
Em materia de governo, tenlio, eu o confesso.
urna aversflo invencivel s illusos, porque sei que
EXTERIOR.
DISCURSO pronunciado por Mr. Thiers na atimblo
nacional re Franca por oreando de discu-
lir-te o piojento apwenlado pela commis-
$,i do crdito territorial, o qual cria um
banco hijpothecario com autoritacaS de ciiut-
tir bilhetei que lenham curso (oreado.
(Ccnlinuado do n.0flnteco lento.)
O que be que Taz que um banco pnssa crear a pe-
quea addieflo de valor que tenho dito, valor que
nflo he msis do que '/>; do capital geral em eircula-
efloi' Se queris l'azer urna idea exacta de un banco,
lomai um banqueiro, porquo o banco nflo lie senuo
um banqueiro mltiplo. Como he que os banqueras
acbam meios do augmentar todos os valores r" leudo
todos confianca nelles/cu fallo pelo menosi daquclles
que o merecem) todos Ibes levan) o sou dinlieiro, o
isso faz um accumulacflo de fundos. Os banqueiros
servem-se destes fundos para fazer empreslimos o
uns e a oulros, he isso o que tem acontecido aos
bancos. Em sua orgom os bancos oram apenas casas
de deromo. O de Amsterdam, por cxcmplo, recchia
originariamente depsitos de prata c ouro, e em tro-
ca dava conhecimentos, os quaes circulavani. Do
banco de deposito elle se converleu em banco de
descont, c poz-so a emprestar.
Supponde agora quo esses bancos, cm voz de em-
prestaren) a qualro, ou cinco mezes, passam a em-
prestar a cinco, ou seisannos, como poderflo subsis-
tir Ser absolutamente preciso que suecumbam.
Isto explica a impossibilidado do que a commissflo
prope. Quaes silo os banqueiros quo so vcm em-
barazados em urna crisivcommercial? Nflo sao por
certo aquellos, quo empcstarain sous lundos por
poucos mezes..... .. .
numerlas votes: lleverdade! Ileverdadc!
M. Thiers: Eu tenho examinado minias vezes
os livrosde balanco do casas de banco fallidas, por-
que sompro me pareceu quo ora esso um objecto de
esiu.lo mui til (adhesho); c constantemente tenho
adiado que as grandes casas embaracadas cram a-
quollas que linham emprestado seus canitacs por
longos prazos, [he terdade! he rerdade!) aquellas
iiiu os linham empregado em Ierras e empreZas que
:.flo Ih'os podiam restituir senflo passados mullos
tempos. (Viva adhes&o.)
Sabis o que acontecera aos vossos bancos terri-
toracs? o mesmo que a osses banqueiros impruden-
tes de quo vos fallo, os quaes livessom empiegado
todos os scus fundos em hypolhccas : nao baveria
necessidado de urna criso para os arruinar ; bastara
maissimples accidente para os destruir. O banco
territorial cstaria absolutamente no mesmo caso.
AoSr. desembargador Nunes Machado o.ggrevo i^JSB^rUAS!!SiJ&^
zas; e termo medio, elle empresta acincoenta,
causan) a ruina de lodos os paizes quo a ellas so en-
tregan). As illusos dos gorernanles stlo tflo loucas
comoas do lho-famillia, que se imagina rico por-
que achou tim usurario que lile emprcslou algtins
escudos. Qualqucr seja a forma dobnixo da qual o
papel-mooda so me aprsenle, tenho jurado ser sen
adversario. Eu tenho sido sempre al aqu, cconti-
nuarei a s-I o at 0 fin). O papel-moeda podo apro-
sentar-se debaixo le muitas formas. Vos veris se
elle be, ou nflo digno de execraeflo. Os membrosda
commissflo, civio, nSo sobaram o termo desmasla-
damonte forte, visto a dureza com quo hflo tratado
os fiuarroeiros j entretanto nflo be una represalia
queeu aqui esorfo(ruada); porm sustopdo quo
palavra cxeciacflo nflo he exagerada para 0 pio-
jecto que discutimos. Em Inglaterra, a circulaco
do papel linha sido elevada a s mimas enormes, a
inultos mil milhes. M. Poel a reduzio a ooo milhOes,
eessi medida foi considerada como utllissima. Na
America, a ciiculae.lo exagera.la do papel fu igual-
mente mui prejudicial ao paz- Ora, so isso ro pen-
gosopara a Inglaterra 0para a America, o he nimio
mus ahila para a FranQa.Qual he o perigo do papol
de banco;' lio um perigo que so aprsenla princi-
palmente em caso de guerra. A guerra para a Ingla-
terra nflo tem Inteiramonto o mesmo carcter quo
para os povos do eoiiliiienle. A guerra nflo exprimo
para ella sonde um estado dilTeronte do commercio,
he urna nova forma de esrioculacAo. Em limar do
especular com o continonle, ella val especular oom
os paizes do alm-inar. Sen romincrcio se transfor-
ma duroi.lo B guerra, mas nao diininuc. l'oiem cm
um paizcomoo nosso, no seio do conlinenle, com
una poltica sempre provocadora .. isto lio milito
o maia gravo.
Digo poltica provocadora, c nao censuro por isso
a Franca. Invoco a historia, c ah acbo que no mo-
mento o m que a Europa eslava constituida cm mu-
narchias absolutas, a Franca dando un passo para
(liante so constituio em monarchia liberal; .lepois,
quando a Europa se a| ropiia a inslituicao das mo-
narchias liberaos, a Frailease constituo em repbli-
ca. Eu o repilo, nflo lio para censurar a lranc..a quo
lembro isto; porm ella loma sempre a dianteira
ao mundo. Em um paiz que tem urna tal posicflo
moral, geogiaphica, polilica, vos com me llenis o
maior erro croando o papel de banco em grande
qtiautidado; maso papel-moeda.'........lie aqu quo
cabe applicar a palavra extravagancia.
Iluilas votes : lio verdade he verdade I
,1/r Thiers: O papel tal qual existe na Itussia,
hoja um grande mal, lio um verdadeiro papel-moe-
da Poreu fizeram-no pouco c pouco insensivclmea-
tc Foi o despolismeM|ue fez isto, he verdade; mas, o-
braikdoassim. elledeixou-se influir pola vUinhaflca da
iiberdadojdcbaixodesta influencia elle se aponca mul-
lo Na Itussia introdiizio-se pouco e pouco o papel na
0rculac3j porque ? Nflo toi por goslo, nem em eon-
sequencia de hbitos cuntraliidos, foi sim por falta
do ouro e prata. A Itussia produz muito ouro, porein
csso ouro vai quasi todo para fra. Diz-se que os quo
produzem urna cousa, sflo sempre os menos provi-





.ADO

I
.
Bjata


=

'los tlelU ; creta que ha mrimo um |io |
MU ropeil<>. Ruada*. | A*im surcado na llu.-.sia
I llaexlrnlio animalmente dos montos i turis Mito
UeU milhoos dfl Obro, o que lio ciiorm,., visto a
I indure .lo da Europa inleira, u qu ,1 nBo excedo de
oo milhes, e entretanto ella ufo tan oura, porque
I""1 '"'.....I'"' olla produz vai para fura. Poi. pois,
por indigencia, e nflo por (.-oslo |nr svstoma, que
ella introducioo papal moda nacireulacSo.
Querra agora aauarqoMnlo cusa a um pala, cm
rcilas circunislanoias erllicaa, o nflo ter una cirou-
laeao de moeda mctallica ? Quando, lia doui unos,
I-unos a moca dos do fome, o Irlgn que compramos
lora, rol pago em uioeda melallica. Expoliamos
entilo parto de too millics do moeda mctallica ; o
que nos embaragoii muito : creio que vos leiiiluais
disso. Agora lupponda que em lugm de noaaa rica
circulacflo metallira, tivcssemos Hilo nina cireu-
laeflo de papel, que loria succedido ? Que nflo loria-
mos podido Obter trigo para nos na llussia ; la nilo
teriem rocebido o nosso papel. | lUorimtnio.) l. quan-
do, lia quarcnta anuos por causa da perd de quasi
todas as nossas colonias, lomos obrigadiis a inocu-
lar em oulios paizes os poneros coloniaes neces-
tanos ao nosso consumo, qual nflo teria sido anda
o nosso embanco, se em lugar de moeda inelallica,
tivcssemos lido papel f Assim, ha quarenla anuos,
quanto ao assucar ecaf, lia dous, quanto ao trigo
nos nos loriamos adiado em grande aporto, se nf.o
livessemoa tolo una circulagf.o abundante de moe-
da mctallica; nfloscdevc, (mi lano, considerar como
urna relicidade para um paiz o ter urna cireulaeflo
do papel i dovo-se considerar isso como una neces-
sidade iucominoda ; devo-se ter, quanto l'or possi-
vil, nina cireulaeflo de o uro e piala,
V. heomum paiz que lem a rellcidade de (er esta
r-irculacOo.ondeella be relativamente mnilo abun-
dante, quo queris croar de urna vez s mil inilhes
de papel-moeda .' lie ossa na verdade a mala enorme
das extravagancias, e para nflo ter rocuado diante
de uniii lalidra, be preciso que a coremissflo de agri-
cultura lal idoia completamente perdido de vista o
que be entre nos a cireulaefio mctallica. Eu ir vou
lemurar.
Ha alguna annos, que, tomando una falsa baso c
mo consultando senflo os extractos da fabricaeflo,
avaliaiain-nacm'J mil inilhes ; porm, mais tarde,
tomando-se em considcragflo a usura o a moeda
sabida de Franca, acbou-se que nflocx ceda a 9 mil
milhoes. Assim o decUraram, lia dous annos, os
lionicns mais compelentes. Que! londos 2 mil mi-
lhoes de moeda mctallica e queris cresr oulros 2
mil milhOos de papel; porque, segundo dizeis em o
yosso relalorio, a moeda melallica falta, e be nbso-
lulamenlo necessario subsiilui-la. A moeda falla,
dizeis vos Ein verdade be esta lalvez do todas as
vossasassercoes a que mais me sorprendeo. A moeda
lilla, cu vos digo afrontadamente: nfo, a moeda
n3u vos falla ; pois so vos faltassc, desde o dia cm
que islo livcsse lugar, viria cm abundancia de todas
as parles ; porem ebegaria cm delrimciilo do cum-
nieicio.
Ibi a esle respeito factos adquiridos que nflo per-
n.illem acnniradicgflo. -Na Inglaterra c na America,
em pocas diffeteiilcs, por causa de emisss con-
siderareis de papel-moeda, vio-se de repenle a moa
da mctallica fugirdestes paizes, bom como nsbons
fogem dos maos.... (Usadas prolongadas. ) Porm
romo, por urna loi rigorosa, um paiz nflo pode ficar
inulto lempo privado da quantidade de moeda me-
lallica que Ibc be ncccssaria, a moeda mctallica nfio
tardoua entrar do novo nestes dous paizes. Porm
romo (ornou olla a entrar? Como
virem nocpisidade do papel, vo-lo pedirflo : nilo Ih'o
po lareii recoser. Me beni dous mil milhoes que ea-
palnareis pelo paiz, por assim dizer, cm um dia. Ora,
os assignados perdiam em sua orignm 30 por cento j
o vosso papel perdora o iluplo, o eu vos lisnngeio,
duendo que (.||0 perder 50 por cento. Riadu gtral
e prolongada.)
O resultado sera Icrrivel, tanto para os parlicula-
ra como para o estado.
Tcin-so diloque a propriedadehe um roubo. Pois
bein I'ermiltiyno quo diga rom mais algunii ra-
sTo que o vosso papel ser um roubo para os parti-
culares ; pois far-los-ha porderem 50 por cento
Quando dous individuos trataren! depois da emissflo,
nilo baver perda ....... para uro nem para outro;
nilo baver perda (ambem para os que tratarem no
da mesmo da emissflo. Porem nilo succeder assim
com os que tiverem tratado autos. Todos os quo tivo-
rem de recebar pagamentos em virlude do um titu-
lo escripto ; todos os que teem juros a receber; to-
dos que tiverem rendas a arrecadar ; todos estes re-
CberlTo 50por canto do menos do quo uquillo quo
Ibes l'or realmente- devido. ( He Um He isso '.)
Eis urna primeira classo do individuos prejudica-
dos, e mesmo espoliados por causa da vossa medida,
llavera um ouiro espoliado anda, o esse me mle-
ressa lano quanto os particulares; betn que m-
nbas opinies nilo aojara as de lodos os raembros
desla assombla, lodavia amo apaixonadaniente o
meu paiz, e be com profunda dr que o vejo sofrer;
esto segundo espoliado be o estado, que tamboui no
d'este misoravel circo de vitas paixoes; e all deium
correr som ronalrangimento lagrimas que dr ar-
rancan).
Esso solucar junto ao leito d'agonia be raui so-
lemne,respete-mo-lo.
Quem ser caso unte que a mito descarnada da
inoite ceifou ,ySabo-lo, sabe-o Dos, omaaquem
Ibo sent a falta.
II
llaviam porcorrido pouco mais de tres dias que so
linlia lido em um jornal a seguidle noticia :
Man um assassinalo No dia 30 do corren lo,
lia vendo partido da villa de Iguarass em dirocgfloa
esta cidadepara tratar de objectos de servico, e ape-
nas acompanhado de dousordonancas, foi o nosso
distinelo amigo o commandante superior da guarda
nacional do (.oiannn, Francisco de Paula Cavalcanti
d'Albuqucrquo lcenla, forillo traigoeiramento de
um tiro ao approximar-so ao lugar chamado Mari-
cola !................................
EDITA ES.
--Olllm.Sr. inspector da tlieaouraria daf.,.., }
provincial, om virtudn de reaolucRo do tribunn
minlstrativo, manda fazer publico que, em rum
monto da loi, perante o mesmo tribunal vi ,"n '"
oim-
dia posterior ao da emissilo s recebur 50 por cen-
to Mnilo beui.' Mnilo bem. Inlerrupco prolongada.)
O estado, cu o repito, ser espoliado, isto nao po-
de ser contestado. Assim tom succedido om cada
emissilo de papel-moeda, em todos os lempos o pai-
zes. S pelo laclo de urna primeira emissilo, vos o
pondos na ladeira queconduz a emisses ilimita-
das; qualqucr quo seja a prudenciados quo diri-
gem os negocios, be essa una necessidado a que el-
les nflo poden] escapar. (He verdade! He verdade!
Muito bem.) I)iz-se, be verdade, quo uo acontecer o
mesmo que aos assignados, o aos outros papeis-moe-
da ; quo o estado nflo podera emillir quanto qui-
/.ei, porque sei preciso para emillir uin biibelo o
concursu de duas vontade : a do particular que to-
ma emprestado, e a do estado. Bella objec^flo, na
verdade; cu vos digo que em consequencia da ope-
rario, o estado sera espoliado, ello recebera dos con-
tribuidles 50 por cento de menos, receber emlim
COO.OOO milboes em lugar do 1,200,000; c, para me
tranquilisar e consolar, vindes dizer-mo : ello nflo
lera poder de fazer novas emisses. Assim, a impo-
tencia do estado be a vossa garanta contra os peri-
gos do papel-moeda ( Profunda sensacao.)
Pelo menos, ha cincoenla annos, quando crearam-
sc os assignados, a guerra ah eslava, viva-so um
dia para outro augmentando as emisses, porm o
estado nflo era impotente; vos queris ieri-lo de
impotencia Creais-lbe a necessidude do emisses
successvase indefinidas, e lirnis-lhe o mcio do as
fazor ( Muito bem Muito bem !)
Supponde que necessidades im
zem.'a guerra, por exemplo; como llie far ello fa-
- ce ? Vos Ibo matis de urna vez toda a frcu rogular e
- irregular. (Muito bem Muito bem !) Aquella que se
querdeste lado ( o orador designa a direila ) e a que
se quer deste lado ( apona para a esijterda. ( Risadas
e eitl ondosos apoiados.)
Crede-me, se querois merecer o reconhecimenlo
do puiz, imagina! oulra cooaa quo nBo esta medida.
Os mdicos no salvam os nnniidxtc*-~i--------* *T*
surr Esse homem he ,pois, o que as mitos da Divindade
acaba de enlograrseu espirito .'....
De lecer elogios nflo morecidos ao finado he inca-
paz nossa |icnna.
Os precedentes desta victima Ilustre rram bem
conticciilos de todos: incapaz de praticar o mal, nflo
cessava de fazer o bem, sompre disposto a obedecer
ao goveruo, e amanto de sua patria, ludo lava por
ella, o por ella tudo sacrilicava.... Mas esle homem
morreu unirle sangrenta o horrivel, nflo no comba-
le, mas vilmente assassinado, quando, quasi inerme,
talvez nflo podesso resistir ao numero de seus barba-
ros assassinos I .. ,.................
E morra um pai de familia, probo, honrado e
prestativo a todos, smente para saciar-se estpida
vinganca
III
__mo eu dizia, em de- suc-'---
trimenin iio cummercio. />oi- i-; .i ...^i^oi/u-f enfermo com urna estampa babiimeuto gravada. (Tiz-
nas, pelo deprec amento do todos os valores. Nflo I ao de atthesHo. )
cuslou menos de muilos mil milbcs ao commercio
ingle para altrabir de novo a moda melallica In-
glaterra ; porm nada mais surcedeu na luglaleira
do que na America, onde todava nflo se passou nem
dous meses som b moda necessaria. Entre nos, ha
pouco lempo, na poca da criso melallica do banco
de Franca, nos nlosoffremos por lito longo lempo
falta de moeda metiillica. Porm, eu o repilo, o com-
mercio be que paga os gastos da volla da moeda me-
lallica a um paiz.
Dizer que a Franca nflo tem bstanle moeda e quo
he necessario accrescenla-la com papel, vera as* o
mesmo que dizer que um hoincm nao lem bastante
sangue nasveiaa, e que be preciso inlroihizir-he
mais algiim. ( Muito bem Muilo bem '. ) A cireulaeflo
monetaria be para um estado o que osnnguobepa-
ra um homem. Ella lbe d vida e movimenlo.
A moeda falta em Franco, segundo dizeis, e vos
queris duplica-la, c isto de urna s vez? Ilaveis
pensado bem Disto? Nflo gostais da commissflo d
fazenda, porque ,be muito rigorosa, muito severa
ab que, so a livesseis consultado, ella vos le a lal-
vez feilo renunciar ao vosso projeeto, deslruiudo a
manir parte do vossas illuses.
A commissflo de fazenda vos teria ensillado quo os
dous mil inilhes que queris Janear na circu afilo,
aiuda quando 08 livesseis, nflo em papel, porm em
lidia o ouio, nflo deverieis faze-Io, porque IVzen-
do-o, sabis o quo produzireis? I'roduzireis a mais
teirivel criso que se pode imaginar !( Signaes gentes
de adhesdo. ignaa de upprovaeilo no banco em que
f$ asienta a commiuio de agricultura. langa inler-
rupeo. )
Eu cstou na verdade,, contina o orador, em ter-
mos mui singulares com os respeitaveis collegas da
rommissao da agricultura. A cada instante cu os ou-
qo dizerem-me la do scu banco quo eslflo de ccr-
do commigo { risadas ), que nflo contestara o que di-
go, porm quando conteslarflo entflo ?( Risada geral
e prolongada.)
Hom sei que se approvam os mcus raciocinios, re-
servam-so para contestar as consequencias. Porm,
Seuliores, lende cuidado .' Eu aqui nflo soudc algu-
ina sorle, neste momento, senflo o instrumento da
assembla ; nao fago mais do que formular com or-
dem ideias que cstflo cm todas as cabogas. ( He rer-
ditdel He verdade'. )E desde ja receio que depois do
lerdos admiltido as rases o os raciocinios, vos ser
dillicil contestar as consequencias. ( Etlrondoso riso
de adhesdo. )
Turno a conjecar. Credos quo dous mil inilhes *o
moeda em Franga nflo be bastante, c queris aerres-
conlar-lliesuin grande maco do papel, e isto de urna
vez. Porm j vos esquecestes que noseculo XV,
quandoo ouroea prata fram inlroduzidos em tflo
grande quanlidado na Europa, dahi resultou una
lerrivel revolugflo em todos os valores ; lodos ob-
jectos, e especialmente todos os metacs, fram des-
apreciados, o entretanto entflo a emissflo uflo foi
brusca ; ella durou cincoenla anuos. E vos queris
em um dia cicar dous mil milboes de papel!
Dizeis que no o emittireis de urna vez, mas pouco
e pouco ;jtu digo que vos o emittireis de urna vez
Queror dar-nos boje papel-moeda sem a excusa de
una suprema ueccssidade, e sem que o estado lenha
meios de cmitli-lo para o futuro vontade .' Foi o
que, ha pouco, me arrancou a deneiniiagflo, um
pouco dura talvez, porm que eu julgotcr justifica-
do, de projeeto execravel. (Longos e estrandosos a-
juiudos, i
A sessflo fica suspensa durante meia hora, tflo
graudu be a agilatflo que reina na assembla.
iimiiii iiEPEB\.\sinrcii.
RECIFr, 13 DE OIZEMBBO DE 1848
0 Sil. CORONEL J0A0 DO l'.Kiiu liutlllii.
Cidadiio prestante, um dos mais fortes baluartes
da constiluIcSo, do llirono e do Imperador, oSr.
coronel Joflo do llego barros ahi est no engenho de
Camaragibe com qualrocentos bravos que comman-
da, quasi lodos agricultores, alini de azer esbarrar
os revoltosos se por acaso clles tcnlarem encami-
nbar-sc para o lugar era que assenta o mencionado
engenho.
Congratula mo-nos com o dislinclo Pcrnambuca-
no por esta nova prova de sua dedicaeflo ao paiz que
o vio nascer, c asseguramos-lhe o reconhecimenlo,
a a mizade e as sympalhias de toda a gente honesta e
sensata desta trra.
Nos o vimos motto, exange, lancado sobro seu
(cito de unirte, sua fronte calma e serena linda a
placidez e o carcter do justo.... All__oh I sim,
all, urna lagrima arrancada por dr pungente,
furtiva escoou-se de nossos oihos....
Contemplamos a vida, e esse phantasma que so
esvae cm um instante, nos pareceu horroroso: ho
triste e mesquinha a sorte do mortal; quando cneio
de vida, descuidoso do seu fim certo, procura pre-
encher os deveres para que a Providencia o enviou,
repentinamente curva a caneca,, o como o lirio do
deserto he suffocado pelos espinhos que o cercara,
dosoca-sc repentinamente, e desapparece da face
da Ierra, para nflo mais apparecer /....
Esse varflo amado poreslromosa familia, e admi-
rado por innmeros amigos, quando menos o ospe-
rava, senlio cortar-se o lio d sua existencia, eesse
cabos immenso a quem chamamos eternidade o re-
cebeu !-E que mais pode elle esperar T-Smente a
misericordia do Supremo .Ser de lodosos seres, que
jamis desa iparon aojuslo.
Do mundo as lagrimas, de pouco 1 lie servem.
IV
Vis sa le I tes, cobardes, infames assassinos, con-
templa! vossaobra; ellaem breve vai sercoberta pela
fria louza do sepulchro, mas nflo esperis que o bra-
co da Juslica Divina caa sem fulminar-vos; vosso
en me jaz eslampado as folhas das hervas salpicadas
do sangue do innocente, e na trra nodoada or esso
mil2P-.0W*H^aaV%gn'S1i'?r;ra1ve'Z bem terrive
ser ella.
V
. Acompanhemos amigos o fretro que tem de con-
duzir os restos innanimados do nosso pobre conci-
dadflo, e la no mbito sagrado do templo augusto
levantemos ao som dos psalmos o da msica fnebre
una oraran por aquello que cossou do viver! !!
Emliiir,i a Ierra roceba o seu corpo, o seu espirito
ya Divindade.
lima griualda de mirto e de perpetuas larguemos
sobre sua campa. ..
A tena Ihe soja levo !
Itccifc, 8 de dezembro de 1818.
f. r.
mentes praga no dia U(|hnje)do corrolo"'
posto seguidlo: '
2.500 rs. por caneca do gado vaceum quo fr ao.
sumido nos municipios abaixo declarados.
Olinda,avahado novamente por annoera i nnn *,
Po-d'Alho.ditodilo 5W00
Nazarolh. dito dito lS 2
Santo-Anlflo, dito dito 522!
Serinhflem, dito dito ffim
Itio-Forinoso eAgoa-Prcta, dito dito 25oo'(>l?,
E nos municipios seguinlcs, nosquara topasam
aquclles que talharem carno para negocio, e oscri
dores o dizimo. Ia"
Bonito, avaliado annualmenle por 2-500 non
Limoeiro, dito dito 3son'.
rejo, dito dilo tS'Z
Cimbres, dito dito mn'T
Caranduns, dito dilo aSfS!
Floics o Floresta, dito dilo ZZ'T
IJoa-Vista e Ex, dito dito *5E*
E para constar se maudou alllxar o prsenle o u
blicar pelos Diario. u*
Secretaria da thesouraria da fazerlda provincial,lo
Pernambuco, 11 de dezembro do 18*8.
O segundo escriturario
Antonio Ferreira da Annunciaca'o
Olllm. Sr. inspector da thesouraria da fazend.
proviucial manda lazer publico que do dia 15 ,i
corrento por diante pagam-se os ordenados m
empregados ate o ultimo de noverabro prximo di
sado; bem cbmo lodas as despezas que regularmVn
te sflo pagas por meio do folhas, e aquellas cuios
pagamentos fram ordenados pelo tribunal admi
nistraclivo: advertindo que o pagamento dos 8rl
parochos limita-se ao ultimo de outubro, por tereni
de receber de noverabro por diante pela thesoura-^-
COMIVIERCIO.
ALFANDEGA.
ItENDIMENTO DO DIA 13...........15:343,600
Descarregam hoje, 14 de dezembro.
liriguo Weitmoreland bacalho.
Urigue Randolf idom.
PatachoAlai taboado.
ilarca Jane-llrown mercadorias.
Barca Tenlalioa-Felit dem.
CONSULADO GERAL.
DENDIMENTO DO DIA 13.
Geral .
Diversas
provincias.
2:665,535
39,082
Secretaria da thesouraria da fazenda provincial de
Pernambuco, 13 de dezembro de 1848.
O 2.0 escriturario,
Antonio Ftrrtira ia Annunciaco.
t-O III m. Sr. inspector da thesouraria da fazenda
provincial, cm virtude da resolucflo do tribunal ad-
ministradlo, manda fazer publico quo peranle o
mesmo tribunal so lia de arrematar nos dias 19,
20, e 22 do correte a quem por menos lizeras im-
presses do trabalho das divorsas repartiges publi-
cas provinciaes, avahadas em dous contos e oito
centos mil rs. por anno.
A arrematagflo ser feita por lempo de 6 mezes a
contar do primeiro de Janeiro ao ultimo de junho de
18,9.
As pessoss quo se pronozpppm ..ata arrcmatacSo
comparegara na sala'das sesses do sobredilo tribu-
nal nos dias cima indicados pelo mcio-dia, com-
petentemente habilitados.
E para constar so mandou afTixar o presente e pu-
blicar pelos Diarios.
Secretaria da thesouraria da fazenda provincial',
de Pernambuco, 13 de dezembro de 1818.
Antonio Ferrtira d' Aununciaeio.
Declara^oes.
O escriplurario da inspecgflo do algodflo da me-
sa do consulado provincial, Manoel Zefirino de Castro
Punentel, lon.lo sido cncarregado pelo respectivo
chele do proceder ao lancamento do imposto de 20
por cento sobre o consumo dasago'ardentes de pro-
ducgflo brasileira neste municipio, avisa a quem pos-
sa inleressar. que tem do dar principio a dita COl-
lecta pelo bairro do llecife 110 dia 12 ( boje) do Cr-
renle lenlo, 11 de dezembro do 18*8.
O escriplurario,
Mantel Zefirino de Castro l'imtnitl.

Com m nieado.
NKCUOLOGIA.
Justos cos! Que espectculo tremendo,
(,>ue iniagens de terror, que horrivel acea
Vou na assuiubrada ideia revolveudo I
(Hocnge tom. 2J
litali morlui, qui in Domino moriuntur.
(pocalypte.)
1
Alroam os aros desta bella cidado do Recifo os
agudos o fortes sons do bronze (|ue do alto do cam-
panario annunciam o passimenlo de um ente que
cossou de viver.
Tristes e mazelados sons. .. annuncios do morto,
em vossos lgubres rcenlos levis o pranto c deso-
pjCfln nina familia inteira !....
Irmflos, prenles, amigos do finado, aglomcram-
esta hora c.n derredor da urna morluaria
2:704,617
CONSULADO PROVINCIAL.
RE1ND1MENTO DO DIA 13.......... 2 996,436
Movimento do Porto.
_,-------, .. ...r.. ,r... ..,, ,, rumiiii ,1 ni- urna vez irniflos, Pl
E, com effeilo, smenlo pelo facto da primeira emis-|so lalvez a
Soltai^to^^ ,0:'?S ,'-,S sobrc I""1" dcUam S restos ""animados do ho^
tapitaesparl.culans, emes.no aquelles quo n3oti->mem a quera muito prezavam, e que se apartou
Navios entrados no dia 13.
Cenova ; 68 dias, briguo sardo Columba, do 111 tone-
ladas, capitflo Vicente Lombardo, equipagem 10,
em lastro ; a nrdem.
Iba do Sal ( Cabo-Verde ); 14 dias, barca ingleza Ne-
mesis, capitflo John Whitc, equipagem 16, em las-
tro ; a ordem.
Navios sahidos no mesmo dia.
Philadelphia ; barca americana John-Farnam, capi-
tflo Powell Smack, carga assucar.
Havre; barca franco/a Zilia, capitflo Daleauney,
carga assucar.
I'arabiba ; liiale brasileiro Espadarle, capitflo Victo-
rino Jos Pereira, carga varios gneros.
dem ; hiato brasileiro ConceicAo-Flor-dai-Viriudes,
capitflo Elias do Itozario, carga varios gneros.
A administragflo da companhia de Beberibe con-
trata a venda d'ngoa nos chafarizes do cada um dos
bairros desla cidade, por lempo do um anno, a pa-
gamentos mensnes, e com quem maisder sbreos
pregos abaixo declarados. Os prolendentcs bajara do
comparecoraoescriplorlo da companhia no dia 22 do
crrante pelas 10 horas da manhila, munidos deau-
toi isagflo dos seus fiadores, e all Ihes serflo aposen-
tadas as mais condiges do contrato.
Escriplorio da companhia, em sessflo do 13 do
dezcmbiode(848.
O Secretario,
B. J. Fernanda Barros.
HA 1IUIO DO I1ECIFE.
Chafarizes da ra do Rrum--lefmo medio
da arrecadagflo no ultimo se-
mestrepor mez
da ra da Cruz
do Fortc-do-Matlos
da Conceigfl
BAinnO DE S.-A.NTONIO.
Chafarizes do Passeio
do Paraizo
da ra do Sol
do Orino
da Ri'ieira
da ra Imperial
UAIRRODA BOA-VISTA.
Chafarizes da Soledado
da Praga
Os da caixa e ra da Aurora por
administragflo
300,000
600,000
250.000
300,000
1:450,000
*
330,000
500,000
350,000
800,000
660,000
200,000
2:840,000
30,000
300,000
. 330,W0
~ A administragflo geAl dos estabelecimentosle
caridade manda fazer publico que no dia 1* cor"
rente, pelas 4 horas da tarde, na sala de suas ses-
sOe, contrataj-sa-lia o foruecimento dos gneros
MELHOR EXEMPLAF



==
. ,|,.(.|rJo pelo lempo que decorrer do pri-
i Ja iiiieiro 30 de junho do enno prximo
,wa saber : cerne vcrdo de segunda iorle, pSo
inliChi assucar reflnedo dito brenco redondo ,
Mo linio, dito brenco azeile doce dilo de rar-
' nato vinagre de Lisboa, manteiga franccza, tou-
,,, ,1 Sanio*, elelria, macarrilo ou talharim ,
JJ1 hviwon, caT om grflo, farinba do mandioca ,
hin' lenha do mangue o de echas regulares leito
,,' aso de beber doco de goiaba. Os prelen-
1"nlM lcv"!'0 comparecer no lugar e horas apraza-
!L niunitosdosuasproposlas.
i'dininitracflo geral dos estabelecimenlos de ca-
.; i.,la 1 1 de dezembro do 1848.
"* O escriplurario,
F. A. Catalcanti Cousseiro.
_l.c cnsul de la rpublique francaise Fornam-
bouc a l'honneur do provenir ses coneitoyens ar-
rivint en pays lrangcr, qu'ils sonttenus, aux ter-
mes o lordunnance du 25 oclobre 1833, de se pr-
jCter au cousulat do France, pour y fairo viser
leurs passeporls.
II est le son devoir galement d'informer les
I raneis qui habilent calle province, qu'il est de
leurinlrct, s'ils vculcnl s'assurer la protectiondu
consulal, de so faire inserir sur le rgislre matri-
cule, selon les prescriplions de l'ordonnance du 28
novmlire 1833, aprs avoir louie fois juslii de leur
aaliooalit-
i,tim/"Iiouc, le 11 decembre 1848.
I.o cnsul de la rpublique Trancase,
Aug." Hlie.
-
Avisos martimos.
-Paraa Babia sabe, imprelcrivelmenle no dia 22
do corrente, a sumaca Flor-do-Angtlim com acar-
ea que tiver a bordo : para a mesma e passageiros,
irala-secom o mostr, Bernardo de Souza ou com
Luiz Jos deS Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
- Cara Lisboa partir, com a maior brevidade pos-
iivel. o hiate porluguez Especulador fabricado re-
cenleinentejlem parte do seucarregamcnio promp-
H faltando-lhe cerca de 3,000 arrobas : quem nelle
'mizer carregar a frete, dirija-se ao consignatario,
Firmino J. F. da llosa na ra do Trapiche, r.. 44.
..Para a llahia sali o hiate S.-Benedicto : quem
nelle quizer carregar, ou ir de passagem pode en-
icnJor-se com o mestre e dono na ra do Amo-
rim, n. 19, primeiro andar.
-- Para o Rio-de-Janeiro sabe, impreterivelmente
al odia 15,o patacho J/Vetio : anda recobe alguma
carga, cscravos a Crele e passageiros, para o que tem
assciadoscommodos : a tratar com Francisco Alves
daCunha, na ra do Vicario, n. 11, primeiro andar.
-Para o (lio-de-Janeiro segu, enm brevidade,
obri&ue S.-Manoel-Augutlo, capitSo ManoolSimOes;
recebe carga a Ircto passageiros e escravos : quem
pretendorcarregar .ou embarcar, fallo como dito
capilo na praca, ou com lianoel Ignacio o G'u-
veira na praQa do Comniercio, n. 6.
- Para o llio-Grande-do-Sul seguir breve o pe-
tacho Dous-de-Marco, o qual anda podo receber al -
gunti carga o escravos a frele : quem no mesmo qui-
zer carregar ou embarcar escravos, entenda-se com
;J9- -nataros, Amorim Irmaos, ra da Cadeia,
'.. rara o Kio-ne-janeiro sane, com muna Drevida-
de seu carrogamento prompla : quem no mesmo
quizer carregar, ou rae passagem dirija-se ao pa-
teudo Carmo n. 17, a tratar com Gabriel Antonio.
-Para o Rio-Grande do-Sul sahir, breve o bri-
gue LtUo, recebe carga e escravos : quem preten-
der pode ertlonder-se com os consignatarios, Amo-
rim intuios ra da Cadeia n. 39.
-A barca nacional Tenttiva-Feli segu para o
flio-de-Janeirocom muita brevidade, por ler gran-
de parle de seu cari egamenlo prompla : para o i es-
to epassageiros para o que offerece os mais ricos e
assciados cominodes, assim como para escravos,
trata-sena ra da Moda n. 11, com Silva & Grillo.
Para o Aracaty sabe, impreterivelmente al o
dia i>6 Jo correnle a muis lardar com a carga que
liw a bordo o hiato Novo-UUnda, por ler ja enga-
"la paite de seu carregamenlo: qunm nelle qui-
zer carregar, se entender com o niestro do mes-
mo, Antonio Jos Vianna no trapiche novo ou na
ra da Cadeia-Velha, n. 17, segundo andar. .
-Para o Rio-de-Janeiro sabe, com a maior brevi-
dade possivel o brgu nacional Ligeiro, de pri-
meira marcha : para carga, escravos a frete e pas-
agt'iroaypara o que tem excelentes commodos, l'ra-
'a-secom Manoel Joaquim Soares na Inja de fer-
ragena, ao p do arco da Conceicio ou com No-
"* Compauhia na ra do Trapiche, n. 34.
7- Para o Rio-de-Janeiro segu, com brevidade o
figuu-escuna nacional Olinda tem parle de sua
carga engajada para o resto, passageiros e escra-
vos a Ticte, lrata-so com Machado & l'nheiro, na ra
da Cadeia do llccife, n. 37.
- Para Lisboa pretende sabir, no dia 24 do cor-
rente, o brigue brasileiro Virialo : quem quizer car-
res"r, ou Ir de passagem para o quo tem os me-
sures commodos dirija-se ao consignatario, Tho-
n">- de Aquiuo Fonseca na ra do Vigario n. 19,
""au capilo na praca do Commercio.
Avisos diversos.
- 0 secretario da rmandade de N. S. da ConccicSo
JosMilitares avistado artigo 18 dos estatutos que
'egein a mesma convida a todos os intuios, para
que no dia 17 do corrente pelas 8 horas da manbu
"'"parccam no consistorio da referida rmandade ,
fim de eleger-se o presidente que hade servir no
anuo de 1849.
- Jolo Dubois embarca para o Rio-de-Janeiro a
sua escrava criolita, de nomo Joanna.
- Na ra das Cruzes, n. 36, primeiro andar, pre-
Cls-se slugar urna prcla, quo sirva para vender na
Preservativo contra os bichos
<|iie corroen! os livros.
loao Rodrigues Coelho, encadernador,
"a ra do Queimado, n. 44 primeiro
'nrJar, usa as eiicadernacSes dos livros
de certa composioao chimica, ingleza,
\9,ne ospreseiva de corrupcao ; e enci-
derna por coramodo preco, e com segu-
ala.
-G.llanriol, subdito fnncoz rctira-se para o
nio-de-Janeiro. ,, .
- Jos Francisco de Lima rclira-se para Tora ua
provincia a negocio de seu inloresse.
- llojo, 14 corrente, se h.lo de arrematar poran-
ia o juiz de orphaos e ausentes as tabornas na n-
beira da Hop-Viata pertencenles a heran;a jacenle
do linado Jos Pinto Moreira : os prelendenlescom-
parecam as 4 horas da larde, na ra da Aurora, na
porta do juiz. ,
- Lourenco Jos das Neves declara a quem inle-
rassar, que no vende em sua laberna, n. 64. na ra
da Cruz do Recife, bebidas espirituosas de produc-
to brasileira.
Aterro-cla-Boa-Vista, n. Ift,
Pommateau cutileiro e
armeiro.
Acaba-se de receber, pelo ultimo navio chegado da
Franca um sortimentodo culilarla fina, bem co-
mo : tesouras grandes para alfaiato ; ditas para cos-
tura de senhora molde rico o do ullimo gosio,
ditas de jardim para cortar flores; ferros o varios
moldes para o asseio das unhas ; caivetes de mo-
la : ditos para aparar pennas ; estojosde viagem pa-
ra bomem; espingardas; ^"d"{1Mbe,r,1a9l;c.,-
cotes para carros ; fundas; navalbas para barba,
le ludo do superior qualidade-
--OfferecVse Sma mulher ja de id.do o de mul-
to boa condeca para ama de urna casa de, homem
solleiro para todo o serv.co do portas a dentro : na-
r"V/S!S-9u dos sobradinbos da travess. do
Carioca : na ruada l'raia, n. 3. ,,,
- Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. *J,
da ra da Praia, com bons commodos o fresco): a tra-
tar com Thomazde Aquino Fonseca, na ra do Vi-
ga--NondU15 do corrente, prente o Sr. doptnr juiz
da primeira vara do civel, na casa das aud.enc.as,
finda eslas, so ha de arrematar um escravo por exe-
cuijilo de Jos Antonio de Oliveira contra Luiz do
- Teudo-s'e desencaminbado do poder de Antonio
Rodrigues de Souza unh valo de 240.000 rs. pnssa-
do por Francisco Antonio da Silva Valente, eni um
dos das do presento mez no lugar de Pedras-de-
Fogo.ecomoodilovale foi pago pelo mesmo Sr.
Valenle aquello Souza tica elle sem effeilo algu.n ,
no caso de que fosse achado por alguom. ___
- No pateo da matriz defS.-Anlonio, n. 4, segun-
do andar, tirnm-se passaportes para dentro e oa
do imperio, tambem para escravos, e correm-si.
folbas Dor preco muilo rasoavel.
--No'oito da matriz de S.-Antonio, n. 14, engom-
ma-se e lava-se com asseio e presteza.
-- Precisa-se alugar um moleque para o servico ue
urna casa : na ra do Trapiche-iNovo, armazcm n. 22.
-- O Sr. Jos Lourenco do Amaral deixou de er
caixeiro dosabxo assignados desde 11 do corren le.
l'olicarpo Joi laym* 9 .
- Ilenrique da Cruz retira-se para fra do mpfi-
rioa tratar desuasade.
- Precisa-se de um caixeiro brasileiro, de i* a
16 annos : na ra Nova, n. 16.
-Precisa-se de um pequeo que seja de menor
idade para servir de criado a um moco solleiro ,
morudor iicsia cidade dando-se-lhe do comer c ves-
Xovas pechinchas.
Vendcm-sesaccascom farinba finada Muribera ;
ditas do reijflo mulatinho ebianco; dilas de arroz
pilado ; dilas de milbo o de arroz do casca ; balaios
ocondessas a verguinha, de todos os tamanhos ;
baldes para compras; esleirs finas da India; dilas
dd Angola, grandes e pequeas ; dilas doAracalv :
na ra da Cadeia do Recito, arinazcn, n. 8.
Cal de Lisboa.
Vcnde-se milito nova e superior cal
virgem de pedra, desembarcada lia pou-
cos dias, e em harris pequeos de qualro
arrobas e mcia ; na rita da Cadeia-Velba,
armazcm n. la.
-- Vcndem-se 8 lindos mnleques de bonitas figu-
ras do 10 a 20annos, sem vicios; 3 pretos do 20a
25 annos; 1 dito bom cozinheiro e carpina ; 1 mu-
Ulinho de 15 annos, que lio oplimo para pagem ,
ou paraofiicio; urna mulatinba de 10 anuos, que lio
ment que api-esentar : na ra do Rangel, n. 9, se
dir quem precisa.
Precisa-se alugar urna olaria que seja grande,
no lugar da Roa-Vista : ha ra da Scnzalla Nova
n. 7, ou annuncie.
Precisa-se de urna pessoa capaz para ama de
urna casa de pouca familia dando-se o sustento e de
veslir : na ra do Queimado n. 40, segundo andar,
passando a toja de chapeos.
Precisa-so de um caixeiro para toja de fazendas,
que tenba pralica : na ra Nova n. 42.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
Nova, n. 12.
Precisa-se de urna ama do leile forra ou capti-
va : na ra da Santa-Cruz na lia-Visla, n. 82.
Quem annunciou querer comprar um bom ca-
chorro para guardar quintal, dirija-se a ra da San-
ta-Cruz, n. 3.
Compras.
-- Compram-scduascscravas do bonitas figuras,
que saibam perfeitamente engommar e coser e no
sejam viciosas : na ra de Agons-Verdes, n 46.
Compra-se um par de brincos com diamantes ,
ja usados: na ra da Cadeia, loja de ferragens,
n. 59.
-- Compram-se escravos que sejam ofilcias de cr-
Eina, de 18 a 25 annos e do boas figuras ; pagam-se
em sendo de bons coslumes e peritos no seu ofii-
eio, pois silo para urna encommenda do Rio-de-Ja-
neiro: na ra do Amorim, n. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior.
-- Compra-se um cordo de ouro sem feitio, e quo
no exceda de 20,000 rs. : na ra do Vigario, n. 14
Compra-se urna batanea grande o completa ,
com 4 a 5 arrobas de pesos, aiuda mesmo nao sen-
do nova :.na ra Augusta n. 1.
Compram-so, ellcclivamente, botijas o garrafas
vasias : no Aterro-da-Uoa-Visla fabrica de licores,
n. 17.
Compra-se urna preta ou parda, que lenha fi-
gura e alguma babilidadc : nobeccodo Sarapatel ,
sobrado n. 12.
Vendas.
de nac,ln, de boni-
faz lavariulo e mar-
FOLWNHAS PARA 1849.
FOI.III.MI A DE PORTA, al 60 rs.
Dita do ALGIBEIRA, contendo, alm do kalenda-
rio, urna collecco de segredos e remedios para uso
domestico, a 320 rs.
Dita a que se rounio o ALMANAK administrativo,
mercantile industrial da provincia : este almanak es-
ta accrescentado com todos os'estabelecimentos de
porta aberta, a 320 rs.
Vendem-se na praca da Independencia, livraria
ns, 6 o 8; no Aterro-da-Ba-Vista, botica do Senhor
Moreira ; e em Olinda, botica do Senhor Rapozo, ra
do Amparo.
recolhida ; 1 preta de 16 annos
la figura q uo engomma cose .
ca ; 2 ditas quo otigommam perfeitamcnto, cosorri o
cozinham; 1 dita dn mcia idade, que he pcileita la-
vadeira e que so da muito em cotila na ra do \ i-
gario, n. 24, se dir quem vende
Vendem-se saccas de gomma de
mandioca ; esteirasde pollia de carnauba ;
cbapos de palba de dita, por preco com-
modo : na ra da Cadeia do Itecife, n. 9.
Vcnde-se um rico Irem de Jacaranda, com mui-
to pouco uso, por preco commodo : na rna atrs da
matriz de S -Antonio, n 16.
Vendem-se 50 aceites da companlua de Bebc-
ribe: na ra larga do Rozario, n. 35, loja de nnu-
dezas.
Vende-se urna parda do 17 annos engomma-
deira e costurcira ; urna preta cozinbeira engom-
madeira, e com urna cria de 6 mezes ; urna dita com
as mesillas habilidades ; 1 preto de elegante figura ,
muito bnm ennoeiro i moleque do 18 annos de
naco : todos osles escravos se vendem por son dono
ter de retiiar-se : no paleo da matriz de S.-Antonio,
sobrado n. 4 se dir quem vende.
Vcndem-se sapat5es de couro de
lustro, pelo baratissimo preco de 2,56o rs.;
ditos de lustro para senhora a 1,000 rs. ;
ditos para menina a 800 rs. ; sapaloes
blancos para bomem a 1,000 e 1,200 rs. ;
ditos para'menino a 1,000 rs. : na ruada
Cadeia do Itecife, n. 9.
Vende-se farinba de mandioca ; uma canoa que
carrega 300 lijlos de alvenaria ou troca-se a ca-
noa por lijlos : ao lado do Corpo-Santo, loja n. 25.
-- Vende-se uma wcrava cozinbeira e lavadeira :
no Aterro-da-Boa-Vista, n. 14.
Vendtn-se uma negra moca, de boa
figura, lavadeira, cozinbeira e costureira,
e propria de todo o servico de casa e cam-
po ; um mualo moco, de bea figura e
Lo... ywte*) Mm vicio, nen acha-
ques : na 1 na do Crespu, loja n. 1 A, se
dir quem vende.
^Vendem-so esleirs de carnauba, vindas pr-
ximamente do Aracaty por preco mais commodo
do que em oulra qualquer parle : na ra da Senzal-
la-Nova, venda n. 1.
Aquantas andas ?
Vende-se um relogio de ouro, patente inglez o
roelhor ,sem duvida. que tem npparecido, porque,
alm de ser moderno bem formadoo do boa ma-
c bina be o melhor regulador possivel: a vista he
q uo decido : na ra Moda, n. 13, primeiro andar.
Attencao.
Na ra do Queimado loja 11. 39, que faz esquina
para o boceo da Congregacilo de CusmSo Jnior &
lrmlo ha para vender, alm de um rico o cscollii-
do sorlimonlo do fazendas de todas as qualidades
tanto para o mallo como para a praca, asseguintes,
que pela sua boa qualidade e barato prego mereccm
toda ajattenc.ao dos compradores : corles de cam-
braia a 3,500, 4,000 e 4,500 rs e dos niclbores
quo ha 110 mercado a 5,000 ; cassas de bonitos pa-
drOes a 360 e 420 rs. o covado ; riscados franenzes
muito linos a 2-20 rs. ; chitas franeczas, padrrjes de
cassa e com 4 palmos do largura a 400 rs. o cova-
do ; riqusimos corles de cassa-seda, a 12,000 rs. ;
ditos de cambraia de lila fazenda muito superior,
a 8,500 rs ; chales de seda de elegante padres c
com grandes flores assetinadas, pelo commodo pro-
co de 5,000 rs. ; mantas do igual fazenda, 4,000
rs.; chales de lila e seda, a 3,000 rs. ; cortes de gor-
H11 rao do muilo snperior qualidade para collele
3,000 rs.; sedas escocezas de riquissimos padres e
qualidades a 20,000 rs o corte ; alpaca de liiibo a
600 rs. o covado ; brim do listras c quadros a 640
rs. a vara. As amostras eslarfio patentes sb o com-
pentc penbor.
lonas inglczas.
Vndem-se pecas de lona ingleza, de
boa qualidade, e por preco mais barato
do que em oulra qualquer parte: na ra
da Cadeia do Hecife, armazem n. 13.
Yende-se un lindo presepe, por
barato preco : na ra d'Alegria, n. !\i.
Vendem-se casaes de pombos muilo bons ba-
tedores bonitos e do boa rafa, por preco commo-
do : bem como um casal do pombos mariolas mui-
lo lindos e ciiegados lia pouco : na ra da Florenti-
na 11. 16,
Feijo barato
om saccas de 3 quartas, pelo diminuto preco de 5/
rs : no caes da Alfandega armazem 5.
Vende-se uma canoa aborta que pega oilocen-
tos lijlos, por prego commodo : ua ra Direita, fa-
brica do licores, n. 17.
Vende-se um piano de boas vozes o em bom uso,
por preco commodo : na ra larga do Rozario, 11.
18, segundo andar, se dir quem vende.
Vende-se um checheo muito grande, bonito ,
cxcellente cantador e manso: na ra da Florenli-
'na, n.16.
- Vende-se um negro .le bn? finura ; <> l"-
dorseTi^movo-n.ru. da. Cmco-IW... nu-
Vcndem-se duas travs de Oa pal-
mos cada urna ; 11 ditas de ',0, (S c1 5o
ditos de coniprimenlo, edo o a 10 polle-
gadM de grossura, de qualidade de sirupi-
ra ; ."i prancl.oesde dito de .'Jo palmos de
compriinentoe 3 de largura, e de 9 a1 H
pollegadasde grossura : 20 pias de pedra
para filtrar agoa : ludo a retalbo : na ra
da Praia, n. i5, serrara de Silva Car-
dial.
- Vende-se. na ra do Trapiche, armazem do
Haymond & Companlua. n. 34, defronle 10 hotel
Pistor, quoijos do Minas de superior qualidade. avul-
sos ou em latas de 12 cada um, por preco commo-
do, vindas dn Itio-de-Janciro no briguo brasileiro
ligeiro, em 0 do passado, com uma viagem de 8
' Vende-se farinba do mnnlioca ensacada muilo
superior em porc.no o a rotalho por preco commodo ;
atralar na roa da l.apa.n. 6.
Batatas,
chocadas ltimamente, em canaslras de arroba e
meia pelo diminuto preco de 1,200 rs, cada canas-
tra: no ces da Alfandega, armazem11. 1.
Vende-so urna pnrcflo de cera de carnauba da
primeira sorle por preco commodo na ra larga
do Rozario, 11. 24.
Vendem-se 2 j libras de retroz sorli-
do, de primeira qualidade : na na do
Torres, 11. l\, segundo andar.
Vendem-se 20 escravos entre elles varios mo-
loques o negrinhas : na ra Direita, n. 3.
-- Vende-se um moleque peca, de 12 a 14 annos :
na ra do Livramenlo 11. 88 venda do lampeilo. !\a
mesma venda precisa-se de urna criada que se SUb-
jnile as compras.
Nova re"aQo Franco*
Brasileira,
Na na da Concordia, n. 8 por
detrs do (armo.
0 respcitavel publico achara em dita re-
lnacao assucar de qualidade superior, re-
finado a moda de Fraeoa devendo mere-
cer a prefereinja lano pelo asseio da sua
fabricacilo.coin pela clareza, pureza o bom
gosto ficando dito assucar refinado rc-
cnmmendavcl por suas qualidades hygie* ge-.
nica, sendo desembaracado de mao choi- UM
ro, potasa,, niel, aaaidote oulras suba- ^
iauOias mui nocivas a sade.
Os frteus silo o seguales :
Refinado em piles ou lonOcs, primeira
qualidade, a 160 rs. a libra ; dilo de se-
gunda qualidade, a llOrs. a libra ; refina-
do em p, primeira qualidade a 140 rs. a
libra;dito de segunda qualidade, a 120
ro. e> iit>ro>

Vendem-se 6 lindoi moloques de 12 a 18 annos;
4 pretos de 25 a 30 annos; 4 pardos do 12 a 20 annos;
uma mulallnha de 7 anuos ; 3 negrinhas de II a 12
annos ; 2 pardas com habilidades, de 16 anuos ; 4
prclas de 16 a 20 anuos com habilidades : na ra do
Collcgio, n. 3 se dir quem vende.
Na rui de Agoas- Verdes, n. 46.
vendom-se 3 bonitas escravas com habilidades ; urna
escrava do 26 anuos, por .100,000 rs.; dous molo-
ques pe?as do 12a 18 anuos ; um bonito escravo pe-
dreiro; um escravo para todo o servico. por prego
commodo, por seu dono ler do retirar-so.
Urna mobilia moderna toda
de Jacaranda
e com pouco uso consistindo em sopliu, cadeiras ,
mesa redonda trems com espelhos guarda-ves-
tidos toucador grande, mesa elstica para janlar ,
aparador, lavatorio e outros objectos pcrlcncen-
tes a sala : estes trastes vendem-se por esta familia
ter de retirar-se : ludo em bom estado o por prego
commodo: na ra da Soledade n. 40, 011 annun-
cie.
Charutos bons c baratos.
No anligo deposito de charutos da ra larga do
Rozario n. 32, achn-se um sorlimnnlo lo superio-
res charutos da Babia pelo mais barato preco pos-
sivel ; pois j ha muilo que se conserva neste depo-
sito as melborcs qualidades que tecm viudo a esto
mercado.
-Christophers&Donaldson tecm ainda dos scus
bem conbecidos o mui superiores vinhos do Porto ,
Scheri e TencrilTe, lano em barra como engarrafa-
do : bom como ago'ardento de Franca a melhor quo
lia e que vendem agora mais barato para fechar
conlas: na ra do Trapiche, 11. 40, 110 llecifo.
-- Vende-se boa marmolada; muilo bom doce Me
ginja a 320 rs. a libra : no largo do Carino, venda
n.l.
-- Vende-se muito bom vinlio verde, proprio pa-
ra refrigerar o calor, por nflo ter confeico a 200
rs. a garrafa c a caada a 1,280 rs. : no largo do
('.armo, venda 1.
Yende-se, no armazem do Vianna no
Forte-do-Mattos,
um completo sortimento de taboas do pinho da Sue-
cia chegado prximamente ludo serrado a vapor,
sendo taboas de 10 a 30 palmos de comprido, sem
"os proprias para se envernisar e pinho de riga :
"s entendedoresdirijam-so para ver, queso agrada-
rlo da qualidade e proco barato.
Vende-se espirito de 36 graos em pipas e a re-
lalho : na deslilaciio da travessa da Concordia.
Vende-so uma mulatinba de II anuos, muito
linda, quo coso solTrivel e lem muito geito para
ser boa engommadeira ; um moleque de 13 annos,
bom robusto ; uma preta de 16 anuos que cozinha O
diario de uma casa o ven le na ra ; urna dita por
300,000 rs. por ler um defeilo em um 0II10 : na ra.
Nova, n. 21, segundo andar.
1
iR ENCONTRADO





- NiiiJ-so ptn pagamento di-i rredores a
venda .la esquina lefronto da igreja dos Martvnos ,
rom r fundn de JOO.OOO a 4< 0,000 r*. ; quem a pre-
tende dinja-se a ra da M..drc-dc-l>cos a tratar
'iin'. ente Horro 11* da Cosa o qual prometi Ta-
zar n.' -ocio o vendor barato pira rcalisai.
-- A. alia derhegar un con ,>lelo sortimenlo para
"sSK armadores, bem como irina volantes lar-
dos U CStreiloS guijo de lod...-. is qualidadcs linos
o ordinarios ; o oulros muilos objectos que so acbam
a venda na ra larga do llozario, u. 2*.
Rap novo Lisboa.
A ello antes que se acabe.
Quem nilo tomar una pilada desto rap, certamen-
te nao saliera apreciaros deleites da vida contem-
pornea. Acaba do ebegar do llio-de-Jineiro, c ven-
ile-se no deposito do mesmo, na ra dos Quartois,
Vende-se urna bonila negrola pc-
i lo tiacao, tjuc engomma c cozinlia ;
9.
umo
nina
dita
crioiua.
I|UC
e coznilia
coze
moleca do dade do i7| anuos, Loa
pata so onsiiu.r a engominar, por ser
muito forte; tres moleques de bonitas
figuras, de idade de i3, i5 e 17 anuos ;
11:11 bonito negro de nacao, muito moro
e bom para trab.dliar cm algiiin armazem
de assucar, por j estar acoslumado
esle servico j uin dito do meia ida
8I0
em ouira qualquor parle; u m completo sortimenlo
do inslrumenlos de msica, lano de nidal como
ilo madeira; bustos do gesso representando minio
'cimente a rainlia Victoria o o principe Alberto ;
relogoa deouroo de prala ebegados ultimamoiilv
>M Suissa. F.stcs relogios que silo muilo bom aca-
bados se lomam muito recomuieudavcis a quul-
|uer particular o ndverto-se que ha entro clles
ilguns que andam oito dias sem precisarom de cor-
la : na ra da Cruz, no lenle, n. 55.
(
Vende-se na ra da Cadeia do J
Recife, n. 37, cera em velas, fabri- \
caifas no Hio-de-Janeiro, em urna
das inclbores fabricas, e em caixas g
pequeas, muito bem sortijas, por %
ser de 3 at 16 em libra ; e tam-
bem ha velas de tima c de meia libra, <9
brandoes, por preco mais barato do
juc cm outra qualquer paite.
Vendem-se aeges da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
Itveira Irmos & C., ra da Cruz,
n. 9.
Vendem-se os verdadeiros
charutos de San-Felix: na ra da
Cruz, n. 43.
Vende-se um lindo molecole, de
17 a 18 flnnos de idade, que sabe cozi-
nliar : na ra da Cadeia do Recile, n. 37.
Vende-se urna banca redonda de meio desala,
ile Jacaranda; um trem coni cspclho; toucadores pe-
queo; jogos de bancas de amarello; sophs de oleo;
mesas com duas gavetas ; uin relogio patente, de
prala ; 2 oaixiis de prala sendo urna domada ; la-
vatorio de amarello : na ra da Cadeia de S.-Anto-
111.1, u. 21.
Vende-se ca.' virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n. 17.
Contina-se a vender, na ra da
Cruz, n. Go,caixas coni cera de Lisboa,
sortimenlo vontade do comprador.
Farclo,
em h.rnros o 4,000 n. ; saccas grandes a 3.50o
rs., ditas pequeas a 2,800 rs : no armazem de J.
J. Tasso Jnior, na i na do Amorim, n. 3.
quizer principiar. ecom o fundos a contendo do
'"nprador ou smenlo a armagUu sita na ra do
Calleireiro u. 94 : a tratar na inesma venda ou no
paleo do Terco, n. 1:19.
\o Alcrro*da-IJoa-Y>ta de-
ntate da honre tu,
lia rhegado um novo o completo surt monto de cal-
nulo l'ranrez de todas as qualidade*, tanto para bo-
mem como para scnliora e meninas : bem como os
beinconliecidossapalosdo Nanles, e do Aracaty ,
por proco commodo.
i\o A(crro-da-Boa-Vista de-
lionle da bonecra,
por ja estar acostumauo a
meia idade,
bom para algum sitio, por entender de
planlacdes ; um dito que nao tem mais
de aj anuos, bom ganbailor, por 35osooo
rs.; um mulato bom cozinheiro enao mo
marinheiro ; todos estes cscravos ven-
dem-se baratissimos, por desejar-se fe.
char as contas dcste anno: na ra das
Larangciras, n. i/i, segundo andar.
Cobre
para forro de navios e para caldeirciro : na ra da
Cruz, no Recito,!). 17.
Vende-se farinha e milbocm saccas, por pre-
cocommodo : na ra larga do llozario, n. 27.
-- Vende-se algodio da Ierra de superior qualida-
de : "a ra do Cmcimado, n. 20.
Vendc-se nina mobilia de Jacaranda e cadeiras
de oleo cm muito bom estado : na ra das Cruzes
n. 31.
Vende-se cal virgem de Lisboa, em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar coui Almoida Si Konscca.na ra do Apollo
Algodao trancado da fabrica
de Todos*os-Santos da
Baha ,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de cs-
cravos : vende-se em casa de N. O. Bicber & Com-
panllia na ra da Cruz, n. 4.
Chapeos do Cliili.
Na praca da Independencia, n. 37 lia sperioesr
chapeos lo Chili ebegados no ultimo vapor.
Cigarrilhos despatillos.
O proprietario do armazem n.C6, atrs da igreja
do Corpo-Santo no Recito, faz sciente aos fuan- no armazem do BragUOZ ao p do arco da Concei(ao.
les do bom loin que elle recebe por lodos os vapo-'
res viudos do sol, esles deliciosos cigarrilhos, que
sao do nico deposito bcspanliul que lia no llio-de-
Janciro.
ISoInchinha de ara ruta.
Vende-se a mais nova e superior, no
raes da Alfandcga, armazem n. 7, con-
fronte a arvore : no mesmo tem saccas
rom boa farinha, por preco commodo.
Chocolate amargo de musgo
islndico, ou thesouro do
pcilo, preparado por Mr. J. C. C.
As affccgOcs do peito ofTerecem todas um symplo-
ma peral c constante. A losse, esta doenga tilo rom-
mnm quaudo descuidada, tilo graves s.lo suas con-
sequencias quanto parece ligeira em seu prin ci 1 io,
iiip matadora por si s como todas as oulras tlocii-
Cas que consomein a especie humana Dfio linha pa-
la combate-la e dcslrui-la um medicamento especial
clnico. Todas as paslilhiis c xaropes que leein ap-
parecido al boje, leein sido impotentes.
Nio le 111 acontecido islo com o chocolate demos-
cu (reparado por J. G. C. O principio que forma a
sus base principal oll'ereco propriedsdes inconlesta-
veis c reconhecidas depois de muito lempo, e nin-
guem ignora os felizcs rdsullados da sua applicagSo
em todas as pbleugmasias agudas ou dirimirs ,
do pulm.lo affccgcs do peito pthysica, delluxos,
toces, ele. para dar tom ao estomago, abrir o voli-
tado de comer conservar as gengivas c o bom au-
to mataras lnibrigas, principalmente as crian-
zas.
Toma-so puro mascando-o, c pode-so tomar tnm-
bom combinado em agoa como oulro qualquer cho-
colate e com leito, lomando-se urna das doses marca-
das em urna chavana dos ditos lquidos ou mais de
nina conforme a gravidado da doenca. V'ende-sc
unicamenlc na ra do (Jucimado, 11.17.
RA DOCRLSl'O, N. 5.
^'ovrs riscados indianna, a
280 rs. o covado.
Na ioja do Guimarles & Companhia, vendem-se
os novos riscados indianos, de quatro palmos de
lurgura cores lixas e padrees muilo modernos pelo
barato prego de 280 rs. o covado.
Vende-se um piano forte, vertical e de Jacaran-
da, chegado ltimamente com muito boas vozes ,
e ile 11111 machiiimiio de nova inveilQo para poras
vozes mais bailas at dous lons, o que torna esto
nstrumonlo muilo vantajoso para cantoria; cha-
tio que i
'.Otf wC IUVUll pO JtlCIjO UIBI9 vwuiuioiio
PRELO
em saccas muito grandes,
a 3s'6oo rs. a sacra:
Na 111a eslreita do llozario, Ioja do cncaderna-
qHo n. 34, vendem-se as seguintesobras : o Panora-
ma, 8 v. ; o Musen Piltoreseo, 1 v. ; Historia de Por-
tugal, 2 v. ; o Espillo do campo neutral, 4 v.; Eva-
risto e Theodora, 4 v.; Fortnidoro e ZefinJa, 2. v. ;
Carlas de Elloisa a Alcillard, Q v. l'oimosa don/ella
de l'eilh, 2 v.; Historia do Rrasil, 1 v.; Justino Lu-
sitano i v. ; Vosea saudosis I v. Novo testamen-
to 1 v. ; Uledilaces de Kivei, 1 v. ; Mcdilaco de
Jos Agosliuho, 1 v. ; poesas de Costa c Silva 2 v.;
Malaca conquistada t v. ; Ceorgicas poituguczns,
1 v. ; Kslnces do anno, 1 v.; dilas do din, 1 v. ; Jor-
nal potico I v. ; Caramut ,1 v.; Animacs fallan-
tes 3 v. ; Cora tertica Iv,; M una I Cbrislilo I
v. : a Philosopha por amor, 2 v. ; tirulo, tragedia t
v. ; Clara de Alba, i v. ; Klogioda louciira, 1 v. ; Mi-
santhropia e arrepentimiento, I v. ; Tito l.vo, t v. ;
Historia de Inglaterra 1 v.; liurro do Salustio, 1
v. ; Crainnif-.lica latina, I v ; dita ingleza, 1 v. :
la ni bem se vendem lvrosem brauco jara escriptu-
racao ; encaderiia-sc com mtiila | ciTeclo e segu
ranga : ludo por | ic.gy ipiiilu rasoavel bem romo
trocam-so quaesquer deslas obras por entras.
PURO VIKIIO DA FICUEHU.
Cxisle no armazem de molliados airas do Cor-
po-Sanlo n. C6 urna grande porcio deste genui-
no villho que se est vendendo pelo diminuto pc-
eo de 1,120 rs a caada c a 1G0 rs. a garrafa ; lani-
bem ha em pipas que se vender mais em conta : he
esle o melhor de todos os vinhos que se tecm nn-
nunciado pela sua simplicidade o oplimo paladar :
quem urna vez o beber jamis dcixar de o com-
prar.
Vendem-se saceos com farclo,
ebegados ltimamente, pelo diminuto
preco de 3,4oo rs.: na ra dj Sanzalla-
Vclba, n. i38.
Vende-se um oilanlc cm muilo bom estado,
por preco commodo : na Ioja de cabos do Sr. Caeta-
110 da Coso Moreia.
Vcndc-so um bonito molequc de 13 annos; um
dito de 12; urna innlatinhade 7 annos, mu linda
e que cose : ludo para fechar contas de venda este
anno: na la larga do llozario, Ioja do miudezas
n. 33.
Vcndem-se canoas grandes que servem para car-
regar arcia lijlos, 011 outra quaiquer rousa or
prego commodo ; as quaes estilo ao p do chafariz de
Fra-de-I'ortas : na ra do Trapicho, defronlo do
caes da l.ingola, 11. 30.
Madeira de pinito.
Vende so a melhor madeira de pioln que tem
vindoa esto mercatlo: na tua da Madrc-de-l)cos ,
armazem de Viceulo Ferreira da Costa.
ha spalos franeczes de couro de lustro para senho-
ra a 1,900 rs. o par. Cheguem freguezesquo o lera
po he proprio, A elles, quo se estilo ucabando.
superiores charutos baratos.
iNarua Vova, n. 50, deposito
da estrella ,
acha-seum sortimenlo de superiores charutos da
lialiia, de diversas qualiJades pelo mais barato
prego possivel, oaiangando-so pelas qualidades aos
compradores.
Vende-se um rico piano com oxccllentes rozes :
na ra do Quciuiado, n. 17.
Vendem-se barr pequeos com cal virgem de Llu-
boa, a maii rova que ha no mercado por preco co-tu
modo : na ra da Moda armazem n. 17.
CIIA'BFUSILKIRO.
Vende-se, no armazem de |molhados atrs do
Corpo-Sanlo, n. 66, o mais excellente ch produzi-
do emS.-Paulo, quo tem vindo a este mercado ,
por prego muito commodo.
Vende-se inuiio superior lagedo do Lisboa e
cal virgem em barris de 4 arrobas, por mdico preco:
naruadoVigario, n. 19. .
-- Na padaria da ra da Guia, no Recito navrA
todos os dias a venda o novo pilo de Provenga fa-
bricado poroutro modo que o actual, e da melhor
farinha que ha no mercado : por este motivo no se
pode l'azer senSo a 40, 80 e 160 rs.
Saccas com milho ,
a 5,200 rs. :
vendem-ss no armazem do Bacelar, no caes da Al-
fandega.
Vendem-se os ilciros e balcSp que
bram da armaco velha da Ioja do Ouarte,
proprios para qualquer estabelecimento,
por preco muito commodo : a tratar na
mesma.
Vendem-se barris com qi
robas de superior cal virgem de I f,b
por preco muito commodo: na riu 1
Cadeia do Recife, Ioja n. 5o, de Cunl,
6k Amorim.
Vendam-se presuntos para fiambro-
londrinos ; ditos de pralo ; lilas com blaVi
lina do Lisboa ; ditas de. araruta j conservas no.
mostarda ; potes com sal tino ; latas com mama
...m.-. p.-. ... ..,.,.. laias com 1|lu
da nova ; ditas com hervilhas; caninlus com
saa linas ; vinho moscatel de Setubal; dito Sher
cores lios ; e outros mais gneros, por prego coi
mas
modo : na ru da Cruz, no Recito, n! 46. P CC0B|
A 1,800 rs. a peca de 20
jardas.
Na Ioja de Guimarles & Companhia ra do Cr
po n. 5, vendem-so pegas de algodSozinho .lo "
qualidade, com um pequeo loque de vir
pelo barato prego de 1,800 rs. a pega de 20 jardas
\'a ra Nova, ti. 17,
vende-se um bragode balanga um peso de duj<
arrobas, um dito de urna arroba, um dito da nab
arroba.
Presepes para o Natal.
Vendem-se e alufram-se dramas de pastoras mi.
raglo dos ileis, Fialduz e oulros ; assim como ves
tuarios proprios para os mesmos arias, coros du
tos, ele. .urna rica illuminagno de gaz : na' cas
junto ao theatro no boliquim junto ao theatro 01
na, Capunga, casa do director do llieatio.
Escravos Fgidos
DEG RORTASNc2
Ncsta Ioja existe urna grande porgflo
cado monstro que para se acabarem
da festa veudo-se a 240 rs.
de ris-
nles
veiiue-se urna venua muito uoa para quem'lidade a4,400 rs.
Vendc-se a verdadeira potassa da
Kussia, desembarcada bontem, por pre-
co muilo rasoavel, vista de sua muilo
supciior qualidade : na ruado Trapiche,
ii. 17, e ra da Cadeia, n. 3ij.
Agencia da fundiciio
.ow-Moor, rua da .Senxalla-
nova, 11. 42.
Ncste estabelecimento contina a ha-
ver um rompido sortimenlo de inoculas
c mcias morullas, para cngenho ma-
chinas de vapor,c taclias de ierro batido e
coado, de todos os tamanhos, para dito.
Potassa.
Dcsembarcou ha. poucos dias una por-
cio de barris pequeos, com muilo nova
c supciior potassa, e se acbam venda,
por preco mais barato do que ultima-
mente se vendia, na rua da Cadeia-Velba,
armazem de Bailar k Ulivcira, n. 12.
Vinho barato.
Acba-sncstabrlccido na rua da Madre-dc-Ucos ,
n. 36, um armazem de
Vinhos da Figticira,
do ptima qualidade, a prego do 1,120 rs. a caada,
e a 160 rs a garrafa ; e para n3o liaver dolo do com-
prador soro lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendn-se a garrafa vasi, o dando-se inmediata-
mente a outra cheia : (ambem ha barris muito pe-
quetius proprios para quem passa a festa. O pro-
prietario desto estabelecimento pede encarecida-
mente que se no illudam avallando, pelo diminuto
prego c sem conheciuiento de causa a qualidade de-
sla fazenda digna por corlo da estima dos verda-
deiros amantes da bon pinga. KJIe co.nta que quem
urna vez provar, continuar com goslo o som are-
pendimenlo. E o bom preco!!.' A todo o exposto
accrcsceo asscio e bom acoudicionamento o que
ludo se poder verificar em dito estabelecimento.
Na rua do Crespo Ioja de 4 portas, n. 12, ven-
dem-sc chapeos do castor prcto's, do muito boa qua-
Ftrgio, de bordo do brigue Strtorlo, na manhia
do dia 5 de jolln prximo passado, um escravo ma
rinheiro de nome Francisco de nagilo Jang; rm
resenta ler 30 a 35 annos; tem om signal na fce cA
querda, tolla muito descangada ; levou caigas eci
misa dealgodflo azul, chapeo de pallia pintado de
branco o balde de trazer rages e 7,000 rs. em ce-
dulas ; falla hespanhol: quem 0 pegar leve-noa
rua da Moda n. 7, quo ser bem recompensado.
Fugio.no dia 18 de outuhro do engenlio S.-
Jolo, no Cabo, Marcelino, pardo trigueiro, de 19 in
nos, estatura regular, cara redonda, olhos pepuenos,
denles limados ; levou duas caigas, una de brim
pardo e outra de riscado azul; quem o pegar leve-o
ao referido engenho ou a casa de Lulz Gomos Fer-
reira no Mondego, que ser generosamente recora
pensado.
Fngio, no dia 7 do corrente, o preto Francisco,
aca.hralhado ; tom urna ferida na perna esquerda ;he
de estatura regular ; lem algumas faltas de denles
he bastante alegre principalmente quando se em
breaga ; levou camisa azul, caigas de riscado com
vivos aos lados imitando suprimento; he natural Ji
villa do Crato : quem o pegar leve-o a rna da Cru'
n. 26, que ser gratificado.
V tigio, no (lia 10 uo crreme, a lardo, ,irO(0
Antonio de nagilo Angola que representa ler m
annos potico mais ou menos porm lem ainda
cabello preto ; ho de estatura regular ; levou caigas
de algoduo branco um tanto curtas camisa e cha
peo do pullia ; tem os ps em baixo um lano gres-
sos, e o melhor signal que tem ho ler urna feriili
pequea em urna perna, d muilas rlictoricas, ou
para melhor ho espcrtalhilo ; he de suppr quo lo
masse a eslrada de Olinda por llie lizerem que por
esle camiuho se vai para o serlilo ; veio doCearno
vapor passado. Roga-so ns autoridades policiaes,
pessoas do povo c capililes de campo que o appre
tiendam c levem-no a rua da Cruz, no llecito. n. 37,
segundo andar quo serilo gratificados generosa
mente.
Fugiram, no dia 8 do corronto, do cngcnli
Ramos freguezia do l'o-do-Alho dous escwc
crioulos um de nome Angelo, alio, preto, um l'ou^
co vesgo desdentado na frente bem ladino, de'
c tantos annos : Itiogo de estatura mediana, F
alguma cousa apallielados gago, de SO e lanos i'
nos; suppc-se que o primeiro lera ido para o Ca-
luca reunir-sc aos rebeldes, e o segundo estar acoi J
lado porccila pessoa ncsta cidatle Quem os pega
levo-os ao mesmo engenho ou na rua o>4ollegio
n.5, quo se recompensar : bem como se prole
contra quem os tiveroccullo.
Fugiram, no dia II do corrente, doengenli
Novo deslussupinho, de alanoel Cavalcanti de Al
btiqucrqtie l.ins, 2 cscravos sendo : Pedro, crioii
lo, de estatura itgular, denles aleilos, bem f
lauto bonita figura bem preto; levou caigas ua
algodio azul camisa e chapeo de pello : Venancio
crioulo, baixo, grosso, nariz chalo, ventas aberlas
ps curtos ; levou camisa o ceroulas de algoduo, o
chapeo do couro-: estes 2 escravos silo irmflos : quem
os pegar leve-os ao dito engenho e senhor ou nes
ta praga a Cuillicrme, dos Santos Sazcs, na rua 01
Vigario n. 10 que se recompensar com 50,OM)'
rugi, na noilc do dia 12 do co'rrente o cabra
acaboclado de nome llaymundo, de 30 annos ou-
co mais 01) monos do estatura regular, clieio 00
corpo, cara larga, ps grandes; levou caigas de bu"
branco, camisa de inadapolilo, chapeo de Mili,
um surrao com alguma roupa eho pro avc mu-
do do trajos. Esle escravo pe lenco a Manoeuo
l'crcira Pacheco, do Aracaty. Iloga-soas auloridai
policiaes ecapitaesdo campo, que o apprehenua 1
e lovem- no u rua da Cadeia Uo Recito D. 34, casa m
Jos Antonio Bastos, que se recompensara.
Contina a estar fgido o pardo Antonio,
30a
do
,1
i 40 anuos ; he ollicial desapateiro; foi escr'
._ fallecido Fr. Caetano e depois de llerculano ">
s de Freitas; consta quo anda pelo sul desla pro-
vincia. Roga-se as autoridades policiaes, que o ap*
prebcndain e levem-no a 111a Dircila, a Joaquim w
nardo de Figueiredo, que satisfar todo e qoalq""
despeza. ,
-- Anda contina a eslar fgido o escravo cnouw.
de nome Miguel, de estatura regular], cheio do cor
po, bem pelo do bonita figura bons denles,
25 a 30 annos, com ofiicio de alfaiale c bolieiro ;
muito ladino { consta juc lora para as parles do su
e que passara pelo Cubo, com urna fingida carta,
dizia Iseu senhor mandav : quem .0 pegar "eve""
seu sanlior o coronel l.emeuha nesta pWi ,
110 engenho Junpaca ao Sr. JoSo Xavier Meuu ^
Silva.
MUTIl


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EXXBRBAMX_EYT8PH INGEST_TIME 2013-04-13T01:30:53Z PACKAGE AA00011611_06198
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES